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DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO...

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DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO PARA A CULTURA DA BANANEIRA(1)
Fábio Henrique Tavares de Oliveira(2), Roberto Ferreira Novais(3), Víctor Hugo Alvarez V.(3) & Reinaldo Bertola Cantarutti(3)

RESUMO
As recomendações de adubação para a cultura da bananeira devem ser mais confiáveis do ponto de vista técnico e, principalmente, mais propensas a ajustes com bases científicas, em relação às tabelas. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um sistema para estimar doses de nutrientes a serem recomendadas para a cultura da bananeira (FERTICALC®-Bananeira), por meio da modelagem do balanço nutricional. O balanço nutricional é obtido pela diferença entre o requerimento do nutriente pela cultura e seu suprimento pelo solo e resíduos vegetais. Se o requerimento for maior que o suprimento, recomenda-se a aplicação de fertilizante; se for inferior ou igual ao suprimento, não se recomenda a aplicação de fertilizante. Simulações mostraram que as doses de nutrientes a serem recomendadas pelo FERTICALC®-Bananeira aumentam continuamente com o aumento da produtividade esperada e com a diminuição dos teores desses nutrientes no solo, sendo maiores no primeiro ciclo e menores a partir do segundo ciclo. Considerando a lógica envolvida em sua constituição e as variáveis utilizadas na modelagem do FERTICALC®-Bananeira, este sistema constitui importante alternativa para recomendação de adubação para a cultura da bananeira. Termos de indexação: banana, balanço nutricional, requerimento de nutrientes, suprimento de nutrientes, modelagem.

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Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor apresentada, ao Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Universidade Federal de Viçosa – UFV. Recebido para publicação em novembro de 2003 e aprovado em novembro de 2004. (2) Professor Adjunto do Departamento de Solos e Engenharia Rural do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Campus Universitário, CEP 58397-000 Areia (PB). E-mail: fabio@cca.ufpb.br (3) Professor do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa – UFV. Av. PH Rolfs s/n, CEP 36570-000 Viçosa (MG). E-mail: rfnovais@ufv.br; vhav@ufv.br; cantarutti@ufv.br

R. Bras. Ci. Solo, 29:131-143, 2005

mas apresentam a desvantagem de não considerarem que as doses recomendadas dos nutrientes variam continuamente com a produtividade esperada. 1999. a modelagem permite a evolução segura de um sistema de recomendação de adubação. 2002). when it is lower or equal to the supply. Essas simplificações normalmente envolvem diminuição no nível de detalhes e desconsideração de processos que quantitativamente são de menor importância. 2000). As tabelas utilizadas no País que recomendam a adubação para a cultura da bananeira têm seus méritos. 1996. 1998b).. Dourado Neto et al. Novais & Smyth. Bras. revelar lacunas no conhecimento vigente e fornecer caminhos para futuras pesquisas (Rao et al. 1995. Essas tabelas apresentam forte empirismo envolvido na sua constituição e a falta de perspectivas futuras quanto a uma evolução mais bem sustentada cientificamente (Novais & Alvarez V. Um bom modelo deve ser resultante de uma combinação ideal entre mecanicidade (complexidade) e empirismo (simplicidade) e deve demandar poucas informações. Geypens & Vandendriessche. Baixas produtividades da bananeira muitas vezes estão associadas à utilização de solos de baixa fertilidade e ao suprimento inadequado de nutrientes durante o ciclo da cultura (Borges et al. When the demand is higher than the supply. Passioura. Oliveira. López M. 2000. são classificados em mecanísticos e empíricos. mas suficientemente complexo. 1996). 2002). nutrient supply. em relação às tabelas. Ci. 2002. Quanto à complexidade. propõe-se que as recomendações de adubação para a cultura da bananeira sejam mais confiáveis do ponto de vista técnico e. sem se referirem aos processos envolvidos. para permitir sua utilização mais abrangente (Dourado Neto et al. & Espinosa M. os modelos matemáticos.b). fertilizer application is not recommended. 29:131-143. desta maneira. Nos modelos mecanísticos. 1995). nutrient demand. A system was developed to estimate recommendable nutrient doses for banana (FERTICALC®Bananeira). os processos são quantificados com base no conhecimento científico atual. Dourado Neto et al. Os modelos empíricos consistem de funções que descrevem relações entre variáveis. em geral. Dessa forma.. uma vez que as plantas apresentam crescimento rápido e acumulam quantidades elevadas de nutrientes (Lahav. 1998a. muitas vezes. Oliveira. Solo. A modelagem pode. Tomé Júnior. SUMMARY: DEVELOPMENT OF A FERTILIZATION RECOMMENDATION SYSTEM FOR BANANA PLANTATIONS Fertilizer recommendations for banana plantations should be technically sound and.. R. Isso torna o modelo suficientemente simples. mediante o desenvolvimento e utilização de sistemas para recomendação de adubação baseados em modelos matemáticos (Tomé Júnior & Novais. tornando-os bastante complexos e demandando dados que. by means of modeling nutrient balance.. Simulations showed that the recommendable nutrient doses by the FERTICALC®-Bananeira increase continuously with the expected productivity rise and the reduction of nutrient contents in the soil that are higher in the first cycle and lower from the second cycle on.. são dificilmente obtidos na prática. 2004). This nutrient balance is obtained by the difference between the crop nutrient demand and supply through soil and plant residues. mainly. principalmente. algumas pressuposições podem ser simplificadas e incorporadas a modelos mecanísticos.. por sugerir mudanças cada vez mais refinadas. INTRODUÇÃO Dentre os diversos fatores que influenciam o crescimento e o desenvolvimento da bananeira. o que diminui bastante a quantidade de informações exigidas para alimentar o modelo (Rao et al. 1996. Para recomendação de adubação. nutrient balance. 1982. Index terms: banana. The FERTICALC®-Bananeira represents an important alternative for the recommendation of fertilizers for banana plantations due to the underlying logic and variables. mais propensas a ajustes com bases científicas. com o teor e com a capacidade tampão do nutriente no solo (Oliveira. pela fundamentação lógica de sua constituição. more adjustable on a scientific base than the usual recommendation tables. 2005 . fertilizer application is recommended. para permitir seu entendimento e utilização. as quais não devem ser de difícil obtenção na prática.132 Fábio Henrique Tavares de Oliveira et al. 1999). modeling.. Sua estrutura deve ser flexível o suficiente para permitir a introdução de novas informações ou idéias. 1982. a nutrição é decisiva para obtenção de alta produtividade.. Os modelos apresentam uma síntese lógica do conhecimento sobre o sistema de produção e fornecem descrições quantitativas dos processos que nele acontecem.. à medida que o conhecimento científico for evoluindo (Boote et al. 1998a. 1996. Monteith. Assim.

três indivíduos (mãe-filho-neto) compondo uma “família”. a planta-filha terminará seu crescimento e. No FERTICALC® -Bananeira. 2002). com vistas em utilizar a menor quantidade possível de informações para alimentá-lo (“inputs”). 1995). 2000). coqueiro (Rosa. Para desenvolver o FERTICALC ®-Bananeira buscaram-se. encerrase o segundo ciclo. desenvolver e produzir. sendo obtido pela diferença entre o requerimento do nutriente pela cultura e seu suprimento pelo solo e pelos resíduos vegetais. soja (Santos. 1999). Dessa forma. não somente porque as quantidades de nutrientes acumuladas nestas partes das plantas são diferentes. em cada touceira. 2000). após a decomposição dos resíduos. não se contabilizam as quantidades de nutrientes imobilizados nos perfilhos desbastados. O FERTICALC ®Bananeira expressa tanto o requerimento (REQ) quanto o suprimento do nutriente (SUP) em termos de dose. encerra-se o primeiro ciclo de produção. de modo que. 1999. que é a quantidade de matéria seca produzida por unidade de nutriente MATERIAL E MÉTODOS Desenvolvimento do sistema Na modelagem do Sistema para Recomendação de Adubação para a Cultura da Bananeira (FERTICALC ®-Bananeira). 1985). esses valores são pequenos e que esses nutrientes voltarão ao solo e depois serão contabilizados na análise de solo. tomate (Mello.. 2005 . o requerimento de cada nutriente é calculado com base na demanda da R. o FERTICALC®-Bananeira considerou separadamente dois grupos de cultivares: AAA e AAB. geralmente. 2003) e pastagem (Santos. Estabelecida a produtividade esperada. A partir de dados de acúmulo de matéria seca e de nutrientes em diversas partes da bananeira (Oliveira. Se esta diferença for positiva (requerimento maior que suprimento). 2002). 2002). Souto et al. o qual satisfaz os princípios das leis gerais da adubação.DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO. 1973) e. Com a colheita do cacho da planta-mãe. Depois. quantitativamente. mais recentemente. cana-de-açúcar (Freire. 2000). 29:131-143. milho (Carvalho. café (Prezotti. 2003). As recomendações a partir do FERTICALC®Bananeira baseiam-se no balanço nutricional entre perdas e ganhos de nutrientes no sistema soloplanta. no Brasil.. Solo. por ocasião da colheita. esse sistema depende inicialmente de informação sobre a produtividade esperada (Figura 1).. obtém-se a produção do terceiro ciclo e. Uma vez que o crescimento e o acúmulo de nutrientes pela bananeira dependem do grupo genômico do cultivar. Os dados encontrados na literatura fornecem informações apenas sobre a parte da planta-mãe exportada e a restituída ao solo. assim. não se recomenda a aplicação de fertilizante. o sistema estima a quantidade de matéria seca da parte da planta que será exportada e da que será restituída ao solo (Quadro 1). Com a colheita do cacho da planta-neta. 2002). algodão (Possamai. parte dos nutrientes imobilizados nessa biomassa é exportada (“ráquis feminina” + engaço + frutos). para calcular a necessidade de adubação para eucalipto (Barros et al.(1) No FERTICALC®-Bananeira. Para estimar o requerimento de um nutriente pela cultura. cultura para atingir determinada produtividade esperada por ciclo de produção. de modo que suas doses recomendadas variem continuamente com a produtividade esperada e com os teores e capacidade tampão dos nutrientes no solo. se for negativa ou nula (requerimento inferior ou igual ao suprimento). devendo ser a diferença entre ambos igual à dose recomendada (DR) do nutriente via fertilizante: DR = REQ – SUP Eq. calcularam-se os valores médios de coeficiente de utilização biológica (CUB. A bananeira é uma planta perene que apresenta perfilhamento. simultaneamente. com a colheita de seu cacho. Este trabalho teve como objetivo desenvolver um sistema para recomendação de adubação para a cultura da bananeira. A discriminação da planta em biomassa exportada e restituída ao solo é fundamental. por meio da modelagem do requerimento e do suprimento de nutrientes. arroz irrigado (Raffaeli. 133 Um método eficiente e de boa exatidão para estimar a necessidade de adubação de uma cultura. Esse método tem sido recomendado para calcular a necessidade de adubação nitrogenada para a cultura do milho nos Estados Unidos (Stanford. mas a restante (rizoma + pseudocaule + folhas + coração + “ráquis masculina”) é restituída ao solo. na medida em que novas informações fossem publicadas na literatura ou produzidas pelo próprio usuário. Para a bananeira crescer. foram combinados modelos mecanísticos e empíricos. Novais et al. por considerar que. 2001. Por ocasião da colheita. é o do balanço nutricional. bananeira (Oliveira. sem prejudicar a exatidão das recomendações. são conduzidos. 2001). 2002). dados de crescimento e acumulação de nutrientes nas diversas partes da planta (Oliveira. 2002). recomenda-se a aplicação de fertilizante. ela terá de acumular quantidades elevadas de nutrientes nos tecidos vegetativos e reprodutivos.. as recomendações de adubação geradas pelo FERTICALC-Bananeira® serão diferenciadas entre o primeiro ciclo de produção e os demais (Martin-Prével. mas também pelo fato de a biomassa restituída ao solo após a colheita ser importante fonte de nutrientes para as plantas que permanecem na área e para a manutenção da fertilidade do solo. Bras.. sucessivamente (Alves & Oliveira. Ci. na literatura. O FERTICALC®Bananeira também foi estruturado de modo a permitir sua atualização.

.37 + 330.4 t ha-1 Matéria seca restituída ao solo(3) ˆ y = 3.3 t ha-1 0.943 6 AAA 0. de modo que a demanda nutricional.7 t ha-1 ˆ y = 2.764). O requerimento de um nutriente pela bananeira é igual à dose desse nutriente necessária para atender à demanda da cultura. ∀ 14.177. sem contabilizar seu suprimento pelo solo. Considerando que a demanda de crescimento vegetativo da planta-mãe no primeiro ciclo é a mesma para o crescimento vegetativo da família nos ciclos seguintes (Oliveira. ∀ x > 32. R. após o primeiro ciclo. (2) Matéria seca exportada = “ráquis feminina” + engaço + frutos.5 t ha-1 ˆ y = -6.423 + 194.148**x. para cultivares dos grupos AAA e AAB Grupo Equação Matéria seca exportada(2) AAA R2 n(1) ˆ y = 2. encontram-se. 2005 . no qual se conduz. em cada touceira.5 t ha-1 ˆ y = -286.598. não depende apenas da demanda de exportação.313. ∀ x ≥ 9.216.7 ≤ x ≤ 39. 1991) e multiplica-se o teor do nutriente nas “plantas-mãe” por um fator de 1.0 t ha-1 0. ∀ x < 14. Ci. Em seguida.4 % da biomassa da família (Neves et al.846. ∀ x < 16. Equações de regressão que estimam as quantidades de matéria seca exportada e restituídas ˆ ao solo ( y .3089 (1/0.638. dando como resultado a demanda nutricional de um bananal por determinado nutriente no primeiro ciclo. uma “família” (mãefilha-neta) de plantas. em cada touceira. considera-se que a biomassa da “planta-mãe” na colheita representa cerca 76.827**x. em kg ha-1). três plantas em diferentes estádios de desenvolvimento (uma “família”). de acordo com a produtividade esperada (x. ∀ x < 16. 29:131-143.287**x. Quadro 1. = Conteúdo do nutriente na matéria seca exportada = Conteúdo do nutriente na matéria seca restituída ao solo + Conteúdo do nutriente nas “plantas-mãe” x x Fator que transforma conteúdo do nutriente na “planta-mãe” em conteúdo do nutriente na família = Demanda nutricional de um bananal por determinado nutriente ÷ Taxa de recuperação pela bananeira do nutriente proveniente do fertilizante = Requerimento de um bananal por determinado nutriente Figura 1.037.981 9 AAB 0. ∀ 16. respectivamente.0 t ha-1 ˆ y = 15.718 7 Fonte: Adaptado de Oliveira (2002). considerando as partes da planta exportada e restituída ao solo (Quadro 2). e somando esses dois valores. Produtividade esperada Equação de regressão Quantidade de matéria seca exportada Equação de regressão Quantidade de matéria seca restituída ao solo ÷ CUB do nutriente na matéria seca exportada ÷ CUB do nutriente na matéria seca restituída ao solo acumulado) para cada nutriente.5 t ha-1 ˆ y = 1.89 + 605. (3) Matéria seca restituída ao solo = rizoma + pseudocaule + folhas + coração + “ráquis masculina”. no campo.903 + 177.3 t ha-1 ˆ y = 12. chega-se ao conteúdo do nutriente em cada uma dessas partes. o requerimento é calculado. a bananeira continuará apresentando crescimento vegetativo e reprodutivo.134 Fábio Henrique Tavares de Oliveira et al. ∀ x < 9. * e ** Significativos a 5 e 1 %. (1) Número de pares de dados utilizados para ajustar os modelos. Dividindo as quantidades de matéria seca exportada e restituída ao solo pelos respectivos valores de CUB do nutriente. geralmente. A partir do segundo ciclo. dividindo-se esse valor pela taxa de recuperação pela bananeira do nutriente proveniente do fertilizante (Quadro 3). calcula-se a demanda do nutriente pelas “famílias” (mãe-filha-neta) do bananal (Figura 1). em t ha-1).109**x. Solo. Fluxograma que indica como se estima o requerimento de um bananal por um nutriente no primeiro ciclo de produção. visto que. mas também da demanda de crescimento vegetativo.5 ≤ x ≤ 32. Bras. Obtido o valor da demanda nutricional. ∀ x > 39.4 t ha-1 ˆ y = 21. ∀ x ≥ 16. Para isso.604 7 AAB ˆ y = 7.947. chega-se ao conteúdo do nutriente nas “plantas-mãe”.

Os solos contêm quantidades variadas de nutrientes que podem suprir.4 1.45 0.45 0.9 65. quantitativamente. esse suprimento é pequeno em relação ao requerimento de nutrientes do bananal. 2002). No caso do S. 2000). B e Zn. espera-se que o teor de matéria orgânica do solo aumente ou.80 de bananeira obtida no ciclo anterior.3089. deve-se utilizar uma fonte solúvel e aplicar toda a dose na cova de plantio junto com o ® esterco..1 626. em HOAc 2 mol L-1 ou em H2O (S) e água quente (B).DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO. K e Zn).224.4 123. para P. Taxa de recuperação pela bananeira do nutriente proveniente do fertilizante (TRBN). No caso do P. utiliza-se. parcial ou totalmente. Em virtude da falta de informações da pesquisa. Assim. por ser a contribuição do solo para o suprimento desse nutriente à bananeira pequena em relação à sua demanda e por não se ter utilizada.0 87.35 0. DTPA (Zn). Portanto.923. O suprimento de nutrientes provenientes da matéria orgânica do solo não é contabilizado. no FERTICALC -Bananeira. porque a matéria orgânica nativa de solos tropicais.5 167. et al. 1996). caso esse adubo venha a ser utilizado para suprir parte da demanda de N da bananeira.452. O suprimento de N do solo não é contabilizado pelo sistema.388.35 0. A CT exerce grande influência na disponibilidade de alguns nutrientes (P. Quadro 3. S e Zn.5 941.4 40.5 1.0 54.1 42. considera-se que o usuário tem condições de parcelar as doses desses nutrientes pelo menos a cada quinze ou trinta dias. apenas não considerando o fator de 1. Solo.6 888.9 38.0 77.006.7 793. separadamente. o suprimento de um nutriente oriundo do solo e dos resíduos vegetais. KCl (Ca e Mg).166. análise química de N do solo para fins de recomendação de adubação.521.299. seja mantido em relação ao seu teor original. Bras. 135 Quadro 2. 2005 .9 1.624.8 39. No FERTICALC ®-Bananeira.80 0. apresenta maior estabilidade (Duxbury et al.1 1. Ca(H2PO4)2 500 mg L-1 de P.0 Fonte: Adaptado de Oliveira (2002).0 89.4 122. A análise química é a ferramenta mais adequada e utilizada para avaliar a disponibilidade de nutrientes no solo.5 702. O suprimento de nutrientes é estimado a partir dos teores desses nutrientes indicados na análise química de solo e o proveniente dos resíduos vegetais a partir da produtividade R. para Ca e Mg. admite-se que. considera-se que todos esses nutrientes são provenientes de uma fonte solúvel e aplicados localizadamente. esses valores esperados das TRBN. Ci.65 (1) 0.535. Quantidade (Q) e Capacidade Tampão (CT) (Alvarez V.849. considera-se que o mesmo será fornecido na forma de superfosfato simples. 1989) e.0 109. 29:131-143. é necessário que se considere a CT desses nutrientes no solo para uma adequada estimativa de sua disponibilidade.0 45.9 1.. O FERTICALC®-Bananeira estima. Coeficientes de utilização biológica de nutrientes. para bananeiras dos grupos AAA e AAB Coeficiente de utilização biológica (CUB) Grupo N P K Ca kg -1 Mg S B Zn ___ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ _ __ __ __ __ __ ____ kg __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ ___ __ __ __ __ __ __ __ _ _ __ __ __ __ __ __ ___ __ __ __ __ __ __ __ __ _ __ __ __ __ __ __ __ __ ___ __ _ _ __ __ __ __ __ __ __ _ __ __ __ __ __ __ __ ____ _ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ Biomassa exportada AAA AAB 110.0 926. a demanda do bananal. particularmente dos mais argilosos.0 153.0 1. para os nutrientes considerados no FERTICALC® .0 66. o mesmo fluxograma utilizado para o primeiro (Figura 1).. no FERTICALC®-Bananeira. ® No FERTICALC -Bananeira.7 102. Resina (P.Bananeira(1) Nutriente N P K Ca Mg S B Zn ___ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ kg __ __ __ __ __ ____ __ __ __ __ __ __ __ kg -1 (2) _________________________________________________________ 0. deve-se fazer a calagem em toda a área. no sistema. antes da instalação de um bananal. a partir do segundo ciclo..379.80 0. recomenda-se adubação para todos os macronutrientes e apenas para os micronutrientes B e Zn. pelo menos. Com isso. S e Zn) e na de outros (K. Ca. esses valores são arbitrários e precisam ser confirmados em futuras pesquisas.2 41. Mg e B) essa influência é pequena ou desprezível. Os extratores mais utilizados no País para análise química dos nutrientes considerados no sistema são o Mehlich-1 (P.785. são para a aplicação localizada de uma fonte solúvel desses nutrientes.160. Quanto ao Ca e ao Mg. ou na forma de sulfato de amônio. (2) Para N e K. A disponibilidade de um nutriente é resultante da ação integrada dos fatores Intensidade (I). K. considera-se que. Prem (Alvarez V. por ocasião da adubação fosfatada. O efeito da CT na disponibilidade desses nutrientes pode ser estimado pelo fósforo remanescente. até então. incorporando o calcário dolomítico em todo o volume de solo da camada de 0–20 cm.. Ca e Mg).0 Biomassa restituída ao solo AAA AAB 107.

NFA Eq. A próxima variável que deverá ser informada ao FERTICALC®-Bananeira é a fração desses nutrientes que será mineralizada no período entre os dois ciclos de produção da bananeira (FM). (2)Fator para transformar mg ha-1 em kg ha-1). é preciso informar ao FERTICALC®Bananeira a produtividade obtida no ciclo anterior.1000. Dados experimentais mostraram que. Vitti & Ruggiero. multiplica-se o valor obtido pelo volume de solo explorado pelas raízes (VSER. A quantidade de nutrientes imobilizados na biomassa da bananeira na época da colheita é muito elevada e cerca de 59 a 69 % de sua biomassa retorna ao solo após a colheita do cacho (Oliveira. Como o teor de um nutriente indicado na análise química de solo é um índice de disponibilidade e não seu teor realmente disponível.136 Fábio Henrique Tavares de Oliveira et al. Para P.NFA = 461. 1998. Araya & Blanco. Bras. R. Dividindo a quantidade de matéria seca restituída ao solo pelo CUB do nutriente nessa matéria seca (Quadro 2).70 m a partir do pseudocaule (Avilán R. Araya et al. utiliza-se. et al. 2002).72. Solo. 1985. o sistema também contabiliza o suprimento de nutrientes provenientes dos resíduos vegetais. Keshava Murthy & Iyengar. respectivamente (Oliveira.8141. não há mudança quanto à estimativa do suprimento de nutrientes pelo solo. 29:131-143. Ci. 1997. ( (1) Os teores de todos os nutrientes deverão ser expressos em mg dm-3. S e Zn. divide-se o teor de um nutriente indicado na análise de solo pela respectiva taxa de recuperação do extrator (TR EX ) desse nutriente aplicado ao solo (Quadro 4). Fornecendo o grupo genômico do cultivar e a produtividade obtida no ciclo anterior. o sistema utiliza equações de regressão (Quadro 1) para estimar a quantidade de matéria seca restituída ao solo. cujas restituições ao solo podem chegar a 94 e 89 %. com destaque para o Ca e o Mg. 2001). em dm3 ha-1) e depois divide-se o resultado por um milhão (para transformar mg ha -1 em kg ha -1). valores médios de TREX (Quadro 4). para cada nutriente e extrator. uma vez que esses resíduos se decompõem rapidamente e servem como fonte de nutrientes para as plantas remanescentes da “família” (Martin-Prével. 2000. obtendo-se o suprimento do nutriente proveniente do solo (kg ha-1) (Figura 2). dez semanas após a deposição do pseudocaule na superfície do solo. no FERTICALC®-Bananeira. 2005 . A partir do segundo ciclo. O valor de VSER depende da profundidade efetiva do sistema radicular e da superfície do solo efetivamente explorada pelas raízes. Em seguida. obtém-se o conteúdo do nutriente nos resíduos da bananeira. 1982. Seguindo a mesma tendência. 1995).π. Considerando que a bananeira apresenta densidade elevada de raízes ativas para a absorção de nutrientes até uma profundidade média de 0. o valor de VSER é dado pela expressão: VSER = 0.3. o CUB de cada nutriente na matéria seca restituída ao solo e a fração desses nutrientes que será mineralizada no período entre o ciclo anterior e o ciclo seguinte (Figura 3). ainda é levada em consideração a CT do solo estimada pelo Prem. Vargas & Flores. Fluxograma que indica como se estima o suprimento de um nutriente proveniente do solo.. mais da metade dos nutrientes acumulados na planta retornam ao solo. 2002). Garcia. de modo que o FERTICALC®-Bananeira adota o mesmo procedimento utilizado no primeiro ciclo (Figura 2).(2) em que VSER é dado em dm3 ha-1 e NFA é o número de famílias por hectare.30 m e até um raio médio de 0.0. houve uma mineralização de cerca de 33 % de sua matéria seca Teor do nutriente disponível indicado na análise de solo(1) ÷ Taxa de recuperação pelo extrator do nutriente aplicado ao solo = Quantidade do nutriente suprida por 1 dm3 de solo x x Volume de solo explorado pelas raízes = Quantidade do nutriente suprida pelo volume de solo explorado pelas raízes ÷ 1. Com base em dados de literatura. Em um programa de recomendação de adubação para a bananeira. obtendo-se a quantidade do nutriente suprida pelo solo (mg dm-3).000(2) = Suprimento do nutriente proveniente do solo Figura 2. no FERTICALC®Bananeira (Figura 2). Como o suprimento de nutrientes para o bananal a partir do segundo ciclo não é proveniente somente do solo. Para estimar o suprimento de um nutriente oriundo dos resíduos da bananeira. a partir do segundo ciclo. 1985.. deve-se contabilizar o suprimento de nutrientes provenientes dos resíduos vegetais da bananeira.000.

Fluxograma que indica como se estima.0.932 K Ca Mg S B Zn ˆ y = 0. Mello (2000). de modo que a restituição dos nutrientes desses resíduos será contabilizada em análises de solo posteriores.419**x 0 .834 0. a partir do segundo ciclo de produção.7661 ˆ y = y = 0. 2005 .01216**x ˆ y = 0.. utilizam-se os mesmos valores de TREX encontrados para o KCl e Mehlich-1.002339 x + 0. em mg L-1)(1) N u trien te E xtr ator E qu a ção R2 P M eh lich -1 Re sina M eh lich -1 Re sina KCl Re sina KCl Re sina C a(H 2 P O 4 ) 2 + H O Ac C a(H 2 P O 4 ) 2 + H 2 O Á gu a quente M eh lich -1 DTPA ˆ y = 0. Taxa de recuperação pelo extrator do nutriente aplicado ao solo ( y.0410 + 0. (1) Em virtude da falta de dados para Ca e Mg extraídos pela resina. Flores & Vargas (1994) encontraram um valor de aproximadamente 47 % nesse mesmo período e um valor de 75 % em trinta semanas. Bras. em mg dm-3/ mg dm-3). o suprimento de um nutriente proveniente dos resíduos da bananeira (matéria seca restituída ao solo = rizoma + pseudocaule + folhas + coração + “ráquis masculina”). no FERTICALC ®-Bananeira. 1973).7989 ˆ y = 0.7661 ˆ y = y = 0. Ci. respectivamente.002339 n s x + 0. (2001) e Santos (2002). exceto para o K e o Zn.0001198**x ns 2 0.3603 . Com base nisso. calcula-se o suprimento do nutriente para a bananeira (SUP) pela expressão: SUP = SUPSO + SUPRE Eq. 137 ˆ Quadro 4. com o fósforo remanescente (x. e Zn pelo DTPA.694 0. Os trabalhos desses autores mostraram que.932 0.8020 ˆ y = y = 0. que é igual ao suprimento do nutriente proveniente dos resíduos da bananeira (Figura 3). R.01712**x ˆ y = y = 0. obtém-se a quantidade desse nutriente no solo.836 0. os valores das frações dos nutrientes mineralizados são semelhantes aos obtidos para a matéria seca.681 0.. variável.7559 ˆ y = y = 0.2233 + 0. (Turner & Barkus. ns e ** não-significativo e significativo a 1 %. Solo. Multiplicando o conteúdo do nutriente na matéria seca restituída ao solo pelo seu respectivo valor de FM. respectivamente.4521 ˆ y = 0. (3) Substituindo os valores de REQ (Figura 1) e de SUP (Equação 3) na equação 1.7989 ˆ y = y = 0.06728 + 0. Morais (1999). Ferreira et al. 1 2 8 0 9 9 ˆ y = y = 0.DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO. são indicadas as frações dos nutrientes que serão mineralizados no período compreendido entre os dois ciclos de produção (Quadro 5).01700**x ˆ y = 0. de modo geral.0. A fração dos resíduos que não mineraliza no período entre dois ciclos de produção será mineralizada no ciclo posterior. ou não. Produtividade obtida no ciclo anterior Equação de regressão Quantidade de matéria seca restituída ao solo ÷ CUB do nutriente na matéria seca restituída ao solo = Conteúdo do nutriente na matéria seca restituída ao solo xx Fração do nutriente na matéria seca que será mineralizada entre dois ciclos = Suprimento do nutriente proveniente dos resíduos da bananeira Figura 3. obtém-se a dose recomendada do nutriente (DR). Para folhas. proveniente dos resíduos da bananeira. Uma vez estimados o suprimento do nutriente proveniente do solo (SUPSO) e o dos resíduos vegetais (SUPRE).0001198**x 2 Fonte: Adaptado de Souza (1999). 29:131-143.3603 .

R. Solo.0004796x 2 K S B Zn Fonte: Adaptado de Prezotti (2001). calcula-se o valor de DRC. do Prem.65 (1) 0. é possível estimar a concentração de P no solo da cova.064 m 3 x 1. também. o efeito residual do P aplicado na cova. recomenda-se uma dose de 300 mg dm-3. S. que deverá ser acrescentado à estimativa do suprimento de P no segundo ciclo: SUP2º Ciclo = SUPSO + SUPRE + SUPP-Residual Eq.0.40 x 0. Sabendo o NiCriIMP do elemento no solo e o volume de solo da cova. K. Em virtude da carência de dados experimentais. Embora seja difícil prever a quantidade de P que a planta absorverá exclusivamente do solo da cova. Para o primeiro ciclo.92–1.55 0. Níveis críticos de implantação de P. As estimativas das DRs dos nutrientes pelo FERTICALC®-Bananeira baseiam-se.40 m e uma população de 1. No FERTICALC®-Bananeira. Tomando como exemplo um solo com 1.60 0. com o fósforo remanescente (x. As DRCs visam atender aos níveis críticos de implantação (NiCriIMP) da bananeira. em mg L-1)(1) Nutriente Extrator Mehlich-1 Resina Mehlich-1 Resina Ca(H 2 PO 4 ) 2 + HOAc Água quente Mehlich-1 Equação P ˆ y = 90. em mg dm-3). Freire (2001) e Rosa (2002) estimaram.42 g m-3. Ci.00936x + 0. esses valores precisam ser confirmados em futuras pesquisas. ˆ Quadro 6. ou não. Bras. (4) Quadro 5. para Mehlich-1 ou resina. para os nutrientes considerados pelo FERTICALC®-Bananeira(1) Nutriente N P K Ca Mg kg-1 S B Zn ___ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ kg __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ _ _ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ _ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ __ 0.31 + 1. em função do teor de P inicial (Ci). não será feita adubação do substrato da cova. Havendo necessidade.585 . considera-se que os mesmos são supridos suficientemente pela calagem realizada antes do plantio.42 mg dm-3 = 424. nesse sistema utilizam-se valores de NiCriIMP recomendados para outra cultura perene. Considerando covas com 0.55 0.01216(Prem)] = 424.1138x 2 ˆ y = 101. Para P.92 mg dm-3) diminuirá com o tempo. graças à passagem de P lábil para não-lábil (Novais & Smyth.9 mg L-1.85 0.87x ˆ y = y = 200 ˆ y = y = 190 ˆ y = 10. é adicionada à cova uma quantidade elevada de P. mesmo que a DR seja menor que a DRC. obtém-se o “suprimento de P residual” (SUPP-Residual. em grande parte. variável. Para Ca e Mg. colocando parte delas na cova de plantio (DRC) e o restante parcelando ao longo do ciclo de produção (DRP).3018x + 0. Adaptando o modelo sugerido por esses autores.4412 . B e Zn ( y.50 0.600 plantas ha-1 = 43.30 Valores baseados em dados de Turner & Barkus (1973) e Flores & Vargas (1994). Para atender ao NiCriIMP de P (Quadro 6).600 plantas ha-1. Pela falta de dados específicos a esta cultura. (1) Para N.46 kg ha-1 de P.42 g m -3 x 0. as DRs deverão ser divididas. após determinado tempo (Ct). em kg ha-1). 1999). 2005 .0.138 Fábio Henrique Tavares de Oliveira et al. aplica-se a DRC no plantio.60 0. A DRC será = (189.40 x 0. no caso o café (Quadro 6).92 mg dm-3.89)/[0. A concentração de P no solo da cova de plantio (189.539x ˆ y = y = 0. 29:131-143. 1999) e à absorção de P durante o primeiro ciclo da bananeira. estima-se o valor de Ct.89 mg dm-3 de P-Mehlich-1 e Prem = 30. Dividindo-se o valor de Ct (mg dm-3) pela TREX (mg dm-3/mg dm-3) e multiplicando o resultado pelo volume de solo da cova (dm3 cova-1) e pelo número de covas por hectare e dividindo-se o resultado por 106. o NiCriIMP pelo Mehlich-1 será de 189. no FERTICALC®-Bananeira. no acúmulo de nutrientes absorvidos pela planta desde seu plantio até à colheita.06728 + 0. da DRC e do tempo (Quadro 7). a quantidade aplicada em um hectare será de 424. o fertilizante fosfatado deverá ser aplicado na superfície do solo próximo ao menor rebento da touceira.8 + 1. não considerando a absorção de P pela planta (Novais & Smyth. A partir do segundo ciclo. Fração do nutriente nos resíduos da bananeira mineralizada no período entre dois ciclos (FM).1808 ˆ y = 1.

Realizaram-se simulações para verificar as variações das doses dos nutrientes recomendadas em função da produtividade esperada e do teor desses nutrientes no solo.419(Prem) 0. Ci. Solo. multiplica-se esse valor pelo volume de solo da cova (64 dm3). A partir do terceiro ciclo.45 kg ha-1 de P Simulações do sistema Para realizar simulações com o FERTICALC®Bananeira.600)/106 = 27.0 t ha-1 e menor fora dela. enquanto a produtividade esperada for baixa o suficiente para causar um valor de DR menor que DRC (Figura 4).DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO. as declividades das curvas diminuem quando a produtividade esperada é superior a 32. as doses recomendadas podem ser diferentes. variou-se a produtividade esperada de 16. para os mesmos teores desses nutrientes no solo (Figuras 6 e 7). em mg L-1). Quanto à variação das doses dos nutrientes em razão de seus teores no solo.01216(Prem)] = 265. A DR de P2O5 no primeiro ciclo não varia.20 kg ha-1 de P Portanto. 29:131-143.01216(Prem)]DRC – C i }e -0.54 kg ha -1. considerando os seguintes valores para o segundo ciclo: REQ = 65.20) = 12.42 – 1. em função da concentração inicial de P (Ci. No exemplo citado.43 + 27. em dias) Extrator Mehlich-1 Resina Equação(1) ˆ Ct = Ci + {[0. sendo maior no primeiro ciclo (Figuras 4 e 5). Bras.0 t ha-1 e.0013(t) Fonte: Adaptado de Novais & Smyth (1999). Para P.06728 + 0.70/[0. (1) Nessas equações.46 kg ha-1 e SUPRE = 16. Para transformar esse valor em kg ha-1.06728 + 0. a DR de P para o segundo ciclo será: DRP2º Ciclo = 65.. as tabelas de recomendação de adubação em uso no País R. levando o sistema a não recomendar este nutriente.600) e depois divide-se o resultado por 106: SUPP-Residual = (265. tanto no primeiro ciclo quanto no segundo (Figuras 6 e 7). a declividade é maior na faixa entre 14. Para todos os nutrientes. Para P.89 + {[0. elas diminuem continuamente à medida que os teores dos nutrientes no solo aumentam. Por outro lado. Para o grupo AAA. para bananeiras do grupo AAB. pelo número de covas ha-1 (1.9)] x 424. em mg dm-3). Para bananeiras do grupo AAA. de 9.43 kg ha-1. Equações que estimam a concentração de P no solo da cova ( C t . de modo que sua absorção de P proveniente da cova será muito pequena. o valor de Ct para Mehlich-1 será: Ct = 1. aumenta o suprimento desse nutriente no segundo ciclo. visto que a absorção de P pela bananeira nos dois primeiros ciclos contribui para diminuir o efeito residual do P adicionado na cova. a contribuição do P residual será muito pequena. realizada no primeiro ciclo. S e Zn.67 x 64 x 1. do fósforo remanescente (Prem. Esse efeito é mais evidente para os nutrientes demandados pela planta em pequenas quantidades. obtém-se o SUPP-Residual = 117.0013(t) ˆ Ct = Ci + {[0.0 t ha-1. Não são apresentadas simulações para as doses recomendadas de Ca e Mg.. em mg dm-3).89}e-0. considerando que a duração do primeiro ciclo é de um ano (365 dias).06728+0. uma vez que seus suprimentos também dependem da capacidade tampão do solo. e é a base do logaritmo neperiano. o efeito residual da adubação da cova. 2002). As mudanças de declividades das curvas apresentadas (Figuras 4 e 5) são devidas às restrições para as equações apresentadas no quadro 1. como B e Zn (Figura 7). SUP SO = 9. da dose de P aplicada no plantio (DRC.70 mg dm-3 Dividindo o valor de Ct pela TREX. ou recomendar pequenas doses. a dose recomendada é maior no primeiro ciclo que no segundo (Figuras 6 e 7). 139 ˆ Quadro 7.46 + 16.01216(30.7 e 39.128099 ]DRC – C i }e -0. Ao contrário do FERTICALC®-Bananeira. apenas para produtividades elevadas (Figura 4).67 mg dm -3 . Para o grupo AAB. porque o FERTICALC®Bananeira considera que esses nutrientes geralmente são supridos adequadamente pela calagem realizada antes do plantio.0013(365) = 117.5 a 70. em mg dm-3) e do tempo (t. 2005 . a planta que vai produzir no terceiro ciclo terá grande parte de suas raízes distantes da cova. tomaram-se resultados analíticos de trinta amostras de solos analisadas no laboratório de rotina do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa (Oliveira. RESULTADOS E DISCUSSÃO As simulações realizadas mostraram que as doses recomendadas dos nutrientes aumentaram com o aumento da produtividade esperada.54 – (9.4 a 50 t ha-1.

1999.140 Fábio Henrique Tavares de Oliveira et al. As DRs de K2O para o primeiro ciclo parecem ser excessivas (Figuras 4 e 6). bem como o suprimento de K não-trocável do solo para a bananeira. kg ha -1 48 36 24 12 0 1º Ciclo 2º Ciclo P = 6. 1998. para bananeiras dos grupos AAA e AAB.0 0 10 20 30 40 50 60 70 0 10 20 30 40 50 60 70 3 PRODUTIVIDADE ESPERADA. 29:131-143.5 DOSE DE K2O. podendo ser dadas duas explicações para este fato. (CEFS/BA. Borges & Costa. A primeira é que possivelmente o FERTICALC®-Bananeira esteja superestimando o teor de K na planta e o requerimento deste nutriente pela bananeira (Figura 1).3 0.3 0. 2002.9 mg L -1 1. 2005 . pela utilização de valores de CUB para K possivelmente baixos (Quadro 2). O que essas tabelas consideram são faixas de teores dos nutrientes no solo.. Ci.3 mg dm -3 P rem = 20.. Souza et al. com faixas de teores de argila ou de Prem. kg ha -1 1. 1996.. kg ha-1 180 150 120 90 60 30 0 DOSE DE B. Solo. essa forma de K do solo pode contribuir para o suprimento de K para a bananeira. Teixeira et al. kg ha -1 210 1. t ha -1 Figura 4. ou.5 1. Gonzaga Neto et al. Doses de enxofre. gerando valores elevados de demanda de K pela planta.2 0. no primeiro e no segundo ciclo. boro e zinco recomendadas pelo FERTICALC®-Bananeira em função da produtividade esperada.6 0. Borges et al.9 0. no primeiro e no segundo ciclo. para bananeiras dos grupos AAA e AAB. Futuras pesquisas para determinar as quantidades e partição de matéria seca e de K acumuladas na planta na época da colheita. Baixos valores de CUB de K podem ser determinados pelo acúmulo excessivo de K na planta (consumo de luxo). P2O5 e K2O recomendadas pelo FERTICALC ® -Bananeira em função da produtividade esperada. Segundo Chiba & Natale (2003). Doses de N. Figura 5. UFC.2 0.000 800 600 400 200 0 0 10 20 30 40 50 60 70 0 10 20 30 40 50 60 70 2 DOSE DE Zn.9 mg L -1 DOSE DE N. 1993. 1995.200 1.35 mg dm -3 P rem = 20. t ha -1 PRODUTIVIDADE ESPERADA. na maioria das vezes não associadas com faixas de produtividades esperadas e.9 mg L -1 B = 0.0 3 K = 51 mg dm-3 Zn = 0. kg ha-1 1. Bras. kg ha-1 DOSE DE S. produzirão dados que poderão ser utilizados pelo FERTICALC ® -Bananeira para corrigir esse problema em futuras versões do sistema.6 0. CFS RS/SC.. 2002) não consideram que as doses recomendadas dos nutrientes variam de forma contínua com a produtividade esperada e com os teores e a capacidade tampão dos nutrientes no solo. R.28 mg dm-3 DOSE DE P 2O 5. 1989. Grupo AAA 540 450 360 270 180 90 0 1º Ciclo 2º Ciclo Grupo AAB 60 Grupo AAA Grupo AAB S = 5.25 mg dm -3 P rem = 20.9 0. A segunda explicação deve-se à não-contabilização pelo FERTICALC®-Bananeira do suprimento de K nãotrocável do solo para a planta.

n o 200 1.5 9 6 3 0 0 0.3 0.3 0. mg dm -3 5 DOSE DE K2O.200 1. 29:131-143. sendo muito propenso a ajustes futuros. Considerando a lógica envolvida em sua constituição e as variáveis utilizadas na modelagem do FERTICALC®-Bananeira.2 1. no primeiro e no segundo ciclo.2 1.0 5 10 15 20 25 0 0. este sistema constitui uma importante alternativa para estimar doses de nutrientes a serem recomendadas para a cultura da bananeira.3 0. boro e zinco recomendadas pelo FERTICALC®-Bananeira.3 0. R.9 1.2 0. para bananeiras dos grupos AAA e AAB. mg dm-3 Figura 6.9 0. kg ha -1 1. mg dm -3 1.5 TEOR DE B NO SOLO.3 0.6 0. Figura 7. mg dm -3 DOSE DE P 2O 4.5 TEOR DE K NO SOLO. Doses de enxofre. Solo..DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA PARA RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO. por ainda não se dispor de análise de solo para esse nutriente).5 TEOR DE S NO SOLO. kg ha -1 400 300 200 100 0 0 5 10 15 20 25 30 0 5 10 15 20 25 30 1º Ciclo 2º Ciclo 60 45 30 15 0 0 4 8 12 1º Ciclo 2º Ciclo 16 20 0 4 8 12 16 20 SOLO. kg ha-1 160 120 80 40 0 0 5 10 15 20 25 0 DOSE DE B.6 0. kg ha -1 1.. kg ha-1 960 720 480 240 0 0 50 100 150 200 250 0 50 100 150 200 250 DOSE DE Zn. em função dos teores desses nutrientes no solo.6 0. no primeiro e no segundo ciclo (Para nitrogênio. Doses de N. 2.9 1. kg ha-1 DOSE DE S.2 0.3 0. 141 Grupo AAA Grupo AAB Produção esperada = 50 t ha -1 Grupo AAA Grupo AAB Produção esperada = 50 t ha -1 500 75 DOSE DE N. P2O5 e K2O recomendadas pelo FERTICALC®-Bananeira. em função dos teores desses nutrientes no solo.5 TEOR DE P NO SOLO. considerou-se o solo como variável independente.9 1. As simulações realizadas mostraram que as doses de nutrientes recomendadas pelo FERTICALC®-Bananeira relacionam-se satisfatoriamente com a produtividade esperada e com os teores e com a capacidade tampão dos nutrientes no solo. mediante a incorporação de novos resultados de pesquisa em futuras versões do sistema.6 0.6 0.9 1. mg dm -3 TEOR DE Zn NO SOLO. 2005 .2 1.9 0. CONCLUSÕES 1. Bras. Ci.0 0 0.6 0. para bananeiras dos grupos AAA e AAB.5 0 0.2 1.

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