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PRF TRABALHA MAIS DO QUE ALGUNS IMAGINAM E GANHA MENOS QUE MUITOS PENSAM

Este levantamento foi elaborado com a intenção de divulgar dados relevantes aos servidores policiais
do DPRF no que tange a valorização da carreira Policial Rodoviário Federal (PRF). Nota-se no dia a dia, em
conversas entre colegas de instituição, uma certa acomodação com relação ao salário, condições de trabalho
entre outros aspectos. Enquanto alguns policiais da pista, sindicalistas e policiais em função de chefia
seguirem achando que trabalha-se pouco e ganha-se muito, as condições só irão piorar, pois nota-se que o
governo só atende os anseios das categorias que reclamam por seus direitos e reivindicam melhores
condições de trabalho.
Muitos colegas acham que a nossa situação (PRF) é maravilhosa, se comparam com alguns
profissionais não qualificados da iniciativa privada e dizem que estamos muito bem, que o salário atual é
extraordinário, entre outras coisas do tipo. Essa postura tem que ser modificada, cabe a todos nós e
principalmente aos sindicatos, mostrar nossa real situação.
Não devemos estar alheios à realidade social, mas somos servidores públicos federais do poder
executivo, esse deve ser o nosso referencial. Devemos comparar nossas condições de trabalho e salariais,
com outras carreiras do poder executivo, para que assim possamos conquistar melhorias para nossos
servidores e melhorias para nossa instituição.
Analisaremos a seguir a real situação comparando a carreira PRF com as demais carreiras do serviço
público federal do poder executivo.

EVOLUÇÃO SALARIAL NOS ÚLTIMOS 8 ANOS

CARREIRA Jul/2003 Jun/2006 Jul/2009 Jan/2011


PRF Inicial 3735,89 5806,89 5620,12 5804,95
Policial Rodoviário Federal
Final 5816,04 6243,81 9661,12 10544,14

APF, EPF, PPF Inicial 4199,97 5878,62 7514,33 7514,33


Agente, Escrivão e Papiloscopista da Poícia Federal
Final 6131,01 7199,64 11879,08 11879,08

Técnico da Receita Federal Inicial 2537,56 3937,83 7624,56 7996,07


Analista Tributário da Receita Federal do Brasil
Final 3668,70 5182,09 10608,00 11595,00

AFRFB Inicial 5310,75 7531,15 13067,00 13600,00


Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil
Final 7707,91 9928,31 18260,00 19451,00
Inicial 2279,82 5195,23 9348,08 9986,59
Fiscal Federal Agropecuário
Ministério da Agricultura Pecuária Aabastecimento Final 5392,03 7539,66 13302,20 15890,00

Analista Administrativo ANTT Inicial Não existia 4797,73 8955,20 9263,20


Agência Nacional de Transportes Terrestres
Final Não existia 10104,32 15720,00 16367,00

Técnico em Regulação ANTT Inicial Não existia 2340,40 4675,67 4984,98


Agência Nacional de Transportes Terrestres
Final Não existia 4531,65 6697,36 7935,76

*Motorista do IPEA Inicial Não existia Não existia 4179,17 4471,86


Instituto de Pesquisa Econômica Avançada
Final Não existia Não existia 5885,20 7161,01

Analista de Infra-Estrutura DNIT Inicial Não existia 3299,08 4477,54 7815,81


Depto Nacional de Infra-Estrutura de Transportes
Final Não existia 5268,38 8866,69 13389,26

Carcereiros dos Ex-Territórios Inicial 4199,97 5878,62 7514,33 7514,33


** EQUIPARADOS com a Polícia Federal
Final 6131,01 7199,64 11879,08 11879,08

* A carreira de Motorista do IPEA aparece dentro do quadro: Auxiliar de Serviços Gerais IPEA
** Assim como outras carreiras da União vinculadas à segurança pública: equiparação com os
servidores policiais do DPF.
Fonte:
Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais e Boletim Básico de Pessoal
http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/bol_remuneracao.htm
Gráfico Evolução Vencimentos Iniciais
Carreiras do Poder Executivo Federal
16000

14000

12000

10000
valores (R$)

8000

6000

4000

2000

0
Jul/2003 Jun/2006 Jul/2009 Jan/2011

mê/ano

PRF APF ATRFB


AFRFB Fisc.Fed.Agropecuário AnalistaAdmin.ANTT
Téc.Regulação.ANTT Analista Infra-Est.DNIT Motorista IPEA

Gráfico Evolução Vencimentos Finais


Carreiras do Poder Executivo Federal
25000

20000

15000
valores (R$)

10000

5000

0
Jul/2003 Jun/2006 Jul/2009 Jan/2011

mê/ano

PRF APF ATRFB


AFRFB Fisc.Fed.Agropecuário AnalistaAdmin.ANTT
Téc.Regulação.ANTT Analista Infra-Est.DNIT Motorista IPEA
Analisando a tabela e gráficos acima, veremos que o salário inicial de nossa carreira diminuiu, sendo
que atualmente os valores são menores que os registrados em 2006. Essa diminuição é ainda maior do que
a mostrada acima, pois em 2003 e 2006 ainda recebíamos adicional noturno e de insalubridade, que não
constam na tabela atual (subsídio).
Além disso, percebemos que a distância entre o nosso salário e o dos servidores da Polícia Federal
(que era pequena), elevou-se consideravelmente. Nota-se ainda que carreiras que ganhavam bem menos
que nós hoje são bem melhor remuneradas, só para se ter uma ideia basta olhar na tabela acima e veremos
que em 2003 o nosso salário inicial era maior que o salário final de um Analista Tributário (RFB), sendo que
atualmente o salário inicial da referida carreira é quase 40% maior que o nosso. Outra situação que retrata o
lamentável patamar que nos encontramos, na relação com o restante do funcionalismo, é a comparação com
os Fiscais Agropecuários (MAPA), que em 2003 recebiam em início de carreira cerca de 40 % a menos que
um PRF e atualmente recebem no início de sua carreira praticamente o mesmo que um PRF em final de
carreira e pasmem: no final de carreira um Fiscal Agropecuário (MAPA) ganha atualmente R$ 15.890,00.
Outro aspecto relevante é o de que diversas carreiras que já tem salário próximo ao nosso, ainda
fazem jus a adicionais como insalubridade e adicional noturno, sendo que algumas dessas não exigem
dedicação exclusiva de seus servidores, como a ANTT por exemplo, propiciando a esses que exerçam outras
atividades profissionais concomitantemente ao exercício de cargo público, como por exemplo exercício da
advocacia, atividades de engenharia, etc...
Devemos respeitar todas as carreiras elencadas, todas tem seus méritos e merecem
reconhecimento, mas devemos acima de tudo nos respeitar e buscar nosso próprio espaço. A velha estória
de que o merecido reconhecimento deriva exclusivamente do trabalho, infelizmente, não se mostra verdade.
Nota-se de outras carreiras que o poder de mobilização e persuasão, adicionados a um serviço de qualidade
é capaz de persuadir os governantes a um merecido reconhecimento. Enquanto nos mostrarmos satisfeitos
com a nossa situação, fica fácil para o governo nos deixar de lado e atender os pleitos salariais urgentes de
outras categorias, como Fiscais Agropecuários e Motoristas do IPEA.
Outro aspecto interessante a ser observado é que os servidores administrativos da PRF (plano
especial de cargos) ganham exatamente o mesmo salário dos servidores administrativos da Polícia Federal,
conforma se observa nas tabelas abaixo.
PLANO ESPECIAL DE CARGOS DA POLÍCIA FEDERAL
INICIAL FINAL
CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR 3531,32 6065,00
CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO 2899,97 3610,00
CARGOS DE NÍVEL AUXILIAR 2115,19 2208,84

PLANO ESPECIAL DE CARGOS DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL


INICIAL FINAL
CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR 3531,32 6065,00
CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO 2899,97 3610,00
CARGOS DE NÍVEL AUXILIAR 2115,19 2208,84

Temos ainda muitos passos a dar, na busca do crescimento de nossa instituição e o reconhecimento
de nossa carreira. Por exemplo, a busca para transformar nosso cargo de Nível Intermediário (NI) para Nível
Superior não pode ser esquecido e deve ser buscado através do nossa Lei Orgânica. O primeiro passo já foi
dado, que é a exigência de diploma de curso de nível superior para ingresso, mas o futuro é hoje, e não
podemos perder a oportunidade de ocupar um espaço que é nosso. Devemos já na próxima negociação
salarial, buscar a isonomia com as demais policias mantidas pelo governo federal, não só nas carreiras
administrativas, mas também nas carreiras de atividade estritamente policial.
O artigo 39 da constituição federal ao tratar da remuneração dos servidores públicos diz em seu
parágrafo 1º que “a fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema
remuneratório observará: “
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira;
II - os requisitos para a investidura;
III - as peculiaridades dos cargos.
Em vista do que prevê o texto constitucional, considerando que atualmente o curso superior é
requisito para ingresso na PRF, não há mais motivo para sermos a polícia mais mal paga do governo
federal.
A RIDÍCULA REMUNERAÇÃO DOS CARGOS DE CHEFIA NA PRF

Este é outro aspecto onde há necessidade de se pleitear melhorias, já que é inadmissível o quadro
atual, onde os servidores que exercem funções de chefia recebem valores irrisórios para desempenhar suas
funções.
Remunerar de forma condizente estes colegas não significa apenas retribuir-lhes pela
responsabilidade e desgaste a que estão submetidos, mas também é uma forma de se buscar a
profissionalização e qualificação dos cargos, além de colocar os representantes do DPRF no patamar que
eles e a instituição merecem.
Só para ter-se uma ideia, atualmente um chefe de delegacia recebe R$323,87(FG2), o chefe
operacional R$249,11(FG3) e os adjuntos não recebem absolutamente nada pelo exercício da função.
Apenas para traçar um paralelo, servidores que exercem função de direção em Estabelecimentos de
Ensino Superior (Universidades Federais e Institutos Federais Tecnológicos) recebem R$5.833,75(CD3),
sendo que muitos destes possuem um número muito menor de servidores subordinados e administram a
sua repartição com atribuições e responsabilidades que não superam a de um chefe de delegacia da PRF, é
claro, respeitadas as peculiaridades de cada cargo. Quantas vezes você já viu um diretor de faculdade dando
uma entrevista a uma emissora de televisão? E quantas vezes você já viu um chefe de delegacia da PRF
nesta situação? Ambos representam o estado e suas instituições e merecem ser respeitados, mas não é uma
falta de respeito o representante da PRF ganhar 18 vezes menos pelo exercício da função de chefia?!
A própria função de superintendente, que atualmente recebe R$4.042,06(DAS 101.3), deveria ser
melhor remunerada, no RS por exemplo, o mesmo comanda mais de 700 policiais e 40 postos espalhados
por todo o estado. Diariamente o superintendente convive, no exercício de suas atribuições, com diversas
autoridades como governadores e secretários de estado, ministros, comandantes militares, entre outros. Por
sua importância e pela importância de nossa instituição, merece ser muito bem remunerado, com todo o
respeito que merecem os demais gestores da administração pública, não pode um superintendente regional
da PRF ganhar menos que um servidor em função de direção de um campus universitário.
O Departamento de Polícia Federal (DPF) pelo que se sabe também enfrente problema parecido no
que tange a remuneração das chefias de delegacia, só que lá esta situação é atenuada devido a estrutura
hierárquica do órgão, pois normalmente os chefes de delegacia são delegados em estágio avançado na
carreira, servidores estes que recebem aproximadamente o dobro de um PRF na mesma condição.
A situação dos dois órgãos poderia ensejar um pleito conjunto das duas instituições para que fossem
criadas gratificações específicas para os cargos de chefia dos órgãos policiais do governo federal, tendo em
vista que outras carreiras possuem gratificações específicas para seus gestores.

ESCALA DE SERVIÇO

Este é outro tema que gera muita discussão e onde eventuais mudanças tornariam ainda mais
caótico o quadro atual.
É incontestável que a escala 24x72 é a mais aceita pelos colegas submetidos a regime de escala no
DPRF, só que ao contrário do que muitos afirmam ela não é um “benefício” concedido ao servidor, mas sim
uma alternativa para atenuar os danos e privações causados pelo regime de escala, senão vejamos:

− O PRF que trabalha em regime de escala obrigatoriamente trabalha aos fins de semana, isso o
diferencia dos demais servidores públicos em geral e é um fato que compromete em parte seu
convívio social e familiar, sendo que na escala 24x72 o policial trabalha em média em 3/4 dos
finais de semana do mês, restando o outro 1/4 para compensar esta situação. Alterando-se a
escala de serviço, poderemos chegar a esdrúxula situação de o PRF jamais folgar no final de
semana, como acontece na escala 12X24,12X48, a qual já foi adotada sem sucesso por várias
vezes no DPRF;

− Devido a falta de efetivo a adoção da escala 12X24,12X72 também não é adequada, pois faz
com tenham que haver 5 equipes de serviço ao invés de 4, além disso por não alcançar as 40
horas semanais geraria-se a necessidade de cerca de 3 plantões extras de 10 horas para
compensação, o que causaria inúmeros transtornos para o policial, já que comprometeria as 4
ou 5 folgas de 72 horas que faria jus no mês;

− Além do aspecto elencado acima, referente a restrição dos finais de semana, o PRF não possui
direito a usufruir os feriados como os demais servidores, pior que isso, quando ocorrem
feriadões o PRF trabalha ainda mais, em escalas extras, afastando-se ainda mais de seu convívio
familiar em momentos onde as demais famílias estão reunidas;
− Não bastasse as restrições já explicitadas, o DPRF ainda criou a restrição ao gozo de férias,
onde somente alguns PRF's podem usufuir de no máximo 10 dias de férias nos meses de
janeiro, fevereiro, julho e dezembro, meses estes onde a grande maioria da população, incluídos
os estudantes, filhos de PRF's, gozam suas férias, o que também prejudica o convívio familiar;

− A alteração da escala de serviço aumentaria o risco a que os policiais já estão submetidos, é


sabido que policiais são alvos preferenciais de bandidos e que muitas vezes são assassinados
pelo simples fato de serem policiais. A saída de serviço e o consequente deslocamento no início
da noite constitui um risco relevante a vida de todos PRF's e não deve ser aceita, além disso o
risco de acidentes no deslocamento dobra, visto que a maioria do efetivo da PRF depende de
trasporte intermunicipal para chegar ao serviço;

− O nosso atual sistema de lotação, faz com que o PRF tenha que trabalhar em cidades diferentes
da onde ele reside, muitas delas extremamente distantes e com pouca disponibilidade de
transporte coletivo. Só para exemplificar o problema podemos citar o caso de postos distantes
250Km da residência do servidor. Neste caso o servidor, a cada plantão de 24 horas, leva 4
horas para ir e 4 horas para retornar do serviço, ou seja 8 horas, se multiplicarmos estas 8 horas
por 8, que é o número de plantões por mês, chegaremos a 64 horas mensais dentro de um
ônibus, ou seja, quase 3 dias. Mas se multiplicarmos 64 horas mensais por 11, que é o número
de meses que o PRF trabalha por ano, chegaremos a 704 horas anuais de deslocamento, que
representam 29,33 dias, ou seja, atualmente este PRF passa aproximadamente 1 mês por ano
dentro de um ônibus, caso a escala seja alterada este PRF irá passar 2 meses de seu ano dentro
do ônibus! Será que isso é digno? Será que isso aumenta a produtividade? Neste mesmo
raciocínio, o PRF que trabalha em postos entre 100 e 150Km de casa (situação de grande parte
de nosso efetivo) passa atualmente 15 dias por ano dentro de um ônibus, o que alguns de
nossos sábios gestores defendem, é que este colega venha a passar com a mudança de escala
1 mês por ano dentro do ônibus. Será que isso é benéfico para a polícia?

− O Policial Rodoviário Federal submetido ao regime de escala é o servidor público federal com a
maior carga horária anual do país, senão vejamos, dependendo do ano e do calendário, não faz
jus aos cerca de 20 feriados e pontos facultativos que ocorrem em média anualmente. Isto pode
representar até 160 horas a mais de serviço por ano, claro, caso o banco de horas seja
cumprido rigorosamente. Caso contrário, esse número é ainda maior. Ou seja, não existe
servidor público federal neste país que trabalhe mais que o PRF!

Em vista de exposto percebe-se que a escala 24x72 é uma necessidade diante da peculiar realidade
a que estamos submetidos, qualquer outra alternativa causaria danos irreparáveis ao dia a dia do policial, o
afastando ainda mais de sua família, lazer, atividades esportivas, sindicais, bem como o convívio social como
um todo. Exigir que um servidor passe horas dentro de um ônibus, jamais folgue aos finais de semana,
trabalhe dobrado nos feriados e não tire férias junto com sua família, beira ao desrespeito e com certeza
compromete a produtividade do policial.
Além das considerações já expostas, devemos evitar uma alteração na escala de serviço, pois este
tema causa grande apreensão e mobilização da maioria dos policiais, sendo que está chegando o momento
de buscarmos uma negociação para reposição salarial e não seria nada inteligente, pelo menos de nossa
parte, desviar o foco daquilo que realmente é importante, ou seja, não devemos deixar que mudem a
escala, para que não tenhamos que brigar por outra coisa em um momento tão importante.
Muito tem se dito que a vontade de alterar a escala não parte da direção da PRF e sim do governo
federal, se isso realmente for verdade, cabe a nós e nossos sindicatos demonstrarem as peculiaridades já
apontadas, para que tal mudança não atinja nossa instituição. Embora colegas de outras corporações
afirmem que não deverá haver mudanças que os prejudiquem e que sabem que a administração da PRF é
quem pressiona o governo, tentando que ele tome uma atitude quanto a escala.
Apesar de tudo isto, a única regulamentação do governo federal sobre o tema está contida na
portaria interministerial SEDH/MJ nº 2, publicada no Diário Oficial da União de 16/12/2010, sendo que a
referida portaria trata dos direitos humanos do policial e dispõe em eu texto que é: “assegurada a
regulamentação da jornada de trabalho dos profissionais de segurança pública, garantindo o exercício do
direito à convivência familiar e comunitária”.
O RISCO A QUE ESTAMOS SUBMETIDOS

Qualquer carreira policial incorre em maiores riscos que outras carreiras do serviço público, ser
policial por si só gera um risco de vida maior do que qualquer outra profissão. Sendo que as peculiaridades
da carreira PRF como: o risco de atropelamentos, acidentes com viaturas e exposição pela carência de
efetivo, aumentam ainda mais este perigo.
Não temos dados concretos, mas pelo que se sabe, o cargo de Policial Rodoviário Federal é o que
mais registra óbitos em serviço (ou decorrentes dele) no serviço público federal. Este fato apesar do aspecto
negativo que contém, pode ser explorado e explicitado ao governo em futuras negociações.
Só para se ter uma ideia desta situação vamos citar um exemplo prático, dos 30 policiais que
ingressaram na PRF no RS em 1999, 2 excelentes profissionais faleceram em serviço (valor próximo a 7%),
o que demonstra o risco que todos nós estamos submetidos diariamente.

CONCLUSÃO

Objetiva-se com este texto promover uma reflexão entre colegas de pista, chefes, sindicalistas e em
nós mesmos de alguns aspectos que podem ser melhorados. A apatia e a acomodação podem acabar com a
nossa instituição, devemos lutar para que retrocessos não ocorram, como uma possível mudança de escala,
e que avanços cheguem para que deixemos de ser a polícia da união com o salário mais baixo, o órgão
público que mais mal remunera seus chefes, e o órgão público em que provavelmente possui o maior
número de servidores mortos em serviço. Que nós mesmos possamos reconhecer nossa importância e
aquilo que fazemos diariamente, pois pelo que foi exposto e pelo que vemos, temos certeza que O PRF
TRABALHA MAIS DO QUE ALGUNS IMAGINAM E GANHA MENOS DO QUE MUITOS PENSAM!

Abaixo dados divulgados em reportagem da Folha de São Paulo, que retrata os ganhos salariais dos
servidores públicos federais na gestão do ex-presidente Lula. Notem que das 8 carreiras analisadas a PRF
ocupa a penúltima posição no quesito alta acima da inflação no período, perdendo apenas para a média do
Legislativo Federal, que após a divulgação desta matéria teve aumentos “escandalosos”.
Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/850794-sob-lula-cresce-desigualdade-entre-salarios-publico-e-privado.shtml

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