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DISTRIBUIÇÃO

HLF – 51.685
Aprovado:
ENC – 53.448
Visto:
WAMU – 57.160
Feito:

CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO: PÚBLICO

COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS.


Departamento de Engenharia de Subestações de Distribuição
SUBSTITUI

22.000-
PE/LS
PE/LS
B WAMU 28/04/17 ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 5594b
08/05/15
A WAMU 08/05/15 RELIGADORES AUTOMÁTICOS PARA SUBESTAÇÕES
53 Fls.
REVISÃO DATA ARQ

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Índice
1 Objetivo___________________________________________________________________________________________ 4
2 Referências _______________________________________________________________________________________ 5
3 Condições Gerais _________________________________________________________________________________ 7
4 Requisitos Elétricos Específicos do Equipamento ____________________________________________ 9
5 Requisitos Gerais para o Equipamento _______________________________________________________ 11
6 Requisitos Gerais do Controlador _____________________________________________________________ 17
7 Documentação Técnica _________________________________________________________________________ 24
8 Ensaios de Rotina _______________________________________________________________________________ 26
9 Ensaios de Tipo _________________________________________________________________________________ 29
10 Montagem _______________________________________________________________________________________ 32
11 Treinamento ____________________________________________________________________________________ 33
12 Supervisão de Montagem ______________________________________________________________________ 34
13 Embalagem e Armazenamento ________________________________________________________________ 35
ANEXO A ______________________________________________________________________________________________ 36
ANEXO B ______________________________________________________________________________________________ 43
ANEXO C ______________________________________________________________________________________________ 44
ANEXO D ______________________________________________________________________________________________ 45
ANEXO E ______________________________________________________________________________________________ 47
ANEXO F ______________________________________________________________________________________________ 48
ANEXO G ______________________________________________________________________________________________ 49
ANEXO H ______________________________________________________________________________________________ 50

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Índice de Figuras
Figura 1 - Terminal de Linha 630 A ................................................................................................................................... 12
Figura 2 - Padrão de Anilhamento .................................................................................................................................... 14

Índice de Tabelas
Tabela 1 - Características do Sistema __________________________________________________________________ 9
Tabela 2 - Características Elétricas dos Religadores ______________________________________________________ 9
Tabela 3 - Características complementares dos Religadores para Manobra de Banco de Capacitor Derivação _______ 10
Tabela 4 - Curvas características operações rápidas _____________________________________________________ 18
Tabela 5 - Curvas características operações retardadas __________________________________________________ 18
Tabela 6 - Entradas Digitais ________________________________________________________________________ 21
Tabela 7 - Saídas Digitais: Religador para Saída de Alimentador ___________________________________________ 21
Tabela 8 - Saídas Digitais: Religadores para Banco de Capacitores _________________________________________ 22
Tabela 9 - Ensaios de Tipo - IEC 62271-111 ____________________________________________________________ 29
Tabela 10 - Ensaios de Tipo Especiais _________________________________________________________________ 30
Tabela 11 – Ciclos de Operação _____________________________________________________________________ 45

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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

RELIGADORES AUTOMÁTICOS PARA SUBESTAÇÕES

1 Objetivo
Esta especificação apresenta os requisitos técnicos mínimos para projeto, fabricação, montagem e
ensaios na fábrica, fornecimento e, se requerido pela CEMIG, ensaios de tipo e especiais, supervisão
de montagem e ensaios no campo de religadores automáticos para subestações.

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2 Referências
As seguintes normas e especificações, em sua última revisão, são parte integrante desta
especificação. A menos de indicação explícita em contrário, o equipamento deve ser fabricado e
testado de acordo com os requisitos aplicáveis destes documentos.

 IEC 62271-111 – High-voltage switchgear and controlgear – Part 111: Automatic circuit
reclosers and fault interrupters for alternating current systems up to 38 kV
 ANSI/IEEE C37.60 – IEEE Standard Requirements for Overhead, Pad-Mounted, Dry Vault, and
Submersible Automatic Circuit Reclosers and Fault Interrupters for Alternating Current Systems
Up to 38 kV
 ABNT NBR IEC 60694 - Especificações comuns para normas de equipamentos de manobra de
alta tensão e mecanismos de comando
 22.000-PE/LS-5494 – Relés de Proteção
 IEC 61109 – Insulators for overhead lines - Composite suspension and tension insulators for
a.c. systems with a nominal voltage greater than 1 000 V - Definitions, test methods and
acceptance criteria
 IEC 60255-27 – Measuring relays and protection equipment – Part 27: Product safety
requirements
 IEC 60255-5 – Electrical Relays
 ABNT NBR 7397 – Produto de aço e ferro fundido galvanizado por imersão a quente –
Determinação da massa do revestimento por unidade de área
 ABNT NBR 7398 – Produto de aço e ferro fundido galvanizado por imersão a quente –
Verificação da aderência do revestimento – Método de Ensaio
 ABNT NBR 7399 – Produto de aço e ferro fundido galvanizado por imersão a quente –
Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo – Método de ensaio
 ABNT NBR 7400 – Galvanização de produtos de aço e ferro fundido por imersão a quente –
Verificação da uniformidade do revestimento – Método de ensaio
 ABNT NBR 11003 – Tintas – Determinação da aderência
 ABNT NBR 10443 – Tintas e vernizes – Determinação da espessura da película seca sobre
superfícies rugosas – Método de ensaio
 Resolução CONAMA nº 9, de 31.08.93 - Óleos lubrificantes e resíduos
 Resolução CONAMA nº 23, de 12.12.96 - Controle de movimentos transfronteiriços de
resíduos perigosos e seu depósito
 Resolução do CONAMA nº 237, de 19.12.97 - Dispõe sobre os procedimentos e critérios
utilizados no licenciamento ambiental Lei nº 7.772, de 08.09.80 - Dispõe sobre a proteção, a
conservação e a melhoria do meio ambiente no Estado de Minas Gerais
 IEC 61000 – Electromagnetic Compatibility (EMC)
 IEC 60376 – Specification of technical grade sulfur hexafluoride (SF6) for use in electrical
equipment
 IEC 60480 - Guidelines for the checking and treatment of sulfur hexafluoride (SF6) taken from
electrical equipment and specification for its re-use
 ISO 2409 – Paints and varnishes - Cross-cut test
 ASTM D1735 – Standard Practice for Testing Water Resistance of Coatings Using Water Fog
Apparatus
 ASTM D1014 – Standard Practice for Conducting Exterior Exposure Tests of Paints and Coatings
on Metal Substrates

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 ASTM B117 – Standard Practice for Operating Salt Spray (Fog) Apparatus
 ASTM E376 – Standard Practice for Measuring Coating Thickness by Magnetic-Field or Eddy-
Current (Electromagnetic) Testing Methods
 IEC 60068-1 – Environmental testing – Part 1: General and guidance
 IEC 60068-2-2 – Environmental testing – Part 2-2: Tests – Test B: Dry Heat
 02.118-CEMIG-359 – Proteção Anticorrosiva e Acabamento de Materiais, Equipamentos e
Instalações
 MT-SE-00508 – Organização, Sinalização e Identificação de Estações
 02.118-COPDEN-11 – Pórtico Tipo PA7 – 1º Pórtico
 02.118-COPDEN-12 – Pórtico Tipo PA7 – Ampliação
 02.118-CEMIG-17 – Poste de Concreto Armado e Protendido de Seção Circular
 ABNT NBR 6323 – Galvanização por imersão a quente de produtos de aço e ferro fundido –
Especificação
 ASTM A123/A123M – Standard Specification for Zinc (Hot-Dip Galvanized) Coatings on Iron
and Steel Products
 02.118-CEMIG-760 – Requisitos para cumprimento da legislação ambiental e de segurança de
pessoal
 NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
 NR 12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
 NR 17 – ERGONOMIA
 NEMA – SG1 – Electric Power Connectors
 22.000-ER/GE-1002 – Especificação geral para montagem de subestações convencionais
 22.000-ER/GE-1001 – Especificação para ensaios e testes físicos de campo em equipamentos
de subestações convencionais
 02.111-ER/GE-1 – Especificação de segurança do trabalho em obras de linhas e subestações de
distribuição
 02.118-COPDEN-521c – SE’s 13,8kV – Saída de RDU/RDR com Disjuntor ou Religador – Arranjo
do Equipamento Externo
 ABNT NBR IEC 60529 – Grau de proteção para invólucros de equipamentos elétricos

Em caso de conflito entre norma e especificação técnica CEMIG, deverá prevalecer a condição de
maior severidade.

NOTA:
Todos os documentos citados como referências devem estar à disposição do inspetor da CEMIG no local da inspeção.

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3 Condições Gerais
3.1 Considerações
3.1.1 O fornecimento dos componentes e peças requeridas deverá ser completo, contendo tudo
o que for necessário ao perfeito funcionamento do religador e seu cubículo de controle,
mesmo que não mencionado especificamente nesta especificação, mas que seja usual ou
necessário para uma eficiente operação do equipamento, dentro das finalidades exigidas,
descritas ou intencionadas, sem nenhum custo adicional para a CEMIG.

3.1.2 A intenção desta especificação técnica é que o equipamento a ser fornecido seja, tanto
quanto possível, de projeto padronizado do fornecedor. Todas as unidades do mesmo tipo
e mesmas características eletromecânicas nominais devem ser idênticas e intercambiáveis
entre si sem que nenhuma alteração dos componentes de controle internos ou externos
seja necessária para este objetivo.

3.1.3 Quando não especificado em contrário o fornecedor deverá utilizar as normas IEC 62271-
111 ou ANSI C 37.60, em suas últimas revisões, e suas referências normativas.

3.1.4 Toda a documentação técnica deverá ser redigida em português e utilizando o sistema
métrico de unidades.

3.2 Condições de Serviço


3.2.1 Os religadores e cubículos de controle estarão diretamente expostos aos raios solares,
chuva, ambientes de poluição industrial e maresia. Tais ambientes são propícios à corrosão
e proliferação de fungos e insetos.

As condições mínimas de serviço que deverão ser consideradas estão listadas abaixo:

a) Altitude: não superior a 1000 metros acima do nível do mar;


b) Clima: tropical;
c) Velocidade máxima de vento: 162 km/h;
d) Temperatura ambiente: -5 a 55°C;
e) Máxima temperatura média em 24 horas: 45°C;
f) Umidade relativa: até 100%;
g) Nível de poluição: não inferior ao nível III (pesada);
h) Máxima radiação solar: 1100 W/m2, com alta incidência de raios ultravioleta;

O fornecedor deverá realizar a tropicalização necessária para o perfeito funcionamento do


equipamento nas condições de serviço listadas neste item.

3.2.2 As tensões auxiliares disponíveis nas subestações da CEMIG são:


 125 Vcc (–20% +10%) para alimentação e controle;
 127/220 Vca (±10%) para iluminação e aquecimento.

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3.3 Garantia
3.3.1 O fornecedor deve dar garantia de 60 (sessenta) meses a partir da data de entrega no local
indicado no pedido de compra, cobrindo qualquer defeito de projeto, material ou
fabricação do religador e controle propostos. Para quaisquer defeitos congênitos de
projeto, material ou fabricação, aplicável a quantidade total adquirida, a garantia deve ser
estendida a toda a vida do equipamento.

3.3.2 No caso do religador ou controle retornar à fábrica para reparo ou substituição, dentro do
prazo de garantia, todo o custo do material e transporte, bem como as despesas para
remoção das partes defeituosas, inspeção, entrega e instalação do religador, novo ou
reparado, deve ser de responsabilidade exclusiva do fornecedor. Se o motivo para retorno
das unidades for o funcionamento inadequado devido a defeito de projeto, os custos
relacionados devem ser de responsabilidade do fornecedor, independente do prazo de
garantia ter expirado ou não.

3.3.3 Quando qualquer componente ou acessório for substituído ou reparado dentro do prazo
de garantia, cada uma das três possibilidades para extensão da garantia do equipamento
deve ser considerada:

Se o componente ou acessório defeituoso não implicar em indisponibilidade do


equipamento, e se a substituição não afetar a operação de outras partes nem
comprometer a integridade do equipamento, a garantia do componente ou acessório
somente deve ser estendida por mais 36 meses partindo da data da nova entrada em
operação;

Se o componente ou acessório defeituoso levar a indisponibilidade do equipamento, mas a


substituição não afetar a operação das partes restantes nem comprometer a integridade
do equipamento, a garantia do componente ou acessório deverá ser renovada por outros
36 meses começando na data da nova entrada em operação ou ser estendida por um
período igual ao do tempo fora de operação verificado;

Se o componente ou acessório defeituoso levar a indisponibilidade do equipamento e a


substituição não afetar a operação de outras partes ou por outro lado comprometer a
integridade do equipamento, a garantia deverá ser renovada para todo o equipamento por
outros 36 meses, começando na data da reentrada em operação.

3.3.4 Quando da assistência técnica e execução da garantia, o fornecedor deve garantir os


seguintes prazos:
 Diagnóstico: 15 dias após acionamento da garantia;
 Disponibilização na CEMIG do equipamento restaurado: 60 dias após o diagnóstico.

O equipamento será considerado restaurado para operação quando apresentar condições


normais de operação e características nominais normais.

3.3.5 O fornecedor deverá manter, no Brasil, estrutura fabril, equipamentos/componentes e


estafe para suporte técnico de forma a atender os requisitos de garantia especificados.

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4 Requisitos Elétricos Específicos do Equipamento
4.1 Características do Sistema
4.1.1 A Tabela 1 apresenta as características do sistema.

Tabela 1 - Características do Sistema


Características do Sistema
Tensão nominal eficaz 13,8 kV 24,2 kV 34,5 kV
Número de fases 3
Frequência Nominal 60 Hz
Neutro Aterrado sem eficácia garantida

4.2 Características dos Religadores


4.2.1 A Tabela 2 apresenta as características exigidas para os religadores.

Tabela 2 - Características Elétricas dos Religadores


Requisitos do Equipamento
Tensão nominal 15,5 kV 27 kV 38 kV
Frequência nominal 60 Hz 60 Hz 60 Hz
Tensão suportável nominal de impulso atmosférico 110 kVcrest 125 kVcrest 170 kVcrest
Tensão suportável nominal a frequência industrial – 1 min. (a seco) 50 kVrms 60 kVrms 70 kVrms
Tensão suportável nominal a frequência industrial – 1 min. (sob chuva) 45 kVrms 50 kVrms 60 kVrms
Corrente nominal de regime contínuo 630 Arms 630 Arms 630 Arms
Corrente suportável nominal de curta duração – 1 s 12,5 kArms 12,5 kArms 12,5 kArms
Capacidade de interrupção nominal em curto-circuito simétrico 12,5 kArms 12,5 kArms 12,5 kArms
Tensão nominal do controlador (alimentação e abertura/fechamento) 125 Vcc 125 Vcc 125 Vcc

Tensão do mecanismo de operação (bobinas, solenoides, atuadores magnéticos


125 Vcc 125 Vcc 125 Vcc
de fechamento e abertura)1
Tensão nominal de alimentação de circuitos de aquecimento, anti-condensação 127 VCA 127 VCA 127 VCA
Tensão de entradas e saídas binárias 125 Vcc 125 Vcc 125 Vcc
Capacidade de interrupção nominal de linhas em vazio 2A 5A 5A
Capacidade de interrupção nominal de cabos em vazio 10 A 25 A 40 A
Sequência nominal padrão de operação O – 0,5s – CO – 2s – CO – 5s – CO

1 Serão aceitas outras tensões desde que a conversão seja realizada internamente ao controle do religador e não interfiram nos comandos e
sinalizações em 125Vcc.

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4.2.2 Os religadores para manobra de banco de capacitores em derivação 15kV devem possuir as
características elétricas indicadas na Tabela 3.

Tabela 3 - Características complementares dos Religadores para Manobra de Banco de Capacitor Derivação
Religador para Manobra de Banco de Capacitores em Derivação
Tensão nominal 15 kV
Frequência nominal 60 Hz
Tensão suportável nominal de impulso atmosférico 95 kVcrista
Tensão suportável nominal a frequência nominal – 1 min. 36 kV
Corrente nominal de regime contínuo 560 Arms
Corrente suportável nominal de curta duração – 1 s 12 kArms
Capacidade de interrupção nominal em curto-circuito 12 kArms
Capacidade de interrupção nominal de bancos de capacitores em contraposição 400 A
Capacidade de estabelecimento nominal de bancos de capacitores em contraposição 10 kAcrista
Frequência da corrente de energização transitória 2,5 kHz
Tensão nominal de controle 125 Vcc
Número mínimo de operações de manobra de corrente capacitiva com valores nominais 5000 (garantidas)
especificados sem manutenção ou substituição da câmara 10000 (desejáveis)
Capacidade de interrupção nominal de linhas em vazio 2A
Capacidade de interrupção nominal de cabos em vazio 10 A
Sequência nominal padrão de operação O – 0,5s – CO – 2s – CO – 5s – CO

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5 Requisitos Gerais para o Equipamento
5.1 Religador
5.1.1 Os religadores automáticos devem ser tripolares, operados em grupo. A interrupção do
arco poderá ser feita em câmaras a SF6 ou a vácuo; os invólucros ou tanques devem ser
projetados para suportar com segurança os esforços que serão impostos sobre os mesmos.

5.1.2 O meio isolante pode ser de porcelana, polímero orgânico ou SF6 para aplicação geral. O
óleo isolante, como meio de isolação, é aceitável apenas para religadores com função
adicional de manobra de banco de capacitores.

5.1.3 O religador deve ser fornecido com contatos auxiliares extras, localizados na unidade
interruptora, para indicação remota da posição dos contatos, preferencialmente seis
contatos auxiliares extras ajustados independentemente como contatos NA e NF;

5.1.4 Se equipado com uma bobina de fechamento de alta tensão, esta não deverá ser
danificada se a queda de tensão na AT cair abaixo do valor mínimo da tensão de operação.
Se isto ocorrer o religador deve permanecer bloqueado na posição aberta.

5.1.5 Os religadores e seus dispositivos de interrupção, exceto durante operação de abertura e


fechamento, não deverão produzir ruídos em condição de operação normal.

5.1.6 Os dispositivos de interrupção devem possuir rastreabilidade através identificação


indelével. Os seus números de série deverão constar nessa identificação e nos relatórios de
ensaios de rotina do equipamento.

5.1.7 A unidade de potência deve ter conector de aterramento para cabo de cobre com seção de
10 até 70 mm2.

5.1.8 O religador deverá possuir ganchos olhais em quantidade adequada para içamento.

5.1.9 Deverá existir uma alavanca de comando manual para abertura e bloqueio na unidade de
potência do religador.

5.1.10 O religador deverá possuir terminais de linha de cobre estanhado, padrão NEMA 2 furos,
próprios para corrente nominal do religador, conforme Figura 1.

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Figura 1 - Terminal de Linha 630 A

5.1.11 O religador deverá possuir indicador de posição dos contatos para mostrar as posições
aberta e fechada dos contatos principais, claramente visíveis para uma pessoa colocada de
pé no nível do chão.

5.1.12 O religador deverá possuir contador de operações mecânico na unidade de potência com,
pelo menos, 4 dígitos.

5.1.13 O religador deverá possuir em suas buchas três sensores para medição de corrente e três
sensores de tensão. Os sensores devem ser adequados à realização de todas as funções de
proteção requisitadas nessa especificação. A medição de tensão não deve ter erro superior
a 3%. A medição de corrente não deve ter erro superior a 10%. Todos os acessórios e cabos
para interligação dos sensores ao controle do religador são parte integrante do
fornecimento.

5.1.14 Os lados fonte e carga deverão ser marcados de forma legível e indelevelmente, na tampa
e/ou caixa de mecanismo, com as palavras “FONTE” e “CARGA”.

5.1.15 Deverá ser fornecido um conjunto montado de tomada e plugues de contatos múltiplos
para interligação do cubículo de controle e sua unidade de potência. O comprimento do
cabo de interligação deve ser de no mínimo 5 metros. Este cabo deve ser próprio para
instalação em condições severas de EMC sem danos para o controlador ou para o
religador;

5.2 Cubículo de Controle


5.2.1 O religador deverá possuir cubículo de controle para instalação ao tempo e à prova de
intempéries, com grau de proteção mínimo IP54. Esse cubículo deverá prever as proteções
necessárias contra vandalismo.

5.2.2 O cubículo de controle deverá possuir barra de aterramento de dimensões não inferiores a
40x6x200mm, fixada na parte interna inferior da caixa do controle. Todas as conexões de
aterramento internas ao cubículo de controle deverão ser realizadas individualmente e
diretamente na barra de aterramento.

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5.2.3 O cubículo de controle deverá ter conector de aterramento externo para cabo de cobre
com seção de 10 até 70 mm2.

5.2.4 O cubículo de controle deverá dispor de tampa cega removível ou saídas rosqueadas para
eletroduto de diâmetro adequado para a fiação de interligação externa. Estas saídas
deverão ser localizadas no fundo do cubículo e fechadas por tampões adequados.

5.2.5 O cubículo de controle deverá conter, no mínimo:


a) Contador de operações integrado ao controle;
b) Dispositivo antibombeamento;
c) Proteção individual de todos os circuitos através de disjuntores termomagnéticos
adequadamente dimensionados;2
d) Indicador de posição integrado ao controle;
e) Iluminação interna, automaticamente energizada quando da abertura da porta;
f) Tomada 2P+T padrão ABNT;
g) Resistência de aquecimento, controlada por termostato ajustável, adequadamente
posicionada e protegida de forma a não danificar nenhum componente do cubículo de
controle e não oferecer perigo ao operador;
h) Porta documentos e limitador de abertura na porta;
i) Fechadura com chave ou furo para cadeado;

5.2.6 A organização, sinalização e identificação dos componentes devem ser conforme MT-SE-
508.

5.2.7 Toda fiação deverá ser executada em condutores flexíveis, unipolares, de cobre eletrolítico,
têmpera mole (classe 4). A fiação deve ter isolamento termoplástico (PVC-70°C), tipo BWF,
para 750V. Os cabos deverão ser resistentes à propagação de chama e insensíveis ao óleo e
seus vapores.

5.2.8 O condutor neutro não poderá ser seccionado.

5.2.9 Os blocos terminais destinados a sinais de comando, controle e alimentação deverão


atender aos requisitos do ANEXO H.

5.2.10 O mini disjuntor bipolar utilizado para proteção do circuito de alimentação do controle
deverá ter uma derivação de seus terminais de saída disponibilizados a borne para
utilização CEMIG.

5.2.11 Os condutores utilizados para a resistência de aquecimento deverão possuir cobertura


adequada e ser resistentes às altas temperaturas.

5.2.12 Toda a fiação deverá ser na cor preta, anilhada conforme Figura 2. A fiação do circuito de
aterramento deverá ser na cor verde e amarela.

2Os circuitos de corrente contínua deverão ter seus polos positivos e negativos protegidos por disjuntores
monopolares.

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Figura 2 - Padrão de Anilhamento

5.2.13 O cubículo de controle deverá ser projetado de forma que a operação e manutenção de
qualquer equipamento ou componente interno atenda aos requisitos mínimos de
ergonomia e segurança definidos nas normas regulamentadoras Nº 10 - Segurança em
instalações e serviços em eletricidade, N° 12 – Segurança no trabalho em máquinas e
equipamentos e Nº 17 – Ergonomia.

5.3 Requisitos Adicionais Específicos para Religadores a Óleo3


5.3.1 Além dos mencionados acima, os seguintes acessórios mínimos devem ser fornecidos para
religadores a óleo:
a) Um indicador magnético de nível de óleo;
b) Válvula de alívio de sobrepressão de óleo isolante;
c) Válvulas de enchimento, drenagem e amostragem de óleo;

Nota
Caso inexistente no projeto do equipamento a válvula de alívio de sobrepressão ou o dispositivo de
supervisão de óleo deverá ser demonstrada, até a entrega do primeiro lote, a capacidade de suportabilidade
do invólucro à sobrepressões internas causadas por disrupção elétrica. Essa demonstração deve fazer parte
do fornecimento, sem ônus para a CEMIG, através da realização de ensaios de tipo ou apresentação de
relatório de ensaio realizado em projeto idêntico em laboratório oficial e independente e com resultado
satisfatório.

5.3.2 O religador deverá ser embarcado com óleo. O fornecedor deverá declarar na sua proposta
o nome comercial e as especificações do óleo recomendado. O óleo mineral isolante deve
ser isento de PCB (Bifenilas Policloradas). Na época da entrega, o fabricante deverá
fornecer cópias dos certificados mostrando as características do óleo isolante. O ensaio de
rigidez dielétrica do óleo deve ser feito na fábrica do fornecedor e o valor mínimo aceitável
é de 30 kV/ 2,54 mm (eletrodos em forma de disco) após o enchimento e 10 operações do
religador. O óleo não poderá ter enxofre corrosivo na sua composição ou ter passivador de
cobre adicionado ao mesmo.

5.4 Requisitos Adicionais Específicos para Religadores a SF6


5.4.1 Além dos mencionados acima, os seguintes acessórios mínimos devem ser fornecidos para
religadores a SF6:
a) Válvula de alívio de sobrepressão de gás;
b) Um densímetro, compensado, de pressão de gás, que permita supervisão remota e
local.
c) Válvulas de enchimento, drenagem e amostragem de gás;

3
Apenas para manobra de banco de capacitores.

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d) Sistema de supervisão de pressão de gás para religadores a SF6, incluindo opção de
desligamento automático ou bloqueio, e pelo menos dois contatos independentes para
alarme e indicação de desligamento;

Nota
Caso inexistente no projeto do equipamento a válvula de alívio de sobrepressão ou o dispositivo de
supervisão de gás deverá ser demonstrada, até a entrega do primeiro lote, a capacidade de suportabilidade
do invólucro à sobrepressões internas causadas por disrupção elétrica. Essa demonstração deve fazer parte
do fornecimento, sem ônus para a CEMIG, através da realização de ensaios de tipo ou apresentação de
relatório de ensaio realizado em projeto idêntico em laboratório oficial e independente e com resultado
satisfatório.

5.4.2 Os religadores a SF6 devem ser embarcados, pelo menos, com pré-enchimento de baixa
pressão de SF6. O fabricante deve fornecer o SF6 para o primeiro enchimento e, um
conjunto completo de todos os acessórios e conexões para ligação do cilindro de gás SF6
ao religador para cada conjunto de 5 religadores. Na época da entrega, o fornecedor
deverá fornecer cópia do certificado de teste indicando as características do gás. Deverá
ser informado a massa total de gás SF6 presente no religador.

5.4.3 A taxa máxima de vazamento do gás SF6 para a atmosfera para um religador completo não
deverá exceder 1% ao ano, em relação ao peso do total de gás do religador. O
procedimento do teste para aferição e cálculos matemáticos ou metodologia empregada
deve ser apresentado à CEMIG antes do convite para inspeção.

5.5 Limpeza, Pintura e Tratamento Anticorrosivo


5.5.1 Todas as superfícies internas e externas do tanque, invólucros, cubículos e outras partes
metálicas que não sejam em aço inox ou galvanizadas e forem expostas ao SF6, óleo ou
intempérie devem ser cuidadosamente limpas para remover toda a graxa, limalhas,
corrosão e substâncias estranhas. Em seguida, devem receber uma camada protetora de
fosfato de zinco e serem pintadas com poliéster em pó. O processo de pintura deve seguir
a especificação técnica 02.118-CEMIG-359 e ser submetido previamente à aprovação da
CEMIG.

5.5.2 As superfícies internas e externas dos religadores e cubículos de controle devem ser
pintadas na cor MUNSELL N6.5 ou RAL 7035. Alternativamente, esses itens poderão ser
fornecidos em aço inox sem pintura.

5.5.3 As peças de aço não pintadas, exceto as não fabricadas em aço inoxidável, devem ser
galvanizadas a quente, conforme NBR 6323 ou ASTM A123. Todas as superfícies usinadas
ou polidas devem ser cuidadosamente limpas, cobertas com uma camada adequada e
facilmente removível de composto resistente à corrosão e embrulhadas/protegidas contra
danos no transporte. Parafusos, porcas, arruelas e similares deverão ser zincados por
processo de imersão a quente, conforme NBR 6323. O revestimento de zinco dever ser
contínuo e uniforme. Não devem existir áreas não revestidas e irregularidades como
inclusões de fluxo, borras e etc.

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5.6 Placa de Identificação
5.6.1 Cada religador deve ser fornecido com uma placa de identificação em aço inox, latão
niquelado ou alumínio anodizado e estar fixadas por meio de rebites em local de fácil
leitura, com as informações mínimas exigidas pela IEC 62271-111. As seguintes
informações também devem ser gravadas na placa de identificação:

 A inscrição “Religador Automático”


 Nome ou número do Contrato ou Pedido de Compra;
 Meio de interrupção;
 Meio de isolamento;
 Tensão e faixa de variação dos dispositivos de abertura e fechamento;
 Corrente de partida e carga dos dispositivos de fechamento e abertura;
 Potência dos dispositivos de fechamento e abertura;
 Peso do religador;
 Norma e ano de projeto e fabricação do religador;
 Manual de Instrução e nº da lista de desenhos;
 Espaço em branco de 15 x 40 mm para uso da CEMIG.
 Pressão nominal de gás;
 Pressão de alarme e desligamento;
 Volume do óleo ou peso do gás a pressão nominal;

5.6.2 Cada cubículo de controle deve ser fornecido com uma placa de identificação com as
seguintes informações mínimas:

 Nome do fabricante do Controle;


 Tipo do Controle;
 Nome ou número do Contrato ou Pedido de Compra;
 Nº de série e data de fabricação do Controle;
 Valor nomina e tolerância da tensão de alimentação do controle;
 Valor nominal e tolerância da tensão de controle;
 Frequência nominal;
 Peso da unidade de Controle;
 Norma e ano de projeto e fabricação do controlador;
 Manual de Instrução e nº da lista de desenhos;
 Espaço em branco de 15 x 40 mm para uso da CEMIG.

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6 Requisitos Gerais do Controlador
6.1 Geral
6.1.1 O controlador do religador deverá ser capaz de aceitar energização permanente ou pulsada
em suas entradas digitais em 125 Vcc.

6.1.2 O controlador programável dos religadores deve ser fornecido com softwares de
programação reproduzíveis e suas licenças em número requerido pela CEMIG. Todos os
acessórios especiais para programação e descarregamento (download) de dados, se
necessários, devem ser fornecidos pelo fabricante sem nenhum custo extra. Pelo menos
um de tais acessórios deve ser fornecido para cada grupo de quatro religadores. Um PC
não é considerado acessório especial.

6.1.3 O controlador microprocessado deve permitir operações de desligamento rápidas ou


retardadas com as operações rápidas seguidas pelas retardadas em qualquer combinação
de quatro operações. Deverá ser possível ajustar as operações rápidas ou retardadas aos
pontos de uma curva definida pelo controlador microprocessado. A mudança das
operações rápidas para retardadas deverá ser automática e inerente ao controlador do
religador.

6.1.4 Os seguintes requisitos de proteção devem ser considerados para os controles dos
religadores propostos:
 50/51 – Função de proteção de sobrecorrente
 50/51N – Função de proteção sobrecorrente de neutro
 67 – Sobrecorrente direcional
 67N – Sobrecorrente direcional de neutro
 27 – Subtensão
 59 – Sobretensão
 25 – Sincronismo
 81 – Sub/Sobre frequência
 79 – Religamento automático
 50BF – Falha de disjuntor
 VTS – Falha de fusível (Falta de Tensão de Referência do Sensor de Tensão)

Se algum acessório for necessário para prover o religador com as funções de proteção
requisitadas, ele deverá ser fornecido e seu preço incluído no preço do religador.

6.1.5 Em caso de perda de alimentação ou reinicialização do controlador as funções de proteção


deverão retornar em serviço/ativadas.

6.1.6 O tempo de religamento entre as operações de desligamento deve ser ajustável por um
controlador microprocessado de acordo com o ciclo de trabalho do religador e, no mínimo
entre 0,3 a 180 s e, ser independentemente ajustável para cada religamento.

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6.1.7 Se após um religamento as condições na linha voltarem ao normal, o religador deverá
restabelecer por um controlador microprocessado ajustável pelo menos de 30 a 180 s e,
estar pronto para uma nova e completa sequência de operações.

6.1.8 O dispositivo de sobrecorrente de fase deve ter um controlador microprocessado ajustável


em uma faixa mínima de desligamento de 50 a 800A. Para falta fase-fase o ajuste da
corrente de desligamento deverá ser de acordo com a corrente nominal simétrica de
interrupção.

6.1.9 O dispositivo de sobrecorrente de terra deve ter um controlador microprocessado


ajustável em uma faixa mínima de desligamento de 5 a 280A. Para falta fase-terra o ajuste
da corrente de desligamento deverá ser de acordo com a corrente nominal simétrica de
interrupção.

6.1.10 Dentro dos ajustes das operações rápidas para desligamento de fase deverá ser possível
ajustar a curva característica da Tabela 4.

Tabela 4 - Curvas características operações rápidas


Percentual da corrente nominal em regime contínuo Tempo de desligamento (segundos)
200 0.15
1000 0.05
3500 0.05

6.1.11 Dentro dos ajustes das operações retardadas para desligamento de fase deverá ser possível
ajustar as curvas características da Tabela 5 (ambas as curvas devem ser passíveis de
ajuste).

Tabela 5 - Curvas características operações retardadas


Percentual da corrente nominal em Curva 1 Curva 2
regime contínuo Tempo de desligamento (segundos) Tempo de desligamento (segundos)
200 7.3 20
1000 0.3 0.7
3500 0.1 0.15

6.1.12 O dispositivo de operações rápidas para desligamento fase – terra deve ter uma curva
característica, ajustável de 0,1 a 2 s, continuamente ou em degraus. Caso curvas diferentes
sejam requeridas para alteração da característica de tempo, pelo menos 5 curvas
diferentes devem ser supridas para cada religador;

6.1.13 O dispositivo de operações retardadas para desligamento fase – terra deve ter uma curva
característica, ajustável de 2 a 15 s, continuamente ou em degraus. Caso curvas diferentes
sejam requeridas para alteração da característica de tempo, pelo menos 5 curvas
diferentes devem ser supridas para cada religador;

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6.1.14 Para evitar desligamento indevido após uma operação manual de fechamento, causado por
correntes transitórias de energização (inrush) (corrente de acionamento fria), deve ser
incluído no sistema de controle um dispositivo para permitir um ajuste de retardo de
tempo após o fechamento manual. Esta operação com retardo deve ser preferencialmente
ajustada como uma curva independente, ou ser a curva com retardo do religador.

6.1.15 As funções de proteção, quando não detalhadas neste documento, devem atender ao item
2.3.6 – Relé de Sobrecorrente Direcional da especificação técnica 22.000-PE/LS-5494. Em
caso de conflito, a presente especificação prevalecerá.

6.1.16 O controlador deve permitir a inversão de faseamento de ABC para CBA via software. Não
será aceita, para este fim, a inversão de fiação nas entradas analógicas.

6.1.17 O controlador deverá possuir rastreabilidade e seu número de série e versão de firmware
deverão ser claramente indicados no dispositivo e nos relatórios de ensaios de rotina. A
versão do firmware deverá ser conforme consta no ANEXO A.

6.1.18 Não é permitida alteração de firmware no decorrer do fornecimento sem o consentimento


explícito da CEMIG. Em caso de aceitação de mudança de firmware, todos os testes
funcionais deverão ser refeitos, conforme ANEXO E.

6.1.19 Após realização satisfatória dos ensaios de rotina e testes de aceitação, o relatório e o
arquivo de configuração de cada controlador deverão ser enviados para arquivamento
CEMIG. Este requisito também é aplicável após a realização de serviços de montagem e
supervisão de montagem.

6.2 Comunicação com o Sistema de Supervisão, Controle e Proteção


6.2.1 O controlador deve possibilitar a comunicação com Sistema de Supervisão, Controle e
Proteção (SSCP) local da subestação e ser integrada à UCC (Unidade Central de Controle),
através do protocolo DNP 3.0 (interface óptica) e via contatos discretos (entradas e saídas
binárias).

6.2.2 Para permitir controle e supervisão remotos e acesso aos contatos auxiliares via contatos
discretos, devem ser fornecidos, no cubículo de controle do religador, bornes do tipo olhal,
de forma que não haja parafusos atuando diretamente nos cabos. Os terminais devem
seguir a padronização do ANEXO H.

6.2.3 Para permitir a integração entre o religador e a UCC, toda a documentação do protocolo
deve ser fornecida, incluindo descrição e formatação das mensagens utilizadas, perfil de
comunicação e sequência das mensagens (política de troca de mensagens). Deve ser
fornecido o “Device Profile Document” completo com o mapa DNP3.0, referente ao
produto proposto.

6.2.4 O modo de comunicação entre o sistema de controle e supervisão e o controle do religador


deve ser do tipo Mestre-Escravo ou por exceção com possibilidade de ajustar o modo pelo
sistema.

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6.2.5 O controlador deve ter um sistema próprio para monitoramento de faltas, alarmes de
estado local e painel de operação, através de uma IHM (interface homem-máquina).
Remotamente tais funções devem ser disponibilizadas para o sistema de supervisão e
controle da SE por meio de protocolo de comunicação e via contatos discretos (I/O –
contatos secos).

6.2.6 O controlador microprocessado deve ter pelo menos:

 Uma porta de comunicação serial, padrão RS-232 ou USB, interface elétrica, para
acesso local para a manutenção, diagnóstico e configuração;
 Uma porta de comunicação serial, padrão RS-232, interface óptica, conector para fibra
óptica multimodo, para integração a UCC, através do protocolo DNP 3.0.
 Uma porta de comunicação serial reserva, padrão RS-232, interface óptica, conector
para fibra óptica multimodo, para possível comunicação com SSCP através do
protocolo DNP 3.0, em caso de falha da porta de comunicação principal.

Alternativamente, poderão ser utilizados conversores eletro-ópticos com alimentação


externa. Neste caso, os cabos de conexão entre a interface elétrica, o conversor e a fonte
de alimentação deverão estar inclusos no fornecimento. Os conversores devem ser
acomodados adequadamente dentro do cubículo de controle do religador.

6.2.7 A interface óptica deve possuir característica de comprimento de onda entre 820 e 850 ηm.

6.2.8 Deve ser fornecido, para cada conjunto de 4 religadores, um cabo para comunicação entre
um PC e o controle, através da porta frontal de comunicação serial/USB de acesso local
para manutenção.

6.2.9 Medições que devem ser armazenadas no controle e enviadas ao sistema supervisório:
 Corrente em cada fase (deve ser enviado via ambos, protocolo e sinal analógico);
 Potência ativa;
 Potência reativa;
 Fator de potência;
 Energia;
 Frequência.

6.2.10 O controlador deve ter uma interface homem-máquina (IHM) de forma a completar a
supervisão e controle, conforme acima listado.

6.2.11 Comandos e entradas binárias – Devem ser aceitos pelo controlador pelo menos 9
comandos, configuráveis, que serão enviados pelo sistema de supervisão, controle e
proteção (SSCP), via protocolo, comutação de contatos auxiliares ou energização com
tensões de comando, com as funções da Tabela 6:

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Tabela 6 - Entradas Digitais
Descrição Nível lógico 0 Nível lógico 1
Abrir religador Nulo Abrir
Fechar religador Nulo Fechar
Trip externo Nulo Trip
Bloquear/Desbloquear Proteção de terra Desbloquear Bloquear
Ativar/Desativar Religamento automático Ativar Desativar
Ativar/Desativar Perfil de proteção alternativo Desativar Ativar
Ativar/Desativar Operação em hotline Desativar Ativar
Bloquear/Desbloquear Fechamento Desbloquear Bloquear
Reserva (aplicação futura) - -

6.2.12 Saídas digitais de religadores para saída de alimentador – O controlador deve enviar, via
protocolo e via discreta por contatos secos reversíveis, pelo menos 12 sinalizações,
configuráveis, que serão recebidas pelo SSCP conforme Tabela 7. A configuração inicial das
saídas binárias deve ser realizada em fábrica.

Tabela 7 - Saídas Digitais: Religador para Saída de Alimentador


Religadores para saída de alimentador
Descrição Texto 0 Texto 1
Controle bloqueado - Completou o ciclo de RA Normal Operou
Falha mecânica do Religador Normal Operou
Falha do controle eletrônico do religador4 Normal Operou
Supervisão do religador (local/remoto) Local Remoto
Proteção de fase do religador Normal Operou
Proteção Geral Desativada Ativada
Proteção de terra Normal Operou
Erac5 - sub/sobre frequência Normal Operou
Operação em hotline Desativada Ativada
Ajuste de proteção - perfil alternativo 1 Desativado Ativado
Função proteção de terra Em serviço Fora de serviço
Religamento automático Em serviço Fora de serviço

6.2.13 Saídas digitais de religadores para banco de capacitores – O controlador deve enviar, via
protocolo e via discreta por contatos secos reversíveis, pelo menos 9 sinalizações,
configuráveis, que serão recebidas pelo sistema de supervisão e controle conforme Tabela
8. A configuração inicial das saídas binárias deve ser realizada em fábrica.

4 Incluindo a falta de tensão de alimentação do religador


5 Esquema Regional de Alívio de Carga

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Tabela 8 - Saídas Digitais: Religadores para Banco de Capacitores
Religadores para banco de capacitores
Descrição Texto 0 Texto 1
Falha mecânica do religador Normal Operou
Falha do controle eletrônico do religador Normal Operou
Supervisão do religador (seleção de comando local/remoto) Local Remoto
Proteção de fase do religador – vermelha Normal Operou
Proteção de fase do religador – azul Normal Operou
Proteção de fase do religador – branca Normal Operou
Proteção de terra Normal Operou
Proteção de sobretensão Normal Operou
Proteção de subtensão Normal Operou

6.2.14 O estado dos contatos principais (aberto/fechado) deve ser enviado para SSCP através de
protocolo e de contatos auxiliares secos vindos da unidade de potência e disponibilizados a
borne no cubículo de controle.

6.2.15 Os comandos abaixo, quer sejam pulsados nas entradas binárias quer sejam enviados via
protocolo, deverão ser executados e armazenados na memória não volátil do controle, de
forma a manter sua última condição mesmo em caso de perda de alimentação CC.

 Bloquear / Desbloquear religamento automático


 Bloquear / Desbloquear proteção de terra
 Alteração do grupo de ajuste da proteção
 Ativar / Desativar Hotline Tag
 Posição dos contatos principais

6.3 Características construtivas


6.3.1 O dispositivo de amostragem de corrente do sistema de controle não deve ocasionar o
desligamento do religador quando o fluxo de corrente a 60 Hz abaixo da corrente mínima
de acionamento com alto conteúdo de harmônico passar pelos sensores de corrente,
sendo a soma dos valores eficazes de todas as componentes da corrente acima do valor
mínimo de corrente de acionamento citado.

6.3.2 O controlador eletrônico deve suportar temperaturas na faixa de – 5°C a +55°C. Deverá ser
provida uma proteção contra surtos gerados nos circuitos externos, incluindo o campo das
radiações eletromagnéticas e surtos diretos via cabos.

6.3.3 Para evitar deterioração por contaminantes atmosféricos as placas de circuitos impressos
devem ser aspergidas com camadas de revestimento de proteção. O material do
revestimento e o solvente usado devem ser indicados na proposta.

6.3.4 Para facilitar a manutenção, todas as placas as eletrônicas e seus componentes devem ser
listados e claramente identificados. Cada placa/componente deverá ter pontos de teste
próprios e, o manual de manutenção deverá mostrar as condições, formas de onda,
tensão, frequência, etc., inerentes em cada ponto de teste sob condições normais e de
defeito (tabelas de procura de defeitos). O manual de manutenção deverá mostrar

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também como as placas/componentes podem ser testadas usando-se equipamentos
convencionais.

6.3.5 Uma chave/botão de bloqueio de desligamento para terra deve ser fornecida para inibir o
dispositivo de sobrecorrente para falta a terra. A chave deve ser projetada para operação
local ou remota.

6.3.6 Devem ser previstos meios para permitir a abertura, fechamento e bloqueio manual do
religador, local ou remoto.

6.3.7 Não serão aceitas soluções que utilizem baterias.

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7 Documentação Técnica
7.1 Requisitos Gerais
7.1.1 Toda a documentação técnica e softwares necessários para instalação, operação e
manutenção referentes ao fornecimento do equipamento se tornarão propriedade da
CEMIG e seus custos serão considerados incluídos no preço do fornecimento.

7.1.2 A CEMIG se reserva o direito de reprodução e distribuição conforme sua necessidade para
trabalhos de projeto, construção, operação e manutenção. Tais trabalhos podem ser
executados pela CEMIG ou por terceiros.

7.2 Documentação para proposta


7.2.1 Caso exigidos no edital, a seguir são relacionados os principais documentos a serem
enviados juntamente com a proposta de fornecimento.

a) ANEXO A – Dados técnicos garantidos e características de desempenho, completamente


preenchidos para avaliação técnica6;
b) Desenhos orientativos de dimensões externas do religador e do controle7;
c) Relatórios de ensaios de tipo, conforme item 9;
d) Catálogo completo;
e) Manuais de instruções do religador, controlador e software;
f) Lista de referência de clientes, incluindo informações de equipamentos fornecidos,
contatos e data de entrega;
g) Declaração com tipo e modelo do dispositivo de interrupção, tipo e modelo do controle e
versão de firmware do controle;
h) ANEXO B – Cotação de peças sobressalentes;
i) ANEXO C – Peças sobressalentes recomendadas.

7.3 Documentação para aprovação


7.3.1 A seguir são relacionados os principais documentos que compõe a documentação dos
religadores a serem apresentados após adjudicação de contrato. Os documentos
relacionados deverão ser apresentados pelo fornecedor para análise e verificação da
CEMIG durante o processo de fornecimento nos prazos definidos no edital de licitação. A
inspeção dos equipamentos somente será autorizada após aprovação completa da
documentação.

6 As informações apresentadas nos dados técnicos garantidos prevalecem sobre as demais informações em caso de divergência.
7 Desenhos orientativos de dimensões externas mostrando locação e dimensões das ferragens, tanques, suportes, invólucros, drenagem de gás ou
óleo e conexões de enchimento, cubículo de controle, buchas, conectores terminais, mecanismo de operação, conexão dos conduítes, conexões de
aterramento, peso total e dimensões para transporte.

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a) Lista de documentos e fornecimentos;
b) Dimensões internas e externas do religador e do controle8;
c) Dimensões externas da bucha9;
d) Diagramas elétricos, de fiação e funcionais10;
e) Lista de componentes;
f) Manual de instruções do religador, controle e software11;
g) Placa de identificação do religador e do controle;
h) Dados técnicos garantidos12;
i) Dimensões para transporte;
j) Programa de treinamento;
k) Programa de ensaios de tipo (caso aplicável);
l) Programa de testes funcionais e desempenho do sistema de controle;
m) Software de operação, manutenção, configuração e ajuste, incluindo licenças de uso e
direito de cópias para a CEMIG.
n) Demonstração dos procedimentos de manutenção13;
o) Qualquer outro desenho e dados requeridos para uso no projeto da instalação do
equipamento ou referente à subestação ou necessário para instalação, ajuste,
operação e manutenção;

7.4 Documentação a ser enviada junto ao religador


7.4.1 Junto a cada equipamento a ser entregue deve ser enviado um databook completo,
contendo os desenhos dimensionais, esquemas elétricos, dados técnicos garantidos,
manuais de instruções e relatório de ensaios de rotina aprovados pela CEMIG. Também
deverá ser entregue CD/DVD com os softwares para operação e manutenção do religador e
seu controle.

7.4.2 Além disso, deve ser fornecido um DVD/PENDRIVE, com o objetivo de treinamento da
equipe de manutenção, mostrando todos os procedimentos importantes da manutenção,
tais como, troca de contatos, interruptores a vácuo, bobina e chave de alta tensão, etc.,
sem nenhum custo adicional.

8 Desenho de dimensões mostrando a locação e dimensões das ferragens de fixação, tanque, suportes, cubículo de controle, conexões de enchimento
de óleo e gás, conectores terminais, transformadores de corrente, mecanismo de operação, conduítes, conexões de aterramento e pesos; Vista
explodida do religador e do controle;
9 Contendo modelo e código do fabricante, dimensões principais, valores nominais, massa, detalhes dos terminais e do flange, esforços permissíveis.
10 Diagrama esquemático e de fiação do controlador, transformadores de corrente e qualquer outro dispositivo, incluindo conexões aos blocos de
terminais e mostrando as conexões das fontes de alimentação e força requeridas para operação.
11 O Manual deve tratar no mínimo dos seguintes tópicos: Manuseio, Sistema de Controle, Montagem, Ensaios de campo, Operação e Manutenção e
descrição dos acessórios disponíveis para os religadores. O manual deve incluir as curvas características tempo-corrente, fotografias, desenhos,
diagramas e outras informações pertinentes.
12 ANEXO A.
13 Incluindo troca de contatos, interruptores a vácuo, bobina e chave de alta tensão, etc.

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8 Ensaios de Rotina
8.1 Requisito Gerais
8.1.1 Os religadores automáticos devem ser ensaiados conforme norma IEC 62271-111 ou ANSI-
IEEE C37.60, em sua última revisão, e conforme esta especificação.

8.1.2 É condição para a inspeção o fornecimento integral dos itens objetos da inspeção
convocada, com sua respectiva documentação técnica de fornecimento aprovada pela
CEMIG.

8.1.3 Não concluído o processo de fornecimento de documentação técnica, o Contratado


poderá, a critério da CEMIG, ficar impedido no processo de Inspeção e no consequente
embarque dos equipamentos, não lhe cabendo qualquer direito ao pleito de postergação
na entrega dos equipamentos e serão de sua total responsabilidade os consequentes
atrasos.

8.1.4 As inspeções serão realizadas conforme requisitos das especificações, dispensando o envio
de Plano de Inspeção e Testes para ensaios de rotina para análise e aprovação. A CEMIG
deverá ser convocada para acompanhamento de todas as etapas referentes aos ensaios de
rotina.

8.1.5 Os ensaios de rotina devem ser realizados em todos dos religadores, em fábrica, após sua
montagem completa14 e incluem:

a) Ensaio de tensão suportável a frequência industrial com 1 minuto a seco (IEC 62271-111
Item 7.1 e ABNT NBR IEC 60694 Item 7.1);
b) Ensaios dielétricos e de verificação do controle, fiação e acessórios15 (IEC 62271-111 Item
7.2 e ABNT NBR IEC 60694 Item 7.2);
c) Medição da resistência ôhmica do circuito principal (IEC 62271-111 Item 7.3);
d) Ensaio de Estanqueidade (IEC 62271-111 Item 7.4);
e) Calibração para desligamento por sobrecorrente e religamento (IEC 62271-11 Item 7.101);
f) Ensaio de descargas parciais, aplicáveis a religadores que usam dielétricos não
regenerativos como isolação principal, por exemplo, isolação sólida (IEC 62271-111 Item
7.102);
g) Ensaios de operação mecânica, no mínimo 50 operações fechamento-abertura, incluindo
medição dos tempos de fechamento e abertura, análise de percurso, potências e
correntes de acionamento. Devem ser previstas pelo menos 10 operações na condição de
tensão mínima de alimentação e 10 operações na condição de tensão máxima de
alimentação (IEC 62271-111 Item 7.103);
h) Verificação Visual e de Projeto (ABNT NBR IEC 60694 Item 7.5);
i) Ensaios da pintura, incluindo:
 Aderência, conforme ABNT NBR 11003 ou ISO 2409, grau GR0 ou GR1;
 Espessura da película seca, conforme ABNT NBR 10443 ou ASTM E376.
j) Ensaio de galvanização:

14 O ensaio de descargas parciais pode ser realizado antes da montagem final do religador, conforme item 7.102 da IEC 62271-111.
15 Incluindo verificação de modelo do controle, versão de firmware, funcional e ponto a ponto do circuito elétrico/eletrônico.

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 Aderência do revestimento, conforme ABNT NBR 7398;
 Espessura do revestimento, conforme ABNT NBR 7399;
 Massa do revestimento, conforme ABNT NBR 7397;
 Uniformidade do revestimento, conforme ABNT NBR 7400 para 6 imersões de 1
minuto no Ensaio de Preece.

8.1.6 Uma verificação dimensional deve ser feita nas principais dimensões. Os seguintes
aspectos também devem ser comparados com os desenhos aprovados: disposição dos
componentes, espessura das chapas de aço dos painéis, dimensões de montagem, etc.
Ensaios mecânicos devem ser feitos para verificar a correta operação das partes
mecânicas, portas, travas, etc.

8.1.7 Deve ser feita uma verificação completa dos circuitos, fiação e ligações baseada nos
diagramas esquemáticos aprovados, de forma a assegurar que os diagramas de fiação
sejam a representação fiel do painel. Deverá ser realizada verificação de continuidade.

8.1.8 A conferência da embalagem e romaneio é parte integrante dos ensaios de rotina, devendo
sua execução ser considerada na previsão de duração dos ensaios.

8.2 Ensaios de Rotina Adicionais para Religadores a SF6


a) Ensaios de aceitação do gás SF6:

O gás SF6 deve ser testado para obtenção das características abaixo listadas ou se
dispensado pelo inspetor da CEMIG deve ser apresentado o certificado de ensaio do gás
com os seguintes dados:
 Identificação;
 Conteúdo de água;
 Conteúdo de hidro fluoritos;
 Acidez;
 Conteúdo de CF4, O2 e N2;
 Conteúdo de óleo mineral;

Uma cópia do relatório de ensaios deve ser anexada aos demais relatórios.

b) Ensaio de taxa de vazamento do gás SF6:


O procedimento deve ser sujeito à aprovação da CEMIG;

8.3 Ensaios de Rotina Adicionais para Religadores a Óleo


a) Ensaios do óleo isolante:
O óleo deve ser testado para obtenção das características abaixo listadas ou se dispensado
pelo inspetor da CEMIG deve ser apresentado o certificado de ensaios do óleo com os
seguintes dados:

 Rigidez dielétrica;
 Tensão interfacial a 25 °C;

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 Conteúdo de água;
 Fator de potência a 100 °C;
 Ponto de fulgor.
 Ausência de Bifenilas Policloradas

Uma cópia do relatório de ensaios deve ser anexada aos demais relatórios.

Notas:
- A fim de garantir a rastreabilidade e permitir compor os dados para o inventário de ausência de
PCBs, além do resultado do ensaio de isento de PCBs “após contato”, o fornecedor deverá fornecer
declaração de próprio punho atestando que aquele resultado após contato, no caso de ter sido
realizado por amostragem, é valido para as demais unidades do lote que compõem a população da
amostra ensaiada.

- O óleo mineral isolante deve ser isento de Bifenilas Policloradas (PCB), comprovado através de
resultado de ensaio de determinação do teor de PCB, conforme método quantitativo prescrito na
NBR-13882 – Determinação de teor Bifenilas Policloradas (PCB), devendo ser realizado em
laboratório acreditado pelo INMETRO com acompanhamento de representante da Cemig.

- O fornecedor deve apresentar os laudos técnicos com os correspondentes números de série dos
equipamentos que utilizaram o lote de óleo mineral isolante ensaiado.

- O ensaio de determinação do teor de PCB deve ser realizado para todos os lotes de OMI utilizados
no fornecimento dos equipamentos

8.4 Relatórios de ensaios de rotina


Os relatórios de ensaios de rotina devem ser enviados aprovados pelo inspetor CEMIG e devem
conter todas as informações previstas em norma, adicionados os seguintes itens:

a) Identificação e quantidade de religadores do Pedido de Compra inspecionados;


b) Número do Pedido de Compra;
c) Número de série e identificação dos religadores, controladores e dispositivos de
interrupção (ampolas) ensaiados;
d) Número de série, identificação e versão de firmware dos controles ensaiados;
e) Descrição dos ensaios executados nos religadores e controladores, normas aplicáveis,
f) Circuitos de ensaio e equipamentos de medições usados;
g) Dados registrados, incluindo oscilogramas e gráficos.

O equipamento será considerado aprovado para embarque após:

a) Marcação de todas as embalagens e verificação total pelo inspetor;


b) Recebimento e aprovação dos relatórios de ensaios em via física e digital;
c) Recebimento de cópia da lista de embarque;

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9 Ensaios de Tipo
9.1 Requisitos Gerais
9.1.1 Os religadores automáticos devem ser ensaiados conforme norma IEC 62271-111 ou ANSI-
IEEE C37.60, em sua última revisão, e conforme esta especificação. Em caso de divergência,
deverá ser adotado o critério de ensaio mais rigoroso.

9.1.2 Os ensaios de tipo deverão ser realizados em amostras escolhidas pelo inspetor CEMIG,
adicionais ao lote de fornecimento e idênticas ao equipamento ofertado. Estes ensaios
devem provar que o religador a ser fornecido está em conformidade, em todos os
aspectos, com os requisitos das normas aplicáveis e desta especificação.

9.1.3 Ensaios de rotina devem ser realizados antes de qualquer ensaio de tipo.

9.1.4 A CEMIG deverá ser convocada para acompanhamento de todas as etapas referentes aos
ensaios de tipo. O inspetor Cemig deverá ter assegurado o direito de participação integral
na condução da realização dos ensaios de tipo, incluindo, entre outros, comunicação direta
com os técnicos dos laboratórios/fábricas, acesso às informações pertinentes aos ensaios,
direito a fotografias e filmagens, etc. Nesse sentido, o fornecedor/subfornecedor deverá
incluir tais condições quando da contratação/programação dos ensaios de tipo ou
comunicar formalmente para o laboratório contratado que o inspetor será também
responsável pela supervisão da realização dos ensaios e pelas negociações junto ao
laboratório.

9.1.5 A Tabela 9 e Tabela 10 apresentam os ensaios de tipo que são considerados obrigatórios no
fornecimento para a CEMIG, seguindo as orientações do edital de licitação.

9.1.6 Os itens listados na Tabela 10 são ensaios especiais, obrigatórios para os casos de primeiro
fornecimento de determinado modelo de equipamento para a CEMIG.

Tabela 9 - Ensaios de Tipo - IEC 62271-111


Ensaio de Tipo Referência
Ensaios dielétricos nos circuitos principais e de controle Dielectric tests 6.2
Ensaio de elevação de temperatura Temperature rise tests 6.5
Testes mecânicos Mechanical tests 6.109
Ensaios de corrente suportável de curta duração e valor de Short-time withstand current and peak withstand
6.6
IEC 62271-111

crista current tests


Ensaios de Estanqueidade (se aplicável) Tightness Tests 6.8
Ensaio de emissão de raio X (se aplicável) X-Radiation test procedure for vacum interrupters 6.11
Ensaio de manobra de correntes capacitivas de linhas e cabos Line charging and cable charging current tests 6.101
Ensaios de estabelecimento de corrente Making current tests 6.102
Ensaio de interrupção de corrente simétrica Rated symmetrical interruption test 6.103
Ensaios de corrente crítica (se aplicável) Critical Current Tests 6.104
Ensaios de Tempo x Corrente Time-current tests 6.108
Control Electronic elements surge withstand capability
Ensaios de suportabilidade a surto pela unidade de controle 6.111
(SWC) tests
Ensaios do sistema de controle ANEXO G

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Tabela 10 - Ensaios de Tipo Especiais
Ensaios Especiais Referência
Ensaio de durabilidade mecânica e confiabilidade ANEXO D16
Ensaios Funcionais ANEXO E
Ensaio de manobra de banco de capacitor ANEXO F16
Ensaio na bobina de fechamento de AT Ver Nota

9.1.7 Além dos ensaios listados na Tabela 9 e Tabela 10, deverão ser enviados certificados ou
relatórios de tempo de vida acelerado do polímero que prove o desenvolvimento do
polímero conforme a norma IEC 61109 – Insulators for overhead lines - Composite
suspension and tension insulators for a.c. systems with a nominal voltage greater than 1
000 V - Definitions, test methods and acceptance criteria. Nestes documentos deve ser
identificada a norma considerada, o material composto e os ensaios realizados;

Nota:

Ensaio na bobina de fechamento de AT – O religador deve ser ensaiado com tensão nominal, depois com a tensão
mínima de operação. Para a terceira operação, a tensão deverá ser ajustada de 15 a 25% da tensão nominal do
sistema. Esta sequência deve ser repetida pelo menos três vezes.

9.2 Programa de Ensaios de Tipo


9.2.1 Caso sejam adquiridos ensaios de tipo ou especiais, deve ser enviado para aprovação
Programa de Ensaios de Tipo e Especiais que deve fazer parte da documentação técnica de
fornecimento.

O programa dos ensaios de tipo e especiais deverá ser enviado a CEMIG para aprovação
contendo, pelo menos:
a) Detalhamento de todos os pontos em que seja necessário acordo entre as partes;
b) Detalhamento dimensional das amostras que serão enviadas para ensaio e dados
técnicos pertinentes;
c) Aspectos logísticos (laboratórios, quantidade de amostras, período de transporte,
ações para mitigação de riscos, etc.);
d) Cronograma de manutenções e preparativos entre ensaios;
e) Relação de todos os ensaios a serem realizados, incluindo local, data e duração;
f) Informações sobre o responsável técnico do laboratório onde será realizado o
ensaio (nome, e-mail e telefone);
g) Descrição sucinta dos procedimentos e circuitos utilizados em cada ensaio, bem
como pré-condicionamento de amostras, resultados esperados, verificações,
medições e critérios para aceitação final;
h) Normas e itens aplicáveis a cada ensaio;
i) Valores de corrente e tensão a serem aplicados nos circuitos principal e auxiliar;
j) Posições dos equipamentos durante os ensaios.

Nota:
O ensaio de tensão aplicada deve ser feito a 60 Hz e as curvas e tempos de religamento devem refletir as condições
mais desfavoráveis do equipamento sob ensaio.

16 Somente aplicável a religadores para manobra de banco de capacitores.

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9.3 Relatórios de Ensaios de Tipo
9.3.1 As versões definitivas dos relatórios de ensaios devem ser enviadas para avaliação da
CEMIG em até 60 dias após sua realização e conter as informações mínimas requeridas
pela IEC 62271-111 item 6.1, adicionados dos seguintes itens:

a) Número de série e identificação inconfundível dos religadores e controladores


ensaiados, incluindo versão de firmware;
b) Fotos dos equipamentos ensaiados;

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10 Montagem
10.1 Requisitos Gerais
10.1.1 O religador e seu cubículo de controle devem poder ser instalados em estrutura metálica
ou poste. Os seguintes desenhos e figuras são parte da especificação para os objetivos de
proposta:
o 02.118-COPDEN-11 – Pórtico Tipo PA7 – 1º Pórtico
o 02.118-COPDEN-12 – Pórtico Tipo PA7 – Ampliação
o 02.118-CEMIG-17 – Poste de Concreto Armado e Protendido de Seção Circular

10.1.2 É de responsabilidade do fornecedor do religador a elaboração do projeto das estruturas


suporte para instalação nos pórticos e postes. O fornecimento das estruturas e ferragens,
conforme projeto recebido e verificado, ficará a cargo da CEMIG para os religadores de
15,5kV e 27kV.

10.1.3 Os religadores de 34,5kV devem ser fornecidos com estrutura autoportante. A distância
mínima do terminal/parte energizada ao solo deve ser de 3,00m e a altura mínima da
estrutura deve ser de 2,85m (topo da estrutura até a brita). Deve ser considerado o
equipamento sob um pórtico de 6,0m de altura livre e 4,8m de largura. Para 34,5kV a
distância mínima de partes energizadas para aterradas é 33cm.

10.1.4 Deverão ser observados todos os requisitos de segurança e ergonomia presentes nas
especificações CEMIG, nas normas e na legislação brasileira.

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11 Treinamento
11.1 Requisitos Gerais
11.1.1 Caso solicitado em edital, deverá ser realizado treinamento para permitir que a equipe da
CEMIG conheça aspectos de fabricação e se capacite para o projeto de aplicação,
montagem, realização de ajustes, integração digital com o sistema supervisório, operação e
manutenção do equipamento.

11.1.2 Devem ser previstos como inclusos no escopo do treinamento: programa de treinamento,
local, multimídia, materiais didáticos e equipamentos de treinamento, incluindo caixas de
testes. Todos os custos referentes ao treinamento deverão estar embutidos no preço do
equipamento.

11.1.3 Deve ser previsto treinamento na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais,
Brasil, durante 3 (três) dias para, no mínimo, 20 (vinte) pessoas.

11.1.4 O Programa de Treinamento deverá ser aprovado pela CEMIG. A CEMIG marcará a data de
realização e comunicará ao fornecedor com 15 (quinze) dias de antecedência. O
treinamento ocorrerá antes da convocação para a inspeção da primeira entrega do Pedido
de Compra.

11.1.5 O treinamento deverá ser avaliado pelos participantes e repetido sem ônus para CEMIG,
com as devidas adequações de conteúdo, caso tenha sido considerado insatisfatório pela
equipe de treinandos.

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12 Supervisão de Montagem
12.1 Requisitos Gerais
12.1.1 Caso exigida no edital de licitação, deverá ser realizada supervisão de montagem do
religador e do controlador, incluindo verificação completa da montagem, configuração e
integração digital e analógica com o sistema de supervisão e controle.

12.1.2 A supervisão de montagem será executada em instalação da CEMIG durante 3 dias. Todos
os custos e equipamentos necessários são de responsabilidade do fornecedor. A CEMIG
marcará a data e comunicará ao fornecedor com 20 (vinte) dias de antecedência.

12.1.3 Ao final, deverá ser emitido pelo fabricante relatório completo das atividades realizadas e
resultados obtidos. O arquivo de configuração do controlador deverá ser enviado para
arquivamento CEMIG.

12.1.4 Para liberação de pagamento, o relatório deverá ser analisado e aprovado pela CEMIG.

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13 Embalagem e Armazenamento
13.1 Requisitos Gerais
13.1.1 O método de embalagem deve ser adequado a proteger o conteúdo contra quebras e
danos durante o embarque e transporte do local de fabricação ao local de instalação. Além
disso, deverá ser projetada para facilitar as operações, garantindo a integridade dos
operadores e do equipamento.

13.1.2 Cada embalagem deve conter identificação de face superior, símbolo de içamento, centro
de gravidade, símbolo de proteção contra umidade, símbolo de frágil e número de
remontagens permitidas. Para os volumes providos de resistência de aquecimento, deve
ser instalada na parte externa da embalagem, uma tomada para ligação destas
resistências, em 127 Vca e com indicação de potência. A embalagem também deve ser
adequada para armazenamento ao tempo e movimentação através de empilhadeira.

13.1.3 A embalagem deverá conter um exemplar do romaneio em seu interior e outro preso em
seu exterior, em invólucro plástico lacrado e resistente a intempéries.

13.1.4 Cada religador deve ser individualmente embalado com todos os seus pertences em uma
embalagem robusta de madeira, completamente fechada e adequada para empilhamento
duas a duas. O religador deve ser armazenado preferencialmente em sua posição de
operação. Os cubículos de controle devem ser envolvidos em lençóis de plástico e selados,
os invólucros devem ser providos com absorvedores de umidade.

13.1.5 Todas as pequenas peças, bem como chaves, ferramentas e terminais de linha, deverão ser
acondicionadas em caixas de madeira lacradas, protegidas com papel impermeabilizado ou
equivalente, e devidamente reforçadas com tiras de aço de dimensões apropriadas.

13.1.6 As peças sobressalentes devem ser embaladas em uma ou mais caixas de madeira,
conforme os itens da Ordem de Fabricação, separadas dos religadores e claramente
identificadas.

13.1.7 Todas as caixas devem ser apropriadas para transporte rodoviário em estradas não
pavimentadas.

13.1.8 A conferência de todas as embalagens é parte integral da inspeção de rotina. O fornecedor


será responsável por qualquer dano, perda ou atraso na entrega e posteriores
consequências de embalagens não adequadas ou impróprias.

13.1.9 A legislação ambiental brasileira e demais legislações estaduais e municipais devem ser
rigorosamente cumpridas.

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ANEXO A
Dados Técnicos Garantidos
As planilhas referentes aos dados técnicos garantidos deverão ser adequadamente preenchidas.
Cada planilha é composta de 5 (cinco) abas e seus arquivos, nos formatos XLSX e PDF, encontram-
se juntos aos anexos do edital.

Cada planilha deverá ser preenchida apenas para 1 (um) modelo de religador. Os dados
informados neste documento prevalecem sobre qualquer divergência da documentação.

As planilhas não poderão ter seus dados, linhas e colunas suprimidas e nem alteradas.

Nº de referência do fabricante:
Nome do fabricante:
Nº da proposta:
Nº da concorrência:
Descrição do Religador/Controlador:
Data:

1 - CARACTERÍSTICAS GERAIS
ITEM DESCRIÇÃO PROPOSTA
1.1 Fabricante da Unidade de Potência
1.2 Modelo do Religador
1.3 Fabricante do Controlador
1.4 Modelo do Controlador
1.5 Firmware do Controlador (descrição/versão)
1.6 Software de Configuração do Controlador (descrição/versão)
( ) Polímero
( ) SF6
1.7 Meio Isolante
( ) Óleo
( ) Outros___________
1.8 Fabricante do interruptor
( ) Vácuo
1.9 Tipo do Interruptor
( ) SF6
1.10 Modelo do Interruptor
1.11 Norma de fabricação do Religador (incluindo ano)

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2 - REQUISITOS ELÉTRICOS DO RELIGADOR
ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA
Informações sobre as características nominais
2.1 Tensão nominal 15,5/27/38 kV
2.2 Tensão máxima aplicada continuamente 13,8/24,2/34,5 kV
2.3 Frequência nominal 60 Hz
2.4 Corrente nominal de regime contínuo 630 A
2.5 Capacidade de interrupção nominal em curto-circuito simétrico 12,5 kA
2.6 Capacidade de estabelecimento nominal em curto-circuito assimétrico 2,6
2.7 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico 110/125/170 kVcrista
2.8 Tensão suportável nominal a frequência industrial – 1 min. a seco 50/60/70 kV
2.9 Tensão suportável nominal a frequência industrial – 10 s, sob chuva 45/50/60 kV
2.10 Capacidade de interrupção nominal de linhas em vazio 2/5/5 A
2.11 Capacidade de interrupção nominal de cabos em vazio 10/25/40 A
2.12 Sequência nominal de operação (O - t - CO - t' – CO – t” – CO) O – 0,5s – CO – 2s – CO – 5s – CO

b) intervalo mínimo entre duas sequência nominais de operação


2.13 - ( )s
(O - t - CO - t' – CO – t” – CO) - T - (O - t - CO - t' – CO – t” – CO)
2.14 Tempo nominal de fechamento - ( ) ms
2.15 Tempo nominal de abertura - ( ) ms
Dispositivo de fechamento

( ) Mola
a) tipo - ( ) Atuador Magnético
( ) Outro: _________________
2.16
b) tensão nominal e faixas Obs. 1 ( ) Vcc ± ( )%
c) corrente nominal - ( )A
d) corrente de crista - ( )A
e) potência - ( ) VA
Dispositivo de abertura

( ) Mola
a) tipo - ( ) Atuador Magnético
( ) Outro: _________________
2.17
b) Tensão nominal e faixas Obs. 1 ( ) Vcc ± ( )%
c) corrente nominal - ( )A
d) corrente de crista - ( )A
e) potência - ( ) VA
Transformador de corrente de proteção
a) relação - ( )-( )A
2.18
b) exatidão Conforme ABNT ( )B( )
c) quantidade 3
Sensor de tensão
a) relação - ( ) - ( ) A (V)
2.19
b) exatidão Conforme ABNT ( )P( )
c) quantidade 3
Atende às características de performance para o ciclo de trabalho ( ) Sim
2.20 Line 4
conforme a tabela 12 da IEC 62271-111:2012 ( ) Não
Chave de contatos auxiliares (quem atende o número de contatos?)
a) corrente de interrupção em 125 V cc 5A
2.21 b) Relação X/R 20 ms
c) número de contatos NA livres 3 NA
d) número de contatos NF livres 3 NF
2.22 Resistência elétrica do circuito de corrente terminal a terminal - ( ) µΩ
Resistência de isolamento a 20ºC:
2.23 a) terminais para terra, religador fechado - ( ) MΩ
b) entre terminais, religador aberto - ( ) MΩ
Para outra fonte que o circuito principal requerida para a operação do mecanismo de fechamento e abertura - Reportar (se aplicável):
( ) Bateria
a) tipo - ( ) Capacitor de Desligamento
2.24 ( ) Outro: _________________

b) potência nominal ( ) VA
c) tensão nominal ( )V
d) corrente nominal ( )A
2.25 Conector de aterramento 10 a 70mm2 _____ a ____ mm2

Obs. 1: A conversão para níveis de tensão diferente de 125 Vcc deverá ocorrer internamente ao equipamento. A alimentação disponibilizada para
comando e controle será 125 Vcc.

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3 - REQUISITOS DO CONTROLE
ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA
( ) Sim
3.1 Controle microprocessado Sim
( ) Não
Alimentação função de controle e operação
a) tensão nominal: 125 Vcc (-20% +10%)
b) potência: - ( )W
c) corrente nominal: - ( )A
3.2
Alimentação Dispositivo Anti-Condensação, Iluminação e Tomada
a) tensão nominal: 127/220 Vca (±10%)
b) Potência (considerando carga máxima nos circuitos): - ( ) VA
c) Corrente máxima: - ( )A
Número das curvas de proteção disponíveis e suas identificações -
3.3
Número de curvas programáveis para o usuário No mínimo 5
Tempo de religamento
( ) Sim
3.4 a) é possível uma configuração independente no mesmo ciclo de religamento? Sim
( ) Não
b) faixa de tempo de religamento (tempo morto do controle configurável) 0,3 a 180s ( )s
3.5 Tempo de restabelecimento 30 a 180s ( )s
3.6 Número de operações de abertura antes do bloqueio No mínimo 4
Ajustes alternativos
( ) Sim
a) são disponíveis? Sim
( ) Não
3.7
b) quantos? No mínimo 1
( ) Sim
c) é possível ativá-los remotamente? Sim
( ) Não
( ) Sim
3.8 Hot Line Tag - Sinalização Linha Viva Sim
( ) Não
( ) Sim
3.9 Cold load pick-up Sim
( ) Não
Portas de comunicação
a) número de portas RS-232 (DB 9/25) No mínimo 1
b) Número de portas USB RS-232 ou USB
c) número de portas de comunicação serial com interface ótica No mínimo 2
d) número de portas de comunicação Ethernet 10/100 Mbits/s (opcional) -
3.10 e) comprimento de onda das interfaces óticas 820 a 850 nm
( ) Sim
É possível usar qualquer combinação de portas RS-232 e de fibras óticas ao mesmo tempo? Sim
( ) Não
Protocolos de comunicações disponíveis Obrigatório DNP 3.0
( ) Sim
É possível mudar o perfil de comunicação de acordo com o DNP 3.0 usado pela CEMIG? Sim
( ) Não
Comunicações Discretas SCADA
a) número de contatos configuráveis para comandos de entrada (BI) No mínimo 9
No mínimo 13 (Alimentador)
b) número de contatos configuráveis para de status de saída (BO) No mínimo 9 (Banco Capacitor)
c) número de I/O reversíveis -
( ) Sim
d) é possível configurar dois ou mais dados de status na mesma saída lógica? quantos? Sim
( ) Não
e) possibilidade de configuração das BI (entradas binárias) com inversores lógicos na área de ( ) Sim
Sim
3.11 programação (lógica inversa). ( ) Não
( ) Pulso
f) status de saídas binárias (pulso, mantido ou configurável) Configurável ( ) Mantido
( ) Configurável
( ) Pulso
g) comando das entradas binárias (pulso, mantido ou configurável) Configurável ( ) Mantido
( ) Configurável
( ) Sim
h) Comutação com ou sem potência auxiliar de saídas binárias Sim
( ) Não

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Medições disponíveis via protocolo (corrente nas fases, potência ativa, potência reativa, fator de potência, energia e frequência)
( ) Sim
a) correntes nas fases (A) Sim
( ) Não
( ) Sim
b) potência ativa (W) Sim
( ) Não
( ) Sim
c) potência reativa (VAR) Sim
( ) Não
3.12
( ) Sim
d) fator de potência (cosφ) Sim
( ) Não
( ) Sim
e) energia (kWh) Sim
( ) Não
( ) Sim
f) frequência (Hz) Sim
( ) Não
g) outros (Indicar)
Registros de eventos
a) quantidade de registros de eventos não voláteis No mínimo 60
b) estas informações são disponíveis para acesso via protocolo? Sim
3.13
c) São registradas oscilografias das faltas? -
d) Qual a resolução máxima? -
e) As oscilografias são acessíveis via protocolo? -
3.14 Comprimento do cabo de interligação de controle (religador para controle) No mínimo 5m
Máxima seção do cabo do cliente para conexão aos blocos terminais do cubículo de controle:
3.15 Entrada de controle: No mínimo 2,5mm2
2
Entrada de alimentação: No mínimo 6mm
Funções de proteção disponíveis:
( ) Sim
50/51 – Função de proteção de sobrecorrente Sim
( ) Não
( ) Sim
50/51N – Função de proteção sobrecorrente de neutro Sim
( ) Não
( ) Sim
67 – Sobrecorrente direcional Sim
( ) Não
( ) Sim
67N – Sobrecorrente direcional de neutro Sim
( ) Não
( ) Sim
27 – Subtensão Sim
( ) Não
3.16 ( ) Sim
59 – Sobretensão Sim
( ) Não
( ) Sim
25 – Sincronismo Sim
( ) Não
( ) Sim
81 – Sub/Sobre frequência Sim
( ) Não
( ) Sim
79 – Religamento automático Sim
( ) Não
( ) Sim
50BF – Falha de disjuntor Sim
( ) Não
( ) Sim
VTS – Falha de fusível (Falta de Tensão de Referência do Sensor de Tensão) Sim
( ) Não
Comandos executados e armazenados na memória não volátil do controle?
( ) Sim
Bloquear / Desbloquear religamento automático Sim
( ) Não
( ) Sim
Bloquear / Desbloquear proteção de terra Sim
3.17 ( ) Não
( ) Sim
Alteração do grupo de ajuste da proteção Sim
( ) Não
( ) Sim
Ligar / Desligar Hotline tag Sim
( ) Não
3.18 LEDs indicativos configuráveis No mínimo 8

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4 - CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS
ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA
Peso da unidade de potência - ( ) kg
4.1
Peso do cubículo de controle - ( ) kg
Contatos principais
( ) Ampôla Vácuo
a) Tipo dos contatos principais de interrupção - ( ) SF6
( ) Outro:_________
( ) Cobre/Crômio
4.4 ( ) Cobre/Prata
b) Material dos contatos principais de interrupção -
( ) Cobre/Cádmio
( ) Outro: _________
IEC 62271-111
c) Elevação de temperatura máxima nos contatos principais com corrente nominal
Tabela 4 (°C)
d) O religador está equipado com indicador de posição mecânico dos contatos visível do nível do solo? Sim
Padrão NEMA -
a) Tipo dos terminais de alta tensão
min. 2 Furos
( ) Cobre/Estanho
4.5
b) material dos terminais de alta tensão Cobre estanhado ( ) Cobre/Prata
( ) Outro:__________
c) ampacidade dos terminais de alta tensão Mínimo 630 A
( ) Polímero
a) Material das buchas - ( ) Porcelana
4.6
( ) Outro:__________

b) Os isoladores das buchas são removíveis e passíveis de substituir no campo? -


Posição de montagem dos sensores de tensão: -
4.7
Posição de montagem dos transformadores de corrente de proteção própria: -
Número de operações de abertura máximo antes de uma inspeção e manutenção:
a) com corrente nominal de regime permanente -
b) com corrente nominal de interrupção simétrica -
4.8
c) com 50% da corrente nominal de interrupção simétrica -
d) com 20% da corrente nominal de interrupção simétrica -
e) número de operações mecânicas a vazio antes de uma manutenção -
4.9 Grau de proteção do cubículo de controle IP 54
Atuador

( ) Solenóide
a) tipo: - ( ) Atuador Magnético
( ) Outro: __________
4.10
b) número de atuadores para abertura? -
b) número de atuadores para fechamento? -
( ) Sim
c) é necessário que ele seja atuado por meio de capacitores? -
( ) Não
d) potência e corrente do disparador capacitivo? -
a) Uma alavanca de desligamento e bloqueio manual está disponível? Sim
4.11
b) Uma alavanca de fechamento manual está disponível? (Opcional)
( ) Sim
4.12 O religador está equipado com um contador de operações visível do nível do solo? Sim
( ) Não
( ) Sim
4.13 O equipamento é adequado para montagem externa na subestação? Sim
( ) Não
Limpeza e pintura
MUNSELL N6,5
a) cor da tinta nas superfícies externas
RAL 7035
Indicar documento sobre
b) processo de pintura o processo de pintura
4.14
c) material da unidade de potência -
d) material do cubículo de controle -
Indicar documento sobre
e) proteção das partes de aço não pintadas o processo de
tratamento anticorrosivo

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PREENCHIMENTO ADICIONAL EXCLUSIVO PARA RELIGADORES A SF6
ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA

Mínimo: 2
Indicar o número de contatos do densímetro para monitoramento de pressão (alarme e desligamento automático/bloqueio)
4.16 (1 para 1º estágio
se o interruptor for tipo SF6.
1 para 2º estágio)

( ) Bar (Máx.)
Pressão do gás - ( ) Bar (Min.)
( ) Bar (Nominal)
( ) Bar 1º estágio
Pressão de atuação do monitor do gás -
( ) Bar 2º estágio
( ) Sim
Dispositivo de alívio de sobrepressão Sim
( ) Não
4.17 Conteúdo máximo de água permitido no gás SF6 novo - ( ) ppm/V
Conteúdo máximo de água permitido no gás SF6 após contato com o equipamento - ( ) ppm/V
( ) Sim
O religador possibilita configuração de abertura ou bloqueio automático pelo sistema de supervisão de pressão? Sim
( ) Não
( ) Sim
O religador é equipado com válvulas de enchimento, drenagem e amostragem de gás? Sim
( ) Não
Pressão relativa do gás SF6 em que a tensão nominal é mantida 0 Bar
Volume total de SF6 - ( )L
Taxa de vazamento máxima anual Menor que 0,5%

PREENCHIMENTO ADICIONAL EXCLUSIVO PARA RELIGADORES A ÓLEO


ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA
a) volume de óleo - ( )L
b) tipo do óleo -
c) peso do óleo - ( ) kg
d) elevação de temperatura com corrente nominal em 2,5 cm abaixo da superfície - ( ) °C
( ) Sim
e) O religador é equipado com um indicador de nível de óleo? Sim
4.18 ( ) Não
( ) Sim
f) O religador é equipado com válvulas de enchimento, drenagem e amostragem de óleo? Sim
( ) Não
g) rigidez dielétrica mínima do óleo antes do enchimento de religador -
Mínimo
h) rigidez dielétrica mínima do óleo após contato com o equipamento
30 kV/2,54mm

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REQUISITOS ADICIONAIS PARA RELIGADOR PARA MANOBRA DE BANCO DE CAPACITORES
ITEM DESCRIÇÃO REQUISITO PROPOSTA
1 Corrente nominal capacitiva de manobra 400 A
2 Corrente transitória nominal de energização 10 kA crista
3 Frequência nominal da corrente transitória de energização 2,5 kHz
Número mínimo de operações de manobra de corrente capacitiva com valores 5000 operações
4
nominais especificados (400A) sem manutenção ou substituição da câmara: (10000 operações desejável)
5 Relatório de ensaio de ciclo de operação para banco de capacitores Preencher com o Nr. Documento
Número de operações de fechamento máximo antes de uma inspeção e manutenção:
a) com corrente nominal de regime permanente -
b) com corrente nominal de energização -
6
c) com 50% da corrente nominal de energização -
d) com 20% da corrente nominal de energização -
e) número de operações mecânicas a vazio antes de uma manutenção -

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ANEXO B
Cotação de Peças Sobressalentes
Peças sobressalentes a serem cotadas para avaliação comercial (item por item) se adquirido no Edital de
Licitação:

PEÇAS SOBRESSALENTES ESPECIFICADAS


ITEM DESCRIÇÃO UNID. QT.
1 Conjunto trifásico de buchas de AT (terminais, partes moldadas, condutores, enchimento e porcelana Conj. 1
ou isoladores poliméricos) – dispensável se inerente ao polo
2 Conjunto trifásico de interruptores a vácuo ou polo Conj. 1
3 Bobina de fechamento de AT Um 1
4 Bobina de fechamento de BT Um 1
5 Bobina de abertura de BT Um 1
6 Chave auxiliar de AT Um 1
7 Fusível de AT Um 1
8 Chave auxiliar Um 1
9 Controlador completo com sistema de proteção e controle, cabos de interligação e acessórios. Um 1
10 Bobina terra com chave de bloqueio. Um 1
11 Chave de bloqueio de religamento. Um 1
14 Acessório para carregamento/descarregamento para programação do religador (controlador manual, Um 1
laptop ou equivalente)
15 Acessório para calibrar e testar o controlador Conj. 1
16 Conjunto de fusíveis de BT Conj. 1
17 Conjunto completo de gaxetas, graxa de selamento para um religador, buchas inclusas. Conj. 1
18 Acessórios para enchimento do religador com gás SF6. Conj. 1
19 Monitor de densidade de gás Um 1
20 Acessório para medição de pressão Um 1
21 Religador completo (unidade de potência) Um 1
23 Sensor de corrente para proteção un 1
24 Sensor de tensão para proteção un 1

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ANEXO C
Peças Sobressalentes Recomendadas

ITEM DESCRIÇÃO UNID. QT. PREÇO UNIT. PREÇO TOTAL

10

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ANEXO D
Ensaio de Durabilidade Mecânica e Confiabilidade
Para verificar a confiabilidade e as características de durabilidade mecânica do equipamento os
ensaios abaixo especificados devem ser executados.

Os parâmetros tais como tempo de abertura e fechamento, velocidade dos contatos, desgaste dos
contatos e peças devem ser monitorados durante o ensaio e devem permanecer dentro dos
limites especificados. Para teste sob condição de variação de tensão auxiliar, 1000 operações
devem ser feitas com a tensão mínima, e 1000 operações com a tensão máxima.

D.1) Características dos ensaios

a) Tipo: ensaio sequencial truncado


b) Tempo médio entre falhas especificado = mo = 5.000 ciclos de operação
c) Tempo médio entre falhas inaceitável = m1 = 1.500 ciclos de operação
d) Taxa de falha especificada aceitável = po = 0,0002
e) Taxa de falha inaceitável = p1 = 0,000667
f) Taxa de sucesso especificada aceitável = qo = 0,9998
g) Taxa de sucesso inaceitável = q1 = 0,999333
h) Risco nominal do fabricante = α = 10%
i) Risco nominal do comprador = β = 10%

A Tabela 11 relaciona os ciclos de operação de falhas. O número de ciclos de operação é o


acumulado de todos os equipamentos em teste.

Tabela 11 – Ciclos de Operação


Número de falhas Número de operações para aceitação Numero de operações para rejeição
0 4708 -
1 7288 -
2 9868 452
3 12448 3031
4 15028 5611
5 17608 8191

D.2) Condições de ensaio

O número dos equipamentos a serem ensaiados deve ser especificado pelo fabricante antes do
inicio dos ensaios. O inspetor escolherá as amostras no lote fabricado. Se ocorrer uma falha o
equipamento pode ser reparado para permanecer sob ensaio. Pelo menos um equipamento deve
executar 3000 ciclos de operação e, este equipamento, não deverá apresentar falhas de desgaste.

Após 3000 ciclos de operação a execução de uma manutenção preventiva é permitida, e os


procedimentos de manutenção devem ser especificados de antemão. Após o ensaio, o
equipamento que fez 3000 ou mais ciclos de operação deve ser desmontado e o desgaste das
partes principais do interruptor e do mecanismo conferido em relação às tolerâncias permitidas,
as quais devem ser previamente informadas. Os demais equipamentos ensaiados devem
permanecer como novos.

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D.2.1) Aceitação/Rejeição

O ensaio pode ser interrompido a qualquer tempo nas regiões de ACEITAÇÃO ou REJEIÇÃO da
Tabela 11. Se o equipamento for rejeitado, a fim de viabilizar nova tentativa de aprovação do
projeto ou de sua melhoria, outro ensaio poderá ser programado.

D.2.2) Critérios Adotados

É presumido para este ensaio que o equipamento (s):

a) Tem uma taxa de falha constante, ou seja, as falhas ocorrem aleatoriamente e o (s)
equipamento (s) não falha por desgaste;
b) As falhas prematuras foram eliminadas durante os ensaios preliminares executados pelo
fabricante.

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ANEXO E
Ensaios Funcionais
Deverão ser realizados testes funcionais e de desempenho no sistema de controle do religador
para comprovar o atendimento aos requisitos estabelecidos nesta especificação técnica. Para
tanto, o fornecedor deverá aprovar junto a CEMIG um programa com o detalhamento dos ensaios
a serem realizados contemplando os seguintes itens:

a) Testes de hardware;
b) Testes de software;
c) Testes de proteção;
d) Testes de integração com o sistema de supervisão, proteção e controle da subestação.

Estes testes devem ser realizados pelo fabricante do equipamento devendo os custos desse ensaio
especial estar incluso no valor do equipamento. Uma equipe CEMIG deverá acompanhar todos os
testes.

Os custos da primeira participação da equipe CEMIG serão atribuídos ao fornecedor.

Os testes devem ser realizados em período compreendido entre o término da aprovação da


documentação técnica do religador e de seu sistema de controle e a data de entrega do
equipamento, sendo sua aprovação condição para aceite da inspeção do lote a ser entregue.

Será dispensada a realização desses testes caso o fornecedor apresente o relatório do ensaio
especial comprovando atendimento aos requisitos desta especificação técnica aprovado pela
CEMIG.

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ANEXO F
Ensaio de Manobra de Banco de Capacitores
Se indicado adicionalmente no Edital de Licitação a aplicação do religador para manobra de banco
de capacitores deverão ser consideradas as instruções a seguir. O ensaio de manobra de banco de
capacitores deve ser realizado satisfatoriamente até 90 (noventa) dias após a emissão do pedido
de compra em um religador idêntico ao proposto.

F.1) Ensaio de ciclo de operação para bancos de capacitores


Os religadores para manobra de bancos de capacitores em derivação devem ser submetidos ao
ensaio de ciclo de operação a seguir indicado:

a) O ensaio de ciclo de operação consiste na execução de 1200 manobras de operações


trifásicas com as seguintes correntes capacitivas:
• 90-100% da corrente nominal de manobra capacitiva durante as primeiras 400 operações;
• 45-55% da corrente nominal de manobra capacitiva durante as segundas 400 operações;
• 15-20% da corrente nominal de manobra capacitiva durante as últimas 400 operações.

b) Durante as operações a 90 a 100 % da corrente nominal de manobra capacitiva, o


circuito de ensaio deve ser capaz de produzir uma corrente de energização (inrush
current) igual em magnitude a corrente nominal com frequência nominal da corrente
transitória de energização com uma tolerância de ± 10%. O amortecimento da corrente
de energização deve ser tal que a relação entre dois valores sucessivos de crista, com
um intervalo de um ciclo transitório entre si, seja entre 0,40 e 0,55 sem tensão de arco.
c) Para os outros percentuais (45-55% e 15-20%) da corrente nominal capacitiva de
manobra os parâmetros do circuito de ensaio devem permanecer o mesmo exceto a
capacitância da carga sendo manobrada.
d) Todas as 1200 operações devem ser aleatórias com respeito ao ponto da onda de
tensão na qual os fechamentos e as aberturas ocorrem.
e) A sobretensão máxima transitória produzida durante o ensaio de ciclo de operação não
deve exceder 2,5 vezes o valor de crista da tensão de fase para terra.

F.2) Critérios de aceitação para o ensaio:


Os seguintes ensaios devem ser feitos em seguida com sucesso:

a) Tensão suportável a 60 Hz, 1 minuto, a seco no circuito principal;


b) Ensaio de operações mecânicas;
c) Medição da resistência ôhmica do circuito principal17;
d) Ensaios de verificação do Sistema de Controle;
e) Abertura e verificação das condições da câmara a vácuo.

Os contatos principais do religador, bem como as partes blindadas devem ser verificados pelo
Inspetor da Cemig ou seu representante para certificar que estas partes não estão em seu final de
vida útil.

17 Os valores medidos devem ser checados contra as tolerâncias permitidas previamente informadas.

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ANEXO G
Ensaios de Tipo para o Sistema de Controle
Os ensaios no sistema de controle devem ser feitos no controlador sem o religador, tanto quanto
as condições operativas forem satisfeitas. Entretanto, os ensaios dos itens 2.3 e 2.4, abaixo devem
ser feitos no religador completo. Os seguintes elementos devem ser considerados como parte do
sistema de controle.
 Entrada de baixa tensão da fonte;
 TCs e/ou TPs diretamente conectados aos elementos do circuito de controle;
 Cabos de interconexão do sistema de controle e religador.

Os seguintes ensaios devem ser executados:


1) Testes de isolamento conforme NBR 7116 ou IEC 60255-5:
1.1 – Medição da resistência de isolamento;
1.2 – Tensão suportável a frequência nominal no controlador e circuitos auxiliares;
1.3 – Tensão suportável de impulso, com 5 kV crista.

Os ensaios acima mencionados devem ser feitos nos circuitos conectados aos TCs e a fonte
externa de alimentação:

2) Ensaios de Susceptibilidade:
2.1 – Perturbações elétricas de alta frequência, conforme EB 1961, classe de
severidade 2, ou IEC 60255-22-1 classe de severidade III;
2.2 – Perturbações por transitórios rápidos/requisitos de trens de pulsos, conforme
IEC 801-4, classe de severidade IV;
2.3 – Perturbações por campo eletromagnético irradiado, conforme IEC 60255-22-
3, classe de severidade III;
2.4 – Perturbações por descargas eletrostáticas, conforme IEC 60255-22-2, classe
de severidade II.

Os critérios de aceitação para os ensaios dos itens 2 são:


 O sistema de controle não deve fechar o religador se ele estiver aberto nem
o abrir se ele estiver fechado;
 As características de operação do religador não devem ser modificadas.

3) Ensaios ambientais, conforme IEC 60068:


3.1 – Ensaio de calor seco com o controle não energizado;
3.2 – Ensaio de frio com o controle não energizado;
3.3 – Ensaio de mudança de temperatura com o controle não energizado;
3.4 – Ensaio de calor seco com o controle energizado;
3.5 – Ensaio de calor continuamente úmido com o controle energizado;
3.6 – Ensaio de frio com o controle energizado;
3.7 – Ensaio de mudança de temperatura com o controle energizado;

4) Ensaio de vibração, conforme EB 1961, classe de severidade 1 ou IEC 60255-21-1,


classe de severidade I.

Após os ensaios, o religador e o sistema de controle devem ser capazes de executar todas as
funções normais sem falhas.

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ANEXO H
Régua de Bornes
A designação das réguas de bornes e a numeração dos terminais devem atender o especificado
neste anexo. Outras funcionalidades disponíveis no equipamento, além das especificadas pela
CEMIG, e que necessitem ser disponibilizadas a borne não devem comprometer a padronização
adotada e estarão sujeitos à aprovação da CEMIG.

H.1 - Régua XA – Alimentação


O bloco terminal destinado a interligação com alimentação externa 125Vcc e 127/220Vca deverá
ser robusto, do tipo olhal, isolado para no mínimo 750 V, mínimo 30A, para cabos de até 6mm2.

XA
Borne Função
1 +125 Vcc
2 -125 Vcc
3 Terra (GND)
4 +125Vcc Minidsjuntor18
5 -125Vcc Minidisjuntor
6 (Reserva)
7 (Reserva)
8 Fase A
9 Fase B
10 Fase C
11 Neutro

18Os mini-disjuntores utilizados para proteção do circuito de alimentação do controle deverão ter uma
derivação de seus pontos de saída disponibilizados a borne para utilização CEMIG.

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H.2 - Régua XB – Entradas
A régua XB é comum aos religadores para saída de alimentador e para banco de capacitores. Os
bornes não aplicáveis em cada situação deverão ser deixados livres, respeitando a numeração e
posicionamento padronizados. O bloco terminal destinado a sinais de entrada deverá ser robusto,
do tipo olhal, isolado para no mínimo 750 V, mínimo 20 A, para cabos de até 2,5 mm2.

XB
Borne Função
12 Abrir Religador
13 Comum
14 Fechar Religador
15 Comum
16 Trip externo
17 Comum
18 Bloquear/Desbloquear Proteção de terra
19 Comum
20 Ativar/Desativar Religamento automático
21 Comum
22 Ativar/Desativar Perfil de proteção alternativo
23 Comum
24 Ativar/Desativar Operação em hotline
25 Comum
26 Bloquear/Desbloquear Fechamento
27 Comum
28 (Reserva)
29 (Reserva)
30 (Reserva)
31 (Reserva)

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H.3 - Régua XC – Saídas Religador Alimentador
A régua XC é destinada para as saídas binárias do religador para saída de alimentador. O bloco
terminal destinado a sinais de saída deverá ser robusto, do tipo olhal, isolado para no mínimo 750
V, mínimo 20 A, para cabos de até 2,5 mm2.

XC
Borne Função
33 Religador aberto
34 Comum
35 Religador fechado
36 Comum
37 Falha mecânica do religador (Normal/Operou)
38 Comum
39 Falha do controle eletrônico do religador (Normal/Operou)
40 Comum
41 Supervisão do religador (Local/Remoto)
42 Comum
43 Proteção de fase do religador (Normal/Operou)
44 Comum
45 Proteção Geral (Desativada/Ativada)
46 Comum
47 Proteção de terra (Normal/Operou)
48 Comum
49 ERAC - sub/sobre frequência (Normal/Operou)
50 Comum
51 Controle Bloqueado - completou o ciclo de RA (Normal/Operou)
52 Comum
53 Operação em hotline (Desativada/Ativada)
54 Comum
55 Ajuste de proteção - perfil alternativo 1 (Desativado/Ativado)
56 Comum
57 Função proteção de terra (Em serviço/Fora de Serviço)
58 Comum
59 Religamento automático (Em serviço/Fora de Serviço)
60 Comum
61 (Reserva)
62 (Reserva)
63 (Reserva)
64 (Reserva)

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H.4 - Régua XD – Saídas Religador Banco de Capacitor
A régua XD é destinada para as saídas binárias do religador para banco de capacitores. O bloco
terminal destinado a sinais de saída deverá ser robusto, do tipo olhal, isolado para no mínimo 750
V, mínimo 20 A, para cabos de até 2,5 mm2.

XD
Borne Função
33 Religador aberto
34 Comum
35 Religador fechado
36 Comum
37 Falha mecânica do religador (Normal/Operou)
38 Comum
39 Falha do controle eletrônico do religador (Normal/Operou)
40 Comum
41 Supervisão do religador (Local/Remoto)
42 Comum
43 Proteção de fase do religador - vermelha (Normal/Operou)
44 Comum
45 Proteção de fase do religador - azul (Normal/Operou)
46 Comum
47 Proteção de fase do religador - branca (Normal/Operou)
48 Comum
49 Proteção de terra (Normal/Operou)
50 Comum
51 Proteção de sobretensão (Normal/Operou)
52 Proteção de subtensão (Normal/Operou)
53 (Reserva)
54 (Reserva)
55 (Reserva)
56 (Reserva)

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