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MUNICIPALIZAÇÃO DAS COMPRAS PÚBLICAS

Aluno: José Geraldo Pereira

Orientadora: Érika Loureiro Borba

RESUMO

O município de Felixlândia/MG, como a grande maioria dos municípios


brasileiros, não possui meios de viabilizar o desenvolvimento econômico e a geração de
empregos através de grandes obras ou da atração de empresas. Pretende-se com este
trabalho verificar as barreiras e analisar as possibilidades de se implantar a
municipalização das compras públicas na cidade. A análise dos principais motivos foi
feita através de aplicação de questionários semiestruturadas aos servidores responsáveis
pelos departamentos de compras e licitações, cujas percepções foram nos deram uma
visão geral das maiores dificuldades. Entende-se que a aproximação da administração
com os empresários locais é necessária para quebra das barreiras existentes e também
para melhorar a imagem da prefeitura junto à população. Considera-se que, somente
com o esforço dos servidores municipais, é possível fazer com que os empresários
acreditem e participem dos processos de compras públicas.
Palavras chave: Compras, desenvolvimento local, municipalização das compras
públicas.
1 - INTRODUÇÃO

Municípios são entes federativos dotados de autonomia, portanto soberanos, com


poderes de auto-organização e autogoverno, na Constituição de 1988, inciso II, Art. 3º cita
como um dos fundamentos principais da República Federativa do Brasil “garantir o
desenvolvimento nacional”, portanto, fomentar o desenvolvimento local é sem dúvidas uma
das principais funções da administração pública municipal.
As compras públicas são fundamentais para que os municípios possam estabelecer
formas para fomentar o desenvolvimento, organizando a demanda e a aplicabilidade dos
recursos financeiros na região.
Assim, o presente estudo busca responder à seguinte questão: Como a municipalização
das compras públicas pode contribuir para o desenvolvimento local?
O tema se justifica devido a inviabilidade econômica dos pequenos municípios, os
quais não possuem meios de viabilizar o desenvolvimento local através da empregabilidade,
pois, além de não possuírem recursos suficientes, geralmente não detém força política para
atrair grandes e médias empresas para geração destes e o presente trabalho visa analisar quais
as ações que o governo local deve tomar no sentido de implementar a municipalização das
compras públicas com o intuito de garantir o desenvolvimento econômico municipal.
Como objetivo geral têm-se: Analisar a importância da municipalização das compras
públicas para o desenvolvimento local no município de Felixlândia/MG.
E como objetivos específicos: a) Verificar as barreiras encontradas pela administração
municipal de Felixlândia para a efetivação da municipalização das compras públicas . b)
Propor ações, através de geração de informações, conceitos, formas e ferramentas para a
implementação da municipalização das compras públicas no município de Felixlândia/MG.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou o estudo de caso como mérito de
análise.
Este estudo teve como foco principal procurar entender os motivos da não
municipalização das compras públicas.

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2 - REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 - COMPRAS PÚBLICAS

No atual ambiente social, econômico e político do Brasil, onde escândalos de


corrupção são apresentados diariamente nos noticiários, tratar do assunto compras públicas é
extremamente delicado, porém, é necessário frisar e afirmar que, o departamento, o setor, a
secretaria ou outro nome utilizado para nomear a área que gerencia as compras nas entidades
governamentais, é uma das mais importantes na integração da gestão pública.
Tamanha a importância desta área na gestão pública que o assunto é disciplinado por
diversas Leis, Decretos, Instruções Normativas, Portarias, Resoluções e Orientações
Normativas. Dentre as mais importantes podemos destacar a Lei 8.666 de 21 de junho de
1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras
providências, a Lei Complementar nº 123 de 10 de novembro de 2011, que institui o Estatuto
Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, a Lei 10.520 de 17 de julho de
2002, que institui a modalidade de licitação denominada pregão e o Decreto nº 5.450 de 31 de
maio de 2005, que regulamenta o pregão na forma eletrônica.
A Lei nº 8.666/93 institui normas e procedimentos que regulamentam os
procedimentos licitatórios e os contratos formalizados pela Administração Pública, impõe
limites e estabelece requisitos para que as relações entre licitantes e órgão público atendam o
interesse coletivo.
A Lei 123/2011, normatiza o tratamento distinto que favorece as Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte nos processos licitatórios, instituindo mais segurança jurídica e
amparo legal para participação nos certames públicos.
Para dar maior rapidez às compras públicas de bens e serviços comuns, foi criada a Lei
10.520/02 que normatiza o pregão presencial, cujo procedimento é realizado em uma sessão
onde os licitantes ofertam lances para os itens licitados trazendo maior economia para a
administração, uma vez que o critério de julgamento é o de menor preço e, em virtude da
evolução tecnológica e da segurança da informação foi instituído o Decreto nº 5.450/05,
subproduto da Lei 10.520/02, regulamenta o pregão na forma eletrônica.
Uma compra bem realizada traz economia e qualidade aos serviços dispensados à
população melhorando a qualidade de vida das pessoas.
Diferentemente do privado, órgãos públicos devem seguir regras para realizar suas
compras, que devem ser embasadas em vários princípios como preconiza a Lei 8.666/93 em
seu Art. 3º, Cap. I, Seção I:
A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da
isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração e
será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos
da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da
publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
Também podemos ver:
Ao contrário dos particulares, que dispõem de ampla liberdade quando
pretendem adquirir, alienar, locar bens, contratar a execução de obras ou
serviços, o Poder Público, para fazê-lo, necessita adotar um procedimento
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preliminar rigorosamente determinado e preestabelecido na conformidade da
lei. Tal procedimento denomina-se licitação. (MELLO, 2009, p. 517).
Dentro desta ótica, Amorim (2017, p. 21), considera que toda transação realizada pela
administração pública, seja aquisição de produtos, serviços, alienações, contratações e
permissões devem ser precedidas de um processo licitatório.
Salienta-se que a redação da Lei 8.666/93 em seu Art. 4º assegura que todos os
participantes de um procedimento licitatório possuem direitos subjetivos de fidelidade à lei
que estabelece os atos ali praticados.
Portanto, as compras públicas devem ser realizadas de maneira transparente, com a
devida publicidade, através de procedimento próprio denominado licitação que, de acordo
com Meirelles (2013), trata-se de um processo administrativo que assegura igualdade aos
participantes, pois é realizada através de atos vinculantes, tanto para a administração, quanto
para os participantes, onde a administração escolhe a oferta mais vantajosa, dando mais
segurança, eficiência e moralidade às compras.
Para Pietro (2017, p. 411), os atos vinculantes dentro de um processo administrativo
de licitação são formados por “atos e fatos da Administração e atos e fatos do licitante”, que
concomitantemente contribuem para a construção do propósito contratual.
Um princípio importante para o sucesso de uma licitação é a competição entre os
participantes, dela é que a Administração elege a proposta mais vantajosa, em suma, “estriba-
se na ideia de competição, a ser travada isonomicamente entre os que preencham os atributos
e aptidões necessários ao bom cumprimento das obrigações que se propõem assumir”
(MELLO, 2009, p. 517).
Para que a competição ocorra de forma justa, outro princípio o que se deve observar
em um processo de licitação é a igualdade de oportunidades, que para Carvalho Filho (2017)
irá proporcionar tratamento idêntico a todos aqueles que se interessarem em transacionar com
a administração pública.
A legalidade é o princípio fundamental da gestão pública e na licitação não seria
diferente, podemos ver em Pietro (2017), que desde a ação de intenção de comprar até a
formalização do contrato, todos os atos deverão estar rigorosamente vinculados à Lei, e para
Carvalho Filho (2017), a Administração deve escolher a modalidade certa para cada
procedimento e observar criteriosamente a legislação específica, uma vez que vontades
pessoais não devem prevalecer e sim o que e lei impõe.
Podemos associar ao princípio da legalidade ao da moralidade, uma vez que o
administrador público não pode agir contrário a ética e a moral, Mello (2009) dá a seguinte
luz ao assunto quando afirma que o princípio da moralidade representa que tanto licitantes,
quanto Administração devem seguir padrões de ética e honestidade no decorrer de um
processo licitatório.
Desta luz dada por Mello, citamos outros princípios básicos da licitação que são: da
Probidade Administrativa, que para Carvalho Filho (2017), o certame deve ser realizado com
toda a honestidade possível, tanto para os interessados, quanto para a própria administração,
com o intuito de alcançar os melhores resultados possíveis no certame, da Publicidade que nas
palavras de Pietro (2017) a divulgação dos atos administrativos são importantes não somente
para conhecimento dos interessados, mas também para que todos possam tomar conhecimento
e atestar assim a devida legalidade, da Vinculação ao Instrumento Convocatório, que garante
que todas as regras determinadas para o procedimento sejam respeitadas, que para Mello
(2009) visam disciplinar o devido processo e do Julgamento Objetivo, que traz segurança aos
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licitantes que todos os critérios previamente definidos sejam cumpridos fielmente, Pietro
(2017), afirma que o julgamento do resultado de um processo deve ser objetivo e pautado nos
critérios constantes no edital de convocação, trazendo condições de verificação posterior de
todos os envolvidos.

2.2 - DESENVOLVIMENTO LOCAL

Para Albuquerque (1998, p. 15), o desenvolvimento local trata-se de um exercício de


combinações de envolvimento de diversos atores, tais como: empresários, associações,
pessoas individuais urbanas e rurais, na integração social e econômica para estruturação da
geração de emprego e renda para a população.
Como se pode ver em Joyal (1994), entende-se por local um meio onde o universo de
pessoas que ali pertencem se conhecem e são conhecidos por traços, perfis e características
que os distinguem dos outros e que podem influenciar na forma de governar e criar políticas
públicas para o bem estar geral.
A palavra desenvolvimento tem um sentido amplo, nota-se que, com relação à
economia, significa “crescimento, progresso, adiantamento” e com relação à inteligência
“aumento de qualidades morais, psicológicas, intelectuais, etc.”, portanto constata-se que no
plano da Administração Pública, na junção da econômica com a inteligência,
desenvolvimento significa crescimento da economia em conjunto com o fortalecimento
intelectual da população de um determinado local.
Um dos agravantes para a Administração Pública na geração do desenvolvimento local
é o crescimento da população e com ele a busca por serviços públicos de qualidade, Oliveira,
Silva e Lovato (2014) afirmam que o “bem estar social está cada vez mais em voga” devido
esse crescimento populacional, muito destacado pelo êxodo rural que é a migração do homem
do campo para a área urbana e que para amenizar esse impacto, a criação de políticas de
desenvolvimento rural colaborariam para minimizar esta busca.
Um artigo publicado na Revista de Administração Pública da FGV trás um exemplo
da união de pequenos apicultores, com a igreja católica, o SEBRAE e o governo do Piauí no
município de Simplício Mendes PI com a finalidade de associativismo e comércio justo e
solidário como forma de promover o desenvolvimento local rural, fazendo que o homem do
campo consiga seu sustento na sua região, sem a necessidade de migrar para a área urbana.
Ações assim podem ser realizadas em qualquer município brasileiro, basta à
administração local buscar conhecer as necessidades da sua população e criar formas de
fortalecimento da sua economia.
A administração pública tem a força e também a obrigação legal de fomentar o
exercício de envolver os diversos atores sociais com a finalidade de desenvolvimento local,
como preconizado na Constituição Federal de 1988 em seu Artigo 3º, Inciso II, “garantir o
desenvolvimento nacional” que, no caso deste trabalho, a administração pública municipal
tem o dever e obrigação de garantir o desenvolvimento local.
Uma forma legal para isto é fomentar dentro do município as aquisições públicas, que
tão importante quanto a gestão, no tocante à operacionalização dentro dos princípios básicos
governamentais, fundamentais na governança administrativa, deve-se ter uma visão
abrangente das compras públicas como importante fonte de desenvolvimento
socioeconômico, inovação e provimento de renda.
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Com uma organização do setor de compras voltada para a sustentabilidade das
políticas públicas, buscando um melhor aproveitamento dos recursos e o bem-estar das
pessoas, um governo pode alcançar um dos seus principais fundamentos, que é o
desenvolvimento local.
Esse aspecto foi observado no estudo de Bittencourt (2014, p. 48-49) que afirma que
todo processo licitatório que tenha por objetivo exigir das contratadas critérios de
desenvolvimento social, econômico e ambiental, serão identificadas como licitações
sustentáveis.
Ademais, a inteligência nas compras públicas é fator preponderante para que o
governo alcance esse objetivo, esse entendimento é confirmado:
Assim, o que é estratégico na gestão de suprimentos é a modelagem de um
“sistema de inteligência de compras” que permita a construção de árvores
estratégicas de decisão que levem à melhor estrutura, especificação, tipo de
contrato e modalidade de contratação para cada objeto, organização e
contexto. Em suma, um modelo estratégico, sistêmico e contingencial de
compras e contratações. Para tanto, há a necessidade permanente de revisões
abrangentes, que incluam não somente a técnica específica de compras, mas
também a logística, a gestão de suprimentos, a integração dos processos
internos, as estruturas e, com grande ênfase, a formação do pessoal e o
fortalecimento das carreiras técnicas no setor público. (JANNY et al., 2011,
p. 4-5)
Outro ponto diferenciador é a capacidade do poder econômico do governo de afetar
positivamente nas relações econômicas locais, além de produzir movimentos constantes de
fortalecimento da formalização das empresas e do trabalho local, que são pontos fundamentais
para se fornecer para o Estado. (FERRER, 2015).
Nesse sentido, Guimarães (2011, p.336), agrega alguns elementos a este estudo
quando afirma que Prefeituras devidamente dotadas de um quadro funcional qualificado
conseguem enxergar um ambiente crescente para a construção de redes e parcerias.
Sobre o assunto, Martins, Vaz e Caldas (2010, p. 568) consideram que: “a chave para
analisar as experiências de desenvolvimento local em articulação com os processos
participativos é considerar sua incidência no combate à desigualdade”.
Em outras palavras a administração pública municipal deve reorganizar sua Lei
Orgânica com Leis e processos administrativos de inclusão social e econômica para utilizar
seu poder de compra no desenvolvimento local, para Zanin e Barreto (2006, p. 9), “Os
governos estão diante da difícil tarefa de aprender a fazer uso do seu poder de compra de
forma a garantir o desenvolvimento econômico e social.”.
Para Nonato e Caldas (2013, p. 465), o desenvolvimento local é apoiado pelas
compras públicas, quando conecta as demandas governamentais com a oferta local, portanto,
a estratégia da administração pública é conhecer o comércio e produção locais para organizar
e adaptar seu consumo.
Podemos destacar a ideia de Albuquerque (1998, p. 15) que afirma que projetos
coletivos passam a ser construídos a partir da integração das forças das redes de cooperação,
dos atores sociais e do poder público para alcançar os projetos coletivos, isto é o
fortalecimento dos empreendimentos sociais através da união dos pequenos e micro
empresários em formato de associações gerando empregos e fomentando a economia local.

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2.3 - MUNICIPALIZAÇÃO DAS COMPRAS PÚBLICAS.

Realizar uma parceria comercial com o governo local começa com a formalização das
empresas conforme citado acima, mas, vale a pena o custo da formalização? Podemos
verificar na cartilha do SEBRAE/CE de “Como vender para as prefeituras” que temos vários
motivos em acreditar que sim, pois, o governo local é um grande cliente, tem suas
necessidades de produtos e serviços, as micros e pequenas empresas têm benefícios para
comercializar com prefeituras e a obrigação legal dos municípios de honrar com seus
compromissos, devido ao fator de equilíbrio das contas públicas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o município de
Felixlândia/MG possui uma população estimada (2018) de 15.235 habitantes, com uma renda
per capita de 2,1 salários mínimos, porém o mais preocupante é que somente 12,5% da
população, isto é, 1.893 pessoas são ocupadas de acordo com dados de 2016, esta é uma
realidade de todos os municípios pequenos no nosso país, pois não possuem capacidade de
geração de empregos o que prejudica a economia local. (IBGE, 2018).
A municipalização das compras públicas começa com a conscientização da população
local destas vantagens, portanto, capacitar os empresários é primordial para essa mudança de
visão, para que oportunidades de crescimento e alavancagem de vendas não sejam perdidas.
Portanto, fomentar a economia popular é fortalecer e organizar o universo local. Para
Becattini (1994), o desenvolvimento local passa pelo aperfeiçoamento de dinâmicas próprias
“locais”, em outras palavras, analisando-se as concepções típicas de uma determinada região
para organizar ou reorganizar os pensamentos e valores na busca do bem comum.
Um dos pilares da municipalização das compras públicas é o Programa de
Alimentação Escolar (PNAE), onde o Governo Federal repassa aos municípios “verba
destinada a oferta de alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a
estudantes de todas as etapas da educação básica pública". (Ministério da Educação).
A Lei nº 11.947 de 16 de junho de 2009 institui que 30% do valor repassado sejam
destinados à compra de produtos oriundos da agricultura familiar, adquiridos diretamente dos
produtores que se enquadram nesta categoria, estimulando o desenvolvimento das
comunidades.
Outro detalhe sobre a municipalização das compras públicas e que é destacado por
Martins e Caldas (PÓLIS, 2002), o ato da administração pública em organizar a comunidade
aumenta o grau de confiabilidade dos agentes envolvidos com o governo.
A inovação na forma de gestão municipal compreende além dos aspectos políticos, os
aspectos técnicos, passando por uma transformação da sociedade para a satisfação de diversas
necessidades comuns, entre elas a própria municipalização das compras públicas.
Como forma de inovação, os municípios devem estudar políticas de inclusão para
empresários locais, criação de cartilhas de como comercializar com a administração pública,
palestras e workshops (seminário ou curso intensivo, de curta duração, em que técnicas,
habilidades, saberes, artes etc. são demonstrados e aplicados) sobre compras públicas,
processos licitatórios, modalidades de licitações (Concorrência, Tomada de Preços, Convite,
Concurso, Leilão, Consulta), Pregão Presencial e Pregão Eletrônico.
Os municípios devem trazer para perto de si os pequenos e micros empresários, pois
eles podem apresentar preços mais vantajosos para a administração, pois possuem benefícios

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em Lei para negociar nos procedimentos licitatórios públicos como disciplinado no Art. 5º da
Lei 123/2006:
“V – das licitações diferenciadas:
a) da exclusividade na participação para as mpes;
b) da subcontratação das mpes;
c) da cota de 25% do objeto da licitação às “mpes”;
d) da prioridade na contratação com valor até 10% do melhor preço;
e) hipóteses da não aplicação dos benefícios concedidos pelos artigos 47 e 48 da lei”.
Políticas próprias municipais específicas para os micros e pequenos empresários que
beneficiem este público também contribuem com o desenvolvimento local, Albuquerque
(1998, p. 75) traz esse entendimento em umas das estratégias fundamentais de ação para os
municípios: “a existência de políticas específicas de apoio à pequena, média e micro empresa
(...)”.
A administração municipal deve promover a capacitação do seu quadro funcional,
principalmente o comprador e o pregoeiro, que são importantes agentes de mudanças nesse
cenário. Para trazer luz ao assunto, Zanin e Barreto (2006, p. 21) afirmam que: “o pregoeiro e
o comprador público municipal são, definitivamente, os grandes agentes de mudança. Por
isto, é preciso investir na qualificação, no treinamento, na certificação destes profissionais
para que eles estejam seguros e aptos a desempenhar bem as suas funções.”.
Com a capacitação do seu corpo funcional, o município terá condições de buscar
novas tecnologias e conhecimentos para melhorar a construção dos seus processos de
compras, buscando identificar as melhores práticas voltadas para o público local.

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3 - METODOLOGIA

Para tal investigação optou-se pelo embasamento metodológico advindo da pesquisa


qualitativa junto à administração pública, que segundo GODOY (1995a, p. 63) “Quando o
estudo é de caráter descritivo e o que se busca é o entendimento do fenômeno como um todo,
na sua complexidade, é possível que uma análise qualitativa seja a mais indicada”.
Assim, o método de pesquisa utilizado foi o estudo de caso e a técnica de coleta de
dados foi aplicação de questionário semiestruturado.
O método do estudo de caso, de acordo com YIN (2001a, p. 27) “é a estratégia
escolhida ao se examinarem acontecimentos contemporâneos” o qual poderá nos
proporcionar um entendimento holístico do problema, possibilitando uma análise indutiva dos
dados coletados.
Essa pesquisa está dividida em tópicos que contemplam as seguintes temáticas:
compras públicas, desenvolvimento local e a municipalização das compras públicas.

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4 - ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.1 - COMPRAS PÚBLICAS

Analisando o site da Prefeitura Municipal de Felixlândia no endereço


www.felilxandia.mg.gov.br, no ano de 2018 foram realizados 97 procedimentos licitatórios
para aquisição e contratação de prestação de serviços.

Gráfico 1: Número de processos licitatórios/2018

100%
90%
80%
70% 68
60%
50% PREGÃO PRESENCIAL
40% DISPENSA DE LICITAÇÃO
30%
20% 29
10%
0%

PROCESSOS 2018

Fonte: Site de Prefeitura Municipal de Felixlândia/2019.

29 processos foram de dispensa de licitação, sendo que destes apenas os processos de


prestação de pequenos serviços de serralheria (01), mecânica (01), pintura (01), confecção de
placas (01), confecção de cavaletes (01), refeições (01), pão (01), foram fechados com
empresários locais e os processos de aquisições de produtos e de serviços especializados
foram contratados com licitantes de fora do município.
Foram realizados processos para serviços simples, porém não houve participação de
empresários locais, tais como: Confecção de adesivos para controle da frota municipal,
aquisição de cadeiras plásticas, serviços gráficos, fornecimento de peças para gerador elétrico,
mão de obra para manutenção de gerador elétrico, entre outros, cujos recursos poderiam ter
ficado na cidade, gerando renda e emprego, além dos impostos que o município poderia estar
arrecadando.
Nos 68 processos de pregão presencial, somente houve participação de licitantes do
município, nos de transporte da na área da saúde (01), de fornecimento de gêneros
alimentícios (02) e de material de construção (01), nos demais processos não houve
participação de empresários locais.
Um processo de pregão presencial que pode ser destacado por não haver participação
de empresários locais é o de fornecimento de hortifrutigranjeiros, que teve a participação de
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somente um licitante do município de Belo Horizonte, sendo que a cidade possui 05
“sacolões” além dos supermercados que também vendem o produto.

Gráfico 2: Número de processos na modalidade Dispensa de Licitação

31

26 7

21

LICITANTES LOCAIS
16

LICITANTES DE OUTRAS
11 22 LOCALIDADES

1
DISPENSA DE
LICITAÇÃO

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Felixlândia/2019.

Gráfico 3: Número de processos na modalidade Pregão Presencial

PREGÃO PRESENCIAL

EMPRESÁRIOS DE
OUTRAS LOCALIDADES
EMPRESÁRIOS LOCAIS

64

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Felixlândia/2019.

Em uma análise superficial, pode-se chegar à conclusão que o município de


Felixlândia cumpre os requisitos da Lei 8.666/93, onde, pela ótica de Amorim (2017),

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considera que toda transação realizada pela administração pública, seja aquisição de produtos,
serviços, alienações, contratações e permissões devem ser precedidas de um processo
licitatório.
Nota-se também que há a devida publicidade, tanto do aviso de realização das seções,
quanto da publicação dos respectivos vencedores dos certames, uma vez que no site podemos
verificar os contratos firmados, as atas de reunião dos processos e os avisos de licitações.
Do mesmo modo nota-se que os julgamentos dos processos foram pautados nos
critérios constantes no edital, como afirma Pietro (2017).
Nesse sentido, de acordo com análise superficial, constata-se que os processos
seguiram as normas da Lei 8.666/93 e os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade,
da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
Porém, vale destacar novamente o processo para aquisição de hortifrutigranjeiros, nele
se furtou um princípio básico para se realizar uma compra pública, o da competitividade, pois
com a presença de apenas um licitante, talvez o município tenha adquirido os produtos do
certame em um valor maior do que se houvesse a participação de vários competidores.
Observa-se esta percepção também por parte dos respondentes.
“Por falta de interesse, pois alegam que o procedimento é muito burocrático
e tem que vender com preço menor.” (Respondente 3).

4.2 - DESENVOLVIMENTO LOCAL

Analisando os dados do site oficial da Prefeitura Municipal de Felixlândia, verifica-se


que há uma falta de interesse da população ou também a ausência de engajamento do efetivo
municipal, em buscar esse público dentro do município. Situação diferente do que afirma
Albuquerque (1998), que para ocorrer o desenvolvimento local, deverá haver um exercício
para envolver empresários, associações, pessoas individuais urbanas e rurais e a administração
para geração de emprego e renda.
Ao contrário do ensinamento de Joyal (1994) que trás a luz para o tema do
desenvolvimento local, onde o autor afirma que o devido conhecimento dos que ali residem,
da cultura local, dos segmentos existentes no município, poderia ajudar a fazer essa ponte, dos
que querem fornecer, com a administração que precisa comprar, vemos que aquisições
simples não foram realizadas internamente, deixando de gerar renda, o que poderia ser evitado
com criação de procedimentos simples para atrair esse público.
Podemos observar também em Nonato e Caldas (2013), a mesma afirmação que a
estratégia da administração pública para fortalecer o desenvolvimento local é conhecer o
comércio e a produção local para organizar sua demanda, o que, de acordo com os dados
apresentados, não vem ocorrendo no município estudado.
Examinando as respostas dos questionários aplicados, tende-se a identificar um apelo
significante dos atores envolvidos no processo de compras públicas do município de
Felixlândia no sentido de identificar as dificuldades dos empresários locais em participar dos
processos licitatórios e os principais pontos que prejudicam essa relação.
“1 – No município de Felixlândia existem muitos comércios e prestadores de
serviços que ainda se encontram na informalidade.
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2 – A maioria dos comércios e prestadores de serviços que já se encontram
formalizados, não se preocupam de estarem em dia com o fisco, e
consequentemente não possuem certidões negativas, uma das maiores
prerrogativas para efetuarem negócios com a municipalidade.
3 – Apesar de a Prefeitura priorizar realizar suas aquisições no município,
ainda existe a falta de interesse do comercio em participar de licitações.”
(Respondente 4).
Também observa-se.
“A dificuldade consiste na falta de documentação e emissão de nota fiscal
eletrônica.” (Respondente 3).

De acordo com as declarações dos respondentes percebe-se que há sim uma falta de
interesse dos empresários locais em participar dos processos licitatórios da administração,
uma vez que, os pontos apresentados como sendo fatores de dificuldade que a administração
pública encontra para esta negociação, são de simples resolução. FERRER (2015), afirma que
a administração pública tem o poder e a obrigação de fortalecer a formalização das empresas e
das pessoas físicas, facilitando assim a participação delas nos processos de compras
municipais, esta seria uma ação simples que poderia quebrar essa barreira.
Analisando as falas acima, pode-se perceber que os servidores envolvidos possuem a
percepção das dificuldades, porém não há um direcionamento desse conhecimento no sentido
de mobilizar a administração para criar políticas públicas para minimizar as barreiras.
Essa inovação poderia partir dos próprios servidores, isso corroboraria a afirmação de
Guimarães (2011), que afirma que um quadro funcional qualificado e possuidor de
conhecimento contribui a construção de redes e parcerias.
Outra análise que se pode extrair da argumentação dos respondentes é que, além da
falta de conhecimento do empresariado local, existe um grande temor do não pagamento pela
administração dos produtos entregues e dos serviços prestados.

“A grande maioria não tem toda documentação necessária ou mesmo não


tem interesse em participar devidos os atrasos que ocorreram nas
administrações anteriores.” (Respondente 2).

“por falta de documentação, por desconhecimento do processo licitatório,


por insegurança, por medo de não receber em tempo hábil ou até nem
receber de nenhuma forma e, pelo fato de não querer vender por um preço
algumas vezes até abaixo do que o de mercado.” (Respondente 1).

Percebe-se que no passado, a administração não cumpria com seus compromissos, o


que levou os empresários locais a não quererem negociar com o município devido ao risco de
não receber por suas mercadorias ou serviços. Para minimizar esse tipo de problema foi criada
a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe parâmetros aos governos relativos aos gastos
públicos, instituindo limites de acordo com as suas fontes de renda. É dever de a
administração divulgar estas mudanças com o intuito de quebrar essa concepção dos
munícipes.

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Observa-se que já existem por parte dos respondentes pensamentos que seguem a
mesma lógica de Albuquerque (1998) que alega que o fortalecimento dos empreendimentos
locais passa pela união da administração pública com o privado.
“Orientar e demonstrar as vantagens do contrato com a Administração
Pública, tendo em vista que é um contrato de 12 meses e quando o município
e responsável com os credores e paga em dia, os empresários locais podem
investir na infraestrutura do negocio, propiciando emprego para população e
geração de renda.” (Respondente 3).

“1 – Acredito que muitos, por não terem conhecimento de que a Licitação é


um procedimento previsto em Lei e obrigatório, visando garantia igualitária
a todos, sem que haja prejuízos e/ou favorecimentos.
2 – Por não terem o conhecimento de que a venda/serviço realizada para os
municípios, desde que realizados dentro dos contextos legais são seguras e
de liquidez certa.
3 – Por não perceber que o foco da licitação de compras/serviços, esta
focado na eficiência, qualidade, e certamente proposta financeira vantajosa.”
(Respondente 4).

4.3 - MUNICIPALIZAÇÃO DAS COMPRAS PÚBLICAS

Examinando as respostas dos questionários aplicados, percebe-se um entendimento


que nos remete às afirmações de Martins e Caldas (PÓLIS, 2002) que o ato da administração
pública em organizar a comunidade aumenta o grau de confiabilidade dos agentes envolvidos
com o governo.

“Realizar um trabalho de conscientização e de esclarecimento junto ao


comercio e prestadores de serviços do município, demonstrando vantagens,
critérios, requisitos e documentações necessárias para que todos possam
participar desse processo.” (Respondente 4).

Outro ponto interessante é a aproximação do setor de compras e licitação com os


fornecedores de produtos e serviços locais, com intuito de informar, orientar, divulgar os
processos licitatórios a este público, dirimindo todas as dúvidas possíveis para um melhor
congraçamento, como vemos em Becattini (1994) que afirma que o aperfeiçoamento das
dinâmicas locais fomenta a economia, organizando os pensamentos e valores.
Observando as respostas dos questionários, podemos verificar esta situação.

“Já utilizamos algumas estratégicas, em ir até eles para conversar, mostrando


a importância da participação deles nas licitações para o desenvolvimento
financeiro do município (dinheiro seria investido na cidade) e que a atual
administração se compromete e paga em dia.” (Respondente 2).

“Dialogar com essa classe, mostrando os pontos positivos para eles e para
toda a sociedade, uma vez que a economia local seria fortalecida com a

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maior parte do dinheiro pago os fornecedores de fora sendo aplicada no
município. (Respondente 1).”

Considerando as falas dos Respondentes verifica-se que há uma preocupação com o


diálogo e a orientação aos empresários para melhorar a participação local nos processos de
compras municipais, fortalecendo o tema deste trabalho que é a municipalização das compras
públicas, esta preocupação vai de encontro ao pensamento de Zanin e Barreto (2006), que traz
o ensinamento que os atores envolvidos diretamente no processo de compras de uma
prefeitura, tais como, o pregoeiro, o comprador e toda a equipe de apoio, são importantes
agentes de mudanças, em um cenário de incertezas e desconfianças.

15
5 - CONCLUSÕES

O presente trabalho possibilitou a compreensão das barreiras encontradas pela


administração da cidade de Felixlândia/MG para a implantação da municipalização das
compras públicas, tema extremamente importante, pois, por se tratar de um município
pequeno, possui muita dificuldade para geração de emprego e renda e não detém força política
para atrair grandes investimentos ou empresas.
Para alcançar o entendimento da realidade do município, foram definidos dois
objetivos específicos. O primeiro de identificar as dificuldades encontradas pelos profissionais
da administração pública para implantar a municipalização das compras públicas e o segundo
de propor ações para facilitar a implantação.
Após limitar a amostra aos servidores responsáveis pelos departamentos de licitação e
contratos e de compras recorreu-se a aplicação de um questionário semiestruturado, onde os
respondentes puderam expor suas percepções sem qualquer interferência do aplicador.
Observou-se uma percepção por parte dos respondentes dos principais motivos pelos
quais a maioria dos empresários locais não participa dos processos licitatórios municipais e
que existe um entendimento de como a administração deve proceder para alcançar o objetivo
da municipalização das compras públicas.
Como já detalhado no capítulo de análise de dados, existem três motivos importantes
da não participação deste público. O primeiro, e talvez o mais difícil de resolver, é o medo
que os empresários possuem de fornecer produtos e serviços e não receber por eles, o segundo
da não formalização das empresas e o terceiro o desconhecimento geral sobre os processos
licitatórios, o que faz com que tenham uma ideia de que é muito burocrático.
Em conformidade com as referências teóricas elencadas nos capítulos de referencial
teórico e análise de dados, a administração poderia criar palestras, cursos, reuniões com o
empresariado local com a finalidade de difundir entre eles todas as informações dos processos
licitatórios, desde a publicação, habilitação, apresentação de propostas, lances, formalização
dos contratos e da legalidade dos certames. Demonstrar todas as vantagens de se negociar
com o poder público, enfatizar que os recursos municipais, que são da população, ficarem na
cidade. Palestras sobre formalização e regularização das empresas, a prefeitura possui
profissionais em seu quadro funcional que possuem o conhecimento necessário para dar
suporte a este público e criar uma comissão mista composta por servidores e cidadãos para
divulgar e estimular a participação de todos nos processos licitatórios.
Respondendo a pergunta elencada no capítulo dos objetivos, a municipalização pode
contribuir com o desenvolvimento local do município de Felixlândia gerando empregos,
retendo recursos e impostos.

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REFERÊNCIAS

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