ISSN 1809-9246 VOLUME 10 NÚMERO 2 ABRIL A JUNHO DE 2006

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA

WORLD CONFEDERATION FOR PHYSICAL THERAPY

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

A Revista Brasileira de Fisioterapia é o veículo da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia (ABRAPG-Ft). Publicada a partir de 1996, adota processo de revisão por especialistas (peer review), sendo que cada artigo é publicado apenas após a aceitação por no mínimo três revisores, mantidos no anonimato. The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by Brazilian Association for Research and Postgraduate studies in Physical Therapy. Published as from 1996, adopted a peer review process, each article only being published after being accepted by a minimum of three reviewers, maintained in anonymity. Missão: publicar artigos científicos relativos ao objeto básico de estudo e campo de atuação profissional da Fisioterapia, veiculando estudos básicos e aplicados sobre a prevenção e tratamento das disfunções de movimento. Mission: to publish scientific articles related to the basic objective of study and field of professional activity in Physical Therapy, divulging basic and applied studies on the prevention and treatment of movement disorders. Indexação/Indexing: · LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences) · SPORTDiscus · SCA (Scientific Cambridge Abstracts)

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EDITORES/EDITORS

Helenice Jane Cote Gil Coury Tania de Fátima Salvini Sérgio Teixeira Fonseca
SECRETÁRIA EXECUTIVA/EXECUTIVE SECRETARY

Dormélia Pereira Cazella
EDITORES ASSOCIADOS/ASSOCIATE EDITORS

Amélia Pasqual Marques André Luiz Felix Rodacki Antonio Fernando Brunetto Aparecida Maria Catai Débora Bevilaqua Grossi Dirceu Costa Jamilson Simões Brasileiro

Marisa Cotta Mancini Rinaldo Roberto de Jesus Guirro Rosana Ferreira Sampaio Rosana Mattioli Sara Lúcia Silveira de Menezes Verônica Franco Parreira

CORPO EDITORIAL/EDITORIAL BOARD

Ada Clarice Gastaldi – UNIT - Uberlândia Alberto Carlos Amadio – USP – São Paulo Alcimar Barbosa Soares – UFU – Uberlândia Ana Cláudia Mattiello-Sverzut – USP – Ribeirão Preto Anamaria Siriani de Oliveira – USP – Ribeirão Preto Armele Dornelas de Andrade – UFPE – Recife Audrey Borghi e Silva – UFSCar – São Carlos Augusto Cesinando de Carvalho – UNESP – Presidente Prudente Carlos Eduardo dos Santos Castro – UFSCar – São Carlos Celso Ricardo Fernandes de Carvalho – USP – São Paulo Chukuka S. Enwemeka – New York Institute of Technology – EUA David J. Magee – University of Alberta – Canada Edison Sanfelice André – FURB – Blumenau Eliane Mauerberg – UNESP – Rio Claro Eloisa Tudella – UFSCar – São Carlos Ester da Silva – UNIMEP – Piracicaba Fátima V.R. de Paula Lamego Goulart – UFMG – Belo Horizonte Gert-Ake Hansson – Lund University – Suécia Gil Lúcio Almeida – UNAERP – Ribeirão Preto Herbert Gustavo Simões – UCB – Brasília Isabel de Camargo Neves Sacco – USP – São Paulo Janet Carr - University of Sydney – Austrália João Carlos Machado – UFRJ – Rio de Janeiro João Marcos Domingues Dias – UFMG – Belo Horizonte José Ignacio Calvo Arenillas – Universidade de Salamanca – Espanha

José Rubens Rebelatto – UFSCar – São Carlos Kenneth G. Holt – Boston University – EUA LaDora V. Thompson – University of Minnesota – EUA Linda Fetters – Boston University – EUA Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela – UFMG – Belo Horizonte Marco Aurélio Vaz – UFRGS – Porto Alegre Nivaldo Antonio Parizotto – UFSCar – São Carlos Paul Hodges – University of Queensland –Austrália Pedro Dall’Ago – FFCMPA – Porto Alegre Raquel Rodrigues Britto – UFMG – Belo Horizonte Regina Heloisa Maciel – UECE – Fortaleza Renato da Costa Teixeira – UEPa – Belém Ricardo Oliveira Guerra – UFRN – Natal Richard L. Lieber – Univ. of California and V.A. Medical Centers – EUA Rik Gosselink – Katholieke Universiteit Leuven – Bélgica Rosângela Corrêa Dias – UFMG – Belo Horizonte Rubens Corrêa de Araújo – USJT – São Paulo Sandra Olney – Queen’s University – Canadá Serge Roy – Boston University – EUA Shrawan Kumar – University of Alberta – Canadá Stela Mattiello Gonçalves Rosa – UFSCar – São Carlos Vanessa Monteiro Pedro – UFSCar – São Carlos Vera Maria da Rocha – UFRN – Natal Walter Araujo Zin - UFRJ - Rio de Janeiro

Revisão/Review Bibliotecária/Librarin Dormélia Pereira Cazella CRB 8/4334

São Carlos – São Paulo – Brasil

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

(0xx16) 3351-8755 Fax: (0xx16) 3361-2081 Aos cuidados da Revista Brasileira de Fiosioterapia Confecção de gráficos e diagramação/Production of graphs and diagrams: Alexandra Domingues Queiroz A Revista Brasileira é publicada em convênio com a Universidade Federal de São Carlos sob responsabilidade do Departamento de Fisioterapia.. mecânico ou fotocópia sem expressa autorização dos editores. – São Carlos: 1996. nem submetidos a qualquer outra publicação. com exceção dos resumos ampliados. The submission of articles presupposes that these articles. A submissão de artigos pressupõe que estes artigos. Fisioterapia/periódicos I. mechanical or photocopy. which may have been caused by the use of ideas.ISSN 1809-9246 Rev. Revista Brasileira de Fisioterapia (Brazilian Journal of Physical Therapy)/Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. seja eletrônico. 2 (abr. bras. No part of this publication can be reproduced or transmitted by any media. Os editores não assumem nenhuma responsabilidade por dados a pessoas ou propriedades que possam ser causados por uso das idéias. São Carlos. under the responsability of the Department of Physical Therapy. 10 n. with the exception of extended summaries. The editors accept no responsibility for damage to people or property. . 2 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida. have not been previously published elsewhere. 1 (1996). km 235. v. por qualquer meio. São Paulo. 1. v. nor submitted to any other publication./jun. n. fisioter. v. Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. São Carlos. técnicas ou procedimentos contidos no material publicado nesta revista. Associação Brasileira de Editores Científicos Revista associada à/journal associated to A B E C REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Secretaria Executiva Universidade Federal de São Carlos Rod. n. The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by arrangement with the University of São Carlos. techniques or procedures contained in the material published in this journal. without the express authorization of the editors. 10. Caixa Postal 676 CEP 13565-905. Trimestral Sumários em Inglês e Português ISSN 1809-9246 1. Washington Luís. não tenham sido publicados anteriormente. be it electronic. 2006). Brasil Tel.

.......................................................................................................................................................................................................................... Silva E ................... fisioter......................... bras............... Sampaio RF........... 2......... n.... Gallo Jr L................................ Santos DCC..... 241 Normas Editoriais/Editorial Norms .................... 233 Artigo Metodológico/Methodological Article A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC............ Venturini C..................................................................... 205 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS......................... 177 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS............. Martins LEB................................................ Figueiredo IM ........................................................................... 219 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL........ Catai AM....................... Costa FC.................. Azevedo CSA................ Neto FR ... Paz LPS......... São Carlos........................................................ Inoue MMEA........... Peixoto GHC................................................... v............. Shepherd RB .................................... Munin FS.................. V Artigos de Revisão/Review Articles IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC.............. p. Camargo PR................................................ 193 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA.........................................SUMÁRIO/SUMMARY ISSN 1809-9246 Rev....................... Nascimento NH.......................... Goes R............... Menuchi MRTP............................. Zanardi VA .................................................................................................................................................... Viana MA ........ 185 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH..................................... 147 Artigos Científicos/Scientific articles HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC...................................... Parizotto NA....... Dias RC ................................ 2006 Editorial .......................................................................................................... Aiello GV................................................. Tanaka C.................................... with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F.................................................................................... Mello M..... D’Amico EA .................. 163 AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS.......................................................... 213 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G.. Dias RO............................................ Maura-Ribeiro MVL.............. Vitório R......... Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR................................ Salmela JH............................................. Oishi J................................................................................ Mattei K ............ COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA........................ 157 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO................. 199 ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB..................................................... Perez SEA.... Vieira ER...... Salvini TF .......... 10........ Chagas MH ................................ COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease......................................... Cacho EWA...................................................... Molinero de Paula VR..... ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below................................................................. Magee DJ ........................................ Quagliato EMAB......................................................................................................................... 137-247........... Mancini MC.............................................................................. Baldissera V........................................................... Gobbi LTB........................................................ Gonçalves VMG ....................................................................................................... 171 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T.......................... Ciasca SM................................................................................................................................................... Penido MM............................................................... Schwantes MLB ...................................................................................... Gobbi S ............................................. Stella F..................................... 225 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON..... 137 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH........................... Bicalho LI.......................................................................................... Dias JMD................

Nossa próxima meta passa a ser as indexações internacionais (Medline. um aprimoramento contínuo da política editorial.SciELO! É com imensa alegria que comunicamos que a Revista Brasileira de Fisioterapia foi incluída na Coleção SciELO em junho de 2006! Queremos compartilhar esse momento com todos vocês que tornaram essa meta uma realidade: editores. e editores que contribuíram para a melhoria contínua da política editorial da Revista! Essa conquista precisa ser também creditada ao apoio decisivo do CREFITO-3.ISSN 1809-9246 Rev. v. 2. que viabilizou financeiramente a ampliação de nossa periodicidade. o apoio financeiro de entidades de classe. São Carlos. Essa nova indexação é um passo fundamental na consolidação de nossa Revista. autores e secretaria da Revista! Essa conquista apenas foi possível pelo trabalho árduo dos autores que submeteram artigos relevantes e de qualidade científica. assim como. Convidamos todos a participar com envolvimento crescente nas atividades da Revista Brasileira de Fisioterapia! Helenice Jane Cote Gil Coury Editora Revista Brasileira de Fisioterapia . 2006 EDITORIAL Revista Brasileira de Fisioterapia na Scientific Electronic Library Online . a versão on-line. fisioter. 137-247. torna-se imprescindível. 10.ISI) e. revisores que deixaram o seu trabalho individual para efetuarem pareceres consistentes e úteis na seleção e aprimoramento dos artigos. p.. para tal. revisores. bras. e a versão em inglês da Revista. n. e sinaliza que nossa empreitada precisa continuar.

Palavras-chave: medidas. sometimes overlapping. responsiveness. fisioter. and appropriate applications of measurement properties in rehabilitation was conducted. and are frequently confused. The clarification of measurement properties provided in this paper may contribute towards standardizing definitions and improving the quality of rehabilitation research and clinical practice. validade e responsividade. Conclusion: Measurements are essential in rehabilitation research and clinical evaluation. Exemplos relevantes para a área de reabilitação foram apresentados.Vol. bras. e-mail: igadotti@ualberta. validade e responsividade de medidas. No. . Results and Discussion: Measurement quality is assessed using criteria such as reliability. as limitações e o uso adequado das propriedades de medida em reabilitação. Many published studies do not report these measurement properties. e discutir suas implicações para a pesquisa em reabilitação e para a prática clínica de qualidade. responsividade. It discusses how the measurement properties interact with each other and influence the size of the effect and the power of studies. Método: Uma revisão crítica da literatura foi realizada considerando as vantagens. Resultados e Discussão: A qualidade das medidas é avaliada por critérios tais como confiabilidade. RESUMO Importância e Esclarecimento das Propriedades de Medida em Reabilitação Objetivo: O objetivo do presente artigo foi revisar criticamente os conceitos e tipos de confiabilidade. validity. validity. Este artigo de revisão esclareceu os conceitos e tipos de confiabilidade. which are related. Key words: measurements. Discutiu-se como as propriedades de medida interagem entre si e influenciam o tamanho do efeito e o poder dos estudos. validity. and to discuss their implications for rehabilitation research and high-quality clinical practice. study power. VIEIRA ER. Faculty of Rehabilitation Medicine. and responsiveness. validade. University of Alberta. As propriedades de medida devem ser apresentadas para permitir que o leitor possa avaliar a qualidade dos resultados apresentados. 10. reliability. limitations. Vol. 348 Corbett Hall (mailbox). Alberta. Canada Correpondence to: Inae C. 2 (2006).ca Received: 27/01/2006 – Accepted: 07/03/2006 ABSTRACT Objective: The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability. and responsiveness. 137-146 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Measurement Properties in Rehabilitation 137 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION GADOTTI IC. validity. and responsiveness. 2006 Rev. 2. validade e responsividade. It gives examples that are relevant for the field of rehabilitation. Conclusões: Medidas são essenciais na pesquisa em reabilitação e na avaliação clínica. Os esclarecimentos das propriedades de medida apresentados neste artigo podem contribuir para a padronização das definições e para a melhoria da qualidade da pesquisa em reabilitação e da prática clínica. 101809-9246 ISSN No. This review paper clarifies the meanings of the concepts and types of reliability. Muitos estudos publicados não apresentam estas propriedades de medida as quais estão relacionadas e algumas vezes sobrepõe-se sendo freqüentemente confundidas. poder do estudo. confiabilidade. University of Alberta. Gadotti or Edgar Ramos Vieira. Measurement properties should be reported to allow readers to evaluate the quality of the results presented. Edmonton. MAGEE DJ Faculty of Rehabilitation Medicine. Canada T6G 2G4. Method: A critical literature review considering the strengths.

Another form of statistically testing reliability is the non-parametric Kappa test. These measurement characteristics are related to each other and sometimes overlap. but it is usually agreed that the values should be greater than 0. The terms are frequently confused.0 to 1. the characteristics of a measurement. it is used clinically in rehabilitation. they are not reported in rehabilitation studies. The Lachman’s test was used in most of the examples to standardize the comparisons. It is quantified by the degree to which measurements are consistent (constant/stable) and reproducible (repeatable)6. if there were no changes (the treatment had no effect) the measurements would be the same. Vieira ER.0. Thus. articular cartilage degeneration. practical. are the most important for a specific study2. Kappa values between 0. a gold standard measurement should fulfill several requirements in order to be justifiable and clinically useful. Thus. In this case. The test evaluates anterior displacement of the tibia in relation to the femur. changes in performance. before and after a treatment. meaningful measurement has become an essential part of the rehabilitation process. Magee DJ Rev. the consistency of the measurements performed may be questionable and consequently. Ideally. Thus. researchers and clinicians are interested on objective evaluations of the value and effectiveness of rehabilitation assessment and treatment techniques. This test was chosen due to the fact that it has been frequently studied. The quality of a measurement is often judged by such criteria as reliability. The degree of reliability.75 to indicate good reliability and those below 0. and/or by the subjects being measured (e. INTRODUCTION With the increasing awareness of the importance of evidence based practice. the usefulness of measurements in clinical research and in the decision making process depends on the extent to which one can rely on the data as accurate and meaningful indicator of behavior. and responsiveness necessary for each study (experimental or clinical). However. non-standardization of procedures). validity. Injuries to the anterior cruciate ligament may cause progressive dysfunction leading to rotatory instability.80 are considered as demonstrating “substantial” reliability and values greater than 0. technical problems). reliability is an essential characteristic of a meaningful measurement because often it is not possible to distinguish between the true value and the amount of measurement error8. lack of proficiency.75 indicate poor to moderate reliability1. and its outcomes are important to the patient. responsive. as well as the purposes of the research or clinical assessment should be of concern to both rehabilitation researchers and clinicians in order to choose the most appropriate measurement in specific situations. should guide the decision concerning which measurements proprieties or its types. any measurement should be reliable. for example. the measurements performed. It is hoped this paper will contribute to improve the quality of measurements which are fundamental for good evidence based practice. These objective evaluations can only be performed by accurately measuring research results and/or treatment outcomes.g. but often. The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability. In addition. The Kappa test results range from 0. and misrepresentation of . and responsiveness are important characteristics that should be considered when reading and/ or writing a paper. the instrument (e.138 Gadotti IC. MEASUREMENT RELIABILITY Reliability is defined as the degree to which a measure is free of random error (measurement mistakes by chance)1. attribute. or phenomena1.80 are considered as demonstrating “almost perfect agreement”9.0. validity. Measurement is the act or process that allows quantitative comparison of results. There is no consensus for cut-point values. validity. For example. Measurements that are composed of the true value of the variable being assessed along with measurement error are not reliable7. The Lachman’s test was developed to assess anterior knee instability resulting from injury to the anterior cruciate ligament4. often used generally (neglecting the sub-classifications) or interchangeably.3. meniscal tears. unless one knows what the measurement error is and corrects it. Thus. The statistical analysis of measurement reliability is frequently performed using the Pearson correlation coefficient and the intraclass correlation coefficient (ICC). Examples were used to facilitate comprehension of the measurements properties and their sub-classifications. Correlation values range from -1. Thus. and responsiveness. and sometimes they are used inappropriately or incorrectly.g. lack of cooperation or comprehension. If the reliability of the measurements is not reported in a study.g. the results of the study may also be questioned because differences found (or the lack of it) in the study could have been caused by random measurement errors and not real changes (or the absence of it) in the variable been evaluated. need to be reliable in order to show any differences pre and post treatment. valid. authors frequently disagree on their definitions and subclassifications. and to discuss the implications of their inclusion in studies for high quality rehabilitation research and clinical practice. which is a measure of rater agreement on a discrete outcome (nominal scale of measurement) such as “yes” / “no” for classifying treatment effect. reliability.0 to 1. They are influenced by errors introduced by the tester (e. and easy to obtain. bras. fisioter. the applicability of the intended instrument in each setting. There are different types of measurement reliability. and responsiveness. a review and clarification of the concepts is important. and possible arthritis5. Measurement validity. along with the objectives of measuring the event in question.61 and 0.

Intra-Tester Reliability Intra-tester reliability. The authors controlled the intra-tester reliability by repeating the Lachman’s test measurements at least 3 times or until reaching equal values within the testing session.51. the consistency of the subject and tester must be ensured. Intra-Subject Reliability Intra-subject reliability involves the reproducibility of the subjects’ performance.07). or equivalence reliability. In this case.8. It demonstrates the consistency of the tester to measure the same “thing” repeatedly2. the intra-tester reliability must be high so that any possible variations in the measurements can be attributed to the subject’s performance variation10. possible differences between testers measuring the same thing are assessed. if the instrument reliability is the ability of the instrument to replicate its own measures. The Kappa value should be at least 0. parallel reliability is used when one wants to provide an alternative and/or similar measurement instrument or test10. the authors considered the instrument (Lachman’s test) reliability to be satisfactory.g. the tester is evaluated as a possible source of bias and error. and psychosocial issues)10. The differences between the measurement sessions were not significant (p=0. meaning the items were highly correlated to each other (r= 0. Therefore. For example. high intra-tester reliability is a pre-requisite to assess the instrument reliability and vice-versa. Low intra-tester reliability can be a confounder for the instrument reliability assessment. Inter-Tester Reliability Inter-tester reliability.12 evaluated the instrument reliability of the Lachman’s test. is related to the repeatability of measurements taken by the same tester at different times (stability over-time). high internal consistency depends on good correlation (r> 0. Measures of four testers were compared.11 is a low intra-subject reliability. The most common approach to testing the internal consistency of questionnaires and interview protocols involves the calculation of the correlation between different items of the instrument1. tool.8. They found Kappa values equal or less than 0. 2. Low intra-tester reliability (<0. and the instrument remain the same. questionnaire. Internal Consistency Internal consistency reflects the degree to which different items or set of questions in a test. Johnson et al. Thus. is determined by comparing the values or results taken by different instruments or tests at the same time. the measures taken should . Lachman’s test was found to have low intra-tester reliability in this study.61 to be considered reliable. device. Instrument Reliability Instrument reliability. or intra-rater reliability.13. or inter-rater reliability. For example.42 (low intertester reliability). In other words. Thus. scale. or interview protocol are associated to each other.Vol. The subject. or test-retest reliability. evaluates the reproducibility of measurements taken by different testers. scale. fear. Thus. The different types of reliability are presented and exemplified on the following sub-sections.75) can be a confounder for the intra-subject reliability assessment and the reverse is also true. Consequently different levels of muscular activity may have occurred around their knee joints during one of the tests affecting the results. It is used to detect whether the recorded values change when different testers measure the same “thing”1. Such instruments are ideally composed of questions or items that measure particular parts or attributes of a greater question. For example. Two sessions were performed in different days and the results were compared. Parallel Reliability Parallel reliability.92). As in the case of intra-tester reliability. Many other studies do not report or consider the intra-tester reliability when assessing the instrument reliability making it impossible to separate the two. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 139 capabilities due to pain. or interview protocol) to give the same consistent measurements or results. high intra-subject reliability is needed to test the instrument reliability with no confounders. The intra-tester reliability (Kappa test) was 0. For example.11. questionnaire. the performance level (see intrasubject reliability). It compares the measures of the same subject taken at two or more times when the same tester performs the measures. 10 No. In addition to high intra-tester reliability. One of the justifications of the author for the low inter-tester reliability was that the method of administration of the Lachman’s test was not standardized in their study. but in the case of inter-tester reliability. It evaluates whether measurements or results from different devices or tests are similar or the same2. It is tested by taking repeated measures of the same “thing” using the same instrument or test 10. the intra-tester reliability of the Lachman’s test was assessed on 32 subjects with knee problems11. Each subject was assessed two times. In this case. evaluates the ability of the measuring instrument or test (e. Therefore. the internal consistency of the International Knee Documentation Committee Questionnaire to assess knee function was tested by Irrgang et al.75) among the items of the instrument1. a possible explanation for the low intratester reliability found for the Lachman’s test by Cooperman et al. high intra-tester reliability is a pre-requisite for testing intra-subject reliability and viceversa. The subjects may have been more relaxed or in less pain in one trial than on the other. the inter-tester reliability of the Lachman’s test was also evaluated by Cooperman et al. The results showed that the questionnaire had high internal consistency. For this reason. For example.

but also the agreement between them. for example. since the anterior drawer test.10. the Lachman’s test is used to determine anterior cruciate ligament injuries while the posterior drawer test is used to determine posterior cruciate ligament injuries17.140 Gadotti IC. validity deals with accuracy (correctness). It . Therefore. the Lachman’s test should be positive. the inferences made from the results are appropriate. The evaluator accepts the assumption that the measurement is valid at “face value”. if a subject has an anterior cruciate ligament injury but the posterior cruciate ligament is not injured. A systematic error of 15%. ICC.05). Face Validity Face validity. T-test. For example. with the ability to make inferences (conclusions reached on the basis of evidence). and also with the presence of no systematic errors (lack of consistent measurement mistakes)2.15. the lowest level of validity. For example. the Rolimeter device showed high parallel reliability. On the other hand. Discriminate validity Indicates that measurements that are supposed to assess different characteristics yield different results and are not comparable3. but significant differences were found between the Lachman’s test measures and the KT-1000 arthrometer measures (p<0. for example. the measurements are not valid. the inter-tester and the parallel reliability tend to be respectively lower than the intra-tester and the instrument reliability because the former involve measurements of different raters or different devices which are susceptible to grater variation. If the validity of the Lachman’s test (or any other measurement) is not tested. Vieira ER. If the Pearson correlation is used to assess the validity of a measurement. degrees. fisioter. Content Validity Content validity is usually applied to study questionnaires rather than to evaluate devices or measurement tools10. the Lachman test. for example. Construct Validity Construct validity is similar to face validity. It is important to note that for the parallel reliability analysis. Meaning that the numbers need to be directly comparable. Overall. It offers no evidence on which to base the assumption.g. In other words. Thus. The difference between Pearson and ICC is that the latter not only tests the correlation between variables. bras. kg) of the variables under study are the same or are normalized. such as instrument vs. Thus. their results are expected to be very similar if not the same. occurs when the measurements are consistently 15% lower than the actual value. In other words. then the regression equation that the Pearson correlation coefficient relates to needs to be evaluated to assess possible systematic errors. the referential tool needs to have been previously tested and reliable. the measurement of the knee instability obtained using the Lachman’s test seem to be valid (face validity). When a measurement is valid. Magee DJ Rev. If there are significant differences between the variables under study. Therefore. Confounders. the statements made from the results are questionable. discriminative validity depends on the fact that measurements that lack a relationship should not be related. cm. a valid measure allows one to rely on the study (test) results and interpretations when making clinical decisions. In other words. while the Lachman’s test measures presented low parallel reliability. the Rolimeter measures demonstrated high parallel reliability. since the KT-1000 was considered the reference device. The Pearson correlation and ICC tests are statistical methods often used to analyse the validity of measurements. subject reliability. and the pivot shift test are three of the most commonly applied tests to determine an anterior cruciate ligament injury16. For example. the parallel reliability of the measures of a new device (Rolimeter) to test anterior knee instability and of the Lachman’s test measures was assessed using the KT-1000 arthrometer measures as reference14. be highly correlated or not differ significantly when the same variable is assessed at the same time. does the instrument truly measure what it says it does? For example. but it includes a theoretical framework and reasoning to support that the measurement is valid. No significant differences between the measures of the Rolimeter and of the KT-1000 arthrometer were found. such as increased muscle contraction during the Lachman’s test. is related to the intuitive “feeling” that a measurement seems to be valid15. Thirty healthy subjects and 30 patients with anterior knee joint instability participated in the study. the Lachman’s test is supposed to measure anterior knee joint instability. For example. the former presented low parallel reliability. Therefore. ANOVA and T-tests may also be used to test if there are significant differences between the variables. Construct validity is divided into convergent validity and discriminate validity: Convergent validity Supports those measurements that are believed to reflect the same variables that yield similar results and are comparable. since the measures of the Lachman’s test did not agree with the KT-1000 ones. and should be discussed in the studies. MEASUREMENT VALIDITY Validity is a quality that is attributed to those measurements that quantify what they are supposed to and that provide a true depiction of what is being measured2. and ANOVA should only be used when the units (e. given that the measures from the KT-1000 were considered as reference and the measures of the Rolimeter agreed with them. it needs to represent anterior knee stability and nothing else. without doing any analysis of the test. could affect most of the reliability measures. but the posterior drawer test should be negative.

duration. In this study. For example. Concurrent validity and parallel reliability are similar. the predictive validity of the Lachman’s test was evaluated by Cooperman et al. MEASUREMENT VALIDITY VS. Sensitivity The ability of an instrument to detect changes in the variable under study. It is determined by the positive or negative outcome of a prescribed treatment2. the outcomes act as the criterion2. For example. In other words. Instrument responsiveness includes the concepts of sensitivity and specificity. tool. In this case. Prescriptive validity Is related to how appropriate it is to use a measurement to recommend a treatment15. reliability is a prerequisite for validity. but they should not be influenced by changes in other variables if the one under study remains stable (does not change)21. concurrent. and prescriptive validity: Predictive validity Can be assessed by determining whether the predictions originating from the measurements come true. Thus. The measurements of an instrument used for clinical evaluation needs to identify clinically significant differences between and within patients over time20. and 70% predicted value for a negative test. It is used to test whether a new instrument is interchangeable with an established “gold standard”10. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 141 deals with the scope of the evaluation method and with how well the information gathered fully reflects the variable under study15. when they occur. while the parallel reliability of this the Lachman’s test can be tested using the Rolimeter because this instrument was shown to have high parallel reliability14. Internal and external validity are related to the study itself and not specifically to the validity of the measurements taken. the Lachman’s test must detect meaningful changes in knee stability before and after treatment (i. 72% of the subjects had a moderate or severe Lachman’s test (n=128). the measurements of pain included in the questionnaire (for example) will have a higher “content validity” if the questionnaire includes an assessment of different characteristics of pain such as location. Two years after the reconstruction. there is another concept called “study” validity that is related to the study in general. internal validity of a study refers to the degree to which the relationship between the independent and dependent variables are free from the effects of extraneous factors and/or confounders3. 2. The measurements should show changes in the variable being assessed. The predictive value of a positive test is the number of true positives divided by the total number of positive responses (true and false positives). 10 No. INSTRUMENT RESPONSIVENESS Instrument responsiveness is the ability of the instrument. Criterion-Related Validity This type of validity can be determined by comparing a measurement with a particular factor or criterion. An example of a question that deals with content validity is “Do the questions in this independence for daily activities’ assessment questionnaire fully cover the problems that a disable person will face in his/hers daily life activities?” In this case. For example.3. no patient had a moderate or severe Lachman’s test. STUDY VALIDITY In addition to “measurement” validity discussed in the previous section. The external validity of a study is related to the extent to which the results of a study can be generalized outside the experimental situation. device. the ability of the Lachman’s test to detect improvement in the knee instability after anterior cruciate ligament reconstruction in . the predictive value of a positive Lachman’s test was defined as the likelihood that a subject with a positive test had an injured anterior cruciate ligament. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested using the arthroscopy examination as a reference to evaluate anterior cruciate ligament injury because this examination is considered the valid gold standard. The predictive value of a negative test was defined as the likelihood that a subject with a negative Lachman’s test did not to have an injured anterior cruciate ligament. The difference is that concurrent validity requires the reference measurements to come from a valid instrument. and it can be divided into predictive. ligament reconstruction). For example. while in 7 out of 10 cases with negative Lachman’s test the ligament was not injured. The predictive value of a negative test is the number of true negatives divided by the total number of negatives responses (true and false negatives). The authors found 47% predictive value for a positive test. the Lachman’s test was performed immediately before and 24 months after anterior cruciate ligament reconstruction in subjects with acute or chronic injury to the anterior cruciate ligament confirmed by magnetic resonance imaging and arthroscopy examination18. Concurrent validity Evaluates whether measurements taken using different instruments agree with each other15.e. Before ligament reconstruction. For example.Vol. how much the research findings and conclusions of the study on a given sample are applicable to a larger population. a moderate or severe Lachman’s test seems to have high prescriptive validity for success of reconstruction. or scale to accurately detect meaningful changes19.11. test. Thus. is defined as the instrument’s sensitivity to change. type. and intensity3. On the other hand. while parallel reliability only requires reliable measurements from the criterion instrument8. This means that in less that half of the cases when the Lachman’s test was positive the subjects had an injured anterior cruciate ligament. Study validity refers to the internal and external validity of the study.

in the Donaldson et al. the false positives increase and consequently. the specificity is represented by the ability of the test to detect negative results (normal laxity) in subjects who are normal. the sensitivity is represented by the ability of the test to detect positive results (abnormal laxity in the anterior cruciate ligament) in subjects who have the abnormality. due to pain (hamstring muscle contraction/spasm). Without including normal subjects (without the disease or dysfunction). They found positive Lachman’s tests on 100% and 99% of the sample. Vieira ER. Magee DJ Rev. The specificity of a diagnostic test can be calculated as true negative tests divided by true negatives plus false positives3. anterior drawer sign. When a study evaluates instrument responsiveness in a sample of subjects with a disease or dysfunction. However. When a test incorrectly identifies problem as positive or negative. the measurements using Lachman’s test is considered as having sensitivity because it was able to detect meaningful changes after treatment. the Lachman’s test. Sensitivity and specificity of diagnostic tests In studies involving a diagnostic test. when testing for knee instability using the Lachman’s test. and pivot shift tests were higher than 95%.The false negatives in the Lachman’s test (n = 2) were explained by arthroscopically confirmed combination of firm reattachment of the injured anterior cruciate ligament to the posterior cruciate ligament and bucket handle tear of the medial meniscus increasing the anterior stability of the knee5. when testing for knee instability using the Lachman’s test. this is referred to as a false positive or false negative respectively. For example. bras. only sensitivity can be tested because only false negatives can be found. Lachman. For example. A measure can be reliable but not valid10. On the other hand. the measurement taken should not change (specificity). respectively with and without anesthesia. respectively. 99%. specificity is related to the actual testing of the discriminate validity of a measure (see construct validity). Kim and Kim5 evaluated the sensitivity of diagnostic tests for injuries of anterior cruciate ligament. the Lachman’s test specificity can be analyzed by performing the test in subjects with non-injured anterior cruciate ligament but with injured posterior cruciate ligament. The sensitivity of a diagnostic test is calculated as true positive tests divided by true positives plus false negatives3. while 72% of the patients had moderate or severe Lachman’s test before the reconstruction. specificity evaluates if the variable under study is not influenced by changes in other variables. INTERACTIONS BETWEEN MEASUREMENT PROPRIETIES The measurement properties can be presented and tested separately. they are inter-related and affect each other. and 90% of the sample. and the pivot shift test. Note that changes to other variables may happen. the authors found positive pivot shift tests on 98% and 35% of the sample. Reliability and Validity Reliability is a pre-requisite for validity2. One-hundred forty-seven patients with an injured anterior cruciate ligament (confirmed by arthroscopy) were tested under anesthesia before surgery. fisioter.15. It is important to know that the sensitivity of the tests is decreased when the subjects are not under anesthesia. such as the Lachman’s test. subjects with acute or chronic injury is a measure of its sensitivity18. the credibility of the test decreases and it may not be useful for what it is trying to measure. on approximately 80%. Instrument specificity is evaluated by the probability of a negative test among patients without disease or injury (true negative test). the Lachman’s test was the most sensitive diagnostic test with only 1% false negatives. Selected interactions between measurements properties are presented in the following sections. it is impossible to analyze if the test has false positives. however. Therefore. A measurement can only be considered valid when it has no systematic error or random . Katz and Fingeroth23 found that the specificity of the Lachman. The tests evaluated were the anterior drawer test. and pivot shift tests were positive. The tests’ results would have to be negative because there would be no anterior cruciate ligament injury and the test is supposed to detect injuries to this ligament and not injuries to the posterior cruciate ligament17. It can be considered as the actual analysis of the discriminate validity (see construct validity). however. Specificity The stability or ability of an instrument measure not to change when no changes in the variable under study occur is defined as the instrument’s specificity. the assessment of the instrument’s sensitivity corresponds to the probability that the measures will detect a positive test among patients with disease or injury (true positive test). a measurement cannot be valid if it is not reliable19. Table 1 presents the different measurements properties and examples for the Lachman’s test. Thus.142 Gadotti IC. no patient presented moderate or severe Lachman’s test after the reconstruction. these factors did not significantly affect the results of the Lachman’s test. Thus.22 study. If the test detects several positive tests in subjects without the dysfunction. For example. The anterior drawer. respectively with and without anesthesia22. In other words. Both sensitivity and specificity of a test need to be known because a test should have low frequency of both false positives and false negatives in order to be useful in the decision making process. but if the variable of interest remains stable. This means that the Lachman’s test was robust to overcome possible confounders presented by muscle contraction while the pivot shift test was not. The Lachman’s test was performed in subject before and after anterior cruciate ligament reconstruction.

and 70% of a negative test NF * NA Improvement measured with the test after surgery 99%5 > 95% 23 18 NA * * Responsiveness sensitivity specificity NA NA NA= Not Applicable. For example. and have no reliability.60 > 0. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested in normal subjects using arthroscopy. 10 No. a valid measure needs to be responsive (and have high reliability as discussed before).Vol. but they may be different if a second Lachman’s test was performed. Validity and Responsiveness A measure that is valid at one point in time should also be valid at a different point in time. When selecting an instrument for evaluation. in order to provide valid measurement. The second measure may be different because the knee stability has changed or was affected by muscle contraction/spasm and the measurements captured the change or confounding muscle stabilization. but no validity. The instrument responsiveness adds longitudinal information (i. Despite. 2. but they depend on each other to provide useful measures. The measures may be responsive and valid. validity and responsiveness. On the other hand.75 12 13 14 11 CUT-POINT > 0. but responsiveness. .75 > 0. but not content validity (the items do not reflect the variable under study). Guyatt et al. the ability to capture changes over time) into the process of evaluating measurement validity19. According to Portney and Watkins3 and Hays and Hadorn19.60 NA > 0. High reliability (low random errors) along with low systematic error results in validity (assuming that the measurement in fact reflects what it is supposed to measure)8.05 NA NA NA 11 Reliability Intra-subject Instrument Internal consistency Parallel Face Construct Content p < 0. It is important to note that the measurement properties can be tested separately. an instrument should be responsive to changes over time19.07 r > 0. They stated that an instrument’s measurements can have reliability. one should extend his or her concern for measurement validity beyond the face and construct validity to the discussion of the responsiveness of the instrument3. Consequently. For example.05 NA NA NA Validity Criterion-related 47% of a positive test. Overview of measurement reliability. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 143 Table 1.10.e. Hays and Hadorn19 stated that the fact that an instrument’s measurements are responsive to a clinical intervention supports the hypothesis that the instrument’s measurements are valid.42 NF p = 0. Thus. CONCEPTS TYPES Intra-tester Inter-tester SUBDIVISIONS NA NA NA NA NA NA NA Convergent/Discriminate NA predictive concurrent prescriptive EXAMPLES FOR LACHMAN’S TEST Kappa = 0. but no responsiveness. NF= Not Found.05 > 0. *The decision of determine these cut-points depend on the importance of these measurement properties for the study3. all measurement characteristics that may affect the findings should be addressed in a study’s discussion section in order to provide a full understanding of the strengths and weaknesses of the results and conclusions. responsiveness is one aspect of validity rather than a separate characteristic. have responsiveness. However.5111 Kappa = 0. error (reliability). a questionnaire can have internal consistency (homogeneity among items). Consistent and reproducible measurements do not indicate that the variable of interest is in fact being measured. some measures can be valid only at one point in time.24 proposed that responsiveness is distinct from reliability and validity. The measurement properties may need to be evaluated separately depending on the objectives of the study.

bras. the amount of variation in the scores obtained for a particular sample or group (i. when it should not be rejected (for example: finding differences before and after a treatment when. Magee DJ Rev. the greater the power. not able to detect meaningful differences). Statistical significance level used (α-level) The higher the α-level (i. The power of a study is the extent to which an investigator can detect a difference when a true difference exists.05 which means that the researcher is accepting that he or she could be wrong in rejecting the null hypothesis 5 times out of 100 or 5% of the time. In other words. It may also be stated as the probability of correctly rejecting the null hypothesis that “there are no differences” when null hypothesis is false25. the more likely it is that the differences before and after will be statistically significant26. Vieira ER. Variance is a measure of the variability within the group (e. treatment) will be low or inexistent. The α-level is the probability that the researcher is willing to accept that he or she might be wrong in rejecting the null hypothesis. or the extent to which the researcher could be wrong in saying that there are differences. However. because with a large sample. Studies with limited power do not always yield erroneous conclusions but their findings are questionable. When the measurement error is big (e. The most common α-level used is 0. there were no changes). If the instrument measures are not precise enough to capture meaningful changes (low responsiveness). Thus. The determinants of the power of a study include: Sample size The larger the sample. the measurements have low reliability). after treatment). IMPLICATIONS OF NEGLECTING MEASUREMENT PROPERTIES Many published studies fail to report the validity. yet the instrument may be responsive24.e.g. studies with low power may not be able to identify differences that exist between groups. Therefore. The chances that such studies will detect differences rejecting the null hypothesis are small. the difference between groups will be less evident because the measurements may overlap. the greater the power.144 Gadotti IC. Conversely. a measurement can have low reliability. but also the higher the chances of making a type I error. Every study should have sufficient ability (power) to detect the effect caused by the application of an independent variable (e. For example. but the probability that one will find a difference that actually does not exist (type I error) also increases. Some instruments are often used but their measurement characteristics are frequently overlooked and assumed to be adequate. the power . the power of a study relates to how capable the measurement is in detecting differences between or within groups.g. before vs. Increasing the α-level makes it easier to find differences (it may increase the power). the greater the power. Reliability and Responsiveness A measurement can have high reliability (consistency). or between groups25.g.g. and the true differences between groups are more likely to be recognized. Lowering the α-level reduces the chances of a type I error by requiring stronger evidence to demonstrate significant differences. in turn.g. But. When the variability within groups is large. Effect size The larger the effect size. the results can be generalized to a larger population. Effect size is the magnitude of the difference before and after treatment.05). The responsiveness of a measurement instrument is also related to the effect size and will also influence the power of a study. fisioter. the general population is more likely to be represented. It is relevant to state that the power of the study may be a problem only when no significant differences are found between groups. reliability. treatment). which corresponds to rejecting the null hypothesis. The ability to detect a difference between groups is enhanced when the groups are distinctly different. Variability of the data The lower the variance. Most of the determinants of power described above depend on the quality of the measurements. Many studies in the literature fail to achieve statistical significance which is often related to the low power of the study and not to an actual lack of difference between groups or sample populations25. the measurements properties are important even when differences are found because they may be related to inadequate measures. and responsiveness are not adequate the study’s ability to detect the effect of an independent variable (e. Thus. It should also have a low probability of a type I (alpha) error. Both reliability and responsiveness are pre-requisite of validity. will cause the effect size and the power of the study to be small. treatment technique). In general. the power is influenced by the size of the effect of the experimental variable (e. injured vs. knee stability). This. higher than 0.e. If the measurements’ reliability.g. the effect size will be small decreasing the power of the study27. the greater the power. the standard deviation) depends on the variation in the scores and the amount of random measurement error. This. this may not be true. even when the instrument is unresponsive (i. but responsiveness is not a pre-requisite for reliability. and the measurements may have low quality resulting in insufficient statistical power. The larger the effect produced by a treatment on a given dependent variable (e. differences between groups and changes over time may become undetectable. non-injured. in turn will lower the power or the ability to detect a difference25. then the differences may be too small to be identifiable. This means the study has greater external validity. in reality.e. validity. Thus. and responsiveness of the measurements taken. leading to erroneous results and conclusions.

2000. 6. The authors hope that the presented definitions. then the intra-tester reliability of the measurements may be of the most concern. Portney LG. 5. Measurement validity in Physical Therapy research. and in the statistical analysis of the studies. 2000. Phys Ther 1993. 53-68. Walmsley RP. and discussions contribute to the dissemination and encourage the use of common terminology and meanings for these measurement properties to facilitate improved communication between researchers and clinical practitioners. When assessing a treatment outcome. the pivot shift test. explanations. This review paper clarified the meanings of the concepts and types of reliability. the researcher must ensure the same “thing” is being measured. For example. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 145 of a study will be big enough if the statistical techniques. Reliability of the anterior drawer test. sample size. Thus. ICG and ERV have financial support from the Alberta CIHR Training Program in Bone and Joint Health (Canada) and from the Brazilian Government. 2nd ed. procedures to control for confounding variables.Brazil. 2nd ed. if the absolute value of a measurement taken with an alternative instrument (other than the gold standard) is important to make a decision about whether a patient will or will not undergo surgery (for example). Am J Sports Med 1976. In: Portney LG. In: Rothstein JM. Conrad W. Sharon Warren (Faculty of Rehabilitation Medicine. Foundations of Clinical Research: applications to practice. Independently. 1) Did the study report the reliability. 6: 117-24. In: Portney LG. 2. Reliability. the responsiveness of the instrument is essential because the instrument must be able to detect meaningful differences due to treatment. 7. 10 No. 22: 10-4. this procedure is still an exception rather than the rule in the rehabilitation field. Torg JS. assessing and reporting the measurement properties should be a standard procedure in order to increase power and to allow readers to rely on the presented results. 79-112. The following are examples of questions that should be asked when designing. The application and interpretation of intraclass correlation in the assessment of reliability in Isokinetic dynamometry. including sample size and measurements are adequate26. P. Rothstein JM. presenting and analyzing the quality of published studies. Education Ministry (CAPES . Kim SJ. and responsiveness and its sub-division of sensitivity to change have been used to denote the same property. 4:84-93. J Manipulative Physiol Ther 1999. For example. Arnell P. However. Foundations of Clinical Research: applications to practice. Watkins MP. Thus. if the Lachman’s test is used to measure knee laxity of a subject on three consecutive occasions by the same tester. MEASUREMENT PROPERTIES IN THE CRITICAL ANALYSIS OF REHABILITATION RESEARCH A critical analysis of the rehabilitation research found common methodological limitations that resulted in weak studies30.Vol. REFERENCES 1. Sometimes the concepts of measurements properties are incorrectly used to define the measurement characteristic being tested. and the lachman test. 317: 237-42. 2. visual analogue scales have been show to be valid and reliable for some pain measures. Flaws were found in the experimental design. A word of caution must be added. validity. Sim J. 3. Amell TK. It gave examples that are relevant to the rehabilitation field. 8. Clin Orthop Relat Res 1995. Acknowledgments: The authors would like to thank Dr. Watkins MP. Portney LG. 73: 102-15. validity. but they have not been showed to be valid and reliable for many of the other variables they are purported to measure. there is a need to improve the quality of rehabilitation research studies. For example. and responsiveness. Christensen HW. Kim HK. New Jersey: Prentice Hall Health. University of Alberta) for reviewing and making suggestions for early versions of this paper. study design. . To use measurement characteristics from another study. Measurement in Physical Therapy.29. Precision and accuracy of an electrogoniometer. 4. Reporting the measurement characteristics can improve the quality of rehabilitation research and clinical evaluation processes which are fundamental for ideal evidence based practice. One alternative to actually testing measurement characteristics in the study is to use previous studies about these measurement characteristics to justify the use of specific procedures or instruments. then the concurrent validity of the measurements may be the most important aspect to consider. 1985. measurement techniques. It discussed how the measurement properties interact with each other and influence the effect size and power of studies. New Jersey: Prentice Hall Health. Watkins MP. Watkins MP. Isokinet Exerc Sci 1996. The answers to these questions are essential if one is to accept the results and conclusions of a study. P. the measurement properties that are important for the study should always be reported. proc. Measurement and Clinical Practice: theory and application. reliability and validity. Validity of Measurements.# 1340018). Clinical diagnosis of anterior cruciate instability in the athlete. New York: Churchill Livingstone. Kalen V. and responsiveness of the measurements used? 2) Did the study control the sources of measurement error? 3) Did the study have sufficient power to detect possible difference between groups? FINAL CONSIDERATIONS Not all measurements properties and their types need to be tested in one study. Unfortunately.

22. Am J Sports Med 1986. Measuring change over time: assessing the usefulness of evaluative instruments. Norman G. Lantz. Harner CD. 1993. 16. Warren RF. Vieira ER. CA: Sage. A comparison of acute anterior cruciate ligament examinations. 11.org/ebeuk/research/effectsize/ESguide. Cohen J. Wickiewicz T. Fox JM. What is an effect size: a guide for users [homepage on the Internet]. 29. Arch Phys Med Rehabil 2003. Guyatt G. 1987. Lachin JM. 14: 88-91. M. Responsiveness to change: an aspect of validity. 18. Scranton PE. A methodological framework for assessing health indices. Portney LG. The diagnostic accuracy of ruptures of the anterior cruciate ligament comparing the Lachman test. 19. Blazina ME.cemcentre.705-29. Arthrosc. Kirshner B. 38: 27-36. Richmond JC. In: Bork CE. 9: 86-92. Evaluation of anterior knee joint instabilitywith the Rolimeter . Statistical power for the behavioral Sciences. Johnson DS. Cooperman JM. J Chronic Dis. 40: 171-8.htm 28. Irrgang JJ. 12. Boland AL. J Chronic Dis. Hays R D. Fingeroth RJ. In: Portney LG. 1999. 2000. Edmonton. Assessing the responsiveness of functional scales to clinical change: an analogy to diagnostic test performance. cited 2005 Jun 15]. Power and sample size (Appendix C). R. Kurosaka M. 26. Sim J. Phys Ther 1990. 24. 3rd ed. 39: 897–906. 84: 592-603. editor. Neyret P. New Jersey: Prentice Hall Health. Loos WC. Introduction to sample size determination and power analysis for clinical trials. Lipsey.A test in comparison with manual assessment and measuring with the KT1000 arthrometer. Hoffmann F. Watkins MP. The kappa statistic in reliability studies: use. Measurement Theory. Acute posterior cruciate ligament injuries. In: Domholdt E. J Chronic Dis 1985. and the pivot shift test in acute and chronic knee injuries. BA. P. Am J Sports Med 1981. Knee Surg. Guyatt G. Design sensitivity: statistical power for experimental research. Katz JW. Walter S. 2nd ed. Deyo RA. Nadler SF. Magee D. 21. 1990. 23. Development and validation of the international knee documentation committee subjective knee form. Reliability and validity of judgments of the integrity of the anterior cruciate ligament of the knee using the lachman’s test. Available from: http:// www. Jr Bagenstose JE. 18-36. Andrus S. 9. Khalfayan. Schiller M. Wright CC. Faculty of Rehabilitation Medicine. Quadruple hamstring anterior cruciate ligament reconstruction: a multicenter study. Balasch H. Philadelphia: WB Saunders Company. Ryan WG. 13: 5-9. Control Clin Trials 1981. 30. the anterior drawer sign. Domholdt E. 12: 225-28. Research in Physical Therapy. UK: Evidence-Based Education UK [updated 2000 Jan. Does the Lachman testing method affect the reliability of the International Knee Documentation Committee (IKDC) Form? Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc 2004. bras. 29: 600-13. Newbury Park. 17. University of Alberta. 2nd ed. Hillsdale. Physical Examination of the Knee: A Review of the Original Test Description and Scientific Validity of Common Orthopedic Tests. Friedman MJ. Donaldson III WF. Rothstein JM. 1: 735. Anderson AF. 2:93113. 18: 715-24. Physical Therapy Research: principles and applications.146 Gadotti IC. Magee DJ Rev. Watkins MP. Hadorn D. 20. 85: 257-68. Coe. Sports Traumatol. Shelborne KD. Am J Sports Med 2001. Arthroscopy 2002. 70: 225-33. 1986. 1988. AB-Canada. Qual Life Res 1992. Critical Analysis Course. Auld MK. Centor RM. . interpretation. Reliability and Validity: implications for research. EE. 2005. 10. Am J Sports Med 1985. fisioter. Del Pizzo W. 27. 14. Riddle DL. Malanga GA. NJ: Lawrence Erlbaum. not a separate dimension. P. 13. Philadelphia: JB Lippincott. Smith RB. Friebel H. McLean J. Rothstein JM. 2000. and sample size requirements. Fundations of Clinical Research: applications to practice. In: Department of Physical Therapy. Friedman MJ. Phy Ther 2005. 7: 204-8. 25. 15.

The issues of the intensity of task training and extent of cardiovascular stress during physical activity are also discussed. Objective: This paper presents a historical perspective covering the last half-century. School of Physiotherapy. increased emphasis needs to be placed on challenging. treinamento. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. Australia. e com predomínio dos métodos terapêuticos desenvolvidos meio século atrás. Lidcombe. Embora exista muito que se aprender em achados de pesquisa clínica. Discussão: Pesquisas científicas atuais e a subseqüente reavaliação do efeito funcional dos problemas que aparecem pela lesão do neurônio motor superior estão levando à mudança de foco das intervenções clínicas.Carr@fhs. clinical practice in neurorehabilitation continues to vary widely and depends largely on the preferred approach of the individual therapist and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago. strength and fitness training. 2006 Rev. to promote learning. or at least scientifically acceptable.usyd. com ênfase na otimização motora através de exercícios de tarefas orientadas.au Received: 07/02/2006 – Accepted: 15/02/2006 ABSTRACT Background: Neurological rehabilitation and the contribution of physical therapy have changed considerably over the past decades as scientific and technological developments have enabled greater understanding of brain reorganization and the mechanisms of motor control. Key words: neurorehabilitation. 2. Lidcombe NSW 2141. 101809-9246 The Changing Face of Neurological Rehabilitation ISSN No. de ganho de força e de treino de desempenho físico. 147-156 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 147 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION CARR JH. e-mail: J. Objetivo: Este artigo apresenta uma perspectiva histórica da segunda metade do século passado. with emphasis on optimizing motor performance through task-oriented exercise and training. is leading to a changing focus in clinical interventions. University of Sydney. Although there is much to become excited about in the findings from clinical research. impairments and adaptations. and the subsequent reevaluation of the functional effects of impairments following an upper motor neuron lesion. University of Sydney. Palavras-chave: reabilitação neurológica. recuperação funcional. a prática clínica da reabilitação continua ser altamente variada. Fisioterapeutas necessitam assumir a responsabilidade do uso de técnicas baseadas em evidências. Physiotherapists need to embrace the responsibility of using evidence-based. . As questões da intensidade do treino de tarefas e da extensão do estresse cardiovascular durante a atividade física também são discutidos. uma vez que o desenvolvimento científico e tecnológico permitiu uma maior compreensão dos mecanismos de reorganização cerebral e dos mecanismos envolvidos no controle e desempenho motores. SHEPHERD RB School of Physiotherapy. training.. engaging and meaningful task training. uma ênfase maior deve ser colocada em tarefas úteis que sejam desafios interessantes com um treino que promove o aprendizado. exercícios de tarefas orientadas. methods of intervention and objective measurements of outcome. dependendo largamente do método preferido pelo terapeuta individual. Achados em modelos animais e humanos sugerem que.edu. Australia Correpondence to: Janet H Carr. Faculty of Health Science. Vol. RESUMO Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Introdução: A reabilitação neurológica e a contribuição da fisioterapia mudaram consideravelmente nas últimas décadas. East St. 10. para que a reabilitação seja eficiente em otimizar a reorganização neural e a recuperação funcional. ou pelo menos usar métodos de intervenção e medidas objetivas de resultados que sejam cientificamente aceitáveis. em suas dificuldades e adaptações. Findings in both animal and human models suggest that.Vol. No. Faculty of Health Science. 2 (2006). fisioter. task-oriented exercise. Discussion: Current scientific research. motor performance. bras. functional recovery.

these approaches paid little attention to developments in neuroscience including those related to the context-dependent nature of movement5. These developments took advantage of experimental work that focused on how humans acquire skill in movement or motor learning 6. their methods reflected their interpretations of early neurophysiological writings with experimental paradigms including stimulus-response mechanisms.7. The Bobaths held the view that the normalizing of muscle tone by methods of inhibiting spasticity (abnormal postural tone) should take place before more normal movement could be facilitated. bras. The history of neurological physical therapy exemplifies the process of change. that has obvious relevance to clinical practice. for example. as physiotherapists and others who had access to the scientific literature sought ways of transferring new scientific findings to clinical practice. including Rood. INTRODUCTION Historical Perspectives Understanding the history of physical therapy practice enables us to reflect on change and development in clinical practice and to feel more comfortable about the notion that clinical practice must respond and adapt as new scientific knowledge emerges. in the fields of biomechanics and neuroscience in particular. Although the originators had different and sometimes conflicting approaches. Their methods were based on ideas of the restorative effects of encouraging developmental movement patterns. Knott and Voss3. and new clinical methods were developed and tested. and emphasized postural stability and normal movement patterns. during this time there were newer developments. thereby developing research skills and engaging in intensive study of specific scientific fields. The focus changed from the muscle to non-muscle elements. Practitioners early in the 20th century used forms of corrective exercise and muscle re-education. Clinical implications were derived from a theoretical science base. in which the focus was. Developments in the 1980s The above therapeutic approaches. particularly the effects of patterns of use and learning. standing up and reaching to pick up an object that demonstrate the kinematics and kinetics of each action. Methods were directed primarily at the nervous system with movement facilitated by stimulation of the nervous system. a major conceptual shift in neurological physical therapy was evident as the neurophysiological or neurofacilitation approaches were developed. The increase in clinically relevant research findings related to movement therefore made possible the development of neurological rehabilitation by a more deductive process. Experimental paradigms have shifted from a reductionist approach. technological developments together with changes in the conceptualization of how the human nervous system might function to produce skilled movement. for the action of sit-to-stand. dominated the second half of the 20th century and are still widely used. and of Kabat. Many of those receiving physical therapy were individuals with muscle weakness and paralysis from poliomyelitis. New brain imaging methods are enabling an examination of organizational changes occurring within the brain itself and of the experiences that might drive them. Over the last few decades. Other therapists also developed their ideas for therapy around this time. have been producing an increasing volume of movement-related research. however. many of them based on animal models. Origins of the neurofacilitation approaches In the 1950s. Shepherd RB Rev. and this may have been partly due to the lack of a relevant scientific body of knowledge on human movement from which clinical implications could be more deductively derived.2.148 Carr JH. Ayres and Brunnstrom. Major influences were the work of the Bobaths1. and on psychology10. there is now . following the second world war. As an example. with consideration of the roles of synergistic muscles. they saw the clinical implications. on muscle biology and muscle adaptability8. This emphasis was to shift as the numbers of people acquiring poliomyelitis gradually declined with new preventive therapies and. including the specific postural adjustments. an influx of young adults with acute brain injury helped drive the development of new therapies. the latter involving exercises directed at individual muscles. to an exploration of mechanisms of movement control in humans from the perspectives of performance as well as of physiological mechanisms. They held the view that movements requiring effort would increase spasticity and should therefore be avoided. These approaches to therapy are often referred to as eponymous as they were named after their originators 4. These developments reflected to a large extent the increasing opportunity for physiotherapists to enroll in postgraduate courses. specifically of muscle and joint proprioceptors and tactile receptors.9. in Bobath Therapy or Neurodevelopmental Therapy (NDT). Interestingly. The early attempts at developing therapy methods to improve functional movement were largely inductive (seeking a theoretical explanation for observed events). The knowledge that clinicians applied in their practice reflected an early focus on structural anatomy and principles of exercise as understood at the time. whose methods of movement facilitation were referred to as Proprioceptive Neuromuscular Facilitation (PNF). However. on stretch reflex mechanisms using animal models. Technological developments in motion analysis and electromyography (EMG) have enabled studies of actions such as walking. Not surprisingly. fisioter. particularly those of Bobath and Knott and Voss. Therapeutic methods focused on facilitating movement by afferent stimulation.

muscle biology. and as evidence of the effects of intervention slowly began filtering into the literature from clinical studies. This view has been very influential over the past few decades. Optimizing Motor Performance Our own collaborative theoretical and investigative work has developed over the years. The ability to generate large muscle forces is of little functional benefit if movement occurs too slowly to be effective5. Loss of the ability to generate power (force X velocity) may be a more significant cause of impaired motor performance than decreased force production21. This model has also provided methods for measuring performance and an increased focus on clinical research is enabling us to test the efficacy of interventions. Soft tissue adaptations include increased muscle stiffness (stiffness is a mechanical response to load on a non-contracting muscle). Muscle weakness has not been a primary focus in physical therapy until recently. competing paradigms have philosophical and conceptual differences15. A re-evaluation of the relative contributions of muscle weakness and adaptive changes in muscles such as increased stiffness and spasticity is driving significant changes in clinical practice.18. therapists have avoided exercise that required effort (as in strength training) since this effort was assumed to increase spasticity. and updated as new developments emerge in science. Some reports indicate stretch reflex hyperactivity can develop some time after the lesion. Muscle weakness arises from two sources. This mixing is called hybridization. Power output after stroke has been shown to be low in a number of studies21-23. 2. In clinical practice. In addition. broadly based on research related to human movement. and a low velocity of muscle contraction is evident clinically in the slowness of movement typical of people after stroke12. as they are based on different information regarding. biomechanics. These factors cause disorganization of voluntary motor output at the segmental level and may underlie the motor control problems exhibited by patients even when they are able to generate some muscle force14. the neural lesion can result in a decreased firing rate of motor units and impaired motor unit synchronization20. skill acquisition (motor learning) and exercise . evidence is provided of a relationship between muscle strength and function26-28. weakness (absent or reduced muscle force generation) and loss of dexterity (disordered motor control)16 are of major significance in planning interventions. primarily from the lesion itself as a result of a decrease in descending inputs converging on the final motor neuron population and a resultant reduction in the number of motor units available for recruitment19. suggesting that it may be an adaptive response to nonfunctional. However. and secondary sources of weakness therefore arise as a consequence of lack of muscle activity and immobility25. There is little to support the view that reflex hyperactivity is a significant contributor to movement dysfunction after stroke. and structural and functional reorganization of muscle and connective tissue17.Vol. So also is our increasing understanding that soft tissue adaptations occurring in response both to muscle weakness and to postlesion inactivity and disuse can impact negatively on the potential for regaining function. In the history of scientific endeavor there have always been attempts (usually unsuccessful) to integrate new methods with old at times of major change15. Contemporary research findings supporting the view that the major impairments interfering with functional performance following upper motor neuron lesions are paralysis. contracted stiff muscles30. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 149 a rational biomechanical model that forms the basis for standardized guidelines for training this action11-14. the process of change can be difficult for both teacher and practitioner and there is a temptation to combine newer methods with older methods that are still in use. Hybridization However. 10 No. The significance of spasticity (defined as velocitydependent stretch reflex hyperactivity29) for the regaining of motor function remains equivocal. BRIDGING THE GAP BETWEEN SCIENCE AND CLINICAL PRACTICE Re-evaluating the Functional Effects of Impairments The need for practice to move on by responding to new knowledge is well illustrated by examining research over the last few years that is changing the way in which we view impairments following a lesion of the upper motor neuron system. The view that spasticity is the major impairment underlying movement dysfunction led to the development of methods based on the premise that spasticity had to be decreased or inhibited in order to facilitate more normal movement1. how the system is organized or the nature of impairments after a lesion. and “the case for reconciliation of competing paradigms is superficially attractive”15. Hybridization can seem attractive to a physiotherapist when there is a reluctance to let go of familiar therapeutic methods and move on. Skeletal muscles adapt to the level of use imposed on them24. This can occur even when there is no evidence that the older methods are effective. Congruent with this view.2. Increasingly. The principal research areas driving our work include motor control mechanisms. as spasticity was considered the cause of weakness and disability. Clinical tests such as the Ashworth Scale that are commonly used in clinical research are unable to distinguish the relative contributions of increased stiffness of muscles and reflex hyperactivity 31 . The move toward hybridization can be compelling. for example. increased resistance to passive movement is typically referred to as spasticity although mechanical and functional changes to muscle are likely to be major contributors.

increased use of the limb and brain reorganization 54. bras. training that is sufficiently intensive can increase muscle endurance and produce a cardiovascular training effect. Our work over the past few decades has focused on the patient as learner and on the need for task-oriented exercise and training. as the means of improving the patient’s capacity to learn motor skills and optimize functional motor performance. training of overground walking includes walking over obstacles and in different environments. One point of interest is that the focus is strongly on the importation of theories and data from fields other than physical therapy. illustrating the nature of physical therapy as an applied clinical science. depend on the extent of muscle weakness. An increasing number of investigations of this theoretical perspective have found positive effects in individuals with brain lesions. a closer look at the evidence suggests that the key factor in these studies is the presence of varied and intensive task-oriented practice of locomotor activities. Improved functional performance suggests that learning has taken place27. Training of walking. and neuroimaging and other non-invasive mapping studies in humans. Neurophysiological and neuroanatomical studies in animals. Constraint-induced movement therapy (CIMT) involves restraint of the nonparetic limb over an extended period with challenging taskoriented training of the paretic limb51. It is critical that effects of particular treatments on function include the effect on actual use of the limb in daily life (for example: Motor Activity Log or Actual Amount of Use Test 51). compared with NDT49. and may reduce shoulder pain. despite the presence of an apparently sufficient level of muscle activity. TT.14.56 suggest that the use of ES may reduce shoulder subluxation. but also the grading. In addition. In addition.52. such that BWS was more effective at improving gait speed when speed was aggressively targeted39 than in other interventions. Skilled performance needs not only the generation of sufficient muscle force. Taub50 described a phenomenon called “learned non-use”. In particular. The findings in two comprehensive reviews55. is a promising method for retraining gait and increasing speed. TT facilitates the cyclic gait pattern and can induce a shift toward temporal symmetry and increased paretic stance time46. For dependent walkers. which he proposed may underlie the difficulty some individuals have in using the affected upper limb. compared with alternative and/or no treatment (see recommended protocol14). since muscle strength and motor control are relative to the action being performed and its context. Training involves modifying the task and environment to ensure that the paretic limbs are actively involved. and with differing cognitive demands. It appears that exercise needs to be specific to the task being learned and the context. ES enables repetitive muscle exercise in those individuals who have little active movement in the acute stage. After a series of primate studies. improved functional performance. Shepherd RB Rev. Load on the musculoskeletal system can be increased or decreased by varying body weight support (BWS). Further evidence comes from reports of an association between improved motor performance. Whether or not strength training results in improved function may. endurance and cardiovascular fitness. Of critical importance for . however.40. and significant increases in endurance were evident in several studies48. at least in the short term. generation of muscle force needs to be fast enough to meet task demands. to initiate activity in denervated or very weak muscles and to prevent stretching of rotator cuff muscles and the glenohumeral joint capsule. Neural reorganization and functional recovery Insight into mechanisms mediating motor recovery after injury to the sensorimotor cortex is now beginning to emerge. There is increasing interest in the potential of electrical stimulation (ES) or neuromuscular ES to reduce the development of secondary adaptive changes in muscles. Interestingly. with or without BWS support. TT with BWS may be the only means of practicing walking in the early phase of recovery47. together with strength and fitness training. A recent systematic review53 found growing evidence to support the use of CIMT. fisioter. in some cases. The evidence so far suggests that physical therapy practice should emphasize the need to drive limb use.32. A systematic review of treadmill training with and without BWS after stroke found a trend toward TT. ES has had a long and varied history in rehabilitation following stroke.150 Carr JH. research findings suggest that such a program is superior at enhancing walking capacity post-acute stroke. utilizing a treadmill (TT). is a means of increasing the amount and intensity of practice. When TT is part of an overall task-oriented training regimen. and walking speed can be controlled. Both reviews point to the need for further research. are providing substantial evidence that the adult cerebral cortex is capable of significant functional reorganization (for example 57.33-44. and in chronic stroke compared with sham therapy36. However. strength training does not result in increased resistance to passive movement (hypertonus) or reflex hyperactivity (spasticity). Where strength has been particularly targeted. These studies have demonstrated plasticity in the functional topography and anatomy of intact cortical tissue adjacent to the injury and of more remote cortical areas. There is also evidence of transfer from TT to overground walking. Combining afferent biofeedback from an EMG signal with ES in individuals who can partially activate paretic muscles but are unable to generate sufficient muscle contraction for functional purposes may prove to be an aid to task-oriented training. if performance of that task is to improve45. science13.58). findings show increased strength and. sustaining and timing of force from many muscles in order to control body movement throughout the action.

it seems likely that. Although such actions as level walking and stair walking may share similar biomechanical characteristics. such practice may not be possible. Improvement in a particular action therefore requires practice of that action. the demands placed on the individual by each action are different. to the need to steady a glass of water while standing up.59.63. verbal instructions and feedback. provide demonstration. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 151 rehabilitation is that experience. 2. To know whether or not performance has improved. as it does to recreational. the height of an obstacle). based on knowledge of critical biomechanical characteristics. Skilled performance is characterized by the ability to perform complex movements. The individual learns to reshape and adapt the basic movement pattern according to different contexts. Gentile64 describes the stages of learning as first getting the idea of the movement. with the flexibility to vary movement to meet ongoing environmental demands with economy of effort. Exercises to increase strength and control may be necessary. research findings indicate significant gains and enhanced structural plasticity when therapy is commenced early suggesting that delaying commencement of rehabilitation may reduce the efficacy of treatment61. This applies as much to everyday actions such as walking and standing up from a seat. In walking it may shift from the feet to the surrounding environment. and this is accomplished by physical (and mental) practice. together with practice of the action under modified conditions. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. for those whose muscle strength and motor control is below a certain threshold. Skill is task-specific. the therapist sets the goals in consultation with the individual and based on evaluation of the person’s capabilities. the therapist may direct the patient’s focus of attention away from an internal bodyoriented focus (the feet or upper body movement) to an external focus that is directly related to the goal (avoiding obstacles on the floor).Vol. standing up from a higher seat which requires less muscle force generation. or highlight regulatory cues in the environment (for example. Goals are concrete rather than abstract: “Reach out and take the glass from the table” rather than “Raise your arm”. For several decades. increased emphasis needs to be placed on challenging. It is a set of complex internal processes that can only be inferred from a relatively consistent improvement in performance of an action. learning and active use of the affected limbs appear to modulate the adaptive reorganization that inevitably occurs after cortical injury. for example. motor control and skill increase. weight and graspability. direct the person’s visual attention. sporting or work-related actions. engaging and meaningful task training to promote learning (for example54. the star billing for sit-to-stand may change from initial foot placement backward and increasing the speed of forward rotation of the upper body. Motor learning As physiotherapists. then developing the ability to adapt the movement pattern to environmental demands. speeding up the action and improving power generation may be major performance goals. Crossing the street at pedestrian lights may require an increase in walking speed. that is. we are becoming increasingly aware of patients as active participants in training rather than as passive recipients of therapy. it is the patient who must learn to organize movement that matches the environment in order to achieve these goals. For some individuals. at various stages throughout rehabilitation and periodically after discharge to see whether or not performance gains have been maintained. In training functional tasks. “Reach sideways to pick up the glass from the floor” rather than “Shift your weight over to the left”. which allow for different tasks to be trained. scientists have investigated the process of acquiring skill. the learner’s focus of attention can shift as muscle strength. that is. Some recent findings with healthy subjects have shown what a difference it can make to performance and skill development if the learner directs attention toward the effect of the movement (an external focus) instead of to the movement itself (an internal focus) 65 . Considering the patient as a learner involves setting up environments and methods of delivery that stimulate skill learning. From current research. However. The idea that motor learning research can provide a rich source of scientific information to guide clinical practice has been available to the profession for several decades. the learner practices to become effective and efficient in achieving a specific goal. Many repetitions of an action are required to increase strength and for the patient to develop an optimal way of performing the action66. a relatively stable change in motor behavior as a result of practice of that action62. Recent research has illustrated well the different outcomes when post-stroke . Motor learning itself cannot be directly observed. Performance of an action that is effective in consistently achieving a specific goal with some economy of effort is said to be skilled. the therapist measures the person’s performance at the start of training. As the “coach”. the therapist may point out how a movement is organized. However. In addition. The environment needs to be organized to be functionally relevant by providing meaningful objects of different sizes.60). 10 No. As part of the training process. typically with healthy adults as they train to improve a specific skill and increasingly with people with motor disability. In the initial stages the person learns to pay attention to the critical features of the action and is actively engaged in practice. while negotiating a step or obstacles in the house requires other changes in the walking pattern. For example. Physical therapy has neglected the repetitive element of both strength training and skill training that form essential prerequisites in motor rehabilitation.

but it is also critical that they regain sufficient strength. Endurance training. the aspects of the enriched environment that appear to be critical as enhancers of behavior are social stimulation. and their ability to teach). attitudes. robot-mediated therapy (RMT)73-75. bras. for example. MacKay and Makrides 77 investigated the aerobic component of physical therapy and occupational therapy for stroke patients by monitoring heart rate (using heart rate monitors) and therapeutic activities biweekly over a 14-week period.152 Carr JH. Although progressively higher exercise intensities might be expected over time as functional status improves. The calculation of walking speed over 10m. and an increased level of arousal70. and that it may not function as a learning environment71. sometimes with coins. the effects of an interactive relationship between patient and therapist. Shepherd RB Rev. sometimes mimicking the movement without coins. like poststroke strength training. a commonly used clinical measure of gait. The detrimental effect of low exercise capacity and muscle endurance on functional mobility and resistance to fatigue can be compounded by the high metabolic demand of adaptive movements. Stroke . in an effort to decrease the deconditioning effects. the methods used to deliver rehabilitation (type of intervention. endurance and fitness to be able to carry out these actions. suggesting that the environment may not be sufficiently geared to facilitating physical and mental activity or social interaction. Recently. Healthy subjects can walk in excess of their comfortable speed for at least six minutes. when they scooped the coins rather than when they mimicked the action. Intensity of skill practice and exercise Two aspects of therapy for neural lesions that have received little attention until recently are the intensity of taskoriented training and the extent of cardiovascular stress induced during physical activity. It is not only important for patients to practice in order to regain skill in performing actions. The issue of how much time is spent on physical activity. fisioter. The generalizability of RMT and its role in motor learning are yet to be tested. Stroke patients discharged from rehabilitation showing improvements in gait are not necessarily functional walkers but are often unable to maintain their most efficient walking speed comfortably. not only in the methods used but also in delivery. The major finding was that the therapy sessions involved low intensity exercise and activity that did not provide adequate metabolic stress to induce a training effect. In a study that measured exercise capacity in the early post-stroke period. It is well documented that stroke patients have low physical endurance when discharged from rehabilitation. In an attempt to increase the time spent practicing. can influence outcome after a lesion. for example. Other studies suggest that a large percentage of the patient’s day is spent in passive pursuits rather than in physical activity. Wu et al68 examined a task in which subjects used one hand to scoop coins from a table into the other hand. including practice of motor tasks. skill. Delivery of physical therapy Focusing on intensive task-oriented training has required some changes in physical therapy practice. is therefore a critical one for rehabilitation. may overestimate locomotor capacity after stroke. several investigators have reported the development of technology to provide computer-aided training.79. Deconditioning may be a consequence of the relatively static nature of typical rehabilitation programs and indicates that intensity of training needs to be addressed specifically and early after an acute brain lesion. Deconditioning can occur within the first six weeks after stroke. which are characteristics of well-learned coordinated movement. Both groups of subjects demonstrated faster movements. The rehabilitation environment is made up of the physical or built environment (the physical setting). In addition. Significantly more improvement in upper limb function has been reported compared with NDT/ Bobath therapy of equal intensity and duration74. the effects of working in a small group during circuit training. patients performed incremental maximal effort tests on a semi-recumbent cycle ergometer76. and the effects of sessions where patients work in partnership with each other72. then the rehabilitation environment is likely to play an important role in patient outcomes. In animal research. intensity. any increase in HR mean and HR peak did not reach statistical significance. The focus has been on movements of the upper extremity that are challenging. individuals work with concrete goals linked to real objects rather than with more abstract goals67. thus indicating that the high energy cost of walking and poor endurance further compromise functional performance78. dosage) and the staff (their knowledge. Physiotherapists are exploring different ways of organizing delivery to enable the patient to be an active learner. They are examining.68. Observational studies of rehabilitation settings provide insights into how patients spend their days. together with the opportunities it offers for social interaction and physical activity. Evidence from animal experiments suggests that the nature of the environment and its physical structure. with smoother and straighter reaches. engaging and repetitious. and how this time is organized. Rehabilitation environment If brain reorganization and functional recovery from brain lesions is dependent on use and activity. Able-bodied and stroke subjects took part. interaction with objects that enable physical activity69. the rate of recovery when treatment was delivered with RMT was found to be greater in relation to either no treatment or treatment with sling suspension in a single case study75. has long been neglected because of the dogma related to spasticity.

endurance and fitness training for individuals with acute or chronic disability. These results emphasize the need to train endurance and to measure endurance using a test such as the 6-minute walk81. 11. The benefits of task-oriented skill training and strength training are also being reported in studies of children with cerebral palsy84. Some biomechanical consequences of varying foot placement in sit-to-stand in young women. Movement science foundations for physical therapy in Rehabilitation. Scandinavian Journal Rehabilitation Medicine 1996. The results indicated that subjects were able to do more household chores and to increase their participation in recreational activities more than before the training program. 2nd edition. 62: 1773-85. and may lead to increasing handicap. p. In: Refshauge K et al. 2000. Core knowledge should include biomechanics. Anderson M. Kabat H. 7. Physical Therapy 1982. 5. These are available in texts and in other work cited here. Participation in regular exercise and training appears to have significant effects on reducing disability and improving quality of life in older adults and in individuals with disability.Vol. To make the change to practice based on evidence and on current theoretical relevance is a large undertaking but already taking place around the world. Bobath B. A start can be made in clinical practice by following prescribed guidelines that are based on available evidence. Physiotherapists can play a significant role in this collaborative process. Muscle mutability Part 1. Science-based Rehabilitation. Physiotherapy in disorders of the brain. A motor relearning programme for stroke. should also form a large part of the education of physical therapy students as well as part of skills upgrading in continuing professional education. 2005. Gaithersburg: Aspen . Each physiotherapist needs to accept the responsibility of using evidence-based (or at least scientifically acceptable) methods of intervention and ongoing outcome measurements. Shepherd RB. Oxford: Butterworth Heinemann. Carr JH. Physiotherapy Practice 1986. Physiotherapy 1954. Lack of both a rational theoretical basis for a treatment method and of any evidence of its effectiveness may be no barrier to its continued use. 3rd ed. Bobath B.85. 9. General concepts and adaptations to altered patterns of use. Gossman MR. Koh HP. 10 No. Rose SJ. editors. The provision of facilities such as strength and fitness centers directed at all age groups and disability levels requires collaboration between public health and community services. Entry-level physical therapy curricula also have to respond to evidence of the significance of task-oriented training and strength. The skills required for training individuals with disability. p. Oxford. including quality-of-life profiles. graded treadmill walking83 and combined aerobic and strengthening exercises42. and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago. Proprioceptive facilitation therapy for paralysis. Many of these changes are preventable or reversible88. 2nd ed. A psychological framework for neurorehabilitation.91. a survey of 94 activities that are rated according to their required metabolic equivalents. Patients have the right to be part of an up-to-date neurorehabilitation environment. Knott M. Muscle performance after stroke. editors. Rothstein JM. Butterworth Heinemann: Oxford. may not be able to maintain their comfortable speed over that time80. including taking part in social and recreational activities. Sahrmann SA. Adult hemiplegia: Evaluation and treatment. 4. 10. In: Carr JH. 2. with intensive practice of actions in the appropriate contexts. poor or non-existent and there are reports of high levels of patient dissatisfaction89 and loss of rehabilitation gains90. the effects are exercise-specific. Newham DJ. exercise science and motor learning. As might be expected. 1980. Shepherd RB. Assumptions underlying physical therapy interventions: theoretical and historical perspectives. REFERENCES 1. Lough S. adaptive changes in musculoskeletal and cardiorespiratory systems also impose severe limitations on the gaining of functional motor performance86. 40: 171-76. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 153 subjects. 3. This would prevent them from becoming competent community walkers. Teixeira-Salmela et al42 assessed their subjects’ general level of physical activity in the Human Activity Profile. is also reflected in the improvements noted in general health and wellbeing. Carr JH. Post-discharge services for individuals with chronic disability are. Oxford: Heinemann. 1965.87. Improvements in aerobic capacity in chronic stroke have been demonstrated with appropriate training such as bicycle training82. Shepherd RB. however. Oxford: Butterworth Heinemann 1990.1-31. In addition. Gordon J.. 2: 74-82. Shepherd RB.1987. It is a matter of increasing concern that clinical interventions in neurorehabilitation continue to vary widely and depend largely on the preferred approach of the individual therapist5. 67-85. 2. the individual must be fit enough to perform the tasks of daily life. 6. Although in these children the primary deficits are neural. Butterworth Heinemann. Generalization to everyday life. . however. p. Review of length-associated changes in muscle. Rose SJ. 71-93. 62: 17991808. however. 28: 79-88. Abnormal reflex activity caused by brain lesions. and how to adapt training and exercise to the patient’s level of performance. Physical Therapy 1982. 8. CONCLUDING COMMENTS The regaining of skill in critical tasks requires specific training.

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Key words:cerebral palsy. SP 1 2 Faculdade de Ciências Médicas. fine motor function. with a mean of 12 years and 8 months.Unicamp. in cases of hemiparetic cerebral palsy. Forty-six patients were assessed: 23 with hemiparetic cerebral palsy (group 1) and 23 normal individuals (group 2). No. e 23 crianças normais. Método: Utilizaram-se os protocolos específicos para avaliar FMF. Resultados: O desempenho das FMF e FS demonstrou ser significantemente pior no grupo 1 quando comparado ao grupo controle. Unicamp. RESUMO Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Objetivo: Este estudo correlacionou o desempenho da função motora fina (FMF) e Sensorial (FS) na paralisia cerebral hemiparética (PC-H) à classificação da ressonância magnética (RM). ZANARDI VA 2 Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. fisioter. 157-162 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 157 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING TUROLLA DE SOUZA RC 1. 2º andar. MOURA-RIBEIRO MVL 2 .com. Campinas. O desempenho dos sujeitos com comprometimento cortical e subcortical. bras. CEP 13083-970. uni ou bilateral. .br Received: 07/10/2004 – Accepted: 21/02/2006 ABSTRACT Objective: The present study correlated fine motor function (FMF) and sensory function (SF) performance with magnetic resonance imaging classification. SP e-mail: reginaturolla@yahoo. Method: Specific protocols were used to evaluate FMF. 10. Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Patients with unilateral or bilateral cortical and subcortical impairment presented worse performance than those with subcortical lesions. Hospital das Clínicas. Universidade Estadual de Campinas . SP Correspondence to: Regina Célia Turolla de Souza. Conclusão: As disfunções motoras e sensoriais necessitam ser identificadas e compreendidas para prover melhor treinamento de rotina e cuidados especiais a essas crianças.Vol. Palavras-chave: paralisia cerebral. SF and brain lesion extent and location in the hemisphere. neuroimagem. Hemiparetic cerebral palsy cases with lesions in only one brain structure presented better results than those with two or more damaged structures larger than 10 mm. 2 (2006). sensory function. grupo 1. PC-H que apresentavam lesões atingindo uma única estrutura encefálica demonstraram melhores resultados que aqueles com comprometimento atingindo duas estruturas maiores que 10 mm. neuroimaging. Campinas. teste de movimentos finos e de sensibilidade. 101809-9246 Hemiparetic Cerebral Palsy ISSN No. A idade variou entre 07 a 16 anos. Campinas. idade média de 12 anos e 8 meses. Hospital das Clínicas. Foram avaliados 46 sujeitos sendo 23 com PCH. Results: FMF and SF performance in group 1 was significantly worse than in group 2. FS e lesões encefálicas quanto à sua extensão e localização no hemisfério. grupo 2. CIASCA SM 2. Universidade Estadual de Campinas. Their ages ranged from 7 to 16 years. foi inferior quando comparados aos com lesões subcorticais. 2. 2006 Rev. Conclusion: Motor and sensory dysfunctions need to be identified and understood in order to provide routine training and special care for such children. Vol.

with a diagnosis of hemiparetic cerebral palsy of prenatal or perinatal etiology. and musculoskeletal impairment. comprised of children with hemiparetic cerebral palsy.2. sensitivity and coordination in the upper limbs5. to pour water from one glass to another. bras. Such studies are important because they enable correlation between the exact location of the lesion and clinical findings9. while they also have an important role in gross motor capabilities6.4. 2. The exclusion criteria included: central nervous system (CNS) impairment. Moura-Ribeiro MVL. extinction (Figure 3).Only one brain structure smaller than 10 mm affected. These capabilities may be changed by many factors. trunk and leg. to put beads on a string. The adults responsible for these children signed a statement granting their free and informed consent. INTRODUCTION Cerebral palsy is a disorder caused by brain damage before or during birth. to fasten a nut and bolt. fourteen (61%) were females and nine (39%) were males. cortical and subcortical areas. paralysis of one complete side of the body including the arm. while severe cases can result in total loss of coordination or paralysis1. fisioter.Subcortical area. Although its exact cause is unknown.One restricted brain lobe-cortical area. and injury or physical abuse. while the etiology was undetermined in three cases (13%). The severity of the affliction is dependent on the extent of the brain damage. gave its approval for this study. The abilities used for evaluating FMF were: pincer grasp (using finger tips to grasp a pencil. because such patients’ disabilities involve several neurological deficits. Lesion extent: 1. or during the early years of life. RESULTS Fifteen patients (65%) presented hemiparetic cerebral palsy on the right side and eight (35%) on the left side. stereognosis. sensing of vibration. is one of the most common types of cerebral palsy referred to in the literature and is classified as a subdivision of spastic cerebral palsy8. level of cognitive understanding that could impair the assessment. to insert a coin in a slot. distinguishing sharp objects. Two groups were constituted: Group 1 (G1). (Table 1). and hand strength (with trial grip) (Figures 1 and 2). genetic syndromes.05). 2. to pin thumbtacks (drawing pins) on a picture. The Research Ethics Committee of the School of Medical Sciences. The development of neurological imaging techniques like magnetic resonance (MRI) has allowed the consequences of brain injury to be studied. 3. Ciasca SM.Subcortical and/or cortical lesions involving both hemispheres. very low infant birth weight. temperature. and Group 2 (G 2) with normal children matched for age and sex with the G1 children. Hemiparetic cerebral palsy. perinatal alone in seven (30%) and prenatal alone in two (9%). from the data bank of the cerebral palsy outpatient treatment facility of the Pediatric Neurology Center of the School of Medical Sciences. Many cases are thought to be due to oxygen deficiency during the birth process. to grasp a cylinder. alcohol consumption and ingestion of certain drugs can also contribute. The results were graded according to the following schema: “0” non-functioning. Maternal smoking. Zanardi VA Rev. the apparent predisposing factors include disease. and “3” normal. 11. as modified by Piovesana16 according lesion extent and location in the brain hemisphere. Gaining an understanding of exactly what causes neuromotor disturbances is a complex process. The statistical significance level adopted was 5% (p<0. graphesthesia.Two brain structures larger than 10 mm affected. To assess sensory functions the following features were used: sense of balance. to oppose thumb and finger. “1” poor. distinguishing between two points. Simple percentages were calculated and descriptive tables were produced. University of Campinas (UNICAMP). and to hold a key). 4. The protocol proposed by Beckung13 was partially used for evaluating fine motor function (FMF) and sensory function (SF). Thirteen patients (56%) were born at full term (37 weeks . Studies on children with cerebral palsy have shown that different lesions give rise to a variety of specific and generalized disorders. SUBJECTS AND METHOD This study included twenty-three children aged between 7 years 10 months and 16 years 6 months (mean age of 12 years 8 months). pain. Those with mild cases may have only a few affected muscles.158 Turolla de Souza RC.Bilateral involvement. to grasp with the palm. such as muscle tone7 and the way in which sensory information is processed to maintain movements6. “2” good. postnatal etiology. i. A child affected by cerebral palsy usually presents some decrease in muscle strength. Lesion location in the hemisphere: 1. The Wilcoxon test was used to evaluate related samples. that results in loss of voluntary muscular control and coordination. Prenatal and perinatal etiology was observed in eleven patient (48%).Only one brain structure larger than 10 mm affected. UNICAMP. 10. 15.e. The magnetic resonance images were assessed in accordance with the criteria proposed by Okumura14. 3. touch.3. and also Spearman’s linear correlation and the Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests. These children were selected following MRI assessment. It is the upper limbs that support fine motor capabilities.

Vol. 2 and 3. Grip test . Evaluation kit for fine motor function: 1.thumbtacks (drawing pins) on picture. Clinical Data. SC: subcortical. Subject 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Hemiparesis L R R L R L R L R R R R R R L L R L R L R R R Etiology Pre + Peri Undet Peri Pre + Peri Undet Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Undet Peri Length of Gestation < 34 weeks Full term Full term Full term Full term ≥ 34 weeks Full term ≥ 34 weeks < 34 weeks ≥ 34 weeks ≥ 34 weeks < 34 weeks Full term Full term < 34 weeks Full term Full term Full term Full term Full term < 34 weeks Full term < 34 weeks Lesion extent NL 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures > 10 mm 1 structure > 10 mm Bil disorder Location NL SC C + SC C + SC C + SC SC SC C + SC SC C + SC Bil C and/or SC C + SC C + SC SC SC C + SC C + SC SC Bil C and/or SC Bil C and/or SC SC SC SC Diagnostic hypothesis NL Neuroplastic lesion Encephalomalacia CVA CVA PVL PVL CVA PVL Undet Lacunar lesion PVL Lacunar lesion CVA PVL CVA Porencephaly CVA PVL PVL PVL PVL Bilateral PVL R: right. 2. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 159 Table 1.digital chronometer. C: cortical. MR: magnetic resonance. key. screw. Undet: undetermined. 1 3 2 6 4 5 Figure 1. hemiparetic cerebral palsy patients. CVA: cerebrovascular accident. NL: normal. Bil: bilateral. 3.nut and bolt.counting beads.coins for inserting in slot. 5. 2. pencil and cylinder. PVL: periventricular leukomalacia. Figure 2. 4. L: left. The instruments used for evaluating fine motor function and sensory function are presented in Figures 1. 10 No.material for evaluation of holding and grasping: ball. Pre: prenatal. Peri: perinatal. 6.

six (26%) presented two encephalic structures greater than 10 mm.00 SD 0.gapped object (prongs). Ciasca SM. and one was normal (4%). Comparing the performance of the two groups. while the etiology was perinatal in 32%.5%). 2.0275. Lesions in only one lobe were not observed.different cups for temperature test.21 0. while four (18%) were premature with gestation of more than 34 weeks and six (26%) were premature with gestation of less than 34 weeks.160 Turolla de Souza RC. Kruskal-Wallis test).57382). Zanardi VA Rev. using Spearman’s linear correlation.5 1 0. the right side was affected in 64% of the patients. shows that there was a statistically significant correlation between fine motor function and sensory function (r = 0.17. cerebrovascular accident (CVA) in six children (26%) and other categories of hemiparesis in seven children (31%).5 3 FMF Correlation between FMF and SF (r=0.02 for G1 and 2. Figure 4.0001 < 0. key.0001) and showed that the hemiparetic cerebral palsy patients had worse performance. Table 2. p = 0. 7.5 2 2. The hemiparetic cerebral palsy patients with gestation less than 34 weeks presented the best performance for fine motor function. Right-side hemiparesis is often found. Kruskal-Wallis test). The diagnosis revealed periventricular leukomalacia (PVL) in nine children (39 %). 4. SF 6 days to 42 weeks). 1. the present study showed that females were more affected. 2 3 Group G1 G2 G1 1 Variable FMF FMF SF SF N 23 23 23 23 Mean 2. the hemiparetic cerebral palsy patients presented worse results (p<0.0042). With regard to the extent of the lesion. One of these patients showed a normal computed tomography scan (CT) and MRI. 4 5 6 7 Correlation between fine motor function and sensory function 3 2. The fine motor function performance among hemiparetic cerebral palsy patients with a lesion in only one brain structure was better than among those with lesions in two structures larger than 10 mm (p = 0. four (17. while one case was normal (4%).00.0141.pins. Significant abnormalities were found on neurological imaging of 22 hemiparetic cerebral palsy patients.57382. the patients with lesion in the cortical and subcortical areas on one side or both sides presented worse results than those with lesions only in subcortical areas. while presenting a clinical pattern of slight spastic hemiparesis. Fine motor function and sensory function in Groups 1 and 2. and the cortical and/or subcortical areas on both hemispheres in three (13. for both functions (respectively.02 2.10 0.00 p-value* < 0.5%) presented bilateral injury. 5. according to the literature. The statistical difference in performance between G1 and G2 was significant (p<0. screw. paper clips.5%) presented a structure of less than 10 mm. Several studies have shown that males are more affected but. Mann-Whitney test) (Figure 4).0001 G2 *Wilcoxon test for related samples. Sensitivity evaluation kit: 1. Prenatal and perinatal etiology was found in 45% of the patients.0001) (Table 2).sharp-pointed object.5%). fisioter. contrary to the prevailing data in the literature16. four (17. . The hemispheric location involved the subcortical area in ten patients (43.5 2 Figure 3. the cortical and subcortical areas in nine (39%).81 3.material for evaluating stereognosis: matchbox.72 2.5 1 1. while there was one normal case (4%). p=0. coin and small ball. Sensory function in G1 presented a mean of 2. which was significantly different from the others (p = 0. bras. 3.brush. SD: standard deviation. eight patients (35%) presented lesions larger than 10 mm.41 0. Moura-Ribeiro MVL. DISCUSSION In this study.blindfold. In correlating the fine motor function and sensory function results with lesion location in the hemisphere.72 for G2.0200 and p = 0. FMF analysis for the two groups gave a mean of 2.81 and G2 presented 3.0014. 6.5 0 0 0.

Rotta NT. REFERENCES 1. Arq Neuropsiquiatr 2003 Sep. Nevertheless. 330(3): 188-95 2. The present study gives valuable information on correlations between FMF. Shumway-Cook A. but these consist mainly of periventricular focal necrosis and diffuse lesions in the white matter. who stimulated us to do this work.Vol. Iwabe C. In fact. Gallagher KG. 5. Woollacott MH. and especially Professor Dr. 7. Boyce et al. These authors mentioned that hemiparetic cerebral palsy cases frequently present disturbances in stereognosis sensitivity that impairs motor function. 36(11): 943-50. Von Wendt L. for hemiparetic cerebral palsy cases. J Pediatr 2002 Jul. Piovesana AMSG. Overall. Niemann G. It is essential to provide neurological training for professionals involved in caring for such cases. A correlation between FMF and SF performance was found. Gershkoff AM. Philadelphia. Grodd W. Estudo comparativo do tono muscular na paralisia cerebral tetraparética em crianças com lesões predominantemente corticais ou subcorticais na tomografia computadorizada de crânio. Mastaglia FL. Paralisia cerebral. Arch Phys Med Rehabil 2002 Oct. Lippincott Williams & Wilkins.9 evaluated 175 children and found prenatal etiology in 23%. VMG. This was also reported by Steinlen et al. CONCLUSION The results from this study suggest that there is a close relationship between impaired fine motor function and cortical lesions.20 reviewed the figures and features of tools for movement evaluation in cerebral palsy cases. Moura-Ribeiro MVL. 1993 Aug. since sensory malfunction needs to be identified and understood in order to provide better routine training and special care for such children. Arq Neuropsiquiatr 2001 Mar. novas perspectivas terapêuticas. bilateral lesion was found in three out of the 23 patients. through using such tools.16. In addition. 2nd ed. Steinlin M. with regard to the relationship between brain lesions and functional losses. The changing panorama of cerebral palsy in Sweden. Cerebral palsy. 83(10): 1462-3. VA. Martain E. Differences in sensory and motor cortical organization following brain injury early in life.9 (8/33 patients) and Niemann et al. Gonçalves. The brain pathology types and their relative frequencies were similar to those found in other hemiparetic cerebral palsy studies19. perinatal in 18% and undetermined in 5%. Two common findings in this study were PVL (45%) and CVA (27%). 24(4): 224-9. Neuropediatrics. Focal necrosis occurs mainly in the distribution zone where arteries penetrate. Hagberg G. Krageloh-Mann I. VII. Leviton A. Acta Paediatr Scand 1996 August 85(8): 954-60. 78 (1): 548-54. Ann Neurol 2001 Mar. Zanardi. Archer SA. Byrnes ML. Good M. The tests applied showed correlations between neurological integrity and the types of neurological lesions. Thickroom GW. Prevalence and origin in the birth year period 1987-90. 9. PVL presents different pathological factors. Congenital hemiplegia: morphology of cerebral lesions and pathogenetic aspects from MRI. Acknowledgments: We wish to acknowledge the assistance provided by staff within the Children and Adolescent Integration and Development Program of UNICAMP. Constraint-induced therapy for a child with hemiplegic cerebral palsy: a case report. toward the external angle of the lateral ventricle. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 161 prenatal in 9% and undetermined in 14%. They also reported that children with congenital hemiplegia born at full term are more acutely affected than those born prematurely. 3.12. UNICAMP. the present case series could establish a pattern for FMF deficits presented by hemiparetic cerebral palsy. Such correlations are important for obtaining more accurate prognoses. Largo RH. 8. Only in this way will it be possible to establish programs for assisting such patients. This may explain why the best FMF performance was obtained from patients with subcortical injuries. 10. Neurological imaging was essential for establishing correlations between lesion extent and fine motor function.18. Boltshauser E. SF and neurological imaging. N Engl J Med. Dev Med Child Neurol 1994 Nov. 6. Hagberg B. this study achieved its aim of correlating brain lesions with neurological motor dysfunctions. It has characteristic distribution: the dorsal and lateral white matter surrounds the semi-oval centers of the optic and acoustic radiating centers. 61(3A): 617-20. 2. Pierce SR. Daly K. . Congenital hemiparesis and periventricular leukomalacia: pathogenic aspects on magnetic resonance imaging. Nagarajan L. Piovesana et al. the parents and children who took part in these evaluations and enabled the development of this study. 10 No. The fibers of the cortical spinal tract that descend to the lower limbs are affected more than the fibers that go to the upper limbs and face19. Ana Maria Sedrez Gonzaga Piovesana (in memoriam). 49(3): 320-7. 59(1): 29-34. 2001. Bnziger O. 1994 Jan 20. PVL consists of necrosis of the white matter. the Research and Statistics Committee of the School of Medical Sciences. Olow I. 4. Motor Control (section 1). USA. no tool is sensitive enough for measuring the performance of such children.10 (8/ 41 patients). Hemiparetic cerebral palsy: etiological risk factors and neuroimaging. Piovesana AMSG. The knowledge that specific brain lesions correlate with specific functions in hemiparetic cerebral palsy cases is significant. Schaumburg SW. Kuban KCK. This finding concords with those from the studies by Uvebrant17 and Piovesana15. Michaelis R.

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4 1 Núcleo de Pesquisa em Exercício Físico. Step 1 was 70% VAT. ABSTRACT Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below. SILVA E 1. respiração-a-respiração e pela regressão linear. ventilação ( E L.05). Na comparação de protocolos: O2. but O2 was different between VAT and all steps (p<0. freqüência cardíaca. (ml. 10. sendo degrau 1 (70%LAV). SP Correspondência para: Ester da Silva.min-1) do TCR foram analisadas em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. Piracicaba. GALLO JR L 3. SP 2 3 Faculdade de Educação Física. Universidade Metodista de Piracicaba. There were significant differences between the three . Piracicaba. bras. post-hoc Tukey-Kramer test and linear regression. 100% VAT.05). Departamento de Fisioterapia. VAT was determined as loss of parallelism between O2 uptake ( O2) and CO2 output ( CO2). post hoc de Tukey-Kramer e regressão linear. 2006 Rev. Method: Eight men performed spirometric tests on an electrically braked cycle ergometer: CRT increasing from 20 to 25 W. O LAV foi determinado pela perda do paralelismo entre consumo de oxigênio ( O2) e produção de dióxido de carbono ( CO2). with significance limit of p<0. 130% VAT. fisioter. Resultados: No pico do exercício houve diferença estatisticamente significante entre respiração-a-respiração e demais metodologias. São Carlos. 101809-9246 ISSN No. 2. Km 156. means were applied from the third to fifteenth minute of the steps. Campus Taquaral. CATAI AM 1. e-mail: esilvas@unimep. No. Comparing protocols: O2. Palavras-chave: limiar de anaerobiose ventilatório.min-1) values for CRT were obtained as moving averages of eight breath-to-breath respiratory cycles. Métodos: 8 homens realizaram teste ergoespirométrico em bicicleta: TCR com incremento de 20 a 25W. Faculdade de Ciências da Saúde. CO2.05.br Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 22/09/2005 RESUMO Objetivo: Aplicar diferentes metodologias de análise aos dados dos testes contínuo em rampa (TCR) e descontínuo em degrau (TDD) e comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias. FACIS . each based on the ventilatory anaerobic threshold (VAT) for CRT.kg.br e kpithon@ibest. No TDD. Campinas. Heart rate (HR. A freqüência cardíaca (FC bpm). CO2. For DST. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO PITHON KR 1.UNIMEP. Statistical comparisons utilized the Kolmogorov-Smirnov test. a média foi aplicada do 3o ao 15omin dos degraus. O2 (ml.min-1 and DST in 15-min steps.05) entre LAV e todos os degraus.05). Vol. there was a statistically significant difference between breath-to-breath and other methodologies. E foram similares entre LAV e degrau 1 (p>0.min-1) and ventilation ( E L. exercício físico. SP 4 Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Cardiovascular e de Provas Funcionais. O2 (ml. bpm).05. a FC mostrou diferença (p<0.kg-1.min-1 e TDD em degraus de 15min cada baseado no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) do TCR. and step 3. Universidade de São Paulo. SP. Results: At peak exercise.05) entre LAV e degrau 3. Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. ANOVA. Em relação aos protocolos. HR was different between VAT and step 3 (p<0. Ribeirão Preto. and compare responses from cardiorespiratory parameters. SP Departamento de Clínica Médica. verificou-se que para a obtenção no TDD de valores cardiorrespiratórios similares ao LAV do TCR foi necessário diminuir a potência em 30%. 163-169 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 163 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.com. porém O2 relativo foi diferente (p<0. ANOVA. O2.05). p<0. e na análise entre os três degraus houve diferença (p<0.min-1).Vol.min-1). Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Objective: To apply different analytical methodologies to data from continuous ramp tests (CRT) and discontinuous step tests (DST). Rodovia do Açúcar. (ml. CEP 13400-911. using linear regression. 2 (2006). MARTINS LEB 2. CO2. Mestrado em Fisioterapia. step 2. CO2 and E gave similar results for VAT and step 1 (p>0.05). Na análise estatística foram utilizados o teste de Kolmogorov-Smirnov. teste em degrau. teste em rampa. degrau 2 (100%LAV) e degrau 3 (130%LAV). Universidade Estadual de Campinas.min-1). Conclusão: Os resultados indicam que a regressão linear foi eficaz para estimar as variáveis cardiorrespiratórias. O2.

Tal fato pode ser atribuído às flutuações da respiração. a produção de gás carbônico ( CO2) e a ventilação ( E) foram coletadas continuamente usando um sistema automático respiração-a-respiração (CPX. continuous ramp test. as flutuações podem resultar em erros na estimativa de valores das variáveis ventilatórias.77 ± 2. 8 homens com idade entre 20 e 27 anos participaram desse estudo. aplicando uma metodologia que respeite as características fisiológicas das variáveis. Catai AM. 3 vezes por semana e não apresentavam qualquer evidência de alterações cardiovasculares. O sistema foi calibrado antes de cada teste de acordo com as instruções do fabricante.8. Mn.2 pela determinação de alterações nas trocas gasosas. Uma explicação para esse fenômeno é que em um pequeno intervalo de tempo uma grande respiração tende a ser seguida por uma pequena.0 L. Os experimentos foram realizados em laboratório climatizado com temperatura . Conclusions: The results indicate that linear regression was effective for estimating cardiorespiratory parameters. St Paul. Key words: ventilatory anaerobic threshold. Martins LEB. os mecanismos fisiológicos que envolvem o limiar de anaerobiose ainda não são totalmente compreendidos e estão em discussão4. steps (p<0. respiração-a-respiração apresenta um erro sistemático que é inerente às metodologias de análise dos sistemas automáticos. EUA). Regarding the protocols. é importante verificar a intensidade de exercício que corresponde às adequações das respostas cardiorrespiratórias em homeostase ou não.10 e senoidal11.05 m e o índice de massa corporal (IMC) = 23.33 ± 10. A idade e as características antropométricas do grupo estão expressas em média e desvio-padrão.82 ± 0. Cada um destes protocolos produz repercussões fisiológicas específicas. Esse parâmetro de capacidade aeróbia tem sido identificado por meio da concentração sangüínea de lactato1. exercício físico dinâmico do tipo rampa6. MÉTODOS Procedimentos experimentais Durante o teste. Casuística Após terem assinado o consentimento pós-informado. como foi observado por exames clínicos e laboratoriais.5 e/ou pela eletromiografia de superfície6. bras. Todos os voluntários realizavam atividade física. physical exercise. em degrau9. pela resposta da freqüência cardíaca3.05). estatura = 1. Poucos estudos 12. Gallo Jr L. Diante do exposto. o oxigênio foi calibrado com o gás de referência na concentração de 12% e dióxido de carbono com o gás de referência em 5% com balanço de nitrogênio. discontinuous step test. b) comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias durante o teste incremental tipo rampa com o teste em degraus descontínuos. pelo menos. utilizando uma seringa de 3. Na literatura é encontrada uma variedade de estudos com diversos tipos de protocolos de avaliação da capacidade funcional. No entanto. tais como. heart rate. No entanto. sendo idade = 22.0 kg/m2. chamado de limiar de anaerobiose ventilatório (LAV)3. Assim. it was found that. INTRODUÇÃO O limiar de anaerobiose tem sido principalmente determinado através do uso de procedimentos invasivos e não-invasivos durante teste incremental.25 anos. Atualmente.22 kg. Isso se torna relevante para prescrever a real intensidade de treinamento físico com carga constante na qual o indivíduo pode atingir a mesma resposta das variáveis cardiorrespiratórias do teste incremental.75 ± 2. the power had to be decreased by 30%. sendo desta forma essencial à caracterização minuciosa de suas respostas para a compreensão dos mecanismos envolvidos. deve-se ressaltar que a mensuração das variáveis cardiorrespiratórias. massa corporal = 79. to obtain cardiorespiratory responses in DST that were similar to VAT from CRT. então um grande valor de CO2 tende a ser seguido por um pequeno valor. Silva E Rev.164 Pithon KR. para uso prático é útil descobrir como esse parâmetro pode ser utilizado na prescrição de exercício para a população. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos sob no 047/ 03. fisioter.4. o consumo de oxigênio ( O2).7. inclusive em adultos14.13 têm atualmente comparado as mensurações das variáveis cardiorrespiratórias obtidas durante o teste continuo em rampa com aquelas obtidas durante o teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. Medical Graphics. As flutuações são mais facilmente observadas em crianças15 e tem sido considerado como um “ruído” de origem fisiológica e não o resultado de fatores externos como erros de medidas. Inicialmente. os objetivos deste estudo foram: a) aplicar diferentes metodologias de análise das respostas cardiorrespiratórias aos testes contínuo em rampa e descontínuo em degrau. Além disso. O limiar de anaerobiose é considerado marcador da transição do metabolismo aeróbio/anaeróbio e tem sido empregado na avaliação da capacidade funcional em níveis submáximos de exercício. seguido da calibração de volume. Essas flutuações não ocorrem de forma equivalente no O2 e por isso não pode ser explicado por uma regressão do CO2 ao O214.

o qual apresenta uma interface entre o monitor cardíaco e o microcomputador Pentium II. Tx. A ordem de realização do teste contínuo em degrau foi sempre do menor valor de potência para o maior. 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 165 média de 22º C. em seguida houve o acréscimo da potência pré-estabelecida durante 15 min e 2 min de recuperação ativa na potência de 20W. ou atingisse a freqüência cardíaca máxima prevista para idade (220 . Todos os experimentos foram feitos no período vespertino para eliminar as possíveis influências do ciclo circadiano sobre as respostas cardiorrespiratórias. modelo Lab-PC+ (National Instruments. TESTE DESCONTÍNUO EM DEGRAUS Degrau 1 VOLUNTÁRIO 70% LAV 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA DP DP= desvio-padrão Degrau 2 100% LAV 80 114 112 89 100 122 105 103 103. Co. O teste seria interrompido quando os voluntários apresentassem fadiga muscular identificada pela perda da manutenção da cadência em 60 rpm. segundo a formula proposta por Wasserman4. Os testes foram realizados em cicloergômetro de frenagem eletromagnética (Quinton Corival Ergometer 400.13 13. Groningen. com objetivo de completar o teste entre 8 e 12 min. umidade relativa do ar em torno de 50% e pressão atmosférica de 689 mmHg. Holanda) com cadência de 60 rotações por min (rpm). degrau 2 em 100% do LAV e degrau 3 em 130% do LAV. Os voluntários foram monitorizados na derivação MC5 para a captação do sinal de eletrocardiograma utilizando um monitor cardíaco de um canal. A freqüência cardíaca foi obtida a partir dos sinais do eletrocardiograma. entre cada teste foi interposto um período variável de repouso até que a freqüência cardíaca retornasse aos valores próximos da condição inicial pré-esforço. O teste iniciou com 2 min de aquecimento na potência de 4W. Austin. e processado por meio de um conversor analógico-digital. Teste descontínuo em degraus A intensidade do teste descontínuo em degraus foi baseada no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) identificado no teste contínuo em rampa.min-1.06 17. modelo ECAFIX TC-500. Protocolo experimental As etapas experimentais realizadas pelos voluntários foram: Teste contínuo em rampa O protocolo consistia de 1 min em repouso com o voluntário devidamente posicionado na bicicleta. Percentuais dos níveis de potências em Watts (W) em relação ao limiar anaerobiose ventilatório (LAV) dos três testes descontínuos em degraus realizados pelos voluntários (n=8).idade)17. que variou de 20 a 25W. seguido de aquecimento com potência de 4W por 4 min e posterior incremento de potência.72 56 80 78 62 70 85 74 72 72.63 Degrau 3 130% LAV 104 148 146 116 130 159 137 134 134. as quais foram registradas no software do sistema CPX/D.54 . 10 No.Vol. pelo cálculo dos intervalos R-R. 2. EUA). Na tabela 1 estão apresentados os Tabela 1.19 9. sendo o degrau 1 em 70% do LAV. sob a utilização de um software de processamento digital de sinais16. batimento a batimento. e mostrada em tempo real.

baseado na freqüência cardíaca máxima preconizada por Karvonen et al. Caso não fossem concordantes. No presente estudo. os valores encontrados a partir do ajuste de regressão linear ao conjunto de dados das variáveis cardiorrespiratórias do teste contínuo em rampa foram usados para comparação com os dados do teste em degrau. valores de potência em Watts do teste descontínuo em degraus. Os critérios para determinação visual gráfica do limiar de anaerobiose ventilatório. Para a determinação do LAV. Então. (aumento desproporcional da ventilação em relação à produção de dióxido de carbono) ou até o final do exercício. não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as 3 metodologias estudadas. Os valores encontrados pelos 3 observadores foram então confrontados e caso houvesse concordância entre eles foram aceitos como o limiar de anaerobiose ventilatório. desse intervalo de 12 min foi calculado a média.min -1). caso não fosse identificado este ponto. A análise em regressão linear foi comparada a médias móveis de 8 ciclos respiratórios e aos dados respiração-arespiração no maior valor encontrado no pico do exercício e no correspondente ao LAV. Assim. RESULTADOS Os valores das variáveis ventilatórias obtidos a partir das análises respiração-a-respiração.5 ± 33. fisioter. As respostas do O2 relativo (ml. a análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) foi usada para comparar os valores obtidos nos dois protocolos de exercício avaliados com post-hoc de Tukey-Kramer. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste de regressão linear no pico e no LAV do teste contínuo em rampa para o grupo estudado (n=8) estão sumarizados na tabela 2.-1min-1). analisados através da regressão linear.11 ml. foi levada em consideração a manutenção da cadência da bicicleta. Anteriormente a análise. Se o intervalo de tempo fosse maior que 1 min. totalizando 21 valores também. que correspondia ao aquecimento e o início do degrau. Como todas as variáveis mostraram uma distribuição normal. os pesquisadores foram familiarizados com o sistema ergoespirométrico e com o software que fornecia os gráficos dos dados das variáveis obtidas durante os protocolos experimentais. rotina de análise desenvolvida no software S-plus (versão 2000 Professional Release 1)18. foi selecionado o intervalo da rampa no qual se observou o início da resposta das variáveis ao incremento de potência até o ponto de compensação respiratório. as respostas cardiorrespiratórias apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os valores encontrados respiração-arespiração com os outros 2 métodos.56 W. Para a análise dos dados respiração-a-respiração no pico de exercício. Silva E Rev. no LAV. o LAV foi determinado pela perda de paralelismo entre o O2 e CO2 desse intervalo. METODOLOGIA DE ANÁLISE Análise visual gráfica O limiar de anaerobiose foi determinado pela análise visual gráfica realizada por 3 pesquisadores do laboratório. foi levado em consideração o valor pico mais os 20 valores que o antecederam. foi aplicado um modelo de ajuste linear. assim como o padrão de qualidade aceito nos experimentos foram discutidos e uniformizados para os 3 observadores. E (L. Análise das variáveis cardiorrespiratórias no teste descontínuo em degrau Para a realização desta análise foram desprezados os 5 min iniciais do teste. Verifica-se que as variáveis cardiorrespiratórias. no pico do exercício. Observa-se que .idade) que seria de 197 ± 2 bpm e O2 relativo de 37. e no teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. bras. Catai AM.17 (220 . os voluntários atingiram a potência de 267. pelo método do V-slope4. a freqüência cardíaca foi submáxima de 179 ± 11 bpm. Gallo Jr L.min-1) e freqüência cardíaca (bpm) mensuradas no LAV. No entanto. Esse critério foi utilizado para análise dos valores absolutos respiração-a-respiração e para os valores em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. Já para os dados no LAV foram considerados os 10 valores anteriores e os 10 valores posteriores em relação ao ponto em que foi identificado o LAV. O2 e CO2 (ml. Esse critério coincide com o ponto de inflexão no qual se observa o incremento desproporcional do CO2 ao O2. bem como a presença ou não de artefatos que viessem a prejudicar a identificação do LAV.min-1 considerado como capacidade funcional razoável segundo American Heart Association19. um quarto observador seria chamado para compor o grupo.166 Pithon KR. foi analisado o trecho do 3o ao 15o min do degrau. Martins LEB.43 ± 4. foram utilizados os 21 últimos valores. Na análise qualitativa. o que não foi necessário em nenhum dos casos analisados. que possibilitou a obtenção de valores referentes a uma região de análise e não somente um único ponto. ANÁLISE ESTATÍSTICA O teste não paramétrico de Kolmogorov-Smirnov foi usado para determinar a distribuição de normalidade das variáveis. ou seja. estão apresentados na tabela 3.kg. A hipótese de normalidade foi aceita para todos os valores. Ainda em relação ao pico do exercício.kg. Análise da regressão linear das variáveis cardiorrespiratórias Para minimizar os efeitos das flutuações respiração-arespiração aos dados cardiorrespiratórios do teste contínuo em rampa. Foi considerado nível de significância de 5%. mas houvesse uma variação de até 1 min nos tempos encontrados seria feita a média desses valores.

kg-1.75 ± 5.25 ± 400.88 1.20 outros equiparar protocolos5.82 3.517 1. O2 relativo (ml. ANOVA.3* 105. Nesse estudo foi proposta a utilização de regressão linear como ferramenta matemática para a obtenção dos valores das variáveis cardiorrespiratórias.01 15.21.43 ± 4.12 e 37. surge a necessidade de desenvolver metodologias que possam facilitar esse tipo de análise. Como um dos objetivos foi a comparação das respostas cardiorrespiratórias do teste incremental com as do degrau.64 ± 454. 43.97* 2.min-1) O2 relativo LAV (ml.38 ± 2. Caso a confrontação desses resultados fosse realizada sem a identificação dos procedimentos de análise poderia sugerir equiparações equivocadas. e E e freqüência cardíaca não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre o LAV e o degrau 1.2 119.37 ± 134.min-1.228. o O2. ou ainda o LAV apenas como um ponto4. a capacidade aeróbia dos voluntários poderia ser considerada como boa.23 33.05. Isto é.75 ± 405.3 33. RESPIRAÇÃO-A-RESPIRAÇÃO MÉDIAS MÓVEIS DE 8 CICLOS REGRESSÃO LINEAR RESPIRATÓRIOS PICO DO EXERCÍCIO O2 pico (ml.54 ± 4.87 ± 4.49 34.190.min ) CO2 LAV (ml.87 1.min -1) obtidos no pico do teste contínuo em rampa e no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV).25 ± 252. Assim.43 ml.7013 e 40. analisados em respiração-a-respiração. num teste contínuo em rampa favorece a obtenção de valores de O2.kg1 . As variações respiratórias justificariam a aplicação do ajuste por regressão linear pela possibilidade de minimizar o erro nas medidas das variáveis cardiorrespiratórias devido a esse “ruído”. Valores de O2 e CO2 (ml.32* 1.min-1 ) E pico (L.min ) E LAV (L.kg.149. a freqüência cardíaca também não apresentou diferença estatisticamente significante entre o LAV e o degrau 2.1321 ml..147.8 ± 9. em relação a respiração-a-respiração.11* 3.031.67 1. no entanto. respectivamente). Verifica-se ainda que o O2 relativo apresentou diferença estatisticamente significante entre todas as situações estudadas. Pela análise do O2 respiração-a-respiração. no pico do exercício.54 42.35 ± 3. porém a utilização de parâmetros diferentes torna difícil a comparação entre eles.07 ± 12.37 ± 2.77. CO2.28 4. Utilizar recursos como a análise de uma região de pontos no pico do exercício ou próximo ao ponto de inflexão dos gases.min ) CO2 pico (ml. DISCUSSÃO Há estudos que tentam classificar a população quanto a sua capacidade aeróbia19.98 ± 133.min-1) e Epico (L. CO2 . 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 167 Tabela 2.min ) -1 -1 -1 -1 -1 -1 3. E e freqüência cardíaca mais próximos da condição fisiológica. caso fosse levado em consideração os resultados da análise respiração-a-respiração.23 ± 7.Vol.87* 3. Um fator que se tem observado é que a flutuação da respiração vem sendo reconhecida como um fenômeno fisiológico14. 2. uma vez que a literatura tem considerado tanto o O2 máximo ou pico. Então.667 ± 400.266.kg. 10 No.002. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste da regressão linear.51 15.62 ± 272. que influenciaria no resultado do estudo. a seleção de 21 pontos para a análise do teste contínuo em rampa possibilitou maior acurácia dos resultados. Já pela análise das médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pela regressão linear.76 15. Se fosse analisado apenas o valor de uma respiração.12 ± 3.62* 108. No que se refere às análises entre as variáveis obtidas nos 3 testes descontínuos em degrau observa-se diferenças estatisticamente significantes entre todas elas.619.min-1.06* 38.5 ± 153.kg.min ) LAV O2 LAV (ml.75 ± 407.401.84* 37.225.min ) O2 relativo pico (ml. os resultados foram inferiores (38. .977 ± 424.0 *p< 0.min-1).15 ± 144.77 ± 11. os resultados foram semelhantes a trabalhos da literatura 42. seria maior a possibilidade de erro. os resultados deste estudo mostraram que o aumento da variação inspiração/expiração no pico do exercício pode ser minimizado.94 1.

168

Pithon KR, Martins LEB, Gallo Jr L, Catai AM, Silva E

Rev. bras. fisioter.

Tabela 3. Variáveis cardiorrespiratórias em média ± DP do grupo estudado (n=8) durante o teste contínuo em rampa (TCR) no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) e no teste descontínuo em degrau (TDD) nas intensidades pré-estabelecidas.

TCR LAV O2 relativo (ml.kg.min-1 ) O2 (ml.min ) CO2 (ml.min-1) E (L.min-1 ) FC (bpm) 110 ± 8,3

TDD Degrau 1 Degrau 2 Degrau 3

15,38 ± 2,90

13,70 ± 2,30*

18,23 ± 3,40*†

23,24 ± 5,0*†‡

-1

1.225,1 ± 144,70

1.150 ± 84,10

1.437,10 ± 173,8*†

1839 ± 216,7*†‡

1.150 ± 645,7

1.099 ± 58

1.383,53 ± 195,2*†

1807 ± 255*†‡

33,54 ± 4

33,42 ± 3,00

43,15 ± 7,0*†

56,40 ± 11,40*† ‡

101 ± 6,40

118 ± 10,4†

136 ± 17,20*†‡

ANOVA, *p<0,05 em relação a LAV,

p<0,05 em relação ao degrau 1, ‡ p<0,05 em relação ao degrau 2.

já pela análise do ajuste de regressão linear eles seriam classificados como razoáveis. No que se refere à estimativa do LAV a partir das 3 metodologias de análises, os resultados do presente estudo foram similares, mostrando que as flutuações da respiração na região do LAV não interferiram nos resultados. Usualmente, a estimativa do LAV tem sido feita a partir da análise das variáveis cardiorrespiratórias em teste contínuo em rampa devido ao menor tempo de teste e conseqüentemente de estresse físico. O problema essencial é definir qual parâmetro medido durante um teste contínuo em rampa pode fornecer valores que correspondam a um teste descontínuo em degrau e otimize a prescrição de atividade física. No presente trabalho o achado mais importante foi o resultado da comparação das variáveis cardiorrespiratórias entre o teste contínuo em rampa e o teste descontínuo em degrau com a utilização de ferramentas matemáticas. Esses resultados são concordantes com Zebalos et al.13, que avaliaram indivíduos saudáveis e doentes, e verificaram que as respostas cardiorrespiratórias similares ao LAV do teste em rampa ocorrem em torno de 30% abaixo da potência no teste em degrau. Também utilizando protocolo similar, Matthews et al.12 reportam que ao pesquisar pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e indivíduos saudáveis, quando comparada à mesma potência de trabalho, o O2

foi 25% maior no teste contínuo em rampa em relação ao teste descontínuo em degrau. Em trabalhos realizados anteriormente por Kaizer et al.22foram encontrados valores de potência 20 a 25% inferiores aos testes descontínuos em degrau em relação ao teste em rampa para um O2 similar em homens jovens saudáveis. Já Sirol et al.23 verificaram que homens de meia-idade saudáveis atingiram valores de potência de 15% a 20% inferiores no teste descontínuo em degrau em relação ao teste em rampa, para freqüência cardíaca similar. Um outro fator que deve ser levado em consideração ao avaliar a resposta da freqüência cardíaca no teste descontínuo em degrau foi a similaridade de sua resposta durante os testes do degrau 1 e 2 em relação ao teste em rampa no nível do LAV. Esse resultado deve ser considerado ao prescrever a atividade física tendo em vista que as variações do O2, CO2 e E foram similares somente em relação ao degrau 1, que corresponde a 30% abaixo da potência do LAV do teste em rampa. Assim, se o treinamento físico aeróbio for baseado apenas na resposta da freqüência cardíaca o mesmo estaria sendo realizado em nível acima do LAV para as demais variáveis. Diante do exposto, verifica-se que é necessário fazer os ajustes, na intensidade do exercício em relação as variáveis ventilatórias e metabólicas para uma prescrição adequada, pois caso contrário pode ocorrer uma superestimação nos

Vol. 10 No. 2, 2006

Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa

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valores dessas variáveis e uma exigência de trabalho maior dado às características específicas do protocolo de avaliação e de treinamento, ou uma subestimação da capacidade aeróbia do indivíduo. CONCLUSÃO Os resultados do presente trabalho indicaram que a regressão linear apresentou uma melhor acurácia na definição das variáveis cardiorrespiratórias, uma vez que essa metodologia reduz o erro de medidas referentes às flutuações fisiológicas da respiração. Em relação à comparação do teste contínuo em rampa e teste descontínuo em degrau observou-se que para alcançar valores similares de O2, CO2, E e freqüência cardíaca foi necessário uma redução em 30% na potência de trabalho. Sugere-se, portanto, a adequação dos protocolos de treinamento do tipo degrau com redução da potência em 30% para se obter uma zona de trabalho em torno do LAV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Vol. 101809-9246 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 171-176 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

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AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS, COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES
GALANTE GA 1, AZEVEDO CSA 1, MELLO M 1, TANAKA C 2, D’AMICO EA 3
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Fisioterapeutas

Serviço de Fisioterapia, Faculdade de Medicina, Instituto Central dos Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, SP
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Centro de Hemofilia “Louis Aledort”, Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, São Paulo, SP

Correspondência para: Gabriela Afonso Galante ou Carolina S. A. Azevedo, Rua Zurick, 1140, apto 1303, Bl. A, Jardim América, CEP 30460-060, Belo Horizonte, MG, e-mail: gabigalante@hotmail.com ou cafisio20@hotmail.com Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 19/02/2006

RESUMO
Introdução: A sinovite na hemofilia pode induzir às alterações nos receptores sensitivos e proprioceptivos articulares. Tal efeito favorece a redução de estabilidade e um desalinhamento corporal, podendo comprometer a funcionalidade das crianças acometidas. Objetivo: Avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas, relacionando-os com a incidência de hemartroses. Método: Foi avaliado um grupo experimental (GE) de 28 crianças hemofílicas e um grupo controle (GC) de 20 crianças sem hemofilia. O GE foi dividido de acordo com o grau de comprometimento articular: 16 crianças no grupo sem sinovite crônica (GSS) e 12 no grupo com sinovite crônica (GCS). Cada grupo foi subdividido por faixa etária: 3-4 anos, 5-6 anos, 7 anos. A avaliação consistiu da análise do alinhamento dos ângulos do joelho e do tornozelo através do programa Geometer Sketchpad. O desempenho das atividades funcionais foi avaliado através de testes modificados a partir do Exame Neurológico Evolutivo de Lefévre. Resultados: Foi constatado que a média dos sangramentos dos hemofílicos aumenta com a idade (p< 0,001) e parece ser relacionada com o grau de comprometimento articular (GCS>GSS), (p< 0,059); o ângulo do joelho do GCS tende a um menor valor (semiflexão) quando comparado aos outros grupos; e há diferença significativa no percentual de desempenho nos testes entre grupos na faixa etária de 7 anos (GSS>GC e GSS>GCS), (p< 0,087). Discussão e Conclusão: Crianças hemofílicas de 7 anos apresentaram menor desempenho funcional quando comparadas aos outros grupos. Este resultado ressalta a importância da fisioterapia precoce associada à terapêutica médica para evitar comprometimentos articulares severos. Palavras-chave: fisioterapia, criança, hemofilia, alinhamento postural, hemartrose.

ABSTRACT Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old With and Without Chronic Synovitis: Correlation With Hemarthrosis Incidence
Introduction: Synovitis associated with hemophilia may induce abnormalities in the proprioceptive and sensory receptors of joints. This favors decreased stability and body misalignment and may compromise the functional abilities of children affected by this condition. Objective: To assess the lower limb postural alignment and functional performance of hemophilic children, and correlate this with the incidence of hemarthrosis. Method: An experimental group of 28 hemophilic children and a control group (CG) of 20 children without hemophilia were evaluated. The experimental group was divided according to the degree of joint involvement: 16 children without chronic synovitis (NCS) and 12 with chronic synovitis (CS). Each group was subdivided according to age groups: 3-4, 5-6 and 7 years old. The knee and ankle angle alignments were analyzed using the Geometer Sketchpad program. The children’s performance in functional activities was evaluated using tests adapted from the Lefèvre evolutive neurological examination. Results: In the experimental group, mean bleeding increased with age (p< 0.001) and seemed to be related to the degree of joint involvement (CS>NCS) (p< 0.059). In CS, the knee angle tended towards smaller values (semi-

postural alignment. estas freqüentavam a Creche da Universidade de São Paulo e a Escola Municipal do Complexo do Hospital das Clínicas. As crianças hemofílicas avaliadas estavam cadastradas no “Centro de Hemofilia Louis Aledort” do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). o objetivo deste estudo foi avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas. Foram considerados critérios de exclusão para participação no estudo à existência de alteração no desenvolvimento motor normal e de patologias do sistema neurológico. havendo ou não dor e restrição do movimento na articulação atingida4. fisioter. . bras.087). 5-6 anos e 7 anos). sendo dividida em: 1) Análise do prontuário das crianças hemofílicas para coleta de dados a respeito da incidência e freqüência das hemartroses. Vinte e oito crianças hemofílicas constituíram o grupo experimental (GE). hemophilia. maior a chance de haver prejuízos no alinhamento articular. As hemartroses de repetição originam a sinovite aguda. provavelmente nas habilidades funcionais da vida diária10-14. This result emphasizes the importance of early physical therapy together with medical treatment. caracterizada por hemartroses traumáticas e espontâneas. No caso dos hemofílicos o questionário abordava também aspectos específicos da evolução da artropatia hemofílica. Discussion and Conclusion: The seven-year-old hemophilic children presented lower functional performance than did the other groups. Os dados disponíveis acerca da incidência de hemartroses e do comprometimento articular em crianças hemofílicas de 3 a 7 anos são escassos. na “Unidade de Hemofilia Dr. Tanaka C. Vinte crianças sem hemofilia constituíram o grupo controle (GC). na qual ocorre disfunção articular grave5-9. relacionado à incidência prévia de hemartroses. Procedimento Os responsáveis legais pelas crianças assinaram um Termo de Consentimento pós-informado aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (CAPPESQ) e também responderam a um questionário com aspectos gerais sobre o desenvolvimento motor da criança. INTRODUÇÃO A hemofilia é uma doença hereditária. A definição da presença ou ausência de sinovite crônica nas crianças hemofílicas foi caracterizada através de avaliação médica e da análise de prontuários (incidência e freqüência de hemartroses). children. Todas as crianças foram divididas novamente em subgrupos de acordo com a idade (3-4 anos. Em esqueletos imaturos este processo causa aceleração na ossificação e hipertrofia das placas epifisárias. com progressão para “artropatia hemofílica”. hemarthrosis. Key words: physical therapy. Azevedo CSA. MATERIAL E MÉTODO Sujeitos Sessenta e duas crianças na faixa etária de 3-7 anos de idade foram avaliadas. There were significant differences in test performance among the seven-year-old groups (NSC>CG and NSC>CS) (p< 0. calor local. A duração de cada avaliação foi de aproximadamente 40 minutos. classicamente descrita por Duthie (1994) como um aumento de volume residual. ocasionando deficiências estruturais e limitação da função do segmento acometido1. A média das idades das crianças está descrita na tabela 2. in comparison with other groups. As crianças foram avaliadas na instituição ou creche onde estavam cadastradas. Buscando uma abordagem preventiva no tratamento de crianças hemofílicas. Quanto mais global e prematuro for a alteração articular no hemofílico. Estas podem resultar em uma sinovite crônica após seis meses de evolução. Quarenta e oito participaram do estudo final realizado de janeiro a dezembro de 2000. Mello M. in order to avoid severe joint involvement.172 Galante GA. na postura e. Em 1996. sendo divididas em 2 grupos: grupo sem sinovite crônica (GSS) com 16 crianças e grupo com sinovite crônica (GCS) com 12 crianças. e a realização ou não de atendimento fisioterapêutico. relacionando-os com a incidência de hemartroses. das quais 14 participaram de um estudo piloto prévio à pesquisa. flexion). limitação articular importante que comprometesse a realização dos testes e patologias do sistema nervoso ou outras complicações clínicas. No caso das crianças hemofílicas também foram considerados fatores de exclusão a ocorrência de episódio de hemartrose há menos de 15 dias da avaliação podendo influenciar no desempenho funcional da criança pela presença de dor ou restrição do movimento. as estatísticas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo15demonstravam que havia comprometimento articular importante em crianças hemofílicas de 7 a 14 anos. Otávio Luis Gherardi” do Hospital Brigadeiro e no Serviço de Hemofilia do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP). como também não há referências na literatura sobre a avaliação do desempenho funcional e alinhamento postural para esta faixa etária. sendo que 80% destas são nos membros inferiores1-3. D’Amico EA Rev.

Andar para trás colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros. Para tanto.Correr contornando 4 obstáculos com uma distância de 60 cm entre eles. com o pé de preferência. foram atribuídos percentuais maiores para os testes mais difíceis.Apoiar um dos pés no chão e com o outro tentar atingir dois alvos de papelão pré-determinados.Andar para frente colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros. foram considerados aspectos como a compreensão da tarefa a ser realizada. a vista lateral direita foi escolhida como padrão. foi utilizado o programa de computador Geometer’s Sketchpad. Para avaliação do desempenho das crianças na execução destes testes. deslizar um rolinho sobre o pé de preferência por 15” 4. sem apoio manual e alternando os pés.Pular o mais alto que puder e bater palma 2 vezes enquanto estiver com os pés fora de contato com o solo. 2.Andar em linha reta por uma distância de 5 metros. com cálculo das médias e desvio-padrão. Braços caídos ao longo do corpo. trocanter maior do fêmur. Análise estatística Devido ao grau de dificuldade variável dos itens avaliados em cada faixa etária. nas medidas das angulações articulares utilizou-se análise de variância. 10 No. apesar de possível interferência na validade dos resultados encontrados.4 ANOS 1. 3) Avaliação funcional foi baseada no Exame Neurológico Evolutivo de Lefèvre17. 6.A partir do decúbito dorsal. com a criança correndo. possibilitando assim a análise da angulação tibiotársica e das articulações do joelho e do quadril.Descer escada de 5 degraus.Em bipedestação.Saltar num pé só. 5. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 173 2) Avaliação postural através de fotografias das crianças em ortostatismo.Parado.Chutar uma bola . Na ponta dos pés. Olhos abertos 10” 2. 7 ANOS 1. cabeça da fíbula. 3 . Descrição dos testes funcionais por faixa etária. Voltar à posição inicial. 4. de acordo com seu grau de dificuldade. Pés juntos. um na frente e outro atrás da criança. utilizamos dados do estudo piloto para padronização da aplicação dos testes funcionais e determinação dos escores dados a cada um desses. Membros superiores abertos lateralmente.Encostar o calcanhar de um pé nos dedos do outro pé e manter por 10” com os olhos fechados (para 6 anos) e abertos (para 5 anos). O valor de p igual a 0. 2.Andar na ponta dos pés por uma distância de 2 metros. Olhos abertos 30” 3.Vol. Manter joelho fletido em angulo reto. a atenção durante sua execução (cognitivo). 5.10 foi estabelecido desde o inicio do plano de amostragem no cálculo do tamanho da amostra. apoio unipodálico de preferência. No GC.Em bipedestação. vestindo trajes de banho na vista lateral. Foram fixadas etiquetas adesivas na cabeça do 5° metatarso. espinhas ilíacas ântero-superiores (EIAS) e espinhas ilíacas póstero-superiores (EIPS). 5 . 2. 7. 3.Andar para trás puxando um carrinho por uma distância de 5 metros. 6. sentar-se sem utilização de apoio manual. 6. 3.Subir escada de 5 degraus. Este parâmetro se fez necessário devido a fatores restritivos do plano de amostragem que não poderiam . 7.1018-20. No GE a vista lateral foi escolhida de acordo com o hemicorpo mais acometido pelas hemartroses. A partir destes dados foi elaborada uma tabela de escores baseada em porcentagens específicas para cada teste avaliado. maléolo lateral.Saltar uma corda na altura dos joelhos estando parado e com os pés juntos. as necessidades dessa pesquisa. sem validação prévia.6 ANOS 1.16.Agachar-se e manter-se agachado por 10” e levantar sem apoio. sendo realizados no máximo 7 testes funcionais (Tabela 1) para cada faixa etária. baseado no trabalho de Takahashi et al. Somente 2 tentativas. a coordenação motora e o equilíbrio estático e dinâmico. sendo considerado para todos os dados o nível de significância p< 0. com as coxas paralelas e braços relaxados ao longo do corpo. Como não foi encontrada na literatura científica nenhuma escala de avaliação já validada que pudesse satisfazer teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. baseados na observação do avaliador.Chutar uma bola em movimento. 4. sem apoio manual e alternando os pés. Os testes funcionais foram analisados através de Tabela 1. 5.

RESULTADOS Em relação à incidência de hemartroses observou-se diferença estatisticamente significante entre as crianças hemofílicas participantes do GSS e do GCS (p< 0. GSS. Tabela 2. constatou-se uma diferença limítrofe na medida do ângulo tibiotársico somente A incidência de hemartroses também foi maior no GCS se comparado com o GSS demonstrando que a sinovite crônica predispõe os novos sangramentos. Apesar de não ter sido evidenciado claramente na avaliação postural através de fotografias.019). Evidenciou-se uma diferença significante do desvio do ângulo do joelho entre os grupos GSS e GCS (p< 0. ser alterados: número reduzido de crianças hemofílicas na faixa etária selecionada.37) 70. em comparação com as crianças hemofílicas que apresentaram tendência para assimetria.32) 54-78 MESES (5-6 ANOS) 67. em um ciclo vicioso de alteração. DISCUSSÃO Foi observado que a incidência de hemartroses aumenta proporcionalmente com o aumento da faixa etária.(1. pois além de terem uma significância .6 +/.(5.2 +/. tendo o GCS o maior desvio.62 11. GSS e GCS). foi constatado durante a análise dos prontuários das crianças hemofílicas.7 +/. quando comparado com períodos sem essa abordagem. grupo sem sinovite crônica. já que um posicionamento em semiflexão dessa articulação e um conseqüente desalinhamento dos côndilos femurais/tibiais podem favorecer a uma maior sobrecarga articular. observada durante a avaliação clínica. especialmente na faixa etária de 7 anos. Cabe ressaltar que os resultados acima descritos não são conclusivos. Desta forma.(5. gerando desequilíbrios articulares que predispõem a novos sangramentos.51) 86.53) 78-90 MESES (7 ANOS) 83.67 GC.(1. O desvio do ângulo tibiotársico apresentou uma diferença limítrofe somente entre faixas etárias.(2. O GCS apresentou maior número de sangramentos que o GSS. bras.059) (Tabela 2). Este achado sugere a existência de diferenças posturais sutis entre os grupos e faixas etárias que não foram claramente evidenciadas com o método utilizado.8 +/.8 +/. Na avaliação postural. fisioter. Isso sugere que o tratamento fisioterapêutico pode ter uma interferência positiva na redução da freqüência das hemartroses desses pacientes. Mello M. Tanaka C. critérios de exclusão da seleção. entre as faixas etárias (p< 0.02) 88.(6. Este achado sugere que a maior incidência de hemartroses nos joelhos pode estar correlacionada com essa alteração postural.2 +/.4 +/. com o aumento da idade.174 Galante GA.(8. GCS.087) sendo que o GSS apresentou um melhor desempenho quando comparado ao GCS (Figura 3). D’Amico EA Rev. Em relação ao desempenho funcional relacionamos a porcentagem de desempenho nos testes funcionais com os grupos e a faixa etária.(7.(4.65) 45. um menor número de episódios de hemartroses no período em que estavam em acompanhamento fisioterapêutico. grupo com sinovite crônica.21) 66. entre as idades (p< 0. Azevedo CSA. sem relação direta com os grupos específicos (GC. sendo necessários estudos mais específicos sobre o assunto para tal afirmativa.49) MÉDIA DE HEMARTROSES 3. tendo sido observado uma diferença estatisticamente significante entre os grupos da faixa etária de 7 anos (p< 0. Há um grande risco de uma sinovite crônica evoluir para uma artropatia hemofílica. o tratamento médico e fisioterapêutico profilático são de extrema importância na interrupção deste processo. não sendo correlacionado com nenhuma outra informação obtida no estudo. a média de hemartroses torna-se maior. grupo controle. Em relação à avaliação postural. tornando o ciclo vicioso descrito acima mais intenso e freqüente6. representando uma maior semiflexão de joelhos (Figura 2). GRUPOS 30-54 MESES (3-4 ANOS) GC GSS GCS 44. Apesar de não ter sido o objetivo do estudo. algumas crianças sem hemofilia também apresentavam semiflexão de joelhos.79) 42.9.001) e uma interação entre grupos e faixa etária (p< 0.095) (Figura 1). tempo disponível e custo da coleta.7 +/. Porém. observamos que o GCS apresentou um maior desvio do ângulo do joelho se comparado com o GSS.7 +/.001) (Tabela 2). Foi vista uma diminuição do ângulo tibiotársico com o aumento da faixa etária. Este achado sugere que a intensificação das atividades escolares e esportivas favorece o aumento da ocorrência de sangramentos traumáticos. Média das idades (Desvio-Padrão) em meses das crianças participantes da pesquisa (n=48) e média de hemartroses em relação aos grupos. esse posicionamento dos joelhos foi mais discreto e de forma simétrica entre membros inferiores. Também foi constatado que.

o que minimiza sua valiabilidade. maior meta dos centros de hemofilia. . Figura 2. Porcentagem de desvio do ângulo do joelho entre grupos. Porcentagem de desvio do ângulo tibiotársico entre grupos e faixa etária. quando comparado ao GSS. 2. Nos questionários realizados antes dos testes funcionais foram relatadas informações contraditórias da mãe em relação aos prontuários médicos. pois estes também podem interferir no desempenho dos testes funcionais. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 175 Figura 1. A maior incidência de hemartroses no GCS pode explicar o pior desempenho deste grupo nos testes funcionais. As hemartroses recorrentes predispõem à alteração articular e proprioceptiva com conseqüente piora da funcionalidade. O adiamento ou a falta de seguimento no tratamento médico e fisioterapêutico aumenta a possibilidade de evolução para seqüelas articulares. comprometendo o desenvolvimento saudável das crianças hemofílicas. 10 No. Também foi constatada a piora do desempenho nos testes funcionais conforme o aumento da idade das crianças hemofílicas. Esta situação é preocupante. uma vez que estas são crianças muito jovens para apresentarem distúrbios funcionais. será importante que os sangramentos musculares sejam considerados.Vol. estatística fraca. Em uma próxima análise da incidência de sangramentos. Observamos uma tendência das mães em desvalorizar os episódios de sangramentos evidenciando uma falta de informação em relação à patologia. o método utilizado para avaliação dos ângulos do joelho e tibiotársico não foi submetido a procedimentos de confiabilidade previamente a sua aplicação.

4: 502-5. fisioter. bras. 7. Porcentagem de desempenho nos testes funcionais entre grupos e faixa etária. Tanaka C. bras. D’Amico EA Rev. Tecidos moles. 2nd ed. Muscles alive: their functions revealed by eletromiography. 14. Agradecimentos: A “Unidade de Hemofilia Dr. Nuss R. Brackmann HH. Haemophilia 2000. 17. Rodríguez-Merchán EC. Arnold WD. Functional characterizing of hemophiliac patients from the “Centro de Hemofilia Louis Aledort”. Geraghty S. Effects of hemophilia on articulations of children and adults. Van Rinsum AC. 1979. já que pode interferir negativamente na função em atividades laborativas e cotidianas dos hemofílicos. Van den Berg HM. Mello M. D’amico EA. Rev. 2(1): 29. Physiotherapy for prevention and treatment of chronic hemophilic synovitis. Provance PG. Otávio Luis Gherardi” do Hospital Brigadeiro e ao Serviço de Hemofilia do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) pela colaboração e disponibilização de espaço para coletas de dados. 1997. Músculos: provas e funções. CONCLUSÃO Mesmo considerando as limitações relacionadas à confiabilidade da metodologia utilizada. 6: 162-9. Figura 3. 32(4): 137. Synovium in haemophilic artropathy. 77: 629-45. Lafeber FP. 59: 287-305. Baltimore: Williams & Wilkins. São Paulo: Manole. Raderschadt G. Haemophilia 1998. 2. Caromano FA. São Paulo: Manole. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 9. et al. Exame neurológico evolutivo. 3a ed. 1976. Rosky JW. Richardson PK. 1974. 12. Hilgartner MW. 6. 11. Proprioceptive training in haemophilia. 328: 7-13. São Paulo: Ícone. Tanaka C. 1994.176 Galante GA. Phys Ther 1997. 3. J Rheumatol 1997. Mauser-Bunschoten EP. Tanaka C. et al. 10. Takahashi SY. os resultados deste estudo sugerem que as crianças hemofílicas aos 7 anos podem apresentar um maior comprometimento articular que crianças com idade inferior. Bijlsma JW. Anatomia funcional das cadeias musculares. McCreary EK. Oxford: Oxford University Press. Duthie RB. Haemophilia 1998. 5. . Cailliet R. Cartilage damage as a result of hemarthrosis in a human in vitro model. 24: 1350-4. Reumatol 1992. Eickhoff HH. 15. Farah EA. com conseqüente prejuízo no seu desempenho funcional. Chamone DAS. Matthews JM. Heijnen L. Clin Orthop Relat Res 1997. 4a ed. Mawhinney S. 16. Haemophilia 1998. 1990. 4: 528-31. Rizza RC. Control of the synovium in haemophilia. Clin Orthop Relat Res 1996. Villaça PR. Buzzard BM. Haemophilia 1996. 8. Vianen ME. 4. 343: 42-6. Teixeira JO. De Kleijn P. 4: 511-3. Tanaka C. Evaluation of postural stability in children: current theories and assessment tools. MRI findings in haemophilia joints treated with radiosynoviorthesis with development of an MRI scale of joint damage. van den Berg HM. dor e incapacidade. Roosendaal G. no futuro. Shroyer AL. J Bone Joint Surg Am 1977. Botelho AS. Esse acometimento articular precoce deve ser considerado na evolução cronológica da patologia. Azevedo CSA. Kendall FP. Basmajian JV. São Paulo: Sarvier. Buzzard BM. Westcott SL. Koch W. Steel WM. Método fotográfico para avaliação e controle da postura. The management of musculosskeletal problems in haemophilias. Hemophilic arthropathy: current concepts of pathogenesis and management. Lowes LP. Kilcoyne RF. Lefèvre AB. Roosendaal G. Mello M. 13.

SP Setor Distúrbios do Movimento. Campinas. SP. Key words: reliability. . PAZ LPS 4. Conclusion: It was concluded that the Brazilian Portuguese version of the Fugl-Meyer Assessment Scale did not show any conflicts of interpretation.com. Resultados: Os resultados demonstraram alta confiabilidade inter e intra-observador da EFM total (IC = 0. Rua Padre Vieira. Palavras-chave: confiabilidade. Campinas. Obtivemos alto índice de confiabilidade. respectivamente). permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa no Brasil. Método: Participaram do estudo 50 pacientes portadores de hemiparesia. e-mail: tiaki_maki@yahoo. Fugl-Meyer assessment scale. QUAGLIATO EMAB 2. intra-observador IC = 0.99 and 0. 2. INOUE MMEA 5.94.98.98 a 0. CEP 13015-301. Results: The results showed that the whole Fugl-Meyer scale demonstrated high interrater and intrarater reliability (intraclass correlation coefficient = 0. No. SP Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia. AVC. bras.br Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 03/08/2005 RESUMO Objetivos: Os objetivos do estudo foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão em pacientes crônicos pós AVC.87). Method: Fifty hemiparetic patients participated in this study. assim como para todas as subescalas (interobservador IC = 0. Universidade São Francisco. Conclusão: Conclui-se neste artigo que não foi verificado conflitos de interpretação na versão brasileira da escala de Fugl-Meyer. stroke. intraclass intrarater = 0. from three rehabilitation centers.87). High intrarater and interrater reliability rates were obtained. Vol. thereby allowing this version to be used as instrument for clinical evaluation and research in Brazil. 2006 Rev. fisioter.Vol.99 e 0. 2 (2006).99 to 0.99 a 0. VIANA MA 2 1 2 3 4 5 Departamento de Fisioterapia. Unicamp.98. Hospital das Clínicas – Unicamp.94. Departamento de Neurologia. respectively). realizadas por três fisioterapeutas (confiabilidade interobservador). SP Correspondência para: Tiaki Maki. ABSTRACT Reliability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brazil Objective: The aim of this study was to produce a Brazilian version of the original Fugl-Meyer Assessment Scale and to verify the intrarater and interrater reliability in chronic post-stroke patients. procedentes de três centros de reabilitação. Universidade de Mogi das Cruzes. os quais foram submetidos a duas avaliações (confiabilidade intra-observador). Mogi das Cruzes. The Fugl-Meyer assessment was applied to them twice (intrarater reliability) by three physiotherapists (interrater reliability). and high reliability for each subscale (intraclass interrater = 0. CACHO EWA 3. 101809-9246 ISSN No. 10. SP Fisioterapia Aplicada a Neurologia. Bragança Paulista. NASCIMENTO NH 1. tanto intra como interobservador. 970 Apto 44. escala de avaliação de Fugl-Meyer.98 to 0. 177-183 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 177 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL MAKI T 1. Campinas.

considerando. Esta escala tem um total de 100 pontos para a função motora normal. Uma escala ordinal de três pontos é aplicada em cada item: 0.7. Uma mensuração do comprometimento motor e sensorial seguido ao AVC. média de idade de 58 anos (17 – 81). et al. 34. tanto em pacientes crônicos (mais de 6 meses). função motora da extremidade superior e inferior e equilíbrio. claramente. caracterizando o desempenho e as mudanças no comprometimento motor7. provavelmente. a não ser que se demonstre que ela possui níveis adequados de confiabilidade17. Os estudos das validações da EFM têm demonstrado. os quais descreveram as seqüências específicas da recuperação motora em pacientes pós-AVC. várias escalas para avaliar o estado sensório-motor após um AVC têm sido desenvolvidas e usadas2-4. A avaliação motora inclui mensuração do movimento. e é responsável por um grande número de pacientes com seqüelas neurológicas1. ou seja. Paz LPS. bras.8. quadril.7 determinaram uma pontuação de acordo com o nível de comprometimento motor. Cacho EWA. joelho e tornozelo3. totalizando 226 pontos. doença reumática severa.realizado parcialmente e 2 – realizado completamente13.8.não pode ser realizado. em duas ou mais administrações para o mesmo paciente. conhecida como Escala de Avaliação de FuglMeyer (EFM). tendo em vista que mensurações válidas e confiáveis para medir o estado sensóriomotor são requeridas para decisões clínicas e propósitos de pesquisa14. Escalas de avaliação funcionais são usadas na prática da reabilitação e em pesquisa para diagnósticos. e 96-99 leve.4. Um dos problemas encontrados na clínica. As medidas propostas na EFM são baseadas no exame neurológico e na atividade sensório-motora de membros superiores e inferiores. em 1975. para avaliar o efeito de intervenções durante a reabilitação. alterações ortopédicas ou um AVC prévio. mão. naturalmente. Quagliato EMAB.9 e é. Nascimento NH. Esta escala foi construída seguindo a hipótese que a restauração da função motora nos pacientes hemiplégicos segue um curso definido. uma alta confiabilidade intra-observador e interobservadores. além da coordenação e velocidade. INTRODUÇÃO O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um importante problema de saúde pública que se situa entre as quatro principais causas de morte em muitos países. seguida por completa dependência de sinergias. têm identificado precocemente o comprometimento motor no pós-AVC para um prognóstico a longo prazo da disfunção 5. Foram excluídos do trabalho indivíduos com patologias prévias que pudessem interferir nas avaliações. e não são específicas para medir o comprometimento na função sensório-motora6. e apresentar déficit cognitivo. em que a pontuação máxima para a extremidade superior é 66 e para a inferior. A EFM é um sistema de pontuação numérica acumulativa que avalia seis aspectos do paciente: a amplitude de movimento. utilizando a EFM. que seu estado clínico geral não tenha sido alterado16. Esta escala foi o primeiro instrumento quantitativo para mensuração sensório-motora da recuperação do AVC3. a volta dos reflexos precede a ação motora voluntária. prognósticos e resposta a tratamentos5. a escala mais conhecida e usada para a pesquisa e/ou prática clínica3. por Brunnstrom10 e Twitchell11. Tradução da EFM A tradução para o português da EFM foi realizada com base na versão original de 19757. de ambos os sexos (28 homens e 22 mulheres). Mensurações da recuperação do paciente com seqüela a um AVC. Estudos prévios. Rev. buscando identificar a atividade seletiva e padrões sinérgicos de pacientes que sofreram AVC. Tendo em vista que todo instrumento de avaliação deve ser reprodutível através do tempo. Os pacientes foram esclarecidos previamente sobre os procedimentos que seriam realizados.13-15. coordenação e atividade reflexa de ombro. e sabendo-se que uma medição não é objetiva. anteriormente. O estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (processo Nº 069/04). A EFM foi essencialmente desenvolvida com base nos métodos descritos. em que menos que 50 pontos indicam um comprometimento motor severo. dor. por Fugl-Meyer et al. Universidade São Francisco e Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. e o movimento ativo aparecerá sucessivamente menos dependente de reflexos e reações primitivas. normalmente focalizam a independência nas atividades de vida diária (AVDs). confiáveis e responsivas8. Esse processo contou com dois tradutores bilíngües qualificados e experientes. punho. MATERIAL E MÉTODO Participaram do estudo 50 pacientes portadores de AVC crônico (> 12 meses). com hemiplegia direita (29) e esquerda (21). enfatizando-se a tradução .12. para um paciente com hemiparesia. foi desenvolvida e introduzida. amputações. fisioter. 1. cotovelo. 5084 marcante. Após tomarem ciência da pesquisa. e posteriormente foi vertida para o inglês por outros dois tradutores de forma independente. Nos últimos dezoito anos. Fugl-Meyer et al. deve produzir resultados iguais ou muito semelhantes. e procedentes dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes.178 Maki T. Assim. Inoue MMEA. como em pacientes agudos (menos de 6 meses pósAVC) 2. neste estudo. é encontrar avaliações válidas. nossos objetivos foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão. Finalmente a completa função motora voluntária com reflexos motores normais pode ser alcançado7. 85-95 moderado. os voluntários assinaram um Termo de Consentimento. tempo pós-lesional de 53 meses (13 – 127). como por exemplo. sensibilidade.

Foi calculada a confiabilidade inter (três avaliadores) e intra-observador para a pontuação total da EFM e para a escala desmembrada em nove subescalas: movimentação passiva. As instruções são relativamente diretas e simples e a avaliação não requer nenhum equipamento especial. DISCUSSÃO O presente estudo analisou os dados de 50 pacientes para se obter a confiabilidade interobservador e intraobservador da EFM. e as divergências foram discutidas com o treinador. Análise dos dados As medidas de concordância foram expressas em termos de coeficientes de correlação e a análise estatística dos dados foi feita utilizando-se o Coeficiente de Correlação Intraclasses (IC). Tanto a confiabilidade interobservador da EFM total. demonstraram alta concordância (IC > 0. e os mesmos pontuaram independentemente. em contraste com outras escalas de avaliação3. com IC de 0. portanto existe a necessidade de traduzir para a nossa língua. 2. os dados dos três avaliadores nos dois momentos da avaliação (teste e reteste). cada avaliador em treinamento avaliou um paciente e os outros dois pontuaram. O treinamento consistiu de aula teórica do manual e treinamento prático com pacientes hemiparéticos pós-AVC. assegurando a utilização desta versão por outros profissionais. Durante o treinamento prático. além de uma versão em português. Com relação às subescalas. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 179 conceitual18-20. Coletou-se o tempo de duração da avaliação de cada paciente. 10 No. adotou-se a seguinte pontuação: IC < 0.40 – concordância fraca. Foram analisados. Após consenso entre estes profissionais. dor. 2ª avaliação . Ainda durante a prática. o desempenho do paciente no momento. para avaliador 2) e sensibilidade exteroceptiva (0.reteste). a versão final foi estabelecida. independentemente. A confiabilidade interobservador foi obtida através de uma avaliação administrada por um dos avaliadores. cada paciente passou por duas avaliações (1ª avaliação – teste. enquanto os outros dois observavam e pontuavam. As pontuações foram comparadas entre os avaliadores. para avaliador 1). até que se conseguisse 100% de concordância entre os examinadores. coordenação/velocidade de membro inferior (0. três avaliações para cada indivíduo. TREINAMENTO DOS AVALIADORES Antes de coletar os dados da escala para o teste de confiabilidade. nos dois momentos das avaliações (teste e reteste). Verificação da confiabilidade Para obter a confiabilidade intra-observador. Os examinadores não conversavam durante os testes.. O treinamento encerrou-se.75 alta concordância21. com os três avaliadores. A função da extremidade superior foi a que obteve os maiores índices de correlação teste-reteste para os três avaliadores (0. RESULTADOS Os coeficientes de correlação da confiabilidade interobservador analisados estão apresentados na Tabela 1.75). observou-se. a 0. obtendo-se.87. . Uma banca examinadora. os avaliadores assistiram a um videoteipe do examinador experiente realizando o teste. pois o coeficiente de confiabilidade interobservador poderia ser artificialmente inflado17.13. aplicou a versão brasileira da escala em cinco pacientes para verificar se havia entendimento dos itens da avaliação20. que não fizeram parte do estudo. assim um manual de instruções da escala. Nenhuma mudança relevante no comprometimento sensório-motor desses pacientes crônicos foi esperada entre os intervalos das avaliações.75 – concordância moderada e IC > 0. sensibilidade exteroceptiva e proprioceptiva.99 para a EFM total. equilíbrio e função e coordenação/velocidade de membro superior. E os menores IC foram obtidos para as tarefas de dor (0. função e coordenação/velocidade de membro inferior. uma alta concordância para todos os itens e para os três avaliadores. utilizando uma metodologia adequada. IC < 0. como para todas as subescalas. obteve-se uma forte correlação para todos avaliadores (próximo a um). Para verificar o nível de coeficiente de correlação. haja vista que o intervalo sugerido entre o teste-reteste é de 1 a 3 dias para a maioria das medidas físicas17. em um intervalo de dois dias entre as mensurações.88. para avaliador 3).Vol. pois sua validade já foi estabelecida10. E.94 para coordenação/velocidade de membro inferior. independentemente. também. A escala obteve aceitação internacional em razão de sua fácil aplicabilidade e apropriada mensuração da recuperação motora na reabilitação. Observando-se a confiabilidade intra-observador (Tabela 1) da EFM total dos três avaliadores. composta por um médico neurologista e dois fisioterapeutas. para o cálculo da confiabilidade interobservador. Desenvolveu-se. três fisioterapeutas foram treinados por um examinador familiarizado com a escala há sete anos. A EFM é considerada a mensuração preferida para estudos. houve uma variação de 0.90. detalhando os procedimentos da avaliação e o modelo da escala com sua pontuação (Anexo 1). Cada examinador avaliou o mesmo paciente nos dois períodos de avaliação (teste e reteste). o qual aplicava o teste. quando os examinadores estavam inteiramente familiarizados com a aplicação dos testes e com os procedimentos de pontuação e interpretação. quando se verificaram as subescalas. assim.98 para todos). já que a maioria dos instrumentos utilizados para a avaliação de pacientes é quase que exclusivamente encontrada na língua inglesa.99 para função de membro superior e sensibilidade exteroceptiva.

97 0. coordenação/velocidade de membro inferior e sensibilidade exteroceptiva.93 0.97 0. bras.92.99 0.99).97 0. CONFIABILIDADE INTEROBSERVADOR CONFIABILIDADE INTRA-OBSERVADOR Tarefas Teste EFM TOTAL SUBESCALAS: Movimentação Passiva Dor Sensibilidade exteroceptiva Sensibilidade proprioceptiva Função de membro inferior Coordenação/velocidade MI Equilíbrio Função de membro superior Coordenação/velocidade MS 0. Esta melhor concordância pode ser atribuída ao fato de que.15 estudaram 176 pacientes pósAVC.92 0. Confrontando os dados dos coeficientes de correlação interobservador da primeira e da segunda avaliação (Tabela 1). Inoue MMEA.30).97 0.94 0. 2 0.55 a 0.98 Com relação à versão final da EFM. Os resultados demonstraram uma alta confiabilidade interobservador tanto para a EFM total (IC= 0. concluindo que a mensuração da função sensorial não suporta o uso desta avaliação na clínica de pacientes pós-AVC. a aplicação deste deve ser feita por um examinador treinado3.95 0.93 0.95 0. Esses achados estão de acordo com diversos estudos de confiabilidade interobservadores. Duncan et al. além disso. membro inferior= 0. observa-se que os IC mantiveram ou aumentaram o valor na segunda avaliação. Tabela 1.87 0.97 0. e amplitude de movimento= 0.93. sendo necessário estudos futuros para verificar as propriedades psicométricas da EFM.98 0.93 0. em estudo recente. Sanford et al.90 0.180 Maki T.99 0. demonstrando ser uma avaliação de fácil aprendizado.94 e 0.99 Av.98 Av. Cacho EWA.97 0. 1 0.98 0.98 0.93).99 Re-teste 0.94 0. Em contrapartida. Quagliato EMAB.90 0.14 também observaram alta confiabilidade para a pontuação total (IC= 0. Lin et al. O menor coeficiente de correlação entre os três observadores nas subescalas ocorreu para as tarefas de coordenação/velocidade de membro inferior e superior (IC= 0. demonstraram com relação à sensibilidade um fraco a moderado índice de correlação (IC de 0. com exceção da dor (IC= 0. 3 0.85). Lin et al.90 0. et al. a experiência pode ter aumentado o desempenho dos avaliadores e os pacientes podem ter sido mais cooperativos22. Esses fatores podem ter sofrido interferência da própria variação natural de um dia para outro.89 0. e obtiveram um alto coeficiente de correlação para a pontuação total da EFM (IC= 0. respectivamente).92 0. Coeficiente de correlação intraclasse (IC) interobservador para a EFM total e os 9 subitens da primeira (teste) e da segunda avaliação (reteste).98 0. e IC intra-observador no teste-reteste para a EFM total e para as 9 subescalas dos três avaliadores. ou a variação da interpretação de um observador com relação ao paciente14.98 0.15. e concluíram que a EFM é moderadamente confiável em uma população de pacientes pós-AVC. O treinamento dos avaliadores não apresentou dificuldades com relação ao entendimento da escala e do manual de instruções.96) e nas subescalas da EFM (membro superior= 0. tanto para EFM total para todos os avaliadores. O manual de instruções da escala detalha os procedimentos da avaliação.98 0.94 0.88 0. Uma alta concordância intra-observador foi igualmente encontrada neste estudo.61). equilíbrio= 0. Uma limitação do uso da EFM no Brasil está na necessidade de uma norma ou um manual de administração da escala.92 0. facilitando assim o aprendizado e uma ampla aplicação desta avaliação por profissionais que trabalham com pacientes pós AVC. Paz LPS. .93 0.95.98 0. como para todas as subescalas.97 0. Rev.96 0.98 Av. obtendo-se assim uma escala de fácil compreensão.90 0. a banca examinadora não encontrou conflitos de interpretação durante a execução dos testes.97 0.94 0.97.99 0. Os menores coeficientes de correlação foram encontrados para a dor.97 0.2 verificaram um alto coeficiente de correlação interobservador em 19 pacientes crônicos para as tarefas de desempenho motor do membro superior e inferior.94 0.97 0. Nascimento NH.95 0. pois um estudo relata que isto levaria a uma redução de erros durante a utilização deste instrumento14. fisioter. na segunda avaliação.88 0.98 0. como para todas as subescalas. durante os primeiros seis meses de 12 pacientes pós-AVC.

se necessário) ( ) b) Má xima flexo-extensão d e punho. Sensibilidade: – Exterocepção: membro superior. 2. e int. dedos fletidos e pronação (auxílio se 2 – a tarefa pode ser realizada necessário) ( ) c ) Dorsiflexão c om cotove lo a 0º. abdução. máx:(12) 3 – Sinergia extensora: adução do ombro. rot. punho. ombro a 30º e pronação (auxílio) ( ) d) Idem ao b) e ) Circundução ( ) Pont. b) 0 – não oc orre mov. ombro 0º e pronaçã o. mas sem resistência alguma a) Cotove lo 90º. pronação Pont:(8) 4 – Movimentos com e sem siner gia: a) mão a coluna lombar ( ) b) flexã o de ombro até 90º ( ) PONTUAÇÃO Mobilidade: 0 – apenas alguns graus de movimento 1 – grau de mobilidade passiva diminuída 2 – grau de movimentação passiva normal Dor: 0 – dor pronuncia da durante todos os graus de movimento e dor marcante no final da amplitude 1 – alguma dor 2 – nenhuma dor 0 – anestesia 1 – hipoestesia/ disestesia 2 – normal 0 – nenhuma resposta correta (ausência de sensação) 1 – ¾ das respostas são corretas. e int. cotov. tornoze lo e há lux ( ) Pont. máx:(10) e) Idem ao b) . c/ 2 – a posição pode ser mantida contra a lguma resistência resistência. 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo e nenhum esta hiperativo máx: ( 2) a) 0 – o pcte não pode dorsifletir o punho na posição requerida 6 – Controle de punho: 1 – a dorsiflexão pode ser realizada. abdução 90. com r esistência (auxílio) ( ) c) Idem ao a) d) Máxima flexo-extensão. interna. quadril. (assistência. punho e dedos: flexão e extensão – antebraço: pronaç ão e supinaç ão – quadril: flexão. polegar. e). – cotovelo. o ombr o abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo 2 – a tarefa é realizada perfeitamente c) 0 – Não ocorre posiciona /o correto do cotovelo e ombro e/ou prona ção e supinação c ) prono-supinação (cotov. ext. palma da mão. voluntário 1 – o pcte não move ativamente o punho em todo grau de movimento ombro 0º. – joelho: flexão e extensão – tornozelo: dorsiflexão e flexão plantar – pé: eversão e inversão Pont. 90º. f) do item anterior) Pont. rot. joelho. 90º e ombro 0º) ( ) não pode ser realizada comp let/e 1 – prono-supino pode ser realizada com ADM limitada e ao mesmo tempo o ombro e o cotovelo este jam corr etamente posicionados 2 – a tarefa é realizada completamente d) abdução ombro a 90º com cotov. extensão cotovelo. rot.Vol. externa. 0º. retração de ombro. flexão de cotovelo. o braço é abduzido ou o cotovelo é fletido 1 – se na fase final do mov. cotovelo. supina ção ( ) Pont. máx: (8) – Propriocepção: ombro. máx: (44 mobilidade) (44 dor) II. 10 No. estendido e ombro f) 0 – Posição não pode ser obtida pelo paciente e/ou prono-supinaç ão não pode ser fletido de 30 a 90º ( ) realizada perfeitamente 1 – atividade de prono-supinaç ão pod e ser rea lizada mesmo com AD M limitada e ao Pont. máx: (12) mesmo tempo o ombro e o c otovelo estejam corretamente posicionados 2 – a tarefa é realizada perfeitamente 5 – Atividade reflexa normal: ( ) bíceps / tríceps/ flexor dedos (avalia-se o 0 – 2 ou 3 reflexos estão hiperativos r eflexo somente se o paciente atingiu nota 2 1 – 1 reflexo esta marcadamente hiperativo ou 2 estão vivos para os itens d). Movimentação passiva e dor: – ombro: flexão. mas há difer ença entre o lado não afeta do 2 – todas as respostas são corretas 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa presente 0 – tarefa não pode ser realizada completamente * 1 – tarefa pode ser realizada parcialmente 2 – tarefa é realizada perfeitamente * a) * b) 0 – se o início do mov. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 181 Anexo 1 Escala de Avaliação de Fugl-Meyer em Português TESTE I. a bdução + 90. ext. máx: (16) III. com cotov.. rot. Função motora de membro supe rior 1 – Motricidade reflexa: bíceps/ tríceps ( ) (2) 2 – Sinergia flexora: e levação. estendido e d) 0 – não é tolerado nenhuma flexão de ombro ou desvio da prona ção do a ntebraço no INÍCIO do movimento 1 – realiza parcialmente ou ocorre flexão do cotovelo e o antebra ço não se mantêm pronado ( ) pronado na fase TARDIA do movimento 2 – a tarefa pode ser realizada sem desvio e) 0 – o braço é abduzido e cotovelo fletid o no início do movimento e ) flexão de ombro de 90º a 180º ( ) 1 – o ombro abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo na fase final do movimento 2 – a tarefa é realizada perfeitamente f) prono-supinação (cotov. coxa e sola do pé ( ) Pont. ombro a 30º e pronaçã o.

máx:(8) VI. a) * b) 0 . Equilíbrio : a) Sentado sem apoio e co m os pés suspensos ( ) b) Reação de pára-quedas no lado não afetado ( ) c) Reação de pára-quedas no lado afetado ( ) d) Manter-se em pé com apoio ( ) e) Manter-se em pé sem apoio ( ) a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg./ Velocidade MI: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidade: calcanhar-joelho 5 vez ( ) (dec. por 4 a 9 segundos 2 – pode manter o equilíbrio nesta posição por mai s que 10 segund os f) Apoi o único sob re o lad o não afetado ( ) g ) Apoio ú nico sobre o lado afetado ( ) Pont. porém com alguma oscilação/ 2 – bo m equilíbrio. Inoue MMEA. e o mais rápido que conseguir ( ) Pont. com e sem sinergias: a) a partir de leve extensão d e joelho. Nascimento NH. Coordenação/ Velocidade MS: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidad e: Index-nariz 5 vezes. mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg. extensão de joelho. mas não contra um leve puxão polegar e segurar u m papel i nterposto entre o 2 – um pedaço de papel é seg urado firmemente contra um puxão polegar e o dedo indicador ( ) e) Preensão 3: O paciente opõe a digital do polegar e) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o lápis pode ser mantido no l ugar. máx: (14) . com equilíbrio. Coordenação.Motricid ade reflexa: Patelar e aquileu / adutor ( ) (2 ) 2 – Sinergia flexora: flexão quad ril. mas não contra um leve p uxão cilíndrico. ou por mais tempo. máx: (6) V. et al. bras. joelho e d orsiflexão (dec.182 Maki T. Dorsal) Pont. com equilíbrio. Cacho EWA. máx: (6) VII . máx: (14) 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão 7 – Mão: a) flexão em massa dos dedos ( ) b) extensão em massa dos ded os ( ) IV. e regula a postura do corpo em relação a gravidade b) 0 – não ocorre abdução de ombro. mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg. mai s lento que o lado afetado/ 2 – meno s de 2 seg und os de diferença a) 0 – não conseg ue se manter sentado sem apoio/ 1 – permanece sentad o sem apoi o por pouco tempo/ 2 – permanece sentad o sem apoio por pelo menos 5 min.dorsal) ( ) Pont. realizar a flexão de joelho mais que 9 0º (em pé) ( ) d) Dorsiflexão do tornozelo (em pé) ( ) Pont. porém não atinge os 90º de flexão de joelho ou flete o quadril durante o término d o movimento. fisioter. mas não contra um leve p uxão contra a do dedo indicador. mas não contra um leve puxão Pont. pode manter o equilíbrio p or mais que 1 minuto com segurança f) 0 – a posição não pode ser mantid a por mais que 1-2 seg (o scilação)/ 1 – consegue permanecer em pé. Quagliato EMAB. Paz LPS.a função não pode ser realizada 1 – o papel pode ser mantid o no lugar. realizar uma flexão de joelho além de 90º. flexão plantar ( ) Pont max: (8) 4 – Mov. 2 – a tarefa é realizada completamente d) * a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg. Preensão contra resistência ( ) d) Preensão 2: O paciente é instruído a aduzir o d) 0 . Rev. por 4 a 9 segundos/ 2 – pode manter o eq uilíbrio nesta posição por mais que 10 segund os g) 0 – a posição não pode ser mantida por mais que 1-2 segundos (oscilação) 1 – consegue permanecer em pé. extensão de cotovelo para evitar a queda/ 1 – reação de pára-quedas parcial/ 2 – reação de pára-quedas normal c) idem ao b) d) 0 – não consegue ficar de pé/ 1 – de pé com ap oio máximo de outros/ 2 – d e pé com apoio mínimo por 1 min e) 0 – não consegue ficar de pé sem apoio/ 1 – pode permanecer em pé por 1 min e sem oscilação.nenhuma atividade ocorre 1 – ocorre relaxamento (liberação) da flexão em massa 2 – extensão completa (comparado com mão não afetada) c)Preensão 1: Art. (sentado) ( ) b) Dorsiflexão de tornozelo (sentado)( ) c) Quadril a 0º. adução d e quadril. mai s lento que o lado não afetado/ 2 – menos de 2 segundos de diferença 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa pode ser avaliada 0 – 2 ou 3 reflexos estão marcadamente hiperativos 1 – 1 reflexo esta hiperativ o ou 2 estão vivos 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo * * a) 0 – sem movimento ativo 1 – o joelho pod e ativamente ser fletido até 90º (palpar os tend ões dos flexores do joelho) 2 – o joelho pod e ser fletido além de 90º b) * c) 0 – o joelho não pod e ser fletid o se o quadril não é fletido simultaneamente 1 – inicia flexão de joelho sem flexão d o quadril. com a superfície volar do primeiro e 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão segund o dedos contra os d emais ( ) g ) Preensão 5: o paciente segu ra com firmeza uma g) 0 – a função não pode ser realizada bola de tênis ( ) 1 – o objeto pode ser mantido n o lugar. metacarpofalangeanas (II a V) c) 0 – posição requerida não p ode ser realizada 1 – a preensão é fraca estendidas e interfalangeanas distal e pro xi mal 2 – a preensão pode ser mantida contra considerável resistência fletidas. máx: (6) 3 – Sinergia extensora: exten são de quadril. Função motora membro inferior: Motricid ade Reflexa A) Aquiles ( )B) Patelar ( ) (4) 1 . com um lápi s interposto 2 – o lápis é segurado firmemente ( ) f) Preensão 4: Segurar com firmeza um objeto f) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o objeto interposto pode ser mantido no l ugar.

Twitchell TE. Phys Ther 1983. Evaluating motor recovery early after stroke: comparison of the Fugl-Meyer assessment and the motor assessment scale. Reys. The responsiveness of the Action Research Arm Test and the FuglMeyer assessment scale in chronic stroke patients. 19. aos profissionais dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes: Camila C. J Rheumatol 2003. Louzada S et al. Clin Rehabil 2004. 1997. An evaluation of the extended Barthel Index with acute ischemic stroke patients. 115. Miranda. Falcão DM. 21: 731739. 21: 19-28. 22. Ciconelli RM. Senoni. Flávia F. Meinão I. Gowland C. Agradecimentos: Nossos agradecimentos vão. 11. Neurol Report 1991. de Moraes. Guanabara Koogan. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. 21. J. Similar motor recovery of upper and lower extremities after stroke. J Clin Epidemiol 1993. Steglind S. 33: 110-113. Samsa GP. 46(12) 141732. 10 No. . São Paulo: Ed.144. segundo Duncan et al. em especial. P. 18: 37-41. 2. 7: 13-31. 25: 1181-1188. Arch Phys Med Rehabil 1994. 2. Neurorehabil Neural Repair 2004. Jaasko L. Black SE. Hsueh P. Merrit Tratado de neurologia. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 183 A EFM é uma eficiente avaliação que pode ser realizada em. Goldsteins LB. Nelson SG. Psychometric properties of the sensory scale of the Fugl-Meyer Assessment in stroke patients (Abstr). 5. Landsman PB. Ferraz MB. Manole. 20. Camila A. Williams I. Standardized physical therapy measurements for assessing impairment and disability following stroke. Translation and cultural adaptation of quality of life questionnaires: Na evaluation of methodology. Vanessa O. Bombardier C. Rio de Janeiro: Ed. Tratado de medicina de reabilitação. Fugl-Meyer AR. Hsieh CL. Fleck MPA. e aos pacientes que tornaram possível esta pesquisa. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). suppl 7: 85-93. 2nd ed. Reliability of the Fugl-Meyer assessment for testing motor performance in patients following stroke. Fugl-Meyer AR. A method for evaluation of physical performance. Matchar DB. Lankhorst GJ. 15. 3. DeLisa JA. Fleiss. Olsson S. Obteve-se alto índice de confiabilidade. Jansa J. Faria e da Universidade São Francisco: Daniele M. Nakayama H. The Fugl-Meyer Assessment of motor recovery after stroke: a critical review of its measurement properties. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOWOL –100). Reliability of the Fugl-Meyer Assessment of sensoriomotor recovery following cerebrovascular accident. Horner RD. 46: 357-375. Swanson LR. 8. Pogacnik T. 17. Duncan PW. Duncan PW. Jorgensen HS. Michelle C. Moreira. Lin JH. Rev Bras Psiquiatr 1999. The post-stroke hemiplegic patient: 1. garantindo a replicabilidade desta versão brasileira da EFM. CONCLUSÃO Conclui-se que a versão brasileira da EFM não apresentou conflitos de interpretação. Guillemin F.Vol. 8: 391-397. 6. 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 177-230. Stratford PW. 7. 12. 14. Sanford J. Colucci. Malouin F. 39: 143-150. Gompertz PN. além de ser uma escala de fácil aprendizado e aplicabilidade. 9. Andreia V. aproximadamente. 74: 443-480. Ciconelli RM. Leal OF. Phys Ther 1993. Santos W. Stroke 1990.L. New York: John Wiley & Sons. 9ª ed. Oliveira. Leyman I. Prost M. 10. Nesse estudo. Olsen TS. 30 minutos. Bueno e Caroline C. Rowland LP. Brunnstrom S. Wood-Dalphinee SL. Siqueira e Vanessa A. Érika M. o tempo médio de administração da escala foi 40 minutos para avaliadores já treinados. Post stroke hemiplegia: Assessment of physical properties. p. 1999.2. 30: 379-85. Beckerman H.Scand J Rehab Med 1980. 4. Statistical Methods for rates and proportions. Pichard L. Gladstone DJ. Moreland J. 2002. Quaresma MR. Arch Phys Med Rehabil 1994. Silva. J Rehab Med 2001. Bouter LM. Durand A. Compensation in recovery of upper extremity function after stroke: The Copenhagen stroke study. Rev Bras Reumatol 1999. Scand J Rehab Med 1975. 73: 447-454. Motor Testing Procedures in hemiplegia. 75: 1206-1212. 3ª ed. The restoration of motor function following hemiplegia in man. Daniells CJ. permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa em nosso meio. J Am Phys Ther Ass 1966. Raaschou HO. 252. Van der Lee JH. 13. Brain 1951. Gowland C. Stroke 1994. Luciana V. Muner. p. Examining outcome measures in a clinical study of stroke. Corriveau D. tanto intraobservador como interobservador. Shapiro SH. Marcela S. 16: 232-240. Bonneau C. 16. 63: 1606-1610. Neurorehabil Neural Repair 2002. Sheu CF. Ferraz MB. 75: 852-857. 15: 9-11. Beaton D.

enrolled in municipal day nurseries.6%). parents in stable union (61. Itaguaçu. 185-191 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 185 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTENTES DESNUTRIDOS MANSUR SS. who tend to present deficiencies in language and sociability. ABSTRACT Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Objective: The purpose of this study was to analyze the neuropsychomotor development of babies with slight malnutrition and to characterize their nutritional profile. satisfactory breast feeding (67. SC Correspondência para: Samira Schultz Mansur.0%).9%). This provides backing for observation of such children’s exploratory actions (the consequences of their thoughts) and to plan interventionist work. Method: This was a cross-sectional survey on a population of 374 babies and a sample of 31 babies with slight malnutrition. parents with incomplete basic education (74. . No. pais em união estável (61.2% of mothers. e planejar o trabalho intervencionista.0%). O estado nutricional foi identificado pelo critério de Gómez e caracterizado por um questionário. Among the neuropsychomotor data.6%). the Brunet and Lézine Psychomotor Development Scale for Early Infancy was utilized. 2 (2006). as áreas da Linguagem e da Sociabilidade foram classificadas em nível “normal baixo” e as outras em nível “normal médio”. Results: The main data from the questionnaire were: respiratory infections (48. CEP 88085-390. reação adversa a algum alimento (41. renda familiar de 1 a 3 salários-mínimos (80. numa população de 374 lactentes e amostra de 31 desnutridos leve. diarréias (71. Key words: neuropsychomotor development. entre 7 e 24 meses de idade. and adverse reaction to some food (41. 83. matriculados em creches municipais. 83. Rua Antônia Alves. the language and social characteristics were classified as “low normal” and the others as “medium normal”. family income between 1 and 3 minimum salaries (80.41 meses). Conclusões: A avaliação neuropsicomotora é instrumento fundamental na assistência ao lactente desnutrido.4%). However. fisioter. desnutrição. 59.45 meses) e da Sociabilidade (14. Entre os dados neuropsicomotores. SC Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 24/11/2005 RESUMO Objetivos: O objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes com desnutrição leve e caracterizar seu perfil nutricional. the mean ages for language development (14. Todas as áreas avaliadas obtiveram Quocientes de Desenvolvimento dentro da normalidade. aged between 7 and 24 months. Universidade do Estado de Santa Catarina.4%). fornecendo subsídios para observar sua atuação exploratória. babies. Vol. porém.45 months) and social development (14. malnutrition. lactentes. 10.7%). Palavras-chave: desenvolvimento neuropsicomotor. 2. 101809-9246 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos ISSN No.41 months). Conclusions: Neuropsychomotor evaluation is an essential instrument in caring for malnourished babies. For the neuropsychomotor evaluation. 2006 Rev. pais com ensino fundamental incompleto (74. Florianópolis. aleitamento materno satisfatório (67.74 meses) foram as que obtiveram os valores mais abaixo da média da Idade Cronológica (16. NETO FR Universidade do Sul de Santa Catarina. as médias das Idades de Desenvolvimento da Linguagem (14. Their nutritional status was identified using the Gómez criteria and characterized using a questionnaire.3%).3%).9%).8% dos pais). bras. All the characteristics evaluated had development quotients within normal values. Resultados: Os principais resultados do questionário mostraram: infecções respiratórias (48.7%). diarrhea (71. efeito de seu pensamento. Florianópolis. Para a avaliação neuropsicomotora utilizou-se a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância de Brunet e Lézine. Métodos: A pesquisa foi do tipo transversal.Vol.2% das mães. que tende a apresentar deficiências nas áreas da Linguagem e Sociabilidade.8% of fathers).74 months) were the measurements furthest behind the mean chronological age (16.

infra-estrutura básica.186 Mansur SS. da linguagem e social) e ao quociente de desenvolvimento global. a cada quociente das áreas específicas do estudo (postural. Os valores numéricos dos quocientes de desenvolvimento foram relacionados a níveis motores que permitem classificar as habilidades estudadas em padrões: “muito superior (129 ou mais). inferior (69-78) e muito inferior (68 ou menos)”. diarréias. A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor foi realizada com a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância9. sono.3.68 e de fidedignidade 0. Este instrumento é composto por itens sobre antecedentes pessoais (consultas pré-natais. Tendo em vista a relevância da nutrição na estrutura e função do sistema nervoso em desenvolvimento e. da linguagem e social dos lactentes. já que são poucos os estudos realizados de forma sistemática que tenham avaliado esta condição6. de ambos os gêneros. é evidente o efeito deletério causado pela desnutrição no sistema nervoso em desenvolvimento. normal médio (89-108). hospitalização. bras. entre 7 e 24 meses de idade. o que prejudica o funcionamento intelectual2. sendo que 5% delas apresentam grau moderado ou grave. INTRODUÇÃO A desnutrição energético-protéica (DEP) está relacionada a 40% dos óbitos em crianças menores de 1 ano. utilizada a tabela de crescimento do National Center of Health Statistic (NCHS). A amostra foi composta por 31 lactentes entre 7 e 24 meses de idade. Os itens de avaliação foram realizados por intermédio de testes propostos com pequenos utensílios e brinquedos e por perguntas direcionadas aos pais ou professores. superior (119-128). refluxo gastroesofágico. da linguagem e social. geralmente. óculomotriz. No Brasil. as formas leves de desnutrição. Esse instrumento possibilitou avaliar as áreas postural. tipos de alimentos mais comuns para nutrir a criança. ortopédicas e/ou distúrbios sensoriais (visuais ou auditivos) evidentes na avaliação do desenvolvimento. podendo acarretar prejuízo no rendimento em idade escolar4. Mesmo crianças que não apresentam seqüelas mais graves podem apresentar comprometimento em algumas áreas de seu desenvolvimento neuropsicomotor. matriculados em creches municipais e avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor da amostra nas áreas postural. 32% das crianças menores de 5 anos apresentam DEP. Dessa forma. a população de 374 lactentes. sendo constituintes da amostra os sujeitos que. infecções respiratórias. Neto FR Rev. Foram critérios de exclusão da amostra a presença de prematuridade. Autores comentam que grande parte dos testes psicométricos fornece dados insuficientes para identificar déficits cognitivos em habilidades específicas. porém. tipo de alimentação atual. óculo-motriz. antecedentes alimentares (período de aleitamento materno. nestas instituições. número de pessoas que moram na mesma casa). . assim como de fatores associados ao estado nutricional de lactentes. adaptada previamente10. apresentaram desnutrição energéticoprotéica. com nítidas diferenças regionais1. foi atribuído um padrão motor10. totalizando. O processo de amostragem foi do tipo intencional. fisioter. Essa escala apresenta como índice de validade 0. calendário vacinal). da coordenação óculomotriz. Para a classificação nutricional foi realizada coleta ponderal a partir do uso de balança analógica de mesa para bebês. METODOLOGIA Pesquisa do tipo transversal8 realizada em 8 creches municipais de Florianópolis (SC) e em 2 creches municipais de São José (SC). presença de intolerância ou alergia alimentar). retardo no desenvolvimento neuropsicomotor1. Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa segundo as Normas e Diretrizes Regulamentadoras da Pesquisa envolvendo Seres Humanos – Resolução CNS 196/96. na adequação neuropsicomotora. depois de realizada a triagem ponderal. antecedentes sócio-econômicos (renda per capita. freqüência com que a criança se alimentava de açúcares e doces. baixo peso ao nascer e alterações neurológicas. no ano de 2004. irmão com menos de 5 anos com histórico de desnutrição. A caracterização de fatores relacionados ao estado nutricional dos lactentes foi feita pela aplicação de um questionário direcionado às mães dos lactentes e realizada no ambiente da creche. em todo o país. O questionário utilizado obteve como índice de validade 0.5. e a relação peso/idade do critério de Gómez1. entre 0 e 24 meses de idade. normal alto (109118). Estudos descrevem que algumas áreas são mais afetadas como a memória. clinicamente ainda persistem questionamentos.98. sendo os lactentes e os pré-escolares os grupos etários mais atingidos pela desnutrição apresentando. a coordenação visomotora e a linguagem. obtendo Idade e Quociente de Desenvolvimento Global e Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas da escala. Do ponto de vista experimental. normal baixo (79-88). este estudo objetivou caracterizar o estado nutricional de lactentes com desnutrição leve. atendo-se à valorização de quocientes intelectuais7. antecedentes familiares (escolaridade dos pais.85 9. predominando. A partir do uso do software Sistema de Monitoração do Desenvolvimento Infantil – SIMODE10 foram calculadas a Idade Cronológica e as Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas do desenvolvimento neuropsicomotor.95 e de clareza 0. por conseguinte. situação civil dos pais).

a maior parcela de pais (61.2% das mães e 83. 6.9% das mães caracterizaram o sono de seus filhos como tranqüilo. Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Coordenação Óculo-motriz (IDC) e da IC.1% de 3 a 5 e 3. Na Tabela 1 são demonstradas as medidas descritivas das variáveis idade cronológica. enquanto 22. 10 No. 25. Quando se analisa o valor mínimo . A escolaridade de 74. 25.9% do grupo amostral foi encontrada reação adversa a algum alimento.0% fossa como parte do saneamento básico. 71. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 187 Tabela 1. assim como suas variáveis estatísticas. sendo que 58. sendo que em 71. 51.7% com 3 e 3.60 23. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento da Linguagem (IDL) esteve aproximadamente 2 meses (58.6% não apresentaram esse tipo de diagnóstico.31 VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7.0% da amostra. embora tenha sido superior à IC em apenas 9 dias (idade positiva).3%) e casados (6.1% classificaram como agitado. A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados.8% diariamente). açúcares e doces”. O aleitamento materno esteve presente até os 6 meses de idade em 29.7% consumiam de 3 a 4 vezes semanais e 25.9% alergia ao leite de vaca. Valores descritivos das variáveis idade cronológica.5% de lactentes nunca receberam essa substância. 35.2% de 1 a 3 consultas.20 11. 80.5%). enquanto 16.30 17. Em todas as casas em que os lactentes residiam. Desenvolvimento neuropsicomotor Na Tabela 2 são apresentados os resultados referentes à idade cronológica. da coordenação óculo-motriz.41 32.9% e 6.60 RESULTADOS Identificação do estado nutricional Foi encontrado o equivalente a 8. A totalidade dos lactentes deste estudo recebia alimentação artificial/sólida. verifica-se que o valor nesta área esteve 30 dias abaixo da média cronológica da amostra.8% de 4 a 6 e 3.8% dos pais foi referente ao ensino fundamental incompleto. relação peso/idade e déficit ponderal da amostra.8%.04 10. sendo a maior idade negativa encontrada entre as médias das idades. sendo que 16.00 24. Quando se verifica o valor mínimo da IDP.00 17. 83. contra 29.28% (31) de lactentes desnutridos leve no total populacional (374).8%.9% “frutas.5%.97 3. Os 77. idades de desenvolvimento global. não ocorrendo diferença em relação ao valor máximo. A média da IDP foi a única que não esteve abaixo da média da IC.1% já foram em algum momento de suas vidas.0% das mães relataram que seus filhos possuíam intolerância à lactose e 12. ovos”. mingaus e sopas.6% possuía como renda per capita a quantidade de 1 a 3 salários-mínimos. VARIÁVEIS Idade Cronológica(meses) Relação peso/idade (%) Déficit ponderal (%) MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO 16.37 11. bronquite) estiveram presentes em 48. frutas.Vol.6% das famílias residiam com 4 ou 5 pessoas na mesma casa.71 5.40 88.2% com 9.0% dos lactentes.70 82.58 17. O valor mínimo obteve idade negativa de 2 meses. um pai realizou.0% das mães realizaram de 7 a 9 consultas. Os motivos que levaram as mães deste estudo a não amamentarem foram a rejeição do peito e o fato de uma possuir o vírus da SIDA. sendo que 29. O principal motivo do desmame foi a intolerância à lactose pela criança. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC). Entre a amostra. Em 41. leite” e 3. relação peso/idade e déficit ponderal de 31 lactentes com desnutrição leve.6% possuíam esse distúrbio. até 3 meses em 25. 83. pneumonia. postural. Diarréias foram comuns em 71. 2. Quanto à situação civil. Foi comum a alimentação com “açúcares e doces” (38. no ano de 2004.9% de lactentes nunca foram hospitalizados.1% da amostra possuíam como principais alimentos de nutrição “cereais e derivados. porém não completou o 3° grau. social e da linguagem e quocientes de desenvolvimento global e nas áreas específicas propostas no estudo. por mais de 12 meses em 12. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento Postural (IDP) obteve valor muito próximo ao da média da Idade Cronológica (IC). carnes.72 82.00 76.9% “cereais e derivados. contra 93. mingaus e sopas. enquanto o valor máximo da coordenação óculo-motriz foi o que se encontrou com maior idade negativa entre os valores máximos (3 meses).32 3.0% havia rede de esgoto e em 29. Entre o grupo pesquisado. mingaus e sopas”.2% “frutas. Formulário do estado nutricional Quanto ao número de consultas pré-natais. seguidos de pais solteiros (32. 12.2% menos de 1 salário.8 dias) abaixo da IC.3%) vivia em união estável. observa-se que estiveram 3 meses abaixo do mínimo da IC.5% com 6 ou 7 pessoas.0% que não as apresentaram. 9.4% dos lactentes não apresentaram refluxo gastroesofágico. havia água tratada e rede elétrica. até 12 meses em 25.5% tinham irmão com menos de 5 anos de idade com histórico de desnutrição. 16.4% dos lactentes e 51. Infecções respiratórias (asma.

sendo a segunda maior idade negativa entre as médias das idades. encontra-se idade negativa de 4 meses.9 dias). Crianças oriundas de classe sócio-econômica baixa sofrem privação cultural. irritabilidade. podendo-se comentar que se encontram dados clínicos comuns entre diferentes graus de desnutrição. o principal recurso na maturação cerebral16.1 dias). bras. Todavia. Observa-se que o mínimo da relação peso/idade esteve próximo ao valor que classifica o desnutrido como moderado (61 a 75%). que no estudo situou-se na média de 17. são responsáveis pelo aparecimento de déficits nutricionais. sendo a ativação endógena neuronal durante o sono em idade precoce. ratificando com a literatura. Neste estudo. A função cerebral durante a infância e adultícia é mantida pelo resultado de interações complexas com o ambiente enquanto estamos acordados16. Além disso. fato que serve como alerta ao desenvolvimento da criança. houve número considerável de mães com baixa escolaridade (74. Alguns dos fatores de risco para o baixo peso e/ou prematuridade.15. por conseguinte. sendo que a maior freqüência de doenças. avaliações do seu estado nutricional12. podendo a criança apresentar déficit pondo-estatural. também apresentaram manifestações respiratórias. Ao associar o número de consultas pré-natais do estudo e a ocorrência de peso normal ao nascer e nascimento a termo entre toda a amostra. Seria ideal que todas as pessoas tivessem. a imaturidade biológica da criança a torna vulnerável a fatores de risco. concentra-se na faixa etária de 6 a 36 meses1. embora alguns transtornos respiratórios como asma. vimos que nenhum lactente esteve abaixo da idade de 7 meses. Formulário do estado nutricional No Brasil. Quando se analisa a média da Idade de Desenvolvimento Global (IDG) e a média da IC. a IDG também esteve abaixo do mínimo da IC. fisioter. a mortalidade neonatal. 11 . bronquite e pneumonia foram os principais responsáveis pelas hospitalizações. protegendo a criança contra doenças. diarréias e hospitalizações 14. observa-se que a idade negativa alcança o valor próximo de 1 mês (24. A ingestão insuficiente e a perda de nutrientes. estiveram presentes nesta pesquisa. Ao observar os quocientes de desenvolvimento. Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Sociabilidade (IDS) e da IC. Acredita-se que a atualização do calendário vacinal da criança se traduz por adequadas condições de imunidade. porém. não apenas durante ciclos de doenças. sono agitado e intolerância à lactose. são mães não-casadas e com 0 a 7 anos de estudo3. Nesta pesquisa. dado que se pode relacionar ao déficit ponderal da amostra. cuja possível conseqüência é a perda ponderal. de maneira geral. causadora de graves déficits no desenvolvimento intelectual . A desnutrição assume importância junto às crianças que vivem em condições socioeconômicas e culturais menos favorecidas. Isso significa que a situação de imunidade esteve adequada. O valor mínimo da IDS foi 3 meses abaixo do mínimo da IC. (3 meses). A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados. também a maior idade negativa entre os valores mínimos. Assim como em todos os valores mínimos das idades de desenvolvimento. mas durante todo o ciclo da vida. coordenação óculo-motriz e global foi atribuído padrão motor “normal médio” e aos quocientes da linguagem e sociabilidade “normal baixo”. por ser um período que compreende a estruturação do sistema nervoso. Estudos referem que o número de consultas prénatais está inversamente relacionado a esses fatores3. Neto FR Rev. Estas ocorrências.2 % com ensino fundamental incompleto). anemia. devendo ser investigados os fatores que a envolvem. alta velocidade de crescimento e aquisições funcionais. a oferta de nutrientes essenciais é meritória ao seu estado geral de saúde e é crucial . prevenindo complicações futuras. Embora o desenvolvimento neuronal seja pré-programado geneticamente. os lactentes com refluxo gastroesofágico. conexões neurais e a estabilização dessas conexões são funções cerebrais.188 Mansur SS.associada às vacinas .37%. Em estudos com lactentes desnutridos grave. educacional e afetiva. DISCUSSÃO Identificação do estado nutricional Na Tabela 1. O sono da criança foi considerado importante na pesquisa por ser reconhecidamente uma função vital e. através de regurgitações e/ou vômitos. além de déficit ponderal. estão relacionadas à carência de procedimentos rotineiros e básicos na assistência à gestante12. Especificamente. aos quocientes da postura. Isso deve ser considerado fundamentalmente na primeira infância. essencial ao adequado crescimento e desenvolvimento do lactente. todos os escores dessas variáveis classificaram as áreas motoras dentro da normalidade. observa-se idade negativa de cerca de 1 mês e 20 dias (50. pode-se compreender a satisfatória assistência pré-natal observada. observando o valor mínimo da idade cronológica. Há poucos dados referentes a crianças desnutridas com menos de 6 meses de idade. distúrbios do sono e sintomas respiratórios13.no estabelecimento da imunidade. a assistência pré-natal permite o diagnóstico e tratamento de inúmeras complicações durante a gestação e a redução ou eliminação de fatores e comportamentos de risco passíveis de serem corrigidos3. a prevalência de baixo peso ao nascer e a prematuridade. principalmente casos de diarréia. A nutrição está associada à integridade de células mediadoras da imunidade como linfócitos e fagócitos 17. encontraram-se casos com manifestações respiratórias.

00 108.74 15.37 4.41 94. pode perder a motivação para explorar o ambiente e. VARIÁVEIS MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7. Famílias de baixa renda têm preferência quanto ao aleitamento materno por ser um fator econômico e conveniente de nutrição21. 2.71 5. educação e à oferta de programas de suplementação alimentar ao longo dessas três décadas12. Por ser a primeira infância período em que se verificam as aquisições neuromotoras básicas.58 147.68 25. atualmente.00 Idade Cronológica (meses) Idades de Desenvolvimento (meses) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global Quocientes de Desenvolvimento (valor absoluto) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global 16.46 28. a intervenção nutricional deve ser completa.00 88.31 15.45 14.26 154. em 2004. foi a única variável que possuiu valor acima da média da IC.43 12. Na ausência de alimentação adequada durante esse período crítico é possível que a criança não atinja seu verdadeiro potencial genético. Quando uma criança tem fome não saciada. verificou-se que a média da IDP foi a única que obteve valor positivo entre as médias das idades. ter um atraso na aquisição de certas habilidades cognitivas. sabe-se que a desnutrição altera o desenvolvimento intelectual pela interferência na saúde.41 14.17 12. facilitam a velocidade e eficiência na transmissão de informações cerebrais. a prevalência da desnutrição no Brasil evoluiu de modo favorável entre as décadas de 70 e 90.87 89. indiferentemente se ocorreu lesão cerebral22.01 67.41 32. assim.72 16. ou seja.00 15.58 41.59 12.15 10. Esse fato corrobora com o presente estudo ao encontrar condições adequadas de infra-estrutura básica.00 79. Em pesquisa do desenvolvimento neuropsicomotor de 221 crianças de creches municipais10.00 5.12 30.85 100. a expansão dendrítica.00 22. Em termos epidemiológicos. porém. possibilitando a simultaneidade de tarefas23.00 67. dado igualmente encontrado neste estudo (Tabela 2).00 17.77 243.00 4.51 5.00 24.00 21.00 88. o número de sinapses.00 99. Valores descritivos das variáveis neuropsicomotoras obtidos pela aplicação da Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância.00 5.91 6.00 15.00 92. a quantidade de mielina. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC). níveis de energia.25 86. saúde.08 5.54 94.00 23.85 34.00 3.00 121.00 129. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 189 e emocional.45 5.00 148.00 16. que se potencializam quando sobrevêm a desnutrição18.84 5.00 24. Essa melhora esteve intimamente relacionada à ampliação de serviços de saneamento.00 13.71 15. 10 No. Tabela 2. Isso demonstra que os efeitos da desnutrição no cérebro podem conduzir a deficiências no aprendizado e na elaboração de atividades neuropsicomotoras. entre 31 lactentes com desnutrição leve.00 130.00 94.00 15. a ação metabólica. Supõe-se que a alimentação com leite materno pelos lactentes da amostra.00 78.00 24.00 66. Sabe-se que a qualidade adquirida nos processo de elaboração nervosa como a complexidade do circuito. porém a presença de irmão desnutrido em idade precoce não foi comum neste estudo. seja devido à baixa renda familiar e também ao incentivo e a valorização que os setores de saúde têm dado ao aleitamento materno. Desenvolvimento neuropsicomotor Os primeiros modelos de desnutrição consideravam somente deficiências cognitivas como resultado de dano cerebral. a desnutrição constitui a maior causa dos elevados índices de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos19.00 100.00 .18 148.Vol. Nos países em desenvolvimento. com redução de 60% dos casos20. taxas de desenvolvimento motor e crescimento2.

7. Fatores prognósticos para o desenvolvimento cognitivo de prematuros de muito baixo peso. Souza JM. pode ser revertido em idade futura. Rev Saúde Pública 2000: 34 Supl 52-61. In: Issler H. Fagundes Neto U. Metodologia científica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Cognitive educational and behavioral outcomes at 7 to 8 years in a national very low birthweight cohort. a percepção sensorial e a capacidade de utilizar os objetos. Por meio da gradual aquisição de atividades neuropsicomotoras são possíveis às relações pessoais e ambientais da criança. 1998. com certo grau de aproximação. Jankowski JJ. [tese]. Porém. como em imitações e gestualizações comuns entre elas. J Nutr 1995: 125 Supl 2233 – 8. fisioter. Lopes CS. J Pediatr 2001. Scalabrin DMF. Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor de crianças entre 06 e 24 meses de creches de Florianópolis – SC. Barros FC. 9. o nível de desenvolvimento cognitivo alcançado por ela e relacioná-lo com os problemas que se observam na área da linguagem.190 Mansur SS. na ausência de uma linguagem verbal. 4ª ed. Fatores de risco para a suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida. Marcondes E. Pediatria na atenção primária. conduzem às relações da criança com seu próprio corpo. Meio MDB. certamente que todo tipo de estímulos ambientais e prevenção na presença de fatores de risco. 4. Halpern R. Rev Saúde Pública 2003 dez 2. O controle postural envolve sinergias neuromusculares que permitem adaptações posturais em resposta a diferentes tarefas. The building blocks of cognition. na habilidade para resolver problemas. encontraram-se classificações baixas. 14. Mogridge N. necessárias para a mobilidade e as habilidades manipulativas da criança24. à relação ambiental7. Desnutrição energético-protéica. Giugliani ERJ. 1981. 77 (3): 159-60. Alderete JMS. [dissertação]. 12. Sabe-se que quando há lacunas na evolução do desenvolvimento da coordenação óculo-motriz. pois o modo de agir das crianças revela o modo de compreensão de mundo que elas têm26. 1996. podemos pensar que o maior déficit adquirido entre os lactentes do presente estudo na área da linguagem – embora tenha obtido valor dentro da normalidade (“normal baixo”). verificou-se que o valor máximo da IDC (21 meses) esteve 3 meses abaixo do valor máximo da IC (24 meses). Brito NI. neste estudo. Campinas (SP). A review of studies of the effect of severe malnutrition on mental development. Horta BL. Lèzine I. Programa de estimulação precoce para crianças com marasmo na primeira infância: Subsídios para atuação dos professores da equipe de saúde infantil. Feldman J. Leone C. 2. Torrejón HP. exemplificada pela preensão. maior diferença quando se comparam os valores máximos de todas as idades de desenvolvimento. o desenvolvimento cognitivo e psicossocial. Plaza B. 13. Brunet O. Arch Dis Child Fetal Neonatal 1998. p. A maturação neuromotora. podemos caracterizar. estabelecendo certas relações entre eles (bater com um objeto em outro para produzir sons ou deslocamentos) ou ainda relacioná-los espacialmente (empilhar objetos. 156-161. a psicomotricidade. J Pediatr 2003: 143 Supl 54-61. Cervo AL. Medina JMJ. São Paulo: Makron Books. são meritórios em qualquer fase da vida. Tendência secular da desnutrição e da obesidade na infância na cidade de São Paulo: 1974-1996. existe a possibilidade da criança apresentar problemas na escolaridade25. sobretudo na discriminação e capacidade de resposta a estímulos sensoriais. Ferguson PW. Isso que pode servir de alerta aos pais e/ou professores de lactentes com desnutrição. Rev Chil Pediatr 2000 set. Gloor VC. 79: 1220. Ou seja. 37 (3): 311-8. momento em que a linguagem é o fator principal de progresso. Isso demonstra a importância da coordenação óculo-motriz nos processos de pensamento. Considerando esta citação. Díaz TT et al. ALAN 2001 mar. 8. Horwood LJ. Bervian PA. 10. Grantham-Mcgregor S. 11. Monteiro CA. Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. 7 (6): 421-8. 3. Silva SMM. bras. colocar um dentro do outro) . como forma de linguagem. em especial na primeira infância. Neto FR Rev. 6. Rev Paulista de Pediatr 2001. Nunes ML.significa um grau de evolução maior do que limitar-se a explorar os objetos sem envolver qualquer função entre eles. Porto Alegre: Artes Médicas. Fisioterapia e Desportos da Universidade Estadual de Santa Catarina. a história familiar e a atitude dos pais frente aos filhos. 19 (2): 2-6. introduzindo novo plano à mente e renovando o estilo dos comportamentos de adaptação9. Morsch DS. Desenvolvimento psicológico da primeira infância.itens pertinentes a avaliação da coordenação óculo-motriz deste estudo . São Paulo: Sarvier. Desnutrição e desenvolvimento neuropsicomotor. Darlow BA. Em estudo sobre o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes mal-alimentados. 5. Moran JR. Vale ressaltar que a exploração das propriedades físicas de objetos. 2002. 51(1). Conde WL. Florianópolis (SC): Centro de Educação Física. Algunas consideraciones sobre el impacto de la desnutricion en el desarrollo cerebral. à relação com outras pessoas. Rose SA. na discriminação de objetos e socialização27. A influência do meio chega ao máximo no período entre 2 e 4 anos. fazendo o lactente manifestar suas idéias por meio de atividades da motricidade. . a construção da imagem corporal. Eficácia de uma fórmula infantil pré-espessada no manejo do refluxo gastroesofágico fisiológico do lactente. podemos entender a criança a partir de seu comportamento. inteligencia y rendimiento escolar. 2003. Victoria CG. mesmo de grau leve pois. Ao ver a criança brincar.

72(2): 182-193. Arch Dis Child 1999 mar 9. 1997. Tokyo: Churchill Livingstone. Carvalhaes MABL. Clinics in physical therapy: physical therapy assessment in early infancy. 1994. 24.Vol. 7 (4): 321-34. 19. 20. O desenvolvimento normal da preensão. 21. Evolução nutricional de crianças carentes atendidas por programa de suplementação alimentar. Rev Bras Cresc Desenv Hum. [tese]. Ariagno RL. Intelligence and brain structure in normal individuals. Am J Orthopsychiatry 2002. São Paulo: Pancast. Pelto G. In: Wilhem I. Guarneros N. 1993. Campos AL. 10 No. Briassoulis G. Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Zorzi JL. Rev Nutr 2001 mai/ago. 2. Soares N. Tassis AN. 25 (3): 101-9. 16. psicológicos e sociais de mães de criança desnutridas. nutritional indices and early enteral feeding in critically ill children. Mirmiran M. Vítolo MR. Aspectos nutricionais. Influence of socioeconomic conditions on growth in infancy: the 1921 Aberdeen birth cohort. Grazini J. 1993. Cardy AH. Pediatria (SP) 2002. Shumway-Cook A. Pires MMS. p. 17 (5): 548 – 57. O´leary D. Finn-Stevenson M. Nutrición y desarrollo psicomotor durante el primer semestre de vida. Maas YGH. 17. Aquisição da linguagem infantil. Woollacott M. Taner EM. 22. 2: 25-9. et al. Cohe G. 150: 130-4. 14 (2). Nóbrega FJ. Repercussões da desnutrição grave no coração da criança: avaliação ecocardiográfica. Nascimento CFL. Hatzis T. Sleep Medicine Reviews 2003. Am J Psychiatry 1993 jan. Alliger R. Trezza EMC. Zavras N. 26. Flaum M. 18. 40: 111 – 118. Martínez H. Swayze V. Parente W. Malnutrition. 161-71. 23. Phillips DO. Allen L. J Pediatr (Rio J) 1995. Theoretical issues in assessing postural control. Salud Publica Mex 1998. Baxter-Jones ADG. . Nutrition and brain development: social policy implications. Desnutrição e resultados de reabilitação em Fortaleza. Smith WCS. Helms PJ. 25. 81: 5-9. Applied Nutrition Investigation 2001 jan 19. Andreasen NC. Chávez A. Meyerhof PG. 71 (4): 2148. 27. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 191 15. Tonete VLP. São Paulo (SP): Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo.

Universidade Federal de São Carlos . com limitação mínima de 20° na ADM de extensão do joelho.ufscar. Salvini. CEP 13565-905. OISHI J 2. No entanto.br Recebido: 15/02/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Contextualização: O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para mensuração da amplitude de movimento (ADM) articular é o goniômetro universal. 10. Departamento de Fisioterapia. knee. SP 2 Departamento de Estatística. No membro dominante de cada sujeito foram realizadas três mensurações da ADM do joelho com o goniômetro e três mensurações no dinamômetro. com idade de 36 ± 11 anos. Conclusão: Com os procedimentos realizados. bras. both the universal goniometer and the isokinetic dynamometer can be used to evaluate knee ROM. AIELLO GV 1. São Carlos. UFSCar. 2. km 235. há carência de estudos que analisem a confiabilidade das medidas da ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético.Vol.Universidade Federal de São Carlos. SALVINI TF 1 1 Unidade de Plasticidade Muscular. 193-198 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Amplitude Articular do Joelho 193 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO BATISTA LH 1. Departamento de Fisioterapia. Palavras-chave: goniômetro. isokinetic dynamometer. However. SP. fisioter. Three knee ROM measurements were made using the universal goniometer and another three using the isokinetic dynamometer. Método: Foram avaliados 38 voluntários saudáveis (27 mulheres. SP Correspondência para: Tania F. dinamômetro isocinético. Method: 38 healthy volunteers (27 women.90). Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a correlação entre as medidas de ADM na articulação do joelho. there is a lack of studies analyzing the reliability of knee joint ROM measured by the isokinetic dynamometer. Laboratório de Neurociências. 2006 Rev. Key words: goniometer.UFSCar. Conclusion: From the procedures performed. ABSTRACT Knee Joint Range-of-Motion Evaluation: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Background: The instrument most often used by therapists for measuring joint range of motion (ROM) is the universal goniometer. pois ambos apresentam mensurações confiáveis. No. Vol. Results: The results showed a high degree of correlation between the knee ROM measurements made using the two instruments (Pearson correlation coefficient = 0. São Carlos. ROM. São Carlos. Rodovia Washington Luís.90). on each subject’s dominant limb. Objective: The purpose of this study was to analyze the correlation between the knee joint ROM measurements made using a universal goniometer and an isokinetic dynamometer. Resultados: Os resultados deste estudo mostraram que há alto grau de correlação entre as medidas da ADM do joelho obtidas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético (Coeficiente de Correlação de Pearson = 0. 101809-9246 ISSN No. realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. . 11 homens). 11 men) aged 36 ± 11 years were evaluated. e-mail: tania@power. CAMARGO PR 1. 2 (2006). amplitude de movimento. All of them had a minimum knee extension ROM limitation of 20°. since they both present reliable measurements. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho. joelho.

Para que o goniômetro universal e o dinamômetro isocinético possam ser correlacionados e utilizados na mensuração da ADM. como o dinamômetro isocinético. é amplamente usada. O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para medir a ADM é o goniômetro universal1. Instrumentação Para avaliar a ADM de extensão do joelho foram utilizados um goniômetro universal de material plástico (Carci) e um dinamômetro isocinético (Biodex Multi-joint System 3). METODOLOGIA Voluntários Participaram deste estudo 38 voluntários saudáveis. descrita na literatura desde 1914. obteve um nível de confiabilidade de bom a excelente6-14. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade para estudos em humanos. diferentes procedimentos para a mensuração de sua ADM são utilizados. a confiabilidade de uma medida é a consistência entre as medidas sucessivas da mesma variável. Entretanto. tanto na prática clínica quanto em pesquisas científicas. ainda. considerada um padrão de medida bem estabelecido11. como o dinamômetro isocinético2. medida com goniômetro universal. Tais medidas podem ser realizadas pelo terapeuta utilizando o goniômetro universal manual. Oishi J. Aiello GV. mensurado com o goniômetro universal. o goniômetro universal é um instrumento com o qual se obtém medidas da ADM do joelho confiáveis e válidas. Considerando que a articulação do joelho é uma das mais lesadas no ser humano. os voluntários deveriam apresentar limitação de 20° na ADM de extensão do joelho 17 do membro dominante. em um estudo recente. A goniometria. fisioter. que tem se beneficiado de forma particular e significativa desta tecnologia3. Camargo PR. Procedimentos Medida da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal Com o objetivo de diminuir possíveis diferenças nas avaliações pelo terapeuta. pois identifica as limitações articulares.12. ou ainda. No entanto. de ambos os sexos (27 mulheres e 11 homens) com idade de 36 ± 11 anos. realizadas pelo terapeuta com o goniômetro universal. é necessário que ambos forneçam medidas confiáveis. com a finalidade de medir a ADM de diversas articulações.5. verificaram que as medidas realizadas na articulação do joelho com o goniômetro obtiveram baixa confiabilidade. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. O objetivo deste estudo foi analisar o grau de correlação entre as medidas de ADM de extensão do joelho. Aalto et al. seria importante verificar se as medidas fornecidas por estes dois meios de mensuração apresentam correlação entre si. às obtidas com o dinamômetro isocinético. Como critério de inclusão. as medidas obtidas por meio de um equipamento podem variar. um equipamento computadorizado bastante utilizado para avaliação funcional do sistema musculoesquelético.194 Batista LH. duas fisioterapeutas foram previamente treinadas e realizaram todas as avaliações da ADM do joelho com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético deste estudo. Outros trabalhos concluíram serem válidas as medidas realizadas com o goniômetro universal. Ellis e Bruton15 concluíram que as medidas de ADM de articulações da mão realizadas com o goniômetro são mais confiáveis quando somente uma medida é envolvida que quando múltiplas medidas articulares são necessárias. A ADM de vários segmentos corporais também pode ser mensurada no dinamômetro isocinético. por meio de instrumentos computadorizados. com o sujeito posicionado em decúbito dorsal e as articulações do quadril e joelho fletidas a 90° 13. dentre elas a fisioterapia.14. o goniômetro é um instrumento de medida articular mais confiável16 e válido14 que a estimativa visual. Assim. Brosseau14 cita que as medidas goniométricas da ADM do joelho são mais confiáveis quando realizadas pelo mesmo avaliador. sendo assim. No entanto. Inicialmente. Vários experimentos examinaram o grau de confiabilidade das medidas goniométricas utilizando diferentes procedimentos de medida e demonstraram que a ADM do joelho. no mesmo sujeito e nas mesmas condições. sem dúvida. a fonte de erro mais difícil de controlar.8. bras. há carência de estudos na literatura que analisem a confiabilidade das medidas da ADM realizadas no dinamômetro isocinético. a confiabilidade destas medidas só será confirmada após a aplicação de testes estatísticos específicos3. INTRODUÇÃO A medida da amplitude de movimento articular (ADM) é um componente importante na avaliação física. Segundo Dvir3. Considerando-se as diferenças individuais. bem como permite aos profissionais acompanharem de modo quantitativo a eficácia das intervenções terapêuticas durante a reabilitação. com os indivíduos em posição dorsal foi realizado um teste para verificar a presença de encurtamento . O autor cita. após terem sido correlacionadas às medidas da ADM obtidas a partir de radiografia. Sendo assim. Finalmente. mas em contrapartida comentam que o posicionamento utilizado para o teste pode ter contribuído para este resultado. que há três fontes de erro que podem tornar uma avaliação não confiável: o instrumento de medida.4. Salvini TF Rev. a pessoa que ministra a avaliação e as diferentes características dos voluntários que estão sendo avaliados que é. há também outros instrumentos capazes de mensurar a ADM. Nas últimas décadas houve um grande aumento no uso deste instrumento em várias áreas.

por meio do dispositivo. a extensão do joelho. e relatar o momento em que sentiu o início da tensão nos músculos flexores do joelho.Vol. Avaliação da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal (indicação com cabeças de seta branca). . Este procedimento garantiu que o mesmo posicionamento neutro da pelve. que indica o grau de encurtamento dos músculos flexores desta articulação. O voluntário foi estabilizado na cadeira do dinamômetro por meio de cintos de contenção sobre o tronco. o avaliador 1 mensurou o grau de encurtamento dos flexores do joelho. que pode causar compensações. e alterar a mensuração da ADM do joelho. enquanto o avaliador 2 certificavase de que não estavam ocorrendo compensações. Em seguida. foram orientados a fechar os olhos e se manterem relaxados. A medida da ADM extensora do joelho de cada indivíduo foi avaliada três vezes. Medida da ADM de extensão do joelho no dinamômetro isocinético Para manter o quadril dos voluntários fletido a aproximadamente 90°. que foi considerado a posição final (Figura 1). conforme descrito por Norkin e White1. Figura 2. por meio do qual o voluntário poderia iniciar ou parar a avaliação passiva que estava sendo realizada. Posicionamento do voluntário na cadeira do dinamômetro: cintos de estabilização (Δ). O voluntário foi orientado a relaxar durante a avaliação. para manter a pelve em posição neutra. como descrito por Kendall17. Previamente à realização da avaliação. com o goniômetro universal (Figura 1). A mensuração da ADM foi realizada quando o indivíduo relatou o início de tensão nos músculos flexores do joelho. * 0° Posição Final * Figura 1. particularmente quando seu joelho estava sendo estendido. com auxílio de almofadas. A seguir. Após isso. 10 No. quadril e na coxa do membro dominante avaliado (Figura 2). o eixo mecânico de rotação do dinamômetro foi alinhado com o epicôndilo lateral do fêmur e a perna foi fixada ao braço de resistência do dinamômetro. para que o braço de resistência do equipamento começasse a estender o joelho. fosse também mantido durante as mensurações realizadas no dinamômetro. o quadril e o joelho do membro dominante foram fletidos a 90° e o pé mantido relaxado13. A extensão completa do joelho foi considerada 0° 13 e utilizada como referência para o cálculo do grau de limitação da extensão articular do joelho. Atingida esta posição. Assim. os voluntários receberam um dispositivo manual ligado ao dinamômetro (Figura 2). 2006 Amplitude Articular do Joelho 195 dos músculos flexores do quadril. um acessório acolchoado foi acoplado ao encosto da cadeira do dinamômetro (Figura 2). passivamente. como a anteversão pélvica. dispositivo (seta) utilizado para iniciar ou finalizar a avaliação passiva. ou seja. 2. a articulação do joelho do membro não dominante foi fletida. Para a avaliação inicial. sendo utilizada a média aritmética das três mensurações. A partir desta posição. utilizado durante a avaliação da ADM do joelho com o goniômetro. Almofada (*) utilizada em indivíduos com encurtamento nos flexores do quadril do membro contralateral. mantendo livre a articulação do tornozelo. o joelho foi passiva e lentamente estendido pelo avaliador 1. e acessório (*) para manter a articulação do quadril a aproximadamente 90° de flexão. nos indivíduos que apresentaram encurtamento dos flexores do quadril. mantendo a pelve em posição neutra para evitar compensações (Figura 1). deveriam acionar o dinamômetro.

79 a pequena correlação e valores ≤ 0.2% 26.8° 46. Tabela 2. intravoluntários intervoluntários.99 corresponde à alta correlação. fisioter.2% 30. A confiabilidade e a correlação das medidas da ADM do joelho. embora essa diferença não seja significativa.0% X = média. para mensuração da ADM extensora dessa articulação. Aiello GV.90 a 0.2% CVg 4. o CV intervoluntários foi considerado como referência para o CV intravoluntários. de acordo com Rothstein9 e Norkin & White1.6° DP g 1.196 Batista LH.5 ± 12. Oishi J.05) entre as medidas obtidas com o goniômetro e no dinamômetro (Figura 3). bras. Resultados das mensurações da ADM de extensão do joelho realizados com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético.9% 27. Considerou-se que CCP com valores de 0. realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. DP = desvio-padrão. nos dois instrumentos de avaliação da ADM articular (Tabela 2). utilizando diferentes instrumentos de medida14.21 . . Foram realizadas três mensurações consecutivas desse movimento e sua média aritmética foi utilizada para a análise estatística. por meio do dispositivo.4% 33.8° 46. DISCUSSÃO Considerando as condições experimentais utilizadas.4° 46. Para cada instrumento de avaliação.6 ± 13. assim que sentissem iniciar a tensão de alongamento nos músculos flexores do joelho. CV = coeficiente de variação.90.0° 27.8 ± 14.0% 8. p< 0. Comparação da avaliação intervoluntários e intravoluntários da ADM de extensão do joelho. O Coeficiente de Correlação de Pearson indicou um alto grau de correlação (0. de 0. de 0. Estudos têm utilizado o goniômetro universal para testar a confiabilidade das medidas da ADM. de modo geral. RESULTADOS Com base nos resultados apresentados na Tabela 1.70 a 0. sendo ligeiramente maior no dinamômetro. os valores do CV referentes às três avaliações realizadas no dinamômetro isocinético variaram mais que as realizadas com o goniômetro universal. de várias articulações. Verifica-se também que.1% 29. GONIÔMETRO UNIVERSAL Mensurações X ± DP CV 1ª 2ª 3ª DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO 1ª 2ª 3ª 44.9° 44.8° 3. em 38 indivíduos.2° DP▲ 10. em 38 indivíduos. Camargo PR. Análise estatística O Coeficiente de Variação (CV) foi usado inicialmente para estimar a porcentagem de variação entre as medidas realizadas na primeira.69 uma baixa correlação18. Nesta fase.7° CV▲ 23. DP = desvio-padrão. o voluntário deveria manterse totalmente passivo ao movimento. O CV foi aplicado para obter a variação intervoluntários e intravoluntários. X Goniômetro Dinamômetro 44. obtida com goniômetro universal e dinamômetro isocinético. pode-se observar que o CV da primeira mensuração é maior que das duas últimas avaliações em ambos os instrumentos de medida. a 2°/s de velocidade. Salvini TF Rev.19 .89 a boa correlação.6° 45. mas não foram encontrados na literatura trabalhos que utilizassem o goniômetro universal para testar a correlação Tabela 1. CV = coeficiente de variação.6% X = média. os resultados do presente estudo revelam que as medidas da ADM extensora do joelho realizadas com o goniômetro universal têm alta correlação às obtidas no dinamômetro isocinético. foram analisadas estatisticamente por meio dos testes: Coeficiente de Variação (CV) e Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP).9 ± 11. segunda e terceira avaliação da ADM extensora do joelho obtidas com os dois instrumentos de avaliação utilizados.7° 12.80 a 0. Os resultados mostram que o CV intravoluntários obtido foi menor que o CV intervoluntários.3 ± 15.4% 26.1° 45.0 ± 11. Também foram orientados a parar o braço de resistência do dinamômetro.

particularmente com o dinamômetro. quando comparadas às medidas com o goniômetro universal. A variação entre as medidas da ADM de extensão do joelho passou de 22° para 6°. Embora todos esses cuidados tenham sido tomados. Segundo Norkin e White1. 10 No. enquanto que 80% dos sujeitos variaram 4°. Com a constatação da confiabilidade das medidas realizadas com ambos os instrumentos.90) entre as medidas da ADM de extensão do joelho realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. 2006 Amplitude Articular do Joelho 197 Goniômetro (graus) 80 60 40 20 0 0 20 40 Dinam ôm et ro (graus ) 60 80 Figura 3.Vol. Esta variação pode ter ocorrido.O valor do Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP) encontrado indicou um alto grau de correlação entre as mensurações obtidas nos dois instrumentos. sendo essa variabilidade maior no dinamômetro isocinético. quanto às realizadas no dinamômetro isocinético (Tabela 2). das medidas de ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético. com o objetivo de minimizar possíveis diferenças nos procedimentos experimentais entre as mensurações nos dois instrumentos de avaliação. são eles: ambos os métodos de medida foram realizados pelos mesmos avaliadores. Esta sugestão é reforçada pelos resultados da Tabela 1 que mostra o CV das três avaliações referentes a cada instrumento de medida. observou-se que as mensurações no dinamômetro isocinético variaram mais. Tal dificuldade. a ADM extensora do joelho foi medida de forma passiva nos dois métodos. independentemente do instrumento utilizado para a mensuração. Esse resultado indica a necessidade de um número maior de repetições quando a avaliação da ADM articular for realizada no dinamômetro isocinético. as duas formas de avaliação mantiveram a articulação do quadril fletido a aproximadamente 90º. há uma alta confiabilidade das medidas realizadas tanto manualmente pelo terapeuta. tanto o CV quanto CCP mostraram que há um alto grau de confiabilidade das medidas dos dois equipamentos e entre eles. com o goniômetro universal. estes resultados indicam que as medidas da ADM do joelho realizadas em ambos os instrumentos são confiáveis. foram menores que o CV intervoluntários. utilizando-se a mesma posição de mensuração. Tais fatores foram considerados neste estudo para que os procedimentos realizados durante a mensuração da ADM extensora do joelho no dinamômetro fosse o mais próximo possível dos procedimentos de mensuração com o goniômetro. alguns aspectos observados necessitam ser considerados. É importante ressaltar ainda que durante a execução do presente estudo. vários fatores podem alterar o grau de confiabilidade de uma medida. foi a causa da maior variação entre as medidas da ADM obtidas neste equipamento. Diante deste resultado. provavelmente. e foram mantidos os mesmos números de repetições. quando comparadas às do goniômetro universal. quanto no dinamômetro foram obtidas na posição sentada. com uma variação média de 22° entre as medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. intervoluntários e intravoluntários. Este resultado demonstra a necessidade de realizar familiarização prévia dos voluntários com os instrumentos de medida. Sendo assim. Tais resultados não corroboram com os encontrados . O CV. o resultado encontrado neste estudo é inédito na literatura. 2. Valores do Coeficiente de Correlação de Pearson (0. Portanto. foi possível. em 38 indivíduos. foi verificado que 20% dos voluntários apresentaram alterações na percepção da tensão dos músculos flexores do joelho. correlacioná-las. Esses voluntários foram reavaliados. segundo relato dos voluntários. Verificou-se que o CV intravoluntários das medidas realizadas tanto com o goniômetro quanto no dinamômetro. tanto as medidas realizadas com o goniômetro. segundo nosso conhecimento. das medidas obtidas no dinamômetro foram maiores do que as realizadas com o goniômetro. ou seja. deve-se considerar que a posição altera o grau de percepção de alguns voluntários e que esta dificuldade pode alterar a análise final das medidas obtidas por estes instrumentos. então. pela maior dificuldade em sentir o início da tensão nos músculos flexores do joelho durante a mensuração da ADM realizada no dinamômetro. Pode-se observar que a primeira avaliação variou mais que as subseqüentes. Os resultados indicaram que há diferença entre os CV das medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro (Tabela 2). Portanto. Sendo assim. pode-se dizer que a grande dificuldade de percepção apresentada por 20% dos voluntários está relacionada à posição de mensuração. Segundo Rothstein9 e Norkin e White1. No entanto.

Mccrery EK. 15. 81(5): 1111-7. Norkin CC. Rothstein JM. A study to compare the reliability of composite finger flexion with goniometry for measurement of range of motion in the hand. 4. Como em outros trabalhos. Goudreault M. Airaksinem O. Acute changes in hamstring flexibility: PNF versus static stretch in senior athletes. Irion JM. Mccrry S.21 os quais verificaram que as medidas do ângulo articular realizadas com um equipamento computadorizado demonstraram ser mais confiáveis que as obtidas com o goniômetro. The effect of time and frequency of static stretching on flexibility of the hamstring muscles. Camargo PR. Sports Med 1996. Clin Biomech 2003. Jull GA. J Athl Train 2004. Aalto TJ. bras. 6. 20. Phys Ther 1987. Aiello GV foi bolsista de Iniciação Científica do PIBIC-CNPq. Brosseau L. Effect of stretch on reproducibility of hip range of motion measurements. Goniometric reliability in a clinical setting: Elbow and knee measurement. Arokoski JP. 11. Lowe L. O’Sullivan JP. Provance PG. Eccentric training and static stretching improve hamstring flexibility of high school males. 1995. 4a ed. 18: 462-5. 16(5): 562-70. et al. Myrer JW. Chleboun GS. 82(3): 396-402. Além disso. Willy RW. Davies GJ. Oishi J. Effect of cessation and resumption of static hamstring muscle stretching on joint range of motion. 77: 1090-6. The effect of duration of stretching of the hamstring muscle group for increasing range of motion in people aged 65 years or older. 63: 1611-15. Myrer JW.24. Kendall FP. Steel MW. 16. 7. 2: 186-93. Kuhn EJ. Phys Ther 1997. 18. Russell TN. Roettger RF. 14. Wootten M. Balmer S. Bruton A. Merrill RM. Feland JB. 1974. 23. J Orthop Sports Phys Ther 2001. Miller PJ. pois suas mensurações são confiáveis. Bandy WD. Philadelphia: FA Davis Co. Dvir Z. Bandy WD. Arch Phys Med Rehabil 2001. Ellis B. 22. Arch Phys Med Rehabil 2005. fisioter. 31(3): 138-44. Reliability and validity of goniometric measurements at the knee. Foot Ankle Int 2005.198 Batista LH. 21. P. . 8. Flinn N. 67: 192-5. Herrmann DB. Ronald Press. et al. Phys Ther 1983. Braatz JH. 9. p. Goniometric versus computerized angle measurement in assessing hallux valgus. Fellingham GW. 3 (26): 483-85. São Paulo: Manole. 1990. Gogia PP. os resultados apresentados aqui demonstraram que o dinamômetro isocinético também é adequado para avaliar a ADM de extensão do joelho. Can the internet be used as a medium to evaluate knee angle? Man Ther 2003. Reliability of goniometric measurements and visual estimates of knee range of motion obtained in clinical setting. Am J Sports Med 1998. Briggler M. Rose SJ. Sprigle S. 12. 2. Gleeson NP. Phys Ther 2004. White DJ. Schulthies SS. Wootton R. 3a ed. Farber DC. D. 3. 1ª ed. 5. A statistics primer: validity and reliability. Radiographic verification of knee goniometry. Clin Rehabil 2002. Batista LH e Camargo PR receberam bolsa de Mestrado da CAPES. Tousignant M. Intra and intertester reliability and criterion validity of the parallelogram and universal goniometers for measuring maximum active knee and extension of patients with knee restrictions. New York. Trost JS. A compendium of isokinetics in clinical usage and rehabilitation techniques. Mercer TH. Blake CG. Aiello GV. 2a ed. São Paulo: Manole. 19. CONCLUSÃO Considerando os procedimentos utilizados neste estudo. Interpretações e Aplicações clínicas. Agradecimentos: Esse projeto recebeu apoio financeiro da FAPESP e do CNPq. 84(9): 800-7. Phys Ther 2001. Phys Ther 1991. Passive versos active stretching of hip flexor muscles in subjects with limited hip extension: a randomized clinical trial. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho. Baltimore: Williams & Wilkins. Salvini TF Rev. Goudreault C. Cited in Currier. Moore SM. 34. Norton B J. 13. Validity study of head and neck flexion-extension motion comparing measurements of a pendulum goniometer and roentgenograms. Deorio JK. Músculos: provas e funções. 24. Watkins MA. Measom GW. Harkonen TM. 10. Winters MV. Russell TG. Scand J Rehabil Med 1986. Elements of research in physical therapy. 21(1): 18-34. Development and testing of a pelvic goniometer designed to measure pelvic tilt and hip flexion. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 8(4):242-46. Isocinético: Avaliações musculares. Phys Ther Sports 2001. Blech TE. 11: 414-20. 2002. 71(2): 90-6. 86: 549-57. Feland JB. 1992. Woijtys EM. 18: 47-50. o presente estudo também mostra que o goniômetro é um instrumento que pode ser usado para realizar as medidas de ADM de extensão do joelho. The utility of isokinetic dynamometry in the assessment of human muscle function. 1995. alguns utilizando procedimentos diferentes de medida14. Marcello-Brinker TB. 17. 4a ed.23. Greenfield MLVH. Onalaska: WIS & S Publishers. Enwemeka CS. Measurement in physical education. 26(3): 234-8. Garber MB. 39(3): 254-58. por Farber et al.22 e outros o mesmo procedimento13. J Orthop Sports Phys Ther 1990. Kyle BA. Medida da amplitude de movimento articular: um guia para goniometria.

The inter-examiner reliability was low and moderate for the maximum and minimum forces respectively. BICALHO LI 2. A force platform was positioned under the calves of these subjects to detect the forces applied during the maneuvers. 10. o que permitiu o registro dos picos mínimo e máximo das curvas da força aplicada. 6627. para as condições intra e interexaminadores. Palavras-chave: mobilização articular. Departamento de Fisioterapia. Antônio Carlos. O método de Bland e Altman avaliou os limites de concordância das medidas entre os examinadores. the paired t-test was utilized on the intra-examiner data and the t-test for independent samples for the inter-examiner data. manual therapy. Results: The data showed high intraexaminer reliability. . force platform. Method: Two experienced examiners mobilized both ankles of thirty-five healthy subjects.ufmg. To evaluate any systematic error in the measurements. PEIXOTO GHC 3. The maximum and minimum peak forces from the curves obtained were then analyzed. Objective: To evaluate the intra and inter-examiner reliability of Maitland grade III and IV anteroposterior mobilization force on the ankle joint. Maitland. 2 (2006). Belo Horizonte.br Recebido: 11/04/2005 – Aceito: 18/11/2005 RESUMO Introdução: Os fatores que contribuem para a eficiência da manobra de mobilização articular são a intensidade e a reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. Método: Os dois tornozelos de 35 voluntários assintomáticos foram mobilizados por dois examinadores experientes com o procedimento. Escola de Educação Física. bras. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Uma miniplataforma de força foi posicionada sob a perna do voluntário a fim de captar as forças obtidas durante as manobras de mobilização e seu sinal foi convertido e armazenado em um software DasyLab4. fisioter. Para avaliar o erro sistemático das medidas foi utilizado o teste t pareado e o teste t independente. apresenta alta confiabilidade intra-examinador e baixa para interexaminador. A análise da confiabilidade foi realizada através do coeficiente de correlação intraclasse (CCI). miniplataforma de força. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. e-mail: mresende@eeffto. Universidade Federal de Minas Gerais. MG. A confiabilidade inter-examinador foi baixa e moderada para a força máxima e mínima respectivamente. grau III e IV de Maitland.Vol. reliability. Vol. The Bland & Altman method was used to assess the concordance limits for the measurements from the two examiners. São Francisco. durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo. No. MG 2 3 Departamento de Fisioterapia. The intraclass correlation coefficient (ICC) was used to assess the intra and inter-examiner reliability. 2006 Rev. by one or more examiners. Belo Horizonte. Resultados: Os dados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador. Universidade Federal de Minas Gerais . ABSTRACT Reliability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Background: Factors that contribute towards the efficiency of joint mobilization maneuvers is the intensity and reproducibility of the force applied during mobilization. Belo Horizonte.UFMG. Conclusions: These data suggest that the force applied during Maitland grade III and IV mobilization of the ankle joint presents high intra-examiner reliability and low inter-examiner reliability. Maitland. VENTURINI C 1. Pontifícia Universidade Católica. Belo Horizonte. 199-204 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 199 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO RESENDE MA 1. Av. articulação do tornozelo. terapia manual. 101809-9246 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo ISSN No. por um ou por diferentes examinadores.0. PENIDO MM 1. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. CEP 31270-901. confiabilidade. Objetivo: Avaliar a confiabilidade intra e interexaminador da força de mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo. Key words: joint mobilization. MG Correspondência para: Marcos Antônio de Resende. Escola de Educação Física. during anteroposterior mobilization of the ankle joint. CHAGAS MH 3 1 Departamento de Fisioterapia. ankle joint. UFMG. respectivamente.PUC. Conclusão: Esses dados sugerem que a força aplicada durante a mobilização articular grau III e IV de Maitland no tornozelo. The signals were converted and recorded using the DasyLab 4. 2.0 software. MG Departamento de Esportes da Escola de Educação Física.

4. sendo 20 homens e 15 mulheres. sem contudo. transmitidos e armazenados em um software DASYLab 4. assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. massa corporal e altura de 25. dos movimentos de giro.6 e na coluna vertebral por Harms e Bader7. os voluntários foram posicionados em decúbito dorsal. Penido MM. estudos de confiabilidade da mobilização articular nos graus III e IV foram realizados na articulação glenoumeral6 e na coluna vertebral7.69 ± 0. foram recrutados 35 voluntários saudáveis para o estudo dos dois tornozelos. Venturini C. é um parâmetro que garante a padronização do procedimento na clínica e nos estudos experimentais9. A carga imposta durante a manobra grau III e IV promove a adaptação viscoelástica dos tecidos conectivos e. alguns estudos avaliaram somente o efeito terapêutico da mobilização nestas articulações.10 metros. baseia-se em um sistema graduado de avaliação e tratamento. INTRODUÇÃO Desde a década de oitenta. Estudos de confiabilidade das manobras graus III e IV foram desenvolvidos na articulação glenoumeral por Hsu et al.8.40 cm de comprimento e 0.4. A técnica de mobilização articular proposta por Maitland1. Dessa forma. em seguida. grau III e IV de Maitland. A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. A superfície convexa móvel desliza no sentido oposto ao movimento osteocinemático. 67. estudantes universitários.50 cm de altura X 1. A mobilização articular em deslize posterior do tálus. Esse princípio aborda a combinação dos movimentos que ocorrem nas articulações sinoviais conforme a sua superfície4. a terapia manual vem sendo amplamente empregada no tratamento fisioterápico das disfunções musculoesqueléticas. ocorre o deslizamento posterior do tálus em relação à tíbia. é indicada para recuperar os movimentos acessórios quando existir uma restrição a esse mesmo movimento1.200 Resende MA. livre da resistência oferecida pelos tecidos e são indicados nos casos de processos dolorosos articulares. ou seja.24 ± 14.15 anos. com ritmo lento no início da amplitude do movimento acessório da articulação. melhora a dor4. e em seguida. a consistência e a capacidade de reproduzir a força aplicada durante a mobilização articular. rítmicos. composta por duas placas de aço interligadas por quatro células de força. Peixoto GHC. Dois examinadores passaram por um período de duas semanas de treinamento com a manobra de mobilização. presença de dor ou alguma patologia nos tornozelos no momento da avaliação.50 quilogramas e 1. o tálus é convexo e a tíbia é côncava4.9. verificar a confiabilidade da força aplicada durante as manobras de mobilização articular3. Os graus I e II da mobilização de Maitland correspondem à aplicação dos movimentos oscilatórios. Apesar da grande aplicabilidade da mobilização articular periférica na clínica fisioterapêutica. que se encontram nas extremidades da mesma. portanto. Procedimento Para captar a variação da força aplicada sobre a articulação do tornozelo. mas não na articulação do tornozelo. edema4. A mobilização articular refere-se aos movimentos acessórios passivos que visam à recuperação da artrocinemática. nas epicondilalgias2 e nas entorses de tornozelo3-5. com idade.14 ± 3. e os voluntários por um processo de familiarização com os procedimentos antes de iniciar o estudo. Os critérios de exclusão foram as histórias de entorses do tornozelo nos últimos seis meses. O seu restabelecimento promove a congruência articular. MATERIAIS E MÉTODOS Voluntários Após aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais (COEP-UFMG). Essas manobras caracterizam-se por movimentos oscilatórios realizados no final da amplitude do movimento acessório ou a partir da resistência dada pelos tecidos periarticulares1. que convertia os valores de Volts para Newtons (N). o objetivo deste estudo foi verificar a confiabilidade intra e interexaminador da força aplicada durante a mobilização articular ântero-posterior da articulação do tornozelo. bras. com o membro inferior a ser testado apoiado sobre uma tábua de quadríceps com suporte para . No caso da articulação talocrural.5 e. fundamentando-se na regra côncavo-convexa1.0. É preciso frisar que. a função do segmento corporal comprometido5. Chagas MH Rev. Maitland desenvolveu seu método. através de movimentos passivos oscilatórios. fisioter. graus III e IV tem como objetivo favorecer o ganho da amplitude do movimento de dorsiflexão que se encontra limitado em diferentes situações como é o caso das entorses laterais do tornozelo 3.80 cm de largura). Todos os voluntários foram devidamente informados sobre o estudo e. Os sinais gerados pelos sensores da miniplataforma eram conduzidos para um conversor analógico-digital (NIDAQ-700). graduados em quatro níveis que variam de acordo com a amplitude dos movimentos acessórios normalmente presentes nas articulações. Durante o movimento de dorsiflexão do tornozelo. como nas algias da coluna vertebral1. por um ou por diferentes examinadores9. rolamento e deslizamento entre as superfícies articulares3. sobre uma mesa de terapia manual (dimensões: 0. conseqüentemente.6. Entretanto.4. Equipamento Foi utilizada uma miniplataforma de força. respectivamente. diminui o atrito mecânico na articulação3. com dimensões de 40 cm de comprimento por 20 cm de largura. história de cirurgia do complexo pé e tornozelo. Bicalho LI.

Análise Estatística Para a obtenção dos resultados foram excluídas a primeira curva e as últimas curvas.8. Com o objetivo de avaliar a variação do erro das medidas. primeiro no tornozelo direito.0 instalado em ambiente Windows®. B: miniplataforma de força. 2. Os dados gerados pela plataforma de força e captados pelo conversor foram armazenados por um terceiro examinador.4.4 a 0. Foi considerada a diferença significativa quando p< 0. conforme verificado na figura 1.Vol. Posicionamento dos voluntários para a manobra de mobilização em deslize ântero-posterior da articulação do tornozelo. Para a realização da manobra. C: manobra de mobilização articular. C B A A: tábua de quadríceps adaptada. a manobra foi realizada A força aplicada durante a mobilização articular foi avaliada considerando-se a força mínima e a força máxima gerada em cada oscilação. Em seguida.05. tanto para a força mínima quanto para a força máxima. que apresentavam distorções e poderiam influenciar na análise dos resultados. o examinador apoiou a região do espaço interósseo dos dedos I e II da mão direita sobre o tálus. Todas as análises estatísticas foram realizadas através do software SPSS 11. Para a análise do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi utilizada a classificação descrita por Portney e Watkins11. A freqüência das oscilações e a amplitude das forças aplicadas durante a mobilização variaram de acordo com o examinador. por um período de 30 segundos. enquanto a outra mão era posicionada sobre a primeira. grau III e IV de Maitland. sendo que os examinadores A e B não tiveram acesso aos resultados durante o procedimento experimental.5 oscilações/segundo. realizou seis oscilações em deslize ântero-posterior em cada tornozelo dos voluntários para permitir uma adaptação dos tecidos periarticulares. Uma espuma de densidade média foi utilizada entre a plataforma e o calcanhar do voluntário para evitar o desconforto provocado por este contato. O estudo da confiabilidade interexaminador foi realizado através do CCI2. Cada examinador A e B. O método estatístico de Bland e Altman foi utilizado para estimar a concordância das medidas12. realizou-se o teste t pareado e teste t independente para as condições intra e interexaminadores. 10 No. Figura 1. considerando as médias das medidas da força mínima e máxima de 8 curvas. foi utilizado (CCI)3. o examinador B repetiu o mesmo procedimento para ambos os tornozelos. sendo consideradas somente as oito curvas subseqüentes. . Na análise da confiabilidade intraexaminador. foi realizada a calibração da plataforma de força através de cargas previamente conhecidas. A força da manobra foi aplicada de forma perpendicular a miniplataforma para permitir o registro dos sinais através do apoio do calcâneo sobre a tábua. Antes de iniciar o estudo. da segunda à nona curva. Imediatamente após o examinador A ter realizado as manobras. obtidas com as oscilações realizadas pelos examinadores A e B. que comparou a média das primeiras curvas (2 a 5) com a média das curvas (6 a 9). foi posicionada sobre a tábua de quadríceps atrás da região da perna e do tornozelo. A miniplataforma de força por sua vez. respectivamente. 2006 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo 201 o tornozelo. A força exercida pelo peso da perna sobre a miniplataforma de força foi deduzida para a avaliação dos dados. isto é. e depois no tornozelo esquerdo pelo examinador A. A freqüência de mobilização variou de 0.

58 X ± DP (B) 89. Fmáx = força máxima.23 p 0.051 0. tanto para a força máxima quanto para a força mínima aplicada durante a mobilização ântero-posterior do tálus. Tabela 2.58 (0. Venturini C.52 91.99) 0.0.202 Resende MA.98 (0.98 .13 ± 23. Bicalho LI. Fmáx = força máxima. com conseqüente alongamento dessas estruturas que normalmente resistem ao deslocamento articular.82 ± 22. são devido à resistência oferecida pelos tecidos conectivos na região linear da curva cargadeformação.00** Fmin = força mínima.0.01 ).52 ± 22.55) X ± DP (A) 101.12 p 0. fisioter.96 .97 . apresentaram diferença estatisticamente significativa.98 (0. A média da força máxima aplicada pelos examinadores durante a mobilização em nosso estudo foi de 203.19 204.77) 0. Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição intra-examinador. DISCUSSÃO A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. X± DP (A) = média ± desvio-padrão do examinador A. bras. Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição interexaminador.00** 0. Os resultados obtidos demonstraram alta confiabilidade intra-examinador das forças máxima e mínima. Tabela 1.82 ± 19.98 (0.64 N. grau III e IV de Maitland.48 160. sugerem que as altas forças exigidas durante a mobilização graus III e IV.00** Fmin = força mínima.01). X± DP (2 a 5) = média ± desvio-padrão das curvas 2 a 5 em newtons.0.99) 0.46 86. CCI (IC) Fmin A Fmáx A Fmin B Fmáx B 0.73 N. Podemos verificar também na tabela 1.0. De acordo com Portney e Walkins 11.67 203.84 ± 21.66 ± 21. Chagas MH Rev.0.00** 0. Penido MM. Innes e Bader13. ** Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima das curvas de 2 a 5 com as de 6 a 9 para um mesmo examinador ( p < 0.70 ± 22. RESULTADOS Os nossos resultados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador para ambos os examinadores.08 ± 19. Peixoto GHC. por um ou por diferentes examinadores9. X ± DP (6 a 9) = média ± desvio-padrão das curvas 6 a 9 em newtons. que a média das medidas da força mínima e máxima das primeiras curvas (2 a 5) quando comparada com a média das medidas das últimas curvas (6 a 9). X ± DP (B) = média ± desvio-padrão do examinador B.65 ± 21.19 (-0. o CCI é considerado .99) X ± DP (2 a 5 ) X ± DP (6 a 9) 99. exceto para a força máxima obtida pelo examinador A.17.99 161. N (Newtons). conforme apresentado na tabela 2. observamos diferença estatisticamente significativa conforme verificado na tabela 2. conforme a tabela 1. Os dados da dispersão correspondentes à diferença dos valores obtidos entre os examinadores A e B e das médias das medidas dos examinadores encontram-se representados nas figuras 2 e 3.33 ± 19. Nossos resultados demonstraram confiabilidade interexaminador (CCI – IC) baixa tanto para a força mínima quanto para a força máxima aplicada.97 (0.77 ± 21.31 ± 21. Quando a média das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B foram comparadas.00** 0. aplicadas durante a mobilização articular.98) 0.68 202.41 104. **Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B (p < 0.98 . Harms. CCI (IC) Fmin Fmáx 0. enquanto a média da força mínima foi de 88.79 158.23-0.

Vol. 10 No. 2, 2006

Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo

203

120 100 80

120 100 80

DIFERENÇA EXAM . A - EXAM . B (N)

40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 140 160 180 200 220 240 260

DIFERENÇA EXAM .A- EXAM.B (N)

60

60 40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 40 60 80 100 120 140 160 180

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

Figura 2. Dispersão das diferenças entre os valores da força máxima e médias das medidas dos examinadores A e B.

Figura 3. Dispersão das diferenças entre os valores da força mínima e média das medidas dos examinadores A e B.

baixo quando menor ou igual a 0,50, moderado entre 0,50 a 0,75 e alto acima de 0,75. Nossos resultados são semelhantes aos de Harms e Bader7 que encontraram alta confiabilidade intra-examinador em um modelo de mobilização ânteroposterior da coluna vertebral, e aos achados de Hsu et al.6 que demonstraram alta confiabilidade intra-sessão na mobilização da articulação glenoumeral. Entretanto, quando nós comparamos as médias das medidas da força máxima e mínima aplicadas por um mesmo examinador, verificamos uma diferença estatisticamente significativa, indicando variação na intensidade da força aplicada ao longo dos 30 segundos de oscilações. Por outro lado, uma fraca confiabilidade foi observada entre as manobras aplicadas pelos examinadores A e B. Além disso, foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre as médias das forças aplicadas pelos examinadores, indicando variação na intensidade da força aplicada. A esse respeito, Björnsdóttir e Kumar14, compararam a confiabilidade de fisioterapeutas experientes em terapia manual com fisioterapeutas inexperientes, durante a mobilização póstero-anterior da coluna e demonstraram que ambos os grupos obtiveram baixa consistência nas medidas da força aplicada. Conforme podemos observar nas figuras 2 e 3, ocorreu grande dispersão em relação ao eixo y, indicando que há uma baixa concordância entre os dados dos examinadores A e B.

Além disso, podemos facilmente observar a variação no erro das medidas, visto o deslocamento da média dos valores da diferença entre A e B (Δ A-B), que deveria ocorrer no ponto zero do eixo y. Esses resultados podem ter sido influenciados pelo tipo de formação do terapeuta manual ou o tempo de prática do terapeuta. Entretanto, Cook et al.15 em um estudo de mobilização na coluna vertebral, demonstraram que gênero, idade, anos de prática e diferença na formação profissional não são fatores preditivos para uma fraca consistência nas manobras de mobilização. Esses mesmos autores sugerem que a variabilidade encontrada na força entre os examinadores é devido a algum fator ainda não conhecido, ou a um fator intrínseco aos examinadores. No presente estudo, é possível que esta variabilidade encontrada entre os examinadores seja devido a uma diferença no desempenho da força. O procedimento adotado compreendeu a aplicação de 30 segundos de mobilização pelo examinador A seguido do examinador B, o que gerou adaptação dos tecidos periarticulares do tornozelo durante a primeira série de mobilização. Provavelmente, a força solicitada pelo examinador B para mobilizar a articulação talocrural foi menor quando comparado ao examinador A. Este efeito pode ser observado nos dados representados na tabela 1. Segundo alguns autores, a força aplicada durante a manobra de mobilização, grau III e IV de Mailtand é exercida

204

Resende MA, Venturini C, Penido MM, Bicalho LI, Peixoto GHC, Chagas MH

Rev. bras. fisioter.

contra uma resistência mínima e aumentada gradativamente até encontrar uma resistência máxima8,13,16, promovendo assim uma deformação viscoelástica dos tecidos periarticulares17. Um dos fatores limitantes deste estudo foi a impossibilidade de confirmar a calibração do instrumento após cada medida efetuada pelos examinadores, o que poderia inviabilizar o estudo, dado ao tempo necessário para executar este procedimento. Para futuros estudos, é possível propor novas estratégias para melhorar a consistência das medidas entre os examinadores. Para esse propósito, podemos utilizar o feedback visual das curvas de força no monitor do computador, uma vez que a outra limitação deste estudo foi a falta de um mecanismo para controlar a força aplicada pelos examinadores durante as manobras de mobilização articular.

5.

Pellow JE, Brantinghan JW. The efficacy of adjusting the ankle in the treatment of subagude and chronic grade I and grade II ankle inversion sprains. Journal Manipulative and Physiological Therapeutics 2001; 24 (1):17-24. Hsu A, Ho L, Chang J, Chang G. Characterization of tissue resistance during a dorsally directed translation mobilization of the glenohumeral joint. Archives Physical Medicine Rehabilitation 2002; 83:360-6. Harms MC, Bader DL. Variability of forces applied by experienced therapists during spinal mobilization. Clinical Biomechanics 1997; 12 (6): 393-9. Cook CE. Effectiveness of visual perceptual learning on intertherapist reliability of lumbar spine mobilization. The Internet Journal of Allied Health Sciences & Practice 2003; 1(2): 1540 – 580. Matyas TA, Bach TM. The reliability of selected techniques in clinical arthrometrics. The Australian Journal of Physiotherapy 1985; 31(5):175-199.

6.

7.

8.

9.

CONCLUSÕES Os resultados obtidos no presente estudo indicaram alta confiabilidade para a condição intra-examinador e baixa para a condição interexaminador da força aplicada durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo grau III e IV de Maitland. Esses dados sugerem que a manobra de mobilização articular grau III e IV de Maitland, utilizada para a mobilização do tornozelo deve ser realizada apenas por um examinador nos estudos científicos e no acompanhamento clínico dos indivíduos.

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Vol. 101809-9246 ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 205-211 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio

205

ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETIDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTEIRA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE
VIEIRA WHB 1, GOES R 1, COSTA FC 1, PARIZOTTO NA 1, PEREZ SEA 2, BALDISSERA V 2, MUNIN FS 3, SCHWANTES MLB 3
Laboratório de Eletrotermofototerapia, Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, São Carlos, SP
1 2 3

Laboratório de Fisiologia do Exercício, Departamento de Ciências Fisiológicas, UFSCar, São Carlos, São Carlos, SP Laboratório de Evolução Molecular, Departamento de Genética e Evolução, UFSCar, São Carlos, SP

Endereço para correspondência: Nivaldo Antonio Parizotto, Lab. de Eletrotermofototerapia, DeFisio, UFSCar, Via Washington Luís, Km 235, CP 676, CEP 13565-905, São Carlos, SP, e-mail: parizoto@power.ufscar.br Recebido: 12/04/2005 – Aceito: 09/03/2006

RESUMO
Objetivo: Verificar a atividade e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm). Método: Foram utilizados nesse estudo 54 ratos machos jovens (30dias), Winstar, com peso inicial médio de 112 ± 4,7g, os quais foram divididos em quatro grupos: dois permaneceram em repouso, GRC (grupo repouso controle, n= 9) e GRL (grupo repouso laser, n= 10), sendo o segundo irradiado por laser, e outros dois foram submetidos ao treinamento aeróbio e testes de esforço crescente em esteira (em degraus descontínuos) visando à determinação do limiar de anaerobiose (LA) durante 5 semanas, GEC (grupo exercício controle, n= 16) e GEL (grupo exercício laser, n= 19), sendo o último também irradiado por laser. O laser foi aplicado no quadríceps, glúteo máximo, sóleo e tibial anterior (TA), bilateralmente, imediatamente após cada sessão de treinamento, usando: 3,8J/cm2, 15mW, 10s, modo contínuo, durante 5 semanas. Amostras de sóleo, TA e coração foram removidas 48 horas após a última sessão de exercício para análise eletroforética e espectrofotométrica. A estatística foi realizada através do teste ANOVA e post-hoc de TUKEY. O nível de significância foi considerado (p≤ 0,05). Resultados: Foram observadas reduções na atividade da LDH causadas pelo laser (de 19% a 30%), exercício (de 41% a 66%) e as ações combinadas (de 47% a 66%) (p< 0,01). A eletroforese mostrou uma predominância da subunidade B para o sóleo e coração, e uma predominância da subunidade A no TA. Conclusões: Estes dados sugerem uma melhor resposta adaptativa dos animais ao treinamento aeróbio associado à terapia laser, no que se refere à otimização da via oxidativa. Palavras-chave: LDH, Eletroforese, treinamento de endurance, rato, LLLT.

ABSTRACT Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill Training and Low Intensity Laser Therapy
Objective: To analyze the activity and electrophoretic pattern of the enzyme LDH in response to treadmill training, in rats undergoing photostimulation using low-level laser therapy (LLLT) (780 ηm). Method: Fifty-four 30-day-old male Winstar rats initially weighing 112 ± 4.7g were divided into four groups. Two groups remained at rest: resting control group (RCG, n= 9) and resting LLLT group (RLG, n= 10). The other two groups underwent a five-week treadmill program of aerobic training and noncontinuous incremental effort tests, with the aim of determining the anaerobic limit. One of the latter was an exercise control group (ECG, n= 16) and the other was an exercise LLLT group (ELG, n= 19). LLLT was applied to the quadriceps, gluteus maximus, soleus and tibialis anterior, bilaterally, immediately after each training session, using the following: 3.8 J/cm2; 15 mW; time 10 s; continuous mode. Samples of the soleus, tibialis anterior and heart were removed 48 hours after the last exercise session for electrophoretic and spectrophotometric analysis. The statistical analyses used were the ANOVA and post-hoc Tukey tests. The level of statistical significance was set at p≤ 0.05. Results: Reductions in LDH activity caused by laser (from 19% to 30%), exercise (from 41% to 66%) and combined action (from 47% to 66%) were observed (p< 0.01). Electrophoresis showed predominance of subunit B in the soleus and heart, and predominance of subunit A in the tibialis anterior. Conclusion: The data suggest that the animals have an adaptive response to aerobic training with LLLT, towards optimizing the oxidative pathway. Key words: LDH, Electrophoresis, endurance training, rat, LLLT.

uma vez por semana. 3 . sendo encontrada em tecidos com metabolismo. evitando que o coração acumule lactato. não há relatos na literatura científica de estudos in vivo. os primeiros eventos fotoquímicos e fotofísicos acontecem nas mitocôndrias. Portanto. cinco formas isozímicas/isofórmicas separáveis por eletroforese. A2B2 (LDH3). foram submetidos a um protocolo de treinamento aeróbio em esteira realizado 5 vezes por semana (domingo a quinta-feira) durante 5 semanas e a testes de esforço crescente descontínuo em esteira. pois é considerado um dos melhores meios para estudos de ajustes metabólicos (aspectos adaptativos) a variações nos parâmetros externos ou internos das espécies13. que apresentam características estruturais e funcionais próprias e são codificadas por dois loci diferentes. com peso inicial de 112 ± 4.6 e/ou em atividades enzimáticas4. e. todas contribuindo para a maior disponibilidade de energia. geralmente. tecido predominantemente aeróbio. bem como. A3B (LDH4).16. 54 ratos jovens (30 dias). em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm) nos principais músculos da marcha. AB3 (LDH2)14. sendo encontrada em tecidos com alto potencial glicolítico. tendo em vista que alguns de seus achados sobre a bioenergética das células musculares se assemelham a algumas das adaptações musculares ao treinamento físico. A associação dessas duas subunidades permite a ocorrência de. Essa enzima aparece no tecido das espécies em. Os outros dois grupos.10 quanto de alterações químicas (metabólicas) nessa organela citoplasmática. pois. n= 19). três isoformas heterotetraméricas. No entanto. INTRODUÇÃO A terapia laser de baixa intensidade (LLLT) é um recurso fisioterapêutico que possui propriedades especiais capaz de produzir efeitos bioquímicos e fisiológicos nos tecidos1. sugere-se que o treinamento físico aeróbio também promova mudanças nas características estruturais e metabólicas do tecido muscular. sendo o segundo irradiado por laser. atuando. Alguns estudos sugerem que em células irradiadas.11. Rev.GEC (grupo exercício controle. ainda pouco explorada. Fizeram parte do estudo. devidamente controlados investigando o efeito conjunto do laser e atividade física sobre a performance aeróbia. Parizotto NA. n= 16) e 4 . cujas alterações respiratórias são explicadas como resultado tanto de mudanças estruturais9. de duas subunidades distintas: A (ou M) e B (ou H). n= 9) e 2 – GRL (grupo repouso laser. Baldissera V. pelo menos. a LLLT pode ser uma coadjuvante do exercício para o aumento da capacidade aeróbia de indivíduos.enzima terminal da glicólise anaeróbia) se constitui no mais estudado na maioria dos vertebrados. totalizando 5 avaliações. Costa FC. Perez SEA. o que permitiu que os animais se exercitassem . para ser utilizada na realização das atividades celulares. predominantemente aeróbio.12. com fotoperíodo definido em 12 horas de claro e 12 horas de escuro. portanto. “desvia” o substrato para o metabolismo aeróbio. típica de músculo cardíaco. a isozima B4 é considerada como lactato oxidase.GEL (grupo exercício laser. via metabolismo aeróbio. fisioter. Assim. tendo em vista que um grande número de enzimas é necessário na oxidação de nutrientes energéticos. na faixa de 22º-27ºC. duas isoformas homotetraméricas: a A4 (M4) ou LDH5.7g.7. permaneceram em sala com temperatura controlada. O último dia da semana (sábado) serviu de descanso para os animais. Além disso. No que se refere à atividade enzimática. as quais são resultantes da associação. et al. os quais permaneceram em repouso. Dentre os efeitos pode-se destacar os relacionados com a bioenergética. como o aumento na taxa energética e síntese de ATP mediante modificações mitocondriais2-10. favorecendo o uso da via aeróbia em detrimento da anaeróbia durante o exercício15. Por outro lado.206 Vieira WHB. Instrumentação O treinamento aeróbio e o teste de esforço crescente foram realizados em uma esteira ergométrica para animais de pequeno porte. Durante o teste foram coletadas amostras de sangue para verificar o LA dos animais. ao acaso. METODOLOGIA Animais Este experimento foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa em animais da UFSCar e seguiu os princípios estabelecidos pelo American College of Sports Medicine. em destaque a atividade de enzimas chaves de rotas metabólicas. típica de musculoesquelético predominantemente anaeróbio. n= 10). tem-se que a mensuração desta nas fibras musculares fornece uma indicação relativa de seu potencial de oxidação. e assim. Além dos efeitos do laser sobre o metabolismo energético. na manutenção do balanço redox durante períodos de escassez de O2. A isoforma A4 é considerada uma piruvato redutase. O sistema isozímico da lactato desidrogenase (LDH . cada qual com 7 raias individuais. no dia seguinte ao último dia de treinamento semanal (sexta-feira). a atividade enzimática e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira. Procedimentos Os animais foram aleatoriamente divididos em quatro grupos: 1 – GRC (grupo repouso controle. bras. podendo ocorrer no potencial de membrana5. Uma relação B/A (atividade enzimática em baixa concentração / atividade enzimática em alta concentração de substrato) pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. tendo em vista que essa é uma área de pesquisa inovadora. especificamente as respostas adaptativas do sistema isozímica da LDH. e B4 (H4) ou LDH1. Winstar. Goes R. em especial o de endurance. Os animais foram acondicionados em gaiolas coletivas e receberam ração peletizada e água “ad libitum”. contendo três partes. o objetivo desse estudo foi verificar possíveis adaptações bioquímicas referentes.

com inclinação constante de 10%. seguindo assim. Depois. visando aproveitar as condições de “estresse físico” e conseqüentemente. TA. sóleo e cardíaco retiradas 48 horas após a última sessão de exercício. Valores médios (± DP) das metas semanais das variáveis relacionadas ao programa de treinamento aeróbio. do metabolismo aeróbio.50 ± 0. Em seguida. utilizando como parâmetros: Comprimento de onda 780ηm.19.5 (m/min) no 6º dia que era o grau de esforço preconizado para a fase inicial do treinamento. As aplicações foram em número de quatro (quadríceps. análise enzimática e eletroforese Nas análises enzimáticas foram utilizadas frações de músculo TA.47 30.47 . o sangue foi transferido para um tubo de capacidade de 0.05 DISTÂNCIA km 0.5 ml tipo “ependorff” contendo 50μl de anticoagulante (fluoreto de sódio). a partir da progressão da carga de trabalho (tempo de atividade e velocidade).14 21. no modo contínuo. por 30 dias consecutivos.81 ± 0. A velocidade da esteira aumentou em 4 m/min a cada intervalo de exercício. bilateralmente.76 29. A irradiação foi realizada através de um equipamento laser na faixa espectral do infravermelho (GaAlAs). O material retirado foi mantido.504 ±0.03 0.18 e Pilis et al.13 VEL. MÉDIA km/h 1.0 ± 0. 2. conforme preconizado por Moraska et al.11 1. Adaptação. até se atingir uma meta pré-determinada para o último dia de treinamento semanal (Tabela 1). todas sobre a pele depilada.28 27.8 J/cm2. utilizando-se a técnica pontual. por serem animais de hábito noturno. Teste de esforço e coleta de amostras de sangue O teste de esforço para a determinação do LA foi do tipo em degraus descontínuos com velocidades crescentes em esteira ergométrica.90 ± 0.5 ± 0. totalizando oito aplicações por animal/dia. com duração de três minutos.31 ± 0.906 ± 0.71 ± 0. até o momento da exaustão física.05 0.09 1.17.05 1. tendo em vista a maior eficácia do laser nessas condições2.03 1.00 ± 0.21. A partir daí. Classe IIIb-CEI-IEC 825-1 (MM Optics. potência= 15 mW. São Carlos. um máximo de 10 minutos de esforço diário e velocidade de 17. refrigerado. Irradiação por laser de baixa intensidade A irradiação por laser foi realizada diariamente.Vol. As aplicações foram realizadas imediatamente após a corrida na esteira.30 ± 0.56 ± 0. Extração de tecidos. dose= 3. A escolha dos pontos sobre a musculatura das patas traseiras e a quantidade de pontos teve o objetivo de obter uma resposta mensurável em proporções sistêmicas.46 25.03 m/min 17.393 ± 0. A depilação foi um meio de minimizar a reflexão e a refração. conforme recomendado por Halsberghe20.16 ± 0.05 0. período do dia em que os ratos naturalmente entram em sua mais alta atividade.08 1. Esta graduação teve o intuito de possibilitar uma boa adaptação dos animais ao treinamento e favorecer um predomínio no treinamento aeróbio. segundo teste realizado por Langfort et al. sóleo e glúteo máximo). 10 No.05 0. aumentar a efetividade do laser.781± 0. com o intuito de garantir que eventuais modificações na atividade enzimática fossem decorrentes da aplicação do laser e não do efeito da última sessão de treinamento. Essa determinação do LA por meio da lactacidemia teve o propósito de caracterizar a predominância.05 0. MÉDIA VEL. e conseqüentemente.5 ± 4. seguidos de intervalos de dois minutos a cada bloco de exercício para a coleta de sangue diretamente da cauda do animal por meio de um tubo capilar previamente calibrado e heparinizado. os animais foram submetidos a intervalos de esforço físico.0 ± 1.0 ± 1.83 ± 0. sendo em seguida congelado em freezer até sua utilização na mensuração do lactato.11 1.12 1. Brasil).134 ± 0. iniciou-se o treinamento aeróbio o qual apresentava um aumento diário na carga de trabalho (2 minutos no tempo e uma progressão variável na velocidade). até atingirem. cuja velocidade inicial foi de 13 m/min. primeiramente.09 0. A análise em músculo cardíaco visou identificar Tabela 1. condicionamento do animal à esteira e treinamento aeróbio Todos os animais passaram. por um período de 6 dias consecutivos de adaptação e condicionamento à esteira.175 ± 0. Antes do início do teste de esforço foi retirada a primeira amostra (linha de base). SEMANAS Nº início 1 2 3 4 5 TEMPO h 0. no treinamento utilizado no estudo.66 ± 0. As sessões foram sempre no início do crepúsculo.09 ± 0.05 1. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 207 simultaneamente e isoladamente. durante o procedimento.5 ± 0. Para a dosagem do lactato sanguíneo foi utilizado um lactímetro eletroenzimático YSI MODEL I500 Sport Lactate Analyzer.26 1. de alterações metabólicas do animal.

Valores são a média ± desvio-padrão. e um predomínio da subunidade A para o TA (Figura 3). conseqüentemente. Perez SEA. As cinéticas enzimáticas foram realizadas por meio de espectrofotometria. no que se refere à atividade enzimática e padrão eletroforético. Tal resposta era de se esperar.208 Vieira WHB.min-1).05).g tecido-1. principalmente para o sóleo e coração (Figura 2b). Baldissera V. fisioter. respectivamente. .1 mM ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRL (2) TA GEC (3) Coração GEL (4) a Atividade da LDH LDH . dos grupos submetidos ao exercício e laser e seu respectivo controle (grupo 3).10 mM 120 90 60 30 0 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRC (1) GRL (2) TA Coração GEL (4) GEC (3) b Figura 1. Padrão eletroforético Houve um predomínio da subunidade B para o coração e sóleo. inibições em alta concentração de substrato (10 mM) para todos os extratos teciduais. as mais baixas no coração. seguidos do post-hoc de Tukey. relativo a atividade da LDH. **significância estatística – p< 0. o presente estudo teve o propósito de investigar as possíveis adaptações bioquímicas relativas à atividade da enzima LDH. seguindo-se das em músculo sóleo.minuto. O LA de cada animal foi determinado por um examinador utilizando o modelo bi-segmentado no ponto de inflexão do teste de esforço crescente. possíveis efeitos sistêmicos do laser. Análise estatística Os resultados são apresentados através da média e desvio-padrão. Atividade da Lactato Desidrogenase (LDH) em extratos de sóleo. 3 e 2) em relação ao controle (1) (p< 0. O nível de significância foi considerado (p≤ 0. ao exercício (grupo 3) e somente ao laser (grupo 2). Foram utilizados os testes: ANOVA para analisar a variância entre os grupos. cujos resultados foram expressos em UI/g de tecido-1 (μmoles de substrato. a 25ºC. e ao seu padrão eletroforético. Costa FC. Foi possível ainda identificar uma semelhança no padrão de resposta nas duas concentrações estudadas. fato este que justifica a necessidade e importância da realização de pesquisas envolvendo esse recurso fisioterapêutico. TA e músculo cardíaco dos quarto grupos estudados. as evidências científicas e clínicas ainda são escassas e na maioria das vezes contraditórias. em uma das modalidades bioestimulantes mais utilizadas na reabilitação. que ocupa posição chave no metabolismo glicolítico. No entanto. Atividade da LDH 200 150 100 50 0 GRC (1) LDH .01) para todos os tecidos. et al. Razões B / A (atividade LDH em 1 mM / atividade em 10 mM de piruvato) Observaram-se razões B / A maiores que 1 (Figura 2a) e. pode-se observar que todos os tecidos estudados (sóleo. bras. Foi possível ainda identificar aparente ação sistêmica do laser baseado na diminuição da LDH em músculo cardíaco por meio da comparação. tendo em vista os estímulos propostos (exercício e/ou laser) visarem respostas aeróbias. em ratos submetidos a um treinamento aeróbio em esteira e a fotoestimulação por laser de baixa intensidade. principalmente. g-1 de tecido fresco. RESULTADOS Atividade da LDH em 1 e 10 mM de substrato As atividades mais altas da LDH foram detectadas em extratos de músculo TA.01. de modo que foi evidenciado uma menor atividade dessa enzima (maior inibição) de todos os grupos em relação ao grupo controle. Parizotto NA. sendo que na menor concentração (1 mM) (Figura 1 a) o nível de atividade foi maior em relação à concentração maior (10 mM)(Figura 1 b ). em detrimento de respostas anaeróbias. em 1mM (a) e 10 mM (b) de piruvato. sendo as menores atividades detectadas nos grupos submetidos ao laser associado ao exercício (grupo 4). no que se refere ao padrão de atividade entre os grupos. e. TA e coração) apresentaram comportamentos semelhantes. Primeiramente. atualmente. Unidades são micromoles de substrato. tendo em vista que esse tecido não foi irradiado. DISCUSSÃO O laser de baixa intensidade constitui-se. Rev. Goes R. Já as eletroforeses foram realizadas em gel de amido e as quantificações das intensidades relativas das isoformas da LDH foram obtidas pelo método de diluições seriadas de Klebe22. Assim. Pode-se observar uma menor atividade de todos os grupos (4.

4 0 -1 Coração 40 B A TA Coração GEL (4) GEC (3) GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) b Sóleo Figura 2. de tal forma que a resposta tende ser ótima quando o potencial redox celular se encontra alterado como.Vol. dentre outros fatores. Unidades são micromoles de substrato. 10 No.21. evidenciaram um maior estresse metabólico e. portanto. diferentemente de quando o ambiente celular encontra-se em condições de normalidade fisiológica. investigando a influência da duração e intensidade do exercício sobre adaptações bioquímicas do musculoesquelético. g tecido-1.8 0. num quadro de lesão tecidual. e conseqüentemente.2 0.10mM % de inibição 80 60 20 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) metabólico). O teste de esforço crescente para a determinação do LA pode também ser um fator que influencie diretamente o aumento na atividade da LDH. Assim. cujo ambiente celular apresenta condições (diminuição do pH e do suprimento energético O2) que favorece a maior interação da radiação com os tecidos. atribuindo tal B/A 2 UI/g tecido 1. das condições metabólicas prévias do tecido.23 sugerem que a magnitude ou eficácia do efeito biomodulatório atribuído ao laser de baixa intensidade ao interagir com os tecidos biológicos.7. Razão B / A (a) e inibição da LDH em 10 mM de substrato (b) em extratos de sóleo. Isso parece estar relacionado com as características fisiológicas desse tecido (perfil b TA 3 UI/g tecido -1 2 1 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A c Figura 3. aumentada taxa glicolítica. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados.4 0. provavelmente o “estresse metabólico” proporcionado pelo treinamento pode ter favorecido a maior ação do laser e conseqüentemente maior efetividade da resposta estimulatória do tecido. sobretudo. já era de se esperar uma maior atividade nesse tecido. autores25.2 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A Autores2.6 0. é dependente. Corroborando tal hipótese. Padrão eletroforética da LDH. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 209 4 3 2 1 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) TA GEC (3 ) Coração GEL (4) a Inibição da LDH . 2. em extratos de sóleo. considerando que o TA possui metabolismo predominantemente anaeróbio24 e a LDH é uma enzima chave desse tipo de metabolismo.minuto (UI). a 0. Foi possível identificar também uma ligeira tendência do músculo TA em apresentar maiores valores de atividade em relação ao sóleo e coração. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados. . em tecidos com características fisiológicas predominantemente anaeróbias.8 -1 UI/g tecido 0.6 1. maior resposta biológica final (fotomodulação). por exemplo. considerando que a resposta foi maior no grupo submetido ao laser mediante exercício físico. pois. durante as maiores velocidades de corrida.

achado ao maior número do contrações musculares requeridas. FEBS 1984. Perez SEA. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades – Parte 1. 2 ed. principalmente em tecidos que apresentem uma predominância nesse tipo de fibra. Karu. Primary and secondary mechanisms of action of visible to near-IR radiation on cells. J Photochem Photobiol B: Biol 1997. tendo em vista terem se mostrado maiores que um. As relações obtidas no presente trabalho sugerem um predomínio da subunidade B nos 3 músculos analisados. Pastore D. Tal achado é corroborado tanto pelo maior percentual de inibição à concentração de 10mM de substrato (51% a 65% em sóleo e 64% a 68% em coração). Di Martinho C. Apella E. Dissociation of lactate dehydrogenase into subunits with guanidine hydrochloride. Kalendo G. Fisioterapia Brasil 2001. bras. Yu W. Nakamura H. Ultrastructural changes in chondriome of human lymphocytes after irradiation with HeNe laser: appearance of giant mitochondria. Naim JO. Biochem Mol Biol Int 1996. 4. a falta de um predomínio de homopolímeros A4 em músculo anaeróbio (TA). Arai T. em destaque. São Paulo: Manole. Segundo Almeida-val26 o aumento no produto do locus LDH-A* em determinado tecido pode estar relacionado a diferentes fatores. Baldissera V. Powers SK. 10. bem como. Isso por sua vez. 2. principalmente. 15. Fisiologia do esporte e do exercício. obtido através do método de diluições seriadas de Klebe22 nesses tecidos com características aeróbias. 23 (10): 1703-17. Biochem Biophys Res Comm 1988. Atlante A. Quagliariello E. o que impediria o acúmulo de lactato nesses tecidos. Rev. 49: 1-17. 12. Wilden L. e não na isoforma A4 como retrata a literatura científica. bem como pelo predomínio da subunidade B. Parizotto NA. Rodichen EB. Gonçalves RC. 27 (3): 608-17. Pyatibrat L. no sentido da otimização da via oxidativa. A razão de atividade B/A pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. Passarella S. 2: 221-40. Succinic oxydase activity in He-Ne laser irradiated mitochondria. Ostuni A. Kikuchi M. 64: 129-33. Karu T. 13. Effect of Low-intensity Argon Laser Irradiation on Mitochondrial Respiration. Ortiz MCS. Passarella S. Goes R. Biochem Biophys Comm 1961. Assim. J Clin Laser Med Surg 1998. São Paulo: Manole. Import of radiation phenomena of electrons and therapeutic low-level laser in regard to the mitochondrial energy transfer. considerando a divergência de resposta entre a razão B / A e padrão eletroforético encontrada para o TA. Boll Soc Int Biol Sper 1988. Mol Biol 1993. Quartle IJ. o padrão eletroforético mostrou um predomínio da subunidade A para o músculo TA como já era de se esperar. os dados encontrados nesse estudo sugerem uma resposta adaptativa dos animais aos estímulos específicos do treinamento aeróbio e fotoestimulação por laser de baixa intensidade. Quarto E. Costa FC. Santos AAS. Irradiation with He-Ne laser increases ATP level in cells cultivated in vitro. em relação ao TA cuja inibição variou entre (40% a 45%). Lanzafame RJ. esse predomínio só ocorreu na forma de heteropolímero. 27: 219-23. 175 (1): 95-9. Karu T. 14. Lasers Surg Med 1994. 6. Increase in the ADP/ATP exchange in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium-neon laser. Formation of giant mitochondria in human blood lymphocytes after HeNe laser. Bakeeva L. No entanto. 9. como a LDH . 8. Bosco G. Photobiological fundaments of low power laser therapy. 15: 191-9. 5. Por outro lado. 39 (1): 149-57.210 Vieira WHB. Kippolito K. Costill DL. Increase of proton eletrochemical potential and ATP synthesis in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium neon laser. Karu TI. Wilmore JH. 38: 25-30. Covello C. . Casamassima E. 16. et al. Markert CL. Pastore D. Parizotto NA. Passarella S. IEEE J Quant elect QE 1987. 3 ed. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Manteifel VM. Karu T. principalmente pelas fibras tipo IIb. verificada pela inibição da LDH. Stimulation of ATP synthesis via oxidative phosphorylation in wheat mitochondria irradiated with helium-neon laser. 6: 171-6. Michelin IG. Bakeeva LE. 11. 66 (6): 866-71. Molinari S. Carrinho PM. possui pouca inibição em altas concentrações de substrato quando comparada à predominante em músculo cardíaco (B4 – LDH tipo cardíaco) que é fortemente inibida nessas concentrações. 2000. Photomodulation of Oxidative Metabolism and Electron Chain Enzymes in Rat Liver Mitochondria. Mcgowan M. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. Morimoto Y. Nakajima S. Photochem Photobiol 1997. Howley ET. fisioter. J Photochem Photobiol B: Biol 1999. J Photochem Photobiol B: Biol 1995. 156 (2): 978-86. 3. 7. Portanto. torna-se necessário ressaltar um provável padrão regulatório complexo para as isoformas da LDH devido a restrição de expressão do locus LDH-A* nessas espécies de animais (ratos). pode determinar o aumento na atividade de enzimas glicolíticas. Manteifel V. uma vez que a isoforma predominante em musculoesquelético de característica anaeróbia (A4 – LDH tipo muscular). Karthein R. 16 (3): 15965. o aumento da atividade glicolítica do tecido durante períodos de anaerobiose causada por uma diminuição da oferta de oxigênio no ambiente ou por um “estresse metabólico” decorrente de demandas energéticas maiores do organismo como no caso de um esforço intenso. 2001. Martino G. para os músculos sóleo e cardíaco como era de se esperar.

106A (2): 285-9. Klebe RJ. physiological effects and hazards. Pilis W. 22. . Spencer RL. 20. Dudley GA. Zarzeczny R. Zarzeczny R. 2. Porta S. Nazar K. Halsberghe MJE. 114a (1): 51-5. Bouter L. Influence of exercise intensity and duration on biochemical adaptations in skeletal muscle. Am J Physiol Regulatory Integrative Comp Physiol 2000. 23. Physiotherapy 1991. et al. 279: 1321-9. Deak T. Effect of Sustained Hyperadrenalinemia on Exercise Performance and Lactate Threshold in Rats. 26. Biochemical adjustments to hypoxia in amazon cichlids. Anaerobic Threshold in Rats. Beckerman H. Farias LP. Braz J Med Biochem Res 1995. Implications for Rehabilitation and Sportes Medicine. Wojtyna J. A simple method for the quantitaion of isozyme patterns. Kitchen SS. São Carlos (SP): UFSCar. Maryland: Williams & Wilkins. Pilis W. 2003. Nazar K. Duncam WP. Abraham WM. 1992. 24. Moraska A. Langfort J. Cuyper H. Physical Therapy 1992. Almeida-Val VMF. Comp Biochem Physiol 1996. 18. Part I: background. 11/12: 805-12. Treadmill running produces both positive and negative physiological adaptations in Sprague-Dawley rats. The efficacy of laser therapy for musculoskeletal and skin disorders: A criteria-based meta-analysis of randomized clinical trials. Partridge CJ. 10 No. Biochem Gen 1975. Comp Biochem Physiol 1993. Fleshner M. 77 (3): 161-70. Langfort J.Vol. Paula-Silva MN. J Appl Physiol 1982. 28: 1257-63. Kaciuba-Uscieko H. 72: 483-91. Oostendorp R. 19. Roth D. A review of level laser therapy. De Bie R. Terjung RL. 21. Lieber RL. Kaciuba-Uscieko H. Skeletal Muscle Structure and Function. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 211 17. Estudo de Indicadores de Taxas de Metabolismo Aeróbio e Anaeróbio em Musculatura de Ratos em Resposta à Irradiação com Laser em Baixa Intensidade [Monografia]. 53 (4): 844-50. 25.

Apenas a intensidade de dor apresentou correlações significativas com os resultados nos testes de velocidade. Conclusion: Pain intensity is a factor that influences functional activity performance among obese individuals with knee osteoarthritis. As atividades em escadas estavam associadas a níveis mais intensos de dor. Resultados: A amostra foi constituída de 31 mulheres e 4 homens. Results: The sample consisted of 31 women and 4 men. radiographic severity. com idade média de 51. Belo Horizonte. 10. gravidade radiográfica. Com os crescentes níveis de obesidade no Brasil. osteoartrite de joelho. Only pain intensity presented significant correlations with the results from the velocity tests.16 ± 8. 2 (2006). torna-se importante compreender como a OA de joelho afeta a capacidade funcional humana. Palavras-chave: obesidade. Key words: obesity. Objetivo: Analisar a influência da intensidade de dor. fisioter. DIAS RC 2 1 2 Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia.65 ± 10. Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. with mean age of 51. Rua Zenite. fast gait. Complaints about functional disability are frequent.65 ± 10. in order to devise treatment and prevention measures. e-mail: karinasimone@hotmail. 101809-9246 Rev.ISSN No. MG. CEP 30720-530. functional capacity. which people with knee osteoarthritis perform slower. causing bone structure alterations. mas outros estudos são necessários para identificar os fatores determinantes de capacidade funcional nesta população.72 years and BMI of 41. . a fim de se elaborar medidas de tratamento e prevenção. it is important to understand how knee osteoarthritis affects human functional capacity. A obesidade é um dos seus principais fatores de risco. knee osteoarthritis. DIAS JMD 2. Further studies are necessary for identifying the determining factors for functional capacity in such populations. especially for locomotion activities. Method: Pain intensity was measured using the Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) questionnaire and during functional capacity tests. obesity level and symptom duration on the functional capacity of obese individuals with knee osteoarthritis. pain and stiffness during movement. dor e rigidez à movimentação. Conclusão: A intensidade de dor é um fator que influencia a realização de atividades funcionais em indivíduos obesos com OA de joelho. Método: A intensidade de dor foi medida pelo questionário Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) e durante os testes funcionais. A gravidade radiográfica foi analisada pela classificação Kellgren-Lawrence e o grau de obesidade pelo índice de massa corporal (IMC).Caiçara. Objective: To examine the influence of pain intensity. Belo Horizonte. No. provocando alterações ósseas. que se torna mais lenta. Vol.72 anos e IMC médio de 41. subir e descer escadas. Radiographic severity was analyzed using the Kellgren-Lawrence classification and the obesity level was assessed using body mass index (BMI). 2006 Vol. ABSTRACT Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals With Knee Osteoarthritis Background: Knee osteoarthritis is a chronic disease that affects joint cartilage. The greatest intensity of pain was reported during stair activities. 2.37 kg/m2. pain. especialmente para a locomoção. MG Correspondência para: Karina Simone de Souza Vasconcelos. 470/101. ascending stairs and descending stairs. 213-218 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 213 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO VASCONCELOS KSS 1. dor. bras. grau de obesidade e duração dos sintomas na capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho. With the increasing levels of obesity in Brazil. Four functional velocity tests were performed: usual gait. As queixas de dificuldades funcionais são freqüentes. Obesity is one of its principal risk factors. Foram realizados quatro testes funcionais de velocidade: marcha usual e rápida.com Recebido: 03/05/2005 – Aceito: 07/12/2005 RESUMO Contextualização: A osteoartrite (OA) de joelho é uma doença crônica que acomete a cartilagem articular. capacidade funcional.37 kg/m2.16 ± 8.

testes de velocidade são considerados métodos confiáveis e simples. alguns voluntários faziam uso de analgésicos ou antiinflamatórios. A associação entre a OA de joelho e a obesidade também pode gerar maiores níveis de dor4 e de dificuldades funcionais5. com Índice de Massa Corporal (IMC) > 30 kg/m2. Sabe-se que. agudização da OA de joelho. Estima-se que 4% da população brasileira apresente OA. o questionário Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC)9 é um questionário amplamente recomendado para esse fim. com 37% dos casos2. isto é. sendo que 13% das mulheres e 8% dos homens no país são considerados obesos6. o excesso de peso já supera os níveis de baixo peso em todas as regiões. doenças neurológicas que afetassem a locomoção. ∂ Com base nestes cálculos. especialmente nas atividades de locomoção. A intensidade de dor é um fator determinante para o relato de dificuldades16 e pode afetar as velocidades usual e rápida de marcha17. fisioter. Por isso. Estes participantes eram encaminhados aos pesquisadores responsáveis. a amplitude de movimento e a força muscular14. além de uma maior necessidade de suporte social e familiar7.1.05 (α) esta probabilidade de erro. Este estudo se propôs a analisar como a intensidade da dor pode influenciar a capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. Também foi analisada a influência da gravidade dos achados radiográficos. com indivíduos com osteoartrite de joelho. A compreensão do processo de alterações funcionais na OA de joelho pode contribuir para a elaboração de medidas de prevenção e tratamento em populações de risco como os obesos. Dias JMD. sendo o joelho a segunda articulação mais acometida pela doença. para avaliar estas alterações objetivas12. METODOLOGIA Aprovação Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade. sendo mais comuns a menor velocidade para marcha10 e para subir ou descer escadas11. Uma vez verificados os critérios de inclusão e exclusão. a OA de joelho gera gastos aumentados com tratamentos. Amostra A amostra foi selecionada por conveniência. déficits auditivos ou visuais que impedissem a realização dos testes e medidas. meniscais ou musculares diversas à OA. índice de massa corporal (IMC) e tempo dos sintomas de osteoartrite na capacidade funcional objetiva. Por isso.214 Vasconcelos KSS. com o diagnóstico clínico e radiográfico de OA de joelho segundo os critérios de Altman et al. da idade. artrite reumatóide. caracterizada por degeneração da cartilagem articular. Determinou-se em 0. α considerando-se aceitável um erro (d) menor que 1/3 de um desvio-padrão (∂). INTRODUÇÃO A osteoartrite (OA) é uma doença crônica. diversos fatores podem influenciar a capacidade funcional em indivíduos com OA de joelho. lúpus eritematoso sistêmico e doenças reumáticas sistêmicas. espera-se um aumento na prevalência e nos gastos da saúde pública com as comorbidades associadas à obesidade. cardiopatias descompensadas. Indivíduos com OA de joelho também apresentam alterações funcionais objetivas. incluindo gastos com a Previdência Social8. os indivíduos encaminhados eram convidados a participar deste estudo como voluntários. entre eles a gravidade da doença13. Uma vez que a OA de joelho é uma doença crônica. Devido à sua especificidade para a OA de joelho. por profissionais de saúde que os atendiam e que estavam cientes das condições deste estudo. o objetivo deste estudo . no Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano da Universidade. a capacidade funcional objetiva. no Brasil. bras. A seguinte fórmula foi utilizada: n= (z α/2 x ∂/ d)2. com baixos custos. que exigem movimentação e descarga de peso sobre as articulações afetadas. a idade e o sexo15. o desvio-padrão estimado da variável de interesse. parecer no ETIC 222/04 de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. dor e rigidez à movimentação1. no qual os indivíduos relatam suas dificuldades. a partir de estudos que avaliaram medidas similares de velocidade de atividades em escadas11 e de marcha12. Sendo observacional. Onde: n é o tamanho da amostra. Todos apresentavam marcha independente. Além da obesidade. Zα/2 é o valor da ordenada da distribuição que deixa abaixo dele área igual a α/2. Uma das formas de se avaliar os prejuízos funcionais associados à OA de joelho são os questionários. Dias RC Rev. Todos os voluntários assinaram e receberam uma cópia do termo de consentimento livre e esclarecido. Por ser uma doença incapacitante. como a OA de joelho. fibromialgia. com voluntários participantes de ambulatórios de tratamento de obesidade ou de serviços de reabilitação de Hospitais Universitários e da Santa Casa de Misericórdia da cidade. Foi utilizado como base para a análise estatística do cálculo amostral. prótese total ou parcial em um ou ambos os joelhos ou quadris. ∂ é o desvio-padrão da variável de interesse e d é tal que a probabilidade de um desvio d entre a média da variável de interesse (obtida no estudo) e a média real seja menor ou igual a α. Um dos principais fatores de risco para esta doença é a obesidade3. foram incluídos 35 voluntários de ambos os sexos. em um delineamento transversal e observacional. Foram excluídos indivíduos que apresentassem: dor no joelho ou incapacidade funcional referente a esta articulação devido a lesões ligamentares.

Testes de capacidade funcional A capacidade funcional objetiva foi avaliada por quatro testes de velocidade: marcha usual. Para o teste de marcha usual. com carga sobre os membros inferiores. Para familiarização. A coleta de dados foi realizada em uma única sessão. com distância percorrida de 25 m. Dor O questionário WOMAC foi aplicado na sua versão traduzida e validada para o Brasil18 por meio de entrevista assistida. Minas Gerais). Os outros testes foram realizados em uma escada comum de prédio. A mesma escala foi utilizada para mensurar a dor durante a realização dos testes de capacidade funcional. Os três primeiros e os dois últimos metros foram desprezados como aceleração e desaceleração. Kit para Avaliação Computadorizada de Rendimento Físico Multisprint®. grau III = múltiplos osteófitos. A idade média foi de 51. Gravidade radiográfica Para avaliar a gravidade da OA de joelho através dos critérios Kellgren-Lawrence19. Figura 1. os voluntários subiram e desceram os seis degraus uma vez. da maneira como tivessem costume de fazer no dia-a-dia”. esclerose grave e extremidades ósseas com deformidades definidas19. com corrimão. A altura média dos voluntários foi de 1.57 ± 0. Análise estatística Os dados foram analisados com o software SPSS – Stastitical Package for Social Sciences (versão 11. com possível osteofitose. RESULTADOS Amostra A amostra foi constituída por 31 mulheres e 4 homens. a “caminhar o mais rápido possível”. clara diminuição do espaço articular e possíveis deformidades nas extremidades ósseas. pouca. . marcha rápida. os voluntários percorreram o corredor uma vez. com intervalo de 15 a 30 segundos entre cada medida e 30 a 60 segundos entre cada tipo de teste. Para a relação da idade e obesidade com a capacidade funcional foi utilizado o teste paramétrico com o coeficiente de correlação linear de Pearson.72 anos (mínimo de 29. Foram realizadas três medidas para cada teste. moderada.30 ± 25. Para medir a velocidade foram utilizadas células fotoelétricas (Kit Multisprint®.65 ± 10. sendo permitido o uso do corrimão. A figura 1 mostra o Kit Multisprint®.037 quilos (Kg). A ordem dos testes foi aleatorizada por sorteio e os voluntários foram instruídos a utilizar um calçado usual. Para análise dos dados. 50. O mesmo padrão quanto ao uso do corrimão e o tipo de apoio eram utilizados durante todo o teste. rápido”. grau IV = grandes osteófitos. 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 215 foi retratar a capacidade funcional o mais próximo da realidade do dia-a-dia. eram orientados a “caminhar em um ritmo normal”. sempre olhando para frente. 75 e 100. Para a marcha rápida.092 metros (m) e o peso médio foi de 102.37 kg/ m2. grau II = osteófitos bem definidos e possível diminuição do espaço articular.5).05. intensa e muito intensa. Inserra Indústria Mecânica LTDA. estes níveis foram transformados respectivamente em 0. 10 No. foram examinadas radiografias da articulação tibiofemural em imagens ântero-posteriores. com o estímulo verbal “rápido.16 ± 8. Desta forma. 25. ou alternando o apoio com cada pé em um degrau. não foi recomendada a interrupção do uso deste tipo de medicamentos. que considerassem confortável e seguro.00 e máximo de 67. Além das análises descritivas. A intensidade de dor foi representada pelos escores na seção de dor do questionário. eles foram instruídos a realizar a atividade “em um ritmo normal. Belo Horizonte. Os voluntários iniciavam os testes ao comando “já” do examinador. Os testes de marcha foram realizados em um corredor plano e sem obstáculos. nos níveis: nenhuma. Para familiarização. O IMC médio foi de 41. entre às 14 e 17 horas. Também era permitido realizar os testes colocando os dois pés em cada degrau. subir escadas e descer escadas. 2. momento em que era disparado o cronômetro. utilizado para avaliar as velocidades de marcha usual e rápida. O nível de significância foi estabelecido como α = 0.Vol. foi utilizado o teste de correlação não-paramétrico com o coeficiente de Spearman para avaliar a relação da intensidade de dor e gravidade radiográfica com a capacidade funcional. Cada radiografia foi classificada por um examinador que desconhecia o estado clínico dos voluntários em: grau I = provável diminuição do espaço articular. A contagem de tempo era interrompida quando se alcançava o último degrau com os dois pés.83). intensa diminuição do espaço articular. Para os testes.

p= 0.180.039). obtivemos 33 radiografias. Já analisando o nível de dor no item caminhando no plano. Para o item subindo ou descendo escadas.22. p= 0.351.42 ± 27. Relação entre capacidade funcional e outras variáveis Não foram encontradas correlações estatisticamente significantes entre os resultados dos testes de velocidade e as de gravidade radiográfica. Os maiores níveis de dor associados às atividades em escadas. não era uma atividade comum no dia-a-dia dos voluntários deste estudo.68 DP= desvio-padrão Classificação Radiográfica Para a avaliação radiográfica da OA de joelho.216 Vasconcelos KSS.13 ± 0. foram observadas correlações inversas. p= 0. p= 0. A intensidade de dor no item caminhando no plano estava correlacionada inversamente com a velocidade de marcha usual (r= -0. Dor A média do escore total da seção de dor do WOMAC foi de 42. fisioter.346. TESTE Marcha usual Marcha rápida Subir escadas Descer escadas † MÉDIA ± DP † 20.35 degraus/s. Ambas as variáveis são de grande relevância clínica. nem com a velocidade de subir escadas (r= -0. Para a velocidade de marcha rápida e de descer escadas. de marcha rápida (r= -0.32. DISCUSSÃO Este estudo procurou compreender como a intensidade de dor influencia a capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho. ao contrário da velocidade de descer escadas (r= -0. a velocidade média do grupo foi de 0. p= 0. respectivamente).0.399.29 degraus/s e para descer escadas de 1. demonstrando a grande variação deste sintoma entre indivíduos com OA de joelho. Em caso de discrepância entre os dois joelhos acometidos pela OA. escadas (r= -0. não houve correlação significante entre intensidade de dor e velocidade de subir . Dias RC Rev. tanto no questionário WOMAC quanto na realização dos testes pode refletir o maior impacto na articulação do joelho que ocorre durante estas atividades. A marcha rápida.347.97 ± 0. uma vez que os principais alvos do tratamento para as pessoas que sofrem com a OA de joelho constituem a redução dos níveis de dor e a melhora na capacidade de realização das atividades funcionais.058). Os resultados quanto à intensidade de dor mostraram altos valores de desvio-padrão.411. Não houve correlação significante para o teste de descer escadas (r= -0.261. p= 0. p= 0. p= 0. Relação entre intensidade de dor e capacidade funcional O escore total da seção de dor do WOMAC não apresentou correlação estatisticamente significante com a velocidade de marcha usual (r= .379. foram observadas correlações moderadas tanto com a velocidade de marcha usual quanto com a velocidade de marcha rápida. Apenas um voluntário apresentava acometimento unilateral da OA de joelho. ambas estatisticamente significantes.74 32. p= 0.57 ± 28.018 e r= -0. p= 0. Dias JMD.21 m/s e a de marcha rápida de 1.033).98. foram observadas correlações estatisticamente significantes e inversas (r= -0.3).308.041) e para subir escadas (r= -0. pode-se dizer que a amostra apresentava um acometimento moderado da OA de joelho.71 ± 25. p= 0.02 ± 0.025. Para a intensidade de dor durante os testes. O tempo médio de início dos sintomas da OA de joelho foi de 6. Para subir escadas. foram encontradas correlações de fraca a moderada intensidade. Estes resultados demonstram a especificidade da dor na OA de joelho e a aplicabilidade do questionário WOMAC em analisá-la. De maneira geral.591.53 ± 0.362. O item de dor caminhando no plano apresentou valor médio de 33.14 ± 24.130). bras.68 37. O escore da seção de dor do questionário WOMAC apresentou correlação significativa apenas com as atividades de marcha rápida e descer escadas. apesar de não ter sido controlada a variável referente ao uso de medicamentos. A tabela 1 apresenta os níveis médios de dor durante cada teste de capacidade funcional.14 ± 26.85 ± 17. Capacidade Funcional A velocidade média de marcha usual foi de 1. Tabela 1. com a velocidade de marcha usual (r= -0.83.40 e o item de intensidade de dor subindo ou descendo escadas de 62. em especial. considerando diferentes atividades funcionais. foi considerado o resultado da articulação com maior grau.47 ± 4. estatisticamente significantes.001). IMC e tempo dos sintomas da OA de joelho. idade. Provavelmente estas duas atividades representam maiores desafios à capacidade funcional de obesos com OA de joelho.35 26. de forma semelhante aos outros estudos21. em relação à marcha no plano20.014) e de marcha rápida (r= -0. Níveis de dor durante os testes de capacidade funcional. Em termos clínicos e radiográficos.042). A maioria dos voluntários apresentou grau II (11 voluntários) e III (13 voluntários). p= 0.072). Os resultados deste estudo demonstraram correlações estatisticamente significantes entre intensidade de dor e capacidade funcional.25 m/s.14 ± 22.16 anos.

mas confirmam-se as evidências de que outros recursos de tratamento são necessários para minimizar os efeitos deletérios da OA de joelho na capacidade funcional e potencializar o uso e a proteção da articulação afetada. é provável que tenham associado o maior nível de dor àquela atividade. isoladamente. etc. a velocidade representa apenas um dos aspectos referentes à realização de atividades funcionais como a marcha e o subir ou descer escadas. pode não representar a diversidade entre a progressão e a capacidade de adaptação entre os indivíduos com a doença. É possível. Classification of osteoarthritis of the knee. Ann Int Med 1988. . o voluntário vai se reportar às escadas que utiliza no dia-a-dia. não houve correlação significativa apenas para a velocidade de descer escadas. J Rheumatol 2004. o teste de subir escadas parece ter alcançado as demandas funcionais que são influenciadas pelo nível de dor entre indivíduos obesos com OA de joelho. extensão.24. são capazes de modificar estratégias de movimento para reduzir a dor e o estresse articular23. sua redução permanece como objetivo clínico importante. a atividade de descer escadas era especialmente mais dolorosa do que a de subir escadas. Altman R. A única demanda imposta era chegar ao final da escada. Por outro lado. Anderson JJ. Ao responder o questionário. Além disso. 29 (8): 1039-49. Senna ER. Barros ALP. apesar da possibilidade de sentirem dor mais intensa. houve correlação significativa apenas com a velocidade de descer escadas. por exemplo. entre eles os obesos. Arthritis Rheum 1986. Da mesma forma. reduzindo a dor e sua influência na velocidade com que realizavam a atividade. Não havia exigências de tempo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Pode ser preciso descer vários lances de degraus para alcançar rapidamente um ônibus. A variação da dor na OA de joelho de acordo com a atividade funcional realizada pode explicar este contraste. apre- sentando. CONCLUSÃO Pode-se concluir que a intensidade de dor está relacionada à capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. correlação entre o estado da articulação fêmuro-patelar e as amplitudes de flexão realizadas durante as atividades em escadas. ou descer calmamente três degraus na porta de casa. o que pode refletir o tipo de pergunta deste item. que variam em largura.26. Ciconelli RM. Development of criteria for the classification and reporting of osteoarthritis. Bloch D. 2. Brandt K. Como a dor. Como diversas estruturas contribuem para o funcionamento da articulação do joelho e as repercussões da OA de joelho não se restringem à parte óssea da articulação. 3. et al. Para muitos dos voluntários. 10 No. 2. Asch E. como observado por outros estudos25. Costa IF. nas condições do estudo.Vol. Obesity and knee osteoarthritis: The Framingham Study. É possível que o teste de descer escadas deste estudo fosse menos desafiador que as atividades funcionais dos voluntários. Silva EO. achados que não podem ser tomados como definitivos. Naimark A. o tempo dos sintomas. A capacidade funcional humana é complexa e abrangente. É possível que estes fatores não englobados pelo IMC tenham maior repercussão na capacidade funcional de indivíduos obesos. não é capaz de explicar as alterações e prejuízos funcionais associados à OA de joelho. O tamanho reduzido da amostra e os altos valores de desvio-padrão podem ter influenciado a ausência de relação entre algumas variáveis e a capacidade funcional. que agrega duas atividades: subir e descer escadas. as demandas de uma mesma atividade podem variar. Este estudo apresentou considerações quanto a obesos com OA de joelho e seus resultados não podem ser generalizados para outros grupos com esta doença. uma vez que era permitido que o realizassem à sua maneira usual. 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 217 Quanto ao nível de dor no item subindo ou descendo escadas. Pereira LVB. Além disso. não permitindo análises de alterações metabólicas ou composições de massa gorda ou magra. Ao responder um questionário sobre dor ao descer escadas. era provável o resultado quanto à ausência de correlação entre a gravidade radiográfica e as medidas de capacidade funcional. disponibilidade de corrimão. forma e altura dos degraus. Borenstein D. se solicitados. 31 (3): 5947. os voluntários tenham se adaptado à tarefa de descer escadas. Felson DT. 109:18-24. Um teste de capacidade funcional é realizado em um ambiente padronizado com demandas específicas. Alguns indivíduos relataram que poderiam realizar os testes com mais velocidade ou sem a ajuda do corrimão. et al. considerado isoladamente como um dos fatores de gravidade OA de joelho da doença. diferentemente da relação entre a dor medida pelo questionário WOMAC e a velocidade para descer escadas. mas é possível que contribuísse de outra forma na influência sobre a capacidade funcional. Bole G. performance ou outros objetivos. Prevalence of rheumatic diseases in Brazil: A study using the COPCORD approach. apesar de um estímulo negativo como a dor. Isto demonstra uma capacidade de atender a maiores demandas funcionais. Para a intensidade de dor durante os testes de capacidade funcional. A incidência radiográfica em perfil não é considerada como mandatória para a classificação de gravidade radiográfica de Kellgren-Lawerence19. Walker AM. Também é importante lembrar que o IMC representa apenas uma alteração no equilíbrio energético do indivíduo. que. envolvendo diversas outras características além do tempo despendido para a realização de uma determinada atividade27. Meenan RF. de forma moderada. que pode ou não ser mais desafiador que as atividades funcionais do dia-a-dia. Estudos demonstram que indivíduos com OA de joelho.

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que foi aplicada através de quatro eletrodos de borracha siliconada e carbonada. Rio Verde. 2 (2006). contendo em cada um deles 15 mulheres. Palavras-chave: TENS. it can be concluded that TENS application may constitute an additional resource for use on women who have undergone cesarean surgery. Vol. The application was bipolar. A Escala Visual Analógica (EVA) foi utilizada para a quantificação da intensidade da dor antes e após a eletroestimulação. DIAS RO 2. antes e após a aplicação da TENS. The hospital’s drug administration routine was not altered and remained similar in the two groups. cesariana. Results: There was a statistically significant difference between the pain intensities before and after TENS application. com um nível de significância de 5%. Conventional TENS current (F= 100Hz and T= 50μs) with an asymmetrical bipolar pulse was applied through four siliconized and carbonized rubber electrodes. com intensidade em um nível sensorial forte. Key words: TENS. com a presença de dor abdominal e no baixo ventre. at a high sensory level for 50 minutes. . submetidas. Resultados: Foi demonstrada uma diferença estatisticamente significante entre as intensidades da dor. Student’s t test for paired samples was utilized with a significance level of 5%. podemos concluir que a aplicação da TENS pode constituir mais um recurso usado em mulheres submetidas à cesariana.Vol. No. Method: A sample of 30 female volunteers aged between 16 and 35 years old was recruited. Conclusão: Levando em consideração as condições experimentais deste estudo. for the individuals in group A alone. 10. MATTEI K 2 1 Departamento de Fisioterapia. Rua Avelino Faria 477. Universidade de Rio Verde. GO Fisioterapeuta 2 Correspondência para: Gustavo Melo de Paula. subdivididas em dois grupos A e B. 2006 Rev. para amostras pareadas. após cessar o efeito da anestesia. All were in the immediate postoperative period following cesarean surgery. Group A was treated with electrostimulation and Group B received placebo treatment. apto 904. em período imediato de pósoperatório de cesariana. Rio Verde. por 50 minutos. using two pairs of crossed electrodes. apenas nos indivíduos participantes do grupo A. à eletroestimulação e ao tratamento placebo por eletroestimulação. after interrupting the effect of the anesthesia. voluntárias. 219-224 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Tens no Pós-Operatório de Cesariana 219 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA MELO DE PAULA G 1. A visual analog scale was used for quantifying pain intensity before and after electrostimulation. MOLINERO DE PAULA VR 1. electrostimulation. using gel and adhesive tape to attach these electrodes around the incision. bras. ABSTRACT Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Objective: To investigate the effect of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) on pain in patients who underwent cesarean surgery. gel e fita adesiva para a fixação dos mesmos de forma peri-incisional em técnica bipolar com dois pares de eletrodos cruzados. eletroestimulação. GO Recebido: 23/05/2005 – Aceito: 16/11/2005 RESUMO Objetivo: Verificar o efeito da aplicação da TENS no quadro álgico de pacientes submetidas à cirurgia de cesariana. Centro. For the data analysis. fisioter. Método: Foi utilizada uma amostragem de 30 mulheres. Conclusion: For the experimental conditions in this study. A rotina hospitalar de administração de fármacos não foi alterada e manteve-se similar em ambos os grupos. com faixa etária entre 16 e 35 anos. They were divided into two groups of 15 women (A and B). 101809-9246 ISSN No. 2. A corrente utilizada foi a TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs). CEP 75900-000. cesarean. presenting abdominal and lower-womb pain. Para a análise dos dados foi aplicado o teste t de Student. com pulso bipolar assimétrico. respectivamente.

não verificaram diferença significativa na redução da dor intraabdominal. O primeiro foi submetido à aplicação da TENS convencional.10 analisaram 18 mulheres no pós-parto de cesariana. drenagem de líquidos. a qual os autores atribuem ao acúmulo de gases e à redução do peristaltismo dos órgãos e vísceras abdominais. sendo que 46 delas utilizaram a TENS convencional no período imediato de pósoperatório e as outras 26 não utilizaram. INTRODUÇÃO A utilização de correntes elétricas terapêuticas constitui um dos vários recursos utilizados na fisioterapia. que por sua vez atuam na inibição da retransmissão. Lantsev e Smirnov12 analisaram 210 mulheres no pósparto imediato de cesariana. Muito embora a TENS tenha sido estudada desde o final da década de 70. verificou-se uma maior redução da intensidade e do período de permanência da dor. Dias RO. Os resultados demonstraram uma redução significativa da dor superficial e ao redor da sutura cirúrgica apenas no grupo experimental. foi utilizado. para controle da dor. de diâmetro largo. e no segundo. cuja tradução em inglês referese a uma estimulação elétrica nervosa transcutânea. divididas em dois grupos. ou também denominada teoria das comportas medulares de Melzack e Wall6 . verificouse uma redução da administração de fármacos analgésicos no grupo experimental. de meperidina administrada via venosa no grupo experimental foi de 511mg em comparação com 456mg utilizada no grupo controle. Rushton2 relatou que uma das principais correntes elétricas terapêuticas. pelas fibras A-Delta e Tipo C. como método de analgesia na dor pós-operatória. ser conduzido pela fibra A-Beta até um conjunto de interneurônios. que costuma ocorrer como resultado dos fármacos que são administrados durante a cirurgia. os efeitos analgésicos relacionam-se com um mecanismo de “fechamento da entrada” nas colunas dorsais da medula espinhal e pode estar associada também com a liberação de opióides endógenos. sendo um deles submetido à aplicação da TENS convencional e o outro controle. transmitidas. fisioter. não houve diferença significativa no período de permanência hospitalar e na quantidade de fármacos utilizados no pós-operatório. Os autores anteriormente citados propuseram que a condução das informações de dor aguda e crônica.4. profunda. Foi verificado efeito analgésico significativo em ambos os grupos. Uma vez moduladas com parâmetros apropriados.7. sendo utilizada para o alívio da dor pela estimulação de nervos periféricos. bem como em cirurgias abdominais e pélvicas. Navarro e Pacheco13 realizaram um estudo que envolveu 50 mulheres com dor pós-operatória de cesariana. utilizada em processos álgicos agudos e crônicos. apenas 1 grama de dipirona via endovenosa. trata-se de uma terapêutica ainda desconhecida por alguns profissionais da saúde e que apresenta algumas divergências de opinião em relação ao seu poder analgésico5. Este recurso tem sido usado extensivamente em locais de atendimento à saúde para o manejo sintomático de dor aguda e dor crônica de origem benigna e também no atendimento paliativo da dor causada por doenças ósseas metastáticas e neoplasias3. O estímulo nervoso transcutâneo inclui a transmissão de corrente elétrica através da pele. a nível medular. 6 .5% de resultados bons e excelentes de analgesia nas pacientes do grupo submetido a TENS. utilizaram apenas medicação analgésica endovenosa. melhoria do fluxo circulatório local. Os resultados demonstraram que em ambos os grupos houve a necessidade de administração adicional de medicação analgésica. bras. Mattei K Rev.5. em reconstruções musculares e tendinosas. e. ambas de diâmetros estreitos. contrações musculares. Hollinger9 realizou um estudo que envolveu 72 mulheres submetidas à cirurgia de cesariana. mas no grupo que usou a TENS. No entanto.8. de fácil manejo. tonificação ou relaxamento muscular. em situações que envolveram a implantação de osteossínteses. ou pela atividade de vias descendentes do cérebro relacionadas com a inibição da dor. é usada com finalidade de influenciar e modular o processo de neurocondução da dor e atuar sobre a liberação de opióides endógenos a nível medular e da hipófise. em condições inflamatórias. estas correntes podem atuar em diferentes condições. divididas em dois grupos. no entanto. e verificaram que em ambos os grupos. Lianza5 relatou que a dor pós-operatória em região abdominal causa um grande desconforto e costuma retardar . Foi verificado que não houve diferença entre os dois grupos no que diz respeito ao período de permanência hospitalar. a partir daí. Smith et al. dos estímulos dolorosos conduzidos pelas fibras A-Delta e Tipo C2. Molinero de Paula VR. chamada TENS. Sendo assim. submetidos à aplicação real e placebo da TENS.11 estudaram dois grupos de 25 mulheres. bem como da quantidade de fármacos adicionalmente utilizados. bem como incentivar a regeneração e a cicatrização de diversos tecidos corporais1. A TENS constitui uma modalidade terapêutica não invasiva. submetidas à cesariana. estando baseada na liberação de opióides e na teoria do portão. considerada pelos autores como dose terapêutica. com uma proporção de 77. Reynolds et al. que não apresenta efeitos colaterais ou interações com medicamentos. em média. A quantidade.220 Melo de Paula G. uma vez utilizandose um nível de intensidade forte de eletroestimulação. tais como: promover analgesia. a qual vai induzir a liberação destas substâncias a nível encefálico e medular2. poderiam ser inibidas pela atividade de fibras aferentes periféricas do tipo A-Beta. utilizando-se de eletrodos a nível da pele. o qual vai atuar sobre os mecanoceptores periféricos. respectivamente. nas quais se aplicou a TENS convencional em 160 mulheres e as outras 50.

os pacientes novamente pontuavam a intensidade de suas dores na EVA. RESULTADOS A amostra constou de 30 mulheres em período imediato de pós-operatório de cesariana com idade entre 16 e 35 anos. Decorridos 30 minutos após cessar a eletroestimulação com a TENS convencional no grupo A e TENS placebo no grupo B.17 a dor tende a ser minimizada e melhor suportada pelas pacientes. situada no município de Rio Verde-GO. a idade. as quais foram esclarecidas previamente sobre este processo. à medida que ocorre mais de dois partos. com o intuito de facilitar o processo de analgesia durante e no pós-parto e minimizar o desconforto e as complicações para os pacientes. a dois partos anteriores. Durante a realização da eletroestimulação. cujos partos. Antes da eletroestimulação dos indivíduos do grupo A. este estudo teve como objetivo verificar o efeito da aplicação real e placebo da TENS no quadro álgico de pacientes no pós-operatório de cesariana. com faixa etária entre 16 e 35 anos.Vol. para que houvesse. por 50 minutos. realmente. e o grupo B. o número de partos e o valor numérico representativo da intensidade da dor. Levando em consideração as vantagens inerentes a analgesia que pode ser produzida pela TENS.13 e DP =3. mantiveram-se similares em ambos os grupos. pois segundo alguns autores16. também com 15 mulheres. Com o objetivo de verificar a existência ou não de diferenças estatisticamente significantes entre as intensidades da dor inicial e após a aplicação de eletroestimulação nos indivíduos do grupo A e tratamento placebo nos indivíduos do grupo B. baseada na fisiologia da dor a partir da teoria do controle de comportas medulares e liberação de opióides endógenos. e logo após. 2. foram realizados na Maternidade Augusta Gomes Bastos. em dois grupos A e B. com peso entre 60 e 130 Kilogramas (Kg). o peso. efetuada sempre por um único observador. CASUÍSTICA E MÉTODO Para a realização deste estudo foi utilizada uma amostragem total de 30 voluntárias. Foi utilizada a corrente TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs) com pulso bipolar assimétrico. sem. em período imediato de pós-operatório. do tipo cesariana. promover efeitos colaterais para os pacientes. com escala numérica verbal (0-10). inicialmente. no entanto. e após a . que lhes eram repassadas pelo observador. no grupo A (média =71. foi aplicado o teste t de Student com um nível de significância de 5%. A identificação dos indivíduos participantes do estudo. sendo o cálculo feito pelo contador de tempo do aparelho. incluindo a aplicação endovenosa de cerca de 400mg de meperidina. 10 No. e isto poderia interferir nos resultados do estudo.86 Kg) e no grupo B (média =62. Segundo Polden e Mantle14 a TENS pode ser utilizada como recurso coadjuvante na situação específica do trabalho de parto. Ferreira e Payno15 relataram ainda que este recurso terapêutico se constitui num método simples. com escala numérica respondida verbalmente (0-10) e ser primigesta ou ter sido submetida. a qual era modificada constantemente para a manutenção de uma sensação de formigamento intenso na região de baixo ventre das parturientes. no máximo. foram posicionados em decúbito dorsal no leito hospitalar. para facilitar o posicionamento dos eletrodos e ser efetuada a aplicação da TENS.7 e desvio-padrão (DP) =5. aplicada após cessar o efeito da anestesia. assinaram um termo de consentimento informado segundo resolução CNS 196/1996. foram utilizados 4 eletrodos de 15cm2 (5cm x 3cm) de borracha siliconada e carbonada. tendo como referência a intensidade inicialmente elegida por eles.98 anos) e no grupo B (média =23. que foram submetidas à eletroestimulação por TENS. ficando o aparelho desligado a fim de se proceder com um efeito placebo. podendo favorecer ainda a redução e ou até mesmo a eliminação da administração de fármacos no pós-parto. no grupo A (média =2. uma situação de dor presente. A amostragem foi subdividida.23 e DP =18. novo e devidamente calibrado pelo fabricante. O grupo A constou de 15 mulheres. sendo as parturientes esclarecidas que a sensação inerente à aplicação deste recurso seria a presença ou ausência de uma sensação de formigamento na região estimulada. com exposição da área abdominal e de baixo ventre. diferindo-se apenas no que diz respeito à regulagem da intensidade da corrente. os mesmos costumam fazer uso de recursos farmacológicos e não farmacológicos apresentando cada um deles vantagens e desvantagens. foi submetido apenas a um tratamento placebo por eletroestimulação.66 anos). com intensidade modulada em um nível sensorial forte.87 e DP =14. Como critério de inclusão a parturiente deveria apresentar uma intensidade de dor superior à zero na Escala Visual Analógica (EVA). foram adotados os mesmos procedimentos. prático. os mesmos elegiam um número representativo da intensidade de sua dor na EVA.55 Kg). de baixo custo e de resolução rápida. Todas as participantes foram esclarecidas quanto aos procedimentos experimentais do estudo e após terem concordado em participar. Os procedimentos de rotina adotados pela equipe de saúde. e sendo assim. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 221 o retorno dos indivíduos às suas atividades de vida diária. Para os indivíduos do grupo B. gel condutor e fita adesiva para fixá-los de forma periincisional em técnica bipolar cruzada na região de baixo ventre e um eletroestimulador KW modelo “Kinesis New Microcontrolled®”. aleatoriamente.

Já no grupo experimental. aplicados em situação de assistência obstétrica. Dias RO. sendo que em dez pacientes. atribuída ao choro prolongado apresentado por ela. Van de Spank18. bras. baixa largura de pulso e intensidade forte. Navarro e Pacheco13. foi verificada uma regressão e. e. Para comparar as intensidades da dor no início e após a aplicação da TENS convencional e placebo nos grupos A e B. para permitir uma analgesia rápida e mais efetiva nas dores agudas das nossas voluntárias. em Tabela 1. com valores Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 20 18 34 20 25 27 31 20 16 19 26 17 27 28 18 79 58 59 68 67 95 65. Molinero de Paula VR. é mais efetiva para reduzir um quadro de dor presente nesta região. estão descritos nas tabelas 1 e 2. os nossos resultados corroboram com os de Lantsen e Smirnov12. a intensidade da dor manteve-se constante. respectivamente. com 4 eletrodos cruzados e dispersos nos dermátomos de T11 e T12. Dados relativos aos indivíduos do grupo A (tratado). foi aumentada. em associação ou não. quatorze mulheres. efetivos e de fácil reprodutibilidade. a EVA verbal. nos grupos A e B. Mendoza et al. com parâmetros de freqüência alta. tanto no pré quanto no pós-parto. conforme descrito e aplicado em condições semelhantes às nossas por Lantsen e Smirnov12 e Navarro e Pacheco13. sem custos adicionais. o que não foi verificado em nenhuma outra parturiente. eliminação total da intensidade da dor. situados na região de baixo ventre. o qual permitiu-nos verificar uma redução significativa da intensidade da dor somente nos indivíduos do grupo A. houve aumento da intensidade da dor.19 e Van der Ploeg20 os quais verificaram a efetividade da TENS. que se mostrou bem efetiva no alívio da dor pós-operatória de cesariana.5 58 60 130 68 64 72 62 63 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 1 5 3 5 5 8 9 7 10 5 7 5 9 10 9 8 0 0 0 2 5 8 0 2 0 0 10 0 0 0 0 . com outros recursos farmacológicos de analgesia. fisioter. incluindo àquela presente no pós-operatório de cesariana.222 Melo de Paula G. tal qual a TENS. até mesmo. DISCUSSÃO Muito embora alguns autores9. Na modulação dos parâmetros da corrente utilizada neste estudo. no grupo submetido à eletroestimulação placebo.se o teste t de Student (p< 5%). eletroestimulação e o tratamento placebo. em condições álgicas diversas. Em relação à colocação dos eletrodos. sendo que. Vale ressaltar que para o manejo e a quantificação da dor das pacientes que participaram deste estudo foram utilizados recursos simples. e em três delas. uma regressão da dor em somente dois pacientes. a qual nós acreditamos estar relacionada com uma ansiedade intensa apresentada por esta paciente.10 não tenham verificado efetividade da TENS na promoção de analgesia. a qual se atribui à meperidina introduzida via endovenosa. Mattei K Rev. utilizamos uma modalidade de TENS convencional. sem apresentar efeitos colaterais ou interação com os medicamentos administrados. utilizou . o qual considera que a aplicação de uma corrente elétrica analgésica. seguimos a metodologia de Navarro e Pacheco13 e os preceitos de Lianza5. É bem interessante observar que neste estudo foi verificado. em apenas uma delas.

durante e no pós-parto. sem sofrer influência de barreiras lingüísticas e culturais. Greer KR. Shea B. P. Crit Care Clin. 10. Rushton DN.Vol. especialmente através de estudos clínicos randomizados e controlados. Ansari AH. 5: 400-5. Ann J Reprod Med Nov 1987. 9. Transcutaneous electrical neurostimulations: a new therapeutic modality for controlling pain. Ann British Journal of Midwifery 1997. Electrical stimulation in the treatment of pain. Ersek RA. 32 (11): 843-6. 3a ed. anatomy. 2001. 66 (1): 36-8. 27 (2): 181-93. para o controle da dor em mulheres submetidas à cesariana. direto e prático de avaliação da dor. Pain mechanisms: a new theory. et al. 2001. Hoyt JW. 150 (699): 971-9. Wall PD. Marchand S. Dados relativos aos indivíduos do grupo B (placebo). Pain: theory. Transcutaneous electrical nerve stimulation for reducing narcotic use after cesarean section. Johnson MI. sem contar que os pacientes não ficam sobrecarregados em preencherem formulários extensos ou complexos. 1997 Oct. 3. Efficacy of the transcutaneous electrical nerve stimulation for the treatment of chronic low back pain. and physiology. 8. Ann Phys Ther 1986. 1a ed. continua havendo a necessidade de investigações sistematizadas. Science Nov 1965. 7. Recursos terapêuticos em fisioterapia. (128): 314-24. Transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) in the management of labour pain: the experience of over ten thousand women. a qual se constitui num método rápido. Entretanto. Robinson V. . 2. Ann Pain 1996. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. The effects of transcutaneous electrical nerve stimulation on post-cesarean pain. Gladstone N. praticidade e viabilidade econômica. que avaliem a efetividade isolada da TENS ou em associação a determinados fármacos. São Paulo. Transcutaneous electrical nerve stimulation after cesarean birth. podendo ser aplicada também antecipadamente. Guanabara Koogan. 6 (2): 227-34. 11. 1990 Apr. Wells G. Manole. Reynolds RA. 5. podemos concluir que a utilização da TENS pode constituir mais um recurso analgésico. Brosseau L. 10 No. Ann Spine 2002. Clin Orthop Relat Res. Rio de Janeiro. 380-82. CONCLUSÃO Levando em consideração as condições experimentais deste estudo.5 52 57 60 50 53 52 74 60 104 48 58 77 57 80 1 2 1 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 1 1 5 5 7 5 5 10 4 10 9 5 5 8 8 6 10 0 2 7 5 5 10 4 10 9 6 5 8 9 9 10 numéricos (0-10). 2. Ann Disability and Rehabilitation 2002. pela simplicidade. Guralnick MS. Jeans ME. 200-4 6. Milne S. bastante viável. Melzack R. Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 24 23 20 23 19 16 22 22 35 25 23 23 21 31 25 70. Medicina de reabilitação. Smith CM. 24 (8): 407-15. 4. contendo múltiplas perguntas. Starkey C. Gelfand MM. Lianza S. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 223 Tabela 2. P. 27 (6): 596-603. Hollinger JL.

15. 17. 27 (4): 254-5. 19. Ann Ginecol Obstet Mex 2000. Femina 2002: 30 (2): 83-6. 18. Ferreira CHJ. 20. Payno SMA. 2a ed. Simkin P. Murphy-Black T. Birth 2000 Dec. Ann Rev Mex Anest 2000. Ann Arch Gynecol Obstet 2000. 264 (3): 131-136. Van der Spank JT. Lopez FB. 27 (4): 244-53. 16. 13. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. Transcutaneous nerve stimulation (TENS) during the first stage of labour: a randomized clinical trial. . The use of transcutaneous electric neurostimulation for postoperative analgesia in parturients undergoing cesarian section. Niven CA. Transcutaneous electric stimulation (TENS) to reduce pain after cesarean section. Pacheco CM. Efectividad de la Estimulcion Electrica Transcutanea (TENS) en el alivio del Trabajo de Parto. Mattei K Rev. Mendoza MP. 14. 68: 75-78. Van der Ploeg JM. Lantsev EA. fisioter. Santos. Eletroestimulação nervosa transcutânea como recurso de alívio da dor no trabalho de parto. Pain relief in labor by transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS). 200-10. P. Ann Anesteziol Reanimatol 1990. 68: 60-3.224 Melo de Paula G. São Paulo. 23 (2): 60-65. Birth 2000 Dec. Smirnov AA. Mantle J. Polden M. Villeges ST. 12. The meaning of labor pain. 6: 66-9. 1997. bras. Navarro NC. Reyes E. Memory for labor pain: a review of the literature. Dias RO. Ann Pain 1996. Molinero de Paula VR. Villa Verde CA.

Estas práticas poderiam influenciar o desenvolvimento motor de lactentes. Palavras-chave: desenvolvimento motor. e-mail: dcsantose@unimep.br. Resultados: No 9º mês de vida o desempenho motor dos lactentes foi influenciado positivamente pela predominância na postura de quatro apoios. The predominant posture at the sixth month and the way of carrying the infants at six. Results: Motor performance at the ninth month was positively influenced by predominance of the hands-and-knees crawling posture. Centro Universitário Hermínio Ometto. SP. ABSTRACT Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Background: Child-rearing practices are defined as specific behavioral patterns used during maternal duties. Campinas. lactente. it was positively influenced by hands-and-knees crawling and standing postures. Method: Fourteen healthy full-term infants were selected and longitudinally assessed at the ages of six. 9º e 12º meses de vida. Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia – Bloco 07. prone or supine postures. At the twelfth month. ambiente. SANTOS DCC 2. GONÇALVES VMG 3 1 2 Departamento de Fisioterapia. infant. local preferencial de permanência e a forma de carregar o lactente no colo. Denise Castilho Cabrera Santos. child-rearing practices. and utilization of the floor as a place to keep the infant. SP 3 Departamento de Neurologia. 10. 101809-9246 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes ISSN No. predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. Vol. 9º e 12º meses de vida não influenciaram o desempenho motor do grupo estudado. Faculdade de Ciências Médicas. Método: Selecionados 14 lactentes. Piracicaba. SP Correspondência para: Profa. nine and twelve months did not influence motor development in the study group. No. utilizadas no cuidado diário de lactentes saudáveis. Key words: motor development. paulalumy@uniararas. positively influence the motor development of healthy infants from six months of age onwards. No 12º mês houve influência positiva da predominância na postura de quatro apoios e em pé. Em cada avaliação/idade a mãe respondeu a um questionário fechado sobre práticas. avaliados longitudinalmente no 6º. nine and twelve months using the Alberta Infant Motor Scale. . Conclusão: Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes saudáveis a partir do 6º mês de vida. At each assessment. and by staying on the floor in relation to being in a baby buggy. Dra. Objective: To verify the influence of daily child-rearing practices on the motor development of healthy infants from their sixth to twelfth months of life. Centro de Investigações em Pediatria. utilizando-se a Alberta Infant Motor Scale. Objetivo: verificar a influência de práticas maternas. the mothers answered a closed questionnaire about their main daily childcare practices when the infant was awake.br Recebido: 03/06/2005 – Aceito: 22/02/2006 RESUMO Contexto: Práticas maternas são comportamentos específicos. The infants’ predominant posture. Universidade Metodista de Piracicaba (FACIS/UNIMEP). These practices could influence infants’ motor development. Faculdade de Ciências da Saúde. Conclusions: The results suggest that practices that stimulate adoption of the hands-and-knees crawling posture. bras. Considerou-se neste estudo a postura predominantemente adotada pelo lactente. Rodovia do Açúcar Km 156. fisioter. 225-231 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 225 INFLUÊNCIA DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE LACTENTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA SILVA PL1. Faculdade de Ciências da Saúde. 2 (2006). 2006 Rev. in relation to sitting. A postura predominante no 6º mês de vida e a forma de carregar o lactente no 6º. the places where they were usually kept and how mothers carried the infants in their arms were evaluated. Universidade Estadual de Campinas. em relação à sentada e prono ou supino e pela permanência no chão em relação ao carrinho de bebê. CEP 13400-911. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12 o meses de vida. Piracicaba.Vol. por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais. SP Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia. Universidade Metodista de Piracicaba. Araras. environment. 2. práticas maternas. nascidos a termo e saudáveis.

maternos e familiares. Com base nesses pressupostos.3. significa constante observação no crescimento das estruturas somáticas e aumento das possibilidades individuais de agir sobre o ambiente1. 4. as práticas maternas empregadas no cuidado diário de lactentes são uma constante em estudos que comparam diferentes populações9. com peso médio ao nascimento de 2950. Considerouse neste estudo. fisioter. Profissionais engajados na intervenção precoce se preocupam com a relação entre as idéias dos pais sobre cuidados com a criança. quando aplicado à evolução da criança. Material 1. e a forma predominante de carregar o lactente no colo (na coleta desta informação levou-se em consideração a postura adotada pela mãe e bebê quando solicitado às mesmas que mostrassem para a pesquisadora como costumeiramente carregavam seus filhos no colo). A AIMS avalia o desenvolvimento motor de lactentes nas posições supino. Ficha de registro da Alberta Infant Motor Scale (AIMS)13. andador ou especificar outro local não contemplado no questionário). Questionário de práticas maternas: foi desenvolvido para esta pesquisa um questionário fechado com questionamentos sobre as práticas predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. cadeira de bebê. por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais10. Estudos sobre o desenvolvimento motor têm encontrado diferenças nos padrões e épocas de surgimento de certas habilidades no primeiro ano de vida da criança. sem intercorrências pré-natais ou neonatais. síndromes genéticas.61) e 9. que teriam efeito positivo no desempenho motor de lactentes saudáveis. sentado. 9º e 12º meses de vida. seus atos e as repercussões no desenvolvimento.71 (+0. Critérios de exclusão: malformações congênitas (musculoesqueléticas).6. O termo desenvolvimento. alinhamento . Termo de consentimento livre e esclarecido. O ambiente em que o lactente vive pode dar diferentes formatos ou moldar aspectos do seu comportamento motor. prono. rotineiramente utilizadas no cuidado diário de um grupo de lactentes saudáveis. dependem. Práticas maternas são definidas como comportamentos específicos. as desvantagens ambientais podem influenciar negativamente a evolução do desenvolvimento das crianças2. O ambiente positivo age como facilitador do desenvolvimento normal. nascidos a termo com idade gestacional média de 39 semanas (+ 1. o presente trabalho objetiva verificar a influência de práticas maternas.9. provavelmente promovendo ou inibindo taxas de maturação4. Critérios de inclusão: gestação de feto único. supino. como práticas maternas.12). dos pais para promover a saúde e desenvolvimento de seus pacientes11. Paralelamente aos fatores de risco biológicos. Gonçalves VMG Rev. Devem ser considerados na avaliação a descarga de peso. Os resultados desse estudo contribuirão para o conhecimento das características da motricidade dos lactentes estudados e das práticas maternas que os circundam. que atuam com crianças. inúmeras vezes durante os primeiros estágios da vida. deitado de lado. quadrado. sinais de comprometimento neurológico (convulsão. chão. Mais especificamente pretende-se contribuir para a identificação dos fatores ambientais. pouco se conhece sobre suas especificidades (comportamentos tipicamente empregados no cuidado da criança) e suas influências. índice de Apgar maior ou igual a sete no 1’ e 5’ minuto de vida. em alguma extensão. 2. o local onde a criança permanece a maior parte do tempo (categorias: berço.11). acompanhados longitudinalmente no 6º. Desta forma a identificação dessas práticas e o conhecimento de sua influência sobre o desenvolvimento motor de lactentes podem ser ferramentas valiosas na direção da promoção do desenvolvimento infantil. pois possibilita a exploração e interação com o meio. MATERIAL E MÉTODOS Sujeitos Participaram do estudo 14 lactentes saudáveis (seis do sexo feminino e oito do sexo masculino).58) respectivamente.79 (+0.8. INTRODUÇÃO O primeiro ano de vida da criança é caracterizado por grandes mudanças. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12o meses de vida. hemorragias do sistema nervoso). quatro apoios ou em pé). Estas diferenças referem-se tanto a grupos culturais distintos como entre lactentes do mesmo grupo cultural5. Entretanto.226 Silva PL. asfixia neonatal. Roteiro de anamnese para dados neonatais. carrinho de bebê. Possíveis explicações para este fato são as diferenças socioeconômicas e culturais entre os grupos estudados. índice de Apgar médio de 1o e 5o minutos 8. que influenciam o ambiente e as práticas maternas utilizadas no cuidado de lactentes. bras. infecções do sistema nervoso. nomeadamente práticas maternas.7. alterações sensoriais. Dentre os fatores ambientais influenciadores do desenvolvimento. bebê conforto. Segundo De Vries as experiências culturais e ambientais podem levar os resultados do desenvolvimento para uma ou outra direção. com objetivos dirigidos. 3.71 gramas (+ 356. Embora seja evidente que práticas maternas permeiam e influenciam o desenvolvimento tanto de crianças saudáveis como das crianças com alguma alteração. Santos DCC. a postura predominantemente adotada pelo lactente (categorias: prono. nascidos a termo com idade gestacional (IG) entre 37-41 semanas 12. o ambiente desfavorável lentifica o ritmo de desenvolvimento e restringe as possibilidades de aprendizado da criança. Fisioterapeutas. portadores de infecções congênitas (STORCH-HIV) diagnosticadas no período neonatal. sentada e em pé.

2. 9º e 12º meses de vida considerando a data de aniversário com variação de 7 dias14. Cada item observado recebe um crédito. estão apresentadas nas figuras 1 (A. Na análise da influência das práticas maternas identificadas sobre o desempenho motor considerouse o escore médio obtido na AIMS (aos seis.3% dos lactentes. que então eram aleatórias.4% dos lactentes. Procedimentos Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIMEP (no. sentado por 50% e quatro apoios e em pé por 35. local preferencial de permanência e forma de carregar o lactente no colo. peso ao nascer e índice de Apgar. A diferença foi significante entre o 6º e 9º mês. Foram identificadas como práticas utilizadas no cuidado diário dos lactentes estudados as seguintes categorias relacionadas às idades: Aos seis meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 35.Vol.6% e carrinho de bebê para 71. B e C). Considerando o intenso ritmo de mudanças no desempenho motor no primeiro ano de vida. maternos e familiares dos lactentes e preenchido o questionário sobre práticas maternas. os lactentes que aos seis meses de idade adotavam a postura sentada apresentaram melhor desempenho motor do que os . 94/03). 9º e 12º mês e 6º e 12º mês de vida (Teste de Wilcoxon. quatro apoios e em pé por 42. 42.4%. para caracterização da amostra.57% sentados. As comparações das categorias de posturas predominante. Adicionalmente esses resultados foram expressos em gráficos tipos Box-Plot considerando a distribuição do escore motor pelas categorias das práticas maternas. e pelo teste de Kruskall-Wallis na comparação de três categorias. colchonete e banco para apoio. considerando medidas de tendência central (média) e de dispersão (desvio-padrão) para as variáveis contínuas. O nível de significância adotado foi de 5%. como recomendado por Bayley14. sempre na presença da mãe ou cuidador responsável. As avaliações duravam cerca de 20 a 30 minutos. 2 (A e B) e 3 (A e B).85% eram segurados em pé e 57. na comparação de duas categorias.7% dos lactentes. A comparação das práticas maternas pesquisadas com o escore motor foi realizada pelo teste de Mann-Whitney. Foram coletados. os locais preferenciais de permanência foram chão para 71. essa medida foi importante para assegurar que os participantes não apresentassem diferenças no desempenho motor por discrepância em suas idades cronológicas.001). Entre o 6º e 9º meses de vida. O programa estatístico utilizado foi o Statistical Package for Social Sciencies for Personal Computer (SPSS-PC) versão 11. salvo quando assumissem espontaneamente as posturas. supino. os lactentes eram despidos pelas mães e colocados sobre o colchonete. nove e doze meses) como variável dependente. 43% eram segurados em pé e 78.3%.001). Aos 12 meses: as posturas predominantemente adotadas foram sentada por 21. Para análise da evolução do escore médio dos lactentes no 6º. RESULTADOS Os lactentes apresentaram evolução significativa no desempenho motor de acordo com o aumento da idade cronológica no decorrer do 6º. o local preferencial de permanência foi o chão para 100% dos lactentes. Desta forma. 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 227 postural e movimentos antigravitacionais.0.9% e em pé por 35. embora sem significância estatística. para as categorias de postura predominante. As avaliações foram realizadas no domicílio dos sujeitos com exceção de dois lactentes de 6 meses avaliados na Clínica de Fisioterapia da UNIARARAS. 9º e 12º meses de vida (Teste de Friedman. p< 0. local de permanência e forma de carregar no colo com o desempenho motor dos lactentes no 6º. Os lactentes foram avaliados utilizando a AIMS no 6º. relacionado às categorias de postura predominante. ao final da avaliação é realizada a soma dos itens observados em cada posição e calculado o escore total. A identificação das práticas maternas características do grupo estudado foi expressa por meio de freqüências relativas. Durante a avaliação as mães poderiam estimular seus filhos por meio de brincadeiras e brinquedos de forma natural a fim de possibilitar as observações.7% e sentado por 64. sentado e em pé.15% sentados.7% dos lactentes. Entre o 9o e o 12o meses 21. Em seguida eram posicionados em prono. Análise Estatística Primeiramente foi realizada estatística descritiva. A análise do desempenho motor considerou como variável dependente o escore médio obtido pelo grupo na avaliação pela AIMS e a idade dos lactentes como variável independente. os dados neonatais. 9º e 12º meses de vida. Para aplicação foram utilizados brinquedos adequados à faixa etária. os pais que concordaram em participar da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Aos nove meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 14. Na aplicação deste questionário foi solicitado às mães que respondessem a alternativa que melhor correspondesse à sua realidade e do lactente. idade gestacional. Antes de iniciar a avaliação.4% e carrinho de bebê para 28.6% dos lactentes. local de permanência e forma de carregar no colo (variáveis independentes). 10 No. 1B e 1C indicam que o desempenho motor do grupo estudado foi positivamente influenciado pela adoção predominante de posturas que representam estágios motores mais evoluídos para cada uma das idades pesquisadas. 9º e 12º meses de vida foi utilizado o teste de Friedman e para comparação mês a mês foi utilizado o teste de Wilcoxon. Foram identificadas duas formas de carregar o bebê no colo durante o estudo: em pé segurado pelos glúteos com apoio no ombro da mãe e sentado de frente ou de lado. os locais preferenciais de permanência foram chão para 28. p< 0. As Figuras 1A.

1C. com desempenho motor típico ou em franca evolução. A figura 3A mostra que os lactentes carregados sentados de frente/lado apresentaram o valor mediano do escore abaixo do percentil 25 do grupo de lactentes carregados em pé sobre os ombros.018 Figura 1. aos seis meses de vida. Gonçalves VMG Rev. comparada às posturas sentado e supino ou prono (Fig. a figura 2A mostra uma tendência dos lactentes que permaneciam no chão de apresentarem escores mais altos do que os que utilizavam preferencialmente o carrinho de bebê.12 meses Kruskall . o percentil 75 foi praticamente igual nos dois grupos (p= 0.046). As Figuras 3A e 3B indicam que não houve influência da maneira de carregar os lactentes no colo. A figura 3B mostra uma tendência dos lactentes que eram carregados sentados de frente/lado em apresentar escores mais altos. Com 12 meses de vida todos lactentes estudados permaneciam no chão. Escore AMS . Embora sem significância estatística. Entretanto. 1A. Aos nove meses essa tendência se confirma e os lactentes que permanecem no chão apresentam escores significativamente mais elevados que os que utilizam o carrinho de bebê.012).473). a comparação do local de permanência e desempenho motor não foi realizada. Santos DCC. 9º e 12º meses de vida relacionando-os ás diferentes categorias de práticas maternas identificadas neste estudo.134 50 Escore AMS .012 * 11 55 50 45 sentado quatro apoios/ em pé em pé 1C Postura predominante .228 Silva PL. os quais buscavam um grupo de estudo saudável. 1B.6 meses Mann . A adoção preferencial da postura de quatro apoios se associou significativamente ao melhor desempenho motor aos nove meses de vida.Postura predominante . pôde-se analisar e entender os resultados do desempenho motor avaliado no 6º. A partir da caracterização deste grupo. p= 0. porém as medianas coincidem e não há diferença estatisticamente significante (p= 0. . Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos nove meses (1B). p= 0.6 meses 26 24 22 20 prono/supino sentado 1 A . identificadas neste estudo.018). p= 0. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos 12 meses (1C). portanto. p= 0.134). p= 0. 2B. Escore AMS . apresentando diferenças estatisticamente significante entre as idades estudadas. DISCUSSÃO A análise da evolução do desempenho motor e os dados descritivos das características neonatais do grupo estudado revelam lactentes com desenvolvimento considerado típico. Destaca-se que o máximo valor de escore obtido pelos lactentes que adotavam a postura sentada esteve abaixo do menor escore obtido pelos que preferiam as posturas em pé ou quatro apoios e em pé (Fig. bras. Aos 12 meses a preferência das posturas em pé ou quatro apoios e em pé também esteve associada ao melhor desempenho motor. As Figuras 2A e 2B indicam que a adoção do chão como local de permanência preferencial do lactente poderia influenciar positivamente seu desempenho motor. fisioter. Nota-se que a mediana do escore do grupo “chão” está acima do maior valor de escore obtido pelo grupo “carrinho de bebê” (Fig. e o desempenho motor dos seis aos nove meses e dos nove aos doze meses de vida.9 meses 45 40 35 30 prono/supino sentado quatro apoios 1B Postura predominante .Wallis.Whitney.12 meses que permaneciam em supino ou prono (Fig. p= 0.Wallis. Estes resultados espelham os critérios de seleção da amostra empregados neste estudo. livre de indicadores de risco biológicos e com potencial para apresentar normalidade em seu desempenho motor. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos seis meses (1A).363).9 meses Kruskall . p= 0.

O desenvolvimento motor constitui o resultado do aprendizado e das habilidades adquiridas na execução dos atos.Whitney. O tempo gasto em uma determinada postura influência positivamente a aquisição dos ganhos motores naquela postura.8. Diversas pesquisas relatam que as diferenças no desenvolvimento motor de lactentes podem surgir na presença de variações nas práticas maternas. Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 9o ao 12o mês (3B). 10 No.Whitney. comparados aos americanos. p= 0. p= 0. em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 B Forma de carregar no colo de 9-12 meses Mann .9 meses 50 45 40 35 30 carrinho chão Escore AMS . p= 0.Vol. Os resultados encontrados em relação à postura predominante do lactente sugerem que as experiências e o . p= 0. Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos nove meses (2B). enquanto as habilidades em outras posturas podem ocorrer ligeiramente mais tarde18. que são colocados mais freqüentemente na posição supina para brincar. do ambiente onde está inserida ou do treino específico de alguma habilidade6. Lactentes africanos demonstram precocidade nas habilidades de sentar sozinho e ficar em pé sem apoio e atraso nas habilidades de levantar a cabeça e engatinhar. O costume materno em estimular a postura sentada favorece o ganho motor nesta postura.6 meses 26 24 22 20 carrinho chão Escore AMS .363 2 A Local de permanência .16.312 Escore AMS . Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 6o ao 9o mês (3A).046 Figura 2. 2.3.473 Figura 3. por sua vez as práticas maternas se modificam de acordo com o costume ou cultura de cada local15. através de hábitos culturais17. e a falta de costume em posicionar o lactente em prono pode atrasar as habilidades de apoio nas mãos e engatinhar19.12 meses 55 50 45 9 2 B Local de permanência . 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 229 Escore AMS .9 meses 50 45 40 35 30 em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 A Forma de carregar no colo de 6-9 meses Mann . De maneira geral os resultados desse estudo indicam que as práticas maternas pesquisadas influenciaram o desempenho motor deste grupo de lactentes a partir do 9o mês de vida.6 meses Mann .9 meses Mann . Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos seis meses (2A). A oportunidade para a prática é dada pelos pais ou cuidadores do lactente.Whitney.Whitney. Lactentes nortes americanos gastam mais tempo na posição prono comparados aos lactentes britânicos.

às freqüentes orientações sobre a utilização do chão como espaço enriquecedor para o desenvolvimento de lactentes com alterações no desenvolvimento motor. Pino P. Infants around the world: cross cultural studies of psychomotor development from birth to two years. No 9º mês foi considerada positiva para o desempenho motor a postura de quatro apoios (Fig. no carrinho ou cadeira de bebê pode ser considerado uma condição negativa para o desenvolvimento motor3. a variável “tempo carregado” não foi controlada neste estudo. De Vries MW. 297-313. ocorrem de maneira mais precoce nos lactentes africanos em relação aos americanos.6. Lactentes brasileiros apresentaram desempenho inferior aos canadenses durante o primeiro semestre de vida e uma possível explicação para o baixo desempenho seria a falta de costume materno das brasileiras em posicionar seus filhos em prono20. Rev. além da restrição visual e movimentação.Castillo M. 1B) e no 12º mês a postura de quatro apoios e em pé (Fig. Babies brain and culture: optimizing neurodevelopment on the savanna. enquanto as africanas os carregavam a maior parte do dia enquanto realizavam suas atividades5. Quando crianças são mantidas sem condições de moverem-se livremente. Possivelmente o tempo e freqüência de permanência no colo sejam mais importantes para o desempenho motor do que a forma de carregar o lactente.3: 111-134. essenciais para aquisição das habilidades motoras3. Psicologia atual e desenvolvimento da criança. 1A). Brill B. 32 (2): 138-47. Gonçalves VMG Rev. Castro RM. bras. La Parra A. Vayer P. Dev Med Child Neurol 1975. Não foi encontrada diferença significativa relacionando o escore motor e a forma de carregar lactentes no colo.9. Motor development in Yucatean infants.6. 1990. Roicin C. de Saúde Pública 1998. Fragoso AGC. Em Yucatan (México) os lactentes permanecem a maior parte do tempo no colo e desenvolvem precocemente habilidades motoras apendiculares e tardiamente habilidades motoras axiais como engatinhar e andar com e sem apoio 7. Solomons HC.21. Do environmental influences alter motor abilities acquisition? A comparison among children from day-care centers and private schools. Rivera F . 5. Manter lactentes a maior parte do tempo no colo. 61 (2A): 170-5. tempo gasto em uma posição podem influenciar a seqüência e época da aquisição de certas habilidades motoras. 2. No entanto essas práticas e suas influências positivas só foram evidentes a partir do 9º mês de vida dos lactentes estudados. 1C). Este resultado coincide com o predomínio nos lactentes da adoção do chão como local preferencial de permanência (Fig. A variável postura predominante influenciou o desempenho motor dos lactentes estudados no 9º e 12º meses de vida. No carrinho uma quantidade menor de estímulos é oferecida. Uma das possíveis razões para a não utilização da posição prono é a síndrome da morte súbita do lactente22. 429: 43-8. A falta de costume materno de posicionar o lactente em prono foi relatada em estudos anteriores20. Wade MG. pela própria expressão de seu desenvolvimento. fisioter.23. Habilidades de sentar. 2B). Foram observadas diferenças no 3º. buscam espaço para se moverem e dificilmente se deixam restringir por carrinhos de bebê ou outro equipamento. Solomons G. CONCLUSÃO Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes. In: Whiting HTA. o que possivelmente explica o desempenho semelhante apresentado entre os lactentes que permaneciam em prono/supino e sentado (Fig. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 6. Andraca I. Acta Paediatr Suppl 1999. Boston: Martinus Nijoff Publisers 1986. Barros KMF T. Possivelmente no 9º mês de vida as mães tenham uma atitude menos protetora com seus lactentes e estes por sua vez.230 Silva PL. 4. o lactente pode apoiar-se na parte posterior do carrinho diminuindo a quantidade de reações e ajustes posturais de tronco. Motor development and cultural attitudes. Dos cinco lactentes que permaneciam deitados. Destaca-se que no 6º mês de vida não é esperado um controle postural suficiente para permanência na postura sentada sem apoio. No Brasil uma pesquisa comparou o desempenho motor de lactentes brasileiros e americanos durante o primeiro ano de vida. Cabral Filho E. principalmente após o 6º mês de vida6. Foi característica do grupo estudado a predominância da adoção da postura sentada aos seis e da postura de quatro apoios e/ou em pé aos nove e 12 meses. Factores de riesgo para el desarrollo psicomotor em lactantes nacido em óptimas condiciones biológicas. Themes Motor Development. manifestou desenvolvimento motor além dos que utilizavam o carrinho como local de permanência. . 4º e 5º mês de vida em favor dos americanos nas habilidades de sentar e de preensão. 3. J CrossCultural Psycology 1972: 2 Suppl. 17: 41-6. No entanto.7. Oliveira ALB.21. ficar em pé e andar sem apoio. por períodos longos de tempo. podem ocorrer prejuízos no aprendizado e na utilização dos mecanismos de feedback e feedforward. no berço. Arq. São Paulo: Manole. As mães ocidentais deixavam seus bebês por muito tempo no berço.24 . Oliveira ALB. et al. Santos DCC. Estes resultados trazem o desafio de conseguir a adesão das famílias. Neuro-Psiquiatr June 2003. Werner EE. provavelmente por variações no ambiente e nas práticas maternas distintas8. Desta forma o desempenho motor dos lactentes que utilizavam o chão como espaço para brincar. 7. apenas dois permaneciam em prono.

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UNESP. Rio Claro.184. Instituto de Biociências. gait.013) and VVAP (F1. p< 0. Rio Claro. Objetivo: Este estudo objetivou descrever. por meio de ferramenta cinemática. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP. distância vertical pé-obstáculo (DVPO). distância horizontal obstáculo-pé (DHOP) e velocidades médias. p< 0. 2. Rio Claro. elderly.49= 10. Method: Five PD patients (Hoehn & Yahr= 2 ± 0. age= 68. Pacientes com DP. para VVAO (F1. regardless of whether medicated or not.49= 15.174. p< 0.49= 6.7 anos) percorreram. p< 0. fisioter. 2 (2006). e-mail: ltbgobbi@rc.66. p< 0.30. GOBBI LTB 1. p< 0.49= 15. SP Correspondência para: Lilian Teresa Bucken Gobbi. Instituto de Biociências. 10. idade= 68.013) e para VVAO (F1.49= 82.001).49= 31. SP 2 Depto de Educação. Vol. e efeito principal de medicamento para DVPO (F1.49= 82. low obstacle at ankle height) in two separate sessions: without medication (fasting) and at the peak of levodopa action. VHAO. revelou efeito principal de obstáculo para DVPO (F1. .br Recebido: 04/08/2005 – Aceito: 14/12/2005 RESUMO Contexto: Os efeitos da levodopa na marcha de pacientes com Doença de Parkinson (DP) em terrenos desobstruídos são conhecidos. The patients presented gait patterns that ensured safety and stability. VVAP (F1.002). evidenciando aumento geral da velocidade da perna de abordagem e da margem de segurança sobre os obstáculos. Av. HVAP.001) e para VVDO (F1.unesp. nas fases de abordagem e aterrissagem (respectivamente. Results: ANOVA by trials revealed that the main effects from the obstacle were on LTCL (F1.VVDO).33. p< 0. horizontais e verticais. Conclusion: Patients were more disturbed by the high obstacle. 1225.49= 10. gait with obstacle. marcha.002). GOBBI S 1 1 Departamento de Educação Física.49= 15. levodopa.001). MENUCHI MRTP 1. p< 0.33. STELLA F 2.33. VVAP. p< 0. 2006 Rev. with and without the effect of levodopa.VVAO. 101809-9246 ISSN No. p< 0. o comportamento locomotor de pacientes com DP e verificar as estratégias locomotoras. sem e sob o efeito da levodopa.49= 6.33.001). Objective: To describe the locomotor behavior of PD patients by means of kinematic tools and to verify their locomotor strategies during obstacle avoidance at different heights. 10m e ultrapassaram um de dois obstáculos (alto= metade da altura do joelho e baixo= altura do tornozelo) posicionado no meio da passarela em duas sessões (em jejum e no pico de ação do medicamento). durante a ultrapassagem de obstáculos de diferentes alturas. Método: Cinco pacientes com DP (Hoehn e Yahr= 2±0. independente da condição de medicamento. as shown by increases in leading limb velocity and the safety margin over the obstacles. marcha com obstáculo ABSTRACT Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease. leading toe clearance (LTCL). HVLP and VVLP). CEP13506-795. para VHDO (F1.001). Conclusões: Pacientes foram mais perturbados pelo obstáculo alto.001). Medication had its main effects on LTCL (F1. foot placement after the obstacle (FPAO) and horizontal and vertical mean velocities in the approach and landing phases (respectively. 233-239 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 233 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULOS EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON. SP. apresentaram um comportamento que garantiu segurança e estabilidade na marcha. Os sintomas da DP (bradicinesia e hipocinesia) foram diminuídos com o medicamento. levodopa. As seguintes variáveis foram coletadas e analisadas: distância horizontal pé-obstáculo (DHPO). VHDO. but little is known about its effect on gait over obstacles. p< 0. por tentativa.49= 31. with and without Levodopa: a Pilot Study Background: The effect of levodopa on the gait of Parkinson’s disease (PD) patients over unobstructed terrain is known. 5-A.4±5.7 years old) walked 10m and stepped over one of two obstacles (high obstacle at half of knee height.4 ± 5. COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO PIERUCCINI-FARIA F 1. p< 0. The PD symptoms (bradykinesia and hypokinesia) decreased under medication.49=15.30. mas pouco se conhece sobre seus efeitos na marcha com obstáculos. HVLP (F1.184. The following variables were collected and analyzed: foot placement prior to the obstacle (FPPO). Palavras-chave: Doença de Parkinson. VITÓRIO R 1.66. No.Vol.001) and VVLP (F1. idoso.001).174. Resultados: A ANOVA. Vila Bela. Key words: Parkinson’s disease. bras. andando.

bras. bradicinesia. o desempenho motor da marcha. O participante B obteve 40 pontos na UPDRS e duração da doença de 17 anos. A lentidão (bradicinesia) e a diminuição da amplitude movimentos (hipocinesia) podem ser provocadas pela perda da capacidade do córtex motor em gerar impulsos motores adequados para atingir a meta que foi planejada3. MATERIAL E MÉTODO Participantes: 5 pacientes com DP participaram deste estudo. para minimizar os efeitos antropométricos. O uso da dopamina exógena permite que o paciente acometido pela DP normalize parte de sua performance motora. Na marcha em superfície regular. uma tarefa locomotora de maior complexidade. questionou-se: como idosos portadores da DP realizam a ultrapassagem da perna de abordagem sobre obstáculos de diferentes alturas? Quais parâmetros espaciais e temporais da perna de abordagem seriam modificados quando sob efeito do medicamento? Para responder a estas questões. a perna de abordagem realiza a ação primeiro e. Na marcha com obstáculo.234 Pieruccini-Faria F. está posicionada mais distante do obstáculo antes de perder o contato com o solo. desencadeando a DP2. após assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. 2) Passarela e Obstáculo: A passarela consiste de um corredor livre com um carpete de espuma de borracha (10 x 1. O diagnóstico inicial da doença foi realizado por uma médica neurologista. o mesmo protocolo foi repetido. Considerando que o desenvolvimento do sistema locomotor ocorre por meio do acoplamento entre informação sensorial e modulação do sistema efetor8. INTRODUÇÃO A doença de Parkinson (DP) ocorre devido à degeneração progressiva de neurônios da pars compacta da substância negra1. Subescala III–Motora. sem data). O jejum da Levodopa foi controlado a partir das informações sobre os horários diários de ingestão (última dose do dia às 20:00 horas) e confirmado pelos participantes no horário da coleta (8:00 horas). aumento na amplitude das passadas atribuído à melhora na modulação muscular para a produção de força7. Stella F. Todos os procedimentos experimentais seguiram as normas da Declaração de Helsinki e foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa local. hipocinesia e alterações posturais. O pé da perna de abordagem é elevado à frente pela flexão simultânea do quadril e do joelho. De forma geral. acinesia. movimenta-se de uma base estável para uma posição ainda instável e próxima do obstáculo10-12. Cada participante. clinicamente. Neste contexto. enquanto que outros sintomas podem não ser aliviados4-6. rigidez muscular. A Tabela 1 sumariza as características dos participantes. Apesar das causas não totalmente esclarecidas. pouco é conhecido sobre a interação entre os efeitos do medicamento e as respostas locomotoras na marcha com obstáculos. os participantes foram reavaliados. foi convidado a realizar o seguinte protocolo: 1) Medidas antropométricas. o paciente deveria estar em jejum do remédio (pela planilha de ingestão do medicamento de cada paciente. que é capaz de produzir o neurotransmissor dopamina. Subescala III-Motora. A massa corporal e a estatura foram coletadas usando as técnicas descritas por Alvarez e Pavan16. por exemplo. por um neuropsiquiatra experiente e capacitado para determinar as condições motoras gerais por meio da Unified Parkinson’s Disease Rating Scale (UPDRS13. Como critérios de inclusão. Os obstáculos. têm 60cm de largura e possuem um marcador .15) e a condição motora/capacidade funcional observada por meio da UPDRS. uma hora após a ingestão do medicamento (pico de efeito do remédio). Procedimentos Experimentais: A coleta dos dados dos participantes foi feita pela manhã e em duas etapas: na primeira. A figura 1 ilustra a situação experimental. os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar as estratégias motoras utilizadas pelos pacientes durante a marcha com obstáculos com e sem o efeito da levodopa. Duas alturas de obstáculo (baixo = altura do tornozelo e alto = metade da altura do joelho) foram selecionadas e variaram para cada paciente. Menuchi MRTP. foram considerados: idade igual ou superior a 60 anos. entretanto. Nenhum era institucionalizado e todos faziam atividade física de leve intensidade (caminhadas. por aliviar alguns dos sintomas (tremores involuntários. normalmente. 2) caracterizar cinematicamente o comportamento motor dos indivíduos na mesma atividade motora. fisioter. a Levodopa tem desencadeado. qualquer possível degeneração dos componentes ou subsistemas comprometeria a ação de ultrapassar obstáculo9. este agente melhora.10. era ativo e independente. ocorreu jejum da Levodopa por 12 horas). ou seja. entre outros). No momento da ultrapassagem. entre outros. Ao chegarem ao laboratório. Versão adaptada pela equipe do Ambulatório de Distúrbios do Movimento/Doença de Parkinson. exercícios terapêuticos na água e alongamento) e apresentavam locomoção independente na realização de atividades da vida diária. As alturas do obstáculo foram normalizadas de acordo com as alturas do joelho e do tornozelo do membro inferior direito (MID). Vitório R. sabe-se que fatores genéticos e/ou ambientais podem provocar a neurodegeneração seletiva dos neurônios que fazem conexões subcortico-corticais.9. de eucadur liso (marca Eucatex).42 x 0. membro que ultrapassou primeiro o obstáculo. Diante do exposto. os estágios 1 a 3 da Escala de Hoehn e Yahr14 (Versão adaptada empregada por Schenkman et al. o centro de massa está se deslocando em direção ao novo ponto de apoio. Gobbi S Rev.003m). da FCM/Unicamp. na segunda etapa. Gobbi LTB.

P 67 60 72 75 68 68. Todos os participantes encontravam-se no estágio 2 da escala de H&Y. Assim.Vol.4 5. Laboratório de Instrumentação em Biomecânica–Unicamp.38 cm. distância vertical pé-obstáculo (DVPO: distância entre a marca do quinto metatarso e o obstáculo. D. A digitalização das imagens foi realizada por uma placa de captura de vídeo (marca Pinnacle. modelo Studio DV).3 (anos) 2 17 3 4 4 (mg/dia) 125 500 125 375 375 6 5.4 74 62. posicionada no lugar do obstáculo antes que o participante realizasse as ultrapassagens. respectivamente). variabilidade da DHPO e DHOP (DHPO_var e DHOP_var: médias dos resultados da transformação logarítmica dos desvios-padrão dessas duas variáveis. modelo NV-M 9000). assim.5cm de diâmetro) foram afixados com velcro. 1998). sendo 5 para cada altura de obstáculo. 3 marcadores passivos (esferas de isopor de 1. gerando dados cinemáticos em 2D. A calibração do espaço bidimensional. 2000). o Dvideow pôde calibrar o espaço percorrido pelos participantes na filmagem e reconstruílo em uma matriz bidimensional. Cada etapa do protocolo experimental consistiu de 10 tentativas.7 cm e 0.5 (cm) 172 163 154 166 156 162. As imagens foram registradas a uma freqüência de 60 Hz por uma câmera analógica (marca Panasonic. Todas as variáveis dependentes foram coletadas e calculadas a partir da perda de contato do MID com o solo antes do obstáculo até o contato inicial do pé com o solo após a ultrapassagem. ultrapassar o obstáculo (posicionado no meio da passarela) e continuar andando até o final. 10 No.exe (Gait and Posture Lab. respectivamente. Este procedimento garantiu precisão na medição.2 7.6 11. com medidas conhecidas de uma extremidade a outra (1m por 1m).7 12.4 III 11 40 15 18 19 20. 2.7 M M F M F (kg) 68 53 46 72.: desviopadrão). as variáveis dependentes selecionadas foram: a distância horizontal pé-obstáculo antes da ultrapassagem (DHPO: distância entre a marca do quinto metatarso no momento da perda do contato com o solo e o obstáculo). passivo fixado na base. registrado pela câmera. A ordem de apresentação das tentativas foi totalmente randomizada por meio do programa rand. filmadas no plano sagital direito do participante. Características individuais dos participantes (UPDRS III: Unified Parkinson’s Disease Rating Scale – Subescala motora III. 4) Coleta e análise dos dados: Para registro cinemático dos dados. face lateral do calcâneo e maléolo lateral. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 235 Tabela 1. Os testes de acurácia e precisão.P. e velocidades médias horizontais e verticais em duas fases: . na velocidade preferida. distância horizontal obstáculo-pé (DHOP: distância entre o obstáculo e a marca do quinto metatarso ao entrar em contato com o solo após a ultrapassagem). no momento em que o pé está sobre o mesmo). Idade Gênero Participantes (anos) A B C D E Média D. acoplada a um microcomputador. Tentativas iniciais sem a presença do obstáculo foram realizadas para ajustar o ponto de partida de forma a garantir que sempre o MID ultrapassasse primeiro o obstáculo (perna de abordagem).5 Peso Altura UPDRS Tempo da doença Dosagem de L-dopa Obs: Todos os participantes apresentaram locomoção independente durante as tentativas e para as atividades de vida diária. foi realizada por meio da filmagem de um objeto em forma de cruz. Os pontos afixados em cada extremidade deste objeto permitiram delimitar o espaço bidimensional a partir de referências na forma de sistema de coordenadas dentro do plano cartesiano e. apresentaram valores de 0. Para cálculo das variáveis dependentes e produção de gráficos. O procedimento fotogramétrico foi realizado pelo software Digital Vídeo for Windows (Dvideow. evitando a oclusão de alguns marcadores durante a realização da tarefa. os dados foram filtrados pelo filtro digital de Butterworth de segunda ordem a 5 Hz em rotina Matlab (The Matworks Inc. incluindo o participante B apesar dos valores de UPDRS e dos anos com a doença. nos seguintes pontos anatômicos: quinto metatarso. 3) Tarefa: cada participante foi instruído a percorrer andando a passarela. seguindo os conceitos de Vuolo17.. 1998). University of Waterloo.

referentes ao desviopadrão.99.001).49= 0.174.49= 82. Análise Estatística: Devido à baixa qualidade de algumas imagens. p< 0. b) aterrissagem: do momento em que a marca do quinto metatarso encontra-se sobre o obstáculo até o momento em que ela toca o solo depois do obstáculo (VHDO e VVDO. fisioter. Gobbi LTB. independente da etapa de coleta. A ANOVA não revelou efeitos de obstáculo e medicamento ou interações para a VHAO.66. e Estes resultados evidenciam que não há alteração do padrão locomotor em função do obstáculo ou da condição de medicamento.051). F1. ao ultrapassar o obstáculo alto. Foi mantido o nível de significância de p< 0. p< 0.008. F 1. p< 0. por tentativa. Menuchi MRTP.05 para todas as análises.49= 3. A DHPO e a DHOP foram divididas pelo comprimento do MID quando sob efeito do medicamento (F1.49=6. Ilustração da situação experimental do laboratório.49= 4. a ANOVA revelou que sob efeito do medicamento (F1. Não houve interação entre os fatores para a DVPO. a) abordagem: desde o momento em que o pé deixa o solo até o momento em que a marca do quinto metatarso encontrase sobre o obstáculo (VHAO e VVAO. tendo como fatores obstáculo (baixo X alto) e medicamento (jejum X pico de ação do medicamento) para cada variável dependente.033.33.571) e para DHOP normalizado (respectivamente.043) como depois do obstáculo (DHOP normalizado. Foram conduzidas Análises de Variância. p< 0.002) e ao ultrapassar o obstáculo alto (F1. as análises estatísticas foram realizadas com 53 tentativas. p< 0. A região sombreada delimita a área de captura dos eventos que foram gravados pela filmadora.49= 0. para minimizar os efeitos antropométricos.929. como as demais variáveis. As ANOVAs não revelaram efeitos ou interações entre obstáculo e medicamento para DHPO normalizado (respectivamente. a análise da variabilidade (transformação logarítmica do desvio-padrão) mostrou que os pacientes foram mais estáveis quando sob efeito do medicamento. F1. p< 0. as ANOVAs revelaram que. os participantes aumentaram a velocidade vertical antes do obstáculo. Gobbi S Rev.236 Pieruccini-Faria F. F1.001).49= 0.032. RESULTADOS A estatística descritiva de cada variável dependente é apresentada na Tabela 2.184. se comportassem dentro da curva normal e desta forma pudesse ser inserido na estatística paramétrica. Vitório R.49=15.49= 0. Os dois fatores foram tratados como medidas repetidas dentro das análises. menores valores médios foram observados . p< 0. F1.49= 10. As pegadas destacadas pela borda mostram a posição do pé direito em relação ao obstáculo. A ANOVA evidenciou que os valores médios para DVPO foram maiores para o obstáculo alto (F1. bras. tanto antes (DHPO normalizado.856. Para as velocidades médias antes do obstáculo.355). Entretanto. F1. p< 0. região onde foram calculadas as variáveis. sendo 28 na fase de jejum do medicamento e 25 na fase do pico da ação do medicamento. respectivamente horizontal e vertical). por problemas no travamento do foco da câmera. p< 0. Em relação às velocidades médias da perna de abordagem depois do obstáculo.870. A transformação logarítmica foi necessária para que o conjunto de dados. respectivamente horizontal e vertical). Stella F. normalizandoas.323.013). p< 0. independente da altura do obstáculo. Figura 1.

95(±3.51(±0. Esta modulação ocorre em relação à tomada de decisões em função da distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO). 10 No. DVPO (distância vertical pé-obstáculo).53) 93.55) 1. DHOP (distância horizontal obstáculo-pé).Vol.11) 0. VVDO (velocidade vertical depois do obstáculo).23(±0. DHPO (distância horizontal pé-obstáculo). Nenhum dos participantes. que são necessárias para garantir segurança e estabilidade18. O aumento na velocidade vertical antes e depois do obstáculo parece refletir a necessidade de ultrapassálo de forma rápida e segura. margem de segurança sobre o obstáculo (DVPO) e colocação do pé na aterrissagem (DHOP).45)*** Alto 14. p< 0.79) 22. Obstáculo Variáveis DVPO (cm) DHPO (cm) DHOP (cm) DHPO_var (logDP) DHOP_var (logDP) VVAO (m/s) VVDO (m/s) VHAO (m/s) VHDO (m/s) Baixo 11.17(±0.41) 22. Os asteriscos indicam os valores de significância *p< 0.14) 0. tal comportamento pode estar relacionado a melhorar a precisão na abordagem.001). Este comportamento ainda favoreceria a utilização da visão para possíveis ajustes.40) 22. Como outros estudos avaliando a marcha com obstáculos em pacientes com DP são raros.21.18)** 1.29) 0.05.94(±0. pode ser uma estratégia para facilitar o controle visual 11 em função da forte ou maior dependência que pacientes com DP possuem da visão. pois refletiria maior tempo em suporte simples.02(±0. Restrições do Ambiente (altura do obstáculo) Ajustes no padrão locomotor dos pacientes foram observados diante de uma grande perturbação no ambiente (obstáculo alto).08)*** 1. o que está em concordância com os resultados encontrados em idosos saudáveis22.06(±0. DHOP_var (variabilidade da distância horizontal obstáculo-pé). diminuindo as velocidades da perna até a borda superior dos obstáculos. resultados de idosos saudáveis são utilizados para comparação.78) 21. em pacientes com DP.95)** 92.65(±0. comprometendo o equilíbrio. Os parâmetros espaciais de negociação com o obstáculo refletem a modulação do sistema efetor de acordo com o julgamento perceptivo das características do obstáculo (dimensões e localização)12.30.62) 1.01) 1. ***p< 0.08)*** 1.33)*** 93.91) 92.06) 0.11) 0. na condição de jejum.78(±0.27)* 0.54(±0. ao contrário do esperado.001. DISCUSSÃO A ação motora de ultrapassar obstáculos apresenta um risco potencial de tropeço e queda.11) 0.04(±0.06(±0.03(±0.11(±0.85(±0.37(±1.18. Desta forma. para o obstáculo baixo. 2. As variáveis DHPO e DHOP.76(±0.13(±1.49= 31.85(±0.08) 2.17(±0. ocorreu aumento apenas na fase de aterrissagem e.13) 2.34(±3.69(±0. **p< 0.001) e maiores valores médios para VVDO (F1.45(±0.44(±0. A lentidão encontrada no MID. tropeçou no obstáculo. O aumento da DVPO na ultrapassagem de obstáculos altos foi revelado e pode ser explicado tanto pela capacidade intacta de se variar a resposta motora de acordo com a percepção das características dos . diminuindo o tempo de suporte simples.64(±0. VVAO (velocidade vertical antes do obstáculo).40) 0.74(±0. concordando com estudos realizados com idosos saudáveis11.01) 0.19) 2.04) 1.11(±0. p< 0.09(±0. causada por um comprometimento proprioceptivo generalizado20. em nenhuma das tentativas.96(±2.06(±0.13) Sob efeito 14.26) 0.37) 1.18.99(±1. A pouca demanda motora no sentido vertical para o obstáculo baixo permite que o movimento não seja desacelerado de forma brusca como é necessário para o obstáculo alto. Quando os participantes se encontravam em jejum da levodopa.49= 15.95(±0.95(±0.66(±0. DHPO_var (variabilidade da distância horizontal pé obstáculo). Para as velocidades horizontais.11) 1. A bradicinesia pode estar associada a uma estratégia desenvolvida pelo sistema nervoso central para melhorar a precisão dos movimentos3 em uma tarefa que demanda mais atenção ao idoso19.22. Valores das médias e desvios-padrão (entre parênteses).20) para VHDO (F1. a VVAO foi menor do que quando sob efeito do medicamento. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 237 Tabela 2.33.33(±4.03)*** 1.33(±0. VHAO (velocidade horizontal antes do obstáculo): VHDO (velocidade horizontal depois do obstáculo). mostraram-se resistentes em relação à altura do obstáculo.01) Medicamento Jejum 12.01. pode-se especular que a modulação destas distâncias não foi afetada pela DP e sim pelo processo de envelhecimento. Apesar de parecer uma contradição.33)* 0. garantindo uma margem de segurança ideal entre o pé e o obstáculo.

Ainda. Pailhous J. Blin O. Etiology and pathogenesis of Parkinson’s disease. Pathophysiology of bradykinesia in Parkinson’s disease. Understanding the roles of vision in the control of human locomotion. 1996. Este comportamento garante maior segurança e estabilidade na marcha com obstáculos. mesmo não estando especificamente ligadas à marcha com obstáculos. Este estudo piloto possui algumas limitações. a Danilla I. Olanow CW. Prentice SD. São Paulo: Movimento. Ferrandez AM. In: Patla AE. Amsterdam: Elsevier. 124: 2131-46. Ana Francisca R. Fahn S. young and older adults. No entanto. J Neurol Sci 1991. No entanto. Restrições do Organismo (Medicamento) Os pacientes com DP não alteraram a distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO) e a colocação do pé na aterrissagem (DHOP) entre as condições de medicamento. Gait & Post 1997. que exige maior controle no sentido médio-lateral. Stella F. Saito M. Estudos com adultos jovens e idosos saudáveis têm revelado que a DVPO é um parâmetro robusto do planejamento motor que não se altera em relação à altura do obstáculo11.21. Corazza. de Oliveira pelo auxílio na coleta dos dados e às sugestões dos revisores anônimos. especialmente em relação à margem de segurança. Parâmetros importantes revelaram melhora significativa nos sintomas da DP. Visual control of obstacle avoidance during locomotion: strategies in young children. Dopa-sensitive and Dopa resistant gait parameters in Parkinson’s disease.22. para estes indivíduos. Para elevar mais a perna. 3. mesmo quando estavam em jejum da levodopa. 6. o que pôde ser observado na diminuição das velocidades vertical e horizontal antes da abordagem dos obstáculos. Talvez o medo de uma possível queda por tropeço possa ter provocado o aumento na DVPO. 8: 101-8. Gobbi LTB. Autosomal recessive juvenile parkinsonism. como o tamanho da amostra. 22: 123-44. Entretanto. et al. Kleiner e Maria Dilailça T. 1997. ainda não foram afetados pela DP. Serratrice G. algumas estratégias foram reveladas para melhorar a precisão na tarefa. Kondo H. Vitório R. p. Gobbi S Rev. 8. CONCLUSÃO Os participantes foram capazes de ultrapassar. 2. Is Levodopa toxic? Neurology 1996. Este resultado pode ser causado pela melhora da integração sensorial (informações visuais e cinestésicas). Yuasa T. como a lentidão do MID para abordagem ao obstáculo alto e a sua margem de segurança. Patla AE. Ikeuchi K. provavelmente. editor. A Levodopa também provocou efeitos significativos na hipocinesia. Teasdeale N. este estudo contribui para outras observações que venham fortalecer os referenciais sobre a temática. 441-52. tanto os obstáculos baixos quanto os altos. na condição de jejum da levodopa. organizadora. que subsidia modificações na precisão de parâmetros motores espaciais em detrimento das exigências do ambiente. a concentração em estágio leve da DP e a ausência de grupo controle. 1(5): 54-9. Changes in Sensory Motor Behavior in Aging. Patla AE. não era esperada. com o uso da levodopa. Lopes. que dificultam a generalização dos resultados. corroborando com resultados de outros estudos que avaliaram a marcha de pacientes com DP23. ocorreu aumento da variabilidade nestas distâncias quando sob efeito do medicamento. elevar a perna além do necessário coloca em risco o controle do equilíbrio. Assim. 24: 431-41. os obstáculos altos revelaram-se mais perturbadores do que os baixos. In: Ferrandez A-M. Berardelli A. Tatton WG. Coletânea de Estudos: Comportamento Motor I. Adaptability of Human Gait. Fahn S. 11. o paciente com DP provavelmente realizou uma flexão lateral oposta à perna de abordagem. fisioter. Agradecimentos: Os autores agradecem a Dra. 1 ed. sem tropeços ou quedas. Brain & Dev 2000. Clinic and pharmacologic correlations and the effect of intramuscular pyridoxine. Nutt GJ. Elisabete Burigo pelo auxílio no recrutamento dos pacientes. Understanding the control of human locomotion a “Janus” perspective. 1991. 10. Thompson PD. melhorando os sintomas da hipocinesia DP23-26. 29-44. 9. Gobbi LT. as diferenças estatisticamente observadas nos resultados não são discrepantes daquelas referenciadas na literatura. Ishikawa A. Ainda. 7. p. O aumento da VHDO parece refletir a necessidade de se atingir rapidamente um ponto de apoio estável para reduzir o deslocamento médiolateral. Motor fluctuations and dyskinesia in Parkinson’s disease. mas evita-se o tropeço. indicando que o medicamento favoreceu a implementação de ajustes na colocação dos pés antes e depois da ultrapassagem do obstáculo. 22: 115-7. Gobbi LTB. A modulação do sistema efetor de acordo com a altura do obstáculo. Brain 2001. “On-off” phenomena with Levodopa therapy in Parkinsonism. Hallett M. Parkinsonism Relat Disord 2001. p. a levodopa proporcionou um aumento da margem de segurança do pé com o obstáculo e facilitou os ajustes no posicionamento do pé em relação ao obstáculo para a abordagem. Desenvolvimento da locomoção em terrenos irregulares: proposta de um modelo teórico. por provocarem um aumento nas margens de segurança do pé com a sua borda superior. que merece ser ainda mais investigada. objetos no ambiente como pelo fato de que se o obstáculo já é alto. Amsterdam: North Holland. 103: 1-54. 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. editor.238 Pieruccini-Faria F. . bras. In: Pellegrini AM. 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In: Petroski EL. Fundamentos da teoria de erros. Dodd K. Iansek R. Alvarez B. Locomotor patterns of the leading and the trail limbs while going over a solid and fragile obstacles-some insights into the vision during locomotion. Clark K. 1987. The pathogenesis of gait hypokinesia in Parkinson’s disease. J Motor Behav 1996. Morris ME. Iansek R. Elton R. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 239 12. p. 15: 60522. Alexander NR. Sparrow WA. 2. Vuolo JH. Porto Alegre: Palotti. Fahn S. Recent Developments in Parkinson’s Disease. organizador. 1999. 51: M116-22. Yahr MD. editors. Parkinsonism: onset. . Gait & Post 1993. Gréa H. 15: 649-69. 81: 1400-11. J Gerontol 1996. Basal ganglia network mediates the control of movement amplitude. Shinberg M. Spinal movement and performance of standing reach task in participants with and without Parkinson’s disease. 26. 28: 35-47. Hoehn MM. progression and mortality. 14. Turner RS. Neurology 1967. Schubert M. Martin C. 17: 573-81. Ashton-Miller JA. Iansek R. Chow S. 1: 45-60. Morris EM. Brain 1994. Exp Brain Res 2003. Matyas TA. Berger W. 46: M196-203. 20.Vol. Patla AE. 10 No. Kuchibatla M. 25. Development Comitee. Visual control of limb trajectory over obstacles: effects of obstacle height and width. Vindras P. Morris ME. São Paulo: Edgard Blücher. Alturas e comprimentos. 293-304. Summers J. Hum Mov Sci 1996. 20: 141-50. The unified Parkinson’s disease rating scale. J Gerontol 1991. Shinkfield AJ. 117: 1169-81. 15. 17. Schultz AR. Brocke F. Mov Disord 2004. Ashton-Miller JA. 18. 24. 21. p. Prokop T. Calne DB. 16: 459-70. Alexander NB. 22. Chen HC. In: Fahn S. 153: 197-209. Goldstein M. Grafton ST. Patla AE. 1996. Schultz AB. Ray L. Pavan AL. 19. Giordani B. 16. 29-52. Stepping over obstacles: dividing attention impairs performance of old more than young adults. Xie T. The biomechanics and motor control of gait in Parkinson disease. Hum Mov Sci 1996. Huxham F. 13. 23. Characteristics of motor disturbance in Parkinson’s disease and strategies for movement rehabilitation. Phys Ther 2001. Characteristics of gait in stepping over obstacles. Rietdyk S. Chen HC. Rietdyk S. Schenkman ML. Desmurget M. Antropometria: técnicas e padronizações. Marsden CD. Begg RK. Members of the UPDRS. McGinley J. New York: Raven Press. Prentice S. Stepping over obstacles: gait patterns of healthy young and old adults. Visual kinesthesia and locomotion in Parkinson’s disease. Guire KE. Clin Biomech 2001.

The theoretical reference point utilized was the sociology of professions and the five steps towards professionalization described by Wilensky (1964) were taken as the guide. a regulamentação da profissão e a adoção do código de ética.com. history of physical therapy. a formação de uma associação profissional. a fim de discutir o processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do fisioterapeuta neste Estado. the establishment of education and selection procedures. apto 102. e o método escolhido foi a análise de conteúdo. O referencial teórico utilizado foi a sociologia das profissões. Metodologia: O foco do estudo foi dirigido principalmente a Belo Horizonte. identificando o papel do fisioterapeuta na equipe multidisciplinar de saúde. história da fisioterapia. professional regulation. Conclusões: Conclui-se que. based on a qualitative approach. no período compreendido entre 1950 e 1980. Belo Horizonte. Vol. para a afirmação efetiva da fisioterapia como profissão. 241-247 ©Revista Brasileira de Fisioterapia A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 241 A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS NASCIMENTO MC. in order to understand the professionalization process and the development of identity among physiotherapists in this state. A survey was conducted. Na pesquisa de campo. profissionalização. e teve como guia os cinco passos de profissionalização descritos por Wilensky 1 que são a necessidade da ocupação tornar-se de dedicação exclusiva. Key words: physical therapy. it is necessary to define the specific limits of its knowledge and skills (theoretical and practical). Universidade Federal de Minas Gerais. mediante amostragem em série. 2006 Rev. Belo Horizonte. procurou-se identificar as raízes da fisioterapia em Minas Gerais. Minas Gerais. professionalization. SAMPAIO RF. Rua Bambuí 788. fisioter. e-mail: carminha_sa@terra. oral history. based on serial sampling and content analysis. foram utilizadas entrevistas do tipo semi-estruturada para colher depoimentos de pessoas consideradas chave. torna-se necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). the creation of a professional association. utilizando a história oral e a análise de documentos. Resultados: Avalia-se que o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais é marcado pela hegemonia médica na saúde e que a indefinição das atribuições e competências foram os fatores que motivaram os conflitos internos e externos. MANCINI MC. These were: the need for exclusive dedication to the profession.Vol. SALMELA JH. and the adoption of a code of ethics. oral histories and analysis of documents. o estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção.br Recebido: 15/06/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Objetivo: Com base em estudo qualitativo. MG Correspondência para: Maria do Carmo Nascimento. ABSTRACT Professionalization of physical therapy in Minas Gerais Objective: To identify the roots of physical therapy in Minas Gerais. FIGUEIREDO IM Departamento de Fisioterapia. bras. 2. 101809-9246 ISSN No. . Lack of definition regarding functions and competencies were factors that had led to both internal and external conflicts. utilizing semi-structured interviews to gather statements from key leaders. 10. 2 (2006). Palavras-chave: fisioterapia. Methods: The focus of this study was primarily Belo Horizonte between 1950 and 1980. Conclusions: To ensure effective affirmation of physical therapy as a profession. No. CEP 30310-320. história oral. Results: It was found that the process of professionalization within physical therapy in Minas Gerais was influenced by medical hegemony within the health field. so as to better identify the role of the physiotherapist within multidisciplinary health teams.

Wilensky1 preconiza que. E3. A análise dessas primeiras entrevistas levou a inclusão de outros participantes. 1 enfermeiro (E10) e 1 auxiliar de fisioterapia (E12). adesão ao ideal de serviço. Com base em um estudo com 18 profissões nos Estados Unidos. A metodologia qualitativa tem a possibilidade de utilizar uma variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados. Os documentos utilizados foram as “Leis e Atos Normativos das profissões do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional”. E6. Dessa forma. Pelo percurso da fisioterapia no Brasil. 2 médicos (E1. regulamentação da profissão. formação de uma associação profissional. estudos pioneiros sobre profissões foram desenvolvidos entre as décadas de 1960 e 1970. este autor identificou cinco passos no processo de profissionalização: ocupação de dedicação exclusiva. E11).5. e que essa divisão da realidade só tem pertinência para uma análise mais aprofundada do tema reconhecendose que a vida das profissões. assim como a de qualquer organização social. A produção científica brasileira na área de fisioterapia tem apontado algumas iniciativas acerca da discussão sobre a profissão. não pode ser desconectada de fatores mais gerais que as moldam e a limitam. por ser considerada apropriada para a coleta de depoimentos pessoais7. de forma . e o desenvolvimento de sua identidade enquanto profissão. e a demarcação do território profissional4. ela deve encontrar uma base técnica própria e uma jurisdição exclusiva. Sampaio RF. Salmela JH. estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção. fotografias e matérias de jornais da época. Figueiredo IM Rev.8. como por exemplo. A intenção deste trabalho é que a análise dos fatos ocorridos em Belo Horizonte possa contribuir para o entendimento da profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. Enfatiza que o grau de profissionalização é medido não só pelo grau de competência técnica exclusiva. No entanto. METODOLOGIA A metodologia escolhida foi a qualitativa. E7. o debate em torno dos pressupostos filosóficos e teóricos para o desenvolvimento relevante da prática e da pesquisa em fisioterapia tem sido encorajado por vários autores. E4. foram utilizadas a análise de documento e a história oral. 3. este estudo buscou na sociologia das profissões subsídios teóricos para discutir a organização e o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. a sociologia enfatiza alguns elementos que constituem uma profissão: autonomia.242 Nascimento MC. mas também pelo grau de aderência ao ideal de serviço e às normas de conduta profissional. a discussão do processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do profissional dessa área. para uma ocupação exercer autoridade profissional. ainda. caracterizando uma amostragem em série ou em cadeia6. bras. num período compreendido entre os anos de 1950 a 1980. sendo 12 os entrevistados: 8 fisioterapeutas (E2. O roteiro foi organizado com tópicos ou temas orientadores. Mancini MC. A princípio. o trabalho de Rebellato et al. As entrevistas foram registradas em gravador e posteriormente transcritas. pessoas que tiveram atuação no surgimento do primeiro curso de Fisioterapia de Minas Gerais. qualquer atividade humana no mundo do trabalho pode ser considerada uma atividade profissional. E9. propiciados pela intensa expansão que o sistema universitário viveu nesse período2. seguindo os passos do processo de profissionalização de Wilensky1. INTRODUÇÃO No Brasil. fisioter. convencer o público de que seus serviços são confiáveis. o foco deste estudo foi dirigido principalmente para a capital e maior cidade do Estado. A estruturação multidisciplinar da área de saúde vem favorecendo espaço para as discussões dos conceitos de profissão3. A forma de entrevista escolhida foi a semi-estruturada ou entrevista com roteiro. forte identidade profissional traduzida pelo código de ética. por ser freqüentemente utilizada quando se propõe compreender processos que ocorrem em dada instituição. como referência teórica para a discussão da profissionalização da fisioterapia no Estado de Minas Gerais. orientada pelos interesses já demarcados para a abordagem que aqui se faz desse campo profissional. A fim de definir sua identidade e entender a cultura da fisioterapia fazem-se necessárias informações sobre seu desenvolvimento ao longo do tempo. E8). Essa reconstituição é parcial. Segundo Noronem et al. e deve. foram selecionadas duas pessoas consideradas chave. por meio do resgate histórico da profissão. Belo Horizonte. O número de entrevistas encerrou quando as informações alcançadas foram consideradas suficientes e atingiram a chamada saturação ou exaustão ou ponto de redundância6. Neste contexto. Cabe destacar que a compreensão das questões levantadas no caso de Belo Horizonte (micro) só pode ser alcançada levando-se em conta o processo estadual e nacional (macro). elaboração e adoção de um código formal de ética. grupo ou comunidade6. identificando novas questões que emergiam. Em virtude da dificuldade encontrada para reunir dados sistemáticos sobre a fisioterapia em Minas Gerais. Resgatar a história da fisioterapia é recuperar sua organização enquanto categoria profissional. decidiu-se pela utilização do sociólogo Wilensky1. a análise acompanhou toda a coleta. Neste estudo. A princípio. publicação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª região (CREFITO-4). atrelando habilidade e jurisdição a padrões de treinamento. Mas a escassez quanto à produção tem repercutido na dificuldade de se ter à disposição informações que incluam na história da fisioterapia. E5. as atas da Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF). a fim de explorar novos aspectos relevantes ou outros temas do roteiro.

no período compreendido entre 1950 e 1980. Valendo-se desse reconhecimento. Nesse início. Pode-se perceber pelas entrevistas que a relação entre os médicos e os que seriam os primeiros fisioterapeutas mineiros era de cooperação: . uma vez que demonstra que. o Hospital da Baleia: “O professor Mata Machado foi levado pelo professor Baeta Viana. RESULTADOS O percurso dos cinco passos para a profissionalização. tendo como grandes temas os passos de profissionalização de Wilensky1. mediante os cursos de Fisioterapia e de Fisiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – FCMMG.. Pode-se então notar que o surgimento da ocupação de fisioterapia no Estado de Minas Gerais deu-se pela necessidade de mão-de-obra especializada para atender a uma demanda dos profissionais médicos. não foi diferente. com um modelo de reabilitação pós-guerra. na ocasião da guerra. importado dos Estados Unidos. desde o início. a demanda pelo profissional começa a crescer. essas se tornaram documento e base de dados para a análise9. A necessidade da ocupação Na década de 1940. O método de análise escolhido foi a análise de conteúdo10. Durante a década de 1950. Este novo serviço aumentou a necessidade. Também pode ser percebido nas entrevistas que houve um momento em que médicos e futuros fisioterapeutas idealizaram um trabalho em equipe. Esses médicos mineiros. à medida que se investe em determinada área ou ocupação. A exigência legal de que houvesse uma fundação por trás do convênio entre o Arapiara e a FCMMG é que retardou o processo. fisiatras e reumatologistas. no caso da profissão aqui estudada. Era uma exigência ser ligado a uma fundação” E2. “A idéia de Márcio de Lima Castro era de que o Arapiara fosse um hospital onde todos trabalhassem de mãos dadas” E2. o Hospital Arapiara. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 243 a recuperar a integralidade dos relatos. Nessas termas. Outro ponto a destacar é que. Era uma exigência” E2.11. Em 1952.. a partir daí. a idéia não era manter o curso atrelado ao hospital. que já trabalhavam na área de enfermagem. Parece que. dimensionando a falta do profissional . apesar de o primeiro curso de Fisioterapia ter sido criado por necessidade dos médicos do Hospital Arapiara. permitiu a organização temática dos resultados das entrevistas12. a concepção de saúde ainda estava interligada com a aparência física das pessoas. o grupo de ortopedistas do Hospital da Baleia passou a liderar a área de reabilitação em Belo Horizonte. ele e alguns outros [. cria-se um espaço social para ela e. exercida por irmãs de caridade e práticos. Dada a necessidade de que aquela ocupação. principalmente por parte dos médicos ortopedistas. a proposta era que o curso de fisioterapia criado pelo Hospital Arapiara estivesse vinculado a uma faculdade. passasse a ser desempenhada por pessoal mais qualificado.] fizeram aprendizado na América e voltaram operando tudo” E8. e implantaram a ortopedia na Baleia” E8. Sentiram a necessidade de criar um curso para suprir a necessidade principalmente dos hospitais que atuavam” E5.“Os residentes de ortopedia americanos estavam todos servindo exército. principalmente ortopedistas. 10 No. foi criado um serviço direcionado ao atendimento à criança com tuberculose óssea e com poliomielite em Belo Horizonte. em que o foco do trabalho era a recuperação de lesões traumáticas14 : . simultaneamente formaram a Fundação Arapiara. As termas recrutavam pessoas com aparência saudável. 2. Apesar das dificuldades. Entrevistados informaram que a criação do curso de Fisioterapia por esse grupo de médicos que liderava a área de reabilitação no Estado foi motivada pela necessidade de mão-de-obra para os serviços por eles coordenados. Essa análise facilitou a utilização do recurso de triangulação ou da prática de confrontar variadas evidências sobre o mesmo fenômeno. O processo de categorização. permitindo a comparação dos relatos uns com os outros e estes com os documentos e as obras existentes sobre a história da fisioterapia13. os hábitos saudáveis e a higiene pessoal: “1945. possibilitado pela utilização das entrevistas semi-estruturadas.Vol. “Eles fizeram fisiatria nos Estados Unidos e voltaram para Belo Horizonte. foram treinadas para realizar o trabalho: “As irmãs aprenderam a lidar com estes pacientes. O grande era massagem. pôde então ser identificado ao ser reconstituída a história da fisioterapia em Minas Gerais. Eram treinadas e orientadas por ortopedistas”E8. o serviço de reabilitação do Hospital da Baleia passou a ser reconhecido e considerado como referência no Estado de Minas Gerais. os recursos que posteriormente seriam identificados como específicos da fisioterapia eram utilizados mais para a manutenção da saúde do que propriamente para o tratamento das doenças. E o José Henrique [da Mata Machado]. que aproveitou os conhecimentos que ele adquiriu na América. e organizaram a capacitação de pessoal de maneira padronizada. Fato importante. as termas mineiras capacitavam e absorviam pessoal com experiência em massagem e hidroterapia. quem tinha alguma experiência com massagem ou com hidroterapia era aproveitado para as atividades de reabilitação. os médicos da área idealizaram um hospital especializado para o atendimento aos portadores de deficiência física. considerada por Wilensky1. com o agrupamento de respostas por afinidade específica.“Os médicos entravam na piscina de igual para igual” E2. Cabe então destacar a importância do Arapiara para o desenvolvimento da reabilitação e para o processo de profissionalização da fisioterapia no Estado. de recurso humano qualificado para o atendimento em reabilitação. As madres da Congregação Franciscana Missionárias de Maria. “Com a idéia do curso. Com base na transcrição.

na prescrição do tratamento. principalmente fisiatras. ou seja. como a ampliação do curso para quatro anos. E5. A definição das competências também trouxe conflitos internos e externos. foi verificado que a autonomia do fisioterapeuta esteve prejudicada pela medicina em vários momentos. em outras profissões. mais recentemente. Figueiredo IM Rev.15 consideram que a fase de formação de uma associação representa a busca de identidade profissional. a controlar a formação dos futuros profissionais. E8. o primeiro curso começa vinculado a uma faculdade. Você [fisioterapeuta] só podia atuar. dirigido por Howard Rusk14 E1. Apesar do avanço. transformando-o em um profissional auxiliar. indicando um conflito entre a formação teórica institucionalizada e o saber prático adquirido. Um fator que contribui para a formação dessa identidade é o profissionalismo. A divisão do trabalho foi-se estruturando de forma hierárquica. Na época. Nesse período. sendo esse o eixo central do processo de formação e instrução da categoria no Estado. denominação percebida como menos profissional: “nós começamos a mudança da história de deixar de ser massagista pra ser fisioterapeuta” E4. considerando que essa seria uma forma de auto-regulação. A formação desse profissional atravessada pela medicina parece ter dificultado a autonomia e a vinculação do fisioterapeuta com a comunidade. tais médicos dominavam todos os grandes serviços de saúde que tinham algum vínculo com reabilitação. como a Santa Casa de Misericórdia. Neste estudo. O desenvolvimento dessas competências foi-se dando ao longo do tempo pelos próprios conflitos entre os profissionais. como a rejeição do fisioterapeuta ao rótulo de massagista. em 1968 os profissionais se uniram em uma associação – Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF) –. Mas a coisa mais corriqueira normalmente eles [auxiliar] faziam” E3. fisioter. como a fisioterapia em Minas Gerais o processo foi semelhante. aumentar o prestígio profissional e diminuir a competição externa (médicos) e interna (práticos e auxiliares). Sampaio RF. pelo monopólio dos saberes e das condutas no controle e no gerenciamento dos serviços de reabilitação. Os conflitos entre fisioterapeutas e médicos. a saber: os primeiros professores eram os que lideravam a reabilitação no Estado. quase todos os professores ainda eram médicos e investiuse em um treinamento de cunho mais prático. Cabe ressaltar a importância das primeiras turmas desse curso no desenvolvimento da identidade profissional do fisioterapeuta mineiro. sendo alguns. tinha dificuldades que iam do financeiro à pouca clareza de seus objetivos. A associação profissional Mobilizados principalmente pelos conflitos internos e externos. a formação profissional passa a ser orientada por parâmetros mais definidos para a fisioterapia. quando:”as primeiras turmas têm o grande mérito de ter conseguido a independência da profissão e a respeitabilidade dela” E4. com base no curso. e entre fisioterapeutas e auxiliares foram salientados: “Teve coisa braba. de não aceitação” E4. As entrevistas apontaram que o ideal de serviço era focado no bem-estar do paciente. com o papel esperado para entidades com essas características. na maioria das vezes. de reabilitação trouxeram um modelo americano de reabilitação. as atividades foram transferidas em função da complexidade para os profissionais de acordo com a sua qualificação: “Um procedimento que era mais específico. a crença na autoregulação. Era valorizada a visão do indivíduo “como um todo” E3. O modelo de saúde curativo e reabilitador do pós-guerra influenciou a cultura do fisioterapeuta. o contato próximo . assim. referida por Machado4. e. passando. Embora a escola representasse o início da profissionalização. o sentido de vocação e de autonomia16. como fator também importante para o profissionalismo. teve início o curso de Fisioterapia com a parceria entre o Hospital Arapiara e a FCMMG. no Instituto de Reabilitação da Universidade de New York. na dependência do encaminhamento para o tratamento fisioterapêutico. como ao ser citado que naquela época: “a gente abraçava mesmo” ou “a gente se dava muito as mãos” E4.244 Nascimento MC. o poder de cura relacionado ao toque. Mancini MC. A partir de 1969. mesmo porque. somando-se à hierarquização externa das ações médicas uma hierarquização interna. e o fisioterapeuta “que tivesse uma excelente relação terapeuta/paciente” E5. De acordo com o desenvolvimento profissional caracterizado por Wilensky1. A formação profissional Em 1962. A idéia de corporativismo. como apontado em entrevistas: “não tinha muita coisa pra você estudar” E3. Alguns autores 1.3a autonomia pode ficar comprometida se não houver a definição da especificidade da fisioterapia e uma apropriação por parte do fisioterapeuta. era a gente [fisioterapeuta] mesmo que fazia. o treinamento padronizado passa a ser requisito para ingressar na ocupação e. as dificuldades encontradas na definição das atribuições se complicaram. Inicialmente. pôde ser identificado nas entrevistas. que serviria para preservar ou melhorar o padrão dos serviços prestados. de rixas. Salmela JH. mesmo porque não existia clareza quanto ao modelo a seguir. Segundo Noronem et al. não conseguindo cumprir. que compreende atitudes como o uso da organização profissional. uma vez que se especializaram em ortopedia ou fisiatria nos Estados Unidos da América. a contratação de professores fisioterapeutas e a busca por locais de estágio não controlados por médicos. subordinado às regras emitidas pelos médicos: “Ficava o médico especializado para prescrever o tratamento do fisioterapeuta. Questões relacionadas à denominação parecem ter dificultado a identificação profissional. Mas a associação mineira era frágil. como Márcio de Lima Castro. não podia mudar uma vírgula” E2. bras. é criada uma associação profissional.

são apontados a valorização da honra. foram criados o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO . Como apontado em algumas entrevistas. . acrescentando um critério distinto ao trabalho técnico do profissional.. que valorizava mais “a relação terapeuta paciente que a técnica empregada” E9 . a concorrência leal e o tratamento com respeito entre os colegas21. mais divulgada. “transmitindo aquela vibração que se tem em trabalhar com ele” E2. geralmente longo. protegendo os clientes e enfatizando o ideal de serviço.]O fisioterapeuta ainda depende muito do médico” E6. na maioria das profissões em processo de consolidação. Esse parecer serviu de guia até 1969. [. Após o reconhecimento da profissão no Brasil e do primeiro curso em Minas Gerais. embora tivesse formação de nível superior. Do Fisioterapeuta Perante as Entidades de Classe. A indefinição de suas atribuições levou os fisioterapeutas a lutar por uma legislação que reduzisse a competição interna. como apresentado no artigo 3° do DecretoLei nº 938: “É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar. é reconhecido o Curso de Fisioterapia da FCMMG. para que tal regulamentação viesse ao encontro da real necessidade da categoria.. como necessidade.“a gente [o fisioterapeuta] acabou excluindo estas pessoas [auxiliares de fisioterapia e práticos]” E5 -. foi considerado especificidade e vantagem da fisioterapia. “quando o conhecimento é geral e vago. Para tanto. Quanto ao enfoque no profissional. com a participação das associações profissionais regionais. 10 No. É afirmada a atribuição de fazer o diagnóstico fisioterápico e elaborar o programa de tratamento. dentre elas a AMF22. por meio da Lei nº 6. quando não se tem a definição dos métodos e técnicas específicas ao fisioterapeuta. vem assumir um aspecto de controle e de organização do trabalho. o próximo passo foi o de regulamentação da profissão. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 245 do fisioterapeuta com o paciente. Esse parecer representa a força do papel reabilitador do fisioterapeuta na época. General Ernesto Geisel. decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. com importante participação da AMF e dos alunos: . De acordo com Rebelatto et al. o poder de decisão e o sigilo profissional. A criação do código de ética profissional do fisioterapeuta no Brasil deu-se em 1978 21. Essas regras morais vêm com o intuito de eliminar os não qualificados e de reduzir a competição interna. Dos Honorários Profissionais e Disposições Gerais. O código de ética A aderência a um conjunto de normas profissionais. os Ministros da Marinha de Guerra. o estabelecimento de um código de ética aparece como o último passo. Do Fisioterapeuta Perante os Colegas e Demais Membros da Equipe de Saúde. traz uma base fraca para a jurisdição exclusiva”. A proteção do território ocupacional Segundo Wilensky1 a regulamentação da profissão vem assegurar o monopólio do saber e da prática profissional. negar ou abandonar assistência. Em 17 de dezembro de 1975. a legislação se mostrou mais como uma troca de favor obtida mediante articulações políticas – “A gente sempre usa das oportunidades” E5. Como proibições.CREFITOs. Usando das atribuições em atos institucionais. 2. Wilensky1 considera que. o prestígio e as tradições da profissão. características consideradas comuns naquelas profissões que procuram certo grau de autonomia. em 13 de outubro de 1969. um dos primeiros documentos oficiais que definem a ocupação do fisioterapeuta é o Parecer nº 388/63 do Conselho Federal de Educação.31620. mas que pouco assegurou com relação à autonomia profissional e ao monopólio do saber e das condutas”A profissão realmente tá mais conhecida. tratando dos bichos no biotério pra quando viesse a comissão do MEC” E4. quando a fisioterapia é reconhecida como profissão de nível superior.5. Como direito. do Exército e da Aeronáutica Militar. pode-se observar o enfoque no profissional indo ao encontro da auto-identidade. desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”17.Vol. são colocados como dever a proteção.“Passava fins de semana fazendo levantamento de biblioteca.68719.e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional . -”A gente procurava alguém que pudesse ajudar. baseado no conhecimento adquirido por um longo treinamento1. e é colocado como um dever pertencer a uma entidade associativa de classe.. Em 3 de dezembro de 1971. por meio do Decreto-Lei nº 69.a mão do fisioterapeuta” E9 e pelo acompanhamento do processo de reabilitação. Do Exercício Profissional. Nesses capítulos. por meio do Decreto-Lei nº 93817. ele ainda era denominado técnico. influenciar lá em cima. por meio do código de ética. Segundo Wilensky1. Quanto ao enfoque no cliente. Esse código é centrado na auto-identidade do profissional e no ideal de serviço. a justa remuneração. Esse código21 contém seis capítulos. ou muito estreito e específico. divulgar terapia cuja eficácia não seja publicamente reconhecida ou prescrever tratamento sem examinar21. O termo técnico vem marcar a competência de auxiliar do médico. Pode-se observar o quanto a legislação era vaga. o respeito à vida e à intimidade. proporcionada pelo “instrumento de cura da fisioterapia . uma influência militar” E3. Influência política. reconheceram os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos pelo MEC como profissionais de nível superior e tornaram exclusiva a execução de métodos e técnicas específicas à categoria18. quais sejam: Das Responsabilidades Fundamentais. e o enfoque no cliente indo ao encontro do ideal de serviço. por meio da exclusão dos práticos e auxiliares . a especificidade da fisioterapia deveria estar melhor definida. como também observou Purtilo23.

O que ler na Ciência Social Brasileira.A. 1999. essa é uma profissão nova. Autores como Noronem3 acreditam que.13-33. Queiroz MIP.Queiroz. também no caso da fisioterapia deve existir um esforço de se repensar sobre o objeto de trabalho e a metodologia que delimita sua ação. O método nas Ciências Naturais e Sociais: Pesquisa Quantitativa e Qualitativa. no que se refere ao alcance desse material para tal fim. sociologia. A compreensão de como foi definida a necessidade da fisioterapia no estado. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. In: Machado MH. O código de ética vem afirmar a necessidade de aderência do profissional ao ideal de serviço. The professionalization of everyone? The American Journal of Sociology 1964. 8. Physical therapy Theory and Practice 1999. no capítulo Disposições Gerais. Gewandsznajder F. e para a sua participação integrada na equipe multidisciplinar. Sampaio RF. psicologia e educação é baseado na utilização de entrevistas como dado científico26. 1995. São Paulo: Manole. fisioter. Salmela JH. Machado MH. 11. 9: 143-59. São Paulo: Atlas. tanto na produção de conhecimento específico e na implementação desse conhecimento na clínica. a profissão não irá avançar. Figueiredo IM Rev. Bardin L. cabe destacar a importância de entender e teorizar sobre a história da estruturação do campo da fisioterapia. 6a. torna-se então necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). Melo JLB. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. Mazzoti AJ. o art. 15: 175-84. In: Miceli S.27. Série 2. dando visibilidade ao processo ininterrupto das transformações impostas pelos condicionantes de cada momento histórico de sua profissionalização. da década de 1950 até a atualidade. Compreender as raízes da fisioterapia torna-se então fundamental para definir quem é esse profissional e para traçar os rumos da profissão no País. e vem reduzir a competição interna. p. bras. 9. a socialização necessária para o reconhecimento público ainda não foi alcançada. Textos. Bonelli MG. apesar de o fisioterapeuta ter tradição de trabalho. leis e outros documentos para reconstruir e entender fatos históricos. A continuidade de estudos com esse enfoque poderá colaborar para o entendimento da fisioterapia nas Ciências da Saúde. 1987. a chamada prática baseada em evidências. 1999. algumas questões importantes devem ser apontadas em pesquisas que utilizam fontes como entrevistas. ed. Análise de Conteúdo. e de como se deu a construção da identidade do profissional poderá contribuir para o entendimento da importância de se definir a especificidade da fisioterapia. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação preventiva e perspectivas profissionais. Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva. 4. Botomé SP. 10. Estudos sobre profissão no Brasil. 70: 137-58.ed. Para a afirmação efetiva da fisioterapia. Para finalizar. é pertinente lembrar que esta informação representa uma percepção social dos fatos. Noronem L. Pesquisa social: métodos e técnicas. 6. Por fim. Considerando que grande parte do material utilizado neste trabalho foi obtida por meio de entrevistas. 3. e aponta um período futuro emergente quando se estabelecerá uma parceria mais ampla com cidadãos e instituições.246 Nascimento MC. É indiscutível o quanto a fisioterapia tem avançado. Colognese AS. de como ela se organizou. 2a. Triviños ANS. a ética do profissional fisioterapeuta se encontra em um período da identidade focada no paciente. Ao acompanhar como se deu a profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. atas de reuniões. 12. com pouca participação nas equipes do Sistema Único de Saúde. Assim como em outras profissões24. (volume 2). Cadernos de Sociologia 1998. não houve nenhuma alteração desde que foi criado. 1998. 287-30. São Paulo: Sumaré/ANPOCS. São Paulo: Pioneira. . Vem penalizar ou até eliminar os nãoqualificados. Lisboa: Edições 70.7). 2. Wilensky HL. Professional theoretical paper: towards a paradigm-oriented approach in physical therapy. enquanto o fisioterapeuta não identificar o seu papel e ser capaz de falar claramente sobre ele nas equipes multidisciplinares de saúde. como profissão. p. Richardson RJ. Rio de Janeiro: Fiocruz. 5. 1985. Purtilo22 considera que. assim como visibilidade social. porém. destaca-se também que um volume extenso da ciência social moderna em antropologia. Rebelatto JR. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Profissões de Saúde: uma abordagem sociológica. pôde-se perceber certas características também encontradas em outras profissões1. quanto em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Widstrom GC. São Paulo: T. Mancini MC. Chizzoti A. 7. 1991. Apesar de que. ao enfocar o cliente até mesmo o protegendo. Por outro lado. levando ao afastamento e à diferenciação do modelo médico de trabalho. Sociologia das profissões: uma contribuição ao debate teórico. v. São Paulo: Atlas. 2003. com instrumentos próprios de apropriação e intervenção. São Paulo: Cortez. A técnica de entrevista na pesquisa social. et al. Machado25 reforça essa questão quando coloca que. organizador. Já para Machado4 o corpo esotérico do conhecimento deve conter os segredos e as técnicas próprias de cada profissão. CONSIDERAÇOES FINAIS Segundo Wilensky1 o futuro do profissionalismo depende do desenvolvimento na organização do trabalho e no conhecimento específico. (Biblioteca Básica de Ciências Sociais. com penas disciplinares. 3421 trata da possibilidade de alteração do código pelo COFFITO. 1979. portanto está sujeita as pressões sociais do contexto em que são obtidas.

Salmela JH. de 3 de dezembro de 1971. 1995. 1971. DF. [Projeto de tese]. ed. 2a. DF. Decreto-Lei n. Cötê J. Reabilitar para quê? Uma reflexão sobre a história e a prática de terapia ocupacional na reabilitação física em Minas Gerais [dissertação]. Madrid: Editorial Tecnos. Diário Oficial da União. Diário Oficial da União. DF. Dimensiones del cuidado. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 247 13. Thousand Oaks (CA): Sage. 1975. 17. Afanador NP. Cadernos de Sociologia 1998. 80 (11): 1112-9. Sociologia de las profesiones. 9: 11-47. 2. 6. A time to Harvest. Qualitative data analysis. 10 No. BARIA A. 938. 16. In: Herrera BS. Purtillo RB. de 13 de outubro de 1969. Cortes SMV. Huberman AM. 1991. The coaching model: A grounded assessment of expert gymnastics coaches knowledge. Velandia Mora AL. 26. 21. 19. Futuro e identidad de enfermeria com base en el cuidado: una historia prospectiva del cuidado de enfermeria en colombia. Terapia Ocupacional: lógica do capital ou do trabalho? Retrospectiva histórica da profissão no Estado brasileiro de 1950 a 1980. 1975.316. 25. Cassiano JG. Técnicas de coleta e análise qualitativa de dados. 22. Revista O COFFITO 2004 dez 21. 27. Brasília. 15.Vol. a time to Sow: ethics for a shifting landscape. Miles HB. 1998. 23. Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. 2000. Brasília. Brasília: Universidade de Brasília. p. p. 1-17. Physical Therapy 2000. de 17 de dezembro de 1975. Formação profissional desestruturada: o desafio da Saúde Pública. 14. Belo Horizonte: 1968-1980. São Paulo: Hucitec. 20. 1978. Atas de reunião da Associação Mineira de Fisioterapeutas. 135-51. 18. Santafé de Bogotá: Unibiblos. Brasília. 1969. Brasília. Diário Oficial da União. Trudel P. Machado M H. Decreto-Lei n. Russel SJ. DF. Lei n. Journal of Sport and Exercise Psychology 1995. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba. Diário Oficial. Elliott P. Soares LB. . 24. 15-19. Ferreira LC.687. 1994. O sujeito trabalhador na enfermagem: identidade e subjetividade no mundo do trabalho. 69.

Quando recusados. eventualmente. cabendo-lhe a decisão final sobre quais artigos serão publicados. Será dada preferência de publicação àqueles manuscritos que contribuam significativamente para o desenvolvimento conceitual dos objetos de estudo da Fisioterapia ou que desenvolvam procedimentos experimentais novos. Artigos de Revisão Sistemática e Metanálises. 2006 REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA ISSN 1413-3555 NORMAS EDITORIAIS JULHO 2006 OBJETIVOS.ISSN 1809-9246 Rev.ufscar. Os artigos submetidos à Revista são analisados pelos editores e pelos revisores das áreas de conhecimento. Artigos de revisão (síntese atualizada de assuntos bem estabelecidos. fisioter. deve ser citada como nota de rodapé na página de título e uma cópia deve acompanhar a submissão do manuscrito. Ética e Deontologia. com base nas recomendações feitas pelos revisores. Os editores coordenam as informações entre os autores e os revisores. Registro/Análise do Movimento. São Carlos-SP-Brasil. Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais. Agenda de Eventos Científicos Próximos e Cartas ao Editor (de críticas às matérias publicadas – com réplica dos autores – referentes a assuntos gerais da Fisioterapia. 2. o tratamento e a reabilitação das disfunções do movimento. Quando aceitos para publicação. laterais = 2. Cada artigo é analisado por pelo menos três revisores.. após submissão e aprovação de proposta ao Conselho Editorial. podendo ser acompanhados por justificativa do editor. os quais trabalham de maneira independente e fazem parte da comunidade acadêmicocientífica. os artigos estarão sujeitos a pequenas correções ou modificações que não alterem o estilo do autor. ESCOPO E POLÍTICA A REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA publica relatos originais de pesquisa concernentes ao objeto principal de estudo da Fisioterapia e ao seu campo de atuação profissional.br/rbfisio). A Revista Brasileira de Fisioterapia publica resumos de eventos como Suplemento. anexar uma via impressa e uma cópia eletrônica em língua portuguesa. 10. INSTRUÇÕES AOS AUTORES Informações Gerais Os manuscritos e toda a correspondência devem ser encaminhados para: Revista Brasileira de Fisioterapia Secretaria Executiva Departamento de Fisioterapia Universidade Federal de São Carlos Rodovia Washington Luís. Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias. Administração. km 235. Recursos Terapêuticos Manuais. Os artigos submetidos à Revista devem preferencialmente enquadrar-se na categoria de artigos científicos (novas informações com metodologia e resultados sistematicamente relatados). Artigos Metodológicos (apresentando aspectos metodológicos de pesquisa ou de ensino) e Estudos de Caso (acompanhados de breve revisão do assunto e metodologia pertinente) são publicados num percentual de até 20% do total de manuscritos. veiculando estudos básicos sobre a motricidade humana e investigações clínicas sobre a prevenção. Cinesioterapia. Cinesiologia e Biomecânica. Fisioterapia nas Condições Geriátricas e Medidas em Fisioterapia. v.br/rbfisio A submissão dos manuscritos implica que o trabalho não tenha sido publicado e não esteja sob consideração para publicação em outro periódico. estilo ou interpretação só ocorrerão após a devida consulta aos autores. Comportamento e Motricidade. A Revista publica ainda uma Seção Editorial. Os manuscritos devem ser digitados em espaço duplo. Os autores cujos manuscritos entrarem em processo de revisão receberão uma notificação. bras. Caixa Postal 676 CEP 13565-905. Ensino em Fisioterapia. Congresso. p. não sendo meros repositórios de dados científicos ou de conceitos já consagrados. No caso da submissão de artigo em inglês. n. sendo especialistas em suas respectivas áreas de conhecimento. Fisioterapia nas Condições Neurológicas. figuras e tabelas).. Fisioterapia nas Condições Uroginecológicas e Obstétricas.: (0xx16) 3351-8755 Para outras informações consultar http://www. por recomendação expressa dos editores. Tel. assim como os autores não serão identificados pelos revisores. com análise crítica da literatura consultada e conclusões) são publicados apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional. publicadas a critério dos editores). Eventuais modificações na forma. Estudos de caso não devem ultrapassar 10 (dez) páginas digitadas em sua extensão total (incluindo referências. Forma e preparação dos manuscritos Os manuscritos devem ser submetidos preferencialmente em inglês e devem ser enviados em quatro vias impressas e em versão eletrônica (CD-ROM). 137-247. Artigos de revisão passiva não serão aceitos. não ultrapassando 20 (vinte) páginas (incluindo referências.0 x 29. figuras e tabelas). Prevenção em Fisioterapia/Ergonomia. Os revisores permanecerão anônimos aos autores. etc. A submissão de proposta será anual e realizada por edital.5 cm) em papel A4 (21. Anatomia. São Carlos. contendo as seguintes informações: área principal do artigo e número e nome do parecer do Comitê de Ética. . tamanho 12. Quando parte do material já tiver sido apresentada em uma comunicação preliminar em Simpósio. que estão assim divididas: Fundamentos e História da Fisioterapia. Controle Motor. fonte Times New Roman com amplas margens (superior e inferior = 3 cm. Fisioterapia nas Condições Musculoesqueléticas.ufscar. Um manuscrito submetido para publicação deve vir acompanhado por: 1) uma carta de encaminhamento do material. os artigos. Resenhas de Livros (por solicitação dos editores) e. atendendo às “Normas para Publicação de Resumos em Suplemento” que podem ser obtidas no site da Revista (http://www.7 cm) de boa qualidade e com todas as cópias nítidas e totalmente legíveis.

1 e) Palavras-chave: uma lista de termos de indexação ou palavras-chave (máximo seis) deve ser incluída (versões em português e inglês). toda documentação referente à revisão será incinerada. Formato do manuscrito O manuscrito deve ser elaborado na seguinte ordem. para garantir melhor e mais efetiva compreensão dos dados. incluindo os seguintes itens separadamente: contextualização (opcional). mas não devem ser repetidas em detalhes na discussão. c) Nome e endereço completo (incluindo número de telefone e e-mail do autor para envio de correspondência. padrão PC e uma cópia em papel. financeiros e benefícios diretos e indiretos) que possam influenciar os resultados da pesquisa. Catalogação e Indexação Bibliográficas. metodologia. se imprescindíveis. .bvs. objetivo. Discussão . Caso o mesmo artigo seja re-encaminhado à Revista. deve ser escrito em folha separada e colocada logo após a página de título. Para mais que um autor.deve ser escrita de modo a permitir que o trabalho possa ser inteiramente repetido por outros pesquisadores. Uma exposição concisa.o objetivo da discussão é interpretar os resultados e relacioná-los aos conhecimentos já existentes e disponíveis. A data do aceite será registrada quando os autores retornarem o manuscrito. quando necessárias. É desejável que apresentem resultados de estudos que utilizem grupo de controle e tamanho de amostra adequadamente.2) Declaração de responsabilidade de conflitos de interesse. Para os demais países. que não exceda 250 palavras em um único parágrafo digitado em espaço duplo. Os manuscritos publicados são de propriedade da Revista e é vedada tanto a reprodução. os Resultados e a Discussão. Introdução. Introdução . qual a contribuição individual de cada um deles ao manuscrito. para ser usado no cabeçalho das páginas do artigo (língua portuguesa e inglesa). principalmente àqueles que foram indicados na Introdução do trabalho. com todas as páginas numeradas consecutivamente na margem superior direita. identificando a afiliação institucional/vínculo (Unidade/Instituição/ cidade/estado).br/rbfisio). com data atualizada. não sendo permitida quaisquer outras alterações. Os autores devem declarar a existência ou não de eventuais conflitos de interesse (profissionais. a Metodologia. anexadas no final do texto.devem ser apresentados de forma breve e concisa. Se o artigo for encaminhado aos autores para revisão e não retornar à Revista dentro de 3 (três) meses. d) Título para as páginas do artigo: indicar um título curto. Uma vez que os resumos são publicados separadamente pelos Serviços de Informação. As provas finais serão remetidas aos autores somente para correção de possíveis erros de impressão. Título e Identificação Página de identificação: a) Título do manuscrito em letras maiúsculas. b) Autor: nome e sobrenome de cada autor. devem ser numeradas consecutivamente em sobrescrito no manuscrito e escritas em uma folha separada.org). Tabelas e Figuras podem ser incluídas. a citação completa deve ser feita dentro do resumo. a carta de encaminhamento do manuscrito deve esclarecer. Os modelos de carta e das declarações encontram-se disponíveis no site da Revista (http://www.ufscar. Manuscritos em prova final não devolvidos em dois dias terão sua publicação postergada para um próximo número. resultados e discussão Após o Resumo e o Abstract deve-se incluir em folhas seqüenciais a Introdução.br/) para consulta aos termos de indexação/ palavras-chave a serem utilizados no artigo. o resumo deve ser escrito em língua portuguesa e língua inglesa. após a correção final aceito pelos Editores. Deve incluir todas as informações necessárias – ou fazer referências a artigos publicados em outras revistas científicas – para permitir a replicabilidade dos dados coletados. 3) Declaração assinada por todos os autores com o número de CPF indicando a responsabilidade do(s) autor(es) pelo conteúdo do manuscrito e transferência de direitos autorais (copyright) para a Revista Brasileira de Fisioterapia. As datas de recebimento e aceite dos artigos serão publicadas. suas relações com outros trabalhos da área e os motivos que levaram o(s) autor(es) a empreender a pesquisa. apenas em língua inglesa. ATENÇÃO: A Revista recomenda fortemente inclusão de no máximo 6 (seis) autores em um artigo. Se for preciso citar uma referência. Resumo Para autores brasileiros. Se mais de 6 (seis) autores forem listados. Para informações adicionais consultar “Uniform Requirements for Manuscripts (URM) submitted to Biomedical Journals” (http:www. colocada no final do material após as referências. Notas de Rodapé As notas de rodapé do texto. Metodologia . seguido por número sobrescrito (expoente). eles devem conter dados suficientemente sólidos para ser apreciados por um leitor que não teve acesso ao artigo como um todo. com início na página de título1. Outras Pessoas que contribuíram para o trabalho podem ser incluídas no item “Agradecimentos”. Os resumos são escritos em forma estruturada. detalhadamente. após o aceite dos editores. método. As informações dadas anteriormente no texto (na Introdução.icmje. A versão corrigida. Resultados . em letras maiúsculas sem titulação. o processo de revisão será considerado encerrado. É de responsabilidade do autor correspondente manter atualizado o endereço e e-mail para contatos. Abstract Em caso de submissão em língua portuguesa o título. Notas de rodapé e abreviações não definidas não devem ser usadas. Metodologia e Resultados) podem ser citadas. como a tradução para outro idioma sem a autorização dos Editores. o título curto e o resumo estruturado e as palavras-chave do artigo devem ser traduzidos para o inglês sem alteração do conteúdo. resultados e conclusões. o qual será avaliado pelos Editores. mesmo que parcial em outros periódicos. deve ser enviada em CD-ROM usando o programa Word em qualquer versão. As figuras e tabelas devem ser colocadas em folhas separadas. Após publicação do artigo ou processo de revisão encerrado. separar por vírgula.deve conter os objetivos da investigação. A Revista recomenda o uso do DeCS – Descritores em Ciências da Saúde (http://decs. caso o artigo venha a ser aceito pelos Editores. um novo processo será iniciado. não excedendo 60 caracteres.

As tabelas não devem ser formatadas com marcadores horizontais nem verticais. Prefira produzir a arte final das figuras em computador. Para artigos submetidos em língua portuguesa. consultas às situações clínicas e discussões de assuntos específicos à Fisioterapia serão publicados a critério dos editores. em uma página separada. Recomenda-se muito cuidado ao propor generalizações de resultados a partir dos estudos de casos. Para fotografias. exceto com consentimento expresso. As figuras devem ser numeradas. Cada figura deve estar claramente identificada. por escrito. elaborado pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (International Committee of Medical Journal Editors – ICMJE – http://www. Estudos de Casos Os relatos de casos clínicos não precisam necessariamente seguir a estrutura canônica dos artigos científicos. Considerações Éticas e Legais Evite o uso de iniciais. As tabelas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos e inseridas no final. Use parágrafos ou recuos e espaços verticais e horizontais para agrupar os dados. Devem incluir uma seção que descreva os métodos empregados para localizar.ufscar. As citações devem ser mencionadas no texto em números sobrescritos (expoente). Figuras. Para os experimentos em animais.arte final Submeta uma versão original e três cópias. após o nome genérico do tipo de equipamento ou da droga utilizada. na ordem em que aparecem no texto. Metodologia.org/index. Cartas ao Editor Críticas a matérias publicadas. Entretanto.html).Após a Introdução. use papel vegetal/nanquim. de acordo com a ordem em que forem mencionadas pela primeira vez no texto seguindo os Requisitos Uniformizados para Manuscritos Submetidos a Jornais Biomédicos. consecutivamente. por escrito. Um paciente não poderá ser identificado em fotografias. agradeça brevemente as assistências técnicas. Conflitos de interesse Não é recomendável a utilização de nomes comerciais de equipamentos e drogas (marcas registradas). que trata do “Código de Ética para Pesquisa em Seres Humanos”). A Revista reserva-se o direito de não publicar trabalhos que não obedeçam a essas normas legais e éticas para pesquisas em seres humanos. Agradecimentos Quando apropriado. acompanhando o trabalho original. ou o mais próximo da localização de sua região. Quando sua utilização for imperativa. apenas necessitam de linhas horizontais para a separação de suas sessões principais. considere as diretrizes internacionais (por exemplo. de maneira construtiva. Explique todos os símbolos e abreviações. do autor ou editores. etc.com). Um título descritivo e legendas devem tornar as tabelas compreensíveis. sem necessidade de consulta ao texto do artigo. mas devem apresentar um delineamento metodológico o mais exaustivo possível. em arábico. Cada tabela deve ser digitada em espaço duplo. OUTRAS CONSIDERAÇÕES Unidades Usar o Sistema Internacional (SI) de unidades métricas para as medidas e abreviações das unidades. Figuras de pouca qualidade podem resultar em atrasos na aceitação e publicação do artigo. a qual seja devidamente registrada no Conselho Nacional de Saúde do Hospital ou Universidade. As tabelas e/ou figuras publicadas em outras revistas ou livros devem conter as respectivas referências e o consentimento. B. para permitir a reprodutibilidade das intervenções relatadas. antes das referências bibliográficas). Para as pesquisas em humanos. As revistas não indexadas não deverão ter seus nomes abreviados. os nomes dos produtos e de seus fabricantes deverão vir entre parênteses. Quando a carta referir-se a comentários técnicos (réplicas) aos artigos publicados na Revista. Um conjunto adicional de Figuras com legendas em inglês deve ser também incluído para artigos submetidos em língua portuguesa. Artigos de Revisão São feitos por pesquisadores que tenham dado contribuição substancial em suas áreas específicas de conhecimento e são submetidos apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional. para avaliação dos revisores. inclua cópias de boa qualidade em papel preto-e-branco.icmje. do Conselho Nacional de Saúde. sem necessidade de consulta ao texto. esta será publicada junto com a tréplica dos autores do artigo objeto de análise e/ou crítica. C. deve-se incluir o número do Parecer da aprovação da mesma pela Comissão de Ética em Pesquisa.) para identificar as partes individuais de figuras múltiplas. Resultados e Discussão. a do Committee for Research and Ethical . Não agrupar diferentes figuras em uma única página Confira cuidadosamente cada figura. incluir: Referências O número recomendado pela Revista é de 30 (trinta) referências bibliográficas e devem ser organizadas em seqüência numérica. Ver exemplos no endereço http://www. Figuras Digite todas as legendas em espaço duplo. Use letras em caixa alta (A. Os títulos de periódicos devem ser referidos de forma abreviada. aconselhamento e assistência de colegas bem como às subvenções para a pesquisa e à bolsa de estudo. de acordo com a List of Journals do Index Medicus (http://www. Todas as figuras devem ser citadas no texto.br/rbfisio. objetiva e educativa. Tabelas Todas as tabelas devem ser citadas no texto em ordem numérica. um conjunto extra de Tabelas traduzidas para o inglês precisa ser enviado. (Os agradecimentos devem ser incluídos no final. selecionar. caso contrário. para certificar-se de que não há erros nas legendas e que estão sendo enviadas para a Revista as figuras mais apropriadas. Estudos realizados no homem devem estar de acordo com os padrões éticos e com o devido consentimento livre e esclarecido dos participantes (reporte-se à Resolução 196/96. Se possível todos os símbolos devem aparecer nas legendas. Todas as figuras devem ter aparência profissional. A exatidão das referências constantes no manuscrito e a correta citação no texto são de responsabilidade do(s) autor(es) do manuscrito. em ordem numérica e identificadas. desde que isso não dificulte a análise dos dados. obter e sintetizar as informações. As legendas devem tornar as figuras compreensíveis.indexmedicus. símbolos para identificação de curvas em um gráfico podem ser incluídos no corpo de uma figura. nomes ou números de registros hospitalares dos pacientes.

Prefira a remessa via Sedex ou carta registrada. bem como outros dados. deve-se mencionar o número do parecer. É de responsabilidade dos autores a eliminação de todas as informações (exceto na página do Título e identificação) que possam identificar a origem ou autoria do artigo. para evitar rasuras e danos. É recomendável que estudos relatando resultados eletromiográficos sigam os “Standards for Reporting EMG Data” recomendados pela ISEK. As ilustrações. 16: 109-110.Issues of the International Association for the Study of Pain. Como exemplo. mas o nome do Comitê de Ética deve ser mencionado de forma genérica. publicada em PAIN. devem ser protegidas com material impermeável antes de serem postadas no correio. 1983). principalmente as fotografias. . CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao enviar o original e as cópias do trabalho (na versão inicial) em papel e em formato eletrônico. procure acondicioná-los adequadamente. Esse cuidado é necessário para que os assessores que avaliarão o manuscrito não tenham acesso à identificação do(s) autor (es). sem incluir a Instituição ou Laboratório.

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00 U$45.00 U$90.3. Caixa Postal 676 CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil Tel. Outros países/ Quant. Washington Luís. Ano/Year Brasil Issues Other countries (**) Issues Other countries (**) 1 (*) 1996/1997 R$30.00 4(*) 1999/2000 R$30.00 10+ 2006 R$190. 1888-0 – São Carlos.00 10+ 2006 R$95.00 8(*) 2004 R$100. 8. SP – Brazil. km 235.00 2 1997/1998 R$45.00 U$90.ufscar.00 1 (*) 1996/1997 R$ 60.00 3(*) 1998/1999 R$30.2 esgotados/sould out (**) others countries: tax and shipping included (***) Alterada a periodicidade para quadrimestral a partir de 2002 – + alterada para trimestral BRASIL – FORMAS DE PAGAMENTO: 1) CHEQUE NOMINAL E CRUZADO PARA: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Envie cópia desta ficha.00 6 2002(***) R$60.2.00 5 2001 R$120.br ASSINATURAS/SUBSCRIPTIONS – 2005/2006 Nome completo/Full name: Endereço para correspondência/Mail adresses: Cidade/City: CEP/ZIP port code: Telefone/Phone: Fax/Fax: Estado/State: País/Country: E-mail: PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA ASSINATURA ANUAL/annual subscription ASSINATURA ANUAL/annual subscription Brasil/other countries Brasil/other countries Quant. CEP 13565-905 – São Carlos. send copy of this completed form and of the bank order to the following address: Endereço/Adress: REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA/BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rodovia Washington Luís. (0xx16) 33612081 – aos cuidados da Revista Brasileira de Fisioterapia.00 3(*) 1998/1999 R$ 60.00 U$90. Aproveite para enviar artigos científicos ou os resultados das teses e dissertações (desde que haja dados originais e atenda as normas da revista) submetendo-os ao corpo editorial da Revista Brasileira de Fisioterapia.00 9 2005 R$60. Ano/Year Brasil Vol. 2) ORDEM BANCÁRIA-BANCO DO BRASIL – Agência 1888-0 – conta corrente no 5996-X – cod.00 U$90.00 U$45. 4. Caixa Postal 676.00 U$90.00 U$90.00 U$90. identificador da conta 5014-8 Envie o comprovante de pagamento para o endereço abaixo ou pelo fax.00 5 2001 R$60. OTHER COUNTRIES – PROCEDURES FOR PAYMENT: Bank order to: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Bank: BANCO DO BRASIL – Ag.00 U$80.REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rod.2. 3.00 U$90. km 235. (0xx16) 3351-8755 e-mail: rbfisio-ass@power.00 8(*) 2004 R$50.00 U$90.00 U$90.00 9 2005 R$120.00 U$45.00 U$90. ISSN 1809-9246 .00 6 2002(***) R$120.00 7 2003 R$120.00 2 1997/1998 R$ 60.00 U$80. Bank Account n o 5996-X – 5014-8 Please.00 U$45. Contribua para o fortalecimento científico de nossa classe profissional.00 4(*) 1999/2000 R$ 60.00 U$90.00 7 2003 R$60. Outros países/ Vol.2 e 4. juntamente com o cheque nominal para o endereço abaixo.00 (*) volumes 1.647/0001-30 A Revista Brasileira de Fisioterapia está indexada na base de dados LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ e nas bases de dados internacionais SPORTDiscus e Scientific Cambridge Abstracts.991. SP – Brasil FAI/Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico/ Revista Brasileira de Fisioterapia – CGC no 66.00 U$45.00 U$45.

.............. 157 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL....... Dias RO.... n......... Silva E ............................ p.................................... Penido MM....................................................................... Menuchi MRTP....... bras................ 219 Normas Editoriais/Editorial Norms ........... D’Amico EA ......Revista Brasileira de Fisioterapia ÍNDICE ISSN 1809-9246 Rev................................ 2006 Editorial ....................................................... Dias JMD.................................................................................. Gobbi S ................................. Rheumatology..................................................... Perez SEA..................................................... Inoue MMEA.................................................................................................... Neto FR ..... Venturini C........... Stella F......... 163 Fisioterapia nas Condições Geriátricas/ Physical Therapy for Geriatric Conditions PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON................................................................................ Nascimento NH.................................. Zanardi VA .......................................................................... with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F...................................................... v.................................. Aiello GV......................................... Mattei K ....................................................................... Costa FC...................................... Sampaio RF........................... 137-247.............................................................. Viana MA .......... Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR................................. Oishi J................................... COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease........ Gallo Jr L.......................... 205 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G............................................................................................................................ 171 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA...... Peixoto GHC................. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below................. Azevedo CSA............. Tanaka C...................... Mancini MC.............................................................. Camargo PR.................................................... 10................................................ Schwantes MLB ............... 213 Fisioterapia nas Condições Neurológicas (do adulto e da criança)/ Physical Therapy for Neurological Conditions (in adults and children) DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS.. 185 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC................................................................................ Molinero de Paula VR.......... Ciasca SM............................ Goes R.................................................. Quagliato EMAB............. Santos DCC.............................................................................................................................................................................................................. São Carlos................................................. Bicalho LI................................ fisioter.. Mello M......................................... 193 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T............................................................................................................ Martins LEB........................................ Baldissera V.............. 137 Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais/ Physical and Natural Therapeutic Resources ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB........................ Gobbi LTB.. Prosthesis and Orthesis) AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS...... Vieira ER.............................. Maura-Ribeiro MVL....................................................... Salmela JH.................. 225 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH......................... Munin FS.. COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA........................................................................................................... 233 Fisioterapia nas Condições Músculo-Esqueléticas (Ortopedia e Traumatologia/Reumatologia/ Próteses e Órteses)/ Physical Therapy for Musculoskeletal Conditions (Orthopedics and Traumatology................................................. Figueiredo IM .................................. Cacho EWA.............................................. 2.................................................. Parizotto NA............................................ 177 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC.................... Salvini TF ........................................................................... 147 Medidas em Fisioterapia/Measurements in Physical Therapy AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH... Magee DJ .............. V Ensino em Fisioterapia/ Teaching in Physical Therapy A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC........ Vitório R............................. Shepherd RB ........... Catai AM......................................................... Chagas MH ....................................................... Gonçalves VMG ...... 199 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS....................................... 241 Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias/ Physical Therapy for cardiovascular and respiratory conditions COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO........................................ Dias RC ................................. Paz LPS....................................................

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