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Interação

Medicamentosa

São Paulo
2016
Autoria, Diagramação e Capa:
Leandro Pereira Roque
Esta é uma obra de produção independente e seu conteúdo está
registrado e protegido por direitos autorais.

Fundação Biblioteca Nacional

Gênero: Didático
Este livro não apresenta todas as possibilidades de interação para
os fármacos apresentados.
A pesquisa de informações é importante nos casos de associações
que não façam parte deste material.
Agradeço a Deus, família, amigos, colegas de faculdade e
de profissão. A todos os que fizeram e fazem parte de minha
trajetória pessoal e profissional apoiando, ensinando e tornando
mais agradáveis as lutas diárias que todos devemos enfrentar.
Introdução

Este livro é fruto do trabalho realizado no blog de mesmo


nome, o qual foi criado quando eu ainda cursava a faculdade de
Farmácia, nos idos de 2010.
A ideia original, na ocasião, era a de coletar informações para
consulta própria, devido ao interesse que a disciplina de
farmacologia me despertou e também à minha iniciativa de buscar
conhecimento além da sala de aula. A possibilidade de criar um blog
foi considerada quando buscava a melhor maneira de armazenar o
material que passei a pesquisar, fazendo com que os textos também
fossem acessíveis a quem tivesse interesse em acessá-los.
Por bastante tempo o blog ficou praticamente parado, devido
à impossibilidade de me dedicar à sua atualização. Mais
recentemente é que pude retomar esta atividade e conduzi-la com
maior afinco, buscando proporcionar um conteúdo relevante aos
profissionais e estudantes da área da saúde como um todo, não
apenas aos que trilham o caminho da Farmácia.
A produção do livro foi mais uma de minhas iniciativas, tendo
como objetivo o de oferecer ao leitor do blog um material
organizado, de fácil consulta e que não exige qualquer tecnologia
para a leitura. O trabalho foi intenso e a expectativa é a de que o
leitor possa considerá-lo útil para o seu cotidiano, assim como o
considero sempre que desejo buscar uma informação com rapidez e
praticidade.

Leandro Pereira Roque


FÁRMACOS DESCRITOS NESTE LIVRO:

Ácido Acetilsalicílico é um fármaco anti-inflamatório não


esteroide que possui propriedades analgésica e antipirética, sendo
usado também como antiagregante plaquetário. Atua por inibição da
enzima ciclo-oxigenase.

Albendazol é um fármaco com ação anti-helmíntica que atua


por inibição da polimerização tubulínica, comprometendo o aporte
energético do helminto e ocasionando sua morte.

Alopurinol é um fármaco inibidor de xantina-oxidase que


diminui os níveis de ácido úrico no plasma e na urina. Entre suas
indicações de uso estão a artrite gotosa e a nefrolitíase.

Alprazolam é um fármaco benzodiazepínico que possui


atividades anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e
ansiolítica, as quais são comuns aos representantes deste grupo
farmacológico.

Amicacina é um antimicrobiano aminoglicosídeo que exerce


ação bactericida. Inibe a síntese proteica dos patógenos através de
ligação à fração 30S do ribossomo.

Amiodarona é agente um antiarrítmico que atua por meio de


diferentes mecanismos, tais como o alongamento do potencial de
ação da fibra cardíaca, a inibição adrenérgica alfa e beta não
competitiva, entre outros.

Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que inibe a


recaptação de serotonina e noradrenalina, apresentando também
ação anticolinérgica acentuada.

Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida,


pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age
através da inibição da síntese de parede celular nos agentes
patógenos.

Atenolol é um fármaco antagonista dos receptores beta-1


adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da
hipertensão arterial, angina e arritmias.

Atorvastatina é uma estatina utilizada no tratamento de


dislipidemias que atua por inibição da enzima HMG- CoA redutase,
reguladora da síntese de colesterol.

Baclofeno é um antiespástico de ação medular que atua


como estimulante dos receptores GABAb, inibindo assim a liberação
de aminoácidos excitatórios (glutamato e aspartato).

Bromazepam é um benzodiazepínico que reduz a tensão e a


ansiedade quando administrado em doses baixas. Se a dose for
elevada, as propriedades sedativa e relaxante muscular serão
manifestadas.

Bromoprida é um fármaco indicado nos distúrbios da


motilidade gastrintestinal e do refluxo gastroesofágico, além de
aliviar náuseas e vômitos de origem central e periférica. Sua ação
está ligada ao bloqueio de receptores D2 da dopamina.

Buclizina é um orexígeno que também produz ação anti-


histamínica e antiemética. O estímulo do apetite possui relação com
atividade no hipotálamo. Efeitos antimuscarínicos também são
associados a este fármaco.

Bupropiona é um fármaco indicado no tratamento de


depressão ou prevenção de recaídas. Atua como inibidor seletivo da
recaptação de noradrenalina e dopamina, com menor efeito sobre a
serotonina.

Captopril é um anti-hipertensivo que age por inibição da


enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na diminuição
dos níveis de angiotensina II e aldosterona na circulação.

Carbamazepina é um anticonvulsivante utilizado no


tratamento dos quadros de eplilepsia, poussindo também outras
indicações terapêuticas. Inibe a descarga neuronal repetitiva e reduz
a propagação sináptica dos impulsos excitatórios.

Celecoxibe é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que


atua por inibição da via de síntese das prostaglandinas, com ação
seletiva sobre COX-2.

Cetoconazol é um fármaco com ação fungicida ou


fungistática. Promove inibição da biossíntese do ergosterol no fungo
e altera a composição de outros componentes lipídicos na
membrana.

Ciclobenzaprina é um fármaco utilizado no tratamento de


espasmos musculares associados a condições identificadas como
musculoesqueléticas agudas. Suprime o espasmo do músculo de
origem local sem interferir na função, reduzindo a atividade motora
tônica.

Ciclosporina é um agente imunossupressor que inibe o


desenvolvimento das reações de células mediadoras, visando
prolongar a sobrevida de transplantes alogênicos.

Cilostazol é um antiagregante plaquetário que atua por


inibição da fosfodiesterase e redução na degradação de AMPc nas
plaquetas e vasos sanguíneos.

Cimetidina é um fármaco usado no controle da secreção


ácida gástrica, agindo como inibidor das ações da histamina nos
receptores H2. Através deste mecanismo, reduz tanto o volume
quanto a acidez da secreção.

Ciprofibrato é um fármaco conhecido como modulador


lipídico de amplo espectro cujo mecanismo de ação produz como
resultado o aumento da síntese de HDL, aceleração do clearance de
LDL e diminuição da produção de triglicerídeos.
Ciprofloxacino é um antimicrobiano pertencente ao grupo
das quinolonas fluoradas, possuindo ação bactericida por meio da
inibição das topoisomerases II (DNA-girase) e IV.

Citalopram é um inibidor seletivo da recaptação de


serotonina indicado no tratamento da depressão, transtorno do
pânico e transtorno obsessivo compulsivo.

Claritromicina é um antibacteriano incluído no grupo dos


macrolídeos. Atua inibindo a síntese proteica dos agentes
patógenos através de ligação às subunidades ribossômicas 50S.

Clonazepam é um benzodiazepínico com atividades


anticonvulsivante, sedativa, relaxante muscular e ansiolítica,
comuns aos representantes deste grupo farmacológico.

Clonidina é um agente hipotensor cujo mecanismo de ação


ocorre predominantemente através da estimulação de receptores
alfa-2 adrenérgicos.

Clopidogrel é um fármaco que age como inibidor da


agregação plaquetária, cujo mecanismo de ação corresponde ao
antagonismo seletivo do receptor de adenosina difosfato.

Clorpromazina é um antipsicótico indicado em casos com


necessidade de ação neuroléptica e sedativa. Possui ação
estabilizadora no sistema nervoso central e periférico.

Clorpropamida é um fármaco hipoglicemiante do grupo das


sulfonilureias. Seu mecanismo de ação consiste no estímulo das
células beta pancreáticas, resultando na síntese e liberação de
insulina.

Clortalidona é um fármaco diurético com atuação no túbulo


distal. Inibe a reabsorção de sódio e cloreto, ocasionando também a
perda de potássio.
Codeína é um fármaco analgésico opioide que também
possui propriedade antitussígena. Age como um agonista dos
receptores opioides e está indicada para o alívio das dores
classificadas como moderadas a intensas.

Deflazacorte é um fármaco corticosteroide que, assim como


outros, possui ação anti-inflamatória e imunossupressora.
Comparado à prednisona, apresenta redução de alguns efeitos
metabólicos.

Dexclorfeniramina é um fármaco anti-histamínico de


primeira geração que antagoniza os efeitos da histamina nos
receptores H1.

Diazepam é um benzodiazepínico que possui atividades


anticonvulsivante, sedativa, miorrelaxante e ansiolítica, comuns aos
representantes deste grupo farmacológico.

Diclofenaco (sódico ou potássico) é um fármaco anti-


inflamatório não esteroide que possui como mecanismo de ação a
inibição não seletiva de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na
biossíntese de eicosanoides que são envolvidos em processos
inflamatórios.

Digoxina é um fármaco glicosídeo digitálico indicado no


tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a
distribuição iônica através da membrana celular produzindo
aumento da contratilidade do miocárdio.

Diltiazem é um fármaco usado no tratamento da angina e


hipertensão arterial. Age como antagonista do cálcio, inibindo a
entrada deste íon na célula e produzindo o relaxamento da
musculatura lisa.
Dipirona é um derivado pirazolônico que possui efeitos
analgésico e antipirético, cujo mecanismo de ação envolve a
inibição da síntese de prostaglandinas e a dessensibilização de
nociceptores periféricos.

Enalapril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos


inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Enoxaparina é uma heparina de baixo peso molecular


utilizada, entre outras indicações, no tratamento da trombose
venosa profunda e na profilaxia do tromboembolismo venoso.

Erva de São João (Hypericum perforatum L.) é um


fitoterápico utilizado como auxiliar no tratamento da depressão,
estados de apatia, terror noturno associado à enurese e distúrbios
gastrintestinais.

Escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de


serotonina (ISRS) que está indicado no tratamento da depressão,
transtorno obsessivo compulsivo, pânico e ansiedade.

Escopolamina é um fármaco anticolinérgico que exerce


atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato
gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

Espironolactona é um diurético poupador de potássio, tendo


como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona.

Ezetimiba é um fármaco utilizado no tratamento de


dislipidemias que inibe de forma seletiva a absorção intestinal de
colesterol e fitosterois relacionados.

Fenilbutazona é um fármaco que possui propriedades


antirreumáticas, anti-inflamatórias e antipiréticas. A inibição de ciclo-
oxigenase é o principal fator atribuído ao seu mecanismo de ação,
apesar da atividade uricosúrica pouco estabelecida.
Fenobarbital é um barbitúrico que possui atividade
anticonvulsivante e sedativa, exercendo seu efeito através da
ativação dos receptores GABA e facilitando a abertura dos canais
de cloreto.

Fexofenadina é um anti-histamínico com atividade seletiva


nos receptores H1 periféricos. Destina-se ao tratamento das
manifestações cutâneas sem complicações e também ao alívio
sintomático da rinite alérgica sazonal.

Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de


ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica
de esteroides.

Flunarizina é um derivado da piperazina que atua efetuando


o bloqueio seletivo dos canais lentos de cálcio. Está indicada no
tratamento de vertigens, doenças cerebrovasculares crônicas,
doenças vasculares periféricas e também na profilaxia da
enxaqueca.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de


serotonina (ISRS) usado no tratamento dos casos de depressão,
transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

Formoterol é um agonista beta-2 adrenérgico seletivo que


induz o relaxamento do músculo liso brônquico em pacientes com
obstrução reversível das vias aéreas.

Furosemida é um diurético que atua na alça de Henle


promovendo o aumento da excreção urinária de sódio e potássio. É
conhecido como diurético de alça, por alusão ao seu sítio de ação.

Genfibrozila é um agente regulador de lípides indicado em


casos de dislipidemia, prevenção de doença arterial coronariana e
infarto do miocárdio. Inibe a lipólise periférica e diminui a captação
hepática de ácidos graxos livres, elevando também o clearance de
apolipoproteína B.

Glibenclamida é um hipoglicemiante incluído no grupo das


sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as
células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Glimepirida é um hipoglicemiante oral incluído no grupo das


sulfonilureias. Tem como mecanismo de ação o estímulo sobre as
células beta nas ilhotas pancreáticas para a liberação de insulina.

Haloperidol é um neuroléptico usado em tratamento de


psicoses e quadros de esquizofrenia, sendo um potente bloqueador
de receptores dopaminérgicos centrais.

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos


tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa
de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

Hidroxizina é um anti-histamínico de primeira geração


indicado no tratamento de manifestações alérgicas. Promove o
antagonismo dos receptores H1 da histamina.

Indapamida é um diurético que promove o aumento da


excreção urinária de sódio e cloreto, com perda de potássio em
menor escala. É farmacologicamente relacionada aos tiazídicos.

Indometacina é um AINE que possui como mecanismo de


ação a inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na
biossíntese dos eicosanoides que são envolvidos em processos
inflamatórios.

Levodopa é um precursor da dopamina utilizado como pró-


fármaco visando elevar os níveis do neurotransmissor no tratamento
da doença de Parkinson.
Levofloxacino é um agente antimicrobiano quinolônico que
possui ação bactericida por meio da inibição das topoisomerases II
(DNA-girase) e IV.

Levotiroxina é um hormônio tireoidiano que é usado na


terapia de reposição ou suplementação hormonal em pacientes com
hipotireoidismo de qualquer etiologia.

Lítio é um fármaco utilizado no tratamento de transtorno


afetivo bipolar, mania e depressão. Altera o transporte do sódio nas
células nervosas e musculares, modificando o metabolismo
intraneural das catecolaminas.

Loperamida é um fármaco indicado no tratamento de


diarreias, assim como de ileostomias e colostomias com perda
excessiva de água e eletrólitos. Liga-se aos receptores opiáceos da
parede intestinal, inibindo a liberação de acetilcolina e aumentando
o tempo de trânsito intestinal

Losartana é um fármaco anti-hipertensivo que age como


antagonista dos receptores de angiotensina II.

Meclizina é um anti-histamínico que efetua o bloqueio dos


receptores H1, apresentando baixa afinidade por receptores
muscarínicos. Sua atividade antiemética possui relação com a
inibição do centro do vômito no tronco cerebral.

Metformina é um hipoglicemiante oral do grupo das


biguanidas que atua por meio de diferentes mecanismos. O
resultado obtido é a redução da glicemia pós-prandial e basal.

Metilfenidato é um fármaco indicado no tratamento do


transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), cujo
mecanismo de ação está relacionado à inibição da recaptação de
dopamina, porém sem disparo na liberação do neurotransmissor.
Metoclopramida é um fármaco que possui propriedades
antiemética e estimulante peristáltica, atuando como antagonista da
dopamina.

Metoprolol é um fármaco antagonista dos receptores beta-1


adrenérgicos com indicação no tratamento da hipertensão arterial,
angina e alterações do ritmo cardíaco.

Metotrexato é um fármaco antagonista do ácido fólico com


atividades citotóxica e imunossupressora que atua por inibição da
enzima diidrofolato-redutase.

Midazolam é um derivado das imidazobenzodiazepinas com


baixa toxicidade e amplo índice terapêutico. Possui ação sedativa
de pronunciada intensidade, além de efeito ansiolítico,
anticonvulsivante e relaxante muscular.

Montelucaste é um inibidor das funções fisiológicas dos


leucotrienos cisteínicos, que são produtos do ácido araquidônico e
potentes eicosanoides inflamatórios liberados de células como os
mastócitos e eosinófilos.

Naproxeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que


atua por inibição de ciclo-oxigenase (COX) de forma não seletiva.

Nifedipino é um anti-hipertensivo incluído na classe dos


bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, inibindo o processo de
contração do músculo liso ao bloquear o influxo celular do íon.

Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que


atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida
durante o processo da inflamação.

Norfloxacino é um antimicrobiano bactericida incluído no


grupo das quinolonas. Seu mecanismo de ação corresponde à
inibição da DNA-girase e topoisomerase IV.
Olanzapina é um antipsicótico atípico que possui perfil
farmacológico amplo, exercendo seu efeito por meio da ação em
diferentes sistemas de receptores.

Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons


(H+K+ATPase) usado no tratamento de patologias que exigem a
redução da secreção gástrica.

Orlistate é um inibidor reversível específico das lipases


gastrintestinais, indicado para o tratamento em longo prazo de
pacientes com sobrepeso ou obesidade.

Oxicodona é um fármaco analgésico opioide indicado no


tratamento das dores que são classificadas como moderadas ou
severas, quando é necessário o uso por período prolongado.

Paracetamol é um fármaco analgésico e antipirético que


promove analgesia pela elevação do limiar da dor e redução da
febre através de ação no centro hipotalâmico que regula a
temperatura corporal.

Paroxetina é um fármaco inibidor seletivo da recaptação de


serotonina (ISRS) indicado no tratamento da depressão e
transtornos de ansiedade.

Pioglitazona é um hipoglicemiante oral pertencente ao grupo


das tiazolidinodionas que depende da presença da insulina para
exercer o seu mecanismo, reduzindo a resistência periférica e
hepática.

Piracetam é um fármaco que pertence ao grupo dos


nootrópicos e está indicado no tratamento de condições como a
perda de memória, distúrbios de atenção, vertigem e distúrbios de
equilíbrio.
Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que
inibe a enzima ciclo-oxigenase (COX).

Prednisolona é um fármaco esteroide com propriedades


predominantemente glicocorticoides. É utilizado em processos
inflamatórios e em manifestações alérgicas, possuindo também
atividade imunossupressora.

Prednisona é um corticosteroide utilizado em processos


inflamatórios e em manifestações alérgicas, possuindo também
atividade imunossupressora.

Propranolol é um fármaco antagonista competitivo dos


receptores adrenérgicos beta-1 e beta-2, tendo como algumas de
suas indicações o tratamento da hipertensão arterial, angina e
arritmias.

Ramipril é um anti-hipertensivo que atua por inibição da


enzima conversora de angiotensina (ECA), resultando na redução
dos níveis de angiotensina II e de aldosterona na circulação
sistêmica.

Risperidona é um neuroléptico atípico que age como


antagonista seletivo das monoaminas cerebrais. Possui afinidade
pelos receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos

Rivastigmina é um fármaco que age como inibidor da


acetilcolinesterase (AChE), indicado no tratamento da doença de
Alzheimer.

Salbutamol é um agonista seletivo dos receptores beta-2


adrenérgicos da musculatura brônquica, indicado no controle e
prevenção dos espasmos durante as crises de asma.

Sertralina é um fármaco inibidor seletivo da recaptação de


serotonina indicado no tratamento de depressão, ansiedade,
transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

Sibutramina é um fármaco utilizado como adjuvante no


tratamento da obesidade. Exerce ação terapêutica ao inibir a
recaptação de noradrenalina, serotonina e dopamina.

Sildenafila é um fármaco indicado no tratamento da


disfunção erétil que inibe seletivamente a fosfodiesterase-5,
facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação
do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

Sinvastatina é um fármaco pertencente ao grupo das


estatinas, usado no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de
ação corresponde à inibição da HMG-CoA redutase, enzima
reguladora da via de síntese do colesterol.

Sucralfato é um estimulante dos mecanismos protetores da


mucosa gástrica, indicado no tratamento da úlcera péptica. Liga-se
ao tecido necrótico existente na ulceração, atuando como barreira
ao ácido clorídrico que é liberado pelas células parietais.

Sumatriptana é um fármaco indicado no alívio das crises de


enxaqueca que age como agonista seletivo vascular de receptores
5-HT1, produzindo vasoconstrição intracraniana.

Teofilina é uma metilxantina com ação broncodilatadora que


atua como inibidor da fosfodiesterase. O aumento de AMPc
ocasionado pela inibição enzimática é o responsável pelo efeito
relaxante sobre a musculatura brônquica.

Topiramato é um fármaco indicado no tratamento da


epilepsia. Seu mecanismo de ação está relacionado ao estímulo de
receptores do neurotransmissor inibitório GABA e indução do influxo
de íons cloreto.
Tramadol é um analgésico opioide de ação central que atua
de forma semelhante às endorfinas, ligando suas moléculas aos
receptores das células nervosas e levando à diminuição da dor.

Valproato de Sódio (ácido valproico) é um fármaco


anticonvulsivante utilizado como monoterápico ou adjuvante em
crises parciais complexas. Seu efeito se justifica pelo aumento dos
níveis cerebrais do neurotransmissor GABA.

Valsartana é um antagonista específico dos receptores de


angiotensina II, indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Varfarina é um fármaco anticoagulante cumarínico cujo


mecanismo de ação consiste na inibição dos fatores de coagulação
dependentes da vitamina K.

Venlafaxina é um inibidor potente da recaptação de


serotonina e norepinefrina, com menor efeito sobre a recaptação de
dopamina. É indicada no tratamento da depressão, ansiedade e
transtornos do pânico, com ou sem agorafobia.

Zolpidem é um fármaco ansiolítico pertencente ao grupo das


imidazopiridinas com ação agonista seletiva gabaérgica. Facilita o
início do sono, assim como prolonga a sua duração.
Interações
Medicamentosas
Interações Farmacocinéticas

As interações classificadas como farmacocinéticas são


aquelas que envolvem modificações nos processos de absorção, de
distribuição, de biotransformação ou excreção dos fármacos
utilizados em determinada conduta terapêutica. As interações deste
tipo interferem na biodisponibilidade dos fármacos, alterando os
picos de concentração e área sob a curva. Vejamos alguns fatores
que participam de cada etapa que compõe o estudo da
farmacocinética:

Absorção: temos a alteração do pH gastrintestinal, a


lipossolubilidade, mecanismos de complexação, alteração na
motilidade, grau de ionização e tempo de esvaziamento gástrico.

Distribuição: a competição pela ligação às proteínas


plasmáticas e características inerentes ao volume de distribuição
dos fármacos poderão determinar níveis plasmáticos e teciduais.

Biotransformação: nesta etapa efeitos farmacológicos e


toxicológicos podem se modificar por mecanismos de indução ou
inibição enzimática envolvendo essencialmente o sistema citocromo
P450.

Excreção: Alteração do pH nos túbulos renais, sendo que o


aumento (alcalinização) irá favorecer a excreção de alguns
fármacos e a diminuição (acidificação), de outros.

Interações Farmacodinâmicas

As interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação


dos fármacos, envolvendo os mecanismos pelos quais os efeitos
desejados se processam. O efeito resulta da ação combinada das
substâncias em receptores específicos ou em outros locais.
Podem ocorrer respostas sinérgicas ou antagônicas, de
forma que estas interações são relativamente comuns e requerem
atenção contínua visando minimizar os efeitos colaterais. A
combinação de fármacos de ação antimuscarínica, por exemplo,
aumenta a probabilidade de efeitos anticolinérgicos, tais como
retenção urinária, boca seca e visão turva.
Um tipo de interação sinérgica no mecanismo de ação é o
aumento do espectro bacteriano encontrado na associação de
sulfametoxazol e trimetoprima, pois estes agentes produzem
bloqueio sequencial de duas enzimas que catalisam estágios
sucessivos da biossíntese do ácido folínico no microrganismo.
Diuréticos que reduzem as concentrações plasmáticas de
potássio, como é o caso da furosemida, devem ser utilizados com
cautela em pacientes que fazem uso de digoxina, pois alterações
eletrolíticas poderiam elevar a sua toxicidade.

Interpretação e Intervenção

A detecção de uma interação medicamentosa pode não ser


tão simples, sobretudo pela variabilidade observada entre os
pacientes. Ainda não se conhece muito sobre os fatores de
predisposição ou proteção que determinam se uma interação
ocorrerá, pois a susceptibilidade individual sempre deve ser
considerada. As variações tornam difícil prever o que poderá ocorrer
se o paciente fizer uso de dois fármacos com potencial de interação.
Uma solução prática para este problema, sempre que
possível, é a de buscar alternativas terapêuticas por meio da
escolha de fármacos que não apresentem interação descrita em
literatura. O melhor a se fazer é evitar o uso concomitante de
medicamentos que possuem potencial para interagir e causar
sinergismo ou antagonismo.
Na ausência de opções de substituição, a manutenção da
conduta ainda é possível sob determinados cuidados, já que a
associação pode ser viável com ajustes na dose e monitoramento
do paciente.

Atenolol x Formoterol
Conforme descrito em bula, o uso concomitante destes
fármacos pode reduzir a eficácia de ambos, uma vez que produzem
efeitos opostos no organismo. Apesar da seletividade do atenolol
para o antagonismo dos receptores beta-1 adrenérgicos em relação
ao propranolol, a susceptibilidade individual deve ser considerada
para a segurança do tratamento.
Pacientes que são portadores de doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC), ou que são acometidos por crises de asma e
seguem tratamento com formoterol, precisariam de uma alternativa
de outro grupo caso seja necessário fazer uso de anti-hipertensivo.

Glibenclamida x Fluoxetina

A ação hipoglicemiante da glibenclamida pode ser


potencializada pelo uso de fluoxetina, inclusive ocasionando
quadros de hipoglicemia. Sintomas como náusea, tremor, cefaleia,
sudorese, fraqueza e tontura devem ser observados no intuito de se
evitar descompensações no tratamento do diabetes.
A maior frequência do monitoramento glicêmico é medida
auxiliar na prevenção de problemas decorrentes de uma possível
interação.

Amiodarona x Varfarina

Quando estes fármacos são usados concomitantemente, há


risco de exacerbação do efeito do anticoagulante oral, tendo como
consequência a maior probabilidade de hemorragia. O mecanismo
da interação pode ser explicado pela inibição de enzimas do
citocromo P450 produzida pela amiodarona ou seu metabólito.
Há recomendação de monitoramento dos níveis de
protrombina (INR) com regularidade, assim como ajuste na dose da
varfarina durante e após o tratamento com amiodarona, conforme os
exames apontem esta necessidade.

Ácido Acetilsalicílico x Valproato de Sódio

Está relatado em bula o aumento da toxicidade do valproato


de sódio quando associado ao ácido acetilsalicílico, devido à maior
taxa de deslocamento das proteínas plasmáticas e consequente
elevação nos níveis de fármaco em sua forma ativa.
Alguns sintomas que poderão surgir em decorrência desta
interação são os seguintes: fraqueza, náusea, vômito, sonolência ou
dor abdominal. O ajuste na dose pode ser uma medida necessária
visando garantir maior eficácia e segurança ao tratamento.

Cetoconazol x Omeprazol

O cetoconazol depende de meio ácido para que sua


absorção ocorra satisfatoriamente, de modo que o tratamento da
infecção causada por fungos seria dificultado no caso de associação
com omeprazol. A mesma informação se aplica aos antagonistas da
histamina nos receptores H2 (ex: ranitidina, cimetidina) e aos
antiácidos (ex: hidróxido de alumínio), pois estes também alteram as
condições de absorção do antifúngico.
Na bula do cetoconazol há a recomendação de administrá-lo
com bebida ácida, como um refrigerante à base de cola, caso
medicamentos que reduzem a acidez gástrica sejam utilizados.

Furosemida x Metformina

É encontrada em bula a informação de que a associação de


metformina com diuréticos, especialmente os que são atuantes na
alça de Henle, que é o caso da furosemida, poderá aumentar o risco
de acidose lática.
Alguns sintomas sugestivos desta condição clínica são: dor
abdominal, cansaço, fraqueza, falta de ar e alteração na frequência
cardíaca. É importante que se tenha atenção diante de qualquer
desconforto causado pelo tratamento, para que a melhor alternativa
seja encontrada.

Paracetamol x Fenobarbital

O risco existente nesta associação de fármacos é o da


elevação do potencial hepatotóxico atribuído ao paracetamol,
consequente da indução do sistema citocromo P450 produzida pelo
fenobarbital.
O paciente que fizer uso do anticonvulsivante deve ser
orientado para que não se submeta ao risco de sofrer danos
causados pela interação, principalmente se levarmos em conta que
o paracetamol é um medicamento isento de prescrição e muito
procurado nas drogarias.

Fenilbutazona x Glimepirida

A fenilbutazona pode potencializar o efeito de


hipoglicemiantes orais, a exemplo da glimepirida, devido ao fato de
deslocar competitivamente outros fármacos de suas ligações
proteicas. A fim de se evitar o risco de hipoglicemia como
consequência da alteração na potência ou duração do efeito da
glimepirida, o monitoramento da glicemia é recomendado.
O mesmo tipo de interação é esperado em caso de utilização
da fenilbutazona com outros fármacos inseridos no grupo das
sulfonilureias, tais como glibenclamida, glicazida ou clorpropamida.
Diltiazem x Sinvastatina

A associação de bloqueadores dos canais de cálcio com


estatinas poderá elevar os níveis plasmáticos destas, fato que
predisporá o paciente a apresentar reações adversas e necessidade
de intervenção no tratamento. Danos hepáticos e miopatias são as
reações mais prováveis, com raros casos de rabdomiólise, conforme
descrição de bula.
A interação pode se justificar devido ao fato de o diltiazem
apresentar potencial de inibição competitiva da oxidação hepática
pelo citocromo P450, reduzindo a depuração e prolongando a meia-
vida das estatinas (assim como de outros fármacos).

Teofilina x Cimetidina

Esta associação de medicamentos poderá aumentar os


níveis séricos de teofilina, ocasionando o surgimento de reações
adversas importantes. A interação ocorre devido à inibição do
citocromo P450 pela cimetidina, afetando a biotransformação da
teofilina. Como informação complementar, é válido salientar que a
teofilina possui baixo índice terapêutico, de forma que a dose tóxica
fica próxima da terapêutica.
Apesar de a cimetidina ser conhecidamente o inibidor do
sistema citocromo P450 entre os anti-histamínicos H2, a bula de
teofilina também cita relatos de toxicidade na associação com
ranitidina.

Atorvastatina x Fluconazol

O fluconazol possui atividade inibidora do citocromo P450, de


forma a interferir no metabolismo de fármacos como a atorvastatina,
cujos níveis plasmáticos tendem a ficar elevados.
A consequência esperada desta interação é a maior
incidência de miopatias produzidas pelo efeito potencializado da
atorvastatina, sendo que o mesmo se aplica à sinvastatina. Em
casos mais acentuados, há risco de ocorrência de rabdomiólise.

Captopril x Diclofenaco

A administração de diclofenaco (sódico ou potássico) em


pacientes hipertensos que fazem uso contínuo de captopril poderá
produzir alterações na pressão arterial, fato que se deve à redução
da eficácia do anti-hipertensivo.
O mesmo efeito é esperado em decorrência do uso de outros
AINEs, conforme descrito em bula. Além disso, deve haver atenção
com a função renal, especialmente se um diurético estiver
combinado no tratamento e o paciente for idoso ou apresentar
comprometimento do órgão.

Hidroclorotiazida x Glibenclamida

A hidroclorotiazida tanto pode reduzir a eficácia dos


hipoglicemiantes orais como interferir na necessidade de insulina. O
exemplo aqui citado foi a glibenclamida, mas o mesmo pode ocorrer
com outros fármacos que possuem esta finalidade, sejam
sulfonilureias ou pertencentes a um grupo diverso.
Apenas visando acrescentar informação, em bula está
descrito que indivíduos suscetíveis ao diabetes ficam propensos a
manifestar a patologia durante o tratamento com diuréticos
tiazídicos.

Atenolol x Clonidina
O uso de um betabloqueador associado à clonidina pode
exacerbar a hipertensão de rebote que tende a ocorrer após a
retirada desta, se feita de forma brusca. Parece não haver distinção
no que diz respeito à seletividade atribuída ao atenolol ou à ação
sobre os receptores beta-1 e beta-2 produzida pelo propranolol, já
que na bula de ambos está descrita a interação.
Caso esta associação aconteça e posteriormente seja
necessário interromper o tratamento, recomenda-se retirar antes o
betabloqueador de forma gradual, depois a clonidina.

Losartana x Piroxicam

O paciente hipertenso em tratamento com losartana que


receber prescrição de piroxicam estará sujeito à elevação da
pressão arterial. O controle através de aferições na PA será
importante para verificar-se a necessidade do ajuste na dose do
anti-hipertensivo, ao menos enquanto for seguida a posologia do
anti-inflamatório.
De modo geral, a associação entre AINEs e anti-
hipertensivos tende a reduzir a eficácia dos segundos. Os grupos de
fármacos descritos em bula sujeitos a esta interação com AINEs,
além dos antagonistas da angiotensina II, são os IECA e os beta-
bloqueadores.
A avaliação caso a caso é importante para que se tenha
conhecimento dos fatores de risco atribuídos ao paciente.

Metoclopramida x Haloperidol

Apenas um dos fármacos citados nesta interação já pode


causar o surgimento de reações extrapiramidais, que são sintomas
identificados por transtornos do movimento. O uso concomitante,
por sua vez, eleva a chance de submeter o paciente ao desconforto
dos efeitos colaterais e risco de discinesia tardia.
Sintomas como espasmos musculares, deglutição atípica,
tremores, contração mandibular e movimentos bruscos dos
membros superiores ou inferiores devem ser observados para
avaliação da conduta terapêutica.

Amiodarona x Digoxina

O aumento na concentração plasmática da digoxina é


possível, pois seu clearance é reduzido em decorrência da ação
inibitória de enzimas do citocromo P450 produzida pela amiodarona
ou seu metabólito.
Os níveis do digitálico devem ser monitorados, assim como o
ECG. Sinais clínicos de toxicidade pela digoxina não podem ser
ignorados, pois é provável que exista a necessidade de se ajustar a
posologia.

Glimepirida x Clorpromazina

A clorpromazina poderá interferir nos níveis de glicemia e


reduzir a eficácia dos hipoglicemiantes orais, tomando como
exemplo a glimepirida.
Encontra-se em bula a informação de que doses a partir de
100mg diários de clorpromazina predispõem o paciente à elevação
da glicemia, gerando a possível necessidade de ajuste na dose do
hipoglicemiante e monitoramento glicêmico.
Tais medidas são importantes para o controle do diabetes
durante o tratamento com neurolépticos e também após sua
interrupção.

Omeprazol x Metotrexato
Inibidores da bomba de prótons, tomando como exemplo o
omeprazol, podem aumentar os níveis séricos do metotrexato. A
consequência desta interação é a maior exposição do paciente aos
seus efeitos colaterais.
A bula do metotrexato relata uma série de reações adversas
importantes, de forma que o cuidado não deve ser negligenciado.
Diante da impossibilidade de substituição e doses elevadas de
metotrexato, há recomendação de se considerar a interrupção
temporária do omeprazol.

Claritromicina x Sinvastatina

Antimicrobianos macrolídeos, tais como claritromicina ou


eritromicina, são conhecidos como inibidores da CYP3A4,
interferindo no metabolismo de outros fármacos. A inibição
enzimática tem como consequência o aumento da concentração
plasmática de outros medicamentos associados em terapia,
oportunizando a ocorrência de reações adversas.
A associação de um macrolídeo com sinvastatina, assim
como a outras estatinas, não é recomendada. O paciente pode ser
acometido por danos hepáticos e há risco de rabdomiólise.

Ramipril x Alopurinol

A associação de alopurinol com inibidores da ECA aumenta a


probabilidade de reações hematológicas, tendo como exemplo a
eosinofilia (classificada em bula como incomum).
Recomenda-se avaliações mais frequentes nos pacientes
que possuem alterações na função renal, lúpus eritematoso ou
naqueles que são tratados com outros fármacos que possam alterar
o perfil hematológico.
Varfarina x Ciprofloxacino

O paciente que estiver em tratamento com varfarina poderá


apresentar aumento de risco hemorrágico quando houver
associação com ciprofloxacino. A interação é classificada com grau
moderado e consta em sessão apropriada da bula de ambos os
medicamentos.
Uma estratégia que pode ser adotada, havendo a
necessidade de administração dos dois tratamentos, é a de
monitorar o tempo de protrombina do paciente, prezando por sua
segurança.

Tramadol x Fluoxetina

Esta associação de medicamentos pode produzir, ainda que


em casos isolados, um quadro de síndrome serotoninérgica. Alguns
dos sintomas sugestivos são: confusão, agitação, alterações na
pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, febre e
alucinações. Também há risco de esta condição se desenvolver
quando o tramadol for administrado juntamente com outros ISRS,
não apenas a fluoxetina.
Consta ainda em bula a informação de que o tramadol pode
reduzir o limiar para crises convulsivas quando associado aos ISRS.
Os relatos de convulsão são classificados como raros.

Enalapril x Espironolactona

O tratamento com enalapril associado à espironolactona


poderá produzir elevação dos níveis séricos de potássio,
ocasionando quadro de hipercalemia. Esta condição terá maior
possibilidade de se manifestar em pacientes idosos ou que são
portadores de patologias renais, tais como insuficiência renal aguda
ou glomerulonefrite, além de diabetes.
Alguns sintomas que poderão sugerir a hipercalemia são:
frequência cardíaca irregular, parestesia, fraqueza, náusea e vômito.
A interação está descrita na bula de ambos os medicamentos,
sendo citada a mesma ocorrência com outros inibidores da ECA. O
ajuste na dose pode ser uma medida necessária.

Alopurinol x Amoxicilina

As bulas de ambos os medicamentos informam que o uso


desta associação pode aumentar a probabilidade de ocorrerem
reações alérgicas cutâneas, havendo o mesmo risco para a
utilização de alopurinol com ampicilina.
Recomenda-se administrar, sempre que for possível, uma
alternativa que substitua estes antimicrobianos nos pacientes em
tratamento com alopurinol e que precisarem cuidar de uma infecção.

Glibenclamida x Captopril

A associação de fármacos inibidores da ECA com a


glibenclamida, ou outros representantes de seu grupo, poderá
potencializar o efeito hipoglicemiante pretendido com a terapia no
controle do diabetes. Sintomas desagradáveis que sugerem quadro
de hipoglicemia, tais como fraqueza, tremores, tontura, sudorese,
entre outros, deverão ser observados.
O ajuste na dose, assim como a maior frequência no
monitoramento glicêmico, são medidas a serem consideradas para
que o tratamento apresente maior eficácia.

Lítio x Hidroclorotiazida

A perda de sódio gerada pela hidroclorotiazida poderá


diminuir a depuração renal do lítio, elevando suas concentrações
plasmáticas a níveis tóxicos. Alguns sintomas sugestivos de
intoxicação por lítio são: diarreia, vômito, tremores, sede, fraqueza
muscular e aumento da frequência urinária.
O ajuste na dose talvez seja necessário diante desta
associação, principalmente levando-se em consideração o baixo
índice terapêutico do lítio.

Sildenafila x Cimetidina

O metabolismo da sildenafila é mediado principalmente pelas


isoformas do citocromo P450, de maneira que inibidores dessas
isoenzimas, a exemplo da cimetidina, tendem a reduzir o clearance
da sildenafila, potencializando seus efeitos.
Alguns sintomas desagradáveis que poderão surgir em
decorrência da elevação dos níveis plasmáticos são: náusea,
cefaleia, rubor, visão turva, tontura, taquicardia e priapismo.

Amicacina x Furosemida

Está descrita em bula a recomendação de se evitar o uso


concomitante ou sucessivo de aminoglicosídeos com diuréticos
potentes, que é o caso da furosemida.
A associação destes fármacos eleva o risco de ocorrência
das reações adversas mais conhecidas atribuídas à amicacina e
demais representantes do grupo. As complicações que poderão
surgir em função desta interação são as de ototoxicidade e
toxicidade renal.

Omeprazol x Clopidogrel

Em bula há a informação de que é desaconselhado o uso


concomitante de clopidogrel com omeprazol ou esomeprazol. O
motivo citado é a inibição de CYP2C19 ocasionada por estes
fármacos e a consequente redução na eficácia do antiagregante
plaquetário como preventivo de eventos aterotrombóticos.
A instrução é a de se considerar o uso do pantoprazol, caso
um inibidor da bomba de prótons seja necessário, devido à menor
atividade inibidora de CYP2C19 produzida por este representante
do grupo. Em resultados de estudos citados em bula, os antiácidos
não alteraram a absorção do clopidogrel.

Metoclopramida x Levodopa

A Levodopa e a metoclopramida possuem antagonismo


mútuo, de forma que sua combinação é contraindicada em bula.
O paciente diagnosticado com doença de Parkinson em
tratamento com a levodopa deve ser orientado a não utilizar
metoclopramida em caso de necessidade de um antiemético, pois a
eficácia da terapia pode ser reduzida. Além disso, o uso
concomitante destes fármacos poderia aumentar ou agravar o risco
de efeitos colaterais.

Sibutramina x Claritromicina

Pacientes com prescrição de sibutramina que tiverem a


necessidade de uso de um antimicrobiano poderão sofrer maior
exposição aos efeitos colaterais da terapia, caso a claritromicina
seja o fármaco de escolha.
A interação ocorre devido à inibição de CYP3A4 produzida
por macrolídeos, especialmente a claritromicina e a eritromicina,
elevando os níveis séricos da sibutramina. A bula recomenda
cautela no caso de administração concomitante de sibutramina com
inibidores de CYP3A4.
Propranolol x Metformina

A bula relata que o propranolol modifica a taquicardia da


hipoglicemia, do mesmo modo que pode prolongar a resposta
hipoglicêmica à insulina, portanto é sugerida cautela em sua
administração concomitante à metformina ou a outros fármacos
hipoglicemiantes.
Existe a possibilidade de os fármacos betabloqueadores
mascararem sintomas da hipoglicemia, tais como tremores e
taquicardia, fato que dificultaria o reconhecimento de quedas
importantes nos níveis da glicemia sem monitoramento.

Metotrexato x Ácido Acetilsalicílico

O metotrexato possui toxicidade elevada, fato que exige


atenção quando há necessidade de administração concomitante
com outros fármacos. O ácido acetilsalicílico pode diminuir a
depuração renal do metotrexato (informação que também se aplica
a outros AINEs), assim como deslocá-lo da ligação às proteínas
plasmáticas e aumentar a concentração de fármaco ativo.
A consequência da interação, conforme a descrição de bula,
é a elevação da toxicidade hematológica do metotrexato, afetando a
hematopoiese.

Amitriptilina x Baclofeno

O efeito do baclofeno, segundo informação de bula, pode ser


potencializado quando houver tratamento concomitante com
antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina, tendo como
consequência um quadro de hipotonia muscular pronunciada.
O risco de outros efeitos colaterais também é aumentado,
sendo que o paciente poderá manifestar sintomas como tontura,
sonolência e dificuldade de concentração.
Nimesulida x Espironolactona

Pacientes que seguem tratamento com a espironolactona e


fizerem uso de nimesulida poderão ser submetidos ao risco de
hipercalemia e nefrotoxicidade, além de haver diminuição do efeito
diurético na presença do anti-inflamatório.
O mesmo tipo de interação, segundo informação de bula,
pode ocorrer no caso de uso concomitante da nimesulida com
outros diuréticos poupadores de potássio, tendo como exemplo a
amilorida.

Nifedipino x Cimetidina

A metabolização do nifedipino acontece por meio da


isoenzima CYP3A4, de forma que fármacos com ação indutora ou
inibidora deste sistema enzimático poderão interferir em sua
depuração.
Esta é justamente a possibilidade de interação entre o citado
antagonista do cálcio e a cimetidina, fármaco inibidor de CYP3A4.
Ritmo cardíaco irregular, edema ou queda na pressão arterial são
sintomas sugestivos da interação.
A bula do anlodipino, também antagonista do cálcio, não
relata problemas na coadministração com cimetidina.

Dipirona x Ciclosporina

A bula da dipirona traz a informação de que o seu uso


concomitante com ciclosporina reduz os níveis plasmáticos do
imunossupressor, gerando a necessidade de monitoramento das
concentrações para manutenção do efeito terapêutico.
Captopril x Prednisona

Corticosteroides como a prednisona podem reduzir os efeitos


dos anti-hipertensivos por produzirem retenção de sódio, elevando a
pressão arterial e interferindo no tratamento com captopril e outros
fármacos de mesma indicação terapêutica.
Ainda que a prednisona apresente maior atividade anti-
inflamatória e menor retenção de sódio quando comparada à
hidrocortisona, sua administração por períodos superiores a uma
semana de tratamento poderá ocasionar interação.

Dexclorfeniramina x Amitriptilina

Os anti-histamínicos de primeira geração, como é o caso da


dexclorfeniramina, além do bloqueio histaminérgico H1, exercem os
seus efeitos nos receptores muscarínicos periféricos da acetilcolina,
podendo produzir ação anticolinérgica aditiva quando usados
simultaneamente com a amitriptilina.
Alguns dos sintomas que são sugestivos da atividade
parassimpatolítica e que irão sugerir interação conforme sua
intensidade são: visão turva, boca seca, taquicardia, constipação,
retenção urinária e desorientação.

Sertralina x Sumatriptana

A bula relata que nos estudos realizados em período pós-


comercialização da sumatriptana, surgiram relatos de pacientes que
fizeram uso concomitante deste fármaco com os ISRS, como é o
caso da sertralina, e apresentaram sintomas associados à síndrome
serotoninérgica.
Alguns sintomas são: incoordenação motora, confusão,
fraqueza e agitação. Os relatos foram classificados como raros.
Sildenafila x Nifedipino

A hipotensão é um evento adverso observado em estudos e


relatado em bula do citrato de sildenafila, classificado, assim como
outros efeitos, de natureza transitória e moderada. Contudo, a
administração deste fármaco a pacientes que seguem tratamento
contínuo com anti-hipertensivos poderá exigir maior critério.
A informação também se aplica aos demais antagonistas do
cálcio. Sintomas que serão observados em decorrência desta
interação são: vertigem, rubor, cefaleia, aumento da frequência
cardíaca e desmaios.

Clonazepam x Olanzapina

O uso concomitante pode ocasionar queda na pressão


arterial, fraqueza muscular, vertigem, dificuldades na dicção e baixa
pulsação. Tais reações são mais prováveis de ocorrer em pacientes
idosos ou que apresentam condição debilitante, tendo como
exemplo a dificuldade respiratória.
As advertências e precauções encontradas na bula da
olanzapina informam que o aumento da mortalidade em pacientes
idosos tratados com este fármaco tem como um dos fatores de risco
o uso concomitante de benzodiazepínicos.

Levofloxacino x Antiácidos

A bula de levofloxacino informa que sua administração


associada aos antiácidos que contenham magnésio ou alumínio,
assim como ao sucralfato, em intervalos inferiores a duas horas
pode formar quelatos e prejudicar a absorção. Este processo
também pode ocorrer na presença de ferro e das preparações
multivitamínicas contendo cálcio ou zinco.
O mesmo tipo de interação é encontrada na bula de
ciprofloxacino, onde consta a informação de que a restrição não se
aplica aos antagonistas dos receptores histamínicos H2, tendo como
exemplo a ranitidina.

Metformina x Enalapril

Fármacos que agem como inibidores da ECA, tomando como


exemplo o enalapril, poderão ocasionar a redução da glicemia nos
pacientes diabéticos tratados com metformina.
Em decorrência desta interação, é possível que exista a
necessidade de ajuste na dose do hipoglicemiante a fim de se evitar
descompensações. Este procedimento deve ser levado em
consideração durante o uso dos inibidores da ECA ou após sua
interrupção.

Salbutamol x Escopolamina

Um efeito colateral que é conhecido dos agonistas beta-2


adrenérgicos, apesar de sua seletividade farmacológica, é a
taquicardia produzida em decorrência de estimulação dos
receptores beta da musculatura cardíaca.
Esta reação pode ser potencializada se houver uso
concomitante com a escopolamina, uma vez que sua atividade
anticolinérgica torna mais evidente a ação do sistema nervoso
autônomo simpático.

Fluoxetina x Alprazolam
Recomenda-se ter cautela na administração concomitante
destes fármacos, devido ao potencial da fluoxetina como inibidor de
CYP2D6. De acordo com informação de bula, foram observadas
alterações nos níveis séricos de alprazolam quando administrado
em pacientes tratados com fluoxetina.

Valsartana x Lítio

De acordo com a bula, foram relatadas alterações séricas do


lítio, incluindo casos de toxicidade, durante a administração
concomitante com antagonistas dos receptores de angiotensina II,
grupo no qual estão incluídos fármacos como a valsartana,
losartana e irbesartana. A mesma informação está associada ao uso
de lítio em conjunto com inibidores da ECA.
O risco é aumentado nos pacientes idosos ou naqueles que
apresentam fatores de risco, tais como restrição de sódio,
insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva ou ainda a
desidratação.

Escopolamina x Hidroxizina

Anti-histamínicos de primeira geração, dentre os quais a


hidroxizina, a prometazina ou a dexclorfeniramina, possuem
atividade anticolinérgica e podem intensificar as reações já
esperadas com o uso da escopolamina.
Apenas para recordar, alguns dos efeitos desagradáveis que
são decorrentes do bloqueio de receptores muscarínicos da
acetilcolina são: constipação, taquicardia, boca seca, visão turva e
retenção urinária.
A escopolamina produz depressão central quando usado em
doses terapêuticas, causando sonolência. Como os anti-
histamínicos citados também são associados a este sintoma, temos
mais uma possibilidade de interação entre os fármacos descritos.
Metilfenidato x Anti-hipertensivos

Na sessão de interações medicamentosas da bula de


metilfenidato consta a informação de que este fármaco pode
diminuir a efetividade dos medicamentos que são utilizados para
tratamento da hipertensão arterial. Não é citada uma classe de anti-
hipertensivos específica.
O mecanismo da interação se relaciona à estimulação
simpática produzida pela inibição da recaptação de dopamina, tendo
como efeitos colaterais a taquicardia e o aumento da resistência
vascular periférica.

Rivastigmina x Atenolol

O uso combinado de rivastigmina com betabloqueadores


pode produzir efeitos aditivos que levam à bradicardia. O
mecanismo da interação se justifica pelo bloqueio dos receptores
beta-1 adrenérgicos no coração associado à inibição da enzima
acetilcolinesterase, resultando em níveis elevados de acetilcolina e,
consequentemente, maior atividade parassimpática.
Betabloqueadores seletivos, como é o caso do atenolol, são
associados ao maior risco de interação, mas também existem
relatos quando utilizados outros que não possuem seletividade.

Bupropiona x Levodopa

A bula informa que dados clínicos sugeriram maior incidência


de reações adversas de origem neuropsiquiátrica em indivíduos
tratados com levodopa e que passaram a receber bupropiona. Deste
modo, há a recomendação de cautela na associação destes
fármacos.
Levando em consideração que a levodopa é um precursor da
dopamina e que a bupropiona age inibindo a recaptação deste
neurotransmissor, é possível estabelecer a associação entre os
efeitos colaterais e à maior estimulação dopaminérgica - ação
simpatomimética.

Escopolamina x Metoclopramida

A utilização concomitante destes fármacos pode resultar na


diminuição da eficácia de ambos no trato gastrintestinal, uma vez
que o objetivo do uso de escopolamina, por meio da ação
anticolinérgica, é o de favorecer os efeitos da dopamina. Estes
mesmos efeitos serão antagonizados com a administração de
metoclopramida.

Metoprolol x Citalopram

O metoprolol, conforme descrito em bula, é um substrato de


CYP2D6, isoenzima que tem como um de seus inibidores o
citalopram.
Foi identificado em estudo o aumento das concentrações de
metoprolol quando feito seu uso associado ao citalopram, sem, no
entanto, haver aumento significativo no efeito sobre a pressão
sanguínea e frequência cardíaca em voluntários sadios.
A inibição de CYP2D6 ocasionada pelo citalopram é fraca
quando comparada à que é produzida por outros ISRS. De qualquer
forma, recomenda-se precaução quando estes fármacos forem
administrados concomitantemente.

Pioglitazona x Genfibrozila
A bula descreve a genfibrozila como um inibidor de CYP2C8
capaz de elevar em até três vezes a área sob a curva da
pioglitazona. O potencial para efeitos adversos relacionados a este
hipoglicemiante estão relacionados com a dose, portanto a
administração concomitante dos fármacos em questão pode gerar a
necessidade de ajuste na posologia.

Paroxetina x Risperidona

A paroxetina, assim como outros ISRS, produz inibição da


isoenzima CYP2D6, interferindo no metabolismo hepático de outros
fármacos. A risperidona é um exemplo de neuroléptico cuja
concentração plasmática pode ser aumentada quando feito o uso
concomitante.
A bula de risperidona informa que, dependendo do inibidor de
CYP2D6 que for utilizado, a fração antipsicótica ativa não é
aumentada, mas no caso da paroxetina isso tem maior chance de
ocorrer.

Citalopram x Erva de São João

A bula relata a possibilidade de interações dinâmicas entre os


ISRS e produtos fitoterápicos que contenham a Erva de São João
em sua fórmula. Algumas reações possíveis em decorrência desta
associação de medicamentos são: acatisia, ansiedade paradoxal,
redução do limiar convulsivo, alteração glicêmica em diabéticos,
hemorragias (especialmente nos pacientes em terapia
anticoagulante), entre outros.
Os efeitos indesejáveis descritos são aqueles que podem
ocorrer com o tratamento de ISRS, porém o risco é elevado no uso
concomitante. Vale ainda salientar que os medicamentos
fitoterápicos não são isentos de advertências, reações adversas e
interações, representando um equívoco a ideia de que se pode usá-
los sem critérios.

Celecoxibe x Lítio

Em resultados de estudos que estão descritos em bula, foi


verificado o aumento nos níveis plasmáticos de lítio em
aproximadamente 17% quando feito o seu uso associado ao
celecoxibe. Há a recomendação de se monitorar o paciente em
tratamento com lítio quando o celecoxibe for introduzido ou retirado
da terapia.
Levando-se em consideração o baixo índice terapêutico do
lítio, as alterações séricas são importantes em termos de toxicidade.

Ciprofibrato x Varfarina

É possível que o ciprofibrato potencialize os efeitos da


varfarina, caso estes fármacos sejam administrados de forma
concomitante ou associada. A interação ocorre devido à alta ligação
do ciprofibrato às proteínas plasmáticas, causando o deslocamento
de outros fármacos de suas ligações e tendo a consequente
elevação nas concentrações séricas destes.
Deve-se avaliar a necessidade de ajuste na posologia do
anticoagulante conforme o INR.

Naproxeno x Fluoxetina

A possibilidade de sangramentos, úlcera ou perfuração


gastrintestinal é associada ao uso dos AINEs, principalmente em
pacientes com histórico, nos quais as doses devem ser as menores
para que se evitem problemas. O mesmo risco também é descrito
em bula com o uso dos ISRS, de forma que o uso concomitante
destes fármacos se torna mais perigoso e exige precaução.
Como os AINEs são comercializados sem necessidade de
receita médica, é importante que se advirta os pacientes caso exista
a ciência de que façam o uso de um ISRS e pretendam utilizar um
AINE por meio de automedicação.

Ezetimiba x Ciclosporina

Em bula encontra-se a informação de que a área sob a curva


da ezetimiba foi aumentada em 3,4 vezes após dose única de 10mg
deste fármaco administrada a pacientes submetidos a transplante
renal e tratados com dose estável de ciclosporina. Em outro estudo,
foi verificado aumento de 15% na área sob a curva da ciclosporina.
As condições clínicas que o paciente apresenta afetam o
comportamento cinético dos fármacos incluídos em terapia, de
forma que é recomendada cautela ao se prescrever ezetimiba a
indivíduos que utilizam ciclosporina.

Diazepam x Omeprazol

O metabolismo do diazepam é mediado pelo citocromo P450,


tendo a participação da isoenzima CYP2C19, a qual é inibida pelo
uso de omeprazol. Outros inibidores da bomba de prótons também
produzem esta inibição enzimática e exigirão cautela, como é o caso
do esomeprazol.
As consequências da modificação na farmacocinética do
diazepam podem ser a maior intensidade e o prolongamento da
ação sedativa.

Deflazacorte x Ciprofloxacino
O uso de quinolonas, como é o caso do ciprofloxacino, pode
elevar o risco de tendinite e ruptura de tendão associado aos
corticosteroides. Nas advertências quanto à utilização do
antimicrobiano encontra-se a informação de que este deve ser
suspenso ao primeiro sinal de tendinite, assim como se devem
evitar exercícios físicos.
Conforme descrito em bula, a probabilidade de reações
adversas relacionadas ao sistema músculo-esquelético é maior nos
pacientes idosos com prescrição de quinolona e que foram
submetidos anteriormente à terapia corticosteroide sistêmica.

Alopurinol x Clorpropamida

Se houver a redução da função renal quando estes dois


fármacos forem administrados em associação, é possível que a
atividade hipoglicêmica da clorpropamida seja prolongada. O
monitoramento da glicemia será útil para o ajuste da posologia e
eficácia do tratamento.
A interação pode se justificar devido ao fato de haver
competição entre o alopurinol e a clorpropamida pela excreção no
túbulo renal. Não é citado em bula o grupo das sulfonilureias, porém
é conveniente investigar os fármacos caso a caso a fim de se
prevenir problemas.

Teofilina x Alopurinol

A administração em conjunto destes fármacos pode


ocasionar inibição do metabolismo da teofilina, possivelmente pelo
fato de sua biotransformação ter o envolvimento da xantina oxidase,
enzima que é inibida com o uso de alopurinol.
A bula recomenda o monitoramento nos níveis séricos da
metilxantina, tanto no início do tratamento com alopurinol como
quando houver qualquer alteração na posologia. Levando-se em
consideração que a teofilina é um fármaco que possui índice
terapêutico estreito, torna-se imprescindível evitar a toxicidade.

Furosemida x Deflazacorte

A retenção de sal e água, acompanhada de aumento na


excreção de potássio, é característica do uso de corticosteroides
sistêmicos. Na associação de deflazacorte com furosemida, que é
um diurético potente com efeito depletor de potássio, o risco de
hipocalemia pode ser elevado.

Clortalidona x Haloperidol

Os antipsicóticos como o haloperidol estão associados à


ocorrência de hiponatremia, condição esta que também pode ser
provocada pelo uso de diuréticos. A associação destes fármacos
pode produzir como interação exatamente a maior eliminação de
sódio do organismo, exigindo cautela.
O mecanismo da interação se explica devido à secreção
inapropriada de hormônio antidiurético (ADH) ocasionada pelo
haloperidol. Esta informação pode ser encontrada em bula, assim
como a necessidade de cautela quanto às associações que podem
provocar desequilíbrio eletrolítico.

Sucralfato x Norfloxacino

O sucralfato pode reduzir a absorção de determinados


fármacos, fato que se justifica pela sua qualidade de adsorvente.
Além da interação com o norfloxacino, a bula cita ainda outros
fármacos com os quais pode ocorrer a interação pelo mesmo
motivo, dentre os quais: tetraciclina, cimetidina, ciprofloxacino e
cetoconazol.
Há a recomendação de se administrar qualquer um dos
fármacos citados duas horas antes do uso de sucralfato, pois esta
medida poderá minimizar as interações.

Meclizina x Paroxetina

O metabolismo da meclizina é mediado pelo citocromo P450,


tendo a participação da isoenzima CYP2D6.
Os fármacos que promovem a inibição desta isoenzima
poderão interferir na farmacocinética da meclizina, que é o caso de
antidepressivos como a paroxetina, representante do grupo dos
ISRS. Este fármaco parece ser relevante quanto ao tipo de
interação decorrente da inibição enzimática.

Cilostazol x Diltiazem

O metabolismo do cilostazol ocorre no citocromo P450,


havendo a recomendação de cautela no uso concomitante de
fármacos que atuam como inibidores da isoenzima CYP3A4. O
diltiazem, além de sofrer metabolização pela mesma isoenzima, é
um potencial inibidor competitivo pela oxidação hepática no
citocromo.
Em bula consta a informação de que a ação do cilostazol
pode se intensificar na associação com diltiazem.

Enoxaparina x Prednisolona

Salvo se estritamente necessário, recomenda-se, antes do


início do uso de enoxaparina, a interrupção de medicamentos que
possam afetar a hemostasia. Os fármacos glicocorticoides, a
exemplo da prednisolona, representam uma possibilidade de
produzir interação, potencializando a ação anticoagulante que é
pretendida com a enoxaparina.
O motivo é o risco de trombocitopenia descrito em bula
relacionado ao uso de prednisolona, assim como prednisona. Esta
condição pode ser provocada devido à inibição da síntese de
eicosanoides, dentre os quais o tromboxano A2, participante da
agregação plaquetária.

Topiramato x Hidroclorotiazida

A bula descreve estudos nos quais foram verificados o


aumento de 27% na concentração máxima e de 29% na área sob a
curva do topiramato quando associado à hidroclorotiazida. A
relevância clínica da interação é desconhecida, porém a possível
necessidade de ajuste na dose não pode ser descartada.
A redução no potássio sérico em resultados laboratoriais foi
maior na coadministração de hidroclorotiazida e topiramato.

Zolpidem x Codeína

Na literatura há a informação de que a dependência causada


pelo uso de zolpidem, quando ocorre, é mínima. Porém, se houver
utilização deste fármaco associado a um analgésico com ação
narcótica, pode ocorrer o aumento da sensação de euforia e risco
de manifestação da dependência psicológica.

Orlistate x Amiodarona

Foi verificado em determinado estudo descrito em bula que a


administração de amiodarona durante o tratamento com orlistate
causou redução de 25 a 30% na exposição sistêmica do
antiarrítmico.
Uma possibilidade diferente, que seria a administração de
orlistate em pacientes sob terapia estável com amiodarona, não foi
estudada. Contudo, a redução do potencial terapêutico é
considerada.

Midazolam x Cetoconazol

A bula descreve resultado de estudo onde foi verificado


aumento superior a cinco vezes na concentração plasmática de
midazolam provocado pelo cetoconazol. O motivo é a inibição da
isoenzima CYP3A4 produzida pelo antifúngico.
Há recomendação de se considerar doses coordenadas,
assim como ajuste, caso exista a necessidade de associação destes
fármacos em terapia. Se o uso de midazolam for injetável, pode
ocorrer depressão respiratória

Escitalopram x Clopidogrel

Há relatos de sangramentos cutâneos anormais, como


equimoses e púrpura, em decorrência do uso de inibidores da
recaptação de serotonina (ISRS), sabendo-se que este grupo de
fármacos afeta a função das plaquetas. Em decorrência disso,
podem aumentar o risco de hemorragia quando utilizados em
associação com o clopidogrel, exigindo cautela.
O escitalopram foi apenas o exemplo selecionado para
mencionar a interação, porém o que se descreve aplica-se, do
mesmo modo, a outros fármacos incluídos no grupo dos ISRS.

Genfibrozila x Montelucaste

A genfibrozila produz inibição da isoenzima CYP2C8 e pode


aumentar a exposição sistêmica do montelucaste, fármaco que é
metabolizado por esta via, em até 4,4 vezes. Apesar deste dado,
reações adversas que seriam clinicamente importantes não foram
observadas e, por este motivo, não há a necessidade de ajuste na
dose do montelucaste quando coadministrado com a genfibrozila.
Visando adicionar informação, outro fármaco que pode ter a
concentração plasmática elevada pela inibição enzimática da
genfibrozila é a loperamida.

Diclofenaco x Clonidina

Fármacos que possuem capacidade de retenção de sódio e


água, tendo como consequência o aumento da pressão arterial,
podem reduzir a eficácia da clonidina. Os AINEs, de um modo geral,
interferem na fisiologia renal devido à inibição da síntese de
prostaglandinas, modificando o processo de excreção.
Este é um tipo de interação comum e vale recordar que pode
ser considerado sempre que forem usados outros AINEs, assim
como anti-hipertensivos incluídos em diferentes grupos.

Levotiroxina x Glibenclamida

O efeito pretendido com o uso de hipoglicemiantes orais em


pacientes diabéticos pode ser reduzido pela levotiroxina. O
monitoramento glicêmico é indicado, principalmente quando a
terapia hormonal for iniciada ou interrompida, para a correção das
possíveis alterações na glicemia.
A glibenclamida foi o fármaco de escolha para relatar esta
interação, mas o mesmo se aplica aos demais representantes das
sulfonilureias. Do mesmo modo, a bula cita o cuidado na
coadministração de levotiroxina com metformina e insulina.

Prednisolona x Levotiroxina
Na administração da levotiroxina, há a necessidade da
conversão periférica para tri-iodotironina (T3), a fim de se obter o
efeito terapêutico pretendido com a reposição hormonal.
Glicocorticoides podem inibir esta conversão e reduzir a
concentração sérica de T3, possivelmente gerando a necessidade
de se rever a posologia.
Fármacos beta-simpatolíticos, a exemplo do propranolol,
também possuem esta capacidade e podem produzir interação, de
acordo com o que está descrito em bula.

Ciclobenzaprina x Sertralina

A bula relata a ocorrência de síndrome serotoninérgica


potencialmente fatal quando a ciclobenzaprina foi administrada em
associação com fármacos que inibem a recaptação de serotonina.
Além dos ISRS, recomenda-se cautela com os tricíclicos, buspirona,
bupropiona e também o tramadol, citando outras possibilidades com
potencial de gerar a mesma interação.
É importante avaliar os seguintes sintomas: alterações no
estado mental, taquicardia, tremores ou rigidez, convulsão, náuseas
e vômitos. Caso se manifeste quadro sintomático que inclua
algumas das possibilidades descritas, fica recomendada a
descontinuação do tratamento.

Flunarizina x Propranolol

O uso concomitante destes fármacos pode provocar


alterações no ritmo cardíaco, incluindo a bradicardia e piora da
performance cardíaca em decorrência de efeitos aditivos que
resultam na redução da contratilidade e da condução atrio-
ventricular.
É necessário o mesmo cuidado no uso da flunarizina
associada aos demais beta-bloqueadores, a exemplo de atenolol ou
metoprolol.

Albendazol x Carbamazepina

Há possibilidade de redução dos níveis plasmáticos do


albendazol quando este fármaco for utilizado em associação com a
carbamazepina. A interação se justifica pela propriedade de indução
enzimática que é associada ao anticonvulsivante.
Não se conhece bem a relevância clínica decorrente da
alteração sérica, mas é preciso considerar a redução da eficácia no
tratamento de infecções por helmintos. A bula cita a mesma
possibilidade de interação com o uso de fenobarbital.

Metilfenidato x Haloperidol

Há possibilidade de interações farmacodinâmicas quando se


faz o uso associado de metilfenidato com antagonistas
dopaminérgicos, como é o caso do haloperidol. A bula não
recomenda este tipo de associação de fármacos, devido ao
mecanismo contrário que eles exercem. O metilfenidato inibe a
recaptação de dopamina com o propósito de ampliar os efeitos
deste neurotransmissor, antagonizado pelos antipsicóticos.
O fármaco citado em bula é o haloperidol, representando os
antipsicóticos clássicos. Contudo, é possível que o mesmo
mecanismo de interação se processe quando um antipsicótico
atípico estiver associado, exigindo a avaliação caso a caso.

Metformina x Topiramato
Resultados de estudos descritos em bula relatam que houve
aumento na concentração máxima e na área sob a curva da
metformina quando este fármaco foi associado ao topiramato. Os
valores identificados foram de 18% para a Cmáx e de 25% para a
ASC, assim como redução de 20% na depuração do
hipoglicemiante.
A depuração do topiramato, por sua vez, também parece
sofrer redução, porém não se verificou a extensão. Recomenda-se
ter os cuidados necessários de monitoramento glicêmico em
diabéticos tratados com metformina, caso o topiramato seja
administrado ou retirado da terapia.

Fexofenadina x Antiácidos

Houve redução na biodisponibilidade da fexofenadina quando


administrada com antiácidos em intervalos considerados curtos, que
seriam de aproximadamente quinze minutos entre um fármaco e
outro. Por este motivo, recomenda-se aguardar período aproximado
de duas horas entre uma dose da fexofenadina e antiácidos que
contenham alumínio ou magnésio em sua formulação.
A interferência na absorção do anti-histamínico não foi
observada com o omeprazol. Ranitidina ou cimetidina, que são
fármacos que reduzem a secreção ácida por bloqueio dos
receptores H2 da histamina, não estão descritos em bula.

Bromoprida x Codeína

Um dos efeitos colaterais possíveis com o uso da codeína é a


constipação e isso pode atrapalhar o objetivo pretendido na terapia
com a bromoprida.
A bula relata que analgésicos com ação narcótica, assim
como sedativos e anticolinérgicos, antagonizam os efeitos da
bromoprida. Pode ocorrer também a potencialização de efeitos
sedativos.

Bromazepam x Cimetidina

A cimetidina, por produzir inibição de CYP3A4, poderia


prolongar a meia vida de eliminação do bromazepam. Esta ação é
decorrente da redução na depuração plasmática que, segundo
informação de bula, pode atingir 50%.
O propranolol também aparece em bula, sendo associado à
interferência farmacocinética com o bromazepam.

Venlafaxina x Metoprolol

Em estudo realizado para se avaliar os resultados da


administração concomitante destes dois fármacos, foi verificado o
aumento de 30% a 40% nas concentrações plasmáticas do
metoprolol, sem que houvesse alterações nos níveis séricos de seu
metabólito ativo. Não se determinou a relevância clínica da
interação, apesar de haver a conclusão de que a venlafaxina pode
reduzir a eficácia hipotensora do metoprolol.
Os dados do estudo mencionado estão descritos em bula,
onde também encontra-se a informação de que é necessário cautela
quando venlafaxina e metoprolol forem utilizados em associação.

Piracetam x Levotiroxina

É possível que se manifestem sintomas como confusão e


irritabilidade, além de alteração do sono no uso concomitante de
piracetam e hormônios tireoidianos como a levotiroxina.
Diante de algum desconforto que surgir na administração de
um destes fármacos quando já houver tratamento anterior com o
outro, é importante que o médico seja comunicado para que se
encontre a melhor alternativa terapêutica.

Loperamida x Genfibrozila

Constatou-se em estudo que genfibrozila pode aumentar os


níveis plasmáticos da loperamida em duas vezes, devido à inibição
de CYP2C8.
Ainda considerando-se o mesmo estudo, foi utilizado
itraconazol associado à loperamida, sem que se retirasse a
genfibrozila. Neste caso, o aumento foi quadruplicado e o fato é
justificado pela inibição da isoenzima CYP3A4 produzida pelo
antifúngico.

Enalapril x Lítio

Há recomendação de se monitorar os níveis de lítio caso


enalapril seja usado em associação, devido à possibilidade de
redução na depuração do primeiro. Ao inibir a conversão de
angiotensina I para angiotensina II, o enalapril reduz a liberação de
aldosterona e, consequentemente, a reabsorção de sódio (íon
diretamente relacionado ao mecanismo de ação do lítio).
Levando-se em consideração o mecanismo de ação do
enalapril, talvez não se possa descartar a mesma chance de
interação com os demais inibidores da ECA. Só para lembrar: o lítio
possui baixo índice terapêutico, de forma que as interações
medicamentosas podem produzir efeitos tóxicos.

Oxicodona x Paroxetina

A bula descreve a oxicodona como sendo um fármaco que


sofre metabolização parcial pela CYP2D6. Esta isoenzima tem como
um de seus principais inibidores a paroxetina, assim como acontece
com os demais representantes incluídos no grupo dos ISRS.
Não foi bem estabelecido até o momento se a inibição
ocasiona alterações que possuam significado clínico, contudo a
possibilidade de interação não pode ser descartada.

Buclizina x Hidroxizina

A bula informa que há a possibilidade de efeitos aditivos


anticolinérgicos quando se administra a buclizina associada aos
anti-histamínicos.
Como a atividade anticolinérgica é relacionada aos anti-
histamínicos de primeira geração, a probabilidade de se produzir
uma interação é maior com fármacos como a hidroxizina, aqui
descrita, além de prometazina e dexclorfeniramina.

Indometacina x Varfarina

A associação de varfarina com a indometacina, assim como


ocorre com outros anti-inflamatórios, exige cautela devido à
possibilidade de potencialização do efeito anticoagulante.
Caso exista a necessidade de o paciente em tratamento com
varfarina ser medicado com AINEs, há recomendação de se
monitorar o tempo de protrombina e ajustar a dose conforme
necessidade apontada pelos exames.

Indapamida x Digoxina

A perda de potássio que é produzida pela indapamida pode


gerar a condição de hipocalemia, a qual, por sua vez, irá favorecer a
ocorrência dos efeitos tóxicos associados à digoxina.
Há maior risco de a interação ocorrer nos pacientes que
apresentarem deficiências nutricionais, idosos, portadores de
doença arterial coronariana e cirróticos que apresentam edemas e
ascite.

Prevenção de Problemas

Fique alerta com os medicamentos que possuem baixo índice


terapêutico ou com os que necessitam de níveis séricos específicos.
Exemplos seriam: glicosídeos digitálicos, varfarina, antimicrobianos
aminoglicosídeos, teofilina e lítio.

Não se esqueça dos medicamentos que são indutores


enzimáticos (ex: fenobarbital, carbamazepina, rifampicina) ou ainda
os inibidores enzimáticos (ex: cimetidina, eritromicina, fluconazol),
pois eles poderão interferir na eficácia de outros medicamentos.

Analise a farmacologia básica, considerando problemas


esperados (depressão aditiva do sistema nervoso central, por
exemplo) e tente imaginar o que poderá ocorrer quando uma
associação se fizer necessária. Isso irá auxiliar na busca da
alternativa mais segura.
Questões
1- Qual dos corticosteroides é o que apresenta maior retenção de
sódio e água?

a) prednisolona
b) dexametasona
c) betametasona
d) hidrocortisona
e) prednisona

2- O risco de candidíase orofaríngea é comumente associado ao


uso de:

a) anti-histamínicos de primeira geração


b) corticosteroides inalatórios
c) aminopenicilinas
d) quinolonas fluoradas
e) antifúngicos triazólicos

3- São mecanismos de ação da metformina, exceto:

a) inibição da gliconeogênese e retardo da absorção intestinal de


glicose
b) aumento da sensibilidade à insulina no músculo e inibição da
gliconeogênese
c) auxílio na captação e utilização da glicose periférica
d) inibição de alfa-glicosidase e estímulo das células beta-
pancreáticas
e) retardo da absorção intestinal de glicose e inibição da
glicogenólise

4- Um agonista completo é um:

a) fármaco sem atividade intrínseca


b) fármaco com atividade intrínseca menor do que 1
c) fármaco com atividade intrínseca igual a 1
d) fármaco que inibe os canais iônicos
e) agonista inverso

5- O termo biodisponibilidade é utilizado para:

a) calcular a ligação do princípio ativo às proteínas plasmáticas


b) mostrar a fração do fármaco que alcança a circulação sistêmica
c) calcular o período necessário para a produção de anticorpos
d) mostrar a bioequivalência entre diferentes substâncias
e) encontrar a relação entre concentrações terapêuticas e tóxicas

6- Qual é a patologia que se associa à deficiência de vitamina B12?

a) Beribéri
b) Osteomalacia
c) Cegueira noturna
d) Anemia falciforme
e) Anemia perniciosa

7- Identifique a alternativa que apresenta somente substâncias


classificadas como pró-fármacos:

a) codeína e fenitoína
b) oxcarbazepina e ambroxol
c) cefalexina e ampicilina
d) loratadina e fluoxetina
e) prednisona e levodopa

8- Sobre os diuréticos tiazídicos é correto afirmar que:

a) São antagonistas da aldosterona


b) Atuam no túbulo proximal
c) Geram perda de potássio
d) Reduzem a excreção de cálcio
e) Podem produzir hipercalemia

9- O tempo de protrombina é um parâmetro que avalia a capacidade


do sangue para coagular. O valor decresce por influência de:

a) ácido acetilsalicílico
b) vitamina K
c) heparina
d) fenilbutazona
e) vitamina A

10- São afirmações condizentes com o que se pode associar ao


salbutamol, exceto:

a) é agonista com seletividade beta-2


b) taquicardia reflexa pode ser um efeito colateral
c) induz bradicardia por estimulação dos receptores beta-2
d) tremor e nervosismo podem ocorrer e são efeitos colaterais
e) produz relaxamento da musculatura lisa brônquica devido à
atividade adrenérgica

11- Uma das características que facilitam a absorção de


medicamentos é a:

a) forma ionizada
b) complexação
c) microencapsulação
d) lipossolubilidade
e) nenhuma das alternativas

12- A ativação do sistema nervoso parassimpático gera:

a) aumento no ritmo cardíaco


b) vasoconstrição
c) broncoconstrição
d) secreção de renina
e) aumento da pupila

13- Qual a ação produzida pelos fármacos antagonistas dos canais


de cálcio?

a) hipertensão
b) hipoglicemia
c) vasoconstrição
d) vasodilatação
e) diurese

14- A acetilcolina interage com os receptores:

a) nicotínicos e muscarínicos
b) nicotínicos
c) alfa e beta
d) muscarínicos
e) alfa e nicotínicos

15- Qual dos aminoácidos citados a seguir é o precursor do


hormônio tireoidiano tiroxina (T4)?

a) treonina
b) tirosina
c) tiamina
d) triptofano
e) taurina

16- Fármacos anticolinesterásicos, também conhecidos como


agentes colinérgicos indiretos, são aqueles que:

a) exercem ação análoga à da adrenalina


b) são o mesmo que anticolinérgicos
c) inibem a ação da acetilcolinesterase
d) são agonistas muscarínicos
e) atuam nos receptores alfa e beta

17- Paciente asmático chega ao pronto-socorro com crise de


hipertensão. Qual das classes de medicamentos abaixo não se deve
administrar a este paciente?

a) antagonistas dos receptores de angiotensina II


b) inibidores da enzima conversora de angiotensina
c) diuréticos tiazídicos
d) antagonistas beta-adrenérgicos não seletivos
e) antagonistas do cálcio

18- Podem ser citados como alguns dos efeitos farmacológicos da


atropina:
a) miose, bradicardia e boca seca
b) hipotensão, salivação e cólicas abdominais
c) hipertensão, diarreia e visão turva
d) alucinação, dor epigástrica e irritabilidade
e) midríase, taquicardia e boca seca

19- Celecoxibe e etoricoxibe exercem ação anti-inflamatória através


de:

a) inibição não seletiva de COX


b) inibição de fosfolipase A2
c) inibição seletiva de COX-2
d) inibição seletiva de COX-1
e) antagonismo dos leucotrienos

20- Entre os fármacos antidepressivos inibidores seletivos da


recaptação de serotonina, estão:

a) paroxetina, bupropiona e venlafaxina


b) sertralina, citalopram e fluoxetina
c) amitriptilina, tranilcipromina e escitalopram
d) imipramina, venlafaxina e fluoxetina
e) fluoxetina, citalopram e imipramina

21- A absorção de um fármaco varia de uma para outra forma


farmacêutica. De forma geral, a facilidade de absorção dos
medicamentos assim se apresenta, em ordem decrescente:

a) suspensão – pó – comprimido – drágea


b) comprimido – drágea – pó – suspensão
c) comprimido – drágea – suspensão – pó
d) suspensão – comprimido – pó – drágea
e) pó – suspensão – comprimido – drágea

22- São hipoglicemiantes do grupo das sulfonilureias:


a) acarbose e pioglitazona
b) glimepirida e metformina
c) glibenclamida e acarbose
d) vildagliptina e glicazida
e) glibenclamida e glimepirida

23- O que é uma mistura racêmica?

a) associação de moléculas que apresentam apenas isomeria na


forma trans
b) mistura que só apresenta enantiômeros levógiros, ou seja,
aqueles que desviam o plano da luz polarizada para a esquerda
c) mistura que só apresenta enantiômeros dextrógiros, ou seja,
aqueles que desviam o plano da luz polarizada para a direita
d) forma de isomeria na qual os átomos estão no mesmo lado do
plano que divide a molécula ao meio
e) mistura do isômero dextrógiro com seu antípoda levógiro na
proporção de 50% para cada um

24- Recomenda-se a administração da metformina:

a) em horários distantes das refeições


b) em jejum
c) junto com insulina NPH
d) junto com alimentos
e) somente como monoterapia

25- A via de absorção que possibilita a captação rápida de fármacos


para a veia cava superior, protegendo-os do metabolismo hepático
de primeira passagem, é a:

a) sublingual
b) transdérmica
c) retal
d) subcutânea
e) oral

26- A teofilina é um fármaco utilizado no tratamento da asma por


produzir:

a) aumento na função da fosfodiesterase


b) diminuição na atividade da fosfolipase A2
c) inibição seletiva de ciclo-oxigenase 2
d) inibição da adenilato ciclase
e) aumento de AMPc

27- A presença de tosse é uma reação adversa de:

a) hidroclorotiazida
b) diltiazem
c) captopril
d) amilorida
e) furosemida

28- A associação dos fármacos tramadol e fluoxetina pode


ocasionar:

a) síndrome hipertensiva
b) síndrome serotoninérgica
c) crise de enxaqueca
d) discinesia tardia
e) síndrome neuroléptica

29- Todas as reações a seguir tendem a reduzir a concentração


plasmática de um fármaco, exceto:

a) biotransformação metabólica
b) reabsorção tubular renal
c) ligação a proteínas plasmáticas
d) secreção renal
e) excreção biliar

30- Os antibióticos podem ser produzidos por:

a) bactérias, fungos e síntese laboratorial


b) bactérias e fungos
c) apenas por síntese laboratorial
d) bactérias e síntese laboratorial
e) fungos e síntese laboratorial

31- Dois medicamentos são equivalentes farmacêuticos entre si


quando:

a) Apresentarem o mesmo perfil de concentrações plasmáticas


b) Apresentarem o mesmo fármaco, a mesma dosagem e forma
farmacêutica
c) Apresentarem o mesmo fármaco, a mesma dosagem, forma
farmacêutica e cumprirem as mesmas especificações in vivo
d) Apresentarem o mesmo fármaco, a mesma dosagem, forma
farmacêutica e cumprirem as mesmas especificações in vitro
e) Nenhuma das alternativas anteriores

32- Que proteína é o principal carreador de fármacos ácidos na


corrente sanguínea?

a) lipoproteína de baixa densidade


b) alfa-1 glicoproteína ácida
c) mioglobina
d) albumina
e) betaglobulina

33- São consideradas contraindicações para a utilização de


contraceptivos orais:
a) hipertensão, diabetes e insuficiência renal
b) alopecia, hipofunção ovariana e reposição hormonal
c) ovário policístico, pancreatite e carcinoma de mama
d) doença tromboembólica, infarto do miocárdio e doença
cerebrovascular
e) anemia hemolítica, obesidade e hepatite

34- A difusão passiva de um determinado fármaco por meio da


membrana lipídica é aumentada se:

a) ele contiver um hidrogênio quaternário


b) ele for altamente polar
c) existir gradiente substancial entre as concentrações extra e
intracelular
d) o fármaco apresentar boa lipossolubilidade
e) as alternativas “c” e “d” estão corretas

35- Descongestionantes nasais, tais como nafazolina ou


oximetazolina, exercem ação farmacológica através de:

a) estimulação alfa-adrenérgica
b) estimulação beta-adrenérgica
c) antagonismo muscarínico
d) antagonismo da histamina
e) quebra de ligações dissulfeto

36- Qual a reação adversa no uso de penicilinas que pode ser


classificada como comum, apresentando frequência entre 1% e
10%?

a) rash cutâneo
b) reações alérgicas graves
c) colite associada a antibióticos
d) icterícia
e) cristalúria
37- O antimicrobiano que pode ser utilizado como monoterapia em
pacientes que apresentam infecção respiratória e urinária
concomitante, considerando-se que as bactérias causadoras das
diferentes infecções sejam sensíveis a ele é:

a) azitromicina
b) amoxicilina
c) levofloxacino
d) claritromicina
e) cefalexina

38- Um fármaco cuja concentração tecidual é mais elevada que a


plasmática possui como característica farmacocinética:

a) boa absorção
b) baixo volume de distribuição
c) alto volume de distribuição
d) baixa depuração renal
e) alta depuração renal

39- O ipratrópio é associado ao fenoterol no tratamento de


pacientes asmáticos por ser um:

a) antimuscarínico
b) simpatomimético direto
c) parassimpatomimético
d) mucolítico
e) agonista beta-2 adrenérgico

40- A dopamina é uma catecolamina que apresenta utilidade no


tratamento de:

a) doença de Alzheimer
b) choque cardiogênico
c) doença de Parkinson
d) angina pectoris
e) esquizofrenia

41- No tratamento de arritmias, hipertensão e outras indicações, o


propranolol pode ser eficaz por produzir:

a) bloqueio de receptores alfa-adrenérgicos


b) relaxamento do miocárdio por ação parassimpatolítica
c) redução do ritmo cardíaco por bloqueio de receptores beta-1
d) ativação de receptores muscarínicos
e) bloqueio dos canais lentos de cálcio

42- Os diuréticos de alça produzem seu efeito farmacológico por


qual mecanismo de ação?

a) inibição dos canais de cálcio no túbulo distal


b) inibição da reabsorção de sódio e cloreto, com perda de potássio
c) inibição da anidrase carbônica
d) antagonismo da aldosterona
e) redução da reabsorção de sódio apenas, nos ductos coletores

43- Os anticoagulantes orais cumarínicos podem ter o seu


mecanismo de ação melhor explicado por qual alternativa?

a) ativação de trombina
b) estimulação de receptores de adenosina
c) antagonismo de antitrombina
d) antagonismo da vitamina K
e) ativação da fosfodiesterase plaquetária

44- Em um quadro clínico de longo tratamento, foi prescrito


determinado fármaco que produz a ativação de um receptor. Após
passar algum tempo, verificou-se a perda parcial da ação
farmacológica. Qual afirmação é possível fazer sobre isso?
a) o fármaco é um antagonista e produziu regulação crescente
b) o fármaco é ineficaz, já que houve piora do paciente
c) o fármaco é um agonista e produziu regulação decrescente
d) houve equívoco na prescrição médica
e) não há qualquer afirmação a se fazer sobre o caso

45- A clonidina é um dos fármacos utilizados para tratamento da


hipertensão, sendo que seu mecanismo de ação se explica por:

a) antagonismo beta-1 adrenérgico


b) ação colinérgica muscarínica
c) estimulação alfa-2 adrenérgica
d) bloqueio alfa-1 adrenérgico
e) antagonismo da angiotensina II

46- Qual seria uma limitação à utilização dos bloqueadores


adrenérgicos?

a) insuficiência cardíaca congestiva por beta-bloqueadores


b) hiperglicemia por alfa-bloqueadores
c) transtornos do sono por alfa-bloqueadores
d) broncoconstrição por alfa-bloqueadores
e) aumento da pressão intraocular por beta-bloqueadores

47- Se o paciente apresentar condição de hipercalemia, qual é o


fármaco contraindicado?

a) hidroclorotiazida
b) espironolactona
c) furosemida
d) acetazolamida
e) manitol
48- Para que um fármaco alcance a circulação sistêmica, a
velocidade varia de acordo com a forma farmacêutica que é
administrada. Aponte a alternativa correta:

a) solução > suspensão > comprimido > drágea


b) suspensão > solução > comprimido > drágea
c) drágea > comprimido > suspensão > solução
d) comprimido > drágea > solução > suspensão
e) drágea > suspensão > comprimido > solução

49- No caso de intoxicação por organofosforados, a enzima que


terá os níveis séricos reduzidos é:

a) ALT (TGP)
b) AST (TGO)
c) fosfatase alcalina
d) colinesterase
e) xantina-oxidase

50- Nos líquidos tubulares do sistema renal, os fármacos que


ionizam não podem ser reabsorvidos, porém os que não estão
ionizados:

a) são eliminados e não são reabsorvidos


b) são eliminados e são reabsorvidos
c) não são eliminados e não são reabsorvidos
d) não são eliminados e são reabsorvidos
e) não são eliminados e são secretados
Gabarito

1- D 18- E 35- A
2- B 19- C 36- A
3- D 20- B 37- C
4- C 21- A 38- C
5- B 22- E 39- A
6- E 23- E 40- B
7- E 24- D 41- C
8- C 25- A 42- B
9- B 26- E 43- D
10- C 27- C 44- C
11- D 28- B 45- C
12- C 29- B 46- A
13- D 30- A 47- B
14- A 31- D 48- A
15- B 32- D 49- D
16- C 33- D 50- D
17- D 34- E

Resumos
Receptores da Histamina
Receptores H1

- A estimulação é responsável pela vasodilatação e pela


permeabilidade vascular que acompanham reações alérgicas e
inflamatórias
- Eritemas e edemas (incluindo o de laringe) podem ocorrer

Receptores H2

- Facilitam a secreção ácida no estômago


- Presentes no coração, aumentam a contratilidade e a frequência
quando estimulados
- Envolvidos em menor grau nas reações alérgicas

Receptores H3

- A estimulação destes receptores resulta em diminuição na


liberação de diferentes neurotransmissores

Receptores Alfa-adrenérgicos

Alfa-1

- Receptores pós-sinápticos
- Seus mensageiros secundários são o inositol trifosfato (IP3) e
diacilglicerol (DAG)
- A estimulação produz contração da musculatura lisa
- Presentes em arteríolas e veias, músculo radial dos olhos, trígono
e saída da bexiga, esfíncteres do TGI

Alfa-2

- Receptores pré-sinápticos
- A estimulação diminui o AMPc e produz inibição da futura liberação
de noradrenalina por meio de um mecanismo de feedback negativo,
resultando em diminuição no fluxo simpático
- São mediadores de alguns efeitos no SNC

Receptores Beta-adrenérgicos

Beta-1

- Presentes no coração
- A estimulação produz aumento da frequência cardíaca, força de
contração do miocárdio e excitabilidade atrial e ventricular
Beta-2

- Presentes na musculatura lisa vascular, bronquial e uterina


- A estimulação produz dilatação da musculatura lisa dos brônquios
e relaxamento da musculatura lisa visceral, especialmente a uterina

Beta-3

- Apresentam pouca função na atividade de fármacos, relacionados


essencialmente com a lipólise

Receptores Colinérgicos (Acetilcolina)

Receptores Muscarínicos

M1 – Receptores neurogástricos – localizados principalmente no


SNC, SNP e células parietais gástricas

M2 – Receptores cardíacos – predominantes no miocárdio, músculo


liso e terminações pré-sinápticas no SNC

M3 – Glandulares/Musculares lisos – encontrados na musculatura


lisa e glândulas exócrinas

M4 e M5 – Encontrados no SNC - funções ainda não muito bem


definidas
Receptores Nicotínicos

Nm – Receptores do tipo muscular (placa motora)

Nn – Receptores do tipo neuronal (gânglios autônomos)

Ações da Acetilcolina

Órgãos e Sistemas - Efeitos

Olho - Miose
Glândulas salivares - Secreção
Glândula lacrimal - Secreção
Coração - Bradicardia
Brônquios - Contração

Trato Gastrintestinal
Estômago - Contração (náusea)
Intestinos - Contração (diarreia)
Esfíncter - Relaxamento
Secreção ácida - Aumento

Trato Geniturinário
- Bexiga - Contração (diurese)
- Genital masculino - Vasodilatação (ereção)
- Útero - Contração
Ciclo-oxigenase (COX)

COX-1

- Constitutiva e responsável pela produção fisiológica de


eicosanoides que possuem algumas das seguintes funções:

proteção da mucosa gástrica


agregação plaquetária
inibição de trombogênese
manutenção da função renal

COX-2

- Induzida de forma acentuada em fibroblastos, células endoteliais e


musculatura vascular durante a inflamação

COX-3

- Provavelmente mais abundante no coração e córtex cerebral. Há


estudos de sua inibição por paracetamol
Aminopenicilinas
Amoxicilina e Ampicilina

- São bactericidas e atuam por inibição da síntese de parede celular.

- Espectro de ação mais amplo em relação à penicilina G:


Cocos gram-positivos: estreptococos, estafilococos (não
produtores de beta-lactamase) e pneumococos;
Cocos gram-negativos: meningococos e gonococos
Bacilos gram-positivos e gram-negativos
Espiroquetas

- A ampicilina é excretada pela via biliar, diferindo da maioria das


penicilinas na cinética. Por conta disso é indicada no controle de
infecções do trato biliar.

- A amoxicilina penetra rapidamente em áreas fluidas de tecidos, é


bem absorvida pelo intestino e pode ser administrada durante as
refeições.
Cefalosporinas

- Primeira geração : efetivos contra cocos gram-positivos


Ex: cefalexina

- Segunda geração : efetivos contra cocos gram-negativos e


bacilos, menos efetivos contra estafilococos
Ex: cefuroxima

- Terceira geração : efetivos contra bacilos gram-negativos


(KEEPS) e pseudomonas, não efetivos contra estafilococos
Ex: ceftriaxona

- Quarta geração : possivelmente mais efetivos que os de


terceira geração contra KEEPS e pseudomonas
Ex: cefepima

* KEEPS: Klebsiella, E. Coli, Enterobacter, Proteus e Serratia

Macrolídeos

- Representantes: eritromicina, claritromicina e azitromicina


- São antimicrobianos com atividade bacteriostática

- Mecanismo de ação: inibem a síntese proteica nos patógenos


através de ligação à subunidade ribossômica 50S

- Especialmente eritromicina e claritromicina são inibidores de


CYP3A4 e interferem no metabolismo de outros fármacos

- Cobrem o espectro de ação da penicilina G e também são efetivos


contra outros microrganismos

- A claritromicina é utilizada para tratar infecções por H. pylori

- A eritromicina pode ser usada no tratamento da acne

- Claritromicina e azitromicina são efetivas contra H. influenzae

Fluoroquinolonas

- Diferem das quinolonas originais (ácido nalidíxico) devido à adição


de um átomo de flúor em sua estrutura química

- As gerações posteriores incluem como alguns de seus


representantes: norfloxacino, ciprofloxacino, ofloxacino,
levofloxacino e moxifloxacino

- Possuem ação bactericida e atuam por meio da inibição das


topoisomerases II (DNA-girase) e IV

- As principais indicações clínicas são contra infecções dos tratos


geniturinário, gastrintestinal e respiratório, partes moles e
osteomielites

- Alguns efeitos colaterais relacionados são: náusea, dor abdominal,


disúria, nefrite, taquicardia, hipotensão, rash cutâneo e alterações
hepáticas

- Podem potencializar o efeito anticoagulante da varfarina, interferir


na eficácia dos hipoglicemiantes orais e ser excretadas pelo leite
materno
Bibliografia

- Fármacos e Medicamentos
Lourival Larini
Editora Artmed

- Farmacologia: uma abordagem didática


Gustav Schellack
Editora Fundamento

- As Bases Farmacológicas da Terapêutica


Goodman & Gilman
Editora Artmed

- Interações Medicamentosas de Stockley


Karen Baxter
Editora Artmed

- Interactions Checker
www.drugs.com

- Bulário ANVISA
O autor

Leandro Pereira Roque

Farmacêutico-Bioquímico – Universidade Paulista/UNIP


Licenciado em Química – Universidade de Franca/UNIFRAN

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