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Amazônia Pombalina: Portugal Metropolitano; em figura decorativa pela açã o mú ltipla do

medidas pombalinas; Governo de Mendonça Marquês.


Furtado; Capitania de São José do Rio Negro; III. A Companhia Geral do Comércio do Grã o-Pará e
Demarcações de limites: tratados de Madri e Maranhã o e a expulsã o dos jesuítas de Portugal e
Santo Ildefonso. Extinção do Diretório dos da colô nia sã o atos para aumentar o controle do
índios: elementos históricos; Instituição dos Estado sobre a política e a economia.
corpos de milícias. Assinale:
(A) se somente a afirmaçã o I estiver correta.
1. (UEA) “A força de uma potência nã o se apoiava (B) se somente as afirmaçõ es I e II estiverem
simplesmente sobre um gordo bulhã o, mas sobre o corretas.
crescimento e a eficiência da produçã o econô mica e (C) se somente as afirmaçõ es I e III estiverem
que, para isso, aquelas monarquias que se corretas.
mantiveram atrasadas teriam de servir-se do (D) se somente as afirmaçõ es II e III estiverem
pensamento ilustrado.” (Roncari, Mendes Jr., corretas.
Maranhã o) (E) se todas as afirmaçõ es estiverem corretas.
Assinale a alternativa errada a respeito das açõ es
do Marquês de Pombal características de sua 3. (UFAM) Conforme o historiador Hugo Fragoso, a
política de despotismo esclarecido. “histó ria da Igreja na Amazô nia, durante quase
(A) Ao perseguir os jesuítas, buscou aumentar o todo o período colonial, girou, de um modo
controle do Estado sobre todos os aspectos ordiná rio, em torno de dois grandes polos: a
econô micos, políticos e sociais nos quais a ordem política de ocupaçã o, da corte portuguesa, e a açã o
inaciana interferia, mas cometeu exageros cristianizadora dos missioná rios religiosos”
decorrentes de seu ateísmo iluminista. (FRAGOSO, 1993).
(B) A criaçã o de companhias de comércio para
atuaçã o no Norte e no Nordeste do Brasil visava a Quanto a esta açã o cristianizadora, vá rias ordens
reforçar o controle mercantilista e aumentar o religiosas estabeleceram-se em diferentes á reas da
rendimento do comércio colonial. Amazô nia Portuguesa (Estado do Maranhã o e Grã o-
(C) A criaçã o do Diretó rio dos Índios substituiu a Pará /Estado do Grã o-Pará e Maranhã o/Estado do
autoridade da ordem jesuíta sobre as aldeias pela Grã o-Pará e Rio Negro), fundando aldeamentos
de administradores laicos, impondo a soberania do missioná rios, muitos deles sendo os nú cleos mais
Estado. remotos de vá rias cidades da moderna Amazô nia
(D) Transferiu, em 1763, a capital para o Rio de Brasileira, como Tefé, Coari, Borba, Santarém.
Janeiro, para maior centralizaçã o político- Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que
administrativa, maior controle dos impostos e do NÃ O corresponde ao conjunto de ordens religiosas
contrabando no Sudeste minerador. da Igreja Cató lica que atuaram na Amazô nia
(E) O banimento dos jesuítas de Portugal foi Portuguesa:
seguido de sua expulsã o do Brasil, aumentando o a) Companhia de Jesus (Jesuítas)
controle do Estado, mas contribuindo para a b) Ordem dos Predicadores (Dominicanos)
desagregaçã o dos indígenas. c) Ordem de Nossa Senhora das Mercês
(Mercedá rios)
2. (UEA) A política de Pombal contra os jesuítas é d) Ordem de Nossa Senhora do Carmo (Carmelitas)
com frequência atribuída à oposição dos religiosos à e) Ordem dos Frades Menores (Franciscanos)
execução do Tratado de Madri (que não era do
agrado do próprio Pombal), tanto na Amazônia Leia o texto para responder as questõ es 4 e 5.
como no Sul, (...) às suas críticas à criação de uma
companhia de comércio para o norte da América Leia, com atençã o, a correspondência do
portuguesa e outras razões. governador do Estado do Grã o-Pará e Maranhã o,
(Falcon) Fernando da Costa de Ataíde Teive, enviada ao
A propó sito do trecho acima, analise as seguintes Ministro Mendonça Furtado, em 1767. Depois,
afirmaçõ es: analise as proposiçõ es apresentadas, utilizando
I. Embora atribuídos à retaliaçã o contra o poder seus conhecimentos sobre histó ria colonial da
dos jesuítas, a laicizaçã o e o reforço da autoridade
Amazô nia e assinale a alternativa correta de acordo
moná rquica foram elementos bá sicos do
com o có digo abaixo.
despotismo esclarecido pombalino, com recurso a
premissas ideoló gicas do iluminismo. “Il.mo e Ex.mo Snor. Em 22 de janeiro do ano
II. Atribuir ao despotismo esclarecido pombalino a presente, deu fundo neste porto o Navio Nossa
intençã o de reforçar a autoridade real contradiz o Senhora do Cabo da Companhia Geral de Comércio
ofuscamento do poder do monarca, transformado
desse Estado com 125 pretos dos quais se venderam
a dinheiro, e efeitos a vista 60, e 8 parte a dinheiro e
o restos a crédito, fiados 42, existem por vender 4, e) No início do século XIX, boa parte das tropas
morreram nesta cidade 2, na viagem 35, e no levante coloniais que ocuparam a Guiana Francesa era
que fizeram ainda em Bissau 34. Deus g. a V. Exª. composta por soldados de origem africana que
Pará a 17 de março de 1767. Fernando da Costa de acabaram desertando em massa apó s a ocupaçã o.
Ataíde Teive a Franc°. Xavier de Mendonça Furtado.” 6. (UFAM) A questã o das fronteiras sempre foi uma
fonte de preocupaçõ es para a administraçã o e
Arquivo Nacional, Có dice 99. atravessou os séculos, estendendo-se até a
Repú blica. Assim, vá rios tratados de limites foram
4. (UFAM) Em 1755, como parte das reformas articulados para resolver as indefiniçõ es
pombalinas, foi criada a Companhia Geral de territoriais, chegando à configuraçã o do país tal
Comércio do Grã o-Pará e Maranhã o. Sobre esta como conhecemos. Sobre esse processo de
empresa, é correto afirmar: definiçã o de fronteiras na Amazô nia, podemos
a) A Companhia de Comércio do Grã o-Pará e afirmar:
Maranhã o tinha atuaçã o alargada no litoral a) O Acre foi incorporado ao territó rio brasileiro
brasileiro, incluindo atividades como pesca de em 1867, a partir da assinatura de um tratado de
baleia e comercializaçã o de sal no Pernambuco; limites entre o Brasil e a Bolívia.
b) Devido à irregularidade na introduçã o de b) A ocupaçã o de Caiena, no início do século XIX,
africanos e em razã o do intenso contrabando nas fazia parte das açõ es expansionistas portuguesas
fronteiras com Espanha, a companhia enfrentou na Europa e tinha sua contrapartida nas á reas
fortes críticas dos jesuítas por sua ineficácia na coloniais, considerando que a ofensiva portuguesa
oferta de trabalhadores escravos; contra a França revolucioná ria só foi interrompida
c) De cará ter monopolista, a companhia funcionou pela enérgica açã o de Napoleã o.
até 1778 e introduziu mais de 14 mil escravos de c) As questõ es relativas à s fronteiras com a
origem africana no Maranhã o, Pará e Mato Grosso, Colô mbia, Peru e a Bolívia foram resolvidas ainda
além de incrementar o cultivo de arroz, café e anil; no século XIX, logo apó s o reconhecimento da
d) A Companhia de Comércio estimulou a independência do Brasil.
agricultura de alimentos e forneceu crédito aos d) As maiores disputas no decorrer do século XVIII
produtores locais, assegurando uma oferta regular terã o como interlocutor a Espanha; usando o
de gêneros alimentícios que passaram a integrar os critério de ocupaçã o efetiva (uti possidetis) e,
carregamentos de suas frotas atlâ nticas; posteriormente, o de divisas naturais, é com essa
e) Com a oferta regular de crédito e o incentivo à coroa que Portugal firma os Tratados de Madri
melhoria dos cultivos, a companhia fomentou a (1750) e Santo Ildefonso (1777).
indú stria de transformaçã o local, reduzindo a e) Em 1900, a arbitragem internacional suíça
demanda por escravos africanos; concedeu à França ganho de causa nas disputas
pelos territó rios do Amapá em detrimento das
5. (UFAM) A introduçã o de escravos africanos na demandas brasileiras.
Amazô nia é uma açã o que se iniciou ainda no
século XVII, mas que só se consolidaria na segunda 7.
metade do século XVIII e, durante todo esse tempo,
conviveu com formas de exploraçã o compulsó ria
do trabalho indígena. Sobre esta questã o, podemos
afirmar que:
a) A escravidã o indígena foi comum em á reas como
Sã o Paulo e a Bahia, mas, na Amazô nia, ela foi ainda
mais duradoura e estendeu-se até o século XVIII.
b) Nos séculos XVIII e XIX, a presença africana era
Fonte: BNRJ, J. A. Schwebel, Aldeia de Mariuá ; 1753
pouco significativa em toda a regiã o amazô nica e,
por essa razã o, nã o há notícias de revoltas escravas “ Pelas 4 horas da madrugada do dia 28 entramos a
– a nã o ser aquelas que ocorriam nos navios – e navegar e pelas 9 horas da manhã chegamos à
nem da existência de quilombos. aldeia de Mariuá, em que estava formado o arraial
c) A abundâ ncia de escravos indígenas na onde S. Exª foi recebido com muitas demonstrações
Amazô nia e seu alto conhecimento do meio
de alegria, saltando da sua canoa em uma boa
ambiente desestimulava a aquisiçã o de africanos
escada guarnecida toda de arcos e flores até chegar
que tinham maiores dificuldades de adaptaçã o aos
sistemas de trabalho na regiã o. ao sítio da aldeia [onde] estava formado um pórtico
d) A maior dificuldade para manutençã o da oferta em forma de arco do triunfo e junto dele repetiu um
de escravos africanos para a Amazô nia era o índio do Seminário um soneto em português a S. Ex,
intenso contrabando nas fronteiras e o desvio felicitando-lhe pelo bom sucesso da viagem (...)”
irregular dos carregamentos para o Mato Grosso.
Diá rio da Viagem que o Ilmo. e Exmo. Sr. Francisco d) I–E, II–C, III–A, IV–B e V–D.
Xavier de Mendonça Furtado ... fez para o Rio Negro e) I–B, II–D, III–C, IV–A e V–E.
à expediçã o das demarcaçõ es dos reais domínios de
S. Majestade. (1754-1755) 9. (UFAM) O atual estado do Amazonas tem sua
origem ligada a que unidade administrativa criada
A festiva chegada do governador do Grã o-Pará em 1755, por intervençã o do Marquês de Pombal e
e Maranhã o a Mariuá , descrita no fragmento de Francisco Xavier de Mendonça Furtado:
documental, nos remete à importante conjuntura a) O Estado do Alto Amazonas;
da segunda metade do século XVIII e, em particular, b) A Comarca do Alto Amazonas;
ao início do processo de demarcaçã o das fronteiras c) A Província do Amazonas;
entre os impérios ibéricos na América, com a d) A Comarca de Sã o José do Rio Negro;
execuçã o do Tratado de Madrid de 1750. Sobre essa e) A Capitania de Sã o José do Rio Negro;
questã o, podemos afirmar corretamente: 10. Primeira sede da capitania do Rio Negro:
I. A implantaçã o da capitania de Sã o José do Rio a) Lugar da Barra
Negro fazia parte de um conjunto de açõ es c) Vila da Barra
administrativas, com cará ter estratégico- d) Mariuá que passou a se chamar Barcelos.
militar e econô mico para consolidar fronteiras e) Tarumã depois com o nome de Manaus.
e estabelecer nú cleos populacionais está veis
capazes de produzir alimentos e ampliar o 11. Com a morte do rei D. José I, em 1777, estava
comércio das “drogas do sertã o”. terminado o ciclo de poder do Marquês de Pombal.
II. A intensa campanha dos jesuítas contra o Quem assumiu entã o o poder na Coroa portuguesa
Tratado acabou mobilizando as populaçõ es e como ficou conhecido o fenô meno que mudou
nativas para inviabilizar o trabalho da toda a estrutura administrativa no reino: 
comissã o demarcadora que se viu obrigada a a) D. Maria I - Viradeira. 
interromper seus trabalhos no rio Solimõ es. b) D. José II - Período Josentino. 
III. Inconformados com a demora excessiva da c) D. Joã o VI - Governo joanino. 
comissã o espanhola, a comissã o portuguesa d) D. Maria I - Corpo de Trabalhadores. 
resolveu deslocar-se da povoaçã o de Sã o José e) D. Pedro I - Primeiro Império Brasileiro.
de Javari (Solimõ es) para o rio Negro,
estabelecendo-se no arraial de Mariuá 12. Portanto, em 1755 a Coroa portuguesa
(Barcelos). declarava em Alvará , a proibiçã o da escravizaçã o de
IV. Apesar de sua enorme importâ ncia para índios, restituindo a liberdade aos cativos, e dando
definiçã o das fronteiras do Brasil, o Tratado de a eles pleno domínio de seus bens e terras. Em seu
Madrid nã o teve impacto sobre a definiçã o das preâmbulo o Alvará trazia breve avaliaçã o da
fronteiras lusas na Amazô nia que só seriam situaçã o dos índios até aquele momento, na qual D.
definidas no ú ltimo quartel do século XVIII, José I indagava ao seu Conselho Real a causa da
com o Tratado de Santo Ildefonso. reduçã o de ―muitos milhõ es de índios ao estado de
Sã o corretas: miséria em que se encontravam. Esta lei ficou
conhecida como:
a) Somente as proposiçõ es I e IV; a) Lei Pombalina;
b) Somente as proposiçõ es I e II; b) Diretó rio de D. José
c) Somente as proposiçõ es II e III; c) Diretó rio dos Índios;
d) Somente as proposiçõ es II e IV; d) Diretó rio Municipal;
e) As proposiçõ es I, II, III e IV. e) Diretó rio dos Aldeados.

8. (UFAM) A relaçã o abaixo indica a antiga


denominaçã o de algumas das mais importantes 13. (PMAM/ADAP) Uma das principais medidas da
cidades do Amazonas. Estabeleça a correlaçã o entre política pombalina na América Portuguesa foi
as colunas e indique a alternativa correta. estabelecer um controle mais rígido sobre a
produçã o e a circulaçã o da riqueza. A medida
adotada por esta política para reforçar o monopó lio
I – Ega A – Barcelos
português na Amazô nia foi:
II – Luséa B – Itacoatiara
(A) instalar, em 1760, a província ultramarina do
III – Mariuá C – Maués
Alto Amazonas;
IV – Serpa D – Parintins
(B) separar, em 1772, os estados do Maranhã o e do
V – Vila Nova da Rainha E – Tefé Grã o-Pará ;
a) I–C, II–A, III–E, IV–B e V–D. (C) introduzir, em 1756, o trabalho escravo na á rea
b) I–C, II–A, III–D, IV–B e V–E. de colonizaçã o portuguesa;
c) I–B, II–D, III–A, IV–C e V–E.
(D) estabelecer, em 1750, a presença portuguesa no d) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o
vale amazô nico. controle da regiã o das Missõ es e do rio da Prata.
e) Os Tratados de Santo Ildefonso e Badajó s
14. (Fgv) Encontro, teoricamente inexplicá vel, de consolidaram o domínio português no sul,
dois fenô menos que deveriam em princípio repelir- passando a incluir a regiã o platina.
se um ao outro: o Mercantilismo e a Ilustraçã o.
Entretanto, ali estavam eles juntos, articulados, 17. (Fuvest) Entre 1750, quando assinaram o
durante todo o período pombalino. Tratado de Madrid, e 1777, quando assinaram o
FALCON, F. J. C., A época pombalina. Sã o Paulo: Tratado de Santo Ildefonso, Portugal e Espanha
Á tica, 1982, p. 483. discutiram os limites entre suas colô nias
americanas. Neste contexto, ganhou importâ ncia,
Entre as medidas implementadas durante o na política portuguesa, a ideia da necessidade de:
período em que o Marquês de Pombal foi o a) defender a colô nia com forças locais, daí a
principal ministro do rei português D. José I, é organizaçã o dos corpos militares do centro-sul e a
correto apontar: aboliçã o das diferenças entre índios e brancos.
a) A anistia aos mineradores da colô nia que b) fortificar o litoral para evitar ataques espanhó is
possuíam débitos tributá rios com a metró pole e isolar o marquês de Pombal por sua política
portuguesa. nitidamente pró -bourbô nica.
b) A implementaçã o de medidas liberalizantes e a c) transferir a capital da Bahia para o Rio de
extinçã o das companhias de comércio Janeiro, para onde fluía a maior parte da produçã o
monopolistas. açucareira, ameaçada pela pirataria.
c) O estabelecimento do Diretó rio dos Índios, que d) afastar os jesuítas da colô nia por serem quase
significou uma tentativa de enfraquecer o poder todos espanhó is e, nesta qualidade, defenderem os
dos jesuítas. interesses da Espanha.
d) A intensificaçã o das perseguiçõ es aos judeus e e) aliar-se política e economicamente à França para
cristã os-novos bem como o fortalecimento do enfrentar os vizinhos espanhó is, impondo-lhes suas
Tribunal do Santo Ofício. concepçõ es geopolíticas na América.
e) O fortalecimento da nobreza e do clero em
detrimento dos setores financeiros e mercantis da 18. (G1) Foi tratado de limites territoriais entre
sociedade portuguesa. Portugal e Espanha, em que Alexandre de Gusmã o
defendeu o princípio do "Uti possidetis, uta
15. (G1 - cftce) A anulaçã o do Tratado de possideatis":
Tordesilhas, e a utilizaçã o do princípio "uti a) Santo Ildefonso;
possidetis", que determinou que Sacramento ficaria b) Utrecht;
com a Espanha, e Sete Povos das Missõ es ficaria c) Tordesilhas;
com Portugal, ocorre mediante assinatura do d) Madri;
Tratado de: e) Badajó s.
a) Lisboa (1681)
b) Utrecht (1715) 19. (Unicamp) Entre os séculos XVII e XVIII, o
c) Madri (1750) nheengatu se tornou a língua de comunicaçã o
d) El Pardo (1761) interétnica falada por diversos povos da Amazô nia.
e) Santo Ildefonso (1777) Em 1722, a Coroa exortou os carmelitas e os
franciscanos a capacitarem seus missioná rios a
16. (Cesgranrio) A formaçã o do territó rio falarem esta língua geral amazô nica tã o
brasileiro no período colonial resultou de vá rios fluentemente como os jesuítas, já que em 1689
movimentos expansionistas e foi consolidada por havia determinado seu ensino aos filhos de colonos.
tratados no século XVIII. Assinale a opçã o que
relaciona corretamente os movimentos de (Adaptado de José Bessa Freire, Da “fala boa” ao
expansã o com um dos Tratados de Limites: português na Amazô nia brasileira. Ameríndia, Paris,
a) A expansã o da fronteira norte, impulsionada pela n. 8, 1983, p.25.)
descoberta das minas de ouro, foi consolidada nos
Tratados de Utrecht. Com base na passagem acima, assinale a alternativa
b) A regiã o missioneira no sul constituiu um caso à correta.
parte, só resolvido a favor de Portugal com a a) Os jesuítas criaram um dicioná rio baseado em
extinçã o da Companhia de Jesus. línguas indígenas entre os séculos XVI e XIX, que foi
c) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e amplamente usado na correspondência e na
deu ao territó rio brasileiro conformaçã o administraçã o colonial nos dois lados do Atlâ ntico.
semelhante à atual. b) O texto permite compreender a necessidade de o
colonizador português conhecer e dominar a língua
para poder disciplinar os índios em toda a e) A mudança das denominaçõ es indígenas das
Amazô nia durante o período pombalino e no século localidades para nomes portugueses
XIX.
c) O aprendizado dessa língua associava-se aos 24. A política mercantilista colocada em prá tica por
projetos de colonizaçã o, visando ao controle da Pombal, ao longo das décadas que exerceu o poder
mã o de obra indígena pelos agentes coloniais, como (1750-1777) deixou marcas profundas e
missioná rios, colonos e autoridades. duradouras nas á reas coloniais do Império
d) A experiência do nheengatu desapareceu no português. A Amazô nia, que até entã o vinha se
processo de exploraçã o da mã o de obra indígena na constituindo de uma á rea marginal nos quadros do
Amazô nia e em funçã o da interferência da Coroa, sistema colonial, a partir dessas medidas passou a
que defendia o uso da língua portuguesa. ingressar mais efetivamente no espaço político-
20. (UFAM) A implementaçã o da política pombalina econô mico português e a receber a intervençã o
na Amazô nia, na segunda metade do século XVIII, direta do governo.
inaugurou uma nova fase na histó ria da regiã o. Das (Francisco Jorge dos Santos)
alternativas abaixo, assinale aquela que não se Sobre as medidas de Pombal para a Amazô nia
associa a esse período: julgue as afirmativas com V para as verdadeiras e F
a) Incentivo as lavouras de cacau e café. para as falsas.
b) A criaçã o da Província do Amazonas. (__) Mudança na política relativa aos indígenas:
c) Predominâ ncia da mã o-de-obra indígena. proibiu o recrutamento da força de trabalho nativa
d) Criaçã o da Companhia de Comércio do Grã o- pelas tropas de resgate; os índios passaram a serem
Pará e Maranhã o. considerados livres, assalariados e com os mesmos
e) Incentivo ao uso da Língua Portuguesa na direitos dos brancos; as antigas missõ es passaram a
regiã o. serem dirigidas por funcioná rios leigos do Estado, o
Diretor de índios.
21. (UFAM) Desde o início da ocupaçã o portuguesa (__) Criaçã o da Companhia Geral de Comércio do
no vale amazô nico, a regiã o manteve-se como Grã o-Pará e Maranhã o com as finalidades de
colô nia portuguesa com ordenamento jurídico introduzir escravos africanos a crédito, dinamizar a
autô nomo frente ao Brasil. Numa ordem agricultura e de incrementar o comércio na regiã o,
cronoló gica esse ordenamento seria: além de promover o povoamento, através da
imigraçã o de casais açorianos.
a) Estado do Brasil Setentrional, Estado do (__) Expulsã o dos jesuítas e a redistribuiçã o de suas
Maranhã o e Grã o-Pará , Estado do Grã o-Pará . propriedades entre militares e particulares, através
b) Capitania de Sã o José do Rio Negro, Comarca do de doaçã o ou leilã o.
Alto Amazonas, Estado do Grã o-Pará . (__) Reformulaçã o e ampliaçã o da incipiente
c) Estado do Maranhã o, Estado do Grã o-Pará e má quina administrativa: criou o Estado do Grã o-
Maranhã o, Estado do Grã o-Pará e Rio Negro. Pará e Maranhã o (1751), depois o transformou no
d) Estado do Grã o-Pará e Rio Negro, Comarca do Estado do Grã o-Pará e Rio Negro (1772), com sede
Alto Amazonas, Província do Pará . em Belém; criou a Capitania do Rio Negro (1755)
e) Estado do Maranhã o e Grã o-Pará , Estado do com sede em Borba.
Grã o-Pará e Amazonas, Província do Grã o-Pará . (__) A responsabilidade de colocar em prá tica as
medidas pombalinas ficou ao cargo do governador
22. (UFAM) Foi a primeira vila criada no territó rio e capitã o-general do Estado do Grã o-Pará e
amazonense: Maranhã o, Francisco Xavier de Mendonça Furtado.
a) Barra
b) Barcelos 25. Sobre o governo do Francisco Xavier de
c) Borba Mendonça Furtado na Amazô nia assinale a
d) Silves alternativa ERRADA.
e) Tefé a) Foi nomeado principal comissá rio e
plenipotenciá rio das demarcaçõ es de limites das
23. (UFAM) Das alternativas abaixo, apenas uma fronteiras da parte norte da América portuguesa
nã o se relaciona com as açõ es adotadas durante o com os domínios coloniais da Espanha, de acordo
Período Pombalino na Amazô nia: com o Tratado de Madri.
a) O cultivo das Drogas do sertã o e o fomento a b) Na economia visava promover a substituiçã o de
produçã o racional da goma elá stica uma economia extrativista incipiente, que beirava a
b) O fomento à introduçã o de escravos negros subsistência, por uma economia baseada na
c) A proibiçã o do uso de línguas indígenas como produçã o agrícola e pecuá ria que permitisse a
meio de comunicaçã o oficial nos nú cleos coloniais subsistência da populaçã o interna e também
d) A Criaçã o da Companhia Geral do Comércio do garantisse o abastecimento de contingente em
Grã o-Pará trâ nsito – principalmente os ligados à s
demarcaçõ es – bem como a exportaçã o de produtos sistema político do Amazonas no Segundo
tropicais. Reinado; Economia e sociedade na Amazônia:
c) O governo de Francisco Xavier de Mendonça ciclo da borracha; migração nordestina;
Furtado experimentou duas importantes rebeliõ es seringal e o seringueiro; o sistema de
indígenas no Rio Negro: A revolta do rio Marié, um aviamento.
conflito entre índios e portugueses por ocasiã o de
uma expediçã o de descimento, em 1755; e a 1. Sã o características do Estado do Grã o-Pará e Rio
rebeliã o dos índios Manaus levante em três Negro à s vésperas e apó s a independência do
povoaçõ es da regiã o, em 1757, que foi sufocado por Brasil, exceto:
tropas militares. a) O Estado do Grã o-Pará e Rio Negro era de
d) O Diretó rio dos índios, idealizado por Francisco domínio jurídico-político do Estado do Brasil, ou
Xavier de Mendonça Furtado, em seus 95 seja, subalterno ao Rio de Janeiro.
pará grafos, propõ e alteraçõ es profundas na política b) D. Pedro I enviou tropas comandadas pelo inglês
indigenista na Amazô nia, no entanto, manteve o John Greenfell para proceder a incorporaçã o da
controle dos índios sob a tutela dos missioná rios Amazô nia pela força das armas ao nascente império
religiosos. do Brasil.
e) Nas vilas o governo temporal era exercido pelos c) Em 1824 a Constituiçã o outorgada transformou a
juízes ordiná rios, vereadores e oficiais de justiça e Capitania do Rio Negro em Província do Amazonas.
nos aldeamentos indígenas pelos Principais. d) O Movimento autonomista de 1832 também é
Havendo em cada povoaçã o um Diretor de índios reconhecido como Revolta das Lages.
“para dirigir com acerto os referidos índios debaixo e) Alguns deputados paraenses eram simpá ticos a
de ordens”, ao missioná rio seria confiada apenas a autonomia da Capitania do Rio Negro em relaçã o ao
direçã o espiritual. Pará , podemos destacar os deputados D. Romualdo
Seixas, o marquês de Santa Cruz, e Joã o Câ ndido de
26. Através da Carta Régia de 12 de Maio de 1798, Deus e Silva.
foi extinto o Diretó rio e se instituiu um novo
sistema de organizaçã o e controle das populaçõ es 2. Em abril de 1832, um levante militar no Lugar da
indígenas e ainda criou Os Corpos de Milícias e o Barra foi apropriado pela elite transformando-se
Corpo Efetivo de Índios, ambos com estrutura em uma importante manifestaçã o de cará ter
militarizada. essencialmente: 
A respeito dos Corpos de Milícia e Corpo Efetivo de a) Populista 
Índios assinale a alternativa errada. b) Separatista 
a) Seria alistada compulsoriamente para o Corpo de c) Socialista 
Milícias toda populaçã o indígena aldeada e mais d) Autonomista 
que nã o possuísse estabelecimento pró prio ou e) Abolicionista 
ocupaçã o fixa.
b) No Corpo Efetivo de Índios, seriam alistados os 3. (PMAM/ SD) O principal desafio do governo
índios aldeados e preferencialmente “os pretos regencial era enfrentar a ameaça à unidade
forros e mestiços”. territorial do Império, representada pelas vá rias
c) O regulamento real estabelecia novas formas de revoltas e rebeliõ es que estouravam em vá rias
recrutamento a partir de alistamentos nas aldeias. províncias como, por exemplo, na província do
d) A Carta Régia determinava a criaçã o de uma Grã o-Pará , a Cabanagem (1835 -1840).
estrutura militarizada para enquadrar os índios As razõ es para esses movimentos incluem:
para o serviço real e particular. (A) as disputas políticas locais e o
e) A Carta Régia retirou a liberdade dos índios em descontentamento com a injustiça social;
12 de maio de 1798. (B) as dificuldades de comunicaçã o e a intençã o de
manter unida a América Portuguesa;
(C) a expansã o do regime capitalista e o desejo de
Incorporação da Amazônia ao Estado Nacional adotar o regime republicano;
Brasileiro: Província do Pará; Comarca do Rio (D) a permanência do regime escravocrata e a
Negro; A Cabanagem: o povo no poder: vontade de proclamar a Repú blica.
condições objetivas para a eclosão da
Cabanagem; governo dos cabanos; conflitos no 4. A cidade moderna em que acabamos de chegar é
Amazonas; repressão imperial e o fim da chamada pelos brasileiros A Barra do Rio Negro.
Cabanagem. Província do Amazonas: economia Situa-se a leste da fortaleza a cerca de mil passos
do Alto Amazonas na primeira metade do geométricos do sítio de Manaos. Ela está
século XIX; Comarca do Alto Amazonas; constituída numa superfície tã o irregular que chega
manifestações autonomistas; criação e a ter morrinhos mais altos do que os telhados das
implantação do Estado provincial amazonense; casas, o que seria pitoresco se nã o fosse absurdo. 
inexistência de agricultura de exportaçã o na regiã o
(Paul Marcoy. Viagem Pelo Rio Amazonas. Manaus: e à ausência completa de negros. 
Edua/Secretaria de Estado da Cultura, 2001)  b) A Cabanagem era um risco maior para os
imperialismos do que para a unidade política
A descriçã o acima, feita por um viajante francês em pretendida pelo Império brasileiro, como atestam
meados do século XIX, flagra o acanhamento do as seguidas intervençõ es americanas e britâ nicas
nú cleo urbano daquela que anos depois seria a sede no Grã o-Pará . 
da Província do Amazonas.  c) A Cabanagem nã o pode ser inscrita na histó ria
Das alternativas abaixo, associadas à histó ria de nacional como um episó dio político, pois, por se
Manaus, assinale aquela que está incorreta.  tratar de uma sublevaçã o generalizada no Pará , foi
a) A mudança de denominaçã o de Lugar da Barra um fato militar e, no má ximo, social. 
para Cidade de Manaó s ocorre em 1856 por d) A Cabanagem começou como um conflito entre
iniciativa de Tenreiro Aranha.  setores oligá rquicos do Pará durante a Regência,
b) Sua origem remonta à construçã o da Fortaleza mas, pelas condiçõ es socioeconô micas da regiã o
de Sã o José do Rio Negro, em 1669, e aos Norte e devido à participaçã o popular intensa,
aldeamentos fundados em sua adjacência.  converteu-se em autêntica rebeliã o social. 
c) Por intervençã o de Lobo D’almada, em 1792, é e) O desfecho da Cabanagem, com perseguiçã o
transferida de Barcelos para o Lugar da Barra a feroz e massacre dos cabanos, deveu-se mais à
sede da Capitania de Sã o José do Rio Negro.  excitaçã o e ao ó dio dos mercená rios estrangeiros
d) Em 1832 é alterado o seu predicamento, do que ao ó dio de classe das elites brasileiras
passando de lugar para vila.  contra os pobres e nã o-brancos derrotados. 
e) Em 1848 é estabelecido o predicamento de
cidade, com a denominaçã o de N. S. da Conceiçã o da 7. Assinale a alternativa que situa corretamente o
Barra do Rio Negro.  movimento cabano na crise da Regência. 
a) Uns começavam a temer a violência crescente e a
5. Quando a Província do Amazonas foi criada pela pobreza das massas, como Clemente Malcher, que
Lei 592, de 05 de setembro de 1850, a mesma teve pretendeu manter a vinculaçã o ao Império e
asseguradas prerrogativas institucionais que a permanecer no poder indefinidamente. 
efetivavam como uma das divisõ es político- b) Os poderes legislativos dados à situaçã o pela
administrativas do Império do Brasil, como ter recente alteraçã o constitucional induziram as
direito a um Deputado e a um Senador na facçõ es regionais de oposiçã o a se aproveitarem
Assembleia Geral do Império e ter uma Assembleia politicamente das indefesas massas populares,
Provincial com vinte membros. Porém, a referida como na Cabanagem. 
lei reconhecia que a extensã o territorial da c) No movimento cabano, alguns, como o Cô nego
Província do Amazonas deveria ser a mesma de Batista Campos, esperavam fazer a maioria na
uma antiga divisã o jurisdicional, que passou a Assembleia Legislativa Provincial recém-criada,
existir quando o Grã o- Pará tornou-se província, para obter as reformas que defendiam. 
com a Constituiçã o de 1824. d) A instabilidade econô mica, social e política da
Assinale a alternativa correta quanto a esta antiga Amazô nia nos anos posteriores à independência
jurisdiçã o territorial à qual deveria corresponder a originava-se do agravamento da subordinaçã o da
extensã o da Província do Amazonas: elite local aos interesses britâ nicos desde o Ato
a) Comarca do Alto Amazonas Adicional de 1831. 
b) Comarca do Médio Amazonas e) O movimento cabano, apesar de abolicionista, foi
c) Comarca do Baixo Amazonas a continuaçã o da guerra de independência, também
d) Comarca do Rio Branco reprimida por esquadra britâ nica. 
e) Comarca do Rio Negro
8. “No Grã o-Pará , agitado desde a Revoluçã o do
6. “Examinando-se o movimento no que ele Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a Cabanagem
expressa como explosã o de multidõ es mestiças e – que se distinguiria dos demais movimentos do
indígenas da Província, contra a vida e a período pela amplitude que assumiu, chegando a
propriedade dos que desfrutavam de poder dominar o governo da província por alguns anos.” 
político, econô mico e projeçã o social, compreende-
se que a Cabanagem nã o pode ser inscrita na (Ilmar Rohlof de Mattos, Histó ria do Brasil
histó ria nacional como um episó dio a mais de Império.) 
aspiraçã o meramente política.” (A. C. F. Reis) 
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa
Cabanagem.  correta. 
a)  participaçã o intensa das massas de origem a) Os descendentes de índios nã o participavam de
indígena na Cabanagem do Pará deveu-se à nenhuma forma de manifestaçã o política e foram
apenas utilizados nos conflitos entre os grandes e) Uma manobra – fracassada – dos políticos
fazendeiros.  paraenses no sentido de abortar definitivamente o
b) A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer projeto de separaçã o do Amazonas do Pará . 
experiência anterior em conflitos, foi usada pelas
tropas do governo imperial contra os fazendeiros 11. (PMAM/ SD) O sistema de aviamento é formado
locais.  por uma cadeia de agentes, cujo primeiro elo
c) A Cabanagem foi o conflito em que os concede créditos a intermediá rios menores. Os
fazendeiros paraenses, reagindo à s intervençõ es do médios e pequenos intermediá rios, por sua vez,
Poder Moderador, exigiram a extinçã o do Conselho repassam o crédito recebido aos ú ltimos elos dessa
de Estado.  cadeia, que sã o os produtores diretos da atividade
d) A Cabanagem foi um conflito social semelhante à extrativa.
Balaiada, em que a participaçã o das forças CANNO, W. Raízes da concentração industrial em
oligá rquicas foi sempre secundá ria.  São Paulo. Ed. T. A. Queiroz. Sã o Paulo. 1983.
e) O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia
dominante, provocando a reaçã o armada da Assinale a alternativa que apresenta, na ordem
oligarquia oposicionista, que recorreu à s lideranças correta, a cadeia de agentes do sistema de
radicais e atraiu para o conflito a massa cabana.  aviamento.
(A) firmas exportadoras – casas aviadoras –
9. Com o nascimento do império brasileiro em seringalista - seringueiro;
1822, o Amazonas pretendia emancipar-se (B) casas aviadoras – comissariado – seringalista –
politicamente, contudo, ficou responsá vel pela colocaçã o;
gestã o política do Amazonas: (C) firmas financeiras – seringalista – seringueiro –
a) Governadores da Capitania de Sã o José do Rio casas exportadoras;
Negro.  (D) firmas exportadoras – seringalista – seringueiro
b) Juntas Governativas.  – empate.
c) Presidente da Província do Amazonas. 
d) Governador do Estado do Amazonas.  12. Assinale a alternativa que representa os
e) Governador da regiã o do Alto rio Negro.  elementos que foram indispensá veis à produçã o de
borracha em larga escala, durante o primeiro surto
10. O processo de criaçã o da Província do da borracha na Amazô nia/Acre: 
Amazonas é peculiar. Apó s ser aprovado pela a) Reforma agrá ria; inovaçã o técnica no corte da
Câ mara dos Deputados (1843), o projeto passou seringueira; e abertura de ferrovias. 
sete anos para ser apreciado pelo Senado. Entã o, b) Uma larga oferta de capitais; a incorporaçã o de
em julho de 1850 entrou em pauta, foi aprovado em novas á reas produtoras à s já existentes; e um
agosto e sancionado pelo Imperador no mês acréscimo de mã o-de-obra ao processo produtivo. 
seguinte. O que aconteceu, nesse momento, que c) Plantio racional de seringueiras; abertura de
justificaria tal celeridade para aprovaçã o de um ferrovias; e melhor qualificaçã o da mã o-de-obra. 
projeto que já estava há tanto tempo em d) Uma larga oferta de capitais; plantio racional de
tramitaçã o?  seringueiras; e abertura de rodovias. 
a) As pressõ es internacionais para a abertura do rio e) Inovaçã o técnica no corte da seringueira;
Amazonas à navegaçã o que recrudesceram nesse abertura de rodovias; e seringais de cultivo. 
momento, fazendo com que o Império se visse
premido a adotar medidas estratégicas para 13. (PMAM/ SD) “Os trabalhadores rurais,
garantir suas prerrogativas na regiã o.  formalmente livres, endividam-se junto ao
b) A força da pressã o do movimento autonomista proprietá rio que fornece os instrumentos de
no Amazonas que ganhou a adesã o de importantes trabalho, vestimenta e alimentos para as semanas
políticos paraenses como Joã o Batista Tenreiro iniciais, debitando o custo na conta de quem
Aranha.  trabalha. Como os ganhos jamais permitem a
c) Uma vigorosa reaçã o do Império brasileiro à s quitaçã o da dívida, o resultado é o trabalho
manobras internacionais dos EUA na tentativa de compulsó rio.”
criar um territó rio destinado aos ex-escravos,
libertos a partir da Guerra de Secessã o.  Magnoli, Demétrio. Geografia: a construção do
d) O avançado estado das negociaçõ es do governo mundo. Ed. Moderna. Sã o Paulo.2005.
brasileiro com a Argentina, Paraguai, Colô mbia e
Peru, para construçã o de uma rede comercial que A modalidade de trabalho apresentada no trecho
se estenderia da regiã o do rio da Prata até o Oceano acima é denominada sistema:
Pacífico.  (A) escravista;
(B) de barracã o;
(C) de arrendamento;
(D) de meiaçã o. e das massas dos cabanos que seguiam sua
liderança, converteu-se em rebeliã o de cunho
14. O produto final do seringueiro, o lá tex social.
defumado, deveria ser encaminhado ao “patrã o” (C) A rebeliã o dos cabanos, muito violenta pela
que em troca deveria lhe pagar. Como o seringueiro intensa participaçã o popular, manifestou-se contra
já vinha devendo desde o Nordeste, o saldo dessas a deposiçã o de D. Pedro I, a quem os mais simples
dívidas era difícil. Mas se por um lado o “patrã o” se devotavam.
exercia seu poder sobre o seringueiro, nã o raro o (D) A intervençã o estrangeira no Pará visou a
prendendo por dívidas, o pró prio patrã o, nessa controlar a desordem generalizada, evidente na
chamada “cadeia do aviamento” também estava confusã o ideoló gica dos cabanos, e nã o à mera
sujeito aos negociantes estrangeiros a quem repressã o da contestaçã o política, já tã o tolerada
exportava o lá tex coletado.  pelo Império.
(E) A Cabanagem começou como um conflito entre
LACERDA, Franciane. A vida e o trabalho nos os oligarcas Clemente Malcher e Lobo de Souza,
seringais. In FONTES, mas converteu-se em conflito social pelo
Edilza. Contando a Histó ria do Pará . V.I. Belém. E- radicalismo antiescravista.
Motion. 2002. 
16. Sobre o Sistema de Aviamento utilizado na
Milhõ es de brasileiros assistiram, pela TV Globo, à Amazô nia/Acre, a assertiva correta é: 
mini -série Amazô nia: de Galvez a Chico Mendes, a) tratava-se de uma técnica bastante avançada de
que mostrou, em vá rios de seus capítulos , cenas se cortarem as á rvores seringueiras. 
em que se evidenciavam as relaçõ es sociais de b) era uma espécie de empréstimo feito apenas por
conflito, presentes no espaço dos seringais, entre bancos brasileiros. 
seringueiros e seringalistas, a dependência dos c) constituía-se no modo pelo qual os seringueiros
primeiros à casa exportadora e esta à exportaçã o organizavam suas estradas de seringa. 
do lá tex para o exterior.  d) consistia no fornecimento de mercadorias das
casas aviadoras para os seringalistas e destes para
A partir da leitura dos textos acima e dos estudos as colocaçõ es dos seringueiros, sendo o pagamento
histó ricos sobre essa temá tica podemos afirmar feito com borracha. 
que as relaçõ es de trabalho, construídas no espaço e) era o documento necessá rio para quem recebia
dos seringais, se caracterizavam por um (a):  um seringal para administrar.
a) cadeia de dependências, envolvendo o
seringueiro, o seringalista e a casa aviadora que, em 17. O Sistema de Aviamento se constituiu no final
ú ltima instâ ncia, se subordinava ao capital do século XIX e início do XX, como uma forma
estrangeiro.  complexa, mas funcional, de organizaçã o da
b) sistema de exploraçã o da mã o-de-obra dos produçã o e comercializaçã o de borracha na
seringueiros pelos seringalistas, visto que estes Amazô nia brasileira. Para a eficá cia de seu
ú ltimos eram os que maior lucro tinham com a funcionamento contribuíram as articulaçõ es
exportaçã o do lá tex.  realizadas entre as seguintes estruturas e sujeitos
c) sistema em que o seringueiro se tornava escravo sociais: 
do dono do seringal quando nã o conseguia pagar I. As chamadas Casas Aviadoras nã o tiveram
suas dívidas, semelhante ao que ocorria na Grécia nenhuma vinculaçã o com as Casas Exportadoras. 
Antiga.  II. O seringueiro, como produtor direto da
d) sistema de trabalho assalariado em que os borracha, vendia sua produçã o de borracha
seringueiros, na sua maioria vindos do Nordeste, diretamente à s chamadas Casas Aviadoras. 
conseguiam juntar dinheiro e comprar seus III. As chamadas Casas Exportadoras participaram
pró prios seringais.  do financiamento e exportaçã o da borracha. 
e) dependência do seringalista em relaçã o ao IV. Os proprietá rios dos seringais da regiã o acreana
seringueiro, que tinha neste ú ltimo a ú nica mã o de venderam a sua produçã o de borracha diretamente
obra possível nos seringais.  à s Casas Exportadoras. 
V. Na produçã o e comercializaçã o da borracha
15. (UEA) A respeito da Cabanagem, assinale a quem menos lucrou foram os seringalistas. 
afirmativa correta.
(A) A Cabanagem foi o desdobramento das Considerando o que está acima evidenciado
rebeliõ es indígenas lideradas pelo Cô nego Batista marque a alternativa correta. 
de Campos e teve cará ter mais ingênuo e religioso
do que político. a) Todas as afirmativas estã o erradas 
(B) Iniciada como conflito entre oligarquias, a b) Apenas as afirmativas IV e V estã o erradas 
Cabanagem, pela participaçã o dos líderes exaltados c) Apenas a afirmativa III está correta 
d) Somente as afirmativas I e III estã o corretas  (D) A insatisfaçã o popular foi manipulada pelos
e) Apenas a afirmativa II está errada interesses anti-britâ nicos dos líderes exaltados
paraenses, suscitando a intervençã o de tropas
18. (UEA) “Quando no arquipélago Brasil, pela estrangeiras.
contingência nova da presença da Corte de Lisboa no (E) Nã o houve diferença substancial entre as
Rio de Janeiro (este) passava a exercer o seu papel revoltas do período regencial, caracterizando-se
de centro coordenador e de força de unificação da todas pela insubordinaçã o das massas contra as
colônia em vésperas de emancipação, a Amazônia oligarquias.
apresentava-se, no corpo do Império, como um
espaço sobre o qual ainda se poderia afirmar a 20. (UEA) “A Capitania do Grã o-Pará e Rio Negro
existência de uma fidelidade impressionante ao que era um Estado colonial bastante ligado a Portugal,
emanava do Reino”. tanto por laços familiares quanto por interesses
Artur César F Reis comerciais. Uma viagem de Belém a Lisboa,
Assinale a alternativa ERRADA a respeito do naqueles tempos de vela, durava cerca de vinte
Amazonas à época da independência. dias, contra quase dois meses até Sã o Luís e a
a) A preocupaçã o com a infiltraçã o ideoló gica jornada de três meses até o Rio de Janeiro.”
francesa nas fronteiras do Norte brasileiro, (Márcio Souza)
decorrente da expansã o napoleô nica, foi uma Assinale a alternativa errada a respeito do
motivaçã o para o estreitamento da vinculaçã o da processo de Independência no Grã o-Pará e Rio
regiã o Império Brasileiro. Negro.
b) A proposta, nas Cortes de Lisboa, da formaçã o de (A) Os interesses portugueses enraizados na regiã o
um vice-reino autô nomo no Amazonas refletiu, por deviam-se tanto à ligaçã o mais constante com a
um lado, o relativo isolamento da Regiã o Norte, economia e a vida metropolitana quanto à distâ ncia
mas enfatizou também a necessidade da do Sudeste.
intervençã o do Centro para garantir o propó sito (B) A demora do Rio Negro em aderir à
dominante na regiã o de manter-se integrada ao Independência deveu-se à sua acentuada
recente Império. indiferença em relaçã o ao Rio de Janeiro e à
c) A Importâ ncia econô mica do Extremo Norte, predominante influência das repú blicas espanholas
inclusive o Rio Negro, desde o período colonial em suas fronteiras.
traduzia-se na abundâ ncia das madeiras e produtos (C) As ideias de Batista de Campos eram ousadas
vegetais e extrativos, mas também de gêneros demais para parte da elite local e, sobretudo, para
tropicais exportá veis. José Bonifá cio, no Rio de Janeiro, a quem tanta
d) A riqueza vegetal da Amazô nia atraiu ameaças autonomia parecia inaceitá vel.
dos vizinhos holandeses, ingleses e irlandeses e (D) As missõ es do mercená rio Grenfell em Belém
preocupou as autoridades desde os tempos da eram depor a junta governativa pró -Portugal e
conquista até o início do Império. esmagar os patriotas e populares, ainda que
e) A preocupaçã o dominante do governo imperial recorrendo a fuzilamentos sumá rios e assassinatos
era com a tradiçã o separatista do Maranhã o, coletivos.
expressa desde a Revolta de Beckman, que poderia (E) Como em outras regiõ es do Brasil, patriotas
contagiar o Extremo Norte. como Felipe Patroni entusiasmaram-se com o
Portugal liberal das Cortes de Lisboa, mas
19. (UEA) Nas rebeliõ es da Regência, foram decepcionaram-se ao perceber-lhe a intençã o
mobilizados amplos contingentes da populaçã o recolonizadora.
mais pobre para atuarem nos conflitos entre as
classes dominantes de vá rias regiõ es. 21. A borracha brasileira propiciou o
Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente desenvolvimento industrial de vá rios países, mas
esses movimentos. na Amazô nia foi responsá vel apenas por um
(A) Na Cabanagem, emergiram a violência e os pequeno período faustoso, no qual, segundo se diz,
interesses populares no espaço aberto pela ruptura “uma minoria chegou a acender charuto com
do equilíbrio de poder entre os setores das classes dinheiro”. Dentre as alternativas, a que melhor
dominantes. caracteriza este pequeno período, do ponto de vista
(B) Na Cabanagem, o movimento da maioria econô mico, foi: 
escrava exigiu a aboliçã o do trá fico e independeu a) A criaçã o de indú strias de base produzindo
das lideranças exaltadas radicais. equipamentos que diminuíram a atividade
(C) No Pará , os diversos setores da classe predató ria e aumentaram a produtividade. 
dominante uniram-se e mobilizaram as massas b) A valorizaçã o da terra e a corrida aos cartó rios
trabalhadoras com grande coesã o e unidade contra para assegurar a posse dos coronéis de barranco. 
o predomínio do "Sul". c) O aumento do poder aquisitivo dos seringueiros
proveniente da prá tica do aviamento. 
d) A diversificaçã o da economia geradora do à demanda de algodã o e açú car no mercado
crescimento autossustentado.  internacional.
e) A introduçã o da navegaçã o a vapor e o (C) A guerra estimulou a produçã o de alimentos
investimento na compra destas embarcaçõ es pelo como o café e o açú car para o mercado externo,
capital nacional.  produzindo uma queda proporcional na exportaçã o
da borracha.
22. (UFAM) Euclides da Cunha ficou impressionado (D) Entre 1891 e 1900, a borracha chegou a ser o
com o regime espoliativo do aviamento e escreveu: segundo produto brasileiro mais exportado,
“(...) o homem, ao penetrar as duas portas que o originando na Amazô nia um pró spero pó lo
levam ao paraíso diabó lico dos seringais, abdica à s econô mico regional, mas declinou devido à
melhores qualidades nativas e fulmina-se a si concorrência do cultivo racional asiá tico.
pró prio (...) trabalha para escravizar-se”. (E) Apó s a Primeira Guerra, as exportaçõ es de
  todos os principais produtos brasileiros caíram,
(CUNHA, Euclides da. À Margem da Histó ria, I Parte, mas foram mais críticas as quedas do açú car e da
“Na Amazô nia, Terra sem Histó ria”.)  borracha.

A despeito da impiedade do sistema de aviamento, 25. Em 1892 a produção brasileira de borracha


ele sustentou a estrutura social na Amazô nia. correspondia a 61% da mundial e 50% do consumo
Dentre outros motivos, esta sustentaçã o deveu-se:  internacional... Entre 1852 e 1900 a exportação
a) À distribuiçã o de renda equitativa nos centros passa de 163t para 24.301.452t, um crescimento de
urbanos.  1.488.960%. Na década de 1850 a borracha
b) Ao peso da tradiçã o secular do escambo.  significava 2,3% das exportações, mas, entre 1901 e
c) À monetizaçã o da sociedade assentada no 1910, era o segundo produto das vendas globais do
mercado capitalista.  Brasil, com 28,2%.
d) À atrofia do setor terciá rio.  (Fragoso)
e) Ao estímulo da industrializaçã o.  Analise as seguintes afirmaçõ es:
I. A grande migraçã o nordestina favoreceu o cultivo
23. A produçã o de borracha na Amazô nia:  da seringueira em larga escala, tornando a
a) Favoreceu a ascensã o social do seringueiro.  Amazô nia o principal produtor mundial de
b) Propiciou o aparecimento do regatã o.  borracha.
c) Instituiu o barracã o como unidade produtiva.  II. Devido à baixa densidade demográ fica da
d) Incentivou o acú mulo de capital e do mercado Amazô nia, o crescimento extraordiná rio da
interno.  produçã o e da exportaçã o só foi possível com o
e) Consolidou o sistema de aviamento.  incremento da imigraçã o.
III. Por ser atividade extrativa de baixo padrã o
24. Analise o quadro. tecnoló gico, pressupunha a incorporaçã o de levas
crescentes de mã o-de-obra.
Assinale:
(A) se somente a afirmaçã o III estiver correta.
(B) se somente as afirmaçõ es I e II estiverem
corretas.
(C) se somente as afirmaçõ es I e III estiverem
corretas.
(D) se somente as afirmaçõ es II e III estiverem
corretas.
(E) se todas as afirmaçõ es estiverem corretas.

26. (UFAM) A recente historiografia sobre o


desenvolvimento urbano de Manaus tem
Com base na aná lise da tabela, assinale a asseverado que:
alternativa correta a respeito da economia da a) A importante modernizaçã o da cidade iniciada
borracha na Amazô nia. em fins do século XIX gerou também diversos
(A) Desde o fim da Primeira Guerra Mundial conflitos e problemas sociais em decorrência de
recomeçou a ascensã o das exportaçõ es de café, medidas segregadoras subjacentes aos projetos
desestimulando a produçã o de borracha para urbanísticos e de saneamento;
exportaçã o. b) O desenvolvimento urbano foi fruto da iniciativa
(B) A menor proporçã o da exportaçã o de borracha pioneira de Eduardo Gonçalves Ribeiro,
apó s 1918 deveu-se aos privilégios garantidos pela responsá vel pela aplicaçã o do projeto urbanístico e
Repú blica do Café-com-Leite à exportaçã o de café e pelas edificaçõ es mais suntuosas da cidade;
c) A riqueza gerada pela exploraçã o da borracha ao e) Na luta abolicionista, a Sociedade Emancipadora
mesmo tempo em que favoreceu o Amazonense foi opositora da prá tica de
desenvolvimento urbano de Manaus e seu manumissã o por indenizaçã o, por considerá-la
embelezamento, impediu o surgimento de inó cua ao objetivo de libertaçã o negra. 
contradiçõ es sociais, pela maior oferta de empregos
e pela adoçã o de melhores salá rios; 29. (PMAM/ OFC) Com relaçã o à cabanagem é
d) Por força da forte presença de ingleses e correto afirmar que:
franceses, a populaçã o da cidade incorporou (A) o movimento isolou-se do poder central e por
há bitos isso nã o conseguiu realizar seus objetivos;
europeizados, abandonando os costumes, valores e (B) o movimento apoiou-se nos contingentes de
prá ticas regionais. escravos fugitivos e nas ordens religiosas;
e) Todas as alternativas anteriores estã o corretas. (C) o movimento caracterizou-se pelo
envolvimento popular e por ter chegado ao poder;
27. Sã o aspectos relacionados a abertura do (D) o movimento desestruturou-se devido ao
Amazonas à navegaçã o estrangeira e a vapor, suborno das lideranças rebeldes pelo governo
exceto: provincial.
a) A introduçã o de navios a vapor na Amazô nia, foi
uma resposta relativamente rá pida que o governo 30. (PMAM) As definiçõ es relacionados à economia
brasileiro deu à crescente demanda mundial pela da borracha apresentadas a seguir estã o corretas,
borracha. com exceção de uma. Assinale-a.
b) A decisã o da abertura do Amazonas a navegaçã o (A) aviamento: sistema comercial em que o aviador
estrangeira pelo Império brasileiro ocorreu em fornece bens de uso e de consumo ao seringueiro e
funçã o das ameaças e das pretensõ es imperialistas compra a borracha produzida por ele;
que os Estados Unidos, a França e a Inglaterra (B) regatã o: nome dado ao barco, e também ao seu
alimentavam em relaçã o à Amazô nia, tanto para proprietá rio, responsá vel pelo transporte de
obter a livre navegaçã o, quanto pela necessidade mercadorias até o seringal e da borracha para os
imediata e crescente de borracha. grandes centros;
c) Foi concedido ao grupo empresarial liderado (C) seringueiro: proprietá rio de um determinado
pelo brasileiro Barã o de Mauá a concessã o de territó rio, que serve de base para a atividade
monopó lio à Companhia de Navegaçã o e Comércio extrativa, é o intermediá rio do sistema de
do Amazonas. aviamento;
d) A concessã o de monopó lio dado ao barã o de (D) colocaçã o: conjunto de estradas entregue à
Mauá perdurou durante todo o Segundo Reinado. exploraçã o de um seringueiro.
e) No contexto da Abertura do Amazonas à
Navegaçã o Internacional foi criada a Alfâ ndega de
Manaus e o estabelecimento de uma linha de
navegaçã o direta com a Europa.

28. (UFAM) Com relaçã o à escravidã o negra


africana na Amazô nia, podemos afirmar
corretamente que: 
a) O fraco desenvolvimento da escravidã o negra na
Amazô nia deveu-se, dentre outros motivos, à
insuficiência de capital para adquirir esta mã o-de-
obra e à relativa abundâ ncia de índios. 
b) Os primeiros escravos negros foram
introduzidos na Capitania do Rio Negro no período
pré-pombalino, por açã o da Companhia Geral do
Grã o-Pará e Maranhã o, em razã o do êxito da
economia de plantation. 
c) Em 24 de maio de 1884, Teodoreto Souto
libertou os escravos amazonenses em cumprimento
ao decreto-lei aprovado pela Assembléia Legislativa
Provincial, que abolia oficialmente a escravidã o
negra na Província do Amazonas. 
d) O fenô meno da depopulaçã o indígena e o cará ter
extrativista da economia amazô nica ocasionaram a
larga superaçã o quantitativa da mã o-de-obra negra,
em relaçã o à índia, circunscrita ao século XVII. 

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