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POLÍMEROS EM AÇÃO

A palavra polímeros vem do grego polumeres, que quer dizer “ter muitas partes”. Os polímeros são
moléculas muito grandes constituídas pela repetição de pequenas e simples unidades químicas, denominadas de
monômeros (do grego “mono” – um).

Figura 1. Exemplo de um polímero sintético.


Os polímeros sempre fizeram parte do cotidiano humano. Desde os tempos mais remotos o homem tem
usado polímeros naturais como amido, celulose e seda, entre outros. Além disso, cerca de 18% do nosso
organismo é constituído por proteínas, que são polímeros naturais.
A partir da primeira metade do século XX, quando o Químico alemão Hermann Staudinger (1881-1963,
pioneiro no estudo da química dos polímeros, galardoado com o Prémio Nobel da Química em 1953) descobriu
o processo de polimerização, a síntese de polímeros deixou de ser apenas um fenómeno natural. Desde então, o
estudo dos polímeros naturais e principalmente dos sintéticos desenvolveu-se rapidamente.
Atualmente, é difícil imaginar a vida humana sem a utilização de polímeros. Assim, a indústria de
polímeros constitui um dos pilares do estilo de vida contemporâneo. É enorme a quantidade de bens que nos
cercam, produzidos a partir de materiais poliméricos, uma vez que eles são utilizados em quase todas as áreas
das atividades humanas, principalmente nas indústrias de automóvel, de embalagens, de revestimentos e de
vestuário, e incorporam-se de forma permanente ao cotidiano das nossas vidas. Isso deve-se também ao fato dos
polímeros sintéticos terem vindo a conquistar muitos mercados através da substituição de outros materiais,
como papel, madeira e metais.
Os polímeros podem dividir-se em termoplásticos, termorrígidos e elastómeros (borrachas).
Termoplásticos: São os chamados plásticos, constituindo a maior parte dos polímeros comerciais. A principal
característica desses polímeros é poder ser fundido diversas vezes. Dependendo do tipo do plástico, também
podem dissolver-se em vários solventes. Logo, a sua reciclagem é possível, uma característica bastante
desejável nos dias de hoje. As propriedades mecânicas variam conforme o plástico: sob temperatura ambiente,
podem ser maleáveis, rígidos ou mesmo frágeis.
Termorrígidos: São rígidos e frágeis, sendo muito estáveis a variações de temperatura. O aquecimento do
polímero acabado a altas temperaturas promove a decomposição do material antes de sua fusão. Logo, a sua
reciclagem é complicada.
Elastómeros (Borrachas): Classe intermediária entre os termoplásticos e os termorrígidos: apresentam alta
elasticidade. Analogamente ao verificado para os termorrígidos o processo de reciclagem é complicado devido à
incapacidade de fusão.
O presente roteiro pretende apresentar um pouco das propriedades dos polímeros através de três
experimentos simples, utilizando materiais de baixo custo facilmente encontrados em nosso cotidiano.
1. EXPERIMENTO 01- PRODUÇÃO DE GELECA A PARTIR DE UM POLÍMERO
SINTÉTICO
1.1. Introdução
É possível modificar a estrutura de um polímero por meio de uma atividade prática. O polímero
sintético a ser utilizado é um plástico (PVA) denominado de acetato de polivinila. Ele é muito
utilizado na produção de colas brancas e isopor. Esse polímero pode ser modificado formando a
“geleca”. Em comparação ao polímero original (PVA), o novo polímero (a geleca) apresenta uma
estrutura mais consistente e bastante elástica, além de um aspecto gosmento. Isso ocorre em
consequência da formação de ligações cruzadas na estrutura do polímero, conforme a figura abaixo:

Figura 2. Estrutura do PVA e da “geleca”.


Uma outra caracterista do material formado é o comportamento de fluido não newtoniano, isto
é, sua viscosidade não é constante e depende da força a que está submetida. Apresenta características
de líquido (como adquirir a forma do recipiente e escorrer) e também de sólido (como se romper
quando esticado com força e bruscamente).
1.2. OBJETIVO
Modificar a estrutura de um polímero transformando-o em outro tipo de polímero.
1.3. MATERIAIS
 Água boricada (encontrada em farmácia);
 Cola de isopor;
 Bicarbonato de sódio;
 Corante alimentício.
1.4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
 Colocar 50 mL de água boricada em um copo de vidro;
 Adicionar bicarbonato de sódio na água boricada contida no copo e misturar bastante.
Essa adição e mistura de bicarbonato de sódio deve ser feita até que não sejam produzidas bolhas na
água boricada;
 Adicionar todo o conteúdo de um tubo de cola de isopor no copo com a água boricada
e o bicarbonato de sódio;
 Adicionar algumas gotas do corante alimentício para dar cor ao material produzido;
 Mexer bastante com o auxílio de uma colher.
1.5. PERGUNTAS
 Você sabe do que é feita a cola?
 È possível transformar um polímero em outro tipo de polímero? Como?
 O que causa a elasticidade da geleca?
 Por que a geleca apresenta características de líquido (como adquirir a forma do recipiente e
escorrer) e também de sólido (como se romper quando esticado com força e bruscamente?
2. EXPERIMENTO 2- SOLUBILIDADE E POLÍMEROS: REMODELANDO O ISOPOR
2.2. Introdução 
Solubilidade é a capacidade de um material de se dissolver em outro ou dissolver outro. Essa
dissolução acontece por causa da polaridade entre os materiais. Assim, se um material é polar, dissolve
outro polar; já se o material for apolar, dissolverá outro apolar, pois “semelhante dissolve semelhante”.
A acetona ou propanona é uma substância pertencente à função orgânica cetona. Na estrutura da
propanona, temos três átomos de carbono e seis átomos de hidrogênio, constituindo uma região com
característica apolar, temos também a presença do oxigênio o que ocasiona um efeito mesomérico
positivo na cadeia, tornando-a como um todo polar.
O isopor é um polímero que apresenta como unidades (monômeros) o estireno. Para ser formado, o
estireno sofre polimerização, isto é, união de monômeros por ligações, o que resulta em uma
macroestrutura chamada de poliestireno. Este pode ser moldado da forma desejada, a partir da ação do
calor, por ser um polímero termoplástico.
Para tomar a forma característica, o poliestireno é dissolvido em um solvente orgânico e aquecido.
A evaporação do solvente por causa da ação do calor faz com que o poliestireno seja expandido e
cheio de ar. Dessa forma, o isopor é uma mistura de poliestireno e ar.
2.2. OBJETIVO
 Trabalhar o conceito de solubilidade entre materiais e um tipo de polímero.
2.3. MATERIAL
 Acetona;
 Recipiente com capacidade para 100 mL;
 Pedaço de isopor.
2.4. PROCEDIMENTO
 Coloque a acetona no recipiente, acrescente o pedaço de isopor e observe.
2.5. PERGUNTAS
 O que acontece se juntarmos esses dois? É possível colocar um isopor de 1 metro dentro de
um recipiente de aproximadamente 600 mL contendo acetona dentro do mesmo?
 O que aconteceu com o isopor? O que sobrou no fundo do frasco? Qual aspecto o material
formou? Por que?
 Por que um pedaço tão grande de isopor se transformou em um pedaço tão pequeno?
 Sustentabilidade, qual lição podemos tirar dessa prática?
EXPERIÊNCIA 3 - BALÃO
Ingredientes
 Garrafa pet
 Bexiga
 Vinagre
 Bicarbonato de sódio
Como fazer
Coloque vinagre em uma garrafa pet limpa. Dentro da bexiga, coloque algumas colheres de
bicarbonato de sódio. Prenda o bico da bexiga no gargalo da garrafa de modo que o bicarbonato caia
ali dentro. Veja a mágica acontecer… A bexiga se encherá sozinha! Ou melhor, por meio da reação
química entre o vinagre e o bicarbonato.
Explicação
Essa experiência é baseada na reação entre ácido e base. O ácido do vinagre, também conhecido como
ácido acético, reage com o bicarbonato de sódio, formando o ácido carbônico. Devido à reação, o
ácido citado anteriormente se transforma em dióxido de carbono, o famoso CO2. É o CO2 liberado na
reação que enche a bexiga.
EXPERIMENTO 4 - LÂMPADA DE LAVA
Ingredientes
 Pote transparente
 Óleo
 Água
 Corante alimentício
 Comprimido efervescente antiácido
Como fazer
Misture a água com o corante. Pegue o recipiente transparente, encha com a água com corante e o
óleo: para cada medida de água deverá ser acrescentada duas de óleo. Quando a mistura estiver estável,
ou seja, sem bolhas, deverá ser colocado o comprimido efervescente antiácido. O resultado é parecido
com aquelas lâmpadas de lava. Fica bem legal!
Explicação
A primeira explicação para esse experimento é que a água e o óleo são uma mistura heterogênea, ou
seja, apresentam mais de uma fase. O óleo é menos denso que a água, por isso fica na parte de cima
quando ambos são misturados. Quando o efervescente antiácido é acrescentado, libera CO2 (gás
carbônico), que como é mais leve que a água e que o óleo, “flutua”. Como está misturado à água,
algumas partículas sobem com as bolhas do gás, dando assim o efeito de lâmpada de lava.

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