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NOÇÕES

DE DIREITO
ADMINISTRATIVO
Organização Administrativa

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Organização Administrativa
Diogo Surdi

Organização Administrativa.............................................................................................5
1. Entidades Políticas e Entidades Administrativas..........................................................5
2. Sentidos da Administração Pública.. ............................................................................ 7
2.1. Administração Pública em Sentido Amplo. . ............................................................... 7
2.2. Administração Pública em Sentido Estrito. . ..............................................................8
2.3. Administração Pública em Sentido Material, Objetivo e Funcional............................9
2.4. Administração Pública em Sentido Formal, Orgânico e Subjetivo........................... 10
3. Centralização e Descentralização Administrativa....................................................... 11
3.1. Centralização.......................................................................................................... 12
3.2. Descentralização. ................................................................................................... 12
4. Concentração e Desconcentração Administrativa. . .................................................... 14
4.1. Concentração.......................................................................................................... 14
4.2. Desconcentração................................................................................................... 15
5. Relação entre Centralização, Descentralização, Concentração e Desconcentração. . .. 15
6. Órgãos Públicos.........................................................................................................17
6.1. Características. ....................................................................................................... 18
6.2. Classificação.......................................................................................................... 18
7. Administração Direta. ................................................................................................22
8. Administração Indireta..............................................................................................23
8.1. Disposições Constitucionais....................................................................................23
8.2. Características Comuns das Entidades da Administração Indireta..........................26
8.3. Autarquias............................................................................................................. 27
8.4. Fundações. .............................................................................................................38

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8.5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.............................................43


Resumo.........................................................................................................................55
Questões Propostas..................................................................................................... 60
Gabarito....................................................................................................................... 84
Gabarito Comentado. .................................................................................................... 85

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Olá, aluno(a), tudo bem? Espero que sim!


Na aula de hoje, veremos todos os detalhes acerca da Organização Administrativa, assun-
to bastante exigido nas provas de Direito Administrativo.
Na parte das questões, resolveremos diversas da UFPR. Como a banca não conta com
muitas questões anteriores, complementaremos o estudo com questões de outras tradicio-
nais organizadoras.
Grande abraço e boa aula!
Diogo

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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
1. Entidades Políticas e Entidades Administrativas

A organização administrativa é a parte do Direito Administrativo que estuda a estrutura


da Administração Pública e dos órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. Para compre-
endermos esta estrutura, no entanto, precisamos conhecer e saber diferenciar as entidades
políticas das entidades administrativas.
As entidades políticas nada mais são do que os entes federativos previstos na Constitui-
ção Federal. São eles a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Tais entes são
predominantemente regidos pelo Direito Constitucional e detém uma parcela do poder políti-
co. Por isso mesmo, costuma-se dizer que tais entes são autônomos, organizando-se, cada
um deles, para alcançar as finalidades previstas na Constituição.
Neste sentido, a autonomia não pode ser confundida com a soberania. Enquanto a auto-
nomia consiste na possibilidade de cada um dos entes federativos organizar-se internamen-
te, elaborar suas leis e exercer as competências que a eles são atribuídas pela Constituição
Federal, a soberania trata-se de característica que apenas está presente no âmbito da Repú-
blica Federativa do Brasil, que é formada pelos mencionados entes federativos.

Entretanto, seria bastante complicado, para cada um desses entes, conseguir alcançar
todos os objetivos necessários dispondo apenas de um órgão central.

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Tomemos como exemplo o Município de Florianópolis. De acordo com a Constituição Federal,


diversas são as competências atribuídas a tal ente. Assim, deve ele, por exemplo, arrecadar
recursos, fiscalizar as atividades dos particulares, cuidar do saneamento e administrar a pre-
vidência e a assistência dos servidores.
Caso todas estas atividades sejam desempenhadas diretamente pelo ente, teríamos a utópi-
ca situação em que as necessidades primordiais da comunidade (tal como a saúde e educa-
ção) seriam exercidas com a mesma prioridade que atividades sem o mesmo grau de essen-
cialidade. Assim, em todas as atividades (sendo ou não essenciais), a administração teria que
dispor de pessoal e recursos públicos, onerando sobremaneira a máquina pública.
Para que isso não ocorra, os entes federativos criam (diretamente por lei ou através de autori-
zação) as entidades administrativas, pessoas jurídicas de direito público ou privado que ficam
encarregadas de exercer certas atividades originariamente previstas para os entes estatais.

Assim, as entidades administrativas são a própria Administração Indireta, composta


(taxativamente) pelas autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de
economia mista.

Determinado candidato é aprovado em concurso público de um Município com alto índice de


IDH. Dentre outros benefícios, terá ele direito a assistência à saúde e a plano de previdência.
Assim, para que o próprio Município possa se dedicar a outros assuntos prioritários (como
saúde e educação), ele cria uma autarquia para gerenciar e administrar a previdência e a
assistência à saúde dos servidores.

Tais entidades, ao contrário das pessoas políticas, são reguladas predominantemente


pelo Direito Administrativo, não detém poder político e estão vinculadas à entidade política
que as criou.
Importante salientar que não há hierarquia entre as entidades da administração pública
indireta e os entes federativos responsáveis pela sua criação. O que ocorre, em tais situações,
é uma mera vinculação administrativa, de forma que os entes federativos apenas controlam
se as entidades da administração indireta estão desempenhando corretamente as atividades
para as quais foram criadas.

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Podemos sintetizar as diferenças apresentadas entre os dois tipos de entidades apresen-


tadas por meio do seguinte quadro:

2. Sentidos da Administração Pública

Modernamente, a expressão “administração pública” pode ser conceituada por meio de


diferentes sentidos ou acepções. Da mesma forma, poderemos fazer uso da expressão em
seu sentido amplo (lato) ou em sentido estrito (stricto).

2.1. Administração Pública em Sentido Amplo

Dizemos que em sentido lato (ou amplo), a administração pública compreende, além da
função administrativa, os órgãos de governo, que são aqueles que exercem funções políticas.
De acordo com esta acepção, a administração pública abrange desde a elaboração e
fixação das diretrizes a serem seguidas na elaboração das políticas públicas até a própria
execução de todas estas políticas. A elaboração compete à função política. A execução, à
função administrativa.

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Teremos a elaboração de uma política pública quando o Poder Legislativo edita uma lei deter-
minando a adoção de certas medidas com a finalidade de manutenção do bem-estar coletivo
(tal como ocorre, por exemplo, com a edição de uma norma que estabelece que certos esta-
belecimentos comerciais apenas podem permanecer abertos até determinado horário).
Teremos a execução de uma política pública quando o Poder Executivo, por meio de seus
agentes públicos, fiscaliza se a norma em questão está sendo observada pelos proprietários
de estabelecimentos comerciais.
Adotando o conceito de administração pública em sentido amplo, as duas situações são con-
sideradas “administração pública”.

Ressalta-se, no entanto, que a utilização do sentido amplo de administração pública não


é a predominante em nosso ordenamento jurídico.

2.2. Administração Pública em Sentido Estrito

Já a administração pública sentido estrito compreende somente os órgãos e os agentes


necessários à execução das políticas públicas, sem qualquer referência àqueles que atuam
na sua elaboração.
É este o sentido que estará presente em todo o nosso estudo, sendo a base de toda a orga-
nização administrativa. Dele deriva, por exemplo, todas as prerrogativas (poderes) e sujeições
(obrigações) que os agentes possuem na gestão do patrimônio público.

Se tomarmos como referência o exemplo anterior, apenas a execução das atividades neces-
sárias à verificação do cumprimento do horário de funcionamento dos estabelecimentos
comerciais é considerada administração pública. Em sentido oposto, a elaboração da men-
cionada lei não entra no conceito estrito de administração.

O sentido estrito é o adotado em nosso ordenamento jurídico, de forma que apenas será
considerada administração pública as atividades destinadas à execução das políticas públicas.

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2.3. Administração Pública em Sentido Material, Objetivo e Funcional

Em sentido material, objetivo e funcional, a administração é composta pelas atividades e


funções que normalmente são classificadas como administração pública. Por meio do critério
material, devemos nos perguntar quais as atividades que são consideradas administração
pública em nosso país.
Ainda que a resposta varie muito de autor para autor, as atividades que usualmente são
reconhecidas como administração pública são: fomento, serviços públicos, polícia adminis-
trativa e intervenção.

- Fomento: Incentivo à iniciativa privada para determinadas funções públicas (tal como ocorre
com um incentivo fiscal concedido para que uma organização social atue em uma atividade
pública, auxiliando a administração);
- Serviços Públicos: Prestação de determinadas atividades para toda a população, regidas
pelo direito público (como o serviço postal e o serviço de telecomunicações);
- Polícia Administrativa: Restrição de algum direito particular em prol do benefício de toda
a coletividade (como a apreensão de mercadorias vencidas em um supermercado, evitando
uma possível intoxicação generalizada);
- Intervenção: Quando o Estado intervém em determinadas atividades privadas (tal como
ocorre quando é realizada uma desapropriação para fins de reforma agrária).

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Pelo critério material, não temos uma lista taxativa de atividades que são consideradas
administração pública, mas podemos afirmar que todas as atividades listadas acima pos-
suem algo em comum: são áreas importantes para o bem-estar da população e para a pre-
servação do interesse coletivo geral.
Dessa forma, tal sentido não leva em conta quem é o responsável pela prestação da ativi-
dade, mas sim quais atividades são consideradas administração pública.
De acordo com o critério material, desta forma, uma concessionária de serviço público,
ainda que não faça parte das entidades que compõem formalmente a administração, será
considerada administração pública, uma vez que desempenha serviços públicos muitas ve-
zes essenciais à população. Em sentido oposto, o desempenho de certas atividades, ainda
que por intermédio de uma das entidades que compõem a administração indireta, não será
considerado administração pública. O motivo para tal, conforme já mencionado, é que o cri-
tério material apenas leva em conta as atividades que são desempenhadas (a matéria) e não
os responsáveis pela sua execução.

2.4. Administração Pública em Sentido Formal, Orgânico e Subjetivo


Já em sentido formal, orgânico e subjetivo, a administração pública é o conjunto de ór-
gãos e agentes incumbidos das mais diversas atividades administrativas. Por intermédio do
critério formal, devemos nos perguntar quem é administração pública em nosso país.
A resposta é que apenas as entidades, órgãos e agentes que o nosso ordenamento jurídi-
co estabelece como administração pública serão consideradas parte desta, independente da
importância da atividade exercida.

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Pelo critério formal, que é o adotado em nosso país, fazem parte da administração pública
todos os órgãos e entidades da administração direta e da administração indireta.
Dessa forma, ainda que uma atividade não seja de suma importância para a população,
ainda assim ela será considerada administração pública pelo critério formal, bastando, para
tal, que seja exercida pela administração direta ou indireta.

Tomemos como referência a atividade financeira, desempenhada pelas empresas públicas e


pelas sociedades de economia mista.
Ainda que tal atividade não seja de extrema importância para a manutenção do bem-estar
coletivo (e prova disso é que diversos bancos privados também a desempenham), a mesma
será considerada administração pública pelo critério formal, uma vez que desempenhada por
uma das entidades que compõem a administração indireta.

Podemos sintetizar os quatro sentidos em que a expressão “administração pública” pode


ser utilizada por meio do seguinte quadro sinótico:

Administração pública
Abrange as atividades de elaboração e execução das políticas públicas
em sentido amplo
Administração pública
Abrange apenas as atividades de execução das políticas públicas
em sentido estrito
Administração pública em sentido Compreende as atividades que normalmente são classificadas, pela sua
material, objetivo e funcional importância, como administração pública
Administração pública em sentido Compreende os órgãos, agentes e entidades que o nosso ordenamento jurí-
formal, subjetivo e orgânico dico identifica como administração pública (administração direta e indireta)

3. Centralização e Descentralização Administrativa

Tanto a centralização quanto a descentralização referem-se à forma como a atividade


administrativa é desempenhada para a população. Por meio dos institutos, verifica-se que a
atividade administrativa pode ser desempenhada tanto por meio de órgão da administração
direta quanto através de entidades da administração indireta.

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3.1. Centralização

A centralização ocorre quando a atividade administrativa é totalmente desempenhada por


órgãos e agentes de um único ente federativo. Em tal situação, o Estado executa as tarefas
que a ele são atribuídas pela Constituição Federal de forma direta, ou seja, por intermédio dos
agentes e dos órgãos públicos componentes da administração direta.
Ressalta-se que a administração direta, conforme anteriormente exposto, é composta pe-
los entes federativos, motivo pelo qual é correto afirmarmos que, com a centralização, ocorre
a prestação da atividade administrativa diretamente pela União, pelos Estados, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios.
Na centralização, a administração direta pode fazer uso da repartição interna de com-
petências, dando ensejo à criação dos órgãos públicos. Caso isso ocorra, os órgãos criados
encontram-se subordinados à autoridade superior, uma vez que a hierarquia é inerente a toda
e qualquer organização dentro de uma mesma pessoa jurídica.

3.2. Descentralização

A descentralização, por sua vez, ocorre quando qualquer um dos entes federativos exerce
suas atribuições por intermédio de outras pessoas jurídicas. Em tais situações, ao contrário
do que ocorre quando da criação dos órgãos públicos, não teremos hierarquia ou subordina-
ção, mas sim mera vinculação entre a pessoa jurídica criada e o ente federativo que a criou.
Dada a importância dos dois conceitos, vamos sedimentar o entendimento:

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A descentralização pode ser feita de duas formas, sendo elas e descentralização por ou-
torga (também conhecida como descentralização por serviços ou legal) e a descentralização
por delegação (negocial ou por colaboração).

3.2.1. Descentralização por Outorga (por Serviços ou Legal)

A descentralização por outorga ocorre quando o ente federativo transfere tanto a titularidade
quanto o exercício de determinada competência. Tal descentralização é feita por meio de lei, sen-
do por intermédio de tal instituto que as entidades da administração indireta são criadas.
Quatro são as entidades, conforme veremos em momento posterior, sendo elas as autar-
quias, as fundações públicas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista. No
caso das autarquias, a criação se dará diretamente por meio de lei. Nas demais entidades, a
lei apenas autorizará a respectiva criação.

3.2.2. Descentralização por Delegação (por Colaboração ou Negocial)

A descentralização por delegação ocorre quando apenas o exercício da competência é


transferido à outra entidade, ficando a titularidade com o ente originalmente competente.
Através dela, as concessionárias, permissionárias e autorizatárias assumem o exercício de
algumas atividades administrativas.
Se a descentralização for para uma concessionária ou permissionária, dizemos que a
transferência do exercício é por prazo certo, oportunidade em que teremos a licitação prévia
e a formalização de um contrato administrativo. Caso a descentralização ocorra para uma
autorizatária, tal procedimento poderá ocorrer por prazo indeterminado, uma vez que a ca-
racterística do instituto é a precariedade e a possibilidade de revogação à qualquer tempo
pelo Poder Público.
Aprofundaremos bem este ponto quando estivermos estudando os serviços públicos. Por
enquanto, é necessário, apenas, a distinção entre as duas formas de descentralização, que
podem ser melhor visualizadas por meio do gráfico a seguir:

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4. Concentração e Desconcentração Administrativa

A atividade administrativa também poderá ser desempenhada de forma concentrada ou


desconcentrada, situações em que teremos a prestação da atividade com ou sem a divisão
interna de competências, que é materializada por meio da criação dos órgãos públicos.

4.1. Concentração

A concentração trata-se de uma situação que apenas é possível na parte teórica, uma
vez que implicaria no desempenho de uma atividade administrativa sem a criação de órgãos
públicos. Assim, em tal situação, tanto a administração direta quanto a indireta teriam que
desempenhar suas atividades sem a possibilidade de reparti-las internamente.
Claramente se percebe que tal forma de prestação das atividades administrativas não
encontra amparo nos dias atuais, uma vez que, cada vez mais, estamos diante de uma admi-
nistração gerencial e pautada na celeridade da prestação dos serviços à coletividade.

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4.2. Desconcentração
A desconcentração, por sua vez, é a técnica administrativa através da qual são criados os
órgãos públicos. Com isso, as atividades podem ser desempenhadas de forma especializada,
através de órgãos integrantes de uma mesma entidade superior. A desconcentração – e isso
é extremamente importante – por operar-se no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, pres-
supõe hierarquia e subordinação.
Nesse ponto, é importante salientar que existe desconcentração tanto na administração
direta quanto na administração indireta, uma vez que em ambas as entidades podem existir
órgãos públicos.

5. Relação entre Centralização, Descentralização, Concentração e Des-


concentração

Para não restar dúvidas entre os quatro importantes institutos apresentados, relaciona-se
abaixo as possíveis formas de prestação da atividade administrativa, exemplificando cada
uma das situações com casos concretos:

Centralização concentrada: é a situação onde um ente federativo (administração direta) atua


sem nenhuma divisão de competências. Como mencionado, tal forma de atuação da adminis-
tração pública existe apenas em teoria.
Centralização desconcentrada: é o caso de uma entidade da administração direta (a União,
por exemplo) atuando por meio de órgãos públicos;
Descentralização desconcentrada: é o caso de uma entidade da administração indireta (uma
sociedade de economia mista, por exemplo), atuando por meio de órgãos públicos;
Descentralização concentrada: situação em que uma entidade da administração indireta
(fundação pública, por exemplo) atua sem a criação de órgão públicos.

Centralização Atuação da administração direta


Descentralização Atuação da administração indireta ou das delegatárias de serviço público
Concentração Atuação sem a presença de órgãos público
Desconcentração Atuação com a presença de órgãos públicos

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Questão 1 (NC-UFPR - NER (TJ PR)/TJ PR/PROVIMENTO/2019) O Estado brasileiro pode


transferir o exercício de certas atividades que lhe são próprias por meio da desconcentração
administrativa. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
a) A desconcentração é um instrumento exclusivo previsto para ser utilizado por Estados e
Municípios.
b) A desconcentração também pode ser denominada de delegação.
c) A desconcentração não implica a criação de um novo ente com personalidade jurídica.
d) A transferência de atividades para o terceiro setor é um exemplo clássico de desconcen-
tração administrativa.
e) A transferência de atividades pela desconcentração administrativa se dá por meio de con-
tratos públicos previstos na legislação de parcerias público-privadas.

Letra c.
a) Errada. Todos os entes federativos podem criar órgãos públicos. Logo, a desconcentração
pode ser realizada por todos os entes, e não apenas por Estados e Municípios.
b) Errada. A delegação e a desconcentração são definições distintas. Na delegação, que é
uma das modalidades de descentralização, a execução de serviços é realizada por outra pes-
soa jurídica. Na desconcentração, temos a criação de órgãos públicos.
c) Certa. A desconcentração implica na criação dos órgãos públicos, ou seja, em reparti-
ções internas de competência dentro da mesma pessoa jurídica. Logo, os órgãos, que não
possuem personalidade jurídica, não são um novo ente, mas sim parte integrante da pessoa
jurídica que os criou.
d) Errada. Com a desconcentração, temos a criação de órgãos públicos. No terceiro setor,
temos atividades sendo desempenhadas por pessoas jurídicas sem fins lucrativos. Logo, não
há relação entre ambos os conceitos.
e) Errada. A formalização das PPP ocorre por meio de descentralização por delegação, e não
pela desconcentração.

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6. Órgãos Públicos

Diversas foram as teorias, ao longo dos tempos, que tentaram explicar o fundamento lógi-
co para que um agente público pudesse atuar em nome de uma determinada entidade estatal.
A primeira delas foi a teoria da identidade, segundo a qual o agente e o órgão público se-
riam uma unidade inseparável, de forma que o órgão público era o próprio agente. Não tardou
para que tal teoria fosse contestada e descartada. Se admitíssemos a sua existência, como
explicar a manutenção do órgão com a possível morte do agente púbico?
Posteriormente, tivemos a teoria da representação, fortemente influenciada pelo Direito
Civil, e que afirmava que o Estado nada mais era do que um ser incapaz, necessitando assim
de representação por parte do agente público. Mas se tal teoria fosse levada a sério, como
explicar o fato de o Estado, sendo incapaz, poder nomear seus próprios agentes?
Pela teoria do mandato, Estado e agente atuavam numa espécie de contrato de represen-
tação, com o agente recebendo delegação para atuar em nome do Estado. Foi uma teoria que
trouxe alguns avanços importantes, mas que não conseguiu explicar, por exemplo, em qual
momento e de que forma seria realizada a outorga do mandato.
Por fim, surgiu a teoria do órgão, também conhecida como teoria da imputação, segundo
a qual o agente público, ao exercer suas atribuições, atua em nome do Estado e do órgão no
qual exerce suas atribuições. Assim, se houver qualquer tipo de prejuízo ou lesão na atuação
do agente, o órgão – e não o agente – é que será responsabilizado por tal atuação. Esta teoria
é a atualmente aceita por praticamente todos os autores brasileiros, senso, por isso mesmo,
a utilizada em nosso ordenamento jurídico.

Teoria da identidade O Estado e o agente são uma unidade inseparável.


Teoria da representação O Estado é incapaz e deve ser representado pelo agente.
Teoria do mandato A atuação do agente ocorre por meio de contrato.
Teoria do órgão A atuação do agente é a própria atuação do órgão.

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6.1. Características
Para compreendermos as características de um órgão público, podemos associá-lo ao
corpo humano. Os órgãos, assim, seriam as partes do corpo, de forma que apenas uma parte,
por si só, seria incapaz de movimentar o todo. Apenas com a vontade conjunta de todos os
órgãos é que o “corpo” consegue adquirir movimentos.
Desta característica principal (a de sozinhos serem incapazes de manifestar a vontade do
todo) é que decorrem as demais.

Assim, os órgãos públicos:


- Surgem por meio da técnica da desconcentração administrativa;
- São considerados repartições internas de competência;
- São entes despersonalizados, ou seja, não possuem perso-
nalidade jurídica, uma vez que apenas são uma parte da pes-
soa jurídica que os criou;
- Podem estar presentes tanto da administração direta (entes
federativos) quanto nas entidades da administração indireta;
- Como regra, não possuem capacidade processual.

6.2. Classificação
Os órgãos públicos podem ser classificados de acordo com diferentes critérios. Neste
ponto, temos que fazer uso das disposições de Hely Lopes Meirelles. Para este autor, os ór-
gãos podem assumir três tipos de classificação: quanto à posição hierárquica, quanto à es-
trutura e quanto à atuação funcional.

6.2.1. Quanto à Posição Hierárquica

• Independentes ou primários: são aqueles originários da Constituição Federal, estando


na cúpula de cada um dos poderes. Tais órgãos não estão sujeitos a nenhum tipo de
subordinação, possuindo ampla liberdade de atuação e tendo a maioria de suas atribui-
ções previstas na própria Constituição.

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Como exemplos de órgãos independentes, temos a Presidência da República, o Ministério


Público, os Tribunais do Judiciário e os Parlamentares.
Todos os órgãos em questão ocupam o posto máximo dos respetivos Poderes, possuindo
ampla liberdade no que se refere à forma como devem exercer suas atribuições.

• Autônomos: Estão imediatamente abaixo dos órgãos independentes, possuindo auto-


nomia e capacidade de planejamento de suas ações com certa liberdade. Tais órgãos
estão localizados na cúpula da atividade administrativa, possuindo como peculiarida-
des, ainda, o fato de terem autonomia administrativa, financeira e técnica.

Como exemplo de órgãos autônomos, temos os Ministérios e as Secretarias Estaduais e


Municipais. Tais órgãos, ainda que não estejam na cúpula dos respectivos Poderes da Repú-
blica, estão na cúpula da atividade administrativa realizada por cada um deles.
Assim, no âmbito federal, o Poder Executivo possui como órgão de cúpula o Presidente da
República (órgão independente). Para chefiar toda a atividade administrativa federal, o Presi-
dente nomeia Ministros de Estado, os quais, dentro de suas áreas de atuação, estão na cúpula
da atividade administrativa.

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• Superiores: São aqueles que, subordinados aos órgãos autônomos, assumem a função
de direção e controle. No entanto, não detém autonomia para suas atividades, mo-
tivo pelo qual devem obediência hierárquica aos órgãos autônomos. Diferenciam-se
destes, no entanto, por não possuírem autonomia administrativa, financeira e técnica.
Exemplos clássicos são as Procuradorias administrativas e judiciais, os Gabinetes, as
Coordenadorias e as Superintendências.

• Subalternos: São órgãos com pouco poder decisório, possuindo dentre as suas atri-
buições as tarefas de mera execução. Como exemplos, pode-se citar as repartições
públicas em geral, tal como o setor de protocolo e a seção de documentação.

6.2.2. Quanto à Estrutura

No que se refere à estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples ou


compostos.
• Simples ou unitários: São aqueles constituídos apenas por um centro de competências,
não possuindo, por isso mesmo, divisões internas.

Ressalta-se que deve ser feita a ressalva que o número de agentes ou servidores não influen-
cia na classificação do órgão como simples ou composto. Desta forma, poderemos ter um órgão
simples apenas com um agente público ou então com diversos servidores. O que é levado em
consideração, para classificação como simples, é a inexistência de subdivisões internas.

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Exemplo de órgão simples com apenas um agente público é o órgão público formado por um
Magistrado do Trabalho.
Exemplo de órgão simples com vários servidores é o setor de cadastro e protocolo de uma
repartição pública. Nesta situação, ainda que o órgão seja exercido por várias pessoas, não
há uma subdivisão entre as suas atividades.

• Compostos: Os órgãos compostos são os constituídos por diversos órgãos menores,


que, juntos, formam um órgão maior e hierarquicamente superior.

Como exemplo, cita-se uma superintendência, que se divide em delegacias. Estas, por sua
vez, se dividem em secretarias, e assim por diante.
Nota-se assim que os órgãos compostos são constituídos de ramificações, sendo cada uma
delas um centro de competência distinto e com atribuições diversas. Quando, no entanto, reú-
nem-se todas as ramificações, temos a constituição de um órgão maior.

6.2.3. Quanto à Atuação Funcional

Com relação à atuação funcional, os órgãos podem ser classificados em singulares


e colegiados.
• Singulares: São aqueles compostos de um único agente. Ainda que os órgãos singula-
res possuam vários agentes auxiliares, sua característica de singularidade é expressa
pelo desenvolvimento de sua função por um único agente, em geral o titular.

No desempenho de suas atribuições, o Presidente da República conta com diversos agentes e


servidores auxiliando no cumprimento de suas atividades. Isso não faz, contudo, que o órgão
Presidente da República seja formado por diversas pessoas, mas sim apenas por uma delas,
que é o seu titular e ocupante do cargo público.

• Colegiados: São compostos por mais de um agente com poder de decisão. Assim, as
decisões que são levadas à análise dos órgãos colegiados apenas são decididas pela
maioria das vontades dos agentes ocupantes. O típico exemplo de órgão colegiado são
os Tribunais do Poder Judiciário.

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Critério Classificação
Independentes (cúpula dos Poderes)
Autônomos (cúpula da administração)
Posição hierárquica
Superiores (sem autonomia)
Subalternos (atividades de execução)
Simples (Não possuem divisões internas)
Estrutura
Compostos (Possuem divisões internas)
Singulares (Uma pessoa toma a decisão)
Atuação funcional
Colegiados (Decisão tomada pela maioria dos integrantes)

7. Administração Direta

A administração direta é composta pelas denominadas entidades políticas, também co-


nhecidos como entes federativos. Em nosso ordenamento, eles são quatro: União, Estados,
Distrito Federal e Municípios.
Tais entidades estão expressas na Constituição Federal, mais precisamente em seu artigo
18, que assim dispõe:

Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende


a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição.

Interessante frisar que esta relação das entidades que compõem a administração pública
direta não é novidade trazida pela Constituição Federal de 1988. Muito antes disso, o Decreto
n. 200, de 1967, já estabelecia as entidades que faziam parte da administração pública.
Todos os entes que compõem a administração direta são considerados pessoas jurídicas
de direito público, estando sujeitos ao regime jurídico administrativo e sendo dotadas de au-
tonomia. Temos administração direta, dessa forma, em todas as esferas políticas.
No âmbito federal, podemos citar como exemplos de órgãos que compõem a adminis-
tração direta: a Presidência da República e seus respectivos Ministros de Estado, o Senado
Federal, a Câmara de Deputados, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e res-
pectivos Tribunais Federais, os Juízes Federais e cada uma das coordenadorias, secretarias e
repartições dos respectivos órgãos.

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Na esfera estadual, a situação é semelhante, com as devidas adaptações. Assim, fazem


parte da administração direta dos Estados: o Governador e respectivos Secretários Estaduais,
os Deputados Estaduais, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público
Estadual, os Juízes Estaduais e cada uma das repartições internas dos mencionados órgãos.
No âmbito municipal, por sua vez, a relação não oferece maiores dificuldades, com a res-
salva de que não temos, em nosso ordenamento, a presença de Poder Judiciário exclusi-
vamente municipal (as causas são processadas pelos órgãos estaduais). Ainda assim, são
exemplos de órgãos da administração direta municipal: Prefeito e respectivos Secretários
Municipais, Vereadores, Câmara de Vereadores e Procurador do Município.

8. Administração Indireta

A primeira informação que temos que ter bem definida é que as entidades que compõem
a administração indireta são as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas e as
sociedades de economia mista. Ainda que posteriormente tenham aparecido as figuras das
agências executivas, das agências reguladoras e dos consórcios públicos, a lista das entida-
des da administração indireta não foi alterada, permanecendo como uma lista taxativa.
Dessa forma, as agências e os consórcios públicos acabam se enquadrando em uma das
quatro possíveis entidades da administração indireta, conforme veremos adiante.

8.1. Disposições Constitucionais

De fundamental importância é conhecermos o diploma constitucional referente à organi-


zação da administração indireta. Tal dispositivo encontra-se previsto no art. 37, XIX e XX, da
Constituição Federal, que assim estabelece:

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
XX – depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades
mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;

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Estes dois incisos são preciosos para o nosso estudo. Dada sua importância, lista-se
abaixo as informações necessárias para a correta compreensão do enunciado.
a) Para a criação de uma autarquia, é necessário apenas a edição de uma lei específica.
Para as demais entidades, ao contrário, a lei específica apenas autoriza a sua criação,
sendo necessário, ainda, que o ente político promova a inscrição dos atos respectivos
no registro público competente;
b) As autarquias adquirem personalidade jurídica com a edição da lei específica. As de-
mais entidades, com o registro público de seus atos constitutivos;
c) Um cuidado maior deve ser dado às fundações: ainda que o texto constitucional as
relacione ao lado das demais entidades com personalidade jurídica de direito privado
(sociedades de economia mista e empresas públicas), o STF já se posicionou no sen-
tido de admitir que as fundações também possam ser criadas com personalidade ju-
rídica de direito público, oportunidade em que seriam classificadas como uma espécie
do gênero autarquia, mais precisamente como autarquias fundacionais ou fundações
autárquicas.
d) Ainda que a Constituição Federal estabeleça ser necessária autorização legislativa
para a criação de subsidiárias das entidades da administração indireta, o STF já deci-
diu que basta a simples menção, na lei que cria ou autoriza a criação da entidade, de
autorização para a criação da subsidiária.

Caso o município de Cuiabá resolva criar uma autarquia e queira, futuramente, criar subsi-
diárias dessa entidade, basta que a lei específica que tenha criado a autarquia disponha, em
algum de seus artigos, que fica autorizada, desde já, a criação das respectivas subsidiárias.
Evita-se, com isso, a necessidade de nova edição de lei específica com o único propósito de
autorizar a criação das subsidiárias das entidades da administração indireta.

e) Um cuidado maior deve ser dado no que se refere à participação das entidades da
administração indireta no capital de empresas privadas. Neste caso, obrigatoriamente
devemos ter a edição de uma autorização legislativa para cada uma das situações.

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f) A parte final do artigo 37, XIX, prevê que lei complementar estabelecerá as áreas de

atuação das Fundações. Como veremos em momento oportuno, as fundações públi-

cas podem ser tanto de direito público quanto de direito privado. Para ambos os tipos

de fundação, a regra da necessidade de edição de uma lei complementar é aplicada.

No entanto, não podemos confundir as fundações públicas de direito privado

com as fundações privadas. Estas, que não fazem parte da administração pública

(sendo reguladas, por isso mesmo, pelo Direito Civil), não necessitam da edição da

mencionada norma.

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8.2. Características Comuns das Entidades da Administração Indireta

Ainda que cada uma das entidades que compões a administração indireta possua uma
série de peculiaridades, é possível identificar a presença de uma série de características co-
muns a todas as entidades (autarquias, empresas públicas, fundações e sociedades de eco-
nomia mista). Desta forma, pode-se afirmar que todas as entidades em questão:
a) Possuem personalidade jurídica, o que as diferencia, por exemplo, dos órgãos públicos,
uma vez que estes apenas correspondem a uma parte da pessoa jurídica que os criou.
A Lei n. 9.784, por exemplo, relaciona como a diferença primordial entre os órgãos e
as entidades a existência de personalidade jurídica nestas, conforme se observa da
leitura do artigo 1º, § 2º:

Para os fins desta Lei, consideram-se:


I – órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da
Administração indireta;
II – entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica;

A personalidade jurídica das entidades da administração indireta, conforme veremos


oportunamente, pode ser de direito público ou de direito privado, o que implica em uma
série de diferenças nas características de cada uma delas.

b) Têm legitimidade ativa para propor uma Ação Civil Pública.


c) Possuem autonomia administrativa e financeira, mas não detém uma parcela do poder
político, que é característica apenas das entidades políticas (entes federativos).
d) Estão sujeitas, assim como os órgãos públicos, ao controle do Poder Legislativo e do
Tribunal de Contas da União, uma vez que utilizam, para o desempenho de suas ativi-
dades, recursos públicos.
e) Devem realizar concurso público para contratação de pessoal. Assim, ainda que os
agentes das entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado sejam
regidos pelas disposições da CLT (sendo considerados empregados públicos), a re-
alização de concurso público para admissão de pessoal é regra aplicável a toda a
administração pública.

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f) Seus servidores respondem por atos de improbidade administrativa, estando regidos


pelas disposições da Lei n. 8.429, de 1992.
g) Devem observar a vedação à acumulação de cargos públicos como a regra no âmbito
do desempenho das funções estatais, de forma que a acumulação apenas será possí-
vel nas hipóteses previstas no texto da Constituição Federal.
h) Devem observar todos os princípios atribuídos à administração pública pela Consti-
tuição Federal, dentre os quais se destacam, de acordo com o artigo 37, caput, os da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
i) Não estão subordinadas hierarquicamente ao ente federativo que as criou ou autori-
zou, mas sim apenas vinculadas à respectiva administração direta, que, por meio da
tutela administrativa, verifica se as entidades estão realizando as atividades para as
quais foram instituídas.

8.3. Autarquias

As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno, criadas por lei específica
para o exercício de atividades típicas da administração pública. Com as autarquias, é como
se o Estado (através de suas entidades políticas), descentralizasse certas atividades para
entidades dotadas de maior especialização.
E justamente por serem “especialistas” na área em que atuam, a ideia é que os serviços
por elas prestados sejam mais eficazes e atinjam de maior forma a sua finalidade, que é o
bem comum da coletividade. Por isso mesmo, costuma-se afirmar que as autarquias são um
serviço público descentralizado.
E justamente por prestarem este serviço público especializado é que as autarquias devem
se assemelhar, em tudo o que for possível, ao próprio Estado. Dessa forma, elas estão rigoro-
samente sujeitas ao mesmo regime jurídico que o Estado está sujeito. Hely Lopes Meirelles
chega a afirmar que as autarquias representam uma “longa manus” do Estado, ou seja, são
executoras de ordens dadas pelo respectivo ente federativo.

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8.3.1. Criação e Extinção

As autarquias são criadas diretamente por lei específica, que obrigatoriamente deverá ser
de iniciativa do Chefe do Poder Executivo do respectivo ente federativo. Assim, se estivermos
diante de uma autarquia federal, a competência para a sua instituição será do Presidente da
República. No caso de autarquias estaduais ou municipais, a competência, respectivamente,
será dos Governadores ou Prefeitos.
Salienta-se, no entanto, que a função administrativa, ainda que exercida tipicamente pelo
Poder Executivo, pode ser desempenhada, em caráter atípico, pelos demais Poderes da Re-
pública. Em tais situações, é plenamente possível que sejam criadas autarquias no âmbito do
Poder Legislativo e do Poder Judiciário, oportunidade em que a iniciativa para a lei destinada
a sua criação deverá ser feita pelo respectivo Poder.

Uma vez criadas as autarquias, teremos a escolha dos respectivos dirigentes. Como re-
gra, a própria lei que cria as entidades estabelece, em seu texto, a forma como acontecerá a
eleição e o mandato de seus dirigentes. Entretanto, é plenamente cabível que seja exigida a
aprovação prévia, por parte do Poder Legislativo, para a nomeação do dirigente escolhido.

Se tomarmos como exemplo a esfera municipal, o processo de criação ocorre nas seguintes fases:
- Inicialmente, o Prefeito edita uma lei criando a entidade. No mesmo texto, estabelecerá
a forma como os dirigentes da entidade serão eleitos e o prazo de duração dos respec-
tivos mandatos.

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- Caso esteja expresso que a nomeação dos dirigentes estará condicionada à prévia aprova-
ção do Poder Legislativo, caberá à Câmara de Vereadores aprovar o nome escolhido.
- Após a aprovação, o Prefeito realiza a nomeação dos dirigentes.

Situação diferente ocorre com a exoneração de um dirigente de autarquia. Aqui, ainda


que a competência para tal ato seja do Chefe do Executivo, não poderá ser exigida aprovação
prévia pelo Poder Legislativo.

No que se refere à extinção das autarquias, deve ser utilizado o princípio do paralelismo
das formas. Assim, como as autarquias são criadas por intermédio de lei específica, ape-
nas por meio de tal forma legislativa é que as entidades em questão poderão ser extintas.
Tal como ocorre com a criação, a proposta de lei destinada à extinção das autarquias deve
ser de iniciativa dos Chefes do Poder Executivo ou, quando estivermos diante de autar-
quias instituídas no âmbito dos Poderes Legislativo ou Judiciário, por meio de iniciativa
dos respectivos Poderes.

8.3.2. Classificação

Diversas são as classificações existentes, em nosso ordenamento jurídico, para as au-


tarquias, sendo que os principais critérios utilizados são os relativos ao nível federativo, ao
objeto e à natureza.

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8.3.2.1. Quanto ao Nível Federativo

Como o próprio nome sugere, poderemos ter autarquias em todos os níveis federativos.
Assim, a depender do ente em que as entidades foram instituídas, teremos autarquias fede-
rais (União), estaduais (Estados), distritais (Distrito Federal) e municipais (Municípios).

8.3.2.2. Quanto ao Objeto

Com relação ao objeto, as autarquias possuem as seguintes classificações:


• Autarquias fundacionais: são aquelas criadas mediante a afetação de um determinado
patrimônio público e tendo uma finalidade específica. São, basicamente, as fundações
públicas de direito público, também conhecidas como fundações autárquicas ou autar-
quias fundacionais.
• Autarquias corporativas: são formadas pelos conselhos reguladores de determinadas
profissões, como o CRM (Conselho Regional de Medicina). Tais corporações são encar-
regadas de fiscalizar as respectivas categorias profissionais.

 Obs.: Ressalta-se, entretanto, que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ainda que se
trate de um conselho profissional, não é classificada como autarquia corporativa,
uma vez que, de acordo com o entendimento do STF, trata-se a OAB de uma entidade
sui generis, não tendo nenhuma relação com a administração pública.

• Autarquias associativas: São os consórcios públicos regidos pelo direito público, ou


seja, a reunião de entes federativos com finalidades específicas.
• Autarquias territoriais: classificação baseada na doutrina de Maria Sylvia Zanella Di Pietro.
Segundo a autora, os territórios federais (que, ainda que não existentes em nosso ordena-
mento jurídico, podem perfeitamente vir a serem criados) são uma espécie de autarquia.
• Autarquias administrativas ou de serviço: são as autarquias normais, que exercem atri-
buições tipicamente administrativas. Neste caso, o critério utilizado para a classifica-
ção em autarquias administrativas é o residual, ou seja, todas as autarquias que não
sejam classificadas nas demais hipóteses serão classificadas como administrativas.

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8.3.2.3. Quanto à Natureza

A classificação quanto à natureza é aquela que leva em conta o regime jurídico adotado,
de forma que as autarquias podem ser classificadas em comuns ou especiais.
As autarquias comuns são aquelas que não apresentam maiores peculiaridades, qualifi-
cando-se, por isso mesmo, como ordinárias.
Por outro lado, as autarquias especiais são aquelas que possuem qualquer tipo de prerro-
gativa que as diferencia das demais. Não existe uma lista taxativa dos poderes que podem ser
concedidos às autarquias especiais, sendo que a característica principal é que tais entidades
possuem uma autonomia maior em relação às autarquias normais.
Como exemplo, temos as agências reguladoras, que regulam determinados setores da
economia e necessitam, por isso mesmo, de uma maior autonomia.
Vejamos todas as classificações apresentadas por meio da tabela a seguir:

Critério Classificação
Federais (criadas pela União)
Quanto ao Estaduais (criadas pelos Estados)
nível federativo Distritais (criadas pelo Distrito Federal)
Municipais (criadas pelos Municípios)
Fundacionais (são as fundações públicas de direito público)
Corporativas (são os conselhos profissionais)
Quanto ao objeto Associativas (são os consórcios públicos)
Territoriais (são os territórios federais)
Administrativas (são autarquias residuais)
Comuns (não apresentam peculiaridades)
Quanto à natureza
Especiais (possuem prerrogativas que as diferenciam das demais)

8.3.3. Privilégios Processuais

Com as autarquias, é como se o próprio Estado estivesse desempenhando as atividades.


Como consequência, todos os privilégios processuais que são atribuídos ao Estado devem
ser estendidos às respectivas entidades autárquicas.
Tanto a administração direta quando as autarquias são consideradas, para efeitos pro-
cessuais, como Fazenda Pública, fazendo jus a uma série de privilégios processuais:

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a) Prazo em dobro para todas as manifestações processuais.


No âmbito das relações entre particulares, as ações judiciais podem ser objeto de contes-
tação e de recursos. Assim, a perda do prazo por uma das partes acarreta a preclusão admi-
nistrativa, ou seja, a impossibilidade de nova atuação.
Com as autarquias, antes da entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil, o prazo
para apresentação de contestação era contado em quádruplo, sendo o prazo para apresenta-
ção de recursos contato de dobro.
Após a entrada em vigor, estabeleceu o NCPC que todas as manifestações da Fazenda
Pública (conceito aplicado, também, às autarquias) possuem prazo em dobro.
b) Suas causas estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição.
A garantia do duplo grau de jurisdição determina que todas as causas que sejam julgadas
desfavoráveis para as autarquias devem, antes da produção de efeitos jurídicos, ser confir-
madas pelos órgãos superiores. Desta forma, sempre que, no âmbito de um processo judicial,
as autarquias tenham “perdido” a causa, os autos do processo sobem, imediatamente, para
a instância judicial superior.
Tal regra, no entanto, comporta exceções, que são as causas cujo valor da condenação
não exceda a 60 salários mínimos ou em que haja Súmula do STF ou jurisprudência firmada
por parte dos tribunais superiores. Nestas situações, caso a autarquia queira fazer uso da ga-
rantia do duplo grau de jurisdição, deverá, obrigatoriamente, interpor recurso dentro do prazo
a ela concedido.
c) Desnecessidade de depósito prévio das custas processuais.
Em decorrência de tal prerrogativa, as custas processuais não precisam ser depositadas,
pelas autarquias, no início do processo, mas sim apenas após do seu término, e ainda assim
quando as entidades perderem a respectiva ação judicial.
De acordo com o entendimento do STJ, tal prerrogativa não deve ser confundida com a
obrigatoriedade do depósito prévio, pelas entidades, dos honorários pericias, conforme se
observa da leitura da Súmula n. 232 do mencionado tribunal:

Súmula n. 232 – STJ: A Fazenda Pública, quando parte no processo, fica sujeita à exi-
gência do depósito prévio dos honorários do perito.

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d) Prescrição quinquenal.
O prazo prescricional pode ser entendido como o lapso de tempo para que um particular
ajuíze uma ação contra as entidades autárquicas. Dessa forma, uma vez decorrido o prazo em
questão, a ação judicial não pode mais ser proposta, encontrando-se prescrita.
No que se refere às autarquias, o prazo prescricional é de 5 anos, conforme disposição do
artigo 1º do Decreto n. 20.910:

Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer
direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, pres-
crevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.

8.3.4. Responsabilidade Civil

Vigora, em nosso ordenamento jurídico, a regra de que todas as pessoas jurídicas de


direito público, assim como as de direito privado prestadoras de serviços públicos, devem
responder objetivamente pelos danos por elas causados a particulares.
Com relação às autarquias, que são pessoas jurídicas de direito público, vigora esta mes-
ma regra. Assim, caso os agentes públicos da entidade provoquem, no desempenho de suas
atribuições, danos aos particulares, é a própria entidade quem deverá ser responsabilizada.
Posteriormente, a autarquia verifica se houve dolo ou culpa na atuação estatal e, em caso
positivo, procede à competente ação de ressarcimento.

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Alberto, servidor público de autarquia federal, cometeu, no desempenho de suas atividades,


dano a um particular.
O particular, desejando ser indenizado, ajuíza ação de indenização frente à autarquia (e não
diretamente com relação ao servidor). Julgada a ação, a entidade é condenada ao pagamento
de danos ao particular.
Tendo realizado o pagamento, a autarquia verifica se houve, na conduta de Alberto, dolo
(intenção) ou culpa. Em caso positivo, procede à respectiva ação de ressarcimento, momento
em que ela irá figurar no polo ativo e o servidor no polo passivo.

8.3.5. Imunidade Tributária

De acordo com o artigo 150, § 2º, da Constituição Federal, a imunidade tributária recípro-
ca, que é prerrogativa dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) é
estendida às autarquias e fundações públicas.
Por imunidade tributária recíproca podemos entender a impossibilidade dos entes federati-
vos instituírem impostos, uns dos outros, com relação ao patrimônio, à renda ou aos serviços.
No que se refere às autarquias, no entanto, tal imunidade apenas é estendida no que se
refere ao patrimônio, à renda ou aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou
dela decorrentes.

Caso uma autarquia seja proprietária de um bem imóvel (tal como uma sala comercial) e a
utilize para o desempenho de suas atividades, estará imune do pagamento do IPTU.
Caso, no entanto, a autarquia utilize o imóvel em questão para finalidades diversas das por ela
desempenhadas (tal como a utilização do imóvel para estacionamento remunerado de veícu-
los), teremos o pagamento de IPTU.

8.3.6. Consórcios Públicos

Os consórcios públicos foram regulamentados pela Lei n. 11.107, de 2005, que, por sua
vez, disciplina o disposto no art. 241 da Constituição Federal, que assim dispõe:

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A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios
públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada
de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e
bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.

Assim, os consórcios podem ser conceituados como uma forma de colaboração entre os
diversos entes políticos para a gestão associada dos serviços públicos de interesse comum.
De acordo com a doutrina, os consórcios públicos podem ser tanto regidos tanto pelo direito
público quanto pelo direito privado.
Quando regidos pelo direito público, estaremos diante da denominada associação pú-
blica, que, conforme anteriormente analisado, são uma das espécies do gênero autarquia.
Quando regidos pelo direito privado, por sua vez, o consórcio deverá atender a todas as nor-
mas previstas na legislação civil.
Importante salientar que os consórcios públicos não são uma nova forma de entidade
integrante da administração indireta, pois, como já mencionamos, tal lista é taxativa. No en-
tanto, os consórcios, quando regidos pelo direito público, integram a administração indireta
de cada um dos entes consorciados.
Diversas são as vantagens, para os entes federativos, decorrentes da celebração dos con-
sórcios públicos. Dentre elas, destacam-se às disposições concernentes às licitações e aos
contratos administrativos. De acordo com a Lei n. 8.666, que é a norma que estabelece as
regras pertinentes a estes dois institutos, a licitação poderá ser dispensada, dentre outras
hipóteses, quando os valores não excederem a R$ 17.600,00 (dezessete mil e seiscentos re-
ais) para as compras e serviços em geral e de R$ 33.000 (trinta e três mil reais) para obras e
serviços de engenharia.
Em caso de consórcio público, tal limite é dobrado, ou seja, até o valor de R$ 35.200,00
(trinta e cinco mil e duzentos reais) para as compras e serviços em geral ou de R$ 66.000,00
(sessenta e seis mil reais) para as obras e serviços de engenharia, a licitação será dispensável.
Ainda de acordo com a Lei n. 8.666, as modalidades de licitação concorrência, tomada
de preços e convite são escalonadas de acordo com os limites do valor geral de contratação.
No entanto, se estivermos diante de consórcios públicos, tais limites poderão ser dobrados
(caso o consórcio seja formado por até 3 entes federativos) ou até mesmo triplicados, quando
formados por mais de 3 entes da Federação.

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Assim, a título de exemplo, se tivermos um consórcio Público entre a União, o Estado de Santa
Catarina e os Municípios de Joaçaba e Chapecó, este consórcio poderá contratar uma obra
de engenharia, por exemplo, por até 3 vezes o limite máximo estipulado para as contratações
individuais na modalidade convite, sujeitando-se a um procedimento bem mais simplificado
do que o das modalidades tomada de preços e concorrência.

Salienta-se que os consórcios não podem ser formados pela União e por Município sem
que o Estado onde esteja situado o Município também esteja consorciado. Da mesma forma,
os Municípios integrantes de dois Estados diferentes não podem consorciar-se entre si sem
que os Estados também estejam participando.

8.3.7. Agências Executivas

As agências executivas foram introduzidas em nosso ordenamento jurídico com a Lei n.


9.649, de 1998, que estabeleceu a possibilidade das autarquias e fundações públicas firmarem
contrato de gestão com o poder público e, assim, se qualificarem como agências executivas.
Dessa forma, podemos concluir que tais agências nada mais são do que uma faculdade
conferida às autarquias e às fundações públicas de se submeterem a um regime diferenciado,
aumentando a produtividade e a eficiência de sua gestão.
Normalmente, a qualificação como agência executiva é feita por meio de decreto expedido
pelo chefe do Poder Executivo.

 Obs.: Para se qualificar como agências executivas, as autarquias e fundações devem aten-
der a dois requisitos:
 a) Ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em
andamento;
 b) Ter celebrado contrato de gestão com o respectivo ministério superior, que terá
periodicidade mínima de 1 ano e estabelecerá os objetivos, metas e indicadores de
desempenho da entidade.

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Com a qualificação como agências executivas, a autonomia das entidades é ampliada e,


assim como ocorre com os consórcios públicos, tais agências passam a contar com um maior
limite de dispensa para as licitações. Enquanto o normal é a dispensa até o limite de 10% do
estipulado para a modalidade convite, para as agências executivas este limite é de 20%.

8.3.8. Agências Reguladoras

As agências reguladoras, por sua vez, são entidades encarregadas da fiscalização e do


controle de determinadas atividades ou setores. Em nosso ordenamento, apenas duas agên-
cias reguladoras têm sede constitucional, ou seja, encontram previsão nas disposições da
Constituição Federal, sendo elas a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações). Todas as demais agências reguladoras, por consequência,
possuem suas disposições expressas em diplomas legais.
Tendo em vista necessitarem de uma maior autonomia para exercer as atividades de fis-
calização e controle, as agências reguladoras existentes em nosso ordenamento são institu-
ídas sob a forma de autarquias em regime especial.
As principais características das agências reguladoras estão ligadas, diretamente, à auto-
nomia e aos poderes a elas atribuídos. Todas as demais decorrem dessas duas prerrogativas.
Podemos listar, como exemplo, que tais entidades:
• Possuem autonomia em sua gestão;
• Não estão subordinadas hierarquicamente a qualquer instância de governo;
• Suas decisões não estão sujeitas a revisão, ressalvada a apreciação judicial e o re-
curso hierárquico impróprio (O recurso hierárquico impróprio é aquele endereçado à
autoridade administrativa que não é hierarquicamente superior àquela que editou o
ato administrativo);
• A indicação de seus dirigentes deve ser pautada por critérios técnicos;
• Possuem a prerrogativa de aplicar sanções, tais como advertências, multas ou cas-
sação de licenças.

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No que se refere ao regime de contratação de pessoal das agências reguladoras, impor-


tante salientar que, após 2004 (e colocando fim à grande controvérsia) o STF entendeu que o
regime passou a ser o estatutário, sendo vedado às agências reguladoras a contratação de
servidores celetistas.
Vejamos as principais diferenças entre as agências executivas e as agências reguladoras.

Agências Executivas Agências Reguladoras


É uma qualificação jurídica atribuída às
São Autarquias em regime especial
Autarquias e Fundações Públicas
Objetiva aumentar a eficiência e a produti- Objetiva conferir maior autonomia e poder
vidade das entidades às entidades
Reguladas por Lei (9649/1998) Conceito atribuído pela doutrina
Não existe uma área específica em que
Atuam especificamente na área da regulação
elas atuam
Não é uma qualificação, sendo que a pró-
São qualificadas por meio de decreto pria lei que cria a autarquia estabelece o
nível de autonomia da entidade

8.4. Fundações

A existência das fundações está pautada nas disposições do Código Civil, que é o diplo-
ma que estabelece a forma como as fundações privadas devem ser constituídas e as demais
características de tais pessoas jurídicas.
Basicamente, conseguimos identificar, no processo de criação das fundações privadas,
duas características que sempre estão presentes, sendo elas a doação patrimonial por parte
de um instituidor e a impossibilidade de terem finalidade lucrativa.
Tais características foram reproduzidas, em parte, quando a Constituição Federal esta-
beleceu a forma como as fundações públicas seriam criadas. Assim, no âmbito público, as
fundações possuem como instituidor um ente federativo, devendo, tal como ocorre com as
fundações privadas, exercer atividades sem a finalidade de lucro.
Tal característica, no entanto, não impede que as fundações públicas cobrem pela presta-
ção dos serviços públicos prestados, uma vez que é por meio das receitas advindas com tal
prestação que tais entidades conseguem subsistir.

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Da mesma forma, caso tais entidades tenham, ao término do ano civil, excedentes finan-
ceiros, deverão aplicá-los nas atividades da fundação, oportunidade em que manterão a vin-
culação à atividade essencial que deu ensejo à criação da fundação. Em nenhuma hipótese
poderá ocorrer a distribuição de recursos financeiros eventualmente excedentes a filiados ou
associados, uma vez que tal medida configura grave desvio de finalidade.

No âmbito federal, temos como exemplo de fundação pública o IBGE. Logo, quando da sua
criação, tivemos a doação de bens por parte do ente instituidor (União), de forma que a fun-
dação passou a ter recursos para prestar suas atividades.
Como forma de subsidiar-se financeiramente, pode o IBGE exigir da população o pagamento
de recursos para a prestação de certas atividades (ainda que a imensa maioria de suas ativi-
dades seja mantida por recursos públicos).
Ao término do exercício financeiro, caso haja sobra de recursos, o IBGE deve proceder à apli-
cação destes nas finalidades da entidade, não podendo distribuí-los entre os associados ou
colaboradores (diretores e empregados).

Com base no que foi exposto, consegue-se identificar uma série de similaridades e dife-
renças entre as fundações públicas e as fundações privadas, conforme se observa por meio
da tabela a seguir:

Fundações Públicas Fundações Privadas


Instituidor é um ente federativo Instituidor é uma pessoa particular
Não podem ter finalidade lucrativa Não podem ter finalidade lucrativa
Desempenham atividades de interesse social Desempenham atividades de interesse social

8.4.1. Distinção entre Fundações Públicas de Direito Público e de Direito Privado

Estabelece a Constituição Federal, conforme anteriormente demonstrado, a forma como


as entidades da administração indireta será constituídas. No que se refere às autarquias, es-
tas são criadas diretamente por meio de lei. Para as demais entidades (dentre as quais estão
as fundações), o processo de criação apenas é autorizado por meio de lei específica.

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Assim, em um primeiro momento, temos a constatação de que as fundações públicas


seriam (tal qual as empresas públicas e as sociedades de economia mista), pessoas jurídicas
de direito privado, uma vez que a lei apenas autoriza a sua criação, sendo necessário, para o
início das atividades, realizar o registro dos seus atos constitutivos no cartório competente.
Entretanto, diversas fundações, quando criadas, possuíam um regime jurídico bastante
parecido com o das autarquias, que são regidas pelo direito público e possuem uma série de
prerrogativas, conforme anteriormente verificado, inerentes ao próprio Estado.
Não há como negar que a situação apresentava uma série de dúvidas em nosso ordena-
mento. Se as fundações públicas possuíam, de acordo com a Constituição Federal, o mesmo
regramento das empresas estatais, como explicar a similaridade de prerrogativas a elas con-
cedidas quando comparadas com as autarquias e com o próprio Estado?
Para se ter uma ideia, três eram as correntes defendidas pelos principais autores admi-
nistrativistas: a de que as fundações só poderiam assumir a personalidade jurídica de direito
privado (Hely Lopes Meirelles); a de que só poderiam assumir a personalidade jurídica de
direito público (Celso Antônio Bandeira de Mello); e a de que poderiam assumir ambas as per-
sonalidades, ou seja, de direito público ou privado (Maria Sylvia Zanella Di Pietro).
Coube ao STF, no julgamento da ADIn 2794, resolver a questão, afirmando que as funda-
ções públicas podem tanto assumir a forma de pessoas jurídicas de direito público (opor-
tunidade em que serão uma espécie do gênero autarquia), quanto a de pessoas jurídicas de
direito privado (quando serão regidas, basicamente, pelas mesmas regras previstas para as
sociedades de economia mista e empresas públicas).

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Portanto, atualmente, é pacificado na Doutrina o entendimento de que as Fundações


Públicas podem ser constituídas com personalidade jurídica de direito público ou de
direito privado.

No que se refere às fundações públicas de direito público, pode-se afirmar que estas pos-
suem as mesmas características e privilégios das autarquias, conforme exposto quando do
estudo destas entidades.
Quanto às fundações públicas de direito privado, a doutrina entende que elas estão sub-
metidas s um regime jurídico híbrido, sendo regidas ora por um regime de direito público, ora
pelo regime de direito privado.
Como forma de diferenciarmos as duas entidades (fundações públicas de direito público e
de direito privado), podemos relacionar as seguintes características privativas das entidades
de direito privado:
a) Adquirem personalidade jurídica com a inscrição de seus atos no respectivo registro
público. Assim, não basta a edição de uma lei para a criação da entidade, devendo
ocorrer, posteriormente à edição da lei autorizadora, o registro de seus atos constituti-
vos no cartório de registro de pessoas jurídicas.
b) Não podem praticar atos em que estejam na condição de poder de império. Como são
consideradas pessoas jurídicas de direito privado, os atos de império (dentre os quais
se destacam os relativos ao poder de polícia) não podem ser exercidos por tais espé-
cies de fundações, sendo exclusividade das pessoas jurídicas de direito público.
c) Seus bens não são bens públicos. Ainda que seus bens não sejam considerados bens
públicos, quando tais bens estiverem afetados à prestação de um serviço público es-
sencial à coletividade, terão as mesmas características dos bens públicos, não poden-
do ser alienados, usucapidos, onerados ou penhorados.
d) Não estão sujeitas ao regime constitucional dos precatórios. Por intermédio do regime
dos precatórios, os débitos das entidades da administração indireta dotadas de per-
sonalidade jurídica de direito público que forem apresentados até 1º de julho de um

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ano apenas serão pagos até o término do exercício posterior. Com isso, objetiva-se dar
segurança na gestão dos recursos públicos, evitando-se que a realização de políticas
públicas seja comprometida devido ao pagamento das dívidas apresentadas.
Com as fundações públicas de direito privado isso não ocorre, sendo que as citações para
pagamento devem seguir o mesmo prazo utilizado para as pessoas jurídicas em geral.
e) Não podem ser sujeito ativo da relação tributária. Ser sujeito ativo da relação tributária
implica na possibilidade de exigir o pagamento das exigências tributárias. De acordo
com o artigo 119 do Código Tributário Nacional, tal peculiaridade é exclusiva das pes-
soas jurídicas de direito público:

Art. 119. Sujeito Ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular da competência
para exigir seu cumprimento.

Importante salientar que, não obstante as diferenças apresentadas, a doutrina possui en-
tendimento de que todas as obrigações estabelecidas às fundações públicas, pela Constitui-
ção Federal, são extensíveis aos dois tipos de fundações, sejam elas de direito público ou de
direito privado.
Da mesma forma, a regra prevista no artigo 66 do Código Civil, que estabelece que “velará
pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas”, não é aplicado a nenhuma
das espécies de fundações públicas, mas sim apenas às fundações privadas. Logo, é correto
afirmar que apenas as fundações privadas possuem o Ministério Público Estadual como seu
respectivo curador.
Como forma de facilitar a compreensão, relacionam-se abaixo as diferenças e similari-
dades existentes entre as fundações públicas de direito público e as fundações públicas de
direito privado:

Fundações Públicas de Direito Público Fundações Públicas de Direito Privado


São criadas diretamente por lei São autorizadas por lei
Possuem personalidade jurídica de direito público Possuem personalidade jurídica de direito privado
São regidas pelo direito público São regidas por um regime híbrido
Devem realizar concurso para admitir pessoal Devem realizar concurso para admitir pessoal

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Possuem bens privados, com a ressalva das característi-


Possuem bens públicos cas dos bens públicos serem mantidas quando da pres-
tação de uma atividade essencial à coletividade
Possuem privilégios processuais, tal como as
Não possuem privilégios processuais
autarquias
Devem prestar contas ao respectivo Tribunal de Devem prestar contas ao respectivo Tribunal de Contas,
Contas, uma vez que gerem recursos públicos uma vez que gerem recursos públicos
Estão vinculadas à administração direta Estão vinculadas à administração direta
Assim como as autarquias, possuem responsa-
Possuem responsabilidade civil objetiva
bilidade civil objetiva
Não possuem o Ministério Público Estadual
Não possuem o Ministério Público Estadual como curador
como curador

Ressalta-se que as fundações públicas são comumente chamadas de patrimônio público


descentralizado, ao passo que as autarquias, ainda de acordo com a doutrina, são intituladas
como um serviço público descentralizado. Isso ocorre na medida em que as fundações públi-
cas gerem um patrimônio inicialmente doado por um instituidor, ao passo que as autarquias
desempenham um serviço público que, se não fosse por elas prestado, deveria ser assim feito
pelo próprio Estado.

8.5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista

As empresas públicas e as sociedades de economia mista são a parte da administração


indireta mais voltada para o direito privado, sendo chamadas, por parte da doutrina, de em-
presas estatais.

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8.5.1. Áreas de Atuação

A primeira definição importante é que ambas as entidades (empresas públicas e socieda-


de de economia mista), podem ser divididas, no que se refere à área de atuação, entre presta-
doras de serviço público e atuantes na atividade econômica. Dessa forma, temos dois tipos
de empresas públicas e dois tipos de sociedades de economia mista.
Enquanto as empresas estatais exploradoras de atividade econômica estão regidas, no pla-
no constitucional, pelo art. 173, sendo sua atividade prioritariamente regida pelo direito privado,
as empresas estatais prestadoras de serviço público são reguladas, no plano constitucional,
pelo art. 175, de forma que sua atividade é regida prioritariamente pelo direito público.
Em outras palavras, temos que todas as empresas estatais, seja ela prestadora de ser-
viços públicos ou exploradora de atividade econômica, possui personalidade jurídica de
direito privado.
A diferença entre elas é quanto à atividade que exercem: se ela for prestadora de serviço
público, a atividade desempenhada, como não poderia deixar de ser, é regida pelo direito pú-
blico, de acordo com o artigo 175 da Constituição Federal:

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Se ela for exploradora de atividade econômica, e como forma de evitar assim que o princí-
pio da livre concorrência seja prejudicado, tais atividades serão reguladas pelo direito privado,
conforme disposição do artigo 173 da Constituição Federal:

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens
ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I – sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da
administração pública;

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IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação


de acionistas minoritários;
V – os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.

Como exemplo de empresas estatais exploradoras de atividade econômica temos a Caixa


Econômica Federal (empresa pública) e o Banco do Brasil (sociedade de economia mista).
Como tais entidades disputam o mercado com as demais empresas privadas, e em plena sin-
tonia com o princípio da livre concorrência, devem ser regidas pelo direito privado.
Como exemplo de empresas estatais prestadoras de serviços públicos temos os Correios
(empresa pública) e a Sabesp (sociedade de economia mista). Em ambas as entidades, nota-
-se que o objetivo primordial não é auferir lucros, mas sim prestar um serviço à coletividade.
Logo, nada mais natural do que tais entidades estarem regidas pelo direito público.

8.5.2. Características Comuns

Todas as empresas públicas e sociedade de economia mista, independentemente de se-


rem prestadoras de serviço público ou exploradoras de atividades econômicas, possuem as
seguintes características:
a) Devem realizar concurso público para admissão de seus empregados. Independente de
estarmos diante de pessoas jurídicas de direito privado, a admissão de pessoal, assim
como ocorre com todas as entidades da administração indireta, deve ocorrer por meio
de concurso público, valorizando o princípio da impessoalidade e estando em sintonia
com o artigo 37, II, da Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego,
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração;

b) Não estão alcançadas pela exigência de obedecer ao teto constitucional. De acordo


com a regra do “teto constitucional” a remuneração de todos os agentes públicos da

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administração direta e das entidades da administração indireta que sejam subsidiadas


com recursos públicos não pode exceder à remuneração dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal. Em sentido oposto, as empresas estatais que não recebam recursos
públicos para o pagamento de pessoal e manutenção de suas atividades não são obri-
gadas a obedecer à mencionada regra constitucional.

Tal entendimento já foi proferido, inclusive, pelo STF, conforme se observa da decisão do
Recurso Extraordinário 629532/DF:
I – É firme o entendimento desta Corte de que o art. 37, XI, da Constituição Federal, com
a redação anterior à EC 19/98, já fixava limite remuneratório também para os emprega-
dos das empresas públicas e sociedades de economia mista. II. – O art. 37, § 9º, da CF
submeteu os empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista ao
teto remuneratório da Administração Pública, limitando expressamente esta aplicação
aos casos em que tais empresas recebam recursos da Fazenda Pública para custeio em
geral ou gasto com pessoal.

c) Estão sujeitas ao controle efetuado pelos Tribunais de Contas, bem como ao controle
do Poder Legislativo. Trata-se de regra inerente a todas as entidades da administração
indireta, uma vez que todas elas executam a gestão do patrimônio público, que perten-
ce à coletividade. Assim, os administradores públicos devem prestar contas das suas
gestões, permitindo que os órgãos de controle e a própria população tenha conheci-
mento acerca da forma como os recursos estão sendo utilizados.

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d) Não estão sujeitas a falência. No âmbito das relações privadas, uma empresa pode,
em determinadas situações, solicitar a recuperação judicial (ou a falência, no caso de
empresário). Tais regras estão expressas na Lei n. 11.101, de 2005, que excluiu da lista
das pessoas que podem solicitar a utilização dos institutos as empresas públicas e as
sociedades de economia mista.
Logo, é correto afirmar que a falência, a recuperação judicial ou ainda a recuperação
extrajudicial não pode ser solicitada pelas empresas públicas e pelas sociedades de
economia mista.
e) Devem obedecer às normas de licitação e contrato administrativo no que se refere às
suas atividades-meio. As atividades-meio são aquelas de caráter administrativo, exe-
cutadas internamente e com a finalidade de propiciar condições para que seus agentes
executem as suas atribuições. Em contrapartida, as atividades fins são aquelas que se
relacionam com a própria essência da entidade, ou seja, com o motivo que foi levado
em conta quando da criação da empresa estatal.

No que se refere às atividades-meio, todas as empresas públicas e as sociedades de


economia mista devem realizar licitação e celebrar, como consequência, um contrato admi-
nistrativo. No que se refere às atividades fins, tais empresas não necessitam realizar tal pro-
cedimento, uma vez que tal conduta seria uma afronta ao princípio da livre concorrência.

Tomemos como exemplo o Banco do Brasil, sociedade de economia mista integrante da


administração pública federal.
No âmbito das suas atividades-meio (tais como a compra de materiais de expediente e a con-
tratação de serviços de reparo e manutenção de seus equipamentos), deve a empresa realizar,
tal como todas as demais entidades da administração indireta, licitação, valorizando os prin-
cípios constitucionais da isonomia e da moralidade.
Entretanto, caso a entidade esteja diante da prestação de suas atividades fins (no caso no
Banco do Brasil, podemos citar a abertura de contas correntes ou a concessão de financia-
mentos), não há que se falar em necessidade de licitação. Caso fosse necessário, a entidade

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da administração indireta seria prejudicada na disputa pelo mercado, uma vez que diversas
outras instituições financeiras privadas não obedeceriam a regra de licitar para a prestação
de suas atividades fins.

f) Devem obedecer a vedação à acumulação de cargos prevista constitucionalmente.


Trata-se de mandamento constitucional de observância obrigatória por todos os ór-
gãos e entidades da administração pública, seja ela direta ou indireta, encontrando
previsão no artigo 37, XVI, da Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibili-
dade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;

g) Não podem exigir aprovação prévia, por parte do Poder Legislativo, para nomeação ou
exoneração de seus diretores. Trata-se de característica que encontra fundamento na
jurisprudência do STF, com a ressalva de que o entendimento não é o mesmo do adotado
para as autarquias. No âmbito destas, não pode ser exigida a aprovação prévia do Poder
Legislativo para a exoneração dos diretores, mas pode perfeitamente ser exigida para a
nomeação dos respectivos agentes. Em sentido oposto, quando estivermos diante das
empresas públicas ou das sociedades de economia mista, não poderá ser exigida a au-
torização prévia do Poder Legislativo tanto para nomeação quanto para exoneração.

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Em todas as situações, o fundamento utilizado é a impossibilidade de violação do princí-


pio da independência entre os Poderes.

8.5.3. Diferenças Fundamentais

As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas por autorização
legislativa, com a totalidade do capital público e regime organizacional livre.
As sociedades de economia mista, por sua vez, são pessoas jurídicas de direito privado,
criadas por autorização legislativa, com a maioria do capital público e organizadas, obrigato-
riamente, sob a forma de sociedades anônimas (S/A).
Da análise dos dois conceitos apresentados, consegue-se perceber que três são as ca-
racterísticas que diferenciam as duas entidades da administração indireta, sendo elas a for-
ma de constituição, o modo como ocorre a formação de seu capital social e a competência
para o julgamento das ações

8.5.3.1. Forma de Constituição

Com relação à forma de constituição, as empresas públicas podem se organizar adotando


qualquer uma das formas admitidas em nosso ordenamento jurídico. Podem ainda, caso seja
necessário, serem criadas com a utilização de uma forma jurídica até então não utilizada para
as demais empresas, oportunidade em que teremos a adoção de uma forma “sui generis”, ou
seja, sem precedentes anteriores.
Como consequência, as empresas públicas podem adotar qualquer tipo societário admi-
tido, tal como as de sociedade limitada (LTDA) ou sociedade anônima (S/A). A depender da

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forma utilizada, a entidade deverá registrar seus documentos na junta comercial ou no cartó-
rio de registro de pessoas jurídicas.
As sociedades de economia mista, por outro lado, apenas podem ser constituídas sob a
forma de sociedade anônima (S/A). Consequentemente, sempre serão registradas na junta
comercial, possuindo caráter mercantil e sendo regidas pelas disposições da Lei n. 6.404.

8.5.3.2. Constituição do Capital

As empresas públicas possuem todo o seu capital formado por recursos públicos, que po-
dem ser de apenas um ente público (unipessoal) ou de mais de um ente público (pluripessoal).

Temos um exemplo de empresa pública de caráter unipessoal quando esta é constituída por
meio de recursos de apenas um ente federativo (a União, por exemplo).
Temos um exemplo de empresa pública de caráter pluripessoal quando esta é constituída por
meio de recursos de mais de um ente federativo ou das respectivas entidades da administração
indireta dotadas de personalidade jurídica de direito público (autarquias e fundações públicas).

As sociedades de economia mista, por sua vez, são constituídas obrigatoriamente com
capital formado por recursos públicos e privados (daí a existência da expressão “mista” de
seus nomes). Ressalta-se, no entanto, que a maioria do capital social deverá, necessaria-
mente, ser constituído de recursos públicos, garantindo ao Poder Público, desta forma, o
controle da sociedade.

8.5.3.3. Competência para Julgamento

Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 109, I, que as ações judiciais em que as
empresas públicas federais forem interessadas na qualidade de autoras, rés, assistentes ou
opoentes (com exceção às ações de falência, às ações que envolvam acidentes de trabalho,
às ações da Justiça Eleitoral e da Justiça do Trabalho) serão processadas e julgadas por in-
termédio da Justiça Federal.

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Tal regra estabelece o foro privilegiado para julgamento das ações judiciais envolvendo
empresas públicas federais.
No âmbito das sociedades de economia mista federais, tal regra não prevalece, de forma
que as ações judiciais serão processadas e julgadas por intermédio da Justiça Estadual. Ain-
da assim, ressalta-se que as ações envolvendo as sociedades de economia mista poderão
ser levadas à análise da Justiça Federal. Para tal, deve ocorrer a intervenção da União como
assistente ou opoente, conforme entendimento do STF, expresso na Súmula n. 517:

Súmula n. 517 – STF: As sociedades de economia mista só tem foro na justiça federal,
quando a união intervém como assistente ou opoente.

Tais regras, salienta-se, estão previstas apenas para as situações em que as entidades

envolvidas sejam da esfera federal. Entretanto, como a criação de entidades da administração

indireta pode ser feita por todos os entes federativos, as ações judicias envolvendo empresas

públicas ou sociedades de economia mista estaduais ou municipais serão processadas e

julgadas pela Justiça Estadual.

Entidade Foro competente


Empresa pública federal Justiça Federal
Sociedade de economia mista federal Justiça Estadual
Empresa pública estadual ou municipal Justiça Estadual
Sociedade de economia mista estadual ou municipal Justiça Estadual

Relacionam-se abaixo as diferenças encontradas entre as empresas públicas e as socie-

dades de economia mista:

Empresa Pública Sociedade de Economia Mista


Totalidade do capital público Capital público e privado
Qualquer forma de organização societária Obrigatoriamente S/A
Causas de entidades federais julgadas na Causas de entidades federais julgadas na
Justiça Federal Justiça Estadual

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8.5.4. Privilégios Fiscais

Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 173, § 2º, a seguinte regra:

As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais
não extensivos às do setor privado.

Tal regra, no entanto, não se aplica indistintamente a todas as empresas públicas e socieda-
des de economia mista, mas sim apenas àquelas que exploram as atividades econômicas. Em
outros termos, pode-se dizer que a utilização de benefícios e privilégios fiscais, por parte das
empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos, poderá
ocorrer ainda que tais prerrogativas não sejam concedidas às entidades do setor privado.
E isso ocorre porque apenas as empresas estatais que disputam o mercado econômico
estão sujeitas às regras da livre concorrência, de forma que agrediria tal princípio a conces-
são de benefícios ou incentivos fiscais apenas para as entidades da administração indireta.
Como as prestadoras de serviços públicos, no entanto, isso não ocorre, haja vista que tais
entidades não estão sujeitas à concorrência, uma vez que as suas atribuições estão limitadas
à prestação de serviços públicos. O STF já se manifestou neste sentido, conforme se observa
do teor do Recurso Especial 599628:

Os privilégios da Fazenda Pública são inextensíveis às sociedades de economia mista


que executam atividades em regime de concorrência ou que tenham como objetivo dis-
tribuir lucros aos seus acionistas.

Situação semelhante ocorre com as empresas estatais que exploram as atividades em


caráter de monopólio. Como tais entidades não disputam a concorrência com as demais em-
presas privadas, poderão gozar, assim como as prestadoras de serviços públicos, de privilé-
gios fiscais não extensíveis ao setor privado. Neste sentido, por exemplo, é o entendimento do
STF, conforme se observa no teor do Recurso Especial 601392:

Distinção, para fins de tratamento normativo, entre empresas públicas prestadoras de


serviço público e empresas públicas exploradoras de atividade. Precedentes. Exercício
simultâneo de atividades em regime de exclusividade e em concorrência com a iniciativa

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privada. Irrelevância. Existência de peculiaridades no serviço postal. Incidência da imu-


nidade prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição Federal.

Questão 2 (NC-UFPR - ADV (CM QUITANDINHA)/CM QUITANDINHA/2018) Considere as


seguintes entidades que compõem a estrutura da Administração Pública:
1. Serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios,
para executar atividades típicas da administração pública, que requeiram, para seu melhor
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.
2. Pessoa jurídica formada exclusivamente por entes da Federação, para estabelecer relações
de cooperação federativa, inclusive a realização de objetivos de interesse comum, constituída
como associação pública, com personalidade jurídica de direito público e de natureza autár-
quica, ou como pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos.
3. Pessoa jurídica de direito privado que se encontra sob o controle direto ou indireto de um
ente federativo.
Os conceitos acima referem-se, respectivamente, a:
a) 1: Sociedade de economia mista – 2: Fundação Pública – 3: Autarquia.
b) 1: Autarquia – 2: Consórcio Público – 3: Empresa Estatal.
c) 1: Consórcio Público – 2: Fundação Pública – 3: Fundação Privada.
d) 1: Autarquia – 2: Sociedade de Economia Mista – 3: Consórcio Público.
e) 1: Fundação Pública – 2: Autarquia – 3: Sociedade de Economia Mista.

Letra b.
Item 1: Na medida em que a entidade foi criada para executar atividades típicas da adminis-
tração pública, sendo considerada um serviço social autônomo, será ela uma autarquia.
Item 2: Se a pessoa jurídica for formada exclusivamente por entes da federação, estaremos
diante de um consórcio público. Os consórcios podem ter personalidade jurídica de direito

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público ou de direito privado. No primeiro caso, integrarão, como espécie do gênero autarquia,
a Administração Indireta de cada um dos entes consorciados.
Item 3: As pessoas jurídicas de direito privado que compõem a Administração Indireta são
denominadas de empresas estatais, conceito do qual fazem parte as empresas públicas e as
sociedades de economia mista.

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RESUMO
• A organização administrativa é a parte do direito administrativo que estuda a estrutura
da administração pública.
• As entidades políticas são os entes federativos previstos no texto constitucional, sendo
eles a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
• Tais entidades detém uma parcela do poder político, são dotadas de autonomia e prio-
ritariamente regidas pelo direito constitucional.
• As entidades administrativas são as pessoas jurídicas que compõem a administra-
ção indireta, sendo elas: autarquias, empresas públicas, sociedades de economia
mista e fundações.
• A administração pública pode ser analisada em sentido amplo ou restrito.
• Em sentido amplo, ela compreende as atividades de planejamento das políticas públi-
cas (legislar) e execução destas políticas (executar).
• Em sentido restrito, ela compreende apenas as atividades de execução, sendo este o
conceito adotado em nosso ordenamento.
• A administração pública também pode ser vista sob os critérios material e formal.
• Pelo critério formal, devemos nos perguntar “quem é administração pública?”. Tal cri-
tério também é conhecido como orgânico ou subjetivo.
• Pelo critério material, devemos nos perguntar “o que é administração pública?”, sendo
que este critério também é chamado de objetivo ou funcional.
• Pelo critério material, não existe uma lista taxativa de atividades que são consideradas
administração pública, dependendo muito da visão de cada autor.
• Mesmo assim, as atividades que os autores apontam como administração pública em sen-
tido material são o fomento, os serviços públicos, a polícia administrativa e a intervenção.
• Ocorre centralização quando as atividades são desempenhadas pelos órgãos e agen-
tes de um único ente federativo.
• Já a descentralização pode ocorrer de duas formas: por serviço, outorga e legal ou por
delegação, negocial e colaboração.

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• No primeiro caso, ocorre a criação da administração indireta, sendo que a titularidade e


o exercício da função pública são transferidos às entidades que a compõem. No segun-
do caso, ocorre apenas a transferência do exercício da função pública, permanecendo a
titularidade com a administração direta.
• Com a descentralização por delegação, negocial e por colaboração, o exercício é trans-
ferido a uma delegatária de serviço público, que pode ser uma concessionária, uma
permissionária ou uma autorizatária.
• Ocorre concentração quando as atividades da administração direta ou indireta são de-
sempenhadas sem uma repartição de competências internas.
• Ocorre a desconcentração quando a administração direta ou indireta divide suas ativi-
dades internamente, criando os órgãos públicos.
• A descentralização, por depender de lei, não pressupõe hierarquia entre a administra-
ção direta e a indireta.
• Já a desconcentração, por se tratar de técnica administrativa e ser operada no âmbito
de uma mesma pessoa jurídica, pressupõe a existência de hierarquia e subordinação.
• Órgãos públicos são centros de competência, sem personalidade jurídica e resultantes
da técnica da desconcentração.
• Diversas foram as teorias que surgiram para tentar explicar, sem sucesso, a relação
entre a administração pública e seus servidores, sendo elas: teoria da identidade, teoria
do mandato e teoria da representação;
• Com a teoria do órgão, também conhecida como teoria da imputação, ficou esta-
belecido que a atuação do agente é a própria atuação do órgão no qual ele exerce
suas atividades.
• Quanto à posição hierárquica que ocupam, os órgãos podem ser classificados como
independentes, autônomos, superiores e subalternos.
• Quanto à estrutura, os órgãos podem ser simples (apenas um centro de competências)
ou compostos (diversos órgãos menores que fazem parte de uma estrutura maior).
• No tocante à atuação funcional, os órgãos podem se classificar em singulares (com-
postos de um único agente) ou compostos (mais de um agente com poder de decisão).

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• A administração pública direta é composta pelos entes federativos e pelos órgãos no


qual estes estão divididos.
• A administração pública indireta é composta pelas autarquias, empresas públicas, so-
ciedades de economia mista e fundações.
• As autarquias são criadas diretamente por lei. As demais entidades são autorizadas por
meio de lei, devendo ainda ter seus atos constitutivos inscritos no registro competente.
• Para a criação de subsidiárias das entidades da administração indireta, ainda que o
texto da Constituição estabeleça ser necessário autorização legislativa, o STF já se
manifestou que basta a menção, na lei que cria ou autoriza a entidade, da possibilidade
da instituição de subsidiárias.
• Tal situação não ocorre com a participação das entidades da administração indireta
no capital das empresas privadas, devendo, neste caso, ser precedida de autoriza-
ção legislativa.
• Ainda que o dispositivo constitucional expresse que as fundações devem ser autoriza-
das por lei, o STF entende ser perfeitamente cabível que as fundações sejam criadas
diretamente por lei, como ocorre com as autarquias.
• Neste caso, seriam elas uma espécie do gênero autarquia, chamadas de autarquias
fundacionais ou fundações autárquicas.
• As autarquias são serviços públicos descentralizados.
• As fundações são um patrimônio público descentralizado.
• As autarquias podem ser classificadas em ordinárias ou comuns, em regime especial,
fundacionais, corporativas e territoriais.
• As fundações podem ser públicas ou privadas. As fundações públicas, por sua vez, po-
dem ser de direito público ou de direito privado.
• Os consórcios públicos não são uma nova entidade da administração pública, mas in-
tegram a administração indireta de todos os entes consorciados.
• A principal vantagem do consórcio é o aumento de valores, para contratação, nas mo-
dalidades de licitação convite e tomada de preços (aumentado em 2 vezes se formado
por até 3 entes e aumentado em 3 vezes se formado por mais de 3 entes), bem como o
aumento do valor de dispensa para contratação sem licitação.

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• José dos Santos Carvalho Filho afirma que os consórcios públicos, quando regidos
pelo direito público, assumem a forma de autarquia.
• As agências reguladoras e as agências executivas não são uma nova forma de admi-
nistração indireta.
• Enquanto as agências reguladoras são autarquias em regime especial, as agências
executivas são uma qualificação que as autarquias ou fundações podem assumir.
• O objetivo de se instituir uma agência reguladora é que ela atue em determinados seto-
res de regulação, aumento sua autonomia e poder.
• Por sua vez, o objetivo de se instituir uma agência executiva é aumentar sua eficiência
e produtividade; para qualificarem-se como tal, as autarquias ou fundações devem fir-
mar contrato de gestão com o respectivo ministério superior e ter um plano estratégico
de reestruturação e desenvolvimento.
• As empresas públicas e as sociedades de economia mista são as entidades da admi-
nistração indireta que mais estão ligadas ao direito privado.
• Tais entidades podem ser prestadoras de serviço público (atividade regida pelo direito
público) ou exploradoras de atividade econômica (atividade regida pelo direito privado).
• Não podemos confundir a regência da atividade com a personalidade jurídica. Assim,
todas as empresas públicas e sociedades de economia mista possuem personalidade
jurídica de direito privado.
• As diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista são: a)
composição do capital (totalmente público na empresa pública e público e privado na
sociedade de economia mista); b) forma jurídica (todas as possíveis para as empresas
públicas e apenas sociedade anônima para as sociedades de economia mista) e c) foro
processual para o julgamento das ações envolvendo entidades federais (Justiça Federal
para as empresas públicas e Justiça Estadual para as sociedades de economia mista).
• Dentre as principais características comuns às empresas estatais está a impossibili-
dade de falência e a obrigatoriedade de realizarem concurso público.
• Em regra, as empresas estatais devem realizar licitação para todas as suas atividades.
Para as exploradoras de atividade econômica, porém, a licitação não é exigida para as
atividades fins, sendo obrigatória apenas para as atividades-meio.

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• As empresas públicas e sociedades de economia mista, ao contrário das demais enti-


dades da administração indireta, não estão sujeitas ao teto remuneratório constitucio-
nal, exceto se a entidade receber recursos públicos para pagamento de suas despesas.
• As empresas estatais exploradoras de atividade econômica não podem gozar de privi-
légios fiscais não extensíveis às empresas privadas. As prestadoras de serviço público,
por sua vez, podem gozar de tais privilégios.

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QUESTÕES PROPOSTAS
Questão 1 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2019) Segundo Marçal Jus-
ten Filho (2016), “a Administração Pública é formada tanto por pessoas de direito público
como por pessoas de direito privado”. Com relação ao assunto, assinale a alternativa correta.
a) Os órgãos públicos estão integrados em pessoas jurídicas, possuindo, assim personalida-
de jurídica própria, a fim de poderem exteriorizar suas vontades.
b) As pessoas políticas têm, necessariamente, personalidade jurídica de direito público.
c) As pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Indireta somente po-
derão executar atividades empresariais.
d) À autarquia deverão ser acometidas as atividades concernentes à exploração de atividades
econômicas.
e) Somente possuirão personalidade jurídica de direito público a União, os Estados, os Terri-
tórios, os Municípios e as autarquias.

Questão 2 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2019) Com relação à organi-


zação da Administração Pública brasileira, assinale a alternativa correta.
a) A sociedade de economia mista será criada por lei específica e será constituída como so-
ciedade limitada ou como sociedade anônima.
b) A autarquia poderá ser criada com personalidade jurídica de direito público ou com perso-
nalidade jurídica de direito privado, no interesse da Administração.
c) Toda empresa pública estará sujeita a supervisão ministerial.
d) A sociedade de economia mista poderá ser criada com personalidade jurídica de direito
público.
e) A empresa pública será criada por lei específica e será constituída, obrigatoriamente, como
sociedade anônima.

Questão 3 (NC-UFPR - NER (TJ PR)/TJ PR/PROVIMENTO/2019) Segundo Romeu Felipe


Bacellar Filho, “a Administração Pública indireta surge com o escopo de atender uma neces-
sidade prática, verificada principalmente a partir do advento do Estado Social” (BACELLAR
FILHO, 2008). Acerca do tema, assinale a alternativa correta.

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a) A Administração indireta equivale aos órgãos públicos integrantes das estruturas dos Po-
deres Executivo, Legislativo e Judiciário.
b) A Administração direta do Poder Executivo é composta pelas Autarquias e Fundações Públi-
cas, enquanto a indireta é composta pelas empresas públicas e sociedades de economia mista.
c) Os consórcios públicos também são exemplos de entes que compõem a Administração
indireta.
d) Os serviços sociais autônomos são exemplos de entidades organicamente estatais, mas
que compõem o terceiro setor.
e) As organizações sociais são exemplos de entes que compõem a Administração indireta a
partir do momento em que firmam o contrato de gestão.

Questão 4 (NC-UFPR - PROC MUN (CURITIBA)/PREF CURITIBA/2019) Conforme explica


Irene Patrícia Nohara (2018), “tanto a desconcentração como a descentralização são técni-
cas utilizadas para racionalizar o desenvolvimento e a prestação de atividades do Estado”.
Considerando o tema tratado, assinale a alternativa correta.
a) Como decorrência do processo de desconcentração, surge a Administração Indireta da
União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
b) A descentralização pode ser definida como a realocação de órgãos administrativos des-
personalizados.
c) As sociedades de economia mista e as empresas públicas são consideradas entes esta-
tais, mesmo sendo detentoras de personalidade jurídica de direito privado.
d) Os consórcios públicos são órgãos despersonalizados, podendo ser tanto de direito públi-
co quanto de direito privado.
e) Os serviços sociais autônomos são espécies de autarquias.

Questão 5 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/NÍVEL SUPERIOR GERAL/2018)


Com relação à estrutura organizacional, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as se-
guintes afirmativas:
( ) A Administração Pública engloba a Administração direta e indireta. Esta é constituída por ór-
gãos públicos e aquela é composta por entidades detentoras de personalidade jurídica própria.

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( ) Os órgãos públicos são criados por lei para desempenharem atividades-fim do Estado e
gerir o interesse público de acordo com diretrizes traçadas pelo governo.
( ) O presidente da República é, individualmente, um órgão público.
( ) São exemplos de entidades da Administração indireta: autarquias, fundações e cartórios.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) F – V – V – F.
b) F – F – V – V.
c) V – V – F – V.
d) F – V – F – F.
e) V – F – F – V.

Questão 6 (NC-UFPR - ADM (UFPR)/UFPR/CURITIBA/2017) A administração pública se or-


ganiza em administração direta e indireta. É/São elemento(s) da administração direta:
a) Serviços da Presidência da República e dos Ministérios.
b) Fundações de Amparo à Pesquisa.
c) Portos e Aeroportos.
d) Petrobrás S.A.
e) Universidades Federais.

Questão 7 (NC-UFPR - ADV (COREN PR)/COREN PR/2018) Segundo Marçal Justen Fi-
lho, “os órgãos públicos estão integrados em pessoas jurídicas, cuja vontade produzem e
exteriorizam”. Com relação ao assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as
seguintes afirmativas:
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização
legislativa e que adote a modalidade de Sociedade Limitada poderá ser uma Sociedade de
Economia Mista.
( ) Uma pessoa jurídica, criada por lei e que integre a Administração Indireta, será uma pessoa
jurídica de direito público interno.
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização
legislativa e que adote a modalidade de Sociedade Anônima poderá ser uma Empresa Pública.
( ) Todas as autarquias serão pessoas jurídicas de direito público interno.

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Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


a) V – V – F – V.
b) F – V – V – F.
c) F – F – V – F.
d) V – F – F – V.
e) F – V – V – V.

Questão 8 (NC-UFPR - PROC MUN (CURITIBA)/PREF CURITIBA/2015) A respeito das várias


figuras que a ordem jurídica brasileira contempla na seara da Administração Pública, assinale
a alternativa correta.
a) Sociedades de economia mista e empresas públicas têm, como característica comum, a
personalidade jurídica de direito privado, o capital público e a imposição legal de se constitu-
írem sob a forma de sociedades anônimas.
b) Criadas por lei, as autarquias são pessoas jurídicas com personalidade de direito público,
com capacidade exclusivamente administrativa, sujeitas à tutela e submetidas ao regime
jurídico- administrativo.
c) Os serviços sociais autônomos são instituídos por lei e, como entes paraestatais de cola-
boração com o Poder Público, detêm personalidade jurídica de direito público.
d) As organizações sociais são pessoas jurídicas com personalidade de direito privado e com
fins lucrativos, pois criadas por particulares para desempenhar atividades específicas, com
incentivo e fiscalização do Estado, devendo celebrar contrato de gestão.
e) Os consórcios públicos podem ter natureza pública ou privada, porém não podem pro-
mover desapropriações, pois essa prerrogativa é exclusiva das entidades da Administração
Indireta, da qual são originários.

Questão 9 (NC-UFPR - ASS ADM (CM PINHAIS)/CM PINHAIS/2015) Considerando a estru-


tura da Administração Pública, assinale a alternativa correta.
a) As fundações fazem parte da Administração Pública direta.
b) Distrito Federal e Municípios fazem parte da Administração Pública indireta.

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Organização Administrativa
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c) Autarquias fazem parte da Administração Pública indireta e são criadas por lei específica.
d) A Administração Pública direta é composta exclusivamente por pessoas administrativas.
e) O Conselho da República constitui órgão da Administração indireta.

Questão 10 (NC-UFPR - CONT (CM PINHAIS)/CM PINHAIS/2015) Em relação à Adminis-


tração Pública direta e indireta, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes
afirmativas:
( ) A Agência Nacional de Telecomunicações integra a Administração Pública direta.
( ) As sociedades de economia mista integram a Administração Pública indireta.
( ) A Caixa Econômica Federal integra a Administração Pública indireta.
( ) A instituição de autarquia somente poderá ser autorizada por lei específica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) F – V – V – F.
b) V – V – F – F.
c) V – F – V – V.
d) F – V – F – V.
e) V – F – F – V.

Questão 11 (NC-UFPR - ADV (MATINHOS)/PREF MATINHOS/2019) O Prefeito do Município


X pretende criar uma secretaria municipal para melhor exercer suas funções. Nesse sentido,
considere seguintes as afirmativas:
1. A criação da secretaria é hipótese de descentralização administrativa, feita por delegação.
2. A nova secretaria integrará a Administração Direta do Município.
3. Trata-se de caso de desconcentração administrativa, em virtude da distribuição interna de
competências.
4. A nova secretaria não se submete ao controle hierárquico, pois possui personalidade jurí-
dica própria.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

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c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.


d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Questão 12 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2015) Sobre a organização


da Administração Pública brasileira, é correto afirmar:
a) De acordo com a Constituição Federal, as autarquias e fundações somente podem ser
criadas por lei específica. As empresas públicas e sociedades de economia mista, a seu tur-
no, precisam de autorização legislativa que permita a sua instituição posterior pelo chefe do
Poder Executivo.
b) Uma vez instituídas, em virtude da sua sujeição ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista poderão criar subsidiárias
e participar no capital de empresas privadas, independentemente de autorização legislativa.
c) A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração
direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato de gestão, o qual terá duração cor-
respondente à vigência da respectiva Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que recebe-
rem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de
despesas de pessoal ou de custeio em geral se submetem, no âmbito federal, ao teto remunera-
tório que consiste no subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios
fiscais não extensivos às empresas do setor privado, salvo se receberem recursos da União,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou
de custeio em geral, uma vez que, nessas hipóteses, farão jus à imunidade tributária recíproca.

Questão 13 (NC-UFPR - PROJU (CM PIRAQUARA)/CM PIRAQUARA/2013) Trata-se de uma


entidade da Administração indireta com personalidade jurídica de direito público, dotada de
autonomia administrativa para o exercício descentralizado, de atividades típicas do Estado.
(BACELLAR FILHO, Romeu Felipe. Direito Administrativo. 4. ed., São Paulo: Saraiva, 2008, p. 22.)
O autor está se referindo a que entidades administrativas?

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a) Sociedades de economia mista.


b) Autarquias.
c) Empresas Públicas.
d) Órgãos públicos.
e) Serviços sociais autônomos.

Questão 14 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2012) Em


relação à organização administrativa do estado, é INCORRETO afirmar:
a) Empresa pública é uma pessoa jurídica de direito público, dotada de forma societária, cujo
capital é de titularidade de pessoas de direito público e cujo objeto social é a exploração de
atividade econômica ou a prestação de serviço público.
b) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, instituídas para desempenhar ativi-
dades administrativas, sob regime de direito público, criadas por lei que determina sua auto-
nomia em face da administração direta.
c) As fundações públicas são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por ato legisla-
tivo sob a forma de fundação para o desempenho de atividades de interesse coletivo, mantida
com recursos públicos.
d) Sociedade de economia mista é uma sociedade anônima sujeita a regime diferenciado,
sob controle de entidade estatal, cujo objeto social é a exploração de atividade econômica ou
prestação de serviço público.
e) Organização social é uma associação civil sem fins lucrativos ou fundação que, em virtu-
de do preenchimento de certos requisitos legais, é submetida a um regime jurídico especial,
que contempla benefícios especiais do Estado para execução de determinadas atividades de
interesse coletivo.

Questão 15 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/NÍVEL SUPERIOR GERAL/2012)


Numere a coluna da direita com base nos tipos de administração federal existentes.
1. Administração direta.
2. Administração indireta.

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( ) Empresas públicas.
( ) Ministério da Educação.
( ) Autarquias.
( ) Fundações públicas.
( ) Estrutura administrativa da Presidência da República.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta na coluna da direita, de cima para baixo.
a) 2 – 1 – 2 – 2 – 1.
b) 1 – 2 – 1 – 1 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 1 – 1.
d) 1 – 2 – 2 – 1 – 1.
e) 1 – 1 – 1 – 2 – 2.

Questão 16 (NC-UFPR - ANA CON (TCE-PR)/TCE-PR/JURÍDICO/2006) A sociedade de eco-


nomia mista:
a) possui a totalidade de seu capital controlado pela Administração Pública.
b) não é detentora de personalidade jurídica.
c) é pessoa jurídica de direito público.
d) é pessoa jurídica de direito privado.
e) pode ser pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, dependendo de quem é o
detentor da maioria das suas ações.

Questão 17 (NC-UFPR - TEC CON (TCE-PR)/TCE-PR/OFICIAL DE CONTROLE/2006) A em-


presa pública é:
a) pessoa jurídica de direito público interno, criada por lei, com capital exclusivamente do
Poder Público.
b) pessoa jurídica de direito privado, criada por lei, com capital majoritário do Poder Público.
c) entidade dotada de personalidade de direito privado, criada por lei, sem fins lucrativos, para
o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de Direito
Público.

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d) pessoa jurídica de direito privado, criada por lei, com capital exclusivamente do Poder Público.
e) entidade com personalidade jurídica de direito público, com patrimônio e receita próprios,
criada por lei para executar atividades típicas da Administração Pública.

Questão 18 (NC-UFPR - ANA CON (TCE-PR)/TCE-PR/ADMINISTRAÇÃO/2006) A sociedade


de economia mista:
a) possui a totalidade de seu capital controlado pela Administração Pública.
b) não é detentora de personalidade jurídica.
c) é pessoa jurídica de direito público.
d) é pessoa jurídica de direito privado.
e) pode ser pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, dependendo de quem é o
detentor da maioria das suas ações.

Questão 19 (NC-UFPR - ADV (FPMA)/FPMA/2019) A respeito das modalidades de organiza-


ção administrativa do Estado, assinale a alternativa correta.
a) As formas de descentralização administrativa não cabem aos regimes orgânicos munici-
pais, tendo em vista os ditames fixados a partir da Constituição Federal de 1988.
b) A descentralização administrativa por serviços, também denominada por descentralização
funcional ou técnica, ocorre pela criação de autarquias, fundações e empresas públicas. As
sociedades de economia mista encontram-se fora desse modelo, tendo em vista serem par-
cialmente compostas por recursos oriundos da iniciativa privada.
c) A entidade descentralizada possui personalidade jurídica e patrimônio próprios, capaci-
dade de autoadministração, motivo pelo qual não se sujeita a nenhuma forma de controle ou
tutela por parte do ente instituidor.
d) Descentralização é a divisão de competência para pessoa diversa da pessoa central; des-
concentração é distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica.
e) A descentralização por colaboração é a figura em que a Administração Pública cria, por lei,
pessoa jurídica de direito privado para a execução de serviço público, eximindo-se, todavia,
do controle das condições de execução do respectivo serviço público.

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Questão 20 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) Na des-


centralização, o Estado distribui algumas de suas atribuições para outras pessoas, físicas ou
jurídicas. A descentralização administrativa pode ocorrer por serviços ou por colaboração. A
respeito da delegação por colaboração, é correto afirmar:
a) Transfere a titularidade e execução do serviço por prazo indeterminado e possui contro-
le finalístico.
b) O controle é rígido e amplo e transfere a titularidade e execução do serviço.
c) Transfere a titularidade e execução do serviço por lei e por prazo indeterminado.
d) Transfere apenas a execução do serviço por contrato por tempo determinado e por ato uni-
lateral por tempo indeterminado.
e) O controle se dá por tutela ou supervisão e transfere apenas a execução do serviço por
contrato por tempo indeterminado.

Questão 21 (NC-UFPR - NER (TJ PR)/TJ PR/REMOÇÃO/2019) O Estado pode transferir o


exercício de certas atividades que lhe são próprias por meio da descentralização administra-
tiva. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
a) A descentralização é um instrumento vedado para Estados e Municípios, considerando que
sua previsão legal é apenas para a União.
b) A transferência de atividades por meio da descentralização implica a criação de um ente
com personalidade jurídica.
c) A descentralização destina-se à criação de empresas estatais.
d) A descentralização pode ser denominada de desconcentração.
e) A descentralização implica a delegação de serviços públicos no interior das próprias enti-
dades administrativas.

Questão 22 (NC-UFPR - AUD (CM ARAUCÁRIA)/CM ARAUCÁRIA/CONTROLE INTERNO/2013)


Sobre a Administração Pública, é correto afirmar:
a) Autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei ou por decreto, e inte-
gram a administração direta.

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b) Autarquias resultam da desconcentração do poder estatal, podendo, a critério do adminis-


trador público, albergar natureza jurídica de direito público ou de direito privado.
c) Descentralização administrativa ocorre com a criação de entes da Administração indireta
dotados de personalidade jurídica.
d) Descentralização e desconcentração são sinônimos, conforme a doutrina tradicional de
Direito Administrativo.
e) Autarquias são órgãos da Administração Pública, criadas por lei, e têm como função exer-
cer atividades próprias da administração direta.

Questão 23 (FCC - DP SP/DPE SP/2019) Com relação à estrutura da Administração Pública


brasileira, é correto afirmar:
a) Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas integram a chamada adminis-
tração pública direta.
b) autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e agên-
cias reguladoras integram a chamada administração pública direta.
c) o modelo de Administração Pública gerencial se baseia nos princípios da formalidade, da
impessoalidade e do profissionalismo.
d) o modelo de Administração patrimonialista, informado pelo princípio do profissionalismo,
tem como finalidade a gestão do patrimônio público.
e) o modelo de Administração burocrático compreende o cidadão como cliente dos serviços
públicos prestados pelo Estado diretamente ou mediante delegação.

Questão 24 (FCC - TJ TRT6/TRT 6/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) As uni-


dades de atuação denominadas órgãos públicos
a) integram a estrutura da Administração pública direta, mas não da Administração pública
indireta, cujos plexos de competência denominam-se entidades.
b) integram a estrutura da Administração pública direta e da indireta e não têm personalidade
jurídica, ao contrário das entidades.
c) têm personalidade jurídica própria e distinta da entidade que integram.

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d) não têm personalidade jurídica própria, quando integram a estrutura da Administração pú-
blica direta, mas são unidades de atuação, da Administração indireta, dotadas de personali-
dade jurídica.
e) confundem-se com os agentes públicos por congregarem as funções que estes exercem,
sendo o todo do qual aqueles são a parte.

Questão 25 (FCC - ANA MIN (MPE PE)/MPE PE/JURÍDICA/2018) Os órgãos públicos que in-
tegram a organização administrativa, na qualidade de “centros de competência para desem-
penho de funções estatais”,
a) encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública e confi-
guram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabilizam exclusiva e
pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
b) são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois as conse-
quências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e, em consequência,
às pessoas jurídicas que elas integram.
c) possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que dependem
de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.
d) exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de polícia, res-
trito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas vertentes ou facetas.
e) são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma desconcen-
trada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica própria, para desem-
penho de competências específicas e constantes da lei autorizativa de sua criação.

Questão 26 (FCC - PROC MUN (CARUARU)/PREF CARUARU/2018) Considere o texto abaixo.


Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas como partes desses
corpos vivos, dotados de vontade e capazes de exercer direitos e contrair obrigações para a
consecução de seus fins institucionais. Por isso mesmo, os órgãos não têm personalidade ju-
rídica nem vontade própria, que são atributos do corpo e não das partes, mas na área de suas
atribuições e nos limites de sua competência funcional expressam a vontade da entidade a
que pertencem e a vinculam por seus atos, manifestados através de seus agentes (pessoas

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físicas). Como partes das entidades que integram, os órgãos são meros instrumentos de ação
dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribu-
ídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. Para a eficiente realização de suas
funções, cada órgão é investido de determinada competência, redistribuída entre seus cargos,
com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes.
Embora despersonalizados, os órgãos mantêm relações funcionais entre si e com terceiros, das
quais resultam efeitos jurídicos internos e externos, na forma legal ou regulamentar. E, a despeito
de não terem personalidade jurídica, os órgãos podem ter prerrogativas funcionais próprias que,
quando infringidas por outro órgão, admitem defesa até mesmo por mandado de segurança.

(MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 15.ed., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1990, p. 59)

Com base no texto transcrito e no regime jurídico dos órgãos administrativos, é correto afirmar:
a) O texto transcrito aborda a teoria do mandato, por meio da qual aos agentes públicos se-
riam delegados poderes para que agissem em nome e no interesse do Estado.
b) Os órgãos públicos são centros de competências instituídos para o desempenho de funções
estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem.
c) O texto transcrito traz uma concepção de órgão que contraria a formulação da teoria do
órgão, atribuída a Otto Gierke, que criou uma doutrina para justificar como se dá a manifes-
tação da vontade do Estado por meio de seus órgãos, por meio da noção de que os agentes
públicos, ao agir, expressam a vontade do Estado.
d) Por serem despersonalizados, os órgãos públicos não mantêm relações funcionais com
terceiros, dos quais resultam efeitos jurídicos externos.
e) No texto, é apresentada a teoria da representação, pela qual a vontade dos agentes expri-
miria a vontade do Estado, como ocorre na tutela ou na curatela.

Questão 27 (FCC - DP PR/DPE PR/2017) Em seu sentido subjetivo, o termo Administração


pública designa os entes que exercem a atividade administrativa. Desse modo, a Defensoria
Pública do Estado do Paraná,

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a) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo ser configu-
rada como autarquia sui generis – sociedade pública de advogados, embora não seja institui-
ção autônoma com sede constitucional.
b) possui capacidade processual para ingressar com ação para a defesa de suas funções
institucionais por expressa previsão legal, embora não seja pessoa jurídica de direito público.
c) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo, caso haja
expressa previsão legal, integrar a pessoa jurídica “Estado do Paraná” por ser instituição au-
tônoma com sede constitucional.
d) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse.
e) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse, exceto ações trabalhistas que tramitarem na Justiça do Trabalho.

Questão 28 (FCC - AJ TRT24/TRT 24/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017)


Quanto à estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também deno-
minados de unitários, e compostos.
Acerca do tema, considere:
I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.
No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto
o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

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Questão 29 (FCC - PROC (PGE TO)/PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir
uma entidade dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à
Assembleia Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá
capital social dividido em quotas. O Governo estadual criará uma
a) autarquia.
b) fundação de direito privado.
c) associação pública.
d) empresa pública.
e) sociedade de economia mista.

Questão 30 (FCC - ANA G (DPE AM)/DPE AM/ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA/ADMINIS-


TRAÇÃO/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes ca-
racterísticas e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempe-
nhada e ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as
a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submeten-
do às regras do Código Civil.
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a de-
pender da atividade desempenhada.
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mer-
cado, integram a Administração indireta.
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja
na atividade-meio ou na atividade fim.
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão
passam a integrar a Administração indireta.

Questão 31 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) No


que concerne aos órgãos públicos, é correto afirmar:
a) A criação e extinção dos órgãos públicos independem de lei.
b) No desempenho das atividades inerentes a sua competência, os órgãos públicos atuam em
nome da pessoa jurídica de que fazem parte.

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c) Os órgãos públicos têm personalidade jurídica própria.


d) A regra geral é a de que os órgãos públicos detêm capacidade processual.
e) Os órgãos públicos são unidades de atuação integrantes apenas da estrutura da Adminis-
tração direta, haja vista que as unidades de atuação integrantes da estrutura da Administra-
ção indireta denominam-se entidades.

Questão 32 (FCC - AJ TRT6/TRT 6/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE-


RAL/2018) A criação de uma empresa estatal deve
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao
capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou.
b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito
público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos
os ajustes e contratos que celebrar.
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai
atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal.
d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter
sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou explora-
dora de atividade econômica.
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão
ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o
regime jurídico de exploração da atividade.

Questão 33 (FCC - TJ TRT6/TRT 6/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) Na hi-


pótese de a Administração pública estadual pretender descentralizar serviço de sua compe-
tência para atribuí-lo a pessoa jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico administra-
tivo e com personalidade de direito público,
a) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública in-
direta estadual.
b) deve obter autorização legislativa para criar autarquia, que integrará a Administração pú-
blica direta.

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c) pode criar autarquia ou empresa pública, a primeira instituída por lei e a segunda pelo re-
gistro de seus atos constitutivos, ambas integrantes da Administração pública indireta.
d) pode escolher entre criar autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista, to-
das por lei específica, a última por lei complementar e as três integrantes da Administração
pública indireta.
e) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública dire-
ta estadual juntamente com o ente instituidor.

Questão 34 (FCC - AUX FIS AG (AGED MA)/AGED MA/2018) Suponha que o Estado do Ma-
ranhão pretenda criar uma entidade integrante da Administração pública indireta, com perso-
nalidade jurídica própria, sujeita ao regime jurídico de direito público, para atuar no setor do
agronegócio. Para atingir tal escopo, poderá se valer da instituição de
a) um conselho consultivo.
b) uma empresa pública.
c) uma autarquia.
d) uma organização social.
e) uma sociedade de economia mista.

Questão 35 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere:


I – Desempenham serviço público descentralizado.
II – Sujeitam-se a controle administrativo exercido nos limites da lei.
III – Respondem diretamente pelos seus atos, ou seja, apenas no caso de exaustão de seus
recursos é que irromperá responsabilidade do Estado.
IV – Não detêm capacidade de autoadministração, haja vista que tal função é considerada
exclusiva do Estado.
No que concerne às características das autarquias, está correto o que consta em
a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.

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Questão 36 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Con-


sidere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito
federal. Levando em conta as características de tais entidades,
a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.
b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima.
c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital.
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei
instituidora.
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de
direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa
privada, de outro.

Questão 37 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/TAQUIGRAFIA/2018) Integram a Administração


pública indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de
produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes
exigem regime jurídico administrativo.
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, poden-
do ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos.
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de
serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica.
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar ser-
viço público em regime de exclusividade ou não.
e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para ex-
plorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de servi-
ços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União.

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Questão 38 (FCC - PROC (PGE AP)/PGE AP/2018) No tocante às regras típicas do regime
jurídico administrativo, é sabido que nem todas se aplicam às empresas estatais – assim
consideradas as empresas públicas e as sociedades de economia mista –, em vista da
natureza jurídica de direito privado que tais entidades ostentam. Todavia, toda empresa
estatal deve observar
a) o regime de precatórios para pagamento de suas dívidas.
b) a necessidade de autorização legislativa para alienação de bens imóveis de seu patrimônio.
c) os limites constantes do art. 37, XI, da Constituição Federal, no pagamento da remuneração
de seus empregados.
d) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.
e) o regime de licitações da Lei n. 8.666/1993.

Questão 39 (FCC - AJ TRE SP/TRE SP/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) A


Administração pública, quando se organiza de forma descentralizada, contempla a criação de
pessoas jurídicas, com competências próprias, que desempenham funções originariamente
de atribuição da Administração direta. Essas pessoas jurídicas,
a) quando constituídas sob a forma de autarquias, podem ter natureza jurídica de direito pú-
blico ou privado, podendo prestar serviços públicos com os mesmos poderes e prerrogativas
que a Administração direta.
b) podem ter natureza jurídica de direito privado ou público, mas não estão habilitadas a de-
sempenhar os poderes típicos da Administração direta.
c) desempenham todos os poderes atribuídos à Administração direta, à exceção do poder de
polícia, em qualquer de suas vertentes, privativo da Administração direta, por envolver limita-
ção de direitos individuais.
d) quando constituídas sob a forma de autarquias, possuem natureza jurídica de direito pú-
blico, podendo exercer poder de polícia na forma e limites que lhe tiverem sido atribuídos pela
lei de criação.
e) terão natureza jurídica de direito privado quando se tratar de empresas estatais, mas seus
bens estão sujeitos a regime jurídico de direito público, o que também se aplica no que con-

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cerne aos poderes da Administração, que desempenham integralmente, especialmente poder


de polícia.

Questão 40 (FCC – TRT-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2016) Determinada autarquia do Es-


tado do Mato Grosso foi condenada a pagar indenização a um de seus servidores. Após a
condenação, utilizou-se do prazo em quádruplo para recorrer, e, na fase de execução da con-
denação, alegou a impossibilidade de arcar com a indenização por não ter patrimônio próprio.
A propósito dos fatos,
a) incorreto o prazo recursal, que é em dobro para recorrer, bem como o fundamento do patri-
mônio, pois a autarquia tem patrimônio próprio.
b) correto tanto o prazo recursal, como o argumento relativo ao patrimônio.
c) correto o prazo recursal, mas incorreto o fundamento do patrimônio, pois a autarquia tem
patrimônio próprio.
d) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é prazo simples, mas correto o fundamento do
patrimônio.
e) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é em dobro, mas correto o fundamento do pa-
trimônio.

Questão 41 (VUNESP - ANA LEG (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) Personalidade de di-


reito público; capacidade de autoadministração, porém sob o controle finalístico; atribuições
tipicamente públicas, como a prestação de serviço público ou a atividade de polícia adminis-
trativa; e patrimônio próprio, sujeito à fiscalização do Estado. Estas são características das
a) fundações públicas.
b) sociedades de economia mista.
c) empresas públicas.
d) autarquias.
e) permissionárias.

Questão 42 (VUNESP - ANA LEG (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) É um exemplo de en-


tidade da administração pública indireta:

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a) Secretaria da Fazenda Municipal.


b) Ministério das Relações Exteriores.
c) Defensoria Pública.
d) Procuradoria Geral do Estado.
e) Empresa Pública.

Questão 43 (VUNESP - ESL (UNIFAI)/UNIFAI/2019) Suponha que um Município pretenda


instituir, vinculada a sua estrutura, uma pessoa jurídica responsável pela elaboração de pro-
jetos de infraestrutura, razão pela qual opta por criar uma empresa pública com tal propósito.
Para tanto, observa que tais entidades são dotadas de certas particularidades, que deverão
ser obedecidas no seu processo de constituição e funcionamento. A respeito do assunto, é
correto afirmar que
a) a criação da empresa pública depende de autorização legal, devendo ter o seu capital
social integralizado exclusivamente por entidades componentes da Administração Pública
direta ou indireta.
b) por estar submetida a um regime jurídico de direito privado, a empresa pública pode efetu-
ar, em regra, contratações de pessoal sem a prévia realização de concurso público.
c) a empresa pública deverá ser criada por lei, que conterá todos as disposições necessárias
para o seu funcionamento.
d) a empresa pública estará hierarquicamente submetida à Administração Direta, sendo o
processo de criação de entidades na administração indireta denominado de “desconcentra-
ção administrativa”.
e) a empresa pública estará sujeita a um regime de direito privado, podendo ter o seu capital
social integralizado por particulares.

Questão 44 (VUNESP - ANA (PREF ITAPEVI)/PREF ITAPEVI/GESTÃO PÚBLICA/2019) A Ad-


ministração Pública pode ser classificada como direta e indireta. Assinale a alternativa cujas
organizações pertencem à Administração Pública indireta.
a) Organizações da sociedade civil de interesse público, autarquias e empresas.

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b) Empresas de economia mista, fundações, organizações não governamentais e organiza-


ções da sociedade civil de interesse público.
c) Autarquias, empresas públicas e fundações públicas.
d) Institutos, fundações, empresas públicas e organizações da sociedade civil de interesse
público.
e) Empresas públicas, autarquias e organizações da sociedade civil de interesse público.

Questão 45 (VUNESP - ANA (PREF ITAPEVI)/PREF ITAPEVI/JURÍDICO/2019) Assinale a al-


ternativa correta a respeito das sociedades de economia mista e empresas públicas.
a) Sociedade de economia mista é Pessoa Jurídica de Direito Público, constituída por capital
público e privado, sendo maior a parte do capital público, e somente poderá ser constituída na
forma de Sociedade Anônima.
b) Somente por lei específica poderá ser criada empresa pública e autorizada a instituição de
sociedade de economia mista.
c) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são empresas estatais, isto é,
sociedades empresariais em que o Estado tem controle acionário e que compõem a Adminis-
tração Direta.
d) Empresa pública é Pessoa Jurídica de Direito Privado, constituída por capital exclusiva-
mente público, e poderá ser constituída em qualquer uma das modalidades empresariais.
e) A exploração direta de atividade econômica pelo Estado por meio de uma empresa pública
só será permitida quando não houver empresa privada atuando na mesma área.

Questão 46 (VUNESP - PAEPE (UNICAMP)/UNICAMP/PROFISSIONAL PARA ASSUNTOS AD-


MINISTRATIVOS/ADMINISTRAÇÃO/2019) Assinale a alternativa correta.
a) As sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito público e in-
tegram a administração pública direta.
b) As empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público e integram a ad-
ministração pública direta e indireta.
c) As fundações não possuem personalidade jurídica e integram a administração pública direta.

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d) As empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público e privado e inte-


gram exclusivamente a administração pública direta.
e) As autarquias possuem personalidade jurídica de direito público e integram a administra-
ção pública indireta.

Questão 47 (VUNESP - IFR (PREF GRU)/PREF GRU/2019) A respeito das autarquias, assinale
a alternativa correta.
a) A autarquia é uma pessoa jurídica de direito privado, criada por lei.
b) A autarquia é instituída diretamente pela lei e sua personalidade jurídica tem início com a
vigência da lei criadora.
c) A criação de autarquias decorrem do processo de desconcentração administrativa, inte-
grando essas entidades à estrutura orgânica da Administração Direta.
d) As autarquias se sujeitam, via de regra, à responsabilidade civil subjetiva.
e) As autarquias não se submetem ao regime dos precatórios ou da Requisição de Pequeno
Valor (RPV).

Questão 48 (VUNESP - PROC JU (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) A respeito da descon-


centração, é correto afirmar que
a) é sinônimo de descentralização, porém ocorre na Administração Indireta.
b) consiste na Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação do serviço
para a Administração Indireta.
c) foi vedada em recente decisão do Supremo Tribunal Federal com repercussão geral.
d) consiste na Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação do serviço
para o particular.
e) se trata de forma de repartição interna da competência atribuída à entidade estatal e dela
decorre a criação de órgãos públicos.

Questão 49 (VUNESP - ANA PREV (PAULIPREV)/PAULIPREV/2018) A descentralização da


administração pública a partir da criação de entidades como fundações, autarquias, empre-
sas públicas e sociedades de economia mista, classificadas como administração indireta,

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permitiu a ampliação das funções do Estado brasileiro a partir de órgãos com capacidades
específicas, criados para o cumprimento de determinadas atividades.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica peculiar às entidades
da administração indireta.
a) Inexigibilidade de realização de concurso público.
b) Subordinação à administração direta.
c) Personalidade jurídica própria.
d) Inexigibilidade de cumprimento da Lei n. 8.666/1993.
e) Criação a partir de decreto.

Questão 50 (VUNESP - AGAD (CM INDAIATUBA)/CM INDAIATUBA/2018) No tocante à cons-


tituição de entidades da Administração Indireta, é correto afirmar que
a) somente o Poder Executivo poderá constituir autarquias.
b) o Poder Legislativo não poderá constituir fundações.
c) o Poder Judiciário poderá constituir fundações e autarquias.
d) o Poder Legislativo somente poderá constituir autarquias.
e) o Poder Executivo não poderá constituir fundações.

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GABARITO
1. b 28. e
2. c 29. d
3. c 30. c
4. c 31. b
5. a 32. d
6. a 33. a
7. e 34. c
8. b 35. d
9. c 36. e
10. a 37. b
11. c 38. d
12. d 39. d
13. b 40. a
14. a 41. d
15. a 42. e
16. d 43. a
17. d 44. c
18. d 45. d
19. d 46. e
20. d 47. b
21. b 48. e
22. c 49. c
23. a 50. c
24. b
25. b
26. b
27. b

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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2019) Segundo Marçal Justen
Filho (2016), “a Administração Pública é formada tanto por pessoas de direito público como por
pessoas de direito privado”. Com relação ao assunto, assinale a alternativa correta.
a) Os órgãos públicos estão integrados em pessoas jurídicas, possuindo, assim personalida-
de jurídica própria, a fim de poderem exteriorizar suas vontades.
b) As pessoas políticas têm, necessariamente, personalidade jurídica de direito público.
c) As pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Indireta somente po-
derão executar atividades empresariais.
d) À autarquia deverão ser acometidas as atividades concernentes à exploração de atividades
econômicas.
e) Somente possuirão personalidade jurídica de direito público a União, os Estados, os Terri-
tórios, os Municípios e as autarquias.

Letra b.
a) Errada. Os órgãos públicos não possuem personalidade jurídica, ao contrário do que ocorre
com as entidades administrativas.
b) Certa. As pessoas políticas nada mais são do que os entes federativos, ou seja, a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios. E todas estas pessoas jurídicas possuem perso-
nalidade jurídica de direito público.
c) Errada. As pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Indireta não
irão, necessariamente, prestar atividades empresariais. Como exemplo, podemos citar a pres-
tação de serviços públicos pelas empresas públicas e sociedades de economia mista.
d) Errada. A autarquia é equiparada, em tudo o quanto for possível, com o próprio Estado.
Logo, tais entidades não desempenham atividades econômicas.
e) Errada. Nem só as pessoas elencadas possuirão personalidade jurídica de direito público.
Além delas, podemos citar o Distrito Federal, que, por ser ente federativo, possui personalida-
de jurídica de direito público.

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Questão 2 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2019) Com relação à organi-


zação da Administração Pública brasileira, assinale a alternativa correta.
a) A sociedade de economia mista será criada por lei específica e será constituída como so-
ciedade limitada ou como sociedade anônima.
b) A autarquia poderá ser criada com personalidade jurídica de direito público ou com perso-
nalidade jurídica de direito privado, no interesse da Administração.
c) Toda empresa pública estará sujeita a supervisão ministerial.
d) A sociedade de economia mista poderá ser criada com personalidade jurídica de direito público.
e) A empresa pública será criada por lei específica e será constituída, obrigatoriamente, como
sociedade anônima.

Letra c.
a) Errada. As sociedades de economia mista apenas podem ser constituídas sob a forma de
sociedades anônimas (S/A).
b) Errada. As autarquias sempre terão personalidade jurídica de direito público, se asseme-
lhando em tudo o quanto for possível ao próprio Estado.
c) Certa. Trata-se de uma regra que deve ser observada por todas as entidades da Adminis-
tração Indireta. Ainda que não haja hierarquia entre as entidades e os órgãos da Administra-
ção Direta, o que ocorre é a supervisão ministerial, também chamada de tutela administrativa.
O objetivo, com a supervisão, é verificar se as entidades estão atendendo às finalidades para
as quais foram constituídas.
d) Errada. As sociedades de economia mista, assim como ocorre com as empresas públicas,
apenas podem ser personalidade jurídica de direito privado.
e) Errada. Diferente do que ocorre com as sociedades de economia mista, que apenas podem
adotar a natureza jurídica de sociedades anônimas (S/A), as empresas públicas podem ado-
tar qualquer forma jurídica admitida.

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Questão 3 (NC-UFPR - NER (TJ PR)/TJ PR/PROVIMENTO/2019) Segundo Romeu Felipe


Bacellar Filho, “a Administração Pública indireta surge com o escopo de atender uma neces-
sidade prática, verificada principalmente a partir do advento do Estado Social” (BACELLAR
FILHO, 2008). Acerca do tema, assinale a alternativa correta.
a) A Administração indireta equivale aos órgãos públicos integrantes das estruturas dos Po-
deres Executivo, Legislativo e Judiciário.
b) A Administração direta do Poder Executivo é composta pelas Autarquias e Fundações Públi-
cas, enquanto a indireta é composta pelas empresas públicas e sociedades de economia mista.
c) Os consórcios públicos também são exemplos de entes que compõem a Administração
indireta.
d) Os serviços sociais autônomos são exemplos de entidades organicamente estatais, mas
que compõem o terceiro setor.
e) As organizações sociais são exemplos de entes que compõem a Administração indireta a
partir do momento em que firmam o contrato de gestão.

Letra c.
a) Errada. Os órgãos públicos dos Poderes da República formam a Administração Direta. A
Administração Indireta, por sua vez, é formada por entidades administrativas.
b) Errada. As autarquias e fundações são entidades da Administração Indireta, e não da Ad-
ministração Direta.
c) Certa. A alternativa foi mal elaborada, mas ainda assim conseguimos chegar à resposta da
questão por eliminação. No caso dos consórcios públicos, irão eles integrar a Administração
Indireta de cada um dos entes consorciados apenas quando tiverem natureza jurídica de di-
reito público. Neste caso, serão eles considerados uma espécie do gênero autarquia.
d) Errada. Os serviços sociais autônomos não são entidades organicamente estatais, mas
sim pessoas jurídicas de direito privado que auxiliam o Estado em determinadas atividades.
Tais entidades fazem parte do terceiro setor, e não da Administração Pública.
e) Errada. As organizações sociais não fazem parte da Administração Indireta, mas sim do
terceiro setor.

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Questão 4 (NC-UFPR - PROC MUN (CURITIBA)/PREF CURITIBA/2019) Conforme explica


Irene Patrícia Nohara (2018), “tanto a desconcentração como a descentralização são técni-
cas utilizadas para racionalizar o desenvolvimento e a prestação de atividades do Estado”.
Considerando o tema tratado, assinale a alternativa correta.
a) Como decorrência do processo de desconcentração, surge a Administração Indireta da
União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
b) A descentralização pode ser definida como a realocação de órgãos administrativos des-
personalizados.
c) As sociedades de economia mista e as empresas públicas são consideradas entes esta-
tais, mesmo sendo detentoras de personalidade jurídica de direito privado.
d) Os consórcios públicos são órgãos despersonalizados, podendo ser tanto de direito públi-
co quanto de direito privado.
e) Os serviços sociais autônomos são espécies de autarquias.

Letra c.
a) Errada. A Administração Indireta surge com o processo de descentralização, e não com a
desconcentração.
b) Errada. A realocação de órgãos administrativos despersonalizados ocorre com a descon-
centração, e não com a descentralização.
c) Certa. As empresas estatais, ainda que possuam personalidade jurídica de direito privado,
são entes públicos, haja vista que integram a Administração Indireta.
d) Errada. Os consórcios públicos podem ser de direito público ou privado. No entanto, não
são eles órgãos, mas sim entidades que, por isso mesmo, possuem personalidade jurídica.
e) Errada. Os serviços sociais autônomos não integram a Administração Indireta, não sendo
espécie do gênero autarquia.

Questão 5 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/NÍVEL SUPERIOR GERAL/2018)


Com relação à estrutura organizacional, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as se-
guintes afirmativas:

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( ) A Administração Pública engloba a Administração direta e indireta. Esta é constituída por ór-
gãos públicos e aquela é composta por entidades detentoras de personalidade jurídica própria.
( ) Os órgãos públicos são criados por lei para desempenharem atividades-fim do Estado e
gerir o interesse público de acordo com diretrizes traçadas pelo governo.
( ) O presidente da República é, individualmente, um órgão público.
( ) São exemplos de entidades da Administração indireta: autarquias, fundações e cartórios.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) F – V – V – F.
b) F – F – V – V.
c) V – V – F – V.
d) F – V – F – F.
e) V – F – F – V.

Letra a.
Item I: Falso. Ao passo que a Administração Direta é que é formada por órgãos, a Administra-
ção Indireta é composta por entidades.
Item II: Verdadeiro. Os órgãos públicos, que são criados por lei, nada mais são do que uma
parte da Administração Pública. Logo, desempenham os órgãos atividades-fim do Estado, ou
seja, atividades estatais relacionadas com o bem-estar da coletividade.
Item III: Verdadeiro. Os órgãos podem ser classificados em singulares ou colegiados. No caso
do Presidente, assim como ocorre, por exemplo, com os magistrados, estamos diante de um
órgão público singular.
Item IV: Falso. Os cartórios não são entidades da Administração Indireta, que, em senti-
do oposto, é composta pelas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de
economia mista.

Questão 6 (NC-UFPR - ADM (UFPR)/UFPR/CURITIBA/2017) A administração pública se or-


ganiza em administração direta e indireta. É/São elemento(s) da administração direta:
a) Serviços da Presidência da República e dos Ministérios.
b) Fundações de Amparo à Pesquisa.

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c) Portos e Aeroportos.
d) Petrobrás S.A.
e) Universidades Federais.

Letra a.
A Administração Pública é formada pelos órgãos públicos. Dentre as opções elencadas pela
questão, apenas os serviços da Presidência da República e dos Ministérios fazem parte da
Administração Direta.
As Fundações de Amparo à Pesquisa e as Universidades Federais são fundações públicas,
espécie do gênero autarquia. A Petrobrás é uma sociedade de economia mista. Já os portos
e aeroportos são, normalmente, constituídos sob a forma de autarquia.

Questão 7 (NC-UFPR - ADV (COREN PR)/COREN PR/2018) Segundo Marçal Justen Fi-
lho, “os órgãos públicos estão integrados em pessoas jurídicas, cuja vontade produzem e
exteriorizam”. Com relação ao assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as
seguintes afirmativas:
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização
legislativa e que adote a modalidade de Sociedade Limitada poderá ser uma Sociedade de
Economia Mista.
( ) Uma pessoa jurídica, criada por lei e que integre a Administração Indireta, será uma pessoa
jurídica de direito público interno.
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização
legislativa e que adote a modalidade de Sociedade Anônima poderá ser uma Empresa Pública.
( ) Todas as autarquias serão pessoas jurídicas de direito público interno.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) V – V – F – V.
b) F – V – V – F.
c) F – F – V – F.
d) V – F – F – V.
e) F – V – V – V.

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Letra e.
Item I: Falso. Se a criação ocorreu por meio de autorização legal, a entidade poderá ser uma
pessoa jurídica de direito privado. E para que seja uma sociedade de economia mista, deverá
ela, obrigatoriamente, adotar a natureza jurídica de sociedade anônima.
Item II: Verdadeiro. Se a pessoa jurídica foi criada (e não autorizada) por lei, terá ela persona-
lidade jurídica de direito público interno, sendo considerada uma autarquia.
Item III: Verdadeiro. As empresas públicas podem adotar todas as formas jurídicas admitidas
em nosso ordenamento, inclusive a modalidade de sociedade anônima.
Item IV: Verdadeiro. As autarquias sempre serão constituídas sob a forma de pessoa jurídica
de direito público. E como nenhuma das entidades possui personalidade jurídica de direito
público externo, as autarquias são corretamente classificadas como pessoas jurídicas de
direito público interno.

Questão 8 (NC-UFPR - PROC MUN (CURITIBA)/PREF CURITIBA/2015) A respeito das várias


figuras que a ordem jurídica brasileira contempla na seara da Administração Pública, assinale
a alternativa correta.
a) Sociedades de economia mista e empresas públicas têm, como característica comum, a
personalidade jurídica de direito privado, o capital público e a imposição legal de se constitu-
írem sob a forma de sociedades anônimas.
b) Criadas por lei, as autarquias são pessoas jurídicas com personalidade de direito público,
com capacidade exclusivamente administrativa, sujeitas à tutela e submetidas ao regime ju-
rídico- administrativo.
c) Os serviços sociais autônomos são instituídos por lei e, como entes paraestatais de cola-
boração com o Poder Público, detêm personalidade jurídica de direito público.
d) As organizações sociais são pessoas jurídicas com personalidade de direito privado e com
fins lucrativos, pois criadas por particulares para desempenhar atividades específicas, com
incentivo e fiscalização do Estado, devendo celebrar contrato de gestão.

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Organização Administrativa
Diogo Surdi

e) Os consórcios públicos podem ter natureza pública ou privada, porém não podem pro-
mover desapropriações, pois essa prerrogativa é exclusiva das entidades da Administração
Indireta, da qual são originários.

Letra b.
a) Errada. Apenas as sociedades de economia mista devem obrigatoriamente ser constituídas
sob a forma de sociedade anônima. As empresas públicas, em sentido, diverso, podem adotar
todas as formas jurídicas admitidas pelo direito.
b) Certa. Temos aqui a perfeita definição de autarquia, entidade criada por lei e que se asse-
melha, em tudo o que for possível, ao próprio Estado.
c) Errada. Os serviços sociais autônomos são pessoas jurídicas de direito privado (e não de
direito público) que auxiliam o Estado no desempenho de determinadas atividades.
d) Errada. As organizações sociais integram o terceiro setor. No entanto, diferente do que afir-
mado, estas entidades não possuem finalidade lucrativa.
e) Errada. Os consórcios públicos realmente podem ter natureza pública ou privada. E se tive-
rem natureza pública, poderão sim realizar desapropriações, uma vez que, neste caso, serão
uma espécie do gênero autarquia.

Questão 9 (NC-UFPR - ASS ADM (CM PINHAIS)/CM PINHAIS/2015) Considerando a estru-


tura da Administração Pública, assinale a alternativa correta.
a) As fundações fazem parte da Administração Pública direta.
b) Distrito Federal e Municípios fazem parte da Administração Pública indireta.
c) Autarquias fazem parte da Administração Pública indireta e são criadas por lei específica.
d) A Administração Pública direta é composta exclusivamente por pessoas administrativas.
e) O Conselho da República constitui órgão da Administração indireta.

Letra c.
a) Errada. As fundações, quando públicas, fazem parte da Administração Indireta.
b) Errada. Os entes federativos fazem parte da Administração Direta, e não indireta.

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Organização Administrativa
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c) Certa. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, sendo criadas diretamente
por meio de lei específica e integrando a Administração Indireta.
d) Errada. A Administração Direta é composta de órgãos públicos, tais como as Secretarias e
os Ministérios.
e) Errada. O Conselho da República trata-se de um órgão público vinculado ao Poder Executi-
vo. Logo, integra ele a Administração Direta.

Questão 10 (NC-UFPR - CONT (CM PINHAIS)/CM PINHAIS/2015) Em relação à Adminis-


tração Pública direta e indireta, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes
afirmativas:
( ) A Agência Nacional de Telecomunicações integra a Administração Pública direta.
( ) As sociedades de economia mista integram a Administração Pública indireta.
( ) A Caixa Econômica Federal integra a Administração Pública indireta.
( ) A instituição de autarquia somente poderá ser autorizada por lei específica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) F – V – V – F.
b) V – V – F – F.
c) V – F – V – V.
d) F – V – F – V.
e) V – F – F – V.

Letra a.
Item I: Falso. A Agência Nacional de Telecomunicações trata-se de uma agência reguladora.
Consequentemente, trata-se ela de uma espécie do gênero autarquia.
Item II: Verdadeiro. As sociedades de economia mista são uma das entidades que fazem parte
da Administração Indireta.
Item III: Verdadeiro. A Caixa Econômica é uma empresa pública. Logo, integra ela a Adminis-
tração Indireta.
Item IV: Falso. As autarquias não são autorizadas por lei, mas sim criadas diretamente por
meio de lei específica.

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Questão 11 (NC-UFPR - ADV (MATINHOS)/PREF MATINHOS/2019) O Prefeito do Município


X pretende criar uma secretaria municipal para melhor exercer suas funções. Nesse sentido,
considere seguintes as afirmativas:
1. A criação da secretaria é hipótese de descentralização administrativa, feita por delegação.
2. A nova secretaria integrará a Administração Direta do Município.
3. Trata-se de caso de desconcentração administrativa, em virtude da distribuição interna de
competências.
4. A nova secretaria não se submete ao controle hierárquico, pois possui personalidade jurí-
dica própria.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Letra c.
Item 1: Errado. A secretaria é um órgão público, ou seja, resultado da desconcentração, e não
da descentralização.
Item 2: Certo. A secretaria integrará a Administração Direta do Município, mais precisamente
a estrutura do Poder Executivo Municipal.
Item 3: Certo. Como estamos diante da criação de órgão público, o processo utilizado é a
desconcentração.
Item 4: Errado. A secretaria se submete a controle hierárquico, uma vez que os órgãos públi-
cos não possuem personalidade jurídica própria, sendo apenas parte de uma pessoa jurídica.

Questão 12 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/DIREITO/2015) Sobre a organização


da Administração Pública brasileira, é correto afirmar:

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a) De acordo com a Constituição Federal, as autarquias e fundações somente podem ser


criadas por lei específica. As empresas públicas e sociedades de economia mista, a seu tur-
no, precisam de autorização legislativa que permita a sua instituição posterior pelo chefe do
Poder Executivo.
b) Uma vez instituídas, em virtude da sua sujeição ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, as empresas públicas e as sociedades de economia mista poderão criar subsidiárias
e participar no capital de empresas privadas, independentemente de autorização legislativa.
c) A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração
direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato de gestão, o qual terá duração cor-
respondente à vigência da respectiva Lei de Diretrizes Orçamentárias.
d) As empresas públicas e as sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem
recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de des-
pesas de pessoal ou de custeio em geral se submetem, no âmbito federal, ao teto remuneratório
que consiste no subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
e) As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios
fiscais não extensivos às empresas do setor privado, salvo se receberem recursos da União,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou
de custeio em geral, uma vez que, nessas hipóteses, farão jus à imunidade tributária recíproca.

Letra d.
a) Errada. Ao passo que as autarquias são criadas diretamente por meio de lei específica, as
demais entidades necessitam de autorização para a respectiva criação.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

b) Errada. De acordo com as disposições da Constituição Federal, a criação de subsidiárias


das entidades da Administração Indireta dependerá de autorização legislativa.

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Art. 37, XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das enti-
dades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa
privada;

c) Errada. Nesta situação, caberá à lei definir o prazo de duração do contrato de gestão. Em
outros termos, a duração não será correspondente à vigência da respectiva Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Art. 37, § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da adminis-
tração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus adminis-
tradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão
ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
I – o prazo de duração do contrato;
II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade
dos dirigentes;
III – a remuneração do pessoal.

d) Certa. Como regra geral, as empresas estatais não se submetem ao teto remuneratório
constitucionalmente estabelecido (que é o subsídio dos Ministros do STF). Entretanto, quan-
do tais entidades receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Mu-
nicípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral, a regra do teto
remuneratório deverá ser observada.
e) Errada. De acordo com o § 2º do artigo 173 da Constituição Federal, “As empresas públicas
e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos
às do setor privado”. Tal regra, diferente do que informado, não comporta exceções.

Questão 13 (NC-UFPR - PROJU (CM PIRAQUARA)/CM PIRAQUARA/2013) Trata-se de uma


entidade da Administração indireta com personalidade jurídica de direito público, dotada de
autonomia administrativa para o exercício descentralizado, de atividades típicas do Estado.
(BACELLAR FILHO, Romeu Felipe. Direito Administrativo. 4. ed., São Paulo: Saraiva, 2008, p. 22.)
O autor está se referindo a que entidades administrativas?
a) Sociedades de economia mista.
b) Autarquias.
c) Empresas Públicas.

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d) Órgãos públicos.
e) Serviços sociais autônomos.

Letra b.
Se a entidade é integrante da Administração Pública Indireta e possui personalidade jurídica
de direito público, será ela uma autarquia.

Questão 14 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2012) Em


relação à organização administrativa do estado, é INCORRETO afirmar:
a) Empresa pública é uma pessoa jurídica de direito público, dotada de forma societária, cujo
capital é de titularidade de pessoas de direito público e cujo objeto social é a exploração de
atividade econômica ou a prestação de serviço público.
b) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, instituídas para desempenhar ativi-
dades administrativas, sob regime de direito público, criadas por lei que determina sua auto-
nomia em face da administração direta.
c) As fundações públicas são pessoas jurídicas de direito privado, instituídas por ato legisla-
tivo sob a forma de fundação para o desempenho de atividades de interesse coletivo, mantida
com recursos públicos.
d) Sociedade de economia mista é uma sociedade anônima sujeita a regime diferenciado,
sob controle de entidade estatal, cujo objeto social é a exploração de atividade econômica ou
prestação de serviço público.
e) Organização social é uma associação civil sem fins lucrativos ou fundação que, em virtu-
de do preenchimento de certos requisitos legais, é submetida a um regime jurídico especial,
que contempla benefícios especiais do Estado para execução de determinadas atividades de
interesse coletivo.

Letra a.
Dentre as alternativas elencadas, apenas a Letra A está incorreta. A empresa pública, ao con-
trário do que informado, é pessoa jurídica de direito privado, e não de direito público.

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Todas as demais alternativas estão corretas, retratando a definição de entidades da Adminis-


tração Indireta e, na Letra E, das organizações sociais.

Questão 15 (NC-UFPR - ANA PREV (FOZPREV)/FOZPREV/NÍVEL SUPERIOR GERAL/2012)


Numere a coluna da direita com base nos tipos de administração federal existentes.
1. Administração direta.
2. Administração indireta.
( ) Empresas públicas.
( ) Ministério da Educação.
( ) Autarquias.
( ) Fundações públicas.
( ) Estrutura administrativa da Presidência da República.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta na coluna da direita, de cima para baixo.
a) 2 – 1 – 2 – 2 – 1.
b) 1 – 2 – 1 – 1 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 1 – 1.
d) 1 – 2 – 2 – 1 – 1.
e) 1 – 1 – 1 – 2 – 2.

Letra a.
A Administração Indireta é composta por quatro entidades: autarquias, empresas públicas,
sociedades de economia mista e fundações.
Já o Ministério da Educação e a Estrutura administrativa da Presidência da República são
exemplos de órgãos públicos.

Questão 16 (NC-UFPR - ANA CON (TCE-PR)/TCE-PR/JURÍDICO/2006) A sociedade de eco-


nomia mista:
a) possui a totalidade de seu capital controlado pela Administração Pública.
b) não é detentora de personalidade jurídica.

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c) é pessoa jurídica de direito público.


d) é pessoa jurídica de direito privado.
e) pode ser pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, dependendo de quem é o
detentor da maioria das suas ações.

Letra d.
As sociedades de economia mista são pessoas jurídicas que possuem personalidade jurídica
de direito privado. Com isso, verificamos a incorreção das Letras B, C e E e o acerto da Letra D.
Na Letra A, as sociedades de economia mista são constituídas obrigatoriamente com capi-
tal formado por recursos públicos e privados (daí a existência da expressão “mista” de seus
nomes). Ressalta-se, no entanto, que a maioria do capital social deverá, necessariamente,
ser constituído de recursos públicos, garantindo ao Poder Público, desta forma, o controle da
sociedade.

Questão 17 (NC-UFPR - TEC CON (TCE-PR)/TCE-PR/OFICIAL DE CONTROLE/2006) A


empresa pública é:
a) pessoa jurídica de direito público interno, criada por lei, com capital exclusivamente do
Poder Público.
b) pessoa jurídica de direito privado, criada por lei, com capital majoritário do Poder Público.
c) entidade dotada de personalidade de direito privado, criada por lei, sem fins lucrativos, para
o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de Direito
Público.
d) pessoa jurídica de direito privado, criada por lei, com capital exclusivamente do Poder Público.
e) entidade com personalidade jurídica de direito público, com patrimônio e receita próprios,
criada por lei para executar atividades típicas da Administração Pública.

Letra d.
a) Errada. As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, e não de direito pú-
blico.

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b) Errada. As empresas públicas possuem a totalidade do seu capital como público, sendo
esta uma diferenciação em relação às sociedades de economia mista.
c) Errada. As empresas públicas podem sim ter finalidade lucrativa. Como exemplo, podemos
citar a Caixa Econômica Federal.
d) Certa. Ainda que a alternativa apresente uma imprecisão (ao afirmar que as empresas pú-
blicas são criadas por lei, e não autorizadas), conseguimos chegar à resposta por eliminação.
Nas empresas estatais, o capital será exclusivamente público, diferente do que ocorre com as
sociedades de economia mista.
e) Errada. Todas as empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado.

Questão 18 (NC-UFPR - ANA CON (TCE-PR)/TCE-PR/ADMINISTRAÇÃO/2006) A sociedade


de economia mista:
a) possui a totalidade de seu capital controlado pela Administração Pública.
b) não é detentora de personalidade jurídica.
c) é pessoa jurídica de direito público.
d) é pessoa jurídica de direito privado.
e) pode ser pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, dependendo de quem é o
detentor da maioria das suas ações.

Letra d.
As sociedades de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado (Letra D). Com
isso, verificamos a incorreção da Letra C, da Letra E e da Letra B (haja vista que, por serem
entidades, possuem personalidade jurídica). Na Letra A, as sociedades de economia mista
são constituídas obrigatoriamente com capital formado por recursos públicos e privados.

Questão 19 (NC-UFPR - ADV (FPMA)/FPMA/2019) A respeito das modalidades de organiza-


ção administrativa do Estado, assinale a alternativa correta.

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a) As formas de descentralização administrativa não cabem aos regimes orgânicos munici-


pais, tendo em vista os ditames fixados a partir da Constituição Federal de 1988.
b) A descentralização administrativa por serviços, também denominada por descentralização
funcional ou técnica, ocorre pela criação de autarquias, fundações e empresas públicas. As
sociedades de economia mista encontram-se fora desse modelo, tendo em vista serem par-
cialmente compostas por recursos oriundos da iniciativa privada.
c) A entidade descentralizada possui personalidade jurídica e patrimônio próprios, capaci-
dade de autoadministração, motivo pelo qual não se sujeita a nenhuma forma de controle ou
tutela por parte do ente instituidor.
d) Descentralização é a divisão de competência para pessoa diversa da pessoa central; des-
concentração é distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica.
e) A descentralização por colaboração é a figura em que a Administração Pública cria, por lei,
pessoa jurídica de direito privado para a execução de serviço público, eximindo-se, todavia,
do controle das condições de execução do respectivo serviço público.

Letra d.
a) Errada. Todos os entes federativos podem realizar o processo de descentralização, que é o
meio através do qual são criadas as entidades da Administração Indireta.
b) Errada. A descentralização por outorga (por serviços, legal ou técnica) ocorre quando o
ente federativo transfere tanto a titularidade quanto o exercício de determinada competência.
Com base neste processo, todas as entidades da Administração Indireta são constituídas,
incluindo as sociedades de economia mista.
c) Errada. As entidades da Administração Indireta são resultantes do processo de descentra-
lização. Ainda assim, estão sujeitas ao controle exercido pelos tribunais de contas e à super-
visão ministerial (tutela administrativa) da Administração Direta.
d) Certa. Ambos os conceitos estão corretos. Na medida em que a descentralização gera a
divisão de competência para pessoa diversa da pessoa central (com a transferência da titu-
laridade e da execução ou somente da execução de atividades e serviços públicos) a descon-
centração, por implicar na criação de órgãos públicos, é distribuição de competências dentro
da mesma pessoa jurídica.

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e) Errada. Na descentralização por colaboração, a execução dos serviços públicos é transferi-


da para pessoa jurídica de direito privado (concessionárias, permissionárias e autorizatárias).
Logo, diferente do que informado, a descentralização, nesta modalidade, não implica na cria-
ção de uma nova pessoa jurídica.

Questão 20 (NC-UFPR - PROF NU JR (ITAIPU)/ITAIPU/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/2019) Na des-


centralização, o Estado distribui algumas de suas atribuições para outras pessoas, físicas ou
jurídicas. A descentralização administrativa pode ocorrer por serviços ou por colaboração. A
respeito da delegação por colaboração, é correto afirmar:
a) Transfere a titularidade e execução do serviço por prazo indeterminado e possui controle
finalístico.
b) O controle é rígido e amplo e transfere a titularidade e execução do serviço.
c) Transfere a titularidade e execução do serviço por lei e por prazo indeterminado.
d) Transfere apenas a execução do serviço por contrato por tempo determinado e por ato uni-
lateral por tempo indeterminado.
e) O controle se dá por tutela ou supervisão e transfere apenas a execução do serviço por
contrato por tempo indeterminado.

Letra d.
a) Errada. A descentralização por colaboração ocorre quando apenas o exercício da compe-
tência é transferido à outra entidade, ficando a titularidade com o ente originalmente compe-
tente. Através dela, as concessionárias, permissionárias e autorizatárias assumem o exercí-
cio de algumas atividades administrativas.
b) Errada. A titularidade do serviço público não é transferida.
c) Errada. Conforme já afirmado, na descentralização por colaboração apenas a execução dos
serviços públicos é transferida para outra pessoa jurídica.
d) Certa. Nesta modalidade de descentralização, teremos a transferência, apenas, da execu-
ção do serviço. Esta transferência ocorrerá tanto por contrato, que terá prazo determinado de

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duração (no caso das concessionárias e permissionárias) quanto por ato unilateral por tempo
indeterminado (no caso da autorização).
e) Errada. O controle por tutela ou supervisão ocorre em relação às entidades da Administra-
ção Indireta, e não em relação às concessionárias, permissionárias e autorizatárias.

Questão 21 (NC-UFPR - NER (TJ PR)/TJ PR/REMOÇÃO/2019) O Estado pode transferir o


exercício de certas atividades que lhe são próprias por meio da descentralização administra-
tiva. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
a) A descentralização é um instrumento vedado para Estados e Municípios, considerando que
sua previsão legal é apenas para a União.
b) A transferência de atividades por meio da descentralização implica a criação de um ente
com personalidade jurídica.
c) A descentralização destina-se à criação de empresas estatais.
d) A descentralização pode ser denominada de desconcentração.
e) A descentralização implica a delegação de serviços públicos no interior das próprias enti-
dades administrativas.

Letra b.
a) Errada. Todos os entes federativos podem realizar a descentralização, que não é prerroga-
tiva exclusiva da União.
b) Certa. Com a descentralização, teremos a criação de uma entidade da Administração Indi-
reta ou a transferência da execução de determinado serviço público para pessoas jurídicas de
direito privado. No caso, a alternativa fez menção, apenas, à primeira hipótese. Ainda assim,
conseguimos acertar a questão por eliminação.
c) Errada. Além das empresas estatais, a descentralização pode criar autarquias e fundações
públicas.
d) Errada. As definições são distintas. A desconcentração cria órgãos públicos, ao passo que
a descentralização institui entidades da Administração Indireta ou transfere a execução de
serviços públicos para outras pessoas jurídicas.

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e) Errada. A descentralização é sempre externa, ou seja, implicando na execução de ativida-


des por outra pessoa jurídica.

Questão 22 (NC-UFPR - AUD (CM ARAUCÁRIA)/CM ARAUCÁRIA/CONTROLE INTERNO/2013)


Sobre a Administração Pública, é correto afirmar:
a) Autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei ou por decreto, e inte-
gram a administração direta.
b) Autarquias resultam da desconcentração do poder estatal, podendo, a critério do adminis-
trador público, albergar natureza jurídica de direito público ou de direito privado.
c) Descentralização administrativa ocorre com a criação de entes da Administração indireta
dotados de personalidade jurídica.
d) Descentralização e desconcentração são sinônimos, conforme a doutrina tradicional de
Direito Administrativo.
e) Autarquias são órgãos da Administração Pública, criadas por lei, e têm como função exer-
cer atividades próprias da administração direta.

Letra c.
a) Errada. As autarquias sempre serão criadas diretamente por meio de lei, não havendo pos-
sibilidade de criação por decreto.
b) Errada. A desconcentração implica na criação de órgãos públicos. No caso das entidades
(como nas autarquias) o que ocorre é a descentralização.
c) Certa. Temos aqui a perfeita definição da descentralização, mais precisamente da descen-
tralização por outorga (por serviços ou legal).
d) Errada. As definições são distintas. A descentralização implica na execução de serviço pú-
blico por outra pessoa jurídica, ao passo que a desconcentração resulta na criação de órgãos
públicos, ou seja, repartições internas de competências.
e) Errada. As autarquias não são órgãos, mas sim entidades administrativas.

Questão 23 (FCC - DP SP/DPE SP/2019) Com relação à estrutura da Administração Pública


brasileira, é correto afirmar:

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a) Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas integram a chamada adminis-


tração pública direta.
b) autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e agên-
cias reguladoras integram a chamada administração pública direta.
c) o modelo de Administração Pública gerencial se baseia nos princípios da formalidade, da
impessoalidade e do profissionalismo.
d) o modelo de Administração patrimonialista, informado pelo princípio do profissionalismo,
tem como finalidade a gestão do patrimônio público.
e) o modelo de Administração burocrático compreende o cidadão como cliente dos serviços
públicos prestados pelo Estado diretamente ou mediante delegação.

Letra a.
Temos aqui uma questão que mescla os tópicos de organização administrativa com as diver-
sas formas de administração pelos quais a administração pública brasileira passou ao longo
dos anos.
a) Certa. Em nosso ordenamento jurídico, a Administração Pública é composta pela Admi-
nistração Direta e pela Administração Indireta (que é formada pelas autarquias, empresas
públicas, sociedades de economia mista e fundações). No caso da Defensoria Pública, do Mi-
nistério Público e do Tribunal de Contas, não estamos diante de nenhuma destas entidades.
Logo, todos fazem parte da Administração Direta.
b) Errada. As autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia
mista integram a chamada Administração Pública Indireta, e não direta.
c) Errada. As características da formalidade, da impessoalidade e do profissionalismo são
traços da Administração Burocrática, e não da Administração Gerencial, que é pautada no
princípio da eficiência.
d) Errada. A gestão do patrimônio público ocorre nos modelos de administração gerencial e
burocrática. Na administração patrimonialista, em sentido oposto, não há uma diferenciação
entre o patrimônio público e privado.

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e) Errada. O cidadão como cliente é um traço da administração gerencial, e não da adminis-


tração burocrática.

Questão 24 (FCC - TJ TRT6/TRT 6/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) As uni-


dades de atuação denominadas órgãos públicos
a) integram a estrutura da Administração pública direta, mas não da Administração pública
indireta, cujos plexos de competência denominam-se entidades.
b) integram a estrutura da Administração pública direta e da indireta e não têm personalidade
jurídica, ao contrário das entidades.
c) têm personalidade jurídica própria e distinta da entidade que integram.
d) não têm personalidade jurídica própria, quando integram a estrutura da Administração pú-
blica direta, mas são unidades de atuação, da Administração indireta, dotadas de personali-
dade jurídica.
e) confundem-se com os agentes públicos por congregarem as funções que estes exercem,
sendo o todo do qual aqueles são a parte.

Letra b.
a) Errada. Os órgãos públicos nada mais são do que repartições internas de competências,
podendo estar presentes tanto na Administração Direta (sendo as próprias divisões) quanto
na Administração Indireta.
Aqui, é importante diferenciar que, ainda que a Administração Indireta seja formada por enti-
dades (autarquias e fundações, por exemplo), quando tais pessoas jurídicas se dividem inter-
namente (criando secretarias e departamentos) estaremos diante de órgãos públicos.
Logo, devemos memorizar a informação de que os órgãos públicos podem vir a existir na Ad-
ministração Direta e na Administração Indireta.
b) Certa. Como já afirmado, os órgãos, por serem divisões internas, integram a estrutura da
Administração Direta e da Administração Indireta. Ao contrário das entidades administrati-
vas, que são pessoas jurídicas e têm personalidade própria, os órgãos apenas fazem parte de
um todo maior. Consequentemente, não possuem eles personalidade jurídica própria.

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c) Errada. Os órgãos públicos não possuem personalidade jurídica própria, uma vez que inte-
gram uma pessoa jurídica maior (que pode pertencer à Administração Direta ou à Adminis-
tração Indireta).
d) Errada. Em ambas as administrações (direta ou indireta), os órgãos não terão personalida-
de jurídica própria.
e) Errada. Os órgãos não se confundem com os agentes, que são, em última análise, os res-
ponsáveis por executar as atividades da Administração Pública.

Questão 25 (FCC - ANA MIN (MPE PE)/MPE PE/JURÍDICA/2018) Os órgãos públicos que in-
tegram a organização administrativa, na qualidade de “centros de competência para desem-
penho de funções estatais”,
a) encontram-se presentes na estrutura descentralizada da Administração pública e confi-
guram polos de decisões emitidas por agentes públicos que se responsabilizam exclusiva e
pessoalmente pelas consequências daquelas advindas.
b) são representados por agentes públicos, mas não se confundem com estes, pois as conse-
quências e conquistas são atribuídas àquelas unidades de competência e, em consequência,
às pessoas jurídicas que elas integram.
c) possuem personalidade jurídica própria, mas não dispõem de autonomia, já que dependem
de autorização do comando da pessoa jurídica que integram.
d) exercem os poderes inerentes à Administração pública, à exceção do poder de polícia, res-
trito à Administração Central, porque indelegável em qualquer de suas vertentes ou facetas.
e) são estruturas típicas de uma Administração pública que se organiza de forma desconcen-
trada, que constitui entes ou órgãos dotados de personalidade jurídica própria, para desem-
penho de competências específicas e constantes da lei autorizativa de sua criação.

Letra b.
a) Errada. Em caso de dano praticado por agente público, a responsabilização será feita, em
um primeiro momento, pela pessoa jurídica da qual o órgão faz parte. Posteriormente, em
caso de dolo ou culpa, teremos a responsabilização do servidor.

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b) Certa. Os agentes não podem ser confundidos com os órgão. Ao passo que o órgão é uma
repartição interna de competência, os agentes são os responsáveis por executar as atribui-
ções legalmente estabelecidas para o órgão e, consequentemente, para a pessoa jurídica da
qual ele faz parte. Assim, o resultado das atribuições dos agentes é atribuídos ao órgão. E
como o órgão é parte de um todo maior, a atribuição será feita, também, para a pessoa jurí-
dica.
c) Errada. Os órgãos públicos, diferente do que afirmado, não possuem personalidade jurídica
própria.
d) Errada. O poder de polícia pode ser desempenhado pelos órgãos da Administração Direta e
pelas entidades de direito público da Administração Indireta.
e) Errada. A alternativa erra, mais uma vez, ao afirmar que os órgãos possuem personalidade
jurídica própria.

Questão 26 (FCC - PROC MUN (CARUARU)/PREF CARUARU/2018) Considere o texto abaixo.


Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas como partes desses
corpos vivos, dotados de vontade e capazes de exercer direitos e contrair obrigações para a
consecução de seus fins institucionais. Por isso mesmo, os órgãos não têm personalidade ju-
rídica nem vontade própria, que são atributos do corpo e não das partes, mas na área de suas
atribuições e nos limites de sua competência funcional expressam a vontade da entidade a
que pertencem e a vinculam por seus atos, manifestados através de seus agentes (pessoas
físicas). Como partes das entidades que integram, os órgãos são meros instrumentos de ação
dessas pessoas jurídicas, preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribu-
ídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. Para a eficiente realização de suas
funções, cada órgão é investido de determinada competência, redistribuída entre seus cargos,
com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes.
Embora despersonalizados, os órgãos mantêm relações funcionais entre si e com terceiros, das
quais resultam efeitos jurídicos internos e externos, na forma legal ou regulamentar. E, a despeito
de não terem personalidade jurídica, os órgãos podem ter prerrogativas funcionais próprias que,
quando infringidas por outro órgão, admitem defesa até mesmo por mandado de segurança.

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(MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 15.ed., São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1990, p. 59)

Com base no texto transcrito e no regime jurídico dos órgãos administrativos, é correto afirmar:
a) O texto transcrito aborda a teoria do mandato, por meio da qual aos agentes públicos se-
riam delegados poderes para que agissem em nome e no interesse do Estado.
b) Os órgãos públicos são centros de competências instituídos para o desempenho de funções
estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem.
c) O texto transcrito traz uma concepção de órgão que contraria a formulação da teoria do
órgão, atribuída a Otto Gierke, que criou uma doutrina para justificar como se dá a manifes-
tação da vontade do Estado por meio de seus órgãos, por meio da noção de que os agentes
públicos, ao agir, expressam a vontade do Estado.
d) Por serem despersonalizados, os órgãos públicos não mantêm relações funcionais com
terceiros, dos quais resultam efeitos jurídicos externos.
e) No texto, é apresentada a teoria da representação, pela qual a vontade dos agentes expri-
miria a vontade do Estado, como ocorre na tutela ou na curatela.

Letra b.
a) Errada. O texto não aborda a teoria do mandato, mas sim a teoria do órgão ou da imputa-
ção, segundo a qual o agente público, ao exercer suas atribuições, atua em nome do Estado e
do órgão no qual exerce suas atribuições.
b) Certa. A alternativa está perfeita, retratando a base da teoria do órgão. Logo, a atuação do
agente sempre será atribuída ao órgão e, em última análise, à pessoa jurídica da qual o órgão
faz parte.
c) Errada. Ao contrário do que afirmado, o texto transcreve e concorda com a teoria do órgão
proposta por Otto Gierke.
d) Errada. Podemos verificar o erro da alternativa com base no próprio texto do enunciado,
que apresenta a seguinte transcrição: “Embora despersonalizados, os órgãos mantêm rela-
ções funcionais entre si e com terceiros, das quais resultam efeitos jurídicos internos e exter-
nos, na forma legal ou regulamentar”.

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e) Errada. Não é a teoria da representação, mas sim a teoria do órgão, que é apresentada no
texto da questão.

Questão 27 (FCC - DP PR/DPE PR/2017) Em seu sentido subjetivo, o termo Administração


pública designa os entes que exercem a atividade administrativa. Desse modo, a Defensoria
Pública do Estado do Paraná,
a) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo ser configu-
rada como autarquia sui generis – sociedade pública de advogados, embora não seja institui-
ção autônoma com sede constitucional.
b) possui capacidade processual para ingressar com ação para a defesa de suas funções
institucionais por expressa previsão legal, embora não seja pessoa jurídica de direito público.
c) é pessoa jurídica de direito público e possui capacidade processual, podendo, caso haja
expressa previsão legal, integrar a pessoa jurídica “Estado do Paraná” por ser instituição au-
tônoma com sede constitucional.
d) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse.
e) integra a pessoa jurídica de direito público “Estado do Paraná” e possui capacidade jurídi-
ca, sendo representada, em juízo, pela Procuradoria do Estado em toda espécie de processo
judicial de seu interesse, exceto ações trabalhistas que tramitarem na Justiça do Trabalho.

Letra b.
A Defensoria Pública é classificada como um órgão independente, que, de acordo com a dou-
trina, são aqueles originários da Constituição Federal e que não estão sujeitos a nenhum tipo
de subordinação, possuindo ampla liberdade de atuação.
Os órgãos públicos não possuem personalidade jurídica própria. No entanto, com relação aos
órgãos independentes e autônomos, o STF entende que há a possibilidade dos órgãos terem
capacidade processual, ou seja, capacidade de estarem em juízo.
a) Errada. A Defensoria Pública não é uma autarquia, mas sim um órgão público.

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b) Certa. Ainda que não seja uma pessoa jurídica (mas sim um órgão público), a Defensoria
possui capacidade processual, podendo ingressar diretamente com ação para a defesa de
suas funções institucionais, sem necessidade de representação por parte de outro órgão.
c) Errada. A Defensoria Pública não é pessoa jurídica, mas sim, conforme já afirmado, um órgão
público (que, por sua vez, faz parte da estrutura da Administração Direta do Estado do Paraná).
d) Errada. Como possui capacidade processual, não há necessidade da Defensoria Pública
ser representada em juízo.
e) Errada. A alternativa erra, mais uma vez, ao afirmar que há a necessidade de representação
da Defensoria Pública quando esta estiver em juízo.

Questão 28 (FCC - AJ TRT24/TRT 24/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017)


Quanto à estrutura, os órgãos públicos podem ser classificados em simples, também deno-
minados de unitários, e compostos.
Acerca do tema, considere:
I – São constituídos por um único centro de atribuições.
II – Possuem subdivisões internas.
III – São exemplos de tais órgãos, as Secretarias de Estado.
IV – São exemplos de tais órgãos, os Ministérios.
No que concerne às características e exemplos de órgãos simples ou unitários, está correto
o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) IV.
e) I.

Letra e.
Órgãos simples ou unitários são aqueles constituídos apenas por um centro de competên-
cias, não possuindo, por isso mesmo, divisões internas.

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Analisando os itens apresentados, apenas o item I está correto, uma vez que os órgãos unitá-
rios são constituídos por um único centro de atribuições.
Consequentemente, é errado afirmar que tais órgãos possuem divisões internas (Item II), algo
que ocorre, por exemplo, nas Secretarias de Estado e nos Ministérios (erro dos Itens III e IV).

Questão 29 (FCC - PROC (PGE TO)/PGE TO/2018) O Governo do Estado pretende instituir
uma entidade dedicada a prestar serviços relacionados ao turismo no Estado e encaminha à
Assembleia Legislativa o respectivo projeto de lei autorizativa. Sabe-se que tal entidade terá
capital social dividido em quotas. O Governo estadual criará uma
a) autarquia.
b) fundação de direito privado.
c) associação pública.
d) empresa pública.
e) sociedade de economia mista.

Letra d.
Considerando que o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa é de uma lei autorizativa,
a entidade a ser criada não é uma autarquia, uma vez que estas são criadas diretamente por
lei, e não apenas autorizadas.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

A questão informa que o capital social será formado por quotas, e não por ações. Como as
sociedades de economia mista apenas podem adotar a forma de sociedade anônima (S/A),
sua formação ocorre por ações. Já as empresas públicas podem adotar todas as formas
jurídicas admitidas em direito, inclusive a de sociedade limitada, oportunidade em que a
formação ocorrerá por quotas. Assim, a entidade que o Poder Executivo pretende instituir é
uma empresa pública.

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Questão 30 (FCC - ANA G (DPE AM)/DPE AM/ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA/ADMINIS-


TRAÇÃO/2018) As entidades integrantes da Administração pública possuem diferentes ca-
racterísticas e contornos jurídicos, muitos atrelados à própria finalidade por elas desempe-
nhada e ao objeto cometido a cada uma. Nesse sentido, as
a) fundações possuem necessariamente personalidade de direito público, não se submeten-
do às regras do Código Civil.
b) autarquias podem ser constituídas com personalidade de direito público ou privado, a de-
pender da atividade desempenhada.
c) sociedades de economia mista, mesmo quando atuam em regime de competição no mer-
cado, integram a Administração indireta.
d) empresas públicas se submetem integralmente ao regime jurídico de direito público, seja
na atividade-meio ou na atividade fim.
e) organizações sociais, quando vinculadas ao poder público mediante contrato de gestão
passam a integrar a Administração indireta.

Letra c.
a) Errada. As fundações públicas possuem personalidade jurídica de direito privado. O STF
é que entende que tais entidades podem assumir a personalidade de direito público, quando
serão uma espécie do gênero autarquia.
b) Errada. As autarquias sempre serão constituídas com personalidade de direito público,
uma vez que as atividades desempenhadas são, em linhas gerais, a do próprio Estado.
c) Certa. Mesmo quando atuam em regime de competição no mercado (mediante a explora-
ção de atividades econômicas), as sociedades de economia mista, assim como ocorre com
as empresas públicas, integram a Administração indireta.
d) Errada. As empresas públicas são pessoas jurídicas com personalidade jurídica de direito
privado. No entanto, por integrarem a Administração Pública, devem elas observar determi-
nadas normas de direito público, com a necessidade de realização de concurso público para
admissão de seus empregados.

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e) Errada. As organizações sociais, mesmo mediante a assinatura de contrato de gestão, não


integram a Administração Pública.

Questão 31 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) No


que concerne aos órgãos públicos, é correto afirmar:
a) A criação e extinção dos órgãos públicos independem de lei.
b) No desempenho das atividades inerentes a sua competência, os órgãos públicos atuam em
nome da pessoa jurídica de que fazem parte.
c) Os órgãos públicos têm personalidade jurídica própria.
d) A regra geral é a de que os órgãos públicos detêm capacidade processual.
e) Os órgãos públicos são unidades de atuação integrantes apenas da estrutura da Adminis-
tração direta, haja vista que as unidades de atuação integrantes da estrutura da Administra-
ção indireta denominam-se entidades.

Letra b.
a) Errada. A criação e a extinção de órgãos públicos são medida que depende da edição de
lei. No âmbito federal, por exemplo, a competência para edição da lei é do Presidente da
República.
b) Certa. Os órgãos públicos são repartições internas de competência. Assim, quando o ór-
gão desempenha uma atividade (por meio dos agentes estatais), sua atuação é realizada em
nome da pessoa jurídica da qual ele faz parte.
c) Errada. Os órgãos públicos, independente da área de atuação, não possuem personalidade
jurídica própria.
d) Errada. Os órgãos públicos, como regra geral, não possuem capacidade processual, ou
seja, capacidade para estar em juízo em nome próprio. Parte da doutrina, no entanto, afirma
que os órgãos independentes e autônomos, por terem uma maior liberdade de atuação, detêm
esta capacidade. Ainda assim, não se trata de uma regra geral, como afirma a alternativa.
e) Errada. Ainda que a Administração Pública Indireta seja formada por entidades adminis-
trativas, quando ela se divide internamente teremos a criação de órgãos públicos, ou seja, de

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repartições internas de competência. Assim, temos órgãos públicos, também, nas estruturas
da Administração Indireta.

Questão 32 (FCC - AJ TRT6/TRT 6/JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE-


RAL/2018) A criação de uma empresa estatal deve
a) observar a legislação civil e comercial aplicável à criação de empresas, exceto com relação ao
capital, que nos primeiros seis meses deve pertencer integralmente ao ente público que a criou.
b) ser precedida de autorização legislativa, o que a predicará com regime jurídico de direito
público, inclusive quanto a seus bens e obrigatoriedade de submissão a licitação para todos
os ajustes e contratos que celebrar.
c) ser autorizada em audiência pública a ser realizada para o setor econômico em que vai
atuar, de forma a serem colhidas eventuais impugnações quanto à concorrência desleal.
d) observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas, sem prejuízo de ter
sido previamente autorizada em lei, podendo ser prestadora de serviços públicos ou explora-
dora de atividade econômica.
e) ser feita por meio de lei, da qual constarão, como anexo, os atos constitutivos que deverão
ser levados a registro para regular funcionamento, e deverão prever o setor de atuação e o
regime jurídico de exploração da atividade.

Letra d.
a) Errada. A criação de uma empresa estatal pode ocorrer por meio de uma sociedade de
economia mista ou de empresa pública. No caso da empresa pública, o capital será, desde
o início, totalmente público. No âmbito da sociedade de economia mista, o capital deve ser,
obrigatoriamente, público e privado.
b) Errada. O regime das empresas estatais é de direito privado, e não público. O que ocorre é
a relativização deste regime, com a obrigatoriedade de adoção de práticas do direito público,
como, por exemplo, a realização de concurso público.
c) Errada. Não há necessidade de autorização em audiência pública, mas sim, apenas, de uma
lei autorizativa para a sua criação.

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d) Certa. Após ter sido previamente autorizada em lei, a criação das empresas estatais deve
observar a legislação aplicável para instituição de empresas privadas. Sendo constituída, po-
derá ela atuar na exploração da atividade econômica ou na prestação de serviços público.
e) Errada. As empresas estatais não são criadas diretamente por meio de lei, que é o instru-
mento utilizado, em sentido oposto, para autorizar a criação de tais entidades.

Questão 33 (FCC - TJ TRT6/TRT 6/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2018) Na hi-


pótese de a Administração pública estadual pretender descentralizar serviço de sua compe-
tência para atribuí-lo a pessoa jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico administra-
tivo e com personalidade de direito público,
a) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública in-
direta estadual.
b) deve obter autorização legislativa para criar autarquia, que integrará a Administração pú-
blica direta.
c) pode criar autarquia ou empresa pública, a primeira instituída por lei e a segunda pelo re-
gistro de seus atos constitutivos, ambas integrantes da Administração pública indireta.
d) pode escolher entre criar autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista, to-
das por lei específica, a última por lei complementar e as três integrantes da Administração
pública indireta.
e) deve criar por lei específica autarquia, que passará a integrar a Administração pública dire-
ta estadual juntamente com o ente instituidor.

Letra a.
A descentralização de serviço da competência estatal com o objetivo de atribuí-lo a pessoa
jurídica ainda inexistente, sujeita a regime jurídico administrativo e com personalidade de
direito público, implica, necessariamente, na criação de uma autarquia, que é, dentre as enti-
dades da Administração Indireta, a que é criada diretamente por lei.

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a) Certa. Após ser criada, a autarquia passa a integrar a Administração Pública Indireta do
respectivo ente federativo.
b) Errada. A autorização legislativa é necessária para as demais entidades administrativas. A
autarquia, por sua vez, é criada diretamente por meio de lei específica.
c) Errada. A empresa pública possui personalidade jurídica de direito privado, e não público.
d) Errada. Não há possibilidade de criação, no caso apresentado, de empresa pública ou de
sociedade de economia mista, uma vez que estas possuem personalidade jurídica de direito
privado.
e) Errada. Após ser criada, a autarquia passa a integrar a Administração Pública Indireta.

Questão 34 (FCC - AUX FIS AG (AGED MA)/AGED MA/2018) Suponha que o Estado do Ma-
ranhão pretenda criar uma entidade integrante da Administração pública indireta, com perso-
nalidade jurídica própria, sujeita ao regime jurídico de direito público, para atuar no setor do
agronegócio. Para atingir tal escopo, poderá se valer da instituição de
a) um conselho consultivo.
b) uma empresa pública.
c) uma autarquia.
d) uma organização social.
e) uma sociedade de economia mista.

Letra c.
Dentre as alternativas, a organização social (Letra D) e o conselho consultivo (Letra A) não
fazem parte da Administração Pública. As empresas públicas (Letra B) e as sociedades de
economia mista (Letra E) são pessoas jurídicas de direito privado.
Assim, a única entidade que atende aos requisitos informados na questão é a autarquia (Letra C).

Questão 35 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Considere:


I – Desempenham serviço público descentralizado.
II – Sujeitam-se a controle administrativo exercido nos limites da lei.

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III – Respondem diretamente pelos seus atos, ou seja, apenas no caso de exaustão de seus
recursos é que irromperá responsabilidade do Estado.
IV – Não detêm capacidade de autoadministração, haja vista que tal função é considerada
exclusiva do Estado.
No que concerne às características das autarquias, está correto o que consta em
a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.

Letra d.
Item I: Correto. As autarquias desempenham um serviço público descentralizado, passando,
com a descentralização, a integrar a Administração Indireta.
Item II: Correto. Assim como ocorre com as demais entidades da Administração Indireta, as
autarquias estão sujeitas ao controle administrativo da Administração Pública, que deve, por
sua vez, ser exercido dentro dos limites legais.
Item III: Correto. As autarquias possuem personalidade jurídica de direito público, sendo res-
ponsáveis diretamente pelos atos que cometerem. Logo, em caso de dano, caberá à autarquia
indenizar o particular lesado. No entanto, na específica situação da autarquia não possuir
condições de arcar com a responsabilidade, deverá o Estado responder, subsidiariamente,
pelos danos causados.
Item IV: Errado. As autarquias possuem, ao contrário do que afirmado, capacidade de autoad-
ministração.

Questão 36 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2018) Con-


sidere: Y é empresa pública federal e Z é sociedade de economia mista, também de âmbito
federal. Levando em conta as características de tais entidades,
a) ambas poderão revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.

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b) Y deve, obrigatoriamente, estar estruturada sob a forma de sociedade anônima.


c) ambas admitem a presença de pessoas da iniciativa privada em seu capital.
d) apenas a empresa Y apresenta a característica da vinculação aos fins definidos na lei
instituidora.
e) o capital de Z poderá ser formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de
direito público ou de outras pessoas administrativas, de um lado, e de recursos da iniciativa
privada, de outro.

Letra e.
As principais diferenças entre as empresas públicas e as sociedades de economia mista po-
dem ser mais bem visualizadas por meio do gráfico a seguir:

Empresa Pública Sociedade de Economia Mista


Totalidade do capital público Capital público e privado
Qualquer forma de organização societária Obrigatoriamente S/A
Causas de entidades federais julgadas na Causas de entidades federais julgadas na
Justiça Federal Justiça Estadual

a) Errada. Apenas as empresas públicas podem se revestir de todas as formas admitidas em


direito. As sociedades de economia mista, diversamente, devem adotar a forma de sociedade
anônima (S/A).
b) Errada. A empresa pública em questão não necessita, obrigatoriamente, adotar a forma de
sociedade anônima, podendo, conforme já afirmado, fazer uso de qualquer forma de organi-
zação societária.
c) Errada. Nas empresas públicas, o capital é totalmente público, sem a possibilidade de ca-
pital privado.
d) Errada. Como ambas as entidades integram a Administração Pública, são elas fruto da es-
pecialização, estando assim vinculadas aos fins definidos na lei instituidora.
e) Certa. As sociedades de economia mista, diferente do que ocorre com as empresas públi-
cas, tem o seu capital formado por recursos públicos e privados. Logo, o capital poderá ser
formado da conjugação de recursos oriundos das pessoas de direito público ou de outras
pessoas administrativas, desde que tenhamos, também, capital privado na formação.

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Organização Administrativa
Diogo Surdi

Questão 37 (FCC - TEC LEG (ALESE)/ALESE/TAQUIGRAFIA/2018) Integram a Administração


pública indireta, dentre outros, as empresas públicas e sociedades de economia mista que
a) são criadas por lei, sob regime de direito privado, para explorar atividade econômica de
produção ou comercialização de bens, não para exploração de serviços públicos, pois estes
exigem regime jurídico administrativo.
b) têm a criação autorizada por lei específica, personalidade jurídica de direito privado, poden-
do ambas explorar atividade econômica ou prestar serviços públicos.
c) têm a criação autorizada por lei, sendo a empresa pública instituída para exploração de
serviços públicos e a sociedade de economia mista para exploração de atividade econômica.
d) são criadas por lei, sob o regime de direito administrativo, pois ambas podem prestar ser-
viço público em regime de exclusividade ou não.
e) são criadas por seus estatutos jurídicos, independentemente de lei autorizativa, para ex-
plorar atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou prestação de servi-
ços, ainda que o exercício econômico esteja sujeito ao regime de monopólio da União.

Letra b.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista não são criadas diretamente por
lei, mas sim autorizadas por meio de lei específica (com isso, eliminamos as Letras A e D).
Para a criação, há a necessidade de lei autorizativa, ao contrário do informa a Letra E.
Ambas as entidades (EP e SEM) têm a sua criação autorizada por lei, sendo que, após a cria-
ção, as entidades poderão explorar a atividade econômica ou serem prestadoras de serviços
públicos (Letra B).
O erro da Letra C está em afirmar que cada uma das entidades apenas poderá desempenhar
ou a exploração de atividade econômica ou a prestação de serviços público.

Questão 38 (FCC - PROC (PGE AP)/PGE AP/2018) No tocante às regras típicas do regime
jurídico administrativo, é sabido que nem todas se aplicam às empresas estatais – assim
consideradas as empresas públicas e as sociedades de economia mista –, em vista da

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natureza jurídica de direito privado que tais entidades ostentam. Todavia, toda empresa
estatal deve observar
a) o regime de precatórios para pagamento de suas dívidas.
b) a necessidade de autorização legislativa para alienação de bens imóveis de seu patrimônio.
c) os limites constantes do art. 37, XI, da Constituição Federal, no pagamento da remuneração
de seus empregados.
d) a vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.
e) o regime de licitações da Lei n. 8.666/1993.

Letra d.
a) Errada. O entendimento majoritário é de que apenas as empresas públicas prestadoras de
serviços públicos que não estejam sob o regime da concorrência poderão fazer uso do regime
dos precatórios.
b) Errada. Os bens das empresas públicas são considerados bens privados, com a ressalva
de que, quando estiverem sendo utilizados em uma atividade considerada essencial à cole-
tividade, passarão a ter prerrogativas atribuídas aos bens públicos. Logo, a regra geral é a
desnecessidade de autorização legislativa para alienação dos seus bens.
c) Errada. O dever de observar o teto remuneratório para a remuneração dos seus emprega-
dos apenas ocorre com relação às empresas públicas que recebam recursos do Poder Públi-
co para o pagamento de suas despesas de pessoal ou custeio em geral.
d) Certa. Ainda que sejam pessoas jurídicas de direito privado, devem as empresas públicas,
assim como acontece com as demais entidades da Administração Indireta, observar a regra
da vedação constitucional à acumulação de cargos, empregos e funções públicas.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibili-
dade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;

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e) Errada. As empresas públicas devem obedecer às normas de licitação e contrato adminis-


trativo no que se refere às suas atividades-meio. No entanto, com a entrada em vigor da Lei n.
13.303/2016 (Lei das Estatais), esta passou a ser a norma a ser observada, de forma prepon-
derante, nas licitações e contratos destas entidades.

Questão 39 (FCC - AJ TRE SP/TRE SP/ADMINISTRATIVA/”SEM ESPECIALIDADE”/2017) A


Administração pública, quando se organiza de forma descentralizada, contempla a criação de
pessoas jurídicas, com competências próprias, que desempenham funções originariamente
de atribuição da Administração direta. Essas pessoas jurídicas,
a) quando constituídas sob a forma de autarquias, podem ter natureza jurídica de direito pú-
blico ou privado, podendo prestar serviços públicos com os mesmos poderes e prerrogativas
que a Administração direta.
b) podem ter natureza jurídica de direito privado ou público, mas não estão habilitadas a de-
sempenhar os poderes típicos da Administração direta.
c) desempenham todos os poderes atribuídos à Administração direta, à exceção do poder de
polícia, em qualquer de suas vertentes, privativo da Administração direta, por envolver limita-
ção de direitos individuais.
d) quando constituídas sob a forma de autarquias, possuem natureza jurídica de direito pú-
blico, podendo exercer poder de polícia na forma e limites que lhe tiverem sido atribuídos pela
lei de criação.
e) terão natureza jurídica de direito privado quando se tratar de empresas estatais, mas seus
bens estão sujeitos a regime jurídico de direito público, o que também se aplica no que con-
cerne aos poderes da Administração, que desempenham integralmente, especialmente poder
de polícia.

Letra d.
a) Errada. Quando constituídas sob a forma de autarquias, as entidades apenas poderão ter
natureza jurídica de direito público.

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b) Errada. As entidades que integram a Administração Indireta podem, conforme afirmado,


ter natureza jurídica de direito privado (como uma empresa pública) ou público (autarquia).
No entanto, algumas entidades podem sim desempenhar poderes típicos da Administração
Direta, como o poder de polícia. Dentre estas entidades, podemos citar as autarquias.
c) Errada. O poder de polícia não é privativo da Administração Direta, podendo ser exercido,
por exemplo, pelas autarquias.
d) Certa. As autarquias, por possuírem personalidade jurídica de direito público, podem exer-
cer o poder de polícia. Tal poder deve ser exercido dentro dos limites estabelecidos na lei de
criação da entidade.
e) Errada. O entendimento majoritário é de que as entidades de direito privado da Administra-
ção Indireta não podem fazer uso do poder de polícia.

Questão 40 (FCC – TRT-MT – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2016) Determinada autarquia do Es-


tado do Mato Grosso foi condenada a pagar indenização a um de seus servidores. Após a
condenação, utilizou-se do prazo em quádruplo para recorrer, e, na fase de execução da con-
denação, alegou a impossibilidade de arcar com a indenização por não ter patrimônio próprio.
A propósito dos fatos,
a) incorreto o prazo recursal, que é em dobro para recorrer, bem como o fundamento do patri-
mônio, pois a autarquia tem patrimônio próprio.
b) correto tanto o prazo recursal, como o argumento relativo ao patrimônio.
c) correto o prazo recursal, mas incorreto o fundamento do patrimônio, pois a autarquia tem
patrimônio próprio.
d) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é prazo simples, mas correto o fundamento do
patrimônio.
e) incorreto o prazo recursal, que, na hipótese, é em dobro, mas correto o fundamento do
patrimônio.

Letra a.
As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, sendo consideradas uma extensão do
Estado e possuindo as mesmas prerrogativas processuais que a Fazenda Pública.

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Por possuir personalidade jurídica, as autarquias possuem patrimônio próprio. Como são
uma extensão do Estado, possuem prazo em dobro para todas as suas manifestações
processuais.
Logo, estão errados os argumentos utilizados pela autarquia (ausência de patrimônio próprio
e prazo para recorrer).

Questão 41 (VUNESP - ANA LEG (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) Personalidade de di-


reito público; capacidade de autoadministração, porém sob o controle finalístico; atribuições
tipicamente públicas, como a prestação de serviço público ou a atividade de polícia adminis-
trativa; e patrimônio próprio, sujeito à fiscalização do Estado. Estas são características das
a) fundações públicas.
b) sociedades de economia mista.
c) empresas públicas.
d) autarquias.
e) permissionárias.

Letra d.
As autarquias são consideradas pessoas jurídicas de direito público integrantes da Admi-
nistração Indireta. Ainda que tenham a capacidade de autoadministração, estão sujeitas ao
controle finalístico realizado pela Administração Direta, controle este que não é hierárquico,
mas destinado a verificar se a entidade está cumprindo com suas funções institucionais.
Além disso, as autarquias apresentam patrimônio próprio estão sujeitas, assim como ocorre
com as demais entidades da Administração Indireta, à fiscalização do Estado.
As sociedades de economia mista e as empresas públicas (Letras B e C), são pessoas jurí-
dicas de direito privado. As permissionárias (Letra E) não integram a Administração Pública.
No que se refere às fundações públicas (Letra A), a doutrina entende que elas podem tanto
possuir personalidade jurídica de direito público (quando serão espécie do gênero autarquia)
quanto de direito privado.

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Questão 42 (VUNESP - ANA LEG (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) É um exemplo de en-


tidade da administração pública indireta:
a) Secretaria da Fazenda Municipal.
b) Ministério das Relações Exteriores.
c) Defensoria Pública.
d) Procuradoria Geral do Estado.
e) Empresa Pública.

Letra e.
São entidades da Administração Indireta, em nosso ordenamento jurídico, as autarquias, as
empresas públicas, as sociedades de economia mista e as fundações.
Todas as alternativas (que não a Letra E) elencam exemplos de órgãos integrantes da Admi-
nistração Direta.

Questão 43 (VUNESP - ESL (UNIFAI)/UNIFAI/2019) Suponha que um Município pretenda


instituir, vinculada a sua estrutura, uma pessoa jurídica responsável pela elaboração de pro-
jetos de infraestrutura, razão pela qual opta por criar uma empresa pública com tal propósito.
Para tanto, observa que tais entidades são dotadas de certas particularidades, que deverão
ser obedecidas no seu processo de constituição e funcionamento. A respeito do assunto, é
correto afirmar que
a) a criação da empresa pública depende de autorização legal, devendo ter o seu capital social inte-
gralizado exclusivamente por entidades componentes da Administração Pública direta ou indireta.
b) por estar submetida a um regime jurídico de direito privado, a empresa pública pode efetu-
ar, em regra, contratações de pessoal sem a prévia realização de concurso público.
c) a empresa pública deverá ser criada por lei, que conterá todos as disposições necessárias
para o seu funcionamento.
d) a empresa pública estará hierarquicamente submetida à Administração Direta, sendo o
processo de criação de entidades na administração indireta denominado de “desconcentra-
ção administrativa”.

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e) a empresa pública estará sujeita a um regime de direito privado, podendo ter o seu capital
social integralizado por particulares.

Letra a.
a) Certa. Conforme previsão constitucional, a lei específica autoriza a criação das empresas
públicas, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com as autarquias, que são criadas direta-
mente por meio de lei.

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Nas empresas públicas, a totalidade do capital deve ser, obrigatoriamente, público. Assim, a
integralização ocorre exclusivamente por entidades componentes da Administração Pública
direta ou indireta.
b) Errada. Ainda que seja uma pessoa jurídica de direito privado, a empresa pública deve, tal
como ocorre com as demais entidades da Administração Indireta, realizar concurso público
como forma de admissão de pessoal.
c) Errada. A empresa pública não é criada por meio de lei, mas sim apenas autorizada por
meio de tal diploma normativo.
d) Errada. Nenhuma das entidades da Administração Indireta está submetida hierarquica-
mente à Administração Direta. O que ocorre, apenas, é o controle finalístico.
e) Errada. Nas empresas públicas, o capital social é totalmente público, sem a possibilidade
de capital privado.

Questão 44 (VUNESP - ANA (PREF ITAPEVI)/PREF ITAPEVI/GESTÃO PÚBLICA/2019) A Ad-


ministração Pública pode ser classificada como direta e indireta. Assinale a alternativa cujas
organizações pertencem à Administração Pública indireta.
a) Organizações da sociedade civil de interesse público, autarquias e empresas.
b) Empresas de economia mista, fundações, organizações não governamentais e organiza-
ções da sociedade civil de interesse público.

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c) Autarquias, empresas públicas e fundações públicas.


d) Institutos, fundações, empresas públicas e organizações da sociedade civil de interesse público.
e) Empresas públicas, autarquias e organizações da sociedade civil de interesse público.

Letra c.
Quatro são as entidades que, em nosso ordenamento jurídico, fazem parte da Administração
Indireta, sendo elas: autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e funda-
ções públicas.
Logo, apenas a Letra C retrata, corretamente, entidades da Administração Indireta.

Questão 45 (VUNESP - ANA (PREF ITAPEVI)/PREF ITAPEVI/JURÍDICO/2019) Assinale a al-


ternativa correta a respeito das sociedades de economia mista e empresas públicas.
a) Sociedade de economia mista é Pessoa Jurídica de Direito Público, constituída por capital
público e privado, sendo maior a parte do capital público, e somente poderá ser constituída na
forma de Sociedade Anônima.
b) Somente por lei específica poderá ser criada empresa pública e autorizada a instituição de
sociedade de economia mista.
c) As empresas públicas e as sociedades de economia mista são empresas estatais, isto é, socieda-
des empresariais em que o Estado tem controle acionário e que compõem a Administração Direta.
d) Empresa pública é Pessoa Jurídica de Direito Privado, constituída por capital exclusiva-
mente público, e poderá ser constituída em qualquer uma das modalidades empresariais.
e) A exploração direta de atividade econômica pelo Estado por meio de uma empresa pública
só será permitida quando não houver empresa privada atuando na mesma área.

Letra d.
a) Errada. As sociedades de economia mista são, ao contrário do que informado, pessoas
jurídicas de direito privado.
b) Errada. São as autarquias que são criadas diretamente por meio de lei específica. Para as
demais entidades, a lei apenas autoriza a respectiva criação, conforme mandamento expres-
so na Constituição Federal:

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Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

c) Errada. As empresas públicas e as sociedades de economia mista integram a Administra-


ção Indireta, e não a Administração Direta.
d) Certa. As empresas públicas se diferenciam das sociedades de economia mista na medida
em que podem adotar qualquer uma das formas societárias admitidas pelo direito. Além dis-
so, tal entidade é constituída, diferente do que ocorre com as sociedades de economia mista,
por capital exclusivamente público.
e) Errada. De acordo com o artigo 173 da Constituição Federal, “Ressalvados os casos pre-
vistos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse
coletivo, conforme definidos em lei”.

Questão 46 (VUNESP - PAEPE (UNICAMP)/UNICAMP/PROFISSIONAL PARA ASSUNTOS AD-


MINISTRATIVOS/ADMINISTRAÇÃO/2019) Assinale a alternativa correta.
a) As sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito público e in-
tegram a administração pública direta.
b) As empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público e integram a ad-
ministração pública direta e indireta.
c) As fundações não possuem personalidade jurídica e integram a administração pública direta.
d) As empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público e privado e inte-
gram exclusivamente a administração pública direta.
e) As autarquias possuem personalidade jurídica de direito público e integram a administra-
ção pública indireta.

Letra e.
a) Errada. As sociedades de economia mista possuem personalidade jurídica de direito priva-
do. Além disso, integram elas a Administração Indireta.

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b) Errada. De forma semelhante, as empresas públicas possuem personalidade jurídica de


direito privado. Não podem elas, contudo, integrar a Administração Direta, mas sim apenas a
Administração Indireta.
c) Errada. As fundações públicas podem ter personalidade jurídica de direito público ou priva-
do, integrando, sempre, a Administração Indireta.
d) Errada. As empresas públicas apenas possuem personalidade jurídica de direito privado, e
não público. Integram elas, ao contrário do que afirmado, a Administração Indireta.
e) Certa. As autarquias, que integram a Administração Indireta, são, conforme informado, pes-
soas jurídicas de direito público.

Questão 47 (VUNESP - IFR (PREF GRU)/PREF GRU/2019) A respeito das autarquias, assinale
a alternativa correta.
a) A autarquia é uma pessoa jurídica de direito privado, criada por lei.
b) A autarquia é instituída diretamente pela lei e sua personalidade jurídica tem início com a
vigência da lei criadora.
c) A criação de autarquias decorrem do processo de desconcentração administrativa, inte-
grando essas entidades à estrutura orgânica da Administração Direta.
d) As autarquias se sujeitam, via de regra, à responsabilidade civil subjetiva.
e) As autarquias não se submetem ao regime dos precatórios ou da Requisição de Pequeno
Valor (RPV).

Letra b.
a) Errada. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, e não de direito privado.
b) Certa. De acordo com a Constituição Federal, as autarquias são criadas diretamente por
meio de lei específica.

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E como as autarquias são pessoas jurídicas de direito público, a personalidade jurídica tem
início com a vigência da lei criadora.
c) Errada. Com a desconcentração, temos a criação de órgãos públicos, e não de entidades
integrantes da Administração Indireta. A criação das entidades ocorre, diversamente, com a
descentralização.
d) Errada. A responsabilidade civil das autarquias, que são pessoas jurídicas de direito
público, é objetiva, não dependendo de dolo ou culpa do agente estatal para a respectiva
responsabilização.
e) Errada. Por intermédio do regime dos precatórios, os débitos das entidades da administra-
ção indireta dotadas de personalidade jurídica de direito público que forem apresentados até
1º de julho de um ano apenas serão pagos até o término do exercício posterior.
Como regra geral, os débitos serão pagos por meio de precatório. No entanto, para os valores
considerados de pequeno valor (assim definidos por lei) o pagamento ocorrerá por meio de
RPV.
E como as autarquias são pessoas jurídicas de direito público, estão elas sujeitas ao intitula-
do “regime dos precatórios e RPV”.

Questão 48 (VUNESP - PROC JU (CM SERRANA)/CM SERRANA/2019) A respeito da descon-


centração, é correto afirmar que
a) é sinônimo de descentralização, porém ocorre na Administração Indireta.
b) consiste na Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação do serviço
para a Administração Indireta.

c) foi vedada em recente decisão do Supremo Tribunal Federal com repercussão geral.

d) consiste na Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação do serviço


para o particular.
e) se trata de forma de repartição interna da competência atribuída à entidade estatal e dela
decorre a criação de órgãos públicos

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Letra e.
a) Errada. A desconcentração possui um sentido diferente da descentralização, uma vez que
não implica na criação de uma nova pessoa jurídica.
b) Errada. A criação de novas entidades administrativas, com a respectiva transferência de
serviços públicos, decorre da descentralização, e não da desconcentração.
c) Errada. Não há qualquer menção do STF no sentido de vedar a utilização da desconcentra-
ção, até mesmo porque é por meio desta técnica que os órgãos públicos são criados.
d) Errada. Quando o particular passa a desempenhar serviços públicos (como as concessio-
nárias e permissionárias), estaremos diante de uma das formas de descentralização admiti-
das em nosso ordenamento.
e) Certa. Com a desconcentração, temos a criação de órgãos públicos, que, em linhas gerais,
são repartições internas de competências.

Questão 49 (VUNESP - ANA PREV (PAULIPREV)/PAULIPREV/2018) A descentralização da


administração pública a partir da criação de entidades como fundações, autarquias, empre-
sas públicas e sociedades de economia mista, classificadas como administração indireta,
permitiu a ampliação das funções do Estado brasileiro a partir de órgãos com capacidades
específicas, criados para o cumprimento de determinadas atividades.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica peculiar às entidades
da administração indireta.
a) Inexigibilidade de realização de concurso público.
b) Subordinação à administração direta.
c) Personalidade jurídica própria.
d) Inexigibilidade de cumprimento da Lei n. 8.666/1993.
e) Criação a partir de decreto.

Letra c.
A questão exige dos candidatos uma característica presente em todas as entidades da Admi-
nistração Indireta.

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a) Errada. Todas as entidades da Administração Indireta devem realizar concurso público


como forma de admissão de pessoal.
b) Errada. A Administração Indireta não está subordinada à Administração Direta, mas sim
apenas vinculada ao cumprimento das atividades para as quais as entidades foram criadas.
c) Certa. Todas as entidades da Administração Indireta possuem personalidade jurídica, que
pode ser de direito público ou de direito privado. Tal característica, inclusive, diferencia as
entidades dos órgãos públicos, que, em sentido oposto, não possuem personalidade jurídica.
d) Errada. As entidades da Administração Indireta, como regra geral, estão obrigadas as se-
guir as disposições da Lei das Licitações (Lei n. 8.666).
e) Errada. As entidades não são criadas por decreto, mas sim diretamente por meio de lei
específica, que pode, nos termos da Constituição Federal, criar diretamente (autarquia) ou
autorizar a criação (demais entidades).

Art. 37, XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;

Questão 50 (VUNESP - AGAD (CM INDAIATUBA)/CM INDAIATUBA/2018) No tocante à cons-


tituição de entidades da Administração Indireta, é correto afirmar que
a) somente o Poder Executivo poderá constituir autarquias.
b) o Poder Legislativo não poderá constituir fundações.
c) o Poder Judiciário poderá constituir fundações e autarquias.
d) o Poder Legislativo somente poderá constituir autarquias.
e) o Poder Executivo não poderá constituir fundações.

Letra c.
Ainda que a Administração Indireta esteja vinculada, preponderantemente, ao Poder Execu-
tivo, nada impede que os demais Poderes da República (Legislativo e Judiciário), instituam
entidades da Administração Indireta.
Logo, tanto o Poder Executivo quanto os Poderes Legislativo e Judiciário podem criar entida-
des da Administração Indireta.

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Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e
MPU.

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