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Programa de Gerenciamento de Riscos PGRTR


no Trabalho Rural
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PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS


NO TRABALHO RURAL

PGRTR – NR 31

Dezembro 2021
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Sumário

Caracterização da Empresa............................................................................................................................. 1
Introdução........................................................................................................................................................ 2
Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional....................................................................................................3
Política de Segurança e Saúde Ocupacional ..................................................................................................4
Responsabilidade e Atribuições....................................................................................................................... 5
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural-CIPATR ....................................................7
Agrotóxicos Adjuvantes e Produtos Afins.........................................................................................................9
Meio Ambiente e Resíduos ........................................................................................................................... 13
Ergonomia...................................................................................................................................................... 13
Ferramentas Manuais..................................................................................................................................... 14
Maquinas Equipamentos e Implementos........................................................................................................14
Transporte...................................................................................................................................................... 16
Trabalho com Animais.................................................................................................................................... 16
Fatores Climáticos e Topográficos................................................................................................................. 16
Medida de Proteção Pessoal.......................................................................................................................... 17
Equipamento de Proteção Coletiva................................................................................................................ 27
Instalações Elétricas...................................................................................................................................... 30
Áreas de vivencia........................................................................................................................................... 30
Abastecimento Comboios............................................................................................................................... 34
Do Desenvolvimento do PGRTR.................................................................................................................... 37
Dados dos Riscos Ambientais........................................................................................................................ 41
Programa Básico de Segurança..................................................................................................................... 45
Treinamento de integração............................................................................................................................. 51
Instruções Diversas........................................................................................................................................ 66
Veículos e Equipamentos............................................................................................................................... 69
Campanhas e Treinamentos.......................................................................................................................... 71
Anexos......................................................................................................................................................... 115
Assinatura.................................................................................................................................................... 135

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CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

Razão Social:

CNPJ:

Endereço:

Cidade:

Estado:

CNAE:

Atividade Principal:

Grau de Risco:

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INTRODUÇÃO

O Ministério do Trabalho e Emprego aprovou a Norma Regulamentadora 31, que trata de segurança e saúde
na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. O objetivo é estabelecer preceitos a serem
observados na organização e ambiente de trabalho desenvolvido no meio rural. A nova norma foi publicada através da
Portaria SEPRT nº 22.677, de 22 de outubro de 2020, no Diário Oficial da União, no mesmo dia.
De acordo com a NR 31, esta Norma Regulamentadora - NR tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem
observados na organização e no ambiente de trabalho rural, de forma a tornar compatível o planejamento e o
desenvolvimento das atividades do setor com a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho rural.
Já no item 31.3.1 O empregador rural ou equiparado deve elaborar, implementar e custear o PGRTR, por
estabelecimento rural, por meio de ações de segurança e saúde que visem à prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho nas atividades rurais.
A norma ainda traça regras para o uso de Agrotóxicos, para a Edificação Rural, Transporte de Trabalhadores,
Equipamentos de Proteção Individual, Instalações Sanitárias, Áreas de Vivência, Trabalho com Animais, Transporte de
Cargas, Silos, Secadores, Máquinas e Equipamentos, Instalações Elétricas, Lavanderias, Locais para preparo de
refeições, Ferramentas, Acessos e Vias de Circulação e Fatores Climáticos e Topográficos.

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OBJETIVO

Este Programa tem por objetivo atender aos preceitos constantes na NR-31, estabelecendo ações de forma a tornar
compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da empresa na área da segurança, saúde e meio
ambiente do trabalho, através do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural, bem como o seu
respectivo Plano de Ação.

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1- GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL

O firme compromisso da empresa com a proteção da saúde e a segurança de seus colaboradores, além de atender as
novas determinações da NR-31, é um fator diferencial no mercado competitivo. Um Programa de Gerenciamento de
Riscos no Trabalho Rural da Saúde e Segurança Ocupacional demonstra a determinação em proteger os seus
funcionários e o meio-ambiente de incidentes prejudiciais.

Implementar um Programa de Gerenciamento de Riscos ajuda a controlar a segurança ocupacional e os riscos de


segurança, e a melhorar o desempenho de sua companhia.
Toda empresa tem processos operacionais que são críticos para seus objetivos estratégicos.
O aperfeiçoamento da empresa depende de sua capacidade de descobrir forças, fraquezas, e oportunidades de
aperfeiçoamento.

1.1 JUSTIFICATIVA

Com o PGRTR em pleno funcionamento pode-se controlar melhor a saúde ocupacional da organização e riscos de
segurança, melhorando o desempenho no processo. Um programa de gerenciamento ajuda a proteger o mais
importante ativo, os empregados.

Um Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural permite controlar os riscos à saúde e segurança
ocupacional, bem como melhorar o desempenho do negócio, fazendo dele um lugar seguro para os empregados atuais
e um lugar atraente para os futuros. Assegura também de que se está cumprindo a lei. Distanciar-se dos processos
habituais e observá-los com distanciamento proporciona uma perspectiva geral que tornará os programas de saúde e
segurança ocupacionais mais fáceis de gerenciar, avaliar e melhorar. É a primeira etapa na jornada para o
aperfeiçoamento contínuo da empresa.
Um Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural vai proporcionar a uma estrutura que permitirá:
 Identificar os danos e avaliar os riscos no seu ambiente de trabalho.
 Desenvolver métodos para eliminar perigos e riscos.
 Implementar medidas para avaliar aperfeiçoamentos posteriores e fortalecer a capacidade da sua organização
de cumprir objetivos estratégicos.

O Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural não diz respeito à segurança do produto ou do serviço,
mas à segurança dos funcionários, contratados temporários, prestadores de serviço, visitantes e os demais.

1.2 COLOCANDO OS FUNCIONÁRIOS EM PRIMEIRO LUGAR

Com um Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural de Saúde e Segurança Ocupacional sistemático e
efetivo, pode-se reduzir:
 A quantidade de acidentes, através da prevenção e controle dos perigos dos locais de trabalho.
 O risco de acidentes graves.
 Perdas materiais causadas por acidentes e interrupções de produção.
 Custos com seguros, assim como os custos por faltas dos empregados.
O trabalho para proteger os empregados resultará em uma força de trabalho com mais entusiasmo. Mas também
garante aos clientes que se está trabalhando ativamente para assegurar que as operações são seguras, não apenas
para os seus empregados, mas também para o ambiente ao redor.

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2 - POLÍTICA DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL

Sustentada na Filosofia Empresarial, a Política de Segurança e Saúde Ocupacional direciona as ações da Organização
para práticas modernas visando à proteção de seus integrantes, parceiros e prestadores de serviços, buscando sempre
o aprimoramento contínuo do desempenho nas áreas de segurança e saúde ocupacional, bem como o alcance de
padrões superiores aos legislados.

2.1 Princípios

Todo integrante tem a responsabilidade de contribuir para assegurar as condições de segurança e saúde ocupacional
para si e para os seus colegas de trabalho.

Educação e Conscientização

A Etreinar SST tem implementado em seu programa, ações educativas visando contribuir para o desenvolvimento de
atitudes prevencionistas em cada integrante, parceiro ou prestador de serviço.
A Etreinar SST atua em sintonia com as melhores práticas de gestão, sempre orientadas para a prevenção de riscos
ocupacionais que possam comprometer a integridade das pessoas que trabalham na Empresa e dos seus visitantes.
A gestão da saúde do trabalhador é pautada em diagnósticos, enfocando o ambiente de trabalho e outros aspectos da
saúde integral das pessoas. Por tanto, as ações são integradas com os Programas de Gestão de Segurança e Saúde
Ocupacional do Trabalho Rural.

Aprimoramento Contínuo

A gestão de segurança e saúde ocupacional da Etreinar SST está voltada para a melhoria contínua de suas práticas,
sempre envolvendo e consultando sua força de trabalho. Para tanto, serão observadas: a evolução da legislação, os
melhores referenciais de excelência, bem como a avaliação dos resultados da gestão, através da análise crítica das
ações de segurança e saúde ocupacional.

2.2 CUMPRIMENTO DOS OBJETIVOS E METAS

O Programa de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho Rural, que consolida os Objetivos e Metas nessa área, são
estabelecidos com base na identificação dos perigos/riscos significativos, levando em consideração a legislação
pertinente e a busca da melhoria contínua de desempenho em segurança e saúde ocupacional.

3 – RESPONSABILIDADES e ATRIBUIÇÕES

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3.1 CABE AO EMPREGADOR:


a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho rural,
de forma a garantir adequadas condições de trabalho, higiene e conforto, e adotar medidas de prevenção e
proteção para garantir que todas as atividades, locais de trabalho, máquinas, equipamentos e ferramentas
sejam seguros;
b) adotar os procedimentos necessários quando da ocorrência de acidentes e doenças do trabalho, incluindo a
análise de suas causas;
c) assegurar que se forneçam aos trabalhadores instruções compreensíveis em matéria de segurança e saúde,
seus direitos, deveres e obrigações, bem como a orientação e supervisão necessárias ao trabalho seguro;
d) informar aos trabalhadores:
I. os riscos decorrentes do trabalho e as medidas de prevenção implantadas, inclusive em relação a novas
tecnologias adotadas pelo empregador;
II. os resultados dos exames médicos e complementares a que foram submetidos, quando realizados por
serviço médico contratado pelo empregador;
III. os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho;
e) permitir que representante dos trabalhadores, legalmente constituído, acompanhe a fiscalização dos
preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho; e
f) disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança e à saúde no trabalho.

3.2 CABE AOS TRABALHADORES:


a) cumprir as determinações sobre as formas seguras de desenvolver suas atividades, especialmente quanto às
ordens de serviço emitidas para esse fim;
b) adotar as medidas de prevenção determinadas pelo empregador, em conformidade com esta Norma
Regulamentadora, sob pena de constituir ato faltoso a recusa injustificada;
c) submeter-se aos exames médicos previstos nesta Norma Regulamentadora;
d) colaborar com a empresa na aplicação desta Norma Regulamentadora;
e) não danificar as áreas de vivência, de modo a preservar as condições oferecidas;
f) cumprir todas as orientações relativas aos procedimentos seguros de operação, alimentação, abastecimento,
limpeza, manutenção, inspeção, transporte, desativação, desmonte e descarte das ferramentas, máquinas e
equipamentos;
g) não realizar qualquer tipo de alteração nas ferramentas e nas proteções mecânicas ou dispositivos de
segurança de máquinas e equipamentos, de maneira que possa colocar em risco a sua saúde e integridade
física ou de terceiros;
h) comunicar seu superior imediato se alguma ferramenta, máquina ou equipamento for danificado ou perder
sua função.

3.3 SÃO DIREITOS DOS TRABALHADORES:

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a) ambientes de trabalho seguros e saudáveis, em conformidade com o disposto nesta Norma


Regulamentadora;
b) ser consultados, por meio de seus representantes na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do
Trabalho Rural - CIPATR, sobre as medidas de prevenção que serão adotadas pelo empregador;
c) escolher sua representação em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) receber instruções em matéria de segurança e saúde, bem como orientação para atuar no processo de
implementação das medidas de prevenção que serão adotadas pelo empregador.

3.4 CABE AO MÉDICO

3.4.1 COORDENADOR
 Indicar os exames necessários para cada função neste programa.

 Verificar periodicamente o cumprimento deste programa.

3.4.2 EXECUTOR
 Realizar os exames médicos previstos neste programa.

 Encarregar-se dos exames complementares previstos no programa.

3.4.3 SESMT ou SESTR

 Respeitar todas as NR’s vigentes.

 Assessorar todas as fases da obra nos aspectos relacionados com Segurança do Trabalho, Higiene
Ocupacional e Medicina do Trabalho.

 O setor de segurança do trabalho encarregar-se-á da análise técnica dos pontos críticos da obra, identificando
os principais riscos existentes ou previsíveis; procederá, também, a avaliação mensal da eficácia do programa
de segurança pré-estabelecido, por meio de dados estatísticos, como taxa de freqüência, gravidade e outros
parâmetros.

 Será elaborado um programa de comunicação visual com cartazes elucidativos, apropriados para cada tipo de
trabalho, que deverão ser fixados em pontos estratégicos das áreas previamente estudados e determinados
por este setor.

 Serão realizados controles periódicos dos riscos ambientais, com a conseqüente determinação e delimitação
das áreas perigosas.

 Caberá a este setor a correta instalação, manutenção e inspeção de todos os equipamentos de combate a
incêndio a serem instalados nas áreas envolvidas pelo canteiro, conforme portaria vigente do Ministério do
Trabalho.

 Constituir-se-ão Brigadas de Incêndio, devidamente treinadas, que efetuarão, mensalmente, treinamentos


práticos e teóricos. Serão compostas normalmente por elementos que, necessariamente, conheçam em
profundidade os locais e os graus de riscos envolvidos pela obra.

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 Serão também atribuições do Setor de Segurança do Trabalho:

 Elaborar e participar da integração do novo funcionário na empresa;


 Acompanhar e fiscalizar a execução das palestras diárias sobre segurança – DDSMS;
 Analisar antes do início de uma nova atividade ou tarefa, juntamente com a produção, a potencialidade
de acidentes;
 Efetuar inspeções de segurança;
 Participar de reuniões de acompanhamento sobre segurança;
 Organizar e ministrar cursos e/ou treinamentos específicos;
 Investigar acidentes;
 Orientar a elaboração do plano de trabalho nas áreas, em operação;
 Implantar e acompanhar os procedimentos de segurança próprios para cada atividade;
 Inspecionar quando do recebimento pela obra, e periodicamente, os EPI’s;
 Assessorar na elaboração da APT e respectivo acompanhamento.

4 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO RURAL - CIPATR

A CIPATR tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho, de modo a tornar
compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida do trabalhador.
QUADRO I - NR-31 - DIMENSIONAMENTO DA CIPATR

4.1 DIMENSIONAMENTO
O dimensionamento da CIPATR atenderá o disposto no item 31.7.3 da NR-31 e, sendo o a média de
empregados contratados por tempo indeterminado em torno de 1392, o quadro da CIPATR deverá ser:
06 REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES
06 REPRESENTANTES DO EMPREGADOR

Nota: Hoje a CIPATR contém a quantidade de membros descritos acima.

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4.2 ATRIBUIÇÕES DA CIPATR


 Acompanhar a implementação das medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das
prioridades de ação nos locais de trabalho;
 Identificar as situações de riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, nas instalações ou áreas de
atividades do estabelecimento rural, comunicando-as ao empregador para as devidas providências;
 Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
 Participar, com o SESTR, quando houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os
impactos de alterações nos ambientes e processos de trabalho relacionados à segurança e saúde dos
trabalhadores, inclusive quanto à introdução de novas tecnologias e alterações nos métodos, condições e
processos de produção;
 Interromper, informando ao SESTR, quando houver, ou ao empregador rural ou equiparado, o funcionamento
de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;
 Colaborar no desenvolvimento e implementação das ações da Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente
de Trabalho Rural;
 Participar, em conjunto com o SESTR, quando houver, ou com o empregador, da análise das causas das
doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas encontrados;
 Requisitar à empresa cópia das CAT emitidas;
 Divulgar e zelar pela observância desta Norma Regulamentadora;
 Propor atividades que visem despertar o interesse dos trabalhadores pelos assuntos de prevenção de
acidentes de trabalho, inclusive a semana interna de prevenção de acidentes no trabalho rural;
 Propor ao empregador a realização de cursos e treinamentos que julgar necessários para os trabalhadores,
visando à melhoria das condições de segurança e saúde no trabalho;
 Elaborar o calendário anual de reuniões ordinárias;
 Convocar, com conhecimento do empregador, trabalhadores para prestar informações por ocasião dos estudos
dos acidentes de trabalho.
 Encaminhar ao empregador, ao SESTR e às entidades de classe as recomendações aprovadas, bem como
acompanhar as respectivas execuções;
 Constituir grupos de trabalho para o estudo das causas dos acidentes de trabalho rural;

4.3 DEVERES DA EMPRESA


 Convocar as reuniões ordinárias e extraordinárias da CIPATR;
 Conceder aos componentes da CIPATR os meios necessários ao desempenho de suas atribuições;
 Estudar as recomendações e determinar a adoção das medidas necessárias, mantendo a CIPATR informada;
 Promover para todos os membros da CIPATR, em horário de expediente normal do estabelecimento rural,
treinamento sobre prevenção de acidentes de trabalho previsto no subitem 31.7.20.1 desta Norma
Regulamentadora.
 Cabe aos trabalhadores indicar a CIPATR situações de risco e apresentar sugestões para a melhoria das
condições de trabalho.
 A CIPATR reunir-se-á uma vez por mês, ordinariamente, em local apropriado e em horário normal de
expediente, obedecendo ao calendário anual.
 Em caso de acidentes com consequências de maior gravidade ou prejuízo de grande monta, a CIPATR se
reunirá em caráter extraordinário, com a presença do responsável pelo setor em que ocorreu o acidente, no
máximo até cinco dias após a ocorrência.

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 Quando a empresa contratar empreiteiras, a CIPATR da empresa contratante deve, em conjunto com a
contratada, definir mecanismos de integração e participação de todos os trabalhadores em relação às decisões
da referida comissão.

4.4 DO TREINAMENTO
A empresa promoverá treinamento em segurança e saúde no trabalho para os membros da CIPATR antes da
posse, de acordo com o conteúdo mínimo:
a) noções de organização, funcionamento, importância e atuação da CIPATR;
b) estudo das condições de trabalho com análise dos riscos originados do processo produtivo no campo, bem como
medidas de controle (por exemplo, nos temas agrotóxicos, maquinas e equipamentos, riscos com eletricidade, animais
peçonhentos, ferramentas, silos e armazéns, transporte de trabalhadores, fatores climáticos e topográficos, áreas de
vivência, ergonomia e organização do trabalho);
c) caracterização e estudo de acidentes ou doenças do trabalho, metodologia de investigação e análise;
d) noções de primeiros socorros;
e) noções de prevenção de DST, AIDS e dependências químicas;
f) noções sobre legislação trabalhista e previdenciária relativa à Segurança e Saúde no Trabalho;
g) noções sobre prevenção e combate a incêndios;
h) princípios gerais de higiene no trabalho;
i) relações humanas no trabalho;
j) proteção de máquinas equipamentos;
k) noções de ergonomia.
A empresa deve promover o treinamento para os empregados mais votados e não eleitos, limitado ao número de
membros eleitos da CIPATR.
O treinamento para os membros da CIPATR terá carga horária mínima de vinte horas, distribuídas em no máximo oito
horas diárias e será realizado durante o expediente normal, abordando os principais riscos a que estão expostos os
trabalhadores em cada atividade que desenvolve.

5 – AGROTÓXICOS, ADJUVANTES E PRODUTOS AFINS

Trabalhos realizados:

* Auxiliar nas tarefas de regulagens da vazão das mangueiras e canos dos pulverizadores de todos equipamentos e
dispositivos de aplicação de herbicidas;
* Auxiliar no transporte dos equipamentos para aplicar herbicida no campo, verificando os trabalhos dos operadores de
máquinas, etc., esclarecendo dúvidas a respeito das operações de aplicações de insumos e herbicidas;
* realizar o preparo dos herbicidas para que o aplicador possa utilizá-lo segundo as normas e especificações de
segurança e técnicas.
* realizar a aplicação de herbicidas com uso de bomba costal nas plantações de cana-de-açúcar, e outros;

EPI´s. utilizados: Kit de EPI (conjunto de calça e blusa hidrorepelentes, avental, boné tipo touca árabe, viseira facial),
óculos de segurança, respirador semifacial com filtro químico, bota de segurança, luva de látex.

A empresa efetua também aplicações com trator e pulverizador acoplado:

* Para saber informações sobre os produtos, o SESTR mantém arquivadas as FISPQ respectivas.

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EPI´s. utilizados: Kit de EPI (conjunto de calça e blusa hidrorepelentes, avental, boné tipo touca árabe, viseira facial),
óculos de segurança, respirador semifacial com filtro químico, bota de segurança, luva de látex.

5.1 TIPOS DE TRABALHADORES EM RELAÇÃO À EXPOSIÇÃO

* Trabalhadores em exposição direta: são os que manipulam os agrotóxicos e produtos afins, em qualquer uma das
etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte, e descontaminação de equipamentos e
vestimentas;
* Trabalhadores em exposição indireta: são os que não manipulam diretamente os agrotóxicos, adjuvantes e produtos
afins, mas circulam e desempenham suas atividades de trabalho em áreas vizinhas aos locais onde se faz a
manipulação dos agrotóxicos em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação e
descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas, e ou ainda os que desempenham atividades de trabalho
em áreas recém-tratadas.

5.2 PROCEDIMENTOS
Todo produto utilizado na empresa está devidamente cadastrado pelos órgãos governamentais competentes.
É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins por menores de dezoito anos; maiores
de sessenta anos e; por gestantes.
É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, nos ambientes de trabalho, em
desacordo com a receita e as indicações do rótulo e bula, previstos em legislação vigente.
É obrigatória a obtenção de “Receita Agronômica”, cuja cópia deve ficar arquivada, de preferência, junto com a nota
fiscal de compra do produto. A receita é emitida por profissional habilitado, normalmente Engenheiro Agrônomo.
É vedado o trabalho em áreas recém-tratadas, antes do término do intervalo de reentrada estabelecida nos rótulos dos
produtos, salvo com o uso de equipamento de proteção recomendado.
É vedada a entrada e permanência de qualquer pessoa na área a ser tratada durante a pulverização aérea.
Na aplicação realizada com aeronave, o piloto tem conhecimento dos talhões e áreas a serem aplicadas através de
(GPS). Nos casos em que é aplicado com trator o operador primeiramente, toma conhecimento do local a ser efetuada
a aplicação, e depois inicia para não ter a necessidade da utilização de uma pessoa para balizar.
A empresa fornece instruções suficientes aos que manipulam agrotóxicos, adjuvantes e afins, e aos que desenvolvam
qualquer atividade em áreas onde possa haver exposição direta ou indireta a esses produtos, garantindo os requisitos
de segurança previstos nesta norma.
Os colaboradores que executam trabalhos de aplicação de agrotóxicos recebem treinamento buscando promover a
capacitação dos mesmos, levando aos colaboradores o conhecimento dos riscos existentes na atividade que ira
executar, como por ex: classificação toxicológicas dos produtos, local onde será executado o trabalho, medidas de
proteção aos colaboradores envolvidos direto e indiretamente na aplicação, medidas a serem adotadas em caso de
intoxicação.
A empresa adotou as seguintes medidas:
* fornece equipamentos de proteção individual e vestimentas adequadas aos riscos, que não propiciem desconforto
térmico prejudicial ao trabalhador;
* fornece os equipamentos de proteção individual e vestimentas de trabalho em perfeitas condições de uso;
* os funcionários são orientados quanto ao uso correto dos dispositivos de proteção;
* fornecer água, sabão e toalhas para higiene pessoal;
* A empresa não permite que nenhum dispositivo de proteção ou vestimenta contaminada seja levado para fora do
ambiente de trabalho;
* A empresa garante que nenhum dispositivo ou vestimenta de proteção seja reutilizado antes da devida
descontaminação;

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* É vedado o uso de roupas pessoais quando da aplicação de agrotóxicos.


Além do fornecimento gratuito dos EPI´s adequados e do treinamento sobre o uso, cuidado e manutenção, devem ser
guardados recebidos com discriminação detalhada dos equipamentos, datas de entrega e assinatura dos usuários.

Os equipamentos de aplicação dos agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, são:


* mantidos em perfeito estado de conservação e funcionamento;
* inspecionados antes de cada aplicação;
* utilizados para a finalidade indicada;
* operados dentro dos limites, especificações e orientações técnicas.
A conservação, manutenção, limpeza e utilização dos equipamentos são realizadas por pessoas previamente treinadas
e protegidas. Os produtos são mantidos em suas embalagens originais, com seus rótulos e bulas.

5.3 EMBALAGENS VAZIAS

* Após a aplicação é efetuada a tríplice lavagem, inutilizada com furos e encaminhadas para empresa autorizada no
município de Chapadão do Sul - MS.

* O envio é feito devidamente com acompanhamento de nota fiscal, e em veículo adequado para este fim.
* É vedada a reutilização, para qualquer fim, das embalagens vazias de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, cuja
destinação final deve atender à legislação vigente.
* As embalagens retornáveis recebem tratamento especificado pelo fabricante ou fornecedor. As não-retornáveis são
levadas imediatamente depois de esvaziadas, para evitar o ressecamento do produto. Após a lavagem, as embalagens
são inutilizadas e guardadas.

5.4 LOCAL DE ARMAZENAMENTO


* Estes ficam armazenados no almoxarifado (Deposito de Defensivos).

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5.5 TRANSPORTE
São transportados por um caminhão de calda pronta ou por veículo de carroceria adequado.
Os agrotóxicos adjuvantes e produtos afins são transportados em recipientes rotulados, resistentes e hermeticamente
fechados.

6 – MEIO AMBIENTE E RESÍDUOS

Nas frentes mecanizadas ficam disponíveis nos locais de refeições, cesto com tampa devidamente identificados e com
saco de lixo para coleta seletiva, onde são depositadas as sobras de alimentos, sendo que, todos os dias os
encarregados passam recolhendo em embalagens plásticas.

* Em relação aos agrotóxicos, a Etreinar SST segue os procedimentos descritos no item 5;

* CORTE MECANIZADO - Para cada colaborador é fornecida uma marmita térmica, e uma garrafa térmica de 5 litros,
onde os mesmos já levam para a lavoura com água potável, e é reabastecida em geladeiras locadas nas Carretas de
Vivência, caso seja necessário durante o dia;

7 – ERGONOMIA
Os trabalhadores realizam as pausas de descansos previstas na NR 31, sendo realizados 10 minutos no
período da manhã, e 10 minutos no período da tarde.
A empresa fornece aos colaboradores da área agrícola, soro reidratante especifico para a função de grande
esforço físico, visando suprir as perdas de sais e outros componentes que influenciam negativamente na saúde do
trabalhador. Este fator é de grande relevância na prevenção de câimbras e dores no corpo.
A empresa adota princípios ergonômicos que visam à adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar melhorias nas condições de conforto e segurança no
trabalho.
É proibido o levantamento e o transporte manual de carga com peso suscetível de comprometer a saúde do
trabalhador.

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Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas recebe treinamento ou instruções
quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes.
É obrigatório a ginastica laboral para todos os trabalhadores rurais da empresa, aplicada através de monitores
capacitados por profissionais habilitados, sendo realizadas auditorias periódicas de campo.

8 – FERRAMENTAS MANUAIS

A empresa disponibiliza, gratuitamente, ferramentas adequadas ao trabalho e às características físicas do


trabalhador, substituindo-as sempre que necessário.

As ferramentas são:
 Seguras e eficientes;
 Utilizadas exclusivamente para os fins a que se destinam;
 Mantidas em perfeito estado de uso.
A empresa tem o cuidado de adquirir ferramentas, visando com que o cabo venha permitir boa aderência em
qualquer situação de manuseio, possuir formato que favoreça a adaptação à mão do trabalhador, e ser fixados de
forma a não se soltar acidentalmente da lâmina.
As ferramentas de corte são:
 Guardadas e transportadas em bainha (modelo abaixo);
 Mantidas afiadas.
 A bainha protege o fio da lâmina durante o transporte do facão, que é transportado em caixas fechadas com
cadeado, ficando a chave sob a responsabilidade do líder.
 Como a afiação representa sério risco de lesão nas mãos, a empresa fornece protetor de lima cujo uso é
obrigatório (modelo abaixo).

9 – MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E IMPLEMENTOS.

As máquinas, equipamentos e implementos atendem os seguintes requisitos:


 Utilizados unicamente para os fins concebidos, segundo as especificações técnicas do fabricante;
 Operados somente por trabalhadores capacitados e qualificados para tais funções, estes recebem treinamento
de segurança no trabalho, treinamento operacional efetuado por instrutor, além de cursos ministrados por
parceria com outras entidades como: (SENAR, NEW HOLLAND, CASE, ETC.)
 Utilizados dentro dos limites operacionais e restrições indicadas pelos fabricantes.
Os manuais das máquinas, equipamentos e implementos são mantidos no estabelecimento, devendo o empregador
dar conhecimento aos operadores do seu conteúdo e disponibilizá-los sempre que necessário.
Só são utilizadas máquinas, equipamentos e implementos cujas transmissões de força estejam protegidas.
As máquinas, equipamentos e implementos que ofereçam risco de ruptura de suas partes, projeção de peças ou de
material em processamento, somente serão utilizadas se dispuserem de proteções efetivas.
Os protetores removíveis só são retirados para execução de limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, ao fim dos quais
devem ser obrigatoriamente, recolocados.
São utilizadas máquinas e equipamentos móveis motorizados que tenham estrutura de proteção do operador em caso
de tombamento e dispor de cinto de segurança.

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Mais detalhes desta exigência podem ser obtidos na Norma de Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT –
NBR 10.001 – Estrutura de proteção contra capotagem de tratores agrícolas de rodas.
São vedadas a execução de serviços de limpeza, de lubrificação, de abastecimento e de manutenção com as
máquinas, equipamentos e implementos em funcionamento, salvo se, o movimento for indispensável à realização
dessas operações, quando deverão ser tomadas medidas especiais de proteção e sinalização contra acidentes de
trabalho.
É proibido o trabalho de máquinas e equipamentos acionados por motores de combustão interna, em locais fechados
ou sem ventilação suficiente, salvo quando for assegurada a eliminação de gases do ambiente.
As máquinas e equipamentos, estacionários ou não, que possuem plataformas de trabalho, só são utilizadas quando
dotadas escadas de acesso e dispositivos de proteção contra quedas.
É proibido o transporte de pessoas em máquinas e equipamentos motorizados e nos seus implementos acoplados,
exceto se desenvolvido sistema de proteção para este fim.
Além da própria máquina e seus implementos, estão incluídas na proibição as carretas tracionadas por tratores.
Só são utilizadas máquinas de cortar, picar, triturar, moer, desfibrar e similares que possuírem dispositivos de proteção,
que impossibilitem contato do operador ou demais pessoas com suas partes móveis.
A empresa substitui ou repara equipamentos e implementos, sempre que apresentam defeitos que impedem a
operação de forma segura.
Só são utilizadas roçadeiras que possuem dispositivos de proteção que impossibilitam o arremesso de materiais
sólidos.
A empresa capacita os operadores de máquinas e equipamentos, visando o manuseio e a operação seguros, através
de palestras e treinamentos de segurança envolvendo treinamentos operacionais. Os operadores também passam por
curso e reciclagem sobre Direção Defensiva.
São utilizados máquinas e equipamentos que apresentam dispositivos de acionamento e parada localizada de modo
que:
a) sejam acionados ou desligados pelo operador na sua posição de trabalho;
b) não se localizem na zona perigosa da máquina ou equipamento;
c) sejam acionados ou desligados, em caso de emergência, por outra pessoa que não seja o operador;
d) não sejam acionados ou desligados involuntariamente pelo operador ou de qualquer outra forma acidental;
e) não acarretem riscos adicionais.
Nas paradas temporárias ou prolongadas o operador deve colocar os controles em posição neutra, acionar os freios e
adotar todas as medidas necessárias para eliminar riscos provenientes de deslocamento ou movimentação de
implementos ou de sistemas da máquina operada.
Só são utilizadas correias transportadoras que possuem:
a) sistema de frenagem ao longo dos trechos onde possa haver acesso de trabalhadores;
b) dispositivo que interrompa seu acionamento quando necessário;
c) partida precedida de sinal sonoro audível que indique seu acionamento;
d) transmissões de força protegidas com grade contra contato acidental;
e) sistema de proteção contra quedas de materiais, quando instaladas em altura superior a dois metros;
f) sistemas e passarelas que permitam que os trabalhos de manutenção sejam desenvolvidos de forma segura;
g) passarelas com guarda-corpo e rodapé ao longo de toda a extensão elevada onde possa haver circulação de
trabalhadores;
h) sistema de travamento para ser utilizado quando dos serviços de manutenção.
Nos locais de movimentação de máquinas, equipamentos e veículos há medidas como:

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a) regras de preferência de movimentação;


b) distância mínima entre máquinas, equipamentos e veículos;
c) velocidades máximas permitidas de acordo com as condições das pistas de rolamento.

10 – TRANSPORTE
10.1 TRANSPORTE DE TRABALHADORES

O transporte de funcionários é realizado por empresas terceirizadas, em ônibus adequado, não sendo permitido o
transporte de pessoas em pé, sendo que, as ferramentas são transportadas com bainha em caixas fechadas nos porta
malas.

São realizados check–list, mensalmente em todos os veículos, a fim de verificar itens de segurança e condições de
conforto.

Os condutores são motoristas devidamente capacitados e habilitados, portadores de CNH específica e com curso de
direção defensiva.

Os veículos apresentam-se em boas condições de manutenção e aspecto geral, e com Licença do DER para
transporte de trabalhadores rurais.

10.2 TRANSPORTE DE CARGAS

O método de carregamento e descarregamento de caminhões é compatível com o tipo de carroceria utilizado, sendo
observadas condições de segurança durante toda a operação.
As escadas ou rampas utilizadas pelos trabalhadores, para carregamento e descarregamento de caminhões, garantem
condições de segurança e evitam esforços físicos excessivos.
Nos caminhões graneleiros abertos, é proibido que os trabalhadores subam sobre a carga em descarregamento.

Como o transporte de cargas pressupõe o uso de veículos e o emprego de motoristas, as exigências básicas a serem
observadas estão relacionadas ao tipo e estado do veículo, existência de registrador instantâneo de velocidade e
habilitação do motorista, que estão contidas na lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1.997 – Código de Trânsito
Brasileiro – artigos 105, 117 e 140 a 160.

11– TRABALHO COM ANIMAIS

Na Etreinar SST não existe atividade envolvendo o uso de animais.

12– FATORES CLIMÁTICOS E TOPOGRÁFICOS

A empresa:
a) orienta os seus colaboradores quanto aos procedimentos a serem adotados na ocorrência de condições
climáticas desfavoráveis, mantendo ainda o ônibus em tempo integral na lavoura para abrigo ou suporte para os
colaboradores em eventuais situações desfavoráveis;
b) interrompe as atividades na ocorrência de condições climáticas que comprometam a saúde e a segurança dos
trabalhadores.

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c) organiza o trabalho de forma que as atividades que exijam maior esforço físico, quando possível, sejam
desenvolvidas no período da manhã ou no final da tarde e com as pausas previstas na NR 31.
A Etreinar SST busca adotar medidas de proteção, para minimizar os impactos sobre a segurança e saúde do
trabalhador, nas atividades em terrenos acidentados.

13 – MEDIDAS DE PROTEÇÃO PESSOAL

São fornecidos aos funcionários, gratuitamente, equipamentos de proteção individual (EPI), nas seguintes
circunstâncias:
a) sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente comprovadas inviáveis ou quando não
oferecerem completa proteção contra os riscos decorrentes do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
c) para atender situações de emergência.
Os equipamentos de proteção individual são adequados aos riscos e mantidos em perfeito estado de conservação e
funcionamento.
A Etreinar SST exige que os colaboradores utilizem os EPI’s.
A Etreinar SST orienta os colaboradores sobre o uso do EPI.

Observação: salienta-se que todos os equipamentos são trocados quando danificam, porém, as trocas são
efetuadas respeitando a vida útil dos mesmos, ou seja, os equipamentos nunca são usados por períodos maiores do
que a sua vida útil.
Além disso, a empresa mantém constante verificação dos prazos de validade dos Certificados de Aprovação dos EPIs
que adquire, equivalendo dizer que ela somente adquire equipamentos de proteção individual cujos certificados de
aprovação estão com seus prazos de validade em vigência.

Abaixo, alguns EPI´s fornecidos pela empresa:

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BOTINA DE SEGURANÇA COM BICO DE AÇO

BOTA PVC - HERBICIDA

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PERNEIRA DE PROTEÇÃO

BONÉ COM TOUCA ÁRABE

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LUVA TIPO VAQUETA

LUVA COM GRAFATÉX

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LUVA PIGMENTADA

LUVA PVC – HERBICIDA

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LUVA DE RASPA

LUVA PVC MÉDIA

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ÓCULOS DE SEGURANÇA CINZA

ÓCULOS SEGURANÇA ESPELHADO

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ÓCULOS DE SEGURANÇA AMPLA VISÃO

MÁSCARA FACIAL M.S.A – HERBICIDA

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PROTETOR AURICULAR TIPO PLUG

CAPUZ BALACLAVA BOMBEIRO

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CONJUNTO APROXIMAÇÃO BOMBEIRO

11.8.3 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVO (EPC)

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FITA ZEBRADA AMARELA/PRETA

CORRENTE DE SINALIZAÇÃO AMARELA/PRETA

FITA REFLETIVA

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PROTETOR DE FACÃO

PROTETOR FACA COLHEDORA

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PROTETOR DE LIMA

14 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Todas as partes das instalações elétricas são projetadas, executadas e mantidas de modo que seja possível prevenir,
por meios seguros, os perigos de choque elétrico e outros tipos de acidentes.
Os componentes das instalações elétricas são protegidos por material isolante, as partes baixas das instalações
elétricas, onde pode ser alcançado pelo colaborador, são protegidos por caixas de passagens de interruptor, em
conduíte revestido em paredes de alvenaria rebocada.
As partes condutoras de energia que estejam em local acessível a contatos e que não faça parte dos circuitos elétricos
são aterrados.
Os colaboradores destinados executar correções quando necessário são devidamente qualificados tendo concluído
curso da NR-10;
As edificações devem ser protegidas contra descargas elétricas atmosféricas.

A Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR 5.419 – “Proteção de edificações contra
descargas atmosféricas” é a referência nacional para este tipo de proteção (www.abnt.org.br ).
As cercas elétricas devem ser instaladas de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante;

15– ÁREAS DE VIVÊNCIA

As áreas de vivência são compostas de:


a) instalações sanitárias;

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b) locais para refeição e descanso;


c) armários para guarda de objetos.

É vedada a utilização das áreas de vivência para fins diversos daqueles a que se destinam.

15.1 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

- As instalações sanitárias são constituídas de:


a) lavatório na proporção de uma unidade para cada grupo de vinte trabalhadores ou fração;
b) vaso sanitário na proporção de uma unidade para cada grupo de vinte trabalhadores ou fração;
c) mictório na proporção de uma unidade para cada grupo de dez trabalhadores ou fração;

- Nas Frentes de Trabalho:

É disponibilizada instalação sanitária nas carretas de vivência conforme figura abaixo, com vasos sanitários e
lavatórios, atendidos os requisitos do item 31.23.3.2, e caso existam homens e mulheres laborando no mesmo local, e
o ônibus tenha apenas um sanitário, são instaladas barracas sanitárias para separação dos sexos.

15.2 REFEITÓRIO

Segue abaixo modelo das áreas de vivencia, destinadas a serem efetuadas as refeições na lavoura: na sombra e de
forma adequada, com mesas e assentos em quantidades suficientes a todos os trabalhadores, local para coleta de lixo
e lavatório.

Nas carretas de vivência existe sistema de refrigeração de água potável com sistema de filtro para ser consumida no
local, e também, para abastecimento das garrafas térmicas fornecidas gratuitamente aos trabalhadores. Mensalmente
é realizada coleta da água de todos os pontos de água potável, que é encaminhada a laboratório para análise da
potabilidade. Também existe nas carretas água potável para higienização e limpeza das mãos. É realizada a
higienização e limpeza dos reservatórios, assim como a substituição dos filtros periodicamente. As águas servidas são
provenientes de poços artesianos (água tratada e potável).

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FRENTE DA CARRETA DE VIVÊNCIA DO CAMPO

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ACESSO AO BANHEIRO MASCULINO E FEMININO

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INTERIOR DA CARRETA DE VIVÊNCIA

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15.3 Abastecimento Comboios


A empresa mantem em funcionamento, os seus veículos de abastecimento em campo (comboios) sempre em bom
estado de conservação. Todos os veículos são inspecionados anualmente pelo INMETRO e recebem certificação.
Dispõe de todas as placas de sinalização exigidas para o tipo de transporte. Ainda está disponível aos ocupantes do
veículo, todo o kit comboio, conforme imagens abaixo.

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16 – DO DESENVOLVIMENTO DO PGRTR

O Programa de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho Rural inclui as seguintes etapas:

a) reconhecimento e avaliação dos perigos e riscos e da exposição aos trabalhadores;


b) avaliação dos controles existentes e suas eficácias;
c) monitoramento continuo dos processos da empresa;
d) plano de ação.

A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PGRTR são realizadas pelo SESMT/SESTR da


empresa.

O reconhecimento e avaliação dos perigos e riscos envolve a análise de projetos de novas instalações, métodos ou
processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes, visando identificar os riscos potenciais e introduzir medidas
de proteção para sua redução ou eliminação.

O reconhecimento dos riscos ambientais contém os seguintes itens:

a) a sua identificação;
b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras;
c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho;
d) identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos;
e) a caracterização das atividades e do tipo de exposição;
f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do
trabalho;
g) os possíveis danos à saúde relacionada aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica;
h) a descrição das medidas de controle já existentes;

A avaliação quantitativa é realizada sempre que necessária para:

a) comprovar o controle da exposição ou a inexistência dos riscos identificados na etapa de reconhecimento;


b) dimensionar a exposição dos trabalhadores;
c) subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

16.1.3 DO MONITORAMENTO

Para o monitoramento da exposição dos trabalhadores e das medidas de controle, realiza-se uma avaliação
sistemática e repetitiva da exposição a um dado risco, visando a introdução ou modificação das medidas de controle,
sempre que necessário.

16.1.4 DO PLANO DE AÇÃO

Mantêm-se um registro de dados, estruturado de forma a constituir um histórico técnico e administrativo do


desenvolvimento do PGRTR, de modo a identificar os itens críticos e que ofereçam riscos a operação.

São realizados relatórios periódicos dos resultados da área de Segurança e Saúde no Trabalho, bem como registros
diários de atendimentos e procedimentos; registros estatísticos mensais e anuais.

Os dados são atualizados e revistos periodicamente e a planilha de Perigos e Riscos revisada em qualquer ocorrência
anormal.

O registro de dados deverá estar sempre disponível aos trabalhadores interessados ou seus representantes e para as
autoridades competentes.

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16.1.5 DAS RESPONSABILIDADES

(Já abordado no item 3 deste programa – favor consultar)

16.1.6 DA INFORMAÇÃO

Os trabalhadores interessados têm o direito de apresentar propostas e receber informações e orientações a fim de
assegurar a proteção aos riscos ambientais identificados na execução do PGRTR.

A empresa informa aos trabalhadores de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam
originar-se nos locais de trabalho, e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se
dos mesmos.
Utiliza-se de DDS – Diálogo Diário de Segurança, dos Quadros de Aviso, das reuniões de segurança e na oportunidade
ímpar do Treinamento de Integração.

16.1.7 DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Sempre que existirem outras empresas realizando simultaneamente atividades no mesmo local de trabalho, estas
devem executar ações integradas para aplicar as medidas previstas no PGRTR, visando a proteção de todos os
trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados.
O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais presentes,
são considerados para fins de planejamento e execução do PGRTR em todas as suas fases.

A empresa garante que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho, que coloquem em situação de grave
e iminente risco um ou mais trabalhadores, os mesmos podem interromper de imediato as suas atividades,
comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências.

16.1.8 METODOLOGIA DE DESENVOLVIMENTO

A seguir seguem as metodologias utilizadas na elaboração deste Programa de Gestão de Segurança e Saúde no
Trabalho Rural - PGRTR, segundo as etapas a serem desenvolvidas;

16.1.9 DEFINIÇÕES

Risco - risco ambiental identificado na antecipação ou no reconhecimento.

Nível do Risco – Nível estimado em função das consequências (efeitos), que definirão prioridades básicas do PGRTR
em termos de controle.

Agentes – Informa quais os tipos de agentes existentes no ambiente de trabalho.

Fonte Geradora - Especifica a causa da presença do risco ou a fonte que a produz.

Efeitos - inclui os efeitos conhecidos da literatura técnica. Pode incluir dados indicativos de possível comprometimento
de saúde, ou queixas existentes.

Medidas de Controle - especifica as medidas de controle existentes, pode incluir medidas básicas de controle a serem
estudas, ou adotadas imediatamente.

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16.1.10 CATEGORIAS DE RISCO:

PEQUENO (CONTROLE DE ROTINA)

 Quando o agente não representa risco potencial de dano à saúde nas condições normais industriais, descritas
em literatura, ou pode representar apenas um aspecto de desconforto e não de risco;
 Quando as condições de trabalho aparentes correspondem às do item anterior;
 Quando o agente foi identificado, mas é quantitativamente desprezível frente aos critérios técnicos;
 Quando o agente se encontra sob controle técnico e abaixo do nível de ação.

MÉDIO (CONTROLE PREFERENCIAL/MONITORAMENTO)

 Quando o agente apresenta um risco moderado à saúde, nas condições normais industriais descritas na
literatura, não causando efeitos agudos;
 Quando o agente não possui Limite de Tolerância - LT valor-teto, e o valor de LT média ponderada é
consideravelmente alto;
 Quando não há queixas aparentemente relacionadas com o agente;
 Quando a exposição se encontra sob controle técnico e acima do nível de ação, porém abaixo do LT.

GRANDE (CONTROLE PRIORITÁRIO)

 Quando o agente pode causar efeitos agudos, possui LT valor-teto, ou os valores do LT média ponderada são
muito baixos;
 Quando as práticas operacionais/condições ambientais indicam aparente descontrole de exposição;
 Quando há possibilidade de deficiência de oxigênio;
 Quando não há proteção cutânea específica no manuseio de substâncias com notação-pele;
 Quando há queixas específicas ou os indicadores biológicos de exposição foram excedidos (Saúde
ocupacional).
 Quando a exposição não se enquadra sob controle médico técnico e está acima do LT média ponderada,
porém abaixo do valor máximo ou valor teto.

GRAVE (CONTROLE DE URGÊNCIA)

 Quando envolve exposição a carcinogênicos;


Nas situações aparentes de risco grave e iminente;
 Quando há risco aparente de deficiência de oxigênio;
 Quando o agente possui efeitos agudos, baixo LT e as práticas operacionais/situações ambientais indicam
aparente descontrole de exposição;
 Quando as queixas são específicas e freqüentes, com indicadores biológicos de exposição excedidos;
 Quando há exposição cutânea severa a substâncias com notação-pele.
 Quando a exposição não se encontra sob controle técnico e está acima do valor-teto/valor máximo.

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16.1.12 AVALIAÇÃO DOS RISCOS E DA EXPOSIÇÃO DOS TRABALHADORES

A avaliação dos riscos e a caracterização da exposição dos trabalhadores serão realizadas através de um
levantamento ambiental, que tomará como base os seguintes riscos:
A) Riscos Físicos: Consiste na identificação da existência ou não de ruído, radiação ionizante ou não, vibrações, calor
frio, pressões anormais e umidade. A caracterização dos mesmos se faz pelas medições e limites de tolerância,
conforme as normas.
B) Riscos Químicos: Caracterização da exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho, mas
especificamente: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias compostas ou produtos químicos
em geral caracterizados por seu limite de tolerância e inspeção no local de trabalho;
C) Riscos Biológicos: Atividades que envolvam agentes biológicos, cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação
qualitativa, classificando-se como: vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilos;
D) Riscos Ergonômicos: São aqueles que exigem postura inadequada e esforço físicos intenso;
E) Riscos de Mecânicos (Acidentes): Pelo tipo de atividade predominante, estão relacionados com o transporte e
operação de máquinas, picadas de animais peçonhentos, armazenamento inadequado, possibilidade de incêndio e
explosão, lixo, cortes com ferramentas manuais, corpo estranho nos olhos, acidentes nas tarefas de manutenção e
reparo de máquinas agrícolas, máquinas e equipamentos sem proteção, eletricidade, etc.

16.1.12.1 REGISTRO E DIVULGAÇÃO DE DADOS

Os dados são registrados em planilhas ou relatórios e, posteriormente são vistados por, pelo menos, um responsável
pelo PGRTR. As mesmas serão guardadas pelo responsável pelo SESTR, ficando à disposição das autoridades e/ou
sindicatos de classe, devendo ser apresentadas e discutidas pela CIPATR.

16.1.13 PROGRAMA DE TREINAMENTO

A empresa possui uma programação de treinamentos de segurança voltada para capacitação de seus colaboradores
para execução dos trabalhos do dia-a-dia sem se expor à riscos de acidentes. Os treinamentos contêm, entre outros,
os seguintes temas:
- Orientação sobre os riscos existentes no preparo, plantio e colheita de cana;
- Orientação sobre ruído / proteção auditiva;
- Orientação sobre o uso de EPI´s em geral;
- Treinamento uso e manuseio de defensivos agrícolas;
- Controle e inspeção de extintores;
- Primeiros socorros;
- Treinamento de segurança na operação de máquinas agrícolas em geral.

Obs. Todo treinamento consta em lista de presença, e ainda se documenta fotograficamente para arquivamento no
RH da empresa.

(Anexo Nº 01 - Impresso Lista de Presença em Treinamento).

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17 - DADOS DOS RISCOS AMBIENTAIS:

Nos próximos itens estão expostos os dados específicos de cada risco existentes nos diversos locais de trabalho
analisados e avaliados da empresa.

A - RISCOS FÍSICOS:

RISCO: RUÍDO

O ruído é incidente (próximas aos trabalhadores), distantes das máquinas, (nos


tratores e nos caminhões). A exposição ao ruído é intermitente variando de
acordo com a operação do dia. O índice de pressão sonora verificada na área
LOCAIS DE INCIDÊNCIA: rural fica entre 74,2 a 80,0 dB (A), não necessitando o uso de Equipamentos de
Proteção Auditiva em tempo integral, nos trabalhos de campo, porém o
tratorista, operadores de colhedora, moto bomba entre outros maquinários é
necessário a utilização de Protetores Auriculares em Período integral.

O controle de exposição ao ruído é realizado através de auditoria e


campanhas de conscientização dos funcionários (palestras, orientações,
DETALHES DO CONTROLE:
treinamento, integrações de novos funcionários, implantação de EPI e EPC
etc.), também conta com programa PCA (Programa de Conservação Auditiva).

A possível consequência da exposição continua a ruído intenso são: cansaço,


ESPECIFICAÇÕES DO RISCO: irritação, dores de cabeça, diminuição da audição, aumento da pressão
arterial, problemas do aparelho digestivo, zumbido, insônia, etc.

RISCO: INTEMPÉRIES
LOCAIS DE INCIDÊNCIA: - É incidente em operações de campo, variando de acordo com a operação do
dia, não mensuráveis em decorrência da exposição ser proveniente das variações
climáticas (natural).

DETALHES DO CONTROLE: - O controle de exposição aos riscos é realizado através de auditoria e


conscientização dos funcionários (palestras, orientações, treinamento,
integrações de novos funcionários, etc.). Área de vivencia nas frentes de
trabalho, maquinas cabinadas e climatizadas, barracões e instalações em geral
com aterramento. São fornecidos também uniformes de manga longa, touca
árabe, chapéu de palha, óculos de proteção com lentes ultravioleta e bloqueador
solar.

ESPECIFICAÇÕES DO -A possível consequência da exposição continua aos riscos são: Vaso dilatação
RISCO: periférica, sudorese, (exaustão do calor, desidratação, cãibras do calor, câncer
de pele e choque térmico).

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B - RISCOS QUÍMICOS:

RISCO: GRAXAS, ÓLEOS MINEIRAIS, SOLVENTES E LUBRIFICANTES.


(Isentos de benzeno).

LOCAIS DE INCIDÊNCIA: -Manutenção em geral.

DETALHES O controle de exposição aos riscos é realizado através de auditoria e


DO CONTROLE: conscientização dos funcionários (palestras, orientações, treinamentos,
integrações de novos funcionários, etc.). Fornecimento de creme protetor para
as mãos (Luvex ou equivalente), além de uniformes, luvas, óculos, touca árabe,
capacete, protetor auditivo e calçado de segurança, etc.

ESPECIFICAÇÕES DO -Estes produtos derivados de petróleo são considerados carcinogênicos, e pode


RISCO: causar reações alérgicas em pessoas com hipersensibilidade aos mesmos.

RISCO: HERBICIDAS (AGROTÓXICOS)

LOCAIS DE INCIDÊNCIA: -Aplicação Costal Manual, Com Barras Mecanizadas e Arado.

DETALHES O controle de exposição aos riscos é realizado através de auditoria e


DO CONTROLE: conscientização dos funcionários (palestras, orientações, treinamentos,
integrações de novos funcionários. Uso de conjunto hidro-repelente para
aplicação Herbicida, Respirador 3M com filtro químico para vapores
orgânicos, Bota PVC, Luva Nitrílica Látex, toca árabe, óculos de proteção.

ESPECIFICAÇÕES DO - Estes produtos são químicos, em contato com pele, inalação ou ingerido, pode
RISCO: causar doenças de pela, problemas respiratórios entre outros.

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C - RISCOS DE ACIDENTES:

RISCO: ANIMAIS PEÇONHENTOS.

FONTES: - Campo em Geral.

DETALHES DO RISCO E -Dependendo do animal e da sua quantidade aplicada no trabalhador, pode


POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS: ser fatal, por isso o cuidado e atenção se fazem necessário.

CONTROLE: -Conscientização do trabalhador sobre o risco e fornecimento de luvas de raspa e dorso de


nylon e obrigatoriedade do uso de perneiras em material resistente, a picada de cobras e
outros animais peçonhentos;
-Estar sempre atendo, quando estiver em lugares com vegetação alta, verificando estes
lugares antes de iniciarem suas atividades.

RISCO: QUEDA, ESCORREGÕES, TROPEÇOS E QUEDAS DE


MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.

FONTES: -Campo em Geral e Oficina Mecânica.

DETALHES DO RISCO E POSSÍVEIS Todas as funções da empresa estão sujeitas a este tipo de risco.
CONSEQÜÊNCIAS:

CONTROLE: -Conscientização do trabalhador sobre o risco, manter sempre o local de trabalho organizado,
prestar bastante atenção no campo de trabalho seja ele na lavoura ou interno, ficar atendo as
condições do terreno, aplicação de escadas e corrimãos, pisos anti-derrapantes, demarcação
de áreas com declives, etc, bem como manter calços e apoios em boas condições de uso e
realizar revisão geral e reposição continua.

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D – BIOLÓGICOS:

RISCO: VÍRUS, BACTÉRIAS, FUNGOS E PROTOZOARIOS

FONTES: - Sanitários em geral.

DETALHES DO RISCO E Somente algumas funções da empresa estão sujeitas a este tipo de risco.
POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS:

CONTROLE: -Conscientização do trabalhador sobre o risco, manter sempre o local limpo, higienizado, nas
barras sanitária do campo aplicar sempre a cal virgem, fornecimento de equipamento de
proteção individual.

D – ERGONÔMICO:

RISCO: Movimentos e Esforço repetitivos, mobílias inadequadas, Postura


Inadequada e posições que o trabalho exige.

FONTES: - Corte de Cana, Carregamento, Transporte, Preparo do Solo e Plantio

DETALHES DO RISCO E POSSÍVEIS Todas as funções da empresa estão sujeitas a este tipo de risco.
CONSEQÜÊNCIAS:

CONTROLE: -Conscientização do trabalhador sobre o risco, aplicação de Ginástica Laboral intervalo de 10


minutos durante o expediente, implantação de maquinas nos setores onde haja necessidade de
carregamento manual, implantação de empilhadeiras e outros sistemas que possam amenizar e
neutralizar o risco.

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18 - DESENVOLVIMENTO

O presente programa tem por Objetivo Orientar, bem como padronizar os Procedimentos Básicos e Ações de
Segurança e Saúde Ocupacional na Prevenção de Acidentes, em consonância com a Política de Segurança da
Empresa e a Portaria 3.214 de 08 de julho de 1.978.

Ele é fruto da experiência vivida pela ETREINAR SST em suas distintas áreas. A aplicação das
recomendações que ele contém, quotidianamente, leva, com certeza, a excelentes resultados em segurança. Isto a
Etreinar SST já confirmou na prática.

A Direção da Etreinar SST enfatiza que ele deve ser aplicado em sua plenitude em todos seus
empreendimentos, cabendo a Alta Direção esta responsabilidade.

18.4 – PROGRAMA BÁSICO DE SEGURANÇA

18.4.1 – Palestra de Integração

A integração consiste em transmitir aos novos funcionários informações sobre as normas internas,
regulamentos e, principalmente, os procedimentos de segurança do trabalho utilizados pela empresa. Visa alertar cada
trabalhador, de acordo com sua função, sobre riscos que ele irá enfrentar na sua atividade, as condições adversas que
a obra e/ou serviço lhe oferecem e os cuidados necessários para evitar acidentes.
Tem ainda o intuito de ensinar ao trabalhador a detectar os riscos e os meios visíveis de eliminá-los.

18.4.2 – Dialogo Diário de Segurança (DDS)

Muitos dos acidentes do trabalho ocorrem devido a falta de habilidade e/ou conhecimento de técnicas de
segurança por parte do operariado. Este quadro nos apresenta duas situações:
 O trabalhador pode ter aprendido uma vez, mas não tão bem a ponto de fixar os hábitos corretos de trabalho.
 O trabalhador pode nunca ter aprendido a fazer seu trabalho de maneira correta.

Para conscientizar os funcionários, deverá ser utilizada a prática do DDSMS.

O DDS é uma reunião diária realizada nas frentes de serviço, antes do início das atividades, onde será
transmitida a todos os funcionários o que eles irão executar durante a jornada de trabalho, quais os riscos a que eles
estarão expostos e quais métodos e ou equipamentos de segurança, que deverão utilizar para não sofrer acidentes.
Nesta reunião, dirigida pelo chefe imediato, com a participação de todos e, pela freqüência com que são
passadas as informações/orientações, o funcionário assimila de duas formas:
 A primeira por entender mais facilmente o que lhe é transmitido.
 A segunda pela freqüência diária.
Todos os chefes imediatos deverão comprovar, por meio de folha de freqüência rubricada pelos mesmos, a
presença dos funcionários no DDS
Deverá ser elaborada uma escala à nível de supervisão (técnicos, supervisores, assistentes técnicos,
engenheiros e Gerentes) de tal forma que no mínimo um elemento da supervisão participe diariamente de um DDS,
que não necessariamente será em sua equipe e efetuará registro em impresso próprio.

(Anexo Nº 03 - Impresso DDS).

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18.4.3 – Permissão de Trabalho

É documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro,
além de medidas de emergência e resgate, deve ser preenchida no início da atividade pelos oficiais que irão executar o
serviço, visando levantar os riscos e o controle necessário para que seja possível a realização das atividades já com o
risco eliminado e/ou neutralizado.
A obrigação de emitir e preencher a permissão do trabalho é do gestor imediato da área executante.

(Anexo Nº 04 - Impresso PT, PTA e PTE).

18.4.4 – Análise Preliminar de Risco - APR

É a análise das etapas básicas de uma tarefa, visando determinar possíveis riscos, sugerindo meios para
eliminá-los ou neutraliza-los através de medidas prevencionistas possibilitando um desempenho seguro no trabalho a
ser executado.
A análise de uma tarefa deve ser elaborada dividindo o trabalho em suas várias etapas, assim como os perigos
específicos de cada uma das medidas que devem ser tomadas para que possam ser neutralizados ou controlados
esses riscos.
Cada etapa é estudada individualmente convertendo-se em uma orientação segura para execução de uma
tarefa.
Além da utilização para orientação do empregado quanto a forma de executar a tarefa, deverá a APR ser
utilizada:
 Para ensinar o trabalho a novos empregados, facilitando o treinamento;
 Nas investigações de acidentes, a fim de verificar a sua aplicação;
 Em reuniões e inspeções de segurança, eliminando as dúvidas e favorecendo um melhor entendimento;
 Racionalizar o trabalho e reduzir custos.
A obrigação de se fazer a APR é do Encarregado responsável pela execução dos serviços.

(Anexo Nº 05 - Impresso APR).

18.4.6 – Inspeção de Segurança

A Inspeção de Segurança é uma atividade estabelecida para detectar práticas e procedimentos inseguros, que
devem ser corrigidos para não causar acidentes.
A inspeção deverá ser realizada da seguinte forma pelo Técnico de Segurança do Trabalho:
 Diariamente;
 No mínimo uma vez por semana, em conjunto com o Encarregado da área a ser inspecionada;

Todas as condições e/ou atos inseguros anotados durante a inspeção deverão ser encaminhados por escrito,
através de relatório próprio ao responsável pelos serviços (Supervisor/Encarregados e/ou Líderes de Setor), com cópia
para o Gerente, determinando prazos para correção das condições inseguras encontradas.

(Anexo Nº 06 - Impresso Inspeção de Segurança).

18.4.8 – Reunião Mensal de Segurança (RMS)

Tem o intuito de avaliar o desempenho de segurança das equipes, é presidida pelo Gerente (s) da empresa
com assessoria da segurança do trabalho, com a participação de funcionários de todos os níveis e funções, segundo
uma agenda elaborada pelo Presidente da Reunião.

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Nesta reunião, o Gerente fará a verificação do real cumprimento da POLÍTICA DE SEGURANÇA DA


ETREINAR SST.

18.4.9 – Proteção contra Incêndio - Agrícola

Todos as frentes de serviço possuem:

a) Caminhões pipa;
b) Equipamentos para combater o fogo em seu início;
c) Pessoas treinadas para o uso correto dos equipamentos de combate ao fogo.
d) Brigada de Incêndio”, composta de colaboradores, líderes e encarregados do campo.
e) Extintores de incêndio instalados em lugares estratégicos de fácil acesso e protegidos contra a ação de
intempéries nas máquinas. São inspecionados periodicamente.

18.4.10 SINALIZAÇÃO

A sinalização tem como finalidade orientar nossos funcionários sobre os riscos existentes nas atividades
desenvolvidas pelo pessoal da área agrícola.
As sinalizações devem especificar:
a) Riscos específicos da área;
b) Prevenção de acidentes;
c) Trânsito de veículos diversos na área.

São usados os seguintes meios de sinalização:


- Placas
- Painéis
- Cavaletes
- Fitas zebradas
- Cones de Sinalização, etc.

18.4.11 PRIMEIROS SOCORROS

Para um bom atendimento dos funcionários e prestação de primeiros socorros, em casos de acidentes e
outros, a Cerradinho Bio possui:
 Atendimento em Ambulatório Médico próprio, devidamente equipado ao atendimento a qual se destina
por pessoal habilitado, no mínimo de acordo com o quadro II da NR-4 e/ou atendimento médico em
hospital da região conforme normas e padrão da contratante.

 A empresa dispõe de ambulâncias equipadas para socorro e condução de funcionários das áreas
agrícolas até o hospital conveniado mais próximo.

 Cada carreta de vivência está equipada com material necessário à prestação de primeiros socorros,
considerando-se as características da atividade desenvolvida. Esse material será mantido em local
adequado, aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. A caixa de primeiros socorros está sempre
presente, em local de fácil acesso; ficando trancada a chave, mas apenas em local reservado ou de
acesso vigiado, ficando sob a responsabilidade de funcionário treinado (encarregado/líder), de modo a
ter seu uso adequado. O material é periodicamente vistoriado pelo responsável, substituindo os
medicamentos com validade vencida e os que forem sendo utilizados.

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CONTEÚDO DA CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS

01 – Material para Curativo 02 – Diversos


Gaze Esterilizada Luva de Procedimentos
Ataduras, e fita Crepe e soro fisiológico Tesoura, espátula

18.4.12 - INVESTIGAÇÃO DO ACIDENTE

É a ferramenta principal na investigação das causas de acidentes, e por isso e’ o passo fundamental para a prevenção
que consiste essencialmente na identificação das causas potenciais e reais dos acidentes, seguida da implementação
das medidas corretivas que se seguem a investigação.

Natureza da Investigação de Acidentes

Não se trata de mera e mecanicamente, obter-se do empregado um relato do acidente.


Trata-se de um esforço sistemático de estabelecer todos os fatos relevantes e interpretação a respeito de como e
porque o acidente ocorreu.

Não se trata de colher de imediato o que as pessoas, como o acidentado ou as testemunhas, estão dizendo. Trata-se
sim, de um processo onde um investigador, após cuidadosamente ter obtido informações do acidentado, de
testemunhas, da cena do acidente, do processo de simulação e reprodução do acidente, reportar sua versão do que
ocorreu, como ocorreu, por que ocorreu e o que deve ser feito para evitar repetição do acidente.

Propósito da Investigação de Acidentes

O propósito real de uma investigação de acidentes e’ estabelecer os fatos e opiniões relevantes sobre como e por que
o acidente ocorreu, de forma que se possa tirar conclusões sobre o que deve ser feito para evitar repetição de
acidente, sendo isto o verdadeiro objetivo da investigação.
Não se trata de preencher formulários e muito menos de encontrar culpados.

Aspectos a Considerar na Investigação de Acidente

Esclarecimento da finalidade e dos benefícios da investigação de acidentes.

Relevância dos fatos

 A versão final sobre o que, como e por que ocorreu.


 Conclusão sobre o que fazer.
 Profissionalismo no processo (ausência de acusações, disposição para encontrar fatos, causas, soluções),
imparcialidade, objetividade.

Investigação feita no local do acidente.

 Clima de aceitação de responsabilidade, principalmente ao se tratar de falhas de gerenciamento como: falha


em corrigir condições inseguras, falhas em fornecer treinamento adequado na tarefa, falha em reforçar
normas de segurança, etc.

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OBSERVAÇÕES:

1 - Nos métodos de investigação incluem:

 Entrevista do empregado envolvido;


 Entrevista de outros empregados e testemunhas;
 Analise do cenário do acidente;
 Repetição controlada do acidente;
 Reconstrução do acidente;
 Solicitação de testemunho de “experts”.

2 - Para todo acidente investigado, deve haver o respectivo Relatório de Investigação de Acidentes (modelo Anexo).

(Anexo Nº 07 – Formulário de Investigação de Acidentes)

18.4.13 INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS

Todos os equipamentos da empresa são inspecionados periodicamente, no sentido de verificar as boas


condições de uso. Os equipamentos elétricos sem condições de uso serão reparados pelo eletricista de manutenção e
os de Içamento reparados pelo mecânico de manutenção ou ambos enviados para reparos, e após os reparos
necessários será verificado novamente para proceder a liberação ao uso.

(Anexo Nº 08 – Check List Equipamento e Ferramentas Manuais)

18.4.14 UNIFORMES PADRÃO

Todos os colaboradores da empresa, recebem no ato da integração os uniformes específicos a sua atividade,
sendo: Calça e Camisa.

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19. TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO

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19.1 – OBJETIVO

A integração de segurança do trabalho trata-se de um processo de treinamento e adaptação do funcionário


com o ambiente de trabalho, tendo como objetivo proporcionar aos funcionários o conhecimento e a orientação sobre
os riscos relacionados a sua função e atividade profissional, visando garantir a execução de suas atividades com saúde
e segurança. Processo este importante para esclarecer os princípios básicos que compõem a política de segurança e
saúde do trabalhado da empresa. Assim como as regras e os procedimentos que quando aplicados preservem a saúde
e a integridade física do trabalhador.
Transmitir aos funcionários recém-admitidos informações, treinamento que deve constituir-se em motivação e estímulo
ao novo empregado, pois é o primeiro passo para a conquista da “Lealdade” e da “Vontade de Fazer”, e do “Orgulho”,
de pertencer à Empresa, por parte do funcionário.
Dar conhecimento a todos os empregados, das obrigações e deveres quanto as normas de segurança da Empresa, em
conformidade com a Portaria no. 3.214/78 do Ministério do Trabalho.

19.2 – OBRIGATORIEDADE

As integrações serão obrigatórias para todos os empregados da Etreinar SST e seus parceiros.

19.3 - ESTRUTURA DA INTEGRAÇÃO

19.3.1 - INSTRUTOR: Técnico de Segurança do Trabalho designado pelo Setor de Segurança.

19.3.2 - DURAÇÃO: No mínimo de 4 (Horas) horas por turma, constituída no máximo de 25 funcionários.

19.3.3 - ROTEIRO

(INSERIR AQUI SUA APRESENTAÇÃO DE INTEGRAÇÃO)

20. INSTRUÇÕES DIVERSAS

20.1 CABOS DE AÇO E CORDAS

 Os cabos de aço, cordas, roldanas, correntes e ganchos, deverão ter atenção especial, sofrendo inspeções
permanentes e quando necessário substituindo-se as partes defeituosas.
 Os cabos de aço e/ou estropos terão carga de ruptura no mínimo 5 (cinco) vezes a carga de trabalho a que
estão sujeitos, e deverão ser substituídos quando apresentarem 10% dos seus fios partidos numa extenso de
500mm.
 Os cabos de aço e/ou estropos serão providos de dispositivos de segurança que impeçam o deslizamento ou
desgastes dos mesmos. Ex.: manilhas, clips, etc....
 As roldanas e moitões só poderão ser utilizados com diâmetro adequados para as cordas e cabos de aço.
 Nos trabalhos de içamento de materiais e equipamentos, deverá ser evitado o ângulo vivo, com o uso de
quebra cantos (Quebra quinas).
 É proibido levantar peças direto com o cabo de aço, sem utilização de estropo.
 É obrigatório o uso de luvas de raspa de couro no manuseio de estropos.
 Em princípio, os sinais para estropamento devem ser dados por uma só pessoa.

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(Anexo Nº 09: Check List Cabos de Aço)

CARGAS A SEREM LEVANTADAS EM Kg


Diâ m et ro d o
ca bo em p ol. Sim p le s Força 2 SUP ERLAÇOS OU 1 DOBRADO
ca bo Em â ngulo
6 x 25 30º 45º 60º
FILLER + AF
Ve rtica l Choke r
1/ 4" 525 390 1050 910 740 525
5/ 16" 815 610 1630 1415 1155 815
3/ 8" 1170 875 2340 2030 1655 1170
1/ 2" 2060 1545 4120 2580 2920 2000
5/ 8" 2400 2400 6400 5565 4335 2400
3/ 4" 4580 3435 9160 7965 6945 4580
7/ 8" 6190 4640 12380 10765 8790 6190
1" 8030 6020 16060 13965 11390 8030
1 .1 / 8 " 10120 7590 20240 17600 14350 1012 0
1 .1 / 4 " 12420 93 15 28840 21600 17615 12420
1 .3 / 8 " 14980 1123 5 24960 26052 21245 14980
1 .1 / 2 " 17700 13275 35400 30400 25106 17700

20.2 FERRAMENTAS GERAIS

 As ferramentas serão apropriadas ao uso a que se destinam, sofrendo a manutenção periódica e não
serão permitidos o uso das mesmas com defeitos ou improvisadas.
 Não será permitido o uso de tubos (cabo de força) para aumento de ferramentas e quando em trabalho
em altura, as ferramentas serão amarradas.
 Serão proibidas as improvisações com calço para adaptação das chaves às porcas.
 As ferramentas elétricas portáteis deverão ter suas carcaças aterradas, exceto toda ferramenta de
dupla isolação.
 Não será permitida a ligação de mais de uma ferramenta na mesma tomada de corrente e as
ferramentas elétricas não poderão ser forçadas além da capacidade do motor.
 Ao operar ferramentas pneumáticas os operadores deverão inspecionar cuidadosamente as
mangueiras e engates certificando-se se as mesmas irão resistir a pressão.
 É de responsabilidade do próprio usuário fazer uma inspeção visual e/ou de funcionamento das
ferramentas e acessórios antes de sua utilização.
 Caso o usuário encontre ferramentas sem condições de utilização, deve ser encaminhada ao
almoxarifado para providências.

(Vide Anexo Nº 07: Check List Equipamentos e Ferramentas Manuais)

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20.3 ANDAIMES E BALANCINS

 Os andaimes deverão ser construídos de acordo com as normas de segurança (NR-18 - item 18.9).
 Os andaimes deverão ser construídos de modo a suportar com segurança as cargas de trabalho a que estarão
sujeitos, com destaque especial para:
 Contraventamento e amarração
 Possuir seus elementos em ótimo estado de conservação
 Guarda-corpo e sapatas adequadas
 Tábuas de peso apropriadas e amarradas.
 No caso de andaimes móveis, fica terminantemente proibido o deslocamento com funcionários, ferramentas ou
peças sobre o mesmo.
 Os balancins deverão ser sustentados através do Tirfor ou estropo, com amarração sobressalente por cordas.
 Deverão ter guarda-corpo, rodapé e piso completo.

20.4 ACESSOS

 Todos os acessos devem ser mantidos limpos e desimpedidos.


 Fica proibido o uso de estruturas para o acesso aos trabalhos em altura, devendo ser instaladas escadas de
madeiras ou metálicas.
 No decorrer dos serviços poderão ser necessários outros dispositivos para acesso aos trabalhos, sendo os mesmos
planejados e executados dentro das normas de segurança.

20.5 TRABALHOS EM ALTURA

 Compreende-se como todo trabalho realizado acima de 2 (dois) metros com risco de queda.
 Todo funcionário em sua admissão deverão ser aptos à trabalharem em altura pelo serviço médico da empresa.
 Será obrigatório o uso da jugular.
 Fica proibida a permanência ou trabalho em altura, sem a fixação do cinto de segurança.
 Os cintos de segurança (PQD) devem ser fixados seguro fora do corpo de andaimes ou plataformas de trabalho. Se
este ponto não for conseguido, deverá ser instalado cabo guias.
 Os serviços sobrepostos só poderão ser feitos, se houver sistema de proteção, se não, executar o de maior
prioridade.

20.6 TRABALHOS DE SOLDA A QUENTE

 As máquinas de solda serão ligadas a corrente elétrica através de plug.


 As máquinas de solda serão instaladas em locais estratégicos diminuindo-se no máximo a distribuição dos cabos
pela área.
 Todas máquinas de solda deverão estar protegidas contra o tempo e sua carcaça devidamente aterradas.
 Antes de ligar a máquina de solda, deverá ser verificada pelo soldador o estado de conservação dos cabos, chave
de partida e porta-eletrodos.
 Os cabos de solda deverão estar ligados na própria peça a ser soldada, ou em ponto mais próximo possível.
 Não serão permitidos a improvisação do negativo da máquina de solda com vergalhões ou similares.
 Ocorrendo solda em recinto fechado ou local confinado, terá que ser verificado se existe ventilação adequada, se a
ventilação não for adequada deverá ser providenciado pela execução ventilação forçada (EPC - exaustor e
ventilador).
 Somente colaboradores treinados e capacitados poderão executar as atividades de serviço a quente mediante
preenchimento e autorização através de PT (permissão de trabalho).

(Anexo Nº 10: Check List Máquina de Solda)

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20.7 ILUMINAÇÃO

 Nos serviços que necessitar de iluminação complementar, deverá ser providenciado refletores, para que se dê
condições de executar os serviços, dentro dos padrões de segurança, (Anexo 4 - NR-15) sem a mesma, não poderá
se iniciar os serviços.
 Os refletores deverão ser ligados por pessoal habilitado e por meio de plugues.

20.8 IMPEDIMENTOS GERAIS PARA LIBERAÇÃO DE TRABALHO

 Na execução de atividade em que envolva a área operacional deve-se:


 Solicitar a operação, por intermédio do líder/encarregado o impedimento do equipamento que estiver
causando interferência com a execução dos serviços.
 Manter dispositivo de proteção para impedir contato acidental de quem vai executar o serviço com o
equipamento caso esse possua partes moveis expostas.
 Bloquear as fontes de energia do equipamento após parado com dispositivo de segurança (cartão de impedimento,
cadeado, dispositivo mecânico, etc....)
 Após a execução dos serviços deverá fazer operação inversa para liberar o equipamento.
 O a chave do bloqueio garantindo que o equipamento está impedido deverá ficar com o chefe imediato da equipe
que executará o serviço.
 Deverá ser feito impedimento para cada serviço e equipe individualmente.
 Não operar/mexer em nenhum equipamento do sistema operacional sem que o procedimento de EBTV
(Etiquetagem, Bloqueio, Travamento e Verificação) tenha sido executado.
 Para o impedimento além desses itens acima mencionado, atender as normas de segurança sobre impedimentos e
liberação de área.

20.9 CIRCULAÇÕES E ABERTURAS

 O pessoal envolvido nos trabalhos específicos só poderá circular na área afetas aos serviços.
 Os caminhos e vias de circulação de pessoal deverão estar sempre desimpedidos e sinalizados.
 Não será permitida e entrada e/ou permanência estranhas ao local de trabalho.
 Será de competência dos chefes imediatos a proibição da permanência de pessoas com sintomas de embriagues
durante a jornada de trabalho.
 Todas as aberturas deverão ser protegidas por guarda-corpo ou provisoriamente fechadas até que venha a ser
utilizada ou entregue os serviços concluídos.

30. VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS

 Os equipamentos de guindaste deverão ter atenção especial quando em operação, com destaque para:
 Aos raios de ação (interferência)
 Estropagem em condições adequadas
 Não permitir operários sobre e sob cargas suspensas,
 Sinalização (cordas, cavaletes, placas, etc.)
 Todos os equipamentos utilizados na movimentação de peças e materiais terão em lugar visível a indicação da
carga máxima de trabalho permitida.
 Todo veículo utilizado para transporte de materiais, aterros, e peças pesadas, deverão estar em perfeitas condições
de uso.
 Toda vez que o carregamento ou descarregamento de veículos for efetuado em locais de acesso de outros veículos
e pedestres, deverá haver sinalização adequada (cordas, cavaletes e placas).
 Ao serem transportadas peças e materiais cujo tamanho das mesmas ultrapassem suas dimensões, estas deverão
estar sinalizadas com bandeira vermelha.
 Em dias de chuvas e ventos fortes, os serviços serão paralisados caso estejam ocorrendo a céu aberto. Se houver
riscos.

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 É proibido o transporte de cargas em conjunto com pessoas.


 Os operadores de tais equipamentos deverão ser habilitados e treinados e portarem crachá de identificação em
lugar visível do vestuário.
 Não será permitido ao operador abandonar a cabine da máquina estando a mesma com carga suspensa.
 Deverá ser feita manutenção periódica e preventiva nos equipamentos pesados.
 Antes de ligar a máquina (guindaste) o operador deverá verificar se todos os comandos estão em ordem.
 Ao girar o corpo do equipamento o operador deverá evitar movimentos bruscos.
 Os cabos de aço (estropos), lanças, guinchos, manilha, sistema hidráulico, sistema elétrico, etc...., dos guindastes,
deverão ser inspecionados periodicamente.
 As movimentações do guindaste deverão ser regidas por sinais convencionais transmitido ao operador por sinaleiro
devidamente conscientizado (treinado).
 Antes de suspender a carga, deverá o operador se certificar com o sinaleiro se a mesma está devidamente presa.
 O sinal de pare será o início que, dado por outra pessoa, deverá ser prontamente atendido pelo operador.
 Todas as máquinas deverão portar trava de segurança nos respectivos moitões.
 Todas as máquinas deverão estar devidamente equipadas.
 Não serão permitidos funcionários próximos aos guindastes em movimento.
 Serviço próximo de alta tensão - para cada 1 KV a distância de segurança é 1 cm.
 A elevação/movimentação de carga acima de 10 TON é obrigatório plano de rigging.

(Anexo Nº 10: Check List Veículos/Máquinas)

30.1 ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA

 Antes de iniciar os serviços, a área deverá entregar o local limpo e os acessos desimpedidos e a sua manutenção
até o término é de responsabilidade de quem vai executar.
 Antes do término de cada jornada de trabalho, o responsável pela frente de trabalho providenciará a limpeza de
sua área a fim de manter a higiene e limpeza dos locais, devidamente supervisionada pelos chefes imediatos.

30.2 SERVIÇOS COM OXI - ACETILENO

 Os conjuntos oxi-acetileno deverão estar em carrinhos apropriados (com rodas de pneus), suas mangueiras com
válvulas anti-retrocesso de fluxo na entrada da caneta e na saída (próximo ao cilindro) e braçadeiras adequadas.
 Deverá ser colocado regulador de acetileno, válvula seca corta chama.
 Os cilindros deverão ser mantidos na posição vertical e acompanhados de capacete protetor nas válvulas,
quando em operação.
 Somente será operado por pessoas capacitas e treinadas.
 Os reguladores dos cilindros deverão estar em ótimas condições de uso, devendo ser liberados de toda a
pressão, sempre que houver uma interrupção da jornada de trabalho.
 Manter óleo ou graxa à distância para evitar riscos de explosões, e não transportar os cilindros em veículos e
sem os capacetes nas válvulas dos mesmos.
 Antes de ser usado o aparelho oxi-acetileno deverá ser examinado pelo operador, as mangueiras em bom
estado, conexões e demais acessórios para verificar eventuais vazamentos.
 Se constatados novos vazamentos ou outra qualquer irregularidade, a peça danificada deverá ser imediatamente
substituída.
 Fica proibido procurar vazamentos por meio de fósforo ou isqueiro, sendo usado solução de água e sabão.
 Não será permitido suspender os cilindros através dos capacetes.
 Os cilindros deverão ser armazenados em um depósito com divisão para os tipos e com abertura adequada para
ventilação.

(Anexo Nº 12: Check List Oxi-Acetileno)

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30.3 CAMPANHAS E TREINAMENTOS

30.3.1 DDS - Diálogo Diário de Segurança

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30.3.2 Ginástica Laboral

30.3.3 Treinamento de Primeiros Socorros

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30.4 Campanha de Vacinação contra Covid19

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30.5 Campanha Saúde da Mulher

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30.6 Campanha Saúde do Homem

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PROGRAMAS E TREINAMENTOS DIVERSOS

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Implantação do PPR (Programa de Proteção Respiratória)

(Inserir fotos dos testes sendo realizados e da apresentação do treinamento)

30.3 Treinamento: Aplique Bem (Senar)

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30.4 SIPATR

30.5 Treinamento Espaço Confinado (Fertirrigação)

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30.6 Treinamento Trabalhos a Quente (Caminhão Oficina Campo)

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30.7 Treinamento para Operadores de Colhedoras

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30.8 Campanha de Consciêntização dos Motoristas

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30.9 Campanha de Consciêntização dos Passageiros

ANEXO Nº 01: Lista de Presença em Treinamento

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ANEXO Nº 02: INSTRUÇÃO DE TRABALHO.

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ANEXO N° 03: Lista de Presença de DDS e Ginástica Laboral

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ANEXO Nº 04: Permissão de Trabalho – PT, PTA e PET

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ANEXO Nº 04.1: Permissão de Trabalho Agrícola – PTA

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ANEXO Nº 04.2: Permissão de Entrada e Trabalho – PET

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ANEXO Nº 05: APR – Análise Preliminar de Risco

(Inserir Modelo APR)

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ANEXO Nº 06: Formulário de Inspeção de Campo

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ANEXO Nº 07: Formulário de Investigação de Acidentes

(Inserir Modelo)

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ANEXO Nº 08: Check List de Equipamentos e Ferramentas Manuais

(Inserir Modelo)

ANEXO Nº 09: Check List de Cabos de Aço

(Inserir Modelo)

ANEXO Nº 10: Check List de Máquinas de Solda

(Inserir Modelo)

ANEXO Nº 11: Check List de Colhedora de Cana

(Inserir Modelo)

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ANEXO Nº 12: Check List de Oxi-Acetileno

(Inserir Modelo)

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40. OBSERVAÇÃO:

Mensalmente serão realizadas verificações dos locais de trabalho, facultada e estimulada a participação de CIPEIROS,
com verificação do andamento das medidas propostas.

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41. ASSINATURA:

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SÃO PAULO - SP, 02 de dezembro de 2021

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