Você está na página 1de 11

Universidade católica de angola

Engenharia de telecomunicações
Sistemas de telecomunicações II

PDH-Hierarquia digital Plesiócrona

Orientador(a) :
Eng.ª Irineia Gabriel
Integrantes do grupo

Benjamim Shawara David Cahando – ID: E1000015605


Elizandro dos Santos Alexandre – ID: E1000016888

2
Índice

Introdução ..................................................................................................................................... 4
Trama PCM3 .................................................................................................................................. 6
Processo de Multiplexagem e Desmultiplexagem .................................................................... 7
Hierarquias Digitais plesiócrono ................................................................................................... 8
Hierarquias Superiores .............................................................................................................. 8
Desvantagens do PDH ............................................................................................................... 9
Conclusão .................................................................................................................................... 10

Referências Bibliográficas………………………………………………………………11

3
Introdução

A geração de sinais de sincronismo é feita por relógios. Um relógio nominal


gera sinais isócronos, isto é sinais em que a frequência é constante (pelo
menos em valor médio).

Fig 1- representação gráfica da diferença entre um relógio isócrono, de um real

Dois relógios são síncronos se operam com a mesma frequência e com uma
diferença de fase constante. Os relógios não síncronos designam-se por
assíncronos.
Dentro da transmissão digital de sinais, um sinal pode ser classificado como
sendo assíncrono e síncrono de acordo o tipo de relógio.
Os relógios assíncronos dividem-se em: mesócronos, plesiócronos e
heterocronous.
Relógios mesócronos : têm a mesma frequência, mas a relação de fase é
aleatória.
Relógios plesiócronos : têm a mesma frequência nominal, mas a real pode
ser ligeiramente diferente.
Relógios mesócronos : têm a mesma frequência e fases diferentes.

Porém, iremos focar-nos apenas no sinal plesiócrono como parte importante


para o desenvolvimento do nosso tema.

4
Fig 2- representação gráfica da diferença entre uma rede síncrona, de um
plesiócrona.

Ao analisarmos a voz e as suas principais características relativamente ao


espectro de frequência, podemos afirmar que a maior parte da componente da
voz humana se situa entre os 300 Hz e os 3400 Hz. De modo a evitar cortes
abruptos na frequência, adicionou-se alguma banda de guarda (por
precaução), e esse intervalo passou a ser de 4000 Hz para as
telecomunicações.
É este intervalo de frequências, até aos 4000Hz, que se precisa de ser
amostrado, para ser possível fazer a transmissão digital da voz humana.
Segundo o teorema de Nyquist-Shannon, qualquer sinal analógico (como a
voz) pode ser amostrado sem se perder informação utiliza-se uma frequência
igual ao dobro da sua frequência máxima :

Fig 3- representação gráfica do teorema de Nyquist-shannon, sendo fa, a


frequência mínima.

O que produz a uma frequência de amostragem de 8 kHz, ou seja, 8000 ciclos


por segundo.
As amostras utilizadas para converter este sinal analógico em formato digital
utilizam uma codificação de 8 bits. Deste modo, podemos afirmar que o débito
binário para este sinal de voz básico é de 8000x8 = 64 Kbits/s. E surge assim
o sinal básico utilizado na maioria das redes de telecomunicações modernas.

5
Trama PCM30

Se considerarmos que uma rede de comunicações moderna deverá, por


definição, garantir a transmissão de sinais digitais de uma forma segura e
eficiente, não faria sentido transmitir um único sinal com pouca informação no
meio físico de transmissão, pois este método não seria tão rentável nem
eficiente. Assim, por forma a se maximizar a eficiência dos canais de
transmissão, criaram-se estruturas de dados que utilizam um débito binário
mais alto, por intermédio da utilização de vários sinais básico de 64 Kb/s,
intercalados numa mesma trama. Essa trama é a trama PCM30.
PCM é a modulação por impulsos codificados (Pulse Code Modulation) e 30
representa o número de canais de informação agregados numa única trama.
Porém encobrem-se os outros 2 canais, pois estes são para a sinalização e
sincronização, perfazendo um total de 32 canais de 64 Kb/s cada.
O débito binário desta trama pode ser facilmente calculado, multiplicando o
número de canais de voz, pela taxa de bit de cada um deles: 32 x 64 = 2048
Kb/s.
Este sinal é denominado E1 e é considerado como um canal de hierarquia de
primeira ordem.

Fig 3- representação gráfica de um trama E1 de 32 canais, onde 0 é para bit de


sincronismo e 16 é o bit de sinalização.

6
Processo de Multiplexagem e Desmultiplexagem

Para ser transmitido com débitos binários mais elevados, este sinal E1
(2Mb/s) tem de ser multiplexado por um dispositivo chamado multiplexador.
Este dispositivo é um conversor paralelo/série. Por um lado, a informação
chega em paralelo e, por outro, o dispositivo converte-a em séries de canais de
comunicação entrelaçados de utilizadores diferentes.
Esta multiplexagem é efectuada por um factor de 4 e, nas fases intermédias,
será adicionada informação extra de modo a controlar o sinal.
Os sinais com débitos binários mais elevados, são mais fáceis de manejar e
mais rentáveis. É basicamente por este motivo que as novas tecnologias
trazem normalmente débitos binários mais elevados

Fig 4- representação gráfica de um Multiplexador.

Fig 5- representação gráfica de um Demultiplexador.

7
Hierarquias Digitais plesiócrono

Hierarquias Superiores

Obtém-se débitos binários mais elevados pelo processo de multiplexagem.


Existem 3 normas diferentes disponíveis, a europeia, a americana e a
japonesa.
Todas estas normas começam com o débito binário básico de 64 Kb/s e
depois, por meio de vários tipos de modulação, são atingidos binários
diferentes consoante as várias normas.
A norma relevante estudada como exemplo foi a europeia.
Os canais da hierarquia PDH, são agrupados, formando níveis hierárquicos.
Assim, 32 canais de 64 kbit/s formam um canal com 2,048 Mbit/s, via
intercalação sequencial de bytes, composto assim um canal de hierarquia de
primeira ordem (E1).
Combinações de canais de hierarquia de primeira ordem compõem canais
de hierarquia de segunda ordem, através do mecanismo denominado
intercalação sequencial de bits.
O débito primário já foi calculado previamente. Vamos ver como obter as
ordens seguintes.
Quatro canais de 2 Mbit/s (E1), formam um canal de segunda ordem de 8
Mbit/s (E2). Quatro destes formam a terceira ordem em 34 Mbit/s que (E3), por
sua vez, formam a quarta ordem em 140 Mbit/s (E4). Chega-se a quinta ordem
em 565 Mbit/s (E5).
Todos os sinais na norma europeia são obtidos, multiplexando
sucessivamente por um factor de 4.

Fig 6- representação gráfica da hierarquia PDH(sistema Multiplex primário)


europeu.

8
Devido a razões como imperfeições do canal (combatidas com a utilização
de bits de justificação), as taxas de bits dos canais associados podem ser
levemente diferentes. O que gerou a denominação "PDH".

Desvantagens do PDH

 Débitos binários não são normalizados;


 Falta de cabeçalho(overhead) para manutenção, controle e
performance;
 Mecanismos complexos de inserção e extração de sinais básicos
de 2 Mb/s;
 Sem identificadores de caminho (path traces).

9
Conclusão

As tecnologias de transmissão, tal como por exemplo as de acesso e


comutação, têm evoluído de acordo com a disponibilidade científica, técnica e
as necessidades das redes que prestam serviços.
Razão pelo qual, a PDH (hierarquia digital plesiócrona), foi subistítuido pela
SDH para suprir o conjunto de melhorias não disponíveis na hierarquia anterior.

Referências Bibliográficas

Aula10_SistemasSDH
SDH - Synchronous Digital Hierarchy (Hierarquia Digital Síncrona)
João Pires redes de acesso

10
11

Você também pode gostar