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Curso de Licenciatura em Desenvolvimento Comunitário

Equipa 2019

Módulo: Didática de aprendizagem comunitária

Tarefa de Treinamento:

Didáctica Comunitária Como Conceito Pedagógico

Estudante: Tutor:

Chamuchidine Assane Salimo António Fernando Silva

Dezembro, 2021
Sumário
1 Introdução ................................................................................................................................ 1

2 Resolução das questões ...........................................................................................................1

2.1 Didáctica de aprendizagem comunitária ...........................................................................1

2.2 Ficheiros 1 e 2 ...................................................................................................................1

2.2.1 F1: Didáctica como um conceito pedagógico............................................................ 1

2.2.2 F2: Desafios de uso da didáctica no processo de ensino aprendizagem ....................2

2.3 Hipóteses acerca da política e os resultados do sector educacional em Moçambique......3

2.3.1 Apresentação do problema/objecto do estudo ...........................................................4

2.3.2 Questões de Investigação...........................................................................................5

ii
1 Introdução

A tarefa do presente trabalho consiste em fazer pesquisa sobre educação popular, social e
comunitário como conceitos pedagógicos e sua ligação com a didáctica comunitária.

2 Resolução das questões

2.1 Didáctica de aprendizagem comunitária

1. Prepare, implemente e seleccione as boas estratégias da didáctica de aprendizagem


comunitária com base com os conhecimentos adquiridos durante a sua pesquisa.

Resposta: Pode-se descrever três grandes estratégias da didáctica de aprendizagem: a


estratégia normativa (centrada no conteúdo), a estratégia incitativa (baseada no aluno) e a
estratégia aproximativo (focalizada na construção do saber por parte do aluno).

Por tanto, para uma boa estratégia da didáctica de aprendizagem comunitária recorrer-se-ia a
estratégia aproximativo (focalizada na construção do saber por parte do aluno); pese embora as
outras estratégias sejam também uteis dependendo de cada caso.

2.2 Ficheiros 1 e 2

2. Leia os ficheiros F1. Didáctica como um conceito pedagógico, e F2- Desafios de uso
da didáctica no processo de ensino aprendizagem (5 horas).

2.2.1 F1: Didáctica como um conceito pedagógico


Para as teorias da educação, porém, a didáctica é mais do que um termo utilizado para
representar a dicotomia entre o bom e o mal professor ou para designar os materiais utilizados no
ambiente escolar. Termo de origem grega (didaktiké), a didática foi instituída no século XVI
como ciência reguladora do ensino. Mais tarde Comenius atribuiu seu carácter pedagógico ao
defini-la como a arte de ensinar.

A didáctica é uma disciplina científico-pedagógica cujo objecto de estudo são os processos e os


elementos que existem na aprendizagem. Trata-se do ramo da pedagogia que se ocupa dos
sistemas e dos métodos práticos de ensino, destinados a colocar em prática as directrizes das
teorias pedagógicas.

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Vinculada à organização escolar e à orientação educativa, a didáctica busca fundamentar e
regular os processos de ensino e aprendizagem. Entre os componentes do acto didáctico, pode-se
mencionar o docente (professor), o discente (aluno), o contexto da aprendizagem e o currículo.

No que diz respeito à qualificação da didáctica, pode ser entendida de diversas formas: como
pura técnica, ciência aplicada, teoria ou ciência básica da instrução. Os modelos didácticos, por
sua vez, podem ser teóricos (descritivos, explicativos e preditivos) ou tecnológicos (prescritivos
e normativos).

Ao longo da história, a educação foi actualizando os seus modelos didácticos. Inicialmente, os


modelos tradicionais focavam-se corpo docente e nos conteúdos (modelo processo-produto), sem
prestar atenção aos aspectos metodológicos, ao contexto nem aos alunos.

Com o tempo, foi-se passando para um sistema de modelos activos que promovem a
compreensão e a criatividade através do descobrimento e da experimentação. Por outro lado, o
modelo de mediação pretende desenvolver as capacidades de auto-formação. Graças à aplicação
das ciências cognitivas à didáctica, os novos modelos didácticos foram-se tornando mais
flexíveis e abertos.

Hoje em dia, pode-se descrever três grandes modelos de referência: o modelo normativo
(centrado no conteúdo), o modelo incitativo (baseado no aluno) e o modelo aproximativo
(focalizado na construção do saber por parte do aluno).

2.2.2 F2: Desafios de uso da didáctica no processo de ensino aprendizagem


No universo da educação, especialmente no ambiente escolar a palavra didáctica está presente de
forma imperativa, afinal são componentes fundamentais do cotidiano escolar os materiais
didácticos, livros didácticos, projectos didácticos e a própria didáctica como um instrumento
qualificador do trabalho do professor em sala de aula. Afinal, a partir do significado atribuído à
didáctica no campo educacional, é comum ouvir que o professor x ou y é um bom professor
porque tem didáctica.

Nos dias atuais, a definição de didáctica ganhou contornos mais amplos e deve ser compreendida
enquanto um campo de estudo que discute as questões que envolvem os processos de ensino.
Nessa perspectiva a didáctica pode ser definida como um ramo da ciência pedagógica voltada
para a formação do aluno em função de finalidades educativas e que tem como objeto de estudo

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os processos de ensino e aprendizagem e as relações que se estabelecem entre o ato de ensinar
(professor) e o ato de aprender (aluno). Nesta perspectiva a didáctica passa a abordar o ensino ou
a arte de ensinar como um trabalho de mediação de acções pré-definidas destinadas à
aprendizagem, criando condições e estratégias que assegurem a construção do conhecimento.

Nesse contexto, a Didáctica enquanto campo de estudo visa propor princípios, formas e
directrizes que são comuns ao ensino de todas as áreas de conhecimento. Não se restringe a uma
prática de ensino, mas se propõe a compreender a relação que se estabelece entre três elementos:
professor, aluno e a matéria a ser ensinada. Ao investigar as relações entre o ensino e a
aprendizagem mediadas por um ato didáctico, procura compreender também as relações que o
aluno estabelece com os objectos do conhecimento. Para isso privilegia a análise das condições
de ensino e suas relações com os objectivos, conteúdos, métodos e procedimentos de ensino.

Entretanto, postular que o campo de estudo da Didáctica é responsável por produzir


conhecimentos sobre modos de transmissão de conteúdos curriculares através de métodos e
conhecimentos não deve reduzir a Didáctica a visão de estudo meramente tecnicista. Ao
contrário, a produção de conhecimentos sobre as técnicas de ensino oriundos desse campo de
estudo tem por objectivo tornar a prática docente reflexiva, para que a acção do professor não
seja uma mera reprodução de estratégias presentes em livros didácticos ou manuais de ensino.
Não basta ao professor reproduzir pressupostos teóricos ou programas disciplinares pré-
estabelecidos, as informações acumuladas na prática ao longo do processo ensino-aprendizagem
devem despertar a capacidade crítica capaz de proporcionar questionamentos e reflexões sobre
essas informações a fim de garantir uma transformação na prática. Como um processo em
constante transformação, a formação do educador exige esta interligação entre a teoria e a prática
como forma de desenvolvimento da capacidade crítica profissional.

2.3 Hipóteses acerca da política e os resultados do sector educacional em


Moçambique

3. Prepare 2 hipóteses acerca da política e os resultados do sector educacional em


Moçambique, e sobre a sua contribuição ao desenvolvimento progressivo do país (1
hora).

3
Resposta: Para dar se resposta a esta questão, optou se por levantar um problema e de seguida
formulou se as perguntas do problema. Não se usou hipóteses devido a natureza do problema
levantado.

2.3.1 Apresentação do problema/objecto do estudo


A educação em Moçambique carrega, ainda nos dias atuais, as marcas de um período histórico e
das inúmeras questões sociopolíticas e económicas vinculadas aos processos de colonização
europeia. O Sistema Educativo é o principal garante da educação aos cidadãos e a sua
administração a forma através da qual esse sistema pode efectivamente responder aos problemas
reais.

Deste modo, parece ser cada vez mais importante o estudo dos modelos de administração de
forma a informar/enformar o processo de adequação do sistema às realidades sociais.

Assim, o problema que se quer investigar tem a ver com os modelos usados na administração do
sistema educativo moçambicano, ou seja, pretende-se conhecer/compreender que modelos são
decretados para a sua administração. O facto é que o sistema moçambicano apresenta dois
momentos cruciais marcados pela vigência de duas leis que representam uma (re)definição da
educação no país, a Lei nº 4/83 de 23 de Março e a Lei nº 6/92 de 6 de Maio.

Pelo seu estatuto normativo essas leis constituem uma configuração de dois modelos diferentes:
de Administração do Sistema Educativo moçambicano, “enquanto conjunto de princípios
consagrados e de normas gerais, “[os quais podem ser esboçados ou inferidos] através da
articulação e do cruzamento de tais princípios e normas” (Lima, 1998, p. 9), e ambos são
influenciados pelos processos social, histórico e político em presença, igualmente diferenciados.

Contudo, e porque a regulamentação do modus de administração do sistema educativo não se


esgota nestas leis gerais, uma análise extensiva a outros dispositivos legais que regulamentam o
sistema nacional da educação constitui um elemento de grande valor interpretativo para a
apreensão do modelo (ou modelos) aí subjacente(s).

Considerando que a administração dos sistemas educativos é feita tendo em conta determinados
modelos teóricos, espera-se que a análise do SNE saliente a(s) tendência(s) que se têm seguido
ao longo das reformas levadas a cabo desde 1983 de modo a, por um lado, determinar o grau e o
tipo de controlo da Administração Central relativamente a Introdução outros órgãos (Direcção

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Provincial, Distrital e Escolas) e, por outro, descrever as tendências (crescente, decrescente,
estacionária) da centralização ou descentralização ao longo do tempo.

2.3.2 Questões de Investigação


Considerando que a administração dos sistemas educativos revela a presença ou ausência de
determinados modelos teóricos, espera-se que a análise do SNE saliente a(s) tendência(s) que se
têm seguido ao longo das reformas levadas a cabo desde 1983. Isto é, este trabalho pretende
responder às seguintes questões:

1. Que modelos de administração são previstos na legislação e noutros documentos


orientadores do Sistema Educativo Moçambicano para as seguintes áreas de decisão:
a) Currículo e avaliação;
b) Organização pedagógica da escola;
c) Direcção e gestão administrativa.
2. Qual é o tipo e o grau de controlo da Administração Central relativamente a outros
órgãos (Direcção Provincial, Distrital e Escolas)?
3. Quais são as tendências (crescente, decrescente, estacionária) da centralização ou
descentralização ao longo do tempo?

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