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SENTENÇA DE PRONÚNCIA

2ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre/RS

Processo nº XXX

Vistos.

Paulina de Castro, já qualificada nos autos em epígrafe, foi denunciada como


incursa nas penas do artigo 121, §2º, I, III e IV c/c artigo 61, II, alíneas a, c, d, e do Código
Penal, pois, no dia XX de XXXX de XXXX, por volta das 21h, na residência situada na rua Z, nº
Y, bairro W, nesta Comarca, teria matado seu pai, Juiz Fulano de Tal, conforme demonstra o
laudo necroscópico de fls. X.

Consta que a ré, desconfiando de que poderia perder a herança advinda de seu pai
em virtude de possível casamento com a então namorada da vítima, Narjana Amorim, deliberou
matá-lo, envenenando-o e, posteriormente, desferindo-lhe um tiro, quando já sem vida.

Recebida a denúncia no dia XX, foi a acusada citada (fls. X) e ofereceu defesa
prévia (fls. X), representada por defensor constituído.

Durante a instrução, foram ouvidas 08 testemunhas de acusação (fls. X) e 08 de


defesa (fls. X), interrogando-se a ré (fls. X).

Nos debates orais, o representante do Ministério Público requereu a Pronúncia da


acusada, nos termos da denúncia, por entender provadas a materialidade e a autoria da infração
penal. A defesa por sua vez, sustentou problemas psíquicos da acusada, implicando na
inimputabilidade ou semi-imputabilidade da mesma e consequente absolvição sumária, bem
como, alternativamente, o afastamento das qualificadoras, que não teriam sido abrangidas pelo
dolo da acusada.

É o relatório. Decido.
A ré deve ser Pronunciada para ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri,
tendo em vista estarem presentes os requisitos do artigo 413 do Código de Processo Penal.

A materialidade é induvidosa (laudo de fls. Y) e não foi nem mesmo motivo de


controvérsia nos autos.

Quanto à autoria, incialmente houveram dúvidas. Contudo, ao final, após o


recolhimento de provas e posterior laudo pericial, restou clara e totalmente comprovada ao
acusar a ré que, posteriormente, alegou problemas psíquicos a fim de eximir-se da imputação do
crime.

Ante o exposto, julgo procedente a denúncia e pronuncio Paulina de Castro,


qualificada a fls. W, para ser submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri, como incursa nas
penas do art. 121, §2º, I, III e IV do Código Penal.

Não poderá aguardar julgamento em liberdade, pois não preenche os requisitos do


art. 413 do Código de Processo Penal, ou seja, necessário faz-se a prisão preventiva, com fulcro
no art. 312 do Código de Processo Penal.

Publique-se.

Registre-se.

Intime-se.

Porto Alegre, 13 de junho de 2019.

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Juíza de Direito

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