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Teste Cultura e Desenvolvimento

TESTE 1

 Pergunta 1

1 em 1 pontos

A ONU em 2015 buscando o caráter multidimensional do desenvolvimento criou os


Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), documento que deve guiar os
esforços dos países-membros para os próximos 15 anos. Os 17 objetivos que se
desdobram em 169 metas focam em diversas dimensões.
Assinale a resposta correta que corresponde as diferentes dimensões que são
conjugadas nos ODS.

Resposta b.
Selecionada:
Dimensões econômicas, educacionais, ambientais, de
infraestrutura, saúde e igualdade de gênero.
Respostas: a.

Dimensões de sustentabilidade ambiental e econômicas.


b.

Dimensões econômicas, educacionais, ambientais, de


infraestrutura, saúde e igualdade de gênero.
c.

Dimensões econômicas, educacionais e ambientais.


d.

As dimensões são referentes a pobreza, fome, educação,


aquecimento global e igualdade de gênero.
Comentário Alternativa B).Feedback: Dessas grandes áreas saem questões
da resposta: específicas de desenvolvimento social e econômico, incluindo
pobreza, fome, saúde, educação, aquecimento global, igualdade de
gênero, água, saneamento, energia, urbanização, meio ambiente e
justiça social.
 Pergunta 2

1 em 1 pontos

Isaura Botelho (2001) distingue dois grandes universos culturais que podem ser alvo
de políticas públicas. O primeiro é constituído pelo circuito organizado da produção
cultural, enquanto o segundo é o universo da cultura em seu sentido mais amplo.
Como a autora denomina estas dimensões?
Resposta c.
Selecionada:
Dimensão sociológica e dimensão antropológica.
Respostas: a.

Dimensão filosófica e dimensão antropológica.


b.

Dimensão artística e dimensão antropológica.


c.

Dimensão sociológica e dimensão antropológica.


d.

Dimensão antropológica e dimensão cultural.


Comentário Alternativa C). Feedback: Nesse sistema delimitado, a cultura
da resposta: circula em sua concepção mais restrita, isto é, na esfera da
profissionalização e da erudição. Aqui, os fins principais são a
fruição estética e a pesquisa de linguagem. As políticas e os
programas são focados nos setores artísticos e nas instituições
culturais – como editais para circo, dança ou teatro, premiações
para novos escritores, oficinas de design para artesãos, bolsas para
músicos brasileiros, construções de novos museus, etc. Chamada
dimensão sociológica. Em contraposição, o segundo universo, da
cultura em seu sentido mais amplo, antropológico, é um grande
desafio para o gestor cultural.

 Pergunta 3

1 em 1 pontos
A produção artística contemporânea dialoga com as transformações que ocorrem na
sociedade como um todo. É influenciada pelas condições políticas, econômicas,
sociais e ambientais e, ao mesmo tempo, também as influencia. Vivemos em uma
época em que as organizações tendem a funcionar como redes flexíveis e
temporárias, em que convivemos com incertezas, na qual ocorrem fluxos acelerados
de produtos, tecnologias, imagens e conhecimentos em várias direções e em que
formas colaborativas vêm sendo exploradas. Nesse cenário, trabalhos de dança,
teatro, música, literatura e artes visuais podem apresentar certas tendências ou
características recorrentes. Assinale a seguir a alternativa que se aplica às artes de
um mundo global e digital.
Resposta d.
Selecionada:
Estão presentes em cada vez mais trabalhos artísticos: interatividade;
incorporação de especificidades locais como matéria-prima; uso de
novas tecnologias nos processos de criação; interdisciplinaridade;
permeabilidade de fronteiras entre arte e cotidiano.
Respostas: a.

As novas tecnologias levaram à destruição de muitas linguagens


artísticas, como a literatura, já que os livros praticamente não são mais
impressos em papel, e as artes cênicas, já que as pessoas preferem
assistir shows de música e espetáculos de dança pela internet.
b.

Os artistas, criadores, agentes, marchands, editores, etc., concordaram


em abrir mão de seus direitos autorais em nome da visibilidade e da
fama que o compartilhamento gratuito pode lhes trazer.
c.

Os espetáculos do Cirque du Soleil contrastam com os demais


espetáculos contemporâneos, porque não combinam cultura popular e
de massa, não aliam valor estético e valor comercial, nem conjugam
artesanato do corpo com altas tecnologias.
d.

Estão presentes em cada vez mais trabalhos artísticos: interatividade;


incorporação de especificidades locais como matéria-prima; uso de
novas tecnologias nos processos de criação; interdisciplinaridade;
permeabilidade de fronteiras entre arte e cotidiano.
Comentário A alternativa correta é a “d”. Como foi desenvolvido na aula narrada do
da resposta: capítulo 6, em um mundo globalizado e conectado pelas novas
tecnologias, as interações se tornam matéria-prima da arte. O público é
convidado a interagir, em vez de ser simples espectador. Instalações
específicas para os espaços expositivos – chamadas de site specific –
passam a ser encomendadas aos artistas visuais. Companhias como o
Teatro da Vertigem dedicam-se à criação de peças que dialogam
diretamente com a cidade – seja o rio Tietê, uma antiga prisão ou um
hospital desativado – e que exigem que o público se desloque, entre no
barco, suba escadas, atravesse as ruas, circule em bairros populares.
Além disso, as fronteiras entre as diversas disciplinas e as linguagens
artísticas ficam mais permeáveis, cada vez há mais diálogos entre elas. A
companhia de dança francesa Montalvo-Hervieu, por exemplo, põe no
palco bailarinos de carne e osso contracenando com imagens filmadas
em tamanho real, obtendo  um resultado impressionante.

O brasileiro Eduardo Kac criou uma coelha fosforescente chamada Alba,


que brilhava no escuro por possuir genes de água-viva. As próprias
fronteiras entre arte e cotidiano começam a ser apagadas. O músico
brasileiro Loop B compõe para instrumentos tão inusitados como uma
furadeira e um escapamento de carro. A dupla britânica Gilbert e George
expôs a si própria, em um pedestal de uma galeria londrina, com o título
“Living Sculptures” (“Esculturas Vivas”). E haveria ainda muitos outros
exemplos. A alternativa “a” está errada porque as novas tecnologias não
levam ao fim de linguagens artísticas, levaram, talvez, à sua
transformação. É mentira que livros não são mais impressos, e os shows
de música continuam lotando, inclusive por causa da divulgação na
internet. A alternativa “b” está equivocada porque a questão dos direitos
autorais e dos direitos de imagem ainda é um grande problema. A
facilidade em escanear ilegalmente fotos e textos, em baixar canções e
vídeos, e assim por diante, coloca em risco a forma tradicional de
remuneração dos artistas e das indústrias culturais, que antes recebiam
uma porcentagem das vendas e reproduções de suas obras. Novas
maneiras de remuneração estão surgindo, mas a questão está longe de
ser pacífica e bem resolvida. Isso não é desenvolvido em detalhes, mas é
mencionado no capítulo 6. A alternativa “c” está completamente errada.
O Cirque du Soleil é, sim, um exemplo emblemático da produção cultural
contemporânea. Seus espetáculos misturam elementos da cultura
popular, erudita e de massa, combinam práticas antigas e tradicionais
com novas tecnologias e linguagens, têm finalidade de lucro, mas
também pesquisa estética apurada. A alternativa “e” erra ao afirmar que
não se observa, na área cultural, “a formação de redes, cooperativas e
coletivos, como ocorre em outros setores”. Ora, na videoaula do capítulo
5, foram citadas a Cooperativa Paulista de Teatro e a Cooperativa de
Músicos do Estado de São Paulo, grandes e consolidadas. Na aula
narrada do capítulo 6, são mencionados um coletivo editorial e uma
cooperativa cultural na periferia. O financiamento coletivo de produções
culturais também se faz cada vez mais frequente.

 Pergunta 4

1 em 1 pontos

Leia o texto a seguir e depois escolha a alternativa correta.

O Brasil mestiço Jorge Amado

Seja como militante político no início da carreira, seja como romancista que exaltava
o povo mestiçado, suas festas e seus sabores, Jorge Amado sempre discutiu questões
ligadas à identidade nacional. A Bahia e o povo baiano foram suas matérias-primas
fundamentais. Procurou conhecê-los de dentro, para poder recriá-los. Cresceu em
fazendas de cacau, morou no Pelourinho, frequentou terreiros de candomblé, rodas
de capoeira, feiras, mercados e portos. Mas seu intento era representar e ajudar a
transformar a nação.

Por ter vendido mais de 30 milhões de livros, fato raríssimo para um romancista
brasileiro, por ter escrito em uma linguagem acessível, pelo fato de sua literatura
partir da “vida vivida”, como ele próprio costumava afirmar, pelo fato de sua obra
ter sido alvo de numerosas adaptações audiovisuais e também por ter proferido
discursos e escrito artigos na imprensa durante toda a vida, Jorge Amado acabou se
tornando um grande formador de opinião, um homem público cujas ideias tiveram
grande penetração.

Por outro lado, a realidade brasileira também penetra em cada linha do universo
amadiano. As passagens eróticas de seus livros e as espertezas de seus personagens,
mais do que chocar ou divertir, trazem à tona questões sociais delicadas e ainda
atuais, como a violência contra a mulher. Gabriela, cravo e canela (1958) começa
com o assassinato de uma mulher adúltera, punição considerada justa no início do
século XX, em Ilhéus. Em Tereza Batista (1972), a personagem é violentada e
mantida presa pelo Capitão Justiniano.

A mestiçagem e o sincretismo religioso são outros elementos recorrentes na imagem


do Brasil que Jorge Amado ajudou a construir. Inspirado por Gilberto Freyre, o
romancista baiano acreditava que a mistura biológica e a troca cultural eram as
melhores armas para se criar uma sociedade original e pacífica. Em seus livros, a
mistura e a conciliação de opostos aparecem de diversas maneiras: o amor entre uma
retirante nordestina e um imigrante árabe em Gabriela, cravo e canela (1958); a
combinação entre sabedoria popular e cultura erudita em Tenda dos Milagres (1969);
o padre católico incorporando um orixá em Os pastores da noite (1964); a Santa
Bárbara se transformando em Yansã em O sumiço da santa (1988), entre muitos
outros exemplos.

A partir de Jorge Amado, podemos ainda refletir sobre dois Brasis paralelos, que
convivem e se confundem: um oficial, letrado, racional e capitalista e outro
marginal, tribal, analfabeto e malandro. Um dos méritos de Jorge Amado está
justamente em registrar essa ambiguidade cara à sociedade brasileira, que, como
Dona Flor, quer “ficar com os dois” – e sofre por isso. Tanto nos livros de Jorge
Amado como fora deles, coabitam o milagroso com o racional, o personalismo com
as normas burocráticas e legais, a esfera privada com a esfera pública.

Fonte: GOLDSTEIN, Ilana S. A construção da identidade nacional nos romances de


Jorge Amado. In.: O Universo de Jorge Amado. São Paulo: Companhia das Letras,
2009.
Resposta c.
Selecionada:
O sucesso que Jorge Amado obteve como escritor está ligado ao
fato de seus romances conterem especificidades da cultura e da
sociedade brasileiras, com as quais os leitores se identificam, e
também ao fato de sua obra ter inspirado filmes e telenovelas, que
ampliaram sua penetração.
Respostas: a.

Um bom romance de ficção, assim como qualquer outra obra de


arte de qualidade, é uma criação subjetiva relacionada à
individualidade do artista. Por isso, não se pode procurar na arte
questões relacionadas à história, à política ou a tensões sociais. Só
a arte de má qualidade carrega marcas do contexto exterior.
b.

Todo trabalho artístico é influenciado pelo contexto social, cultural


e histórico em que vive o artista, mas essa não é uma relação de
mão dupla, pois a obra de arte, com toda sua carga de
subjetividade, não é capaz de disseminar ou transformar ideias,
valores e tradições, e, assim, influenciar a realidade.
c.

O sucesso que Jorge Amado obteve como escritor está ligado ao


fato de seus romances conterem especificidades da cultura e da
sociedade brasileiras, com as quais os leitores se identificam, e
também ao fato de sua obra ter inspirado filmes e telenovelas, que
ampliaram sua penetração.
d.

O hibridismo cultural presente na obra de Jorge Amado e descrito


no último parágrafo do texto é um traço que distingue o Brasil de
todos os países da América Latina.
Comentário Alternativa C). Feedback: A alternativa “a” e a alternativa “b” estão
da resposta: erradas porque explicam de modo equivocado a relação entre uma
obra de arte e seu contexto. A alternativa “a” diz não haver
qualquer relação, devido à subjetividade do artista. Ora, a
subjetividade do artista filtra, colore, idealiza, mas não escapa de
sua formação histórico-cultural. Já a alternativa “b” nega que a
relação entre representação artística e realidade tenha mão dupla,
mas ela tem. Por um lado, o trabalho artístico é influenciado pelo
contexto social, cultural e histórico em que vive o artista. Por outro
lado, a obra de arte é capaz de disseminar ou transformar ideias,
valores e tradições, e, assim, acaba por influenciar a realidade.
Portanto, pode-se dizer que a Bahia inspirou a criação de Jorge
Amado, da mesma forma que Jorge Amado ajudou a recriar a
Bahia. A alternativa “c” está correta. A relação de Jorge Amado
com o audiovisual e com a cultura de massa explica parte de seu
sucesso, mas a outra parte se deve ao fato de ele abordar questões
fundamentais e espinhosas acerca da sociabilidade brasileira de
modo divertido e simples, como o jeitinho brasileiro e o racismo
envergonhado. A alternativa “d” peca ao chamar sincretismo e
mestiçagem de políticas culturais. Em primeiro lugar, não se trata
de políticas, mas de processos espontâneos. Em segundo lugar, o
multiculturalismo é a ideologia oposta à mestiçagem e ao
hibridismo. Enquanto o pensamento multicultural concebe a
diversidade cultural como um conjunto de unidades separadas, o
pensamento mestiço e híbrido tende a mesclar tradições, pessoas,
crenças e práticas. A alternativa “e” erra ao atribuir somente
aoBrasil fenômenos que são observados em outros países da
América Latina, como o México.

 Pergunta 5

1 em 1 pontos

_________ criativos são “conjuntos de empreendimentos criativos situados


geograficamente próximos e restritos a um território de pequena dimensão” (CLOSS
et al., 2014, p. 6)
Selecione o termo que corresponde a lacuna acima.

Resposta b.
Selecionada:
Polos
Respostas: a.

Territórios
b.

Polos
c.

Centros
d.

Bairro
Comentário Alternativa B). Feedback: Polos (ou clusters criativos) são
da resposta: “conjuntos de empreendimentos criativos situados geograficamente
próximos e restritos a um território de pequena dimensão” (CLOSS
et al., 2014, p. 6). Eles constroem uma identidade singular a partir
das atividades variadas que desenvolvem e costumam constituir
espaços dinâmicos de troca e efervescência e atrair visitantes de
outras regiões. O desafio é a atratividade turística e econômica não
colocar em risco as relações sociais locais e a qualidade de vida dos
moradores do entorno.

 Pergunta 6

1 em 1 pontos

Leia o trecho retirado de um artigo acadêmico sobre a ilha fluvial de Parintins, na


Amazônia. Em seguida, assinale a alternativa com comentários sobre o texto que
não contém erros.

“A pacata cidade transfigura-se anualmente, quando recebe cerca de 50 mil


visitantes, para abrigar uma festa espetacular: o Festival dos Bois-Bumbás. O
festival acontece nas três últimas noites do mês de junho e organiza-se em torno da
competição entre dois grupos folclóricos, assim representados: Boi Garantido,
considerado o boi do ‘povão’, cujas colorações emblemáticas são o vermelho e o
branco; e Boi Caprichoso, percebido pelas pessoas como o boi da elite, simbolizado
nos tons preto e azul. O espetáculo acontece na arena folclórica denominada de
Bumbódromo, onde desfilam figuras saídas do imaginário caboclo. Tudo é
preparado cuidadosamente, durante meses, para ser revelado em três espetáculos
completamente diferentes, em dias consecutivos, fazendo a glória dos habilidosos
artistas locais. A festa, de estrutura rígida, em que as lendas e rituais indígenas e
figuras regionais são quesito obrigatório, mostra a riqueza da cultura e do folclore
amazônico.

Tanto o Boi Garantido como o Boi Caprichoso foram criados por pessoas humildes
da região, como Lindolfo Monte Verde, fundador do Garantido, primeiro amo e
tirador de toadas que fez nascer um boi de brinquedo pelos idos de 1913. A ideia de
fazer um folguedo surgiu das lembranças que tinha do avô, ex-escravo que saiu do
Maranhão e aportou em Parintins, provavelmente no período da borracha. No
começo, a função era realizar uma folia que matasse a saudade e divertisse os
adultos e crianças das vizinhanças, entretanto tendo sido ferido ao servir o Exército,
Lindolfo fez promessa a São João Batista para recuperar o ânimo e a saúde.
Atendido o voto, veio a obrigação de todos os anos honrar o santo com o folguedo.
Lindolfo Monte Verde, e com ele Luiz Pereira, conservaram a tradição até 1980,
quando foram afastados do evento por uma diretoria empresarial rica e poderosa. As
famílias Monte Verde e Pereira vivem hoje de forma miserável, assistindo, a
distância, à luxuosa festa da qual foram criadores. [...]
Diversos são os produtos comerciais oferecidos pelos vendedores ambulantes e os
donos das barraquinhas de artesanato, entre outras atividades comerciais do período.
É importante registrar o fato de que parte significativa desses produtos não é
produzida no município de Parintins e vem dos municípios circunvizinhos. Na
evolução dos bumbás, ressalta-se a participação da mídia, da indústria cultural e do
turismo, de agências governamentais e amplas camadas da sociedade.

[...] O ritual dos bumbás realiza a síntese metafórica dos aspectos simbólicos da
realidade de Parintins e, consequentemente, da cultura local. Originário do
Maranhão, mostra a lenda de dois trabalhadores rurais: Pai Francisco e Mãe
Catirina. Conta a lenda que Mãe Catirina, grávida, deseja comer a língua do boi
mais bonito da fazenda onde trabalhava com o marido. Para satisfazer o desejo da
mulher, Pai Francisco manda matar o boi de estimação do patrão. Pai Francisco é
descoberto, tenta fugir, mas é preso. Para salvar o boi, e consequentemente o casal
infrator, um padre e um médico são chamados (o pajé, na tradição indígena) e o boi
ressuscita. Pai Francisco e Mãe Catirina são perdoados pelo patrão e há uma grande
comemoração.

As lendas e mitos amazônicos que enriquecem o sentido do ritual dos bois são:

- os guardiões e protetores da floresta – curupira, boitatá, caipora, muiraquitã;

- os envolvidos em questões afetivas/pessoas que se transformam em elementos da


natureza – Cunhã Poranga, boto, açaí, guaraná, tamba-tajá, vitória-régia, uirapuru,
mandioca, peixe-boi, lua, rios, sol, cobra Norato, ceuci, pirarucu;

- os ameaçadores – matinta perêra, quem-te-dera, mapinguari;

- origem e morte da vida, dos rios e lugares – cobra-grande, eldorado, amazonas,


entre outros. [...]”.

Fonte: BRITO, Lydia Maria Pinto; RIBEIRO, Edinelza Macedo; SOUZA, Tereza
de. Bois-bumbás de Parintins: síntese metafórica da realidade? Revista de
Administração Pública – RAP. Rio de Janeiro, v. 44, n. 1, p. 7-30, jan./fev. 2010.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rap/v44n1/v44n1a02.pdf>. Acesso em: 11
set. 2017.
Resposta d.
Selecionada:
Trata-se de uma prática cultural híbrida, fruto do amálgama entre a
cultura em sua dimensão antropológica, mais ampla, refletida nas
histórias locais, e as indústrias culturais (Bumbódromo, pacotes de
turismo, publicidade, televisão, CDs, etc.).
Respostas: a.

A festa do boi de Parintins exemplifica como a cultura popular tende a


decair e perder suas verdadeiras raízes quando entra em contato com a
indústria cultural e com o turismo.
b.

A festa do boi de Parintins funciona como um interessante amálgama


entre as dimensões erudita e popular da cultura.
c.

A festa de Parintins gerou transformações significativas nas relações da


pequena cidade com a região e o país, no plano da economia, da
visibilidade e da atratividade turística, mas não alterou as relações
sociais locais, nem os autores das músicas e dos bois, nem as lideranças,
etc.
d.

Trata-se de uma prática cultural híbrida, fruto do amálgama entre a


cultura em sua dimensão antropológica, mais ampla, refletida nas
histórias locais, e as indústrias culturais (Bumbódromo, pacotes de
turismo, publicidade, televisão, CDs, etc.).
Comentário A alternativa “d” está correta. Realmente, diversas dimensões se
da resposta: misturam e se combinam nessa grande festa. Ela tem forte componente
étnico e regional, mas agrada turistas de todo o país e também
estrangeiros. Ela é fruída por moradores da cidade e envolve artistas
locais, mas vende espaço publicitário, patrocínio, espaços na TV, hits
musicais e bugigangas de todo tipo em torno do evento. Esse evento
mostra como é preciso analisar fenômenos culturais sob diversos
ângulos simultaneamente e como não é possível procurar “pureza” na
pós-modernidade. O que existem são reinvenções permanentes.

A alternativa “a” está errada justamente porque sugere que a cultura


popular se perde, entra em degradação ao ter contato com a cultura de
massa. Essa é uma visão purista, isolacionista, talvez cara aos folcloristas
da década de 1950, mas não funciona no século XXI. A cultura é
dinâmica, ela se transforma, se adapta. Não precisa ser estática, sempre
igual, congelada no passado, para ter valor. Justamente por isso a
alternativa “e” não faz sentido: ela considera a festa de Parintins
inautêntica por ter chegado do Maranhão, como se as tradições não
fossem móveis e plásticas. A alternativa “b” está errada porque a cultura
erudita não tem praticamente participação nessa hibridação. A
alternativa “c” está errada porque houve, sim, alterações nas relações
sociais de Parintins. Homens mais ricos expulsaram do comando da festa
seus inventores, o que mostra que a entrada da lógica capitalista tem
impactos negativos em nível local, e não apenas os impactos positivos
mais evidentes, como aquecimento do turismo e geração de renda.

 Pergunta 7

1 em 1 pontos

Assinale a alternativa abaixo que mais corresponde com a visão


iluminista/universalista sobre cultura.
Resposta a.
Selecionada:
Na concepção iluminista, a almejada evolução intelectual da
sociedade pressupunha a aquisição e o acúmulo de saberes e
fazeres, o polimento dos modos e costumes, o progresso técnico e
político.
Respostas: a.

Na concepção iluminista, a almejada evolução intelectual da


sociedade pressupunha a aquisição e o acúmulo de saberes e
fazeres, o polimento dos modos e costumes, o progresso técnico e
político.
b.

A concepção iluminista negava a centralidade da razão, pondo a


intuição e o sentimento em primeiro plano; fracionavam a unidade
fundamental da humanidade, que passava a ser vista em suas
peculiaridades regionais.
c.

Na concepção universalista houve a fusão das ideias de cultura,


povo e nação.
d.

A concepção iluminista era associada às belas-artes, à música e à


ciência.
Comentário Alternativa A).
da resposta:
Como resultado das discussões do século XVIII, duas visões concorrentes
sobre cultura se estabeleceram no cenário intelectual europeu: de um
lado, a visão iluminista/universalista, predominantemente francesa; de
outro, a visão romântica/relativista alemã. Na concepção iluminista, a
almejada evolução intelectual da sociedade pressupunha a aquisição e o
acúmulo de saberes e fazeres, o polimento dos modos e costumes, o
progresso técnico e político. Os debates sobre um hipotético estágio de
“barbárie” e sobre os perigos de um processo civilizatório malconduzido
– como guerras violentas, escravidão e amoralidade dos dirigentes –
levaram os filósofos do século XVIII a insistir sobre os fundamentos éticos
e políticos da vida em sociedade (ELIAS, 1994). Assim, a visão iluminista
do progresso civilizatório baseava-se na importância do contrato social,
na tolerância, na garantia de liberdades e no estímulo à aprendizagem,
fundamentos que ainda hoje são pilares da discussão ocidental sobre
cultura e desenvolvimento.

 Pergunta 8

0 em 1 pontos

De que forma a  cultura  se  relaciona  com  o  desenvolvimento  sustentável?


Resposta b.
Selecionada:
A cultura pode ser compreendida através do conceito “cultura da
sustentabilidade” para se referir a uma visão de mundo pautada pelo bem
comum.
Respostas: a.

A  cultura  vem  sendo  evocada  como  um  possível  quarto pilar do


desenvolvimento sustentável a ser adicionado ao triângulo já formado pelas
dimensões social, financeira e ambiental do desenvolvimento.
b.

A cultura pode ser compreendida através do conceito “cultura da


sustentabilidade” para se referir a uma visão de mundo pautada pelo bem
comum.
c.

A cultura transfigura a natureza, pois essa é sempre de alguma forma cultural.


d.

A cultura se relaciona com o desenvolvimento sustentável na perspectiva de


uma cultura urbana sustentável; os rios, os oceanos e as florestas são bens
comuns; a qualidade de vida e a saúde da população são bens comuns.
Comentário Alternativa A). Feedback: Hoje, algumas das empresas mais valiosas do
da mundo, dos mais variados setores e tamanhos, emitem seu balanço fiscal anual
resposta: usando o já consagrado conceito de triple bottom line. A evolução para a
inclusão da cultura nessa equação chegou às livrarias em 2001, quando o
australiano Jon Hawkes lançou The Fourth Pillar of Sustainability – Culture’s
essential role in public planning (O quarto pilar da sustentabilidade –  o papel
essencial da cultura no planejamento público, sem tradução para o português).
Essencialmente, o autor defendia a importância primordial da cultura na gestão
pública e seu valor inestimável para avaliar o passado e planejar o futuro.
Cultura  e  sustentabilidade:  dois  aliados  fundamentais,  baseados em algo
que temos de defender diariamente, sem esmorecer: a ética presente em tudo o
que fazemos e vemos.

 Pergunta 9

0 em 1 pontos

Leia o trecho a seguir e depois assinale a alternativa correta.

A cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, a 120 quilômetros da fronteira com


o Paraguai, abriga cerca de 30 mil cidadãos paraguaios. Práticas culturais de origem
indígena, como o mate amargo tomado na cuia (tereré) e a sopa paraguaia (que na
verdade é uma torta salgada de milho), circulam dos dois lados da fronteira.
Entretanto, no mês de agosto de 2017, um vereador de Dourados aprovou uma lei
municipal que torna a sopa paraguaia patrimônio imaterial do município.
Autoridades e cidadãos paraguaios se revoltaram contra a cidade de Dourados e
anunciaram que vão pedir ajuda da Unesco para mediar a questão.

A resposta do historiador local Carlos Magno Amarilha à polêmica foi a seguinte:


“Não se quer patentear a sopa paraguaia, o que seria um absurdo, e sim reconhecer a
contribuição da cultura paraguaia no seio da população douradense. É a valorização
da cultura paraguaia que está presente na cidade de Dourados desde que foi fundada,
quando ainda era vila, depois patrimônio, distrito, município. Não é apropriação. É,
reforço, reconhecimento e mecanismo para que a sopa paraguaia não seja esquecida
e salvaguardada como um patrimônio cultural de Dourados.”

Fonte: MARQUES, Rozembergue. Historiador esclarece “Lei da Sopa Paraguaia”.


Dourados Agora. 4 ago. 2017. Disponível em:
<http://www.douradosagora.com.br/noticias/dourados/historiador-esclarece-lei-da-
sopa-paraguaia>. Acesso em: 8 out. 2017.

Resposta c.
Selecionada:
A polêmica em torno do registro da sopa paraguaia em Dourados
se deu porque a cidade fica perto demais da fronteira com o
Paraguai.
Respostas: a.

O registro da sopa paraguaia como patrimônio cultural imaterial


de Dourados foi pedido ao IPHAN.
b.

Esse caso oferece uma ilustração de que registrar um bem


cultural como patrimônio sempre pode envolver tensões e
negociações.
c.

A polêmica em torno do registro da sopa paraguaia em Dourados


se deu porque a cidade fica perto demais da fronteira com o
Paraguai.
d.

O maior erro neste caso é que se trata de um alimento e o pedido


de registro deveria ter sido feito na categoria patrimônio
material.
Comentário Alternativa B). A alternativa B está correta pois cultura e
da resposta: patrimônio trazem sempre questões subjetivas e de pertencimento
para indivíduos e povos, por isso envolvem tensões e negociações.
A alternativa A está incorreta pois o pedido não foi feito ao IPHAN
e sim a prefeitura local. A C está incorreta pois a proximidade ou
não, não é indicativo de tensões ou problemas, e a D está incorreta
pois um prato típico, uma receita não é considerado patrimônio
material – que é mais aplicado a obras e edificações, e sim imaterial
pois não há uma sopa, mas uma receita de sopa e seus consumos
por diferentes comunidades.

 Pergunta 10

1 em 1 pontos

Uma equipe de professores de química realizou uma pesquisa junto aos alunos de
sua escola para compreender seu grau de informação em relação à poluição do ar.
Observe o gráfico a seguir, divulgado entre os resultados da pesquisa, e depois
escolha a alternativa correta. 

Fonte: ALMEIDA, A. de FREITAS et al. Utilização de experimentos


problematizadores com enfoque CTSA nas práticas do PIBID como promoção da
educação científica no ensino de química. In: 53º CONGRESSO BRASILEIRO DE
QUÍMICA, 14 a 18 out. 2013, Rio de Janeiro. Disponível em:
<http://www.abq.org.br/cbq/2013/trabalhos/6/3436-17271.html>. Acesso em: 2 dez.
2017.
Resposta a.
Selecionada:
A maioria dos respondentes da pesquisa não soube/não quis responder
ou não respondeu corretamente a respeito dos danos causados pela
poluição do ar. Isso permite concluir que ainda falta muita informação e
conscientização a respeito do desenvolvimento sustentável.
Respostas: a.

A maioria dos respondentes da pesquisa não soube/não quis responder


ou não respondeu corretamente a respeito dos danos causados pela
poluição do ar. Isso permite concluir que ainda falta muita informação e
conscientização a respeito do desenvolvimento sustentável.
b.

Segundo o gráfico, 23% dos estudantes responderam corretamente a


respeito dos danos causados pela poluição do ar, o que representa
quase um quarto. Isso significa que as informações estão sendo muito
bem divulgadas, só não as leva a sério quem não quer se comprometer
com a sustentabilidade.
c.

Realizar pesquisas com base nesse tipo de pergunta não contribui para
aperfeiçoar mecanismos de desenvolvimento sustentável. O que
interessa não é o que as pessoas sabem sobre a poluição, mas só o que
a poluição efetivamente causa nas pessoas, mesmo sem elas saberem.
d.

A maior parte dos estudantes soube responder corretamente à


pergunta sobre os efeitos prejudiciais da poluição do ar. Isso sugere que
estamos em um bom caminho rumo à conscientização ecológica e ao
desenvolvimento sustentável.
Comentário A resposta correta é a alternativa “a”. A maioria dos respondentes da
da resposta: pesquisa não soube/não quis responder ou não respondeu corretamente
a respeito dos danos causados pela poluição do ar. Isso realmente
permite concluir que ainda falta muita informação e conscientização a
respeito do desenvolvimento sustentável, o que é lastimável, pois a ideia
de desenvolvimento sustentável, como se argumentou no capítulo 8,
depende da mudança nos valores e no estilo de vida e do envolvimento
de todos. Informação é fundamental nesses processos. A alternativa “b”
não procede porque o fato de 23% das pessoas responderem
corretamente a respeito dos danos causados pela poluição do ar não
significa de modo algum que as informações estão sendo muito bem
divulgadas. Provavelmente, essa minoria que detêm informações
corresponde às elites políticas e econômicas e àqueles com maior nível
de instrução. Para que o desenvolvimento seja sustentável, novas
práticas precisam se enraizar no cotidiano de todos, e isso demanda
sensibilização e protagonismo da maioria da população, não de apenas
um quarto. A alternativa “c” está equivocada pois as pessoas que não
responderam à pergunta, somadas àquelas que responderam
incorretamente, são menos numerosas do que as que responderam
corretamente.

A alternativa “d” se equivoca ao afirmar que realizar pesquisas com base


nesse tipo de pergunta não contribui para aperfeiçoar mecanismos de
desenvolvimento sustentável. Interessa muito saber o que as pessoas
conhecem sobre a poluição e sobre todos os outros problemas
ambientais, pois disso dependerão mudanças em suas atitudes que
possam levar a uma maior sustentabilidade. Educação e cultura são
ingredientes básicos do desenvolvimento sustentável. A alternativa “e”
erra porque, na verdade, a menor parte dos pesquisados soube
responder corretamente à pergunta sobre os efeitos prejudiciais da
poluição do ar. Isso sugere que não estamos ainda em um bom caminho
rumo à conscientização ecológica e ao desenvolvimento sustentável.

Teste 2

Pergunta 1

1. _________ criativos são “conjuntos de empreendimentos criativos situados


geograficamente próximos e restritos a um território de pequena dimensão”
(CLOSS et al., 2014, p. 6)
Selecione o termo que corresponde a lacuna acima.
a. Territórios

b. Polos

c. Centros

d. Bairro

1 pontos  

Pergunta 2

1. Nas discussões contemporâneas sobre educação, existem alguns temas/pautas


recorrentes, como a substituição de uma educação conteudista por uma
aprendizagem pautada no desenvolvimento de competências, e também a
necessidade de conectar o que se aprende em sala de aula com as vivências fora
da escola.

Dentre as temáticas transversais que vêm sendo incluídas em diversas disciplinas


e também em projetos extracurriculares, podemos destacar: cidadania;
conhecimentos tradicionais e territórios; economia e gestão; identidade e
diversidade; justiça social e inclusão; ambiente e sustentabilidade; paz; artes e
cultura. Essas temáticas transversais impactam e são impactadas tanto pela
educação quanto pela cultura. Elas se complementam e se fortalecem.

Assinale a alternativa correta:

Em relação à temática transversal “paz”, os objetivos, competências e


habilidades a serem desenvolvidos pelo educando são: saber elaborar
a. estratégias militares para o caso de o país entrar em guerra; analisar mapas
sociais da violência; refletir sobre o sistema carcerário, para diminuir as fugas;
elaborar propostas para promover paz no bairro, no trânsito, na periferia e
entre as nações; trabalhar na indústria de armamentos.
Em relação à temática transversal “identidade e diversidade”, os objetivos,
competências e habilidades a serem desenvolvidos pelo educando são:
conhecer a diversidade cultural da região e do país; analisar o hibridismo da
b. sociedade brasileira, localizando também os problemas, tensões e implicações
éticas dele decorrentes; identificar as matérias-primas dos produtos que
consumimos; conhecer a dinâmica dos sistemas ecológicos e a importância da
biodiversidade.
Em relação à temática transversal “justiça e inclusão”, os objetivos,
competências e habilidades a serem desenvolvidos pelo educando são:
compreender aspectos da economia que afetam a vida de todos, como
endividamento e juros compostos; entender como funcionam as
c. administrações públicas, as organizações não governamentais e as empresas
privadas; saber estimar e controlar tempo e recursos nos projetos pessoais e
profissionais; assumir atitudes empreendedoras, identificando oportunidades
e riscos; compreender a atual fase do capitalismo, baseada em ativos
intangíveis, patentes, marcas e reputações.
Em relação à temática transversal “cidadania”, algumas das habilidades e
competências desejadas pela educação contemporânea são: praticar o
diálogo; valorizar o empoderamento e a participação organizada na vida
d. social; saber identificar os discursos que se opõem à democracia e à cidadania;
conhecer realidades e direitos na discussão sobre gênero; defender os direitos
humanos independentemente das crenças e preferências pessoais; diferenciar
as dimensões da comunidade (local, de pequena escala, mais homogênea) da
sociedade (complexa, de grande escala, heterogênea).

1 pontos  

Pergunta 3

1. Rogério Haesbaert e Ester Limonad definem a noção de “território” de uma


forma interessante, como resultante da interação entre a sociedade e o espaço
geográfico, ao longo da história:

“O território é uma construção histórica e, portanto, social, a partir das relações


de poder (concreto e simbólico) que envolvem, concomitantemente, sociedade e
espaço geográfico [...] O território possui tanto uma dimensão mais subjetiva,
que se propõe denominar, aqui, de consciência, apropriação ou mesmo, em
alguns casos, identidade territorial, e uma dimensão mais objetiva, que pode-se
denominar de dominação do espaço, num sentido mais concreto, realizada por
instrumentos de ação político-econômica.”

Fonte: HAESBAERT, Rogério; LIMONAD, Ester. O território em tempos de


globalização. Etc: Espaço, Tempo e Crítica, v. 1, n. 2, p. 39-52, ago. 2007.
Disponível em: <http://www.uff.br/etc/UPLOADs/etc%202007_2_4.pdf>.
Acesso em: 30 out. 2017.

Partindo da citação e considerando também o conteúdo exposto no capítulo 7,


sobre cultura e desenvolvimento de territórios, assinale a alternativa correta:

O ambiente natural e sociocultural de uma comunidade quilombola pode ser


a. considerado um território nesse sentido, mesmo que, do ponto de vista legal,
ela não seja reconhecida como detentora das terras.
Território nesse sentido é uma categoria geográfica, que compreende o
b. espaço e a paisagem. Assim, refere-se ao ambiente natural em que as pessoas
vivem, não à sua apropriação social e cultural.
O território nesse sentido abrange a identidade dos moradores, a história, as
c. relações de poder, só não abrange o relevo e o ecossistema em que as
comunidades vivem.
d. O território nesse sentido é uma dimensão objetiva das relações de poder
estabelecidas entre as espécies no ambiente natural.
1 pontos  

Pergunta 4

1. Leia o trecho a seguir e depois assinale a alternativa correta.

A cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, a 120 quilômetros da fronteira


com o Paraguai, abriga cerca de 30 mil cidadãos paraguaios. Práticas culturais
de origem indígena, como o mate amargo tomado na cuia (tereré) e a sopa
paraguaia (que na verdade é uma torta salgada de milho), circulam dos dois
lados da fronteira. Entretanto, no mês de agosto de 2017, um vereador de
Dourados aprovou uma lei municipal que torna a sopa paraguaia patrimônio
imaterial do município. Autoridades e cidadãos paraguaios se revoltaram contra
a cidade de Dourados e anunciaram que vão pedir ajuda da Unesco para mediar
a questão.

A resposta do historiador local Carlos Magno Amarilha à polêmica foi a


seguinte: “Não se quer patentear a sopa paraguaia, o que seria um absurdo, e sim
reconhecer a contribuição da cultura paraguaia no seio da população douradense.
É a valorização da cultura paraguaia que está presente na cidade de Dourados
desde que foi fundada, quando ainda era vila, depois patrimônio, distrito,
município. Não é apropriação. É, reforço, reconhecimento e mecanismo para que
a sopa paraguaia não seja esquecida e salvaguardada como um patrimônio
cultural de Dourados.”

Fonte: MARQUES, Rozembergue. Historiador esclarece “Lei da Sopa


Paraguaia”. Dourados Agora. 4 ago. 2017. Disponível em:
<http://www.douradosagora.com.br/noticias/dourados/historiador-esclarece-lei-
da-sopa-paraguaia>. Acesso em: 8 out. 2017.

a. O registro da sopa paraguaia como patrimônio cultural imaterial de


Dourados foi pedido ao IPHAN.
b. Esse caso oferece uma ilustração de que registrar um bem cultural como
patrimônio sempre pode envolver tensões e negociações.
c. A polêmica em torno do registro da sopa paraguaia em Dourados se deu
porque a cidade fica perto demais da fronteira com o Paraguai.
d. O maior erro neste caso é que se trata de um alimento e o pedido de
registro deveria ter sido feito na categoria patrimônio material.

1 pontos  

Pergunta 5

1. Observe o gráfico a seguir e depois escolha a alternativa correta. 


Fonte: REVISTA ÉPOCA. Atividades poluidoras. 16 out. 2006. Disponível em:
<https://digitaispuccampinas.files.wordpress.com/2013/06/sem-tc3adtulo.png>. Acesso em: 3
dez. 2017.

Somando-se a queima de gasolina e diesel e a produção de petróleo,


a. concluímos que atividades ligadas ao transporte rodoviário são as que mais
poluem no mundo.
No Brasil, o fator mais conhecido pela opinião pública, dentre aqueles
b. dispostos no gráfico, é a inundação de campos de arroz. Também é aquele
mais citado nos textos sobre sustentabilidade.
A criação de gado, ao contrário do que costumam afirmar os críticos da
c. pecuária e os vegetarianos, não é responsável por uma porcentagem
significativa da emissão de gases poluentes.
Os aterros e lixões, somados ao esgoto, produzem a mesma quantidade de gás
d. metano que a queima de gás natural e de carvão. Os quatro fatores, juntos,
respondem por quase metade das emissões.

1 pontos  

Pergunta 6

1. Observe a ilustração a seguir, leia as afirmações sobre ela e depois escolha a


alternativa correta. 
Fonte: ((O))ECO. O que é desenvolvimento sustentável. Dicionário
Ambiental. ((o))eco, Rio de Janeiro, ago. 2014. Disponível em:
<http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28588-o-que-e-desenvolvimento-
sustentavel>. Acesso em: 16 dez. 2017.

GOLDSTEIN, Ilana Seltzer. Responsabilidade social: das grandes


corporações ao terceiro setor. São Paulo: Ática, 2009.

I – A ilustração mostra os três pilares do desenvolvimento sustentável. A


sustentabilidade é atingida quando as três esferas se sobrepõem: a ambiental, a
social e a econômica. A cultura vem sendo apontada como um possível quarto
pilar do desenvolvimento sustentável.

II – Quando as esferas econômica e social se cruzam, temos um


desenvolvimento equitativo, mas não sustentável, pois as ameaças ambientais
podem levar, no limite, ao fim da espécie humana.

III – A educação é o pano de fundo do desenvolvimento sustentável, pois


permite difundir dados científicos, interpretar indicadores sociais e ambientais,
prepara os cidadãos para agirem de modo ético e desenvolve sua imaginação,
sua compaixão e seu senso crítico.

a. Todas as afirmações estão erradas.

b. Somente a afirmação I está correta.

c. Somente a afirmação II está correta.

d. Todas as afirmações estão corretas.

1 pontos  

Pergunta 7

1. Leia o trecho a seguir e depois escolha a alternativa correta.

“Entre os projetos mais importantes [da BASF] para encontrar alternativas para
a disposição de resíduos sólidos está o Demarchi+Ecoeficiente Zero Aterro,
implementado no Complexo Industrial de Tintas e Vernizes, localizado em São
Bernardo do Campo (SP). [...]

A iniciativa considerou resíduos de jardinagem, restaurante, construção civil


(entulho), borracha, esferas de moagem, vidro, papel toalha e papel higiênico,
além de lodo da estação de tratamento de efluentes e resíduos gerados por
atividades administrativas.

Como resultado, em 2016, 76 toneladas de resíduos deixaram de ser dispostos


em aterro e foram recuperados.”

Fonte: MARCONI, Bruna. BASF celebra os 25 anos no “Atuação Responsável”.


TEM Sustentável. [s.d.]. Disponível em:
<http://www.temsustentavel.com.br/basf-celebra-25-anos-atuacao-
responsavel/>. Acesso em: 3 dez. 2017.

A iniciativa da BASF, desenvolvida em 2016, é a única da empresa na área da


a. sustentabilidade. Pelo fato de se tratar de uma indústria química, ela não teria
alternativas de ação nas áreas social ou cultural.
Uma empresa como a BASF do Brasil reaproveitar seus resíduos sólidos não
b. traz impactos para o desenvolvimento sustentável, já que este é um desafio
planetário e global.
A iniciativa da BASF pode ser enquadrada na ideia de ecoeficiência, que
c. significa o máximo de produção com o mínimo de utilização de recursos
naturais e de emissão de resíduos.
A iniciativa da BASF é uma ilustração do que pode ser chamado de
d. sustentabilidade cultural, já que alguns dos resíduos provêm de restaurantes e
outros da jardinagem.

1 pontos  

Pergunta 8

1. Leia o texto a seguir e depois escolha a melhor alternativa.

Cultura, Estado e ideologia

Durante a era nazista, na Alemanha (1933-1945), o Estado se apropriou das


indústrias culturais e das artes para propagar sua ideologia. Os desfiles das
tropas de Hitler eram minuciosamente estudados, para suscitarem identificação,
orgulho e emoção nos cidadãos alemães.

Desde o uniforme dos soldados até seus corpos atléticos comunicavam valores
nazistas. Cineastas, publicitários, escultores, músicos e fotógrafos foram
cooptados pelo regime totalitário para criarem, em conjunto, um ambiente
esteticamente nazista. Nas artes visuais, eram valorizadas representações
figurativas, glorificando atitudes marciais, mulheres “arianas” (loiras, de olhos
azuis, com filhos nos braços) e a vida no campo (que remetia ao passado e à
terra). Artistas modernos como Paul Klee e Pablo Picasso eram considerados
degenerados.

No campo musical, durante 12 anos foi proibida a execução de compositores de


origem judaica, como Mendelssohn e Mahler, bem como obras consideradas
“degeneradas”, por serem de vanguarda, escritas por negros ou judeus – caso de
Bartók e Stravinsky e de músicos de jazz. Ao mesmo tempo, Carl Orff (1895-
1982), nazista atuante, estreou sua famosa peça Carmina Burana em 1937, em
Frankfurt, em sintonia com o regime. A música, segundo os nazistas, deveria ser
“pura”, livre de influências não arianas. Os estilos musicais atacados eram
operetas, música atonal, composições de judeus e o jazz, “música de negros”.
Primeiramente, músicos desses gêneros foram proibidos de trabalhar, depois
foram deportados e, no final, assassinados. (GOLDSTEIN, Ilana S. 2018)

Esse tipo de relação entre o Estado e as artes é algo específico do


nazismo, em virtude da radicalidade desse momento histórico e desse
a. regime totalitário. A repressão a artistas e o controle do que
compositores, escritores, cineastas e pintores produziam são fruto da
intolerância que Hitler disseminou na Alemanha das décadas de 1930 e
1940.
A única diferença entre o contexto alemão do nazismo e o contexto
brasileiro da ditadura militar que vigorou entre as décadas de 1960 e
b. 1980 é que, no Brasil, era possível protestar livremente. Chico Buarque,
por exemplo, ao compor a canção “Cálice”, estava provocando os
censores militares, devido ao jogo de palavras com “cale-se”.
Cultura e política são esferas distintas, e o que ocorreu no nazismo foi
uma confusão equivocada entre ambas. A produção cultural deve ser
c. sempre livre, até porque ela se dá no plano simbólico, da imaginação, da
fruição estética, ao passo que a vida política lida com disputa por
recursos materiais, posições de destaque e decisões concretas acerca da
economia, do ambiente, da infraestrutura, etc.
Os nazistas e outros agentes autoritários ocupando posições de poder se
empenham em controlar sons, imagens, formas e símbolos porque esses
elementos veiculam mensagens, são capazes de sensibilizar,
d. conscientizar, difundir conceitos e levar à ação. A obsessão nazista – e
de muitos outros sujeitos conservadores e etnocêntricos – em perseguir
artistas e intelectuais, no fundo, é uma prova do potencial subversivo e
transformador da arte e da cultura.

1 pontos  

Pergunta 9

1. Leia o texto com atenção e depois assinale a alternativa correta.

A antropofagia como metáfora da identidade brasileiro


O “Manifesto Antropófago”, publicado em 1928 pelo poeta modernista
paulistano Oswald de Andrade, é um texto curto, irônico e ao mesmo tempo
filosófico, que utiliza o termo “antropofagia” – sinônimo de canibalismo – para
se referir à cultura e sociedade brasileiras.

Pesquisas posteriores ao “Manifesto Antropófago” mostraram que a prática


canibal realmente existiu entre povos indígenas da América, não com finalidade
alimentar, mas como mecanismo ritual de apropriação do Outro, de vingança do
inimigo, do guerreiro valente, que havia devorado seus avós no passado. A
antropofagia perdura até hoje nos mitos de muitos povos indígenas que vivem
no Brasil.

Do ponto de vista dos colonizadores europeus, o canibalismo talvez tenha sido a


diferença cultural mais radical encontrada no Novo Mundo. Curiosamente, a
mesma prática que serviu para condenar a suposta “selvageria” dos nativos
inspirou a metáfora usada depois por intelectuais e artistas brasileiros.

Ao transpor a metáfora da antropofagia do universo indígena para a sociedade


brasileira como um todo, Oswald de Andrade sugeriu que, nos processos de
incorporação cultural, podemos selecionar os elementos que nos interessam, que
fazem sentido em nosso contexto, descartando os demais. Em vez de fazer a
apologia de raízes “autênticas”, regionais e “puras”, Oswald concebia a cultura
brasileira como um processo dinâmico em constante movimento criativo – e um
tanto caótico.

Dois outros momentos em que a metáfora da antropofagia – muito próxima à


ideia de hibridismo cultural – veio à tona na produção cultural brasileira foram a
Tropicália, lançada por Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre 1968 e 1969, e a
24ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 1998. Na Tropicália, rompeu-
se o tabu então existente em relação à cultura pop, à cultura de massa, à guitarra
elétrica e aos materiais industrializados, relidos por artistas que nem por isso
deixaram de se interessar por ritmos tradicionais, paisagens locais e questões
nacionais. Não por acaso, entre os títulos de suas canções estava “Geleia Geral”!

Já na Bienal da Antropofagia, como ficou conhecida a mostra internacional de


1990, obras de períodos e estilos muito diferentes foram aproximadas para se
“contaminarem”, como disse o curador na época. Destacavam-se pinturas de
Albert Eckhout, do século XVII, retratando o cotidiano de índios canibais, telas
de modernistas próximos a Oswald de Andrade, como Tarsila do Amaral, e
trabalhos de Hélio Oiticica, artista cuja instalação “Tropicália”, de 1967, deu
nome ao movimento.
O fato de os tropicalistas, nos anos 1960, e depois a Bienal Internacional de
a. São Paulo, na década de 1990, terem copiado a ideia de antropofagia que já
estava presente no Manifesto de 1928 revela a falta de criatividade dos
brasileiros, que se apegam sempre às mesmas ideias.
O modo como Oswald de Andrade pensava a identidade cultural brasileira é
b. bastante atual, pois admite transformações, incorporações de elementos
alheios e contatos com outras culturas e sociedades. Trata-se de uma visão
dinâmica de identidade cultural, não essencialista.
A metáfora da antropofagia para pensar na cultura e sociedade brasileiras
c. oferece um grande perigo: admite a intromissão de elementos estrangeiros
em nosso repertório nacional, o que ameaça as tradições folclóricas locais e as
identidades tradicionais.
A metáfora da antropofagia para pensar na cultura e sociedade brasileiras
d. enaltece uma prática bárbara que deveríamos combater com veemência e não
popularizar: o consumo de carne humana, crime hediondo.

1 pontos  

Pergunta 10

1. De que forma a  cultura  se  relaciona  com  o  desenvolvimento  sustentável?

A  cultura  vem  sendo  evocada  como  um  possível  quarto pilar do


a. desenvolvimento sustentável a ser adicionado ao triângulo já formado
pelas dimensões social, financeira e ambiental do desenvolvimento.
A cultura pode ser compreendida através do conceito “cultura da
b. sustentabilidade” para se referir a uma visão de mundo pautada pelo bem
comum.
c. A cultura transfigura a natureza, pois essa é sempre de alguma forma
cultural.
A cultura se relaciona com o desenvolvimento sustentável na perspectiva
d. de uma cultura urbana sustentável; os rios, os oceanos e as florestas são
bens comuns; a qualidade de vida e a saúde da população são bens
comuns.

1 pontos  

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