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CONSUMIDOR BRASIL > CURSOS > ADOÇÃO | DEPÓSITO EM JUÍZO | CONDOMÍNIO | DIREITO DO TRABALHO | EMPREGADO DOMÉSTICO | DIREITO DE FAMÍLIA | INVENTÁRIO E PARTILHA | LOCAÇÃO | NOÇÕES DE DIREITO | Atenção: Para obter informações mais atualizadas sobre Empregado Doméstico e Direito do Trabalho, acesse no JurisWay:
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Curso - Empregado Doméstico - módulo I - Aspectos introdutórios; Curso - Empregado Doméstico - módulo II - O contrato de Trabalho; Curso - Empregado Doméstico - módulo III - A remuneração e a jornada de Trabalho; Curso - Empregado Doméstico - módulo IV - As faltas e as férias do empregado doméstico; Curso - Empregado Doméstico - módulo V - A rescisão do contrato de

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Curso - Empregado Doméstico - módulo VI - A previdência social; Diversos outros temas de Direito do Trabalho - Cursos de direito do Trabalho; Outros cursos jurídicos - Cursos jurídicos; Artigos jurídicos - Doutrinadores hall

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Empregado Doméstico Empregado Doméstico - Conceito Categorias Diferenciadas Documentos do Empregado Anotações na Carteira Profissional Contrato de Trabalho Contrato de Experiência Vantagens do Contrato Salário do Doméstico Horas Extras Adicionais Férias Normas sobre Férias Venda de Férias Um Terço nas Férias Décimo Terceiro Salário Aviso Prévio Folga nos Feriados Licença Maternidade Estabilidade da Empregada Gestante Licença Paternidade

sem as quais não estará evidenciada a relação de emprego doméstico.Ao empregado doméstico.Conceito Lei 5. A Lei 5.859/72. coloca três condicionantes. ao conceituar o empregado doméstico.859/72 Art.Seguro Desemprego Depósito de FGTS INSS do Empregado Doméstico Descontos no Salário Vale Transporte Faltas Permitidas Afastamento Faltas ao Trabalho Folgas Justa Causa Demissão sem Justa Causa Pedido de Demissão Direitos na Justa Causa Benefícios Sociais Justiça do Trabalho Jurisprudência Empregado Doméstico . assim considerado aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família. Isso quer dizer que não se pode considerar como empregado doméstico aquele trabalhador que exerce sua atividade com intermitência ou eventualidade. como por exemplo o diarista que presta seus serviços a . no âmbito residencial destas. senão vejamos: A primeira delas é que os serviços prestados sejam de natureza contínua. aplica-se o disposto nesta lei. 1º .

e aquele que se subordina às normas e ordens do contratante de forma objetiva prestando sua força de trabalho. embora tenha sido tratado que os serviços sejam prestados em dias alternados ou descontínuos. vendendo o produto de seu trabalho por preço que fixar. lavadeiras. ainda que em apenas alguns dias da semana. ou cozinheira para trabalho específico em época definida. sem que efetivamente exista uma relação de emprego doméstico. claro. Da mesma forma que a lavadeira que trabalha para terceiros em sua própria casa não poderá contratar uma ajudante como empregada doméstica vez que o resultado dos serviços prestados pela contratada terão finalidade lucrativa. Assim a natureza contínua da prestação de serviços não pode ser confundida com trabalho contínuo. é que em alguns casos a natureza do trabalho é mesmo a prestação de serviços de forma descontínua. faxineiros. Como finalidade não lucrativa deve ser entendido o trabalho que é exercido fora da atividade econômica. sua mulher às compras. A segunda condicionante é que o resultado do trabalho a ser prestado tenha finalidade não lucrativa. . ainda que de forma intermitente. em dias certos e jornada de trabalho definida para sujeitar-se às suas ordens. porque a preponderância da atividade do seu empregado é servir como motorista da família e não como motorista de um profissional médico. passadeiras. poderá contratá-lo como um empregado doméstico. fica claro que a natureza do trabalho é contínua. É comum a contratação eventual de motoristas. sem a responsabilidade de continuidade da atividade. ainda que a mesma prestação de serviços se alongue por meses ou anos. em caráter eventual. Mas. se o mesmo médico necessita do motorista para levar seus filhos ao colégio. por exemplo uma Babá que trabalha em regime de revezamento com uma ou mais babás. estará usando o motorista para o exercício de atividade econômica. mediante remuneração. ou até por um ou mais dias na semana. Se não há compromisso do trabalhador para comparecer em dia e horário certo e subordinar-se às ordens do Contratante. mediante salário.terceiros durante alguns dias do mês. O que o legislador buscou identificar é a diferença entre o trabalhador que presta serviços como verdadeiro autônomo. Contudo. é notório que trata-se de um trabalho eventual. Não há possibilidade de contratar um empregado doméstico para preparar salgados que serão vendidos. A natureza contínua deve ser interpretada da forma mais simples possível. se o Contratante exige a presença do Trabalhador. logo estará caracterizada uma relação de emprego comum. Um médico que trabalha em casa e tiver um motorista para levá-lo às suas visitas à clientes como atividade preponderante. além de levá-lo ao consultório ou até à residência de um cliente. e não a relação de emprego doméstico.

não se aplicam: a) aos empregados domésticos. a relação de emprego será comum nos termos da CLT. Contudo o âmbito residencial não é expressão que deva ser examinada sob excessivo rigor. no âmbito residencial destas. de um modo geral. pela CLT. Mas. Os preceitos constantes da presente consolidação. a não ser naqueles casos em que. assim considerados. ainda que sem lucro efetivo. apenas registra a vedação de que o profissional liberal. também será empregado doméstico quando sua atividade destinar-se ao interesse da família. o trabalho desenvolvido destina-se a uma atividade econômica.parágrafo único. assim como nenhuma associação ou entidade.Da mesma forma é a situação do trabalhador em um sitio. mesmo estes profissionais não podem exigir tais benefícios quando se enquadram . A terceira condicionante é mais objetiva. uma empresa não poderá ter empregados domésticos. os que prestam serviços de natureza não econômica à pessoa ou à família. Algumas categorias de trabalhadores são diferenciadas e têm normas próprias e acordos coletivos firmados com a categoria patronal que lhes conferem privilégios. deve ser entendido como de âmbito residencial. 7º . Ainda. diz que o trabalho deve ser dirigido à pessoa ou à família. por exemplo. Se o serviço destina-se a produzir frutas para venda. salvo quando for. logo não há de se cogitar em contrato de trabalho doméstico. e mais. adicionais e ou salários especiais. se no mesmo sítio as frutas são para o consumo do proprietário e de seus familiares ou até amigos. O sítio. expressamente. Categorias Diferenciadas CLT Art. o trabalhador poderá ser contratado como empregado doméstico. o motorista que fica mais tempo fora do que dentro do âmbito residencial. expressamente determinado em contrário. em cada caso. não haverá atividade econômica. Os trabalhadores domésticos não gozam dos direitos e benefícios conferidos aos trabalhadores em geral. a casa de praia. a lei dispuser que são extensivos ao empregado doméstico. Portanto. a casa de campo. no âmbito residencial destas. tenha empregados domésticos a trabalho de seu escritório ou consultório. Quando a lei estabelece que os serviços devem ser prestados no âmbito residencial das pessoas ou famílias. Contudo. ou outro ambiente destinado meramente ao lazer da família. ainda que filantrópica.

É que os acordos coletivos de categorias prevalecem quando as categorias são representadas. deve ser realizada por profissionais habilitados ou autorizados. poderia ser considerado como empregado doméstico. se o mesmo pedreiro fosse contratado para dar manutenção à residência. o pedreiro que é contratado para uma reforma não é empregado doméstico. pouco importando a tarefa que venham desempenhar. serão empregados domésticos. Por isso os empregados contratados para reforma de uma residência não devem ser considerados empregados domésticos. via de conseqüência. Contudo. No acordo coletivo dos motoristas e empresários do ramo o empregador doméstico não é representado. e atendidos os demais requisitos da Lei. neste caso. ainda que eventualmente reformando cômodos ou partes da casa. como os engenheiros ou os construtores licenciados. não desenvolve uma atividade lucrativa. assim. por expressa disposição legal. torna-se também empreendedor e. a correr os mesmos riscos (de natureza jurídica e econômica) que normalmente se corre no exercício dessa atividade e a responder juridicamente pela situação dos empregados. nesta hipótese. Quando o particular substitui diretamente estes profissionais. em situação administrativamente irregular. O empregador. para equiparar-se à economia familiar. por exemplo. por exemplo. que não pode ser confundida com economia de consumo. A diferença é sutil. ou os vigias noturnos.como empregados domésticos. mas é certo que a manutenção . Isso porque o resultado de seu trabalho não se dirige objetivamente à pessoa ou a família e sim à reforma de um patrimônio. não pode ser considerada uma economia de consumo. os motoristas. Está enquadrada dentro da categoria econômica da indústria. mas exerce atividade econômica. a reforma executada pelo próprio proprietário se destine ao benefício da família e não tenha finalidade lucrativa. estaria ele proporcionando apenas condição de habitabilidade da família no imóvel. portanto. embora. quando um leigo constrói ou reforma a casa própria. as cláusulas deste eventual acordo não poderão obrigá-lo. portanto. mesmo que o trabalho se destine à reforma da casa de residência da família. Deve ser observado que a Lei regula os serviços prestados em prol da pessoa ou da família. quando estão a prestar serviços para um particular ou para uma família. As enfermeiras. Sendo certo que a execução de obras na construção civil. A construção civil. estará ele substituindo um empreendedor de atividade profissionalizada e incrustada no campo das atividades sujeitas à legislação do trabalho. porque não se encontram vinculados ao regime de relação empregatícia regido pela CLT.

além da data da dispensa. A lei que regula os direitos e deveres do empregado doméstico é antiga. vez que esta prática resulta em segurança para a sua família e até do empregado que poderá descobrir doença que não sabia ser portador. depois do período de um ano. o salário ajustado.859/72 Art. Quando da admissão o empregador deverá proceder a anotação da data de admissão e o salário ajustado. as seguintes anotações: I . A lei estabelece que devem ser anotados a data de admissão. nada impedindo que o empregador venha pesquisar suas relações com os antigos empregadores e até sua conduta familiar e social. II . 5º . 2º .data da dispensa. o início e o término das férias.data de admissão. quando forem .persegue o bem-estar da família e a reforma busca a restauração ou valorização de um patrimônio.Atestado de boa conduta. por isso.Para admissão ao emprego deverá o empregado doméstico apresentar: I . ou equivalente.Atestado de Saúde a critério do Empregador.Na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado doméstico serão feitas. III . deve ser exigido sempre pelo empregador. Anotações na Carteira Profissional Dec. O atestado de conduta pode e deve ser substituído por referências ou carta de apresentação. As anotações são poucas. Documentos do Empregado Lei 5.Carteira de Trabalho e Previdência Social.salário mensal ajustado. a norma deve ser interpretada em sintonia com a realidade. O atestado de saúde. II . pelo respectivo empregador.71.início e término das férias.885/73 Art. III . IV .

só poderá ser lançada ao final do prazo respectivo. com todas as minúcias. A lei faculta a prorrogação do contrato quando fixado por prazo inferior a 90 dias. se houver cumprimento de aviso prévio. com o tempo da prestação dos serviços. Neste documento poderá constar por exemplo a duração e horário da jornada de trabalho. a data de pagamento dos salários. vigia. vez que neste contrato poderão ser estabelecidas. cozinheiro. portanto. mas sim quando da definitiva cessação da prestação de serviços em razão da demissão. a forma e as condições da relação de emprego. motorista. assim. será de muita utilidade tanto para o empregador quanto para o empregado. quais são as atribuições do empregado. os direitos e responsabilidade de cada uma das partes independe da anotação e assinatura da Carteira Profissional do empregado doméstico. e mais. quando o contrato for fixado por um prazo de 30 dias poderá . quais as normas da casa e da família que deverão ser observadas. todos os detalhes acertados verbalmente entre empregado e empregador. etc. Na verdade o contrato pode ser até verbal. Contrato de Experiência O trabalhador doméstico quando contratado para uma determinada atividade. Contudo. jardineiro. havendo prova da prestação de serviço. devem ser anotadas cada uma delas de forma simples e sucinta. A anotação não é da data em que o empregador decidiu demitir o empregado. quando da efetiva dispensa do trabalhador. A duração total do contrato de experiência não poderá exceder a 90 dias. venha demonstrar sua habilidade com o tipo de função desejada pelo empregador. Os direitos trabalhista nascem em razão do contrato realidade. enfim. Contrato de Trabalho Não é necessário que as partes assinem um contrato de trabalho à parte da Carteira Profissional. se o empregado vai receber salário in natura e como será descontado no pagamento. estará formado o vínculo empregatício nos termos da legislação. se as partes quiserem registrar os termos da contratação por um instrumento escrito. poderá sujeitar-se a um contrato de experiência para que. como e quando será definida a folga semanal (repouso remunerado).concedidas as férias. A anotação da demissão.

por hipótese. como todos os demais contratos. Se for prorrogado por mais de uma vez a conseqüência é que a última prorrogação será considerada como não existente. Entretanto. de periculosidade ou noturno. portanto. a prudência recomenda que o contrato de experiência deve ser feito com prazo de 30 dias e depois. como contrato de trabalho por prazo indeterminado. habitação. que o valor líquido efetivamente recebido pelo empregado doméstico no fim de cada mês seja inferior ao salário mínimo legal. não definiu como direito do trabalhador doméstico os adicionais de insalubridade. no máximo. importante. haverá direito do empregado de receber as horas trabalhadas além do limite contratado. ensejando.ser prorrogado por mais 30 ou 60 dias. . poderá dispensar o empregado doméstico sem o cumprimento ou pagamento indenizado do aviso prévio. se no contrato de trabalho constar uma determinada jornada e. o contrato de experiência não pode ser prorrogado mais de uma vez. ao fim do contrato de experiência. 60 dias. se o empregado doméstico recebe alimentação. valendo. não ficando a contento o trabalho. Adicionais A Constituição Federal que estendeu os direitos do trabalhador domésticos. além daqueles previstos na norma antiga. vestuário etc. Mas deve ser observado que se o empregador quiser despedir o empregado durante a vigência do contrato de experiência. ser prorrogado por outros 30 ou. Vantagens do Contrato A vantagem objetiva do contrato de experiência é que o empregador. Salário do Doméstico A Constituição Federal assegurou o salário mínimo também para o trabalhador doméstico. portanto. Contudo. Estes itens poderão ser deduzidos do salário pago. exceder nesta jornada pactuada. deverá pagar o aviso prévio. se necessário para aferir as qualidades do empregado. Mas. porque sequer tem direito a jornada de trabalho definida. Horas Extras A rigor o empregado doméstico não tem direito a horas extras. comprovadamente.

Mas deve ser observada a proporcionalidade que a CLT estabelece em razão de eventuais faltas do empregado ao serviço. observados os requisitos para percepção do saláriomaternidade custeado pela Previdência Social. Pela CLT.Não será considerada falta ao serviço. mas mantém o direito ao recebimento do 1/3 previsto na constituição Federal. III .justificada pela empresa.por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto Nacional do Seguro Social.885/73. a ausência do empregado: II . . Normas sobre Férias CLT ART. não justificadas.18 (dezoito) dias corridos.Férias CLT Art. o empregado perde o direito às férias.30 (trinta) dias corridos. as férias são de 30 dias. Quando o empregado exceder de 32 (trinta e duas) faltas. quando não houver faltado ao serviço mais de 05 (cinco) vezes. INSS. ou seja no ano de serviços.Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. excetuada a hipótese do inciso IV do ART. II . antiga. atualmente. IV . remeteu à CLT a aplicação dos direitos do empregado doméstico relativamente às férias. quando houver tido de 06 (seis) a 14 (quatorze) faltas. os tribunais têm entendido que artigo 2º do decreto 71. para os efeitos do artigo anterior.12 (doze) dias corridos.24 (vinte e quatro) dias corridos. tenha fixado as férias em 20 dias úteis. III . entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do correspondente salário. artigo 130. na seguinte proporção: I . IV . quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas. no período aquisitivo.133. 130 . quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas.durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto. Embora a legislação específica.131 . o empregado terá direito a férias.

tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses. com especial clareza. para conformar a realidade e o princípio de justiça que as partes procuram e o judiciário deve oferecer. o empregador pagará em dobro a respectiva remuneração. PAR. ART. e ART. com percepção de salários. menor de 18 (dezoito) anos. embora descontínuos. por sentença.deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída. o empregado poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação. no curso do período aquisitivo: I . quando for impronunciado ou absolvido. PAR. da época de gozo das mesmas. nos 12 (doze) meses subseqüentes à data em que empregado tiver adquirido o direito. em um só período.2º Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o empregado. ART. PAR. em algumas situações concretas os tribunais são forçados a dar uma interpretação extensiva ou restritiva do texto legal. retornar ao serviço.1º A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. após o implemento de qualquer das condições previstas neste artigo.permanecer em gozo de licença. ART.durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva.134 As férias serão concedidas por ato do empregador.136 A época da concessão das férias será a que melhor consulte os interesses do empregador. PAR. . Estes são os demais dispositivos que interessam mais ao empregado doméstico e ao empregador.133 Não terá direito a férias o empregado que.2º O empregado estudante. por mais de 30 (trinta) dias. II . contudo.134. além da norma é preciso observar as interpretações que os tribunais têm dado a cada um dos artigos relacionados.137 Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o art. IV .V . Embora a maioria das normas trabalhistas sejam auto explicativas. terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.1º Vencido o mencionado prazo sem que o empregador tenha concedido as férias.

PAR. o que resulta. contados retroativamente do dia 31 de dezembro do ano em curso.3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. a final. Para o empregado que não tiver mais de um ano de contratação o 13º salário deverá ser pago na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço. Mas não é possível comprar as férias do empregado de forma total. no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes. Neste caso.143 É facultado ao empregado converter 1. havendo o adiantamento. . não raro. 1/3 do salário. Décimo Terceiro Salário Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito ao 13º salário. contudo o empregado poderá solicitar que 50% (cinqüenta por cento) do 13º salário lhe seja adiantado quando do gozo de férias. A data limite para pagamento do 13º salário é o dia 20 de dezembro de cada ano. na venda de parte de suas férias para o empregador.1º O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo.Isso quer dizer que nem sempre a lei pode ser examinada somente no seu sentido literal. as interpretações dos tribunais podem dilatar ou reduzir os seus efeitos práticos. deduzirá a importância em dinheiro que já houver adiantado para o empregado. Um Terço nas Férias Com o advento da Constituição Federal. pelo menos. Venda de Férias CLT ART. O valor do 13º salário integral deverá ser igual à remuneração que for devida no mês de dezembro. na época limite do pagamento o empregador considerará o valor da remuneração de dezembro. O empregado tem o direito de converter parte de suas férias em abono pecuniário. mesmo que o empregado assim o queira. também para o trabalhador doméstico. as férias deverão ser remuneradas com o acréscimo de. ou fração superior ou igual a 15 dias. e efetuará o pagamento do saldo.

que será paga pela Previdência Social. quando definiu os direitos que alcançavam o trabalhador doméstico. se manterá fixo em reais. a empregada doméstica tem direito a licença gestante. Licença Maternidade Portanto. Entretanto. Estabilidade da Empregada Gestante É ainda polemica a tese da gestante possuir ou não a estabilidade provisória prevista no artigo 10. e o empregado doméstico que apenas aproveita parte dos dispositivos da CLT e tem hoje a maioria de seus direitos regidos pela Constituição Federal. O valor da antecipação. No entanto. de forma inequívoca. Contudo a corrente majoritária nos tribunais é de que a empregada doméstica gestante não goza do direito à estabilidade porque a Constituição Federal deixou de enumerá-lo no seu parágrafo único do artigo 7º. alguns juizes entendem que os dias de feriado. Esta é uma das diferenças entre os direitos do trabalhador comum. b. regido pela CLT. Assim. para efeito de compensação futura. será devida a indenização porque. em razão de sua omissão no cumprimento de dever legal. não podendo ser atualizado monetariamente Aviso Prévio Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito ao Aviso Prévio nos moldes fixados pela CLT. devem ser pagos em dobro. a demissão da empregada doméstica gestante não impõe ao empregador o pagamento do período da licença e sequer de indenização correspondente. A Previdência Social é que deverá pagar à gestante a sua licença. se o empregador não estiver pagando as contribuições relativas à previdência social.Fica claro que a inflação ou aumento de salário não refletirá na parcela já antecipada ao empregado a título de 13º salário. terá causado prejuízo à . Folga nos Feriados O empregado doméstico não goza deste privilégio. II. da Constituição Federal. trabalhados.

normalmente contados a partir do dia seguinte ao do parto. no prazo referido no inciso II deste artigo. O seguro desemprego está previsto no inciso II do artigo 7º da Constituição Federal para os trabalhadores de forma geral.O empregador doméstico está obrigado a arrecadar a contribuição do segurado a seu serviço e a recolhê-la. Importa salientar que os dias são corridos. O prazo é de 05 dias. Seguro Desemprego Este benefício não foi estendido ao trabalhador doméstico. contudo. 30 . ou contados do dia do parto se desde esse dia o empregado já ausentar-se do trabalho. é necessário que outra lei disponha sobre a forma de participação e a obrigatoriedade dos depósitos pelo empregador.036/90. Depósito de FGTS Este direito não foi estendido ao trabalhador doméstico.empregada que não sendo contribuinte não poderá postular tal direito junto à Previdência Social. Entretanto a lei 8. INSS do Empregado Doméstico Lei 8. admite a possibilidade dos trabalhadores domésticos virem a ter acesso ao regime do FGTS. . contudo. assim como a parcela a seu cargo. que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A Arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: V . no parágrafo único do mesmo artigo a CF omitiu a extensão desse direito para os empregados domésticos. no parágrafo único do mesmo artigo a CF omitiu a extensão desse direito para os empregados domésticos.212/91 Art. para tanto. O FGTS está previsto no inciso III do artigo 7º da Constituição Federal para os trabalhadores de forma geral. contudo. Licença Paternidade Com o advento da Constituição Federal o empregado doméstico também tem direito à licença paternidade.

a alimentação. Os percentuais que a norma permite sejam entendidos como salário in natura ou salário utilidade são fixados em decreto. para os efeitos previstos neste artigo. contudo.Os segurados trabalhador autônomo e equiparados. Caso contrário. na maioria dos casos apenas verbal.212/91. deve haver um contrato que estabeleça a forma e os valores destes descontos. os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo . Já a contribuição de responsabilidade do empregado doméstico. PAR. O empregador poderá descontar do empregado doméstico a alimentação . equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho. os vestuários. juntamente com a sua parcela da contribuição. até o décimo quinto dias depois do mês de competência. todavia a soma destes descontos não poderá ser superior a 70% do salário mínimo. o empregador está obrigado a promover o desconto da contribuição previdenciária devida pelo empregado e a recolhê-la. Descontos no Salário ART. não podendo exceder. Mas. sobre o salário pago. 30. De acordo com a Lei 8. para a prestação dos respectivos serviços. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. aproveitado o que dispõe a CLT em relação aos descontos.1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis. poderá o empregado doméstico reclamar judicialmente que tais descontos não foram autorizados. 8% para o vestuário e 5% para higiene.458 Além do pagamento em dinheiro.Inciso II . em cada caso. por força do contrato ou do costume. empresário e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria até o dia quinze do mês seguinte ao da competência. Embora não se aplique a CLT para os casos em que não haja disposição expressa neste sentido. 20% para a alimentação. fornecer habitualmente ao empregado. apesar da simplicidade do contrato de trabalho doméstico. para todos os efeitos legais. vestuário ou outras prestações ""in natura"" que a empresa. é de ser observado que na hipótese do . é de ser aplicada a analogia como fonte do direito e.artigos 81 e 82. é variável em razão do salário que perceber. é importante observar que. habitação. neste caso.II e V. deve ser observado o teto de 25% para habitação.2º Não serão considerados como salário. o vestuário e habitação que fornecer. PAR. e que deve ser descontada e recolhida pelo empregador. mas. A contribuição a cargo do empregador incide sobre o valor do salário base de contribuição do empregado doméstico. compreende-se no salário. art.

Se o empregador pagar o Vale-Transporte e nada cobrar do empregado. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. férias e aviso prévio. II . não poderão ser descontadas no salário do empregado. sem qualquer desconto.O Vale-Transporte será custeado: I . Quando o empregado for arrolado ou convocado para comparecer a Justiça.empregador fornecer qualquer desses benefícios de forma gratuita. aviso prévio etc. integrarão ao salário para efeito de pagamento de férias.Os empregados domésticos assim definidos na Lei 5. .619. nos termos da Lei 7.859. os trabalhadores em geral e os servidores públicos federais. tais como: II . na parcela equivalente a 6% (seis por cento de seu salário básico ou vencimento.São beneficiários do Vale-Transporte. havendo o fornecimento de qualquer das utilidades mencionadas deve ser procedido um desconto a este título. Somente pode ser descontado do empregado até o limite de 6% do seu salário básico. assim entendidas aquelas que a lei prevê. os valores respectivos. Parágrafo único. Portando. calculados conforme a fórmula retro demonstrada. constando do recibo de salário.pelo empregador. o valor que exceder este limite será suportado pelo empregador. de 30 de setembro de l987. o valor da parcela de que trata o item I deste artigo. Faltas Permitidas As faltas justificadas. O empregado doméstico tem direito ao Vale Transporte. no que exceder a parcela referida no item anterior. Art. como testemunha. o valor correspondente integrará ao salário para efeito do 13º salário. Vale Transporte Art. 1º . de 16 de dezembro de l985. 9º . mensalmente do beneficiário que exercer o respectivo direito. poderá faltar as horas que forem necessárias. alterada pela Lei 7. contudo. ainda que de valor meramente simbólico.pelo beneficiário. 13º salário. observando os limites e as condições que a legislação estabelece. A concessão do Vale-Transporte autorizará o empregador a descontar.418. de 11 de dezembro de l972.

de seus descendentes (filhos. netos etc. a lei lhe permite faltar ao trabalho por dois dias. Faltas ao Trabalho Se o empregado falta ao trabalho sem justificação legal o empregador pode efetuar o desconto respectivo. mas. O empregado poderá também faltar ao trabalho por 5 dias. mediante comprovação da doação. Quando o empregado não for eleitor e quiser alistar-se.) de seus irmãos. também poderá faltar. de seus ascendentes (pais. mas pagas pela Previdência Social. assim. por um período de 120 dias e. Neste caso a comprovação será fornecida pelo órgão respectivo.Quando do falecimento do cônjuge do empregado. Os empregados domésticos também poderão afastar-se do trabalho quando vitimados por acidente do trabalho ou acometidos de moléstia que impossibilite a prestação dos serviços. A empregada poderá afastar-se do trabalho. estes dias não serão obrigatoriamente consecutivos. importante. consecutivos. Quando o empregado tiver que apresentar ao órgão de seleção do serviço militar obrigatório ou cumprir demais exigências para do alistamento. Afastamento Os afastamentos justificados do empregado doméstico são ausências que não são remuneradas pelo empregador. para efeito do cálculo das férias. mas. Folgas . conforme constatação dos médicos oficiais. no caso de aborto não criminoso. Por ocasião do casamento do empregado poderá faltar por três dias. não deverão ser consideradas como faltas ao serviço. Quando o empregado for doador de sangue também poderá faltar ao trabalho um dia por ano. por duas semanas. sempre lembrando que o desconto deve constar do recibo de pagamento do salário.). poderá faltar por 2 dias consecutivos. mediante comprovação médica. avós etc. em razão de licençamaternidade. ou ainda de pessoa que comprovadamente por anotação na CTPS viva sob sua dependência. no decorrer da primeira semana do nascimento de filho.

A improbidade na CLT. sempre que possível. constante. é aquela habitual. para o direito do trabalho a desídia que autoriza a demissão por justa causa. ensejador da dispensa por justa causa. Por isso é importante o perfeito conhecimento e interpretação de todas as palavras dispostas na legislação. o roubo ou a apropriação indébita pelo empregado. O normal é o empregador. . indolência.A improbidade A desídia no direito trabalhista. contudo. aos domingos. grave. aplicar-lhe pena de suspensão do trabalho por alguns dias. que se consubstancia em ato criminoso praticado contra o patrimônio do empregador é uma das situações que ensejam a demissão imediata. tratando-se de empregado doméstico.O empregado doméstico tem direito ao repouso semanal remunerado. somente se caracteriza quando há inequívoca habitualidade. O furto. independentemente de ter ocorrido uma única vez. A embriaguez habitual ou em serviço também é motivo. Mas também. Os empregados domésticos. imediatamente quando tomar conhecimento de tal fato. Embora a desatenção. descuido. desleixo. não bastando apenas o acolhimento literal da norma. preferencialmente aos domingos. e não decorrente de situação especial ou momentânea. Justa Causa São vários os itens que a Lei atribui ao Empregador o direito de demitir o empregado por Justa Causa. é certo que um dia da semana lhe deverá ser concedido de folga e. sejam sinônimos de desídia no direito comum. embora seja certo que alguns juizes entendam ser devida a remuneração dobrada nos feriados. Havendo reincidência. não têm direito ao descanso nos feriados e dias santos. Não se pode esquecer que o empregado doméstico convive com os familiares do seu empregador e uma conduta desregrada ou moralmente inconveniente reflete muito mais do que quando se trata de um empregado de fábrica que tem sua jornada de trabalho e função com pouca ou nenhuma ligação com o seu empregador. sempre haverá uma importância maior quando o empregador nota ou toma conhecimento de fatos que podem ser entendidos como incontinência de conduta ou mau procedimento do empregado. Neste particular a norma não os contemplou. Em alguns casos a disposição legal deve ser interpretada também dentro do sentido jurídico consagrado pela jurisprudência. por outro lado. advertir o empregado por escrito. Portanto. resultam na quebra da confiança e na impossibilidade na manutenção da relação de emprego.

Os tribunais tem entendido que o abandono do emprego se caracteriza pela ausência injustificada do empregado por mais de 30 dias consecutivos. 13º salário proporcional. dependendo da gravidade e conseqüências da embriaguez.descontando no salário os dias da suspensão. equivalente a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. havendo nova ocorrência. aviso prévio de trinta dias ou indenização correspondente. O empregado quando pede demissão tem a obrigação de dar aviso prévio de 30 dias ao seu empregador. às férias vencidas e às férias proporcionais. e enseja a demissão por justa causa da mesma forma. . Demissão sem Justa Causa O empregado doméstico na demissão imotivada tem direito ao saldo de salário do mês. Naturalmente que em alguns casos. porém. Depois. Outra ocorrência que gera o direito a demissão por justa causa é o abandono do emprego. aplicar-lhe a demissão por justa causa. e pleitear todos os seus direitos. Por outro lado é importante saber que o empregado também tem direito de desligar-se do emprego. Entretanto é importante observar que a ocorrência de muitas faltas de um ou mais dias. férias proporcionais. haverá o ensejo para a demissão por justa causa. não caracterizam abandono de emprego. Pedido de Demissão O empregado que pede demissão tem direito ao saldo de salários. Neste caso tem direito a receber as indenizações como se tivesse sido demitido imotivadamente. A CLT dispõe da seguinte forma: O trabalhador também pode postular na Justiça o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho quando o empregador deixa de cumprir seus deveres ou pratica atos vedados pela Lei. equivalente a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. equivalentes a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. férias vencidas. como se tivesse sido demitido imotivadamente. ao 13º salário proporcional. equivalentes a 1/12 da remuneração mensal por mês de trabalho ou fração igual ou superior a 15 dias. alternados. ainda que tal acontecimento tenha se caracterizado pela primeira vez. se enquadram no fato da desídia.

o direito comparado. e inclusive os órgãos da administração do trabalho. ainda. Essa disposição tem importância fundamental e explica a razão pela qual. pela jurisprudência. não tem direito ao 13º salário proporcional e não tem direito às férias proporcionais. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. de acordo com os usos e costumes. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. os juizes . A CLT investe o julgador.8 As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. e. Direitos na Justa Causa Quando um empregado doméstico é demitido por justa causa seus direitos são reduzidos. O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. com amparo na jurisprudência.Se o empregado não der o aviso prévio o empregador poderá descontar no recibo de rescisão o valor equivalente a 30 dias de salário. Benefícios Sociais Relativamente à Previdência Social o empregado doméstico goza dos mesmos direitos que o trabalhador urbano. que tiver no dia da demissão. O empregado que comete falta grave não tem direito ao aviso prévio. Parágrafo único. Justiça do Trabalho CLT Art. e férias vencidas.9 Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar. por força das disposições constitucionais e da legislação específica. na analogia. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. na falta de disposições legais ou contratuais. portanto devidas somente se já o empregado tiver completado o período aquisitivo de 12 meses de trabalho. equidade e outros princípios e normas gerais de direito. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. na dúvida. resumindo-se ao saldo de salário. decidirão conforme o caso. principalmente do direito do trabalho. Art. do poder de interpretar as omissões legais ou contratuais das relações de trabalho. por analogia.

na verdade. (TST . somente o Juiz Presidente decide. de Freitas . comprovadamente. mas. ou seja de postular Reclamatória Trabalhista. Na Justiça do Trabalho não há necessidade de advogado para instauração de reclamação individual.A categoria dos trabalhadores domésticos é. mesmo porque inexiste previsão legal estabelecendo a necessidade de acordo entre as partes. a possibilidade de negociação coletiva e.DJU 07. EMPREGADA DOMÉSTICA . de chegar-se ao estágio final do ajuizamento da ação coletiva (art. A verdadeira e atual função dos Juizes Classistas fica restrita a tentar a conciliação entre os litigantes. somadas.11.271/94 .RO-DC 112.Ac. Manoel M. Qualquer trabalhador pode defender os seus direitos e interesses. 458/CLT. todavia.7 . no que tange àqueles.DJU 25. um Juiz Classista. representante da categoria patronal. parágrafo único.96) .adotam seus próprios entendimentos. Regina Rezende Ezequiel . uma categoria limitada no que tange a direitos coletivos e individuais. nem sempre suficientemente convincentes. finalmente.SALÁRIO IN NATURA . (TST .94). da Carta Magna).06. não faz jus às diferenças salariais relativas ao valor pago em espécie e ao teto salarial. superam o valor do salário mínimo.SINDICATO DE TRABALHADORES DOMÉSTICOS IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA . diretamente.ACORDO . 7º. SDI 2. ainda. deverá o interessado contratar advogado para acompanhamento da demanda. que afasta. e um Juiz Classista representante da categoria profissional. Na Justiça do Trabalho os processos são examinados por uma Junta de Conciliação e julgamento composta por um Juiz Presidente. Jurisprudência DISSÍDIO COLETIVO . por incompatibilidade lógica. havendo recurso. Min. 114. como condição inafastável para o fornecimento de qualquer utilidade prevista no art. o reconhecimento dos acordos e convenções coletivas (art. É que na fase de recurso existe intensa atividade processual e o leigo não teria condição de exercer sua plena defesa sem os conhecimentos especializados de um advogado. Teoricamente o colegiado de Juizes decidem a demanda. os Juizes classistas são indicados pelas entidades sindicais e têm o cargo em caráter temporário. aliás. que. não lhe tendo sido assegurado.7 .O empregado doméstico que.E-RR 62. sem a participação de advogado na primeira instância.Ac. O Juiz Presidente é concursado e goza de vitaliciedade no cargo.625/92.271/96 . SDC 1.Relª Min.868/94. § 2º). percebe do empregador utilidades.Rel.

73 da Lei nº 8.A multa cominada pelo art. não havendo. no âmbito doméstico. expressamente. . da CLT. . parágrafo 3º da CLT.Se o reclamante sempre exerceu a função de motorista familiar. qual seja. Regina Rezene Ezequiel .634/96 . prevalece para todos os efeitos a sua condição de doméstico.RO 17.Ac.01.96) EMPREGADO DOMÉSTICO . a ser pago pelo instituto previdenciário. Aplica-se o texto legal consolidado por força do disposto no art.FÉRIAS .DJU 05. respectivamente. (TST . Se a lei confere ao empregado doméstico um direito líquido e certo. 477 da CLT não é aplicável na rescisão de contrato de emprego doméstico. porquanto não está a sanção elencada no art.O art. da Constituição Federal. . 4. permite que o empregador desconte 25% e 20% do salário do obreiro. (TRT 3ª R . posto que desaconselhável. 458. Juiz Marcos Bueno Torres .608/96 . 7º.023/96 . inciso IV e parágrafo único da CF. haja vista a tão decantada primazia da realidade. Preliminar de carência da ação rejeitada. XXXV. Aplicação do art. (TRT 3ª R.DJMG 29.97) EMPREGADO DOMÉSTICO . por analogia. vez que aqui as relação são quase familiares. a título de habitação e alimentação.DJU 27. ademais. Juiz Theotônio Costa . a título de habitação e alimentação.Rel.859/72. Apelação improvida. a aplicação das leis trabalhistas não pode ser feita de forma rigidamente processual. plausível o reconhecimento do desconto de 20% sobre o salário mínimo efetuado pela empregadora sobre o salário da obreira.375/96 .96) .Rel.PRIMAZIA DA REALIDADE .96) EMPREGADO DOMÉSTICO . a percepção de salário-maternidade. eis que aos mesmos se aplica a Lei 5.DJMG 24. não pode o segurado ter este direito coarctado por falta de normas internas que regulam a matéria. O salário-maternidade devido ao empregado doméstico está a cargo da autarquia previdenciária. Aplicação. além do que. 477 DA CLT . 5º. 137. Tais descontos deveriam ter sido acordados quando da contratação da obreira. ressalte-se que.AC 92. 7º.DESCONTOS SALARIAIS COM HABITAÇÃO E ALIMENTAÇÃO .5ª T.Relª Min.RR 191.RO 7. parágrafo único da CF/88.1ª T .04. apesar de admitido como motorista da reclamada. (TRT 3 ª R.292/95. incontroverso que a obreira residia na casa da reclamada.1 . II. previsto no art.213/91.829-3-SP . previsão legal para a sua cominação.SALÁRIO-MATERNIDADE . do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. que determina o pagamento dobrado das férias não concedidas em tempo hábil.RO 12.03.03.46.Não tem os empregados domésticos direito ao preceito contido no art. . de modo que ainda hoje o ordinário.I.10. firmado o princípio da inaplicabilidade.09. das normas legais que impõem penalidades.Rel. é a relação de emprego sem qualquer contrato expresso. III.3ª T. que é o princípio aplicável também aos empregadores e não somente aos empregados.4ª T. baseadas na confiança íntima existente entre as partes. Assim. . pois. 1ª T.DOMÉSTICA . (TRT 3ª R.MULTA DO ART. ali fazendo as suas refeições. .97) EMPREGADO DOMÉSTICO . Juiz Marcos Heluey Molinari .Relª Juíza Deoclécia Amorelli Dias . Entretanto.DJU 05.

É doméstico o laborista registrado como caseiro ainda que exerça atividades de motorista particular.197/94 .A Constituição Federal de 1988 garantiu a licença à gestante.859/78. art.Rel. com duas folgas semanais e em dois dias. direito que foi expressamente estendido às domésticas. Juiz Allan Kardec Carlos Dias . Os créditos trabalhistas do empregado doméstico estão sujeitos ao prazo de prescrição do art. 3º da Lei nº 5.05. Indevida a multa do § 8º do art.DOMÉSTICO .Estando comprovado que a reclamante trabalhava apenas metade da jornada de trabalho. Assegurado ao doméstico o 13º salário pela Lei Maior vigente. Min.RO 02.93) DOMÉSTICA .10. Netto . Sendo assim. em jornada além da metade.SALÁRIO MÍNIMO . 7º do diploma consolidado.93) EMPREGADOR DOMÉSTICO .Rel.GESTANTE .04.EFEITOS .SALÁRIO IN NATURA PRESCRIÇÃO .RO 9. Desig.494/93. pois não se aplicam aos domésticos as regras estabelecidas pela CLT. Não se pode exigir do empregador doméstico o que é exigível do empregador comum. o empregador doméstico sofre de violência com a decretação das penas de revelia e de confissão quanto à matéria de fato.400/92 .CONTRATO DE EXPERIÊNCIA . Marcellini . . só tem direito a perceber a metade do mínimo legal. 95 do Decreto 611/92. da Constituição Federal de 1988. A Carta Magna somente estendeu ao doméstico o direito às férias anuais e respectiva remuneração por ela preconizada e não resulta incompatível com o art. O pressuposto básico do salário-maternidade é a relação de emprego.DJU 14. 3.GARANTIA DE EMPREGO .EFEITOS . (TST RR 81.94) DOMÉSTICO . (TRT 3ª R. Comparecendo à audiência através de preposto. em que prevalece a informalidade. mormente se trabalha longo período sem reclamar diferença salarial alguma.94).EMPREGADO DOMÉSTICO .Aplica-se à doméstica o contrato de experiência. Baldacci .448/94 . (TRT 2ª R . sem prejuízo do emprego e do salário.2ª T.DIREITOS .8 . .MULTA DO ART.Em virtude das condições especiais da relação de trabalho doméstico.DJMG 16.02. (TRT 3ª R.DJMG 19. 458) se prestam a completar o salário mínimo legal. DOMÉSTICA . 7º. (TRT 3ª R.Não há qualquer óbice legal ao credenciamento de preposto pelo empregador doméstico.DOESP 23. Juiz Gilberto A. . tendo em vista a alínea a do art.JORNADA REDUZIDA .RO 6. 2ª T.Rel.13º SALÁRIO . Juiz Antonio A.DJMG 07. com duração de 120 dias.926/92 .INAPLICABILIDADE DAS REGRAS CELETISTAS .92.94) DIFERENÇA SALARIAL . não tem o texto constitucional o condão de retroagir seus efeitos ao período anterior a sua promulgação. M. Juiz Fernando P.FÉRIAS .1ª T. L. 477 da CLT ao doméstico. somente é . a teor do art.Ac. uma vez comprovado que não se destinavam a fim econômico do contratante.168/93 . 443 da CLT.1ª T. por força do disposto no art. portador de defesa e documento. legítimo se entender a existência de acordo tácito no sentido de que as utilidades fornecidas ao empregado (CLT. XXIX.RO 1.Ac.0101565 .03.Rel. . Vantuil Abdala . .Red. 477 DA CLT . . 2ª T 11.

MULTA NO ATRASO DE PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS .Rel. parágrafo único.05. por extensão.02. .Rel. Desig. EMPREGADO DOMÉSTICO . a maternidade e. (TRT 3ª R .RO 13. sob pena de submeter seu direito ao salário-maternidade ao arbítrio exclusivo do patrão. Juiz Israel Kuperman . de forma explícita. Neste caso. não se exercendo na mesma qualquer atividade lucrativa. . . o direito à vida.2ª T. (TRT 3ª R. ao admitir mulher em idade reprodutora.Os empregados domésticos devem receber.94) EMPREGADO DOMÉSTICO . .TRABALHO INTERMITENTE IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DO VÍNCULO .Rel. (TRT 3ª R.DJMG 03. (TRT 3ª R.Red.Caracteriza-se como empregado doméstico o trabalhador que presta serviços em fazenda que é utilizada apenas para recreação de seu proprietário e familiares. em dobro. .DOMÉSTICO .145/93 . . Oliveira DJMG 11. o direito individual cede lugar à proteção fundamental da maternidade. Juiz Hiram dos Reis Correa . (TRT 3ª R. já que o direito à vida e às garantias que lhe são inerentes (pré e plurinatal) estão em ordem de prioridade. obstando. (TRT 3ª R.504/94 .DJMG 15.É empregado doméstico o trabalhador que presta seus serviços ao lar do proprietário da fazenda.A Lei 5. o reconhecimento do vínculo em relação jurídica de natureza intermitente. apenas.94) RELAÇÃO DE EMPREGO .RO 18. aplicando-se-lhes.possível alcançar este benefício com a permanência do vínculo. daí por que a garantia de emprego prevista no art.DJMG 12. cozinhando e limpando a casa. . os direitos assegurados no artigo 7º.93).RO 5. mas o bem jurídico tutelado é outro: a gestação.903/92 .95) DOMÉSTICO . a lei não pretende conceder a garantia de emprego aos domésticos.Inexiste base legal para o deferimento da multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias aos domésticos.CARACTERIZAÇÃO . 10 do ADCT deve ser estendida à doméstica. pelo trabalho realizado aos domingos. . De fato.FERIADOS .215/93 . Juiz Sebastião G. assim.Rel. O objetivo do legislador constituinte foi estender-lhes também o descanso em feriados.4ª T.95) EMPREGADO DOMÉSTICO .159/95 . pois esta classe não está amparada pela CLT.02.DJMG 18. em feriados e dias santificados.RO 8.RO 17. Juiz Pedro Lopes Martins DJMG 05.Relª Juíza Alice Monteiro de Barros .859/72. ao disciplinar o trabalho do doméstico dispôs. A alegação de que a estabilidade provisória seria incompatível com o trabalho doméstico não pode ser acolhida neste caso.02.2ª T.02. O empregador doméstico.4ª T. . sabe de antemão que poderá ter suspenso o direito de dispensá-la em razão da gravidez.94) . . que a tutela legal somente alcança a atividade laboral contínua. da Constituição Federal. Juiz Israel Kuperman .04. .744/92 .RO 3.4ª T. embora a Carta de 1988 não se refira de modo expresso a estes últimos.2ª T.

. O seu valor econômico.11. sem garantir-lhe o menos.515/91 .956/94 . com liberdade para prestar serviços em outras residências e até para a escolha do dia e horário do trabalho.DJMG 07. Rel. (TRT 4ª R .06.Rel.019519-1 . em residência particular duas vezes por semana. . . sob pena de assegurar-lhe o mais. DOMÉSTICA .DOERS 28. Vidigal DJMG 19. do Valle .Rel.09. 7º da Constituição da República/88.DOERS 07. 10.O trabalho doméstico não tem valoração pecuniária direta como forma de participação do trabalhador em qualquer tipo de processo produtivo.Rel.PRESCRIÇÃO . mas prestadora autônoma de serviço. (TRT 3ª R.11. embora possa existir.5ª T. .93) .092/96 .DJMG 09. a atual Constituição Federal. Juiz Márcio R. que substituiu o art. disciplinando o instituto da prescrição como norma geral que abriga todos os trabalhadores urbanos.859/72. que não estende à doméstica a proteção contra a despedida sem justa causa em caso de gravidez. A disposição transitória citada deve ser interpretada em consonância com o parágrafo único do art. o direito do doméstico a férias anuais remuneradas com pelo menos 1/3 a mais do que o salário normal.EMPREGADO DOMÉSTICO Prevendo.174/93 .RO 93.04. 11 do Diploma Consolidado.RO 2. ACRESCIDAS DE 1/3 .5ª T. S. (TRT 3ª R. .EMPREGADA DOMÉSTICA . não se constitui empregada doméstica para efeito de aplicação da Lei nº 5. letra b. Juiz Itamar José Coelho .94) TRABALHADOR DOMÉSTICO . Juiz Valdir de Andrade Jobim . . Ausência dos requisitos da não eventualidade e da subordinação. A ausência de exploração de atividade econômica no âmbito da propriedade rural constitui empecilho legal para o reconhecimento de uma possível relação de emprego em favor do conhecido "caseiro".RO 1. que visa emprestar à atividade empresarial objetivos lucrativos.02. neles estando também incluídos os domésticos.INEXISTÊNCIA .EXPLORAÇÃO ECONÔMICA .4ª T .DJMG 12. Carlos Affonso Carvalho Fraga . conferiu-lhe.DOMÉSTICA DIARISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE LIMPEZA . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. (TRT 4ª R .Faxineira que trabalho como diarista.FAXINEIRAS . inciso II. Tarcísio Alberto Giboski . qual este último seja o principal elemento caracterizador da relação de emprego. Juiz Marcio F.4ª T .2ª T.RO 15.O prazo prescricional aplicável a esta categoria é o previsto no inciso XXIX do art. à falta de previsão legal. difere daquele que emana da relação de emprego comum.94) FÉRIAS PROPORCIONAIS.Improsperável o pedido de pagamento de feriados trabalhados pela doméstica. RELAÇÃO DE EMPREGO .411/93 .RO 12.94).96). sem dúvida. também.GARANTIA DE EMPREGO .RO 12. 7º da Constituição Federal. (TRT 3ª R .GRAVIDEZ . (TRT 3ª R.PROPRIEDADE RURAL .Rel.Rel.A empregada doméstica não se beneficia da garantia de emprego prevista no art. o direito às férias proporcionais.94) TRABALHADOR DOMÉSTICO .FERIADOS .5ª T.

Relª Juíza Maria de Assis Calsing . entendido o âmbito residencial todo o ambiente que esteja diretamente ligado à vida de família (Délio Maranhão). . .94). Juiz Bertholdo Satyro . tal como a prova de falta grave praticada pelo empregado doméstico. caracteriza a relação de emprego. do que não decorre.MANUTENÇÃO DA DIFERENCIAÇÃO JURÍDICA NA CF/88 .EXTINÇÃO DO . 1. ainda que uma única vez por semana. 405.DJU 09.03.DJU 25. Aos respectivos depoimentos se atribuirá a valoração correspondente residindo o doméstico com os patrões.JUSTA CAUSA . a quebra do liame de confiança é motivo suficiente à ruptura do vínculo. TP 22. exclusividade e subordinação.EMPREGADO DOMÉSTICO . necessariamente.064/93 . .052/93 .768/92 . Juíza Heloisa Pinto Marques . (TRT 10ª R . 305/94 . RELAÇÃO EMPREGATÍCIA DOMÉSTICA . § 3º.DJU 15. por não desenvolver trabalho aproveitado pelo patrão com o fim de lucro.ANÁLISE DA PROVA .2. decorrente da própria convivência da empregada com o lar de seu empregador.É empregado doméstico o motorista particular em residência do empregador. a imputação de suspeição.Ac. desfrutando.124/93 . onerosidade.RO 444/94 Ac. 3º da CLT. abandonando os formalismos para buscar a correta sintonia com a realidade e atingir a querida verdade real.93) EMPREGADO DOMÉSTICO .537/94 .08.A comprovação de fatos ocorridos no convívio íntimo da família.RO 1.95) DISSÍDIO COLETIVO .VÍNCULO EMPREGATÍCIO .Rel. especialmente quando existe robusta prova testemunhal nos autos que comprova a presença dos requisitos preconizados no art. item III.RO 2. Juiz Sebastião Machado Filho . (TRT 10ª R.04. do convívio familiar. durante considerável lapso temporal.94) EMPREGADA DOMÉSTICA .RELAÇÃO EMPREGATÍCIA O trabalho doméstico prestado. (TRT 13ª R. impondo-se menor rigidez na aferição do impedimento configurado no art. por isso.Em face da excessiva dose de fidúcia inerente à toda relação empregatícia doméstica. (TRT 10ª R.11. 3ª T.Relª.Ac. Juiz Vanderlei Nogueira de Brito DJPB 08. (TRT 10ª R .EMPREGADOS DOMÉSTICOS . de forma contínua. do CPC.RO 5. 2ª T 1713/94 .DJU 11. exige o testemunho de pessoas que freqüentam a casa. 2ª T.INAPLICABILIDADE DOS INSTITUTOS NORMATIVOS NO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO . .94) TRABALHO DOMÉSTICO UMA VEZ POR SEMANA .Rel.115/93 .CARACTERIZAÇÃO Não se considera diarista a empregada doméstica que presta serviços mediante exclusividade e com jornada de trabalho de segunda a sábado. estando presentes os demais requisitos da pessoalidade. Emergindo da prova testemunhal e dos demais elementos dos autos que a empregada sempre percebeu as férias e os 13º salários.395 . cumpre ao julgador analisar com cautela redobrada a prova. 3ª T.09.Rel. máxime quando confessado a inexistência de vício de consentimento e a empregada apresenta discernimento suficiente para bem entender o teor do que estava a assinar. é de se atribuir validade a recibo genérico de quitação firmado pela obreira.Ac.RO 8.Ac.

na solução periódica de continuidade. 0470/96 .O vigia de residência particular enquadrar-se na categoria dos empregados domésticos.03. também. 2. Juiz Carlos Alberto Moreira Xavier .EMPREGADO DOMÉSTICO .DC 44/93 . Tampouco houve reconhecimento dos títulos normativos referentes aos mesmos.634/94 .IMPOSSIBILIDADE DE CARACTERIZAÇÃO COMO TRABALHO DOMÉSTICO .Aos empregados domésticos. devendo merecer do Estado apenas uma proteção mínima como o faz a atual Constituição Federal.DJGO 27. sem julgamento do mérito. a diferenciação jurídica.TP Rel. É imprescindível. serviço contínuo. Isto é: não é suficiente que o trabalho doméstico seja não eventual. A intermitência não afasta a caracterização do vínculo de emprego comum. embora a CF/88 tenha-lhes conferido vários direitos previdenciários e trabalhistas.SE .Rel.10. de natureza não lucrativa.95) LAVADEIRA E PASSADEIRA . para a caracterização do vínculo de emprego. SEM JULGAMENTO DO MÉRITO . quais sejam. Juiz Josias Macedo Xavier . (TRT 24ª R. necessariamente contínuo. dadas as peculiaridades da atividade do doméstico." (Juiz Mário Sérgio Bottazzo). não há como contrapor-lhe uma atividade econômica ou empresarial que pudesse discutir reivindicações. 1. exatamente. .Ac. . já que a intermitência consiste. . o que afasta a intermitência.DJMS 19. já que assim está escrito na lei.391/92 .07. em nosso sistema.020/93-A .DOESP 26.Ac. mas é incompatível com o trabalho doméstico. que a prestação seja contínua. Considera-se extinto o processo.PROCESSO. (TRT 18ª R. (TRT 15ª R. Juiz João de Deus Gomes de Souza . não os equiparou ao trabalhador comum.96).RO 0052/96 . .TRABALHO NÃO CONTÍNUO . no âmbito residencial destas. prestado a pessoa física ou a família.RO 2. Em resumo: o trabalho não eventual pode ser intermitente ou contínuo.Rel. Contínuo é o trabalho não eventual e não intermitente.94) VIGIA RESIDENCIAL . prevalecendo-se.Ac."A caracterização do doméstico exige a continuidade. E. uma vez preenchidos os requisitos previstos na Lei nº 5859/72.

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