Unificação Alemã

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Antiguidade
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Germanos Grande Migração

Idade Média y Frância oriental y Reino da Germânia y Sacro Império Romano-Germânico y Colonização do Leste y Seccionalismo Formando uma nação y Confederação do Reno y Confederação Germânica y Revolução de 1848 y Confederação da Alemanha do Norte y Unificação Alemã Império Alemão y Império Alemão y I Guerra Mundial y República de Weimar y Alemanha Nazi y Governo Flensburg Alemanha pós-Guerra desde 1945 y Ocupação Aliada y Expulsão dos alemães y Alemanha Oriental y Alemanha Ocidental y Reunificação da Alemanha

Alemanha moderna y Alemanha moderna
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A Unificação Alemã foi um processo iniciado em meados do século XIX e finalizado em 1871, para a integração e posterior unificação de diversos estados germânicos em apenas um: a Alemanha. O processo foi liderado pelo primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, conhecido como Chanceler de Ferro, e culminou com a formação do Segundo Reich (Império) alemão.

Índice
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1 Antecedentes 2 A Revolução de 1848 nos Estados Alemães 3 A Unificação Alemã: a Prússia de Bismarck o 3.1 A Guerra dos Ducados (1864), contra a Dinamarca o 3.2 A Guerra Austro-Prussiana (1866) o 3.3 A Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) o 3.4 Pretexto da Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) o 3.5 Motivos da derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana o 3.6 A Coroação de Guilherme I: O Segundo Reich 4 Consequências da Unificação Alemã 5 Resumo 6 Notas e referências 7 Bibliografia 8 Ver também

[editar] Antecedentes
Em meados do século XIX, após a separação territorial no Congresso de Viena, o espaço territorial germânico era constituído por 39 diferentes reinos, ducados e cidades livres, que apenas tinham em comum a mesma raiz linguística (o alemão) e a mesma base cultural. Nele, a hegemonia política era disputada pelas suas duas principais potências: a Áustria dos Habsburgos, que dominava a Dieta (o Parlamento da Confederação Germânica) e a Prússia, governada pelos Hohenzollern. No plano econômico, o território germânico ainda vivia, em linhas gerais, numa estrutura feudal, em plena Idade Contemporânea; a exceção era a Prússia, mais industrializada, com maior poder económico, que desde 1834 implantara o "Zollverein'", uma aliança aduaneira entre os Estados da Liga Alemã. Desde o início do século XIX que o desejo da unidade nacional podia ser notado, principalmente nos meios acadêmicos e literários. Como exemplo, Freiherr vom Stein, na Prússia tentou implantar um programa político inspirado nessa pretensão, porém acabou sendo afastado em 1808. Após isso a Áustria reimplantou sua influência, e o nacionalismo alemão ficou inoperante até 1848, quando ocorreram diversas revoluções por toda a Europa, a chamada "Primavera dos Povos".

Em Março de 1848. um novo levante em Maio obrigou a convocar uma -o Assembleia Nacional.Ver arti pri ipal: Revol ões de 1848 [edi Revol o de 1848 nos Estados Alemães Revolt de 19 de M o de 1848 em Berlim. constituído pela Áustria e pelos reinos da Hungria. Poucos dias após a insurreição em Viena. e cluindo assim a Áustria. e nos centros urbanos. Diante da radicalização do movimento. uma Assembleia composta por deputados eleitos por todo o território germânico . distinguiam dois grupos de -se deputados: os Grossdeutsche e os Kleindeutsche. Já o segundo grupo defendia uma Alemanha sob liderança dos prussianos. sujeitando a pequena burguesia. Lombardo-Vêneto e da Galiza (sul da atual Pol nia). eleita por sufrágio universal masculino. entrando em choque com as tropas do reiFrederico Guilherme IV da Prússia. assim que as notícias do levante de Fevereiro em Paris tornaram -se conhecidas em Viena. que também foi obrigado a autorizar a convocação de uma Assembleia Constituinte. ainda em Maio de 1848. onde no camp persistiam os laços o de servidão. promovendo manifestações de rua para reivindicar a ampliação do direito de voto e a destituição de Metternich. Ao mesmo tempo. a ÁustriaHungria era uma região economicamente atrasada. nos meses seguintes diversos Estados alemães também se revoltaram. A solução encontrada para o impasse foi a de um ¥¤ £¢ ¡  . registravam-se tendências separatistas entre as diversas minorias étnicas. Submetidas a um regime político absolutista. burgueses e operários de Berlim ergueram barricadas nas ruas.se reuniu em Frankfurt-amMain para a elaboração da nova constituição alemã. estendendo-se do mar Báltico. os artesãos e os operários. da Boémia. ao sul. na França. No Império Austríaco. Os deputados do primeiro grupo defendiam uma Alemanha incluindo a Áustria.o Deutscher Bund . registrando-se mani estações populares e um movimento a favor de um parlamento nacional eleito pelo povo. ao norte. A partir do movimento de Fevereiro de [1848]. a burguesia liberal uniu-se à pequena burguesia e ao operariado. uma alta burguesia pouco numerosa controlava as atividades económicas. até ao Adriático. Nela. Metternich fugiu para a Inglaterra e o imperador Fernando I outorgou uma Constituição. personificado pelo primeiro-ministro von Metternich. que elaborasse uma novaconstituição para uma Alemanha unificada. que conduziu à abdicação de Luí Filipe I de França. com a qual esperava esvaziar a revolta. Entretanto. que haviam sido arbitrariamente reunidas sob a Coroa Austríaca pelo Congresso de Viena (1815).

O povo alemão. As Revoluções de 1848 na região. encorajadas pelos levantes de Viena e Berlim. Esta atitude foi repetida pelo governo da Áustria e dos outros Estados alemães. permitiram mostrar o caminho a ser seguido: um processo de unificação liderado pela Prússia. Nas demais regiões do Império. . [editar] A Uni i ação Alemã: a Prússia de Bismarck Otto von Bismarck o "Chanceler de Ferro" (1815-1898).Estado governado pelos Hohenzollern. Deste modo. Na Boémia (atual República Checa). Frederico Guilherme IV. por algum tempo. optando por sujeitar-se a um governo fortemente centralizado a colocar em risco a sua posição económica. dissolveu a Assembleia Constituinte. forçando o imperador Fernando I a abdicar em favor de seu sobrinho Francisco José. as minorias nacionais. a revolução ficou enfraquecida. em Abril de 1849. e sim pela Casa dos Hohenzollern. que restaurou o Absolutismo. Na Hungria. mobilizaram-se pela independência. conseguindo sufocar a rebelião em Outubro. líder do movimento autonomista. A Coroa da nova Alemanha foi oferecida ao rei da Prússia. mas não pelos meios revolucionários. com o sonho de uma Alemanha unificada. o e ército retomou a cidade. responsável pela unificação do território alemão. acabando. a burguesia voltou atrás em seu apoio à revolução. Com a união da burguesia à aristocracia. Em Viena. Schwarzenberg. em Abril de 1848. o advogado Lajos Kossuth. O novo primeiro-ministro. embora quisesse ver a nova Constituição aprovada. mesmo sem sucesso. no caso da Hungria. foi convocado um Parlamento independente como primeiro passo para a formação de uma Assembleia Constituinte. a Assembleia foi dissolvida e a restauração conservadora se completou. pois o poder ainda continuaria na mão dos antigos líderes. não estava totalmente satisfeito com ela. que recusou-a e também não aceitou a Constituição de Frankfurt. recorreu à ajuda das tropas do czar Nicolau I da Rússia. proclamou a República. constatando que não conseguia mais controlar o povo. Mas todas essas rebeliões foram sufocadas pelo e ército austríaco que.

implicou a continuidade da fragmentação da Alemanha. O exército da Prússia logo se transformou no melhor da Europa. um apaixonado pelas questões militares.o monarca. chefe de Estado-Maior. os grandes senhores da Prússia. A liderança da unificação alemã ficou com a Prússia.O fracasso da Revolução de 1848. A partir de 1848. resolveu manter a Constituição onde esses privilégios eram consagrados. Para levar a cabo a reforma militar. entre outros cargos. receando uma nova revolução. pois este era o Estado alemão mais industrializado e com grande importância política na Europa. como ministro da Guerra. para auxiliá-lo. A criação do Zollverein proporcionou à região um grande crescimento industrial e integração dos Estados.que tinha ocupado. Bismarck prescindiu no Parlamento: "Os problemas de hoje não se decidem com discurso. Bismarck realizou uma política de aliança dos junkers (grandes proprietários e aristocratas) com a alta burguesia. Tornava-se indispensável a unificação da Alemanha para prosseguir o projeto econômico germânico. detentores do poder político. quando começou a governar a Prússia o rei Guilherme I. de intuitos unificadores.foi nomeado chanceler (primeiro-ministro). Por volta de 1850. mantinham os seus privilégios . intensificando a integração dos Estados alemães além de modernizar o exército. Seu desejo e pansionista vinha de algumas décadas. a Prússia já superava economicamente a Áustria. Na década de 1850. Bismarck. sendo isso de grande importância para as batalhas que aconteceriam nos anos seguintes. o de embaixador na Rússia e na França . Moltke. Membro da aristocracia alemã e também favorável a uma monarquia centralizada. de quando desejava unificar seus territórios ocidental e oriental. Era também a maior potência militar entre os estados alemães. nem . mas a liderança política veio apenas em 1862. Convocou. foi criado o Zollverein. e através dela resolveu fortalecer o Zollverein. em 1834. principalmente com o desenvolvimento de uma rede ferroviária interligando as diversas regiões do território germânico. e Roon. uma união aduaneira e alfandegária nos Estados da Liga Alemã. Para este fim. que fez uma reforma em suas forças armadas. Roon e Moltke. Otto von Bismarck . o ritmo de desenvolvimento do setor industrial e das cidades foi bastante acelerado e apenas a divisão política travava o progresso docapitalismo.

O confronto ficou conhecido como Guerra dos Ducados' e ao seu final. Com a vitória a Prússia expulsou a Áustria da Alemanha. com o auxilio da Itália. vitoriosas. Esse foi o grande erro de 1848 e 1849. tentou implantar uma política única ao condado de Holstein. majoritariamente católicos. luteranos.1871). a Confederação do Norte e a do Sul. Bismarck necessitava de um inimigo comum que uniria. entrou em Guerra contra a Áustria. A Confederação do Norte é a antecessora do Império Alemão. No dia 23 de Agosto de 1866. derrotado em 18 de junho de 1815). que era um Estado militarista. o sul da Alemanha era constituído por democratas e aspiravam a uma Alemanha liberal. Em um período de sete anos (1864 . Bismarck afirmar que foi o mestre-escola quem ganhou a guerra franco-prussiana. A Confederação da Alemanha do Norte. três guerras de destaque foram decisivas para a unificação dos Estados germânicos: A Guerra dos Ducados (1864). com os países (principados e cidades livres). [editar] A Guerra Austro-Prussiana (1866) Em 1866. logicamente. em caso de guerra com a França. [editar] A Guerra dos Ducados (1864). foi firmado o acordo de paz em Praga. Restou a Bismarck entrar em guerra contra a Áustria em 1866. A Áustria. o que auxiliou na expansão do território prussiano e. Decidem-se com ferro e sangue". os prussianos não simpatizavam com a França.tampouco com o voto das maiorias. ficou sob seu controle. porém. No ano seguinte. a Guerra Austro-Prussiana (1866) e a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871). Visando eliminar este entrave à unificação do norte com o sul. e os professores prussianos repassavam este sentimento aos seus alunos em relação à nação francesa. se opondo à união com a Prússia de Bismarck. Prússia e Áustria. e possibilitaria a futura unificação. privando assim a Prússia de direitos assegurados em outros acordos. posteriormente. Daí. .[1] também sob processo de unificação nacional. em Sadowa (3 de Julho de 1866). que precisava de muito pouco para se concretizar: a guerra contra a França. Desde os tempos das guerras napoleônicas (de Napoleão I. A vitória prussiana veio após a Batalha de Königgrätz. contra a Dinamarca Em 1864 a Prússia juntou-se à Áustria em uma guerra contra a Dinamarca pelo domínio dos ducados de Schleswig e Holstein. tendo como limite o rio Main. Estes Estados viriam a negociar um pacto com a Confederação da Alemanha do Norte. dividiram a administração dos ducados através da Convenção de Gastein. em 1865. criou uma política de guerras contra inimigos externos e contra a ocupação das regiões alemãs. não conseguiram se consolidar em uma unidade. [editar] A Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) Apesar de a Áustria ter sido derrotada pela Prússia. segundo o qual. logo após a derrota da França na guerra contra a Prússia. Utilizando-se da estratégia de exaltação do espírito nacionalista. a Prússia. germânico. o rei da Prússia tornar-se-ia general dos exércitos germânicos. Bismarck dividiu a Confederação em dois grupos de Estados. e este inimigo mais adiante seria a França de Napoleão III. que a apoiaram na Guerra Austro-Prussiana. Os quatro Estados que formavam a Confederação do Sul.

e querendo agradar à opinião pública francesa. Napoleão III viu que era inútil sacrificar vários soldados seus. Porém. Baden. o que gerou sentimentos anti-franceses no sul da Alemanha. Baviera e Würtemberg) entraram na . O ministro do exército francês proferiu um discurso indignado e belicoso contra a Prússia. ficando prisioneiro do rei prussiano. O forte exército prussiano acumulava vitórias. em funções desde 4 de Setembro. O rei prussiano que anteriormente atendera a todas as reivindicações de Napoleão III refutou (recusou) ter que negociar e dar novas garantias ao embaixador francês. os prussianos cercavam Paris. Todavia antes do conflito começar. Finalmente França e Prússia entraram em guerra em 1870 e. Em Paris. que estava sem rei desde 1868. Tal fato era inaceitável pela Europa anti-prussiana que contava também com a França. No dia 2 de setembro de 1870 conclui-se a batalha de Sedan. o que seria decisivo para seus planos de unificação alemã.[editar] Pretexto da Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) A Espanha. entregava o rico território da AlsáciaLorena. logo a Prússia mostrou-se preparada o suficiente para encurralar a França em seu próprio território. Napoleão III ainda não satisfeito. altura em que depusera Napoleão III) assinou a rendição. para além de pagar uma pesada indenização de 5 bilhões (ou 5 mil milhões em Português europeu) de francos para a Prússia. Bismarck aproveitou-se da ideia de guerra entre os dois países. o governo de Defesa Nacional (republicano. Dois dias depois. Apesar de Guilherme I aceitar todas as condições impostas pelo imperador francês. Perante esta situação. onde a cavalaria francesa resistiu bastante. Napoleão III temendo a expansão prussiana. Na paz de Frankfurt (10 de Maio de 1871) a França. para o novo Império Alemão. Benedetti. a ponto do rei Guilherme I da Prússia admirar a bravura com que estes lutaram. a atitude do rei prussiano foi tida como uma ofensa ao orgulho nacional da França e ao povo francês . ofereceu através de seu parlamento a Coroa ao príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen.este foi o motivo da França de Napoleão III declarar guerra à Prússia. pois estava interessado em territórios franceses e sabia que conseguiria apoio no sul da Alemanha. este último insistia que o rei deveria dar estas garantias e negociar pessoalmente ao embaixador Benedetti da França. Os franceses perderam em todas as frentes. de maioria germânica e rica em carvão. parente afastado do rei da Prússia (também da Casa dos Hohenzollern). protesta e exige do rei da Prússia a renúncia do príncipe Leopoldo. a república seria proclamada em Paris. A vitória em Sedan estimulou o nacionalismo no sul da Alemanha e os Estados germânicos ao sul do rio Main (Hesse. como sucedeu na esmagadora vitória na batalha de Sedan (1 de Setembro de 1870) na qual o próprio imperador francês foi feito prisioneiro. No dia 20 desse mês. e entrega sua espada. exige novas garantias de que jamais um membro de sua família ocuparia o trono espanhol. Ele também sabia da superioridade de seu poderio militar sobre o medíocre exército francês. e manda hastear a bandeira branca. que desiste de disputar o trono espanhol.

formando o Segundo Reich (1871-1919). Bismarck está de branco. porém.Confederação. mas capitulou após quatro meses. por exemplo. formando assim o Segundo Reich alemão. por causa da fome. ao centro. exército próprio em tempo de paz. [editar] A Coroação de Guilherme I: O Segundo Reich Proclamação do Segundo Império Alemão. A coroação de Guilherme I aconteceu no Palácio de Versalhes (18 de Abril de 1871). Com a integração desses Estados ao novo Reich (II Reich. os da Prússia tinham os famososKrupp. como. a unificação alemã se consolidou emJaneiro de 1871 com a proclamação de Guilherme I como o primeiro Kaiser (Imperador) do Império Alemão. Enquanto os canhões franceses eram carregados pela boca. o que possibilitava tiro mais rápido. para humilhação dos . foi fundado por Carlos Magno. [editar] Motivos da derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana A derrota da França comandada pelo general francês Mac-Mahon se deu por ser o exército prussiano maior e estar mais bem organizado para a guerra. Os Estados Germânicos unificados. Paris resistiu o quanto pôde aos prussianos. Com todas as etapas completas. A esses Estados. carregados pela culatra. completou-se a última etapa para a unificação alemã. foram garantidas certas autonomias. rei franco. de aço. pois o I Reich ou Sacro Império Romano-Germânico. sucedido mais adiante por Oto I o Grande).

em território francês) mantiveram um sentimento de revanche que foi decisivo na política de alianças dos países europeus até quando eclodiu o conflito em 1914. no período conhecido como neocolonialismo. Na Guerra FrancoPrussiana. A confederação durou até a vitória da Prússia na Guerra Austro-Prussiana. unificação italiana. No processo simultâneo. que estabelecia a mesma moeda para os estados alemães. Os alemães. Outro fator de influência para o surgimento do conflito foi a batalha dos países europeus por territórios na África e Ásia. logo superando a Inglaterra na produção de aço. Os franceses inconformados com a situação e com a humilhação provocada pelos alemães (como na coroação de Guilherme I no próprio Palácio de Versalhes. vencidos na guerra Franco-Prussiana. No fim desta guerra (chamada ³Guerra das Sete Semanas´). o governo alemão manteve características autoritárias. Houve a União Aduaneira. Mais tarde.1919). ficando no cargo de 1871 a 1890. O Segundo Reich durou até 1919. mas os prussianos aniquilam os austríacos em Sadowa. exigiam uma redivisão colonial nos continentes (ver Império colonial alemão). Isso apenas intensificou o revanchismo francês. Bismarck também foi nomeado como o primeiro chanceler da Alemanha. Após a unificação. a Alemanha cresceu rapidamente. em 1866. foi substituída pela confederação Germânica. [editar] Bibliografia . recém unificados. o que aumentou a tensão entre as potências. [editar] Consequências da Unificação Alemã A unificação dos Estados da Germânia foi um evento que gerou inúmeras consequências. quando foi substituído pela República de Weimar. o Segundo Reich foi governado pela dinastia prussiana dos Hohenzollern. em toda a Europa e que foram responsáveis pela instabilidade no território europeu até a metade do século XX. sem incorporar o liberalismo democrático. após a Primeira Guerra Mundial.franceses. É possível dizer que a unificação alemã foi um dos principais motivos para o estouro da Primeira Guerra Mundial. Notas e referências 1. com a queda de Napoleão. Durante toda a sua existência (1871 . a Itália alia-se à Prússia ± contra a Áustria. era formado por mais de 240 Estados. a Itália adquire Veneza. Apesar disso. a Alemanha foi unificada. quando a Alemanha foi dividida em Alemanha do Norte e Estados do Sul. além da Prússia ganhar as regiões da Alsácia-Lorena. inicialmente. imediatas ou posteriores. tornando-se uma das maiores potências europeias. Os italianos são vencidos em Custozza. A unificação da região de Alsácia-Lorena ao Segundo Reich Alemão gerou o revanchismo francês. [editar] esumo O Império Germânico. por 39 Estados.

ZAMBELLI. and society in an authoritarian state. História Geral para os cursos de grau médio. ed. ISBN 0340645342. Recife: Liber Gráfica e Editora Ltda. 35274. 2. História Geral (2002).y y y y y ALVES. MOMMSEN. 1964. São Paulo: Companhia Editora Nacional. culture. Atlas da História do Mundo . Wolfgang. Geoffrey. HERMIDA.ed. BARRACLOUGH. História B Padrão Contato de Ensino. 1995. 1982. Imperial Germany 1867-1918 politics.The Times / Folha de São Paulo (1993). ¦ . Rosa Luiza. translated by Richard Deveson from Der Autoritäre Nationalstaat. Antônio. Antônio José Borges. London: Arnold.

Por favor. (Redirecionado de Unificação italiana) Ir para: navegação. acadêmico ² Scirus Série História de Itália Itália na Pré-História Itália pré-romana Roma Antiga Reino de Roma República Romana Império Romano Províncias romanas: Itália (província romana). a enciclopédia livre. Gália Cisalpina Renascimento Dominação Napoleónica Risorgimento Reino de Itália Itália fascista República Social Italiana Império colonial italiano Itália republicana Categoria: História da Itália . pesquisa Março de 2011 cita fontes fiáveis e independentes. inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto. livros. mas elas não cobrem todo o texto. melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes. Encontre fontes: Google ² notícias.Risorgimento Origem: Wikipédia. nos locais indicados.

na pessoa do rei do PiemonteSardenha. Na primeira fase do Risorgimento (1848-1849). em 1859-1860. do Ducado de Parma e dos Estados Pontifícios. do Reino das Duas Sicílias. prosseguiu no processo de unificação e concluiu com a declaração da existência de um Reino de Itália. que militavam sob Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi. que era uma coleção de pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras. teve sucesso quando em 1859-1861 se formou a Nação-Estado.O Risorgimento (em português Ressurgimento) é o movimento na história italiana que buscou entre 1815 e 1870 unificar o país. sobrepondo-se aos partidários de esquerda. em 20 de setembro de 1870. a monarquia. do Ducado de Módena e Reggio. da Casa de Saboia. Índice y y y y y y y y y y y y y y 1 Antecedentes 2 As sociedades secretas e o movimento Jovem Itália 3 Revoltas contra a volta do antigo regime 4 A Revolução de 1848 e a tentativa de unificação de Carlos Alberto 5 Vitor Emanuel e Cavour 6 Guerras de Independência 7 A conquista da Sicília 8 A proclamação do Reino de Itália 9 Veneza e Roma 10 As províncias irredentas 11 Mapas do processo de unificação 12 Referências 13 Ver também 14 Ligações externas [editar] Antecedentes . republicanos e democráticos. apoiado pelos conservadores liberais. antes a capital dos Estados Pontifícios. Completou-se com a anexação de Roma. Na luta sobre a futura estrutura da Itália. Vítor Emanuel II. da Lombardia. do Vêneto. mas concluiu-se sem modificação do statu quo. com a anexação ao Reino de Sardenha. do Grão-ducado da Toscana. A segunda fase. A desejada unificação da Itália se deu assim sob a Casa de Saboia. desenvolveram-se vários movimentos revolucionários e uma guerra contra o Império Austríaco.

Península Itálica no tempo de Napoleão (1812). com a conferência de paz que se seguiu à derrota de Napoleão. Módena e Toscana eram regidos pelos arquiduques austríacos. Reino de Itália (1805-1814) e entregou o governo do Reino de Nápoles ao seu irmão José. esses territórios passaram por reformas liberais e pela extinção dos privilégios feudais e eclesiásticos. Em todas essas regiões. A Áustria dominava a Lombardia e Vêneto (Venécia). foi estabelecido o absolutismo. Após o Congresso de Viena. estendendo sua autoridade às províncias do Adriático. o Piemonte. Napoleão Bonaparte criou diversos estados na península Itálica: Reino da Etrúria. . O único Estado que permaneceu mais ou menos liberal foi o Reino da Sardenha. que integrava o Reino de Sardenha junto com o Ducado de Saboia e Gênova. Península Itálica após o Congresso de Viena (1814-1815). os ducados de Parma e Piacenza. apenínsula Itálica ficou dividida e subjugada. e a liquidação do sistema. na ocasião composto das atuais regiões de Piemonte e da Sardenha. era governado pela casa de Saboia. Durante esse período. o Papa governava os Estados Pontifícios. e os Bourbons voltavam ao Reino das Duas Sicílias.

a Carbonária queria unificar a Itália e implantar os ideais liberais. Onde não se tolerava a crítica. A Carbonária. . mas ninguém podia despojá-los do idioma de Dante. a unidade dos diversos Estados. Entretanto. formou-se na Itália uma resistência que contou com membros de uma organização secreta ± a Carbonária. uma sociedade mais ou menos maçônica. os adelfos e os neoguelfos. Os italianos podiam estar separados pelas fronteiras. impostos pelo Congresso de Viena. [editar] As sociedades secretas e o movimento Jovem Itália As ideias revolucionárias também se propagaram através de sociedades secretas. empregava-se a sátira. porque as tropas de Napoleão haviam iniciado uma espoliação da Itália.Os governantes do antigo regime. adquiriu um claro poder político. dominada pelo general francês Joaquim Murat. como o da maçonaria em geral. as ideias nacionalistas e revolucionárias continuavam propagando-se. fundador do movimento Jovem Itália. cunhado de Bonaparte. Lutava contra os franceses. o absolutismo e defender os ideais liberais. Por outro lado. Durante o domínio napoleônico. Giuseppe Mazzini (1805-1872). que se identificou na Itália com o Risorgimento letterario. Assuntos aparentemente literários ou históricos encontravam cheios de alusões à escravidão e a -se tirania. sem apoio popular. As ferrovias favoreceram as comunicações e. Seu objetivo. governavam com auxílio das forças austríacas. o romantismo. como os carbonários. O incremento da produção têxtil do Reino da Sardenha exigia um vasto mercado que somente poderia ser a Itália unificada. Petrarca e Boccaccio. com monarcas estrangeiros impostos pela Santa Aliança. Com a expulsão dos franceses. embora defendessem os mesmos princípios de Bonaparte. incentivadas pelo progresso econômico e o amadurecimento das instituições. era combater a intolerância religiosa. surgiu em Nápoles. Outro elemento aglutinador era alíngua italiana. com elas.

Suas palavras de ordem eram: direito dos homens. queriam formar uma monarquia constitucional sob o controle do papa. contrários à violência proposta por Mazzini e que acreditavam na realização da unidade política em torno do reino sardo-piemontês. A revolta começa vitoriosa. Os acontecimentos em Nápoles se propagam imediatamente à . pois como sociedade secreta. passou a criticar as sociedades secretas. principalmente. que tradicionalmente se identificavam com ideias e chefes conservadores. igualdade jurídica e fraternidade. Todas as orientações eram transmitidas pelas vendas. organização paramilitar que pretendia libertar as regiões italianas do domínio austríaco e unificar o país. Além disso. moderados liderados por Vincenzo Gioberti. Mazzini passou à ação.Os carbonários eram. não propagandeava suas atividades. político genovês. ao clamor do rei e da ausência de uma constituição. Da crítica às sociedades. cujo comando é assumido por Guglielmo Pepe. O rei vê-se forçado a proclamar a constituição e a formar um governo predominantemente constituído por antigos adept s o de Joaquim Murat. Giuseppe Mazzini (1805-1872). elas não conseguiram realizar a unificação italiana e não tinham nenhuma representatividade popular. o exército agrupa-se quase completamente ao redor dos insurrectos. Morelli e Silvati. Fundou a Jovem Itália[1]). Em 1820. progresso. A sociedade organizou células revolucionárias em toda a península. composta por sete membros. que. por intermédio de acordos com a Áustria. em 1839. e os neoguelfos. claramente incitados pela agitação que eclodira pouco antes na Espanha. com camponeses analfabetos e religiosos. Eram os reformistas monarquistas. por meio da educação do povo e da fundação de uma república democrática. a Itália era uma região agrícola e extremamente católica. Ao ser preso em 1831 por advogar inflamadamente a rebelião. da média e da pequena burguesia e organizavamse em vendas. que chefiava o trabalho das demais. Afinal. A esse movimento democrático opunham outras correntes que também pretendiam a -se unificação italiana. que desconheciam os grandes chefes. sob um regime monárquico constitucional. O nome neoguelfos tem origem nos políticos medievais que defendiam que os papas romanos deveriam ter também o poder temporal da Europa. entrou para a sociedade dos Carbonários em 1830. com as suas divisões de cavalaria. [editar] Revoltas contra a volta do antigo regime O Reino da Sardenha. cada uma contendo vinte membros. Havia uma venda central. seus ritos e a ineficiência militar. A Carbonária não tinha nenhuma ligação popular. revoltam-se em Nápoles dois oficiais franceses.

continuam a não mostrar modificações nesta esfera. igualmente reprimidos em sangrentos combates. constituição e parlamento. O movimento de unificação de Itália foi desencadeado pela revolução de 1848-1849. . Mas tanto o movimento napolitano quanto o piemontês são reprimidos. São movimentos conduzidos por oficiais e descendentes da nobreza. E assim quase todos os que tinham se comprometido com as insurreições dos carbonários se veem forçados a ir para o exílio. Um movimen de carbonários to piemonteses exige da mesma forma a promulgação de uma constituição. tais como repartição de terras. onde a revolta assume um caráter autonomista. ligada à agricultura principalmente. em Módena e em Parma. As insurreições seguintes. Seguindo. Administrador capaz. Após a Revolução de Julho. Morelli e Silvati acabam na prisão e com eles muitos outros. promulgou uma Constituição liberal (o Estatuto Fundamental). muito distantes das preocupações da população. No Piemonte. [editar] A Revolução de 1848 e a tentativa de unificação de Carlos Alberto A península Itálica em 1843. Foram incentivados pelo liberal Carlos Alberto da Sardenha. que abolira o absolutismo nos Estados Pontifícios. O rei Carlos Alberto adotou uma forma de governo diferente dos demais: o parlamentarismo. dando anistia aos condenados políticos. Carlos Alberto. contratos de arrendamento e a situação geral dos camponeses. inclusive. O que caracteriza essas primeiras tentativas é o quase completo afastamento das massas populares e da burguesia. que havia assumido o trono da Sardenha e que se tornara o governante de Piemonte em 1831. concedida pelo regente do rei Carlos Félix. nacionalistas italianos começaram a apoiar Mazzini e o movimento Jovem Itália. de 1830 e 1831. reformou o sistema financeiro e reforçou o exército. orientações do Papa Pio IX. sobretudo nos Estados da Igreja. com ideais de liberdade.Sicília. Laneri e Grelli são condenados. na França. dividida em oito Estados.

acreditando que sua utilidade para o país havia terminado.Carlos Alberto de Savoia-Carignano Em 1847. o Conde de Cavour. Pio IX apelou para as potências européias. a Toscana e a República Romana. Essa última república foi proclamada quando. Em 9 de fevereiro de 1849. a França e a Espanha mandaram tropas para atacar Roma e a república foi abolida em julho de 1849. influenciando largamente o rei. contando unicamente com suas próprias forças (seu lema era "L'Italia fará da sé"). apesar de outras tentativas de insurreição. Durante esse período. fugiu para Gaeta. sendo derrotados em Custozza (1848) e Novara (1849). O único reino que manteve uma constituição liberal foi o Piemonte Sardenha. pois oCongresso de Viena tinha reconhecido e confirmado as fronteiras dos Estados da Igreja. uma Assembleia Constituinte em Roma proclamou a República Romana. Camilo Benso. o pontífice. Depois da onda revolucionária. Os revoltosos cercaram opalácio do Quirinal. começou a editar um jornal chamado Il Risorgimento. os revolucionários proclamam pelo menos três repúblicas. vindo a morrer meses depois. Para salvar-se. convicto da necessidade de expulsar os austríacos da Lombardia e de Veneza. e o ameaçaram seriamente. declarou guerra à Áustria em 1848. As forças que queriam construir uma Itália mais moderna edemocrática foram vencidas. Carlos Alberto abdicou em 23 de março de 1849 em favor de seu filho Vitor Emanuel II (1849-1878) e se exilou em Portugal. a deSão Marcos. começam as tentativas de unificação do reino da Itália. Entre 1848 e 1849. dissimulado sob outros trajes. Os sardopiemonteses tiveram que lutar sozinhos. os partidos mais tradicionais cresceram. em 1853. Quase todos os partidos empenhados na unificação depositaram aí suas . fortaleza localizada no Reino das Duas Sicílias (24 de novembro de 1848). Proclamação da República Romana (1849) O movimento de Mazzini. Nações católicas como a Áustria. em 1849. Um dos primeiros atos da nova república foi a elaboração de uma constituição que pudesse ser utilizada por uma Itália unida. que. O Papa voltou à sua capital em 1850][2]. enfraquecia. em bases não-democráticas. A derrota dos revolucionários provocou a restauração do absolutismo em quase todos os Estados italianos. onde morava o Papa Pio IX. Mazzini comandou uma revolução em Roma. promovendo posteriormente a unidade italiana. sob a égide do Reino da Sardenha. As condições de paz eram humilhantes para serem aceitas e.

Carlos Alberto de Saboia. seu reino crescia a cada dia em população e progresso. . Apesar da derrota de seu pai. [editar] Vitor Emanuel e Cavour Vítor Emanuel II. nascido em Turim. Ascendeu ao trono em 1849 com a abdicação do pai. em 1852. Cavour atuou em duas frentes para derrotá no -la: reaparelhamento militar e econômico do Piemonte-Sardenha e na diplomacia internacional para conquistar aliados contra aquele país. Vitor Emanuel II subiu ao trono do Reino de Sardenha com 29 anos.esperanças. Destemido na guerra. Um dos principais obstáculos à unidade italiana era a Áustria que possuía . mostrou coragem ao rejeitar as imposições da Áustria para que revogasse a constituição de seu pai. tornando o centro do movimento -se nacionalista. no Piemonte. embora não tão bem dotado como governante. líder do Partido Moderado e descendente de ricos latifundiários. Vítor Emanuel II nomeou como chefe de gabinete o Conde de Cavour (1810-1861). muitos territórios no Norte da Itália. Este político queria dar à Itália uma constituição de tipo britânico e era partidário da unificação da Itália. Mas ao insistir em conceder anistia aos italianos que haviam se revoltado contra os austríacos. acreditando que a Casa de Saboia deveria liderar o processo. embora esta atitude tenha lhe custado extensos territórios. Após a derrota frente à Áustria. tornou-se um herói para seu povo. atraindo vários partidários de ideias unificadoras.

tentando envolvê-los numa guerra contra o PiemonteSardenha. qual a contribuição que a França poderia dar à Itália. levaram à libertação da maior parte do Norte da península Itálica do domínio austríaco. com êxitos alternados. Externamente. (1810 . perguntou a Vitor Emanuel II e ao seu primeiro-ministro. a França se comprometeu a apoiar o Reino da Sardenha em caso de invasão austríaca.1861). Cavour procurou desenvolver a indústria. para denunciar a Áustria e despertar o interesse das nações europeias para a causa italiana. [editar] Guerras de Independência Ver artigos principais: Primeira Guerra de Independência Italiana. ao lado da França e da Inglaterra. França e Inglaterra debatiam abertamente o problema do obscurantismo predominante nos Estados Pontifícios e no Reino das Duas Sicílias. Internamente. chegando à conclusão de que as duas potências tinham a responsabilidade de modificar essa situação. participou da Guerra da Crimeia (1854-1856) contra a Rússia. Segunda Guerra de Independência Italiana. Cavour logo iniciou uma política beligerante contra os austríacos. ocomércio.Camilo Benso. No final do encontro. Entre 1848 e 1866 os exércitos do Reino de Sardenha e do Império Austríaco combateram três guerras que. . Cavour utiliza-se da Conferência de Paris. para obter apoio contra a Áustria. no verão de 1858. Ele e Napoleão III se reuniram secretamente em Plombiers. Napoleão III. Em 1856. Guerra Austro-prussiana. que tinha simpatia pela causa italiana e era contrário aos tratados de Viena. o Conde de Cavour. as ferrovias e o exército sardo-piemontês. após a guerra. Em 1855. Confiando nessa promessa. Cavour.

Graças à vitória do exército prussiano contra a Áustria. iniciando a Segunda Guerra de Independência Italiana que teve a França lutando ao lado da Sardenha.A primeira guerra se desenvolveu em 1848-1849 e terminou com a derrota do exército sardo-piemontês. Na frente de batalha ao norte. parte do Reino da Sardenha. governados por duques ligados ao Império Austríaco. seguida por outros estados. A segunda guerra se desenvolveu em 1859. expulsaram seus governantes. revoltou-se e juntou-se ao Reino da Sardenha. um dos próceres do movimento de unificação do país. A terceira guerra ocorreu em 1866 e o Reino de Itália aliou-se à Prússia contra a Áustria. A partir do Sul. Giuseppe Garibaldi. Os austríacos invadiram o Piemonte. chamado a intervir para conferir a este conflito um caráter mais popular. quando o Reino de Sardenha se aliou à França e terminou com a derrota da Áustria e a formação do núcleo que originaria o reino de Itália. A Toscânia. voluntários aderiram à guerra sob a liderança deGiuseppe Garibaldi. Os povos dos ducados de Módena e Parma. teve de deixar o país em 1834. . em 1859. Magenta (4 de julho de 1859) e Solferino (21 de Junho de 1859). os austríacos sofreram retumbantes derrotas frente aos franceses e sardo-piemonteses nas batalhas de Montebello (20 de maio de 1859). regressando catorze anos depois. o reino de Itália adquiriu o controle sobre o Vêneto. Partidário do movimento Jovem Itália.

o governo inglês preferiu apoiar a criação de um Estado unificado na Itália. pela união com o Piemonte-Sardenha. Em 10 de Novembro de 1859.Mapa que mostra Nice e a área do Ducado de Saboia anexado em 1860 à França (marrom-claro) e à Itália (amarelo) Se as hostilidades continuassem. a Lombardia ao PiemonteSardenha. preferiu assinar um armistício em Villafranca. Parma e Módena não reempossaram seus soberanos. cedia a Lombardia à França e estabelecia o retorno ao trono dos soberanos de Toscana. No mesmo ano. Napoleão III concordou. pela violenta campanha dos católicos franceses (protestando contra o ataque aos Estados da Igreja) e pela possibilidade de a Prússia entrar no conflito em apoio ao imperador Francisco José I da Áustria (a Prússia concentrou poderoso exército nas fronteiras com a França). em artigos publicados em jornais europeus e italianos. Os ducados de Toscana. posteriormente. uma vez que ela visava aumentar a zona de influência de Paris. as condições do armistício provocaram indignação nos patriotas. foi firmado o Tratado de Zurique que confirmava o controle da Áustria sobre o Vêneto. mediante plebiscitos populares. que passaram à França. o governante francês. Ainda que Napoleão III repassasse. . desequilibrando as forças no continente europeu. Esses ducados e parte dos Estados Pontifícios (as Marcas e a Úmbria) optaram. praticamente por unanimidade. Parma e Módena. amedrontado pela possibilidade da guerra evoluir para uma revolução. é muito provável que os austríacos tivessem sido expulsos por completo da Península Itálica. Apesar das vitórias. Este desrespeito deParis para com a aliança franco-italiana foi denunciado por Marx e Engels. impedindo que a França assumisse o papel de árbitro na política peninsular. desde que a França recebesse o Ducado de Saboia e Nice. Olhando com desconfiança para a política francesa na Itália. foi feito um plebiscito nessas duas regiões.

Vítor Emanuel foi proclamado. reconheceu o nascimento do novo Estado italiano. Em Maio de 1860. rei da Itália. Garibaldi opunha-se à política da Casa de Saboia. mantendo porém o número que lhe cabia como soberano do Reino da Sardenha. cuja capital passou de Turim para Florença em 1865. Em Setembro. Vítor Emanuel II reuniu em Turim os deputados de todos os Estados que reconheciam sua autoridade e assumiu. O Reino da Itália foi governado com base na constituição liberal adotada no Reino da Sardenha em 1848 (Estatuto Albertino).[editar] A conquista da Sicília Ver artigo principal: Expedi ão dos Mil Garibaldi partindo para a conquista da Sicília. o lendário Giuseppe Garibaldi ± líder da Sociedade Nacional. Apesar disso. que havia conquistado os Estados Pontifícios. já falecido Cavour. Garibaldi assumiu o poder em Nápoles. sendo logo seguido pelo exército de Vítor Emanuel II. o título de Rei da Itália "por graça de Deus e vontade da nação". que não constituíam uma forte oposição aos latifundiários. com exceção dos camponeses. pois preferia ver uma Itália monárquica unida a uma Itália desunida. Garibaldi entrou em Nápoles. um movimento criado por ele e Pallavicino. com o apoio do Conde de Cavour e que tinha por finalidade unificar a Itália ± partiu de Gênova e desembarcou em Marsala com um exército popular de 1070 homens conhecido como os " de mil Garibaldi" ou os "mil camisas-vermelhas". Republicano convicto. com exceção da Áustria. Dentro de duas semanas. Em Abril de 1860. [editar] Veneza e Roma § . para onde se dirigiu Garibaldi. pois ela daria ao país o regime monárquico. Em 1861. iniciou-se uma insurreição camponesa na Sicília. obtendo a capitulação de um exército regular de 20. a comunidade internacional. Garibaldi voluntariamente reconheceu a autoridade de Vítor Emanuel quando esta foi exigida por Cavour e entregou oReino das Duas Sicílias ao rei. porque estes voluntários usavam camisasvermelhas. em 17 de março.000 homens. com o apoio incondicional de uma parte considerável da população. os revolucionários chegaram à cidade de Palermo. em 17 de março de 1861. [editar] A proclamação do Reino de Itália Em 18 de fevereiro de 1861.

as tropas francesas foram retiradas da " Cidade Eterna" para combater os prussianos. Garibaldi tentara conquistar Roma. Em 1867. que ocupava a cidade e o papa. porém o imperador francês Napoleão III. majoritariamente católicas. mas as tropas da Prússia ditaram o resultado final deste conflito. a Prússia entrou em guerra com a Áustria. Devido a essa guerra. recusou as duas ofertas e declarou prisioneiro voluntário -se do Estado italiano. Em 1866. O Papa Pio IX. Em 1862. que foi ocupada pelas tropas de Vítor Emanuel em 20 de setembro de 1870. Garibaldi e os seus homens sofreram muitas derrotas. pressionado pelos católicos de seu pais. Pela importância histórica da cidade. Após a assinatura da Paz de Viena em 1868. Papa Pio IX. realizadas pelo governo italiano com a Áustria e com o Papa fracassaram. Vítor Emanuel ofereceu como compensação ao Papa uma indenização e o compromisso de mantê como chefe do Estado do -lo Vaticano. antiga capital do Império Romano e sede da cristandade ocidental. invadiu Roma e recolocou o Papa no trono. que controlava as amplas massas italianas. sendo transformada na capital do reino que se formava. Além disso.Ainda permaneciam fora do Reino de Itália o Vêneto (em poder da Áustria) e Roma (em poder do papa). tentou novamente. O primeiro obstáculo foi removido com a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871). a Áustria foi coagida a renunciar ao Vêneto e a região foi integrada ao Reino de Itália. Negociações diplomáticas. um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja (as leis de garantia). Em 13 de Março de 1871. proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino. a Itália sem Roma era como um homem sem cabeça. Os partidários da unificação queriam transformá-la na capital do novo reino. Os obstáculos eram o exército francês. consciente de sua influência sobre os católicos italianos e desejando conservar o poder da Igreja. mas fora vencido. . e os italianos invadiram a cidade. auxiliada pelo novo Estado italiano.

e Ístria. partes dessas regiões foram incorporadas à Itália. necessitando de apoio da Igreja e dos católicos. o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas e se proibia a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandon assem a batina. irrompeu um movimento de caráter nacionalista: o Irredentismo. firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano. em azul o Reino Lombardo-Vêneto e em verde o Grão-ducado da Toscana e os Ducados de Parma e de Modena y Reino de Sardenha (em laranja) em 1860 depois da anexação da Lombardia. dos Ducados emilianos e da Romanha pontifícia. sendo chamadas de províncias irredentas. [editar] As províncias irredentas Ver artigo principal: Irredentismo A unificação da Itália ainda não se havia completado. isto é. Nessas regiões. Por esse tratado. não libertadas. [editar] Mapas do processo de unificação y Os Estados italianos em 1859: em laranja o Reino de Sardenha. assinou com oPapa Pio XI a Concordata de São João Latrão.em amarelo o Reino das Duas Sicílias. só terminou em 1929. Tirol Meridional. em vermelho os Estados Pontifícios. Trieste. chamada Questão Romana. quando o ditador fascista Benito Mussolini. o Sumo Pontífice recebia indenização monetária pelas perdas territoriais. continuavam sob domínio austríaco.Essa incómoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja. Algumas províncias como Trentino. do Grão-ducado da Toscana. . Ao final da Primeira Guerra Mundial.

y O Reino de Sardenha depois da Expedição dos Mil. depois denominado Reino de Itália (1861) y O Reino de Itália em 1866 depois da Terceira Guerra de Independência y O Reino de Itália em 1870 depois da conquista de Roma y O Reino de Itália em 1919 depois da Primeira Guerra Mundial y Império italiano em 1940 .

1 ed. 2005. Buenos Aires: Letemendía. 2009. 1 ed. 1 vol. 80 p. p. Daniel. ISBN 978-85-01-07702-8 [editar] Ver também O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Risorgimento y y y y y y y Reino de Sardenha Reino Lombardo-Vêneto Reino das Duas Sicílias Ducado de Módena e Reggio Ducado de Parma e Piacenza Estados Pontifícios Museo nazionale del Risorgimento italiano .y República Italiana. 1 vol. 1. Rio de 2. Breve historia de Italia. Janeiro: Record. Roma ou morte: as obsessões do general Garibaldi. vol. em 1946 Referências 1. Giovanni. ISBN 987-21732-7-3 PICK. JANNUZZI. 276 p.

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