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Histórico e Perfil da Evolução da Gestão Estratégica

Segundo Chistensen e Rocha (1995, p.291), as origens do termo estratégia


encontram-se na teoria militar, de onde foi adotado, significando a utilização do
combate para atingir a finalidade da guerra.
No contexto organizacional, a estratégia corresponde à capacidade de se
trabalhar continua e sistematicamente o ajustamento da organização às condições
ambientais que se encontra em constante mudança, tendo sempre em mente a visão de
futuro e a perpetuidade organizacional.
No significado em geral sobre “estratégia” observa-se que seu norte principal diz
respeito a ser capaz de posicionar-se corretamente frente às situações principalmente
quando se está diante de incertezas e turbulências do ambiente, seja ele no plano
financeiro, sejam no âmbito de suas atividades internas e processuais.
A gestão estratégica é um processo complexo que consiste na análise,
formulação e implementação dentro das organizações. Gestores e trabalhadores têm
ambos papeis individuais para desempenhar dentro das organizações, a mudança que
acontecem a cada dia e de forma intensa, tem provocado um impacto tão profundo
dentro das organizações, devido a diversos fatores como mudanças econômicas,
tecnológicas, sociais, culturais, legais e políticas.
Mesmo com todas essas mudanças o mundo empresarial tem se tornando cada
vez mais constantes e significativos nas últimas décadas, caracterizando um ambiente de
crescente e intensa turbulência, o que torna imperiosa a melhoria dos processos de
gestão e de planejamento das organizações.
Nas últimas décadas, o conceito de estratégia transformou-se numa das palavras
do cotidiano dos administradores, e a prática do planejamento estratégico, hoje se
encontra muito difundida entre as empresas grandes e médias.
Na década de 1960 a estratégia era bastante focada no planejamento
corporativo. Já na década de 1970 a ênfase esteve na diversificação e no planejamento
de portfólio.
Na década de 1980 a estratégia se volta ao negócio central e ao desenvolvimento
menos analítico e orientado às pessoas. A década de 1990 continua apontando foco para
as empresas.

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É de grande importância à forma como é realizada a atividade de planejamento
numa empresa, já que muitas vezes os sistemas adotados são inadequados e ineficazes
para o contexto empresarial.
Estratégias são caminhos para atingir os objetivos. Para cada objetivo podem
existir várias estratégias tendo em vista que um objetivo é conceituado como uma
posição futura pretendida para a instituição.
Mesmo em ambientes de mudança lenta, incremental, o exercício da reflexão
estratégica, de forma organizada, é importante para a empresa que quer crescer e tornar-
se líder no seu campo de atuação, deixando de ser, apenas reativas as mudanças e
seguidores dos caminhos já trilhados por concorrentes.
A estratégia precisa ser implementada. Esse é o grande desafio. Para ser bem-
sucedida, a estratégia precisa ser colocada em ação por todas as pessoas da organização
em todos os dias e em todas as ações.
A evolução da gestão estratégica acontece a cada dia dentro das organizações,
devido às mudanças que acontecem no mundo cada vez mais rapidamente, fazendo
dessa forma as pessoas se adaptarem a essas mudanças.

Teóricos do Planejamento e do Processo Decisório

O planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um conjunto de


providências a serem tomadas pelo executivo para a situação em que o futuro tende a
ser diferente do passado, o planejamento pressupõe a necessidade de um processo
decisório que ocorrerá antes, durante e depois de sua elaboração e implementação na
empresa. Este processo de tomada de decisões na empresa deve conter, ao mesmo
tempo, os componentes individuais e organizacionais bem como a ação nestes dois
níveis pode ser orientada de tal maneira que garante a confluência de interesses dos
diversos fatores alocados no ambiente da empresa.
O estudo do processo decisório tem evoluído desde os anos 1940. Isso se deve,
principalmente, ao crescente conhecimento dos problemas aplicados, ao
desenvolvimento de novas técnicas administrativas informacionais e à absorção de
novos procedimentos quantitativos.
A Teoria das Decisões nasceu de Herbert Simon, que a utilizou para explicar o
comportamento humano nas organizações. Em seu livro o autor diz que a Teoria
Comportamental concebe a organização como um sistema de decisões. Neste sistema,

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cada pessoa participa racional e conscientemente, tomando decisões individuais a
respeito de alternativas racionais de comportamento. Assim, a organização está
permeada de decisões e de ações.
De acordo com Gomes e Almeida (2002), os modelos de apoio à tomada de
decisões, em resposta á escassez dos recursos financeiros e ao ônus crescente desses
recursos, fazem com que as decisões sejam tomadas com base em critérios racionais que
garantam a otimização dos retornos obtidos.
O desenvolvimento de novas técnicas se fez necessário para que os modelos
fossem mais bem interpretados, com maior precisão em relação aos novos problemas e
questões do mundo globalizado. Estas novas técnicas de tomada de decisão, que serão
objeto de estudo mais adiante, estão em crescente e rápida evolução nos últimos anos.
Alguns teóricos da Administração acreditam que as decisões devem ser tomadas
segundo um plano seqüencial. Outros defendem uma abordagem menos estruturada,
porém igualmente disciplinada, que exige a manutenção de um debate e reavaliação do
contexto das decisões.
Conforme diversos autores da área, o processo de tomada de decisão, na maioria
das decisões nas organizações, envolvem os seguintes passos:
 Formular o problema;
 Estruturar o problema a fim de relacionar suas partes na forma de um
modelo;
 Proceder a uma montagem técnica do modelo;
 Testar/ simular o modelo e as suas possíveis soluções;
 Estabelecer controles sobre a situação e a sua delimitação; e
 Implementar a solução na organização.
Os estudiosos em Administração, Koontz e O’ Donnell (1972) identificam a
tomada de decisão como o planejamento administrativo. Já Herbert Simon (1963),
considerado o “pai” do Processo Decisório, entende o mesmo como um processo
administrativo.
Segundo Chiavenato (1999), a tomada de decisão é tarefa mais característica do
administrador. Porém, os gestores não são os únicos a decidir, pois o trabalho do
executivo consiste não apenas em tomar decisões próprias, mas também em
providenciar para que toda a organização que dirige, ou parte dela, tome-as também de
maneira efetiva.

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O administrador tem como função especifica desenvolver e regular o processo
de tomada de decisão da maneira mais eficaz possível. Isto é, a função do administrador
não é exclusivamente tomar decisões, mas também tomar providências para que o
processo de decisão se realize de maneira eficaz.
Segundo Simon (1963), a decisão é um processo de analise e escolha entre
várias alternativas disponíveis do curso de ação que a pessoa deverá seguir. Ele aponta
seis elementos clássicos para tomada de decisão.
 O tomador de decisão - É a pessoa que faz uma escolha ou opção entre
várias alternativas de ação;
 Os objetivos - que o tomador de decisão pretende alcançar com suas
ações;
 As preferências - critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua
escolha;
 A estratégia - o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para
atingir os objetivos, dependendo dos recursos que venha a dispor;
 A situação - aspectos do ambiente que envolvem o tomador de decisões,
muitos dos quais se encontram fora do seu controle, conhecimento ou
compreensão e que afetam sua escolha;
 O resultado - é a conseqüência ou resultante de uma dada estratégia de
decisão.
O processo decisório é complexo é contem varias etapas, às quais, mesmo não
sendo cumpridas dentro de uma ordem rígida, impõe-se certa ordenação para a eficácia
e a racionalidade da decisão não sejam comprometidas. A melhor maneira de executá-lo
nas organizações é através de uma boa Gestão Participativa.

Tipos e Técnicas de Planejamento

Nas considerações dos grandes níveis hierárquicos, podem-se distinguir três


tipos de planejamento:
Planejamento Estratégico: É considerado como um processo gerencial que
possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa, com vistas a
obter um nível de otimização na relação com seu ambiente.

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O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos níveis mais
altos da empresa e diz respeito tanto á formulação de objetivos quanto à seleção dos
cursos de ação a serem seguidos para sua consecução, levando em conta as condições
externas e internas á empresa e sua evolução esperada.
O planejamento estratégico está voltado para o estabelecimento de metas,
objetivos, políticas e missão da organização. Onde meta é objetivo de curto prazo.
Objetivo é o alvo a ser alcançado. Políticas são as diretrizes amplas e gerais para ações
que se relacionam com a realização dos objetivos. Missão é a razão da existência da
empresa.
Planejamento Tático: Tem por objetivo aperfeiçoar determinada área de
resultado e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposição dos
objetivos, estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico.
O planejamento tático é desenvolvido a nível organizacional inferiores, tendo
como principal finalidade à utilização eficiente dos recursos disponíveis para a
consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia pré-determinada
bem como as políticas orientativas para o processo decisório da empresa.
Planejamento Operacional: Pode ser considerado como a formalização,
principalmente através de documentos escritos das metodologias de desenvolvimento e
implantação estabelecidas. Portanto nessa situação têm-se, basicamente, os planos de
ação ou planos operacionais.
Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes
homogêneas de planejamento tático.
Cada um dos planejamentos operacionais deve conter com detalhes:
- Os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação;
- Os procedimentos básicos a serem adotados;
- Os produtos ou resultados finais esperados;
- Os prazos estabelecidos;
- Os responsáveis pela execução e implantação.
Algumas técnicas usadas na estratégia são definidas através dos seus benefícios
que irão trazer para dentro das organizações como:
Analise de forças e fraquezas em comparação com a concorrência: Mercado
conjunto de vendedores e possíveis compradores e suas interações. Após a
identificação dos concorrentes, o foco é transferido para o esforço em compreendê-los e

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a compreender suas estratégias. É de particular interesse a análise das forças e fraquezas
de cada concorrente ou de cada grupo estratégico de concorrentes.

A análise SWOT: é uma poderosa ferramenta de planejamento estratégico, e


deve ser realizada ao menos uma vez por ano, durante o planejamento estratégico de
marketing ou apenas planejamento estratégico. A sigla SWOT, vem das iniciais das
palavras inglesas Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities
(oportunidades) e Threats (ameaças), pois estes são justamente os pontos a serem
analisados. Notem que ao analisarmos Forças e Fraquezas estaremos analisando apenas
variantes internas da empresa, enquanto que a análise das ameaças e oportunidades
refere-se às variantes externas.
O planejamento estratégico diz respeito a atividades que levam à definição da
missão da organização, ao estabelecimento de objetivos e ao desenvolvimento de
estratégia que possibilitem o sucesso no seu ambiente.
O Planejamento Tático tem a finalidade de otimizar parte do que foi planejado
estrategicamente. Tem um alcance temporal mais curto em relação ao planejamento
estratégico.
O Planejamento Operacional tem a finalidade de maximizar os recursos da
empresa aplicados em operações de determinado período. Este tipo de planejamento,
geralmente, é de curto e médio prazo e envolve decisões mais descentralizadas, mais
repetitivas e de maior reversibilidade.
Portanto, nos próximos anos, as empresas que não forem capazes de ter um
planejamento e visão clara de como se diferenciar uma das outras e serem únicas no que
fazem, serão facilmente aniquiladas pelos concorrentes. Podemos concluir que diante de
tantas transformações que estão ocorrendo nestes últimos anos, qualquer empresa que
deseja ter sucesso, terá de ajustar seu perfil e não se esquecer: planejar é preciso, pois o
importante não é apagar incêndio, e sim planejar.