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Curso de Farmácia

Tecnologia de Produção em Farmácia

Solução de Cloreto de Sódio 0,9 %

Trabalho Laboratorial da Unidade Curricular de


Tecnologia de Produção em Farmácia

1.º ano do curso de Farmácia


Rodrigo Pereira Correia, aluno 2021334
Mariana Ndlate, aluno 2021338
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1. Introdução

O objetivo desta atividade é preparar 200 mL de solução aquosa de cloreto de sódio 0,9%
(m/V), filtrar, acondicionar e rotular.

Uma solução aquosa é uma forma farmacêutica líquida, límpida e homogénea, que contém
um ou mais princípios ativos dissolvidos num solvente.
Esta solução é constituída pelo cloreto de sódio 0,9% (m/V), como soluto, e a água
purificada, como solvente.
A solução cloreto de sódio 0,9% (m/V) é usada para produzir soluções isotónicas e
preparações intravenosas ou oftálmicas, a sua solubilidade em água é 1 em 2.8 a 20ºC, a
ingestão oral de 0.5-1.0g/Kg do peso corporal pode ter efeitos tóxicos para adultos. A água
purificada é um veículo e solvente para o manuseamento de drogas e preparações
farmacêuticas, é miscível com a maior parte dos solventes polares, a ingestão excessiva
pode levar a uma intoxicação, e é inodora e não tem sabor.
Para a realização da fórmula pretendida, foram utilizadas a pesagem (medição de massa de
cloreto de sódio utilizando uma balança analítica), dissolução (misturar intimamente duas
ou mais substâncias, neste caso a água purificada e o cloreto de sódio, de modo a formarem
uma fase única), medição de volume (leitura do menisco da solução aquosa de cloreto de
sódio no balão volumétrico), e a filtração (separação de sólidos (soluto) em suspensão em
líquidos (solvente)).
A solução preparada é considerada aquosa, uma vez que o solvente é a água purificada.
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2. MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 Fórmulas e cálculos:

Cloreto de Sódio 0,9% (m/V)


0,9 g----------100 mL
x----------200 mL
x =1,8 gramas de Cloreto de Sódio

2.2 Matérias-primas
Água purificada (ESTeSL, AG125, 31/12/2024)
Cloreto de Sódio (ESTeSL, 3021-B, 27/05/2025)

2.3 Material e equipamentos


2 papéis vegetais
2 gobelés
1 funil de plástico
2 varetas de vidro
1 balão volumétrico 200 mL ±0,10 mL
1 Pipeta de Pasteur
2 Balões Erlenmeyer
1 Papel de Filtro
1 Frasco de acondicionamento

1 balança analítica Kern ABJ carga máxima=220g; carga mínima=10mg; e=1mg;


d=0,1mg

3. MODUS FACIENDI
a. Pesou-se 1,8 g de Cloreto de Sódio utilizando uma balança analítica.
b. Dissolveu-se o sólido num gobelé, num pequeno volume de água destilada.
c. Transferiu-se a solução para um balão volumétrico de 200 mL.
d. Lavou-se 2-3 vezes o gobelé com água destilada, transferindo o líquido para o
balão volumétrico, tendo o cuidado de não ultrapassar o volume pretendido.
f. Acertou-se o volume com água destilada, usando uma Pipeta de Pasteur.
g. Lavou-se o filtro com uma amostra da solução.
h. Filtrou-se a solução com o filtro para um balão de Erlenmeyer.
i. Transferiu-se a solução para um frasco de armazenamento.
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3.1 Acondicionamento
O rendimento teórico é 1 frasco de 200mL de solução filtrada. Foram medidos 200mL num
balão volumétrico e posteriormente passados para o frasco.

3.2 Rotulagem

ESTeSL
Cloreto de Sódio 0,9% (m/V)
Solução aquosa 200 mL

Lote: MR04 Validade: 04/12/2021


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4. Resultados e Discussão

Uma vez terminada a atividade laboratorial, podemos afirmar que o objetivo foi
atingido, na medida em que conseguimos preparar 200 mL de uma solução aquosa de
cloreto de sódio a 0,9% (m/V).

Sendo a solução aquosa de cloreto de sódio corrosiva com o ferro, precipitados de


prata e sais de mercúrio, não existiram restrições quanto ao tipo de material a ser utilizado
durante a atividade.

Para realizar a atividade, tivemos de garantir que não contaminamos o soluto, de


modo a reduzir possíveis erros que condicionariam o resultado final. Dessa forma tivemos
de pesar o cloreto de sódio sob uma folha de papel vegetal, de modo a que a matéria-prima
não entre em contacto com o prato da balança. De seguida quando efetuamos a
transferência da solução do gobelé para o balão volumétrico tivemos de certificar que não
deixávamos partículas de cloreto de sódio nas paredes do gobelé, dessa forma tivemos de
lavar as paredes com a água destilada e transferi-la posteriormente para o mesmo balão.

Para acertar o volume teve-se em conta o menisco côncavo, visto que a solução
molha as paredes do balão volumétrico. Numa fase anterior à filtração, tivemos de lavar
previamente o filtro de modo a limpar possíveis poeiras que estariam nas faces do papel de
filtro e a permitir a obtenção de uma solução límpida, clarificada e isenta de impurezas. De
seguida, o primeiro filtrado voltou a passar pelo filtro, assim como o resto da solução.

O rendimento do acondicionamento teórico é praticamente igual ao prático, visto


que se encheu o frasco de acondicionamento de 200 mL com a solução , tal como era
pretendido.

O cloreto de sódio apresenta uma grande afinidade com a água, e devido ao facto de
se encontrar em partículas de tamanhos reduzidos, apresenta uma grande solubilidade com
esta. Devido a esse fator, conseguimos alcançar uma solução homogênea entre o solvente e
o soluto de forma relativamente fácil e rápida.

A validade tabelada desta solução é de um mês. Porém, nestes casos, temos de ter
em atenção a validade de cada elemento da solução. Nesta solução aquosa de cloreto de
sódio, quer a água destilada quer o cloreto de sódio apresentam validade bastantes
superiores, pelo que não alteram a validade da solução. Sendo assim a validade da nossa
solução final é de 04/12/2021.
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5. Bibliografia

Edge S, Kaerger JS, Shur J. Lactose for Inhalation. Handb Pharm Excipients 6th ed. 2009;362–
4.

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