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Edição 1040/2021

10 DE DEZEMBRO DE 2021
Edição 1040/2021

10 de dezembro de 2021

DADOS DO
INFORMATIVO
Secretaria-Geral da Presidência
Pedro Felipe de Oliveira Santos

Gabinete da Presidência
Patrícia Andrade Neves Pertence

Diretoria-Geral
Edmundo Veras dos Santos Filho

Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação


Alexandre Reis Siqueira Freire

Coordenadoria de Difusão da Informação


Thiago Gontijo Vieira

Equipe Técnica
Jean Francisco Corrêa Minuzzi
Anna Daniela de Araújo M. dos Santos
Diego Oliveira de Andrade Soares
João de Souza Nascimento Neto
Luiz Carlos Gomes de Freitas Júnior
Mariana Bontempo Bastos
Ricardo Henrique Pontes
Tays Renata Lemos Nogueira

Capa e projeto gráfico


Flávia Carvalho Coelho Arlant

Diagramação
Gabriela Alves Coimbra

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Supremo Tribunal Federal — Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal)

Informativo STF [recurso eletrônico] / Supremo Tribunal Federal. N. 1, (1995) – . Brasília : STF, 1995 – .
Semanal.
O Informativo STF, periódico semanal do Supremo Tribunal Federal, apresenta, de forma objetiva e concisa, resumos das teses e
conclusões dos principais julgamentos realizados pelos órgãos colegiados – Plenário e Turmas –, em ambiente presencial e virtual.
http://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=informativoSTF
ISSN: 2675-8210.
1. Tribunal supremo, jurisprudência, Brasil. 2. Tribunal supremo, periódico, Brasil. I. Brasil. Supremo Tribunal Federal (STF). Secretaria de
Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação.
CDDir 340.6

Permite-se a reprodução desta publicação, no todo ou em parte, sem alteração do conteúdo, desde
que citada a fonte.
ISSN: 2675-8210
INFORMATIVO STF. Brasília: Supremo Tribunal Federal, Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da
Informação, n. 1040/2021. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=informativoSTF.
Data de divulgação: 10 de dezembro de 2021.
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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

MINISTRO
LUIZ FUX
Presidente [3.3.2011]

MINISTRA
ROSA MARIA PIRES WEBER
Vice-presidente [19.12.2011]

MINISTRO
GILMAR FERREIRA MENDES
Decano [20.6.2002]

MINISTRO
ENRIQUE RICARDO LEWANDOWSKI
[16.3.2006]

MINISTRA
CÁRMEN LÚCIA ANTUNES ROCHA
[21.6.2006]

MINISTRO
JOSÉ ANTONIO DIAS TOFFOLI
[23.10.2009]

MINISTRO
LUÍS ROBERTO BARROSO
[26.6.2013]

MINISTRO
LUIZ EDSON FACHIN
[16.6.2015]

MINISTRO
ALEXANDRE DE MORAES
[22.3.2017]

MINISTRO
KASSIO NUNES MARQUES
[5.11.2020]

SUMÁRIO
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INFOGRÁFICO

1 INFORMATIVO

O Informativo STF, periódico semanal de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal


(STF), apresenta, de forma objetiva e concisa, resumos das teses e conclusões dos
Nota
principais julgamentos realizados pelos órgãos colegiados – Plenário e Turmas
–, em ambiente presencial e virtual. A seleção dos processos noticiados leva em
Explicativa
consideração critérios de relevância, novidade e contemporaneidade da temática
objeto de julgamento.

Colegiado
1.1 PLENÁRIO

Ramo do Direito
DIREITO CONSTITUCIONAL – ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
Objetivo de
Desenvolvimento
Sustentável
Título do resumo Prerrogativa de foro: defensor público e procurador com o qual
de Estado o processo
se relaciona
AMICUS ÁUDIO
CURIAE DO TEXTO

Tese oficial
TESE FIXADA
Nos termos do artigo 102, I, r, da Constituição Federal (CF) (1), é competência exclusiva
do Supremo Tribunal Federal (STF) processar e julgar, originariamente, todas as ações
ajuizadas contra decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional
do Ministério Público (CNMP) proferidas no exercício de suas competências constitu-
cionais, respectivamente, previstas nos artigos 103-B, § 4º, e 130-A, § 2º, da CF (2).

RESUMO
Resumo Possui plausibilidade e verossimilhança a alegação de que constituição estadual Notícia do jul-
em síntese não pode atribuir foro por prerrogativa de função a autoridades diversas daque ‑ gamento com
las arroladas na Constituição Federal (CF).
ênfase nas
As normas que estabelecem hipóteses de foro por prerrogativa de função são conclusões e
excepcionais e, como tais, devem ser interpretadas restritivamente (ADI 2.553) (1). nos principais
fundamentos

LEITURAS AUDIÊNCIA AMICUS VÍDEO DO ÁUDIO


EM PAUTA PÚBLICA CURIAE JULGAMENTO DO TEXTO

Estudo bibliográ- Indica Indica Vídeo da sessão Áudio


fico relacionado a realização a participação de julgamento da notícia
ao processo de audiência de “amigos
pública no STF da Corte”

SUMÁRIO
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SUMÁRIO

1 INFORMATIVO

1.1 PLENÁRIO

DIREITO ADMINISTRATIVO

» Sistema Remuneratório

• Servidor público estadual e vinculação de reajuste de vencimentos a índice


federal – ADI 5584/MT

DIREITO AMBIENTAL

» Saneamento Básico

• Constitucionalidade do novo marco legal do saneamento básico — ADI 6492/


DF, ADI 6536/DF, ADI 6583/DF e ADI 6882/DF

DIREITO CONSTITUCIONAL

» Ministério Público

• Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e iniciativa legislativa — ADI


3804/AL

DIREITO TRIBUTÁRIO

» Imposto Sobre Serviços (ISS)

• Incidência do ISS no licenciamento ou cessão de direito de uso de softwares


– RE 688223/PR (Tema 590 RG)

1.2  SEGUNDA TURMA

DIREITO PROCESSUAL PENAL

» Competência por Prerrogativa de Função

• Ministério Público: Procedimento investigatório em face de autoridade com


foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça e supervisão judicial
— HC 201965/RJ

SUMÁRIO
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2 PLENÁRIO VIRTUAL EM EVIDÊNCIA

2.1  EVOLUÇÃO DO AMBIENTE VIRTUAL

2.2  PASSO A PASSO DAS SESSÕES VIRTUAIS

2.3  PROCESSOS SELECIONADOS

• Piso salarial nacional - RE 1279765/BA (Tema 1132 RG)

• Perdão de dívidas tributárias - RE 851421/DF (Tema 817 RG)

• Proibição de prisão administrativa para policiais militares – ADI 6595/DF

• Vedação à realização de concurso público para cargos vagos em estados


e municípios - ADI 6930/DF

• Política florestal e proteção à biodiversidade estadual – ADI 5675/MG

• Alienação parental - ADI 6273/DF

• Revogação de atos normativos do Conselho Nacional do Meio Ambiente -


ADPF 748/DF

• Autorização de lavratura de termo circunstanciado por integrantes dos órgãos


de segurança pública - ADI 5637/MG

• Reeleições sucessivas nas assembleias legislativas - ADI 6713/PB, ADI 6716/


AC, ADI 6719/AM

• Polícia Civil e atribuições típicas de órgão executivo de trânsito - ADI 6773/MG

3 INOVAÇÕES NORMATIVAS DO STF

SUMÁRIO
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1 INFORMATIVO

O Informativo, periódico semanal de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF),


apresenta, de forma objetiva e concisa, resumos das teses e conclusões dos principais
julgamentos realizados pelos órgãos colegiados – Plenário e Turmas –, em ambiente
presencial e virtual. A seleção dos processos noticiados leva em consideração critérios
de relevância, novidade e contemporaneidade da temática objeto de julgamento.

1.1–PLENÁRIO

DIREITO ADMINISTRATIVO — SISTEMA REMUNERATÓRIO

Servidor público estadual e vinculação de reajuste


de vencimentos a índice federal — ADI 5584/MT

AMICUS ÁUDIO
CURIAE DO TEXTO

RESUMO:

É inconstitucional a vinculação de reajuste de vencimentos de servidores públicos


estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária.

Para evitar aumentos em cascata, a Constituição Federal (1) veda a vinculação ou a


equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de
pessoal no serviço público (2).

Além disso, a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou muni-


cipais a índices federais de correção monetária afronta a autonomia dos entes sub-
nacionais para concederem reajustes a seus servidores (3), bem como desrespeita o
Enunciado 42 da Súmula Vinculante (4).

SUMÁRIO
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Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, julgou procedente o pedido
formulado para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.278/2004, do Estado de Mato
Grosso. Vencidos os ministros Edson Fachin e Rosa Weber.

(1) CF: “Art. 37. (...) XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;”

(2) Precedentes: ADI 1064, ADI 285 e ADI 668

(3) Precedentes: AO 366, AO 293 e RE 174184

(4) Enunciado 42 da Súmula Vinculante: “É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de


servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária.”

ADI 5584/MT, relator Min. Ricardo Lewandowski, julgamento virtual finalizado em 3.12.2021 (sexta‑feira),
às 23:59

DIREITO AMBIENTAL — SANEAMENTO BÁSICO

Constitucionalidade do novo marco


legal do saneamento básico —
ADI 6492/DF, ADI 6536/DF, ADI 6583/DF
e ADI 6882/DF    

AMICUS ÁUDIO VÍDEO DO VÍDEO DO


CURIAE DO TEXTO JULGAMENTO JULGAMENTO

Parte 1 Parte 2

RESUMO:

É constitucional o novo marco legal do saneamento básico.

A lei 14.026/2020, fundamentada nos arts 21, XX (1), 22, XXVII (2), e 23, IX (3), da
Constituição Federal (CF), possibilitou a formação de arranjos federativos de contrata-
ção pública compatíveis com a autoadministração dos municípios. Com efeito, embora
a organização das atividades continue sob a titularidade dos municípios (4), o plane-
jamento das políticas de saneamento é o resultado da deliberação democrática em
dois níveis, o Plano federal e o Plano estadual ou regional, não havendo, assim, se
falar em violação à autonomia municipal.

SUMÁRIO
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Da mesma forma, não ocorre ofensa ao princípio federativo em decorrência da nova


redação do art. 50 da Lei 11.445/2007 (5), a qual determina os requisitos de confor-
midade regulatória esperados dos municípios, do Distrito Federal e dos estados, para
que façam jus às transferências voluntárias, onerosas e não onerosas, provenientes da
União. Trata-se de mecanismo de compliance e o condicionamento da destinação de
recursos federais via transferências voluntárias pode ocorrer, inclusive, por pactuação
contratual, sendo desnecessária a existência de lei disciplinadora das condições para
a percepção das dotações.

Ademais, a exclusão do contrato de programa para a execução dos serviços públicos


de saneamento básico a partir da promulgação da Lei 14.026/2020, representa uma
afetação proporcional à autonomia negocial dos municípios, em prol da realização
de objetivos setoriais igualmente legítimos. Essa proibição ocorre no mesmo ritmo da
opção legislativa pela delegação sob o modelo de concessão, que, além de proteger
a segurança jurídica com a continuidade dos serviços, estipula metas quanto à popu-
lação atendida pela distribuição de água (99% da população) e pelo esgotamento
sanitário (90% da população), visa a fomentar a concorrência para os mercados e a
aumentar a eficiência na prestação dos serviços.

Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, em análise conjunta, julgou
improcedentes os pedidos formulados em ações diretas de inconstitucionalidade.
Vencidos, parcialmente, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski.

(1) CF: “Art. 21. Compete à União: (...) XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,
saneamento básico e transportes urbanos;”

(2) CF: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXVII - normas gerais de licitação e
contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais
da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas
públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;”

(3) CF: “Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) IX -
educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação;”

(4) Precedentes: ADI 1.842, ADI 2.077, ADI 2.340.

(5) Lei 11.445/2007: “Art. 50.  A alocação de recursos públicos federais e os financiamentos com recursos da
União ou com recursos geridos ou operados por órgãos ou entidades da União serão feitos em conformidade
com as diretrizes e objetivos estabelecidos nos arts. 48 e 49 desta Lei e com os planos de saneamento básico
e condicionados:”

ADI 6.492/DF, relator Min. Luiz Fux, julgamento em 2.12.2021

ADI 6.536/DF, relator Min. Luiz Fux, julgamento em 2.12.2021

ADI 6.583/DF, relator Min. Luiz Fux, julgamento em 2.12.2021

ADI 6.882/DF, relator Min. Luiz Fux, julgamento em 2.12.2021

SUMÁRIO
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DIREITO CONSTITUCIONAL — MINISTÉRIO PÚBLICO

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas


e iniciativa legislativa — ADI 3804/AL  

AMICUS ÁUDIO
CURIAE DO TEXTO

RESUMO:

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas encontra-se estritamente vincu‑


lado à estrutura da Corte de Contas e não detém autonomia jurídica e iniciativa
legislativa para as leis que definem sua estrutura organizacional.

Por integrar a organização administrativa do Tribunal de Contas (1), a Constituição


Federal (CF) não concedeu ao órgão Ministério Público especial as garantias institu-
cionais de autonomia administrativa e orçamentária, nem a iniciativa legislativa para
as regras concernentes à criação e à extinção de seus cargos e serviços auxiliares, à
política remuneratória de seus membros, aos seus planos de carreira e, especialmente,
à sua organização e ao seu funcionamento.

É inconstitucional a exigência de lei complementar para regular a organização do


Ministério Público especial.

O domínio normativo da lei complementar somente é exigido para determinadas maté-


rias que a CF, expressamente, determina. Desse modo, a lei complementar não é ins-
trumento normativo adequado para a fixação de regras concernentes à organização
do Ministério Público especial junto ao Tribunal de Contas da União.

A Constituição não autoriza a equiparação de “vencimentos” e “vantagens” entre


membros do Ministério Público especial e membros do Ministério Público comum.

As únicas prescrições do Ministério Público comum aplicáveis ao Parquet que atua junto
ao Tribunal de Contas são aquelas que concernem, estritamente, aos direitos (art. 128,
§ 5º, I, da CF), às vedações (art. 128, § 5º, II, da CF) e à forma de investidura na car-
reira (art. 129, §§ 3º e 4º, da CF). Ademais, a equiparação automática de vencimentos
e vantagens dos membros do Ministério Público comum aos membros do Parquet espe-
cial implica vinculação de vencimentos, o que é vedado pelo artigo 37, XIII, da CF (2).

SUMÁRIO
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Com base nesse entendimento, o Plenário, por unanimidade, julgou o pedido proce-
dente, em parte, para: a) declarar a inconstitucionalidade do caput do art. 150 da
Constituição do Estado de Alagoas (3); e b) em relação ao parágrafo único do art. 150
da Constituição alagoana, declarar a inconstitucionalidade tão somente da expressão
“vencimentos, vantagens”.

(1) CF: “Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições
previstas no art. 96. (...) § 2º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: I - um terço pelo
Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e
membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios
de antiguidade e merecimento;”

(2) CF: “Art. 37. (...) XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;”

(3) Constituição do Estado de Alagoas: “Art. 150. Lei Complementar de iniciativa do Ministério Público especial
que oficia perante o Tribunal de Contas, disporá sobre a sua organização. Parágrafo Único. Aplicam-se ao
Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, no que couber, os princípios e normas constantes
desta Seção, pertinentes a garantias, direitos, vedações, vencimentos, vantagens e forma de investidura de
seus membros.”

ADI 3804/AL, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 3.12.2021 (sexta-feira), às 23:59

DIREITO TRIBUTÁRIO — IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS (ISS)

Incidência do ISS no licenciamento ou


cessão de direito de uso de softwares
— RE 688223/PR (Tema 590 RG)

AMICUS REPERCUSSÃO ÁUDIO


CURIAE GERAL DO TEXTO

TESE FIXADA:

“É constitucional a incidência do ISS no licenciamento ou na cessão de direito de


uso de programas de computação desenvolvidos para clientes de forma persona‑
lizada, nos termos do subitem 1.05 da lista anexa à LC 116/2003.”

SUMÁRIO
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RESUMO:

Incide o Imposto sobre serviços (ISS) no licenciamento ou na cessão de direito de


uso de softwares desenvolvidos para clientes de forma personalizada, mesmo
quando o serviço seja proveniente do exterior ou sua prestação tenha se iniciado
no exterior.

Para fins de incidência do ISS a que se refere o subitem 1.05 da lista anexa à LC
116/2003 (1), não interessa se o software é personalizado ou padronizado. Existindo o
licenciamento ou a cessão de direito de uso de programa de computação, deve incidir
o imposto municipal, independentemente de o software ser de um ou de outro tipo (2).

Além disso, é plenamente válida a incidência do ISS sobre serviço proveniente do exte-
rior ou sobre serviço cuja prestação se tenha iniciado no exterior, nos termos do art.
1º, § 1º, da LC 116/2003 (3). Esse dispositivo, em harmonia com o texto constitucional,
prestigia o princípio da tributação no destino.

A propósito, note-se que, a teor do art. 156, § 3º, da Constituição Federal (4), cumpre a
lei complementar excluir da incidência do imposto em questão exportações de serviços
para o exterior. A ideia é que, a partir do mencionado preceito, a tributação dos bens
ou serviços exportados ocorram no país em que são eles consumidos. Nessa toada,
o país exportador deixa de os tributar e o país importador exerce, sobre os bens ou
serviços importados, a competência tributária pertinente.

Com base nesses entendimentos, o Plenário, por unanimidade, apreciando o Tema


590 da repercussão geral, negou provimento ao recurso extraordinário. No tocante
à modulação dos efeitos, o Plenário atribuiu eficácia ex nunc à decisão, a contar de
3/3/2021, data na qual foi publicada a ata de julgamento das ADIs 1.945 e 5.659.

(1) Lista anexa à LC 116/2003: “1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.”

(2) Precedentes: ADIs 1.945 e 5.659.

(3) LC 116/2003: “Art. 1o O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios
e do Distrito Federal, tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que
esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. § 1o O imposto incide também sobre
o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País.”

(4) CF: “Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: (...) III - serviços de qualquer natureza, não
compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. (...) § 3º Em relação ao imposto previsto no
inciso III do caput deste artigo, cabe à lei complementar: I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas; II -
excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. III - regular a forma e as condições como
isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.”

RE 688223/PR, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 3.12.2021 (sexta-feira), às
23:59

SUMÁRIO
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1.2  SEGUNDA TURMA

DIREITO PROCESSUAL PENAL – COMPETÊNCIA POR PRERROGATIVA


DE FUNÇÃO

Ministério Público: Procedimento investigatório


em face de autoridade com foro por
prerrogativa de função em tribunal de justiça
e supervisão judicial — HC 201965/RJ

ÁUDIO VÍDEO DO
DO TEXTO JULGAMENTO

RESUMO:

É indispensável a existência de prévia autorização judicial para a instauração de


inquérito ou outro procedimento investigatório em face de autoridade com foro
por prerrogativa de função em tribunal de justiça.

O Ministério Público deve requerer judicialmente a prévia instauração de investigação


contra autoridade com foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça — ou, ao
menos, deve cientificar o aludido tribunal para fins de possibilitar o exercício da atividade
de supervisão judicial. A exigência de supervisão judicial se impõe mesmo em relação
aos procedimentos investigativos instaurados no âmbito do próprio Ministério Público.
Até porque é necessária a prévia autorização judicial para a instauração de inqué-
rito contra autoridade com foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça (1).

No caso, para além da ilegalidade das diligências investigativas encomendadas, a


ausência de supervisão judicial das investigações deflagradas pelo Parquet contra
autoridade com foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça justifica que seja
declarada a nulidade dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) por intercâmbio e
das provas deles decorrentes, bem assim a imprestabilidade de elementos probatórios
assim colhidos em procedimento de investigação criminal.

Com esse entendimento, a Segunda Turma, por maioria, concedeu parcialmente a ordem
de habeas corpus nos termos do voto do ministro Gilmar Mendes (relator). Vencido o
ministro Edson Fachin.

(1) Precedente: RE 1.322.854 AgR.

HC 201965/RJ, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30.11.2021

SUMÁRIO
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2 PLENÁRIO VIRTUAL EM EVIDÊNCIA

O Plenário Virtual em Evidência consiste na seleção e divulgação dos principais


processos liberados para julgamento pelos colegiados do STF em ambiente virtual,
com destaque especial para as ações de controle de constitucionalidade e processos
submetidos à sistemática da Repercussão Geral.

O serviço amplia a transparência das sessões virtuais do Supremo Tribunal Federal


(STF) por meio da difusão de informações sobre os processos que foram apresentados
para julgamento nesse ambiente eletrônico.

As informações e referências apresentadas nesta edição têm caráter meramente


informativo e foram elaboradas a partir das pautas e calendários de julgamento
divulgados pela Assessoria do Plenário, de modo que poderão sofrer alterações
posteriores. Essa circunstância poderá gerar dissonância entre os processos divulgados
nesta publicação e aqueles que vierem a ser efetivamente julgados pela Corte.

SUMÁRIO
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2.1 EVOLUÇÃO DO AMBIENTE VIRTUAL

2007
CRIAÇÃO DO PLENÁRIO VIRTUAL (PV) PARA
APRECIAÇÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL (RG)

• Permitiu aos ministros do STF


deliberarem se determinada matéria
apresenta ou não RG;
• Requisito introduzido pela Emenda
Constitucional (EC) 45/2004 (Reforma
do Judiciário) para admissibilidade de

2010
Recurso Extraordinário (RE);
• Celeridade na análise de temas de
RG: o Plenário Virtual funciona 24
horas por dia e é possível que os
Emenda Regimental 42
ministros o acessem de forma remota,
(2/12/2010)�
permitindo a votação mesmo estando
fora de seus gabinetes;
O MÉRITO DE TEMAS DE REPERCUSSÃO
• Inicialmente, apenas os ministros GERAL PASSOU A SER JULGADO NO
e os tribunais cadastrados tinham PLENÁRIO VIRTUAL
acesso ao sistema.
• Requisito: manifestação do relator
pela reafirmação de jurisprudência
dominante da Corte;
• Aumento da celeridade no julgamento
de mérito de temas de RG.

1 Art. 323-a. O julgamento de mérito de questões com repercussão


geral, nos casos de reafirmação de jurisprudência dominante da
Corte, também poderá ser realizado por meio eletrônico. (Incluído
pela Emenda Regimental n. 42, de 2 de dezembro de 2010)

SUMÁRIO
16
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2016
CRIAÇÃO DO AMBIENTE
DAS SESSÕES VIRTUAIS

Emenda Regimental 51
(22/06/2016)2

Resolução 587
(29/07/2016)3

Ambiente eletrônico de
julgamento em Plenário e Turmas

Competência: apreciação de agravos


internos e embargos de declaração.

2 Art. 21-b. O Relator poderá liberar para julgamento listas de


processos em ambiente presencial ou eletrônico. (Incluído pela
Emenda Regimental n. 52, de 14 de junho de 2019) Parágrafo
único. A critério do Relator, poderão ser submetidos a julgamento

2019
em ambiente eletrônico, observadas as respectivas competências
das Turmas ou do Plenário, os seguintes processos:
I – agravos internos, regimentais e embargos de declaração;
II – medidas cautelares em ações de controle concentrado;
V – demais classes processuais cuja matéria discutida tenha
jurisprudência dominante no âmbito do STF.
Resolução 642
3 Art. 1º Os agravos internos e embargos de declaração (14/06/2019)
poderão, a critério do relator, ser submetidos a julgamento em
ambiente eletrônico, por meio de sessões virtuais, observadas
as respectivas competências das Turmas ou do Plenário. (...) • Dispôs sobre o julgamento de
processos em listas, virtuais ou
presenciais;
• Definiu que as sessões virtuais serão
realizadas semanalmente, com

2020
início, em regra, às sextas-feiras;
• Previu que o ministro relator
inserirá ementa, relatório e voto no
Emenda Regimental 53 ambiente virtual;
(18/03/2020)

• Todos os processos de competência


do Tribunal poderão, a critério
do relator ou do ministro vistor
com a concordância do relator,
ser submetidos a julgamento em
listas de processos em ambiente
presencial ou eletrônico, observadas
as respectivas competências das
Turmas ou do Plenário.

SUMÁRIO
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Resolução 669
(19/03/2020)

• Medidas cautelares em ações de Resolução 675


controle concentrado, referendo (22/04/2020)
de medidas cautelares e de
tutelas provisórias e demais • Atualização do sistema implementada
classes processuais, inclusive em maio de 2020 permitiu que o
recursos com repercussão relatório e os votos dos ministros sejam
geral reconhecida, cuja matéria disponibilizados no sítio eletrônico do
discutida tenha jurisprudência STF durante a sessão de julgamento
dominante no âmbito do STF, (alterou a Resolução 642);
puderam ser submetidos a
• As sustentações orais por meio
julgamento virtual no STF (alterou a
eletrônico serão automaticamente
Resolução 642).
disponibilizadas no sistema de
• Nas hipóteses de cabimento de votação dos Ministros e ficarão
sustentação oral previstas no disponíveis no sítio eletrônico do
regimento interno do Tribunal, STF durante a sessão de julgamento
faculta-se aos habilitados nos autos (alterou a Resolução 642).
o encaminhamento das respectivas
• Iniciada a sessão virtual, os
sustentações por meio eletrônico
advogados e procuradores
após a publicação da pauta e
poderão realizar esclarecimentos
até 48 horas antes de iniciado o
exclusivamente sobre matéria
julgamento em ambiente virtual
de fato, por meio do sistema de
(alterou a Resolução 642).
peticionamento eletrônico do STF,
os quais serão automaticamente
disponibilizados no sistema de
Resolução 684 votação dos Ministros."
(21/05/2020)

• Iniciado o julgamento, os demais


Resolução 690
ministros têm até seis dias úteis
(1º/06/2020)
para se manifestar (alterou a
Resolução 642).
• O ministro que não se pronunciar
• As sessões em ambiente virtual terá sua não participação registrada
do Supremo Tribunal Federal (STF) na ata do julgamento (alterou a
passaram a ter duração de 6 dias Resolução 642).
úteis. Início: sexta-feira, à 0h; Término:
• Não alcançado o quórum de votação
sexta-feira seguinte, às 23h59.
ou havendo empate na votação, o
julgamento será suspenso e incluído
na sessão virtual imediatamente
subsequente, a fim de que sejam
PAINEL COVID colhidos os votos dos ministros
ausentes (alterou a Resolução 642).

PAINEL JULGAMENTOS VIRTUAIS

SUMÁRIO
18
INFORMATIVO STF EDIÇÃO 1040/2021 |

2.2 PASSO A PASSO DAS SESSÕES VIRTUAIS

No âmbito do Supremo Tribunal Federal, o sistema colegiado de julgamento em


ambiente eletrônico ocorre por meio de sessões de julgamento realizadas em tempo
real, por videoconferência e sessões de julgamento inteiramente realizadas em ambiente
eletrônico (sessões virtuais).

As inovações reforçaram as medidas adotadas pelo STF para reduzir a circulação interna
de pessoas e o deslocamento laboral como forma de prevenção ao novo coronavírus.

INCLUSÃO EM PAUTA PARA


1 JULGAMENTO VIRTUAL

O ministro relator pode submeter a


julgamento em sessão no ambiente
virtual qualquer classe e incidente PUBLICAÇÃO DA PAUTA E DO
processual, a seu critério. CALENDÁRIO DE JULGAMENTO
2
As listas dos processos liberados para
julgamento são divulgadas no site do
STF, e a pauta é publicada no Diário
de Justiça Eletrônico (DJe), respeitado
o prazo de 5 dias úteis entre a data
da publicação da pauta e o início do

3
julgamento (art. 935 do CPC).
SUSTENTAÇÃO ORAL

Após a publicação da pauta e até 48


horas antes do início do julgamento,
os advogados, os procuradores e
demais habilitados podem encaminhar
sustentação oral.
O envio das mídias é feito pelo Sistema
de Peticionamento Eletrônico, que gera
um protocolo de recebimento e registro RELATOR: INCLUSÃO
no andamento processual.
Além disso, os arquivos são
DO RELATÓRIO E VOTO

O relator insere, no sistema virtual,


4
disponibilizados imediatamente aos
gabinetes dos ministros. relatório e voto, que são disponibilizados
no site do STF durante toda a sessão de
julgamento virtual.

SUMÁRIO
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INFORMATIVO STF EDIÇÃO 1040/2021 |

5
INÍCIO DA SESSÃO VIRTUAL:
VOTAÇÃO

Iniciado o julgamento virtual, os demais


ministros têm até 6 dias úteis para
votar. As possibilidades de manifestação
são: acompanhar o relator, com ou sem
ressalva de entendimento; divergir do
relator; ou acompanhar a divergência,
com ou sem ressalvas.
Assim como no Plenário físico, não
há qualquer impedimento para que
um ministro modifique seu voto até QUESTÕES DE FATO E

6
o fim da sessão. Caso um ministro MEMORIAIS
modifique seu voto, a alteração
aparecerá em vermelho, indicando
Os advogados, os procuradores e
novo posicionamento.
demais habilitados podem realizar
As partes, os advogados e toda a esclarecimentos sobre matéria de
sociedade podem acompanhar, em fato e apresentar memoriais durante
tempo real, a sessão de julgamento a sessão de julgamento, que serão
e visualizar os votos dos ministros automaticamente disponibilizados no
e demais manifestações, que ficam sistema de votação dos ministros.
disponíveis no site do STF durante toda
a sessão de julgamento virtual (on-line
e em tempo real).

7 PEDIDO DE VISTA

Os ministros podem ainda pedir vista


ou destaque para julgamento no
ambiente presencial.
DESTAQUE PARA JULGAMENTO
As devoluções de vistas de processos
iniciados em sessão presencial, a
critério do ministro vistor e com a
NO AMBIENTE PRESENCIAL
8
No caso de pedido de destaque feito por
concordância do relator, também
qualquer ministro, o relator encaminhará
podem ter seu julgamento continuado
o processo ao órgão colegiado
em ambiente virtual.
competente para julgamento presencial,
com a publicação de nova pauta e
reinício do julgamento, desconsiderando-
se os votos já proferidos.

SUMÁRIO
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INFORMATIVO STF EDIÇÃO 1040/2021 |

9 QUÓRUM

No Plenário, não alcançado o quórum


de votação mínimo de seis votos,
ou havendo empate na votação, o
julgamento será suspenso e incluído
na sessão virtual imediatamente
subsequente, a fim de que sejam
colhidos os votos dos ministros ausentes.
No julgamento de habeas corpus ou de
recurso de habeas corpus, proclamar-
se-á, na hipótese de empate, será
proclamada a decisão mais favorável
ao paciente.
A declaração de constitucionalidade
ou inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo deverá ser pronunciada por

10
maioria qualificada de 6 votos em um
mesmo sentido. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO

O ministro que não se pronunciar no prazo


regimental terá sua não participação
registrada na ata do julgamento.

11 PLACAR DE VOTOS

O acesso ao placar, inclusive parcial,


de determinado julgamento pode
ser feito por meio da aba “Sessão
Virtual”, disponível na página de
acompanhamento processual dos
processos que estiverem em pauta.
CONCLUSÃO DO JULGAMENTO

Finalizado o julgamento virtual e


12
alcançados os quóruns regimentais, o
resultado será computado às 23h59 do
dia previsto para o término da sessão.
A decisão de julgamento será divulgada
no andamento processual, e o respectivo
acórdão publicado no DJe.

SUMÁRIO
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2.3  PROCESSOS SELECIONADOS

JULGAMENTO VIRTUAL: 10/12/2021 a 17/12/2021  

RE 1279765/BA
Relator(a): ALEXANDRE DE MORAIS
REPERCUSSÃO
        GERAL

Piso salarial nacional (Tema 1132 RG)

Controvérsia em que se discute a aplicação do piso salarial nacional dos


Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias aos
servidores estatutários dos entes subnacionais e o alcance da expressão piso
salarial. Jurisprudência: RE 1263619 AgR, RE 1292684

RE 851421/DF
REPERCUSSÃO
Relator(a): ROBERTO BARROSO    GERAL

Perdão de dívidas tributárias (Tema 817 RG)

Possibilidade de os Estados e o DF, mediante consenso alcançado no CONFAZ,


perdoar dívidas tributárias surgidas em decorrência do gozo de benefícios
fiscais, implementados no âmbito da camada guerra fiscal do ICMS, reconhecidos
como inconstitucionais pelo STF.

ADI 6595/DF
Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI

Proibição de prisão administrativa para policiais militares

Análise da constitucionalidade de disposições da Lei Federal 13.967/2019 que


veda a imposição, por via administrativa, de medida privativa e restritiva de
liberdade a policiais e bombeiros militares por transgressões disciplinares.
Jurisprudência: ADI 1381 MC, ADI 2867

SUMÁRIO
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INFORMATIVO STF EDIÇÃO 1040/2021 |

ADI 6930/DF
Relator(a):  ROBERTO BARROSO

Vedação à realização de concurso público para cargos vagos em


estados e municípios

Questionamento constitucional de dispositivos de leis que vedam a realização


de concurso público para o preenchimento de cargos vagos pelos entes
federados que aderirem ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

ADI 5675/MG
Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI

Política florestal e proteção à biodiversidade estadual

Análise da constitucionalidade de lei mineira, a qual dispõe sobre políticas


florestais e proteção à biodiversidade, por suposta invasão de competência
privativa da União para legislar sobre normas gerais de proteção ambiental.
Jurisprudência: ADI 3035

ADI 6273/DF
Relator(a): ROSA WEBER

Alienação parental

Análise da constitucionalidade, ou não, da Lei 12.318/2010, que dispõe sobre


a disciplina jurídica da alienação parental.

SUMÁRIO
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ADPF 748/DF 
Relator(a): ROSA WEBER
             

Revogação de atos normativos do Conselho Nacional do Meio Ambiente

Análise da constitucionalidade da Resolução 500/2020 do Conselho Nacional


do Meio Ambiente (Conama).

ADI 5637/MG
Relator(a): EDSON FACHIN

Autorização de lavratura de termo circunstanciado por integrantes


dos órgãos de segurança pública

Análise da constitucionalidade de dispositivo de lei mineira que confere à Polícia


Militar a possibilidade de lavrar termo circunstanciado, instrumento previsto
para os casos de crime de menor potencial ofensivo.

ADI 6713/PB
ADI 6716/AC
ADI 6719/AM
Relator(a): EDSON FACHIN

Reeleições sucessivas nas assembleias legislativas

Análise da constitucionalidade de dispositivos de normas estaduais que permitem


a reeleição de membros das mesas diretoras das Assembleias Legislativas
para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente dentro da mesma
legislatura.

SUMÁRIO
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ADI 6773/MG
Relator(a): ALEXANDRE DE MORAIS

Polícia Civil e atribuições típicas de órgão executivo de trânsito

Análise da constitucionalidade de dispositivos de normas estaduais que


concedem à Polícia Civil o desempenho de atribuições típicas de órgão executivo
de trânsito. Jurisprudência: ADI 5778, ADI 5774 e ADI 2960

SUMÁRIO
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3 INOVAÇÕES NORMATIVAS STF

Resolução 753, de 30.11.2021 — Torna público o Plano Estratégico 2021-2025 do


Supremo Tribunal Federal.

Resolução 754, de 02.12.2021 — Altera o Anexo da Resolução 709, de 9 de novembro


de 2020.

SUMÁRIO
26
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF
Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação – SAE
Coordenadoria de Difusão da Informação – CODI
codi@stf.jus.br

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