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Aula 07 – Generalização Cartográfica

Sumário
• Histórico
• Conceito
• Objetivos
• Tipos de Generalização
– Semântica (Conceitual ou Modelo ou Atributos)
– Geométrica
• Bases Cartográficas Multi-Escala
• Generalização Automática
Histórico
• A generalização cartográfica, mesmo sem saber, é utilizada desde o
princípio da cartografia, visto os desenhos e mapas apresentados em
pinturas rupestres, na idade das pedras.

• McMaster e Shea (1992) descrevem o histórico da generalização


cartográfica com o relato sobre o assunto no início do século XX, mais
precisamente em 1908, onde o cartógrafo alemão Max Eckert descrevia
sobre o assunto no boletim da Sociedade Americana de Geógrafos.

• Em 1942, J. K. Wright abordou o assunto dividindo a generalização


cartográfica em dois componentes: a simplificação, onde se manipula a
informação bruta de modo a simplificar e mostrar com uma maior clareza
no mapa; e a ampliação, onde se manipula uma informação que é muito
escassa.
Histórico
• Erwin Raisz explorou bastante o assunto entre a década de 1940 a 1960.
Este autor dizia que na generalização não há regras, mas consiste num
processo de combinação, omissão e simplificação e que uma generalização
inteligente demando um bom conhecimento de geografia e cartografia
além de um ótimo senso de proporção.

• Em 1960, Arthur Robinson em seu livro Elements of Cartography descrevia


a generalização cartográfica em três importantes etapas: 1) realizar a
seleção de objetos/feições que serão representadas; 2) simplificar suas
formas; 3) avaliar a importância relativa entre os itens a serem
representados e ordená-los.
Histórico
• As primeiras pesquisas sobre generalização automática foram realizas na
década de 1960. Apesar de mais de 50 anos de pesquisas o que se tem, hoje,
resume-se a pouco mais que uma dúzia de algoritmos de generalização.
• Algumas operações de generalização (como simplificação gráfica, classificação,
eliminação e agregação) já existem nos SIGs comerciais, mas com o objetivo de
edição gráfica.
• A maioria das empresas comerciais de SIG ignorou ou continua ignorando o
tema da generalização cartográfica. Muitos pesquisadores, empresas e
profissionais argumentam que a generalização automática ainda é um
problema por resolver, ou seja, não existe uma solução computacional e além
disso os benefícios práticos e econômicos de uma solução completamente
automática são altamente duvidosos. Por isso a produção cartográfica ainda
hoje é mantida em versões de dados generalizados manualmente em múltiplas
escalas.
Conceito
• Os mapas são modelos / abstrações do mundo real onde nem tudo pode
ser representado e/ou descrito de forma exata.
• O processo de editar um mapa para aumentar a legibilidade e enfatizar
informação importante é chamado generalização.
• O processo de reduzir o nível de detalhe de um mapa, como consequência
da redução da escala do mapa, é chamado generalização cartográfica.

• Generalização Cartográfica define-se como um processo de ajustamento de


conteúdo (atributo) e gráfico, com a finalidade de melhorar o uso de dados
geográficos a um nível mais elevado da percepção visual de entidades
espaciais / temporais tal como as suas relações (LOPES, 2005).
Conceito
• Atualmente a grande maioria da população lida rotineiramente com a
generalização cartográfica, seja com o uso de navegadores veicular e
celular, na utilização de alguma ferramenta webmapping como o usual
Google Maps, Google Earth, Bing Maps, entre outros.

A generalização pode ser entendida como um processo de interpretação que conduz a uma
visão de nível mais elevado (em uma escala menor) acerca de algum fenômeno.
Conceito

• Pretende-se com a generalização reduzir a complexidade de um mapa ao


manter os elementos e a prioridade das entidades cartográficas de acordo
com a finalidade do mapa. Isto é usual nos mapas topográficos impressos, a
qual impõem exigências tradicionais elevadas no que diz respeito a
precisão, legibilidade e qualidade estética.
Objetivos
• Os objetivos da generalização são basicamente, preservar padrões
geográficos e dar ênfase a informação temática de um mapa.

• Há considerações múltiplas que motivam a generalização em cartografia:


– Teórica: a generalização ajuda a contrariar as consequências indesejáveis de
redução da escala;
– Aplicações específicas: tenta-se focar no propósito do mapa, nos possíveis
utilizadores e na forma como transmite a sua informação;
– Computacional: tenta-se adquirir o equilíbrio certo entre algoritmos, máxima
redução de dados e memória mínima ou exigências de disco.
Tipos de Generalização
• As ações da generalização foram decompostas em diversos operadores
básicos agrupados em transformações espaciais e de atributos.

• Basicamente existem dois tipos de generalização: a generalização


semântica e a generalização geométrica.

• A generalização semântica (modelo ou conceitual ou de atributos) é


fundamentada na definição da informação relevante na qual o mapa deve
transmitir.

• A generalização geométrica se constitui na manipulação de características


gráficas de objetos representados no mapa. Exemplo a generalização de
hidrografia na escala de 1:50.000 e 1:250.000;
Generalização Semântica
• Pode-se incluir na generalização semântica, a transformação de atributos,
que engloba os seguintes operadores:

• Classificação e
Simbolização Processo de generalização ao quais objetos são
agrupados, em categorias, mediantes as suas
semelhanças (atributos). Ao final, atribui
• Agregação símbolos para representar a classificação.

• Seleção / Omissão
/ Eliminação
Generalização Semântica
• Pode-se incluir na generalização semântica, a transformação de atributos,
que engloba os seguintes operadores:

• Classificação e é uma transformação na qual se agrega pontos de


Simbolização mesmo atributo / classe, em um objeto de ordem mais
elevada. Após a agregação obtém-se uma maior
clareza na representação. Um exemplo claro é quando
• Agregação se tem um conjunto de edificações em uma cidade,
representados em uma escala cadastral 1:2.000. Ao
representar esta região na escala de 1:100.000 as
• Seleção / Omissão edificações dão lugar a uma mancha urbana.
/ Eliminação
Generalização Semântica
• Pode-se incluir na generalização semântica, a transformação de atributos,
que engloba os seguintes operadores:

• Classificação e é o processo de generalização na qual o especialista


Simbolização define quais objetos no banco de dados geográficos
serão representados no mapa. Para tanto, é feito uma
seleção dos objetos que não serão representados ou
• Agregação omitidos no mapa final.

• Seleção / Omissão
/ Eliminação
Generalização Geométrica
• A generalização geométrica busca criar um mapa que tenha uma boa
qualidade visual, tornando-o uma boa ferramenta de comunicação.

• Basicamente é uma transformação gráfica de objetos classificados e


agregados no mapa.

• Esta generalização geométrica engloba operadores que manipulam a


estrutura geométrica e topológica dos dados, tais como: simplificação,
suavização, realce, fractalização, fusão, amalgamação, colapso, exagero,
tipificação, deslocamento, refinamento e anamorfose.
Generalização Geométrica
• Simplificação é uma combinação de muitas operações incluindo a
• Suavização eliminação de pequenos objetos do mapa, da redução de
pontos numa linha ou superfície, suavização de linhas ou
• Realce limite de áreas, e ainda ajustamento da posição de cada
• Fractalização ponto de uma linha de acordo com a posição dos seus
• Fusão pontos circunvizinhos, a fim de diminuir a angularidade e a
preservação de características geométricas, tais como a
• Amalgamação dimensão fractal de uma linha ou dos cantos retangulares de
• Colapso um edifício
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação Em dados vetoriais, as curvas de feições lineares que são
• Suavização demasiadamente angulosas podem ser suavizadas
aplicando algoritmos de suavização, mantendo apenas as
• Realce tendências mais significativas da linha. Tais processos
• Fractalização adicionam nós ou vértices entre os pontos existentes de tal
• Fusão maneira que fazem a linha inteira parecer mais lisa,
ajudando a reduzir os ângulos acentuados. Normalmente a
• Amalgamação versão suavizada oferece uma representação estética mais
• Colapso agradável.
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação As formas e tamanhos de entidades por vezes precisam ser
• Suavização exagerados ou enfatizados para satisfazer as exigências
específicas de um mapa. Com os processos da generalização
• Realce os objetos lineares podem tornar-se mais lisos, podendo
• Fractalização haver necessidade de realçar partes de objetos que se
• Fusão pretenda evidenciar, como por exemplo curvas em estradas.
A diferença para a transformação exagero, é que o operador
• Amalgamação de realce funciona a maior parte das vezes, com a
• Colapso simbolização de entidades.
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação As entidades tais como linhas de costa são normalmente
• Suavização muito complexas e a sua suavização (ou realce de detalhes)
na escala maior podem ser conseguidos aplicando técnicas
• Realce fractais, onde cada componente individual de uma linha
• Fractalização suavizada na escala maior é uma replica exata do
• Fusão componente da linha na escala menor. A definição fractal da
linha força normalmente os ângulos menores ao longo da
• Amalgamação linha a tornarem-se maiores efetuando a suavização da
• Colapso linha.
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação
Quando a mudança de escala é significativa, por vezes é
• Suavização impossível preservar as características individuais de
• Realce entidades lineares. Então, estas entidades lineares devem
• Fractalização ser fundidas. Esta transformação é chamada fusão. De certo
modo, a fusão é semelhante a agregação pois ambas unem
• Fusão entidades, mas a agregação efetua-se em entidades
• Amalgamação adimensionais, a fusão opera em dados unidimensionais; i.e.
• Colapso pontos versus entidades lineares.

• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação A transformação de amalgamação assemelha-se às
transformações agregação e fusão, mas enquanto estas
• Suavização operam em entidades adimensionais e unidimensionais, a
• Realce amalgamação opera com entidades bidimensionais, ou seja,
• Fractalização áreas. Na amalgamação de áreas num elemento maior, é
frequentemente possível reter as características gerais
• Fusão dessas áreas apesar de uma redução de escala. Por exemplo,
• Amalgamação se um mapa cobrir uma área que contém muitos lagos
• Colapso pequenos, esses lagos podem judiciosamente ser
amalgamados em lagos maiores, e reter as características
• Exagero originais do mapa quando a escala é reduzida.
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação A transformação chamada Colapso, consiste na redução da
• Suavização dimensão de um objeto. Em mapas de pequena escala
• Realce muitos objetos que são representados por polígonos não
podem ser representados proporcionalmente à sua escala.
• Fractalização Em vez disso são representados por pontos ou linhas. Por
• Fusão exemplo, na figura abaixo onde um rio, alarga num lago.
• Amalgamação Quando a escala do mapa é reduzida, as margens do rio
fundem-se. Como o rio, que é representado por uma
• Colapso entidade linear, alarga num lago que é representado por
• Exagero uma entidade poligonal, há um ponto de ramificação, onde
• Tipificação os dois lados do rio podem ser delineados claramente sem
coalescência do espaço entre as duas derivações da linha.
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação é usada para mudar as formas e tamanhos de entidades, de
• Suavização modo que são exageradas para satisfazer as exigências
específicas de um mapa. Isto é frequentemente motivado
• Realce pelo fato do tamanho físico, de muitos objetos do mapa, não
• Fractalização permitir que sejam representados de forma conveniente. O
• Fusão exagero não é mais do que o realce gráfico de características
significativas de entidades do mapa.
• Amalgamação Em mapas de pequena escala, muitos dos objetos que são
• Colapso importantes para serem representados são pequenos na
• Exagero realidade, tal como estradas, edifícios ou pontes então a
sua representação terá que ser exagerada.
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação Tipificação significa que um grande número de objetos
• Suavização discretos com formas similares são representados por um
pequeno número de objetos que tem a mesma forma
• Realce típica. Os objetos tipificados têm que preservar as
• Fractalização características iniciais da distribuição. Aplica-se este
• Fusão operador quando a escala do mapa não permitir uma
representação geométrica exata da entidade. Em alguns
• Amalgamação casos os pequenos objetos isolados de uma classe podem
• Colapso juntar-se em outra classe dominante.
• Exagero Pretende-se assim reduzir a densidade das entidades e o
nível de detalhe, mantendo a distribuição representativa do
• Tipificação padrão e impressão visual do grupo da entidade original. Por
• Deslocamento exemplo, reduzir a importância do detalhe numa rede de
• Refinamento drenagem sem perder a impressão visual desta estrutura.

• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação A transformação espacial chamada deslocamento é usada
• Suavização para evitar a fusão entre entidades, quando a colocação de
duas ou mais entidades no mapa entram em conflito. O
• Realce objetivo é ser capaz de usar simbolização de entidades
• Fractalização mesmo quando a sua colocação física as sobrepõe ou
• Fusão fiquem muito aproximadas. Este processo é terminado
geralmente de forma manual.
• Amalgamação
• Colapso
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação A transformação de refinamento seleciona um número e
• Suavização padrão de entidades que, ou são muito pequenas ou muitas
para serem representadas claramente, e descreve-as de uma
• Realce forma que reduz a complexidade do mapa. Isto é
• Fractalização normalmente feito omitindo as entidades menores, ou
• Fusão entidades que acrescentam pouco à percepção geral do
mapa.
• Amalgamação
• Colapso
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Geométrica
• Simplificação
A anamorfose é uma transformação local de um conjunto de
• Suavização objetos a fim de resolver conflitos de proximidade. A
• Realce anamorfose é composta de deslocamentos e deformações
• Fractalização locais com propagação.

• Fusão
• Amalgamação
• Colapso
• Exagero
• Tipificação
• Deslocamento
• Refinamento
• Anamorfose
Generalização Matricial
Pode-se ter operadores matriciais para a generalização:

• Estrutural (reamostragem de modo a aumentar a dimensão do pixel);


• Numérica (aplicação de filtros);
• Categorização (classificação de imagens – Sensoriamento Remoto);
• Eliminação;
• Amalgamação (Pixels de mesmo valor que estão próximos, porém, não estão
conectados, passam a se conectar);
• Dilatação (Os agrupamentos de pixels são expandidos de acordo com o limiar
proposto);
• Erosão (Aplica-se este operador após a dilatação, removendo pixels espúrios);
Bases Multi-Escala
 Porque ainda se utilizam mapeamento multi-escala? (LOPES, 2005)

• Não há no mercado nenhuma ferramenta eficaz de generalização para produção,


capaz de produzir os conjuntos de dados;

• Não há nenhuma ferramenta para propagar atualizações numa série de conjuntos


de dados obtidos por generalização, os processos de regenerar conjuntos de dados
são caros e requerem muito tempo;

• Quanto menor for a escala, mais curto é o ciclo de atualização. Consequentemente,


se uma empresa de cartografia pretender manter uma só escala (grande), então
tem que frequentemente atualizar com a precisão geométrica mais elevada, para
responder às necessidades de atualização de escalas maiores;
Bases Multi-Escala
 Porque ainda se utilizam mapeamento multi-escala?

• Do ponto de vista da gestão, uma vez que não se pode dispor de duplicação
de esforços que acontecem ao atualizar as diferentes séries de mapas,
como também as inconsistências que podem surgir por este processo.
(?!?!?!)

• Além da visualização da informação geográfica em monitores, os mapas em


papel continuarão a existir, uma vez que são documentos transportáveis
fáceis de manusear e também podem representar mais dados que o
próprio monitor. O mapa como meio de comunicação visual, ainda é o mais
fácil e mais rápido para comunicação de informação geográfica com o
utilizador. (?!?!?!)
Generalização Automática
• Para cada situação de aplicação da generalização cartográfica, utiliza-se da
experiência e subjetividade do cartógrafo, dos objetivos, do conteúdo e da
mudança de escala para se escolher os operadores a serem utilizados;
• Logo, percebe-se a dificuldade da implementação da generalização
automática;
• A generalização automática está ligada fortemente (inseparável) ao projeto
de estruturas de dados, especialmente para as aplicações que exigem
funções de generalização em tempo real;
• Atualmente a generalização “automática” é realizada utilizando operadores
iterativamente, onde a cada iteração o cartógrafo pode visualizar e alterar
os parâmetros dos algoritmos.
Generalização Automática

• Vantagens:
– A descrição da realidade com graus de abstração, variando em
diferentes modelos, ou níveis dentro do mesmo modelo, concentrando-
se na informação essencial para cada grupo de utilizadores ou
finalidades particulares.

– Filtrar o ruído numa imagem ou num mapa e realçar as entidades


essenciais, havendo assim uma quantidade de informação relevante e
legível numa dada escala ou num dado formato.

– Distribuição e acesso eficazes de informação maciça espacial/temporal


através da Internet.
Referências bibliográficas
• Alguns texto são baseados ou retirados na íntegra de:

– D'ALGE, J. C. L. Generalização cartográfica em sistemas de informação geográfica:


aplicação aos mapas de vegetação da Amazônia Brasileira. 2007.132p. Tese (Doutorado)
- Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2007. Disponível em:
http://www.dpi.inpe.br/~julio/arquivos/Tese_JulioDalge.pdf.

– LOPES, J. Generalização Cartográfica. 2005.120p. Dissertação (Mestrado) – Universidade


de Lisboa. Lisboa, 2005.

– MCMASTER, R. B.; SHEA, K. S. Generalization in Digital Cartography. 1. ed. Washington:


Association of American Geographers, 1992. 133p. il. ISBN 8-89291-209- X.

– MENG, L. Automatic generalization of geographic data. Technical Report. VBB Viak,


Stockholm, Sweden. 1997.

– SPINOLA, D. N. Generalização cartográfica em SIG aplicada a um mapa de uso e


cobertura do solo em formato vetorial e matricial. Monografia. Universidade Federal de
Viçosa. 2010.

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