Maslow, McGregor e Herzberg – Teorias Motivação

Posted by cristianccss on março 27, 2008 · 22 Comentários Maslow Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa

Pirâmide de Maslow A hierarquia de necessidades de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização. Maslow define um conjunto de cinco necessidades:
• •

• •

necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo; necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida; necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube; necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos; necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: “What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!”.

É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade “… temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais”. Entretanto existem várias criticas a sua teoria, a principal delas é que é possivel uma pessoa estar auto-realizada, contudo não conseguir uma total satisfação de suas necessidade fisiológicas.

Necessidades Fisiológicas: São relacionadas às necessidades do organismo, e são a principal prioridade do ser humano. Entre elas estão respirar e se alimentar. Sem estas necessidades supridas, as pessoas sentirão dor e desconforto e ficarão doentes. Necessidades de Segurança: Envolve a estabilidade básica que o ser humano deseja ter. Por exemplo, segurança física (contra a violência), segurança de recursos financeiros, segurança da família e de saúde. Necessidades Sociais: Com as duas primeiras categorias supridas, passa-se a ter necessidades relacionadas à atividade social, como amizades, aceitação social, suporte familiar e amor. Necessidades de Status e Estima: Todos gostam de ser respeitados e bem vistos. Este é o passo seguinte na hierarquia de necessidades: ser reconhecido como uma pessoa competente e respeitada. Em alguns casos leva a exageros como arrogância e complexo de superioridade. Necessidade de Auto Realização: É uma necessidade instintiva do ser humano. Todos gostam de sentir que estão fazendo o melhor com suas habilidades e superando desafios. As pessoas neste nível de necessidades gostam de resolver problemas, possuem um senso de moralidade e gostam de ajudar aos outros. Suprir esta necessidade equivale a atingir o mais alto potencial da pessoa. O líder que conhece bem sua equipe saberá identificar quais são as necessidades de cada um e poderá aplicar os meios de motivação adequados. Por exemplo, se uma pessoa está passando por grandes dificuldades financeiras e a estabilidade de sua família está em risco, não adianta tentar motivá-lo dizendo que seu caso de sucesso será publicado no jornal da empresa. Da mesma forma, um profissional que está no auge de sua carreira e em alta evidência na organização não se entusiasmará muito com a idéia de uma pequena mudança em seu plano de saúde que envolva alguns benefícios adicionais. O gerente de projeto tem a responsabilidade de fazer um planejamento adequado dos recursos humanos no projeto. Isto envolve desde identificar os que podem trazer os melhores resultados para o projeto, conhecer a realidade de cada um e encontrar as formas corretas de motivá-los para a obtenção de resultados. _________________

OS NOSSOS DESEJOS
“Um músico deve compor, um artista deve pintar, um poeta deve escrever, caso pretendam deixar seu coração em paz. O que um homem pode ser, ele deve ser. A essa necessidade podemos dar o nome de auto-realização.”

O ser humano tem a necessidade de ser amado. o artigo é sobre as nossas necessidades e desejos. O ser humano pode buscar conhecimento.Abraham Harold Maslow (1908 – 1970) É comum ouvirmos que o marketing cria desejos e necessidades nas pessoas. que não teriam uma hierarquia com tantos níveis como nós. alcançar objetivos. hoje. A semana que vem o assunto será sobre a possibilidade da criação de necessidades e desejos pelo marketing. os humanos. Mas isso será uma verdade. 2. com desconforto. 3. Portanto. irritação. 4. no que somos diferentes dos animais. 5. comida. mais físicas (água. Necessidades sociais O ser humano precisa amar e pertencer. é gostar de si. Segundo a Teoria de Maslow. mostrando inclusive. Esse agrupamento de pessoas pode ser a antiga tribo. religião e torcida são as tribos modernas. Necessidade de auto-realização O ser humano busca a sua realização como pessoa. de uma crença deve ser colocada neste nível da hierarquia. Maslow construiu uma teoria na qual as necessidades humanas podem ser hierarquizadas. A busca da religião. Necessidades de “status” ou de estima O ser humano busca ser competente. Uma vez satisfeitas estas necessidades nós abandonamos estas preocupações e passamos a nos preocupar com outras coisas. ou a tribo (grupo) atual. obter aprovação e ganhar reconhecimento. na sua família. sexo.). etc. buscamos por abrigo. Necessidades fisiológicas Estas são as necessidades mais básicas. doentes. estabilidade e continuidade. no seu local de trabalho. Já a heteroestima é o reconhecimento e a atenção que se recebe das outras pessoas. Necessidades de segurança No mundo conturbado em que vivemos procuramos fugir dos perigos. Todos estes agrupamentos fazem com que tenhamos a sensação de pertencer a um grupo. ou pelo menos isso teria um fundo de verdade? Eu vou fazer uma abordagem do assunto via a hierarquia das necessidades de Maslow. experiências estéticas e metafísicas. Nós queremos nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos de pessoas. Quando não temos estas necessidades satisfeitas ficamos mal. Há dois tipos de estima: a auto-estima e a heteroestima. Estes sentimentos e emoções nos conduzem à ação na tentativa de diminuí-las ou aliviá-las rapidamente para estabelecer o nosso equilíbrio interno. no seu clube ou na sua torcida. Política. proteção. querido por outros. ou a uma “tribo”. de ser aceito por outros. com essa hierarquia. é acreditar em si e dar valor a si próprio. medo. A auto-estima é derivada da proficiência e competência em ser a pessoa que se é. na sua igreja. a demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo seu potencial único. as necessidades humanas podem ser agrupadas em cinco níveis: 1. ou mesmo a busca de . segurança. ar.

pelo contrário. ou seja. A necessidade fisiológica fica localizada na base e a necessidade de auto-realização no cume desta pirâmide. As necessidades básicas. ou quase integralmente . paralelamente à sua base. motiva as pessoas a alcançar a satisfação destas necessidades. as listadas no item “a”. são chamadas de fatores higiênicos. desmotiva. ou ainda pirâmide das necessidades de Maslow. As necessidades fisiológicas. sendo essa pirâmide dividida em 5 partes. as necessidades de “status” e de estima e as necessidades de autorealização são fortes fatores motivacionais.Este conjunto hierárquico de necessidades é também conhecido pelo nome de pirâmide de Maslow.b. A Teoria de Maslow diz que a satisfação destas necessidades é básica. Um detalhe muito importante da Teoria de Maslow é que ela diz que a pessoa tem que ter a sua necessidade do nível inferior satisfeita. As necessidades sociais.Deus. Abaixo apresentamos a representação gráfica da Hierarquia das necessidades de Maslow: Uma pergunta resta sem resposta: Acima das necessidades de auto-realização há ainda as necessidades espirituais? Podemos ainda afirmar dentro da teoria de Maslow que: a. as necessidades de segurança e algumas das necessidades sociais são fatores de desmotivação. já a ausência da satisfação destas necessidades não motiva ninguém. já as listadas no item “b” de fatores motivacionais. na ausência dessas necessidades satisfeitas as pessoas batalham para tê-las satisfeitas.

não é mesmo? Outro exemplo dessa possível aplicação em marketing: não adianta tentar vender produtos orgânicos – só com adubação natural – para um segmento que está com fome. Director do Centro de Estudos Aplicados em Marketing. O que não é pouco. pronta. uma aplicação é que não adianta querer vender canetas de luxo ou automóveis para pessoas que estão tentando satisfazer suas necessidades de segurança. Certo é que muitas das que são de ordem . para sentir a necessidade do nível superior. por exemplo. onde estão situados na pirâmide de Maslow? _________________ Maslow não conheceu a sociedade de consumo e isso faz toda a diferença Por Paulo Vieira de Castro – Consultor de Empresas. E para a sua empresa. podem deslocar seu desejo para aspirações cada vez mais elevadas. Ou seja: a pessoa que não tem suas necessidades de segurança satisfeitas não sente ainda necessidades sociais. Mas. você vê aplicações na sua administração que possam utilizar a hierarquia das necessidades de Maslow? E no marketing da sua empresa? Os serviços que sua empresa fornece estão adequados ao segmento. o que isto tem a ver com o marketing? Já para o marketing. não é motivada pela possibilidade de satisfação de suas necessidades de “status” ou estima. E assim por diante. sob o enfoque da hierarquia das necessidades de Maslow? E as suas necessidades e os seus desejos. Instituto Superior de Administração e Gestão (Porto – Portugal). uma segmentação psicológica baseada nas necessidades e desejos das pessoas. para a administração de pessoas. Nas palavras do próprio Maslow: “… à medida que os aspectos básicos que formam a qualidade de vida são preenchidos. ou seja.satisfeita. Quando Maslow pensou a sua teoria não lhe foi possível imaginar o cerceado crivo da sociedade de consumo. E isso poderá mudar tudo? Talvez o moderno comportamento de consumo obrigue a uma reflexão em torno da hipótese de uma nova hierarquia de necessidades humanas.“ Uma conseqüência desse fato. Esta necessidade de produtos orgânicos está no topo das necessidades de segurança. é que uma pessoa com necessidades prementes de segurança. a hierarquia das necessidades de Maslow entrega.

cuja base é preenchida pelas necessidades fisiológicas e de sobrevivência e o topo por necessidades de status e auto-realização. mas. Numa sociedade onde tudo parece ser acto de consumo. já não o remeter. contribuindo largamente para isso a desenfreada oferta de crédito ao consumo e a comunicação empresarial. o Homem se vê agora submetido a uma exaltada e inevitável influência psicológica / íntima. O que poderá ser questionado actualmente é a capacidade do Homem fantasiar em torno deste mesmo processo. coloca-se a possibilidade de assistimos a mudanças no ciclo motivacional. será que a tão famosa pirâmide das necessidades de Maslow continuará actual num futuro próximo? Todos somos consumidores e não teria sido necessário aguardar a confirmação das neurociências (neuromarketing) para imaginar um ser humano que. por outro. configurado em torno da tenção fisiológica e psicológica. etc. agora massificado. palavra grega que significa a febre das compras e por fim a explosão do crédito ao consumo. esbatendo-se o controlo sobre os impulsos oniomaniacos. de entre outras. ou o status. Maslow assumiu que as necessidades humanas estão organizadas numa hierarquia de importância. se tudo mudou. quando pensamos na forma de lidar com as suas necessidades? Ao aceitarmos que a motivação se encontra no intervalo entre o estado real e o desejado. então como entender a mudança de que falamos? Para além do poder pelo consumo. onde o ser humano titubeia face ao impulso biológico e à estimulação social. já que perante um mundo crescentemente reduzido às relações de consumo e aos seus atributos de status. económico. A cultura de consumo suportada por diligentes empresas de comunicação e meios. entre a satisfação e a frustração. suportada por modernas técnicas de persuasão. cada vez mais. a Oniomania. na actualidade. existem três tópicos centrais a este respeito: por um lado a Neofilia. para o seu estilo de consumo. se as suas necessidades básicas não estiverem satisfeitas. . Tal situação poderá representar a fragmentação da teoria da motivação de Maslow. o entronizar da ilusão do poder pelo consumo. defendendo ainda este importante autor que poucos ou nenhuns procurarão o reconhecimento pessoal. no que às decisões de consumo diz respeito. contribui para o atingir a mente dos consumidores através de programação dedicada ao subconsciente. Mas o que é que mudou? Desde logo. para a família de referência ou para a função (profissão) desempenhada. É claro que qualquer necessidade continua a ser traduzida por um processo primário. representada graficamente na forma duma pirâmide. ou seja o consumo transformou-se no mais importante ideal de afirmação social. o efeito encantatório provocado pela novidade (inovação como pressão no mercado). ou seja. os estados psicológicos e os desejos apreendidos. Na segunda metade dos anos 50. status.psicológica/emocional se assumem cada vez mais. ainda de PNL. ou seja entre as forças e os conflitos. como outrora. Evidencia-se deste modo a crença segundo a qual se poderá reduzir o Homem a leis meramente racionais. A este propósito salientamos ainda o facto da identidade social do indivíduo. Afinal. como necessidades básicas para os mais consumistas. porque não se adaptaria o Homem a esse novo mundo. quando pensamos no concretizar das suas próprias necessidades. usa na actualidade de um questionável nível de razoabilidade. Mas.

Herzberg. Salt Lake City. unicamente. Fatores Higiênicos Estes fatores são aqueles que referem-se às condições que rodeiam o funcionário enquanto trabalha. Para tudo isto muito terá contribuído o ideal neoliberal ao assombrar-nos com a concepção que o mundo vai por si mesmo. são eles: os Fatores Higiênicos e os Motivacionais. as políticas da empresa. considera esses fatores higiênicos muitos limitados na sua capacidade de influenciar poderosamente o comportamento dos empregados. deste modo. Contudo. o salário. EUA. directmail. Mas poderá esta mudança comportamental radicar-se. os regulamentos internos. as oportunidades existentes etc. então poderemos entender a razão pela qual o ciclo motivacional de Maslow poderá vir a sofrer alterações profundas. Massachusetts. sendo-lhe. o clima de relações entre a direção e os funcionários. ______________________________________________________________________ __________________________ Frederick Herzberg (Lynn. no facto das necessidades fisiológicas referidas por Maslow estarem agora naturalmente asseguradas na sociedade da abundância e. da supervisão. 18 de Abril1923 – 19 de Janeiro de 2000. escolheu a expressão “higiene” exatamente para refletir o seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação . A insatisfação no cargo é função do ambiente. os benefícios sociais. enriquecimento do cargo (ampliar as responsabilidades) são os chamados “fatores higiênicos”. atribuída a menção DSM-IV na Statistical Manual of Mental Disorder. Utah) foi o autor da “Teoria dos Dois Fatores” que aborda a situação de motivação e satisfação das pessoas.etc. dos colegas e do contexto geral do cargo. contudo. englobando as condições físicas e ambientais de trabalho. Herzberg. Este. talvez por isso. verificou e evidenciou através de muitos estudos práticos a presença de que dois fatores distintos devem ser considerados na satisfação do cargo. O mercado torna-se. o tipo de supervisão recebido. uma entidade não controlável.Se a estes juntarmos o facto de estarmos constantemente expostos a uma comunicação empresarial (promoções. publicidade. transformando-se a exaltação do consumo de tal modo presente no individuo que a Organização Mundial da Saúde se vê forçada a atribuir à Oniomania a referência IM-10 da classificação internacional das doenças. telemarketing. ainda. Constituem os fatores tradicionalmente utilizados pelas organizações para se obter motivação dos funcionários. exigese que se reflicta a propósito da influência da sociedade de consumo no que diz respeito à provável desconstrução das teorias motivacionais clássicas. Correspondem à perspectiva ambiental.) cada vez mais agressiva. são os chamados “fatores motivadores”. afectando irremediavelmente o comportamento do Homem moderno. todos os indivíduos serem motivados pelas necessidades anímicas? Quantos de nós poderão ter isso como certo? Talvez seja demasiado cedo para darmos uma resposta cabal em relação a tudo isto. de Nesta teoria Herzberg afirmava que: • • A satisfação no cargo é função do conteúdo ou atividades desafiadoras e estimulantes do cargo.

TEORIA Y o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural. a teoria dos dois fatores sobre a satisfação no cargo afirma que: • a satisfação no cargo. Já se aceitarmos a teoria “Y”. às tarefas e aos deveres relacionados com o cargo em si. • _________________ A Teoria de Mc Gregor (X e Y) Por Daniel Portillo Serrano A teoria de Mc Gregor é na verdade um conjunto de dois extremos opostos de suposições. elevam substancialmente a satisfação. o controle externo e a ameaça não são meios adequados de se obter trabalho. provocam insatisfação. se suas necessidades forem satisfeitas.do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio. Maher: TEORIA X o homem médio não gosta do trabalho e o evita. o homem prefere ser dirigido e tem pouca ambição. Estes conjuntos foram denominados “X” e “Y”. Quando os fatores motivacionais são ótimos. o homem exercerá autocontrole e auto-direção. a pessoa média busca a responsabilidade. controlado e dirigido. da supervisão. Quando esses fatores são ótimos. São os fatores motivacionais que produzem algum efeito duradouro de satisfação e de aumento de produtividade em níveis de excelência. não consegue elevar substancial e duradouramente a satisfação. a satisfação no cargo é função do ambiente. as pessoas se mostrarão preguiçosas e desmotivadas. é a função do conteúdo ou atividades desafiadoras e estimulantes do cargo: são os chamados Fatores Motivacionais. quando lhe permitirem auto-direção e autocontrole . o empregado exercerá e usará sua engenhosidade. se aceitarmos a teoria “X”. isto é. também é conhecida pelo nome de “Teoria X e Teoria Y”. ele busca apenas a segurança. O termo motivação. As duas teorias conforme John R. Porém. ele precisa ser forçado. quando são precários. uma vez que sua influência sobre o comportamento. as pessoas com quem interagimos se mostrarão motivadas. simplesmente evitam a insatisfação. dos colegas e do contexto geral do cargo: são os chamados Fatores Higiênicos. manifestados por meio do exercício das tarefas e atividades que oferecem um suficiente desafio e significado para o trabalhador. e nos comportarmos de acordo com ela. Para Mc Gregor. para Herzberg. provocam ausência de satisfação. Em suma. de crescimento e de reconhecimento profissional. Por esse motivo. acima dos níveis normais. quando são precários. envolve sentimentos de realização. Fatores Motivacionais Estes fatores são aqueles que se referem ao conteúdo do cargo.

apresentação da abordagem Fenomenológico-Existencial e suas concepções sobre autenticidade e motivação. no item 4 são revisadas as teorias da motivação mais comumente utilizadas pelos teóricos da administração. onde sistematizamos nossos argumentos de como. ao longo da história da civilização ocidental. Na conclusão sistematizamos nossos argumentos de como. Contra a concepção determinística da natureza humana. segue-se a exposição das condições em que nasceu a Teoria da Administração e como esta tem tratado os aspectos humanos das organizações.http://www. segundo os quais o homem tem por condição de existência a necessária liberdade de construir a si próprio. Como alternativa à epistemologia tradicional ocidental é apresentada no item 5 deste trabalho a abordagem Fenomenológico-Existencial. são apresentados no item 6 os argumentos da Fenomenologia Existencial. Para tanto no primeiro item é apresentado uma breve evolução do pensamento ocidental. O artigo está estruturado da seguinte maneira: breve evolução do pensamento ocidental. 1. Introdução: O presente artigo discute o uso das teorias da motivação pelos teóricos da administração e pretende demonstrar que o reducionismo a que estes sujeitam o homem e a motivação humana tem como base o fundamento epistemológico mesmo da ciência tradicional e a adoção da concepção da natureza humana como sendo socialmente determinada. revisão das principais teorias da motivação.portaldomarketing.com. e conclusão. exposição das condições em que nasceu a Teoria da Administração e como esta tem tratado os aspectos humanos das organizações.br/ _________________ Motivação Humana e as Organizações: Uma Abordagem Fenomenológico-Existencial Psicóloga Bianca Alves Resumo O presente artigo discute o uso das teorias da motivação pelos teóricos da administração e pretende demonstrar que o reducionismo a que estes sujeitam o homem e a motivação tem como base o fundamento epistemológico mesmo da ciência tradicional e a adoção da concepção da natureza humana como sendo socialmente determinada. o homem tem sido esquecido em favor da ciência. ao longo da história da . da técnica. da sociedade e das organizações formais.

sensível. absoluta e eterna. da sociedade e das organizações formais. nem nos da alma. Platão demonstrou-se contrário a este modo de conhecer o mundo. a ordem perfeita no mundo do futuro. se inspirando nas idéias. retomando a teoria de seu mestre Sócrates. Argumentando que o bom senso ( razão) é o que existe de mais bem repartido no mundo. defende que jamais devemos admitir alguma coisa como verdadeira a não ser que a conheçamos evidentemente como tal. Esta teoria se baseia na idéia afirmando que ela é mais que o conhecimento verdadeiro. Toda a sua doutrina pode ser interpretada como uma crítica ao dado sensível. e se fundamenta dizendo que toda filosofia é como uma árvore cujas raízes são a metafísica e as ciências os ramos. Os caminhos do conhecimento são os da vida. ou mundo dos reflexos. Seu papel principal foi o de organizar as verdades da religião e de harmonizá-los com a síntese filosófica de Aristóteles. uma vez que nossos sentidos podem mentir para nós. este mundo pensava sob a forma de alegoria. onde seus personagens são percebidos mais como a personificação de uma idéia do que como pessoas. o homem tem sido esquecido em favor da ciência. Para ele. ela é o ser mesmo. Ele demonstra que não há nenhum ponto de conflito entre fé e razão. O primado é o da experiência. A doutrina central de Platão é a distinção de dois mundos: o mundo visível. o mais fielmente possível. Para conhecer faz-se necessário a criação de um método que garanta o conhecimento como verdadeiro. existindo fora e além de nós. Ele também afirmou que a felicidade do homem não se encontra nos bens exteriores. ou o mundo das idéias. Aristóteles o critica dizendo que a idéia não possui uma existência separada. cujos objetos visíveis são apenas reflexos. a realidade verdadeira. da técnica. Três séculos mais tarde Descartes tenta conciliar a nova ciência com as verdades do cristianismo. Descartes apresenta a proposição – penso logo existo – como a primeira e mais certa que se apresenta . pois todos consideram possuir o suficiente. que o “cristianiza”. inteligível. 2. Nesse sentido a alegoria pode ser considerada um simbolismo concreto. e o mundo invisível. que é a representação de uma idéia por meio de imagens. cuja ação deve reproduzir. e como uma exortação a transformá-lo. nem nos bens do corpo. Discípulo de Platão na Academia. Evolução do Pensamento Ocidental: Nos primórdios do pensamento Ocidental. o conhecimento é uma “adequação da inteligência com a coisa”. Esse pensamento teve grande influência durante um milênio e teve fundamental importância no pensamento de São Tomás de Aquino. Só os indivíduos seriam reais. a idéia só existiria nos seres individuais. só se encontra na contemplação da verdade.civilização ocidental.

especialização. abrindo a possibilidade de um novo foco de estudo. garantam sua sobrevivência. que se fundamenta no princípio da razão. valores. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Este método foi usado pela nascente ciência social. baseado no auxílio da máquina. Nesta perspectiva a história teria três estados básicos: o teológico. A característica essencial do estado positivo é ter atingido a ciência. Para isto vai buscar nas outras ciências sociais. que veio modificar completamente a estrutura social e comercial da época. as adapte às transformações em seu contexto e as torne mais eficazes. das . a economia. Com todos estes acontecimentos imbricados surgiu uma nova concepção de trabalho. Na verdade ele fundamenta o que conhecemos hoje como método cartesiano. As deficiências deste modelo fazem com que se proponha um novo foco na teoria das organizações que é o elemento humano. mantendo a tradição do Ocidente. 3. pelo positivismo de Augusto Comte. como a sociologia. Com a mecanização da indústria e da agricultura. Este novo campo nasce no princípio do século com a proposta de melhorar o processo de trabalho. inicialmente. política e social – a Revolução Industrial. e o positivo. hierarquia. o metafísico. como reflexo do crescente papel que as organizações passam a ter na sociedade e na vida dos homens. conhecimentos acumulados acerca da sociedade. Vem responder à necessidade de se aprofundar e sistematizar um conhecimento que. satisfação. e vários campos da vida do ser humano se tornaram foco de conhecimento. Este modelo se baseia em crenças. resultado. comportamento e liderança. e se torna possível pensar um novo modelo que se utilizou de conceitos transportados de outras ciências como a sociologia. aplicado às organizações. definindo-se pela verificação e a comprovação das leis que se originam na experiência. com o desenvolvimento fabril e uma grande aceleração dos transportes e da comunicação. autodesenvovimento. divisão do trabalho etc. cresce o papel das organizações na sociedade. responsabilidade. realização. que são as organizações. O estudo da racionalização do trabalho foi acompanhado de uma estruturação geral da empresa e ao tornar possível e coerente sua aplicação.àquele que conduz seus pensamentos com ordem. no início do século. abre-se a possibilidade de um embasamento mínimo para se estruturar um novo modelo que vai ao encontro do pensamento reinante da época. a antropologia e a psicologia. A Teoria da Administração e o Homem A teoria da administração surge. pensamento este que se vê dominado pela idéia de ação. que se fundamenta. a antropologia e a psicologia. No final do século XVIII este processo já estava influenciando e sendo influenciado por todas as áreas do conhecimento.

que pressupõe uma escolha ideológica (Aguiar.organizações e dos homens. Utilizar irrefletidamente suas técnicas. a se ocupar de suas questões afetivas e pessoais. A teoria da administração não pode negligenciar. ao procurar diminuir o conflito entre o homem e a organização. E acusa os administradores. naturaliza opções ideológicas e culturais que deixam assim de serem questionadas. é contribuir para a construção de um determinado modelo de sociedade sem o sabê-lo. apenas como meio. abrindo um caminho trilhado até hoje pelas principais escolas que se seguiram. de. sua maior preocupação tem sido buscar os meios mais eficientes para se chegar a um determinado fim. ao não questionarem as práticas e valores vigentes. que suas diferentes escolas. Utilizando o poder de verdade atribuído à ciência. 1992). ao se ocuparem apenas com o imediatismo dos resultados. A fim de legitimar suas práticas. e tem o dever de explicitar. e as ciências sociais de que são parte. a teoria da administração adota seus meios e seus fins. A Escola de Relações Humanas foi a primeira escola a se ocupar mais sistematicamente dos aspectos humanos da organização. transportando para seu âmbito teorias e conceitos retirados destas ciências. sendo muitas vezes utilizados de forma contrária ao sentido da teoria como um todo. Longe das teorias que lhe deram origem esses conceitos têm seu significado alterado. Outra crítica de Guerreiro Ramos à teoria administrativa é a apropriação indevida que esta faz de conceitos de outras ciências sociais. traz em si uma determinada concepção sobre a natureza humana e uma opção por um modelo de sociedade. prescrições e técnicas. Guerreiro Ramos (1981) acusa a teoria da administração. Centrada nos métodos. servirem como um instrumento de legitimação do status quo. até então negligenciados. e utiliza conceitos retirados da psicologia de forma leviana. não se ocupando do questionamento e da escolha dos fins mesmos. Foi a primeira a dar ênfase à satisfação do empregado. a falar de crescimento pessoal e motivação. Neste sentido Guerreiro Ramos critica sobretudo a Escola de Relações Humanas que. Nascida sob a égide da ciência e da técnica. é comum que a administração vá buscar na ciência teorias que as fundamente. escondem por trás uma determinada concepção da natureza humana e um ideal de sociedade. de adotarem uma posição ingênua e irrefletida. Desde então a teoria da administração e as grandes organizações têm realizado estudos e .

Segundo esta crença. das organizações e dos próprios homens. É o que Guerreiro Ramos denominou de política cognitiva. em nome da sociedade. estas porque contarão com empregados motivados e engajados defendendo os interesses delas. com os interesses das organizações. aquela em que o poder de decisão e reflexão encontra-se concentrado na mão dos dirigentes. Mas os interesses pessoais dos envolvidos com uma organização tendem a ser tantos quantos forem os homens e não apenas diversos. Estas concepções de natureza humana e sociedade só deixam lugar para um tipo de organização.procurado desenvolver técnicas a fim de fazer com que os interesses pessoais dos homens coincidam. Assim o homem pode ser moldado pela sociedade e. mais fáceis assim de serem satisfeitos. Estas concepções de natureza humana. porque alcançarão realização profissional e satisfação pessoal com a ajuda das organizações. É preciso aqui explicitar a concepção de natureza humana e o modelo de sociedade que subjaz atrás desta crença. ganham todos. que passam a ter interesses uniformizados. Uma sociedade assim pressupõe que poucos tenham o poder de decisão e regulem a vida dos outros. Esta concepção da natureza humana aponta para um ideal de sociedade onde os homens. terão sua constituição regulada. suas características pessoais. em conseqüência. A sociedade ocidental contemporânea. Padrões de comportamento são transmitidos e assimilados através das instituições de ensino. como freqüentemente divergentes. ou seja. Aqueles. aliadas ao primado da ciência e da técnica que se atribuem a força de verdade. homens e organizações. que “consiste no uso consciente ou inconsciente de . ou sejam compatíveis. e todas as outras que continuaram o trabalho iniciado por ela. o homem é socialmente determinado. A idéia básica que norteou a Escola de Relações Humanas. pelas organizações. Como então atender a interesses tão diversificados e ao mesmo tempo garantir os interesses das organizações? A saída buscada por muitos estudiosos das organizações foi procurar uniformizar os interesses dos homens. é que se conseguirmos um meio de fazer com que os interesses pessoais dos homens coincidam com os das organizações. das organizações formais e informações e principalmente da mídia. tem caminhado para um crescente processo de massificação das sociedades e dos homens. adquirindo interesses similares e compatíveis. seus desejos e aspirações dependem sobretudo do meio social. favorecem o processo de massificação. a tudo pretendendo responder. sociedade e organizações. que herdou da modernidade a primazia da técnica. ao invés de se constituírem de uma forma livre e desordenada em que acabarão por ter interesses muitos diversos.

Para tanto vão buscar nas teorias da motivação da psicologia o conhecimento que necessitam para aplicar às organizações. e especificamente o modelo burocrático de gestão. As teorias da motivação tratam das forças propulsoras do indivíduo para o trabalho e estão normalmente associadas à produtividade e ao desempenho. são assimiladas pelas pessoas como se naturais fossem. . Desta forma a sociedade centrada no mercado difunde os valores do consumo. um combustível que mantenha o homem trabalhando. A sociedade centrada no mercado “não pode funcionar de maneira eficaz a menos que o desempenho do indivíduo. despertando o interesse de dirigentes. mantendo-se na superficialidade. Determinadas ideologias. 1981: 98). No próximo item abordaremos as teorias da motivação mais comumente utilizadas pelos teóricos da administração. cuja finalidade é levar as pessoas a interpretarem a realidade em termos adequados aos interesses dos agentes diretos e/ou indiretos de tal distorção” (1981: 87). as pessoas passam a interpretar a realidade segundo determinados valores. massificando as pessoas. favorece a impessoalidade. como membro dos ambientes de trabalho. tenha caráter impessoal” (Ramos. que bombardeadas diariamente com uma política cognitiva uniformizante desenvolvem linguagens e representações pobres. baseado na hierarquia. inadequadas para refletir e comunicar questões profundas do ser humano e da sociedade. Desta forma. Assim. legitimadas pela ciência centrada no método. Também o ambiente de trabalho. no estabelecimento sistemático de regras. Tema central para as teorias que focam seu estudo nos aspectos humanos da organização é a questão da motivação. Desde que a Escola de Relações Humanas chamou a atenção para o fato de que empregados desmotivados têm seu rendimento diminuído. Revisando as Teorias da Motivação O estudo da motivação no trabalho é o foco central do nosso debate sobre a motivação humana e as organizações. conforme as expectativas da organização. um dos principais desafios para os teóricos da administração tem sido o de fazer com que os empregados se sintam motivados com suas tarefas. o crescimento dos estudos da motivação para o trabalho se dá pela possibilidade de atender o sonho dos dirigentes de criar um motor propulsor. na divisão de tarefas e papéis. e mesmo a linguagem que desenvolvem favorece uma determinada visão de mundo.uma linguagem distorcida. a uniformização. 4.

pensamento. O indivíduo passa a ser instrumentalizado. os cognitivistas. que afirma que os indivíduos buscam o prazer e afastam-se do sofrimento. (…) A motivação do empregado só se tornou uma questão organizacional porque o próprio trabalho. que acreditam que a força propulsora são os estímulos externos através do processo de aprendizagem. A busca de teorias perde o foco no homem. perdeu o sentido. que acreditam que a motivação depende da representação que os indivíduos possuem do meio. pela excessiva fragmentação. ou seja. valores. expectativas e aprendizagem. e um grupo de teóricos que procuram compreender o ser humano na sua vivência concreta. Acreditam que as pessoas se comportam de forma a maximizar certos tipos de resultados de suas ações. inclusive dos homens. As teorias motivacionais têm procurado oferecer aos gerentes os corantes e aromatizantes artificiais para tornar tolerável uma atividade que já não faz sentido. Para Sievers (1998:22) “A fragmentação do trabalho nas organizações produtivas e a alienação daí decorrente levou muitas pessoas que trabalham nas organizações contemporâneas a aceitarem como absolutamente normal desempenhar atividades que não fazem o menor sentido. quanto os cognitivistas. o que inclui um conjunto complexo de fatores como percepção. a psicanálise. No sentido de melhor compreender a relação existente entre a motivação humana e as organizações abordaremos nesta seção as teorias da motivação mais freqüentemente utilizadas pelos teóricos da administração. que enfatiza as motivações inconscientes derivadas de pulsões biológicas e experiências passadas. evitando assim os reducionismos. principalmente durante a infância. os behavioristas. que se diferenciam quanto à visão do que seria a força propulsora para o trabalho. Ao perder o sentido do trabalho com sua crescente divisão. Os indivíduos se tornam um meio para a busca dos fins definidos pela organização devido ao uso de padrões organizacionais de motivação.Executivos e chefes gostariam de ver seus funcionários motivados e integrados com os objetivos da empresa de forma a atingir o máximo de produtividade. Estas correntes seriam: os etologistas. Sua abordagem é histórica porque o que .” Pode-se separar as teorias de motivação em grande correntes. as teorias motivacionais têm se transformado em sucedâneos na busca da motivação. dão ênfase à aprendizagem. que sugerem ser a conduta instintiva de cada espécie animal e a busca por adaptação ao meio a maior motivação para a ação. · Os behavioristas e a motivação Tanto os behavioristas. desenvolveram uma teoria na qual a motivação fundamenta-se no princípio do hedonismo.

um perigo ao se chegar indevidamente à percepção de que o homem está verdadeiramente motivado.motiva o comportamento são as conseqüências dos efeitos produzidos pelo comportamento passado dos indivíduos. nasce de fatores extrínsecos que são soberanos a sua vontade. a motivação passa a ser vista como um comportamento reativo. ou seja. Trata-se de uma espécie de acomodação do organismo vivo às modificações operadas no meio ambiente. De acordo com estas representações os indivíduos formam objetivos e lutam para atingi-los. ao contrário dos behavioristas.” . O pressuposto fundamental dos behavioristas. que leva ao movimento. suas percepções. Desta forma. é que a força que conduz o comportamento motivado está fora da pessoa. ameaça o sentido da identidade pessoal definido e mantido ao longo de toda a vida. baseados nas representações internas. independente de suas vontades. (…) As intenções dependem das crenças e atitudes que definem a maneira de um indivíduo ver o mundo. reagindo ao meio exterior e se movimentando. · Os Cognitivistas e a motivação Os cognitivistas. pelo reforço. opiniões e expectativas em relação ao mundo que os rodeia e que assim também são direcionados em seus comportamentos. que os diferencia dos cognitivistas. acreditam que os indivíduos possuem valores. Assim. só que desta vez. ou recompensa. pensamento. para os behavioristas existe uma ligação necessária entre o estímulo externo e a resposta comportamental. quando na verdade está apenas alterando seu comportamento. Segundo Motta (1986 : 124): “Os indivíduos possuem objetivos e expectativas que desejam alcançar e agem intencionalmente. de certa forma. e aprendizagem. os indivíduos possuem representações internalizadas do seu ambiente que envolvem os processos de percepção. A teoria behaviorista pode representar. a crença de que se pode dirigir o comportamento das pessoas a partir de uma programação controlada. de acordo com suas percepções da realidade. Isto é. Assim. Conforme apontado por Bergamini (1990 : 26): “a motivação passa a ser compreendida como um esquema de ligação Estímulo-Resposta (…) e que o homem pode ser colocado em movimento por meio de uma seqüência de hábitos que são o fruto de um condicionamento imposto pelo poder das forças condicionantes do meio exterior”.

uma vez que as ações humanas são espontâneas e gratuitas. benefícios etc. uma vez que este aborda a motivação de uma forma dinâmica que se baseia em forças internas que direcionam o comportamento.” Assim. . que acreditavam que é possível e necessário aprender a motivar os outros. os cognitivistas acreditam que ninguém jamais pode motivar quem quer que seja. condições físicas. de seu passado e de seu meio. Estas forças internas seriam os instintos (libido) que fornecem uma fonte fixa e contínua de estímulo. pois estão relacionados com a necessidade de se afastarem de condições desagradáveis. · A Psicanálise A administração busca em Freud contribuições para a teoria das motivações.(…) O determinismo biológico deve-se ao fato de que os instintos são herdados e determinam o comportamento humano. tendo como origem suas impulsões interiores. salários. · Fatores Higiênicos Herzberg divide as necessidades como sendo de satisfação no trabalho e de motivação. Segundo Aguiar (1992 : 257) a principal contribuição da teoria psicanalítica está na ênfase que Freud dá à dependência que o comportamento adulto mantém em relação às experiências da infância. conforme indica Aguiar (1992 : 256). sendo algumas vezes conscientes e outras inconscientes. relações interpessoais. Estas condições podem ser chamadas de fatores higiênicos. A satisfação no trabalho está relacionada com as condições em que o trabalho é realizado – supervisão. Todavia.Em oposição aos behavioristas. não podemos esquecer que os indivíduos tendem a buscar o prazer e se afastar do sofrimento. “A ênfase no passado do indivíduo e nos instintos como forças motivadoras realmente caracteriza a abordagem histórica e o determinismo biológico da teoria psicanalítica. a principal contribuição de Freud encontra-se no fato de considerar o homem prisioneiro de sua hereditariedade. só que muitas vezes são comandadas pela necessidade de liberação e satisfação dos instintos. mas desta vez “a escolha feita em determinada situação é ocasionada pelos motivos e cognições próprios do momento em que faz a escolha”. As pessoas em alguns momentos estão conscientes das motivações de suas ações.

Para Maslow. criatividade e inovação. no holismo da psicologia gestáltica e no dinamismo de Freud. antes que outra se manifeste como prioritária. independentemente da opinião dos outros. Jung e Adler (Aguiar. Aguiar (1992 : 269) chega a conclusão que Herzberg transforma o indivíduo num meio para se atingir os fins da organização. Reduz a auto-realização à realização da tarefa. e tratam das necessidades de desenvolvimento do potencial humano e da realização de aspirações individuais. O conceito de auto-atualização tem relevante papel na teoria de Maslow que o definiu como o uso e a exploração plenos de talentos. Assim. “Herzberg toma o meio social. escolha esta que depende de o indivíduo estar sintonizado com sua própria natureza íntima. como a fonte motivadora do indivíduo. potencialidades etc (Fadiman. Toma o indivíduo como meio e transforma os seus desejos na necessidade da organização. já que inova ao mesclar diferentes fundamentos. Seguindo a tradição do conhecimento ocidental. constituída pelas necessidades biológicas. e necessidades de segurança. pode-se dizer que sua teoria considera o ser humano na sua totalidade. responsabilizando-se por seus atos. ao contrário das abordagens apresentadas anteriormente. O indivíduo se motiva no trabalho pelos fatores que se relacionam diretamente com o trabalho. dando ênfase à integração dinâmica dos aspectos biológicos. Maslow vê o ser humano como eternamente insatisfeito e possuidor de uma série de necessidades.liberdade. psicológicos e sociais. fundamentais à existência. 1979). Reich. a organização. que se relacionam entre si por uma escala hierárquica na qual uma necessidade deve estar razoavelmente satisfeita. A organização através dos fatores motivacionais manipula o indivíduo. capacidades.” · A teoria das necessidades de Maslow A teoria da motivação humana de Maslow é a essência de uma hierarquia das necessidade humanas.Já as necessidades de motivação no trabalho estão diretamente relacionadas com a tarefa ou o trabalho. psicológicas e sociais. motiva-o. antes de procurar satisfazer as necessidades sociais. 1992). o indivíduo procura satisfazer suas necessidades fisiológicas. as teorias da motivação tem realizado grandes reducionismos ao tentar explicar a . auto-atualizar significa fazer de cada escolha uma opção pelo crescimento. as necessidades de estima e auto-realização. Nesta hierarquia. Para desenvolver esta teoria Maslow se baseou em experiências clínicas e nos fundamentos teóricos de James e Deway.

É por natureza fluida. e de que estas respostas são únicas e encontram-se fora do homem. O mundo é para o homem inóspito. o mundo ganha estabilidade. A estratégia utilizada pela tradição ocidental para conhecer o mundo foi representá-lo. que obedecem às leis constantes da lógica. O homem jamais poderá atingir assim a estabilidade e a segurança que tal estabilidade poderia proporcionar-lhe. São utilizadas para legitimar práticas que visam a resultados imediatos para as organizações muitas vezes em detrimento dos interesses dos indivíduos que parecem defender. inconstante. Sendo então capaz de fornecer ao homem respostas definitivas. Freqüentemente. inaugura um novo modo de investigar e conhecer o mundo. A tradição de conhecimento do ocidente. A vida humana está sempre em constante deslocamento (Critelli. Como alternativa à tradição ocidental do conhecimento e as teorias científicas da motivação. é próprio do modo do homem ser no mundo não pertencer. isto é. Apoiando o conhecimento na razão. pessoa ou situação que o acolha por completo. não encontrar no mundo lugar. a imprevisão e a ausência de respostas. o que lhe pode causar intensa angústia. 1996). têm o significado de seus conceitos alterados. a tradição ocidental acredita poder torná-lo preciso. considerandoo em sua totalidade. 5.motivação humana. Mesmo aquelas teorias que procuram compreender o homem de uma forma mais integrada. apresentaremos a seguir as concepções de conhecimento. e findar com sua angústia. Consolidando ao longo de sua história. tendo que conviver sempre com o desconhecido. Procura encontrar um ponto de apoio seguro em que possa basear todo o conhecimento e dar-lhe estabilidade. na tentativa de por fim a esta eterna busca e fornecer ao homem respostas que o tranqüilizem. sociais e familiares. do conceito. claro. em determinadas condições históricas. sem ter escolhido por isto. O . quando transportadas para o campo da administração. através da representação. pensa encontrá-lo na razão lógico-matemática. estável. Vê-se entregue a própria sorte. Assim. transferi-lo para o pensamento. Sente-se abandonado por ver-se lançado no mundo. esta incompletude e a inospitalidade do mundo são compreendidos pelo homem como abandono. indeterminada. A Fenomenologia Existencial e a Questão do Conhecimento Segundo a Fenomenologia Existencial. autenticidade e motivação segundo a Fenomenologia Existencial. o mutável. para as representações mentais. A total integração não é possível. a crença de que somente o conhecimento científico e a razão podem fornecer as verdades e respostas de que o homem precisa.

proporcionando um enxugamento burocrático e administrativo das relações humanas pode representar um grande risco para a nossa sociedade. Habermas (Siebbeneichler. sem nunca receber garantias e tendo sempre que se responsabilizar pelas suas escolhas. o comportamento das massas e das pessoas. a opinião pública. só. só. pode acabar. tem que se responsabilizar por suas escolhas. os fenômenos sociais. Por não encontrar no mundo prontas as respostas de que necessita. Mas não o encontra pronto no mundo. quando morrer. que ele não participou da decisão de iniciar. sabe que a qualquer momento esta existência. A Questão da Autenticidade e da Motivação segundo a Fenomenologia Existencial Lançado no mundo à própria sorte. construir-se a si próprio e dar um sentido para a sua existência. o homem tem dois caminhos: aceitá-los assumindo a responsabilidade por suas escolhas e guiando ele próprio . O homem está assim. as normas e valores éticos tem se generalizado até a diluição. que rumo dar à própria vida. da possibilidade sempre presente da morte. em seus pensamentos e emoções estará sempre sozinho. 6. Diante disso o homem busca incessantemente por um sentido para a sua vida. e mais do que isso. A partir de então. para a fenomenologia existencial. Mais do que isso. Só porque veio para o mundo sozinho. porque ninguém jamais o compreenderá por completo. como também um modo novo de o homem habitar o mundo. sem indicações de que caminho seguir. estará sozinho. condenado a ser livre. 1989) aponta como conseqüência que se a sociedade ocidental está desenvolvendo normas técnicas sofisticadas por um lado. A institucionalização de normas e valores exercidos de modo tradicional. Diante da angústia.conhecimento ocidental funda não só um novo método de conhecimento. por meio do conhecimento científico e da técnica o homem procura prever e controlar o mundo. sem livros que o digam o que é certo ou errado. a natureza. da solidão. o homem se vê sozinho. apresentaremos a seguir os argumentos da Fenomenologia Existencial. por outro. Contra o processo de massificação e padronização do homem e a concepção da natureza humana como sendo socialmente determinada. Além de livre o homem é. o homem é obrigado a fazer suas próprias escolhas. e da liberdade. também só. segundo os quais o homem tem por condição de existência a liberdade de construir-se. para a fenomenologia.

é tomado por uma grande insatisfação e profundo sentimento de tédio e vazio. exigem uma certa padronização. “Temporariamente ( a pessoa) esquece a solidão. ou fugindo para o anonimato do ser social. alheia-se de si mesmo. (…) O indivíduo – embora julgue que tudo lhe é acessível – já não consegue discutir nenhum assunto com profundidade. em maior ou menor grau. . mas a própria condição do existir humano.” ( Penha. Se a liberdade. buscando a justificativa de seus atos num sujeito impessoal. detendo-se na superficialidade das coisas. biológicos. Abre mão de sua individualidade. para usá-los como base de um relacionamento significativo com os outros seres humanos. “mergulha em uma espécie de anonimato que anula a singularidade de sua existência. gente vazia não possui a base necessária para aprender a amar” (May. Perde-se nas preocupações cotidianas. confundindo-se com a massa.a sua vida. 1982). Em troca de aceitação o homem quando age inautenticamente abre mão de sua liberdade e autonomia. Com os sentimentos embotados. buscando fora de si as respostas e a determinação de sua vida. Perde assim a única coisa que a ajudaria positivamente a vencer a solidão a longo prazo. incapaz de livrar-se dos hábitos e opiniões que lhe são impostos. o indeterminismo e a responsabilidade por sua própria vida parecem ao homem opressores. 1971: 29). É comum que se sinta ansioso ou seja acometido por variadas doenças. culturais ou religiosos. Mas perdido na massa. E novamente a angústia. exterior. é freqüente que o homem também não se sinta feliz.) tornase massa. da força e do senso de direção. embora ao preço da renúncia à sua existência como personalidade independente. sem interrogar os fundamentos daquilo que discute. Mas os grupos costumam ser exigentes com seus membros e. nas pequenas mesquinharias do dia-adia. desconhecedor de si próprio. o homem inautêntico dissolve-se nos grupos. em uma existência autêntica. Na tentativa de fugir à solidão. “é dentre todos os sentimentos e modos de existência humana. Perde-se no meio dos outros Dasein. (…). esperando que os outros façam por ele suas escolhas. tagarelando sobre banalidades. …. Se não pode sozinho se responsabilizar por suas decisões e apoiar-se em si próprio. em uma existência inautêntica. (…. o desenvolvimento de seus recursos interiores. torna-se inautêntico. sua consciência é atormentada por medos e ansiedades neuróticas. não possível de ser eliminada. Os fenomenologistas acreditam que na verdade é ela o alimento da vida. O homem passa então a justificar-se através dos determinismos sociais. isto é. ele pode então tentar abrir mão desta liberdade.por não ser doença nem defeito. apóia-se nos grupos.

os filósofos e psicólogos existencialistas ou por eles influenciados. A consciência de que somos finitos. mas nos impulsiona para que a tornemos plena. Segundo Viktor Frankl. vêem justamente na ausência de respostas definitivas e de um sentido acabado. busque conhecer profundamente a si própria.” (Chauí. É importante aqui enfatizar que a solidão existencial nada tem a ver com o isolamento e sim com a singularidade. mas distante de si mesmo. no mundo. quando corre os seus próprios riscos. respeitadas suas diferenças. quando decide encontrar-se e conquistar-se. que talvez seja a pior de suas faces. tornando assim a existência angustiante. Entendendo o homem desta maneira. o eterno vir a ser. Uma vez que a pessoa aceite esta condição. ela se torna capaz de realizar trocas mais intensas. nos faz realizar nossos projetos no presente. deixam de ser opressores para ser agora a abertura para a vida plena. A morte sai do futuro e vem para o presente. cada hora. evitando a morte em vida. sinceras e autênticas. quando encontra amparo e segurança em si mesmo. “o esforço para encontrar um sentido para a vida é a . pela autonomia e pela autodeterminação” (Lessa. um ser inacabado. Ao contrário daquele que está sempre rodeado de pessoas. A fluidez. quando procura conhecer-se em profundidade. fazendo-nos sentir que estamos gastando a vida. se saiba única. ele pode para ela construir um sentido.aquele que pode reconduzir o homem ao encontro de sua totalidade como ser e juntar os pedaços a que é reduzido pela imersão na monotonia e na indiferenciação da vida cotidiana (…). até o autoconhecimento mais profundo. e só é capaz de relacionar-se superficialmente. quando assume total responsabilidade pela própria existência e quando luta pela liberdade. 1999). psicoterapeuta de influência existencialista. Se a vida não oferece certezas. Se o homem não é pronto e determinado. Aceitando a singularidade. Assim ela não mais nos rouba a vida. Se o homem não encontra fora de si. ele pode se determinar. oferece infinitas possibilidades de ser. mantendo-se em contato com suas reais necessidades. um sentido pronto para a sua vida ele precisa estar sempre construindo um sentido novo para ela. e sua condição de ser finito. capaz de significar o seu próprio ser. quando faz suas próprias escolhas. cada dia. e mesmo a ausência de respostas. respeite suas diferenças. Se a vida parece absurda e sem sentido. 1999). A morte deixa de ser percebida como um implacável fim. o homem se torna livre. a instabilidade. a principal motivação humana. a cada ano. insatisfações e desejos. O homem se torna autêntico “quando escolhe a si mesmo.

que vão se alterando ao longo da vida de uma pessoa. ou falta. pode suportar a quase todos os comos” (Frankl. (tradução dos autores) “É importante ressaltar aqui que não se está falando de um único e genérico sentido para a vida de uma pessoa.força motivacional fundamental no homem” (1962 : 97). psicoterapeuta amigo e seguidor de Heidegger. que deriva de sculd que significa aquilo que carece e falta. Viktor Frankl escreve: “considera o homem como um ser cuja principal preocupação consiste em preencher um significado e em atualizar potencialidades. ou na mera adaptação e ajustamento à sociedade e ao ambiente”. estará lá. encontram satisfação em cada conquista. 1962: 104). “e realmente algo sempre e perpetuamente falta na vida do ser humano” (Boss. De qualquer forma a culpa. contamos com a afirmação de Nietzsche. sempre poderemos amar mais e mais. se negando a viver plenamente. na medida em que ela também muda. ao mesmo tempo em que critica o modo reducionista da ciência conhecer o homem. que diz: “Aquele que tem um porquê viver. há vários deles. a realizar seus projetos. do ego. (Frankl. Culpa em alemão é schuld. “O homem pergunta pelo sentido de ser porque este vai embora. 1977). por mais que amemos. e do superego. sempre acharemos que poderíamos fazer melhor. Mas não àqueles que mesmo sabendo que nunca finalizarão sua busca. mais do que simplesmente em buscar por gratificação e satisfação de necessidades e instintos. por mais que viajemos. fragmentando-o e transformando-o em coisa entre coisas. considerado precursor do existencialismo. 1996: 21)” Apresentando a logoterapia. objetivando-o. 7. (Critelli. por mais que nos dediquemos àquilo que fazemos. Boss considera a culpa a principal motivação humana. (tradução dos autores) Outro autor existencialista que escreveu sobre motivação foi Medard Boss. Por mais que consigamos realizar alguns de nossos sonhos. sempre haverá mais coisas que gostaríamos de fazer. E o que diremos daqueles que se fecham diante da vida. 1962: 103) (tradução dos autores) A corroborar a importância central da busca por um sentido próprio para a vida. Pois não há um sentido. a motivar os homens. a amar e ser amado? A estes certamente a culpa será uma carga e opressão. impulsionando para que todos vão atrás de seus projetos. ou meramente em reconciliar as conflitantes exigências do id. Conclusão . sempre haverá lugares que gostaríamos de conhecer.

principalmente na sociedade ocidental contemporânea que chegou a um nível de complexidade nunca antes alcançado. sociais ou uma soma informe de tudo isso. As organizações são importantes também porque o ser humano é um ser gregário. dos modelos de sociedade e das grandes organizações. Para conhecer. são os homens que agora existem em favor das organizações. assumindo os riscos por suas escolhas. isto é. a angústia humana diante do desconhecido e o próprio sentido da vida de cada homem. mais uma vez insistimos. pulsões inconscientes e toda a sorte de determinações biológicas. Não se espera mais compreendê-lo. como também sobre questões como a ética. precisa e deseja viver em grupos. deve procurar conhecer-se profundamente a fim de que possa. cercado de pessoas. mas de voltar o foco para o . 1981: 112) Não estamos aqui sugerindo o fim das organizações. instintos animais. Mas é preciso apontar para a perversa inversão que realizamos ao longo de nossa história: as organizações não existem mais em benefício dos homens. Todavia. para realizar-se plenamente como pessoa. O que se propõe aqui tampouco é que se deva romper abruptamente com modelos de sociedade e organizações. É o modelo da ciência tradicional que desloca do âmbito da vivência humana a busca por respostas não só sobre questões mais imediatas do cotidiano. Assim. o desenvolvimento pessoal e a solidão pessoal são inseparáveis” (Guerreiro Ramos. um modelo de conhecimento centrado no método. para o âmbito do conceito.A civilização ocidental construiu ao longo de sua história. não é questão de modelos. conhecendo suas reais necessidades. psicológicas. Aquilo que o processo de uniformização dos homens faz é uma violência contra eles. passa a ser tratado como objeto. principalmente na Idade Moderna. os valores culturais. mas explicá-lo. ao longo da história de nossa civilização o homem vem sendo esquecido em favor da ciência. da técnica. Transferido para a representação o homem é reduzido a hormônios. ajudando-os a alcançarem seus objetivos e a viver em sociedade. aprendizagens sociais. construir e reconstruir constantemente um sentido para a vida. buscamos um novo referencial que é a Fenomenologia Existencial onde a condição ontológica da existência humana é a liberdade de construir-se a si próprio. através das escolhas feitas ao longo da vida. Cada indivíduo. Não é possível pensar nossa sociedade sem as organizações e todo o bem que elas podem proporcionar aos homens. Sabemos e defendemos o papel fundamental que elas desempenham na vida dos homens. porque. a tradição ocidental do pensamento fragmenta e reduz. desejos e insatisfações. “Na realidade. na experimentação e na razão. da representação. O homem deixa com isso sua condição de vir-a-ser e passa a ser objetivizado.

Cecília W. inclusive você: . de. BERGAMINI. Mara. Alberto. toma consciência de si mesmo e de seu devir criador. Maria Aparecida F. Angústia. JAPIASSU./ jun. Assim. São Paulo: Excellus e Consultoria. James. 30 (2) 2334. 18 (2): 3-12. 1992. Revista Brasileira de Administração Pública. É preciso aceitar o caráter individual da motivação. MARCONDES. LESSA. A construção do poder pessoal. 8. HIRSHBERGER. de onde provém a vida. São Paulo: Herder. Robert. New York: Simon and Schuster. ed. BOSS. CRITELLI. São Paulo: EDUC: Brasiliense. FRANKL. ___________. FADIMAN. Victor E. Hilton. 1967. Revista de Administração de Empresas. e termos a consciência que jamais conseguiremos estarmos completamente satisfeitos. podemos perceber que o reducionismo a que a Teoria da Administração sujeita o homem e a motivação humana é uma conseqüência do fundamento epistemlógico no qual a civilização ocidental se baseou. 1981. FRAGER. Paulo Roberto. teremos uma perspectiva digna para este dom tão supremo que é a vida. 1984. Prefácio in Os Pensadores: Heidegger. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Editora da SAEP. 1996. / jun. A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações. Johannes. e nos perguntamos se estamos em harmonia com o impulso original da criação. Este modelo vem sufocando o que nós acreditamos ser afirmação da vida – a autenticidade – e portanto nos remetemos à reflexão sobre nossas vidas e nossas ações. 1990. e com sua complexidade crescente. MOTTA. Marilena de Souza. Assim.homem. Rio de Janeiro: 1991. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda. existirá sempre uma necessidade não atendida que dirigirá novas condutas motivacionais. Psicologia aplicada à administração. Bibliografia AGUIAR. Todo mundo se julga vitorioso. Medard. História da Filosofia Moderna. abr. Modelos de homem e teoria administrativa. É preciso que a sociedade e as organizações dêem espaço para as diferenças e singularidades. Danilo. 1979. Analítica do sentido: uma apresentação e interpretação do real de orientação fenomenológica. 1977. São Paulo: Duas Cidades. culpa e libertação. CHAUÍ.Teorias da personalidade. Rio de Janeiro: Editora da FGV. São Paulo: Harper & Row do Brasil. GUERREIRO RAMOS. 1962. Man’s search for meaning. 2. 1999. abr. 1999. Motivação: mitos crenças e mal-entendidos. Jadir. Dulce.

PENHA. estão as necessidades sociais. perceberemos que Luke apenas corroborou o que os principais teóricos da motivação no trabalho já diziam há mais tempo. Revista de Administração Pública. Michele Federico. 30 (1) 5 -10. Flávio Beno. que Luke Pittard. Assim. no momento em que as necessidades fisiológicas e de segurança estiverem satisfeitas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1982. Maslow. o salário perde muito do seu efeito motivador. uma inusitada decisão: voltou ao seu emprego na lanchonete. de estima e de auto-realização. Burkard. afirma que o homem é motivado por necessidades que estão organizadas em uma hierarquia de valor. jan. João da. a cidade de Cardiff provavelmente é a única no mundo em que você tem chance de ser atendido por um milionário num McDonalds. Além do sucedâneo da motivação. Jürgen Habermas: razão comunicativa e emancipação. / mar. um morador da cidade de Cardiff. que são satisfeitas principalmente através do salário recebido das organizações. Depois disso. Na base desta pirâmide estão as necessidades fisiológicas e as de segurança. Revista de Administração de Empresas. Abraham H. acertou os números da loteria e ganhou 1. se refletirmos um pouco. jan. . SCIACCA. na Grã-Bretanha. 1989. Luke deixou seu emprego numa lanchonete do McDonalds e partiu para uma viagem de lua de mel nas Ilhas Canárias. a primeira sensação que essa notícia transmite é de que esse rapaz é doido. que não estão diretamente associadas à remuneração.a motivação e o dirigente. 20 (1): 117 – 29. Em seguida comprou uma casa. ______________________________________________________________________ ___ Teorias de Motivação na Prática • • Por Leonardo José Andriolo Administração e Negócios Um milionário no balcão do McDonalds Foi noticiado. vendendo hambúrgueres. São Paulo: Mestre Jon. Mas. / mar. Como estamos acostumados a associar o trabalho ao salário recebido. São Paulo: Brasiliense. aumentava a saudade dos antigos colegas. 1962. Tomou.5 milhões). História da Filosofia. por exemplo. Ao mesmo tempo. recentemente. É difícil acreditar que alguém deixe de lado uma confortável e ociosa vida de milionário para ficar atrás de um balcão. então. O que é existencialismo. 1990.3 milhões de libras (R$ 4. Se a teoria de Maslow estiver correta. Em um nível superior. capital do País de Gales. 1986. começou a ficar cansado de não fazer nada. SIEVERS. Após receber o prêmio. SIEBBENEICHLER.

Em outras palavras. externos à tarefa. mas não causará motivação quando for superior à expectativa. Luke é feliz no McDonalds. isso não faria muita diferença. respeitado e realizado. já que para ele. o relacionamento entre os colegas e o reconhecimento pelo seu trabalho fazem com que se sinta estimado. Provavelmente Luke retornou ao emprego porque o ambiente de trabalho. oferecer-lhes oportunidades de desenvolvimento pessoal talvez seja a melhor forma de contar com empregados satisfeitos e comprometidos. sobre satisfação de funcionários . elogiá-los quando merecerem. desafiá-los com novas responsabilidades. Obviamente não foi pelo salário. ainda que esse fato possa nos causar estranheza. Os fatores causadores de insatisfação são fatores ambientais. isto é. de acordo com Herzberg. como o tipo de supervisão recebida no serviço. Mas voltemos ao nosso milionário do McDonalds. agora rico. De acordo com a pesquisa. Eles criam as condições básicas e necessárias para que o indivíduo possa trabalhar. tratamento com respeito) 2 – Realização (desafios. orgulho do trabalho e da organização. . são os seguintes os fatores que despertam o entusiasmo nas organizações: 1 – Eqüidade (remuneração justa. benefícios. Já os fatores motivadores são relacionados à própria tarefa. como o reconhecimento pelo trabalho realizado. o salário tem pequeno efeito motivador: ele gera insatisfação quando não está adequado.Para Frederick Herzberg. a condição do ambiente físico e o salário percebido. a natureza da tarefa e a realização pessoal. de Nova York. os fatores que influem na produção de satisfação profissional são desligados e distintos dos fatores que levam à insatisfação profissional. é interessante citar a pesquisa realizada em companhias do mundo todo pela Sirota Consulting. Então. desenvolvimento) 3 – Coleguismo (sensação de que as pessoas trabalham bem em grupo) Tratar os funcionários com respeito. A propósito do tema. Se a maioria das empresas percebesse isso. teríamos funcionários mais felizes e organizações mais produtivas. mas não são suficientes para a motivação. Certamente as teorias de Maslow e Herzberg e a pesquisa da Sirota Consulting ajudam a entender porque Luke Pittard voltou a trabalhar no McDonalds.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful