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INTRODUÇÃO

Eu preparei para você (imaginando que você trabalha com mulheres ou


quer começar a trabalhar) um conteúdo que eu nunca disponibilizei para as
minhas alunas e mentorandas . Uma maneira objetiva, didática e direta para
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compartilhar o cerne do meu trabalho com mulheres, de uma forma completa-


mente nova.

Meu desejo é que, por exemplo, se você é uma mulher que nunca me
conheceu, você possa receber estas páginas e possa compreender os pilares
fundamentais da minha experiência de 16 anos (estamos em 2019) ouvindo,
acompanhando, intervindo como terapeuta, e ensinando profissionalmente
mulheres das mais diversas profissões (especialmente aquelas que
trabalham diretamente com mulheres)... e que realmente isso faça a
diferença na sua vida profissional.

Antes de escrever, eu me perguntei: o que, de fato, faria a diferença para ela


como pessoa e como mulher?
E se ela deseja trabalhar com mulheres, quais são as questões fundamentais
para as quais ela precisa olhar e que eu poderia antecipar aqui?

Se esta mulher já trabalha com mulheres, quais são os erros que ela provavel-
mente está cometendo (que eu também já cometi) e que, uma vez identificados
e corrigidos, poderão resultar num “ajuste”, que pode representar um salto para
transformar sua atuação profissional, seus resultados, sua ação no mundo?

Foi nesse sentido, pensando em poder contribuir com você, que eu es-
crevi o que segue nas próximas páginas… Desejo que você possa aproveitar,
multiplicar, transformar, divulgar, sempre com a delicadeza de citar a fon-
te do meu trabalho (porque você certamente sabe que mais uma década e
meia de vida dedicada às mulheres exigiram muitos anos de estudo, muito
trabalho, muito tempo e determinação, investimento financeiro e força inte-
rior para atravessar os obstáculos do caminho!).

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Eu ofereço uma Mentoria para Mulheres profissionais: “Mentoring Conexão entre Mulheres”.
Para mais informações acesse: annapatriciachagas.com/info
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De que forma eu ajudo minhas alunas e mentorandas? Da mesma maneira
que quero ajudar você: convidando-a a olhar para a sua própria história,
como um primeiro passo. Eu ajudo você a ficar consciente dos seus próprios
“nós emocionais”, e a se lembrar de que todo ser humano tem os seus próprios
“nós”, as suas próprias questões. Todos temos, ninguém escapa disto!

Eu ajudo você a refletir/perceber sobre a sua postura na vida, num sentido


amplo!

Perceber exatamente como você tem se colocado no mundo, por exemplo,


diante de outras mulheres, ou diante de qualquer trabalho que você esteja fa-
zendo ou deseja iniciar, diante da sua família, das pessoas que você ama. Você já
percebeu que temos uma postura diante de tudo e de todos?

Como consequência, ao se “enxergar”, você poderá aprender a ajustar a sua


própria postura para deslanchar profissionalmente, transformar relacionamen-
tos, ou para fazer as mudanças que você precisa fazer na sua vida.

Eu ajudo você, a partir destes ajustes, a aprender a conduzir outras mulheres,


a aprender o que é ser uma líder, e no que implica ocupar este lugar (de grande
responsabilidade) na vida de outras pessoas.

E se você já é uma líder, esta reflexão servirá para você como um espelho,
para rever sua postura e sua prática, sua liderança, sua conexão com as
mulheres.

Eu ajudo você (se você quiser e estiver aberta) a tomar uma decisão
interna, a partir dos seus “nós emocionais”, percebendo a importância de se recon-
ciliar com a sua história de mulher.

Sentir sua força brotando daí.

Eu posso mostrar tudo isso para ajudar você, e contar o que tenho ensinado
às minhas alunas e mentorandas, e compartilhar também algumas das histórias
(das milhares) de lindas transformações das mulheres, das quais eu sou teste-
munha, todos os dias, com imensa gratidão! Mas o caminho – este que a gente
trilha por dentro – só poderá ser percorrido por você!

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1 6 AN OS OU VIN DO AS MU LHE RE S

Durante os últimos 16 anos, eu fui (e ainda sou!) facilitadora de Círcu-


los de Mulheres Terapêuticos. Sou Psicóloga, Consteladora Familiar e Coach,
e fui movida por um propósito de ajudar as mulheres com suas queixas e
insatisfações.

Na verdade, o que eu queria era poder ser instrumento, para que (o que eu
considerava) o “sofrimento invisível” das mulheres pudesse ser partilhado.

Para que elas pudessem ser enxergadas e ouvidas, e pudessem, juntas,


encontrar soluções comuns – e incomuns – para suas questões internas… para
seus dilemas, seus conflitos e também para questões de gênero, dos seus ditos
“papéis femininos”.

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C O MO T U DO C OM EÇ OU...
U M P E D AC IN HO DA MIN H A HISTÓ RIA

Sinceramente, eu acredito que isto nasceu da minha própria história de


mulher, e do meu próprio “sofrimento feminino invisível”, pois eu comecei a
trabalhar após uma crise existencial, aos 30 anos.

Eu estava muito infeliz, com uma crise no meu casamento, sem saber por
onde seguir, logo após a morte da minha mãe, com quem eu tinha uma
relação profunda e intensa. Eu me sentia muito perdida, angustiada, com uma
insatisfação dentro de mim. E foi assim que eu mergulhei na minha própria
história de mulher.

Naquele momento, olhava pra mim e pensava em toda a vida que minha mãe
viveu (e no que ela não viveu!). Logo depois que minha mãe morreu, uns três
meses depois, eu encontrei um dos cadernos nos quais ela escrevia. Minha mãe
amava escrever também!

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Lá tinha anotações, poemas, reflexões...coisas íntimas e afetivas que me
levaram às lágrimas, mas algo me impactou mais que tudo: minha mãe tinha
uma lista de desejos, desejos muito simples de serem realizados... um deles era
voar de balão... e ela não chegou a voar, nunca…

Talvez você possa imaginar o quanto eu quis ter lido aquilo antes, uns
meses antes e poder ir com ela passear de balão… O quanto eu sofri.

Mas o fato de ela não ter vivido isso e algumas outras coisas simples foi a
maior lição que ela me deu! Como se ela me dissesse dentro do meu coração:
filha, viva a vida que você quer viver!

Bem, você já entendeu como eu estava, certo? Eu estava vivendo uma crise
profissional, uma crise no meu casamento, e elaborando a dor profunda da
perda da minha mãe.

Eu olhava sobretudo para a força e influência amorosa que uma mãe exerce
sobre uma filha, que são infinitas… e compreendi, depois de uma longa jornada
(que eu gostaria de encurtar para você), o quanto existia da minha mãe em mim,
mesmo naquilo que eu não gostaria tanto de repetir...

E eu fui entendendo, pouco a pouco, anos depois, através das histórias das
muitas mulheres, que

somente a partir da reconciliação


com a história da sua mãe, uma filha
pode olhar-se, por si mesma,
como uma mulher.

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Não sei se a sua mãe está viva, mas quero lhe dizer que esta reconciliação
tão vital, que traz profunda paz a uma mulher, deve ser feita internamente, den-
tro do seu coração. Por isso, não importa onde ela esteja, ou mesmo se você nem
conviveu muito com ela!

Este movimento interno em direção à mulher em mim e à minha mãe, foi


definitivo para tudo o que eu fui buscar, e desaguou no 1º grupo de mulheres
que eu fiz na vida (que nem era para ser um grupo de mulheres!), que mais
tarde foi o precursor de quase uma centena de Círculos de Mulheres que se
seguiram…

Eu não sei como é (ou como foi) o seu relacionamento com sua mãe. Mas
se você é mulher, saberá que ela (e ainda outras mulheres que educaram você,
que ensinaram você a se vestir, a se comportar, a se relacionar com os homens,
e até mesmo foram um “filtro” entre o seu olhar e o seu próprio corpo) estão
completamente presentes em tudo o que você aprendeu sobre si mesma!
Mesmo naquilo que você acredita ser a “sua” identidade!

Ou seja:

A nossa identidade feminina é coletiva,


ela se constrói como uma colcha
de retalhos... tem um bordado da nossa avó,
uma fita da nossa tia, um desenho que foi
inspirado numa madrinha, e muito, muito
daquilo que nossa mãe nos contou sobre a
vida, sobre ela, sobre amar e ser amada, sobre
as suas experiências e alegria...

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Tudo isso está nos nossos desenhos escolhidos para nossa própria colcha,
e até mesmo na maneira como vamos costurando a nossa vida! Mesmo que você
não saiba disto! Mesmo que você não queira isto, ou que olhar para isto lhe pro-
voque dor…

Olhe para os seus relacionamentos na vida (consigo mesma, com sua família,
casamento, amigas, trabalho, religião) e em tudo você poderá ver um reflexo das
mulheres da sua família, na sua história. Especialmente, da história da sua mãe.

Através das falas das mulheres nos Círculos, eu enxerguei essa costura (que
estava também na minha própria alma). Junto com as mulheres, fui também fa-
zendo a minha (embora este seja o caminho mais difícil, e mais fácil para você se
misturar... porém eu não tive nenhuma mentora ou mulher para me ensinar!).

As mulheres são tão iguais e tão diferentes


entre si, que tornam tudo visível
umas para as outras.

Eu gosto de dizer que estar entre mulheres é como estar num labirinto de
espelhos. Algumas vezes vamos caminhando um pouco perdidas e atordoadas
(dependendo do momento da vida em que estamos); ao mesmo tempo, toda
hora vemos a nossa própria imagem refletida no espelho que é a outra mulher
– e através desta imagem passamos a compreender coisas sobre nós mesmas,
que antes nem sequer enxergávamos.

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QUAIS AS MULHERES QUE
ME PROCURAVAM?

1. As mulheres que estavam atravessando alguma crise, momento de de-


cisão ou sofrimento:

• Que tinham se separado e estavam muito machucadas, ou estavam naquele


momento enfrentando uma separação;
• Mulheres com depressão;

• Mulheres em crise profissional, com necessidade de fazer uma transição de


carreira;
• Mães que tinham saído do mercado de trabalho por opção, para cuidar dos
seus filhos, e desejavam voltar;
• Mulheres que perderam pessoas amadas (incluindo mães que perderam filhos);

• Mães com dificuldades com seus filhos;

• Mulheres que se sentiam exaustas, sem energia, desanimadas, sobrecarre-


gadas;
• Mulheres em crise existencial ou falta de sentido para a vida.
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2. Mulheres que estavam em busca de melhorar suas vidas, de se conhecerem,
que estavam lá por si mesmas, gestantes, etc.:

• Gestantes

• Mulheres das mais diferentes profissões;

• Mulheres que estavam em casa.

3 . Muitas mulheres que trabalhavam com mulheres:

• Profissionais da saúde e do parto humanizado (médicas, doulas, enfermei-


ras, parteiras);
• Psicólogas, Terapeutas

• Empresárias, Diretoras, Executivas que trabalham com mulheres (moda,


cosméticos, beleza, acessórios, serviços, etc.);
• Coaches

• Mulheres que faziam ou sonhavam em fazer/trabalhar com Círculos de


Mulheres.

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Este propósito me guiou e me levou muito mais longe do que eu poderia
imaginar…

A partir de 2016, eu já tinha ao meu redor (eram cerca de 100 mulheres


que participavam dos Círculos Terapêuticos presenciais comigo) muitas
destas mulheres (listadas no item 3) que queriam não só passar pelo pro-
cesso terapêutico que os Círculos ofereciam, mas sobretudo APRENDER a
fazer o que eu fazia… Aprender a trabalhar com mulheres!

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Capítulo 1
TRABALHAR COM MULHERES

Eu vou começar falando sobre alguns erros que cometemos ao trabalhar


com mulheres. Cometemos erros sem perceber. É exatamente aqui que entra o
meu papel.

O que uma mentora pode fazer por outra pessoa (e que eu tenho feito pelas
minhas mentorandas) é justamente iluminar o caminho, no sentido de mostrar
os erros que já cometeu, para que possam ser antecipados e evitados pela outra
pessoa.

Todos precisamos de mentores na nossa vida, ter pessoas que já trilharam


o caminho e que de um outro lugar – com a experiência que ganharam – são ca-
pazes de mostrar o que não funcionou, o que nos faz gastar energia em vão, o
que nos dispersa, o que nos desvia do nosso propósito…

Quais são os passos e decisões equivocadas que são invisíveis para nós, que
nós mesmas não percebemos, e que são naturais da jornada? E isto serve para
quem está no campo profissional e também para quem ainda não iniciou o seu
trabalho com mulheres, porque ao se tornar consciente desta trajetória, ao per-
ceber esses erros, será possível evitá-los.

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A PO ST U R A
Em qualquer lugar da nossa vida, em qualquer relação, em qualquer ativi-
dade profissional, existe antes, e atrás de tudo, a nossa própria postura.

O Q UE É A NO S S A PO S T U R A?
A nossa postura é algo “invisível” para nós mesmas, muitas vezes…
Vou explicar através de um exemplo masculino, comum na nossa cultura bra-
sileira: Vocês já viram dois homens brasileiros muito amigos que não se veem há
muito tempo?

Quando eles se encontram, o que eles falam? Alguns, brincando, falam pala-
vrão, xingamentos, enquanto sorriem e se abraçam... E eles se ofenderam? Não.
Isso é uma ofensa na nossa cultura? Não.

Por que isso não é uma ofensa? É um costume! Por quê? Porque eles fazem
isso de uma maneira conectada, afetiva, divertida, que demonstra que eles têm
afeto entre si. E, neste contexto amigável, “xingar” significa que há um vínculo
de amizade e intimidade entre eles!

E tem algo a mais, que é ainda mais importante do que isso: eles sabem que
não é um xingamento! Como eles sabem? Pela maneira como aquilo está sendo
dito! Pela postura dos dois!

O que define a postura não é o que as pessoas falam, mas é como elas falam.
Neste exemplo acima, um dos homens pode estar falando um xingamento, mas
ele está falando rindo, de uma maneira amistosa, divertida, ele está brincando, dá
um tapão nas costas, está abraçando, tem contato corporal amigável, enquanto
“xinga”.

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Então fica claro que
nós respondemos à postura das pessoas,
e não ao que elas dizem.

O mesmo xingamento, as mesmas palavras, ditas de uma maneira séria,


dura, provocativa, pode ser um chamado sério para uma briga entre dois
homens! Um pode estar ferindo a honra do outro!

É a mesma coisa que uma mulher chegar para você e falar: “Oi, tudo bem,
querida?” Você se sente bem ou mal? Depende! E depende do quê? Da maneira
(da intenção) que está por trás! Depende da entonação da voz e do sentimento
que ela carrega neste “querida”...

Houve uma época no Brasil em que as pessoas que eram contrárias à presi-
dente Dilma Rousseff difundiram uma campanha que era “tchau, querida”. E este
“querida” era claramente hostil, crítico, irônico. Entre duas amigas, ou quando
um homem fala carinhosamente para uma mulher “querida”, a mesma palavra
ganha conexões e significados opostos: de afeto, carinho, consideração.

A nossa postura (a maneira como nos comunicamos e nos apresentamos)


impacta as nossas relações no nosso casamento, relacionamento amoroso, com
nossos filhos, com a nossa família, amigos e, especialmente, ela determina o
nosso sucesso (ou não) profissional.

Por quê? Porque ela determina exatamente como as pessoas me veem,


como as pessoas vão responder ou reagir a mim. Porque é a minha postura que
impacta o mundo, que é a exata maneira como me coloco diante da vida.

Na maioria das vezes, eu não enxergo isso, eu não me dou conta da maneira
como eu me coloco. E por que eu não me dou conta? Por que eu não me dou con-
ta da minha própria postura?

Por muitos motivos… vou contar uma história!

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Uma mulher chegou em um dos Círculos de Mulheres que eu facilita-
va. Ela era alta, bonita, inteligente, bem articulada (falava muito bem), mas
tinha uma clara postura de alguém que se sente melhor, ou seja, uma postura
arrogante. Não demorou muito para ela incomodar outra mulher.

E elas se “alfinetaram” sutilmente durante as falas delas, na hora da partilha.


Ficou um grande incômodo no ar. Quando acabou o Círculo, ela veio con-
versar comigo, e me dizia que ela sempre passava por isso, que ela era
muito “mal interpretada”.

Mas o problema não estava no que ela falou, mas sim na maneira como ela
se colocava acima das outras mulheres, “dona da verdade”, acreditando que o
que ela pensava era “o mais certo”, “o mais razoável”, “o melhor”... Todo o meu
trabalho com ela foi aumentar a autoconsciência (a percepção que ela tinha de
si mesma) e espelhar para ela que tipo de sentimento aquelas falas e aquela pos-
tura dela provocavam nas outras mulheres…

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Demorou um pouco (alguns meses) mas quando finalmente ela se deu conta
da forma como vinha se colocando e se comunicando com as pessoas ao redor dela,
a vida inteira… ela ficou chocada, e fez uma grande “virada de chave”.

Então, os motivos pelos quais não percebemos a nossa própria postura, a


nossa própria fala, são muitos...

Por não estar presente... Porque a minha percepção não está treinada para
isso. Porque eu não percebo ainda os efeitos da minha postura na minha prática
profissional, nos meus relacionamentos. Porque eu, muitas vezes, preciso de
alguém que me mostre – espelhando para mim – para me tornar consciente
da minha postura e ação no mundo.

Quando uma aluna fala para mim: “Anna, eu tenho tanta dificuldade. As
mulheres não vão [para o Círculo de Mulheres, para o consultório, para o trabalho,
para a equipe, etc.]. Eu não consigo. Eu divulgo, mas não aparece ninguém. O meu
trabalho com mulheres não floresce. Não vai para frente”, ou frases deste tipo…
ofereço a ela o primeiro passo: (re)conectar-se consigo mesma!

Porque eu sei que ela mesma não percebe a sua postura, e nem mesmo per-
cebe que o seu resultado é fruto principalmente da sua postura profissional
(que envolve ainda outras questões que vou abordar mais à frente).

É por isso que precisamos de outra pessoa que nos mostre. Não fazemos
isso sozinhas! Se fosse possível fazer isso sozinhas, poderíamos ajustar tudo na
nossa vida…

A gente modificaria tudo o que nos causa dor, todas as relações que geram
conflitos, tudo o que necessita ser cuidado, curado, transformado. Por exemplo,
melhoraríamos nossas relações com nossos filhos, marido/companheiro ou pes-
soas que amamos...

Mas é isto que acontece? Na maioria das vezes, não! Na maioria das vezes, nos-
sos “nós emocionais” são invisíveis para nós ou, ao menos, não estamos achando
sozinhas quais as melhores saídas para “desatar estes nós”.

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Se fosse possível fazer tudo sozinhas, especialmente ajustaríamos a nossa
postura em relação a podermos receber o sucesso profissional, dinheiro, pros-
peridade, integrando a nossa capacidade de servir à vida e às pessoas.

Mas tudo o que escuto, há tantos anos, é que muitas mulheres têm imensa
dificuldade em receber. Receber tudo: elogios, ajuda, carinho, dinheiro, suces-
so… Você sente que também tem dificuldades de receber as coisas boas da vida?

Quero lhe lembrar (ou lhe contar!) que o sucesso profissional e o dinheiro
estão atrelados à sua capacidade de receber tudo da vida...

E isto não é visível também!

Muitas mulheres não percebem que


estão sempre, sempre somente na polaridade
de doadoras, e nem sequer se deixam ser
cuidadas, nem pedem ajuda, nem se fragilizam…
(a menos que adoeçam…).

Muitas vezes, as perguntas que as mulheres se fazem são estas: “O que eu


estou fazendo [de errado]?”. “O que eu estou fazendo que eu não estou tendo os resul-
tados que eu quero?”

Quando não enxergo claramente a minha própria ação que impacta o mundo
e as pessoas, enxergo apenas o que vem do mundo (e das pessoas) para mim,
sem sequer perceber a relação de causa-efeito originada pelas minhas escolhas,
falas, ações, decisões. Sem estar consciente daquilo que parte de mim.

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SE VOCÊ JÁ TRABALHA COM MULHERES
Se você já trabalha com mulheres, tem coisas que você vai ler aqui que
você já sabe. Porém, tem alguns fios soltos na sua prática, provavelmente. E
você vai se tornar presente para isto o suficiente para conectar esses fios.
Você vai amarrar algumas pontas que parecem simples. Só que essa “pon-
tinha”, através da qual você amarra os fios da sua ação, fará uma diferença
enorme na sua postura, no seu trabalho e, claro, nos seus resultados.

Mesmo que você seja uma mulher que tenha muitas mulheres abaixo de
você, e se considere muito experiente... Sempre que podemos olhar para nós
mesmas, podemos ajustar nossa postura e isto vai fazer uma imensa diferença
no impacto que o seu trabalho gera, nos seus resultados.

Quando estamos trabalhando,


estamos em uma postura de doação
-através daquilo que ensinamos, cuidamos,
orientamos, lideramos, etc.

Por isso precisamos ter também espaços de nutrição, ou seja, espaços para
cuidarmos de nós mesmas, nos recarregarmos, e alimentarmos nossos valores e
propósito de vida. Precisamos de espaços para olharmos para as nossas próprias
necessidades, para receber.

Precisamos também de
espaços e ferramentas para olhar para a nossa
prática, para a nossa atuação profissional.

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É como a Lívia
Lívia Kaminski,
Kaminski,que
quetrabalha
trabalhacomcomduas
duasmil
milmulheres,
mulheres,e vem para
e vem para
os os meus
meus trabalhos
trabalhos para
para cuidar
cuidar de side si mesma
mesma e sempre
e para para sempre “aparar”
“aparar” sua
sua relação
relação ecom
e conexão conexão com as mulheres
as mulheres da suaOu
da sua equipe. equipe. Ou aOvalle,
a Marcia MarciaDiretora
Ovalle, Di-
Na-
retora
cional de Nacional
uma empresade uma
de empresa de cosméticos,
cosméticos, que na
que trabalhava trabalhava
época comna época
mais de
com
seis milmais de seisemil
mulheres, foimulheres, e foi
minha aluna naminha aluna
1ª turma dena 1ª turma de Mentoria.
Mentoria.

A Márcia
Márciame medeudeuo seguinte
o seguinte depoimento
depoimento ao final
ao final do Mentoring:
do Mentoring: “Estou“Estou
saindo
saindo encantada
encantada daqui. Eu
daqui. Eu entendi entendi
que que
a ajuda a ajuda
pode podemais
ser muito ser muito maisseeficiente,
eficiente, você pode
se você com
trabalhar podeatrabalhar compessoas.
essência das a essência
Quedaseupessoas. Queme
ainda posso eu descobrir
ainda posso me de-
muito mais,
scobrir
para podermuito mais,
ajudar para
muito maispoder ajudar
ainda muito pessoas.
as outras mais ainda
E euasdesejo
outras para
pessoas.
todasE eu
elas
desejo para
[mulheres] todas
o topo, elas eu
e agora [mulheres]
tenho maiso topo, e agorapara
ferramentas eu tenho mais
fazê-las ferramentas
chegar ao topo”.
para fazê-las chegar ao topo”.

Mesmo que você tenha muitas mulheres com as quais você trabalha, mes-
mo que você
Mesmo seja muito
que você tenha experiente, você vai
muitas mulheres comver que esse
as quais vocêprocesso
trabalha,(de ol-
mesmo
quehar para
você si mesma,
seja de ajustarvocê
muito experiente, sua postura de líder
vai ver que e rever a (de
esse processo suaolhar
prática) é si
para
permanente.
mesma, Porsua
de ajustar isso é que sempre,
postura de líder todas
e revernós, precisamos
a sua prática) éde ajuda.
permanente. Por
isso é que sempre, todas nós, precisamos de ajuda.
Precisamos nos olhar. Sempre digo às minhas mentorandas: Só levamos
asPrecisamos
outras mulheres até onde
nos olhar. Semprenósdigo
mesmas fomosmentorandas:
às minhas dentro de nós,Sócomo mul-as
levamos
heres.
outras mulheres até onde nós mesmas fomos dentro de nós, como mulheres.

E eu quero dizer
dizer para
para você
vocêque
queaacada
cadadia
diaeu
eumemesinto
sintomuito
muitomais
maisfeliz,
feliz,
porque
porque eu eu vejo
vejo crescer
crescer no Brasil
no Brasil umauma grande
grande rederede de mulheres
de mulheres que tra-
que trabalham
balham
com com mulheres.
mulheres. Eu estou contribuindo
Eu estou contribuindo ativamenteativamente
com isso!com isso!

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Já tivemos mulheres de quase todos os estados brasileiros nas minhas tur-
mas, e algumas brasileiras que estão fora do país. Esta rede de mulheres só
cresce! Mulheres que se importam com mulheres, que cuidam de mulheres.
E a minha contribuição é entregar tudo o que aprendi, para que aquelas que
passam por mim saiam capacitadas, porque olham para a sua postura profis-
sional com coragem, verdade e generosidade. Porque se importam com uma
ação ética e equilibrada entre o “eu” e o “outro”.

Quanto mais esta rede cresce, mais todas nós (e especialmente todas as
mulheres atendidas/cuidadas por nós) se beneficiam… É um lindo movimento
de cura, amor e serviço, que ao mesmo tempo gera sustentabilidade e cria um
caminho profissional para mulheres de todos os cantos!

Agora eu convido você a olhar para alguns dos principais erros (que eu apon-
to para as alunas) que naturalmente cometemos na nossa prática profissional.
Erros que podem ser antecipados, evitados, corrigidos.
Vamos lá?

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Capítulo 2
QUAIS ERROS COMETEMOS NA NOSSA
PRÁTICA PROFISSIONAL?

#1º ERRO

Mulheres que não encaram seu trabalho com mulheres


como profissão

Existem muitas mulheres que começam, por exemplo, com rodas de conver-
sas em torno de causas muito importantes, em trabalhos voluntários (parto hu-
manizado, questões de gênero, trabalhos sociais). Outras começam de maneira
informal, com amigas, vizinhas. Outras ainda fazem trabalhos voluntários den-
tro das igrejas (de todas as igrejas, católica, evangélica, etc.).

Existem muitos outros trabalhos espirituais, xamânicos, de resgate do sa-


grado feminino, que são feitos com mulheres e são lindos e importantes.

Estarmos juntas, nos acolhermos, nos reunirmos, darmos risadas, sairmos


com as amigas... isso é lindo, é curativo, é “amigoterapia”, e faz muito bem para o
nosso coração! É uma bênção na vida da gente!

Embora sejam muito bons encontros informais, será que as mulheres real-
mente vão me escutar? Às vezes, escutam. Muitas vezes, não.

Podemos estar com as amigas, num chá da tarde em casa, em uma atividade
na igreja, conversando. Pode ser que uma delas esteja presente e escute, mas
pode ser que não, porque eu entro para elas em um lugar comum. A minha fala
é igual à fala de todo mundo.

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Ali não é o local, nem seria adequada uma fala profissional. Não é uma pos-
tura profissional. Ali não levo algo preparado, e nem sempre minha amiga, ou
outra mulher que me pede ajuda, está de fato aberta. E é provável que eu nem
consiga detectar quando uma mulher está aberta e quando não está... ou quan-
do ajudar ou quando ficar calada… (O que não quer dizer que não seria bom ter
uma amiga dentro de um trabalho nosso, com a nossa postura profissional).

Eu mesma hoje tenho uma grande alegria de ter algumas amigas de infância
que vão aparecendo nos meus trabalhos, e eu fico muito grata por isso, por elas se
permitirem, num certo sentido, ser conduzidas por mim. Isso para mim é a maior
confiança que pode existir. Mas mesmo para aquelas que já são profissionais,
precisarão ficar atentas para permanecer na postura adequada durante o tra-
balho, na presença de grandes amigas.

É diferente de você construir um trabalho profissional (e transforma-


dor) com mulheres, porque aí implica em uma postura específica, implica em
estudar, capacitar-se, planejar o trabalho, ter ferramentas, implica em uma série
de outras coisas. Não é simplesmente um encontro espontâneo e intuitivo.

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Estamos prestando um serviço, que merece ser qualificado e planejado,
além de incluir a nossa intuição feminina. Não basta ser mulher para trabalhar
com outras mulheres. É preciso saber conduzi-las, e ter clareza e propósito so-
bre onde queremos levá-las.

Então o que acontece quando você começa a trabalhar com mulheres e não
encara isso como um trabalho profissional?

Será que a sua postura é diferente de uma mulher que faz um trabalho profis-
sional? O que difere? Sim, claro que muda a sua postura, o propósito, e a própria
forma de conduzir o trabalho.

Em primeiro lugar, é importante observar quantas mulheres, em trabalhos


voluntários, ou informais, ou com amigas, entram facilmente em uma posição de
“salvadoras”, por exemplo.

Elas, no fundo, querem “salvar” todas as mulheres das suas próprias dores.
E o resultado disto é, por exemplo, levar para casa os problemas das mulheres,
entrar no papel de “mãe”, ou outras posturas equivocadas, que têm consequên-
cias. Isso é sério, isso é muito sério!

Isso torna o seu trabalho muito pesado! É comum estas mulheres narrarem
para mim que saem do trabalho carregando o mundo todo nas costas, sentindo-se
responsáveis pelas outras pessoas.

Nesta postura, com todo o amor e boa vontade, elas fazem o contrário do
que um bom trabalho transformador com mulheres pode fazer. Porque elas ti-
ram a autonomia das mulheres, querem fazer por elas.

Nesta postura de querer “salvar”, uma mulher não consegue ver a força
da outra. Como ela poderá ser uma facilitadora, uma agente para que a outra
mulher se conecte com a sua própria força? E se o seu trabalho está pesado,
certamente este é um importante alerta, um sintoma, para que você perceba
que está provavelmente fora do seu lugar. É como um aviso, uma luz vermelha
que se acende e está sinalizando que algo está fora do eixo...

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Há uma coisa linda que eu escuto das mulheres que passaram pelo Men-
toring comigo e que é uma forma de perceber a mudança de postura de cada
uma delas, de crescimento mesmo. Elas dizem: “Anna, ficou tão mais leve! Eu
entendi a minha postura. Eu entendi que eu não tenho que fazer pela outra. Eu
não tenho que salvar ninguém”.

E quanto temos que caminhar para entender que o desejo de salvar outra
mulher (ou qualquer outra pessoa) fala mais sobre mim mesma, sobre as minhas
necessidades, sobre as minhas próprias dores não curadas, do que sobre as
outras mulheres...

Aqui, talvez você me pergunte: “Anna, como vou saber disso? Qual o
caminho que eu devo percorrer para deixar de salvar as mulheres e passar a
criar um ambiente favorável para que elas se empoderem (por si mesmas) e
busquem a sua própria transformação?”.

O caminho de ser agente de cura para as mulheres é o caminho da AUTOCU-


RA. Aqui, muito nos ajuda uma frase do Bert Hellinger: “Quando uma mulher de-
cide curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão, já que não se
torna saudável somente a si própria, mas a toda a sua linhagem”.

Ampliando ainda mais, nas minhas palavras e percepção: uma mulher que de-
cide se curar ilumina o caminho por onde muitas outras também irão trilhar o seu
próprio caminho de cura e despertar.

Eu descobri que basta uma mulher empoderada (da sua própria história),
conectada com o seu centro, para que ela possa tomar a decisão de ensinar às outras
mulheres este mesmo caminho. É uma mulher no centro que conecta todas as outras
e constrói um caminho de transformação e cura.

Em outras palavras: o que você precisa para criar com as mulheres relações
de autonomia, ao invés de relações de codependência emocional, é curar a si
mesma!

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É olhar para a sua história, reconciliar-se com a sua mãe e as outras
mulheres da sua origem, estar liberada de grandes feridas emocionais
(porque pronta ninguém nunca estará!), para estar disponível para as
mulheres, para a escuta, para a conexão com elas, ao invés de estar ali
no centro de um grupo, ou no consultório, ou num atendimento com uma
cliente, ou com a sua equipe, em busca de algo para você mesma!

Você poderá ver isto no quanto você é capaz de respeitar as histórias,


as dores, os dramas e o destino das outras mulheres, para se colocar no seu
lugar de agente de transformação, sem querer sair “consertando” o mundo
das outras pessoas!

Quando você começa a se perceber, entender qual é o seu lugar de líder,


ajustar a sua postura, colocar, por exemplo, os princípios sistêmicos que você
traz no trabalho para agirem em você e por você, você se recoloca no seu lu-
gar, você traz consigo uma nova mulher:

uma mulher reconciliada.

Eu quero muito oferecer para as mulheres um olhar profissional, compe-


tente, comprometido, que as torne capazes de ser agentes de cura e transfor-
mação. Mas preciso que você compreenda seriamente que tudo isso começa
com você, por você, dentro de você!

Acredito também que você precisa se capacitar, em primeiro lugar, ao mes-


mo tempo! E talvez você me pergunte: “Mas isso é possível, Anna?”. Sim! Isto
é exatamente o método que eu criei no Mentoring Conexão entre Mulheres, e
eu sei que você é capaz, porque seis turmas de mentorandas já trilharam com
sucesso este caminho! Eu sei onde elas foram capazes de chegar!

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Não é só porque somos mulheres que estamos prontas para trabalhar com
outras mulheres. Não é simplesmente porque você se transformou que você
está pronta para ajudar outras a se transformarem. São coisas bem diferentes!
E você vai precisar das duas coisas!

Embora a sua transformação seja fundamental para conseguir construir


um trabalho com mulheres, para conduzi-las... para criar um trabalho com a sua
cara, você precisa mergulhar na sua história e (re)conhecer as suas habilidades.

Um bom trabalho será fruto de dois pilares:


a) sua capacidade de olhar para si mesma e se tornar uma mulher
reconciliada;
b) sua postura profissional (capacitando-se e construindo um trabalho plane-
jado).

Embora seja valioso estarmos conectadas com a nossa própria intuição,


e utilizá-la como um recurso dentro do trabalho, nenhum bom trabalho com
mulheres pode ser duradouro, forte e transformador, usando somente a nos-
sa intuição e boa vontade!
Não é só sororidade , mas é também sororidade!
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Não é só uma mulher conectada no centro, mas é também uma mulher


conectada no centro!
Não é só boa vontade, mas é também boa vontade, amor, escuta, com-
paixão, conexão com as mulheres!

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Sororidade: União e aliança entre mulheres, baseada em empatia, cooperação, respeito, afeto e apoio mútuos.
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O Q UE É PR EC IS O PA R A FAC ILITAR UM
CÍ RC ULO D E MU LHER ES ?
Uma outra pergunta que as mulheres me fazem muito é essa: “Somente sen-
do psicóloga para facilitar um Círculo de Mulheres?”. A resposta é: “Não!”

Porém, você precisa descobrir exatamente quais são suas habilidades, sua
formação, sua expertise, seus saberes, aquilo em que você é realmente boa. E de-
pois você vai ampliar o seu saber, estudar, preparar-se para compartilhar esse
saber. Tem uma dimensão teórica e uma dimensão prática deste trabalho.

Não é só teórico. Não basta ler livros de psicologia, ler livros sobre mulheres
e trabalhar. Mas é também teórico. É preciso ter um embasamento daquilo que
você se propõe a oferecer/falar/compartilhar.

Não é só prático, vivencial, intuitivo. Mas é também prático, e fica enrique-


cido com ferramentas, vivências, partilhas e processos intuitivos.

Eu acho que existe um método, existe um passo a passo. Existem ferramen-


tas. Isso é o que eu construí a partir de muita prática, testando tudo o que fun-
cionava e o que não ajudava as mulheres, e tenho ensinado às alunas e cada uma
tem transformado a sua atuação profissional.

Para mim é sempre maravilhoso, por exemplo, quando eu escuto a Danielle


Teixeira, que é uma ex-aluna do Mentoring 3. Ela me falou que fazia círculos, já
fazia um monte de círculos de mulheres, mas houve uma grande diferença após
a capacitação. Veja qual foi a mudança dela:

“Nossa, eu organizei os meus círculos. Eu enxerguei as coisas. Eu criei um método.


Não tinha começo, não tinha fim” (Daniele Teixeira, MG).

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Por que isto aconteceu com ela? Porque ela começou como eu comecei,
de forma intuitiva! É aquele improviso do início, sabe? É fazer aos trancos
e barrancos, usando a intuição, a nossa experiência pessoal, e achando que
isso já é suficiente. E aí a gente vai fazendo e vai cometendo erros. Demora
muito mais para ter os resultados que poderia ter se tivesse tido acesso a um
método organizado, um planejamento passo a passo, alguma ajuda profis-
sional, e isso, às vezes, paralisa, ou impede o crescimento do trabalho.

Algumas nunca desenvolvem uma postura profissional, ficam sempre num


lugar de amiga, de alguém que é generosa, de uma ajudante informal. E isto tem
muitas consequências. Vou lhe contar algumas, as mais importantes, que talvez
até já estejam acontecendo com você...

#2º ERRO

Universalizar a própria experiência


O segundo grande equívoco que mais aparece na atuação das mulheres, e
que eu também cometi – eu acho que quase todas as mulheres cometem, em um
momento ou outro, em todas as profissões: quando resolvemos universalizar a
nossa própria experiência. O que seria isso?

Significa pautarmos o nosso trabalho na nossa história particular e única!


Na nossa biografia, na nossa experiência de ser mulher! Por sermos mulheres,
muitas acreditam que isso basta para trabalhar com outras mulheres. Quando
eu acredito nisso, eu acabo oferecendo para outra mulher as mesmas soluções
que eu encontrei na minha vida, que foram boas para mim. E aqui mora um
problema!

O problema é que as soluções que eu encontrei na vida para conflitos, difi-


culdades, “nós emocionais”, situações profissionais, maternidade... seja lá o que
for, são soluções que nasceram dos meus valores e da minha forma particular
de ver o mundo, que podem até servir para uma ou outra mulher, mas não vai
servir para todas! Seria impossível!

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E algumas mulheres podem até se sentir ofendidas com meus “palpites” e
“conselhos” pessoais. Porque o que é um valor para mim, para meu sistema fa-
miliar, pode significar o oposto para o sistema familiar de outra pessoa!

O que acontece nestes casos? Uma mulher traz uma questão. Quando eu
estou cometendo esse erro, eu falo para ela uma solução que foi minha. Eu já
vivi aquilo, ou vivi algo parecido, ou presenciei alguém vivendo uma história
semelhante. A Tatiane me conta algo da vida dela, importante, e eu, por exem-
plo, vivi aquilo também em algum momento da minha história.

Nesta hora, se eu não estou no meu lugar e atenta à minha postura


correta, há grandes chances da história de uma mulher cruzar com a história
de outra. Neste momento, como eu vivi aquilo em algum momento da minha
vida, há grandes chances de que eu cometa este erro, por exemplo, falando
assim: “Tatiane, olha, você faz assim...”. Dando um conselho… Ou mostrando o
meu caminho...

Em primeiro lugar, você tenderá a fazer aconselhamento sempre que esti-


ver universalizando a sua história. Você vai querer aconselhar, contar como e o
que você fez, o que deu certo, e você tenderá a acreditar que as suas soluções,
aquilo que você encontrou como solução no seu caminho, ou pior ainda, os seus
valores servem para outra mulher.

Será que servem? Muitas vezes, não. Algumas vezes, sim. Uma vez ou
outra vai ter uma mulher parecida com você. Mas, quanto mais você
quiser expandir o seu trabalho, mais você vai precisar soltar essa postura de
aconselhamento, que não é uma postura profissional. E abrir mão da ideia de
universalizar o que foi a sua experiência.

Isto exige de você uma postura de ajuda adequada, e um olhar respeitoso


sobre a história e o destino de cada uma. Ajudar é uma arte complexa, bela, que
exige uma forma adequada e respeitosa para que a outra mulher seja, de fato, a
protagonista das mudanças dela!

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E não comece a mudar o seu comportamento simplesmente para copiar você
ou outra mulher do grupo, ou lhe agradar, ou seguir seus conselhos... Se assim
for, a mudança dela só dura o tempo que ela estiver perto de você. Não é uma
mudança sustentável!

AG O RA , VOC Ê PO D E C O MPA RTI LHAR


A S UA E X PER IÊNC IA !

Isso é muito bom, mas é diferente de oferecer para a outra mulher a mes-
ma solução que você encontrou para a sua vida. Existe um princípio sistêmi-
co que diz: Quem tem o problema tem a solução. Confiar nisto implica em você
acreditar na força da outra mulher para encontrar as suas próprias soluções.
E compreender que as melhores soluções para ela só poderão vir dela mesma!

Por que, o que vai acontecer? Muitas coisas vão acontecer. Pode ser que as
suas resoluções de problemas não vão ter significado para ela, e aí, por exemplo,
ela vai dizer: “Nossa, isso que a Anna está falando não tem nada a ver comigo. Nos-
sa, eu nunca faria isso. A Anna está contando um problema com a mãe dela, e eu não
tenho com a minha” ou “Ela está dizendo que tem uma ótima relação com a mãe, mas
eu não tenho com a minha mãe. Não é o meu caso”.

No exato momento em que você apresenta o seu caminho pessoal de cura


como solução para as mulheres, aquelas mulheres que não se identificaram com
a sua história se desconectam de você e do grupo! Você está falando sobre você
e suas soluções. E ali é sobre elas.

Fique atenta! É muito sutil a fronteira entre compartilhar a nossa história


e “empurrarmos” para outras mulheres as nossas próprias soluções e visões de
mundo!
Quando você traz caminhos e valores seus, você vai descobrir que os va-
lores de outras mulheres algumas vezes são opostos.

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No momento em que você está diante de uma mulher que tem valores
diferentes dos seus, se você estiver na postura adequada e centrada, vai per-
ceber o quanto isso exige muito mais de você! Exige ser capaz de acolher esta
mulher tão diferente, de forma equânime. E aí, como é que faz quando você es-
tiver diante de uma mulher que é, exatamente, em certa área da vida, o oposto
daquilo que você acredita?

Como é que é isso para você? Ou você vai escolher trabalhar apenas com
mulheres que pensam igual a você?

Por último, quero lembrar que lidar com as diferenças exige ajustes na
nossa postura, exige que possamos “alargar” nosso espaço interno, e rever em
que lugar nos colocamos quando estamos com as mulheres. Exige uma escuta
ativa (falarei disto mais à frente), e uma circularidade entre iguais no Círculo
de Mulheres.

#3º ERRO

Um trabalho sem autoria


Aqui vamos falar sobre a alma do seu trabalho, seja ele qual for: atendimen-
to uma a uma, equipes, grupos, Círculos de Mulheres. É a ausência de autoria no
nosso trabalho que impede a conectividade com as mulheres.

O que seria isso?

Quando uma mulher procura por você – exatamente por você – ela
provavelmente se conectou com o seu jeito, sua fala, seu campo, sua per-
sonalidade, sua força, sua história. Algo daquilo que você é e comunica para
o mundo a atrai: ou porque é algo semelhante a um pedaço da história dela,
ou porque você já trilhou na vida um “caminho interno” que ela precisa trilhar,
e ela sente claramente que você será capaz de conduzi-la. Ela sente que tem
algo a aprender com você, mesmo que ela não saiba ainda com clareza do que
se trata (acredite: muitas já me disseram isto literalmente!).

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Sempre que uma mulher nos procura ela está em busca de um caminho de
cura. Mesmo quando ainda não tem consciência disso! Mesmo quando uma
mulher chega por indicação de alguém, e nem nos conhece, ela está em busca
de algo que seja verdadeiro, autêntico, único, diferente.

Algo que só você pode oferecer! Um trabalho com seu “sotaque”: seu jeito,
sua cara, seu modo de se expressar no mundo! Ela está em busca de sentido, de
uma mulher que possa conduzi-la, ou também de um grupo que possa apoiá-la,
ou de um caminho profissional, ou de um espaço de acolhimento e escuta para
fazer suas próprias mudanças.

Ninguém confia em alguém que imita outro alguém. Isso pode “colar” uma
ou duas vezes, mas não se sustenta! Muitas vezes vira uma caricatura – exagera-
do, lugar-comum, previsível. Ou então uma mulher, ao copiar o estilo de outra,
passa toda a sua insegurança para as mulheres com quem trabalha, ou ainda
alimenta nelas um sentimento de desconfiança.

Na nossa comunicação com as mulheres, oferecemos nosso saber (bem


planejado) e nosso

coração vivo, presente.

Oferecemos as nossas histórias de vida, as nossas dúvidas e dores cura-


das, a nossa própria reconciliação com a nossa história de mulher.

Muitas mulheres falam para mim: “Eu sou uma psicóloga/coach/


profissional da saúde/empresária/diretora de vendas/pastora… O que eu
posso fazer de diferente no meu trabalho?”. Então, a primeira coisa que
eu quero dizer para vocês... É relembrar aquela frase que eu digo: Eu só
levo a outra mulher até onde eu fui dentro de mim.

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Por que estou repetindo isso? Eu quero
dizer que o seu trabalho com mulheres depende
da sua jornada interna para que ele tenha
alma, cor, sentido, criatividade!

Para que seu trabalho ganhe força… é preciso que você esteja conectada
com a sua força!

E você vai precisar de ajuda para isto? Muito, muito provavelmente sim!

Eu precisei… e as mulheres que eu ajudo me dão lindos depoimentos do


quanto esta ajuda foi crucial para a “virada de chave” interna e para profis-
sionalizar o trabalho delas!

Aqui a grande questão é: Como é que você vai construir um trabalho com a
sua cara, se você não sabe qual é a sua cara? Se você ainda não se (re)conectou
com as suas habilidades? Se seus próprios valores não estão claros para você?

Quando eu falo para você: “Faça um trabalho com as mulheres com as suas
habilidades únicas”, se você não sabe quais são suas habilidades únicas ainda,
existe um trabalho anterior, que vem primeiro, que é com você mesma! Um
trabalho de autodescoberta, de autodesenvolvimento, de cura e de reconexão
consigo mesma.

Em algum momento da nossa vida nós precisamos nos perguntar sobre o


rumo da nossa vida, sobre quem somos, e sobre o que precisa ser curado em nós
mesmas (antes mesmo de adoecermos!).

Precisamos nos perguntar sobre qual é a vida que queremos viver. E como
começamos HOJE a construir esta nova vida?

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Sabe, não importa o quão longe você hoje sinta que está da vida que você
quer viver… mesmo que você precise dar vários, vários passos… Aqui esta-
mos falando sobre começar, sobre dar o primeiro e depois o próximo pas-
so. Um mentor que eu tive me contou a seguinte história: ele disse que um
maratonista faz a sua prova e quando ele está extenuado, muito cansado,
para que ele consiga concluir a sua prova, ele segue olhando para os próxi-
mos 50 metros, e depois para mais 50 metros, e assim por diante… Ele cum-
pre 50 metros de cada vez (e para isto se sente capaz!), e assim chega ao seu
grande objetivo final dequilômetros!

Com você não é diferente! Você precisa de ajuda para identificar qual é o
seu próximo passo (seus próximos 50 metros) e assim por diante… um passo
sustentável de cada vez promove as verdadeiras grandes mudanças da nossa
vida!

Qual é a história que só você


veio contar neste mundo?

O que lhe pertence unicamente, lindamente? Que é o resultado da história


do seu pai com a história da sua mãe, que deu exatamente em você, do jeitinho
que você é?

Qual é o resultado de tudo


o que você viveu até aqui, de todas as
dificuldades que você já viveu, de todos os
aprendizados que você colheu na sua vida,
de tudo aquilo que a marcou, e a modificou?

O processo de autoria é um mergulho bonito de redescoberta da sua própria


história!

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No meio disso, você vai se deparar também com tudo aquilo que está difícil
para você mesma.
Com tudo aquilo que você vê que é um nó, que fez com que você se
paralisasse. Sabe aquela experiência (ou lição) que na sua vida se repete?

Você se pergunta: “De novo? De novo isso aqui? Mas eu já lidei com isso. Eu
achei que isso não ia acontecer mais [...]”. E aí de novo, de novo e de novo. Você
sabe que quando a lição se repete significa que a gente ainda não aprendeu?
Tem algo ali que você ainda não aprendeu. Claro que cada uma tem o seu
tempo! Mas a vida está convidando você a olhar para algo importante, para
poder seguir adiante!

Todas temos essas questões na nossa vida, esses “nós emocionais”, essas
repetições. Estão ligadas a coisas muito mais profundas e que são decorrentes
também da nossa postura na vida. E é por isso que você precisa começar esse
processo interior de (re)conexão consigo mesma.

Eu costumo dizer que quando a gente é capaz, num determinado momento


da nossa história, de olhar para a nossa criança, de olhar para as nossas faltas,
para as nossas carências e tomar uma decisão interna de sermos parceiras de
nós mesmas, de assumir a responsabilidade de cuidarmos de nós mesmas...
Quando fazemos isso, nós nos transformamos de menina em mulher.

Porque aquilo que seus pais tinham/podiam dar para você, eles já deram.
Já deram muito mais do que o essencial, na maioria das vezes. Muito provavel-
mente, já deram muito mais. Fizeram aquilo que puderam, aquilo que deram
conta de fazer. Agora é com você. Agora, sua tarefa é com você mesma.

E eu a convido: desperte toda a potência criativa que existe dentro de você!


Acorde de uma vida “normal” para uma vida extraordinária!

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Eu sei que você vai me dizer: “Não é fácil, Como eu faço isso?”. E eu respondo
para você: não é fácil para ninguém! Mas viver uma vida medíocre, mediana,
abaixo das nossas possibilidades, sem sentir que faz a diferença na vida das pes-
soas ao seu redor, sem colocar todo o seu potencial a serviço do mundo, ou ain-
da vivendo uma vida infeliz, também não é nada fácil!

Viver assim tem um gosto de “morno”, “do mesmo”, do corriqueiro, do trivial,


do “mais ou menos”. Viver uma vida “mais ou menos” custa a alegria expansiva
da sua alma! Tem um preço!

E é um preço alto demais... Quantas mulheres com depressão, esquecidas


de si mesmas, embotadas na própria vida, dizendo-se sem sentido para viver,
engordando, culpando-se, chorando em silêncio, dizendo-me que estão sem
sentido para viver, completamente exaustas, sentindo-se vazias ou perdidas
você acha que eu já ouvi? Muitas, muitas, muitas!

Você se lembra de quando eu falei sobre o sofrimento invisível das mulheres?


É assim que muitas se sentem: invisíveis, sem ser enxergadas ou escutadas! São
muitas mulheres que precisam de você, da sua escuta… porém, você precisa
estar preparada, interna e externamente!

E nem eu, nem ninguém, pode trilhar este caminho interno por você, ou fazer
uma capacitação por você! Eu posso ajudá-la – como os terapeutas e mentores
podem –

mas o caminho só poderá ser


trilhado por você mesma!

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Agora, quando você decidir, quiser ajuda, abrir-se para este mergulho em
si mesma, uma nova realidade começará na sua vida. Você vai mudar de lado, e
passar a ter uma vida significativa e a serviço!

Olhar para as nossas dores nos causa, sim, desconforto, e é verdade que não
é fácil, mas é um caminho de cura (que deve preferencialmente ser trilhado com
ajuda profissional) e que nos leva muito adiante do que estávamos.

É o caminho que vai permitir a você realmente conhecer quem você é: e com
isto você vai descobrir suas habilidades, construir um trabalho com autoria e
enxergar a sua própria força, empoderando-se dela!

#4º ERRO

Não saber cobrar pelo trabalho, não equilibrar o “dar e


o receber” (quando o dinheiro está excluído!)

Aqui novamente chegamos a uma questão que representa um “nó” para


muitas mulheres em seu trabalho profissional, independentemente da sua
profissão. Eu já escutei milhares de vezes variações desta frase: “Eu tenho
dificuldade de cobrar/colocar preço no meu trabalho”. Você também tem?

Quando escuto isso, primeiramente eu olho para o grande desequilíbrio


que existe aqui entre o “dar e o receber”. As mulheres são as grandes doado-
ras do universo: dizem “sim” a uma vida nova que vem habitar os seus ven-
tres, sem sequer saber quem virá... Carregam seus filhos no útero por nove
meses, atravessam o portal do parto, cuidam e educam seus filhos, lutam...
As mulheres servem tanto à vida!

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Por que (muitas delas) têm tanta dificuldade de receber o retorno do seu
trabalho, de receber o justo, equilibrado? Por que não entram num fluxo de
abundância na vida? O mesmo fluxo de amor e doação? Afinal, o mesmo amor
que vai, vem...

É claro que se você não encarar seu trabalho como algo profissional vai ser
bem provável que você não queira cobrar! Neste caso, fica muito misturado o
que eu posso dar e o que eu posso receber, e é muito provável que você esteja
fazendo uma troca (dar e receber) que não está equilibrada.

Agora, se você quer assumir uma postura profissional, lembre-se: quando eu


dou algo para alguém, eu preciso receber algo de volta. Para que eu permita que
as mulheres possam receber, é muito importante que elas possam lhe dar algo
em troca, que todas se sintam doando, que elas possam pagar pelo trabalho.
Não tem nada de errado, feio, capitalista ou pecaminoso nisso!

Eu já ouvi mulheres de movimentos que eu honro muito, e que são lindos,


que me falam: “Anna, quando põe o dinheiro estraga tudo”. Aqui eu pergunto para
você: Por que o dinheiro estragaria tudo? O dinheiro não é fruto do trabalho das
pessoas, do tempo delas, da vida delas?

E outras já escreveram na internet: “Ah,se você põe o dinheiro, você está con-
taminando a relação de sororidade”. Quando uma mulher me fala isso, eu percebo
que ela tem uma questão com o dinheiro. O dinheiro é contagioso, ou ruim por
si só? Por que o dinheiro está separado da afetividade? Quem paga esta conta?
O dinheiro não é bom, nem é ruim. O dinheiro é fruto da vida, é fruto do seu
tempo, é fruto do seu trabalho, é fruto de suas habilidades, é fruto de todo o seu
melhor na vida, é fruto de tudo o que você construiu.

A gente não troca vida para ganhar dinheiro? Sim, porque a gente troca
tempo por dinheiro. Você troca capacidade profissional por dinheiro. Então,
o dinheiro é vida. Ele é uma moeda de troca e de equilíbrio das relações hu-
manas.

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Ele não é bom, nem é ruim. Depende como você usa isso. Ele não é um bem,
nem um mal em si. Mas muitas vezes essa porta está bloqueada para você. E aí
você vai sempre encontrar justificativas para as suas escolhas e decisões. E está
tudo certo! Algumas me dizem: “Meu trabalho é diferente, é voluntário”. Eu acho
que nenhum trabalho é melhor ou pior porque tem ou não a troca através do
dinheiro. Não trocar através do dinheiro tem suas consequências, e você preci-
sa saber quais são para avaliar o que quer para sua vida.

Eu sei que ninguém neste mundo pode viver sem precisar de dinheiro, e para
muitas pessoas o problema começa aqui: elas negam tudo aquilo que elas pre-
cisam, simplesmente porque detestam precisar…

Eu olho para o dinheiro apenas como um recurso. Porém, um recurso im-


portante. Eu não sou melhor que o dinheiro, assim como não sou melhor que
ninguém. Eu preciso do dinheiro, como uma pessoa comum que sou, e preci-
so muito também de todas as outras pessoas, especialmente das pessoas que
mais amo. Preciso de dinheiro, de amor, do tempo e da escuta das pessoas,
de sentido para a vida, de reconhecimento pelo meu trabalho, de alegria, de
tantas coisas...

Como toda a riqueza da nossa vida, como o amor e o tempo para viver, o
dinheiro é a parte mais visível e material da riqueza, e nos ensina uma lição de
humildade, e nos convida a nos sentirmos merecedores da riqueza da vida, do
mesmo modo que precisamos receber o amor.

Tudo é fluxo.

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Contribuímos e tomamos, o tempo todo.
Incessantemente estamos precisando tomar e estamos doando.

Eu me lembro muito bem da história da Caroline Penteado, que foi minha


aluna e mentoranda da turma 2, uma gaúcha, coach. Ela disse:

“Eu tinha uma dificuldade muito grande


de cobrar […]. Eu não tratava como trabalho,
então se tinha uma indicação de uma
conhecida, eu cobrava menos... de umas eu
cobrava X, de outras eu cobrava Y, e de algumas
eu nem cobrava, por dó, por pena, por pensar
como é que eu vou cobrar se é um
serviço de ajuda?”
E ela contou como isso mudou depois da mentoria, como ela se transformou
na sua postura profissional e contou em vídeo que hoje ela não tem mais horário
na agenda para atender. E que tudo foi fruto de uma grande transformação na
postura dela!

Na Mentoria, a Caroline pôde olhar para o que está por trás da dificuldade
em receber. É lindo vê-la hoje colocando toda a sua contribuição para o mundo,
na sua potência de mulher e de profissional.

Como em todo e qualquer trabalho, precisamos tomar cuidado com todas as


armadilhas do caminho. Às vezes eu estou fazendo meu trabalho a troco de algo
que não foi curado em mim. Então, eu não recebo dinheiro pelo meu trabalho,
faço informalmente, mas no fundo, no fundo, eu desejo, eu preciso de algo que
eu busco encontrar no lugar errado, junto das mulheres.

Muitas vezes, quando preciso de algo para mim, entro no papel de “boazinha”,
ou de salvadora generosa. É perigoso isso, por muitos motivos! Estando com-
prometida com ser boazinha, ou ser salvadora, eu não estou livre para fazer de
fato o que precisa ser feito para ajudar as mulheres, pelas mulheres.

Ou ainda porque as outras pessoas começam a achar que é uma obrigação


fazer isso, que precisam fazer por mim.

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Posso também colocar algumas (ou muitas) mulheres em uma postura de
exigência. Aquilo que uma “mamãe” faz por uma filha não é possível ser recriado
nesta relação profissional. Elas vão “cobrar” você de outras maneiras, se este for
o caso, e isto se torna muito pesado! Isso também tem muitos desdobramentos.

O outro risco de trabalhar com mulheres sem profissionalizar seu tra-


balho, sem equilibrar o dar e o receber, sem querer cobrar, sem sequer fazer
uma capacitação, é você não conseguir dar conta do que pode emergir, emo-
cionalmente, a partir das histórias das mulheres, ali dentro do grupo, ou como
consequência da sua relação de trabalho com elas.

E, depois que emerge uma crise, uma dificuldade, algo mais grave no meio
disso, como é que você vai lidar com isso? Está preparada? Lembre-se: quando
fazemos este trabalho (informal ou não, recebendo por ele ou não) assumimos
uma grande responsabilidade! Temos um compromisso ético com cada mulher!

Quando você encara uma postura profissional, você assume esta responsabili-
dade publicamente! Não é um “ensaio”, não é um “favor”. E, ao receber pelo trabalho,
você deixa a outra mulher livre. Ela está pagando pelo trabalho e sabe o que pode
esperar.

Ela fica se o trabalho for bom. Ela não fica porque ela está sem graça,
porque foi na sua casa, você fez o chá e o café e a chamou, e ela está sem graça
de não ir. Porque ela trabalha com você e você insistiu tanto e ela foi para lhe
prestigiar, e ela está se sentindo em dívida. Porque fica chato na igreja ela não
participar… Porque é sua amiga… Ela está indo por ela ou por você, nessas
condições? Por você, muitas vezes! Você percebe?

E como é que uma mulher que está indo para agradar você, que está indo por
você, pode ser ajudada? Quem está sendo ajudada? Você ou ela, neste caso?

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Mas quando você assume uma postura profissional, muda tudo. É uma
troca profissional. Eu estou aqui como uma profissional para ajudá-la. Sim,
uma profissional da ajuda, mas não qualquer ajuda. Porque ajudar é uma arte.
Existem formas de ajudar, para que ela realmente seja eficaz e para que ela
realmente promova benefício e valor na vida da outra mulher. E existem limites
para a ajuda (que é algo que eu sempre mostro às minhas mentorandas).

A maior parte dos enroscos começa a aparecer quando eu não tenho uma
postura profissional. E quando eu não tenho uma postura profissional tam-
bém, às vezes, isso esconde uma insegurança minha. Eu não quero assumir
que eu quero trabalhar com mulheres ou que eu trabalho com mulheres.
Então, eu não assumo isso e fica aquela coisa meio no favor, meio na
amizade, meio que para eu não ser cobrada daquilo que eu tenho medo de
ser cobrada.

Mas você de fato dá o seu melhor nessa condição? Não. O que acontece
quando alguém paga pelo seu trabalho? Você está implicada nisso. Você está
implicada numa retribuição, e vai ser cobrada por isso.

Então, você vai oferecer o seu melhor. Você vai se preparar de outra ma-
neira. Você vai oferecer as coisas de outra maneira. Você vai planejar o seu tra-
balho. E isso muda completamente a qualidade do seu trabalho.

#5º ERRO

NÃO SABER LIDAR COM A SOMBRA FEMININA

Aqui vamos começar a olhar para tudo aquilo que emerge quando as
mulheres se juntam. Para tudo o que é a nossa totalidade humana: somos
seres de luz e de sombra. Somos “duais”, paradoxais: somos alegria e tris-
teza, força e vulnerabilidade, sensibilidade e agressividade...assim somos
nós, seres humanos!

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As mulheres não são diferentes disso. Quando escuto alguém dizer
“as mulheres são muito competitivas”, eu sempre digo que a competitivi-
dade não é um atributo feminino, não é uma característica das mulheres.
É uma característica humana, presente nas relações entre os homens, en-
tre homens e mulheres (inclusive dentro dos casamentos, entre os casais,
posso falar disso com muita clareza pois atendo casais há muitos anos, e
isto faz parte desta relação), e também entre mulheres.

Por que é que se diz tanto que as mulheres competem entre si? Você
certamente já ouviu ou já falou isso... E tem também aquela frase: “Uma
mulher se veste para outra mulher”. Será? Sempre? Você já ouviu isto?

O S D O I S E XT R EMO S

A SOMBRA...
Existem dois tipos de visões (das mulheres) que eu acredito que são
equivocadas sobre nós, mulheres, quando estamos juntas: uma parte delas
acredita que é horrível um monte de mulheres juntas, porque olham apenas
para a sombra: competição, crítica, julgamentos, exclusão.

A LUZ...
Outras mulheres, muitas já envolvidas em grupos e trabalhos sobre o femini-
no, olham para isto de forma idealizada, somos irmãs, é linda a sororidade entre as
mulheres, as mulheres são mais amigas, intuitivas, guerreiras, cooperativas, sensíveis,
humanas… Estas olham apenas para a luz, para o melhor que emerge quando as
mulheres estão juntas.

Eu gostaria de honrar as duas dimensões: algumas vezes é difícil, tem com-


petição, sim; mas outras vezes é lindo, cheio de empatia e generosidade, e é
justamente isto que nos permite nos curarmos juntas!

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As mulheres que olham apenas para a sombra, e têm dificuldade em estar
com mulheres, geralmente têm uma história pessoal em que foram feridas, ou
sentiram-se excluídas, ou estão com muitas mágoas e dificuldades em relação
às mulheres da sua própria família de origem (incluindo a relação com a sua
própria mãe).

As mulheres que olham somente para a luz, geralmente, tiveram boas


histórias e vivências com o feminino, com as mulheres da sua origem, ou justa-
mente foram acolhidas pelas mulheres e isto permitiu que elas já tenham se
curado. Algumas vezes, a cura e o reencontro com o seu feminino profundo foi
tão belo e significativo, que ela se desconecta (ou nega) a sombra feminina.

Existe ainda uma busca de um espaço feminino de aceitação, e outras vezes


há um certo rancor, um certo “revanchismo” na luta feminista por um lugar so-
cial justo para as mulheres (que é uma luta tão necessária!), porém excluindo o
masculino.

Eu quero dizer que nem é tão


ruim estar entre mulheres, nem é sempre
maravilhoso e cheio de sororidade.

É preciso perder a ingenuidade e soltar os julgamentos e preconceitos, para


de fato podermos ajudar as mulheres, escutar as suas dores e olhar para a força
de cada uma delas.

Não somos “irmãs” o tempo todo. Não é necessário também quando esta-
mos nos propondo a uma ajuda adequada e profissional. Mas também não es-
tamos ali para competir. Não é disso que se trata! Estamos ali, ao lado umas das
outras. Podemos mostrar o caminho.

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Sobre isto, quero compartilhar uma postagem minha no Instagram (em
12/07/2018):

É tão belo quando uma mulher escuta a si mesma! Quando ela atravessa uma
ponte interna (e invisível) para o seu próprio coração.

Quando ela se enche de força e de ternura e finalmente compreende que a força


da guerreira em nós não anula a nossa doçura.

Uma vez li uma terapeuta que disse que quando uma mulher toca as cordas do
seu próprio coração todos ao seu redor escutam esta melodia...

Ela contagia a tudo e a todos, ela enche tudo de alma, de criatividade, de frescor,
pulso, vida, alegria, coração apaziguado, brilho no olhar.

Eu estou sempre atravessando essa ponte, de novo, e de novo. E se você me


perguntaro que eu faço com tantas mulheres ao meu redor, eu sinceramente posso
lhe dizer: seguro na mão de algumas para mostrar onde fica esta ponte (porque estas
esqueceram), encorajo as que já sabem onde a ponte fica, dizendo “Vá! Siga! Vá na
direção de ser quem você é!”, e inspiro outras a começarem a caminhar.

Atravessar a ponte é o lindo trabalho de amor por si mesma, que pertence a cada
mulher – e a ninguém mais. Eu fico ao lado. E admiro todas!

As que sentem medo e as que atravessam… porque para mim é só uma questão de
tempo: do tempo de cada uma.

E eu sei que precisaremos voltar muitas vezes. E atravessar, atravessar.

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Abrir nosso espaço interno para nós mesmas, mergulhar na nossa jornada
interior (como já disse anteriormente) tem um reflexo direto na capacidade am-
pliada de olhar para a sombra das outras mulheres com um espaço interno de
não julgamento, de acolhimento, de humanidade.

O Q UE É A S O MB R A?
O conceito de sombra é junguiano (Carl G. Jung) e nos mostra que tudo
o que não gostamos em nós mesmas tendemos a esconder, excluir da nossa
consciência, negar.

Porém, excluir ou negar “faces” de nós mesmas não faz com que elas de-
sapareçam... Porque nós somos um campo de informação. Nosso psiquismo
(nossas emoções e pensamentos, a força inteligente que geramos a partir dos
nossos estados psicológicos, internos) é vivo. E dentro desse “campo vivo” tem
o quê? Tem luz e sombra.

Tem coisas que você gosta (sobre si mesma) e coisas que você não gosta.
Nem um pouquinho. Certo? Sentimentos, pensamentos e comportamentos que
você critica, comportamentos que você daria tudo para “eliminar”, e outros dos
quais você não está nem consciente, porque você sequer admite que você possa
ser assim, ou fazer tais e tais coisas.

E o que costumamos fazer com aquilo que não suportamos, que criticamos,
que excluímos em nós mesmas? Muitas vezes sem nem ter consciência disto,
nós reprimimos esse tipo de sentimento, de comportamento, aquilo que não
está “ de acordo” com o que eu penso sobre mim mesma, com meus valores, com
o que eu gostaria de ser...

Então, o que eu não gosto, o que está excluído, está mais reprimido, geral-
mente é o que mais me incomoda nas outras pessoas. Ou seja, os comportamen-
tos que eu acredito que “bani” de mim mesma, e outros que eu não admito em
uma pessoa, serão justamente aqueles que mais me incomodarão nas pessoas
ao meu redor, e especialmente são os que vão emergir, provavelmente, no meu
trabalho com as mulheres.

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Porque estes comportamentos/sentimentos são parte da minha própria som-
bra, que não foi percebida por mim mesma, não foi reconhecida ou integrada!

Eu sempre digo para minhas mentorandas:

Quanto mais olhamos para a nossa própria


sombra e para a luz das outras pessoas, mais
somos capazes de acolher qualquer ser humano,
em sua totalidade de luz e de sombra.
Somente quando eu reconheço que posso ter
dentro de mim todo tipo de sentimento humano,
que eu também tenho sombra, sou capaz
de lidar com serenidade com a sombra
das outras pessoas.

Mas a questão é que somos educados a olhar somente para nossa luz, es-
tamos sempre mostrando ao mundo a nossa “melhor versão” (tipo facebook), e
ainda achando que “estamos certos”, que o nosso ponto de vista é o melhor, o
mais correto, e olhamos para a sombra das outras pessoas… somos uma civili-
zação viciada em criticar e julgar as outras pessoas diferentes de nós, o tempo
todo!Grande parte das vezes aquilo que a outra pessoa faz, ou sente, ou mani-
festa, ou representa (se me incomoda mesmo) está vinculado a algo meu, que eu
preciso reconhecer, trabalhar, aprender a lidar, integrar.

Outras vezes, eu me incomodo simplesmente porque é diferente, e não


sabemos lidar com a diferença.
Na psicologia, temos também um conceito bastante popular, que é o con-
ceito de projeção, que quer dizer que eu, às vezes, projeto em outra pessoa algo
que está muito excluído em mim.

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Por que fazemos isto?
Como uma forma de nos defendermos daquilo que não aprovamos em nós
mesmas! Projetamos nossa sombra sobre as outras pessoas, e também nossos
desejos, e conteúdos inconscientes. E assim “brigamos” com aquilo na outra,
criticamos e julgamos, muitas vezes tentando até “eliminar” fora de mim o que
me pertence, mas eu não admito ou não reconheço como algo “meu”.

E quem são as pessoas que preferencialmente carregam a nossa sombra?


As pessoas da nossa família, nossos amigos, as pessoas que possuem as mesmas
condições que nós temos, as pessoas do mesmo sexo: as mulheres.

A gente tende a projetar a nossa sombra – nós, mulheres – nas outras


mulheres. Então, todas as mulheres que são muito desafiadoras para nós...
podem ser mestras no nosso caminho, podem nos guiar em direção a uma
parte rejeitada de nós mesmas, podem nos ajudar – e muito – a crescer.

Depende de quanto eu estou disponível para enfrentar esse “embate in-


terior no espelho da verdade”, e do quanto me sinto disposta a pedir ajuda
(porque, claro, enxergar a sombra nem sempre é uma tarefa fácil para se en-
carar sozinha, nem sempre tenho lucidez e clareza para de fato enxergar),
depende do quanto quero olhar e me reconectar comigo mesma, incluindo
minha sombra.

Além das nossas próprias questões, existem as informações familiares que


povoam nossa alma, nosso psiquismo. Porque nossa biologia, nossos corpos e
nossa alma são coletivos.

Como assim?

Dentro de cada uma de nós, através das nossas células, trazemos a memória
de toda a nossa família, dos nossos pais, avós, bisavós. Junto com o nosso DNA,
nós carregamos o nosso campo familiar: e nele não estão apenas as informações
sobre tipo de pele, cor de cabelo, etc.

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A cada dia vamos nos dando conta da amplitude que é uma herança familiar.
Através, por exemplo, das Constelações Familiares, Bert Hellinger (que foi o seu
criador) tem mostrado, há décadas, o quanto o nosso comportamento é afetado
pelas memórias, histórias e pendências emocionais (“nós”) das nossas famílias.

E muitas vezes estamos excluindo algo que está relacionado à nossa família
de origem, rejeitando e esquecendo que tudo nos pertence.

Existe ainda uma questão para se observar: a sombra feminina é diferente, na


forma como se manifesta, da sombra masculina (e aqui não estamos falando de
sexo, pois temos mulheres claramente apoiadas naenergia masculina e homens
bastante femininos. Para a psicologia junguiana, os dois princípios estão pre-
sentes em homens e mulheres).

A sombra do masculino geralmente se manifesta de forma mais explícita. É


fácil de perceber, por exemplo, quando um homem se descontrola, quando um
homem está furioso, agressivo, “tomado” pela sua sombra. Porque vem, muitas
vezes, através da violência verbal ou física.

E a sombra feminina? A sombra feminina é mais insidiosa. A sombra femini-


na muitas vezes se manifesta como manipulação, fofoca, intriga, sedução, “teia”
de manipulação. Você conhece bem isso?

Sabe, por exemplo, aquela fala de mãe para a filha: “Pode ir, minha filha. Mamãe
está passando mal, mas você pode ir”. Já falou ou presenciou isso? Esta chantagem
emocional com alguém que você ama?

A sombra feminina é mais “sutil” para ser detectada porque ela é um pouco
mais insidiosa, ela é mais silenciosa. Lidar com a sombra feminina é um proces-
so de autoconhecimento. Toda vez que você estiver trabalhando com mulheres
será desafiada a olhar para isto e para a grande lição feminina sobre a sedução.

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Nesse processo todo, então, a gente sabe que a sombra vai aparecer em
qualquer lugar: no consultório, na rua, na sala de aula, nos grupos. Sempre vai
emergir.

Tem sempre uma mulher que traz para mim algo da minha própria história
que não foi iluminado. Algo que não está bem ordenado dentro de mim... uma
pendência que eu tenho, uma dor, uma ferida, um sentimento de exclusão, um
local da minha história onde eu fiquei paralisada e ainda não me curei, ainda não
me reconstruí.

Uma outra mulher vai me obrigar a voltar lá, me faz olhar novamente para
algo que eu desejava evitar, ou acreditei que bloqueei. Esses são os embates
mais difíceis, porque são as nossas jornadas interiores, que em alguns mo-
mentos são verdadeiras batalhas. Daí vêm os grandes conflitos, as grandes
dificuldades que paralisam a gente, que irritam a gente, que machucam a
gente.

Aquilo que realmente nos mobiliza é sobre nós mesmas, dificilmente é sobre
a outra – ela apenas nos aponta algo que está dentro de nós. Por isso é que eu digo
sempre para minhas alunas: uma mulher que trabalha com mulheres é diferente,
especial, e sempre será transformada. Porque é um palco, um terreno fértil para
a sombra emergir.

Ao mesmo tempo, precisa conhecer bem o seu papel de profissional e como


manejar estes embates de sombra que emergem nos grupos, nos atendimentos
ou nas equipes.

As novelas brasileiras mostram muito a sombra feminina e masculina. Estra-


nhamente, as pessoas são muito atraídas pela sombra. Este é o porquê de tanto
sucesso com programas de toda a mídia que se prestam apenas a mostrar o que
não vai bem, o que está doente, o que é disfuncional na vida humana. Muitos
programas são tão sombrios…

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Não tem casamento feliz. Não tem casamento sem traição. Ninguém se ama
de verdade. Ninguém é confiável. Mas quero dizer que, mesmo no meio da som-
bra, somos seres tão generosos, capazes de gestos incríveis!

As mulheres são espelhos umas para as outras, são conectivas, doadoras,


cuidadoras, capazes de escuta profunda e respeitosa, de compartilhar suas
histórias e de se exporem umas diante das outras… por isso construímos juntas
um tecido afetivo para costurar nossas feridas. E este é o grande paradoxo hu-
mano: no meio da sombra, há tanta luz!

Eu me lembro muito da Juliana Andrade. Uma aluna carioca, que é da turma


do Mentoring 2 também. A história da Juliana é uma história importante para
todas as mulheres que trabalham com grupos de mulheres.

Ela começou a fazer Círculo de Mulheres. Eu posso contar porque ela me au-
torizou, mandou o lindo relato da sua história, que eu já compartilhei nos stories
do Instagram. Essas mulheres são tão maravilhosas, que depois me permitem
contar a história delas, compartilhar com outras mulheres. Isso é uma bênção,
um presente para todas as outras, e elas sabem disso.

A Ju chegou para a mentoria muito ferida, muito machucada, porque, no


terceiro Círculo de Mulheres que ela estava facilitando, chegou uma mulher
que teve uma atuação muito sombria, criticando e a atacando, num nível mui-
to destrutivo.

Ela se sentiu muito invadida. Ela se sentiu muito agredida. A mulher liga-
va para todas as mulheres do Círculo. Ela teve uma atuação muito destruti-
va. E a Ju parou, parou de fazer Círculo. Ela não queria mais.Ficou assustada
com tudo o que aconteceu, com a intriga, com os conflitos que aconteceram.
A sombra de manipulação, fofoca e ataque que a mulher manifestou naquele
momento paralisaram a Ju.

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Aqui existe uma lição: às vezes estamos abertas, mas de uma forma um pou-
co infantil e inocente, olhando apenas para a luz. Nestes momentos, a sombra
comparece e é um importante aprendizado. Quando invocamos a totalidade de
um trabalho, a sombra sempre vai comparecer!

Quando ela chegou no Mentoring, muito ferida, ela foi se dando conta de
que tem questões da história dela que deram a abertura, que criaram um
“espaço” por onde a sombra entra e atua – através da outra mulher. Porque
algumas vezes a gente abre a porta demais.

Existe também uma outra linda lição do feminino, que sempre trago para as
minhas alunas, que é uma lição sobre medida. Para tudo na nossa vida precisa-
mos ter medida, inclusive para nos abrirmos para a vida e para os outros. Eu per-
mito que a outra entre, com respeito, mas até o meu próprio limite. E temos que
desenvolver resistência e defesa também para a maldade, para ataques, porque
os seres humanos não são somente sombrios, mas são também sombrios e ca-
pazes de manifestar maldade ou qualquer outro tipo de comportamento.

Se você trabalha com mulheres, especialmente se trabalha com grupos, cer-


tifique-se de entrar sempre na Mulher. Ali não é espaço para a sua menina, nem
para ser boazinha apenas. E tenha claro para você mesma: Daqui para cá, sou eu.
Então, não é possível essa permeabilidade excessiva. Porque isso significa deixar-se
invadir. A Ju aprendeu muito, cresceu lindamente, transformou-se. Certamente
esta mulher foi muito importante na vida dela.

Como é que a gente lida quando aparece uma sombra, quando uma mulher
é tão diferente de mim, que ela me traz algo que me irrita profundamente? Você
já observou quem são as mulheres que irritam ou incomodam você?

Logo quando eu comecei o Círculo de Mulheres, lá no início, há mais de


16 anos atrás, fazia uns dois anos que eu fazia os círculos, eu queria muito
profissionalizar o meu trabalho, mas não sabia exatamente como fazer isto.
Não tinha ninguém para me falar, porque, como eu disse, nunca tive uma
mentora.

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Chegou uma mulher no sexto encontro do Círculo. Ela não tinha participado
de nenhum, e começou a trazer questões que a gente tinha trabalhado no pri-
meiro, no segundo.

O que acontecia ali? Em um Círculo tinha dez, em outro Círculo tinha três,
noutro Círculo tinha doze... Não existia previsibilidade nenhuma. Elas traziam
questões lá na frente que já tinham sido trabalhadas lá atrás. E isso cansava...
Havia duas heroínas da resistência lá, que estavam indo emtodos.

E aí chega uma mulher que não só trouxe questões que eram lá de trás, mas
ela chega com uma postura muito arrogante com as outras mulheres. Uma fala-
va e ela já atropelava e dava um palpite. Outra falava e ela simplesmente criti-
cava. Foi a primeira vez que eu tive uma mulher assim ativamente competitiva e
destrutiva dentro do Círculo! E eu não estava preparada! Eu não sabia lidar com
a sombra dentro do grupo!

Ela foi uma mestra para mim. E eu fiquei muito incomodada. Eu não lembro
exatamente o que eu fiz, mas eu lembro exatamente o que eu deixei de fazer
e o que deveria ter feito. Eu tive dificuldade de colocar limites para ela. Você
também já teve dificuldade de colocar limites para outra mulher, assim como eu
tive naquela época?

Eu fui gentil e sutil demais... Eu precisava ter sido firme. É que eu não
compreendia com clareza a minha postura de líder naquela época. E foi mui-
to destrutivo para o grupo a atuação daquela mulher. Eu saí daquele Círculo
pensando: o que eu poderia ter feito diferente? Como eu poderia ter lidado
com essa situação?

Teve um efeito devastador. Quatro mulheres que estavam lá não vieram


mais, desistiram do Círculo. Realmente, o meu lugar de líder naquele momento
estava vago.

Hoje, tantos anos depois, às vezes as mulheres me perguntam: “O que eu faço


com uma mulher que assume a liderança?” Eu respondo: Assuma a sua. Se tem uma
mulher querendo assumir a liderança, é porque a liderança está vaga, porque
você está com dificuldades para assumir o seu lugar.

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Você está deixando esse espaço vazio.

Aqui não tem a ver com disputa. Tem a ver com você estar no seu lugar. Mas
para isso, primeiro, você tem que compreender exatamente qual é a sua postura de
líder. Porque, também, se você não tem clareza disso, não vai conseguir assumir o
seu lugar com serenidade, firmeza e com doçura. A gente consegue colocar limite
com doçura, com respeito, em um espaço de não julgamento. Sim, a gente consegue.

Ainda sobre isso, uma questão: Por que essa moça estava sendo agressiva?
Porque uma questão que foi colocada por uma outra mulher tocou exatamente
em uma questão da história dela. Era algo da sombra dela! E ela começou a dar con-
selhos para as outras mulheres. Ela começou a dar palpite, falar com uma e falar
com outra. E falar o que elas tinham que fazer, baseada na experiência dela mesma!

Então, quando eu, como líder de mulheres – seja no consultório, seja em um


grupo, seja em um atendimento, seja onde for –, quando eu tenho clareza que a
minha história não é universal, se eu estou com duas ou mais mulheres, eu tam-
bém falo isso para a outra:

Isso é bom para você, mas não


necessariamente é bom para todo mundo.
Isso foi a melhor solução que você encontrou,
mas talvez para as outras não seja essa.
Seja uma outra solução.
Assim a gente deixa as mulheres livres. Assim respeitamos a história de cada
uma. Garantimos que sejam respeitados os valores de cada uma. Para mim, Anna
Patrícia, esse é o valor maior: garantir que todas são iguais, que todas as mulheres
têm o mesmo espaço, são tratadas da mesma maneira. Toda mulher me interessa!

Se vocês virem na internet, tem pastoras que me seguem, tem psicólogas,


coaches, gente do feminino sagrado, profissionais da saúde, gente do trabalho
xamânico, empresárias, servidoras públicas, mulheres da política, mulheres de
todos os cantos e atividades… sem preconceito, com respeito às diferenças.
Deixo com elas as escolhas delas, com respeito, sem filtro.

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Quem tem mais dificuldades com a sombra? Com a diferença?

Atrás de cada dificuldade profissional que você tem, existe uma dificuldade
pessoal. Tem uma ponta da sua história que não foi costuradinha ainda. Tem uma
pendência. Essa que é a grande questão. Essa que é a grande virada.

Quem tem mais dificuldades com a sombra feminina são as mulheres que
ainda não estão reconciliadas com a sua história pessoal, com as suas mães, com
as mulheres da sua família.

Como é que você vai lidar com as sombras de outra mulher, se você não se
conhece, se você não olhar para o que é ser mulher para você, para sua relação
com o seu corpo, e com todas as mulheres que foram um modelo para você e
ofereceram um “olhar” sobre o feminino e as mulheres? Se você ainda nem sabe
quais são as suas pendências?

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Capítulo 3
OS PILARES FUNDAMENTAIS DO MEU
TRABALHO COM MULHERES

Ao longo dos anos trabalhando com as mulheres, eu desenvolvi três pilares


fundamentais, três condições para a minha postura e liderança feminina, que
são:

a) Conexão com a Força Feminina Interna


b) Escuta Ativa
c) Liderando Mulheres

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1º PILAR

C ON E X ÃO C O M A
F O RÇ A F E M ININA INT ER NA
A M ULHE R R E CO N CI L I ADA CO M A S UA H IS TÓ RIA

O primeiro pilar do meu trabalho diz respeito, como você já entendeu, ao


seu processo interior de crescimento.
Isto envolve você se reconciliar com seu feminino profundo, com sua força
interna, com ser mulher, com sua história familiar.

Para cada uma de nós, existe sempre um caminho de volta: um caminho de


nos voltarmos para nós mesmas, e percebermos que existem, sempre, muitas
necessidades não atendidas!

As preocupações do nosso cotidiano, com suas tarefas intermináveis, e to-


dos os papéis que precisamos desempenhar na nossa vida, tudo isso nos obriga
a estar sempre com o olhar e o centro da nossa consciência voltado “para fora”,
tomadas pela “mulher tarefeira”, voltadas para o externo, para o outro, para os
deveres e tarefas que nos ocupam, para as necessidades das outras pessoas ao
nosso redor...

Já conversamos bastante sobre todos os impactos de não se olhar, de não


se (re)conectar consigo mesma! Se você quer aprender comigo, eu lhe digo: não
é possível apontar para as outras mulheres um caminho que você mesma não
tenha trilhado.

Fica superficial, sem autoria, e você se sentirá insegura para conduzir outras
mulheres!

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Se você é uma profissional da área de estética, beleza, profissional da saúde
que trabalha com atendimento individual, se você é uma empresária, ou pro-
fessora, talvez você pense: “Mas eu não faço Círculo de Mulheres nem grupo de
desenvolvimento humano, então não preciso disso, pois não é esta a minha proposta”.
Mas eu lhe digo que você está enganada! Porque todos os problemas humanos
se enroscam nas pendências emocionais das pessoas, sejam elas quais forem,
estejam onde estiverem, façam quaisquer atividades…

E se você está lendo até aqui, provavelmente é porque já sabe que os


problemas que você teve, tem ou terá com as mulheres diz respeito à sua
relação com elas.

Quando falamos sobre a relação entre duas ou mais mulheres, voltamos a


tudo o que já falei aqui antes:

a) só levamos outra mulher até onde nós fomos;


b) a sua postura é determinante;
c) você precisa se reconciliar com a sua história de mulher para de fato se
(re)conectar com seu feminino;
d) sua força interna vem da sua (re)conexão consigo mesma;
e) empoderar uma mulher é criar para ela condições de cura e saber con-
duzi-la através da sua liderança feminina.

2º PILAR

E S C U TA AT I VA

C O NS TRUI ND O A CO N E X ÃO CO M CADA M U L H E R

O próximo pilar que eu vou falar é sobre a Escuta Ativa. A nossa capacidade
de escutar a nós mesmas, e a todas, escutar outra mulher, está conectada dire-
tamente com estarmos interiormente “limpas”.

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Ou seja, quanto menos pendências e “nós emocionais”, mais “limpas” emo-
cionalmente estamos. Eu falo para as minhas alunas que o processo é uma es-
pécie de “disk-entulho”, numa certa fase. Todo mundo precisa de uma fase na
vida de soltar entulhos emocionais, mágoas antigas, questões que às vezes você
carregou por anos e anos, algumas por uma vida inteira...

Soltar tudo isso permite que você vá aos poucos abrindo seu espaço inter-
no. Nesse sentido, o trabalho é permanente? É permanente. A gente sempre vai
precisar de ajuda? Sempre. Mas não ajuda para as mesmas questões.

Você também já se sentiu assim: com várias demandas não atendidas?


Se sim, quero lhe dizer que o primeiro passo para sair deste ciclo vicioso de
reclamação e insatisfação é você começar a se escutar!
É muito interessante que quando você cura algo internamente, no próprio
campo do seu trabalho, um novo espaço se abre, onde pessoas que precisam
curar aquela mesma questão (que você já atravessou) procuram por você.

Quando eu já dei conta de um pedacinho do caminho (interior), eu posso


ajudar outras pessoas que também estão nesse mesmo pedacinho do caminho.
Eu posso ajudar as mulheres em tudo? Não. Certamente todas nós temos
algo (ou muito mais!) que não damos conta ainda....

Mas todo ser humano que deseja e busca os caminhos pode se curar, o que
é maravilhoso! As pendências emocionais que você percebe na sua própria
vida que já se movimentaram, que já impulsionaram você para um outro lugar,
para novos aprendizados, estão apontando para o caminho da Cura.

E após um processo profundo com você mesma, de repente você percebe


que pode conduzir outras mulheres. Agora, temos como metrificar isso, saber
exatamente? Não, você não vai saber exatamente. Aqui, no desenvolvimento
humano, na nossa caminhada interna, estamos no plano das incertezas e da
evolução permanente.

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Mas existe uma forma de você perceber com mais clareza o caminho já
trilhado. Sabe qual é? Pelos seus resultados!

Quanto mais presente você estiver, quanto mais você ampliar a sua per-
cepção, quanto mais você caminhar e se capacitar, compreendendo o seu lugar
como profissional, e os limites como profissional, mais você estará liberada para
escutar as outras mulheres.

Por isso, ter uma mentoria, fazer os exercícios de percepção, escutar e apli-
car, errar e retomar, treinar, tudo isso é tão importante. Porque vai ampliando,
ampliando, ampliando a forma como você consegue ver a realidade. A forma
como você consegue lidar com a realidade. Quanto mais presente você está,
mais clareza vai tendo de tudo isso. Até dos seus limites.

Escutar é ver a realidade


do outro de forma limpa, sem julgamentos,
sem que você se enrosque com as suas próprias
pendências emocionais. Sem ter que se
confrontar com algo da sua própria sombra
o tempo todo, que obstrui a sua capacidade
de escuta ativa e de se comunicar de forma
verdadeiramente conectiva.

Acreditar que você não precisa de ajuda é não reconhecer seus próprios
limites como profissional da ajuda, como pessoa, como mulher. Uma pessoa
que não reconhece os seus limites é uma pessoa perigosa. Qual é a melhor
metáfora disso? A melhor comparação é uma pessoa que saiu à noite, bebeu, e
aí pega a chave do carro e vai sair. E alguém fala: “Dá a chave aqui e deixa que eu
dirijo”. “Não, estou bem”. Ela está bem? Não, não está bem. Aí ela entra no carro
e sofre um acidente. Essa é uma comparação trágica, bem no extremo, mas a
gente faz isso na vida. Quando você não reconhece os seus próprios limites,
você se coloca em risco e coloca em risco outras pessoas.

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Para escutar, preciso olhar
para meus pontos cegos, para os meus limites,
preciso saber exatamente qual é o meu
lugar como profissional. Escutar é estar
disponível para as mulheres.
Para todas.
A Escuta Ativa é uma escuta BEM diferenciada, mas vamos compreender o
que é esta escuta:

- Um “espaço interno”: quanto mais eu “limpo” as minhas próprias questões


com as mulheres e o feminino (começando por minha família de origem), mais
disponível eu estou para ouvir as mulheres.

- Uma postura de não-julgamento: é preciso que eu aprenda a me colocar


como Igual, nem melhor, nem pior do que ninguém! E assim vá desenvolvendo
cada dia mais o respeito pelas histórias das outras mulheres,

Independentemente do teor das histórias, do fato de serem diferentes ou


opostas ao meu modo de ser!

- Uma postura de “abertura”: não estou ouvindo somente porque acho que
isso é importante, ou porque concordo com isto! Escuto porque é importante
para a outra mulher!

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3º PILAR

LI D E R A N D O MU LHER ES

C O LOC A R - S E E X ATAM E N T E N O SE U L U G AR CO MO
P ROFI S S I ONA L E E X E RCE R S UA L I D E R AN ÇA F E MIN IN A

O que significa colocar-se exatamente no seu lugar? Afinal, qual é o seu lu-
gar de profissional, de ajuda, de líder de mulheres?

Significa que primeiro precisamos de ajuda para mergulhar na nossa própria


história, para iluminar nossas questões profundas com o feminino, para criar
um processo ampliado de autoconsciência!

Segundo, significa que precisamos compreender o que é estar entre


mulheres (que a luz e a sombra irão certamente emergir neste encontro, e
como lidar com elas!).

Terceiro, significa que preciso desenvolver, ou olhar (se eu já sou) para a


minha postura de líder, se ela está pautada nos valores do feminino ou do mas-
culino, se ela me leva para expansão ou não, e qual a qualidade desta postura
e de que forma ela impacta diretamente as mulheres que eu lidero.

Se eu estou ali por mim (por minhas pendências emocionais) ou por elas. Se
eu sei até onde vão os limites da minha ajuda, qual a ajuda que de fato é efetiva
e especialmente as complicações e desdobramentos de ajudas “salvadoras” ou
“invasivas”.

Aquilo que acontece no meu grupo, na minha equipe, no meu consultório, na


minha sala de aula, na minha repartição… onde quer que eu esteja… Aquilo que
acontece com as mulheres que estou liderando é exatamente aquilo que está
acontecendo no meu próprio campo!

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E quando aceito e exerço o papel de liderança, eu assumo o compromisso
de ser o vórtice desta transformação. Por isso não existe outro caminho. Tudo
vai passar inicialmente por mim: pelas minhas crenças, pelo que eu sinto, pela
minha postura! E mesmo que eu “não fale”, postura vai muito além daquilo que
é dito!

Através da minha escuta, através da minha presença – e da presença de todas


as mulheres, ou seja, da conexão forte que se estabelece quando as mulheres se
reúnem e podem ser “mediadas” por uma liderança profissional segura, amorosa, e
respeitosa com todas as diferenças que as mulheres trazem – as transformações
incríveis começaram a acontecer… em todas elas, e em mim também!

Porém, não foi nada fácil este caminho que eu construí! Você já compreen-
deu que, quando as mulheres se reúnem, as histórias do passado e do presente
se sobrepõem! Memórias felizes e memórias profundamente dolorosas se
conectam, luz e sombra emergem…

Muitas mulheres acreditam que só por serem mulheres, e por terem a


sua própria experiência de mulher estão aptas para mediar e liderar outras
mulheres… Isto é um grande engano! E pode se tornar uma armadilha!

Porque o que é verdadeiro para mim pode ser totalmente agressivo para
outra mulher. E nisto consiste o maior erro que você já compreendeu, que as
mulheres que trabalham com outras mulheres cometem: elas querem univer-
salizar a sua própria experiência!

Querem “fazer caber” suas experiências, como uma camisa de força, para
outras mulheres, com caráter de verdade universal… mas isto simplesmente não
funciona, afasta muitas mulheres silenciosamente (que não voltam mais para os en-
contros), ou cria conflitos dentro dos grupos!

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Lembre-se:
você é o seu instrumento de conexão!

SENDO ASSIM, cada mulher que cruza o meu caminho reflete um pe-
dacinho da minha alma, das minhas questões internas e profundas, e espe-
cialmente aquelas questões que eu não cuidei, excluí ou não tenho consciên-
cia vão emergir nestas relações!

Cuidar de mim é cuidar das mulheres ao meu redor. Pedir ajuda é investir na
minha postura de profissional, reconhecer os meus limites e confiar na força das
mulheres juntas!

Exercer a liderança só é possível plenamente quando estou conectada com


a minha própria força feminina interna, e consigo olhar e me conectar (como
uma verdadeira facilitadora) com a força feminina interna de cada mulher.

Sem querer salvá-la de sua própria história, sem sentir dó, sem me sentir
melhor, sem ser dona da verdade, sem rejeitar aquilo nela que me incomoda
ou é diferente de mim, numa postura crescente (dentro do que me é possível a
cada momento) de abertura, de aprendizado, de humildade e de serviço.

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C ONS IDER AÇ Õ ES F IN AI S

Eu espero que ler esse e-book tenha sido um bom investimento para
você, tenha trazido percepções novas sobre as questões reais da prática de
mulheres profissionais que trabalham com mulheres.

Eu gastei meses para conseguir escrever e revisá-lo, por conta dos muitos
eventos e da agenda de aulas ao vivo e demais compromissos que eu tenho com
todas as minhas alunas e mentorandas. Se eu consegui colaborar com você eu
já me sinto alegre, mas de verdade tem algo que me deixa inquieta...

A verdade é que não importa o quão bom tenha ficado esse e-book, ou o
quanto ele possa ter contribuído com você, porque infelizmente eu nunca vou
conseguir aqui transmitir tudo o que ensino ( e tudo que eu gostaria de te en-
sinar) como quando acompanho o trabalho de cada mulher no Mentoring.

Por isso, se você quer algo mais individualizado, se quer a minha presença e
as minhas intervenções nas suas dificuldades, se a minha experiência com cen-
tenas de alunas faz sentido pra você, eu recomendo fortemente que você venha
participar do Mentoring Conexão entre Mulheres.

No Mentoring nós passamos 3 meses em uma capacitação profissional que


possui três eixos bem definidos e importantes, articulados entre si:
Explico mais detalhes na aula bônus que você recebeu.

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Temos também encontros de MENTORIA nos quais eu faço intervenções
diretas e falo sobre qual é o seu próximo passo, a partir do ponto em que você
está. Encontros exclusivos sobre a prática profissional, com mulheres que já es-
tão no mercado de trabalho, e as que estão querendo começar.

E por último fechamos com um bônus a mais (que não é obrigatório) para
aquelas que podem e querem, uma imersão de 3 dias, presencial.

Eu não sei se neste momento temos alguma turma do Mentoring aberta,


mas você pode obter mais informações e entrar em uma lista de espera (se por
acaso não tivermos turmas abertas neste momento), acessando este link
https://institutoipeamarelo.com/conexao-entre-mulheres/

Agora que você finalizou a leitura, eu gostaria de te pedir para deixar o seu
comentário sobre o que você achou deste e-book.
Assim você me ajuda a fazer este conteúdo chegar até mais mulheres. Basta
acessar aqui e me contar o que achou, eu vou amar ler!
https://institutoipeamarelo.com/review-liderando-mulheres/

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E por último eu gostaria de te convidar a me acompanhar pelas redes sociais,
estou publicando conteúdos diariamente no Facebook, Instagram e YouTube.
Vejo você em breve,
Anna Patrícia.

S O B R E A AU TO R A
Anna Patrícia Chagas é Psicóloga, Coach Sistêmica, Facilitadora de Círculos de Mulheres
há mais de 16 anos, Mentora de Mulheres Profissionais que Trabalham com Mulheres. Escri-
tora e Consteladora familiar, Terapeuta Corporal, Terapeuta Comunitária, com experiên-
cia de mais de 20 anos com famílias, casais e atendimentos terapêuticos. Mestre em Ciên-
cias da Religião pela PUC-SP, foi professora universitária e coordenadora de cursos de
pós-graduação em diferentes instituições. Co-fundadora do “Instituto ipê amarelo e Edi-
tora Diálogos do Ser”, co-criou a "ESCOLA DE LIDERANÇA", um programa de desenvolvi-
mento de liderança, com abordagens sistêmica e integrativa. Autora dos livros: "Maria Ma-
dalena: o feminino na luz e na sombra" e "Corpo: prazer, dor e luz". Mãe do João Gabriel e
da Ananda, amante das plantas e da música.

AC OM PA NHE O S MEU S C O NTE ÚDOS


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