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Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas – CCET


Coordenação do Curso de Engenharia Mecânica - CCEM

Aysla Caroline Sousa Oliveira – 2019029562

TROCADOR DE CALOR: CASCO E TUBO

Laboratório de Calor e Fluído II

São Luís/ MA

Dezembro de 2021
Aysla Caroline Sousa Oliveira – 2019029562

TROCADOR DE CALOR: CASCO E TUBO

Relatório técnico com base no experimento realizado


em laboratório, solicitado pelo Prof. Dr. Glauber
Cruz, como requisito parcial da 2ª nota na disciplina
de Laboratório de Calor e Fluido II no curso de
Engenharia Mecânica – UFMA.

São Luís/ MA

Dezembro de 2021
Lista de Ilustrações
Figura 1 - Fluxo de fluido em um trocador de casco e tubo. ........................................................................ 7
Figura 2 - Configurações de fluxo paralelo e contra fluxo. .......................................................................... 8
Figura 3 - Distribuição de temperaturas em trocador de calor casco e tubo. ............................................. 10
Figura 4 - Distribuição de temperaturas em trocador de calor casco e tubo em paralelo. .......................... 10
Figura 5 - Materiais utilizados.................................................................................................................... 12
Figura 6 - Efetividade por Incropera .......................................................................................................... 14
Figura 7 - Formação de bolhas na casca..................................................................................................... 16
Figura 8 – Comportamento da temperatura em configuração paralelo ...................................................... 16
Figura 9 – Comportamento da temperatura em configuração paralelo ...................................................... 17
Figura 10 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo ..................................................... 17
Figura 11 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo ..................................................... 17
Figura 12- Comportamento da temperatura em configuração paralelo ...................................................... 18
Figura 13 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo ..................................................... 18
Figura 14 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 18
Figura 15 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 19
Figura 16 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 19
Figura 17 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 19
Figura 18 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 20
Figura 19 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo .............................................. 20
Figura 20 - Variação de temperatura em paralelo ...................................................................................... 21
Figura 21 - Variação de temperatura em contra fluxo ................................................................................ 21
Lista de Tabelas

Tabela 1 – Valores obtidos das temperaturas em fluxo paralelo variando o fluido frio. ............................ 13
Tabela 2 – Valores dos parâmetros de análise térmica para fluxo paralelo ................................................ 14
Tabela 3 – Valores obtidos das temperaturas em contra fluxo variando o fluido frio. ............................... 15
Tabela 4 – Valores dos parâmetros de análise térmica para contra fluxo................................................... 15
Resumo

O estudo da variação de temperatura em trocadores de calor serve para determinar o quão


eficiente o mesmo é, com isso foram realizados dois experimentos, um em que a variação de
vazão se deu no fluido frio, e este, com fluido quente. Este relatório técnico busca entender a
relação para ambas as condições nas configurações de paralelo e contra fluxo permitida pelo
trocador de casco e tubo TD360c. E correlacionar os resultados obtidos, buscando na
literatura fundamentos que justifiquem os fenômenos térmicos que analisaremos.

Palavras-chave: Experimento. Trocador de calor. Troca térmica.


Sumário

1 Introdução ....................................................................................................................................7

2 Objetivos ......................................................................................................................................8

2.1 Geral......................................................................................................................................8

2.2 Específicos ............................................................................................................................8

3 Referencial Teórico......................................................................................................................8

3.1 Principais conceitos matemáticos .........................................................................................8

3.2 Condições das temperaturas relacionadas as configurações de fluxo ...................................9

3.3 Efetividade - NTU ..............................................................................................................11

4 Procedimento Experimental .......................................................................................................12

5 Resultados e Discussão ..............................................................................................................13

5.1 Curvas de temperatura para fluxo paralelo e contra fluxo ..................................................16

6 Conclusão ..................................................................................................................................21

7 Referências Bibliográficas .........................................................................................................22


7
1 Introdução
O processo de troca de calor entre dois fluidos que estão a diferentes temperaturas e
se encontram separados por uma parede sólida ocorre em muitas aplicações de engenharia [2].
A transferencia de energia térmica acontece das partículas mais energéticas para as partículas
adjacentes menos energéticas [5]. Embora a transferencia de calor e a temperatura estejam
intimamente relacionadas, ambas tem natureza diferentes, ao contrário da temperatura, a
transferencia de calor tem direção e magnitude [5]. Trocadores de calor que desempenham um
papel fundamental em tecnologias de geração de energia convencional e alternativa [2]. São
dispositivos que facilitam a troca de calor entre dois fluidos que se encontram em
temperaturas diferentes, evitando a mistura um do outro [5].
Figura 1 - Fluxo de fluido em um trocador de casco e tubo.

Fonte: [1].

O esquema da Figura 1 apresenta o modelo do trocador de casco e tubo, neste tipo de


trocadores, existe uma grande quantidade de tubos paralelos acondicionados dentro de um casco,
as chicanas são projetadas para suportar o feixe de tubos e direcionar o feixe de fluidos para a
máxima eficiência na troca térmica, evitando vibrações [4]. Na figura 2 pode-se notar que a
transferência de calor ocorre por um fluido escoando por dentro dos tubos e outro escoando por
fora, através do casco. As configurações de fluxos determinam o sentido de entrada e saída dos
fluidos de trabalho [3]. A transferencia de calor em um trocador envolve convecção em cada
fluido e condução na parede que separa os dois fluidos [5].
8
Figura 2 - Configurações de fluxo paralelo e contra fluxo.

Fonte: [3].

Os trocadores tipo casca e tubo são notáveis pela alta eficiência térmica no processo
de transferencia de calor, baixo custo de instalação, alta performance com baixo volume
retido, fácil desmontagem para manutenção [1].

2 Objetivos
2.1 Geral

Analisar a transferência de calor por meio do trocador de calor tipo casca e tubo em
fluxo paralelo e contra fluxo.
2.2 Específicos

 Calcular a taxa de transferência de calor nos circuitos aplicando diferentes vazões;

 Calcular o coeficiente global de transferência de calor;

 Analisar o desvio padrão da taxa de transferência de calor, do coeficiente global de


transferência de calor, bem como da efetividade e do NUT;

3 Referencial Teórico

Para projetar ou prever o desempenho de um trocador de calor é essencial relacionar


a taxa total de transferência de calor a grandezas como: as temperaturas de entrada e de saída
dos fluidos, o coeficiente global de transferência de calor e a área superficial total disponível
para a transferência de calor [2].
3.1 Principais conceitos matemáticos

Nos trocadores de calor os fluidos que realizam a troca térmica são separados por
9
paredes e geram resistências convectivas e condutivas [2], com isso conseguimos determinar
alguns parâmetros que estão correlacionados entre si, como podemos ver nas equações 3.1 a
seguir:

Temos o coeficiente global de transferência de calor, dado por,

1
𝑈=
1 ∆ 1
+ +
ℎ 𝑘 ℎ (3.1)

em que ∆ refere-se a espessura das placas, 𝑘 representa a condutividade térmica

das placas, ℎ representa o coeficiente convectivo dos fluidos, enquanto os subíndices 𝑞 𝑒 𝑓


identificam se a variável se refere ao fluido quente ou ao frio, respetivamente [2].

A taxa de transferência de calor entre os dois fluidos de trabalho se relaciona com a


vazão mássica, 𝑚̇, e calor específico, 𝑐 , para cada condição térmica do fluido [2], como
temos nas equações 3.2 e 3.3:

𝑞 = 𝑚̇ 𝑐 , (𝑇 , −𝑇 , ) (3.2)

𝑞 = 𝑚̇ 𝑐 , (𝑇 , −𝑇, ) (3.3)

A taxa de transferência de calor 𝑞 pode ser relacionada ao coeficiente global de


transferência de calor 𝑈 e a área de transferência de calor, 𝐴, juntamente com a média
logarítmica das temperaturas [2], usando-se a equação 3.4 para o cálculo da taxa:

𝑞 = 𝑈𝐴∆𝑇 (3.4)

na qual ∆𝑇 é uma média apropriada de diferenças de temperaturas [2].

3.2 Condições das temperaturas relacionadas as configurações de fluxo

Na configuração paralelo, como a entrada do fluido quente e fluido frio, a diferença de


temperatura é maior na entrada, mas diminui ao longo de 𝑥 [2]. Na configuração contra fluxo, ao
contrário do escoamento paralelo, a troca de calor ocorre entre as parcelas mais quentes dos dois fluidos
em uma extremidade, e as mais frias na outra extremidade [2], como podemos ver na figura 3 a
distribuição de temperaturas:
10

Figura 3 - Distribuição de temperaturas em trocador de calor casco e tubo.

Fonte: [2].

No escoamento paralelo, as diferenças de temperaturas nas extremidades são definidas


como [2]:

∆𝑇 = 𝑇 , −𝑇 , (3.5)

∆𝑇 = (𝑇 , −𝑇 , ) (3.6)

As entradas do fluido quente e frio são paralelas (supply), assim como as suas saídas (return),
como mostrado na figura 4.
Figura 4 - Distribuição de temperaturas em trocador de calor casco e tubo em paralelo.

SUPPLY RETURN

Fonte: Autora (2021).

No escoamento em contra fluxo, as diferenças de temperaturas nas extremidades são


definidas como [2]:
11

∆𝑇 = 𝑇 , −𝑇, (3.7)

∆𝑇 = (𝑇 , −𝑇, ) (3.8)

A entrada do fluido quente mantém-se na mesma configuração de entrada e saída, e o fluido


frio são alternadas o supply com o return, como configurado nas equações 3.7 e 3.8.

Para o cálculo da taxa de transferência de calor [2], temos:

∆𝑇 − ∆𝑇 (3.9)
𝑞 = 𝑈𝐴
∆𝑇
ln ( ∆𝑇 )
3.3 Efetividade - NTU

Para o escoamento de fluidos em placas, Incropera (2014) define que a efetividade


pode ser relacionada a um parâmetro adimensional, NTU, esse parâmetro relaciona-se com
outros conceitos, que seriam a máxima taxa de transferência de calor, 𝑞 , a mínima taxa de
capacidade calorífica, 𝐶 , para definir o desempenho do trocador de calor.

𝑈𝐴 (3.10)
𝑁𝑇𝑈 =
𝐶

𝐶 = 𝑚̇ 𝑐𝑝 (3.11)

𝑞 =𝐶 (𝑇 , −𝑇, ) (3.12)

𝑞 (3.13)
𝜀=
𝑞

1 − 𝑒[ ( )] (3.14)
𝜀=
1 + 𝐶𝑅

1 − 𝑒[ ( )] (3.15)
𝜀= ( ))
1 − 𝐶𝑅(𝑒

A equação 3.14 calcula a relação de efetividade para um trocador casco e tubo,


paralelo, e a equação 3.15, contra fluxo. Com essas formulações matemáticas, conseguimos
analisar o trocador de calor quanto a sua performance e desempenho efetivo e para calcular a
eficiência usamos a equação 3.16 e 3.17.

𝑇 , −𝑇 , (3.16)
𝑛 = 𝑥100
𝑇 , −𝑇 ,
12

𝑇, −𝑇 , (3.17)
𝑛 = 𝑥100
𝑇 , −𝑇 ,

4 Procedimento Experimental
Os materiais utilizados, apresentado na Figura 5, são constituídos por:

 Módulo de serviço TD360;


 Módulo do trocador de calor casco e tubo TD360c;
 Mangueiras para transporte do fluido;
 Mangueira para drenagem do fluido;
 Termopares;
 Notebook para acesso ao software e obtenção de dados;
 Fluido de trabalho (água);
 Recipiente para drenagem do fluido do reservatório e trocador.

Figura 5 - Materiais utilizados.

a) Bancada TD360 b) Módulo do trocador casco e tubo c) Conexões e termopares

Fonte: Autora (2021).

Para a realização do trabalho, seguiu-se os seguintes passos:

1. Conectou-se e acionou-se o Módulo de Serviço TD360 à rede hidráulica e


elétrica do laboratório;

2. Encheu-se o reservatório interno do Módulo TD360 com água da rede hidráulica


do laboratório;

3. Ligou-se a resistência interna do reservatório para o aquecimento da água. Por


meio do painel do TD360, fixou-se a temperatura de trabalho do fluido quente em 60,0 °C;

4. Conectou-se o módulo do trocador de calor casco e tubo TD360c ao módulo de


serviço TD360, usando parafusos de fixação; após as mangueiras e termopares como indicado
13
no trocador, primeiramente para fluxo paralelo, após as medições; contra fluxo.

5. Ligou-se a bomba e o painel de aquisição de dados e após faz a conexão do


notebook com a porta de acesso à bancada (software), assim iniciando-se os ajustes de
vazão;

6. Adote a vazão de 1,0 L min-1 para o circuito de água quente. Manteve-se a vazão
fixa durante todo o experimento.

7. Adote a vazão de 1,0 L min-1 para o circuito de água fria. Manteve-se a vazão
fixa por 5 minutos para estabilização do sistema enquanto o software carregava os dados
obtidos em uma planilha que foi exportada para excel para tratamento dos dados.

8. Alterou-se a vazão do circuito de água fria (1,5 L min-1, 2,0 L min-1, 2,5 L min-1,
3,0 L min-1, 3,5 L min-1), e repetiu-se o tempo de estabilização e coleta dos dados presente no
passo 7.

9. Após a realização do experimento para as seis vazões da água fria, voltou-se ao


passo 6, e reconfigurou-se as conexões dos tubos seguindo as orientações do manual da
TecQuipment (2009) para configuração contra fluxo;

10. Repetiu-se os passos 6 ao 9, finalizando assim o experimento.

5 Resultados e Discussão
De acordo com as medições de temperatura para entrada (𝑒) e saída (𝑠) do fluido
frio, 𝑇 , que se variou em 0,5 para cada tomada de valores, e do fluido quente, 𝑇 , que

permaneceu setado em 1,0 , temos a disposição dos valores coletados em termos de média

via software da bancada TD360 dispostos na tabela 1.


Tabela 1 – Valores obtidos das temperaturas em fluxo paralelo variando o fluido frio.

Vazão (L/min) ∆𝑻𝒒 ∆𝑻𝒇 𝑻𝒇,𝒆 𝑻𝒇,𝒔 𝑻𝒒,𝒆 𝑻𝒒,𝒔


1,0 5,48 ± 0,12 5,78 ± 0,09 31,86 ± 0,05 37,64 ± 0,07 61,04 ± 0,05 55,56 ± 0,13
1,5 5,82 ± 0,06 4,16 ± 0,08 31,60 ± 0,01 35,76 ± 0,08 60,93 ± 0,05 55,11 ± 0,03
2,0 6,05 ± 0,11 3,24 ± 0,08 31,45 ± 0,05 34,69 ± 0,10 60,87 ± 0,06 54,82 ± 0,14
2,5 6,14 ± 0,09 2,69 ± 0,07 31,40 ± 0,00 34,09 ± 0,07 60,84 ± 0,05 54,70 ± 0,06
3,0 6,43 ± 0,07 2,35 ± 0,06 31,31 ± 0,03 33,67 ± 0,05 60,82 ± 0,07 54,40 ± 0,06
3,5 6,33 ± 0,06 2,06 ± 0,05 31,30 ± 0,00 33,36 ± 0,05 60,78 ± 0,08 54,46 ± 0,05
Fonte: Autora (2021).
São calculados os valores de capacidade calorífica mínima, 𝐶 , coeficiente global
de transferência de calor, 𝑈 [W/m²K], máxima taxa de troca de calor possível, 𝑄 [W],
número de unidades de transferencia, 𝑁𝑇𝑈, efetividade, 𝜀, e eficiência total, 𝑛 [%], para
analise térmica dos trocadores, temos os dados principais na tabela 2 a seguir:
14
Tabela 2 – Valores dos parâmetros de análise térmica para fluxo paralelo

Paralelo V1 V1.5 V2 V2.5 V3 V3.5


𝑪𝒎𝒊𝒏,𝒒 70,44 ± 0,01 69,07 ± 0,02 68,80 ± 0,04 69,99 ± 0,03 67,84 ± 0,00 70,27 ± 0,01
𝑪𝒎𝒊𝒏,𝒇 69,06 ± 0,11 102,62 ± 0,33 138,88 ± 0,11 172,34 ± 0,27 205,49 ± 0,43 236,85 ± 0,66
𝑼𝒒 835,37 ± 8,37 838,04 ±5,56 850,80 ± 7,23 868,08 ± 5,52 876,86 ± 4,70 887,12 ± 4,13
𝑼𝒇 864,04 ± 5,55 889,43 ± 5,8 918,34 ± 10,17 942,58 ± 9,38 979,49 ± 9,68 990,05 ± 10,99
𝑵𝑻𝑼𝒒 0,24 0,24 0,25 0,25 0,26 0,25
𝑵𝑻𝑼𝒇 0,25 0,17 0,13 0,11 0,10 0,08
𝜺𝒒 0,19 0,20 0,21 0,21 0,22 0,21
𝜺𝒇 0,20 0,14 0,11 0,09 0,08 0,07
𝜼𝑻 28,68 % 26,94 % 26,08 % 25,44 % 25,77 % 24,95 %
Fonte: Autora (2021).
Conclui-se que para os valores de capacidade calorífica diferente, ou seja 𝐶 ≠ 𝐶 , o
fluido de menor valor, sendo esse o quente, apresentou uma maior variação de temperatura,
∆𝑇 =𝑇 , − 𝑇 , [6]. A variação do coeficiente global de transferencia de calor cresce com
o aumento dessa vazão devido a turbulência gerada que faz com que aumente a transferencia
de calor entre os dois fluidos. Isso é coerente porque com o aumento da velocidade implica
uma melhora na transferencia de calor por convecção [7]. Com o maior ∆𝑇, o fluido quente,
variou sua temperatura mais do que o fluido frio, justificando-se, pois, a quantidade de fluido
frio passando pela tubulação se torna bem maior, aumentando assim sua troca térmica [8].
Para os valores de efetividade encontrados, buscou-se na literatura [2] valores que
justificassem os encontrados, a figura 6, demonstra que os valores encontrados estão dentro
daquilo que se esperava para um trocador do tipo casca e tubo com 1 passe no casco e 2n
passes no tubo [6].
Figura 6 - Efetividade por Incropera

Fonte: [2].
15
São calculados agora os parâmetros para a configuração contra fluxo:
Tabela 3 – Valores obtidos das temperaturas em contra fluxo variando o fluido frio.

Vazão (L/min) ∆𝑻𝒒 ∆𝑻𝒇 𝑻𝒇,𝒆 𝑻𝒇,𝒔 𝑻𝒒,𝒆 𝑻𝒒,𝒔


1,0 4,23 ± 0,18 4,72 ± 0,23 31,56 ± 0,08 36,28 ± 0,25 61,14 ± 0,18 56,91 ± 0,29
1,5 4,55 ± 0,12 3,40 ± 0,13 31,61 ± 0,03 35,01 ± 0,14 61,26 ± 0,05 56,71 ± 0,11
2,0 4,82 ± 0,05 2,66 ± 0,05 31,45 ± 0,06 34,12 ± 0,07 61,23 ± 0,05 56,41 ± 0,03
2,5 5,15 ± 0,06 2,21 ± 0,07 31,35 ± 0,05 33,56 ± 0,06 61,18 ± 0,05 56,03 ± 0,06
3,0 5,37 ± 0,07 1,97 ± 0,05 31,30 ± 0,00 33,27 ± 0,05 60,96 ± 0,09 55,59 ± 0,06
3,5 5,58 ± 0,06 1,72 ± 0,04 31,28 ± 0,04 33,00 ± 0,00 60,93 ± 0,06 55,35 ± 0,05
Fonte: Autora, 2021.
São calculados os valores dos parâmetros supracitados para a configuração contra fluxo:
Tabela 4 – Valores dos parâmetros de análise térmica para contra fluxo.

Contra fluxo V1 V1.5 V2 V2.5 V3 V3.5


𝑪𝒎𝒊𝒏,𝒒 69,53 ± 0,02 69,53 ± 0,02 68,90 ± 0,01 67,94 ± 0,04 68,95 ± 0,01 69,73 ± 0,03
𝑪𝒎𝒊𝒏,𝒇 70,53 ± 0,01 103,69 ± 0,03 138,29 ± 0,01 173,49 ± 0,02 206,47 ± 0,04 242,39 ± 0,02
𝑼𝒒 586,38 ± 10,42 616,07 ± 6,86 638,15 ± 3,57 669,80 ± 3,27 713,79 ± 4,80 749,36 ± 5,26
𝑼𝒇 657,16 ± 2,90 685,42 ± 2,04 707,86 ± 1,39 734,53 ± 1,93 782,70 ± 1,90 1319,84 ± 3,41
𝑵𝑻𝑼𝒒 0,17 0,18 0,19 0,20 0,21 0,21
𝑵𝑻𝑼𝒇 0,19 0,13 0,10 0,08 0,08 0,11
𝜺𝒒 0,14 0,15 0,16 0,17 0,18 0,19
𝜺𝒇 0,16 0,11 0,09 0,07 0,07 0,10
𝜼𝑻 22,29 % 21,07 % 20,66 % 20,98 % 21,43 % 21,71 %
Fonte: Autora, 2021.
A configuração contra fluxo tem um comportamento parecido com o paralelo em
termos de transferencia de calor, confirmando as referências supracitadas na seção do paralelo,
tendo em vista que variação do coeficiente global de transferencia de calor cresce com o
aumento dessa vazão, mas com uma tendência pequena, enquanto o frio cresce devido também a
presença das chicanas que fazem o alinhamento dos tubos e suporte, também tem como função
ajudar a gerar turbulência aumentando a transferencia de calor entre os dois fluidos [4]. No
Incropera [2], temos que a faixa em que U é aceitável para água - água é de 850 – 1700 W/m²K.
Pelo cálculo da eficiência podemos observar numericamente que a configuração em
paralelo é mais eficiente do que a configuração em contra fluxo para troca de calor o que
contrapõe a literatura, onde Chaves apud Perussi diz que o trocador de calor em contra corrente
apresenta melhor desempenho quando comparado por um do mesmo tipo em fluxo paralelo [9],
mas também se concluiu que os valores não possuem valores muito discrepantes entre si.
Os valores obtidos matematicamente para o calor cedido e o absorvido são próximos
entre si, aumentando conforme variação da vazão do fluido frio, a variação de temperatura foi
proporcional, e apesar dos vazamentos durante o experimento não houve perda de carga
16
significativa, devido a vizinhança não estar totalmente isolada.
Notou-se a formação de bolhas na superfície na casca, que se acumulavam
principalmente na entrada do fluido frio, isso pode ser relacionado ao período estacionário –
formação de áreas de estagnação, devido ao tamanho do trocador de calor e as velocidades de
escoamento dentro do canal prejudicam a troca de calor [10].
Figura 7 - Formação de bolhas na casca

Fonte: Autora (2021).

5.1 Curvas de temperatura para fluxo paralelo e contra fluxo

As figuras 7 - 18 a seguir demostram o comportamento da temperatura em termos de


entrada e saída do trocador. O fluxo de calor transferido entre os fluidos em um trocador é
diretamente proporcional à diferença de temperatura média entre os fluidos [9].
Figura 8 – Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.


17
Figura 9 – Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 10 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.

A partir da vazão de 2,5 L/min notou-se que a variação de temperatura cai pela
metade no fluido frio – que está variando. E no fluido quente, aumenta gradativamente. Isso
devido a troca térmica, o fluido quente manteve a sua vazão invariável, trocando mais calor.
Figura 11 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.


18
Figura 12- Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 13 - Comportamento da temperatura em configuração paralelo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 14 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.


19
Figura 15 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 16 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 17 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.


20
Figura 18 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.


Figura 19 - Comportamento da temperatura em configuração contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.

Observou-se que a média de variação de temperatura, tratando os valores de


extremos da vazão variada, é maior para o fluido frio, como mostrado nas figuras 19, sendo
em média de 3,38 °C para fluido frio, e 6,04 °C para o fluido quente para configuração
paralelo. Com o aumento da vazão observou-se que o ∆𝑇 do fluido quente é maior do que o
fluido frio, o que acarreta em uma diferença média maior [9], tanto para fluxo paralelo, quanto
contracorrente, porém menor na segunda configuração.
21
Figura 20 - Variação de temperatura em paralelo

Fonte: Autora, 2021.

Nota-se que a média de variação de temperatura, tratando os valores de extremos da


vazão variada, é maior para o fluido frio, como mostrado nas figuras 20 sendo de 2,78 °C para
fluido frio, e 4,95 °C para o fluido quente para a configuração contra fluxo. Com o aumento
da vazão observou-se que o ∆𝑇 do fluido quente é maior do que o fluido frio, significando
maior diferença de temperatura entre entrada e saída, assim como o fluido frio teve uma
menor diferença de temperatura, ou seja, troca térmica.
Figura 21 - Variação de temperatura em contra fluxo

Fonte: Autora, 2021.

6 Conclusão
A partir da análise realizada foi possível obter as distribuições de temperatura para as
diferentes configurações de escoamento dos fluidos (correntes paralelas e contra fluxo). Os
comportamentos de temperatura como função da posição no trocador se assemelharam aos
encontrados na literatura para ambos os casos. Além disso, foi possível obter a eficiência das
duas configurações, podendo dessa forma, compará-las. Embora a diferença seja pequena,
pode-se observar um ponto de melhor eficiência no trocador de calor com escoamento
22
paralelo, como foi discutido, contrapõe a literatura. Porém, isso é provavelmente um erro
experimental visto que não segue o comportamento apresentado na literatura. Em geral, as
trocas térmicas de ambas as configurações foram semelhantes, imagina-se que isto ocorreu,
por consequência do tamanho do trocador de calor. Espere-se um aumento dessa diferença
para trocadores de calor em escala industrial, visto que a configuração do escoamento é um
fator determinante na eficiência na transferência da taxa de calor entre os fluidos.
Em termos gerais, foi satisfatório e pudemos aplicar os conhecimentos adquiridos em
sala de aula, tendo a possibilidade de ver os fenômenos térmicos associados aos trocadores de
calor.

7 Referências Bibliográficas

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