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ESCOLA PROFISSIONAL DA

APRODAZ
Curso Técnico de Contabilidade

REFLEXÃO DA UFCD – CALCULO FINANCEIRO E ACTUARIAL

No Curso Técnico de Contabilidade da Escola de Aprodaz, foi leccionado o


Módulo calculo Financeiro e Actuarial, pelo formador António Salvador Pimenta, e teve
uma carga horária de 50 horas.

Neste módulo aprendemos o que é o cálculo financeiro e actuarial, demos as


várias definições, este módulo foi dividido em duas partes a teórica e a prática.

Regras Básicas do Cálculo ou da Matemática Financeira

Assim, os três elementos básicos da Matemática Financeira, são:

- O capital: variável que representa um valor e que está sempre associada a um


momento no tempo, frequentemente o início ou o fim do período de capitalização (o
período de capitalização ou período de formação dos juros é um período de tempo,
habitualmente de duração constante ao longo de um processo de capitalização, durante o
qual um capital está sob os efeitos de uma taxa de juro).
- O tempo: período ou quantidade de tempo em que decorre o processo de
capitalização.
- O juro: que é o valor gerado pela passagem do tempo de um período de
capitalização sobre um capital, mas que só está disponível no momento do seu
vencimento (habitualmente o fim do período de capitalização).
Tal como para os restantes factores de produção, o valor da remuneração vai
depender de um padrão, que é o rendimento (ou custo) de uma unidade de capital
durante uma unidade de tempo, que se convencionou designar por taxa de juro.
Há três princípios ou regras, que gerem as relações entre estas variáveis e
que são os seguintes:
- 1ª Regra: A presença de capital e de tempo e ausência de juro é uma
impossibilidade em matemática financeira. Se há capital e tempo, tem que haver um
juro. O juro zero pode ocorrer se e só se o capital for zero e/ou o prazo for zero
- 2ª Regra: Qualquer operação matemática sobre dois ou mais capitais requer a
sua homogeneização no tempo. Dados dois capitais quaisquer C e C’, podem-se

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E-mail: geral@aprodaz.com
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adicionar, subtrair ou estabelecer uma relação de grandeza entre eles (C>C’ ou C’>C ou
C=C’) se e só se eles estiverem referidos ao mesmo momento. É pois incorrecto afirmar
que 100 euros recebidos hoje mais 100 euros recebidos daqui a um mês são 200 euros.
- 3ª Regra: Sendo Jk o juro do período k, Ck-1 o capital no início do mesmo
período, isto é, no momento k-1 e ik a taxa de juro em vigor no mesmo período, será:
Jk= ik*Ck-1 (k=1,2,3,…)
Temos pois que, qualquer capital aplicado durante um determinado período de
tempo (período de capitalização), a uma dada taxa de juro, gera uma remuneração
(juro), que é o produto desse capital pela taxa de juro em vigor nesse período.
Todas as operações envolvendo capitais devem observar estes princípios.
Práticas correntes como o empréstimo de dinheiro sem juros, comum entre
amigos ou familiares, são considerados um erro e uma impossibilidade em termos de
matemática financeira.
Actualização (Desconto) em Regime de Juro Simples
A actualização (desconto ou resgate) de determinado capital a receber no futuro
(valor nominal) consiste no cálculo do valor actual desse montante. Corresponde,
portanto, a uma operação inversa à operação de capitalização de um certo capital.
Assim, o factor de actualização será o inverso do factor de capitalização.
Desconto por Fora
O desconto por fora, também designado por desconto comercial, corresponde ao
juro produzido pelo valor nominal do capital (valor futuro) durante o prazo que falta
para o seu vencimento.
Equivalência de Capitais
Dois conjuntos de capitais dizem-se equivalentes num determinado momento,
quando a soma dos valores actuais, referidos a esse momento, dos capitais que
compõem cada um dos conjuntos, forem iguais.
Capital único
Por Capital único (Ct), no momento t, entende-se o valor do capital vencível no
momento t, que substitui um conjunto de capitais C1, C2 ,..... Cn, vencíveis nos
momentos t1, t2,..... tn, para uma dada taxa de juro i.

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Capitalização em Regime de Juro Simples
Tradicionalmente há dois regimes extremos de capitalização: o regime de
capitalização simples (situação em que os juros são retirados logo que se vencem –
pressupõe-se que estes juros são colocados noutro processo de capitalização, deixando
por isso de ser objecto da nossa atenção) e o regime de capitalização composta (situação
em que os juros são totalmente recapitalizações, ou seja, são adicionados ao capital no
momento do seu vencimento).
No regime de juros simples o stock (quantidade) de capital (também designado
por capital acumulado) mantém-se constante, de período de capitalização para período
de capitalização: os capitais iniciais e finais são iguais em todos os períodos de
capitalização ao longo do processo de capitalização (C0 = C1 = ... = Ck); como tal, o
juro de cada período de capitalização só varia se variar a taxa de juro. Não há juros de
juros. Tal acontece porque o juro, quando vencido, é retirado do circuito de
capitalização, mantendo-se inalterado o capital inicial. Este factor garante a
proporcionalidade entre o juro de qualquer período e o capital inicial, ou seja, o rácio
entre o juro e o capital mantem-se constante seja qual for o período de capitalização.
Aplicação por um Período

J = C0 * i * 1
J Rendimento (Juro)
C0 Capital Inicial
i Taxa de Juro Anual

Aplicação por n Períodos


S = C + C * (i * n)
S = C * (1 + i * n)
(1 + i * n) → Factor de Capitalização em Regime de Juro Simples

Capitalização em Regime de Juro Composto


Ao contrário do regime de juro simples, no regime de juro composto o juro é
integrado no circuito de capitalização. Desta forma, além do capital, os juros também
são capitalizados. Os juros são adicionados ao capital no momento do seu vencimento
(habitualmente no final de cada período de capitalização). Os juros, mal vencem,

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passam a ser considerados capital, havendo pois juros de juros. Como tal, o stock de
capital cresce de forma exponencial de período para período.
Temos então a fórmula geral de capitalização em regime de juro composto
Ct = Co * (1+i) t
C0 Capital Inicial
Ct Capital Acumulado ao fim de t Períodos
i Taxa de Juro
Equivalência de Capitais
Dois conjuntos de capitais dizem-se equivalentes num determinado momento, quando a
soma dos valores actuais, referidos a esse momento, dos capitais que compõem cada um dos
conjuntos, forem iguais.
Capital único
Por Capital único (Ct), no momento t, entende-se o valor do capital vencível no
momento t, que substitui um conjunto de capitais C1, C2, .....Cn, vencíveis nos
momentos t1, t2,.....tn, para uma dada taxa de juro i.
TAEL – taxa anual efectiva líquida (taxa de juro paga ao cliente depois de
descontadas comissões e imposto)
TAEG – taxa anual de encargos efectiva global (taxa de juro que o cliente paga e
que engloba as despesas para cobrança dos reembolsos, encargos fiscais e despesas de
concessão dos empréstimos)
Formula
i = i’ + π + i’π

Este módulo, teve como avaliação dois testes, primeiro teórico e o segundo pratica.

Formador: António Salvador Pimenta


UC/UFCD: CFA
Ponta Delgada, 24 de Março de 2011

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