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SE NÃO FOSSE POR ESTA MANCHA!

Nos livros de história encontramos a narrativa de uma guerra que ocorreu cerca de dois séculos passados, guerra esta que mudou os contornos das nações e provocou mudanças que afetaram dramaticamente a história moderna. Chamou- se a Revolução Francesa, quando Napoleão Bo- naparte sagrou-se Imperador francês, conquis- tando também a maior parte do Continente Europeu, queimando templos e perseguindo a fé. Entretanto, faltava para Napoleão a conquis- ta da Áustria, Prússia e dos países britânicos, os quais eram liderados pela Inglaterra. Os ingleses possuíam forças poderosas nos mares e, assim, protegiam sua ilha. Então, um confronto final e decisivo aconteceu, o que passou a ser historica- mente conhecido por “A Batalha de Waterloo”. Foi nessa batalha que Napoleão perdeu a guerra. Foi um embate entre os exércitos aliados da Grã- Bretanha, Áustria, Prússia e as forças napoleôni- cas, que foram definitivamente derrotadas pelo

general Wellington, em 18 de Junho de 1815, em Waterloo. O Imperador entregou-se aos Ingleses e foi por eles deportado para Santa Helena, uma pequena ilha perdida no Atlântico Sul, “para lá da África”, como diziam os seus carcereiros. Lá, com um pequeno legado de seguidores, contava suas memórias e criticava aqueles que o captura- ram. Depois dessa derrota irremediável, naque- le fim de mundo, numa ilha de montanhas ro- chosas e íngremes, onde existia, na época, uma masmorra para condenados, Napoleão viveu até a sua morte. Dizem os historiadores que quando estava lá apontou para um mapa do mundo, que tinha a ilha britânica pintada em vermelho e dis- se: “Se não fosse por esta mancha vermelha, eu teria conquistado o mundo”.

Amigo! Do mesmo modo podemos dizer que se não fosse a mancha vermelha da Cruz do Calvá- rio, o diabo teria vencido o mundo e nos subju- gado. Mas, por aquela mancha vermelha, temos vitória contra todo o poder do mal e por aquela

mancha vermelha no Calvário, lá em Jerusalém, triunfamos sobre o pecado, as enfermidades, a miséria e sobre toda força as manifestações in- fernais da maldade. Somos desafiados a man- char com o sangue de Cristo e com tudo o que é nosso e todos que amamos. O sangue de Cristo protegerá de um modo maravilhoso se, assim,

o fizermos. Que figuras esplendidas nós temos

nas escrituras, que de Gênesis a Apocalipse nos ensina o valor do Sangue do Cordeiro. Podemos ver isto nas vestes de pele que Deus fez para Adão e Eva, nas ombreiras manchadas pelo sangue na Páscoa de Israel, na corda de escarla- ta vermelho carmesim que Raabe pendurou em sua janela, no sangue de animais espargido pe- los sacerdotes. Deus quer estender esse poder para sua vida e tudo que precisa fazer de agora

em diante é crer e, se você crê, verá a glória de Deus. Nestas páginas encontrará esta revelação

e oro para que Deus escreva estas palavras em

seu coração, e que elas sejam rhema na tua vida

e te dêem poder para vencer o mal pelo sangue

do cordeiro. Que você possa dizer: Se não fosse por aquela mancha vermelha eu, teria sido der- rotado eternamente, mas por ela eu tenho a vi- tória eterna em Cristo Jesus.

AS VESTES PRECIOSAS!

“Então o SENHOR Deus disse à serpente: Por-

E porei inimizade entre ti e

E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua

mulher túnicas de peles, e os vestiu.” Gênesis 3:

15, 16, 21

Descobrimos que, primeiro o pecado entrou no mundo, e depois as vestes. Vestes são cruciais, tanto para proteção como para a decência, pois Adão e Eva ao pecarem descobriram que esta- vam nus, ou seja, que estavam descobertos e desprotegidos, daí eles puderam contemplar sua debilidade e vergonha. Em decorrência des- se fato, pouca razão nós temos para estarmos orgulhosos da nossa roupa, que é só o emble- ma de nossa pobreza e infâmia. Depois, quando

a mulher

quanto fizeste isto

Deus fez essas túnicas não às fez de seda ou ce- tim, mas de peles; sem corte estilizado, sem bor- dados e sem nenhum ornamento, como aqueles que as filhas de Sião posteriormente inventa- ram, e orgulham-se deles. Deixe o pobre, que é vilmente vestido, aprender daqui a não se quei- xar de ter comida e roupas, deixe-o estar con- tente; ele é também feito do mesmo modo que Adão e Eva. E deixe o rico, que é finamente ves- tido, aprender daqui a não fazer da vestimenta o seu ornamento. Finalmente, aquilo que Deus nos dá deve ser recebido com gratidão; não só

o alimento, mas também nossa roupa, pois a lã

e o linho são de Deus, bem como o grão e o vi- nho. As vestes dadas a Adão e Eva foram as mais

ricas e preciosas que alguém poderia vestir, pois

o ouro e a prata não as poderiam comprar, visto que o preço exigido era muito maior: Preço de Sangue.

Primeira Menção do Derramamento de Sangue na Bíblia

Essas roupas de pele têm um significado nevrál- gico, pois são as primeiras menções do derra- mamento de sangue na Bíblia e esse é o preço pago por elas. Os animais, cujas peles foram ti- radas, foram mortos e extintos diante dos olhos de Adão e Eva, para mostrar-lhes o que a morte é e para que eles pudessem vislumbrar sua nova condição de mortais.

Aqueles animais morreram, principalmente como sacrifício, tipificando o sacrifício maior que, nos últimos tempos , dever ia ser oferecido definitivamente. Assim, nessa primeira menção de sacrifício na Bíblia, ou até posso dizer, figura- damente de Cristo crucificado, é a razão de se dizer que ele é o Cordeiro de Deus morto desde a fundação do mundo. Desse sacrifício, partici- param Deus e o homem, em sinal da reconcilia- ção; a carne foi oferecida a Deus, queimada em

holocausto ou sacrifício e as peles foram dadas ao homem como roupa, significando Jesus Cris- to como oferta a Deus o Pai em sacrifício perfu- mado, para que, assim, eles pudessem desfru- tar da cobertura do sangue de Cristo sobre suas vidas. Significando que o seu sangue nos cobre e nos protege como um vestuário. Porque nos- sa vergonha só pode ser coberta pelo sangue, pois, quando Adão e Eva fizeram para si aventais de folhas de figueira, os tais não foram capazes de cobri-los completamente; de igual modo não devemos confiar em nós mesmos ou em outra coisa qualquer, mas no sangue derramado de Cristo – o sacrifício verdadeiro feito por nós ao pai.

É importante a primeira menção de uma verda- de na Bíblia – texto que trata do derramamento de sangue como sacrifício, citado em Gênesis 3. Podemos perder a importância desse significa- do, se não conhecermos o valor das regras de hermenêutica, que segundo o exegeta David Hu-

ckbee:

“Tudo o que Deus queria que o homem conhe- cesse e entendesse é revelado em algum pon- to nas Escrituras, e geralmente toda doutrina tem pelo menos uma passagem definitiva que expressa claramente essa doutrina, ou pelo menos o aspecto da doutrina que é ali tratada. Bem raramente qualquer coisa de alguma im- portância maior é mencionada na Palavra que não seja claramente explicada em alguma ou- tra parte. E, muitas vezes, a passagem definitiva é a primeira referência nas Escrituras que tem a ver com aquela palavra ou doutrina particular. De modo que quando encontramos a primeira menção de qualquer coisa nas Escrituras, deve- mos lhe dar atenção especial, pois provavelmen- te será fundamental para o seu correto enten- dimento e interpretação em toda Bíblia”. Jesus nos vestiu com vestes de justiça. Desta forma, podemos afirmar que o sangue de Cristo é vital em nosso caminhar com Deus, pois é nossa ves-

te, a qual nos protege neste mundo e, ao mes- mo tempo, nos torna aceitáveis diante de Deus, que não vê mais a nossa nudez e sim a sua jus- tiça, Assim, a vida cristã é vivida pela fé da obra do Calvário, onde Jesus derramou seu sangue e nos vestiu com vestes de justiça. Essas vestes são proteção contra os ataques das trevas e são elas que nos ornamenta aos olhos de nosso Pai. Do mesmo modo que precisamos nos vestir a cada dia, escolhendo cuidadosamente todas as peças necessárias e bem ajustadas ao nosso cor- po, deveríamos nos vestir com veste celestial. Essa veste celestial é de tal modo poderosa que é comparada a uma armadura. “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais re- sistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar fir- mes”. Efésios 6: 13

Entendemos que o sangue de Jesus deve ser in- vocado sobre nós para que possamos estar re- vestidos com seu poder e assim neutralizarmos os ataques dos poderes das trevas.

A roupa com que nos vestimos muitas vezes determina nossa auto-estima e confiança. Exis- te um estudo recente sobre isto, realizado pela Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que trata da importância de passar uma boa impressão. Um grupo de psicólogos organi- zou um escritório fictício para entrevistar pesso- as como se elas fossem uma grande corporação. Os psicólogos fizeram propagandas entre os es- tudantes de que havia empregos à disposição; organizaram-se de tal modo que alguns estudan- tes podiam se vestir bem para as entrevistas, en- quanto que outros não. Assim, eles descobriram que aqueles que se vestiam bem, via de regra, pediam por salários até 4.000 dólares a mais do que aqueles que não se vestiam bem. Os can- didatos bem vestidos estavam, sobremaneira, mais confiantes durante as entrevistas do que aqueles que não foram permitidos se vestirem bem. Mas qual a razão? Porque quando aparen- tamos nosso melhor, sentimos o melhor de nós mesmos. Do mesmo modo, a veste de justiça, a

veste de pele de animal sacrificado com a qual somos vestidos pelo Senhor, também nos enche de confiança naquilo que somos e daquilo que podemos fazer no Reino de Deus. A confiança para vivermos abundantemente se espelha em nossa vestidura de justiça do sangue que cobre- nos faz de tal modo ousados e confiantes, que nos habilita para derrotarmos nosso inimigo e o vencer pelo Sangue do Cordeiro e pela palavra de nosso testemunho.

O CORDÃO NA JANELA

“ atarás este cordão de fio de escarlata à ja-

nela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai”. Josué2:

18.

Nós encontramos em Gênesis 3: 21 que o san- gue de animais inocentes foi vertido para cobrir o pecado de Adão e Eva, os quais foram vestidos da justiça de Cristo. Este derramamento de san-

gue para o pecado aponta uma linha profética que seria cumprida no Calvário. Em Gênesis, o sangue é derramado para um indivíduo. Antes de alcançarmos o capítulo doze do livro de Êxodo, encontramos o sangue do Cordeiro da Páscoa, vertido para um núcleo familiar, no capítulo de- zesseis de Levítico, o sangue é derramado agora por uma nação e, finalmente, o sangue de Jesus no Calvário é derramado por toda humanidade. Há igualmente uma progressão de sua aplica- ção. Às vezes, vemos o sangue sendo aplicado sobre carros, possessões, finanças, etc. Isto é biblicamente sadio. Se olharmos o capítulo dois de Josué veremos que o encontro entre Raabe e os dois espias tem muito a nos ensinar a esse respeito.

Uma Atitude que Mudou um Destino

Raabe era uma prostituta da cidade de Jericó e toda essa cidade estava muito temerosa com o inimigo que subia do Sul e com as histórias incrí- veis que ouvira a seu respeito, pois diziam que Deus havia aberto as águas do Mar Vermelho e fizera passar o povo a pé enxuto, bem como havia dado tamanha vitória sobre seus inimigos que, nem Faraó com seu exercito implacável e muito menos os dois poderosos reis dos amor- reus Siom e Ogue os puderam deter, ambos não puderam resistir ao seu poder e assim capitula- ram.

Agora, Raabe estava com muito medo e cheia de incertezas sobre o seu futuro e o de sua famí- lia, isto apesar de viverem dentro da até então inconquistável muralha de Jericó. Foi quando recebeu a visita daqueles dois espias que logo foram reconhecidos pelos visitantes locais e de-

nunciados ao Rei de Jericó. O rei, então, mandou que ela os entregasse, porém ela teve uma atitu- de que mudou o seu destino, escondeu os espias no telhado de sua casa e disse aos enviados do rei que os mesmos haviam ido embora e, assim, os livrou da morte. Por isto, ela lhes pediu que retribuíssem o favor que lhes havia feito salvan- do toda sua família e tudo que lhes pertenciam.

O Cordão Vermelho Carmesim

Porém, eles lhe deram duas condições: a primei-

ra ela deveria atar o cordão de escarlata à janela. Esta corda de fio de escarlata aponta profetica- mente para o sangue do Cordeiro, porque o san- gue é vermelho carmesim como escarlata. Ten- do como referência esta história, acredito que

o vermelho seja a cor predileta de Deus. Não

é à toa que o vermelho constitui-se na cor de

maior destaque na maioria das culturas, todavia

falar da cor vermelha é quase um pleonasmo. O vermelho é a cor, por excelência, a primeira de

todas as cores. Assim, falou Michel Pastoureau, em seu Dicionário das Cores de Nosso Tempo. E é o que a exposição Aussi Rouge, inaugurada re- centemente no Museu de Artes Decorativas de Paris, demonstra numa bela ode ao vermelho e ao papel dessa cor tão sedutora no universo dos interiores, do design, da moda, do poder, da po- lítica e do nosso imaginário. Desde que o mun- do é mundo, pessoas e grupos poderosos se re- vestiram de insígnias, distinções e vestimentas nas cores escarlate, púrpura e carmim. Na Idade Média, era proibido pessoas comuns vestirem a cor púrpura ou usar adornos nas armaduras, a menos que se tratasse de um príncipe ou tivesse tido permissão. Na simbologia heráldica, as gar- gantilhas significavam a caridade, a valentia, a ousadia e a generosidade. Apenas um toque de rubro podia revelar virtudes reais. Não foi, por- tanto, sem boa razão que Carlos Magno, quan- do sagrado Imperador dos romanos, em 25 de dezembro do ano 800, calçou sapatos de couro vermelho. Na França, os grandes dignitários do-

exército vestem vermelho e os magistrados um uniforme rubro. Para recompensar àqueles que prestaram eminentes serviços à nação, Napo- leão, em 1802, instituiu a Legião de Honra com a fitinha vermelha tão característica. E quem não sabe que desenrolar um tapete vermelho é costume utilizado pela maioria dos países para receber hóspedes receberá em casa com tapete na cor tão majestática? Que outra, portanto, po- deria ser mais popularmente imponente ou em- blemática do que a cor vermelha? Eu, pessoal- mente, gosto de pregar com um lenço vermelho nas mãos, o que me faz ter em mente o sangue de Cristo. E que cor poderia fazer o Senhor lem- brar de seu pacto de nos abençoar, senão a cor do sangue espargido sobre as nossas vidas? Pois bem: quando o exército israelita viu o cordão de escarlata vermelho carmesim sobre a janela da casa de Raabe, ela e tudo que lhe dizia respeito foram poupados.

Debaixo da Cobertura do Sangue

A segunda condição dada a Raabe foi que ela deveria trazer a sua família para dentro de sua casa ou para debaixo de sua cobertura. Assim, o fez e salvou toda a sua família e tudo o que eles possuíam. Raabe se tornou um exemplo de fé ao esconder os espias. Tiago nos diz em sua carta que:

“E de igual modo não foi a meretriz Raabe tam- bém justificada pelas obras, quando acolheu os espias, e os fez sair por outro caminho?” (Tiago 2: 25). Também fora incluída no rol dos heróis da fé: “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os desobedientes, tendo acolhido em paz os espias”. Hebreus 11: 31.

Quantas vezes, aqueles que achamos que não crerão são os que crêem mais do que aqueles que deveriam efetivamente crer. Lembre-se do centurião, um soldado romano que tinha tal fé que o Senhor Jesus disse que nem mesmo em

Israel encontrou tanta fé ou a Cananéia também foi elogiada pela sua fé. Apesar de Raabe não se encontrar no rol das pessoas idôneas de sua ci- dade, ela creu, o que não era esperado de sua parte.

Sabe, passei dez anos de minha vida pregando para drogados, alcoólatras, prostitutas e garo- tos de programas e vi muitos se rendendo ao Senhor Jesus e passando a viver uma vida cheia do Espírito Santo. Raabe creu de um modo tão espetacular por sua família que depois passou a fazer parte da linha genealógica de Jesus. Aque- la prostituta de Jericó que ajudou os espias a escapar, salvando-os da destruição em Jericó, casou-se com Salmão, um dos ancestrais de Davi e de Cristo e foi elogiada pela sua fé na carta de Tiago.

Em Josué 2: 16 lemos sobre o pedido de Raabe:

“De que conservareis com vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que têm e de que li-

vrareis as nossas vidas da morte”.

Preste atenção na expressão “com tudo o que têm” o que demonstra que podemos confiar na proteção não só para nossas vidas e para a vida daqueles a nós ligados como também para tudo aquilo que nos pertence. Ela não creu por si, apenas, mas creu por sua família e por tudo o que possuíam. A expressão “por tudo o que têm” significa e podemos crer, por nossas pro- priedades e pertences, sonhos, objetivos, repu- tação, ministério, casamento, enfim, por todas as aéreas de nossas vidas. Existem princípios que nunca são demais citá-los, um deles é que Deus só faz por nós aquilo que esperamos que ele fizesse e aquilo que demonstramos pela nos- sa fé. Deus sempre responde a nossa fé de modo positivo, ele nunca frustra a fé autêntica, nunca decepciona aqueles que Nele confiam. Por isto é importante você crer de modo abrangente, em outras palavras, você manchar com o sangue de Cristo em todas as áreas de sua vida e em tudo

aquilo que lhe pertence. Se você tem uma bici- cleta deve crer na proteção dela e assim fazer com que tudo o que possui. Se você deseja um dia exercer uma função no ministério da obra de Deus deve fazer o mesmo. Coloque debaixo do seu telhado de fé, o qual é feito não de telhas de barro, mas de plaquetas do sangue de Cristo. Fa- zendo assim você permitirá que Deus possa agir na sua vida e em cada área em que estiver crendo. Uso esta expressão “telhado de sangue” porque os espias disseram para Raabe que ela deveria trazer todos aqueles e tudo aquilo que deveriam ser protegidos para debaixo de seu telhado, ou para dentro de sua casa. Uma expressão muito usada no mundo religioso é a palavra cobertura, mas trata do tema da autoridade espiritual. Aqui se trata do aspecto do alcance de nossa fé. Pois a ação de Deus se restringe ao âmbito de nos- sa fé, ao quanto conseguimos crer. Assim, Deus protegerá tudo aquilo que estiver marcado com seu sangue e isto nós fazemos com um simples ato de fé, em que, crendo, trazemos para debai-

xo de nosso telhado tudo que é nosso e ao qual requeremos proteção e a bênção de Deus.

Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a

tua casa. Podemos ver este princípio com mais clareza no livro de Atos, capítulo 16 onde lemos

a história da conversão do carcereiro de Felipo.

“E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. E, acordando

o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão,

tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores,

que é necessário que eu faça para me salvar. E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás

salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.”

Nesta passagem, vemos a poderosa afirmação de Paulo, de salvação para toda nossa família, porém, também vemos o modus operandis dis- to, pois todos tiveram que ouvir o evangelho e também crer para serem salvos. Raabe creu por sua família, mas eles tiveram que permanecer debaixo de seu telhado para que fossem sal- vos. Ou seja, nossa fé influenciará os nossos, de modo que eles também possam crer, descartan- do assim a possibilidade de salvação por inter- médio de outros. Como aqueles que acham que podem acrescentar algo aos seus mortos ofere- cendo-lhes missas e velas. É muito importante estarmos crendo pelas nossas famílias e compar- tilhando o evangelho de Jesus Cristo para eles.

Quando me converti a Cristo, o fiz através da

aceitação de um convite para participar de um culto em uma Igreja, feito por um irmão mais novo que começava a freqüentar a igreja. Nunca ninguém havia pregado o evangelho para mim e, naquele dia, um domingo de Carnaval, em 1982,

eu ouvi a respeito de Cristo e seu amor por nós

e o aceitei, sem nunca mais o deixar. Quando o

Senhor me salvou, fiquei em estado de deses- pero por toda minha família. Queria ver todos serem salvos e assim comecei a pregar para to- dos e aos poucos vários de meus irmãos vieram para Cristo, contudo, minha mãe se mostrou

bastante relutante e se posicionou firme contra

o evangelho. Depois de muitas discussões, re-

solvi não mais falar e passei a testemunhar para

outras famílias e apenas a viver o evangelho diante de minha família e especialmente minha mãe. Os anos se passaram e vieram as experi- ências: muitas doces, porém outras, um tanto amargas e difíceis de compreender. Após alguns anos de grandes vitórias, visto que com apenas dois anos de convertido já estava pastoreando

a igreja, na qual fiz a minha decisão e, durante os três anos seguintes, conduzi 287 pessoas ao batismo, em uma cidade, na época, com uma população média de 10.000 pessoas, fazendo uma igreja com pouco mais de 100 membros ser elevada para mais de 300 membros. Para a honra do Senhor Jesus! Mas, a minha inexpe- riência falou mais alto e quando me pus a dar passos maiores que a perna, trazendo ao Brasil o evangelista americano Nicky Cruz, cai em dívidas e descrédito, bem como, traições e oportunismo de alguns que deveriam me ajudar e me apoiar naquele momento difícil. Como conseqüência, fui morar novamente na casa de meus pais, sem nenhuma forma de renda para sustentar minha família. A única coisa que levei foi o meu colchão de casal, o qual sendo lançado sobre o chão da- va-nos repouso nos dias de gemidos e dores. No entanto, naqueles dias, a minha mãe se aproxi- mou do Senhor e se converteu fortemente a ele, tornando-se uma cristã dedicada e fiel por toda a sua vida. Um dia minha mãe, a Dona Mathil-

de, disse-me, confidencialmente, acho que o fez assim para não gerar ciúmes nos outros irmãos. “Dário, você sabe por que me converti a Cristo? Converti-me ao ver vocês sofrendo sem nunca falar contra Deus”. Até hoje me emociono quan- do me lembro de suas palavras e sei que está nos céus, porque seus filhos creram no Senhor de tal modo, que estavam dispostos a sofrer por causa Dele. “Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as om- breiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã”. Êxodo 12: 22

Naquela noite terrível para a terra do Egito, quando Deus os feriu, enviando o anjo da mor- te para matar todos os primogênitos, a ordem não era para matar apenas os primogênitos dos egípcios, mas todos os primogênitos na terra do Egito. Assim sendo, também, os estrangeiros da terra, incluindo-se aí os israelitas que seriam vi-

sitados por aquele Ser destruidor. Porém, o Se- nhor deu instruções para aqueles que quisessem se salvar. E a instrução era a seguinte:

“ tome cada um para si um cordeiro

deiro, ou cabrito será sem mácula, um macho

de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das

o sacrificará à tarde. E tomarão do

sangue, e pô-lo- ão em ambas as ombreiras, e

cabras

O cor-

na verga da porta, nas casas em que o come- rem. E naquela noite comerão a carne assada ”

no fogo

(Êxodo 12: 1 a 8)

OS UMBRAIS MANCHADOS!

Portanto, um cordeiro sem mácula deveria ser sacrificado, sua carne comida dentro da casa em que o sangue fosse aspergido nas ombreiras e vergas das portas. Este seria o único modo de serem poupados da destruição, pois aquele que destrói o mundo é o que nos salva. Deus traz sal- vação para o seu povo ao mesmo tempo em que alcança o mundo com seu juízo.

Ele disse que, ao ver o sangue, passaria por eles, mas somente o sangue do Cordeiro sacrificado podia e, nos dias de hoje, ainda pode impedir

a ação destruidora do mal. Por isto, devemos

através de uma fé simples, trazer para dentro de nossa casa, quer dizer, para debaixo da cobertu- ra de nossa fé no sangue de Cristo, tudo aquilo que desejamos proteção e bênção. Desta forma,

o destruidor, ao ver o sangue, terá que poupar.

Poupar nossos sonhos, objetivos , ministéios , família, filhos , relacionamentos e tudo aquilo que estiver dentro dos termos de nossa fé.

O Sangue Derramado não Deveria ficar na Bacia

Na guerra contra o mal, só existe uma arma vá- lida. Esta arma é a fé na obra do Calvário consu- mada na Cruz. Lá o sangue de Cristo foi derra- mado por nós. Onde vemos o monte se colorir em carmesim, o vermelho do Sangue puro de Cristo Jesus.

O sangue derramado não deveria permanecer na bacia, mas deveria manchar as ombreiras e a verga da porta, pois sangue na bacia não tinha nenhum poder, deveria encharcar um molho de hissopo e ser passado nas ombreiras e nas ver- gas da porta, acrescido a isto, todos deveriam permanecer dentro da casa, pois, o sangue só protegia aqueles que estivessem dentro da casa. Isto demonstra como Deus espera que nós apli- quemos o seu sangue em nossas ombreiras e vergas e como devemos colocar debaixo de nos- so telhado de fé todo aquele e tudo aquilo que queremos que esteja sob sua proteção.

A maioria dos cristãos sabe a respeito do sangue que Jesus derramou por nós. Quando Cristo le- vantou o cálice na última Páscoa, disse:

“ Este é o cálice da nova aliança no meu san-

gue, derramado em favor de vós.” Lucas 22:20.

Mas quantos sabem a respeito do sangue espar- gido?

Comemoramos seu sacrifício todas as vezes que participamos da comunhão. Mas este é o limite de conhecimento da maioria dos cristãos sobre o sangue de Jesus. Sabemos somente sobre o sangue sendo derramado e nada sobre o sangue sendo aspergido! A primeira referência bíblica à aspersão do sangue está em Êxodo 12:22. Nes- te texto, foi ordenado aos israelitas que pegas- sem um molho de hissopo, que este fosse mo- lhado no sangue de um cordeiro sacrificado e, em seguida, fosse aspergido na verga da porta e de sua ombreira. Naquela noite, quando o anjo exterminador viesse e olhasse o sangue na om- breira da porta, ele passaria a casa. Por favor, entenda! Enquanto o sangue era deixado na bacia, ele não tinha nenhum efeito; era mera- mente sangue que havia sido derramado. O san- gue adquiriu poder para salvar somente quando foi levantado da bacia e aspergido.

Por que não poderiam os israelitas simplesmen- te ter deixado a bacia na soleira da porta e dito:

“Não importa o que faremos com ele. Além do mais, sangue é sangue”? Suponha que tivessem colocado a bacia em uma mesa coberta com uma toalha de linho, ou em um pedestal atrás da porta. Eu digo o que teria acontecido? O anjo da morte teria ferido essa casa! Para cumprir seu propósito de proteção, o sangue deveria ser reti- rado da bacia e aspergido na porta. Esse sangue de Êxodo 12 é um tipo do sangue de Cristo. O sangue derramado no Calvário não foi desperdi- çado, ele não caiu no chão e desapareceu.

Não! Este precioso sangue foi coletado em uma fonte celestial. Há um hino evangélico que diz:

“Há uma fonte cheia de sangue, e pecadores mergulhados nesta corrente perdem sua culpa e mancha ”

Contudo, este conceito não é bíblico; nós não mergulhamos no sangue e nem nadamos nele. Não! Ele é aspergido sobre nós. Se Cristo é o Se- nhor de sua vida, então o umbral da porta de seu coração foi aspergido com sangue precioso

de Cristo. E esta aspersão não é somente para o perdão, mas também para proteção.

O Aspergido está Protegido pelo Sangue

Quando você é aspergido, você está totalmente sob a proteção do sangue de Cristo, contra todos os poderes destruidores de Satanás.

Quando as tropas dele vêem o sangue de Cristo no umbral de sua porta, elas passam por você. Elas não lhe tocam, porque não podem tocar em alguém aspergido com o sangue de Cristo! En- tão, veja que a preciosidade do sangue tem mui- to mais que perdão. O sangue de Jesus não foi deixado na bacia, todavia, foi retirado de lá e aspergido em nosso coração. E está esperando para ser aspergido nos umbrais dos corações ao redor do mundo. Há também uma aspersão de sangue citada em Êxodo 24: 1-11. Nessa passa- gem, Deus fez um acordo com Israel. Ele prome- teu, “Se obedecerem às minhas palavras, serei

Dario Martini

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Deus para vocês e vocês serão o meu povo.”

Depois que Moisés leu a lei para o povo, eles responderam, “Nós entendemos e obedecere- mos.”

Eles aceitaram o acordo do Senhor. Agora, esse

acordo tinha que ser selado para ser confirma- do e se tornar válido e isto só poderia acontecer através da aspersão de sangue sobre eles. O es-

critor aos Hebreus nos diz que Moisés

e aspergiu não só o livro, como tam-

bém sobre todo o povo

O sangue na bacia tipifica tudo aquilo que Deus tem feito por nós na Cruz de Cristo, porém, não é realidade em nossa vida, porque ainda não nos apossamos dele e de seus benefícios. Mas o san- gue aspergido simboliza a fé que se apodera dos benefícios reais da Cruz e, assim, experimenta a sua eficácia. Deus só fará por nós aquilo que estamos crendo pelo sangue do Cordeiro. Então comece a crer, manche com o sangue de Cristo

o sangue

tomou

” Hebreus 9:19

cada área de sua vida, e você experimentará a vitória que o Senhor Planejou para ti.

Recentemente, orava na cidade de Portão, no Rio Grande do Sul, por uma jovem de 15 anos, que estava possessa por um demônio. Ela me

disse que desde que era criança este demônio a acompanhava. Sua mãe declarou que ainda com três anos de idade ela apontava para o nada e

a na forma de uma mulher encapuzada, com uma foice na mão e todas as noites ela se deitava ao lado dela, enquanto ela dormia. Isto a estava enlouquecendo. Procurou toda ajuda possível e entrou em todas as igrejas e ninguém pode aju- dá-la. Lembro-me da batalha que travamos por ela, enquanto repreendia o demônio nela, sua mãe vomitava no banheiro também possuída por aquelas forças malignas, porém em um mo- mento eu disse: “que o sangue do cordeiro mor- to ainda antes da fundação do mundo te cubra e te proteja”. Naquele instante, o demônio na for-

mulher. Ela via este demônio

dizia:

a

mulher

ma daquela mulher encapuzada deixou sua vida, pela primeira vez, em 15 anos. Quão poderoso é o Sangue do Cordeiro.

No poder deste sangue aspergido, pois foi isto que fiz sobre ela, ao determinar que o sangue de Cristo viesse sobre ela. Tenho conduzido cen- tenas de pessoas a libertações das forças do mal através do sangue de Cristo. Não há noites que não vejo pessoas sendo libertas de espíritos de enfermidades e doenças incuráveis. Isto porque aprendi que o sangue não deve ficar na bacia e sim nos umbrais de nossas portas.

Venha participar de uma Cruzada Internacio- nal de Milagres da Semeadores de Fogo e re- ceba tudo aquilo que Jesus comprou para você na cruz do calvário. Que sobre sua vida esteja a mancha vermelha do Calvário, o Sangue do Cristo crucificado, pois contra todo o poder do Dragão, o Senhor nos deu a força e o poder do sangue de um Cordeiro. Graças damos a Deus por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cujo

testemunho foi dado por João, que disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus te abençoe rica e maravilhosamente no Se- nhor Jesus Cristo.

Nele, para Ele e por Ele.

Dario Martini

Evangelista nas nações

ORE E RECEBA MINHA ORAÇÃO!

Primeiramente faça esta oração de confissão:

Meu Pai que estas no céu!

Entro na tua presença pelo sangue de Jesus Cris- to e digo que me arrependo dos meus pecados

e os confesso a ti recebendo o teu perdão, peço

que Jesus venha habitar em mim e seja Salvador

e Senhor de minha vida. Que o sangue de Jesus

Cristo me cubra e guarde tudo e todos que são meus. Também que meu nome seja escrito no livro da vida e que eu tenha poder para viver a vida abundante e eterna que prometeu a mim. Peço tudo em o nome de Jesus Cristo o Senhor.

Agora receba esta minha oração de fé.

Meu Pai que estas no céu! Entro em teu santu- ário, no santíssimo lugar de tua habitação pelo Sangue do Cordeiro. E assentado em Cristo Je- sus, do teu trono eu ministro contra todo a mal na vida desta pessoa e digo que saia agora de

sua vida toda enfermidade e doença, espíritos de enfermidades, depressões e opressões, mal- dições e males, bem como toda ação das trevas. Eu digo que ela seja coberta pelo sangue e as- sim protegida por Jesus Cristo. E que o poder do Espírito Santo venha sobre ele agora e conceda a revelação desta verdade aqui anunciada. De- claro que sobre os teus umbrais esta o sangue do Cordeiro, sobre tua janela o cordão vermelho carmesim, vestido com as vestes de justiça, e na tua tenda habita o Senhor. Assim nenhum mal se aproxime de ti e que a benção de Deus esteja sobre tua vida!