ISSN 1809-9246 VOLUME 10 NÚMERO 2 ABRIL A JUNHO DE 2006

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA

WORLD CONFEDERATION FOR PHYSICAL THERAPY

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

A Revista Brasileira de Fisioterapia é o veículo da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia (ABRAPG-Ft). Publicada a partir de 1996, adota processo de revisão por especialistas (peer review), sendo que cada artigo é publicado apenas após a aceitação por no mínimo três revisores, mantidos no anonimato. The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by Brazilian Association for Research and Postgraduate studies in Physical Therapy. Published as from 1996, adopted a peer review process, each article only being published after being accepted by a minimum of three reviewers, maintained in anonymity. Missão: publicar artigos científicos relativos ao objeto básico de estudo e campo de atuação profissional da Fisioterapia, veiculando estudos básicos e aplicados sobre a prevenção e tratamento das disfunções de movimento. Mission: to publish scientific articles related to the basic objective of study and field of professional activity in Physical Therapy, divulging basic and applied studies on the prevention and treatment of movement disorders. Indexação/Indexing: · LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences) · SPORTDiscus · SCA (Scientific Cambridge Abstracts)

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EDITORES/EDITORS

Helenice Jane Cote Gil Coury Tania de Fátima Salvini Sérgio Teixeira Fonseca
SECRETÁRIA EXECUTIVA/EXECUTIVE SECRETARY

Dormélia Pereira Cazella
EDITORES ASSOCIADOS/ASSOCIATE EDITORS

Amélia Pasqual Marques André Luiz Felix Rodacki Antonio Fernando Brunetto Aparecida Maria Catai Débora Bevilaqua Grossi Dirceu Costa Jamilson Simões Brasileiro

Marisa Cotta Mancini Rinaldo Roberto de Jesus Guirro Rosana Ferreira Sampaio Rosana Mattioli Sara Lúcia Silveira de Menezes Verônica Franco Parreira

CORPO EDITORIAL/EDITORIAL BOARD

Ada Clarice Gastaldi – UNIT - Uberlândia Alberto Carlos Amadio – USP – São Paulo Alcimar Barbosa Soares – UFU – Uberlândia Ana Cláudia Mattiello-Sverzut – USP – Ribeirão Preto Anamaria Siriani de Oliveira – USP – Ribeirão Preto Armele Dornelas de Andrade – UFPE – Recife Audrey Borghi e Silva – UFSCar – São Carlos Augusto Cesinando de Carvalho – UNESP – Presidente Prudente Carlos Eduardo dos Santos Castro – UFSCar – São Carlos Celso Ricardo Fernandes de Carvalho – USP – São Paulo Chukuka S. Enwemeka – New York Institute of Technology – EUA David J. Magee – University of Alberta – Canada Edison Sanfelice André – FURB – Blumenau Eliane Mauerberg – UNESP – Rio Claro Eloisa Tudella – UFSCar – São Carlos Ester da Silva – UNIMEP – Piracicaba Fátima V.R. de Paula Lamego Goulart – UFMG – Belo Horizonte Gert-Ake Hansson – Lund University – Suécia Gil Lúcio Almeida – UNAERP – Ribeirão Preto Herbert Gustavo Simões – UCB – Brasília Isabel de Camargo Neves Sacco – USP – São Paulo Janet Carr - University of Sydney – Austrália João Carlos Machado – UFRJ – Rio de Janeiro João Marcos Domingues Dias – UFMG – Belo Horizonte José Ignacio Calvo Arenillas – Universidade de Salamanca – Espanha

José Rubens Rebelatto – UFSCar – São Carlos Kenneth G. Holt – Boston University – EUA LaDora V. Thompson – University of Minnesota – EUA Linda Fetters – Boston University – EUA Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela – UFMG – Belo Horizonte Marco Aurélio Vaz – UFRGS – Porto Alegre Nivaldo Antonio Parizotto – UFSCar – São Carlos Paul Hodges – University of Queensland –Austrália Pedro Dall’Ago – FFCMPA – Porto Alegre Raquel Rodrigues Britto – UFMG – Belo Horizonte Regina Heloisa Maciel – UECE – Fortaleza Renato da Costa Teixeira – UEPa – Belém Ricardo Oliveira Guerra – UFRN – Natal Richard L. Lieber – Univ. of California and V.A. Medical Centers – EUA Rik Gosselink – Katholieke Universiteit Leuven – Bélgica Rosângela Corrêa Dias – UFMG – Belo Horizonte Rubens Corrêa de Araújo – USJT – São Paulo Sandra Olney – Queen’s University – Canadá Serge Roy – Boston University – EUA Shrawan Kumar – University of Alberta – Canadá Stela Mattiello Gonçalves Rosa – UFSCar – São Carlos Vanessa Monteiro Pedro – UFSCar – São Carlos Vera Maria da Rocha – UFRN – Natal Walter Araujo Zin - UFRJ - Rio de Janeiro

Revisão/Review Bibliotecária/Librarin Dormélia Pereira Cazella CRB 8/4334

São Carlos – São Paulo – Brasil

ISSN 1809-9246 Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 10, n. 2, p. 137-247, 2006

São Carlos. Trimestral Sumários em Inglês e Português ISSN 1809-9246 1. n. v. Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. Washington Luís. 2 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida. The editors accept no responsibility for damage to people or property. A submissão de artigos pressupõe que estes artigos. Associação Brasileira de Editores Científicos Revista associada à/journal associated to A B E C REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Secretaria Executiva Universidade Federal de São Carlos Rod. km 235. v. No part of this publication can be reproduced or transmitted by any media. n. com exceção dos resumos ampliados. v. Caixa Postal 676 CEP 13565-905./jun. have not been previously published elsewhere. mechanical or photocopy. 1 (1996). mecânico ou fotocópia sem expressa autorização dos editores. be it electronic. with the exception of extended summaries. Os editores não assumem nenhuma responsabilidade por dados a pessoas ou propriedades que possam ser causados por uso das idéias. não tenham sido publicados anteriormente. São Carlos. nor submitted to any other publication. São Paulo. which may have been caused by the use of ideas. under the responsability of the Department of Physical Therapy. – São Carlos: 1996.ISSN 1809-9246 Rev. 1. techniques or procedures contained in the material published in this journal. (0xx16) 3351-8755 Fax: (0xx16) 3361-2081 Aos cuidados da Revista Brasileira de Fiosioterapia Confecção de gráficos e diagramação/Production of graphs and diagrams: Alexandra Domingues Queiroz A Revista Brasileira é publicada em convênio com a Universidade Federal de São Carlos sob responsabilidade do Departamento de Fisioterapia. por qualquer meio. fisioter. 10. . The Brazilian Journal of Physical Therapy is published by arrangement with the University of São Carlos. técnicas ou procedimentos contidos no material publicado nesta revista.. nem submetidos a qualquer outra publicação. 2006). bras. Revista Brasileira de Fisioterapia (Brazilian Journal of Physical Therapy)/Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Fisioterapia. Fisioterapia/periódicos I. The submission of articles presupposes that these articles. without the express authorization of the editors. seja eletrônico. 2 (abr. Brasil Tel. 10 n.

............................ D’Amico EA ..... Aiello GV................................................ Camargo PR. 163 AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS... Zanardi VA .................... 157 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO........................... Mattei K ................................................................................................................... 2006 Editorial ................................................................. Nascimento NH................................................... V Artigos de Revisão/Review Articles IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC.............................................................................. Quagliato EMAB... n.............................. Maura-Ribeiro MVL. Stella F................................................................................... Paz LPS........................ v.................................................. Azevedo CSA..................................................................................................................... 219 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL........... Neto FR ..... Dias RC ................................................................................. Chagas MH .................... Venturini C........................... Tanaka C........................................................................................ Sampaio RF.............................................. Oishi J........... Molinero de Paula VR....... COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease......................................................................... 2............................................................ Inoue MMEA......................................................................................... Shepherd RB ............................. COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA... 137-247.......... 199 ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB.................... Viana MA ................................................................................................................................. Mancini MC................................... São Carlos................ 147 Artigos Científicos/Scientific articles HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC.......................... Ciasca SM................................................... Silva E ........... Bicalho LI..... Gallo Jr L... Gonçalves VMG .................... Figueiredo IM .......................... Vieira ER................................................................ Gobbi LTB........... 205 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS.................................... 213 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G.................................................................................................... Dias JMD............................................ Peixoto GHC................................. 233 Artigo Metodológico/Methodological Article A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC............................. p............................................................................................................................................................. Cacho EWA................. Magee DJ .......................................................................... 10.. Costa FC.................... Penido MM.............................. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below.......... Vitório R..................................................................................... 185 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH........................................................................................................................... Catai AM............................................... Martins LEB........................................................... 171 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T.. Munin FS....................................................................... Parizotto NA.............................................. Menuchi MRTP...... Salmela JH................................................................. Baldissera V.... Gobbi S .......SUMÁRIO/SUMMARY ISSN 1809-9246 Rev...... 225 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON.............................................. Schwantes MLB ...................................................................... Perez SEA........................................ with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F............................................................................. fisioter.............. Goes R........ 137 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH................................................ Salvini TF .. bras............................... Mello M.................................... Dias RO...... Santos DCC............ Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR...................... 177 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS................ 241 Normas Editoriais/Editorial Norms ....... 193 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA..................

São Carlos. para tal.. revisores que deixaram o seu trabalho individual para efetuarem pareceres consistentes e úteis na seleção e aprimoramento dos artigos. assim como. Essa nova indexação é um passo fundamental na consolidação de nossa Revista. o apoio financeiro de entidades de classe. 10. revisores. v. e sinaliza que nossa empreitada precisa continuar. Convidamos todos a participar com envolvimento crescente nas atividades da Revista Brasileira de Fisioterapia! Helenice Jane Cote Gil Coury Editora Revista Brasileira de Fisioterapia . 2006 EDITORIAL Revista Brasileira de Fisioterapia na Scientific Electronic Library Online . 137-247. fisioter.ISSN 1809-9246 Rev. bras. e editores que contribuíram para a melhoria contínua da política editorial da Revista! Essa conquista precisa ser também creditada ao apoio decisivo do CREFITO-3. um aprimoramento contínuo da política editorial. Nossa próxima meta passa a ser as indexações internacionais (Medline. n.ISI) e. a versão on-line. que viabilizou financeiramente a ampliação de nossa periodicidade. p. torna-se imprescindível. autores e secretaria da Revista! Essa conquista apenas foi possível pelo trabalho árduo dos autores que submeteram artigos relevantes e de qualidade científica. 2.SciELO! É com imensa alegria que comunicamos que a Revista Brasileira de Fisioterapia foi incluída na Coleção SciELO em junho de 2006! Queremos compartilhar esse momento com todos vocês que tornaram essa meta uma realidade: editores. e a versão em inglês da Revista.

348 Corbett Hall (mailbox). 137-146 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Measurement Properties in Rehabilitation 137 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION GADOTTI IC. 10. validity. Os esclarecimentos das propriedades de medida apresentados neste artigo podem contribuir para a padronização das definições e para a melhoria da qualidade da pesquisa em reabilitação e da prática clínica. validity. reliability. RESUMO Importância e Esclarecimento das Propriedades de Medida em Reabilitação Objetivo: O objetivo do presente artigo foi revisar criticamente os conceitos e tipos de confiabilidade. and responsiveness. e-mail: igadotti@ualberta. poder do estudo. Faculty of Rehabilitation Medicine. validade e responsividade de medidas. This review paper clarifies the meanings of the concepts and types of reliability. . study power. Canada Correpondence to: Inae C. Vol. VIEIRA ER. as limitações e o uso adequado das propriedades de medida em reabilitação. 101809-9246 ISSN No. Discutiu-se como as propriedades de medida interagem entre si e influenciam o tamanho do efeito e o poder dos estudos. Results and Discussion: Measurement quality is assessed using criteria such as reliability. Muitos estudos publicados não apresentam estas propriedades de medida as quais estão relacionadas e algumas vezes sobrepõe-se sendo freqüentemente confundidas. e discutir suas implicações para a pesquisa em reabilitação e para a prática clínica de qualidade. and are frequently confused. validade e responsividade. fisioter. 2006 Rev. validity. University of Alberta. bras. validade e responsividade. responsiveness. confiabilidade. 2. limitations. validade. Canada T6G 2G4. Edmonton. validity. As propriedades de medida devem ser apresentadas para permitir que o leitor possa avaliar a qualidade dos resultados apresentados. Conclusões: Medidas são essenciais na pesquisa em reabilitação e na avaliação clínica. sometimes overlapping. No. which are related. responsividade. Alberta.ca Received: 27/01/2006 – Accepted: 07/03/2006 ABSTRACT Objective: The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability. and to discuss their implications for rehabilitation research and high-quality clinical practice. Many published studies do not report these measurement properties. It discusses how the measurement properties interact with each other and influence the size of the effect and the power of studies. Exemplos relevantes para a área de reabilitação foram apresentados. University of Alberta. Este artigo de revisão esclareceu os conceitos e tipos de confiabilidade. 2 (2006). MAGEE DJ Faculty of Rehabilitation Medicine. It gives examples that are relevant for the field of rehabilitation. and responsiveness. Conclusion: Measurements are essential in rehabilitation research and clinical evaluation. Método: Uma revisão crítica da literatura foi realizada considerando as vantagens. Key words: measurements. The clarification of measurement properties provided in this paper may contribute towards standardizing definitions and improving the quality of rehabilitation research and clinical practice. Palavras-chave: medidas. and appropriate applications of measurement properties in rehabilitation was conducted. and responsiveness.Vol. Method: A critical literature review considering the strengths. Gadotti or Edgar Ramos Vieira. Measurement properties should be reported to allow readers to evaluate the quality of the results presented. Resultados e Discussão: A qualidade das medidas é avaliada por critérios tais como confiabilidade.

Thus.0. and its outcomes are important to the patient. However. a review and clarification of the concepts is important. lack of proficiency. should guide the decision concerning which measurements proprieties or its types. and responsiveness necessary for each study (experimental or clinical). before and after a treatment. if there were no changes (the treatment had no effect) the measurements would be the same. Magee DJ Rev. Kappa values between 0. The Lachman’s test was developed to assess anterior knee instability resulting from injury to the anterior cruciate ligament4. In this case. validity. The statistical analysis of measurement reliability is frequently performed using the Pearson correlation coefficient and the intraclass correlation coefficient (ICC). lack of cooperation or comprehension. it is used clinically in rehabilitation. meaningful measurement has become an essential part of the rehabilitation process. and to discuss the implications of their inclusion in studies for high quality rehabilitation research and clinical practice. the instrument (e. the usefulness of measurements in clinical research and in the decision making process depends on the extent to which one can rely on the data as accurate and meaningful indicator of behavior. they are not reported in rehabilitation studies. validity. which is a measure of rater agreement on a discrete outcome (nominal scale of measurement) such as “yes” / “no” for classifying treatment effect. Correlation values range from -1.g.138 Gadotti IC. and easy to obtain. validity. authors frequently disagree on their definitions and subclassifications. the consistency of the measurements performed may be questionable and consequently. MEASUREMENT RELIABILITY Reliability is defined as the degree to which a measure is free of random error (measurement mistakes by chance)1. reliability. a gold standard measurement should fulfill several requirements in order to be justifiable and clinically useful. Thus. The Lachman’s test was used in most of the examples to standardize the comparisons. often used generally (neglecting the sub-classifications) or interchangeably. Ideally.0. The Kappa test results range from 0. The terms are frequently confused. It is quantified by the degree to which measurements are consistent (constant/stable) and reproducible (repeatable)6.3. and/or by the subjects being measured (e. Thus. Another form of statistically testing reliability is the non-parametric Kappa test. The quality of a measurement is often judged by such criteria as reliability. practical. and sometimes they are used inappropriately or incorrectly.75 to indicate good reliability and those below 0. and possible arthritis5. Examples were used to facilitate comprehension of the measurements properties and their sub-classifications. attribute. For example. unless one knows what the measurement error is and corrects it.0 to 1. as well as the purposes of the research or clinical assessment should be of concern to both rehabilitation researchers and clinicians in order to choose the most appropriate measurement in specific situations. valid.80 are considered as demonstrating “substantial” reliability and values greater than 0. and responsiveness. the applicability of the intended instrument in each setting. the results of the study may also be questioned because differences found (or the lack of it) in the study could have been caused by random measurement errors and not real changes (or the absence of it) in the variable been evaluated. The purpose of this paper was to critically review the concepts and types of measurement reliability.0 to 1. There are different types of measurement reliability. for example. These measurement characteristics are related to each other and sometimes overlap. reliability is an essential characteristic of a meaningful measurement because often it is not possible to distinguish between the true value and the amount of measurement error8. Measurements that are composed of the true value of the variable being assessed along with measurement error are not reliable7. changes in performance.80 are considered as demonstrating “almost perfect agreement”9. This test was chosen due to the fact that it has been frequently studied. bras.g.75 indicate poor to moderate reliability1. Vieira ER. and responsiveness. The test evaluates anterior displacement of the tibia in relation to the femur. If the reliability of the measurements is not reported in a study. and responsiveness are important characteristics that should be considered when reading and/ or writing a paper. There is no consensus for cut-point values. Measurement is the act or process that allows quantitative comparison of results. technical problems). responsive. Thus. non-standardization of procedures). Measurement validity. These objective evaluations can only be performed by accurately measuring research results and/or treatment outcomes. but often. need to be reliable in order to show any differences pre and post treatment. INTRODUCTION With the increasing awareness of the importance of evidence based practice. the measurements performed. and misrepresentation of . articular cartilage degeneration. Thus. Injuries to the anterior cruciate ligament may cause progressive dysfunction leading to rotatory instability. researchers and clinicians are interested on objective evaluations of the value and effectiveness of rehabilitation assessment and treatment techniques.g. any measurement should be reliable. are the most important for a specific study2. the characteristics of a measurement. It is hoped this paper will contribute to improve the quality of measurements which are fundamental for good evidence based practice. or phenomena1.61 and 0. but it is usually agreed that the values should be greater than 0. fisioter. They are influenced by errors introduced by the tester (e. along with the objectives of measuring the event in question. The degree of reliability. In addition. meniscal tears.

the intra-tester reliability of the Lachman’s test was assessed on 32 subjects with knee problems11. evaluates the reproducibility of measurements taken by different testers. The most common approach to testing the internal consistency of questionnaires and interview protocols involves the calculation of the correlation between different items of the instrument1. high internal consistency depends on good correlation (r> 0. fear. questionnaire.12 evaluated the instrument reliability of the Lachman’s test. and psychosocial issues)10. The differences between the measurement sessions were not significant (p=0. Therefore. or test-retest reliability. It evaluates whether measurements or results from different devices or tests are similar or the same2.8. Parallel Reliability Parallel reliability. parallel reliability is used when one wants to provide an alternative and/or similar measurement instrument or test10. For this reason. For example. if the instrument reliability is the ability of the instrument to replicate its own measures. 2. Measures of four testers were compared. or interview protocol are associated to each other.13. tool.51. It is used to detect whether the recorded values change when different testers measure the same “thing”1. The intra-tester reliability (Kappa test) was 0. the measures taken should . One of the justifications of the author for the low inter-tester reliability was that the method of administration of the Lachman’s test was not standardized in their study. Thus. For example. high intra-subject reliability is needed to test the instrument reliability with no confounders.07). meaning the items were highly correlated to each other (r= 0. 10 No.11.42 (low intertester reliability). or equivalence reliability. It is tested by taking repeated measures of the same “thing” using the same instrument or test 10.92). For example.Vol. The subject. Instrument Reliability Instrument reliability. scale. Low intra-tester reliability can be a confounder for the instrument reliability assessment. The authors controlled the intra-tester reliability by repeating the Lachman’s test measurements at least 3 times or until reaching equal values within the testing session. high intra-tester reliability is a pre-requisite to assess the instrument reliability and vice-versa. In other words.61 to be considered reliable. The different types of reliability are presented and exemplified on the following sub-sections. For example. the consistency of the subject and tester must be ensured. In addition to high intra-tester reliability. a possible explanation for the low intratester reliability found for the Lachman’s test by Cooperman et al. The Kappa value should be at least 0.8. In this case. Such instruments are ideally composed of questions or items that measure particular parts or attributes of a greater question. It compares the measures of the same subject taken at two or more times when the same tester performs the measures. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 139 capabilities due to pain. As in the case of intra-tester reliability. Internal Consistency Internal consistency reflects the degree to which different items or set of questions in a test. It demonstrates the consistency of the tester to measure the same “thing” repeatedly2. or intra-rater reliability. Thus. the performance level (see intrasubject reliability). The results showed that the questionnaire had high internal consistency. Intra-Subject Reliability Intra-subject reliability involves the reproducibility of the subjects’ performance. For example. the inter-tester reliability of the Lachman’s test was also evaluated by Cooperman et al. The subjects may have been more relaxed or in less pain in one trial than on the other. is related to the repeatability of measurements taken by the same tester at different times (stability over-time). Many other studies do not report or consider the intra-tester reliability when assessing the instrument reliability making it impossible to separate the two. high intra-tester reliability is a pre-requisite for testing intra-subject reliability and viceversa. the internal consistency of the International Knee Documentation Committee Questionnaire to assess knee function was tested by Irrgang et al. Two sessions were performed in different days and the results were compared. Each subject was assessed two times. is determined by comparing the values or results taken by different instruments or tests at the same time. the tester is evaluated as a possible source of bias and error. but in the case of inter-tester reliability.g. or inter-rater reliability. scale. and the instrument remain the same. Inter-Tester Reliability Inter-tester reliability.75) can be a confounder for the intra-subject reliability assessment and the reverse is also true. Low intra-tester reliability (<0.11 is a low intra-subject reliability. Johnson et al. Lachman’s test was found to have low intra-tester reliability in this study. evaluates the ability of the measuring instrument or test (e. possible differences between testers measuring the same thing are assessed. They found Kappa values equal or less than 0. Therefore. Intra-Tester Reliability Intra-tester reliability. device. Consequently different levels of muscular activity may have occurred around their knee joints during one of the tests affecting the results. the intra-tester reliability must be high so that any possible variations in the measurements can be attributed to the subject’s performance variation10. In this case. questionnaire. Thus.75) among the items of the instrument1. the authors considered the instrument (Lachman’s test) reliability to be satisfactory. or interview protocol) to give the same consistent measurements or results.

it needs to represent anterior knee stability and nothing else. such as instrument vs. such as increased muscle contraction during the Lachman’s test. ICC. A systematic error of 15%. Face Validity Face validity. The Pearson correlation and ICC tests are statistical methods often used to analyse the validity of measurements. bras. The difference between Pearson and ICC is that the latter not only tests the correlation between variables. Therefore.15. Meaning that the numbers need to be directly comparable. Therefore. a valid measure allows one to rely on the study (test) results and interpretations when making clinical decisions. the Rolimeter device showed high parallel reliability. MEASUREMENT VALIDITY Validity is a quality that is attributed to those measurements that quantify what they are supposed to and that provide a true depiction of what is being measured2. T-test. the measurements are not valid. the Rolimeter measures demonstrated high parallel reliability. If the Pearson correlation is used to assess the validity of a measurement.g.10. For example. In other words. degrees. validity deals with accuracy (correctness). fisioter. ANOVA and T-tests may also be used to test if there are significant differences between the variables. It offers no evidence on which to base the assumption. since the KT-1000 was considered the reference device. When a measurement is valid. the Lachman’s test is used to determine anterior cruciate ligament injuries while the posterior drawer test is used to determine posterior cruciate ligament injuries17. if a subject has an anterior cruciate ligament injury but the posterior cruciate ligament is not injured. since the measures of the Lachman’s test did not agree with the KT-1000 ones. be highly correlated or not differ significantly when the same variable is assessed at the same time. could affect most of the reliability measures. the referential tool needs to have been previously tested and reliable. kg) of the variables under study are the same or are normalized. Therefore. discriminative validity depends on the fact that measurements that lack a relationship should not be related. without doing any analysis of the test. the statements made from the results are questionable. while the Lachman’s test measures presented low parallel reliability. and should be discussed in the studies. Overall. For example. but also the agreement between them. occurs when the measurements are consistently 15% lower than the actual value. Construct Validity Construct validity is similar to face validity. the parallel reliability of the measures of a new device (Rolimeter) to test anterior knee instability and of the Lachman’s test measures was assessed using the KT-1000 arthrometer measures as reference14. Vieira ER. subject reliability. the inferences made from the results are appropriate. the measurement of the knee instability obtained using the Lachman’s test seem to be valid (face validity). then the regression equation that the Pearson correlation coefficient relates to needs to be evaluated to assess possible systematic errors. does the instrument truly measure what it says it does? For example. the former presented low parallel reliability. given that the measures from the KT-1000 were considered as reference and the measures of the Rolimeter agreed with them. No significant differences between the measures of the Rolimeter and of the KT-1000 arthrometer were found. Discriminate validity Indicates that measurements that are supposed to assess different characteristics yield different results and are not comparable3. The evaluator accepts the assumption that the measurement is valid at “face value”. Thus. the Lachman’s test is supposed to measure anterior knee joint instability. If the validity of the Lachman’s test (or any other measurement) is not tested. For example. If there are significant differences between the variables under study. but significant differences were found between the Lachman’s test measures and the KT-1000 arthrometer measures (p<0. with the ability to make inferences (conclusions reached on the basis of evidence). and the pivot shift test are three of the most commonly applied tests to determine an anterior cruciate ligament injury16. Confounders. It . for example. In other words. Construct validity is divided into convergent validity and discriminate validity: Convergent validity Supports those measurements that are believed to reflect the same variables that yield similar results and are comparable. is related to the intuitive “feeling” that a measurement seems to be valid15. Thus. but it includes a theoretical framework and reasoning to support that the measurement is valid. their results are expected to be very similar if not the same. the lowest level of validity. the inter-tester and the parallel reliability tend to be respectively lower than the intra-tester and the instrument reliability because the former involve measurements of different raters or different devices which are susceptible to grater variation. In other words. but the posterior drawer test should be negative.140 Gadotti IC. since the anterior drawer test. for example. For example. the Lachman test. It is important to note that for the parallel reliability analysis. On the other hand. and also with the presence of no systematic errors (lack of consistent measurement mistakes)2. cm. and ANOVA should only be used when the units (e. for example. the Lachman’s test should be positive.05). Content Validity Content validity is usually applied to study questionnaires rather than to evaluate devices or measurement tools10. Thirty healthy subjects and 30 patients with anterior knee joint instability participated in the study. Magee DJ Rev.

and 70% predicted value for a negative test. while the parallel reliability of this the Lachman’s test can be tested using the Rolimeter because this instrument was shown to have high parallel reliability14. For example. Before ligament reconstruction. concurrent. The measurements should show changes in the variable being assessed. while in 7 out of 10 cases with negative Lachman’s test the ligament was not injured. On the other hand. In other words. The external validity of a study is related to the extent to which the results of a study can be generalized outside the experimental situation. when they occur.e. ligament reconstruction). Criterion-Related Validity This type of validity can be determined by comparing a measurement with a particular factor or criterion. internal validity of a study refers to the degree to which the relationship between the independent and dependent variables are free from the effects of extraneous factors and/or confounders3. Concurrent validity and parallel reliability are similar.11. the ability of the Lachman’s test to detect improvement in the knee instability after anterior cruciate ligament reconstruction in . Instrument responsiveness includes the concepts of sensitivity and specificity. there is another concept called “study” validity that is related to the study in general. The predictive value of a negative test was defined as the likelihood that a subject with a negative Lachman’s test did not to have an injured anterior cruciate ligament. It is determined by the positive or negative outcome of a prescribed treatment2. the outcomes act as the criterion2. test. the Lachman’s test must detect meaningful changes in knee stability before and after treatment (i. Thus. while parallel reliability only requires reliable measurements from the criterion instrument8. the Lachman’s test was performed immediately before and 24 months after anterior cruciate ligament reconstruction in subjects with acute or chronic injury to the anterior cruciate ligament confirmed by magnetic resonance imaging and arthroscopy examination18. the measurements of pain included in the questionnaire (for example) will have a higher “content validity” if the questionnaire includes an assessment of different characteristics of pain such as location. For example. the predictive value of a positive Lachman’s test was defined as the likelihood that a subject with a positive test had an injured anterior cruciate ligament. no patient had a moderate or severe Lachman’s test. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested using the arthroscopy examination as a reference to evaluate anterior cruciate ligament injury because this examination is considered the valid gold standard. An example of a question that deals with content validity is “Do the questions in this independence for daily activities’ assessment questionnaire fully cover the problems that a disable person will face in his/hers daily life activities?” In this case. 72% of the subjects had a moderate or severe Lachman’s test (n=128). For example. type. Internal and external validity are related to the study itself and not specifically to the validity of the measurements taken. It is used to test whether a new instrument is interchangeable with an established “gold standard”10. The authors found 47% predictive value for a positive test. how much the research findings and conclusions of the study on a given sample are applicable to a larger population. For example. Concurrent validity Evaluates whether measurements taken using different instruments agree with each other15. MEASUREMENT VALIDITY VS. and it can be divided into predictive. but they should not be influenced by changes in other variables if the one under study remains stable (does not change)21. and prescriptive validity: Predictive validity Can be assessed by determining whether the predictions originating from the measurements come true. tool. Two years after the reconstruction. device. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 141 deals with the scope of the evaluation method and with how well the information gathered fully reflects the variable under study15. 10 No. the predictive validity of the Lachman’s test was evaluated by Cooperman et al. This means that in less that half of the cases when the Lachman’s test was positive the subjects had an injured anterior cruciate ligament. The predictive value of a positive test is the number of true positives divided by the total number of positive responses (true and false positives).Vol. STUDY VALIDITY In addition to “measurement” validity discussed in the previous section. Study validity refers to the internal and external validity of the study. In this study. Prescriptive validity Is related to how appropriate it is to use a measurement to recommend a treatment15.3. 2. The predictive value of a negative test is the number of true negatives divided by the total number of negatives responses (true and false negatives). duration. Thus. reliability is a prerequisite for validity. The measurements of an instrument used for clinical evaluation needs to identify clinically significant differences between and within patients over time20. The difference is that concurrent validity requires the reference measurements to come from a valid instrument. is defined as the instrument’s sensitivity to change. In this case. Sensitivity The ability of an instrument to detect changes in the variable under study. and intensity3. INSTRUMENT RESPONSIVENESS Instrument responsiveness is the ability of the instrument. For example. or scale to accurately detect meaningful changes19. a moderate or severe Lachman’s test seems to have high prescriptive validity for success of reconstruction.

respectively with and without anesthesia. and the pivot shift test. Table 1 presents the different measurements properties and examples for the Lachman’s test. The specificity of a diagnostic test can be calculated as true negative tests divided by true negatives plus false positives3. anterior drawer sign. the measurement taken should not change (specificity). Thus. On the other hand. no patient presented moderate or severe Lachman’s test after the reconstruction. fisioter. It is important to know that the sensitivity of the tests is decreased when the subjects are not under anesthesia. they are inter-related and affect each other. the assessment of the instrument’s sensitivity corresponds to the probability that the measures will detect a positive test among patients with disease or injury (true positive test).142 Gadotti IC. the authors found positive pivot shift tests on 98% and 35% of the sample. bras. such as the Lachman’s test. while 72% of the patients had moderate or severe Lachman’s test before the reconstruction. specificity evaluates if the variable under study is not influenced by changes in other variables. Lachman. One-hundred forty-seven patients with an injured anterior cruciate ligament (confirmed by arthroscopy) were tested under anesthesia before surgery. the specificity is represented by the ability of the test to detect negative results (normal laxity) in subjects who are normal. the sensitivity is represented by the ability of the test to detect positive results (abnormal laxity in the anterior cruciate ligament) in subjects who have the abnormality. Sensitivity and specificity of diagnostic tests In studies involving a diagnostic test. This means that the Lachman’s test was robust to overcome possible confounders presented by muscle contraction while the pivot shift test was not. Vieira ER. these factors did not significantly affect the results of the Lachman’s test.22 study. the Lachman’s test specificity can be analyzed by performing the test in subjects with non-injured anterior cruciate ligament but with injured posterior cruciate ligament. It can be considered as the actual analysis of the discriminate validity (see construct validity). Katz and Fingeroth23 found that the specificity of the Lachman. For example. Thus. The anterior drawer. Magee DJ Rev. and pivot shift tests were positive. however. it is impossible to analyze if the test has false positives.The false negatives in the Lachman’s test (n = 2) were explained by arthroscopically confirmed combination of firm reattachment of the injured anterior cruciate ligament to the posterior cruciate ligament and bucket handle tear of the medial meniscus increasing the anterior stability of the knee5. this is referred to as a false positive or false negative respectively. respectively with and without anesthesia22. but if the variable of interest remains stable. When a test incorrectly identifies problem as positive or negative. when testing for knee instability using the Lachman’s test. and 90% of the sample. They found positive Lachman’s tests on 100% and 99% of the sample. on approximately 80%. Both sensitivity and specificity of a test need to be known because a test should have low frequency of both false positives and false negatives in order to be useful in the decision making process. only sensitivity can be tested because only false negatives can be found. the Lachman’s test. Note that changes to other variables may happen. due to pain (hamstring muscle contraction/spasm). Reliability and Validity Reliability is a pre-requisite for validity2. A measure can be reliable but not valid10. Therefore. 99%. the measurements using Lachman’s test is considered as having sensitivity because it was able to detect meaningful changes after treatment. When a study evaluates instrument responsiveness in a sample of subjects with a disease or dysfunction. when testing for knee instability using the Lachman’s test. A measurement can only be considered valid when it has no systematic error or random . Instrument specificity is evaluated by the probability of a negative test among patients without disease or injury (true negative test). The Lachman’s test was performed in subject before and after anterior cruciate ligament reconstruction. the false positives increase and consequently. the Lachman’s test was the most sensitive diagnostic test with only 1% false negatives. respectively. The tests evaluated were the anterior drawer test. The tests’ results would have to be negative because there would be no anterior cruciate ligament injury and the test is supposed to detect injuries to this ligament and not injuries to the posterior cruciate ligament17. however. specificity is related to the actual testing of the discriminate validity of a measure (see construct validity). In other words. The sensitivity of a diagnostic test is calculated as true positive tests divided by true positives plus false negatives3. Without including normal subjects (without the disease or dysfunction). the credibility of the test decreases and it may not be useful for what it is trying to measure. Selected interactions between measurements properties are presented in the following sections. a measurement cannot be valid if it is not reliable19. subjects with acute or chronic injury is a measure of its sensitivity18. in the Donaldson et al. and pivot shift tests were higher than 95%. INTERACTIONS BETWEEN MEASUREMENT PROPRIETIES The measurement properties can be presented and tested separately. For example.15. For example. Specificity The stability or ability of an instrument measure not to change when no changes in the variable under study occur is defined as the instrument’s specificity. Kim and Kim5 evaluated the sensitivity of diagnostic tests for injuries of anterior cruciate ligament. However. If the test detects several positive tests in subjects without the dysfunction.

The measurement properties may need to be evaluated separately depending on the objectives of the study. but not content validity (the items do not reflect the variable under study). the ability to capture changes over time) into the process of evaluating measurement validity19. Hays and Hadorn19 stated that the fact that an instrument’s measurements are responsive to a clinical intervention supports the hypothesis that the instrument’s measurements are valid. have responsiveness. Thus. It is important to note that the measurement properties can be tested separately. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 143 Table 1. .5111 Kappa = 0.Vol.e. High reliability (low random errors) along with low systematic error results in validity (assuming that the measurement in fact reflects what it is supposed to measure)8. but they may be different if a second Lachman’s test was performed. They stated that an instrument’s measurements can have reliability. On the other hand. Consequently. 2. error (reliability). According to Portney and Watkins3 and Hays and Hadorn19.05 NA NA NA Validity Criterion-related 47% of a positive test.05 > 0.24 proposed that responsiveness is distinct from reliability and validity. NF= Not Found. Despite. When selecting an instrument for evaluation. *The decision of determine these cut-points depend on the importance of these measurement properties for the study3. in order to provide valid measurement.60 > 0. The instrument responsiveness adds longitudinal information (i. a questionnaire can have internal consistency (homogeneity among items). For example. Consistent and reproducible measurements do not indicate that the variable of interest is in fact being measured.42 NF p = 0. the concurrent validity of the Lachman’s test can be tested in normal subjects using arthroscopy. Validity and Responsiveness A measure that is valid at one point in time should also be valid at a different point in time. an instrument should be responsive to changes over time19. CONCEPTS TYPES Intra-tester Inter-tester SUBDIVISIONS NA NA NA NA NA NA NA Convergent/Discriminate NA predictive concurrent prescriptive EXAMPLES FOR LACHMAN’S TEST Kappa = 0. and 70% of a negative test NF * NA Improvement measured with the test after surgery 99%5 > 95% 23 18 NA * * Responsiveness sensitivity specificity NA NA NA= Not Applicable. and have no reliability. The second measure may be different because the knee stability has changed or was affected by muscle contraction/spasm and the measurements captured the change or confounding muscle stabilization. but no validity.75 > 0. but no responsiveness. all measurement characteristics that may affect the findings should be addressed in a study’s discussion section in order to provide a full understanding of the strengths and weaknesses of the results and conclusions. but they depend on each other to provide useful measures. a valid measure needs to be responsive (and have high reliability as discussed before). For example. The measures may be responsive and valid. validity and responsiveness. some measures can be valid only at one point in time. but responsiveness. one should extend his or her concern for measurement validity beyond the face and construct validity to the discussion of the responsiveness of the instrument3.05 NA NA NA 11 Reliability Intra-subject Instrument Internal consistency Parallel Face Construct Content p < 0. However. 10 No. Overview of measurement reliability.60 NA > 0. Guyatt et al.07 r > 0.75 12 13 14 11 CUT-POINT > 0.10. responsiveness is one aspect of validity rather than a separate characteristic.

a measurement can have low reliability. It is relevant to state that the power of the study may be a problem only when no significant differences are found between groups. Variability of the data The lower the variance. Variance is a measure of the variability within the group (e. the greater the power. the general population is more likely to be represented. or the extent to which the researcher could be wrong in saying that there are differences. and the true differences between groups are more likely to be recognized. after treatment). It may also be stated as the probability of correctly rejecting the null hypothesis that “there are no differences” when null hypothesis is false25. the amount of variation in the scores obtained for a particular sample or group (i. Thus. even when the instrument is unresponsive (i. Studies with limited power do not always yield erroneous conclusions but their findings are questionable. before vs. For example. but also the higher the chances of making a type I error.144 Gadotti IC. the effect size will be small decreasing the power of the study27. the power .05). the greater the power. When the measurement error is big (e. treatment). differences between groups and changes over time may become undetectable. Most of the determinants of power described above depend on the quality of the measurements. The power of a study is the extent to which an investigator can detect a difference when a true difference exists. treatment) will be low or inexistent.g.e. studies with low power may not be able to identify differences that exist between groups. but responsiveness is not a pre-requisite for reliability.05 which means that the researcher is accepting that he or she could be wrong in rejecting the null hypothesis 5 times out of 100 or 5% of the time. When the variability within groups is large.e. there were no changes). Lowering the α-level reduces the chances of a type I error by requiring stronger evidence to demonstrate significant differences. then the differences may be too small to be identifiable. reliability. In other words.g. Some instruments are often used but their measurement characteristics are frequently overlooked and assumed to be adequate. this may not be true. Thus. If the instrument measures are not precise enough to capture meaningful changes (low responsiveness). Effect size The larger the effect size. the more likely it is that the differences before and after will be statistically significant26. the difference between groups will be less evident because the measurements may overlap.g. the power is influenced by the size of the effect of the experimental variable (e. The responsiveness of a measurement instrument is also related to the effect size and will also influence the power of a study. and the measurements may have low quality resulting in insufficient statistical power. Magee DJ Rev. which corresponds to rejecting the null hypothesis. Conversely. treatment technique). It should also have a low probability of a type I (alpha) error. validity. and responsiveness are not adequate the study’s ability to detect the effect of an independent variable (e. not able to detect meaningful differences). the power of a study relates to how capable the measurement is in detecting differences between or within groups. in reality. The larger the effect produced by a treatment on a given dependent variable (e. Effect size is the magnitude of the difference before and after treatment. Both reliability and responsiveness are pre-requisite of validity. fisioter. in turn. knee stability). If the measurements’ reliability. IMPLICATIONS OF NEGLECTING MEASUREMENT PROPERTIES Many published studies fail to report the validity. This. in turn will lower the power or the ability to detect a difference25. and responsiveness of the measurements taken. The determinants of the power of a study include: Sample size The larger the sample. However. but the probability that one will find a difference that actually does not exist (type I error) also increases. because with a large sample. the greater the power. The α-level is the probability that the researcher is willing to accept that he or she might be wrong in rejecting the null hypothesis. Reliability and Responsiveness A measurement can have high reliability (consistency). non-injured. the measurements have low reliability). the results can be generalized to a larger population. will cause the effect size and the power of the study to be small. The chances that such studies will detect differences rejecting the null hypothesis are small. or between groups25. Vieira ER. Every study should have sufficient ability (power) to detect the effect caused by the application of an independent variable (e. the greater the power. yet the instrument may be responsive24.g. This means the study has greater external validity. when it should not be rejected (for example: finding differences before and after a treatment when.g. The ability to detect a difference between groups is enhanced when the groups are distinctly different. bras. This. higher than 0. the standard deviation) depends on the variation in the scores and the amount of random measurement error. Therefore. leading to erroneous results and conclusions.e. But. Increasing the α-level makes it easier to find differences (it may increase the power). injured vs. Thus. In general. Many studies in the literature fail to achieve statistical significance which is often related to the low power of the study and not to an actual lack of difference between groups or sample populations25.g. The most common α-level used is 0. Statistical significance level used (α-level) The higher the α-level (i. the measurements properties are important even when differences are found because they may be related to inadequate measures.

1) Did the study report the reliability. 2006 Measurement Properties in Rehabilitation 145 of a study will be big enough if the statistical techniques. Reliability. then the intra-tester reliability of the measurements may be of the most concern. Sometimes the concepts of measurements properties are incorrectly used to define the measurement characteristic being tested. 6. P. When assessing a treatment outcome. A word of caution must be added. . 4:84-93. Rothstein JM. Amell TK. In: Rothstein JM. 79-112. To use measurement characteristics from another study. the researcher must ensure the same “thing” is being measured. However. MEASUREMENT PROPERTIES IN THE CRITICAL ANALYSIS OF REHABILITATION RESEARCH A critical analysis of the rehabilitation research found common methodological limitations that resulted in weak studies30. 4. measurement techniques. including sample size and measurements are adequate26. Kalen V. Thus. Flaws were found in the experimental design. Sharon Warren (Faculty of Rehabilitation Medicine. Watkins MP. Foundations of Clinical Research: applications to practice. 8. Am J Sports Med 1976. Clin Orthop Relat Res 1995. New York: Churchill Livingstone. 2nd ed. validity. 7. Portney LG. Unfortunately. Foundations of Clinical Research: applications to practice. Kim HK. Measurement in Physical Therapy. For example. sample size. 1985. Sim J. and responsiveness of the measurements used? 2) Did the study control the sources of measurement error? 3) Did the study have sufficient power to detect possible difference between groups? FINAL CONSIDERATIONS Not all measurements properties and their types need to be tested in one study. validity. In: Portney LG. For example. Reliability of the anterior drawer test. the responsiveness of the instrument is essential because the instrument must be able to detect meaningful differences due to treatment. This review paper clarified the meanings of the concepts and types of reliability. J Manipulative Physiol Ther 1999. Clinical diagnosis of anterior cruciate instability in the athlete. The application and interpretation of intraclass correlation in the assessment of reliability in Isokinetic dynamometry. Acknowledgments: The authors would like to thank Dr. visual analogue scales have been show to be valid and reliable for some pain measures. and the lachman test. explanations. proc. 10 No.# 1340018). 5. 2. Watkins MP. Validity of Measurements.29. Precision and accuracy of an electrogoniometer. Watkins MP. presenting and analyzing the quality of published studies. ICG and ERV have financial support from the Alberta CIHR Training Program in Bone and Joint Health (Canada) and from the Brazilian Government. It discussed how the measurement properties interact with each other and influence the effect size and power of studies. the measurement properties that are important for the study should always be reported. P. and discussions contribute to the dissemination and encourage the use of common terminology and meanings for these measurement properties to facilitate improved communication between researchers and clinical practitioners. 3. 317: 237-42. 53-68. Education Ministry (CAPES . Arnell P. reliability and validity. Thus. this procedure is still an exception rather than the rule in the rehabilitation field. assessing and reporting the measurement properties should be a standard procedure in order to increase power and to allow readers to rely on the presented results. New Jersey: Prentice Hall Health. Kim SJ. study design. and responsiveness and its sub-division of sensitivity to change have been used to denote the same property. there is a need to improve the quality of rehabilitation research studies. 22: 10-4. the pivot shift test. Watkins MP. New Jersey: Prentice Hall Health. REFERENCES 1. In: Portney LG. Christensen HW. 2nd ed. Phys Ther 1993.Brazil. but they have not been showed to be valid and reliable for many of the other variables they are purported to measure. Independently. It gave examples that are relevant to the rehabilitation field. Measurement and Clinical Practice: theory and application. The answers to these questions are essential if one is to accept the results and conclusions of a study. The authors hope that the presented definitions. 2000. and responsiveness. Walmsley RP. Torg JS. 2. procedures to control for confounding variables. For example. Conrad W. The following are examples of questions that should be asked when designing. Measurement validity in Physical Therapy research. if the Lachman’s test is used to measure knee laxity of a subject on three consecutive occasions by the same tester. then the concurrent validity of the measurements may be the most important aspect to consider. Portney LG. 2000.Vol. Isokinet Exerc Sci 1996. Reporting the measurement characteristics can improve the quality of rehabilitation research and clinical evaluation processes which are fundamental for ideal evidence based practice. One alternative to actually testing measurement characteristics in the study is to use previous studies about these measurement characteristics to justify the use of specific procedures or instruments. 73: 102-15. 6: 117-24. if the absolute value of a measurement taken with an alternative instrument (other than the gold standard) is important to make a decision about whether a patient will or will not undergo surgery (for example). University of Alberta) for reviewing and making suggestions for early versions of this paper. and in the statistical analysis of the studies.

Walter S. 40: 171-8. Evaluation of anterior knee joint instabilitywith the Rolimeter . 27. 70: 225-33. Reliability and validity of judgments of the integrity of the anterior cruciate ligament of the knee using the lachman’s test. 18. Riddle DL.htm 28. Boland AL. R. Statistical power for the behavioral Sciences. J Chronic Dis. not a separate dimension. 2nd ed. Power and sample size (Appendix C). Auld MK.146 Gadotti IC. The kappa statistic in reliability studies: use. editor. 12. Introduction to sample size determination and power analysis for clinical trials. Development and validation of the international knee documentation committee subjective knee form. Guyatt G. 11. 2000. Irrgang JJ. Responsiveness to change: an aspect of validity. 1: 735. Centor RM. 13: 5-9. Hadorn D. 18: 715-24. 2005. Blazina ME. 1993. Norman G. Control Clin Trials 1981. Cohen J. Nadler SF. 9. fisioter. Friebel H. 9: 86-92. 21. 13. Does the Lachman testing method affect the reliability of the International Knee Documentation Committee (IKDC) Form? Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc 2004. Phys Ther 1990. 12: 225-28. 20.A test in comparison with manual assessment and measuring with the KT1000 arthrometer. Measurement Theory. A comparison of acute anterior cruciate ligament examinations. 14: 88-91. New Jersey: Prentice Hall Health. 29: 600-13. 14. cited 2005 Jun 15]. 84: 592-603. 1990. J Chronic Dis. Am J Sports Med 1986. bras. J Chronic Dis 1985. Hoffmann F. Loos WC. Khalfayan. Lantz. A methodological framework for assessing health indices. NJ: Lawrence Erlbaum. P. CA: Sage. Measuring change over time: assessing the usefulness of evaluative instruments. 25. Coe. 38: 27-36. In: Domholdt E. 7: 204-8. Quadruple hamstring anterior cruciate ligament reconstruction: a multicenter study.org/ebeuk/research/effectsize/ESguide. 15. . Del Pizzo W. UK: Evidence-Based Education UK [updated 2000 Jan. Rothstein JM. Am J Sports Med 2001. Balasch H. 39: 897–906. Friedman MJ. 24. Shelborne KD. AB-Canada. Neyret P. Richmond JC. McLean J. 30. Newbury Park. Friedman MJ. Assessing the responsiveness of functional scales to clinical change: an analogy to diagnostic test performance. P. Cooperman JM. Portney LG. Kirshner B. 2:93113. Philadelphia: WB Saunders Company. Knee Surg. Edmonton. Available from: http:// www. interpretation. 16. and the pivot shift test in acute and chronic knee injuries. 22. 1988. Critical Analysis Course. 26. Hays R D. Johnson DS. Rothstein JM. Malanga GA. In: Portney LG. Schiller M. Katz JW. Magee D. 29. 85: 257-68.cemcentre. the anterior drawer sign. Fingeroth RJ. 17. Harner CD. Lachin JM. Am J Sports Med 1985. Sports Traumatol. Domholdt E. Physical Therapy Research: principles and applications. In: Bork CE. 19. Qual Life Res 1992. The diagnostic accuracy of ruptures of the anterior cruciate ligament comparing the Lachman test. Smith RB.705-29. Fox JM. Donaldson III WF. Arthroscopy 2002. Fundations of Clinical Research: applications to practice. Wickiewicz T. Ryan WG. 10. Am J Sports Med 1981. Reliability and Validity: implications for research. Scranton PE. 23. Arch Phys Med Rehabil 2003. Wright CC. Vieira ER. Arthrosc. Physical Examination of the Knee: A Review of the Original Test Description and Scientific Validity of Common Orthopedic Tests. Guyatt G. In: Department of Physical Therapy. 1986. M. 2nd ed. University of Alberta. Phy Ther 2005. Sim J. 18-36. 1987. Deyo RA. Philadelphia: JB Lippincott. Watkins MP. Warren RF. Lipsey. 3rd ed. EE. Magee DJ Rev. 1999. Kurosaka M. Faculty of Rehabilitation Medicine. BA. Research in Physical Therapy. Design sensitivity: statistical power for experimental research. Watkins MP. Andrus S. Jr Bagenstose JE. Anderson AF. and sample size requirements. Acute posterior cruciate ligament injuries. What is an effect size: a guide for users [homepage on the Internet]. Hillsdale. 2000.

Carr@fhs. University of Sydney. Australia Correpondence to: Janet H Carr.edu. ou pelo menos usar métodos de intervenção e medidas objetivas de resultados que sejam cientificamente aceitáveis. Objective: This paper presents a historical perspective covering the last half-century. de ganho de força e de treino de desempenho físico. with emphasis on optimizing motor performance through task-oriented exercise and training. . increased emphasis needs to be placed on challenging. dependendo largamente do método preferido pelo terapeuta individual. Discussão: Pesquisas científicas atuais e a subseqüente reavaliação do efeito funcional dos problemas que aparecem pela lesão do neurônio motor superior estão levando à mudança de foco das intervenções clínicas. clinical practice in neurorehabilitation continues to vary widely and depends largely on the preferred approach of the individual therapist and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago. com ênfase na otimização motora através de exercícios de tarefas orientadas. functional recovery. 147-156 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 147 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION CARR JH. Physiotherapists need to embrace the responsibility of using evidence-based. strength and fitness training. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. or at least scientifically acceptable. Findings in both animal and human models suggest that. 2 (2006). University of Sydney. uma ênfase maior deve ser colocada em tarefas úteis que sejam desafios interessantes com um treino que promove o aprendizado. em suas dificuldades e adaptações. SHEPHERD RB School of Physiotherapy. Palavras-chave: reabilitação neurológica. para que a reabilitação seja eficiente em otimizar a reorganização neural e a recuperação funcional. Discussion: Current scientific research. e-mail: J. to promote learning. treinamento. Lidcombe NSW 2141. training.usyd. bras. Achados em modelos animais e humanos sugerem que. e com predomínio dos métodos terapêuticos desenvolvidos meio século atrás.au Received: 07/02/2006 – Accepted: 15/02/2006 ABSTRACT Background: Neurological rehabilitation and the contribution of physical therapy have changed considerably over the past decades as scientific and technological developments have enabled greater understanding of brain reorganization and the mechanisms of motor control. Faculty of Health Science. is leading to a changing focus in clinical interventions. methods of intervention and objective measurements of outcome. Fisioterapeutas necessitam assumir a responsabilidade do uso de técnicas baseadas em evidências. Lidcombe. a prática clínica da reabilitação continua ser altamente variada. Objetivo: Este artigo apresenta uma perspectiva histórica da segunda metade do século passado. East St. engaging and meaningful task training. 101809-9246 The Changing Face of Neurological Rehabilitation ISSN No. exercícios de tarefas orientadas. Vol. and the subsequent reevaluation of the functional effects of impairments following an upper motor neuron lesion. impairments and adaptations.. Although there is much to become excited about in the findings from clinical research.Vol. RESUMO Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Introdução: A reabilitação neurológica e a contribuição da fisioterapia mudaram consideravelmente nas últimas décadas. No. Faculty of Health Science. School of Physiotherapy. The issues of the intensity of task training and extent of cardiovascular stress during physical activity are also discussed. As questões da intensidade do treino de tarefas e da extensão do estresse cardiovascular durante a atividade física também são discutidos. fisioter. recuperação funcional. Key words: neurorehabilitation. motor performance. uma vez que o desenvolvimento científico e tecnológico permitiu uma maior compreensão dos mecanismos de reorganização cerebral e dos mecanismos envolvidos no controle e desempenho motores. Australia. Embora exista muito que se aprender em achados de pesquisa clínica. 2006 Rev. 2. 10. task-oriented exercise.

Clinical implications were derived from a theoretical science base. Interestingly. standing up and reaching to pick up an object that demonstrate the kinematics and kinetics of each action. These developments took advantage of experimental work that focused on how humans acquire skill in movement or motor learning 6. Although the originators had different and sometimes conflicting approaches. Over the last few decades. The focus changed from the muscle to non-muscle elements. They held the view that movements requiring effort would increase spasticity and should therefore be avoided. their methods reflected their interpretations of early neurophysiological writings with experimental paradigms including stimulus-response mechanisms. and of Kabat.9. Shepherd RB Rev. these approaches paid little attention to developments in neuroscience including those related to the context-dependent nature of movement5. Many of those receiving physical therapy were individuals with muscle weakness and paralysis from poliomyelitis. Their methods were based on ideas of the restorative effects of encouraging developmental movement patterns. bras. Major influences were the work of the Bobaths1. on stretch reflex mechanisms using animal models. technological developments together with changes in the conceptualization of how the human nervous system might function to produce skilled movement. in which the focus was. to an exploration of mechanisms of movement control in humans from the perspectives of performance as well as of physiological mechanisms. dominated the second half of the 20th century and are still widely used. Developments in the 1980s The above therapeutic approaches. New brain imaging methods are enabling an examination of organizational changes occurring within the brain itself and of the experiences that might drive them. Technological developments in motion analysis and electromyography (EMG) have enabled studies of actions such as walking. following the second world war. and emphasized postural stability and normal movement patterns. they saw the clinical implications. whose methods of movement facilitation were referred to as Proprioceptive Neuromuscular Facilitation (PNF).2. on muscle biology and muscle adaptability8. Therapeutic methods focused on facilitating movement by afferent stimulation. however. These developments reflected to a large extent the increasing opportunity for physiotherapists to enroll in postgraduate courses. Practitioners early in the 20th century used forms of corrective exercise and muscle re-education. a major conceptual shift in neurological physical therapy was evident as the neurophysiological or neurofacilitation approaches were developed. and this may have been partly due to the lack of a relevant scientific body of knowledge on human movement from which clinical implications could be more deductively derived. However.148 Carr JH. The Bobaths held the view that the normalizing of muscle tone by methods of inhibiting spasticity (abnormal postural tone) should take place before more normal movement could be facilitated.7. specifically of muscle and joint proprioceptors and tactile receptors. as physiotherapists and others who had access to the scientific literature sought ways of transferring new scientific findings to clinical practice. that has obvious relevance to clinical practice. have been producing an increasing volume of movement-related research. Knott and Voss3. Experimental paradigms have shifted from a reductionist approach. This emphasis was to shift as the numbers of people acquiring poliomyelitis gradually declined with new preventive therapies and. INTRODUCTION Historical Perspectives Understanding the history of physical therapy practice enables us to reflect on change and development in clinical practice and to feel more comfortable about the notion that clinical practice must respond and adapt as new scientific knowledge emerges. The increase in clinically relevant research findings related to movement therefore made possible the development of neurological rehabilitation by a more deductive process. with consideration of the roles of synergistic muscles. Not surprisingly. for example. particularly the effects of patterns of use and learning. Ayres and Brunnstrom. Origins of the neurofacilitation approaches In the 1950s. As an example. there is now . These approaches to therapy are often referred to as eponymous as they were named after their originators 4. The history of neurological physical therapy exemplifies the process of change. thereby developing research skills and engaging in intensive study of specific scientific fields. an influx of young adults with acute brain injury helped drive the development of new therapies. many of them based on animal models. during this time there were newer developments. the latter involving exercises directed at individual muscles. The knowledge that clinicians applied in their practice reflected an early focus on structural anatomy and principles of exercise as understood at the time. Other therapists also developed their ideas for therapy around this time. and new clinical methods were developed and tested. including the specific postural adjustments. including Rood. in the fields of biomechanics and neuroscience in particular. The early attempts at developing therapy methods to improve functional movement were largely inductive (seeking a theoretical explanation for observed events). in Bobath Therapy or Neurodevelopmental Therapy (NDT). for the action of sit-to-stand. Methods were directed primarily at the nervous system with movement facilitated by stimulation of the nervous system. fisioter. and on psychology10. particularly those of Bobath and Knott and Voss.

evidence is provided of a relationship between muscle strength and function26-28. There is little to support the view that reflex hyperactivity is a significant contributor to movement dysfunction after stroke. This mixing is called hybridization. and structural and functional reorganization of muscle and connective tissue17. Muscle weakness arises from two sources. BRIDGING THE GAP BETWEEN SCIENCE AND CLINICAL PRACTICE Re-evaluating the Functional Effects of Impairments The need for practice to move on by responding to new knowledge is well illustrated by examining research over the last few years that is changing the way in which we view impairments following a lesion of the upper motor neuron system. Loss of the ability to generate power (force X velocity) may be a more significant cause of impaired motor performance than decreased force production21. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 149 a rational biomechanical model that forms the basis for standardized guidelines for training this action11-14. contracted stiff muscles30. weakness (absent or reduced muscle force generation) and loss of dexterity (disordered motor control)16 are of major significance in planning interventions. and updated as new developments emerge in science.Vol. how the system is organized or the nature of impairments after a lesion. This model has also provided methods for measuring performance and an increased focus on clinical research is enabling us to test the efficacy of interventions. These factors cause disorganization of voluntary motor output at the segmental level and may underlie the motor control problems exhibited by patients even when they are able to generate some muscle force14. and “the case for reconciliation of competing paradigms is superficially attractive”15.18. The ability to generate large muscle forces is of little functional benefit if movement occurs too slowly to be effective5. The principal research areas driving our work include motor control mechanisms. Clinical tests such as the Ashworth Scale that are commonly used in clinical research are unable to distinguish the relative contributions of increased stiffness of muscles and reflex hyperactivity 31 . The view that spasticity is the major impairment underlying movement dysfunction led to the development of methods based on the premise that spasticity had to be decreased or inhibited in order to facilitate more normal movement1. and a low velocity of muscle contraction is evident clinically in the slowness of movement typical of people after stroke12. Muscle weakness has not been a primary focus in physical therapy until recently. However. In the history of scientific endeavor there have always been attempts (usually unsuccessful) to integrate new methods with old at times of major change15. Some reports indicate stretch reflex hyperactivity can develop some time after the lesion. muscle biology. Congruent with this view. primarily from the lesion itself as a result of a decrease in descending inputs converging on the final motor neuron population and a resultant reduction in the number of motor units available for recruitment19. increased resistance to passive movement is typically referred to as spasticity although mechanical and functional changes to muscle are likely to be major contributors. suggesting that it may be an adaptive response to nonfunctional. biomechanics. Soft tissue adaptations include increased muscle stiffness (stiffness is a mechanical response to load on a non-contracting muscle). This can occur even when there is no evidence that the older methods are effective. Skeletal muscles adapt to the level of use imposed on them24.2. broadly based on research related to human movement. Power output after stroke has been shown to be low in a number of studies21-23. Contemporary research findings supporting the view that the major impairments interfering with functional performance following upper motor neuron lesions are paralysis. Optimizing Motor Performance Our own collaborative theoretical and investigative work has developed over the years. skill acquisition (motor learning) and exercise . 2. competing paradigms have philosophical and conceptual differences15. as they are based on different information regarding. The significance of spasticity (defined as velocitydependent stretch reflex hyperactivity29) for the regaining of motor function remains equivocal. and as evidence of the effects of intervention slowly began filtering into the literature from clinical studies. In addition. as spasticity was considered the cause of weakness and disability. The move toward hybridization can be compelling. Hybridization However. Hybridization can seem attractive to a physiotherapist when there is a reluctance to let go of familiar therapeutic methods and move on. and secondary sources of weakness therefore arise as a consequence of lack of muscle activity and immobility25. 10 No. In clinical practice. A re-evaluation of the relative contributions of muscle weakness and adaptive changes in muscles such as increased stiffness and spasticity is driving significant changes in clinical practice. So also is our increasing understanding that soft tissue adaptations occurring in response both to muscle weakness and to postlesion inactivity and disuse can impact negatively on the potential for regaining function. the process of change can be difficult for both teacher and practitioner and there is a temptation to combine newer methods with older methods that are still in use. the neural lesion can result in a decreased firing rate of motor units and impaired motor unit synchronization20. Increasingly. This view has been very influential over the past few decades. therapists have avoided exercise that required effort (as in strength training) since this effort was assumed to increase spasticity. for example.

58). ES has had a long and varied history in rehabilitation following stroke. Skilled performance needs not only the generation of sufficient muscle force. and significant increases in endurance were evident in several studies48. in some cases. It appears that exercise needs to be specific to the task being learned and the context.33-44.56 suggest that the use of ES may reduce shoulder subluxation. increased use of the limb and brain reorganization 54. as the means of improving the patient’s capacity to learn motor skills and optimize functional motor performance. if performance of that task is to improve45. These studies have demonstrated plasticity in the functional topography and anatomy of intact cortical tissue adjacent to the injury and of more remote cortical areas. There is also evidence of transfer from TT to overground walking. training that is sufficiently intensive can increase muscle endurance and produce a cardiovascular training effect. a closer look at the evidence suggests that the key factor in these studies is the presence of varied and intensive task-oriented practice of locomotor activities. Our work over the past few decades has focused on the patient as learner and on the need for task-oriented exercise and training.32. A recent systematic review53 found growing evidence to support the use of CIMT. with or without BWS support. Training involves modifying the task and environment to ensure that the paretic limbs are actively involved. The evidence so far suggests that physical therapy practice should emphasize the need to drive limb use. In addition. such that BWS was more effective at improving gait speed when speed was aggressively targeted39 than in other interventions. compared with NDT49. Constraint-induced movement therapy (CIMT) involves restraint of the nonparetic limb over an extended period with challenging taskoriented training of the paretic limb51. to initiate activity in denervated or very weak muscles and to prevent stretching of rotator cuff muscles and the glenohumeral joint capsule. and neuroimaging and other non-invasive mapping studies in humans. is a means of increasing the amount and intensity of practice.40. Neurophysiological and neuroanatomical studies in animals.14. The findings in two comprehensive reviews55. However. and in chronic stroke compared with sham therapy36. ES enables repetitive muscle exercise in those individuals who have little active movement in the acute stage. together with strength and fitness training. TT with BWS may be the only means of practicing walking in the early phase of recovery47. despite the presence of an apparently sufficient level of muscle activity. is a promising method for retraining gait and increasing speed. training of overground walking includes walking over obstacles and in different environments. but also the grading. Neural reorganization and functional recovery Insight into mechanisms mediating motor recovery after injury to the sensorimotor cortex is now beginning to emerge. however. compared with alternative and/or no treatment (see recommended protocol14). bras. since muscle strength and motor control are relative to the action being performed and its context. It is critical that effects of particular treatments on function include the effect on actual use of the limb in daily life (for example: Motor Activity Log or Actual Amount of Use Test 51). utilizing a treadmill (TT). science13. A systematic review of treadmill training with and without BWS after stroke found a trend toward TT. When TT is part of an overall task-oriented training regimen. research findings suggest that such a program is superior at enhancing walking capacity post-acute stroke. Interestingly. Of critical importance for . Where strength has been particularly targeted. Shepherd RB Rev. strength training does not result in increased resistance to passive movement (hypertonus) or reflex hyperactivity (spasticity). Taub50 described a phenomenon called “learned non-use”. There is increasing interest in the potential of electrical stimulation (ES) or neuromuscular ES to reduce the development of secondary adaptive changes in muscles. Combining afferent biofeedback from an EMG signal with ES in individuals who can partially activate paretic muscles but are unable to generate sufficient muscle contraction for functional purposes may prove to be an aid to task-oriented training. sustaining and timing of force from many muscles in order to control body movement throughout the action. An increasing number of investigations of this theoretical perspective have found positive effects in individuals with brain lesions. depend on the extent of muscle weakness. and may reduce shoulder pain. Both reviews point to the need for further research. Whether or not strength training results in improved function may. at least in the short term. Improved functional performance suggests that learning has taken place27. In particular. illustrating the nature of physical therapy as an applied clinical science. which he proposed may underlie the difficulty some individuals have in using the affected upper limb. and walking speed can be controlled. After a series of primate studies. generation of muscle force needs to be fast enough to meet task demands.52. TT facilitates the cyclic gait pattern and can induce a shift toward temporal symmetry and increased paretic stance time46. fisioter. In addition. TT. are providing substantial evidence that the adult cerebral cortex is capable of significant functional reorganization (for example 57. improved functional performance. One point of interest is that the focus is strongly on the importation of theories and data from fields other than physical therapy.150 Carr JH. findings show increased strength and. endurance and cardiovascular fitness. and with differing cognitive demands. Training of walking. Load on the musculoskeletal system can be increased or decreased by varying body weight support (BWS). For dependent walkers. Further evidence comes from reports of an association between improved motor performance.

engaging and meaningful task training to promote learning (for example54. increased emphasis needs to be placed on challenging. the learner practices to become effective and efficient in achieving a specific goal. for example. that is. In walking it may shift from the feet to the surrounding environment. together with practice of the action under modified conditions. motor control and skill increase. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 151 rehabilitation is that experience. the learner’s focus of attention can shift as muscle strength. scientists have investigated the process of acquiring skill. sporting or work-related actions. weight and graspability. to the need to steady a glass of water while standing up. learning and active use of the affected limbs appear to modulate the adaptive reorganization that inevitably occurs after cortical injury. for rehabilitation to be effective in optimizing neural reorganization and functional recovery. it seems likely that. “Reach sideways to pick up the glass from the floor” rather than “Shift your weight over to the left”. Considering the patient as a learner involves setting up environments and methods of delivery that stimulate skill learning. To know whether or not performance has improved. Motor learning itself cannot be directly observed. Exercises to increase strength and control may be necessary. 10 No. This applies as much to everyday actions such as walking and standing up from a seat. Recent research has illustrated well the different outcomes when post-stroke . or highlight regulatory cues in the environment (for example. the therapist sets the goals in consultation with the individual and based on evaluation of the person’s capabilities. provide demonstration. Improvement in a particular action therefore requires practice of that action. Skilled performance is characterized by the ability to perform complex movements. From current research. standing up from a higher seat which requires less muscle force generation. Physical therapy has neglected the repetitive element of both strength training and skill training that form essential prerequisites in motor rehabilitation. it is the patient who must learn to organize movement that matches the environment in order to achieve these goals.60). Goals are concrete rather than abstract: “Reach out and take the glass from the table” rather than “Raise your arm”. Some recent findings with healthy subjects have shown what a difference it can make to performance and skill development if the learner directs attention toward the effect of the movement (an external focus) instead of to the movement itself (an internal focus) 65 . such practice may not be possible. based on knowledge of critical biomechanical characteristics. with the flexibility to vary movement to meet ongoing environmental demands with economy of effort. Motor learning As physiotherapists.59. the therapist measures the person’s performance at the start of training.63. that is. then developing the ability to adapt the movement pattern to environmental demands. for those whose muscle strength and motor control is below a certain threshold. The environment needs to be organized to be functionally relevant by providing meaningful objects of different sizes. the demands placed on the individual by each action are different. and this is accomplished by physical (and mental) practice. the star billing for sit-to-stand may change from initial foot placement backward and increasing the speed of forward rotation of the upper body. at various stages throughout rehabilitation and periodically after discharge to see whether or not performance gains have been maintained. As part of the training process. 2. For several decades. the height of an obstacle). typically with healthy adults as they train to improve a specific skill and increasingly with people with motor disability. speeding up the action and improving power generation may be major performance goals. The idea that motor learning research can provide a rich source of scientific information to guide clinical practice has been available to the profession for several decades. as it does to recreational. while negotiating a step or obstacles in the house requires other changes in the walking pattern. However. Crossing the street at pedestrian lights may require an increase in walking speed. For some individuals. In addition. Although such actions as level walking and stair walking may share similar biomechanical characteristics. we are becoming increasingly aware of patients as active participants in training rather than as passive recipients of therapy. direct the person’s visual attention. As the “coach”. The individual learns to reshape and adapt the basic movement pattern according to different contexts. Performance of an action that is effective in consistently achieving a specific goal with some economy of effort is said to be skilled. It is a set of complex internal processes that can only be inferred from a relatively consistent improvement in performance of an action. the therapist may direct the patient’s focus of attention away from an internal bodyoriented focus (the feet or upper body movement) to an external focus that is directly related to the goal (avoiding obstacles on the floor). which allow for different tasks to be trained. verbal instructions and feedback. research findings indicate significant gains and enhanced structural plasticity when therapy is commenced early suggesting that delaying commencement of rehabilitation may reduce the efficacy of treatment61. However. In the initial stages the person learns to pay attention to the critical features of the action and is actively engaged in practice. Skill is task-specific. For example. In training functional tasks. Many repetitions of an action are required to increase strength and for the patient to develop an optimal way of performing the action66. Gentile64 describes the stages of learning as first getting the idea of the movement. the therapist may point out how a movement is organized.Vol. a relatively stable change in motor behavior as a result of practice of that action62.

and how this time is organized. Rehabilitation environment If brain reorganization and functional recovery from brain lesions is dependent on use and activity. The major finding was that the therapy sessions involved low intensity exercise and activity that did not provide adequate metabolic stress to induce a training effect. for example. Observational studies of rehabilitation settings provide insights into how patients spend their days. Deconditioning can occur within the first six weeks after stroke.152 Carr JH. interaction with objects that enable physical activity69. Recently. which are characteristics of well-learned coordinated movement. several investigators have reported the development of technology to provide computer-aided training. The issue of how much time is spent on physical activity. Deconditioning may be a consequence of the relatively static nature of typical rehabilitation programs and indicates that intensity of training needs to be addressed specifically and early after an acute brain lesion. In animal research. Wu et al68 examined a task in which subjects used one hand to scoop coins from a table into the other hand. the aspects of the enriched environment that appear to be critical as enhancers of behavior are social stimulation. a commonly used clinical measure of gait. In addition. Although progressively higher exercise intensities might be expected over time as functional status improves. In a study that measured exercise capacity in the early post-stroke period. can influence outcome after a lesion. and an increased level of arousal70.79. and their ability to teach). the methods used to deliver rehabilitation (type of intervention. sometimes mimicking the movement without coins. like poststroke strength training. individuals work with concrete goals linked to real objects rather than with more abstract goals67. sometimes with coins. MacKay and Makrides 77 investigated the aerobic component of physical therapy and occupational therapy for stroke patients by monitoring heart rate (using heart rate monitors) and therapeutic activities biweekly over a 14-week period. any increase in HR mean and HR peak did not reach statistical significance. bras. engaging and repetitious. Physiotherapists are exploring different ways of organizing delivery to enable the patient to be an active learner. robot-mediated therapy (RMT)73-75. may overestimate locomotor capacity after stroke. The detrimental effect of low exercise capacity and muscle endurance on functional mobility and resistance to fatigue can be compounded by the high metabolic demand of adaptive movements. the effects of an interactive relationship between patient and therapist. Intensity of skill practice and exercise Two aspects of therapy for neural lesions that have received little attention until recently are the intensity of taskoriented training and the extent of cardiovascular stress induced during physical activity. Other studies suggest that a large percentage of the patient’s day is spent in passive pursuits rather than in physical activity.68. The focus has been on movements of the upper extremity that are challenging. fisioter. when they scooped the coins rather than when they mimicked the action. the rate of recovery when treatment was delivered with RMT was found to be greater in relation to either no treatment or treatment with sling suspension in a single case study75. the effects of working in a small group during circuit training. Delivery of physical therapy Focusing on intensive task-oriented training has required some changes in physical therapy practice. Stroke . patients performed incremental maximal effort tests on a semi-recumbent cycle ergometer76. suggesting that the environment may not be sufficiently geared to facilitating physical and mental activity or social interaction. thus indicating that the high energy cost of walking and poor endurance further compromise functional performance78. for example. but it is also critical that they regain sufficient strength. It is well documented that stroke patients have low physical endurance when discharged from rehabilitation. Both groups of subjects demonstrated faster movements. The calculation of walking speed over 10m. skill. has long been neglected because of the dogma related to spasticity. together with the opportunities it offers for social interaction and physical activity. Able-bodied and stroke subjects took part. dosage) and the staff (their knowledge. not only in the methods used but also in delivery. and the effects of sessions where patients work in partnership with each other72. intensity. in an effort to decrease the deconditioning effects. Stroke patients discharged from rehabilitation showing improvements in gait are not necessarily functional walkers but are often unable to maintain their most efficient walking speed comfortably. attitudes. They are examining. Healthy subjects can walk in excess of their comfortable speed for at least six minutes. endurance and fitness to be able to carry out these actions. It is not only important for patients to practice in order to regain skill in performing actions. The generalizability of RMT and its role in motor learning are yet to be tested. and that it may not function as a learning environment71. Endurance training. is therefore a critical one for rehabilitation. Evidence from animal experiments suggests that the nature of the environment and its physical structure. Shepherd RB Rev. then the rehabilitation environment is likely to play an important role in patient outcomes. Significantly more improvement in upper limb function has been reported compared with NDT/ Bobath therapy of equal intensity and duration74. with smoother and straighter reaches. including practice of motor tasks. In an attempt to increase the time spent practicing. The rehabilitation environment is made up of the physical or built environment (the physical setting).

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Physical Therapy 1982.1987. 2006 The Changing Face of Neurological Rehabilitation 153 subjects. poor or non-existent and there are reports of high levels of patient dissatisfaction89 and loss of rehabilitation gains90. Many of these changes are preventable or reversible88. In: Refshauge K et al. should also form a large part of the education of physical therapy students as well as part of skills upgrading in continuing professional education. Oxford: Butterworth Heinemann 1990. Butterworth Heinemann: Oxford. including taking part in social and recreational activities. Patients have the right to be part of an up-to-date neurorehabilitation environment. exercise science and motor learning. Oxford: Butterworth Heinemann. It is a matter of increasing concern that clinical interventions in neurorehabilitation continue to vary widely and depend largely on the preferred approach of the individual therapist5. 62: 17991808. 2000. 4. Lack of both a rational theoretical basis for a treatment method and of any evidence of its effectiveness may be no barrier to its continued use. and may lead to increasing handicap. however. Gossman MR.87. Proprioceptive facilitation therapy for paralysis. 3rd ed. may not be able to maintain their comfortable speed over that time80. To make the change to practice based on evidence and on current theoretical relevance is a large undertaking but already taking place around the world.91. Core knowledge should include biomechanics. Kabat H. Physiotherapists can play a significant role in this collaborative process. Lough S. In: Carr JH. the effects are exercise-specific. A start can be made in clinical practice by following prescribed guidelines that are based on available evidence. Teixeira-Salmela et al42 assessed their subjects’ general level of physical activity in the Human Activity Profile. endurance and fitness training for individuals with acute or chronic disability. Physiotherapy in disorders of the brain. Muscle mutability Part 1. The benefits of task-oriented skill training and strength training are also being reported in studies of children with cerebral palsy84. Knott M. Koh HP. Shepherd RB. 2. Bobath B. Anderson M. is also reflected in the improvements noted in general health and wellbeing.. including quality-of-life profiles. Carr JH. Oxford: Heinemann. These are available in texts and in other work cited here. Rose SJ. Oxford. 3. Shepherd RB. Generalization to everyday life. 2005. Sahrmann SA. Gaithersburg: Aspen . Some biomechanical consequences of varying foot placement in sit-to-stand in young women. 28: 79-88. CONCLUDING COMMENTS The regaining of skill in critical tasks requires specific training. Shepherd RB. Carr JH. 10 No. 62: 1773-85. Review of length-associated changes in muscle. 1965.1-31. Bobath B. In addition. 2: 74-82. Improvements in aerobic capacity in chronic stroke have been demonstrated with appropriate training such as bicycle training82. 6. adaptive changes in musculoskeletal and cardiorespiratory systems also impose severe limitations on the gaining of functional motor performance86. 71-93. Physical Therapy 1982. Although in these children the primary deficits are neural.85. 11. Physiotherapy Practice 1986. Post-discharge services for individuals with chronic disability are. 7. and how to adapt training and exercise to the patient’s level of performance. . Abnormal reflex activity caused by brain lesions. The skills required for training individuals with disability. General concepts and adaptations to altered patterns of use. The results indicated that subjects were able to do more household chores and to increase their participation in recreational activities more than before the training program. 10. 8. 2nd ed. Butterworth Heinemann. A psychological framework for neurorehabilitation. a survey of 94 activities that are rated according to their required metabolic equivalents. Muscle performance after stroke. Participation in regular exercise and training appears to have significant effects on reducing disability and improving quality of life in older adults and in individuals with disability. Assumptions underlying physical therapy interventions: theoretical and historical perspectives. This would prevent them from becoming competent community walkers. Scandinavian Journal Rehabilitation Medicine 1996. As might be expected. Entry-level physical therapy curricula also have to respond to evidence of the significance of task-oriented training and strength. graded treadmill walking83 and combined aerobic and strengthening exercises42. 2. p. and on the continuing dominance of therapeutic methods developed half a century ago. however. Movement science foundations for physical therapy in Rehabilitation.

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Hospital das Clínicas. RESUMO Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Objetivo: Este estudo correlacionou o desempenho da função motora fina (FMF) e Sensorial (FS) na paralisia cerebral hemiparética (PC-H) à classificação da ressonância magnética (RM). neuroimaging. Foram avaliados 46 sujeitos sendo 23 com PCH. grupo 1. e 23 crianças normais. No. Key words:cerebral palsy.com. 2006 Rev. Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Results: FMF and SF performance in group 1 was significantly worse than in group 2. Conclusão: As disfunções motoras e sensoriais necessitam ser identificadas e compreendidas para prover melhor treinamento de rotina e cuidados especiais a essas crianças. SP 1 2 Faculdade de Ciências Médicas. Their ages ranged from 7 to 16 years. uni ou bilateral. sensory function. Patients with unilateral or bilateral cortical and subcortical impairment presented worse performance than those with subcortical lesions. Campinas. fisioter. O desempenho dos sujeitos com comprometimento cortical e subcortical. Method: Specific protocols were used to evaluate FMF. Unicamp. 2º andar. Vol. PC-H que apresentavam lesões atingindo uma única estrutura encefálica demonstraram melhores resultados que aqueles com comprometimento atingindo duas estruturas maiores que 10 mm. ZANARDI VA 2 Serviço de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. idade média de 12 anos e 8 meses. FS e lesões encefálicas quanto à sua extensão e localização no hemisfério. teste de movimentos finos e de sensibilidade.Unicamp. A idade variou entre 07 a 16 anos.Vol. Resultados: O desempenho das FMF e FS demonstrou ser significantemente pior no grupo 1 quando comparado ao grupo controle. 10. CIASCA SM 2. grupo 2. Forty-six patients were assessed: 23 with hemiparetic cerebral palsy (group 1) and 23 normal individuals (group 2). neuroimagem. Universidade Estadual de Campinas .br Received: 07/10/2004 – Accepted: 21/02/2006 ABSTRACT Objective: The present study correlated fine motor function (FMF) and sensory function (SF) performance with magnetic resonance imaging classification. 101809-9246 Hemiparetic Cerebral Palsy ISSN No. SF and brain lesion extent and location in the hemisphere. with a mean of 12 years and 8 months. Hemiparetic cerebral palsy cases with lesions in only one brain structure presented better results than those with two or more damaged structures larger than 10 mm. MOURA-RIBEIRO MVL 2 . CEP 13083-970. Campinas. Hospital das Clínicas. . Campinas. in cases of hemiparetic cerebral palsy. 2 (2006). SP e-mail: reginaturolla@yahoo. foi inferior quando comparados aos com lesões subcorticais. Método: Utilizaram-se os protocolos específicos para avaliar FMF. fine motor function. Conclusion: Motor and sensory dysfunctions need to be identified and understood in order to provide routine training and special care for such children. bras. 2. Universidade Estadual de Campinas. 157-162 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 157 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING TUROLLA DE SOUZA RC 1. Palavras-chave: paralisia cerebral. SP Correspondence to: Regina Célia Turolla de Souza.

It is the upper limbs that support fine motor capabilities. and “3” normal. sensitivity and coordination in the upper limbs5. Maternal smoking. RESULTS Fifteen patients (65%) presented hemiparetic cerebral palsy on the right side and eight (35%) on the left side. that results in loss of voluntary muscular control and coordination. Zanardi VA Rev. fourteen (61%) were females and nine (39%) were males. touch. The Wilcoxon test was used to evaluate related samples. the apparent predisposing factors include disease. These children were selected following MRI assessment. and also Spearman’s linear correlation and the Mann-Whitney and Kruskal-Wallis tests.05). trunk and leg. Although its exact cause is unknown. and Group 2 (G 2) with normal children matched for age and sex with the G1 children. paralysis of one complete side of the body including the arm. The development of neurological imaging techniques like magnetic resonance (MRI) has allowed the consequences of brain injury to be studied. to pour water from one glass to another. 3. and musculoskeletal impairment. (Table 1). Hemiparetic cerebral palsy. University of Campinas (UNICAMP). The severity of the affliction is dependent on the extent of the brain damage. and injury or physical abuse.158 Turolla de Souza RC. to grasp with the palm. such as muscle tone7 and the way in which sensory information is processed to maintain movements6.Subcortical and/or cortical lesions involving both hemispheres. because such patients’ disabilities involve several neurological deficits. gave its approval for this study. while severe cases can result in total loss of coordination or paralysis1. stereognosis. These capabilities may be changed by many factors. 10. from the data bank of the cerebral palsy outpatient treatment facility of the Pediatric Neurology Center of the School of Medical Sciences. pain. very low infant birth weight. A child affected by cerebral palsy usually presents some decrease in muscle strength. to fasten a nut and bolt. To assess sensory functions the following features were used: sense of balance. SUBJECTS AND METHOD This study included twenty-three children aged between 7 years 10 months and 16 years 6 months (mean age of 12 years 8 months).Only one brain structure larger than 10 mm affected. temperature. to pin thumbtacks (drawing pins) on a picture. Two groups were constituted: Group 1 (G1). Such studies are important because they enable correlation between the exact location of the lesion and clinical findings9. Those with mild cases may have only a few affected muscles. “1” poor. while the etiology was undetermined in three cases (13%). Lesion location in the hemisphere: 1. and hand strength (with trial grip) (Figures 1 and 2). is one of the most common types of cerebral palsy referred to in the literature and is classified as a subdivision of spastic cerebral palsy8.Bilateral involvement.Subcortical area. or during the early years of life. fisioter. 11. postnatal etiology. graphesthesia.2. level of cognitive understanding that could impair the assessment. as modified by Piovesana16 according lesion extent and location in the brain hemisphere. sensing of vibration.e.Only one brain structure smaller than 10 mm affected. “2” good. distinguishing sharp objects. to put beads on a string. extinction (Figure 3). i. The statistical significance level adopted was 5% (p<0. 2. The abilities used for evaluating FMF were: pincer grasp (using finger tips to grasp a pencil. to oppose thumb and finger. The magnetic resonance images were assessed in accordance with the criteria proposed by Okumura14. The results were graded according to the following schema: “0” non-functioning.3. perinatal alone in seven (30%) and prenatal alone in two (9%). distinguishing between two points. alcohol consumption and ingestion of certain drugs can also contribute. The exclusion criteria included: central nervous system (CNS) impairment. cortical and subcortical areas. Many cases are thought to be due to oxygen deficiency during the birth process. with a diagnosis of hemiparetic cerebral palsy of prenatal or perinatal etiology. genetic syndromes. 2. 3. 4. Moura-Ribeiro MVL. The adults responsible for these children signed a statement granting their free and informed consent. 15. to insert a coin in a slot.Two brain structures larger than 10 mm affected. Simple percentages were calculated and descriptive tables were produced. while they also have an important role in gross motor capabilities6. comprised of children with hemiparetic cerebral palsy. to grasp a cylinder. Gaining an understanding of exactly what causes neuromotor disturbances is a complex process.4. UNICAMP. bras. INTRODUCTION Cerebral palsy is a disorder caused by brain damage before or during birth. Ciasca SM. Prenatal and perinatal etiology was observed in eleven patient (48%). and to hold a key). Lesion extent: 1. Studies on children with cerebral palsy have shown that different lesions give rise to a variety of specific and generalized disorders. The protocol proposed by Beckung13 was partially used for evaluating fine motor function (FMF) and sensory function (SF). The Research Ethics Committee of the School of Medical Sciences.One restricted brain lobe-cortical area. Thirteen patients (56%) were born at full term (37 weeks .

2 and 3.coins for inserting in slot.digital chronometer.nut and bolt. MR: magnetic resonance. hemiparetic cerebral palsy patients. Clinical Data. Subject 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 Hemiparesis L R R L R L R L R R R R R R L L R L R L R R R Etiology Pre + Peri Undet Peri Pre + Peri Undet Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Pre + Peri Peri Peri Pre + Peri Pre Peri Undet Peri Length of Gestation < 34 weeks Full term Full term Full term Full term ≥ 34 weeks Full term ≥ 34 weeks < 34 weeks ≥ 34 weeks ≥ 34 weeks < 34 weeks Full term Full term < 34 weeks Full term Full term Full term Full term Full term < 34 weeks Full term < 34 weeks Lesion extent NL 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm 1 structure ≤ 10 mm 2 structures >10 mm 2 structures >10 mm 1 structure ≤ 10 mm Bil disorder 1 structure > 10 mm 2 structures > 10 mm 1 structure > 10 mm Bil disorder Location NL SC C + SC C + SC C + SC SC SC C + SC SC C + SC Bil C and/or SC C + SC C + SC SC SC C + SC C + SC SC Bil C and/or SC Bil C and/or SC SC SC SC Diagnostic hypothesis NL Neuroplastic lesion Encephalomalacia CVA CVA PVL PVL CVA PVL Undet Lacunar lesion PVL Lacunar lesion CVA PVL CVA Porencephaly CVA PVL PVL PVL PVL Bilateral PVL R: right. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 159 Table 1. 6. L: left. Grip test . 2. CVA: cerebrovascular accident. 4. Figure 2. PVL: periventricular leukomalacia. pencil and cylinder.material for evaluation of holding and grasping: ball.counting beads.thumbtacks (drawing pins) on picture. 5. Evaluation kit for fine motor function: 1. C: cortical. Peri: perinatal. screw. 10 No. Bil: bilateral. Undet: undetermined. 1 3 2 6 4 5 Figure 1. NL: normal. The instruments used for evaluating fine motor function and sensory function are presented in Figures 1. 3. SC: subcortical. key. 2. Pre: prenatal.Vol.

10 0.0141. the patients with lesion in the cortical and subcortical areas on one side or both sides presented worse results than those with lesions only in subcortical areas. the hemiparetic cerebral palsy patients presented worse results (p<0. screw.5 3 FMF Correlation between FMF and SF (r=0. Several studies have shown that males are more affected but.00. using Spearman’s linear correlation.00 SD 0. 4 5 6 7 Correlation between fine motor function and sensory function 3 2. Kruskal-Wallis test). Significant abnormalities were found on neurological imaging of 22 hemiparetic cerebral palsy patients. 2 3 Group G1 G2 G1 1 Variable FMF FMF SF SF N 23 23 23 23 Mean 2.41 0.5%) presented a structure of less than 10 mm. Mann-Whitney test) (Figure 4). The hemispheric location involved the subcortical area in ten patients (43. Kruskal-Wallis test).0014.sharp-pointed object. Sensitivity evaluation kit: 1. One of these patients showed a normal computed tomography scan (CT) and MRI.blindfold.0200 and p = 0. The statistical difference in performance between G1 and G2 was significant (p<0.00 p-value* < 0. four (17. The fine motor function performance among hemiparetic cerebral palsy patients with a lesion in only one brain structure was better than among those with lesions in two structures larger than 10 mm (p = 0.72 2. and the cortical and/or subcortical areas on both hemispheres in three (13.material for evaluating stereognosis: matchbox.5%). while one case was normal (4%).160 Turolla de Souza RC. 3.02 2.brush. shows that there was a statistically significant correlation between fine motor function and sensory function (r = 0.5%) presented bilateral injury. and one was normal (4%). four (17.5 2 Figure 3. cerebrovascular accident (CVA) in six children (26%) and other categories of hemiparesis in seven children (31%). Comparing the performance of the two groups. 5.5%). while presenting a clinical pattern of slight spastic hemiparesis. 6. Prenatal and perinatal etiology was found in 45% of the patients. the cortical and subcortical areas in nine (39%).02 for G1 and 2. Table 2.81 3. fisioter. for both functions (respectively.57382. 7.gapped object (prongs). The diagnosis revealed periventricular leukomalacia (PVL) in nine children (39 %).different cups for temperature test. p = 0.0001 G2 *Wilcoxon test for related samples.0001) and showed that the hemiparetic cerebral palsy patients had worse performance. key.0275. Fine motor function and sensory function in Groups 1 and 2. while four (18%) were premature with gestation of more than 34 weeks and six (26%) were premature with gestation of less than 34 weeks. Figure 4. Sensory function in G1 presented a mean of 2. The hemiparetic cerebral palsy patients with gestation less than 34 weeks presented the best performance for fine motor function.57382). paper clips. contrary to the prevailing data in the literature16.17.5 0 0 0. . 2. Lesions in only one lobe were not observed. bras.81 and G2 presented 3.72 for G2. eight patients (35%) presented lesions larger than 10 mm.5 2 2. DISCUSSION In this study. Right-side hemiparesis is often found.0001) (Table 2). the present study showed that females were more affected.0042). 4. With regard to the extent of the lesion.pins. which was significantly different from the others (p = 0. while the etiology was perinatal in 32%. Ciasca SM. SF 6 days to 42 weeks). Zanardi VA Rev. SD: standard deviation.5 1 1. 1. In correlating the fine motor function and sensory function results with lesion location in the hemisphere. while there was one normal case (4%). FMF analysis for the two groups gave a mean of 2. the right side was affected in 64% of the patients.5 1 0. according to the literature.21 0. Moura-Ribeiro MVL. p=0.0001 < 0. six (26%) presented two encephalic structures greater than 10 mm. coin and small ball.

2nd ed. 2006 Hemiparetic Cerebral Palsy 161 prenatal in 9% and undetermined in 14%. Arch Phys Med Rehabil 2002 Oct. Grodd W. Schaumburg SW. VA. with regard to the relationship between brain lesions and functional losses.9 evaluated 175 children and found prenatal etiology in 23%. They also reported that children with congenital hemiplegia born at full term are more acutely affected than those born prematurely. VII. Two common findings in this study were PVL (45%) and CVA (27%). 2001. Hemiparetic cerebral palsy: etiological risk factors and neuroimaging. Neuropediatrics.9 (8/33 patients) and Niemann et al.18. bilateral lesion was found in three out of the 23 patients. 2. but these consist mainly of periventricular focal necrosis and diffuse lesions in the white matter. Archer SA. VMG. PVL consists of necrosis of the white matter. Focal necrosis occurs mainly in the distribution zone where arteries penetrate. perinatal in 18% and undetermined in 5%. Ann Neurol 2001 Mar. Gershkoff AM. 9. Niemann G. UNICAMP. 10 No. Good M. 49(3): 320-7. Arq Neuropsiquiatr 2001 Mar. Hagberg G. Overall. Ana Maria Sedrez Gonzaga Piovesana (in memoriam). The brain pathology types and their relative frequencies were similar to those found in other hemiparetic cerebral palsy studies19. The fibers of the cortical spinal tract that descend to the lower limbs are affected more than the fibers that go to the upper limbs and face19.12. for hemiparetic cerebral palsy cases. Differences in sensory and motor cortical organization following brain injury early in life. Constraint-induced therapy for a child with hemiplegic cerebral palsy: a case report. Gallagher KG. This finding concords with those from the studies by Uvebrant17 and Piovesana15. In fact. Bnziger O.16. 4. It is essential to provide neurological training for professionals involved in caring for such cases. Largo RH. Estudo comparativo do tono muscular na paralisia cerebral tetraparética em crianças com lesões predominantemente corticais ou subcorticais na tomografia computadorizada de crânio. Cerebral palsy. the present case series could establish a pattern for FMF deficits presented by hemiparetic cerebral palsy. The present study gives valuable information on correlations between FMF. Lippincott Williams & Wilkins. This may explain why the best FMF performance was obtained from patients with subcortical injuries. REFERENCES 1. and especially Professor Dr. Nagarajan L. Neurological imaging was essential for establishing correlations between lesion extent and fine motor function. The changing panorama of cerebral palsy in Sweden. the parents and children who took part in these evaluations and enabled the development of this study. since sensory malfunction needs to be identified and understood in order to provide better routine training and special care for such children. N Engl J Med. Only in this way will it be possible to establish programs for assisting such patients. no tool is sensitive enough for measuring the performance of such children. Paralisia cerebral. Boltshauser E. CONCLUSION The results from this study suggest that there is a close relationship between impaired fine motor function and cortical lesions. Hagberg B. Acknowledgments: We wish to acknowledge the assistance provided by staff within the Children and Adolescent Integration and Development Program of UNICAMP.20 reviewed the figures and features of tools for movement evaluation in cerebral palsy cases. Leviton A. 330(3): 188-95 2. Thickroom GW. Boyce et al. Motor Control (section 1). Shumway-Cook A. 1994 Jan 20. 83(10): 1462-3. 7. Piovesana et al. Byrnes ML. toward the external angle of the lateral ventricle. 78 (1): 548-54. Kuban KCK. 6. In addition. SF and neurological imaging. through using such tools. 24(4): 224-9. . Dev Med Child Neurol 1994 Nov. 59(1): 29-34. Von Wendt L. Daly K. 5. Piovesana AMSG. this study achieved its aim of correlating brain lesions with neurological motor dysfunctions. These authors mentioned that hemiparetic cerebral palsy cases frequently present disturbances in stereognosis sensitivity that impairs motor function. J Pediatr 2002 Jul. Such correlations are important for obtaining more accurate prognoses. Moura-Ribeiro MVL. 36(11): 943-50. A correlation between FMF and SF performance was found. Michaelis R. This was also reported by Steinlen et al. Gonçalves. Steinlin M. The knowledge that specific brain lesions correlate with specific functions in hemiparetic cerebral palsy cases is significant. Philadelphia. Arq Neuropsiquiatr 2003 Sep. the Research and Statistics Committee of the School of Medical Sciences. Iwabe C. Congenital hemiparesis and periventricular leukomalacia: pathogenic aspects on magnetic resonance imaging. USA. Pierce SR. 10. Acta Paediatr Scand 1996 August 85(8): 954-60. Mastaglia FL. Prevalence and origin in the birth year period 1987-90. Zanardi. Woollacott MH. who stimulated us to do this work. Rotta NT. Nevertheless. Congenital hemiplegia: morphology of cerebral lesions and pathogenetic aspects from MRI. 3. Olow I. 8. It has characteristic distribution: the dorsal and lateral white matter surrounds the semi-oval centers of the optic and acoustic radiating centers. novas perspectivas terapêuticas. The tests applied showed correlations between neurological integrity and the types of neurological lesions.Vol. Martain E. Krageloh-Mann I. 1993 Aug.10 (8/ 41 patients). PVL presents different pathological factors. 61(3A): 617-20. Piovesana AMSG.

fisioter. Pediatric Therapy 2000 Aug.from pathogenesis to prevention. 11. Kotlarek F. Okumura A. Kuno K. 20. Congenital hemiplegia: semiology. Brull D. 12. Arch Fr Pediatr 1972 Oct. 19. Challamel MJ. .162 Turolla de Souza RC. Dev Med Child Neurol 1997a Jun. Kuno K. 71(11): 813-9. Ciasca SM. MRI findings in patients with spastic cerebral palsy. Can J Neurol Sci. Pham B. 13. Hemiplegic cerebral palsy. Rodewig R. Gilly R. Okumura A. Zanardi VA Rev. Phys Ther 1991 Nov. Neuropediatrics 1981 May.(2): 24 35. Beckung E. Development and validation of a measure of motor and sensory function in children with epilepsy. etiology and prognosis. 18. 345: 1-100. 12(2): 1019. Aicardi JE. Aetiology and outcome. Humphreys P. Brain Dev 1997 Dec. 39(6): 369-72. Paralisia Cerebral Hemiparética: Aspectos Evolutivos. MRI findings in patients with spastic cerebral palsy. 27(3): 210-9. 19(8): 519-34. 17. bras. Volpe JJ. plasticidade Cerebral e Especialização Hemisférica [Doctoral Thesis. 16. 15. 14. II: correlation with type of cerebral palsy. 39(6): 363-8. Watanabe K. Watanabe K. Whiting S. Moura-Ribeiro MVL. Piovesana AMSG. Uvebrant P. Measuring quality of movement in cerebral palsy: a review of instruments. Hemiparetic cerebral palsy: clinical pattern and imaging in prediction of outcome. 29(8): 839-51. Hayakawa F. I: correlation with gestational age at birth. 2000 Aug. UNICAMP] 1999. Brain injury in the premature infant . Acta Paediatr Scand Suppl 1988. Goutiéres F. Katu T. Boyce WF. Katu T. Hayakawa F. Computed tomographic findings in congenital hemiparesis in childhood and their relation to etiology and prognosis. Dev Med Child Neurol 1997b Jun.

05). Universidade de São Paulo. means were applied from the third to fifteenth minute of the steps. ventilação ( E L. each based on the ventilatory anaerobic threshold (VAT) for CRT. e-mail: esilvas@unimep.min-1 and DST in 15-min steps. CEP 13400-911. Ribeirão Preto. Universidade Estadual de Campinas. Campus Taquaral. CO2. CO2. No. teste em rampa. HR was different between VAT and step 3 (p<0. SP 2 3 Faculdade de Educação Física. Piracicaba.UNIMEP. (ml. Universidade Metodista de Piracicaba. Palavras-chave: limiar de anaerobiose ventilatório. Campinas.min-1) do TCR foram analisadas em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. 163-169 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 163 COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO.min-1) values for CRT were obtained as moving averages of eight breath-to-breath respiratory cycles. E foram similares entre LAV e degrau 1 (p>0. p<0. e na análise entre os três degraus houve diferença (p<0. SP Departamento de Clínica Médica. ABSTRACT Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below. Em relação aos protocolos. VAT was determined as loss of parallelism between O2 uptake ( O2) and CO2 output ( CO2). O LAV foi determinado pela perda do paralelismo entre consumo de oxigênio ( O2) e produção de dióxido de carbono ( CO2).min-1) and ventilation ( E L. SP Correspondência para: Ester da Silva. bras. SP 4 Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Cardiovascular e de Provas Funcionais. CO2 and E gave similar results for VAT and step 1 (p>0. Departamento de Fisioterapia. Conclusão: Os resultados indicam que a regressão linear foi eficaz para estimar as variáveis cardiorrespiratórias.05.br e kpithon@ibest.05). CO2. Comparing protocols: O2. 100% VAT. bpm). 130% VAT.05.com. Rodovia do Açúcar. 2006 Rev. Heart rate (HR. and step 3. No TDD.05) entre LAV e degrau 3.br Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 22/09/2005 RESUMO Objetivo: Aplicar diferentes metodologias de análise aos dados dos testes contínuo em rampa (TCR) e descontínuo em degrau (TDD) e comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias. Resultados: No pico do exercício houve diferença estatisticamente significante entre respiração-a-respiração e demais metodologias. Statistical comparisons utilized the Kolmogorov-Smirnov test. 2 (2006). Step 1 was 70% VAT. verificou-se que para a obtenção no TDD de valores cardiorrespiratórios similares ao LAV do TCR foi necessário diminuir a potência em 30%. Method: Eight men performed spirometric tests on an electrically braked cycle ergometer: CRT increasing from 20 to 25 W. Km 156.05). Piracicaba.kg.kg-1. 10. porém O2 relativo foi diferente (p<0. Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Objective: To apply different analytical methodologies to data from continuous ramp tests (CRT) and discontinuous step tests (DST).min-1). Métodos: 8 homens realizaram teste ergoespirométrico em bicicleta: TCR com incremento de 20 a 25W. (ml. 101809-9246 ISSN No. using linear regression. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO PITHON KR 1. respiração-a-respiração e pela regressão linear. FACIS . São Carlos. degrau 2 (100%LAV) e degrau 3 (130%LAV). step 2. ANOVA. and compare responses from cardiorespiratory parameters. CATAI AM 1.min-1 e TDD em degraus de 15min cada baseado no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) do TCR. exercício físico. O2. MARTINS LEB 2. Mestrado em Fisioterapia.Vol. post hoc de Tukey-Kramer e regressão linear. there was a statistically significant difference between breath-to-breath and other methodologies.min-1). teste em degrau. O2 (ml. Results: At peak exercise. O2 (ml. ANOVA.05) entre LAV e todos os degraus. There were significant differences between the three . Faculdade de Ciências da Saúde. post-hoc Tukey-Kramer test and linear regression.05). Na análise estatística foram utilizados o teste de Kolmogorov-Smirnov. sendo degrau 1 (70%LAV). but O2 was different between VAT and all steps (p<0. SP. with significance limit of p<0. Na comparação de protocolos: O2. freqüência cardíaca. SILVA E 1. For DST. fisioter. a média foi aplicada do 3o ao 15omin dos degraus. Vol.min-1).4 1 Núcleo de Pesquisa em Exercício Físico. a FC mostrou diferença (p<0. O2. GALLO JR L 3.05). 2. A freqüência cardíaca (FC bpm).

164 Pithon KR. continuous ramp test.5 e/ou pela eletromiografia de superfície6. pela resposta da freqüência cardíaca3. Casuística Após terem assinado o consentimento pós-informado.0 kg/m2. chamado de limiar de anaerobiose ventilatório (LAV)3. 8 homens com idade entre 20 e 27 anos participaram desse estudo. sendo idade = 22. Tal fato pode ser atribuído às flutuações da respiração. utilizando uma seringa de 3.2 pela determinação de alterações nas trocas gasosas. os objetivos deste estudo foram: a) aplicar diferentes metodologias de análise das respostas cardiorrespiratórias aos testes contínuo em rampa e descontínuo em degrau. 3 vezes por semana e não apresentavam qualquer evidência de alterações cardiovasculares.8. então um grande valor de CO2 tende a ser seguido por um pequeno valor. Uma explicação para esse fenômeno é que em um pequeno intervalo de tempo uma grande respiração tende a ser seguida por uma pequena. Todos os voluntários realizavam atividade física. Cada um destes protocolos produz repercussões fisiológicas específicas. tais como. Martins LEB. Mn. os mecanismos fisiológicos que envolvem o limiar de anaerobiose ainda não são totalmente compreendidos e estão em discussão4. As flutuações são mais facilmente observadas em crianças15 e tem sido considerado como um “ruído” de origem fisiológica e não o resultado de fatores externos como erros de medidas. discontinuous step test. A idade e as características antropométricas do grupo estão expressas em média e desvio-padrão. St Paul. as flutuações podem resultar em erros na estimativa de valores das variáveis ventilatórias. o oxigênio foi calibrado com o gás de referência na concentração de 12% e dióxido de carbono com o gás de referência em 5% com balanço de nitrogênio. bras. steps (p<0. sendo desta forma essencial à caracterização minuciosa de suas respostas para a compreensão dos mecanismos envolvidos. Conclusions: The results indicate that linear regression was effective for estimating cardiorespiratory parameters. Atualmente. INTRODUÇÃO O limiar de anaerobiose tem sido principalmente determinado através do uso de procedimentos invasivos e não-invasivos durante teste incremental. Essas flutuações não ocorrem de forma equivalente no O2 e por isso não pode ser explicado por uma regressão do CO2 ao O214. MÉTODOS Procedimentos experimentais Durante o teste. Na literatura é encontrada uma variedade de estudos com diversos tipos de protocolos de avaliação da capacidade funcional.77 ± 2. a produção de gás carbônico ( CO2) e a ventilação ( E) foram coletadas continuamente usando um sistema automático respiração-a-respiração (CPX. Esse parâmetro de capacidade aeróbia tem sido identificado por meio da concentração sangüínea de lactato1. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos sob no 047/ 03.4. Medical Graphics. Poucos estudos 12. o consumo de oxigênio ( O2). fisioter. b) comparar as respostas das variáveis cardiorrespiratórias durante o teste incremental tipo rampa com o teste em degraus descontínuos. Regarding the protocols. No entanto. para uso prático é útil descobrir como esse parâmetro pode ser utilizado na prescrição de exercício para a população.13 têm atualmente comparado as mensurações das variáveis cardiorrespiratórias obtidas durante o teste continuo em rampa com aquelas obtidas durante o teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. inclusive em adultos14. estatura = 1. pelo menos.33 ± 10. exercício físico dinâmico do tipo rampa6.0 L. como foi observado por exames clínicos e laboratoriais. the power had to be decreased by 30%. respiração-a-respiração apresenta um erro sistemático que é inerente às metodologias de análise dos sistemas automáticos. Os experimentos foram realizados em laboratório climatizado com temperatura . heart rate. massa corporal = 79. Gallo Jr L. Diante do exposto. Assim. to obtain cardiorespiratory responses in DST that were similar to VAT from CRT. Key words: ventilatory anaerobic threshold. é importante verificar a intensidade de exercício que corresponde às adequações das respostas cardiorrespiratórias em homeostase ou não.05 m e o índice de massa corporal (IMC) = 23. physical exercise. aplicando uma metodologia que respeite as características fisiológicas das variáveis. O sistema foi calibrado antes de cada teste de acordo com as instruções do fabricante. it was found that.05). Catai AM. O limiar de anaerobiose é considerado marcador da transição do metabolismo aeróbio/anaeróbio e tem sido empregado na avaliação da capacidade funcional em níveis submáximos de exercício.25 anos. Isso se torna relevante para prescrever a real intensidade de treinamento físico com carga constante na qual o indivíduo pode atingir a mesma resposta das variáveis cardiorrespiratórias do teste incremental.10 e senoidal11. seguido da calibração de volume. Além disso.82 ± 0.22 kg. No entanto. deve-se ressaltar que a mensuração das variáveis cardiorrespiratórias. EUA).75 ± 2.7. em degrau9. Silva E Rev. Inicialmente.

sendo o degrau 1 em 70% do LAV. A ordem de realização do teste contínuo em degrau foi sempre do menor valor de potência para o maior.idade)17. Percentuais dos níveis de potências em Watts (W) em relação ao limiar anaerobiose ventilatório (LAV) dos três testes descontínuos em degraus realizados pelos voluntários (n=8). entre cada teste foi interposto um período variável de repouso até que a freqüência cardíaca retornasse aos valores próximos da condição inicial pré-esforço. Protocolo experimental As etapas experimentais realizadas pelos voluntários foram: Teste contínuo em rampa O protocolo consistia de 1 min em repouso com o voluntário devidamente posicionado na bicicleta. 2. pelo cálculo dos intervalos R-R. Os voluntários foram monitorizados na derivação MC5 para a captação do sinal de eletrocardiograma utilizando um monitor cardíaco de um canal. umidade relativa do ar em torno de 50% e pressão atmosférica de 689 mmHg. batimento a batimento.19 9. A freqüência cardíaca foi obtida a partir dos sinais do eletrocardiograma. 10 No. o qual apresenta uma interface entre o monitor cardíaco e o microcomputador Pentium II. em seguida houve o acréscimo da potência pré-estabelecida durante 15 min e 2 min de recuperação ativa na potência de 20W. degrau 2 em 100% do LAV e degrau 3 em 130% do LAV.06 17.13 13. TESTE DESCONTÍNUO EM DEGRAUS Degrau 1 VOLUNTÁRIO 70% LAV 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA DP DP= desvio-padrão Degrau 2 100% LAV 80 114 112 89 100 122 105 103 103. com objetivo de completar o teste entre 8 e 12 min. Os testes foram realizados em cicloergômetro de frenagem eletromagnética (Quinton Corival Ergometer 400.Vol. as quais foram registradas no software do sistema CPX/D. Groningen.63 Degrau 3 130% LAV 104 148 146 116 130 159 137 134 134. ou atingisse a freqüência cardíaca máxima prevista para idade (220 . seguido de aquecimento com potência de 4W por 4 min e posterior incremento de potência. O teste seria interrompido quando os voluntários apresentassem fadiga muscular identificada pela perda da manutenção da cadência em 60 rpm.54 . modelo Lab-PC+ (National Instruments. EUA). Tx. Austin. O teste iniciou com 2 min de aquecimento na potência de 4W.72 56 80 78 62 70 85 74 72 72. Teste descontínuo em degraus A intensidade do teste descontínuo em degraus foi baseada no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) identificado no teste contínuo em rampa.min-1. Na tabela 1 estão apresentados os Tabela 1. que variou de 20 a 25W. Holanda) com cadência de 60 rotações por min (rpm). Co. sob a utilização de um software de processamento digital de sinais16. 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 165 média de 22º C. segundo a formula proposta por Wasserman4. e processado por meio de um conversor analógico-digital. Todos os experimentos foram feitos no período vespertino para eliminar as possíveis influências do ciclo circadiano sobre as respostas cardiorrespiratórias. modelo ECAFIX TC-500. e mostrada em tempo real.

11 ml. Como todas as variáveis mostraram uma distribuição normal.min -1). foram utilizados os 21 últimos valores. Então. Para a análise dos dados respiração-a-respiração no pico de exercício. ANÁLISE ESTATÍSTICA O teste não paramétrico de Kolmogorov-Smirnov foi usado para determinar a distribuição de normalidade das variáveis. No presente estudo. os valores encontrados a partir do ajuste de regressão linear ao conjunto de dados das variáveis cardiorrespiratórias do teste contínuo em rampa foram usados para comparação com os dados do teste em degrau. foi aplicado um modelo de ajuste linear. Análise da regressão linear das variáveis cardiorrespiratórias Para minimizar os efeitos das flutuações respiração-arespiração aos dados cardiorrespiratórios do teste contínuo em rampa. E (L. ou seja. Caso não fossem concordantes. no pico do exercício.56 W. (aumento desproporcional da ventilação em relação à produção de dióxido de carbono) ou até o final do exercício. que possibilitou a obtenção de valores referentes a uma região de análise e não somente um único ponto. caso não fosse identificado este ponto. As respostas do O2 relativo (ml. que correspondia ao aquecimento e o início do degrau.17 (220 . Gallo Jr L. foi levado em consideração o valor pico mais os 20 valores que o antecederam. Os valores encontrados pelos 3 observadores foram então confrontados e caso houvesse concordância entre eles foram aceitos como o limiar de anaerobiose ventilatório. no LAV. mas houvesse uma variação de até 1 min nos tempos encontrados seria feita a média desses valores. METODOLOGIA DE ANÁLISE Análise visual gráfica O limiar de anaerobiose foi determinado pela análise visual gráfica realizada por 3 pesquisadores do laboratório. Análise das variáveis cardiorrespiratórias no teste descontínuo em degrau Para a realização desta análise foram desprezados os 5 min iniciais do teste. rotina de análise desenvolvida no software S-plus (versão 2000 Professional Release 1)18. Na análise qualitativa.min-1) e freqüência cardíaca (bpm) mensuradas no LAV. analisados através da regressão linear.-1min-1). Catai AM. Se o intervalo de tempo fosse maior que 1 min.kg. não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as 3 metodologias estudadas. Martins LEB. foi analisado o trecho do 3o ao 15o min do degrau. Verifica-se que as variáveis cardiorrespiratórias. Silva E Rev. bem como a presença ou não de artefatos que viessem a prejudicar a identificação do LAV. foi selecionado o intervalo da rampa no qual se observou o início da resposta das variáveis ao incremento de potência até o ponto de compensação respiratório. valores de potência em Watts do teste descontínuo em degraus. foi levada em consideração a manutenção da cadência da bicicleta. Anteriormente a análise. um quarto observador seria chamado para compor o grupo. Para a determinação do LAV. a análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) foi usada para comparar os valores obtidos nos dois protocolos de exercício avaliados com post-hoc de Tukey-Kramer. e no teste descontínuo em degrau em intensidades próximas ao LAV. baseado na freqüência cardíaca máxima preconizada por Karvonen et al. Os critérios para determinação visual gráfica do limiar de anaerobiose ventilatório. pelo método do V-slope4. RESULTADOS Os valores das variáveis ventilatórias obtidos a partir das análises respiração-a-respiração. Esse critério foi utilizado para análise dos valores absolutos respiração-a-respiração e para os valores em médias móveis de 8 ciclos respiratórios. os pesquisadores foram familiarizados com o sistema ergoespirométrico e com o software que fornecia os gráficos dos dados das variáveis obtidas durante os protocolos experimentais.43 ± 4.kg. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste de regressão linear no pico e no LAV do teste contínuo em rampa para o grupo estudado (n=8) estão sumarizados na tabela 2. Esse critério coincide com o ponto de inflexão no qual se observa o incremento desproporcional do CO2 ao O2. desse intervalo de 12 min foi calculado a média. Já para os dados no LAV foram considerados os 10 valores anteriores e os 10 valores posteriores em relação ao ponto em que foi identificado o LAV. a freqüência cardíaca foi submáxima de 179 ± 11 bpm. o que não foi necessário em nenhum dos casos analisados. A hipótese de normalidade foi aceita para todos os valores. O2 e CO2 (ml. as respostas cardiorrespiratórias apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os valores encontrados respiração-arespiração com os outros 2 métodos. Ainda em relação ao pico do exercício. assim como o padrão de qualidade aceito nos experimentos foram discutidos e uniformizados para os 3 observadores. Observa-se que . Foi considerado nível de significância de 5%. fisioter. A análise em regressão linear foi comparada a médias móveis de 8 ciclos respiratórios e aos dados respiração-arespiração no maior valor encontrado no pico do exercício e no correspondente ao LAV.min-1 considerado como capacidade funcional razoável segundo American Heart Association19. bras. totalizando 21 valores também. os voluntários atingiram a potência de 267.166 Pithon KR. No entanto.idade) que seria de 197 ± 2 bpm e O2 relativo de 37. estão apresentados na tabela 3. o LAV foi determinado pela perda de paralelismo entre o O2 e CO2 desse intervalo. Assim.5 ± 33.

07 ± 12.87* 3.517 1. a capacidade aeróbia dos voluntários poderia ser considerada como boa.75 ± 407.97* 2.87 1.977 ± 424. Verifica-se ainda que o O2 relativo apresentou diferença estatisticamente significante entre todas as situações estudadas.94 1.min-1 ) E pico (L.25 ± 252. ou ainda o LAV apenas como um ponto4.min ) CO2 pico (ml.min-1. Isto é. Assim.266. uma vez que a literatura tem considerado tanto o O2 máximo ou pico.62 ± 272.15 ± 144. porém a utilização de parâmetros diferentes torna difícil a comparação entre eles.0 *p< 0.67 1. analisados em respiração-a-respiração.kg1 .min ) E LAV (L. Caso a confrontação desses resultados fosse realizada sem a identificação dos procedimentos de análise poderia sugerir equiparações equivocadas.75 ± 5.kg. Como um dos objetivos foi a comparação das respostas cardiorrespiratórias do teste incremental com as do degrau. CO2 . Então.37 ± 134.225. Nesse estudo foi proposta a utilização de regressão linear como ferramenta matemática para a obtenção dos valores das variáveis cardiorrespiratórias.51 15.75 ± 405.88 1. a freqüência cardíaca também não apresentou diferença estatisticamente significante entre o LAV e o degrau 2. médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pelo ajuste da regressão linear. num teste contínuo em rampa favorece a obtenção de valores de O2.3 33.Vol. O2 relativo (ml. Utilizar recursos como a análise de uma região de pontos no pico do exercício ou próximo ao ponto de inflexão dos gases.12 e 37.87 ± 4. 10 No.28 4.64 ± 454. Pela análise do O2 respiração-a-respiração. No que se refere às análises entre as variáveis obtidas nos 3 testes descontínuos em degrau observa-se diferenças estatisticamente significantes entre todas elas.06* 38.min ) LAV O2 LAV (ml.8 ± 9. ANOVA.3* 105. respectivamente).49 34. a seleção de 21 pontos para a análise do teste contínuo em rampa possibilitou maior acurácia dos resultados.min-1) O2 relativo LAV (ml.kg.5 ± 153.77 ± 11.1321 ml.2 119.32* 1.7013 e 40. caso fosse levado em consideração os resultados da análise respiração-a-respiração. seria maior a possibilidade de erro. As variações respiratórias justificariam a aplicação do ajuste por regressão linear pela possibilidade de minimizar o erro nas medidas das variáveis cardiorrespiratórias devido a esse “ruído”.619.76 15. 2006 Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa 167 Tabela 2..147.min ) O2 relativo pico (ml.35 ± 3.21. no pico do exercício. RESPIRAÇÃO-A-RESPIRAÇÃO MÉDIAS MÓVEIS DE 8 CICLOS REGRESSÃO LINEAR RESPIRATÓRIOS PICO DO EXERCÍCIO O2 pico (ml.min-1) e Epico (L.031.401. CO2.82 3.23 33.38 ± 2.43 ml.77. Um fator que se tem observado é que a flutuação da respiração vem sendo reconhecida como um fenômeno fisiológico14. surge a necessidade de desenvolver metodologias que possam facilitar esse tipo de análise.228.min-1).84* 37. Já pela análise das médias móveis de 8 ciclos respiratórios e pela regressão linear. os resultados deste estudo mostraram que o aumento da variação inspiração/expiração no pico do exercício pode ser minimizado. E e freqüência cardíaca mais próximos da condição fisiológica.12 ± 3.01 15.43 ± 4. que influenciaria no resultado do estudo. 2.149. 43.kg-1. no entanto.667 ± 400. Valores de O2 e CO2 (ml.11* 3.kg. o O2.23 ± 7.05. DISCUSSÃO Há estudos que tentam classificar a população quanto a sua capacidade aeróbia19. os resultados foram inferiores (38. Se fosse analisado apenas o valor de uma respiração.min ) -1 -1 -1 -1 -1 -1 3.min -1) obtidos no pico do teste contínuo em rampa e no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV).98 ± 133.37 ± 2. e E e freqüência cardíaca não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre o LAV e o degrau 1.54 42. os resultados foram semelhantes a trabalhos da literatura 42.190.20 outros equiparar protocolos5.min-1.25 ± 400.62* 108.54 ± 4. . em relação a respiração-a-respiração.002.min ) CO2 LAV (ml.

168

Pithon KR, Martins LEB, Gallo Jr L, Catai AM, Silva E

Rev. bras. fisioter.

Tabela 3. Variáveis cardiorrespiratórias em média ± DP do grupo estudado (n=8) durante o teste contínuo em rampa (TCR) no limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) e no teste descontínuo em degrau (TDD) nas intensidades pré-estabelecidas.

TCR LAV O2 relativo (ml.kg.min-1 ) O2 (ml.min ) CO2 (ml.min-1) E (L.min-1 ) FC (bpm) 110 ± 8,3

TDD Degrau 1 Degrau 2 Degrau 3

15,38 ± 2,90

13,70 ± 2,30*

18,23 ± 3,40*†

23,24 ± 5,0*†‡

-1

1.225,1 ± 144,70

1.150 ± 84,10

1.437,10 ± 173,8*†

1839 ± 216,7*†‡

1.150 ± 645,7

1.099 ± 58

1.383,53 ± 195,2*†

1807 ± 255*†‡

33,54 ± 4

33,42 ± 3,00

43,15 ± 7,0*†

56,40 ± 11,40*† ‡

101 ± 6,40

118 ± 10,4†

136 ± 17,20*†‡

ANOVA, *p<0,05 em relação a LAV,

p<0,05 em relação ao degrau 1, ‡ p<0,05 em relação ao degrau 2.

já pela análise do ajuste de regressão linear eles seriam classificados como razoáveis. No que se refere à estimativa do LAV a partir das 3 metodologias de análises, os resultados do presente estudo foram similares, mostrando que as flutuações da respiração na região do LAV não interferiram nos resultados. Usualmente, a estimativa do LAV tem sido feita a partir da análise das variáveis cardiorrespiratórias em teste contínuo em rampa devido ao menor tempo de teste e conseqüentemente de estresse físico. O problema essencial é definir qual parâmetro medido durante um teste contínuo em rampa pode fornecer valores que correspondam a um teste descontínuo em degrau e otimize a prescrição de atividade física. No presente trabalho o achado mais importante foi o resultado da comparação das variáveis cardiorrespiratórias entre o teste contínuo em rampa e o teste descontínuo em degrau com a utilização de ferramentas matemáticas. Esses resultados são concordantes com Zebalos et al.13, que avaliaram indivíduos saudáveis e doentes, e verificaram que as respostas cardiorrespiratórias similares ao LAV do teste em rampa ocorrem em torno de 30% abaixo da potência no teste em degrau. Também utilizando protocolo similar, Matthews et al.12 reportam que ao pesquisar pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e indivíduos saudáveis, quando comparada à mesma potência de trabalho, o O2

foi 25% maior no teste contínuo em rampa em relação ao teste descontínuo em degrau. Em trabalhos realizados anteriormente por Kaizer et al.22foram encontrados valores de potência 20 a 25% inferiores aos testes descontínuos em degrau em relação ao teste em rampa para um O2 similar em homens jovens saudáveis. Já Sirol et al.23 verificaram que homens de meia-idade saudáveis atingiram valores de potência de 15% a 20% inferiores no teste descontínuo em degrau em relação ao teste em rampa, para freqüência cardíaca similar. Um outro fator que deve ser levado em consideração ao avaliar a resposta da freqüência cardíaca no teste descontínuo em degrau foi a similaridade de sua resposta durante os testes do degrau 1 e 2 em relação ao teste em rampa no nível do LAV. Esse resultado deve ser considerado ao prescrever a atividade física tendo em vista que as variações do O2, CO2 e E foram similares somente em relação ao degrau 1, que corresponde a 30% abaixo da potência do LAV do teste em rampa. Assim, se o treinamento físico aeróbio for baseado apenas na resposta da freqüência cardíaca o mesmo estaria sendo realizado em nível acima do LAV para as demais variáveis. Diante do exposto, verifica-se que é necessário fazer os ajustes, na intensidade do exercício em relação as variáveis ventilatórias e metabólicas para uma prescrição adequada, pois caso contrário pode ocorrer uma superestimação nos

Vol. 10 No. 2, 2006

Resposta Cardiorrespiratória ao Exercício em Degrau e Rampa

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valores dessas variáveis e uma exigência de trabalho maior dado às características específicas do protocolo de avaliação e de treinamento, ou uma subestimação da capacidade aeróbia do indivíduo. CONCLUSÃO Os resultados do presente trabalho indicaram que a regressão linear apresentou uma melhor acurácia na definição das variáveis cardiorrespiratórias, uma vez que essa metodologia reduz o erro de medidas referentes às flutuações fisiológicas da respiração. Em relação à comparação do teste contínuo em rampa e teste descontínuo em degrau observou-se que para alcançar valores similares de O2, CO2, E e freqüência cardíaca foi necessário uma redução em 30% na potência de trabalho. Sugere-se, portanto, a adequação dos protocolos de treinamento do tipo degrau com redução da potência em 30% para se obter uma zona de trabalho em torno do LAV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Vol. 101809-9246 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 171-176 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

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AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS, COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES
GALANTE GA 1, AZEVEDO CSA 1, MELLO M 1, TANAKA C 2, D’AMICO EA 3
1 2

Fisioterapeutas

Serviço de Fisioterapia, Faculdade de Medicina, Instituto Central dos Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, SP
3

Centro de Hemofilia “Louis Aledort”, Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, São Paulo, SP

Correspondência para: Gabriela Afonso Galante ou Carolina S. A. Azevedo, Rua Zurick, 1140, apto 1303, Bl. A, Jardim América, CEP 30460-060, Belo Horizonte, MG, e-mail: gabigalante@hotmail.com ou cafisio20@hotmail.com Recebido: 31/01/2005 – Aceito: 19/02/2006

RESUMO
Introdução: A sinovite na hemofilia pode induzir às alterações nos receptores sensitivos e proprioceptivos articulares. Tal efeito favorece a redução de estabilidade e um desalinhamento corporal, podendo comprometer a funcionalidade das crianças acometidas. Objetivo: Avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas, relacionando-os com a incidência de hemartroses. Método: Foi avaliado um grupo experimental (GE) de 28 crianças hemofílicas e um grupo controle (GC) de 20 crianças sem hemofilia. O GE foi dividido de acordo com o grau de comprometimento articular: 16 crianças no grupo sem sinovite crônica (GSS) e 12 no grupo com sinovite crônica (GCS). Cada grupo foi subdividido por faixa etária: 3-4 anos, 5-6 anos, 7 anos. A avaliação consistiu da análise do alinhamento dos ângulos do joelho e do tornozelo através do programa Geometer Sketchpad. O desempenho das atividades funcionais foi avaliado através de testes modificados a partir do Exame Neurológico Evolutivo de Lefévre. Resultados: Foi constatado que a média dos sangramentos dos hemofílicos aumenta com a idade (p< 0,001) e parece ser relacionada com o grau de comprometimento articular (GCS>GSS), (p< 0,059); o ângulo do joelho do GCS tende a um menor valor (semiflexão) quando comparado aos outros grupos; e há diferença significativa no percentual de desempenho nos testes entre grupos na faixa etária de 7 anos (GSS>GC e GSS>GCS), (p< 0,087). Discussão e Conclusão: Crianças hemofílicas de 7 anos apresentaram menor desempenho funcional quando comparadas aos outros grupos. Este resultado ressalta a importância da fisioterapia precoce associada à terapêutica médica para evitar comprometimentos articulares severos. Palavras-chave: fisioterapia, criança, hemofilia, alinhamento postural, hemartrose.

ABSTRACT Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old With and Without Chronic Synovitis: Correlation With Hemarthrosis Incidence
Introduction: Synovitis associated with hemophilia may induce abnormalities in the proprioceptive and sensory receptors of joints. This favors decreased stability and body misalignment and may compromise the functional abilities of children affected by this condition. Objective: To assess the lower limb postural alignment and functional performance of hemophilic children, and correlate this with the incidence of hemarthrosis. Method: An experimental group of 28 hemophilic children and a control group (CG) of 20 children without hemophilia were evaluated. The experimental group was divided according to the degree of joint involvement: 16 children without chronic synovitis (NCS) and 12 with chronic synovitis (CS). Each group was subdivided according to age groups: 3-4, 5-6 and 7 years old. The knee and ankle angle alignments were analyzed using the Geometer Sketchpad program. The children’s performance in functional activities was evaluated using tests adapted from the Lefèvre evolutive neurological examination. Results: In the experimental group, mean bleeding increased with age (p< 0.001) and seemed to be related to the degree of joint involvement (CS>NCS) (p< 0.059). In CS, the knee angle tended towards smaller values (semi-

No caso das crianças hemofílicas também foram considerados fatores de exclusão a ocorrência de episódio de hemartrose há menos de 15 dias da avaliação podendo influenciar no desempenho funcional da criança pela presença de dor ou restrição do movimento. limitação articular importante que comprometesse a realização dos testes e patologias do sistema nervoso ou outras complicações clínicas. A definição da presença ou ausência de sinovite crônica nas crianças hemofílicas foi caracterizada através de avaliação médica e da análise de prontuários (incidência e freqüência de hemartroses). MATERIAL E MÉTODO Sujeitos Sessenta e duas crianças na faixa etária de 3-7 anos de idade foram avaliadas. As hemartroses de repetição originam a sinovite aguda. Em 1996. bras. Key words: physical therapy. Mello M. como também não há referências na literatura sobre a avaliação do desempenho funcional e alinhamento postural para esta faixa etária. relacionando-os com a incidência de hemartroses. A duração de cada avaliação foi de aproximadamente 40 minutos.087). Quanto mais global e prematuro for a alteração articular no hemofílico. e a realização ou não de atendimento fisioterapêutico. sendo divididas em 2 grupos: grupo sem sinovite crônica (GSS) com 16 crianças e grupo com sinovite crônica (GCS) com 12 crianças. calor local. na postura e. relacionado à incidência prévia de hemartroses. o objetivo deste estudo foi avaliar o alinhamento postural dos membros inferiores e o desempenho funcional de crianças hemofílicas. Vinte crianças sem hemofilia constituíram o grupo controle (GC). D’Amico EA Rev. Vinte e oito crianças hemofílicas constituíram o grupo experimental (GE). caracterizada por hemartroses traumáticas e espontâneas. flexion). Buscando uma abordagem preventiva no tratamento de crianças hemofílicas. ocasionando deficiências estruturais e limitação da função do segmento acometido1. provavelmente nas habilidades funcionais da vida diária10-14. hemophilia. sendo dividida em: 1) Análise do prontuário das crianças hemofílicas para coleta de dados a respeito da incidência e freqüência das hemartroses.172 Galante GA. Foram considerados critérios de exclusão para participação no estudo à existência de alteração no desenvolvimento motor normal e de patologias do sistema neurológico. Estas podem resultar em uma sinovite crônica após seis meses de evolução. maior a chance de haver prejuízos no alinhamento articular. in order to avoid severe joint involvement. na “Unidade de Hemofilia Dr. INTRODUÇÃO A hemofilia é uma doença hereditária. as estatísticas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo15demonstravam que havia comprometimento articular importante em crianças hemofílicas de 7 a 14 anos. Os dados disponíveis acerca da incidência de hemartroses e do comprometimento articular em crianças hemofílicas de 3 a 7 anos são escassos. Todas as crianças foram divididas novamente em subgrupos de acordo com a idade (3-4 anos. A média das idades das crianças está descrita na tabela 2. na qual ocorre disfunção articular grave5-9. sendo que 80% destas são nos membros inferiores1-3. Tanaka C. Azevedo CSA. havendo ou não dor e restrição do movimento na articulação atingida4. fisioter. Procedimento Os responsáveis legais pelas crianças assinaram um Termo de Consentimento pós-informado aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (CAPPESQ) e também responderam a um questionário com aspectos gerais sobre o desenvolvimento motor da criança. estas freqüentavam a Creche da Universidade de São Paulo e a Escola Municipal do Complexo do Hospital das Clínicas. Em esqueletos imaturos este processo causa aceleração na ossificação e hipertrofia das placas epifisárias. children. Quarenta e oito participaram do estudo final realizado de janeiro a dezembro de 2000. das quais 14 participaram de um estudo piloto prévio à pesquisa. com progressão para “artropatia hemofílica”. 5-6 anos e 7 anos). in comparison with other groups. No caso dos hemofílicos o questionário abordava também aspectos específicos da evolução da artropatia hemofílica. As crianças foram avaliadas na instituição ou creche onde estavam cadastradas. Otávio Luis Gherardi” do Hospital Brigadeiro e no Serviço de Hemofilia do Departamento de Hematologia e Hemoterapia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP). There were significant differences in test performance among the seven-year-old groups (NSC>CG and NSC>CS) (p< 0. classicamente descrita por Duthie (1994) como um aumento de volume residual. . As crianças hemofílicas avaliadas estavam cadastradas no “Centro de Hemofilia Louis Aledort” do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). hemarthrosis. This result emphasizes the importance of early physical therapy together with medical treatment. Discussion and Conclusion: The seven-year-old hemophilic children presented lower functional performance than did the other groups. postural alignment.

trocanter maior do fêmur. um na frente e outro atrás da criança. apoio unipodálico de preferência.6 ANOS 1. Para avaliação do desempenho das crianças na execução destes testes. 6. Somente 2 tentativas. 3. com as coxas paralelas e braços relaxados ao longo do corpo. foram considerados aspectos como a compreensão da tarefa a ser realizada. baseado no trabalho de Takahashi et al. sem validação prévia. No GC. Foram fixadas etiquetas adesivas na cabeça do 5° metatarso. foi utilizado o programa de computador Geometer’s Sketchpad. Análise estatística Devido ao grau de dificuldade variável dos itens avaliados em cada faixa etária. 2. sem apoio manual e alternando os pés. 6. Como não foi encontrada na literatura científica nenhuma escala de avaliação já validada que pudesse satisfazer teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis.Vol. Voltar à posição inicial. vestindo trajes de banho na vista lateral. foram atribuídos percentuais maiores para os testes mais difíceis. de acordo com seu grau de dificuldade. utilizamos dados do estudo piloto para padronização da aplicação dos testes funcionais e determinação dos escores dados a cada um desses. No GE a vista lateral foi escolhida de acordo com o hemicorpo mais acometido pelas hemartroses.Agachar-se e manter-se agachado por 10” e levantar sem apoio.Andar para trás puxando um carrinho por uma distância de 5 metros.Andar na ponta dos pés por uma distância de 2 metros. com o pé de preferência. sendo realizados no máximo 7 testes funcionais (Tabela 1) para cada faixa etária. cabeça da fíbula. 2.Chutar uma bola em movimento. maléolo lateral. 2. Este parâmetro se fez necessário devido a fatores restritivos do plano de amostragem que não poderiam . com a criança correndo.Em bipedestação. A partir destes dados foi elaborada uma tabela de escores baseada em porcentagens específicas para cada teste avaliado. 4. 7 ANOS 1. possibilitando assim a análise da angulação tibiotársica e das articulações do joelho e do quadril. 10 No. 5. 3 . nas medidas das angulações articulares utilizou-se análise de variância. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 173 2) Avaliação postural através de fotografias das crianças em ortostatismo.Andar para frente colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros.4 ANOS 1. Braços caídos ao longo do corpo. Olhos abertos 10” 2. Olhos abertos 30” 3. apesar de possível interferência na validade dos resultados encontrados. espinhas ilíacas ântero-superiores (EIAS) e espinhas ilíacas póstero-superiores (EIPS). Na ponta dos pés. 3. deslizar um rolinho sobre o pé de preferência por 15” 4. com cálculo das médias e desvio-padrão. O valor de p igual a 0. Manter joelho fletido em angulo reto. a atenção durante sua execução (cognitivo). 7. Descrição dos testes funcionais por faixa etária. 7.Em bipedestação.Andar para trás colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro por uma distância de 2 metros.Correr contornando 4 obstáculos com uma distância de 60 cm entre eles. sendo considerado para todos os dados o nível de significância p< 0. 6. Pés juntos.Parado.Encostar o calcanhar de um pé nos dedos do outro pé e manter por 10” com os olhos fechados (para 6 anos) e abertos (para 5 anos).Apoiar um dos pés no chão e com o outro tentar atingir dois alvos de papelão pré-determinados. a vista lateral direita foi escolhida como padrão.Descer escada de 5 degraus.Andar em linha reta por uma distância de 5 metros. 4.Saltar num pé só.Subir escada de 5 degraus. sem apoio manual e alternando os pés.1018-20. 5.16. a coordenação motora e o equilíbrio estático e dinâmico. 5 .A partir do decúbito dorsal. Para tanto. as necessidades dessa pesquisa.10 foi estabelecido desde o inicio do plano de amostragem no cálculo do tamanho da amostra.Pular o mais alto que puder e bater palma 2 vezes enquanto estiver com os pés fora de contato com o solo. Membros superiores abertos lateralmente. baseados na observação do avaliador. 3) Avaliação funcional foi baseada no Exame Neurológico Evolutivo de Lefèvre17. sentar-se sem utilização de apoio manual.Chutar uma bola .Saltar uma corda na altura dos joelhos estando parado e com os pés juntos. Os testes funcionais foram analisados através de Tabela 1. 5.

O desvio do ângulo tibiotársico apresentou uma diferença limítrofe somente entre faixas etárias.019). em comparação com as crianças hemofílicas que apresentaram tendência para assimetria.7 +/. Porém.095) (Figura 1). Isso sugere que o tratamento fisioterapêutico pode ter uma interferência positiva na redução da freqüência das hemartroses desses pacientes. Em relação à avaliação postural. Mello M. o tratamento médico e fisioterapêutico profilático são de extrema importância na interrupção deste processo. Apesar de não ter sido o objetivo do estudo. em um ciclo vicioso de alteração. tornando o ciclo vicioso descrito acima mais intenso e freqüente6. Azevedo CSA.001) (Tabela 2). Tabela 2. critérios de exclusão da seleção.65) 45. RESULTADOS Em relação à incidência de hemartroses observou-se diferença estatisticamente significante entre as crianças hemofílicas participantes do GSS e do GCS (p< 0.7 +/. DISCUSSÃO Foi observado que a incidência de hemartroses aumenta proporcionalmente com o aumento da faixa etária.(2. já que um posicionamento em semiflexão dessa articulação e um conseqüente desalinhamento dos côndilos femurais/tibiais podem favorecer a uma maior sobrecarga articular.(7. ser alterados: número reduzido de crianças hemofílicas na faixa etária selecionada. Desta forma. GRUPOS 30-54 MESES (3-4 ANOS) GC GSS GCS 44. Em relação ao desempenho funcional relacionamos a porcentagem de desempenho nos testes funcionais com os grupos e a faixa etária. entre as idades (p< 0. Média das idades (Desvio-Padrão) em meses das crianças participantes da pesquisa (n=48) e média de hemartroses em relação aos grupos.001) e uma interação entre grupos e faixa etária (p< 0. gerando desequilíbrios articulares que predispõem a novos sangramentos. sem relação direta com os grupos específicos (GC.059) (Tabela 2). O GCS apresentou maior número de sangramentos que o GSS.(8. Cabe ressaltar que os resultados acima descritos não são conclusivos.8 +/. Foi vista uma diminuição do ângulo tibiotársico com o aumento da faixa etária.21) 66. tendo sido observado uma diferença estatisticamente significante entre os grupos da faixa etária de 7 anos (p< 0.(6. tendo o GCS o maior desvio. quando comparado com períodos sem essa abordagem.087) sendo que o GSS apresentou um melhor desempenho quando comparado ao GCS (Figura 3). não sendo correlacionado com nenhuma outra informação obtida no estudo. entre as faixas etárias (p< 0. grupo com sinovite crônica. representando uma maior semiflexão de joelhos (Figura 2). Este achado sugere que a intensificação das atividades escolares e esportivas favorece o aumento da ocorrência de sangramentos traumáticos. Na avaliação postural.174 Galante GA. Também foi constatado que.7 +/. grupo sem sinovite crônica.51) 86.8 +/.6 +/.2 +/.4 +/. especialmente na faixa etária de 7 anos. bras. GCS.(5. Evidenciou-se uma diferença significante do desvio do ângulo do joelho entre os grupos GSS e GCS (p< 0. fisioter. GSS.62 11. constatou-se uma diferença limítrofe na medida do ângulo tibiotársico somente A incidência de hemartroses também foi maior no GCS se comparado com o GSS demonstrando que a sinovite crônica predispõe os novos sangramentos.53) 78-90 MESES (7 ANOS) 83. pois além de terem uma significância .2 +/.02) 88. com o aumento da idade. Este achado sugere a existência de diferenças posturais sutis entre os grupos e faixas etárias que não foram claramente evidenciadas com o método utilizado. um menor número de episódios de hemartroses no período em que estavam em acompanhamento fisioterapêutico.49) MÉDIA DE HEMARTROSES 3.(1. Há um grande risco de uma sinovite crônica evoluir para uma artropatia hemofílica.79) 42. observamos que o GCS apresentou um maior desvio do ângulo do joelho se comparado com o GSS. esse posicionamento dos joelhos foi mais discreto e de forma simétrica entre membros inferiores.67 GC. Tanaka C. observada durante a avaliação clínica.(1.37) 70. grupo controle. D’Amico EA Rev.(4. GSS e GCS). foi constatado durante a análise dos prontuários das crianças hemofílicas. Apesar de não ter sido evidenciado claramente na avaliação postural através de fotografias. Este achado sugere que a maior incidência de hemartroses nos joelhos pode estar correlacionada com essa alteração postural. a média de hemartroses torna-se maior. tempo disponível e custo da coleta.9.(5. algumas crianças sem hemofilia também apresentavam semiflexão de joelhos. sendo necessários estudos mais específicos sobre o assunto para tal afirmativa.32) 54-78 MESES (5-6 ANOS) 67.

Observamos uma tendência das mães em desvalorizar os episódios de sangramentos evidenciando uma falta de informação em relação à patologia. 2. o método utilizado para avaliação dos ângulos do joelho e tibiotársico não foi submetido a procedimentos de confiabilidade previamente a sua aplicação. Em uma próxima análise da incidência de sangramentos. pois estes também podem interferir no desempenho dos testes funcionais. Nos questionários realizados antes dos testes funcionais foram relatadas informações contraditórias da mãe em relação aos prontuários médicos. Figura 2. Também foi constatada a piora do desempenho nos testes funcionais conforme o aumento da idade das crianças hemofílicas. comprometendo o desenvolvimento saudável das crianças hemofílicas. 10 No. maior meta dos centros de hemofilia. O adiamento ou a falta de seguimento no tratamento médico e fisioterapêutico aumenta a possibilidade de evolução para seqüelas articulares. quando comparado ao GSS.Vol. As hemartroses recorrentes predispõem à alteração articular e proprioceptiva com conseqüente piora da funcionalidade. Porcentagem de desvio do ângulo do joelho entre grupos. será importante que os sangramentos musculares sejam considerados. Porcentagem de desvio do ângulo tibiotársico entre grupos e faixa etária. uma vez que estas são crianças muito jovens para apresentarem distúrbios funcionais. Esta situação é preocupante. 2006 Hemartroses e Alterações Funcionais em Crianças Hemofílicas 175 Figura 1. A maior incidência de hemartroses no GCS pode explicar o pior desempenho deste grupo nos testes funcionais. o que minimiza sua valiabilidade. . estatística fraca.

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The Fugl-Meyer assessment was applied to them twice (intrarater reliability) by three physiotherapists (interrater reliability). CEP 13015-301. stroke. 970 Apto 44. intra-observador IC = 0. No. 101809-9246 ISSN No. os quais foram submetidos a duas avaliações (confiabilidade intra-observador). thereby allowing this version to be used as instrument for clinical evaluation and research in Brazil. QUAGLIATO EMAB 2. NASCIMENTO NH 1.Vol. Key words: reliability.com. Universidade São Francisco. Campinas. 2 (2006).br Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 03/08/2005 RESUMO Objetivos: Os objetivos do estudo foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão em pacientes crônicos pós AVC. SP Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia. Conclusão: Conclui-se neste artigo que não foi verificado conflitos de interpretação na versão brasileira da escala de Fugl-Meyer. Obtivemos alto índice de confiabilidade. Campinas. respectivamente). Mogi das Cruzes. 177-183 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 177 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL MAKI T 1. Hospital das Clínicas – Unicamp.98. SP Fisioterapia Aplicada a Neurologia.98 to 0. 10. Rua Padre Vieira. Campinas.94. AVC. Method: Fifty hemiparetic patients participated in this study. intraclass intrarater = 0. INOUE MMEA 5. permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa no Brasil. Vol. CACHO EWA 3. tanto intra como interobservador.99 to 0. Bragança Paulista. and high reliability for each subscale (intraclass interrater = 0. Resultados: Os resultados demonstraram alta confiabilidade inter e intra-observador da EFM total (IC = 0.87). Unicamp. ABSTRACT Reliability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brazil Objective: The aim of this study was to produce a Brazilian version of the original Fugl-Meyer Assessment Scale and to verify the intrarater and interrater reliability in chronic post-stroke patients. PAZ LPS 4. Universidade de Mogi das Cruzes.99 e 0.98 a 0.94. assim como para todas as subescalas (interobservador IC = 0. Método: Participaram do estudo 50 pacientes portadores de hemiparesia. Conclusion: It was concluded that the Brazilian Portuguese version of the Fugl-Meyer Assessment Scale did not show any conflicts of interpretation. 2006 Rev.87). e-mail: tiaki_maki@yahoo. SP Correspondência para: Tiaki Maki. Palavras-chave: confiabilidade.99 a 0. bras. fisioter. VIANA MA 2 1 2 3 4 5 Departamento de Fisioterapia. Fugl-Meyer assessment scale.98.99 and 0. Results: The results showed that the whole Fugl-Meyer scale demonstrated high interrater and intrarater reliability (intraclass correlation coefficient = 0. escala de avaliação de Fugl-Meyer. Departamento de Neurologia. . respectively). 2. SP. from three rehabilitation centers. realizadas por três fisioterapeutas (confiabilidade interobservador). High intrarater and interrater reliability rates were obtained. SP Setor Distúrbios do Movimento. procedentes de três centros de reabilitação.

Os pacientes foram esclarecidos previamente sobre os procedimentos que seriam realizados. como por exemplo. A avaliação motora inclui mensuração do movimento. foi desenvolvida e introduzida. enfatizando-se a tradução . dor. et al. os quais descreveram as seqüências específicas da recuperação motora em pacientes pós-AVC. sensibilidade. com hemiplegia direita (29) e esquerda (21). A EFM é um sistema de pontuação numérica acumulativa que avalia seis aspectos do paciente: a amplitude de movimento. Estudos prévios. têm identificado precocemente o comprometimento motor no pós-AVC para um prognóstico a longo prazo da disfunção 5. em que menos que 50 pontos indicam um comprometimento motor severo. além da coordenação e velocidade. tanto em pacientes crônicos (mais de 6 meses). Fugl-Meyer et al. alterações ortopédicas ou um AVC prévio. naturalmente. 34. conhecida como Escala de Avaliação de FuglMeyer (EFM). a escala mais conhecida e usada para a pesquisa e/ou prática clínica3. e o movimento ativo aparecerá sucessivamente menos dependente de reflexos e reações primitivas. Mensurações da recuperação do paciente com seqüela a um AVC. utilizando a EFM. Esse processo contou com dois tradutores bilíngües qualificados e experientes. provavelmente. e é responsável por um grande número de pacientes com seqüelas neurológicas1. MATERIAL E MÉTODO Participaram do estudo 50 pacientes portadores de AVC crônico (> 12 meses). claramente.7 determinaram uma pontuação de acordo com o nível de comprometimento motor. em duas ou mais administrações para o mesmo paciente.realizado parcialmente e 2 – realizado completamente13. a não ser que se demonstre que ela possui níveis adequados de confiabilidade17. tempo pós-lesional de 53 meses (13 – 127). Nos últimos dezoito anos. os voluntários assinaram um Termo de Consentimento. As medidas propostas na EFM são baseadas no exame neurológico e na atividade sensório-motora de membros superiores e inferiores. a volta dos reflexos precede a ação motora voluntária. coordenação e atividade reflexa de ombro. Os estudos das validações da EFM têm demonstrado. tendo em vista que mensurações válidas e confiáveis para medir o estado sensóriomotor são requeridas para decisões clínicas e propósitos de pesquisa14. Uma mensuração do comprometimento motor e sensorial seguido ao AVC. Um dos problemas encontrados na clínica. Rev. ou seja. Esta escala foi o primeiro instrumento quantitativo para mensuração sensório-motora da recuperação do AVC3.não pode ser realizado. Esta escala tem um total de 100 pontos para a função motora normal. joelho e tornozelo3. mão. por Brunnstrom10 e Twitchell11. caracterizando o desempenho e as mudanças no comprometimento motor7. Esta escala foi construída seguindo a hipótese que a restauração da função motora nos pacientes hemiplégicos segue um curso definido. é encontrar avaliações válidas. função motora da extremidade superior e inferior e equilíbrio. e posteriormente foi vertida para o inglês por outros dois tradutores de forma independente. média de idade de 58 anos (17 – 81). Cacho EWA. Tendo em vista que todo instrumento de avaliação deve ser reprodutível através do tempo.8. Nascimento NH. deve produzir resultados iguais ou muito semelhantes.178 Maki T. seguida por completa dependência de sinergias. em 1975. de ambos os sexos (28 homens e 22 mulheres). que seu estado clínico geral não tenha sido alterado16. Escalas de avaliação funcionais são usadas na prática da reabilitação e em pesquisa para diagnósticos. Finalmente a completa função motora voluntária com reflexos motores normais pode ser alcançado7. 1. punho. e não são específicas para medir o comprometimento na função sensório-motora6. fisioter. quadril. considerando. e 96-99 leve. prognósticos e resposta a tratamentos5. totalizando 226 pontos. doença reumática severa. e apresentar déficit cognitivo. e sabendo-se que uma medição não é objetiva.13-15.12. Universidade São Francisco e Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. normalmente focalizam a independência nas atividades de vida diária (AVDs).8. uma alta confiabilidade intra-observador e interobservadores. neste estudo. várias escalas para avaliar o estado sensório-motor após um AVC têm sido desenvolvidas e usadas2-4. Após tomarem ciência da pesquisa. A EFM foi essencialmente desenvolvida com base nos métodos descritos. Uma escala ordinal de três pontos é aplicada em cada item: 0. Paz LPS. Quagliato EMAB. 85-95 moderado. confiáveis e responsivas8. Foram excluídos do trabalho indivíduos com patologias prévias que pudessem interferir nas avaliações.9 e é. nossos objetivos foram realizar uma versão brasileira da escala original de Fugl-Meyer e verificar a confiabilidade da aplicação inter e intra-observador desta versão. anteriormente. buscando identificar a atividade seletiva e padrões sinérgicos de pacientes que sofreram AVC. Tradução da EFM A tradução para o português da EFM foi realizada com base na versão original de 19757. para avaliar o efeito de intervenções durante a reabilitação.4. e procedentes dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes. por Fugl-Meyer et al.7. 5084 marcante. em que a pontuação máxima para a extremidade superior é 66 e para a inferior. Assim. como em pacientes agudos (menos de 6 meses pósAVC) 2. para um paciente com hemiparesia. bras. amputações. cotovelo. O estudo foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (processo Nº 069/04). INTRODUÇÃO O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um importante problema de saúde pública que se situa entre as quatro principais causas de morte em muitos países. Inoue MMEA.

equilíbrio e função e coordenação/velocidade de membro superior. As pontuações foram comparadas entre os avaliadores. com os três avaliadores. Verificação da confiabilidade Para obter a confiabilidade intra-observador. quando se verificaram as subescalas. A confiabilidade interobservador foi obtida através de uma avaliação administrada por um dos avaliadores. os avaliadores assistiram a um videoteipe do examinador experiente realizando o teste. o desempenho do paciente no momento. haja vista que o intervalo sugerido entre o teste-reteste é de 1 a 3 dias para a maioria das medidas físicas17. cada paciente passou por duas avaliações (1ª avaliação – teste. IC < 0.Vol. Nenhuma mudança relevante no comprometimento sensório-motor desses pacientes crônicos foi esperada entre os intervalos das avaliações. Foi calculada a confiabilidade inter (três avaliadores) e intra-observador para a pontuação total da EFM e para a escala desmembrada em nove subescalas: movimentação passiva.87. TREINAMENTO DOS AVALIADORES Antes de coletar os dados da escala para o teste de confiabilidade. para avaliador 3). A função da extremidade superior foi a que obteve os maiores índices de correlação teste-reteste para os três avaliadores (0. os dados dos três avaliadores nos dois momentos da avaliação (teste e reteste). Cada examinador avaliou o mesmo paciente nos dois períodos de avaliação (teste e reteste).40 – concordância fraca. enquanto os outros dois observavam e pontuavam. três avaliações para cada indivíduo. para avaliador 2) e sensibilidade exteroceptiva (0. quando os examinadores estavam inteiramente familiarizados com a aplicação dos testes e com os procedimentos de pontuação e interpretação. assim. 10 No. como para todas as subescalas. nos dois momentos das avaliações (teste e reteste). Desenvolveu-se. Tanto a confiabilidade interobservador da EFM total. 2ª avaliação . coordenação/velocidade de membro inferior (0. detalhando os procedimentos da avaliação e o modelo da escala com sua pontuação (Anexo 1). em contraste com outras escalas de avaliação3. obteve-se uma forte correlação para todos avaliadores (próximo a um). que não fizeram parte do estudo. já que a maioria dos instrumentos utilizados para a avaliação de pacientes é quase que exclusivamente encontrada na língua inglesa.98 para todos). Observando-se a confiabilidade intra-observador (Tabela 1) da EFM total dos três avaliadores. o qual aplicava o teste. O treinamento consistiu de aula teórica do manual e treinamento prático com pacientes hemiparéticos pós-AVC.. 2.94 para coordenação/velocidade de membro inferior. Para verificar o nível de coeficiente de correlação. pois o coeficiente de confiabilidade interobservador poderia ser artificialmente inflado17. três fisioterapeutas foram treinados por um examinador familiarizado com a escala há sete anos. pois sua validade já foi estabelecida10.75 alta concordância21. O treinamento encerrou-se. Coletou-se o tempo de duração da avaliação de cada paciente. Análise dos dados As medidas de concordância foram expressas em termos de coeficientes de correlação e a análise estatística dos dados foi feita utilizando-se o Coeficiente de Correlação Intraclasses (IC). obtendo-se. função e coordenação/velocidade de membro inferior. Uma banca examinadora. Após consenso entre estes profissionais.99 para a EFM total. Os examinadores não conversavam durante os testes. em um intervalo de dois dias entre as mensurações.75). houve uma variação de 0. A escala obteve aceitação internacional em razão de sua fácil aplicabilidade e apropriada mensuração da recuperação motora na reabilitação. dor.90. com IC de 0. e os mesmos pontuaram independentemente. cada avaliador em treinamento avaliou um paciente e os outros dois pontuaram. a versão final foi estabelecida. também. utilizando uma metodologia adequada. assegurando a utilização desta versão por outros profissionais. observou-se. independentemente. E os menores IC foram obtidos para as tarefas de dor (0. uma alta concordância para todos os itens e para os três avaliadores. Foram analisados. . independentemente.reteste). A EFM é considerada a mensuração preferida para estudos. para avaliador 1). Com relação às subescalas. para o cálculo da confiabilidade interobservador. sensibilidade exteroceptiva e proprioceptiva.88. e as divergências foram discutidas com o treinador. além de uma versão em português. Durante o treinamento prático. aplicou a versão brasileira da escala em cinco pacientes para verificar se havia entendimento dos itens da avaliação20. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 179 conceitual18-20. assim um manual de instruções da escala.13. E. RESULTADOS Os coeficientes de correlação da confiabilidade interobservador analisados estão apresentados na Tabela 1. até que se conseguisse 100% de concordância entre os examinadores. composta por um médico neurologista e dois fisioterapeutas. demonstraram alta concordância (IC > 0. Ainda durante a prática.99 para função de membro superior e sensibilidade exteroceptiva.75 – concordância moderada e IC > 0. As instruções são relativamente diretas e simples e a avaliação não requer nenhum equipamento especial. DISCUSSÃO O presente estudo analisou os dados de 50 pacientes para se obter a confiabilidade interobservador e intraobservador da EFM. portanto existe a necessidade de traduzir para a nossa língua. adotou-se a seguinte pontuação: IC < 0. a 0.

97 0.85).97 0. Tabela 1. Lin et al. Esses fatores podem ter sofrido interferência da própria variação natural de um dia para outro. Cacho EWA. membro inferior= 0. com exceção da dor (IC= 0.98 0.97 0. bras.93 0. et al. . concluindo que a mensuração da função sensorial não suporta o uso desta avaliação na clínica de pacientes pós-AVC. durante os primeiros seis meses de 12 pacientes pós-AVC.93. demonstrando ser uma avaliação de fácil aprendizado. O manual de instruções da escala detalha os procedimentos da avaliação.180 Maki T.97 0.93 0. e IC intra-observador no teste-reteste para a EFM total e para as 9 subescalas dos três avaliadores.87 0.99 0. Os resultados demonstraram uma alta confiabilidade interobservador tanto para a EFM total (IC= 0.99). Esta melhor concordância pode ser atribuída ao fato de que.99 0.97 0.92 0.97.14 também observaram alta confiabilidade para a pontuação total (IC= 0.99 0. na segunda avaliação.97 0. Inoue MMEA. Uma alta concordância intra-observador foi igualmente encontrada neste estudo.95.97 0. Rev.98 Av.98 0. obtendo-se assim uma escala de fácil compreensão. observa-se que os IC mantiveram ou aumentaram o valor na segunda avaliação.15.90 0. 1 0.98 0. fisioter. Confrontando os dados dos coeficientes de correlação interobservador da primeira e da segunda avaliação (Tabela 1). a experiência pode ter aumentado o desempenho dos avaliadores e os pacientes podem ter sido mais cooperativos22. ou a variação da interpretação de um observador com relação ao paciente14. respectivamente). pois um estudo relata que isto levaria a uma redução de erros durante a utilização deste instrumento14.97 0.90 0. além disso. 2 0.96) e nas subescalas da EFM (membro superior= 0. Quagliato EMAB. tanto para EFM total para todos os avaliadores. Lin et al.94 0. demonstraram com relação à sensibilidade um fraco a moderado índice de correlação (IC de 0.94 0. coordenação/velocidade de membro inferior e sensibilidade exteroceptiva. e obtiveram um alto coeficiente de correlação para a pontuação total da EFM (IC= 0.92. Esses achados estão de acordo com diversos estudos de confiabilidade interobservadores.90 0. facilitando assim o aprendizado e uma ampla aplicação desta avaliação por profissionais que trabalham com pacientes pós AVC.30). sendo necessário estudos futuros para verificar as propriedades psicométricas da EFM. a aplicação deste deve ser feita por um examinador treinado3. Os menores coeficientes de correlação foram encontrados para a dor.88 0.93 0.99 Re-teste 0.93).98 0. equilíbrio= 0. e amplitude de movimento= 0.98 Av.99 Av.94 0.94 0. Sanford et al. Coeficiente de correlação intraclasse (IC) interobservador para a EFM total e os 9 subitens da primeira (teste) e da segunda avaliação (reteste). Paz LPS.98 0.96 0. Uma limitação do uso da EFM no Brasil está na necessidade de uma norma ou um manual de administração da escala.88 0. e concluíram que a EFM é moderadamente confiável em uma população de pacientes pós-AVC. a banca examinadora não encontrou conflitos de interpretação durante a execução dos testes.61).98 0. O treinamento dos avaliadores não apresentou dificuldades com relação ao entendimento da escala e do manual de instruções. em estudo recente.97 0. 3 0. O menor coeficiente de correlação entre os três observadores nas subescalas ocorreu para as tarefas de coordenação/velocidade de membro inferior e superior (IC= 0.95 0.92 0. CONFIABILIDADE INTEROBSERVADOR CONFIABILIDADE INTRA-OBSERVADOR Tarefas Teste EFM TOTAL SUBESCALAS: Movimentação Passiva Dor Sensibilidade exteroceptiva Sensibilidade proprioceptiva Função de membro inferior Coordenação/velocidade MI Equilíbrio Função de membro superior Coordenação/velocidade MS 0.89 0.93 0. Duncan et al.94 0.98 0.15 estudaram 176 pacientes pósAVC.98 Com relação à versão final da EFM. como para todas as subescalas.98 0.97 0. Nascimento NH.95 0.90 0.95 0.55 a 0. Em contrapartida.94 e 0. como para todas as subescalas.92 0.2 verificaram um alto coeficiente de correlação interobservador em 19 pacientes crônicos para as tarefas de desempenho motor do membro superior e inferior.

Sensibilidade: – Exterocepção: membro superior. pronação Pont:(8) 4 – Movimentos com e sem siner gia: a) mão a coluna lombar ( ) b) flexã o de ombro até 90º ( ) PONTUAÇÃO Mobilidade: 0 – apenas alguns graus de movimento 1 – grau de mobilidade passiva diminuída 2 – grau de movimentação passiva normal Dor: 0 – dor pronuncia da durante todos os graus de movimento e dor marcante no final da amplitude 1 – alguma dor 2 – nenhuma dor 0 – anestesia 1 – hipoestesia/ disestesia 2 – normal 0 – nenhuma resposta correta (ausência de sensação) 1 – ¾ das respostas são corretas. ombro a 30º e pronação (auxílio) ( ) d) Idem ao b) e ) Circundução ( ) Pont. quadril. Função motora de membro supe rior 1 – Motricidade reflexa: bíceps/ tríceps ( ) (2) 2 – Sinergia flexora: e levação. rot. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 181 Anexo 1 Escala de Avaliação de Fugl-Meyer em Português TESTE I. 10 No. cotovelo. máx: (16) III. dedos fletidos e pronação (auxílio se 2 – a tarefa pode ser realizada necessário) ( ) c ) Dorsiflexão c om cotove lo a 0º. 90º e ombro 0º) ( ) não pode ser realizada comp let/e 1 – prono-supino pode ser realizada com ADM limitada e ao mesmo tempo o ombro e o cotovelo este jam corr etamente posicionados 2 – a tarefa é realizada completamente d) abdução ombro a 90º com cotov. o braço é abduzido ou o cotovelo é fletido 1 – se na fase final do mov. – cotovelo. flexão de cotovelo. rot. e int. e).. ext. palma da mão. se necessário) ( ) b) Má xima flexo-extensão d e punho. 0º.Vol. extensão cotovelo. b) 0 – não oc orre mov. o ombr o abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo 2 – a tarefa é realizada perfeitamente c) 0 – Não ocorre posiciona /o correto do cotovelo e ombro e/ou prona ção e supinação c ) prono-supinação (cotov. máx: (44 mobilidade) (44 dor) II. c/ 2 – a posição pode ser mantida contra a lguma resistência resistência. joelho. rot. 2. ombro 0º e pronaçã o. retração de ombro. e int. cotov. com r esistência (auxílio) ( ) c) Idem ao a) d) Máxima flexo-extensão. abdução 90. – joelho: flexão e extensão – tornozelo: dorsiflexão e flexão plantar – pé: eversão e inversão Pont. máx:(10) e) Idem ao b) . interna. mas há difer ença entre o lado não afeta do 2 – todas as respostas são corretas 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa presente 0 – tarefa não pode ser realizada completamente * 1 – tarefa pode ser realizada parcialmente 2 – tarefa é realizada perfeitamente * a) * b) 0 – se o início do mov. a bdução + 90. mas sem resistência alguma a) Cotove lo 90º. punho. punho e dedos: flexão e extensão – antebraço: pronaç ão e supinaç ão – quadril: flexão. com cotov. máx: (12) mesmo tempo o ombro e o c otovelo estejam corretamente posicionados 2 – a tarefa é realizada perfeitamente 5 – Atividade reflexa normal: ( ) bíceps / tríceps/ flexor dedos (avalia-se o 0 – 2 ou 3 reflexos estão hiperativos r eflexo somente se o paciente atingiu nota 2 1 – 1 reflexo esta marcadamente hiperativo ou 2 estão vivos para os itens d). (assistência. f) do item anterior) Pont. estendido e d) 0 – não é tolerado nenhuma flexão de ombro ou desvio da prona ção do a ntebraço no INÍCIO do movimento 1 – realiza parcialmente ou ocorre flexão do cotovelo e o antebra ço não se mantêm pronado ( ) pronado na fase TARDIA do movimento 2 – a tarefa pode ser realizada sem desvio e) 0 – o braço é abduzido e cotovelo fletid o no início do movimento e ) flexão de ombro de 90º a 180º ( ) 1 – o ombro abduz e/ou ocorre flexão de cotovelo na fase final do movimento 2 – a tarefa é realizada perfeitamente f) prono-supinação (cotov. externa. máx:(12) 3 – Sinergia extensora: adução do ombro. 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo e nenhum esta hiperativo máx: ( 2) a) 0 – o pcte não pode dorsifletir o punho na posição requerida 6 – Controle de punho: 1 – a dorsiflexão pode ser realizada. 90º. ext. ombro a 30º e pronaçã o. máx: (8) – Propriocepção: ombro. Movimentação passiva e dor: – ombro: flexão. abdução. estendido e ombro f) 0 – Posição não pode ser obtida pelo paciente e/ou prono-supinaç ão não pode ser fletido de 30 a 90º ( ) realizada perfeitamente 1 – atividade de prono-supinaç ão pod e ser rea lizada mesmo com AD M limitada e ao Pont. rot. polegar. tornoze lo e há lux ( ) Pont. supina ção ( ) Pont. coxa e sola do pé ( ) Pont. voluntário 1 – o pcte não move ativamente o punho em todo grau de movimento ombro 0º.

182 Maki T. por 4 a 9 segundos 2 – pode manter o equilíbrio nesta posição por mai s que 10 segund os f) Apoi o único sob re o lad o não afetado ( ) g ) Apoio ú nico sobre o lado afetado ( ) Pont. por 4 a 9 segundos/ 2 – pode manter o eq uilíbrio nesta posição por mais que 10 segund os g) 0 – a posição não pode ser mantida por mais que 1-2 segundos (oscilação) 1 – consegue permanecer em pé.Motricid ade reflexa: Patelar e aquileu / adutor ( ) (2 ) 2 – Sinergia flexora: flexão quad ril. com um lápi s interposto 2 – o lápis é segurado firmemente ( ) f) Preensão 4: Segurar com firmeza um objeto f) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o objeto interposto pode ser mantido no l ugar. pode manter o equilíbrio p or mais que 1 minuto com segurança f) 0 – a posição não pode ser mantid a por mais que 1-2 seg (o scilação)/ 1 – consegue permanecer em pé. realizar uma flexão de joelho além de 90º. com a superfície volar do primeiro e 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão segund o dedos contra os d emais ( ) g ) Preensão 5: o paciente segu ra com firmeza uma g) 0 – a função não pode ser realizada bola de tênis ( ) 1 – o objeto pode ser mantido n o lugar.a função não pode ser realizada 1 – o papel pode ser mantid o no lugar. máx: (14) . Quagliato EMAB. máx: (6) VII . máx: (6) V. fisioter. metacarpofalangeanas (II a V) c) 0 – posição requerida não p ode ser realizada 1 – a preensão é fraca estendidas e interfalangeanas distal e pro xi mal 2 – a preensão pode ser mantida contra considerável resistência fletidas. Coordenação. extensão de joelho. Equilíbrio : a) Sentado sem apoio e co m os pés suspensos ( ) b) Reação de pára-quedas no lado não afetado ( ) c) Reação de pára-quedas no lado afetado ( ) d) Manter-se em pé com apoio ( ) e) Manter-se em pé sem apoio ( ) a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg. mai s lento que o lado afetado/ 2 – meno s de 2 seg und os de diferença a) 0 – não conseg ue se manter sentado sem apoio/ 1 – permanece sentad o sem apoi o por pouco tempo/ 2 – permanece sentad o sem apoio por pelo menos 5 min. (sentado) ( ) b) Dorsiflexão de tornozelo (sentado)( ) c) Quadril a 0º. com e sem sinergias: a) a partir de leve extensão d e joelho. et al. mas não contra um leve p uxão contra a do dedo indicador. mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg.dorsal) ( ) Pont. mas não contra um leve p uxão cilíndrico. mai s lento que o lado não afetado/ 2 – menos de 2 segundos de diferença 0 – sem atividade reflexa 2 – atividade reflexa pode ser avaliada 0 – 2 ou 3 reflexos estão marcadamente hiperativos 1 – 1 reflexo esta hiperativ o ou 2 estão vivos 2 – não mais que 1 reflexo esta vivo * * a) 0 – sem movimento ativo 1 – o joelho pod e ativamente ser fletido até 90º (palpar os tend ões dos flexores do joelho) 2 – o joelho pod e ser fletido além de 90º b) * c) 0 – o joelho não pod e ser fletid o se o quadril não é fletido simultaneamente 1 – inicia flexão de joelho sem flexão d o quadril. com equilíbrio. mais lento q ue o lado não afetado/ 1 – 2 a 5 seg. mas não contra um leve puxão Pont. Preensão contra resistência ( ) d) Preensão 2: O paciente é instruído a aduzir o d) 0 . Nascimento NH. joelho e d orsiflexão (dec. máx: (6) 3 – Sinergia extensora: exten são de quadril. a) * b) 0 . máx: (14) 2 – o objeto é segurado firmemente contra um puxão 7 – Mão: a) flexão em massa dos dedos ( ) b) extensão em massa dos ded os ( ) IV. Coordenação/ Velocidade MS: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidad e: Index-nariz 5 vezes.nenhuma atividade ocorre 1 – ocorre relaxamento (liberação) da flexão em massa 2 – extensão completa (comparado com mão não afetada) c)Preensão 1: Art. Função motora membro inferior: Motricid ade Reflexa A) Aquiles ( )B) Patelar ( ) (4) 1 . e regula a postura do corpo em relação a gravidade b) 0 – não ocorre abdução de ombro. adução d e quadril. porém não atinge os 90º de flexão de joelho ou flete o quadril durante o término d o movimento. bras. flexão plantar ( ) Pont max: (8) 4 – Mov. Paz LPS. porém com alguma oscilação/ 2 – bo m equilíbrio. Cacho EWA. Dorsal) Pont. extensão de cotovelo para evitar a queda/ 1 – reação de pára-quedas parcial/ 2 – reação de pára-quedas normal c) idem ao b) d) 0 – não consegue ficar de pé/ 1 – de pé com ap oio máximo de outros/ 2 – d e pé com apoio mínimo por 1 min e) 0 – não consegue ficar de pé sem apoio/ 1 – pode permanecer em pé por 1 min e sem oscilação. Rev. e o mais rápido que conseguir ( ) Pont. realizar a flexão de joelho mais que 9 0º (em pé) ( ) d) Dorsiflexão do tornozelo (em pé) ( ) Pont. máx:(8) VI. com equilíbrio. mas não contra um leve puxão polegar e segurar u m papel i nterposto entre o 2 – um pedaço de papel é seg urado firmemente contra um puxão polegar e o dedo indicador ( ) e) Preensão 3: O paciente opõe a digital do polegar e) 0 – a função não pode ser realizada 1 – o lápis pode ser mantido no l ugar. Inoue MMEA. ou por mais tempo./ Velocidade MI: a) Tremor ( ) b) Dismetria ( ) c) Velocidade: calcanhar-joelho 5 vez ( ) (dec. 2 – a tarefa é realizada completamente d) * a) 0 – tremor marcante/ 1 – tremor leve/ 2 – sem tremor b) 0 – dismetria marcante/ 1 – dismetria leve/ 2 – sem d ismetria c) 0 – 6 seg.

Senoni. 10. 75: 1206-1212. 18: 37-41. The Fugl-Meyer Assessment of motor recovery after stroke: a critical review of its measurement properties. Hsieh CL. tanto intraobservador como interobservador. Standardized physical therapy measurements for assessing impairment and disability following stroke. Fugl-Meyer AR. 7: 13-31. o tempo médio de administração da escala foi 40 minutos para avaliadores já treinados. 15.L. Colucci. 74: 443-480. Statistical Methods for rates and proportions. Steglind S. 2006 Confiabilidade da Escala de Fugl-Meyer no Brasil 183 A EFM é uma eficiente avaliação que pode ser realizada em. Neurorehabil Neural Repair 2004. Gowland C. Clin Rehabil 2004. 3. Luciana V. Stratford PW. Miranda. 1999. 7. além de ser uma escala de fácil aprendizado e aplicabilidade. Brunnstrom S. 9. Corriveau D. Nelson SG. Santos W. J. Shapiro SH. 15: 9-11. New York: John Wiley & Sons. Phys Ther 1983. P. 1997. Ferraz MB. 5. p. Examining outcome measures in a clinical study of stroke. de Moraes. Rowland LP. Hsueh P. 252. Moreira. Reliability of the Fugl-Meyer Assessment of sensoriomotor recovery following cerebrovascular accident. Arch Phys Med Rehabil 1994. Flávia F. 21: 19-28. Michelle C. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines.2. Leal OF. 16: 232-240. Siqueira e Vanessa A. garantindo a replicabilidade desta versão brasileira da EFM. Matchar DB. Érika M. Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOWOL –100). aos profissionais dos centros de reabilitação da Universidade de Mogi das Cruzes: Camila C. 10 No. Similar motor recovery of upper and lower extremities after stroke. 13. Jaasko L. 39: 143-150. Leyman I. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36).144. Swanson LR. Reliability of the Fugl-Meyer assessment for testing motor performance in patients following stroke. Olsson S.Scand J Rehab Med 1980. Horner RD. Tratado de medicina de reabilitação. Duncan PW. 19. Manole. suppl 7: 85-93. 12. em especial. Twitchell TE. Landsman PB. 46: 357-375. 177-230. Williams I. Translation and cultural adaptation of quality of life questionnaires: Na evaluation of methodology. Beaton D. Psychometric properties of the sensory scale of the Fugl-Meyer Assessment in stroke patients (Abstr). 73: 447-454. Louzada S et al. Pogacnik T. 63: 1606-1610. The post-stroke hemiplegic patient: 1. 6. Scand J Rehab Med 1975. 46(12) 141732. permitindo assim seu uso como instrumento de avaliação clínica e de pesquisa em nosso meio. Brain 1951. 21. 25: 1181-1188. Malouin F. 16. Prost M. Bueno e Caroline C. Nesse estudo. Vanessa O. Daniells CJ. Neurol Report 1991. Ciconelli RM. Bouter LM. São Paulo: Ed. Ciconelli RM. Obteve-se alto índice de confiabilidade. Phys Ther 1993. Post stroke hemiplegia: Assessment of physical properties. 30 minutos. p.Vol. Guillemin F. J Am Phys Ther Ass 1966. Andreia V. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. 22. 2. Evaluating motor recovery early after stroke: comparison of the Fugl-Meyer assessment and the motor assessment scale. 2nd ed. 115. Duncan PW. Jorgensen HS. Agradecimentos: Nossos agradecimentos vão. Fugl-Meyer AR. Bonneau C. Merrit Tratado de neurologia. Motor Testing Procedures in hemiplegia. Rev Bras Reumatol 1999. 30: 379-85. Pichard L. Quaresma MR. segundo Duncan et al. Guanabara Koogan. 3ª ed. Durand A. Fleck MPA. Van der Lee JH. Samsa GP. Marcela S. Falcão DM. Muner. Silva. Rio de Janeiro: Ed. Wood-Dalphinee SL. Neurorehabil Neural Repair 2002. Meinão I. 8. J Rheumatol 2003. Fleiss. 8: 391-397. 33: 110-113. Bombardier C. 11. Compensation in recovery of upper extremity function after stroke: The Copenhagen stroke study. 21: 731739. Jansa J. Faria e da Universidade São Francisco: Daniele M. Moreland J. 4. . Stroke 1994. The responsiveness of the Action Research Arm Test and the FuglMeyer assessment scale in chronic stroke patients. Gowland C. J Clin Epidemiol 1993. An evaluation of the extended Barthel Index with acute ischemic stroke patients. 9ª ed. 20. The restoration of motor function following hemiplegia in man. A method for evaluation of physical performance. Black SE. Olsen TS. 18. Goldsteins LB. Lin JH. Raaschou HO. DeLisa JA. Gladstone DJ. J Rehab Med 2001. 2002. Sanford J. Stroke 1990. Sheu CF. e aos pacientes que tornaram possível esta pesquisa. Oliveira. Gompertz PN. Arch Phys Med Rehabil 1994. Camila A. Reys. 75: 852-857. 17. aproximadamente. 2. CONCLUSÃO Conclui-se que a versão brasileira da EFM não apresentou conflitos de interpretação. Rev Bras Psiquiatr 1999. Ferraz MB. Nakayama H. 14. Lankhorst GJ. Beckerman H.

ABSTRACT Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Objective: The purpose of this study was to analyze the neuropsychomotor development of babies with slight malnutrition and to characterize their nutritional profile.8% of fathers).Vol. 83. No. However. Itaguaçu. malnutrition. as áreas da Linguagem e da Sociabilidade foram classificadas em nível “normal baixo” e as outras em nível “normal médio”. Vol. and adverse reaction to some food (41. the language and social characteristics were classified as “low normal” and the others as “medium normal”. parents with incomplete basic education (74. 2.0%). fornecendo subsídios para observar sua atuação exploratória. efeito de seu pensamento. . CEP 88085-390. Florianópolis. Their nutritional status was identified using the Gómez criteria and characterized using a questionnaire.6%).3%).0%). entre 7 e 24 meses de idade. desnutrição. Rua Antônia Alves. the Brunet and Lézine Psychomotor Development Scale for Early Infancy was utilized. 83. Entre os dados neuropsicomotores. diarréias (71.3%). aleitamento materno satisfatório (67.7%). 59.9%). Conclusões: A avaliação neuropsicomotora é instrumento fundamental na assistência ao lactente desnutrido. Métodos: A pesquisa foi do tipo transversal. numa população de 374 lactentes e amostra de 31 desnutridos leve. bras.7%). SC Correspondência para: Samira Schultz Mansur.45 meses) e da Sociabilidade (14.74 months) were the measurements furthest behind the mean chronological age (16. as médias das Idades de Desenvolvimento da Linguagem (14. babies.2% das mães. e planejar o trabalho intervencionista. fisioter. parents in stable union (61. All the characteristics evaluated had development quotients within normal values. matriculados em creches municipais.4%). NETO FR Universidade do Sul de Santa Catarina. satisfactory breast feeding (67. Results: The main data from the questionnaire were: respiratory infections (48. Among the neuropsychomotor data. enrolled in municipal day nurseries. lactentes.74 meses) foram as que obtiveram os valores mais abaixo da média da Idade Cronológica (16. 185-191 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 185 DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTENTES DESNUTRIDOS MANSUR SS. 101809-9246 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos ISSN No. who tend to present deficiencies in language and sociability. This provides backing for observation of such children’s exploratory actions (the consequences of their thoughts) and to plan interventionist work. Para a avaliação neuropsicomotora utilizou-se a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância de Brunet e Lézine. renda familiar de 1 a 3 salários-mínimos (80. Conclusions: Neuropsychomotor evaluation is an essential instrument in caring for malnourished babies. Universidade do Estado de Santa Catarina. 2006 Rev. porém. For the neuropsychomotor evaluation. 2 (2006). aged between 7 and 24 months. Resultados: Os principais resultados do questionário mostraram: infecções respiratórias (48.45 months) and social development (14.8% dos pais). Method: This was a cross-sectional survey on a population of 374 babies and a sample of 31 babies with slight malnutrition. the mean ages for language development (14.41 meses). Todas as áreas avaliadas obtiveram Quocientes de Desenvolvimento dentro da normalidade. Palavras-chave: desenvolvimento neuropsicomotor. diarrhea (71.41 months).9%).6%). que tende a apresentar deficiências nas áreas da Linguagem e Sociabilidade. pais em união estável (61. reação adversa a algum alimento (41. O estado nutricional foi identificado pelo critério de Gómez e caracterizado por um questionário. Key words: neuropsychomotor development. pais com ensino fundamental incompleto (74. 10.4%).2% of mothers. family income between 1 and 3 minimum salaries (80. SC Recebido: 04/02/2005 – Aceito: 24/11/2005 RESUMO Objetivos: O objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes com desnutrição leve e caracterizar seu perfil nutricional. Florianópolis.

clinicamente ainda persistem questionamentos. refluxo gastroesofágico. Do ponto de vista experimental. apresentaram desnutrição energéticoprotéica. a cada quociente das áreas específicas do estudo (postural. assim como de fatores associados ao estado nutricional de lactentes. Para a classificação nutricional foi realizada coleta ponderal a partir do uso de balança analógica de mesa para bebês. calendário vacinal). inferior (69-78) e muito inferior (68 ou menos)”. nestas instituições. sendo os lactentes e os pré-escolares os grupos etários mais atingidos pela desnutrição apresentando. Este instrumento é composto por itens sobre antecedentes pessoais (consultas pré-natais. utilizada a tabela de crescimento do National Center of Health Statistic (NCHS). o que prejudica o funcionamento intelectual2. totalizando. geralmente. No Brasil. antecedentes sócio-econômicos (renda per capita. entre 0 e 24 meses de idade. sono. A partir do uso do software Sistema de Monitoração do Desenvolvimento Infantil – SIMODE10 foram calculadas a Idade Cronológica e as Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas do desenvolvimento neuropsicomotor.95 e de clareza 0. retardo no desenvolvimento neuropsicomotor1. Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa segundo as Normas e Diretrizes Regulamentadoras da Pesquisa envolvendo Seres Humanos – Resolução CNS 196/96.186 Mansur SS.5. por conseguinte. Dessa forma. a população de 374 lactentes. as formas leves de desnutrição. baixo peso ao nascer e alterações neurológicas. atendo-se à valorização de quocientes intelectuais7. antecedentes familiares (escolaridade dos pais. adaptada previamente10. INTRODUÇÃO A desnutrição energético-protéica (DEP) está relacionada a 40% dos óbitos em crianças menores de 1 ano. normal baixo (79-88). Mesmo crianças que não apresentam seqüelas mais graves podem apresentar comprometimento em algumas áreas de seu desenvolvimento neuropsicomotor. tipos de alimentos mais comuns para nutrir a criança. freqüência com que a criança se alimentava de açúcares e doces. A amostra foi composta por 31 lactentes entre 7 e 24 meses de idade. e a relação peso/idade do critério de Gómez1. já que são poucos os estudos realizados de forma sistemática que tenham avaliado esta condição6. é evidente o efeito deletério causado pela desnutrição no sistema nervoso em desenvolvimento. Os valores numéricos dos quocientes de desenvolvimento foram relacionados a níveis motores que permitem classificar as habilidades estudadas em padrões: “muito superior (129 ou mais). sendo que 5% delas apresentam grau moderado ou grave. entre 7 e 24 meses de idade. irmão com menos de 5 anos com histórico de desnutrição. óculo-motriz. matriculados em creches municipais e avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor da amostra nas áreas postural. O processo de amostragem foi do tipo intencional. normal alto (109118). A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor foi realizada com a Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância9. normal médio (89-108). fisioter. antecedentes alimentares (período de aleitamento materno. Essa escala apresenta como índice de validade 0. Tendo em vista a relevância da nutrição na estrutura e função do sistema nervoso em desenvolvimento e. hospitalização. foi atribuído um padrão motor10. Neto FR Rev. da linguagem e social dos lactentes. porém. A caracterização de fatores relacionados ao estado nutricional dos lactentes foi feita pela aplicação de um questionário direcionado às mães dos lactentes e realizada no ambiente da creche. Foram critérios de exclusão da amostra a presença de prematuridade. Estudos descrevem que algumas áreas são mais afetadas como a memória. este estudo objetivou caracterizar o estado nutricional de lactentes com desnutrição leve. superior (119-128). depois de realizada a triagem ponderal. . O questionário utilizado obteve como índice de validade 0.3. da coordenação óculomotriz. 32% das crianças menores de 5 anos apresentam DEP. bras. de ambos os gêneros. da linguagem e social) e ao quociente de desenvolvimento global. predominando.98.68 e de fidedignidade 0. com nítidas diferenças regionais1. na adequação neuropsicomotora. Esse instrumento possibilitou avaliar as áreas postural. infecções respiratórias. tipo de alimentação atual. número de pessoas que moram na mesma casa). em todo o país. da linguagem e social. diarréias. sendo constituintes da amostra os sujeitos que. óculomotriz. podendo acarretar prejuízo no rendimento em idade escolar4. situação civil dos pais). Autores comentam que grande parte dos testes psicométricos fornece dados insuficientes para identificar déficits cognitivos em habilidades específicas. Os itens de avaliação foram realizados por intermédio de testes propostos com pequenos utensílios e brinquedos e por perguntas direcionadas aos pais ou professores. obtendo Idade e Quociente de Desenvolvimento Global e Idades e Quocientes de Desenvolvimento nas áreas específicas da escala.85 9. a coordenação visomotora e a linguagem. ortopédicas e/ou distúrbios sensoriais (visuais ou auditivos) evidentes na avaliação do desenvolvimento. presença de intolerância ou alergia alimentar). infra-estrutura básica. METODOLOGIA Pesquisa do tipo transversal8 realizada em 8 creches municipais de Florianópolis (SC) e em 2 creches municipais de São José (SC). no ano de 2004.

8% de 4 a 6 e 3. A totalidade dos lactentes deste estudo recebia alimentação artificial/sólida. contra 93.20 11. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento Postural (IDP) obteve valor muito próximo ao da média da Idade Cronológica (IC).3%) e casados (6.6% possuíam esse distúrbio. um pai realizou. postural. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC).4% dos lactentes não apresentaram refluxo gastroesofágico. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 187 Tabela 1. 12.28% (31) de lactentes desnutridos leve no total populacional (374).8% dos pais foi referente ao ensino fundamental incompleto. ovos”. sendo que 58.9% alergia ao leite de vaca. O principal motivo do desmame foi a intolerância à lactose pela criança.0% que não as apresentaram. 10 No. verifica-se que o valor nesta área esteve 30 dias abaixo da média cronológica da amostra.71 5.9% do grupo amostral foi encontrada reação adversa a algum alimento. da coordenação óculo-motriz. Os motivos que levaram as mães deste estudo a não amamentarem foram a rejeição do peito e o fato de uma possuir o vírus da SIDA.5%).0% das mães realizaram de 7 a 9 consultas. açúcares e doces”.7% com 3 e 3. seguidos de pais solteiros (32. havia água tratada e rede elétrica.1% de 3 a 5 e 3.5% com 6 ou 7 pessoas.0% fossa como parte do saneamento básico.5%. Quando se analisa o valor mínimo . não ocorrendo diferença em relação ao valor máximo.9% “cereais e derivados. 51.70 82. Em todas as casas em que os lactentes residiam. sendo que 29. O aleitamento materno esteve presente até os 6 meses de idade em 29. O valor mínimo obteve idade negativa de 2 meses. Em 41. Os 77.9% e 6. sendo que em 71.1% já foram em algum momento de suas vidas.1% classificaram como agitado. enquanto 16. 9. observa-se que estiveram 3 meses abaixo do mínimo da IC.0% das mães relataram que seus filhos possuíam intolerância à lactose e 12.6% das famílias residiam com 4 ou 5 pessoas na mesma casa.37 11. 35.04 10.40 88.4% dos lactentes e 51.00 17. embora tenha sido superior à IC em apenas 9 dias (idade positiva). 25.60 RESULTADOS Identificação do estado nutricional Foi encontrado o equivalente a 8. pneumonia. no ano de 2004. contra 29.41 32.2% com 9.9% “frutas. Quanto à situação civil. Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Coordenação Óculo-motriz (IDC) e da IC.6% possuía como renda per capita a quantidade de 1 a 3 salários-mínimos. até 12 meses em 25.8%. 71. enquanto o valor máximo da coordenação óculo-motriz foi o que se encontrou com maior idade negativa entre os valores máximos (3 meses). 80.2% “frutas. idades de desenvolvimento global.00 24. 83.58 17. carnes. 6. Entre o grupo pesquisado.00 76. bronquite) estiveram presentes em 48. Infecções respiratórias (asma. assim como suas variáveis estatísticas. A média da IDP foi a única que não esteve abaixo da média da IC.7% consumiam de 3 a 4 vezes semanais e 25. VARIÁVEIS Idade Cronológica(meses) Relação peso/idade (%) Déficit ponderal (%) MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO 16. sendo a maior idade negativa encontrada entre as médias das idades. relação peso/idade e déficit ponderal da amostra. mingaus e sopas. Na Tabela 1 são demonstradas as medidas descritivas das variáveis idade cronológica. Valores descritivos das variáveis idade cronológica.8% diariamente). frutas. 2.31 VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7.60 23. porém não completou o 3° grau.Vol. Observa-se que a média da Idade de Desenvolvimento da Linguagem (IDL) esteve aproximadamente 2 meses (58. social e da linguagem e quocientes de desenvolvimento global e nas áreas específicas propostas no estudo.0% dos lactentes. sendo que 16. enquanto 22.5% de lactentes nunca receberam essa substância. Formulário do estado nutricional Quanto ao número de consultas pré-natais.8%. a maior parcela de pais (61. Desenvolvimento neuropsicomotor Na Tabela 2 são apresentados os resultados referentes à idade cronológica.2% menos de 1 salário.2% de 1 a 3 consultas.5% tinham irmão com menos de 5 anos de idade com histórico de desnutrição.1% da amostra possuíam como principais alimentos de nutrição “cereais e derivados.9% das mães caracterizaram o sono de seus filhos como tranqüilo. A escolaridade de 74. Foi comum a alimentação com “açúcares e doces” (38. 25. leite” e 3.2% das mães e 83.32 3.72 82. por mais de 12 meses em 12. 16.97 3. mingaus e sopas”. Diarréias foram comuns em 71. relação peso/idade e déficit ponderal de 31 lactentes com desnutrição leve. Quando se verifica o valor mínimo da IDP.6% não apresentaram esse tipo de diagnóstico. A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados.3%) vivia em união estável. até 3 meses em 25.8 dias) abaixo da IC.30 17.0% da amostra.0% havia rede de esgoto e em 29.9% de lactentes nunca foram hospitalizados. Entre a amostra. mingaus e sopas. 83.

aos quocientes da postura. Alguns dos fatores de risco para o baixo peso e/ou prematuridade. dado que se pode relacionar ao déficit ponderal da amostra. embora alguns transtornos respiratórios como asma.no estabelecimento da imunidade. Entre as médias da Idade de Desenvolvimento da Sociabilidade (IDS) e da IC. Há poucos dados referentes a crianças desnutridas com menos de 6 meses de idade. sendo a segunda maior idade negativa entre as médias das idades. de maneira geral. fato que serve como alerta ao desenvolvimento da criança. Nesta pesquisa.2 % com ensino fundamental incompleto). (3 meses). O sono da criança foi considerado importante na pesquisa por ser reconhecidamente uma função vital e. sendo que a maior freqüência de doenças. estiveram presentes nesta pesquisa. O valor mínimo da IDS foi 3 meses abaixo do mínimo da IC. estão relacionadas à carência de procedimentos rotineiros e básicos na assistência à gestante12. Além disso. irritabilidade. além de déficit ponderal. os lactentes com refluxo gastroesofágico. prevenindo complicações futuras. Neto FR Rev. mas durante todo o ciclo da vida. por ser um período que compreende a estruturação do sistema nervoso. Todavia. Isso significa que a situação de imunidade esteve adequada. Ao associar o número de consultas pré-natais do estudo e a ocorrência de peso normal ao nascer e nascimento a termo entre toda a amostra. causadora de graves déficits no desenvolvimento intelectual . A nutrição está associada à integridade de células mediadoras da imunidade como linfócitos e fagócitos 17. A função cerebral durante a infância e adultícia é mantida pelo resultado de interações complexas com o ambiente enquanto estamos acordados16. Estudos referem que o número de consultas prénatais está inversamente relacionado a esses fatores3. Neste estudo. essencial ao adequado crescimento e desenvolvimento do lactente. a imaturidade biológica da criança a torna vulnerável a fatores de risco. A ingestão insuficiente e a perda de nutrientes. anemia. são mães não-casadas e com 0 a 7 anos de estudo3. diarréias e hospitalizações 14. distúrbios do sono e sintomas respiratórios13.15. Embora o desenvolvimento neuronal seja pré-programado geneticamente. vimos que nenhum lactente esteve abaixo da idade de 7 meses. alta velocidade de crescimento e aquisições funcionais. por conseguinte. porém. a IDG também esteve abaixo do mínimo da IC. Crianças oriundas de classe sócio-econômica baixa sofrem privação cultural. concentra-se na faixa etária de 6 a 36 meses1. avaliações do seu estado nutricional12. a oferta de nutrientes essenciais é meritória ao seu estado geral de saúde e é crucial . A totalidade das crianças estava com seus calendários vacinais atualizados. cuja possível conseqüência é a perda ponderal. coordenação óculo-motriz e global foi atribuído padrão motor “normal médio” e aos quocientes da linguagem e sociabilidade “normal baixo”. que no estudo situou-se na média de 17. protegendo a criança contra doenças. observa-se que a idade negativa alcança o valor próximo de 1 mês (24.188 Mansur SS. podendo a criança apresentar déficit pondo-estatural.associada às vacinas . bronquite e pneumonia foram os principais responsáveis pelas hospitalizações. Em estudos com lactentes desnutridos grave. não apenas durante ciclos de doenças. através de regurgitações e/ou vômitos. Especificamente. o principal recurso na maturação cerebral16. sono agitado e intolerância à lactose. 11 . bras. também apresentaram manifestações respiratórias. Ao observar os quocientes de desenvolvimento. encontra-se idade negativa de 4 meses.9 dias). a prevalência de baixo peso ao nascer e a prematuridade. fisioter. principalmente casos de diarréia.37%. houve número considerável de mães com baixa escolaridade (74. Formulário do estado nutricional No Brasil. a mortalidade neonatal. todos os escores dessas variáveis classificaram as áreas motoras dentro da normalidade. Isso deve ser considerado fundamentalmente na primeira infância. pode-se compreender a satisfatória assistência pré-natal observada. sendo a ativação endógena neuronal durante o sono em idade precoce. Seria ideal que todas as pessoas tivessem. Quando se analisa a média da Idade de Desenvolvimento Global (IDG) e a média da IC. educacional e afetiva. também a maior idade negativa entre os valores mínimos. encontraram-se casos com manifestações respiratórias. podendo-se comentar que se encontram dados clínicos comuns entre diferentes graus de desnutrição. A desnutrição assume importância junto às crianças que vivem em condições socioeconômicas e culturais menos favorecidas. são responsáveis pelo aparecimento de déficits nutricionais. a assistência pré-natal permite o diagnóstico e tratamento de inúmeras complicações durante a gestação e a redução ou eliminação de fatores e comportamentos de risco passíveis de serem corrigidos3. Acredita-se que a atualização do calendário vacinal da criança se traduz por adequadas condições de imunidade.1 dias). Estas ocorrências. Observa-se que o mínimo da relação peso/idade esteve próximo ao valor que classifica o desnutrido como moderado (61 a 75%). observa-se idade negativa de cerca de 1 mês e 20 dias (50. observando o valor mínimo da idade cronológica. ratificando com a literatura. Assim como em todos os valores mínimos das idades de desenvolvimento. devendo ser investigados os fatores que a envolvem. conexões neurais e a estabilização dessas conexões são funções cerebrais. DISCUSSÃO Identificação do estado nutricional Na Tabela 1.

porém a presença de irmão desnutrido em idade precoce não foi comum neste estudo. Esse fato corrobora com o presente estudo ao encontrar condições adequadas de infra-estrutura básica.51 5.00 24.00 148. sabe-se que a desnutrição altera o desenvolvimento intelectual pela interferência na saúde.43 12. Nos países em desenvolvimento. Tabela 2. a desnutrição constitui a maior causa dos elevados índices de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos19. a expansão dendrítica.00 16.58 147.00 66.00 15.17 12.00 17.00 67.00 24.59 12. pode perder a motivação para explorar o ambiente e.87 89. Quando uma criança tem fome não saciada.12 30. atualmente. Na ausência de alimentação adequada durante esse período crítico é possível que a criança não atinja seu verdadeiro potencial genético. dado igualmente encontrado neste estudo (Tabela 2).00 15.72 16. facilitam a velocidade e eficiência na transmissão de informações cerebrais.08 5. que se potencializam quando sobrevêm a desnutrição18.00 99. Por ser a primeira infância período em que se verificam as aquisições neuromotoras básicas.00 88.00 88. a intervenção nutricional deve ser completa.18 148. Em termos epidemiológicos.00 79. Famílias de baixa renda têm preferência quanto ao aleitamento materno por ser um fator econômico e conveniente de nutrição21.00 23. seja devido à baixa renda familiar e também ao incentivo e a valorização que os setores de saúde têm dado ao aleitamento materno. o número de sinapses. possibilitando a simultaneidade de tarefas23. níveis de energia. Valores descritivos das variáveis neuropsicomotoras obtidos pela aplicação da Escala de Desenvolvimento Psicomotor da Primeira Infância.00 3. porém.00 24.00 15. Em pesquisa do desenvolvimento neuropsicomotor de 221 crianças de creches municipais10. a ação metabólica.00 130.00 Idade Cronológica (meses) Idades de Desenvolvimento (meses) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global Quocientes de Desenvolvimento (valor absoluto) Postural Óculo-motriz Linguagem Sociabilidade Global 16. em 2004.01 67.85 100. saúde. VARIÁVEIS MÉDIA VARIÂNCIA DESVIOPADRÃO VALOR VALOR MEDIANA MÍNIMO MÁXIMO 7.00 92. Essa melhora esteve intimamente relacionada à ampliação de serviços de saneamento. 2. a prevalência da desnutrição no Brasil evoluiu de modo favorável entre as décadas de 70 e 90. matriculados em creches municipais de Florianópolis e São José (SC).46 28.71 5.00 13. a quantidade de mielina. foi a única variável que possuiu valor acima da média da IC.41 94.00 21.91 6. Isso demonstra que os efeitos da desnutrição no cérebro podem conduzir a deficiências no aprendizado e na elaboração de atividades neuropsicomotoras. Desenvolvimento neuropsicomotor Os primeiros modelos de desnutrição consideravam somente deficiências cognitivas como resultado de dano cerebral. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 189 e emocional.Vol.85 34. Sabe-se que a qualidade adquirida nos processo de elaboração nervosa como a complexidade do circuito.00 5. educação e à oferta de programas de suplementação alimentar ao longo dessas três décadas12.00 121.00 4. ter um atraso na aquisição de certas habilidades cognitivas.15 10.00 100.58 41.41 32. Supõe-se que a alimentação com leite materno pelos lactentes da amostra. ou seja.00 .37 4.41 14.31 15.25 86.00 94. entre 31 lactentes com desnutrição leve.74 15. indiferentemente se ocorreu lesão cerebral22.84 5.68 25.45 14. com redução de 60% dos casos20.45 5.00 5.00 78. assim.26 154.54 94. 10 No.77 243.71 15.00 22. taxas de desenvolvimento motor e crescimento2. verificou-se que a média da IDP foi a única que obteve valor positivo entre as médias das idades.00 108.00 129.

J Pediatr 2003: 143 Supl 54-61. O controle postural envolve sinergias neuromusculares que permitem adaptações posturais em resposta a diferentes tarefas. maior diferença quando se comparam os valores máximos de todas as idades de desenvolvimento. Barros FC. Medina JMJ. Brunet O. Giugliani ERJ. Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor de crianças entre 06 e 24 meses de creches de Florianópolis – SC. Porto Alegre: Artes Médicas. Darlow BA. Eficácia de uma fórmula infantil pré-espessada no manejo do refluxo gastroesofágico fisiológico do lactente. 7. Por meio da gradual aquisição de atividades neuropsicomotoras são possíveis às relações pessoais e ambientais da criança.itens pertinentes a avaliação da coordenação óculo-motriz deste estudo . 77 (3): 159-60. Fagundes Neto U. Brito NI. sobretudo na discriminação e capacidade de resposta a estímulos sensoriais. Fatores prognósticos para o desenvolvimento cognitivo de prematuros de muito baixo peso. Programa de estimulação precoce para crianças com marasmo na primeira infância: Subsídios para atuação dos professores da equipe de saúde infantil. 1996. Fisioterapia e Desportos da Universidade Estadual de Santa Catarina. a história familiar e a atitude dos pais frente aos filhos. Rev Saúde Pública 2000: 34 Supl 52-61. 1998.190 Mansur SS. 1981. 7 (6): 421-8. 10. Desnutrição e desenvolvimento neuropsicomotor. . a psicomotricidade. 13. colocar um dentro do outro) . Silva SMM. inteligencia y rendimiento escolar. Horwood LJ. A maturação neuromotora. Rev Chil Pediatr 2000 set. podemos pensar que o maior déficit adquirido entre os lactentes do presente estudo na área da linguagem – embora tenha obtido valor dentro da normalidade (“normal baixo”). exemplificada pela preensão. a percepção sensorial e a capacidade de utilizar os objetos. Porém. Cervo AL. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. na ausência de uma linguagem verbal. estabelecendo certas relações entre eles (bater com um objeto em outro para produzir sons ou deslocamentos) ou ainda relacioná-los espacialmente (empilhar objetos. 5. conduzem às relações da criança com seu próprio corpo. Rose SA. Rev Saúde Pública 2003 dez 2. A influência do meio chega ao máximo no período entre 2 e 4 anos. Tendência secular da desnutrição e da obesidade na infância na cidade de São Paulo: 1974-1996. São Paulo: Makron Books. Campinas (SP). necessárias para a mobilidade e as habilidades manipulativas da criança24. 8. 14. Halpern R. encontraram-se classificações baixas. Metodologia científica. 12. Jankowski JJ. In: Issler H. Feldman J. [tese]. Isso demonstra a importância da coordenação óculo-motriz nos processos de pensamento. Algunas consideraciones sobre el impacto de la desnutricion en el desarrollo cerebral. Moran JR. Florianópolis (SC): Centro de Educação Física. na discriminação de objetos e socialização27. à relação ambiental7. Gloor VC. 2. Pediatria na atenção primária. momento em que a linguagem é o fator principal de progresso. Marcondes E. 6. 3. Meio MDB. Scalabrin DMF. com certo grau de aproximação. Grantham-Mcgregor S. Ao ver a criança brincar. Bervian PA. introduzindo novo plano à mente e renovando o estilo dos comportamentos de adaptação9. J Nutr 1995: 125 Supl 2233 – 8. [dissertação]. Considerando esta citação. Monteiro CA. pois o modo de agir das crianças revela o modo de compreensão de mundo que elas têm26. na habilidade para resolver problemas. 9. 19 (2): 2-6. Lopes CS. 37 (3): 311-8.significa um grau de evolução maior do que limitar-se a explorar os objetos sem envolver qualquer função entre eles. como em imitações e gestualizações comuns entre elas. em especial na primeira infância. Ferguson PW. bras. são meritórios em qualquer fase da vida. Sabe-se que quando há lacunas na evolução do desenvolvimento da coordenação óculo-motriz. o nível de desenvolvimento cognitivo alcançado por ela e relacioná-lo com os problemas que se observam na área da linguagem. Neto FR Rev. Mogridge N. mesmo de grau leve pois. Nunes ML. Torrejón HP. 51(1). Lèzine I. A review of studies of the effect of severe malnutrition on mental development. Victoria CG. Ou seja. à relação com outras pessoas. neste estudo. Leone C. Plaza B. Isso que pode servir de alerta aos pais e/ou professores de lactentes com desnutrição. podemos caracterizar. Desnutrição energético-protéica. Em estudo sobre o desenvolvimento neuropsicomotor de lactentes mal-alimentados. a construção da imagem corporal. Horta BL. Rev Paulista de Pediatr 2001. 79: 1220. Vale ressaltar que a exploração das propriedades físicas de objetos. fisioter. existe a possibilidade da criança apresentar problemas na escolaridade25. Fatores de risco para a suspeita de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 12 meses de vida. São Paulo: Sarvier. Cognitive educational and behavioral outcomes at 7 to 8 years in a national very low birthweight cohort. fazendo o lactente manifestar suas idéias por meio de atividades da motricidade. p. 11. Díaz TT et al. verificou-se que o valor máximo da IDC (21 meses) esteve 3 meses abaixo do valor máximo da IC (24 meses). 2002. ALAN 2001 mar. pode ser revertido em idade futura. certamente que todo tipo de estímulos ambientais e prevenção na presença de fatores de risco. The building blocks of cognition. Arch Dis Child Fetal Neonatal 1998. 156-161. 2003. Alderete JMS. Conde WL. como forma de linguagem. Morsch DS. J Pediatr 2001. Desenvolvimento psicológico da primeira infância. podemos entender a criança a partir de seu comportamento. Souza JM. 4. Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. o desenvolvimento cognitivo e psicossocial. 4ª ed.

Helms PJ. 25. Chávez A. Evolução nutricional de crianças carentes atendidas por programa de suplementação alimentar. Phillips DO. Parente W. 19. Baxter-Jones ADG. Nutrición y desarrollo psicomotor durante el primer semestre de vida. 71 (4): 2148. Nascimento CFL. 17 (5): 548 – 57. 7 (4): 321-34. Rev Bras Cresc Desenv Hum. Tokyo: Churchill Livingstone. Meyerhof PG. 1993. 1993. Development of fetal and neonatal sleep and circadian rhythms. Influence of socioeconomic conditions on growth in infancy: the 1921 Aberdeen birth cohort. Zavras N. Tonete VLP. Carvalhaes MABL. O´leary D. Rev Nutr 2001 mai/ago. 26. 20. psicológicos e sociais de mães de criança desnutridas. et al. Clinics in physical therapy: physical therapy assessment in early infancy. São Paulo: Pancast. Salud Publica Mex 1998. Maas YGH. Grazini J. 1997. Pires MMS. 72(2): 182-193. Taner EM. Shumway-Cook A. In: Wilhem I. . São Paulo (SP): Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo. 22. Briassoulis G. Pelto G. 18. Theoretical issues in assessing postural control. Intelligence and brain structure in normal individuals. Martínez H. Andreasen NC. 150: 130-4. p. Arch Dis Child 1999 mar 9. 24. Smith WCS. 17. 161-71. Alliger R. 21. Nóbrega FJ. Cohe G. O desenvolvimento normal da preensão. Tassis AN. 16. Guarneros N. Ariagno RL. 40: 111 – 118. Finn-Stevenson M. Flaum M. 81: 5-9. Nutrition and brain development: social policy implications. Zorzi JL. 25 (3): 101-9. [tese]. Allen L. 27. 1994. Pediatria (SP) 2002. 2: 25-9. Aquisição da linguagem infantil. Campos AL. Soares N. Malnutrition. Trezza EMC. Am J Psychiatry 1993 jan. Aspectos nutricionais. 2006 Desenvolvimento Neuropsicomotor de Lactentes Desnutridos 191 15. Woollacott M.Vol. 23. Swayze V. Sleep Medicine Reviews 2003. 10 No. Mirmiran M. Vítolo MR. Desnutrição e resultados de reabilitação em Fortaleza. Applied Nutrition Investigation 2001 jan 19. Repercussões da desnutrição grave no coração da criança: avaliação ecocardiográfica. 14 (2). J Pediatr (Rio J) 1995. Hatzis T. Am J Orthopsychiatry 2002. 2. nutritional indices and early enteral feeding in critically ill children. Cardy AH.

Resultados: Os resultados deste estudo mostraram que há alto grau de correlação entre as medidas da ADM do joelho obtidas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético (Coeficiente de Correlação de Pearson = 0. . dinamômetro isocinético. ABSTRACT Knee Joint Range-of-Motion Evaluation: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Background: The instrument most often used by therapists for measuring joint range of motion (ROM) is the universal goniometer. amplitude de movimento. CEP 13565-905. 11 men) aged 36 ± 11 years were evaluated. SP Correspondência para: Tania F. km 235. Método: Foram avaliados 38 voluntários saudáveis (27 mulheres. Results: The results showed a high degree of correlation between the knee ROM measurements made using the two instruments (Pearson correlation coefficient = 0. Conclusion: From the procedures performed. Key words: goniometer. 11 homens). both the universal goniometer and the isokinetic dynamometer can be used to evaluate knee ROM. isokinetic dynamometer. SP. AIELLO GV 1.ufscar. com limitação mínima de 20° na ADM de extensão do joelho. Palavras-chave: goniômetro. Universidade Federal de São Carlos . Departamento de Fisioterapia. 2 (2006). pois ambos apresentam mensurações confiáveis. on each subject’s dominant limb. fisioter. Conclusão: Com os procedimentos realizados. OISHI J 2. com idade de 36 ± 11 anos. joelho. Objective: The purpose of this study was to analyze the correlation between the knee joint ROM measurements made using a universal goniometer and an isokinetic dynamometer. No.90). since they both present reliable measurements. All of them had a minimum knee extension ROM limitation of 20°. realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. São Carlos. São Carlos. Method: 38 healthy volunteers (27 women. SP 2 Departamento de Estatística. Departamento de Fisioterapia.UFSCar.Vol. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a correlação entre as medidas de ADM na articulação do joelho. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho.br Recebido: 15/02/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Contextualização: O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para mensuração da amplitude de movimento (ADM) articular é o goniômetro universal. SALVINI TF 1 1 Unidade de Plasticidade Muscular. ROM.90). 2006 Rev. Laboratório de Neurociências. há carência de estudos que analisem a confiabilidade das medidas da ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético. UFSCar. No entanto. 2. Rodovia Washington Luís. Three knee ROM measurements were made using the universal goniometer and another three using the isokinetic dynamometer. 101809-9246 ISSN No.Universidade Federal de São Carlos. Salvini. However. 193-198 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Amplitude Articular do Joelho 193 AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO BATISTA LH 1. e-mail: tania@power. São Carlos. there is a lack of studies analyzing the reliability of knee joint ROM measured by the isokinetic dynamometer. 10. CAMARGO PR 1. Vol. knee. bras. No membro dominante de cada sujeito foram realizadas três mensurações da ADM do joelho com o goniômetro e três mensurações no dinamômetro.

de ambos os sexos (27 mulheres e 11 homens) com idade de 36 ± 11 anos. Brosseau14 cita que as medidas goniométricas da ADM do joelho são mais confiáveis quando realizadas pelo mesmo avaliador. como o dinamômetro isocinético. é amplamente usada. fisioter. Aalto et al. tanto na prática clínica quanto em pesquisas científicas. Camargo PR. no mesmo sujeito e nas mesmas condições. por meio de instrumentos computadorizados. No entanto. mas em contrapartida comentam que o posicionamento utilizado para o teste pode ter contribuído para este resultado. ou ainda. que há três fontes de erro que podem tornar uma avaliação não confiável: o instrumento de medida. as medidas obtidas por meio de um equipamento podem variar. A goniometria. Considerando que a articulação do joelho é uma das mais lesadas no ser humano. Outros trabalhos concluíram serem válidas as medidas realizadas com o goniômetro universal. um equipamento computadorizado bastante utilizado para avaliação funcional do sistema musculoesquelético. Finalmente. é necessário que ambos forneçam medidas confiáveis. Nas últimas décadas houve um grande aumento no uso deste instrumento em várias áreas. No entanto. há também outros instrumentos capazes de mensurar a ADM. sendo assim. com os indivíduos em posição dorsal foi realizado um teste para verificar a presença de encurtamento . Entretanto. a confiabilidade destas medidas só será confirmada após a aplicação de testes estatísticos específicos3. Instrumentação Para avaliar a ADM de extensão do joelho foram utilizados um goniômetro universal de material plástico (Carci) e um dinamômetro isocinético (Biodex Multi-joint System 3). Ellis e Bruton15 concluíram que as medidas de ADM de articulações da mão realizadas com o goniômetro são mais confiáveis quando somente uma medida é envolvida que quando múltiplas medidas articulares são necessárias. a pessoa que ministra a avaliação e as diferentes características dos voluntários que estão sendo avaliados que é. bras. após terem sido correlacionadas às medidas da ADM obtidas a partir de radiografia.12.4. com a finalidade de medir a ADM de diversas articulações. a confiabilidade de uma medida é a consistência entre as medidas sucessivas da mesma variável.8. Aiello GV. dentre elas a fisioterapia. Todos os voluntários foram informados sobre os objetivos e procedimentos do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. ainda. considerada um padrão de medida bem estabelecido11. a fonte de erro mais difícil de controlar. que tem se beneficiado de forma particular e significativa desta tecnologia3. Vários experimentos examinaram o grau de confiabilidade das medidas goniométricas utilizando diferentes procedimentos de medida e demonstraram que a ADM do joelho. O objetivo deste estudo foi analisar o grau de correlação entre as medidas de ADM de extensão do joelho. O autor cita. Para que o goniômetro universal e o dinamômetro isocinético possam ser correlacionados e utilizados na mensuração da ADM. os voluntários deveriam apresentar limitação de 20° na ADM de extensão do joelho 17 do membro dominante. o goniômetro universal é um instrumento com o qual se obtém medidas da ADM do joelho confiáveis e válidas.5. o goniômetro é um instrumento de medida articular mais confiável16 e válido14 que a estimativa visual. realizadas pelo terapeuta com o goniômetro universal. mensurado com o goniômetro universal. há carência de estudos na literatura que analisem a confiabilidade das medidas da ADM realizadas no dinamômetro isocinético. obteve um nível de confiabilidade de bom a excelente6-14. duas fisioterapeutas foram previamente treinadas e realizaram todas as avaliações da ADM do joelho com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético deste estudo.194 Batista LH. Procedimentos Medida da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal Com o objetivo de diminuir possíveis diferenças nas avaliações pelo terapeuta. Segundo Dvir3. O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para medir a ADM é o goniômetro universal1. sem dúvida. Sendo assim. como o dinamômetro isocinético2. INTRODUÇÃO A medida da amplitude de movimento articular (ADM) é um componente importante na avaliação física. A ADM de vários segmentos corporais também pode ser mensurada no dinamômetro isocinético. Como critério de inclusão. Assim. verificaram que as medidas realizadas na articulação do joelho com o goniômetro obtiveram baixa confiabilidade. Oishi J. descrita na literatura desde 1914. em um estudo recente. Salvini TF Rev. seria importante verificar se as medidas fornecidas por estes dois meios de mensuração apresentam correlação entre si. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade para estudos em humanos. com o sujeito posicionado em decúbito dorsal e as articulações do quadril e joelho fletidas a 90° 13. METODOLOGIA Voluntários Participaram deste estudo 38 voluntários saudáveis. medida com goniômetro universal. às obtidas com o dinamômetro isocinético. Inicialmente. diferentes procedimentos para a mensuração de sua ADM são utilizados. Considerando-se as diferenças individuais. bem como permite aos profissionais acompanharem de modo quantitativo a eficácia das intervenções terapêuticas durante a reabilitação. Tais medidas podem ser realizadas pelo terapeuta utilizando o goniômetro universal manual.14. pois identifica as limitações articulares.

com auxílio de almofadas. A mensuração da ADM foi realizada quando o indivíduo relatou o início de tensão nos músculos flexores do joelho. para manter a pelve em posição neutra.Vol. um acessório acolchoado foi acoplado ao encosto da cadeira do dinamômetro (Figura 2). O voluntário foi orientado a relaxar durante a avaliação. Este procedimento garantiu que o mesmo posicionamento neutro da pelve. foram orientados a fechar os olhos e se manterem relaxados. enquanto o avaliador 2 certificavase de que não estavam ocorrendo compensações. com o goniômetro universal (Figura 1). fosse também mantido durante as mensurações realizadas no dinamômetro. e relatar o momento em que sentiu o início da tensão nos músculos flexores do joelho. o quadril e o joelho do membro dominante foram fletidos a 90° e o pé mantido relaxado13. Assim. 2006 Amplitude Articular do Joelho 195 dos músculos flexores do quadril. A seguir. os voluntários receberam um dispositivo manual ligado ao dinamômetro (Figura 2). que foi considerado a posição final (Figura 1). a articulação do joelho do membro não dominante foi fletida. dispositivo (seta) utilizado para iniciar ou finalizar a avaliação passiva. o eixo mecânico de rotação do dinamômetro foi alinhado com o epicôndilo lateral do fêmur e a perna foi fixada ao braço de resistência do dinamômetro. passivamente. conforme descrito por Norkin e White1. o joelho foi passiva e lentamente estendido pelo avaliador 1. Previamente à realização da avaliação. como descrito por Kendall17. mantendo livre a articulação do tornozelo. Em seguida. ou seja. deveriam acionar o dinamômetro. por meio do qual o voluntário poderia iniciar ou parar a avaliação passiva que estava sendo realizada. e acessório (*) para manter a articulação do quadril a aproximadamente 90° de flexão. A partir desta posição. por meio do dispositivo. que pode causar compensações. e alterar a mensuração da ADM do joelho. utilizado durante a avaliação da ADM do joelho com o goniômetro. A extensão completa do joelho foi considerada 0° 13 e utilizada como referência para o cálculo do grau de limitação da extensão articular do joelho. a extensão do joelho. 2. Almofada (*) utilizada em indivíduos com encurtamento nos flexores do quadril do membro contralateral. Avaliação da ADM de extensão do joelho com o goniômetro universal (indicação com cabeças de seta branca). Posicionamento do voluntário na cadeira do dinamômetro: cintos de estabilização (Δ). * 0° Posição Final * Figura 1. o avaliador 1 mensurou o grau de encurtamento dos flexores do joelho. 10 No. Atingida esta posição. mantendo a pelve em posição neutra para evitar compensações (Figura 1). O voluntário foi estabilizado na cadeira do dinamômetro por meio de cintos de contenção sobre o tronco. quadril e na coxa do membro dominante avaliado (Figura 2). Figura 2. como a anteversão pélvica. nos indivíduos que apresentaram encurtamento dos flexores do quadril. . Após isso. particularmente quando seu joelho estava sendo estendido. Para a avaliação inicial. sendo utilizada a média aritmética das três mensurações. Medida da ADM de extensão do joelho no dinamômetro isocinético Para manter o quadril dos voluntários fletido a aproximadamente 90°. A medida da ADM extensora do joelho de cada indivíduo foi avaliada três vezes. que indica o grau de encurtamento dos músculos flexores desta articulação. para que o braço de resistência do equipamento começasse a estender o joelho.

1% 29. para mensuração da ADM extensora dessa articulação. de várias articulações.70 a 0.05) entre as medidas obtidas com o goniômetro e no dinamômetro (Figura 3).21 . CV = coeficiente de variação. Verifica-se também que. DISCUSSÃO Considerando as condições experimentais utilizadas.196 Batista LH. Salvini TF Rev. por meio do dispositivo.6° DP g 1.9 ± 11. de 0. Análise estatística O Coeficiente de Variação (CV) foi usado inicialmente para estimar a porcentagem de variação entre as medidas realizadas na primeira.89 a boa correlação.8° 46.6 ± 13. p< 0. O CV foi aplicado para obter a variação intervoluntários e intravoluntários. Foram realizadas três mensurações consecutivas desse movimento e sua média aritmética foi utilizada para a análise estatística.0% X = média. os valores do CV referentes às três avaliações realizadas no dinamômetro isocinético variaram mais que as realizadas com o goniômetro universal.0° 27. Camargo PR.2% 30. foram analisadas estatisticamente por meio dos testes: Coeficiente de Variação (CV) e Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP). de acordo com Rothstein9 e Norkin & White1. assim que sentissem iniciar a tensão de alongamento nos músculos flexores do joelho. obtida com goniômetro universal e dinamômetro isocinético. RESULTADOS Com base nos resultados apresentados na Tabela 1. realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. pode-se observar que o CV da primeira mensuração é maior que das duas últimas avaliações em ambos os instrumentos de medida.2° DP▲ 10.7° CV▲ 23. DP = desvio-padrão. Tabela 2.69 uma baixa correlação18.9% 27. os resultados do presente estudo revelam que as medidas da ADM extensora do joelho realizadas com o goniômetro universal têm alta correlação às obtidas no dinamômetro isocinético.3 ± 15.90 a 0.5 ± 12.6° 45. CV = coeficiente de variação. em 38 indivíduos. Comparação da avaliação intervoluntários e intravoluntários da ADM de extensão do joelho. Também foram orientados a parar o braço de resistência do dinamômetro. de 0.99 corresponde à alta correlação.90. Oishi J. Estudos têm utilizado o goniômetro universal para testar a confiabilidade das medidas da ADM.2% 26.4% 33. embora essa diferença não seja significativa. . O Coeficiente de Correlação de Pearson indicou um alto grau de correlação (0.6% X = média.7° 12. DP = desvio-padrão. Aiello GV. segunda e terceira avaliação da ADM extensora do joelho obtidas com os dois instrumentos de avaliação utilizados.19 .8° 3. o voluntário deveria manterse totalmente passivo ao movimento. a 2°/s de velocidade. Nesta fase.2% CVg 4. bras. X Goniômetro Dinamômetro 44.0 ± 11. nos dois instrumentos de avaliação da ADM articular (Tabela 2).1° 45. em 38 indivíduos.4% 26. mas não foram encontrados na literatura trabalhos que utilizassem o goniômetro universal para testar a correlação Tabela 1.0% 8. A confiabilidade e a correlação das medidas da ADM do joelho. fisioter.4° 46. de modo geral. Resultados das mensurações da ADM de extensão do joelho realizados com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. utilizando diferentes instrumentos de medida14.8° 46.80 a 0.9° 44. intravoluntários intervoluntários. Para cada instrumento de avaliação.8 ± 14.79 a pequena correlação e valores ≤ 0. sendo ligeiramente maior no dinamômetro. Considerou-se que CCP com valores de 0. Os resultados mostram que o CV intravoluntários obtido foi menor que o CV intervoluntários. o CV intervoluntários foi considerado como referência para o CV intravoluntários. GONIÔMETRO UNIVERSAL Mensurações X ± DP CV 1ª 2ª 3ª DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO 1ª 2ª 3ª 44.

são eles: ambos os métodos de medida foram realizados pelos mesmos avaliadores. em 38 indivíduos. das medidas obtidas no dinamômetro foram maiores do que as realizadas com o goniômetro. sendo essa variabilidade maior no dinamômetro isocinético. quando comparadas às do goniômetro universal. segundo relato dos voluntários. O CV. Sendo assim. quanto às realizadas no dinamômetro isocinético (Tabela 2). segundo nosso conhecimento. intervoluntários e intravoluntários. quanto no dinamômetro foram obtidas na posição sentada.Vol. Esta sugestão é reforçada pelos resultados da Tabela 1 que mostra o CV das três avaliações referentes a cada instrumento de medida. quando comparadas às medidas com o goniômetro universal. Com a constatação da confiabilidade das medidas realizadas com ambos os instrumentos.90) entre as medidas da ADM de extensão do joelho realizadas com o goniômetro universal e no dinamômetro isocinético. correlacioná-las. há uma alta confiabilidade das medidas realizadas tanto manualmente pelo terapeuta. foi verificado que 20% dos voluntários apresentaram alterações na percepção da tensão dos músculos flexores do joelho. utilizando-se a mesma posição de mensuração. com uma variação média de 22° entre as medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro. Esse resultado indica a necessidade de um número maior de repetições quando a avaliação da ADM articular for realizada no dinamômetro isocinético. Tal dificuldade. Este resultado demonstra a necessidade de realizar familiarização prévia dos voluntários com os instrumentos de medida. alguns aspectos observados necessitam ser considerados. então. No entanto. independentemente do instrumento utilizado para a mensuração. 2006 Amplitude Articular do Joelho 197 Goniômetro (graus) 80 60 40 20 0 0 20 40 Dinam ôm et ro (graus ) 60 80 Figura 3. com o goniômetro universal. Esses voluntários foram reavaliados. vários fatores podem alterar o grau de confiabilidade de uma medida. pela maior dificuldade em sentir o início da tensão nos músculos flexores do joelho durante a mensuração da ADM realizada no dinamômetro. 10 No. Segundo Norkin e White1. pode-se dizer que a grande dificuldade de percepção apresentada por 20% dos voluntários está relacionada à posição de mensuração. enquanto que 80% dos sujeitos variaram 4°. o resultado encontrado neste estudo é inédito na literatura. provavelmente. as duas formas de avaliação mantiveram a articulação do quadril fletido a aproximadamente 90º. foi possível. a ADM extensora do joelho foi medida de forma passiva nos dois métodos. Diante deste resultado. Embora todos esses cuidados tenham sido tomados. Os resultados indicaram que há diferença entre os CV das medidas realizadas com o goniômetro e no dinamômetro (Tabela 2). estes resultados indicam que as medidas da ADM do joelho realizadas em ambos os instrumentos são confiáveis. Portanto. observou-se que as mensurações no dinamômetro isocinético variaram mais. e foram mantidos os mesmos números de repetições. deve-se considerar que a posição altera o grau de percepção de alguns voluntários e que esta dificuldade pode alterar a análise final das medidas obtidas por estes instrumentos. 2. tanto as medidas realizadas com o goniômetro. com o objetivo de minimizar possíveis diferenças nos procedimentos experimentais entre as mensurações nos dois instrumentos de avaliação. É importante ressaltar ainda que durante a execução do presente estudo. Segundo Rothstein9 e Norkin e White1. Sendo assim. ou seja. Verificou-se que o CV intravoluntários das medidas realizadas tanto com o goniômetro quanto no dinamômetro. A variação entre as medidas da ADM de extensão do joelho passou de 22° para 6°. foi a causa da maior variação entre as medidas da ADM obtidas neste equipamento. Tais fatores foram considerados neste estudo para que os procedimentos realizados durante a mensuração da ADM extensora do joelho no dinamômetro fosse o mais próximo possível dos procedimentos de mensuração com o goniômetro. Esta variação pode ter ocorrido. Tais resultados não corroboram com os encontrados . Portanto. Pode-se observar que a primeira avaliação variou mais que as subseqüentes. das medidas de ADM do joelho realizadas no dinamômetro isocinético. tanto o CV quanto CCP mostraram que há um alto grau de confiabilidade das medidas dos dois equipamentos e entre eles. particularmente com o dinamômetro. Valores do Coeficiente de Correlação de Pearson (0. foram menores que o CV intervoluntários.O valor do Coeficiente de Correlação de Pearson (CCP) encontrado indicou um alto grau de correlação entre as mensurações obtidas nos dois instrumentos.

Passive versos active stretching of hip flexor muscles in subjects with limited hip extension: a randomized clinical trial. Eccentric training and static stretching improve hamstring flexibility of high school males. 16(5): 562-70. 13. 1992. P. 34.24. Watkins MA. 1990. Validity study of head and neck flexion-extension motion comparing measurements of a pendulum goniometer and roentgenograms. New York. 5. 21. Camargo PR. 20. O’Sullivan JP. Kendall FP. 3a ed. J Orthop Sports Phys Ther 2001. Greenfield MLVH. pois suas mensurações são confiáveis. Wootton R. Woijtys EM. Scand J Rehabil Med 1986. Arch Phys Med Rehabil 2005. 1995. Bandy WD. Foot Ankle Int 2005. Elements of research in physical therapy. 4a ed. Am J Sports Med 1998. 71(2): 90-6. Aalto TJ. Provance PG. Rothstein JM. 84(9): 800-7. 1ª ed. Wootten M. Balmer S. Onalaska: WIS & S Publishers. 82(3): 396-402. 18. 26(3): 234-8. 2a ed. 19. Ellis B. 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Kuhn EJ. 4. 8. CONCLUSÃO Considerando os procedimentos utilizados neste estudo. Measurement in physical education. Arokoski JP.22 e outros o mesmo procedimento13. 1995. Braatz JH. p. Farber DC. Philadelphia: FA Davis Co. 21(1): 18-34. 16. Trost JS. Sprigle S. por Farber et al. Willy RW. Gogia PP. Oishi J. Russell TG. Blech TE. Harkonen TM. Marcello-Brinker TB. Phys Ther 2001. Irion JM.198 Batista LH. Airaksinem O. 11: 414-20. Deorio JK. Moore SM. 11. Goudreault M. São Paulo: Manole. Winters MV. Mercer TH. J Athl Train 2004. Dvir Z. The effect of time and frequency of static stretching on flexibility of the hamstring muscles. Brosseau L. A study to compare the reliability of composite finger flexion with goniometry for measurement of range of motion in the hand. Agradecimentos: Esse projeto recebeu apoio financeiro da FAPESP e do CNPq. Merrill RM. Myrer JW. Goniometric versus computerized angle measurement in assessing hallux valgus. Feland JB. Lowe L. 1974. São Paulo: Manole. Briggler M. Phys Ther 1991. 31(3): 138-44. alguns utilizando procedimentos diferentes de medida14. 4a ed. Arch Phys Med Rehabil 2001. Isocinético: Avaliações musculares. Goudreault C. Como em outros trabalhos. 3. 7. Salvini TF Rev. Blake CG. 8(4):242-46. 67: 192-5. et al. Medida da amplitude de movimento articular: um guia para goniometria. Roettger RF. 12. bras. Ronald Press. Além disso. Acute changes in hamstring flexibility: PNF versus static stretch in senior athletes. 22. Mccrry S. 2: 186-93. Steel MW. Norton B J. Goniometric reliability in a clinical setting: Elbow and knee measurement. 15. Jull GA. Phys Ther 1983. 63: 1611-15.23. Garber MB. Measom GW. Chleboun GS. Radiographic verification of knee goniometry. Russell TN. Mccrery EK. Gleeson NP. 14. Reliability of goniometric measurements and visual estimates of knee range of motion obtained in clinical setting. Flinn N. Fellingham GW. 86: 549-57. Aiello GV foi bolsista de Iniciação Científica do PIBIC-CNPq. Effect of cessation and resumption of static hamstring muscle stretching on joint range of motion.21 os quais verificaram que as medidas do ângulo articular realizadas com um equipamento computadorizado demonstraram ser mais confiáveis que as obtidas com o goniômetro. Músculos: provas e funções. Schulthies SS. Phys Ther 1997. Miller PJ. Can the internet be used as a medium to evaluate knee angle? Man Ther 2003. Baltimore: Williams & Wilkins. Phys Ther 1987. Reliability and validity of goniometric measurements at the knee. Bandy WD. Batista LH e Camargo PR receberam bolsa de Mestrado da CAPES. Sports Med 1996. D. o presente estudo também mostra que o goniômetro é um instrumento que pode ser usado para realizar as medidas de ADM de extensão do joelho. Rose SJ. 39(3): 254-58. Cited in Currier. Aiello GV. Bruton A. J Orthop Sports Phys Ther 1990. The utility of isokinetic dynamometry in the assessment of human muscle function. 17. 77: 1090-6. 23. Tousignant M. tanto o goniômetro universal como o dinamômetro isocinético podem ser utilizados para avaliação da ADM do joelho. 2002. 81(5): 1111-7. Interpretações e Aplicações clínicas. fisioter. 6. Herrmann DB.

Maitland. force platform. Antônio Carlos. The maximum and minimum peak forces from the curves obtained were then analyzed. Belo Horizonte. Belo Horizonte. Conclusão: Esses dados sugerem que a força aplicada durante a mobilização articular grau III e IV de Maitland no tornozelo. reliability.br Recebido: 11/04/2005 – Aceito: 18/11/2005 RESUMO Introdução: Os fatores que contribuem para a eficiência da manobra de mobilização articular são a intensidade e a reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. apresenta alta confiabilidade intra-examinador e baixa para interexaminador. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. by one or more examiners. O método de Bland e Altman avaliou os limites de concordância das medidas entre os examinadores. durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo. ABSTRACT Reliability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Background: Factors that contribute towards the efficiency of joint mobilization maneuvers is the intensity and reproducibility of the force applied during mobilization. ankle joint. PEIXOTO GHC 3. por um ou por diferentes examinadores. Belo Horizonte. bras. Key words: joint mobilization. Method: Two experienced examiners mobilized both ankles of thirty-five healthy subjects. Results: The data showed high intraexaminer reliability. 199-204 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 199 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO RESENDE MA 1. o que permitiu o registro dos picos mínimo e máximo das curvas da força aplicada.Vol. Departamento de Fisioterapia. PENIDO MM 1. e-mail: mresende@eeffto. Para avaliar o erro sistemático das medidas foi utilizado o teste t pareado e o teste t independente. To evaluate any systematic error in the measurements. articulação do tornozelo. MG Correspondência para: Marcos Antônio de Resende. terapia manual. MG 2 3 Departamento de Fisioterapia. 101809-9246 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo ISSN No. 6627. Pontifícia Universidade Católica. manual therapy. A confiabilidade inter-examinador foi baixa e moderada para a força máxima e mínima respectivamente. Escola de Educação Física. Resultados: Os dados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador. the paired t-test was utilized on the intra-examiner data and the t-test for independent samples for the inter-examiner data. Escola de Educação Física. para as condições intra e interexaminadores. CHAGAS MH 3 1 Departamento de Fisioterapia. Uma miniplataforma de força foi posicionada sob a perna do voluntário a fim de captar as forças obtidas durante as manobras de mobilização e seu sinal foi convertido e armazenado em um software DasyLab4. Objetivo: Avaliar a confiabilidade intra e interexaminador da força de mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo. Vol. The inter-examiner reliability was low and moderate for the maximum and minimum forces respectively. The signals were converted and recorded using the DasyLab 4. Av. Universidade Federal de Minas Gerais. Método: Os dois tornozelos de 35 voluntários assintomáticos foram mobilizados por dois examinadores experientes com o procedimento. confiabilidade. fisioter. A análise da confiabilidade foi realizada através do coeficiente de correlação intraclasse (CCI). MG. 2006 Rev.0. MG Departamento de Esportes da Escola de Educação Física. Palavras-chave: mobilização articular. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. 10. Objective: To evaluate the intra and inter-examiner reliability of Maitland grade III and IV anteroposterior mobilization force on the ankle joint. Universidade Federal de Minas Gerais . .UFMG. Conclusions: These data suggest that the force applied during Maitland grade III and IV mobilization of the ankle joint presents high intra-examiner reliability and low inter-examiner reliability. No. grau III e IV de Maitland.0 software. Maitland. miniplataforma de força. BICALHO LI 2. CEP 31270-901. Belo Horizonte. The Bland & Altman method was used to assess the concordance limits for the measurements from the two examiners.PUC. UFMG. A force platform was positioned under the calves of these subjects to detect the forces applied during the maneuvers. The intraclass correlation coefficient (ICC) was used to assess the intra and inter-examiner reliability. 2.ufmg. 2 (2006). VENTURINI C 1. Fisioterapia e Terapia Ocupacional. respectivamente. during anteroposterior mobilization of the ankle joint. São Francisco.

A técnica de mobilização articular proposta por Maitland1. estudos de confiabilidade da mobilização articular nos graus III e IV foram realizados na articulação glenoumeral6 e na coluna vertebral7. e os voluntários por um processo de familiarização com os procedimentos antes de iniciar o estudo.15 anos.50 cm de altura X 1.200 Resende MA. graduados em quatro níveis que variam de acordo com a amplitude dos movimentos acessórios normalmente presentes nas articulações. Esse princípio aborda a combinação dos movimentos que ocorrem nas articulações sinoviais conforme a sua superfície4. transmitidos e armazenados em um software DASYLab 4. baseia-se em um sistema graduado de avaliação e tratamento.40 cm de comprimento e 0. MATERIAIS E MÉTODOS Voluntários Após aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais (COEP-UFMG). No caso da articulação talocrural. o objetivo deste estudo foi verificar a confiabilidade intra e interexaminador da força aplicada durante a mobilização articular ântero-posterior da articulação do tornozelo. alguns estudos avaliaram somente o efeito terapêutico da mobilização nestas articulações. grau III e IV de Maitland. A superfície convexa móvel desliza no sentido oposto ao movimento osteocinemático. nas epicondilalgias2 e nas entorses de tornozelo3-5. massa corporal e altura de 25. Todos os voluntários foram devidamente informados sobre o estudo e.14 ± 3. ocorre o deslizamento posterior do tálus em relação à tíbia. fundamentando-se na regra côncavo-convexa1.50 quilogramas e 1. com o membro inferior a ser testado apoiado sobre uma tábua de quadríceps com suporte para . 67. a terapia manual vem sendo amplamente empregada no tratamento fisioterápico das disfunções musculoesqueléticas. em seguida. dos movimentos de giro. através de movimentos passivos oscilatórios. INTRODUÇÃO Desde a década de oitenta. que se encontram nas extremidades da mesma. sobre uma mesa de terapia manual (dimensões: 0. sem contudo. bras. Peixoto GHC. presença de dor ou alguma patologia nos tornozelos no momento da avaliação. fisioter. diminui o atrito mecânico na articulação3. A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. Venturini C.4. sendo 20 homens e 15 mulheres. Apesar da grande aplicabilidade da mobilização articular periférica na clínica fisioterapêutica. Maitland desenvolveu seu método. a função do segmento corporal comprometido5. assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. como nas algias da coluna vertebral1. Os critérios de exclusão foram as histórias de entorses do tornozelo nos últimos seis meses. é indicada para recuperar os movimentos acessórios quando existir uma restrição a esse mesmo movimento1.10 metros. edema4. Essas manobras caracterizam-se por movimentos oscilatórios realizados no final da amplitude do movimento acessório ou a partir da resistência dada pelos tecidos periarticulares1. mas não na articulação do tornozelo. Procedimento Para captar a variação da força aplicada sobre a articulação do tornozelo. rítmicos. e em seguida. estudantes universitários. conseqüentemente. livre da resistência oferecida pelos tecidos e são indicados nos casos de processos dolorosos articulares. que convertia os valores de Volts para Newtons (N). Entretanto.0. respectivamente. composta por duas placas de aço interligadas por quatro células de força. portanto. história de cirurgia do complexo pé e tornozelo. Estudos de confiabilidade das manobras graus III e IV foram desenvolvidos na articulação glenoumeral por Hsu et al. A mobilização articular refere-se aos movimentos acessórios passivos que visam à recuperação da artrocinemática. A carga imposta durante a manobra grau III e IV promove a adaptação viscoelástica dos tecidos conectivos e. com dimensões de 40 cm de comprimento por 20 cm de largura.4. O seu restabelecimento promove a congruência articular. rolamento e deslizamento entre as superfícies articulares3. Equipamento Foi utilizada uma miniplataforma de força. com idade. por um ou por diferentes examinadores9.6 e na coluna vertebral por Harms e Bader7.8. Dois examinadores passaram por um período de duas semanas de treinamento com a manobra de mobilização.69 ± 0. A mobilização articular em deslize posterior do tálus. o tálus é convexo e a tíbia é côncava4. Os graus I e II da mobilização de Maitland correspondem à aplicação dos movimentos oscilatórios.4. Durante o movimento de dorsiflexão do tornozelo.24 ± 14. é um parâmetro que garante a padronização do procedimento na clínica e nos estudos experimentais9. Penido MM. É preciso frisar que. ou seja.6. Chagas MH Rev.5 e. Dessa forma.9. verificar a confiabilidade da força aplicada durante as manobras de mobilização articular3. Os sinais gerados pelos sensores da miniplataforma eram conduzidos para um conversor analógico-digital (NIDAQ-700). foram recrutados 35 voluntários saudáveis para o estudo dos dois tornozelos.80 cm de largura). os voluntários foram posicionados em decúbito dorsal. graus III e IV tem como objetivo favorecer o ganho da amplitude do movimento de dorsiflexão que se encontra limitado em diferentes situações como é o caso das entorses laterais do tornozelo 3. com ritmo lento no início da amplitude do movimento acessório da articulação. Bicalho LI. melhora a dor4. a consistência e a capacidade de reproduzir a força aplicada durante a mobilização articular.

O método estatístico de Bland e Altman foi utilizado para estimar a concordância das medidas12. que comparou a média das primeiras curvas (2 a 5) com a média das curvas (6 a 9).0 instalado em ambiente Windows®.4.05. Em seguida. Na análise da confiabilidade intraexaminador. Figura 1.Vol. tanto para a força mínima quanto para a força máxima. enquanto a outra mão era posicionada sobre a primeira. da segunda à nona curva. O estudo da confiabilidade interexaminador foi realizado através do CCI2. Com o objetivo de avaliar a variação do erro das medidas. que apresentavam distorções e poderiam influenciar na análise dos resultados. realizou seis oscilações em deslize ântero-posterior em cada tornozelo dos voluntários para permitir uma adaptação dos tecidos periarticulares. Posicionamento dos voluntários para a manobra de mobilização em deslize ântero-posterior da articulação do tornozelo. . 2006 Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo 201 o tornozelo. B: miniplataforma de força. Imediatamente após o examinador A ter realizado as manobras. considerando as médias das medidas da força mínima e máxima de 8 curvas. foi realizada a calibração da plataforma de força através de cargas previamente conhecidas.5 oscilações/segundo. grau III e IV de Maitland. conforme verificado na figura 1. sendo que os examinadores A e B não tiveram acesso aos resultados durante o procedimento experimental. C B A A: tábua de quadríceps adaptada. isto é. Para a realização da manobra. A freqüência das oscilações e a amplitude das forças aplicadas durante a mobilização variaram de acordo com o examinador. C: manobra de mobilização articular. e depois no tornozelo esquerdo pelo examinador A. A miniplataforma de força por sua vez. sendo consideradas somente as oito curvas subseqüentes. Os dados gerados pela plataforma de força e captados pelo conversor foram armazenados por um terceiro examinador. a manobra foi realizada A força aplicada durante a mobilização articular foi avaliada considerando-se a força mínima e a força máxima gerada em cada oscilação. Cada examinador A e B. A força da manobra foi aplicada de forma perpendicular a miniplataforma para permitir o registro dos sinais através do apoio do calcâneo sobre a tábua. Todas as análises estatísticas foram realizadas através do software SPSS 11. foi posicionada sobre a tábua de quadríceps atrás da região da perna e do tornozelo. Análise Estatística Para a obtenção dos resultados foram excluídas a primeira curva e as últimas curvas.8. foi utilizado (CCI)3. o examinador B repetiu o mesmo procedimento para ambos os tornozelos. primeiro no tornozelo direito. 10 No. realizou-se o teste t pareado e teste t independente para as condições intra e interexaminadores. A força exercida pelo peso da perna sobre a miniplataforma de força foi deduzida para a avaliação dos dados. Uma espuma de densidade média foi utilizada entre a plataforma e o calcanhar do voluntário para evitar o desconforto provocado por este contato. A freqüência de mobilização variou de 0. o examinador apoiou a região do espaço interósseo dos dedos I e II da mão direita sobre o tálus.4 a 0. Para a análise do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi utilizada a classificação descrita por Portney e Watkins11. 2. Antes de iniciar o estudo. obtidas com as oscilações realizadas pelos examinadores A e B. respectivamente. Foi considerada a diferença significativa quando p< 0. por um período de 30 segundos.

98 (0.55) X ± DP (A) 101.19 204. por um ou por diferentes examinadores9.64 N. **Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B (p < 0.82 ± 22. enquanto a média da força mínima foi de 88.97 (0.23 p 0.82 ± 19. Chagas MH Rev.31 ± 21. A média da força máxima aplicada pelos examinadores durante a mobilização em nosso estudo foi de 203.00** Fmin = força mínima. são devido à resistência oferecida pelos tecidos conectivos na região linear da curva cargadeformação.12 p 0.98 (0.051 0. com conseqüente alongamento dessas estruturas que normalmente resistem ao deslocamento articular.00** 0.70 ± 22.99) 0. Quando a média das medidas da força mínima e máxima obtidas pelos examinadores A e B foram comparadas.0.99 161.00** Fmin = força mínima. tanto para a força máxima quanto para a força mínima aplicada durante a mobilização ântero-posterior do tálus.0. Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição interexaminador.96 . X± DP (A) = média ± desvio-padrão do examinador A.67 203. Peixoto GHC. Venturini C. Coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e intervalo de confiança (IC) da força aplicada (N) e a média das medidas para a condição intra-examinador. observamos diferença estatisticamente significativa conforme verificado na tabela 2. X ± DP (6 a 9) = média ± desvio-padrão das curvas 6 a 9 em newtons.33 ± 19.48 160. ** Representa diferença estatisticamente significativa quando comparada a media das medidas da força mínima e máxima das curvas de 2 a 5 com as de 6 a 9 para um mesmo examinador ( p < 0. DISCUSSÃO A eficiência da manobra de mobilização articular depende da intensidade e da reprodutibilidade da força aplicada durante a mobilização. aplicadas durante a mobilização articular.99) 0.58 X ± DP (B) 89.98 .52 ± 22. exceto para a força máxima obtida pelo examinador A.52 91.0. Harms.79 158. apresentaram diferença estatisticamente significativa. bras.77) 0.00** 0. Fmáx = força máxima. RESULTADOS Os nossos resultados demonstraram alta confiabilidade intra-examinador para ambos os examinadores.65 ± 21. De acordo com Portney e Walkins 11. conforme apresentado na tabela 2.98 (0.46 86. CCI (IC) Fmin Fmáx 0.19 (-0. Fmáx = força máxima.98 .17.01 ).73 N.66 ± 21. Os resultados obtidos demonstraram alta confiabilidade intra-examinador das forças máxima e mínima.41 104.58 (0.84 ± 21.00** 0.23-0. grau III e IV de Maitland.98) 0. o CCI é considerado .97 .08 ± 19.202 Resende MA.01). Innes e Bader13. N (Newtons). X ± DP (B) = média ± desvio-padrão do examinador B.13 ± 23.99) X ± DP (2 a 5 ) X ± DP (6 a 9) 99. Nossos resultados demonstraram confiabilidade interexaminador (CCI – IC) baixa tanto para a força mínima quanto para a força máxima aplicada. Tabela 1. Penido MM. Os dados da dispersão correspondentes à diferença dos valores obtidos entre os examinadores A e B e das médias das medidas dos examinadores encontram-se representados nas figuras 2 e 3. Tabela 2.77 ± 21. X± DP (2 a 5) = média ± desvio-padrão das curvas 2 a 5 em newtons. Podemos verificar também na tabela 1. Bicalho LI.0. conforme a tabela 1. fisioter. que a média das medidas da força mínima e máxima das primeiras curvas (2 a 5) quando comparada com a média das medidas das últimas curvas (6 a 9).0. CCI (IC) Fmin A Fmáx A Fmin B Fmáx B 0.68 202. sugerem que as altas forças exigidas durante a mobilização graus III e IV.

Vol. 10 No. 2, 2006

Confiabilidade da Força Aplicada na Mobilização do Tornozelo

203

120 100 80

120 100 80

DIFERENÇA EXAM . A - EXAM . B (N)

40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 140 160 180 200 220 240 260

DIFERENÇA EXAM .A- EXAM.B (N)

60

60 40 20 0 -20 -40 -60 -80 -100 -120 40 60 80 100 120 140 160 180

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

MÉDIA (N)
DIFERENÇA EXAM.A e EXAM.B = Diferença entre Examinador A e Examinador B; N (Newton).

Figura 2. Dispersão das diferenças entre os valores da força máxima e médias das medidas dos examinadores A e B.

Figura 3. Dispersão das diferenças entre os valores da força mínima e média das medidas dos examinadores A e B.

baixo quando menor ou igual a 0,50, moderado entre 0,50 a 0,75 e alto acima de 0,75. Nossos resultados são semelhantes aos de Harms e Bader7 que encontraram alta confiabilidade intra-examinador em um modelo de mobilização ânteroposterior da coluna vertebral, e aos achados de Hsu et al.6 que demonstraram alta confiabilidade intra-sessão na mobilização da articulação glenoumeral. Entretanto, quando nós comparamos as médias das medidas da força máxima e mínima aplicadas por um mesmo examinador, verificamos uma diferença estatisticamente significativa, indicando variação na intensidade da força aplicada ao longo dos 30 segundos de oscilações. Por outro lado, uma fraca confiabilidade foi observada entre as manobras aplicadas pelos examinadores A e B. Além disso, foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre as médias das forças aplicadas pelos examinadores, indicando variação na intensidade da força aplicada. A esse respeito, Björnsdóttir e Kumar14, compararam a confiabilidade de fisioterapeutas experientes em terapia manual com fisioterapeutas inexperientes, durante a mobilização póstero-anterior da coluna e demonstraram que ambos os grupos obtiveram baixa consistência nas medidas da força aplicada. Conforme podemos observar nas figuras 2 e 3, ocorreu grande dispersão em relação ao eixo y, indicando que há uma baixa concordância entre os dados dos examinadores A e B.

Além disso, podemos facilmente observar a variação no erro das medidas, visto o deslocamento da média dos valores da diferença entre A e B (Δ A-B), que deveria ocorrer no ponto zero do eixo y. Esses resultados podem ter sido influenciados pelo tipo de formação do terapeuta manual ou o tempo de prática do terapeuta. Entretanto, Cook et al.15 em um estudo de mobilização na coluna vertebral, demonstraram que gênero, idade, anos de prática e diferença na formação profissional não são fatores preditivos para uma fraca consistência nas manobras de mobilização. Esses mesmos autores sugerem que a variabilidade encontrada na força entre os examinadores é devido a algum fator ainda não conhecido, ou a um fator intrínseco aos examinadores. No presente estudo, é possível que esta variabilidade encontrada entre os examinadores seja devido a uma diferença no desempenho da força. O procedimento adotado compreendeu a aplicação de 30 segundos de mobilização pelo examinador A seguido do examinador B, o que gerou adaptação dos tecidos periarticulares do tornozelo durante a primeira série de mobilização. Provavelmente, a força solicitada pelo examinador B para mobilizar a articulação talocrural foi menor quando comparado ao examinador A. Este efeito pode ser observado nos dados representados na tabela 1. Segundo alguns autores, a força aplicada durante a manobra de mobilização, grau III e IV de Mailtand é exercida

204

Resende MA, Venturini C, Penido MM, Bicalho LI, Peixoto GHC, Chagas MH

Rev. bras. fisioter.

contra uma resistência mínima e aumentada gradativamente até encontrar uma resistência máxima8,13,16, promovendo assim uma deformação viscoelástica dos tecidos periarticulares17. Um dos fatores limitantes deste estudo foi a impossibilidade de confirmar a calibração do instrumento após cada medida efetuada pelos examinadores, o que poderia inviabilizar o estudo, dado ao tempo necessário para executar este procedimento. Para futuros estudos, é possível propor novas estratégias para melhorar a consistência das medidas entre os examinadores. Para esse propósito, podemos utilizar o feedback visual das curvas de força no monitor do computador, uma vez que a outra limitação deste estudo foi a falta de um mecanismo para controlar a força aplicada pelos examinadores durante as manobras de mobilização articular.

5.

Pellow JE, Brantinghan JW. The efficacy of adjusting the ankle in the treatment of subagude and chronic grade I and grade II ankle inversion sprains. Journal Manipulative and Physiological Therapeutics 2001; 24 (1):17-24. Hsu A, Ho L, Chang J, Chang G. Characterization of tissue resistance during a dorsally directed translation mobilization of the glenohumeral joint. Archives Physical Medicine Rehabilitation 2002; 83:360-6. Harms MC, Bader DL. Variability of forces applied by experienced therapists during spinal mobilization. Clinical Biomechanics 1997; 12 (6): 393-9. Cook CE. Effectiveness of visual perceptual learning on intertherapist reliability of lumbar spine mobilization. The Internet Journal of Allied Health Sciences & Practice 2003; 1(2): 1540 – 580. Matyas TA, Bach TM. The reliability of selected techniques in clinical arthrometrics. The Australian Journal of Physiotherapy 1985; 31(5):175-199.

6.

7.

8.

9.

CONCLUSÕES Os resultados obtidos no presente estudo indicaram alta confiabilidade para a condição intra-examinador e baixa para a condição interexaminador da força aplicada durante a mobilização ântero-posterior da articulação do tornozelo grau III e IV de Maitland. Esses dados sugerem que a manobra de mobilização articular grau III e IV de Maitland, utilizada para a mobilização do tornozelo deve ser realizada apenas por um examinador nos estudos científicos e no acompanhamento clínico dos indivíduos.

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Vol. 101809-9246 ISSN No. 2, 2006 Rev. bras. fisioter. Vol. 10, No. 2 (2006), 205-211 ©Revista Brasileira de Fisioterapia

Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio

205

ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETIDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTEIRA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE
VIEIRA WHB 1, GOES R 1, COSTA FC 1, PARIZOTTO NA 1, PEREZ SEA 2, BALDISSERA V 2, MUNIN FS 3, SCHWANTES MLB 3
Laboratório de Eletrotermofototerapia, Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, São Carlos, SP
1 2 3

Laboratório de Fisiologia do Exercício, Departamento de Ciências Fisiológicas, UFSCar, São Carlos, São Carlos, SP Laboratório de Evolução Molecular, Departamento de Genética e Evolução, UFSCar, São Carlos, SP

Endereço para correspondência: Nivaldo Antonio Parizotto, Lab. de Eletrotermofototerapia, DeFisio, UFSCar, Via Washington Luís, Km 235, CP 676, CEP 13565-905, São Carlos, SP, e-mail: parizoto@power.ufscar.br Recebido: 12/04/2005 – Aceito: 09/03/2006

RESUMO
Objetivo: Verificar a atividade e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm). Método: Foram utilizados nesse estudo 54 ratos machos jovens (30dias), Winstar, com peso inicial médio de 112 ± 4,7g, os quais foram divididos em quatro grupos: dois permaneceram em repouso, GRC (grupo repouso controle, n= 9) e GRL (grupo repouso laser, n= 10), sendo o segundo irradiado por laser, e outros dois foram submetidos ao treinamento aeróbio e testes de esforço crescente em esteira (em degraus descontínuos) visando à determinação do limiar de anaerobiose (LA) durante 5 semanas, GEC (grupo exercício controle, n= 16) e GEL (grupo exercício laser, n= 19), sendo o último também irradiado por laser. O laser foi aplicado no quadríceps, glúteo máximo, sóleo e tibial anterior (TA), bilateralmente, imediatamente após cada sessão de treinamento, usando: 3,8J/cm2, 15mW, 10s, modo contínuo, durante 5 semanas. Amostras de sóleo, TA e coração foram removidas 48 horas após a última sessão de exercício para análise eletroforética e espectrofotométrica. A estatística foi realizada através do teste ANOVA e post-hoc de TUKEY. O nível de significância foi considerado (p≤ 0,05). Resultados: Foram observadas reduções na atividade da LDH causadas pelo laser (de 19% a 30%), exercício (de 41% a 66%) e as ações combinadas (de 47% a 66%) (p< 0,01). A eletroforese mostrou uma predominância da subunidade B para o sóleo e coração, e uma predominância da subunidade A no TA. Conclusões: Estes dados sugerem uma melhor resposta adaptativa dos animais ao treinamento aeróbio associado à terapia laser, no que se refere à otimização da via oxidativa. Palavras-chave: LDH, Eletroforese, treinamento de endurance, rato, LLLT.

ABSTRACT Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill Training and Low Intensity Laser Therapy
Objective: To analyze the activity and electrophoretic pattern of the enzyme LDH in response to treadmill training, in rats undergoing photostimulation using low-level laser therapy (LLLT) (780 ηm). Method: Fifty-four 30-day-old male Winstar rats initially weighing 112 ± 4.7g were divided into four groups. Two groups remained at rest: resting control group (RCG, n= 9) and resting LLLT group (RLG, n= 10). The other two groups underwent a five-week treadmill program of aerobic training and noncontinuous incremental effort tests, with the aim of determining the anaerobic limit. One of the latter was an exercise control group (ECG, n= 16) and the other was an exercise LLLT group (ELG, n= 19). LLLT was applied to the quadriceps, gluteus maximus, soleus and tibialis anterior, bilaterally, immediately after each training session, using the following: 3.8 J/cm2; 15 mW; time 10 s; continuous mode. Samples of the soleus, tibialis anterior and heart were removed 48 hours after the last exercise session for electrophoretic and spectrophotometric analysis. The statistical analyses used were the ANOVA and post-hoc Tukey tests. The level of statistical significance was set at p≤ 0.05. Results: Reductions in LDH activity caused by laser (from 19% to 30%), exercise (from 41% to 66%) and combined action (from 47% to 66%) were observed (p< 0.01). Electrophoresis showed predominance of subunit B in the soleus and heart, and predominance of subunit A in the tibialis anterior. Conclusion: The data suggest that the animals have an adaptive response to aerobic training with LLLT, towards optimizing the oxidative pathway. Key words: LDH, Electrophoresis, endurance training, rat, LLLT.

atuando. que apresentam características estruturais e funcionais próprias e são codificadas por dois loci diferentes. como o aumento na taxa energética e síntese de ATP mediante modificações mitocondriais2-10.7g. ao acaso. cujas alterações respiratórias são explicadas como resultado tanto de mudanças estruturais9. Costa FC. sendo encontrada em tecidos com metabolismo. tem-se que a mensuração desta nas fibras musculares fornece uma indicação relativa de seu potencial de oxidação. em ratos submetidos à fotoestimulação por laser de baixa intensidade (780 ηm) nos principais músculos da marcha. em destaque a atividade de enzimas chaves de rotas metabólicas. sendo encontrada em tecidos com alto potencial glicolítico. Os outros dois grupos. Além disso. e B4 (H4) ou LDH1. de duas subunidades distintas: A (ou M) e B (ou H). et al. n= 10). tendo em vista que um grande número de enzimas é necessário na oxidação de nutrientes energéticos. via metabolismo aeróbio. geralmente. Uma relação B/A (atividade enzimática em baixa concentração / atividade enzimática em alta concentração de substrato) pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. cinco formas isozímicas/isofórmicas separáveis por eletroforese. 3 . a atividade enzimática e padrão eletroforético da LDH em resposta ao exercício em esteira. O sistema isozímico da lactato desidrogenase (LDH . sendo o segundo irradiado por laser.6 e/ou em atividades enzimáticas4. permaneceram em sala com temperatura controlada. No que se refere à atividade enzimática. a LLLT pode ser uma coadjuvante do exercício para o aumento da capacidade aeróbia de indivíduos. ainda pouco explorada. sugere-se que o treinamento físico aeróbio também promova mudanças nas características estruturais e metabólicas do tecido muscular. com peso inicial de 112 ± 4.12. e. Rev. bras. INTRODUÇÃO A terapia laser de baixa intensidade (LLLT) é um recurso fisioterapêutico que possui propriedades especiais capaz de produzir efeitos bioquímicos e fisiológicos nos tecidos1. típica de musculoesquelético predominantemente anaeróbio. portanto. Fizeram parte do estudo. Por outro lado.11. favorecendo o uso da via aeróbia em detrimento da anaeróbia durante o exercício15. especificamente as respostas adaptativas do sistema isozímica da LDH. Goes R. n= 9) e 2 – GRL (grupo repouso laser. evitando que o coração acumule lactato. A3B (LDH4). “desvia” o substrato para o metabolismo aeróbio. Perez SEA. tendo em vista que essa é uma área de pesquisa inovadora.GEC (grupo exercício controle. A isoforma A4 é considerada uma piruvato redutase.enzima terminal da glicólise anaeróbia) se constitui no mais estudado na maioria dos vertebrados. e assim. Instrumentação O treinamento aeróbio e o teste de esforço crescente foram realizados em uma esteira ergométrica para animais de pequeno porte. n= 19). AB3 (LDH2)14. as quais são resultantes da associação. três isoformas heterotetraméricas. pois. totalizando 5 avaliações. A2B2 (LDH3).16. Assim. A associação dessas duas subunidades permite a ocorrência de. METODOLOGIA Animais Este experimento foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa em animais da UFSCar e seguiu os princípios estabelecidos pelo American College of Sports Medicine. Baldissera V. predominantemente aeróbio. 54 ratos jovens (30 dias).7. na manutenção do balanço redox durante períodos de escassez de O2. o que permitiu que os animais se exercitassem . típica de músculo cardíaco. pois é considerado um dos melhores meios para estudos de ajustes metabólicos (aspectos adaptativos) a variações nos parâmetros externos ou internos das espécies13. devidamente controlados investigando o efeito conjunto do laser e atividade física sobre a performance aeróbia. na faixa de 22º-27ºC. Essa enzima aparece no tecido das espécies em. n= 16) e 4 . todas contribuindo para a maior disponibilidade de energia.10 quanto de alterações químicas (metabólicas) nessa organela citoplasmática. com fotoperíodo definido em 12 horas de claro e 12 horas de escuro. a isozima B4 é considerada como lactato oxidase. Winstar. Os animais foram acondicionados em gaiolas coletivas e receberam ração peletizada e água “ad libitum”. Dentre os efeitos pode-se destacar os relacionados com a bioenergética. tecido predominantemente aeróbio. tendo em vista que alguns de seus achados sobre a bioenergética das células musculares se assemelham a algumas das adaptações musculares ao treinamento físico. não há relatos na literatura científica de estudos in vivo. os quais permaneceram em repouso.206 Vieira WHB. contendo três partes. uma vez por semana. para ser utilizada na realização das atividades celulares. bem como. o objetivo desse estudo foi verificar possíveis adaptações bioquímicas referentes. em especial o de endurance. fisioter.GEL (grupo exercício laser. pelo menos. Alguns estudos sugerem que em células irradiadas. Durante o teste foram coletadas amostras de sangue para verificar o LA dos animais. Parizotto NA. foram submetidos a um protocolo de treinamento aeróbio em esteira realizado 5 vezes por semana (domingo a quinta-feira) durante 5 semanas e a testes de esforço crescente descontínuo em esteira. Além dos efeitos do laser sobre o metabolismo energético. no dia seguinte ao último dia de treinamento semanal (sexta-feira). Procedimentos Os animais foram aleatoriamente divididos em quatro grupos: 1 – GRC (grupo repouso controle. os primeiros eventos fotoquímicos e fotofísicos acontecem nas mitocôndrias. podendo ocorrer no potencial de membrana5. No entanto. cada qual com 7 raias individuais. Portanto. duas isoformas homotetraméricas: a A4 (M4) ou LDH5. O último dia da semana (sábado) serviu de descanso para os animais.

até o momento da exaustão física. Em seguida.11 1.03 0. dose= 3. 2.08 1. e conseqüentemente.66 ± 0. A depilação foi um meio de minimizar a reflexão e a refração. sóleo e cardíaco retiradas 48 horas após a última sessão de exercício.05 0.26 1. os animais foram submetidos a intervalos de esforço físico. Adaptação. período do dia em que os ratos naturalmente entram em sua mais alta atividade.46 25. utilizando como parâmetros: Comprimento de onda 780ηm.8 J/cm2. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 207 simultaneamente e isoladamente. Classe IIIb-CEI-IEC 825-1 (MM Optics. A irradiação foi realizada através de um equipamento laser na faixa espectral do infravermelho (GaAlAs). O material retirado foi mantido.906 ± 0. o sangue foi transferido para um tubo de capacidade de 0. conforme recomendado por Halsberghe20.5 (m/min) no 6º dia que era o grau de esforço preconizado para a fase inicial do treinamento.12 1. sóleo e glúteo máximo). MÉDIA km/h 1.21. SEMANAS Nº início 1 2 3 4 5 TEMPO h 0.14 21. no treinamento utilizado no estudo. primeiramente.16 ± 0.76 29. Valores médios (± DP) das metas semanais das variáveis relacionadas ao programa de treinamento aeróbio. refrigerado. totalizando oito aplicações por animal/dia. até atingirem.09 0. A análise em músculo cardíaco visou identificar Tabela 1. 10 No. por um período de 6 dias consecutivos de adaptação e condicionamento à esteira.05 1.17.31 ± 0. do metabolismo aeróbio. Depois.00 ± 0.5 ± 0.19.13 VEL. A partir daí. As aplicações foram em número de quatro (quadríceps.90 ± 0. São Carlos.5 ml tipo “ependorff” contendo 50μl de anticoagulante (fluoreto de sódio). a partir da progressão da carga de trabalho (tempo de atividade e velocidade).0 ± 1. aumentar a efetividade do laser. Brasil). cuja velocidade inicial foi de 13 m/min.11 1. um máximo de 10 minutos de esforço diário e velocidade de 17.05 1.47 30.393 ± 0. A velocidade da esteira aumentou em 4 m/min a cada intervalo de exercício.09 1.09 ± 0. Para a dosagem do lactato sanguíneo foi utilizado um lactímetro eletroenzimático YSI MODEL I500 Sport Lactate Analyzer. todas sobre a pele depilada. por serem animais de hábito noturno. com inclinação constante de 10%. até se atingir uma meta pré-determinada para o último dia de treinamento semanal (Tabela 1). com o intuito de garantir que eventuais modificações na atividade enzimática fossem decorrentes da aplicação do laser e não do efeito da última sessão de treinamento. bilateralmente. Irradiação por laser de baixa intensidade A irradiação por laser foi realizada diariamente.50 ± 0. utilizando-se a técnica pontual.781± 0.05 0.56 ± 0.03 m/min 17.05 0. por 30 dias consecutivos. no modo contínuo. tendo em vista a maior eficácia do laser nessas condições2.0 ± 1.18 e Pilis et al.28 27.Vol. com duração de três minutos. potência= 15 mW.05 DISTÂNCIA km 0.83 ± 0.175 ± 0.05 0.03 1. Essa determinação do LA por meio da lactacidemia teve o propósito de caracterizar a predominância. conforme preconizado por Moraska et al. visando aproveitar as condições de “estresse físico” e conseqüentemente. seguindo assim. Antes do início do teste de esforço foi retirada a primeira amostra (linha de base).81 ± 0. condicionamento do animal à esteira e treinamento aeróbio Todos os animais passaram. sendo em seguida congelado em freezer até sua utilização na mensuração do lactato. análise enzimática e eletroforese Nas análises enzimáticas foram utilizadas frações de músculo TA. As sessões foram sempre no início do crepúsculo. segundo teste realizado por Langfort et al. A escolha dos pontos sobre a musculatura das patas traseiras e a quantidade de pontos teve o objetivo de obter uma resposta mensurável em proporções sistêmicas. iniciou-se o treinamento aeróbio o qual apresentava um aumento diário na carga de trabalho (2 minutos no tempo e uma progressão variável na velocidade). Esta graduação teve o intuito de possibilitar uma boa adaptação dos animais ao treinamento e favorecer um predomínio no treinamento aeróbio.134 ± 0.5 ± 0. Teste de esforço e coleta de amostras de sangue O teste de esforço para a determinação do LA foi do tipo em degraus descontínuos com velocidades crescentes em esteira ergométrica. MÉDIA VEL.504 ±0. As aplicações foram realizadas imediatamente após a corrida na esteira.71 ± 0.0 ± 0. durante o procedimento.47 . seguidos de intervalos de dois minutos a cada bloco de exercício para a coleta de sangue diretamente da cauda do animal por meio de um tubo capilar previamente calibrado e heparinizado.5 ± 4. Extração de tecidos.30 ± 0. TA. de alterações metabólicas do animal.

em ratos submetidos a um treinamento aeróbio em esteira e a fotoestimulação por laser de baixa intensidade. Assim.1 mM ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRL (2) TA GEC (3) Coração GEL (4) a Atividade da LDH LDH . TA e coração) apresentaram comportamentos semelhantes.208 Vieira WHB. possíveis efeitos sistêmicos do laser.min-1). Foram utilizados os testes: ANOVA para analisar a variância entre os grupos. respectivamente. **significância estatística – p< 0. 3 e 2) em relação ao controle (1) (p< 0.minuto. o presente estudo teve o propósito de investigar as possíveis adaptações bioquímicas relativas à atividade da enzima LDH. TA e músculo cardíaco dos quarto grupos estudados. principalmente para o sóleo e coração (Figura 2b). Já as eletroforeses foram realizadas em gel de amido e as quantificações das intensidades relativas das isoformas da LDH foram obtidas pelo método de diluições seriadas de Klebe22. Rev.10 mM 120 90 60 30 0 ** ** ** ** ** ** ** ** ** Sóleo GRC (1) GRL (2) TA Coração GEL (4) GEC (3) b Figura 1. que ocupa posição chave no metabolismo glicolítico. conseqüentemente. pode-se observar que todos os tecidos estudados (sóleo. Razões B / A (atividade LDH em 1 mM / atividade em 10 mM de piruvato) Observaram-se razões B / A maiores que 1 (Figura 2a) e.01) para todos os tecidos. em 1mM (a) e 10 mM (b) de piruvato. g-1 de tecido fresco. O nível de significância foi considerado (p≤ 0.g tecido-1. As cinéticas enzimáticas foram realizadas por meio de espectrofotometria. atualmente. sendo que na menor concentração (1 mM) (Figura 1 a) o nível de atividade foi maior em relação à concentração maior (10 mM)(Figura 1 b ).01. Pode-se observar uma menor atividade de todos os grupos (4. tendo em vista os estímulos propostos (exercício e/ou laser) visarem respostas aeróbias. relativo a atividade da LDH. em detrimento de respostas anaeróbias. Análise estatística Os resultados são apresentados através da média e desvio-padrão. Valores são a média ± desvio-padrão. e ao seu padrão eletroforético. dos grupos submetidos ao exercício e laser e seu respectivo controle (grupo 3). ao exercício (grupo 3) e somente ao laser (grupo 2). tendo em vista que esse tecido não foi irradiado. Atividade da LDH 200 150 100 50 0 GRC (1) LDH . Unidades são micromoles de substrato. sendo as menores atividades detectadas nos grupos submetidos ao laser associado ao exercício (grupo 4). e um predomínio da subunidade A para o TA (Figura 3). fisioter. em uma das modalidades bioestimulantes mais utilizadas na reabilitação. de modo que foi evidenciado uma menor atividade dessa enzima (maior inibição) de todos os grupos em relação ao grupo controle. Perez SEA. cujos resultados foram expressos em UI/g de tecido-1 (μmoles de substrato. no que se refere à atividade enzimática e padrão eletroforético. bras. no que se refere ao padrão de atividade entre os grupos. principalmente. Goes R. . Costa FC. seguidos do post-hoc de Tukey. Parizotto NA. Foi possível ainda identificar uma semelhança no padrão de resposta nas duas concentrações estudadas. RESULTADOS Atividade da LDH em 1 e 10 mM de substrato As atividades mais altas da LDH foram detectadas em extratos de músculo TA. O LA de cada animal foi determinado por um examinador utilizando o modelo bi-segmentado no ponto de inflexão do teste de esforço crescente. et al. Atividade da Lactato Desidrogenase (LDH) em extratos de sóleo. seguindo-se das em músculo sóleo. No entanto. a 25ºC. e. DISCUSSÃO O laser de baixa intensidade constitui-se. Primeiramente. Padrão eletroforético Houve um predomínio da subunidade B para o coração e sóleo.05). inibições em alta concentração de substrato (10 mM) para todos os extratos teciduais. fato este que justifica a necessidade e importância da realização de pesquisas envolvendo esse recurso fisioterapêutico. Baldissera V. Foi possível ainda identificar aparente ação sistêmica do laser baseado na diminuição da LDH em músculo cardíaco por meio da comparação. as evidências científicas e clínicas ainda são escassas e na maioria das vezes contraditórias. as mais baixas no coração. Tal resposta era de se esperar.

Vol.8 -1 UI/g tecido 0. pois. das condições metabólicas prévias do tecido.6 1. diferentemente de quando o ambiente celular encontra-se em condições de normalidade fisiológica.10mM % de inibição 80 60 20 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) metabólico). . aumentada taxa glicolítica. cujo ambiente celular apresenta condições (diminuição do pH e do suprimento energético O2) que favorece a maior interação da radiação com os tecidos. Assim.2 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A Autores2. é dependente.23 sugerem que a magnitude ou eficácia do efeito biomodulatório atribuído ao laser de baixa intensidade ao interagir com os tecidos biológicos.7. em tecidos com características fisiológicas predominantemente anaeróbias. provavelmente o “estresse metabólico” proporcionado pelo treinamento pode ter favorecido a maior ação do laser e conseqüentemente maior efetividade da resposta estimulatória do tecido. dentre outros fatores.4 0.2 0. em extratos de sóleo. Corroborando tal hipótese. atribuindo tal B/A 2 UI/g tecido 1. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados. maior resposta biológica final (fotomodulação). evidenciaram um maior estresse metabólico e. e conseqüentemente. considerando que o TA possui metabolismo predominantemente anaeróbio24 e a LDH é uma enzima chave desse tipo de metabolismo. Foi possível identificar também uma ligeira tendência do músculo TA em apresentar maiores valores de atividade em relação ao sóleo e coração.4 0 -1 Coração 40 B A TA Coração GEL (4) GEC (3) GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) b Sóleo Figura 2. durante as maiores velocidades de corrida.21. num quadro de lesão tecidual. 10 No. 2. O teste de esforço crescente para a determinação do LA pode também ser um fator que influencie diretamente o aumento na atividade da LDH. Unidades são micromoles de substrato. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 209 4 3 2 1 0 Sóleo GRC (1) GRL (2) TA GEC (3 ) Coração GEL (4) a Inibição da LDH .minuto (UI). investigando a influência da duração e intensidade do exercício sobre adaptações bioquímicas do musculoesquelético. de tal forma que a resposta tende ser ótima quando o potencial redox celular se encontra alterado como. portanto. Isso parece estar relacionado com as características fisiológicas desse tecido (perfil b TA 3 UI/g tecido -1 2 1 0 GRC (1) GRL (2) GEC (3) GEL (4) B A c Figura 3. considerando que a resposta foi maior no grupo submetido ao laser mediante exercício físico. sobretudo. autores25. já era de se esperar uma maior atividade nesse tecido. Padrão eletroforética da LDH. Razão B / A (a) e inibição da LDH em 10 mM de substrato (b) em extratos de sóleo. TA e músculo cardíaco dos quatro grupos estudados. g tecido-1. a 0.6 0. por exemplo.8 0.

Ostuni A. bem como pelo predomínio da subunidade B. Bakeeva L. Wilden L. Di Martinho C. 2 ed. A razão de atividade B/A pode fornecer uma idéia do tipo de subunidade predominante em cada tecido. FEBS 1984. para os músculos sóleo e cardíaco como era de se esperar. 15. Tal achado é corroborado tanto pelo maior percentual de inibição à concentração de 10mM de substrato (51% a 65% em sóleo e 64% a 68% em coração). Quartle IJ. principalmente pelas fibras tipo IIb. Pastore D. J Clin Laser Med Surg 1998. 38: 25-30. bem como. Karu T. Pastore D. 39 (1): 149-57. Irradiation with He-Ne laser increases ATP level in cells cultivated in vitro. Lasers Surg Med 1994. Baldissera V. Morimoto Y. 175 (1): 95-9. o aumento da atividade glicolítica do tecido durante períodos de anaerobiose causada por uma diminuição da oferta de oxigênio no ambiente ou por um “estresse metabólico” decorrente de demandas energéticas maiores do organismo como no caso de um esforço intenso. 8. 6. em relação ao TA cuja inibição variou entre (40% a 45%). 49: 1-17. obtido através do método de diluições seriadas de Klebe22 nesses tecidos com características aeróbias. Photomodulation of Oxidative Metabolism and Electron Chain Enzymes in Rat Liver Mitochondria. 12. Manteifel V. Mcgowan M. 11. Photochem Photobiol 1997. Apella E. em destaque. J Photochem Photobiol B: Biol 1997. Nakajima S. J Photochem Photobiol B: Biol 1995. como a LDH . IEEE J Quant elect QE 1987. 3. Lanzafame RJ. 5. Yu W. a falta de um predomínio de homopolímeros A4 em músculo anaeróbio (TA). principalmente em tecidos que apresentem uma predominância nesse tipo de fibra. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Segundo Almeida-val26 o aumento no produto do locus LDH-A* em determinado tecido pode estar relacionado a diferentes fatores. Biochem Biophys Comm 1961. 2001. Biochem Mol Biol Int 1996. São Paulo: Manole. Fisioterapia Brasil 2001. principalmente. tendo em vista terem se mostrado maiores que um. et al. Gonçalves RC. Passarella S. Ortiz MCS. 10. Karu TI. Pyatibrat L. Bosco G. Karu T. Rodichen EB. Isso por sua vez. Kippolito K. Manteifel VM. Karu T. Michelin IG. Costill DL. Increase of proton eletrochemical potential and ATP synthesis in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium neon laser. achado ao maior número do contrações musculares requeridas.210 Vieira WHB. 2000. Portanto. no sentido da otimização da via oxidativa. verificada pela inibição da LDH. Howley ET. J Photochem Photobiol B: Biol 1999. As relações obtidas no presente trabalho sugerem um predomínio da subunidade B nos 3 músculos analisados. Passarella S. No entanto. 64: 129-33. 16 (3): 15965. Formation of giant mitochondria in human blood lymphocytes after HeNe laser. Nakamura H. 156 (2): 978-86. 27: 219-23. 2: 221-40. 14. possui pouca inibição em altas concentrações de substrato quando comparada à predominante em músculo cardíaco (B4 – LDH tipo cardíaco) que é fortemente inibida nessas concentrações. o que impediria o acúmulo de lactato nesses tecidos. 7. Kalendo G. São Paulo: Manole. fisioter. bras. os dados encontrados nesse estudo sugerem uma resposta adaptativa dos animais aos estímulos específicos do treinamento aeróbio e fotoestimulação por laser de baixa intensidade. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades – Parte 1. Perez SEA. Parizotto NA. Parizotto NA. Carrinho PM. Karthein R. considerando a divergência de resposta entre a razão B / A e padrão eletroforético encontrada para o TA. Rev. Fisiologia do esporte e do exercício. Kikuchi M. Goes R. Effect of Low-intensity Argon Laser Irradiation on Mitochondrial Respiration. Santos AAS. o padrão eletroforético mostrou um predomínio da subunidade A para o músculo TA como já era de se esperar. Casamassima E. 6: 171-6. Markert CL. e não na isoforma A4 como retrata a literatura científica. Arai T. 23 (10): 1703-17. esse predomínio só ocorreu na forma de heteropolímero. Dissociation of lactate dehydrogenase into subunits with guanidine hydrochloride. Quarto E. pode determinar o aumento na atividade de enzimas glicolíticas. 16. Naim JO. Atlante A. Molinari S. Increase in the ADP/ATP exchange in rat liver mitochondria irradiated in vitro by helium-neon laser. 4. torna-se necessário ressaltar um provável padrão regulatório complexo para as isoformas da LDH devido a restrição de expressão do locus LDH-A* nessas espécies de animais (ratos). Martino G. Primary and secondary mechanisms of action of visible to near-IR radiation on cells. 3 ed. 9. 27 (3): 608-17. Por outro lado. 2. 66 (6): 866-71. 13. Ultrastructural changes in chondriome of human lymphocytes after irradiation with HeNe laser: appearance of giant mitochondria. Quagliariello E. Assim. Boll Soc Int Biol Sper 1988. Biochem Biophys Res Comm 1988. . Karu. Bakeeva LE. Costa FC. Stimulation of ATP synthesis via oxidative phosphorylation in wheat mitochondria irradiated with helium-neon laser. uma vez que a isoforma predominante em musculoesquelético de característica anaeróbia (A4 – LDH tipo muscular). Wilmore JH. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. Photobiological fundaments of low power laser therapy. Powers SK. Mol Biol 1993. 15: 191-9. Succinic oxydase activity in He-Ne laser irradiated mitochondria. Passarella S. Covello C. Import of radiation phenomena of electrons and therapeutic low-level laser in regard to the mitochondrial energy transfer.

De Bie R. Klebe RJ. Abraham WM. 23. Roth D. Pilis W. 77 (3): 161-70. Biochem Gen 1975. et al. 72: 483-91. 11/12: 805-12. Beckerman H. Partridge CJ. 24. Anaerobic Threshold in Rats. Halsberghe MJE. 25. 106A (2): 285-9. . 114a (1): 51-5. Braz J Med Biochem Res 1995. São Carlos (SP): UFSCar. 19. Treadmill running produces both positive and negative physiological adaptations in Sprague-Dawley rats. Biochemical adjustments to hypoxia in amazon cichlids. 22. physiological effects and hazards. Comp Biochem Physiol 1993. Oostendorp R. Fleshner M. 2. 2006 Adaptação da LDH ao LLLT e Treinamento Aeróbio 211 17. Physiotherapy 1991. 26. Zarzeczny R. 28: 1257-63. Paula-Silva MN. The efficacy of laser therapy for musculoskeletal and skin disorders: A criteria-based meta-analysis of randomized clinical trials. Deak T. Zarzeczny R. Kitchen SS. Kaciuba-Uscieko H. Wojtyna J. Langfort J. Skeletal Muscle Structure and Function. 21. A review of level laser therapy. Kaciuba-Uscieko H. Spencer RL. Moraska A. 10 No. 279: 1321-9. 20. Bouter L. Porta S. 1992. Am J Physiol Regulatory Integrative Comp Physiol 2000. Estudo de Indicadores de Taxas de Metabolismo Aeróbio e Anaeróbio em Musculatura de Ratos em Resposta à Irradiação com Laser em Baixa Intensidade [Monografia]. Physical Therapy 1992. 53 (4): 844-50. Almeida-Val VMF. Farias LP. Effect of Sustained Hyperadrenalinemia on Exercise Performance and Lactate Threshold in Rats. A simple method for the quantitaion of isozyme patterns. Terjung RL. Cuyper H. 2003. Influence of exercise intensity and duration on biochemical adaptations in skeletal muscle.Vol. Implications for Rehabilitation and Sportes Medicine. J Appl Physiol 1982. Maryland: Williams & Wilkins. Duncam WP. 18. Comp Biochem Physiol 1996. Nazar K. Nazar K. Lieber RL. Pilis W. Langfort J. Dudley GA. Part I: background.

Complaints about functional disability are frequent. ascending stairs and descending stairs. CEP 30720-530. capacidade funcional. Method: Pain intensity was measured using the Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) questionnaire and during functional capacity tests. A obesidade é um dos seus principais fatores de risco. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. Further studies are necessary for identifying the determining factors for functional capacity in such populations. Palavras-chave: obesidade.72 years and BMI of 41. knee osteoarthritis. Only pain intensity presented significant correlations with the results from the velocity tests. with mean age of 51.37 kg/m2.com Recebido: 03/05/2005 – Aceito: 07/12/2005 RESUMO Contextualização: A osteoartrite (OA) de joelho é uma doença crônica que acomete a cartilagem articular. pain and stiffness during movement. dor e rigidez à movimentação. As atividades em escadas estavam associadas a níveis mais intensos de dor. it is important to understand how knee osteoarthritis affects human functional capacity. Rua Zenite.65 ± 10. Conclusion: Pain intensity is a factor that influences functional activity performance among obese individuals with knee osteoarthritis. pain. Obesity is one of its principal risk factors.65 ± 10. DIAS JMD 2. osteoartrite de joelho. grau de obesidade e duração dos sintomas na capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho. Belo Horizonte. subir e descer escadas. DIAS RC 2 1 2 Fisioterapeuta Departamento de Fisioterapia.ISSN No. As queixas de dificuldades funcionais são freqüentes. Vol. mas outros estudos são necessários para identificar os fatores determinantes de capacidade funcional nesta população. The greatest intensity of pain was reported during stair activities. MG Correspondência para: Karina Simone de Souza Vasconcelos. Foram realizados quatro testes funcionais de velocidade: marcha usual e rápida. No. especialmente para a locomoção.Caiçara. Objective: To examine the influence of pain intensity. ABSTRACT Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals With Knee Osteoarthritis Background: Knee osteoarthritis is a chronic disease that affects joint cartilage.16 ± 8. obesity level and symptom duration on the functional capacity of obese individuals with knee osteoarthritis. 10. 2006 Vol.37 kg/m2. A gravidade radiográfica foi analisada pela classificação Kellgren-Lawrence e o grau de obesidade pelo índice de massa corporal (IMC). provocando alterações ósseas. fisioter. 470/101. 213-218 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 213 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO VASCONCELOS KSS 1. Com os crescentes níveis de obesidade no Brasil. Apenas a intensidade de dor apresentou correlações significativas com os resultados nos testes de velocidade. Four functional velocity tests were performed: usual gait. Radiographic severity was analyzed using the Kellgren-Lawrence classification and the obesity level was assessed using body mass index (BMI). 2 (2006). a fim de se elaborar medidas de tratamento e prevenção. Objetivo: Analisar a influência da intensidade de dor. causing bone structure alterations. 101809-9246 Rev. Results: The sample consisted of 31 women and 4 men. Conclusão: A intensidade de dor é um fator que influencia a realização de atividades funcionais em indivíduos obesos com OA de joelho. radiographic severity. MG. especially for locomotion activities. fast gait. functional capacity. que se torna mais lenta. gravidade radiográfica. com idade média de 51. dor. which people with knee osteoarthritis perform slower. .16 ± 8. Resultados: A amostra foi constituída de 31 mulheres e 4 homens. e-mail: karinasimone@hotmail. Key words: obesity. With the increasing levels of obesity in Brazil. in order to devise treatment and prevention measures.72 anos e IMC médio de 41. Método: A intensidade de dor foi medida pelo questionário Western Ontario and McMaster Universities Index (WOMAC) e durante os testes funcionais. 2. torna-se importante compreender como a OA de joelho afeta a capacidade funcional humana. bras.

alguns voluntários faziam uso de analgésicos ou antiinflamatórios. com indivíduos com osteoartrite de joelho. Onde: n é o tamanho da amostra. a idade e o sexo15. Sendo observacional. testes de velocidade são considerados métodos confiáveis e simples. METODOLOGIA Aprovação Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade. Dias JMD. Por isso. cardiopatias descompensadas. isto é. como a OA de joelho. INTRODUÇÃO A osteoartrite (OA) é uma doença crônica. Determinou-se em 0. meniscais ou musculares diversas à OA. Zα/2 é o valor da ordenada da distribuição que deixa abaixo dele área igual a α/2. diversos fatores podem influenciar a capacidade funcional em indivíduos com OA de joelho. com o diagnóstico clínico e radiográfico de OA de joelho segundo os critérios de Altman et al. especialmente nas atividades de locomoção. que exigem movimentação e descarga de peso sobre as articulações afetadas. o objetivo deste estudo . com 37% dos casos2. Uma das formas de se avaliar os prejuízos funcionais associados à OA de joelho são os questionários. Este estudo se propôs a analisar como a intensidade da dor pode influenciar a capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. caracterizada por degeneração da cartilagem articular. com Índice de Massa Corporal (IMC) > 30 kg/m2. doenças neurológicas que afetassem a locomoção. com voluntários participantes de ambulatórios de tratamento de obesidade ou de serviços de reabilitação de Hospitais Universitários e da Santa Casa de Misericórdia da cidade. foram incluídos 35 voluntários de ambos os sexos. Uma vez que a OA de joelho é uma doença crônica.05 (α) esta probabilidade de erro. lúpus eritematoso sistêmico e doenças reumáticas sistêmicas. o excesso de peso já supera os níveis de baixo peso em todas as regiões. Um dos principais fatores de risco para esta doença é a obesidade3. α considerando-se aceitável um erro (d) menor que 1/3 de um desvio-padrão (∂). a capacidade funcional objetiva. Por isso. prótese total ou parcial em um ou ambos os joelhos ou quadris. A compreensão do processo de alterações funcionais na OA de joelho pode contribuir para a elaboração de medidas de prevenção e tratamento em populações de risco como os obesos. déficits auditivos ou visuais que impedissem a realização dos testes e medidas. no Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano da Universidade. no Brasil. fisioter. além de uma maior necessidade de suporte social e familiar7. ∂ é o desvio-padrão da variável de interesse e d é tal que a probabilidade de um desvio d entre a média da variável de interesse (obtida no estudo) e a média real seja menor ou igual a α. índice de massa corporal (IMC) e tempo dos sintomas de osteoartrite na capacidade funcional objetiva. Todos os voluntários assinaram e receberam uma cópia do termo de consentimento livre e esclarecido. sendo que 13% das mulheres e 8% dos homens no país são considerados obesos6. Dias RC Rev. em um delineamento transversal e observacional. Foi utilizado como base para a análise estatística do cálculo amostral. Indivíduos com OA de joelho também apresentam alterações funcionais objetivas. Sabe-se que. Todos apresentavam marcha independente. Uma vez verificados os critérios de inclusão e exclusão. Estima-se que 4% da população brasileira apresente OA. incluindo gastos com a Previdência Social8. com baixos custos. Amostra A amostra foi selecionada por conveniência. dor e rigidez à movimentação1. sendo mais comuns a menor velocidade para marcha10 e para subir ou descer escadas11. os indivíduos encaminhados eram convidados a participar deste estudo como voluntários. fibromialgia. Por ser uma doença incapacitante. para avaliar estas alterações objetivas12. artrite reumatóide.1. sendo o joelho a segunda articulação mais acometida pela doença. A associação entre a OA de joelho e a obesidade também pode gerar maiores níveis de dor4 e de dificuldades funcionais5. o questionário Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC)9 é um questionário amplamente recomendado para esse fim. ∂ Com base nestes cálculos. Foram excluídos indivíduos que apresentassem: dor no joelho ou incapacidade funcional referente a esta articulação devido a lesões ligamentares. bras. Além da obesidade. a partir de estudos que avaliaram medidas similares de velocidade de atividades em escadas11 e de marcha12.214 Vasconcelos KSS. no qual os indivíduos relatam suas dificuldades. por profissionais de saúde que os atendiam e que estavam cientes das condições deste estudo. A seguinte fórmula foi utilizada: n= (z α/2 x ∂/ d)2. da idade. entre eles a gravidade da doença13. A intensidade de dor é um fator determinante para o relato de dificuldades16 e pode afetar as velocidades usual e rápida de marcha17. Devido à sua especificidade para a OA de joelho. Estes participantes eram encaminhados aos pesquisadores responsáveis. a amplitude de movimento e a força muscular14. Também foi analisada a influência da gravidade dos achados radiográficos. espera-se um aumento na prevalência e nos gastos da saúde pública com as comorbidades associadas à obesidade. agudização da OA de joelho. a OA de joelho gera gastos aumentados com tratamentos. o desvio-padrão estimado da variável de interesse. parecer no ETIC 222/04 de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

com carga sobre os membros inferiores. Para a marcha rápida. A altura média dos voluntários foi de 1.Vol. ou alternando o apoio com cada pé em um degrau. A ordem dos testes foi aleatorizada por sorteio e os voluntários foram instruídos a utilizar um calçado usual.037 quilos (Kg). Inserra Indústria Mecânica LTDA. Minas Gerais). com o estímulo verbal “rápido.092 metros (m) e o peso médio foi de 102. Para familiarização. O IMC médio foi de 41. rápido”. O nível de significância foi estabelecido como α = 0.00 e máximo de 67. Foram realizadas três medidas para cada teste. Testes de capacidade funcional A capacidade funcional objetiva foi avaliada por quatro testes de velocidade: marcha usual.83).57 ± 0. entre às 14 e 17 horas. Os testes de marcha foram realizados em um corredor plano e sem obstáculos. Análise estatística Os dados foram analisados com o software SPSS – Stastitical Package for Social Sciences (versão 11. . sendo permitido o uso do corrimão. estes níveis foram transformados respectivamente em 0. moderada. grau IV = grandes osteófitos. sempre olhando para frente. A mesma escala foi utilizada para mensurar a dor durante a realização dos testes de capacidade funcional. Para a relação da idade e obesidade com a capacidade funcional foi utilizado o teste paramétrico com o coeficiente de correlação linear de Pearson. os voluntários percorreram o corredor uma vez.16 ± 8.72 anos (mínimo de 29. 75 e 100.05. Também era permitido realizar os testes colocando os dois pés em cada degrau. Gravidade radiográfica Para avaliar a gravidade da OA de joelho através dos critérios Kellgren-Lawrence19. Para análise dos dados.65 ± 10.5). 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 215 foi retratar a capacidade funcional o mais próximo da realidade do dia-a-dia. eram orientados a “caminhar em um ritmo normal”. Figura 1. Para medir a velocidade foram utilizadas células fotoelétricas (Kit Multisprint®. Cada radiografia foi classificada por um examinador que desconhecia o estado clínico dos voluntários em: grau I = provável diminuição do espaço articular. 2. intensa diminuição do espaço articular. foram examinadas radiografias da articulação tibiofemural em imagens ântero-posteriores. eles foram instruídos a realizar a atividade “em um ritmo normal. esclerose grave e extremidades ósseas com deformidades definidas19. A coleta de dados foi realizada em uma única sessão. Desta forma. marcha rápida.30 ± 25. Os voluntários iniciavam os testes ao comando “já” do examinador. intensa e muito intensa. subir escadas e descer escadas. com intervalo de 15 a 30 segundos entre cada medida e 30 a 60 segundos entre cada tipo de teste. nos níveis: nenhuma. com corrimão. 50. com distância percorrida de 25 m. A contagem de tempo era interrompida quando se alcançava o último degrau com os dois pés. A intensidade de dor foi representada pelos escores na seção de dor do questionário.37 kg/ m2. que considerassem confortável e seguro. Para familiarização. Para o teste de marcha usual. da maneira como tivessem costume de fazer no dia-a-dia”. pouca. Belo Horizonte. foi utilizado o teste de correlação não-paramétrico com o coeficiente de Spearman para avaliar a relação da intensidade de dor e gravidade radiográfica com a capacidade funcional. grau III = múltiplos osteófitos. Os outros testes foram realizados em uma escada comum de prédio. Kit para Avaliação Computadorizada de Rendimento Físico Multisprint®. utilizado para avaliar as velocidades de marcha usual e rápida. clara diminuição do espaço articular e possíveis deformidades nas extremidades ósseas. não foi recomendada a interrupção do uso deste tipo de medicamentos. A idade média foi de 51. RESULTADOS Amostra A amostra foi constituída por 31 mulheres e 4 homens. Os três primeiros e os dois últimos metros foram desprezados como aceleração e desaceleração. Além das análises descritivas. Dor O questionário WOMAC foi aplicado na sua versão traduzida e validada para o Brasil18 por meio de entrevista assistida. momento em que era disparado o cronômetro. a “caminhar o mais rápido possível”. Para os testes. com possível osteofitose. grau II = osteófitos bem definidos e possível diminuição do espaço articular. os voluntários subiram e desceram os seis degraus uma vez. 10 No. O mesmo padrão quanto ao uso do corrimão e o tipo de apoio eram utilizados durante todo o teste. A figura 1 mostra o Kit Multisprint®. 25.

025. foram observadas correlações estatisticamente significantes e inversas (r= -0.058). Em termos clínicos e radiográficos. Os resultados quanto à intensidade de dor mostraram altos valores de desvio-padrão. p= 0. uma vez que os principais alvos do tratamento para as pessoas que sofrem com a OA de joelho constituem a redução dos níveis de dor e a melhora na capacidade de realização das atividades funcionais. nem com a velocidade de subir escadas (r= -0. a velocidade média do grupo foi de 0. De maneira geral. IMC e tempo dos sintomas da OA de joelho. bras. O item de dor caminhando no plano apresentou valor médio de 33. A maioria dos voluntários apresentou grau II (11 voluntários) e III (13 voluntários).411.362.591. ao contrário da velocidade de descer escadas (r= -0. Dias JMD. p= 0. escadas (r= -0. apesar de não ter sido controlada a variável referente ao uso de medicamentos.180.3). pode-se dizer que a amostra apresentava um acometimento moderado da OA de joelho.018 e r= -0.001).072). Tabela 1. Estes resultados demonstram a especificidade da dor na OA de joelho e a aplicabilidade do questionário WOMAC em analisá-la. Ambas as variáveis são de grande relevância clínica.97 ± 0. com a velocidade de marcha usual (r= -0. Os resultados deste estudo demonstraram correlações estatisticamente significantes entre intensidade de dor e capacidade funcional.041) e para subir escadas (r= -0. O escore da seção de dor do questionário WOMAC apresentou correlação significativa apenas com as atividades de marcha rápida e descer escadas. O tempo médio de início dos sintomas da OA de joelho foi de 6.261.25 m/s. A marcha rápida.130). tanto no questionário WOMAC quanto na realização dos testes pode refletir o maior impacto na articulação do joelho que ocorre durante estas atividades. obtivemos 33 radiografias. p= 0.53 ± 0.014) e de marcha rápida (r= -0. em especial.98.68 DP= desvio-padrão Classificação Radiográfica Para a avaliação radiográfica da OA de joelho. p= 0. Para a velocidade de marcha rápida e de descer escadas. não era uma atividade comum no dia-a-dia dos voluntários deste estudo. Dor A média do escore total da seção de dor do WOMAC foi de 42. de marcha rápida (r= -0. Em caso de discrepância entre os dois joelhos acometidos pela OA.74 32. demonstrando a grande variação deste sintoma entre indivíduos com OA de joelho.14 ± 22. respectivamente). Relação entre intensidade de dor e capacidade funcional O escore total da seção de dor do WOMAC não apresentou correlação estatisticamente significante com a velocidade de marcha usual (r= .35 26.346. p= 0. foram observadas correlações inversas.02 ± 0. Provavelmente estas duas atividades representam maiores desafios à capacidade funcional de obesos com OA de joelho. em relação à marcha no plano20.71 ± 25. Já analisando o nível de dor no item caminhando no plano.033).32.039).351. de forma semelhante aos outros estudos21. Dias RC Rev. p= 0. p= 0.13 ± 0. Apenas um voluntário apresentava acometimento unilateral da OA de joelho.22.29 degraus/s e para descer escadas de 1.40 e o item de intensidade de dor subindo ou descendo escadas de 62. foram observadas correlações moderadas tanto com a velocidade de marcha usual quanto com a velocidade de marcha rápida. p= 0.42 ± 27.21 m/s e a de marcha rápida de 1.83. considerando diferentes atividades funcionais.042). Capacidade Funcional A velocidade média de marcha usual foi de 1. ambas estatisticamente significantes.14 ± 26. p= 0. foram encontradas correlações de fraca a moderada intensidade. Níveis de dor durante os testes de capacidade funcional. Para o item subindo ou descendo escadas. p= 0. foi considerado o resultado da articulação com maior grau. TESTE Marcha usual Marcha rápida Subir escadas Descer escadas † MÉDIA ± DP † 20. Os maiores níveis de dor associados às atividades em escadas.399.16 anos. idade.0. A tabela 1 apresenta os níveis médios de dor durante cada teste de capacidade funcional.57 ± 28. p= 0.85 ± 17.35 degraus/s. fisioter.216 Vasconcelos KSS.347. não houve correlação significante entre intensidade de dor e velocidade de subir .308. Para subir escadas.14 ± 24.379.68 37. Não houve correlação significante para o teste de descer escadas (r= -0. A intensidade de dor no item caminhando no plano estava correlacionada inversamente com a velocidade de marcha usual (r= -0. DISCUSSÃO Este estudo procurou compreender como a intensidade de dor influencia a capacidade funcional de indivíduos obesos com OA de joelho. Relação entre capacidade funcional e outras variáveis Não foram encontradas correlações estatisticamente significantes entre os resultados dos testes de velocidade e as de gravidade radiográfica. Para a intensidade de dor durante os testes.47 ± 4. p= 0. estatisticamente significantes.

Vol. entre eles os obesos. é provável que tenham associado o maior nível de dor àquela atividade. correlação entre o estado da articulação fêmuro-patelar e as amplitudes de flexão realizadas durante as atividades em escadas. Barros ALP. que pode ou não ser mais desafiador que as atividades funcionais do dia-a-dia. 2. mas confirmam-se as evidências de que outros recursos de tratamento são necessários para minimizar os efeitos deletérios da OA de joelho na capacidade funcional e potencializar o uso e a proteção da articulação afetada. que agrega duas atividades: subir e descer escadas. 3. Por outro lado. Arthritis Rheum 1986. diferentemente da relação entre a dor medida pelo questionário WOMAC e a velocidade para descer escadas. Como diversas estruturas contribuem para o funcionamento da articulação do joelho e as repercussões da OA de joelho não se restringem à parte óssea da articulação. o tempo dos sintomas. achados que não podem ser tomados como definitivos. Altman R. Além disso. mas é possível que contribuísse de outra forma na influência sobre a capacidade funcional. Naimark A. que variam em largura. A única demanda imposta era chegar ao final da escada. 2006 Dor e Capacidade Funcional em Obesos com OA de Joelho 217 Quanto ao nível de dor no item subindo ou descendo escadas. Este estudo apresentou considerações quanto a obesos com OA de joelho e seus resultados não podem ser generalizados para outros grupos com esta doença. o que pode refletir o tipo de pergunta deste item. Anderson JJ. Pereira LVB. Meenan RF. ou descer calmamente três degraus na porta de casa. Ciconelli RM. Bloch D. a atividade de descer escadas era especialmente mais dolorosa do que a de subir escadas. Felson DT. Isto demonstra uma capacidade de atender a maiores demandas funcionais. Brandt K. Borenstein D. extensão. É possível que o teste de descer escadas deste estudo fosse menos desafiador que as atividades funcionais dos voluntários. apre- sentando. Além disso. Pode ser preciso descer vários lances de degraus para alcançar rapidamente um ônibus. apesar de um estímulo negativo como a dor. Asch E. Ao responder o questionário. . Alguns indivíduos relataram que poderiam realizar os testes com mais velocidade ou sem a ajuda do corrimão. Development of criteria for the classification and reporting of osteoarthritis. Costa IF. Estudos demonstram que indivíduos com OA de joelho. Da mesma forma. Não havia exigências de tempo. J Rheumatol 2004. Para muitos dos voluntários. considerado isoladamente como um dos fatores de gravidade OA de joelho da doença. 31 (3): 5947. houve correlação significativa apenas com a velocidade de descer escadas. envolvendo diversas outras características além do tempo despendido para a realização de uma determinada atividade27. apesar da possibilidade de sentirem dor mais intensa. Também é importante lembrar que o IMC representa apenas uma alteração no equilíbrio energético do indivíduo. a velocidade representa apenas um dos aspectos referentes à realização de atividades funcionais como a marcha e o subir ou descer escadas. isoladamente. Como a dor. forma e altura dos degraus. Para a intensidade de dor durante os testes de capacidade funcional. não houve correlação significativa apenas para a velocidade de descer escadas. Walker AM. pode não representar a diversidade entre a progressão e a capacidade de adaptação entre os indivíduos com a doença. É possível que estes fatores não englobados pelo IMC tenham maior repercussão na capacidade funcional de indivíduos obesos. reduzindo a dor e sua influência na velocidade com que realizavam a atividade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. performance ou outros objetivos. sua redução permanece como objetivo clínico importante. o teste de subir escadas parece ter alcançado as demandas funcionais que são influenciadas pelo nível de dor entre indivíduos obesos com OA de joelho. Obesity and knee osteoarthritis: The Framingham Study. por exemplo. Bole G. Classification of osteoarthritis of the knee. CONCLUSÃO Pode-se concluir que a intensidade de dor está relacionada à capacidade funcional objetiva de indivíduos obesos com OA de joelho. são capazes de modificar estratégias de movimento para reduzir a dor e o estresse articular23. Ann Int Med 1988. o voluntário vai se reportar às escadas que utiliza no dia-a-dia. se solicitados. 10 No. nas condições do estudo. os voluntários tenham se adaptado à tarefa de descer escadas. uma vez que era permitido que o realizassem à sua maneira usual. A capacidade funcional humana é complexa e abrangente. O tamanho reduzido da amostra e os altos valores de desvio-padrão podem ter influenciado a ausência de relação entre algumas variáveis e a capacidade funcional. Senna ER. como observado por outros estudos25. et al. Silva EO. etc. Prevalence of rheumatic diseases in Brazil: A study using the COPCORD approach.24. A variação da dor na OA de joelho de acordo com a atividade funcional realizada pode explicar este contraste. era provável o resultado quanto à ausência de correlação entre a gravidade radiográfica e as medidas de capacidade funcional. 109:18-24. A incidência radiográfica em perfil não é considerada como mandatória para a classificação de gravidade radiográfica de Kellgren-Lawerence19. 29 (8): 1039-49. disponibilidade de corrimão. et al. Ao responder um questionário sobre dor ao descer escadas. de forma moderada. Um teste de capacidade funcional é realizado em um ambiente padronizado com demandas específicas. É possível.26. as demandas de uma mesma atividade podem variar. que. 2. não permitindo análises de alterações metabólicas ou composições de massa gorda ou magra. não é capaz de explicar as alterações e prejuízos funcionais associados à OA de joelho.

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A rotina hospitalar de administração de fármacos não foi alterada e manteve-se similar em ambos os grupos. CEP 75900-000. They were divided into two groups of 15 women (A and B). apenas nos indivíduos participantes do grupo A. DIAS RO 2. que foi aplicada através de quatro eletrodos de borracha siliconada e carbonada. it can be concluded that TENS application may constitute an additional resource for use on women who have undergone cesarean surgery. Para a análise dos dados foi aplicado o teste t de Student. com pulso bipolar assimétrico. Palavras-chave: TENS. The hospital’s drug administration routine was not altered and remained similar in the two groups. por 50 minutos. 2 (2006). Centro. Rio Verde. antes e após a aplicação da TENS. Conclusion: For the experimental conditions in this study. com intensidade em um nível sensorial forte. podemos concluir que a aplicação da TENS pode constituir mais um recurso usado em mulheres submetidas à cesariana. bras. gel e fita adesiva para a fixação dos mesmos de forma peri-incisional em técnica bipolar com dois pares de eletrodos cruzados. GO Fisioterapeuta 2 Correspondência para: Gustavo Melo de Paula. fisioter. MOLINERO DE PAULA VR 1. after interrupting the effect of the anesthesia. 2006 Rev. Rua Avelino Faria 477. Método: Foi utilizada uma amostragem de 30 mulheres. Student’s t test for paired samples was utilized with a significance level of 5%. com a presença de dor abdominal e no baixo ventre. com faixa etária entre 16 e 35 anos. Universidade de Rio Verde. 10. Results: There was a statistically significant difference between the pain intensities before and after TENS application. MATTEI K 2 1 Departamento de Fisioterapia. Resultados: Foi demonstrada uma diferença estatisticamente significante entre as intensidades da dor. Key words: TENS. A visual analog scale was used for quantifying pain intensity before and after electrostimulation. A corrente utilizada foi a TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs). A Escala Visual Analógica (EVA) foi utilizada para a quantificação da intensidade da dor antes e após a eletroestimulação. com um nível de significância de 5%. All were in the immediate postoperative period following cesarean surgery. Rio Verde. presenting abdominal and lower-womb pain. using gel and adhesive tape to attach these electrodes around the incision. GO Recebido: 23/05/2005 – Aceito: 16/11/2005 RESUMO Objetivo: Verificar o efeito da aplicação da TENS no quadro álgico de pacientes submetidas à cirurgia de cesariana. apto 904. For the data analysis. voluntárias. cesarean. após cessar o efeito da anestesia. subdivididas em dois grupos A e B. using two pairs of crossed electrodes. ABSTRACT Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Objective: To investigate the effect of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) on pain in patients who underwent cesarean surgery. contendo em cada um deles 15 mulheres. Method: A sample of 30 female volunteers aged between 16 and 35 years old was recruited. 2. respectivamente. eletroestimulação.Vol. . Group A was treated with electrostimulation and Group B received placebo treatment. for the individuals in group A alone. at a high sensory level for 50 minutes. The application was bipolar. Conclusão: Levando em consideração as condições experimentais deste estudo. à eletroestimulação e ao tratamento placebo por eletroestimulação. para amostras pareadas. 219-224 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Tens no Pós-Operatório de Cesariana 219 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA MELO DE PAULA G 1. Conventional TENS current (F= 100Hz and T= 50μs) with an asymmetrical bipolar pulse was applied through four siliconized and carbonized rubber electrodes. No. 101809-9246 ISSN No. em período imediato de pósoperatório de cesariana. cesariana. Vol. submetidas. electrostimulation.

os efeitos analgésicos relacionam-se com um mecanismo de “fechamento da entrada” nas colunas dorsais da medula espinhal e pode estar associada também com a liberação de opióides endógenos. Sendo assim. como método de analgesia na dor pós-operatória. a qual os autores atribuem ao acúmulo de gases e à redução do peristaltismo dos órgãos e vísceras abdominais. ambas de diâmetros estreitos. tais como: promover analgesia. submetidos à aplicação real e placebo da TENS. fisioter. foi utilizado.5. em reconstruções musculares e tendinosas. bem como em cirurgias abdominais e pélvicas. respectivamente. de diâmetro largo. Os resultados demonstraram que em ambos os grupos houve a necessidade de administração adicional de medicação analgésica. tonificação ou relaxamento muscular.7. pelas fibras A-Delta e Tipo C. estando baseada na liberação de opióides e na teoria do portão. em situações que envolveram a implantação de osteossínteses. ou também denominada teoria das comportas medulares de Melzack e Wall6 . Mattei K Rev. Dias RO. que não apresenta efeitos colaterais ou interações com medicamentos. verificouse uma redução da administração de fármacos analgésicos no grupo experimental. utilizada em processos álgicos agudos e crônicos. divididas em dois grupos.5% de resultados bons e excelentes de analgesia nas pacientes do grupo submetido a TENS. que por sua vez atuam na inibição da retransmissão. transmitidas. e no segundo. Lianza5 relatou que a dor pós-operatória em região abdominal causa um grande desconforto e costuma retardar . Navarro e Pacheco13 realizaram um estudo que envolveu 50 mulheres com dor pós-operatória de cesariana. verificou-se uma maior redução da intensidade e do período de permanência da dor. drenagem de líquidos. Uma vez moduladas com parâmetros apropriados. INTRODUÇÃO A utilização de correntes elétricas terapêuticas constitui um dos vários recursos utilizados na fisioterapia. bem como incentivar a regeneração e a cicatrização de diversos tecidos corporais1. ser conduzido pela fibra A-Beta até um conjunto de interneurônios. a partir daí. Muito embora a TENS tenha sido estudada desde o final da década de 70. bras. Molinero de Paula VR. bem como da quantidade de fármacos adicionalmente utilizados. e verificaram que em ambos os grupos. nas quais se aplicou a TENS convencional em 160 mulheres e as outras 50. no entanto. O estímulo nervoso transcutâneo inclui a transmissão de corrente elétrica através da pele. ou pela atividade de vias descendentes do cérebro relacionadas com a inibição da dor. em média. sendo um deles submetido à aplicação da TENS convencional e o outro controle. chamada TENS. poderiam ser inibidas pela atividade de fibras aferentes periféricas do tipo A-Beta. utilizando-se de eletrodos a nível da pele. profunda. dos estímulos dolorosos conduzidos pelas fibras A-Delta e Tipo C2. é usada com finalidade de influenciar e modular o processo de neurocondução da dor e atuar sobre a liberação de opióides endógenos a nível medular e da hipófise. contrações musculares.11 estudaram dois grupos de 25 mulheres.10 analisaram 18 mulheres no pós-parto de cesariana. Reynolds et al. a qual vai induzir a liberação destas substâncias a nível encefálico e medular2. Rushton2 relatou que uma das principais correntes elétricas terapêuticas. A quantidade. a nível medular. e. para controle da dor. o qual vai atuar sobre os mecanoceptores periféricos. sendo utilizada para o alívio da dor pela estimulação de nervos periféricos. submetidas à cesariana. divididas em dois grupos. Os resultados demonstraram uma redução significativa da dor superficial e ao redor da sutura cirúrgica apenas no grupo experimental. de meperidina administrada via venosa no grupo experimental foi de 511mg em comparação com 456mg utilizada no grupo controle. não verificaram diferença significativa na redução da dor intraabdominal. uma vez utilizandose um nível de intensidade forte de eletroestimulação. No entanto.220 Melo de Paula G. trata-se de uma terapêutica ainda desconhecida por alguns profissionais da saúde e que apresenta algumas divergências de opinião em relação ao seu poder analgésico5. apenas 1 grama de dipirona via endovenosa. 6 . mas no grupo que usou a TENS. Foi verificado efeito analgésico significativo em ambos os grupos. Foi verificado que não houve diferença entre os dois grupos no que diz respeito ao período de permanência hospitalar. sendo que 46 delas utilizaram a TENS convencional no período imediato de pósoperatório e as outras 26 não utilizaram.8. de fácil manejo. estas correntes podem atuar em diferentes condições. Smith et al. cuja tradução em inglês referese a uma estimulação elétrica nervosa transcutânea. com uma proporção de 77.4. considerada pelos autores como dose terapêutica. em condições inflamatórias. Os autores anteriormente citados propuseram que a condução das informações de dor aguda e crônica. Hollinger9 realizou um estudo que envolveu 72 mulheres submetidas à cirurgia de cesariana. Este recurso tem sido usado extensivamente em locais de atendimento à saúde para o manejo sintomático de dor aguda e dor crônica de origem benigna e também no atendimento paliativo da dor causada por doenças ósseas metastáticas e neoplasias3. Lantsev e Smirnov12 analisaram 210 mulheres no pósparto imediato de cesariana. utilizaram apenas medicação analgésica endovenosa. não houve diferença significativa no período de permanência hospitalar e na quantidade de fármacos utilizados no pós-operatório. que costuma ocorrer como resultado dos fármacos que são administrados durante a cirurgia. melhoria do fluxo circulatório local. A TENS constitui uma modalidade terapêutica não invasiva. O primeiro foi submetido à aplicação da TENS convencional.

os pacientes novamente pontuavam a intensidade de suas dores na EVA. 10 No. no grupo A (média =71. sendo o cálculo feito pelo contador de tempo do aparelho. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 221 o retorno dos indivíduos às suas atividades de vida diária.86 Kg) e no grupo B (média =62. sendo as parturientes esclarecidas que a sensação inerente à aplicação deste recurso seria a presença ou ausência de uma sensação de formigamento na região estimulada. a idade. com o intuito de facilitar o processo de analgesia durante e no pós-parto e minimizar o desconforto e as complicações para os pacientes. assinaram um termo de consentimento informado segundo resolução CNS 196/1996. com escala numérica verbal (0-10). foi aplicado o teste t de Student com um nível de significância de 5%. e sendo assim. foram posicionados em decúbito dorsal no leito hospitalar. em dois grupos A e B. 2.7 e desvio-padrão (DP) =5. pois segundo alguns autores16. Durante a realização da eletroestimulação. o peso. no grupo A (média =2. com faixa etária entre 16 e 35 anos. ficando o aparelho desligado a fim de se proceder com um efeito placebo.13 e DP =3. e isto poderia interferir nos resultados do estudo. Para os indivíduos do grupo B. no máximo. para facilitar o posicionamento dos eletrodos e ser efetuada a aplicação da TENS. que foram submetidas à eletroestimulação por TENS. Foi utilizada a corrente TENS convencional (F= 100Hz e T= 50μs) com pulso bipolar assimétrico. os mesmos costumam fazer uso de recursos farmacológicos e não farmacológicos apresentando cada um deles vantagens e desvantagens. RESULTADOS A amostra constou de 30 mulheres em período imediato de pós-operatório de cesariana com idade entre 16 e 35 anos. com intensidade modulada em um nível sensorial forte. os mesmos elegiam um número representativo da intensidade de sua dor na EVA. aplicada após cessar o efeito da anestesia.66 anos). em período imediato de pós-operatório. Com o objetivo de verificar a existência ou não de diferenças estatisticamente significantes entre as intensidades da dor inicial e após a aplicação de eletroestimulação nos indivíduos do grupo A e tratamento placebo nos indivíduos do grupo B.87 e DP =14. Como critério de inclusão a parturiente deveria apresentar uma intensidade de dor superior à zero na Escala Visual Analógica (EVA).98 anos) e no grupo B (média =23. foram adotados os mesmos procedimentos. efetuada sempre por um único observador. Segundo Polden e Mantle14 a TENS pode ser utilizada como recurso coadjuvante na situação específica do trabalho de parto. com peso entre 60 e 130 Kilogramas (Kg). CASUÍSTICA E MÉTODO Para a realização deste estudo foi utilizada uma amostragem total de 30 voluntárias. tendo como referência a intensidade inicialmente elegida por eles. Antes da eletroestimulação dos indivíduos do grupo A. e o grupo B. e após a . o número de partos e o valor numérico representativo da intensidade da dor. aleatoriamente. por 50 minutos. Decorridos 30 minutos após cessar a eletroestimulação com a TENS convencional no grupo A e TENS placebo no grupo B. situada no município de Rio Verde-GO. Todas as participantes foram esclarecidas quanto aos procedimentos experimentais do estudo e após terem concordado em participar. gel condutor e fita adesiva para fixá-los de forma periincisional em técnica bipolar cruzada na região de baixo ventre e um eletroestimulador KW modelo “Kinesis New Microcontrolled®”. com exposição da área abdominal e de baixo ventre. A amostragem foi subdividida. prático. cujos partos. Os procedimentos de rotina adotados pela equipe de saúde. foram realizados na Maternidade Augusta Gomes Bastos. no entanto. a qual era modificada constantemente para a manutenção de uma sensação de formigamento intenso na região de baixo ventre das parturientes. também com 15 mulheres. promover efeitos colaterais para os pacientes. novo e devidamente calibrado pelo fabricante. mantiveram-se similares em ambos os grupos. de baixo custo e de resolução rápida. sem. realmente. diferindo-se apenas no que diz respeito à regulagem da intensidade da corrente. que lhes eram repassadas pelo observador. incluindo a aplicação endovenosa de cerca de 400mg de meperidina. inicialmente.17 a dor tende a ser minimizada e melhor suportada pelas pacientes.Vol. este estudo teve como objetivo verificar o efeito da aplicação real e placebo da TENS no quadro álgico de pacientes no pós-operatório de cesariana. as quais foram esclarecidas previamente sobre este processo. A identificação dos indivíduos participantes do estudo.23 e DP =18. à medida que ocorre mais de dois partos. com escala numérica respondida verbalmente (0-10) e ser primigesta ou ter sido submetida. foram utilizados 4 eletrodos de 15cm2 (5cm x 3cm) de borracha siliconada e carbonada. do tipo cesariana.55 Kg). para que houvesse. baseada na fisiologia da dor a partir da teoria do controle de comportas medulares e liberação de opióides endógenos. podendo favorecer ainda a redução e ou até mesmo a eliminação da administração de fármacos no pós-parto. foi submetido apenas a um tratamento placebo por eletroestimulação. uma situação de dor presente. Levando em consideração as vantagens inerentes a analgesia que pode ser produzida pela TENS. Ferreira e Payno15 relataram ainda que este recurso terapêutico se constitui num método simples. O grupo A constou de 15 mulheres. e logo após. a dois partos anteriores.

19 e Van der Ploeg20 os quais verificaram a efetividade da TENS. respectivamente. com valores Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 20 18 34 20 25 27 31 20 16 19 26 17 27 28 18 79 58 59 68 67 95 65. o qual permitiu-nos verificar uma redução significativa da intensidade da dor somente nos indivíduos do grupo A. Van de Spank18. Já no grupo experimental. Dados relativos aos indivíduos do grupo A (tratado). em apenas uma delas. com parâmetros de freqüência alta. Navarro e Pacheco13. uma regressão da dor em somente dois pacientes. para permitir uma analgesia rápida e mais efetiva nas dores agudas das nossas voluntárias. com outros recursos farmacológicos de analgesia. o que não foi verificado em nenhuma outra parturiente. tal qual a TENS. efetivos e de fácil reprodutibilidade. Mattei K Rev. Dias RO. aplicados em situação de assistência obstétrica. DISCUSSÃO Muito embora alguns autores9. a EVA verbal. em condições álgicas diversas. com 4 eletrodos cruzados e dispersos nos dermátomos de T11 e T12. a qual nós acreditamos estar relacionada com uma ansiedade intensa apresentada por esta paciente. sem custos adicionais. os nossos resultados corroboram com os de Lantsen e Smirnov12. bras. tanto no pré quanto no pós-parto.10 não tenham verificado efetividade da TENS na promoção de analgesia. fisioter. a qual se atribui à meperidina introduzida via endovenosa. eliminação total da intensidade da dor. até mesmo.se o teste t de Student (p< 5%). incluindo àquela presente no pós-operatório de cesariana. nos grupos A e B. conforme descrito e aplicado em condições semelhantes às nossas por Lantsen e Smirnov12 e Navarro e Pacheco13. baixa largura de pulso e intensidade forte. estão descritos nas tabelas 1 e 2. seguimos a metodologia de Navarro e Pacheco13 e os preceitos de Lianza5. situados na região de baixo ventre. eletroestimulação e o tratamento placebo. que se mostrou bem efetiva no alívio da dor pós-operatória de cesariana. Molinero de Paula VR. Mendoza et al. houve aumento da intensidade da dor. sendo que em dez pacientes. o qual considera que a aplicação de uma corrente elétrica analgésica. em Tabela 1. Na modulação dos parâmetros da corrente utilizada neste estudo. atribuída ao choro prolongado apresentado por ela. Vale ressaltar que para o manejo e a quantificação da dor das pacientes que participaram deste estudo foram utilizados recursos simples. é mais efetiva para reduzir um quadro de dor presente nesta região. Em relação à colocação dos eletrodos. É bem interessante observar que neste estudo foi verificado. utilizou . e em três delas. foi aumentada. sendo que. foi verificada uma regressão e. utilizamos uma modalidade de TENS convencional. sem apresentar efeitos colaterais ou interação com os medicamentos administrados. Para comparar as intensidades da dor no início e após a aplicação da TENS convencional e placebo nos grupos A e B. a intensidade da dor manteve-se constante. quatorze mulheres.222 Melo de Paula G. no grupo submetido à eletroestimulação placebo.5 58 60 130 68 64 72 62 63 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 1 5 3 5 5 8 9 7 10 5 7 5 9 10 9 8 0 0 0 2 5 8 0 2 0 0 10 0 0 0 0 . em associação ou não. e.

contendo múltiplas perguntas. bastante viável. Milne S. 1990 Apr. Wells G. especialmente através de estudos clínicos randomizados e controlados. Smith CM. sem contar que os pacientes não ficam sobrecarregados em preencherem formulários extensos ou complexos. Dados relativos aos indivíduos do grupo B (placebo). pela simplicidade. para o controle da dor em mulheres submetidas à cesariana. Transcutaneous electrical nerve stimulation after cesarean birth. 380-82. 3. Science Nov 1965. Ansari AH. 6 (2): 227-34. Rio de Janeiro. 27 (6): 596-603. Ann Spine 2002. Ersek RA. 32 (11): 843-6. P. sem sofrer influência de barreiras lingüísticas e culturais. Robinson V. Medicina de reabilitação. 9. 3a ed. Starkey C. 10. 27 (2): 181-93. Gladstone N. Manole. Ann Phys Ther 1986. 150 (699): 971-9. Identificação Idade (anos) Peso (Kg) Partos EVA inicial EVA após a TENS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 24 23 20 23 19 16 22 22 35 25 23 23 21 31 25 70. Jeans ME. Guralnick MS. Efficacy of the transcutaneous electrical nerve stimulation for the treatment of chronic low back pain. 2001. 7. anatomy. 66 (1): 36-8. 2. durante e no pós-parto. 2001. que avaliem a efetividade isolada da TENS ou em associação a determinados fármacos. Hollinger JL. CONCLUSÃO Levando em consideração as condições experimentais deste estudo. 1a ed. Brosseau L. Gelfand MM. Lianza S. 2006 Tens no Pós-Operatório de Cesariana 223 Tabela 2. Transcutaneous electrical nerve stimulation for reducing narcotic use after cesarean section. Hoyt JW. Guanabara Koogan. The effects of transcutaneous electrical nerve stimulation on post-cesarean pain. Pain: theory. Clin Orthop Relat Res. Wall PD. Shea B. Recursos terapêuticos em fisioterapia. podemos concluir que a utilização da TENS pode constituir mais um recurso analgésico. . 5: 400-5. P. Ann Disability and Rehabilitation 2002. 8. Transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) in the management of labour pain: the experience of over ten thousand women. continua havendo a necessidade de investigações sistematizadas. Rushton DN.5 52 57 60 50 53 52 74 60 104 48 58 77 57 80 1 2 1 2 1 1 1 1 2 2 2 2 2 1 1 5 5 7 5 5 10 4 10 9 5 5 8 8 6 10 0 2 7 5 5 10 4 10 9 6 5 8 9 9 10 numéricos (0-10). Ann J Reprod Med Nov 1987. Reynolds RA. 24 (8): 407-15.Vol. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. São Paulo. Entretanto. Electrical stimulation in the treatment of pain. 2. Johnson MI. direto e prático de avaliação da dor. Pain mechanisms: a new theory. Transcutaneous electrical neurostimulations: a new therapeutic modality for controlling pain. (128): 314-24. 10 No. and physiology. 200-4 6. et al. praticidade e viabilidade econômica. 4. Greer KR. a qual se constitui num método rápido. Crit Care Clin. Marchand S. 5. podendo ser aplicada também antecipadamente. 1997 Oct. Ann Pain 1996. Ann British Journal of Midwifery 1997. 11. Melzack R.

Ann Pain 1996. Transcutaneous electric stimulation (TENS) to reduce pain after cesarean section. Lopez FB. Murphy-Black T. 15. bras. Mantle J. 23 (2): 60-65. 16. 14. fisioter. Efectividad de la Estimulcion Electrica Transcutanea (TENS) en el alivio del Trabajo de Parto. Pacheco CM. Van der Ploeg JM. Molinero de Paula VR.224 Melo de Paula G. Dias RO. 13. 20. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. 12. 6: 66-9. The meaning of labor pain. The use of transcutaneous electric neurostimulation for postoperative analgesia in parturients undergoing cesarian section. Villa Verde CA. Birth 2000 Dec. Simkin P. 68: 60-3. Ann Rev Mex Anest 2000. São Paulo. 27 (4): 244-53. Reyes E. P. Birth 2000 Dec. 19. 17. Femina 2002: 30 (2): 83-6. Ferreira CHJ. 27 (4): 254-5. Pain relief in labor by transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS). Mattei K Rev. Smirnov AA. 2a ed. Van der Spank JT. Santos. Payno SMA. Villeges ST. Navarro NC. Memory for labor pain: a review of the literature. 18. Lantsev EA. 1997. Niven CA. 68: 75-78. Ann Anesteziol Reanimatol 1990. Ann Arch Gynecol Obstet 2000. 264 (3): 131-136. Transcutaneous nerve stimulation (TENS) during the first stage of labour: a randomized clinical trial. Mendoza MP. Eletroestimulação nervosa transcutânea como recurso de alívio da dor no trabalho de parto. . Polden M. Ann Ginecol Obstet Mex 2000. 200-10.

Campinas. and by staying on the floor in relation to being in a baby buggy. bras. SP 3 Departamento de Neurologia. Objetivo: verificar a influência de práticas maternas. CEP 13400-911. paulalumy@uniararas. 225-231 ©Revista Brasileira de Fisioterapia 225 INFLUÊNCIA DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE LACTENTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA SILVA PL1. The infants’ predominant posture. Estas práticas poderiam influenciar o desenvolvimento motor de lactentes. lactente.br Recebido: 03/06/2005 – Aceito: 22/02/2006 RESUMO Contexto: Práticas maternas são comportamentos específicos. SP Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia. em relação à sentada e prono ou supino e pela permanência no chão em relação ao carrinho de bebê. Palavras-chave: desenvolvimento motor. environment. GONÇALVES VMG 3 1 2 Departamento de Fisioterapia. No 12º mês houve influência positiva da predominância na postura de quatro apoios e em pé. Em cada avaliação/idade a mãe respondeu a um questionário fechado sobre práticas. Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia – Bloco 07. local preferencial de permanência e a forma de carregar o lactente no colo. nascidos a termo e saudáveis. por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais. in relation to sitting. At each assessment. Denise Castilho Cabrera Santos. Faculdade de Ciências Médicas. 2006 Rev.br. child-rearing practices. práticas maternas. prone or supine postures. 9º e 12º meses de vida. Faculdade de Ciências da Saúde. The predominant posture at the sixth month and the way of carrying the infants at six. 2 (2006). e-mail: dcsantose@unimep. 101809-9246 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes ISSN No. Universidade Metodista de Piracicaba. Vol. SP Correspondência para: Profa. Considerou-se neste estudo a postura predominantemente adotada pelo lactente. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12 o meses de vida. Method: Fourteen healthy full-term infants were selected and longitudinally assessed at the ages of six. fisioter. the places where they were usually kept and how mothers carried the infants in their arms were evaluated. SP. utilizadas no cuidado diário de lactentes saudáveis. Conclusão: Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes saudáveis a partir do 6º mês de vida. 9º e 12º meses de vida não influenciaram o desempenho motor do grupo estudado. Resultados: No 9º mês de vida o desempenho motor dos lactentes foi influenciado positivamente pela predominância na postura de quatro apoios. nine and twelve months did not influence motor development in the study group. These practices could influence infants’ motor development. Objective: To verify the influence of daily child-rearing practices on the motor development of healthy infants from their sixth to twelfth months of life. the mothers answered a closed questionnaire about their main daily childcare practices when the infant was awake. nine and twelve months using the Alberta Infant Motor Scale. positively influence the motor development of healthy infants from six months of age onwards. Araras. Universidade Estadual de Campinas. . 2. utilizando-se a Alberta Infant Motor Scale. No. ABSTRACT Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Background: Child-rearing practices are defined as specific behavioral patterns used during maternal duties. infant. predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. Conclusions: The results suggest that practices that stimulate adoption of the hands-and-knees crawling posture. Método: Selecionados 14 lactentes. ambiente. A postura predominante no 6º mês de vida e a forma de carregar o lactente no 6º. Key words: motor development. At the twelfth month. Faculdade de Ciências da Saúde. Piracicaba. Centro Universitário Hermínio Ometto. Rodovia do Açúcar Km 156. Dra. it was positively influenced by hands-and-knees crawling and standing postures. 10. Piracicaba. Centro de Investigações em Pediatria. SANTOS DCC 2. Results: Motor performance at the ninth month was positively influenced by predominance of the hands-and-knees crawling posture. avaliados longitudinalmente no 6º. Universidade Metodista de Piracicaba (FACIS/UNIMEP). and utilization of the floor as a place to keep the infant.Vol.

Paralelamente aos fatores de risco biológicos. pouco se conhece sobre suas especificidades (comportamentos tipicamente empregados no cuidado da criança) e suas influências. índice de Apgar maior ou igual a sete no 1’ e 5’ minuto de vida. com objetivos dirigidos. portadores de infecções congênitas (STORCH-HIV) diagnosticadas no período neonatal. O ambiente em que o lactente vive pode dar diferentes formatos ou moldar aspectos do seu comportamento motor. o ambiente desfavorável lentifica o ritmo de desenvolvimento e restringe as possibilidades de aprendizado da criança. Os resultados desse estudo contribuirão para o conhecimento das características da motricidade dos lactentes estudados e das práticas maternas que os circundam. Critérios de exclusão: malformações congênitas (musculoesqueléticas). Segundo De Vries as experiências culturais e ambientais podem levar os resultados do desenvolvimento para uma ou outra direção. fisioter. Devem ser considerados na avaliação a descarga de peso. infecções do sistema nervoso. Termo de consentimento livre e esclarecido.11).71 gramas (+ 356. bebê conforto. Desta forma a identificação dessas práticas e o conhecimento de sua influência sobre o desenvolvimento motor de lactentes podem ser ferramentas valiosas na direção da promoção do desenvolvimento infantil. asfixia neonatal. nascidos a termo com idade gestacional média de 39 semanas (+ 1. 4. O ambiente positivo age como facilitador do desenvolvimento normal. as desvantagens ambientais podem influenciar negativamente a evolução do desenvolvimento das crianças2. hemorragias do sistema nervoso). sem intercorrências pré-natais ou neonatais. Estas diferenças referem-se tanto a grupos culturais distintos como entre lactentes do mesmo grupo cultural5.8. Considerouse neste estudo. 3. em alguma extensão. e a forma predominante de carregar o lactente no colo (na coleta desta informação levou-se em consideração a postura adotada pela mãe e bebê quando solicitado às mesmas que mostrassem para a pesquisadora como costumeiramente carregavam seus filhos no colo). supino. com peso médio ao nascimento de 2950. o local onde a criança permanece a maior parte do tempo (categorias: berço. Com base nesses pressupostos. andador ou especificar outro local não contemplado no questionário). Profissionais engajados na intervenção precoce se preocupam com a relação entre as idéias dos pais sobre cuidados com a criança. por meio dos quais as mães/cuidadores desempenham suas tarefas maternais10. que atuam com crianças.9. nascidos a termo com idade gestacional (IG) entre 37-41 semanas 12. Mais especificamente pretende-se contribuir para a identificação dos fatores ambientais. chão. Embora seja evidente que práticas maternas permeiam e influenciam o desenvolvimento tanto de crianças saudáveis como das crianças com alguma alteração. acompanhados longitudinalmente no 6º. carrinho de bebê. INTRODUÇÃO O primeiro ano de vida da criança é caracterizado por grandes mudanças. Gonçalves VMG Rev.58) respectivamente.6. inúmeras vezes durante os primeiros estágios da vida. a postura predominantemente adotada pelo lactente (categorias: prono. que teriam efeito positivo no desempenho motor de lactentes saudáveis. rotineiramente utilizadas no cuidado diário de um grupo de lactentes saudáveis. dos pais para promover a saúde e desenvolvimento de seus pacientes11.12). as práticas maternas empregadas no cuidado diário de lactentes são uma constante em estudos que comparam diferentes populações9. o presente trabalho objetiva verificar a influência de práticas maternas. 9º e 12º meses de vida. bras. O termo desenvolvimento.226 Silva PL. cadeira de bebê.79 (+0. que influenciam o ambiente e as práticas maternas utilizadas no cuidado de lactentes. sinais de comprometimento neurológico (convulsão. deitado de lado. Critérios de inclusão: gestação de feto único. Ficha de registro da Alberta Infant Motor Scale (AIMS)13. sobre seu desenvolvimento motor do 6o ao 12o meses de vida. alinhamento . dependem. A AIMS avalia o desenvolvimento motor de lactentes nas posições supino. quando aplicado à evolução da criança. quadrado.3. Dentre os fatores ambientais influenciadores do desenvolvimento. Questionário de práticas maternas: foi desenvolvido para esta pesquisa um questionário fechado com questionamentos sobre as práticas predominantemente adotadas no cuidado diário do lactente durante os períodos de vigília. quatro apoios ou em pé). Práticas maternas são definidas como comportamentos específicos. Fisioterapeutas.61) e 9. MATERIAL E MÉTODOS Sujeitos Participaram do estudo 14 lactentes saudáveis (seis do sexo feminino e oito do sexo masculino). Roteiro de anamnese para dados neonatais. Estudos sobre o desenvolvimento motor têm encontrado diferenças nos padrões e épocas de surgimento de certas habilidades no primeiro ano de vida da criança. alterações sensoriais. sentada e em pé. Santos DCC. Entretanto. seus atos e as repercussões no desenvolvimento. sentado. índice de Apgar médio de 1o e 5o minutos 8. Material 1. como práticas maternas.7. nomeadamente práticas maternas. 2. pois possibilita a exploração e interação com o meio. prono. síndromes genéticas. significa constante observação no crescimento das estruturas somáticas e aumento das possibilidades individuais de agir sobre o ambiente1.71 (+0. provavelmente promovendo ou inibindo taxas de maturação4. Possíveis explicações para este fato são as diferenças socioeconômicas e culturais entre os grupos estudados. maternos e familiares.

9º e 12º meses de vida considerando a data de aniversário com variação de 7 dias14. 94/03). local de permanência e forma de carregar no colo com o desempenho motor dos lactentes no 6º. Desta forma. Em seguida eram posicionados em prono. 9º e 12º meses de vida (Teste de Friedman. 1B e 1C indicam que o desempenho motor do grupo estudado foi positivamente influenciado pela adoção predominante de posturas que representam estágios motores mais evoluídos para cada uma das idades pesquisadas. Foram identificadas como práticas utilizadas no cuidado diário dos lactentes estudados as seguintes categorias relacionadas às idades: Aos seis meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 35. 9º e 12º meses de vida foi utilizado o teste de Friedman e para comparação mês a mês foi utilizado o teste de Wilcoxon. Antes de iniciar a avaliação. os lactentes que aos seis meses de idade adotavam a postura sentada apresentaram melhor desempenho motor do que os .001). que então eram aleatórias. A identificação das práticas maternas características do grupo estudado foi expressa por meio de freqüências relativas. p< 0. local de permanência e forma de carregar no colo (variáveis independentes). local preferencial de permanência e forma de carregar o lactente no colo. Os lactentes foram avaliados utilizando a AIMS no 6º. e pelo teste de Kruskall-Wallis na comparação de três categorias. para as categorias de postura predominante. Na análise da influência das práticas maternas identificadas sobre o desempenho motor considerouse o escore médio obtido na AIMS (aos seis.7% dos lactentes. Análise Estatística Primeiramente foi realizada estatística descritiva. 42. peso ao nascer e índice de Apgar. Considerando o intenso ritmo de mudanças no desempenho motor no primeiro ano de vida.85% eram segurados em pé e 57.Vol. essa medida foi importante para assegurar que os participantes não apresentassem diferenças no desempenho motor por discrepância em suas idades cronológicas. estão apresentadas nas figuras 1 (A. Entre o 9o e o 12o meses 21. sempre na presença da mãe ou cuidador responsável.9% e em pé por 35. sentado por 50% e quatro apoios e em pé por 35. As avaliações foram realizadas no domicílio dos sujeitos com exceção de dois lactentes de 6 meses avaliados na Clínica de Fisioterapia da UNIARARAS.3% dos lactentes.4% dos lactentes. os locais preferenciais de permanência foram chão para 71. para caracterização da amostra. p< 0. A diferença foi significante entre o 6º e 9º mês. Entre o 6º e 9º meses de vida.4%. ao final da avaliação é realizada a soma dos itens observados em cada posição e calculado o escore total. Foram identificadas duas formas de carregar o bebê no colo durante o estudo: em pé segurado pelos glúteos com apoio no ombro da mãe e sentado de frente ou de lado. considerando medidas de tendência central (média) e de dispersão (desvio-padrão) para as variáveis contínuas. o local preferencial de permanência foi o chão para 100% dos lactentes. 9º e 12º mês e 6º e 12º mês de vida (Teste de Wilcoxon. Foram coletados. os dados neonatais. Aos nove meses: as posturas predominantemente adotadas foram prono ou supino por 14. 9º e 12º meses de vida. Para análise da evolução do escore médio dos lactentes no 6º. idade gestacional. Adicionalmente esses resultados foram expressos em gráficos tipos Box-Plot considerando a distribuição do escore motor pelas categorias das práticas maternas. os locais preferenciais de permanência foram chão para 28. quatro apoios e em pé por 42. 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 227 postural e movimentos antigravitacionais. Para aplicação foram utilizados brinquedos adequados à faixa etária. As avaliações duravam cerca de 20 a 30 minutos. os pais que concordaram em participar da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. As comparações das categorias de posturas predominante. como recomendado por Bayley14. 43% eram segurados em pé e 78. supino.3%. 2.6% e carrinho de bebê para 71.7% dos lactentes. relacionado às categorias de postura predominante.4% e carrinho de bebê para 28. colchonete e banco para apoio.0.57% sentados. sentado e em pé. Procedimentos Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIMEP (no. na comparação de duas categorias. embora sem significância estatística. salvo quando assumissem espontaneamente as posturas. Cada item observado recebe um crédito. A análise do desempenho motor considerou como variável dependente o escore médio obtido pelo grupo na avaliação pela AIMS e a idade dos lactentes como variável independente.15% sentados. Na aplicação deste questionário foi solicitado às mães que respondessem a alternativa que melhor correspondesse à sua realidade e do lactente. nove e doze meses) como variável dependente.7% e sentado por 64. 10 No. maternos e familiares dos lactentes e preenchido o questionário sobre práticas maternas. Aos 12 meses: as posturas predominantemente adotadas foram sentada por 21.001). A comparação das práticas maternas pesquisadas com o escore motor foi realizada pelo teste de Mann-Whitney. 2 (A e B) e 3 (A e B). B e C). O nível de significância adotado foi de 5%.6% dos lactentes. Durante a avaliação as mães poderiam estimular seus filhos por meio de brincadeiras e brinquedos de forma natural a fim de possibilitar as observações. As Figuras 1A. RESULTADOS Os lactentes apresentaram evolução significativa no desempenho motor de acordo com o aumento da idade cronológica no decorrer do 6º. os lactentes eram despidos pelas mães e colocados sobre o colchonete. O programa estatístico utilizado foi o Statistical Package for Social Sciencies for Personal Computer (SPSS-PC) versão 11.

apresentando diferenças estatisticamente significante entre as idades estudadas.6 meses Mann . As Figuras 3A e 3B indicam que não houve influência da maneira de carregar os lactentes no colo. Escore AMS .Wallis.134).Postura predominante . Escore AMS . Embora sem significância estatística. Estes resultados espelham os critérios de seleção da amostra empregados neste estudo. A figura 3B mostra uma tendência dos lactentes que eram carregados sentados de frente/lado em apresentar escores mais altos. 1A. Aos nove meses essa tendência se confirma e os lactentes que permanecem no chão apresentam escores significativamente mais elevados que os que utilizam o carrinho de bebê. livre de indicadores de risco biológicos e com potencial para apresentar normalidade em seu desempenho motor. pôde-se analisar e entender os resultados do desempenho motor avaliado no 6º. p= 0. Com 12 meses de vida todos lactentes estudados permaneciam no chão.012). comparada às posturas sentado e supino ou prono (Fig. com desempenho motor típico ou em franca evolução. 2B. p= 0.228 Silva PL. Destaca-se que o máximo valor de escore obtido pelos lactentes que adotavam a postura sentada esteve abaixo do menor escore obtido pelos que preferiam as posturas em pé ou quatro apoios e em pé (Fig.363).12 meses que permaneciam em supino ou prono (Fig.Wallis.018 Figura 1. Aos 12 meses a preferência das posturas em pé ou quatro apoios e em pé também esteve associada ao melhor desempenho motor. p= 0. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos 12 meses (1C). As Figuras 2A e 2B indicam que a adoção do chão como local de permanência preferencial do lactente poderia influenciar positivamente seu desempenho motor. DISCUSSÃO A análise da evolução do desempenho motor e os dados descritivos das características neonatais do grupo estudado revelam lactentes com desenvolvimento considerado típico. e o desempenho motor dos seis aos nove meses e dos nove aos doze meses de vida. o percentil 75 foi praticamente igual nos dois grupos (p= 0. fisioter. .Whitney. Entretanto.473). A adoção preferencial da postura de quatro apoios se associou significativamente ao melhor desempenho motor aos nove meses de vida. os quais buscavam um grupo de estudo saudável. portanto.018). A figura 3A mostra que os lactentes carregados sentados de frente/lado apresentaram o valor mediano do escore abaixo do percentil 25 do grupo de lactentes carregados em pé sobre os ombros.134 50 Escore AMS . 1B. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos seis meses (1A).12 meses Kruskall .9 meses 45 40 35 30 prono/supino sentado quatro apoios 1B Postura predominante .9 meses Kruskall . 1C. A partir da caracterização deste grupo. Gonçalves VMG Rev. p= 0. aos seis meses de vida. Comparação do desempenho motor e a postura predominante aos nove meses (1B). identificadas neste estudo. Santos DCC.012 * 11 55 50 45 sentado quatro apoios/ em pé em pé 1C Postura predominante . a comparação do local de permanência e desempenho motor não foi realizada.6 meses 26 24 22 20 prono/supino sentado 1 A . a figura 2A mostra uma tendência dos lactentes que permaneciam no chão de apresentarem escores mais altos do que os que utilizavam preferencialmente o carrinho de bebê. porém as medianas coincidem e não há diferença estatisticamente significante (p= 0. 9º e 12º meses de vida relacionando-os ás diferentes categorias de práticas maternas identificadas neste estudo. bras. p= 0. Nota-se que a mediana do escore do grupo “chão” está acima do maior valor de escore obtido pelo grupo “carrinho de bebê” (Fig.046). p= 0. p= 0.

Lactentes africanos demonstram precocidade nas habilidades de sentar sozinho e ficar em pé sem apoio e atraso nas habilidades de levantar a cabeça e engatinhar. que são colocados mais freqüentemente na posição supina para brincar.6 meses 26 24 22 20 carrinho chão Escore AMS .363 2 A Local de permanência . Lactentes nortes americanos gastam mais tempo na posição prono comparados aos lactentes britânicos. p= 0.9 meses 50 45 40 35 30 carrinho chão Escore AMS . Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 6o ao 9o mês (3A). 2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 229 Escore AMS . por sua vez as práticas maternas se modificam de acordo com o costume ou cultura de cada local15.473 Figura 3. do ambiente onde está inserida ou do treino específico de alguma habilidade6. O costume materno em estimular a postura sentada favorece o ganho motor nesta postura. enquanto as habilidades em outras posturas podem ocorrer ligeiramente mais tarde18. comparados aos americanos.Whitney.Whitney. Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos nove meses (2B).6 meses Mann .12 meses 55 50 45 9 2 B Local de permanência . através de hábitos culturais17.9 meses 50 45 40 35 30 em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 A Forma de carregar no colo de 6-9 meses Mann .Whitney. 10 No.312 Escore AMS .16.3.8.Whitney. De maneira geral os resultados desse estudo indicam que as práticas maternas pesquisadas influenciaram o desempenho motor deste grupo de lactentes a partir do 9o mês de vida. 2.Vol. p= 0.046 Figura 2. Comparação do desempenho motor e o forma de carregar o lactente no colo do 9o ao 12o mês (3B). Diversas pesquisas relatam que as diferenças no desenvolvimento motor de lactentes podem surgir na presença de variações nas práticas maternas. p= 0. em pé sobre os sentado de frente ou ombros de lado 3 B Forma de carregar no colo de 9-12 meses Mann . p= 0.9 meses Mann . A oportunidade para a prática é dada pelos pais ou cuidadores do lactente. Os resultados encontrados em relação à postura predominante do lactente sugerem que as experiências e o . O tempo gasto em uma determinada postura influência positivamente a aquisição dos ganhos motores naquela postura. O desenvolvimento motor constitui o resultado do aprendizado e das habilidades adquiridas na execução dos atos. e a falta de costume em posicionar o lactente em prono pode atrasar as habilidades de apoio nas mãos e engatinhar19. Comparação do desempenho motor e o local de permanência aos seis meses (2A).

às freqüentes orientações sobre a utilização do chão como espaço enriquecedor para o desenvolvimento de lactentes com alterações no desenvolvimento motor. Rivera F . Rev. As mães ocidentais deixavam seus bebês por muito tempo no berço. Do environmental influences alter motor abilities acquisition? A comparison among children from day-care centers and private schools. Vayer P. Quando crianças são mantidas sem condições de moverem-se livremente. Infants around the world: cross cultural studies of psychomotor development from birth to two years.21. 1B) e no 12º mês a postura de quatro apoios e em pé (Fig. Lactentes brasileiros apresentaram desempenho inferior aos canadenses durante o primeiro semestre de vida e uma possível explicação para o baixo desempenho seria a falta de costume materno das brasileiras em posicionar seus filhos em prono20. Cabral Filho E. 3. De Vries MW. Babies brain and culture: optimizing neurodevelopment on the savanna. Arq. 4. 2B). La Parra A. essenciais para aquisição das habilidades motoras3. Solomons G.6. 4º e 5º mês de vida em favor dos americanos nas habilidades de sentar e de preensão. Dev Med Child Neurol 1975. o lactente pode apoiar-se na parte posterior do carrinho diminuindo a quantidade de reações e ajustes posturais de tronco. 429: 43-8. 1A). No Brasil uma pesquisa comparou o desempenho motor de lactentes brasileiros e americanos durante o primeiro ano de vida.Castillo M. Psicologia atual e desenvolvimento da criança. Fragoso AGC. tempo gasto em uma posição podem influenciar a seqüência e época da aquisição de certas habilidades motoras. 7. CONCLUSÃO Os resultados sugerem que as práticas que estimulam a adoção da postura de quatro apoios e a utilização do chão como local de permanência influenciam positivamente o desenvolvimento motor de lactentes. 1C). Foi característica do grupo estudado a predominância da adoção da postura sentada aos seis e da postura de quatro apoios e/ou em pé aos nove e 12 meses. Werner EE. Possivelmente no 9º mês de vida as mães tenham uma atitude menos protetora com seus lactentes e estes por sua vez. de Saúde Pública 1998. No entanto. No 9º mês foi considerada positiva para o desempenho motor a postura de quatro apoios (Fig. 2. Habilidades de sentar. fisioter.9. principalmente após o 6º mês de vida6. Santos DCC. Motor development and cultural attitudes. São Paulo: Manole.24 . Motor development in Yucatean infants. no berço. por períodos longos de tempo. 1990.3: 111-134. A variável postura predominante influenciou o desempenho motor dos lactentes estudados no 9º e 12º meses de vida. No carrinho uma quantidade menor de estímulos é oferecida. . o que possivelmente explica o desempenho semelhante apresentado entre os lactentes que permaneciam em prono/supino e sentado (Fig. enquanto as africanas os carregavam a maior parte do dia enquanto realizavam suas atividades5. 5. 32 (2): 138-47. Gonçalves VMG Rev. Oliveira ALB. In: Whiting HTA. a variável “tempo carregado” não foi controlada neste estudo. Roicin C. pela própria expressão de seu desenvolvimento. 297-313. Destaca-se que no 6º mês de vida não é esperado um controle postural suficiente para permanência na postura sentada sem apoio. Boston: Martinus Nijoff Publisers 1986. Andraca I. Uma das possíveis razões para a não utilização da posição prono é a síndrome da morte súbita do lactente22. 61 (2A): 170-5. Oliveira ALB. No entanto essas práticas e suas influências positivas só foram evidentes a partir do 9º mês de vida dos lactentes estudados. no carrinho ou cadeira de bebê pode ser considerado uma condição negativa para o desenvolvimento motor3.6. 6. 17: 41-6. além da restrição visual e movimentação. apenas dois permaneciam em prono. Este resultado coincide com o predomínio nos lactentes da adoção do chão como local preferencial de permanência (Fig. Wade MG.21. Barros KMF T. Dos cinco lactentes que permaneciam deitados. Foram observadas diferenças no 3º. A falta de costume materno de posicionar o lactente em prono foi relatada em estudos anteriores20.7. provavelmente por variações no ambiente e nas práticas maternas distintas8. J CrossCultural Psycology 1972: 2 Suppl. Pino P. bras. Não foi encontrada diferença significativa relacionando o escore motor e a forma de carregar lactentes no colo. Manter lactentes a maior parte do tempo no colo. Neuro-Psiquiatr June 2003. ocorrem de maneira mais precoce nos lactentes africanos em relação aos americanos. Factores de riesgo para el desarrollo psicomotor em lactantes nacido em óptimas condiciones biológicas. Castro RM. Acta Paediatr Suppl 1999. Possivelmente o tempo e freqüência de permanência no colo sejam mais importantes para o desempenho motor do que a forma de carregar o lactente. Desta forma o desempenho motor dos lactentes que utilizavam o chão como espaço para brincar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Em Yucatan (México) os lactentes permanecem a maior parte do tempo no colo e desenvolvem precocemente habilidades motoras apendiculares e tardiamente habilidades motoras axiais como engatinhar e andar com e sem apoio 7.23. manifestou desenvolvimento motor além dos que utilizavam o carrinho como local de permanência. buscam espaço para se moverem e dificilmente se deixam restringir por carrinhos de bebê ou outro equipamento. Brill B. Solomons HC. Themes Motor Development. podem ocorrer prejuízos no aprendizado e na utilização dos mecanismos de feedback e feedforward. et al.230 Silva PL. ficar em pé e andar sem apoio. Estes resultados trazem o desafio de conseguir a adesão das famílias.

2006 Influência de Práticas Maternas no Desenvolvimento Motor de Lactentes 231 8. Mei J. Shepherd RB. Pedrazzani ES. In Van Rossum JHA. Motor development during the first 6 months: a comparative study. J Cross-Cultural Psychology 1980: 11 Suppl. 113 (3): 487-96. 1. J Gen Psycology 2001. . CID-10. Motor Development: aspects of normal and delayed development. Geber M. J Dev Beh Pediatric 2001. ed. 10a revisão. São Paulo: Livraria Santos. [Doutorado] Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas. 21. 16. 162 (2): 143-53. Harcourt Brace & Company. Motor assessment of the developing infant. Hopkins B. Darling N. 2003. 24. 47: 185-95. Bayley N. Steinberg L. 13. J Soc Psychology 1957. 14. 15. 12. 17. 84 (5): 439-53. Laszlo JI. Organização Mundial de Saúde. 10 No. 1996. Gonçalves VMG. Sensorimotor behavior of Baganda and Samia infants. VU University Press. 2001. Kilbride PL. v. 1994. Canadá: W. Dev Med Child Neurol 1985.B. sex and socio-economic status. Gabbard C. 2. 10. Tudella E. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Cadernos de Saúde Pública 2002. 3ª ed. Darrah J. Maternal expectations of their infant’s development: some cultural differences. 18. [Dissertação] São Carlos (SP): Universidade Federal de São Carlos. The psycho-motor development of African children in the first year. Dev Med Child Neurol 1989. Rev Bras Fisioter 2004. Parenting stile as context: an integrative model. Psychol Bull 1993. 22 (5): 293-99. Desenvolvimento motor de lactentes pré-termo participantes de um programa de intervenção fisioterapêutica precoce. sobre a posição de dormir. Physical Therapy 2004. Desenvolvimento motor durante o primeiro ano de vida: uma comparação entre um grupo de lactentes brasileiros e americanos. Bayley Scales of Infant Development II. Childrearing practices and developmental spectations for Mexican-American mothers and the developmental status of their infants. Westra T. 11. The northern Chinese custom of rearing babies in sandbags: implications for motor and intellectual development. 19. and the influence of maternal motor behavior. Orientações adotadas nas maternidades dos hospitais-escola do Brasil. 27: 635-43. Kolobe THA. 9. 18 (3). 1993. Fisioterapia em pediatria. San Antonio: The Psychological Corporation. 1999: 1181-6. Relationship between infant sleep position and motor development in preterm infants. Saunders. Piper MC. Lopes VB.Vol. Tradução do Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português. 7a ed. 8 (3): 239-45. Formiga CKMR. 1994. Definições. Amsterdã. Desenvolvimento motor de bebês segundo a Alberta Infant Motor Scale. 20. Ratllif-Schaub K. 23. 2a. 22. Santos DCC. Capute AJ. 31: 384-90.2: 131-52. Normal gross motor development: the influences of race. Santos DCC. Nunes ML.

Rio Claro.4±5. revelou efeito principal de obstáculo para DVPO (F1. Key words: Parkinson’s disease. marcha.001). VITÓRIO R 1. Results: ANOVA by trials revealed that the main effects from the obstacle were on LTCL (F1. Instituto de Biociências. idoso.174. . Rio Claro. Objective: To describe the locomotor behavior of PD patients by means of kinematic tools and to verify their locomotor strategies during obstacle avoidance at different heights.49= 31. levodopa. UNESP.001) and VVLP (F1. Instituto de Biociências.49= 10.30. p< 0. age= 68. p< 0.7 anos) percorreram. CEP13506-795. but little is known about its effect on gait over obstacles. Medication had its main effects on LTCL (F1. p< 0. idade= 68.4 ± 5. distância vertical pé-obstáculo (DVPO). para VHDO (F1. Objetivo: Este estudo objetivou descrever. foot placement after the obstacle (FPAO) and horizontal and vertical mean velocities in the approach and landing phases (respectively. STELLA F 2. GOBBI S 1 1 Departamento de Educação Física. e efeito principal de medicamento para DVPO (F1. VHDO.VVAO. The patients presented gait patterns that ensured safety and stability. leading toe clearance (LTCL). o comportamento locomotor de pacientes com DP e verificar as estratégias locomotoras.49= 15. Vol.49= 6. Conclusões: Pacientes foram mais perturbados pelo obstáculo alto.001).013) and VVAP (F1. p< 0. fisioter.49= 6.001). The following variables were collected and analyzed: foot placement prior to the obstacle (FPPO).33. mas pouco se conhece sobre seus efeitos na marcha com obstáculos. regardless of whether medicated or not.002). VVAP.49=15. HVLP and VVLP). Pacientes com DP. e-mail: ltbgobbi@rc. Palavras-chave: Doença de Parkinson. 5-A. 2. low obstacle at ankle height) in two separate sessions: without medication (fasting) and at the peak of levodopa action.184.49= 31. 10m e ultrapassaram um de dois obstáculos (alto= metade da altura do joelho e baixo= altura do tornozelo) posicionado no meio da passarela em duas sessões (em jejum e no pico de ação do medicamento). No. evidenciando aumento geral da velocidade da perna de abordagem e da margem de segurança sobre os obstáculos.001). apresentaram um comportamento que garantiu segurança e estabilidade na marcha. para VVAO (F1. Os sintomas da DP (bradicinesia e hipocinesia) foram diminuídos com o medicamento. 2006 Rev. The PD symptoms (bradykinesia and hypokinesia) decreased under medication. Método: Cinco pacientes com DP (Hoehn e Yahr= 2±0. elderly. p< 0.49= 15.7 years old) walked 10m and stepped over one of two obstacles (high obstacle at half of knee height. sem e sob o efeito da levodopa. Method: Five PD patients (Hoehn & Yahr= 2 ± 0. 101809-9246 ISSN No.49= 82. p< 0. GOBBI LTB 1. bras. Resultados: A ANOVA. p< 0.unesp.30. HVLP (F1. gait with obstacle. andando. Conclusion: Patients were more disturbed by the high obstacle. VHAO.49= 10. independente da condição de medicamento.001). with and without the effect of levodopa. por meio de ferramenta cinemática.Vol. p< 0.001) e para VVDO (F1.174.VVDO). SP Correspondência para: Lilian Teresa Bucken Gobbi.33. nas fases de abordagem e aterrissagem (respectivamente.002). as shown by increases in leading limb velocity and the safety margin over the obstacles. 233-239 ©Revista Brasileira de Fisioterapia Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 233 PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULOS EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON. distância horizontal obstáculo-pé (DHOP) e velocidades médias.66.33. MENUCHI MRTP 1. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP.49= 82.br Recebido: 04/08/2005 – Aceito: 14/12/2005 RESUMO Contexto: Os efeitos da levodopa na marcha de pacientes com Doença de Parkinson (DP) em terrenos desobstruídos são conhecidos.49= 15.66.013) e para VVAO (F1.001).184. HVAP. durante a ultrapassagem de obstáculos de diferentes alturas. p< 0. por tentativa. 10. marcha com obstáculo ABSTRACT Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease. p< 0.33. SP. VVAP (F1. Rio Claro. p< 0. Vila Bela. Av. 2 (2006). As seguintes variáveis foram coletadas e analisadas: distância horizontal pé-obstáculo (DHPO). COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO PIERUCCINI-FARIA F 1. with and without Levodopa: a Pilot Study Background: The effect of levodopa on the gait of Parkinson’s disease (PD) patients over unobstructed terrain is known. levodopa. horizontais e verticais. gait. p< 0. 1225. SP 2 Depto de Educação.

este agente melhora. MATERIAL E MÉTODO Participantes: 5 pacientes com DP participaram deste estudo. Gobbi LTB. 2) caracterizar cinematicamente o comportamento motor dos indivíduos na mesma atividade motora. bras. A lentidão (bradicinesia) e a diminuição da amplitude movimentos (hipocinesia) podem ser provocadas pela perda da capacidade do córtex motor em gerar impulsos motores adequados para atingir a meta que foi planejada3. Na marcha com obstáculo. Nenhum era institucionalizado e todos faziam atividade física de leve intensidade (caminhadas. o centro de massa está se deslocando em direção ao novo ponto de apoio. Considerando que o desenvolvimento do sistema locomotor ocorre por meio do acoplamento entre informação sensorial e modulação do sistema efetor8.42 x 0. aumento na amplitude das passadas atribuído à melhora na modulação muscular para a produção de força7. Gobbi S Rev. Ao chegarem ao laboratório.10. Cada participante. A massa corporal e a estatura foram coletadas usando as técnicas descritas por Alvarez e Pavan16. após assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. ou seja. clinicamente. foi convidado a realizar o seguinte protocolo: 1) Medidas antropométricas. na segunda etapa. A Tabela 1 sumariza as características dos participantes. Subescala III-Motora. era ativo e independente. questionou-se: como idosos portadores da DP realizam a ultrapassagem da perna de abordagem sobre obstáculos de diferentes alturas? Quais parâmetros espaciais e temporais da perna de abordagem seriam modificados quando sob efeito do medicamento? Para responder a estas questões. Versão adaptada pela equipe do Ambulatório de Distúrbios do Movimento/Doença de Parkinson. O uso da dopamina exógena permite que o paciente acometido pela DP normalize parte de sua performance motora.234 Pieruccini-Faria F. membro que ultrapassou primeiro o obstáculo. hipocinesia e alterações posturais. da FCM/Unicamp. De forma geral. acinesia. os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar as estratégias motoras utilizadas pelos pacientes durante a marcha com obstáculos com e sem o efeito da levodopa. No momento da ultrapassagem. por um neuropsiquiatra experiente e capacitado para determinar as condições motoras gerais por meio da Unified Parkinson’s Disease Rating Scale (UPDRS13. 2) Passarela e Obstáculo: A passarela consiste de um corredor livre com um carpete de espuma de borracha (10 x 1. a perna de abordagem realiza a ação primeiro e. desencadeando a DP2. pouco é conhecido sobre a interação entre os efeitos do medicamento e as respostas locomotoras na marcha com obstáculos. Stella F. para minimizar os efeitos antropométricos. uma hora após a ingestão do medicamento (pico de efeito do remédio). Como critérios de inclusão.15) e a condição motora/capacidade funcional observada por meio da UPDRS. movimenta-se de uma base estável para uma posição ainda instável e próxima do obstáculo10-12. sem data). o paciente deveria estar em jejum do remédio (pela planilha de ingestão do medicamento de cada paciente. O diagnóstico inicial da doença foi realizado por uma médica neurologista. Neste contexto. por aliviar alguns dos sintomas (tremores involuntários. Vitório R. Procedimentos Experimentais: A coleta dos dados dos participantes foi feita pela manhã e em duas etapas: na primeira. rigidez muscular. entre outros. os estágios 1 a 3 da Escala de Hoehn e Yahr14 (Versão adaptada empregada por Schenkman et al. A figura 1 ilustra a situação experimental. O jejum da Levodopa foi controlado a partir das informações sobre os horários diários de ingestão (última dose do dia às 20:00 horas) e confirmado pelos participantes no horário da coleta (8:00 horas). entretanto. está posicionada mais distante do obstáculo antes de perder o contato com o solo. o desempenho motor da marcha. foram considerados: idade igual ou superior a 60 anos. qualquer possível degeneração dos componentes ou subsistemas comprometeria a ação de ultrapassar obstáculo9. o mesmo protocolo foi repetido. Diante do exposto. fisioter. exercícios terapêuticos na água e alongamento) e apresentavam locomoção independente na realização de atividades da vida diária. enquanto que outros sintomas podem não ser aliviados4-6. os participantes foram reavaliados. Os obstáculos. Duas alturas de obstáculo (baixo = altura do tornozelo e alto = metade da altura do joelho) foram selecionadas e variaram para cada paciente. As alturas do obstáculo foram normalizadas de acordo com as alturas do joelho e do tornozelo do membro inferior direito (MID). O pé da perna de abordagem é elevado à frente pela flexão simultânea do quadril e do joelho.9. Subescala III–Motora. entre outros). de eucadur liso (marca Eucatex). uma tarefa locomotora de maior complexidade. ocorreu jejum da Levodopa por 12 horas). que é capaz de produzir o neurotransmissor dopamina. Na marcha em superfície regular. têm 60cm de largura e possuem um marcador . O participante B obteve 40 pontos na UPDRS e duração da doença de 17 anos. Todos os procedimentos experimentais seguiram as normas da Declaração de Helsinki e foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa local. normalmente. bradicinesia.003m). sabe-se que fatores genéticos e/ou ambientais podem provocar a neurodegeneração seletiva dos neurônios que fazem conexões subcortico-corticais. INTRODUÇÃO A doença de Parkinson (DP) ocorre devido à degeneração progressiva de neurônios da pars compacta da substância negra1. Menuchi MRTP. Apesar das causas não totalmente esclarecidas. por exemplo. a Levodopa tem desencadeado.

acoplada a um microcomputador. 2000). gerando dados cinemáticos em 2D. Cada etapa do protocolo experimental consistiu de 10 tentativas. 3 marcadores passivos (esferas de isopor de 1. ultrapassar o obstáculo (posicionado no meio da passarela) e continuar andando até o final.3 (anos) 2 17 3 4 4 (mg/dia) 125 500 125 375 375 6 5. Características individuais dos participantes (UPDRS III: Unified Parkinson’s Disease Rating Scale – Subescala motora III. Para cálculo das variáveis dependentes e produção de gráficos. as variáveis dependentes selecionadas foram: a distância horizontal pé-obstáculo antes da ultrapassagem (DHPO: distância entre a marca do quinto metatarso no momento da perda do contato com o solo e o obstáculo). variabilidade da DHPO e DHOP (DHPO_var e DHOP_var: médias dos resultados da transformação logarítmica dos desvios-padrão dessas duas variáveis. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 235 Tabela 1. 1998).4 5. 3) Tarefa: cada participante foi instruído a percorrer andando a passarela. filmadas no plano sagital direito do participante. passivo fixado na base.P 67 60 72 75 68 68. face lateral do calcâneo e maléolo lateral. University of Waterloo. Todas as variáveis dependentes foram coletadas e calculadas a partir da perda de contato do MID com o solo antes do obstáculo até o contato inicial do pé com o solo após a ultrapassagem. evitando a oclusão de alguns marcadores durante a realização da tarefa. sendo 5 para cada altura de obstáculo. com medidas conhecidas de uma extremidade a outra (1m por 1m).7 12. apresentaram valores de 0. 1998). As imagens foram registradas a uma freqüência de 60 Hz por uma câmera analógica (marca Panasonic. na velocidade preferida.5 Peso Altura UPDRS Tempo da doença Dosagem de L-dopa Obs: Todos os participantes apresentaram locomoção independente durante as tentativas e para as atividades de vida diária. modelo NV-M 9000). Assim. 10 No. no momento em que o pé está sobre o mesmo). Os testes de acurácia e precisão. D. A ordem de apresentação das tentativas foi totalmente randomizada por meio do programa rand. respectivamente. incluindo o participante B apesar dos valores de UPDRS e dos anos com a doença. Tentativas iniciais sem a presença do obstáculo foram realizadas para ajustar o ponto de partida de forma a garantir que sempre o MID ultrapassasse primeiro o obstáculo (perna de abordagem). Laboratório de Instrumentação em Biomecânica–Unicamp. nos seguintes pontos anatômicos: quinto metatarso. 4) Coleta e análise dos dados: Para registro cinemático dos dados. modelo Studio DV). posicionada no lugar do obstáculo antes que o participante realizasse as ultrapassagens.2 7. foi realizada por meio da filmagem de um objeto em forma de cruz.: desviopadrão). distância vertical pé-obstáculo (DVPO: distância entre a marca do quinto metatarso e o obstáculo.6 11. 2.Vol.5 (cm) 172 163 154 166 156 162.4 III 11 40 15 18 19 20.exe (Gait and Posture Lab. respectivamente). e velocidades médias horizontais e verticais em duas fases: . Todos os participantes encontravam-se no estágio 2 da escala de H&Y. A digitalização das imagens foi realizada por uma placa de captura de vídeo (marca Pinnacle.4 74 62. os dados foram filtrados pelo filtro digital de Butterworth de segunda ordem a 5 Hz em rotina Matlab (The Matworks Inc. seguindo os conceitos de Vuolo17. O procedimento fotogramétrico foi realizado pelo software Digital Vídeo for Windows (Dvideow. A calibração do espaço bidimensional.. distância horizontal obstáculo-pé (DHOP: distância entre o obstáculo e a marca do quinto metatarso ao entrar em contato com o solo após a ultrapassagem).38 cm. Os pontos afixados em cada extremidade deste objeto permitiram delimitar o espaço bidimensional a partir de referências na forma de sistema de coordenadas dentro do plano cartesiano e.5cm de diâmetro) foram afixados com velcro. Idade Gênero Participantes (anos) A B C D E Média D. Este procedimento garantiu precisão na medição.7 M M F M F (kg) 68 53 46 72.P. registrado pela câmera.7 cm e 0. o Dvideow pôde calibrar o espaço percorrido pelos participantes na filmagem e reconstruílo em uma matriz bidimensional. assim.

p< 0. Gobbi LTB.323. p< 0. sendo 28 na fase de jejum do medicamento e 25 na fase do pico da ação do medicamento.184. fisioter. p< 0. Vitório R. As ANOVAs não revelaram efeitos ou interações entre obstáculo e medicamento para DHPO normalizado (respectivamente. b) aterrissagem: do momento em que a marca do quinto metatarso encontra-se sobre o obstáculo até o momento em que ela toca o solo depois do obstáculo (VHDO e VVDO.49= 3. por tentativa. respectivamente horizontal e vertical). para minimizar os efeitos antropométricos. por problemas no travamento do foco da câmera.49= 0. Ilustração da situação experimental do laboratório.49= 0. respectivamente horizontal e vertical).33. Stella F. Entretanto.236 Pieruccini-Faria F. A ANOVA evidenciou que os valores médios para DVPO foram maiores para o obstáculo alto (F1. Figura 1.032.008.043) como depois do obstáculo (DHOP normalizado. a) abordagem: desde o momento em que o pé deixa o solo até o momento em que a marca do quinto metatarso encontrase sobre o obstáculo (VHAO e VVAO. normalizandoas.013).66.001). os participantes aumentaram a velocidade vertical antes do obstáculo. se comportassem dentro da curva normal e desta forma pudesse ser inserido na estatística paramétrica. Para as velocidades médias antes do obstáculo. RESULTADOS A estatística descritiva de cada variável dependente é apresentada na Tabela 2.49=15. menores valores médios foram observados . F1.49= 4. p< 0. A transformação logarítmica foi necessária para que o conjunto de dados.033. a análise da variabilidade (transformação logarítmica do desvio-padrão) mostrou que os pacientes foram mais estáveis quando sob efeito do medicamento. Os dois fatores foram tratados como medidas repetidas dentro das análises. As pegadas destacadas pela borda mostram a posição do pé direito em relação ao obstáculo. Foram conduzidas Análises de Variância. A ANOVA não revelou efeitos de obstáculo e medicamento ou interações para a VHAO. p< 0.355).49= 0. as análises estatísticas foram realizadas com 53 tentativas.174.870. A DHPO e a DHOP foram divididas pelo comprimento do MID quando sob efeito do medicamento (F1. Não houve interação entre os fatores para a DVPO. Em relação às velocidades médias da perna de abordagem depois do obstáculo. F 1. Foi mantido o nível de significância de p< 0. a ANOVA revelou que sob efeito do medicamento (F1. F1.49= 0. e Estes resultados evidenciam que não há alteração do padrão locomotor em função do obstáculo ou da condição de medicamento.051). Menuchi MRTP. região onde foram calculadas as variáveis. Análise Estatística: Devido à baixa qualidade de algumas imagens. ao ultrapassar o obstáculo alto. independente da altura do obstáculo. tendo como fatores obstáculo (baixo X alto) e medicamento (jejum X pico de ação do medicamento) para cada variável dependente. p< 0. referentes ao desviopadrão.49= 10.571) e para DHOP normalizado (respectivamente. F1. A região sombreada delimita a área de captura dos eventos que foram gravados pela filmadora. as ANOVAs revelaram que.05 para todas as análises. F1.856.002) e ao ultrapassar o obstáculo alto (F1.99. Gobbi S Rev.929. independente da etapa de coleta. tanto antes (DHPO normalizado. p< 0.001). bras. F1. p< 0.49= 82.49=6. p< 0. como as demais variáveis. p< 0.

44(±0.99(±1. Apesar de parecer uma contradição. Como outros estudos avaliando a marcha com obstáculos em pacientes com DP são raros.33(±4.51(±0.40) 0.05.74(±0.Vol.33.49= 31.11) 0.11) 0.01) 0. ***p< 0.13) 2.30.20) para VHDO (F1.55) 1. A pouca demanda motora no sentido vertical para o obstáculo baixo permite que o movimento não seja desacelerado de forma brusca como é necessário para o obstáculo alto.08)*** 1.37) 1. DHPO_var (variabilidade da distância horizontal pé obstáculo). DHOP (distância horizontal obstáculo-pé).04(±0. DISCUSSÃO A ação motora de ultrapassar obstáculos apresenta um risco potencial de tropeço e queda.18. em pacientes com DP.45)*** Alto 14. comprometendo o equilíbrio. A bradicinesia pode estar associada a uma estratégia desenvolvida pelo sistema nervoso central para melhorar a precisão dos movimentos3 em uma tarefa que demanda mais atenção ao idoso19.41) 22.53) 93.95(±0.62) 1. 2. Valores das médias e desvios-padrão (entre parênteses). p< 0. diminuindo as velocidades da perna até a borda superior dos obstáculos. na condição de jejum.001).11) 1. Para as velocidades horizontais.13(±1.14) 0. ao contrário do esperado.26) 0.01.19) 2.001. VVDO (velocidade vertical depois do obstáculo).40) 22.23(±0.37(±1. O aumento na velocidade vertical antes e depois do obstáculo parece refletir a necessidade de ultrapassálo de forma rápida e segura.65(±0. mostraram-se resistentes em relação à altura do obstáculo. O aumento da DVPO na ultrapassagem de obstáculos altos foi revelado e pode ser explicado tanto pela capacidade intacta de se variar a resposta motora de acordo com a percepção das características dos .95)** 92. pode-se especular que a modulação destas distâncias não foi afetada pela DP e sim pelo processo de envelhecimento. o que está em concordância com os resultados encontrados em idosos saudáveis22.06(±0.69(±0.79) 22. DHPO (distância horizontal pé-obstáculo).33)* 0.11) 0.11(±0.96(±2. diminuindo o tempo de suporte simples.06(±0. Quando os participantes se encontravam em jejum da levodopa. p< 0.45(±0. As variáveis DHPO e DHOP. tropeçou no obstáculo. garantindo uma margem de segurança ideal entre o pé e o obstáculo. VHAO (velocidade horizontal antes do obstáculo): VHDO (velocidade horizontal depois do obstáculo).18. Esta modulação ocorre em relação à tomada de decisões em função da distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO).49= 15. A lentidão encontrada no MID. ocorreu aumento apenas na fase de aterrissagem e. DVPO (distância vertical pé-obstáculo). DHOP_var (variabilidade da distância horizontal obstáculo-pé).33(±0. 10 No.76(±0.66(±0. Nenhum dos participantes.21. tal comportamento pode estar relacionado a melhorar a precisão na abordagem.54(±0. resultados de idosos saudáveis são utilizados para comparação.85(±0. para o obstáculo baixo.33)*** 93. Restrições do Ambiente (altura do obstáculo) Ajustes no padrão locomotor dos pacientes foram observados diante de uma grande perturbação no ambiente (obstáculo alto). **p< 0.95(±0.85(±0. concordando com estudos realizados com idosos saudáveis11.13) Sob efeito 14.17(±0.06(±0.001) e maiores valores médios para VVDO (F1.94(±0. pode ser uma estratégia para facilitar o controle visual 11 em função da forte ou maior dependência que pacientes com DP possuem da visão. em nenhuma das tentativas.08) 2.91) 92. que são necessárias para garantir segurança e estabilidade18.09(±0.78) 21. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 237 Tabela 2.08)*** 1.95(±3.78(±0.02(±0. Obstáculo Variáveis DVPO (cm) DHPO (cm) DHOP (cm) DHPO_var (logDP) DHOP_var (logDP) VVAO (m/s) VVDO (m/s) VHAO (m/s) VHDO (m/s) Baixo 11. Este comportamento ainda favoreceria a utilização da visão para possíveis ajustes.01) Medicamento Jejum 12.22. Desta forma.18)** 1.04) 1. pois refletiria maior tempo em suporte simples.01) 1.06) 0. margem de segurança sobre o obstáculo (DVPO) e colocação do pé na aterrissagem (DHOP).11(±0.17(±0. VVAO (velocidade vertical antes do obstáculo).29) 0. causada por um comprometimento proprioceptivo generalizado20. Os parâmetros espaciais de negociação com o obstáculo refletem a modulação do sistema efetor de acordo com o julgamento perceptivo das características do obstáculo (dimensões e localização)12.27)* 0.03(±0.64(±0. a VVAO foi menor do que quando sob efeito do medicamento.03)*** 1. Os asteriscos indicam os valores de significância *p< 0.34(±3.

Gobbi LTB. editor. que merece ser ainda mais investigada. 8. 1997. Parâmetros importantes revelaram melhora significativa nos sintomas da DP. p. São Paulo: Movimento.22. Entretanto. p. Olanow CW. Kondo H. Andrei G. corroborando com resultados de outros estudos que avaliaram a marcha de pacientes com DP23.238 Pieruccini-Faria F. 7. como o tamanho da amostra. Marayuama M. bras. 1991. Patla AE. como a lentidão do MID para abordagem ao obstáculo alto e a sua margem de segurança. “On-off” phenomena with Levodopa therapy in Parkinsonism. 24: 431-41. algumas estratégias foram reveladas para melhorar a precisão na tarefa. A modulação do sistema efetor de acordo com a altura do obstáculo. In: Pellegrini AM. . Fahn S. Serratrice G. mas evita-se o tropeço. Nutt GJ. organizadora. Amsterdam: Elsevier. mesmo quando estavam em jejum da levodopa. Parkinsonism Relat Disord 2001. Motor fluctuations and dyskinesia in Parkinson’s disease. Gobbi S Rev. Elisabete Burigo pelo auxílio no recrutamento dos pacientes. Neurology 1974. young and older adults. 9. Gobbi LTB. Menuchi MRTP. Gobbi LT. Rothwell JC. Ishikawa A. Agradecimentos: Os autores agradecem a Dra. editor. J Neurol Sci 1991. 1(5): 54-9. Autosomal recessive juvenile parkinsonism. melhorando os sintomas da hipocinesia DP23-26. Visual control of obstacle avoidance during locomotion: strategies in young children. Hallett M. a levodopa proporcionou um aumento da margem de segurança do pé com o obstáculo e facilitou os ajustes no posicionamento do pé em relação ao obstáculo para a abordagem. Pailhous J. 5. fisioter. 1996. Coletânea de Estudos: Comportamento Motor I. Brain & Dev 2000. os obstáculos altos revelaram-se mais perturbadores do que os baixos.21. não era esperada. na condição de jejum da levodopa. Changes in Sensory Motor Behavior in Aging. sem tropeços ou quedas. a Danilla I. indicando que o medicamento favoreceu a implementação de ajustes na colocação dos pés antes e depois da ultrapassagem do obstáculo. Gait & Post 1997. 441-52. 10. Prentice SD. Desenvolvimento da locomoção em terrenos irregulares: proposta de um modelo teórico. 22: 123-44. Teasdeale N. 6. ainda não foram afetados pela DP. o que pôde ser observado na diminuição das velocidades vertical e horizontal antes da abordagem dos obstáculos. Dopa-sensitive and Dopa resistant gait parameters in Parkinson’s disease. In: Ferrandez A-M. que subsidia modificações na precisão de parâmetros motores espaciais em detrimento das exigências do ambiente. 3. de Oliveira pelo auxílio na coleta dos dados e às sugestões dos revisores anônimos. tanto os obstáculos baixos quanto os altos. Assim. Ana Francisca R. 1 ed. Is Levodopa toxic? Neurology 1996. 22: 115-7. et al. CONCLUSÃO Os participantes foram capazes de ultrapassar. especialmente em relação à margem de segurança. provavelmente. Para elevar mais a perna. Clinic and pharmacologic correlations and the effect of intramuscular pyridoxine. Tatton WG. Fahn S. 8: 101-8. Understanding the roles of vision in the control of human locomotion. Este estudo piloto possui algumas limitações. A Levodopa também provocou efeitos significativos na hipocinesia. Este comportamento garante maior segurança e estabilidade na marcha com obstáculos. as diferenças estatisticamente observadas nos resultados não são discrepantes daquelas referenciadas na literatura. objetos no ambiente como pelo fato de que se o obstáculo já é alto. Ainda. In: Patla AE. Kleiner e Maria Dilailça T. para estes indivíduos. 29-44. Corazza. Ikeuchi K. Estes resultados podem indicar que estes parâmetros espaciais integram o plano motor da tarefa de ultrapassar obstáculos e que. 124: 2131-46. o paciente com DP provavelmente realizou uma flexão lateral oposta à perna de abordagem. p. No entanto. este estudo contribui para outras observações que venham fortalecer os referenciais sobre a temática. a concentração em estágio leve da DP e a ausência de grupo controle. Blin O. por provocarem um aumento nas margens de segurança do pé com a sua borda superior. Talvez o medo de uma possível queda por tropeço possa ter provocado o aumento na DVPO. Etiology and pathogenesis of Parkinson’s disease. 47:S184-95. 103: 1-54. A margem de segurança sobre o obstáculo apresentou valores médios estatisticamente maiores quando os pacientes estavam sob efeito do medicamento. Ferrandez AM. Thompson PD. O aumento da VHDO parece refletir a necessidade de se atingir rapidamente um ponto de apoio estável para reduzir o deslocamento médiolateral. 257-77. Berardelli A. Yuasa T. Estudos com adultos jovens e idosos saudáveis têm revelado que a DVPO é um parâmetro robusto do planejamento motor que não se altera em relação à altura do obstáculo11. Brain 2001. Stella F. elevar a perna além do necessário coloca em risco o controle do equilíbrio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. com o uso da levodopa. mesmo não estando especificamente ligadas à marcha com obstáculos. Patla AE. Restrições do Organismo (Medicamento) Os pacientes com DP não alteraram a distância de aproximação do obstáculo antes de ultrapassá-lo (DHPO) e a colocação do pé na aterrissagem (DHOP) entre as condições de medicamento. Ainda. Patla A. 2. Vitório R. 11. que dificultam a generalização dos resultados. 4. Lopes. Patla AE. Este resultado pode ser causado pela melhora da integração sensorial (informações visuais e cinestésicas). ocorreu aumento da variabilidade nestas distâncias quando sob efeito do medicamento. que exige maior controle no sentido médio-lateral. Saito M. No entanto. Pathophysiology of bradykinesia in Parkinson’s disease. Annu Rev Neurosc 1999. Amsterdam: North Holland. Adaptability of Human Gait. Understanding the control of human locomotion a “Janus” perspective.

Alexander NR. Ashton-Miller JA. 10 No. Brocke F. 117: 1169-81. 1987. The pathogenesis of gait hypokinesia in Parkinson’s disease.Vol. 17: 573-81. 15: 649-69. Rietdyk S. Morris ME. Members of the UPDRS. Fahn S. Prokop T. 51: M116-22. Hoehn MM. Antropometria: técnicas e padronizações. J Gerontol 1996. Chen HC. Visual control of limb trajectory over obstacles: effects of obstacle height and width. Pavan AL. 29-52. Morris EM. 18. p. p. 1: 45-60. Clin Biomech 2001. J Motor Behav 1996. The unified Parkinson’s disease rating scale. Parkinsonism: onset. editors. 1999. 20: 141-50. Phys Ther 2001. Goldstein M. 21. Ray L. 16. Development Comitee. Iansek R. The biomechanics and motor control of gait in Parkinson disease. Yahr MD. In: Petroski EL. 46: M196-203. Marsden CD. . Spinal movement and performance of standing reach task in participants with and without Parkinson’s disease. 25. Rietdyk S. 1996. 15: 60522. Clark K. Martin C. 28: 35-47. 14. Schubert M. J Gerontol 1991. Prentice S. Schultz AR. Begg RK. 293-304. In: Fahn S. Sparrow WA. Characteristics of gait in stepping over obstacles. Alexander NB. Giordani B. Neurology 1967. 20. Schenkman ML. Mov Disord 2004. 17. Dodd K. Desmurget M. progression and mortality. McGinley J. Characteristics of motor disturbance in Parkinson’s disease and strategies for movement rehabilitation. Shinberg M. 26. Calne DB. Alturas e comprimentos. Gréa H. Morris ME. 19. Fundamentos da teoria de erros. Gait & Post 1993. Schultz AB. Shinkfield AJ. Chen HC. 23. organizador. Brain 1994. 13. Elton R. Alvarez B. 22. Xie T. Chow S. Recent Developments in Parkinson’s Disease. Hum Mov Sci 1996. 2. Matyas TA. Ashton-Miller JA. 81: 1400-11. Grafton ST. São Paulo: Edgard Blücher. Turner RS. Vuolo JH. 153: 197-209. Huxham F. Stepping over obstacles: dividing attention impairs performance of old more than young adults. 16: 459-70. Basal ganglia network mediates the control of movement amplitude. Visual kinesthesia and locomotion in Parkinson’s disease. Patla AE. 15. Stepping over obstacles: gait patterns of healthy young and old adults. Exp Brain Res 2003. Guire KE. Summers J. Iansek R. Porto Alegre: Palotti. Vindras P. Kuchibatla M. 2006 Marcha com Obstáculos em Idosos com Parkinson: Levodopa 239 12. Patla AE. Hum Mov Sci 1996. Berger W. New York: Raven Press. Locomotor patterns of the leading and the trail limbs while going over a solid and fragile obstacles-some insights into the vision during locomotion. Iansek R. 24.

10. MANCINI MC. Belo Horizonte. e o método escolhido foi a análise de conteúdo. the creation of a professional association. based on serial sampling and content analysis. These were: the need for exclusive dedication to the profession. a formação de uma associação profissional.br Recebido: 15/06/2005 – Aceito: 30/11/2005 RESUMO Objetivo: Com base em estudo qualitativo. foram utilizadas entrevistas do tipo semi-estruturada para colher depoimentos de pessoas consideradas chave. ABSTRACT Professionalization of physical therapy in Minas Gerais Objective: To identify the roots of physical therapy in Minas Gerais. e teve como guia os cinco passos de profissionalização descritos por Wilensky 1 que são a necessidade da ocupação tornar-se de dedicação exclusiva. No. O referencial teórico utilizado foi a sociologia das profissões. Results: It was found that the process of professionalization within physical therapy in Minas Gerais was influenced by medical hegemony within the health field. Conclusions: To ensure effective affirmation of physical therapy as a profession. A survey was conducted. Resultados: Avalia-se que o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais é marcado pela hegemonia médica na saúde e que a indefinição das atribuições e competências foram os fatores que motivaram os conflitos internos e externos.Vol. in order to understand the professionalization process and the development of identity among physiotherapists in this state. história oral. SAMPAIO RF. Key words: physical therapy. a fim de discutir o processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do fisioterapeuta neste Estado. Rua Bambuí 788. bras. 241-247 ©Revista Brasileira de Fisioterapia A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 241 A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS NASCIMENTO MC. Na pesquisa de campo. utilizando a história oral e a análise de documentos. no período compreendido entre 1950 e 1980. para a afirmação efetiva da fisioterapia como profissão. and the adoption of a code of ethics. Vol. Conclusões: Conclui-se que. oral histories and analysis of documents. Methods: The focus of this study was primarily Belo Horizonte between 1950 and 1980.com. professional regulation. profissionalização. it is necessary to define the specific limits of its knowledge and skills (theoretical and practical). Belo Horizonte. utilizing semi-structured interviews to gather statements from key leaders. so as to better identify the role of the physiotherapist within multidisciplinary health teams. identificando o papel do fisioterapeuta na equipe multidisciplinar de saúde. e-mail: carminha_sa@terra. SALMELA JH. a regulamentação da profissão e a adoção do código de ética. oral history. 2 (2006). fisioter. Universidade Federal de Minas Gerais. FIGUEIREDO IM Departamento de Fisioterapia. CEP 30310-320. o estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção. mediante amostragem em série. professionalization. Metodologia: O foco do estudo foi dirigido principalmente a Belo Horizonte. based on a qualitative approach. the establishment of education and selection procedures. Minas Gerais. 2. Palavras-chave: fisioterapia. The theoretical reference point utilized was the sociology of professions and the five steps towards professionalization described by Wilensky (1964) were taken as the guide. Lack of definition regarding functions and competencies were factors that had led to both internal and external conflicts. procurou-se identificar as raízes da fisioterapia em Minas Gerais. . history of physical therapy. apto 102. história da fisioterapia. torna-se necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). 101809-9246 ISSN No. 2006 Rev. MG Correspondência para: Maria do Carmo Nascimento.

foram utilizadas a análise de documento e a história oral. pessoas que tiveram atuação no surgimento do primeiro curso de Fisioterapia de Minas Gerais. Belo Horizonte. E6. fotografias e matérias de jornais da época. Figueiredo IM Rev. E11). E8). ela deve encontrar uma base técnica própria e uma jurisdição exclusiva. Segundo Noronem et al. por ser freqüentemente utilizada quando se propõe compreender processos que ocorrem em dada instituição. 1 enfermeiro (E10) e 1 auxiliar de fisioterapia (E12). o foco deste estudo foi dirigido principalmente para a capital e maior cidade do Estado. de forma . O roteiro foi organizado com tópicos ou temas orientadores. foram selecionadas duas pessoas consideradas chave. A estruturação multidisciplinar da área de saúde vem favorecendo espaço para as discussões dos conceitos de profissão3. No entanto. regulamentação da profissão. decidiu-se pela utilização do sociólogo Wilensky1. As entrevistas foram registradas em gravador e posteriormente transcritas. Neste contexto. A princípio. publicação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª região (CREFITO-4). Dessa forma. Wilensky1 preconiza que. a sociologia enfatiza alguns elementos que constituem uma profissão: autonomia. bras. este estudo buscou na sociologia das profissões subsídios teóricos para discutir a organização e o processo de profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. e deve. Em virtude da dificuldade encontrada para reunir dados sistemáticos sobre a fisioterapia em Minas Gerais. propiciados pela intensa expansão que o sistema universitário viveu nesse período2. A fim de definir sua identidade e entender a cultura da fisioterapia fazem-se necessárias informações sobre seu desenvolvimento ao longo do tempo. O número de entrevistas encerrou quando as informações alcançadas foram consideradas suficientes e atingiram a chamada saturação ou exaustão ou ponto de redundância6. como referência teórica para a discussão da profissionalização da fisioterapia no Estado de Minas Gerais. A princípio. E5. A análise dessas primeiras entrevistas levou a inclusão de outros participantes. não pode ser desconectada de fatores mais gerais que as moldam e a limitam. 2 médicos (E1. Essa reconstituição é parcial. a fim de explorar novos aspectos relevantes ou outros temas do roteiro. assim como a de qualquer organização social. seguindo os passos do processo de profissionalização de Wilensky1. convencer o público de que seus serviços são confiáveis. A produção científica brasileira na área de fisioterapia tem apontado algumas iniciativas acerca da discussão sobre a profissão. Pelo percurso da fisioterapia no Brasil. A metodologia qualitativa tem a possibilidade de utilizar uma variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados. as atas da Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF). Mancini MC. Cabe destacar que a compreensão das questões levantadas no caso de Belo Horizonte (micro) só pode ser alcançada levando-se em conta o processo estadual e nacional (macro). A forma de entrevista escolhida foi a semi-estruturada ou entrevista com roteiro. o trabalho de Rebellato et al. Com base em um estudo com 18 profissões nos Estados Unidos. INTRODUÇÃO No Brasil. qualquer atividade humana no mundo do trabalho pode ser considerada uma atividade profissional. Salmela JH. E9. Resgatar a história da fisioterapia é recuperar sua organização enquanto categoria profissional. forte identidade profissional traduzida pelo código de ética. A intenção deste trabalho é que a análise dos fatos ocorridos em Belo Horizonte possa contribuir para o entendimento da profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. E4. Neste estudo. estabelecimento de procedimentos de instrução e seleção. Mas a escassez quanto à produção tem repercutido na dificuldade de se ter à disposição informações que incluam na história da fisioterapia.242 Nascimento MC. sendo 12 os entrevistados: 8 fisioterapeutas (E2. E7. Enfatiza que o grau de profissionalização é medido não só pelo grau de competência técnica exclusiva. grupo ou comunidade6.8. Os documentos utilizados foram as “Leis e Atos Normativos das profissões do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional”. e que essa divisão da realidade só tem pertinência para uma análise mais aprofundada do tema reconhecendose que a vida das profissões. identificando novas questões que emergiam. e a demarcação do território profissional4. Sampaio RF. adesão ao ideal de serviço. estudos pioneiros sobre profissões foram desenvolvidos entre as décadas de 1960 e 1970. e o desenvolvimento de sua identidade enquanto profissão. E3. o debate em torno dos pressupostos filosóficos e teóricos para o desenvolvimento relevante da prática e da pesquisa em fisioterapia tem sido encorajado por vários autores. 3. num período compreendido entre os anos de 1950 a 1980. caracterizando uma amostragem em série ou em cadeia6. atrelando habilidade e jurisdição a padrões de treinamento. ainda. mas também pelo grau de aderência ao ideal de serviço e às normas de conduta profissional. a análise acompanhou toda a coleta. como por exemplo. este autor identificou cinco passos no processo de profissionalização: ocupação de dedicação exclusiva. elaboração e adoção de um código formal de ética. a discussão do processo de profissionalização e o desenvolvimento da identidade do profissional dessa área. orientada pelos interesses já demarcados para a abordagem que aqui se faz desse campo profissional. METODOLOGIA A metodologia escolhida foi a qualitativa.5. para uma ocupação exercer autoridade profissional. por ser considerada apropriada para a coleta de depoimentos pessoais7. formação de uma associação profissional. fisioter. por meio do resgate histórico da profissão.

não foi diferente. à medida que se investe em determinada área ou ocupação. Nessas termas. Eram treinadas e orientadas por ortopedistas”E8. Cabe então destacar a importância do Arapiara para o desenvolvimento da reabilitação e para o processo de profissionalização da fisioterapia no Estado. no período compreendido entre 1950 e 1980. Era uma exigência” E2.. Pode-se então notar que o surgimento da ocupação de fisioterapia no Estado de Minas Gerais deu-se pela necessidade de mão-de-obra especializada para atender a uma demanda dos profissionais médicos. As termas recrutavam pessoas com aparência saudável. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 243 a recuperar a integralidade dos relatos. “A idéia de Márcio de Lima Castro era de que o Arapiara fosse um hospital onde todos trabalhassem de mãos dadas” E2. apesar de o primeiro curso de Fisioterapia ter sido criado por necessidade dos médicos do Hospital Arapiara. a demanda pelo profissional começa a crescer. mediante os cursos de Fisioterapia e de Fisiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – FCMMG.11. quem tinha alguma experiência com massagem ou com hidroterapia era aproveitado para as atividades de reabilitação. Dada a necessidade de que aquela ocupação. no caso da profissão aqui estudada. dimensionando a falta do profissional . As madres da Congregação Franciscana Missionárias de Maria. desde o início. essas se tornaram documento e base de dados para a análise9. uma vez que demonstra que. e implantaram a ortopedia na Baleia” E8. A exigência legal de que houvesse uma fundação por trás do convênio entre o Arapiara e a FCMMG é que retardou o processo. Durante a década de 1950. 2. simultaneamente formaram a Fundação Arapiara. que já trabalhavam na área de enfermagem.] fizeram aprendizado na América e voltaram operando tudo” E8. o serviço de reabilitação do Hospital da Baleia passou a ser reconhecido e considerado como referência no Estado de Minas Gerais. com o agrupamento de respostas por afinidade específica. os médicos da área idealizaram um hospital especializado para o atendimento aos portadores de deficiência física. Parece que. permitiu a organização temática dos resultados das entrevistas12. em que o foco do trabalho era a recuperação de lesões traumáticas14 : . Outro ponto a destacar é que. cria-se um espaço social para ela e. o Hospital da Baleia: “O professor Mata Machado foi levado pelo professor Baeta Viana.“Os residentes de ortopedia americanos estavam todos servindo exército. possibilitado pela utilização das entrevistas semi-estruturadas. Em 1952. as termas mineiras capacitavam e absorviam pessoal com experiência em massagem e hidroterapia. a partir daí. Valendo-se desse reconhecimento. “Com a idéia do curso. 10 No. de recurso humano qualificado para o atendimento em reabilitação. Era uma exigência ser ligado a uma fundação” E2. foram treinadas para realizar o trabalho: “As irmãs aprenderam a lidar com estes pacientes. a concepção de saúde ainda estava interligada com a aparência física das pessoas. “Eles fizeram fisiatria nos Estados Unidos e voltaram para Belo Horizonte. tendo como grandes temas os passos de profissionalização de Wilensky1. passasse a ser desempenhada por pessoal mais qualificado. exercida por irmãs de caridade e práticos. Este novo serviço aumentou a necessidade. e organizaram a capacitação de pessoal de maneira padronizada. principalmente por parte dos médicos ortopedistas. fisiatras e reumatologistas.Vol. Entrevistados informaram que a criação do curso de Fisioterapia por esse grupo de médicos que liderava a área de reabilitação no Estado foi motivada pela necessidade de mão-de-obra para os serviços por eles coordenados. os hábitos saudáveis e a higiene pessoal: “1945. Sentiram a necessidade de criar um curso para suprir a necessidade principalmente dos hospitais que atuavam” E5. o Hospital Arapiara.“Os médicos entravam na piscina de igual para igual” E2. Apesar das dificuldades. na ocasião da guerra. ele e alguns outros [. a idéia não era manter o curso atrelado ao hospital. Pode-se perceber pelas entrevistas que a relação entre os médicos e os que seriam os primeiros fisioterapeutas mineiros era de cooperação: . que aproveitou os conhecimentos que ele adquiriu na América. com um modelo de reabilitação pós-guerra. permitindo a comparação dos relatos uns com os outros e estes com os documentos e as obras existentes sobre a história da fisioterapia13. principalmente ortopedistas. a proposta era que o curso de fisioterapia criado pelo Hospital Arapiara estivesse vinculado a uma faculdade. Esses médicos mineiros. O método de análise escolhido foi a análise de conteúdo10. os recursos que posteriormente seriam identificados como específicos da fisioterapia eram utilizados mais para a manutenção da saúde do que propriamente para o tratamento das doenças. foi criado um serviço direcionado ao atendimento à criança com tuberculose óssea e com poliomielite em Belo Horizonte. A necessidade da ocupação Na década de 1940. pôde então ser identificado ao ser reconstituída a história da fisioterapia em Minas Gerais. Nesse início. E o José Henrique [da Mata Machado]. importado dos Estados Unidos.. Essa análise facilitou a utilização do recurso de triangulação ou da prática de confrontar variadas evidências sobre o mesmo fenômeno. o grupo de ortopedistas do Hospital da Baleia passou a liderar a área de reabilitação em Belo Horizonte. Também pode ser percebido nas entrevistas que houve um momento em que médicos e futuros fisioterapeutas idealizaram um trabalho em equipe. RESULTADOS O percurso dos cinco passos para a profissionalização. considerada por Wilensky1. Fato importante. Com base na transcrição. O grande era massagem. O processo de categorização.

o treinamento padronizado passa a ser requisito para ingressar na ocupação e. de rixas. em outras profissões. O modelo de saúde curativo e reabilitador do pós-guerra influenciou a cultura do fisioterapeuta. bras.15 consideram que a fase de formação de uma associação representa a busca de identidade profissional. A partir de 1969. pôde ser identificado nas entrevistas. que compreende atitudes como o uso da organização profissional. o poder de cura relacionado ao toque. mais recentemente. de não aceitação” E4. as dificuldades encontradas na definição das atribuições se complicaram. o sentido de vocação e de autonomia16. teve início o curso de Fisioterapia com a parceria entre o Hospital Arapiara e a FCMMG. que serviria para preservar ou melhorar o padrão dos serviços prestados. dirigido por Howard Rusk14 E1. Segundo Noronem et al. como a Santa Casa de Misericórdia. E5. indicando um conflito entre a formação teórica institucionalizada e o saber prático adquirido. quando:”as primeiras turmas têm o grande mérito de ter conseguido a independência da profissão e a respeitabilidade dela” E4. como Márcio de Lima Castro. como fator também importante para o profissionalismo. tinha dificuldades que iam do financeiro à pouca clareza de seus objetivos. aumentar o prestígio profissional e diminuir a competição externa (médicos) e interna (práticos e auxiliares). Apesar do avanço. Nesse período. A formação desse profissional atravessada pela medicina parece ter dificultado a autonomia e a vinculação do fisioterapeuta com a comunidade. de reabilitação trouxeram um modelo americano de reabilitação. quase todos os professores ainda eram médicos e investiuse em um treinamento de cunho mais prático. Figueiredo IM Rev. sendo alguns. Era valorizada a visão do indivíduo “como um todo” E3. Salmela JH. em 1968 os profissionais se uniram em uma associação – Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF) –. no Instituto de Reabilitação da Universidade de New York. As entrevistas apontaram que o ideal de serviço era focado no bem-estar do paciente. somando-se à hierarquização externa das ações médicas uma hierarquização interna. na dependência do encaminhamento para o tratamento fisioterapêutico. ou seja. A formação profissional Em 1962. a crença na autoregulação. Questões relacionadas à denominação parecem ter dificultado a identificação profissional. A idéia de corporativismo. não podia mudar uma vírgula” E2. com base no curso. mesmo porque. a saber: os primeiros professores eram os que lideravam a reabilitação no Estado. A divisão do trabalho foi-se estruturando de forma hierárquica. como a fisioterapia em Minas Gerais o processo foi semelhante. uma vez que se especializaram em ortopedia ou fisiatria nos Estados Unidos da América. a contratação de professores fisioterapeutas e a busca por locais de estágio não controlados por médicos. Alguns autores 1. De acordo com o desenvolvimento profissional caracterizado por Wilensky1. na maioria das vezes. passando. denominação percebida como menos profissional: “nós começamos a mudança da história de deixar de ser massagista pra ser fisioterapeuta” E4. e entre fisioterapeutas e auxiliares foram salientados: “Teve coisa braba. Você [fisioterapeuta] só podia atuar. como a rejeição do fisioterapeuta ao rótulo de massagista. principalmente fisiatras. e. as atividades foram transferidas em função da complexidade para os profissionais de acordo com a sua qualificação: “Um procedimento que era mais específico. é criada uma associação profissional. E8. o contato próximo . Embora a escola representasse o início da profissionalização. Neste estudo. Mas a coisa mais corriqueira normalmente eles [auxiliar] faziam” E3. e o fisioterapeuta “que tivesse uma excelente relação terapeuta/paciente” E5. fisioter. assim. subordinado às regras emitidas pelos médicos: “Ficava o médico especializado para prescrever o tratamento do fisioterapeuta. referida por Machado4. O desenvolvimento dessas competências foi-se dando ao longo do tempo pelos próprios conflitos entre os profissionais. a controlar a formação dos futuros profissionais. Os conflitos entre fisioterapeutas e médicos. como ao ser citado que naquela época: “a gente abraçava mesmo” ou “a gente se dava muito as mãos” E4.244 Nascimento MC. mesmo porque não existia clareza quanto ao modelo a seguir. considerando que essa seria uma forma de auto-regulação. o primeiro curso começa vinculado a uma faculdade. A definição das competências também trouxe conflitos internos e externos. Mas a associação mineira era frágil. não conseguindo cumprir. sendo esse o eixo central do processo de formação e instrução da categoria no Estado. Inicialmente. tais médicos dominavam todos os grandes serviços de saúde que tinham algum vínculo com reabilitação. com o papel esperado para entidades com essas características. Cabe ressaltar a importância das primeiras turmas desse curso no desenvolvimento da identidade profissional do fisioterapeuta mineiro. transformando-o em um profissional auxiliar.3a autonomia pode ficar comprometida se não houver a definição da especificidade da fisioterapia e uma apropriação por parte do fisioterapeuta. Um fator que contribui para a formação dessa identidade é o profissionalismo. na prescrição do tratamento. pelo monopólio dos saberes e das condutas no controle e no gerenciamento dos serviços de reabilitação. A associação profissional Mobilizados principalmente pelos conflitos internos e externos. Mancini MC. Na época. como apontado em entrevistas: “não tinha muita coisa pra você estudar” E3. foi verificado que a autonomia do fisioterapeuta esteve prejudicada pela medicina em vários momentos. Sampaio RF. como a ampliação do curso para quatro anos. era a gente [fisioterapeuta] mesmo que fazia. a formação profissional passa a ser orientada por parâmetros mais definidos para a fisioterapia.

proporcionada pelo “instrumento de cura da fisioterapia . General Ernesto Geisel.5. A proteção do território ocupacional Segundo Wilensky1 a regulamentação da profissão vem assegurar o monopólio do saber e da prática profissional. o próximo passo foi o de regulamentação da profissão.68719. . reconheceram os fisioterapeutas diplomados por escolas e cursos reconhecidos pelo MEC como profissionais de nível superior e tornaram exclusiva a execução de métodos e técnicas específicas à categoria18. por meio do Decreto-Lei nº 93817. É afirmada a atribuição de fazer o diagnóstico fisioterápico e elaborar o programa de tratamento. Influência política. “quando o conhecimento é geral e vago. O termo técnico vem marcar a competência de auxiliar do médico. Em 17 de dezembro de 1975. foi considerado especificidade e vantagem da fisioterapia. dentre elas a AMF22. a concorrência leal e o tratamento com respeito entre os colegas21. decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República. e é colocado como um dever pertencer a uma entidade associativa de classe. Do Fisioterapeuta Perante as Entidades de Classe. ou muito estreito e específico. os Ministros da Marinha de Guerra. na maioria das profissões em processo de consolidação.. 10 No. com a participação das associações profissionais regionais. Para tanto. mas que pouco assegurou com relação à autonomia profissional e ao monopólio do saber e das condutas”A profissão realmente tá mais conhecida. A indefinição de suas atribuições levou os fisioterapeutas a lutar por uma legislação que reduzisse a competição interna. como também observou Purtilo23. traz uma base fraca para a jurisdição exclusiva”. em 13 de outubro de 1969. por meio do Decreto-Lei nº 69. do Exército e da Aeronáutica Militar. é reconhecido o Curso de Fisioterapia da FCMMG. “transmitindo aquela vibração que se tem em trabalhar com ele” E2. Do Exercício Profissional. Em 3 de dezembro de 1971. mais divulgada. divulgar terapia cuja eficácia não seja publicamente reconhecida ou prescrever tratamento sem examinar21. pode-se observar o enfoque no profissional indo ao encontro da auto-identidade. Usando das atribuições em atos institucionais. geralmente longo. Esse parecer serviu de guia até 1969. quando a fisioterapia é reconhecida como profissão de nível superior. Pode-se observar o quanto a legislação era vaga. foram criados o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO . 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 245 do fisioterapeuta com o paciente. que valorizava mais “a relação terapeuta paciente que a técnica empregada” E9 . Quanto ao enfoque no cliente. acrescentando um critério distinto ao trabalho técnico do profissional. Como direito. a legislação se mostrou mais como uma troca de favor obtida mediante articulações políticas – “A gente sempre usa das oportunidades” E5.. embora tivesse formação de nível superior. tratando dos bichos no biotério pra quando viesse a comissão do MEC” E4. características consideradas comuns naquelas profissões que procuram certo grau de autonomia. a justa remuneração.a mão do fisioterapeuta” E9 e pelo acompanhamento do processo de reabilitação. -”A gente procurava alguém que pudesse ajudar. Do Fisioterapeuta Perante os Colegas e Demais Membros da Equipe de Saúde. como necessidade. o poder de decisão e o sigilo profissional. Esse código21 contém seis capítulos.e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional . 2. negar ou abandonar assistência. Esse código é centrado na auto-identidade do profissional e no ideal de serviço. um dos primeiros documentos oficiais que definem a ocupação do fisioterapeuta é o Parecer nº 388/63 do Conselho Federal de Educação. quais sejam: Das Responsabilidades Fundamentais. De acordo com Rebelatto et al. A criação do código de ética profissional do fisioterapeuta no Brasil deu-se em 1978 21. quando não se tem a definição dos métodos e técnicas específicas ao fisioterapeuta. Como apontado em algumas entrevistas. a especificidade da fisioterapia deveria estar melhor definida. Essas regras morais vêm com o intuito de eliminar os não qualificados e de reduzir a competição interna.“a gente [o fisioterapeuta] acabou excluindo estas pessoas [auxiliares de fisioterapia e práticos]” E5 -. Esse parecer representa a força do papel reabilitador do fisioterapeuta na época. [.31620. Nesses capítulos. uma influência militar” E3. são apontados a valorização da honra. Após o reconhecimento da profissão no Brasil e do primeiro curso em Minas Gerais.. O código de ética A aderência a um conjunto de normas profissionais. com importante participação da AMF e dos alunos: . o prestígio e as tradições da profissão. influenciar lá em cima. para que tal regulamentação viesse ao encontro da real necessidade da categoria. como apresentado no artigo 3° do DecretoLei nº 938: “É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de restaurar. Como proibições. baseado no conhecimento adquirido por um longo treinamento1. desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”17.“Passava fins de semana fazendo levantamento de biblioteca. e o enfoque no cliente indo ao encontro do ideal de serviço. por meio da exclusão dos práticos e auxiliares . o estabelecimento de um código de ética aparece como o último passo. são colocados como dever a proteção. Segundo Wilensky1. por meio da Lei nº 6. Dos Honorários Profissionais e Disposições Gerais. ele ainda era denominado técnico. o respeito à vida e à intimidade. protegendo os clientes e enfatizando o ideal de serviço. Quanto ao enfoque no profissional.CREFITOs.Vol. Wilensky1 considera que. vem assumir um aspecto de controle e de organização do trabalho.]O fisioterapeuta ainda depende muito do médico” E6. por meio do código de ética.

Figueiredo IM Rev. essa é uma profissão nova. In: Machado MH. também no caso da fisioterapia deve existir um esforço de se repensar sobre o objeto de trabalho e a metodologia que delimita sua ação.13-33. 3421 trata da possibilidade de alteração do código pelo COFFITO. porém. Estudos sobre profissão no Brasil. atas de reuniões. Noronem L. Para finalizar. 287-30. 1985. Autores como Noronem3 acreditam que. de como ela se organizou.Queiroz. Salmela JH. com penas disciplinares. 11. sociologia. São Paulo: Atlas. a profissão não irá avançar. São Paulo: Cortez. e aponta um período futuro emergente quando se estabelecerá uma parceria mais ampla com cidadãos e instituições. 5. não houve nenhuma alteração desde que foi criado. cabe destacar a importância de entender e teorizar sobre a história da estruturação do campo da fisioterapia. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação preventiva e perspectivas profissionais. bras. Physical therapy Theory and Practice 1999. (Biblioteca Básica de Ciências Sociais. Machado MH. Sociologia das profissões: uma contribuição ao debate teórico. Cadernos de Sociologia 1998. Profissões de Saúde: uma abordagem sociológica. A técnica de entrevista na pesquisa social. como profissão. 1999. v. Vem penalizar ou até eliminar os nãoqualificados. enquanto o fisioterapeuta não identificar o seu papel e ser capaz de falar claramente sobre ele nas equipes multidisciplinares de saúde. 1987. 6a. . 9: 143-59. 6. Widstrom GC. Chizzoti A. Já para Machado4 o corpo esotérico do conhecimento deve conter os segredos e as técnicas próprias de cada profissão. O código de ética vem afirmar a necessidade de aderência do profissional ao ideal de serviço.A. 2. 1999. São Paulo: Atlas. Mazzoti AJ. Rio de Janeiro: Fiocruz. organizador. p. 1995. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. Machado25 reforça essa questão quando coloca que. Análise de Conteúdo. Triviños ANS. com instrumentos próprios de apropriação e intervenção. Pesquisa social: métodos e técnicas. levando ao afastamento e à diferenciação do modelo médico de trabalho. O método nas Ciências Naturais e Sociais: Pesquisa Quantitativa e Qualitativa. 2003. Ao acompanhar como se deu a profissionalização da fisioterapia em Minas Gerais. Wilensky HL. e vem reduzir a competição interna. A compreensão de como foi definida a necessidade da fisioterapia no estado. Textos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. a chamada prática baseada em evidências. 8. Para a afirmação efetiva da fisioterapia. CONSIDERAÇOES FINAIS Segundo Wilensky1 o futuro do profissionalismo depende do desenvolvimento na organização do trabalho e no conhecimento específico. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa qualitativa em educação. 12. Richardson RJ. e de como se deu a construção da identidade do profissional poderá contribuir para o entendimento da importância de se definir a especificidade da fisioterapia. quanto em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. et al. São Paulo: Pioneira. Bonelli MG. São Paulo: T. 2a. assim como visibilidade social. Purtilo22 considera que. apesar de o fisioterapeuta ter tradição de trabalho. É indiscutível o quanto a fisioterapia tem avançado. da década de 1950 até a atualidade. Bardin L. e para a sua participação integrada na equipe multidisciplinar. 4. dando visibilidade ao processo ininterrupto das transformações impostas pelos condicionantes de cada momento histórico de sua profissionalização. ao enfocar o cliente até mesmo o protegendo. 70: 137-58. tanto na produção de conhecimento específico e na implementação desse conhecimento na clínica.246 Nascimento MC. p. a ética do profissional fisioterapeuta se encontra em um período da identidade focada no paciente. The professionalization of everyone? The American Journal of Sociology 1964. portanto está sujeita as pressões sociais do contexto em que são obtidas. 1998. Série 2. o art. 9. 7. Apesar de que. 10.7). destaca-se também que um volume extenso da ciência social moderna em antropologia. Considerando que grande parte do material utilizado neste trabalho foi obtida por meio de entrevistas. A continuidade de estudos com esse enfoque poderá colaborar para o entendimento da fisioterapia nas Ciências da Saúde. Por fim. Compreender as raízes da fisioterapia torna-se então fundamental para definir quem é esse profissional e para traçar os rumos da profissão no País. 15: 175-84. Melo JLB. Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva.ed. algumas questões importantes devem ser apontadas em pesquisas que utilizam fontes como entrevistas. torna-se então necessária a delimitação das especificidades do seu saber e do seu fazer (teoria e prática). Queiroz MIP. Colognese AS. Lisboa: Edições 70. no capítulo Disposições Gerais. psicologia e educação é baseado na utilização de entrevistas como dado científico26. no que se refere ao alcance desse material para tal fim. 1991. O que ler na Ciência Social Brasileira. Por outro lado. Gewandsznajder F. Rebelatto JR. fisioter. Professional theoretical paper: towards a paradigm-oriented approach in physical therapy. São Paulo: Manole. Botomé SP. é pertinente lembrar que esta informação representa uma percepção social dos fatos. Assim como em outras profissões24. (volume 2). pôde-se perceber certas características também encontradas em outras profissões1. Mancini MC. Sampaio RF. a socialização necessária para o reconhecimento público ainda não foi alcançada.27. com pouca participação nas equipes do Sistema Único de Saúde. 1979. ed. São Paulo: Sumaré/ANPOCS. 3. In: Miceli S. leis e outros documentos para reconstruir e entender fatos históricos.

Thousand Oaks (CA): Sage. 1998. Salmela JH. 18. p. Santafé de Bogotá: Unibiblos.316. Brasília: Universidade de Brasília. 2a. 2006 A Profissionalização da Fisioterapia em Minas Gerais 247 13. 938. DF. 25. 6. Soares LB. Miles HB. 1969. Madrid: Editorial Tecnos. a time to Sow: ethics for a shifting landscape. Diário Oficial da União. Diário Oficial da União. 21.687. 10 No. Sociologia de las profesiones. Qualitative data analysis. de 3 de dezembro de 1971. DF. 1995. 27. Decreto-Lei n. ed. 1991. Purtillo RB. Diário Oficial. 1978. Brasília. Cortes SMV. Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. de 17 de dezembro de 1975. Brasília. DF. Futuro e identidad de enfermeria com base en el cuidado: una historia prospectiva del cuidado de enfermeria en colombia. Ferreira LC. 15-19. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba. Belo Horizonte: 1968-1980. BARIA A. 26. Journal of Sport and Exercise Psychology 1995. Brasília. Revista O COFFITO 2004 dez 21. Machado M H. 17. In: Herrera BS. Huberman AM. São Paulo: Hucitec. p. Afanador NP. DF. 24. 1-17. . Terapia Ocupacional: lógica do capital ou do trabalho? Retrospectiva histórica da profissão no Estado brasileiro de 1950 a 1980. Atas de reunião da Associação Mineira de Fisioterapeutas. 20. Técnicas de coleta e análise qualitativa de dados. de 13 de outubro de 1969. 22. O sujeito trabalhador na enfermagem: identidade e subjetividade no mundo do trabalho. 1975. 9: 11-47. Velandia Mora AL. 1994. Reabilitar para quê? Uma reflexão sobre a história e a prática de terapia ocupacional na reabilitação física em Minas Gerais [dissertação]. Russel SJ. Physical Therapy 2000. 69. 19. Decreto-Lei n. 2000. 2. Trudel P. 23. 135-51. Diário Oficial da União. Cassiano JG. Cötê J. 1971. Brasília. Dimensiones del cuidado. Elliott P. A time to Harvest. 1975. 15. Lei n. The coaching model: A grounded assessment of expert gymnastics coaches knowledge. 80 (11): 1112-9. 16.Vol. Cadernos de Sociologia 1998. Formação profissional desestruturada: o desafio da Saúde Pública. [Projeto de tese]. 14.

Prevenção em Fisioterapia/Ergonomia.: (0xx16) 3351-8755 Para outras informações consultar http://www. No caso da submissão de artigo em inglês. Tel. fisioter. por recomendação expressa dos editores. Agenda de Eventos Científicos Próximos e Cartas ao Editor (de críticas às matérias publicadas – com réplica dos autores – referentes a assuntos gerais da Fisioterapia. Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias. Comportamento e Motricidade. Controle Motor. Anatomia. etc. com análise crítica da literatura consultada e conclusões) são publicados apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional.ISSN 1809-9246 Rev. com base nas recomendações feitas pelos revisores.br/rbfisio A submissão dos manuscritos implica que o trabalho não tenha sido publicado e não esteja sob consideração para publicação em outro periódico.. Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais. os artigos. Congresso. Os autores cujos manuscritos entrarem em processo de revisão receberão uma notificação. Eventuais modificações na forma. Cinesiologia e Biomecânica. Registro/Análise do Movimento. A Revista publica ainda uma Seção Editorial. após submissão e aprovação de proposta ao Conselho Editorial. assim como os autores não serão identificados pelos revisores. Fisioterapia nas Condições Uroginecológicas e Obstétricas. figuras e tabelas). Fisioterapia nas Condições Musculoesqueléticas. n.0 x 29.ufscar. INSTRUÇÕES AOS AUTORES Informações Gerais Os manuscritos e toda a correspondência devem ser encaminhados para: Revista Brasileira de Fisioterapia Secretaria Executiva Departamento de Fisioterapia Universidade Federal de São Carlos Rodovia Washington Luís.5 cm) em papel A4 (21. p. não sendo meros repositórios de dados científicos ou de conceitos já consagrados. estilo ou interpretação só ocorrerão após a devida consulta aos autores. Recursos Terapêuticos Manuais. Caixa Postal 676 CEP 13565-905. veiculando estudos básicos sobre a motricidade humana e investigações clínicas sobre a prevenção. não ultrapassando 20 (vinte) páginas (incluindo referências. fonte Times New Roman com amplas margens (superior e inferior = 3 cm. Ensino em Fisioterapia. cabendo-lhe a decisão final sobre quais artigos serão publicados. deve ser citada como nota de rodapé na página de título e uma cópia deve acompanhar a submissão do manuscrito.ufscar. Os artigos submetidos à Revista são analisados pelos editores e pelos revisores das áreas de conhecimento. Artigos de revisão passiva não serão aceitos. Quando aceitos para publicação. Fisioterapia nas Condições Neurológicas. Fisioterapia nas Condições Geriátricas e Medidas em Fisioterapia. 2. Os artigos submetidos à Revista devem preferencialmente enquadrar-se na categoria de artigos científicos (novas informações com metodologia e resultados sistematicamente relatados). Quando parte do material já tiver sido apresentada em uma comunicação preliminar em Simpósio.br/rbfisio). km 235. Artigos de revisão (síntese atualizada de assuntos bem estabelecidos. eventualmente. laterais = 2. A submissão de proposta será anual e realizada por edital. publicadas a critério dos editores). Cada artigo é analisado por pelo menos três revisores. o tratamento e a reabilitação das disfunções do movimento. . bras. Será dada preferência de publicação àqueles manuscritos que contribuam significativamente para o desenvolvimento conceitual dos objetos de estudo da Fisioterapia ou que desenvolvam procedimentos experimentais novos. Cinesioterapia. São Carlos-SP-Brasil. tamanho 12. Quando recusados. anexar uma via impressa e uma cópia eletrônica em língua portuguesa. atendendo às “Normas para Publicação de Resumos em Suplemento” que podem ser obtidas no site da Revista (http://www. os quais trabalham de maneira independente e fazem parte da comunidade acadêmicocientífica. Artigos Metodológicos (apresentando aspectos metodológicos de pesquisa ou de ensino) e Estudos de Caso (acompanhados de breve revisão do assunto e metodologia pertinente) são publicados num percentual de até 20% do total de manuscritos. 10.. Um manuscrito submetido para publicação deve vir acompanhado por: 1) uma carta de encaminhamento do material. 137-247. sendo especialistas em suas respectivas áreas de conhecimento. contendo as seguintes informações: área principal do artigo e número e nome do parecer do Comitê de Ética. Os editores coordenam as informações entre os autores e os revisores. Os revisores permanecerão anônimos aos autores. figuras e tabelas). Forma e preparação dos manuscritos Os manuscritos devem ser submetidos preferencialmente em inglês e devem ser enviados em quatro vias impressas e em versão eletrônica (CD-ROM). Resenhas de Livros (por solicitação dos editores) e. Estudos de caso não devem ultrapassar 10 (dez) páginas digitadas em sua extensão total (incluindo referências. ESCOPO E POLÍTICA A REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA publica relatos originais de pesquisa concernentes ao objeto principal de estudo da Fisioterapia e ao seu campo de atuação profissional. que estão assim divididas: Fundamentos e História da Fisioterapia.7 cm) de boa qualidade e com todas as cópias nítidas e totalmente legíveis. Os manuscritos devem ser digitados em espaço duplo. v. Ética e Deontologia. podendo ser acompanhados por justificativa do editor. 2006 REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA ISSN 1413-3555 NORMAS EDITORIAIS JULHO 2006 OBJETIVOS. os artigos estarão sujeitos a pequenas correções ou modificações que não alterem o estilo do autor. Artigos de Revisão Sistemática e Metanálises. Administração. São Carlos. A Revista Brasileira de Fisioterapia publica resumos de eventos como Suplemento.

o título curto e o resumo estruturado e as palavras-chave do artigo devem ser traduzidos para o inglês sem alteração do conteúdo. Deve incluir todas as informações necessárias – ou fazer referências a artigos publicados em outras revistas científicas – para permitir a replicabilidade dos dados coletados. suas relações com outros trabalhos da área e os motivos que levaram o(s) autor(es) a empreender a pesquisa. Discussão . após a correção final aceito pelos Editores. separar por vírgula. Para mais que um autor. seguido por número sobrescrito (expoente). mas não devem ser repetidas em detalhes na discussão.2) Declaração de responsabilidade de conflitos de interesse. que não exceda 250 palavras em um único parágrafo digitado em espaço duplo.deve ser escrita de modo a permitir que o trabalho possa ser inteiramente repetido por outros pesquisadores. mesmo que parcial em outros periódicos. Se for preciso citar uma referência. a Metodologia. Catalogação e Indexação Bibliográficas. para garantir melhor e mais efetiva compreensão dos dados. qual a contribuição individual de cada um deles ao manuscrito. identificando a afiliação institucional/vínculo (Unidade/Instituição/ cidade/estado). com data atualizada. deve ser enviada em CD-ROM usando o programa Word em qualquer versão. Resumo Para autores brasileiros. . um novo processo será iniciado. em letras maiúsculas sem titulação. ATENÇÃO: A Revista recomenda fortemente inclusão de no máximo 6 (seis) autores em um artigo. Os resumos são escritos em forma estruturada. Metodologia . metodologia. incluindo os seguintes itens separadamente: contextualização (opcional). com todas as páginas numeradas consecutivamente na margem superior direita. Introdução. A Revista recomenda o uso do DeCS – Descritores em Ciências da Saúde (http://decs. resultados e discussão Após o Resumo e o Abstract deve-se incluir em folhas seqüenciais a Introdução. o resumo deve ser escrito em língua portuguesa e língua inglesa. Os modelos de carta e das declarações encontram-se disponíveis no site da Revista (http://www. Tabelas e Figuras podem ser incluídas.br/rbfisio). o processo de revisão será considerado encerrado. a carta de encaminhamento do manuscrito deve esclarecer. quando necessárias. com início na página de título1. caso o artigo venha a ser aceito pelos Editores. Se mais de 6 (seis) autores forem listados. padrão PC e uma cópia em papel.bvs. principalmente àqueles que foram indicados na Introdução do trabalho. Uma vez que os resumos são publicados separadamente pelos Serviços de Informação. financeiros e benefícios diretos e indiretos) que possam influenciar os resultados da pesquisa. toda documentação referente à revisão será incinerada. colocada no final do material após as referências. Notas de rodapé e abreviações não definidas não devem ser usadas. Para os demais países.ufscar.o objetivo da discussão é interpretar os resultados e relacioná-los aos conhecimentos já existentes e disponíveis. Metodologia e Resultados) podem ser citadas. método. Resultados . Introdução . deve ser escrito em folha separada e colocada logo após a página de título. resultados e conclusões. Os manuscritos publicados são de propriedade da Revista e é vedada tanto a reprodução. objetivo. Uma exposição concisa. As figuras e tabelas devem ser colocadas em folhas separadas. Formato do manuscrito O manuscrito deve ser elaborado na seguinte ordem. como a tradução para outro idioma sem a autorização dos Editores. Para informações adicionais consultar “Uniform Requirements for Manuscripts (URM) submitted to Biomedical Journals” (http:www.deve conter os objetivos da investigação.devem ser apresentados de forma breve e concisa. não excedendo 60 caracteres. Se o artigo for encaminhado aos autores para revisão e não retornar à Revista dentro de 3 (três) meses. devem ser numeradas consecutivamente em sobrescrito no manuscrito e escritas em uma folha separada. para ser usado no cabeçalho das páginas do artigo (língua portuguesa e inglesa).org). Notas de Rodapé As notas de rodapé do texto. b) Autor: nome e sobrenome de cada autor. É de responsabilidade do autor correspondente manter atualizado o endereço e e-mail para contatos. detalhadamente. após o aceite dos editores. d) Título para as páginas do artigo: indicar um título curto. c) Nome e endereço completo (incluindo número de telefone e e-mail do autor para envio de correspondência. Caso o mesmo artigo seja re-encaminhado à Revista. 3) Declaração assinada por todos os autores com o número de CPF indicando a responsabilidade do(s) autor(es) pelo conteúdo do manuscrito e transferência de direitos autorais (copyright) para a Revista Brasileira de Fisioterapia. As provas finais serão remetidas aos autores somente para correção de possíveis erros de impressão. 1 e) Palavras-chave: uma lista de termos de indexação ou palavras-chave (máximo seis) deve ser incluída (versões em português e inglês).icmje. os Resultados e a Discussão. a citação completa deve ser feita dentro do resumo. eles devem conter dados suficientemente sólidos para ser apreciados por um leitor que não teve acesso ao artigo como um todo. Os autores devem declarar a existência ou não de eventuais conflitos de interesse (profissionais. As informações dadas anteriormente no texto (na Introdução. Abstract Em caso de submissão em língua portuguesa o título. não sendo permitida quaisquer outras alterações. se imprescindíveis. Outras Pessoas que contribuíram para o trabalho podem ser incluídas no item “Agradecimentos”. É desejável que apresentem resultados de estudos que utilizem grupo de controle e tamanho de amostra adequadamente. Manuscritos em prova final não devolvidos em dois dias terão sua publicação postergada para um próximo número. Após publicação do artigo ou processo de revisão encerrado. anexadas no final do texto. Título e Identificação Página de identificação: a) Título do manuscrito em letras maiúsculas. o qual será avaliado pelos Editores. As datas de recebimento e aceite dos artigos serão publicadas. apenas em língua inglesa. A data do aceite será registrada quando os autores retornarem o manuscrito.br/) para consulta aos termos de indexação/ palavras-chave a serem utilizados no artigo. A versão corrigida.

incluir: Referências O número recomendado pela Revista é de 30 (trinta) referências bibliográficas e devem ser organizadas em seqüência numérica. antes das referências bibliográficas). na ordem em que aparecem no texto. As tabelas devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos e inseridas no final. esta será publicada junto com a tréplica dos autores do artigo objeto de análise e/ou crítica. por escrito. símbolos para identificação de curvas em um gráfico podem ser incluídos no corpo de uma figura.br/rbfisio. Estudos realizados no homem devem estar de acordo com os padrões éticos e com o devido consentimento livre e esclarecido dos participantes (reporte-se à Resolução 196/96. considere as diretrizes internacionais (por exemplo. selecionar. Para os experimentos em animais. para avaliação dos revisores. Estudos de Casos Os relatos de casos clínicos não precisam necessariamente seguir a estrutura canônica dos artigos científicos. acompanhando o trabalho original. Conflitos de interesse Não é recomendável a utilização de nomes comerciais de equipamentos e drogas (marcas registradas). As citações devem ser mencionadas no texto em números sobrescritos (expoente). Os títulos de periódicos devem ser referidos de forma abreviada. Metodologia. Figuras de pouca qualidade podem resultar em atrasos na aceitação e publicação do artigo.arte final Submeta uma versão original e três cópias. Ver exemplos no endereço http://www. sem necessidade de consulta ao texto. As figuras devem ser numeradas. de acordo com a List of Journals do Index Medicus (http://www. do Conselho Nacional de Saúde. B. apenas necessitam de linhas horizontais para a separação de suas sessões principais. caso contrário. Entretanto. Para fotografias. para certificar-se de que não há erros nas legendas e que estão sendo enviadas para a Revista as figuras mais apropriadas. Figuras Digite todas as legendas em espaço duplo. consecutivamente.icmje. deve-se incluir o número do Parecer da aprovação da mesma pela Comissão de Ética em Pesquisa. de acordo com a ordem em que forem mencionadas pela primeira vez no texto seguindo os Requisitos Uniformizados para Manuscritos Submetidos a Jornais Biomédicos. Recomenda-se muito cuidado ao propor generalizações de resultados a partir dos estudos de casos. A Revista reserva-se o direito de não publicar trabalhos que não obedeçam a essas normas legais e éticas para pesquisas em seres humanos. (Os agradecimentos devem ser incluídos no final. Tabelas Todas as tabelas devem ser citadas no texto em ordem numérica. Explique todos os símbolos e abreviações. para permitir a reprodutibilidade das intervenções relatadas. Use parágrafos ou recuos e espaços verticais e horizontais para agrupar os dados. Use letras em caixa alta (A. use papel vegetal/nanquim. Para artigos submetidos em língua portuguesa. elaborado pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (International Committee of Medical Journal Editors – ICMJE – http://www.ufscar. um conjunto extra de Tabelas traduzidas para o inglês precisa ser enviado. consultas às situações clínicas e discussões de assuntos específicos à Fisioterapia serão publicados a critério dos editores. objetiva e educativa. a qual seja devidamente registrada no Conselho Nacional de Saúde do Hospital ou Universidade.indexmedicus. Um título descritivo e legendas devem tornar as tabelas compreensíveis. aconselhamento e assistência de colegas bem como às subvenções para a pesquisa e à bolsa de estudo. Todas as figuras devem ter aparência profissional. OUTRAS CONSIDERAÇÕES Unidades Usar o Sistema Internacional (SI) de unidades métricas para as medidas e abreviações das unidades. após o nome genérico do tipo de equipamento ou da droga utilizada. Prefira produzir a arte final das figuras em computador. Um conjunto adicional de Figuras com legendas em inglês deve ser também incluído para artigos submetidos em língua portuguesa. inclua cópias de boa qualidade em papel preto-e-branco. Figuras. obter e sintetizar as informações. ou o mais próximo da localização de sua região. Cada tabela deve ser digitada em espaço duplo. exceto com consentimento expresso. em arábico. em ordem numérica e identificadas. etc. Quando sua utilização for imperativa. Quando a carta referir-se a comentários técnicos (réplicas) aos artigos publicados na Revista. As tabelas não devem ser formatadas com marcadores horizontais nem verticais. de maneira construtiva.org/index.) para identificar as partes individuais de figuras múltiplas. do autor ou editores. As tabelas e/ou figuras publicadas em outras revistas ou livros devem conter as respectivas referências e o consentimento.com). Um paciente não poderá ser identificado em fotografias. Todas as figuras devem ser citadas no texto. Devem incluir uma seção que descreva os métodos empregados para localizar. mas devem apresentar um delineamento metodológico o mais exaustivo possível. A exatidão das referências constantes no manuscrito e a correta citação no texto são de responsabilidade do(s) autor(es) do manuscrito. nomes ou números de registros hospitalares dos pacientes. Para as pesquisas em humanos. Artigos de Revisão São feitos por pesquisadores que tenham dado contribuição substancial em suas áreas específicas de conhecimento e são submetidos apenas a convite dos editores estimulando a submissão por autores de reconhecimento internacional. os nomes dos produtos e de seus fabricantes deverão vir entre parênteses.Após a Introdução. agradeça brevemente as assistências técnicas. a do Committee for Research and Ethical . Cada figura deve estar claramente identificada. C.html). Cartas ao Editor Críticas a matérias publicadas. em uma página separada. As legendas devem tornar as figuras compreensíveis. Considerações Éticas e Legais Evite o uso de iniciais. por escrito. Resultados e Discussão. Se possível todos os símbolos devem aparecer nas legendas. sem necessidade de consulta ao texto do artigo. Agradecimentos Quando apropriado. desde que isso não dificulte a análise dos dados. que trata do “Código de Ética para Pesquisa em Seres Humanos”). As revistas não indexadas não deverão ter seus nomes abreviados. Não agrupar diferentes figuras em uma única página Confira cuidadosamente cada figura.

para evitar rasuras e danos.Issues of the International Association for the Study of Pain. 1983). principalmente as fotografias. Esse cuidado é necessário para que os assessores que avaliarão o manuscrito não tenham acesso à identificação do(s) autor (es). 16: 109-110. Prefira a remessa via Sedex ou carta registrada. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao enviar o original e as cópias do trabalho (na versão inicial) em papel e em formato eletrônico. procure acondicioná-los adequadamente. . Como exemplo. publicada em PAIN. deve-se mencionar o número do parecer. mas o nome do Comitê de Ética deve ser mencionado de forma genérica. devem ser protegidas com material impermeável antes de serem postadas no correio. É recomendável que estudos relatando resultados eletromiográficos sigam os “Standards for Reporting EMG Data” recomendados pela ISEK. sem incluir a Instituição ou Laboratório. É de responsabilidade dos autores a eliminação de todas as informações (exceto na página do Título e identificação) que possam identificar a origem ou autoria do artigo. As ilustrações. bem como outros dados.

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647/0001-30 A Revista Brasileira de Fisioterapia está indexada na base de dados LILACS – Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde/ e nas bases de dados internacionais SPORTDiscus e Scientific Cambridge Abstracts. ISSN 1809-9246 . Bank Account n o 5996-X – 5014-8 Please.00 (*) volumes 1.br ASSINATURAS/SUBSCRIPTIONS – 2005/2006 Nome completo/Full name: Endereço para correspondência/Mail adresses: Cidade/City: CEP/ZIP port code: Telefone/Phone: Fax/Fax: Estado/State: País/Country: E-mail: PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA ASSINATURA ANUAL/annual subscription ASSINATURA ANUAL/annual subscription Brasil/other countries Brasil/other countries Quant. Contribua para o fortalecimento científico de nossa classe profissional.00 U$90.00 5 2001 R$120.00 U$45.3.00 U$90.00 10+ 2006 R$190. km 235.00 U$90. OTHER COUNTRIES – PROCEDURES FOR PAYMENT: Bank order to: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Bank: BANCO DO BRASIL – Ag. SP – Brasil FAI/Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico/ Revista Brasileira de Fisioterapia – CGC no 66. CEP 13565-905 – São Carlos.00 1 (*) 1996/1997 R$ 60. 3.00 U$90.00 U$90.2.00 5 2001 R$60.00 U$90. Caixa Postal 676.00 4(*) 1999/2000 R$30. Aproveite para enviar artigos científicos ou os resultados das teses e dissertações (desde que haja dados originais e atenda as normas da revista) submetendo-os ao corpo editorial da Revista Brasileira de Fisioterapia. Outros países/ Vol.00 U$45. Outros países/ Quant.00 6 2002(***) R$60.00 U$45.2.00 U$90. 4.00 U$45. SP – Brazil.00 10+ 2006 R$95.00 9 2005 R$60.00 U$45. juntamente com o cheque nominal para o endereço abaixo. Caixa Postal 676 CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil Tel.00 U$90. identificador da conta 5014-8 Envie o comprovante de pagamento para o endereço abaixo ou pelo fax. 1888-0 – São Carlos.00 U$80. Ano/Year Brasil Vol.00 8(*) 2004 R$50.00 6 2002(***) R$120.00 4(*) 1999/2000 R$ 60.00 3(*) 1998/1999 R$30.REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rod.991. (0xx16) 3351-8755 e-mail: rbfisio-ass@power.00 U$90.ufscar.00 2 1997/1998 R$ 60. Ano/Year Brasil Issues Other countries (**) Issues Other countries (**) 1 (*) 1996/1997 R$30.00 U$90.00 U$45. km 235.00 U$90.00 9 2005 R$120. 8.00 3(*) 1998/1999 R$ 60. send copy of this completed form and of the bank order to the following address: Endereço/Adress: REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA/BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY Rodovia Washington Luís.00 U$80.2 esgotados/sould out (**) others countries: tax and shipping included (***) Alterada a periodicidade para quadrimestral a partir de 2002 – + alterada para trimestral BRASIL – FORMAS DE PAGAMENTO: 1) CHEQUE NOMINAL E CRUZADO PARA: FAI/UFSCar/REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA Envie cópia desta ficha.00 U$90. 2) ORDEM BANCÁRIA-BANCO DO BRASIL – Agência 1888-0 – conta corrente no 5996-X – cod.00 7 2003 R$60.00 2 1997/1998 R$45. (0xx16) 33612081 – aos cuidados da Revista Brasileira de Fisioterapia. Washington Luís.2 e 4.00 7 2003 R$120.00 8(*) 2004 R$100.

............................................ 233 Fisioterapia nas Condições Músculo-Esqueléticas (Ortopedia e Traumatologia/Reumatologia/ Próteses e Órteses)/ Physical Therapy for Musculoskeletal Conditions (Orthopedics and Traumatology................... 185 HEMIPARETIC CEREBRAL PALSY: CLINICAL DATA COMPARED WITH NEUROIMAGING Paralisia Cerebral Hemiparética: Dados Clínicos Comparados à Neuroimagem Turolla de Souza RC............................................................................. Penido MM.................................... São Carlos. 177 IMPORTANCE AND CLARIFICATION OF MEASUREMENT PROPERTIES IN REHABILITATION Importância e Esclarecimentos das Propriedades de Medida em Reabilitação Gadotti IC...................................................... Shepherd RB ................................................................... Martins LEB.................................................................................................................... Menuchi MRTP...................... Cacho EWA............... Santos DCC....... Zanardi VA .......... 213 Fisioterapia nas Condições Neurológicas (do adulto e da criança)/ Physical Therapy for Neurological Conditions (in adults and children) DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE LACTANTES DESNUTRIDOS Neuropsychomotor Development of Malnourished Babies Mansur SS......................................Revista Brasileira de Fisioterapia ÍNDICE ISSN 1809-9246 Rev........................... Gobbi S ................................................................................................................................... 219 Normas Editoriais/Editorial Norms ................... Bicalho LI......................................................... n..................... Inoue MMEA...................................... Neto FR .............. 171 ESTUDO DA CONFIABILIDADE DA FORÇA APLICADA DURANTE A MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ÂNTERO-POSTERIOR DO TORNOZELO Reability Study on the Force Applied During Anteroposterior Mobilization of the Ankle Joint Resende MA.................. 193 ESTUDO DE CONFIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE FUGL-MEYER NO BRASIL Reability Study on the Application of the Fugl-Meyer Scale in Brasil Maki T............. Costa FC......................... with and without Levodopa: a Piloty Study Pieruccini-Faria F............................... v.......................................................................... Vitório R....................................... 2006 Editorial .................................................... V Ensino em Fisioterapia/ Teaching in Physical Therapy A PROFISSIONALIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM MINAS GERAIS Professionalization of Physycal Therapy in Minas Gerais Nascimento MC............... Aiello GV.................................................... Silva E ............................................................ p.... 205 ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) NO PÓS-OPERATÓRIO DE CESARIANA Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) Following Cesarean Surgery Melo de Paula G...... Figueiredo IM ...................... Parizotto NA....................... Vieira ER..................... Mattei K . Tanaka C...................................................................................................................................... D’Amico EA ............................................................ Perez SEA....................... 157 INFLUÊNCIAS DE PRÁTICAS MATERNAS NO DESENVOLVEMENTO MOTOR DE LACTANTES DO 6º AO 12º MESES DE VIDA Influence of Child-Rearing Practices on Infants’ Motor Development Between the Sixth and Twelfth Months of Life Silva PL............ Goes R..... Oishi J........................................ Stella F.............. Venturini C............... Ciasca SM................. 137-247........................................................ Gobbi LTB... Nascimento NH............................................... Dias RO.................... Camargo PR... 225 THE CHANGING FACE OF NEUROLOGICAL REHABILITATION Mudando a Face da Reabilitação Neurológica Carr JH............... Salvini TF ................................ Chagas MH .................................................................. ACIMA E NO LIMIAR DE ANAEROBIOSE VENTILATÓRIO Comparison of Cardiorespiratory Responses Between Constant and Incremental Load Exercises Below........ 241 Fisioterapia nas Condições Cardiovasculares e Respiratórias/ Physical Therapy for cardiovascular and respiratory conditions COMPARAÇÃO DAS RESPOSTAS CARDIORRESPIRATÓRIAS ENTRE EXERCÍCIO DE CARGA CONSTANTE E INCREMENTAL ABAIXO....................... 10................................................... Catai AM................................... 137 Recursos Terapêuticos Físicos e Naturais/ Physical and Natural Therapeutic Resources ADAPTAÇÃO ENZIMÁTICA DA LDH EM RATOS SUBMETDOS A TREINAMENTO AERÓBIO EM ESTREITA E LASER DE BAIXA INTENSIDADE Adaptation of LDH Enzyme in Rats Undergoing Aerobic Treadmill and Low Intensity Laser Therapy Vieira WHB..................... 2................................................................................................. COM E SEM EFEITO DA LEVODOPA: UM ESTUDO PILOTO Kinematic Parameters for Gait with Obstacles Among Elderly Patients with Parkinson’s Disease.......... COM E SEM SINOVITE CRÔNICA: CORRELAÇÃO COM A INCIDÊNCIA DE HEMARTROSES Evaluation of Postural Alignment and Performance in Functional Activities Among Hemophilic Children Under 7 Years Old with and without Chronic Synovitis: Correlation with Hemarthrosis Incidence Galante GA................................. Quagliato EMAB... Maura-Ribeiro MVL......................................................... 163 Fisioterapia nas Condições Geriátricas/ Physical Therapy for Geriatric Conditions PARÂMETROS CINEMÁTICOS DA MARCHA COM OBSTÁCULO EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON..................................................................................................................................... Azevedo CSA........................ Munin FS...................... Mello M............... Dias RC ........... 199 RELAÇÃO ENTRE INTENSIDADE DE DOR E CAPACIDADE FUNCIONAL EM INDIVÍDUOS OBESOS COM OSTEOARTRITE DE JOELHO Relationship Between Pain Intensity and Functional Capacity of Obese Individuals with Knee Osteoarthritis Vasconcelos KSS............................................................. Above and at the Ventilatory Anaerobic Threshold Pithon KR........................... fisioter........................................ Magee DJ ............................................................................................................................................................ Schwantes MLB ...... bras......... Gallo Jr L............................................... Mancini MC.... Paz LPS. Viana MA ..................................... Molinero de Paula VR..................................................................................... Baldissera V.......................................... Prosthesis and Orthesis) AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO POSTURAL E DO DESEMPENHO EM ATIVIDADES FUNCIONAIS DE CRIANÇAS HEMOFÍLICAS EM IDADE INFERIOR A SETE ANOS...................... Rheumatology.......................................................................................................................... Peixoto GHC............. Sampaio RF.......... Dias JMD..................... Salmela JH....................................... 147 Medidas em Fisioterapia/Measurements in Physical Therapy AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE ARTICULAR DO JOELHO: CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS REALIZADAS COM O GONIÔMETRO UNIVERSAL E NO DINAMÔMETRO ISOCINÉTICO Knee Joint Range-of-Motion Evalution: Correlation Between Measurements Achieved Using a Universal Goniometer and an Isokinetic Dynamometer Batista LH............................................................................... Gonçalves VMG ...........................................................

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