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INTRODUÇÃO: BATISMO BÍBLICO SOMENTE EM NOME DE JESUS CRISTO

Todos os batismos na Bíblia, sem exceção, somente são realizados em nome do Senhor
Jesus, pois somos justificados por meio do sacrifício de Cristo, que foi morto, sepultado e
ressurgiu ao terceiro dia. O batismo representa a morte e sepultamento do velho homem
e a ressurreição de um novo homem para andar em novidade de vida.

“...Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não
sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na
sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para
que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim
andemos nós também em novidade de vida.” Romanos 6:2-4

Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de


Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. Colossenses 2:12 (A.C.F.)

Vejamos em nome de quem os apóstolos realizavam os batismos na Bíblia:

"Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de


Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo."
Atos 2:38.

(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados
em nome do Senhor Jesus). Atos 8:16

Então ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois pediram a
Pedro que ficasse com eles alguns dias. Atos 10:48

E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. Atos 19:5

Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do
nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. Atos 8:12

Os apóstolos, monoteístas, jamais realizaram qualquer batismo em “títulos trinitários”.


Isso não existe na Bíblia, mas sim no Catecismo Católico; o que foi amplamente aceito e
adotado pelas igrejas evangélicas; ou seja, pelas filhas da grande meretriz de Apoc. 17.

O Dogma da “Santíssima Trindade” é oriundo do catolicismo romano, tendo ganhado


força em meados do século IV, após o Concilio de Nicéia, que paganizou a Igreja.
(apostasia prevista em 2 Tessalonicenses 2:3).

Neste estudo veremos que o batismo em títulos não possui qualquer base bíblica, não
surtindo efeitos, devendo ser realizado unicamente em nome do Senhor Jesus Cristo:

Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro
nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". Atos 4:12

A Bíblia deixa absolutamente claro que só existe um único nome pelo qual possamos ser
salvos. “Pai” não é nome, inclusive Satanás é chamado de pai da mentira; “Filho” também
não é nome, pois todos nós somos filhos de alguém, e Espírito Santo é o Poder de Deus.
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Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por
nosso Senhor Jesus Cristo, 1 Tessalonicenses 5:9

O BATISMO NO CATECISMO CATÓLICO E A “TRÍPLICE IMERSÃO / EFUSÃO”

Sabemos que a Igreja Romana formulou inúmeras doutrinas antibíblicas, como a doutrina
da trindade; imortalidade da alma; purgatório; sucessão “apostólica” dos papas; guarda do
domingo; transubstanciação do pão no verdadeiro corpo de Cristo e o vinho para o atual
sangue de Cristo; oração a Maria “mãe de Deus”; invocação e intercessão de santos
mortos; a imaculada Conceição de Maria; morada no céu; infalibilidade papal; venda de
indulgências; inferno de fogo sem fim para os pecadores, entre muitas outras.

A posição Católica Romana sobre o batismo, também adotada pelas suas “filhas”
evangélicas é falsa! A Bíblia não é um livro Católico. O Cânon do Novo Testamento
estava completo pelo fim do primeiro século; sendo que a Igreja Católica Romana, que
jamais foi citada na Bíblia, somente veio existir séculos depois.

Por isso o batismo na Trindade faz parte do Catecismo Católico, e não dos ensinamentos
de Jesus ou da prática apostólica, conforme artigos do Catecismo abaixo transcritos:

“§ 1266. A Santíssima Trindade dá ao batizado a graça santificante, a graça da


justificação,...”

O ritual da seita Católica prevê, ainda, a tríplice imersão ou tríplice derramamento de água
na cabeça do candidato (efusão), para enaltecer o Dogma da Trindade:

§ 1239. Segue então o rito essencial do sacramento: o Batismo propriamente dito,


que significa e realiza a morte ao pecado e a entrada na vida da Santíssima
Trindade por meio da configuração ao mistério pascal de Cristo. O Batismo é
realizado da maneira mais significativa pela tríplice imersão na água batismal. Mas
desde a antiguidade ele pode também ser conferido derramando-se, por três vezes,
a água sobre a cabeça do candidato.

§ 1278. O rito essencial do Batismo consiste em mergulhar na água o candidato ou


em derramar água sobre sua cabeça, pronunciando a invocação da Santíssima
Trindade, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Abaixo veremos que tal prática não encontra qualquer amparo bíblico, sendo inválido tal
rito pagão.

1 JOÃO 5:7,8 – INSERÇÃO ENTRE COLCHETES EM ALGUMAS VERSÕES

Este texto, encontrando entre colchetes em algumas traduções, é o único que afirma
claramente que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um, sem necessidade de
interpretação particular. Seria uma evidência da existência da trindade, caso não fosse
um texto comprovadamente apócrifo, um texto adicionado posteriormente, que NÃO
consta nos manuscritos mais antigos.

Vejamos algumas traduções de acordo com os antigos manuscritos, sem acréscimo:


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“Porque três são os que testemunham: o Espírito, a água e o sangue, e os três


tendem ao mesmo fim.” 1 João 5:7,8 (Bíblia de Jerusalém).

Há três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; e os três são


unânimes. 1 João 5:7,8 (Bíblia NVI).

e o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Pois três são os


que dão testemunho, o Espírito, a água e o sangue, e estes três concordam. 1
João 5:7,8 (Sociedade Bíblica Britânica).

Tradução infiel com evidente acréscimo:

Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e
estes três são um. E três são os que testificam na terra]: o Espírito, a água e o
sangue, e os três são unânimes num só propósito. 1 João 5:7,8 (A.R.A.)

A maioria das traduções fiéis já omitiu o trecho inserido posteriormente. A Bíblia de


Jerusalém, uma das versões mais fiéis ao original que dispomos em português, omite tal
inserção e ainda adiciona a seguinte nota de rodapé:

Páginas 2.132/2.133: “O texto dos vv. 7-8 está acrescido na Vulgata de um inciso
ausente dos antigos manuscritos gregos, das antigas versões e dos melhores
manuscritos da Vulgata, o qual parece ser uma glosa marginal introduzida
posteriormente no texto.”

Na edição João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada, 1 João 5:7 está entre colchetes
com a seguinte explicação no início do Novo Testamento:

“Todo conteúdo entre colchetes é matéria da Tradução de Almeida, que não se


encontra no texto grego adotado.”

O Novo Testamento Trilíngüe das Edições Vida Nova mostra, simultaneamente, a versão
em Grego do Novum Testamentum Graece Nestlé-Aland, 4ª Edição, a versão em
Português Almeida Revista e Atualizada 2ª Edição, e o texto em Inglês da New
International Version, onde os textos dos três idiomas estão dispostos lado a lado e
podem ser comparados facilmente pelo leitor. Repare que apenas a versão em Português
contém a adulteração Trinitariana.

A nota de rodapé do texto grego diz o seguinte: “O texto dos versículos 7 e 8 entre
colchetes na Almeida Revista e Atualizada nunca fez parte do original. Os
manuscritos mais antigos que contém o texto são da Vulgata Latina do século XVI.”

Percebe-se, claramente, que houve uma ousada tentativa de adulteração da Palavra de


Deus, a fim de introduzir o Dogma da “Santíssima Trindade”, que nunca constou da Bíblia.
Será que esta foi a única tentativa dos padres trinitarianos? Ou será que eles tentaram
adulterar outros textos em favor da teoria trinitariana?

É muito difícil responder a estas questões, pois não temos o original grego escrito pelos
apóstolos. É relativamente fácil identificar uma adulteração trinitariana feita no século 16
(exemplo: 1 João 5:7), mas o mesmo não pode se afirmar com relação a adulterações
mais antigas, principalmente em meados do quarto século.
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Apesar de haver evidências suficientes de que pequenas alterações foram feitas para
“beneficiar” algumas doutrinas pagãs, podemos confiar plenamente na Palavra de Deus,
pois ela mantém a verdade original, sem a perda da essência. Toda a sã doutrina da
salvação está preservada. A vontade de Deus, os ensinamentos de Jesus, a doutrina
apostólica e as profecias estão integralmente preservadas. Mesmo que haja algum tipo de
alteração, o Espírito do Senhor nos revelará, como fez com 1 João 5:7, por meio de
provas incontestáveis, ou de fortes evidências como veremos a seguir.

MATEUS 28:19 – ACRÉSCIMO POSTERIOR PARA FINS LITURGICOS

Com a generalizada aceitação de que 1 João 5:7 é um texto espúrio, o peso da defesa da
trindade caiu fortemente sobre Mateus 28:19, que passou a ser o verso preferido dos
defensores do dogma da trindade. A razão é simples: Nenhum outro verso bíblico coloca
no mesmo patamar o Pai, o Filho e o Espírito Santo, ou seja, a famosa e consagrada
expressão “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” não aparece em nenhum outro
lugar na Bíblia, mas apenas em Mateus 28:19.

No entanto, esta fórmula batismal tem trazido controvérsia entre os estudiosos por
diversas razões:

(a) A sugestão de existência de uma trindade não se coaduna com a crença do público
alvo do livro (os judeus).

(b) O contexto; verso 18; diz que a autoridade foi dada a Cristo, o que sugeriria,
naturalmente, uma ação posterior em nome de quem tem e delega a autoridade, no caso,
em nome de Cristo Jesus apenas.

(c) Todos os batismos realizados posteriormente pelos discípulos foram em nome de


Jesus apenas.

(d) Todas as orientações de Cristo e as ações dos discípulos; orações, milagres, expulsão
de demônios, advertências, reuniões e pregações; foram em nome de Jesus e não em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

(e) Há evidências tangíveis de que a fórmula batismal trinitariana não conste do original,
mas tenha sido adicionado posteriormente, como confessado pela própria Igreja Católica.

Passaremos a analisar cada uma destas causas de controvérsias.

Cremos que as imprecisões da língua são causa de muitas confusões doutrinárias. Por
esta razão o melhor conselho para evitar erros doutrinários em decorrência destas
imprecisões é: (i) Analisar o texto controvertido dentro do seu contexto. (ii) Analisar outros
textos bíblicos que abordam o mesmo assunto. (iii) Quando possível, recorrer ao original
hebraico ou grego para desfazer dúvidas remanescentes.

Acima destas três regras que procuramos obedecer está a confiança no poder de Deus
que, por meio do seu Espírito, atua em nossa mente nos guiando em toda a verdade.
Passemos agora a analisar as dificuldade na interpretação de Mateus 28:19.

INCONSISTÊNCIA COM O PÚBLICO ALVO


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Acredita-se que o livro de Mateus tenha sido escrito em aramaico; ao contrário dos
demais livros do Novo Testamento que teriam sido escritos em grego. O objetivo de
Mateus era alcançar os judeus convencendo-os de que Jesus Cristo era o Messias
descrito pelos profetas do Antigo Testamento.

Desta forma, causa-nos no mínimo alguma estranheza a menção de uma fórmula


batismal que sugira a existência de uma trindade jamais aceita pelos judeus. Isto porque a
crença dos judeus se baseia totalmente no Velho Testamento, onde não há qualquer
sugestão da existência de um “Deus Trino”.

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Deuteronômio 6:4

Baseados no Velho Testamento, os judeus aceitam um único Deus e a proposta de uma


trindade soaria como uma abominação. Ademais, o objetivo de Mateus não era convencê-
los da existência de uma trindade, mas mostrar Jesus como o Messias.

ANÁLISE CONTEXTUAL – A AUTORIDADE DE CRISTO

Como em todo texto controvertido, temos que dedicar tempo e esforço para a
compreensão não apenas do verso em questão, mas também do seu contexto. Neste
ponto, devemos compreender claramente o que significa fazer algo em nome de alguém.
“Fazer algo em nome de alguém” significa a concessão ou delegação de poder para outra
pessoa.

Por exemplo, um policial não tem autoridade se esta não lhe fosse dada pela lei. Por isso,
ao deter um criminoso, o policial poderá dizer: “Preso em nome da Lei”, em outras
palavras, “Estou lhe prendendo com a autoridade que a lei me dá”.

Da mesma forma, um representante de estado, por exemplo, um embaixador, age não por
si mesmo, mas em nome de uma nação. O mesmo vale para um delegado, um
procurador, um advogado ou qualquer outro representante legal. Este representante,
advogado ou procurador, age apenas em nome de alguém que tenha lhe dado autoridade
para tanto. Por isso podemos afirmar que existe uma íntima relação entre fazer algo em
nome de uma pessoa, e a autoridade que esta pessoa confere a outrem.

Estes exemplos simples foram citados apenas para mostrar a forte relação entre fazer
algo em nome de alguém e sua autoridade.

Analisando o contexto de Mateus 28:19, especialmente o verso 18, vemos que a


autoridade a que Mateus se refere é a autoridade de Cristo e não a autoridade de uma
trindade:

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu


e na terra. Mateus 28:18

Seria esperado, portanto, na sucessão natural da grande comissão, que Jesus


comissionasse os discípulos como seus representantes, seus procuradores agindo
exclusivamente em seu nome e com a sua autoridade. Mas, surpreendentemente, embora
a autoridade seja a de Cristo, a recomendação é que os discípulos batizem em nome do
“Pai, do Filho e do Espírito Santo”, o que seria totalmente contraditório.
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Mas como os discípulos obedeceram a esta ordem de Cristo? Como no início do estudo,
o livro de Atos relata vários batismos, mas nenhum deles foi realizado em nome da
trindade. Os exemplos que temos da era apostólica demonstram claramente que os
batismos foram realizados em nome de Jesus.

O livro dos Atos relata até mesmo casos de rebatismo em Éfeso:

Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. Atos 19:5

Por que os discípulos batizaram em nome de Jesus e não em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo? Por que os batismos hoje são em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, baseando-se em apenas um verso e ignorando todos os demais que ensinam que
o batismo deve ser em nome de Jesus?

Em Romanos 6:3, Paulo afirma que “fomos batizados em Jesus Cristo.” Ele nunca
afirmou que fomos batizados na trindade.

Exortando sobre a necessidade de unidade em Cristo, Paulo pergunta aos Coríntios:

Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes,
porventura, batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1:13

Embora este verso não diga tão claramente quanto os anteriores que o batismo é em
nome de Jesus, há uma evidência clara da intenção do apóstolo. Cristo não está dividido.
Jesus Cristo foi crucificado em favor dos crentes e estes foram batizados em nome dEle.

Escrevendo aos Gálatas, Paulo reafirma o que foi dito até o momento:

pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Gálatas 3:27

Não apenas os batismos foram realizados em nome de Cristo, mas todas as palavras e
obras dos cristãos devem ser em nome de Jesus Cristo, não em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo.

A AUTENTICIDADE DE MATEUS 28:19

Diante de tantas inconsistências e incompatibilidades com o restante dos escritos


sagrados, Mateus 28:19 tem sua autenticidade questionada. A história demonstra que na
era apostólica batizava-se apenas em nome de Jesus, sendo que batismos em títulos
trinitários só foram realizados muitos anos após a morte dos apóstolos. Vejamos o que as
enciclopédias dizem a respeito da origem da trindade e do batismo em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo:

ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA: “A fórmula batismal foi mudada do nome de Jesus Cristo


para as palavras Pai, Filho e Espírito Santo pela Igreja Católica no 2º Século.” – 11a
Edição, Vol.3 – págs. 365-366. (em inglês)… “Sempre nas fontes antigas menciona que o
batismo era em nome de Jesus Cristo.” – Volume 3, pág.82.
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ENCICLOPÉDIA DA RELIGIÃO – CANNEY: “A religião primitiva sempre batizava em


nome do Senhor Jesus até o desenvolvimento de doutrina da trindade no 2° Século.” –
pág. 53 (em inglês).

NOVA ENCICLOPÉDIA INTERNACIONAL: “O termo “trindade” se originou com


Tertuliano, padre da Igreja Católica Romana.” – Vol. 22 pág. 477. (em inglês).

ENCICLOPÉDIA DA RELIGIÃO – HASTINGS: “O batismo cristão era administrado


usando o nome de Jesus. O uso da fórmula trinitariana de nenhuma forma foi sugerida
pela história da igreja primitiva; o batismo foi sempre em nome do Senhor Jesus até o
tempo do mártir Justino quando a fórmula da trindade foi usada.” – Vol.2, páginas 377-
378-389. (em inglês).

O Pastor Adventista do Sétimo Dia, Alejandro Bullón, no livro “O Terceiro Milênio” fala de
alguns conflitos internos enfrentados pela igreja da idade média por causa de doutrinas
estranhas:

“Naquele período, a Igreja cristã passou a ter conflitos internos por causa de doutrinas
estranhas que pretendiam misturar-se às verdades bíblicas. Entre as doutrinas em
conflito, podemos mencionar: o pecado original, a trindade, a natureza de Cristo, o papel
da virgem Maria, o celibato e a autoridade da Igreja.” – Livro: O Terceiro Milênio e as
Profecias do Apocalipse – Alejandro Bullón – págs. 41 e 42.

Vejamos Mateus 28:19 em tradução simultânea português / hebraico:

Portanto, ide, ensinai [fazei discípulos de] todas as nações, batizando-as em nome do pai,
e do filho, e do espírito santo; [MV: Ide e fazei discípulos de todas as nações,
batizando-as em meu nome]. Mateus 28:19.

Bíblica Hebraica: Link: http://www.hebraico.pro.br/r/biblia/quadros.asp

DOCUMENTOS DA IGREJA CATÓLICA:

Nota da Bíblia de Jerusalém: Página 1.758: “É possível que, em sua forma precisa,
essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade
primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em batizar “no nome de Jesus”. Mais tarde
deve ter-se estabelecido a associação do batizado às três pessoas da Trindade.”

Livro: Introdução ao Cristianismo, publicado em 1968, pela Editora Ignatius Press,


escrito por Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI): “A forma básica da nossa profissão de fé
(Mateus 28:19) tomou forma ao longo dos séculos segundo e terceiro d.C. em conexão
com a cerimonia do batismo. Trata-se originalmente de uma fórmula nascida em Roma.”
(Capítulo 2, página 82).

OUTRAS VERSÕES DE MATEUS 28:19

Em 1960, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira publicaram um Novo Testamento


em Grego e a alternativa apresentada para Mateus 28:19 foi “en to onomati mou” (“em
meu nome”). Eusébio foi citado como autoridade em favor desta versão.
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Algumas Bíblias que provavelmente se utilizam de outros critérios na crítica textual


adotam outras versões para estes textos controversos. O Evangelho de Mateus em
Hebraico de George Howard é um exemplo que não contem a fórmula batismal em nome
do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. (Hebrew Gospel of Matthew-George Howard –
1995 – ISBN 0-86554-470-0).

A tradução em inglês que consta no mesmo volume convertida para o português é a


seguinte: “Jesus, aproximando-se deles, disse-lhes: Toda a autoridade me foi dada
no céu e na terra. Ide e ensinai-os a observar todas as coisas que vos ordenei para
sempre.” – Mateus 28:18-20 (Na Tradução do Evangelho de Mateus em Hebraico).

EUSÉBIO DE CESAREIA - O PAI DA HISTÓRIA DA IGREJA

Eusébio de Cesareia (270-340 d.C.), conhecido como o pai da história da igreja, foi
provavelmente o maior historiador da igreja dos primeiros séculos. Sua obra é vasta e ele
é considerado um dos preservadores da literatura sacra em sua época. Embora não tenha
se destacado pela criatividade e originalidade, Eusébio goza de boa reputação no tocante
à sua precisão.

Ele baseou seus escritos em manuscritos anteriores e mais fidedignos do que os que
temos hoje. No início do quarto século, Eusébio citou Mateus 28:19 diversas vezes em
comentários sobre Salmos, Isaías, e em obras como Demonstratio Evangelica e Teofania.
Também citou este verso em História da Igreja. Na maioria das vezes suas citações de
Mateus 28:19 eram muito semelhantes a esta:

“Ide e fazei discípulos de todas as nações em meu nome, ensinando-os a observar


todas as coisas que eu vos tenho ordenado.”

É importante ressaltar que toda a doutrina deve ser obtida da pura Palavra de Deus, não
de escritos de homens, por mais fidedignos que eles sejam. Estes historiadores viveram
em tempos de grande escuridão espiritual, quando o paganismo sutilmente penetrava na
igreja. Por esta razão, nosso objetivo ao mencionar as citações de Eusébio é apenas usar
o testemunho dos escritores dos primeiros séculos como evidência histórica de que a
versão tenha sido adulterada. Ao fazer tais citações de Mateus 28:19, Eusébio usou
manuscritos mais antigos e mais fidedignos do que os que temos hoje.

A. Ploughman, um estudioso inglês, se interessou em pesquisar a fundo as citações de


Mateus 28:19 na obra de Eusébio. A. Ploughman contou 18 citações de Eusébio
contendo o batismo em nome de Jesus.

É interessante notar que no final de sua vida, após o Concílio de Nicéia, Eusébio incluiu
em obras como “Contra Marcelo de Ancira” e “Sobre a Teologia da Igreja” citações de
Mateus 28:19 incluindo o batismo em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Isto
revela a influência poderosíssima exercida pelo Concílio de Nicéia em favor da trindade,
afetando a produção da literatura sacra no quarto século.

Fica claro, não apenas pelas evidências provenientes da crítica textual, bem como da
análise do contexto de Mateus 28:19 e por outras passagens bíblicas, que a autenticidade
do verso em questão é bastante questionável e, portanto, não deve ser utilizado para
provar qualquer doutrina. Ademais, é sempre conveniente lembrar que nenhuma doutrina
bíblica pode ser estabelecida com base em apenas um verso.
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Essa regra é um consenso entre os teólogos e estudiosos da Bíblia. Por isso, batizar em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é quebrar este princípio e, mais do que isso,
desprezar as provas bíblicas de que o batismo deve ser realizado em nome de Jesus.

TUDO EM NOME DO SENHOR JESUS CRISTO

Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor


Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. Colossenses 3:17

Paulo recomenda que tudo deve ser feito em nome de Jesus. O que está incluído nesta
expressão “tudo”? Todas as coisas estão incluídas aqui, inclusive batismos. O que é mais
importante do que a salvação? Vamos conferir os versos abaixo.

As orações devem ser feitas em nome de Jesus, não em nome de uma Trindade. Veja
vários exemplos: João 14:13 e 14; João 15:16; João 16:24, 26 e 27; Tiago 5:14.

Advertências, admoestações e repreensões foram feitas em nome de Jesus, nunca em


nome da Trindade: 1 Coríntios 1:10; 5:4; 2 Tessalonicenses 3:6.

Nenhum milagre foi feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas em nome de
Jesus: Mateus 7:22; Marcos 9:38-40; Marcos 16:15-18; Lucas 10:17; Atos 3:6; 4:7-12;
4:30; 16:18.

Obras de caridade também foram realizadas em nome de Jesus: Mateus 18:5; Marcos
9:37 e 41; Lucas 9:48.

Até mesmo reuniões espirituais e pregações devem ser realizadas em nome de Jesus,
não em nome da Trindade: Mateus 18:20; Lucas 24:46 e 47; Atos 4:18; 9:27 e 29;
Efésios 5:20; Tiago 5:10.

O mais impressionante é que até mesmo o Espírito é enviado em nome de Jesus,


conforme João 14:26.

Enfim, como diz Paulo, tudo deve ser feito em nome de Jesus, pois a nossa salvação é
também em nome do nosso Senhor Jesus Cristo: Atos 4:12; João 20:31; 1 Cor. 6:11.

BATISMO BÍBLICO POR IMERSÃO EM ÁGUA CORRENTE

O que significa a palavra “batismo”? Qual é a sua terminologia?

Nada mais é que o étimo grego "βαπτο" (bapto), ao qual se acrescentou o sufixo “-
ismós” para formar "βαπτισμα" (baptisma), o que significa “imersão”, sendo exatamente
esta a etimologia do verbo “βαπτιζειν” (baptizein): "imergir" / "mergulhar".

Batizar, portanto, deve ser semanticamente compreendido como sendo o ato de


mergulhar um corpo dentro de outro, no caso em um corpo líquido, a água.

Por extensão, a ação, o efeito de sepultar um morto comporta, também, a sematologia da


palavra batismo. O que faz a morte de Jesus ser tão gloriosamente diferente é a sua
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ressurreição. Nós, os verdadeiros cristãos, fomos sepultados com Cristo no batismo, e


emergimos das águas como nova criatura:

Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo, e com ele
foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os
mortos. Colossenses 2:12

Primeiro somos IMERSOS nas águas, representando a morte e o sepultamento da nossa


antiga criatura pecaminosa. Depois EMERGIMOS das águas como nova criatura que
deve negar a si mesmo; tomar a sua cruz; praticar os mandamentos, e andar como Jesus
andou.

Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo,


tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23

IMERGIR se refere ao ato de afundar, mergulhar ou submergir alguma coisa em um


líquido. É sinônimo de mergulhar, afundar, submergir, entrar, adentrar.

EMERGIR se refere ao ato de se elevar acima do nível da água, de subir, de vir à tona.
Também é usado com significado de aparecer e de se manifestar, tornando-se
compreensível. É sinônimo de subir, elevar-se, erguer-se, aflorar, surgir.

É exatamente este o simbolismo implícito no batismo bíblico. O significado da


palavra baptizo no grego é, essencialmente, "mergulhar" ou "imergir", e não aspergir.
Portanto não é válido apenas borrifar (aspersão), ou derramar água (efusão).

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da
água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. João 3:5

Dai o necessário entendimento de que a submersão precisa ser completa, para que haja
verdadeiro batismo, visto que o significado maior deste deve ser encontrado exatamente
na retomada da vida após a morte com Jesus, representada pela emersão. (Efésios 2:1-
5: Estamos mortos em nossos pecados, fomos vivificados juntamente com Cristo).

Assim como a ressurreição reverte a morte, a emersão, revertendo a imersão, identifica o


converso não somente com a morte, mas principalmente com ressurreição de Cristo.

Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos
batizados em sua morte? Romanos 6:3

A segunda etapa, emersão que representa a ressureição, não tem como ocorrer, sem que
antes a primeira tenha ocorrido, ou seja, imersão simbolizando o sepultamento.

A descrição dos batismos narrados no Novo Testamento nos levam à conclusão de que
eles aconteceram sob a forma de batismo por imersão. O próprio Senhor Jesus foi
batizado dessa forma:

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram,
e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Mateus
3:16
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Naquela ocasião Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no
Jordão. Assim que saiu da água, Jesus viu os céus se abrindo, e o Espírito
descendo como pomba sobre ele. Marcos 1:9,10

Em Atos 8:36,39 Filipe claramente batiza o eunuco por imersão:

Prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia água. O eunuco


disse: "Olhe, aqui há água. Que me impede de ser batizado?" Disse Filipe: "Você
pode, se crê de todo o coração". O eunuco respondeu: "Creio que Jesus Cristo é o
Filho de Deus". Assim, deu ordem para parar a carruagem. Então Filipe e o eunuco
desceram à água, e Filipe o batizou. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor
arrebatou Filipe repentinamente. O eunuco não o viu mais e, cheio de alegria,
seguiu o seu caminho. Atos 8:36-39

A expressão "sair da água", encontrada nestas três referências não deixa dúvidas de que
o batismo bíblico era realizado por imersão. Além disso, vemos em João 3:23 a citação
sobre as Muitas Águas de Enom:

João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas
águas, e o povo vinha para ser batizado. João 3:23

Certamente não haveria necessidade de “muitas águas” para se realizar uma aspersão ou
efusão. Diversos escritos dos pais da Igreja também testificam o batismo por imersão. A
antiga obra Didaquê (70-90 d.C.), embora permitindo a aspersão na ausência de água
suficiente, prescreve a imersão como forma prioritária de batismo.

Tertuliano (160-220 d.C.): “O ato do batismo em si é carnal, pois estamos mergulhados


na água, mas o efeito é espiritual, pois somos libertados do pecado.” (Do Batismo, c. 7)
“[No batismo] o homem é mergulhado na água, em meio à pronunciação de algumas
poucas palavras, e em seguida sobe novamente” (Do Batismo, c. 2).

João Crisóstomo (347-407 d.C.): “Ser batizado, pois, mergulhar, em seguida emergir é
sinal da descida às regiões inferiores e subida de lá. Por isso Paulo também chama o
batismo de sepulcro, nesses termos: ‘Pelo batismo nós fomos sepultados com ele na
morte.’” (Comentário às Cartas de São Paulo – Quadragésima Homília).

Portanto, as descrições de batismos na Bíblia indicam que as pessoas entravam na água


(Atos 8:38) e dela saíam (Mateus 3:16). Os batismos eram realizados em locais em que
havia abundância de água, para que as elas pudessem ser submergidas:

Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. Mateus 3:6

Jesus Cristo nos deu o exemplo e, mesmo não tendo nenhum pecado, João Batista o
batizou por imersão no rio Jordão.

A HERESIA DO BATISMO INFANTIL

Não existe qualquer passagem bíblica no Novo Testamento relatando o batismo de bebes
ou crianças. Isso porque, a Palavra de Deus nos ensina que a pessoa precisa crer,
conscientemente, para somente depois ser batizado:
Canal Terra Plana Reloaded / Youtube e COS.TV
E-mail: terraplanareloaded@gmail.com

E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.


Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Marcos
16:15,16

Ou seja, a Bíblia nos ensina que primeiro devemos aceitar a sã doutrina e o Messias
como nosso Salvador, para após isso sermos batizados.

Conforme Tiago, Capítulo 2, verso 4:

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a
fé pode salvá-lo? Tiago 2:14

Bebes e crianças ainda não estão aptas a professar a fé, muito menos a produzir obras.

Crianças pequenas são incapazes de compreender racionalmente o plano de salvação.


Ainda não estão suficientemente desenvolvidas para crer, ou rejeitar, em algo nesse
sentido, razão pela qual não existe qualquer efeito no ato de batizá-las.

São os pais crentes que justificam os filhos pequenos, que ainda não possuem
discernimento próprio:

Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é


santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas
agora são santos. 1 Coríntios 7:14

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