Você está na página 1de 7

Universidade Católica Dom Bosco

Curso de Psicologia
Psicologia Experimental ll

Relatório de Psicologia Experimental ll

Alice Durão Carretoni - ra187691


Fernanda Oliveira Segato - ra184179
Gabrielle Torres Lobo - ra187770
Marcos Vinícius Favetti - ra182979

Prof(a). Heloisa Bruna Grubits Freire

Campo Grande - MS
Novembro de 2021
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 2

MODELAGEM 2

RAZÃO VARIÁVEL 2

INTERVALO VARIÁVEL 3

RAZÃO FIXA 3

INTERVALO FIXO 3

DISCRIMINAÇÃO 4

GENERALIZAÇÃO 4

8.1 GRADIENTE DE GENERALIZAÇÃO 4

8.1.1 Efeito do reforçamento diferencial sobre o gradiente de generalização 5

8.1.2 Efeito do reforçamento adicional sobre o gradiente de generalização 5

CONCLUSÃO 6

REFERÊNCIAS 6

1
1. INTRODUÇÃO

A matéria abaixo tem como referência à parte teórica das atividades do Sniffy,
explicando seus conceitos de condicionamento, sendo eles: discriminação de
estímulos, generalização, efeito do reforço parcial e esquemas de reforçamento.
Sendo discorridas como uma experimentação do comportamento em laboratório
com a caixa de Skinner, tais ideias são experienciadas na rotina, e o experimento
auxilia na compreensão do comportamento humano em conjunturas determinadas.

2. MODELAGEM

Segundo o Dicionário de Psicologia da APA, modelagem é a criação de


novas formas de comportamento operacional, fortalecendo métodos de
comportamento contínuo. A Modelagem é uma variedade de escolhas que paralela a
ontogenia das escolhas filogenéticas que ocorrem na evolução biológica, ou seja,
modelação é um processo de modificação de comportamento envolvendo imitação.
Nesse caso, o novo comportamento é aprendido com as observações de outros
animais.
A análise do comportamento é uma ciência natural e seu objeto de pesquisa
é o próprio comportamento, ou seja, não explica o comportamento por meio da
estrutura mental ou de entidades imateriais. Especialmente no laboratório, durante
todas as aulas práticas houveram condições para os alunos compreenderem os
métodos experimentais de modelagem através da observação prática com o
programa Snnify.

3. RAZÃO VARIÁVEL

No condicionamento operante razão variável é um processo de reforço, onde


uma resposta só é reforçada após um número imprevisível de respostas. Este
esquema cria uma alta taxa de resposta constante. Exemplo: Neste caso o rato
exerce a resposta operante muitas vezes sem parar, a fim de receber o reforço ou
seja o rato se sente perdido por não saber quando receberá o reforço. Jogos de azar
e loteria são exemplos de reforços baseados em um esquema de razão variável

2
4. INTERVALO VARIÁVEL

No condicionamento operante, um esquema de intervalo variável é um


processo onde uma resposta é recompensada depois de uma quantidade
indeterminada de tempo passar. Este esquema produz um ritmo lento e constante de
resposta.
Exemplo: Neste caso, ao treinar o rato no sniffy para ele pressionar a barra e
receber o reforço, digamos que seja colocado o esquema de intervalo variável 30
(Fl-30), o que será uma média, que no entanto o rato pode ser reforçado após
intervalo decorrido, mas ainda sim pode ser reforçado em 10 ou 40 segundos. Neste
esquema o tempo é imprevisível.

5. RAZÃO FIXA

No condicionamento operante razão fixa é um processo de reforço, onde uma


resposta só é reforçada depois de um determinado número de respostas. Este
esquema produz uma taxa alta e constante de respostas com apenas uma breve
pausa após a entrega do reforçador. Exemplo: quando você está treinando um rato
no sniffy. Então você decide colocar a razão fixa em 10 (FR-10), para receber o
alimento o rato deve exercer a resposta operante 10 vezes antes de receber.

6. INTERVALO FIXO

No condicionamento operante, um esquema de intervalo fixo é um processo


onde a primeira resposta só é recompensada após um determinado período de
tempo decorrido. Dessa forma, grandes quantidades de respostas aconteçam perto
do fim do intervalo, mas que de imediato sejam lentas imediatamente após a entrega
do reforçador.
Exemplo: ao treinar um rato no sniffy para ele pressionar a barra e receber o
reforço, digamos que coloque o esquema intervalo fixo 30 (Fl-30), o que significa
que o rato vai receber o reforço a cada 30 segundos. O rato pode continuar a
pressionar a barra durante esse intervalo, mas só receberá quando esse intervalo
fixo for decorrido. Sendo assim, ele entenderá que deve aguardar este período.

3
7. DISCRIMINAÇÃO

Aprendizagem de discriminação é a quando sob diferentes formas de


estimulos existem comportamentos diferentes.
Quando uma nova variável é inserida antes do comportamento e passa a
controlá-lo, chamamos essa variável de estímulo discriminativo (S +). Um estímulo
diferente é o que direciona determinada pessoa ou animal não humano a ter um
comportamento específico. Um exemplo disso é como nos comportamos em um
tribunal e como nos comportamos em um bar, ou até mesmo o cachorro que
aprende a defecar no quintal e não dentro de casa.

Nesse sentido, temos os estímulos discriminativos positivos (S +) e estímulos


discriminativos negativos (S-).
Estímulos Discriminativos positivos (S +): Um estímulo cuja resposta é reforçada a
acontecer mais vezes. Um exemplo de S+ é a um determinado som o rato recebe
alimento ao pressionar a barra, e na ausência no som ele não recebe, fazendo com
que ele pressione a barra apenas quando o som está sendo emitido.
Estímulos Discriminativos negativos (S -): Um estímulo cuja resposta não é
reforçada ou extinta. Como no primeiro exemplo, na ausência do som o
comportamento é extinto pois não há o reforço do alimento.

8. GENERALIZAÇÃO

Generalização de estímulos Operante A Generalização trata- se de uma


resposta emitida na presença de novos estímulos que possuam alguma semelhança
com estímulo discriminativo que já foi reforçado no passado ou seja um organismo
se encontra generalizando quando emite a mesma resposta na presença de
estímulos que assemelham- se a um estímulo previamente treinado. Em termos
técnicos S d seria este estímulo previamente treinado. Quando o estímulo novo
possui similaridades físicas com o S d é provável que a mesma resposta aconteça.
Dessa forma, após um condicionamento, estímulos que assemelham fisicamente ao
estímulo condicionado podem passar a eliciar a resposta condicionada em questão.
Este fenômeno se chama generalização respondente. A generalização é um
processo comportamental muito importante para aprendizagem dos indivíduos, afinal
ele permite novas respostas sejam aprendidas de forma muito mais rápida, não
sendo necessária a modelagem direta da mesma resposta para cada novo estímulo.
Um exemplo disto seria quando aprende- se a dirigir o carro da auto escola,
raramente o carro que irá dirigir depois de tirar a carteira de habilitação será o
mesmo da auto escola. Porém será emitido os comportamentos treinados no veículo
da auto escola, não sendo necessário um novo treinamento para isto acontecer.

4
8.1 GRADIENTE DE GENERALIZAÇÃO

Demonstra um a frequência de um comportamento emitido na presença de


diferentes variações de um S d . Como é o caso do rato do sniffy que após
aprendizagem de discriminação simples que isniffy adquiriu com um tom S + som,
em 2 khz e ao fazer a generalização do estímulo com outras frequências, quanto
mais distante do 2 khz normalmente resposta de pressionar a barra será menor.

Frequência Resposta

1.0 khz 1

1.25 khz 8

1.50 khz 28

1.75 khz 46

2.0 khz 48

2.25 khz 45

2.50 khz 21

2.75 khz 10

3.0 khz 2

Algumas generalizações que fazemos, passa por um processo chamado


treino discriminativo principalmente em crianças: como é caso de quando a criança
aprende que sua figura materna é chamada de “mamãe” e ele generaliza chamando
outras mulheres parecidas fisicamente com dia mãe de mamãe, porém ele não
recebe reforço quando isso acontece. Sendo assim a criança passa a ter essa
resposta verbal apenas na presença da sua genitora.

8.1.1 Efeito do reforçamento diferencial sobre o gradiente de generalização

O Reforçamento diferencial produz um gradiente de generalização mais


estreito ou seja há a diminuição da generalização e o aumento da discriminação.

5
8.1.2 Efeito do reforçamento adicional sobre o gradiente de generalização

O reforçamento adicional consiste em aumentar o reforço a resposta na


presença das demais variações de estímulo discriminativo ou seja há o aumento da
generalização e a diminuição da discriminação.

9. CONCLUSÃO

Com base no conteúdo abortado no presente trabalho e em todas as atividades


realizadas no laboratório de informática, concluímos que os seres tem determinados
tipos de comportamentos de acordo com a influência que lhe é aplicada (ou a falta
dela), assim seguindo padrões que, com o auxilio da psicologia experimental, podem
ser classificados, estudados e colocados em prática.

10. REFERÊNCIAS

Sério, T. M., Gioia, P. S., Andery, M. A., & Micheletto N. (2010). Controle de
estímulos e comportamento operante: Uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC.

ALLOWAY, Tom. Sniffy: o rato virtual, versão pro 3.0. 3 ed Cengage Learning,
2017.

MOREIRA, M. B. MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise de


comportamento, 2 ed Porto Alegre; 2019.

Você também pode gostar