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Mestrado em Engenharia Mecânica

Mecânica não linear


Dra. Lúcia Dinis

Viscoelasticidade

08 de Novembro de 2005

Silvestre T Pinho

Objectivos

• Entender o que é viscosidade e visco-


Introdução elasticidade
Elementos • Conceitos de fluência e relaxação de tensões
Maxwell
• Conhecer os elementos viscoelásticos básicos
Kelvin-Voigt
(Maxwell e Kelvin-Voigt)
+ Complexos
• Reconhecer elementos básicos em modelos
Hiper- mais complexos
elasticidade
• Modelos viscoelásticos para grandes
Conclusões deformações (visco-hiperelasticidade)
08 de Novembro de 2005 2
Sumário da aula

• Introdução
Introdução
• Elementos e modelos viscoelásticos
Elementos

Maxwell
•Elemento de Maxwell
Kelvin-Voigt •Elemento de Kelvin-Voigt
+ Complexos
•Modelos mais complexos
Hiper- • Modelos materiais visco-hiperelásticos
elasticidade

• Recapitulação e conclusões
Conclusões

08 de Novembro de 2005 3

Alguns conceitos e modelos


Viscosidade F

Introdução
•A viscosidade é uma quantidade
que descreve a resistência que
Elementos um material oferece ao escoa-
escoa-
Maxwell
mento. O material é forç
forçado a
escoar por uma forç
força F.
Kelvin-Voigt

+ Complexos
•Quando a forç
força é retirada, o
material para de escoar.

Hiper- •Este fenó


fenómeno é representado
elasticidade pelo elemento viscoso, de acordo F
com a lei de Newton da
Conclusões .
viscosidade:
σ = ηγ
08 de Novembro de 2005 4
Alguns conceitos e modelos
Elasticidade F

Introdução
•Aos materiais que não
escorrem, mas que mostram
Elementos propriedades tí
típicas de só
sólidos,
Maxwell
é usada uma mola para
representá
representá-los
Kelvin-Voigt

+ Complexos
•A mola é caracterizada pela lei
de Hook

Hiper- •Quando a forç


força F é retirada, a
elasticidade mola retorna à configuraç
configuração
inicial
Conclusões F
08 de Novembro de 2005 5

Alguns conceitos e modelos


Viscoelasticidade
•Um material viscoelá
viscoelástico apresenta
Introdução simultaneamente caracterí
características viscosas e
elá
elásticas
Elementos

Maxwell •A viscoelasticidade depende da escala de


tempo da experiência, quando comparada
Kelvin-Voigt
com a escala de tempo do material (tempo
+ Complexos de relaxaç
relaxação)

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 6
Materiais viscoelásticos

•Não só
só os materiais usados em
Introdução
engenharia (eg
(eg polí
polímeros) são
viscoelá
viscoelásticos
Elementos

Maxwell

Kelvin-Voigt

+ Complexos

Hiper-
elasticidade From
BioE515Lecture2.ppt
Osso: material poro-
poro-visco-
visco-elá
elástico
anisotró
anisotrópico gradativo
Conclusões
(Mow 1991)
08 de Novembro de 2005 7

Materiais viscoelásticos

σ
Introdução •As tensões
ε& ↑ ε&4 > ε&3
dependem das
Elementos
deformaç
deformações e ε&3 > ε&2
Maxwell das taxas de
Kelvin-Voigt defomaç
defomação ε&2 > ε&1
+ Complexos ε&1
Hiper-
elasticidade
ε
Conclusões

08 de Novembro de 2005 8
Materiais viscoelásticos – relaxação de
tensões
Input Output
Introdução

Elementos
ε Tensão
ε0
Maxwell ε0 =ε3
Kelvin-Voigt

+ Complexos ε0 =ε2
T Tempo
Hiper- ε0 =ε1
elasticidade  ε 0t
 0≤t ≤T
ε =T Tempo
Conclusões
 ε 0 t >T
08 de Novembro de 2005
T 9

Materiais viscoelásticos – fluência

Input Output
Introdução

Elementos Tensão ε
Maxwell
σ0
σ0 =σ3
Kelvin-Voigt

+ Complexos σ0 =σ2
T Tempo
Hiper- σ 0 t σ0 =σ1
elasticidade  0≤t ≤T
σ = T
Conclusões  σ 0 t ≤T
T Tempo
08 de Novembro de 2005 10
Diferentes elementos

Introdução Elasticidade Mola


Elementos Em elasticidade, a
Maxwell
mola é a unidade
principal, e assume-
assume-se
Kelvin-Voigt
que responde
σ = Eε
+ Complexos instantaneamente e
de forma reversí
reversível a
Hiper- cargas e deformaç
deformações
elasticidade aplicadas
Conclusões

08 de Novembro de 2005 11

Diferentes elementos

Dashpot

Introdução Viscosidade

Elementos
•A unidade viscosa fundamental é Amortecedor
o amortecedor, onde a tensão é
Maxwell
assumida ser uma funç
função da taxa
Kelvin-Voigt de deformaç
deformação e não da σ = f (ε& )
+ Complexos deformaç
deformação
•O amortecedor é normalmente
Hiper- assumido ser linear, e a constante σ = ηε&
elasticidade
de proporcionalidade é chamada
viscosidade
Conclusões

08 de Novembro de 2005 12
Diferentes elementos

Introdução
Um ponto chave em modelar o
comportamento viscoelástico de
Elementos
diferentes materiais está em escolher a
Maxwell
forma adequada das componentes
Kelvin-Voigt

+ Complexos
elástica e viscosa (eg linear) bem como
combinar os elementos no melhor
Hiper- sistema possível por forma a que o
elasticidade
comportamento em função do tempo
Conclusões seja previsto adequadamente
08 de Novembro de 2005 13

Diferentes elementos

Elementos em sé
série:
Introdução

Elementos
1 2 σ =ε =0
Maxwell

Kelvin-Voigt σ ,ε
+ Complexos 1 2
σ 1 , ε1 σ 2,ε2
Hiper- σ1 = σ 2 = σ
elasticidade
ε1 + ε 2 = ε
Conclusões

08 de Novembro de 2005 14
Diferentes elementos

Elementos em paralelo:
Introdução σ 1 , ε1
1 1
Elementos
σ ,ε
Maxwell

Kelvin-Voigt
2 2
+ Complexos
σ 2,ε2
Hiper-
elasticidade
σ1 + σ 2 = σ
Conclusões ε1 = ε 2 = ε
08 de Novembro de 2005 15

Elemento de Maxwell

• O elemento de 1 2
Introdução
Maxwell é o modelo
básico de um fluí
fluído
σ 1 = ηε&1 σ 2 = Eε 2
Elementos

Maxwell
(fluí
fluído,
do, porque a
resposta a longo prazo
Kelvin-Voigt
correspondente a uma
+ Complexos tensão constante
aplicada é idêntica à de σ = σ = σ

 ⇒ Eε 2 = ηε&1
1 2
Hiper- um fluí
fluído―
do―ie continua a
elasticidade deformar-
deformar-se) ε 1 + ε 2 = ε 
Conclusões

08 de Novembro de 2005 16
Elemento de Maxwell - relaxação de
tensões
ε0

Deformação
Introdução ε = ε 0 H (t )
Elementos
Tempo
Maxwell

Kelvin-Voigt Estado inicial:


+ Complexos

Resposta
Hiper- instantânea:
elasticidade

Conclusões
Estado final:
08 de Novembro de 2005 17

Elemento de Maxwell - relaxação de


tensões

Introdução
1 2
ε0
Elementos ε = ε 0 H (t )
σ 1 = ηε&1 σ 2 = Eε 2
Maxwell

Kelvin-Voigt
Tempo
+ Complexos

σ1 = σ 2 = σ 
Hiper-  ⇒ Eε 2 = ηε&1 ηε&1 + Eε1 = Eε 0 H (t )
elasticidade ε1 + ε 2 = ε 
Conclusões

08 de Novembro de 2005 18
Elemento de Maxwell - relaxação de
tensões
ε0
ε = ε 0 H (t )
ηε&1 + Eε1 = Eε 0 H (t )
Introdução
Tempo
Elementos

Maxwell Deformação viscosa:


Eε 0
Kelvin-Voigt
ε1 (t ) = ε 0 (1 − e − Et η
)

Tensão
+ Complexos

Tensões: Tempo
Hiper-

σ (t ) = Eε 0 e − Et η
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 19

Elemento de Maxwell – fluência


σ0
Tensão

σ = σ 0 H (t )
Introdução

Elementos Tempo
Maxwell

Kelvin-Voigt
Estado inicial
+ Complexos
Resposta
instantânea
Hiper-
elasticidade
Estado final
Conclusões

08 de Novembro de 2005 20
Elemento de Maxwell – fluência
σ0

Tensão
σ = σ 0 H (t )
Introdução
1 2
Elementos Tempo
Maxwell
σ 1 = ηε&1 σ 2 = Eε 2
Kelvin-Voigt

+ Complexos
σ1 = σ 2 = σ  σ 0 H (t ) = ηε&1
 ⇒ Eε 2 = ηε&1
Hiper-
ε1 + ε 2 = ε  σ 0 H (t ) = Eε 2
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 21

Elemento de Maxwell – fluência


σ0
Def. elástica:
σ = σ 0 H (t )
Introdução
σ0
Elementos
ε 2 (t ) = H (t )
E Tempo
Maxwell

Def. viscosa:
Kelvin-Voigt
σ
deformação

σ t 0
ε1 (t ) = 0
+ Complexos
E
η
Hiper-
elasticidade Def. total: Tempo
σ0 σ 0t
Conclusões
ε (t ) = H (t ) +
08 de Novembro de 2005
E η 22
Elemento de Kelvin-Voigt
σ 1 = ηε&1
• O elemento de 1
Introdução
Kelvin-
Kelvin-Voigt é o modelo
Elementos básico de um só
sólido
Maxwell
(sólido,
lido, porque a
resposta a longo prazo
Kelvin-Voigt
correspondente a uma 2
+ Complexos tensão constante
aplicada é idêntica à de σ 2 = Eε 2
Hiper- um sólido―
lido―ie deixa de
elasticidade deformar-
deformar-se) σ1 + σ 2 = σ 
 ⇒ ηε& + Eε = σ
Conclusões ε1 = ε 2 = ε 
08 de Novembro de 2005 23

Elemento de Kelvin-Voigt – relaxação de


tensões
Deformação

ε0
Introdução ε = ε 0 H (t )
Elementos
Tempo
Maxwell

Kelvin-Voigt Estado inicial:


+ Complexos

Resposta
Hiper- instantânea:
elasticidade

Conclusões
Estado final:
08 de Novembro de 2005 24
Elemento de Kelvin-Voigt – relaxação de
tensões

Deformação
ε0
σ 1 = ηε&1 ε = ε 0 H (t )
Introdução
1
Elementos
Tempo
Maxwell

ηε 0δ (t ) + Eε 0 H (t ) = σ
Kelvin-Voigt

+ Complexos
2

Hiper- σ 2 = Eε 2

Tensão
elasticidade
σ1 + σ 2 = σ  Eε 0
Conclusões  ⇒ ηε& + Eε = σ
ε1 = ε 2 = ε  Tempo
08 de Novembro de 2005 25

Elemento de Kelvin-Voigt – fluência


σ0
Tensão

σ = σ 0 H (t )
Introdução

Elementos Tempo
Maxwell
Estado inicial:
Kelvin-Voigt

+ Complexos
Resposta
instantânea:
Hiper-
elasticidade

Estado final:
Conclusões

08 de Novembro de 2005 26
Elemento de Kelvin-Voigt – fluência
σ0

Tensão
σ 1 = ηε&1 σ = σ 0 H (t )
Introdução
1
Elementos Tempo
Maxwell

ηε& + Eε = σ 0 H (t )
Kelvin-Voigt

+ Complexos
2

Hiper- σ 2 = Eε 2
elasticidade
σ1 + σ 2 = σ 
Conclusões  ⇒ ηε& + Eε = σ
ε1 = ε 2 = ε 
08 de Novembro de 2005 27

Elemento de Kelvin-Voigt – fluência


σ0
ηε& + Eε = σ 0 H (t ) σ = σ 0 H (t )
Introdução

Solução
Elementos
homogénea: ε (t ) = ce − Et η Tempo
Maxwell
Solução particular: Def.
Kelvin-Voigt σ0 σ0
+ Complexos
ε (t ) =
E E
Solução total com c.i.
Hiper-
elasticidade (ε (t = 0) = 0) :
Tempo
σ0
Conclusões
ε (t ) =
E
(1 − e − Et η
)
08 de Novembro de 2005 28
Modelos mais complexos

• Nem o modelo de Maxwell nem o


Introdução
modelo de Kelvin-
Kelvin-Voigt produz
Elementos uma resposta viscoelá
viscoelástica que
Maxwell capture qualitativamente o
Kelvin-Voigt
comportamento de muitos
+ Complexos
materiais reais;
reais;
• Portanto,
Portanto, modelos mais
Hiper-
elasticidade
complexos devem ser usados

Conclusões

08 de Novembro de 2005 29

Modelos mais complexos: 3 elementos


Maxwell em paralelo com uma mola

Introdução
ε1 ε2
Elementos η E1
Maxwell

Kelvin-Voigt E2
+ Complexos

σ = E1ε 2 + E2ε = ηε&1 + E2ε 


 ⇒ ηε&1 + E1ε1 = E1ε
Hiper-
elasticidade
ε = ε1 + ε 2 
Conclusões

08 de Novembro de 2005 30
Modelos mais complexos: 3 elementos
Kelvin-
Kelvin-Voigt em sé (three
série com uma mola (three
parameter solid)
solid)
Introdução ε1 ε2
Elementos
η
Maxwell
E2
Kelvin-Voigt E1
+ Complexos

σ = E1ε1 + ηε&1 = E2ε 2 


 ⇒ (E1 + E2 )ε1 + ηε&1 = E2ε
Hiper-
elasticidade
ε = ε1 + ε 2 
Conclusões

08 de Novembro de 2005 31

Kelvin-Voigt em série com uma mola –


relaxação de tensões ε
ε0
Introdução ε = ε 0 H (t )
Elementos
η Tempo
Maxwell Estado inicial:
E2
Kelvin-Voigt
E1
+ Complexos
Resposta
instantânea:
Hiper-
elasticidade

Conclusões
Estado final:
08 de Novembro de 2005 32
Kelvin-Voigt em série com uma mola –
relaxação de tensões ε
ε0
Introdução
ε1 ε2 ε = ε H (t ) 0

Elementos η
E2 Tempo
Maxwell

Kelvin-Voigt
E1
σ = E1ε1 + ηε&1 = E2ε 2 
 ⇒ (E1 + E2 )ε1 + ηε&1 = E2ε
+ Complexos

ε = ε1 + ε 2 
Hiper-
elasticidade

Conclusões
(E1 + E2 )ε1 + ηε&1 = E2ε = E2ε 0 H (t )
08 de Novembro de 2005 33

Kelvin-Voigt em série com uma mola –


relaxação de tensões ε
ε0
Introdução
(E + E )ε + ηε& = E ε = E ε H (t )
1 2 1 1 2 2 0 ε = ε 0 H (t )
Elementos
Elemento de Kelvin

Maxwell
E1 + E2
[
ε1 (t ) = 2 0 1 − e −( E1 + E2 )t η ] Tempo
Tensão
Kelvin-Voigt E1 E2ε 0
E2ε 0
+ Complexos E1 + E2
Elemento elástico

Hiper- [
ε 2 (t ) = ε 0 H (t ) − 2 0 1 − e −( E1 + E2 )t η
E1 + E2
]
elasticidade Tempo

Conclusões Tensão total


E22ε 0
08 de Novembro de 2005
σ (t ) = E2ε 2 (t ) = E2ε 0 −
E1 + E2
[
1 − e −( E1 + E2 )t η ] 34
Kelvin-Voigt em série com uma mola –
fluência σ0

Tensão
σ = σ 0 H (t )
Introdução

Elementos Tempo
η
Maxwell Estado inicial:
E2
Kelvin-Voigt E1
+ Complexos
Resposta
Hiper-
instantânea:
elasticidade

Conclusões
Estado final:
08 de Novembro de 2005 35

Kelvin-Voigt em série com uma mola –


fluência σ0
Tensão

σ = σ 0 H (t )
Introdução ε1 ε2
Tempo
Elementos
η
Maxwell
E2
Kelvin-Voigt

+ Complexos
σ = E1ε1 + ηε&1 = E2ε 2 
 ⇒ (E1 + E2 )ε1 + ηε&1 = E2ε
Hiper-
ε = ε1 + ε 2 
elasticidade

Conclusões σ = σ 0 H (t ) = E1ε1 + ηε&1 = E2ε 2


08 de Novembro de 2005 ε = ε1 + ε 2 36
Kelvin-Voigt em série com uma mola –
fluência σ0

Tensão
σ = σ 0 H (t ) = E1ε1 + ηε&1 = E2ε 2
σ = σ 0 H (t )
Introdução ε = ε1 + ε 2

Elementos Elemento de Kelvin Tempo


σ0
Maxwell σ 0 H (t ) = E1ε1 + ηε&1 ⇒ ε1 (t ) =
E1
(1 − e − E1t η
)
Kelvin-Voigt
Elemento elástico
σ H (t )  1 1 
+ Complexos
σ 0 H (t ) = E2ε 2 ⇒ ε 2 (t ) = 0 ε σ 0  + 
E2  E1 E2 
Hiper- σ0
elasticidade
Defomação total E2 Tempo
1 − e − E1t η 1 
ε (t ) = σ 0 
Conclusões
+ 
08 de Novembro de 2005
 E1 E2 
37

Kelvin-Voigt em série com uma mola –


funções de relaxação e de fluência

Introdução
A funç
função de relaxaç
relaxação de tensões
Elementos
e a funç
função de fluência são
Maxwell determinadas tomando um valor
Kelvin-Voigt unitá
unitário da variá
variável de entrada
+ Complexos (input), seja esta tensão ou
deformaç
deformação
Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 38
Kelvin-Voigt em série com uma mola –
funções de relaxação e de fluência
Funç
Função de relaxaç
relaxação
Introdução

Elementos
E22ε 0
Maxwell

Kelvin-Voigt
σ (t ) = E2ε 0 −
E1 + E2
[ ]
1 − e −( E1 + E2 )t η ⇒
+ Complexos

E1 E2  E1 + E2 e −t τ  η
Hiper-
G (t ) =   , τ =
elasticidade
E1 + E2  E1  E1 + E2
Conclusões

08 de Novembro de 2005 39

Kelvin-Voigt em série com uma mola –


funções de relaxação e de fluência

Introdução
Funç
Função de fluência

1 − e − E1t η 1 
ε (t ) = σ 0 
Elementos
+ ⇒
Maxwell
 E 1 E2 
Kelvin-Voigt

+ Complexos
1 1 − e −t τ η
J (t ) = + ,τ =
Hiper-
E2 E1 E1
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 40
Introdução

Elementos

Maxwell

Kelvin-Voigt

+ Complexos

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 41

Introdução

Elementos

Maxwell

Kelvin-Voigt

+ Complexos

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 42
Comparação - Fluência

Input
Introdução

σ0

Tensão
Elementos

Maxwell
σ = σ 0 H (t )
Kelvin-Voigt

+ Complexos Tempo

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 43

Comparação - Fluência
ε
σ0
Maxwell E
Introdução

Elementos Tempo
ε
σ0
Output

Maxwell

Kelvin-Voigt
E
+ Complexos
Kelvin-
Kelvin-Voigt
Tempo
ε
Hiper-
elasticidade Kelvin-
Kelvin-Voigt em σ0
série com uma
Conclusões
mola E2
Tempo
08 de Novembro de 2005 44
Comparação – Relaxação de tensões

Input
Introdução

Elementos
ε
Maxwell ε0
Kelvin-Voigt ε = ε 0 H (t )
+ Complexos

Tempo
Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 45

Comparação – Relaxação de tensões


Tensão
Eε 0
Maxwell
Introdução

Elementos
Tempo
Maxwell
Tensão
Output

Kelvin-Voigt

+ Complexos
Kelvin-
Kelvin-Voigt Eε 0

Tempo
Tensão
Hiper-
elasticidade Kelvin-
Kelvin-Voigt em E 2ε 0
série com uma
Conclusões
mola Tempo
08 de Novembro de 2005 46
Modelos visco-hiperelásticos
Modelos constitutivos com variá
variáveis internas

Introdução • Muitos materiais usados em engenharia são


inelásticos
Elementos

Maxwell
• Os modelos hiperelásticos estudados na última aula
não são adequados para estudar esses materiais, em
Kelvin-Voigt
que pode haver dissipação
+ Complexos
• No restante desta aula, vamos estudar materiais
inelásticos com base no conceito de variáveis
Hiper-
elasticidade
internas
• Aplicações: Modelação de dano e materiais
Conclusões
viscoelásticos
08 de Novembro de 2005 47

Modelos visco-hiperelásticos
Conceito de variá
variáveis internas

Introdução • O estado termodinâmico corrente (com T=cte) de um


material (hiper)elástico pode ser determinado com
Elementos base apenas no gradiente de deformação F
Maxwell • O gradiente de deformação F pode ser medido e por
isso é chamado variável externa
Kelvin-Voigt
• O estado termodinâmico corrente de materiais que
+ Complexos involvam dissipação pode ser determinado a partir
de um número de variáveis internas
Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 48
Modelos visco-hiperelásticos
Conceito de variá
variáveis internas

Introdução • Essas variáveis descrevem aspectos da estrutura


interna de materiais, associados com efeitos
Elementos irreversíveis (dissipação)
Maxwell • As tensões e deformações dependem das variáveis
internas
Kelvin-Voigt
• Portanto, o conceito de variável interna postula que
+ Complexos o estado termodinâmico corrente num ponto de um
material dissipativo é definido pelo gradiente de
deformação F (variável externa; e também
Hiper-
elasticidade eventualmente a temperatura) e variáveis internas
ξ
Conclusões

08 de Novembro de 2005 49

Modelos visco-hiperelásticos
Conceito de variá
variáveis internas

Introdução • Ou seja, o estado termodinâmico pode ser entendido


como um estado fictício de equilíbrio termodinâmico
Elementos
• O estado termodinâmico corrente é descrito pelos
Maxwell valores actuais (e não pela história) do gradiante de
deformação (e temperatura), bem como de um
Kelvin-Voigt
determinado número de variáveis internas
+ Complexos •• A
A natureza
natureza das
das variáveis
variáveis internas
internas pode
pode ser
ser física
física
(mecânica, térmica, química ou eléctrica),
Hiper- descrevendo processos microscópicos sob um ponto
elasticidade de vista macroscópico

Conclusões

08 de Novembro de 2005 50
Modelos visco-hiperelásticos
Equaç
Equações constitutivas

Introdução • Energia livre de Helmholtz para caso isotérmico


(energia de deformação): Ψ = Ψ (F, ξ 1 ,..., ξ m )
Elementos
• Desigualdade de Clausius-Plank (Clausius-Duhem):
Maxwell & (F, ξ ,..., ξ ) ≥ 0
Dint = wint − Ψ 1 m

& (F, ξ ,..., ξ ) = ∂Ψ : F& + ∑ ∂Ψ : ξ&


Kelvin-Voigt m
Ψ 1 m α
+ Complexos ∂F α =1 ∂ξ α

Dint = wint − Ψ& (F, ξ ,..., ξ ) =


1 m
Hiper-
 ∂Ψ (F, ξ 1 ,..., ξ m )  & m ∂Ψ (F, ξ1 ,..., ξ m ) &
elasticidade = P − :F −∑ : ξα
 ∂F  α =1 ∂ξ α
Conclusões

08 de Novembro de 2005 51

Modelos visco-hiperelásticos
Equaç
Equações constitutivas

Introdução • Equações constitutivas


∂Ψ (F, ξ1 ,..., ξ m )
P=
Elementos ∂F
Maxwell • Dissipação:
m
Kelvin-Voigt Dint = ∑ Ξ α : ξ& α ≥ 0
α =1
+ Complexos
• Equações constitutivas internas
∂Ψ (F, ξ1 ,..., ξ m )
Ξα = −
Hiper- ∂ξ α
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 52
Modelos visco-hiperelásticos
Equaç
Equações constitutivas

Introdução Equações de evolução e equilíbrio termodinâmico


• É necessário complementar as equações
Elementos
constitutivas + equações constitutivas internas com
Maxwell uma relação cinemática que descreva como as
Kelvin-Voigt
variáveis ξ α variam no tempo―equações de
evolução:
+ Complexos
&ξ (t ) = A (F, ξ ,..., ξ )
α α 1 m

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 53

Modelos visco-hiperelásticos
Materiais viscoelásticos

Introdução • Postulado:
m

Elementos Ψ (C, Γ1 ,..., Γm ) = Ψvol


∞ ∞
( J ) + Ψiso ( C ) + ∑ Υα ( C , Γα )
α =1
com
Maxwell com m

Kelvin-Voigt

Ψvol (1) = 0, Ψiso∞
(I ) = 0, ∑ Υα (I, Ι ) = 0
α =1
+ Complexos
∞ ∞
Ψvol ( J ); Ψiso ( C )  Resposta volumétrica e
Hiper-
isocórica quando t → ∞
elasticidade m


α
Υα ( C , Γα )
=1
 Potencial dissipativo
α =1
Conclusões
Υα  Energia livre configuracional
08 de Novembro de 2005 54
Modelos visco-hiperelásticos
Materiais viscoelásticos
• Cada variável interna Γα caracteriza o
Introdução comportamento viscoso do material
• Γα  medida de deformações inelásticas
Elementos
• Γα  C
Maxwell

Kelvin-Voigt • Para um material hiperelástico (em regime


+ Complexos isotérmico), o estado de equilíbrio
termodinâmico é definido por C .
Hiper-
elasticidade • Para um material viscoelástico (em regime
isotérmico), o estado (fictício) de equilíbrio
Conclusões termodinâmico é definido por (C, Γ1 , Γ2 ,..., Γm )

08 de Novembro de 2005 55

Modelos visco-hiperelásticos
Materiais viscoelásticos

Introdução Tensões

Elementos Segundas tensões de Piola-Kirchoff


∂Ψ (C, Γ1 ,..., Γm )
Maxwell
S=2
∂C
Kelvin-Voigt

+ Complexos Dissipação
m
∂Υα ( C, Γα ) 1 &
Dint = −∑ 2 : Γα ≥ 0
Hiper- α =1 ∂Γα 2
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 56
Modelos visco-hiperelásticos
Materiais viscoelásticos

Introdução
Decomposição das segundas tensões de Piola-Kirchoff:
 ∞ m

∂ Ψvol ∞
( J ) + Ψiso ( C ) + ∑ Υα ( C, Γα ) 
∂Ψ (C, Γ1 ,..., Γm )
=2  =
Elementos α =1
S=2
Maxwell ∂C ∂C
∂Ψ ∞ ( J ) ∂Ψ ∞ ( C ) m 2∂Υα ( C, Γα )
Kelvin-Voigt = 2 vol + 2 iso +∑
142∂C43 142 ∂C43 α =1 14 4∂2 C44 3
+ Complexos
S ∞ S ∞ Q α
vol iso

Hiper-
elasticidade • Q α  tensões de desiquilíbrio

Conclusões

08 de Novembro de 2005 57

Modelos visco-hiperelásticos
Materiais viscoelásticos

Introdução
• É possível mostrar que as tensões de desiquilíbrio
Elementos Q α são conjugadas energéticas de Γα , e que as
Maxwell equações constitutivas internas se podem escrever:
Kelvin-Voigt
∂Υα ( C , Γα )
Q α = −2
+ Complexos
∂Γα

Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 58
Modelos visco-hiperelásticos
Exemplo
ε
Introdução E∞ > 0
Elementos

Maxwell η1 > 0 E1 > 0


q1
Kelvin-Voigt σ
+ Complexos γ1 m
σ = σ ∞ + ∑ qα
Hiper-
ηm > 0 Em > 0 α =1
elasticidade qm
σ ∞ = E∞ ε
Conclusões
γm ηα qα = ηα γ&α , α = 1,..., m
τα = >0
08 de Novembro de 2005
Eα 59

Modelos visco-hiperelásticos
Exemplo
m
Introdução σ = σ ∞ + ∑ qα , σ ∞ = E∞ ε , qα = ηα γ&α
α =1
Elementos

Maxwell Temos também qα = Eα (ε − γ α )


Kelvin-Voigt
Derivando a expressão anterior: q&α = Eα (ε& − γ&α )
+ Complexos •

O que leva a: q&α + = Eα ε
τα
Hiper-
elasticidade m m

∑ qα γ&α = ∑ηα (γ&α ) ≥ 0


2
E a dissipação é: Dint =
Conclusões α =1 α =1

08 de Novembro de 2005 60
Modelos visco-hiperelásticos
Exemplo

Introdução

Elementos

Maxwell A energia de deformação pode ser definida como:


m
Kelvin-Voigt ψ (ε , γ 1 ,..., γ m ) = ψ ∞ (ε ) + ∑υα (ε , γ α )
α =1
+ Complexos
1 1
Com: ψ ∞ (ε ) = E∞ε 2 e υ (ε , γ α ) = Eα (ε − γ α )
2

2 2
Hiper-
elasticidade

Conclusões

08 de Novembro de 2005 61

Modelos visco-hiperelásticos
Exemplo
1 1
Introdução ψ ∞ (ε ) = E∞ ε 2 e υ (ε , γ α ) = Eα (ε − γ α )
2

2 2
Elementos
A derivada de ψ em ordem à deformação ε permite
Maxwell obter a tensão σ:
Kelvin-Voigt
∂ψ (ε , γ 1 ,..., γ m ) dψ ∞ (ε ) ∂υα (ε − γ α )
+ Complexos
= + =
∂ε dε ∂ε
Hiper- = E∞ε + Eα (ε − γ α ) =
elasticidade
= σ ∞ + qα
Conclusões

08 de Novembro de 2005 62
Modelos visco-hiperelásticos
Exemplo

Introdução
Derivando ψ relativamente às variáveis internas γα,
Elementos
obtem-se:
Maxwell
∂υα (ε , γ α )
Kelvin-Voigt − = Eα (ε − γ α ) = qα
+ Complexos
∂γ α
E a dissipação pode ser expressa como:

∂υα
Hiper- m
elasticidade
Dint = − ∑ γ&α
α =1 ∂γ α
Conclusões

08 de Novembro de 2005 63

Recapitulação

• Vimos o que é viscosidade e visco-


Introdução elasticidade
Elementos • Conceitos de fluência e relaxação de tensões
Maxwell
• Vimos quais os elementos viscoelásticos
Kelvin-Voigt
básicos (Maxwell e Kelvin-Voigt)
+ Complexos
• Vimos modelos complexos como combinação
Hiper- de elementos básicos
elasticidade
• Modelos viscoelásticos para grandes
Conclusões deformações (visco-hiperelasticidade)
08 de Novembro de 2005 64
Conclusões

Introdução • Vários materiais reais têm comportamento


viscoelástico
Elementos

Maxwell • De um modo geral, o modelo mais adequado


Kelvin-Voigt
para cada material―o qual pode ser bastante
+ Complexos
complexo―pode ser obtido por combinação
de elementos simples
Hiper-
elasticidade
• Para grandes deformações, é adequado usar
uma formulação baseada em
Conclusões hiperelasticidade
08 de Novembro de 2005 65

Referências
• G A Holzapfel. Nonlinear Solid Mechanics, A continuum
approach for enginneers. John Wiley & Sons Ldt, England,
Introdução 2000.
• L E Malvern. Introduction to the Mechanics of a Continuous
Elementos Medium. Prentice-Hall, Inc, USA, 1969.
Maxwell • I Doghri. Mechanics of Deformable Solids, Linear and nonlinear,
Kelvin-Voigt
analytical and computational aspects. Springer-Verlag,
Germany, 2000.
+ Complexos
• V A Lubarda. Elastoplasticity theory. CRC Press LLC, 2002
• G T Mase, G E Mase. Continuum Mechanics for Engineers,
Hiper-
elasticidade
Second Edition, CRC Press LLC, 1999
• J Bischoff, Viscoelasticity―Constitutive response of tissue at
Conclusões large strain rates. Esci 274 Mechanics of Biomaterials, The
University of Auckland, 2002
08 de Novembro de 2005 66
Apontamentos

• Esta apresentação (em formato pdf)


Introdução encontra-se em:
Elementos http://www.fe.up.pt/~ldinis
Maxwell
e em
Kelvin-Voigt

+ Complexos
http://www.fe.up.pt/~stpinho

Hiper-
elasticidade • Perguntas?
Conclusões

08 de Novembro de 2005 67

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