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Ensino Fundamental - Anos Finais

LIVRO DO
NONO ANO PROFESSOR

1
Volume

O
C IV
O S
C LU

Grupos: 1, 2 e 3
O C
N X
SI E
O

MATEMÁTICA
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

w w w.coc .co m. br

101395071 CO EF 09 INFI 02 1B LV 01 MI DMAT PR_CAPA.indd 1 25/09/19 16:27


HORÁRIO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO

O
C IV
O S
C LU
O C
N X
SI E
O
ESCOLA:
EN S
DADOS

NOME:
E U
D E

TURMA: NÚMERO:
A LD
EM IA

HORÁRIO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO


ST ER
SI AT
M

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Ensino Fundamental - Anos Finais
LIVRO DO
NONO ANO PROFESSOR

1
Volume

O
C IV
O S
C LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E

Grupos 1, 2 e 3
A LD
EM IA
ST ER

MATEMÁTICA
SI AT
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CO EF 09 FOLHAS DE ROSTO G123_professor_MAT.indd 1 27/09/2019 09:30


EDITORIAL

SISTEMA COC DE ENSINO

Vice-presidência de Educação Juliano de Melo Costa


Gerência editorial de portfólio de Educação Básica e Ensino Superior Alexandre Ferreira Mattioli
Gerência de produtos editoriais Matheus Caldeira Sisdeli

O
Gerência de design Cleber Figueira Carvalho

C IV
Coordenação editorial Felipe A. Ribeiro
Coordenação de design Diogo Mecabô

O S
Autoria André R. de O. Fabrino
Editoria responsável Maria Cecília R. Dal Bem Ribeiro

C LU
Editoria pedagógica Anita Adas
Editoria de conteúdo Gilson Caires Marçola, Renato Bortolatto Nunes

O C
Controle de produção editorial Lidiane Alves Ribeiro de Almeida
Assistência de editoria Fabiana C. Cosenza Oliveira

N X
Preparação e revisão gramatical Alline Salles, Ana Lúcia Alves Vidal, Jurema Aprile,
SI E
O
Organização de originais
Roseli Deienno Braff, Flávio Rodrigues dos Santos
Marisa Aparecida dos Santos e Silva, Luzia Lopez
Editoria de arte Natália Gaio Lopes
Coordenação de pesquisa e licenciamento Maiti Salla
EN S

Pesquisa e licenciamento Andrea Bolanho, Cristiane Gameiro, Heraldo Colon Jr.,


Maricy Queiroz, Paula Quirino, Rebeca Fiamozzini, Sandra Sebastião
E U

Editoria de Ilustração Carol Plumari


Ilustração Danilo Dourado | Red Dragon Ilustrações,
D E

Leopoldo Anjo & Estúdio Pastelaria


Capa e projeto gráfico APIS design
A LD

Diagramação e arte final APIS design, Diagrama Soluções Editoriais


PCP George Romanelli Baldim, Paulo Campos Silva Jr.
EM IA
ST ER
SI AT
M

Fone: (16) 3238.6300


Av. Dr. Celso Charuri, 6391 Todos os direitos desta publicação são reservados à
Jardim São José – Ribeirão Preto - SP
CEP 14098-510 Pearson Education do Brasil S.A.
www.coc.com.br

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ALBERTO ANDREI ROSU/ DREAMSTIME
GRUPO

VARIAÇÕES
1

O
C IV
O S
C LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD

“Todos nós sabemos que o mundo em que vivemos é domina-


EM IA

do por movimento e variação. A Terra move-se em sua pró-


pria órbita em torno do Sol; uma colônia de bactérias cresce;
uma pedra lançada para cima vai perdendo velocidade, e,
ST ER

em seguida, cai ao chão com velocidade crescente; elemen-


tos radioativos se desintegram. Estes são apenas alguns itens
no rol infindável de fenômenos para os quais a Matemática
é o meio mais natural de comunicação e compreensão. Como
SI AT

disse Galileu há mais de 300 anos: “O Grande Livro da Na-


tureza está escrito com símbolos matemáticos”. O Cálculo é
o ramo da Matemática cujo principal objetivo é o estudo do
M

movimento e da variação. É um instrumento indispensável


de pensamento em quase todos os campos da ciência pura e
aplicada – em Física, Química, Biologia, Astronomia, Geologia
[...]. Qualquer que seja o padrão de medida, os métodos e as
aplicações do Cálculo estão entre as maiores realizações inte-
lectuais da civilização.”

George F. Simmons

O pensamento algébrico que começa a se consolidar neste último ano do


Ensino Fundamental é essencial para a aplicação e avaliação de modelos
matemáticos na compreensão, representação e análise de relações quantita-
tivas de grandezas. Nesse contexto, ideias matemáticas fundamentais – como
equivalência, razão, variação, interdependência e proporcionalidade – são
indispensáveis para o estudo e entendimento de modelos, conceitos e gene-
ralizações da Física e da Química, bem como para diversas carreiras, como
Engenharia, Economia, Medicina, Ciências Sociais, entre inúmeras outras.

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CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE CAPÍTULO
Traz elementos que
dialogam com o texto

O
introdutório, buscando
contextualização e

C IV
estimulando a reflexão
sobre o assunto em estudo.

O S
C LU
O C
N X
SI E
MÓDULOS
Reunido em capítulos,
sistematiza a teoria que
O
será trabalhada no grupo.
Os exercícios referentes aos
EN S

módulos são organizados após


E U

a teoria para facilitar a rotina


de estudos.
D E
A LD

OBJETIVOS DO GRUPO
Relação dos objetivos de
aprendizagem a serem
desenvolvidos no grupo.
EM IA
ST ER
SI AT
M

EXERCÍCIOS
Agrupados para facilitar o
estudo e a revisão de conteúdos,
são divididos em exercícios
de aplicação, trabalhados em
sala, e exercícios propostos,
realizados em casa ou em
outros momentos.

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PARA CONFERIR
Momento indicado para
conferir a aprendizagem de
conteúdos. Pode ser aplicado
ao final do capítulo ou durante
seu desenvolvimento.

O
C IV
O S
C LU
O C
ORGANIZADOR VISUAL
Propõe uma revisão dos

N X
conceitos e estabelece conexões
SI E entre eles, proporcionando
uma articulação entre os
conteúdos do capítulo.
O
EN S
E U
D E
A LD

ENCARTES E ADESIVOS
Apresentam recursos
complementares
EM IA

que enriquecem o
desenvolvimento
ST ER

dos módulos.
SI AT
M

PRODUÇÃO DE TEXTO
As folhas de redação são
destacáveis, facilitando
o uso pelo aluno e a
correção pelo professor.

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CONHEÇA SEU LIVRO
BOXES E ÍCONES
Pouco a pouco,

Sem que qualquer coisa me falte,

Sem que qualquer coisa me sobre, QUADRO DE TEXTO


Com referência direta MINIATURAS DOS ÍCONES
Sem que qualquer coisa esteja ao que está sendo
[exatamente na mesma posição,

O
trabalhado, permite
Vou andando parado, o contato com As miniaturas são um

C IV
diversos autores. recurso discursivo que
Vou vivendo morrendo,
facilitam a contextualização

O S
Vou sendo eu através de uma dos quadros com o texto

C LU
[quantidade de gente sem ser. principal, indicando nele
em que ponto a informação
Vou sendo tudo menos eu. adicional está relacionada.

O C
Acabei.

N X
Álvaro de Campos
SI E VOCABULÁRIO
Mais-valia: excedente
O
obtido pela diferença en- VOCABULÁRIO
tre o custo de produção Explica, de maneira
EN S

de um produto e o valor
mais acessível e dentro
de sua venda. O custo de
E U

NOTA produção é obtido pela do contexto, termos e


soma do valor da matéria- conceitos, favorecendo sua
D E
WORLD HISTORY ARCHIVE/ALAMY STOCK PHOTO

-prima, os gastos com a assimilação, compreensão


produção e o salário pago
e apropriação.
A LD

ao operário produtor.

NOTA
Traz informações
EM IA

históricas ou sobre
estudiosos que se
ST ER

destacaram no contexto
Anaxágoras (500-430 a.C.)
do conteúdo em estudo.
A palavra “física” tem origem
no termo grego, physis, cujo EXPLORE MAIS
SI AT

significado é natureza. Um
Ser ou não-ser
dos primeiros físicos foi pro-
vavelmente Anaxágoras, que Para entender melhor
a filosofia de Heráclito,
M

viveu na costa oeste da atual


acesse o vídeo apresen-
Turquia. Professor de Filoso-
tado por Viviane Mosé,
fia em Atenas, sua principal EXPLORE MAIS “Ser ou não-ser – Heráclito
contribuição foi o Nous, que
São dicas de sites, textos – devir e a luta dos con-
ele considerava o princípio de
e links, em ambiente trários”. Disponível em:
todas as coisas, ou seja, um
simples objeto que conteria digital, relacionados <coc.pear.sn/tCxWrnc>.
todos os elementos do uni- ao conteúdo estudado,
verso. Com esse pensamento,
possibilitando ampliação
Anaxágoras tornou-se um dos
primeiros estudiosos a des- e aprofundamento.
vincular a ciência da religião
e foi, por isso, condenado à
morte, embora tenha fugido.

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GRUPO
PARA IR ALÉM TEMÁTICO
GRUPO TEMÁTICO
O quarto estado: plasma Momento em que Porcentagem nos preços
Já são conhecidos três es- o grupo temático é A porcentagem é usada para
tados físicos da matéria: trabalhado, por meio muitas finalidades, sendo
PARA IR ALÉM sólido, líquido e gasoso. No
do qual as ligações a observação das variações
Oportunidade de entanto, ainda existe outro de valores, como preços de
aprofundar o conteúdo estado, o plasmático. Se entre as disciplinas são
produtos, uma das aplica-
e desenvolver uma considerarmos todo o Uni- evidenciadas. ções mais comuns. Como
verso, o estado plasmático exemplo, temos a variação de
postura investigativa, é o mais encontrado, apesar

O
preço de produtos da nossa
estimulando a reflexão de não o ser no planeta Ter- alimentação ou a variação
ao despertar a ra. O próprio Sol é constituí-

C IV
de preços de moedas estran-
curiosidade e o interesse. do por plasma, que, assim geiras. Sempre que um valor
como os outros estados físi- NA PRÁTICA aumenta, ou diminui, temos

O S
cos, ocorre pelo aumento de de tomar como referência o
Não confunda
pressão e temperatura. Se peso com massa! valor anterior. Por exemplo,

C LU
adicionarmos alta pressão e se um produto custa 2 reais,
alta temperatura a um gás, É comum confundirmos es-
sas duas grandezas físicas, e seu valor aumenta 1 real,
atingiremos o plasma. um economista dirá que o au-
principalmente quando

O C
SAKKMESTERKE/ISTOCK

utilizamos, erroneamente, mento foi de 50%, pois 1 real


no nosso cotidiano, o termo é 50% de 2 reais, ou seja, a

N X
“peso” como sinônimo de metade do preço. Em contra-
“massa”. Essas duas gran- partida, se um produto custa
SI E dezas têm conceitos e defi-
nições distintos.
100 reais e tem o mesmo au-
mento de 1 real, o economis-
ta dirá que o aumento foi de
O
Peso é a quantidade de força
Representação do plasma, o 1%, pois 1 real corresponde
quarto estado da matéria. com que a gravidade terrestre
a 1% de 100 reais.
EN S

atrai os corpos para o centro


do planeta. Por exemplo, o
E U

peso de um astronauta na
Lua é aproximadamente seis
NA PRÁTICA vezes menor do que o peso
D E

dele na Terra, porém sua


Apresenta conceitos da massa que é a quantidade
A LD

disciplina aplicados em de matéria de determinado


situações do cotidiano ou em corpo, continua a mesma, in-
outras áreas do conhecimento, dependentemente da quan-
tidade de força gravitacional
EM IA

servindo também à exercida nela.


divulgação científica.
ST ER

SELOS
SI AT

Os selos remissivos indicam o momento em que serão disponibilizados


M

materiais complementares ao desenvolvimento do módulo.

Eles podem aparecer no texto: E também em partes da página:

Redação pág. 399 Encarte pág. 399 Redação pág.399 Encarte pág.399 Adesivo

O selo colaborativo indica exercícios que exploram


Colaborativo
estratégias diferenciadas de aprendizagem:

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MA PA I N T E R D I S C I P L I N A R
Este mapa mostra ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para
um trabalho interdisciplinar.

O
LÍNGUA

C IV
PORTUGUESA
Textos jornalísticos, MATEMÁTICA

O S
cobertura e checagem de Razão e proporção
fatos, verbos de ligação,

C LU
predicativo e produção
de texto
FI AR GE
EDUCAÇÃO CS AR
FÍSICA

O C
FÍSICA
Estudo do movimento

N X
Muay thai

SI E
HI
O
MA BI MA QM
EN S
E U

ARTE GRUPO QUÍMICA


1
D E

Vanguardas artísticas do Estados físicos e


século XX propriedades da matéria
A LD

Variações
LP CN HI LP CS BI
EM IA
ST ER

CIÊNCIAS BIOLOGIA
SOCIAIS
SI AT

Astronomia e
Filosofia grega: vida na Terra
Parmênides e Heráclito
M

AR BI LP GE HI
GEOGRAFIA HISTÓRIA
Economia mundial pós- História do Brasil:
guerra, globalização e Monarquia e Primeira
capital financeiro República

CN LP MA LP AR

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MA
O
C IV
O S
N X
SI E
O

C LU
O C TE
EN S


PÁG.
E U

66 CAPÍTULO 1
D E

Razão e proporção
A LD
EM IA
ST ER

TICA
SI AT
M

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CAPÍTULO

1 RAZÃO E PROPORÇÃO

O
C IV
OBJETIVOS DO GRUPO
MATEMÁTICA

O S
• Resolver problemas
que envolvam a razão

C LU
entre duas grandezas
de espécies diferentes,
como velocidade e
66

O C
densidade demográfica.
• Resolver e elaborar

N X
problemas que
envolvam relações de
SI E
proporcionalidade direta
e inversa entre duas ou
O
mais grandezas, incluindo
escalas, divisão em partes
proporcionais e taxa de
EN S

variação, em contextos
E U

socioculturais, ambientais
e de outras áreas.
• Reconhecer e conceituar
D E

razão como uma divisão


entre dois inteiros.
A LD

• Utilizar razão em
situações do cotidiano.
• Aplicar o conceito de
EM IA

razão ao estudo das


proporções.
ST ER

• Reconhecer razão
centesimal e aplicá-la na
resolução de problemas
com porcentagem.
SI AT

• Utilizar a regra de
três e a propriedade
fundamental da
M

proporção na resolução
de problemas.
• Ler, interpretar e
resolver situações-
-problema envolvendo
grandezas direta
e inversamente
proporcionais.
• Representar graficamente
variação de grandezas.

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FROM2015/ISTOCK
No mundo em que vivemos, muitas são
as informações numéricas traduzidas e
organizadas em tabelas ou gráficos. Elas
mostram taxas de crescimento e variação
entre medidas numéricas e são dadas,
muitas vezes, na forma de porcentagem,
que é um tipo de razão. No estudo dessas
informações, verificamos como as gran-
dezas podem variar nas diversas razões,
indicando estimativas e estudos mais

O
detalhados em áreas, como Economia,
Meteorologia, Geografia e tantas outras.

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

67
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

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Módulos 1 e 2
Observar se os alunos compreen-
dem a explicação dada sobre a
simbologia utilizada para conjun-
RAZÃO
tos, como b ∈ ℤ* (b pertence aos Seja bem-vindo ao 9o ano! Este é um ano no qual você poderá revisar alguns
inteiros não nulos).
dos conceitos mais importantes apresentados até o ano anterior, além de des-
Antes de iniciar o estudo sobre ra-
zões equivalentes, questioná-los cobrir muitas outras novidades. Ao final de todo seu estudo neste ano, poderá
sobre suas lembranças referentes perceber que há uma razão para essa caminhada. Aliás, sobre este primeiro
a frações equivalentes. Assim, eles
poderão relacionar os temas mais capítulo, podemos dizer que há uma razão para o uso da razão no estudo da

O
facilmente. razão! A Língua Portuguesa possibilita-nos brincar com palavras que tenham
mais de um significado. Com a palavra razão, isso não é diferente.

C IV
Essa palavra pode significar “motivo”, como também pode ser associada
ao uso do raciocínio para deduzir algo de forma lógica, o que, em Mate-
CAPÍTULO 1

O S
mática, é essencial. Ainda falando especificamente sobre a Matemática, o

C LU
termo razão é utilizado para expressar a ideia de divisão, de onde surgem
termos como rateio ou racional.
68

Sobre esse último significado, lembre-se de que racional é o nome dado

O C
ao conjunto dos números que podem ser expressos como uma razão (di-

N X
visão) entre dois inteiros, sendo esse conjunto representado por ℚ. Além
SI E dele, nos anos anteriores, já foram apresentados os conjuntos numéricos
dos naturais e inteiros.
O
Agora, aplicaremos o estudo da razão na variação entre duas grande-
zas, da mesma forma que o usamos no conceito de números racionais.
EN S

Números racionais
E U

Dizemos que um número é racional quando pode ser escrito sob a forma
D E

de uma divisão (razão) entre dois inteiros. De modo geral, denomina-se nú-
A LD

mero racional ao que pode ser escrito sob a forma a , em que a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*,
b
isto é, a e b são números inteiros, com b diferente de zero (o asterisco indica
ausência do zero no conjunto). Assim, os números naturais, os números
EM IA

inteiros, as frações e os decimais exatos, ou dízimas periódicas, podem ser


ST ER

chamados simplesmente de números racionais, porque podem ser escritos


como uma razão entre dois inteiros. Veja exemplos.
SI AT

4= 4 0,25 = 25 0,666... = 2
1 100 3
M

Termos de uma razão


Para estudar de maneira mais detalhada uma razão e aplicar esse estudo
a outros ramos do conhecimento, é necessário, antes, nomear cada um dos
termos de uma razão.
Assim, observe a razão representada de duas formas diferentes, porém
equivalentes.

a
a÷b=
b

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Nessa representação da razão, o termo a é chamado de antecedente e o Iniciamos o estudo de proporções
citando, como exemplo, o preparo
termo b, de consequente. de refresco com suco concentrado.
Se possível, mostrar aos alunos um
Exemplo rótulo desse tipo de produto com a
respectiva proporção de suco con-
Na razão 3 , (3 : 7), 3 é o antecedente e 7 é o consequente. Dizemos, também,
centrado e água.
7
que 3 está para 7 ou, simplesmente, 3 para 7.

Razões equivalentes

O
Duas razões são equivalentes quando, embora escritas com números dife-

C IV
rentes, representam o mesmo significado comparativo entre as grandezas
envolvidas.

MATEMÁTICA
O S
Exemplo

C LU
1 é uma razão equivalente a 5 . Matematicamente, indica-se:
2 10

69
O C
1 = 5

N X
2 10
SI E
Vale lembrar, do estudo das frações, que é possível obter uma razão equi-
O
valente a outra dada, multiplicando-se ou dividindo-se cada um de seus
termos por um mesmo número, diferente de zero. De acordo com o exem-
EN S

plo anterior, temos:


E U

1∙5 = 5 5÷5 = 1
D E

ou
2 ∙ 5 10 10 ÷ 5 2
A LD

Razão entre grandezas de mesma espécie


A razão entre grandezas de mesma espécie é o quociente
EM IA

entre os números que expressam as medidas envolvidas na


ST ER

mesma unidade. Como exemplo, veja a situação a seguir.


Para preparar um copo de refresco, uma cozinheira usa
200 mL de suco concentrado e 500 mL de água para diluí-
SI AT

-lo. Assim, podemos escrever:


M

Quantidade de suco concentrado = 200


Quantidade de água 500

Simplificando a razão, temos:


Observe a preparação de um refresco.

200 ÷ 100 = 2
500 ÷ 100 5

Portanto, temos 2 partes de suco concentrado para 5 partes de água. Obser-


ve que a razão encontrada não apresenta unidades de medida, sendo apenas
um número racional que exprime o quociente entre as duas medidas.

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No uso de escalas, como em miniatu-
ras de carros, ou mapas, evitar o uso Escala
da unidade específica centímetros.
Embora seja muito comum, essa uni- A escala é uma razão que também costuma fazer uso de grandezas de mes-
dade não é a única a ser utilizada. As-
sim, é preferível usar apenas o termo
ma medida. Utilizada em mapas, maquetes, ampliações de imagens, mi-
unidade. niaturas de automóveis etc., ela indica a razão entre a medida do desenho
(representação) e a medida real do objeto por ele representado. Assim, em
um mapa cuja escala é dada por 1:500 000, cada unidade do mapa represen-
ta 500 000 unidades do terreno real, ou seja:

O
Comprimento do desenho = 1 = 1 : 500 000

C IV
Comprimento real 500 000
CAPÍTULO 1

O S
Com base nessa escala, se certa distância em um mapa é dada por 3 cm,

C LU
na realidade, ela será de 1 500 000 cm:
70

3 · 500 000 = 1 500 000

O C
N X
Pode-se, ainda, transformar a unidade de medida em outra mais conve-
SI E
O niente:

1 500 000 cm = 15 000 m = 15 km


EN S

EXPLORE MAIS
E U

Medidas de velocidade Razão entre grandezas de espécies diferentes


Conheça mais sobre as A razão entre duas grandezas de espécies diferentes é, de maneira análoga
D E

medidas de velocidade no
artigo disponível em:
à mostrada anteriormente, o quociente entre os números que expressam
A LD

<coc.pear.sn/mNo1bBX>. as medidas envolvidas. No entanto, a razão deve ser acompanhada de uma


notação que indica e relaciona as unidades envolvidas. Leia um exemplo
na situação a seguir.
EM IA

Em uma fábrica, uma esteira transporta caixas de papelão com uma ve-
locidade constante. Cada caixa percorre uma distância de 20 metros no
ST ER

tempo de 4 segundos.
De acordo com essas informações, podemos
THOMAS SÖLLNER/DREAMSTIME

SI AT

calcular a velocidade de cada caixa na esteira


por meio da razão entre distância e tempo:
M

Distância (m) = 20 m = 5 m/s


Tempo (s) 4s

A razão obtida (5 m/s) indica a velocidade da


caixa na esteira. Como a velocidade não muda,
dizemos que ela é constante. Nesse caso, como as
grandezas não são de mesma espécie, o quocien-
te obtido (5) deve estar acompanhado da notação
Caixas de papelão em uma esteira.
que indica a relação entre as grandezas (m/s).

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Módulos 3 e 4

PROPORÇÃO O estudo sobre proporção, nos mó-


dulos 3 e 4, prepara os alunos para
o posterior estudo sobre regra de
Um aluno de uma turma de 9o ano participou de duas avaliações em forma três. O objetivo, neste momento,
é explorar o conceito envolvido
de teste. Na primeira avaliação, de um total de 40 testes, ele acertou 32. Já na ideia de proporção, para que o
na segunda, ele acertou 24 testes em um total de 30. aprendizado em torno da regra de
três tenha maior significado.
O aluno acertou uma quantidade menor de testes na segunda avaliação.
No entanto, nela, também havia uma quantidade menor de testes. A pon-

O
tuação final, em uma escala de 0 a 10, foi igual nos dois casos. Isso se expli-
ca pelo fato de que há uma proporção envolvida nesse cálculo. Acompa-

C IV
nhe, com mais detalhes, o estabelecimento de uma razão entre o número

MATEMÁTICA
O S
de acertos e o total de testes em cada avaliação.

C LU

71
O C
Nota:
Total de

N X
8,0
Avaliação testes: 40
1
SI E Número
ace r to s :
de
32
Nota:
O
Nota:
Total de 8,0 To t al de 8,0
Avaliação
1
test es : 40
Avaliação testes: 30
EN S

Número
de 2
de
Número
32
acertos:
Nota:
E U

tal de e r to s: 24
To 8,0 ac
Avaliação testes: 30
2
de
Número
D E

24
acertos:
A LD
EM IA

Avaliação 1: 32 = 4 = 8
40 5 10
ST ER

Avaliação 2: 24 = 4 = 8
30 5 10
SI AT

Nos dois casos, a razão entre o número de acertos e o total de testes equi-
vale a 4 , que equivale a 8 , que indica a nota em uma escala de 0 a 10.
5 10
M

Como há essa equivalência entre razões, conseguimos indicar uma proporção:

32 = 24
40 30

Generalizando, uma proporção pode ser escrita da seguinte forma:

a = c
b d
Com b ≠ 0 e d ≠ 0.

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Termos de uma proporção
a : b = c : d
Quando estabelecemos uma igualdade en-
tre duas razões – portanto, uma proporção –,
cada um de seus termos recebe um nome.
Acompanhe no esquema ao lado.
meios
Logo, temos que:
• a e d são os extremos da proporção; extremos

O
• b e c são os meios da proporção.

C IV
Propriedade fundamental das proporções
CAPÍTULO 1

O S
Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos.

C LU
a = c ↔a∙d=b∙c
b d
72

O C
De fato, tomando o exemplo anterior das avaliações, temos:

N X
SI E
O
32 = 24 ↔ 32 ∙ 30 = 40 ∙ 24 ↔ 960 = 960
40 30

Por meio dessa propriedade fundamental, quando um dos termos de


EN S

uma proporção não for conhecido, podemos determinar seu valor por meio
E U

da resolução de uma equação.


D E

NA PRÁTICA
A LD

Proporção no trabalho

HUSEYIN ONUR CICEKCI/ISTOCK


Um pintor deve preparar a tinta para pintar uma parede. A que ele vai usar
apresenta a informação de que é necessário misturar 5 partes de tinta para
2 partes de água. Ele tem 18 litros de tinta que devem ser misturados com
EM IA

água de acordo com essa razão.


Para determinar a quantidade de água, aplicamos a ideia de proporção,
ST ER

em que chamaremos de x a quantidade de água em litros:

Porção de tinta 5 18
Porção de água
= 2
= x
SI AT

Aplicando a propriedade fundamental das proporções, podemos


resolver a equação da seguinte forma:
M

5 = 18
2 x
5 ∙ x = 18 ∙ 2
5 ∙ x = 36
36
x=
5
x = 7,2
PIntor preparando a tinta.
Portanto, ele deve usar 7,2 litros de água para diluir a tinta.

A aplicação da propriedade fundamental, com a resolução da equação, é


conhecida como regra de três, que será nosso próximo assunto.

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Módulos 5, 6 e 7

REGRA DE TRÊS É possível que alguns alunos já


façam uso da propriedade funda-
mental aplicando a regra de três.
Nos módulos anteriores, mostramos que a proporção está relacionada com Proporção é um conteúdo desen-
volvido em anos anteriores, como
a ideia de equivalência entre razões, como no exemplo sobre a mistura de no 7o ano. No entanto, é importante
tinta com água. retomar esses conceitos, oferecen-
do aos alunos a oportunidade para
um novo olhar sobre o tema.
5 = 18

O
2 x

C IV
Veja que são dados três números conhecidos, o quarto é desconhecido e

MATEMÁTICA
identificado pela letra x. Para descobrir o valor de x, aplicamos a proprie-

O S
dade fundamental das proporções, chamada de regra de três. Esse nome

C LU
se justifica pelo fato de conhecermos três valores, mas é uma regra que
pode ser aplicada sempre que houver uma proporção.

73
O C
Para fazer uso desse tipo de regra, primeiramente, vamos retomar o que
são grandezas e como elas podem se relacionar, seja de forma direta, seja

N X
de forma inversa.
SI E
De maneira geral, grandeza é tudo que pode ser medido, mensurado ou
contado. Assim, volume, massa, comprimento, tempo, temperatura e capa-
O
cidade são alguns exemplos de grandezas.
EN S

Quando determinamos a velocidade média de um trem que percorre um


trecho entre duas estações, estamos comparando distância e tempo. De
E U

acordo com essa ideia, temos basicamente dois tipos de variação.


D E

• Se a velocidade do trem não mudar, quanto maior a distância, maior o


tempo gasto para percorrê-la. Esse é um exemplo de grandeza direta-
A LD

mente proporcional.
• Se a velocidade do trem aumentar em um trecho, o tempo para percor-
rê-lo será menor. Esse é um exemplo em que as grandezas são inversa-
EM IA

mente proporcionais.
ST ER

Veja um exemplo de cada caso.

Grandezas diretamente proporcionais


SI AT

Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão observada


entre os valores da primeira grandeza é igual à razão entre os correspon-
M

dentes valores da segunda grandeza. Temos, como exemplo, o uso de ingre-


dientes em receitas.
Observe a tabela, que relaciona a quantidade de ovos necessários para se
fazer um bolo.

OVOS 3 6 9 30

NÚMERO DE BOLOS 1 2 3 10

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Observe que, se duplicarmos o número de ovos, duplicamos o número de bolos.
Desse modo, se triplicarmos o número de ovos, triplicamos o número de
bolos, e assim por diante.
Dizemos, nesse caso, que as grandezas número de ovos e número de
bolos são diretamente proporcionais.

Grandezas inversamente proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão observa-

O
da entre os valores da primeira grandeza é o inverso da razão entre os

C IV
correspondentes valores da segunda grandeza. Como exemplo, considere
um prêmio de loteria que deve ser repartido igualmente entre ganhadores.
CAPÍTULO 1

O S
A tabela a seguir traz alguns exemplos da maneira como um prêmio de

C LU
24.000 reais pode ser dividido.
74

NÚMERO DE GANHADORES

O C
1 2 3 8

N X
PRÊMIO INDIVIDUAL (R$) 24.000 12.000 8.000 3.000
SI E
O
Observe que, quando dobramos o número de ganhadores, o prêmio in-
dividual fica reduzido à metade. Da mesma forma, quando triplicamos o
número de ganhadores, o prêmio individual fica reduzido à terça parte, e
EN S

assim por diante.


E U

Nesse caso, as grandezas número de ganhadores e prêmio individual


são inversamente proporcionais.
D E

Regra de três simples


A LD

Para aplicar a regra de três simples em grandezas que sejam direta ou in-
versamente proporcionais, será conveniente organizar o pensamento e o
EM IA

cálculo de acordo com os passos seguintes.


ST ER

Dicas para aplicar a regra de três


1. Construir uma tabela agrupando e or-
SI AT

ganizando, em colunas, as grandezas de


mesma espécie. Em cada linha, mantêm-
-se as grandezas de espécies diferentes
M

em correspondência.
2. Identificar se as grandezas são direta ou in-
versamente proporcionais. Essa identifica-
ção pode ser facilitada com o uso de flechas,
como mostraremos nos exemplos seguintes.
3. Escrever a proporção e resolver a equação,
invertendo uma das razões, caso as gran-
dezas sejam inversamente proporcionais.

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Com base no exemplo sobre velocidade, acompanhe duas situações. Destacar que, em cada um dos exem-
plos, são dadas grandezas que se re-
lacionam de forma direta ou inversa.
Exemplo 1 No exemplo 2, fazer os alunos per-
ceberem que o resultado final é coe-
A esteira de uma linha de produção tem velocidade constante. Uma caixa rente com o problema proposto, isto
que é colocada no início dessa esteira percorre 8 metros em um tempo de é, diminuindo a velocidade, o tempo
necessário para se percorrer a mesma
5 segundos. Mantendo-se a velocidade, quantos metros a caixa percorrerá distância aumenta.
no tempo de 9 segundos?
Seguindo os passos dados, temos:

O
1. Organizar a tabela com as grandezas envolvidas.

C IV
DISTÂNCIA (m) TEMPO (s)

MATEMÁTICA
O S
8 5
↑ ↑

C LU
x 9

2. As flechas ajudam a identificar as grandezas como diretamente pro-

75
O C
porcionais (elas são indicadas no mesmo sentido).

N X
3. Escrevemos a proporção e resolvemos a equação por meio da regra de três.
SI E 8 = 5
x 9
O
5 ∙ x = 8 ∙9
x = 14,4
EN S
E U

Portanto, a caixa percorrerá 14,4 m.


D E

Exemplo 2
A LD

Com uma velocidade de 60 km/h, um trem percorre certa distância em


5 horas. Quanto tempo levará para percorrer a mesma distância diminuin-
do a velocidade para 40 km/h?
EM IA

Seguindo os passos dados, temos:


1. Organizar a tabela com as grandezas envolvidas.
ST ER

VELOCIDADE (km/h) TEMPO (h)


60 5
SI AT

↑ ↓
40 x
M

2. As flechas ajudam a identificar as grandezas como inversamente pro-


porcionais (elas são indicadas em sentidos contrários).
3. Escrevemos a proporção, invertendo uma das razões, e resolvemos
a equação por meio da regra de três.

60 = x
40 5
40 ∙ x = 60 ∙5
x = 7,5

Percorrerá o mesmo trajeto no tempo de 7,5 horas.

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Módulos 8, 9 e 10
Porcentagem é um assunto que já
foi apresentado, de modo amplo,
nos anos anteriores desta coleção.
PORCENTAGEM
Por se tratar de um tema muito A base de numeração que usamos é decimal, ou seja, tem como referência
importante, de grande relevância
no cotidiano da sociedade, ele é potências de base 10. Nesse tipo de potência, temos as frações decimais,
retomado ano a ano, com novos
olhares. Ao iniciar a retomada des- como 3 ou 17 , que têm relação direta com os números decimais, como
se assunto, promover a revisão do 10 100
conceito de porcentagem e do cál- 0,3 ou 0,17.
culo com ela. Enfatizar, para os alu-

O
nos, a importância desse conteúdo. Nesse contexto, quando estudamos razões, é natural que façamos uso de
razões que tenham o consequente (denominador) decimal ou centesimal,

C IV
porque isso facilita muitas comparações. Assim, destacamos a razão cente-
simal, que se relaciona com a chamada porcentagem.
CAPÍTULO 1

O S
Razão centesimal

C LU
Uma razão é centesimal quando seu consequente (denominador) é for-
76

O C
mado pelo número 100. Nesse sentido, há três maneiras de se representar
essa razão.

N X
SI E
O Exemplos

a. 7 = 0,07 = 7%
100
EN S

b. 115 = 1,15 = 115%


E U

100

O cálculo com porcentagens é realizado da maneira como se faz com qual-


D E

quer razão ou proporção, usando fração de quantidade, multiplicação por deci-


A LD

mais ou regra de três. São várias as situações em que a porcentagem se aplica.

Exemplo
EM IA

Um produto custa R$ 50,00 e terá uma variação nesse preço, com aumento
de 12%. Para calcular esse aumento, em reais, podemos usar alguns tipos
ST ER

de cálculo:
• Cálculo 1: usando fração de quantidade.
SI AT

12% de 50 reais = 12 de 50 reais = 12 · 50 reais = 6 reais


100 100
• Cálculo 2: usando a escrita em forma de número decimal.
M

12% de 50 reais = 0,12 de 50 reais = 0,12 · 50 reais = 6 reais

• Cálculo 3: usando a regra de três.


100% 50 reais
12% x reais
100 = 50
12 x
100x = 600
x = 6 reais

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Veja que, em qualquer um dos cálculos, chegamos ao mesmo valor de Neste momento do estudo, prioriza-
mos o cálculo escrito, mais detalhado,
6 reais, que corresponde a 12% de 50 reais. sobre porcentagem. A calculadora po-
derá ser usada em momentos espe-

Fator multiplicativo
cíficos. O objetivo, nestes módulos, é
retomar algumas das principais ideias
referentes ao tema. Apenas se julgar
O exemplo mostrado anteriormente indica que o aumento no preço do pro- apropriado para este momento, após
comentários sobre alguns dos pos-
duto será de 6 reais. No entanto, se quisermos conhecer o valor final, já com síveis cálculos escritos, explicar aos
o aumento, precisamos adicionar esse aumento ao valor inicial. alunos o uso da tecla de porcentagem.

O
Valor final com aumento = 50 reais + 6 reais = 56 reais

C IV
Entretanto, para se chegar ao valor final, de 56 reais, podemos fazer uso

MATEMÁTICA
O S
do chamado fator multiplicativo. Acompanhe.

C LU
Suponha que um produto com preço desconhecido x terá um acréscimo
de 12% em seu preço. Dessa forma, o novo preço será equivalente a 112% do

77
preço inicial. Veja o esquema.

O C
N X
x + 12% de x = x + 0,12 ∙ x = 1,12 ∙ x
Preço inicial Aumento
SI E
O
(em reais) (em reais)

De fato, podemos pensar da seguinte forma:


EN S

100% + 12% = 112%


E U

Preço Aumento
inicial
D E

Ao calcular 112% de um valor, podemos multiplicar esse valor por 112 , ou


A LD

100
1,12. O número decimal 1,12 é chamado, nesse caso, de fator multiplicativo.
Voltando ao exemplo anterior, temos:
EM IA

112% de 50 reais = 1,12 · 50 reais = 56 reais


ST ER

O exemplo seguinte mostra como o fator multiplicativo pode ser aplicado


SI AT

no caso de um desconto.

Exemplo
M

Em uma loja, uma blusa custa 90 reais, mas uma promoção relâmpago in-
dica que esse preço terá um desconto de 15%. Para calcular o preço final, já
com o desconto, podemos usar a ideia do fator multiplicativo.

100% – 15% = 85%


Preço Desconto
inicial

Assim, calculando 85% de 90 reais, temos:


85% de 90 reais = 0,85 · 90 reais = 76,50 reais

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É claro que podemos, primeiramente, calcular o desconto para, depois, sub-
traí-lo de 90 reais, mas pode ser um cálculo um pouco mais trabalhoso em
certas circunstâncias.
Para usar a ideia de fator multiplicativo na escrita de número decimal, deve-
mos considerar que 100% = 100 = 1, ou seja, 1 unidade indica justamente 100%.
100
As tabelas a seguir mostram alguns exemplos de fatores multiplicativos.

O
FATOR MULTIPLICATIVO PARA ACRÉSCIMO (1 + PORCENTAGEM DE AUMENTO)

C IV
Acréscimo Cálculo Fator multiplicativo para obter o valor final
CAPÍTULO 1

O S
8% 1 + 0,08 1,08

C LU
20% 1 + 0,20 1,20
78

165% 1 + 1,65 2,65

O C
N X
SI E FATOR MULTIPLICATIVO PARA DESCONTO (1 – PORCENTAGEM DE DESCONTO)

Desconto Cálculo Fator multiplicativo para obter o valor final


O
9% 1 – 0,09 0,91
EN S
E U

30% 1 – 0,30 0,70

75% 1 – 0,75 0,25


D E
A LD

GRUPO TEMÁTICO
Porcentagem nos preços
EM IA

A porcentagem é usada para muitas finalidades, sendo a observação das variações de valores,
como preços de produtos, uma das aplicações mais comuns. Como exemplo, temos a variação de
ST ER

preço de produtos da nossa alimentação ou a variação de preços de moedas estrangeiras. Sempre


que um valor aumenta, ou diminui, temos de tomar como referência o valor anterior. Por exemplo,
se um produto custa 2 reais, e seu valor aumenta 1 real, um economista dirá que o aumento foi
de 50%, pois 1 real é 50% de 2 reais, ou seja, a metade do preço. Em contrapartida, se um produ-
SI AT

to custa 100 reais e tem o


mesmo aumento de 1 real, Após um
o economista dirá que o aumento na
aumento foi de 1%, pois 1
M

última semana,
real corresponde a 1% de o preço do
100 reais. dólar sofreu
uma queda
Logo, apesar do aumen-
de 1,5% em
to, em reais, ser o mesmo relação ao real.
(1 real), a variação em por-
centagem foi muito maior
no primeiro produto, pois
50% é maior que 1%.
É importante ficar sem-
pre atento à variação pro-
porcional.

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Módulo 11

PROPORÇÃO DIRETA
Nos módulos anteriores, mostra-

HADELPRODUCTIONS/ISTOCK
mos que duas grandezas podem
ser direta ou inversamente pro-
porcionais, sendo muitas situações
de nosso cotidiano explicadas por

O
meio do uso da proporção direta.
Ainda sobre o estudo desse tipo de

C IV
proporção, podemos falar da cons-

MATEMÁTICA
tante de proporcionalidade. Essa

O S
constante é observada quando cer-

C LU
ta razão se mantém.
Acompanhe uma primeira situação.

79
O C
Diferentes massas de um mesmo
material ocupam diferentes volu-

N X
mes. Como exemplo, veja as medi-
SI E
das dadas no quadro seguinte.

DENSIDADE – FERRO FUNDIDO


O
Massa (g) Volume (cm³)
EN S

75 10
E U

150 20
D E

225 30
Operário manuseando ferro fundido.
A LD

Elas indicam, em cada linha, a massa e o respectivo volume de certa


O link indicado no boxe “Explore
quantidade de ferro fundido. Observe que, ao dobrar a massa, o volume mais” apresenta algumas curiosi-
duplica e, ao triplicar a massa, o volume triplica. Assim, as grandezas en- dades sobre proporção. Uma delas
EM IA

está associada à densidade demo-


volvidas, massa e volume, são diretamente proporcionais. É possível dizer, gráfica. Considerar a possibilidade
também, que elas apresentam proporção direta. de pedir ao professor de Geografia
ST ER

que comente algo sobre o tema,


Observando a variação das grandezas, podemos chegar ao que chama- explorando com os alunos o link
indicado, do IBGE.
mos de constante de proporcionalidade.
SI AT

Constante de proporcionalidade EXPLORE MAIS


De acordo com os dados apresentados na tabela anterior, é possível deter- Constante de propor-
M

cionalidade
minar o quociente entre a massa (m), em gramas, e o respectivo volume (V),
É possível observar a cons-
em centímetros cúbicos, dos três casos apresentados: tante de proporcionalida-
de em muitas situações do
cotidiano. Acesse o link e
descubra mais curiosidades
m = 75 g = 150 g = 225 g = 7,5 g/cm3
sobre o tema.
v 10 cm3 20 cm3 30 cm3
<coc.pear.sn/RklBoc8>.

O quociente obtido é sempre o mesmo (7,5 g/cm³). Ele é denominado de


constante de proporcionalidade (k). No exemplo dado, o valor 7,5 g/cm³
indica a densidade do ferro fundido.

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Verificar a necessidade de retomar Módulo 12
com os alunos as principais carac-
terísticas que definem o plano car-
tesiano, como os nomes dados aos
eixos e a forma de se indicar uma
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROPORÇÃO DIRETA
coordenada. É o momento opor- Muitas situações que envolvem proporção, como é o caso da proporção di-
tuno para verificar conhecimentos
prévios deles, de acordo com o reta, podem ter uma representação gráfica, usando como base o plano car-
estudo indicado nesta coleção, no tesiano. Como exemplo, veja o gráfico seguinte, que mostra a relação entre
ano anterior.
a quantidade de água despejada em um reservatório, por uma grande tor-
neira aberta, e o tempo em que essa torneira ficou aberta.

O
C IV
QUANTIDADE DE ÁGUA DESPEJADA NO RESERVATÓRIO

Volume (L)
CAPÍTULO 1

O S
400

C LU
300
80

O C
N X
200

SI E
O
100
EN S

0 Tempo (min)
1 2 3 4
E U

De acordo com o gráfico, é possível verificar que a vazão da torneira é


D E

constante, ou seja, a cada minuto, são despejados 100 litros de água no


A LD

reservatório. Podemos, inclusive, indicar que a constante de proporcionali-


dade envolvida nessa situação é de 100 L/min.
É importante destacar que o eixo vertical, onde está indicado o volume,
EM IA

tem uma escala diferente do eixo horizontal, onde está indicado o tempo.
Há casos em que essa diferença existe para que seja mais fácil representar
ST ER

o gráfico em um espaço pequeno, favorecendo a leitura das informações


nele contidas.
A construção de um gráfico pode ter como base as informações de uma
SI AT

tabela, como o exemplo a seguir, que mostra a relação entre a massa e o


volume de algumas porções de alumínio.
M

RELAÇÃO ENTRE MASSA E VOLUME DE PORÇÕES DE ALUMÍNIO


Massa (g) Volume (cm³)

27 10
54 20
81 30

Com base nessas informações, podemos construir um gráfico, representan-


do geometricamente a proporção direta.

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Primeiramente, traçamos duas retas perpendiculares entre si. Sobre a reta
horizontal, por exemplo, representamos o eixo que contém os volumes e,
sobre a reta vertical, o eixo que contém as massas. Acompanhe no gráfico.
Depois, determinamos a escala apropriada, isto é, escolhemos um compri-
mento que representará a unidade da grandeza em cada eixo. Essa escala
pode variar de um eixo para outro. Na sequência, inserimos os pares ordena-
dos no gráfico. Como exem-
plo, temos o ponto (10, 27) RELAÇÃO ENTRE MASSA E VOLUME DE PORÇÕES DE ALUMÍNIO

O
indicado na primeira linha
Massa (g)
da tabela.

C IV
Depois de marcar os pon-

MATEMÁTICA
81

O S
tos dados pela tabela, po-
demos perceber que eles

C LU
ficarão alinhados. Assim, 54
podemos uni-los por meio

81
O C
de uma reta que tem ori-
gem no ponto (0, 0). Afinal, 27

N X
quando a massa é zero, o
SI E
volume também é zero.
0 Volume (cm3)
O
10 20 30 40
EN S
E U

Observando os dois exemplos anteriores, é possível verificar que o


gráfico representando a variação de uma grandeza que varia em
proporção direta com outra é uma reta que passa pela origem.
D E
A LD

PARA IR ALÉM
EM IA

René Descartes – Um ícone da Matemática


O estudo sobre o plano cartesiano, em que representamos gráficos como os que foram mostrados
anteriormente, tem como um de seus principais alicerces o trabalho do matemático e filósofo
ST ER

René Descartes (1596-1650). Esse francês escreveu, ao longo de sua vida, diversos livros sobre
Filosofia e Matemática. Um desses livros, intitulado Discurso sobre o método, expõe a crença de
René na caracterização do problema do método como uma forma de se obter a verdade. De
maneira geral, o autor pretendia chegar a um modelo
SI AT

LOUVRE MUSEUM

quase matemático para conduzir o pensamento huma-


no, pois acreditava que a Matemática tem como uma de
suas principais características a certeza, ou a ausência
M

de dúvida.
Ainda segundo Descartes, o melhor caminho para a reso-
lução de um problema consiste na ordem e na clareza com
que processamos nossas reflexões. Assim, um problema
será mais bem compreendido se for dividido em vários
problemas menores, sendo estes analisados isoladamente.
No estudo da Geometria, René Descartes avançou para
um caminho conhecido como Geometria Analítica. Por
meio desse estudo, Aritmética, Álgebra e Geometria estão
inseridas em um mesmo problema ou resolução, possibili-
tando que se tenha uma forma organizada e clara de reso-
René Descartes (1596-1650)
lução de problemas de natureza algébrica ou geométrica.

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Módulo 13
Mostrar aos alunos que a taxa de
variação é calculada de forma seme-
lhante ao cálculo feito para determi-
TAXA DE VARIAÇÃO
nar a constante de proporcionalidade. No módulo anterior, mostramos que o gráfico que representa geometri-
Enfatizar, também, a relação com a
representação gráfica. Para isso, é in- camente uma proporção direta é retilíneo. Estudando com mais detalhes
teressante projetar o gráfico em uma a reta traçada, podemos encontrar uma relação com a constante de pro-
lousa digital, ou construí-lo em uma
lousa convencional. Comentar com porcionalidade, também observada em proporções diretas. Essa constan-
eles o uso da letra ∆ como indicativo
de variação, bem como o uso de índi-
te tem relação com o que chamamos de taxa de variação.

O
ces que indicam volume final e volume Voltando ao exemplo do módulo anterior, sobre a quantidade de água
inicial, além de outras grandezas.
despejada no reservatório, podemos verificar o que significa essa taxa de

C IV
variação. Para isso, construímos o gráfico sobre uma malha, destacando
CAPÍTULO 1

O S
duas variações com base na escolha de dois pontos aleatórios da reta, como
os pontos (1, 100) e (4, 400). Para indicar uma variação entre duas medidas,

C LU
usamos a letra do alfabeto grego ∆ (delta). De acordo com as grandezas da-
das (volume e tempo), temos:
82

O C
∆V = variação do volume = (Vf – Vi) e ∆t = variação de tempo = (tf – ti)

N X
SI E Assim, dizemos que a taxa de variação, para as grandezas dadas
nessa situação, é definida como:
O
EN S

Taxa de variação = variação do volume = ∆V


E U

variação de tempo ∆t
D E

Com base nos pontos escolhidos no gráfico, as variações são calculadas


A LD

da seguinte forma:

Volume (L)
EM IA

400
ST ER

300
ΔV
200
SI AT

100
Δt
M

0 1 2 3 4 Tempo (min)

∆V = (Vf – Vi) = 400 – 100 = 300 e ∆t = (tf – ti) = 4 – 1 = 3

Logo: ∆V = 300 L = 100 L/min


∆t 3 min

Logo, a taxa de variação dessa reta é dada por 100 L/min. Observe que
esse valor é idêntico ao encontrado no cálculo da constante de proporcio-
nalidade no módulo anterior, sendo essa a vazão da torneira.

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Módulo 14

VARIAÇÃO LINEAR O módulo 14 tem como um dos ob-


jetivos preparar o aluno para um
estudo posterior, mais detalhado,
Nos módulos anteriores, mostramos que a representação gráfica de gran- sobre funções. Destacar que nem
sempre a reta de um gráfico passa
dezas diretamente proporcionais é uma reta. Talvez você tenha reparado pela origem.
que as retas mostradas anteriormente têm a origem (0, 0) como um de seus
pontos, mas nem sempre é assim.
Como exemplo, voltando à ideia de uma torneira que despeja água em um

O
reservatório, vamos supor que o reservatório esteja inicialmente com 2 litros
de água, e que a cada 1 minuto seja despejado 0,5 L de água nele, sem que

C IV
saia água do reservatório. Nesse caso, sendo y a quantidade de água acumu-

MATEMÁTICA
O S
lada no reservatório e x o tempo em minutos, temos a seguinte relação:

C LU
y = 2 + 0,5x

83
O C
Podemos substituir valores arbitrários
y

N X
para x, determinando o respectivo valor de
y, como mostra a tabela seguinte. Depois, os
SI E 4
pontos são marcados no plano cartesiano.
Ao unir esses pontos, temos o traçado de
O
uma reta que não passa pela origem. 3
EN S

x y
E U
Litros

2
0 2 + 0,5 ∙ 0 = 2 + 0 = 2
D E

1 2 + 0,5 ∙ 1 = 2 + 0,5 = 2,5


A LD

2 2 + 0,5 ∙ 2 = 2 + 1 = 3
EM IA

3 2 + 0,5 ∙ 3 = 2 + 1,5 = 3,5 0 x


1 2 3 4
4 2 + 0,5 ∙ 4 = 2 + 2 = 4 Minutos
ST ER

Essa reta não passa pela origem porque existe o valor inicial de 2 litros
SI AT

de água no reservatório.
Observamos também que os valores mostrados na tabela não são direta-
mente proporcionais. Afinal, duplicando-se o tempo, o volume não é duplicado.
M

De maneira geral, quando duas grandezas, x e y, estão relacionadas de tal


modo que seu gráfico seja uma reta, dizemos que:
I. y varia linearmente com x;
II. a relação matemática entre x e y é dada por y = ax + b;
III. o coeficiente a é dado pela taxa de variação, e o coeficiente b repre-
senta o valor de y quando x = 0, ou seja, o ponto em que a reta cruza
o eixo vertical y.
No exemplo anterior, a taxa de variação é 0,5, e o número 2 indica o ponto
em que a reta toca o eixo y.

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Módulo 15
Embora não se tenha definido ainda
função polinomial de 2º grau, é pos-
sível comentar com os alunos que a
VARIAÇÃO DO QUADRADO
curva (concavidade) pode ser virada Além da variação linear, mostrada até o módulo anterior, há outros tipos
para cima, no exemplo da área do qua-
drado, ou virada para baixo, nos exem- de variação que não são lineares, descrevendo, assim, outros tipos de grá-
plos mostrados sobre o arremesso de fico. Um deles é a variação com o quadrado, sobre o qual falaremos agora.
objetos, ainda que não se fale sobre
concavidade. Uma das melhores maneiras de se verificar o que ocorre na chamada
Faremos um estudo pormenorizado
variação do quadrado é analisar justamente a variação da área de um qua-

O
da parábola em capítulo próprio sobre
função polinomial do 2º grau. drado, em função da variação da medida de seu lado. De acordo com essa
ideia, observe a tabela, que mostra algumas medidas do lado de um qua-

C IV
Sobre a parábola, neste momento,
pode-se escolher um objeto, como
um simples giz, e arremessá-lo de um drado e sua respectiva área.
CAPÍTULO 1

O S
lado a outro da sala, a fim de que eles
possam observar a trajetória parabó-
lica desse objeto em seu lançamento. LADO (m) 0 1 2 3 4

C LU
Ao mesmo tempo, é possível fazer uso
de outros gráficos, construídos à mão
livre ou com o auxílio de sowares de ÁREA (m²) 0² = 0 1² = 1 2² = 4 3² = 9 4² = 16
84

Geometria dinâmica, para mostrar

O C
vários tipos de parábola.

É possível observar que, entre a medida da área e a do respectivo lado,

N X
SI E não há uma proporção direta, uma vez que a área está crescendo em uma
proporção que não é a mesma do crescimento das respectivas medidas
dos lados. Como exemplo, se duplicarmos a medida do lado, a medida da
O
área não duplicará.
EN S

Por outro lado, é possível perceber que, quando L é multiplicado por 2, a área
E U

é multiplicada por 2². Da mesma forma, quando L é multiplicado por 3, a área


é multiplicada por 3², e assim por diante. Então, dizemos que a área A de um
quadrado é proporcional ao
D E

quadrado de seu lado.


A LD

22
Representação gráfica 20
18
Tomando como referência 16
EM IA

Área (m2)

os valores mostrados na úl- 14


12
tima tabela, que associa a
ST ER

10
medida do lado de um qua- 8
drado com sua respectiva 6
SI AT

área, veja, ao lado, como é 4


2
traçado o gráfico que repre-
senta essa relação. 0 1 2 3 4
M

É natural, observando-se Lado (m)


o gráfico, que a curva traça-
da passe pela origem, uma vez que, quando L = 0, A = 0.
Ainda observando o gráfico, vemos que seu traçado não é uma linha reta,
mas uma linha curva. Essa linha é parte de uma curva chamada de parábola.
Esse tipo de curva é facilmente observável no lançamento de um objeto,
como a cobrança de uma falta que deve encobrir uma barreira, o arremes-
so de uma bola em direção a uma cesta de basquete, o lançamento de um
dardo, entre tantas outras situações.

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Módulo 16

VARIAÇÃO DO CUBO No módulo 16, a fórmula para o


cálculo do volume de uma esfera
é dada apenas como curiosidade,
Além da variação do quadrado, há também outros tipos de variação, como aproveitando o estudo sobre varia-
ção do cubo para mostrar aos alu-
a do cubo. Como exemplo direto desse tipo, podemos estudar a variação do nos uma situação concreta. Explicar
volume de um cubo em função da variação da medida de sua aresta. Para a eles que, futuramente, poderão
compreender como essa fórmula
isso, observe a tabela, que apresenta alguns valores. pode ser deduzida.

O
ARESTA (m) 0 1 2 3 4

C IV
VOLUME (m³) 0³ = 0 1³ = 1 2³ = 8 3³ = 27 4³ = 64

MATEMÁTICA
O S
Assim como na variação do quadrado, não encontramos uma proporção
direta entre a medida da aresta e o volume do cubo, uma vez que o volume

C LU
está crescendo em uma proporção que não é a mesma do crescimento das
arestas. Se duplicarmos a medida da aresta, o volume não duplicará, mas

85
O C
será multiplicado por 8, pois 2³ = 8.
Da mesma forma, quando a medida da aresta é multiplicada por 3, o vo-

N X
lume é multiplicado por 27, pois 27 = 3³, e assim por diante.
SI E
Dizemos, então, que o volume de um cubo é proporcional ao cubo de
sua aresta.
O
Representação gráfica
EN S
E U

Tomando como referência os valores mostrados na tabela anterior, que as-


socia a medida da aresta de um cubo com seu respectivo volume, veja, a
D E

seguir, como é o traçado do gráfico que representa essa relação para x ≥ 0.


A LD

70
60
50
EM IA
Volume (m3)

40
30
ST ER

20
10
SI AT

0
1 2 3 4
Aresta (m)
M

Podemos observar que a curva traçada passa pela origem, uma vez que,
se a = 0, V = 0. Vale ressaltar que, apesar de se parecer com uma parábola,
não se trata de uma.
Quando se estuda, por exemplo, o volume da esfera, temos a seguinte
fórmula, que relaciona o volume V com a medida do raio r: V = 4 ∙ π ∙ r3.
3
Observe que, assim como ocorre na variação do volume de um cubo, aqui
também temos uma variação do cubo, uma vez que o raio está elevado ao
cubo, e o produto 4 ∙ π indica uma razão de proporcionalidade entre o vo-
3
lume (V) e o cubo do raio (r³).

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Módulo 17
Comentar com os alunos, de ma-
neira bem sutil, a ideia de limite.
Mostrar-lhes que, quanto mais
PROPORÇÃO INVERSA
próximo de x = 0, mais o tempo ten- No estudo sobre grandezas proporcionais, comentamos que há as gran-
de para cima (y tende ao infinito),
embora não toque ou cruze o eixo. dezas diretamente proporcionais. Esse tipo de variação tem como gráfico
Da mesma forma, quanto maior o uma reta, como já exploramos nos módulos anteriores.
valor de x (tende ao infinito), mais
próximo de zero fica o tempo, sem, Entretanto, há, também, as grandezas inversamente proporcionais.
no entanto, tocar o eixo ou cruzá-lo.
Lembre-se de que, nesse caso, quando aumentamos uma grandeza, a outra

O
diminui na mesma proporção. Isso ocorre, por exemplo, na relação entre
velocidade e tempo. Para a mesma distância, quanto mais aumentamos a

C IV
velocidade, menor é o tempo necessário para percorrê-la.
CAPÍTULO 1

O S
De acordo com essa ideia, considere a tabela seguinte, que mostra a rela-
ção entre velocidade e tempo de um veículo para percorrer uma distância

C LU
de 180 km.
86

O C
VELOCIDADE (km/h) 15 30 60 90 180

N X
TEMPO (h) 12 6 3 2 1
SI E
O
16
14
EN S

12
E U

10
T (h)

8
6
D E

4
A LD

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200


V (km/h)
EM IA

Chamando de x a velocidade, em km/h, e de y o tempo, em horas, pode-


ST ER

mos perceber, pelos valores da tabela, que:


• ao se duplicar x, y é dividido por 2;
SI AT

• ao se triplicar x, y é dividido por 3;


• ao se quadruplicar x, y é dividido por 4, e assim por diante.
M

De maneira geral, quando isso ocorre, dizemos que y é inversamente propor-


cional a x, ou y = 1 ∙ a, em que a é a constante de proporcionalidade entre y e x.
x
Ainda em relação ao gráfico, perceba que, quanto mais próximo de
0 km/h, maior é o tempo. Em contrapartida, quanto maior a velocidade,
mais o tempo tende a 0 h, embora esse fato não aconteça. Além disso, é
sempre bom lembrar que essa é uma situação hipotética, verificada, por
exemplo, em uma pista de corrida. Nas vias públicas, há que se considerar
o limite de velocidade necessário para a segurança de todos.
O nome dado à curva formada pela construção do gráfico de grandezas
inversamente proporcionais é hipérbole.

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Módulo 18

VARIAÇÃO COM O INVERSO DO QUADRADO Se julgar pertinente, comentar com


os alunos que a expressão dada no
denominador é relativa ao cálculo
Além da variação do quadrado e da proporção inversa, temos um tipo de da área da superfície de uma esfera
de raio d. Explicar a eles que a onda
variação que trabalha com essas duas ideias: a variação com o inverso do sonora é emitida em todas as di-
quadrado. reções, criando um movimento em
forma de esfera. Daí a origem dessa
De modo simplificado, sendo uma constante a e duas grandezas de medi- expressão na fórmula.
a
das x e y, temos a seguinte relação: y = x2 .

O
Com base nessa relação, temos que:

C IV
y
• ao se duplicar x, y é dividido por 4, ou seja, 4 ;

MATEMÁTICA
y

O S
• ao se triplicar x, y é dividido por 9, isto é, 9 ;

C LU
• ao se quadruplicar x, y é dividido por 16, ou seja, y .
16
Uma aplicação prática da variação com o

87
MAGNILION/ISTOCK
O C
inverso do quadrado é feita no cálculo de
uma intensidade sonora. Nesse caso, te-

N X
mos como referência uma fonte que emite
SI E
uma onda sonora que se propaga no espaço
como se estivesse descrevendo uma esfera,
O
a exemplo do que ocorre em uma explosão
EN S

de fogos de artifício.
E U

Nesse caso, temos a seguinte fórmula:


D E

I= P
4 ∙ π ∙ d2
A LD

em que:
Uma explosão gera uma onda sonora cuja intensidade pode ser medida.
EM IA

P = potência em watts (W);


d = distância de onde se mede a intensidade relativa ao ponto de origem da
ST ER

onda (como um alto-falante), em metros (m);


I = intensidade da onda em W/m².
SI AT

Assim, considerando um alto-falante com 1 000 W de potência e adotan-


do π = 3, podemos determinar a intensidade da onda medida a distâncias
de, por exemplo, 1 m e, depois, 10 metros.
M

d=1m d = 10 m
I= 1 000 = 1 000 = 83,3 I= 1 000 = 1 000 = 0,83
4 ∙ 3 ∙ 12 12 4 ∙ 3 ∙ 102 1 200

Observe que, ao multiplicarmos a distância (d) por 10, a intensidade foi


reduzida a um centésimo, ou seja, foi dividida por 100 (83,3 : 100 = 0,83). As-
sim, temos que a intensidade é inversamente proporcional ao quadrado da
distância. Logo, à medida que a distância do ponto em que a onda sonora é
emitida aumenta, a intensidade diminui com o quadrado dessa distância.

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CAPÍTULO 1
RAZÃO E PROPORÇÃO
Módulos 1 e 2 | Razão

Exercícios de aplicação
1. Para uma receita culinária que está preparando, Carolina deve usar 450 g de farinha de trigo e 120 g
de açúcar. De acordo com essa informação, responda ao que se pede.
a. Escreva uma fração, em sua forma irredutível, que indique a razão entre a quantidade de farinha
e a quantidade de açúcar que será usada nessa receita.

O
C IV
450 = 15
120 4
CAPÍTULO 1

O S
C LU
88

O C
b. É correto afirmar que, nessa receita, serão usadas 15 partes de farinha de trigo para cada 4 partes
de açúcar?

N X
Sim.
SI E c. As grandezas envolvidas nessa razão são de mesma espécie ou de espécies diferentes?
De mesma espécie.
O
Sobre o exercício 2, destacar 2. A ideia de velocidade média está relacionada com a razão entre a distância percorrida e o tempo
EN S

a diferença entre velocidade necessário para se percorrer essa distância. Como exemplo, considere que um trem percorra uma
média e velocidade constan-
E U

te, que foi citada no texto


distância total de 280 quilômetros no tempo de 5 horas. Qual deve ser a velocidade média desse
teórico. trem nesse percurso?
D E
A LD

Velocidade média = 280 km = 56 km/h


5h
EM IA

A velocidade média deve ser de 56 km/h.


ST ER

No exercício 3, reforçar com 3. Em determinado mapa, a distância linear entre duas cidades é de 3 cm. Na realidade, essa distância
os alunos a importância de é de 600 km. Com isso, utilizando grandezas dadas em uma mesma unidade, determine a escala
as medidas serem escritas
considerada nesse mapa.
SI AT

em uma mesma unidade


quando se trabalha com
escalas. Nesse exercício,
escrevê-las em centímetros. Escrevendo a distância real em cm, temos:
M

600 km = 600 000 m = 60 000 000 cm


Logo, a escala utilizada é:
3:60 000 000
Ou, simplificando:
1:20 000 000

A escala considerada é 1:20 000 000.

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4. Avaliação Nacional No exercício 4, das informa-
ções fornecidas no enuncia-
Gabriel participou de uma avaliação composta por um total de 60 questões. Quando recebeu o do, temos:
resultado de seu desempenho, verificou que havia acertado 36 questões e errado 24. Nesse caso, a Total de questões = 60
razão entre o número de questões que ele acertou e o número de questões que errou, nessa ordem,
Número de questões que
pode ser dada por acertou = 36
3 2 3 2 4 Número de questões que
a. b. c. d. e.
2 3 5 5 3 errou = 24
5. Três amigos decidiram abrir um negócio. Para isso, foi necessário um valor em dinheiro, como ca- A razão procurada é entre o
pital, para cobrir os primeiros gastos e manter a empresa em funcionamento nos primeiros meses. número de questões que ele
acertou e o número de ques-
Cada um investiu um valor diferente dos demais.

O
tões que ele errou, isto é:
Veja.
Número de questões

C IV
que acertou = 36
Otávio: R$ 25.000,00 Pedro: R$ 30.000,00 Luciano: R$ 45.000,00 Número de questões 24

MATEMÁTICA
que errou

O S
Simplificando, temos:
Com isso, indique, por meio de uma fração irredutível, a razão entre a quantia que cada um investiu

C LU
e o total do investimento. 36 ÷ 12 = 3
24 ÷ 12 2

89
O C
Total investido, em reais: 25.000 + 30.000 + 45.000 = 100.000

N X
Otávio: Pedro: Luciano:
SI E
25.000 = 1
100.000 4
O
30.000 = 3
100.000 10
45.000 = 9
100.000 20
EN S
E U

Exercícios propostos
D E

6. Escreva, em forma de fração, uma razão entre dois números em que:


A LD

a. o antecedente é 7 7 b. o consequente é 14 9
e o consequente é 11. e o antecedente é 9.
11 14
EM IA

7. Complete as equivalências entre frações de forma que indiquem razões iguais. No exercício 7, não é neces-
ST ER

16 2 sário, ainda, fazer uso da


a. = regra de três. Pretende-se,
40 5 com este exercício, apenas
retomar o conceito de fra-
ções e razões equivalentes,
SI AT

3
9 por meio até mesmo do cál-
b. = culo mental.
21 7
5 35
M

c. =
14
2

4
16
d. =
7 28

8. Avaliação Nacional No exercício 8, se havia 1 000 lâm-


padas no lote, e 120 delas eram
Uma empresa fabrica lâmpadas e implantou um novo sistema de controle de qualidade. Em uma defeituosas, então o número de
das análises, foi observado que, em um lote de 1 000 lâmpadas, havia 120 lâmpadas defeituosas. lâmpadas boas é dado pela dife-
rença entre 1 000 e 120.
A razão entre o número de lâmpadas defeituosas e o número de lâmpadas boas é
1 000 – 120 = 880
3 3 22 25 22
a. b. c. d. e. Razão entre defeituosas e boas:
22 25 3 3 25
120 = 12 = 3
880 88 22

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CAPÍTULO 1
Módulos 3 e 4 | Proporção

Exercícios de aplicação
1. Um funcionário de uma floricul-

ART PHOTO/ISTOCK
tura pretende fazer arranjos de
flores usando rosas vermelhas e
brancas. Ele pensou em usar 2 ro-
sas vermelhas para cada 3 rosas
brancas. Seguindo essa ideia, res-

O
ponda ao que se pede.

C IV
CAPÍTULO 1

O S
C LU
a. Se ele usar 120 rosas brancas, quantas rosas vermelhas deverá usar?
90

Sendo x a quantidade de rosas vermelhas, temos:

O C
Rosas vermelhas = 2 = x

N X
Rosas brancas 3 120
3 ∙ x = 2 ∙ 120
SI E 3 ∙ x = 240
x = 240
3
O
x = 80
EN S

Deverá usar 80 rosas vermelhas.


E U
D E

b. Caso utilize 228 rosas vermelhas, quantas rosas brancas deverá usar?
A LD

Sendo x a quantidade de rosas brancas, temos:


Rosas vermelhas = 2 = 228
Rosas brancas 3 x
EM IA

2 ∙ x = 3 ∙ 228
2 ∙ x = 684
ST ER

x = 684
2
x = 342
SI AT

Deverá usar 342 rosas brancas.


M

2. Em uma proporção, o produto dos extremos é igual ao produto dos meios. De acordo com essa ideia,
identifique quais são os extremos e quais são os meios em cada proporção dada.
3 6 12 9
a. = b. =
5 10 20 15
• Extremos: 3 e 10 • Extremos: 12 e 15
• Meios: 20 e 9
• Meios: 5e6

d. 15 : 20 = 12 : 16
c. 5 : 7 = 10 : 14
• Extremos: 5 e 14 • Extremos: 15 e 16

• Meios: 7 e 10 • Meios: 20 e 12

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3. No colégio em que Amanda estuda, há duas turmas de 9o ano, com a seguinte distribuição de número Sugerimos resolver o exercí-
de alunos: cio 3 com os alunos, item por
item, pelo fato de que um
TURMA MENINOS MENINAS item depende da conclusão
do anterior. No último item,
9 ano A
o
18 24 eles devem perceber que a
diferença igual, observada
9 ano B
o
20 26 entre os valores de uma
razão (antecedente e con-
Observando as informações do quadro, responda ao que se pede. sequente) para duas razões
a. Escreva, na forma de fração irredutível, a razão entre o número de meninos e de meninas, nessa dadas, não garante que seja
possível estabelecer uma
ordem, na turma do:
proporção entre elas. Desta-

O
• 9o ano A car esse fato.

C IV

MATEMÁTICA
Meninos = 18 = 3

O S
Meninas 24 4

C LU

91
O C
• 9o ano B

N X
Meninos = 20 = 10
SI E
OMeninas 26 13
EN S

b. De acordo com as formas reduzidas de cada razão, no item anterior, a razão entre meninos e
E U

meninas nas duas turmas é igual?


Não.
D E

c. Aplique a propriedade fundamental das proporções, nas duas razões iniciais, e confirme a con-
clusão do item anterior.
A LD

18 = 20
24 26
EM IA

18 ∙ 26 = 24 ∙ 20 ↔ 468 = 4 780......falso!
Logo, não há proporção.
ST ER
SI AT

d. Amanda observou que a diferença entre o número de meninas e de meninos nas duas turmas é
igual, de exatamente 6 alunos. Esse fato garante que haverá proporção nas quantidades?
Não.
M

4. Usando a escrita fracionária, escreva uma proporção em que:


a. os extremos sejam 5 e 12, e os meios b. os extremos sejam 14 e 6, e os meios
sejam 6 e 10; sejam 21 e 4.

5 = 10 14 = 4
6 12 21 6

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CAPÍTULO 1
5. Uma receita simples de arroz branco faz uso de 4 xícaras de arroz para 8 copos de água. Mantendo-se
essa razão, responda ao que se pede.
a. Quantos copos de água serão necessários, caso se utilizem 10 xícaras de arroz?

Sendo x a quantidade de copos de água, temos:


xícaras de arroz = 4 → 4 = 10
copos de água 8 8 x
4 ∙ x = 8 ∙ 10
4 ∙ x = 80

O
x = 20

C IV
CAPÍTULO 1

O S
Serão necessários 20 copos de água.

C LU
b. Caso se utilizem 12 copos de água para o preparo, quantas xícaras de arroz serão necessárias?
92

O C
Sendo x a quantidade de xícaras de arroz, temos:

N X
xícaras de arroz = 4 → 4 = x
copos de água 8 8 12
SI E
O
8 ∙ x = 4 ∙ 12
8 ∙ x = 48
x=6
EN S
E U

Serão necessárias 6 xícaras de arroz.


D E
A LD

No exercício 6, sendo x a 6. A escala é um tipo de razão muito usada em mapas e maquetes. Em um mapa, a escala usada foi
medida procurada, de acor- de 1:300 000. Nesse caso, a distância de 2 cm entre dois pontos nesse mapa corresponderá a uma
do com a escala dada, apli-
camos a seguinte proporção:
distância real de
1 a. 6 km.
= 2
EM IA

300 000 x b. 15 km.


1 ∙ x = 2 ∙ 300 000
c. 60 km.
ST ER

x = 600 000
d. 150 km.
Mas, 1 km = 100 000 cm.
Então: e. 600 km.
600 000 cm = 6 km
SI AT

7. Um arquiteto está projetando uma construção que deve usar como base um terreno retangular, no
A distância procurada é de 5
6 km. qual a razão entre o lado menor e o lado maior seja . Além disso, se o lado menor medir x metros, o
6
lado maior deve medir (2x – 4) metros. Então, qual deve ser a medida do lado menor desse terreno?
M

5 = x
6 2x - 4
5 ∙ (2x - 4) = 6 ∙ x
10x -20 = 6x
4x = 20
x=5

O lado menor deve medir 5 m.

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Exercícios propostos
8. Verifique se a propriedade fundamental das proporções é aplicável, ou seja, se há proporção entre
as razões dadas.
15 2 20 30
a. = b. =
45 6 22 32

6 ∙ 15 = 45 ∙ 2 20 ∙ 32 = 22 ∙ 30

O
90 = 90 640 ≠ 660
Há proporção. Não há proporção.

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU
9. O responsável por uma linha de produção estava preocupado porque era de 2 para 23 a razão entre
o número de peças de um lote que saíram com defeito e o total produzido. Se, nesse referido lote,

93
O C
58 peças estavam com defeito, qual foi o total produzido?

N X
Peças produzidas com defeito = 2 → 2 = 58
SI E Total de peças
2 ∙ x = 23 ∙ 58
O
23 23 x

2x = 1 334
x = 667
EN S
E U

Foram produzidas, no total, 667 peças.


D E
A LD

10. Considere um tapete retangular com lados medindo 100 cm e 200 cm, conforme representado na figura. No exercício 10, as dimen-
sões do novo retângulo
serão dadas por (100 + 2x) e
200 cm
(200 + 2x). Assim, de acordo
EM IA

com a proporção dada no


texto, temos:
ST ER

100 + 2x = 6
100 cm 200 + 2x 11
1 100 + 22x = 1 200 + 12x
10x = 100
SI AT

x = 10 cm

Nesse tapete, é colocada uma borda igualmente espaçada de seus lados, como mostra a figura.
M

200 cm

x x
100 cm

Sabendo que a razão entre o lado menor e o lado maior do retângulo determinado pelo tapete com a
6
borda é , podemos afirmar corretamente que a medida x da largura da borda, em centímetros, é de
11
a. 5 b. 6 c. 10 d. 11 e. 20

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CAPÍTULO 1
Módulos 5, 6 e 7 | Regra de três

Exercícios de aplicação
O objetivo do exercício 1 é 1. No estudo e na aplicação da chamada regra de três, é importante verificar duas situações:
estimular os alunos a reali-
zarem uma reflexão inicial I. se há algum tipo de variação proporcional entre as grandezas envolvidas;
sobre a análise que deve ser II. se as grandezas são direta ou inversamente proporcionais.
feita antes de se aplicar a
regra de três. É importante Sobre essas observações, leia o que se pede, em cada item, a respeito das grandezas envolvidas,
permitir que eles o resolvam para responder a cada um deles.

O
sozinhos, desde que se pro-
a. Uma muda de árvore que foi plantada tende a crescer com o passar do tempo. Nesse caso, há
mova uma reflexão coletiva
durante a correção. Nos itens proporcionalidade entre as grandezas envolvidas (tempo e altura)? Justifique sua resposta.

C IV
b e c, comentar que a per- Não, pois não se pode afirmar, por exemplo, que se duplicando o tempo, a altura da muda de árvore também
gunta é feita no sentido de
verificar se a situação “suge- se duplicará.
CAPÍTULO 1

O S
re” a formação de proporção
entre as grandezas envolvi-

C LU
das, mas, na prática, outras
variáveis podem existir. No b. O número de peças produzidas por uma máquina e o número de máquinas usadas na produção
item c, por exemplo, depen- sugerem que sejam grandezas diretamente proporcionais? Justifique sua resposta.
94

dendo do que a máquina

O C
produz, é necessário um Sim. Espera-se que, ao se duplicar o número de máquinas, o número de peças também se duplique.
tempo específico, que pode

N X
não mudar, mesmo que haja
mais ou menos máquinas.
SI E
c. O número de máquinas funcionando e o tempo necessário para se fazer uma mesma quantidade
O
de peças sugerem que sejam grandezas inversamente proporcionais? Justifique sua resposta.
EN S

Sim. Espera-se que, ao se duplicar o número de máquinas, o tempo necessário para produzir a mesma quantidade de
E U

peças diminua à metade.


D E
A LD

Nos exercícios que envol- 2. Um feirante vende 3 abacaxis pelo


vem proporção e regra preço de 12 reais. Mantendo-se
de três, temos formas al-
ternativas de cálculo. No
essa razão, quantos abacaxis é
possível comprar com 32 reais?
EM IA

exercício 2, por exemplo,


podemos calcular o preço
de apenas 1 abacaxi, traba-
ST ER

lhando posteriormente com

JOHNFOTO/DREAMSTIME
3 = x
essa informação. Durante a
12 32
correção, pedir aos alunos
que comentem o modo 12 ∙ x = 3 ∙ 32
SI AT

como resolveram a questão. 12x = 96


x=8
M

R$ 12,00

É possível comprar 8 abacaxis.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 94 24/09/2019 19:30


3. Complete o quadro a seguir com as medidas dos perímetros de alguns quadrados, tendo como base Os exercícios 3 e 4 têm o
a medida do lado de cada um deles. Depois, responda ao que se pede. objetivo de levar os alu-
nos a refletirem sobre
variações de medidas
lineares e de superfície.
MEDIDA DO LADO (m) 1 2 3 4 5 São reflexões importantes
no estudo que é realizado
neste capítulo.
MEDIDA DO PERÍMETRO (m) 4 8 12 16 20

De acordo com os exemplos de medida indicados no quadro, o lado de um quadrado e o perímetro


dele são diretamente proporcionais? Justifique sua resposta.

O
Observando a variação dos valores na tabela, podemos verificar que o lado e o perímetro de um quadrado são diretamente

C IV
proporcionais. Por exemplo, duplicando-se a medida do lado, o perímetro também se duplica, triplicando-se a medida do

MATEMÁTICA
lado, o perímetro também se triplica, e assim por diante.

O S
C LU

95
4. Complete o quadro seguinte com as medidas das áreas de alguns quadrados tendo como base a

O C
medida do lado de cada um deles. Depois, responda ao que se pede.

N X
SI E MEDIDA DO LADO (m) 1 2 3 4 5

MEDIDA DA ÁREA (m²) 1 4 9 16 25


O
EN S

De acordo com os exemplos de medida indicados no quadro, o lado de um quadrado e a área dele
são diretamente proporcionais? Justifique sua resposta.
E U

Observando a variação dos valores na tabela, podemos verificar que o lado e a área de um quadrado não são diretamente

proporcionais. Por exemplo, duplicando-se a medida do lado, a área não se duplica.


D E
A LD
EM IA

5. Em certa avalição com 15 testes, todos têm o mesmo valor. Qual será a nota de um aluno, em uma
escala de 0 a 10, que tenha acertado 12 testes?
ST ER

15 = 10
12 x
SI AT

15 ∙ x = 10 ∙ 12
15x = 120
x=8
M

A nota será 8.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 95 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
Aproveitar o exercício 6 6. Alguns estudos apontam que 1 litro de óleo de cozinha pode poluir um volume de 1 milhão de litros de
para promover um rápido água. Dessa forma, ao despejarmos, no ralo da pia, o óleo de cozinha utilizado para fritura de alimen-
debate acerca do descarte
adequado de óleo de cozi-
tos, o local em que a água da tubulação desemboca fica seriamente contaminado. Além disso, com o
nha e de outros materiais. passar do tempo, a tubulação acumula resíduos do óleo, podendo até entupir.
É possível que as famílias Para amenizar esse problema, basta separar o óleo em recipientes, como garrafas PET, e destiná-lo
de alguns alunos já te-
nham o hábito de fazer o
para a produção de sabão ou de biodiesel. Cada vez mais empresas têm-se especializado na coleta
descarte adequado. Sendo desse material e em seu correto destino. Por meio de uma rápida pesquisa na internet, podem-se
assim, é importante que encontrar pontos de coleta próximos à sua residência.
eles compartilhem essas
Considerando-se os dados apresentados, se, acidentalmente, apenas 0,7 litro de óleo for despejado
experiências.
em um rio, quantos litros de água serão contaminados, se essas grandezas forem proporcionais?

O
C IV
Seja x o volume de água, em milhões de litros:
1 = 1
CAPÍTULO 1

O S
0,7 x
x = 1 ∙ 0,7

C LU
x = 0,7
0,7 milhão = 700 mil
96

O C
N X
SI E
O
Poderão ser contaminados 700 mil litros de água.
EN S

No exercício 7: 7. UEL-PR
E U

Mapa A distância entre as cidades mineiras de Belo Horizonte e Montes Claros, em um mapa representado
Real (cm)
(cm) em escala 1:7 000 000, é de 6,5 cm. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a distância
D E

6,5 x real entre essas duas cidades.


↑ ↑
1 7 000 000 a. 045,5 km
A LD

1 = 6,5 b. 092,8 km
7 000 000 1
c. 107,0 km
x = 6,5 ∙ 7 000 000 cm
d. 455,0 km
EM IA

x = 45 500 000 cm
x = 45 500 000 ∙ 10 km
-5 e. 928,0 km
x = 455 km
ST ER

8. Com três máquinas funcionando, são produzidas 500 peças no tempo de 40 minutos. Se uma das
máquinas ficar desligada, quantos minutos serão necessários para se produzir a mesma quantidade
de peças citadas?
SI AT

As grandezas envolvidas são inversamente proporcionais.


Uma das razões será invertida:
M

3 = x
2 40
2 ∙ x = 3 ∙ 40
2x = 120
x = 60

Serão necessários 60 minutos.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 96 24/09/2019 19:30


9. Em cada item a seguir, organize os dados na tabela e responda ao que se pede.
a. Certo modelo de veículo apresenta um consumo médio de combustível de 12 km/L quando
abastecido com gasolina, isto é, esse veículo percorre, em média, 12 km com 1 litro de gaso-
lina. Quantos litros de combustível esse veículo deverá consumir para percorrer um trecho de
360 km, mantendo-se essa média de consumo? Para responder a essa questão, preencha o qua-
dro com as informações, usando setas para indicar se as grandezas envolvidas são direta ou
inversamente proporcionais.

DISTÂNCIA (km) CONSUMO (L)

O
12 1
↑ ↑

C IV
360 x

MATEMÁTICA
O S
C LU
As grandezas envolvidas são diretamente proporcionais.
12 = 1
360 x

97
O C
12 ∙ x = 1 ∙ 360
12x = 360

N X
x = 30
SI E
O
EN S

Deverá consumir 30 litros.


E U

b. Um grupo de trabalhadores colhe laranjas em uma plantação. Todos eles têm um ritmo igual de
D E

trabalho. Um total de 50 deles colheu certa quantidade de laranjas no tempo de 12 horas. Se hou-
A LD

vesse apenas 30 trabalhadores, quantos horas seriam necessárias para colher a mesma quantidade
de frutas? Para responder a essa questão, preencha o quadro com as informações, usando setas
para indicar se as grandezas envolvidas são direta ou inversamente proporcionais.
EM IA

NÚMERO DE
TEMPO (h)
TRABALHADORES
ST ER

50 12
↑ ↓
30 x
SI AT

As grandezas envolvidas são inversamente proporcionais.


M

50 = x
30 12
30 ∙ x = 50 ∙ 12
30x = 600
x = 20

Seriam necessárias 20 horas.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 97 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
10. Forme dupla com um colega de turma. Cada um de vocês deve criar, no próprio livro, uma situação-
-problema de acordo com o que é indicado em cada item. Seja criativo na elaboração do texto,
indicando todas as informações necessárias para a resolução. Depois, troque de livro com o colega
e resolva as situações escritas no livro dele. Finalmente, pegue seu livro de volta e corrija as resolu-
ções feitas por ele, verificando também com o professor se está correto.
a. Situação-problema envolvendo grandezas diretamente proporcionais e cálculo com regra de três
simples.

O
C IV
CAPÍTULO 1

O S
C LU
Resposta pessoal.
98

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E

b. Situação-problema envolvendo grandezas inversamente proporcionais e cálculo com regra de


A LD

três simples.
EM IA
ST ER
SI AT

Resposta pessoal.
M

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 98 24/09/2019 19:30


Exercícios propostos
11. Aplique a regra de três para determinar o valor de x em cada igualdade.
5 35 5 3
a. = b. =
x 14 x+2 9

35 ∙ x = 5 ∙ 14 3 ∙ (x + 2) = 5 ∙ 9
35x = 70 3x + 6 = 45

O
x=2 3x = 45 – 6
3x = 39

C IV
x = 13

MATEMÁTICA
O S
C LU
x+1 x–1
c. = 50 + x 2
2 3 d. =
2x + 20 5

99
O C
N X
3 ∙ (x + 1) = 2 ∙ (x –1) 2 ∙ (2x + 20) = 5 ∙ (50 + x)
3x + 3 = 2x – 2 4x + 40 = 250 + 5x
SI E
O
3x – 2x = -2 – 3
x = –5
4x - 5x = 250 – 40
–x = 210
x = –210
EN S
E U

2x x + 1 3x 5
e. = f. =
D E

5 3 x+1 3
A LD

5 ∙ (x + 1) = 3 ∙ 2x 5 ∙ (x + 1) = 3 ∙ 3x
5x + 5 = 6x 5x + 5 = 9x
EM IA

6x – 5x = 5 9x – 5x = 5
x=5 4x = 5
x= 5
ST ER

4
SI AT

12. Três amigos resolveram acampar e levaram comida suficiente para 12 dias. No entanto, uma pessoa
decidiu se juntar ao grupo sem levar comida. Se quiserem manter a porção de comida que caberia
M

a cada pessoa, em quantos dias a comida acabaria sem que fizessem um racionamento?

As grandezas apresentadas são inversamente proporcionais. Assim, temos:


Nº de pessoas Dias
3 = x
3 12 4 12
4 x 4x = 3 ∙ 12
4x = 36
x=9

A comida acabaria em 9 dias.

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CAPÍTULO 1
13. Em uma loja, cinco camisetas são vendidas pelo preço de 100 reais. O gerente criou uma promoção
maluca em que o cliente, ao comprar oito camisetas, terá o preço total calculado como se as grande-
zas preço e número de camisetas fossem inversamente proporcionais. Então, quantos reais o cliente
deverá pagar por oito camisetas?

De acordo com a promoção, o cálculo deve ser feito como se as grandezas


No de camisetas Preço (R$)
fossem inversamente proporcionais. Assim, temos:
5 100
8 = 100
8 x 5 x

O
8x = 5 ∙ 100
8x = 500

C IV
x = 62,50
CAPÍTULO 1

O S
C LU
Deverá pagar, de acordo com a promoção, 62,50 reais por oito camisetas.
100

O C
14. Um trem de alta velocidade faz uma viagem de 400 km em 2 horas, mantendo uma velocidade cons-

N X
tante. Se outro trem fizer a mesma viagem com uma velocidade de 250 km/h, ela durará quantas
SI E horas e quantos minutos?
O
Se o primeiro trem percorreu 400 km Como as grandezas envolvidas são inversamente proporcionais, temos:
em 2 horas, significa que sua veloci-
200 = x
EN S

dade média era de 200 km/h. Assim,


250 2
podemos montar a seguinte tabela:
250x = 2 ∙ 200
E U

Velocidade (km/h) Tempo (h) 250x = 400


200 2 x = 1,6
D E

1,6 h = 1 h + 0,6 h = 1 h + 0,6·60 min = 1h36min


250 x
A LD
EM IA

A viagem durará 1h36min.


ST ER

15. Calculando o valor de 15. Avaliação Nacional


x com base na proporção
dada, temos: Um professor de Matemática lançou o seguinte desafio aos alunos:
SI AT

x–1= 3 “Preciso de um número sobre o qual se pode afirmar que a razão entre seu antecessor e seu dobro
2x 7 é equivalente à razão de 3 para 7.”
7 ∙ (x – 1) = 3 ∙ 2x Letícia, uma das alunas mais curiosas, chamou de x o número procurado e, rapidamente, escreveu
M

7x – 7 = 6x a proporção:
x =7
x–1 3
Portanto, o número procura- =
do pelo professor é 7. 2x 7

Com base nessa proporção, se ela calcular corretamente, deverá descobrir que o número procurado
pelo professor é
a. –1
b. +1
c. +6
d. –7
e. +7

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Módulos 8, 9 e 10 | Porcentagem

Exercícios de aplicação
1. Complete corretamente o quadro com os valores correspondentes. O exercício 1, apesar de
parecer elementar, é impor-
tante para reforçar ideias bá-
PORCENTAGEM FRAÇÃO DECIMAL NÚMERO DECIMAL sicas relacionadas ao estudo
de porcentagem.

7
7% 0,07
100

O
16
0,16

C IV
16%
100

MATEMÁTICA
55

O S
55% 0,55
100

C LU
108
108%
100
1,08

101
8,9

O C
8,9% 100
0,089

N X
179
179%
100
1,79
SI E
2. De um total de 40 testes a que um aluno respondeu, 28 estavam corretos e os demais, incorretos.
O
Determine a porcentagem de testes que ele acertou.
EN S
E U

28 = x
40 100
40x = 28 ∙ 100
D E

40x = 2800
x = 70
A LD
EM IA
ST ER

Ele acertou 70% dos testes.

3. Na turma de um curso de inglês em que Rebeca estuda, havia 28 alunos, e outros 7 foram matriculados.
SI AT

Se nenhum aluno saiu da turma, qual foi o aumento percentual do número de alunos dessa turma?
M

7 = x
28 100
28x = 7 ∙ 100
28x = 700
x = 25

Houve um aumento de 25%.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 101 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
4. Complete as tabelas seguintes com o fator multiplicativo.

a.
FATOR MULTIPLICATIVO PARA
ACRÉSCIMO DE CÁLCULO
OBTER O VALOR FINAL

4% 1 + 0,04 1,04

19% 1 + 0,19 1,19

74% 1 + 0,74 1,74

O
123% 1 + 1,23 2,23

C IV
75,5% 1 + 0,755 1,755
CAPÍTULO 1

O S
C LU
b.
FATOR MULTIPLICATIVO PARA
DESCONTO DE CÁLCULO
OBTER O VALOR FINAL
102

O C
3% 1 – 0,03 0,97

N X
12% 1 – 0,12 0,88
SI E
O
61% 1 – 0,61 0,39

6,5% 1 – 0,065 0,935


EN S

10,1% 1 – 0,101 0,899


E U

5. Sendo x o fator multiplicativo usa-


D E

do para aumentar um preço de 2,5 ∙ x = 3,75


2,50 reais para 3,75 reais, podemos 3,75
A LD

Isolando x, temos: x = = 1,50


escrever a seguinte equação: 2,50

De acordo com o fator multiplicativo obtido, responda ao que se pede.


EM IA

a. Qual foi a porcentagem de aumento?


A porcentagem de aumento foi de 50%.
ST ER

b. Se o preço inicial fosse de 3,00 reais e, após um desconto, reduzisse para 2,40 reais, qual seria:
• o fator multiplicativo usado para chegar ao valor de 2,40 reais?
SI AT

Sendo x o fator multiplicativo, temos:


x = 2,40 = 0,80
M

3,00

O fator multiplicativo seria 0,80.

• a porcentagem de desconto?

1 – 0,80 = 0,20

A porcentagem de desconto seria de 20%.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 102 24/09/2019 19:30


6. Beto e Cláudia estão pesquisando promoções para a compra de um aparelho de televisão. Beto soube
que, em uma das lojas onde estão pesquisando, há um desconto oferecido para a compra à vista. Veja
a conversa deles e, depois, responda ao que se pede.

Vou calcular o valor do Simples! Para saber o valor do


desconto que teremos desconto, basta multiplicar o
na compra à vista… preço por 0,085!

O
C IV
R$ 1.890,00

MATEMÁTICA
O S
C LU

103
O C
N X
SI E
O
Sobre o diálogo deles, e considerando o valor anunciado na placa de preço, responda ao que se
pede.
EN S

a. De acordo com a fala de Cláudia, qual deve ser a porcentagem de desconto na compra à vista?
E U

0,085 = 8,5 = 8,5


D E

100
A LD

A porcentagem de desconto deve ser de 8,5%.


EM IA

b. Considerando-se que Cláudia esteja certa, quantos reais eles terão de desconto nessa compra?
ST ER

0,085 · 1.890 = 160,65


SI AT
M

Eles terão 160,65 reais de desconto.

c. Que valor deve ser pago pela compra à vista?

1.890 – 160,65 = 1.729,35

Deve ser pago o valor de 1.729,35 reais.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 103 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
O exercício 7 apresenta uma 7. Gabriela acabou de receber sua carteira de habilitação e, embora seu pai já tenha um veículo que
breve reflexão sobre consu- ela pode utilizar, está ansiosa para comprar um carro novo que seja só seu. No entanto, não tem
mo. É interessante promover
um rápido debate em que
dinheiro para fazer a compra à vista, possuindo apenas 2.500 reais. Foi a uma loja e verificou que
os alunos possam expor as poderia comprar um carro financiado, pagando-o em parcelas “que cabiam em seu bolso”. Assim, um
respostas dadas ao item c. veículo que custava, à vista, 23.000 reais poderia ser comprado pagando-se 2.500 reais de entrada,
Assim, poderão refletir so- mais 60 parcelas mensais fixas de 529 reais. Sobre essa situação, responda ao que se pede.
bre práticas de consumo de
maneira mais consciente.

RAWPIXEL/ISTOCK
Além disso, chamar a aten-
ção deles para a maneira
OFERTA
como, geralmente, são

O
anunciados parcelamentos,
em que o destaque é dado 60 x R$
529,00
ao valor da prestação, e não *

C IV
à entrada ou ao número de
parcelas. Outro item impor-
tante que não aparece co-
CAPÍTULO 1

O S
mumente em anúncios, pelo
menos não de forma clara e

C LU
legível, é a taxa de juros apli-
cada no financiamento.
A calculadora pode ser usa-
104

da em situações como a *R$ 2.500,00 de entrada

O C
apresentada neste exercício,
embora seja importante que

N X
os alunos registrem a opera- a. Se Gabriela optar pelo financiamento, ao término dos 60 meses, qual valor, em reais, ela terá
ção realizada. desembolsado para a compra do veículo?
SI E
O
2.500 + 60 · 529 = 34.240
EN S
E U
D E

Gabriela terá desembolsado R$ 34.240,00.


A LD

b. Quanto Gabriela pagará a mais que o preço à vista, caso faça o financiamento? Quanto esse valor
representa, em porcentagem, aproximadamente, do preço à vista?
EM IA

34.240 – 23.000 = 11.240


ST ER

Preço final = 34.240 =~1,49


Preço inicial 23.000
1,49 – 1 = 0,49 = 49%
SI AT

Gabriela pagará R$ 11.240,00 a mais, o que representa, aproximadamente, 49% do preço à vista.
M

c. Embora a prestação de 529 reais seja compatível com o ganho de Gabriela, ou seja, “caiba em seu
bolso”, caso não seja urgente a compra do veículo, financiá-lo é um negócio vantajoso?
Dê sua opinião escrevendo um pequeno texto que o justifique. Depois, compartilhe o que pensou
com os colegas e o professor.
Resposta pessoal.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 104 24/09/2019 19:30


8. Há casos em que um preço sofre um aumento para, depois, sofrer um desconto, ou vice-versa. Como O exercício 8 apresenta uma
exemplo, considere a seguinte situação: Colaborativo situação muito comum,
que consiste em aumentar
certo valor e diminuí-lo em
Um comerciante vende vários
seguida. Muitas pessoas
produtos. No mês de janeiro, ele acreditam que, se houve
aumentou todos os preços em 10%. um aumento de 10%, basta
Já no mês seguinte, ele aplicou um subtrair 10%, ignorando que
desconto de 10% sobre o valor da 10% sobre o valor aumenta-
do não é o mesmo que 10%
etiqueta de cada produto. sobre o valor inicial.
Converse com dois colegas sobre essa situação e, juntos, façam o que se pede. De forma prática, espera-se

O
que os alunos, em pequenos
a. Seguindo as orientações do professor, conversem sobre uma maneira de determinar a porcenta- grupos, possam desenvolver
gem do preço inicial, em janeiro, a que o preço do produto após o desconto no mês de fevereiro estratégias de resolução

C IV
corresponde. Usem o quadro seguinte para o registro de cálculos e a escrita da conclusão. para a situação-problema
dada, o que deve favorecer

MATEMÁTICA
o uso da criatividade e da

O S
lógica, a reflexão e o com-
Sugestão: partilhamento de ideias.

C LU
Seja x o preço de cada produto, temos: Instruí-los para que se orga-
nizem em trios (pode ser ne-
Preço após o aumento de 10% = 1,10 ∙ x
cessário formar uma dupla ou

105
Preço após o desconto de 10% sobre o valor já reajustado = 0,90 ∙ (1,10 ∙ x) = 0,99 ∙ x um grupo de quatro alunos).

O C
Forneça um tempo de, apro-
ximadamente, 15 minutos

N X
para que discutam a proposta
dada e cheguem a uma opção
SI E de cálculo.
Conduzir um debate, solici-
tando aos grupos (um por
O
vez) que compartilhem o
raciocínio utilizado. Fazer
EN S

algumas orientações e cor-


reções que sejam necessá-
E U

rias. Procurar reconhecer


Como 0,99 = 99%, o preço do produto, após o desconto em fevereiro, corresponde a 99% do preço inicial em janeiro. boas ideias, fornecendo
feedbacks construtivos.
D E

Caso todos os grupos, ou


parte deles, não consigam
A LD

desenvolver uma linha de


raciocínio, pode-se indicar a
b. Para descobrir o desconto aplicado no preço do produto, no mês de fevereiro, faça-o voltar ao va- sugestão dada no material
como opção de resolução.
lor original, antes do aumento em janeiro. Qual poderia ser o fator multiplicativo usado? Registre
EM IA

suas conclusões.
Sugestão, se o preço inicial x foi multiplicado por 1,10, basta aplicar a operação inversa, ou seja, dividir o preço de fevereiro
ST ER

por 1,10. Sendo um fator multiplicativo, o preço de fevereiro pode ser multiplicado pelo inverso de 1,10, ou seja, por 1 .
1,10
SI AT

c. Escolham um representante do grupo para comentar, com os demais grupos, a maneira como
pensaram em cada um dos itens anteriores. Confirmem se o raciocínio utilizado foi o mesmo.
M

9. Avaliação Nacional 9. Primeiramente, calculamos o


valor do produto com aumento
Rafael tem uma loja na qual comercializa produtos eletrônicos. Um dos modelos de videogame que no mês de fevereiro:
vendia custava, em janeiro, 2.000 reais. No mês de fevereiro, precisou reajustar o preço, aumentando 7% de 2.000 reais = 0,07 · 2.000
7%. Entretanto, no mês seguinte, por causa das variações no preço do dólar, conseguiu oferecer um reais = 140 reais
desconto de 10% sobre o preço de venda do produto. Assim, caso um cliente compre o videogame
no mês de março, deve pagar um preço de
2.000 reais + 140 reais = 2.140 reais (preço no mês de fevereiro, com aumento)
a. 2.134 reais.
Depois, calculamos o desconto de 10% aplicado no preço de venda, que
b. 2.060 reais. passou a ser de 2.140 reais:
c. 1.940 reais. 10% de 2.140 reais = 0,10 · 2.140 reais = 214 reais

d. 1.926 reais. 2.140 reais – 214 reais = 1.926 reais


Então, o cliente que comprar o videogame no mês de março deve pagar o
e. 1.800 reais. valor de 1.926 reais.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 105 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
Exercícios propostos
10. Determine o valor equivalente a:
a. 14% de 650 reais; b. 26% de 1 200 pessoas;

0,14 ∙ 650 = 91 0,26 ∙ 1 200 = 312

O
91 reais 312 pessoas

C IV
CAPÍTULO 1

O S
c. 6% de 250 maçãs; d. 1,5% de 852 reais.

C LU
0,06 ∙ 250 = 15 0,015 ∙ 852 = 12,78
106

O C
N X
15 maçãs 12,78 reais
SI E
11. Uma quantia de 117 reais corresponde a qual porcentagem de uma quantia de 780 reais?
O
EN S

117 = 0,15 = 15%


E U

780
D E
A LD

Corresponde a 15%.

No exercício 12, as cartas da 12. Enem


EM IA

mão do jogador com núme- No contexto da Matemática recreativa, utilizando diversos materiais didáticos para motivar os alu-
ros equivalentes ao da carta nos, uma professora organizou um jogo com um tipo de baralho modificado. No início do jogo, vira-
ST ER

6 -se uma carta do baralho na mesa e cada jogador recebe em mãos nove cartas. Deseja-se formar
da mesa são: 75%; 0,75
3
8 pares de cartas, sendo a primeira carta a da mesa e a segunda uma carta na mão do jogador que
e . tenha um valor equivalente àquele descrito na carta da mesa. O objetivo do jogo é verificar qual
4
jogador consegue o maior número de pares. Iniciado o jogo, a carta virada na mesa e as cartas da
SI AT

mão de um jogador são como no esquema:

6
M

8 4,3 7,5 4 6,8


5 3
0,7 3
34% 4
3,4
%

6
75

Carta da mesa 3
4
Cartas da mão

Segundo as regras do jogo, quantas cartas da mão desse jogador podem formar um par com a carta
da mesa?
a. 9 b. 7 c. 5 d. 4 e. 3

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 106 24/09/2019 19:30


Módulo 11 | Proporção direta

Exercícios de aplicação
1. A densidade da matéria, citada no texto teórico como exemplo para o ferro fundido, é calculada para O exercício 1 complementa
uma infinidade de outros materiais. O chumbo, por exemplo, tem densidade de, aproximadamente, a ideia citada, no texto teó-
rico, sobre a densidade da
11,3 g/cm³. Sobre essa informação, responda ao que se pede. matéria associada ao estudo
a. A densidade 11,3 g/cm³ indica uma constante de proporcionalidade. Qual é o significado dessa de constante de proporcio-
constante? nalidade. Pode-se usar um
cubo de 1 cm³ de volume
Sugestão: Significa que uma porção de 11,3 g de chumbo ocupa um volume de 1 cm³.

O
(geralmente, a unidade do
material dourado tem esse
volume), para indicar a rela-

C IV
ção com a ideia da densida-
b. Uma barra de chumbo com massa de 113 g deverá ocupar qual volume? de, quando se compara gra-

MATEMÁTICA
mas a cm³. Conversar com o

O S
professor de Ciências para
11,3 g = 113 g que complemente o estudo

C LU
1 cm3 x cm3 sobre densidade.

x = 113 = 10
11,3

107
O C
N X
Deverá ocupar um volume de 10 cm³.
SI E
c. Qual é a massa de uma barra de chumbo cujo volume é de 25 cm³?
O
EN S

25 ∙ 11,3 = 282,5
E U
D E
A LD

A massa é de 282,5 g.

2. A tabela a seguir mostra a quantidade de páginas impressas por uma máquina de uma gráfica e o
EM IA

respectivo tempo de impressão.


ST ER

NÚMERO DE PÁGINAS IMPRESSAS 10 20 30 40 ...


TEMPO (s) 25 50 75 100 ...
SI AT

De acordo com os valores mostrados, responda ao que se pede.


a. Existe proporção direta nessa situação? Explique sua resposta.
Sim. O número que multiplica o total de páginas impressas é o mesmo que multiplica o tempo.
M

b. Quantas páginas devem ser impressas no tempo de 5 minutos?

5 minutos = 300 s
10 = x → x = 120
25 300

Devem ser impressas 120 páginas.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 107 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
No exercício 3: 3. Uma torneira despeja água em um tanque de maneira contínua, sem que se aumente ou se diminua a
40 L = 0,8 L/s vazão de água. Marcou-se um tempo de 50 segundos para que um total de 40 litros de água fosse des-
50 s pejado no tanque. Nesse caso, a constante de proporcionalidade aplicada na vazão dessa torneira é de
Portanto, a constante procu-
rada é de 0,8 L/s.
a. 0,6 L/s.
b. 0,8 L/s
c. 0,9 L/s.
d. 1,2 L/s.
e. 1,25 L/s.

O
Exercícios propostos

C IV
No exercício 4, caso algum 4. Se abandonarmos um corpo de certa altura, como alguém que salta de paraquedas antes de o acionar,
CAPÍTULO 1

O S
aluno questione o fato de o tempo de queda e a respectiva distância percorrida serão de, aproximadamente,
não haver proporção direta,

C LU
comentar a aceleração da
5 m em 1 s;

THE SKYDIVER/DREAMSTIME
gravidade. Se necessário,
combinar com o professor 20 m em 2 s;
de Ciências para que ele faça
108

45 m em 3 s.

O C
uma breve explicação sobre
o tema. No estudo sobre a
radiciação, apresentaremos

N X
a fórmula que relaciona o
tempo de queda de um cor-
SI E
po com a altura em que foi
abandonado. Com isso, será
possível retomar essa dis-
O
cussão e calcular os valores
apresentados aqui.
EN S
E U

Assim, a distância percorrida pelo corpo em queda livre é diretamente proporcional ao tempo? Justi-
D E

fique sua resposta.


Não, pois não existe uma constante de proporcionalidade, ou seja, duplicando-se o tempo, o corpo não percorre o dobro
A LD

da distância.
EM IA

No exercício 5, temos: 5. Ricardo tem uma piscina, cuja capacidade é de 1 200 L. Como a piscina está totalmente vazia, ele
1 min = 20 L → x = 30 min decide enchê-la com uma mangueira cuja vazão é de 20 L por minuto. A tabela relaciona o tempo
ST ER

x 600 L (em minutos) com a quantidade de água na piscina (em litros).


1 min = 20 L → x = 60 min
y 1 200 L
x + y = 30 min + 60 min =
TEMPO (MINUTOS)
SI AT

= 90 min 0 1 2 3 ... x ... y

QUANTIDADE DE ÁGUA NA PISCINA


0 20 40 60 ... 600 ... 1 200
M

(EM LITROS)

Sendo x o tempo gasto para encher metade da piscina, e y o tempo gasto para encher a piscina toda,
o valor de x + y, em minutos, é igual a
a. 30 minutos.
b. 60 minutos.
c. 90 minutos.
d. 100 minutos.
e. 120 minutos.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 108 24/09/2019 19:30


Módulo 12 | Representação gráfica de proporção direta

Exercícios de aplicação
1. Em um pequeno mercado, a farinha de trigo é vendida por massa, e não por pacote. O comerciante
cobra um valor de 3 reais por quilograma, mas o cliente pode comprar qualquer quantidade. Sobre
essa ideia, faça o que se pede.
a. Complete o quadro a seguir, que relaciona algumas quantidades vendidas dessa farinha e o res-
pectivo preço.

O
QUANTIDADE (kg) 1 2 3 4 5

C IV
PREÇO (R$) 3 6 9 12 15

MATEMÁTICA
O S
b. Construa o gráfico que mostra a relação entre massa e preço.

C LU
R$

109
12

O C
N X
9
SI E
6
O
EN S

3
E U

0
D E

1 2 3 4 kg
A LD

c. As grandezas envolvidas são diretamente proporcionais?


Sim.
EM IA

2. Avaliação Nacional No exercício 2, tomando


qualquer um dos pontos em
Uma torneira está aberta, enchendo de água um tanque. O volume V de água, em litros, que ela destaque no gráfico como
ST ER

despeja no tanque é indicado no gráfico a seguir. referência, temos:


Volume = 0,5 L = 0,5 L/min
Tempo 1 min
V(L)
SI AT

1,5
M

0,5

0
0 t(min)
0,5 1 1,5 2 2,5 3

É possível observar que o volume V é dado em função do tempo t, em minutos, em que a torneira
está aberta. Além disso, o volume de água que é despejado é constante.
Nesse caso, a constante de proporcionalidade entre as grandezas volume e tempo é dada por
a. 0,5 L/s. b. 2 L/min. c. 3 L/min. d. 0,5 L/min. e. 0,5 min/L.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 109 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
3. Um motorista fez uma análise do rendimento de seu veículo quando abastecido com etanol. Ele ob-
servou que, em média, o veículo tem um consumo de 12 km/L. Com base nesse consumo, complete o
quadro com as informações pedidas e construa um gráfico com base nas informações desse quadro.

ETANOL (L) 1 2 3 4

DISTÂNCIA (km) 12 24 36 48

litros

O
5

C IV
4
CAPÍTULO 1

O S
3

C LU
2
110

O C
1

N X
SI E
O
0
12 24 36 48 km
EN S

Exercícios propostos
E U

4. O gráfico ao lado mostra como duas grandezas estão Volume (L)


D E

variando. De acordo com a observação do gráfico, volu- 4

me e tempo, nesse caso, são diretamente proporcionais?


A LD

Justifique sua resposta.


3
Não, pois o gráfico não é uma linha reta.
EM IA

2
ST ER

1
SI AT

0
1 2 3 4
Tempo (s)

5. Tomando como referência 5. O gráfico ao lado mostra o fluxo de


THE SKYDIVER/DREAMSTIME

um dos pontos do gráfico, f (L)


água, em litros por minuto, que de-
M

temos:
terminado purificador fornece ao
14 L = 2 L/min consumidor. 42
7 min
A constante de proporcionalidade
entre as grandezas fluxo por tem-
28
po é de
a. 1 L/min
b. 2 L/min
14
c. 3 L/min
d. 2 L/s
e. 3 L/s
0 7 14 21 t (min)

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 110 24/09/2019 19:30


Módulo 13 | Taxa de variação

Exercícios de aplicação
Logo no primeiro exercício,
1. A tabela mostra alguns valores de caixas de leite vendidas em uma padaria. Uma funcionária criou destacar para os alunos que
essa tabela para facilitar a obtenção do preço total de quantidades mais vendidas. é possível considerar quais-
quer dois pares de valores
para o cálculo, além do que
QUANTIDADE DE CAIXAS 2 3 4 5 6 é dado. Entretanto, uma vez
que foram definidos os va-
PREÇO (R$) 5,00 7,50 10,00 12,50 15,00

O
lores para a quantidade de
caixas, devemos considerar
De acordo com as variações de preço e quantidade, responda ao que se pede. os respectivos valores para

C IV
o preço. Comentar, também,
a. As grandezas envolvidas são diretamente proporcionais? a importância de se indica-

MATEMÁTICA
rem, corretamente, as uni-

O S
Sim.
dades de medida envolvidas.
b. Sendo q a quantidade de caixas, e p o preço, complete o esquema seguinte, que mostra o cálculo

C LU
da taxa de variação.

111
Δq = 3 – 2 = 1

O C
e

N X
Δp = 7,50 – 5,00 = 2,50

Logo:
SI E 2,50 reais
Δp
O
= = 2,50 reais/caixa
Δq
1 caixa
EN S

2. Um gerador elétrico de uma indústria utiliza diesel para a produção de energia. De acordo com a
E U

quantidade de energia produzida, de forma constante, a taxa de variação observada no consumo de


combustível é de 3,5 L/h. Sobre essa situação, responda ao que se pede.
D E

a. Quantos litros de diesel devem ser consumidos em 30 minutos de uso?


A LD

Considerando que 30 min = 0,5 h:


3,5 ∙ 0,5 = 1,75
EM IA
ST ER
SI AT

Haverá um consumo de 1,75 L.

b. Uma quantidade de 22,75 litros de diesel será suficiente para fornecer energia por quanto tempo?
M

Tomando um dos pares de valores como referência, temos:


22,75 ÷ 3,5 = 6,5

Será suficiente para 6,5 horas.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 111 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
No exercício 3: 3. Observando um gráfico que mostra a variação de duas grandezas x e y, um estudante destacou as
Δy = (24 – 8) km = 16 km = coordenadas de dois pontos: (5, 8) e (15, 24). Ele verificou que o gráfico que mostra a variação dessas
Δx (15 – 5) L 10 L grandezas é uma reta, e y aumenta à medida que x também aumenta. Se x é uma medida dada em
= 1,6 kml/L litros, e y é uma medida dada em quilômetros, qual deve ser a taxa de variação?
a. 3 km/L
b. 9 km/L
c. 1,4 km/L
d. 1,8 km/L
e. 1,6 km/L

O
C IV
Exercícios propostos
CAPÍTULO 1

O S
4. Em uma indústria, duas máquinas, com a mesma capacidade de produção, conseguem produzir,
juntas, 48 000 peças em um dia. Instalando-se mais três máquinas, com mesma capacidade de

C LU
produção que as outras duas, consegue-se fabricar um total de 120 000 peças por dia. Relacionando
o número de máquinas e de peças produzidas por dia para outros valores, pode-se construir um
112

gráfico que representa a variação dessas grandezas diretamente proporcionais. Assim, qual deve ser

O C
a taxa de variação?

N X
SI E Δ (peças) = pf – pi = 120 000 – 48 000 = 72 000
Δ (máquina) = mf – mi = 5 – 2 = 3
Δ (peças) = 72 000 = 24 000 peças/máquina
Taxa de variação =
O
Δ (máquina) 3
EN S
E U
D E

A taxa de variação é de 24 000 peças/máquina.


A LD

No exercício 5: 5. O gráfico mostra uma variação proporcional entre duas grandezas.


Δm = 90 – 60 = 30 =
Δv 12 – 8 4
EM IA

Massa (g)
= 7,5 g/cm3
ST ER

90
SI AT

60
M

30

0 4 8 12 Volume (cm3)

A taxa de variação, nesse caso, é de


a. 75 g/cm³
b. 30 g/cm³
c. 7,5 g/cm³
d. 6,5 g/cm³
e. 7,05 g/cm³

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 112 24/09/2019 19:30


Módulo 14 | Variação linear

Exercícios de aplicação
1. Um funcionário de uma empresa de telefonia está estudando uma nova forma de cobrança para um
plano. Ele pretende cobrar um valor fixo mensal de 6 reais, acrescidos de 0,50 real por minuto de
ligação. Existirá a possibilidade de o cliente pagar por fração de minuto, como pagar 0,25 real por
0,5 min de ligação. Sobre essa situação, faça o que se pede.
a. Sendo x o tempo de ligação, e y o valor total a ser pago, escreva uma sentença que relacione
essas duas grandezas.

O
y = 0,50x + 6

C IV
b. Complete o quadro com alguns valores atribuídos para o tempo x.

MATEMÁTICA
O S
TEMPO (s) 0 2 3 6

C LU
VALOR (R$) 6,00 7,00 8,00 9,00

113
c. Com base nos valores do quadro, trace o gráfico que relaciona x com y.

O C
N X
y
SI E
O
10
EN S
E U

8
D E
A LD

6
EM IA

4
ST ER

2
SI AT

0 x
M

1 2 3 4 5 6

2. Considere duas grandezas representadas pelas letras x e y. Identifique quais das relações a seguir
indicam uma proporção direta entre x e y.
a. y = 7 · x b. y = 3x + 10
Há proporção direta. Não há proporção direta.

c. y = x d. y = –2x – 9
Há proporção direta. Não há proporção direta.

e. y = –5x f. y = x + 1
Há proporção direta. Não há proporção direta.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 113 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
3. Na sentença dada, o 3. A sentença p = 3 + 12t mostra a relação entre duas grandezas p e t. A representação da relação entre
coeficiente que multiplica essas grandezas é uma reta, e a taxa de variação é
t é 12, que indica a taxa de
variação. a. 3
b. 4
c. 9
d. 12
e. 15

4. Duas grandezas, x e y, relacionam-se de acordo com a seguinte sentença y = 2x + 1. Ao traçar o gráfico

O
dessa relação, obtém-se uma reta. Determine a coordenada do ponto em que a reta deve cruzar o eixo y.
Deve cruzar no ponto (0,1).

C IV
CAPÍTULO 1

Exercícios propostos

O S
C LU
5. Duas grandezas, x e y, variam de acordo com a sentença y = 0,5x + 0,5.
a. A forma como essas grandezas variam é chamada de variação linear?
114

O C
Sim.

b. Complete a tabela a seguir de acordo com a relação dada.

N X
SI E
O
x 0 1 2 3 4

y 0,5 1 1,5 2 2,5


EN S

c. Com base nos valores do quadro, trace o gráfico que relaciona x com y.
E U

y
D E

3
A LD

2
EM IA
ST ER

1
SI AT

0 x
1 2 3 4 5
M

6. Total = 550 + 3% do fatu- 6. Um vendedor de uma loja recebe comissão, ou seja, uma porcentagem sobre o total faturado no
ramento mês com suas vendas. Além disso, recebe mensalmente uma ajuda de custo de 550 reais. Chaman-
Total = 550 + 0,03 · fatura- do de T o total recebido por esse vendedor em determinado mês e de f o total faturado com suas
mento
vendas, a igualdade que mostra uma relação entre T e f, sabendo-se que sua comissão representa
T = 550 + 0,03 · f 3% do faturamento, é
a. T = 3 + f
b. T = 550 + 3f
c. T = 550 + 0,3 · f
d. T = 550 + 30 · f
e. T = 550 + 0,03 · f

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 114 24/09/2019 19:30


Módulo 15 | Variação do quadrado

Exercícios de aplicação
b ∙h Aproveitar o exercício 1 para
1. A área A de um triângulo com base b e altura h pode ser obtida por meio da fórmula A = . Há retomar o cálculo da área do
2
triângulos em que a medida da altura é igual à medida da base. Sobre esse tipo de triângulo, consi- triângulo.

derando que sua base tenha medida x, para certa unidade, responda ao que se pede.
a. Escreva a fórmula que permite calcular a área desse triângulo.

O
C IV
Sendo a altura com a mesma medida da base x, temos:
A= x ∙ x = x
2

2 2

MATEMÁTICA
O S
C LU

115
O C
b. Complete a tabela que indica a área A desse tipo de triângulo, de acordo com a medida da base
dada em certa unidade.

N X
SI E x 1 2 3 4

A 0,5 2 4,5 8
O
EN S

2. Na circunferência, a medida do perímetro é diretamente proporcional à medida do diâmetro. Da ra- 2. O estudo sobre a área do
zão entre essas medidas, tem origem o valor aproximado de 3,14, denominado π (pi). A área do círculo círculo será desenvolvido,
E U

em detalhes, em capítulo
toma como referência o valor de π e a medida r do raio, com base na seguinte relação: A = π ∙ r2. específico sobre áreas. En-
Admitindo π = 3,14, complete o quadro a seguir de acordo com a medida do raio dada. tretanto, neste momento,
D E

apresentamos a fórmula
dessa área no intuito de
A LD

RAIO (cm) 1 2 3 4 relacionar os conceitos de


proporção e razão ao tema.
ÁREA (cm²) 3,14 12,56 28,26 50,24
EM IA

3. Observe o sistema de irrigação mostrado na imagem. No exercício 3, item c, verifi-


car se os alunos estão consi-
ST ER

derando, de forma equivoca-


MAÍLSON PIGNATA/DREAMSTIME

da, a nova área como apenas


o dobro da área antiga, em
função de o raio ter se dupli-
SI AT

cado. Aproveite para reforçar


a variação do quadrado por
meio deste exemplo.
M

Supondo que o sistema gire em torno do próprio eixo, irrigando uma área circular, responda ao que
se pede.
a. O jato de água formado na figura lembra-nos uma curva muito estudada em variações do qua-
drado. Qual é o nome dado a esse tipo de curva?
O nome é parábola.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 115 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
b. Supondo que o raio de alcance da água desse sistema seja de 20 m, qual será a medida, em me-
tros quadrados, da área irrigada? (Considere π = 3,14 e A = π ∙ r2 a fórmula que determina a área
A do círculo em função do raio r).

A = 3,14 · 20²
A = 3,14 · 400
A = 1 256 m²

A área será de 1 256 m².

O
C IV
c. Caso o sistema de irrigação tenha um alcance de 40 m, portanto o dobro do anterior, qual será a
medida da área irrigada? Essa área corresponderá a quantas vezes a área anterior?
CAPÍTULO 1

O S
C LU
A = 3,14 · 40²
A = 3,14 · 1 600
116

A = 5 024 m²

O C
N X
A área será de 5 024 m². Ela corresponderá a quatro vezes a área anterior.

SI E
Exercícios propostos
O
EN S

4. As áreas de duas figuras relacionam-se de acordo com a sentença y = 0,1x2, com x ≥ 0. Complete o
E U

quadro com os valores pedidos. Depois, represente os pontos obtidos e trace o gráfico. Você deve
perceber que será formada uma linha curva, como ocorre com a variação do quadrado.
D E

x 0 1 2 3 4 5 6
A LD

y 0 0,1 0,4 0,9 1,6 2,5 3,6


EM IA

4
ST ER
SI AT

3
M

0 x
1 2 3 4 5 6

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 116 24/09/2019 19:30


5. Duas grandezas, x e y, variam conforme a relação y = 3x². Nesse caso, se o valor de x duplica, o res- No exercício 5, atribuindo
pectivo valor de y é multiplicado por um valor aleatório para x,
como x = 1, temos:
a. 2 y = 3 ∙ 12 = 3 ∙ 1 = 3
b. 3 Para x = 2 (dobro do valor
c. 4 anterior), temos:
y = 3 ∙ 22 = 3 ∙ 4 = 12
d. 9
De y = 3 para y = 12, o valor é
e. 12 multiplicado por 4.

O
Módulo 16 | Variação do cubo

C IV
Exercícios de aplicação

MATEMÁTICA
O S
1. Duas grandezas, t e m, variam de acordo com a seguinte relação: t = 2 m3: No exercício 1, reforçar que,
se a medida da aresta (medi-

C LU
Complete o quadro a seguir com alguns dos valores de t e m. Depois, responda ao que se pede. da linear) é multiplicada por
3, o volume é multiplicado
pelo cubo desse fator, ou

117
m 0 1 2 3 4 seja, 3³, que corresponde a

O C
27. A mesma situação é váli-
da para qualquer outro fator,

N X
t 0 2 16 54 128 como indicado no item c, em
que o aluno deve pensar em
SI E
a. De m = 1 para m = 3, o valor é triplicado. Por qual número o respectivo valor de t é multiplicado?
4³, ou tomar como referência
valores da tabela.
É multiplicado por 27, pois 54 : 2 = 27.
O
EN S

b. Qual potência de base 3 corresponde ao número dado no item anterior?


E U

Corresponde a 3³.
D E

c. Se o valor de m é multiplicado por 4, por qual valor o volume é multiplicado?


A LD

É multiplicado por 64.

2. No texto teórico, apresentamos a fórmula que determina a medida do volume V de uma esfera em
EM IA

O exercício 2 reforça essa


função de seu raio r. Com base nessa fórmula, faça o que se pede. ideia, mas aplicada no cál-
culo do volume da esfera.
a. Complete o esquema que mostra o cálculo do volume da esfera para o raio medindo 1 unidade.
ST ER

Reforçar esse fato com os


alunos.
4
4 4
V= ∙π 1 3
= ∙π∙ 1 = ∙π
3 3
3
SI AT

b. Agora, complete o próximo esquema, que mostra o cálculo do volume da esfera para o raio me-
dindo 3 unidades.
M

4 4 4
V= ∙π 3 3
= ∙ π ∙ 27 = 27 ∙ ∙π
3 3 3

c. De acordo com os resultados obtidos nos dois itens anteriores, triplicando-se a medida do raio,
por qual valor o volume inicial foi multiplicado?
Foi multiplicado por 27.

d. Qual potência de base 3 corresponde ao número dado no item anterior?


Corresponde a 3³.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 117 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
Exercícios propostos
3. Comparando duas grandezas x e y, um pesquisador chegou à seguinte relação entre elas: y = 0,1x3.
Admitindo x ≥ 0, complete o quadro com os valores pedidos, represente os pontos obtidos e trace o
gráfico. Você deverá perceber que será formada uma linha curva, como ocorre com a variação do qua-
drado, embora não seja uma parábola.

x y
y

O
0 0
7

C IV
1 0,1
CAPÍTULO 1

O S
2 0,8 6

C LU
3 2,7
5
118

4 6,4

O C
N X
4

SI E
O
3
EN S

2
E U
D E

1
A LD

0 1 2 3 4 x
EM IA

4. Antônio, professor de Geografia, utiliza, em sua aula, um


ST ER

ZHURAVLEVAMARIA/DREAMSTIME

globo terrestre, em formato esférico, que representa a


Terra. Nesse globo, alguns países se apresentam tão pe-
quenos que é quase impossível visualizá-los.
Então, o professor Antônio pensou em comprar um glo-
SI AT

bo cujo raio fosse o triplo do raio do globo terrestre que


vinha usando. É correto afirmar que o volume do globo
terrestre novo é equivalente a
M

a. 2 vezes o volume do globo terrestre antigo.


b. 3 vezes o volume do globo terrestre antigo.
c. 4 vezes o volume do globo terrestre antigo.
d. 16 vezes o volume do globo terrestre antigo.
e. 27 vezes o volume do globo terrestre antigo.

No exercício 4, se triplicarmos
o raio, o volume antigo ficará
multiplicado por 3³ = 27.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 118 24/09/2019 19:30


Módulo 17 | Proporção inversa

Exercícios de aplicação
1. Um estudo é realizado por um funcionário de uma fábrica para verificar a possibilidade de aquisição No exercício 1, indicamos
de novas máquinas, a fim de agilizar a produção de algumas peças. Todas as máquinas consideradas que o tempo necessário para
produzir uma peça é curto,
no estudo têm o mesmo ritmo de produção. Além disso, o tempo para a produção de cada peça é podendo ser desconsidera-
muito curto e será desconsiderado neste estudo. De acordo com essa ideia, complete o quadro a do no estudo, uma vez que,
seguir, que relaciona a quantidade de máquinas e o tempo necessário para produzir o mesmo lote na prática, esse fato pode ter
de peças. influência. Como exemplo,

O
comentar que, nos casos
em que há um tempo para
TOTAL DE MÁQUINAS 1 2 3 4 5 secagem ou esfriamento

C IV
de uma peça, mesmo que
TEMPO (min) 120 60 40 30 24 haja muitas máquinas, esse

MATEMÁTICA
tempo deve ser considerado,

O S
não podendo variar.
2. Observe a seguinte relação entre duas grandezas, x e y, sendo x > 0.

C LU
1
y=2· No exercício 2, verificar se é
x
necessário retomar o cálculo
Sobre essa relação, responda ao que se pede:

119
do inverso de uma fração.

O C
a. Complete a tabela, que associa alguns valores de x com alguns valores de y.

N X
1 3 5
x 1 2
SI E 2 2 2

4 4
y 4 2 1
O
3 5
EN S

b. As grandezas x e y são inversamente proporcionais. Qual é a constante de proporcionalidade


entre y e x?
E U

A constante é 2.

c. Considerando os valores da tabela, construa um esboço do gráfico.


D E
A LD

y
4
EM IA
ST ER

3
SI AT

2
M

0 1 2 3 x

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 119 24/09/2019 19:30


CAPÍTULO 1
3. Um prêmio de loteria, no valor de 60.000 reais, será dividido entre os ganhadores. Sendo y o prê-
mio individual pago a cada ganhador e x o número de ganhadores, faça o que se pede.
a. Escreva uma sentença que relaciona y e x.
y = 60.000
x
b. Com base na sentença escrita, complete o quadro a seguir, que indica algumas possibilidades
para o número de ganhadores ou para o prêmio individual.

NÚMERO DE
1 2 4 12 15
GANHADORES

O
PRÊMIO
15.000 5.000

C IV
60.000 30.000 4.000
INDIVIDUAL (R$)
CAPÍTULO 1

O S
Exercícios propostos

C LU
4. Várias torneiras, com mesma vazão de água, devem ser instaladas em um tanque. Cada torneira,
120

O C
individualmente, enche o tanque em um tempo de 12 horas. Com base nessa informação, complete
o quadro que indica o tempo total para encher o tanque, de acordo com o número de torneiras

N X
abertas desde o início. Depois, represente graficamente essa situação, observando que não teremos
o traçado de uma linha, mas apenas a indicação dos pontos.
SI E
O
NO DE TORNEIRAS 1 2 3 4 6 12

TEMPO (h) 12 6 4 3 2 1
EN S
E U
D E

12
A LD

10
EM IA
ST ER

8
Tempo (h)
SI AT

6
M

0 2 4 6 8 10 12
Número de torneiras

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 120 24/09/2019 19:30


1
5. Duas grandezas, t e m, variam conforme a relação t = 0,5 ∙ . Qual é o valor de t para m = 0,1?
m

t = 0,5 ∙ 1 = 0,5 = 5
0,1 0,1

O
O valor de t é 5.

C IV

MATEMÁTICA
Módulo 18 | Variação com o inverso do quadrado

O S
Exercícios de aplicação

C LU
360
1. Certa relação entre duas grandezas, t e s, é dada por t = . Fazendo uso de uma calculadora, cal-

121
s2

O C
cule os valores pedidos no quadro. Depois, responda ao que se pede.

N X
s 1 2 3 4 5
SI E
O
t 360 90 40 22,5 14,4

a. Quando o valor de s duplica, por qual número o valor de t é dividido?


EN S

É dividido por 4.
E U

b. Quando o valor de s triplica, por qual número o valor de t é dividido?


É dividido por 9.
D E

2. Enem
A LD

A resistência mecânica S de uma viga de madeira, em forma de um paralelepípedo retângulo, é


diretamente proporcional à sua largura (b) e ao quadrado de sua altura (d) e inversamente propor-
cional ao quadrado da distância entre os suportes da viga, que coincide com o seu comprimento (x),
conforme ilustra a figura.
EM IA

A constante de proporcionalidade k é chamada de resistência da viga.


ST ER
SI AT
M

d
x

BUSHAW, D. et al. Aplicações da Matemática escolar. São Paulo: Atual, 1997.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 121 24/09/2019 19:30


No exercício 2, temos: A expressão que traduz a resistência S dessa viga de madeira é
s ∙ x2 = k
b ∙ d2 k ∙ b ∙ d2
a. S =
x2
S é diretamente proporcional
a (b). k∙b∙d
b. S =
S é diretamente proporcional x
a (d²). k ∙ b ∙ d2
S é inversamente proporcio- c. S =
x
nal a (x²).
k ∙ b2 ∙ d
S= k ∙ b ∙ d
2
d. S =
x2 x

O
k ∙ b ∙ 2d
e. S =
2x

C IV
CAPÍTULO 1

O S
3. Em um estudo sobre Engenharia, um estudante concluiu que uma grandeza T é inversamente
proporcional ao quadrado de uma grandeza p. Sobre essa ideia, responda ao que se pede.

C LU
a. Escreva a fórmula que relaciona T e p.

T= 1
122

O C
p2
b. Se o valor de p for duplicado, o que ocorrerá com o valor de T?

N X
O valor de T será dividido por 4.

SI E
O
Exercícios propostos
EN S

4. No texto teórico, analisamos um exemplo de variação com o inverso do quadrado, que diz respeito
E U

à intensidade de uma onda sonora com base na potência e na distância. A relação mostrada foi:
D E

p
I=
4 ∙ π ∙ d2
A LD

Em que:
P = potência em watts (W)
EM IA

d = distância de onde se mede a intensidade relativa ao ponto de origem da onda (como um


alto-falante), em metros (m)
I = intensidade da onda em W/m²
ST ER

Com base no que foi comentado na teoria, considerando que a intensidade (I) e a distância (d)
são grandezas que variam com o inverso do quadrado, explique o que ocorre com a intensidade
quando:
SI AT

a. duplicamos a distância;
A intensidade fica reduzida à sua quarta parte.
M

b. triplicamos a distância.
A intensidade fica reduzida à sua nona parte.

No exercício 5, aplicando as 5. Um estudante, verificando a variação entre duas grandezas, x e y, que assumem valores apenas
propriedades da potencia- positivos, chegou à seguinte fórmula: y = (3x)–2. Uma forma alternativa de escrever essa fórmula é
ção, temos:
a. y = –6x2 1
y = (3x)-2 = 1 = 1 d. y =
(3x)2 9x2 6x2
b. y = 9x2
1
e. y =
1 9x2
c. y = 2
3x

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 122 24/09/2019 19:30


Módulos 1 e 2
1. Para preparar um produto concentrado para a limpeza de piso, faz-se uma diluição com água. De
acordo com a razão dada entre a quantidade do produto e a quantidade de água, misturaram-se
400 mL do produto com 250 mL de água. Qual escrita fracionária, em sua forma irredutível, indica a
razão entre a quantidade de produto e a quantidade de água?

O
C IV
Quantidade de produto = 400 ml = 8
Quantidade de água 250 ml 5

MATEMÁTICA
O S
C LU
A razão é 8 .
5

123
O C
Módulos 3 e 4

N X
2. Complete a descrição sobre a propriedade fundamental das proporções.
SI E
Em uma proporção, o produto dos
O
meios é igual

ao produto dos extremos . Exemplo:


EN S

6 4
= ⇒ 9 ∙ 4 = 6 ∙ 6
9 6
E U
D E

Módulos 5, 6 e 7
A LD

3. Usando numerais ordinais, organize a ordem de aplicação da regra de três.

Aplicar a propriedade
Verificar se as grandezas Organizar, em uma tabela,
EM IA

fundamental das
são direta ou inversamente as informações sobre as
proporções, resolvendo a
proporcionais. medidas das grandezas.
equação obtida.
ST ER

2º 3º 1º
SI AT

Módulos 8, 9 e 10
4. Complete em fração e em número decimal as equivalências da escrita em forma de porcentagem.
M

9
9% = = 0,09
100

Módulo 12

5. Quando se representa graficamente uma variação entre grandezas diretamente proporcionais, qual
é o tipo de gráfico construído?
Uma reta.

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 123 24/09/2019 19:30


RAZÃO

O
C IV
CAPÍTULO 1

O S
C LU
Proporção
124

O C
N X
Regra de três Porcentagem
SI E
O
Proporção direta
EN S
E U

Variação linear
D E
A LD

Variação do quadrado
EM IA

Variação do cubo
ST ER
SI AT

Proporção inversa
M

Variação com o inverso


do quadrado

Proporção e gráficos

065a124_CO_EF_09_INFI_91_1B_LV_01_MI_DMUL_PR_DMAT_G010_p4.indd 124 24/09/2019 19:30


MICROGEN/ISTOCKPHOTO
GRUPO

AÇÃO E REAÇÃO
2

O
C IV
O S
C LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD

“No início do século 13, a atividade científica recomeçou, desen-


EM IA

cadeada pela tradução para o latim, que era a língua oficial da


ciência e da Igreja no Ocidente, de muitos tratados científicos dos
filósofos e matemáticos naturalistas da Grécia. Os manuscritos
ST ER

desses livros foram preservados nas bibliotecas da Europa Orien-


tal e do Oriente Médio em três idiomas: grego, sírio e árabe; e fo-
ram transferidos para a Europa Ocidental por três canais: pelos
árabes, que conquistaram a Espanha, pelos cruzados, no cami-
SI AT

nho de volta para a Europa do Oriente Médio, e pelos saques de


Constantinopla em 1204, durante sua ocupação pelos francos da
Quarta Cruzada.
M

Durante os próximos 300 anos, esses livros foram disseminados


para todas as universidades recém-fundadas da Europa Ociden-
tal e constituíram o material de ensino para uma nova geração de
cientistas, de onde surgiram as grandes mentes que deram ori-
gem à Revolução Científica do Renascimento: Copérnico, Kepler,
Galileu, Huygens, Leibniz, Descartes e Newton.”

Harry Varvoglis

A impulsão dos nadadores na virada olímpica pode ser explicada pelo princípio
da ação e reação de Isaac Newton. Os nadadores, ao empurrar a parede da
piscina, recebem de volta um empurrão de mesma intensidade, que impulsiona
o movimento em sentido contrário.

CO_EF_09_INFI_02_1B_LV_01_MI_DMUL_iniciais_G020_p2.indd 3 09/09/2019 14:19


MA PA I N T E R D I S C I P L I N A R
Este mapa mostra ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para
um trabalho interdisciplinar.

O
LÍNGUA

C IV
PORTUGUESA MATEMÁTICA
Argumentação, artigo de

O S
Números reais,
opinião, cultura digital, potenciação e radiciação
regência verbal, crase e

C LU
produção de texto
BI CS EF
EDUCAÇÃO LP CS HI
FÍSICA
FÍSICA

O C
Movimento
Modalidades cíclicas retílineo uniforme e

N X
e triatlo uniformemente variado
SI E
HI
O
MA BI LP GE HI
EN S
E U

ARTE QUÍMICA
GRUPO
Construtivismo,

2
D E

Fenômenos, substâncias,
suprematismo,
misturas e separação
abstracionismo e escola
A LD

de misturas
de Bauhaus
Ação e reação
CS HI LP GE HI
EM IA
ST ER

CIÊNCIAS
BIOLOGIA
SI AT

SOCIAIS
Evolução da vida
Dúvida e conhecimento
M

AR LP GE HI
GEOGRAFIA HISTÓRIA
Europa: aspectos Sociedade republicana,
naturais e formação Primeira Guerra Mundial
dos povos e Revolução Russa

HI BI LP LP AR

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL INICIAIS_G2.indd 10 23/09/2019 14:10


MA
O
C IV
O S
N X
SI E
O

C LU
O C TE
EN S


PÁG.
E U

64 CAPÍTULO 2
Números reais e potenciação
D E
A LD

86 CAPÍTULO 3
Racidiciação
EM IA
ST ER

TICA
SI AT
M

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 63 24/09/2019 19:55


CAPÍTULO

2 NÚMEROS REAIS
E POTENCIAÇÃO

O
C IV
O que pode existir em comum entre organizar objetos
OBJETIVOS DO GRUPO no armário de uma cozinha e os números? Simples,
MATEMÁTICA

classificação e organização. Afinal, quando organizamos

O S
• Reconhecer um número
irracional como um algo, sejam utensílios usados na cozinha ou apenas os

C LU
número real cuja números, é interessante que eles passem por algum tipo de
representação decimal é classificação, facilitando identificação, localização e uso.
infinita e não periódica Assim como conhecer bem onde se encontram objetos em uma
64

cozinha, como pratos ou copos, ajuda-nos a economizar tempo

O C
e estimar a localização
de alguns deles na reta e ter mais eficiência no preparo de uma comida, reconhecer

N X
numérica. bem os diversos tipos de números também pode auxiliar a
• Resolver e elaborar organização do pensamento na resolução de situações-problema.
SI E
problemas com números
reais, inclusive em
O
notação científica.
• Reconhecer e empregar
EN S

unidades usadas para


expressar medidas
E U

muito grandes ou
muito pequenas.
• Reconhecer os conjuntos
D E

numéricos.
A LD

• Aplicar as propriedades
da potenciação.
• Reconhecer que, uma
vez fixada uma unidade
EM IA

de comprimento,
existem segmentos de
ST ER

reta cujo comprimento


não é expresso por
número racional.
• Efetuar cálculos
SI AT

com números reais,


inclusive potências com
expoentes fracionários.
M

• Reconhecer radicais e
aplicar as propriedades
da radiciação.
• Aplicar o conceito de
frações equivalentes
na racionalização de
denominadores.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 64 24/09/2019 19:55


M
SI AT
ST ER

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 65


EM IA
A LD
D E
E U
EN S
O
SI E
N X
O C
C LU
O S
C IV
O
KAZOKA30/ISTOCKPHOTO

65 MATEMÁTICA

24/09/2019 19:55
Embora o conjunto dos números Módulo 19
reais já tenha sido apresentado
aos alunos do 8o ano, nesta coleção,
acreditamos ser importante reto-
mar esse estudo, em função de sua
NÚMEROS REAIS
grande aplicação nos conteúdos Desde que você deu início aos seus estudos, ainda nos primeiros anos, co-
algébricos e aritméticos que serão
estudados ao longo do 9o ano. meçou a identificar os modelos mais elementares de números, que são usa-
De acordo com a abertura deste ca- dos para contar objetos de uma coleção, chamados de números naturais.
pítulo, associamos a classificação
dos conjuntos numéricos a outros Conforme os estudos foram avançando, outros tipos de números foram
tipos de organização e classificação apresentados a você, como frações e números decimais e negativos. Outros

O
presentes em diversas áreas, como
logística, disposição de remédios ainda surgiram mais recentemente nesta coleção, no 8o ano, conhecidos
em uma prateleira e grupos ali-
como números irracionais.

C IV
mentares. Na leitura do boxe “Gru-
po temático”, reforçar que a habili- Cada um deles teve uma razão, uma necessidade de existir, e a linha que
dade de classificação e organização
CAPÍTULO 2

O S
dos números auxilia não apenas na seguimos no aprendizado de cada um deles se liga um pouco à própria
Matemática, mas também em ou-
criação desses conjuntos, à medida que se tornaram necessários.

C LU
tras áreas do conhecimento. Pedir
aos alunos que se manifestem so-
bre o que precisa ser recordado ou
66

reforçado nesse tema.

O C
GRUPO TEMÁTICO

N X
Números em ação
SI E Há uma lei no estudo da Física conhecida como terceira (3a) lei de Newton. Ela é
conhecida como lei da “ação e reação” e, basicamente, diz que, para toda ação,
existe uma reação de mesmo valor, mesma direção e sentido oposto. Não é exata-
O
mente o que ocorre na evolução da Matemática, mas podemos pensar o seguinte:
os conjuntos numéricos foram desenvolvidos e organizados com base em situa-
EN S

ções práticas do cotidiano. Assim, por meio de “ações” praticadas em diferentes


áreas do conhecimento e que fazem uso de números, houve, e ainda há, uma
E U

“reação” da Matemática no sentido de fornecer raciocínio lógico e estrutura de


pensamento apoiados na organização de conjuntos numéricos estruturados para
auxiliar diversos estudos em que o uso de números seja necessário.
D E
A LD

Para prosseguir os estudos no 9o ano, é interessante retomar a classifica-


ção de cada um desses conjuntos numéricos, para que você possa sempre
EM IA

organizar seu pensamento e compreender melhor as propriedades envol-


vidas em cada tipo de operação. De acordo com essa ideia, temos:
ST ER

Conjunto dos números naturais (ℕ)


SI AT

ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, ...}


M

Conjunto dos números inteiros (ℤ)


ℤ = {..., –4, –3, –2, –1, 0, +1, +2, +3, +4, ...}

Conjunto dos números racionais (ℚ)


ℚ =� a | a ∈ ℤ, b ∈ ℤ*�
b

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 66 24/09/2019 19:55


Exemplos

ℚ = �..., −5, ... −0,5, ..., 2 , ... + 20, ...�


3

Conjuntos dos números irracionais (𝕀)


Os números irracionais são aqueles que não podem ser escritos sob a forma
de uma razão entre dois inteiros, como ocorre com os números racionais.
De maneira geral, são formados por decimais não exatos e não periódicos.

O
Perceba que certos conjuntos numéricos são subconjuntos de outros con-

C IV
juntos numéricos. Por exemplo, todo número natural é também um núme-
ro inteiro. Assim, dizemos que ℕ está contido em ℤ e indicamos, matema-

MATEMÁTICA
O S
ticamente, como ℕ ⊂ ℤ.

C LU
De maneira geral, considerando os conjuntos citados, temos:

67
O C
ℕ⊂ℤ⊂ℚ

N X
Observe que o conjunto dos números irracionais não está contido em ne-
SI E
nhum desses conjuntos anteriores. Afinal, se ele não é racional, também
não será inteiro ou natural.
O
Entretanto, a união de racionais com irracionais forma o conjunto dos
EN S

números reais (ℝ).


É possível visualizar essas relações por meio do seguinte diagrama:
E U


D E

ℚ 𝕀
A LD



EM IA
ST ER
SI AT

Conclui-se, então, que os números reais formam um conjunto numérico


que abrange todos os números dos demais conjuntos numéricos estudados
anteriormente.
M

Representação na reta
No capítulo anterior, fizemos uso recorrente de gráficos, construídos em
um plano cartesiano. Esse plano usa dois eixos perpendiculares entre si no
ponto (0, 0). Cada um dos eixos é a representação geométrica dos infinitos
números reais, ou seja, uma reta numerada é a representação geométrica
dos números reais em que cada ponto está associado a um dos infinitos
números reais. Perceba com isso que, de forma intuitiva, já fazíamos uso
da ideia de números reais. Agora, você tem a oportunidade de organizar e
sistematizar esse conhecimento.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 67 24/09/2019 19:55


O estudo sobre a potenciação já foi desenvolvido nesta coleção, Módulos 20 e 21
e suas propriedades foram estudadas nos últimos três anos. No
entanto, em razão de sua importância para o cálculo algébrico
apresentado no 9o ano e do estudo sobre radicais no próximo
capítulo, é necessário que os alunos façam uma rápida revisão
POTENCIAÇÃO
sobre o tema, inclusive demonstrando, de forma algébrica, al- A potenciação é uma operação que tem relação muito pró-
gumas de suas propriedades, como a do expoente zero e a do
expoente inteiro negativo. xima com a multiplicação, pois sua ideia elementar se re-
laciona justamente com a multiplicação de fatores iguais.
Veja um exemplo, com indicação de seus termos.

O
Expoente

C IV
25 = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 32
CAPÍTULO 2

O S
Base Potência

C LU
68

O C
De maneira geral, essa ideia da potenciação pode ser
indicada como: an = a · a · a · a · ... · a, sendo a ∊ ℝ e n ∊ ℕ,

N X
SI E com n > 1. n fatores

Entretanto, podemos estender o estudo da potencia-


O
ção para expoente inteiro menor que 2, incluindo, nesse
EN S

caso, o zero e os inteiros negativos. Por definição, para


n = 1, temos a¹ = a. Há, também, a possibilidade de o ex-
E U

poente ser fracionário, ideia que será explorada no pró-


D E

ximo capítulo.
Para continuar o estudo da potenciação com expoente
A LD

inteiro – positivo, negativo, ou nulo – retomaremos algu-


mas de suas principais propriedades já apresentadas nes-
ta coleção em anos anteriores. Acompanhe com atenção.
EM IA

Propriedades da potenciação no conjunto


ST ER

dos números reais


SI AT

1ª propriedade: produto de potências de mesma base


M

ab · ac = ab+c

a ∊ ℝ, b e c ∊ ℤ

Exemplos
a. 35 · 3² = 35+² = 37
b. 10-8 · 10¹² = 10-8+¹² = 104

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 68 24/09/2019 19:55


2ª propriedade: divisão de potências de mesma base

ab ÷ ac = ab – c

(a ∊ ℝ*, b e c ∊ ℤ)

Exemplos

O
a. 78 ÷ 76 = 78-6 = 7²
b. (−2)6 ÷ (−2)5 = (−2)6-5 = (−2)¹

C IV

MATEMÁTICA
O S
3ª propriedade: potência de um produto

C LU
(a · b)c = ac · bc

69
O C
N X
(a ∊ ℝ, b ∊ ℝ, c ∊ ℤ)

Exemplos
SI E
O
a. (4 · 3)² = 4² · 3²
b. [(−5) · (−7)]³ = (−5)³ · (−7)³
EN S
E U

4ª propriedade: potência de um quociente


D E
A LD

(a ÷ b)c = ac ÷ bc

(a ∊ ℝ, b ∊ ℝ*, c ∊ ℤ)
EM IA

Exemplos
ST ER

a. (10 ÷ 2)5 = 105 ÷ 25


b. [(−4) ÷ (−2)]³ = (−4)³ ÷ (−2)³
SI AT

5ª propriedade: potência de uma potência


M

(ab)c = ab ∙ c

(a ∊ ℝ, b e c ∊ ℤ)

Exemplos
a. (5³)² = 5³ ∙ ² = 56
b. [(−3)4]² = (−3)4 ∙ ² = (−3)8

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 69 24/09/2019 19:55


Atenção!
Sobre essa última propriedade, devemos destacar a importân-
cia do sinal de parênteses, pois, caso não esteja presente, tere-
mos uma potência no expoente. Veja a diferença na escrita e na
respectiva interpretação.
52³ = 5²·²·² = 58
(5²)³ = 5² · 5² · 5² = 5²+²+² = 5³·² = 56

O
Expoente zero

C IV
Particularmente para o expoente zero e base diferente de zero, a potência
CAPÍTULO 2

O S
é sempre 1, ou seja, a0 = 1, sendo a ∊ ℝ*.

C LU
Podemos demonstrar essa igualdade seguindo uma linha de raciocínio
com base na 2ª propriedade e na divisão de potências iguais. Veja.
70

O C
ab = 1 (A divisão de um número diferente de zero por si mesmo é sempre 1.)

N X
ab
SI E
O
Em contrapartida, aplicando a 2ª propriedade, temos:
EN S

ab = ab-b = a0
ab
E U
D E

Logo, das duas igualdades anteriores, temos que a0 = 1.


A LD

Expoente inteiro negativo


Seguindo uma linha de raciocínio semelhante à anterior e adotando a0 = 1,
EM IA

como acabamos de demonstrar, temos:


ST ER

1 = a0 = a0 – b = a-b
ab ab
SI AT

Comparando a expressão inicial com o resultado obtido, temos:


M

1 = a-b , (a ∊ ℝ* e b ∊ ℤ)
ab

De maneira análoga, temos ainda:

a −n = b n
, (a ∊ ℝ*, b ∊ ℝ* e n ∊ ℤ)
b a

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 70 24/09/2019 19:55


Módulos 22 e 23 O estudo sobre a notação científica
já foi apresentado nesta coleção, em

NOTAÇÃO CIENTÍFICA anos anteriores. Antes de iniciar o as-


sunto utilizando o livro, é interessan-
te questionar os alunos sobre o que
Um número escrito no sistema de numeração decimal, como os números sabem a respeito de potências de
base 10. De acordo com a participa-
naturais, recebe esse nome justamente pelo fato de usar a base 10, isto é, as ção deles, é possível conduzir a aula
trocas ocorrem de 10 em 10, como 10 unidades que formam uma dezena, ou para uma revisão mais profunda ou
mais rápida.
10 dezenas que formam uma centena. Nesse contexto, um número natural
pode ser escrito na chamada forma polinomial, com a escrita de base 10.

O
Exemplo

C IV
2 345 = 2 · 1 000 + 3 · 100 + 4 · 10 + 5 · 1 = 2 · 10³ + 3 · 10² + 4 · 10¹ + 5 · 100

MATEMÁTICA
O S
Em cada uma das parcelas, encontramos uma forma de escrita denomi-

C LU
nada notação científica, como 2 · 10³ ou 3 · 10², ou ainda 4 · 10¹.

71
O C
De maneira geral, uma expressão é escrita na chamada notação
científica quando apresenta as seguintes condições de escrita:

N X
a ∙ 10n
SI E
OSendo 1 ≤ a < 10, e n ∊ ℤ.

Nas condições dadas, o fator a que multiplica a potência de base 10 é um


número que apresenta apenas um algarismo na parte inteira. Veja exem-
EN S

plos de números escritos em notação científica.


E U

a. 4 · 105
b. 5,6 · 107
D E

c. 3,05 · 10-8
A LD

d. 1,1 · 10-6
A escrita de um número em notação científica tem como base a escrita
de potências de base 10, e sua escrita é muito fácil, com uma regra simples.
EM IA

Veja alguns exemplos.


ST ER

Potências de base 10 com expoente inteiro positivo


O expoente indica a quantidade de zeros nas potências de base 10.
SI AT

a. 1 000 = 10³
b. 100 000 = 105
M

Potências de base 10 com expoente inteiro negativo


O valor absoluto do expoente indica quantas casas decimais tem a potência
de base 10.
a. 0,001 = 10-³
b. 0,000 01 = 10-5
Nesse último caso, também podemos considerar que o valor absoluto do
expoente indica o total de algarismos zero da potência de base 10 que an-
tecedem o primeiro algarismo significativo.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 71 24/09/2019 19:55


O uso de notação científica passará a De acordo com os exemplos mostrados, observe que a escrita de um nú-
ser, a partir do 9o ano, mais recorrente
no estudo das ciências, seja em Física mero em notação científica tem como base a decomposição do número em
ou em Química. Dessa forma, é impor- dois fatores, em que um deles é uma potência de base 10, e, o outro, um nú-
tante que os alunos compreendam
esse conceito muito bem, pois servirá mero no intervalo indicado, maior ou igual a 1 e menor que 10. Veja alguns
de ferramenta para o estudo de con-
teúdos nessas disciplinas.
exemplos de transformação.
a. 6 000 = 6 · 1 000 = 6 · 10³
b. 430 000 = 4,3 · 100 000 = 4,3 · 105
c. 0,005 = 5 · 0,001 = 5 · 10-³

O
d. 0,000 045 = 4,5 · 0,000 01 = 4,5 · 10-5

C IV
CAPÍTULO 2

NA PRÁTICA

O S
C LU
Notação científica
A escrita de notação científica ganhou força à medida que números de muitos algarismos passaram
a ser usados. Esse fato ocorreu, de maneira geral, com o avanço de várias ciências, destacando as
72

O C
relacionadas ao estudo do Universo, como a Astronomia, e outras ligadas à Biologia ou à Medicina,
no estudo de estruturas celulares cada vez menores. Afinal, com o avanço do estudo nessas áreas,

N X
distâncias cada vez maiores e elementos cada vez menores foram descobertos, sendo necessários
números de muitos algarismos para representar distâncias, massas e outras medidas ou quantidades.
SI E

RICHLEGG/ISTOCKPHOTO
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA

JAMESBENET/ISTOCKPHOTO
ST ER
SI AT
M

Microscópios cada vez mais avançados, como os eletrônicos, permitem o estudo


de elementos cada vez menores. Em contrapartida, telescópios cada vez mais
potentes, como o Hubble, permitem o estudo de astros cada vez mais distantes.

Apenas como curiosidade, a massa de um átomo de hidrogênio é de aproximadamente


0,00000000000000000000000166 g. Por meio desse exemplo, percebe-se que escrever, ler e operar
com esses números pode não ser uma tarefa muito rápida. Mesmo com auxílio de modelos comuns de
calculadora, não é possível trabalhar com esses números, em função da grande quantidade de algaris-
mos. Entretanto, escrevendo-o na forma de notação científica, temos a seguinte escrita: 1,66 · 10-²4 g.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 72 24/09/2019 19:55


No exemplo mostrado sobre a massa do átomo de hidrogênio, observe que
o grama pode não ser uma unidade de medida tão conveniente, embora EXPLORE MAIS
possamos usá-lo. Considerando também as medidas de comprimento des- Nanociência e as
sas estruturas minúsculas, invisíveis a olho nu, unidades menores que o pequenas medidas
milímetro passaram a ser usadas com mais frequência por cientistas. Duas De unidades de compri-
mento tão pequenas,
dessas unidades são o micrômetro e o nanômetro. como o nanômetro, surgiu
a necessidade de desen-
Operações com notação científica volver uma linha de estu-
do específica a partir das

O
Se a leitura e a escrita de números com muitos algarismos tornam-se mais últimas décadas do século
XX, a nanociência. Acesse o
fáceis quando representadas em notação científica, operar com números

C IV
link e descubra mais curio-
escritos nessa forma também pode ser mais simples, sobretudo se conside- sidades sobre esse ramo

MATEMÁTICA
O S
rarmos a dificuldade de uso de modelos comuns de calculadora, com limite tão promissor de estudo
e as relações das unidades
de algarismos no visor.

C LU
envolvidas com a escrita
As operações com esse tipo de escrita são muito semelhantes às opera- de potências de base 10.
Disponível em: <coc.pear.
ções com monômios. Veja um exemplo de cada operação elementar.

73
sn/7eNmqNX>.

O C
N X
SI E Adição
6 · 105 + (7 · 105) =
O
= (6 + 7) · 105 = 13 · 105
EN S
E U

Subtração
D E

8 · 10-² − (5 · 10-²) =
= (8 − 5) · 10-² = 3 · 10-²
A LD
EM IA

Multiplicação
(3 · 10-8) · (2 · 10¹5) =
ST ER

= 3 · 2 · 10-8 · 10¹5 = 6 · 107


SI AT

Divisão
M

(8 · 10¹7) ÷ (2 · 10¹5) =
= 8 · 10¹7 = 4 · 10²
2 · 10¹5

Observe que, nas operações anteriores, fazemos uso de técnicas de fa-


toração nas operações de adição e de subtração, sendo a potência de base
10 o fator comum. Além disso, nas demais operações, propriedades da po-
tenciação, como o produto ou quociente de potências de mesma base, são
importantes, e muito úteis.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 73 24/09/2019 19:55


CAPÍTULO 2
NÚMEROS REAIS E POTENCIAÇÃO
Módulo 19 | Números reais

Exercícios de aplicação
1. Na teoria, comentamos que a orga-

PEOPLEIMAGES/ISTOCKPHOTO
nização de elementos nos auxilia
em sua classificação e seu uso, como
ocorre com objetos nas prateleiras
de uma cozinha. Essa classificação

O
e organização também ocorrem em
relação aos conjuntos numéricos.

C IV
Em uma farmácia, por exemplo, os
medicamentos são organizados em
CAPÍTULO 2

O S
prateleiras de acordo com algum
critério específico. Cite outras três

C LU
situações em que a classificação au-
xilia na organização e no uso.
74

O C
N X
Sugestão: Palavras indicadas em um dicionário, produtos em um estoque e produtos nas gôndolas de um supermercado.
SI E
O
EN S
E U

2. Complete as lacunas com o símbolo ∈ (pertence) ou ∉ (não pertence), estabelecendo relações cor-
retas entre números e conjuntos.
D E

a. –5 ∉ ℕ
A LD

b. 0,3 ∊ ℚ

c. 8 ∊ ℕ
EM IA

d. 0,7... ∊ ℚ

e. –3 ∊ ℤ
ST ER

3. Analisando cada afirma- f. –0,45 ∊ ℝ


ção feita, temos: 2
g. ∉ ℤ
SI AT

a. Incorreta, pois zero é um 3


número natural.
h. 2 ∊ ℝ
b. Incorreta, pois todo nú-
mero inteiro é um número
M

racional. 3. Desenvolvendo um estudo sobre conjuntos numéricos, um estudante do 9o ano começou a anotar
c. Correta algumas observações da última aula. Uma anotação correta que ele poderia escrever é que
d. Incorreta, pois é o contrá- a. o número 0 não é exemplo de um número natural.
rio, ou seja, o conjunto dos
b. há número inteiro que não é considerado um número racional.
números naturais está conti-
do no conjunto dos números c. o conjunto dos números reais é formado por números racionais e irracionais.
racionais.
d. o conjunto dos números racionais está contido no conjunto dos números naturais.
e. Incorreta, pois, como o
conjunto dos números intei- e. o conjunto dos números inteiros tem mais elementos que o conjunto dos números racionais.
ros está contido no conjunto
dos números racionais, há 4. Dê dois exemplos de números reais que sejam maiores que –2 e menores que –1. Indique um des-
mais elementos no conjunto ses exemplos na forma fracionária.
dos números racionais que
no conjunto dos números Sugestão: –1,9, – 3 e –1,01
inteiros. 2

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 74 24/09/2019 19:55


a
5. Dizemos que um número racional é um número que pode ser escrito na forma , sendo a e b nú-
b
meros inteiros, com b diferente de zero. Entretanto, o número representado pela letra do alfabeto

grego é um exemplo de número irracional e indica o quociente entre o perímetro c da circunferên-


c
cia e o diâmetro d, ou seja, = . Converse com os colegas e o professor, explicando o motivo pelo
d
qual, apesar de ser uma razão, não é racional.
Apesar de representar o resultado de uma divisão, os termos envolvidos nela não são, simultaneamente, inteiros. As-

sim, se a medida do diâmetro for dada por um número inteiro, o mesmo não ocorre com a medida do comprimento da

O
circunferência e vice-versa.

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

75
O C
N X
SI E
Exercícios propostos
O
EN S

6. Toda pessoa que nasce na cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, é curitibana. Ao mesmo
tempo, em se tratando do estado de nascimento, é chamada também de paranaense. Entretanto,
E U

como há várias outras cidades nesse estado, pode-se afirmar:


D E

Todo curitibano é também paranaense,


A LD

mas nem todo paranaense é curitibano.

De acordo com essa ideia, complete corretamente a sentença a seguir com as palavras racional e real.
EM IA

Todo número racional é também um número real ,


ST ER

real racional
mas nem todo número é um número .

7. Cite dois exemplos de números para cada conjunto, mas que sejam diferentes dos demais exemplos.
Sugestão: 3 e 7
SI AT

a. Naturais:

b. Inteiros: Sugestão: –4 e 9
M

c. Racionais: Sugestão: 2,5 e 0,33...

d. Irracionais: Sugestão: π e 2

e. Reais: Sugestão: 10 e –18

8. Qual dos conjuntos numéricos listados a seguir contém os outros quatro indicados? 8. Dos conjuntos citados
nas alternativas, o conjunto
a. Reais dos números reais é o que
contém os outros quatro
b. Inteiros conjuntos.
c. Naturais
d. Racionais
e. Irracionais

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 75 24/09/2019 19:55


CAPÍTULO 2
Módulos 20 e 21 | Potenciação

Exercícios de aplicação
O exercício 1 tem como ob- 1. Quando a potência apresenta base negativa, é muito importante o uso do sinal de parênteses, in-
jetivo enfatizar a ideia de dicando qual é a base. O mesmo ocorre quando a potência tem base fracionária. Sobre essa ideia,
que o sinal de parênteses é
muito importante nos casos
acompanhe cada um dos quatro cálculos seguintes e, depois, faça o que se pede.
em que a base é negativa ou
fracionária. Na lousa, mos-
trar aos alunos cada um dos
I. (−2)4 = −2 · −2 · −2 · −2 = +16

O
exemplos dados, reforçando II. −24 = −2 · 2 · 2 · 2 = −16
essa ideia.
2
2
III. =2·2= 4

C IV
5 5 5 25
2² 2 · 2
= =4
CAPÍTULO 2

IV.

O S
5 5 5

C LU
a. Considerando o quadro anterior, escreva qual é a base da potência em cada um dos cálculos,
completando as lacunas no quadro seguinte.
76

O C
CÁLCULO A BASE DA POTÊNCIA É...

N X
I –2
SI E
O
II 2

2
III
EN S

5
E U

IV 2
D E

b. Com base nas observações anteriores, calcule corretamente cada potência.


A LD

1 4 1
(–5)² +25 – +
256
4
EM IA

–4² –16 – 1² +
1
8 8
ST ER

–7³ –343 – 3² 9
SI AT


7 7
M

3 ² 9
(–6)³ –216 – +
4 16

c. Traduza na escrita de potenciação e calcule

• o quadrado de menos sete; (–7)² = +49

(–2)³ = –8
• o cubo de menos dois.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 76 24/09/2019 19:55


2. Aplique a propriedade de potenciação que trata do expoente negativo e calcule o que se pede em
cada item.

1 1
a. 4-³ +
64
b. (−4)−¹ −
4

1 −2 1
c. 25 d. (+6)−³
5 216

O
C IV
1 3 −2 4
e. 8-² f.
64 2 9

MATEMÁTICA
O S
C LU
1 −3 2 −3 27
g. – –8 h. – −
2 3 4

77
O C
Um dos objetivos do exercí-
3. Nos cálculos de potências com base negativa, o sinal do resultado (potência) tem relação direta com

N X
cio 3 é retomar um estudo já
o expoente, sendo positivo se o expoente for par, ou negativo se o expoente for ímpar. Veja dois apresentado nesta coleção,
exemplos com potências de base negativa. em anos anteriores. Entre-
SI E
(−4)² = (−4) · (−4) = +16 ... (expoente par, resultado positivo) tanto, neste momento, am-
pliamos a discussão e a re-
(−4)³ = (−4) · (−4) · (−4) = −64 ... (expoente ímpar, resultado negativo) flexão no campo da álgebra.
O
Reforçar essas relações com
De acordo com essa ideia, complete corretamente as lacunas na sentença genérica a seguir.
os alunos, pois são base im-
EN S

Na potência (a)n = b, sendo a < 0, temos: portante para cálculos com


potência.
E U

• Para n par, b é positivo , ou seja, b > 0.

n negativo
D E

• Para ímpar, b é , ou seja, b < 0.


A LD

4. Faça uso de propriedades da potenciação e determine o valor final de cada expressão envolvendo
potências.
a. 4-³ ÷ 4-¹ b. (−2)9 · (−2)-¹¹
EM IA

4-³ ÷ 4-¹ = (−2)9 · (−2)-¹¹ =


= 4-³-(-¹) = = (−2)9+(-¹¹) =
ST ER

= 4-³+¹ = = (−2)-² =
1 1
= 4-² = = =
(−2)2 4
1 1
= =
SI AT

42 16
M

c. [(−3) · (−4)]² d. [(−5) ÷ (−3)]³

(–3)² ∙ (–4)² = (−5)³ ÷ (−3)³ =


= 9 ∙ 16 = = (−125) ÷ (−27) =
= 144 125
=
27

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CAPÍTULO 2
No exercício 5, temos: 5. Avaliação Nacional
2-²
= 2–2 – (4) = 2² = 4 Ao efetuar a divisão de 2-² por 2-4, o resultado é
2-4
O número 4 é par. a. um número irracional menor que 1.
b. um número irracional maior que 1.
c. um número racional menor que 1 e com forma decimal exata.
d. um número inteiro negativo.
e. um número par.

6. Escreva na forma mais simples a expressão a seguir, aplicando propriedades da potenciação.

O
55x – 6 ∙ 5–3x + 9 ÷ 52 + 2x

C IV
CAPÍTULO 2

O S
55x - 6 + (-³x + 9) - (² + ²x) =

C LU
= 55x - 6 - ³x + 9 - ² + ²x =
= 5¹ = 5
78

O C
N X
SI E
O
Exercícios propostos
7. Escreva cada expressão seguinte na forma de uma única potência.
EN S

a. (74)³ · (7-²)5 b. [(−9)5]4÷ [(−9)-6]-²


E U

= 74·3 ·7 2·5
= ( 9)5 · 4 ÷ ( 9) 6·( 2) =
D E

= 712 ·7 10
= = ( 9) ÷ ( 9) =
20 12

= 712+ ( 10 )
= = ( 9)
20 12
=
A LD

2
=7 = ( 9)
8
EM IA
ST ER
SI AT

( )( )
3 6
c. 2 2
· d. [(0,7)-7 ÷ (0,7)-9]4
5 5
M

4
( 9)
( 0,7) 7
=
( )
5
3 + ( 6)
2
= 4
5 = ( 0,7) 7+ 9
=

( )
3 5
4
2 = ( 0,7) 2
=
= =
5
= ( 0,7)
2·4
=

( ) ( )
( 3) ·( 5) 15
2 2
= = = ( 0,7)
8
5 5

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 78 24/09/2019 19:55


8. Determine o valor numérico da seguinte expressão: Por meio de expressões
como a apresentada no
exercício 8, os alunos têm
1 0
2 a oportunidade de retomar
2 conteúdos elementares,
1 como a divisão de frações.
+2 1
3 Verifique se estão seguros
sobre a resolução desse tipo
de expressão.
Se necessário, propor-lhes
expressões semelhantes
1 1 2 para que possam treinar.
−1 −

O
2 =2 2=
1 1 2 3
+ +
3 2 6 6

C IV
1

2
( (
1 6 3

MATEMÁTICA
= = − · =−

O S
5 2 5 5
6

C LU

79
O C
N X
9. Admitindo que a = 2, b = –3 e c = 4, calcule o valor numérico da seguinte expressão:
SI E
ab + ba + ca ∙ cb
O
EN S
E U

2 –3 + ( −3 ) + 42 · 4 –3 =
2

1
= + ( 9 ) + 42 + ( − 3 ) =
23
D E

1
= + 9 + 4− 1 =
8
A LD

1 9 1 1 72 2 75
= + + = + + =
8 1 4 8 8 8 8
EM IA
ST ER

10. Por qual potência podemos multiplicar 8-9 para que o resultado seja 1?
SI AT

Podemos multiplicar por 89, que corresponde ao inverso de 8−9.

11. Avaliação Nacional 11. Resolvendo a expressão


M

proposta, vem:
Mariana estudava propriedades de potenciação com sua amiga Lívia e propôs-lhe a resolução da
[(−5)−² ∙ (-5)]² =
seguinte expressão: [(−5)-² ∙ (−5)]². Se Lívia usar corretamente as propriedades de potenciação, ela
= [(−5)−² + ¹]²=
deverá concluir que o valor correspondente a essa expressão é dado por
= [(−5)-¹]²=
1
a. – = [(−5)(-¹)]. ²=
25 = [(−5)-²=

b. 1
1
= 1 =
(-5)2 25
625
1
c.
25
d. –5
e. 25

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CAPÍTULO 2
Módulos 22 e 23 | Notação científica

Exercícios de aplicação
O exercício 1 procura reto- 1. Transforme a escrita de cada número para a escrita de um número natural ou decimal. Depois, con-
mar relações já estudadas verse com os colegas e o professor sobre uma regra prática, em relação à posição da vírgula e do
nos anos anteriores. Por
essa razão, é possível que os
expoente, para que essas transformações sejam realizadas de maneira mais direta.
alunos façam as transforma-
ções de maneira mais direta, a. 6 · 104 = 60 000 b. 4 · 109 = 4 000 000 000
considerando o expoente e

O
o sentido de deslocamento. c. 5,2 · 10³ = 5 200 d. 4,17 · 107 = 41 700 000
Essa reflexão pode ser feita
oralmente, mas é possível

C IV
também permitir que fa- e. 7 · 10-² = 0,07 f. 8 · 10-4 = 0,000 8
çam anotações no caderno,
sob sua orientação. g. 1,2 · 10-² = 0,012 h. 3,19 · 10-6 = 0,000 003 19
CAPÍTULO 2

O S
2. Considerando as transformações realizadas no exercício anterior, escreva cada número natural ou de-

C LU
cimal em notação científica, fazendo as transformações mentalmente e escrevendo as equivalências.

a. 8 000 000 000 = 8 · 109


80

O C
b. 50 000 000 = 5 · 107

N X
SI E c. 37 000 000 = 3,7 · 107

d. 512 000 000 000 = 5,12 · 10¹¹


O
e. 0,000 7 = 7 · 10-4
EN S

f. 0,000 009 = 9 · 10-6


E U

g. 0,000 000 85 = 8,5 · 10-7


D E

h. 0,000 004 13 = 4,13 · 10-6


A LD

O exercício 3 merece uma 3. As expressões seguintes não estão escritas na forma de notação científica. Faça as adequações
atenção maior em função necessárias na posição da vírgula e do expoente para que sejam escritas nesse tipo de notação.
dos ajustes que devem ser
feitos. Observar como os
EM IA

alunos fazem esses ajustes a. 50 · 109 = 5 · 10¹0


nos casos em que o expoen-
te é negativo. b. 351 · 10¹² = 3,51 · 10¹4
ST ER

c. 0,4 · 10-8 = 4 · 109


SI AT

d. 0,037 · 10-²0 = 3,7 · 10-²²

4. Considere que a massa de 1 átomo de oxigênio seja de aproximadamente 2,7 · 10−²³ g. Com base
nesses dados, qual deverá ser a massa aproximada de 8 · 10²0 átomos de oxigênio?
M

8 · 10²0 · 2,7 · 10−²³ =


= 8 · 2,7 · 10²0 · 10−²³ =
= 21,6 · 10−³ = 0,0216

A massa deverá ser de 0,0216 g.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 80 24/09/2019 19:55


5. O telescópio espacial Hubble é uma Sugerir aos alunos que aces-

ESA/HUBBLE & NASA, W. SARGENT ET AL.


das incríveis façanhas alcançadas sem o site oficial da Nasa
sobre o telescópio Hubble,
pelos cientistas. Lançado para a a fim de explorarem várias
órbita terrestre em 1990, esse au- outras informações sobre
dacioso projeto concebido déca- ele, incluindo uma linha do
das antes permitiu ao ser humano tempo.
conhecer mais a fundo o Universo Disponível em: <https://coc.
em que vive. As imagens obtidas pear.sn/eC9dYvG>. Acesso
em: abr. 2019.
extrapolam as fronteiras do Siste-
ma Solar. O trecho a seguir, de uma

O
reportagem publicada em um site
em março de 2019, mostra uma das

C IV
mais recentes descobertas desse
telescópio. Leia-o e, depois, respon-

MATEMÁTICA
da ao que se pede.

O S
Imagem captada pelo telescópio Hubble.

C LU

81
Recentemente, o Telescópio Hubble, da NASA, captou duas imagens

O C
surpreendentes do espaço. Em uma delas, é possível ver inúmeras es-

N X
trelas, mais especificamente 200 bilhões delas. Especialistas da agência
espacial acreditam que a maioria das estrelas dentro dessa galáxia têm
SI E cerca de 6 bilhões de anos.
A galáxia com 200 bilhões de estrelas é chamada de Messier 49 (M49),
O
enquanto a segunda imagem é um registro da galáxia Messier 28 (M28).
De acordo com o comunicado da NASA, especialistas acreditam que am-
EN S

bas as galáxias foram avistadas pela primeira vez em 1771, pelo astrô-
E U

nomo francês Charles Messier.[...]


Disponível em: <coc.pear.sn/4AfTuU8>. Acesso em: abr. 2019.
D E
A LD

Escreva na forma de notação científica:


• o número total de estrelas mencionado no texto;
2 · 10¹¹
EM IA

• a idade que a maioria das estrelas dessa galáxia deve ter, de acordo com os especialistas.
ST ER

6 · 109

6. Um astrônomo que coordena uma pesquisa sugeriu à sua equipe que delimitassem um espaço ao redor
SI AT

da Terra para desenvolver algumas observações. Tendo a Terra como centro, o espaço a ser pesquisado

seria equivalente ao de uma esfera com raio medindo 3 ∙ 107km. Nessas condições e considerando que o
M

4
volume V de uma esfera é dado pela fórmula V = ∙ ∙r³, em que r é o raio da esfera, indique na forma
3
de notação científica o volume do espaço que deverão observar. Considere = 3,14.

V = 4 · π · r³ = 4 · 3,14 · (3 · 107)³ = 4 · 3,14 · 27 · 10²¹ = 113,04 · 10²¹ = 1,1304 · 10²³


3 3 3

O volume procurado é de 1,1304 · 10²³ km³.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 81 24/09/2019 19:55


CAPÍTULO 2
O exercício 7 procura explo- 7. Há modelos de calculadora capazes de efetuar operações com números dados na forma de notação
rar uma funcionalidade da científica. As calculadoras científicas costumam apresentar tal condição. Apenas como exemplo des-
calculadora científica as-
sociada ao cálculo com no-
se uso, siga o roteiro.
tação científica. Sugerimos I. No Google, abra uma calculadora científica digitando “Calculadora científica” no buscador.
que os alunos tentem seguir
os passos sozinhos, obser- II. Resolva a seguinte multiplicação: (2 · 108) · (3 · 109). Para isso, digite a sequência de teclas:
vando se eles conseguem
acompanhar uma sequência 2 × 1 0 xy 8 × 3 × 1 0 xy 9 =
lógica de comandos. Se ne-
cessário, intervir. Eles podem Observe que a tecla xy corresponde à potência em que o número digitado antes (10) é a base,
explorar outras operações enquanto o digitado logo após é o expoente (8 e, depois, 9).
do mesmo tipo, verificando

O
que o resultado geralmente III.Quando no resultado há a indicação “e”, significa que há muitos algarismos e a escrita foi abre-
é indicado dentro do padrão viada justamente para a forma de notação científica. A letra “e” é substituída pela base 10. Assim,

C IV
de notação científica, ainda em uma escrita como 5e + 22, temos a correspondência com 5 · 10²². Pensando nisso, escreva na
que o fator que multiplica a
forma usual o resultado encontrado no visor da calculadora para o cálculo proposto.
potência seja igual ou maior
CAPÍTULO 2

O S
que 10, ocorrendo um ajus- O resultado 6e + 17 corresponde a 6 · 10¹7.
te automático no fator e no

C LU
expoente.
8. Enem
A calculadora pode ser usa-
da para mostrar a transfor- A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) informou que o asteroide YU 55 cruzou o espaço entre
a Terra e a Lua no mês de novembro de 2011. A ilustração sugere que o asteroide percorreu sua
82

mação de uma notação cien-

O C
tífica para número inteiro ou trajetória no mesmo plano que contém a órbita descrita pela Lua em torno da Terra. Na figura, está
decimal, bastando digitar a indicada a proximidade do asteroide em relação à Terra, ou seja, a menor distância que ele passou

N X
expressão, como mostrado
no exercício, e, em seguida,
da superfície terrestre.
SI E
o sinal de igualdade.

O asteroide se aproximará
O
8. Analisando a figura, obser-
vamos que a menor distância o suficiente para que cientistas
possam observar detalhes
EN S

que o asteroide YU 55 passou


da Terra foi de 325 mil km = de sua superfície.
= 325 000 km = 3,25 · 105 km . Lua
E U

Terra
D E
A LD

Proximidade
da Terra:
325 mil km
EM IA
ST ER

Asteroide YU 55
Asteroide YU 55
SI AT

Tamanho: 400 m
de diâmetro, Passagem:
equivalente ao 8 de novembro
M

tamanho de um às 21h28min
porta-aviões (horário de Brasília)

Com base nessas informações, a menor distância que o asteroide YU 55 passou da superfície da
Terra é igual a
a. 3,25 · 10² km
b. 3,25 · 10³ km
c. 3,25 · 104 km
d. 3,25 · 105 km
e. 3,25 · 106 km

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Exercícios propostos
9. Utilizando propriedades da potenciação, efetue os cálculos e dê a resposta sob a forma de notação
científica.
a. (6,1 · 108) + (1,75 · 108) b. (9,3 · 10-9) − (6,9 · 10-9)

(6,1 + 1,75) · 108 = 9,3 − 6,9 · 10-9 =


= 7,85 · 108 = 2,4 · 10-9

O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU
c. (2,9 · 109) · (3 · 10-5) d. (6,39 · 10-5) ÷ (3 · 10-4)

83
2,9 · 3 · 109 · 10-5 = 6,39 · 10-5

O C
= = 2,13 · 10-5-(-4) =
3 · 10-4
= 8,7 · 109+(-5) = 8,7 · 104 = 2,13 · 10-5+4 = 2,13 · 10-¹

N X
SI E
O
10. Avaliação Nacional 10. A distância mencionada
EN S

é de 6 bilhões de quilôme-
Leia o texto. tros, isto é, 6 000 000 000 km.
E U

Escrevendo essa distância


na forma de notação cientí-
[...] No dia 14 de fevereiro de 1990, a sonda espacial Voyager 1 tirou uma fica, temos: 6 · 109 km.
D E

fotografia do planeta Terra de uma distância recorde de 6 bilhões de qui-


lômetros, cerca de 40 vezes e meia a distância entre o Sol e a Terra. Essa
A LD

é a distância aproximada até Plutão. Na foto, nosso planeta mal preenche


um pixel, um “pálido ponto azul” contra a imensidão do espaço. A ideia da
imagem foi do astrônomo e divulgador de ciência Carl Sagan, que conven-
EM IA

ceu os técnicos da Nasa a girar a sonda, reorientando-a para que tirasse


uma última foto da Terra. No dia 13 de outubro de 1994, num pronuncia-
ST ER

mento proferido na Universidade Cornell, onde lecionava, Sagan refletiu


sobre o significado daquela imagem:
“Não há melhor demonstração da folia humana do que essa imagem
SI AT

distante de nosso pequeno mundo. Ela deveria inspirar compaixão e bon-


dade nas nossas relações, mais responsabilidade na preservação desse
precioso ponto azul, nossa casa, a única.” [...]
M

GLEISER, Marcelo. O aumento da população mundial e a ameaça da predação planetária.


Folha de S.Paulo. Disponível em: <coc.pear.sn/pijNeUM>. Acesso em: out. 2016. Fragmento.

De acordo com as informações do texto, caso um astrônomo precise realizar alguns cálculos com a
distância da Terra em que a fotografia foi tirada, será interessante ele fazer uso da escrita em forma
de notação científica. Nesse caso, essa distância deverá ser escrita como
a. 6 · 106 km
b. 6 · 109 km
c. 6 · 10-9 km
d. 2,43 · 108 km
e. 2,43 · 10¹¹ km

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Módulo 19
1. Em relação aos conjuntos numéricos, assinale verdadeira V ou falsa F para cada afirmação seguinte.
a. V Todo número natural é um número inteiro.

b. V Há números racionais que não são números inteiros.

O
c. F Todo número real é, também, irracional.

C IV
d. V O conjunto dos números inteiros tem elementos que não são números naturais.
CAPÍTULO 2

O S
Módulos 20 e 21

C LU
2. Complete corretamente cada sentença sobre algumas das propriedades da potenciação.
a. Em uma multiplicação de potências de mesma base, mantém-se a base e adicionam-se
84

O C
os expoentes.

N X
b. Em uma potência de produto, cada um dos fatores da base ficam elevados ao

SI E expoente comum.

3. Ligue com um traço cada potência correspondente à expressão dada.


O
EN S

74² 78
E U
D E
A LD

(74)² 7¹6
EM IA
ST ER

74 · 7² 76
SI AT

Módulos 22 e 23
M

4. Complete corretamente as equivalências a seguir.


a. 5 · 107 = 50 000 000
6
b. 6,1 · 10 = 6 100 000

c. 4,1 · 10−9 = 0,000 000 004 1

d. 5,5 · 10−5 = 0,000 055

5. Cite três áreas de trabalho em que o uso de números escritos na forma de notação científica pode
ser mais recorrente.
Sugestão: Biologia, Astronomia e Química.

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O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

85
O C
NÚMEROS REAIS

N X
SI E
O
EN S
E U

Potenciação
D E
A LD

Propriedades da
EM IA

Notação científica
potenciação
ST ER
SI AT
M

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 85 24/09/2019 19:55


CAPÍTULO

3 RADICIAÇÃO

O
C IV
MATEMÁTICA

O S
C LU
86

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 86 24/09/2019 19:56


VUK8691/ISTOCKPHOTO
O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

87
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

Matematicamente falando, a queda livre de um paraquedista,


antes de abrir seu paraquedas, e os cálculos que abrangem
área ou medidas de figuras planas podem ter algo em comum:
operações envolvendo raízes.
A raiz de um número é calculada na operação conhecida como
radiciação, que é uma operação inversa da potenciação. Neste
capítulo, apresentamos um estudo mais detalhado sobre essa
que é uma das mais importantes operações matemáticas.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 87 24/09/2019 19:56


Neste início de capítulo, apresen- Módulo 24
tamos uma revisão sobre os con-
ceitos elementares da radiciação.
Na sequência, são apresentadas RADICIAÇÃO
as propriedades e operações com
raízes, além da simplificação e ra- Considerando que uma operação matemática admite uma operação inver-
cionalização de denominadores.
Parte de todo esse conteúdo já sa, a potenciação tem, na radiciação, sua operação inversa. A busca pela
foi explorado, nesta coleção, em raiz de um número pode ser tão antiga quanto cálculos envolvendo a ideia
anos anteriores. Aproveitar para,
inicialmente, fazer uma sondagem de potência. O termo raiz, em Matemática, pode estar associado, segundo
nos alunos, observando os conhe-
cimentos pregressos deles. alguns historiadores, à ideia de origem. Para alguns matemáticos da Anti-

O
guidade, todo número quadrado tinha uma origem, da mesma forma que
todo número cúbico, e assim por diante.

C IV
Dessa maneira, eles consideravam, por exemplo, que
CAPÍTULO 3

O S
• a origem do 9 é 3, pois 3² = 9;

C LU
• a origem do 25 é 5, pois 5² = 25.
Nesse contexto, de acordo com o quadrado de um número, teríamos a raiz
88

O C
(origem) quadrada. Se o número estiver elevado ao cubo, teremos a raiz
(origem) cúbica, e assim por diante.

N X
SI E O símbolo , chamado de radical, passou a ser usado em cálculos envol-
vendo a radiciação. Para alguns historiadores, ele seria uma variação da
letra r, inicial da palavra latina radix.
O
EN S

r→r→√→
E U

O símbolo de radical passou a ser usado, então, da maneira mostrada nos


D E

exemplos a seguir.
A LD

2
I. 9 = 3, uma vez que 3² = 9
EM IA

3
II. 8 = 2, uma vez que 2³ = 8
5
III. −32 = −2, uma vez que (−2)5 = −32
ST ER

De maneira geral, temos:


SI AT

Índice Radical
M

n
a =b bn = a
Radicando Raiz

Nos exemplos anteriores, é possível observar que, para índice par, só


existirá raiz de radicandos reais não negativos.
Ao mesmo tempo, para índice ímpar, existirá raiz no conjunto dos reais,
qualquer que seja o radicando real.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 88 24/09/2019 19:56


Observações
Se pensarmos em um número real que, elevado ao quadrado,
resulta em 25, chegaremos a dois números: +5 e –5.
(+5)² = 25
(–5)² = 25
Entretanto, quando falamos em raiz quadrada, por definição,
devemos buscar o número não negativo que, elevado ao qua-
drado, resulte no radicando. Raciocínio semelhante aplica-se

O
para qualquer raiz de índice par.
Além disso, o símbolo de radical sem o índice aparente ( ) indica,

C IV
2
por definição, uma raiz quadrada, ou seja: 9 = 9 .

MATEMÁTICA
O S
De maneira resumida, para um número real a qualquer:

C LU
• se a ≥ 0
n
a = b ⇔ bn = a,

89
O C
onde n é um número natural positivo e b é um número
real não negativo.

N X
• se a < 0
SI E
Devemos, nesse caso, considerar duas possibilidades: n
é par ou n é ímpar.
O
• Para n inteiro e par: não definimos a raiz nos reais
EN S

(ℝ).
E U

• Para n inteiro e ímpar: a raiz é um número real nega-


tivo.
D E

Cálculo de raiz por estimativa ou com o


A LD

uso da calculadora
O cálculo da raiz de um número pode ser feito por meio
EM IA

de algoritmos, ou por meio de estimativa ou, ainda, com


uso de uma calculadora. Além desses métodos, podemos fa-
ST ER

zer uso da decomposição do radicando em fatores primos.


Falaremos especificamente sobre esse método logo após o
estudo das propriedades da radiciação.
SI AT

A raiz de um número real pode ser exata, nos casos em


que o radicando é um quadrado perfeito. Como exemplo,
M

temos que 25 é exata, correspondendo ao número 5, uma


vez que o quadrado de 5 (5²) é 25. Logo, percebe-se que co-
nhecer as principais tabuadas pode ser um caminho inte-
ressante para o cálculo de raízes.
Entretanto, há muitas outras raízes que não são exatas,
como 20 . Afinal, não há um número natural, ou mesmo
decimal exato, cujo quadrado seja 20.
Ainda nesses casos, a tabuada pode ser útil para realizar-
mos estimativas. É por meio delas que podemos estimar valo-
res de raiz para radicandos relativamente pequenos, como 20.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 89 24/09/2019 19:56


De início, é importante reconhecer que 20 é um número irracional, com
infinitas casas decimais sem que formem um período. Assim, o que po-
demos fazer é chegar a um valor aproximado, com pelo menos uma casa
decimal, dependendo do contexto. Veja os passos que podemos seguir para
determinar, com aproximação de uma casa decimal, o valor de 20 .
1o passo
Fazemos uma primeira aproximação pensando em números inteiros:

O
4² = 16
5² = 25

C IV
Portanto:
CAPÍTULO 3

O S
4 < 20 < 5

C LU
2o passo
Como queremos uma aproximação de uma casa decimal, devemos buscar
90

um número racional entre 4 e 5 que, elevado ao quadrado, mais se aproxi-

O C
me de 20. Assim, temos:

N X
(4,1)² = 16,81
SI E (4,2)² = 17,64
(4,3)² = 18,49
O
(4,4)² = 19,36
EN S

(4,5)² = 20,25
E U

Por critérios de aproximação, 4,5 elevado ao quadrado está mais próximo


de 20. Logo, 20 ≈ 4,5.
D E

Podemos obter um número mais próximo de 20 e com mais casas decimais


A LD

fazendo uso de uma calculadora que tenha a função de raiz. Para isso, basta
digitar o número referente ao radicando e, depois, pressionar a tecla .
Alguns modelos de calcu-

LAMBERTO JESUS/ISTOCKPHOTO
EM IA

ladora, como as chamadas


calculadoras científicas, po-
ST ER

dem ter a ordem de digita-


ção invertida, devendo-se,
nesse caso, primeiramente,
SI AT

pressionar a tecla para,


depois, digitar o número re-
M

ferente ao radicando.

Calculadora com destaque para tecla de raiz.

Procedendo dessa forma, temos o seguinte valor aproximado para 20:

20 ≈ 4,472135954999579

Esse valor é aproximado e dado pelas primeiras 15 casas decimais das


infinitas existentes.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 90 24/09/2019 19:56


Módulos 25 e 26 Apresentamos, inicialmente, algumas das principais proprie-
dades da radiciação. Elas servem de base para outros cálculos,

PROPRIEDADES DA RADICIAÇÃO como simplificação de radicais e racionalização de denomina-


dores. Assim, é importante que os alunos compreendam e exer-
citem as propriedades para terem segurança na sua aplicação.
A radiciação, assim como outras operações, apresenta algu- Verificar a necessidade de revisar a diferença entre os termos
mas propriedades que podem ser úteis em certos cálculos, “não negativos” e “positivos”.
É possível que alguns alunos ainda façam confusão e conside-
principalmente na obtenção de raízes ou na simplificação rem que sejam expressões equivalentes.
de radicais, como mostraremos na sequência deste estudo.
Destacaremos, neste momento, quatro propriedades da ra-

O
diciação no conjunto dos números reais, mas com algumas
restrições para o radicando, indicado em cada uma delas, e

C IV
considerando sempre índice n dado por um número natu-

MATEMÁTICA
ral maior que 1, ou seja, n > 1. Acompanhe com atenção.

O S
1ª propriedade

C LU
Se a raiz do radical é igual ao expoente do radicando, temos

91
O C
que a raiz é igual à base da potência dada no radicando.
Generalizando:

N X
SI E
O
n
an = a

Sendo a um número real não negativo.


EN S

Exemplos
E U

a. 5 5² = 5
b. 3 7³ = 7
D E

5
c. 135 = 13
A LD

2ª propriedade
A raiz de um produto é o produto das raízes. Generalizando:
EM IA

n n n
a∙b=
ST ER

a∙ b

Sendo a e b números reais não negativos.


SI AT

Exemplos
2 2 2
a. 3∙5= 3 ∙ 5
M

3 3 3
b. 4∙7= 4 ∙ 7
4 4 4
c. 6∙8= 6 ∙ 8
A recíproca, isto é, o raciocínio inverso, também é válida.
Exemplos
2 2 2
a. 5 ∙ 20 = 5 ∙ 20
3 3 3
b. 2 ∙ 4 = 2∙4

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 91 24/09/2019 19:56


3ª propriedade
A raiz de um quociente é o quociente das raízes. Generali-
zando:

a n a
n =
b n b

O
Com a real não negativo e b real positivo.

C IV
Exemplos
5 2 5
CAPÍTULO 3

O S
2
a. 3 2 3

C LU
75 3 75
3 =
b. 4 3 4
92

O C
48 5 48
5 =
c. 30 5 30

N X
Assim como na propriedade anterior, a recíproca dessa
SI E
O
propriedade também é válida.

4ª propriedade
EN S

Essa propriedade trata de potências com expoente fracio-


E U

nário. Observe.
D E

a real positivo
b
n natural maior que 1
A LD

n
ab = a n

b natural

Exemplos
EM IA

3
ST ER

2
a. 5³ = 5 2
4
5
b. 104 = 10 5
SI AT

Essa propriedade pode ser particularmente útil nos casos


M

em que o expoente do radicando é múltiplo do índice. Veja.

6
2
a. 76 = 7 2 = 7³ = 343
5
5
b. 115 = 11 5 = 11¹ = 11

Esse último exemplo está relacionado à primeira proprie-


dade apresentada, que trata de expoente e índice iguais:
n
an = a.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 92 24/09/2019 19:56


Aplicações imediatas É importante que os alunos tenham contato com alguns exem-
plos que ilustrem a aplicabilidade das propriedades da radicia-
ção. Dessa forma, eles podem verificar que esse conhecimen-
Muitas podem ser as aplicações das propriedades da radicia- to tem significado e, com isso, não aprendam a propriedade
apenas pela propriedade. Durante o estudo de radicais, outras
ção, como apresentadas nos próximos módulos. Entretan- situações serão apresentadas nesse sentido.
to, considerando as propriedades mostradas e a recíproca
de cada uma delas, podemos ter aplicações mais imedia-
tas, que facilitam alguns cálculos de raízes. Acompanhe
alguns exemplos.

O
Exemplo 1
2 2

C IV
Calcular o valor da expressão 3 ∙ 12 .
Individualmente, cada raiz não é exata, sendo necessá-

MATEMÁTICA
O S
rio aproximar e estimar valores. Entretanto, podemos se-

C LU
guir o caminho:

2 2 2 2

93
3 ∙ 12 = 3 ∙ 12 = 36 = 6

O C
N X
2
Veja que calcular o valor de 36 é mais simples e direto
2 2
SI E
que calcular separadamente o valor de 3 e de 12 , multi-
plicando-os depois.
O
Exemplo 2
EN S

3
Calcular o valor da expressão 3 56.
7
E U

Como no exemplo anterior, individualmente, cada raiz


não é exata, sendo necessário aproximar e estimar valores.
D E

Aplicando a recíproca da ideia mostrada na terceira pro-


A LD

priedade, temos:

3
56 56 3
=3 = 8 =2
EM IA

3
7 7
ST ER

3
Novamente, percebe-se que calcular o valor de 8 é mais
3
simples e direto que calcular separadamente o valor de 56 e
3
de 7 , multiplicando-os depois.
SI AT

Exemplo 3
Calcular o valor da expressão 4 ∙ 9 ∙ 25.
M

O caminho natural para resolver esse cálculo, sem co-


nhecer as propriedades da radiciação, seria multiplicar
os fatores no radicando para, depois, determinar a raiz do
produto. Entretanto, um olhar mais atento mostra-nos que
cada um dos fatores é um quadrado perfeito. Aplicando a
segunda propriedade mostrada, que também é válida para
uma quantidade maior de fatores, temos:

4 ∙ 9 ∙ 25 = 4 ∙ 9 ∙ 25 = 2 ∙ 3 ∙ 5 = 30

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 93 24/09/2019 19:56


A simplificação de radicais faz uso de propriedades da Módulo 27
radiciação. Nesse contexto, é importante que os alunos
tenham consciência de que as propriedades das opera-
ções matemáticas têm por finalidade facilitar os cálculos
ou apresentar outros olhares sobre eles. Alguns alunos
SIMPLIFICAÇÃO DE RADICAIS
podem pensar que são apenas propriedades para serem Nem sempre uma raiz é exata e, como já mostramos, pode-
memorizadas, sem nenhuma aplicação prática.
-se procurar um valor aproximado. Outra situação que po-
demos encontrar é a simplificação do radical, no sentido
de obter um radicando menor, mais simples de operar. Há,
nesse contexto, outras aplicações, como nas operações que

O
serão mostradas ainda neste capítulo.

C IV
É importante reconhecer, desde o início, que na simpli-
ficação de radicais usaremos algumas propriedades mos-
CAPÍTULO 3

O S
tradas nos módulos anteriores. Acompanhe com atenção os
exemplos a seguir.

C LU
Exemplo 1
94

O C
Considerando o estudo anterior sobre raízes, temos que
2
50 não é exata. Entretanto, decompondo o radicando em

N X
fatores primos, temos:
SI E
O
50 = 5² ∙ 2
EN S
E U

Na sequência, aplicamos propriedades da radiciação:


D E

2
50 = 2 5² ∙ 2 = 2 5² ∙ 2 2 = 5 ∙ 2 2 = 5 2
A LD

A escrita 5 2, sem o sinal de multiplicação, é sempre en-


EM IA

tendida como uma multiplicação. Veja que o radicando 50


foi simplificado para o radicando 2.
ST ER

Exemplo 2
SI AT

Há casos em que a simplificação pode ser usada para cal-


cular o valor exato de uma raiz. Como exemplo, seguindo
um raciocínio semelhante, veja como podemos determinar
M

o valor de 3 216 .
Decomposição: 216 = 2³ ∙ 3³
Na sequência, aplicando propriedades da radiciação, te-
mos:

3
216 = 3 2³ ∙3³ = 3 2³ ∙ 3 3³ = 2 ∙ 3 = 6

De fato, 6³ = 216.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 94 24/09/2019 19:56


Módulos 28 e 29 Anteriormente, já foi mencionado
algo sobre a queda livre de um

APLICANDO CONHECIMENTOS corpo, mas apenas mostrando que


tempo e altura não são diretamen-
te proporcionais. No texto teórico
O estudo sobre radiciação tem diversas aplicações, sendo umas mais dire- dos módulos 28 e 29, exemplo 3,
retomamos essa ideia como forma
tas e óbvias no estudo da área de um quadrado ou do volume de um cubo, de aplicar o cálculo de radiciação.
e outras que você talvez ainda não conheça, como no estudo da queda livre Fazer essa relação com os alunos.
Discutir cada um dos exemplos
de um objeto. mostrados no texto teórico, sendo
A seguir, apresentamos alguns exemplos de aplicação da radiciação e, que alguns, como os dois primei-

O
ros, já devem ser de conhecimento
nos exercícios, é possível fazer ainda novas descobertas. deles, de acordo com o estudo so-
bre radiciação em anos anteriores

C IV
Exemplo 1 desta coleção. Verificar o que eles
se lembram desse fato.

MATEMÁTICA
Uma das primeiras aplicações do cálculo de raiz quadrada é na área de um

O S
quadrado. Afinal, considerando que a área A seja obtida pelo quadrado da

C LU
medida x do lado, podemos dizer que a medida do lado corresponde à raiz
quadrada da área. Veja no esquema.

95
O C
N X
Se A = x2,
SI E
O x
então x = A .
EN S

Assim, sendo 81 m² a área de um quadrado e x a medida de seu lado,


E U

devemos ter:
D E

x = 81 = 9
A LD

O lado mede 9 m.

Exemplo 2
EM IA

Seguindo um raciocínio semelhante ao anterior, a medida V do volume de


ST ER

um cubo corresponde ao cubo da medida x da aresta. Em contrapartida, a


medida x da aresta corresponde à raiz cúbica do volume. Veja.
SI AT

Se V = x³,
M

3
então x = V .
x

Se o volume de um cubo é de 27 m³, podemos obter a medida x da aresta


da seguinte forma:

3
27 = 3

A aresta mede 3 m.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 95 24/09/2019 19:56


Exemplo 3
JOGGIEBOTMA/ISTOCKPHOTO

Um corpo em queda livre, como ocorre com


um paraquedista ao cair, antes de abrir o
paraquedas, não estabelece uma proporção
direta entre tempo de queda e altura percor-
rida. As variáveis tempo (t) e altura (a) rela-
cionam-se por meio da seguinte fórmula:

O
t = 55a

C IV
CAPÍTULO 3

O S
Em que:
t = tempo, em segundos;

C LU
a = altura em que o corpo foi abandonado,
em metros.
96

O C
Observe que, nesse caso, temos o cálculo de raiz. Por exemplo, conside-

N X
rando que um corpo em queda livre percorreu uma altura de 20 metros, o
SI E
tempo de queda, em segundos, será obtido por:
O
t = 5 5∙ 20 = 100 = 10 = 2
EN S

5 5
E U

Esse corpo demorou 2 segundos para percorrer 20 metros.


D E

Exemplo 4
A LD

Em situações que recaem em cálculos envolvendo o teorema de Pitágoras,


é comum termos o cálculo de raiz. Como exemplo, acompanhe o raciocínio
para obter a medida h da altura de um triângulo equilátero em função da
EM IA

medida de seu lado.


De início, considere um triângulo equilátero ABC, mostrado na figura,
ST ER

com lado de medida L e altura de medida h.


A altura do triângulo equilátero tem como base o ponto médio M. Logo,
o ponto M divide o segmento CB em dois segmentos de mesma medida L
SI AT

2
cada um.
M

h L

C M B
L
2

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 96 24/09/2019 19:56


Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo ABM, temos a seguinte se-
quência de cálculos:

²
h² + L = L²
2
²
h² = L² – L
2

h² = L² – L²

O
4

C IV
h² = 4L² – L²
4

MATEMÁTICA
O S
h² = 3L²
4

C LU
h= 3L²
4

97
O C
h = 3 ∙ L²
4

N X
h= L 3
SI E
O 2

Observe que a fórmula obtida, h = L 3 , tem como base o cálculo da raiz


2
EN S

quadrada de 3. Além disso, precisamos usar algumas das propriedades da


E U

radiciação mostradas anteriormente. Elas podem ser aplicadas também no


uso dessa fórmula. Como exemplo, considerando que L = 6 cm, temos:
D E
A LD

h = L 3 = 6 ∙ 3 = 18
2 2 2
EM IA

Simplificando o radical obtido, vem:


ST ER

h = 18
2
= 3² ∙ 2 = 3² 2∙ 2 = 3 22
2
SI AT

Concluindo, a altura desse triângulo medirá 3 2 cm.


2
Adotando 2 ≈ 1,41, podemos determinar um valor aproximado para essa
M

altura:

h = 3 2 = 3 ∙ 1,41 = 2,115
2 2

Assim, a altura é de aproximadamente 2,115 cm.


Muitas outras situações podem usar a radiciação, seja em fórmulas pron-
tas, seja em deduzidas, incluindo a aplicação de propriedades nessas dedu-
ções. Quanto mais se treina, melhor fica a compreensão dessas situações.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 97 24/09/2019 19:56


É importante que os alunos façam Módulos 30 e 31
uma comparação entre radicais
semelhantes em uma expressão
numérica e termos algébricos se-
melhantes em expressões algé-
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE RADICAIS
bricas. Dessa forma, eles podem Podemos operar com radicais que tenham o mesmo radicando ou radican-
compreender melhor as operações
apresentadas. dos diferentes. Para efetuar essas operações, seguimos uma ideia muito
parecida com as operações com monômios no cálculo algébrico. Para isso,
devemos inicialmente definir radicais semelhantes.

O
Chamamos de radicais semelhantes os termos que têm radicais
com o mesmo radicando e o mesmo índice.

C IV
Exemplos
5 e 2 5 são radicais semelhantes.
CAPÍTULO 3

O S
3 3
4 7 e –6 7 são radicais semelhantes.

C LU
2 3
3 5 e 4 5 não são radicais semelhantes (os índices são diferentes).
98

O C
Com base no conceito de radicais semelhantes, podemos pensar na adi-
ção e na subtração de radicais. São três casos que analisaremos. Acompa-

N X
nhe com atenção os exemplos.
SI E
O
1º Todos os radicais da expressão são semelhantes.
Nesse caso, adicionamos os fatores que estão externos aos radicais e man-
EN S

temos o radical comum.


E U

Exemplo
D E

4 3 + 2 3 + 3 = (4 + 2 + 1) 3 = 7 3
A LD

Observe que o cálculo realizado é muito semelhante às operações encontra-


das em cálculos algébricos. Considerando 3 como uma variável x, temos:
EM IA

4x + 2x + x = (4 + 2 + 1)x = 7x
ST ER

2º Todos os radicais da expressão podem ser transformados em radicais


semelhantes.
SI AT

Devemos simplificar alguns radicais de tal forma que fiquem com radican-
dos iguais em todos os termos.
M

Exemplos
6 20 + 7 5 – 45 =

= 6 2² ∙ 5 + 7 5 – 3² ∙ 5 =

=6∙2 5+7 5–3 5=

= 12 5 + 7 5 – 3 5 =

= (12 + 7 – 3) 5 = 16 5

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 98 24/09/2019 19:56


3º Nem todos os radicais da expressão são semelhantes.
Efetuamos as adições e subtrações dos radicais semelhantes e apenas repe-
timos os termos com radicais não semelhantes.

5 3 + 2 5 + 4 12 – 5 + 27 =

= 5 3 + 2 5 + 4 2² ∙ 3 – 5 + 3² ∙ 3 =

=5 3+2 5+4∙2 3– 5+3 3=

O
C IV
=5 3+2 5+8 3– 5+3 3

MATEMÁTICA
O S
Observe que, nessa última linha, há termos com radicandos 5 e 3, não

C LU
sendo possível realizar qualquer outra simplificação de radicais. Por meio
das propriedades comutativa e associativa da adição, podemos reescrever

99
essa expressão da seguinte forma:

O C
N X
(5 3 + 8 3 + 3 3 ) + (2 5 – 5)
SI E
Desse modo, podemos adicionar e subtrair mais facilmente os termos se-
O
melhantes:
EN S
E U

16 3 + 5
D E

Observação
A LD

Conforme a necessidade do problema, é possível, ainda, extrair cada uma


das raízes de forma aproximada. Com isso, chegaremos a um valor numé-
rico aproximado para a expressão dada. Em relação à expressão que indica
EM IA

a soma anterior, podemos admitir que 3 ≈ 1,73 e 5 ≈ 2,24:


ST ER

16 3 + 5 ≈ 16 ∙ 1,73 + 2,24 ≈ 29,92


SI AT

De forma resumida:
M

Na adição algébrica de radicais, devemos:


• verificar se é possível simplificar radicais;
• adicionar ou subtrair radicais semelhantes (apre-
sentam mesmo índice e mesmo radicando);
• perceber que essas operações podem ser feitas
agrupando-se termos semelhantes;
• observar que os fatores externos aos radicais são
adicionados ou subtraídos, mantendo-se o radi-
cal comum;
• compreender que a soma pode ser dada por uma
expressão com radicais ou aproximada.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 99 24/09/2019 19:56


Continuar mostrando aos alunos Módulos 32 e 33
as operações com radicais asso-
ciadas ao cálculo algébrico com
polinômios. Dessa forma, além de MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO E
POTENCIAÇÃO DE RADICAIS
ser mais significativo, esse tipo
de operação pode mostrar uma
relação próxima entre aritmética
e álgebra. Além das operações de adição e subtração, há também as operações de
multiplicação, divisão e potenciação de radicais. Acompanhe como são efe-
tuadas essas operações, com possíveis aplicações.

O
Multiplicação de radicais

C IV
A multiplicação de dois radicais ocorre para índices iguais, sendo a recípro-
ca da propriedade já mostrada neste capítulo.
CAPÍTULO 3

O S
C LU
n n n
a∙ b= a∙b
100

Com a e b reais não negativos, n é natural e maior que 1.

O C
N X
Exemplos
SI E 2 2 2
a. 5 ∙ 7 = 5 ∙ 7 = 35
2

3 3 3 3 3
O
b. 2 ∙ 3 ∙ 5 = 2 ∙ 3 ∙ 5 = 30
2 4 1 4 2 ∙ 1 4 2
EN S

c. 4 ∙ = =
3 5 3 5 15
E U

Podemos, também, ter a multiplicação de um radical por uma expressão


ou, ainda, a multiplicação de expressões contendo radicais. Essas multipli-
D E

cações são realizadas exatamente como ocorre no produto de polinômios,


A LD

considerando os radicais como variáveis e aplicando a propriedade dis-


tributiva. Veja exemplos.

a. 2 ∙ (3 + 2) = 3 ∙ 2 + 2 ∙ 2 = 3 2 + 4 = 3 2 + 2 ou 2 + 3 2
EM IA

b. (4 + 3) ∙ (3 – 2) = 4 ∙ 3 – 4 ∙ 2 + 3 ∙ 3 – 3 ∙ 2 =
ST ER

= 12 – 4 2 + 3 3 – 6
Uma possível situação em que temos a multiplicação de radicais é no
SI AT

cálculo da área de figuras planas. Como exemplo, veja o cálculo da área do


retângulo mostrado a seguir.
M

Área = (5 + 2 ) ∙ (3 – 2 ) =
=5∙3–5∙ 2 +3∙ 2 – 2 ∙ 2 =
(3 – 2 ) cm
= 15 – 5 2 +3 2 – 4 =
= 15 – 2 2 – 2 =
(5 + 2 ) cm = 13 – 2 2

Portanto, a área é de (13 – 2 2) cm².

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 100 24/09/2019 19:56


Divisão de radicais
Na divisão de radicais, usamos a recíproca da propriedade
mostrada neste capítulo que trata da raiz de uma divisão.
Veja.

n
n
a
=n a
b b

O
Com a real não negativo, b real positivo e n natural

C IV
maior que 1.

MATEMÁTICA
Exemplos

O S
80 = 80 = 16= 4

C LU
a.
5 5
3
18 = 3 18 = 3 6

101
b.

O C
3
3 3

N X
4
c. 1 000 = 4 1 000 = 4 50
4
20 20
SI E
Potenciação de radicais
O
A potenciação de radicais é realizada de acordo com a se-
EN S

guinte propriedade:
E U

p
(m an ) = m an∙p
D E

Com a real positivo, m, n e p naturais (m > 1).


A LD

Observe que elevar um radical a um expoente p equivale


a elevar o radicando a esse mesmo expoente. Nesse caso,
o expoente do radicando é multiplicado pelo expoente do
EM IA

radical.
ST ER

Exemplos
3 3 3
a. ( 5² )4 = 5²∙4 = 58
SI AT

4 4 4
b. ( 11)4 = 11¹∙³ = 11³

c. ² 2 3³= 2 3∙3 = 2 9
M

3 ² 3 ² 3
Há casos em que a potência se aplica em relação a uma
expressão com radical, podendo a ideia ser associada a ca-
sos de produtos notáveis, como o quadrado da soma de dois
termos. Veja um exemplo.

( 3 + 2 )² = ( 3 )² + 2 ∙ 2 ∙ 3 + ( 2 )² =
=3+2 2∙3 +2=
=5+2 6

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 101 24/09/2019 19:56


É sempre importante lembrar Módulos 34 e 35
aos alunos, ainda que estejam no
9o ano, que uma expressão deve ser
resolvida com calma, escrevendo
todos os passos.
EXPRESSÕES COM RADICAIS
Dessa forma, de acordo com a orga- Um radical, como 2, é um número real. Sua escrita, entretanto, faz uso do
nização do pensamento, diminui-se
a possibilidade de erros, facilitan-
sinal de radical, apenas para que não seja escrita de forma aproximada.
do, também, a identificação de pos- Nesse contexto, as operações válidas para os demais números reais, como
síveis erros cometidos.
naturais, inteiros e racionais, continuam válidas, bem como a ordem de
resolução de expressões numéricas. É possível, inclusive, que se tenha uma

O
expressão no radicando.
A seguir, mostramos alguns exemplos de expressões envolvendo radi-

C IV
cais, retomando a ordem correta de resolução.
CAPÍTULO 3

O S
Exemplos

C LU
a. 5 – 3 ∙ 15
Efetuamos, primeiramente, a multiplicação para, depois, efetuar a subtração.
102

O C
5 – 3 ∙ 15 =

N X
= 5 – 45 =
SI E
O
= 5 – 3² ∙ 5 =
= 5–3 5=
EN S

= –2 5
E U

b. 9 + 4 ∙ 3 - 10 ÷ 2
Esse é um caso em que o radicando é dado por uma expressão. Resolve-se,
D E

primeiramente, essa expressão para, depois, determinar a raiz do resultado.


A LD

9 + 4 ∙ 3 – 10 ÷ 2 =
= 9 + 12 – 5 =
EM IA

= 21 – 5 =
= 16 =
ST ER

=4
3
c. ( 2 + 3)² + 7 + 8
SI AT

A operação indicada entre parênteses é efetuada primeiramente. Além


disso, observe que há uma raiz no radicando, que também é determinada
M

para ser adicionada à raiz 7.


3
( 2 + 3)² + 7 + 8 =
= ( 2)² + 2 ∙ 2 ∙ 3 + ( 3)² + 7 + 2 =
=2+2 6 +3+ 9=
=2+2 6 +3+3=
=8+2 6

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 102 24/09/2019 19:56


Módulo 36 É importante que os alunos reco-
nheçam a utilidade da racionaliza-

RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADOR ção de denominador. O exemplo


ilustra bem essa utilidade. Fazer
com que eles atentem para ela, o
Como já mostramos neste capítulo, há casos em que precisamos efetuar que pode tornar a aprendizagem
mais significativa.
uma divisão por 2. Há outros, entretanto, em que o dividendo não é um Nos exercícios de aplicação, apre-
sentamos como curiosidade, neste
radical, como, por exemplo, na divisão 2 ÷ 2, que também é escrita como capítulo, a ideia de fator raciona-
lizante para raiz com índice maior
2 . Essa divisão pode não ser tão simples de se efetuar, sobretudo com cál- que 2. Destacar esse fato para os
2

O
alunos.
culo escrito, quando temos um número irracional ( 2) como divisor, sendo

C IV
necessário aproximar.

MATEMÁTICA
Usando a ideia de fração equivalente, podemos simplificar consideravel-

O S
mente esse cálculo. Nesse caso, multiplicamos os dois termos por 2. Veja

C LU
como fica.

103
2∙ 2 2∙ 2 2∙ 2

O C
= = = 2
2∙ 2 4 2

N X
SI E
Essa técnica de cálculo, em que transformamos o denominador irra-
cional ( 2) em um número racional (2), é conhecida como racionaliza-
O
ção de denominador.
EN S

Aliás, particularmente nesse cálculo, encontramos a seguinte equivalên-


cia curiosa: 2 = 2. Observe que é mais simples apenas determinar o va-
E U

2
lor de 2 em vez de dividir 2 por esse valor. Veja mais exemplos.
D E

a. 1 = 1 ∙ 3 = 3 = 3
A LD

3 3 ∙ 3 ( 3)² 3

b. 5 = 5 ∙ 2 = 10 = 10
2 2 ∙ 2 ( 2)² 2
EM IA

Nos exercícios, mostraremos como ocorre a racionalização para raiz com


ST ER

índice maior que 2.


Há casos em que, no denominador, temos um binômio com um ou dois
termos dados por raízes quadradas. Nesses casos, devemos multiplicar o
SI AT

denominador pelo seu conjugado, fazendo, assim, o uso de produtos notá-


veis, o produto da soma pela diferença. De forma geral, temos:
• o conjugado de ( a + b) é ( a – b) e vice-versa.
M

Acompanhe dois exemplos.

a. 4 = 4 ∙ ( 3 – 2) =
4 ∙ ( 3 – 2) = 4 ∙ ( 3 – 2) = 4 ∙ ( 3 – 2) =
3 + 2 ( 3 + 2) ∙ ( 3 – 2) ( 3)²– ( 2)² 3–2 1
= 4 ∙ ( 3 – 2)

b. 6 = 6 ∙ (6 – 3) = 6 ∙ (6 – 3) = 6 ∙ (6 – 3) = 6 ∙ (6 – 3) = 2 ∙ (6 – 3)
6 + 3 (6 + 3) ∙ (6 – 3) (6)²– ( 3)² 36 – 3 33 11

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 103 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
RADICIAÇÃO
Módulo 24 | Radiciação

Exercícios de aplicação
1. Procurando calcular a raiz quadrada de um número x, um estudante encontrou, na calculadora, 16
como resultado. Se o cálculo realizado por ele está correto, qual é o número x?

Aplicando a operação inversa, temos:

O
x = 16² = 256

C IV
O número x é 256.
CAPÍTULO 3

O S
No exercício 2, item b, ve- 2. Complete corretamente as lacunas em cada item.

C LU
rificar se os alunos estão
utilizando adequadamente a. 49 = 7 , pois 7 é um número real positivo e 7² = 49.
o sinal de parênteses.
104

3 −4 −4
b. -64 = , pois é um número real negativo e (−4)³ = –64.

O C
4 3 3 34
c. 81 = , pois é um número real positivo e = 81.

N X
SI E
É interessante que cada
aluno tenha sua própria
calculadora, seja apenas o
O 3. Usando uma calculadora, determine, com aproximação de 4 casas decimais, o valor de:
a. 8≈ 2,8284
instrumento ou acessada em
equipamentos eletrônicos. b. 30 ≈ 5,4772
EN S

c. 48 ≈ 6,9282
E U

d. 113 ≈ 10,6301
D E

4. Localizar com exatidão um número inteiro em uma reta numérica é simples. Entretanto, números ir-
racionais dados por raízes podem ter a localização de forma aproximada, dependendo do critério que
A LD

se utilize. Na localização aproximada de uma raiz na reta, um dos primeiros passos é determinar entre
quais números inteiros consecutivos ela se localiza. Faça isso em cada item, completando as lacunas.
a. 3 < 10 < 4
EM IA

b. 7 < 55 < 8
ST ER

c. 9 < 82 < 10

3
d. 2 < 15 < 3
SI AT

3
e. 4 < 100 < 5

3
5 6
M

f. < 200 <

5. Se (–3)² = 9, por que a raiz quadrada de 9 não é –3?


Por definição, a raiz quadrada de um número é sempre um número não negativo.

6. Do exposto, temos: 6. Se a raiz quadrada de x é y, e a raiz cúbica de y é 4, qual é o valor de x?


x =y a. 2
3
y =4 b. 8
Aplicando a operação inver- c. 12
sa, temos:
d. 128
y = 4³ = 64
e. 4 096
Logo:
x = 64 ⇔ x = 64² = 4 096
Portanto, x = 4 096.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 104 24/09/2019 19:56


7. Complete cada igualdade determinando o radicando correto. No exercício 7, aproveitar
para enfatizar a razão pela
a. 3 8 =2 b. 5 −32 = −2 qual potenciação e radicia-
ção são operações inversas,
uma vez que os alunos de-
c. 3 −125 = −5 d. 2 144 = 12 verão aplicar a potenciação
elevando a raiz ao valor dado
no índice para determinar o
e. 4 256 =4 f. 2 289 = 17 radicando.

Exercícios propostos

O
C IV
8. Um pedreiro está assentando azulejos em uma parede. Cada azulejo tem a forma de um quadrado,
e eles são assentados formando quadrados, como mostra a figura.

MATEMÁTICA
O S
C LU

105
O C
N X
SI E
Nesse exemplo, um total de 9 azulejos cobrem uma região quadrada com 3 azulejos em cada lateral.
Seguindo essa ideia, responda ao que se pede.
O
a. Quantos azulejos haverá nessa região quadrada se houver 17 em cada lateral?
EN S
E U

Total de azulejos = 17² = 289


D E
A LD

Haverá 289 azulejos.


EM IA

b. Quantos azulejos haverá na lateral de uma região quadrada com 324 azulejos?
ST ER

324 = 18
SI AT
M

Haverá 18 azulejos.

9. A raiz quadrada de 144 é dada pelo número 9. Do exposto, fazendo esti-


mativas, temos:
a. 12
144 = 12
b. 14 Logo, 12 é a raiz procurada.
c. 36
d. 37
e. 72

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 105 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
Módulos 25 e 26 | Propriedades da radiciação

Exercícios de aplicação
O exercício 1 leva os alunos 1. Duas das propriedades da radiciação mostradas no texto teórico dizem respeito à raiz de um produto
a refletir sobre outras possí- ou de um quociente. Entretanto, não se pode estender essas propriedades para a soma ou para a dife-
veis propriedades da radicia-
ção. Não é raro alguns deles
rença. Para mostrar que essas propriedades não são válidas, faça o que se pede em cada item seguinte.
pensarem nas situações a. Resolva cada um dos cálculos mostrados no quadro. Efetue, primeiramente, a adição. Após cor-
indicadas no primeiro exer- rigir os cálculos, complete a sentença seguinte com o sinal = ou ≠. Depois, complete a frase dada
cício como verdade. Aprovei-
com “equivale” ou “não equivale”.

O
tar para mostrar, e reforçar,
que não são propriedades 9 + 16 9 + 16
válidas. Comentar, também,

C IV
que o fato de se apresentar
um exemplo não válido indi-
ca que não é possível gene- 9 + 16 = 25 = 9 + 16 =
CAPÍTULO 3

O S
ralizar tal raciocínio. =5 =3+4=
=7

C LU
106

O C
N X
SI E
O
Logo, 9 + 16 ≠ 9 + 16 .

A raiz de uma soma não equivale , necessariamente, à soma das raízes.


EN S

b. Resolva cada um dos cálculos mostrados no quadro. Efetue, primeiramente, a subtração. Após
corrigir os cálculos, complete a sentença seguinte com o sinal = ou ≠. Depois, complete a frase
E U

dada com “equivale” ou “não equivale”.


25 – 9 25 – 9
D E
A LD

25 – 9 = 25 – 9=
= 16 = =5–3=
=4 =2
EM IA
ST ER
SI AT

Logo, 25 – 9 ≠ 25 – 9 .

A raiz de uma diferença não equivale , necessariamente, à diferença das raízes.


M

2. Aplique uma das propriedades da radiciação mostrada no texto teórico e calcule o que se pede em
cada item.
3 4
a. 4³
2 7
b. 7²
4
2 2
c. 34 3 = 3² = 9
6
2
d. 116 11 2 = 11³ = 1 331
6
3
e. 56 5 3 = 5² = 25
15
5 5
f. 2¹5 2 = 2³ = 8

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 106 24/09/2019 19:56


3. No cálculo de uma raiz, pode-se utilizar mais de uma propriedade. Acompanhe o exemplo.
3 3 3
26 ∙ 59 = 26 ∙ 59 =
6 9
=23 ∙53 =
= 2² ∙ 5³ =
= 4 ∙ 125 =
= 500

Faça como no exemplo anterior e dê o valor numérico de cada raiz.

O
2
a. 54 ∙ 26 b. 29
3

C IV
56

MATEMÁTICA
4 6

O S
2 2 9
54 + 26 = 5 2 ∙ 2 2 = 3
29 23
= 6
=
= 5² ∙ 2³=

C LU
3
56
53
= 25 ∙ 8 = 3
2 8
= 200 = 2=
5 25

107
O C
N X
SI E
O
4. Escreva cada potência na forma de um radical com radicando inteiro.
1 2 2
EN S

a. 7 2 7¹ = 7
2
E U

3 3

b. 5 3 5² = 25
3 4 4
c. 3 4 3³ = 27
D E

3 5 5
A LD

d. 4 5 4³ = 64

n
5. Com base nas propriedades de radiciação e potenciação já estudadas, mostre que ( a )n = a, para O exercício 5 pode ser re-
a > 0, e n ∊ ℕ, sendo n > 1. solvido juntamente com os
EM IA

alunos. Outra opção é per-


mitir que pensem na ideia
por 5 minutos, observando
ST ER

n
1 n 1
∙n se alguns chegam ao racio-
( a )n = a n = a n = a¹ = a cínio esperado. Comentar,
também, que são operações
inversas (a raiz enésima ele-
vada à enésima potência). As-
SI AT

sim, anulam-se. Exemplificar


que os exercícios podem ser
entendidos como “adicionar
n e subtrair n” ou “multiplicar
M

por n e dividir por n”.


6. Avaliação Nacional 6. Desenvolvendo o cálculo
proposto, temos:
A expressão 4
∙ 50 foi obtida quando um estudante desenvolvia cálculos sobre raiz quadrada. 4 50 4 50 200 200
8 = = = = 25 = 5
8 8 8 8
Desenvolvendo-os corretamente, ele deverá concluir que essa expressão é equivalente a
4 50 4 50 200 200
a. 5 = = = = 25 = 5
8 8 8 8
b. 25
c. 5
d. 35
25
e.
2

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 107 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
Exercícios propostos
7. Aplique propriedades da potenciação, determinando o valor correspondente à raiz de cada produto
ou ao quociente dado.
2
a. 36 ∙ 25 b. 27
3
8

2 2 3
36 ∙ 25 = 6 ∙ 5 = 30 27 3
=

O
3
8 2

C IV
8. Calcule o valor de cada expressão. Para isso, aplique as propriedades mostradas no texto teórico.
CAPÍTULO 3

O S
C LU
3
2 2 54
a. 5 ∙ 20 b. 3
2
108

O C
54 3
2 2
5 ∙ 20 ∙ 100 = 10 3 = 27 = 3
2

N X
SI E
2 2 5
O
c. 27 ∙ 3 128
d. 5
4
EN S

128 5
E U

2 2
27 ∙ 3= 81 = 9 5 = 32 = 2
4
D E
A LD

9. Simplifique cada expressão, escrevendo-a na forma de um único radical.

a. 8∙ 6 b.
25 ∙ 6
4 5∙ 5
EM IA

8 6 48 48 25 6 150 150
=  = = 12 =  = = 6
ST ER

4 4 4 5 5 25 25
SI AT
M

1

10. Calcule o número real correspondente a 8 3 .

( ) 1 1 31 1
1 3

8 3 = =3 = =
8 8 38 2

11. Desenvolvendo o cálculo 3


11. Uma alternativa válida de escrita da expressão 25, na forma de potência, é
proposto, temos:
2 a. 5 5 3 2
3 3
25 = 5² = 5 3 b. 3 2 c. 5 2 d. 5 3 e. 25³

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 108 24/09/2019 19:56


Módulo 27 | Simplificação de radicais

Exercícios de aplicação
1. Por meio da simplificação de radicais, podemos obter raízes de números primos. Conhecendo o É importante que os alunos
valor aproximado dessas raízes, pode-se obter um valor aproximado para a raiz dada. Juntamente escrevam todas as passa-
gens na simplificação de um
com um colega, faça a simplificação das raízes dadas e, tomando como referência os valores aproxi- radical. Dessa forma, pode-
mados a seguir, determine o valor aproximado de cada raiz. rão compreender melhor
Dados: 2 ≈ 1,4 e 5 ≈ 2,2 como isso ocorre, facilitan-
do, também, a memorização
a. 18 b. 20

O
de propriedades.

O exercício 1 complementa

C IV
a ideia do texto teórico. Per-
18 = 3² ∙ 2 = 3² ∙ 2 = 3 2 20 = 2² ∙ 5 = 2² ∙ 5 = 2 5 mitir que os alunos realizem
Mas, 2 ≈ 1,4: Mas, 5 ≈ 2,2:

MATEMÁTICA
a atividade em dupla ou,

O S
18 = 3 2 = 3 ∙ 1,4 = 4,2 20 = 2 5 = 2 ∙ 2,2 = 4,4 então, coletivamente, com
todo o grupo participando.

C LU

109
O C
N X
2. Veja o cálculo aproximado da raiz quadrada de 30.
SI E
30 ≈ 2 ∙ 3 ∙ 5 ≈ 1,4 ∙ 1,7 ∙ 2,2 = 5,263
O
No entanto, com o auxílio de uma calculadora que tem a função de raiz quadrada, chegamos ao
EN S

seguinte valor aproximado:


E U

30 ≈ 5,47722558
D E

Podemos perceber que os valores obtidos não são exatamente iguais. A que se deve essa diferença?
O que poderia ser feito, no primeiro cálculo, para que essa diferença fosse menor?
A LD

No cálculo apresentado para obtenção da raiz quadrada de 30, foram utilizados três valores já aproximados com apenas

uma casa decimal cada um. Assim, se utilizarmos aproximações com mais casas decimais para cada um dos fatores obtidos,
EM IA

o resultado final será mais próximo do valor correto obtido com o uso da calculadora.
ST ER
SI AT
M

3. Simplifique os radicais dados em cada item. O exercício 3 pode ser re-


solvido com a participação
a. 242 b. 300 efetiva de todos os alunos.

242 = 11² ∙ 2 = 300 = 2² ∙ 5² ∙ 3 = 2² ∙ 5² ∙ 3 =


= 11² = 2 = 11 2 = 2 ∙ 5 ∙ 3 = 10 3

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 109 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
3 3
c. 16 d. 270

3 3 3 3
16 ∙ 2³ ∙ 2 = 270 = 3³ ∙ 2 ∙ 5 =
3 3 3 3 3 3
= 2³ ∙ 2 = 2 2 = 3³ ∙ 2 ∙ 5 = 3 10

O
4. Aplicando as proprieda- 4. A simplificação pode ser usada, também, quando temos variáveis dadas no radicando. Como exemplo,

C IV
des da radiciação, temos:
6 admitindo
9 que as variáveis x, y e z sejam números reais não negativos, a forma simplificada de
CAPÍTULO 3

O S
x 6 y10 3 x 6 · 3 y10 x 3 · 3 y 9 ·y x 2 ·y 3 3 y 6 10
x2 y3 3 y
= = = 3 x y
=
zé3 dada por
3 9
z9 3 9
z z
z3 3
z9

C LU
6 9
x 6 y10 3 x 6 · 3 y10 x 3 · 3 y 9 ·y x 2 ·y 3 3 y x 2 y 3 3 y
= = = =
3
z9 3 9
z
9
z3 z3 x 3y 3 3 y x 3y 6 3 y x 3y 6 3 y x 3y 3 3 y x 2y 3 3 y
a. b. c. d. e.
110

z3
z3 z3 z6 z6 z3

O C
N X
Exercícios propostos
SI E 5. Simplifique cada radical dado. Considere que as variáveis x e y são números reais não negativos.
a. x2y3 b.
O
8x5
EN S

= x2 ∙ y2 ∙ y = 22 ∙ 2 ∙ x4 ∙ x = 2 ∙ x2 ∙ 2 ∙ x =
E U

= x2 ∙ y2 ∙ y = xy y = 2x2 2x
D E
A LD
EM IA

4
c.
3
40y7 d. 96x8y9
ST ER

3 3 4
23 ∙ 5 ∙ y6 ∙ y = 2 ∙ y2 ∙ 5 ∙ y = 24 ∙ 2 ∙ 3 ∙ x8 ∙ y8 ∙ y =
3 4
= 2x2 5y 2 ∙ x2 ∙ y2 ∙ 2 ∙ 3 ∙ y =
4
SI AT

= 2x2y2 6y
M

6. Desenvolvendo o cálculo 3
6. Ao resolver uma situação-problema, um aluno precisava determinar o valor de 54. Ele pensou
proposto, temos:
3 3 3 3 3 numa opção para determinar essa raiz: primeiramente, simplificá-la, obtendo um radicando menor.
54 = 33 ∙ 2 = 33 ∙ 2 = 3 2
A simplificação correta desse radical será dada por
a. 6
b. 18
3
c. 2 3
3
d. 3 2
3
e. 3 3

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 110 24/09/2019 19:56


Módulos 28 e 29 | Aplicando conhecimentos

Exercícios de aplicação
1. A figura seguinte mostra um quadrado ABCD, com lado de medida L e diagonal de medida d. O exercício 1 pode ser re-
solvido juntamente com os
D A alunos, com a participação
efetiva de todos. É uma
oportunidade para retomar
o estudo sobre o teorema de
Pitágoras.

O
d
L

C IV

MATEMÁTICA
O S
C L B

C LU
Tomando como referência o triângulo retângulo ABC, faça o que se pede.
a. Mostre que é válida a seguinte igualdade: d = L 2.

111
O C
N X
d² = L² + L² = 2L²
d = 2L² = 2 ∙ L²
SI E
d=L 2
O
EN S
E U

b. Usando a relação obtida no item anterior, calcule a medida da diagonal de um quadrado cujo
lado mede 8 m.
D E
A LD

d= 8∙ 2
d = 8 ∙ 2 = 16 = 4
EM IA
ST ER

A diagonal mede 4 metros.

2. Com base na fórmula d = L 2, que relaciona a medida L do lado de um quadrado e sua diagonal Aproveitar a ideia do exercí-
SI AT

cio 2 para retomar o estudo


d, mostre que, qualquer que seja o quadrado, a medida de sua diagonal é aproximadamente 41%
sobre porcentagem, já apre-
maior que a medida de seu lado. sentado nos anos anteriores
desta coleção.
M

2 ≈ 1,41
Assim, substituindo 2 por seu valor aproximado, temos:
d=L∙ 2
d ≈ L ∙ 1,41

Multiplicar um valor (L) por 1,41 significa aumentar esse valor em 41%:

1,41 = 1 + 0,41 = 100% + 41%

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 111 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
No exercício 3, os alunos de- 3. Uma empresa que realiza pesquisa no oceano delimitou uma área quadrada no fundo de uma re-
vem calcular, primeiramen- gião do oceano com área de 4 ∙ 104m. Um grupo de cientistas realizará vários experimentos e obser-
te, a expressão para, depois,
determinar a raiz. Entretan-
vações nessa região.
to, na correção, mostrar a Considerando essa informação, faça o que se pede em cada item.
eles como é possível extrair
a raiz de uma notação cien- a. Calcule, em metros, a medida do lado dessa região quadrada.
tífica. Permitir que compar-
tilhem as situações criadas
no item b. Lado = 4 ∙ 104
Lado = 4 ∙ 104 = 2 ∙ 10² = 200

O
C IV
CAPÍTULO 3

O S
O lado dessa região quadrada mede 200 metros.

C LU
112

O C
b. Escreva uma situação-problema envolvendo o volume de 8 ∙ 10³ m³ e o cálculo de raiz cúbica. Ela
deve ter como base a ideia inicial. Resolva-a e, depois, compartilhe-a com os colegas e o professor.

N X
Produção do aluno. Sugestão: Outra região foi separada para realizar a pesquisa, porém mergulhadores deverão inves-
SI E tigar não apenas o fundo do oceano, mas também uma região correspondente a um cubo com volume de 8 ∙ 10³ m³.

Nessas condições, qual deve ser a medida da aresta desse cubo?


O
EN S
E U
D E
A LD

Resposta de acordo com sugestão dada (exemplo):


3
Aresta = 8 ∙ 10³
3 3
Aresta = 8 ∙ 10³ = 2 ∙ 10 = 20
EM IA

No exercício 4, apenas como


curiosidade, pode-se co-
ST ER

mentar que a fórmula mos-


trada é conhecida como
fórmula de Heron. É uma
maneira de os alunos conhe-
SI AT

cerem um jeito diferente de A aresta deverá medir 20 m.


calcular a área do triângulo,
além de aplicarem o cálculo
de raiz. Pode ser necessário
4. Fuvest-SP
M

especificar melhor o concei-


to de semiperímetro. A área de um triângulo de lados a, b e c é dada pela fórmula:
4. Do enunciado:
2p = 5 + 6 + 7 S = p(p − a) (p − b) (p − c) ,
2p = 18
p=9 em que p é o semiperímetro e 2p = (a + b + c).
Desse modo, temos: Qual é a área de um triângulo de lados 5, 6 e 7?
S = p (p - a) (p - b) (p - c)
a. 15
S = 9 ∙ (9 - 5) ∙ (9 - 6) ∙ (9 - 7)
b. 21
S= 9∙4∙3∙2
S = 3² ∙ 2² ∙ 3 ∙ 2
c. 7 5
S = 3 ∙ 2∙ 3 ∙ 2 d. 6 6
S=6 6 e. 210

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5. Na natureza, é relativamente comum encontrarmos elementos cujo formato sugere uma espiral. No exercício 5, item a, em-
bora a seja um número in-
teiro, é importante deixar a

DSTILWELL/ISTOCKPHOTO
DEBIBISHOP/ISTOCKPHOTO

medida indicada na forma


de radical para que os alu-
nos possam observar toda a
regularidade.

O
C IV

MATEMÁTICA
O S
Elementos que lembram a formação de espirais são encontrados na natureza.

C LU
Na Matemática, são estudados vá- 1
1
rios tipos de espiral. Uma das mais 1

113
conhecidas tem como base a forma- 1

O C
z y
ção de triângulos retângulos com w x
pelo menos um de seus catetos me- 1 1

N X
? 1
dindo 1 u. Veja o esquema.
?
SI E
O 1
?

1
EN S

1
1
1
E U

1
1 1
D E

Sobre essa figura, faça o que se pede.


A LD

a. Determine a medida de x, y, z e w.
EM IA

(I) x² = 1² + 1² (II) y² = 1² + ( 2 )²
x² = 1 + 1 y² = 1 + 2
x² = 2 y² = 3
ST ER

x= 2 y= 3
SI AT
M

(III) z² = 1² + ( 3 )² (II) w² = 1² + ( 4 )²
z² = 1 + 3 w² = 1 + 4
z² = 4 w² = 5
z= 4 w= 5

b. De acordo com os valores encontrados no exercício anterior, após o cateto de medida w, quais
devem ser as medidas dos próximos 3 catetos na figura dada anteriormente?
De acordo com a regularidade observada, devemos ter as medidas 6 , 7 e 8.

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CAPÍTULO 3
6. Considerando a fórmula mostrada no texto teórico, calcule o tempo de queda de um objeto que foi
abandonado de uma altura de 125 metros.

125 ∙ 5 625 25
t= = = =5
5 5 5

O tempo de queda foi de 5 segundos.

O
C IV
Exercícios propostos
CAPÍTULO 3

O S
7. No texto teórico, mostramos um cálculo em que se conclui que a altura h de um triângulo equilátero

C LU
de lado L é dada por h = L 3 . De acordo com essa informação, faça o que se pede.
2
114

a. Lembrando que a área de um triângulo é dada pela metade do produto das medidas da altura e

O C
da base, mostre que a fórmula A = L² 3 determina a área de um triângulo equilátero de lado L.
4

N X
SI E L 3 L 23
b.h L· 2 L 231 L 23
A= = = 2 = · =
O
2 2 2 2 2 4
EN S
E U
D E
A LD

b. Usando uma calculadora, determine com aproximação de duas casas decimais a área de um
triângulo equilátero com lado medindo 12 cm.
EM IA

12² ∙ 3 144 ∙ 1,73


A= ≈ = 62,28
4 4
ST ER
SI AT

A área é de aproximadamente 62,28 cm².


8. Do exposto, temos que
x = 12² ∙ 3 m. Assim, subs-
M

tituindo o valor de x na fór-


mula, temos: 8. Avaliação Nacional
(12 3)² ∙ 3 Em um projeto de Engenharia, determinada região de um terreno deverá apresentar a forma de um
A=
4 triângulo equilátero. Após alguns cálculos, verificou-se que a medida de cada lado desse triângulo
(12)² ∙ ( 3)² ∙ 3 deve ser de 12 3m. Assim, sabendo que a área A desse triângulo pode ser obtida por meio da
A=
fórmula A = x² 3 , em que x representa a medida de cada lado, a área dessa região deverá ser de
4
A=
144 ∙ 3 ∙ 3 4
4
a. 18 m²
432 ∙ 3
A= b. 108 m²
4
A = 108 3 c. 18 3 m²
Portanto, a área deverá ser d. 27 3 m²
de 108 3 m². e. 108 3 m²

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Módulos 30 e 31 | Adição e subtração de radicais

Exercícios de aplicação
1. Um erro que pode ocorrer na adição de radicais é adicionar os radicandos. Esse fato é um erro por- O exercício 1 procura refor-
que a + b ≠ a + b, o mesmo ocorrendo para outros índices. Como forma de comprovar esse fato, çar uma situação já explora-
da em módulos anteriores.
usando uma calculadora, faça o que se pede em cada item. Destacar esse fato para os
a. Indique o valor de cada raiz seguinte com aproximação de três casas decimais. alunos.

2≈
1,414 3≈ 1,732 5≈ 2,236

O
b. Substitua na sentença cada raiz pelo seu valor aproximado. Após efetuar a adição dos valores

C IV
aproximados, complete a lacuna com o sinal = ou ≠.

MATEMÁTICA
2+ 3 ≠ 5

O S
1,414 + 1,732 ≠ 2,236

C LU
3,146 ≠ 2,236

115
O C
2. Efetue as adições e subtrações indicadas em cada item.

N X
a. 6 5 + 7 5 + 9 5 b. −3 7 + 10 7 − 7
SI E
O
(6 + 7 + 9) 5 = (−3 + 10 − 1) 7 =
= 22 5 =6 7
EN S
E U
D E

3 3 3 3 3 3 3
c. 2+8 2−6 2 d. −10 5 − 5 + 2 5 + 7 5
A LD

3 3
(1 + 8 − 6) 2 = (−10 − 1 + 2 + 7) 5 =
EM IA

3 3
=3 2 = −2 5
ST ER
SI AT

3. Um triângulo ABC tem seus lados medindo (2 + 3 2) m, (5 − 2) m e (6 2) m. Calcule a expressão,


M

simplificada, que indica o perímetro dessa figura.

Perímetro = 2 + 3 2 + 5 − 2 + 6 2 = 7 + 8 2

O perímetro é de (7 + 8 2) m.

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 115 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
4. Simplifique os radicais quando possível e efetue as adições e subtrações.
a. 2 + 4 18 + 5 50 b. − 3 + 2 12 − 2 27

2 + 4 32 · 2 + 5 52 · 2 = – 3 + 2 22 · 3 – 2 32 · 3 =
= 2+4·3 2+5·5 2= =– 3+2·2 3–2·3 3 =
= 2 + 12 2 + 25 2 = =– 3+4 3–6 3 =
= (1 + 12 + 25) 2 = = (–1 + 4 – 6) 3 =
= 38 5 = –3 3

O
C IV
CAPÍTULO 3

3 3 3 3

O S
c.
3 3
5 + 3 40 − 3 5
3
d. − 16 + 4 2 + 54 + 3 2

C LU
3 3 3 3 3 3
5 + 3 23 · 5 – 3 5 = – 23 · 2 + 4 2 + 33 · 2 + 3 2 =
3 3 3 3 3 3 3
116

= 5+3·2 5–3 5= =–2 2 +4 2 +3 2 +3 2 =

O C
3 3 3 3
= 5+6 5–3 5= = (–2 + 4 + 3 + 3) 2 =
3 3
= (1 + 6 – 3) 5 = =8 2

N X
3
=4 5
SI E
O
EN S

Sugerimos resolver o exercí- 5. Usando uma calculadora e adotando uma aproximação de uma casa decimal para a raiz, mostre que
cio 5 juntamente com os alu- a sentença seguinte é verdadeira.
E U

nos. Nessa resolução, lem-


brá-los de que, no primeiro
membro, a multiplicação é 2+3 7≠5 7
D E

efetuada antes da adição.


Caso contrário, eles podem
A LD

achar que a sentença é falsa,


indicando, na verdade, uma Considerando que 7 ≈ 2,6:
igualdade.
2 + 3 · 2,6 ≠ 5 · 2,6
2 + 7,8 ≠ 13
EM IA

9,8 ≠ 13 Verdadeira.
ST ER

6. O perímetro desse retân- 6. Avaliação Nacional


SI AT

gulo é obtido pela soma das


medidas de seus lados: Considere o retângulo a seguir com as medidas de suas duas dimensões:
(1 + 18 + 1 + 18 + 3 2 – 2 +
+ 3 2 – 2) cm
M

Simplificando:
(3 2 – 2) cm
= (1 + 32 ∙ 2 + 1 + 32 ∙ 2 +
+ 3 2 – 2 + 3 2 – 2) cm =
= (1 + 3 2 – 1 + 3 2 + 3 2 –
– 2 + 3 2 – 2) cm = (1 + 18) cm
= (12 2 – 2) cm
Portanto, o valor numérico O valor numérico que indica o perímetro dessa figura, expresso em centímetros, é dado por
que indica o perímetro, em
centímetros, é dado por a. 24 2 − 2
12 2 – 2. b. 12 2 − 2
c. 14 2 − 4
d. 6 2 − 1
e. 10 2

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7. Efetue as expressões a seguir, simplificando ao máximo o resultado.
2 3 2 3
a. 7 2 + 5 5 − 3 2 + 6 5 b. 5 3 + 6 2 − 9 3 + 2

2 2 3 3
7 2–3 2+5 5+6 5= 5 3–9 3+6 2+ 2=
2 3
= 4 2 + 11 5 = –4 3 + 7 2

O
C IV
5 3 3
c. 2+4 2 − 3+ 3 d. 5 +3 5− 5− 3 5
3 2 2 3 2 5 4

MATEMÁTICA
O S
C LU
2 2 12 2 3 3 2 3 10 3 5 20 3 5 43 5 15 3 5
+ + = + =
6 6 6 6 20 20 20 20
3
14 2 3 11 5

117
= =

O C
6 20

N X
SI E
O
Exercícios propostos
EN S

8. Observe o retângulo seguinte com


E U

as medidas dos lados dadas.


(6 − 2 ) cm
D E
A LD

(5 +2 3)m

Sobre essa figura, calcule a expressão simplificada que indique


EM IA

a. seu perímetro;
ST ER

Perímetro = 5 + 2 3 + 5 + 2 3 + 6 − 2 + 6 − 2 = 10 + 4 3 + 12 − 2 2
SI AT

O perímetro é de (22 + 4 3 − 2 2) m.
M

b. a diferença entre a medida do comprimento e da largura. No exercício 9, temos:


2 2
x= + 8
2 2
Diferença = (5 + 2 3) − (6 − 2) = 5 + 2 3 − 6 + 2 = 2 3 + 2 − 1
2 2
x= +2 2
2 2
2 4 2 2
A diferença é de (2 3 + 2 − 1) m. x= +
2 2 2
2 2
x=
2
9. Avaliação Nacional
x= 2
Se x = − 2 + 8 − 2 , então é correto afirmar que o valor de x está entre Como 2 é um número en-
2 2
tre 1 e 2, a alternativa A está
a. 1 e 2 b. 2 e 3 c. 3 e 4 d. 4 e 5 e. 5 e 6 correta.

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CAPÍTULO 3
Módulos 32 e 33 | Multiplicação, divisão e potenciação com radicais

Exercícios de aplicação
Aproveitar o exercício 1 para 1. Considerando que a relação entre a diagonal d de um quadrado e a medida L de seu lado é dada por
retomar a relação entre dia- d = L 2 e admitindo que certo quadrado tenha a diagonal medindo 20 cm, faça o que se pede.
gonal e lado do quadrado.
No item b, os alunos podem a. Determine, na forma de radical, a medida do lado dessa figura.
aplicar a multiplicação ou a
potência.

20 = L 2

O
20 20
L= = = 10
2 2

C IV
CAPÍTULO 3

O S
O lado mede 10 cm.

C LU
b. Calcule a área desse quadrado.
118

O C
N X
A = 10 · 10 = 100 = 10

SI E
O
EN S

A área é de 10 cm².
E U

No exemplo do exercício 2, 2. A divisão de uma expressão contendo radicais por um número real é realizada de forma semelhante
destacar aos alunos que o
D E

ao cálculo algébrico, na divisão de polinômio por monômio. Cada termo da expressão é dividido
fator que multiplica o ra-
dical será dividido por 6, e
pelo divisor. Veja um exemplo.
A LD

não o radicando. Quando o


denominador for um radical, 12 5 + 6 6 = 12 5 + 6 6 = 2 5 + 6
aplica-se a propriedade, di- 6 6 6
vidindo os radicais.
EM IA

De acordo com esse exemplo, calcule:

a. 24 3 + 16 5 − 8 8
ST ER

8
SI AT

24 3 16 5 8 8
+ = 3 3+ 2 5 8
8 8 8
M

b. (4 18 + 6 30) ÷ 6

4 18 6 30 18 30
+ =4 +6 = 4 3 +6 5
6 6 6 6

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3. Determine a área de um quadrado com lado medindo 3 5 m.

A = (3 5)² = (3)² · ( 5)² = 9 · 5 = 45

A área é de 45 m².

O
4. Avaliação Nacional 4. Seja A a área do triângulo,
b a medida da base do triân-

C IV
A base do triângulo representado gulo e h a medida da altura
ao lado mede ( 12 + 4) cm, e a me- relativa a essa base. Assim:

MATEMÁTICA
dida da altura relativa a essa base

O S
b·h
é ( 48 + 6) cm. A=
2

C LU
A medida da área desse triângulo,
em cm², é
A=
( 12 + 4)  · ( 48 + 6)  
a. 84 + 24 3 2

119
O C
b. 48 + 24 3 Como 12 = 2 3 e
18 = 4 3, então:
c. 48 + 28 3

N X
d. 24 + 12 3
SI E A=
(2 )(
3 + 4  · 4 3 + 6 )
e. 24 + 14 3 2
48 +6 24 + 12 3+ 16 3 + 24
A=
O
2
48 + 28 3  
A=
EN S

2
A = 24 + 14 3
E U

12 +4
D E

5. Na teoria, mostramos que a potenciação de radicais ocorre de acordo com a seguinte propriedade: O exercício 5 pode ser resol-
A LD

vido juntamente com os alu-


m p m nos, pedindo a participação
( an) = an.p deles em cada passagem.

Faça uso de outra propriedade da radiciação apresentada anteriormente, além da propriedade da


EM IA

potenciação, e mostre que ela é, de fato, verdadeira.


ST ER

m
Podemos transformar o radical an em uma potência com expoente fracionário e, depois,
aplicar propriedades da potenciação:

( a ) = (a ) = a = a
n p n n·p
SI AT

p ·p
m n m m m

(( aa )) == a( a =) =aa = a
p n·p
m n m n pm n·pn n·p
p ·p
m n m m m
M

Escrevendo a última potência obtida novamente sob a forma de radical, temos:

( a ) =a = a
p n·p
m n m m n·p

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CAPÍTULO 3
Aproveitar o exercício 6 para 6. Faça uso dos casos de produtos notáveis e desenvolva as expressões.
revisar com os alunos os
principais casos de produtos a. ( 5 + 3)² b. ( 7 – 2)²
notáveis.
O produto da soma pela
diferença será utilizado na ( 5)²+ 2 · 5 · 3 + ( 3)² = ( 7)²– 2 · 7 · 2 + ( 2)² =
racionalização de denomi- =5+2 5·3 +3= =7–2 7·2 +2=
nador.
= 8 + 2 15 = 9 – 2 14

O
C IV
c. ( 7 + 5) ∙ ( 7 – 5) d. (2 + 11) ∙ (2 – 11)
CAPÍTULO 3

O S
( 7)² – ( 5)² = (2)² – 11 =

C LU
=7–5= = 4 – 11 =
=2
= –7
120

O C
N X
SI E
O 7. Um determinado retângulo tem uma área de 10 27 m². Se sua altura mede 2 3 m, qual deve ser a
medida de sua base?

Chamando a base de B, temos:


EN S

B · 2 3 = 10 27
E U

Aplicando a operação inversa (isolando B):


10 27 27
B= =5 = 5 9 = 5 · 3 = 15
2 3 3
D E
A LD

A medida de sua base é 15 m.


EM IA

8. Tendo como referência as medidas da base e da altura do paralelogramo, determine sua área.
ST ER

3
+ 3) cm
SI AT

( 5

3
5 ) cm
M

(2 + 3

A = (2 + 3 5) · ( 5 + 3)
A=2· 5 +2·3+3 5· 5 +3·3 5
A = 2 5 + 6 + 15 + 9 5
A = 21 + 11 5

A área é de (21 + 11 5) cm².

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 120 24/09/2019 19:56


Exercícios propostos
9. Efetue as multiplicações dos radicais a seguir, simplificando o resultado sempre que possível.
3 3 3
a. 5 ∙ 10 ∙ 3 b. 3∙ 4∙ 6

3 3
5 ∙ 10 ∙ 3 = 150 = 3 ∙ 4 ∙ 6 = 72 =
3 3
= 52 ∙ 6 = 5 6 = 23 ∙ 9 = 2 9

O
C IV

MATEMÁTICA
O S
c. 3 ∙ ( 3 – 6) d. 5 ∙ (2 5 – 10)

C LU
3∙ 3– 3∙ 6= 5 ∙ 2 5 – 5 ∙ 10 =

121
= 9 – 18 = = 10 – 50 =

O C
= 3 – 32 ∙ 2 = 3 – 3 2 = 10 – 52 ∙ 2 = 10 – 5 2

N X
SI E
10. Efetue as divisões a seguir, simplificando o quociente sempre que possível.
O
EN S

a. 150 150
= 75 = 52 · 3 = 5 3
2 2
E U

400
150 4
=
= 75 80 == 522 ··35 == 54 35
25
D E

270
b. 400 3 400 = 3 54 =
150 80 =
3 3
234·2
3
· 5 == 34 25
55 == 75 = 52 · 3 = 5 3
5
A LD

962
3 270= 3 48 3 =
3
23 33·36·2==233 362
3 400
25 = 54 =
150 = 80 = 24 · 5 = 4 5
5 = 75 = 52 · 3 = 5 3
3 160
962 5 5 5
270
5
270 ==3 4832 =3 23 32·36==22 3 36
c. 3 =
3
3 5
400
2 = 54= = 34·2 = 3 2
150 80 == 522 ··35 == 54 35
3
EM IA

5 5 = 75
160
2 5
5 96 =3 5 32 =3 5 5
2 =2
3 270
5 = 48
400 3 = 23 3 ·36 = 2 3 36
3
2 = 54 = 234·2
· 5 == 34 25
55 = 80 =
ST ER

3 160 5
d. 96 5 96 =3 32 =3
270
5 5
2 =2
3
5 = 48 3 = 23 33·36·2==233 362
3
2
3
25 = 54 =
160
96 =3 5 32 =3 5 325 = 2 3
SI AT

5
3 = 48 = 2 · 6 = 2 6
25
5
e. 160 160 5
5
5 = 32 = 5 25 = 2
5 5
M

11. Avaliação Nacional 11. O volume será dado por:


O volume de um paralelepípedo reto-retângulo, representado por V, pode ser calculado pelo produ- V = ( 50 + 18)∙( 8 + 32) ∙ 3
to das medidas das arestas a, b e c, isto é, V = a · b · c. Uma vez que 50 = 5 2,
Se as arestas a, b, e c medem, respectivamente, ( 50 + 18) cm, ( 8 + 32) cm e 3 cm, é correto 18 = 3 2, 8 = 2 2, e
afirmar que o volume desse paralelepípedo é de 32 = 4 2, temos:
a. 288 cm³ V = (5 2 + 3 2) ∙ (2 2 + 4 2) ∙ 3
b. 214 cm³ V = (8 2) ∙ (6 2) ∙ 3
c. 207 cm³ V = 48 ∙ 2 ∙ 3
d. 195 cm³ V = 288 cm³

e. 184 cm³

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 121 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
Módulos 34 e 35 | Expressões com radicais

Exercícios de aplicação
1. A expressão seguinte foi obtida por um estudante quando calculava a diferença entre as áreas de
dois quadrados em certa unidade de medida.

( 12 + 8 )² – ( 2 + 3 )²

Escreva essa expressão em sua forma simplificada.

O
C IV
2 2
( 12 )2 + 2· 12 · 8 + ( 8 )2 [( 2 ) + 2 · 2 · 3 + ( 3 )] =
CAPÍTULO 3

O S
= 12 + 2 96 + 8 [ 2+ 2 6 + 3 ] =

C LU
= 20 + 2 42 · 6 [ 5 + 2 6 ] =
= 20 + 2 · 4 6 5 2 6 =
122

= 15 + 8 6 2 6 = 15 + 6 6

O C
N X
A diferença procurada é 15 + 6 6.

SI E
O
2. Considere a seguinte expressão com as variáveis a, b e c:

– b – b2 – 4ac
2a
EN S
E U

Calcule o valor numérico dessa expressão para:


a. a = 2, b = 3 e c = 1;
D E
A LD

3 32 4·2·1 3 9 8 3 1 3 1 4
= = = = = 1
2·2 4 4 4 4
EM IA
ST ER

b. a = –1, b = –3 e c = 4.
SI AT

( 3) ( 3)2 4 · ( 1)· 4 3 9 + 16 3 25 3 5 2
= = = = =1
2 · ( 1) 2 2 2 2
M

No exercício 3, temos: 3. Avaliação Nacional


4 256 + (1+ 5 ) · (1 5 )
= 4 256 + (1 + 5) ∙ (1 – 5)
12 + 3 27 A expressão 3
, quando simplificada, resulta no número real
2 2
4 · 16 + [(1) ( 5 ) ] 12 + –27
= = 65 – 5
12 + ( 3) a. b. 70 c. 52 d. 40 e. 20
3 3 3 3
64 + [1 5 ] 64 4
= = =
9 3
60
= = 20
3

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 122 24/09/2019 19:56


4. Resolva as expressões, determinando o valor numérico que representam.
3 3
a. 6 + ( 2 – 3)² b. 1+4∙2+ 64 + 5 + 52

3 3
6 + ( 2)² − 2 · 2 · 3 + ( 3)² = 1 + 8 + 8 + 2 + 25 =
3
= 6+2−2 6+3= = 9 + 2 + 27 =
=5− 6 =3+2+3=
=8

O
C IV

MATEMÁTICA
5. Considere a seguinte expressão: ( a + b )² – b( a – b ). Um dos objetivos do exercí-

O S
cio 5 é fazer uma abordagem
Juntamente com um colega, admita que a e b sejam números naturais diferentes entre 1 e 10 e mais lúdica sobre a resolu-

C LU
atribua um valor para cada variável. Cada um da dupla deve escolher valores diferentes para as ção de expressão numérica.
variáveis. Substitua esses valores na expressão dada e resolva-a. Depois, compare com o resultado Destacar que cada um dos
encontrado por seu colega. A calculadora pode ser usada nessa comparação. O desafio é encontrar integrantes da dupla deve

123
escolher um par de núme-
um resultado maior que o resultado encontrado pelo outro.

O C
ros para as variáveis a e b, de
tal forma que, ao resolver a
a= Escolha do aluno ;b= Escolha do aluno

N X
expressão, o resultado final
seja maior que o do colega. A
SI E
O calculadora pode ser usada
para obter uma aproximação
após todas as simplificações.
É necessária a correção indi-
vidual. Após a correção, ve-
rificar quem obteve maior
EN S

resultado e se estão consi-


derando o intervalo correto
E U

de valores para as variáveis


(naturais entre 1 e 10).
D E
A LD
EM IA

Exercícios propostos
ST ER

6. Simplifique as expressões numéricas dadas.


3
a. 18 – 2 ∙ (2 + 2) b. 4 + −27 + (2 + 5) ∙ (2 – 5)
SI AT

32 ∙ 2 + 2 2 + 2 ∙ 2 = 4 + (–3) + (2)2 – ( 5)² =


M

=3 2+2 2+ 4= = 1+4–5=
= 2–2 =1+4–5=
=0

7. Avaliação Nacional

A expressão 3 (4 + 3) ∙ (4 – 3) é equivalente a
No exercício 7, temos:
13 42 − ( 3)2 16 − 3 13
= = =1
a. 0 b. 1 c. 2 d. 3 e. 4 13 13 13

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 123 24/09/2019 19:56


CAPÍTULO 3
Módulo 36 | Racionalização de denominador

Exercícios de aplicação
1. Ao racionalizar o denominador de uma fração, sendo ele dado na forma ( a + b ), multiplicamos os
dois termos por seu conjugado, dado por ( a – b ). Qual caso de produto notável tem relação com
essa ideia?
O produto da soma pela diferença de dois termos.

2. Neste capítulo, apresentamos algumas fórmulas utilizadas na Geometria que usam radical. Reto-

O
mando essas fórmulas, faça o que se pede em cada item, racionalizando o denominador quando
necessário.

C IV
a. Na fórmula L = 2, que relaciona a medida d da diagonal de um quadrado com a medida L de seu
lado, isole a variável L, indicando-a em função da medida d.
CAPÍTULO 3

O S
C LU
L 2 =d
d d· 2 d 2
124

L=     =
      L =     
2 2· 2 2

O C
d 2
Portanto, L = .

N X
2

SI E
O
EN S

b. Na fórmula h = L 3 , que relaciona a medida h da altura de um triângulo equilátero com a medi-


2
E U

da L de seu lado, isole a variável L, indicando-a em função da medida h.


D E

L 3
=h
A LD

2
2h 2h · 3 2h 3
L= L= =
3 3· 3 3
2h 3 .
Portanto, L =
EM IA

3
ST ER

3. Racionalize o denominador na expressão dada em cada item.


SI AT

9 5
a. b.
3 7–2
M

9· 3 9· 3 9· 3 5 · ( 7 + 2)
= = =3 3 =
3· 3 ( 3 )2 3 ( 7 2 )·( 7 + 2 )

5·( 7 + 2 ) 5·( 7 + 2 )
= = =
( 7)
2 2
(2) 7 4

5( 7 + 2 )
=
3

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 124 24/09/2019 19:56


4. A racionalização de denominador mostrada no texto teórico está relacionada especificamente com O exercício 4 apresenta
a raiz quadrada, isto é, com índice 2. Afinal, devemos considerar que: como curiosidade e comple-
mento de teoria a ideia de
fator racionalizante para raí-
x ∙ x = x2 = x zes com índice maior que 2.
Propor, inicialmente, aos
alunos que façam uma lei-
Assim, dizemos que x é o fator racionalizante de x. tura em duplas, discutindo
a ideia indicada e, depois,
Entretanto, quando o expoente é maior que 2, devemos considerar, também, o expoente do radi-
n promover uma discussão
cando para chegar ao fator racionalizante. De maneira geral, temos que xn-m é o fator racionali- coletiva, antes de eles resol-
n
zante de xm. Veja dois exemplos. verem os itens a e b.

O
3 3 3
I. Dado 52, seu fator racionalizante será 53 - 2 = 51. Afinal:

C IV
3 3 3
52 ∙ 51 = 53 = 5

MATEMÁTICA
O S
4 4 4
II. Dado 6 , seu fator racionalizante será 64-1 = 63. Afinal:

C LU
4 4 4
6 ∙ 63 = 64 = 6

125
O C
Veja que o fator racionalizante faz com que o radical seja eliminado, transformando o denominador
irracional em racional.

N X
Com base nessas informações, faça o que se pede em cada item.
SI E
a. Indique qual é o fator racionalizante de cada radical dado no quadro.
O
3 4
Radical 2 7
3
72
4
53
5
32
EN S

Fator racionalizante 3
22
4
73
3
71
4
51
5
33
E U

b. Com base no quadro anterior, racionalize o denominador em cada fração dada a seguir, simplifi-
D E

cando o resultado sempre que possível.


A LD

1 1· 3 22 3
22 3
22 3 4
• 3 = = =
2 3
2 · 3 22 3
23 2 2
2· 4 73 2 4 73 2 4 73 2 4 343
EM IA

= ==
227 3 4 7
4 34 2 3 34 24
1·7 · 27 27 3
= = =
3
2 ·337212 3723 71 27 3 71 2 3

= 3 3 = = 7
ST ER

2 3 2
2·74 ·737 2 4 773 2 4 773 2 4 343
3 1
• 4 = = =
34 424 1 3 274
7 327 5 23 5 3 4 7
4 344 213
7 · 257
1·3·
== == =
25 · · 725 72 57 27 3571 2 3
34 333 4 12 1 3 43 41

= = = 7
SI AT

3 2 5 3 31
2·74 ·7337 212
12· 43 533 3
77 3 2 4 12773 5 332 4 343
== = = = = 4 5 27
73 · ·2573 332742351 3 23274 53 3 4 7
45 2344 5213 3 4 54 5
1·3·
== == =
7 25 · · 725 72 57 27 3571 2 3
34 333 4 12 1 3 43 41

• = = = 7
M

3
72 3 2 3 1
2·74 ·573373 212
12· 43 533 3
77 3 2 4 12773 5 332 4 343
== = = = = 4 5 27
73 · ·2573 33275423551 3 23274 53 3 4 7
45 2344 5213 3 4 4
1·3·
== = = =
25 · · 725 72 57 27 3571 2 3
34 333 4 12 1 3 43 41

= 3 3 = = 7
3 2 3 1
2·74 ·573373 212
12· 4 53 3
77 3 2 4 12773 5 332 4 343
== 4 5 4 5 = = = = 4 5 27
3 45 244 5 13 3
73 · · 573
3· 374 351 374 53 7
• 4 = 4 4 =
35 1
53 4 33 4 1 1
5
7· 7 · 5 3 1
5
7 7 7 7
= 3 3 = = 37
3 2 5 3 31
7 · 37
12· 1275 33 12 7 5 33
= = = 4 5 27
5 24 5 1 3
3 54 351 3 4 53
5
3·3 · 53
= 4 4 =
4 3 4 1
5 · 5 5 5
12 12· 5 33 125 33 12 5 33
• 5 = = = 4 5 27
32 5 2 5
3 · 3 3 5
35 3

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 125 24/09/2019 19:56


No exercício 5, temos: 5. UTFPR
I. Incorreta. Considere as expressões Está(ão) correta(s) somente
3 12 3·2 3
= =3 3 a. I.
2 2 I. 3 160 = 3 2
3 12 1 3·2 3 b. II.
= 1· 3= 3 33 2
II.( 2Correta.
23 ) = 2
2 3· 33 3 6
=
3 12 1 3·2
II. (2 3)-¹ = 3 c. III.
1 = 11· 3= 3 33

((242) 2 )= 22223·
2 3 = 4· 2 =
3= 2 3= 4 6 6 d. I e II.
11· 3 3 2
1

((2Incorreta.
24 32 ) = 4· 2
1
2 = e. I e III.
III. ) = 22 3· 3= 2 3= 4 6 III. (24) 3 =2 3
1 1

(2 )
4 2
=2 2
= 22 = 4

O
Exercícios propostos

C IV
6. Aplique a racionalização de denominador na expressão de cada item.
CAPÍTULO 3

O S
7 2
a. b.
2 6 + 2

C LU
126

7· 2 14 14 2· ( 6 2)

O C
= = =
2· 2 ( 2 )2 2 ( 6 + 2 )· ( 6 2)

N X
2 ·( 6 2 ) 2 ·( 6 2)
= = =
2
( 6) ( 2 )
2
6 2
SI E
O
=
2 ·( 6 2) = 6 2
4 2
EN S
E U

12 3
c. d.
D E

2 6 7– 5
A LD

12 · 6
=
12 6
=
12 6
=
12 6
= 6 3 ·( 7 + 5 )
2 6 · 6 2 ( 6 )2 2·6 12 =
( 7 5 )· ( 7 + 5 )
EM IA

3 ·( 7 + 5 ) 21 + 15
= = =
2
( 7) ( 5)
2
7 5
ST ER

21 + 15
=
2
SI AT

7. Para a fração dada, racio- 7. Avaliação Nacional


M

nalizamos o denominador,
multiplicando os termos da Calculando a razão entre as medidas de dois lados de um polígono, um estudante chegou à expressão
fração por 3 – 5. 4 . Evitando realizar divisão com número irracional, ele procurou racionalizar o denominador
4 (3 5)
=
3+ 5
(3 + 5) (3 5) dessa fração. Se desenvolver corretamente seu cálculo, deverá obter a expressão
4 (3 5)
= =
a. 5
32 ( 5 )2
2
4 (3 5) b. 3 – 5
= =
9 5
4 (3 5) c. 3 + 5
= =
4 3– 5
=3– 5 d. –
4
e. 4 ∙ (3 – 5)

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 126 24/09/2019 19:56


Módulo 24
1. Para cada raiz dada, escreva se é um número real positivo, um número real negativo ou se não é um
número real.
2
a. 8: É um número real positivo.

O
3
b. –27: É um número real negativo.

C IV
2
c. –25: Não é um número real.

MATEMÁTICA
O S
Módulos 25 e 26

C LU
3
2. Assinale com um X a raiz equivalente à potência 2 4 .

127
O C
4 2 4 3
32 34 23 24

N X
X

Módulo 27
SI E
3. Complete corretamente cada esquema de cálculo que mostra a simplificação do radical dado.
O
EN S

2 2 2 2 2
a. 98 =
2
7 ∙ 2 =2 7 ∙ 2= 7 ∙ 2
E U

3 3 3 3 3 3 3 3
b. 1 000 = 2 ∙ 5 = 2 ∙ 5 = 2 ∙ 5 = 10
D E
A LD

Módulos 32 e 33
4. Ligue com um traço o cálculo com o resultado correspondente.
EM IA

5∙ 2 10
ST ER

( 10)² 10
SI AT

Módulo 36
5. Racionalize o denominador na fração dada em cada item.
M

5· 3 5 3 5 3
a. 5 = = 5 2 = 5
53 5 ·
3
= 3· 3 =

3 2= 3 (( ))
3
=
3· +
3· 5 + 2 =
3· +
3 · 52 +
(( )) ((
)) = 33·· (( 2 5
+
+ 2
)) = 33·· (( 5
+
+ 2
)) = +
b. 5 3 2 = 5 2 · ( )( )) (( )) (( )) =
2
+ = = = 5 + 2
( )(
2 2
5 2 5 2 · 5 + 2 5 2 3
5 2

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 127 24/09/2019 19:56


O
C IV
CAPÍTULO 3

O S
RADICIAÇÃO

C LU
128

O C
N X
SI E
O
Propriedades Simplificação
da radiciação de radicais
EN S
E U
D E

Operações e
A LD

expressões com
radicais
EM IA
ST ER

Racionalização Situações-problema
de denominador com radicais
SI AT
M

CO EF 09 INFI 02 1B LV 02 MI DMUL DMAT_G2.indd 128 24/09/2019 19:56


DAVORLOVINCIC/ISTOCK
GRUPO

OPOSIÇÃO
3

O
C IV
O S
C LU
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD

“A consciência não consente em se identificar com o corpo, que


EM IA

é para ela um companheiro cego e indócil, nem com o espírito,


diante do qual é ora aquiescente, ora rebelde. O eu consiste preci-
samente nesse movimento de vaivém que alternadamente torna
ST ER

minha convivência mais estreita ora com um, ora com outro.
A consciência nos incita a agir para sair da imobilidade, mas tam-
bém a só agir por uma finalidade capaz de nos satisfazer plena-
SI AT

mente. A liberdade se exerce no intervalo entre essas duas aspi-


rações, uma que nos impele, outra que nos retém, e oscila entre
todas as aparências que a seduzem.
Assim, na consciência existe, a um só tempo, perfeição – visto que
M

ela acresce o que somos, nos permite brilhar no mundo para além
dos limites do corpo e nos dá uma espécie de posse espiritual do
Universo – e imperfeição – visto que, ao mesmo tempo, ela é feita
de idgnorância, de erro e de desejo. A consciência é uma transição
entre a vida do corpo e a vida do espírito. É um perigo, visto que
pode ser ultrapassado por ela. É uma interrogação perpétua, uma
hesitação que não para de nos dar insegurança em nossa vida
cotidiana; e, no entanto, é uma luz que nos guia para a segurança
de uma vida sobrenatural.”

Louis Lavelle

Macaco-da-neve bebendo água. O teste do autorreconhecimento no espelho


(MSR) é usado como evidência de autoconhecimento nos animais, ou seja, é um
indicativo de que têm consciência de si mesmo. O macaco-da-neve não “passa”
nesse teste, ao contrário do chimpanzé, do golfinho, do elefante asiático e de
uma espécie de corvo (pega-rabuda).

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL INICIAIS G030.indd 3 18/09/2019 19:20


MA PA I N T E R D I S C I P L I N A R
Este mapa mostra ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para
um trabalho interdisciplinar.

O
LÍNGUA MATEMÁTICA

C IV
PORTUGUESA
Segmentos
Variação linguística, proporcionais,

O S
crase, regência nominal, semelhança de
complemento nominal, triângulos e

C LU
gênero palestra e teorema de Tales
produção de texto
CS HI LP CS HI
EDUCAÇÃO FÍSICA

O C
FÍSICA
Vetores e leis de Newton

N X
Condicionamento físico

SI E
HI
O
BI MA QI HI
EN S
E U

ARTE GRUPO QUÍMICA


3
D E

Arte moderna e Modelos atômicos e


contemporânea no Brasil distribuição eletrônica
A LD

Oposição
CS HI MA LP MA BI HI
EM IA
ST ER

CIÊNCIAS
SOCIAIS BIOLOGIA
SI AT

Racionalismo e Evolução biológica


empirismo
M

AR GEOGRAFIA HISTÓRIA
LP GE HI

Europa: economia,
Crise do capitalismo,
industrialização e
entreguerras e regimes
desenvolvimento
totalitários
tecnológico

HI CS LP LP AR GE

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL INICIAIS G030.indd 10 18/09/2019 19:20


MA
O
C IV
O S
N X
SI E
O

C LU
O C TE
EN S


PÁG.
E U

66 CAPÍTULO 4
D E

Segmentos proporcionais
A LD

100 CAPÍTULO 5
Triângulos semelhantes
EM IA

118 CAPÍTULO 6
ST ER

Teorema de Tales

TICA
SI AT
M

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 65 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO

4 SEGMENTOS
PROPORCIONAIS

O
C IV
MATEMÁTICA

OBJETIVOS DO GRUPO

O S
C LU
• Reconhecer segmentos
proporcionais.
• Identificar rotação,
66

O C
reflexão e translação de
figuras no plano.

N X
• Aplicar conceitos
sobre segmentos
SI E
proporcionais no estudo
da semelhança.
O
• Construir polígonos
homotéticos.
EN S

• Reconhecer as condições
necessárias e suficientes
E U

para que dois triângulos


sejam semelhantes.
D E

• Saber utilizar
a propriedade
A LD

fundamental da
semelhança.
• Ler, interpretar e resolver
situações-problema
EM IA

envolvendo segmentos
proporcionais e
semelhanças.
ST ER

• Demonstrar relações
simples entre os ângulos
formados por retas
SI AT

paralelas cortadas por


uma transversal.
• Aplicar o teorema de
M

Tales.
• Ler, interpretar e
resolver situações-
-problema envolvendo
triângulos semelhantes
e o teorema de Tales.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 66 24/09/2019 20:20


GEORGIJEVIC/ISTOCK
Durante muito tempo, arquitetos e engenheiros fizeram – e ainda fazem – uso de maque-
tes de prédios a serem construídos. As maquetes mostram uma redução do prédio, que
possui dezenas de metros de altura, para medidas muitas vezes menores que 1 metro,
mantendo sempre as proporções entre elas. Embora as maquetes ainda sejam utilizadas,
modelos criados em computador, com imagens em 3D, e visualizadas com o auxílio de
óculos de realidade virtual, têm se tornado cada vez mais comuns, apresentando minia-
turas de arquiteturas arrojadas, muitas das quais fazem uso de simetria.

O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

67
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 67 24/09/2019 20:20


O estudo sobre proporção já ocorre, Módulos 37, 38 e 39
de forma mais aprofundada, desde
o 7o ano desta coleção, incluindo o
capítulo 1 do 9o ano. Nesse sentido,
o estudo inicial proposto neste ca-
SEGMENTOS PROPORCIONAIS
pítulo não deve apresentar maiores No capítulo 1, mostramos uma revisão do estudo sobre razão, já discutido
dificuldades para os alunos. Ainda
assim, retomar alguns dos concei- nos anos anteriores desta coleção. Para o estudo que propomos neste e nos
tos do início, verificar do que eles se próximos capítulos, será importante reconhecer com facilidade a ideia de
recordam e enfatizar que o estudo
de segmentos proporcionais será segmentos proporcionais. É sobre eles que falaremos agora.
aplicado nos próximos módulos.
De início, considere o segmento AB , que foi dividido igualmente em 7

O
segmentos iguais de medida u, com o ponto B pertencente a esse segmento.

C IV
CAPÍTULO 4

A B C

O S
U

C LU
De acordo com essa ideia inicial, temos:
68

O C
• med( AB ) = 3 u

N X
• med( BC ) = 4 u
SI E
O • med( AC ) = 7 u
Com isso, podemos estabelecer a razão entre suas medidas, tomadas em
uma mesma unidade. Observe alguns exemplos.
EN S

AB 3 u 3
= =
BC 4 u 4
E U

ou
BC 4 u 4
D E

= =
AB 3 u 3
A LD

ou
AC 7 u 7
= =
BC 4 u 4
EM IA
ST ER

Observe, nos exemplos apresentados, que a razão entre um segmento AB e um


segmento BC é o inverso da razão entre o segmento BC e o segmento AB .
SI AT

A ideia de razão entre segmentos pode ser aplicada em figuras planas


ou, até mesmo, espaciais. Como exemplo, veja a razão entre a medida da
M

largura e do comprimento no retângulo.

A 5 cm B

2 cm

D C

BC 2 cm 2 AB 5 cm 5
= = ou = =
AB 5 cm 5 BC 2 cm 2

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 68 24/09/2019 20:20


Segmentos proporcionais Mostrar aos alunos a aplicação do es-
tudo de segmentos proporcionais em
retângulos semelhantes, mas, neste
Com base na razão entre segmentos de reta mostrada anteriormente, apre- momento, apenas como curiosidade. Nos
próximos módulos, detalhar esse estudo
sentamos a ideia de segmentos proporcionais. Para isso, consideremos os e comentar esse fato eles.
segmentos a seguir.

4 cm
A B
5 cm

O
C D

C IV
8 cm
E F

MATEMÁTICA
10 cm

O S
G H

C LU
De acordo com a medida de cada um dos segmentos, temos:

69
O C
AB 4 cm 4
= =

N X
CD 5 cm 5

=
SI E
EF 8 cm 8
= =
4
GH 10 cm 10 5
O
Logo, se as razões são iguais, temos que os segmentos AB, CD, EF e GH são,
EN S

nessa ordem, proporcionais.


E U
D E

AB EF
=
A LD

CD GH

De forma prática, caso se tenha um retângulo com medidas de 4 cm e


EM IA

5 cm de largura e comprimento, e outro com medidas de 8 cm e 10 cm,


os dois retângulos serão semelhantes.
ST ER

A 5 cm B E 10 cm F
SI AT

4 cm
M

8 cm
D C

H G
A razão entre largura e comprimento em cada
um dos dois retângulos é igual, isto é, 4 para 5.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 69 24/09/2019 20:20


Antes de dar sequência ao estudo Módulos 40 e 41
sobre a aplicação de segmentos

REFLEXÃO, TRANSLAÇÃO E ROTAÇÃO


proporcionais, apresentamos dois
módulos com um breve estudo
sobre tipos de movimentos isomé-
tricos. Eles poderão ser aplicados Observe o quadrilátero seguinte.
na continuação do estudo sobre fi-
guras semelhantes. Verificar o que
os alunos se lembram do estudo de B
simetria dos anos anteriores.
2 cm 2 cm

O
A C

C IV
CAPÍTULO 4

O S
3 cm 3 cm

C LU
D
70

O C
Há, nessa figura, pares de segmentos que têm a mesma medida. É um

N X
erro relativamente comum afirmar que os segmentos AB e BC são iguais,
SI E
O
pois, embora tenham a mesma medida, eles não estão na mesma posição
do plano. Dizemos, então, que são congruentes, que corresponde a dizer
“mesma medida”. A razão entre esses dois segmentos é 1.
EN S

No estudo da Geometria, podemos transformar apenas um segmento em


outro que lhe seja congruente por meio de um movimento conhecido como
E U

isometria. A mesma ideia se aplica para uma figura inteira. No estudo da


isometria, particularmente no plano, consideramos os quatro movimentos
D E

a seguir.
A LD

1. Reflexão segundo uma reta


2. Translação
3. Rotação em torno de um ponto
EM IA

4. Reflexão com deslizamento


ST ER

Na figura anterior, se traçarmos uma reta vertical passando pelos pontos


B e D, teremos a reflexão com base nessa reta.
SI AT

2 cm 2 cm
M

A C

3 cm 3 cm

Além desse exemplo, acompanhe a seguir uma descrição mais detalhada


para cada movimento.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 70 24/09/2019 20:20


REFLEXÃO TRANSLAÇÃO

y y

O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU
0 0
x x

71
O C
Temos aqui, no plano cartesiano, uma reflexão da

N X
Nesse exemplo, a figura é transladada horizontal-
figura em relação à reta r. Observe que ela fica in-
SI E mente, como se tivesse apenas deslizado no plano.
vertida.
O
ROTAÇÃO EM TORNO DE UM PONTO REFLEXÃO COM DESLIZAMENTO
EN S
E U

y y
D E
A LD

180°
EM IA

O r
ST ER

0 0
SI AT

x x
M

Rotação da figura, de 180°, no sentido anti-horário, Movimento de translação da figura (deslizamento)


em relação ao ponto O. para posterior reflexão em torno da reta r.

Particularmente na simetria por rotação em torno de um ponto, podemos


considerar vários ângulos para esse giro, como 30°, 60° e 90°. Além disso,
podemos observar também um deslocamento da figura em torno de um
ponto no sentido horário no movimento.
No movimento de translação, podemos encontrar outras direções de des-
locamento, como na vertical. O sentido também pode variar, como da direi-
ta para a esquerda e vice-versa.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 71 24/09/2019 20:20


Os quatro movimentos possíveis podem ser agrupados em dois ou três.
Veja, como exemplo, a sequência de figuras. O triângulo azul sofreu trans-
formação por isometria por meio de uma translação e posterior rotação de
60° no sentido horário em relação ao ponto O.

O
C IV
60°
0
CAPÍTULO 4

O S
C LU
72

O C
EXPLORE MAIS
Com isso, chegamos aos triângulos congruentes dados na seguinte posi-

N X
Um pouco de simetria
ção do plano:
SI E
Casos de simetria estão pre-
sentes em muitas situações
de nosso cotidiano. Acesse
O
o link e descubra algumas
delas.
EN S

Disponível em:
<coc.pear.sn/TtEPV4g>.
E U
D E
A LD

GRUPO TEMÁTICO
EM IA

Simetria e espelho
ST ER

De todos os tipos de simetria que existem, a de reflexão é a que melhor se associa com a imagem
refletida em um espelho. Nesse tipo de situação, o objeto a ser refletido no espelho plano tem a
mesma imagem que seu reflexo na superfície espelhada.
SI AT

Entretanto, as duas imagens são opostas em relação à superfície do espelho, ficando invertidas.
Assim, se uma pessoa levanta seu
DVULIKAIA/ISTOCK

braço esquerdo, tem-se a impressão


de que a imagem refletida levantou
M

seu braço direito, embora seja ape-


nas um reflexo do braço esquerdo
que foi levantado. Deve-se ter aten-
ção ao trabalhar com a simetria de
reflexão em relação a um eixo (ou
plano) de simetria. Por essa razão,
veículos de bombeiros, por exemplo,
costumam ter a palavra BOMBEIROS
escrita de forma invertida sobre o
para-brisa, para que o motorista à
frente possa ler a palavra de forma
correta ao observar o espelho retro- A imagem refletida em um espelho é oposta e invertida
em relação ao objeto posicionado em frente ao espelho.
visor.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 72 24/09/2019 20:20


Módulos 42 e 43

SEMELHANÇA
Desde que a televisão foi inventada, muitos modelos de aparelhos foram
lançados no mercado, mas houve um momento em que a mudança foi mais
marcante, passando do modelo conhecido como televisão de tubo para o de
tela plana.
Ocorre que as formas retangulares nesses dois modelos de televisão não

O
são semelhantes. Veja a seguir a diferença de imagens exibidas em dois

C IV
modelos.

MATEMÁTICA
O S
NAUMOID/ISTOCK

TURK_STOCK_PHOTOGRAPHER/ISTOCK
C LU

73
O C
N X
SI E
O
EN S
E U

Modelo de TV de tela plana.


D E
A LD

Modelo de TV de tubo.

Observe que a TV de tubo tem um formato retangular mais próximo de um


EM IA

quadrado. Por essa razão, ao exibir a mesma imagem nesse formato de tela,
há uma perda nas duas laterais, em que parte do jogador não aparece, assim
ST ER

como parte do gol. Essa situação ocorre, pois a forma retangular nos dois
aparelhos não indica que sejam retângulos semelhantes. Esclarecer que, para que dois
SI AT

A semelhança de retângulos ocorre quando as medidas dos lados cor- polígonos sejam semelhantes, é
necessário que ocorram as duas
respondentes são proporcionais. Nas imagens dos aparelhos de televisão, condições apresentadas. Assim, os
alunos devem observar com aten-
embora a altura da tela seja a mesma (a razão entre as duas medidas, nesse
M

ção o uso adequado da expressão


exemplo, é 1), o comprimento da base da tela é maior na tela plana. “e” em vez de “ou”.
A situação das telas de televisão pode
Quando ampliamos a ideia de semelhança para qualquer polígono, deve- ser mostrada na prática em sala de
mos considerar alguns aspectos. aula, caso tenha um notebook (ou
computador de tela plana) e um pro-
jetor ou lousa digital com formato de
tela diferente da tela do notebook (ou
Dois polígonos são semelhantes caso ocorram, simultaneamente, as duas condi- PC), usado para exibir a imagem. Com-
ções seguintes: parar a mesma imagem projetada nas
duas telas. É comum, nesse caso, que
• ângulos correspondentes congruentes; sejam inseridas tarjas pretas para fazer
• medidas dos lados correspondentes proporcionais. o ajuste, ou então parte da imagem é
perdida. Fazer um teste antes.
É necessário que ocorram as duas condições, e não apenas uma delas.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 73 24/09/2019 20:20


Seguindo a ideia apresentada, podemos ter telas de tamanhos diferentes,
mas projetando a mesma cena, pois são formadas por retângulos seme-
lhantes. Observe um exemplo.

TURK_STOCK_PHOTOGRAPHER/ISTOCK
O
C IV
CAPÍTULO 4

O S
C LU
74

O C
N X
Os ângulos correspondentes são congruentes, e a razão entre as medidas
SI E da altura da tela em cada modelo é igual à razão entre as medidas dos com-
primentos correspondentes. De forma prática, com exemplos numéricos,
observe os dois retângulos.
O
EN S

A 3 cm B E 6 cm F
E U

2 cm
D E
A LD

D C 4 cm
EM IA

H G
ST ER

Nessas figuras, temos:


• ângulos correspondentes congruentes: Â = E
Ê = 90°
SI AT

B̂ = F
F̂ = 90°
Ĉ = G
Ĝ = 90°
M

D̂ = H
Ĥ = 90°
3 2
• lados correspondentes proporcionais: =
6 4
AB BC CD DA 1
De maneira geral, ainda temos: = = = =
EF FG GH HE 2
1
Dizemos que é a razão de semelhança. Geralmente, indicamos a ra-
2
1
zão de semelhança com a letra k. Assim, nesse caso, temos k = .
2

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 74 24/09/2019 20:20


Módulos 44, 45 e 46 Pedir aos alunos que providenciem
régua e compasso para a aula sobre

AMPLIAR E REDUZIR: HOMOTETIA


homotetia.

A projeção de filmes na tela de um cinema passou por avanços tecnológi-


cos ao longo do tempo. Um dos modelos mais clássicos é o que usa rolos,
onde são impressas as cenas obtidas pela filmadora. Basicamente, o pro-
jetor projeta na tela a imagem impressa em cada quadro do rolo. Um giro
rápido dos quadros impressos no filme do rolo faz com que se tenha a

O
noção de movimento.

C IV
PESHKOV/ISTOCK

MATEMÁTICA
O S
C LU

75
O C
N X
SI E
O
EN S
E U

Um projetor amplia a imagem, mantendo medidas proporcionais.


D E
A LD

Pode-se perceber que, nessa situação, ocorre uma ampliação da imagem


de um retângulo com poucos centímetros de diagonal para uma imagem
cobrindo uma tela retangular com alguns metros de diagonal. A ampliação
EM IA

ocorre por meio de uma técnica conhecida como homotetia. Nas amplia-
ções feitas com recursos de programas de computador, a imagem é amplia-
ST ER

da ou reduzida, tendo como base a diagonal de um retângulo, como mostra


o esquema seguinte.
SI AT

COKADA/ISTOCK
M

Ampliação de imagem com recurso de programa de computador. A ampliação


tem como referência a diagonal do retângulo que define a imagem.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 75 24/09/2019 20:20


Um método de ampliação pode ser aplicado em figuras planas, usando
simplesmente régua e compasso. Para isso, veja a ideia sobre figuras ho-
motéticas.

Dizemos que duas figuras semelhantes são homotéticas quando estão dispos-
tas de forma que seus lados correspondentes sejam paralelos. Como exemplo,
temos:

O
A’ B’

C IV
CAPÍTULO 4

O S
A B

C LU
76

O C
N X
SI E
O D C D’ C’

ABCD e A’B’C’D’ são homotéticos.


EN S

A’
E U

A B
D E
A LD

D’ B’
D C
EM IA
ST ER
SI AT

EXPLORE MAIS
C’
Projetor caseiro
M

Acesse o link e descubra


um vídeo que ensina como ABCD e A’B’C’D’ não são homotéticos.
fazer um projetor caseiro
usando um smartphone,
uma lupa e uma caixa de
sapatos.
Para a construção de uma figura homotética, temos como referência um
Disponível em: ponto O do plano, chamado centro de homotetia, e uma razão k diferente
<coc.pear.sn/kd7pNcC>. de zero.

Chama-se homotetia de uma figura com centro O e razão k a transformação



geométrica que associa cada ponto P da figura a um ponto P’ na reta OP , tal que
OP’ = k · OP. Chamamos o ponto P’ de homotético de P.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 76 24/09/2019 20:20


Leia algumas considerações sobre o valor de k.
I. Se k > 0, os pontos P e P’ estão numa mesma semirreta de origem O.
II. Se k < 0, os pontos P e P’ estão em semirretas opostas de origem O.
III. Se k = – 1, a homotetia é uma simetria em relação a O, pois OP’= – OP.
IV. Se k = 1, a homotetia é a identidade, pois OP’ = OP, portanto P = P’.
V. Se P’ é o homotético de um ponto P pela homotetia de centro O e ra-

O
OP’
zão k, então =k .
OP

C IV

MATEMÁTICA
Exemplos

O S
I. Para k = 2 (k > 0)

C LU
O P P’

77
O C
N X
2 · (OP)

SI E
OP’= 2 · OP
O
II. Para k = –2 (k < 0)
EN S
E U

P’ O P
D E

–2 · (OP)
A LD

OP’ = (–2) · OP
EM IA

III. Para k = –1
ST ER

P’ O P
SI AT

–1 · (OP)
M

IV. Para k = 1

O P P’

1 · (OP)

OP’
V. Para os casos vistos anteriormente, verifica-se que =k .
OP

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 77 24/09/2019 20:20


Construção da figura homotética
Para construir a figura homotética, utilizaremos régua e compasso. Nes-
se caso, o compasso servirá para transferir as medidas. Observe alguns
exemplos.

Exemplo 1
Construir a figura homotética do triângulo ABC com razão de semelhan-

O
ça k = 2.

C IV
C
CAPÍTULO 4

O S
C LU
B
78

O C
N X
A
SI E
O
Tomar um ponto O qualquer (centro de homotetia), preferencialmente
externo ao triângulo.   
A partir de O, traçar as semirretas OA , OB e OC . Depois, com o compas-
EN S

so, partindo de O, marcamos o ponto A’, tal que A’O = 2 · OA.


E U

Fazer uma construção semelhante para determinar os pontos B’ e C’.


D E
A LD

C’
EM IA
ST ER

C
SI AT

O B
M

B’

A’

O triângulo A’ B’ C’ é homotético do triângulo ABC com razão de seme-


lhança k = 2.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 78 24/09/2019 20:20


Exemplo 2 Revisar com os alunos a construção
da mediatriz para determinar o ponto
Construir a figura homotética do triângulo ABC com razão de seme- médio de um segmento.
1
lhança k = − .
2
C

O
B

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU
A

79
O C
Tomar um ponto O qualquer (centro de homotetia), preferencialmente

N X
externo ao triângulo.
  
A partir de O, traçar as semirretas AO , BO e CO. Depois, com o compasso,
SI E 1
partindo de O, marcamos o ponto A’, tal que A’O = − · OA. Para isso, é neces-
O
2
sário determinar o ponto médio de OA. Essa construção pode ser feita por
EN S

meio da mediatriz de OA.


E U

Fazer uma construção semelhante para determinar os pontos B’ e C’.


D E

C
A LD

A’

O
EM IA

B’ B
ST ER

C’
SI AT

Veja que o triângulo ficou reduzido e invertido.


M

Observações
De maneira geral, temos:
• homotetia direta (k > 0):
• se k > 1, a figura é ampliada;
• se 0 < k < 1, a figura é reduzida.
• homotetia inversa (k < 0):
• se k < –1, a figura é ampliada.
• se –1 < k < 0, a figura é reduzida.

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CAPÍTULO 4
SEGMENTOS PROPORCIONAIS
Módulos 37, 38 e 39 | Segmentos proporcionais

Exercícios de aplicação
No item a do exercício 1, des- 1. Paula e Ricardo moram na mesma rua. Eles são colegas de turma no colégio que também fica na
tacar que a menor distância rua onde moram. No esquema seguinte, a reta PR representa a rua, sendo P o ponto em que Paula
é dada em linha reta, sendo
esta a distância procurada.
mora, R o local em que Ricardo mora e Q a localização do colégio.

350 m 490 m

O
P Q R

Tendo como base as distâncias dadas, faça o que se pede.

C IV
a. Determine a distância entre as casas de Paula e Ricardo.
CAPÍTULO 4

O S
PR = 350 m + 490 m = 840 m

C LU
80

O C
N X
A distância é de 840 metros.

SI E
O b. Escreva uma fração irredutível que indique a razão, nessa ordem, entre os segmentos:
• PQ e QR
EN S

PQ 350 m 5
= =
QR 490 m 7
E U
D E
A LD

• PQ e PR

PQ 350 m 5
= =
EM IA

PR 840 m 12
ST ER

• QR e PR
SI AT

QR 490 m 7
M

= =
PR 840 m 12

No exercício 2, sugerir aos 2. Por meio de uma construção geométrica com régua e compasso, determina-se o ponto médio M de
alunos que façam um esboço um segmento AB. Com isso, qual número inteiro expressa a razão entre os segmentos AM e MB?
para visualizar o problema.
Sendo M o ponto médio de AM , temos que AM ≅ MB . Logo, a razão entre os dois segmentos será dada pelo número 1.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 80 24/09/2019 20:20


3. Considere os segmentos de reta com as respectivas medidas dadas.

2m
3m

B 5m C

O
Determine, na ordem dada, a razão entre os segmentos:
a. AB e BC c. AB e CD

C IV

MATEMÁTICA
O S
2 2

C LU
5 3

81
O C
b. BC e CD d. CD e BC

N X
É importante que os alunos
SI E
5 3
observem o fato de que,
em uma razão entre dois
3 segmentos, consideramos
O
5
unidades de medida iguais.
Explorar essa ideia no exer-
EN S

cício 4.
E U

4. Marina disse que a razão entre um segmento AB, de medida 7 cm, e outro segmento CD, de medi-
7
da 20 mm, era de . Marina está certa? Explique sua resposta.
D E

20
A LD

Marina não está certa. Em uma razão entre dois segmentos, as medidas devem ser dadas em uma mesma unidade. Assim,
7
como 20 mm = 2 cm, temos que a razão entre os segmentos AB e CD é de .
2
EM IA
ST ER

5. Avaliação Nacional
Na figura, o segmento AC indica uma vareta que será usada na confecção de uma pipa. Deseja-se marcar um
ponto B, tal que AB = 12 cm e BC = 18 cm.
SI AT

A 12 cm B 18 cm C
M

De acordo com os pontos e as medidas dados, deve-se concluir que a razão entre os segmentos AB e AC , nessa
ordem, será
2 5. Do exposto, temos AC = 12 cm + 18 cm = 30 cm. Assim:
a.
3 AB 12 2
= =
5 AC 30 5
b.
2
3
c.
5
2
d.
5
3
e.
10

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 81 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
6. Considere que os segmentos de reta EF, GH, IJ e KL sejam, nessa ordem, proporcionais.

1 cm
E F
2 cm
G H
3 cm
I J
x cm

O
K L

C IV
Determine o valor de x na medida do segmento KL.
CAPÍTULO 4

O S
1 3
=

C LU
2 x
x =2⋅3
x =6
82

O C
N X
SI E A medida procurada é de 6 cm.

7. O esquema mostra três pontos colineares. Eles indicam a localização de antenas que serão instala-
O
Aproveitar o exercício 7 para
retomar o uso do sistema de das em uma rodovia retilínea. Sabe-se que a distância entre as antenas nos pontos M e N deve ser
equações de 1o grau, estu-
EN S

dado no 8o ano. Mostrar aos 5


de 8 km. Além disso, no esquema, a razão entre os segmentos NO e MO deve ser .
alunos que esta pode ser ou- 9
E U

tra aplicação da ideia de sis-


tema. Observar com atenção x
8 km
se eles estão considerando
D E

corretamente a razão dada. M N O

y
A LD

Calcule a distância x entre as antenas instaladas nos pontos N e O e também a distância y entre as
antenas instaladas nos pontos M e O.
EM IA

Considerando as informações dadas, temos:


ST ER

y = 8 + x

x 5
 =
y 9
Resolvendo o sistema pelo método da substituição, temos:
SI AT

y = 8 + x
  y = 8 + x........(I)
x 5 ⇒ 
 = 9x = 5y..........(II)
y 9
M

Substituindo I em II, temos:


9x = 5 · (8 + x)
9x = 40 + 5x
4x = 40
x = 10
Substituindo x = 10 em I, temos:
y = 8 + 10 = 18

A distância NO é de 10 km, e a distância MO é de 18 km.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 82 24/09/2019 20:20


8. Um arquiteto está projetando a construção de uma casa em um terreno re-

DRAGONIMAGES/ISTOCK
tangular. De acordo com seu projeto, o terreno deverá ter o comprimento de
42 metros. Além disso, a razão entre as medidas de largura e comprimento
6
deve ser, nessa ordem, . Qual deve ser a medida da largura desse terreno?
7

Sendo x a medida da largura, temos:


x 6
=
42 7
7x = 6· 42

O
7x = 252
x = 36

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

83
O C
A largura deverá ser de 36 m.

N X
9. Qual deve ser a razão entre dois segmentos quaisquer que formam os lados de um quadrado?
SI E
A razão é 1.

10. Considerando um quadrado com lado medindo 1 m, responda ao que se pede.


O
No exercício 10, retomar
a. Qual raiz indica a medida de sua diagonal? com os alunos a relação en-
tre a medida do lado e da
EN S

diagonal de um quadrado.
É possível, também, aplicar
E U

d=L ⋅ 2 o teorema de Pitágoras. No


d=1⋅ 2 item b, eles devem aplicar
a racionalização de deno-
D E

d= 2 minador, sendo este estu-


do indicado nos módulos
A LD

anteriores, do capítulo 3.
Verificar se estão desenvol-
vendo com segurança esse
tipo de cálculo. Convém res-
saltar que a razão é válida
EM IA

em qualquer quadrado.
ST ER

A raiz é 2 m.

b. Escreva a razão entre a medida do lado do quadrado e a de sua diagonal, racionalizando o deno-
SI AT

minador da fração que indica essa razão.


M

1 1⋅ 2 2
= =
2 2⋅ 2 2

A razão pedida é 2 .
2

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 83 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
Exercícios propostos
11. Certo losango tem uma diagonal medindo 45 cm, e a outra diagonal é menor, medindo 36 cm. Qual
fração irredutível indicará a razão entre a medida da diagonal menor e a da diagonal maior, nessa
ordem?

36 cm 36 4
= =
45 cm 45 5

O
C IV
CAPÍTULO 4

O S
4

C LU
A fração que indicará a razão é .
5

12. Em certa gráfica, um cliente encomendou um tipo de cartão feito de papel na forma retangular.
84

O C
O comprimento desse retângulo deve ser de 80 mm, e a razão entre essa medida e a medida da
5
largura, nessa ordem, é de . Qual deve ser a largura desse cartão?

N X
2
SI E
O
Sendo x a medida da largura, temos:
80 5
=
x 2
5x = 2 ⋅ 80
EN S

5x = 160
E U

x = 32
D E
A LD

A largura deve ser de 32 mm.

No exercício 13, a equação 13. Os segmentos AB, CD, EF e GH são, nessa ordem, proporcionais. Sabendo disso e com base nas
resultante é uma equação medidas indicadas, determine o valor numérico da medida x.
EM IA

do 2o grau incompleta. Mos-


trar aos alunos que uma
situação semelhante já foi 1 cm
ST ER

encontrada em estudos A B
anteriores sobre a aplicação x cm
do teorema de Pitágoras.
C D
x cm
SI AT

E F
4 cm
G H
M

1 x
=
x 4
x = 1⋅ 4
2

x 2 = 4 (x > 0)
x =2

O valor numérico de x é 2.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 84 24/09/2019 20:20


14. Qual deve ser a razão entre as medidas de dois lados quaisquer de um mesmo losango?
Uma vez que os dois lados de um losango são sempre congruentes, a razão entre suas medidas é 1.

15. Nos retângulos ABCD e EFGH a seguir, as medidas dos lados do retângulo ABCD são proporcionais No exercício 15, não é neces-
às medidas dos lados correspondentes do retângulo EFGH. Nessas condições, determine a medida sário o uso da expressão fi-
do segmento EH . guras semelhantes, uma vez

O
que ainda falaremos sobre
A 5 cm B E 6 cm F esse assunto. No entanto, é

C IV
possível aplicar o conceito
de segmentos proporcio-
nais em figuras planas. As-

MATEMÁTICA
O S
sim que definirmos figuras
semelhantes, esse conceito

C LU
poderá ser mais facilmente
12 cm compreendido.
x cm

85
O C
N X
D C
SI E
O
H G
EN S

5 12
=
6 x
E U

5x = 6 ⋅ 12
72
x=
5
D E

x = 14,4
A LD
EM IA

A medida do segmento EH é 14,4 cm.


ST ER

16. Avaliação Nacional


Um arquiteto está desenvolvendo o projeto de um galpão. De acordo com as proporções entre
4
medidas dos lados, o terreno deverá ser retangular, com a razão de entre as medidas de largura
SI AT

7
e comprimento. Se o menor lado desse retângulo deve medir 56 metros, qual deve ser a medida do
maior lado desse terreno?
M

a. 32 m b. 94 m c. 97 m d. 98 m e. 112 m

4
Sendo a razão entre as medidas do menor e do maior lado do retângulo, 56 m a medida do menor lado, e x a
7
medida do maior lado, temos:
4 56
=
7 x
4x = 7 ⋅ 56
4x = 392
x = 98
Portanto, o maior lado deve medir 98 m.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 85 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
Módulos 40 e 41 | Reflexão, translação e rotação

Exercícios de aplicação
1. O giro de um dos ponteiros de um relógio sugere um

GLDBURGER/ISTOCK
dos tipos de movimento mostrados no texto teórico.
Sobre essa ideia, responda ao que se pede.
a. Qual movimento é sugerido?
Movimento de rotação em torno de um ponto.

O
b. Considere que o ponteiro dos minutos aponte para o

C IV
número 2. Após ser aplicada uma rotação de 60° no sen-
tido horário, quantos minutos esse ponteiro indicará?
CAPÍTULO 4

O S
C LU
360° ÷ 12 = 30°
Cada grupo de 5 minutos corresponde ao giro de 30°. Sendo 60°, temos 10 minutos. Como o ponteiro já estava
86

O C
apontando para o 2 (10 min), temos a marcação de 20 min.

N X
SI E
O
O ponteiro indicará 20 minutos.

2. Considerando a reta r como eixo de simetria, aplique o movimento de reflexão em torno dessa reta
e construa uma figura congruente à figura dada em cada item.
EN S

a.
E U
D E
A LD
EM IA

b.
ST ER
SI AT

3. Em cada item, aplique o movimento de translação indicado e construa a figura transladada na


M

região quadriculada.
a. Deslocar a figura oito quadradinhos para a direita.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 86 24/09/2019 20:20


b. Deslocar a figura oito quadradinhos para a esquerda.

O
C IV
4. OBM

MATEMÁTICA
O S
Juliano colou uma bandeirinha verde em cada engrenagem, como mostra a figura. Considerando que a engre-
nagem da esquerda girou

C LU
um certo ângulo x em um
sentido (horário ou anti-
-horário), a engrenagem da
direita girou o mesmo ân-

87
O C
gulo x no sentido oposto,
portanto a bandeirinha fi-
cou na posição mostrada na

N X
alternativa A.
SI E
O
EN S

As engrenagens são iguais e, quando a da esquerda girou um pouco, sua bandeirinha ficou na posição
E U

indicada com a bandeirinha branca pontilhada. Nessa condição, podemos afirmar que a posição da
bandeirinha na engrenagem da direita é
a. d.
D E
A LD

b. e.
EM IA

A ideia do exercício 5 é que os alunos possam criar um exem-


plo para cada tipo de movimento de figura em um plano.
Organizar a turma em quatro grupos. Pode-se anotar cada
ST ER

um dos quatro movimentos em um papel, sorteando-os


entre representantes de cada grupo. É importante que,
c. inicialmente, cada grupo não saiba o movimento sorteado
pelos outros, pois deverão tentar descobrir na explanação.
SI AT

Ao seu comando, cada grupo utilizará uma folha (sugerimos


formato A3, ou metade de uma cartolina) para criar com um
desenho um exemplo do movimento sorteado. A folha usa-
da pode ser quadriculada. Pedir a eles que sejam criativos
M

5. Reúna-se em grupos de acordo com orientação do professor. Serão quatro grupos e cada um ficará no desenho, fazendo-o com
capricho, para posterior ex-
responsável por construir em uma folha, um exemplo de movimento de acordo com os seguintes posição aos demais grupos.
casos: Cada grupo deverá fixar a folha em um local visível, mas distante dos demais
grupos, escolhendo um representante que ficará junto ao desenho para explicá-lo.
Orientá-lo para que, ao seu comando, os integrantes do grupo (exceto o represen-
1. reflexão segundo uma reta; tante) caminhem até o próximo grupo para observar o exemplo criado por eles e
tentem descobrir qual foi o tipo de movimento sorteado. O representante ficará
2. translação; responsável por verificar se acertaram, ou não, mostrando detalhes da construção
3. rotação em torno de um ponto; e como a realizaram. Após aproximadamente 5 minutos, fazer os grupos rodarem.
Serão, ao todo, três rodadas. Ao final, estando cada conjunto de alunos em seu
4. reflexão com deslizamento. grupo, promover um rápido debate, pedindo-lhes que comentem as impressões
que tiveram, se observaram algum erro de construção, qual construção conside-
raram mais fácil de fazer ou mais criativa.
Ainda seguindo todas as orientações do professor, apresente o exemplo criado por seu grupo, en-
quanto observa os outros três exemplos. Colaborativo

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 87 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
6. Um estudante recortou o polígono regular IHGFEJ em um I H
papel, traçou suas diagonais e fixou-o com um alfinete
em uma base, podendo girar o polígono em torno do pon-
to K, cruzamento das diagonais.
Sobre essa ideia, responda ao que se pede. K
J G
a. Aplicando uma rotação de 60° no sentido horário, em
torno do ponto K, o ponto E ficará posicionado na posi-
ção atual de qual ponto?
Ficará no ponto J.

O
E F

b. Considerando o sentido anti-horário, qual a menor medida de ângulo com que a figura deverá

C IV
girar em torno do ponto K para que o ponto E fique posicionado na posição atual do ponto I?
CAPÍTULO 4

Deverá girar 240°.

O S
7. Utilize materiais de desenho, como transferidor, régua e compasso, e construa o triângulo obtido

C LU
No exercício 7, permitir que
os alunos tentem fazer a ao girar o triângulo ABC 90° no sentido horário em torno do vértice B.
construção. Se necessário,
mostrar na lousa algumas
88

O C
dicas, podendo usar com-
passo ou transferidor para C
obter as perpendiculares.

N X
Uma possibilidade de cons-
trução é traçar as perpendi-
SI E
culares dos segmentos CB
e AB no ponto B, transpor-
tando com o compasso a
O
medida desses segmentos.
Depois, as duas extremida-
EN S

des dos segmentos perpen-


diculares são unidas, fechan-
E U

do o triângulo. A discussão
sobre essa construção pode
ser muito rica, com a partici- A B
D E

pação ativa do grupo.


A LD

Exercícios propostos
EM IA

8. Temos 252° = 180° + 72°, 8. OBM


sendo o ângulo central
ST ER

d o p e n t á go n o i g u a l a Se girarmos, no sentido horário, o pentágono regular ao lado, de um ângulo


de 252°, em torno de seu centro, qual figura será obtida?
360°
= 72° .
5 a. d.
SI AT

A 252°

B
O
M

B
72°
b. e.
O
A
180°

c.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 88 24/09/2019 20:20


9. Apesar de nossos estudos sobre isometria centrarem-se no plano, elementos

RALF GEITHE/ISTOCK
da Geometria espacial podem sofrer transformações isométricas.
Considere, por exemplo, uma ficha em um fichário de gaveta.
Ao abrir essa gaveta, que tipo de movimento isométrico a ficha sofre?
Translação.

O
No exercício 9, apesar de
o estudo sobre isometria,

C IV
neste momento, focalizar as
figuras planas, entendemos

MATEMÁTICA
que é importante o aluno
10. Considerando o triângulo ABC no plano cartesiano, faça o que se pede.

O S
pensar também de forma
espacial, ainda que por meio

C LU
y de exemplos.

89
O C
C’ C
3

N X
SI E
B’
O
2
B

1
EN S

A’ A
E U

–4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 x
D E

C’1
–1
A LD

–2 B’1
EM IA

–3
A’1
ST ER

–4
SI AT

a. Construa o triângulo simétrico por reflexão ao triângulo ABC em relação ao eixo vertical
y. Determine as coordenadas dos vértices do triângulo formado.
(–1, 1), (–4, 2) e (–2, 3)
M

b. Aplique o movimento de translação do triângulo ABC quatro unidades para baixo e iden-
tifique as coordenadas dos vértices do triângulo formado.
(1, –3), (2, –1) e (4, –2)

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 89 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
11. Em relação ao quadrilátero ABCD, faça o que se pede em cada item.
y

D1 C1 D C
4

O
C IV
2
CAPÍTULO 4

O S
1
A1 B1 A B

C LU
–5 –4 –3 –2 –1 1 2 3 4 5 6 x
90

O C
B” A” A’ B’
–1

N X
SI E
O –2

–3
EN S
E U

–4
C” D” D’ C’
D E

–5
A LD

a. Construa, em relação ao quadrilátero ABCD, o quadrilátero simétrico por translação seis unidades
para a esquerda. Depois, escreva as coordenadas do quadrilátero construído.
As coordenadas são: (–5, 1), (–2, 1), (–1, 4) e (–4, 4).
EM IA
ST ER

b. Construa o quadrilátero A’B’C’D’ simétrico por reflexão ao quadrilátero ABCD em relação ao eixo
SI AT

horizontal. Feito isso, construa outro quadrilátero por reflexão ao quadrilátero A’B’C’D’ em rela-
ção ao eixo vertical. Depois, escreva as coordenadas deste último quadrilátero construído.
As coordenadas são: (–1, –1), (–4, –1), (–5, –4) e (–2, –4).
M

Na correção, pedir aos alunos 12. Cite três situações do cotidiano que sugerem o movimento de translação.
que comentem os exemplos
indicados no exercício 12, Sugestão: Um elevador em movimento, uma peça sobre uma esteira de linha de produção e um vagão de trem em
possibilitando uma correção
movimento.
individual, além de observa-
rem as diversas possibilida-
des de exemplo.

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Módulos 42 e 43 | Semelhança

Exercícios de aplicação
1. Em cada item seguinte, as medidas dos lados são dadas em metros. Verifique se os dois hexágonos No exercício 1, apenas o
são semelhantes, justificando. Caso sejam semelhantes, indique a razão de semelhança do menor visual das figuras já indica
a ideia intuitiva de seme-
para o maior.
lhança. Entretanto, a ideia,
a. neste momento, é reforçar
J as definições mostradas no
K 2 texto teórico, sendo muito

O
importante a justificativa
120° 120° em cada item.

C IV
2 2

MATEMÁTICA
O S
E 1 D
L 120° 120° I

C LU
1 120° 120°
1

F 120° 120° C 2 2

91
O C
1 120° 120° 1 120° 120°

N X
A 1 B G 2 H

SI E
São semelhantes, pois os ângulos correspondentes são congruentes, e os lados correspondentes são proporcionais.

1
A razão de semelhança é .
O
2
EN S
E U

b.
K 3 J
D E

120° 120°
A LD

2 2

E 1 D
EM IA

L 120° 120° I
1 120° 120° 1
ST ER

F 120° 120° C 2 2

1 1 120°
120° 120° 120°
SI AT

A 1 B G 3 H

Não são semelhantes, pois os lados correspondentes não são todos proporcionais.
M

2. Se dois pentágonos regulares forem semelhantes, qual deverá ser a razão k de semelhança caso
sejam também congruentes?
A razão de semelhança deverá ser k = 1.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 91 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
3. O retângulo construído 3. Tendo como referência o retângulo dado a seguir, construa, em uma folha separada, com o auxílio de
pelo aluno deverá medir 5
materiais de desenho, um retângulo maior, semelhante ao ABCD, com razão de semelhança k = .
15 cm × 10 cm. 3
5 5
⋅ 9 cm = 15 cm e ⋅ 6 cm = 10 cm A 9 cm B
3 3

6 cm

O
D C

C IV
No exercício 4, é importante 4. Leia com atenção cada item, justificando-o.
CAPÍTULO 4

O S
que os alunos observem que
nem sempre as figuras indi-
a. O losango é um quadrilátero com lados congruentes. Por essa razão, dois losangos quaisquer
sempre serão congruentes?

C LU
cadas serão semelhantes,
mas é possível que ocorra Não se pode afirmar que dois losangos serão sempre semelhantes entre si, pois os ângulos correspondentes de dois
semelhança entre elas. Ob-
servar a resolução indicada, losangos nem sempre serão congruentes.
92

O C
destacando esse fato para
os alunos. b. Qualquer retângulo possui sempre ângulos internos congruentes. Por essa razão, dois retângulos
quaisquer sempre serão congruentes?

N X
Não se pode afirmar que dois retângulos serão sempre semelhantes entre si, pois os lados correspondentes de dois
SI E
O
retângulos nem sempre serão proporcionais.

5. Uma fotografia com a forma retangular medindo 10 cm de largura e 15 cm de comprimento será


ampliada para formar um grande painel publicitário. A forma retangular será mantida, incluindo a
EN S

proporção entre as medidas dos lados. Então, se a largura do painel for de 3 m, quantos metros terá
o comprimento desse painel?
E U

PEOPLEIMAGES/ISTOCK
Sendo x a medida procurada, temos:
D E

10 3
=
A LD

15 x
10x = 3 ⋅ 15
10x = 45
x = 4,5
EM IA
ST ER

O painel terá comprimento de 4,5 m.


SI AT

No exercício 6, temos: 6. Avaliação Nacional


5 Marina precisa recortar vários triângulos que sejam maiores e semelhantes ao mostrado
· 8 = 10
M

4
5
· 16 = 20
4 8 cm 16 cm
5
· 20 = 25
4
20 cm

5
Para isso, deverá utilizar uma razão de semelhança k = . Feito isso, as medidas dos lados do novo
4
triângulo serão de
a. 12 cm, 24 cm e 20 cm. d. 12 cm, 24 cm e 28 cm.
b. 10 cm, 26 cm e 22 cm. e. 10 cm, 20 cm e 25 cm.
c. 10 cm, 16 cm e 25 cm.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 92 24/09/2019 20:20


7. Um estudante desenhou dois quadrados. Um deles, menor, com lado medindo 12 cm, e o outro,
maior, com lado medindo 18 cm. Indique, por meio da escrita de uma fração irredutível, a razão de
semelhança
a. do lado menor em relação ao maior;

12 2
=
18 3

O
2
A razão pedida é .

C IV
3
b. do lado maior, em relação ao menor.

MATEMÁTICA
O S
18 3

C LU
=
12 2

93
O C
N X
3
A razão pedida é .
2
SI E
8. O perímetro de um triângulo equilátero é de 36 cm. Outro triângulo equilátero tem o lado medindo
8 cm. Escreva, na forma de fração irredutível, a razão entre as medidas dos lados do triângulo me-
O
nor em relação ao triângulo maior.
EN S

Lado do triângulo com perímetro de 36 cm: 12 cm


E U

8 2
Assim: =
12 3
D E
A LD

2
A razão pedida é .
3

Exercícios propostos
EM IA

9. Os triângulos ABC e DEF são semelhantes. O lado BC é correspondente ao lado EF, da mesma
ST ER

forma que o lado AC é correspondente ao DF. Considerando as medidas dadas em centímetros,


calcule as medidas x e y.
SI AT

C D 6 E
2,24 1,41

x
M

A 3 B y

x 6
= ⇒ x = 2,82
1,41 3
y 6
= ⇒ y = 4,48
2,24 3

As medidas procuradas são x = 2,82 cm e y = 4,48 cm.

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 93 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
10. Identifique quais retângulos a seguir são semelhantes. Indique também a razão de semelhança, na
forma de fração e na forma de número decimal, do maior para o menor.

A 50

C 80 D 78
B 100
65

O
100 60

70

C IV
CAPÍTULO 4

O S
C LU
94

O C
São semelhantes os retângulos A e D. A razão de semelhança do maior para o menor é de:

N X
60 6
= = 1,2
50 5
SI E
O 78
65
= 1,2
EN S
E U

6
A razão pedida é ou 1,2.
5
D E

11. Avaliação Nacional


A LD

Caio construiu um retângulo com lados medindo 12 cm e 16 cm por meio de um programa de


computador, conforme o exemplo a seguir.

12 cm
EM IA
ST ER

16 cm
SI AT
M

Com esse programa, ele editou a figura, diminuindo seus lados proporcionalmente, de modo que o
menor lado passou a medir 3 cm.
É correto afirmar que a medida do maior lado editado é
a. 1 cm 11. Seguindo a proporção nos dois retângulos, temos:

b. 2 cm Lado maiororiginal
=
Lado menororiginal

16 12
=
Lado maioreditado Lado menoreditado x 3
c. 3 cm
d. 4 cm x = 4 cm
Portanto, o lado maior da superfície retangular editada é de 4 cm.
e. 5 cm

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 94 24/09/2019 20:20


Módulos 44, 45 e 46 | Ampliar e reduzir: homotetia

Exercícios de aplicação
As atividades que envolvem
1. No texto teórico, destacamos que, em um cinema, o projetor utiliza um princípio semelhante ao da construção de figuras homo-
homotetia para projetar uma imagem, de forma ampliada, na tela. téticas requerem paciência e
destreza no uso do material.
Nesse sentido, apesar de
DRX/DREAMSTIME

ICENINEPHOTO/ISTOCK
existir um número mais redu-
zido de atividades para estes
módulos, recomendamos

O
um tempo maior, em sala,
para sua execução. Caso seja
possível, pode-se ampliar o

C IV
estudo, com novos polígonos
aplicados em folha separada.

MATEMÁTICA
Sugerimos trabalhar em du-

O S
plas, permitindo que os alu-
nos consultem o texto teórico

C LU
e compartilhem o aprendiza-
do. Pedir a eles que providen-
ciem régua e compasso para
esta aula.

95
O C
No exercício 1, retomamos
a ideia mostrada no texto
Fotograma

N X
teórico sobre a projeção de
um filme em uma tela, exem-
SI E
Nesse sentido, considere um fotograma (imagem impressa em um filme cinematográfico) no pro- plificando uma situação prá-
tica que usa o conceito de
jetor, que tenha dimensões aproximadas de 11 mm × 8 mm. Caso essa imagem seja projetada na homotetia. Desenvolver com
tela com medidas de 3,63 m × 2,64 m, qual será a razão de semelhança da imagem do fotograma os alunos um trabalho sobre
O
para a imagem projetada? a criação de um “teatro de
sombras”, que segue princí-
EN S

pio semelhante. Com isso,


eles poderão observar que a
Escrevendo as medidas da imagem projetada em mm (mesma unidade do fotograma), temos:
E U

lâmpada representa o centro


3,63 m × 2,64 m = 3 630 mm × 2 640 mm de homotetia, em que os bo-
necos são as figuras dadas e a
2 640 : 8 = 330 (ou 3 630 : 11 = 330)
imagem projetada representa
D E

a figura homotética. Esse tra-


balho pode ser desenvolvido
A LD

em parceria com o professor


de Arte e apresentado para
crianças dos anos iniciais.
1 Pode-se também, em parce-
A razão pedida será de . ria com o professor de Língua
EM IA

330
Portuguesa/Literatura, pro-
por aos alunos o desenvolvi-
2. Considerando o ponto D como centro de homotetia, amplie o triângulo ABC aplicando razão k = 2. mento de um roteiro para o
ST ER

teatro.

C’
SI AT

C
M

A B

A’ B’

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 95 24/09/2019 20:20


CAPÍTULO 4
3. Para cada quadrilátero ABCD dado, aplique a razão indicada para construir a figura homotética, de
acordo com o centro de homotetia O.
a. k = –1 b. k = –2

C
D

B’ A’
B

O
A
D’
O

C IV
C’
CAPÍTULO 4

O S
A’
O

C LU
B’

C
96

O C
D D’

N X
A B
C’
SI E
O
EN S

4. Na construção de figuras homotéticas, quais os possíveis valores da razão de semelhança k para


que a figura seja
E U

a. ampliada e invertida em relação ao centro de homotetia?


k < –1
D E

b. apenas reduzida, sem que seja invertida?


A LD

0<k<1

O exercício 5 envolve razão 5. Construa um quadrilátero A’B’C’D’ que seja homotético de ABCD em relação ao centro de homotetia
1 1
EM IA

de semelhança k = − e re- O. Aplique a razão k = − .


2
quer um acompanhamento
2
mais próximo em razão do
ST ER

uso de mediatriz para de- C


terminação do ponto médio.

D
SI AT

B
M

O A’

B’ D’

C’

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP04_P4.indd 96 24/09/2019 20:20


Exercícios propostos
6. Dependendo do valor numérico atribuído à razão de semelhança, a figura pode ser ampliada, redu-
zida ou invertida. Para cada item a seguir, escreva o que ocorre com a figura (homotetia direta ou
inversa, com redução ou ampliação) de acordo com a razão de semelhança k apresentada.
1 Homotetia direta com redução
a. k = :
3
b. k = –0,25: Homotetia inversa com redução

O
c. k = –3: Homotetia inversa com ampliação
Homotetia direta com ampliação

C IV
d. k = 4:
1

MATEMÁTICA
7. O triângulo A’B’C’ é homotético do triângulo ABC. A razão de semelhança aplicada foi k = , e o Acompanhar com atenção

O S
2 a resolução do exercício
centro de homotetia é o ponto D. Com base nessa informação, construa o triângulo ABC. 7 e verificar se os alunos

C LU
fizeram, de forma equivo-
cada, o raciocínio inverso,
B aplicando a razão dada no

97
triângulo homotético A’B’C’,

O C
B’ reduzindo-o.

N X
D A’ A

SI E C’

C
O
EN S

8. Construa o homotético do quadrado ABCD a seguir, com razão de semelhança k = 2 e centro de


E U

homotetia no vértice A.
D E

D’ C’
A LD

C
EM IA

D
ST ER
SI AT

A A’ B B’

9. Construa a figura homotética do triângulo equilátero ABC, com centro de homotetia O e razão de
M

semelhança k = –2.

B’ C
A’

A B

C’

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Módulos 37, 38 e 39

1. Complete corretamente a sentença.


A largura de um retângulo mede 4 cm, e seu comprimento mede 6 cm. A razão simplificada entre a
2

O
largura e o comprimento, nessa ordem, é .
3

C IV
2. Um desenhista traçou três segmentos: AB = 3 cm, CD = 4 cm e EF = 9 cm. Ele precisa traçar um
quarto segmento GH, de tal forma que AB, CD, EF e GH sejam, nessa ordem, proporcionais. Qual
CAPÍTULO 4

deve ser a medida do segmento GH?

O S
C LU
AB EF 3 9
= ⇒ = ⇒ 3 ⋅ GH = 36 ⇒ GH = 12
98

CD GH 4 GH

O C
N X
SI E
O segmento GH deve medir 12 cm.

Módulos 40 e 41
O
3. Observe com atenção a figura seguinte e, depois, assinale o tipo de movimento que pode ter ocorrido.
EN S
E U

r
D E

P
A LD
EM IA

Uma reflexão em relação à reta r.


ST ER

Uma rotação de 180° no sentido horário em torno do ponto P.

X Uma translação na horizontal da esquerda para a direita.


SI AT

Módulos 42 e 43

4. Quais condições devem ocorrer para que dois polígonos sejam semelhantes entre si?
M

Devem ter ângulos correspondentes congruentes e as medidas dos lados correspondentes proporcionais.

Módulos 44, 45 e 46

5. Na construção de uma figura homotética, faz-se uma aplicação ou redução de uma figura dada
inicialmente, podendo a figura ficar invertida. Esses fatos dependem da razão k. Complete cada
afirmação com o intervalo numérico de k.

a. A homotetia é direta, ficando a figura ampliada, se k>1 .

b. A homotetia é inversa, ficando a figura reduzida, se –1 < k < 0 .

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O
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

99
O C
IS
SEGMENTOS PROPORCIONA

N X
SI E
O
EN S
E U

Reflexão, translação
Semelhança
e rotação
D E
A LD
EM IA

Homotetia
ST ER
SI AT
M

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CAPÍTULO

5 TRIÂNGULOS
SEMELHANTES

O
C IV
MATEMÁTICA

O S
C LU
100

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

Apesar do fato de um triângulo ser um polígono de três lados, há uma


infinidade de triângulos, variando seu formato em relação às medi-
das dos lados e dos ângulos. Assim, temos triângulos classificados
como retângulo, acutângulo e obtusângulo, além de isósceles, esca-
leno e equilátero.

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Embora exista uma diversidade de triângulos, pode-
mos encontrar pares deles com as mesmas medidas
de ângulos internos, como os dois esquadros mostra-
dos, que têm ângulos com medidas de 30°, 60° e 90°.
Eles são considerados semelhantes.

O
DIMID_86/ISTOCK
C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU

101
O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD
EM IA
ST ER
SI AT
M

CO EF 09 INFI 91 1B LV 03 MI DMUL PR_MAT G030 - CAP05_P4.indd 101 24/09/2019 20:21


No próximo capítulo, voltaremos Módulos 47 e 48
a falar sobre a semelhança entre

TRIÂNGULOS SEMELHANTES
triângulos com base no teorema
de Tales. Dessa forma, será possível
demonstrar aos alunos a condição
de semelhança aqui observada. No capítulo anterior, mostramos que nem sempre dois retângulos são se-
melhantes, pois, apesar de apresentarem ângulos correspondentes con-
gruentes, seus lados podem não ser proporcionais. Entretanto, particular-
mente para os triângulos, podemos apenas observar as medidas de seus
ângulos internos para constatar se são, ou não, semelhantes.

O
Além disso, há um caminho ainda mais curto. Lembrando que, em qual-

C IV
quer triângulo, a soma das medidas de seus ângulos internos é 180°, basta
que se verifique a congruência entre dois pares de ângulos corresponden-
CAPÍTULO 5

O S
tes, pois o terceiro ângulo deverá, obrigatoriamente, compor, com os de-
mais, a soma 180°. Dessa forma, temos:

C LU
102

Se dois triângulos tiverem dois de seus ângulos correspondentes congruentes, a

O C
semelhança entre eles já estará verificada.

N X
Como exemplo, veja a seguir dois triângulos semelhantes que reprodu-
SI E
O
zem a forma dos esquadros mostrados na página anterior.
EN S
E U
D E

60°
60° 30°
30°
A LD

A medida do terceiro ângulo, em cada caso, é 90°, para que a soma seja 180°.
EM IA

Observação
ST ER

Faz-se uso do sinal ∼ para indicar semelhança entre triângulos. Assim,


nas figuras a seguir, dizemos que os triângulos ABC e DEF são semelhantes,
ou seja, ABC ∼ DEF.
SI AT

Neste exemplo, temos que a razão de seme-


M

B
E
1
3 5 lhança do menor para o maior é , ou que a ra-
2
A C 10 zão de semelhança do maior para o menor é 2.
7 6

3 5 7 1 6 10 14 2
= = = ou = = = = 2
D 14 F 6 10 14 2 3 5 7 1

Os lados ou ângulos correspondentes de dois polígonos podem ser cha-


mados de homólogos.

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NA PRÁTICA
Semelhança de triângulos
O estudo sobre semelhança de triângulos é amplamente utilizado em áreas como Engenharia, Topo-
grafia, Agrimensura e afins. Podemos determinar, com o uso de instrumentos adequados, a largura
de um rio sem que seja necessário atravessá-lo.
Como exemplo, considere que um engenheiro queria saber a largura de um rio em determinado
ponto. Para isso, tomou três pontos de referência: A, B e C. Assim, a distância procurada será dada
pelo comprimento do segmento AC indicado na figura.

O
CANDYBOX IMAGES/DREAMSTIME

C IV

MATEMÁTICA
O S
C LU
Rio
x

103
O C
98°

N X
A
32°
100 m
SI E
O O teodolito é usado em muitas
áreas relacionadas à Engenharia.
B

De posse de instrumentos adequados para a medida de ângulos, por exemplo, um teodolito, por
meio do ponto A, ele mediu o ângulo formado com os pontos C e B (BÂC).
EN S

Depois, caminhou 100 m até o ponto B e, a partir desse ponto, mediu o ângulo formado com os
pontos A e C (AB̂C).
E U

Com isso, ele chegou aos ângulos mostrados na figura. Em seu escritório, desenhou no
papel um triângulo com ângulos internos de 98° e 32°, como tinha obtido na medição no rio.
D E

Depois, com uma régua, mediu no desenho o comprimento dos segmentos AC e AB. Veja como
ficou seu desenho.
A LD

C
EM IA

4 cm
ST ER

98°
SI AT

A 32°
5,7 m
B

Considerando que os dois triângulos são semelhantes em razão da congruência de dois de seus
M

ângulos correspondentes e que 100 m = 10 000 cm, então temos a proporção:


4 cm 5,7 m
=
x 10 000 cm
Resolvendo, temos:
5,7x = 40 000
40 000
x=
5,7
x ≈ 7 017,5 cm ≈ 70,18 m
017,5 cm
Portanto, a largura do rio é de, aproximadamente, 70,18 m no ponto indicado.

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No próximo capítulo, é apresentada Módulos 49 e 50
uma demonstração da propriedade

TEOREMA FUNDAMENTAL DA SEMELHANÇA –


fundamental da semelhança com
base no teorema de Tales.

TRIÂNGULOS SEMELHANTES
A ideia mostrada nos módulos anteriores sobre a semelhança de triângu-
los pode ser observada quando traçamos um segmento paralelo a um dos
lados de um triângulo qualquer. Assim, definimos a propriedade funda-

O
mental da semelhança de triângulos, que diz:

C IV
Se traçarmos um segmento interno paralelo a qualquer um dos lados de um triân-
gulo e ficar determinado um outro triângulo, este será semelhante ao primeiro.
CAPÍTULO 5

O S
C LU
Na prática, considere o seguinte triângulo ABC:
104

O C
N X
SI E
O
EN S
E U
D E
A LD

B C

Tendo um de seus lados como base, por exemplo, o lado BC, traçamos o
segmento MN tal que BC // MN.
EM IA

A
ST ER
SI AT
M

M N

B C

Dessa forma, temos ∆ABC ∼ ∆AMN.


Uma das ideias aplicadas aqui está associada às retas paralelas cortadas
por uma transversal, que define ângulos correspondentes congruentes.

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Como exemplo de aplicação da propriedade fundamental da semelhança,
considere os triângulos ACB e ECD, com AB // ED e medidas dadas em uma
mesma unidade.

A
y

O
9
8

C IV
6

MATEMÁTICA
O S
C LU
B 4 D x C

105
Observa-se a semelhança entre os triângulos com base nos ângulos cor-

O C
respondentes obtidos nas paralelas, ou seja:

N X
med(CÂB) = med(CÊD)
SI E
med(CB̂A) = med(CD̂E)
O
Para que os triângulos semelhantes e suas respectivas medidas de lado
EN S

fiquem mais evidentes, vamos representá-los separadamente.


E U

A
D E
A LD

E
y+8
9
8
EM IA

6
ST ER

B x+4 C D x C
SI AT

De acordo com a semelhança de triângulos, temos:


M

CÁLCULO DO VALOR DE X CÁLCULO DO VALOR DE Y

x+4 9 y+8 9
= =
x 6 8 6
9x = 6x + 24 6y + 48 = 72
3x = 24 6y = 24
x=8 y=4

Portanto, x = 8 e y = 4.

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CAPÍTULO 5
TRIÂNGULOS SEMELHANTES
Módulos 47 e 48 | Triângulos semelhantes
Exercícios de aplicação
1. Um desenhista está criando um logotipo de uma empresa. O início do desenho tem como base o
triângulo mostrado na figura, com as respectivas medidas.

O
3,7 cm

C IV
2,5 cm
CAPÍTULO 5

O S
C LU
4 cm
106

Sendo necessário ampliar o logotipo, o triângulo maior deverá ser semelhante a este. Aplicando-se

O C
uma razão de semelhança k = 6, quais serão as medidas do triângulo ampliado?

N X
6 · 2,5 = 15
SI E
O
6 · 4 = 24
6 · 3,7 = 22,2
EN S
E U

As medidas serão 15 cm, 24 cm e 22,2 cm.

O exercício 2 pode ser resol- 2. Quando estudava sobre semelhança entre triângulos, um aluno percebeu que seu esquadro de 45°
D E

vido de diferentes maneiras, era semelhante ao que o professor usava na lousa, cujos lados congruentes medem aproximada-
sendo a aplicação do teore-
mente 35,4 cm cada um, e o lado maior mede 50 cm.
A LD

ma de Pitágoras e a relação
entre lado e diagonal do
quadrado algumas delas.
Conversar sobre isso com os
alunos.
EM IA

Se tiver o esquadro de lousa,


mostrá-lo aos alunos, com-
parando-o com o esquadro
ST ER

de um deles. Destacar que


MALERAPASO/ISTOCK

formam triângulos seme-


lhantes, com os ângulos ARTISTEER/ISTOCK
internos correspondentes
SI AT

congruentes.
M

Se o lado maior do esquadro desse aluno mede 20 cm, quais devem ser as medidas aproximadas,
como uma casa decimal, dos lados congruentes deste esquadro?

Sendo x a medida de cada um dos lados congruentes, temos:


50 35,4
=
20 x
50x = 20 ⋅ 35,4
x = 14,16 ≈ 14,2

Os lados congruentes medem aproximadamente 14,2 cm cada um.

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3. Em determinado instante do dia, o Sol projeta a sombra de uma árvore e de um poste que está ao No próximo capítulo, no
lado dela, fixado perpendicularmente ao solo. A altura do poste é de 2,50 m, e sua sombra mede estudo sobre o teorema de
Tales, há um comentário a
1,20 m. Já a sombra da árvore mede 2,80 m de comprimento, conforme mostra o esquema. respeito da lenda de como
Tales teria determinado a al-
tura da pirâmide de Quéops.
Por meio do exercício 3, os
alunos poderão ter mais
facilidade para entender o
conceito envolvido. Desen-
Raio Raio volver essa atividade na
de luz x de luz prática, com alguma estaca

O
mais baixa que o poste e
2,50 m altura conhecida fixada per-
pendicularmente ao solo. Se

C IV
preferir, a atividade prática
poderá ser feita no estudo

MATEMÁTICA
1,20 m 2,80 m
dos módulos sobre o teore-

O S
ma de Tales, conforme orien-
tação no respectivo capítulo.

C LU
Nessas condições e considerando as informações mostradas na figura, responda ao que se pede.
a. Pode-se afirmar corretamente que os triângulos sugeridos nas imagens são semelhantes? Expli-

107
O C
que sua resposta.
Considerando que os raios solares que chegam à Terra são paralelos, devemos ter o mesmo ângulo de inclinação entre

N X
as retas imaginárias que passam pelo topo dos objetos e pela extremidade das respectivas sombras. Considerando
SI E
também que ambos estão fixados perpendicularmente ao solo, temos dois pares de ângulos correspondentes con-
O
gruentes. Logo, os triângulos são semelhantes.
EN S
E U

b. Determine a altura aproximada da árvore.


D E

Sendo x a medida de cada um dos lados congruentes, temos:


A LD

x 2,8
= ⇒ x ≈ 5,83 m
2,5 1,2
EM IA
ST ER

A árvore tem aproximadamente 5,83 m de altura.


SI AT

4. Leia com atenção cada pergunta seguinte e justifique sua resposta. Sobre o item a do exercício
4, é importante destacar
a. Dois triângulos retângulos serão sempre semelhantes entre si? para os alunos que devem
M

Não necessariamente, pois essa informação garante que apenas um dos pares de ângulos correspondentes (retos) indicar na resposta “não
necessariamente”, abrindo
sejam congruentes. a possibilidade de que há
casos específicos em que a
congruência ocorre.

b. Dois triângulos equiláteros serão sempre semelhantes entre si?


Sim, pois, em cada um, teremos sempre três ângulos de 60°, garantindo que os ângulos correspondentes sejam

congruentes.

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CAPÍTULO 5
5. A figura mostra o esboço de um projeto de instalação de uma esteira na linha de produção de uma
fábrica.

x
4m

G K
J
2m

O
5,7 m
H

C IV
O segmento HI indica a vista lateral da esteira, que sai de um ponto H, posicionado a 2 metros abaixo
CAPÍTULO 5

O S
do nível do solo, até o ponto I, posicionado a 4 metros de altura. O segmento GJ indica o nível do solo.
Sobre essa situação, responda ao que se pede.

C LU
a. Mostre que os triângulos GKH e JKI são semelhantes entre si.
108

O C
Na figura, temos que GK̂H ≅ JK̂I , pois são O. P. V. Além disso, Ĝ ≅ Ĵ = 90°. Logo, Ĥ ≅ Î .
Portanto, ∆GKH ∼ ∆JKI.

N X
SI E
O
b. Determine a medida x do segmento KI.
EN S

x 4
= ⇒ x = 11,4 m