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TÍTULO DO TEXTO (indicar a referência completa no padrão ABNT)

NOVAIS, Fernando A. O Brasil nos quadros do Antigo Sistema Colonial. In: Aproximações:
estudos de história e historiografia. São Paulo: Cosac Naify, 2005, p.45-60

I – ARGUMENTO (questão, hipótese ou tese central discutida pelo autor)


A principal tese discutida pelo autor é a relação metrópole-colônia entre Portugal e
Brasil que está diretamente relacionada com a expansão comercial e marítima e caracterizou-se
pelo pacto colonial, no qual a organização e o desenvolvimento da atividade econômica que se
deveria desempenhar em solo brasileiro, foi previamente determinada pelos interesses
econômicos e políticos da Metrópole.

II – DEBATE (questões, assuntos, hipóteses ou teses com as quais o autor debate)


Ao longo o texto o autor discorre sobre a atividade colonizadora desenvolvida por
Portugal no Brasil, que advém, anteriormente, de um amplo processo, no qual o alinhamento de
uma burguesia mercantil à Monarquia nacional foi imprescindível para sua realização.
Embora a colonização Portuguesa na América mantivesse um caráter exploratório, esta
diferenciava-se das realizadas no continente Africano e Asiático, pelo papel desempenhado por
Portugal acerca do estabelecimento e desenvolvimento de uma atividade econômica, onde a
política portuguesa definia suas diretrizes de produção, afim de atender suas necessidades
políticas e econômicas. Desse modo, destaca-se o papel desempenhado pelo Brasil de "Empresa
Colonial".
A preocupação com a acumulação de capital reflete o caráter mercantilista de exploração
desempenhado pela metrópole no Brasil, onde perdurou por muito tempo o uso de mão de obra
escrava nas atividades produtivas, a fim de obter-se um lucro considerável no preço final do
produto colonial e também como meio de resguardar essa empresa altamente lucrativa que o
Brasil representava, de uma possível posse das terras produtivas por colonos, advindos de
Portugal como trabalhadores, onde, no caso, representaria gasto com mão de obra e uma ameaça
aos fins econômicos da Metrópole.

III – IDEIAS CENTRAIS DO TEXTO (principais argumentos discutidos e/ou afirmações mais
importantes)

 Processo colonial resultante das necessidades econômicas Europeias.


 Caráter da exploração colonial e sua objetividade econômica.
 Organização das atividades econômicas na Colônia.
 Pacto colonial
 Diferenciação dos tipos de colonização
 Relação entre o mercantilismo e expansão comercial com a colonização na América
Portuguesa
 Mão de obra escrava como meio para alcançar maior lucratividade
 Expansão das plantações ao longo do Brasil

IV – FONTES DE PESQUISA (principais fontes utilizadas pelo autor e como fundamenta os


seus argumentos a partir das fontes indicadas)
HECKSCHER, Mercantilism, 199, v- 1, pp. 19-88
O autor utiliza-se da frase de Heckser para dar maior fundamentação ao seu argumento de que a
junção da burguesia com o Estado centralizado foi imprescindível para a política mercantilista

HARINS, Comercio y navegación entre España, 1939.


O autor utiliza a fonte para fundamentar a caracterização e natureza das relações entre
metrópole e colônia no Antigo Sistema Colonial, a partir de uma breve análise da colonização
da América espanhola.

FURTADO, Celso, Formação econômica do Brasil, 1959, pp. 18-55


A referência é utilizada para exemplificar como a produção no Brasil colônia era determinada
de modo a favorecer Portugal, no caso é dado o exemplo da cana de açúcar, que foi plantada de
acordo com os interesses econômicos e políticos da Metrópole portuguesa.

V – CONCLUSÃO (o que o autor comprova ao final do texto)


Novais concluí o texto mostrando como o Brasil em sua época de colonização era
controlado por Portugal quanto ao seu modo de produção, de forma que favorecesse
economicamente a Metrópole, sendo assim inseriu-se a mão de obra escrava como estratégia
política, já que com uma mão de obra assalariada seria difícil impedir que se iniciasse uma
economia baseada na subsistência que não gerasse grandes lucros para a Metrópole portuguesa.
Por fim, o autor encerra enfatizando a importância de se entender o Antigo Sistema Colonial e
sua trajetória como ponto de partida para a compreensão de nossa formação histórica, política,
econômica e social.

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