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DIRETORIA DE MEIO AMBIENTE E TRÃNSITO

NOTA TÉCNICA: 0982.2/2015 – DMAT

ASSUNTO: FISCALIZAÇÃO DE CICLOMOTORES

REFERÊNCIAS: Lei 9503/97 (código de Trânsito Brasileiro) ;


Resolução nº 02 da ONU de 2009;
Resoluções do CONTRAN: 14/98, 168/04, 192/06, 231/07, 315/09,
371/10, 561/15, 571/2015 e 572/2015.

Belo Horizonte/MG, 22 de dezembro de 2015.

Considerando que esta Diretoria tem recebido vários questionamentos a


cerca da fiscalização dos veículos classificados na espécie “Ciclomotores”, quando em
transito pelas vias abertas a circulação pública e as varias alterações acrescidas na
legislação;

Considerando que vem sendo observado um aumento na frota em circulação


destes veículos, na maioria das vezes conduzidos a descoberto das exigências legais para
transito, relativas ao condutor e veículo;

Considerando que a condução de ciclomotores, sem a observância de


preceitos legais, por condutores inabilitados e que desconhecem regras básicas de
circulação e conduta trazem risco a sociedade como um todo, incluindo o condutor;

Considerando que a Organização das Nações Unidas – ONU a Resolução


da ONU n° 2, de 2009, estabeleceu a década, 2011/2020, como a “Década de Ação para
a Segurança Viária” tendo como meta a redução de 50% das mortes em acidentes de
trânsito, desencadeando desta forma ações preventivas pelos órgãos de fiscalização de
trânsito, inclusive a PMMG.

1
Esta Diretoria ESCLARECE:

1 Segundo as normas em vigor os Ciclomotores são veículos de duas ou três


rodas com motores que não excedam a 50 cilindradas (50cc), e que não ultrapassem a
50kmh, velocidade estabelecida pelo fabricante. Observa-se que no quesito potência do
motor o teto é 50cc não havendo referência a potência mínima, logo da menor potência
possível até 50cc, preenchendo os demais requisitos, os veículos são classificados como
sendo ciclomotores.

1.1 Nesse contexto o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, expediu


Resolução 315/09, equiparando os ciclos dotados de motores elétricos com potencia
máxima de 4 kw (quatro quilowatts), dotados ou não de pedais acionados pelo condutor aos
Ciclomotores, permanecendo o quesito de velocidade (50 km/h). Conforme pode ser
observado:

Anexo I Dos conceitos e definições - CICLOMOTOR - veículo de duas ou


três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não
exceda a cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja
velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta quilômetros por
hora. (BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código de
Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil].
Brasília, DF).

Res. CONTRAN 315 de 08 de maio de 2009.

[...]

Art. 1º Para os efeitos de equiparação ao ciclomotor, entende-se como ciclo-


elétrico todo o veículo de duas ou três rodas, provido de motor de propulsão
elétrica com potência máxima de 4 kw (quatro quilowatts) dotados ou não de
pedais acionados pelo condutor, cujo peso máximo incluindo o condutor,
passageiro e carga, não exceda a 140 kg (cento e quarenta quilogramas) e
cuja velocidade máxima declarada pelo fabricante não ultrapasse a 50 km/h
(cinqüenta quilômetros por hora) gn

Parágrafo único. Inclui-se nesta definição de ciclo-elétrico a bicicleta dotada


originalmente de motor elétrico, bem como aquela que tiver este dispositivo
motriz agregado posteriormente à sua estrutura. (BRASIL. Resolução 315
de 08 de maio de 2009. Estabelece a equiparação dos veículos ciclo-
elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução
nas vias públicas abertas à circulação. (BRASIL. Res. CONTRAN nº
315/2009. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília,
DF).

1.2 Conforme pode ser observado em analise da legislação supracitada, uma


Bicicleta motorizada passa a ser considerada Ciclomotor. O CTB classifica o ciclomotor
como sendo um veículo de passageiro, não havendo previsão para seu uso como veículo de
carga:

Art. 96. Os veículos classificam-se em:

2
I - quanto à tração:

a) automotor;

b) elétrico;

II - quanto à espécie:

a) de passageiros:

1 - bicicleta;

2 – ciclomotor; (BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código


de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa do
Brasil]. Brasília, DF).

2 Assim a legislação insere os ciclomotores no rol de veículos sujeitos a


fiscalização quando em trânsito pelas vias abertas a circulação pública. Sobre as
exigências legais para que estes veículos e seus condutores transitem nas vias
públicas temos:

2.1 No que diz respeito à habilitação legal para condução de ciclomotores, o


CTB estabeleceu as seguintes exigências:

Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos


Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:

[...]

II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação,


aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar
Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de
Habilitação, mediante delegação do órgão federal competente; gn (BRASIL.
Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código de Trânsito Brasileiro.
Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

2.1.1 O condutor para conduzir ciclomotor ou ciclo-elétrico deverá ser possuidor de:

a) Autorização Para Conduzir Ciclomotor – “ACC” (Res. 168/04 e 561/15 do CONTRAN)


ou;

b) CNH categoria "A"; conforme, Lei 9.503/97 – CTB e Res. 168 do CONTRAN.

Art. 140. A habilitação para conduzir veículo automotor e elétrico será


apurada por meio de exames que deverão ser realizados junto ao órgão ou
entidade executivos do Estado ou do Distrito Federal, do domicílio ou
residência do candidato, ou na sede estadual ou distrital do próprio órgão,
devendo o condutor preencher os seguintes requisitos: gn

I - ser penalmente imputável;

II - saber ler e escrever;

III - possuir Carteira de Identidade ou equivalente.

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Parágrafo único. As informações do candidato à habilitação serão
cadastradas no RENACH.

Art. 141. O processo de habilitação, as normas relativas à aprendizagem


para conduzir veículos automotores e elétricos e à autorização para
conduzir ciclomotores serão regulamentadas pelo CONTRAN.
(Regulamentado pela Res. 168 do CONTRAN). gn

§ 1º A autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração


animal ficará a cargo dos Municípios.

Art. 143. Os candidatos poderão habilitar-se nas categorias de A a E,


obedecida a seguinte gradação:

I - Categoria A - condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com


ou sem carro lateral; (BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.
Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa
do Brasil]. Brasília, DF).

Resolução 168 de 14Dez04

Art. 1º As normas regulamentares para o processo de formação,


especialização e habilitação do condutor de veículo automotor e elétrico, os
procedimentos dos exames, cursos e avaliações para a habilitação,
renovação, adição e mudança de categoria, emissão de documentos de
habilitação, bem como do reconhecimento do documento de habilitação
obtido em país estrangeiro são estabelecidas nesta Resolução. Gn

Art. 2º O candidato à obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotor –


ACC, da Carteira Nacional de Habilitação – CNH, solicitará ao órgão ou
entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, do seu
domicílio ou residência, ou na sede estadual ou distrital do próprio órgão ou
entidade, a abertura do processo de habilitação para o qual deverá
preencher os seguintes requisitos:

I – ser penalmente imputável;


II – saber ler e escrever;
III – possuir documento de identidade;

IV – possuir Cadastro de Pessoa Física – CPF.


...

§ 4º A obtenção da ACC obedecerá aos termos e condições estabelecidos


para a CNH nas categorias “A”, “B” e, “A” e “B”. (BRASIL. Resolução 168 de
14 de dezembro de 2004. Estabelece Normas e Procedimentos para a
formação de condutores deveículos automotores e elétricos, a realização
dos exames, a expedição de documentos de habilitação, os cursos de
formação, especializados, de reciclagem e dá outras providências. (BRASIL.
Res. CONTRAN nº 168/2004. Diário Oficial [da República Federativa do
Brasil]. Brasília,DF).

2.1.2 No que se refere à condução de ciclomotores em analise detida da legislação


observa-se que a ACC constitui-se na habilitação legal para condução desta espécie

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de veículo, podendo ser conduzido também por condutor habilitado na cat. “A”. Nota-se
que o candidato a habilitar-se na ACC deve satisfazer exigências idênticas à habilitação na
cat. “A”.

2.1.3 A legislação vigente, especificamente resoluções 168/04 e 561/15 do


CONTRAN afirmam ser a ACC, o documento de habilitação que habilita o condutor a
condução de ciclomotores e ciclo-elétricos, conforme pode ser observado:

2.1.4 Neste sentido a Res. 192/06 do CONTRAN regulamentou a expedição em


documento único da Carteira Nacional de Habilitação, com novo modelo e requisitos de
segurança, incluindo no espelho a previsão de lançamento da ACC.

Art. 4º. Será acrescentada uma caixeta “ACC” que deverá ser impressa
com a informação “ACC” usando as mesmas fontes dos demais campos, na
cor preta ou deverá ser hachurada, quando não houver esta autorização de
habilitação, sendo a “ACC” e a Categoria “A” excludente, não existindo
simultaneamente para um mesmo condutor.

Art. 5º. A “Permissão” para a “ACC” poderá ser simultânea com a


permissão da Categoria “B”, com validade de um ano.

Art 6º. Quando existir a informação para o preenchimento somente da


caixeta “ACC”, a caixeta “Cat. Hab” deverá ser hachurada. (BRASIL.
Resolução 192 de 30 de março de 2006. Regulamenta a expedição do
documento único da Carteira Nacional de Habilitação, com novo leiaute e
requisitos de segurança. (BRASIL. Res. CONTRAN nº 192/2006. Diário
Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

2.1.5 Está claramente definido pelo CONTRAN (Res. 371/10), que a Autorização
para Conduzir Ciclomotores - ACC é documento de habilitação, que habilita o condutor a
condução de ciclomotores na via pública, sendo documento de porte obrigatório. Neste
sentido o condutor de ciclomotor inabilitado, que se envolver em acidente ou conduzir o
veículo de forma anormal gerando perigo de dano1, enquadra-se no crime de trânsito
capitulado no Art. 309 do CTB, devendo ser adotadas as providencias cabíveis a natureza
“T10.309 – Dirigir veículo em via pública sem permissão, ou habilitação ou com a mesma
cassada gerando perigo de dano.” da DIAO/SIDS.

1
Perigo de Dano - Não basta à simples conduta de dirigir veículo sem habilitação legal para
aperfeiçoar o crime. Exige-se que o motorista dirija o veículo sem habilidade e de forma
anormal (fazendo ziguezague, fechando outros veículos, “aos trancos e barrancos”, aos
solavancos, invadindo cruzamento, subindo com o veículo na calçada, avançando o sinal
vermelho, etc.). Este requisito é previsto no tipo ao mencionar “dirigir veículo automotor
gerando perigo de dano”. Damásio E. de Jesus – Crimes de Trânsito, Ed. Saraiva, 1998, pág.
189.

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Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão
para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando
perigo de dano:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

Anexo I – Modelo de Carteira Nacional de Habilitação, de Autorização para


Conduzir Ciclomotores e Permissão para Dirigir. (BRASIL. Lei nº 9.503, de
23 de setembro de 1997. Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da
República Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

- Campo destinado a inserção do


número da Autorização para
Conduzir Ciclomotores – ACC.

- Atualmente a Resolução do
CONTRAN, 192/2006, estipula
este modelo de espelho para a
Permissão Para Dirigir, CNH e
ACC, sendo de porte obrigatório
e valido somente no original

2.2 Em se tratando de Acessórios e equipamentos obrigatórios determina a


legislação vigente a utilização de capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção,
para condutores e passageiros de ciclomotores. O capacete motociclístico deve estar
certificado por organismo acreditado pelo Instituto acional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial –INMETRO, de acordo com regulamento de avaliação da conformidade
por ele provado, devendo a viseira estar posicionada de forma a dar proteção aos olhos
(baixada) quando o veículo estiver em deslocamento, além de atender as demais exigências
constantes da Res. 453/2013 do CONTRAN a saber:

2.2.1 A utilização de calçado adequado a condução de veículos automotores,


também é uma exigência, sendo vedada a condução de ciclomotores utilizando calçado que
não se firme nos pés (sandálias tipo havaianas etc.).

2.2.2 No que se refere a equipamentos obrigatórios, estes estão listados nas


Resoluções do CONTRAN, 14/98 (ciclomotores) e 315/09 (ciclos-elétricos), sendo:

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Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos
equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem constatados pela
fiscalização e em condições de funcionamento:
III) para os ciclomotores:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4) velocímetro;
5) buzina;
6) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
7) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor. (BRASIL. Resolução
14 de 06 de fevereiro de 1998. Estabelece os equipamentos obrigatórios
para a frota de veículos em circulação e dá outras providências. (BRASIL.
Res. CONTRAN nº 315/2009. Diário Oficial [da República Federativa do
Brasil]. Brasília, DF).

Art. 2º Além de observar os limites de potência e velocidade previstos no


artigo anterior, os fabricantes de ciclo-elétrico deverão dotar esses veículos
dos seguintes equipamentos obrigatórios:

1- Espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2- Farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3- Lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4- Velocímetro;
5- Buzina;
6- Pneus que ofereçam condições mínimas de segurança. (BRASIL.
Resolução 315 de 08 de maio de 2009. Estabelece a equiparação dos
veículos ciclo-elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios
para condução nas vias públicas abertas à circulação. (BRASIL. Res.
CONTRAN nº 315/2009. Diário Oficial [da República Federativa do
Brasil]. Brasília, DF).

2.2.3 Exige a norma que tais veículos sejam Identificados através de numeração de
chassi e placa de identificação (traseira), conforme CTB e Res. 231/07 do CONTRAN;

CTB - Art. 114 O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres


gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes,
conforme dispuser o CONTRAN. gn

CTB - Art. 115 O veículo será identificado externamente por meio de placas
dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura, obedecidas as
especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN. Gn (BRASIL,
1997).

Art. 6º Os veículos de duas ou três rodas do tipo motocicleta, motoneta,


ciclomotor e triciclo ficam obrigados a utilizar placa traseira de identificação
com película refletiva conforme especificado no Anexo desta Resolução e
obedecer aos seguintes prazos: gn

I - Na categoria aluguel, para todos os veículos, a partir de 01 de agosto de


2007

II - Nas demais categorias, os veículos registrados a partir de 01 de agosto


de 2007 e os transferidos de município. (BRASIL. Resolução 231 de 15 de

7
março de 2007. Estabelece o Sistema de Placas de identificação de
Veículos. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

2.2.4 Ao tratar do registro e licenciamento, o Código de Trânsito Brasileiro,


estabeleceu nos Artigos 120 e 130, que para o trânsito em vias abertas a circulação
pública todos os veículos automotores deverão estar registrados e devidamente
licenciados, neste sentido entende-se haver competência concorrente, sendo observado no
CTB que há menção de competência estadual e municipal sobre o assunto2.

Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos


Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:

[...]

II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento,


reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar Licença de
Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação,
mediante delegação do órgão federal competente;

III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular,


registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar veículos, expedindo o
Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do
órgão federal competente; gn

Art. 120. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-


reboque, deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do
Estado ou do Distrito Federal, no Município de domicílio ou residência de
seu proprietário, na forma da lei.

Art. 130. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-


reboque, para transitar na via, deverá ser licenciado anualmente pelo
órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal, onde
estiver registrado o veículo. Gn (BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro
de 1997. Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da República
Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

2.3 Restringiu ainda o legislador a circulação dos ciclomotores, com vistas à


segurança dos condutores e demais usuários da via, sendo proibida a circulação desse tipo
de veículo nas vias de trânsito rápido e sobre calçadas das vias urbanas.

Art. 57. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de


rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo
direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa própria a eles
destinada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre
as calçadas das vias urbanas. Gn

Parágrafo único. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de


trânsito e a da direita for destinada ao uso exclusivo de outro tipo de

2
O Art. 22, inciso III do CTB afirma ser competência do estado o registro e licenciamento de veículos.

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veículo, os ciclomotores deverão circular pela faixa adjacente à da direita.
(BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código de Trânsito
Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília,
DF).

2.4 A preocupação do legislador com a segurança dos condutores e demais


usuários da via é de fácil percepção na Lei 9.503/97-CTB, sendo estabelecida
responsabilidade com a segurança, defesa da vida, preservação da saúde e do meio
ambiente aos órgãos que compõe o Sistema Nacional de Trânsito – SNT, através dos
seguintes artigos e parágrafos:

Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território


nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.

[...]
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos
órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a
estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as
medidas destinadas a assegurar esse direito. Gn

[...]

§ 5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de


Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida, nela incluída
a preservação da saúde e do meio-ambiente. gn

Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo,


bem como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou
estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas. gn

Art. 103. O veículo só poderá transitar pela via quando atendidos os


requisitos e condições de segurança estabelecidos neste Código e em
normas do CONTRAN. (BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.
Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa
do Brasil]. Brasília, DF).

2.4.1 Assim a PMMG, como órgão componente do Sistema Nacional de Trânsito –


SNT (Art 7º – VI, do CTB), deve exercer seu papel, fiscalizando e adotando as medidas
cabíveis, propiciando segurança aos condutores e demais usuários da via. A utilização de
ciclomotores não regularizados nas vias implica em fragilidade de outros aspectos de
segurança, que extrapolam as infrações administrativas de Trânsito, como a utilização de
tais veículos para a prática de delitos, ou mesmo o furto e roubo do ciclomotor. Em ambos
os casos haveria dificuldade de ação policial, uma vez que estejam transitando sem placa
de identificação e registro no órgão executivo de trânsito.

3 Face ao exposto nota-se através da legislação, que os ciclomotores estão


sujeitos ao registro, ao licenciamento e a habilitação do seu condutor para que possa
circular pelas vias públicas, sem se furtar aos demais requisitos estabelecidos pelo CTB e
resoluções do CONTRAN.

9
3.1 Com o advento da Res. CONTRAN nº 572, de 16/12/2015, que em seu art. 2º
estabelece:

Art. 2º Fica concedido prazo até 29 de fevereiro de 2016, para os


condutores de ciclomotores obterem o documento de habilitação
correspondente ao veículo, podendo neste caso ser a Autorização para
Conduzir Ciclomotores - ACC ou a Carteira Nacional de Habilitação na
categoria "A".(BRASIL. Res. CONTRAN nº 572/2015. Diário Oficial [da
República Federativa do Brasil]. Brasília, DF).

3.2 Desta forma, a fiscalização de trânsito, em relação à cobrança do documento


de habilitação dos condutores de ciclomotores, deverá ser realizada a partir do dia
01/03/2015.

3.3 Expirado o prazo concedido pela Res. CONTRAN nº 572/2015, o condutor


abordado, conduzindo ciclomotor sem habilitação (ACC ou CNH cat. A) deve ser
enquadrado no Art. 162, inciso I do CTB, cód. 501-00 (vide respectiva ficha de
enquadramento contida na Res. CONTRAN nº 561/2015 – MBFT. Vol. II), referente à
condução de veículo sem o CNH ou Permissão para Dirigir.

Art. 162. Dirigir veículo:


I - sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo.
Medida administrativa: recolhimento do CRLV (Art. 262, § 1º, CTB)
(BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código de Trânsito
Brasileiro. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil]. Brasília,
DF).

4 Revoga-se a Nota Técnica nº 1776.2/2012-DMAT. Para outras informações e


demais esclarecimentos, entrar em contato com a DMAT/2 – Seção Técnica de Trânsito.

IDZEL MAFRA FAGUNDES, CEL PM


DIRETOR DE MEIO AMBIENTE E TRÃNSITO

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