Você está na página 1de 43

2

3
Nihil obstat significa “nada em contrário”. É uma aprovação oficial da Igreja Católica para a publicação de uma
obra que foi examinada e certificada de que nada continha contrário à fé ou à moral.

4
Apresentação

J ESUS É O PRIMEIRO a acolher as crianças, preste atenção neste Evangelho:


“Algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse. Os discípulos,
porém, as repreenderam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: ‘Deixai as crianças
virem a mim. Não as impeçais, porque a pessoas assim é que pertence o Reino de Deus.
Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não
entrará nele!’ E abraçava as crianças e, impondo as mãos sobre elas, as abençoava”. (Mc
10,13-16)
Fiz questão de narrar para você pai e mãe, este Evangelho, para que não tenha receio
de levar as crianças até Jesus. O maior momento de encontro com Jesus é na Santa
Missa, nela encontramos Jesus pessoalmente no Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade,
por isso, levamos as crianças para serem tocadas e abençoadas por Jesus.
A celebração da Eucarístia é uma graça extraordinária, pois Jesus se entrega, no Seu
Santo Sacrifício, por amor ao Pai e por amor a cada um de nós. É o maior ato de amor já
visto na história, ousaria dizer que participamos do céu na terra. Imagine as graças que
as crianças recebem ao estarem presentes na Missa!
A Santa Missa é o momento propício para adorar e glorificar a Deus, agradecendo-O
por Seus inúmeros benefícios, recebendo o perdão dos nossos pecados e pedindo a Ele
todas as graças e favores que necessitamos.
Diante de tantas situações negativas que as crianças absorvem nos dias de hoje, levá-
las para a Missa é como levá-las ao médico. Sim, ao Médico dos médicos. Ele toca,
abençoa, cura e restaura a vida das crianças.
A Palavra de Deus diz que tudo foi criado por Ele e para Ele. (Cl 1,16). A criatura
mais linda e perfeita que Deus criou foi o ser humano. Criou- nos para Ele. Esta é a mais
linda razão do nosso existir. Seu filho, sua filha foi criado por Ele e para Ele.
Traga-os à Santa Missa, ao encontro de Jesus. Tenha certeza, Ele cuidará de seus
filhos, pois ama as crianças com um amor de eternidade. Leve-os todos os dias, ou, ao
menos no domingo que é o dia do Senhor.
“Deixai a crianças virem a mim. Não as impeçais.” (Mc 10,14)
Pe. Carlos Alberto Victal
Diretor Espiritual do Infanto Juvenil Canção Nova

5
Introdução
“Chata!”, respondi quando minha avó perguntou a minha opinião sobre a Missa. Na
época, eu tinha uns seis anos. E olha que cresci em uma família católica, frequentando a
Igreja! Recordo que ir à Missa, muitas vezes, representava uma soneca durante a
homilia, pipocas doces e coloridas ou sorvete no final. Confesso que eu não era nada
exemplar nesse quesito, porém, creio que a liberdade na participação foi ajudando a
desabrochar a semente da fé que minha família tinha depositado em meu coração e em
minha mente.
Agora adulto e pai consciente de que a Eucaristia é a fonte e o ápice da vida cristã,
conforme concluiu o Concílio Vaticano II, com frequência surge a preocupação se
nossos filhos participam ou não da Missa de maneira adequada ou se estariam
atrapalhando as pessoas ao redor. Todos nós sonhamos que nossos filhos vão à Igreja e
construam uma relação pessoal com Cristo. Porém, não é tarefa fácil e espontânea,
principalmente quando nos damos conta de alguns olhares de recriminação, podendo
gerar a tentação de desanimarmos de nossa missão de educadores da fé.
Facilitar a participação à celebração eucarística, de pequenos e grandes, é uma
exigência advertida com intensidade à comunidade eclesial, que já o documento do
Concílio Vaticano II sobre a Reforma Litúrgica (Sacrosanctum Concilium, de 04 de
dezembro de 1963) pedia para incrementar e melhorar o modo de celebrar a Eucaristia. E
também hoje o Missal Romano, aprovado em 25 de janeiro de 2004, pede que, durante a
Missa, se tenha o máximo cuidado em escolher e ordenar as formas e os elementos
propostos pela Igreja que, atendendo às circunstâncias de pessoas e lugares, mais
intensamente favoreçam a participação ativa e plena e mais eficazmente contribuam para
o bem espiritual dos fiéis” (n. 20).
A participação das crianças e adolescentes na celebração eucarística dominical entrou
logo depois do Concílio no centro da atenção de nossos pastores, os quais, no primeiro
Sínodo dos Bispos, que aconteceu em Roma, em 1967, pediram um estudo dessa questão
e dessas propostas de soluções concretas. Poucos anos depois, em 1o de novembro de
1973, a Congregação para o Culto Divino publicou o “Diretório para Missas com
crianças”, o qual continha indicações e propostas concretas para a participação delas na
liturgia eucarística.
O primeiro capítulo, intitulado “Como guiar as crianças rumo à celebração
eucarística”, aponta para a importância da educação cristã que deve acompanhar o

6
amadurecimento e o desenvolvimento humano das crianças. Máxima importância tem a
dimensão cristã da família: “pela consciência do compromisso livremente assumido no
Batismo de seus filhos, os pais têm o dever de ensinar-lhes gradativamente a orar,
rezando diariamente com eles e procurando fazer com que rezem sozinhos. Se as
crianças, assim preparadas desde a tenra idade, participam da Missa com a família todas
as vezes que o desejarem, mais facilmente começarão a cantar e a rezar na comunidade
litúrgica e, até de alguma maneira, poderão alcançar aos poucos a percepção do mistério
eucarístico”.
Paciência e coragem! Acredito que é muito bom levar as crianças à Missa, favorecer a
presença delas no espaço sagrado, ajudando-as a entender que é diferente de outros
espaços. Quando batizamos nossos filhos, prometemos fazê-los crescer na fé, portanto,
podemos promover essa experiência maravilhosa que é a participação da Eucaristia.
Para isso, compartilho conselhos do Papa Francisco e dicas que encontrei em sites de
vários países para compreender e favorecer a experiência da Igreja Doméstica. Esta obra
é também resultado das contribuições de internautas com comentários e perguntas em
minhas postagens no canal de Formação da Canção Nova.
Não espere encontrar aqui mandamentos ou receitas prontas. Reforço que são
conselhos e dicas para favorecer os primeiros passos de nossos filhos na relação com
Deus.

7
O que fazer quando a criança sente fome ou
chora?
“Amamente, não tenham medo,
alimente-os, porque isso também é linguagem de amor.”
(Papa Francisco)

“Amamente, não tenham medo, alimente-os, porque isso também é linguagem de


amor”, ensina o Papa Francisco. Muitas mães ficam constrangidas diante da necessidade
de alimentar seus filhos. “Vocês mães dão leite às suas crianças e, mesmo agora, se elas
chorarem por estarem com fome, amamente-as, não se preocupem”, disse em uma
celebração na Capela Sistina. “Nesses momentos, rezem por tantas mães pobres do
mundo que não conseguem alimentar sua família”, aconselha o Papa.
Outra sugestão é assegurar que as crianças estejam bem alimentadas para a Missa:
elas não têm que jejuar! No entanto e na medida do possível, é preferível evitar dar-lhes
alimentos dentro da igreja. A criança precisa ser educada para compreender que “há um
tempo para cada coisa” (Ecle 3).
Choros ou gritos das crianças podem atrapalhar, mas a comunidade deve incentivar a
participação de toda família. O Papa Francisco afirma que “o choro da criança é a voz de
Deus, é a melhor oração”. Ele explica que, quando alguém fica incomodado ao ver uma
criança chorando na igreja e pede para retirá-la, está apagando a voz de Deus. “As
crianças choram, fazem barulho em todos os lugares. Mas nunca podemos expulsar as
crianças que choram na igreja”, completa. Afinal, o pedido de Jesus é claro: “Deixem as
crianças virem a mim” (Mt 19,14).
Se a criança grita ou não para de fazer barulho, é preferível levá-la lá para fora até
que se acalme. Mas, assim que sossegar, deve voltar para dentro para que não associe

8
portar-se mal e sair da Missa. Com esse gesto, as outras pessoas vão perceber que os pais
estão fazendo todo o possível para não atrapalhar a celebração.
Um artigo publicado no site da diocese norte-americana de Idaho, escrito por padre
José Ramírez, afirma que choro não é desculpa para deixar os filhos em casa. “Uma
criança pequena chorando na Missa é um sinal de que a Igreja continua viva e continua
com a sua missão de evangelizar”, destaca. O sacerdote indica que a estrutura da liturgia
pode ser difícil para qualquer criança, poderá levar tempo e dedicação aos pais e não será
fácil, mas com uma disciplina de fé e um bom exemplo, a lição será bem aprendida.
Padre Ramírez acredita que alguns pais não levam seus filhos à Missa por medo de
chamar a atenção, ou temendo que “o padre chame a atenção”, e também existem outros
que “convenientemente” não vão com a desculpa de que irão quando as crianças
estiverem grandes e saibam comportar-se. Os pais não se dão conta de que “estes anos na
vida de uma criança são extremamente importantes para que possam ir descobrindo o
que é a Missa e possam ir modificando seu comportamento para uma participação mais
ativa”, conclui ele.

9
O que fazer quando alguém olha com cara
feia?
“Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim;
porque a pessoas assim é que pertence o Reino dos Céus.”
(Mt 19,14)

Gosto de interagir com os leitores de meus textos no portal Canção Nova e nas redes
sociais. De maneira especial, o assunto participação de Missa com crianças provocou
muita gente (no bom sentido). Recebi mensagens de pais e mães que estavam quase
desistindo de levar seus filhos à Igreja porque se sentiam mal diante dos olhares de
recriminação de irmãos que frequentam as celebrações, mas não estão acostumados com
a presença de crianças.
O problema acaba sendo o incômodo das outras pessoas, que se distraem ou ficam
irritadas com a movimentação. Afinal, vivemos em uma sociedade que tende a diminuir
a taxa de natalidade e a crescer na expectativa de vida. Quem tem filhos sabe o esforço
que é organizar a família para chegarmos pontuais (mesmo assim acontece de chegarmos
atrasados por conta de algum imprevisto, como uma fralda que precisa ser trocada bem
na hora de sair ou tantos outros acontecimentos familiares). Aí chegamos à igreja,
tentando a maior discrição possível, mas o filho resolve fazer uma pergunta em voz alta
ou a bebê resolve dar uma resmungada.
O tempo todo ficamos motivando os filhos a prestarem atenção ou pelo menos não
incomodarem os outros fiéis, até que o filho tropeça no próprio banco, bate a cabeça e
chora. Nesse momento, o tempo paralisa e tudo parece acontecer em câmera lenta, e
então surge uma aparição: ela! Essa cabeça que dá uma volta, fugaz, instantânea, que
fixa em você aquele olhar inquisitivo que dura um momento, mas vale uma eternidade. E
essa pessoa lhe diz em um décimo de segundo e sem articular uma palavra: “você não é

10
capaz de segurar seus filhos meia hora?”. Reconheço, claro, que a senhora em questão
nunca disse nada, porém todos entendemos perfeitamente o que significa aquele olhar
imóvel. Aí você pensa: “senhora, por Deus, não me julgue, que já estou me esforçando
bastante para trazer meus filhos aqui”. Porém, ela já virou a cabeça. Não lhe chega
minha mensagem.
Graças a Deus, sempre encontramos bons sacerdotes que, ao final da Missa,
compadecidos por vários casais na mesma situação, cumprimentam-nos agradecendo
pela presença das crianças. Afinal, estamos só atendendo ao pedido de Jesus: “deixem as
crianças virem a mim” (Mt 19,14).

11
Passo a maior parte do tempo correndo atrás do meu
filho. Estou participando da celebração?
“... aqueles que têm desejos espirituais profundos
não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito.”
(Papa Francisco, Amoris Laetitia)

Muitos pais levam os bebezinhos à Igreja. Eles são belos, quietinhos, dormem a
maior parte do tempo. Mas, assim que começam a crescer, engatinhar, aprender a andar e
correr, muitos pais acabam desistindo. Argumentam que dá muito trabalho, porque as
crianças não querem ficar paradas e gastam muito tempo da Missa andando de um lado
para outro, sentem-se tentados a concluir que não estão, realmente, participando da
celebração.
Ao perceber que a criança está muito irrequieta, é aconselhável convidá-la e sair com
ela para escutar a Missa do lado de fora (no hall, por exemplo). Com crianças muito
pequenas, fica mais difícil mantê-las em silêncio por muito tempo: é preferível sair um
pouco da igreja e ir para onde as crianças não irão atrapalhar os outros. Brinquedos e
aparelhos como celular, smartphone, tablets devem ser evitados. Uma sugestão é levar
livros e lápis de cor para pintar ou deixá-las folhear algum livro ilustrado sobre a vida de
Jesus.
Em algumas comunidades, há uma prática de separar as crianças na hora da Missa e
levá-las para um lugar à parte, onde são cuidadas por voluntários que cantam, rezam,
brincam, evangelizando-as. Dessa maneira, acredita-se que os pais podem participar
melhor da Missa. Certamente, a intenção de se promover iniciativas como essa é boa,
porém, corre-se o risco de criar uma ideia de que Missa não é coisa para criança. A
Missa é para todos, inclusive para crianças.
Outros pais ficam o tempo todo pedindo para os filhos fazerem silêncio porque
querem se concentrar. Devemos sempre nos lembrar de que a Missa do domingo com a

12
família é um momento de oração comunitária, familiar. Além desse momento de
celebração comunitária, devemos buscar outras oportunidades de oração pessoal, talvez
durante a semana, oportunidades para rezar a sós, cultivando nossa relação pessoal com
Deus. A Exortação Apostólica Amoris Laetitia orienta que as pessoas que “têm desejos
espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do
Espírito”.

13
Meus filhos não querem ir à Igreja. O que devo
fazer
“A participação dos pais com seus filhos na celebração eucarística dominical
é uma pedagogia eficaz para comunicar a fé e um estreito vínculo
que mantém a unidade entre eles.”
(Papa Bento XVI)

Nossos filhos pequenos não têm obrigação de ir à Missa, porém é muito bom que eles
nos acompanhem na celebração eucarística. Pode ser que eles reclamem agora, só que
mais para frente os filhos saberão onde encontrar a força necessária para superar seus
desafios. Os pais têm a missão de oferecer educação religiosa aos filhos.
Se a criança não quer ir à Missa, é bom perguntar-lhe por quê. Talvez ela própria não
saiba dizer a razão. Mas vale a pena procurar compreendê-la e dar-lhe uma resposta
adaptada à sua idade. Na maioria dos casos, a criança não espera que os pais cedam e a
deixem ficar em casa, mas que lhe deem razões e a ajudem a ultrapassar a dificuldade.
Muitos pais têm essa dúvida, e até pessoas que já têm uma caminhada na Igreja ficam
inseguras quando o assunto é levar os filhos à Missa. E aí, levo meus filhos ou fico
esperando eles quererem ir? A resposta se encontra em outra pergunta: caso seu filho não
queira ir à escola, você permitiria e o deixaria escolher quando estivesse adulto? Essa é a
linha de nossa reflexão.
Uma motivação para os pais levarem seus filhos vem do Papa emérito Bento XVI
quando esteve no Brasil:

Temos de motivar os cristãos para que participem nela ativamente e, se possível, melhor com a família. A
participação dos pais com seus filhos na celebração da eucaristia dominical é uma pedagogia eficaz para
comunicar a fé e um estreito vínculo que mantém a unidade entre eles. O domingo significa ao longo da vida
da Igreja o momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado1”.

14
Nossa experiência familiar

T EMOS DOIS FILHOS: O Tobias, com quatro anos, e a Serena, recém-nascida.


Nossa filha caçula acabou de nascer, portanto, agora é uma nova fase em
nossa família. Sempre buscamos conscientizar nossos filhos de que o Domingo
é um Dia Especial. Sim, é o dia que pode chocolate, mas é especial
principalmente porque é o dia da Missa em família. Quando possível, eles nos
acompanham na Missa também durante a semana.
Procuramos ler bastante e ouvir a experiência de outras famílias com filhos mais
velhos ou da mesma idade. A partir disso, seguimos o conselho do Apóstolo Paulo:
“examinamos tudo, ficamos com o que é bom” (cf. 1Ts 5,21).

Antes da Missa Dominical

1. É preciso se organizar desde o dia anterior, separando as roupas, calçados,


verificando o melhor horário para sair.

2. No caso de recém-nascido, é preciso atenção redobrada com a mãe e com o


bebê para não expô-los a doenças, aglomerados, locais com pouca circulação
de ar.

3. Antes da Missa, buscamos nos preparar, oferecendo café da manhã aos filhos,
vestindo-os de uma maneira que percebam que estão indo para um lugar
sagrado, especial.

15
4. É bom evitar horário perto do sono ou das refeições, porque crianças com
sono ou com fome ficam irritadas facilmente.

5. Na medida do possível, tentamos ler alguma leitura da Missa antes. Rezamos


juntos no carro.

6. Buscamos Missas em horários favoráveis e que tenham duração de no


máximo uma hora.

7. Sugerimos sempre preparar uma bolsa estratégica com fraldas, água,


biscoitos, brinquedo (usar em último caso), livros ilustrados para colorir,
principalmente para filhos com menos de quatro anos.

8. Aconselhamos pais e mães a se alimentarem bem e a praticarem algum


exercício físico para estarem bem dispostos para a maratona de carregar filhos
no colo e talvez uma corridinha atrás do filho, que pode escapar e ir parar no
presbitério.

Durante a Missa Dominical

1. Escolhemos o local para nos sentar, procuramos bancos do fundo para que as
crianças não chamem a atenção das pessoas.

2. Geralmente fugimos de bancos onde tenham amiguinhos ou crianças do


mesmo tamanho porque, quando se encontram, costuma resultar em algazarra.

3. No ofertório, permitimos que coloquem uma moeda ou duas na sacola da


coleta. Incentivamos que se sintam generosos. Às vezes, nosso filho não quer
doar a moeda e isso exige um esforço maior da nossa parte para convencê-lo,
mas, na maioria das vezes, ele se comporta bem.

4. Em uma época em que frequentávamos o Santuário do Pai das Misericórdias,


em Cachoeira Paulista (SP), incentivávamos nosso filho a escrever bilhetes
para Nossa Senhora, os quais ele mesmo colocava na caixa de pedidos de
oração. Ele nem sabia escrever, mas fazia seus rabiscos e, sem dúvida, a
Virgem Maria os acolhia em seu coração.

5. Algumas vezes, para distrair nosso filho, especialmente na hora da homilia,


caminhamos com ele no fundo da igreja.

16
6. Já perdi as contas de quantas vezes precisei sair para trocar fralda ou levar
meu filho ao banheiro.

Depois da Missa Dominical

1. Não se esqueça de elogiar o bom comportamento, sendo bem específico.

2. Doces podem ser negociados depois do final da Missa e podem ser úteis,
tornando-se uma rotina desejada pelas crianças.

3. Antes, durante e depois, demonstramos carinho por eles, afinal, “não basta
que sejam amados, eles precisam sentir que são amados”, como ensina Dom
Bosco.

17
O dia a dia da família ensina mais do que
as lições

É IMPORTANTE QUE OS façam a experiência de rezar em família


PAIS

diariamente. As famílias se preocupam em oferecer aos filhos boa


educação, melhores escolas, boa alimentação, cuidados e tudo mais; não que
isso não seja, de fato, muito importante. No entanto, desde seus primeiros anos
de vida, as crianças precisam conhecer os elementos básicos da fé. Nada melhor
do que os pais, que são as pessoas mais próximas neste tempo, ensinar-lhes.
Aquilo que se aprende no início da vida nunca se esquece. Dar início a essa
caminhada requer alguns passos.

Primeiro: dê o exemplo

O exemplo será sempre a melhor forma de ensinar. A criança aprende quando imita o
pai e a mãe. Quando se fala em evangelização das crianças, o dia a dia da família ensina
mais do que as lições. A oração diária, algumas músicas, o sinal da cruz e a participação
nas Missas aos domingos fará com que a criança aprenda rapidamente. Essa experiência
ficará gravada como algo bom, uma rotina da vida familiar.

Segundo: não se esqueça de que são apenas crianças

Leve em consideração a espontaneidade dos pequenos. Nada deve ser imposto, tudo
precisa ser feito de forma natural e simples, no tempo delas. Assim, o amor e o gosto
pela Igreja vão sendo regados.

18
Terceiro: ajuda necessária

Para que todo esse caminho aconteça, podemos contar com a ajuda de pessoas que
dedicam seu trabalho para facilitar a evangelização. Há mais de trinta anos, a Canção
Nova desenvolve programas de rádio e televisão para as crianças. Esses conteúdos têm
por objetivo proporcionar a elas, aos pais e educadores conteúdo ético, social, moral e
religioso de qualidade, destacando a experiência com o amor de Deus Criador e com o
próximo. A equipe infantojuvenil da Canção Nova desenvolve ainda materiais
educativos, como livros, CDs, DVDs, acessórios, revistas, mídias sociais e internet.

Como deve ser a oração das crianças?

O Papa destaca ainda gestos muito delicados, como quando as mães ensinam os filhos
pequenos a mandarem um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Esta orientação está no
livro Papa Francisco às famílias, os segredos para a conquista de um lar feliz: “Quanta
ternura há nisso! Naquele momento, o coração das crianças se transforma em lugar de
oração. E é um dom do Espírito Santo. Não nos esqueçamos nunca de pedir este dom
para cada um de nós, porque o Espírito de Deus tem aquele seu modo especial de dizer,
nos nossos corações: ‘Abá’ - ‘Pai’. Ele nos ensina a dizermos ‘Pai’ propriamente como o
dizia Jesus, um modo que nunca poderemos encontrar sozinhos”.
Papa Francisco recorda que tudo depende da atitude que temos para com as crianças.
Ele questiona se o que se ensina às crianças com as palavras é vivido por quem transmite
a fé. “Com as palavras não serve� Hoje, as palavras não servem! Neste mundo da
imagem, todos estes têm telefone e as palavras não servem� Exemplo! Exemplo!”,
exorta o Papa.
O testemunho dos pais é muito importante para que os filhos tenham amor pela
Palavra de Deus. É comum pai, mãe ou avós que ensinam as crianças a falar com o Papai
do Céu e a pedir a Sua bênção, porém, essa oração não se torna relação ou experiência
pessoal, fica naquele tipo de fé quase que folclórica. As crianças precisam ver sua
família frequentando a Igreja, lendo a Bíblia, exercitando a caridade, dando bons
conselhos e jamais fofocando, confessando seus pecados, rezando pelas pessoas que
mais precisam do conforto que só a oração pode transmitir.
Algo bem positivo é ler para os filhos as leituras da Missa antes de ir à celebração,
mesmo que seja por um momento breve. As crianças demonstram muito interesse por
leituras, além de ser um excelente exercício para enriquecer o vocabulário delas.
“Rezem ao Senhor, rezem a Nossa Senhora, para que ajudem vocês neste caminho da verdade e do amor.
‘Vocês entenderam? Vocês vieram aqui para ver Jesus, de acordo? Ou deixamos Jesus de lado?’ (As crianças
respondem: ‘não!’). Agora, Jesus vem ao altar. E todos nós O veremos! Neste momento, devemos pedir a Ele que
nos ensine a caminhar na verdade e no amor”, ensina Papa Francisco.

19
Entre novembro de 2017 e abril de 2018, o Papa Francisco dedicou quinze catequeses sobre a Santa Missa.
Numa dessas reflexões orientou como os pais devem ensinar o sinal da cruz aos seus filhos: “Viram como as
crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe o que fazem, se é o sinal da cruz ou um desenho. Fazem assim [o
Papa fez um gesto desajeitado]. É preciso ensinar bem as crianças a fazer o sinal da cruz. Assim começa a Missa,
assim começa a vida, assim começa o dia. Isto significa que somos remidoscom a cruz do Senhor. Olhem para as
crianças e as ensinem a fazer bem o sinal da cruz.

Orações curtinhas

Veja bem, é importante rezar com as crianças. Se os pais rezam, vão à Missa, a
criança vai aprendendo a participar de maneira natural. Abaixo, algumas orações
curtinhas para rezar com as crianças.

“Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo.
Muito
obrigada (o) pelo dia de hoje. Amém”.

“Anjinho da Guarda, meu bom amiguinho, me leve sempre pelo bom caminho. Amém”.

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade Divina,


sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.

“São Rafael com Tobias, São Gabriel com Maria, São Miguel com todas as
Hierarquias, abri para nós essas vias. Amém”.

“Meu bom Jesus, verdadeiro Filho da Virgem Maria, acompanhai-me esta noite e
amanhã por todo o dia”.

“Em nome do Pai, do Filho, e do


Espírito Santo. Amém”.

“Jesus, ajude-me a pensar bem, falar bem e


querer bem a todos. Amém”.

“Papai do Céu, dai-nos uma boa noite. Menino Jesus, dai saúde à mamãe, ao papai, aos
meus irmãozinhos, avós e a todos nós. Acolhei no céu a � (dizer o nome de algum
parente mais próximo
que tenha falecido). Amém”.

“Meu Deus, eu te ofereço todo este meu dia. Ofereço ao Senhor os trabalhos e meus
brinquedos. Tome conta de mim, para que eu não faça nada que O aborreça. Amém”.

20
“Meu Jesus, ajude-me, neste dia, a obedecer ao papai e à mamãe e a não brigar com
eles nem com meus amiguinhos. Amém”.

“Senhor, eu Lhe agradeço por este alimento. Que nunca falte a comida na mesa de
todos. Amém”.

“Ó meu bondoso Papai do Céu, queremos


agradecer-Lhe pelo lanchinho que agora vamos
comer. Amém”.

“Jesus, vou para a escola, como o Senhor também foi. Que nada me aconteça no
caminho. Quero aproveitar bem as aulas. Quero aprender bastante. Não se esqueça das
crianças que não têm escola e abençoe os professores e as professoras. Amém”.

“Jesus, hoje vou ter provas na escola. Estudei bastante, mas posso perder a calma e
esquecer tudo. Que o Espírito Santo me ajude a sair bem em tudo. Ajude também meus
colegas. Amém”.

“Senhor, hoje eu rezo pela minha mamãe. Que o Senhor dê forças para ela viver este
dia. Meu Jesus, hoje minha mamãezinha está um pouco brava. Peço que amanhã ela
fique feliz.
Obrigado. Amém”.

“A noite vem, o sol já foi embora. Jesus e Anjinho da Guarda, fiquem comigo nesta boa
hora. Livrem-me de todo medo da noite, do medo de dormir. Protejam-me do mal e
de sonhos ruins. Amém”.

21
Travessura do Papa Francisco na Missa
quando era criança

A CREDITE! DIANTE DA PERGUNTA de Alessio, um menino italiano de nove


anos de idade, se o Papa já tinha sido coroinha na infância, Francisco
revelou como era para ele e seus colegas ajudarem os padres nas Missas em
latim, na Argentina.
Querido Alessio, sim, fui coroinha. E você? Que tarefa você tem entre os coroinhas? Sabia que agora é
mais fácil do que antes? Você deve saber que, quando eu era criança, a Missa era celebrada de forma
diferente da que é celebrada agora. Então, o sacerdote olhava para o altar, que estava junto da parede, e não
para as pessoas. O livro que lia durante a Missa (o missal) ficava ao lado direito do altar. Mas, antes da
leitura do Evangelho, sempre tinha que ser colocado do lado esquerdo. Essa era a minha missão: levar o livro
da direita para a esquerda e depois da esquerda para a direita. Era cansativo! O livro era pesado! Eu o levava
com toda minha energia, mas não era tão forte. Em uma ocasião peguei o livro e caí, aí o sacerdote teve que
me ajudar. Que trabalho eu fiz! A Missa não era em italiano naquele tempo. O sacerdote falava, mas eu não
entendia nada, nem meus amigos. Desta maneira, para nos divertirmos, imitávamos o sacerdote, misturando
um pouco as palavras para inventar frases estranhas em espanhol. Nos divertíamos e realmente desfrutamos
muito ajudando na Missa”.

22
A importância da família para a Igreja
“Infância deve ser destinatária de uma ação prioritária da Igreja�“
(Documento de Aparecida)

23
“ A família, como sujeito jurídico, é uma dimensão que transpassa os séculos, que
não nasceu anteontem nem há cem anos. Há uma dimensão que atravessa a história, que
fez da família o primeiro lugar em que aprendemos a estar juntos: a família é o primeiro
‘nós’”, afirma a Carta dos Direitos da Família de 1983, apresentada pela Santa Sé a todas
as pessoas, instituições e autoridades interessadas na missão da família no mundo
contemporâneo.
Outro texto atual e relevante é o Documento de Aparecida ao indicar que a família
deve se tornar “um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja” (n. 435)
– e neste sentido a “infância” se torna destinatária de uma ação “prioritária” da Igreja (n.
438).
Na Carta às Famílias, publicada em 1994, São João Paulo II afirma que “dentre essas
numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a família: uma via comum, mesmo
se permanece particular, única e irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da
qual o ser humano não pode separar-se”.

24
Papa Bento XVI responde a perguntas de
crianças sobre a Missa
“... o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos,
mas vemos que onde está Jesus, os homens
mudam, tornam-se melhores.”
(Papa Bento XVI)

Em 15 de outubro de 2005, o Vaticano organizou um encontro de catequese e oração


do Papa Bento XVI com crianças da primeira comunhão. O evento aconteceu na Praça
São Pedro. Abaixo, as perguntas (incríveis) das crianças seguidas das respostas (sábias)
do Santo Padre.
Um garotinho perguntou qual lembrança ele tinha de sua primeira comunhão. Bento
XVI, então, recordou, com riqueza de detalhes, a celebração acontecida em 1936,
quando ele tinha apenas nove anos. Lembrou que era um dia de sol, numa igreja muito
bonita, e eram cerca de 30 coleguinhas da pequena cidade de 500 habitantes. Mas o que
o Papa lembrava que o tocou profundamente foi ter compreendido que Jesus tinha
entrado no coração dele e isso gerou uma grande alegria. O menino Josep Ratzinger
relatou ter prometido que faria de tudo para estar sempre com Jesus e pediu o mesmo
para Jesus: “Permanece comigo”.
A confissão foi o tema da pergunta de outro catequizando, a Lívia. A menina disse ter
confessado em preparação à Primeira Comunhão e que depois confessou outras vezes.
Mas ela ainda tinha dúvidas se deveria se confessar toda vez antes da Comunhão, mesmo
cometendo os mesmos pecados.
Ratzinger recomendou a confissão regularmente, mas se a pessoa não tiver cometido
pecado grave, não há necessidade de se confessar todas as vezes antes de comungar.
Explicou que o pecado grave destrói a amizade com Jesus e por isso é preciso recomeçar

25
novamente. O Papa deu o exemplo da limpeza da casa que possui as mesmas sujeiras
que devem ser retiradas, talvez nem seja vista, mas, se deixar, vai acumulando. “O
mesmo vale para a nossa alma, por mim mesmo, se não me confesso, a alma permanece
descuidada e, no fim, fico satisfeito comigo mesmo e não compreendo que me devo
esforçar para ser melhor, que devo ir em frente. E esta limpeza da alma, que Jesus nos dá
no Sacramento da Confissão, ajuda-nos a ter uma consciência mais ágil, mais aberta, e
também de amadurecer espiritualmente e como pessoa humana”, afirmou.
Uma pergunta bem interessante veio do André: “a minha catequista, ao me preparar
para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia.
Mas como? Eu não o vejo!”. Bento XVI deu um sorriso e concordou: “Sim, não o
vemos, mas existem tantas coisas que não vemos, e que existem e são essenciais. (...) Por
exemplo, a corrente elétrica, mas sabemos que existe, vemos este microfone como
funciona; vemos as luzes. (�) Não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A
eletricidade, a corrente, não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo,
também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde
está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de
paz, de reconciliação”.
A Giulia disse que os pais dela trabalham muito e nos fins de semana não costumam
ir à missa. Ela quis saber por que é importante ir à missa junto com a família e como
poderia dizer isso para os pais dela. O Papa orientou a garota a convidar o pai e a
mãe com amor e respeito, dizendo: “querida mãe, querido pai, seria tão importante para
todos nós, também para ti, encontrarmo-nos com Jesus. Isto enriquece-nos, traz um
elemento importante para a nossa vida. Juntos encontramos um pouco de tempo,
podemos encontrar uma possibilidade. Talvez até onde mora a avó há uma possibilidade.
Numa palavra, diria, com grande amor e respeito pelos pais: ‘Entendei que isto não é
importante só para mim, não o dizem somente os catequistas, é importante para todos
nós; e será uma luz do domingo para toda a nossa família’”.
Já o Alessandro não entendia para que serve ir à missa e receber a Comunhão. Bento
XVI explicou que Jesus preenche um espaço único na vida das pessoas. “E as pessoas
que não vão à igreja não sabem que lhes falta precisamente Jesus. Sentem, contudo, que
falta algo na sua vida. Se Deus permanece ausente na minha vida, se Jesus não faz parte
da minha vida, falta-me um guia, falta-me uma amizade essencial, falta-me também uma
alegria que é importante para a vida. A força também de crescer como homem, de
superar os meus vícios e de amadurecer humanamente”.
A Anna, por sua vez, pediu uma explicação do que Jesus quis dizer quando falou ao
povo que o seguia: “eu sou o pão da vida”. Para responder, o Papa quis primeiro explicar
o significado do pão: “é o fundamento da nutrição, e se Jesus se chama o pão da vida, o

26
pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento”. Acrescentou que se o
corpo tem necessidade do alimento para viver, é necessário nutrir também o espírito, a
alma, para que possa amadurecer e alcançar sua plenitude. Quando Jesus diz “eu sou o
pão da vida”, “quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem
interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam
as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente
desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas”.
No caso de Adriano, ele estava curioso para saber como se faz Adoração Eucarística,
já que, logo após o momento de perguntas, eles teriam a oportunidade de participar dessa
celebração com o Papa. Bento XVI mostrou que o ambiente estava preparado, que ia
fazer algumas orações e cânticos, iriam se ajoelhar e permanecer diante do Santíssimo
Sacramento. “Mas, a tua pergunta exige uma resposta mais profunda: não só como fazer,
mas o que é a adoração. Eu diria: adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que
Jesus me mostra o caminho a tomar, faz-me entender que vivo bem somente se conheço
a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é
dizer: ‘Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade,
esta comunhão contigo’”, acrescentou. Finalizou ensinando que adorar é como dar um
abraço em Jesus, dizendo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.

27
Conclusão
Uma graça oferecida a todos

Cada domingo é uma aventura nova! Mas vale a pena, pois passar uma hora em
família na presença de Cristo não tem preço. Caros pais, não queiram ser perfeitos! As
crianças choram, sobem nos bancos, tentam escalar paredes para alcançar a água benta.
Não entendendo direito o significado do que está acontecendo, os pequenos têm
dificuldade de ficar sentados e tranquilos durante uma hora (tempo que costuma durar
uma celebração dominical). Choros ou gritos de crianças parecem interromper a
sacralidade das funções. É normal. Criança é criança. Não teria sentido fingir uma
participação, fazer caras e bocas, já que o significado da celebração se aprende com o
tempo. Acredito que Jesus observa tudo e aprecia o nosso esforço. Portanto, respirem
fundo, levem as crianças para rezar e crescer “em sabedoria, estatura e graça diante de
Deus e das pessoas” (cf. Lc 2,52).
Os pais, no entanto, devem ficar atentos para que a participação na igreja não se torne
uma imposição de forma agressiva; afinal, uma experiência desse tipo poderia gerar
aversão e até despertar comportamentos contrários aos esperados. Aí, entra a capacidade
de saber equilibrar e estimular a criança na medida certa, ou seja, participando com ela,
observando de perto, com muita atenção.
O que nos consola é saber que na Missa há uma graça comunitária e pessoal oferecida
a todos. Na Eucaristia, o Espírito Santo transforma pão e vinho em Corpo e Sangue de
Cristo, agindo na comunidade para torná-la Corpo no Senhor. Nossos pais e avós
conseguiram transmitir a nós a fé, nossa maior herança. Agora, é nossa vez de transmitir

28
a fé aos nossos filhos e às novas gerações. Claro, não estamos sozinhos, contamos com
pessoas mais experientes, como familiares e amigos de caminhada.

“Se as pessoas soubessem o valor da Santa Missa, a polícia teria que estar sempre às
portas das igrejas para manter a ordem por causa da grande quantidade de pessoas que
lhe assistiriam.”
(São Pe. Pio)

29
Referências
As crianças no Documento de Aparecida. Disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cevang/p_missionary_works/infantia/documents/rc
Acesso em: 02.08.2018.
Missal Romano. Disponível em: http://www.ahoradamissa.com/doc_missal.html .
Acesso em: 01.08.2018.
PAULO VI, Diretório para Missa Com Crianças, Sagrada Congregação para o Culto
Divino, 22 de outubro de 1973.
https://www.perpetuosocorro.org.br/catequese-do-papa-francisco-sobre-saNTA-MISSA/.
Acesso em: 01.08.2018.
https://ecclesia.blog.br/faz-tempo-que-voc%C3%AA-n%C3%A3o-vai-%C3%A0-missa-
tenho-9-dicas-para-quando-decidir-retornar-ebF94449E057. Acesso em: 01.08.2018.
https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-revela-travessuras-de-quando-era-
coroINHA-93830. Acesso em: 01.08.2018.
http://w2.vatican.va/content/benedict-
xvi/pt/speeches/2005/october/documents/hf_ben_xvi_spe_20051015_meeting-
chiLDREN.HTML. Acesso em: 01.08.2018.
http://www.missacomcriancas.coM.BR/SITE/. Acesso em: 01.08.2018.
http://www.oratoriosaojosemaria.pt/as-criancas-e-a-missa-DOMINICAL/. Acesso em:
01.08.2018.

30
Sobre os autores

Rodrigo Luiz dos Santos e Adelita Stoebel são missionários e têm dois filhos, Tobias
e Serena.
Rodrigo é missionário da Comunidade Canção Nova desde 2000, estudou Filosofia e
Jornalismo na Faculdade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Em 2002, foi
enviado a Roma, na Itália. Durante esse período, trabalhou como cinegrafista, editor de
imagem, produtor geral e apresentador de programas e de notícias. Foi voluntário da
filmoteca do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, no Vaticano,
retornando à sede da obra no Brasil em 2007 e atuando como gerente da assessoria de
imprensa até 2011 na Comunidade Canção Nova. Foi editor-chefe da Central de
Jornalismo Canção Nova e atuou na apresentação de programas e coberturas
relacionados à Igreja. Autor de o Guia de Redação do Canção Nova Notícias (TCC-
Faculdade Canção Nova) e Papa Francisco às Famílias: os segredos para a conquista de
um lar feliz. Em 2018, foi designado como responsável de missão da Canção Nova em
São Paulo (SP).

Adelita Stoebel é missionária desde 2002 e colabora com palestras para famílias.
Nasceu em Clevelândia (PR). Formada em Comunicação Social pela FATEA, em 2008,
com especialização em Counseling pelo Instituto de Aconselhamento e Terapia do
Sentido de Ser (IATES). Durante sete anos, foi promotora de eventos na Comunidade
Canção Nova. Atuou como repórter, apresentadora dos programas Pelos Caminhos da
Fé, Canção Nova Notícias. Foi chefe de produção da Central de Jornalismo, diretora e
produtora do programa Discípulos e Missionários com o arcebispo de São Paulo, cardeal
Odilo Pedro Scherer.

31
1
Papa Bento XVI durante a Sessão Inaugural dos Trabalhos da V Conferência Geral do Episcopado da América
Latina e do Caribe, em Aparecida, SP, 13.05.2007.

32
33
Eu lhes trago melhora e cura
Pereira, Padre Rufus
9788553391530
144 páginas

Compre agora e leia

Hoje, Muitas pessoas ignoram a existência e a ação do Inimigo em suas vidas. É


preciso enfrentar esses ataques espirituais por meio da oração. Recorrer a Deus
é a mais poderosa proteção contra as forças do mal. Na sociedade atual,
precisamos entender melhor os ataques espirituais do Inimigo para aprender
como nos proteger e resistir a eles. Frequentemente, se o Tentador não
consegue nos arrancar das coisas de Deus, ele faz de tudo para nos esgotar por
meio de uma tentação ou perseguição a fim de que, pelo abatimento,
desistamos de lutar. Esta obra nos traz ensinamentos muito simples e
poderosos, através de orientações trazidas pelo Padre Ruffus. Márcio Mendes,
organizou cada palavra para que você compreenda e possa aprender com Jesus
como encarar e o que são os ataques do inimigo, como eles acontecem, o que
devemos fazer para nos proteger deles e como nos livrar de males que já nos
atingiram. Trata-se de um caminho simples e profundo que trará amor, alegria e
paz para sua vida.

Compre agora e leia

34
35
30 minutos para mudar o seu dia
Mendes, Márcio
9788576771494
87 páginas

Compre agora e leia

As orações neste livro são poderosas em Deus, capazes de derrubar as barreiras


que nos afastam Dele. Elas nos ajudarão muito naqueles dias difíceis em que
nem sequer sabemos por onde começar a rezar. Contudo, você verá que pouco
a pouco o Espírito Santo vai conduzir você a personalizar sempre mais cada uma
delas. A oração é simples, mas é poderosa para mudar qualquer vida. Coisas
muito boas nascerão desse momento diário com o Senhor. Tudo pode acontecer
quando Deus é envolvido na causa, e você mesmo constatará isso. O Espírito
Santo quer lhe mostrar que existe uma maneira muito mais cheia de amor e
mais realizadora de se viver. Trata-se de um mergulho no amor de Deus que
nos cura e salva. Quanto mais você se entregar, mais experimentará a graça de
Deus purificar, libertar e curar seu coração. Você receberá fortalecimento e
proteção. Mas, o melhor de tudo é que Deus lhe dará uma efusão do Espírito
Santo tão grande que mudará toda a sua vida. Você sentirá crescer a cada dia
em seu interior uma paz e uma força que nunca havia imaginado ser possível.

Compre agora e leia

36
37
A Bíblia no meu dia-a-dia
Abib, Monsenhor Jonas
9788576774884
121 páginas

Compre agora e leia

A Palavra de Deus, materializada no livro da Bíblia, é uma dádiva para toda a


humanidade e para cada um de nós, de maneira muito especial. Contudo, a fim
de crescermos em amor com relação à Palavra, é preciso treino e persistência.
Em A Bíblia no meu dia-a-dia, Monsenhor Jonas Abib apresenta um excelente
método capaz de nos fazer vencedores nessa tarefa. É um "livro de receitas"
para todos aqueles que desejam o conhecimento da Palavra de Deus, a
intimidade com o seu coração e um encontro verdadeiro com o Senhor.

Compre agora e leia

38
39
Passos para a cura e libertação completa
Mendes, Márcio
9788576779667
208 páginas

Compre agora e leia

Este livro vem em auxílio de pessoas necessitadas de cura física, cura interior e
libertação, mas também àqueles que, já maduros na fé e na caminhada,
sentem-se chamados a orar pelas pessoas que sofrem e precisam de cura e
libertação completa, a começar pela sua família. Para todo o tipo de cura do
espírito, tenha em mãos o exemplar que te levará para longe de todas as
armadilhas do demônio!

Compre agora e leia

40
41
Orai e Vigiai
Abib, Monsenhor Jonas
9788576777977
15 páginas

Compre agora e leia

Jesus orava sem cessar; Ele era íntimo do Pai. Observamos isso em várias
passagens do evangelho que Ele tão profundamente anunciou. É preciso que
também nós busquemos essa intimidade, por isso a Canção Nova, ao completar
seus 30 anos a serviço da evangelização, coloca em suas mãos este pequeno
livro com algumas das mais tradicionais orações da Igreja Católica. Elas são
como uma seta que indicam o caminho que deverá conduzi-los a uma outra
oração, aquela que brota do coração, e se abre a ação do Espírito Santo.

Compre agora e leia

42
Índice
Folha de rosto 2
Créditos 3
Apresentação 5
Introdução 6
O que fazer quando a criança sente fome ou chora? 8
O que fazer quando alguém olha com cara feia? 10
Passo a maior parte do tempo correndo atrás do meu filho. Estou
12
participando da celebração?
Meus filhos não querem ir à Igreja. O que devo fazer 14
Nossa experiência familiar 15
O dia a dia da família ensina mais do que as lições 18
Travessura do Papa Francisco na Missa quando era criança 22
A importância da família para a Igreja 23
Papa Bento XVI responde a perguntas de crianças sobre a Missa 25
Conclusão 28
Uma graça oferecida a todos 28
Referências 30
Sobre os autores 31

43

Você também pode gostar