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TÉCNICO/A DE

TURISMO
AMBIENTAL E
RURAL
ATIVIDADES
ECONÓMICAS

Projeto financiado por:


Projeto financiado por:
A Regibio é uma empresa de consultoria e formação profissional,
acreditada pela Direcção Geral do Emprego e das Relações do
Trabalho, processo nº 3377, possui ainda certificação e
homologação por parte do Instituto de Emprego e Formação
Profissional, Ministério da Agricultura – Direcção Regional de
Agricultura e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes
Terrestres. A sua equipa de profissionais conta com mais de
uma década de experiencia no desenvolvimento, organização e
gestão de sistemas de formação. Em 2006, a convite do
Instituto para a Qualidade da Formação (IQF), fez parte do
grupo de empresas piloto, que testou, o então, novo modelo de
acreditação (que ainda vigora). É membro da Associação
Nacional das Entidades Formadoras, ocupando um lugar de

QUEM SOMOS Direcção.


Apoiando-se num crescimento sustentado, desenvolve as suas
actividades em todo o espaço Nacional, com maior incidência na
Região Norte e Centro, tendo actualmente delegações em
FICHA TÉCNICA Bragança, Porto e Oliveira do Hospital.
É missão da Regibio cumprir com rigor os contratos assumidos,
Título:
excedendo as expectativas dos seus clientes, valorizando os
MANUAL DE FORMAÇÃO seus colaboradores e contribuindo para a aquisição e

UFCD: 4309 consolidação de competências dos seus formandos, através da


apresentação de projectos de formação, nas suas vertentes de
formação co-financiada e não financiada, intervindo em todos os
Domínio de Formação: momentos do processo formativo.

ATIVIDADES ECONÓMICAS Na sua actuação, a Regibio disponibiliza recursos humanos e


físicos que sustentam a organização, execução e gestão de
Curso:
acções de formação profissional, numa óptica de prestação de
TECNICO DE TURISMO serviços técnicos, logísticos e administrativos. Promove ainda a
AMBIENTAL E RURAL adopção de soluções de racionalização dos processos de

Edição: trabalho, suportados em sistemas e tecnologias de informação e


comunicação.
REGIBIO – FORMAÇÃO E
CONSULTADORIA, LDA

Organização de Conteúdos:

Luísa Elisabete Talhas

Versão: 2/2012
Atividades Económicas

ÍNDICE

ÍNDICE .............................................................................................................................. 4
Atividade económica ....................................................................................................... 6
Principais intervenientes na atividade económica ........................................................ 9
Relações entre agentes económicos ............................................................................. 9
Circuito Económico..................................................................................................... 10
Objetivos da atividade económica ................................................................................ 10
Consumo ......................................................................................................................... 12
Tipos de Consumo .......................................................................................................... 14
Padrões de consumo ...................................................................................................... 15
A sociedade de consumo e o consumismo ................................................................... 16
Consumismo ................................................................................................................... 17
O consumerismo e a responsabilidade dos consumidores .......................................... 18
Direitos dos Consumidores ............................................................................................ 19
Deveres dos Consumidores .......................................................................................... 20
Bens – noção e classificação ......................................................................................... 20
Produção ......................................................................................................................... 22
Setores de Atividade ......................................................................................................23
Fatores de produção ..................................................................................................... 24
Taxa de atividade ....................................................................................................... 24
Taxa de desemprego ..................................................................................................25
Tipos de capital ...............................................................................................................25
Atividades Económicas

A combinação dos fatores de produção ...................................................................... 26


Função de Produção .................................................................................................. 26
Produtividade ................................................................................................................. 27
Distribuição .................................................................................................................... 28
Circuito de distribuição ................................................................................................. 28
Comércio ........................................................................................................................ 30
Métodos de distribuição ................................................................................................ 32
Evolução da moeda ........................................................................................................33
Formas de moeda ...........................................................................................................33
Funções da moeda ........................................................................................................ 34
Desmaterialização da moeda ........................................................................................ 34
Mercado ..........................................................................................................................35
O mecanismo de mercado - A procura e a lei da procura ........................................... 36
A oferta e a lei da oferta.................................................................................................37
Estrutura dos mercados ................................................................................................ 38
As condições de mercado de concorrência bilateral ou perfeita ............................... 39
Mercados de concorrência imperfeita ......................................................................... 40
Mercados e suas caraterísticas .................................................................................. 41
Concentração de empresas: fusões e aquisições ........................................................ 42
Atividades Económicas

Atividade económica
Conceito:
Ciências Sociais ou Humanas: têm como objeto de estudo os fenómenos
sociais. Todavia, cada ciência social estuda estes fenómenos de acordo com a
sua própria perspetiva.
A escola é estudada por várias Ciências Sociais, de acordo com o seu objeto de
estudo e perspectivas de análise próprias.

 Economia: analisa os gastos que o Estado efetua com a educação,


assim como as despesas que as famílias têm de fazer, no início e ao
longo do ano escolar, com os filhos que se encontram a estudar.

 Sociologia: a integração dos alunos na escola, o insucesso escolar por


categorias sociais e de que forma de todas as crianças e jovens ao
ensino, pode contribuir para diminuir as desigualdades sociais.

 Demografia: estuda a distribuição etária e por sexo dos alunos nas


diferentes áreas de estudo e nas várias regiões do país.

 História: explica a evolução do sistema educativo português ao longo


do tempo, a abertura das escolas públicas às crianças e jovens do sexo
feminino e a evolução da coeducação.

 Política: analisa o conjunto de objetivos que determinado governo ou


partido politico tenha definido, relativamente à educação, assim como as
medidas para os poder alcançar e os resultados destas.

 Direito: estuda a regulamentação jurídica da educação, isto é, o


conjunto de normas jurídicas que dizem respeito à escola.

Interdisciplinaridade: atitude metodológica fundamental para a


compreensão dos fenómenos sociais na sua complexa unidade. Procura integrar
os diferentes contributos das várias ciências sociais ou disciplinas no sentido de
encontrar uma explicação da realidade social.
Atividades Económicas

Tipos
 Fenómeno económico: objeto da economia. Consiste na dimensão
económica da realidade social, que foi compartimentada artificialmente.

 Fenómeno social: tudo o que decorre da vida em sociedade, como, por


exemplo, o desemprego, o casamento e a educação.

A ciência económica procurará dar resposta a estes e a outros fenómenos


sociais, estudando a sua dimensão económica, pois esta constitui o seu campo
de estudo específico. Os fenómenos económicos ligados à produção, à
distribuição, ao consumo, à repartição do rendimento, ao investimento, entre
outros são o seu objeto de estudo.

Para que uma disciplina possa ser considerada uma ciência, dever-se-ão
verificar três condições:
- ter um campo de estudo especifico, isto é, ter um objeto de estudo;
- ter uma terminologia própria, isto é, possuir um corpo de conceitos
específicos;
- utilizar o método científico na pesquisa.
 Problema Económico: decorre da existência de uma multiplicidade de
necessidades, por um lado, e, por outro, da escassez dos recursos
capazes de as satisfazer, implicando a necessidade de se efetuarem
escolhas.

 Racionalidade Económica: gestão eficiente dos recursos escassos,


possibilitando a satisfação do maior número de necessidades com o
menor gasto de recursos.

 Custo de oportunidade: consiste na alternativa que tem de ser


sacrificada para se obter esse bem, isto é, o preço que se tem de pagar
quando, face à escassez de recursos, é necessário fazer uma opção.
Atividades Económicas

PROBLEMA ECONÓMICO

RECURSOS ESCASSOS ILIMITADAS


OU LIMITADOS

ESCOLHAS ENTRE NECESSIDADES ILIMITADAS E RECURSOS


DISPONIVEIS

RACINALIDADE
ECONÓMICA

OPTIMIZAÇÃO DA
UTILIZAÇÃO DE RECURSOS

SATISTAÇÃO DE NÃO SATISFAÇÃO DE


ALGUMAS ALGUMAS
NECESSIDADES NECESSIDADES

CUSTO DE
BENEFÍCIO OPORTUNIDADE
Atividades Económicas

Principais intervenientes na atividade


económica

 Agente Económico: é todo o individuo que desempenha pelo menos,


uma função na atividade económica.

AGENTES ECONÓMICOS PRINCIPAIS FUNÇÕES


Famílias Consumir.
Empresas não Produzir bens e serviços não financeiros.
Financeiras
Instituições Financeiras Prestar serviços financeiros.
Administração Pública Garantir a satisfação das necessidades coletivas.
Resto do Mundo Trocar bens, serviços e capitais.

Relações entre agentes económicos


Atividades Económicas

Circuito Económico

Produção
Distribuição
Atividade económica Repartição dos Rendimentos
Consumo
Poupança

Objetivos da atividade económica

 Necessidade: é um estado de carência que urge ser ultrapassado ou


satisfeito.
Caraterísticas das necessidades
 Multiplicidade: diz respeito ao
fato das necessidades serem
ilimitadas, parecendo não haver
limites para elas.
 Substituibilidade: quer dizer
que as necessidades podem ser
satisfeitas por bens substituíveis,
isto é, por diversos bens que
possibilitam a satisfação da
mesma necessidade.
 Saciabilidade: significa que a
intensidade com que uma necessidade é sentida vai diminuindo à
medida que ela é satisfeita, acabando por desaparecer.
Classificação das necessidades
 À sua importância
 Ao seu custo
 Ao fato de vivermos em coletividade
Atividades Económicas

Importância

- primárias: porque é necessário satisfazê-las com prioridade. Estão


ligadas à sua sobrevivência. (alimentação, saúde, habitação);
- secundárias: a sua não satisfação não ameaça de imediato a vida das
pessoas. (transporte, vestuário, cultura);
- terciárias: cuja satisfação poderá ser considerada dispensável. (luxo,
alta costura, perfumes caros, automóveis de luxo, bens alimentares de
grande requinte)

 Necessidades Económicas: aquela que exige o


dispêndio de dinheiro para ser satisfeita.

 Necessidades Não Económicas: aquela que não exige


o dispêndio de dinheiro para ser satisfeita.

 Necessidades Individuais: aquelas que


dizem respeito à própria pessoa, quando considerada
isoladamente.

 Necessidades Coletivas: aquelas que atingem a comunidade


e resultam da vida social. (transporte, segurança, justiça,
comunicação)

NECESSIDADES
QUANTO Á SUA QUANTO AO SEU CUSTO QUANTO AO FATO DE
IMPORTÂNCIA VOVERMOS EM
SOCIEDADE
Atividades Económicas

Primárias Económicas Individuais


Secundárias Não Económicas Coletivas
Terciárias

Consumo

Consumo: é o ato económico que nos permite concretizar a satisfação de uma


necessidades, através da destruição ou uso de um bem ou serviço.

NECESSIDADE CONSUMO ESTADO DE SATISFAÇÃO

CONSUMO ORDENS DE PRODUÇÃO PRODUÇÃO

RENDIMENTO DISPONÍVEL EMPREGO PROCURA DE


TRABALHADORES

O ato de consumir é um direito mas acarreta obrigações e responsabilidades


económicas, sociais, políticas e ambientais.
Atividades Económicas

O ato de consumir tem consequências

Económicas Sociais Políticas Ambientais


Ex: Estimular a Ex: preferir Ex: impor Ex: consumir
produção e aumentar o produtos nacionais embargos produtos da
emprego. aumentando o económicos a agricultura biológica
emprego nacional. países com é respeitar o
« práticas politicas ambiente.
que violem os
direitos humanos»
pode inverter a
situação.

Assim, se, por um lado, o consumidor deve reconhecer a sua força económica e
exigir que os seus direitos sejam respeitados, por outro lado, ele tem
obrigações a cumprir:

 Optar pelos bio produtos;


 Preferir produtos reciclados;
 Rejeitar bens que utilizem recursos não renováveis;
 Rejeitar bens nocivos para o ambiente;
 Não comprar produtos testados em animais;
 Separar os lixos para reciclagem;
 Colaborar na defesa das espécies.
Atividades Económicas

Tipos de Consumo
1. Consumo essencial: consumo de bens e serviços indispensáveis à
sobrevivência do individuo.

2. Consumo coletivo: consumo de bens e serviços postos à disposição da


coletividade por parte do estado e das administrações privadas.

3. Consumo de massas: consumo específico da sociedade de consumo, através


da aquisição em grandes quantidades de bens normalizados, sempre novos e
de pouca duração.

4. Consumo final: consumo de bens e serviços feito pelas famílias.

5. Consumo individual: consumo feito por cada um de nós.

6. Consumo intermédio: consumo de bens para posterior transformação pelas


empresas até se transformarem em consumo final.

7. Consumo privado: consumo dos particulares.

8. Consumo público: consumo do estado ou da administração pública.

9. Consumo supérfluo: consumo de bens e serviços dispensáveis.

Consumo

Quanto á natureza das Quanto ao autor do Quanto ao Quanto à finalidade


necessidades satisfeitas: ato de consumir: beneficiário do do próprio consumo:
consumo:
- essencial - privado - individual - final
- supérfluo - público - coletivo - intermédio
Atividades Económicas

Padrões de consumo

Existem diversos padrões de consumo, isto é, modelos específicos


a que o consumo obedece, consoante a época, a localização
geográfica, a cultura dos povos, o rendimento das famílias, etc.

 O consumo é, portanto, um fenómeno social complexo,


condicionado por múltiplos fatores, com influência sobre a vida humana e a do
planeta.

Fatores de que depende o consumo

Económicos Extra - económicos


- rendimento dos consumidores - idade
- preço dos bens - sexo
- inovação tecnológica - moda
- publicidade
- meio social
- tradição

Publicidade: dá a conhecer inúmeros produtos usados nos


spots publicitários, por figuras públicas, artistas de cinema, etc,
cujo estatuto social a generalidade dos consumidores gostaria
de ascender, cria no utente a necessidade de os utilizar.
Atividades Económicas

Estrutura do consumo: é a forma como o rendimento dos consumidores é


repartido pelos diferentes bens de consumo de uma determinada população.

A sociedade de consumo e o consumismo

A sociedade de consumo nasce na sequência da expansão do fenómeno da


industrialização.
 Sociedade atual dos países industrializados em que a oferta de bens é superior
às necessidades da população, o que obriga a um escoamento forçado da
população, através das mais variadas técnicas de persuasão, levando ao
consumismo.

A sociedade de consumo é, pois:


- uma sociedade em que a oferta excede a procura, o que implica o recurso
a estratégias de marketing para escoar a produção;
- uma sociedade de oferta de bens normalizados, produzidos a baixos custos
que resultam da produção em série, atrativos e de duração efémera pois as
necessidades de produzir e escoar são permanentes;
- uma sociedade com padrões de consumo massificados devido ao tipo de
oferta (bens padronizados) e tipo de pressões exercidas sobre o
consumidor.

 Consumo de massas: é um dos comportamentos típicos da sociedade de


consumo que se manifesta por um consumo massificado acessível à
generalidade da população.

Produtos de ontem – caraterísticas Produtos de hoje - caraterísticas


Atividades Económicas

- longa duração, servindo geralmente - duração cada vez mais curta (inferior a
várias gerações 10 anos) e dificuldade de reparação
- pouco numerosos - numerosos e variados quanto á marca e
quantidade
- técnicas de fabrico simples e evoluindo - técnicas de fabrico cada vez mais
pouco sofisticadas e evoluindo rapidamente
- Proximidade entre o artesão e o - o fabricante cada vez mais afastado do
consumidor consumidor, devido aos numerosos
intermediários
- Decisão de compra sempre racional - decisão de compra cada vez mais
irracional, motivada sobretudo, pelo
matraquear publicitário

Consumismo

 É um conjunto de comportamentos e atitudes suscetíveis de conduzir a


um consumo sem critérios, compulsivo, irresponsável e perigoso.

 Estamos perante uma sociedade consumista quando:

 O consumidor se sente permanentemente atraído pelos novos produtos;

 A comunicação publicitária comparticipa na mentalidade da renovação


permanente dos objetos de uso pessoal;

 A apologia da acumulação é sutil de modo a inculcar a noção da


necessidade de objetos com uma única finalidade;
Atividades Económicas

 Se nota condescendência generalizada com o desperdício e o


esbanjamento que aparecem como anomalias do crescimento pelo
crescimento;

 Estratégias de fabricantes e distribuidores se pautam pela obsolescência


programada, pelo lucro desmedido, graças a um mercado sedutor de
não alimentar.

O consumerismo e a responsabilidade dos


consumidores

 Consumerismo: atitude de cidadania que se carateriza por um


consumo racional, responsável, que tem em conta as consequências
económicas, sociais, culturais e ambientais do ato de consumir.

O consumerismo pode ser entendido como o resultado da intervenção social


de indivíduos ou grupos, através de movimentos ou organizações, que:
- exprimem os interesses dos consumidores;
- legitimam e aprofundam os interesses dos consumidores (incluindo o
direito de intervenção no mercado);
- defendem a qualidade de vida dos cidadãos;
- pretendem, através da sua ação, renovar o sistema de valores sociais.

Consumo

Consumismo Consumerismo
- consumo irracional, impulsivo, - consumo racional, controlado, seletivo,
indiscriminado, sem olhar a baseado em valores sociais e ambientais e no
Atividades Económicas

consequências, baseado em valores respeito pelas gerações futuras.


materiais e na ostentação.

O consumerismo pretende:
- criar o equilíbrio entre consumidores, produtores e distribuidores;
- participar nas decisões económicas e sociais que afetam os consumidores;
- intervir no sentido da preservação dom meio ambiente;
- informar e proteger o consumidor.

Consumidores são todas as pessoas que compram algum bem para uso
pessoal. Para tal devemos estar informados dos nossos direitos e deveres.

Direitos dos Consumidores

 Direito à proteção da saúde e segurança;

 Direito à qualidade dos bens e serviços;

 Direito à proteção dos direitos económicos;

 Direito à prevenção e à reparação dos prejuízos;

 Direito à formação e à educação para o consumo;

 Direito à informação para o consumo;

 Direito à representação e consulta;

 Direito à proteção jurídica e a uma justiça acessível e pronta.


Atividades Económicas

Deveres dos Consumidores

 Dever de consciência crítica (Questionar, emitir


opiniões, tomar atitudes);

 Dever de agir (Combater a passividade, ser capaz de


intervir);

 Dever de preocupação social (Ter consciência das


repercussões das nossas opções de consumo,
reconhecer grupos desfavorecidos);

 Dever de consciência ambiental (Compreender as consequências


ambientais do (s) consumo (s), e as responsabilidades pessoais e sociais
na conservação dos recursos existentes);

 Dever de solidariedade (Organizar, intervir, proteger e promover os


interesses coletivos dos consumidores.

Bens – noção e classificação

 Bens: são os meios através dos quais os indivíduos podem satisfazer as


suas necessidades.

Necessidades
Satisfação das
necessidades

Bens
Atividades Económicas

1. Bens livres: bem pelo qual não é necessário despender qualquer


soma.

2. Bens económicos: bem que é necessário pagar para o adquirir.

3. Bens materiais (ou simplesmente bem): meio físico ou material


capaz de satisfazer uma necessidade.

4. Bens de consumo: bem que s e destina a ser consumido pelas famílias.

5. Bens de produção: bem utilizado pelas empresas na produção de outros


bens.

6. Bens não duradouros: bem com uma duração limitada (suscetível de poucas
utilizações).

7. Bens duradouros: bem que perdura após mais de uma utilização.

8. Bens sucedâneos ou substituíveis: bens que se podem substituir entre si


por terem propriedades ou caraterísticas semelhantes.

9. Bens complementares: bens em que o consumo de um implica o consumo


de outro.

Bens económicos
Quanto à natureza - Bens materiais
- Serviços
Quanto à função - bens de produção
- bens de consumo
Quanto à duração - bens duradouros
- bens não duradouros
Quanto às relações recíprocas - bens sucedâneos
- bens complementares
Atividades Económicas

Produção

 A produção é a atuação do homem sobre a natureza com vista à


obtenção dos bens e dos serviços necessários à satisfação das suas
necessidades.

 Processo Produtivo: sequência das diferentes etapas que constituem a


produção de um bem.
Atividades Económicas

Setores de Atividade

 Resultam do agrupamento dos diferentes ramos de atividade económica


em grupos com caraterísticas específicas.

1) Setor primário; inclui as atividades relacionadas com a extração de


produtos do mar, do solo e do subsolo, ou seja, a pesca, a agricultura, a
pecuária, a silvicultura e a indústria extrativa (extração mineira).

2) Setor secundário: abrange as indústrias transformadoras, isto é, as


atividades que transformam as matérias-primas fornecidas pelo setor
primário em produtos utilizáveis.

 Indústrias ligeiras: nas quais predomina usualmente o fator trabalho,


sendo designadas de trabalho intensivo (alimentares, vestuário, calçado
e eletrodomésticos).

 Indústrias pesadas: nas quais predomina o fator capital e que são


designadas de capital intensivo (metalúrgicas, cimento, construção
naval, produção de energia, metalomecânica).

 Indústrias tradicionais: utilizadoras da tecnologia arcaica, a


tecnologia da revolução industrial (alimentares, vestuário, calçado,
metalúrgicas, metalomecânica).

 Indústrias modernas: utilizadoras de tecnologia de ponta,


concretizadas nas atividades relacionadas com as tecnologias da
comunicação e da informação.

3) Sector terciário: corresponde aos serviços – o comércio, os bancos, os


seguros, os transportes, a comunicação social, a educação, a defesa, a
justiça, o turismo, etc.
Atividades Económicas

Fatores de produção

 Fatores com os quais se concretiza a produção como a força de trabalho,


o capital e os recursos naturais.

1) Natureza: ou meio natural, que fornece os recursos naturais, isto é,


todos os elementos indispensáveis ao exercício da actividade produtiva.

2) Trabalho: que constitui a atividade consciente do individuo dirigida para


um fim determinado, mediante ele transforma «coisas» (matérias-
primas) em produtos utilizáveis e capazes de satisfazer as suas
necessidades.

3) Capital: constitui o conjunto de elementos que, indiretamente


contribuem para que os indivíduos produzam.

 Força de trabalho: entende-se a capacidade do homem para trabalhar,


o que lhe permite produzir os bens e serviços de que precisa para
satisfazer as suas necessidades.

 Objetos de trabalho: entende-se tudo aquilo sobre o que recai o


trabalho humano.

Taxa de atividade

 Percentagem de ativos em relação à população total do país.

Taxa bruta de actividade = população ativa x 100


população total
Atividades Económicas

Taxa de desemprego

 É um indicador social e economicamente importante que nos permite


interpretar melhor a taxa de atividade, uma vez que traduz a percentagem de
desempregados em relação ao total da população ativa.

Taxa de desemprego = número de desempregados x 100


população ativa

Tipos de capital

 Capital financeiro: representa todos os meios financeiros de que uma


unidade produtiva pode dispor.

 Capital próprio: é o conjunto dos valores constituídos pelo


financiamento dos proprietários da unidade produtiva.

 Capital alheio: é o conjunto de valores que constituem o financiamento


de terceiros.

 Capital técnico: inclui todos os bens que possibilitam a produção de


outros bens.

 Capital fixo: representa o conjunto de meios de produção que vão


envelhecendo e permitindo a realização do processo produtivo por vários
períodos.

 Capital circulante: matérias-primas e as matérias subsidiárias


desaparecem em virtude de terem sido completamente incorporados nos
produtos acabados.
Atividades Económicas

A combinação dos fatores de produção

A função de produção que exprime a relação existente entre a produção e os


fatores produtivos, trabalho e capital utilizados no processo produtivo.

P = f (k,t)
Onde P representa a produção e k e t exprimem, o capital e o trabalho utilizados
durante a produção.

Função de Produção

 Adaptabilidade: caraterística dos fatores de produção que permite o


ajustamento das suas quantidades de produção pretendida, em função do
tempo disponível para a realizar.

 Complementaridade: na medida em que só a presença do trabalho com o


capital permite realizar a produção.
Atividades Económicas

 Substituibilidade: os fatores de produção podem dentro de certos limites,


substituírem-se uns pelos outros, dando origem a diferentes combinações
produtivas.

Produtividade

Definição: como a relação entre o valor total da produção e o valor total de


recursos utilizados para a obter.

Produtividade média do fator trabalho = Valor do produto


Quantidade de trabalho1

Produtividade média do fator capital = Valor do produto


Stock de capital fixo

Produtividade marginal do trabalho: calculam o aumento de produção


decorrente de um investimento unitário.

Produtividade marginal do trabalho = Acréscimo de produto


Acréscimo de uma unidade de trabalho

Produtividade marginal do capital: indica o aumento de produção


decorrente de um investimento unitário.

Produtividade marginal do trabalho = Acréscimo de produto


Acréscimo de uma unidade de capital

1
Número de trabalhadores ou horas de trabalho
Atividades Económicas

Distribuição

Conceito: é portanto a atividade intermédia entre produtores e consumidores a


cargo dos distribuidores, vulgarmente conhecidos por comerciantes.

PRODUTORES COMERCIANTES CONSUMIDORES


DISTRIBUIDORES
 A distribuição tem um papel de ajustamento entre a oferta e a procura.

Circuito de distribuição
Conceito: é constituído pelos intermédios que promovem a circulação do
produto, fazendo-a chegar às mãos dos consumidores.

Circuito de distribuição

Origem do produto Transportadores Destino do produto


(produtor) Armazenistas (consumidor)
Comerciantes

Tipos de circuito de distribuição

Tipos de circuito de distribuição

Ultra - curto Curto Longo

 Ultra Curto: carateriza-se pela não existência de intermediários entre


produtores e consumidores. É utilizado na prestação de serviços em que
há uma relação pessoal e direta entre o fornecedor do serviço e o
Atividades Económicas

cliente. Exemplos: serviço do médico, do cabeleireiro, distribuição de


produtos perecíveis (flores, legumes frescos), bem como a
comercialização de alguns bens industriais e equipamentos.

Produtor Consumidor

 Curto: o número de intermediários (entre produtores e consumidores) é


reduzido, uma vez que os produtos saem directamente dos produtores
para os retalhistas. Exemplos: vestuário, livros electrodomésticos e
outros bens de consumo.

 Retalhistas: são comerciantes que compram produtos aos fabricantes e


os colocam à disposição dos consumidores.

Produtor Retalhista Consumidor

 Longo: quando existem vários intermediários entre o produtor e o


consumidor, desde os importadores aos retalhistas, passando pelos
armazenistas, transportadores e agentes económicos.

Produtor Importador Armazenista


Transportador Retalhista Agente Comercial
Consumidor
 Grossitas: intermediário que vende aos retalhistas ou a outros
grossistas, ao contrário dos retalhistas os grossistas não vendem aos
consumidores finais.

Produtor Grossista Retalhista


Consumidor

Produtor Grossista Grossista Retalhista


Consumidor
Atividades Económicas

Comércio
Conceito: é aplicado às atividades de distribuição e aqueles que o exercem são
designados comerciantes.
Tipos de comércio

Relações de propriedade Estratégia de comercialização


- comércio independente - comércio tradicional
- comércio integrado - hipermercados
- comércio especializado

Comércio integrado
- integração empresarial
- centrais de compra
- franchising

 Comércio independente: integra comerciantes que detêm a


propriedade dos seus estabelecimentos, não estando ligados
juridicamente a outros intermediários, atuando, assim, de uma forma
independente.
 Comércio integrado: carateriza-se pela existência de vínculos entre os
vários intermediários que atuam no circuito de distribuição: produtor,
grossista e retalhista.
 Integração empresarial: em que produtor, grossistas e retalhistas
pertencem à mesma organização. Lojas Zara
 Centrais de compras: organizadas por comerciantes independentes
entre si, que juntam recursos e esforços para fazer face à concorrência
das grandes cadeias de distribuição.
Atividades Económicas

 Franchising: consiste num contrato em que uma empresa, o


franchisador, concede a outra empresa, o franchisado, em contrapartida
de um pagamento, o direito de se apresentar sob a sua marca para
vender produtos ou serviços.
 Comércio Tradicional: esta forma de comércio a retalho está situada
junto aos bairros residenciais, em lojas de pequena área de venda, com
poucos empregados e que comercializam essencialmente produtos
alimentares, de higiene e de limpeza da casa.
 Hipermercados e Supermercados: nestas lojas são comercializados
vários tipos de produtos, desde os alimentares aos eletrodomésticos,
passando pelos produtos de higiene, de limpeza doméstica, vestuário,
artigos de papelaria e outros produtos de consumo generalizado. Estão
localizados nos centros urbanos ou em centros comerciais. Exige a
existência de vários empregados nas caixas de pagamento.
 Comércio Especializado: especializa-se num produto, num tipo de
cliente, num conjunto de produtos afins ou num determinado
tema/assunto.

o Num produto: encontram-se aquelas lojas cuja designação tem


origem no produto por elas comercializado: sapataria, livraria,
perfumaria, drogaria, loja de ferragens, etc.
o Num tipo de cliente: verifica-se em função do tipo de cliente a
que se destina. Lojas de bebés e crianças, jovens, caçadores,
pescadores, etc.
o Em produtos afins: incluem-se lojas que comercializam móveis
e colchões, lojas que vendem candeeiros e material elétrico, lojas
de computadores e telemóveis e muitas outras.
o Num tema/assunto: a especialização num tema pode ser:
desporto, lar, bricolage entre outros. No desporto a loja vende:
bolas de futebol, pranchas de surf, patins, botas de montanha,
etc.
Atividades Económicas

Métodos de distribuição

Venda direta Venda à distância

- na loja - por correspondência


- porta a porta - por catálogo
- ambulante - comércio eletrónico

 Venda direta: o comerciante vende os seus produtos ou presta os seus


serviços diretamente ao cliente, estando, assim, em contato com o
consumidor. Ex. a venda ambulante nas ruas ou em feiras e a venda
porta a porta em que o comerciante se desloca ao domicílio do
consumidor.

 Venda à distância: não há contato direto e físico, entre vendedor e


comprador, sendo as vendas realizadas através da via postal, assumindo
as formas de venda por correspondência ou por catálogo.
o Venda por correspondência: o consumidor recebe no seu
domicílio folhetos de divulgação do produto e do seu processo de
aquisição e, caso esteja interessado, procede à compra do
produto através dos correios.
o Venda por catálogo: é semelhante à venda por
correspondência, embora haja situações em que é necessário
comprar o catálogo, nos postos de venda de jornais e revistas.
o Comércio eletrónico: é outra modalidade da venda à distância.
Recorre à internet como meio de venda, o chamado e-commerce.
As operações de compra e venda realizam-se por via eletrónica,
tem acesso a uma loja virtual, tendo todo o sortido de produtos
que são vendidos na loja física. O pagamento é feito através de
cartão de crédito e a entrega é feita no local definido pelo cliente.
Atividades Económicas

Evolução da moeda

 Troca direta: as trocas eram feitas produto a produto. No entanto


deparava com grandes obstáculos:
o A dificuldade que cada pessoa sentia em encontrar outra que
estivesse interessada na troca de determinados produtos;
o O fato de as pessoas atribuírem valores diferentes aos produtos,
por vezes não fraccionáveis, não permitia o acordo quanto à
transação a efetuar.

 Troca indireta: as trocas passaram a ser feitas em duas fases: numa


primeira fase, o produtor troca o resultado da sua atividade produtiva
por moeda e, numa segunda fase, troca a moeda pelo produto que
pretende aquirir.

Moeda: é, portanto, um bem de aceitação generalizada que se utiliza como


intermediário nas trocas.

Formas de moeda

 Moeda-mercadoria: nas sociedades primitivas muitos foram os bens


utilizados como moeda. A moeda estava relacionada com a principal
atividade a que cada comunidade se dedicava. Ex. os pescadores
utilizavam como moeda, conchas, peixes, sal; os pastores, o gado, os
agricultores, os cereias.

 Moeda metálica: o gado não era divisível, o que impedia de efetuar


trocas de menor valor, o peixe estragava-se e o sal não era
suficientemente duradouro, visto sofrer com a humidade. Desta forma a
utilização de metais, apresentava maior facilidade de transporte,
durabilidade e divisibilidade.
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 Moeda-papel: na época dos descobrimentos, o grande incremento do


comércio originou o transporte de enormes somas de moeda, o que era
difícil e perigoso. Os cambistas e ourives recebiam as moedas e
guardavam-nas e emitiam certificados de depósito ou letras de câmbio,
de fácil transporte. Constituída por notas de banco, começou por ser
moeda representativa, pois à quantidade de notas em circulação
equivalia igual valor de ouro ou prata retido nos cofres dos bancos.

 Moeda escritural: moeda totalmente desmaterializada, constituída


pelos depósitos à ordem, atualmente, por via informática. Estas quantias
movimentam-se através dos seguintes instrumentos:
o Cheques
o Transferências bancárias
o Cartões de crédito
o Cartões de débito

Funções da moeda
A troca de bens e serviços é uma atividade que conhece, atualmente, um
grande desenvolvimento. O que se deve, em grande parte, não só à
generalização do uso da moeda, mas também às múltiplas funções económicas
que esta veio a desempenhar, nomeadamente:
 Meio de pagamento ou instrumento geral de trocas, pois sendo
aceite por todos, por todos pode ser utilizada, permitindo adquirir todos
os bens.
 Unidade de conta ou medida de valor, visto ser através da moeda
que se mede o valor relativo dos bens entre si, isto é, os preços.
 Reserva de valor, que se traduz na possibilidade de se conservar a
moeda por algum tempo, utilizando-a mais tarde.

Desmaterialização da moeda
Da moeda – mercadoria até aos nossos dias tem-se vindo a desenvolver um
longo processo de desmaterialização da moeda, isto é, a moeda foi perdendo o
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seu conteúdo material, pois passou a ser formada por pedaços de papel
impressos, legalizados pelo Banco central e, mais recentemente, por meros
registos contabilísticos, efetuados pelos bancos.

TIPOS DE CARTÃO
TIPO CARATERÍSTICAS PRINCIPAIS SISTEMA
Débito Todas as compras pagas com este Visa
cartão originam um débito pelo Mastercard
valor da compra na conta à ordem. Multibanco
Crédito Permite o pagamento em prestações Visa
das compras efetuadas com o Mastercard
cartão (compra a crédito). American Express
Privado (bancos)
Cartão «pré-pago» O cartão é carregado co um Multibanco
determinado montante e pode ser Visa
ou não reutilizável (ex.: PMB – porta Privado (bancos)
moedas eletrónico).

Mercado
Conceito: a situação ideal onde se confrontam as intenções de produção dos
produtores – a oferta de um bem – e as solicitações de consumo dos
consumidores – a procura de um bem- de que resulta o preço de mercado para
aquele bem, isto é, o preço para o qual toda a população será vendida e toda a
procura será satisfeita.
Oferta Procura
Produtor Preço Consumidor
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O mecanismo de mercado - A procura e a lei da


procura

Procura: define-se como o conjunto de bens e serviços que os consumidores


estão dispostos a comprar aos diferentes preços.

Lei da procura: afirma que a quantidade da procura de um bem varia na


razão inversa do respetivo preço.
Assim sendo, sempre que o preço de um bem aumentar (diminuir) a respetiva
quantidade procurada deverá diminuir (aumentar). Esta relação pode
representar-se graficamente, através da curva da procura.

Determinantes da procura:

 As preferências dos consumidores – as preferências (ou gostos)


representam uma grande variedade de influências culturais, sociais,
históricas; podem especificar necessidades físicas ou psicológicas
permanentes ou temporárias e podem ser influenciadas artificialmente,
por exemplo através de técnicas comerciais e de marketing;
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 O rendimento médio dos consumidores – geralmente, quanto maior o


rendimento dos consumidores, maior será a procura dirigida ao bem.
Existem, contudo, determinado bens cujo comportamento da procura é
diferente quando o rendimento aumenta: é o caso dos chamados bens
inferiores cuja procura que lhe é dirigida diminui quando o rendimento
dos consumidores aumenta (ex: margarina);

 A dimensão do mercado – quanto maior o número de consumidores


maior é a procura de bens. Se numa determinada economia se registar
um aumento repentino da população, é natural que a procura dirigida à
generalidade dos bens aumente na mesma proporção;

 Sazonalidade;

 Aumento da população.

A oferta e a lei da oferta

Oferta: como o conjunto de bens e serviços que os


produtores estão dispostos a vender, no mercado,
para cada preço.

Lei da oferta: refere que a quantidade oferecida


de um bem varia na razão direta do respetivo bem.

Determinantes da oferta:

 As variações da procura;

 Alteração do custo dos fatores de produção, como as alterações dos


preços das matérias-primas e variações salariais;

 As mudanças tecnológicas;
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 A alteração dos preços dos bens complementares e dos bens


sucedâneos;

 Sazonalidade;

 As condições climatéricas para produtos agrícolas;

 As previsões do produtor relativamente à relação preço-custo.

Estrutura dos mercados

Preço de equilíbrio e quantidade de equilíbrio perfeita:


o mercado de concorrência perfeita

Conceito: mecanismo de mercado compatibiliza a oferta de um bem com a


respetiva procura.
 Quanto maior for o preço de um produto, menor será a quantidade
procurada;
 Quanto mais baixo for o preço de um produto, maior será a quantidade
procurada.
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As condições de mercado de concorrência


bilateral ou perfeita

 Liberdade de entrada no mercado: qualquer empresa que decida


produzir um bem, poderá fazê-lo sem que as empresas já produtoras
desse bem se possam opor (principio da concorrência). Assim, verificar-
se-á:
Livre concorrência entre os produtores, pois nenhuma empresa se
encontra em situação de impor quaisquer condições de venda ao
consumidor;
Livre concorrência do lado dos consumidores, pelo que nenhum
tem influência sobre o preço do produto de qualquer das muitas
unidades de produção;
O preço dos bens depende do livre jogo da oferta e da procura,
no mercado;
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Inexistência de qualquer interferência estranha no mercado, como


seja, a intervenção do estado, limitando ou fixando preços.
 Atomismo: existência de muitos produtores a oferecer o produto e de
muitos consumidores a procura-lo, não se verificando, deste modo, a
possibilidade de um só agente económico provocar alterações
significativas no mercado.

 Transparência do mercado: os produtores deverão poder conhecer os


ramos e setores da atividade económica mais lucrativos para poderem
mobilizar os fatores de produção para essas atividades.

 Mobilidade dos fatores de produção: o mecanismo de mercado


pressupõe a fácil reconversão e deslocalização dos fatores produtivos,
capital e força de trabalho, para os setores que mais oportunidades
lucrativas ofereçam aos produtores.

 Homogeneidade: significa que os bens produzidos apresentam


caraterísticas semelhantes, pelo que serão perfeitamente substituíveis

Síntese: As empresas, ao concorrem entre si, provocam a descida do preço dos


produtos e a melhoria da sua qualidade, dado que são obrigadas a inovar os
seus processos de fabrico, no sentido de diminuir os custos de produção.

Mercados de concorrência imperfeita

Conceito: caraterizam a generalidade das economias. Consoante o número de


unidades e a sua capacidade para influenciar o mercado e o comportamento
dos consumidores, este mercado pode ser:

 Concorrência monopolista: carateriza-se pela existência de muitas


unidades de produção pequenas mas que, ao invés do que acontece
com a concorrência perfeita, produzem bens não homogéneos.

 Mercados de monopólio: caraterizam-se pela existência de apenas


uma grande unidade de produção.
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 Mercados de oligopólio: carateriza-se pela existência de várias


unidades de grande dimensão a produzir o mesmo produto.

Tipos de mercado e poder sobre a fixação dos preços

Concorrência perfeita Concorrência imperfeita


Os preços resultam da interação Os preços dependem do poder que a
entre a oferta e a procura (a empresa tiver no mercado:
empresa não tem poder para fixar - concorrência monopolista – pouco poder;
os preços). - monopólio – total poder;
- oligopólio – algum poder.

Mercados e suas caraterísticas

Formas de Concorrência Monopólio Oligopólio Concorrência


mercado perfeita monopolista
Critérios
N.º de inúmeros um alguns muitos
produtores
Controlo nulo total limitado pouco
sobre o preço
Bens homogéneos único pouco diferenciados
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produzidos diferenciado
Concorrência muita nenhuma pouca bastante

Concentração de empresas: fusões e aquisições


A concentração tem conduzido no sentido de alargarem os seus mercados e
aumentarem a sua dimensão.
Concentração horizontal: quando é realizada no mesmo ramo de
atividade, neste caso, a empresa reúne mais capitais e mão-de-obra,
continuando a dedicar-se à mesma atividade.

Concentração vertical: que se designa também por integração,


consiste em reunir diversas empresas de ramos diferentes, mas
complementares, sob uma única direção, de forma a que o bem
produzido por uma das empresas constituía matéria-prima para outra.

Assim, assiste-se a uma diversificação funcional da produção que se tem


acentuado com a diversificação geográfica da produção, originando as
empresas multinacionais ou transnacionais.

Fusão de empresas ou trust: o trust resulta da fusão de várias


empresas, dando origem a uma nova empresa que utiliza os meios de
produção e os trabalhadores das diversas empresas iniciais,
subordinados a uma direção única. Os objetivos do trust consistem na
instauração de um monopólio, pois visa eliminar as empresas
concorrentes, e na racionalização das empresas, procurando reduzir os
custos de produção, através de uma maior dimensão.

As aquisições: constitui para as empresas, a possibilidade de


sobrevivência num mercado global altamente competitivo, através da
diversificação de interesses, da dominação do mercado ou da entrada
noutros mercados nacionais.

Esta situação torna-se problemática para os consumidores, em virtude de


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poder originar situações de monopólio e de oligopólio onde a vontade


dos consumidores pode ser abafada face aos interesses e expetativas
dos grandes empresários.
Este processo também pode atrair alguns problemas para os países, uma
vez que os interesses das economias nacionais podem ser adquiridos por
empresas estrangeiras com o risco dos interesses estrangeiros poderem
vir a impor-se como decisivos.

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