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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADE IRA


GOVERNO REGIONAL

SECRETARIA REGIONAL DO EQUIPAMENTO SOCiAL E TRANSPORTES

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J RELATÓRIO COMPLEMENTAR DE ENQUADRAMENTO
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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

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SECRETARIA REGIONAL DO EQUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORTES

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~J íNDICE

:--1 1-SUPORTE LEGISLATIVO

2-HISTORIAL
:J 3-L1MITAÇÕES DO PROCESSO

:J 4-0BJECTIVOS

S-BASE ITRATAMENTO DE DADOS


-J 6-PROPOSTA DE PROCEDIMENTO PROCESSUAL

-J 7-AUTORIA TÉCNICA

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PLANO DIRECTOR MINICIPAL DA PONTA DO SOL MAiO 2000 -2-

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J GOVERNOREGIONAL

SECRETARIA REGIONAL DO EaUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORTES

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J 1-SUPORTE LEGISLATIVO

J o Plano Director Municipal do Concelho da Ponta do Sol tem como suporte


legislativo o Decreto-Iei nO 69/90 . de 2 de Março. alterado pelos Decreto -Lei n°

J 211/92 ,de 8 de Outubro, e pelo Decreto-Lei n° 155/97, de 24 de Junho , Decreto -Lei

·
n° 292/95 , de 14 de Novembro , Decreto-Lei n0156j97 de 24 de Junho , adaptados á
Região Autónoma da Madeira pelo Decreto Legislativo Regional n° 19/90 M de 23 de
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Julho de 1990.
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2-HISTORIAL ,
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13 fase
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,., o processo relativo á elaboração do plano director municipal do concelho da
Ponta do Sol, teve início pela deliberação Camarária de 15-05-1991 .
J . .
Foi solicitado apo io técnico á Secretaria Regional do Equipamento Social e
Ambiente, face á inexistência nos serv iços da autarquia de quadro técnico de suporte.
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A S.R.E.S.A . elaborou um concurso limitado, tendo sido adjudicado á fonna
"COBA" a realização do plano , por Resolução do Governo Regional n° 758/91.

O proce sso segu iu a tramitação nonnal e foi objecto de inquérito público em


.Novembro de 1993.
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,., - . As objecções que foram postas aquando do inquérito público, sobretudo


~/) visíveis nas sessões de esclarecimento , conduziram á opção de refonnu lar a proposta
- '-'-o de plano .

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,. Essa opção teve em conta o facto de o processo de planeamento ao nível de
Plano Municipal ser uma situação nova .

PLANO DIRECT OR MINICIPAL DA PONTA DO SOL MAIO 2000 -3-

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J REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

J GOVERNO RErnQNAl

SECRETARIA REGIONA L DO EQUIPAMENTO SOCiAL E TRANSPORTES

~J Esse seria o 1° Plano Director Municipal do Concelho, e o processo de


elaboração e discussão levou á tomada de consciência tanto da administração como
das populações das implicações práticas do documento e da necessidade de

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amadurecimento das propostas que o mesmo integrava.

Verificou-se ainda a necessidade de o Plano ter como base, cartografia e

J levantamentos de uso de solo mais actualizados , do que os que tinham servido de


base á elaboração do mesmo.

Essa opção foi possível sem criar um vazio de ordenamento , porque pelo
J Decreto Legislativo Regional n° 12195 M de 24 de Junho , entrou em vigor o Plano de
Ordenamento Territorial da Região Autónoma da Madeira, que embora sendo um
Plano Regional, vinculava não só a administração como os particulares dada a
J ausência de Plano Municipal

J 2" FASE

A segunda fase que corresponde á proposta de plano a que este relatório se


J refere, não pretendeu reiniciar o processo deste a sua fase inicial, mas tão só
reformular os documentos fundamentais do plano, que se tinham mostrado
desajustados á realidade que iriam afectar.

J Porque uma das principais objecções ao processo inicial, foi o facto de ser
notório o desconhecimento da realidade local pela equipe projectista , o que conduziu a

J propostas que sem se questionar a sua validade/qualidade técnica , se mostraram


desenquadradas do meio que iriam afectar, foi opção da Administração Regional ,
elaborar com os quadros e recursos locais as alterações que se impunham .

J Esta fase, permitiu também introduzir novos dados entretanto compilados , e


formatar o documento em suporte digital referenciado e susceptivel de ser integrado
no "Sistema de Informação Geográfica "
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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

J GOVERNO REGIONAl

SECRETARIA REGIONAL DO EQUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORTES

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J 3-L1MITAÇÕES DO PROCESSO

J Existem no processo de planeamento estrangulamentos vários, de vários niveis


e mesmo formais em relação aos aspectos e profundidade que os dados focados
J neste tipo de documento devem ser abordados(o que explica a tão grande variedade
formal e de escala de dados existente nos planos directores a nivel nacional , tendo
como suporte legal um mesmo diploma ),que dificultam a concre tização dos objectivos
j que se pretendem atingir podendo exemplificar-se :

A falta de entendimento do que é um plano director municipal no quadro


j legislativo, nunca tendo sido com clareza definido se o mesmo se trata de um plano
urban istico, virado para a edificação ou um plano de ordenamento.

~J Características culturais próprias da sociedade portuguesa.

Participação das populações no processo de planeamento ainda insipida.

~J Dispersão e sobreposição de competências e de instrumentos de planeamento.

~j
Desactualização de dados .

Quadro legislativo desadequado.

Lei de solos caduca.

-- Lei de financiamento das autarquias com excesso de suporte em taxas de


construção.

Noção de prop riedade do solo culturalmente enra izada, com características de


individualismo, em que a função social do solo é vista como um direito e não como um
dever.

PlANO DIRECTOR MINICIPAL DA PONTA DO SOL MAIO 2000 -5-

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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
,J GOVERNO REGIONAL

SECRETARIA REGIONAL DO EaUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORTES

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-J 4-0BJECTIVOS

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J 4.1-NOTA INTRODUTÓRIA

Tendo assumido este documento como um processo misto de ordenamento

J territorial do concelho, e simultaneamente base da gestão urbanística , pretendemos


humanizar o processo de planeamento e gestão territorial, tendo em conta as
especificidades de uma Região Insular, Ultraperiférica, densamente povoada e de

J povoamento disperso, com uma vivência cultural própria.

Assim esta proposta de plano mais do que impor, propõe-se orientar,


valorizando as tendências naturais decorrentes de uma vivência centenar, mas com os
J condicionamentos e exigências do mundo actual .

Com esse objectivo pré definido, procurámos meios de promoção do espaço


J rural, valorizando as actividades económicas e sociais locais e da qualidade de vida
das populações, invertendo o ciclo de atractividade das urbes e criação de normas
racionalizadas e simplificadas, que perm ita a todos os intervenientes nos processos de
j uso e transfonnação do solo, saber os meios, modos e consequências das
intervenções.

"j 4.2-0BJECTIVOS BÁSICOS QUE NOS PROPOMOS ATINGIR:

J Uniformizar as regras de ocupação e uso do solo a nível Regional.

Criar quadro normativo objectivo e de fácil interpretação.

Criar condições regulamentares para desen volver sem perder as


caracteristicas próprias.

Reorientar com vista a atenuar, o processo de tendência de ocupação de


edificação dispersa.

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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

J GOVERNO REGIONAl

SECRETARIA REGIONAL DO EaUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORTES

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:J Orientar a ocupação e USO do solo , tendo em vista a manutenção e
salvaguarda dos valores locais.

.J Procurar inverter o processo de desertificação das zonas interiorizadas.

Salvaguardar os espaços naturais sem interditar o seu uso.

J Valorizar os recursos naturais em harmon ia com o potencial hu mano.

Tomar transparente o processo decisório.


J
J 4.3-COMO NOS PROPOMOS CONCRETI ZA R OS OBJECTIVOS :

J Unifonnizando as esca las cartográficas dos planos directores municipais dos


diferentes concelhos .
J Utilizando as mesma s bases de dad os nos diferentes planos, e com tratamento
idêntico .

~J Criado uma base regulamentar comum aos diferentes concelhos , assum ido-se
naturalmente as especifidades locais.

~J Integrando nas especificidades locais a escala das intervenções.

] Preservando o patrimó nio natural e o edifica do.

Requalificando as zonas menos valorizadas.

~J Assum indo os núcleos urbanos em desen volvimento .

Criando pólos centralizados nas fregues ias.


J Mantendo a vivência tradiciona l em meio rural.

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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

J GOVERNO REGIONAl

SECRETARIA REGIONAL DO EQUIPAMENTO SOCIAL E TRANSPORlES

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J Criando regras de uso e usufruto dos espaços mais sensiveis.

J Orientando o desenvolvimento dos recursos endógenos e procurando atrair os


exógenos complementares.

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J S-BASE I TRATAMENTO DE DADOS

J Os dados cartográficos utilizados nesta proposta foram os seguintes :

J Base da O.R.A . elaborada pela empresa Geometral , em 1990 -199 2,


com a informação referente aos usos do solo .

J Esta informação foi depo is tratada para efeitos de ordenamento


territorial, prevalecendo as ocupações iguais ou superiores a 50% .

j Atlas do Ambiente - O.G.A .1997- que forneceu os dados referentes ao


Parque Natural da Madeira e a área de Floresta Natural Lauriss ilva.

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] PLANO DIRECT OR MINICIPAL DA PONTA DO SOL MAIO 2000 -8-

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J REGIÃO AUTÓN OMA DA MADE IRA

J GOVERNO REGIONAl..

SECRET ARIA REGION AL DO EQUIPAMENTO SOCIAL E TRANSP


ORTES

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J 6-PROPOSTA DE PROCEDIMENTO PROCESSUAL

J do
Tendo em conta o suporte legislativo que presidiu á elaboração
ente diferente
presente estudo , e o facto de que esta proposta é substancialm
J da que foi objecto do anterior inquérito público, e tendo em conta o espaço de
e-se :
tempo que decorreu entre a anterior proposta e a actual , propõ
J 6.1- Que a Câmara Municipal solicite uma reunião com a
adas
Comissão de Acompanhamento com o objectivo de serem solicit
'J consultas ás entidades Regionais cujo conteúdo possa afecta r.

a
6.2- Que seja posteriormente elaborado parecer final da referid
'J comissão , sendo o documento.

6.3- Que a nova proposta de plano seja , nos termos da lei,


J objecto de novo inquérito público.

J 6.4-Que os resultados do novo inquérito sejam ponderados pela


Câmara Municipal.

J 6.S-Que o plano seja depois submetido à Assembleia municipal


para efeitos de aprovação.
:J 6.6-Que o plano seja depois enviado ao Governo Regional ,para
efeitos de ratificação.
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