PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS

CF: 145 a 162 e 195 CTN: a partir do artigo 97. www.professorsabbag.com.br

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PRINCÍPIOS são LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. Estão previstos nos artigos 150, 151 e 152 CF. Desrespeito ao princípio resulta em fenômeno de INCONSTITUCIONALIDADE. Princípios são endereçados à União, Estados, DF e Municípios. Estarão, assim, atrelados aos tributos de todas esferas federativas. Tributo é um poder que emana da SOBERANIA ESTATAL. É caracterizado pela atuação de entes tributantes sobre os entes tributados. Os entes tributantes são a União, Estados, DF e Municípios. Também são chamados de ENTIDADES IMPOSITORAS ou FISCO. Eles ocupam o pólo ativo da relação jurídica tributária. O tributo é um fenômeno COMPULSÓRIO, é obrigatório. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE TRIBUTÁRIA

Art. 150 CF. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - EXIGIR ou AUMENTAR TRIBUTO sem LEI que o estabeleça; Art. 97 CTN. SOMENTE A LEI pode estabelecer: I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso. § 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

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O princípio da legalidade diz com o CONSENTIMENTO POPULAR, uma vez que só se deve pagar a título de tributo aquilo que for previamente deliberado nas casas legislativas. Historicamente, o princípio da legalidade teve seu primeiro registro no CONSTITUCIONALISMO INGLÊS, em 1215, quando o povo se insurgiu contra a imposição tributária confiscatória do príncipe (João sem Terra). Em todos os textos constitucionais houve menção do princípio da legalidade, sob o prisma do NULLUM TRIBUTUM SINE LEGE. A ÚNICA EXCEÇÃO FOI A CONSTITUIÇÃO DE 1937, que não previu a legalidade como princípio.

Art. 150 CF. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é VEDADO à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - EXIGIR ou AUMENTAR TRIBUTO sem LEI que o estabeleça;

Apesar de a CF prever a legalidade apenas para EXIGIR ou AUMENTAR tributos, a legalidade também vale para a EXTINÇÃO do tributo (isenção, remissão) e para a REDUÇÃO dele (redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido).
150, § 6.º CF Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.º, XII, g.

LEI = LEI ORDINÁRIA: • A LEI mencionada no dispositivo constitucional é a LEI ORDINÁRIA. • No entanto, alguns tributos necessitam de LEI COMPLEMENTAR. TRIBUTOS QUE DEPENDEM DE LEI COMPLEMENTAR: TRIBUTOS FEDERAIS: • IMPOSTOS SOBRE GRANDES FORTUNAS (153, VII) • EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (148) • IMPOSTO RESIDUAL (154, I) • CONTRIBUIÇÃO SOCIAL-PREVIDENCIÁRIA RESIDUAL(195, § 4°) o É importante saber que em SITUAÇÕES LIMÍTROFES, é necessário LEI COMPLEMENTAR ÓBVIA

153 CF. § 2º Não constitui majoração de tributo. II. 39. de produtos nacionais ou nacionalizados. suspensão e extinção de créditos tributários.as hipóteses de exclusão. A MITIGAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (EXCEÇÃO) Art. IV e V. ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52. ressalvado o disposto nos artigos 21. SOMENTE A LEI pode estabelecer: I . o poder executivo a altera. o art. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. 57 e 65. câmbio e seguro. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. • • • Seria a atuação permitida do Poder Executivo. 57 e 65. o poder executivo poderá atuar sem vício de legalidade estrita. que importe em torná-lo mais oneroso. 97 CTN. o IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO o IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO o IPI o IOF . pois não seria uma mera questão administrativa para ficar ao alvedrio do Poder Executivo. 26. A TIPOLOGIA TRIBUTÁRIA é FECHADA: uma moldura legal dentro da qual os elementos estruturantes devem ser EXPLÍCITA e CLARAMENTE destacados. II . Seria a alteração para ACIMA ou para BAIXO de ALÍQUOTAS. VI . Basicamente. DA LEGALIDADE FECHADA ou REGRADA ou P. Para essa Corte. § 2º Não constitui majoração de tributo.importação de produtos estrangeiros. ou a sua extinção. II . V . IV . IV . alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. 97 exige os seguintes elementos para guardar o respeito exigido pelo PRINCÍPIO DA RESERVA DE LEI o ALÍQUOTA o BASE DE CÁLCULO o SUJEITO PASSIVO o MULTA o FATO GERADOR o INSTITUIÇÃO – EXTINÇÃO o AUMENTO – REDUÇÃO o CAUSAS DE SUSPENSÃO. que importe em torná-lo mais oneroso.produtos industrializados. EXTINÇÃO e EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO OBSERVAÇÕES: o PODER EXECUTIVO não apita aqui. VUNESP etc.operações de crédito. para os fins do disposto no inciso II deste artigo. e do seu sujeito passivo. a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. ressalvado o disposto nos artigos 21. MAGISTRATURA FEDERAL TRF 3ª REGIÃO. Alíquota nasce com a lei e.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. o Caso se tenha uma atualização da base de cálculo do tributo (índices oficiais de correção monetária do período). § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo. ou de dispensa ou redução de penalidades. III .a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. § 1º . para o exterior. posteriormente. o Poder Executivo detém competência para expedir ato infralegal de fixação ou alteração de prazo de pagamento do tributo. CESPE. 39. § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo. ESAF. ou sua redução. o Todavia. 26. ou para outras infrações nela definidas.PRINCÍPIO DA ESTRITA LEGALIDADE ou P. ou relativas a títulos ou valores mobiliários.a majoração de tributos. A ALTERAÇÃO (FIXAÇÃO) DA DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO PODE SER FEITA POR ATO INFRALEGAL? • A DOUTRINA afirma que a data de pagamento do tributo deve também avocar a lei.exportação. V . DA RESERVA DE LEI Art. qualquer acréscimo acima desses índices avocará a necessidade de lei.a instituição de tributos.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. • O STF tem posição contrária uníssona a respeito desse assunto.É facultado ao Poder Executivo. Compete à União instituir impostos sobre: I . • • • A legalidade tributária observada de modo estrito (reservado). a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.

§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade. nos termos do § 7º. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. os tributos que têm o PRINCÍPIO DA LEGALIDADE MITIGADA são (alíquotas modificadas por PE): II IE IPI IOF CIDE – combustível ICMS – combustível • Sendo ato do o o o o o o POR QUÊ ESSES TRIBUTOS MITIGAM A LEGALIDADE? • Os tributos acima são EXTRAFISCAIS. IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. 153. ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. ressalvado o previsto no art. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. d) planos plurianuais. § 11. partidos políticos e direito eleitoral. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. até que se ultime a votação. entrará em regime de urgência. XII. • EXTRAFISCALIDADE é a aptidão do tributo para regular o mercado / a economia do país. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. na mesma sessão legislativa. e 154. no prazo de sessenta dias. b. § 10. § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. IV. 62 CF. I. § 3º. CF)  Contribuição  Tributo Federal  Alíquotas poderão ser reduzidas e restabelecidas por ato do Poder Executivo. § 4°. orçamento e créditos adicionais e suplementares. cidadania. com força de lei. § 4º. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. ficando sobrestadas. corrigindo as externalidades. V. § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que. b) direito penal. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-seão por ela regidas. contado de sua publicação. § 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais (relevância e urgência). § 2°. III – reservada a lei complementar. O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE e a EMENDA CONSTITUCIONAL 32/01 A MEDIDA PROVISÓRIA NO DIREITO TRIBUTÁRIO Art. § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. em sessão separada. assim. Em caso de relevância e urgência. c. uma vez por igual período. II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. II. § 3º As medidas provisórias. § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. II. prorrogável. Trata-se de um TRIBUTO ESTADUAL. diretrizes orçamentárias. . direitos políticos. § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. 155. subseqüentemente.  Alíquotas poderão ser reduzidas e restabelecidas por ato do Poder Executivo. c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público.  Trata-se de um tipo especial de incidência do ICMS (operações monofásicas com combustíveis definíveis em lei complementar federal – art. CF)  Tributo não federal – único caso da lista. ou seja. I. processual penal e processual civil. dotados de EXTRAFISCALIDADE. desde a edição. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. devendo o Congresso Nacional disciplinar. o ICMS COMBUSTÍVEL (155. CF). É vedada a reedição. a carreira e a garantia de seus membros. antes de serem apreciadas. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. IV. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional.• A EC 33/01 acabou trazendo mais 2 tributos que MITIGAM O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: o CIDE COMBUSTÍVEL (177. por decreto legislativo. exceto os previstos nos arts. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. h. 167. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. as relações jurídicas delas decorrentes.

I) • CONTRIBUIÇÃO SOCIAL-PREVIDENCIÁRIA RESIDUAL(195. adotado cadastro nacional único de contribuintes. observado que: I . o É preciso decorar os artigos adstritos à LEI COMPLEMENTAR. lançamento. • O STF (ADI 425/02 e ADIN 812-9/93) admite que os Estados-Membros possam editar Medidas Provisórias (Municípios e DF também). I e §§ 12 e 13. • Assim. com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência.o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata. observado o disposto na alínea b. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies. Importante destacar que o texto constitucional fala em IMPOSTO e não tributo. a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados. a dos respectivos fatos geradores. dos Estados. a MP é ato normativo de elaboração do Poder Executivo FEDERAL*. que se apropria do poder de legislar em casos de RELEVÂNCIA e URGÊNCIA. aos Estados. vedada qualquer retenção ou condicionamento. desde que se respeite o PRINCÍPIO DA SIMETRIA.a arrecadação. 146-A. Como é sabido. prescrição e decadência tributários. Art. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. II . crédito. 195. STF – NUNCA SE OPÔS À CRIAÇÃO DE OUTROS TRIBUTOS POR MP.será opcional para o contribuinte.regular as LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. § 4°) o É importante saber que em SITUAÇÕES LIMÍTROFES. 62 CF. a correspondente previsão do tema na Constituição do Estado. bases de cálculo e contribuintes. Art. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Art. • • • • A MP pode CRIAR e AUMENTAR IMPOSTO no Brasil. A lei complementar de que trata o inciso III. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. os Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. entre a União.poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado. 150. e da contribuição a que se refere o art. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória. 146. sem prejuízo da competência de a União. em matéria tributária. na Lei Orgânica do Município ou na Lei Orgânica do DF. por lei. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. II. • Trata-se de um PRINCÍPIO EXCLUSIVAMENTE TRIBUTÁRIO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA Art. os TRIBUTOS QUE DEPENDEM DE LEI COMPLEMENTAR não podem ser regrados por Medida Provisória: • IMPOSTOS SOBRE GRANDE FORTUNA (153. é necessário LEI COMPLEMENTAR ÓBVIA. das contribuições previstas no art. também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União. § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: III – reservada a lei complementar. estabelecer normas de igual objetivo. 155. 239. IMPORTANTE: • Onde a lei complementar versar. Parágrafo único.dispor sobre CONFLITOS DE COMPETÊNCIA. Em caso de relevância e urgência. VII) • EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (148) • IMPOSTO RESIDUAL (154. com força de lei. III . d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. III . inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. o Distrito Federal e os Municípios. expulsando deles a Medida Provisória. . ou seja. esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. bem como.cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.§ 12. Cabe à lei complementar: I . d. II .estabelecer NORMAS GERAIS em matéria de legislação tributária. O mais famoso da constituição que exige lei complementar é o 146. é vedado à União. a medida provisória não irá disciplinar. IV . b) obrigação.

SÚMULA 669 STF: NORMA LEGAL QUE ALTERA O PRAZO DE RECOLHIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO SE SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE.cobrar tributos:. por maioria. Gilmar Mendes.747/2007. em princípio. ADI 4016 MC/PR. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. não haver onerosidade bastante. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. pelo mesmo motivo. Pela anterioridade anual. o postulado tinha implicações na seara tributária. (ADI-4016) . b e c.. aos Estados.”). Proteção à segurança jurídica. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . porque não constitui aumento do imposto (CF: “Art.IPVA (Lei 15. III. pronta incidência da lei tributária.. De fato. penetrando no campo semântico do termo “quando”. tal exigência não tem cabida. a eficácia da lei fica diferida para o 1º dia do exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei que cria ou aumenta o tributo.2008. Art. da CF. 150. é vedado à União. Pela anterioridade nonagesimal. Anterioridade anual + anterioridade nonagesimal acontece desde 2004. o PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA equivale a um DIREITO FUNDAMENTAL DO CONTRIBUINTE. por se mostrar como CLÁUSULA PÉTREA (CESPE). Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. 3º da Lei 15. • • • • • • • ANTERIORIDADE NONAGESIMAL ou ANTERIORIDADE MITIGADA ou ANTERIORIDADE PRIVILEGIADA Veio com a EMENDA 42/03. indicando que o tributo. Em outros tempos (CF 46).. Antes existia apenas a anterioridade anual. apenas o contexto indicador de inequívoca onerosidade para o contribuinte avocará o princípio da anterioridade. posterga-se a eficácia para o 91º dia a contar da publicação da lei que instituiu ou majorou o imposto. para ser exigido.PSDB contra o art. aos Estados. Min.747/2007: “Art. ADI 4016 1. prevista no art. observado o disposto na alínea b. 1º. III . ao Distrito Federal e aos Municípios:. Em resumo.O Tribunal. indeferiu pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido da Social Democracia Brasileira . o princípio é suscitado. o principio da anterioridade refere-se ao plano eficacial da lei tributária. o STF afasta o princípio da anterioridade nos casos de ALTERAÇÃO DE DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO (súmula 669). IMPORTANTE • • • • Aumento de tributo. a regra da anterioridade tributária. Curiosamente.. é vedado à União.cobrar tributos: c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Art. reduzindo e extinguindo descontos relativos ao pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores . observado o disposto na alínea b. • Ver também a ADI 4016/08 em que o STF afastou o princípio quando se extinguiram descontos no IPVA.260/2003.• • • • • • Segundo o STF. não podendo ser elidido (eliminado) por emenda constitucional. ANTERIORIDADE x ANUALIDADE No sistema constitucional tributário atual. precisaria constar da ANUAL e PRÉVIA LEI DO ORÇAMENTO. Entendeu-se que a norma impugnada não ofende. rel. ANTERIORIDADE ANUAL ou ANTERIORIDADE DE EXERCÍCIO Esse tipo de anterioridade SEMPRE EXISTIU. Princípio que POSTERGA A EFICÁCIA DA NORMA. é vedado à União. por acreditar que não há onerosidade suficiente. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . 150. Só após um transcurso de determinado tempo é que será feito o pagamento do tributo. c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 3º. qual seja. Redução de tributo. que alterou dispositivos da Lei 14. ambas do Estado do Paraná. Atualmente. o princípio da anualidade tributária não encontra previsão.”). aos Estados. Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação. 150. EFICÁCIA DIFERIDA.8.cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 150.

• Nos demais casos. 150. se nem a fixação da base de cálculo do IPVA estaria sujeita à incidência da regra da anterioridade. Gilmar Mendes. automática e aritmeticamente. ANUAL A. 90º IPI CIDE Combustível ICMS Combustível EXCEÇÕES À ANTERIORIDADE NONAGESIMAL II IE IOF Imposto extraordinário de guerra (IEG) Emp. e reportou-se ao entendimento do Supremo de que a modificação do prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade (Enunciado 669 da Súmula). COMP REGRA ITBI ISS Alíquota IPVA Alíquota IPTU IEG IEG LEGENDA RESPEITO A ANUAL EXCEÇÕES IPI IPI IR CIDE-COM CIDE-COM IPTU (BC) • • • • EXIGÊNCIA IMEDIATA II IE IOF IEG • • • • • • ANT. 150.747/2007 visariam propiciar o ajustamento de descontos do IPVA paranaense com o de outros Estados. Min. Cezar Peluso que concedia a liminar ao fundamento de que a hipótese nada teria a ver com isenção. sem que tais mudanças importassem em aumento do valor total do tributo. 1º. a assertiva de que qualquer alteração na forma de pagamento do tributo equivaleria a sua majoração.combustível Imposto extraordinário de guerra (IEG) Emp. o art.Considerou-se que. ou seja. Precedentes citados: RE 200844 AgR/PR . no caso do IPVA. também. compulsório: calamidade pública/guerra externa • IR • Alterações na base de cálculo do IPTU • Alterações na base de cálculo do IPVA • • • • • RESPEITO A ANT. a incidência da lei ocorrerá em 1º de JANEIRO do ano seguinte. COMP EMP. 90º ICMS COM ICMS COM IPVA (BC) Atualização BC EMP. ANTERIORIDADE ANUAL: 01-01-2010 • ANTERIORIDADE NONAGESIMAL: Junho de 2009 Deve-se escolher a maior data -> 01-01-2010 REGRA GERAL: • Se a lei tributária for publicada entre JANEIRO e SETEMBRO (até 02 de OUTUBRO). do valor venal do veículo. que. • • • • CÁLCULO DA DATA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO Exemplo de lei aumenta o tributo (publicação de março de 2009) QUANDO INCIDIRÁ? Aplicação cumulativa das duas anterioridades. razão pela qual se haveria de observar o princípio da anterioridade.8. como o pagamento antecipado em parcela única (à vista). 90º II II II IE IE IE IOF IOF IOF ANT.2. se até mesmo a revogação de isenção não tem sido equiparada pela Corte à instituição ou majoração de tributo. ADI 4016 MC/PR. outra para anterioridade nonagesimal. Asseverou-se. Ressaltou-se. a extinção ou redução de um desconto condicional para pagamento desse tributo poderia ter efeitos imediatos. São duas listas de exceção: uma para anterioridade anual. também não o poderia. EXCEÇÕES À ANTERIORIDADE ANUAL II IE IPI IOF CIDE – combustível ICMS . • • • • • • • • • • RESSALVAS AO PRINCÍPIO Estão previstas no art. ainda que de forma indireta. Vencido o Min.2008. § 1º. aumento do valor do tributo devido. rel. porque esta seria objeto específico de uma norma constitucional. Assim. que deveriam ser levados em conta os argumentos apresentados nas informações da Assembléia Legislativa e do Governador do Estado no sentido de que as alterações promovidas pela Lei 15. prevalecerá o 91º dia a contar da data. da CF expressamente excetua a aplicação da regra da anterioridade na hipótese da fixação da base de cálculo desse tributo. RE 204062/ES. compulsório: calamidade pública/guerra externa EXIGÊNCIA IMEDIATA LEGALIDAD E A. e que a supressão ou redução de um desconto previsto em lei implicaria. § 1° CF. a redução ou extinção de um desconto para pagamento do tributo sob determinadas condições previstas em lei. por fim. ademais. Afastou-se. ANUAL IR Base de cálculo IPTU Base de cálculo IPVA • • • • .

só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. “b” e “c”). • • A MP que aumenta um imposto só produzirá efeitos no primeiro dia do exercício seguinte caso seja convertida em lei. II. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. A simples alteração em data de pagamento do tributo (antecipação) não é interpretada pelo STF como uma modificação que avoca a noventena. no âmbito das contribuições sociais. ao aumentar o imposto de importação (II). II o IPI – 153. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. I o IE – 153. É regra após a EC 42/03. há uma lista de ressalvas no dispositivo: o II – 153. ESPECIAL • Período de anterioridade de 90 dias para CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA. • Decreto municipal atualiza base de cálculo do IPTU com índices oficiais de correção monetária. que tal antecipação pode ser feita por ato infralegal. com força de lei. por exemplo). anual e nonagesimal – 150. MITIGADA ou NOVENTENA ou A. que uma MP. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. qual seja. Em caso de relevância e urgência. Art. por fim. • ITCMD • • PERÍODO DE ANTERIORIDADE ou A. sob pena de esvaziar o conteúdo do princípio da anterioridade.• Empréstimo Compulsório (calamidade e guerra) • • Quando majorado no Brasil. assim. O verbo “MODIFICAR” é interpretado pelo STF como uma alteração que representa INEQUÍVOCA ONEROSIDADE para o contribuinte (inclusão de sujeito passivo. • • • • • O dispositivo vale para contribuição da seguridade social. SÚMULA 669 STF: NORMA LEGAL QUE ALTERA O PRAZO DE RECOLHIMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO SE SUJEITA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. IV o IOF – 153. II Entende-se. 150. do Distrito Federal e dos Municípios. Foi ele publicado em 31/12/2009. § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. deverá ter pronta incidência. não mais exceção. V o IEG – 154. aplicabilidade imediata a MP que versasse sobre (IMPOSTOS EXTRAFISCAIS): o II o IE o IOF o IEG A MP que versasse sobre o IPI teria que respeitar a ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. sem vícios de legalidade e anterioridade. fugindo à reserva legal (STF). assim. • Conhecer as verdadeiras exceções no art. de forma direta e indireta. 150 § 1° da CF. "b".As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. e 154. 195. PARTE FINAL DO DISPOSITIVO: • Uma APARENTE EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ANUAL. 153. Relembre. e das seguintes contribuições sociais: § 6º . Sua incidência ocorrerá em 01/01/2010. será exigido 90 dias depois. Curiosamente. I. e não para outras (Ex: contribuições profissionais. III. • • . aplicável ao imposto. IV. Teriam. II. exceto os previstos nos arts. NONAGESIMAL ou A. não se lhes aplicando o disposto no art. CIDES – para essas valerá a anterioridade comum. dos Estados. Nesse comando se mencionam INSTITUIR ou MODIFICAR contribuição social previdenciária. A EC 32 e o PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE Art. nos termos da lei. V. 62 CF.

Art. é vedado à União. à igualdade. não pertence à seara tributária. raça. à liberdade. IMPORTANTE: • No Direito Tributário. • • No período ditatorial (67 – 69) havia isenção de IR a determinadas pessoas (políticos. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. a liberdade. prevalece a INTERPRETAÇÃO OBJETIVA DOS FATOS GERADORES. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. em sua atividade típica contravencional. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. aos Estados. 118 CTN. o bemestar. entanto. No. fundada na harmonia social e comprometida. ou da administração direta de seus bens ou negócios. PREÂMBULO Nós. cor.da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. uma vez que a “CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA É PLENA”.A INCAPACIDADE CIVIL É IRRELEVANTE o CONTRIBUINTE: filho menor (recém nascido) . A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: (INTERPRETAÇÃO OBJETIVA) I .instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. ele será SEMPRE LÍCITO. sexo. nos termos seguintes: I . aos Estados. a IGUALDADE e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. à segurança e à propriedade. e sim a outras esferas do direito. títulos ou direitos. responsáveis. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático. bastando que configure uma unidade econômica ou profissional. III . idade e quaisquer outras formas de discriminação. é vedado à União. pluralista e sem preconceitos.da capacidade civil das pessoas naturais.promover o bem de todos. • O Princípio da Isonomia é um SUPERPRINCÍPIO pois tem previsão em diversos pontos da CF.homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. sendo desimportantes os aspectos extrínsecos ao fato gerador. ao Distrito Federal e aos Municípios: II . Art. II . Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. Art. com base em suas dessemelhanças. • • FATO GERADOR jamais será ilícito. sem preconceitos de origem. • No art. II. sendo irrelevantes os fatos externos ao aspecto material de incidência do tributo (bicheiros). havendo assim um DESCRIME ARBITRÁRIO. sem distinção de qualquer natureza. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. representantes do povo brasileiro. com a solução pacífica das controvérsias. O bicheiro. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV . destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. é tributável em razão dessas? • Sim.PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA Art. APROXIMAÇÃO DO PLANO CONCRETO DA ISONOMIA: *Art. há uma ISONOMIA TRIBUTÁRIA RELATIVA pois: o IGUAIS TRIBUTARIAMENTE serão igualmente tratados o DESIGUAIS TRIBUTARIAMENTE serão desigualmente tratados.de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis. sob a proteção de Deus. à luz da influência alemã (interpretação econômica ou teoria da consistência econômica dos fatos). o desenvolvimento. II .dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. o modo em que se aufere renda. na ordem interna e internacional. Hoje me dia evoluímos para a PROIBIÇÃO DOS PRIVILÉGIOS ODIOSOS. 150. comerciais ou profissionais.de estar a pessoa jurídica regularmente constituída. promulgamos.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. a segurança. bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Art. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. 150. títulos ou direitos. ou terceiros. A capacidade tributária passiva independe: I . • Os 3 incisos do dispositivo registram a confirmação da máxima latina “PECUNIA NON OLET”: I . magistrados). 126 CTN*. 5º Todos são iguais perante a lei. 150. nos termos desta Constituição. ao Distrito Federal e aos Municípios: II .

em razão da atividade econômica. mesmo sem vínculo empregatício. • O postulado da CAPACIDADE CONTRIBUTIVA possui MEIOS DE EXTERIORIZAÇÃO. • A perfeita análise do princípio da isonomia requer uma investigação em outro postulado que daquele se avizinha: PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA (SUBPRINCÍPIO ou COLORÁRIO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA).Sempre que possível. b) a receita ou o faturamento. o CONTRIBUIÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL Art. A seguridade social será financiada por toda a sociedade. PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA 145. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. na forma da aplicação de diferentes técnicas de incidência de alíquotas. nos termos da lei. aqueles que detêm maior riqueza tributável. atrelados aos impostos em geral. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. • Aliás. o PROGESSIVIDADE o SELETIVIDADE o OUTRAS MEIOS DE EXTERIORIZAÇÃO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA PROGRESSIVIDADE Técnica caracterizada pela incidência de ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS que recaem sobre bases de cálculo variáveis.QUANDO A PESSOA NATURAL SE SUJEITAR A MEDIDAS PRIVATIVAS ou LIMITADORAS DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADES PROFISSIONAIS / CIVIS o Ex: médico que clinica exercendo ilegalmente a medicina = realizando fatos geradores. Segundo previsão explícita da CF. facultado à administração tributária. IMPOSTOS x TRIBUTOS: CONSTITUIÇÃO FEDERAL: • Segundo a CF. 195 CF. de forma direta e indireta. da utilização intensiva de mão-de-obra. identificar. § 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas. o TAXAS – TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Súmula 665 STF: É CONSTITUCIONAL A TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS INSTITUÍDA PELA LEI 7940/1989. deverá pagar tais tributos.do empregador. dos Estados. ISSO SERÁ IRRELEVANTE o Empresa que pediu baixa no FISCO.II. III – QUANDO A PESSOA JURÍDICA NÃO ESTIVER REGULARMENTE CONSTITUÍDA (UNIDADE CLANDESTINA). § 1º CF . à pessoa física que lhe preste serviço. incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. o princípio só vale para impostos. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: • Segundo o STF. e das seguintes contribuições sociais: I . os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. NÃO APLICA ALI”. do Distrito Federal e dos Municípios. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. são 3 os IMPOSTOS PROGRESSIVOS: • • • • . mas continuou realizando fatos geradores. do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. já houve previsão em outros textos constitucionais (CF 1946) de aplicação dele à “TRIBUTOS”. devendo ser aplicado aos tributos (impostos) como todo princípio tributário que não comporta ressalvas constitucionais. de modo mais gravoso. o patrimônio. c) o lucro. • A expressão é diferente de “APLICA AQUI. A expressão leva referência que se aplica sempre. da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. Tal técnica permitirá um resultado “FISCAL” (plano arrecadatório) ou um resultado “EXTRAFISCAL” (plano regulatório). o princípio poderá alcançar outras espécies tributárias. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. preso que ganha na loteria. a qualquer título. SEMPRE QUE POSSÍVEL: • Significa “DE ACORDO COM AS POSSIBILIDADES TÉCNICAS DE CADA IMPOSTO”. A alíquota diferente permitirá atingir.

• O IPTU sempre teve uma PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL (PROGRESSIVIDADE NO TEMPO).será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas.O plano diretor. quando passou a variar em razão do “VALOR DO IMÓVEL”.desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal.As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. ITR: PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL 153 § 4º CF O imposto previsto no inciso VI do caput: I . . § 4º. o imposto previsto no inciso I poderá: I – ser progressivo em razão do valor do imóvel. Compete à União instituir impostos sobre: III . de: I . 156 CF. conforme diretrizes gerais fixadas em lei. com prazo de resgate de até dez anos. com alíquotas diferentes em razão da “LOCALIZAÇÃO E USO” do imóvel. 182. em parcelas anuais. inciso II. da UNIVERSALIDADE e da PROGRESSIVIDADE. • O IR será informado por 3 critérios: o GENERALIDADE o UNIVERSALIDADE (uniformidade) o PROGRESSIVIDADE GENERALIDADE: • A generalidade prevê a incidência do IR sobre todas as PESSOAS. exigir. É a busca da FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE RURAL. SALVO SE DESTINADA A ASSEGURAR O CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE URBANA. ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS PARA O IPTU. na forma da lei. subutilizado ou não utilizado. Art. II da CF. ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL 29/2000. § 4º . • É um critério afeto à SUJEIÇÃO PASSIVA. sob pena. e II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. § 4°. 182 CF. § 2º . § 2º . UNIVERSALIDADE: • A universalidade prevê a incidência do IR sobre todas as RENDAS. III . assegurados o valor real da indenização e os juros legais. Súmula 668 STF: É INCONSTITUCIONAL A LEI MUNICIPAL QUE TENHA ESTABELECIDO. aprovado pela Câmara Municipal. IPTU: PROGRESSIVIDADE EXTRAFISCAL e FISCAL Art. que promova seu adequado aproveitamento. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I . • • O ITR terá alíquotas progressivas para DESESTIMULAR A PROPRIEDADE RURAL IMPRODUTIVA – AUSENTISMO. nos termos da lei federal. § 1º . obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes. constante do art. do proprietário do solo urbano não edificado. • Com a EC 29/00. 182. mediante lei específica para área incluída no plano diretor.É facultado ao Poder Público municipal.propriedade predial e territorial urbana. executada pelo Poder Público municipal. § 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art.O imposto previsto no inciso III: I . A política de desenvolvimento urbano. 153 CF. II .renda e proventos de qualquer natureza. iguais e sucessivas. sucessivamente. § 3º . o IPTU progressivo no Brasil ganhou também uma fisionomia de imposto como PROGRESSIVIDADE FISCAL.parcelamento ou edificação compulsórios.o o o IMPOSTO DE RENDA – progressividade fiscal IPTU – progressiva fiscal + progressividade extrafiscal ITR – progressividade extrafiscal IMPOSTO SOBRE A RENDA (IR): PROGRESSIVIDADE FISCAL Art. • Critério afeto à BASE DE CÁLCULO.será informado pelos critérios da GENERALIDADE.imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo. PROGRESSIVIDADE: • Trata-se de uma PROGRESSIVIDADE FISCAL. é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. buscando-se o cumprimento da FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE URBANA.

que recaem sobre diferentes bases de cálculo. há inúmeros impostos proporcionais. Trata-se da DESISONOMIA SELETIVA: o Buscar o tratamento desigual para os. XXXVI da CF. 150 CF. e. desiguais.ITBI COM BASE NO VALOR VENAL DO IMÓVEL. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Assim. .a lei não prejudicará o direito adquirido. ao Distrito Federal e aos Municípios: III .produtos industrializados. em função da essencialidade do produto. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. menor vai ser a alíquota do imposto seletivo. § 3º . levando-nos a concluir que SERÁ PROPORCIONAL O IMPOSTO NÃO PROGRESSIVO. a lei deverá ter vigência prospectiva. ICMS • IPI • • “Será seletivo” Seletividade obrigatória.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. no qual se prevê genericamente que a lei deverá viger “para frente”. aos Estados.será seletivo. PAGA MENOS. isso se mostra pela REGRESSIVIDADE em nosso sistema tributário: “QUEM GANHA MAIS. ainda: o As alíquotas variarão na razão direta da SUPERFLUIDADE / NOCIVIDADE POR OUTRO LADO Essencialidad e do bem Alíquota MENOR EM RAZÃO INVERSA Nocividade menos essencial Alíquota MAIOR • • • Nota-se que a seletividade permitirá a realização do princípio da capacidade contributiva em impostos que são proporcionais. Súmula 656 STF: É INCONSTITUCIONAL A LEI QUE ESTABELECE ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS PARA O IMPOSTO DE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II . 153 CF. Quanto mais essencial for o bem. no Brasil. é vedado à União. • Poderá ser seletivo Seletividade facultativa. § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: III .operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. XXXVI . Na CF. ou. PAGA MAIS”. Por essa razão a existência da seletividade.O imposto previsto no inciso IV: I . destacando-se alguns que foram afastados da progressividade na linha de entendimento do STF (ver súmula 656 – ITBI não é progressivo).poderá ser seletivo. não mutilando as situações pretéritas já consolidadas. 5°. • • • SELETIVIDADE Técnica de INCIDÊNCIA DE ALÍQUOTAS QUE VARIAM NA RAZÃO INVERSA DA ESSENCIALIDADE DO BEM. É exemplo de EXTRAFISCALIDADE. Compete à União instituir impostos sobre: IV . Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. 155 CF. de fato. Lembre-se que a técnica de alíquota fixa pode provocar injustiça fiscal. • • É fácil notar que tal princípio confirma a SEGURANÇA JURÍDICA. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE TRIBUTÁRIA Art. destacam-se 2 IMPOSTOS SELETIVOS: o ICMS – SELETIVIDADE FACULTATIVA Art. não podendo incidir sobre fatos geradores a ela precedentes.• • • PROPORCIONALIDADE Técnica de incidência de ALÍQUOTAS FIXAS. A proporcionalidade não tem previsão explícita na CF. QUEM GANHA MENOS. o IPI – SELETIVIDADE OBRIGATÓRIA Art. • Tal princípio confirma a dicção do art. No direito tributário.

tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. (não pode infligir multa) II . A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I .tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. LEGAL ou LEGISLATIVA. Trata-se da chamada INTERPRETAÇÃO AUTÊNTICA. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. Sendo ela modificativa. RETROAÇÃO BENÉFICA ou BENÍGNA DA MULTA: PRINCÍPIO DA BENIGNIDADE *Art. Ex: art. A doutrina tenta compatibilizar o inciso mostrando que a lei interpretativa não poderá. de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão.172. 106 CTN*. porém caso ocorra fraude ou uma falta de pagamento do tributo. 150 da referida Lei. 106. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. EXEMPLO DE LESÃO: • Lei cria taxa • Publicação: 20-01-2008 • Regra: vigência 20-01-2008 • A lei traz uma regra: a lei deverá recair sobre fatos geradores a partir de 01-01-2008. 3° da LC 118/05. o ATO NÃO É MAIS INFRAÇÃO. I e II do CTN registra casos de LEIS PRODUTORAS DE EFEITOS JURÍDICOS PRETÉRITOS. não terá cabida a retroatio in mellius. 3º. *Art. prever a aplicação de uma penalidade / multa. que se contrapõe à parte final do inciso. é a retroatio in mellius. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADOS: RETROATIO IN MELLIUS: *Art. analisando o dispositivo. uma vez que seu artigo 3° não veio interpretar. • O STJ. Como é sabido. • Relembrando: LEI -> FG. a pretexto de interpretar. no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1° do art. no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação. • • São 2 situações que indicam a natural retroação da lei que irá beneficiar o contribuinte / réu (reler dispositivo no CP). Em outras palavras. a extinção do crédito tributário ocorre. a pretexto de interpretar. LEIS PRODUTORAS DE EFEITOS JURÍDICOS PRETÉRITOS O art. c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Art. LC 118/05: Para efeito de interpretação do inciso I do art.LEI TRIBUTÁRIA • FATOS GERADORES POSTERIORES É vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: II . desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. • Há um vício de irretroatividade. o O ATO DEIXOU DE SER CONTRÁRIO A UMA EXIGÊNCIA. sua vigência é PROSPECTIVA. 106 CTN*. Todavia. • • • LEI INTERPRETATIVA: • Advérbio EXPRESSAMENTE e não implicitamente. cabe ao judiciário a função interpretativa-conclusiva. aquela realizada pelo próprio poder que edita a norma (PODER LEGISLATIVO). quando seja expressamente interpretativa. isto é. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: . o princípio não é ressalvado. 168 da Lei no 5. afastou o rótulo de “lei interpretativa” para a LC 118/05. 106 CTN*. • • • • Há a expressão “EM QUALQUER CASO”. mas modificar uma situação preexistente. e não ao legislativo.em qualquer caso. Daí haver as inúmeras críticas à interpretação autêntica. sob pena de tal lei. Tais situações são solicitadas pelas bancas com o nome de “EXCEÇÕES”. conseguir modificar situações jurídicas já consolidadas no Poder Judiciário. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. no texto constitucional.

III . neste último caso. 2ª INFORMAÇÃO: • O mais importante é saber que tal inciso só será aplicado se o ato não estiver definitivamente julgado. exceto. apareceu a lei 10174/01 que permitiu o confronto. será possível a aplicação do inciso II do art. • • É a superveniência de uma lei que prevê. esta lei contemporânea ao lançamento não poderá ser aplicada. em regra. ainda que posteriormente modificada ou revogada.tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. tanto na órbita administrativa. será aquela constante da lei do momento do fato gerador. II . 151.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. um percentual menor de multa. em um dado período (coexistência de outras leis). para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. Note que não serve para alíquotas e nem para multas prejudiciais (mais gravosas). Ex: lei 10174/01 – com a CPMF. proibia-se a utilização de dados bancários para confronto com a declaração do IRPF (lei 9311/96). • Esse artigo só se refere à União e. ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios. a indiferença quanto às esferas administrativa ou judicial. 106. desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. • Embora a doutrina divirja a respeito das órbitas supracitadas. sendo estas benéficas. SITUAÇÕES EM QUE SE APLICA A LEI CONTEMPORÂNEA AO LANÇAMENTO: • Novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. IMPORTANTE: Art. • Ampliar os poderes de investigação do FISCO. quanto na órbita judicial. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. não importando se é maior ou menor que outra. em detrimento de outro.instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA ou TRIBUTÁRIA Art. em mais de um julgado. O STJ considerou a lei válida em razão do art. levando-se em conta movimentações bancárias anteriores à norma. como o tema diz com a substância da relação. 144. ao Distrito Federal ou a Município. posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação. o STJ seguiu a linha o BALEEIRO. houver a atribuição de responsabilidade a terceiros. INFORMAÇÕES A SEREM MEMORIZADAS: 1ª INFORMAÇÃO: • A lei retroagirá no caso de multas. CUIDADO: se a pretexto disso. do Distrito Federal e dos Municípios. PRINCÍPIOS REFERENTES SOMENTE À UNIÃO RESPEITO AO PACTO FEDERATIVO Art. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo. • ALIOMAR BALEEIRO: enquanto o ato se mantiver pendente de julgamento. ou seja. os aspectos atinentes à substância da relação jurídica (alíquota) serão extraídos da lei do momento do FATO GERADOR. será aplicada a lei do momento do fato gerador. Em 2001. 151. § 1° do CTN (ampliação de poder da fiscalização). Curiosamente. É a pura aplicação do postulado em estudo. Este percentual que prevalecerá no período. Isso é bastante natural. consequentemente à TRIBUTAÇÃO FEDERAL. mostrando. É vedado à UNIÃO: . quando tal legislação tratar de aspectos procedimentais ligados à fiscalização tributária. podendo ser aplicado retroativamente. ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas. 144 CTN. do Distrito Federal ou dos Municípios. É vedado à UNIÃO: I . • Note que a alíquota obedece ao princípio tributário em estudo. § 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que.tratando-se de ato não definitivamente julgado: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. • • • Memorizar que. o legislador permitiu a aplicação da legislação contemporânea ao lançamento (e não ao fato gerador). O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente.II . bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. uma vez que. • Outorgar maior garantia ou privilégios ao crédito.

instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. II .os direitos e garantias individuais.a separação dos Poderes. .A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. cujas alíquotas devem ser uniformemente isonômicas. O Imposto de Renda (alíquota) incidente sobre o salário do funcionário público não federal será o mesmo do que aquele que incide sobre os proventos do servidor público federal. O PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE TRIBUTÁRIA COMPORTA EXCEÇÃO? • Sim.do Presidente da República. sendo correlato ao poder de instituir.o voto direto. 151. P. • Lesões aos princípios da ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA (IPI – 90 dias depois) e UNIFORMIDADE TRIBUTÁRIA. II . § 1º . em dois turnos. de estado de defesa ou de estado de sítio. O elemento justificador que embasa os 3 incisos do artigo 151 é o PACTO FEDERATIVO. ratifica a ideia de IMODIFICABILIDADE DAS COMPETÊNCIAS IMPOSITIVAS.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. de certos tipos de incentivos fiscais – aqueles que equilibrarão o desenvolvimento de diferentes regiões brasileiras. Ex: ZONA FRANCA DE MANAUS. em detrimento de outro.A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes.a forma federativa de Estado. § 3º . • • O inciso III. mas. IV .de um terço. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. com o respectivo número de ordem. PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DAS ISENÇÕES HETERÔNOMAS Art. SUDENE. É vedado à UNIÃO: III . § 5º . III . Só se permite o tributo federal que seja uniforme no Brasil. III . considerando-se aprovada se obtiver. bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. 151. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . § 4º . DEVENDO O ATO NORMATIVO IRRADIAR EFEITOS APENAS NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. Trata-se do princípio que PROÍBE AS ISENÇÕES HETERÔNOMAS. o poder de isentar.de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. do Distrito Federal e dos Municípios. Assim. o EQUILÍBRIO DO CUIDADO: • Não se trata de qualquer tipo de “INCENTIVO FISCAL”. universal e periódico. no mínimo. em ambos.I . três quintos dos votos dos respectivos membros. É vedado à UNIÃO: II . cada uma delas. • • • Só se refere à UNIÃO (TRIBUTOS FEDERAIS). Caso prático: DECRETO MAJORADOR DO IPI PREVÊ INCIDÊNCIA IMEDIATA AO IMPOSTO.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I .A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. pressupõe a inalterabilidade das competências tributárias.tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. no âmbito de uma justificada política de fomento.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. quando se admitem os INCENTIVOS FISCAIS destinados a promover DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO entre as diferentes regiões do país. Art. 2. De fato. pela maioria relativa de seus membros. levando-nos a concluir que emenda constitucional não poderá mutilar os mandamentos deste dispositivo (CLÁUSULA PÉTREA). da isonômica tributação da renda nos títulos da dívida pública e nos vencimentos dos funcionários públicos Art. o que torna o inciso um tanto prolixo. do Distrito Federal ou dos Municípios. secreto. Existem 2 contextos: 1. manifestando-se. • O postulado refere-se ao IMPOSTO DE RENDA. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País. SUDAN etc. sobretudo. o princípio prevê a IDENTIDADE DE ALÍQUOTAS em toda a extensão territorial. O Imposto de Renda (alíquota) incidente sobre a renda de um título da dívida pública não federal será o mesmo IR que incide sobre o rendimento de um título de dívida pública federal. • • • O inciso III proíbe a União isentar um tributo de competência tributária alheia. § 2º . ao Distrito Federal ou a Município.

Recurso extraordinário conhecido e provido. Cármen Lúcia. RE 229096: EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988 DO ACORDO GERAL DE TARIFAS E COMÉRCIO. rel. ARTIGO 151. inc. cabe à lei complementar: II . Informativo 137. 16. ISENÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL PREVISTA EM TRATADO INTERNACIONAL FIRMADO PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Entendeu-se que a norma inscrita no art. Art. da CF (“Art. o que descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma. 2°. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: III . 156 CF. I da LC 116/03). cujo resultado aqui se verifique. LC 116/03 O imposto não incide sobre: I – as exportações de serviços para o exterior do País. distritais ou municipais. A isenção de tributos estaduais prevista no Acordo Geral de Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos países signatários quando o similar nacional tiver o mesmo benefício foi recepcionada pela Constituição da República de 1988. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE ISENÇÃO HETERÔNOMA. do Distrito Federal ou dos Municípios. 4. Parágrafo único. em pleno convívio com o mandamento proibitivo. 155. III. Art. ARTIGO 98 DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. 156. Entende-se que o TRATADO PODE VEICULAR ISENÇÃO DE TRIBUTO NÃO FEDERAL. os Estados e os Municípios" (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). não se aplicando. Min.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. É vedado à União: . a doutrina. em que o Presidente da República se apresenta como Chefe de Estado (e não como Chefe de Governo). DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. III . II. 151. Art. 1. § 3°. dela não dispondo a União. II da CF – as ISENÇÕES DE ISS. Ilmar Galvão. Tais palavras vieram no RE 229096/RS em agosto de 2007. No direito internacional apenas a República Federativa do Brasil tem competência para firmar tratados (art.2007. orig.o UNIÃO -> ISENTA -> TRIBUTOS FEDERAIS -> REGRA -> ISENÇÕES AUTONÔMICAS EXISTÊNCIA DE ISENÇÃO HETERÔNIMA NA CONSTITUIÇÃO: • A doutrina tem acolhido a ideia da existência de isenção heterônoma admitida no texto constitucional.”). definidos em lei complementar. portanto. porquanto a União.8.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. • • • Em aproximação com o direito internacional. 98 CTN. O artigo 98 do Código Tributário Nacional "possui caráter nacional. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil. da Constituição.. 2. o STF e as Bancas têm aceitado (aceito) um outro exemplo de isenção heterônima. 151. mas como Chefe de Estado. 151. INCISO III. a constitucionalidade de tratado internacional que institui isenção de tributos de competência dos Estados-membros da Federação — v. Discutia-se.serviços de qualquer natureza. . O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de Governo. não se apresenta como pessoa jurídica de direito público interno.. os Estados-membros ou os Municípios. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna. quando isento o similar nacional. rel. NAS EXPORTAÇÕES DE SERVIÇOS PARA O EXTERIOR serão veiculadas por uma LEI COMPLEMENTAR FEDERAL (art. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. 52. 3. da Constituição da República). § 3º Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo. perante o acordo celebrado. RE 229096/RS.GATT. isenções de tributos estaduais. Ex: art. § 2º. não compreendidos no art. com eficácia para a União. às hipóteses em que a União atua como sujeito de direito na ordem internacional. na espécie. mas como pessoa política internacional. no âmbito de sua competência interna federal. III. ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior. limita-se a impedir que a União institua. RE 229096: O Tribunal deu provimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que entendera não recepcionada pela CF/88 a isenção de ICMS relativa a mercadoria importada de país signatário do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . e serão observados pela que lhes sobrevenha. p/ o acórdão Min. vedada pelo art. 2º.

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