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Como inserir a RCT no planejamento

tributário de uma empresa


E-book: Como inserir a RCT no planejamento
tributário de uma empresa

A Recuperação de Créditos Tributários (RCT) é um excelente instrumento de ganho de competitividade


para as empresas, na medida em que valores até então esquecidos são recuperados e procedimentos
futuros são corrigidos, gerando economia tributária.

A RCT também tem proporcionado honorários substanciais para vários profissionais contábeis/
tributários, mas ainda existem aqueles que tratam a recuperação tributária como um serviço isolado,
enquanto o correto seria utilizar a RCT como um poderoso instrumento de planejamento tributário.
Agindo desta forma, estes profissionais acabam perdendo oportunidades importantes.

Para demonstrar como inserir a RCT no planejamento tributário de


uma empresa e colaborar com o crescimento profissional daqueles
que atuam na área, elaboramos um e-book sobre o tema.
E-book: Como inserir a RCT no planejamento
tributário de uma empresa

Mas o que é planejamento tributário?


O planejamento tributário é a forma pela qual uma empresa traça estratégias,
ações e estudos, dentro do que permite a legislação, com o objetivo de:

1. Evitar a incidência de tributos;


2. Reduzir os valores de tributos;
3. Retardar o pagamento de tributos.

A diminuição da carga tributária torna a empresa mais competitiva, uma vez que a economia gera-
da pode ser revertida na melhoria do próprio negócio, na minimização de passivos ou até mesmo em
uma política de preços mais agressiva.

É importante salientar que existem uma série de fatores a serem levados em consideração, como as
diversas opções de regimes de tributação, os incentivos fiscais existentes, as particularidades das
legislações federal, estaduais e municipais, o volume de negócios, o porte da empresa, a situação
econômica e as diversas teses judiciais para recuperar e/ou reduzir tributos.
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O ponto de partida
Todo planejamento tributário começa com a realização de um diagnóstico preciso, revisando as
opções tributárias da empresa e os procedimentos que ela adota.

É preciso levantar vários dados, como o ramo de atuação da empresa, seu porte e seu público alvo.
Necessário também mapear o atual enquadramento tributário, os fluxos operacionais, administrati-
vos, contábeis e financeiros, bem como os produtos e serviços ofertados.

Além disso, é necessário realizar uma revisão fiscal, auditando os procedimentos relacionados
à emissão de notas fiscais, escrituração fiscal, cálculo de tributos e preenchimento de obrigações
acessórias. O objetivo é verificar se as informações prestadas estão corretas e se houve pagamentos
a maior de tributos.

Na fase de diagnóstico, o importante é coletar o máximo de informações que tenham impacto direto
no pagamento de tributos, de modo a embasar todas as decisões futuras a serem tomadas.
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A escolha do regime tributário


Esta etapa é crucial no planejamento tributário, pois uma escolha equivocada faz com
que os empresários paguem mais tributos e/ou assumam mais obrigações.

O objetivo então é definir, analisando diversos cenários, o regime de tributação mais


vantajoso para a empresa. Cada regime (Lucro Presumido, Lucro Real ou Simples Na-
cional) tem suas características peculiares, vantagens e desvantagens:

- Simples Nacional: Tem a finalidade de simplificar o pagamento de tributos por Microempresas e


Empresas de Pequeno porte (com faturamento até R$ 4,8 milhões). Suas alíquotas variam de 4% a
22,90%, divididas em seis anexos que contemplam os mais variados ramos e atividades econômicas.

- Lucro Presumido: Esta pode ser a escolha de empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano, além
de, também, ser indicado para aquelas com lucro elevado e que não apresentam a obrigatoriedade de
se enquadrar no Lucro Real.
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- Lucro Real: O Imposto de Renda é definido por meio do lucro contábil da empresa, acrescido
dos ajustes requeridos pela lei fiscal. Por conta dessas variações, é considerado um regime mais
complexo e mais adequado para empresas que têm margem de lucro menor que as estabelecidas
no Lucro Presumido, além de ser obrigatório para alguns negócios, como instituições bancárias e
cooperativas de crédito, por exemplo.

Análise das possibilidades de redução da carga tributária


Nesta fase o profissional tributário deve buscar, dentro da legislação, as vantagens tributárias que po-
dem ser utilizadas pelo negócio e os benefícios fiscais disponíveis, como isenções e abonos.

Em seguida, deve analisar os resultados da revisão fiscal realizada e verificar se houve equívocos
fiscais que fizeram o contribuinte pagar mais tributos do que deveria. A correção dos procedimentos
equivocados irá gerar economia futura e os tributos pagos indevidamente podem ser recuperados ad-
ministrativamente, injetando novos recursos na empresa.
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Por fim, é preciso examinar as teses tributárias existentes e analisar a viabilidade de ingressar em
juízo buscando a ilegalidade ou a inconstitucionalidade de determinadas exigências, o que, em
caso de êxito, poderá evitar/reduzir/retardar o pagamento de tributos, além de recuperar tudo o
que foi pago indevidamente nos últimos cinco anos.

Não existe planejamento tributário sem RCT!


Considerando que o planejamento tributário tem o objetivo de evitar a incidência, redu-
zir os valores ou retardar o pagamento de tributos, não há como desprezar as inúmeras
possibilidades de Recuperação de Créditos Tributários, sejam elas na esfera adminis-
trativa ou judicial. Vejamos alguns exemplos:

Revisão da classificação fiscal dos produtos para empresas optantes pelo


Simples Nacional (PIS/COFINS/ICMS):
Empresas optantes por este regime de tributação podem recuperar créditos tributários
através de um processo de auditoria na venda de produtos sujeitos à Substituição
Tributária do ICMS ou à tributação Monofásica ou ST de PIS e COFINS.
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Isso ocorre porque no regime monofásico e substituição tributária do ICMS, do PIS e da COFINS, o
recolhimento dos tributos ocorre de forma antecipada.

Muitas empresas vêm recolhendo mais tributos do que deveriam, pois não realizam a correta segre-
gação das receitas decorrentes da venda de produtos sujeitos à tributação Monofásica ou à Substitu-
ição Tributária.

Como este processo de RCT é administrativo e totalmente eletrônico, após efetuar o correto levanta-
mento das informações, a restituição dos valores é creditada na conta da empresa em até sessenta
dias.

DIFAL – Inconstitucionalidade para empresas optantes pelo Simples Nacional


Atualmente, as empresas optantes pelo Simples Nacional recolhem o diferencial
de alíquota do ICMS (DIFAL) nas operações interestaduais de aquisição de
mercadorias, conforme prevê a Emenda Constitucional (EC) 87/2015.
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Entretanto, a cobrança antecipada do diferencial de alíquota para empresas do Simples Nacional é


indevida sobre as operações em que a mercadoria for destinada à industrialização ou revenda, por
várias ofensas à Constituição Federal:

1. Não está amparada por lei complementar federal (art. 146, III, d e parágrafo único);

2. Não observa o regime constitucional do aludido imposto, mormente o princípio da


não cumulatividade (art. 155, § 2º, I e VII);

3. Não observa o postulado do tratamento favorecido para as microempresas e


empresas de pequeno porte (arts. 170, IX, e 179).

Diante desse cenário, as empresas podem ingressar em juízo buscando se


desonerar desta exigência, bem como recuperar os valores indevidamente
recolhidos nos últimos cinco anos. As quantias são substanciais, visto que
o diferencial de alíquota pode chegar, em alguns casos, a até 11% (onze por
cento).
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Exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS:

A legislação tributária atual considera para a base de cálculo do PIS/Pasep e da COFINS a incidên-
cia do ICMS, e isso gera o pagamento de tributo sobre tributo, ou seja, os contribuintes acabam
pagando PIS/Pasep e COFINS sobre o valor do ICMS.

Esta inconstitucionalidade motivou vários contribuintes a ingressarem em juízo questionando este


fato e pleiteando que os valores de ICMS fossem excluídos da base de cálculo destas contribuições,
recuperando os valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos e passando a recolher o
PIS/Pasep e a COFINS sobre uma base reduzida, melhorando fluxos de caixas e aumentando os
lucros líquidos.

Exclusão do ISSQN da base de cálculo do PIS e da COFINS:


Assim como acontece com o ICMS, a atual legislação tributária considera para a base de cálculo do PIS
e da COFINS a incidência do ISSQN, fazendo com que as empresas paguem estas contribuições sobre o
valor do ISSQN.
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O plenário do STF pacificou, de forma definitiva e sob a sistemática da repercussão geral, a tese de
que “o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins” (RE 574.706 RG/PR).

Ora, se a conclusão do STF é válida para imposto estadual, também deve ser aproveitada no caso do
tributo municipal. Com isso, as empresas prestadoras de serviços podem pleitear, através de ingresso
em juízo, a exclusão do ISSQN da base de cálculo das contribuições, bem como a recuperação dos va-
lores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos.

INSS sobre as verbas indenizatórias:


A Contribuição Previdenciária Patronal – CPP – deve incidir sobre um conjunto
de parcelas que correspondem ao conceito de “salário”, com o objetivo de re-
munerar o trabalho (verbas de natureza remuneratória). As chamadas “verbas
indenizatórias” não podem estar incluídas na base de cálculo da CPP.
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Entretanto, a legislação atual considera como remuneratórias verbas que têm, na


verdade, natureza indenizatória, como os primeiros 15 dias do auxílio-doença, salário
maternidade, aviso prévio indenizado, dentre outros.

Inconformados, vários contribuintes ingressaram em juízo questionando este fato e


pleiteando que CPP não incidisse sobre estas verbas, que na realidade têm natureza
indenizatória.

Com isso, estas empresas poderiam recuperar os valores recolhido indevidamente nos últimos cinco
anos e passariam a recolher INSS somente sobre as parcelas de caráter remuneratório, assim entendi-
das como as que sirvam como contraprestação ao trabalho efetivamente prestado ou ao tempo do tra-
balhador à disposição do empregador.

Contribuições de Terceiros – limitação da base de cálculo a 20 salários mínimos


As Contribuições de Terceiros são as contribuições devidas pelas empresas em geral sobre a folha de
salários para as outras entidades ou fundos.
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São consideradas outras entidades: Salário-Educação, INCRA, SENAI, SESI, SENAC, SESC, SEBRAE,
DPC, Fundo Aeroviário, SENAR, SEST, SENAT e SESCOOP.

A tese jurídica do limite máximo de 20 salário mínimos para a base de cálculo das Contribuições de
Terceiros se baseia na Lei n. 6.950/1981, que fixou o limite da base de cálculo das contribuições previ-
denciárias e destinadas a outras entidades ou fundos em 20 salários mínimos.

Com o objetivo de revogar essa limitação, foi editado o Decreto-Lei 2.318/86, determinando que as
contribuições não estão sujeitas ao teto de 20 salários-mínimos. O texto normativo, de fato, revoga
o limite da base de cálculo das contribuições da empresa para a PREVIDÊNCIA SOCIAL. Todavia, não
menciona, expressamente, as contribuições parafiscais arrecadadas por conta de terceiros.

Com esse entendimento, o STJ, por decisão unânime, manteve o limite de 20 salários-mínimos para a
base de cálculo das contribuições de terceiros.
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Inúmeros benefícios
Como evidenciado, o planejamento tributário vai muito além da escolha do melhor
regime de tributação. Ele avalia a empresa como um todo, propondo um caminho
mais seguro para o crescimento do empreendimento.

Mais que uma oportunidade de injetar novos recursos na empresa, a Recuperação


de Créditos Tributários evidencia a possibilidade de redução da carga tributária,
tornando o negócio mais competitivo, favorecendo seu crescimento e, por
consequência, gerando renda, empregos e outros benefícios sociais.

A tecnologia
Realizar a Recuperação de Créditos Tributários sem o apoio de sistemas especializados torna o trabalho
lento, custoso e mais suscetível a erros. Por outro lado, utilizando a tecnologia a seu favor, os profissionais
tributários podem atender um número maior de clientes e tornar o trabalho muito mais rentável, pois o
levantamento de créditos realizado de forma eletrônica é extremamente ágil, preciso e econômico.
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Sendo assim, é fundamental ter uma ferramenta capaz de levantar os créditos de DIFAL, ICMS-ST
e de PIS e COFINS monofásicos para empresas do Simples Nacional, além de calcular os créditos
decorrentes da Exclusão do ICMS ou do ISSQN da base de cálculo do PIS e da COFINS, bem como o
crédito de CPP sobre as verbas indenizatórias e as Contribuições para Terceiros com a limitação da
base de cálculo em vinte salários mínimos.

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