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SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Distúrbios cardiovasculares.

Caso clínico e perguntas:

Evidências:

Situações que o enfermeiro deve identificar como prejudicial:

Evidências clínicas para: Taquicardia, cianose em extremidades, taquipneia, sopro,


retrações intercostais, edema em MMII < características de doenças cardiovasculares .
fígado palpável 2cm abaixo do rebordo costal direito ( fígado é palpável até o 1º mês de
vida)

 Sinais e sintomas relacionados a CIA e CIV (comunicação interventricular e interatrial)

Cianose, taquipneia, taquicardia.

 A ICC está evidenciada nessa criança?

Não. Precisa de um diagnóstico de ECG para comprovar o aumento verticular

 Oxigenoterapia nas crianças com cardiopatias congênitas – Qual a sua avaliação para o
caso?

Precisa-se de parâmetros para determinar a intervenção, como saturação, avaliação


respiratória, posicionamento da criança (precisa estar 90º ou 45º)

 Quais as prioridades de cuidado de enfermagem devem ser estabelecidos:

Avaliar o posicionamento, orientar a mãe em relação a grandes esforços que a criança não
deve fazer, intervir com oxigenoterapia (de acordo com os parâmetros), proporcionar
outra forma de ingestão nutricional (mamadeira é proibida).

 Em caso de intervenção cirúrgica, descreva os cuidados pré e pós opetratório:


DISFUNÇÃO CARDIOVASCULAR EM PEDIATRIA

O lado esquerdo do coração é o lado de maior pressão. Isso é evidente pois o


ventrículo esquerdo precisa bombear sangue para toda circulação sistêmica.

DC (débito cardíaco): volume (de saída – pós carga e chegada – pré carga) de
sangue bombeado pelo coração por minuto. FC. Contratilidade: capacidade do
músc cardíaco de promover força contrátil.

SISTEMA ELÉTRICO: o impulso determina a contração cardíaca.

CRIANCAS COM DIFUNÇÃO CARDÍACA

Congênitas: ao nascer, a criança já apresenta a doença

Adquiridas: já tem uma doença pré existente e evolui para uma doença adquirida

ETIOLOGIA: Vários fatores estão associados a uma incidência maior que o normal
> Fatores Pré Natal e Fatores Genéticos

- Rubéola, idade, tabagismo, ISTs, mães com filhos portadores de síndrome de


down, entre outros

- 90% das cardiopatias congênitas ocorrem em fetos sem qualquer fator de risco

CLASSIFICAÇÃO DE DC:

ACIANOGÊNICA: o sangue não oxigenado, não vai para a circulação sistêmica

- Defeito septal atrial, defeito septal ventricular, canal arterial permeável, defeito do
canal atrioventricular. Aumentam o fluxo sanguíneo pulmonar.

Obstrutivos: cooarctação da aorta e esteanose aórtica ou pulmonar. Diminuem a


passagem do sangue

CIANOGÊNICA (+ grave): o sangue não oxigenado, passa para a circulação


sistêmica.

- Tetralogia de Fallot (unicamente pediátrica), transposição das grandes artérias


(defeitos mistos). Diminui o fluxo sanguíneo pulmonar

CIA ou Defeito Septal Atrial: abertura entre os átrios. O sangue passa do AE


para o AD. O sangue deveria estar indo para a aorta, o desvio leva o sangue para
as artérias pulmonares, isso sobrecarrega os pulmões.
CIE ou Defeito Septal Interventricular: O sangue vai do VE para o AE, também
sobrecarrega os pulmões.

DAP Canal Arterial persistente/permeável: Esse canal arterial que antes do


nascimento ele permite que a criança receba o sangue materno oxigenado para
oxigenar seus pulmões e todos os outros órgãos. O fechamento ocorre em 21 dias.
Causa dano se apresentar cianose, dispnéia e saturação baixa > oxigenoterapia.
Se passaram de 21 dias e o canal não fechou é necessário intervenção
farmacológica ou cirúrgica. Se a aorta tem mais pressão do que a artéria pulmonar
o sangue retorna para os pulmões para se reoxigenado = sobrecarrega o pulmão.

Defeito do Septo/Canal Atrioventricular (DSAV): Abertura desde o átrio até o


ventrículo. É mais grave, pois a abertura é atrioventricular. Sinais e sintomas
apresentados: sopro, evolução para ICC, cianose severa

Coarctação da Aorta: Ocorre geralmente no estreitamento da aorta, é obstrutivo


já que a passagem de sangue é mínima. Pode evoluir para aneurisma

Estenose Valvar aórtica e pulmonar: Quantitativo sanguíneo diminui. A abertura


a AP está estenozada, então o sangue não consegue passar. O mesmo acontece
na aorta. Evolui para sobrecarga do trabalho cardíaco.

XXXXXXXXXXX

CIANOGÊNICAS

TETRALOGIA DE FALLOT: Os defeitos anatômicos resultam em sangue


insuficientemente oxigenado bombeado para o corpo. Cavalgamento da aorta (a
aorta está em cima do septo ventricular, há estenose da AP, abertura de septo
ventricular e hipertrofia ventricular direita (aumenta a pressão do lado direito, o
sangue fica congesto e desvia para a aorta, indo para a circulação sistêmica não
oxigenado). CIANOSE SEVERA e tratamento complexo

Transposição de grandes artérias: MAIS GRAVE. As artérias aorta e pulmonar.


A artéria pulmonar se encontra do lado esquerdo e a aorta do lado direito, então
tem-se duas circulações independentes > uma pulmonar e uma sistêmica

Manifestações clínicas de doenças congênitas:

 Maior carga de trabalho cardíaco


 Cardiomegalia e taquicardia (mecanismo compensatório)
 Hipertensão pulmonar
 Débito cardíaco sistêmico inadequado
 Saturação arterial deficiente, em conseqüência do desvio de sangue não
oxigenado diretamente para a circulação sistêmica
 Consequências físicas: retardo do crescimento, menor intolerância ao
exercício, infecções respiratórias recorrentes (congestão de sangue nos
pulmões, o ambiente bacteriano propicia a ocorrência mais freqüente),
dispnéia, taquipneia, cianose e hipóxia tecidual
CIANOGÊNICA

 Policitemia (aumento de hemáceas) devido a supressão de O2. Ocorre


um comando para a medula óssea jogar mais hemáceas para a
circulação.
 Postura: *posição com joelhos fletidos – RN / posição agachada –
crianças menores (para diminuir o retorno de sangue, diminuindo
dispnéia)
 Batequeamento dos dedos: quando ocorre falta de oxigenação, ocorre
o comprometimento digital dos dedos, alterando o formato dos dedos
 Oxigenação cerebral diminuída (sincope, confusão mental, convulsões
e lentidão mental)

DIAGNÓSTICO

As malformações estrturais do coração e vasos da base ocorrem em 8 a cada 1000


nascidos vivos, portanto são inúmeras as vantagens em se afastar ou reconhecer as
anormalidades cardíacas.

 Fase intra-uterina: Ecocardiografia fetal > IMPORTANTE durante o pré-


natal. Identifica grandes CIV ou CIA, mostra o fluxo do sangue.
 Teste do coraçãozinho – Programa Nacional de Triagem Neonatal:
Exames complementares > Hemograma, ECG, Ecocardiog, RX de tórax,
Cateterismo cardíaco, Angiotomografia (+ apurado)
 Maternidade de rede pública de saúde, portaria nº 20 de 10 de junho de 2014
 Oximetria
 O RN que apresentar alterações deve realizar o ECG e não receber alta até
que o diagnóstico seja esclarecido.

TRATAMENTO

Terapia farmacológica: oxigenoterapia, medicações que ajudam na contração


cardíaca, diuréticos para edema e diminuição da PA

Medidas específicas: Intervenções através do cateterismo e/ou cirurgia.

Acianogênicas > fechamento dos defeitos

Cianogênicas: cirurgia paliativa, reparo total dos defeitos (corretiva)

DOENÇA CARDÍACA ADQUIRIDA


ICC: evolução na criança

 10% das crianças portadoras de ICC (- de 1 ano): estão relacionadas a


causas extracardíacas (como pulmonares, renais, metabólicas (como DM).
São doenças previsíveis e que podem ser prevenidas em alguns casos)
 90% das crianças portadoras de ICC (- de 1 ano): relacionadas a
cardiopatias congênitas já existentes.

ICC congestiva: é bilateral (esquerdo e direito)

ICC apenas de um lado: (só direita ou só esquerda) isso trás repercussões específicos
de acordo com o lado.

FISIOPATOLOGIA:

*DÉBITO CARDÍACO> se altera

ICC DIREITA

O lado direito recebe o sangue da circulação e bombeia o sangue para os pulmões.


Neste caso, a contratilidade fica prejudicada e mais fraca, o sangue pobre em O2
começa a ficar congestionado no corpo.

Consequências:

 Hepatomegalia (a partir de 1 mês não identificamos o fígado abaixo do rebordo


costal, se conseguimos identificar o fígado 2 cm abaixo do rebordo e
conseguimos palpar o órgão, já temos uma situação de aumento do fígado),
 Ascite: congestão mesentérica, ocorre a congestão dentro dos vasos
sanguíneos, o líquido intravascular extravasa para o meio extravascular.
 RIM: retenção de sódio e água = EDEMA. A vasoconstrição renal o sistema
renina angiontesina aldosterona é ativado juntamente com a retenção de sódio
e água, isso aumenta o edema
 Mecanismo neuro-hormonal: a fadiga ventricular ativa o SNC simpático
liberando NR, ativando sistemas de vasconstrição para preservar o estoque
sanguíneo em órgãos vitais (cérebro e coração). A vasoconstrição renal o
sistema renina angiontesina aldosterona é ativado juntamente com a retenção
de sódio e água, isso aumenta o edema
 Circulação: distensão venosa

ICC ESQUERDA

Toda circulação pulmonar, todo sangue oxigenado que será bombeado para a
circulação sistêmica. O pulmão congestiona = sobrecarga pulmonar, podendo evoluir
pra edema pulmonar > criança apresenta dispnéia e tosse.

O DC diminuído ocorre pela diminuição da pós carga

Consequências
 RIM: oligúria
 MEMBROS: membros frios
 Fadiga e Fraqueza
 Obnubilação sensorial: criança está acordada mas com quadro de confusão
mental devido a pouco oxigenação cerebral.

- A doença congênita existente, desenvolve a direita ou a esquerda, ou ela pode


evoluir para ICC congestiva.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

 Cardiomegalia,
 Taquicardia
 Hipervolemia
 Congestão pulmonar: dispnéia e taquipneia, retrações intercostais e
subesternais, ortopneia, tosse e estridor à expiração
 Congestão sistêmica: veias do pescoço e periféricas distendidas, edema e
hepatomegalia (esquerda)
 Sudorese exeessiva: especialmente na cabeça, é uma resposta simpática
característica de lactentes com ICC congestiva (direita)
 Oligúria
 Cianose

DIAGNÓSTICO:

- Hemograma (avaliação de hemáceas)

- Raio X (cardiomegalia)

- Ecocardiograma (pré natal e durante o tratamento ou diagnóstico da criança)

TRATAMENTO:

Relembrando as causas: se existe cardiopatia congênita que evolui para ICC o


tratamento é cirúrgico com tratamento farmacológico para sinais e sintomas da ICC.

 Inotrópicos: Digitálicos > Digoxina OU Catecolaminas > Dobutamina, Dopamina


 Inotrópicos aumentam a força de contração.
 Diuréticos: Furosemida, Clorotiazida
 Vasodilatadores: aumento da PA > Captopril

ENDOCARDITE INFECCIOSA
Definição e Etiologia: Inflamação no endotélio cardíaco que pode ser causado por
diversas razões ou agentes etiológicos. Ocorre uma formação de uma vegetação em
válvulas, endotélio (em átrio e ventrículo)

CAUSAS: amigdalite, baixa imunidade, agente etiológico circulante (precisa ter uma
lesão cardíaca para o microorganismo adentrar no endotélio cardíaco, essa lesão
surge a partir de aberturas de septos, nas quais determinadas áreas vão ter fluxo
sanguíneo aumentado, lesionando a área. Procedimentos como cateterismo e
cirúrgias cardíacas, podem causar lesão.

Agentes + comuns: Estreptococos, Estafilococus, Fungos (evolui por conta de


bactérias e fungos. Não há vírus relatados)

MANIFESTAÇÕES CLÌNICAS:

 Febre
 Fadiga (passagem de sangue diminuída, dificuldade de contração muscular)
 Anorexia, perda de peso, náusea, vômitos e dor abdominal (depende do
agente etiológico
 Esplenomegalia (captura do agente etiológico para o baço, aumentando a
congestão do baço, característico dessa doença)
 Sopro (quando o agente está presente em válvulas > sempre acontece quando
a passagem de sangue é muito rápida ou estreita
 Petéquias (a captura de agentes no baço resulta também na captura de células
como plaquetas, sendo assim, acontecem microsangramentos.

DIAGNÓSTICO

 Hemocultura: detecta bactérias e fungos


 Ecocardiog: detecta onde está a vegetação e todo o desvio ou aumento de
fluxo

TRATAMENTO:

 Antibioticoterapia: Estrepto>Penincilina / em caso de alergia>vancomicina ou


gentomicina, oxalicina. Podemos associar antibióticos para inibir a bactéria, de
acordo com a resistência aos antibióticos. A Hemocultura é feita para
determinar o tipo de agente etiológico e usar o tratamento terapêutico
adequado.
 Antifúngicos
 Intervenção cirúrgica

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