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RESUMO DO CAPÍTULO I

PRESSUPOSTOS DA ATIVIDADE
FINANCEIRA
- O Estado Brasileiro é formado por três esferas de Poder e por três esferas
de Governo:

Esfera de Poder: Executivo, Legislativo e Judiciário, apesar do Ministério


Publico ter Orçamento autônomo.

Esfera Administrativa: Federal, Estadual e Municipal.

Objeto do Direito Financeiro: é a disciplina jurídica da Atividade


Financeira do Estado.

Direito Financeiro: é o conjunto de normas jurídicas que regulam a


receita, a despesa, o orçamento e o credito publico, ou seja, atividade
exigida pela coletividade.

- A Lei Maior consagra a existência autônoma do Direito Financeiro, no


seu artigo 24, quando determina que caberá a União, os Estados e o Distrito
Federal, legislar concorrentemente sobre Direito Financeiro.

Distinção das Ciências das Finanças e do Direito Financeiro:

Ciências das Finanças: nesta a atividade financeira é informativa, não é


exigida estuda os fenômenos da Receita, Despesa, Orçamento e o Credito
Publico, e tem como finalidade, fornecer ao Político dados para que possa
tomar as devidas decisões.

Direito Financeiro: encontramos a mesma atividade transformada em


Direito Positivo, e para tornar exeqüível. É, portanto, exigida.

- A Atividade Financeira do Estado é a procura de meios para satisfazer as


necessidades publicas.

- A Atividade Financeira do Estado resume-se em Obter, Despender, Gerir


e Criar que correspondem à Receita Publica, Despesa Pública, Orçamento e
Credito Publico respectivamente.
Fontes: A principal seria a Constituição Federal onde destaca alguns artigos
que são artigo 24 – Competência concorrente, disciplina orçamentárias
(165 a 169) Controle externo (arts 71 a 75) controle de dividas atraves do
Senado Artigo 52 incisos V, VI, VII, VIII e IX) a execução dos créditos
contra o Estado (art. 100) agora com redação determinada pela EC
62/2009).

Autonomia _ Segundo Celso Antonio Bandeira se diz que um direito é


autônomo quando tem princípios próprios que lhes da essa identidade.

A Constituição consagra de vez essa autonomia quando no artigo 24


determina que existe a legislação concorrente para a União, os Estados e o
Distrito Federal, excluindo portanto os Municípios.
RESUMO DO CAPITULO II

TEORIA DA ATIVIDADE FINANCEIRA


- Histórico: Escritos de Xenofonte (430 – 352 ac.) – Atenas – Grécia.
Aristóteles (384 – 322 ac.)
Cícero: Roma (107 a 42 ac.)

- Outras Ideologias: Socialistas


Marxismo
Keynesianismo

Estudo das Atividades Financeiras:

Finanças Neutras: Século XVIII e XIX Estado Liberal e Não


intervencionista.

Finanças Funcionais: Final do Século XIX – Intervencionista. Instrumento


de Ação Política, tendente a modelar a conjuntura econômica
Social.

Revelação de características consistentes da Atividade Financeira:

1. Presença constante de uma pessoa Jurídica de Direito Publico: Lei


especifica, ou seja, Lei 4.320/64 que estatui as normas de Direito
Financeiro para a elaboração dos Orçamentos da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios.

2. Atividade de Conteúdo Econômico: Atividade Econômica = geração


de bens e serviços e Atividade Financeira = fenômeno do ingresso ou saída
de recursos exclusivamente financeiros.

3. Conteúdo Monetário:

4. Instrumentalidade da Atividade Financeira: Compreendem Segurança


Publica Prestações de serviços de ensino, saúde, etc....

5. Instrumentalidade e Política econômica: - Não se preocupa com


desenvolvimento da estabilidade econômica, mas sim com o fenômeno de
preocupar com a obtenção, conservação e gastos dos meios monetários.
RESUMO DO CAPÍTULO - III

DESPESAS PÚBLICAS
Despesas Públicas: Aplicação ou dispêndio de certa quantia por parte da
autoridade ou agente publico competente, dentro de uma autorização
legislativa para exercício de fim a cargo do governo e para os órgãos
públicos.

Grupos de Despesas:

Orçamentárias: Integra o orçamento publico.

Extra-Orçamentária: Não integra o orçamento publico.

Aspectos da função econômica da Despesa Publica:

- A Despesa Publica assumiu características marcantes a partir do século


XIX:

- No inicio desse século era pequeno os gastos públicos.


- No final do século o Estado passou a interferir de modo intenso ao
atendimento aos cidadãos

- Nos países de “Renda Per Capita” elevada subsiste forte interferência do


poder publico no combate a miséria, a fome, a velhice e outras carências de
toda ordem.

- Nos países subdesenvolvidos aumenta os problemas de toda ordem, pois,


a renda sendo irrisória tira o poder do Estado em aplicar seus recursos
nesse sentido.

Art. 212 da Carta Magna de 1988 onde obriga:

- A União aplicar 18% da receita com impostos na educação.


- Os Estados, Distrito Federal e os Municípios, no mínimo 25% dos seus
impostos.

Evolução das Despesas Públicas: Adolf Wagner em sua obra no final do


século XIX chamou a atenção para o aumento da despesa publica.
Causas Aparentes do Aumento da Despesa Pública:

- Desvalorização Monetária
- Aumento da População
- Crescimento do PNB

Aliomar Baleeiro considera ilusório pois, o aumento da despesa provoca o


também um aumento da receita, ele aponta:

- Desvalorização Monetária
- Sistema de Contabilidade Publica
- Acréscimo de território
- Transferência de atividade privadas para o setor publico.

Ahumada/Luiz Emygdio

- Variação Monetária
- Escrituração de toada e qualquer despesa
- Anexação de território
- Aumento populacional
- Aumento da atividade por parte do Estado.

Causas Reais – Para Francesco Nitti

- Aumento contínuo da Despesa militar


- Grandes Obras Públicas
- Aumento das dividas publicas
- Desenvolvimento da Previdência Social
- Participação crescente das classes populares na vida publica.

Causas do Aumento Real Segundo Wagner, apontados na obra de


Aliomar Baleeiro:

- Progresso Técnico e a cumulação de capital


- Alteração do papel do Estado
- Influencias de guerras
- Causas financeiras
RESUMO DO CAPITULO – IV

Classificação das Despesas Públicas


- Com o volume das despesas publicas cada vez mais crescente faz
necessário um sistema de classificação dessas despesas.

- Torna-se fácil e interessante essa classificação, pois:


a) – Facilita a divisão dos poderes.
b) – Normatiza a distribuição de despesas e gastos Públicos.
c) – Lei 4.320/64

- HECTOR VILLEGAS – Classifica estas despesas utilizando os seguintes


critérios:

a) – Administrativo: Estabelecido de acordo com os diversos ramos de


administração em cada país
b) – Econômico – Despesas de funcionamento ou operacionais são as
próprias despesas de custeio.

- Despesas de Serviços. Estado troca um pagamento e recebe a


prestação de serviços correspondente. Despesas de Transferências que não
proporcionam quaisquer benefícios ao Estado.

- Despesas Produtivas – Visa o desenvolvimento dos


meios de produção e dos serviços colocados a disposição ou prestados
aos cidadãos.

Estudo das classificações das Despesas leva em consideração os inúmeros


aspectos dos quais enunciamos abaixo como classificação doutrinaria que
são:

I – Quanto a Forma:
- Despesas em espécie
- Despesas em Natureza: Vide arts. 100, 182 § 4º, III e art. 184
Constituição Federal

II – Quanto aos aspectos econômicos em Geral:


- Despesa real ou de serviços – caráter permanente
- Despesas de transferências – redistributivas
III – Quanto ao ambiente:
- Despesas internas
- Despesas externas

IV – Quanto a Duração:
- Despesas Ordinárias: despesas corriqueiras, pois, visam atender às
necessidades públicas estáveis
- Despesas Extraordinárias: Objetiva a satisfazer às necessidades
publicas acidentais não constantes do orçamento.
- Despesas Especiais: tem por finalidade atender às necessidades
públicas novas que surgem no decorrer do exercício

V – Quanto a Importância:
- Despesas Necessárias: Intransferível em virtude da necessidade
publica premente provocada pela comunidade.
- Despesas Úteis: embora não reclamada pela coletividade, e ainda
visando a atender às necessidades publicas urgentes é feita pelo Poder
Publico competente para produzir utilidade à comunidade.

VI – Quanto aos efeitos econômicos:


- Despesas Produtivas: Dupla satisfação, pois, além de satisfazer às
necessidades publicas, podem enriquecer o patrimônio.
- Despesas Improdutivas: Não gera beneficio de ordem econômica
revertida à favor da coletividade.

VII – Quanto a Mobilidade:


- Despesa Fixa: É aquela constante do orçamento publico e de caráter
obrigatório pela constituição – Arts. 169, 212 e EC 29/2000.
- Despesa Variável: contraria da despesa fixa, essa não existe
obrigatoriedade imposta pela Lei Maior.

VIII – Quanto a Competência:


- Despesas Federais.
- Despesas Estaduais
- Despesas municipais.

IX – Quanto ao Fim:
- Despesas de Governo: é a própria despesa publica uma vez que esta
despesa destina a manutenção dos serviços públicos estando representado
pelos / gastos com pagamento de seus servidores seja eles civis, militares,
emprego de materiais de serviços ou realização de obras publicas.
- Despesas de Exercício: aquela destinada a obtenção e utilização da
receita é a despesa contraída no sentido de sustentar a administração do
domínio / fiscal principalmente para administração financeira.

CLASSIFICAÇÃO LEGAL DAS DESPESAS PÚBLICAS

Classificação adotada pela Lei 4.320/64 que elaboram o controle dos


orçamentos e balanços públicos.

DESPESAS CORRENTES: - Não enriquecem o patrimônio.


- É necessária a execução dos serviços
públicos.

Dividem em:

- Despesas de Custeio: Objetiva assegurar o funcionamento dos serviços


públicos

- Despesas de Transferências: Cria rendimentos para o contribuinte sem


qualquer contra prestação. Tem o caráter redistributivo.

Exemplo Prático:

DESPESAS CORRENTES:
DESPESAS DE CUSTEIO:
- Pessoal Civil
- Pessoal Militar
- Material de consumo
- Serviços de Terceiros

DESPESAS DE TRANSFERENCIAS CORRENTES


- Subvenções Sociais
- Inativos
- Pensionistas

DESPESAS DE CAPITAL: - Determinam uma modificação do patrimônio


publico através de seu crescimento.

Dividem em:

- Despesas de Investimentos: Não revelam fins reprodutivos


- Despesas de Inversões Financeiras: Correspondem as aplicações feitas
pelo Estado e suscetíveis de lhe produzir rendas.
- Despesas de Transferências de Capital: São as que correspondem a
dotações para Investimentos ou inversões financeiras.

EXEMPLO PRÁTICO:

DESPESAS DE CAPITAL
INVESTIMENTOS.
- Obras Públicas.
- Equipamentos
- Material Permanente

INVERSÕES FINANCEIRAS
- Aquisições de Imóveis
- Participação em constituição ou aumento de capital de empresas
ou Entidade civil comercial ou financeira.
- Concessão de empréstimos.

TRANSFERENCIAS DE CAPITAL
- Amortização da divida publica
- Auxílios para obras públicas
- Auxílios para equipamentos e instalações.

AUTORIZAÇÃO DAS DESPESAS PÚBLICAS:

- As despesas somente podem ser realizadas mediante previa autorização


legal conforme prescreve os artigos 165 e 167 da Constituição Federal.

LIMITES DAS DESPESAS PÚBLICAS:

Dispositivos Legais que limitam as despesas públicas:


- Art. 169 - Gasto com pessoal ativo e inativo – Constituição Federal
- Art. 212 – Gasto com Educação – Carta Magna
- EC 29/2000 – Gasto com a área de saúde.

LEGALIDADE DAS DESPESAS PÚBLICAS:

- Art. 43 § 2º I a IV – Const. Federal


- Art. 63 e 64 da Const. Federal.

Ato da autoridade em contrario a essa regra importa em crime a serem


responsabilizados os chefes do Poder Executivo.
IMPEACHEMENT – Presidente da Republica
- Governadores de Estado
- Prefeitos.

Um sistema de classificação orçamentária adequada deve ser instrumento


de:
- Planejamento.
- Controle
- Tomada de Decisões
- Comunicação.

VANTAGENS DE UM SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO:

Para quem Utiliza: a) permite melhor conhecimento do assunto estudado


proporcionando maior facilidade de identificar novas relações, descobrir
traços comuns e diferencias, alem de identificar as duplicidades de esforços
b) facilita a uniformização da terminologia.
c) propicia sistematização adequada de pensamento.
d) reduz a pluralidade à unidade.
RESUMO DO CAPITULO – V
Ingressos/ Receitas Públicas:
Evolução Histórica da Receita Publica:

Os Doutrinadores dividem a evolução histórica da receita publica em


diversas fases sendo:

1. Parasitária: Mundo antigo, Estado vivia de extorsão, pilhagem, saque e


exploração do povo vencido ou mesmo os inimigos.

2. Dominial: Receitas decorrentes da exploração do patrimônio Público.


Idade média, ou seja, são rendas obtidas do domínio real e que constituíram
a fonte principal das receitas publicas.

3. Regaliana: Privilégios reconhecidos aos reis principalmente de explorar


diretamente determinados serviços ou conceder esse direito a terceiros
mediante pagamento do Estado de uma determinada contribuição regalias.

4. Tributária: Estado obtém seus recursos através da coação aos cidadãos


mediante a imposição de tributos, e que passou a constituir fonte principal
da receita publica.

5. Social: Passa a usar o tributo com finalidade extrafiscal onde o objetivo


de sua criação é resolver determinado problema no campo econômico
social. Nesse sentido procura limitar através da legislação tributária ações
individuais, como tabagismo, alcoolismo, além de exercer controles da
balança comercial e a manutenção das reservas cambiais.

Ingressos ou Entradas: Nem todo ingresso constitui uma receita publica,


pois alguns ingressos podem ser caracterizados como movimento de fundos
sem qualquer acréscimo ao Patrimônio Público. Fica condicionados a
restituição posterior ou representam mera recuperação de valores
emprestados ou cedidos pelo governo.
Receita Publica: reserva-se ao ingresso que se faz de modo permanente no
patrimônio estatal e que não esteja sujeito à condição devolutiva.

Receitas Públicas: É a entrada que integrando ao patrimônio publico, sem


qualquer reserva, condição ou correspondência no passivo, vem acrescer
seu vulto como elemento novo e positivo.
INGRESSOS /RECEITAS PUBLICAS.
(Aliomar Baleeiro)

1º - MOVIMENTO DE FUNDOS OU DE CAIXA:

a) – Empréstimos ao Tesouro;
b) – Restituição de Empréstimo do Tesouro;
c) – Cauções, fianças, depósitos e indenizações de Direito Civil.

2º - RECEITAS: OU TEORIA ALEMÃ

I – ORIGINÁRIAS OU DE ECONOMIA PRIVADA, ou DIREITO


PRIVADO OU VOLUNTARIO:

a) – A Titulo Gratuito – Doação Pura e simples;


- Bens Vacantes;
- Prescrição Aquisitiva.

b) – A Titulo Oneroso – Doações de Legado sob condição;


- Preços Quase Privados;
- Preços Públicos;
- Preços Políticos (taxas)

II – DERIVADOS DE ECONOMIA PUBLICA DE DIREITO


PUBLICO OU COERCITIVAS:

a) – Tributos – (impostos, taxas e contribuições de melhorias)


b) – Multas, penalidades e confisco;
c) – Reparação de guerras.

CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS SEGUNDO LEI 4.320/64.

Segundo o artigo 11 da Lei 4.320/64 são elas as Receitas:

CORRENTES: São aquelas oriundas do poder de império do Estado, bem


como as atividades de natureza privadas relacionadas com a exploração do
Patrimônio Estatal por meio de serviços, atividades comerciais, industriais,
as quais o Estado tem interferido em nosso sistema econômico.
CAPITAL: Conhecidas como secundárias, resultam da efetivação das
operações de credito, a alienação de bens, amortizações de empréstimos,
abarcando assim os recursos recebidos de pessoas de Direito Publico ou
Privados, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de
Capital e, ainda o Superávit do Orçamento Corrente.
Exemplos Práticos:

RECEITAS CORRENTES:
- Receitas Tributárias;
- Receitas de Contribuições;
- Receitas Patrimoniais;
- Receitas Agropecuárias;
- Receitas Industriais;
- Receitas de Serviços;
- Outras Receitas Correntes;
- Transferências Correntes.

RECEITAS DE CAPITAL:
- Operações de Credito;
- Alienação de Bens;
- Amortização de Empréstimos.
- Transferências de Capital
- Outras Receitas de Capital
- Superávit do Orçamento Corrente.

Receitas Orçamentárias: Aquelas que integram o Orçamento Público.

Receitas Extra-Orçamentárias: São aquelas que não podem ser previstas


no orçamento e tem o caráter transitório.

Exemplos de Receitas Extra-Orçamentárias: São aqueles recursos


recebidos de fianças, cauções, descontos em folha de pagamento a favor de
terceiros, retenções do Imposto de Renda na fonte, Salários não
reclamados, depósitos públicos pertencentes a terceiros.

Superávit do Orçamento Corrente: Origina-se da diferença positiva entre


as receitas e as despesas correntes, ou seja, é aquela resultante do
balanceamento das receitas e despesas correntes.
ESTÁGIOS DA RECEITA:

Previsão: é a estimativa de quanto se espera arrecadar durante o exercício.

Lançamento ou fixação: é a identificação do devedor ou da pessoa do


contribuinte. Pode ser objeto da individualização do contribuinte, os
impostos diretos e aqueles que recaem sobre a propriedade e a renda a
ainda os indiretos.

Arrecadação da Receita: está ligado aos pagamentos realizados


diretamente pelos contribuintes às repartições fiscais e rede bancaria
autorizada, e que dividem em Agentes Públicos e Agentes Privados.

Recolhimento: Compreende o ato da entrega do numerário arrecadado


pelos agentes de arrecadação às autoridades superiores de que
imediatamente dependem, portanto, é a entrega do produto da arrecadação
pelas referidas repartições e estabelecimentos bancários ao Banco do Brasil
para credito da conta Receita da União do Tesouro Nacional ( ou bancos
Estaduais para credito da Conta Receita Estadual ou da conta Receita
Municipal do Tesouro Municipal, conforme o caso)

FONTE: é o agrupamento de receitas por natureza sob determinados


códigos, consoante a vinculação legal dos respectivos dispêndios.
RESUMO DO CAPÍTULO - VI

ORÇAMENTO PÚBLICO
ORIGEM: João Sem Terra
Ano 1215 – Carta Magna - Condicionavam a cobrança dos
Tributos
“Scutages” ao consentimento do Conselho do Reino.

No Brasil: Período Colonial – Exploração aurífera na colônia, pois, no


inicio o recolhimento era feito com tranqüilidade devido a grande
produção.

Com o declínio da Produção: Acumulo de dificuldades, na declaração do


valor efetivamente arrecadado aumentando a sonegação, onde provocou a
“Derrama”. E posteriormente a “Inconfidência Mineira”.

- Com a vinda da família real em 1808, iniciou o processo de estruturação


do Estado.

- A Constituição de 1824, no seu artigo 36 § 1º atribuía a Câmara dos


Deputados a iniciativa das leis sobre os impostos, onde teve seu primeiro
Orçamento em 1830.

Ate hoje apresenta grande evolução, até a concepção do modelo atual


fixado pela Constituição de 1988.

Definição:

Orçamento etimologicamente significa orçar, dar


rumo, planejar na busca de se caminhar com eficiência para se atingir
eficácia da gestão fiscal.

Composição do Orçamento:
- Plano de Custeio dos Serviços Públicos
- Plano de Investimentos e inversões Financeiras
- Plano de transferências Correntes e de Capital.
- Previsão de arrecadação de receitas correntes e de capital.
Aspectos diversos do Orçamento:

a) – Jurídico: natureza do ato orçamentário à luz do Direito.


b) – Político: revela transparência em proveito de grupos sociais e
determinadas regiões.
c) – Econômico: efeitos e impactos causados na política fiscal.
d) – Técnico: Estabelecimento de regras práticas para a realização dos
fins indicados:
Exemplo: Classificação clara metódica e racional das receitas e
despesas públicas.

Natureza Jurídica do Orçamento:

- Alguns dizem que a natureza jurídica do orçamento não existe uma vez
que trará de um simples ato administrativo.
- Outros aceitam como Lei, pois é concebido como planejamento de
receitas e despesas onde ganha vida perante o direito ao ser jurisdicizado
por meio de Lei Orçamentária – Lei 4.320/64 – Lei Material.
- Entretanto – não resta duvida que o orçamento é lei em sentido formal
porque que esta previsto na Lei maior de nosso ordenamento, onde atende
aos requisitos do processo legislativo conforme artigo 59 CF.
- Logo é Lei Ordinária temporária – haja vista ser elaborada para vigorar
em um determinado exercício financeiro, que tem a duração de 01 (um)
ano.
- Enfim, sabemos que é uma Lei Especial, mas seu conteúdo é de mero ato
administrativo, pois a finalidade do orçamento esta no fato de prever
receitas e despender gastos, não podendo versar sobre outra matéria que
não seja estritamente atinente a uma Lei Orçamentária.

Da elaboração/Autorização Orçamentária:

- Tradicionalmente a elaboração orçamentária inicia-se cerca de 8 (oito)


meses antes do encerramento do período.

Ciclo Orçamentário:

1. Iniciativa do Executivo: No caso da União o Presidente da Republica


conforme determina o Art. 84, XXIII, Constituição Federal.
2. Na ausência da Lei prevalecem as normas do artigo 35 § 2º da
ADCT.
O Art. 165, § 9º CF, dispõe sobre exercício financeiro a vigência dos
prazos para elaboração do PPA, LDO e LOA. Então, enquanto não
aprovada a Lei Complementar prevalecem tais normas:

a) – Projeto PPA – Feito para produzir vigência até o final do


primeiro exercício financeiro subseqüente ao mandato do executivo.
Será encaminhado até 04 (quatro) meses antes do encerramento do 1º
exercício financeiro.

b) Projeto da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) – Em regra é


encaminhado ate 08 (oito) meses e meio antes do encerramento do
exercício financeiro.

c) Projeto de Lei do Orçamento Anual (LOA) – Será encaminhado


até 04 (quatro) meses antes do encerramento do exercício financeiro
e devolvido para sanção, até o prazo para o encerramento da sessão
legislativa.

- O Presidente da Republica terá 15 (quinze) dias úteis, a contar da data do


recebimento do projeto para sancioná-lo.

- Poderá vetar no todo ou em parte, comunicando o fato em 48 (quarenta e


oito) horas ao Presidente do Senado Federal, expondo seus motivos.

- O silencio importa em sanção.

3. Hipóteses de prorrogação do orçamento.

A Constituição silencia quanto a essa hipótese, todavia a Lei 7800 de


10/07/1989 em seu artigo 50 Parágrafo Único determina a
prorrogação do orçamento com base nos dados do orçamento
anterior na razão de 1/12 (Um doze avos) das dotações até que o
novo venha ser publicado.

4. Apreciação em conjunto pelas duas Casas do Congresso


Nacional.

- O artigo 166 da Constituição Federal de 1988, prescreve que os


projetos orçamentários devem ser apreciados pelas duas casas do
Congresso Nacional.
5. Competência da Comissão Mista.

O § 1º do artigo 166 da Constituição Federal dispõe que o Congresso


Nacional deverá constituir uma Comissão Mista de Senadores e
Deputados de natureza permanente para examinar e emitir parecer
sobre os projetos orçamentários.

6. Competência Limitada para apresentação das emendas:

O artigo 166 § 3º só admite a aprovação de emendas a LOA, desde


que as mesmas atendam de forma cumulativa aos seguintes
requisitos;

a) Seja compatível com o PPA e a LDO.


b) Indiquem os recursos necessários admitidos apenas os
provenientes de anulação de despesas excluídos as que
indicam sobre as dotações para pessoal e seus encargos,
serviços da divida e transferências constitucionais.
c) Sejam relacionados com a correção de erros ou omissões, ou
com os dispositivos do texto do projeto Lei.

PROJETO DA LEI ORÇAMENTÁRIA


(Cronograma no Congresso)

31/Ago.
LEGISLATIVO ←← EXECUTIVO
→→
15/Dez.
SET: → Proposta chega ao Congresso
→ Audiências Publicas Regionais
OUT:→ Parecer preliminar
→ Emendas ao Orçamento
NOV:→ Relatórios Setoriais
→ Relatórios Gerais na Comissão Mista
DEZ: → Relatório Geral no Congresso.
RESUMO DO CAPÍTULO VII
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS:
- São regras que coordenam o ordenamento jurídico e que dirigem a
sociedade em determinado momento, e sendo assim o Direito Financeiro
que tem como estudo principal o orçamento, este não poderia ficar a parte
desse ordenamento.

PRINCÍPIO DA UNIDADE:
- Segundo esse principio o orçamento deve ser uno, isto é deve existir
apenas um orçamento e não mais que um para cada exercício financeiro.
- Está consignado na Lei 4.320/64 no seu artigo 2º e o artigo 165 § 5º da
Constituição Federal, pois classicamente, esse princípio reflete a
necessidade da administração ter apenas um único orçamento.

ORÇAMENTO FISCAL: Refere aos Poderes do governo, seus Fundos,


Órgãos, Entidades de Administração Direita e Indireta inclusive Fundações
Instituídas e mantidas pelo Poder Publico.

DE INVESTIMENTOS: Diz respeito às empresas em que o governo direta


ou indiretamente detenha a maioria do capital social com direito a voto.

SEGURIDADE SOCIAL: A Seguridade Social dos funcionários lotados na


administração publica, terá um orçamento, ou seja, será destinada uma
dotação para custeio da previdência, desde que seja de seus próprios
servidores nos termos do artigo 195 § 2º CF/88.

- Após conclusão do Principio da Unidade podemos observar através do


gráfico demonstrativo abaixo o detalhamento deste principio onde poderá
ser visualizado de forma compreensível e detalhado.

ORÇA – 1 ORÇA – 2 ORÇA – 3


Fiscalidade 30% 70% 20%
Investimentos 50% 5% 30%
Seguridade Social 20% 25% 50%
TOTAL 100% 100% 100%
- Como podem ser verificados acima todos eles são elaborados separados,
para ao final ser transformado em uma só unidade, daí essa nomenclatura
ou denominação.

PRINCIPIO DA ANUALIDADE:

- Principio da Anualidade também denominada de Periodicidade esta


consignada no Artigo 2º da Lei 4.320/64. No Brasil observa-se tal Principio
expresso também no artigo 34 da Lei 4.320/64 que determina que esse
período coincida com o ano civil. Enfim, determina esse principio que o
Orçamento deve ser elaborado para um período correspondente a 01 (um)
ano. A vigência periódica do Orçamento fundamenta-se nas seguintes
razões:

a) Previsão Orçamentária não poderia ter existência ilimitada sob pena


de ficar fora do alcance da capacidade humana.
b) Sendo periódico há um maior controle quanto sua execução.
c) Sendo assim o contribuinte estará mais protegido, pois se for
periódico, pode fazer uma revisão na carga tributária e adaptá-la as
necessidades do Estado.

PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE:
Consagra que no orçamento deve conter todas as receitas e todas as
despesas da administração. Portanto refere aos Poderes, seus Fundos, seus
Órgãos e Entidades de administração direta e indireta. No artigo 165 § 5º
da CF observamos quando o Legislador estatuiu a abrangência da Lei
orçamentária o orçamento fiscal de todos os poderes órgãos ou fundos, o
orçamento de investimentos das empresas estatais e o orçamento da
Seguridade Social também abrangente a todos os Poderes, Órgãos ou
Fundos.

PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO:

- Este Princípio confunde com a Universalidade no Orçamento entretanto,


no Principio da Universalidade o que observa é uma uniformidade de
tratamento a todos os Órgãos da Administração o que fez com que alguns
autores inseriram o principio do Orçamento Bruto como Universalidade.
- Este principio expresso no artigo 6º da Lei 4.320/64 determina que todas
as receitas e despesas devem constar da Lei orçamentária pelos seus totais
vedadas quaisquer deduções.

PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE:
- Este Principio determinado no artigo 165 § 8º da CF/88 determina que o
Orçamento em hipótese alguma deva conter dispositivo estranho a previsão
de receita e a fixação da despesa. Nesse caso o principio expressa que o
orçamento deve versar somente sobre receitas e despesas, ou seja, na lei
orçamentária é proibido inserir qualquer instituto diferente dessa matéria.

PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO DE


VERBAS:
- Esta assinalado na CF/88 no seu artigo 167, VI e VIII, pois ele veda a
transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma
categoria de programação para outra ou de um órgão para outro sem previa
autorização Legislativa, bem como a utilização sem autorização legislativa
dos recursos do orçamento fiscal e da Seguridade Social para suprir
necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações ou fundos.

PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO DA RECEITA:

- Esta determinada no inciso IV do artigo 167 da CF/88 que estatui a


vedação do vinculo de receitas com arrecadação dos impostos a órgão,
fundo ou despesa, ressalvados a repartição do produto da arrecadação a que
estabelece a constituição em seus artigos 158 e 159 (FPE, FPM, FCO,
FNO, FNE) e a destinação de recursos para o ensino determinado pelo
artigo 212 CF/88. Portanto nesse principio verifica a não mutilação das
verbas publicas, liberando o Estado para utilizar sua disponibilidade dentro
dos parâmetros que ele próprio estabelece como metas, objetivos e as suas
preferências e as vezes até a prioridade.

PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO,
ESPECIALIZAÇÃO OU DISCRIMINAÇÃO:
- Este princípio previsto no artigo 5º da Lei 4.320/64 determina que o
orçamento não estabeleça dotações globais para atender as despesas, ou
seja, deve ser classificado com nível de detalhamento e de desagregação de
modo que venha facilitar a analise por parte das pessoas. Pois no artigo 15
da Lei 4.320/64 estabelece que a discriminação das despesas far-se-á no
mínimo por elementos, entendendo-se que elementos são os
desdobramentos das despesas sejam com pessoal, material, serviços, obras
etc...
- Nesse principio a exceção feita à Reserva de Contingência, pois no artigo
91 Dec. Lei 200/67 com redação dada pelo Dec. Lei 900/69 que diz o
seguinte: Sob denominação de Reserva de Contingência o orçamento anual
poderá conter dotação global não especificamente destinada a determinado
programa ou unidade orçamentária cujos recursos são utilizados para
abertura de créditos suplementares quando se evidenciarem insuficientes
durante o exercício, as dotações orçamentárias constantes do orçamento
anual.

PRINCÍPIO DO EQUILIBRIO:

- Este Princípio determina que em cada exercício financeiro o montante das


despesas não deve ultrapassar a receita prevista para o período. O
Equilíbrio é considerado por vários doutrinadores como regra fundamental
em qualquer orçamento. Pois sua importância esta no fato de que este
princípio constitui um meio de limitar os gastos do governo aos seus
ingressos. Salientamos que o equilíbrio e a previsão de arrecadação devem
ser iguais às despesas:
Sendo assim a equação seria: R= D
Nunca: R > D
R < D.

PRINCIPIO DA PUBLICIDADE:
- Ao contrario daquilo que os cidadãos pensam, são eles os verdadeiros
titulares dos recursos orçamentários, por isso devem tomar conhecimento
de todas as etapas que antecedem ou sucedem a aplicação desses recursos.
- A transparência deve ser constante nesse principio pois, este é o fato que
leva as leis orçamentárias serem publicadas e divulgadas de forma clara
(Principio da Clareza) e precisa (Principio da Exatidão) possibilitando
assim o denominado controle social da Administração Publica.

PRINCIPIO DA LEGALIDADE:

- Em toda disciplina temos como principio basilar o da Legalidade e o


orçamento que vem disciplinado no artigo 5º, II CF/88 diz que: “ninguém
será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de
lei”
- Observa-se este principio também consagrado no caput do artigo 37 da
CF/88 onde menciona o Principio da Legalidade no âmbito da
Administração Publica, pois, por dedução o Principio da Legalidade tem-se
em conta o Principio da Indisponibilidade das receitas publicas. Portanto os
bens e o patrimônio publico pertencem à coletividade o que faz que a
ninguém seja dado o direito de utilizá-los livremente.

OS CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS ADICIONAIS:


Estes estão regulados pelos seguintes dispositivos:
Artigo 167, Inciso V §§ 2º e 3º da CF/88.
Artigo 40 a 46 da Lei 4.320/64
Artigo 72 do Dec. Lei 200/67.
São eles os créditos Adicionais: Suplementares
Especiais
Extraordinários.

CARACTERISTICAS PRINCIPAIS DOS CRÉDITOS


ADICIONAIS:

CRÉDITOS SUPLEMENTARES:

- São aqueles destinados a atender reforço de dotação orçamentária que se


mostrou insuficiente para atender as despesas exigidas pelo interesse da
administração e não podem exceder a quantia fixada como limite pela Lei
Orçamentária.

- É, portanto destinado ao reforço de dotação orçamentária já existente.

Espécie: Suplementares:

Finalidade: Reforço de Orçamento.

Autorização: Prévia, podendo ser incluída na própria lei do orçamento ou


em lei especial.
Forma de Abertura: Decreto do Executivo ate o limite estabelecido em
Lei, Observação é decreto deste que tenha estabelecido na Lei
Orçamentária.

Recursos: Indicação Obrigatória:

Valor/Limite: Obrigatório, indicado na lei de autorização e no decreto de


abertura.

Vigência: No exercício em que foi aberto.

CRÉDITOS ESPECIAIS:

- È aquele destinado a atender as despesas para as quais não haja dotação


orçamentária especifica e visam satisfazer necessidades novas surgidas no
decorrer do exercício financeiro. O Credito Especial cria novo item de
despesa para atender a um objetivo não previsto no orçamento.

Espécie: Especiais

Finalidade: Atender programas não contemplados no orçamento.

Autorização: Previa em lei especial.

Forma de Abertura: Decreto do Executivo até o limite estabelecido em


lei.

Recursos: Indicação obrigatória.

Valor/limite: Obrigatório indicado na lei de autorização e no decreto de


abertura.

Vigência: No exercício em que foi aberto.

Prorrogação: Só para o exercício seguinte, se autorizado em um dos


quatro últimos meses do exercício.

CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS:

- É aquele destinado a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as


decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade publica.
Caracteriza-se assim:
a) - pela imprevisibilidade do fato, que requer ação urgente do Poder
Publico.
b) - Por não decorrer de planejamento e, pois, de orçamento.
Independem da existência previa de recursos disponíveis. Podem ser
abertos por Medida Provisória, nos termos do artigo 167 § 3º CF/88.

Espécie: Extraordinários

Finalidade: Atender despesas imprevisíveis e urgentes

Forma de Abertura: Por meio de Medida Provisória.

Recursos: Independente de indicação.

Valor/Limite: Obrigatório, indicado na medida provisória.

Vigência: No exercício em que foi aberto.

Prorrogação: Só para o exercício seguinte, se autorizado em um dos


quatro últimos meses do exercício.

RECURSOS DISPONÍVEIS:

Consideram-se recursos disponíveis para fins de abertura de créditos


suplementares e especiais:
- As Reservas de Contingência;

- O Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício


anterior;

- Os provenientes do excesso de arrecadação;

- Os resultados de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou


de créditos adicionais autorizados em lei;

- O produto de operações de crédito autorizado em forma que juridicamente


possibilite ao poder executivo realizá-las.

EXCEÇÕES A ALGUNS PRINCIPIOS ORÇAMENTÁRIOS:


LEGALIDADE: Exceção aos créditos extraordinários do artigo 167 § 3º
CF/88, onde autoriza a abertura desses créditos por Medida Provisória, que
não constitui em uma lei.

ANUALIDADE: Créditos Adicionais: Suplementares;


Especiais
Extraordinários

ESPECIFICAÇÃO: Reserva de Contingência;

EXCLUSIVIDADE: Créditos Suplementares – contratação por ARO – Lei


4.320/64 artigo 7º, I e II.

NÃO AFETAÇÃO: - Transferências Constitucionais – FPE, FPM


- Aplicação receita impostos da União 18% (dezoito)
p/cento Estados/Municípios de 25% no desenvolvimento do ensino.
- Aplicação receitas de impostos nas ações/serviços
públicos de saúde (EC 29, artigo 198 § 2º Constituição Federal.

UNIVERSALIDADE:
a) – sumula 66 STF, é legitima a cobrança do tributo se houver sido
criado após o orçamento, não antes do respectivo exercício
financeiro.
b) – Receitas despesas operacionais (correntes) das empresas publicas e
sociedades de economia mista considerada estatais independentes.
c) – as receitas extra-orçamentária não possuem natureza orçamentária
– Observar o artigo 3º - Parágrafo único da Lei. 4.320/64.
RESUMO DO CAPÍTULO - VIII

DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Cumprido o ciclo procedimental do diploma
orçamentário começa a execução das despesas previstas no orçamento para
o exercício:

Base Legal: Artigo 37, XXI Constituição Federal


Lei 8666/93 – Processo de Licitação.

Estágios os fases da Execução da Despesa Publica:

1. - EMPENHO: Cria obrigação de pagamento pendente ou não por parte


do Poder Publico de conformidade com o artigo 58 da Lei. 4.320/64. Assim
sendo é uma medida preliminar correspondente a dedução de uma
determinada dotação orçamentária da parcela relativa ao pagamento de uma
conta de despesa e não pode exceder o limite de credito autorizado ou
concedido. Para cada Empenho deverá ser extraído documento denominado
de NOTA DE EMPENHO, que poderá ser dispensado no caso das
despesas oriundas de determinação constitucional ou legal, mas jamais
existe a despensa do Empenho. Na Nota de empenho deverá conter os
seguintes requisitos: Nome do Credor, especificação e importância das
despesas e a dedução da verba correspondente.

Tipos de Empenho: Ordinário, Estimativa e Global.

Ordinário: Para atender as despesas comuns, ou seja, aquele que não


apresenta nenhuma característica especial. Seu pagamento deve ocorrer de
uma só vez.

Estimativa: E usado quando não se pode determinar com exatidão os


valores das despesas, geralmente contraída periodicamente, porém
heterogênea, tais quais as despesas com Água, Energia Elétrica, telefones,
Locação e outros custos variáveis.
Global: Entende-se como empenho global aquele para atender as despesas
com montante previamente conhecido, tais como aquelas contratuais ou
sujeitas ao parcelamento. Exemplos. Contratos de alugueis, prestação de
serviços de terceiros, etc,.

Anulação do Empenho/Anulação Despesas:

A anulação do empenho da despesa far-se-á também através da NOTA DE


EMPENHO, com o mesmo numero de vias e destino:

O EMPENHO deverá ser anulado no decorrer do exercício da seguinte


forma:

PARCIALMENTE: quando seu valor exceder o montante da despesa


realizada.

TOTALMENTE: quando o serviço contratado não tiver sido prestado, ou


ainda quando o material requisitado não tiver sido entregue ou ainda
quando o empenho tiver sido emitido de forma incorreta.

No encerramento do exercício quando o empenho se referir a despesas não


liquidadas, salvo aquelas que se enquadrarem nas condições previstas para
a inscrição em RESTOS A PAGAR.

2. – LIQUIDAÇÃO: É o segundo ato, ou seja, segundo estagio da despesa


em que consiste na verificação de um direito adquirido pelo credor
mediante o exame dos documentos e títulos comprobatórios do seu
respectivo crédito. Vide Artigo 63 da Lei 4.320/64.

A finalidade da liquidação é apurar:


- O que se deve pagar?
- Por que se dever pagar?
- E a quem se paga?

Deveria, entretanto esta fase do processo da execução da despesa publica


ter outra denominação, para não confundir com o pagamento que na
realidade, é o ato de apurar e liquidar a despesa.

3. PAGAMENTO: Antes de efetuar o pagamento da despesa, deve passar


pelo ordenador da despesa que seria o despacho da autoridade competente
que depois de realizada as duas primeiras fases determinam o pagamento
da despesa. Este é o ultimo estagio da despesa, é o ato pelo qual e entregue
o numerário ao credor sendo assim o Estado recebe a quitação de uma
obrigação. A ordem de pagamento é o despacho exarado pela autoridade
competente determinando que a despesa seja paga. Será efetuado por
tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por Agencias bancarias
credenciadas, e em casos excepcionais poderá ser feito por meio de
adiantamentos desde que não sejam de valores expressivos.

OUTRAS MODALIDADES DE CONTROLES NO SETOR


PÚBLICO:

RESTOS A PAGAR: Sendo adotado o regime de competência para as


despesas, e fixados os limites do exercício financeiro, a lei cuidou em
estabelecer alguns procedimentos técnicos contábeis para o encerramento
do exercício financeiro. Para tanto criou o denominado RESTOS A
PAGAR, que existe apenas e tão somente na CONTABILIDADE
PUBLICA, também conhecidos como RESIDUOS PASSIVOS. Portanto,
os Restos a Pagar seriam as despesas empenhadas até o dia 31 de dezembro
de cada exercício e não pagas até esta data.

PROCESSADOS: São despesas que cumpriu integralmente os dois


primeiros estágios das despesas, faltando somente a efetivação do
pagamento.

NÃO PROCESSADOS: Nesse caso só foi cumprido o primeiro estagio da


despesa que seria o EMPENHO, sendo necessário que o cumprimento
dessa fase inicial tenha sido integral.

O objetivo desta distinção é de orientar a administração no sentido de


direcionar em relação a programação dos recursos para o cumprimento da
obrigação, pois, obviamente serão priorizados os pagamentos dos RESTOS
A PAGAR PROCESSADOS, haja vista já haver cumprido as duas etapas
da execução da despesa, ou seja o empenho e a liquidação, uma vez que já
esta averiguado o direito do credor.

A inscrição terá validade até 31 de dezembro do exercício posterior, por


uma adoção de todos os Estados e os Municípios, por meio de legislação
suplementar, uma vez que não é previsto na Lei 4.320/64. Entretanto,
findando os saldos remanescentes serão cancelados, porém permanecera
em vigor o crédito, ou seja, o direito do credor que só prescreverá após 05
(cinco) anos do dia da inscrição.
Quanto aos RESTOS A PAGAR A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
no seu artigo 42, veda o governante a contrair dívidas nos 02 (dois) últimos
quadrimestres de seu ultimo ano de mandato.
SUPRIMENTOS DE FUNDOS/ADIANTAMENTOS.

Este regime de adiantamento também denominado de SUPRIMENTO


INDIVIDUAL ou SUPRIMENTOS DE FUNDOS está previsto no artigo
68 da Lei 4.320/64 e no Decreto 200/67 no seu artigo 74 § 3º, pois
corresponde a despesas expressamente definidas em lei e consiste na
entrega de numerário a servidor afiançado, sempre precedido de empenho
na dotação própria, para o fim de realizar despesas que não possam
subordinar-se ao processo norma de aplicação.

É utilizado em casos excepcionais quando houver a necessidade de entregar


numerário ou efetuar despesas não atendíveis pela via bancaria, pode ser
liberado pelas Autoridades Ordenadoras de preferência os AGENTES
AFIANÇADOS, fazendo os lançamentos contábeis regulares devendo
ainda regular os prazos para prestação de contas e as penalidades no caso
de descumprimento. Portanto, destinam na maioria das vezes para realizar
despesas urgentes, ou ainda em lugares distantes, todas porém de pequenos
valores e de pagamento imediato a serem feitos pelas repartições publicas.
Entretanto neste SUPRIMENTO DE FUNDO, jamais pode ser adquiridos
materiais destinados as DESPESAS DE CAPITAL, ou seja material
PERMANENTE.

ALCANCE: Entende-se por alcance aquele em que o servidor detentor de


um suprimento de fundos não tenha efetuado sua prestação de contas
dentro do prazo estabelecido em Lei. Sendo assim ele será declarado em
ALCANCE, e não terá acesso a outro SUPRIMENTO DE FUNDOS.
RESUMO DO CAPITULO – IX

DO CONTROLE DA EXECUÇÃO DO
ORÇAMENTO.

- O ciclo orçamentário desdobra-se nas seguintes fases:

1. Proposta do executivo, sob supervisão política do Presidente da


Republica, e assistência de seus órgãos Técnicos.
2. Discussão e aprovação dessa proposta Pelo Congresso Nacional.
3. Sanção do Presidente da Republica e execução por ele e pelos seus
Ministros.
4. Controle de execução do Orçamento e parecer final sobre as contas
pelo TCU.
5. Julgamento das Contas pelo Congresso, que tem competência para
recusá-las e submeter o chefe do Executivo ao processo de
IMPEACHMENT, em caso de atentado a probidade da
administração, á Lei Orçamentária, e a guarda e o legal emprego do
dinheiro publico.

TIPOS DE CONTROLES:

LEGISLATIVO – Caracterizado por:

a) – Competência de um funcionário único, demissível apenas a critério


do parlamento.
b) – Contato contínuo desse funcionário com a comissão de contas do
parlamento.
c) – Eventualmente, contabilidade superintendida por esse funcionário.

CONTROLE JURISDICIONAL – Caracterizado por:

a) – Órgão coligado, composto de membros sem dependência direta do


parlamento e do Executivo.
b) – Processo Judicial de apreciação de contas.
c) – Subordinação de contabilidade ao executivo sob fiscalização desse
Órgão.

CONTROLE POLITICO PARTIDÁRIO – Caracterizado por:

a) – Contabilidade separada.
b) – controle feito por um Partido Único – Exemplo Ex- União
Soviética.

TIPOS DE CONTROLES / CONSTITUCIONAIS NO BRASIL:

CONTROLE INTERNO:

- É aquele realizado pelos próprios órgãos da unidade financeira de cada


Poder, onde os Superiores exercem controle sobre seus subalternos revendo
os atos da execução orçamentária. Caracteriza esse sistema pelo Principio
da Hierarquia.

CONTROLE INTERNO – OBJETIVA:

• Criar condições para assegurar eficiência;


• Acompanhar execução de programas de trabalho expresso não só
em moeda mais também em termos objetivos (Controle Técnico).
• Avaliar resultados alcançados e verificar a execução dos contratos;
• Examinar o mérito e a conveniência dos atos que impliquem em
despesas.
• Examinar a legalidade dos atos de obtenção das receitas.
• Realização das despesas o nascimento o extinção de direitos e
obrigações.
• Verificar a fidelidade funcional dos agentes da administração
pública, responsáveis por bens e valores públicos.

Vide Artigo 70 Parágrafo Único da Constituição Federal.

CONTROLE EXTERNO:

- Vide Artigo 49, inciso X da Constituição Federal.


- Vide Artigos 81 e 82 da Lei 4.320/64.

- Este tipo de Controle é efetuado pelo Poder diverso do controlado,


diretamente ou com auxilio do órgão preposto, como em nosso caso, em
que é atribuição do Poder Legislativo com o auxilio do Tribunal de Contas
conforme preceitua o Artigo 71 da Constituição Federal.

CONTROLE PRIVADO:

- Surgiu com a Constituição Federal de 88 onde dispõe que qualquer


cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legitima para na
forma da lei denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal
de Contas da União.

- Existem leis que admitem que as contas antes do julgamento final pelo
Poder Legislativo fiquem durante 30 (trinta) dias a disposição da sociedade
para sua apreciação e o posterior parecer.
RESUMO DO CAPITULO X
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
COMENTARIOS.
HISTÓRICO:

1988 – A CF/88 prevêem edição de LC para fixar princípios norteadores


das finanças publicas no Brasil (art. 163).

- 1998 (Junho) Emenda Constitucional da Reforma Administrativa nº 19


determina prazo de 06 (seis) meses para que o executivo envie projeto.

- LRF – Estabelece normas gerais de finanças publicas em âmbito Nacional


e, portanto, entrou em Vigor em 04/05/2000.

- Lei de Crimes Fiscais entrou em vigor em 19/10/2000.

- Lei de Responsabilidade Fiscal ou Lei Complementar 101 de 04/05/2000

Trata-se de uma Lei Complementar a nível nacional onde procura a


moralizar a administração publica que já era caótica e de uma grande
ingerência por parte da administração publica.

- Entre os conjuntos de normas e princípios estabelecidos pela (LRF)


alguns merecem destaqueis dentre eles temos:

1) – LIMITE COM GASTO DE PESSOAL – A Lei fixa


para essa despesa em relação a RCL para os três poderes e para cada nível
de Governo.

UNIÃO: 50% da Receita Corrente Líquida. (RCL), sendo:

2,5% para o Poder Legislativo incluindo do TCU


6,0% para o Poder Judiciário.
0,6% para o Ministério Público Federal
3,0% para custeio de despesas do DF e de ex-território.
37,9% para o Executivo.

ESTADOS / DISTRITO FEDERAL – 60% da Receita Corrente Líquida


(RCL) Sendo:

3,0% para o Poder Legislativo incluindo os TCE’s


6,0% para o Poder Judiciário.
2,0% para o Ministério Público
49,0% para o Poder Executivo.

MUNICIPIOS - 60% da Receita Corrente Líquida (RCL) Sendo:

6,0% para o Poder Legislativo incluindo o Tribunal de Contas Municipal


onde houver.
54,0% para o Poder Executivo.

MECANISMO DE CORREÇÃO DOS DESVIOS:

- Se a despesa com pessoal exceder a 95% do limite estabelecido ficará


vedado ao Poder ou órgão referido que houver incorrido no excesso para
tomar as seguintes medidas:

- Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração


a qualquer titulo.
- Criação de cargo, emprego ou função.
- Alteração de estrutura de carreira que implique o aumento das despesas.
- Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a
qualquer titulo, ressalvado a reposição decorrente de aposentadoria ou
falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança.
- Contratação de hora extra salvo em situações previstas na LDO

OBS: Ultrapassando o limite máximo no quadrimestre o excedente deve ser


eliminado em 02 quadrimestres (sendo pelo menos 1/3 no primeiro)

2) – LIMITE PARA O ENDIVIDAMENTO PUBLICO


- Este limite esta previsto pela Resolução do Senado nº 40 de 20/12/2001
regulamentado ainda pela Resolução 43/01.
União – 3,5 x RCL
Estados/Distrito Federal – 2,0 x RCL
Municípios – 1,2 x RCL
O prazo de recondução da divida é de 15 anos para que atinja o limite
estabelecido, entretanto deverá ser eliminados à razão de 1/15 avos para
cada exercício.

DÍVIDA PÚBLICA:

- Divida Publica Consolidada ou Fundada: É o montante total apurado


SEM duplicidade, das obrigações financeiras do Ente da Federação
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou ainda tratados e da
realização de operações de créditos para a amortização em prazo superior a
12 meses

- Neste caso aplica também os precatórios judiciais, pois a partir da


Vigência da LRF os Precatórios Judiciais não pagos durante a execução do
orçamento em que houverem sido incluídos integram a Divida Consolidada
para fins de aplicação dos limites.

- “Regra de Ouro” – Diz que a contratação de operações de credito em cada


exercício fica limitada ao montante da DESPESA DE CAPITAL. Na
pratica isso significa que os empréstimos somente deverão ser destinados a
gastos com os investimentos.

3) – DEFINIÇÃO DE METAS FISCAIS ANUAIS – Este


deverá ser elaborado para os 03 (três) exercícios seguintes onde deverá
também ser demonstrado em relatórios.

 METAS FISCAIS:
 LDO – Anexos de Metas Ficais dentro do processo
Orçamentário.

 Metas trimestrais para receitas, despesas, resultados nominal


e primário e divida publica
 Avaliar o cumprimento das metas no ano anterior
 Evolução do patrimônio líquido, origem e aplicação de
recursos da privatização, em suas respectivas épocas se
houver.
 Avaliação da situação financeira e atuarial da previdência e
de fundos.
- LDO – Anexo de Riscos Fiscais – Avaliação de passivos contingentes e
outros riscos.

- LOA – Reserva de contingência – para atender passivos contingentes e


outros riscos e eventos imprevistos

- GERAÇÃO DE DESPESAS:

Artigo 16 – Deve ser acompanhado de estimativa do impacto orçamentário


– financeiro para o exercício em que deva entrar em vigor e nos dois
subseqüentes.

GERAÇÃO DE DESPESAS OBRIGATÓRIAS DE CARATER


CONTINUADO.

Artigo 17 – Se for despesa obrigatória de caráter continuado (despesa


corrente, decorrente de Lei, Medida Provisória ou ato administrativo
normativo que fixe obrigação legal de execução por mais de dois exercícios
deverá:
- Ser compensada por aumento permanente de receita ou redução
permanente de despesa.

RELATORIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA:

- A LRF prevê que o atual relatório resumido de Execução orçamentária


passe a ser publicado por todos os poderes e pelo Ministério Publico até 30
dias após o encerramento de cada bimestre devendo conter:

a) – Balanço orçamentário que especificará por categoria econômica


b) – os demonstrativos da execução das:
- receitas por categorias econômicas e fonte
- despesas por categoria econômica e grupo de natureza da despesa
- despesas por função e sub-função.
c) – A apuração da receita corrente liquida sua evolução, assim como a
previsão de seu desempenho ate o final do exercício.
d) – As receitas e despesas previdenciárias.
e) – Resultado nominal e primário.
f) - As despesas com juros.

OBS: O relatório referente ao ultimo bimestre do exercício deverá também


informar sobre o atendimento a “Regra de Ouro”.

O RELATORIO DE GESTÃO FISCAL.


- Ao final de cada quadrimestre será emitido e assinado pelos titulares dos
Poderes Órgãos de todos os Entes Federados. Este Relatório deverá Conter:
1. – Comparativo com os limites da LRF dos seguintes montantes:
a) – Despesa total com pessoal, destacando a despesa com
inativos e pensionistas.
b) – dívidas consolidadas e mobiliarias.
c) – concessão de garantias.
d) – operações de credito, inclusive por antecipação de receita.

2. – A indicação de medidas corretivas adotadas ou a adotar, se


ultrapassados qualquer dos limites.

3. – Demonstrativos no ultimo quadrimestre do exercício.


a) – do montante das disponibilidades de caixa em 31 de dezembro.
b) – da inscrição em restos a pagar das despesas liquidadas
empenhadas e não liquidadas decorrentes de contratos administrativos ou
de convênios em andamento.

04) – MECANISMOS DE COMPENSAÇÃO PARA


DESPESAS DE CARATER PERMANENTE.

- Já existente na Lei 4.320/64, a Lei de Responsabilidade Fiscal veio a


ratificar tal dispositivo que determina ao Governante que este não poderá
criar uma despesa continuada (por um prazo superior a 02 (dois) anos) sem
que haja a indicação de uma fonte de receita ou ainda que haja a redução
e/ou anulação de uma despesa correspondente para atender a essa nova
disposição.

05) – MECANISMO PARA CONTROLE DE


FINANÇAS PUBLICAS EM ANO DE ELEIÇÃO.

- Neste sentido a Lei impede a contratação de operações de credito por


antecipação de receita orçamentária (ARO) no ultimo ano de mandato e
proíbe o aumento das despesas com pessoal nos últimos 180 dias que
antecedem o final do mandato.

INSCRIÇÃO EM “RESTOS A PAGAR”


- Nos dois últimos quadrimestres do ultimo ano de mandato é vedado ao
governante contrair operações de despesas que não possa ser paga no
mesmo exercício.

- Se isso ocorrer o governante deverá assegurar a disponibilidade de caixa


para o exercício seguinte.

OUTROS ASPECTOS RELEVANTES:


FISCALIZAÇÃO:
- A verificação da observância das normas e limites da LRF esta a cargo do
Poder Legislativo (diretamente ou com o auxilio dos Tribunais de Contas) e
do sistema de controle Interno de cada Poder e do Ministério Publico.

- Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes, Entes da Federação ou


órgãos quando constatarem que o nível de gastos esteja próximo aos limites
fixados pela LRF.

- Compete ainda aos Tribunais de Contas verificarem os cálculos dos


limites de despesa total com pessoal de cada Ente da Federação e de cada
esfera de Poder.

SANÇÕES APLICAVEIS A QUEM NÃO CUMPRIR


AS METAS:

INSTITUCIONAL:
1. – Suspensão das transferências voluntárias para aquele governo que
não instituir prever e arrecadar impostos de sua competência.
2. – No caso de limites com despesas de pessoal, se as regras não forem
cumpridas e enquanto no for feito o ajuste, ou se houver excesso do
primeiro quadrimestre do ultimo ano de mandato ficam suspensas:
- Transferências voluntárias.
- Obtenção de garantias.
- Contratação de operações de credito exceto para refinanciamento da
divida
e redução de despesas de pessoal.
SANÇÕES PESSOAIS:
- Prevista pela Lei Ordinária denominada de Lei de Crimes de
Responsabilidade Fiscal Lei 10.028 de 19/10/2000, que prevê que os
governantes poderão ser responsabilizados pessoalmente e punidos com a
perda do cargo, inabilitação para o exercício do emprego publico, prisão e
multa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

OPERAÇÕES DE CREDITO POR ANTECIPAÇÃO


DE RECEITA ORÇAMENTÁRIA – (ARO) Art. 38 da
LRF.

ARO – É um empréstimo de curto prazo, efetuado para suprir déficit


momentâneo de caixa devendo ser reembolsado no mesmo exercício
financeiro (art. 7º, II DA Lei 4.320/64).

Nesse caso as operações de credito por ARO deverão destinar-se


exclusivamente para atender insuficiência de caixa e que a sua contratação
esta condicionada aos seguintes requisitos: (artigo 38 LRF).

- Pode ser realizada somente a partir do dia 10 do inicio do exercício, ou


seja, em 10/01 de cada exercício.
- Será liquidado com todos os acréscimos até o dia 10 de dezembro
perfazendo 11 (onze) meses.
- Não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não taxa de
juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada a taxa básica.
- É a única modalidade admitida para atender insuficiência para o
pagamento de despesas com pessoal.

OBS: São Vedadas:

- Enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente


resgatada.
- Ultimo ano de mandato do Presidente da Republica, do Governador de
Estado e dos Prefeitos.

RENÚNCIA DE RECEITAS: Artigo 14 da LRF.


- A renuncia de receitas quais seja anistia, remissão o crédito presumido a
isenção em caráter não geral, a alteração de alíquota ou modificação da
base de calculo de algum tributo que tenha impacto na diminuição da
receita deverá estar acompanhada de uma estimativa de impacto
orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência.
- Deve ser demonstrado que esta renuncia será compensada com o aumento
de alíquota ou ampliação da base de calculo ou ainda com a criação de um
tributo ou contribuição.
- Nesse caso o ato que implica na renuncia só entrará em vigor quando
estiver assegurada a compensação.

SIGLAS:
RCL – Receita Corrente Liquida: - Artigo 2, §§1º, 2º e 3º, IV, a, b, c da
LRF.

ARO – Antecipação da Receita Orçamentária.

LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal

TCU – Tribunal de Contas da União

TCE – Tribunal de Contas do Estado.

TCM – Tribunal de Contas do Município.

INDICES RELEVANTES:

PRAZO PRA RECONDUÇÃO DA DIVIDA AO LIMITE: 15 anos.

LIMITE ANUAL PARA OPERAÇÃO DE CREDITO – 16% DA RCL.

LIMITE PARA AMORTIZAÇÃO DE JUROS DA DIVIDA – 11,5% da


RCL.

LIMITE PARA CONTRATAÇÃO DE ARO – 7% da RCL.

LIMITE DE GARANTIAS: 22% da RCL


- Para concluir verificamos que a lição apresentada por esta Lei trata-se
simplesmente de determinar aos Governantes o seguinte ditame: somente
façam seus gastos de conformidade com sua arrecadação, e utilize somente
o fruto de suas receitas para atender suas necessidades, e ainda dispõe sobre
a transparência devendo sempre ser perseguida e alcançada por todos os
administradores de Órgãos Públicos seja em que esfera seja.