Você está na página 1de 19

PUBLICAÇÃO

Referência: Anais do IV Fórum Ambiental da Alta Paulista


Abrangência do Evento: Nacional
Instituição Organizadora: ANAP – Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista
Período de Realização do Evento: 21 a 24 de julho de 2008
Local do Evento: Estância Turística de Tupã/SP

TRABALHO
Categoria do Trabalho: Acadêmico / Artigo Completo
Eixo Temático: Relações de Trabalho, Produção e Ambiente
Forma de Apresentação: Oral
Forma de Publicação: Eletrônica em CD-Rom

PERIÓDICO DO ELETRÔNICO
Nome: Fórum Ambiental da Alta Paulista
ISSN: 1980-0827
Páginas: Será fornecida no CD-Rom
Volume: IV
Ano: 2008

ATENÇÃO – MODELO DO CD-ROM

GESTÃO AMBIENTAL EM UMA USINA TERMELÉTRICA

Geraldino Carneiro de Araújo 1

Elaine Postigo 2

RESUMO: Este trabalho como objetivo traçar as ações de gestão ambiental de uma usina termelétrica,
definindo seus programas ambientais, que envolvem o meio ambiente em termos de políticas,
conscientização e certificação. Foi realizada uma pesquisa de campo em uma unidade, e através da análise
documental, observação e entrevista foi possível coletar os dados. A pesquisa revelou a preocupação da
termelétrica em relação ao monitoramento ambiental aquático, recuperação de área degradada;
monitoramento de emissão atmosférica; gerenciamento de resíduo sólido; emissão de ruído; gerenciamento

1
Bacharel em Administração - FIRB , Mestre em Agronegócios - UFMS, geraldino.araujo@gmail.com
2
Bacharel em Administração - UFMS, posttigo@hotmail.com
de efluente líquido; comunicação social; educação ambiental; fauna terrestre; monitoramento do lençol
freático e monitoramento da qualidade do ar, além de questões legislativas.

Palavras-chave: Gestão Ambiental. Normalização. Conscientização Ambiental.

1 INTRODUÇÃO

O gerenciamento das questões ambientais pelas empresas do setor industrial


deve ser incorporado no sistema de gestão da qualidade ISO 9000, que trata da
qualidade, reunindo os conceitos de qualidade e gestão ambiental ISO 14000 para
alcançar o objetivo desejado de qualidade total. Trata-se do SGI - Sistema de Gestão
Integrada. Mesmo organizações com sofisticados programas ambientais não devem ter a
ilusão de que a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental será uma tarefa
rápida e sem dificuldades.
O interesse pelos temas ambientais favorece a visibilidade de como está nossos
conhecimentos sobre gestão ambiental, e como as empresas se comportam diante de um
tema importante para as organizações e a vida futura das próximas gerações. A escolha
da Usina Termelétrica, foi pelo interesse de aprender sobre a produção de energia
através do Gás, já que este é uma fonte alternativa de energia, e esclarecer para a
sociedade os mitos e verdades, e mostrar o que a usina tem feito para compensar o Meio
Ambiente local.
O mercado mundial passa cada dia mais fortemente a exigir que as empresas
substituam os atuais produtos no mercado por produtos ecologicamente corretos que
possuam selo verde, selo ambiental ou certificações da família ISO 14001. Esses
produtos, além de serem constituídos de materiais ecologicamente corretos,
principalmente devem também fazer uso de um processo de fabricação que cause o
menor impacto ambiental possível, garantindo recursos naturais para as próximas
gerações. O objetivo deste trabalho é apresentar as ações, procedimentos legais e os
projetos ambientais em uma Usina Termelétrica.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 GESTÃO AMBIENTAL

O cotidiano de uma empresa que inclui em sua política a Gestão Ambiental tem a
preocupação de sincronizar indústria, governo e cidadão. Verificando onde estão os erros
e acertos, visando chegar a um consenso e a um patamar em que todos venham a
ganhar com os próximos passos necessários para a consolidação do desenvolvimento
sustentável. Manter o planeta em equilíbrio para que desfrutemos de uma melhor
qualidade de vida, hoje e futuramente é o principal papel das organizações. A busca da
qualidade ambiental pode representar um incentivo ao desenvolvimento de inovações, as
quais podem resultar em uma maior eficiência do processo produtivo, com redução de
custos ou agregação de valor ao produto, sendo responsáveis por incrementos de
competitividade para as empresas.
O crescimento da preocupação ambiental por parte da sociedade, a legislação
cada vez mais restrita a processos e produtos poluentes e mecanismos infiltrados nas
relações do comércio têm levado as várias indústrias a si posicionarem e adotar medidas
de proteção e recuperação ambiental. A preocupação faz brotar a conscientização logo
vemos projetos ambientais e campanhas de marketing nas empresas em prol dessa
causa.
O Brasil vem dando mostras de preocupação com a questão ambiental e procura
encontrar alternativas viáveis para solucionar problemas do meio ambiente. Sem, contudo
inibir o desenvolvimento do país. As questões ambientais são reconhecidamente
complexas. Exigem-se uma série de medidas e discussões entre o poder público, a
iniciativa privada, a classe política, as organizações não governamentais, e a sociedade
como um todo, a fim de se buscar em conjunto as soluções para os problemas do meio
ambiente nas esferas da federação: Local, regional e nacional (BRITO, CÂMARA, 1998).
Existem vários movimentos em prol dessa nova ordem mundial, onde quem
manda é a natureza, que se vinga da forma mais justa, nega recursos naturais para
aqueles que usam de forma exploratória, capitalista e egoísta. Alternativas é o que não
faltam, existem muitos cientistas e estudantes com ótimas idéias para usar de forma
racional os recursos naturais, o que falta é alcançar o desejo intrínseco de cada ser
humano para que as ações e o comportamento sejam globais e conscientes.

2.2 FUNDAMENTOS BÁSICOS DA GESTÃO AMBIENTAL

Os fundamentos, ou seja, a base de razões que levam as empresas a adotar e


praticar a gestão ambiental são várias. Pode repassar desde procedimentos obrigatórios
de atendimento da legislação ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem à
conscientização de todo o pessoal da organização. A busca de procedimentos gerenciais
ambientalmente corretos, incluindo-se aí a adoção de um Sistema Ambiental (SGA) na
verdade, encontra inúmeras razões que justificam a sua adoção. Os fundamentos
predominantes podem variar de uma organização para outra. No entanto, eles podem ser
resumidos nos seguintes.
Os recursos naturais (matérias-primas) são limitados e estão sendo fortemente
afetados pelos processos de utilização, exaustão e degradação decorrente de atividades
públicas ou privadas, portanto estão cada vez mais escassos relativamente mais caros ou
se encontram legalmente mais protegidos. Os bens naturais (água, ar) já não são mais
bens livres e grátis. Por exemplo, a água possui valor econômico, ou seja, se paga, e
cada vez se pagará mais por esse recurso natural. Determinadas indústrias,
principalmente com tecnologias avançadas, necessitam de áreas com relativa pureza
atmosférica.

2.2.1 Monitoramento Atmosférico


A proteção e melhoria do ambiente são questões da maior importância, que
afetam o bem estar das populações e o desenvolvimento econômico do Globo;
correspondem aos votos ardentes dos povos do mundo inteiro e constituem o dever de
todos os governos (MMA, 1997).No Brasil, as principais regiões produtoras de gás natural
são a Bacias de Campos e a região Amazônica. O gás produzido no Amazonas é
praticamente todo aproveitado, seja pela reinjeção para produção futura, seja
transformado em gasolina natural, ou, ainda, utilizado na geração de energia para as
utilidades e para as instalações civis na região de produção de Urucu, Estado do
Amazonas (MACEDO, 2002).
O crescimento da população humana, principalmente em grandes regiões
metropolitanas e nos países menos desenvolvidos, exerce forte conseqüência sobre o
meio ambiente em geral e os recursos naturais em particular. A legislação ambiental exige
cada vez mais respeito e cuidado com o meio ambiente, exigência essa que conduz
coercitivamente a uma maior preocupação ambiental.
Pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional exigem cada
vez mais responsabilidades ambientais das empresas. Bancos, financiadores e
seguradoras dão privilégios a empresas ambientalmente sadias ou exigem taxas
financeiras e valores de apólices mais elevadas de firmas poluidoras. A sociedade em
geral e a vizinhança em particular está cada vez mais exigente e crítica no que diz
respeito a danos ambientais e à poluição provenientes de empresas e atividades.
Organizações não-governamentais estão sempre mais vigilantes, exigindo o cumprimento
da legislação ambiental, a minimização de impactos, a reparação de danos ambientais ou
impedem a implantação de novos empreendimentos ou atividades.
Compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez mais produtos
que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis. A imagem de empresas
ambientalmente saudáveis é mais bem aceita por acionistas, consumidores, fornecedores
e autoridades públicas. Acionistas conscientes da responsabilidade ambiental preferem
investir em empresas lucrativas sim, mas ambientalmente responsáveis. A gestão
ambiental empresarial está na ordem do dia, principalmente nos países ditos
industrializados e também já nos países considerados em vias de desenvolvimento.
A demanda por produtos cultivados ou fabricados de forma ambientalmente
compatível cresce mundialmente, em especial nos países industrializados. Os
consumidores tendem a dispensar produtos e serviços que agridem o meio ambiente.
Cada vez mais compradores, principalmente importadores, estão exigindo a certificação
ambiental, nos moldes da ISO 14001, ou mesmo certificados ambientais específicos
como, por exemplo, para produtos têxteis, madeiras, cereais, frutas, etc. Tais exigências
são voltadas para a concessão do “Selo Verde”, mediante a rotulagem ambiental. Acordos
internacionais, tratados de comércio e mesmo tarifas alfandegárias incluem questões
ambientais na pauta de negociações culminando com exigências não tarifárias que em
geral afetam produtores de países exportadores. Esse conjunto de fundamentos não é
conclusivo, pois os quesitos apontados continuam em discussão e tendem a se ampliar.
Essa é uma tendência indiscutível, até pelo fato de que apenas as normas ambientais da
família ISO 14000 que tratam do Sistema de Gestão Ambiental e de Auditoria Ambiental
encontram-se em vigor (BUREAU VERITAS BRASIL, 2005).

2.2.2 Conscientização e Educação Ambiental

A educação ambiental nasceu com o objetivo de gerar uma consciência ecológica


em cada ser humano, preocupada com o ensejar a oportunidade de um conhecimento
que permitisse mudar o comportamento volvido à proteção da natureza. O
desenvolvimento sustentável deve estar aliado a educação ambiental. A família e a escola
devem ser os iniciadores da educação para preservar o ambiente natural. A criança,
desde cedo, deve aprender cuidar da natureza. No seio familiar e na escola é que se
deve iniciar a conscientização do cuidado com o meio ambiente natural. É fundamental
esta educação ambiental, pois responsabilizará o educado para o resto de sua vida. Os
professores são a peças fundamentais no processo de conscientização da sociedade dos
problemas ambientais, pois buscarão desenvolver em seus alunos hábitos e atitudes
sadias de conservação ambiental e respeito à natureza transformando-os em cidadãos
conscientes e comprometidos com o futuro do mundo.
A educação ambiental para a comunidade tem uma importante participação do
educador, todavia essa tarefa não cabe apenas ao professor na sala de aula em
atividades extracurriculares, mas todos que tem consciência ambiental devem colaborar
para disseminar a importância de se preservar os recursos naturais. A empresa que tem
cuidado com o meio ambiente natural, onde a água é vital, agrega valor ao seu produto.
Vivemos uma época em que já se qualificam as empresas, como células sociais
que são, em face do comportamento das mesmas perante o ecológico, ou seja, já se
distingue as que cuidam da natureza daquelas que a poluem com resíduos ou destroem
com esgotamentos, não se importando com a degradação do meio ambienta natural,
pensando exclusivamente em lucratividade.
O consumidor consciente tenderá sempre mais a adquirir produtos da célula
social que se preocupa com um desenvolvimento sustentável.
Há uma conscientização em marcha, a nível mundial, da necessidade da
preservação ambiental natural, e, nesta, com destaque a relativa a água potável. Algumas
empresas têm a água como elemento essencial na fabricação de seus produtos e de sua
economicidade e mais que outras possuem graves responsabilidades para com a
preservação de mananciais e reservas do precioso líquido. A sustentação de setores da
economia, a da perpetuação das espécies e do homem, depende da conservação da
água natural.
Há um limite da água potável no mundo. É necessário, pois, que tenhamos
consciência sobre a necessidade da preservação da água. Só assim evitaremos graves
problemas para as futuras gerações. Sem água o homem não pode viver e não há
condições de vida no planeta. Ao se poluir um riacho este vai afluir a um rio e este ao mar
e assim se cria uma cadeia de poluição. Ao se lançar veneno na terra, este poluirá a
água tanto de superfície como subterrânea, além dos males provocados ao ar que
respiramos. Em muitas regiões há sérios riscos de poluição da água subterrânea em
virtude do excesso de veneno lançado nas lavouras. Pensamos nisso (HERCKERT,
2005).
Uma da formas que a empresa pode estar utilizando para preservação ambiental
é fazer realizar a reciclagem. A Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por
finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. É o
resultado de uma série de atividades, pela quais materiais que se tornariam lixo, ou estão
no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como
matéria-prima na manufatura de novos produtos. A reciclagem ganhou importância
estratégica nas indústrias. As empresas recicladoras são também chamadas secundárias,
por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto
reciclado é completamente diferente do produto inicial (COPAM, 2006).
A educação ambiental deve ser atrativa para direcionar a criatividade e energia da
juventude na construção de projetos de atividades visando uma sociedade mais justa,
mais tolerante, mais eqüitativa, mais solidária democrática e mais participativa e na qual
seja possível a vida com qualidade e dignidade.

2.3 NORMA BRASILEIRA ABNT ISO 14001

A ABNT NBE ISO 14001 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental
(ABNT/CB-38), pela Comissão de Estudo de Gestão Ambiental (CE – 38:001.01). O
Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 08, de 31/08/2004, com o
número Projeto NBR ISO 14001.
Organizações de todos os tipos estão cada vez mais preocupados com o
atingimento e demonstração de um desempenho ambiental correto, por meio de controle
dos impactos de suas atividades, produtos e serviços sobre o meio ambiente, coerente
com sua política e seus objetivos ambientais. Agem assim dentro de um contexto de
legislação cada vez mais exigente, do desenvolvimento de políticas econômicas e outras
medidas visando adotar a proteção ao meio ambiente e de uma crescente preocupação
expressa pelas partes interessadas em relação às questões ambientais e ao
desenvolvimento sustentável.
Muitas organizações tem efetuado “análises” ou auditorias ambientais para avaliar
seu desempenho não apenas que atenda seus objetivos, mas que continuará a atender
aos requisitos legais e aos de sua política. Para que sejam eficazes, é necessário que
esses procedimentos sejam realizados dentro de um sistema de gestão estruturado que
esteja integrado na organização.
As normas de gestão ambiental têm por objetivo prover as organizações de
elementos de um sistema da gestão ambiental (SGA) eficaz que possam ser integrados a
outros requisitos da gestão, e auxiliá-las a alcançar seus objetivos ambientais e
econômicos. Não se pretende que estas normas, tais como outras Normas, sejam
utilizadas para criar barreiras comerciais não-tarifárias, nem para ampliar ou alterar as
obrigações legais de uma organização. O sucesso do sistema depende do
comprometimento de todos os níveis e funções e especialmente da Alta Administração. A
finalidade geral dessa norma é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de poluição
com as necessidades socioeconômicas (ABNT, 2004).

2.4 POLÍTICA AMBIENTAL

A política ambiental é a força motriz para a implementação e aprimoramento do


sistema da gestão ambiental de uma organização, permitindo que seu desempenho
ambiental seja mantido e potencialmente aperfeiçoado. As organizações não têm que
considerar cada entrada de produto, componente ou matéria-prima individualmente. Elas
podem selecionar categorias de atividades, produtos e serviços para identificar seus
aspectos ambientais. Não existe uma abordagem única para se identificar aspectos
ambientais, a abordagem poderia, por exemplo, considerar: Emissões atmosféricas,
Lançamento em corpos d’água, Lançamentos no solo, Uso de matérias-primas e recursos
naturais, Uso da energia, Energia emitida, por exemplo, calor, radiação, vibração,
Resíduos e subprodutos, Atributos físicos, por exemplo, tamanho, forma, cor, aparência.
Recomenda-se que sejam considerados aspectos associados às atividades,
produtos e serviços da organização, tais como: Projeto e desenvolvimento, Processos de
fabricação, Embalagem e transporte, Desempenho ambiental e práticas de prestadores
de serviços e fornecedores, Gerenciamento de resíduo, Extração e distribuição de
matérias-primas e recursos naturais, Distribuição, uso e fim de visa de produtos; e Vida
selvagem e biodiversidade.
É recomendado que o processo de identificação e avaliação dos aspectos
ambientais leve em conta o local das atividades, o custo e o tempo para realização da
análise e a disponibilidade de dados confiáveis. A identificação dos aspectos ambientais
não requer uma avaliação detalhada do ciclo de vida. As informações já desenvolvidas
para fins regulamentadores ou outros podem ser utilizados nesse processo. Não se
pretende que este processo de identificação e avaliação de aspectos ambientais altere ou
aumente as obrigações legais da organização.
Recomenda-se que a organização seja capaz de demonstrar que ela tenha
avaliado o atendimento aos requisitos legais identificados, incluindo autorizações ou
licenças aplicáveis. Recomenda-se que a organização seja capaz de demonstrar que ela
tenha avaliado o atendimento a outros requisitos subscritos identificados. Não
conformidade, ação corretiva e ação preventiva.
Dependendo da natureza da não-conformidade, ao estabelecerem procedimentos
para lidar com esses requisitos, as organizações podem elaborá-los com um mínimo de
planejamento formal ou por meio de uma atividade mais complexa e de longo prazo. É
recomendado que a documentação associada seja apropriada ao nível de ação. O
processo de implantação e a busca da certificação deixam um leque de procedimentos e
preparação de resposta à emergência.
Mais difícil do que se adequar às certificações é o processo de conscientização
de toda a força de trabalho. Trata-se de um processo educativo e disciplinar com apoio do
SGI – Sistema de Gestão Integrada em função da diversidade operacional e regional é
necessário à adoção de um sistema de padronização para o gerenciamento das
atividades e política. O cumprimento da política engloba as necessidades de nossos
clientes, sem deixar de focar o compromisso com a Gestão Ambiental.

3 METODOLOGIA
O tipo de pesquisa é descritivo. As pesquisas descritivas têm como objetivo
primordial à descrição das características de determinada população ou fenômenos ou,
então, o estabelecimento de relações entre vaiáveis. Algumas pesquisas descritivas vão
além da simples identificação da existência de relações entre variáveis, e pretendem
determinar a natureza dessa relação. Nesse caso, tem-se uma pesquisa descritiva que se
aproxima da explicativa (GIL, 2002, p.42).
O método de pesquisa tem uma abordagem qualitativa. Aborda a distinção entre
leis e teorias do ponto de vista de sua característica “qualitativa” a possibilidade de as
primeiras, que denomina de leis experimentais, formularem relações entre características
observáveis ou, experimentalmente determináveis, de um objeto de estudo ou classe de
fenômenos, ao contrário das segundas denominadas “leis teóricas” ou, simplesmente,
“teoria” (LAKATOS; MARCONI, 2000, p. 109).
Estudo de Caso não é exatamente uma metodologia, e sim uma estratégia de
pesquisa. O estudo de caso pode trabalhar com um caso, ou dois, ou três. No caso de
comparações, deve ter um foco bastante específico, geralmente em um processo que
seja comum aos casos investigados (DUARTE, 2005).

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA

4.1 DADOS HISTÓRICOS E PERFIL ORGANIZACIONAL DA USINA TERMELÉTRICA

Criada na década de 1950, líder no segmento de petróleo e gás no Brasil e com


posição de destaque na América Latina, a Usina Termelétrica em estudo tem por missão
atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nas atividades
da indústria de óleo, gás e energia, nos mercados nacional e internacional, fornecendo
produtos e serviços adequados às necessidades dos seus clientes e contribuindo para o
desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua.
O Balanço Social e Ambiental de 2006 registrou um desempenho histórico com
um lucro líquido consolidado atingiu R$ 25,9 bilhões, a produção de petróleo cresceu 6%
em relação a 2005. Esse marco histórico é acompanhado pela aceleração das ações no
campo da Responsabilidade Social e Ambiental no Brasil e demais países onde a
Petrobrás atua, consolidando sua auto-suficiência, o desenvolvimento e a cidadania.
Consciente de seu papel na sociedade brasileira, no seu Plano Estratégico
estabelece como objetivo transformar-se em empresa de energia com foco no
crescimento, na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental, e inclui entre seus
alvos a valorização e a transparência nas relações com as partes interessadas, a ética
nos negócios e a excelência em questões de segurança, meio ambiente e saúde. Através
de suas políticas corporativas, a unidade tem reafirmado o compromisso com a
sustentabilidade de seus projetos e empreendimentos ao longo de seu ciclo de vida, com
a consideração da eco-eficiência e de seus impactos e benefícios nas dimensões
econômica, ambiental e social.
De acordo com esse posicionamento, em outubro de 2003 a usina aderiu ao
Pacto Global da ONU – Organizações das Nações Unidas, um acordo de livre adesão de
empresas de todo o mundo que tem por finalidade principal disseminar a prática de seus
dez princípios no meio empresarial internacional. Além das diretrizes do Pacto Global, o
Balanço Social e Ambiental da Petrobrás tem como referência básica os indicadores do
Global Reporting Initiative (GRI) – reconhecidos internacionalmente que buscam levantar
informações sobre o desempenho econômico (fluxo monetário dos consumidores,
fornecedores, empregados, investidores, setor público), ambiental (materiais, energia,
água, biodiversidade, emissões de efluentes e resíduos, fornecedores, produtos e
serviços).
Hoje, todas as unidades organizacionais termelétrica no Brasil e a maior parte das
situadas no exterior estão certificadas em conformidade com as normas ISO 14001 (meio
ambiente e OHSAS 18001 (segurança e saúde ocupacional). Além disso, cada uma
dessas unidades tem sua estrutura própria de SMS, e a integração de toda essa rede é
feita por um sistema de governança composto de comitê e subcomitês, com
representantes de todas as áreas de negócio, serviços e subsidiárias da companhia.
A Usina Termelétrica fica situada no Estado do Mato Grosso do Sul, na área
definida pela administração municipal, sendo abastecida por um ramal do gasoduto
Bolívia-Brasil, operado pela MS-GAS, de aproximadamente 38 km de comprimento.
Atualmente possui capacidade 240 MW de potência, tendo capacidade para alimentar
uma cidade de aproximadamente 1 milhão de habitantes. A Usina Termelétrica, produz
energia elétrica sob demanda do Operador Nacional de Sistemas de Geração Elétrica
(O.N.S), sob a coordenação regional do Centro Regional de Operação de Bauru - SP.
Desta forma a energia elétrica produzida pela Usina, entra no sistema de distribuição de
rede nacional e pode ser consumida até nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São
Paulo.
A Usina opera atualmente em ciclo simples aberto, podendo produzir 240 MW de
potência elétrica, com 4 turbinas GE Modelo MS 6001 FA, tipo industrial (Heavy Duty),
queimando gás natural como combustível. Há um projeto para instalar 2 novas turbinas a
vapor, que poderão gerar 55 MW cada uma. Estas duas novas turbinas utilizarão o vapor
d água produzido por quatro caldeiras de recuperação de calor dos gases emitidos pelas
chaminés das 4 turbinas a gás já em operação. Ao final do fechamento do ciclo a UTE
terá sua capacidade de produção ampliada para 350 MW.

4.2 PROJETOS E PROGRAMAS AMBIENTAIS

A Usina Termelétrica executou um projeto básico Ambiental (PBA) que foi


elaborado por consultoria, em fase anterior a construção da usina, compondo o conjunto
de exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), para a instalação e
operação do empreendimento, fazendo parte do EIA - RIMA (Estudo de Impacto
Ambiental e Relatório de Impacto ambiental), que tem por objetivo o estabelecimento de
uma síntese dos métodos, ações e cuidados específicos que deverão ser rigorosamente
observados. A empresa conduz os seguintes programas:
Programa de monitoramento ambiental aquático: o programa visa monitorar os
impactos causados no meio ambiente aquático através da avaliação de parâmetros
biológicos, físicos, químicos e bacteriológicos (água) e sedimentológicos e geoquímicos
(sedimento).
Programa de recuperação de área degradada: adotar medidas que visam
restabelecer e manter o equilíbrio entre os elementos do ecossistema, de forma a manter
a qualidade e a quantidade original da vegetação existente na área de influência da Usina
Termelétrica.
Programa monitoramento de emissão atmosférica: tem como objetivo principal
garantir que as emissões geradas pela Usina Termelétrica não causem impactos
significativos ao meio ambiente.
Programa de gerenciamento de resíduo sólido: o objetivo principal deste
programa é dar disposição correta aos resíduos gerados, buscando a conformidade com
a legislação ambiental.
Programa de emissão de ruído: o objetivo deste programa é avaliar os níveis de
pressão sonora na área de influência da Usina Termelétrica durante a sua implantação e
após a entrada em operação, afim de verificar as possíveis interferência deste
empreendimento.
Programa de gerenciamento de efluente líquido: tem como objetivo garantir
que os efluentes líquidos gerados sejam descartados dentro dos patrões legais e de
forma a não impactar o meio ambiente da sua área de influência.
Programa de comunicação social: criação de um canal de comunicação
contínuo entre empreendedor e a comunidade afetada pelo empreendimento, tranqüilizar
a comunidade diretamente envolvida com o empreendimento, no que diz respeito à
segurança, benefícios sócio-econômicos que uma termelétrica pode trazer.
Programa de educação ambiental: o objetivo principal deste programa é o
desenvolvimento, entre os empregados da Usina Termelétrica e a comunidade local, de
conhecimento que possibilitem a prática de ações que resultem em atitudes individuais e
coletivas de preservação e respeito ao meio ambiente.
Programa da fauna terrestre: identificar e avaliar os possíveis efeitos/impactos
oriundos das atividades da Usina Termelétrica sobre a fauna terrestre presente nas áreas
de influência do empreendimento.
Programa de monitoramento do lençol freático: tem como objetivo a
caracterização e o monitoramento da qualidade dos recursos hídricos de sub-superfície,
garantindo o acompanhamento de sua qualidade, e permitindo o melhor gerenciamento.
Programa de monitoramento da qualidade do ar: garantir que as emissões
geradas não causem impactos significativos à qualidade do ar.

4.3 GESTÃO AMBIENTAL NA USINA TERMELÉTRICA

Procura-se analisar se a Usina faz tratamento de efluentes (qualquer produto


líquido, sólido ou gasoso que é lançado no meio ambiente) e resíduos e de que forma,
obteve a seguinte resposta:

É feito tratamento de efluentes líquidos através de nossa ETE (Estação de


Tratamento de Efluentes), neutralizando-se o pH e separando-se óleos e graxas,
que possam ter acidentalmente caído no sistema de águas industriais (muito
pequena a quantidade). Nossas emissões gasosas são controladas pela eficiência
da queima do combustível GN (gás natural) e são monitoradas “on-line” por um
sistema informatizado que corrige os parâmetros de combustão.

A preocupação com o tratamento de efluente deve ser mundial, pois, da água é


essencial para a sobrevivência dos seres vivos e das organizações para que possam
continuar produzindo ou prestando serviços. (HERCKERT, 2005). Perguntou-se a
empresa realiza a reciclagem e utiliza algum método para incentivar sua força de trabalho:

Sim. Temos coletores de coleta seletiva e os resíduos sólidos são segregados,


para posterior destinação. A empresa municipal coletora dos resíduos não tem
coleta seletiva nem reciclagem. Fazemos palestras freqüentes sobre coleta
seletiva e reciclagem.

A reciclagem é uma das formas de preservação ambiental, a empresa pode estar


reutilizando a matéria-prima e evitar a necessidade de retiram mais recursos da natureza
(COPAM, 2006). Percebe-se que existe uma prevenção para os possíveis impactos
ambientais, conforme a resposta apresentada:

Os processos e sistemas citados acima são de caráter preventivo e são


procedimentado e cumpridos por toda a força de trabalho.
O estudo do impacto ambiental tem como objetivo analisar a viabilidade do
empreendimento, tenta se desta forma minimizar o impacto local (CEPEMAR, 2001).
Procurou-se entender se no processo de instalação da empresa houve Licenciamento
ambiental e como se deu este processo:

Sim, é a chamada LI – Licença de instalação emitida pelo Presidente do Instituto


Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, esta
licença é válida por dois anos. A empresa tem que cumprir as condicionantes
gerais e específicas do termo e as condicionantes conforme resolução do
CONAMA uma vez todas as condicionantes cumpridas a empresa poderá operar
com suas atividades normais.

A licença ambiental é obrigatória para todas as empresas especialmente na área


industrial, essa autorização é dada pelo instituto Brasileiro de meio ambiente (IBAMA,
2006). Analisou-se a empresa possuem em seus arquivos normas ambientais exigida pelo
IBAMA e pelo CONAMA:

Sim, todas as exigência do IBAMA são cumpridas no prazo determinado, os


relatórios ambientais são feitos mensalmente conforme norma do CONAMA Nº
131 – 29/10/2002 para descarte dos resíduos gerados.

Pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional exigem cada


vez mais responsabilidades ambientais das empresas, Buscando atender os
consumidores as empresas precisam incluir em suas políticas normas que são
importantes para a busca das certificações da Gestão Ambiental e conscientização de
toda a força de toda a força de trabalho (BUREAU VERITA BRASIL, 2005). Observou-se
a Usina teve preocupação com a área degradada em sua construção:

Sim, para essa ação de degradação foi feito a recuperação de toda área afetada
pela construção da Usina, que é conhecida pelos funcionários e comunidade como
PRAD – Programa de Recuperação de Áreas Degradas, recuperamos toda área
com plantas nativas da região, para que sua característica seja o mais original
possível.

A preocupação ambiental por parte da sociedade exige das organizações um


posicionamento e medidas de proteção e recuperação ambiental como por exemplo o
programa de recuperação de áreas degradadas. Verificou-se a empresa possui projetos
de preservação ambiental para fauna e flora:
Os programas de preservação da fauna e da flora que a empresa possui são:
Programa de monitoramento da fauna terrestre
Programa de monitoramento aquático
Programa de gerenciamento de Efluentes
Programa de recuperação das áreas degradadas – PRAD
Os mesmos são monitorados mês a mês com relatórios semestrais emitidos pelas
empresas contratada

A nova geração se que teve o direito de conhecer determinadas espécies,


infelizmente o processo é irreversível, todavia existem ainda espécies que podem ser
salvas para isso é preciso a conscientização empresarial e principalmente da sociedade
(M. PAVLENCO, 2006).
Observou-se qual o período de prescrição da licença de operação ambiental:

A Licença de Operação é válida por dois anos.

Outorgada pelo IBAMA a licença de operação, cumprindo toda as condicionantes


é válida por dois anos (IBAMA, 2006). Constatou-se que existe o monitoramento de
controle do ar para o perímetro urbano, conforme a resposta apresentada:

Sim, Estação de meteorologia de qualidade do ar (Aparelho da Usina) controle do


ar na área urbana e está localizado no SENAI – Serviço Nacional de Apoio a
Indústria.

A monitoração do ar deve ser medida diariamente, está na condicionante da


Licença de operação (MACEDO, 2002). Observou-se a unidade da termelétrica é
certificada pela ISO 14001 e OHSAS 18001 ou possui os objetivos propostos pelas
normas e neste sentido o que é padrão para todas as unidade:

Não, estamos no caminho da certificação, atualmente o processo encontra ativo


nesta UNIDADE com palestras de conscientização para toda a força de trabalho.

As empresa que possuem certificados ISO 14001 e OHSAS 18001 demonstram


que se preocupam em preservar os recursos naturais e humanos, com isso a empresa
consegue um diferencial competitivo no mercado.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A empresa trabalha de forma arrojada e determinada, para que a Gestão
Ambiental funcione em suas instalações, com um trabalho diário de pesquisas e palestras
para serem ministradas diariamente para toda força de trabalho. Estar no meio ambiente
sem ser notado é um dos maiores desafios da empresa, e para isso trabalha com
intensidade e junto com grandes empresas de consultoria ambiental. Todas as suas
decisões estratégicas é fundamentada na preservação onde atua para que o
desenvolvimento seja sustentável.
Qualquer mudança induzida pelo homem no clima, fauna e flora será sobreposta
às variações climáticas naturais que são causadas pela variabilidade da intensidade do
comportamento humano. As atividades em particular a queima de combustíveis fósseis,
promovem o aumento das emissões de gases de efeito estufa.
É fundamental que a organização estabeleça um Programa de Gestão Ambiental
(PGA) que considere todos os seus objetivos ambientais. O cotidiano da empresa anda
em conformidade com sua política atual, cuja filosofia é produzir energia com
responsabilidade social em harmonia com meio ambiente, é um de seus desafios.
Atualmente a empresa esta na busca da certificação ISO 14001, esse processo vai
muito além do simples atendimento de requisitos legais pois requisitar que essa
organização defina sua política ambiental e que exista um verdadeiro comprometimento
ambiental da liderança permanente da alta administração para assegurar o sucesso do
Sistema de Gestão Integrada.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Rui Otavio Bernades de; TACHIZAWA, Takeshy; CARVALHO, Ana Barreiros
de. Gestão Ambiental: enfoque estratégico aplicado ao desenvolvimento sustentável. 2.
ed. São Paulo: Pearson, 2002.

AMBIENTE BRASIL. Sistema de Gestão Ambiental. Disponível em :


http://www.ambientebrasil.com.br. Acesso em 18 out. 2007.

ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14001:2004 Sistemas da


Gestão Ambiental – Requisitos com orientação para uso. 2004.
BUREAU VERITAS BRASIL. Curso Gestão Ambiental. Rio de Janeiro: Elaborado pelo
Departamento de Qualidade, Segurança e Meio Ambiente – DQM .Revisão 02. 2005.

BRITO, Francisco A; CÂMARA, João B. D. Democratização e Gestão Ambiental: em


busca do desenvolvimento sustentável. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

CERVO, Amado Luiz. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

CAVALCANTI, Clovis. Meio ambiente, desenvolvimento sustentável e políticas


públicas São Paulo: Cortez: Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1997.

COPAM. O que é reciclagem. Disponível em: Compam.com.br. Acesso em: 19 de out.


2007.

DUARTE, Marcia Yukiko Matsuuchi. Estudo de caso. In: DUARTE, Jorge; BARROS,
Antonio (org.). Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas,
2005.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

HERCKERT, Werno. Água uma riqueza Limitada. Disponível em:


www.gestaoambiental.com.br. Acesso em: 19 out. 2007.

LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 3. ed. São
Paulo: Atlas, 2000.

MACEDO, R. A. V, , Revista TN Petróleo, Ano V, Número 26, 2002.

PAVLENCO. M. SOS FAUNA - Preservação e manejo ecológico. Disponível em:


sosfauna.braslink.com/preserv.htm. Acesso em: 19 out de 2007.

MMA, Ministério do Meio Ambiente. De Estocolmo ao Rio: As Declarações do Ambiente,


Brasília, Instituto de Promoção Ambiental, 1997.

Revista Meio Ambiente Industrial Ano XI Edição 66 - Abril/2007. Editor Julio Tocalino
Neto. Editora Tocalino Ltda.

Você também pode gostar