Você está na página 1de 22

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Trabalho de Introdução a Filosofia

Nome da Estudante: Evaltina Valmora Raúl Bila


Código: 708208743
Nome do Docente: Mestre Frederico

Curso: Licenciatura em Ensino de Língua


Portuguesa
Disciplina: Introdução a Filosofia
Ano de Frequência: 2º Ano
Turma D

Quelimane, Junho, 2021


2
Folha de Feedback

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais parágrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 2.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Índice
Introdução...................................................................................................................................2

Objectivo geral:...........................................................................................................................2

Objectivos específicos:...............................................................................................................2

Metodologia................................................................................................................................2

Unidade 1....................................................................................................................................3

Unidade 2....................................................................................................................................3

Unidade 3....................................................................................................................................5

Unidade 4....................................................................................................................................5

Unidade 5....................................................................................................................................6

Unidade 6....................................................................................................................................7

Unidade7.....................................................................................................................................9

Unidade 8..................................................................................................................................10

Unidade 9..................................................................................................................................11

Unidade 10................................................................................................................................11

Unidade 11................................................................................................................................12

Unidade 12................................................................................................................................13

Conclusão..................................................................................................................................17

Bibliografia...............................................................................................................................18
Introdução
É fato que a Filosofia é uma forma de pensamento organizado, conceitual e que tem a
capacidade de movimentar o próprio pensamento por meio da identificação e da formulação
de problemas, ou seja, a Filosofia é, por natureza, problematizadora, evitando fornecer
respostas prontas para as questões levantadas e criando novas questões, novas perguntas e
novos problemas que fazem com que o pensamento nunca cesse seu ciclo de existência.
Não importando, por ora, a sua origem certa, o importante é saber que não há uma resposta
única e definitiva para a pergunta “o que é filosofia?”. Diversos filósofos, em diversos locais e
épocas diferentes, responderam a essa pergunta, não necessariamente de uma maneira
explícita. Muitos o fizeram por meio da prática (fazendo as suas filosofias), cada qual do seu
modo.
No presente trabalho se aborda a introdução à filosofia com o intuito de responder aos
seguintes objectivos:
Objectivo geral:
Analisar diversos conteúdos da filosofia.

Objectivos específicos:
 Diferenciar conceitos integrados na filosofia;
 Descrever aspectos referentes a tais conceitos.

Metodologia
Para o alcance destes objectivos foi adoptada uma metodologia assente numa pesquisa
bibliográfica baseada em diversos autores que aparecem devidamente citados ao longo do
texto e mencionados na bibliografia final deste trabalho.

2
Unidade 1
Fazer uma análise evidenciando os seus aspectos universais e particular da Filosofia e
sua importância na vida do homem.

Formulado claramente pela primeira vez por Platão, o conceito de "universal" refere-se
àquelas entidades relativas aos tipos ou categorias, instanciadas por particulares. Em geral, um
universal será identificado com uma espécie (categoria ou tipo), propriedade ou uma relação,
enquanto um particular será um objeto particular que instancia tal propriedade ou uma
instância específica da relação.

Exemplos de universais incluem a propriedade "vermelho", a relação "estar entre" e o tipo


"gato". Estes são instanciados por seus particulares equivalentes como uma maçã vermelha,
uma pedra entre dois pilares ou um gato particular chamado Spock, que pertence ao
descobridor do cometa de mesmo nome. O cometa por sua vez é um particular que instância
universais como, o tipo "cometa" e a propriedade "maciço". Assim, vemos que cada
particular, em geral, instanciará mais de um universal e a quantidade de particulares que
instanciam um universal depende exclusivamente de quantos daquele particular existem no
mundo. Se um universal instanciado por apenas um particular é, ainda assim, um universal
permanece uma questão em discussão.

Como é que podemos diferenciara Filosofia das outras ciências

Ao longo da história da filosofia, podemos encontrar filósofos que defendem que esta
disciplina estuda tudo. De facto, se consideramos a definição da filosofia, pode-se concluir
duas ideias: primeiro, que todas as coisas, para além de serem examinadas a nível científico -
experimental, podem sê-lo a nível filosófico; segundo, que enquanto as ciências estudam esta
ou aquela dimensão da realidade, a filosofia tem por objecto o todo, a totalidade, o universo
tomado globalmente.

Unidade 2
Diferencia a filosofia e outras ciências.

Um aspecto que marca diferença da Filosofia com as outras ciências é o seu fim. A filosofia
não está voltada para fins práticos e interesseiros. As ciências experimentais, a arte a religião
e a técnica, de um modo ou doutro têm em vista alguma satisfação ou alguma vantagem. A
filosofia tem em vista nenhuma satisfação. A filosofia tem como único objectivo o
3
conhecimento, tem em vista simplesmente pesquisar a verdade em si mesma, prescindido de
eventuais utilizações práticas.

Caracteriza a natureza das questões filosóficas.

Diferente de outras disciplinas e áreas do conhecimento, a filosofia é a única que possui


múltiplos e variados conceitos para defini-la. Cada filósofo e cada corrente filosófica definiu a
filosofia de acordo com os problemas que foram apresentados em cada época e período
histórico.

O problema reside justamente aqui. De acordo com Cerletti (2009, p.26) “não há uma resposta
unívoca a essa questão. Cada corrente filosófica, ou cada filósofo, caracteriza a filosofia de
acordo com suas propostas teóricas.”.

E ainda Savater (2001, p.209 apud GALLO, 2012, p.39):

(...) não existe ‘a’ filosofia, mas ‘as’ filosofias e, sobretudo, o


filosofar. ‘A filosofia não é um longo rio tranquilo, em que cada um
pode pescar sua verdade. É um mar no qual mil ondas se defrontam,
em que mil correntes se opõem, se encontram, às vezes se misturam,
se separam, voltam a se encontrar, opõem-se de novo...cada um o
navega como pode, e é isso que chamamos de filosofia’ [...].

Há uma perspectiva filosófica (em face da perspectiva científica ou artística), mas felizmente
ela é multifacetada (...). Como definir e apresentar um ou mais conceitos para explicitar o que
é filosofia? Uma das posições que defendemos é que é preciso defini-la ou, minimante,
caracterizá-la.

Mas essa definição tem que estar em consonância com o próprio perfil de como o professor
vive a filosofia e qual a posição particular, qual a identidade filosófica do professor, qual é
seu ponto de partida.

É preciso, caso se pretenda construir um ensino filosófico, e não meramente a transmissão de


conteúdos filosóficos, oportunizar a ocasião para que os alunos possam problematizar o
próprio conceito apresentado pelo professor.

Tendo aparecido essa possibilidade, é possível começar a filosofar a partir do próprio conceito
da palavra filosofia. Claro que é sempre interessante apresentar o conceito etimológico da

4
origem da palavra filosofia e o conceito dado por outros filósofos, somente com a intenção de
deixar claro na cabeça dos alunos, que a filosofia possui múltiplos e variados conceitos, e não
com a intenção de fazê-los decorar ou assimilar esses conceitos.

Unidade 3
Mencione as etapas da Filosofia Grega Clássica.

De acordo com Chaui (2003) as etapas da filosofia grega são as seguintes:

O Período Pré-socrático (final do século VII a.C. ao final do século V a.C.)


 Denominado de Filosofia da Natureza (Physis);
 Marcado pela cosmologia ou cosmo-ontologia;
 É a busca da arkhé (arché) – princípio constitutivo natural, eterno, imperecível e
imortal gerador de todos os seres.
O Período socrático (final do século V a.C. e todo o século IV a.C.)
 Problematização das questões humanas no plano da ação, dos comportamentos –
marcado pelas questões morais e políticas;
 Confiança na racionalidade humana para conhecer a si mesma e ao mundo;
 Definição das virtudes morais e das virtudes políticas;
 Separação entre a dóxa e a episteme – Sofistas e Sócrates e Platão.
O Período Sistemático (final do século IV a.C ao final do século III a.C.)
 Representado principalmente pelo pensamento de Aristóteles;
 Caracterizado pela sistematização do saber cosmológico e antropológico – é a
compreensão da Filosofia como totalidade do saber humano; o Enciclopedismo
Clássico.
O Período Helenístico (final do século III a.C até o século VI d.C.)
 Caracterizado por uma filosofia de caráter cosmopolita – decadência da polis grega;
 Marcado pelas questões éticas, do conhecimento humano e das relações entre o
homem e a natureza, relações entre o homem e Deus – estoicismo, epicurismo,
ceticismo e neoplatonismo;
 Influência do pensamento Oriental – orientalização da filosofia.

Unidade 4
Demonstre seu percurso da fase mítica a fase racional.

5
O pensamento mítico consiste em uma forma pela qual um povo explica aspectos essenciais
da realidade em que vive: a origem do mundo, o funcionamento da natureza e dos processos
naturais e as origens deste povo deste povo, bem como seus valores básicos. O mito
caracteriza-se, sobretudo pelo modo como estas explicações são dadas, ou seja, pelo tipo de
discurso que constitui. O próprio termo grego mythos significa um tipo bastante especial de
discurso, o discurso fictício ou imaginário, sendo por vezes até mesmo sinônimo de
“mentira”.

Um dos elementos centrais do pensamento mítico e de sua forma de explicar a realidade é o


apelo ao sobrenatural, ao mistério, ao sagrado, à magia. As causas dos fenômenos naturais,
aquilo que acontece aos homens, tudo é governado por uma realidade exterior ao mundo
humano e natural, superior, misteriosa, divina, a qual só os sacerdotes, os magos, os iniciados,
são capazes de interpretar, ainda que apenas parcialmente.

O pensamento filosófico-científico representa assim uma ruptura bastante radical com o


pensamento mítico, enquanto forma de explicar a realidade. Entretanto, se o pensamento
filosófico-científico surge pro volta do séc. VI a.C., essa ruptura com o pensamento mítico
não se dá de forma completa e imediata. Ou seja, o surgimento desse novo tipo de explicação
não significa o desaparecimento por completo do mito, do qual alas sobrevivem muitos
elementos mesmo em nossa sociedade contemporânea, em nossas crenças, superstições,
fantasias, etc., isto é, em nosso imaginário. O mito sobrevive ainda que vá progressivamente
mudando de função, passando a ser antes parte da tradição cultural do provo grego do que a
forma básica de explicação da realidade.

Unidade 5
Fale dos aspectos da consciência moral depois de ter diferenciado a ética da moral e o
significado que estes conceitos têm na vida humana

Ética deriva da palavra grega êthos, que quer dizer “caráter”. Ela era utilizada para representar
os modos de agir de uma pessoa, ou seja, suas ações e comportamentos. Uma variante de
êthos era a palavra éthos, que significa “costume” e pode ser aplicada a uma sociedade. O
termo latino que designa éthos é moris, de onde retiramos a palavra moral.

6
Basicamente, ética é o comportamento individual e refletido de uma pessoa com base em um
código de ética ou de conduta que deve ter aplicabilidade geral. É chamado de ética o campo
da Filosofia que se dedica a entender e a refletir as ações humanas (ações morais) e a
classificá-las enquanto certas ou erradas. Por isso, podemos dizer que ética é uma espécie de
“filosofia moral”. Moral é, por sua vez, o costume ou hábito de um povo, de uma sociedade,
ou seja, de determinados povos em tempos determinados. A moral muda constantemente, pois
os hábitos sociais são renovados periodicamente e de acordo com o local em que são
observados.

O termo consciência, em seu sentido moral, é uma habilidade, capacidade, intuição, ou


julgamento do intelecto que distingue o certo do errado. Juízos morais desse tipo podem
refletir valores ou normas sociais (princípios e regras). Em termos psicológicos a consciência
é descrita como conduzindo a sentimentos já de remorso, quando o indivíduo age contra seus
valores morais, já de retidão ou integridade, quando a ação corresponde a essas normas. Em
que medida a consciência representa um juízo anterior a uma ação e se tais juízos baseiam-se,
ou deveriam basear-se, somente na razão é um tema muito discutido em toda a história da
filosofia.

Unidade 6
Mencione os elementos da ética individual, e diferencie cada um desses elementos.

Os aspectos da ética individual representam as formas de coexistência com os outros, que


dentre outros, podem ser: o Amor, a Indiferença, o Ódio e os Sentimentos.

O Amor

O amor é a tendência da sensibilidade susceptível a transportar-nos para um ser ou um objecto


reconhecido ou sentido como bom. Podemos ter como exemplo, o amor materno e o amor da
glória.

Segundo Japiassú (2001: 12) Amor é o sentimento de inclinação e de atracção ligando os


homens uns aos outros, à Deus e ao mundo, como também o individuo a si mesmo. O amor é
uma emoção da alma causada pelo movimento dos espíritos, levando-a a unir-se
voluntariamente aos objectos que lhe parecem ser convenientes (DESCARTES citado por
JAPIASSÚ, 2001: 12).

7
Há vários tipos de amor: o amor familiar (fraterno, filiar, maternal, paternal); o amor à pátria
(ligado às grandes causas ou grandes princípios, como o amor à verdade ou à honestidade); o
amor à Deus (chamado de amor puro); o amor-próprio traduzido em sentimento de dignidade
pessoal e respeito a si (ARANHA & MARTINS, 2000: 143).

As teorias sobre o amor propostas pelos filósofos ao longo do tempo tendem a agrupar-se ao
redor de duas posições fundamentais:

 O amor como total unidade e identificação. Nas palavras de Hegel o amor é o sentimento
pelo qual dois seres não existem se não em uma unidade perfeita e poe nessa identidade
toda a sua alma e o mundo inteiro. Nessa perspectiva, o amor deixa de ser um fenómeno
humano para ser fenómeno cósmico (natural) ou princípio de realidade suprema. O amor
humano, finito como aspiração de identidade e fusão com o infinito está condenado ao
insucesso. Os principais representantes dessa corrente são: Spinoza, Hegel, Feuerbach,
Bergson e os românticos (Idem: 143).  
 O amor como troca reciproca entre dois seres que preservam a individualidade e
autonomia. A troca reciproca, é emotivamente controlada de atenções e cuidados, tem por
finalidade o bem do outro como se fosse o seu próprio. Na forma feliz desse tipo de amor,
há reciprocidade, há união, mas não unidade. Esta corrente é representada por Platão,
Aristóteles, S. Tomas, Descartes, Leibniz, Scheler e Russell.

A Indiferença

Este e o relacionamento mais comum em sociedade. Tematizado por autores personalistas e


existencialistas esta forma de relacionamento tem, fundamentalmente duas características:
«outro» é, em primeiro lugar, a função que desempenha, sendo a pessoa substituída pelo
funcionário; a segunda característica é o tratamento com o outro na terceira pessoa: o outro
não é um «tu» mas um «ele». Este Ele implica uma certa objectivação da pessoa e a redução
da subjectividade à soma da qualidade e função. Portanto, o outro lado, este «ele» significa
«ausência» em relação a mim. Não uma ausência espacial como e óbvio mas uma ausência
acfetiva. Se enquanto funcionário, o outro pode muito bem ser constituído por uma maquina,
então «ele» é como se noa existisse. Estamos no reino da fria burocracia e tecnocracia.

O Ódio

8
É uma outra forma de relacionamento. Enquanto o amor, como vimos, e afirmação e a
promoção do outro, odio e a negação e a rejeição do outro. Neste caso, talvez, não se deve
usar o termo «objectivação». Se outro ficasse «objetivado», deixaria de pode ser odiado. O
objecto não se odeia nem se ama. O odio é a negação ou a rejeição do Outro enquanto sujeito.
O ódio é a rejeição da subjectividade do outro e a sua «apropriação». Enquanto na
indiferença, o outro e «como se não existisse; o odio exige, por assim dizer, existência do
outro, não para o promover, mas para o rejeitar.

Os Sentimentos

Sentimentos são reacções positivas ou negativas, discretas e suaves, sobre alguém.


Sentimento pode significar: o mesmo que emoção, no significado mais geral, ou algum tipo
ou forma superior de emoção.

Os sentimentos caracterizam-se pela presença de adesões intelectuais ou representativas


imagens, ideais, representações e a quase de repercussões fisiológicas.

Dai pode se definir os sentimentos como reações que na se excedem nem pela violência nem
pela desorganização ou desadaptação da pessoa.

Tendo em conta o número das nossas tendências, multiplicidade de obejctos com que cada um
se pode relacionar e a diversidade de situações em que nos podemos encontrar, facilmente
poderemos imaginar a qualidade de sentimentos maus, e forçosamente, uma vida infeliz.
Alguns dos sentimentos desadaptados que tem sido objecto de estudo da psicologia:
inferioridade, inadaptação, culpabilidade, morbosa, recusa e não – aceitação ou esprito de
contradição insegurança, ressentimento, hostilidade, ansiedade e frustração.

Unidade7
Segundo Aristóteles, na ética e na politica, distinguia entre o fazer ou produzir e o agir.
Comente.

Aristóteles, na Ética a Nicômaco e na Política, examina, primeiramente, a ética e a política


como duas dimensões de uma mesma investigação, ambas como manifestações de uma
racionalidade prática, próprias da phronesis e da politike. Pressupõem-se, desse modo,
diferenças de argumentação entre a racionalidade teórica, demonstrativa, e a racionalidade
prática. A racionalidade prática ou do discernimento moral ou do juízo prudencial seria algo

9
incorporado ao procedimento dos sábios ou dos homens virtuosos; dessa forma, procedimento
diferente dos efetivados pelos homens teóricos.

Nesse sentido, Aristóteles esclarece a distinção entre fazer e agir, entre o produzir algo e o
agir ético que implica o saber deliberar, um conceito difícil de se entender em Aristóteles –
não deve ser confundido simplesmente com a decisão da vontade, no sentido moderno, por se
referir à conquista da felicidade, do bem viver, portanto, dos meios e, a partir das
interpretações de alguns comentaristas, indiretamente, também dos fins, que, na perspectiva
aristotélica, é sempre meio para o fim último.

Unidade 8
Os valores podem ter uma vertente subjectiva ou Objectiva. Comente.

Os valores podem ter uma vertente subjectiva e objectiva:

Subjectiva – quando designam um padrão de comportamento a que alguém daimportância ou


relevo. Exemplo: Honestidade.

Objectiva – quando designam padrões de comportamentos reconhecidos por um grupoou


comunidade em unanimidade. Exemplo: a moda de um abraço

Identifique a hierarquia dos valores.

Segundo Hessen citado por Mondin (1998) os valores podem ser classificados formalmente e
materialmente:

Formais

Do ponto de vista formal os valores podem ser:

 Positivos e negativos;
 Valor de pessoas e valor de coisas;
 Valores em si mesmo, ou autónomos e valores derivados de outros oudependentes;

Valores materiais

Nos valores materiais podem ser:

10
 Sensíveis: Valor do agradável e do prazer, valores vitais ou da vida, e valores de
utilidade;
 Espirituais: valores lógicos, éticos, estéticos e religiosos ou sagrados.

Unidade 9
Como é que podemos distinguir o conceito da Biótica e o impacto desta área de
conhecimento para a vida humana.

A Bioética é uma área de estudo interdisciplinar que envolve a Ética e a Biologia,


fundamentando os princípios éticos que regem a vida quando essa é colocada em risco pela
Medicina ou pelas ciências. A palavra Bioética é uma junção dos radicais “bio”, que advém
do grego bios e significa vida no sentido animal e fisiológico do termo (ou seja, bio é a vida
pulsante dos animais, aquela que nos mantém vivos enquanto corpos), e ethos, que diz
respeito à conduta moral.

Trata-se de um ramo de estudo interdisciplinar que utiliza o conceito de vida da Biologia, o


Direito e os campos da investigação ética para problematizar questões relacionadas à conduta
dos seres humanos em relação a outros seres humanos e a outras formas de vida.

A importância social da Bioética centra-se, justamente, no fato de que ela procura evitar que a
vida seja afetada ou que alguns tipos de vida sejam considerados inferiores a outros. A
Bioética discute, por exemplo, a utilização de células-tronco embrionárias em suas mais
diversas problemáticas, passando pela necessidade de abortar-se uma gestação para retirar tais
células e pelos benefícios que os tratamentos obtidos por esse recurso podem promover para
as pessoas.

Também é tratado por estudiosos de Bioética o respeito aos limites que devemos ter ao lidar
com animais, seja para o cuidado ou a alimentação, seja para a utilização comercial deles,
pois são seres vivos dotados de sentidos e capazes de sofrer.

Unidade 10
Como caracterizar o conhecimento

A teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do


conhecimento. Entre as questões principais que ela tenta responder estão as seguintes. O que é

11
o conhecimento? Como nós o alcançamos? Podemos conseguir meios para defendê-lo contra
o desafio cético?

Essas questões são, implicitamente, tão velhas quanto a filosofia. Mas, primordialmente na
era moderna, a partir do século XVII em diante – como resultado do trabalho de Descartes
(1596-1650) e Jonh Locke (1632-1704) em associação com a emergência da ciência moderna
– é que ela tem ocupado um plano central na filosofia.

Basicamente é conceituada como o estudo de assuntos que outras ciências não conseguem
responder e se divide em quatro partes, sendo que três delas possuem correntes que tentam
explica-las: I – O conhecimento como problema, II – Origem do Conhecimento e III –
Essência do Conhecimento e IV – Possibilidade do Conhecimento,

Como caracterizar as teorias de conhecimento e os respetivos teóricos, depois de


mencionar a origem, natureza e possibilidade do conhecimento.

Unidade 11
Quando é que dissemos que estamos perante princípios da razão humana.

O princípio de razão suficiente é um princípio filosófico segundo o qual tudo o que acontece
tem uma razão suficiente para ser assim e não de outra forma, em outras palavras, tudo tem

12
uma explicação suficiente. Exemplo: Para cada entidade X, se X existe, então há uma
explicação suficiente do porquê X existe.

O processo lógico exige uma razão suficiente. Essa razão suficiente é a relação necessária de
um objeto ou acontecimento com os outros. Em virtude desse princípio, consideramos que
nenhum fato pode ser verdadeiro ou existente, e nenhuma enunciação verdadeira, sem uma
razão suficiente (bastante) para que seja assim e não de outra forma. Essa definição é de
Leibniz, que baseou a sua formulação nos trabalhos de Anaximandro, Parmênides,
Arquimedes, Platão e Aristóteles, Cícero, Avicena, Tomás de Aquino e Espinoza. Um dos
exemplos utilizados por Leibniz é o da mula de Buridan: caso uma mula seja colocada diante
de dois montes de feno exatamente iguais em tudo à sua esquerda e à sua direita, ela não teria
nenhuma razão suficiente para escolher um lado ou outro, morrendo assim de fome.

A razão, como atua sobre esquemas da comparação do semelhante, tende, em seu


desenvolver, a elaborar o conceito de idêntico. A razão suficiente liga, coordena um fato a
outro, procura entre eles um homogêneo, um parecido, uma “razão suficiente”. Se não o
encontrar, ela não pode compreender. Dessa forma, a razão necessita das categorias, isto é, de
elementos homogêneos que liguem um fato a outro.

Unidade 12
Caracterize as correntes e os representantes da origem do conhecimento

A polémica racionalismo-empirismo tem sido uma das mais persistentes ao longo da história
da filosofia, e encontra eco ainda hoje em diversas posições de epistemólogos ou filósofos da
ciência. Abundam, ao longo da linha constituída nos seus extremos pelo racionalismo e pelo
empirismo radicais, as posições intermédias, as tentativas de conciliação e de superação,
como veremos a seguir.

Empirismo

Considera-se empirismo, como a corrente de pensamento que sustenta que a experiência


sensorial é a origem única ou fundamental do conhecimento.

O empirismo pode ser definido como a asserção de que todo conhecimento sintético é
baseado na experiência, (Bertrand Russell).

13
Originário da Grécia Antiga, o empirismo foi reformulado através do tempo na Idade Média e
Moderna, assumindo várias manifestações e atitudes, tornando-se notáveis as distinções e
divergências existentes. Porém, é notório que existem características fundamentais, sem as
quais se perde a essência do empirismo e a qual, todos os autores conservam, que é a tese de
que todo e qualquer conhecimento sintético auri sua origem na experiência e só é válido
quando verificado por fatos metodicamente observados, ou se reduz a verdades já fundadas no
processo de pesquisa dos dados do real, embora, sua validade lógica possa transcender o
plano dos fatos observados.

O empirismo integral reduz todos os conhecimentos, inclusive os matemáticos, à fonte


empírica, àquilo que é produto de contato direto e imediato com a experiência. Quando a
redução é feita à mera experiência sensível, temos o sensualismo.

O empirismo moderado, também denominado genético-psicológico, explica que a origem


temporal dos conhecimentos parte da experiência, mas não reduz a ela a validez do
conhecimento, o qual pode ser não-empiricamente valido (como nos casos dos juízos
analíticos). Uma das obras baseadas nessa linha é a de John Locke (Ensaios sobre o
Entendimento Humano), na qual ele explica que as sensações são ponto de partida de tudo
aquilo que se conhece. Todas as idéias são elaborações de elementos que os sentidos recebem
em contato com a realidade.

O empirismo científico, que admite como válido, o conhecimento oriundo da experiência ou


verificado experimentalmente, atribuindo aos juízos analíticos significações de ordem formal
enquadradas no domínio das fórmulas lógicas. Esta tendência está longe de alcançar a
almejada “unanimidade cientifica”.

Racionalismo

É a corrente que assevera o papel preponderante da razão no processo cognoscitivo, pois, os


fatos não são fontes de todos os conhecimentos e não nos oferecem condições de “certeza”.

Um dos grandes representantes do racionalismo, Gottfried Leibniz, afirma em sua obra Novos
Ensaios sobre o Entendimento Humano, que nem todas as verdades são verdades de fato; ao
lado delas, existem as verdades de razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento
humano e dotadas de universalidade e certeza (como por exemplo, os princípios de identidade

14
e de razão suficiente), enquanto as verdades de fato são contingentes e particulares,
implicando sempre a possibilidade de correção, sendo válidas dentro de limites determinados.

Retratando o pensamento racionalista, encontramos Reneé Descartes, adepto do inatismo, que


afirma que somos todos possuidores, enquanto seres pensantes, de uma série de princípios
evidentes, idéias natas, que servem de fundamento lógico a todos os elementos com que nos
enriquecem a percepção e a representação, ou seja, para ele, o racionalismo se preocupa com
a idéia fundante que a razão por si mesma logra atingir.

Esses dois pensadores podem ser classificados como representantes do racionalismo


ontológico, que consiste em entender a realidade como racional, ou em racionalizar o real, de
maneira que a explicação conceitual mais simples, se tenha em conta da mais simples e segura
explicação da realidade.

Existe também uma outra linha racionalista, originada de Aristóteles,


denominada intelectualismo, que reconhece a existência de “verdades de razão” e, além disso,
atribui à inteligência função positiva no ato de conhecer, ou seja, a razão não contém em si
mesma, verdades universais como idéias natas, mas as atinge à vista dos fatos particulares que
o intelecto coordena. Concluindo: o intelecto extrai os conceitos ínsitos no real, operando
sobre as imagens que o real oferece.

O criticismo é o estudo metódico prévio do ato de conhecer e dos modos de conhecimento, ou


seja, uma disposição metódica do espírito no sentido de situar, preliminarmente o problema
do conhecimento em função da relação “sujeito-objeto”, indagando as suas condições e
pressupostos. Ele aceita e recusa certas afirmações do empirismo e racionalismo, por isso,
muitos autores acreditam em sua autonomia. Entretanto, devemos entender tal posição como
uma análise crítica e profunda dos pressupostos do conhecimento.

Seu maior representante, Immanuel Kant, tem como marca a determinação apriori das
condições lógicas das ciências. Ele declara que o conhecimento não pode prescindir da
experiência, a qual fornece o material conhecível e nesse ponto coincide com o empersmo.

Sustenta também que o conhecimento de base empírico não pode prescindir de elementos
racionais, tanto que só adquire validade universal quando os dados sensoriais são ordenados
pela razão. Segundo palavras do próprio autor, “os conceitos sem as intuições são vazios; as

15
intuições sem os conceitos são cegas”. Para ele, o conhecimento é sempre uma subordinação
do real à medida do humano.

16
Conclusão
Partindo do ponto de vista pragmático que norteou este trabalho a Filosofia vai mostrando a
sua utilidade: colocar o pensamento em movimento, questionar e, por que não, incomodar.

A filosofia não serve nem ao Estado, nem à Igreja, que têm outras preocupações. Não serve a
nenhum poder estabelecido. A filosofia serve para entristecer. Uma filosofia que não
entristece a ninguém e não contraria ninguém, não é uma filosofia. A filosofia serve para
prejudicar a tolice, faz da tolice algo vergonhoso. Não tem outra serventia a não ser a
seguinte: denunciar a baixeza do pensamento sob todas as suas formas.

A Filosofia serve a si mesma, como artífice e constante movedora do pensamento. Serve para
questionar, problematizar e incomodar. Serve para conceituar. A Filosofia denuncia a tolice
por ser, ela mesma, uma amante da sabedoria que jamais aceitará a vulgar ignorância como
algo normalmente suportável.

17
Bibliografia

Chaui, M. (2003). Convite à Filosofia. 13ª ed. 1ª impr. São Paulo: Ática.
Lakatos, E. M. (1983). Técnicas de Pesquisa. São Paulo: Atlas.
Bello, J. L. P. (2004). Metodologia Científica. Disponível em:
<http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met01.htm&gt; Acesso em: 05 jun. 2010.
Cervo, A. L.; Bervian, P. A; Silva, R. (2007). Metodologia científica. 6 ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall.

18

Você também pode gostar