Segurança Industrial

CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
SEGURANÇA INDUSTRIAL

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Segurança Industrial

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Segurança Industrial

SEGURANÇA INDUSTRIAL
ANTONIO GRAVENA ANDRE LUIS DA SILVA KAZMIERSKI ILSON PAULO CASTELO DE BARROS

Equipe Petrobras Petrobras / Abastecimento UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap

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CURITIBA 2002

Andre Luis da Silva. Andre Luis da Silva Kamierski. 70 p. . PETROBRAS.Segurança Industrial 363. coordenação do Comitê de Desenvolvimento de Competências da REPAR. 30 cm. Ilson Paulo Castelo de Barros. Brasil. V. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP.11 G775 Gravena. UnicenP. 4 1. III. REPAR. Segurança Industrial. Kamierski. Ilson Paulo Castelo de. REFAP. Curso de formação de operadores de refinaria. 2. 3. segurança industrial / Antonio Gravena. 2002. REGAP. RECAP. Título. diagramação e revisão UnicenP. IV. I. RPBC. (algumas color) . Financiado pelas UN: REPAR. SIX. : il. II Barros. REPLAN. Segurança do Trabalho. Antonio. REVAP.

buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras.Segurança Industrial Apresentação É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. slides de apresentação. Nome: Cidade: Estado: Unidade: Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo. Contamos. enfim. aprofundar seu conhecimento. precisamos de você e de seu perfil empreendedor. Para continuarmos buscando excelência em resultados. Estes materiais – módulos didáticos. diferenciação em serviços e competência tecnológica. portanto. representada pela UN-Repar. planos de aula. com a sua disposição para buscar outras fontes. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras. 5 . colocar questões aos instrutores e à turma. mas sim. caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes técnico-práticos dos operadores com as teorias. desta forma não podem ser tomados como algo pronto e definitivo. como um processo contínuo e permanente de aprimoramento.

....... 61 1....10 Proteção respiratória ... 34 1......4 Etapas de elaboração ..... 62 1......... 54 1.................................3...............8...................1 Do objetivo ........................5 Responsabilidade do Usuário ...12 Equipamentos autônomos .............................................................................. 57 1....4......5 Proteção das mãos ...1 Tipos de lesão .........17........8...7.................1 PTT – Permissão de Trabalho Temporária . 19 1...1 Antecedentes Históricos ....4.... 38 1......................4 O Ambiente de Trabalho .............................................. 54 1.................................... 28 1.....4...... 17 1......2...................8.. 60 1...... 48 1.... 63 1..............................7 Proteção do tronco ............................5 A experiência e a percepção .................. 13 1.11.12.13........11.........8............................................ 45 1.......3......17...................2 Conceito de Acidente .. 49 1.............3 Conceito de Acidente do Trabalho ......... alimentação por linha de ar (ar-mandado) .........3 Cancelamento .................. 31 1.....2 Metodologia para Análise de Acidentes/Incidentes .... 48 1..........4.........6 Do treinamento ...............................3......................................4.2 Requisição .............. 49 1......... 14 1.........14.... 34 1........ 40 1.1 Proteção para a Cabeça ......5 Recomendações de Segurança .................................17....................... 13 1.. 40 1........................... 11 1.............................13 Equipamentos de Proteção Respiratória com ...11 Fontes de Acidentes / Incidentes .....9.... 12 1.............8 Das contratantes e contratadas .................................................. 38 1...............4 Etiquetas de Advertência . 64 6 ...................8 Capas.......... 9 1...............6 Procedimentos para Identificação através das Cores ..............3 Por Que as Pessoas Erram (Falha Humana)? ...... 9 1......................1 A Importância da Inspeção Planejada ...........................................2............ 41 1........................ respiradores e máscaras ......2......................................................................9 Proteção do corpo inteiro ...12..................1 Ato Abaixo do Padrão e Condição Abaixo do Padrão ............... 59 1...18..............17............9 O mapa de risco ........ 43 1..................... 15 1...................3 Classificação dos E...........4.........................................3 Custo dos Acidentes no Brasil ..........2 Condicão insegura ....13..15 Colete salva vidas ........ 55 1...................................... 33 1...........4............14 Atos e condições inseguras .......4.......7..........5 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC ....................9 Disposições finais ............4...4 Responsabilidades da Empresa .3 A Importância da Análise do Incidente ou Quase Acidente – A Pirâmide de Segurança de Frank Bird .............................. 24 1. 32 1.............7 Inspeção Planejada ....... 21 1.................8.... 58 1.. 50 1... 57 1...... 13 1.........11 Equipamentos filtrantes.............. 60 1...................2 Das obrigações do empregado ......... 22 1............................7 Conclusão dos Trabalhos ................ jaquetas e conjuntos ......... 18 1.. 12 1................18............................... 13 1........... 35 1.............................. 31 1......... 7 1....13.....P.....................8..15 Controle de acidentes ...................................9......... 7 1..............................................3 Da organização .....................8........4........................................8..............................18 Condições específicas ..6 Alguns Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI .2 Levantamento dos riscos de acidentes ................4 Características dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI .10............3.......................................1 Das obrigações do empregador quanto ao EPI: ..............................16.................Segurança Industrial Sumário 1 SEGURANÇA INDUSTRIAL .............3 Análise dos acidentes ........................................1 Ato inseguro .......4.........9..14........2 Proteção dos olhos ....... 7 1............. 18 1....................... 19 1..................... 30 1...... 16 1...3.......2 Custo dos acidentes ................. 35 1............................. 47 1...... 38 1...4. 30 1......2 Da constituição ........6 Execução dos Trabalhos .............I.....1 Procedimento do Acidentado .... 52 1.................3 Relatório de Inspeção ..5 Do funcionamento .8..................... 18 1..7 Equipamentos de Proteção lndividual – EPI ........17 Condições gerais ........... 62 1.......4........................ 55 1........16 Procedimento em caso de acidente ....2..............11......................... 24 1.......................17............................... 51 1......................17......14 Proteção contra quedas ............... 23 1............................ 10 1... 60 1...1 Causas de Acidentes – O Modelo de Falha Humana ..................................16......4......2 Falha dos Sistemas Gerenciais ..................................... 63 1...........................13 Causas do acidente de trabalho ..7.....2 Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil ........1 Simbologia de Riscos ......................9...................17.........12 Acidente de trajeto e estabilidade após o acidente de trabalho .......................8 NR-5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA ...........................'s ...... 42 1......2 Cores de Riscos ...... 25 1...............4 Proteção auditiva ............... 51 1......... 9 1......3 Objetivos do Mapa de Riscos ...........6 Proteção dos pés e pernas ..............................................1 Emissão ..................... 11 1...................... 27 1.... 59 1.............................................................................3 Proteção facial ......................3 Das obrigações do fabricante e do importador .....2....... 31 1......4...... 57 1.............. 12 1....................1 Conceito de Segurança ....................1 Estabilidade após acidente de trabalho ...... 14 1..7 Do processo eleitoral .................2.....10 Acidente do Trabalho ................2 Liberação de Área ............................... 12 1...... 40 1...............2 Procedimento do Supervisor .................................................2...4 Das atribuições ........................12..... 9 1.14................ 31 1.............................

não dispunham de instalações sanitárias. afirmava que as condições de trabalho eram duríssimas: muitas estruturas que abrigavam as máquinas não haviam sido. na agricultura. W. ocorrendo acidentes e doenças profissionais de toda ordem. por conta dessa revolução. Em 1919. a Organização Internacional do Trabalho (OIT). devido às mudanças nas diversas sociedades do mundo. em seu livro “A industrialização de São Paulo 1881–1945”. crianças e velhos. O êxodo rural logo aconteceu e as relações entre capital e trabalho também se iniciaram através de movimentos trabalhistas reivindicatórios. que produzia seus produtos individualmente ou com alguns auxiliares e trocava seus produtos por outros. A área econômica. se fossem adultos. devem ser localizadas na legislação as ações do governo que regularizam e aplicam práticas de trabalho saudáveis. a Lei das Fábricas. naqueles estados onde se iniciava a industrialização – São Paulo e Rio de Janeiro – a situação dos ambientes de trabalho era péssima. destinadas a essa finalidade – além de mal iluminadas e mal ventiladas. é fundada em Genebra. que trabalhavam aos domingos. em 1897. No período de 1760 a 1830. A Revolução Industrial transformou totalmente as relações de trabalho exigentes. adota-se uma legislação progressista em defesa da saúde do trabalhador. cansados. praticamente só existia a figura do artesão. ocorreu o advento da Revolução Industrial na Inglaterra. 1. no comércio. se fossem crianças. O avanço da tecnologia e a criação de produtos para oferecer a um número maior de consumidores marcaram essa época. Pressionado. ao lado umas das outras. proibiu o trabalho noturno aos 1 menores de 18 anos e limitou a jornada de trabalho para 12 horas diárias e 69 horas por semana. criaram-se as máquinas complexas que exigiam volumosos investimentos de capital para sua aquisição e considerável mão-de-obra para o seu funcionamento. e suas correias e engrenagens giravam sem proteção alguma. sofreu uma série de transformações na indústria. Dean. principalmente nas fábricas pequenas ou desprovidas de serviços médicos próprios. que estabeleceu a inspeção das fábricas. enfim. difundir e recomendar formas de relações de trabalho. com o objetivo de realizar exames de saúde periódicos no trabalhador. alguns dados relativos ao Brasil). Paralelamente. eram multados por indolência ou por erros cometidos. que foi recrutada indiscriminadamente entre homens e mulheres. com o objetivo de estudar. o Parlamento Britânico aprovou. Criou-se.1 Antecedentes Históricos A Revolução Industrial foi uma das maiores revoluções da humanidade. Das máquinas domésticas e artesanais. além de se propor a estudar as doenças profissionais. pois.Segurança Industrial Segurança Industrial 1. adiante. que deu grande impulso às indústrias na forma como são conhecidas atualmente. para falar de Segurança do Trabalho. ou separados. A Revolução Industrial teve como ponto mais importante a revolução social. em 1833. em toda a economia que se tornou capitalista. que estabeleceu o limite de 12 horas de trabalho por dia. proibiu o trabalho noturno e introduziu medidas de higiene nas fábricas. naquela época. em outros países europeus e nos Estados Unidos. As máquinas amontoavam-se. a Inspetoria das Fábricas como órgão do Ministério do Trabalho Britânico.2 Histórico da Segurança do Trabalho no Brasil No Brasil. geralmente em um mercado público. O não cumprimento desta Lei obrigou o Parlamento Britânico a criar. instituiu a idade mínima de 9 anos para o trabalho. . O Brasil foi um dos seus fundadores e signatários (serão verificados. originalmente. A Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial. a “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”. No começo deste século. desenvolver. Os acidentes eram fre. em 1802. porque os trabalhadores.7 qüentes.

pelo então Ministro Arnaldo Prieto. dez anos depois. que embora tenha como finalidade principal a formação profissional. fundada em 21 de maio de 1941. obrigatória a existência de Serviços de Segurança e Medicina do Trabalho nas empresas. foi criado em 22 de janeiro de 1942. Alguns estudos realizados apontam que o risco nas pequenas empresas industriais (até 100 empregados) é 3. Indústria e Comércio. Ela altera o capitulo V. Em 1934. foram baixadas 28 Normas Regulamentadoras. a fim de conscientizar seus funcionários para as práticas prevencionistas.77 vezes maior que o das grandes empresas (mais de 500 empregados) ou 1.Segurança Industrial Em 1923. criava-se a Inspetoria de Higiene Industrial e Profissional junto ao Departamento Nacional de Saúde. do Ministério do Trabalho. inclusive os mais graves e letais. introduz-se a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho.96 vezes o das médias empresas (101 a 500 empregados). Daí o surgimento da área de Segurança do Trabalho na Instituição. Ainda assim. Decorrentes dessa Lei. . promovendo permanente troca de informações e de experiências entre empresas. daquela Organização. Em nível nacional. pelo Decreto lei nº 4048. As indústrias do ramo da mecânica. estão listados alguns fatores que prejudicam uma análise mais aprofundada nas estatísticas de acidentes: a) enorme quantidade de acidentes não registrados ou ocorrência de sub-registros. então. à burocracia. atualmente as grandes empregadoras são estas empresas. Em 1972. o lucro e a melhoria da qualidade de vida sem a prevenção dos acidentes decorrentes do trabalho. o pioneirismo fica com a Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes – ABPA. por diversos motivos. na área de saúde. com a participação de algumas pessoas idealistas que não aceitavam a produção. do titulo II. Um outro fato alarmante é que os riscos e as condição insalubres a que estão expostos estes trabalhadores são muito maiores que em empresas de porte superior. o que não ocorre nas pequenas empresas. em função da situação alarmante do número de acidentes registrados no país. as condições financeiras e econômicas permitem um maior investimento em máquinas modernas e processos com certa garantia de segurança e higiene do trabalho. Com relação às estatísticas de acidentes do trabalho. operacionaliza o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – e junto com o SENAI. Poucos anos depois surge o SESI – Serviço Social da Indústria. dentre outros fatores. de acordo com o número de empregados e o grau de risco em que se enquadram. de 8 de junho de 1978. desenvolve trabalhos de Higiene Industrial (levantamentos qualitativos e quantitativos de riscos) para fins de elaboração do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. da Consolidação das Leis do Trabalho. material elétrico e eletrotécnico são responsáveis pelos índices mais elevados de acidentes graves. aparece a terceira Lei. Tornou-se. com a finalidade de proporcionar lazer e saúde ao trabalhador. A legislação em vigor foi publicada em 22 de dezembro de 1977 e recebeu o número 6514. A seguir. o SENAI. b) grande quantidade de trabalhadores que não têm carteira de trabalho assinada. de 1959. ainda no governo Vargas. por meio de uma Unidade Corporativa. a legislação trabalhista consagra-se na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). As micro. com todo o Capitulo V dedicado à Higiene e Segurança do Trabalho. os dados brasileiros são poucos confiáveis. visualizou que não podia haver ensino de um trabalho sem o conhecimento dos correspondentes riscos de acidentes. Nas empresas de maior porte. em torno de 85% dos trabalhadores ficaram excluídos destes serviços obrigatórios. seguidos pelas indústrias ligadas ao ramo dos produtos alimentícios. Não obstante o Brasil ser signatário da OIT. Na iniciativa privada. no Ministério do Interior e Justiça. que hoje oferece treinamentos específicos. foi criado o PNVT – Plano Nacional de Valorização do Trabalhador. Um ano antes. também mantido pela iniciativa privada. Nesse mesmo ano. pequenas e médias empresas não estão enquadradas nesta legislação e. mantido pela iniciativa privada CNI – Confederação Nacional da Indústria. somente pela Portaria 3227 de 1972 é que veio a obedecer à Recomendação 112. no Departamento Nacional do Trabalho. Da mesma forma. Portaria 3214. o governo de Getúlio Vargas promulga a segunda Lei de Acidentes do Trabalho e. Hoje. a indústria da construção civil responde por 8 25% dos acidentes. c) sistema de estatística oficial não é confiável devido.

nos estudos que os cientistas realizam.”. Na verdade. Daí a grande importância da educação e do treinamento para desenvolver nas pessoas atitudes e hábitos nas conhecidas e freqüentes Instruções de Segurança.2. seu prazer. não previsto e não desejado. “Caso se deseje uma melhoria contínua de qualidade de vida. É muito comum as pessoas ligarem segurança a acidente. todo trabalho é importante e deve ser planejado e executado com segurança! Assim. dotado de inteligência e raciocínio. A partir da Revolução Industrial.. perigo ou risco para nossa vida. avaliando. o ser humano é sempre o principal fator. que poderá ser ou não com lesão. É comum ser lembrada apenas quando ocorre um acidente. com alguém de sua família ou algum de seus amigos? É difícil esquecer. pode-se concluir que ele é capaz de criar um ambiente apropriado para o seu trabalho. O grande desafio dos profissionais responsáveis pela prevenção de acidentes tem sido conscientizar as pessoas de que. Todos os acidentes têm uma ou mais causas que contribuem para provocá-lo. ao mesmo tempo. daquilo em que se pode confiar.4 O Ambiente de Trabalho “. a serviço da empresa. saúde. Exemplo: Você se lembra de algum outro acidente. 1. Não é estranho que ainda assim apresente taxas elevadíssimas de acidentes do trabalho? É muito difícil encontrar essa resposta. o estado ou a qualidade de seguro. É errado pensar que só serve para criar mais trabalho.Segurança Industrial O Brasil tem uma legislação muito antiga e abrangente.2. e provoca lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. considerada boa por vários especialistas. podese afirmar com toda a certeza que: Os acidentes podem ser evitados! Como conseguir isto? Participando dos programas de educação e treinamento de higiene e segurança. porém uma coisa é ter a lei e outra é se querer prevenir acidentes e doenças profissionais. em uma ou em várias pessoas ao mesmo tempo. que não representa. para tornar sua vida a mais agradável possível. não é mesmo? . Os jornais sempre publicam acidentes. integridade física e mental. sob todos os aspectos que o envolvam e o relacionem com os acidentes e sua prevenção. a segurança no local de trabalho passou a ser vista como problema social digno de atenção e de medidas de controle. os equipamentos de proteção individual e coletiva e participando ativamente das campanhas de prevenção de acidentes.2. entende-se mais facilmente aquilo que se vê. enfim. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. sua comodidade.” 1. 1.3 Conceito de Acidente do Trabalho “Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho. permanente ou temporário”. em princípio.. 9 Para compreender melhor o que foi dito anteriormente.. com vistas à prevenção de acidentes. 1. A questão é que se deve antecipar.2. é no trabalho que as pessoas dedicam a maior parte de suas vidas.. ou seja. com você. A segurança deve ser exercida antes que ocorra o acidente. Considerando que o ser humano.. conhecendo as normas e regulamentos.. é capaz de criar e fabricar coisas para o seu benefício. as medidas de controle. um local agradável. deve-se nos postos de trabalho ter como meta a melhoria da higiene e da segurança”. Por esta razão é que se deve ter um local de trabalho que ofereça condições dignas de higiene e segurança e que seja. “Toda vez em que se falar em segurança. separa-se esse ambiente de trabalho em duas partes: Aspectos Pessoais e Aspectos Físicos. identificando e eliminando as possíveis causas que poderiam provocar o acidente. seu lazer.1 Conceito de Segurança Segurança é a condição. a perda ou redução da capacidade para o trabalho. Com isto.2 Conceito de Acidente Acidente é o fato inesperado. pode-se pensar na prevenção de acidentes. além da higiene. as conseqüências de quando não se utiliza a Segurança.

além do interesse. o ruído. ao grupo. coeso e participativo certamente alcançará a eficiência e o dinamismo que todos buscam. o horário. é preciso conhecer a empresa e sua cultura. os vapores. os chefes. aceitando as decisões da maioria. Para que se possa atingir os objetivos de melhoria da qualidade de vida. a capacidade e a dinâmica de trabalho de cada um. pelo menos. as possibilidades e o objetivo de quem é responsável por ele. controle 10 emocional. arrumados. De qualquer forma. discernimento. Afinal. Claro que a parte pessoal do ambiente de trabalho não se refere somente ao indivíduo. É interessante que se saiba que. seguros e confortáveis. deve-se pensar que ainda hoje poderão surgir infecções e doenças transmissíveis se não forem tomados alguns cuidados básicos. objetivos e. 1. Demonstre a importância do trabalho que você está fazendo. também. conhecimento. no passado. de dar sua opinião. os colegas e. Deve-se participar de um trabalho em grupo e desejar o sucesso: não como vaidade pessoal. criatividade. porém. limitações. a poeira. A Ergonomia e a Higiene Industrial poderão ajudar muito no correto arranjo do local de trabalho. É necessário procurar conhecer “fisicamente” o local de trabalho. Cada um possui suas habilidades e deve utilizá-las respeitando os seus limites naturais. A partir de fatos como esses. É o desejo especial e forte de assumir um compromisso e de dar conta dele. Não tenha medo de errar. através de um correto arranjo físico chamado de ergonomia. os gases. comece já a organização. que ameaçam a população de muitas cidades brasileiras. foi uma das maiores que se espalhou violentamente há séculos. responsabilidade.2. Discuta. nem sempre. Faça com que os outros se sintam incluídos e participantes do seu trabalho. Converse sobre a possibilidade de distribuir as tarefas de acordo com a preferência. o interesse. A sensibilidade . O comprometimento é o que leva as pessoas ao sucesso. A peste bubônica.5 A experiência e a percepção A experiência é um fator indispensável a toda a atividade perceptiva e a todas as formas de treinamento sensorial. reflita com o grupo. devido às péssimas condições de higiene naquele tempo. o ambiente de trabalho deve ser de confiança mútua e respeito humano. principalmente. da vontade. capacidade. a ventilação. não existe nenhuma pessoa que saiba tudo e que possa tudo. etc.Segurança Industrial Aspecto Pessoal – é o jeito que se dá ao ambiente de trabalho. assim como algumas características importantes como as dimensões. da persistência. Antes. de agir. Causada por uma bactéria. conforme o posto. Basta lembrar da dengue e da leptospirose. alegria. ela é transmitida pelo sangue do rato para o homem. a iluminação. de participar. Pratique permanentemente suas qualidades pessoais: respeito. organizado? Se a resposta for negativa mãos à obra. também conhecida como peste negra. através das picadas de pulgas. colaborar para a solução de qualquer problema. Mostre a necessidade de participação de cada um no processo de melhoria do local de trabalho. limpo. a si mesmo. Um grupo unido. mas. porém. É importante também o tipo de trabalho. Importante: Os hábitos pessoais e a vida familiar refletem no ambiente de trabalho de uma maneira muito especial. Deve-se incentivar as pessoas a vencerem as barreiras aparentemente invencíveis para o Sucesso. Se ela não for aceita dessa vez. às outras pessoas que fazem parte desse ambiente. a limpeza. grandes epidemias devastaram a humanidade. O trabalhador deve explorar ao máximo seu potencial estendendo-o a outras áreas. principalmente. a movimentação e a postura corporal em que se trabalha. É fato que todos gostam de estar em locais limpos. a ocupação principal. Teste: Como está nesse momento a sua mesa de trabalho? Ou a sua bancada na oficina? O seu microcomputador. Nasce da consciência e da vontade de contribuir. Incentive o respeito que é o principal fator no trabalho em equipe. tem-se a influência direta sobre essas condições. etc. desejos. será numa próxima. bom humor. manter a ordem e a limpeza. o ritmo de trabalho. mas pela certeza de que se está fazendo o melhor. se você o utiliza? Está tudo arrumado. à equipe. podese. Aspecto Físico – o ambiente físico no local de trabalho deverá atender em primeiro lugar à adequação do ser humano.

). guarda e conservação. ação. identificando os equipamentos de segurança. de fabricação nacional ou importada. identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases. Nos ambientes de trabalho. Ela também interfere no comportamento. equipamentos. As cores são utilizadas também como sinalização de obstáculos. As aplicações e as técnicas de utilização das cores podem provocar reações e condicionamentos mentais ou físicos. todo dispositivo ou produto. Cabe ao empregador. caminho de fuga e para localizar os equipamentos de combate a incêndio onde a rapidez é fundamental. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.P. que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. quando atuam sobre seu campo de visão. Explicando melhor: é a experiência que apura. quanto ao E.7 Equipamentos de Proteção lndividual – E. c) para atender situações de emergência. identificação de equipamentos de emergência. do selecionador de chá.P. c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente 11 em matéria de segurança e saúde no trabalho. etc. A motivação é o processo que promove. que aumenta. há necessidade de distinguir o que é seguro do que é perigoso. na capacidade de realização. do músico. 1. A motivação interfere na aprendizagem: para aprender não basta poder. destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Para se compreender bem as coisas que estão ao nosso redor. de uso individual utilizado pelo trabalhador. As setas fazem a orientação do sentido do fluxo em tubulações de linhas próximas a equipamentos. todo aquele composto por vários dispositivos. que refletem diretamente na produtividade. principalmente. delimitando áreas. Essas aplicações contribuem também para melhorar o rendimento da iluminação e constituem uma combinação positiva para o trabalhador. gratuitamente.I. na identificação dos sistemas de canalizações. corredores. satisfação para o trabalho. através das cores. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. em perfeito estado de conservação e funcionamento. etc. no ambiente de trabalho.I. b) exigir seu uso.2. O equipamento de proteção individual. advertências.Segurança Industrial da nossa percepção depende muito do quanto já se sabe sobre o objeto com o qual nossos sentidos vão entrar em contato. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA. e advertindo contra riscos”.I.2. É considerado Equipamento de Proteção Individual (E. Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual. Aperfeiçoar os sentidos consiste no processo de ganhar experiência através da prática numa aprendizagem contínua. a percepção. válvulas ou interseções de linhas. positivos ou negativos. proteções de máquinas. tanto em casa como no trabalho. é preciso que a nossa atenção. através de conforto e segurança.P. do conhecedor de carros. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. EPI adequado ao risco. .: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade. que aguça os sentidos do provador de vinho. desempenho. A Norma Regulamentadora – NR 26 define estes casos Vermelho Laranja Amarelo Púrpura Branco Lilás Preto Cinza Azul Alumínio Verde Marrom 1. A Norma Regulamentadora (NR 26) sobre Sinalização de Segurança do Ministério do Trabalho estabelece: “As cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes. a experiência e a motivação constituam a base da aprendizagem. mantém e dirige a aprendizagem e o comportamento das pessoas.6 Procedimentos para Identificação através das Cores Dentre as capacidades dos órgãos dos sentidos do ser humano a mais utilizada nas sensações recebidas é o sentido da visão. d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. e. Além das pinturas de tubulações é comum identificar com o nome do produto em setas pintadas ou em adesivos. é preciso querer.

– requerer novo CA quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado. etc. imediatamente. – fornecer ao empregado somente o equipamento aprovado pelo Ministério do Trabalho e de empresas cadastradas na Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho – MTb.I. b) responsabilizar-se pela sua guarda e conservação.: máscaras. óculos de segurança.'s Os Equipamentos de Proteção Individual podem ser de dois tipos: a) de uso permanente. 1.: capacetes de segurança. capas impermeáveis de trevira. b) de uso temporário. o equipamento quando for danificado ou extraviado.I. em situação normal.1Das obrigações do empregador quanto ao EPI: – adquirir o tipo de equipamento adequado à atividade do empregado. – comunicar ao MTb qualquer irregularidade observada no EPI. – renovar o CA.3. Ex. quando danificado ou extraviado. através do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador – DNSST. – comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. quando estiver vencido o prazo de validade estipulado pelo MTb. .MTb. – Os E.2 Das obrigações do empregado – usar o equipamento apenas para a finalidade a que se destina. – Os E. quanto ao EPI: a) usar apenas para a finalidade a que se destina. anormal ou emergencial. d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.P.P. imediatamente.3 Classificação dos E. – responsabilizar-se pela guarda e conservação do equipamento. – substituir. o Certificado de Registro de Fabricante – CRF e o Certificado de Registro Importador – CRI. botas de segurança. e. permanência e natureza dos perigos e riscos de suas atividades ou ambientes de trabalho. – treinar o trabalhador para utilizar de forma adequada o equipamento.'s de Uso Permanente são aqueles que a empresa fornece aos trabalhadores em função da habitualidade. reposição de peças ou materiais. manutenção. protetores auriculares. 1.3 Das obrigações do fabricante e do importador – comercializar ou colocar à venda somente o equipamento que tiver Certificado de Aprovação – CA.P.3. luvas de segurança. – tornar obrigatório o uso do equipamento. Ex. roupas de emergên12 cia. c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. 1. do empregado e do fabricante como se segue. 1. e g) comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada. inspeção. cintos de segurança. EPI´s para proteção de riscos inerentes ao cargo de soldadores e outros a critério da SMS.Segurança Industrial e) substituir. capas de aproximação.I: s de Uso Temporário são aqueles que a empresa fornece aos trabalhadores para a realização de um trabalho específico sob condição de risco. etc.3. do Ministério do Trabalho. A legislação define obrigações do empregador. Cabe ao empregado. e que devem ser devolvidos a SMS após o término do trabalho para higienização. – responsabilizar-se pela manutenção da mesma qualidade do EPI padrão que deu origem ao Certificado de Aprovação (CA). – cadastrar-se junto ao MTb. – responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica.

resiste até 20. com fuga não superior . mas também das condições do próprio trabalho. Alguns tipos de EPI para partes da cabeça: – Proteção do couro cabeludo – bonés. O capacete é composto. serão apresentados alguns exemplos: – um soldador tem que usar máscara com lentes próprias. queimaduras ou choques elétricos. Para esclarecer o que foi abordado anteriormente. zelando pela limpeza adequada. dará proteção contra as condições de trabalho incômodas e desagradáveis. que operam e formam o sistema de proteção. quando apresentam iluminação forte direta ou indireta. em ambientes onde haja probabilidade de lesões.000 Volts durante 3 minutos. – fornecer os equipamentos de proteção de utilização eventual e orientar quanto ao uso. A escolha do equipamento de proteção se fará não somente em função do risco.3. – Proteção do crânio – Deve ser utilizado o capacete para proteger o crânio nos trabalhos sujeitos a agentes meteorológicos (trabalhos a céu aberto).3. a saber: 1. Proteger os olhos e o rosto.4. basicamente. O equipamento de proteção individual protegerá contra os riscos dos locais de trabalho e. projeção de objetos ou outros. serão apresentados. O Casco O “casco” é rígido. – fazer cumprir a obrigatoriedade quanto ao uso através de técnicas comportamentais.4 Responsabilidades da Empresa – instruir todos os empregados sobre a necessidade e a maneira correta de usar e de manter os equipamentos de proteção individual. impactos provenientes de quedas. mantendo-o em boas condições. de forma reduzida os tipos de proteção que podem ser feitas em cada parte do corpo. Por isso.4 Características dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI Para cada tipo de atividade existe um risco correspondente. – proporcionar aos empregados facilidades para guardar. substituição de partes e testes de certificação.1 Proteção para a Cabeça A cabeça deve ser protegida nos locais onde há o perigo de impacto e de penetração de objetos que caem ou que se desprendem e são lançados à distância. 1. limpar e manter o seu EPI. – um bombeiro para entrar num prédio em chamas tem que estar usando máscara contra gás.Segurança Industrial 1. Constitui-se de uma peça. a seguir. geralmente. leve e balanceado. Devem ser fornecidos equipamentos adequados para proteção auditiva aos empregados em todas as áreas onde o nível de ruído não possa ser reduzido. pelo “casco” e pela “suspensão”. Não é possível detalhar todas as profissões e quais os equipamentos de proteção individual necessários para exercê-las com segurança e sem riscos. injetada em polietileno de alta densidade.5 Responsabilidade do Usuário Cuidar do EPI sob sua responsabilidade. – possuir uma relação de equipamentos de proteção individual por função. utilizando-o de modo correto e sempre que seu uso seja obrigatório. Existem vários equipamentos de proteção individual. Deve ser fornecida proteção respiratória em áreas que apresentem um ambiente respiratório limitado ou possibilidade de deficiência de oxigênio ou contaminação do ar. redes. não condutora de corrente elétrica. os EPI específicos para cada atividade profissional e a parte do corpo que deve proteger. – o gari não pode recolher o lixo sem estar usando luvas especiais. de queimaduras de origem elétrica e em trabalhos a céu aberto. para permitir um confortável 13 uso. visando a sua adequação. etc. líquidos e radiações perigosas ou uma combinação de todos estes riscos. gorros. – acompanhar junto ao usuário a realização de testes. Dependendo do tipo. ao mesmo tempo. 1.

poeiras e radiações perigosas. possuindo lentes filtrantes com tonalidades variáveis de 3 a 6. que podem atacar o material de que é feita a suspensão e diminuir-lhe a segurança. provenientes de impacto de partículas. . Não use álcool ou outros produtos. Óculos para solda e corte É obrigatório o seu uso para trabalhos de corte de metais com uso de maçarico. Podem ser usados sobre óculos comuns. lavando-a com água e sabão. Os principais tipos. resistente a impactos.Segurança Industrial a 9mA e quando testado para ruptura. poderão aparecer trincas em sua estrutura. Nessa situação.000 Volts. Ao menor sinal de deterioração troque de imediato a suspensão. após este tempo. vapores de produtos químicos ou por radiações luminosas intensas. A suspensão deve ser trocada sempre que houver desgaste da mesma ou que for contaminada por gases ácidos. Óculos com proteção lateral Possuem lentes de cristal ótico endurecido.4. Recomenda-se não fazer furos no casco para que não seja diminuída a sua resistência contra impactos. não deve ocorrer abaixo de 30. óleos e outros agentes. São constituídos de material plástico. A suspensão possui duas partes importantes: – A cinta ajustável e a dupla fita amortecedora. macio e flexível. resistentes a impactos de partículas sólidas. de protetores são: 1. Protetor facial com lente transparente de policarbonato Devem ser utilizados para proteção contra respingos de produto químicos e impactos de partículas líquidas. Para uma proteção eficaz durante o tempo de uso mantenha-a limpa. respingos de produtos químicos e impactos de partículas. plana e transparente. o capacete deverá ser substituído por outro novo. São construídos com armação de PVC não tóxico. Possuem ainda um dispositivo para ventilação indireta com tela para filtrar poeiras e um tirante para ajuste e fixação.3 Proteção facial É obrigatório o uso de protetores faciais para todos os empregados cujo trabalho ofereça risco de lesão dos olhos e da face.2 Proteção dos olhos É obrigatório o uso de óculos de seguran14 ça para todos os empregados cujo trabalho ofereça risco de lesão aos olhos. de acrílico ou policarbonato. Celeron ou Poliestireno. lente inteiriça. Protegem contra poeiras. Os óculos de lente de policarbonato. respingos de líquidos agressivos e metais em fusão. Seu uso é recomendado para proteção contra projeção de partículas e poeiras.4. Os brigadistas de combate a incêndio e vazamentos de produtos combustíveis e inflamáveis devem utilizar capacetes a prova de fogo dotados de viseiras refletivas de radiação térmica e luminosa e protetor para a nuca. por partículas. respingos. Ocorrendo o ressecamento do casco. amortecendo o choque mecânico transmitido pelo casco. são recomendados também para projeção de partículas e poeiras. Protege a visão contra a luminosidade gerada durante o corte. O polietileno injetado possui durabilidade média de 5 anos e. de modo a evitar danos à retina ocular. provocada pelo ressecamento do polietileno. Os trabalhadores devem solicitar sua substituição no caso das lentes estiverem riscadas ou com respingos de aço. 1. Óculos de proteção total Suspensão A suspensão tem a função de absorver impactos na cabeça. toda a sua resistência mecânica contra impacto será comprometida. que podem ser incolores ou coloridas filtrantes.

NR-15. anexos I e II. 6. Retire-o e repita a seqüência.Segurança Industrial Protetor facial com lente escura Devem ser utilizados para proteção contra radiações luminosas intensas.4. 1. Enquanto o plug estiver comprimido. que fará a avaliação e definirá qual o tipo de protetor é o mais adequado ou que outras medidas de proteção serão requeridas. quanto possível. A introdução ficará mais fácil se a orelha for levemente puxada. 3. até que ele atinja um diâmetro tão pequeno. deverá ser contatado o Técnico de Segurança da SMS. 15 . apresenta visível uma certa porção da sua superfície lateral. Instruções de uso 1. os seguintes tipos de proteção: Plug de inserção moldável É constituído de espuma sintética moldável. Quando houver dúvida. quando bem colocado. Protetor facial com lente escura (máscara para soldador) Devem ser utilizados para proteção contra raios infravermelhos e ultravioletas em trabalhos de soldagem. apresenta visível somente o círculo de sua extremidade. Com a ponta do dedo. com a outra mão.4 Proteção auditiva É obrigatório o uso de protetores auriculares em locais onde for constatado nível de ruído superior aos limites de tolerância definidos pela legislação em vigor. mantenha o plug no lugar. Role e aperte o plug suavemente. com consistência esponjosa. na empresa. para cima. Repita o mesmo para o outro ouvido. O plug. introduza-o. no canal auditivo. quanto ao nível de exposição ou dose de ruído a que o trabalhador está exposto. Tem comprimento ideal para facilitar sua fixação e remoção. para alcançar uma inserção adequada e uma boa proteção. Protetor facial aluminizado Devem ser utilizados para proteção contra impactos e estilhaços de peças ou materiais. 4. em trabalhos de inspeção dos queimadores de fornos e onde ocorrerem reflexos luminosos de grande luminosidade. 5. quando mal colocado. Amolda-se perfeitamente ao formato do canal auditivo. infravermelhas e ultravioletas. até que a expansão se inicie. Desta forma a proteção obtida será a melhor possível. rapidamente. Para tanto. Tem-se à disposição. O plug. Para melhor proteção auditiva os plugs devem ser adequadamente inseridos. siga cuidadosamente as instruções de utilização: Mãos e plug devem estar limpos antes do manuseio! 2.

não deve o arco ser alargado com o intuito de diminuir a pressão do ajuste. acoplado ao capacete As conchas possuem as mesmas características do protetor auricular com arco flexível. deverá o usuário substituir este EPI. O arco deve permitir mobilidade ao redor da cabeça com possibilidade de uso na cabeça. e ter características físicas. – Agentes biológicos. que permitem ajuste aos ouvidos. Pode ser usado com: capacete. este modelo possui articulações afixadas ao capacete. cáusticos. – Frio. o usuário deverá providenciar a sua substituição junto à SMS. Não deve possuir partes metálicas ou material condutor de corrente elétrica. viseira facial ou máscara de soldador. A pressão do arco é calculada de modo a oferecer a proteção adequada requerida pela Norma. tóxicos. derivados de petróleo.4. Conforme a característica da tarefa. arranhões ou perfuração durante a execução do trabalho Protetor auricular tipo concha. sulcos. nuca ou queixo. sulcos resultantes de cortes ou desgastes superficiais. – Radiações perigosas. Caso haja o contato das luvas com produtos químicos ácidos ou cáusticos. ataque de ozônio. isenta de material recuperado ou de sobras. O arco deve ter duas partes deslizantes de maneira a permitir um melhor ajuste na cabeça. – Materiais ou objetos aquecidos. óleos. – Produtos químicos corrosivos. Recomenda-se o uso de luvas de vaqueta fina com punho de raspa para cobertura e proteção da luva de alta tensão contra impactos. As superfícies.Segurança Industrial Protetor auricular (tipo concha) É constituído por um par de conchas de plástico de alto impacto com almofada de vinil para proporcionar um perfeito ajustamento. Luvas de PVC 1. . portanto. solventes. – para trabalhos médios. químicas e elétricas exigidas para a proteção contra choques elétricos. externa e interna. abrasivos. Antes de sua utilização deve ser feita uma inspeção visual nos seguintes aspectos: furos. são classificadas em 3 tipos: – para trabalhos leves. Caso seja constatado o amassamento permanente das almofadas ou rasgo da proteção da espuma. suportados por um arco flexível também em material plástico. oxidação. O trabalhador deverá providenciar a substituição do EPI quando constatar que ocorreram deformidades das almofadas e/ou rasgo na proteção da espuma. sinais de envelhecimento. alergênicos. A superfície externa deve estar isenta de furos. graxos. cavidades. porosidade ou incrustações. Luvas de borracha para eletricista Devem ser utilizadas para proteção contra choque elétrico. devem estar isentas de: depressões. graxas. rachaduras. solventes orgânicos e derivados de petróleo. cortantes ou perfurantes. etc. Devem ser utilizadas para proteção das mãos contra: produtos químicos (ácidos ou cáusticos). – para trabalhos pesados. porém. Luvas de vaqueta Devem ser utilizadas para serviços em que haja contato ou risco de contato com agentes abrasivos perfurantes ou cortantes. detergentes.5 Proteção das mãos É obrigatório o uso de luvas para proteção das mãos em serviços onde haja contato ou risco de contato com: – Materiais ou objetos escoriantes. pois desta maneira o EPI tornar-se-á impróprio por não oferecer proteção adequada ao risco. 16 – Equipamentos elétricos energizados. fendas ou porosidades que permitam a passagem do agente agressivo. A borracha usada na confecção das luvas deve ser de alta qualidade.

com solado antiderrapante e forração interna. Sempre que as condições de trabalho exigirem qualquer tipo de proteção adicional. as botas deverão ser substituídas. na faixa dos sabões e detergentes.17 tos químicos. etc. solado antiderrapante e com forração interna.4. Nunca devem ser utilizadas para manuseio de ácidos. Luvas de grafatex com fibra de kevlar Devem ser utilizadas para proteção das mãos. Sempre que houver desgaste acentuado do solado deverão ser substituídos. a fim. 1. nas oficinas e armazéns. manuseio de peças quentes. Botas de couro com biqueira de aço Devem ser utilizadas para proteger o trabalhador contra a ação de objetos cortantes ou perfurantes e impactos sobre os dedos. Botas de PVC Devem possuir solado antiderrapante e ter "cano" de 23 cm em relação à parte superior do solado.6 Proteção dos pés e pernas É obrigatório o uso de calçado adequado para a realização de qualquer atividade na área industrial da refinaria. de evitar acidentes provocados por escorregões. Devem ser utilizados nas atividades do laboratório que não envolvam risco de queda de materiais pesados. deformações ou contaminação interna. Sempre que houver desgaste acentuado do solado deverão ser substituídos. água. de evitar acidentes provocados por escorregões. contusões. podem trabalhar com outro tipo de calçado desde que atestada a lesão pela atividade de Saúde e desde que constatado de que não haverá risco ao trabalhador em decorrência dessa permissão. temporariamente impedidos de usar o calçado exigido.Segurança Industrial Luvas de kevlar São utilizadas para proteção das mãos contra agentes térmicos secos em serviços com objetos a temperaturas elevadas e manuseio de peças quentes. Luvas de látex São utilizadas para proteção das mãos contra agentes químicos leves. a fim. contra agentes térmicos secos. naftas ou solventes. Sapato de segurança São confeccionados em couro. a fim. Devem ser substituídas quando apresentarem furos. bases concentradas. São confeccionadas em vaqueta. etc. Devem ser utilizadas nas áreas industriais. cáusticos. produtos corrosivos. riscos elétricos e contato com produ. querosene. Luvas de kevlar aluminizadas São utilizadas para proteção das mãos contra agentes térmicos secos. Os empregados. É utilizado no laboratório para o manuseio de vidros aquecidos a temperaturas de ate 500°C.. armazéns e obras. tipo vaqueta. Cabe aos supervisores e a fiscalização o cumprimento dos requisitos aqui mencionados. tais como: serviços com objetos a temperaturas elevadas. de evitar acidentes provocados por escorregões. São utilizadas em trabalhos que exigem maleabilidade e tato. Permitem a facilidade do manuseio de pequenas peças aquecidas. troca de maçaricos e onde haja necessidade de reflexão de calor irradiado pela fonte de emissão. . use calçados adequados. Sempre que houver desgaste acentuado do solado. oficinas. em conseqüência de ferimentos. derivados de petróleo na faixa de gasolina. Entende-se como calçado adequado. fornos. todo aquele que proteja o trabalhador dos riscos existentes no local ou na natureza do trabalho. São utilizadas para proteção da pele em pisos que haja hidrocarbonetos.

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1.4.7 Proteção do tronco
Nos serviços em que haja risco de lesão no tronco é obrigatório o uso de proteção adequada.

1.4.9 Proteção do corpo inteiro
É obrigatório o uso de proteção para o corpo inteiro, nas seguintes situações: – Em trabalhos onde haja risco de contato com agentes químicos, prejudiciais à saúde, absorvíveis pela pele ou que possam lesioná-la; – Em trabalhos com umidade em excesso; – Em trabalhos onde haja risco de contato com superfícies abrasivas.

Aventais
Aventais de PVC
Devem ser utilizados em trabalhos onde haja possibilidades de ocorrer respingos de hidrocarbonetos e produtos corrosivos (ácidos e cáusticos). Deve-se lavá-los com água e sabão após o uso.

Conjuntos de PVC (calça, blusão e capuz)
Devem ser utilizados em trabalhos onde qualquer parte do corpo possa entrar em contato com hidrocarbonetos, produtos tóxicos e/ou corrosivos. São utilizados também para trabalhos em que haja umidade em excesso. Exemplo: operação de lavagem em interior de equipamentos. Nestas situações, para uma completa proteção, é feito também o uso de luvas e botas de PVC.

Aventais de raspa
Devem ser utilizados em trabalhos onde haja risco de lesão provocada por objetos escoriantes, cortantes, abrasivos e por radiações não ionizantes geradas por soldagens.

Macacões de brim com capuz (macacão de parada)

1.4.8 Capas, jaquetas e conjuntos
Conjunto aluminizado
Devem ser utilizados na proteção contra calor radiante ou condutivo e respingos de partículas quentes de metais ou líquidos.

São destinados para trabalhos em locais onde haja risco de contato com superfícies abrasivas. Possuem reforço nos ombros, cotovelos, joelhos e nádegas. Exemplo: trabalhos em interior de equipamentos.

Jardineiras de PVC
Devem ser utilizadas em trabalhos envolvendo substâncias químicas ou ambientes com grande umidade ou locais alagadiços. Possuem botas de PVC acopladas nas pernas.

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Capa de PVC
Devem ser utilizadas para proteção contra chuva. Podem ser utilizadas para respingos de produtos ácidos e cáusticos.

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Macacão especial de proteção
Macacão confeccionado em não-tecido, com costura termosselada e tratamento anti-estático. Com abertura frontal em zíper, elástico nos punhos e tornozelos e capuz com elástico. Oferece proteção em operações em que exista risco de contaminação com agentes químicos líquidos.

1.4.10 Proteção respiratória
O uso de proteção respiratória é obrigatório quando: a) a concentração volumétrica de oxigênio no ambiente ou para respiração pelo trabalhador estiver abaixo de 19,5%; b) o ar estiver contaminado com substâncias prejudiciais à saúde, que através da respiração possam provocar distúrbios ao organismo ou seu envenenamento; c) o ar ambiental não se encontrar no seu estado apropriado para a respiração, ou seja, ter temperatura e pressão anormais que possam causar danos ao sistema respiratório (ex.: congelamento, queimadura, embolias, etc.); d) o ar contiver qualquer substância que o torne desagradável por exemplo: odores. A grande variedade de tarefas existentes na RPBC que necessitam de proteção respiratória exigem em cada caso o equipamento mais adequado para sua execução. Pode-se citar o uso de proteção respiratória nos seguintes casos: – trabalhos em áreas continuamente contaminadas; – trabalhos em áreas com contaminação provável ou possível de ocorrer; – para abandono em situação de perigo eminente (fuga); – para salvamentos e ações de socorro. Os equipamentos de proteção respiratória podem ser classificados em: a) Equipamentos filtrantes, respiradores e máscaras; c) Equipamentos Autônomos; c) Equipamentos de Respiração com linha de ar (ar mandado).

Macacão anti-ácido hermeticamente fechado
São indumentárias especiais de PVC ou neoprene, hermeticamente fechadas oferecendo proteção de corpo inteiro contra contaminantes químicos. Na RPBC são utilizadas na Unidade de Gasolina de Aviação (UGAV) para atendimento e controle de vazamentos de HF (ácido fluorídrico) de grandes proporções uma vez que proporciona ao usuário um alto grau de proteção. Os macacões anti-ácido possuem insuflação de ar, através de mangueira de suprimento de ar respirável. Deve-se tomar o cuidado de verificar, rotineiramente, o estado da roupa, quanto à presença de furos ou cortes no tecido, bem como se o sistema de vedação está em perfeito estado.

SEQÜÊNCIA DE COLOCAÇÃO DA ROUPA

1.4.11 Equipamentos filtrantes, respiradores e máscaras
São equipamentos que permitem a passagem do ar ambiente para o sistema respiratório somente após ter sido purificado através de filtros mecânicos químicos ou combinados. Os filtros possuem carvão ativo para retenção de contaminantes químicos e elementos de papel ou algodão para retenção de poeiras.

Filtros químicos e mecânicos

A utilização deste tipo de equipamento é 19 recomendada quando: – a concentração volumétrica parcial de oxigênio na atmosfera estiver com, no mínimo 19,5% (NIOSH);

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– a atmosfera estiver isenta de monóxido de carbono; – a concentração do contaminante na atmosfera estiver dentro das especificações de uso do filtro; – preferencialmente, o ambiente for aberto e ventilado. A vida útil dos filtros depende basicamente: – da concentração do contaminante; – da taxa de consumo de ar pelo usuário; – da umidade relativa do ar; – da temperatura do ar. O tempo de uso dos filtros depende dos fatores anteriores, devendo os mesmos ser substituídos quando ocorrer ou for detectado: – elevada resistência ao fluxo de ar para a respiração normal; – percepção do cheiro das substâncias contaminantes; – princípio de irritação. Nota: quando se tratar de filtros químicos, deve ser observado o prazo de validade dos mesmos, pois, expirado este prazo, os filtros devem ser descartados. Os filtros de respiração aparecem nas mais variadas formas construtivas. Na RPBC os tipos mais utilizados são os de rosca para respiradores e máscaras panorâmicas. Os cartuchos químicos utilizados obedecem a uma codificação de cores e apresentam suas especificações rotuladas nos próprios cartuchos. Neles estão especificados os contaminantes para os quais se destinam. De acordo com o filtro utilizado, este proporcionará proteção contra poeiras, neblinas, asbestos, fumos, gases ácidos, vapores orgânicos, halogenados, amônia, aminas, pesticidas, tintas, vernizes, esmaltes e outros, ou ainda a combinação de mais de um contaminante, de acordo com as limitações especificadas.

Os filtros químicos e mecânicos, após o seu uso, deverão ser devolvidos para a SMS para que seja promovido a destinação adequada dos mesmos.

Respiradores semi-facial, com filtros combinados

Sua utilização é indicada para proteção respiratória contra uma grande variedade de contaminantes, através de filtros químicos ou mecânicos (para poeiras), todos intercambiáveis. Assim, dependendo do contaminante presente na atmosfera, o usuário poderá optar pelo tipo de filtro mais adequado. Os respiradores semi-faciais cobrem a boca e o nariz, e permitem uma respiração natural. As correias elásticas garantem uma vedação segura e conforto no uso. As vantagens principais do respirador semifacial são, o peso reduzido e o conforto. Os respiradores semi-faciais são, usados com filtros, em locais de trabalho onde os contaminantes ou elementos prejudiciais à saúde existem em pequenas concentrações.

Máscaras panorâmicas

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As máscaras faciais panorâmicas envolvem todo o rosto e, por isso, oferecem, simultaneamente, proteção à visão, e à respiração. Isto se torna indispensável em ambientes com elementos irritantes ou agressivos à vista e respiração. As modernas máscaras faciais possuem um único visor abaulado, com grande campo visual. O corpo da máscara facial, com seus lábios de vedação, adapta-se a todos os tamanhos e formatos diferentes de rostos, ajustando-se

o equipamento deverá ser substituído. Conforme o equipamento de proteção respiratória usada em conjunto com as máscaras faciais. válvula de alívio de pressão e correias de sustentação. uma membrana acústica interna. Este alarme é disparado quando o ar existente no cilindro for suficiente para. em cujos ambientes. aumentando o grau de proteção do usuário em atmosferas com presença de contaminantes. quanto à utilização do equipamento. Para efetuar o teste. Nota: sempre que for necessário utilizar equipamento de proteção respiratória após o ajuste da peça facial. possuem conexão da válvula de demanda (pulmão) tipo engate rápido baioneta. São utilizados em situações de emergência ou em trabalhos onde é necessária a movimentação constante do usuário. Ocorrendo a contração da peça facial. dispositivo de alarme sonoro. Um aparelho autônomo é composto. que fornece a quantidade de ar necessária para encher os pulmões. ela possui uma Iigação de rosca e válvulas de inalação e exalação. o Carla é ideal para abandono de áreas e para a realização de rápidas inspeções.12 Equipamentos autônomos São equipamentos com provisão de ar contido num cilindro de alta pressão. do esforço físico. – máscaras faciais usadas em conjunto com equipamento autônomo de respiração por pressão positiva. O conjunto é fixado ao corpo através de tirante de nylon e cinto. estas possuem diferentes conexões: – se a máscara é usada com filtros. 21 . Estes aparelhos têm sua utilização limitada. que permite a transmissão de comunicação verbal pelo usuário. de um dispositivo para acoplamento de mangueiras de suprimento de ar e pode ser utilizado como um conjunto de emergência nos trabalhos com linha de ar mandado. equipamentos com linha de ar ou conjuntos autônomos de respiração. de acordo com sua capacidade de armazenamento de ar. a peça facial deve ser substituída. válvula redutora de pressão. É conveniente o treinamento prévio e a habilitação adequada aos usuários destes equipamentos. o dispositivo de alarme dá um breve apito. que permitem uma adequada vedação. Simples e seguro. Caso a vedação não seja satisfatória.4. basicamente. onde.5% em volume). Dispõe. deve ser efetuado o teste de vedação. de uma máscara panorâmica com traquéia. As máscaras possuem. O dispositivo de alarme sonoro indica que o suprimento de ar está chegando ao fim e que o usuário deve sair imediatamente da área contaminada. independem da qualidade do ar existente no ambiente ou de outra fonte externa de suprimento. aproximadamente. sempre. cilindro para alta pressão. Conjuntos autônomos modelo Carla São os menores equipamentos autônomos de respiração utilizados na RPBC. suporte básico para apoio do conjunto ao corpo. deve-se obstruir a via normal de entrada de ar e aspirar profundamente. biotipo e treinamento do usuário. O ar expirado pelos pulmões é expelido para fora da máscara. a vedação é satisfatória. Aviso importante: quando se abre a válvula do cilindro. Observação: o uso de barba não permite uma perfeita vedação.5 litros – pressão de carga 200 kgf/cm2 – volume de ar 300 litros – autonomia(*) 10 minutos – peso total 4. Sua autonomia depende.Segurança Industrial através de câmaras reguláveis presas a cinco pontos da máscara. Portanto. também. Caso não ocorra este alarme no momento de abertura da válvula do cilindro. o que indica o seu perfeito funcionamento. válvula de demanda (pulmão). ainda. existem ou possam existir altas concentrações de contaminantes e/ou baixa concentração de oxigênio (abaixo de 19. através das válvulas de exalação da máscara. O ar é respirado do cilindro de suprimento através da válvula de demanda. As modernas máscaras panorâmicas possuem pressurização no seu interior. cinco minutos.5kgf (*) considerando consumo de 28 I/min (médio) 1. para fuga. Dados técnicos do cilindro de ar: – volume interno 1.2kgf – peso do cilindro 3.

Os respiradores supridos por mangueiras de ar comprimido. aos conjuntos filtrantes.14. As fivelas são auto-fixantes assim como o cinto.Segurança Industrial Conjuntos autônomos Todo o conjunto é modulado e pode ser desmontado em poucos minutos o que facilita muito as operações de limpeza do mesmo. com diâmetro interno de 3/8" (9mm). proporcionando além de maior conforto.13 Equipamentos de Proteção Respiratória com alimentação por linha de ar (ar-mandado) São equipamentos de proteção respiratória que suprem o trabalhador de ar respirável através de mangueira de ar comprimido. Sistemas tipo fluxo constante (ar mandado) São dispositivos onde o suprimento de ar comprimido para os respiradores é. A tira de fixação do cilindro é confeccionada em Kevlar. material muito existente e acomoda todos os tipos de cilindros básicos. o que permite a rápida colocação e retirada do aparelho. As correias e cinto são confeccionados de espuma sintética especial. o PA 93 é um aparelho autônomo que reúne características ergonômicas 22 excelentes. sendo que grande parte do peso do equipamento é deslocado dos ombros para para a região lombar do usuário. leve e econômico na proteção contra gases. uma ótima mobilidade durante as operações. o manômetro e alarme sonoro são os mesmos utilizados no aparelho PA 90 BR. recoberto com material anti-estático o que o torna extremamente resistente a impactos e esforços. A máscara facial. gerado em centrais de compressores. O ar comprimido respirável é conduzido através de mangueiras apropriadas e flexíveis. das correias e do cinto. recoberta com tecido anti-chama. a válvula reguladora. bem como seguro para ser utilizado em atmosferas explosivas de qualquer espécie. a válvula de demanda. dividem-se em dois sistemas distintos: os de fluxo constante e os de demanda automática de ar. que não se degrada em contato com o fogo. Cilindro de ar comprimido É conectado manualmente a válvula reguladora e permanece fixo ao suporte com auxílio da tira de fixação. . PA 93 Aparelho autônomo. Devido ao desenho do suporte. Os respiradores autônomos ARAP E-10 destinam-se a serviços de rápida duração e proporcionam ao usuário independência do ar ambiente. O fecho da fita é de fácil acionamento e garante um assentamento perfeito do cilindro ao suporte. 1. O suporte do PA 93 é feito de um material plástico composto de fibra de carbono. constantemente. Desenvolvido especialmente para combate ao fogo ou para atividades intensas de utilização de equipamentos autônomos.

é utilizado o modelo Carla. que incorpora válvulas de retenção e válvulas de alívio de alta pressão. Essa pessoa deverá ser habilitada para manusear e operar o equipamento. é necessária a utilização de um conjunto autônomo de respiração acoplado ao sistema da linha de ar mandado. 23 . uma vez que a geração de ar pode sofrer panes ou caso a mangueira que supra o trabalhador venha a ser rompida acidentalmente. O conjunto contém 4200 litros de ar respirável. Sistemas com demanda automática de ar Como alternativa para a realização de serviços onde existam contaminantes e não há fontes/pontos de suprimento de ar mandado. umidificador de ar e bicos para saídas de mangueiras tipo engates rápidos. pode conectar um registro de ar com traquéia e máscara facial a semi-máscara. em situações de emergência. pois não haverá risco de contaminação do ar através do ambiente. aproximadamente. Considerando uma média de consumo de ar em torno de 40 L/min. bem como umedecendo-o quando se tratar de ar seco (tipo ar de instrumentos). decantador de água e óleo. destinada para a fuga do ambiente. utiliza-se o sistema de demanda automática de ar. distribuídos em dois cilindros de 7 litros de volume interno e com pressão de 300 kgf/cm2. o conjunto PAR4000 VAL proporcionará autonomia de. filtrando vapor de óleo. partículas sólidas e retendo o excesso de umidade no ar. não devem exceder a 60 metros de extensão final. na faixa de vazão entre 60 a 380 l/min. evitando-se trocas repetidas de cilindros e interrupção de execução das atividades.Segurança Industrial O conjunto filtrante é usado para purificar. Para trabalhos localizados em ambientes confinados e com a presença de contaminantes. para substituição dos cilindros quando necessário e para solicitar a retirada dos trabalhadores do local do trabalho. até. para atingir o comprimento desejado. tal recurso torna-se necessário. em que haja risco de queda. é mais confiável. O abastecimento de ar comprimido deve situar-se na faixa de pressão entre 4 e 6 kgf/cm2. Duas conexões com engates rápidos permitem ligar as mangueiras para uso de. As mangueiras podem ser acopladas uma a outra. A qualidade do ar respirável. seja mantido o acompanhamento de uma pessoa para observação da pressão. Este sistema é utilizado na execução de trabalhos de longa duração. Os cilindros estão unidos por uma barra de conexão manual. podendo-se ajustar o fluxo de ar. através do regulador do conjunto filtrante. neste sistema. O conjunto filtrante é composto do regulador de pressão. uma reserva adicional.4. 1. é obrigatório o uso de cinto de segurança. O consumo de ar é melhor dimensionado através da válvula de demanda automática. ao ser utilizado o conjunto. porém. Neste sistema de proteção respiratória. quando necessário. localizado no prédio da SMS. que proporciona. Capuz com insuflação ou macacão com insuflação podem ser alimentados diretamente através da mangueira de ar. segundo recomendação do fabricante. uma vez que provém diretamente dos cilindros que são abastecidos em compressor apropriado. Nesse caso. duas máscaras panorâmicas. constante. Este conjunto é disposto em uma unidade móvel. que possui duas rodas em suporte tubular de grande resistência. filtro de carvão ativo de alta capacidade de absorção. o ar comprimido proveniente dos compressores. A pressão média de trabalhos das mangueiras de ar deverá estar fixada em 5 kgf/ cm2. 100 minutos para um trabalhador. individualmente. Utilizando-se um sistema de suprimento de ar tipo fluxo constante.14 Proteção contra quedas Cinto de segurança Para execução de trabalhos em locais acima de 2 m de altura do piso. com a vantagem do uso de máscaras de pressão positiva. o ar é fornecido a partir de cilindros de ar respirável de grande capacidade de armazenamento. É recomendável que.

No caso do cinto acoplado a uma corda. Nunca se deve prender a corda na frente. para inibir riscos manifestados sob a forma de quedas ao solo ou a outro nível inferior. São utilizados. o equipamento deverá ser substituído: – sinais de desgaste ou princípios de ruptura do cinto. quando empregados corretamente. Do mesmo modo a corda deverá ser. – deformação ou trinca das ferragens. pois. que é o cinto de segurança tipo páraquedista. Para ilustrar. associados a determinados elementos ou acessórios. . em contraposição a todos os equipamentos de proteção individual até agora vistos. couro ou lona). em caso de queda. conforme o trabalho a ser realizado. em caso de queda. para frente. talabarte ou suspensório. 1. no lugar em que ele se manifesta. com lance de corda de 1.4. 1. ou seja. O equipamento devera sofrer manutenção quando apresentar os seguintes defeitos: – costuras rompidas. em prensas. – os sistemas de isolamento de operações ruidosas. caso seja notado algum sinal de insegurança em alguma parte de seus componentes. Na RPBC. – defeito ou enfraquecimento da mola dos mosquetões.5 m. São os que neutralizam ou atenuam o risco na fonte. alguns esclarecimentos tornam-se necessários: a corda deve ser bem ancorada em ponto firme e mais elevado. – rompimento de alguns fios da corda de nylon.5 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC São equipamentos instalados nos ambientes de trabalho. inspecionada e testada quanto a sua resistência a carga estática e dinâmica. – corte em qualquer componente de nylon. Convém esclarecer que os cintos de segurança são dispositivos confeccionados com materiais de determinada resistência mecânica (nylon. o corpo seja forçado a dobrar-se no sentido normal. estes devem ser imediatamente substituídos ou sofrer manutenção. a pessoa poderá ter a coluna (espinha) dobrada para trás com possibilidades de causar sérios problemas à mesma. riscos estes decorrentes das seguintes condições de trabalho: a) trabalhos em alturas elevadas.15 Colete salva vidas Devem ser utilizados nas embarcações e margens de rios. visto que os cintos de segurança são muito importantes na preservação da vida do trabalhador. em furadeiras. visando proteger a saúde e a integridade física dos que ali exercem suas funções. Os cintos de segurança devem ser vistoriados constantemente e. utiliza-se o tipo que oferece o maior grau de proteção e conforto ao trabalhador. b) locais onde possa haver desprendimento de terra ou desmoronamento. não têm a finalidade de proteger uma determinada parte do corpo humano em específico. periodicamente. – início de processo de corrosão nas fer24 ragens.Segurança Industrial Os cintos de segurança. Em presença de qualquer um dos defeitos a seguir. evitando maior esforço ou impacto na coluna (espinha dorsal) da pessoa. podem ser citados os seguintes exemplos: – protetores dos pontos de operação em serras. córregos e outras situações onde haja risco de afogamento de pessoas. O fato de a corda ser presa nas costas é para que. lagoas.

etc. Estes são exemplos de proteção coletiva que devem ser reparados sempre que apresentarem uma deficiência qualquer. 1. – Ajustar as conchas laterais de modo a evitar a penetração de partículas. em sistema de guarda corpo e rodapé. em esteiras transportadoras. Os Equipamentos de Proteção Coletiva também requerem manutenção periódica. etc. A observação dos equipamentos de segurança. corrimãos. pelo seu uso correto e que lhe cabe informar quando estiver danificado. guardacorpos mangueiras e hidrantes. Como o próprio nome já diz. – Não é recomendado para proteger contra partículas líquidas. desinfetado e. extintores. vapores e gases nocivos. ele é de uso individual caso tenha que ser usado por outro usuário. Equipamento: Óculos de Segurança ampla visão contra partículas líquidas – Ajustar a tira elástica de modo a conseguir adequada vedação sobre o rosto.6 Alguns Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI Equipamento: Capacete – Usar a aba voltada para a frente. – o empregado é passível de punição. a carneira. usar água corrente a 60oC e sabão neutro. placas de aviso. – Não é recomendado o seu uso em ambientes com poeira em suspensão. Importante! Sempre que for possível. cortes parciais e totais. o equipamento deve ser limpo. se obedecidas às regras de uso. onde houver risco de queda. sejam individuais ou coletivos. utilizando Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC. eventualmente. manutenção. em corredores. Nunca utilize na limpeza qualquer produto químico. Este tipo de ventilação visa à retirada do poluente do meio logo após o seu desprendimento. têm grande importância nas inspeções de segurança. para evitar assim que o mesmo chegue a ser aspirado pelos trabalhadores. Equipamento: Óculos de Segurança contra impacto de partículas sólidas – Regular as hastes de modo a obter um ajuste adequado no rosto. caso não cumpra as determinações de segurança estabelecidas pela empresa. descontaminado. treinamento e supervisão do uso correto do EPI. guardas de proteção de máquinas e equipamentos. – Substitui-lo. Substituir os óculos quando não for 25 mais possível conseguir vedação. em guindastes. A SMS possui pessoal habilitado e condições de executar a manutenção e higienização dos EPI. – Mantê-lo ajustado firmemente à cabeça. devem ser eliminados ou controlados os riscos de acidentes na origem. Importante! O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso. ventiladores. – Substituir a peça interna de sustentação. – Manter o capacete limpo de manchas de óleo ou de qualquer outro produto químico. . balaustres. – Manter sempre à mão um pano limpo para a limpeza e desembaçamento das lentes. fornecimento gratuito. a maior parte dos acidentes ou suas conseqüências estarão sendo evitadas. perdas de regulagem. – os dispositivos de proteção em escadas.Segurança Industrial – os exaustores de poeiras. no caso de danos. Manutenção. Utilização dos Equipamentos de Uso Coletivo Um bom exemplo de uso de proteção coletiva é a ventilação por exaustão de ar. e ajuste. Higiene e Cuidados na Utilização dos Equipamentos de Uso Individual e Coletivo Os itens descritos a seguir fazem parte da legislação. regulando a suspensão interna (carneira). evita-se o uso de proteção respiratória. A eficiência desses equipamentos é comprovada pela experiência e. Exemplos de EPC Anteparos rígidos. no caso de rachaduras no casco. Para limpeza. que diz que: – o empregador é responsável pela higienização. a fim de proteger o rosto. exaustores. Com isso. Cabe a empresa garantir a conservação e o bom funcionamento dos EPC. – o empregado é responsável pela guarda e conservação do EPI.

poderá conter resíduos de produtos químicos. para detectar possíveis cortes ou furos. – Não oferece proteção contra gases. . mantendo-as sempre secas. a fim de conseguir boa fixação. – Seu uso é proibido em ambientes onde há deficiência de oxigênio. – Fazer também uma inspeção visual e teste com ar comprimido na luva. após o seu uso. – Substituir o protetor no caso de danos no visor ou na coroa. – Substituí-las no caso de danos. rachadura ou qualquer outro dano. Equipamento: Protetor Facial com visor de plástico transparente – Manter a coroa. lavar o equipamento com água em abundância e sabão neutro. – Deve ser substituída.Segurança Industrial – Se o modelo tiver dispositivos para exalação. se danificarem ou sujarem. o dispositivo de fixação. – Usar uma luva de pelica ou couro de porco sobre a luva de borracha para proteger esta de algum corte ou furo. – Ajuste a concha para a posição onde é menor o nível de ruído percebido. Equipamento: Luvas resistentes a abrasivos – Mantê-las limpas de óleo e permanentemente secas. – Não utilize as luvas para trabalhos em circuitos elétricos energizados. Não use nenhum produto químico. seco e limpo e abrigado da luz. secar bem. com o objetivo de providenciar a sua substituição aos primeiros sinais de saturação. Equipamento: Botas resistentes a produtos químicos – Mantê-las limpas. substituir o par de conchas. deve permanecer vedado. Equipamento: Roupa resistente a produtos químicos – PVC – Substituir a roupa quando estiver com rasgos. – Remover manchas de óleo no visor. – Mantenha as luvas sempre limpas. ajustada à cabeça. – Não tocar em superfícies aquecidas com temperaturas superiores a 65oC. mantê-los permanentemente limpos e desobstruídos. – Quando as esponjas de selagem. – Quando o filtro não estiver em uso. quando houver dificuldades de respiração. etc. Equipamento: Abafador de ruído – Mantê-lo permanentemente limpo. 26 Equipamento: Luvas resistentes a produtos químicos – Não segure objetos nem permita o contato com líquidos cuja temperatura seja superior a 65oC. Equipamento: Máscara com filtros químicos – Usar somente o filtro indicado para a proteção do(s) contaminante(s) presente(s). – Após o uso. – Abrir o arco apenas o suficiente para encaixá-lo sobre as orelhas a fim de não quebrá-lo. diariamente ou imediatamente. – Atenção na hora de calçá-las e retirálas da mão. vapores ou partículas líquidas. para evitar contaminação e sujeira nas lentes. localizadas internamente nas conchas. furos. devem ser higienizadas. guardá-lo em local livre de poeira e de outros contaminantes do ar. – No caso de ressecamento. Equipamento: Máscara contra poeiras – Seu uso é proibido em ambientes onde há deficiência de oxigênio. antes do uso. – Após utilização. Lembrete A roupa. lavando-as com água e sabão neutro. – Caso as lentes estejam arranhadas. Equipamento: Luvas resistentes à alta voltagem – Verificar a voltagem segura de trabalho por meio de faixas coloridas no punho que identificam a voltagem e o Registro de Inspeção. providenciar a sua substituição. usando água morna e sabão neutro. ou seja. utilizando água morna e sabão neutro. – Deve-se manter um registro de uso dos filtros. providenciar a imediata substituição. – A máscara deve ser guardada em recipiente fechado. – Deverão ser guardados em local fechado e protegido. – Concluída a lavagem.

Em todas as atividades. equipamento ou sistema. São submetidos a uma manutenção regular? 11. dispõe-se dos equipamentos específicos de proteção respiratória? Estão sendo usados corretamente? 6. macacões de PVC ou aventais e botas de borracha)? Estão sendo usados corretamente? 8. ou interromper o processo produtivo. simplesmente. Em áreas de trabalho com ruído muito alto. Em todos os lugares sujeitos à ocorrência de vapores. Para manuseio de substâncias perigosas. estão sendo usadas roupas de trabalho adequadas e resistentes? 3. principalmente por aqueles que tenham uma visão crítica. ou seja. guindastes. estão adequados e no número apropriado? – Os extintores de incêndio estão sinalizados e seus acessos desimpedidos? 27 . Existe na sua área sinalização para o uso obrigatório de EPI? 2. que o equipamento deve ser normalmente revisado antes do início do trabalho. Os equipamentos de proteção – capacetes. mas também um treinamento potencial para garantir o cumprimento dos requisitos legais. cuja falha possa causar uma lesão ou doença grave. a seguir. ferramentas. Os equipamentos de proteção de uso individual estão guardados em local próprio? 12. são usados sempre. ou antes de ser usado por um operador. Empreiteiros e visitantes também recebem todos os equipamentos de proteção individual necessários? 1. óculos de segurança. Para atividades com risco de queda. 1. A inspeção planejada está muito dirigida à identificação dos riscos na etapa pré-acidente. A inspeção deve estar dirigida para qualquer componente de uma máquina.Segurança Industrial Atençao! Um equipamento apesar de ser capaz de oferecer 100% proteção mas que não é usado. dispõe-se de cintos e cordas de segurança? Estão sendo usados freqüentemente? 7. caso necessário utilizar equipamentos de proteção individual. com o objetivo de identificar qualquer condição abaixo do padrão. etc. Isto significa. etc. gases ou espécies de pó nocivos à saúde. equipamentos. As inspeções planejadas não são apenas uma parte importante do Programa de Segurança. cujo conteúdo e periodicidade devem ser discutidos entre os empregados e o supervisor. danos significativos ao patrimônio. A inspeção planejada envolve o exame sistemático das instalações. dispõe-se dos equipamentos protetores pessoais necessários (por óculos protetores contra ácidos. se necessários. equipamentos adequados para proteção dos ouvidos? 5. antes do acidente. A verificação dos equipamentos antes de serem operados é uma forma de identificar partes com defeito em equipamentos como empilhadeiras. não oferece proteção alguma. Lista de verificação para consulta. com o que se pode perguntar: – As partes móveis expostas das máquinas estão protegidas? – A disposição do equipamento ajuda a uma operação segura? – Os gumes afiados de corte estão adequadamente protegidos? – A exposição dos trabalhadores ao ruído já foi monitorada? – Os sinais de AVISO. Durante as atividades onde existe perigo para os olhos estão sendo usados óculos protetores de ampla visão e protetores faciais? 4. um exemplo de uma lista de verificação – check-list. materiais e sua utilização pelos empregados. ou seja. – são usados também pelas chefias e pelos encarregados da supervisão? 9. melhorar o moral dos funcionários e aumentar a eficiência do trabalho.7 Inspeção Planejada A Inspeção Planejada tem como objetivo garantir que os pontos importantes da empresa sejam sempre vistos pelos seus responsáveis. um check-list. Apresenta-se. Todos os equipamentos de proteção pessoal existentes na minha Unidade são controlados quanto ao seu estado? 10. A melhor maneira de se realizar uma inspeção é basear-se numa lista de verificações. pontes rolantes.

comprometeu-se a atender esta sugestão. assim foi por muito tempo. sabem que as inspeções têm um papel fundamental no sucesso contra os acidentes. Tento e tento. Um peso enorme sentia sobre seu peito. As plantações me devolviam muitas vezes os investimentos realizados. Observem esta história. aplicar. – Sou um peregrino que viaja pelos caminhos do Senhor. lhe peço um pedaço de pão para continuar meu caminho. Comovido e como já estava na hora do jantar. “Prezado Amigo: Muito agradeço seu grande coração que me acolheu deforma muito superior à que esperava. aqui mesmo em nossa região. milhares de cabeças de gado.Segurança Industrial 1. os cavalos começaram a adoecer. voltando a ser a admiração da região. O convite foi aceito. dono de uma grande fazenda. Os rebanhos lentamente se recuperavam. procurando sua Sabedoria. levando consigo a caixinha preta. Curioso. ao máximo. conversar com os trabalhadores. respeitosamente. disse. Para demonstrar o meu reconhecimento estou lhe deixando esta Caixinha Preta que possui uma aureóla mágica. Nosso fazendeiro. porém sem sucesso. a situação começou a mudar. que ficava próxima. A conversa sobre este assunto entrou até altas horas da noite. Pouco tempo depois e com grande surpresa e fé renovada. meu caro amigo. A caixinha preta Conta-se que há muitos anos. e de um tempo para cá tudo começou a desmoronar. Logo teria que reconhecer o fracasso e a falência. E. Era a fazenda mais famosa da região. Sobre a cama observou uma nota junto a uma caixinha preta. com o sol já entrando. O tempo passou e o velho viu sua fazenda recuperar-se várias vezes. Até pouco tempo atrás. princípios de validade que estejam a nosso alcance. suspirou o fazendeiro. contratou especialistas. tenho certeza. os rebanhos cresciam e multiplicavam-se.1 A Importância da Inspeção Planejada Inspeção de segurança Todos os componentes da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. a auréola mágica da caixinha. não descubro qual o problema nem o que posso fazer. que encontrar. o gado já não forneciam carne e leite com a mesma qualidade. muitas deles morreram e as plantações secavam devido as pragas que apareceram. Uma condição. mas nunca tente abrir para ver o interior da caixinha preta. pegou ambos e abriu o papel dobrado. a minha fazenda era a mais próspera da região. pensou. Senhor o guarde. disse o homem. até que. . Na manhã seguinte o fazendeiro acordou cedo.7. por uma razão misteriosa. cada vez mais preocupado. É importante. mudou pessoas chaves. mas não consigo reverter a situação. disse o fazendeiro. Estou com um pouco de fome e. – Já é muito tarde para você seguir seu caminho. tudo começou a minguar. levantando bem cedo. convidou-o para acompanhá-lo (“assim posso conversar com alguém e ter um pouco 28 de companhia”). deve cumprir. o velho fazendeiro estava sentado na varanda de sua casa. começou a visitar sua fazenda. Se você pessoalmente pegar esta caixinha preta e a levar todos os dias por todos os cantos e recantos de sua fazenda. A partir desse dia. a mágica seria perdida para sempre. começando a dar seus frutos. – Tenho um quarto de hóspedes onde pode descansar esta noite. Uma tarde. O que seria de sua vida? Voltou à realidade quando escutou alguém o chamando da estrada. nunca. no seu desespero e por mais louca que lhe parecesse a idéia. De repente mudou de conversa: – Meu senhor. – Boa noite meu senhor. Peregrino” Nosso fazendeiro. fez de tudo que tinha ao seu alcance para reverter a situação. mais velho que o fazendeiro. vivia um velho e sábio homem. será que pode me contar? – Assim é. vai modificar a situação negativa que está vivendo. o quarto onde ficara seu convidado já estava vazio e arrumado. deu treinamentos. meditando sobre o que estava acontecendo. de imenso valor para a prevenção. então. Percebo uma grande preocupação no seu semblante. as plantações esverdeavam. infindáveis plantações dos mais ricos grãos e na qual trabalhava muita gente. porém. Durante a refeição o homem contou algumas histórias e das pessoas e lugares que conhecia na sua peregrinação. principalmente os que atuam nas subcomissões de inspeção de segurança. com muitos cavalos.

prontamente. – Durante todos estes anos fiz exatamente o que me recomendou. 2. o que esta caixinha preta tem no seu interior? O peregrino. dão aos empregados a certeza de que a direção da empresa e o poder público (no caso de inspeções oficiais) têm interesse na segurança do trabalho. – Periódica – inspeção efetuada em intervalos regulares programadas previamente e visam apontar riscos previstos como: desgastes. desta vez planejando os investimentos e os novos projetos para sua fazenda. em seus serviços. ou depois que se estabeleceu um problema. as Inspeções de Segurança. Este é o seu objetivo imediato e mais importante Mas. 3. – Realmente. Geralmente. – Parcial – quando é feita em alguns setores da empresa ou em certos tipos de trabalho ou em certos equipamentos ou em certas máquinas. proporcionam uma cooperação mais profunda entre os serviços especializados e CIPA e os diversos setores da empresa. as condições inseguras. – Mas diga-me uma coisa que me deixa curioso até agora. identificar suas causas de fator pessoal. A Inspeção de Segurança é. produzem efeitos psicológicos positivos que estimulam a colaboração de todos. super-esfor. – Eventual – é a inspeção realizada sem dia ou período estabelecido e com o envolvimento do pessoal técnico da área. Conceito e Tipo A Inspeção de Segurança permite detectar riscos de acidentes possibilitando a implantação de medidas preventivas. alcançam outros resultados: favorecem a formação e o fortalecimento do espírito prevencionista que os empregados precisam ter. É tão importante para os supervisores estarem preocupados com o que pode causar como o que causou o acidente. com entusiasmo. portanto. dos membros da CIPA e dos setores de segurança. A inspeção pode ser: – Geral – envolve todos os setores da empresa em todos os problemas relativos à segurança. De repente foi trazido à realidade ao ouvir um chamado desde a estrada. servem de exemplo para que os próprios trabalhadores exercem. identificar suas causas originais. convidouo a entrar e mandou preparar o melhor jantar que pôde. controles de segurança. máquinas. tomando conhecimento das coisas. com o sol já entrando. de ter visto com seus olhos todos seus recantos. detectar. fadigas. comentou. vivenciando os problemas e tomando oportunamente as providências. as pessoas só se preocupam com as causas. Isto é o que na realidade você fez o tempo todo e por acaso. depois que alguma coisa aconteceu. as maravilhas que a caixinha preta havia feito na fazenda e do agradecido que estava pela dádiva entregue por ele. Saía cedo todos os dias para percorrer a fazenda. detectar.Segurança Industrial Uma tarde.29 ços e exposição a certas agressividades do ambiente a que estão submetidos pessoas. A Inspeção de Segurança consiste na observação cuidadosa dos ambientes de trabalho. Ela se antecipa aos possíveis acidentes. Existem quatro princípios relacionados com a identificação de causas potenciais: 1. Na prevenção de acidentes. mostrando para o fazendeiro: – Não tem nada! – Realmente. com o fim de descobrir. tanto antes como depois que os acidentes ocorreram. do pessoal de mantenção. 4. ferramentas e instalações. o velho fazendeiro estava sentado na sua varanda. Era nosso peregrino. estou com uma fazenda dez vezes mais rica e tudo está indo como nunca foi. Muito feliz em revê-lo. o milagre da caixinha preta tem sido o fato de você ter visitado todos os lugares de sua fazenda. Durante a conversa contou. e tudo mudou. Agora. como resposta. prontamente. todos seus cantos. . a caixinha preta é miraculosa. identificar riscos que poderão transformar-se em causa de acidentes do trabalho e também com o objetivo prático de tomar ou propor medidas que impeçam a situação desses riscos. – Na verdade. portando uma caixinha preta. conversado com as pessoas. – De rotina – traduz-se pela preocupação constante de todos os trabalhadores. tipicamente preventiva. pegou a caixinha preta e cuidadosamente levantou a tampa. quando repetidas. deve haver uma preocupação com as causas. explicou o peregrino. as práticas inseguras.

2 Levantamento dos riscos de acidentes Uma inspeção de segurança. até a sua solução. As vezes. Por que é feito? O objetivo da atividade será alcançado corretamente e em segurança? Quando são eliminados os riscos. Os supervisores de produção devem recorrer aos chefes imediatos. Nenhum relatório deve ser arquivado enquanto não tiver sido dada solução ao problema levantado.Segurança Industrial – Oficial – é a inspeção efetuada pelos órgãos governamentais do trabalho ou securitários. a descobrir problemas que deverão ser solucionados. medição de nível de ruídos. Para este caso. para que seja corretamente realizada. é muito importante que os serviços de segurança mantenham controle de tudo o que ocorre e do andamento de tudo o que estiver pendente e que estejam em condições de atender e informar devidamente à fiscalização. Os relatórios devem apontar. deve ser desenvolvida em cinco fases: – Observação – tanto dos atos como das condições inseguras. – Envio os pedidos e recomendações provenientes da inspeção devem ser encaminhados aos setores e/ou pessoas envolvidas. o Agente da inspeção ou os Agentes. O que é feito? Deve ser feito isso que está sendo observado ou existe algum risco que sugere alteração? 2. Operadores de máquinas. Os itens a serem inspecionados devem ser previamente relacionados e ter indicado com que frequência cada um deles deve ser inspecionado. que embora não tenha um modelo próprio. etc. que será estudado pelos técnicos em segurança e pela direção da empresa (quando for o caso) para que sejam tomadas as medidas preventivas pelos próprios técnicos ou por setores de Engenharia e Manutenção. As inspeções de Segurança. isto é. Da inspeção de Segurança pode resultar a necessidade de um estudo mais aprofundado de determinada operação. seguindo os procedimentos próprios da empresa. certos acidentes devem ter recomendações de solução sem qualquer espera. 1. elevadores. tudo o que é feito. com clareza. Inclui-se aqui a inspeção de caldeiras.7. o interessado deve decompor. membros da CIPA. – Acompanhamento – não se pode perder de vista qualquer proposta ou sugestão para resolver problemas de segurança. Riscos que podem causar.7. para realizá-la. o “por que é feito?” Justificará. Com três perguntas básicas é possível decompor uma operação para verificar riscos individualizados: 1. devem fazer relatório pormenorizado. em seguida aos Serviços Especializados e a CIPA. de modo lógico. separar as fases de operação para verificação cuidadosa dos riscos que estão presentes em cada fase. – Especial – é a que requer conhecimentos e/ou aparelhos especializados. Durante todo o tempo. – Planejada – este tipo de inspeção é proposital e rigorosa. que poderão tornar-se causas de acidentes. O relatório é uma das etapas mencionadas no ciclo completo das Inspeções de Segurança. deve ser minuciosamente elaborado. de iluminação. aos gerentes e. . quando for o caso. basicamente. para que fique claro o que foi observado. membros dos Serviços Especializados em Segurança e Higiene do Trabalho podem ser os Agentes das inspeções. Trata-se da Análise de Risco e. Descobertos os riscos potenciais. Como é feito? A técnica desenvolvida é correta? Contém riscos que podem ser eliminados com pequenas alterações? 3. quando se tratar de um grupo de pessoas. essa correção pode ser feita durante a própria inspeção.3 Relatório de Inspeção Toda inspeção implica na emissão de um Relatório de Inspeção. como já mencionado. o tipo de risco a ser corrigido. Não deixa as coisas ao acaso. em que local e as recomendações e sugestões. supervisores de produção. destinam-se a fazer levantamento dos riscos. Uma inspeção desta natureza é sistemática. 30 1. de imediato. – Informação – a irregularidade deve ser discutida na hora para que a solução do problema ocorra antes de qualquer ocorrência desagradável. – Registro – os itens levantados na inspeção devem ser registrados em formulário próprio.

4 – A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos. A CIPA foi criada.8. deverá garantir a integração das CIPA e dos designados.1 – Os representantes dos empregadores. observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos. ressalvadas as alterações discipli. – sinalização de segurança. dada pela Portaria número 33 de 27 de outubro de 1983. 5. Texto “A CIPA – Comissão interna de prevenção de acidentes” Uma equipe de apoio das ações de eliminação de risco e. – gases. tais como: – rampas.8. no que couber.2 – Devem constituir CIPA.31 nadas em atos normativos para setores econômicos específicos. através de membros de CIPA ou designados. por instrução da Portaria número 229 do então Departamento Nacional do Trabalho. 5. é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. – canalização..8 NR-5 – Comissão interna de prevenção de acidentes – CIPA 1.2 Da constituição 5. vapores e poeiras. associações recreativas. e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas. – proteções de máquinas e equipamentos. – temperaturas. – ventilação. escadas e parapeitos. A presença do representante da CIPA nas Inspeções de Segurança é sempre recomendável.3 – As disposições contidas nesta NR aplicam-se. portanto. – armazenamento de materiais. pelo Decreto-lei número 7036.8. de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. – instalações elétricas. de 10 de novembro de 1944." (conforme redação 1.6. de redução de acidentes. 5. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. – vazamentos de água. – instalações sanitárias. pois a assimilação de conhecimentos cada vez mais amplos – sobre as questões de segurança e saúde ocupacional – vai tornar mais produtivo e mais complexo o trabalho educativo que a comissão desenvolve. instituições beneficentes. por estabelecimento.. podendo contar com a participação da administração do mesmo. – ordem.6 – A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados. – equipamentos de transportes. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. titulares e suplentes serão por eles designados. – inflamáveis. norma essa que regulamenta as atividades da CIPA). – obediência aos procedimentos de segurança e saúde. através de representantes dos trabalhadores e do empregador. 1. – corredores.1 – A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. óleo. oficialmente. arrumação e limpeza. com o "objetivo de observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos. A obrigação para instalação das comissões nas fábricas só entrou em vigor em 19 de junho de 1945. válvulas e outros. 1. que alterou a redação da NR-5. – aspectos ergonômicos. – equipamento de proteção individual.5 – As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão. . sociedades de economia mista. cooperativas. Desde os primórdios a CIPA propõe-se a executar tarefas.3 Da organização 5. aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços. públicas. com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho. mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo. – equipamento móvel. – ferramentas. – equipamento de combate a incêndio. órgãos da administração direta e indireta.Segurança Industrial Itens similares podem ser preparados para levantar outros problemas julgados de importância na seção. conforme o caso..1 Do objetivo 5. 5. sem título definido. – iluminação. – transporte de materiais. etc.

periodicamente. g) participar. cópias das atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias.6. a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR. para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. exclusivamente os empregados interessados. c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias. 5. onde houver. 5. 5. permitida uma reeleição. 5. das discussões promovidas pelo empregador. a empresa deverá protocolizar. em até dez dias. antes do término do mandato de seus membros.8 – É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 5. 5.4 Das atribuições 5. j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras. sendo neste caso necessária a concordância do empregador. quando houver. com a participação do maior número de trabalhadores. eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. bem como não poderá ser desativada pelo empregador.15 – Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.7 – O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano. independentemente de filiação sindical. sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência. e elaborar o mapa de riscos. titulares e suplentes. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos. bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho.3 – O número de membros titulares e suplentes da CIPA. exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento. e) realizar. . na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho.6.2 – Os representantes dos empregados. f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho. entre os componentes ou não da comissão.6.11 – O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA. 469. onde houver. 32 5. avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas.16 – A CIPA terá por atribuição: a) identificar os riscos do processo de trabalho. de comum acordo com os membros da CIPA.12 – Os membros da CIPA. ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do art. h) requerer ao SESMT. a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido.10 – O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA. 5. 5. relativas à segurança e saúde no trabalho. da CLT. verificações nos ambientes e condições de trabalho.13 – Será indicado. ainda que haja redução do número de empregados da empresa. visando à identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. considerando a ordem decrescente de votos recebidos.Segurança Industrial 5.8. bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho. e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. 5. com o SESMT.14 – Empossados os membros da CIPA. podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados. serão eleitos em escrutínio secreto. 5. do qual participem. i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. a cada reunião. d) realizar.4 – Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I. 1. ou ao empregador.9 – Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa. através de negociação coletiva. com assessoria do SESMT. observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. um secretário e seu substituto.

acompanhar as reuniões da CIPA.8.22 – O Secretário da CIPA terá por atribuição: a. n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas. ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho.19 – Cabe ao Presidente da CIPA: a) convocar os membros para as reuniões da CIPA. e) delegar atribuições ao Vice-Presidente. zelando para que os objetivos propostos sejam alcançados.28. e) divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento. c) houver solicitação expressa de uma das representações.27 – Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência. f) encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA. de Campanhas de Prevenção da AIDS. g) constituir a comissão eleitoral. 5.21 – O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA. b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal. 5. mediante requerimento justificado. m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores. b) colaborar com a gestão da CIPA.24 – As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em local apropriado. 5. anualmente. de acordo com o calendário preestabelecido.23 – A CIPA terá reuniões ordinárias mensais. d) promover o relacionamento da CIPA com o SESMT. 5. 5. 5. e redigir as atas. e c) outras que lhe forem conferidas. .1 – Não havendo consenso. 5. 5.28 – As decisões da CIPA serão. 5. b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA.Segurança Industrial l) participar.29 – Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração. 5. b) preparar as correspondências. b) coordenar as reuniões da CIPA. em conjunto. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. c) indicar à CIPA. em conjunto com o SESMT. c) manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA. preferencialmente. d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria.5 Do funcionamento 5. garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho. 1. onde houver. p) participar. anualmente. em conjunto com o SESMT. 5.18 – Cabe aos empregados: a) participar da eleição de seus representantes. em conjunto com a empresa. o) promover. d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. b) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários. quando houver. as decisões da comissão. quando houver. 5. apresentando-as para aprovação e assinatura dos membros presentes. será instalado processo de votação. 33 registrando-se a ocorrência na ata da reunião. c) delegar atribuições aos membros da CIPA.25 – As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros. por consenso.26 – As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho – AIT.17 – Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições. 5. encaminhando ao empregador e ao SESMT. e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação. terão as seguintes atribuições: a) cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos. onde houver.20 – Cabe ao Vice-Presidente: a) executar atribuições que lhe forem delegadas. a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT.

35 – O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa. no prazo mínimo de 55 (cinqüenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso. contados da data de ciência da empresa sobre a decisão. g) organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão. em dois dias úteis. que será efetuado no prazo máximo de trinta dias.33 – O treinamento para a CIPA deverá contemplar. será suprida por suplente. 5. contados a partir da data da posse. constando sua manifestação em ata. no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso. no mínimo. entidade patronal.6 Do treinamento 5. inclusive quanto à entidade ou profissional que o ministrará. f) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos. os seguintes itens: a) estudo do ambiente.31. 5. 5. 5. 5. em locais de fácil acesso e visualização.8. d) noções sobre a Síndrome da Imunode34 ficiência Adquirida – AIDS.1 – No caso de afastamento definitivo do presidente.31.2 – As empresas.34 – O treinamento terá carga horária de vinte horas. que não se enquadrem no Quadro I. treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.32. devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários.8.Segurança Industrial 5.32. a Comissão Eleitoral – CE.31 – A vacância definitiva de cargo. entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre os temas ministrados. determinará a complementação ou a realização de outro. quando será analisado. os membros titulares da representação dos empregados. escolherão o substituto.2 – No caso de afastamento definitivo do Vice-Presidente.39. o empregador indicará o substituto. b) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho.38 – Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA.32 – A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA. distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. e) noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no trabalho.1 – O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta dias. anualmente. bem como dos riscos originados do processo produtivo. 5. 5. a Comissão Eleitoral será constituída pela empresa.1 – O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária.36 – A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado.38.1 – Nos estabelecimentos onde não houver CIPA. 5. preferencialmente. 5. 5. cabendo à empresa escolher a entidade ou profissional que ministrará o treinamento.39 – O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros. 5.1 – A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo eleitoral ao sindicato da categoria profissional. devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos.30 – O membro titular perderá o mandato. 1. promoverão.7 Do processo eleitoral 5. quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa. das condições de trabalho. 5. 1. que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral. obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição.40 – O processo eleitoral observará as seguintes condições: a) publicação e divulgação de edital. 5. c) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na empresa. 5. 5. a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.37 – Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens relacionados ao treinamento. entre os membros da CIPA. ocorrida durante o mandato. em dois dias úteis. sendo substituído por suplente. entre seus titulares. antes da posse. no .29. titulares e suplentes. e medidas de prevenção.

46 – Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços. 5.44 – Em caso de empate. não haverá a apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de dez dias.42 – As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocoladas na unidade descentralizada do MTE. quando houver.1 – Compete à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego. f) realização de eleição em dia normal de trabalho. e) realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da CIPA.42.41 – Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação. das medidas de segurança e saúde no trabalho. 1.8 Das contratantes e contratadas 5. quando houver. 5. por um período mínimo de cinco anos. com acompanhamento de representante do empregador e dos empregados. 5.42. de todos os documentos relativos à eleição. com fornecimento de comprovante.47 – Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo estabelecimento. até a complementação do processo eleitoral. 35 1. 5.3 – Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA.Segurança Industrial prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso.45 – Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração. que atuem num mesmo estabelecimento. decorrentes da presente NR. em conjunto com as das contratadas ou com os designados. bem como sobre as medidas de proteção adequadas. ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior.49 – A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as empresas contratadas.50 – A empresa contratante adotará as providências necessárias para acompanhar o cumprimento pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento. de forma integrada. 5. em ordem decrescente de votos. deverão implementar. possibilitando nomeação posterior. 5. i) faculdade de eleição por meios eletrônicos. h) apuração dos votos. os designados e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam as informações sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho. pelo empregador. em horário normal de trabalho. b) inscrição e eleição individual (o período mínimo para inscrição será de quinze dias). os candidatos mais votados. medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento.9 Disposições finais 5.8.52 – Esta norma poderá ser aprimorada mediante negociação. em número a ser definido pela comissão eleitoral. . 5. considerase estabelecimento. assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento. a contar da data de ciência. o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades. para fins de aplicação desta NR. j) guarda. definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões das CIPA existentes no estabelecimento. independentemente de setores ou locais de trabalho. respeitando os horários de turnos e em horário que possibilite a participação da maioria dos empregados.8. garantidas as inscrições anteriores. até trinta dias após a data da posse dos novos membros da CIPA. confirmadas irregularidades no processo eleitoral. 5. d) garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição.42.48 – A contratante e as contratadas.43 – Assumirão a condição de membros titulares e suplentes. 5. a CIPA ou designado da empresa contratante deverá. g) voto secreto. 5.2 – Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo de cinco dias. c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento. determinar a sua correção ou proceder à anulação quando for o caso. 5. nos termos de portaria específica. suas CIPA. 5. em caso de vacância de suplentes.

000 a a a a a a a para cada grupo de 140 300 500 1.000 2.500 5.000 2.000 10.000 2.500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 3 3 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1 3 3 1 1 3 3 4 3 4 3 3 3 3 3 2 2 1 1 3 3 2 2 3 3 4 3 4 3 4 3 3 3 2 2 1 1 4 3 2 2 4 3 4 3 4 3 4 4 4 4 2 2 2 2 4 4 2 2 5 4 4 3 4 4 5 4 5 4 3 3 2 2 4 4 3 3 5 4 6 4 6 5 6 5 6 5 3 3 2 2 6 5 3 3 6 4 9 7 9 8 7 6 7 6 4 3 3 3 9 7 4 3 8 6 12 9 12 9 10 7 10 8 5 4 5 4 9 7 6 4 10 8 15 12 15 12 11 9 10 8 6 5 6 4 11 9 7 5 12 10 2 2 2 2 2 1 2 2 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-7 C-7A C-8 C-9 C-10 C-11 C-12 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 30 a a 29 50 51 81 101 121 141 301 501 1001 a a a a a a a a 80 100 120 140 300 500 1.500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 36 C-13 C-14 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 1 1 2 2 2 2 2 2 3 3 2 2 1 1 2 2 2 2 1 1 2 2 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 3 3 3 3 1 1 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 3 3 3 3 2 2 3 3 4 3 4 3 3 3 4 3 2 2 4 3 4 3 2 2 4 3 4 3 4 3 4 3 4 4 2 2 5 4 5 4 2 2 4 4 5 4 5 4 5 4 5 4 3 3 6 5 6 4 3 3 5 4 6 4 7 6 6 5 6 5 4 3 8 7 7 5 5 4 8 6 9 7 8 6 9 7 9 7 5 4 9 8 8 6 6 4 9 7 10 8 9 7 11 8 11 9 6 4 10 8 10 8 7 5 10 8 12 10 10 8 13 10 11 9 1 1 2 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 .000 2.Segurança Industrial QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-1 C-1A C-2 C-3 C-3A C-4 C-5 C-5A C-6 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efeitvos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 a 29 30 a 50 51 a 80 81 a 100 101 a 120 121 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.500 2501 5001 Acima de 10.000 10.000 a a para cada grupo de 5.

500 acrescentar 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 2 2 2 2 2 2 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 3 3 3 3 2 2 2 2 3 3 1 1 3 3 1 1 2 2 4 3 3 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 2 2 4 3 3 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 2 2 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 2 2 3 3 2 2 3 3 5 4 5 4 4 4 4 4 4 4 3 3 4 3 3 3 3 3 6 4 6 4 6 5 6 5 6 5 3 3 5 4 3 3 4 3 8 6 8 6 8 7 8 7 9 7 4 3 5 4 4 3 5 4 10 8 10 7 10 8 10 8 12 9 5 4 6 5 5 4 6 4 12 10 12 9 12 10 12 10 15 12 6 4 8 6 6 5 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 1 1 1 Observação: "Nos grupos C-18 e C-18a constituir CIPA por estabelecimento a partir de 70 trabalhadores e quando o estabelecimento possuir menos de 70 trabalhadores observar o dimensionamento descrito na NR 18." .500 acrescentar 4 3 2 2 4 4 2 2 4 3 2 2 3 2 2 2 1 1 3 3 3 3 6 5 3 3 6 5 3 3 6 4 4 4 4 4 3 3 2 2 4 3 4 4 8 6 4 3 8 7 4 3 9 7 5 5 5 5 4 3 3 3 5 4 5 5 10 8 5 4 10 8 5 4 12 9 7 7 7 7 5 4 4 3 6 5 6 5 12 9 6 5 12 10 6 4 15 12 7 7 9 9 6 5 5 4 6 5 6 5 2 2 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 37 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 .000 2.000 2.1. QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-22 Efetivos Suplentes C-23 Efetivos Suplentes C-24 Efetivos Suplentes C-24a Efetivos Suplentes C-24b Efetivos Suplentes C-24c Efetivos Suplentes C-24d Efetivos Suplentes C-25 Efetivos Suplentes C-26 Efetivos Suplentes C-27 Efetivos Suplentes C28 Efetivos Suplentes 20 30 a a 29 50 1 1 1 1 51 81 101 a a a 80 100 120 2 2 1 1 2 2 1 1 3 3 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 3 3 1 1 1 1 1 1 3 3 2 2 4 3 2 2 4 3 2 1 2 1 2 2 121 141 a a 140 300 3 3 2 2 4 3 2 2 4 3 2 1 2 1 2 2 4 3 2 2 4 4 2 2 4 3 2 2 2 2 2 2 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.subitem 18.000 10.500 5.000 a a a a a a para cada grupo de 300 500 1.33.000 10.000 2.000 a a a a a para cada grupo de 500 1.500 5.000 2.Segurança Industrial QUADRO I – Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-14a C-15 C-16 C-17 C-18 C-18a C-19 C-20 C-21 Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes Efetivos Suplentes 20 a 29 30 a 50 51 81 101 121 a a a a 80 100 120 140 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.

e identificados por cores que indicarão o grupo a que pertence o risco. o Mapa de Risco deve ser elaborado pela comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA.500 5. .9. por círculos. conhecer os tipos de riscos existentes. em função de sua gravidade.9 O mapa de risco No PPRA. Tabela de Cores de Riscos Cores Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul Riscos Físico Químico Biológico Ergonômico De Acidente 1.500 acrescentar 1 1 5 4 3 3 3 3 1 1 4 4 2 2 2 2 7 6 3 3 3 3 2 2 6 5 3 3 3 3 8 7 4 3 4 3 3 3 8 7 4 3 4 3 9 8 5 4 5 4 4 3 10 8 5 4 5 4 10 9 6 5 6 5 5 4 12 9 6 5 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 Obervação: Os membros efetivos e suplentes terão representantes dos Empregadores e Empregados. antes de entrar no ambiente. marrom.000 a a a a a a a para cada grupo de 140 300 500 1. bem como o número de trabalhadores expostos ao risco. Químico. a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores.000 2. respectivamente. Os trabalhadores devem ser ouvidos e envolvidos no processo produtivo e com a orientação da gerência de SMS. 1.Segurança Industrial QUADRO I Dimensionamento de CIPA *GRUPOS Nº de Empregados 0 no Estabelecimento a Nº de Membros da 19 CIPA C-29 Efetivos Suplentes C-30 Efetivos Suplentes C-31 Efetivos Suplentes C-32 Efetivos Suplentes C-33 Efetivos Suplentes C-34 Efetivos Suplentes C-35 Efetivos Suplentes 1 1 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 4 3 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 4 3 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 4 4 2 2 2 2 1 1 4 3 2 2 20 30 a a 29 50 51 81 101 a a a 80 100 120 121 141 301 501 1001 2501 5001 Acima de 10.9.000 10.2 Cores de Riscos Os riscos serão classificados em cinco grupos pelas cores: verde. vermelha. 1. 38 O Mapa de Risco é elaborado utilizando círculos de cores cuja intensidade do risco. será desenhado o local de trabalho e fixado em um lugar onde todos os trabalhadores possam. amarela e azul. Deverá possibilitar. Ergonômico e de Acidente. As atividades econômicas integrantes dos grupos estão especificadas por CNAE nos QUADROS II e III. durante a sua execução. Lembrete De acordo com a legislação.1 Simbologia de Riscos Os riscos serão simbolizados no layout da empresa.000 2. A especificação dos agentes deve ser anotada dentro do círculo. deverá ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. de acordo com a percepção dos trabalhadores. Biológico. foi abordada a importância de identificar e determinar medidas de controle e estabelecer monitoramento dos riscos. bem como estimular sua participação nas atividades de percepção. Cada cor corresponde a um tipo de risco: Físico. No Mapa de Risco.

conforme as diferentes fases de produção. Depois que o mapa estiver bem compreendido. o Mapa de Risco deverá ser realizado por etapa de execução das atividades devendo ser revisto sempre que um fato novo modificar situação de risco antes estabelecida. que alterou a NR-9 e instituiu por meio da NR-5 a obrigatoriedade da elaboração do Mapa de Risco por todas as empresas que possuem Comissão Interna de Prevenção de Acidentes-CIPA. – um procedimento prático para o responsável que irá montar o Mapa de Risco é perguntar aos trabalhadores da seção da qual está sendo feito o mapa o que incomoda e quanto incomoda. Classificação dos principais riscos em grupos e padronização de cores Grupo 1 Riscos Físicos Ruídos Vibrações Radiações Ionizantes Frio Calor Pressões Anormais Umidade Grupo 2 Riscos Químicos Poeiras Fumos Névoas Gases Vapores Substâncias. Concluindo. deve-se dividir o local em áreas. De conformidade com a NR-1 da Portaria número 3214. entre outros. lembrando do exemplo da sala com ar condicionado. que são caracterizados graficamente por círculos de cores. é necessário que haja uma avaliação específica de um técnico de segurança do trabalho e que faça parte da CIPA. Pequeno Médio RISCOS Grande Importante O Mapa de Risco deve ficar em local visível para alertar as pessoas que ali trabalham sobre os riscos de acidentes em cada ponto marcado com os círculos. foi publicada em 29/12/94 a Portaria 25. Baseado no exposto anteriormente e com vistas a proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável. Em se tratando de Higiene e Segurança do Trabalho. alínea "c". média ou grande conforme o caso. bem como o número de trabalhadores expostos. cabe ao empregador informar aos trabalhadores. é importante estar prevenidos.. Compostos ou Produtos Químicos em Geral Grupo 3 Riscos Biológicos Vírus Bactérias Protozoários Parasitas Bacilos Grupo 4 Riscos Ergonômicos Esforço Físico Intenso Levantamento e Transporte Manual de Peso Exigência de Postura Inadequada Imposição de Ritmos Excessivos Trabalho em Turno Noturno Jornadas de Trabalho Prolongadas Monotonia e Repetitividade Outras Situações Causadoras de Estresse Físico e/ou Psíquico MARROM AMARELO Grupo 5 Riscos de Acidentes Arranjo Físico Inadequado Máquinas e Equipamentos sem Proteção Ferramentas Inadequadas ou Defeituosas Eletricidade Probabilidade de Incêndio ou Explosão Armazenamento Inadequado Animais Peçonhentos Outras Situações de Risco que Poderão Contribuir para a Ocorrência de Acidentes AZUL 39 VERDE VERMELHO .Segurança Industrial Dentre outras vantagens. o seguinte: – os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho. O tipo de agente do risco deve ser anotado dentro do círculo. deverão ser discutidas as medidas de controle recomendadas e elaborado um programa de higiene ocupacional para a seção. – sugere-se que no próprio mapa de risco seja colocada uma legenda com os três tamanhos de círculos correspondentes à intensidade de risco: pequena. incluindo-os no PPRA. além das legislações já existentes. Para pensar. – depois disso é que se começam a colocar os círculos no mapa para representar os riscos. Para isso.. – após o estudo dos tipos de riscos das atividades por seção. destacam-se: – o mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e registrados no mapa. ítem 17. – os riscos vão variar de acordo com a intensidade da sua exposição.

o Mapa de Risco deverá ser afixado em cada local de forma visível e de fácil acesso para os trabalhadores. – a intensidade do risco. deve ser anotada também dentro do círculo. – medidas de proteção individual. f) Elaborar o Mapa de Risco. de acordo com a percepção dos trabalhadores. – causas mais freqüentes de ausência ao trabalho. a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores e estimular sua participação nas atividades de prevenção. durante a sua elaboração. analisando: – os trabalhadores: número.10 Acidente do Trabalho Conceito Legal Este conceito consta na Lei nº 8213 de 25/07/91. de acordo com a cor padronizada na tabela de cores. bebedouro.4 Etapas de elaboração a) Conhecer o processo de trabalho no local. Após discutido e aprovado pela CIPA. o ritmo excessivo que correspondem ao risco ergonômico. – acidentes de trabalho ocorridos. ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. – Possibilitar. devendo ser revisto sempre que um fato novo modificar a situação de risco estabelecida. sexo. – o número de trabalhadores expostos ao risco. – medidas de organização do trabalho. – medidas de higiene e conforto: banheiro. a sílica. – os instrumentos e materiais de trabalho. vestiários. – as atividades exercidas. – doenças profissionais diagnosticadas. Quadro comparativo entre exposição e contaminação pelos agentes de riscos químicos e físicos Aspectos a Considerar Intensidade ou concentração dos agentes de risco Valores biológicos Sintomas da doença Quadro de gravidade imediato Necessidade de afastamento das funções Necessidade de tratamento imediato Necessidade de medidas de controle e gerenciamento dos agentes de risco Exposição Dentro dos limites de tolerância Próximo ou dentro dos limites de tolerância Tardio Não Sim Não Sim Contaminação Fora dos limites de tolerância Acima dos limites de tolerância Imediato Sim Sim Sim Sim 1. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte.9. b) Identificar os riscos existentes no local analisado. lavatórios. sobre o layout da empresa. 40 . por exemplo. de acordo com a classificação da tabela de cores. a perda ou redução. o Mapa de Risco do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços. indicando através de círculos: – o grupo a que pertence o risco. que deve ser representada por tamanhos.3 Objetivos do Mapa de Risco – Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. área de lazer. treinamentos profissionais e de segurança e saúde. o qual deve ser anotado dentro do círculo. idade. Deve seguir os seguintes procedimentos: 1. – a especificação do agente de risco. refeitório. a serviço da empresa. da capacidade para o trabalho”. e) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local. que diz que: “Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho. permanente ou temporária. 1. armários. jornada. – o ambiente. o ácido cloridrico que correspondem ao risco químico.9. No caso das empresas da indústria da construção civil. d) Identificar os indicadores de saúde: – queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos. – ou a repetição de gestos. o hexano.Segurança Industrial A obrigatoriedade da elaboração do Mapa de Risco abrange no Brasil 700 (setecentas) mil empresas com 973 (novecentas e setenta e três) atividades de acordo com informações da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP. c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: – medidas de proteção coletiva.

Exemplo: os efeitos de certos tipos de queimadura surgem algum tempo após o contato com o agente. etc. Para efeito desta classificação. os acidentes serão apresentados de acordo com o local onde ocorrem. que é uma situação potencial para a ocorrência de um acidente. que passavam perto do local assustaramse com o barulho causado pela queda da bobina.1 Tipos de lesão – Lesão imediata – é a lesão que se verifica imediatamente após a ocorrência do acidente. Agora. por fim. nestes casos. – Lesão mediata ou tardia – é a lesão que não se verifica imediatamente após a exposição à fonte da lesão. aos produtos. quando estiver a serviço do empregador. ao cair no chão. havendo ou não prejuízo material”. uma doença ocupacional. ferida. ao meio ambiente. porém. podendo ser com lesão. Exemplo: perda da visão de ambos os olhos.10. 1. – Acidente com lesão – é qualquer dano sofrido pelo organismo humano em conseqüência do acidente de trabalho. tem-se o incidente. Classificação dos Acidentes Os acidentes também podem ser classificados de acordo com a sua gravidade. Para ilustrar. excluindo a morte. ficou bastante danificada.. imediata ou não. Até aqui. quando o cabo de aço arrebentou e a bobina. que normalmente. – Lesão sem afastamento. . relacionada com o exercício do trabalho que provoca lesão pessoal ou risco próximo ou remoto dessa lesão. também denominada lesão sem Perda de tempo ou lesão não incapacitante – é aquela que não impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente. – Acidente com incapacidade permanente total – é a perda da capacidade de trabalho. Exemplo: fratura. consideram-se 24 horas após o acidente. ou quase acidente. perda da visão de um olho e de uma das mãos. aos materiais. não provocando morte ou incapacidade permanente total. indesejável. também denominada lesão com Perda de tempo ou lesão incapacitante – é aquela que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente. pode-se considerar como somente um acidente com danos materiais – perda da bobina e do cabo 41 de aço. em caráter permanente. A partir daí. etc. um acidente sem afastamento. – Acidente com perdas materiais – é aquele que ocorre nas dependências da empresa ou fora dela. – Lesão com afastamento. A seguir tem-se um exemplo de fato que aconteceu com um dos funcionários de uma usina siderúrgica: “O tal funcionário era operador de uma ponte rolante e transportava uma bobina de aço para o depósito de expedição. são produtos químicos. – Acidente de Trajeto – é aquele que ocorre durante o trajeto. E. diz-se que outros dois operadores. causando danos aos equipamentos. há também uma classificação pelo tipo de lesão. em caráter permanente. No controle de perdas pode-se definir acidente como: “Um evento não desejado e inesperado que pode ter como resultado uma lesão. não querida. perda de ambas as mãos ou ambos os pés. Conheça as principais expressões utilizadas na classificação dos acidentes: – Acidente sem lesão – é o acidente que não causa lesão na pessoa. às instalações. perda da visão de um dos olhos e de um dos pés. perda de uma das mãos e um dos pés. Foi apresentada a classificação dos acidentes de acordo com a sua gravidade. mas sem causar lesões às pessoas. danos ao patrimônio ou interromper o processo produtivo”. – Acidente com morte – é a interrupção da capacidade de trabalho pela perda da vida. Conclui-se que o resultado do acidente poderá ser com ou sem uma lesão.Segurança Industrial Conceito Prevencionista “Acidente do trabalho é uma ocorrência imprevista. de acordo com as seguintes definições: – Acidente Típico – é aquele que ocorre no desempenho de suas tarefas no ambiente de trabalho ou fora deste. – Acidente com incapacidade permanente parcial – é a redução parcial da capacidade de trabalho.

O Ambiente – é formado por tudo o que circunda as pessoas. Imediatamente. torcendo o pé esquerdo. 1. Re42 laciona-se também com problemas de saúde ocupacional. considere essas fontes como quatro elementos ou subsistemas principais. As Pessoas – o trabalhador é. decide-se pela ação do trabalho – erro de gerenciamento. relaciona-se com a iluminação. ao tentar socorrer o colega. conclui-se que foi um acidente sem afastamento. o operador. não sendo permitido a ele retornar ao trabalho no dia seguinte ao acidente. sofrendo um ferimento no joelho direito. com a vibração. são outras das grandes causas dos acidentes. A seguir será apresentada uma metodologia capaz de ajudar a observar algumas destas origens e que possibilitará antecipar. Você já deve ter ouvido falar em atos inseguros e condições inseguras. . – risco envolvido no material ou ambiente foi estimado. Os Equipamentos – incluem as ferramentas e máquinas utilizadas pelo trabalhador na execução de seu trabalho. com as condições atmosféricas. usam.Segurança Industrial um deles pisou em falso vindo a cair. geralmente. a análise dos acidentes era feita superficialmente. Serve para simbolizar a relação direta que existe entre a administração e as causas e entre os efeitos das perdas. – o Ambiente. sente-se a necessidade de descrever as quatro fontes de acidentes e incidentes que são: – as Pessoas. No entanto.11 Fontes de Acidentes / Incidentes Acidentes ocorrem quase sempre por causa do próprio homem e/ou do meio. a saber: Fata de Controle Causas Administrativas Origens Sintomas Contato Pessoas Propriedades Causas Básicas Causas Imediatas Acidentes Perdas Até pouco tempo. – o Material. com dano material ou pessoal. inspeções e treinamento do pessoal. como a única causa do acidente. Os acidentes são provocados por várias causas que podem ser destacadas em três principais categorias: – há uma deficiência ou de material ou no ambiente que não é conhecida – erro de conhecimento. Assim. normas e regulamentos relacionados com proteções. etc. como sendo menor do que realmente se apresentava – erro de avaliação. Neste caso. – as deficiências e os riscos são conhecidos e mesmo assim. Geralmente. Desta forma. Este dominó de BIRD está representado em 5 (cinco) pedras que representam as fases. – os Equipamentos. envolvidos na operação de uma empresa. Nas causas ou origens dos acidentes é muito utilizada a seqüência do Dominó de BIRD para comunicar os princípios da prevenção de acidentes e controle de perdas. especialmente os relacionados com doenças profissionais devido à exposição a substâncias tóxicas ou por problemas decorrentes dos produtos fabricados. com o ruído. Com a finalidade de entender melhor as causas dos acidentes. pode-se dizer que a torção no pé deste operador ocasionou um acidente com afastamento. sendo feito um curativo e. O ambiente tem sido apontado como uma das grandes causas de acidentes imediatos. pisou em falso. Os Materiais – a adequação dos materiais ou substâncias com as quais as pessoas trabalham. e a sua ação de fazer ou não alguma coisa pode ser considerada como o fator de causa imediata do acidente. o elemento humano envolvido diretamente na maioria dos acidentes. o operador foi levado à enfermaria. analisa-se cada um desses elementos. identificando as possíveis falhas e/ou deficiências e com isto diminuir a probabilidade de ocorrência de acidentes. produto de acidentes. e que está diretamente relacionado com a ausência e má qualidade do trabalho. o outro operador não teve a mesma sorte. Com isso. retornado ao trabalho. durante a sua implantação. definindo o erro humano ou os fatores do trabalho. fabricam ou manuseiam. onde foi constatado que não era nada grave. Este elemento ou subsistema tem sido uma das fontes principais de acidentes e desde o início do movimento de segurança industrial é o alvo principal das leis.

deve-se saber que há condições mínimas preestabelecidas (arranjo do ambiente.Segurança Industrial O modelo de Dominó de BIRD mostra as causas administrativas de acidentes ou a falta de controle. num determinado estágio já desenvolvido e aceito como seguro. Existem e são conhecidos atos e condições. sendo suficiente para a realização de um trabalho. são as ações que devem ser tomadas pelo gerente. dese. chefe.43 ja-se mostrar que antes de executar determinada tarefa. – não acompanhar as variações de estado físico-psicológico dos subordinados no cotidiano do trabalho. Por outro lado. psicológicos ou mentais. Este sempre está relacionado com perdas. mal dimensionados. que são sintomas de falhas administrativas. – Falta de motivação ou motivação inadequada. – aceitar as atitudes inadequadas dos subordinados. A ação gerencial está ligada ao gerenciamento da atividade desenvolvida. essas causas permitem o aparecimento de causas básicas e imediatas e. 2ª Pedra: Origens – Causas Básicas – São as origens dos atos e condições abaixo dos padrões que levam aos acidentes. Fatores do Trabalho – Liderança ou supervisão inadequada. 1. as quais afetam as pessoas. – não revisar os procedimentos de trabalho. acidentes e danos materiais são: – não fazer inspeções sobre as condições do ambiente e da área de trabalho. máquina. Conseqüentemente.) para tal situação. não estabelecendo medidas repreensivas. – Falta de habilidade para executar a tarefa. chefia e até mesmo função operacional. – Ferramentas. – Manutenção inadequada. na execução de seu trabalho.11. materiais inadequados. supervisor. – Projetos errados. quando se emprega o conceito condição abaixo do padrão. – Compras inadequadas. etc. É possível dividir as causas básicas em: Fatores Pessoais – Falta de conhecimento ou capacidade para a tarefa. conheça o que cada pedra do dominó representa. É importante dizer que ações gerenciais não dependem somente do gerente. – Problemas físicos. As falhas administrativas mais freqüentes que causam perdas. ato inseguro e condição insegura queriam dizer que havia falhas administrativas. O conceito ato abaixo do padrão se aplica às situações em que já deveria estar estabelecido um padrão mínimo. arrumação. 3ª Pedra: Sintomas – Causas Imediatas – São as razões que levaram a existência dos atos e condições abaixo do padrão. para executar uma determinada tarefa.1Ato Abaixo do Padrão e Condição Abaixo do Padrão Antigamente. têm como conseqüência um incidente ou acidente. a análise das causas imediatas e básicas de um acidente ou incidente ocorridos permite que se descubram as causas administrativas do evento e assim se determinem os controles ou as ações gerenciais adequadas que deverão ser implementadas. – Normas e procedimentos inadequados de trabalho. etc. equipamentos. piso. anterior. – não analisar e nem observar se o trabalho está sendo desenvolvido corretamente. Estudos realizados na Inglaterra indicam que 80% a 90% dos acidentes são originados pela inexistência de ações gerenciais. Hoje. usam-se os conceitos ato abaixo do padrão e condição abaixo do padrão. Agora. mas de todos os que exercem uma função de supervisão. sem expor a saúde e nem agredir fisicamente o trabalhador. – inexistência de procedimentos de trabalho adequados para todas as tarefas. que é a inexistência de ações gerenciais. 1ª Pedra: Falta De Controle – Causas Administrativas – São representadas como falta de controle da gerência. – não treinar os trabalhadores novos sobre a maneira correta de operar o equipamento. a propriedade. Da mesma forma. . o meio ambiente. através de uma reação em cadeia.

pois as chapas deste tipo haviam acabado no almoxarifado. não utilização de luvas. o tal empregado ao verificar que os sensores eram de diâmetros diferentes dos que tinham no almoxarifado. – E. desequilibrou-se e caiu no chão. Não colocou as luvas e tampouco adiantaram as medidas de proteção para solda como barreiras de proteção.I. – uso de ferramentas improvisadas. Para esclarecer o que foi dito anteriormente. etc. considerando que fosse um serviço simples. 4ª Pedra: Contato – Acidente – Quando ocorre um evento não desejado e inesperado.s inadequados/defeituosos. correu para retirar o caixote. com o processo de fabricação ou com o ambiente. com ou sem intenção. perda causada pela danificação da esteira e perda de produção. Ato abaixo do padrão – É o ato do funcionário que. retirada do material inflamável. O resultado foi a fratura de um braço e ferimentos na mão. Ele já havia feito vários furos na chapa e de repente a esteira foi ligada. Ao perceber o que estava acontecendo.. No almoxarifado. Eis alguns exemplos de condições abaixo do padrão: – não fornecimento de E. pode-se seguir a seqüência do dominó de BIRD de trás para frente. observe o exemplo seguinte: "A Metalúrgica FerroAço produz chapas de aço para sensores. Num dado momento. – defeitos no equipamento. – não usar equipamento de proteção. Causa Imediata – Ato abaixo do padrão – utilização do caixote.P. – proteção inadequada do maquinário. O acidente é difícil de prever. Os procedimentos para esta tarefa não eram revisados há muito tempo. O caminho estará livre para que aconteçam acidentes com ou sem perdas se for pos44 sível a presença de fatores de insegurança (pessoais ou ambientais).s. – uso de equipamento inseguro ou danificado. O supervisor indicou o auxiliar. distraindo colegas de trabalho. – carregamento ou empilhamento inseguro de materiais. – projetos de construção ou manutenção inadequados. – brincadeiras." Por que este empregado chegou a essa situação? A produção solicitou a substituição dos sensores da cabine de pintura no intervalo da troca de turno. – exposição a riscos como permanência sob cargas suspensas.Segurança Industrial Explicando.P.. – postura de trabalho inadequada. Certa vez. – Condição abaixo do padrão – sensor fora de especificação. Condição abaixo do padrão – É a condição que gera um ambiente propício para a ocorrência de um acidente. doenças. Ao se aproximar da esteira. só havia aqueles sensores e eram de diâmetro de fixação diferente. 5ª Pedra: Pessoas/Propriedades – Perdas – É a conseqüência do acidente que pode acontecer com as pessoas ou com a propriedade. sejam lesões. danos ao patrimônio ou deterioração do processo produtivo. Porém. Para ganhar tempo. Acidente – Queda. Com essas informações. ele decidiu soldar o suporte da cabine já que o soldador estava ocupado no outro lado da fábrica. dessa maneira. assim como suas conseqüências. fratura do braço e ferimentos na mão. não cumprimento de medidas de segurança.I. despreza os procedimentos ou práticas corretas e. – vestimenta incorreta para o trabalho. Perdas – Lesão sofrida pelo empregado. . – desativação indevida de sistemas de segurança. – falta de limpeza e conservação. Causa Básica – Fatores pessoais – o empregado não tinha conhecimento e capacidade para executar a tarefa. tentou resolver sozinho o problema. Seguem alguns exemplos de ato abaixo do padrão: – uso não autorizado ou incorreto de equipamentos. um dos empregados da linha de produção foi incumbido pelo seu supervisor de fazer furos em uma chapa de aço para a colocação de sensores com furos específicos. esse empregado colocou um caixote sobre a esteira rolante que estava desligada. ferramentas ou máquinas. já que o seu supervisor tinha ido embora. reduz a sua segurança e a do próprio trabalho.

seja possível restabelecer toda a seqüência do acidente.2 Metodologia para Análise de Acidentes/ Incidentes A análise de acidentes/incidentes deverá ser sistemática e usada para qualquer acidente. O supervisor não analisou o trabalho corretamente. a análise de acidentes busca identificar as causas imediatas.Segurança Industrial – Fatores do trabalho – o empregado não recebeu uma supervisão adequada. Tanto a empresa como os empregados devem dar uma grande importância à análise de acidentes já que o seu objetivo é identificar as causas dos acidentes para evitar a sua repetição. o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. sob pena de multa. seja ele com lesão ou não. Receberão cópia fiel. que estabelecerá a relação entre o trabalho exercido e o acidente.11. antes de se começar a realizar qualquer trabalho! O Decreto nº 2. A análise do acidente deve ser iniciada com levantamento de todos os fatos que tenham contribuído direta ou indiretamente para o acidente. Deve-se antecipar os fatos! Sugere-se a utilização da palavra "se" na prevenção de acidentes. Por isso. método de trabalho inadequado. seus dependentes. a causa mortis e o acidente. Deve-se ter o cuidado nesta fase de evitar julgamento de culpa ou responsabilidades. – o supervisor tivesse feito uma análise correta da tarefa. Como visto. Na falta de comunicação por parte da empresa. podem formalizá-la: o próprio acidentado. – tecnicamente – pela Perícia Médica do INSS. a entidade sindical competente. Causa Administrativa – O procedimento existente não era revisado há anos e não previa a troca de sensores em áreas elevadas nem a substituição dos furos de fixação. que estabelecerá a relação de causa e efeito entre: o acidente e a lesão. Atenção! A liderança pela condução da análise do acidente deve ser do pessoal técnico. – o empregado fosse treinado para situações fora da rotina. o acidente ocorrido com o empregado da metalúrgica foi resultado de diversas causas. O setor de almoxarifado forneceu sensores que estavam fora da especificação. fala da comunicação do acidente nos artigos: – art. Todas essas técnicas exigem a participação de um grupo que. . geralmente. é formado pelo acidentado. não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo. a compra incorreta dos sensores. 1. pessoas que presenciaram o acidente. quando possível. de imediato. Como já foi apresentado. isso é muito importante repetir. que é a análise sem conhecimento técnico.172. 135 – O acidente de trabalho deverá ser caracterizado: – administrativamente – pelo setor de benefícios do INSS. – existissem procedimentos atualizados. a probabilidade de erros de avaliação é bem menor e elimina-se também o "achismo". de 05 de março de 1997. da comunicação a que se refere este artigo. num processo de investigação e análise de acidentes não é possível que se fique concentrado somente na causa mais evidente. Desta forma. supervisor. de uma maneira lógica e objetiva. as causas básicas e as causas administrativas sem apontar culpados. a doença e o trabalho. A preocupação em conhecer todos os fatos é importante para que. Existem diversas técnicas e metodologias de análise de acidentes que contribuem para a identificação de suas causas. em caso de morte. o acidentado ou seus dependentes. seção III. que nenhuma técnica de análise de 45 acidentes visa encontrar um culpado pelo ocorrido e sim descobrir todas as possíveis causas para com isso tomar as atitudes necessárias para impedir que voltem a acontecer. 134 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e. à autoridade competente. Não se pode ficar esperando acontecer um acidente sério ou de grandes proporções para só então aplicar uma metodologia de análise. bem como o sindicato a que corresponde a sua categoria. – art. o pessoal técnico e um membro da CIPA. Se: – o almoxarifado tivesse as especificações com o diâmetro de encaixe do sensor correto. chefe direto.

ocorrido há um ano atrás. Uma de suas características principais é a objetividade de análise. determinar as medidas corretivas ou preventivas. lesão no olho. é necessário tomar medidas para garantir que o acidente não volte a se repetir. toma-se a consciência de que os esforços e recursos empregados na sua prevenção não foram suficientes para evitá-lo. quebra da broca. ela se quebrou e. foi atingido por um estilhaço de broca em um dos olhos. Por um momento. – definir as prevenções mais eficazes e aplicá-las. ele. tais como: falta de manutenção. largou a furadeira. Como fica. neste instante. – procurar todas as prevenções que sejam capazes de evitar o acidente em questão. falta de isolamento no fio. ele torceu o corpo. Ao desviar a atenção. faíscas no olho. é apresentado um caso de análise de acidente para se compreender melhor a técnica. Logo. 46 . Com a pressão. Um acontecimento semelhante. Para trabalhar. o caso do soldador. Pode-se dizer também que o trabalho de prevenção não termina nunca. Uma outra vantagem deste método com relação a outros é fazer com que apareça para cada acidente um número elevado de elementos para serem analisados. São quatro as fases que são mencionadas em qualquer uma delas: – recolher os fatos que se relacionam com o acidente. O caso do soldador “Um soldador estava furando um cano com uma furadeira elétrica portátil. ao voltar o rosto para ver o que acontecia. determinava o uso de óculos de segurança na execução desta tarefa. Existem diversas metodologias para a análise de acidentes. inclinação da broca. A metodologia usada para a análise deste acidente é o Método da Árvore de Causas.Segurança Industrial Quando acontece o acidente. Com um grito. equilibrou-se em cima de umas caixas. Como a broca estava com o fio gasto e ele já havia feito vários furos. forçando a broca no furo. nesta mesma empresa. a fim de evitar que acidentes parecidos tornem a acontecer. Após o fato ocorrido. Segundo o supervisor. ao listar cada antecedente como objetivo. analisando tudo cronologicamente. Os óculos que o soldador deveria estar usando estavam sujos e quebrados. não ocorrera nenhum acidente nos últimos meses e o pessoal não gostava de usar óculos. pôs as mãos no rosto. distraiu-se com algumas faíscas que saíam do cabo de extensão por causa de um rompimento que deixava descoberto os fios condutores da eletricidade. Tem as propriedades de diminuir a culpa e de esgotar totalmente os aspectos relativos ao acidente. o supervisor não obrigava o uso dos óculos. ele não se preocupava em recomendar o uso dos mesmos nestas operações porque tinham coisas mais importantes a fazer”. pendurados na parede. perdeu o equilíbrio e caiu. então. broca sem fio. pressão excessiva. começou a forçar a penetração da broca para continuar a executar a tarefa. Método da Árvore de Causas do caso do soldador É a partir desta árvore que se pode. A seguir. Primeiro passo – Recolher todos os fatos. não usou óculos. equilibrar-se em cima de caixas. – elaborar um plano dinâmico a partir do último fato do acidente. não gostar de usar óculos. óculos sujos e quebrados. voltando atrás no tempo. o que vai dar a oportunidade de escolher formas de prevenção de uma maneira mais precisa e racional.

498 casos.750. lembrou-se da conversa com um colega na hora do almoço: seria trocado um motor no final da linha de montagem. Muitas vezes. ocorrem 600 incidentes (quase acidentes). já que as causas potenciais de um incidente e um acidente com lesão são as mesmas. caso não sejam analisados e sugeridas medidas de correção. Pelo estudo apresentado. O empregado de uma determinada indústria queria testar um equipamento e verificou que faltava energia na linha de montagem. o mesmo aconteceu com ele próprio. resolveu religála. entende-se que a ausência dos acidentes é um bom indicativo para medir ou avaliar um programa de prevenção. que empregavam 1.11. baseou sua teoria de “Controle de Danos” a partir de uma análise de 90. é importante não se iludir pensando que o registro de um número baixo de acidentes dá um quadro verdadeiro do nível de segurança que se está implantando dentro de uma empresa. em 297 organizações. nos dá uma excelente oportunidade para obter informações capazes de prevenir ou controlar eventos parecidos no futuro. Como não tinha nenhuma etiqueta de aviso. informados naquele ano por 297 empresas. problemas estariam sendo eliminados ou controlados. Porém. Frank Bird.753. escor. Se o operador tivesse ligado a chave elétrica teria causado um acidente. durante um período de 7 anos. 1. Porém.47 regou e quase caiu. No instante em que ele ia acionar a chave elétrica. Jr.000 empregados e 3 bilhões de homens-hora! Os dados concluíram que para um acidente com lesão grave. mais graves. chegou um parente que. Em 1. Em 1969.000 acidentes ocorridos em uma empresa metalúrgica americana (Lukens Steel Company). conforme a figura a seguir: Acidente com lesão grave 1 10 Acidentes com lesão leve Acidentes com danos à propriedade Foram tabulados 1. que potencialmente poderia resultar em futuras lesões ou danos. Estes eventos poderiam resultar em perdas.498 acidentes.753. verificou que a chave estava desligada. Este estudo demonstra que a maioria dos acidentes e incidentes não resultam em perdas.750. Segue um exemplo de um quase-acidente que pode resultar num acidente. 2. para cada lesão incapacitante havia 100 lesões menores e 500 acidentes com danos à propriedade. A importância real da análise detalhada de qualquer acidente ou incidente é a identificação de uma situação. Sabe-se que cada incidente. evitando acidentes. Uma pessoa possui em sua residência uma escada que apresenta um defeito num degrau. a Insurance Company of North America analisou 1. chegando à seguinte conclusão: 1 Lesão incapacitante 100 Lesões não incapacitantes 500 Acidentes com danos à propriedade Ou seja.Segurança Industrial E também fica muito mais fácil determinar as causas do acidente pela seqüência do dominó. seu filho 30 600 Quase acidentes . ao chegar ao quadro elétrico. totalizando 1. resultando ou não em perda. Certo dia. chegando a uma relação mais precisa que a de Bird.000 trabalhadores. Com isto. sem perdas.966. num determinado dia. com 21 tipos diferentes de empresas. O operador. uma visita também escorregou e quase caiu. é muito importante analisar também os quase acidentes e os com danos à propriedade. mede-se a falta de segurança ao invés da presença de segurança. ao subir pela escada.3 A Importância da Análise do Incidente ou Quase Acidente – A Pirâmide de Segurança de Frank Bird Hoje. Exemplos: 1. Pediu então ao operador para ligar a chave elétrica no painel. Os programas de prevenção devem se basear nos dados conseguidos a partir dos acidentes sem lesão. noutro dia.

repare-me. – Foco na resolução dos problemas. – afetar a qualidade do produto e dos serviços prestados. inesperado ou não. mas por talvez estarem de capacete. quando houver desvio do percurso por conveniência do empregado (o que é comum quando o empregado sai fora do percurso para fazer compras. freqüentar as aulas da escola etc. bateu a cabeça no tubo e caiu.12 Acidente de trajeto e estabilidade após o acidente de trabalho O artigo 21 da Lei nº 8. veja que a lei cobre essa circunstância perfeitamente. No local do trabalho ou durante este. 1. que só não é equiparado ao acidente do trabalho. – interromper o processo produtivo. e que sob circunstâncias ligeiramente diferentes poderia: – causar lesões ou perdas materiais. O que é um incidente? É um evento indesejado. gravemente ferido. O mesmo artigo. sem capacete. como supervisores e gerentes – responsáveis pelo local – devem tomar. Em uma empresa. Lei nº 8.1Estabilidade após acidente de trabalho Trata-se do artigo 118 – Plano de Benefícios da Previdência Social.213. Esses casos se repetem no dia-a-dia e não são relatados. de 24 de julho de 1991.213. e que pode: – causar lesões ou perdas materiais. – Reconhecimento das boas idéias. imediatamente. vários funcionários já bateram a cabeça no tubo. Num determinado dia. o que poderia resultar em acidente. – interromper o processo produtivo. inclusive veículo de propriedade do segurado”. diz que se equipara também ao acidente do trabalho o ocorrido “no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. É uma situação potencial para a ocorrência de um acidente. que é atravessada próximo ao seu topo por um pedaço de tubo. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. existe uma escada. pode ser considerado como uma dádiva. um outro funcionário subiu às pressas a escada. caiu.). Quanto ao carro particular. Principais áreas de risco – Produção – Manutenção elétrica – Manutenção mecânica – Posturas – Operação (motoristas) – Oficinas A Pirâmide de Segurança é mais uma ferramenta de prevenção de acidentes e não substitui as que já existem: – Deve haver o comprometimento da Gerência. qualquer que seja o meio de locomoção. portanto. – Trocar premiação por confraternização." Ai está o que se chama de "aspecto legal do acidente de trajeto no horário das refeições. não relataram o quase-acidente. – Retorno da Informação aos funcionários. em seu parágrafo primeiro. as medidas necessárias para eliminar a fonte de acidentes. senão alguém vai se machucar com maior gravidade!!!”. o empregado é considerado no exercício da profissão. 3. acrescenta que "nos períodos destinados a refeição e descanso.12. Tanto a escada como o tubo “estavam dizendo”: “– Conserte-me. pois ele é o sinal de que – se algo não for feito – um acidente ali pode ocorrer! O supervisor deve estimular e motivar seu pessoal para que comuniquem todos os incidentes a fim de investigá-los e tomar medidas para evitar a sua repetição.Segurança Industrial de 8 anos escorregou. Não só o funcionário deve ser motivado a relatar um quase-acidente. O que é um acidente? É um evento indesejado. fraturando pernas e braços. para se acessar determinado equipamento." Verifica-se. de . QUEM É O RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA? TODOS NÓS!!! 1. inesperado ou 48 não. – afetar a qualidade do produto e dos serviços prestados. O "quase-acidente" é o acidente que – por algum fator – não ocorreu. bateu a cabeça e foi levado para o hospital. – Participação dos supervisores.

35 mi49 lhões de dólares de custo total. 8. Custo Direto é o que se gasta com as despesas médico-hospitalares. Custo dos danos materiais Indica o que foi danificado após o acidente ocorrer. desde a data do acidente. porém alguns desses podem ser listados: 1. Este propósito é obtido através de: Recursos de Prevenção – Treinamento – Adaptação do Trabalhador – Proteção Coletiva – Normas de Segurança – Equipamentos de Proteção Individual 7. O Custo Indireto decorre dos prejuízos materiais. em evitar a ocorrência de atos e condições inseguras.12. Segundo dados da Coordenadoria de Informática da Secretaria de Planejamento do INSS. como já se disse. Prevenir acidentes consiste.Segurança Industrial 24 de julho de 1991. pode-se dizer que esse tipo de estabilidade só é cabível ao trabalhador cujo acidente possa implicar num afastamento com prazo maior de quinze dias. custos sociais. incluindo máquinas.68 bilhões de dólares de prejuízo imediatos à economia 1. Segundo a OIT. etc. independentemente da percepção do auxílio-doença". 1. exames. paralisação da produção. 5. pois os fatores intangíveis são elementos consideráveis e de difícil captação. instalações. com um total de USS 693.). Custo de Reparação / Manutenção É o custo do conserto pela manutenção ou terceiros. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. 6. Prevenção de acidentes Ante o vulto que podem assumir os acidentes em uma indústria. o investimento feito em prevenção de acidentes. Os itens que podem ser incluídos no custo de um acidente variam de empresa para empresa. Custo da Quebra de Produção O período que o acidentado não produzir deverá ser calculado em termos monetários. ferramentas. o total de despesas com os acidentes "Registrados" correspondeu a um custo direto de US$ 138. como o auxílio doença. que o acidente gerou na empresa. produtos. calcular o cujo com o mesmo mais o transporte. etc. 2.4 milhões de dólares. deverá ser computado em termos de horas em relação ao custo destas horas. etc. ambulâncias. que porventura sejam detectados. etc. dias de trabalho perdidos (em 1980 houve 93. eles dividem-se em diretos e indiretos. equipamentos. o custo indireto equivale a 4 vezes o valor correspondente ao custo direto. considerando que os primeiros quinze dias correm por conta do empregador.3 Custo dos Acidentes no Brasil Com relação aos custos dos acidentes no Brasil. e os industriais bem o reconhecem. pois. é perfeitamente justificável. De outra forma. produtos cirúrgicos. fixando que "o segurado que sofreu acidente de trabalho tem garantida. Enfermeiro. Entende-se que a garantia de emprego de doze meses é assegurada aos acidentados que retormam ao emprego após o décimo sexto dia de afastamento (ou da alta médica). Quando são estimados os acidentes não-registrados em 4 vezes o número dos registrados (estimativa modesta). Custo de Encargos Sociais É o valor das despesas de encargos sociais que a empresa tem com o acidentado. Lembre-se de que o cálculo do Custo do Acidente varia de empresa para empresa. Custo do Salário do Acidentado O período em que o acidentado não trabalhar. 4. pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses. Outros Custos Todos os outros custos.2 Custo dos acidentes A análise do custo do acidente. recursos utilizados para o atendimento (medicamentos. em 1985.) mais os . edificações.12. Custo de Transporte / Hospital No caso de internamento em hospital. após a cessação do auxílio doença acidentário. Normalmente este é o maior fator contributivo no custo total. poderão entrar neste item. 3.301 899 dias/homens perdidos). matériasprimas.87 milhões de dólares e um custo indireto de US$ 555. esta cifra pula a 2. Custo do Atendimento Médico Deverá ser incluído o custo do pessoal médico (Médico. sendo muito comum até não se calcular este custo. pode ser uma ferramenta eficaz na segurança do trabalho. queda de produtividade geral.

nos últimos anos. esses dois conceitos forneceram grande parte da base para os esforços de prevenção de acidentes. construção de escolas e hospitais. CUSTOS DE UM ACIDENTE 1% – Médicos e custos de compensação (assegurados) • • • • • Danos aos imóveis Danos aos equipamentos Danos aos materiais Gastos legais Interrupções de produção Custos Documentados de dano à propriedade (com seguro) • • • • • Salários pagos por perda de tempo Custos de contratação e treinamento Horas extras para supervisão Horas extras Menor produção dos trabalhadores $3 à 5 Custos variados (sem seguro) 1. afirmando que: 1. A partir da década de 60. Máquinas sofisticadas substituíram a força muscular. ou o retorno que se pode alcançar com um trabalho sério na área de prevenção de acidentes. geração de empregos. acidentes são causados. produtos químicos tóxicos. Antigamente. os profissionais da área de segurança basearam seus esforços num axioma duplo. estudo de como o local de trabalho pode ser projetado para se ajustar às necessidades físicas e de segurança do empregado. na construção de edifícios e de sistemas sofisticados com antecedência. quando as empresas começaram a introduzir algum tipo de programa de segurança. laseres e outros equipamentos automáticos mudaram a natureza do trabalho. Com tal quantia. é possível imaginar o que poderia ser feito com relação à segurança e higiene do trabalho. nas etapas de instalação de equipamentos. os programas de segurança baseavam-se numa definição aberta sobre causas de acidentes incluindo tudo e qualquer coi50 sa relacionada com o funcionário ou seu ambiente que contribuísse para um acidente. Uma proposta para convencer os empresários investirem em segurança e higiene do trabalho é a parte financeira. Essas causas podiam incluir as ações dos funcionários e colegas ou inércia dos supervisores ou da gerência. computadores eliminaram a papelada. . ou então em melhorias das condições sociais do país. a natureza do local de trabalho industrial mudou profundamente. A Ergonomia. como construção de casas. ruído e outras condições de risco. Novos produtos e novas técnicas de processamento introduziram novas preocupações sobre radiação. 2. etc. Introduziram-se novas técnicas de análise de segurança de sistemas para identificar riscos no local de trabalho. Embora tais idéias ainda forneçam um ponto básico de partida para a segurança. acidentes podem ser prevenidos pela eliminação dessas causas. foi reconhecida.Segurança Industrial nacional.13 Causas do acidente de trabalho Durante anos.

e que treinamento é necessário para ter certeza de que cada funcionário saiba fazer o trabalho que lhe foi atribuído em condições seguras.1 Causas de Acidentes – O Modelo de Falha Humana Muitos dos aspectos comportamentais do programa de segurança e saúde citados aqui. foram desenvolvidos por Dan Petersen. Isso inclui o sistema de gerência que indica quem é responsável e quem tem a obrigação de que ações. ou alguma combinação dessas duas condições básicas. que procedimentos estão funcionando para descobrir e corrigir riscos. O ambiente atual também inclui o clima ou cultura da organização. o ambiente de trabalho é visto em termos cada vez mais amplos. podese ver que o acidente ou incidente é causado ou (1) por uma falha dos sistemas gerenciais e (2) por erro humano. ou alguma combinação dos dois. se a gerência e supervisores convenceram ou não os subordinados de que a segurança é uma alta prioridade. apresentado a seguir. Por ambiente queremos dizer não só o ambiente físico. O Diagrama de Causa e Efeito de Petersen. consultor em segurança industrial. sugere que todos os acidentes são causados por 1.13. se os funcionários recebem ou não comunicações regulares sobre segurança. se os supervisores recebem ou não uma avaliação sobre seus respectivos desempenhos em segurança e saúde. falha humana.2 Falha dos Sistemas Gerenciais Os elementos incluídos em uma falha dos sistemas dizem respeito a muitas das seguin- tes perguntas que os profissionais da área de segurança fazem diariamente: – a gerência tem uma declaração de política sobre saúde e segurança? – quem é o responsável e a que grau? – quem tem que autoridade para fazer o quê? – quem é responsável pela segurança e saúde? Como? 51 – como essas pessoas são medidas em termos de desempenho? – que sistemas são usados nas inspeções para verificar o que saiu errado? . 1. mas também os mecanismos que utilizamos para monitorar as condições de segurança e saúde. se a gerência e os funcionários percebem corretamente as necessidades recíprocas de segurança e saúde. 2.13. 1. ou se existem outros mecanismos para demonstrar o compromisso da companhia com a segurança e saúde ocupacional. um sistema de gerência defeituoso. se os funcionários acreditam ou não que a gerência está realmente comprometida com segurança. Modelo de Causa (Diagrama de Petersen – simplificado) Diagrama de Petersen Falha no sistema gerencial Decisão de Errar Ferimento ou perda É causado por Acidente ou Incidente Erro Armadilhas humano Excesso de Trabalho O modelo de Petersen sugere que qualquer ferimento ou outra perda na área de segurança e saúde para a companhia é resultado final de uso acidente ou incidente. Trabalhando da esquerda para a direita através do gráfico.Segurança Industrial Hoje.

estado atual da mente. e situação da vida total e privada da pessoa. falta de interesse. O Princípio de Causas Múltiplas A maioria dos acidentes tem mais de uma causa. Por exemplo. os empregados 52 eram obrigados a estirar demais e forçar certos músculos no processo de movimentação de material. As razões dessa decisão poderiam incluir: – Pressão de colegas. avaliados e eliminados ou controlados os riscos de segurança e saúde? – que registros são utilizados e como são mantidos? – qual é o programa médico? Sobrecarga A sobrecarga pode ser física. 1. sobre fatores humanos.3 Por Que as Pessoas Erram (Falha Humana)? Dan Petersen classifica os comportamentos perigosos em três categorias. nas instalações de uma nova oficina. Nesse caso. são também uma razão básica para que as pessoas errem. quantidade de preocupações. atitude. à quantidade de processamento de informações que a pessoa deve fazer. A idéia das causas múltiplas afirma que muitos fatores se combinam ao acaso para provocar acidentes. ou muitas outras. Capacidade diz respeito às habilidades físicas. A segunda armadilha é o layout do local de trabalho – certos layouts levam a erro humano. Estado ou condição refere-se ao nível de motivação. por que a usou? – o funcionário foi adequadamente treinado? – o funcionário foi lembrado sobre as práticas seguras apropriadas? – a escada estava corretamente marcada com avisos de segurança? – o supervisor examinou o trabalho de antemão? As respostas a essas e outras perguntas poderiam conduzir aos seguintes tipos de correções: Armadilhas Armadilhas. Na verdade. Carga também se refere à situação de trabalho da pessoa e aos riscos que esta enfrenta diariamente no trabalho. exigências de produtividade da gerência. parece lógico ao empregado preferir a ação insegura. também. Para lidar com a sobrecarga como causa de acidentes. Carga diz respeito. Examine um acidente comum em termos de causas múltiplas. falase. e nível atual de conhecimentos e habilidades do indivíduo para o trabalho em questão. fisiológicas e psicológicas da pessoa. principalmente. existe quase sempre uma série de causas em seqüência que provoca o acidente. é necessário examinar a capacidade. Neste caso. muitas vezes nos leva a identificar erradamente uma só causa. Nossa tendência comum para simplificar. atenção e situação biorrítmica da pessoa.Segurança Industrial – quais os sistemas usados para corrigir erros encontrados? – como são selecionados os novos empregados? – como é dada orientação aos novos empregados? – recebem treinamento suficiente? – quais são os procedimentos operacionais padronizados? – que padrões são usados? – como são reconhecidos. o local de trabalho mal projetado transformava os empregados em vítimas de uma armadilha. ambiente de trabalho. Um funcionário caiu de uma escada defeituosa – por que a escada defeituosa não foi descoberta durante as inspeções de rotina? – por que o supervisor permitiu que fosse usada? – se o funcionário sabia que a escada estava com defeito. fisiológica ou psicológica. O funcionário pode ser forçado a atos inseguros porque a situação de trabalho é incompatível com seu físico ou com as condições a que está habituado. aborrecimento. Carga refere-se à tarefa e o que é necessário para realizá-la. carga de trabalho e o estado ou condição motivacional atual do indivíduo. Uma dessas armadilhas é a incompatibilidade.13. A capacidade do indivíduo pode ser temporariamente reduzida pelo uso de drogas ou álcool. tensão e outras pressões. fadiga. etc. – Uma atitude mental que dê à pessoa uma razão inconsciente para se acidentar. – Crença de que não possa sofrer um acidente. Ele diz que o erro humano se origina de: Decisão de Errar (Trabalhar em Condições Inseguras) Em certas situações. ou erros humanos causados pelo sistema. tensão. .

ou não sabem como evitar um risco conhecido do trabalho. o ato e a condição. Essas causas podem decorrer de políticas e procedimentos. Motivo de Atenção Algumas pessoas preferem enfrentar riscos de vida apenas para ganhar aprovação do grupo ou para atrair atenção de seus colegas. Quanto maior a imposição de esforço. muitos funcionários irão preferir o caminho mais curto. maior a tentação. pequenos ferimentos ou outros tipos de incapacidade física. se fossem corrigidas. se for desejado impedir repetição. Não se pode esperar que um novo funcionário limpe corretamente respingos de ácido. O meio mais fácil Sempre que o comportamento seguro exigir mais esforço ou aplicação física. ganhando tempo. Decidem adotar o comportamento inseguro porque algum outro fator tem prioridade mais alta do que sua preocupação com a própria segurança Nesses casos. maior a tentação de correr o risco e adotá-lo. uso de drogas. os empregados podem agir em condições inseguras porque não conhecem o meio seguro de fazê-lo ou. Essas pessoas. se ele não tiver recebido instruções adequadas. Freqüentemente. 5. – definição melhor das responsabilidades de trabalho. às vezes. dos olhos e de certos músculos de forma coordenada para se obter o resultado desejado. – melhor treinamento. 4. chamada de "escada defeituosa" não irá ajudar muito. 3. Quanto maior a vantagem de tempo oferecida pelo comportamento inseguro. Consciência do perigo Muitos dos empregados agem de maneira perigosa porque simplesmente não reconhecem o perigo. Falta de Informação Às vezes. treinamento etc. Como em qualquer acidente. seguem um comportamento perigoso para expressar sua independência ou para “se desforrar” da supervisão por injustiça real ou imaginária. no momento. fadiga. exclusivamente. Nível de habilidade As habilidades e informações não são as mesmas. supervisão e sua efetividade. e não com as causas. Incapacidade física Os funcionários podem ser induzidos aos comportamentos arriscados devido a intoxicação. Restrição de tempo Se o meio seguro for mais demorado do que o inseguro. teriam efeito permanente sobre resultados positivos. Prevenção de desconforto Quando o comportamento seguro envolver algum desconforto físico (como o uso de equipamento de proteção individual) alguns darão preferência para a alternativa mais confortável. o comportamento inseguro faz sentido para eles. encontram-se causas arraigadas no sistema de gerência. porque preferem deliberadamente o comportamento inseguro. Causas arraigadas são aquelas que. 8. mas também muitos outros acidentes e problemas operacionais futuros. 7. Ressentimento Alguns funcionários se ressentem e reagem à supervisão. Quando se examina. 1. é possível prever que alguns empregados prefiram o meio mais fácil.Segurança Industrial – melhor procedimento de inspeção. os empregados agem perigosamente porque não conhecem a forma correta de realizar determinado trabalho. Muitas habilidades exigem o uso das mãos. 2. Causas que os Funcionários se Arriscam Como já foi sugerido. está se lidando com sintomas. – melhor planejamento prévio do trabalho pelos supervisores. uma locomotiva ou qualquer outro equipamento industrial pesado sem uma soma considerável de treinamento e experiência. Poucos têm habilidade e coordenação naturais para dirigir um carro-guincho ou para atingir uma bola de golfe na primeira tacada. às vezes. 9. ressacas. Seguem-se algumas das razões para essa atitude: 6. Causas arraigadas são pontos fracos que poderiam afetar não só o acidente sob investigação. 53 . precisa-se encontrar e remover as causas básicas. Nem a maioria das pessoas consegue operar um guindaste. Citar exclusivamente o aio inseguro de "galgar uma escada defeituosa" e uma condição insegura.

Esses motoristas tinham problemas de disposição de ânimo e apresentavam comportamento descuidado na direção. é corrigir condições inseguras existentes nos locais de trabalho. no caso. O segundo grupo de motoristas não estava convencido de que a pequena distância entre o seu e o carro da frente oferecia perigo. Para estes. 1. e não simplesmente acontece. Levantamentos realizados por diversos órgão e institutos. antes de se decidir sobre ação corretiva. as causas diretas dos acidentes. venham a propiciar a ocorrência de acidentes ou pelo menos que essas ocorrências se tornem cada vez mais raras. Constatou-se que o equipamento mecânico estava em ordem. porém. com a finalidade de encontrar causas e. assim que os programas foram reformulados mais realisticamente. Esses fatores indiretos. que alguns atos inseguros se sobressaem entre .Segurança Industrial 10. então. consciente ou inconscientemente. Depois de um registro na área de segurança particularmente medíocre de um grupo de motoristas profissionais. foi necessário mais treinamento em direção defensiva. um estudo profundo sobre os acidentes recentes e motoristas envolvidos – estudo esse destinado a descobrir porque os motoristas não se desempenhavam de acordo com as expectativas – que mostrou resultados surpreendentes. em causas indiretas. São esses os atos responsáveis por muitos dos acidentes de trabalho e que estão presentes na maioria dos casos em que há alguém ferido. frustração. Fez-se. que dificultava o cálculo exato das distâncias. Condições mentais Raiva. o problema. Exemplo de Causas Arraigadas de Comportamento Inseguro A seguinte estória ilustra a importância de se descobrir as raízes ou causas arraigadas sob atos inseguros.1 Ato inseguro É a maneira como as pessoas se expõem. em conseqüência. atos e condições inseguras. por mais simples que possa parecer. obviamente. como os atos inseguros têm origem mais remotas. desencadeiam os acidentes de trabalho. mostraram que a proporção das causas dos acidentes é de aproximadamente: Atos inseguros 80% Condições inseguras 20% 1. este é investigado e analisado. pode-se entender que prevenir acidentes do trabalho. as providências ou recomendações necessárias. e por isso que toda vez que ocorre um acidente. o departamento de segurança procedeu um estudo detalhado sobre o desempenho de segurança da frota. Nota-se nas investigações de acidentes. combinados ou não. quando os resultados melhoraram. Para estes foram indicados exames oftalmológicos e lentes corretivas. São portanto. Mas que motoristas e que erros? Outras análises realizadas mostraram que um grande número de colisões era causado pela distância que o motorista interpunha entre seu carro e o da frente. Havia ainda um outro grupo de motoristas muito pressionado em termos de tempo que julgava impossível atender o programa exigido pelos chefes sem dirigir em alta velocidade Os registros deste grupo melhoraram.14 Atos e condições inseguras Todo acidente é causado. 54 O terceiro grupo era composto de motoristas com problemas de visão. tudo isso pode distrair o funcionário e interferir com sua capacidade de concentração para realizar o trabalho em segurança. aborrecimento. para evitar a repetição de acidentes semelhantes. podem ser atenuados ou eliminados. Na situação anterior. foi um programa de contatos mais freqüentes por parte dos supervisores e retorno positivo. a gerência usou quatro ações corretivas diferentes para melhorar o desempenho da frota na área de segurança. A evidência do estudo indicava que um grupo de motoristas – aquele com os piores registros de acidentes – simplesmente não estava dirigindo tão bem quanto sabia. Atos e condições inseguras são fatores que. de modo a evitar que os últimos elos da cadeia. a riscos de acidentes. Assim. em síntese. não evitando a freqüência dos acidentes. preocupação. Os erros dos motoristas eram. não permitir que outras sejam criadas e evitar a prática de atos inseguros por parte das pessoas. procurando as causas arraigadas dos atos inseguros dos motoristas. Tanto as condições.14. O remédio. A experiência indicava que os avisos normais do Departamento de Segurança sobre manter uma distância segura tinham pouco efeito. tensão por problemas familiares.

por alguma razão determinada. os defeitos.P. do número de vezes que tais acidentes acontecem. são condições inseguras.2 Condicão insegura Condições inseguras nos locais de trabalho são aquelas que comprometem a segurança do trabalhador. Cabe ressaltar que um funcionário sem treinamento ou que não saiba os riscos inerentes a uma determinada atividade. da freqüência. Algumas das condições inseguras mais freqüentes. conforme o determinado no item 5. ajustar e limpar máquina em movimento. ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados. ou seja. . educacionais. catalogadas pelos estudos de segurança do trabalho: – falta de proteção em máquinas e equipamentos. – inutilização dos dispositivos de segurança. – passagens perigosas. l) participar. Só es. Além disso. as conseqüências dos acidentes provocam uma série de providências administrativas. o departamento e seção em que cumpre suas atividades. – risco de fogo ou explosão. dentro da empresa. psicológicas. cuidase de estabelecer a ocupação – a tarefa – desenvolvida pelo trabalhador. Instalações mal feitas. do Ministério do Trabalho (. – proteções Inadequadas ou defeituosas. A análise do acidente corresponde a uma visão geral da ocorrência. entre outras providencias.55 ses dados já permitem que se faça um estudo da ocorrência de acidentes em certos departamentos. – imprimir excesso de velocidade.3 Análise dos acidentes Todo acidente traz informações úteis para quem se dedica a sua prevenção.. mas sim como Condição lnsegura. não deve ser classificado como Ato Inseguro.Segurança Industrial os catalogados como mais freqüentes.). – transportar ou empilhar inseguramente. a energia eIétrica em si não. se for a repetição de um infortúnio já ocorrido. pode revelar possíveis falhas das medidas de prevenção de acidentes que. – piso danificado (esburacados). A cuidadosa investigação de um acidente oferece elementos valiosos para a análise a ser feita. Um acidente não comum. – falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI). irregularidades técnicas e carência de dispositivos de segurança que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos. – defeitos nas edificações. são responsáveis por essa repetição. – improviso ou mau emprego de ferramentas manuais.I. – uso de roupa inadequada.. A CIPA deve participar dos vários aspectos do estudo relacionado com os acidentes preocupando-se em analisá-los e elaborando relatórios. etc. não notadas pelos encarregados da segurança. – fumar em local proibido. tem-se alguns dos atos inseguros mais conhecidos: – ficar junto ou sob cargas suspensas. onde houver. Além dos registros relacionados à empresa e aos dados pessoais do acidentado... Convém ter em mente que estas não devem ser confundidas com os riscos inerentes a estas operações industriais. – sistemas de alarmes inadequados. etc. 16. aparelhos ou instalações elétricas. 1.. pode revelar a existência de causas ainda não conhecidas ou de causas que permaneciam ocultas.14. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvam eletricidade. – tentativa de ganhar tempo. registros. médicas. – manipulação insegura de produtos químicos. técnicas. – colocar parte do corpo em lugar perigoso. – lubrificar. amparando de muitas formas o acidentado. que repercutem também na área da Previdência Social. 1. – nível de ruído elevado. – usar máquinas sem habilitação ou permissão. embora essa maior evidência varie de empresa para empresa. – deficiência de maquinário e ferramental. ou improvisadas. A seguir. – má arrumação/falta de limpeza. raro.14.. comunicações e sugestões. – não usar proteções individuais – E. Um acidente comum. a eletricidade não pode ser considerada uma condição insegura por ser perigosa. em conjunto com o SESMT. fios expostos. – iluminação inadequada. item "l" da Portaria 3214 de 8 de junho de 1978. São as falhas. – instalações elétricas inadequadas ou defeituosas.

sobre as causas mais atuantes dando a medida da gravidade das conseqüências e revelando os setores da empresa que necessitam de atenção maior da CIPA e dos Serviços Especiais. . portanto. independente da gravidade do ferimento ou de outras perdas. de registros burocráticos. Muitas outras indicações importantes são também extraídas desses dados. investigados. os mesmos. – habilidades de Confrontação. Isto significa que qualquer ocorrência de doença ou ferimento ocupacional. ou causas. é capacidade que os membros da CIPA devem desenvolver. que lhe deram origem. Se a investigação deve ou não ser registrada. acidentes sem lesão devem ser estudados. quando existirem. em grande parte. este deve ser investigado. perda financeira. a redução ou a solução definitiva de muitos problemas na área da segurança do trabalho.. em seguida. e na própria experiência passada nas empresa em investigação de acidentes. – habilidades Administrativas. Nesse caso. Com estes conhecimentos. – seja possível tirar conclusões sobre o que deve ser feito para impedir sua repetição. mas que em ocasião futura se revelarão fontes de acidentes graves. A atitude do investigador na investigação de acidentes pode ser o fator mais importante. de modo que sejam tomadas ações corretivas antes que as causas do acidente possam resultar em ferimentos ou outras perdas. se a estrutura de referência ou 56 atitude mental do investigador estiver no todo ou parcialmente de acordo os seguintes conceitos: – o acidente só é acidente quando provoca perda de dias de trabalho.Segurança Industrial Não se trata. de modo que. ainda. ou – o esforço de prevenção só é necessário porque o acidente foi suficientemente grave para constar de relatório. – habilidades Analíticas. Esta investigação tem a participação de membros da CIPA. Pequenos acidentes podem revelar-se riscos grandes. São elementos de estudo. sabe-se que: – As causas de acidentes frustrados ou acidentes menos graves são potencialmente as mesmas dos acidentes graves ou fatais. – a maioria dos acidentes é evitável. conforme indicado anteriormente. Uma investigação de acidente corretamente conduzida requer: – habilidades Investigativas. ferimento grave que necessite tratamento médico ou quando ocorram danos materiais sérios. A investigação envolve: – estabelecer todos os fatos e opiniões relevantes de como e porque o acidente ocorreu. propriedade e produto. Disso dependerá. basicamente. As investigações são importantes. descrições de censo se desenvolveram os fatos relacionados ao acidente e a causa. Da mesma forma. bem como avarias de equipamento. A política de informação de acidentes deve dispor que todas as doenças e ferimentos ocupacionais. A CIPA deve concluir. – atitude Correta. estando a pessoa responsável pelas investigações consciente do incidente. A análise dos acidentes que ocorrem na empresa vai fornecendo dados que se acumulam e que possibilitam uma visão mais correta nessa área de estudo. as possíveis responsabilidades (principalmente atos inseguros) e propor medidas quem devem ser tomadas para evitar que continuem presentes os riscos ou que eles se repitam Convém ressaltar que o estudo de acidentes não deve limitar-se àqueles considerados graves. sobre a causa do acidente.. com indicações sobre os tipos de acidentes mais comuns. A descrição do acidente deve ser feita com os pormenores possíveis: deve ser mencionada a parte do corpo atingida e devem ser incluídas as informações do encarregado. – o esforço de prevenção está diretamente relacionado à magnitude da perda. ou acidente frustrado. mas tomam tempo e podem gerar posições antagônicas. devem ser informadas ao supervisor do indivíduo e. A justificativa da necessidade de tais relatórios baseia-se na pesquisa realizada sobre causas de acidentes. a diferença entre acidente grave e não ocorrência de acidente é apenas uma questão de tempo ou distância. dano de equipamento. Os empregados também devem informar sobre acidentes frustrados. Os procedimentos e técnicas usadas no processo de investigação são. edifício ou produto. Perceber riscos em fatos que parecem não ter gravidade. Por outro lado. isto depende das imposições legais e procedimentos locais. É necessário que todos os acidentes devam ser investigados. Em alguns casos. os escopos dos esforços de prevenção estarão muito comprometidos.

por meio da qual é possível comparar os resultados com outros órgãos e orientar onde se deve atuar mais fortemente. órgão controlador da Sede. A TFCA. A Estatística de Acidentes é uma ferramenta de vital importância.1 Procedimento do Acidentado O acidentado devera informar imediatamente ao seu chefe imediato. A habilidade do investigador é testada em termos de quão profunda é a investigação para identificar suas múltiplas causas. quando vitimado por um acidente de trabalho. dentro dos prazos estabelecidos. é o tempo computado (TC) por milhão de horas-homem de exposição ao risco.15 Controle de acidentes Após realizar a investigação dos acidentes e estabelecer as ações corretivas necessárias. É indispensável que se tenha o controle de acidentes ocorridos. por milhão de horas-homem de exposição ao risco. calculada pela fórmula a seguir. dando orientação quanto as medidas a serem adotadas. e nos fornece uma maneira prática de calcular os prejuízos materiais em razão de acidentes. TG = 1. TC x 106 HHER O controle estatístico dos acidentes do trabalho. ambas de acompanhamento mensal. Todas as informações que se fizerem necessárias para o registro e a comunicação do acidente. Ela pode auxiliar para verificar se os índices de segurança estão melhorando ou não e – principalmente – onde devem ser priorizadas ações e recursos. tomando providências para que a ocorrência seja comunicada o mais breve possível ao seu chefe imediato. é o número de acidentes com afastamento. pelas atuais diretrizes da Petrobras é de responsabilidade do Órgão de Segurança Industrial de cada Unidade Operacional da Empresa.Segurança Industrial – Todos os acidentes resultam de múltiplas causas. mediante cadastro e registros estatísticos. Caso tenha sofrido lesão que necessite de socorros médicos. A análise destes dados e sua ordenação sistemática permitem organizar tabelas e gráficos estatísticos. Somente após identificar todos os fatores que contribuíram para o acidente é que investigador pode começar a fazer perguntas duras sobre o "porquê" dos fatos. através dos quais se pode acompanhar a evolução das ocorrências. deverão ser prestadas com clareza e exatidão suficientes.16. .: por que o operador estava trabalhando com equipamento defeituoso. tanto para as estatísticas da empresa como para o INSS. Ela nos dá uma idéia da maior ou menor incidência de acidentados num determinado grupo de trabalho e num determinado período. no período considerado. é de fundamental importância que se registrem os dados básicos do acidente de forma organizada e sistêmica.  TFCA = NCA x 106  TFCA =  HHER  NCA =  Taxa de Freqüência de Acidentados com Afastamento (acidentes típicos) Número de Acidentes Típicos com Afastamento 1. ex. Todos os acidentes deverão ser relatados. quando solici. Meio Ambiente e Qualidade). calculada pela fórmula seguinte. por que os procedimentos sobre derrames de líquidos ficaram fora da Análise de Segurança e Higiene do Trabalhador. enquanto que outros são de acompanhamento anual. A cada início de ano.16 Procedimento em caso de acidente 1. podem demonstrar se os métodos e técnicas de prevenção de acidentes estão produzindo resultados. pois através dela é que se pode tomar as decisões necessárias para a melhoria dos índices de acidentes e como conseqüência a melhoria da qualidade de vida dos funcionários. Ela nos informa sobre a extensão e gravidade das lesões sofridas pelos acidentados. As unidades da Petrobras possuem formulários padronizados pela Empresa. metas para alguns índices de segurança são negociadas entre o órgão operacional e a SMS (antiga SUSEMA – Superintendência de Segurança. podem ser citadas a Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento (TFCA) e a Taxa de Gravidade (TG). calculados de acordo com uma tabela anexa a Resolução 48/64. O acidentado deverá ser encaminhado ao ambulatório médico da empresa. Alguns índices são de acompanhamento mensal. No nosso caso a SMS. os quais. na forma das instruções vigentes. em que são registrados todos os dados importantes relativos aos acidentes. Tal método é feito através da Estatística de Acidentes. devidamente interpretados. Entre esses índices.57 tadas. O TC é o somatório dos dias perdidos por acidentados e dos dias debitados em caso de lesão permanente ou morte. A TG.

Permissão Para Trabalho (PT) É a autorização escrita para: Trabalhos de manutenção. – exposição a altas temperaturas. As informações referentes à ocorrência devem ser colhidas. e uma vez cumpridos todos os itens de recomendação citados na mesma e na análise de risco que a acompanha. vazamento de produto tóxico. inspeção e escavação. As medidas necessárias e não constantes da PT serão acrescentadas pelo emitente. nas situações em que há possibilidade de: explosão ou incêndio. devendo ser seguido o estabelecido nos Procedimentos dos Setores Operacionais para esta atividade. – agressão ao meio ambiente. para trabalho de manutenção. ficando dispensada a emissão de PT e CIS para trabalho em local delimitado. pode ser executado sem PT. Para carga e descarga de caminhões de Produtos químicos na área industrial não há necessidade de emissão de PT. Liberação de Área É autorização especial. na área industrial. que não interfere em áreas adjacentes. Nota: Nenhum trabalho na área. em equipamentos ou sistemas definidos. – confinamento. Serão afixadas em equipamentos com a finalidade de proibir seu uso. visando levantar as causas. vazamento de produto sob pressão. Estas informações permitirão o preenchimento dos formulários próprios de comunicação de acidentes. – choque elétrico. montagem e desmontagem. – dano material. de almoxarifados ou de laboratório. mas o supervisor e o Operador da área serão obrigatoriamente avisados.2 Procedimento do Supervisor Ao tomar conhecimento da ocorrência de um acidente.16. que autoriza a execução de um trabalho específico. em tempo hábil. excetuando-se os trabalhos com fonte de radiação ionizante e Parque de GLP. Dele constam também os resultados de inspeção visual. construção. além de servirem como fonte para prevenção de futuros acidentes semelhantes. Nota: As etiquetas devem ser preenchidas de modo legível e completo. Permissão para Trabalho Temporária (PTT) É a permissão para trabalho. ou – descontinuidade operacional. Visitas ou inspeções visuais de curta duração em unidades operacionais prescindem de PT. As etiquetas são de cores amarela e azul. construção ou montagem. também pelo supervisor. A PT é dada para prevenir: – riscos de acidentes. corrosivo. ficando dispensada nesse prazo a sistemática de emissão de PT e CIS. Início dos trabalhos Só se podem iniciar trabalhos nos locais 58 citados anteriormente. Lista de Verificação São as medidas preventivas a serem tomadas para a liberação de equipamentos ou sistemas. por prazo determinado. Permissão para Trabalho Combinada (PTC) É autorização para trabalho em equipamento ou em sistema sob responsabilidade de um Órgão. em formulário próprio. Tais medidas constam da PT com o título de Lista de verificação. – desabamento. mas localizado em área de responsabilidade de outro. após a emissão da PT. A amarela será afixada pelo operador da área e a azul pelo executante do serviço.Segurança Industrial 1. Etiquetas de Advertência As Etiquetas de Advertência indicam que o equipamento está em manutenção e não deve ser operado. Fatores que permitem a obtenção da autorização do operador da área. e para início do trabalho. – exposição a radiação ionizante. em equipamentos e instalações de oficinas de manutenção. inflamável ou combustível. o supervisor deverá proceder o encaminhamento do acidentado ao ambulatório médico da empresa. dos testes e das medições feitas pela SMS na área ou no equipamento onde será realizado o trabalho. Certificado de Inspeção de Segurança (CIS) É o documento emitido pela SMS para assessorar o emitente da PT com recomendações de segurança. que constitui risco isolado. fora os casos citados neste procedimento. por prazo determinado. tendo em vista os riscos que apresentam. . excetuando-se os trabalhos com fonte de radiação ionizante. reparos.

sem que haja intervenção. perfeitamente identificado e delimitado. d) entregar ao executante as 1ª e 2ª vias da PT ficando com a 3ª. tais como alteração de condição operacional. A Permissão Para Trabalho Combinada (PTC). c) assinalar com "x" (na coluna "Emitente") as medidas preventivas que deverão ser obrigatoriamente verificadas pelo responsável pela área. Ao emitir a PT o empregado deverá observar o seguinte procedimento: a) indicar com clareza o serviço que está sendo autorizado e identificar com precisão o equipamento ou sistema (referência. 2ª via para o operador da área e 3ª via para o emitente. e) certificar-se que foi realizada a APR.17 Condições gerais 1. Quando da substituição do emitente da PT. A PT é específica para o serviço nela descrito e restrita a um único equipamento. o prazo de validade não deve ultrapassar a jornada de trabalho do emitente. A PT é válida para a jornada de trabalho do executante (que inclui também o serviço em horário extraordinário). deve ser emitida no mesmo formulário de Permissão para Trabalho (PT). 1ª via para o executante. para escavação de qualquer profundidade. durante a escavação.Segurança Industrial Etiqueta Vermelha de Advertência Quando se tratar de serviço em circuito elétrico. no formulário Permissão para trabalho (Anexo 1). Nota: Para serviços tais como: troca de lâmpada. b) indicar a área ou o nome do responsável pela área na qual o serviço realizarse-á. b) OP I. c) TSI e TS II. Liberação de Escavação (LE) Esta Liberação informa a existência de instalações subterrâneas no local da escavação.. número de identificação e situação do equipamento). Deve ser solicitada ao EN. cabe ao seu substituto a responsabilidade de.1 Emissão A PT deve ser emitida em 3 vias. (Liberação de Escavação). Etiqueta de Aviso É um cartão branco usado para dar outros avisos.E. será afixada pelo executante. e assemelhados. d) Assistente de Suprimento. de alinhamentos. agora sob a responsabilidade do substituto do emitente da PT. medição de vibração. g) certificar-se que as permissões para as tarefas que possam interagir sejam reportadas a todos. respectivamente. etc. e) TQ II e III. for encontrado algum elemento que não conste na liberação. Se. Tal condição deve constar da PT. desde que treinado e autori59 zado pelo setor junto a PR. a PT pode ser emitida de forma genérica. medições gerais. e somente no momento da execução. A Permissão para Trabalho para serviços de escavação só pode ser emitida mediante a apresentação da L. após inspecionar o local e verificar as condições de trabalho. para qualquer escavação na REPAR. 1. A plaqueta tem a finalidade de identificar o executante e significa que o serviço está em andamento. Nota: O emitente e o co-emitente são responsáveis pela liberação do equipamento e da área. decidir quanto ao cancelamento ou não da PT. no cubículo de alimentação de carga.17. pelo Órgão responsável pelo equipamento ou sistema. fornecida pelo EN. Operador da área É o operador que trabalha na área da unidade de processamento. Estão autorizados a emitir PT: – Dentro de sua área: a) OP II. os trabalhos devem ser interrompidos imediatamente. f) TM I e II. além da etiqueta azul. até o horário inicialmente previsto. e é responsável pelo equipamento ou sistema que sofrer manutenção. a qual só por ele será retirada. a Plaqueta Vermelha (Anexo 3). seja qual for a profundidade. no dia da emissão. desde que avaliadas todas as implicações de risco. o co-emitente será o responsável pela área em que está o equipamento ou sistema. Nota: Quando o potencial de risco justificar. . Nota: O não cancelamento implica na continuidade do trabalho. f) certificar-se de que todas as recomendações constantes na APR foram implantadas antes do início do trabalho. transferência e estocagem ou utilidades. e solicitada a presença de pessoa do EN para identificar e atualizar os desenhos.

2 Requisição É de responsabilidade do requisitante da PT o fiel cumprimento das recomendações. é obrigação: a) Do Executante: – informar ao Emitente que o serviço necessita de apoio de carga. a "baixa" na autorização para entrada de máquina ou viatura. após o painel de 480 V da subestação 5900-J e após os transformadores provisórios de parada.P. 1. . b) suas recomendações não estiverem sendo atendidas. – do PMS. Após comunicar o Requisitante e o Emitente da PT. rubricando no verso a PT. providenciando os requisitos necessários para a manutenção das condições de segurança no local de trabalho. d) Operador da área: – indicar no verso da PT. 1. na via do executante. indicar a necessidade de apoio de carga para o serviço 60 no campo específico. É dispensada. o horário e o tipo de máquina ou veículo que irá executar o serviço. d) o executante não estiver usando os E. – autorizar a entrada de veículos de carga. para serviços de apoio de carga ou transporte. Para acesso de máquinas de movimentação de cargas e veículos motorizados no interior de unidades de processo e área de GLP.3 Cancelamento A PT é cancelada quando: a) no caso de Emergências. – rubricar no verso da PT junto com o Operador da Área. e) o executante tiver dúvida no trabalho a ser realizado. b) Empregados de empresa contratada credenciada pela SMS.I. quando o trabalho for nos galpões de pré-fabricação de tubulação. para o restante das instalações. conforme segue: – do EI/ELÉTRICA. MI. b) Do Emitente: – ao emitir a PT.s adequados. c) Do Operador da máquina ou motorista da viatura: – estacionar a máquina ou viatura fora da unidade de processo e da área de GLP. – entrar na área somente depois de atendidas as recomendações dos itens anteriores. c) aparecerem condições de risco na área onde se executa o trabalho. Gerente do Contrato. – apanhar a via da PT com o executante. – Estão autorizados a requisitar PT: a) O executante. Nota: O credenciamento de empreiteiros é efetuado para os aprovados em curso específico.Segurança Industrial g) COTUR e SMS nas áreas de produção não definidas. inclusive aqueles decorrentes de manobras operacionais. h) Os supervisores hierárquicos acima citados anteriormente.17. – Dentro das áreas de Empreiteiras: Os técnicos de manutenção dos setores a seguir. – do EDE/CALDERARIA. Chefia do Setor envolvido e SMS. Nota: A PT pode ser cancelada por qualquer pessoa que perceba que os padrões de segurança não estão sendo cumpridos conforme as recomendações.17.17. o Funcionário da Petrobrás que detectou irregularidades e paralisou o serviço deve preencher o Relatório de Descumprimento de Norma de Segurança e enviar copias para o Fiscal do contrato. quanto o executante do serviço devem preencher os campos das Etiquetas de Advertência e as fixarão nos equipamentos cuja operação pode interferir no trabalho a ser executado. A participação neste curso é condicionada à solicitação formal da empresa contratada à Fiscalização e sua concordância após o que encaminhará a solicitação a SMS.4 Etiquetas de Advertência Antes da autorização para início do serviço. desde que empregado da Petrobras. quando o trabalho for em sistemas elétricos. identificados pelo logotipo específico (chave inglesa) afixado no crachá. Um atraso superior a 2 horas para o início do trabalho ou o afastamento do executante por igual período cancela automaticamente a PT. O executante do serviço fixará a etiqueta azul e o operador da área a etiqueta amarela. e obter do Operador da Área a autorização de entrada. após a remoção do equipamento. 1. tanto o responsável pela área.

inflamáveis. e é válido desde que sejam mantidas as condições de segurança existentes no local. Quando as condições de risco exigirem. devem possuir AP conjunta. a serem executadas simultaneamente. nos seguintes casos: a) trabalho com fonte de radiação ionizante (gamagrafia ou Raio-X Industrial). caixas de passagem (MH) de cabos elétricos. e) para que seja emitida Permissão para Trabalho Temporária (PTT). O Equipamento ou Sistema será considerado isolado quando: – Estiver raqueteado (flangeado a cego). O CIS é restrito ao trabalho para o qual foi emitido. É obrigatória a instalação das travas nos seguintes casos: – Em bloqueios de equipamentos que necessitam de grandes manobras para sua retirada de operação e que oferecem 61 risco de Parada da Unidade. cada executante deverá colocar o seu cadeado. o Emitente da PT/Operador da Área. a gaveta deverá ser extraída pelo EI. f) para escavação em profundidade superior a 1. No caso. bloqueando a operação ou energização do equipamento durante a manutenção. Com o uso de cadeados não será necessária a extração da gaveta para liberação. será previsto o acompanhamento do serviço pelo operador da área e por representante da SMS. Frentes distintas de trabalho em um equipamento. seus substitutos ou Supervisor Imediato. devem ser utilizados três tipos de etiquetas: – etiqueta amarela – A ser fixada pelo empregado Petrobrás responsável pela área. empregado Petrobras ou de contratada. b) entrada de pessoas em equipamento. é dispensável o CIS. quando houver recomendação deste procedimento na AP ou na própria PT. 1. corrosivos ou que a estes estiveram interligados. do operador da área ou do executante do trabalho.17. desde que o sistema tenha sido despressurizado. . O CIS perde a validade se o trabalho não iniciar até 2h após sua emissão ou em caso de afastamento do executante por igual período. c) abertura de equipamentos quando o Emitente tiver dúvida. Caso não exista espaço na chave ou no disjuntor para mais de um cadeado. cada um deve afixar a sua etiqueta azul nesse equipamento. A inspeção de segurança deve ser realizada na presença do operador da área. obrigatoriamente inspecionará a área e/ou equipamento. No caso de liberação de equipamentos para manutenção acionados por motor elétrico. drenado.5 Recomendações de Segurança Certificado de Inspeção de Segurança (CIS) É obrigatório obter o CIS junto a SMS para autorização do início de serviço. de duas ou mais oficinas participarem da liberação do mesmo equipamento. As etiquetas de advertência só poderão ser removidas pelas pessoas que as afixaram. d) trabalho de corte ou de solda em equipamento que contiveram produtos tóxicos. a oficina elétrica possui dispositivos para multiplicar a possibilidade de uso de cadeados. quanto ao atendimento dos Padrões Mínimos de Segurança. porém nos casos em que não seja possível o uso de cadeados. somente durante o tempo de intervenção direta. – etiqueta vermelha imantada – A ser fixado pelo eletricista. exemplo: Operador da área. poço e caixa de drenagem de águas oleosas ou contaminadas. as etiquetas devem ser colocadas nas gavetas e nas botoeiras (campo e painel). Travas para haste de válvulas devem ser solicitadas a serem instaladas após o fechamento dos bloqueios e despressurização do equipamento. apenas uma etiqueta amarela será afixada.Segurança Industrial Quando trabalhadores de diversos Setores estiverem dando manutenção ao mesmo equipamento. – etiqueta azul – A ser fixado pelo executante dos serviços. Para fins de liberação de trabalhos.50 m. As liberações de equipamentos elétricos devem ser realizadas desligando-se a chave ou disjuntor nos respectivos painéis e em seguida o executante deverá colocar o cadeado próprio de cada oficina. Para outros tipos de trabalho a emissão do CIS pode ser solicitada a critério do emitente da PT. purgado (quando esse procedimento for indicado na PT/AP) e não esteja interligado com o sistema de tochas. Antes de solicitar o CIS. Na abertura de linhas ou bombas para instalação de raquetes ou flanges cegos. na porta do cubículo de alimentação de carga. Nesse caso. As etiquetas devem ser destruídas após a sua remoção.

c) Dar conhecimento do conteúdo da AP aos executantes. e) Em caso de Permissão para Trabalho Combinada (PTC) o executante procurará o co-emitente. Ao dar baixa na PT o executante. c) Manter sempre a PT em seu poder. dando baixa como trabalho concluído. Somente o serviço descrito na PT deverá ser executado. e reter a 2ª via. deve ser prevista medida adicional de segurança. os seguintes procedimentos devem ser observados. utilizando o meio de comunicação disponível. 1. atualize a sua via e remova a Etiqueta de Advertência amarela. e retira a Etiqueta de Advertência amarela. na seqüência seguinte: a) O executante. Por parte do Requisitante são necessários os seguintes procedimentos: a) Assinar a PT antes do início dos trabalhos. limpeza. Assina as 2 vias da PT. Qualquer trabalho só pode ser iniciado após o recebimento da PT com a autorização dada pelo operador da área. segundo sua avaliação. com o emitente ou seu substituto. retira a Etiqueta Azul (se houver) e a destrói. Após esse prazo podem ser destruídas.7 Conclusão dos Trabalhos Ao término do trabalho ou do prazo de validade descrito na PT. ou seu substituto. . d) Alertar aos executantes. b) Executar apenas o serviço constante da permissão. Para tanto. nas 1ª e 3ª vias e informa ao operador da área. o executante pode dar baixa "A VERIFICAR" na PT. b) O operador da área anota no campo "Quitação da PT". b) Tomar conhecimento da AP. ao autorizar os trabalhos: a) Verificar se as medidas preventivas apontadas pelo emitente foram adotadas e rubricar (na coluna “Operador da área”) os itens assinalados no formulário de PT e o formulário da AP. está declarando que o local foi deixado em perfeitas condições de higiene. c) Devolver a 1ª via ao executante autorizando com esse ato o início do trabalho. para informar a situação do serviço e dar baixa na PT. b) Preencher o campo “Autorização para início do trabalho”. em corresponsabilidade com o requisitante. O responsável pela área deve certificar-se de que as condições de trabalho estejam suficientemente seguras durante todo o seu desenvolvimento. A PT só será considerada autorizada após o responsável pela área. se houver. entrega ao operador da área ou operador emitente da PT a 1ª via. se o trabalho foi concluído. d) As 2ª e 3ª vias da PT devem ser arquivadas por 5 dias. a verificar ou não concluído. no local dos trabalhos. Na impossibilidade de atendimento a estas exigências. Se o trabalho não foi concluído. para informar a conclusão do serviço e dar baixa na PTC. organização e segurança e também que o responsável 1. que anota o horário de conclusão ou interrupção do trabalho. quanto ao procedimento de interrupção dos trabalhos em caso de emergências. se houver e se os trabalhos foram concluídos. – Existir duplo bloqueio com suspiro (vent) ou dreno intermediário.17. a etiqueta permanecerá afixada.17. e a destrói. indicando a situação dos trabalhos.6 Execução dos Trabalhos Antes de autorizar os trabalhos para execução o operador e o executante devem garantir que as recomendações da PT e da AP estão sendo atendidas. Em ambos os casos. e se o operador da área não for encontrado. e atender os padrões mínimos de segurança e os procedimentos de manutenção aplicáveis. c) Excepcionalmente. ele deve realizar verificações periódicas do trabalho ou permanecer no local. o horário de conclusão ou interrupção do trabalho nas 1ª e 2ª vias da PT e informa ao emitente. o executante deve procurar o operador da área ou o operador emitente da PT. utilizando o meio de comunicação disponível para que este verifique o serviço. Por parte do Executante são necessários os seguintes procedimentos: a) Verificar se as medidas preventivas fo62 ram adotadas e providenciar o cumprimento das medidas que não tenham sido. Providenciar o cumprimento das medidas que não tenham sido adotadas.Segurança Industrial – Desconectado. para que este atualize sua via.

lavagem com . A PTT só se aplica a situações diferentes das relacionadas anteriormente. tais como parada de sistemas ou construção e montagem. a PTT poderá ser afixada. f) Limpeza industrial ao nível do solo compreendendo varreção. e) Parada parcial de unidade. deve ser realizada avaliação conjunta pelo Setor Emitente.18 Condições específicas Nos casos previstos nesta norma ou em situações especiais. desde que os equipamentos liberados tenham sido etiquetados. caso em que o responsável pela área não necessariamente observou e avaliou os resultados dos trabalhos). deve afixar a PTT em plaqueta própria. baseado em parecer da SMS. recolhimento de restos de material. Os trabalhos com fonte de radiação ionizante ou Raio X Industrial exigem a obtenção de PT e CIS ainda que em área sob regime de PTT. podem ser adotados outros tipos de permissão para trabalho. Setor Fiscal. após avaliação conjunta dos supervisores do Setor Responsável pelo equipamento. os equipamentos ficam sujeitos ao regime normal de emissão de PT /CIS. assim como a suspensão dos mesmos. A PTT é aplicável às situações descritas a seguir: a) Manutenção em tanques individuais ou aos pares (conforme NBR-7505. isolados. Empreiteira e SMS.Segurança Industrial pela área está satisfeito ou ciente com o resultado dos trabalhos executados (exceto nos casos em que o executante ou requisitante dão baixa na PT como "A VERIFICAR". superior a 5 dias. sistema ou área. segue as condições estabelecidas nesta norma para PT.18. Nota: No caso de PTT's para trabalhos gerais que envolvam toda uma área. por um prazo pré-estabelecido. O Fiscal do serviço de limpeza deve efetuar verificação diária nas frentes de trabalho. SMS e do Supervisor da Empreiteira. o recebimento de produto no tanque vizinho.63 dos e purgados. c) Nota: Equipamentos isolados são aqueles que foram raqueteados. Setor Responsável pelo equipamento ou área e MI. sistema ou área. do Setor de Manutenção. e a cada revalidação. cujos acionadores estão impedidos de entrar em operação e foram tomadas medidas para impedir que os serviços executados coloquem em risco pessoas ou equipamentos em áreas vizinhas. esgotados. b) Equipamentos ou sistemas específicos desde que se possa isolá-los e não ocorra interferência dos trabalhos de manutenção com os sistemas em operação. flangeamento ou isolamento elétrico. por exemplo: drenagem. Cabe ao Operador do turno que antecede o início dos trabalhos de manutenção inspecionar as condições de segurança do local. Quando em início de manutenção. e diariamente. antes do início do trabalho. purga. d) Deposição de resíduos de hidrocarbonetos líquidos nas células de biodegradação (landfarming).1 PTT – Permissão de Trabalho Temporária A PTT é emitida para trabalho específico em equipamento que representa um risco isolado. As etapas iniciais de manutenção incluem. limpeza. em local visível por todos. O responsável pela manutenção. se autorizadas pelo chefe da PR. neste caso. A PTT é solicitada pelo setor de manutenção responsável pela execução do serviço e emitida pelo setor responsável pelo equipamento. caso necessário. tanto na área. a critério do responsável pela manutenção. A PTT não dispensa a autorização verbal dada pelo Responsável pela Área. 1. para informar de sua presença e saber sobre as condições de segurança da área operacional onde irá trabalhar. aquele em que os riscos da área onde se realiza o trabalho e das áreas próximas estão controlados e não devem sofrer alteração durante o serviço. após análise dos riscos envolvidos e com autorização competente. o executante dos serviços deve entrar em contato com o mesmo. quanto nas casas de controle. como definido a seguir: 1. lava. disponível na Atividade de Documentação Técnica) com distância entre costados maior ou igual ao maior diâmetro. A execução dos trabalhos. não sendo permitido. até que se atinja níveis de segurança adequados para entrar em regime de PTT. e em local visível junto ao equipamento ou local dos trabalhos. Nota: Entende-se por nível de segurança adequado. A PTT é emitida com validade de 30 dias.

d) Paradas gerais de Unidade.18. desde que se possa isolar seguramente todos os trabalhos de montagem. b) Construção de novos tanques. desde que todos estejam em manutenção. A Liberação de Área deve ser requisitada ao chefe da PR. quando os equipamentos já estiverem todos liberados para entrada de pessoal.3 – Drenagem de água dos depósitos e de mancais de bombas e turbinas. pela MI. identificando claramente os locais e especificando os tipos de trabalhos autorizados. Movimentação de Catalisador. (VERSO) . substituição de areia sob fornos.2 Liberação de Área A Liberação de Área é aplicável às seguintes situações: a) Manutenção em tanques grupados (conforme NBR-7505).2 – Verificação (visual e auditiva) de ruídos. MODELO DE FORMULÁRIO DE PT* *Formulário REPAR ( G-271). Nota: A PTT é emitida pelo setor responsável pela área onde a limpeza será realizada. exceto nos casos de Parada. isentos de hidrocarbonetos ou produtos tóxicos.Segurança Industrial g) h) i) j) água e/ou vapor. capina em área britada. dando conhecimento aos Órgãos envolvidos. quando a situação será negociada entre os envolvidos em reunião específica. ventilação. limpeza de canaleta de águas pluviais (não abrange esgoto oleoso) e limpeza de grades do SAO. c) Montagem de novos equipamentos nas áreas de processo.4 – Lubrificação de válvulas (após liberação do operador da área). Lubrificação de rotinas (exclusivamente as atividades listadas a seguir): i.1 – Verificação do estado (aparência) do óleo e completar níveis. i. O chefe da PR pode autorizar a Liberação da Área. ainda que em área liberada. vazamentos e temperaturas. raqueteamento. após a fase inicial de drenagem. Movimentação de Enxofre. Os trabalhos com fonte de radiação ioni64 zante exigem a obtenção de PT e CIS. por escrito. purga. i. disponível no SC com o número de estoque: NE-7550-786-77550 1. i.

AZUL – Formulário REPAR (G-465) – disponível no SC com o número de estoque: NE – 9915-787-01150. no momento do trabalho. disponível no SC.7550-787-01130. MODELO DE ETIQUETAS DE AVISO BRANCA – Formulário REPAR (G-465) – disponível no SC com o número de estoque: NE . (FRENTE) (VERSO) MODELO DE PLAQUETA VERMELHA PLAQUETA VERMELHA (IMANTADA) – Para ser afixada no cubículo de alimentação de carga.9915-786-58500. apenas por eletricistas.Segurança Industrial MODELO DE ETIQUETAS DE ADVERTÊNCIA AMARELA – Formulário REPAR (G-215) – disponível no SC com o número de estoque: NE – 9915-787-01147. com o número de estoque: NE . 65 . (FRENTE) (VERSO) MODELO DE CERTIFICADO DE INSPEÇÃO DE SEGURANÇA – (CIS) CIS – Formulário REPAR (G-057).

atendendo solicitação da MI. para a realização de trabalhos de: Esta liberação é válida até às ______h _____min do dia____/_____/_____ 66 Atenciosamente. para a área situada entre as coordenadas _______. O executante deve cumprir as Normas e Regulamentos de Segurança vigentes.c.: SMS . Setor de Manutenção e SMS).: ÁREA LIBERADA Comunicamos que esta Superintendência. Esta Permissão é válida até às ______h _____min do dia _____/______/______ 3. autorizamos a execução de: 1.c. Empreiteira. PR. MI. TRABALHO A EXECUTAR: Equipamento ou Área: Localização: Permissão emitida para (Setor ou Equipe de Trabalho): Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) exigidos: Recomendações de segurança: 2. nas condições descritas a seguir.: PERMISSÃO PARA TRABALHO TEMPORÁRIA Comunicamos que após inspeção realizada pelos Supervisores do (Setor Responsável pelo Equipamento ou Área. conforme croqui anexo. 5. 4. O trabalho deve ser suspenso na ocorrência de alteração no ambiente ou nas áreas adjacentes ao local de trabalho.: SMS. Fiscal Contrato.Segurança Industrial MODELO DE PERMISSÃO PARA TRABALHO TEMPORÁRIA (PTT) AO: (SETOR DE MANUTENÇÃO RESPONSÁVEL PELA EXECUÇÃO OU FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO) DO: (SETOR RESPONSÁVEL PELO EQUIPAMENTO OU ÁREA) REF. Ciente dos participantes da inspeção/avaliação: Operação Fiscal do Contrato SMS Representante Empreiteira( se necessário) Atenciosamente. (Nome e Assinatura do Emitente) Anexo: o citado c. Anexo: Croqui c. MODELO DE AUTORIZAÇÃO PARA ÁREA LIBERADA A: DIVISÃO DE APOIO À PRODUÇÃO DO: CHEFE DA PR REF. resolveu adotar o regime de ÁREA LIBERADA.

. sob coordenação da SUSEMA – Superintendência de Meio Ambiente. obedecer à itemização seguinte. 157 da CLT estabelece que cabe à empresa cumprir e fazer cumprir as Normas de Segurança e Medicina do Trabalho. Objetivo Considerações Gerais Normas e Regulamentos Aplicáveis Definições e Terminologia Área de Abrangência Caracterização das Instalações 67 . chefe do setor envolvido. Qualidade e Segurança Industrial. Objetiva também a padronização dos PC.NR's). Solicitamos que nos seja informado as providências tomadas. a integração através dos meios eletrônicos – onde a padronização é fundamental. exclusivamente. 03. Objetivo Estabelecer padrões mínimos que devem ser observados pelos órgãos da Petrobras para a elaboração de Planos de Contingência (PC). Lembramos que o Art. Assim. Foram considerados para elaboração deste documento. etc. 02.Segurança Industrial DESCUMPRIMENTO DE NORMAS DE SEGURANÇA AO: DO: REF:. através dos Gerentes e Fiscais do Contrato. entretanto. tais como: E&P Forum. etc. Principalmente as constantes na Portaria 3214 do Ministério do Trabalho (Normas Regulamentadoras . assim como aos requisitos aplicáveis das normas internacionais de qualidade ambiental (normas da série ISO 14000). facultativo a cada coordenador a inclusão do item “introdução”: Introdução (opcional) 01. tais como os requisitos estabelecidos pelo regulamento 26 do Anexo I da Marpol 73/78 e pela Resolução MEPC 54/32 Anexo 4 da "IMO Guidelines for Development of Oil Pollution Emergency Plans". Itemização Conforme N-2644 – Critérios para Elaboração do Plano de Contigência. 06. 04. de forma a se facilitar o inter-relacionamento entre os diversos planos existentes. 173 estabelece que constitui Contravenção Penal a empresa deixar de cumprir as Normas de Segurança e Higiene do Trabalho. os PC da Companhia devem. a lei 611 de 21 de julho de 1992. Pela Segurança dos empregados da Contratada (Empreiteira). além das diretrizes anteriormente relacionadas. adotada pela Companhia. os seguintes documentos descritos a seguir: – planos de contingência de companhias congêneres: – planos de contingência de entidades internacionais que a Companhia participa. Atenciosamente. sendo. Estas Diretrizes foram elaboradas em consonância com a Política de Meio Ambiente e Segurança Industrial da Petrobras. uma vez que o descumprimento das Normas de Segurança caracteriza infração ao contido no Contrato firmado entre a REPAR e a prestadora dos serviços. PMS. direta ou indiretamente. C/C: SMS. visando atender aos preceitos da Gestão pela Qualidade Total. MI. 05. DESCUMPRIMENTO DE NORMAS DE SEGURANÇA A Legislação vigente e a Jurisprudência predominante prevêem co-responsabilidade da Contratante (REPAR) de Obras e Serviços. Planos de Contigência I. informamos que a empresa descumpriu as Normas de Segurança da REPAR. no que diz respeito a: – (relacionar itens) – – Solicitamos as providências cabíveis. deve atender. – documentos de caráter normativo. Por outro lado. – regulamentos internacionais aos quais a Companhia. Gerente e Fiscal do contrato. tais como os emitidos pelo Ministério da Marinha e Ibama. assim como possibilitar maior intercâmbio e melhor aproveitamento das informações disponíveis e necessárias a desejada eficácia nas ações de controle e combate a ocorrências anormais. no Art.

as polícias civil. internos ou externos. Mapas – Áreas Sensíveis – Rotas de Acesso D. contemplando pronta informação do evento aos gerentes internos. 7. – Conter sistemática de gerenciamento das atividades de controle da emergência. o que deve ser constatado através de treinamento e simulados. imprensa e outras entidades que possam colaborar com o controle da emergência.3 Disposição Final de Resíduos 8. autoridades comunidade. anexando-o ao PC se o órgão gestor do mesmo julgar conveniente. 07.1 Hipóteses Acidentais 6. quando requisitados recursos adicionais de outros órgãos. para cada hipóte- 68 .2 Ações de Controle 8. a secretaria de saúde do município. previsível e capaz. policial. 08. – Atender ao estado da arte da função segurança e ao histórico de emergências da Companhia e Internacionais e estar integrado aos planos desenvolvidos pela comunidade.2 Inventário de Produtos 6.2 Atribuições e Responsabilidades 7.1 Atribuições e Responsabilidades por Hipótese Acidental Desencadeamento das Ações 8. – Ser de fácil entendimento e execução. rodoviária e militar. A estrutura organizacional básica deve ser definida da seguinte forma: 7. conforme aplicável.1. bem como a interação com outros PC.2.2. Deve possibilitar ajustes para a ampliação de sua capacidade de ação. a imprensa etc. a marinha. assegurando a integridade das pessoas. tais como: o órgão ambiental (local. Atribuições e Responsabilidades – Definir as atribuições de cada órgão participante da OCE – Definir os responsáveis pela comunicação da ocorrência à estrutura da Companhia – Definir os responsáveis pela comunicação inicial da ocorrência aos órgãos externos.1 Deve ser apresentada a estrutura organizacional preestabelecida a se formar quando da ocorrência de uma emergência. em seus vários tipos. estadual e federal). os planos de controle de emergência devem: – Atender às necessidades e expectativas dos clientes internos e externos afetados ou impactados pela emergência.Segurança Industrial 07.2. o corpo de bombeiros.4 Evacuação da Área Recursos Internos e Externos Gerenciamento do Plano Anexos A. 10. do patrimônio e do meio ambiente. de combate a incêndios. empresas e autoridades locais. – Conter mecanismos de melhoria contínua do processo e dos recursos envolvidos no controle da emergência. a defesa civil. – Definir/identificar o documento que fixa as diretrizes para comunicação de acidentes e ocorrências anormais no órgão ou na Companhia. Relatórios E.1 Comunicações 8. A estrutura deve ser compatível com as ações necessárias ao controle das emergências. 09. Disponibilização de Recursos C. Padrões de Formulários e Impressos Conforme Diretrizes para Controle de Emergência. – Envolver os serviços médico.3 Caracterização da Região Organização para Controle de Emergência – OCE 7. etc das localidades. Organização para Controle de Emergência – OCE 7. Lista de Endereços dos Participantes Internos e Externos B. rodoviário. 11. definindo as atribuições de cada participante do PC. 6. Atribuições e Responsabilidades por Hipótese Acidental – Deve guardar coerência com o anterior.1 Organograma 7. dimensões e cenários.

além de realização de simulados de emergências que são as aplicações práticas dos procedimentos de combate a emergência. – As equipes da OCE são treinadas mensalmente conforme programação de cada órgão. Produção. destas atribuições e responsabilidades.Segurança Industrial se acidental identificada. Laboratório. – Nas Unidades de Negócios a Organização de Controle de Emergência (OCE) são compostas por empregados das áreas: SMS. Anotações 69 . Segurança Patrimonial e Manutenção. Transferência e Estocagem. de forma a se facilitar a pesquisa no PC.

A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes de competitividade e lucratividade. o respeito. a dignidade. o decoro. As informações veiculadas interna ou externamente pela Companhia devem ser verdadeiras. pela observância às normas de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento nacional. considerando a justiça. sem descuidar da busca do bem comum. que é traduzido pela valorização de seus empregados enquanto seres humanos. 70 . clientes. legalidade. pelo respeito ao meio ambiente. parceiros. as decisões são pautadas no resultado do julgamento. desde que as atividades deles não prejudiquem a imagem ou os interesses da Companhia. A Petrobras considera que a vida particular dos empregados é um assunto pessoal. Na Petrobras. fornecedores. concorrentes. a lealdade. o zelo. Governo e demais segmentos da sociedade.Segurança Industrial Principios Éticos da Petrobras A honestidade. acionistas. visando a uma relação de respeito e transparência com seus empregados e a sociedade. competência e honestidade. a eficácia e a consciência dos princípios éticos são os valores maiores que orientam a relação da Petrobras com seus empregados.

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