ZABALA, Antoni - A PRÁTICA EDUCATIVA: COMO ENSINAR Porto Alegre, Artmed, 1998

O autor, com este livro, pretende propor alguns critérios que contribuam para articular uma prática reflexiva e coerente sobre a prática educativa, como também oferecer elementos que possibilitem a análise e até modificações dessas condições. Sua intenção não é dissertar sobre técnicas de ensinar, mas em última análise parte do pressuposto que os docentes, independentemente do nível em que trabalhem, são profissionais, que devem diagnosticar o contexto de trabalho, tomar decisões, atuar e avaliar a pertinência das atuações, a fim de reconduzi-las no sentido adequado. Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu ofício e como qualquer outro profissional, qualquer educador, para melhorar sua prática educativa, se entendemos que a melhora de qualquer das atuações humanas passa pelo conhecimento e pelo controle das variáveis que intervêm nelas; o fato de que os processos de ensino/aprendizagem sejam extremamente complexos - certamente mais complexos do que qualquer outra profissão - não impede, mas sim torna mais necessário, que professores disponham e utilizem referenciais que ajudem a interpretar o que acontece em aula. Se o professor tiver conhecimento desse tipo, o utilizará previamente ao planejar, no próprio processo educativo e, posteriormente, ao realizar uma avaliação do que aconteceu. O planejamento e a avaliação dos processos educacionais são uma parte inseparável da atuação docente, já que o que acontece nas aulas, a própria intervenção pedagógica, nunca pode ser entendida sem

uma análise que leve em conta as intenções, as previsões, as expectativas e a avaliação dos resultados. De todas as variáveis que incidem sobre os processos de ensino/aprendizagem, se denomina atividade ou tarefa as seguintes: exposição, debate, leitura, pesquisa, exercício, estudo, etc. Elas são unidades básicas do processo de ensino/aprendizagem, cujas variáveis determinam relações interativas professor/alunos e alunos/alunos. A maneira de configurar as seqüências de atividades é um dos traços mais claros que determinam as características diferenciais da prática educativa. Do modelo mais tradicional de “aula magistral” com a seqüência, exposição, estudos sobre apontamentos ou manual, prova, (qualificação) até o método de "projetos de trabalho global" (escolha do tema, planejamento, pesquisa e processamento da informação, índice, dossiê de síntese, avaliação), podemos ver que todos têm como elementos identificadores as atividades que os compõem, mas que adquirem personalidade diferencial segundo o modo como se organizam e articulam em seqüências ordenadas, que são em última análise, um conjunto de atividades ordenadas, estruturas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos. Os termos unidade didática, unidade de programação ou unidade de intervenção pedagógica passarão a ser usados para se referir às seqüências de atividades estruturadas para realização de certos objetivos educacionais. A FUNCÃO SOCIAL DO ENSINO E A CONCEPCÃO SOBRE OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM: INSTRUMENTOS DE ANÁLISE Até hoje, o papel atribuído ao ensino tem priorizado as capacidades cognitivas, mas nem todas, e sim aquelas que se têm

consideraremos. O segundo passo consistirá em aceitar ou não o papel que podemos ter neste crescimento e avaliar se a nossa intervenção é coerente com a idéia que temos da função da escola e. COLL (1986) agrupa os conteúdos em conceituais. Mas. sua inserção social. se entendermos que a escola deve se preocupar com a formação integral.acima de tudo é preciso . incide em maior ou menor grau na formação dos alunos. Na atualidade. Certamente. portanto. seu equilíbrio pessoal. de qualquer forma. procedimentais ou atitudinais. afetivas.considerado mais relevantes e que. Assim as perguntas para definir os conteúdos se resumiriam nas definições de saber. “o que se deve saber fazer?" e "como se deve ser?". da nossa função social como educadores. de relação interpessoal e de inserção social. suas relações interpessoais. Das diferentes formas de classificar a diversidade de conteúdos. a maioria dos conteúdos dos exames deveria enfocar . Os conteúdos de aprendizagem: instrumentos de explicitação das intenções educativas Os conteúdos de aprendizagem não se reduzem unicamente às contribuições das disciplinas ou matérias tradicionais. correspondem à aprendizagem das disciplinas ou matérias tradicionais. Serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras. ter um conhecimento rigoroso da tarefa do educador implica também saber identificar os fatores que incidem sobre o crescimento dos alunos. também que a escola deverá se ocupar das demais capacidades. o que corresponde respectivamente às perguntas "o que se deve saber?". então. saber fazer e ser. O que fazemos em aula. por menor que seja.

Aprendizagem dos conceitos e princípios são termos abstratos. Os conceitos se referem ao conjunto de fatos. O ensino está repleto de conteúdos factuais. . a conquista de um território. que reúne uma série de princípios que permitem compreender a complexidade dos processos de ensino/aprendizagem e que se articulam em torno da atividade intelectual. situações e fenômenos concretos e singulares: a idade de uma pessoa. objetos ou símbolos que têm características comuns. É difícil conhecer os diferentes graus de conhecimento de cada menino ou menina. Aprendizado diferenciação dos dos conteúdos de segundo sua tipologia segundo é a conteúdos aprendizagem uma determinada tipologia que nos serve para identificar com mais precisão as intenções educativas. Processos de Aprendizagem Segundo o autor os processos de aprendizagem se subdividem em vários segmentos. identificar o desafio de que necessitam. Mas o fato de que não devemos desistir de buscar meios ou formas de intervenção que. cada vez mais. nos permitam dar uma resposta adequada às necessidades pessoais de todos e cada um de nossos alunos. a saber: concepção construtivista da aprendizagem. que se necessita de um pouco "saber fazer" e que não é muito necessário "ser". acontecimentos. objeto ou situação em relação a outros fatos. Aprendizagem dos conteúdos factuais se entende pelo conhecimento dos fatos. e os princípios se referem às mudanças que se produzem num fato."saber". saber que ajuda requerem e estabelecer a avaliação apropriada para cada um deles a fim de que se sintam estimulados a se esforçar em seu trabalho.

dirigidas para a reação de um objetivo. Um primeiro olhar nos exemplos propostos servirá para examinar se cada um deles pretende alcançar os mesmos objetivos. os conteúdos que se trabalham. as estratégias. Comunicação da lição 2.é um conjunto de ações ordenadas e com um fim. em primeiro lugar. Aprendizagem dos conteúdos atitudinais engloba uma série de conteúdos que por sua vez podemos agrupar em valores. atitudes e normas. desenhar. para a análise das seqüências deve-se examinar. as destrezas ou habilidades. observar. AS SEQÜÊNCIAS DIDÁTICAS E AS SEQÜÊNCIAS DO CONTEÚDO Segundo o autor. Assim. que não pretende ilustrar nenhuma tendência específica. Avaliação UNIDADE 2 1. calcular. quer dizer. Estudo Individual 3. UNIDADE 1 1. Aprendizagem dos conteúdos procedimentais . Prova ou Exame 5. Repetição do conteúdo aprendido 4.objetos ou situações e que normalmente descrevem relações de causaefeito. mas sim fazer avaliações tendenciosas sobre as formas de ensinar. os métodos.inclui entre outras coisas a regras. Apresentação situação problemática . Ler. a fim de julgar se são os mais apropriados para a consecução dos objetivos. os procedimentos . as técnicas.

Conclusões 5. Fontes de Informação 5. Busca de informação 6. Generalização 5. Elaboração de conclusões 7. Respostas intuitivas ou suposições e 4.2. Exercícios de memorização 9. Avaliação UNIDADE 3 1. Generalização 8. Apresentação situação problemática 2. Prova ou Exame 8. Aplicação 6. Exercícios de memorização 7. Apresentação situação problemática 2. Prova ou Exame 8. Diálogo professores/alunos 3. Exercitação 7. Prova ou Exame 10. Generalização 6. Exposição do Conceito algoritmo 4. Problemas ou questões 3. Avaliação UNIDADE 4 1. Comparação pontos de vista 4. Busca de Soluções 3. Avaliação .

entrevistas. Na unidade 4 vemos que em praticamente todas as atividades que formam a seqüência aparecem conteúdos conceituais. debate. nota-se que os conteúdos são fundamentalmente procedimentais no que se refere ao uso do algoritmo e conceituais quanto à compreensão dos conceitos associados. Neste caso.Ao se observar a unidade 1. fundamentalmente. A técnica expositiva dificilmente pode tratar outra coisa que não seja os conteúdos conceituais. Fazendo uma análise da concepção construtivista e a atenção à diversidade que cada unidade propõe. o autor conclui que na unidade 1. como tampouco serve quem não é capaz de aprender um sistema de exposição simples. trabalho em pequenos grupos. elaboração de questionários. Na unidade 3 se pretende que os alunos cheguem a conhecer determinados conteúdos de caráter conceitual. que permitam adequar a intervenção a esses acontecimentos. . De certo modo se diz: não apenas não serve quem não sabe.diálogo e debate. Esta seqüência goza de um certo desprestígio. etc. Para sua compreensão se utiliza uma série de técnicas e procedimentos . neste caso os de fração. procedimentais e atitudinais. pois considera que uma das funções primordiais do ensino é a seletiva. sintagma nominal ou velocidade. nota-se que os conteúdos são fundamentalmente conceituais. dificilmente se pode atender aos princípios de uma aprendizagem significativa e que leve em conta a diversidade se não se incluem outras atividades que ofereçam mais informação acerca dos processos que os alunos seguem. Já na unidade 2. trabalho de campo. atuando constantemente e utilizando uma série de técnicas e habilidades: diálogo. os alunos controlam o ritmo da seqüência. pesquisa.

A seqüência 4. nota-se que esta seqüência satisfaz de maneira adequada muitas das condições que fazem com que a aprendizagem possa ser o mais significativa possível. é crucial o papel que se atribui à avaliação. E finalmente. possíveis. A seqüência 3. o que logicamente lhe permite satisfazer a totalidade dos condicionantes. As carências são conseqüência da dificuldade para manter o controle do processo individual de cada aluno. pelo fato de seguir um esquema centrado na construção sistemática dos conceitos e oferecer um grau notável de participação dos alunos.Na unidade 2. que se reduza à simples exposição das conclusões e generalizações. ou que se converta num instrumento da revisão que o aluno faz do processo que seguiu. especialmente nos processos iniciais. Para que estas razões sejam . Sua fragilidade consiste em que. comparada com os demais. já que pode modificar por completo a valoração da seqüência. Permite prestar uma atenção notável às características diferenciais dos alunos. segundo o autor. a fim de que as aprendizagens sejam as mais significativas. é a que apresenta uma maior variedade de atividades. satisfaz em grande parte. Assim. sempre que se introduza um maior número de intercâmbios que favoreça o deslocamento do protagonismo para os alunos. facilmente se corre o risco de dar por bom o discurso do professor e as respostas de alguns alunos como supostos representantes do pensamento da maioria. será responsabilidade do tipo de provas de avaliação conseguir que a aprendizagem seja mais ou menos profunda. as condições que possibilitam que as aprendizagens sejam as mais significativas possíveis. E fácil cair na tentação e acreditar que todos e cada um dos meninos e meninas participam numa autêntica construção pessoal de significados.

Assim. Repetir tantas vezes quanto seja necessário até que se consiga a automatização da informação. requerem uma compreensão do significado e. portanto. O caráter reprodutivo dos fatos implica exercícios de repetição verbal. com o fim de integrá-los nas estruturas do conhecimento. os professores deverão ter uma consciência clara a respeito do sentido de cada fase. o passo seguinte consiste em relacioná-Ios com o conhecimento que se tem sobre os processos subjacentes à aprendizagem dos diferentes tipos de conteúdo. que sejam adequadas ao nível de desenvolvimento. um processo de elaboração pessoal. as atividades básicas para as seqüenciais de conteúdos factuais terão que ser aquelas que têm exercícios de repetição. Ensinar conteúdos procedimentais Neste caso. Ensinar conceitos e princípios Como os conceitos e princípios são temas abstratos. que provoquem uma atividade mensal. Ensinar conteúdos factuais Os fatos se aprendem mediante atividades de cópia mais ou menos literais. O ensino segundo as características tipológicas dos conteúdos Uma vez identificadas às seqüências de conteúdo. na memória.acertadas. das diferentes ações que formam os procedimentos. possibilitem assegurem reconhecimento conhecimentos significância e a funcionalidade. as técnicas ou . o dado mais relevante é determinado pela necessidade de realizar exercícios suficientes e progressivos. Neste tipo de conteúdo são totalmente necessárias as diferentes na condições dos estabelecidas anteriormente que que sobre a o a significância aprendizagem: atividades prévios.

a estratégia mais apropriada. de forma progressiva. que apresentem uma visão completa das diferentes teses.estratégias. o controle. em que possam mostrar sua competência no domínio do conteúdo aprendido. As seqüências dos conteúdos procedimentais deverão conter atividades com algumas condições determinadas: • as atividades devem partir de situações significativas e funcionais. Modelos onde se possa ver todo o processo. Ensinar conteúdos atitudinais O fato de que o componente afetivo atue de forma determinante em sua aprendizagem. conduzindo os alunos através de um processo de prática guiada. a direção e a responsabilidade da execução. • para que a ação educativa resulte no maior benefício possível. ou o respeito às minorias. depois da apresentação do modelo. é necessário que as atividades de ensino se ajustem ao máximo a uma seqüência clara com uma ordem de atividades que siga um processo gradual. passos ou ações que os compõem. • são necessárias atividades com ajudas de diferente grau e prática guiada. em que eles poderão ir assumindo. fazem com que as atividades de ensino destes conteúdos sejam muito mais complexas que as dos outros tipos de conteúdo. • a seqüência deve contemplar atividades que apresentem os modelos de desenvolvimento do conteúdo de aprendizagem. O ensino de conteúdos procedimentais exige que os alunos tenham a oportunidade de levar a cabo realizações independentes. Assim. • Atividades de trabalho independente. será a de proporcionar ajudas ao longo das diferentes ações. não se aprende apenas com o conhecimento do . a fim de que o conteúdo possa ser aprendido junto com a capacidade de poder utilizá-lo convenientemente. O papel e o sentido que pode ter o valor solidariedade.

as relações que ali se estabelecem definem os diferentes papéis dos professores e dos alunos. sobretudo das relações pessoais que cada um estabelece com o objeto de atitude ou valor. • Fomentar a autonomia moral de cada aluno. como conjunto de atividades. AS RELACÕES INTERATIVAS EM SALA DE AULA. • dinâmica da aula. nos oferece uma série de oportunidades comunicativas. • Introduzir processos de reflexão crítica para que as normas Favorecer modelos das atitudes que se queiram sociais de convivências integrem as próprias normas. mas que por si mesmas não determinam o que constitui a chave de todo ensino: as relações que se estabelecem entre os professores. As atividades são o meio para mobilizar a trama das comunicações que se pode estabelecer em classe. os sentimentos e o comportamento de uma pessoa não dependem só do socialmente estabelecido. Ensinar envolve estabelecer uma série de relações que devem conduzir à elaboração.que cada uma destas idéias represente. junto com os campos cognitivos. dado que os pensamentos. As atividades de ensino necessárias têm que abarcar. • Adaptar o caráter dos conteúdos atitudinais às necessidades Aproveitar os conflitos que apareçam nestas vivências ou na e situações reais dos alunos. por parte do aprendiz. mas. O PAPEL DOS PROFESSORES E DOS ALUNOS As seqüências didáticas. os afetivos e condutuais. os alunos e os conteúdos de aprendizagem. a fim de promover o debate e a reflexão sobre os valores que decorrem das diferentes atuações ou pontos de vida. de representações . • desenvolver.

que podem ser caracterizadas da seguinte maneira: a) planejar a atuação docente de uma maneira suficientemente flexível para permitir a adaptação às necessidades dos alunos em todo o processo de ensino/aprendizagem. atribuindo-lhe significado no maior grau possível e fomentando os processos de metacognição que lhe permitam assegurar o controle pessoal sobre os próprios conhecimentos. no processo de construção do aluno. c) ajudá-los a encontrar sentido no que estão fazendo para que conheçam o que têm que fazer. d) estabelecer metas ao alcance dos alunos para que possam ser superadas com o esforço e a ajuda necessários. que promovam a auto-estima e autoconceito. das intenções educacionais uma diversidade de . tanto no início das atividades como durante sua realização. Do conjunto de relações interativas necessárias para facilitar a aprendizagem se deduz uma série de funções dos professores.pessoais sobre o conteúdo objeto de aprendizagem. Cada pessoa terá um resultado diferente. g) estabelecer um ambiente e determinadas relações presididos pelo respeito mútuo e pelo sentimento de confiança. f) promover atividade mental auto-estruturante que permita estabelecer o máximo de relações com o novo conteúdo. b) contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos. os professores podem utilizar na estruturação estratégias. sintam que podem fazê-lo e que é interessante fazê-lo. e) oferecer ajudas adequadas. Portanto. para os progressos que experimenta e para enfrentar os obstáculos com os quais depara. que tem como ponto de partida o próprio planejamento.

incentivando o processo de auto-avaliação das competências como meio para favorecer as estratégias de controle da própria atividade. Não se deve perder de vista que. e avaliá-los conforme seus esforços e a atuar como o apoio de que necessitam para seguir adiante. Que todos façam parte do que temos que ensinar na escola não se deduz tanto de uma exigência burocrática de administração educacional. ações.baseada no conhecimento e na reflexão -. ajudam a caracterizar as interações educativas que estruturam a vida de uma classe. Ensinar é difícil e não dá para esperar que a explicação das variáveis que intervêm possa ser feita por um discurso simplista. possibilitando que aprendam a aprender. a ver seus aspectos positivos. O resultado da análise destes parâmetros apresenta um marco complexo. talvez de forma intuitiva em grande parte. em grande parte. j) avaliar os alunos conforme suas capacidades e seus esforços. realizações. mas da necessidade de educar de modo íntegro as pessoas. Segundo o autor. que contribui para que nossas intervenções. i) potencializar progressivamente a autonomia dos alunos na definição de objetivos. A ORGANIZAÇÃO SOCIAL DA CLASSE As diferenças mais características das diversas formas de agrupamentos estão determinadas por seu âmbito de intervenção: . controle. participação e construção. nos levem a incentiválos.h) promover canais de comunicação que regulem os processos de negociação. se ajustem às necessidades dos alunos que temos em frente. poder trabalhar desde este marco implica uma atitude construtivista . os princípios da concepção construtivista do ensino e da aprendizagem escolar proporcionam alguns parâmetros que permitem orientar a ação didática e que de maneira específica.

mas que deve ser superada. não possibilita o aparecimento de conflitos cognitivos. ou fazê-Io heterogeneamente. São. as atividades de caráter cultural. se nos detemos nas vantagens que supõe. Deve-se precisar. também. os critérios que se utilizaram para estabelecer estes agrupamentos como homogeneidade ou a heterogeneidade dos mesmos em relação a considerações de sexo. de desenvolvimento. conhecimentos. interna e externa. concluindo-se. também. cada aluno pertence a tantos grupos quantas matérias ou atividades diferentes configurem seu percurso ou itinerário escolar. uma das dúvidas mais freqüentes que se coloca é a conveniência ou não de agrupá-los conforme os níveis de desenvolvimento ou de conhecimento. nível.grupo/escola e grupo/classe. Distribuição da escola em grupos/classes fixos O agrupamento de 20 a 40 (ou mais) de meninos e meninas em idade similar é a maneira mais convencional de organizar grupos de alunos. que os grupos heterogêneos são mais convenientes. atividades gerais da escola. Nas escolas que têm que formar mais de um grupo/classe por série. Segundo este sistema. Esta distribuição comporta uma dificuldade organizativa. . recebimento de ajuda de colegas que sabem mais. que configuram determinadas relações interpessoais. uma distribuição de papéis e responsabilidades e um diferente grau de participação na gestão. Distribuição da escola em grupos/classe móveis ou flexíveis Esta configuração é bastante habitual em escolas que trabalham mediante créditos com conteúdos ou materiais opcionais. a aprendizagem entre iguais. O conhecimento dos processos de ensino nos mostra que nos grupos homogêneos. social e esportivo. São instrumentos ou ferramentas formativas de todo o grupo/escola as atividades vinculadas à gestão da escola.

seja escutar. introduzindo. já que proporciona aos alunos um grupo afetivamente mais acessível. Nestas atividades todo o grupo faz o mesmo ao mesmo tempo. realizar provas. As equipes fixas oferecem numerosas oportunidades para trabalhar importantes conteúdos atitudinais. fazer exercícios.. permite as relações pessoais e a integração de todos os meninos e meninas. modelos. Os professores ou os alunos se dirigem ao grupo em geral. através de exposições. por suas dimensões. As equipes são mais reduzidas e sua duração é mais curta na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental do que no ensino médio. Esta é a fórmula. tomar nota. é a mais simples e a que goza de mais tradição. Os grupos fixos favorecem aos alunos. A segunda é de convivência. demonstrações. Sua estrutura também é apropriada para a criação de situações que promovam o debate e os . A primeira é organizativa e deve favorecer as funções de controle e gestão da classe. etc. O objetivo consiste em formar grupos em que possam estabelecer relações de amizade e colaboração. esta é a forma mais habitual de organizar as atividades de aula. evidentemente ações de atendimento aos alunos individualmente. As funções fundamentais das equipes fixas são duas. debates. assim como aceitação das diferenças.Organização da classe em grande grupo Historicamente. e nos quais cada um dos componentes desempenha determinados cargos e determinada funções. Organização da classe em equipes fixas A forma habitual de organização da classe em equipes fixas consiste em distribuir os meninos e meninas em grupos de cinco a oito alunos. durante um período de tempo que oscila entre um trimestre e todo um ano.

especialmente útil no andamento do trabalho individual. não existe continuidade de equipes. Organização da classe em equipes móveis ou flexíveis. Os motivos que justificam os grupos móveis são diversos. é o denominado por Freinet de "contrato de trabalho". É o caso dos "cantos" na educação infantil ou das oficinas ou dos trabalhos de pesquisa em níveis superiores. uma apropriação pessoal. embora o principal seja a necessidade de atender às características diferenciais da aprendizagem. As diferenças são encontradas no papel que se atribui a este trabalho. Trabalho individual Consiste nas atividades que cada menino ou menina realiza por si só e é a forma de trabalho que a maioria de seqüências de ensino/aprendizagem propõe num ou outro momento. Um dos meios.correspondentes conflitos cognitivos e ainda facilita a compreensão dos conceitos e procedimentos complexos. nos tipos de conteúdos que se trabalham e em seu grau de adaptação às características pessoais de cada aluno. Os contratos de trabalho A função básica dos contratos de trabalho consiste em facilitar a tarefa dos professores ao propor a cada aluno as atividades de aprendizagem apropriadas a suas possibilidades e a seus interesses. nas propostas educativas sempre esteve presente o trabalho individual. é em última instância. numa organização de conteúdos por áreas ou matérias. Sua vida se limita à tarefa e. O termo equipe móvel ou grupo flexível implica o conjunto de dois ou mais alunos com a finalidade de desenvolver uma tarefa determinada. porque a aprendizagem. . A duração destes agrupamentos se limita ao período de tempo de realização da tarefa em questão. portanto. uma questão individual. no momento em que ele é realizado. Seja qual for a corrente pedagógica.

sempre e quando se possa manter a ordem.Recebe o nome de contrato porque cada aluno estabelece um acordo com o professor sobre as atividades que deve realizar durante um período de tempo determinado. A distribuição horária em frações homogêneas exerce uma forte pressão sobre as possibilidades de atuação na aula. quanto às dimensões das escolas. Quanto ao número de alunos por classe é limitado. A estruturação horária em períodos rígidos é o resultado lógico de uma escola fundamentalmente . O papel do espaço A estrutura física das escolas. as aulas. A distribuição do tempo não é o menos importante. O tempo é um fator intocável. No interior das unidades um conjunto de carteiras alinhadas de frente para o quadro-negro e para a mesa do professor. Finalmente. nota-se que uma escola seletiva e uniformizadora não têm nada que ver com as de outra cujo objetivo seja a formação integral das pessoas. já que os períodos de uma hora determinam o que é que se tem que fazer e não o contrário. os espaços de que dispõem e como são utilizados correspondem a uma idéia muito clara do que deve ser o ensino. Uma escola tem que ser um conjunto de unidades espaciais. periodicamente ocorre uma reunião entre professor/aluno com o propósito de revisar o trabalho feito e combinar a nova tarefa. Distribuição do tempo e do espaço As formas de utilizar o espaço e o tempo são duas variáveis que têm uma influência crucial na determinação das diferentes formas de intervenção pedagógica. situadas uma junto à outra e unidas mediante corredores. geralmente uma ou duas semanas. Os prédios grandes com centenas de alunos são radicalmente contrários a propostas educativas encaminhadas para o desenvolvimento não apenas cognitivo dos alunos.

A ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS A organização dos conteúdos na escola deu lugar a diversas formas de relação e colaboração entre as diferentes disciplinas. por razões históricas. apesar das dificuldades se estabeleça um horário que pode variar conforme as atividades previstas no transcurso da semana. Métodos globalizados Os métodos globalizados nascem quando o aluno se transforma no protagonista do ensino. assim. o planejamento necessário não impede que. e por sua vigência atual. • A transdisciplinaridade é o grau máximo de relações entre as disciplinas. Há atividades e conteúdos que merecem uma dedicação muito mais prolongada. relataremos quatro dos métodos citados: . Segundo o autor. que pode ir desde a simples comunicação de idéias até a integração recíproca dos conceitos fundamentais e da teoria do conhecimento. • Interdisciplinaridade é a interação entre duas ou mais disciplinas. estabelecemos três graus de relações disciplinares: A multidisciplinaridade é a organização de conteúdos mais tradicional. quando se produz um deslocamento do fio condutor da educação das matérias ou disciplinas como articuladoras do ensino para o aluno e. portanto. Os conteúdos escolares são apresentados por matérias independentes umas das outras. quer dizer. supondo uma integração global dentro de um sistema totalizador. existem diversos métodos que podem ser considerados globalizados. para suas capacidades.transmissora. interesses e motivações. Ao fazer uma • síntese integradora e ao mesmo tempo esquemática.

etc. • Estudo do meio do MCE (Movimento de Cooperazione Educativa de Itália). com o fim de conhecer um tema. Para o MCE pesquisar na escola significa escolher. o objetivo básico desses métodos consiste em conhecer a realidade e saber se desenvolver nela. experimentação). • Projeto de trabalhos globais. apesar das diferenças. têm a possibilidade de elaborar um projeto em comum e de execução. relacionar os elementos descobertos e analisar problemas precedentes. Deste modo. Método de Projetos de Kilpatrick.). um audiovisual. em que. Seu método está baseado na comprovação do fato de que às pessoas interessa. sentindo-se protagonistas em todo o processo e estimulando a iniciativa responsável de cada um no seio do grupo. que basicamente consiste na elaboração e produção de algum objeto ou montagem (uma máquina.• Centros de interesse de Decroly. um viveiro. que busca que meninos e meninas construam o conhecimento através da seqüência do método científico (problema. tem que se elaborar um dossiê como resultado de uma pesquisa pessoal ou em equipe. ordenar. partindo de um núcleo temático motivado para o aluno e seguindo o processo de observação. uma horta escolar. . Esse método designa a atividade espontânea e coordenada de um grupo de alunos que se dedicam metodicamente à execução de um trabalho globalizado e escolhido livremente por eles mesmos. os quais. um jornal. hipótese. Estas necessidades implicarão conhecimento do meio e das formas de reagir nele. associação e expressão integram diferentes áreas de conhecimento. A pesquisa será o processo natural de aprendizagem na medida em que está relacionada com o ambiente ou interesse da criança. Segundo o autor. sobretudo satisfazer as próprias um necessidades • naturais.

O papel que se atribui ao ensino é o denominador comum que justifica o caráter globalizador. à análise que se realize dos fatores e das variáveis que intervêm. então parece lógico que o objeto de estudo deve ser o eixo estruturador das aprendizagens. uma decisão secundária ou um problema de escolha estritamente técnico. Pelo contrário. É imprescindível não cometer o erro simplista de acreditar que o conhecimento isolado de técnicas e saberes é suficiente para dar resposta aos problemas da vida social e profissional futura. que não deixa de lado nenhuma das capacidades que a educação deve atender. já que fazem parte da bagagem que determina o que somos. Ao contrário. que tem que ir além dos limites estreitos do conhecimento enciclopédico. segundo nossa opinião. Esta característica é a que os torna suscetíveis de contribuir de forma valiosa para o crescimento pessoal. O meio social a que pertencem sempre é muito mais complexo do que os enunciados definidos pelas disciplinas ou matérias. Também fica claro que se inclinar por um enfoque globalizador como instrumento de ajuda para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos numa perspectiva global. compreensão e participação social. . seja a própria realidade. ao protagonismo que se atribui ao aluno como sujeito ativo na construção do conhecimento. Se as finalidades do ensino estão voltadas para o conhecimento e a atuação para a vida. responde à própria essência do que se pretende alcançar com a educação obrigatória. Segundo o autor. a organização dos conteúdos não é um tema menor. o que sabemos e o que sabemos fazer. em nenhum caso supõe a rejeição das disciplinas e dos conteúdos escolares. favorecendo ou obstaculizando esta construção. implica atribuir-Ihes seu verdadeiro e fundamental lugar no ensino. para alcançar sua característica de instrumento de análise.

também o é a necessidade de criar as condições que permitam que o aluno esteja motivado para a aprendizagem e que seja capaz de compreender e aplicar os conhecimentos adquiridos. tanto no planejamento como na intervenção direta no processo de ensino/aprendizagem e em sua avaliação. ilustrar. ao mesmo tempo. como objeto de estudo. Os materiais curriculares podem ser classificados em: • Os diferentes âmbitos de intervenção dos professores permite observar a existência de materiais que se referem a aspectos muito gerais. • Conforme os conteúdos e a maneira de organizá-los. programas audiovisuais. • A intencionalidade ou função que terão os materiais curriculares com diferentes finalidades: orientar. conseqüentes com certas finalidades que apontam para a formação de cidadãos e cidadãs que compreendam e participem numa realidade complexa. relacionados com todo o sistema educativo. ou de caráter sociológico ou psicopedagógico. e outros com . OS MATERIAIS CURRICULARES E OUTROS RECURSOS DlDÁTICOS O papel dos materiais curriculares Os materiais curriculares ou materiais de desenvolvimento curricular são aqueles instrumentos que proporcionam ao educador referências e critérios para tomar decisões. etc. outros a planejamento. tais como: livros. Conclui-se que os métodos globalizadores dão resposta à necessidade de que as aprendizagens sejam o mais significativa possível e. é o nexo comum dos métodos globalizadores.Se a realidade. encontramos materiais com pretensões integradoras e globalizadores que tentam abarcar conteúdos de diferentes matérias. propor. exemplificar. outros de decisões no âmbito geral da escola. divulgar. guiar.

pois impedem que Não favorecem a comparação entre a realidade e os ensinos Impedem o desenvolvimento das propostas mais próximas. desenho. As críticas ao livro didático e. oferecer toda a informação necessária para garantir a comparação. As críticas referentes aos conteúdos dos livros didáticos giram em torno dos seguintes aspectos: • • • • A maioria dos livros didáticos trata os conteúdos de forma Dada a sua condição de produto estão mediatizados por As opções postuladas são transmitidas de forma dogmática. ortografia. • Quanto ao suporte. Fomentam técnicas didáticas baseadas na memorização unidirecional. • • escolares. considera-se o quadro-negro. vídeo. uma infinidade de interesses. nunca suficientemente valorizado. Blocos. cadernos de exercícios. mas o número um. Apesar da grande quantidade de informação não podem Fomentam a atitude passiva dos alunos. fichas.enfoque claramente disciplinares. informática. fichas ou programas de computador. Não respeitam a forma nem o ritmo de aprendizagem. aos materiais curriculares. mapas. Segundo o autor esta revisão das críticas aos livros didáticos permite observar suas limitações e orientar os professores na determinação das características dos materiais curriculares para os . etc. mecânica. sem possibilidades de questionamentos. • • • participem do processo de aprendizagem. slides. por extensão. Outros: livros.

são úteis como suporte para as exposições dos professores e úteis como complemento esclarecedor de muitas idéias que se querem comunicar. São conteúdos que comportam movimentos no tempo e no espaço. assim sendo é muito adequado o uso de filmes ou gravações em vídeo. Suporte de Informática Sua contribuição mais importante se refere à retroatividade.alunos. mas a avaliação de uma resposta global. o que permite que os professores possam conhecer a situação de cada um deles em seu processo de aprendizagem. Os programas de computador podem exercer uma função inestimável como suporte para qualquer trabalho de simulação de processos complexos. Projeção estática As imagens estáticas sejam do retroprojetor ou dos slides. cada um dos quais abarca algumas funções específicas. configurada por diferentes materiais. Os materiais curriculares para a aprendizagem dos conteúdos procedimentais terão que oferecer exercícios concretos e repetitivos. isto é. expressando o que entendem em cada momento. Imagem em Movimento Muitos dos conteúdos trabalhados em aula se referem a processos. mudanças e transformações. Suporte multimídia . Suporte Papel (descartável e não-descartável) Os materiais descartáveis oferecem a vantagem de que os alunos devem trabalhá-los individualmente ou em grupo. à possibilidade de estabelecer um diálogo mais ou menos aberto entre programa e aluno. O objetivo não deve ser a busca de um livro-texto alternativo.

A combinação da informática e do vídeo. Final Integradora De acordo com o desenvolvimento do plano previsto e conforme a resposta dos alunos às propostas.Os avanços tecnológicos permitem dispor ainda de instrumentos com novas utilidades e capacidades. mas em como conseguir desenvolver ao máximo todas as suas capacidades. Avaliação Formativa: Inicial. c) materiais seqüenciados e progressivos para o tratamento de conteúdos basicamente procedimentais. postas pelos diferentes tipos de conteúdos e das estratégias de aprendizagem. Reguladora. as definições mais habituais remetem a um todo indiferenciado. d) propostas de unidades didáticas. b) materiais para a busca de informação. mas nas possibilidades pessoais de cada um dos alunos. com o uso do disc-laser. que inclui processos individuais e grupais. dos diversos ritmos de aprendizagem dos alunos. evidentemente aquelas necessárias para chegar a serem bons profissionais. CDI ou CD-ROM. será necessário oferecer aos professores um grande número de materiais. haverá que ser introduzidas . todo projeto global terá que observar para cada área ou etapa o seguinte: a) guias didáticos dos professores. Uma proposta de materiais curriculares para a escola Dada as características diferenciadas dos contextos educativos. O objetivo do ensino não centra sua atenção em certos parâmetros finalistas para todos. AVALIAÇÃO Hoje. Assim. O problema não está em como conseguir que o máximo de alunos tenham acesso à universidade.

O conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino/aprendizagem. uma capital). Por que avaliar? O aperfeiçoamento da prática educativa é o objetivo básico de todo educador. As atividades mais adequadas para conhecer o grau de compreensão dos conteúdos conceituais implicam na observação do uso de cada um dos conceitos em diversas situações e nos casos em que os alunos os utilizam em suas explicações espontâneas. as dificuldades e obstáculos em sua aprendizagem só podem ser as que proponham situações em que se utilizem os conteúdos procedimentais. o que se espera é que o aluno tenha conhecimento dos fatos (uma data. As atividades adequadas para conhecer o grau de domínio. cada uma das atividades ou tarefa que o configura são referenciais funcionais para avaliar e acompanhar os avanços dos alunos. Na avaliação dos conteúdos factuais. e que a enumeração dos fatos não implique no desconhecimento dos conceitos a ele associados. mas que isso não seja uma verbalização mecânica. . de forma que a ação avaliadora observe simultaneamente os processos individuais e os grupais.atividades novas que comportem desafios mais adequados e ajudas mais contingentes. E para melhorar a qualidade de ensino é preciso conhecer e poder avaliar a intervenção pedagógica dos professores. para se adaptar às novas necessidades que se colocam. Conteúdo da avaliação: avaliação dos conteúdos conforme sua tipologia Os conteúdos de aprendizagem no processo de ensino. é o que se denomina avaliação reguladora. Avaliação final são os resultados obtidos e os conhecimentos adquiridos.

em nossa necessidades responsabilidade profissional. fazer pesquisa. mas na dificuldade da aquisição deste conhecimento. especialmente quando tem implicações na promoção. e o que estes resultados representam em relação aos objetivos gerais para todo o grupo. • diferenciar entre as demandas da administração e as de avaliação que temos na escola. debater. nas manifestações dentro e fora de aula. nos passeios. • na análise e avaliação da aprendizagem é indispensável diferenciar os conteúdos que são de natureza diferente e não situá-los num mesmo indicador. O problema da avaliação dos conteúdos atitudinais não está na dificuldade de expressão do conhecimento que os alunos podem ter. Uma forma de avaliar será a observação sistemática de opiniões. etc. recreio. a fim de obter o máximo rendimento de suas possibilidades: • ao longo das diferentes etapas de ensino obrigatório temos que diferenciar entre o processo que cada aluno segue e os resultados ou competências que vai adquirindo. • diferenciar entre o que representam os resultados obtidos de acordo com os objetivos gerais para cada aluno. conforme suas possibilidades.Conhecer até que ponto sabem dialogar. é habitual que em muitas escolas se produzam discussões entre os componentes da equipe docente: deve se aprovar aquele aluno? Tem que se avaliar os processos que cada aluno segue. . nas visitas. trabalhar em equipe. A informação do conhecimento dos processos e os resultados da aprendizagem No momento da avaliação final.

a fim de garantir a continuidade e a uma incidência educativa e deve ser tratada como tal. a administração educacional é gerida por educadores. • coerência no percurso do aluno. seria lógico que permitissem a interpretação do caminho seguido pelos alunos. tem que dispor de todos os dados necessários para este objetivo.Como qualquer outra variável metodológica. conforme modelos tão complexos como complexa é a tarefa educativa. • Finalmente. • • o aluno necessita de incentivos e estímulos. a informação que os familiares do aluno recebem também tem a escola. as características da avaliação dependem das finalidades que atribuímos ao ensino: • professores e professoras têm que dispor de todos os dados que permitam conhecer em todo momento que atividades cada aluno necessita para sua formação. a equipe docente. portanto. .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful