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AREA

LINHA
LINHA

LINHA
OBJETIVO
FGV-SP
DIREITO E DESENVOLVIMENTO. A área de concentração do programa em Direito e Desenvolvimento é
reconhecida em diversos centros de pesquisa ao redor do mundo e se dedica, sobretudo, ao estudo das relações
entre o campo jurídico e os processos de desenvolvimento político, econômico e social. O campo jurídico
compreende o conjunto de normas, sistemas de interpretação e racionalização destas normas, bem como de
instituições responsáveis pela sua elaboração e aplicação. O processo de desenvolvimento, por sua vez,
ultrapassou a ideia de crescimento econômico em direção à promoção de liberdades, de direitos fundamentais, da
democracia, à superação do passado colonial e ao combate às opressões de raça e gênero. O atual escopo do
campo do Direito e Desenvolvimento é a investigação do Direito em contexto (law in context) em países em
desenvolvimento, a partir de duas premissas principais: que a organização política, econômica e social de cada país
está intimamente relacionada com o funcionamento de seu sistema jurídico; e que, ao longo da história, países se
desenvolveram econômica, política e socialmente de diferentes maneiras. Assim, pesquisadores devem analisar
não apenas a estrutura formal do Direito, mas seu funcionamento concreto e suas consequências na sociedade. O
campo se fortaleceu ao longo dos anos analisando o Direito em diversos aspectos relacionados à economia,
política e sociedade. A variedade de temas e problemas de pesquisa e o impulso de observar o direito em contexto
direcionaram as pesquisas a uma vocação interdisciplinar, empírica e internacionalizada. É essa a marca distintiva
do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico da FGV Direito SP.

Direito dos Negócios e Desenvolvimento Econômico e Social. A linha de pesquisa Direito dos Negócios e
Desenvolvimento Econômico e Social caracteriza-se pelo estudo do campo normativo que rege o ambiente dos
negócios e a economia. As atividades econômicas não se dão espontaneamente, mas se constituem e organizam a
partir de uma conformação jurídica e institucional conforme o contexto de cada país e na relação deste com
influências internacionais. Sendo assim, o modo como normas e instituições jurídicas moldam as relações
econômicas internacionalmente e em cada país é central para compreender o florescimento de mercados e da
atividade empresarial em um país, para o estímulo a determinados setores, e para superação de eventuais
desigualdades econômicas e entraves à inovação, entre outros objetivos possíveis. O estudo da estruturação
jurídica do ambiente de negócios brasileiro passa, de um lado, pela compreensão e avaliação da esfera econômica
privada, como, por exemplo, a organização e efetivação das relações contratuais, a disciplina jurídica da empresa,
a governança corporativa e da responsabilidade social das empresas, a democratização do mercado de capitais, a
proteção e delimitação da propriedade e de sua função social, e os mecanismos para a reparação de danos e das
relações econômicas transnacionais. De outro lado, a linha dedica-se ao estudo das formas de atuação do Estado
na economia, como os mecanismos de regulação econômica, incluindo-se a regulação setorial, a defesa da
concorrência e a ação empresarial do Estado, por meio de empresas estatais e bancos públicos. Em ambos os
casos, pesquisas comparadas e do ambiente regulatório internacional são parte importante da produção docente e
discente do programa, promovendo avanços e descobertas centrais ao Direito brasileiro, muitas vezes em estreito
diálogo com a história e atualidade do campo do Direito e Desenvolvimento.
Instituições do Estado Democrático de Direito e Desenvolvimento Político e Social. A linha Instituições do Estado
Democrático de Direito e Desenvolvimento Político e Social investiga o funcionamento das instituições do Estado
Democrático de Direito responsáveis pela produção, interpretação e aplicação do Direito, tal como configuradas
nos âmbitos constitucional e internacional público. O estudo do sistema de Justiça, das políticas públicas e das
instituições internacionais, com ênfase na reflexão sobre desenhos institucionais e reformas, direitos humanos e
sociais, capacidades individuais, democracia e controle do Estado, busca favorecer a compreensão dos
mecanismos jurídicos públicos que habilitam ou constrangem a realização do Estado Democrático de Direito. Estão
aqui incluídas, especialmente, questões que circundam, por exemplo, o Direito constitucional, administrativo,
penal em suas relações com o funcionamento do sistema de justiça, direitos humanos, políticas sociais, políticas
públicas, efetivação de direitos, controle do Estado, relações público-privadas, entre outras. Alguns dos temas que
atualmente mobilizam a inovação do campo do Direito e Desenvolvimento estão incluídos nessa linha: Direito
antidiscriminatório, Direito e gênero, conformação jurídica do desenvolvimento sustentável, Direito e
decolonialidade, entre outros.
BJETIVO
PUC
EFETIVIDADE DO DIREITO

Efetividade do Direito Público e Limitações da Intervenção Estatal; Ética,


Linguagem e Justiça; Efetividade do Direito Privado e Liberdades Civis;
Efetividade dos Direitos de Terceira Dimensão e Tutela da Coletividade,
dos Povos e da Humanidade; Tutela penal e efetividade processual das
liberdades;
UNESP
SISTEMAS NORMATIVOS E FUNDAMENTOS DA CIDADANIA. Descrição: A área de
concentração, configurada no teor desta proposta, pauta-se pelo
desenvolvimento de estudos acerca da visualização policêntrica da dinâmica
político-institucional mediada pelos níveis de juridicidade dos espaços normativos
voltados a realização da cidadania. A temática centrada nos “Sistemas Normativos
e Fundamentos da Cidadania”, proporciona um elenco de possibilidades de
reflexões e de produção teórica no âmbito de uma sociedade complexa,
contextualizada pelo signo de uma economia globalizada, na qual o nível
crescente de esferas conflituais protagoniza a busca de soluções e alternativas a
partir de políticas públicas que expressem o viés democrático da ação estatal,
modulado na tessitura normativo-constitucional e no plano eminentemente ético
da agenda internacional. Para atingir esse objetivo, torna-se necessária a
compreensão das transformações históricas do modelo de Estado, bem como dos
espaços não-governamentais, abrangendo as modalidades sistemáticas mais
profundas da política das relações internacionais, agregando as diversas
dimensões do fenômeno jurídico em sua multifacetada significância
principiológica e cultural-normativa. Outro conjunto de tópicos correlacionados às
vertentes epistemológicas desta nova proposta de área delineia as relações
estruturadas por forças sociais, imperativos mercadológicos de agentes
econômicos e exigências de garantias dos direitos em seu conteúdo e extensão
eficacial, cujo contraponto científico requer uma abordagem crítica constitutiva da
pesquisa docente e discente pretendida por este programa de pós-graduação. À
medida que o potencial metodológico favorece a ampliação dos enfoques de
Cidadania Civil e Política do
modelos interpretativos e Sistemas
fenômeno Normativos.
jurídico, asAbases
distinção entre uma
das linhas Cidadania
de pesquisa
Civil e uma Cidadania
consubstanciada Política, de
na proposta tendo
áreapor titularaoincorporação
buscam indivíduo e por objeto
de uma a
práxis
liberdade, remonta
multidisciplinar ao alvorecer
e pluricultural dohistórico
Direito. Asdaabordagens
Cidadania nadesenvolvidas
modernidade,nodurante campo
adaRevolução
teoria do Francesa,
Direito ouentre os direitos
da Dogmática confiados
Jurídica a todos os homens
são contempladas que vivem
em diversas
em sociedadeporquanto
perspectivas, (cidadania tendem
civil) e aqueles somente
a fomentar novasatribuídos
instânciasaodocidadão
sistemaativo na
jurídico
forma
em face dedos
participação nas questões
desafios carreados pelapolíticas
construçãoe doauto-referencial
Estado. Antes ade cidadania
modeloscivil
estava juridicamente
normativos adequados circunscrita
ao caráteràfuncional
proteçãoda dopolítica
Estado-Nação,
do Estadoainda que
contemporâneo,
filosoficamente a Ilustração tenha proclamado o seu caráter universal.
a partir da promoção dos direitos sociais e da garantia dos direitos fundamentais. Só após a
Segunda Guerra Mundial, com as Declarações Internacionais
Nesse sentido, a área de concentração do Programa de Pós-graduação em de Direitos e oDireito
processo
da Unesp de Globalização,
– nível de Mestradoos direitos provenientes
– apresenta da cidadania
seu fundamento civil tornaram-se
e concepção científica,
“juridicamente”
fixando as metasuniversais e exigíveis.
do projeto-base, No nascedouro,
definidas pelas linhasa de
restrição
pesquisatambém cobria
articuladas
acom
cidadania
a gradepolítica, o direito
curricular de participação
cuja prospecção refletepolítica estavatemática
a demanda restrito da
àqueles
grande que
comprovassem
área. patrimônio e receita a possibilitar tributação e o custeio dos
serviços da coletividade. Restrição que a extensão do sufrágio veio derrubar,
inclusive na forma de seu exercício. Anteriormente, por instrumentos de
representação, hodiernamente, conjugados com meios de participação direta e de
mobilização social. Antes no espaço da Democracia do Estado-Nação, atualmente,
em entidades internacionais e no palco da Comunidade Internacional. A linha de
pesquisa 1, desta forma, confere espaço e embasamento teórico para o estudo, a
pesquisa e a investigação das relações jurídicas e dos direitos que historicamente
consistiram no primeiro desabrochar da Cidadania. O desabrochar que ocorreu
sob o manto do valor jurídico liberdade. Liberdade Jurídica com a função primeira
de defesa da pessoa humana e da sua dignidade perante o Estado e outras
estruturas políticas coativas. Os direitos e as relações jurídicas enfeixadas por uma
Cidadania Civil extravasam os meios de defesa do cidadão, o que implica a
existência de normas de competência negativa para os poderes públicos, vedando
as ingerências no campo individual, bem como, em um plano jurídico-subjetivo
consiste na faculdade de exercício de direitos individuais e de evitar a intromissão
lesiva dos poderes de Estado. É nesta categoria que ingressam os Direitos e
relações jurídicas que tem por base a liberdade em seu sentido geral, os direitos
de personalidade, a segurança jurídica, as liberdades específicas de locomoção, de
consciência e opinião, de expressão do pensamento, de associação, de reunião, de
privacidade, de resistir à opressão, bem como os corolários institucionais de
garantias destas mesmas, como a presunção de inocência, a legalidade criminal, a
legalidade processual, entre outras. Ainda nesta linha, em obediência à ordem
temporal de emergência da Cidadania, a linha também confere possibilidades de
investigação da relação entre o cidadão e a sua organização política. Relação que o
faz soberano e partícipe nas decisões coletivas produzidas. E assim sendo, a
cidadania política guarda sintonia com a cidadania civil, não porque dela derive
diretamente, mas porque surge como sua consolidação, conforme observação de
Marshall. Sem esquecer que entre nós, segundo José Murilo de Carvalho, houve
uma inversão histórica, pois a cidadania civil somente teve possibilidades de
frutificar após a consolidação da cidadania política. De qualquer forma, quer lá,
quer entre nós, é manifesta a relação embrionária entre os dois aspectos da
cidadania. E a discussão hodierna da cidadania política abrange uma vasta
temática que ocupa desde os direitos de participação política, passando pelo
II - Cidadania Social e Econômica e Sistemas Normativos. A segunda linha de
pesquisa, sob uma perspectiva crítico-teórica, possibilita estudos, investigações e
pesquisa a partir do equacionamento de relações jurídicas abertas para o campo
do capital e do trabalho, do desenvolvimento social e econômico e das
consequências da expansão econômica e social (Meio-Ambiente). Corresponde à
incorporação de direitos sociais e econômicos ao status da cidadania e implica sua
abordagem a partir de uma Teoria da Justiça pelos seus aspectos de justiça social e
econômica. A despeito da expressão Justiça Social e Econômica dispor de um
conteúdo significativo amplo, a Cidadania Social e Econômica não conta com
significação ambígua ou rarefeita. Ao contrário, identificável, compreensível e de
factível concretização. Em seu sentido lato pressupõe a redistribuição de renda ou
o seu incremento e a emancipação social por meio de processos econômicos
espontâneos ou guiados e regulados por intervenção do Estado e pelo agir e
interagir de movimentos e instituições sociais. A redistribuição de renda e a
emancipação social e econômica, por sua vez, cifram-se na proteção de pobres, de
trabalhadores, de fracos, de hipossuficientes, de minorias sociais e de excluídos,
sob o pálio dos princípios da isonomia e da solidariedade social. Exige, quase
sempre, a regulação e garantia do Estado, sua intervenção por meio de prestações
III - Tutelae edeEfetividade
positivas dos Direitos
políticas públicas. Gravitada Cidadania.
em torno de Porumfim, a terceira
núcleo linha de
identificável,
pesquisa, ?Tutela e efetividade dos direitos da cidadania?,
subsumível e irredutível a um mínimo existencial (minimum core obligation), busca estudar do ponto
ou
de
seja, o essencial valor de cidadania social e econômica, sem o qual, não é como
vista crítico-teórico a efetivação dos Direitos Humanos Fundamentais, possível
expressão
a existênciagenuína
humana dadigna
cidadania. Enfatizará
e, também, sob aosvedação
problemas do fenômeno
do retrocesso, quejurídico
garantee
suas soluções concretas, os instrumentos processuais e institucionais
que os progressos de cidadania adquiridos nesta seara, não aceitam redução, necessários
para a implementação
restrição ou diminuição.daExpande-se
cidadania, dentro da sociedade
e se constrói dentro de de um
consumo,
espaçoem que a
imbricado
própria cidadania muitas vezes equivale apenas à condição
politicamente, socialmente, economicamente e ecologicamente. É linha que se de consumidor,
condicionando
firma na importânciae limitando a fruiçãocivil
da sociedade dospara
direitos que, assim
a construção decondiciona o
políticas públicas e
paradigma
na direção ativa do desenvolvimento econômico e social. E, neste leque, a linhada
democrático segundo os interesses mercadológicos. Nas pesquisas
Linha
confere 3, um
seráamplo
completado
espaçoode ciclo das reflexões
investigações, que aderem
problemas à Área de
e soluções dentro da Área
Concentração, de forma coerente e coesa com as
de Concentração, “Sistemas Normativos e Fundamentos da Cidadania”,duas outras linhas, posto que os
mormente
projetos terão por objeto as possíveis exclusões e violações dos
porque há o recorte epistemológico referente às políticas públicas, provocadas ou direitos da
cidadania,
lideradas por bem como a elevada
movimentos sociaistaxa
para deainefetividade
consecução da dosigualdade,
direitos humanos
do
fundamentais,
desenvolvimento sustentável, da solidariedade e da paz dentro por
no Brasil e na América Latina, o que, até mesmo de um força dos
espaço
sistemas normativos, deverão implicar naturalmente a faculdade
econômico-social impactado pelas ingerências modernas da biotecnologia, da individual ou
coletiva de reclamar direitos, sua reparação,
biossegurança, da cibernética e da informática ou, ainda, a imposição de sanções aos
violadores dos direitos da cidadania. Nesta linha de pesquisa o projeto busca
estimular a crítica acerca das concepções meramente formalistas dos direitos
humanos, com a finalidade de entender a hegemonia do positivismo jurídico que
convive, contraditoriamente, com uma enorme profusão de normas de direitos
humanos fundamentais num cenário gigantesco de violações. Essa contradição
entre a narrativa dos direitos fundamentais e a prática dela decorrente, entre o
reconhecimento formal de direitos e a sonegação material desses mesmos direitos
no plano histórico, vitimizando amplas camadas das populações brasileira e latino-
americanas, constituem uma espécie de retórica vazia dos direitos humanos que a
Universidade precisa compreender e superar. Existem fatores presentes na
aplicação e na regulação das relações sociais que comprometem a fruição dos
direitos da cidadania, restrita a determinados seguimentos da população, em
razão da desigualdade, da pobreza, da discriminação e das distintas
vulnerabilidades em face de um poder econômico onipresente e global,
desestabilizador de vínculos locais e regionais, por causa da deficiência da
Democracia em seu sentido substancial
O Programa de Pós-graduação em Direito da UNESP tem quatro OBJETIVOS
GERAIS:1)  estimular e desenvolver atividades de pesquisa científica de excelência,
na área de concentração “sistemas normativos e fundamentos da cidadania”;2)
qualificar professores, pesquisadores e outros profissionais, com vista à
capacitação de pessoal para a universidade, pública ou privada,  e para instituições
de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a formação de recursos
humanos altamente capacitados;3) proporcionar formação científica ampla e
aprofundada, desenvolvendo a criatividade e a capacidade de pesquisa crítica e
humanista, no âmbito dos estudos jurídicos, notadamente em relação aos direitos
humanos fundamentais; e,4) realizar sua integração, no cenário nacional e
internacional, relacionando-se com os mais expressivos centros de pesquisa e de
ensino do Direito, no Brasil e no exterior, inclusive por meio da realização de
intercâmbio docente e discente, e de eventos científicos conjuntos.
UNAERP
O século XXI tem sido marcado por grandes transformações sociais
que impactam o Direito, tradicionalmente assente no paradigma
liberal e individualista que marcou a sociedade ocidental e
globalizou-se nas últimas décadas. A sociedade de informação,
possibilitada pelas novas tecnologias, fez surgir novos atores que
demandam outros direitos, em um fenômeno identificado por
Norberto Bobbio em “A era dos direitos”, como uma multiplicação de
direitos baseada em três fatores: i. Aumento dos bens passíveis de
tutela; ii. Extensão da titularidade de bens para além dos homens
(animais e natureza, por exemplo, hoje também já são vistos em
alguns ordenamentos como sujeitos de direito); iii. Consideração do
homem não mais como ente genérico, mas em suas especificidades,
sua qualidade e sua posição na sociedade (idoso, criança, negro,
consumidor, contribuinte, etc.). Recentemente, em vários países e
também no Brasil, têm ocorrido inúmeras manifestações de grupos
organizados sem a tutela de partidos, sindicatos ou organizações, a
partir das redes sociais e por meio de mensagens de textos
instantâneas enviadas de aparelhos celulares, que colocam em
cheque o tradicional modelo de representação política e fazem
eclodir ações em prol de novos formas de manifestação e construção
da cidadania. Em comum, esses novos direitos, novos atores, novas
formas de organização da sociedade de massas centrada na
tecnologia e na informação, está o agir em grupo, a defesa de
Concreção dos Direitos
interesses coletivos, Coletivos e Cidadania.
o reconhecimento A linha
de direitos de pesquisa
de comunidades
Concreção
específicas.dos Direitos
É nesse Coletivos
contexto queeseCidadania
justifica aseproposta
propõe adoinvestigar a
fundamentação,
Programa, fundada justificação
em um campoe desenvolvimento
de estudo ainda dosnovo
direitos
paracoletivos
o
(lato sensu), bem como os mecanismos jurídicos
Direito, que demanda profundas reflexões, levanta inúmeros existentes para a
concreção
problemas da cidadania
e clama (aspectos materiais).
por diferentes soluções.  ANessa
Área conformidade,
de Concentração
objetiva-se
em “Direitoso Coletivos
estudo deealguns direitos
Cidadania” metaindividuais
se propõe a enfrentaremumaespécie,
como
questãoconsumidor, meio ambiente,
de ordem fundante, patrimônio
qual seja, públicodee construção
possibilidades saúde
pública, tidospor
da cidadania comomeiodireitos difusoscoletivos,
dos direitos por excelência, bem como as e
seu reconhecimento
interfaces
proteção eficazes pelo Direito. Embora tenha havido construção
dessa geração de direitos humanos com a avanços nosda
cidadania fundada
últimos tempos, em um estado
especialmente nosocial
campo desocial,
direitos. Relativamente
ainda persiste no à
construção da cidadania,
Brasil um déficit de cidadaniadedica-se especial ênfase
que compromete no estudo
a realização dode
políticas públicas, responsabilidade
Estado Democrático socialtem
de Direito. O Direito das um
empresas, terceiro
importante papel
setor, minoriasseja
neste cenário, e populações negligenciadas.
para identificar e compreenderO estudo
novossistemático
atores e
aqui proposto
direitos, teráconformar
seja para como objeto principal
novas a permanente
e específicas formas aferição de
de proteção
tais temas
e tutela dosnobens
desenvolvimento
e direitos que social,
se queraperfeiçoamento do regime
e se necessita proteger.  O
democrático e melhoria seja
campo de investigação, das condições de vida
pela novidade, pelodeimpacto,
nosso povo.pela
insuficiência de estudos existentes na área é bastante amplo e o
programa não poderia abarcá-los todos. Desta forma, concentra-se o
programa em duas linhas de pesquisa: Concreção dos direitos
coletivos e cidadania e Proteção e tutela jurisdicional dos direitos
coletivos. O Programa se propõe a colaborar no desvelar de uma
nova realidade ainda estranha ao Direito, assentada na centralidade
dos sujeitos coletivos, suas demandas e repercussões de sua atuação
na consecução de políticas públicas, bem como adequados
mecanismos de tutela e proteção desses novos direitos e novos
atores, de maneira a contribuir para a garantia do exercício da
cidadania e para a realização do Estado Social e Democrático de
Direito. Ressalte-se, portanto que em ambas as linhas o objeto
central do estudo são os novos sujeitos e os novos direitos, bem
como a forma pela qual sua proteção e efetivação contribui para a
diminuição do déficit de cidadania verificado o Brasil. Com a
definição do campo de investigação pela área de concentração,
foram concebidas duas linhas de pesquisas bem definidas e
rigorosamente conexas com tal proposta, sendo uma que se dedica
aos aspectos materiais dos direitos coletivos (transindividuais) e as
suas interfaces com a consecução da cidadania. A outra linha se
dedica aos aspectos processuais, ou seja, os instrumentos existentes
e necessários para a tutela de tais direitos e da busca da efetivação
da cidadania.
Proteção e Tutela dos Direitos Coletivos. A linha de pesquisa
Proteção e Tutela dos Direitos Coletivos objetiva o estudo
sistemático dos mecanismos jurídicos existentes para a garantia de
efetivação dos direitos materiais estudados na linha de pesquisa
Direitos Coletivos e Cidadania (aspectos processuais). Nessa
conformidade, são abordados os mecanismos processuais existentes
no sistema jurídico nacional e as alternativas extraprocessuais para a
composição dos litígios coletivos e as questões relativas à construção
da cidadania. Além de investigações relativas ao microssistema
processual de tutela dos interesses plurindividuais, incluindo as
novas formas de prestação jurisdicional. Também merecem especial
ênfase os mecanismos alternativos de solução das demandas
coletivas e relativas à cidadania.
SF Uninove
O PPGD da FDUSP está organizado em 10 áreas A Área de Concentração do presente Programa de
de concentração: Direito Civil. Direito Mestrado e Doutorado (PPGD) em “Direito
Comercial. Direito Econômico, Financeiro, Empresarial: Estruturas e Regulação” correspondente
Tributário e Ambiental. Direito do Estado. ao objeto de sua investigação científica jurídica
Direito Internacional e Direito Comparado. refinada, de padrão internacional, no tocante à
Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia. manifestação multidimensional do fenômeno
Direito Processual. Direito do Trabalho e da econômico da empresa, que chega ao critical point
Seguridade Social. Filosofia e Teoria Geral do da influência transnacional, diante da singularidade
Direito. Direitos Humanos jurídica quântica entre a empresarialidade,
sustentabilidade e desenvolvimento humano, tendo
em vista que a ordem econômica constitucional
consagra um capitalismo humanista, uma vez que,
embora fundar-se na livre iniciativa e ter por
princípio a propriedade privada, seu fim é o de
assegurar a todos existência digna conforme os
ditames da justiça social. Neste espectro é aplicada
às linhas de pesquisa, a saber:

A Linha de Pesquisa 1 “Estruturas do Direito


Empresarial” correspondente ao compromisso do
PPGD com a investigação científica jurídica refinada,
de padrão internacional, quanto à manifestação do
Direito Empresarial, de forma abrangente, superando
a dicotomia entre o público e o privado, a partir da
multidimensionalidade do fenômeno econômico da
empresa, em seu critical point de influência
transnacional, no âmbito das estruturas de mercado,
diante da singularidade jurídica quântica entre a
empresarialidade com seus interesses econômicos,
sustentabilidade e desenvolvimento humano, tendo
em vista que a ordem econômica constitucional
brasileira, ainda que inserida em um capitalismo
transnacional, embora fundar-se na livre iniciativa e
ter por princípio a propriedade privada, é de
capitalismo humanista uma vez que seu fim é o de
assegurar a todos existência digna conforme os
ditames da justiça social. Sob este olhar, entrelaçado
pela particular investigação do abuso do poder
econômico e manipulação de mercado, em seus
diversos desdobramentos, especialmente no âmbito
transnacional, assim como do sistema mercantil de
insolvência; pela presente Linha se pesquisa, à luz do
capitalismo humanista, a compreensão quântica das
estruturas da disciplina jurídica da empresarialidade,
em seus múltiplos espectros, inclusive o da
fiscalização e da resposta penal para os delitos
econômicos.
A Linha de Pesquisa 2 “Empresa Transnacional e
Regulação” correspondente ao compromisso do
PPGD com a investigação científica jurídica refinada,
de padrão internacional, quanto ao exercício do
monopólio estatal da ação regulatória sobre o
fenômeno econômico da empresa, sobretudo no
tocante ao poder econômico estabelecido no critical
point da influência transnacional, aprofundada até a
jurisdição penal na economia, para dar efetividade à
tutela pelo Direito da singularidade jurídica quântica
entre os interesses econômicos da empresarialidade,
sustentabilidade e desenvolvimento humano, tendo
em vista que a ordem econômica constitucional
consagra um capitalismo humanista, na razão de,
embora fundar-se na livre iniciativa e ter por
princípio a propriedade privada, seu fim ser o de
assegurar a todos existência digna conforme os
ditames da justiça social. Sob este olhar,
especialmente em face do contexto das liberdades
econômicas, transnacionalidade da empresa e
desestatização do poder, pela presente Linha se
pesquisa, à luz do capitalismo humanista, a
compreensão quântica das interferências jurídicas
multidimensionais, por meio da regulação, no
fenômeno econômico da empresarialidade além do
campo tradicional do direito privado em
consubstancialidade com estado constitucional e a
ordem internacional, tais como aquelas impostas
pelos compromissos internacionais, pelos órgãos
multilaterais e pelas agências reguladoras, no âmbito
dos entes regulados e consumidores, assim como
outras ferramentas de intervenção estatal positiva ou
negativa como a autorregulação.
Mackenzie ITE
O Direito Político e Econômico, como área de Sistema Constitucional de Garantia de
concentração, pressupõe uma renovação também da Direitos,
visão do Estado, fruto da criação e expansão de novos
mecanismos de democracia direta inscritos nas
constituições contemporâneas. A ampliação dos canais
de participação popular no processo de tomada de
decisões políticas acaba gerando novos direitos que, por
sua vez, alargam e reforçam as instâncias de poder
existentes. As novas relações sociais e as regras jurídicas
fundamentais que as regulamentam estabelecem, ainda,
os limites à ordem econômica de determinada
comunidade política, representando distintos modelos
político-sociais de ordenação econômica. É nesse
contexto que a proposta da Área de Concentração em
Direito Político e Econômico se insere, propondo a
reflexão crítica a respeito de dois dos grandes aspectos
contraditórios da atualidade: a democracia de massas e a
concentração do poder econômico. São justamente as
tensas relações entre esses dois elementos que
contribuem para a ampliação dos espaços democráticos
de participação popular nas decisões e nos resultados do
processo econômico. Tal embate acaba forçando, ainda,
a estruturação de instrumentos políticos e jurídicos para
A linha A Cidadania
controlar a influênciaModelando o Estado vem
do poder econômico promover
privado no a Direitos Fundamentais e Inclusão Social
reflexão
processoacerca do conceito
de tomada de cidadania,
de decisões para integrá-lo
político-estatais e na
aos
esferafundamentos
dos direitosefundamentais
princípios do Estado Social egerando,
dos cidadãos,
Democrático
assim, um maior equilíbrio entre o Direito, que
de Direito, especialmente no se refere
a Política ea
ao dever
Economia. de promover a justiça social e a participação
política efetiva. Objetiva-se, assim, a compreensão do
fenômeno da cidadania em relação ao Estado a partir da
identificação das transformações geradas pela ampliação
da participação popular nas esferas de decisões políticas
e na exigência de concretização dos direitos econômicos,
sociais e políticos, fruto do novo modelo de Estado
adotado pela Constituição Federal de 1988. De se notar
que a grande preocupação deste debate se dá em torno
da necessidade de implementação de políticas públicas,
conceito que não se reduz às concepções e categorias
tradicionais do Direito, justamente porque exige a
atuação racional e planejada do Estado para a realização
de programas de ação governamental que envolva a
adoção de medidas extremamente complexas e
heterogêneas do ponto de vista jurídico. Sob esse prisma,
a intervenção do Estado na esfera individual deixa de ser
vista como um obstáculo à efetivação plena da cidadania,
ou como uma grande violação de direitos. Da visão liberal
das liberdades públicas ao reconhecimento de direitos
sociais, das conquistas do Estado Social ao
reconhecimento do desenvolvimento como forma de
liberdade, consolidou-se a noção do Estado como
promotor dos direitos fundamentais por meio de sua
atuação na ordem econômico-social. Se, em um primeiro
momento, bastava ao Estado reconhecer a igualdade
jurídica para evitar o colapso do sistema pelo
aprofundamento de suas contradições, com o tempo a
manutenção do sistema passa a exigir do Estado o
reconhecimento da diferença e a assimilação do conflito.
O reconhecimento da insuficiência do mercado em
prover bem-estar e reduzir desigualdades impõe aos
poderes públicos uma agenda positiva que incorpora a
sociedade civil como agente formulador e fiscalizador de
políticas públicas. Entende-se que a conquista e
ampliação da cidadania no Brasil passa pelo
fortalecimento do Estado e da democracia perante os
interesses privados e pela sua reestruturação para a
integração das reivindicações sociais. Conhecer, assim, os
obstáculos à atuação do Estado brasileiro na
concretização da cidadania plena, buscar alternativas
para superá-los e compreender os possíveis caminhos de
A linha de pesquisa Poder Econômico e seus Limites Garantias de Acesso à Justiça e
Jurídicos aborda as relações entre o fenômeno jurídico e Concretização de Direitos
o modo de produção capitalista. A instituição de um
Direito racional, fundado na universalidade abstrata das
formas jurídicas e na instituição do princípio da igualdade
formal perante a lei, ao garantirem a previsibilidade de
comportamentos, constituem as bases que possibilitam o
desenvolvimento do sistema capitalista. O mercado não é
uma "ordem espontânea", natural, mas uma estrutura
social e histórica, fruto do processo de tomada de
decisões políticas e jurídicas que servem a determinados
interesses, em detrimento de outros. Em suma, o
mercado é também uma instituição jurídica. Não bastasse
isto, ou justamente por isto, não se pode ignorar que o
Estado, além de ser o principal agente econômico, é
também o regulador e planejador da política econômica.
O objetivo da linha é, portanto, identificar, fundamentar
e justificar os limites jurídicos do poder econômico,
relacionando-os com o papel do Estado no domínio
econômico. Deste modo, não se busca apenas
compreender o poder econômico como uma questão
isolada, restrita aos poderes repressivos ou de polícia do
Direito Concorrencial. Objetiva-se a compreensão do
fenômeno do poder econômico sob os mais variados
aspectos, entendendo-o como um fenômeno da
realidade social, cuja regulação abrange os mais variados
campos jurídicos. Neste sentido, vinculando-se a
proposta mais geral da Área de Concentração em Direito
Político e Econômico, pretende-se promover a reflexão
acerca da supremacia das instituições democráticas sobre
o mercado e a independência política do Estado em
relação ao poder econômico privado. Parte-se do
pressuposto, incorporado pela Constituição de 1988, da
existência de um Estado forte capaz de controlar os
interesses privados dos detentores do poder econômico.
A preocupação central destes estudos destina-se a
estimular e a consolidar uma perspectiva de raciocínio
crítico do Direito, à luz dos impactos provocados pelas
mudanças e transformações de paradigmas da sociedade
contemporânea na ampla esfera de problemas,
perplexidades e interesses públicos e privados que fazem
divisa ou até mesmo se confundem com as dimensões
mais aglutinadoras, interdependentes e, por esta razão,
mais atualizadas de Direito Político e Econômico. A
combinação do indeclinável e central papel de formação
de professores e pesquisadores com a visão e o enfoque
crítico do Direito, lastreado nas linhas de pesquisas que
sustentam as reflexões e estudos com referência tem
conferido ao Programa, inegavelmente, uma significativa
distinção. A especificidade deste Programa, de fato,
evidencia e destaca a sua relação com as demais ciências
humanas e sociais, o que explica o interesse dos alunos e
professores por pesquisas multidisciplinares, cuidando
das latitudes da área de concentração que, ao fim e ao
cabo, pela dispersão organizada e articulada,
fundamentam, sofisticam, ampliam e fortalecem não só
as reflexões, mas a unidade imprescindível da área de
concentração para a consistência do Programa. Por sua
história e seu contexto, é que o Programa de Pós-
Graduação em Direito Político e Econômico da UPM
assumiu, desde o seu início, o instigante e desafiador
papel de agente de fomento e sustento de uma política
continuada de formação de professores e pesquisadores
destinados a responder a crescente demanda por
quadros acadêmicos de qualidade para o ensino e para a
produção científica do país, especialmente em São Paulo,
dado o elevado número de cursos de graduação em
Direito na capital e em sua região metropolitana.

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