Você está na página 1de 4

== Obras ==

*[[1959]]: ''Educação e atualidade brasileira.'' Recife: Universidade Federal do Recife,


139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de
Belas Artes de Pernambuco).
*[[1961]]: ''A propósito de uma administração.'' Recife: Imprensa Universitária, 90p.
*[[1963]]: ''Alfabetização e conscientização.'' Porto Alegre: Editora Emma.
*[[1967]]: ''Educação como prática da liberdade.'' Introdução de Francisco C. Weffort.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).
*[[1968]]: ''Educação e conscientização: extencionismo rural''. Cuernavaca (México):
CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.
*[[1970]]: ''Pedagogia do oprimido.'' New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito
em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro,
Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).
*[[1976]]: ''Ação cultural para a liberdade e outros escritos.'' Tradução de Claudia
Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz
e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
*[[1977]]: ''Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo.'' Rio de
Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.
*[[1978]]: ''Os cristãos e a libertação dos oprimidos.'' Lisboa: Edições BASE, 49 p.
*[[1979]]: ''Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia).'' São
Paulo: Loyola.
*[[1979]]: ''Multinacionais e trabalhadores no Brasil.'' São Paulo: Brasiliense, 226 p.
*[[1980]]: ''Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais.'' República de São
Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.
*[[1980]]: ''Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao
pensamento de Paulo Freire.'' São Paulo: Moraes, 102 p.
*[[1981]]: ''Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação.'' Rio
de Janeiro: Paz e Terra.
*[[1981]]: ''Educação e mudança.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra.
*[[1982]]: ''A importância do ato de ler (em três artigos que se completam).'' Prefácio de
Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96
p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
*[[1982]]: ''Sobre educação (Diálogos), Vol. 1.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed.,
1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).
*[[1982]]: ''Educação popular.'' Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.
*[[1983]]: ''Cultura popular, educação popular.''
*[[1985]]: ''Por uma pedagogia da pergunta.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição
*[[1986]]: ''Fazer escola conhecendo a vida.'' Papirus.
*[[1987]]: ''Aprendendo com a própria história.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p.
(Educação e Comunicação; v.19).
*[[1988]]: ''Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular.''
Vozes.
*[[1989]]: ''Que fazer: teoria e prática em educação popular.'' Vozes.
*[[1990]]: ''Conversando con educadores.'' Montevideo (Uruguai): Roca Viva.
*[[1990]]: ''Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra.'' Rio de Janeiro: Paz e
Terra.
*[[1991]]: ''A educação na cidade.'' São Paulo: Cortez, 144 p.
*[[1992]]: ''Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido.'' Rio
de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.
*[[1993]]: ''Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.'' São Paulo: Olho
d'água. (6 ed. 1995), 127 p.
*[[1993]]: ''Política e educação: ensaios.'' São Paulo: Cortez, 119 p.
*[[1994]]: ''Cartas a Cristina.'' Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria
Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.
*[[1994]]: ''Essa escola chamada vida.'' São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.
*[[1995]]: ''À sombra desta mangueira.'' São Paulo: Olho d'água, 120 p.
*[[1995]]: ''Pedagogia: diálogo e conflito.'' São Paulo: Editora Cortez.
*[[1996]]: ''Medo e ousadia.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.
*[[1996]]: ''Pedagogia da autonomia.'' Rio de Janeiro: Paz e Terra.
*[[2000]]: ''Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos.'' São Paulo:
UNESP, 134 p.

O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos


desenvolvida pelo educador Paulo Freire, que criticava o sistema tradicional que
utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da
escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases
criadas de forma forçosao que comumente se denomina como linguagem de cartilha,
por exemplo Eva viu a uva, o boi baba, a ave voa, dentre outros.

Pedagogia da Autonomia é um livro da autoria do educador brasileiro Paulo Freire,


sendo sua última obra publicada em vida. Apresenta propostas de práticas pedagógicas
necessárias à educação como forma de construir a autonomia dos educandos,
valorizando e respeitando sua cultura e seu acervo de conhecimentos empíricos junto à
sua individualidade.

Esta obra é uma reunião de experiências transformadas em pensamentos que buscam a


integração do ser humano e a investigação de novos métodos, valorizando a curiosidade
dos educandos e educadores, condenando a rigidez ética que se volta aos interesses
capitalistas e neoliberais, que deixam à margem do processo de socialização os menos
favorecidos.

Como eixo norteador de sua prática pedagógica, Freire defende que "formar" é muito
mais que formar o ser humano em suas destrezas, atentando para a necessidade de
formação ética dos educadores, conscientizando-os sobre a importância de estimular os
educandos a uma reflexão crítica da realidade em que está inserido.

Enfatiza alguns aspectos primordiais, porém nem sempre adotados pela sociedade atual,
como: simplicidade, humanismo, bom senso (ética em geral) e esperança, já que na sua
visão o capitalismo leva a sociedade a um consumismo exacerbado e a uma alienação
coletiva, através, principalmente, dos veículos de comunicação de massa. O fracasso
educacional deve-se em particular a técnicas de ensino ultrapassadas e sem conexão
com o contexto social e econômico do aluno, mantendo-se assim o status quo, pois a
escola ainda é um dos mais importantes aparelhos ideológicos do Estado.

Nascido em 19 de setembro de 1921 de pais de classe média em Recife, Brasil, Paulo


Freire conheceu a pobreza e a fome durante a depressão de 1929, uma experiência que o
levaria a se preocupar com os pobres e o ajudaria a construir seu método de ensino
particular.
Freire entrou para a Universidade de Recife em 1943, para cursar a Faculdade de
Direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso,
ele nunca exerceu a profissão e preferiu trabalhar como professor numa escola de
segundo grau ensinando a língua portuguesa. Em 1944, ele se casa com Elza Maia
Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas
vidas e tiveram cinco filhos.

Em 1946, Freire foi indicado Diretor do Departamento de Educação e Cultura do


Serviço Social no estado de Pernambuco. Trabalhando inicialmente com analfabetos
pobres, Freire começou a se envolver com um movimento não ortodoxo chamado
Teologia da Libertação. Uma vez que era necessário que o pobre soubesse ler e escrever
para que tivesse o direito de votar nas eleições presidenciais.

Em 1961, ele foi indicado para diretor do Departamento de Extensões Culturais da


Universidade de Recife, e em 1962 ele teve sua primeira oportunidade para uma
aplicação significante de suas teorias, quando ele ensinou 300 cortadores de cana a ler e
a escrever em apenas 45 dias. Em resposta a este experimento, o Governo Brasileiro
aprovou a criação de centenas de círculos de cultura ao redor do país.

Em 1964, um golpe militar extinguiu este esforço, Freire foi encarcerado como traidor
por 70 dias. Em seguida ele passou por um breve exílio na Bolívia, trabalhou no Chile
por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a
Organização de Agricultura e Alimentos da Organização das Nações Unidas. Em 1967,
Freire publicou seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade.

O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado a ser professor visitante da
Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele escrevera seu mais famoso
livro, Pedagogia do Oprimido, o qual foi publicado também em espanhol e em inglês
em 1970. Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialista-cristão Paulo
Freire, ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o General Geisel tomou o
controle do Brasil e iniciou um processo de liberalização cultural.

Depois de um ano em Cambridge, Freire se mudou para Geneva, Suiça, para trabalhar
como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante este tempo
Freire atuou como um consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na
África, particularmente Guinea Bissau e Moçambique.

Em 1979, ele já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em 1980. Freire se filiou ao
Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo e atuou como supervisor para o
programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi
bem sucedido nas eleições municipais de 1988, Freire foi indicado Secretário de
Educação para São Paulo.

Em 1986, sua esposa Elza morreu e Freire casou com Maria Araújo Freire, que também
seguiu seu programa educacional.

Em 1991, o Instituto Paulo Freire foi fundado em São Paulo para extender e elaborar
suas teorias sobre educação popular. O instituto mantem os arquivos de Paulo Freire.

Freire morreu de um ataque de coração em 2 de maio de 1997.


[editar] Primeiros trabalhos
No início da década de 1960 montou, no estado de Pernambuco, um plano de
alfabetização de adultos que serviu de base ao desenvolvimento do que se denominou
Método Paulo Freire de alfabetização popular, reconhecido internacionalmente.

Durante o regime militar de 1964, trabalhou fora do Brasil.

Com a anistia, na década de 1980, retornou ao país, tendo dirigido a Secretaria


Municipal de Educação de São Paulo durante a administração de Luiza Erundina (1989-
1993).

[editar] A Pedagogia da libertação


Paulo Freire delineou uma pedagogia da libertação, intimamente relacionada com a
visão do terceiro mundo e das classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e
conscientizá-las políticamente. As suas maiores contribuições foram no campo da
educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos
operários, chegando a influenciar em movimentos como os das CEBs - Comunidades
Eclesiais de Base. Informações colhidas no CEDOT

No entanto, a obra de Paulo Freire ultrapassa esse espaço e atinge toda a educação,
sempre com o conceito básico de que não existe uma educação neutra: segundo a sua
visão, toda a educação é, em si, política.

Palavras (articuladoras do pensamento crítico) e a pedagogia da pergunta, são princípios


da pedagogia de Paulo Freire.