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Curso: Medicina ESTUDO DIRIGIDO

Disciplina: Parasitologia Básica


Professor(a): Roberta Rego de Souza Data: 20/04/2011
Aluno(a): HUGO RICARDO SOARES ROSA Matrícula: 4505310

ESTUDO DIRIGIDO

Tema: Difilobotríase

Roteiro:
• Qual o parasita que causa Difilobotriose? Descreva as características
morfológicas do mesmo.
Parasita: Diphyllobothrium latum
Morfologia: O parasita é um cestóide muito longo, de até 20 metros de
comprimento. O escólex é desguarnecido, com dois sulcos longitudinais musculares ou
bótrias como órgãos de fixação. Os segmentos gravídicos e maduros são quadrados,
com um poro genital central.

• Quais os aspectos epidemiológicos da Difilobotriose?


As áreas em que o D. latum é altamente endêmico inclui áreas de lagos e deltas da
Sibéria, Europa (especialmente Escandinávia e outros países bálticos), América do
Norte, Japão e Chile, havendo também descrição da ocorrência da doença na Argentina,
Peru e Coréia.O hospedeiro definitivo é o homem, entretanto, outros mamíferos
(canídeos e felídeos, domésticos ou silvestres, ursos, etc) que consomem peixes crus,
podem servir de hospedeiros.
O D. latum é essencialmente um parasita do homem, uma vez que em outros
hospedeiros o cestóide produz poucos ovos férteis. A epidemiologia, portanto, baseia-se
amplamente em dois fatores, o acesso a dejetos humanos a lagos de água doce e a
ingestão de peixe não cozido. Os animais domésticos, como os cães ou suínos podem
infectar-se também
• Como ocorre a transmissão para o homem?
É transmitida ao homem através da ingestão de peixes crus, mal cozidos ou
defumados em temperatura inadequada.
• Descreva o ciclo Biológico da Difilobotriose.
O ciclo vital do parasita envolve dois hospedeiros intermediários: o primeiro é um
pequeno crustáceo copépode (Cyclops ou Diaptomus) e o segundo é uma espécie de
peixe de água doce ou anádromo (peixes que migram da água salgada à água doce para
procriar).
Os ovos imaturos são liberados através das fezes. Sobre condições apropriadas (15
dias há aproximadamente 25 graus Celsius) ocorre a formação de uma larva ciliada, o
coracídio. Quando o ovo maduro atinge a aguá o coracídio levanta o opérculo e sai
nadando. Ocorre então a ingestão dos coracídios pelos crustáceos (primeiros
hospedeiros intermediários), na cavidade geral dos crustáceos os coracídios se
desenvolvem em larvas procercóides, num período de 20 dias. Este crustáceo é ingerido
por pequenos peixes, as larvas procercóides atravessam a parede intestinal e vão se fixar
nos músculos, transformando-se em larvas plerocercóides ou esparganos que é o estágio
infectivo para seres humanos.
Como os seres humanos geralmente não ingerem pequenos peixes crus ou mal
cozidos, estes não representam importante fonte de infecção. Entretanto, os pequenos
peixes podem ser ingeridos por espécies de peixes maiores e predadores, tais peixes
maiores também podem ingerir os crustáceos.(embora o salmão seja a espécie mais
comum de transmissão do Diphyllobothrium spp., não é a única, sendo já detectado em
trutas, algumas espécies de anchovas, corvina e outros peixes de água fria e que apesar
da ocorrência de casos em diversos países do mundo, não há restrições ao comércio do
peixe fresco) Nestes casos, a larva plerocercóide pode migrar para a musculatura do
peixe predador e os seres humanos se infectam pelo consumo do peixe cru ou mal
cozido. Após a ingestão, a larva plerocercóide se desenvolve em verme adulto imaturo,
localizando-se no intestino delgado. Os vermes adultos do D. latum se aderem à mucosa
intestinal através do escólex e podem chegar a medir mais de 10 metros de
comprimento, com mais de 3.000 proglotes. Os ovos imaturos são liberados dos
proglotes (mais de 1 milhão de ovos por dia por verme) e passam para as fezes. Os ovos
podem ser observados nas fezes, cinco a seis semanas após a infecção.

• Descreva a patogenia e manifestações clínicas.


Os sinais e sintomas são variáveis, de acordo com o desenvolvimento atingido pelo
parasita no homem. A maioria dos casos apresenta-se de forma assintomática,
entretanto, podem ocorrer distensão abdominal, flatulência, cólica abdominal
intermitente, emagrecimento e diarréia. A patogenia desse verme está ligada ao seu
consumo de vitamina B12, causando uma anemia perniciosa no portador, a anemia
macrocítica.
• Como se faz a confirmação do diagnóstico parasitológico?
Através de Exames de fezes, Hemograma, Medulograma e Dosagem sérica da vit.
B12. O mais comum é o diagnóstico laboratorial da difilobotríase realizado por
microscopia mediante a detecção de ovos ou proglotes nas amostras de fezes.
• Como ocorre a profilaxia da Difilobotriose?
São necessária medidas sanitárias adequadas, utilização de esgoto, sem o despejo de
dejetos em lagos. Também se faz necessário, no caso da ingestão de peixes crus, o
congelamento desses antes do consumo, para matar o cestódeo.