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DISSOCIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E DESENVOLVIMENTO ENDÓGENO: O

PAPEL DO CAPITAL SOCIAL

Fabiana Funk
Lucir Reinaldo Alves

O século XXI inicia-se com a intensificação da globalização da economia e da sociedade e,


portanto, com a expansão das relações econômicas, políticas e institucionais entre países. O
Estado cede seu lugar de protagonista às empresas administradas pelo capital privado. O
processo de globalização, ou ocidentalização do mundo resulta no aumento da concorrência
entre empresas, na formação de uma nova divisão internacional do trabalho, numa nova
organização do sistema de cidades e regiões contribuindo, na atualidade, para o crescimento da
pobreza no mundo.

Diante da concentração descomunal de riquezas e da disparidade existente entre os países


‘desenvolvidos’ e os considerados ‘em desenvolvimento’, surge a necessidade de aproximá-los.
Para tentar afastar magicamente os efeitos causados pela evolução desigual do
desenvolvimento, entra-se na era dos desenvolvimentos ‘com adjetivos’. Surgem programas de
desenvolvimento autocentrados, participativos, comunitários, integrados, autênticos,
autônomos, populares, endógenos, entre outros tantos.

Assim, discutiremos neste trabalho o processo de dissociação, desenvolvimento sustentável e o


desenvolvimento endógeno e o papel do capital social em todos esses processos. A dissociação
aparece como uma tentativa de isolar a economia interna de uma sociedade dos efeitos
dinâmicos do desenvolvimento, com vistas a promover o desenvolvimento endógeno. Logo, o
desenvolvimento endógeno baseia-se na execução de políticas de fortalecimento e qualificação
de estruturas internas, visando à consolidação de um desenvolvimento local, a partir da criação
de condições sociais e econômicas para a geração e atração de novas atividades produtivas.

Assim, a ideia de desenvolvimento sustentável surge como uma nova estratégia de


desenvolvimento regional baseado nos valores locais e comunitários através de algumas
características fundamentais, tais como o social, econômico, político, cultural, tecnológico e
ambiental, aliando-se ao desenvolvimento endógeno, na busca de potencializar as
características determinantes de cada território, de cada região. Entretanto, alcançar as
mudanças necessárias para o sucesso do desenvolvimento endógeno e do desenvolvimento
sustentável, demanda a ação dos grupos e indivíduos, ou seja, a participação efetiva do capital
social: lares, organizações comunitárias, movimentos sociais, ONGs, produtores e empresas de
pequeno a médio portes, governos e organizações governamentais locais e regionais,
instituições de pesquisa e ensino. Cada membro, cada setor tem o seu papel.

A partir da participação ativa do capital social o desenvolvimento regional sustentável tratará,


assim, de assuntos específicos de cada territorialidade, abordando temas cujas decisões estão
em sua esfera de atuação. Desta forma, cria-se harmonia entre as competências e o apoio mútuo
na formulação e implementação de ações para o desenvolvimento.

Questão: A partir da leitura do texto, faça uma análise sobre o tema “Desenvolvimento
Sustentável e Endógeno”.

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