Você está na página 1de 11

ARTIGO DOI: http://dx.doi.org/10.18561/2179-5746/biotaamazonia.

v1n1p63-73

Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do


campus Marco Zero do Equador da UNIFAP

Klissia Calina de Souza Gentil1 e Cristiane Rodrigues Menezes2

1. Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas da UNIFAP. Estagiária do Laboratório de Botânica e Educação
Ambiental – LABOT. E-mail: klissia19@gmail.com
2. Mestre em Botânica. Laboratório de Botânica e Educação Ambiental. Universidade Federal do Amapá. E-mail:
(labot@unifap.br).

RESUMO: No mundo todo são conhecidas cerca de 18.000 espécies de


briófitas. Para o Brasil são citadas 3.125 espécies, distribuídas em 450
gêneros e 110 famílias. O Norte do Brasil possui 264 espécies identificadas.
Os estudos para esta região do Brasil abrangem áreas restritas e ainda são
escassos, como é caso do estado do Amapá, que se destaca por apresentar o
menor número de espécies identificadas (74 espécies), baseando-se em tal
afirmativa, o presente trabalho realizou o levantamento e a identificação
taxonômica de briófitas do Campus Marco Zero do Equador, da
Universidade Federal do Amapá, fazendo a analise de espécies
bioindicadoras de perturbação ambiental. A Coleção de briófitas com 25
espécies das 122 amostras analisadas foram devidamente acondicionadas no
herbário didático do Laboratório de Botânica, da universidade, distribuídas
nas seguintes famílias: Calymperaceae, Dicranaceae, Fissidentaceae,
Leucobryaceae, Leucomiacea, Pottiaceae e Sematophyllaceae, apresentando
prováveis 03 novas ocorrências para o estado. Neste trabalho observou-se a
carência de estudos de briófitas.

Palavras-chave: Calymperaceae; Leucobryaceae; Sematophylaceae.

ABSTRACT: Survey of bryophytes bioindicators of environmental


campus disruption of Ecuador's Marco Zero UNIFAP. Worldwide there
are approximately 18,000 species of bryophytes. For Brazil were cited 3,125
species belonging to 450 genera and 110 families. The North Brazil has 264
species identified. Studies in this region of Brazil cover limited areas and
are still scarce, as is the case of Amapa, which stands out due to the lower
number of identified species (74 species), based on this assertion, this
paper carried the survey and taxonomic identification of bryophytes from
the Campus Ground Zero Ecuador, Federal University of Amapá, making
the analysis of bioindicators of environmental disturbances. The collection
of 25 species of bryophytes with 122 samples have been properly stored in
the herbarium of the Laboratory textbook of Botany, University,
distributed in the following families: Calymperaceae, Dicranaceae,
Fissidentaceae, Leucobryaceae, Leucomiacea, and Pottiaceae
Sematophyllaceae, featuring 03 new cases likely to state. In this study, the
lack of studies of bryophytes.

Keywords: Calymperaceae; Leucobryaceae; Sematophylacea.

Biota Amazônia Macapá, v. 1, n. 1, p. 63-73, 2011


Disponível em http://periodicos.unifap.br/index.php/biota
Esta obra está licenciada sob uma Licença
Creative Commons Attribution 4.0 Internacional Submetido em 06 de Dezembro de 2010 / Aceito em 16 de Fevereiro de 2011
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

1. Introdução naquelas de altitude superior a 1.500


m.s.m (GRASDTEIN et al., 2001);
As briófitas são o segundo maior grupo
(RAVEN et al., 2001).
de plantas terrestres do planeta e
Algumas espécies suportam
constituem parte importante da
temperaturas abaixo de 0OC e, outras,
biodiversidade total de plantas na região
climas áridos e semi-áridos; algumas são
neotrópica; nesta área, o grupo totaliza
flutuantes em lagos e açudes e outras
aproximadamente um 1/3 das espécies de
podem viver submersas; contudo não são
plantas amplamente distribuídas pelo
encontradas em água salgada. Colonizam
planeta. O Brasil, maior país da região
larga faixa de substratos naturais, como
neotrópica, apresenta rica brioflora. Cerca
troncos, ramos galhos (corticícolo “vivo”
de 78% das espécies de briófitas ocorrem
ou epíxilo “morto”) e folhas (epifilo), além
no neotrópico e 24 % de Briófitas ocorrem
de solos (terrícolos), rochas (rupícolos),
no globo terrestre (GRADSTEIN et al.,
fungos não linquenizados (epimicontes) e
2001).
substratos artificiais (casmófito), (BATES,
São conhecidas mundialmente cerca de
2000; SCHOFIELD, 1985).
18.000 espécies; para o Brasil são citadas
As briófitas são plantas com grande
3.125 espécies, distribuídas em 450
potencial bioindicador (uma das principais
gêneros e 110 famílias, segundo Yano
importâncias ecológicas das briófitas),
(1996). Para o Norte do Brasil são citadas
estando diretamente relacionadas com a
264 espécies. Os estudos de briófitas para
qualidade do ar e alterações decorrentes da
algumas regiões do Brasil ainda são
urbanização, mesmo existindo vários
escassos ou abrangem áreas restritas, como
métodos que permitem avaliar a
é o caso da região Norte. Essas lacunas de
concentração e efeitos contaminastes no
conhecimento não permitem um maior
meio ambiente, a bioindicação tem sido o
embasamento para discutir a riqueza de
método mais usado nas últimas décadas.
espécies entre diferentes regiões brasileiras
(FILGUEIRAS, 1993).
com detalhes (SHEPHERD, 2003). Na
De acordo com Lisboa e Ilkiu-Borges
região Norte, o estado do Amapá destaca-
(2001), as briófitas em alguns habitats
se pela pequena quantidade de
assimilam e estocam muito mais carbono
informações a respeito da sua brioflora. É o
que todo o caule das árvores, liberando
estado que apresenta o menor número de
para a atmosfera muito mais oxigênio;
espécies identificadas (74 espécies) e
controlam a erosão do solo, a umidade do
apenas quatro publicações, (YANO et al.,
ar, inundações; são bons indicadores
1988), (CHURCHILL, 1998),
ambientais, como da qualidade do solo em
GRADSTEIN et al., 2003) e (LISBOA et
florestas, das condições de pH, da presença
al., 2006).
de cálcio, da altitude, de depósitos
As briófitas são componentes principais
minerais, como minérios do cobre, zinco,
em tundras, tufeiras e durante curtos
ferro e chumbo, de fontes de enxofre, de
períodos em comunidades sucessivas e
poluição da água e de poluição do ar.
efêmeras. Já em florestas temperadas são
Diante dos dados e dificuldades
elementos conspícuos, principalmente
anteriormente apresentadas este trabalho
sobre o solo onde formam densos tapetes;
visou realizar o levantamento, identificação
nas regiões tropicais como é caso do Brasil,
taxonômica e armazenamento de briófitas
exibem sua maior exuberância e
do Campus Marco Zero do Equador, da
diversidade em florestas úmidas, sobretudo

Biota Amazônia 64
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

Universidade Federal do Amapá, fazendo georeferenciada por trabalhos anteriores


analises das briófitas indicadoras de apresenta aproximadamente seis hectares.
ambientes perturbados por intermédio da A mata localiza-se numa depressão, onde
distribuição dos grupos briocinecologicos e há maior retenção de água, possuindo um
por fim a criação de uma coleção didática excelente potencial de espécimes frutíferas,
para manuseio de cunho cientifico do ornamentais, medicinal e a presença de
Curso de Ciências Biológicas da populações de pequenos mamíferos,
Universidade Federal do Amapá. insetos, répteis, anfíbios, aranhas e aves.

2. Materiais e métodos

2.1. Área de trabalho


Esse estudo se deteve ao Campus da
Universidade Federal do Amapá
(UNIFAP), localizado na rodovia
Juscelino Kubitschek de Oliveira, km 02, Figura 2. A) Imagem de satélite da Zona da
Mata do Sussurro. Google Earth (2008); B)
Bairro Marco Zero do Equador, na cidade
Imagem da trilha principal da Mata do
de Macapá, com área de 906.722,44 m2, Sussurro. Fonte: GENTIL (2009).
caracterizada como zona de transição,
internamente a vegetação local possui 2.2. Métodos
presença de árvores de grande e pequeno
porte (MENEZES et al., 2006). A área do No primeiro momento houve o
campus está dividida em cinco zonas levantamento de literaturas. As coletas
interligadas por trilhas com as seguintes foram feitas na mata do Sussurro com uma
identificações: Estéril, Cerradão, Área distância de oito metros para cada lado das
Construída, Mata do Sussurro, Sitio trilhas e coletas aleatórias, foram realizadas
Arqueológico (MORAES, 2006) (Figura 1). nove coletas no Campus, quatro em
período seco e cinco em período chuvoso
de Setembro de 2008 a Abril de 2009. As
técnicas de coletas, preservação e
herborização foram baseadas em Yano
(1984). As classificações dos grupos
cinecológicos foram realizadas baseadas em
Schofield (1985) e Bates (2000), como
corticícola, epíxila, rupícola, terrícolo e
epifila
No segundo momento foram realizados
os tratamentos dos dados. A identificação e
Figura 1. Foto aérea do Campus da UNIFAP confirmações foram realizadas de acordo
com a identificação da divisão das zonas. A: com os trabalhos de Buck (2000),
Sítio Arqueológico; B: Mata do Sussurro; C:
Gradstein (2001), Griffin III (1979);
Área Construída; D: Cerradão; E: Estéril.
Fonte: Google Earth, adaptado por MORAES Lisboa (1993); Lisboa e Ilkiu – Borges
(2006). (1995; 1996; 1997; 2001); Lisboa e Maciel
(1994; 1999); Ilkiu-Borges e Lisboa (2002);
A coleta de briófitas foi realizada na Ilkiu-Borges et al. (2004); Sharp et al.
Mata do Sussurro (Figura 2) que

Biota Amazônia 65
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

(1994); Yano e Câmara (2004).Yano e


Mello (1992).
O sistema de classificação adotado foi
baseado em Goffinet et al. (2009) para
Briophyta. Na identificação dos filos foi
necessária a observação das amostras em
lupa microscópica, posteriormente para
identificação dos táxons restantes são
confeccionadas e analisadas as lâminas para
descrições morfológicas em microscópio
óptico. Figura 3. Número de amostras por local de
O material descrito e classificado foi coleta e coletores. (CCP) Coleta do Campus-
incorporado ao herbário do laboratório de Projeto; (CCA) Coleta do Campus-
botânica acondicionados em caixas de Acadêmicos; (CUL) Coleta de Áreas Urbanas-
papel craft com aproximadamente dez Laboratório de Botânica da UNIFAP.
envelopes cada, contendo amostras GENTIL (2009).
identificadas, as descrições dos indivíduos A coleção foi armazenada no
coletados são registradas em uma ficha de Laboratório de Botânica (criada para fins
identificação na qual são anotados os de consultas de acadêmicos do Curso de
táxons, número de registro, características Ciências Biológicas, da Universidade
dos indivíduos, coletor, local de coleta e Federal do Amapá). O Filo identificado no
grupos briocinecologicos entre outras material analisado foi Briophyta obtendo-
informações. se identificação taxonômica da maioria do
material em nível específico e todas as
3. Resultados amostras identificadas a nível genérico. O
Foram identificadas 25 espécies das 122 único registro de coleção de briófitas
amostras analisadas, as quais estão depositada no estado do Amapá, além da
distribuídas nas seguintes famílias: coleção do Laboratório de Botânica da
Calymperaceae, Dicranaceae, Fissidentaceae, UNIFAP, são os materiais botânicos
Leucobryaceae, Leucomiacea, Pottiaceae, cadastrados no herbário do Instituto de
Sematophyllaceae e Thuidiaceae, divididas Estudos e Pesquisas do Estado do Amapá
em 75 coletas do campus durante o projeto (IEPA), com 81 amostras, e duplicatas no
de pesquisa, 25 coletas também do Herbário Paraense Emílio Goeldi,
campus, entretanto realizadas por instituição de referências em taxonomia de
acadêmicos e as 22 coletas restantes de briófitas para o Norte do Brasil e
áreas urbanas próximas ao campus da conseqüentemente para a Amazônia.
universidade, armazenadas no Laboratório (LISBOA et al., 2006).
de Botânica, identificadas no período da Os musgos acrocárpicos tiveram menor
execução do projeto (Figura 3). ocorrência com apenas 43 amostras
apresentando quatro famílias com está
características morfológicas: Calymperaceae
(06 espécies), Dicranaceae (01 gênero),
Fissidentaceae (01 gênero), Leucobriacea (03
espécies), Pottiaceae (02 espécies). Os musgos
pleurocárpicos identificados foram 79,

Biota Amazônia 66
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

maior quantidade de amostras, distribuídas LISBOA, 2003). Ainda para o Brasil há


em três famílias sendo respectivamente às alguns trabalhos que referem-se a briófitas
seguintes: Leucomiacea (01 espécie), que crescem nas áreas urbanas e para todos
Thuidiaceae (02 espécies) e são citados a família Calymperaceae,
Sematophyllaceae (09 espécies). (Tabela 1- Leucobryaceae e Sematophyllaceae como
em anexos). predominante a ambientes perturbados
Os exemplares de famílias coletados e (BASTOS e YANO, 1993; HELL, 1969;
identificados do campus foram os LISBOA e ILKIU-BORGES, 1995;
seguintes: Calymperaceae, Dicranaceae, VISNADI e MONTEIRO, 1990;
Fissidentaceae, Leucobryaceae, VISNADI e VITAL, 1997).
Leucomiaceae, Pottiaceae, Thuidiaceae e A fragmentação de florestas tropicais é
Sematophyllaceae (Tabela 2-em anexos). um processo decisivo que leva à perda de
As famílias Calymperaceae, Leucobryaceae diversidade e extinção de espécies
e Sematophyllaceae foram coletas em (KAGEYAMA e LEPSCH-CUNHA,
grande número tanto em área urbana 2007). Após a fragmentação, o ambiente é
como no campus da Universidade Federal alterado em seu microclima, na dinâmica
do Amapá. De acordo com trabalhos das comunidades, na diversidade de
publicados para o Amapá por Yano & espécies e na abundância original de suas
Lisboa (1988); Churchill (1998); Gradstein populações, que podem aumentar
& Costa (2003) e Lisboa et al. (2006), os diminuir ou extinguir - se localmente
seguintes gêneros não são citados para o (RICKLEFS, 1993). Assim, um modo de
estado, podendo ser prováveis novas detectar e monitorar os padrões de
ocorrências de gêneros: Campylopus sp; mudança na biodiversidade provocados
Pyladelpha sp. e Tortula sp. por ações humanas é utilizar espécies, ou
Comparando os indivíduos estudados grupo de espécies, que funcionam como
com trabalho de Yano e Câmara (2004), bioindicadoras de degradação ambiental
realizado em Manaus em áreas urbanas, (SANTOS et al., 2006).
pôde-se observar que as famílias Segundo Gradstein et al. (2001), as
Calymperaceae, Leucobryaceae e florestas secundárias com maior
Sematophyllaceae são típicas de ambientes diversidade florística podem reter de 50–
perturbados, principalmente o gênero 70% das espécies de briófitas das florestas
Calymperes. não perturbadas, ressaltando, portanto, a
Pela utilização humana, foram importância da conservação destes
encontradas diversas espécies de musgos ecossistemas para a sobrevivência dessas
típicas de ambientes alterados. Dentre espécies. Zartman (2003), ao estudar a
estas, Calymperes palisotii, brioflora epifila e fragmentos na Amazônia
Octoblepharum albidum var. albidum, O. Central, ele confirma que as Briófitas são
pulvinatum, Sematophyllum. subsimplex e negativamente afetadas pela fragmentação
Taxithelium planum, são tolerantes a do hábitat e sugere que o tamanho crítico
grandes intensidades de luz, altas do fragmento para a preservação da sua
temperaturas e poluição do ar, o que lhes composição, riqueza e diversidade situa-se
dá uma amplitude ecológica muito grande entre 10 e 100 hectares, comprovando
(LISBOA e ILKIU-BORGES, 1996; assim a credibilidade do presente trabalho
LISBOA e ILKIU-BORGES, 2001; de pesquisa que apresenta uma área de
PORTO e BEZERRA, 1996; SANTOS e aproximadamente (6) hectares, não

Biota Amazônia 67
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

apresentando composição, riqueza e masculinos e das células produtoras de


diversidade de espécies epifilas. esporos as quais na presença de água
No período seco de Setembro a reidratam-se permitindo a reprodução (o
Outubro foram realizadas quatro (04) anterozóide nada até o arquegônio por
coletas com apenas vinte dois (22) intermédio de uma película continua de
indivíduos coletados como espaço água). (RAVEN et al., 2001). Outro fator é
amostral, havendo ocorrências das que a ausência de sistema vascular e de
seguintes famílias: Leucobryaceae, cutícula as torna sensíveis às alterações do
Sematophyllaceae e Thuidiaceae. A família micro clima e aos fluídos e poluentes
Sematophyllaceae teve maior ocorrência ambientais tornando-as plantas de
neste período. No período chuvoso de estimável importância no sensoriamento
Março a Maio foram realizadas cinco (05) de perturbações do hábitat
coletas com cinqüenta e três (53) (HALLINBACK e HODGETTS, 2000;
indivíduos, representados pelas seguintes SCHOFIELD, 1985).
famílias: Calymperaceae, Fissidentaceae, O grupo cinecológico que apresentou
Leucobryaceae, Leucomiacea, maior ocorrência foi corticícolo com 55%
Sematophyllaceae e Thuidiaceae. As para as famílias Sematophylaceae,
famílias que tiveram maior ocorrência no Calymperaceae e Leucobryaceae. O
período chuvoso foram Calymperaceae, segundo grupo foi Epíxilo com 23% para
Sematophyllaceae e Thuidiaceae. Havendo as famílias Leucobryaceae e
ocorrência das famílias Leucobryaceae, Sematophylaceae. Terceiro foi rupícolo
Sematophyllaceae e Thuidiaceae nos dois com apenas 15 % para as famílias
períodos de coletas. (Figura 4). Potiaceae, Thuidiaceae e Sematophylaceae
e por fim 7% para terrícolo as famílias
Fissidentaceae e Dicranaceae. (Figura 5).

Figura 4. Gráfico de incidência de exemplares


dos períodos seco e chuvoso do da Zona da
Mata do Sussurro GENTIL (2009)
O menor número de amostras coletadas
foi no período seco visto que as briófitas
apresentam dificuldade de reprodução na Figura 5. Gráfico da distribuição dos Grupos
ausência de água, enquanto que maior Briocinecológico. Corticícolo (tronco de
árvore vivo); Epíxilo (Tronco de árvores
quantidade de amostras em período
morto); Rupícolo (Rocha) e Terrícolo (Solo).
chuvoso deve-se ao foto de possuírem uma
GENTIL (2009).
camada externa estério ao redor das células
protetora dos gametângios femininos e

Biota Amazônia 68
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

A família Calymperaceae apresenta 4. Conclusão


tronco de árvore vivo (Corticícolo) como As ausências de plantas epíxilas indicam
substrato ambiental; Dicranaceae e distúrbios no ecossistema. Os táxons que
Fissidentaceae, Terrícolo (solo); a família colonizam exclusivamente folhas têm esta
Leucobryaceae tem como substratos preferência confirmada em literaturas, o
ambientais tronco de árvore vivo mesmo ocorre com táxons típicos de
(Corticícola) e tronco de árvore morto troncos vivos, estes dados sugerem que
(Epíxilo); Leucomiaceae, corticícolo; ausência de epifilas e grandes quantidades
Pottiaceae, apenas rochas (rupícolo); de corticícolas na Zona da Mata do
Sematophyllaceae, corticícolo (troncos Sussurro, é devido à perturbação do
vivos) e epíxilo (troncos mortos) e ecossistema primário.
Thuidiaceae apenas rupícolo (rochas) As amostras coletadas anteriormente
(Tabela 3-em anexos).
por acadêmicos do Curso de Ciências
De acordo com Richards (1984); Biológicas foram devidamente
Germano et al. (1998) em florestas identificadas e classificadas. O trabalho
tropicais úmidas, as briófitas podem ser comprova a carência de estudos da Divisão
classificadas de acordo com o substrato Briophyta com prováveis três ocorrências
ocupado em epífilas (colonizadoras de para Estado do Amapá em apenas nove
folhas), epífitas (de troncos vivos) e hectares estudados de fragmento de
epíxilas (de troncos mortos), afirmam que floresta tropical no Campus da
os troncos vivos seguidos por troncos Universidade Federal do Amapá.
mortos, são os preferidos para o
estabelecimento das briófitas, isto pode ser 5. Agradecimento
observado nos resultados do trabalho
(Figura 6), onde não foram encontradas Ao Laboratório de Botânica e Educação
nas coletadas espécies epífilas. Ambiental (LABOT) da Universidade
A ausência de espécies epífilas pode ser Federal do Amapá, e ao Programa
explicada por estas serem consideradas de Institucional de Iniciação Científica
‘sombra’ e particularmente vulneráveis a (PROBIC) pela cedência de Bolsa de
distúrbios no ecossistema, estando entre as Iniciação Científica para execução da
primeiras briófitas a desaparecer e terem pesquisa.
suas riquezas e abundâncias reduzidas com
6. Referências bibliográficas
a perturbação do hábitat quando a
cobertura das florestas é aberta BASTOS, C. J. P. & Yano, O. Musgos da zona
urbana de salvador, Bahia, Brasil: Hoehnea 20(1/2):
(GRADSTEIN, 1997; 2001). Em
23-33,1993.
vegetações abertas onde há insolação BATES, J.W. Mineral nutrition substratum ecology
intensa, as briófitas são encontradas and pollution. Pp. 248-299. In: J.A. Shaw & B.
preferencialmente colonizando casca ou Goffinet (Ed.). Bryophyte Biology. Chapman &
tronco de árvores e arbustos e fendas das Hall, London: 2000.
rochas, ou seja, em locais onde há alguma BUCK, W.R. Plerocarpous mosses of the West
proteção contra uma rápida dessecação. Indies. Memoirs of the New York Botanical
Garden:, 82: 1-400, 1998.
Finalmente, epíxilas parecem ser apenas
CERQUEIRA, G.R. Levantamento da brioflora de
mais ameaçadas que as terrícolas (VANA, um trecho de floresta ombrófila aberta no campus
1996). José Ribeiro Filho, Porto Velho, Rondônia, Brasil.
Porto Velho, Fundação Universidade Federal de
Rondônia, 40 p. 2008.
Biota Amazônia 69
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

CHURCHILL S. P. Catalog of Amazonian KAGEYAMA, P. & LEPSCH-CUNHA, N.M.


Mosses. Missouri Botanical Garden, Box 299, St. 2001. Singularidade da Biodiversidade nos
Louis, USA. 1998) Trópicos. In: GARAY, I.E.G. & DIAS, B.F.S.
FILGUEIRAS, T. S. & PEREIRA, B. A. S. Briófitas (Eds.). Conservação da Biodiversidade em
in Flora do Distrito Federal. Pp. 364-366. In: (M. Ecossistemas Tropicais. Rio de Janeiro: Editora
N. Pinto, org.). Cerrado: Caracterização Ocupação Vozes. p. 199- 214. Revista Brasileira de
e Perspectivas, 1993. Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 2, 243-245, jul.
GERMANO, S.R. & PÔRTO, K.C. Briófitas 2007.
epíxilas de uma área remanescente de floresta LISBOA, R. C. L. Musgos Acrocárpicos do Estado
atlântica (Timbaúba, PE, Brasil). 2. Lejeuneaceae. de Rondônia. Coleção Adolpho Ducke. Boletim
Acta botanica brasilica 12(1): 53-66, 1998. Museu Paraense Emílio Goeldi. 272, 1993.
GRIFFIN III, D. Guia Preliminar para as Briofitas LISBOA, R. C. L. Musgos (Bryophyta) e hapáticas
freqüentes de Manaus e Adjacentes. Manaus: (Marchantiophyta) da zona costeira do Estado de
INPA. Acta Amazônica. Vol. 9 (3). 6, 1979. Amapá, Brasil. 2006
GRADSTEIN, S.R. The taxonomic diversity of LISBOA, R. C. L. & ILKIU – BORGES, A. L.
epiphyllous bryophytes. Abstracta Botanica 21(1): Diversidade das Briófitas de Belém (PA) e seu
15-19, 1997. potencial como indicadoras de poluição urbana.
GRADSTEIN, S.R.; et al. How do sample the Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, série
epiphytic diversity of tropical rain forests. Botânica 11 (2):199-225, 1995.
Ecotropica 2: 59-72, 1996. LISBOA, R. C. L. & ILKIU –BORGES, F.
GRADSTEIN, S.R. et al. Guide to the Bryophytes Briófitas da Serra dos Carajás e sua possível
of Tropical 143 America. Memoirs of the New utilização como indicadoras de metais. Boletim do
York Botanical Garden 86: 1-577, 2001. Museu Paraense Emílio Goeldi, série Botânica. 12
(2): 161-181, 1996.
GRADSTEIN, S. R. et al. Hepáticas e Antoceros
do Brasil. New York: Memoirs of the New York LISBOA, R. C. L. & ILKIU – BORGES, A. L. A
Botanical Garden, 1-318, 2003 Família Sphachnobryaceae (Bryophyta) no Estado
do Pará. Boletim do Museu Paraense Emílio
GOFFINET, B. et al Morphology and
Goeldi, série Botânica. 13 (2): 103:110, 1997.
classification of mosses. In Bryophyte Biology.
Shaw, A.J. & Goffinet, B. (eds). Cambridge LISBOA, R. C. L. & ILKIU – BORGES, A. L.
University Press: 1-123, 2009. Briófitas de São Luis do Tapajós, município de
Itaituba, com novas adições para o Estado do Pará.
HALLINBACK, T & HODGETTS, N.
Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, serie
(compilers) Mosses, Liverworts and Hoernworts.
Botânica 17 (10): 75-91, 2001.
Status Survey and Conservation Action Plan for
Bryophytes. Bryophyte Specialist Group. LISBOA, R.L, & MACIEL, U. N. Musgos da Ilha
Cambridge: IUCN. 160, 2000. de Marajó I - Afuá, Pará. Boletim do Museu
Paraense Emilio Goeldi, série Botânica 1(1): 43-56,
HELL, K. G.. Briófitas talosas dos arredores da
1994.
cidade de São Paulo (Brasil). Boletim de Botânica
da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da LISBOA, R.L, & MACIEL, U. N. Musgos da Ilha
Universidade de São Paulo 335(25): 1-187, 1969 de Marajó II - Afuá, Pará. Boletim do Museu
Paraense Emilio Goeldi, série Botânica 29(2): 201-
ILKIU-BORGES, A. L. & LISBOA, R. C. L. Os
206, 1999.
gêneros Lejeunea e Microlejeunea (Lejeuneaceae)
na estação científica Ferreira Penna, estado do Pará, MENEZES, C. R.; NOBRE, F. R. O paisagismo
Brasil, e novas ocorrências, Belém, Acta Amazonica no Campus Marco Zero do Equador da UNIFAP:
32(4): 541-553, 2002. diagnóstico preliminar das espécies existentes. In:
57º Congresso Nacional de Botânica, 2006,
ILKIU- BORGES, A. L.; TAVARES, A. C.C.;
Gramado/RS. 2006
LISBOA, R.C.L.. Briófitas da Ilha de
Germoplasma, reservatório de Tucuruí, Pará, MORAES, M. C. N. Implementação de trilhas
Brasil. Acta Botânica Brasílica 18 (3): 689-692, interpretativas para a educação ambiental no
2004. campus Marco Zero do Equador da UNIFAP.
Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em
JOLY, A. B.. Botânica: introdução à taxonomia
Ciências Biológicas) - Universidade Federal do
vegetal. São Paulo. Ed. Nacional.134-186, 1993
Amapá, 2004.

Biota Amazônia 70
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

MORAES, E. N. R.; LISBOA, R. C. L. Musgos VISNADI, S. R. & MONTEIRO, R. Briófitas da


(Bryophyta) da Serra dos Carajás, estado do Pará, cidade de Rio Claro, Estado de São Paulo, Brasil.
Brasil. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciências Hoehnea 17(1): 71-84, 1990.
Naturais, Belém, v. 1, n. 1, p. 39-68, jan-abr, 2006. VISNADI, S. R & VITAL, D. M. Bryophytes from
PALMIERI, H. E.L. et al. Briófitas como greenhouses of the Institute of Botany, São Paulo,
bioindicadores de Hg, As, Sb e elementos terras Brazil. Lindbergia 22: 44-46, 1997.
raras na Estação Ecológica do Tripuí, Ouro Preto, VITAL, D. M. & VISNADI, S. R. Bryophytes of
Minas Gerais. Ouro Preto, Sociedade Brasileira de Rio Branco municipality, Acre, Brazil. Tropical
Química (SBQ), 1999. Bryology 9: 69-74, 1994.
PÔRTO, K. C. & Bezerra, Mª F. A. Briófitas da YANO, O. Distribuição Geográfica de
caatinga. 2. Agrestina PE. Acta botanica brasilica Leucobryaceae (Bryopsida) na Amazônia. Acta.
10(1): 93-102, 1996. Amazonica 12(2):307-321, 1982.
RAVEN, F.H. et al. Biologia Vegetal. 6ª ed. Ed. YANO, O. Briófitas. Pp. 27-30. In: O. Fidalgo & V.
Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 2001. Bononi (coord.). Técnicas de coleta, Preservação e
RICHARDS, P.W. The ecology of the tropical Herborização de Material botânico. Série
forest bryophytes. Pp. 1233-1270. In: R.M. Documentos, Instituto de Botânica de São Paulo,
Schuster (Ed.). New Manual of Bryology. The 1984.
Hattori Botanical Laboratory, Nichinan, 1984. YANO, O. A checklist of brazilian bryophytes.
RICKLEFS, R.M. A Economia da Natureza. Rio de Boletim do Instituto de Botânica 10: 47-232, 1996.
Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A. 505, 1993. YANO, O.; CÂMARA, P. E. A. S. Briófitas de
SANTOS, M.S. et al. Riqueza de formigas Manaus, Amazonas, Brasil. Manaus: Acta
(Hymenoptera, Formicidae) da Serrapilheira em Amazonica. Vol. 34(3) 2004: 445 – 457, 2004.
Fragmentos de Floresta Semidecídua da Mata YANO, O. & LISBOA, R. C. L. Briófitas do
Atlântica na Região do Alto do Rio Grande, MG, Território Federal do Amapá, Brasil. Boletim do
Brasil. Lheringia 96(1): 95-101, 2006. Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Botânica 4:
SANTOS, R. C. P dos & LISBOA, R. C. L. 243-270, 1988.
Musgos (Bryophyta) do Nordeste paraense Brasil-1 YANO, O. & MELLO, Z. R. Briófitas novas para o
Zona Bragantina, Microrregião do Salgado e Estado de Roraima, Brasil. Acta Amazonica. 22: 23-
Município de Viseu. Acta Amazonica 33 (3) 415- 50, 1992.
422, 2003. ZARTMANN, C.E. Habitat, Fragmentation
SANTOS, R. C. P dos & LISBOA, R. C. L.. Impacts on Epiphyllous Bryophyte. Communities
Musgos (Bryophyta) do Nordeste paraense Brasil-1 in Central Amazônia. Ecology 84(4): 948-954,
Zona Bragantina, Microrregião do Salgado e 2003.
Município de Viseu. Boletim do Museu Emilio ZARTMAN, C. E; ILKIU-BORGES, A.L. Guia
Goeldi; série Botânica. Vol. 7 (2) 05-10, 2003. para as Briofitas Epífilas da Amazônia Central.
SCHOFIELD, W. B. Introduction to Bryology. Manaus: INPA, 140, 2007.
Macmillan Publishing Company. 431, 1985.
SHARP, A.J.; Crum, H. & Eckel, P.M. The moss
flora of Mexico I e II. Memoirs of the New York
Botanical Garden 69(1-2): 1-1113, 1994.
SHEPDER, G. J. Conhecimento de Diversidade de
Plantas Terrestres do Brasil. Relatório final
entregue ao Departamento de Botânica do Instituto
de Biologia, UNICAMP. 1-54, 2000.
SOUZA, A. P. S.; LISBOA, R. C. L. Aspectos
florísticos e taxonômicos dos musgos do município
de Barcarena, Bol. Mus. Paraense. Emílio Goeldi.
Ciências Naturais, Belém, v. 1, n. 1, p. 81-104, jan-
abr, 2006.
VANA, J. Notes on the Jungermaniineae of the
World. Anales del Instituto de Biologia, ser.
Botanica 67: 99-107, 1996.

Biota Amazônia 71
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

7. Anexos

Tabela 01: Classificação Morfológica segundo Sharp (1994). (*) Indicam prováveis
novas ocorrências.
Família Espécies Acrocárpicos Pleurocárpicos
Calymperes palisotii ssp richardii (C. Mull) S.
CALYMPERACEAE X
Edwards
DICRANACEAE Campylopus sp. X
FISSIDENTACEAE Fissidentes SP X
Octoblepharum albidum (Dozy & Molk.) Mitt
LEUCOBRYACEAE Octoblepharum pulvinato (Dozy e Molk.) Mitt X
Octoblepharum SP
Tortula sp
POTTIACEAE X
Hyophila involuta (Hook.) Jaeg
Trichosteleum fluviale (Mitt.) Jaeg
Trichosteleum sp.
Taxithelium porturicense (Brid.) Mitt.
SEMATOPHYLLACEAE
Taxethelium planum (Brid.) Mitt X
Taxithelium sp.
Sematophyllum subsimplex (Hedw.) Mitt.
Sematophyllum subpinatum (Brid.) Britt
Pyladelpha sp.
Thuidium sp.
THUIDIACEAE X
Cyrto-hypnum sp.

Tabela 02: Classificação Taxonômica segundo o sistema de classificação de Buck e Goffinet (2000);
(*) Representa as famílias indicadoras de ambientes perturbadas.
Ordem Família Gênero Espécie
FISSIDENTALES FISSIDENTACEAE Fissidentes Fissidentes sp.
DICRANALES LEUCOBRYACECE* Octoblepharum Octoblepharum albidum (Dozy & Molk.) Mitt;
Octoblepharum pulvinato (Dozy e Molk.) Mitt.
Octoblepharum sp.
DICRANACEA Campylopus Campylopus sp.
POTTIALES CALYMPERACEAE* Calymperes Calymperes erosum CMull
Calymperes lonchophyllum Schwagr
Calymperes palisotii ssp richardii (C. Mull) S.
Edwards
Calymperes platyloma Mitt
Syrrhopodon Syrrhopodon sp
POTTIACEAE Tortula Tortula sp
Hyophila Hyophila involuta (Hook.) Jaeg
HYPNALES THUIDIACEAE Thuidium Thuidium sp.
Pelekium Pelekium schistocalix (Mull. Hall.) W. R. Buck
& H. A. Crum.
SEMATOPHYLLACEAE* Pterogonidum Pterogonidum pulchellum (Hook) Mull. Hal
Pyladelpha Pyladelpha sp
Sematophyllum Sematophyllum subsimplex (Hedw.) Mitt.
Sematophyllum subpinatum (Brid.) Britt
Sematophyllum sp
Taxithelium Taxithelium concavum (Hook) Spruce
Taxithelium planum (Brid.) Mitt
Taxitheliumum sp
Trichosteleum Trichosteleum horschuchii (Hamp.) A. Jaeger
Trichosteleum papilosum (Hornschii)
LEUCOMIACEAE Leucomium strumosun (Hornsch.) Mitt

Biota Amazônia 72
Levantamento de briófitas bioindicadoras de perturbação ambiental do campus Marco Zero da UNIFAP

Tabela 3: Classificação dos Grupos Cinecológicos de acordo com os substratos ambientais. Schofield
(1985) e Bates (2000).
Família e espécies Corticícolo Epíxilo Rupícolo Terrícolo
CALYMPERACEAE
Calymperes erosum CMull X
Calymperes lonchophyllum Schwagr X
Calymperes palisotii ssp richardii (C. Mull) S. Edwards X
Calymperes platyloma Mitt
Syrrhopodon sp

DICRANACEAE
Campylopus sp.
X
FISSIDENTACEAE
Fissidentes sp
X
LEUCOBRYACEAE
Octoblepharum albidum (Dozy & Molk.) Mitt X X
Octoblepharum pulvinato (Dozy e Molk.) Mitt X X
Octoblepharum sp X X
LEUCOMIACEA
Leucomium strumosun (Hornsch.) Mitt
X
POTTIACEAE
Tortula sp. X
Hyophila involuta (Hook.) Jaeg X

SEMATOPHYLLACEAE
Pterogonidum pulchellum (Hook) Mull. Hal X X
Pyladelpha sp X X
Sematophyllum subsimplex (Hedw.) Mitt. X X
Sematophyllum subpinatum (Brid.) Britt X X
Sematophyllum sp X X
Taxithelium concavum (Hook) Spruce X X
Taxithelium planum (Brid.) Mitt X X
Taxitheliumum sp X X
Trichosteleum horschuchii (Hamp.) A. Jaeger X X
Trichosteleum papilosum

THUIDIACEAE
Thuidium sp. X
Pelekium schistocalix (Mull. Hall.) W. R. Buck & H. A. Crum. X

Biota Amazônia 73

Você também pode gostar