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Ensino Fundamental - Anos Finais

LIVRO DO
SÉTIMO ANO PROFESSOR

2
Volume

C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC

Grupos: 4, 5 e 6
EN O E
D US

MATEMÁTICA
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

w w w.coc .co m. br

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Ensino Fundamental - Anos Finais
LIVRO DO
SÉTIMO ANO PROFESSOR

2
Volume

C O
O V
C SI
O U
N L

Grupos 4, 5 e 6
SI XC
EN O E
D US

MATEMÁTICA
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

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EDITORIAL

SISTEMA COC DE ENSINO

Vice-presidência de Educação Juliano de Melo Costa


Gerência Editorial de Portfólio de Educação Básica e Ensino Superior Alexandre Ferreira Mattioli
Gerência de produtos editoriais Matheus Caldeira Sisdeli

C O
Gerência de design Cleber Figueira Carvalho

O V
Coordenação editorial Felipe A. Ribeiro
Coordenação de design Diogo Mecabô

C SI
Autoria André R. de O. Fabrino
Editoria responsável Maria Cecília Rossi Dal Bem Ribeiro

O U
Editoria pedagógica Anita Adas

N L
Editoria de conteúdo Gilson Caires Marçola, Renato Bortolatto Nunes

SI XC
Controle de produção editorial Lidiane Alves Ribeiro de Almeida
Assistência de editoria Fabiana C. Cosenza Oliveira
Preparação e revisão gramatical Ana Lúcia Alves Vidal, Flávio Rodrigues dos Santos,
EN O E Organização de originais
Jurema Aprile, Roseli Deienno Braff
Luzia Lopes, Marisa Aparecida dos Santos e Silva
Editoria de arte Vanessa Cavalcanti
Coordenação de pesquisa e licenciamento Maiti Salla
D US

Pesquisa e licenciamento Andrea Bolanho, Cristiane Gameiro, Heraldo Colon Jr.,


Maricy Queiroz, Paula Quirino, Rebeca Fiamozzini, Selma Nagano
Editoria de Ilustração Carol Plumari
Ilustração Danilo Dourado | Red Dragon Ilustrações,
A E

Leopoldo Anjo & Estúdio Pastelaria e Mariana Stefani


E

Capa e projeto gráfico APIS design integrado


EM L D

Diagramação e arte final APIS design integrado


PCP George Romanelli Baldim, Paulo Campos Silva Jr.
ST IA
SI ER
AT
M

Fone: (16) 3238.6300


Av. Dr. Celso Charuri, 6391 Todos os direitos desta publicação são reservados à
Jardim São José – Ribeirão Preto - SP
CEP 14098-510 Pearson Education do Brasil S.A.
www.coc.com.br

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SELVANEGRA/ISTOCK
GRUPO

PROGRESSÕES
4

C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
D US
A E
E
EM L D

“As teorias científicas mais recentes são melhores que as


mais antigas no que tange à resolução de quebra-cabeças
nos contextos frequentemente diferentes aos quais são
aplicadas. Essa não é uma posição relativista e revela em
ST IA

que sentido sou um crente convicto do progresso científico.


Contudo, se comparada com a concepção de progresso do-
minante, tanto entre filósofos da ciência como leigos, essa
SI ER

posição revela-se desprovida de um elemento essencial.


Em geral, uma teoria científica é considerada superior a
suas predecessoras não apenas porque é um instrumento
AT

mais adequado para descobrir e resolver quebra-cabeças,


mas também porque é, de algum modo, uma representação
melhor do que a natureza realmente é. Ouvimos frequen-
temente dizer que teorias sucessivas se desenvolvem sem-
M

pre mais perto da verdade ou se aproximam mais e mais


desta. Aparentemente generalizações desse tipo referem-se
não às soluções de quebra-cabeças, ou predições concretas
derivadas de uma teoria, mas antes à sua ontologia, isto é,
ao ajuste entre as entidades com as quais a teoria povoa a
natureza e o que ‘está realmente aí’.”

Thomas Kuhn

Fotografia colorida artificialmente obtida em uma


câmara de bolhas do CERN, laboratório europeu de
Física de Partículas nos arredores de Genebra, Suíça.

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CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE CAPÍTULO
Traz elementos que
dialogam com o texto

C O
introdutório, buscando
contextualização e

O V
estimulando a reflexão
sobre o assunto em estudo.

C SI
O U
N L
SI XC
EN O E MÓDULO
Reunido em capítulos,
sistematiza a teoria que
será trabalhada no grupo.
Os exercícios referentes aos
D US

módulos são organizados


após a teoria para facilitar a
rotina de estudos.
A E
E
EM L D

OBJETIVOS DO GRUPO
Relação dos objetivos de
ST IA

aprendizagem a serem
desenvolvidos no grupo.
SI ER
AT
M

EXERCÍCIOS
Agrupados para facilitar o
estudo e a revisão de conteúdos,
são divididos em exercícios
de aplicação, trabalhados em
sala, e exercícios propostos,
realizados em casa ou em
outros momentos.

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PARA CONFERIR
Momento indicado para
conferir a aprendizagem de
conteúdos. Pode ser aplicado
ao final do capítulo ou durante
seu desenvolvimento.

C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
ORGANIZADOR VISUAL
Propõe uma revisão dos
conceitos e estabelece conexões
EN O E entre eles, proporcionando
uma articulação entre os
conteúdos do capítulo.
D US
A E
E
EM L D

ENCARTES E ADESIVOS
Apresentam recursos
complementares
ST IA

que enriquecem o
desenvolvimento
SI ER

dos módulos.
AT
M

PRODUÇÃO DE TEXTO
As folhas de redação são
destacáveis, facilitando
o uso pelo aluno e a
correção pelo professor.

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CONHEÇA SEU LIVRO
BOXES E ÍCONES
Para ser grande, sê inteiro: nada
QUADRO DE TEXTO
Teu exagera ou exclui.
Com referência direta MINIATURAS DOS ÍCONES
Sê todo em cada coisa. ao que está sendo

C O
Põe quanto és trabalhado, permite
No mínimo que fazes. o contato com As miniaturas são um

O V
Assim em cada lago a lua toda diversos autores. recurso discursivo que

C SI
Brilha, porque alta vive. facilitam a contextualização
dos quadros com o texto

O U
Ricardo Reis principal, indicando nele
em que ponto a informação

N L
adicional está relacionada.

SI XC
EN O E VOCABULÁRIO
Eurocêntrico: centrali-
VOCABULÁRIO
zado na Europa e nos eu-
Explica, de maneira
D US

ropeus; interpretação do
mundo segundo valores mais acessível e dentro
NOTA da Europa Ocidental. do contexto, termos e
Sociedade estamental: conceitos, favorecendo sua
sociedade organizada em
A E

assimilação, compreensão
estamentos, ou seja, em
e apropriação.
E
EM L D

grupos sociais, e que não


comportava mobilidade
entre os grupos.
NOTA
ST IA

Traz informações
históricas ou sobre
estudiosos que se
SI ER

Isaac Newton (1643-1727)


destacaram no contexto
Um dos grandes nomes da
ciência foi o cientista inglês do conteúdo em estudo.
EXPLORE MAIS
AT

Isaac Newton, que publicou


inúmeras obras, sendo uma Parque Nacional da
das mais importantes para a Serra da Capivara
humanidade o livro Princípios Saiba mais sobre um dos
M

Matemáticos da Filosofia Na- sítios arqueológicos mais


tural (1687), trazendo contri- importantes do continente,
buições para a área da Mate- EXPLORE MAIS
considerado um Patrimô-
mática e da Física. Nesse livro, São dicas de sites, textos nio Cultural da Humanida-
Newton apresenta a relação e links, em ambiente de pela Unesco, situado no
entre a mudança da velocida- Piauí, acessando o site em:
de ao longo do tempo com a
digital, relacionados
<coc.pear.sn/ovjGrlo>.
massa do corpo em questão. ao conteúdo estudado,
possibilitando ampliação
e aprofundamento.

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PARA IR ALÉM GRUPO
GRUPO TEMÁTICO
TEMÁTICO
Conhecimentos
e técnicas Momento em que Origem da maratona
Na obra A virgem dos roche- o grupo temático é Você sabia que a prova da
dos, Leonardo da Vinci de- trabalhado, por meio maratona baseia-se na histó-
monstra seus conhecimen- ria de Fidípides, um soldado
do qual as ligações
tos matemáticos, utilizando ateniense que, por volta de
a geometria para dispor as PARA IR ALÉM entre as disciplinas são
490 a.C., teria corrido 40 km,
figuras humanas em forma Oportunidade de evidenciadas. que correspondem à distân-
de triângulo (ou pirâmide),
aprofundar o conteúdo cia entre Maratona e Atenas,
que concentram a atenção

C O
e desenvolver uma para levar uma notícia aos
do olhar. Além disso, explo-
atenienses? O soldado era
ra a técnica da perspectiva, postura investigativa,

O V
em que o ponto de luz que considerado um ótimo cor-
estimulando a reflexão redor e, por isso, durante
brilha além da escuridão das

C SI
pedras é usado como ponto ao despertar a a Guerra de Maratona, foi
de fuga, a fim de provocar curiosidade e o interesse. buscar reforços em Atenas
sensação de profundidade. a pedido comandante grego

O U
Milcíades. Fidípides voltou à
Maratona com dez mil sol-

N L
dados e venceram a guerra.

SI XC
Então, seu comandante teria
NA PRÁTICA pedido que retornasse à Ate-
nas para levar a informação
Internet de que haviam vencido a
EN O E A internet foi uma das prin-
cipais invenções da Idade
guerra contra os persas. Fidí-
pides teria retornado sempre
Contemporânea, revolucio- correndo e, após anunciar a
nando os meios de comuni- vitória, teria caído morto, de-
cação e as relações em nossa vido à exaustão.
D US

sociedade.
Ela foi criada em 1969 pelo
governo dos Estados Unidos,
A virgem dos rochedos, de
durante a Guerra Fria. Nessa NA PRÁTICA
A E

Leonardo da Vinci, 1483. Óleo época, o governo americano Apresenta conceitos da


sobre madeira. Museu do temia que ataques da União
E

disciplina aplicados em
EM L D

Louvre, Paris, França.


Soviética às suas bases mili-
tares trouxessem a público in- situações do cotidiano ou em
formações valiosas e sigilosas outras áreas do conhecimento,
do governo. servindo também à
ST IA

divulgação científica.
SI ER

SELOS
AT

Os selos remissivos indicam o momento em que serão disponibilizados


M

materiais complementares ao desenvolvimento do módulo.

Eles podem aparecer no texto: E também em partes da página:

Redação pág. 399 Encarte pág. 399 Redação pág.399 Encarte pág.399 Adesivo

O selo colaborativo indica exercícios que exploram


Colaborativo
estratégias diferenciadas de aprendizagem:

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M A PA I N T E R D I S C I P L I N A R

C O
Este mapa mostra a ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para

O V
um trabalho interdisciplinar.

C SI
LÍNGUA
PORTUGUESA

O U
Intertextualidade, textos

N L
argumentativos, poema e
CIÊNCIAS

SI XC
figuras de linguagem
MATEMÁTICA DA NATUREZA
Operações com números CS AR
Organização biológica e
decimais
EN O E origem dos seres vivos

CN GE EF
LP MA HI
D US

EDUCAÇÃO
A E

GRUPO HISTÓRIA
FÍSICA
E
EM L D

Esportes técnico-
-combinatórios:
skate e surfe
4 Reinos e Impérios
africanos
Progressões
ST IA

CS AR LP AR
SI ER
AT

ARTE GEOGRAFIA
Agropecuária brasileira
M

História da dança
e modernização agrícola
CIÊNCIAS
EF CS HI
SOCIAIS CN MA
Alteridade

HI GE

EF AR

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MA
C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
TE
D US


PÁG.

70 CAPÍTULO 5
A E

Números decimais
E
EM L D
ST IA
SI ER

TICA
AT
M

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CAPÍTULO

5 NÚMEROS DECIMAIS

C O
O V
OBJETIVOS DO GRUPO

C SI
MATEMÁTICA

• Comparar e ordenar
números racionais em

O U
diferentes contextos e
associá-los a pontos da

N L
reta numérica.
70

SI XC
• Compreender e utilizar a
multiplicação e a divisão
de números racionais,
a relação entre elas EN O E
e suas propriedades
operatórias.
• Resolver e elaborar
problemas que envolvam
D US

as operações com
números racionais.
• Reconhecer os números
decimais.
A E

• Relacionar os números
decimais com os
E
EM L D

números fracionários.
• Identificar os números
decimais como
números racionais.
ST IA

• Analisar, interpretar
e efetuar operações
SI ER

com números decimais


na resolução de
situações-problema.
• Aplicar os números
AT

decimais em expressões
e problemas do
cotidiano.
M

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Muitas vezes, podemos não perceber, mas os números decimais fazem parte
de nosso cotidiano tanto quanto os números inteiros. Afinal, tratando-se de
medidas em geral, como as de capacidade e a monetária, além de outras, como
as de comprimento e massa, dadas na base decimal, temos a presença constante
desses números, que são uma forma alternativa de escrita das frações e se
tornaram, ao longo do tempo, mais comuns que elas.

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

71
SI XC
EN O E
D US
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

JOÃO FÁVERO / FOTOARENA

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O estudo de números decimais já foi Módulos 55, 56 e 57
apresentado em anos anteriores desta
coleção e, com isso, deve ser um con-
ceito relativamente comum para os
alunos. Entretanto, a novidade agora
ADIÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS
são os números decimais negativos Os números decimais são uma forma alternativa de escrita
e as operações envolvendo-os, que
seguem lógica semelhante à que já das chamadas frações decimais, aquelas com denominador
foi abordada em relação aos números
inteiros. Pode-se, inicialmente, des-
tacar esse fato. Ressaltar, também, a
dado por potência de base 10, como 7 , 57 e 1 385 . Outros
10 100 1 000
importância dos números decimais
em nosso cotidiano. tipos de fração também podem ser escritos na forma de

C O
números decimais, aqueles que se utilizam de vírgula para

O V
separar a parte inteira da parte decimal.

C SI
CAPÍTULO 5

De maneira geral, um número decimal apresenta duas


partes: a parte inteira e a parte decimal. Essas duas partes

O U
são separadas por uma vírgula, colocada imediatamente

N L
após o algarismo da ordem das unidades. O quadro de or-
72

dens mostra, como exemplo, a disposição do número 8,125,

SI XC
em que d = décimos, c = centésimos e m = milésimos.
EN O E PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL
C D U , d c m
8 , 1 2 5
D US

O número 8,125 é lido assim: oito inteiros, cento e vinte e


cinco milésimos.
Veja a leitura de outros números decimais, com a respec-
A E

tiva representação no quadro de ordens.


E
EM L D

a. 52,4 = cinquenta e dois inteiros e quatro décimos


C D U , d c m
ST IA

5 2 , 4
SI ER

b. 100,009 = cem inteiros e nove milésimos


C D U , d c m
AT

1 0 0 , 0 0 9

c. 0,47 = quarenta e sete centésimos


M

C D U , d c m
0 , 4 7

Observação
Da mesma forma que as ordens são infinitas para os nú-
meros inteiros, continuando indefinidamente à esquerda
do quadro de ordens, a parte decimal também tem infini-
tas ordens, dispostas à direita no quadro de ordens, após
a vírgula.

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PARA IR ALÉM
A vírgula no número decimal
O número decimal faz uso de vírgula para separar a parte

KOROVIN/ ISTOCK
inteira da parte decimal. Entretanto, há lugares, como em
países de língua inglesa, em que se usa o ponto, em vez
de vírgula. Isso explica a razão pela qual muitos modelos
de calculadora apresentam a tecla com ponto, que indica
a mesma função da vírgula no número decimal. Em con-

C O
trapartida, a vírgula pode ser usada como separador de
classes nesses mesmos lugares. Veja duas representações
de um mesmo número:

O V
C SI

MATEMÁTICA
1 452,37 = 1,452.37

Mas, não se engane! No Brasil e em muitos outros lu-

O U
gares, a representação 1 452,37 é a utilizada. Entretanto,
é importante conhecer outra forma de representação,

N L
caso tenha contato com essa forma de escrita.

73
SI XC
Modelo de calculadora com a tecla de
ponto indicando a função de vírgula.

EN O E
Os números decimais são, também, números racionais. Afinal, se eles se
equivalem às escritas fracionárias, que são racionais, também serão ra-
D US

cionais. Nesse sentido, no caso dos números decimais, todos os cálculos,


algoritmos e propriedades estudados para os números inteiros e decimais
positivos valem também para os decimais negativos.
A E

Adição com números decimais


E
EM L D

Para fazer a adição de dois números decimais usando um algoritmo prá-


tico, escrevemos um deles abaixo do outro, de tal forma que a vírgula de
uma parcela esteja posicionada embaixo da vírgula da outra parcela. Isso
ST IA

se justifica porque é preciso adicionar algarismos de uma mesma ordem,


da mesma forma que se faz com números inteiros. Portanto, posicionando
SI ER

a vírgula de forma correta, unidade é adicionada a unidade, décimo é


adicionado a décimo, e assim por diante. As reservas são feitas da mesma
forma que se faz para os números inteiros.
AT

Seguem alguns exemplos.


M

a. 120,56 + 9,4

PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL


,
C D U décimo centésimo milésimo

,
1 2 0 5 6
+
,
9 4

,
1 2 9 9 6

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b. 16,08 + 5,83

PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL


C D U , décimo centésimo milésimo

1 6 , 0 8
+
5 , 8 3

2 1 , 9 1

C O
O V
c. 28,069 + 7,56

C SI
CAPÍTULO 5

PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL

O U
C D U , décimo centésimo milésimo

N L
2 8 , 0 6 9
74

SI XC
7 , 5 6

3 5 , 6 2 9
EN O E Nessas adições, as ordens vazias podem ser ocupadas por algarismos zero,
embora não seja obrigatório na adição. Quando a ordem está vazia, enten-
de-se que não se está adicionando, como no terceiro exemplo, em que 9
D US

milésimos na primeira parcela foram mantidos na soma, isto é, não foram


adicionados a nenhum milésimo.
Todas as adições mostradas nos exemplos anteriores você já deve conhe-
A E

cer do estudo em anos anteriores. Pensando em números decimais negati-


E
EM L D

vos, a operação de adição segue as mesmas regras de sinais aplicadas para


os inteiros e para as frações, sejam eles positivos ou negativos.
A seguir, mostraremos exemplos de dois casos específicos: parcelas com
ST IA

mesmo sinal e parcelas com sinais contrários.


a. Na adição de decimais com mesmo sinal, adicionam-se os valores ab-
SI ER

solutos e mantém-se o sinal das parcelas.

(–5,3) + (–3,8) = –9,1


AT

(+5,3) + (+3,8) = +9,1

b. Na adição de parcelas com sinais contrários, verifica-se a diferença en-


M

tre os valores absolutos das parcelas e mantém-se o sinal da parcela de


maior valor absoluto.

(+5,3) + (–3,8) = +1,5


(–5,3) + (+3,8) = –1,5

Observe que, nesse segundo caso, é necessário efetuar uma subtração de


números decimais, operação que será estudada nos próximos módulos.
Em adições com mais de três parcelas, seguimos aplicando as regras de
duas em duas parcelas.

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Módulos 58, 59 e 60

SUBTRAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS


O algoritmo usado na subtração de números decimais segue lógica pa-
recida com a do algoritmo usado na adição, inclusive pelo fato de que,
assim como já comentamos no estudo dos números inteiros, uma subtra-
ção pode ser entendida como uma adição de oposto. Relembre essa ideia
usando números decimais:

C O
(+2,85) − (+1,35) = (+2,85) + (−1,35)

O V
C SI

MATEMÁTICA
Nesse exemplo, subtrair +1,35 corresponde a adicionar –1,35.
Ocorre que, ainda nessa adição, temos de calcular uma diferença. Nesse

O U
caso, ao subtrair um número decimal de outro, colocamos vírgula embaixo

N L
de vírgula, no intuito de separar a parte inteira da parte decimal. Com isso,

75
subtraem-se algarismos de uma mesma ordem. Quando necessário, as tro-

SI XC
cas são feitas exatamente como se faz na subtração de números inteiros,
ou seja:
EN O E
• 1 unidade pode ser transformada em 10 décimos;
• 1 décimo pode ser transformado em 10 centésimos;
• 1 centésimo pode ser transformado em 10 milésimos, e assim por diante.
D US

Observação
Na subtração, embora não seja obrigatório, convém completar as casas va-
zias da parte decimal com algarismos zero, em função de possíveis trocas.
A E

Lembre-se de que, nessas transformações,


E
EM L D

0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000...

Acompanhe alguns exemplos.


ST IA

a. 15,95 – 4,8
PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL
SI ER

C D U , décimo centésimo milésimo


,
AT

1 5 9 5

4 , 8 0
,
M

1 1 1 5

b. 18,9 – 0,712
PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL
C D U , décimo centésimo milésimo

1 8 , 9 0 0

0 , 7 1 2

1 8 , 1 8 8

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c. 125,087 – 12,28
PARTE INTEIRA PARTE DECIMAL
C D U , décimo centésimo milésimo
1 2 5 , 0 8 7

1 2 , 2 8 0

1 1 2 , 8 0 7

C O
Na subtração de números decimais positivos e negativos, seguem-se as mes-
mas regras de sinais aplicadas para os inteiros e para as frações. Como exem-

O V
plo de aplicação desse tipo de operação, considere o seguinte caso.

C SI
Um termômetro usado em um aparelho de refrigeração está em teste.
CAPÍTULO 5

Verificou-se o tempo de oscilação de temperatura em quatro situações di-

O U
ferentes. Em cada um dos casos, calcula-se a diferença entre a temperatura
final e a temperatura inicial. Veja.

N L
76

SI XC
1a situação: a temperatura variou de –1,5 °C até –4,5 °C.
Cálculo:
EN O E (–4,5) – (–1,5) = –4,5 + 1,5 = –3,0
A temperatura variou –3,0 °C, ou seja, diminuiu 3,0 °C.
2a situação: a temperatura variou de +1,5 °C até –4,5 °C.
D US

Cálculo:
(–4,5) – (+1,5) = –4,5 – 1,5 = –6,0
A temperatura variou –6,0 °C, ou seja, diminuiu 6,0 °C.
A E

3a situação: a temperatura variou de –1,5 °C até +4,5 °C.


E
EM L D

Cálculo:
(+4,5) – (–1,5) = +4,5 + 1,5 = +6,0
A temperatura variou +6,0 °C, ou seja, aumentou 6,0 °C.
ST IA

4a situação: a temperatura variou de +1,5 °C até +4,5 °C.


SI ER

Cálculo:
(+4,5) – (+1,5) = +4,5 – 1,5 = +3,0
A temperatura variou +3,0 °C, ou seja, aumentou 3,0 °C.
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 76 07/12/19 22:04


Módulos 61, 62 e 63

MULTIPLICAÇÃO COM É importante discutir com os alunos a lógica do algoritmo


comumente usado na multiplicação de números decimais.

NÚMEROS DECIMAIS
Embora possa ser de conhecimento deles, este é um mo-
mento para se ter um novo olhar, possibilitando melhor
compreensão para aqueles que ainda não haviam assimi-
lado a lógica, mas apenas memorizado o algoritmo.
A multiplicação de números decimais segue uma lógica dife-
rente das operações de adição e subtração. Nela, não há neces-
sidade de posicionar vírgula sobre vírgula. Uma das maneiras
de compreender esse cálculo é fazendo uso de frações deci-

C O
mais. Veja um exemplo.

O V
0,2 × 0,3 = 2 × 3 = 6 = 0,06

C SI

MATEMÁTICA
10 10 100

O U
Observe que a multiplicação de dois décimos por três déci-

N L
mos resultou em seis centésimos. É como se adicionássemos

77
a quantidade de casas decimais dos fatores, indicando essa

SI XC
quantidade no produto.
Outra maneira de compreender a lógica por trás do algoritmo
EN O E
é fazer o seguinte raciocínio: de acordo com as propriedades da
multiplicação, pode-se multiplicar um dos fatores (ou ambos)
por qualquer número diferente de zero, desde que seja possível
fazer a divisão do produto final da multiplicação por esse mul-
D US

tiplicador (ou pelo produto dos multiplicadores de cada fator).


Como exemplo, considere a seguinte multiplicação:
A E

1,2 × 1,3
E
EM L D

Pode-se multiplicar cada um dos fatores por 10. Isso faz com
que se “elimine” a vírgula. Depois, porém, o produto obtido
deve ser dividido por 100 (10 × 10). Veja.
ST IA

. 10 →
SI ER

1, 3 1 3
× 1, 2 . 10 → × 1 2
2 6 2 6
1 3 0 1 3 0
AT

1, 5 6 ←(:100) 1 5 6

Novamente, o produto de décimo por décimo tem como re-


M

sultado o centésimo, pois: 1,2 × 1,3 = 1,56.

De maneira geral, na multiplicação de números decimais,


o produto terá um número de casas decimais igual à soma
do número de casas decimais dos fatores.

Exemplos
a. 0,54 × 1,1 = 0,594
b. 1,25 × 1,43 = 1,7875
c. 1,312 × 2,8 = 3,6736

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 77 07/12/19 22:04


No exemplo que mostra o cálculo As regras de sinais usadas para os números inteiros ou frações continuam
do preço a ser pago por produtos
comprados por massa, reforçar que, válidas para os números decimais. Veja alguns exemplos.
independentemente de a massa ser
menor ou maior que 1 kg, o cálculo é a. (–6,2) · (–3,1) = +19,22
realizado da mesma forma, ou seja,
multiplicando-se a massa pelo preço b. (+6,2) · (–3,1) = –19,22
de cada quilograma.
c. (–6,2) · (+3,1) = –19,22
Alguns alunos podem considerar que
são cálculos diferentes. d. (+6,2) · (+3,1) = +19,22

C O
Observação
Lembre-se de que, em uma multiplicação de dois fatores, o produto será:

O V
• positivo, para os dois fatores com mesmo sinal;

C SI
• negativo, para os dois fatores com sinais contrários.
CAPÍTULO 5

O U
Assim como as demais operações já estudadas, a multiplicação de deci-
mais tem forte aplicação no cotidiano. Uma ida rápida a uma padaria ou a

N L
78

um supermercado mostra-nos isso.

SI XC
Exemplo
EN O E Gabriela foi ao mercado e comprou 2 kg de batata e 0,75 kg de tomate.
O preço de cada produto era:
• batata: R$ 2,50 o quilograma;
• tomate: R$ 3,60 o quilograma.
D US

Para determinar o gasto

SERGEYRYZHOV/ ISTOCK
de Gabriela com a compra
desses dois produtos, deve-
A E

mos considerar o seguinte


E
EM L D

fato: em produtos vendidos


por quilograma (por massa),
deve-se multiplicar a massa
ST IA

comprada pelo preço de cada


quilograma, pois trata-se de
SI ER

uma proporção.
Assim, temos:
AT

CUSTO DA BATATA CUSTO DO TOMATE


M

3, 6 0
2, 5 0 × 0, 7 5
× 2 1 8 0 0
5, 0 0 2 5 2 0 0
2, 7 0 0 0

Custo total: 5,00 + 2,70 = 7,70


Gabriela deverá gastar R$ 7,70 na compra dos dois produtos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 78 07/12/19 22:04


Módulos 64, 65 e 66

DIVISÃO COM NÚMEROS DECIMAIS


Além das três operações abordadas neste capítulo, temos
também a divisão envolvendo números decimais. Assim
como as demais, também há algoritmos próprios para
essa operação. Para compreender com maior clareza um
dos algoritmos mais utilizados, retomaremos duas ideias:

C O
o conceito de frações decimais e o fato de que toda divisão
pode ser escrita na forma de fração.

O V
Inicialmente, lembre-se de que a fração decimal é uma

C SI

MATEMÁTICA
fração cujo denominador é formado por uma potência de
base 10 (10, 100, 1 000, 10 000 etc.).

O U
Essas frações podem ser escritas na forma de número deci-

N L
mal pela simples observação do número de zeros no denomi-

79
SI XC
nador, mantendo a relação com o número de casas decimais.
Exemplos
a. 3 = 0,3
10
EN O E
b. – 47 = –0,47
100
D US

c. 2 548 = 2,548
1 000
Além delas, há ainda outras frações que, embora não se-
A E

jam decimais, podem ser escritas dessa forma por meio de


E

frações equivalentes.
EM L D

Exemplos
a. 1 = 1 ∙ 25 = 25 = 0,25
ST IA

4 4 ∙ 25 100
b. 7 = 7 ∙ 2 = 14 = 1,4
SI ER

5 5 ∙ 2 10
c. 6 = 6 ÷ 2 = 3 = 0,03
200 200 ÷ 2 100
AT

Há, porém, frações que não podem ser escritas em fra-


ções decimais, ou, pelo menos, de forma não tão direta.
M

Para essas frações, ou para qualquer outro tipo de fração


com denominador não nulo – mesmo as frações decimais –,
pode-se aplicar a divisão do numerador pelo denominador,
levando-nos à segunda ideia retomada aqui:

Uma fração sempre indica uma divisão do


numerador pelo denominador.

De maneira geral, a transformação de fração em número


decimal pode ocorrer pela divisão, sem pensar nas frações
decimais.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 79 07/12/19 22:04


Algumas dessas divisões têm como quociente a chamada dízima periódi-
ca. Veja um desses exemplos na tentativa de transformar a fração 1 em
número decimal. 3

1o Inicialmente, consideramos que 1 = 1 ÷ 3.


3

C O
2o Como 1 é menor que 3, indica-se que
1 3

O V
há 0 inteiro. A vírgula é inserida no quo-
Unidade
ciente para indicar que a divisão será 0,

C SI
realizada na parte decimal.
CAPÍTULO 5

O U
N L
3o Feito isso, transforma-se 1 inteiro em
80

10 décimos e efetua-se a divisão de 10 10 3

SI XC
Décimos
por 3. Com isso, chega-se ao resto 1 (1 –9 0,3
décimo). 1 Unidade
EN O E
4o Esse resto é transformado em 10 centé-
D US

simos. A divisão é realizada, e o quociente é 10 3



indicado na casa dos centésimos. Novamente, 9 0,33
chega-se ao resto 1. Seguindo o mesmo raciocí- 10
nio, nota-se que o quociente obtido na divisão –
9
A E

de 1 por 3 é uma dízima periódica, cujo período


1
E

é o algarismo 3.
EM L D

Seguindo essa ideia, temos:


ST IA

1 = 1 ÷ 3 = 0,33... ou 0,3
SI ER

O traço acima do algarismo 3 indica o período que se repetirá.


AT

Para a divisão entre decimais, pode-se considerar a escrita de frações


equivalentes. Observe, por exemplo, a divisão de 2,5 por 0,05.
Indicando a divisão na forma de uma fração, temos:
M

2,5 ÷ 0,05 = 2,5


0,05

Pelo conceito de fração equivalente, pode-se multiplicar o numerador e


o denominador por um mesmo número. Escolhe-se o número 100, pois, as-
sim, podem-se “eliminar” as vírgulas.

2,5 ÷ 0,05 = 2,5 × 100 = 250


0,05 × 100 5

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 80 07/12/19 22:04


Escrevendo na forma de divisão, temos a seguinte equivalência: Não é raro alguns alunos terem a ideia,
ainda, de que é preciso inserir a vírgu-
la no quociente quando se igualam as
casas decimais do dividendo e do di-
2,5 0,05 250 5 visor. Reforçar a ideia envolvida desta-
– cando a equivalência de divisões com
25 50 a equivalência de frações, indicando
00 quocientes iguais.

Logo, podemos indicar que:

C O
2,5 ÷ 0,05 = 250 ÷ 5 = 50

O V
Na prática, quando se tem uma divisão com números decimais,

C SI

MATEMÁTICA
1. iguala-se o número de casas decimais com algarismos zero (caso necessário);

O U
2. eliminam-se as vírgulas;
3. efetua-se a divisão da mesma forma que se faz com os números inteiros.

N L

81
Observe que, nesse caso, não é necessário mudar o quociente, em razão da ideia

SI XC
de frações equivalentes mostrada inicialmente.

As regras de sinais usadas para os números inteiros ou frações conti-


EN O E
nuam válidas para os decimais. Veja alguns exemplos.
a. (–4,2) : (–2,1) = +2 b. (+4,2) : (–2,1) = –2
c. (–4,2) : (+2,1) = –2 d. (+4,2) : (+2,1) = +2
D US

Lembre-se de que,
A E

em uma divisão de dois números decimais, o quociente será:


• positivo, para os dois números com mesmo sinal;
E
EM L D

• negativo, para os dois números com sinais contrários.

A divisão com números decimais pode ser


ANNA1311/ ISTOCK
ST IA

encontrada em diversas situações. Como


exemplo, considere que se queira dividir
SI ER

uma quantidade de 2,5 L de suco de laran-


ja em copos com capacidade para 0,25 L
cada um. Para determinar a quantidade
AT

de copos que poderão ser preenchidos com


essa quantidade de suco, podemos dividir a
M

quantidade total, de 2,5 L, pela quantidade


de cada copo, que é de 0,25 L:

2,5 0,25 2,50 0,25 250 25


2,5 0,25 2,50 0,25 –250 25
– 250 10
2500 10
0

Portanto, poderão ser preenchidos 10 copos


no total.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 81 07/12/19 22:04


Nos módulos 67 e 68, apresentamos situações-problema que usam uma ou mais operações
elementares com números decimais. É um bom momento para avaliar o nível de interpretação
dos alunos, para que possam julgar quais são as operações envolvidas. Inserimos, também,
um breve estudo sobre potência, particularmente o quadrado e o cubo de um número. Além
Módulos 67 e 68 disso, retomamos a ideia de notação científica.
NA PRÁTICA
Grandes números
SITUAÇÕES-PROBLEMA ENVOLVENDO
O uso de números decimais
pode ser aplicado em núme-
NÚMEROS DECIMAIS
ros de muitos algarismos, As operações com números decimais podem ser aplicadas em uma incontá-
possibilitando que estes se- vel variedade de situações, sendo, muitas vezes, necessário mais que uma
jam escritos na chamada for-
ma mista, que usa numerais e operação para se resolver um problema. Mesmo a simples aplicação da es-
palavras, como 1,3 milhão ou crita de números decimais pode aparecer em escritas numéricas específi-

C O
7,5 bilhões. cas, como na chamada notação científica, que já apresentamos no capítulo
Essa escrita é muito recor-

O V
rente no jornalismo, fazendo
anterior. Assim, a escrita 7,7 ∙ 109 envolve uma simples multiplicação de
com que textos sejam lidos número decimal por potência de base 10. Ela indica a população mundial

C SI
CAPÍTULO 5

de forma mais simples e di- estimada em abril de 2019, que também pode ser escrita como 7,7 bilhões
reta. Como exemplo, veja o
ou, ainda, como 7 700 000 000.

O U
seguinte trecho de reporta-
gem publicada em um site: Além das operações elementares envolvendo números decimais, temos

N L
também o cálculo de potências.
82

[...] O primeiro dia de 2019

SI XC
já é um marco para a explo- Nesse sentido, a potenciação, entendida como uma quinta operação arit-
ração espacial. A sonda New mética, pode também ser aplicada em situações-problema que envolvem
Horizons, da Nasa, agência es-
EN O E
pacial americana, passou pelo números decimais. A seguir, mostraremos dois exemplos de aplicação da
corpo celeste conhecido como potenciação com bases decimais.
Ultima Thule, nos confins do
Sistema Solar. Exemplo 1
O sobrevoo estabeleceu um Um terreno quadrado possui lado medindo 12,5 metros.
D US

novo recorde para objeto ce-


Deseja-se conhecer a área dessa região. Lembrando que a
leste mais distante já explora-
do – a cerca de 6,5 bilhões de área de um quadrado pode ser dada pelo quadrado da me-
quilômetros da Terra.[...] dida de seu lado, temos: 12,5 m
A E

Disponível em:
<https://coc.pear.sn/cYMZJVI>. Área = (12,5)² = 12,5 · 12,5 = 156,25
E

Acesso em: jun. 2019.


EM L D

Portanto, a área será de 156,25 m².


MELETIOS VERRAS/ ISTOCK

Observe que a ideia geral sobre potência para expoente inteiro maior que
1 é igualmente aplicada em bases decimais.
ST IA

Exemplo 2
Um cientista pretende criar e usar um recipiente em forma
SI ER

de cubo com a aresta medindo 6,2 cm, sendo esta a medida


interna. Uma das informações básicas de que ele precisa é o
Ultima Thule.
volume desse recipiente, pois terá relação direta com o estu- 6,2 cm
AT

O número 6,5 bilhões, que do que está desenvolvendo sobre um tipo de material.
indica a distância do objeto
O volume de um cubo pode ser dado pelo cubo da medida de sua aresta.
celeste em relação à Terra, se-
M

ria escrito, apenas com algaris- Assim, temos:


mos, como 6 500 000 000. Em Volume = (6,2)³ = 6,2 · 6,2 · 6,2 = 238,328
uma escrita sem separação de
classes, teríamos 6500000000, Logo, seu volume será de 238,328 cm³.
sendo muito difícil fazer sua
leitura. Atenção!
As propriedades estudadas no capítulo 4, para a potenciação com ba-
Relembrar com os alunos o fato de ses inteiras ou fracionárias, continuam válidas para bases decimais,
que a expressão “elevado ao quadra- incluindo os casos específicos de expoente 0 e 1, como:
do”, empregada para potências de ex-
poente 2, está relacionada ao cálculo (1,7)0 = 1
da área de um quadrado. (−2,35)1 = −2,35
Da mesma forma, a expressão “ele-
vado ao cubo” relaciona-se com o
cálculo do volume de um cubo. Pode-se retomar, na teoria, as propriedades mostradas no capítulo anterior. Entretanto, pode ser uma oportunidade
para observar se os alunos se lembram de seu uso nos exercícios de aplicação, fazendo essa retomada na correção.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 82 07/12/19 22:05


Módulos 69, 70 e 71

EXPRESSÕES COM NÚMEROS DECIMAIS Aproveitamos o estudo das expres-


sões para comentar o cálculo de raiz
quadrada com radicando decimal.
No estudo sobre números naturais, inteiros e fracionários, mostramos as Neste momento, retomar o estudo das
raízes quadradas de números inteiros
expressões numéricas que também podem ser aplicadas no estudo dos e fracionários. Reforçar para os alunos
números decimais. A ordem de resolução das operações segue a mesma o fato de que uma expressão deve ser
resolvida com calma e atenção, indi-
ordem já mostrada para os outros conjuntos numéricos. cando todos os passos necessários
para a sua resolução.

C O
Relembrando
1o potenciação e radiciação

O V
2o multiplicação e divisão

C SI

MATEMÁTICA
3o adição e subtração

O U
Caso sejam indicados sinais de associação, respeita-se a ordem de resolução.

N L

83
SI XC
1o parênteses ( )
2o colchetes [ ]
EN O E 3o chaves { }

Observe que a radiciação é efetuada, primeiramente, como ocorre com a


potenciação, na ordem em que essas operações são dadas. Falaremos, neste
D US

momento, particularmente sobre a raiz quadrada, que é um caso específi-


co da operação de radiciação. O radicando pode ser um número decimal,
como, por exemplo: 0,09.
Trabalha-se com essa raiz da mesma forma que se trabalha com radican-
A E

dos fracionários ou inteiros. A sugestão, nesse caso, é escrever o número


E
EM L D

decimal como número fracionário. Neste exemplo, temos:

0,09 = 9 = 3 = 0,3
ST IA

100 10 EXPLORE MAIS


Outras unidades
SI ER

Ao calcularmos a raiz do número decimal, o resultado pode ser dado na de medida


forma fracionária, ou decimal, como 0,3. É claro que é possível, também, As distâncias astronômicas
fazer estimativas, sem a necessidade de transformar o número decimal alcançadas por sondas es-
AT

paciais e imagens de teles-


para a forma fracionária. cópios reforçam o uso de
Acompanhe com atenção dois exemplos de expressões numéricas, veri- unidades de medida dife-
renciadas, como ano-luz e
M

ficando quais operações são efetuadas em cada passo, indicado em cada unidade astronômica. Em
linha do cálculo. ambos os casos, o uso de
números decimais faz-se
a. 3 + 2 · (1,8 + 0,7) − 4 · 0,8 necessário. Acesse o link e
descubra mais sobre essas
Resolução
unidades.
3 + 2 · (1,8 + 0,7) − 4 · 0,8 = Disponível em: <coc.pear.
sn/2WizNMU>.
= 3 + 2 · 2,5 − 4 · 0,8 =
= 3 + 5 − 3,2 =
= 8 − 3,2 =
= 4,8

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 83 07/12/19 22:05


b. 1,5 + 0,16 + (0,2)² − 2,4 ÷ 2
Resolução
1,5 + 0,16 + (0,2)² − 2,4 ÷ 2 =
= 1,5 + 0,4 + 0,04 − 2,4 ÷ 2 =
= 1,5 + 0,4 + 0,04 − 1,2 =
= 1,9 + 0,04 − 1,2 =
= 1,94 − 1,2 =

C O
= 0,74

O V
As expressões numéricas são utilizadas em muitas situações
que envolvem o cálculo com várias operações. Veja um exemplo.

C SI
CAPÍTULO 5

Paula foi à padaria e comprou os seguintes itens:

O U
ROSSHELEN/ ISTOCK

N L
84

SI XC
MASSA PREÇO
PRODUTO
(kg) (R$/kg)
EN O E Queijo 0,450 28,20

Presunto 0,600 32,90


D US

Pão 0,400 10,90


A E

Qual deverá ser o troco recebido por Paula caso ela pague
E
EM L D

essa compra com uma nota de 50 reais?


Para responder a essa pergunta, podemos fazer uso da es-
crita de uma única expressão. Antes, porém, aconselha-se su-
ST IA

primir os algarismos zero escritos nas últimas casas decimais.


Dessa forma, a expressão fica menor e chega-se ao mesmo re-
SI ER

sultado. Acompanhe.

50 − (0,45 · 28,2 + 0,6 · 32,9 + 0,4 · 10,9)


AT

Os valores entre os parênteses indicam o total da compra


que será subtraído do valor pago (50 reais), a fim de se chegar
M

ao valor relativo ao troco. Para seu cálculo, efetua-se, primei-


ramente, a expressão indicada entre parênteses: as multipli-
cações são calculadas antes das adições para que se determine
o valor total de cada item.

50 – (0,45 · 28,2 + 0,6 · 32,9 + 0,4 · 10,9) =


= 50 − (12,69 + 19,74 + 4,36) =
= 50 − 36,79 = 13,21

O troco que Paula deverá receber é R$ 13,21.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 84 07/12/19 22:05


Módulo 72

REVISÃO – NÚMEROS DECIMAIS No módulo 72, propor aos alunos uma breve revisão de
alguns dos temas estudados neste capítulo. Indicamos
um comentário sobre sequências e, nos exercícios, eles
Neste módulo, será possível treinar um pouco mais as opera- poderão criar situações-problema, podendo ser esta uma
oportunidade para ampliar a revisão, caso seja necessário.
ções elementares com números decimais. É importante lem-
brar-se dos seguintes pontos elementares.

• Nas operações de adição e subtração, o

C O
algoritmo convencional é usado, posicio-
nando-se vírgula sobre vírgula.

O V
• Na multiplicação, a quantidade de casas
decimais no produto corresponde ao nú-

C SI

MATEMÁTICA
mero total de casas decimais dos fatores.
• Na divisão com números decimais, igua-

O U
lamos as casas decimais e retiramos a in-
dicação da vírgula.

N L
• As regras de sinal de números inteiros são

85
SI XC
válidas para os números decimais.
• As propriedades da potenciação, aplica-
das aos números racionais dados na for-
EN O E
ma fracionária, são válidas para bases
dadas por números decimais.

Além disso, lembre-se de que as operações com números de-


D US

cimais estão diretamente relacionadas com unidades de me-


dida em geral, sobretudo as do sistema decimal.
A E

GRUPO TEMÁTICO O objetivo principal do texto do boxe “Grupo temático”


E
EM L D

é apenas indicar uma curiosidade relacionada ao estu-


do de progressões. Não pretendemos, neste momento,
Sequências especiais fazer definições formais sobre progressão aritmética e
No estudo das operações e suas possíveis aplicações, temos a formação de se- progressão geométrica, sobretudo em relação a possí-
quências numéricas que formam o que se chama de progressão. Como exemplo, veis generalizações. Entretanto, dependendo do nível de
ST IA

imagine que um telefone de emergência será instalado ao longo de uma rodovia a desenvolvimento do grupo, e do tempo, pode-se ampliar
um pouco mais esse estudo.
cada 1,5 km, partindo do início da rodovia, isto é, no quilômetro zero. Nesse caso,
SI ER

a sequência seguinte apresenta os números que indicam o ponto da rodovia, em


quilômetros, partindo de 0 km, que receberá a instalação do telefone.
(0; 1,5; 3,0; 4,5; 6,0; 7,5; ...)
Essa sequência começa em zero e aumenta de 1,5 em 1,5. Se a estrada tiver
AT

90 km de extensão, teremos a sequência terminando em 90. Quando temos um


termo (número) inicial e adicionamos sempre uma mesma parcela, formamos
o que se chama de progressão aritmética. Nos casos em que se multiplica um
mesmo número para formar um próximo número na sequência, temos uma pro-
M

gressão geométrica.
Como exemplo, há a sequência seguinte, que começa em 1,2 e multiplica-se
cada número por 2 para se obter o próximo número da sequência.
(1,2; 2,4; 4,8; 9,6; 19,2; ...)
Um estudo mais detalhado sobre progressões será feito no Ensino Médio.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 85 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
NÚMEROS DECIMAIS
Módulos 55, 56 e 57 | Adição com números decimais

Exercícios de aplicação
O exercício 1 tem como um 1. Reconhecer a escrita e a leitura de um número decimal é fundamental para efetuar corretamente as
de seus objetivos reforçar operações, como a adição. Em cada item, escreva por extenso a leitura de cada número decimal dado.
a leitura de números deci-
mais, o que pode favorecer a. 2,47
a melhor compreensão dos
Dois inteiros e quarenta e sete centésimos.
algoritmos, sobretudo para

C O
os alunos que, eventualmen- b. 0,058
te, ainda não assimilaram

O V
completamente as ordens Cinquenta e oito milésimos.
decimais apresentadas nos
c. 125,6

C SI
anos anteriores.
CAPÍTULO 5

Cento e vinte e cinco inteiros e seis décimos.

O U
d. 50,05
Cinquenta inteiros e cinco centésimos.

N L
86

SI XC
2. Represente com algarismos cada adição dada, resolvendo-a com o uso do algoritmo convencional.
Ao final, escreva a soma por extenso.
a. Dois décimos + oitenta e nove centésimos 0,2 + 0,89
EN O E 0,89
+
0,2
1,09
D US

Um inteiro e nove centésimos.

b. Cinquenta e um milésimos + oitenta e cinco centésimos 0,051 + 0,85


A E
E
EM L D

0,051
+
0,85
0,901
ST IA

Novecentos e um milésimos.
SI ER

c. Doze inteiros e vinte e um centésimos + um inteiro e oito décimos 12,21 + 1,8


AT

12,21
+
1,8
14,01
M

Quatorze inteiros e um centésimo.

d. Vinte e nove inteiros e sete milésimos + noventa e três milésimos 29,007 + 0,093

29,007
+
0,093
29,100

Vinte e nove inteiros e cem milésimos (ou vinte e nove inteiros e um décimo).

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 86 07/12/19 22:05


3. O sistema monetário no Brasil tem, em circulação, moedas que representam 6 valores: 1 centavo,
5 centavos, 10 centavos, 25 centavos, 50 centavos e 1 real. A moeda de 1 centavo não é produzida
desde 2004, mas todas que estão em circulação podem ser usadas em pagamentos.

C O
ANDREY_KZ/ ISTOCK

O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
Cada centavo corresponde à centésima parte de 1 real. De acordo com essa ideia, faça o que se pede.

N L

87
a. Escreva, em reais, o valor de cada moeda indicada.

SI XC
• 1 centavo: R$ 0,01

• 5 centavos: R$ 0,05
EN O E
• 10 centavos: R$ 0,10

• 25 centavos: R$ 0,25
D US

• 50 centavos: R$ 0,50
b. Caso uma pessoa tenha apenas um exemplar de cada uma dessas moedas, incluindo a de 1 real,
quantos reais ela terá?
A E

1,00 + 0,50 + 0,25 + 0,10 + 0,05 + 0,01 = 1,91


E
EM L D

Terá 1,91 real.


ST IA
SI ER

4. Resolva cada adição indicada. Neste momento, apresenta-


remos apenas a adição de
a. (−1,5) + (−2,8) = –4,3 b. (−5,64) + (−0,9) = –6,54 parcelas com mesmo sinal.
A adição de parcelas com si-
AT

nais contrários será explora-


2,8 5,64
+ + da, com exercícios, nos próxi-
1,5 0,9 mos módulos, aproveitando
4,3 6,54 o estudo de subtração.
M

c. (−0,08) + (−3,79) = –3,87 d. (−0,089) + (−0,87) = –0,959

3,79 0,089
+ +
0,08 0,87
3,87 0,959

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 87 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
É interessante, primeira- 5. Determine o perímetro de cada polígono dado.
mente, que os alunos re-
solvam os exercícios, como a. D
b. C
o exercício 5, armando e 3,16 m
efetuando os cálculos sem o
C
auxílio da calculadora. Com 1,92 m
isso, eles podem adquirir
4,47 m 3,12 m
mais segurança no uso do
algoritmo da adição. D
3,28 m
Na sequência, apresentamos 2,24 m
um exercício que tem como
um dos objetivos justamen-
A 4m B

C O
te propor aos alunos um trei- A 4,03 m B
no com a calculadora.

O V
4,47 + 3,16 + 3,28 + 4,03 = 14,94 1,92 + 3,12 + 4 + 2,24 = 11,28

C SI
CAPÍTULO 5

O U
N L
88

SI XC
14,94 m 11,28 m
EN O E
c. C d.
E 1m D
2,24 m
D US

C
4,41 m 3,16 m
3,38 m
2,24 m
A E
E
EM L D

A 3,56 m B A 3m B

4,41 + 3,38 + 3,56 = 11,35 1 + 2,24 + 2,24 + 3 + 3,16 = 11,64


ST IA
SI ER
AT

11,35 m 11,64 m
M

Aproveitar o item b do exer- 6. Com o auxílio de uma calculadora, faça o que se pede em cada item.
cício 6 para retomar as pro-
priedades da adição. a. Calcule cada uma das somas indicadas no quadro, completando-o.

+ 0,78 0,073 7,54

3,1 3,88 3,173 10,64

0,095 0,875 0,168 7,635

10,76 11,54 10,833 18,3

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 88 07/12/19 22:05


b. Complete o esquema indicando, após cada seta, a soma das parcelas na respectiva linha ou coluna.
Depois, responda ao que se pede.
• Qual é a soma dos resultados obtidos
0,75 0,07 0,56 → 1,38 na última coluna?
11,16

0,65 3,14 0,89 → 4,68 • Qual é a soma dos resultados obtidos


na última linha?
11,16
1,9 2,5 0,7 → 5,1
• Os dois resultados anteriores devem

C O
ser iguais. Caso não sejam, reveja seus
↓ ↓ ↓ cálculos. Quais propriedades da adição

O V
garantem que esses resultados serão

C SI
sempre iguais, quaisquer que sejam as

MATEMÁTICA
3,3 5,71 2,15 parcelas dadas no quadro inicialmente?

O U
As propriedades comutativa e associativa.

N L

89
SI XC
7. Um brinquedo usado em um parque de diversões é ocupado por, no máximo, 5 pessoas. Há, tam-
bém, uma carga máxima de massa, não podendo ultrapassar 400 kg. Para um controle mais rigoro-
so, antes de entrar no brinquedo, cada pessoa passa por uma balança que registra, em um compu-
tador, de forma discreta, a massa acumulada. Em certo momento, as pessoas que entraram tinham
EN O E
as seguintes massas: 65,8 kg, 71,85 kg, 62,35 kg, 69,4 kg e 70,5 kg. Seguindo essas medidas, após a
quinta pessoa entrar, qual deverá ser a massa total acumulada por todas elas?
D US

65,8 + 71,85 + 62,35 + 69,4 + 70,5 = 339,9


A E
E
EM L D

A massa acumulada deverá ser de 339,9 kg.

8. Um aplicativo usado por um atleta amador em corrida indica, na forma de um gráfico, a distância
ST IA

percorrida em cada dia de treino. Veja um desses gráficos.


SI ER

DISTÂNCIA PERCORRIDA (km) POR DIA

12,65 13,05
10,58
9,54 9,7
AT
DISTÂNCIA
M

5/abr. 6/abr. 7/abr. 8/abr. 9/abr.


DIAS

Considerando os cinco dias mostrados, qual foi a distância total percorrida?

10,58 + 9,54 + 12,65 + 9,7 + 13,05 = 55,52

A distância percorrida foi 55,52 km.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 89 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
9. Adicionando-se as três 9. Avaliação Nacional
massas dadas no quadro,
vem: Em uma indústria farmacêutica, um funcionário testava um medicamento. Para isso, misturou, em
2,500
um único frasco, as quantidades de três substâncias indicadas no quadro.
+ 0,090 Nesse caso, espera-se que toda a mistura tenha massa de
10,889 SUBSTÂNCIA MASSA (g)
13,479 a. 10,923 g c. 13,379 g e. 13,479 g
A 2,5
Portanto, a massa total b. 12,479 g d. 13,398 g
da mistura deverá ser de B 0,09
13,479 g.
C 10,889

C O
10. O termômetro de um equipamento marca 16,5 °C. Se essa temperatura subir 5,9 °C, que temperatura
será marcada nesse instrumento?

O V
C SI
CAPÍTULO 5

16,5 + 5,9 = 22,4

O U
N L
90

SI XC
A temperatura marcada será 22,4 °C.

EN O E
Exercícios propostos
D US

11. Complete o quadro com o número decimal indicado em cada item.


a. Cinco décimos
b. Doze inteiros e trinta e nove milésimos
c. Cento e cinco inteiros, cento e quatro milésimos
A E

d. Duzentos e quarenta e dois inteiros e noventa e nove milésimos


E
EM L D

e. Trinta e quatro inteiros e sete centésimos

C D U , d c m
ST IA

a. 0 , 5
SI ER

b. 1 2 , 0 3 9

c. 1 0 5 , 1 0 4
AT

d. 2 4 2 , 0 9 9
M

e. 3 4 , 0 7

12. Arme e efetue as adições de números decimais.


a. (−2,58) + (−3,45) b. (−7,85) + (−0,857)

2,58 7,85
+ +
3,45 0,857
6,03 8,707

–6,03 –8,707

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 90 07/12/19 22:05


c. (+5,07) + (+6,854) d. (+56,56) + (+65,65)

5,07 56,56
+ +
6,854 65,65
11,924 122,21

+11,924 +122,21

C O
13. Avaliação Nacional 13. A operação a ser efetua-
da é:
Um professor ditava para os alunos algumas adições que deveriam resolver como treino. A primeira

O V
12,92 + 9,084 = 22,004
operação foi ditada da seguinte forma:

C SI
_ Doze inteiros e noventa e dois centésimos, mais nove inteiros e oitenta e quatro milésimos.

MATEMÁTICA
Ao resolver essa operação, um aluno deverá encontrar como resposta o número

O U
a. 21,76 b. 22,76 c. 21,176 d. 21,904 e. 22,004

N L

91
SI XC
Módulos 58, 59 e 60 | Subtração com números decimais

Exercícios de aplicação
EN O E
1. Felipe tem uma conta bancária. Ele usou um caixa eletrônico para conferir o saldo de sua conta e ob-

ZORANM/ ISTOCK
servou que ele era negativo, pois devia 45,56 reais ao banco. Para que fique com um saldo positivo
de 25 reais, ele efetuou o seguinte cálculo:
25 − (−45,56) =
D US

= 25 + 45,56 =
= 70,56
Descobriu, com isso, que deve depositar 70,56 reais.
A E

Sobre essa ideia, calcule a variação no saldo indicado em cada item, indicando também se a variação se
refere a um depósito ou a um saque. Em cada caso, considere que houve apenas uma movimentação.
E
EM L D

a. Saldo inicial de –52,52 reais, e saldo final de –65,40 reais.


Sobre as ideias indicadas no
exercício 1, há outras pos-
−65,40 − (−52,52) =
ST IA

sibilidades de cálculo para


= −65,40 + 52,52 =
cada item. Entretanto, insis-
= −12,88
tir para que os alunos sigam
SI ER

a ideia pedida de escrita de


Saque de 12,88 reais. uma subtração em cada
item. Dessa forma, eles po-
derão treinar a subtração ao
b. Saldo inicial de +70,10 reais, e saldo final de –31,45 reais. mesmo tempo que observam
AT

formas práticas de se ter esse


tipo de operação com núme-
ros racionais negativos, favo-
−31,45 − (+70,10) =
recendo uma aprendizagem
M

= −31,45 − 70,10 =
mais significativa.
= −101,55
É importante que eles sai-
Saque de 101,55 reais. bam que, caso uma conta
bancária fique com um
saldo negativo, podem ser
cobrados juros; além disso,
c. Saldo inicial de –85,40 reais, e saldo final de +84,52 reais. taxas podem ser cobradas
ao serem realizados saques.

+84,52 − (−85,40) =
= +84,52 + 85,40 =
= +169,92

Depósito de 169,92 reais.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 91 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Verificar se os alunos escre- 2. Em uma prova de natação, o vencedor concluiu-a em 30,152 s. Já o segundo colocado concluiu a
vem, de forma equivocada, prova em 30,25 s. De quantos milésimos de segundo foi a diferença de tempo entre os dois pri-
“0,098 milésimos”. Mostrar-
-lhes que, nesse caso, estão
meiros colocados?
escrevendo milésimos de
milésimo. Como a pergunta 30,250
se refere a milésimos, a for- –
30,152
ma indicada na resposta é a
correta. 0,098

A diferença de tempo foi de 98 milésimos de segundo.

C O
O V
3. Resolva as subtrações.

C SI
a. (−1,9) − (−3,8) = +1,9 b. (−4,47) − (−0,8) = –3,67
CAPÍTULO 5

O U
(−1,9) − (−3,8) = (−4,47) − (−0,8) =
= −1,9 + 3,8 = 1,9 = −4,47 + 0,8 = −3,67

N L
92

SI XC
EN O E c. (−0,85) − (+2,71) = –3,56 d. (+0,031) − (−0,45) = +0,481

(−0,85) − (+2,71) = (+0,031) − (−0,45) =


D US

= −0,85 − 2,71 = −3,56 = +0,031 + 0,45 = 0,481


A E
E
EM L D

4. Escreva com numerais a subtração indicada em cada item, resolvendo-a com o uso do algoritmo
convencional. Ao final, escreva a diferença por extenso.
a. Três inteiros e oito décimos, menos dois inteiros e nove décimos
3,8 – 2,9
ST IA
SI ER

3,8

2,9
0,9
AT

Nove décimos.
M

b. Noventa e sete centésimos, menos noventa e nove milésimos


0,97 – 0,099

0,970

0,099
0,871

Oitocentos e setenta e um milésimos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 92 07/12/19 22:05


5. O gráfico mostra a variação no saldo da conta bancária de um cliente em um banco ao longo de uma Incentivar os alunos a regis-
semana. trarem os cálculos por meio
de subtrações, como sugeri-
do nas resoluções do exercí-
cio 5. Alertá-los do uso cor-
VARIAÇÃO DO SALDO BANCÁRIO (REAIS) reto do sinal de parênteses.

60,00 45,60 45,25


36,40
40,00

20,00

C O
0,00
5/jun. 6/jun. 7/jun. 8/jun. 9/jun. 10/jun. 11/jun.
–20,00

O V
Saldo

–40,00

C SI

MATEMÁTICA
–35,50
–60,00 –50,65

O U
–80,00

–100,00 –85,35

N L

93
SI XC
–120,00
–120,56
–140,00
Dias

EN O E
Observe que oscilou entre saldo positivo e negativo. Sobre essas informações, responda ao que
se pede.
a. Qual foi a diferença, em reais, entre o maior e o menor saldo observados nesse período?
D US

45,60 − (−120,56) =
= 45,60 + 120,56 = 166,16
A E
E
EM L D

A diferença foi de 166,16 reais.


ST IA

b. Qual foi a diferença, em reais, entre os dois saldos mais próximos de zero nesse período?
SI ER

36,40 − (−35,50) =
= 36,40 + 35,50 = 71,90
AT

A diferença foi de 71,90 reais.


M

c. Qual foi a diferença, em reais, entre os saldos dos dias 9 e 10 de junho?

−50,65 − (−120,56) =
= −50,65 + 120,56 = 69,91

A diferença foi de 69,91 reais.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 93 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
6. Resolvendo a operação 6. Avaliação Nacional
dada, vem:
Um cliente de um banco tinha, em sua conta bancária, um saldo negativo de –17,15 reais. O gerente
–17,15 – (–25,09) =
= –17,15 + 25,09 = 7,94
desse banco precisou retirar um débito indevido da conta do cliente. A operação que possibilita
chegar ao novo saldo é dada por: –17,15 – (–25,09).
Nesse caso, a resolução correta dessa operação deve indicar um novo saldo, em reais, de
a. 7,94 b. –7,94 c. 12,14 d. 42,24 e. –42,24

7. A diferença entre a temperatura mínima e a máxima registradas em certa localidade, durante um


dia, pode ser chamada de amplitude térmica. Nesse caso, subtrai-se a temperatura mínima da
máxima, sendo a diferença sempre positiva, indicando a amplitude. Pensando nessa ideia, o quadro

C O
seguinte mostra as temperaturas mínima e máxima registradas em oito estações meteorológicas di-
ferentes, em cidades localizadas em diversas regiões do planeta. Calcule cada uma das amplitudes,

O V
completando o quadro.

C SI
CAPÍTULO 5

TEMPERATURAS REGISTRADAS NAS ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS EM 8 DE JULHO

O U
Temperatura Temperatura
Estação Amplitude térmica
mínima (°C) máxima (°C)

N L
A +3,2 +8,7
94

5,5

SI XC
B +8,5 +11,1 2,6

EN O E C –10,5 –4,8 5,7

D –5,4 –1,7 3,7

E –1,2 +5,5 6,7


D US

F +10,6 +15,7 5,1

G +25,9 +31,8 5,9


A E
E
EM L D
MARTINFREDY/ ISTOCK

Estação A: +8,7 − (+3,2) = 8,7 − 3,2 = 5,5


Estação B: +11,1 − (+8,5) = 11,1 − 8,5 = 2,6
ST IA

Estação C: −4,8 − (−10,5) = −4,8 + 10,5 = 5,7


Estação D: −1,7 − (−5,4) = −1,7 + 5,4 = 3,7
Estação E: +5,5 − (−1,2) = 5,5 + 1,2 = 6,7
SI ER

Estação F: +15,7 − (+10,6) = 15,7 − 10,6 = 5,1


Estação G: +31,8 − (+25,9) = 31,8 − 25,9 = 5,9
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 94 07/12/19 22:05


8. Considere x = 0,75, y = –1,23 e z = 0,8. Com base nesses valores, determine o valor de Verificar se os alunos estão
fazendo uso correto do si-
a. x + y b. x – y nal de parênteses quando
necessário. Além disso, a
intenção é mostrar a eles
0,75 + (−1,23) = 0,75 − (−1,23) = que uma adição pode ser
= 0,75 − 1,23 = −0,48 = 0,75 + 1,23 = 1,98 resolvida por meio de uma
subtração, caso as parcelas
tenham sinais contrários.

C O
O V
c. y + z d. x – y – z

C SI

MATEMÁTICA
−1,23 + 0,8 = −0,43 0,75 − (−1,23) − 0,8 =

O U
= 0,75 + 1,23 − 0,8 = 1,18

N L

95
SI XC
EN O E
9. Paula está com saldo de –18,30 reais em sua conta bancária. Desconsiderando possíveis débitos de
tarifas ou juros, indique qual será o saldo de sua conta caso ela faça
a. um saque de 85,50 reais;
D US

−18,30 − 85,50 = −103,80


A E
E
EM L D

O saldo será de –103,80 reais.


ST IA

b. um depósito de 75,20 reais.


SI ER

−18,30 + 75,20 = 56,90


AT

O saldo será de 56,90 reais.


M

10. Um marceneiro está medindo a diferença entre duas pranchas de madeira. Uma delas tem espessura
de 1,8 cm, e a outra tem espessura de 0,65 cm. Qual é a diferença de espessura entre elas?

1,8 − 0,65 = 1,15

A diferença é de 1,15 cm.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 95 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Exercícios propostos

FOTOKOT197/ ISTOCK
11. Um técnico usou um paquímetro
para medir o diâmetro de um rola-
mento usado em motores. O diâme-
tro medido foi de 29,88 mm. Para a
função que o rolamento será usado,
pode-se aceitar uma variação de
cinco centésimos de milímetro para
mais ou para menos em relação à

C O
medida indicada.

O V
Qual é o intervalo aceito para a
medida do diâmetro dessa peça

C SI
Exemplar de paquímetro.
nessa situação?
CAPÍTULO 5

O U
Do exposto, temos:

N L
29,88 + 0,05 = 29,93
96

29,88 – 0,05 = 29,83

SI XC
EN O E A medida pode variar de 29,83 mm até 29,93 mm.

12. Desenvolvendo o cálculo 12. Avaliação Nacional


proposto, temos:
D US

Procurando calcular a diferença entre duas temperaturas, um meteorologista escreveu a seguinte


–32,7 – (–23,9) =
= –32,7 + 23,9 = –8,8
operação:

–32,7 – (–23,9)
A E

O cálculo correto dessa operação indicará como resultado o número racional


E
EM L D

a. 56,6 b. 8,8 c. –8,8 d. –11,2 e. –56,6

13. Resolva as subtrações.


48,369 2,445
a. 52,56 – 4,191 = b. 4,345 – 1,9 =
ST IA

52,560 4,345
SI ER

– –
4,191 1,900
48,369 2,445
AT
M

c. 40,007 – 1,5 = 38,507 d. 7,058 – 3,17 = 3,888

40,007 7,058
– –
1,500 3,170
38,507 3,888

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 96 07/12/19 22:05


14. Se a diferença entre dois números é 5,3, qual deve ser o valor do minuendo caso o subtraendo seja 7,9? No exercício 14, um dos ob-
jetivos é retomar o uso da
nomenclatura adotada para
os termos de uma subtração.
Em uma subtração, tem-se: minuendo – subtraendo = diferença. Sugerir aos alunos uma pes-
De acordo com os dados: minuendo – 7,9 = 5,3. quisa em dicionários, caso
Aplicando-se a operação inversa: minuendo = 7,9 + 5,3 = 13,2. necessário.
Ainda não se pretende for-
malizar a resolução por meio
de uma equação, mas, sim,
utilizar a operação inversa.

C O
O valor do minuendo deve ser 13,2.

O V
15. O gráfico mostra como variou a temperatura de um aparelho de refrigeração enquanto passava por

C SI

MATEMÁTICA
um teste em uma assistência técnica.

O U
VARIAÇÃO DA TEMPERATURA (OC)

N L
6

97
SI XC
4,1
4 3,1
Temperatura

EN O E
0

–2
6h 7h 8h 9h 10 h 11 h 12 h

–1,6
–4 –2,5
–3,2
D US

–6 –4,8 –5,1
Hora
A E

Sobre as informações do gráfico, responda ao que se pede.


a. Qual é a diferença de temperatura registrada das 9 h até as 10 h?
E
EM L D

–1,6 – (–4,8) = –1,6 + 4,8 = 3,2


ST IA
SI ER

A diferença é de 3,2 °C.


AT

b. Qual é a diferença de temperatura entre a máxima e a mínima registradas?


M

4,1 – (–5,1) = 4,1 + 5,1 = 9,2

A diferença é de 9,2 °C.

c. Em quais intervalos de tempo houve um registro de aumento de temperatura?


De 6 h até 8 h e de 11 h até 12 h.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 97 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Módulos 61, 62 e 63 | Multiplicação com números decimais

Exercícios de aplicação
1. Uma excursão foi organizada por

KALI9/ ISTOCK
um professor de Ciências. Cada
um dos 32 alunos da turma deve
pagar um valor de R$ 72,55, sendo
este referente ao meio de trans-
porte que utilizarão e à entrada

C O
no local de visitação. Qual será o
custo total pago pelos 32 alunos?

O V
C SI
CAPÍTULO 5

32 × 72,55 = 2.321,60

O U
N L
98

SI XC
O custo total será de 2.321,60 reais.

EN O E 2. Resolva as multiplicações.
a. 5 × 2,65 = 13,25 b. 14 × 0,26 = 3,64

2,65 0,26
D US

× 5 × 14
13,25 104
+
260
3,64
A E
E
EM L D

c. 1,8 × 1,7 = 3,06 d. 3,21 × 0,06 = 0,1926


ST IA

1,8 3,21
SI ER

× 1,7 × 0,06
0,1926
126
+
180
3,06
AT
M

e. 1,05 × 1,2 = 1,260 f. 1,111 × 0,09 = 0,09999

1,05 1,111
× 1,2 × 0,09
0,09999
210
+
1050
1,260

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 98 07/12/19 22:05


3. Calcule o valor a ser pago por cada produto de acordo com o preço de cada quilograma e a quanti-
dade indicada na balança. Quando necessário, aproxime o valor para duas casas decimais.
a. b.

C O
O V
Produto: tomates Produto: batatas
Massa: 2,540 Massa: 3,320

C SI

MATEMÁTICA
Preço/kg: 3,25 Preço/kg: 2,75

O U
2,540 × 3,25 = 8,255 8,26 3,320 × 2,75 = 9,13

N L

99
SI XC
EN O E
8,26 reais 9,13 reais
D US

c. d.
A E
E
EM L D

Produto: cebolas Produto: laranjas


ST IA

Massa: 0,800 Massa: 3,565


Preço/kg: 0,95 Preço/kg: 1,79
SI ER

0,800 × 0,95 = 0,76 3,565 × 1,79 = 6,38135 6,38


AT
M

0,76 real 6,38 reais


O exercício 4 promove uma
breve reflexão sobre o uso
da calculadora e o signifi-
4. Ao multiplicar 1,35 por 0,52 na calculadora, Felipe imaginava obter como resultado um número cado do resultado obtido.
com quatro casas decimais, uma vez que há duas casas decimais em cada fator. Entretanto, o Os alunos podem fazer o
cálculo por escrito, em folha
resultado obtido foi 0,702, isto é, um número com três casas decimais. O que pode ter ocorrido?
separada e, depois, na calcu-
O resultado seria, na verdade, 0,7020, indicando as quatro casas decimais. Entretanto, a calculadora ignora a escrita do ladora, comparar os resulta-
dos. Espera-se que eles con-
algarismo zero à direita na parte decimal. cluam que o algarismo zero
foi omitido na indicação do
número no visor.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 99 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Na ideia explorada no exer- 5. Um posto de combustíveis vende a gasolina a R$ 4,899

BUNYARIT/ ISTOCK
cício 5, alguns alunos podem o litro. Outro posto vende o mesmo tipo de combustí-
julgar que a diferença (45
centavos) é ínfima.
vel por R$ 4,890 o litro. Se um cliente comprar 50 litros
desse combustível, quanto economizará comprando no
No entanto, o objetivo aqui
é mostrar a eles que o milé- posto que vende mais barato?
simo de real, apesar de não
existir como moeda, pode ge-
rar diferenças significativas.
Diferença por litro (reais) = 4,899 – 4,890 = 0,009
Como exemplo, sugerir que
50 · 0,009 = 0,45
façam um cálculo para ve-
rificar a diferença obtida

C O
na venda de 120 000 litros
por mês em um posto de

O V
gasolina. Comentar tam-
bém o fato de que o uso
da casa dos milésimos em

C SI
Economizará 45 centavos.
CAPÍTULO 5

unidades monetárias pode


ser comum em outras áreas,
como no comparativo entre

O U
valores de moedas, de dólar 6. Determine o perímetro de cada polígono regular.
para o real, por exemplo.
a. b.

N L
Em transações comerciais
100

que envolvem milhares, ou

SI XC
até milhões de dólares, o
uso de mais casas decimais
apresenta uma diferença
significativa. Essa ideia será
EN O E
explorada ainda neste con-
junto de módulos.
No exercício 6, aproveitar
para retomar a ideia de
polígono regular. Destacar 2,7 cm 5,2 cm
D US

que, neste cálculo, pode-se


fazer uso da adição, mas que
a multiplicação tende a ser 4 × 2,7 = 10,8 3 × 5,2 = 15,6
mais interessante.
A E
E
EM L D

10,8 cm 15,6 cm
ST IA

c. d.
SI ER
AT
M

0,91 cm 1,25 cm

5 × 0,91 = 4,55 8 × 1,25 = 10,00

4,55 cm 10 cm

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 100 07/12/19 22:05


7. Considere que:

a = 1,8
b = –1,5
c = –0,6

Com base nesses valores e adotando as regras de sinal usadas na multiplicação de números positi-
vos e negativos, determine o valor numérico de
a. a · b b. a · c

C O
1,8 · (−1,5) = −2,7 1,8 · (−0,6) = −1,08

O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

101
SI XC
c. b · c
EN O E d. a · b · c

(−1,5) · (−0,6) = −0, 9 1,8 · (−1,5) · (−0,6) = +1,62


D US
A E
E
EM L D
ST IA

8. Com o auxílio de uma calculadora, calcule cada um dos produtos indicados no quadro.
SI ER

× –2,5 –0,5 –1,9

+0,7
AT

–1,75 –0,35 –1,33

+1,35 –3,375 –0,675 –2,565


M

–0,08 +0,2 +0,04 +0,152

9. Uma empresa precisa fazer uma grande compra de um produto importado, cujo custo é de 65 9. Diferença no preço de
mil dólares. No dia 14 de determinado mês, o preço do dólar para esse tipo de transação era de 1 dólar:
R$ 3,925. No dia seguinte, a cotação era de R$ 3,917. A compra foi realizada no dia 15 e, com isso, qual 3,925 – 3,917 = 0,008
foi a diferença conseguida no valor total da compra em relação à cotação aplicada no dia anterior? Sendo aplicada a diferença
de R$ 0,008 em 65 mil dóla-
a. R$ 0,52 res, temos:
b. R$ 0,78 65 000 × 0,008 = 520
c. R$ 52,00 A diferença foi de 520 reais.

d. R$ 520,00
e. R$ 780,00

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 101 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Aproveitar situações como 10. Calcule a área de cada retângulo.
as dos exercícios 10 e 11
para retomar o cálculo de a.
área de figuras planas. Ob- 3,8 × 1,8 = 6,84
servar também se os alunos
estão atentos em relação à 1,8 m
unidade de medida correta
a ser usada em cada figura.

3,8 m

6,84 m²

C O
O V
b.
1,6 cm

C SI
1,6 × 8,6 = 13,76
CAPÍTULO 5

8,6 cm

O U
N L
102

SI XC
13,76 cm²

EN O E
11. Determine o perímetro e a área de um terreno no formato de um quadrado cujo lado mede 15,5 metros.

Perímetro = 4 · 15,5 = 62
Área = 15,5 · 15,5 = 240,25
D US
A E

O perímetro é de 62 m e a área é de 240,25 m².


E
EM L D

12. Amanda está comprando um corte

ASISEEIT/ ISTOCK
de tecido para fazer um vestido. Ela
ST IA

pensou em adquirir 2,5 metros de


um tecido que custa 64,45 reais o
SI ER

metro. Qual deve ser o valor a ser


pago pela compra desse corte de
tecido? Aproxime o valor total fa-
zendo um arredondamento para
AT

duas casas decimais.


M

2,5 × 64,45 = 161,125 ~= 161,13

O valor a ser pago será de 161,13 reais.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 102 07/12/19 22:05


13. O cálculo de porcentagem pode ser feito usando-se a escrita em forma de número decimal. Como Aproveitar o exercício 13
para retomar o cálculo de
exemplo, para calcular 60% de 70 reais, pode-se multiplicar 70 por 0,60, uma vez que 60% = 60 = 0,60. porcentagem já explorado
100
Pensando nessa ideia, calcule a porcentagem de cada medida dada nos itens a seguir. em anos anteriores desta
coleção.
a. 45% de 370 litros b. 9% de 12,80 kg

0,45 · 370 = 166,50 0,09 · 12,80 = 1,152

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
166,50 L 1,152 kg

O U
c. 2,5% de 60,40 reais d. 0,5% de 120 000 reais

N L

103
SI XC
0,025 · 60,40 = 1,51 0,005 · 120 000 = 600

EN O E
D US

1,51 real 600 reais

Exercícios propostos
A E
E
EM L D

14. Alex tem um grande restaurante e, regularmente, faz compras de frutas e legumes em grande quan-
tidade. Ele entrou em contato com dois produtores de batatas, ambos fornecendo produto de boa
qualidade. Um deles vende esse produto cobrando R$ 1,79 por quilograma, e o outro o faz pelo preço
de R$ 1,77 cada quilograma. Na compra de 1 250 kg de batata em um mês, qual será a diferença de
ST IA

preço total entre os dois fornecedores?


SI ER

Diferença no preço de 1 kg: 1,79 – 1,77 = 0,02


Diferença no preço de 1 250 kg: 1 250 × 0,02 = 25
AT
M

A diferença será de 25 reais.

15. OBMEP
Sabendo que 987 × 154 = 151 998, podemos concluir que 9 870 × 1,54 é igual a
a. 15,1998
b. 1 519,98
c. 15 199,8
15. Temos:
d. 151 998 154 987 × 154 151 998
9 870  ×  1,54 = 987  ×  10  ×    =   =   = 15 199,8
e. 1 519 980 100 10 10

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 103 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
O item b do exercício 16 16. Traduza cada sentença para a escrita numérica, resolva-a e escreva o resultado obtido na forma
pode ser uma oportunidade como se lê.
para retomar a leitura de nú-
meros menores que 1 milési- a. O dobro de treze centésimos.
mo. Permitir aos alunos que
2 · 0,13
indiquem o nome da ordem
na resolução feita em casa.
Durante a correção, pedir a
eles que compartilhem, re- 0,13
tomando o nome das ordens
× 2
decimais.
0,26

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 5

Vinte e seis centésimos.

O U
b. Cinco centésimos vezes noventa e sete milésimos.

N L
0,05 · 0,097
104

SI XC
0,097
EN O E × 0,05
0,00485
D US

Quatrocentos e oitenta e cinco centésimos de milésimo.


A E

c. O quádruplo de setecentos e oitenta e dois milésimos.


E
EM L D

4 · 0,782

0,782
ST IA

× 4
3,128
SI ER
AT

Três inteiros, cento e vinte e oito milésimos.


M

No exercício 17, a calculado- 17. Com o auxílio de uma calculadora, efetue as multiplicações, indicando os produtos obtidos. Depois,
ra deve ser usada como uma com base na observação desses produtos, faça o que se pede.
ferramenta que possibilita
descobrir padrões e regulari-
dades. Neste exercício, reto- × 48 6 120 34 7
mar a relação entre multipli-
cação e divisão. Para muitos 0,5 24 3 60 17 3,5
cálculos, como a resolução
de uma equação por meio
do princípio multiplicativo, é a. Complete a frase com o número adequado.
importante que os alunos se Multiplicar um número por 0,5 é o mesmo que dividir esse mesmo número por 2 .
lembrem de que multiplicar
um número por 0,5 equivale b. Calcule mentalmente.
a dividi-lo por 2. 124 · 0,5 = 62

2 480 · 0,5 = 1 240

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 104 07/12/19 22:05


Módulos 64, 65 e 66 | Divisão com números decimais

Exercícios de aplicação
1. Complete o quadro que relaciona frações decimais com divisões e quocientes decimais.

FRAÇÃO DECIMAL DIVISÃO CORRESPONDENTE NÚMERO DECIMAL EQUIVALENTE


9
9 ÷ 10 0,9
10

C O
37
37 ÷ 100 0,37
100

O V
59
59 ÷ 10 5,9

C SI

MATEMÁTICA
10
3 048
3 048 ÷ 1 000

O U
3,048
1 000

N L

105
2. Na divisão de um número decimal por outro, um dos algoritmos usados e comentados no texto

SI XC
teórico indica que se devem igualar as casas decimais, eliminando, posteriormente, a vírgula e efe-
tuando a divisão dos números inteiros obtidos. Como exemplo, temos:

EN O E 1,5 ÷ 0,03 1,50 ÷ 0,03 150 ÷ 3

Usando esse mesmo exemplo e frações equivalentes, mostre a razão pela qual esse algoritmo pode
ser aplicado.
D US

De acordo com a ideia usada em frações equivalentes, os dois termos são multiplicados por 100, isto é:

1,5 1,5 · 100 150


 =   = 
0,03 0,03 · 100 3
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

3. Avaliação Nacional 3. Dividindo 700 kg por


0,35 kg, temos:
Um lote com 700 kg de farinha de mandioca será repartido em pacotes contendo, cada um, 0,35 kg 700 ÷ 0,35 = 70 000 ÷ 35
de farinha. Realizando essa divisão, espera-se que seja possível encher, no total,
70 000 35
a. 20 pacotes. –
70 2 000
b. 200 pacotes. 0000

c. 2 000 pacotes. Será possível encher, portan-


to, 2 000 pacotes.
d. 20 000 pacotes.
e. 200 000 pacotes.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 105 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
4. Resolva cada divisão indicada.
a. 5,6 ÷ 0,7 b. 3,12 ÷ 6

C O
O V
8 0,52

C SI
CAPÍTULO 5

c. 40,48 ÷ 0,4 d. 1,44 ÷ 0,012

O U
N L
106

SI XC
EN O E
101,2 120
D US

e. 0,3 ÷ 40 f. 5,01 ÷ 300


A E
E
EM L D
ST IA
SI ER

0,0075 0,0167

5. O consumo de combustível de um veículo é calculado por meio de uma média, dividindo-se a dis-
AT

tância percorrida, em quilômetros, pela quantidade de combustível, em litros, usada para percorrer
essa distância. Alguns modelos de veículo indicam esse consumo de forma automática no painel.
Vários outros modelos, não. Felipe tem um veículo que percorreu 447,3 km com exatamente 35,5 L
M

de gasolina. Qual foi o consumo médio, em km/L, desse veículo nesse trecho?

447,3 ÷ 35,5 = 12,6

O consumo médio foi de 12,6 km/L.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 106 07/12/19 22:05


6. Use uma calculadora e indique o quociente em cada divisão. Observe com atenção qual deve ser o No exercício 6, não é ne-
sinal de cada quociente. cessário indicar o sinal do
dividendo ou do divisor na
a. (+0,45) ÷ (−1,5) = –0,3 calculadora. Veja se os alu-
nos percebem esse fato.
b. (−4,8) ÷ (−0,12) = +40

c. (−6,5) ÷ (+13) = –0,5

d. (−0,084) ÷ (−40) = +0,0021

e. (+5,65) ÷ (+0,5) = +11,3

C O
f. (−95) ÷ (+0,019) = –5 000

O V
7. Cláudio pediu ao frentista do pos-

NDSTOCK/ ISTOCK
C SI

MATEMÁTICA
to que colocasse o equivalente a
50 reais em gasolina no tanque

O U
de seu carro. Ao final do abasteci-
mento, ele verificou na bomba que

N L
foram colocados 11,65 litros de ga-

107
SI XC
solina no tanque. Com base nessas
informações, calcule qual deve ser
o preço de cada litro de gasolina
nesse posto, arredondando o valor
EN O E
para duas casas decimais.
D US

50 ÷ 11,65 4,29
A E
E
EM L D
ST IA

Cada litro de gasolina custa 4,29 reais nesse posto.


SI ER

8. Há um padrão curioso na divisão por potências de base 10: a vírgula no dividendo desloca-se para a O exercício 8 retoma uma
esquerda, definindo o quociente. Cada algarismo zero da potência de 10 no divisor indica uma casa ideia já discutida em anos
anteriores. Permitir que os
deslocada para a esquerda. Com base nesse tipo de padrão, calcule mentalmente cada divisão. alunos leiam o enunciado,
AT

a. (+0,45) ÷ 10 = +0,045 +0,635 retomem a ideia indicada


(+6,35) ÷ 10 =
e procurem desenvolver os
+78,9 +1,4 cálculos com base nessa
(+789) ÷ 10 = (+14) ÷ 10 = explicação, caso não se lem-
M

–0,0055 –63,5 brem. Fazer alguns desses


(−0,055) ÷ 10 = (−635) ÷ 10 = cálculos por escrito e, usan-
do calculadora, mostrar-lhes
–0,0513 –0,075 os padrões.
b. (−5,13) ÷ 100 = (−7,5) ÷ 100 =

(+814) ÷ 100 = +8,14 (–734,1) ÷ 100 = –7,341

(−56) ÷ 100 = –0,56 (+85,58) ÷ 100 = +0,8558

c. (−19) ÷ 1 000 = –0,019 (−7) ÷ 1 000 = –0,007

(−506) ÷ 1 000 = –0,506 (+854,6) ÷ 1 000 = +0,8546

(+458,7) ÷ 1 000 = +0,4587 (−0,5) ÷ 1 000 = –0,0005

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 107 10/12/19 16:48


CAPÍTULO 5
9. Calcule o que se pede em cada item.
a. Quantas xícaras de café com capacidade de 0,050 L

PHOTOSHKOLNIK/ ISTOCK
podem ser enchidas com 3,5 L de café?

3,5 ÷ 0,050 = 70

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 5

O U
Podem ser enchidas 70 xícaras de café.

N L
108

SI XC
b. Uma porção de 6 kg de massa para pão será toda divi-

AYDINYNR/ ISTOCK
dida em 200 porções iguais, com mesma massa cada
uma. Quantos quilogramas terá cada porção?
EN O E
6 ÷ 200 = 0,03
D US
A E
E
EM L D

Cada porção terá 0,03 kg.


ST IA
SI ER

c. Três frascos com 1,5 L de medicamento no total serão

BRANISLAVP/ ISTOCK
divididos em porções de 0,006 L cada uma. Quantas
porções de medicamento poderão ser formadas por
essa quantidade?
AT

1,5 ÷ 0,006 = 250


M

Poderão ser formadas 250 porções.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 108 07/12/19 22:05


Exercícios propostos
10. Traduza cada sentença para a escrita numérica, resolva-a e escreva o resultado obtido na forma
como se lê.
a. A metade de sete centésimos.
0,07 ÷ 2

0,07 ÷ 2 = 7 ÷ 200 = 0,035

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
Trinta e cinco milésimos.

N L

109
b. Vinte e oito centésimos divididos por sete milésimos.

SI XC
0,28 ÷ 0,007

EN O E
0,28 ÷ 0,007 = 280 ÷ 7 = 40
D US

Quarenta.
A E
E

c. A terça parte de um inteiro e dezessete milésimos.


EM L D

1,017 ÷ 3
ST IA

1,017 ÷ 3 = 1 017 ÷ 3 000 = 0,339


SI ER
AT

Trezentos e trinta e nove milésimos.


M

d. Quatro inteiros e cinco décimos divididos por quinze.


4,5 ÷ 15

4,5 ÷ 15 = 45 ÷ 150 = 0,3

Três décimos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 109 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
11. Sendo a = –45, b = –0,9 e c = 0,05, determine o valor numérico de
a. a ÷ b b. a ÷ c

(−45) ÷ (−0,9) = +50 (−45) ÷ 0,05 = −900

C O
O V
+50 –900

C SI
CAPÍTULO 5

c. b ÷ c d. b ÷ a

O U
N L
(−0,9) ÷ 0,05 = −18 (−0,9) ÷ (−45) = +0,02
110

SI XC
EN O E
–18 +0,02
D US

12. Dividindo 4 L em porções 12. Avaliação Nacional


com 0,05 L cada uma, temos:
Em uma lanchonete, um funcionário deve dividir 4 L de café em copos com 0,05 L de capacidade
A E

4 ÷ 0,05 = 400 ÷ 5 = 80
cada um. Fazendo dessa forma, será possível encher, no máximo, um total de
E

Portanto, será possível en-


EM L D

cher um total de 80 copos. a. 8 copos. b. 20 copos. c. 80 copos. d. 125 copos. e. 800 copos.

13. Considerando que um terreno retangular deve ter área de 260 m², caso sua largura seja de 12,5 m,
qual deverá ser o comprimento desse terreno?
ST IA
SI ER

12,5 m
AT
M

260 ÷ 12,5 = 20,8

O comprimento deverá ser de 20,8 m.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 110 07/12/19 22:05


Módulos 67 e 68 | Situações-problema envolvendo números decimais

Exercícios de aplicação
1. Um pesquisador está analisando a densidade de uma peça de alumínio. A densidade corresponde Sobre o exercício 1, se jul-
à razão entre a massa e o volume, ou seja, divide-se a massa do objeto pelo volume que ocupa. gar apropriado para este
momento, permitir que os
Geralmente, a massa é dada em gramas (g), e o volume, em centímetros cúbicos (cm³), de onde se alunos usem a calculadora
obtém a densidade em gramas por centímetro cúbico (g/cm³). para efetuar as operações
A peça que esse pesquisador analisa tem a forma de um cubo sólido, ou seja, não é oco, com aresta pedidas.
medindo 10,5 cm. Ao colocá-la em uma balança de grande precisão, verificou-se que sua massa é de

C O
3 125,5875 gramas. Com base nessas informações, responda ao que se pede.
a. Calcule o volume dessa peça.

O V
C SI

MATEMÁTICA
Volume = (10,5)³ = 10,5 · 10,5 · 10,5 = 1 157,625

O U
N L

111
SI XC
EN O E
O volume é de 1 157,625 cm³.

b. Calcule a densidade do alumínio usado nessa peça.


D US

3 125,5875
Densidade = = 2,7
1 157,625
A E
E
EM L D
ST IA

A densidade é de 2,7 g/cm³.


SI ER

2. Um artista usará pedaços quadrados de papel medindo 6,5 cm cada lado. Ele
AT

quer usar 80 pedaços como esse para montar um mosaico sobre uma superfí-
cie plana, colocando-os com lados unidos, e sem sobreposição. Fazendo dessa
ARCHIVES/ ISTOCK

forma, qual é a área que será coberta por esses recortes?


M

Área ocupada por um recorte = 6,5 × 6,5 = 42,25


Área total dos 80 recortes = 80 × 42,25 = 3 380
Sobre a ideia explorada no
exercício 2, é interessante
comentar com os alunos
que a forma como os recor-
tes são distribuídos sobre a
superfície plana não influen-
cia a área por eles ocupada,
bastando que não haja so-
breposição, como é comen-
A área pedida será de 3 380 cm². tado. Essa é uma das ideias
elementares sobre medida
de superfície, usando-se
quadrados como medida
padrão.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 111 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Sobre o exercício 3, comen- 3. Uma região retangular será cercada usando-se fios de arame. Serão, no total, cinco fios de arame cercan-
tar que se fala em quantida- do o terreno, que tem 45,8 m de comprimento e 36,5 m de largura. Sobre essa ideia, faça o que se pede.
de mínima em razão de pos-
síveis perdas ou emendas na a. Calcule a quantidade mínima de fio de arame necessária para fazer essa cerca.
construção da cerca.

Perímetro (1 volta) = 45,8 + 45,8 + 36,5 + 36,5 = 164,6


Para 5 voltas: 5 × 164,6 = 823

C O
O V
Serão necessários, no mínimo, 823 metros de fio de arame.

C SI
CAPÍTULO 5

b. Calcule a área dessa região cercada.

O U
Área = 45,8 × 36,5 = 1 671,7

N L
112

SI XC
EN O E
A área será de 1 671,7 m².
D US

4. Um operário está cavando um buraco com a forma de

LEVKR/ ISTOCK
cubo, em que cada aresta mede 3,5 m. Um caminhão
será usado para transportar para outro local a terra re-
tirada, podendo transportar, no máximo, 12 m³ de terra
A E

por viagem. Nessas condições, faça o que se pede em


cada item.
E
EM L D

a. Calcule o volume de terra a ser retirado do buraco.

Volume = (3,5)³ = 3,5 · 3,5 · 3,5 = 42,875


ST IA
SI ER
AT

O volume de terra é de 42,875 m³.


M

b. Quantas viagens esse caminhão terá de fazer para transportar toda a quantidade de terra retirada?
Considere, para isso, que sua capacidade máxima será usada sempre que possível.

42,875 ÷ 12 4

Ele terá de fazer 4 viagens.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 112 07/12/19 22:05


5. Faça uso das propriedades da potenciação e determine o valor numérico de cada expressão.
a. (−0,1)−6 · (−0,1)9 b. (0,1)¹6 ÷ (0,1)¹4

(−0,1)−6 · (−0,1)9 = (0,1)¹6 ÷ (0,1)¹4 =


= (−0,1)−6 + 9 = = (0,1)¹6 − ¹4 =
= (−0,1)³ = −0,001 = (0,1)² = 0,01

C O
O V
c. [(−0,2)−¹]−² d. (0,3)8 · (0,3)−6 ÷ (0,3)−¹

C SI

MATEMÁTICA
[(−0,2)−¹]−² = (0,3)8 · (0,3)−6 ÷ (0,3)−¹ =

O U
= (−0,2)(−¹)·(−²) = = (0,3)8 + (−6) ÷ (0,3)−¹ =
= (−0,2)² = 0,04 = (0,3)² ÷ (0,3)−¹ =

N L
= (0,3)²−(−¹) = (0,3)² + ¹ = (0,3)³ = 0,027

113
SI XC
EN O E
6. Represente cada expressão e resolva-a.
a. O quadrado de cinco décimos.
D US

(0,5)² = 0,25
A E
E
EM L D

b. O cubo de dois décimos.


ST IA

(0,2)³ = 0,008
SI ER

7. Solução 1: Se Pedro não


tivesse trocado os preços, a
AT

quantia que ele teria recebi-


do pela venda de 100 quilos
de cenoura e 120 quilos de
tomate seria 232 reais (100 ×
M

× 1 + 120 × 1,10 = 100 + 132 =


7. OBMEP = 232). A quantia que ele rece-
beu, de fato, foi de 230 reais
Pedro vende cenouras na feira a R$1,00 o quilo e toma- (100 × 1,10 + 120 × 1 = 110 +
tes a R$1,10 o quilo. Certo dia, ele se distraiu, trocou os + 120 = 230). Logo, por causa
preços entre si e acabou vendendo 100 quilos de cenou- de sua distração, ele perdeu
ra e 120 quilos de tomate pelos preços trocados. Quanto 2 reais (232 − 230 = 2).
ele deixou de receber por causa de sua distração? Solução 2: Como a diferença
dos preços dos dois produtos
a. R$ 1,00 é R$ 0,10 por quilo, ao trocar
b. R$ 2,00 os preços, Pedro ganhou
10 reais (100 × 0,10 = 10) na
c. R$ 4,00 venda das cenouras e perdeu
12 reais (120 × 0,10 = 12) na
d. R$ 5,00
venda dos tomates. Logo,
e. R$ 6,00 no final, ele perdeu 2 reais.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 113 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
Exercícios propostos
8. Um fabricante de aquários está produzindo dois modelos:

Modelo A: em forma de bloco


retangular, medindo 40 cm de

IGORKOVALCHUK/ ISTOCK
comprimento, 25,5 cm de largura
e altura de 8,5 cm.
Modelo B: em forma de cubo,

C O
com aresta medindo 20,5 cm.

O V
As medidas do espaço ocupado pela água, nos dois
casos, são internas.

C SI
CAPÍTULO 5

De acordo com essas ideias, faça o que se pede.


a. Calcule o volume do espaço interno de cada um dos aquários.

O U
N L
Volume (modelo A) = 40 · 25,5 · 8,5 = 8 670
114

SI XC
Volume (modelo B) = (20,5)³ = 8 615,125

EN O E O modelo A tem volume de 8 670 cm³, e o modelo B tem volume de 8 615,125 cm³.

b. Calcule a diferença de medida entre os dois volumes.


D US

8 670 – 8 615,125 = 54,875


A E
E
EM L D

A diferença é de 54,875 cm³.


ST IA

O exercício 9 pode ser resol- 9. Aplique propriedades da potenciação e calcule o valor de (0,2)−³.
vido de forma alternativa,
SI ER

mantendo-se a base decimal


e, ao final, calculando-se a 2
3
1
3

divisão de 1 unidade por (0,2) 3= = = (5)3 = 125


10 5
8 milésimos. Discutir esse
fato com os alunos.
AT
M

10. Resolvendo a expressão 10. Avaliação Nacional


proposta, temos:
Um cliente conversava com o gerente do banco, no qual tem uma conta, sobre os últimos lançamen-
−10,5 + 8,7 − (−4,3) =
tos. Entre crédito e débito, o cliente havia notado a retirada de um débito que ocorreu incorreta-
= −10,5 + 8,7 + 4,3 =
mente. Ele tomou como base a seguinte expressão:
= −1,8 + 4,3 =
= 2,5 −10,5 + 8,7 − (−4,3)

O resultado dessa expressão, em reais, indica seu saldo atual. Qual deve ser o valor dessa expressão
numérica?
a. +2,5 b. –6,1 c. +2,1 d. –6,5 e –23,5

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 114 07/12/19 22:05


Módulos 69, 70 e 71 | Expressões com números decimais

Exercícios de aplicação
1. Considere o retângulo com as medidas de seus lados indicadas e, depois, faça o que se pede. Sobre o exercício 1, retomar
diferentes formas de se
calcular o perímetro de um
retângulo. Permitir que os
alunos tentem determinar
quais seriam as expressões,
de acordo com as informa-

C O
ções dadas. Lembrá-los da
1,9 m propriedade comutativa,
em que se pode trocar a or-

O V
dem de escrita das parcelas
e dos fatores. É importante

C SI

MATEMÁTICA
que eles percebam que os
resultados devem ser iguais
nas três expressões.

O U
3,5 m

N L

115
a. Escreva e resolva três expressões diferentes que possibilitem determinar o perímetro dessa figura.

SI XC
Para cada uma, use as operações indicadas.
• Expressão 1: apenas adições.
EN O E
3,5 + 3,5 + 1,9 + 1,9 =
= 7 + 1,9 + 1,9 =
= 8,9 + 1,9 =
= 10,8
D US

• Expressão 2: uma adição e duas multiplicações.


A E
E
EM L D

2 · 3,5 + 2 · 1,9 =
= 7 + 3,8 =
= 10,8
ST IA
SI ER

• Expressão 3: uma adição, uma multiplicação e um sinal de associação.


AT

2 · (3,5 + 1,9) =
= 2 · 5,4 =
= 10,8
M

b. Calcule a área desse retângulo. Escreva, também, o perímetro, com base nos cálculos anteriores.

Área = 3,5 · 1,9 = 6,65

A área é de 6,65 m², e o perímetro é de 10,8 m.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 115 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
2. Traduza cada sentença para a forma de uma expressão numérica. Depois, resolva-a, escrevendo o
resultado por extenso.
a. A soma de cinco décimos com o dobro de três décimos.
Expressão: 0,5 + 2 · 0,3

0,5 + 2 · 0,3 =
= 0,5 + 0,6 =
= 1,1

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 5

O U
Um inteiro e um décimo.

N L
116

b. A diferença entre o triplo de sete centésimos e o dobro de oito décimos.

SI XC
Expressão: 3 · 0,07 − 2 · 0,8

EN O E 3 · 0,07 − 2 · 0,8 =
= 0,21 − 1,6 =
= −1,39
D US
A E
E

Menos um inteiro e trinta e nove centésimos.


EM L D

c. A soma do quadrado de um décimo com a terça parte de nove centésimos.


ST IA

Expressão: (0,1)² + 0,09 ÷ 3


SI ER

(0,1)² + 0,09 ÷ 3 =
= 0,01 + 0,03 =
= 0,04
AT
M

Quatro centésimos.

3. Complete cada um dos quadros vazios com sinais operatórios de adição ou subtração de tal forma
que o resultado seja correto.

a. 1,5 + 2,5 – 5,5 = –1,5

b. 4,3 – 3,3 + 1,7 = 2,7

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 116 07/12/19 22:05


4. Determine o valor de cada expressão numérica. Escreva todos os passos do cálculo, linha por linha. É muito importante insistir
para que os alunos escre-
a. 1,8 · 0,2 + 5 · 1,3 vam todos os passos do
cálculo de uma expressão
numérica, linha por linha,
1,8 · 0,2 + 5 · 1,3 = de forma completa. Re-
= 0,36 + 6,5 = forçar que, dessa forma,
organiza-se o pensamento
= 6,86
e facilita a identificação de
eventuais erros.

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
b. 2,7 + 0,3 · 0,04 – 0,5

N L

117
2,7 + 0,3 · 0,04 – 0,5 =

SI XC
= 2,7 + 0,3 · 0,2 – 0,5 =
= 2,7 + 0,06 – 0,5 =
= 2,76 – 0,5 =
= 2,26
EN O E
D US

c. (2,7 + 0,3)² − 0,25 + 5,7– 0,7


A E
E
EM L D

(2,7 + 0,3)² − 0,25 + 5,7– 0,7 =


= (3)² − 0,25 + 5,7– 0,7 =
= 9 − 0,5 + 5,7– 0,7 =
= 8,5 + 5,7– 0,7 =
ST IA

= 14,2– 0,7 =
= 13,5
SI ER
AT

d. 2 · [1,4 + 3 · (1,56 − 0,36) − 2 · 1,5]


M

2 · [1,4 + 3 · (1,56 − 0,36) − 2 · 1,5] =


= 2 · [1,4 + 3 · 1,2 − 2 · 1,5] =
= 2 · [1,4 + 3,6 − 3] =
= 2 · [5 − 3] =
=2·2=
=4

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 117 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
5. Substituindo os valores 5. Avaliação Nacional
atribuídos para a, b e c, te-
mos: Considere que a = –1,5, b = –3 e c = –0,02. De acordo com esses valores, o valor numérico de a ÷ b · c
(–1,5) ÷ (−3) · (–0,02) =
deve ser
Resolvendo a expressão nu- a. –0 ,1
mérica obtida, temos: b. +0,1
(–1,5) ÷ (−3) · (–0,02) =
c. –0,01
= 0,5 · (–0,02) =
d. +0,01
= −0,01
e. –0,001

C O
6. Felipe tem o hábito de guardar

DADOPHOTOS/ ISTOCK
moedas em uma caixinha e, com

O V
regularidade, troca-as em um mer-

C SI
cado próximo de sua casa, ficando
CAPÍTULO 5

com cédulas de dinheiro que, de-


pois, são depositadas em um ban-

O U
co. Dessa forma, além de poupar
uma quantia em dinheiro, pode

N L
118

frequentemente colocar as moe-

SI XC
das em circulação no comércio.
Ontem ele verificou as moedas que
guardou nos últimos dias e anotou
EN O E
na forma de um quadro a quanti-
dade de cada tipo de moeda. Veja.

VALOR DA MOEDA QUANTIDADE


D US

R$ 0,05 24
R$ 0,10 18
R$ 0,25 30
A E

R$ 0,50 17
R$ 1,00 5
E
EM L D

De acordo com as informações do quadro, faça o que se pede.


a. Escreva e resolva uma única expressão numérica que permita calcular a quantia total, em reais,
ST IA

que ele tem guardado. Escreva qual é essa quantia.


SI ER

24 · 0,05 + 18 · 0,10 + 30 · 0,25 + 17 · 0,50 + 5 · 1,00 =


= 1,20 + 1,80 + 7,50 + 8,50 + 5,00 =
= 3,00 + 7,50 + 8,50 + 5,00 =
= 10,50 + 8,50 + 5,00 =
AT

= 19,00 + 5,00 =
= 24,00
M

Ele tem uma quantia de 24 reais.

b. Observando a resolução da expressão, com qual tipo de moeda ele tem um valor maior?
Com a moeda de 50 centavos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 118 07/12/19 22:05


7. Resolva as expressões.
a. 5 + 2 · {0,2 + 5 · [10 − 3 · (2,5 · 2 − 1,5 · 2)]}

5 + 2 · {0,2 + 5 · [10 − 3 · (2,5 · 2 − 1,5 · 2)]} =


= 5 + 2 · {0,2 + 5 · [10 − 3 · (5 − 3)]} =
= 5 + 2 · {0,2 + 5 · [10 − 3 · 2]} =
= 5 + 2 · {0,2 + 5 · [10 − 6]} =
= 5 + 2 · {0,2 + 5 · 4} =
= 5 + 2 · {0,2 + 20} =

C O
= 5 + 2 · 20,2 =
= 5 + 40,4 =

O V
= 45,4

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

119
SI XC
b. 0,36 − {2 + 0,1 · [1 − 2 · (0,7 − 0,5)²]}

0,36 − {2 + 0,1 · [1 − 2 · (0,7 − 0,5)²]} =


EN O E
= 0,36 − {2 + 0,1 · [1 − 2 · (0,2)²]} =
= 0,36 − {2 + 0,1 · [1 − 2 · 0,04]} =
= 0,36 − {2 + 0,1 · [1 − 0,08]} =
= 0,36 − {2 + 0,1 · 0,92} =
D US

= 0,36 − {2 + 0,092} =
= 0,36 − 2,092 =
= 0,6 − 2,092 =
= −1,492
A E
E
EM L D
ST IA

Exercícios propostos
SI ER

8. Complete cada um dos quadros vazios com sinais operatórios de multiplicação ou divisão de tal
forma que o resultado seja o indicado.
AT

a. 5 ÷ 2 × 3 = 7,5
M

b. 1,2 × 3 ÷ 2 = 1,8

9. Avaliação Nacional 9. Resolvendo a expressão


proposta, temos:
Desenvolvendo um cálculo sobre a área de figuras planas e relações entre seus lados, um estudante
0,2 · 0,04 + (0,1)² =
chegou à seguinte expressão: 0,2 · 0,04 + (0,1)².
= 0,2 · 0,2 + 0,01 =
Se resolvê-la corretamente, deverá chegar ao número
= 0,04 + 0,01 =
a. 0,5 = 0,05
b. 0,05
c. 0,41
d. 0,14
e. 0,014

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 119 07/12/19 22:05


CAPÍTULO 5
10. Considerando x = 0,2, y = 0,1 e z = –0,3, calcule o valor numérico de cada expressão.
a. x + y · z

0,2 + 0,1 · (–0,3) =


= 0,2 − 0,03 =
= 0,17

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 5

b. x²– z ÷ y

O U
N L
(0,2)²– (–0,3) ÷ 0,1=
120

SI XC
= 0,04 − (– 3) =
= 0,04 + 3 =
= 3,04
EN O E
D US

11. Calcule o valor numérico de cada expressão numérica. Sempre que possível, sugere-se o uso de
propriedades da potenciação.
A E

a. (−0,2)−6 · (−0,2)8 + 0,5 · 0,04


E
EM L D

(−0,2)−6 · (−0,2)8 + 0,5 · 0,04 =


= (−0,2)−6+8 + 0,5 · 0,2 =
ST IA

= (−0,2)² + 0,1 =
= 0,04 + 0,1 =
= 0,14
SI ER
AT
M

b. (0,3)¹³ ÷ (0,3)¹¹ + 0,48 ÷ 0,4

(0,3)¹³ ÷ (0,3)¹¹ + 0,48 ÷ 0,4 =


= (0,3)¹³−¹¹ + 0,48 ÷ 0,4 =
= (0,3)² + 1,2 =
= 0,09 + 1,2 =
= 1,29

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 120 07/12/19 22:05


Módulo 72 | Revisão – Números decimais

Exercícios de aplicação
1. Cada letra está relacionada a um ponto. A localização desse ponto na reta corresponde ao resultado
da operação indicada. Determine o valor numérico atribuído a cada letra e localize-o na reta.
–1,8
A = 2 · (– 0,9) =
–1,7
B = (–3,4) ÷ 2 =

C O
–0,4
C = − 0,16 =
–2,3

O V
D = (–3,6) − (–1,3) =

C SI

MATEMÁTICA
D A B C

O U
-3 -2 -1 -0

N L

121
2. Complete cada sequência observando o padrão.

SI XC
a. 0,21 0,36 0,51 0,66 0,81 0,96 1,11

b. –5,8
EN O E
–3,9 –2 –0,1 1,8 3,7 5,6

c. 3,2 2,5 1,8 1,1 0,4 –0,3 –1


D US

d. –1,8 –2,3 –2,8 –3,3 –3,8 –4,3 –4,8

3. Marina trabalha com artesanato. Ela pretende


A E

Aproveitar o exercício 3 para


montar, em um de seus projetos, um cubo feito retomar conceitos estu-
E

dados em anos anteriores,


EM L D

com recortes quadrados de cartolina. Na monta- como aresta, vértice e face


gem, ela unirá cada duas faces usando fita ade- de um cubo.
siva, isto é, em cada uma das arestas do cubo, co- Caso haja tempo disponível,
lará uma fita adesiva. Veja no esquema ao lado. este é um exercício que pode
ST IA

ser resolvido na prática. In-


Considerando as informações da figura, quantos
centivar os alunos a reali-
centímetros de fita, aproximadamente, serão zarem esta atividade com
SI ER

utilizados nesse trabalho? recortes de cartolina e fita


adesiva.
18,5 cm
AT

Total de arestas de um cubo = 12


12 · 18,5 = 222
M

Serão utilizados, aproximadamente, 222 cm de fita.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 121 10/12/19 16:49


4. Escreva os cinco primeiros números das sequências seguindo o que está indicado.
a. O primeiro número é 0,3, e a sequência aumenta de quatro em quatro décimos.

0,3 0,7 1,1 1,5 1,9

b. O primeiro número é 0,5, e a sequência diminui de 0,25 em 0,25.

0,5 0,25 0 –0,25 –0,50

c. O primeiro número é 0,05, e multiplica-se cada número por 2 para se obter o próximo número.

C O
0,05 0,1 0,2 0,4 0,8

O V
d. O primeiro número é 10,24, e divide-se cada número por 2 para se obter o próximo número.

C SI
10,24 5,12 2,56 1,28 0,64
CAPÍTULO 5

O U
Exercícios propostos

N L
122

SI XC
Sobre o exercício 5, incenti- 5. Crie uma situação-problema que seja resolvida com duas ou mais operações envolvendo números
var a criatividade dos alunos decimais, sejam eles positivos ou negativos. Depois, em aula, e seguindo a orientação do professor,
na elaboração da situação-
-problema, procurando rela- EN O E troque de livro com um colega, procurando resolver a situação criada por ele. Ao final, faça a correção.
cionar com algo que seja da
rotina deles. Na aula seguin-
te, devem trocar os livros em
duplas, de tal forma que cada
um leia e resolva a situação
D US

criada pelo outro. É necessá-


rio auxiliá-los na correção, de
forma individual. Considerar
a possibilidade de comparti-
lhar algumas das situações-
A E

-problema criadas.
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

Resposta de acordo com a situação-problema elaborada.

6. Os números 0,013 e 0,119 6. OBMEP


são menores que 0,12. Por
outro lado, 0,31 e 0,7 são Qual dos números é maior que 0,12 e menor que 0,3?
maiores que 0,3. Finalmen- a. 0,013
te, 0,29 é maior que 0,12
e menor que 0,3. Assim, a b. 0,7
alternativa correta é 0,29. c. 0,29
A figura mostra esses núme-
ros na reta numérica. d. 0,119 0,013 0,119 0,29 0,31
e. 0,31 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 122 07/12/19 22:05


Módulos 55, 56 e 57
1. Para adicionar dois números decimais, usando o algoritmo convencional, qual é o cuidado que se
deve ter em relação à posição da vírgula? Explique sua resposta.
Deve-se posicionar vírgula embaixo de vírgula, de tal forma que os algarismos de uma mesma ordem sejam adicionados,

C O
uma vez que a parte inteira fica separada da parte decimal.

O V
C SI

MATEMÁTICA
Módulos 58, 59 e 60
2. Ligue cada operação ao resultado correspondente.

O U
(−2,5) − (−5,5) (−2,5)− (+5,5) (+2,5)− (−5,5) (+2,5)− (+5,5)

N L

123
SI XC
EN O E
−8,0 −3,0 +3,0 +8,0
D US

Módulos 61, 62 e 63
3. Complete corretamente a sentença que explica parte do algoritmo usado na multiplicação de nú-
meros decimais.
A E
E
EM L D

Na multiplicação de dois números decimais, o produto terá um

número de casas decimais igual à soma do número de casas


ST IA

decimais dos fatores .


SI ER

Módulos 64, 65 e 66
4. As regras de sinal aplicadas nas divisões com números racionais dados na forma fracionária tam-
AT

bém se aplicam aos números decimais. De acordo com essa ideia, complete corretamente as senten-
ças com as palavras iguais ou contrários.

a. Em uma divisão de números decimais em que o dividendo e o divisor têm sinais


M

iguais , o quociente é positivo.

b. Em uma divisão de números decimais em que o dividendo e o divisor têm sinais

contrários , o quociente é negativo.

Módulos 69, 70 e 71
5. Calcule a raiz em cada item.
a. 0,81 = 0,9

b. 1,44 = 1,2

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 123 07/12/19 22:05


S NA FORMA DECIMAL
NÚMEROS RACIONAIS DADO

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 5

O U
Operações com

N L
números decimais
124

SI XC
EN O E
D US

Raiz
Adição Subtração Multiplicação Divisão Potenciação
A E

quadrada
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT

Expressões numéricas e
situações-problema
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 04 MI DMAT_G4.indd 124 07/12/19 22:05


R.M. NUNES/ISTOCK
GRUPO

EXPLORAÇÕES
5

C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
D US
A E
E
EM L D

“Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
ST IA

São lágrimas de Portugal!


Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
SI ER

Quantos filhos em vão rezaram!


Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
AT

Valeu a pena? Tudo vale a pena


Se a alma não é pequena.
M

Quem quer passar além do Bojador


Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

Fernando Pessoa

Pintura do Pelourinho, o colorido centro


histórico de Salvador, na Bahia, Brasil.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI INICIAIS_G5.indd 11 05/12/19 15:09


M A PA I N T E R D I S C I P L I N A R

C O
Este mapa mostra a ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para

O V
um trabalho interdisciplinar.
LÍNGUA

C SI
PORTUGUESA
Textos de divulgação

O U
científica, resumo,
modos e tempos verbais,
CIÊNCIAS

N L
produção de textos e
apresentações orais DA NATUREZA
MATEMÁTICA

SI XC
CS CN
Organismos
Equações do 1o grau microscópicos e
prevenção de doenças

AR
EN O E CN GE LP
infecciosas
GE MA LP
D US

EDUCAÇÃO GRUPO
HISTÓRIA
A E

FÍSICA Grandes Navegações e

5
E

Ásia antes da chegada


EM L D

Ginástica funcional e
dos portugueses
condicionamento físico
Explorações
CS HI AR GE
ST IA
SI ER
AT

ARTE GEOGRAFIA
Escultura e materiais Urbanização
M

CIÊNCIAS
HI CN MA
SOCIAIS AR CS
Globalização

CN CS GE

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI INICIAIS_G5.indd 12 10/12/19 15:10


MA
C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
TE
D US


PÁG.

72 CAPÍTULO 6
A E

Equações do 1º grau
E
EM L D
ST IA
SI ER

TICA
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 71 07/12/19 22:17


CAPÍTULO

6 EQUAÇÕES DO 1º GRAU

C O
O V
OBJETIVOS DO GRUPO

C SI
MATEMÁTICA

• Compreender a ideia de
variável, representada

O U
por letra ou símbolo,
para expressar relação

N L
entre duas grandezas,
72

diferenciando-a da ideia

SI XC
de incógnita.
• Classificar sequências
em recursivas e não
EN O E
recursivas, reconhecendo
que o conceito de
recursão está presente
não apenas na
Matemática, mas também
D US

nas Artes e na Literatura.


• Utilizar a simbologia
algébrica para
expressar regularidades
A E

encontradas em
sequências numéricas.
E
EM L D

• Reconhecer se duas
expressões algébricas
obtidas para descrever
a regularidade de uma
ST IA

mesma sequência
numérica são ou não
equivalentes.
SI ER

• Resolver e elaborar
problemas que possam
ser representados por
AT

equações polinomiais
de 1o grau, redutíveis à
forma ax + b = c, fazendo
uso das propriedades da
M

igualdade.
• Efetuar cálculos
elementares envolvendo
números e variáveis.
• Utilizar fórmulas da
área do retângulo e do
quadrado, e do volume
do bloco retangular e
do cubo.
• Resolver equações e
situações-problema
envolvendo o uso de
equações do 1o grau.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 72 07/12/19 22:17


PHOTOPROFI30
C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

73
SI XC
EN O E
D US
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT

A Matemática não é feita apenas por números e operações, além de figuras planas,
M

espaciais e medidas. Ela tem avançado, nos últimos séculos, em uma importante
área, que trata de valores e medidas desconhecidos, com o estudo de expressões,
equações e fórmulas, tão úteis em diversas áreas do conhecimento científico.
Essa área, denominada Álgebra, é nosso foco de estudo, neste e em outros capítulos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 73 07/12/19 22:17


Ao iniciar o estudo sobre a linguagem Módulos 73 e 74
algébrica, deve-se ter em mente que
se trata de uma nova linguagem, da
qual os alunos possuem poucas in-
formações, ou quase nenhuma. É ne-
LINGUAGEM ALGÉBRICA
cessário desenvolver o trabalho, neste Nos anos iniciais, você possivelmente resolveu algum exercício semelhan-
capítulo, com calma e paciência. Além
disso, “O pensamento algébrico, mais te à igualdade mostrada a seguir:
do que manipular expressões e resol-
ver equações, envolve as capacidades
de estabelecer generalizações e rela- 4+ =7
ções, interpretar situações e resolver
problemas.”

C O
Disponível em: <https://coc.pear.sn/ Por estimativa, podemos supor que a estrela representa o número 3. Afi-
0NhspZY>. Acesso em: jun. 2019. nal, a adição de 4 com 3 resulta 7. Naquele momento, você já tomava con-

O V
tato com os primórdios daquela que é uma das linguagens mais difundi-

C SI
das no mundo: a linguagem algébrica. É claro que nem todos conseguem
CAPÍTULO 6

desenhar estrelas com facilidade, e talvez, por essa razão, o uso de outros

O U
símbolos mais simples, como uma simples letra x, passou a ser utilizada,

N L
ficando da seguinte forma:
74

SI XC
4+x=7

EN O E A linguagem algébrica faz parte de um dos maiores campos de estudo


dentro da Matemática, a Álgebra. Se a Aritmética é um campo que trabalha
basicamente com números e operações, e a Geometria encarrega-se de in-
dicar estudos sobre formas, figuras e medidas, a Álgebra aparece como um
D US

terceiro grande campo, promovendo estudos sobre valores desconhecidos.


Em vários momentos de nossa história, em diferentes civilizações, fo-
ram usados símbolos e sinais para representar valores desconhecidos em
A E

um problema. Nesse sentido, muitos matemáticos procuraram desenvol-


E
EM L D

ver um estudo sobre essas variáveis desconhecidas, explorando esse tema


que intrigava não apenas matemáticos, mas também estudiosos de outras
ciências que faziam e fazem uso de cálculos. Um dos matemáticos mais
notáveis que contribuíram para o avanço desses estudos foi Mohammed
ST IA

ibn-Musa al-Khwarizmi, que, por volta do ano 825, escreveu um texto sobre
SI ER

variáveis desconhecidas e como resolver


TOBBE HVORNUM/ISTOCKPHOTO

problemas que façam uso de tais variáveis.


Parte do título de sua obra apresenta o ter-
AT

mo árabe Al-Jabr. Muitos estudiosos acre-


ditam que, com o tempo, em nossa língua
portuguesa, Al-Jabr tornou-se Álgebra.
M

Com o passar dos séculos, o estudo da


Álgebra ganhou muitos significados, aper-
feiçoando-se cada vez mais. Esse aperfei-
çoamento foi tão grande que a Álgebra é
considerada uma linguagem universal, da
mesma forma que ocorre, por exemplo, com
a partitura de uma música, que, apesar de
não ser exatamente universal, pode ser
A partitura é, assim como a linguagem algébrica, compreendida por músicos que falam e es-
reconhecida por pessoas de diferentes línguas.
crevem em diferentes línguas.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 74 07/12/19 22:17


Caso tenhamos a oportunidade de acesso a livros de Matemática de outros
países, poderemos perceber que a linguagem algébrica é a mesma em to-
dos, apesar dos diferentes idiomas.
Na Matemática, a Álgebra elementar está relacionada com o estudo de
expressões, equações e fórmulas que fazem uso de incógnitas e variáveis.
Em alguns momentos de estudo, é provável que já tenhamos tido contato
com ela, ainda que de maneira informal. Por exemplo, quando pretende-
mos determinar a área de um retângulo, devemos multiplicar a medida da

C O
base pela medida da altura. Como essas duas medidas podem variar den-
tro de um conjunto numérico preestabelecido, dizemos que são variáveis.

O V
Consideremos a figura.

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

75
SI XC
a

EN O E
b
D US

No retângulo, sendo b a medida do comprimento e a a da largura, a área A


é obtida por meio da fórmula:
A E

A=a·b
E
EM L D

Com isso, podemos generalizar um pensamento para vários valores.


A Álgebra tem, inclusive, a generalização como um de seus objetivos. Como
exemplo, considerando n um número inteiro, podemos escrever as seguin-
ST IA

tes expressões algébricas mostradas no quadro a seguir, para cada ideia


apresentada.
SI ER

SENTENÇA EM LÍNGUA MATERNA EXPRESSÃO ALGÉBRICA CORRESPONDENTE EXPLORE MAIS


AT

Número inteiro n Uma linguagem


diferente
M

Existe certa relação entre


Dobro de um número inteiro 2∙n programas de computa-
dor, Álgebra e emojis usa-
dos em aplicativos de tro-
Quadrado de um número inteiro n² ca de mensagens. Acesse
o link e descubra algumas
dessas relações.
Sucessor de um número inteiro n+1
<coc.pear.sn/cITLiyu>.

n
Metade de um número inteiro
2

Em diferentes línguas faladas e escritas, considerando-se n como um nú-


mero inteiro, podemos entender 2 · n como o dobro de um número inteiro.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 75 07/12/19 22:17


Nas propriedades de operações já apresentadas em capítulos anteriores,
há indicação de expressões com uma ou mais variáveis, que têm a função
de generalizar alguma ideia. Aplica-se, nesse caso, a linguagem algébrica.
Relembre algumas dessas aplicações.
1ª Na propriedade comutativa da adição de dois números inteiros, x e y,
temos:

x + y = y + x (A ordem das parcelas não altera a soma.)

C O
2ª Uma das propriedades da potenciação, que trata do produto de potên-

O V
cias de mesma base, pode ser generalizada como:

C SI
CAPÍTULO 6

ab ∙ ac = ab + c

O U
N L
Observação
76

SI XC
Na multiplicação em que pelo menos um
dos fatores é uma letra, pode-se omitir o si-
nal de multiplicação. Exemplo: 5 · x pode ser
EN O E escrito apenas como 5x.

O boxe “Grupo temático” mostra uma


GRUPO TEMÁTICO
D US

reflexão sobre a tentativa de cien-


tistas em criar símbolos e sinais que
pudessem indicar algumas poucas
Informações codificadas
informações em uma linguagem uni-
versal. Pode-se pedir ao professor de A exploração do espaço começou há alguns extraterrestre, possam transmitir um pouco de
Ciências que comente mais sobre as séculos, com o uso de modelos simples de te- nossa cultura. Esse disco, chamado de Golden
A E

sondas Voyager 1 e 2. lescópios. Entretanto conseguimos, de fato, en- Record, também tem impressos sinais gráficos
E
EM L D

viar objetos ao espaço, apenas em meados do que seriam universais dentro de uma comuni-
século XX. Muitas sondas foram enviadas, sendo dade científica. Acredita-se que, caso haja ou-
que as sondas Voyager 1 e 2, enviadas ao espaço tra civilização com inteligência semelhante ou
no ano de 1977, carregam um disco com gra- superior à nossa, esses sinais gráficos, conside-
vações de diversos sons de nosso planeta para rados como universais, serão interpretados por
ST IA

que, caso sejam interceptadas por alguma vida estudiosos dessa suposta civilização.
SI ER

JET PROPULSION LABORATORY/NASA


AT
M

EXPLORE MAIS
Sons e linguagens
do mundo
Acesse o link e descubra os
sons gravados no Golden
Re c o rd . < c o c . p e a r. s n /
vrl95X3>.

A capa do Golden Record mostrada com suas instruções extraterrestres.

As sondas Voyager 1 e 2 já percorreram bilhões de quilômetros no espaço, explorando alguns dos


principais planetas do Sistema Solar e extrapolando suas fronteiras.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 76 07/12/19 22:17


Módulos 75, 76 e 77 Apresentamos um breve comentário
sobre o princípio de funcionamento

IGUALDADE de uma balança de dois pratos. Esse


tipo de ideia será útil no estudo sobre
equações.
Um dos conceitos mais simples da Matemática é a igualdade, assim como a Se possível, mostrar ao alunos, na
equivalência. Nas primeiras operações que se aprende na escola, o sinal de prática, o funcionamento desse ins-
trumento de medida.
igualdade já é utilizado.
No estudo da Álgebra, não é diferente,

RENATASZ/ISTOCKPHOTO
sendo muito comum seu uso para estabele-

C O
cer igualdade entre sentenças, pois, dessa
forma, é possível realizar alguns cálculos

O V
que identificam o valor numérico de uma

C SI

MATEMÁTICA
incógnita, nome dado a um valor desco-
nhecido em uma igualdade, chamada de

O U
equação, que mostraremos, em detalhe,

N L
aindaa neste capítulo.

77
SI XC
Antes, entretanto, verificaremos o princí-
pio básico de igualdade na Matemática.
Há muito tempo, o ser humano faz uso de
EN O E
comparações, principalmente no que se re-
fere a medidas. No caso da medida de mas-
O sinal de igualdade é usado desde as primeiras operações,
sa, por muito tempo, utilizou-se a balança mostrando uma equivalência entre uma operação e seu resultado.
D US

de dois pratos, sendo ainda usada em al-


guns lugares.
Seu princípio de funcionamento é relativamente simples. Em um de seus
A E

pratos, coloca-se a massa que se deseja aferir, por exemplo, batatas. No ou-
tro prato, colocam-se, gradativamente, pesos com massas já conhecidas,
E
EM L D

até que o equilíbrio ocorra. No exemplo a seguir, como os pratos da balança


estão em equilíbrio, podemos verificar que a massa de batatas colocada no
prato 1 é equivalente a 2 kg (prato 2).
ST IA
SI ER
AT
M

Modelo simples de
balança de dois pratos
mostrando o equilíbrio
entre 2 kg de batatas e
2 kg de pesos de metal.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 77 07/12/19 22:17


Em relação à figura anterior, se chamarmos de M1 a massa contida no prato 1
e de M2 a massa contida no prato 2, podemos escrever:

M1 = M2

O símbolo de igualdade (=) indica a equivalência entre duas sentenças.


Consta que o sinal de igualdade foi criado pelo matemático inglês Robert
Recorde, em 1557, para indicar uma igualdade entre sentenças. Sua inten-
ção foi simplificar a escrita da expressão “é igual a” e criar uma simbologia

C O
que pudesse ser utilizada e compreendida em diversas línguas, a exemplo

O V
do que se faz no estudo da Álgebra. Questionado sobre o que o teria motiva-
do a criar o símbolo, Robert teria dito: “Porei, como muitas vezes uso no tra-

C SI
CAPÍTULO 6

balho, um par de paralelas, ou retas gêmeas de um comprimento assim =,


porque duas coisas não podem ser mais iguais”.

O U
Ainda sobre uma igualdade, devemos considerar que:

N L
78

• a expressão escrita à esquerda do sinal de igualdade é chamada de

SI XC
1o membro;
• a expressão escrita à direita do sinal de igualdade é chamada de
EN O E 2o membro.
Exemplo
D US

2+5 = 3+4
1o membro 2o membro

Existem três propriedades relacionadas ao estudo de igualdades. Acom-


A E

panhe.
E
EM L D

I. Propriedade reflexiva
Para qualquer número a, temos a = a.
a. 7 = 7
ST IA

b. –1,2 = –1,2
SI ER

II. Propriedade simétrica


Para quaisquer números a e b, temos que:
AT

Se a = b, então b = a.
a. 5 + 3 = 8 ⟹ 8 = 5 + 3
M

b. 2 · 3 – 0 = 6 ⟹ 6 = 2 · 3 – 0

III. Propriedade transitiva


Para quaisquer números a, b e c, temos que:
Se a = b, e b = c, então a = c.
a. 2 + 4 = 6 e 6 = 5 + 1 ⟹ 2 + 4 = 5 + 1
b. a = 5 e 5 = b ⟹ a = b
Essas propriedades, apesar de parecerem simples, são muito importantes
dentro do estudo de igualdades. Compreendê-las com clareza poderá auxi-
liar no estudo seguinte sobre fórmulas e equações.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 78 07/12/19 22:17


Igualdades e sentenças
Destacamos, no estudo das igualdades, dois tipos de sentença:

I. Sentença fechada
É uma sentença que não depende do valor atribuído a letras (variáveis)
para ser verdadeira. Particularmente para as sentenças fechadas que ex-
primam igualdades, temos os seguintes exemplos:

C O
5 + 6 = 11

O V
12 – 8 = 3 + 1

C SI

MATEMÁTICA
II. Sentença aberta
É uma sentença que depende do valor atribuído às variáveis para ser ver-

O U
dadeira. Particularmente para as sentenças abertas que exprimam igual-

N L
dades, temos os seguintes exemplos:

79
SI XC
x + 12 = 25
EN O E 3x + 5 = 2y – 6
Observação
As sentenças matemáticas podem ainda exprimir relação de desigualdade,
pertinência etc.
D US

Exemplos
Sentença fechada:
2 + 3 < 7 ........ (Lê-se: dois mais três é menor que sete.)
A E

8 ≠ 9 ........ (Lê-se: oito é diferente de nove.)


E
EM L D

Sentença aberta:
x + 3 ≥ 9 ........ (Lê-se: x mais três é maior ou igual a nove.)
ST IA

y – 7 ≠ 11 ....... (Lê-se: y menos sete é diferente de onze.)


SI ER

Nem sempre uma sentença expressa uma verdade. No caso das senten-
ças fechadas, para verificar se representam uma verdade, devemos efetuar
a expressão em cada membro, para saber se os valores obtidos são, de fato,
AT

equivalentes. Veja, como exemplo, como é possível verificar se a sentença


fechada a seguir expressa uma verdade.
M

6 + 9 · 6 = 70 – 2 · 5

Efetuamos a expressão de cada membro até obter seu valor numérico final.

6 + 9 · 6 = 70 – 2 · 5
6 + 54 = 70 – 10
60 = 60

Verificamos que a igualdade obtida (60 = 60) é, de fato, verdadeira.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 79 07/12/19 22:17


Agora, vejamos esta outra sentença fechada:

8² – (9 – 6) = 7 · 3²

Vamos verificar se essa igualdade expressa uma sentença verdadeira


efetuando a expressão em cada um de seus membros.

C O
8² – (9 – 6) = 7 · 3²
64 – (9 – 6) = 7 · 9

O V
64 – 3 = 63

C SI
CAPÍTULO 6

61 = 63 (absurdo!)

O U
Logo, a sentença dada é falsa. Nesse caso, é correto escrevermos a senten-

N L
80

ça como:

SI XC
8² – (9 – 6) ≠ 7 · 3²
EN O E
Quando uma sentença é aberta, isso significa que as letras estão repre-
sentando valores desconhecidos. Nesse caso, podemos encontrar sentenças
D US

conhecidas como equação, inequação, fórmulas, entre outras. Ao longo do ca-


pítulo, estudaremos algumas delas, sendo outras apresentadas em capítulos
posteriores.
A E

Dada uma sentença aberta, podemos verificar, para um dado valor atri-
buído à letra, se a sentença continua verdadeira.
E
EM L D

Veja dois exemplos:


1º Verificar, para x = 6, se a sen- 2º Verificar, para x = 5, se a sen-
ST IA

tença a seguir é verdadeira. tença a seguir é verdadeira.


SI ER

3·x+9=5·x–3 9 · x – 15 > 31
AT

Considerando o valor dado para x, Considerando o valor dado para x,


substituímos na sentença e efetua- substituímos na sentença e efetua-
M

mos as expressões numéricas resul- mos as expressões numéricas re-


tantes. sultantes.

3·x+9=5·x–3 9 · x – 15 > 31
3·6+9=5·6–3 9 · 5 – 15 > 31
18 + 9 = 30 – 3 45 – 15 > 31
27 = 27 30 > 31 (absurdo!)

Portanto, para x = 6, a sentença Portanto, para x = 5, a sentença é


torna-se, de fato, verdadeira. falsa.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 80 07/12/19 22:17


Módulos 78 e 79 Nos módulos 78 e 79, não trabalhare-
mos, ainda, com resoluções formais de

IGUALDADES E FÓRMULAS MATEMÁTICAS equações, apenas aplicaremos a ideia


de substituir variáveis por valores nu-
méricos e calcular o valor da expressão
No estudo sobre área de figuras planas, faz-se uso recorrente de fórmulas numérica obtida em um dos membros.
Comentar esse fato com os alunos. En-
para determinar a medida da superfície com base em poucas medidas. Va- fatizar a necessidade de identificar as
mos relembrar duas delas. variáveis (letras) em uma fórmula por
meio de uma legenda. Aproveitar a si-
tuação inicial para retomar fórmulas
sobre a área do paralelogramo e do
ÁREA DO PARALELOGRAMO
triângulo, mostradas nesta coleção no

C O
ano anterior. Reforçar, por meio de fi-
A=b∙h
guras e fórmulas, que o triângulo cor-

O V
Sendo: responde à metade do paralelogramo
h de base e altura equivalentes.
b = base do paralelogramo

C SI

MATEMÁTICA
h = altura do paralelogramo
b

O U
N L

81
ÁREA DO TRIÂNGULO

SI XC
A= b∙h
2
h
EN O E Sendo:
b = base do triângulo
h = altura do triângulo
b
D US

Veja que cada fórmula faz uso de letras, que chamamos de variáveis,
pelo fato de que podem variar. Nesses dois exemplos, há três variáveis:
base, altura e a própria área. Conhecendo-se duas dessas medidas, deter-
A E

mina-se a terceira. Veja exemplos.


E
EM L D

1o Determinar a área de um paralelogramo com base de 8 cm e altura de


5 cm.
Sendo b = 8 cm e h = 5 cm, temos:
ST IA

A = 8 · 5 = 40
SI ER

Portanto, a área é de 40 cm².


AT

2o Determinar a área de um triângulo com base de 6 cm e altura de 3 cm.


Sendo b = 6 cm e h = 3 cm, temos:
M

A = 6 ∙ 3 = 18 = 9
2 2

Portanto, a área é de 9 cm².


Observe que, no estudo de uma fórmula, é importante que se tenha uma
legenda, especificando o significado de cada variável.
Existe uma infinidade de fórmulas que são utilizadas em diversas áreas
do conhecimento, como Economia, Geografia, e nas Ciências em geral, como
Química e Física, entre outras. Gradativamente, ano após ano, você terá a
oportunidade de conhecer e aplicar muitas dessas fórmulas.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 81 07/12/19 22:17


Destacar que em capítulos posterio- No estudo da Física, por exemplo, temos o conceito de velocidade média,
res, no estudo de razão, será possível
detalhar razões como a velocidade que se obtém dividindo a distância percorrida por um objeto pelo tempo
média e a densidade demográfica. medido nesse deslocamento. Assim, temos a fórmula:

V= D
T

Em que:

C O
V = velocidade média, em km/h
D = distância, em km

O V
T = tempo, em horas

C SI
CAPÍTULO 6

Essas medidas podem variar, por exemplo, para metros por segundo
(m/s), desde que devidamente indicadas. Poderíamos, também, usar outras

O U
letras para essas variáveis, mas sempre indicando-as na legenda.

N L
Assim, considerando que um trem tenha percorrido uma distância de
82

SI XC
280 km (D = 280 km) entre duas estações, em um tempo de 4 horas
(T = 4 h), podemos determi-
DEN-BELITSKY/ISTOCKPHOTO

EN O E nar sua velocidade média


(V) substituindo as variáveis
na fórmula e calculando:
D US

V = 280 km = 70 km/h
4h

A velocidade média foi,


A E

nesse caso, de 70 km/h.


E
EM L D

Importante destacar que


se trata de uma média, ou
seja, é possível que, em al-
ST IA

guns trechos, o trem tenha


se deslocado mais rápido ou
SI ER

mais devagar.
Outra fórmula parecida com a que usamos para calcular a velocidade
média, mas que tem uma aplicação bem diferente, em função das medidas
AT

envolvidas, é a que determina a chamada densidade demográfica. Quan-


do dividimos o número de habitantes de certa região pela área ocupada
M

por essas pessoas, encontramos um valor que indica a densidade demográ-


fica dessa região, que geralmente está associada a uma cidade, um estado
ou país. Nesse estudo, temos a seguinte fórmula:

D= P
A

D = densidade demográfica (habitantes/km²)


P = população (número de habitantes)
A = área (km²)

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 82 07/12/19 22:17


Repare que, na fórmula que possibilita calcular a densidade demográfica, Ao falar de densidade demográfica, pe-
dir ao professor de Geografia que faça
também empregamos a letra D, mas com outro significado, como indica a alguns comentários extras sobre as
legenda. aplicações desse tipo de conhecimen-
to, incluindo dados atualizados sobre
Considerando, por exemplo, que certa região tenha área de 24 000 km², a cidade em que se encontra a escola.

com uma população de 6 369 600 habitantes, temos:

D = 6 369 600 habitantes = 265,4 habitantes/km²


24 000 km²

C O
Nesse caso, essa região tem uma densidade demográfica de

O V
265,4 habitantes/km². É claro que, assim como ocorreu com a velocidade

C SI

MATEMÁTICA
média, temos aqui uma média. Nesse contexto, não há como ter exata-
mente 265,4 pessoas em cada quilômetro quadrado, sobretudo pelo valor

O U
decimal. Mas serve como um parâmetro para comparar diferentes re-
giões ou a mesma região em diferentes momentos da história.

N L

83
SI XC
LUOMAN/ISTOCKPHOTO
EN O E
D US
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER

EXPLORE MAIS
Fórmulas que
AT

relacionam medidas
Áreas urbanas, com muitos prédios altos, costumam ter densidade demográfi-
ca maior, com mais pessoas ocupando uma região de 1 km². Falando sobre fórmulas,
você sabia que há diferen-
M

tes unidades de medida de


temperatura em grupos
NA PRÁTICA de países diferentes, e que
existem fórmulas que re-
Comparando por meio da densidade demográfica lacionam essas unidades?
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís- acordo com o Censo realizado pelo IBGE, em 2010, Acesse o link e descubra
mais sobre essas unidades
tica) realiza diversos estudos sobre a população a densidade demográfica no estado de São Pau-
e suas relações. <coc.pear.
e as características geográficas de várias regiões, lo era de 166,23 habitantes/km², contra apenas
sn/uYEdt9Z>.
obtendo-se informações básicas, como número 2,23 habitantes/km², no estado do Amazonas.
de habitantes e área de municípios. Por meio des- Apesar de o Amazonas ter uma área correspon-
sas duas informações elementares, pode-se de- dente a quase 6 vezes a área do estado de São
terminar a densidade demográfica de cada mu- Paulo, a população nesse segundo estado é quase
nicípio, estado e do país. Como comparativo, de 12 vezes a população do primeiro.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 83 07/12/19 22:17


Apresentamos um breve estudo sobre Módulos 80 e 81
cálculo algébrico, enfatizando a adição
e a multiplicação algébricas, necessá-
rias para a resolução de equações do 1o
grau. Uma abordagem pormenorizada
CÁLCULOS COM LETRAS – TERMO ALGÉBRICO
do tema, com estudo completo sobre Em anos e capítulos anteriores, você teve a oportunidade de aprender
polinômios, ocorre no 8o ano. Destacar
esse fato para os alunos. uma variedade de operações numéricas, com números naturais, inteiros
e racionais. Quando falamos em generalizações, com uso de letras, essas
operações também são possíveis. Antes, devemos entender o significado
do termo algébrico.

C O
O V
Um termo algébrico é formado pelo produto de
números e letras. Termos que apresentam apenas

C SI
CAPÍTULO 6

números ou apenas letras também podem ser cha-


mados de termos algébricos.

O U
Exemplos

N L
84

3x é um termo algébrico (produto de número por letra).

SI XC
x²y é um termo algébrico (produto de apenas letras: lembre-se de que
EN O E x² = x ∙ x).
−41 é um termo algébrico (apenas número).
Em um termo algébrico, podemos destacar duas partes: coeficiente nu-
mérico e parte literal:
D US

• coeficiente numérico: fator numérico do termo;


• parte literal: parte que corresponde a uma letra ou produto de letras,
incluindo seus expoentes.
A E

Observe alguns exemplos de termos algébricos com destaque para cada


E
EM L D

uma de suas partes.

TERMO ALGÉBRICO QUAIS SÃO SUAS PARTES? OBSERVAÇÃO


ST IA
SI ER

coeficiente parte literal


17x 17x ---------------------
AT

coeficiente parte literal


Quando o coeficiente não
x³y 1x³y
M

está indicado, ele é 1.

não há
coeficiente parte literal Quando não há indicação
− 2 − 2 de letra, temos apenas o
3 3
coeficiente.

No último exemplo do quadro, temos um número racional qualquer consi-


derado um termo algébrico sem parte literal. É importante também obser-
var no segundo exemplo que, quando o coeficiente não está indicado, ele é 1,
em função de ser o elemento neutro na multiplicação, isto é, x³y = 1 ∙ x³y.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 84 07/12/19 22:17


Adições e multiplicações algébricas
Adição
Antes de falarmos sobre adições e multiplicações de termos algébricos, deve-
mos compreender que uma subtração algébrica implica também uma adição.
Para isso, basta lembrar que uma subtração pode ser entendida como
uma adição de opostos.

C O
Exemplo

O V
5 – 3 = 5 + (–3)

C SI

MATEMÁTICA
Além disso, uma ideia importante na adição algébrica é a de termo se-
melhante.

O U
N L
Termos semelhantes são termos algébricos com mesma parte literal. Exemplos:

85
SI XC
1º 5x² e −17x² são termos semelhantes (mesma parte literal).
2º 4x² e 4x não são termos semelhantes (parte literal diferente).
EN O E
Na adição de termos algébricos, seguimos dois passos básicos.
1º Efetuamos a adição agrupando termos semelhantes.
2º Adicionamos os coeficientes conservando a mesma parte literal.
D US

Acompanhe com atenção o exemplo seguinte.

5x + 9 + 3y + 8 − 2x − 8y
A E

Agrupamos os termos com mesma parte literal (em destaque, com cores
E
EM L D

iguais). Lembre-se de que a ordem das parcelas não altera a soma!

5x − 2x + 3y − 8y + 8 + 9
ST IA

Depois, adicionamos os coeficientes de termos semelhantes, conservando


SI ER

a parte literal comum.

5x − 2x + 3y − 8y + 8 + 9 =
AT

= 3x − 5y + 17

Na expressão obtida, não há mais termos semelhantes. Nesse caso, a


M

soma obtida é uma forma simplificada da expressão inicial, com um nú-


mero menor de termos.

Como curiosidade, a adição de termos semelhantes tem relação direta com o cál-
culo numérico. Vejamos, como exemplo, o seguinte cálculo:
5 · 10 + 3 · 10
Adicionar 5 vezes o 10 a 3 vezes o 10 implica:
5 · 10 + 3 · 10 = (5 + 3) · 10 = 8 · 10
Substituindo o número 10 por uma letra qualquer, como x, temos:
5 · x + 3 · x = (5 + 3) · x = 8 · x

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 85 07/12/19 22:17


Apresentar na lousa diversos exem- Veja outros exemplos de adições algébricas.
plos sobre adições e multiplicações
envolvendo termos algébricos. É im-
portante que os alunos sintam segu-
1º Apenas com termos semelhantes.
rança nesse tipo de cálculo, pois é algo a. 5x + 3x + 9x
novo para eles. Os exemplos do texto
teórico podem servir como revisão e (5 + 3 + 9)x =
reforço de conteúdo.
= 17x
b. 6x − 8x − x
(6 − 8 − 1)x =

C O
= −3x

O V
c. −3x + 4x − 2x + x

C SI
(−3 + 4 − 2 + 1)x =
CAPÍTULO 6

= 0x =

O U
=0

N L
2º Com mais de um grupo de termos semelhantes.
86

SI XC
a. 5x² + 8y + 3x² + 5y
5x² + 3x² + 8y + 5y =
EN O E = 8x² + 13y
b. x − 5y + 8 + 3x + 5y − 10
x + 3x − 5y + 5y + 8 − 10 =
D US

= 4x − 2

Observações
A E

• Termos semelhantes com coeficientes opostos são cancelados na adi-


ção algébrica, pois resultam em soma zero. Lembre-se de que 0 · x = 0.
E
EM L D

• A ordem dos fatores não implica ausência de semelhança entre os termos.


Afinal, a ordem dos fatores não altera o produto. Dessa forma, 5xy = 5yx,
da mesma forma que −3x²y = −3yx².
ST IA

Multiplicação
SI ER

Na multiplicação de termos algébricos, devemos multiplicar


• os coeficientes dos termos entre si;
AT

• as letras das partes literais entre si.


Na multiplicação das letras, utiliza-se a propriedade da potenciação
M

que trata do produto de potências de mesma base, em que devemos con-


servar a base e adicionar os expoentes.

Exemplos
a. 6x · 9x = 6 · 9 · x · x = 54 x²

b. (5x²) · (−2x)(−x³ ) = 5 · (−2) · (−1) · x² · x¹ · x³ = 10 x6

c. 8x · 9y = 8 · 9 · x · y = 72xy

d. 1 a · 5 b = 1 · 5 · a · b = 5 ab
2 3 2 3 6

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 86 07/12/19 22:17


Módulo 82 No módulo 82, apresentamos um
breve comentário sobre o cálculo da

ÁLGEBRA E O CÁLCULO DE ÁREA E VOLUME área do quadrado e do retângulo,


bem como sobre o volume do cubo
e do bloco retangular. No grupo 11,
Cálculos com expressões algébricas podem ser aplicados na Geometria, realizaremos um estudo detalhado
sobre o cálculo da área de figuras
como já mostramos anteriormente, na escrita de fórmula de áreas, como planas elementares. O objetivo, neste
do paralelogramo ou do triângulo, além de perímetro do retângulo. momento, é aplicar os conceitos de
adição e multiplicação algébricas em
Neste momento, apresentamos mais uma análise desse tipo de aplicação situações-problema da Geometria.

da Álgebra, particularmente em figuras planas, como o quadrado e o re- Atentar para o exemplo mostrado so-

C O
bre área de figuras planas. Não se tra-
tângulo, além de figuras assim decompostas. Mostraremos também uma ta, neste momento, de desenvolver um
produto de polinômios ou quadrado de
rápida análise sobre volume de cubo, de bloco retangular e de figuras que

O V
uma soma de dois termos, sendo esses
sejam assim decompostas. conteúdos desenvolvidos no 8o ano. O

C SI

MATEMÁTICA
que fazemos é uma adição algébrica
das áreas de cada parte da figura.
Aplicação no cálculo de área

O U
Inicialmente, destacamos possíveis fórmulas usadas para o cálculo da área

N L
de um quadrado e de um retângulo.

87
SI XC
QUADRADO RETÂNGULO
EN O E
x a
D US

x b

A = x² A=a∙b
A E
E
EM L D

Com base nessas duas ideias, é possível obter uma expressão que indi-
que a área de uma figura formada por quadrados e retângulos em geral.
Observe, como exemplo, a figura seguinte, que tem como referência um
ST IA

quadrado de lado x, ampliado 3 unidades em cada lado.


SI ER

x 3 x 3
AT

x x A1 A2
M

3 3 A3 A4

A área total da figura pode ser encontrada adicionando-se as áreas das


quatro regiões destacadas:

A1 = x² A2 = 3x A3 = 3x A4 = 9

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 87 07/12/19 22:17


Agora, adicionamos as quatro áreas, obtendo a área total.

Atotal = A1 + A2 + A3 + A4
Atotal = x2 + 3x + 3x + 9
Atotal = x2 + 6x + 9

No caso do cubo de aresta com medida x, pensando em sua planificação,


temos a formação de 6 quadrados de lado x. Veja.

C O
O V
x

C SI
CAPÍTULO 6

O U
N L
88

SI XC
Portanto, a área da superfície desse cubo é dada por:
EN O E Asuperfície = 6 ∙ (x²)
Asuperfície = 6x²
D US

Aplicação no cálculo de volume


O volume de um cubo ou de um bloco retangular é obtido por meio do pro-
A E

duto das medidas das três dimensões. Afinal, multiplicamos a medida da


área da base pela medida da altura.
E
EM L D

CUBO BLOCO RETANGULAR


ST IA

x c
SI ER

x a
x b
AT

V = x³ V=a.b.c
M

Com base nessas ideias, observe o bloco retangular ao lado com as medi-
das de suas dimensões dadas por termos algébricos.

De acordo com essas medidas, temos: a

V = 3a ∙ 2a ∙ a
V = 6a³
2a

3a

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 88 07/12/19 22:17


Inicialmente, mostraremos uma situação que tem como base o equilíbrio de uma balança de dois pratos. A resolução proposta indica a substituição de valores,
como já foi sugerido em módulos anteriores. Lembrar que os alunos não possuem ainda conhecimento sobre a resolução formal de uma equação.
Módulos 83 e 84 Nos próximos módulos, apresenta-
mos as formas de resolução. Nesse

IGUALDADE E EQUAÇÃO sentido, é importante, neste primeiro


momento, que eles tenham condi-
ções de identificar os membros em
Como já comentamos em módulos anteriores, uma balança de dois pratos uma igualdade, conjunto universo e
conjunto solução, que são base para
pode ser usada para indicar uma igualdade ou equivalência. Como exem- uma resolução formal.
plo, considere a seguinte situação:
Leandro trabalha em uma
loja que vende rações. Ele se-

C O
parou dois pacotes que têm
mesmo tamanho e massa,

O V
colocando-os em um dos pra-

C SI

MATEMÁTICA
tos de uma balança de dois
pratos. Depois, no outro pra-

O U
to, foi colocando pesos com

N L
500 g cada um até que ocor-

89
SI XC
resse o equilíbrio, como po-
demos observar nesta figura.
Quando colocou 4 pesos de 500 g, os pratos ficaram equilibrados. De acordo
EN O E
com o equilíbrio observado, se chamarmos de x a massa de cada pacote de
ração, podemos representar a situação observada na balança por meio da
seguinte sentença:
D US

x + x = 500 + 500 + 500 + 500

ou, simplificando a expressão em cada membro:


A E

2x = 4 · 500
E
EM L D

ou, ainda, 2x = 2 000

Essa maneira de escrever a sentença, fazendo uso do sinal de igualdade (=),


ST IA

é conhecida como equação. O prefixo equa vem do latim e significa “igual”.


Além de apresentar uma igualdade, temos a presença de um valor des-
SI ER

conhecido (massa de cada pacote), sendo ele representado pela letra x. Em


uma equação, a letra é a incógnita, que pode ser representada por diver-
sas letras. Lembre-se de que um dos objetivos da linguagem algébrica é a
AT

padronização de uma linguagem universal, daí o uso de letras.


Voltando ao problema anterior, sobre a massa do pacote de ração, temos
M

que a equação indica uma sentença aberta e, na igualdade (equação), temos:


• a expressão escrita à esquerda do sinal de igualdade é chamada
1o membro;
• a expressão escrita à direita do sinal de igualdade é conhecida como
2o membro.
Fica da seguinte forma:

2x = 2 000
1o membro 2o membro

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 89 07/12/19 22:17


O emprego da expressão “raiz” como Determinar o valor da incógnita x corresponde a encontrar a solução para
sendo solução de uma equação pode,
inicialmente, gerar confusão com o a equação. Para isso, uma possibilidade inicial é atribuir valores aleatórios
termo raiz no estudo da radiciação. É para x, por estimativa, até que a sentença seja verdadeira.
importante que os alunos tenham o
hábito de utilizar e reconhecer os ter- Atribuindo o valor 1 000 para x, temos:
mos corretos, uma vez que, em anos
posteriores, o uso desses termos será
recorrente. 2 · 1 000 = 2 000
2 000 = 2 000 (Verdadeira!)

C O
Logo, x = 1 000, ou seja, a massa de cada pacote de ração é de 1 000 g ou 1 kg.
Porém, substituir valores aleatórios pode ser uma tarefa muito demora-

O V
da. Afinal, ainda que se trabalhe com estimativa, qual valor escolher? Para

C SI
isso, existem meios de se resolver uma equação, como mostraremos nos
CAPÍTULO 6

módulos seguintes. Antes, falaremos sobre conjunto universo e conjunto

O U
solução de uma equação.

N L
Conjunto universo e conjunto solução
90

SI XC
Nas equações, os valores numéricos que a incógnita pode assumir depen-
EN O E dem dos valores indicados em um conjunto chamado de conjunto univer-
so (U). Já o valor numérico da variável que torna verdadeira a equação é
chamado de solução ou raiz da equação, sendo indicado em um conjunto
solução (S) ou conjunto verdade (V). Veja alguns exemplos.
D US

1º Considerando o conjunto dos números naturais e a equação 5 ∙ x = 20,


temos:
Equação: 5 ∙ x = 20
A E

Conjunto Universo: U = (Lê-se: conjunto universo é igual ao dos naturais.)


E
EM L D

Solução ou raiz da equação: x = 4, pois 5 ∙ 4 = 20


Conjunto solução ou conjunto verdade: S = {4} ou V = {4}
ST IA

2º Determinar o número inteiro que, subtraído de 10, resulta 3.


Equação obtida na tradução: 10 − x = 3
SI ER

Conjunto Universo: U = ℤ (Lê-se: conjunto universo é igual ao dos inteiros.)

Solução ou raiz da equação: x = 7, pois 10 − 7 = 3


AT

Conjunto solução ou conjunto verdade: S = {7} ou V = {7}


M

3º Determinar o número natural que, adicionado a 6, resulta 4.


Equação obtida na tradução: x + 6 = 4
Conjunto Universo: U =
Solução: não há um número natural que, adicionado a 6, resulte 4.
Conjunto solução: nesse caso, não há.
Indicamos da seguinte forma:
S= ou S = { }
Atenção!
Não se indica conjunto vazio como S ={ }, ou seja: S ={ }.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 90 07/12/19 22:17


Módulos 85 e 86 Apresentamos técnicas variadas para
resolução de uma equação. De manei-

EQUAÇÃO DO 1O GRAU COM UMA INCÓGNITA ra geral, são apontados os princípios


aditivo e multiplicativo. Nesse sentido,
o raciocínio da operação inversa tam-
Existe uma infinidade de equações dos mais variados tipos, com uma ou bém será utilizado.

mais incógnitas. Veja alguns modelos.

3x + 1 = 7 x² + 2x + 1 = 0 x − 3 = 27 − x 5x + 3 = 28

Um dos modelos mais simples que existem apresenta apenas um tipo de

C O
incógnita, sendo ela elevada ao expoente 1, como indica o primeiro exem-

O V
plo anterior. É com esse modelo de equação que começaremos nosso es-
tudo. Falaremos sobre a chamada equação do 1o grau com uma incógnita.

C SI

MATEMÁTICA
Equação do 1o grau

O U
N L
De maneira geral, dizemos que uma equação é de 1o grau na incógnita x se

91
puder ser escrita na forma ax = b, considerando inicialmente a e b núme-

SI XC
ros racionais e a diferente de zero (a ≠ 0).
Exemplo: 8x = 16 EN O E
Nem sempre uma equação está escrita nessa forma reduzida. Quando
isso ocorrer, podemos fazer a redução, obedecendo ao princípio de equilí-
brio (igualdade) entre o 1o e o 2o membro. Dessa forma, podemos também
D US

obter o valor da incógnita, ou seja, resolver a equação. A seguir, mostramos


em detalhes essa ideia.

Regra da soma ou princípio aditivo das igualdades


A E

Observemos o equilíbrio existente entre os pratos da balança.


E
EM L D

Pelas massas, em gramas,


indicadas nos pesos sobre o
primeiro e segundo pratos,
ST IA

temos:
SI ER

2+4=2+2+2
6=6
AT

Se retirarmos pesos de
mesma massa em cada um
M

dos dois pratos, o equilíbrio


não se altera.

2+4–2=2+2+2–2
6–2=6–2
4=4
(igualdade mantida)

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 91 07/12/19 22:17


A igualdade também é mantida se adicionamos um peso de mesma massa
aos dois pratos. Veja.

4 + 10 = 2 + 2 + 10
14 = 4 + 10
14 = 14

C O
(igualdade mantida)

O V
C SI
CAPÍTULO 6

O U
Alguns alunos podem considerar a No estudo de uma equação, podemos seguir a mesma ideia mostrada nas

N L
aplicação da operação inversa uma
balanças de dois pratos:
92

forma de resolução mais rápida e

SI XC
prática. Ainda assim, é importante que
eles tomem conhecimento do princí-
pio do equilíbrio, como ocorre em uma Somando ou subtraindo em ambos os membros de uma equação um
balança de dois pratos. Muitas situa- mesmo valor, obtemos outra equação equivalente à equação dada.
EN O E
ções estudadas em outros tipos de
equações podem ser mais bem com-
preendidas por meio desse princípio. Essas situações ilustram duas das propriedades de uma igualdade. Se
Com o tempo, os alunos perceberão
qual método é o mais prático. A ve- a = b (a e b representam um mesmo número), então, pelo princípio aditivo,
rificação da solução, nesse caso, não temos:
D US

é obrigatória, porém a consideramos


importante para que eles entendam
o que representa o conjunto solução
a+c=b+c e a−c=b−c
da equação.
Vejamos como aplicar esse princípio na resolução de uma equação com
A E

incógnita x.
E
EM L D

1º Resolver a equação a seguir e determinar seu conjunto solução.

x + 25 = 61
ST IA

Resolução
SI ER

x + 25 − 25 = 61 − 25
x + 0 = 36
AT

x = 36

Portanto, S = {36}.
M

É possível, também, omitir algumas passagens, efetuando o cancelamen-


to em um dos membros mentalmente. Esse raciocínio é semelhante ao uti-
lizado na aplicação da operação inversa. Nesse exemplo, lembre-se de que
a operação inversa de adicionar 25 é subtrair 25.

x + 25 = 61
x = 61 − 25
x = 36

Terminada a resolução, verificamos a validade da solução substituindo,


na equação original, o valor encontrado.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 92 07/12/19 22:17


Essa verificação não é obrigatória, mas é muito interessante que ela seja
feita, pois sinaliza se o cálculo está correto. Substituindo 36 (raiz encontra-
da) na equação inicial, temos:

36 + 25 = 61
61 = 61
(igualdade verdadeira!)

Regra do produto ou princípio multiplicativo

C O
Seguindo o mesmo raciocínio aplicado para o princípio aditivo, podemos

O V
também multiplicar ou dividir os dois membros de uma igualdade por um

C SI

MATEMÁTICA
mesmo número diferente de zero. Feito isso, a igualdade mantém-se. De
maneira geral, partindo da igualdade a = b (a e b representam um mesmo

O U
número), temos:

N L

93
a = b

SI XC
a∙c=b∙c e c c
, sendo c ≠ 0.

Veja dois exemplos que partem de uma igualdade verdadeira, chegando


EN O E
novamente a uma igualdade verificada pela propriedade reflexiva.

Multiplicando os dois membros por um mesmo número


D US

Seja 3 = 3:
3 ∙ 7= 3 ∙ 7
21 = 21
A E
E

Dividindo os dois membros por um mesmo número


EM L D

Seja 12 = 12:
12 = 12
4 4
ST IA

3=3
SI ER

Observe como podemos aplicar esse princípio na resolução de uma equa-


ção com incógnita x.
1º Resolver a equação e determinar seu conjunto solução.
AT

x = 13
M

Resolução
Multiplicamos os dois membros por 8, para que ocorra o cancelamento do
denominador 8 no primeiro membro:

8 ∙ x = 13 ∙ 8
8
x = 104

Portanto, S = {104}.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 93 07/12/19 22:17


Podemos, também, fazer uso da operação inversa, em que o cancelamento
do denominador 8 ocorrerá mentalmente. A verificação também pode ser
feita. Veja.

Aplicando a operação inversa Verificação


x = 13 104 = 13
8 8
x = 13 ∙ 8 13 = 13
x = 104

C O
(verdadeira)

O V
2º Resolver a equação e determinar seu conjunto solução.

C SI
CAPÍTULO 6

6x = 72

O U
N L
Resolução
94

SI XC
Dividimos os dois membros por 6, que corresponde também a multiplicá-
-los por 1 .
EN O E 6

6 ∙ x = 72
6 6
x = 12
D US

Portanto, S = {12}.
A E

Novamente, podemos fazer uso da operação inversa, na qual o cancela-


mento do fator 6 ocorrerá mentalmente. A verificação também pode ser
E
EM L D

feita. Veja.
ST IA

Aplicando a operação inversa Verificação


6 ∙ x = 72 6 ∙ 12 = 72
SI ER

x = 72 72 = 72
6
(verdadeira)
x = 12
AT

Aplicação dos princípios aditivo e multiplicativo


M

Nos exemplos anteriores, mostramos modelos simples de equação, em que


se aplica apenas o princípio multiplicativo ou o aditivo. Há tantas outras
equações em que aplicamos as duas ideias. Como exemplo, considere a se-
guinte equação:

3x + 2 = 29

Para determinar o valor da incógnita x, não basta eliminar apenas o fa-


tor 3 ou a parcela 2. Para isso, aplicaremos, em cada passo do cálculo, um
dos princípios.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 94 07/12/19 22:17


Observar que, primeiramente, subtraímos a parcela 2 para, depois, dividir A resolução formal de equações é no-
vidade para os alunos neste ponto do
3x por 3: estudo. Os exemplos dados no texto
teórico servem de base para revisão e
(princípio aditivo) reforço de conteúdo, sendo importan-
3x + 2 − 2 = 29 − 2 te mostrar-lhes outros exemplos na
3x = 27 lousa, sempre pedindo a participação
ativa do grupo. Fazer cada passagem
3x = 27 (princípio multiplicativo)
do cálculo com calma, anotando linha
3 3 por linha as passagens feitas. É muito
x=9 importante que a resolução de uma
equação tenha significado, evitando-
-se mostrar apenas uma série de

C O
De forma alternativa, aplicando as operações inversas, temos: regras. Destacar a ideia de equações
equivalentes.

O V
Aplicando a operação inversa Verificação

C SI

MATEMÁTICA
3x + 2 = 29 3 · 9 + 2 = 29

O U
3x = 29 − 2 27 + 2 = 29
3x = 27 29 = 29

N L
x = 27 (verdade)

95
SI XC
3
x =9

EN O E
Na equação seguinte, temos a incógnita nos dois membros:

3(x − 3) − 4(2 − x) = 8x −16


D US

Inicialmente, simplificamos ao máximo a expressão algébrica em cada


membro, eliminando os parênteses. Depois, aplicamos os princípios adi-
tivo e multiplicativo, fazendo com que termos semelhantes sejam escritos
A E

no mesmo membro, e finalizamos como mostrado nos exemplos anterio-


E

res. Acompanhe.
EM L D

3(x − 3) − 4(2 − x) = 8x − 16
3x − 9 − 8 + 4x = 8x − 16
ST IA

7x − 17 = 8x − 16
Em cada linha, (princípio aditivo)
7x − 17 − 8x = 8x − 16 − 8x
SI ER

temos equações
equivalentes − x − 17 = −16
(têm mesma (princípio aditivo)
solução).
− x − 17 + 17 = −16 + 17
−x=1
AT

(princípio multiplicativo)
(–1) · (−x) = 1 · (–1)
x = −1
M

De forma alternativa, aplicando as operações inversas, temos:

Aplicando a operação inversa Verificação


3(x − 3) − 4(2 − x) = 8x − 16 3 · (−1 − 3) − 4 · [2 − (−1)] = 8 · (−1) − 16
3x − 9 − 8 + 4x = 8x − 16 3 · (−4) − 4 · 3 = −8 − 16
7x − 17 = 8x − 16 −12 − 12 = −24
7x − 8x = − 16 + 17 −24 = −24
−x = 1 (verdadeira)
x = −1

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Se necessário, fazer uma breve revisão Módulos 87 e 88
das frações e suas operações, para que
os alunos possam aplicar as ideias na
resolução de equações com frações. EQUAÇÕES COM FRAÇÕES
Reforçar que, para que se faça o cance-
lamento dos denominadores comuns, Nos módulos anteriores, mostramos modelos simples de equação com um
é necessário que todos os termos es-
tejam escritos na forma fracionária dos termos indicando uma fração, como x = 4. Há modelos, entretanto, com
com o mesmo denominador. 3
Outro ponto importante a destacar mais termos, e precisamos seguir outro método de resolução do que sim-
é quando se multiplica uma expres-
são dada no numerador, usando-se o plesmente multiplicar os dois membros pelo denominador. Acompanhe o

C O
sinal de parênteses e aplicando-se a
distributiva. seguinte exemplo:

O V
No exemplo b, comentar com os alu-
nos a importância de prestar atenção a. Sendo U = , determinar a raiz da equação x − 1 = 2x + 6.
3

C SI
ao sinal de negativo antes da fração
CAPÍTULO 6

no 1 o membro. Mostrar-lhes que o


sinal é o da fração (de todo o nume- Primeiramente, consideramos todos os

O U
rador) e que, por essa razão, deve x − 1 = 2x + 6
ser distribuído para cada termo do termos escritos na forma fracionária, admi-
3 1 1 1
tindo denominador 1 quando não houver:

N L
numerador. Apresentar-lhes mais
exemplos, além dos que são dados
96

SI XC
no texto teórico.
Determinamos o mmc desses denominadores: mmc(3, 1) = 3.
Transformamos cada termo em uma fra-
EN O E x − 3 = 6x + 18
ção equivalente de denominador 3, da mes-
3 3 3 3
ma forma que fazemos na adição de frações.
Depois, cancelamos os denominadores co-
D US

muns em todos os termos da equação, mul-


3 ∙ x − 3 = 6x + 18 ∙ 3
tiplicando ambos os membros pelo próprio 3 3 3 3
denominador comum 3.
A E

Finalmente, resolvemos a equação resultante, sem os denominadores, da


E

maneira que fizemos anteriormente na resolução de equações.


EM L D

x − 3 = 6x + 18
x − 6x = 18 + 3
ST IA

− 5x = 21

x = − 21
SI ER

b. Seguindo as ideias anteriores, e U = , veja a resolução da equação


AT

2x − x + 1 = 3.
5 4
M

2x − x + 1 = 3 mmc (5,1,4) = 20
5 4 1

Observe, com atenção, que 5 multiplicará (x + 1). Além disso, o sinal de


negativo influenciará nos sinais da expressão dada no numerador ao eli-
minar os denominadores:

8x − 5(x + 1) = 60 → 8x − 5x − 5 = 60 → 8x − 5x = 60 + 5
20 20 20
3x = 65
x = 65
3

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 96 07/12/19 22:17


Módulos 89 e 90 Nas situações-problema apresentadas
como exemplo, estimular os alunos a

SITUAÇÕES-PROBLEMA USANDO EQUAÇÕES equacionar o problema antes de ob-


servar a resolução apresentada no livro.

Muitas situações-problema de nosso cotidiano podem ser resolvidas quan-


do as traduzimos na forma de uma equação. Por esse motivo, não se deve
apenas conhecer muito bem a resolução de uma equação, é necessária,
também, uma leitura atenta da situação e a correta tradução para uma
linguagem algébrica. Como exemplo, veja duas situações.

C O
Situação 1

O V
Para uma sessão de cinema, foi vendido um total de 85 ingressos, sendo al-

C SI

MATEMÁTICA
guns do tipo “entrada inteira” e outros do tipo “meia-entrada”. Foram ven-
didos 17 ingressos a mais do tipo “entrada inteira”.

O U
Se precisarmos determinar a quantidade de ingressos vendidos de cada

N L
tipo, podemos chamar de x a quantidade de ingressos vendidos do tipo

97
SI XC
“meia-entrada” e desenvolver o seguinte raciocínio:
Sendo 85 ingressos no total:

ANDRESR/ISTOCKPHOTO
EN O E
x + (x + 17) = 85
2x = 85 − 17
2x = 68
D US

x = 68
2
x = 34
A E

Portanto, foram vendidos 34


E
EM L D

ingressos de tipo “meia-entra-


da” e 51 (34 + 17) do tipo “en-
trada inteira”.
ST IA

Situação 2
SI ER

Um determinado retângulo possui o comprimento medindo 2 metros a


mais que a largura. Se o perímetro desse retângulo é de 84 m, quanto me-
AT

dem o comprimento e a largura dessa figura?


Sendo x a medida da largura, a figura
mostra as medidas de cada lado. Sendo
M

84 m o perímetro, temos:

2 · x + 2 ∙ (x + 2) = 84 x
2x + 2x + 4 = 84
4x = 84 − 4

x = 80 = 20
4
x+2

Portanto, a largura mede 20 m e o comprimento, 22 m (2 m a mais).

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 97 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
EQUAÇÕES DO 1º GRAU
Módulos 73 e 74 | Linguagem algébrica

Exercícios de aplicação
No exercício 1, pode-se usar 1. As letras, como comentado no texto teórico, podem ser usadas no estudo da Álgebra para generali-
uma variedade de letras em zar um número, como ocorre, por exemplo, nas propriedades de operações aritméticas. Sobre essa
cada item. Comentar com os
alunos esse fato.
ideia, complete corretamente o quadro.

SENTENÇA EXPRESSÃO ALGÉBRICA CORRESPONDENTE

C O
Adição de dois números racionais a+b

O V
C SI
Produto de dois números inteiros a∙b
CAPÍTULO 6

Sucessor de um número natural n+1

O U
N L
Antecessor de um número inteiro n−1
98

SI XC
2. No texto teórico, comentamos que o sinal de multiplicação pode ser omitido quando se tem um
produto em que pelo menos um dos fatores seja uma letra. O sinal dado por um ponto (·) é preferí-
EN O E vel em relação ao que se assemelha à letra x (×), evitando confusões, como, por exemplo, x × y, que
indicaria a multiplicação de x por y. Assim, usa-se a indicação x · y ou, simplesmente, xy. É claro que,
quando os fatores são numéricos, precisamos indicar o sinal próprio da multiplicação.
De acordo com essa ideia, simplifique a escrita de cada multiplicação dada.
a. 3 · n = 3n b. y · z = yz
D US

c. 4 · n · m = 4nm d. x · y · z = xyz

e. 3 · (x + 1) = 3(x + 1) f. 5 · (y – 6) = 5(y – 6)
A E

g. x · (4 · y + 2) = x(4y + 2) h. 6 · n · (2 · x – 3 · y) = 6n(2x – 3y)


E
EM L D

No exercício 3, há pequenas 3. Sendo a, b e n números racionais quaisquer, traduza para a língua portuguesa a sentença correspon-
variações para a tradução de dente a cada expressão seguinte.
cada expressão, como, por
exemplo, no primeiro item, a. a − b
ST IA

em que se pode indicar “a A diferença entre dois números racionais.


menos b”. Comentar com os
alunos esse fato. Destacar, b. a³
SI ER

também, a diferença na es-


crita de expressões como as O cubo de um número racional.
que são mostradas nos itens
c e d, principalmente em re- c. 2n + 1
AT

lação ao uso de parênteses. O sucessor do dobro de um número racional.

d. 2(n + 1)
M

O dobro do sucessor de um número racional.

No exercício 4, trabalhamos 4. Sequências, de maneira geral, sejam formadas por figuras, sejam números ou letras, podem ter um
com a ideia de sequência padrão de repetição que seja generalizado. Como exemplo, veja a seguinte sequência numérica:
recursiva e não recursiva.
São ideias, neste momento,
mais elementares, mas que (2, 4, 6, 8, 10, 12, ...)
já possibilitam esse tipo de
análise. Os alunos devem per-
ceber que há sequências que Ela indica os múltiplos naturais de 2 não nulos, ou números naturais pares, exceto o zero. Cada
podem ser tanto recursivas número ocupa uma posição nessa sequência. Por exemplo, o número 2 está na posição 1, o número
quanto não recursivas. Outra 4, na posição 2 etc.
ideia trabalhada é a genera-
lização, definindo-se a ideia Sendo n o número que indica a posição de cada termo nessa sequência, o n-ésimo (lê-se “enésimo”)
de “n-ésimo termo”. Abordar termo dessa sequência será indicado por 2 · n. Dizemos “n-ésimo” quando queremos nos referir a
essas ideias com calma. Suge- um termo qualquer da sequência. Esse fato é verdadeiro, pois:
rimos que este exercício seja
resolvido juntamente com os
alunos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 98 07/12/19 22:18


Se n = 1 : 2 · n = 2 · 1 = 2 No item c, temos a ideia
envolvida no triângulo de
Se n = 2 : 2 · n = 2 · 2 = 4 Sierpinski, relacionado ao
Se n = 3 : 2 · n = 2 · 3 = 6 estudo de fractais. Pode-se,
dependendo do tempo e do
E assim por diante. desenvolvimento da turma,
Seguindo essa ideia, faça o que se pede. explorar um pouco mais essa
ideia. Ainda nesse item, os
a. Observe os primeiros termos de uma sequência: alunos devem observar que
a expressão para o n-ésimo
(3, 6, 9, 12, 15, ...) termo é verdadeira, substi-
tuindo em n os valores dados.

C O
Sendo cada posição do termo identificada pela letra n, que expressão indicará o n-ésimo termo
dessa sequência?

O V
A expressão 3 · n.

C SI

MATEMÁTICA
b. Há sequências que são chamadas recursivas, em que cada número é obtido a partir do número
anterior. Outras são apenas não recursivas, em que cada termo não depende do termo anterior

O U
para ser formado. A sequência anterior pode ser classificada tanto como recursiva como não
recursiva? Explique sua resposta.

N L
Sim, pois podemos indicar cada novo termo multiplicando por 3 o número que indica a posição desse termo (não

99
SI XC
recursiva), como também adicionando 3 unidades ao termo anterior, partindo do número 3 (recursiva).

c. Observe a sequência de figuras que um artista está criando para compor um painel.
EN O E
D US
A E
E
EM L D

Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4

Com base nas figuras apresentadas, faça o que se pede.


ST IA

• Indique no quadro seguinte o total de triângulos coloridos em cada figura.


SI ER

Número da figura 1 2 3 4

Total de triângulos coloridos 1 3 9 27


AT

• Sendo n o número que identifica cada termo dessa sequência, é correto afirmar que o número
correspondente ao n-ésimo termo será generalizado como 3n−¹?
Sim.
M

• A sequência numérica obtida pode ser classificada como recursiva? Explique sua resposta.
Sim, pois cada termo pode ser obtido multiplicando o anterior por 3.

• A sequência numérica obtida pode ser classificada como não recursiva? Explique sua resposta.
Sim, pois cada termo não depende, necessariamente, do termo anterior, bastando elevar 3 ao antecessor do número

que identifica sua posição na sequência.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 99 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
Exercício proposto
O exercício 5 pretende pro- 5. No texto teórico, comentamos sobre o Golden Record, um disco enviado ao espaço, em 1977, nas
mover, de forma lúdica, sondas Voyager 1 e 2, e que viaja, atualmente, a bilhões de quilômetros da Terra. O disco contém,
uma reflexão sobre o uso de
símbolos que possam ser
entre outras informações, sons típicos de nosso planeta e algumas inscrições que, teoricamente,
compreendidos sem o uso podem ser traduzidas por supostos seres extraterrestres semelhantes a nós, ou superiores. Junta-
de palavras. Como pode não mente com dois colegas, siga as orientações do professor e faça o que se pede. Colaborativo
ser uma tarefa simples, su-
gerir aos alunos que se reú-
a. Não é fácil supor a escrita de sinais e diagramas que possam ser decifrados por um ser de quem
nam com tempo. Ressaltar nem sabemos a existência. Entretanto, pensando apenas em nosso planeta, suponha que você e

C O
que não é necessariamente seus colegas estejam em uma ilha deserta, mas com alguns materiais, tais como garrafa, papel e
um pedido de socorro ou de caneta, e queiram enviar uma mensagem escrita dentro da garrafa, jogando-a ao mar. Não neces-
resgate, pois, nesse caso, a

O V
sariamente precisa ser um pedido de socorro ou de resgate. A corrente levará essa garrafa para
interpretação da mensagem
seria tendenciosa (comentar um lugar desconhecido e não se sabe se alguém a encontrará, mais ou menos como ocorre com

C SI
o Golden Record. Imaginem que tipo de mensagem escreveriam e quais símbolos usariam para
CAPÍTULO 6

esse fato). Ressaltar que, em


uma situação real, eles po- passar essa informação. Nessa situação, evitar o uso de letras e palavras. Façam essa anotação
deriam também escrever a

O U
em uma folha de papel sulfite.
mensagem usando palavras,
contando com a possibili- b. Seguindo a organização feita pelo professor em aula, mostre a mensagem para as demais duplas

N L
dade de alguém conhecer e verifique se conseguem traduzi-la e compreendê-la.
100

a língua portuguesa. O que

SI XC
se quer, nesse contexto, é
levá-los à reflexão sobre a
criação de sinais e códigos Módulos 75, 76 e 77 | Igualdade
que possam ser compreen- EN O E Exercícios de aplicação
didos universalmente, mais
ou menos como ocorre com 1. Complete o quadro corretamente com o sinal = ou ≠, indicando se os dois membros de uma igual-
a linguagem algébrica. Con- dade são ou não equivalentes.
D US

siderar, para a próxima aula,


um tempo aproximado de 1o membro = ou ≠ ? 2o membro
30 minutos (dependendo
do número de alunos), para 2+3 ≠ 4–1
que eles possam expor as
A E

mensagens e traduzir as 3 · 12 = 4·9


dos demais grupos. Ao final,
E
EM L D

fazer uma breve reflexão 80 – 15 ≠ 60 + 15


sobre as dificuldades que
encontraram e sobre quais 40 ÷ 5 = 24 ÷ 3
mensagens e códigos pare-
ceram mais criativos. 12 + 7 = 13 + 6
ST IA

O exercício 1 trabalha com 2. Em relação às propriedades da igualdade mostradas no texto teórico, dê um exemplo numérico
uma ideia bem elementar, sobre a propriedade
SI ER

mas que pode auxiliar os


alunos na construção de
a. simétrica;
uma base sólida para de- Sugestão: Se 8 + 5 = 13, então 13 = 8 + 5.
senvolver os estudos sobre
b. transitiva;
AT

equação.
Sugestão: Se 1 + 1 = 2 e 2 = 0 + 2, então 1 + 1 = 0 + 2.

c. reflexiva.
M

Sugestão: 20 = 20.

3. Explique, de forma clara e objetiva, como é o princípio de funcionamento de uma balança de dois
pratos, escrevendo também um exemplo que ilustre seu uso.
Sugestão de resposta: Ela compara duas massas por meio de um equilíbrio. Caso os dois pratos estejam alinhados, a massa

presente neles será equivalente. Como exemplo, se houver um peso de metal de 2 kg em um prato e tomates no outro

mantendo equilíbrio, saberemos que há 2 kg de tomates nesse prato.

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4. Considere a seguinte sentença:

4∙2+2=5∙3−5

Sobre ela, identifique


a. a expressão do primeiro membro;
4∙2+2

b. a expressão do segundo membro.


5∙3−5

C O
5. Identifique cada sentença indicada no quadro como sentença aberta ou fechada.

O V
SENTENÇA É UMA SENTENÇA ABERTA OU FECHADA?

C SI

MATEMÁTICA
18 + 5 + 2 = 25 Fechada

O U
3·x+7=9 Aberta

N L

101
20 + 9 < 33 − 2 Fechada

SI XC
1 + 5 · y > 10 Aberta

5 · x − 10 ≠ 0
EN O E Aberta

10 + 5 − 2 = 6 · 2 + 1 Fechada

20 + 6 > 52 Fechada
D US

6. As propriedades sobre igualdades (reflexiva, simétrica e transitiva) podem ser aplicadas em situa- Uma boa maneira de ilus-
trar o que ocorre no item a
ções diversas, podendo ou não ser confirmadas. Como exemplo, leia com atenção cada situação
do exercício 6 é associar o
seguinte, respondendo ao que se pede. contexto às redes sociais
A E

a. Caio é amigo de Roberto, e Roberto é amigo de Pedro. É correto aplicarmos aqui a propriedade disponíveis na internet. Já
transitiva e afirmarmos, com certeza, que Caio é amigo de Pedro? Explique sua resposta. no item b, escolher três alu-
E
EM L D

nos da mesma classe para


Nesse caso, por se tratar de amizade, não se pode afirmar com certeza que Caio e Pedro sejam amigos. Talvez nem se ilustrar o problema.

conheçam.
ST IA

b. Marina, Beatriz e Carla estudam em um mesmo colégio. Marina é da mesma sala que Beatriz, e
Beatriz é da mesma sala que Carla. Nesse caso, podemos afirmar, de forma correta, que Marina e
SI ER

Carla são da mesma sala?


Nesse caso, como se trata de um espaço físico (sala), pela propriedade transitiva, Marina e Carla são da mesma sala.
AT
M

7. Em relação à sentença dada, complete a frase com a expressão correta em cada lacuna.

Nessa igualdade, a expressão dada no 1o membro é 3x + 9 ,


3x + 9 = 2x + 12
e a expressão dada no 2o membro é 2x + 12 .

8. Em relação à sentença dada, complete a frase corretamente, indicando 1o membro ou 2o membro


em cada lacuna.

Nessa igualdade, a expressão 10 − 5x está escrita no 1° membro ,


10 − 5x = 14 − 6x
e a expressão 14 − 6x está escrita no 2° membro .

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CAPÍTULO 6
No exercício 9, destacar que 9. Em relação às sentenças dadas a seguir, verifique quais são verdadeiras e quais são falsas.
a igualdade é dada como 3
verdadeira quando se pode a. 36 − 25 = 4 b. 0,3 − =0
aplicar a propriedade simé- 4 10
trica, obtendo-se o mesmo
valor numérico nos dois
membros. No item b, alguns
alunos podem transformar 9−5=4 0,3 − 0,3 = 0
o número decimal em fra- 4=4 0=0
cionário. Permitir que façam
isso. Já no item f, atentar
para a possibilidade de al-
guns alunos considerarem

C O
a sentença verdadeira, pois
poderão subtrair os nume-

O V
radores e os denominadores.
Aproveitar esse item para re- Verdadeira. Verdadeira.

C SI
tomar a subtração de núme-
CAPÍTULO 6

ros fracionários, caso ainda


seja necessário.
c. 3¹ ∙ 3³ = 9² d. 3³ − 5² = 20

O U
N L
102

3¹+³ = 81 27 − 25 = 1

SI XC
34 = 81 2 = 1…(absurdo)
81 = 81

EN O E
Verdadeira. Falsa.
D US

1 36 4 1
e. + =1 f. − =1
7 7 9 6
A E
E
EM L D

1 6 8 3
+ =1 − =1
7 7 18 18
7 5
=1 = 1... (absurdo)
ST IA

7 18
1 =1
SI ER

Verdadeira. Falsa.
AT

10. Verifique se cada sentença aberta a seguir é verdadeira para o valor dado a x.
a. 3 · x + 5 = 17, para x = 4 b. 20 − 6 · x > 5, para x = 3
M

3 · 4 + 5 = 17 20 − 6 · 3 > 5
12 + 5 = 17 20 − 18 > 5
17 = 17 2 > 5 (absurdo)

Verdadeira. Falsa.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 102 07/12/19 22:18


Exercícios propostos
11. Complete o quadrado mágico, con- Nos exercícios 11 e 12, trabalhamos de forma lúdica a
siderando que a soma dos valores
13 15 5 equivalência, ou igualdade, entre sentenças que indi-
cam somas, ainda que apresentem parcelas diferentes.
de cada coluna, linha ou diagonal 3 11 19
Comentar esse fato com os alunos.
é sempre a mesma.
17 7 9 No exercício 12, é possível que alguns alunos escrevam
os números em outras posições, sem, contudo, alterar
a soma 9. É um exercício que envolve certa dose de ló-
12. Complete o triângulo mágico dado gica, uma vez que os valores maiores, como 5 ou 6, não
com os números de 1 a 9, sem repe-

C O
1 podem ser colocados nos “vértices”, pois, nesse caso,
tição, de tal forma que a soma dos eles serão utilizados em duas adições.
números escritos em cada linha

O V
Questionar os alunos sobre as possíveis estratégias
(lado) do triângulo resulte em 9. utilizadas.
5 6

C SI

MATEMÁTICA
Uma possível solução é
apresentada na figura.

O U
3 4 2

N L

103
SI XC
13. Traduza para linguagem matemática cada sentença descrita a seguir.
a. Dezoito menos cinco é igual a treze.
18 − 5 = 13
EN O E
b. O quadrado de cinco é igual ao triplo de oito, mais um.
5² = 3 ∙ 8 + 1
D US

c. O antecessor de um número y é maior ou igual a nove.


y−1≥9

14. Verifique se cada sentença aberta a seguir é verdadeira para o valor dado a x.
A E

a. x² − 2x − 1 = −4x − 2, para x = –1
E
EM L D

(−1)² − 2 · (−1) − 1 = − 4 · (−1) − 2


1+2−1=4−2
2=2
ST IA
SI ER
AT

Verdadeira.

b. 3x² − x < 5x − x², para x = –2


M

3 · (−2)² − (−2) < 5 · (−2) − (−2)²


3 · 4 + 2 < − 10 − 4
14 < −14

Falsa.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 103 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
Módulos 78 e 79 | Igualdades e fórmulas matemáticas

Exercícios de aplicação
O exercício 1 fornece uma 1. No texto teórico, fala-se sobre o uso de fórmulas na Matemática e na importância de se identificar
pista para a resposta do cada variável em uma legenda. Sobre essa ideia, considere a seguinte fórmula:
exercício proposto 10.

P = 2 · (a + b)

Com base nessa informação, responda ao que se pede.

C O
a. Apenas observando a fórmula, é possível saber do que se trata e a qual tipo de informação nu-
mérica está associada cada variável?

O V
Resposta esperada: Não.

C SI
CAPÍTULO 6

b. Considerando, então, que a variável P seja o perímetro de um retângulo com comprimento de me-
dida a e largura de medida b, determine a medida associada à variável P se a = 8,5 m e b = 6,5 m.

O U
N L
P = 2 · (a + b)
104

P = 2 · (8,5 + 6,5)

SI XC
P = 2 · 15
P = 30

EN O E
P corresponde à medida de 30 m.
D US

Sobre o exercício 2, auxiliar os 2. Em 2018, a população do Brasil era estimada, pelo IBGE, em 208 494 900 pessoas. Considerando que
alunos na procura por dados a área do país é de 8 510 820,623 km², use uma calculadora e faça o que se pede.
mais atuais. Dependendo do
ano de aplicação do exercício, a. Calcule a densidade demográfica no Brasil na ocasião das estimativas desses dados. Faça o regis-
A E

é possível que o IBGE tenha tro dos cálculos por meio da fórmula, e aproxime para 1 casa decimal.
E

dados atualizados, como do


EM L D

Censo previsto para ocorrer


em 2020. A calculadora, nes- 208 494 900 habitantes
D=
se contexto, é uma impor- 8 510 820,623 km2
tante ferramenta de cálculo.
Destacar esse fato. Apesar D = 24,5 habitantes/km2
ST IA

disso, o registro do esquema


da fórmula deve ser feito, in-
dicando como se obteve tal
SI ER

resultado.
No item b, para efeito com-
parativo, perguntar aos
A densidade era de 24,5 habitantes/km².
alunos se o cálculo da den-
AT

sidade é necessário. Como a


área não muda, se a popu-
lação aumenta, a densidade b. Pesquise no site do IBGE a população atual do Brasil de acordo com estimativas mais recentes e
também aumenta. Em con-
M

compare, determinando a densidade demográfica, se houve aumento ou diminuição da densida-


trapartida, determinando a
densidade, verifica-se como de demográfica em relação ao valor obtido para a estimativa de 2018.
ela variou.

Cálculo com base na população atual.

Resposta circunstancial.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 104 07/12/19 22:18


3. Vendedores de muitas lojas têm uma forma alternativa de salário que cor-

JACKF/ISTOCKPHOTO
responde à chamada comissão, que equivale a uma porcentagem calculada
sobre o faturamento obtido com as vendas. Pode-se ter, também, um valor
fixo mensal. Como exemplo, veja a seguinte fórmula:

S=M+i·F

Nela, temos:
S = salário total mensal que o vendedor recebe, em reais.
M = valor fixo mensal, em reais.

C O
i = porcentagem, na forma decimal, calculada sobre o faturamento F.

O V
F = faturamento, em reais (total recebido pela loja sobre os produtos vendidos
pelo vendedor).

C SI

MATEMÁTICA
Nessas condições, sendo M = 950 reais, i = 0,05 e um faturamento de 18.500
reais em determinado mês, calcule o salário S total de um vendedor nesse

O U
respectivo mês.

N L

105
S = 950 + 0,05 · 18.500

SI XC
S = 950 + 925
S = 1.875

EN O E
Portanto, o salário pedido será de 1.875 reais.
D US

4. A fórmula sobre velocidade média indicada no texto teórico permite calcular, como foi comentado, a
velocidade média em outras unidades, como m/s. De acordo com essa ideia, supondo que uma peça
percorra 38 metros de uma esteira em uma fábrica, no tempo total de 4 segundos, qual deve ser a
velocidade média dessa peça em m/s?
A E

Em situações como a apre-


sentada pelo exercício 5, é
E
EM L D

importante pedir aos alunos


38 m que comentem a maneira
D= como traduziram a fórmula
4s
ou que se faça uma correção
D = 9,5 m/s individual. Pequenos erros
ST IA

podem ocorrer, como os re-


lacionados ao uso ou não da
vírgula. Ao se escrever, por
SI ER

A velocidade média deve ser de 9,5 m/s. exemplo, “dobro de a adi-


cionado ao quadrado de b”,
pode-se pensar na seguinte
expressão para o segundo
5. Escreva uma sentença que possa traduzir a seguinte fórmula fictícia: F = 2 · a + b².
AT

termo: 2 ∙ (a + b)². A forma su-


gerida na resolução pode ser
Sugestão: O valor de F é igual à soma do dobro de a com o quadrado de b. mais interessante, evitando
outra interpretação.
M

6. Substituindo x = −2 e
6. Avaliação Nacional y=
1
na fórmula dada, te-
3
Em uma atividade em dupla, Caio deveria criar uma fórmula para uma variável F, atribuir valores mos:
para suas variáveis e, depois, pedir que sua colega Júlia calculasse o valor numérico de F. A fórmula
escrita por Caio foi: F = x3 − y
1
F = (−2)3 −
F = x³ − y 3
1
F = −8 −
Depois, indicou que x = −2 e y = 1 . Então, o valor correto para F que Júlia deverá obter será
3
3 F=−
24

1
=−
25
25 25 19 23 9 3 3 3
a. − b. + c. − d. − e. −
3 3 3 3 3

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 105 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
7. Em relação a uma fórmula fictícia dada por F = 3x + y² , calcule o valor de F para:
2
1
a. x = −4 e y = −6 b. x = − e y = −3
2

(−6)2 1 (−3)2
F = 3 · (−4) + F=3· − +
2 2 2
36
F = −12 + 3 9
2 F=− +
2 2

C O
F = −12 + 18
6
F= =3
F=6

O V
2

C SI
CAPÍTULO 6

O U
N L
106

SI XC
8. Calcule a área de um triângulo com base medindo 4,6 cm e altura medindo 3 cm.
EN O E A=
4,6 · 3
2

A = 6,9
D US

A área é de 6,9 cm².


A E
E
EM L D

Exercícios propostos
9. Passe cada frase para a linguagem algébrica escrevendo uma expressão.
ST IA

a. O valor de H é obtido pela soma do triplo de a com o quádruplo de b.


H = 3a + 4b
SI ER

b. O valor de T é igual ao triplo da soma de m com n.


T = 3(m + n)
AT

c. O valor de M é igual à diferença entre o cubo de x e o quadrado de y.


M = x³ − y²
M

O exercício 10 pode ser re- 10. Observe o retângulo com comprimento b e largura a.
solvido, neste momento,
sem que se faça, necessaria-
mente, uso do conceito de
fatoração ou propriedade
distributiva. Ele retoma a a
ideia mostrada no exercício
de aplicação 1. Os alunos de-
vem perceber a diversidade Sobre essa figura, responda ao que se pede.
que há no cálculo do períme- b
tro de um retângulo. É um
exercício que pode apontar a. Escreva três fórmulas diferentes, porém equivalentes, para o cálculo do perímetro P desse retân-
indícios para o estudo nos gulo. Indique cada qual em um quadro a seguir.
dois módulos a seguir, sobre
cálculo algébrico.
P=a+a+b+b P = 2 · (a + b) P = 2a + 2b

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 106 07/12/19 22:18


b. Utilizando uma das três fórmulas escritas no item anterior, determine o perímetro desse retân-
gulo para a = 1,8 cm e b = 2,9 cm.

P = 2 · (1,8 + 2,9) = 9,4

O perímetro é de 9,4 cm.

C O
O V
11. Avaliação Nacional 11. Do exposto, temos:

C SI

MATEMÁTICA
Quando precisou faltar à aula, Felipe entrou em contato com sua amiga Carolina para saber se havia M = 3a2 + b3
alguma tarefa. Havia um exercício de Matemática que faz uso de uma fórmula. Carolina, então, ditou
O valor de Triplo do Cubo
a fórmula para Felipe da seguinte maneira: “O valor de M é igual à soma do triplo do quadrado de M é igual quadrado de b

O U
a com o cubo de b”. de a

N L
Felipe deverá escrever a fórmula por meio de linguagem algébrica. Espera-se que ele escreva

107
SI XC

a. M = c. M = 3a² + 3b e. M = 3(a² + b³)
3
b. M = 3a² + b³ EN O E d. M = 3 a + b3

Módulos 80 e 81 | Cálculos com letras – Termo algébrico

Exercícios de aplicação
D US

1. Complete corretamente o quadro seguinte que relaciona, em cada linha, um termo algébrico com As reflexões propostas no
seu coeficiente e sua parte literal. exercício 2 devem ser feitas
com calma, pedindo a parti-
A E

cipação ativa do grupo. No


TERMO ALGÉBRICO COEFICIENTE NUMÉRICO PARTE LITERAL
E

item c, por exemplo, não é


EM L D

raro alguns alunos conside-


6x 6 x rarem que zero seja o coefi-
ciente, apenas pela ausência
de escrita do coeficiente nu-
−3xy –3 xy mérico. Reforçar que é 1.
ST IA

−0,1y −0,1 y
SI ER

x²y² 1 x²y2

−5abc −5 abc
AT

−ab −1 ab
M

2. Leia cada item com atenção e, em seguida, faça o que se pede.


a. É possível ter um termo algébrico com apenas coeficiente numérico?
Sim.

2
b. Escreva um termo algébrico em que o coeficiente numérico seja − , e a parte literal seja xy.
2 3
− xy
3
c. Em um termo algébrico sem o coeficiente numérico aparente, como no termo xy, o coeficiente
numérico é zero ou um? Explique sua resposta.
É 1. Pela propriedade do elemento neutro da multiplicação, temos que 1xy = xy.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 107 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
3. Efetue as operações algébricas indicadas, reduzindo cada expressão para um único termo algébrico.

a. 3x + 4x = 7x

b. 5x − x = 4x

c. 7x + 6x − 3x = 10x

d. 15a − 12a − a = 2a

e. 11x + 5x − x + 9x = 24x

C O
f. − 10y − 2y − 4y + 15y = –y

O V
g. 6y − 6y + 5y − 8y − 4y + 10y = 3y

C SI
CAPÍTULO 6

4. Como se identificam dois termos algébricos semelhantes em uma expressão?

O U
São os termos que possuem a mesma parte literal, que inclui os eventuais expoentes em cada letra.

N L
108

SI XC
Desenvolver o exercício 5 5. Observe com atenção o cálculo que mostra a simplificação de uma expressão com a adição algébri-
com os alunos, destacando ca dos termos semelhantes após eliminar o sinal de parênteses.
o que ocorre com os sinais
da expressão dada entre
parênteses. Associar com as EN O E
regras de sinais já estudadas
6x + 2y + 9 − (5x − 3y + 7) =
= 6x + 2y + 9 − 5x + 3y − 7 =
Atenção à troca de sinais!
anteriormente, como, por
Reagrupamento
exemplo: = 6x − 5x + 2y + 3y + 9 − 7=
– (+5) = –5 e – (–5) = +5 = x + 5y + 2
D US

Observe que o sinal de negativo que antecede o sinal de parênteses faz com que, ao eliminar a
escrita dos parênteses, todos os termos da expressão indicada entre parênteses tenham o sinal
trocado. Isso se explica pelos cálculos envolvendo sinais positivos e negativos já estudados com
A E

valores numéricos em capítulos anteriores.


E
EM L D

Seguindo essa ideia, simplifique ao máximo cada expressão seguinte, eliminando o sinal de parênte-
ses, reescrevendo os sinais de forma adequada e adicionando algebricamente os termos semelhantes.
a. 7x + 11 − (4x − 6) b. −6x + 14 − (−9x + 7)
ST IA

7x + 11 − (4x − 6) = −6x + 14 − (−9x + 7) =


= 7x + 11 − 4x + 6 = = −6x + 14 + 9x − 7 =
SI ER

= 3x + 17 = 3x + 7
AT
M

c. −4x +3y +7 − (−x +5y − 4) d. −6x − 9y − 4 − (−5x − y −1)

−4x + 3y + 7 − (−x + 5y − 4) = −6x −9y − 4 − (−5x − y − 1) =


= −4x + 3y + 7 + x − 5y + 4 = = −6x −9y − 4 + 5x + y + 1 =
= −3x − 2y + 11 = −x − 8y − 3

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 108 07/12/19 22:18


6. Considere a seguinte adição algébrica:

5xy + 6yx

É possível adicionar esses dois termos? Explique sua resposta.


Sim, pois representam termos semelhantes. Embora os fatores na parte literal estejam escritos em outra ordem, as partes

literais são iguais, pois apresentam os mesmos fatores, e o resultado dessa adição é 11xy ou 11yx.
7. O diagrama de árvore a
seguir mostra os resultados
que podem ser obtidos.

C O
7. OBM
47 95
Uma certa máquina tem um visor, onde aparece um número inteiro x, e duas teclas, A e B. Quando se

O V
23
aperta a tecla A, o número do visor é substituído por 2x + 1. Quando se aperta a tecla B, o número do 68
11
visor é substituído por 3x − 1. Se no visor está o número 5, apertando alguma sequência das teclas

C SI

MATEMÁTICA
65
A e B, o maior número de dois algarismos que se pode obter é 32
95
a. 85 5

O U
59
b. 87 29
86

N L
14
c. 92

109
41 83

SI XC
d. 95
Nele, vemos que o maior é
e. 96 95.

8. Calcule os produtos algébricos a seguir.


EN O E
a. 5x · 4x = 20x2 b. (− 5x) · (− x) = 5x²

c. 5x · (− 6x) · 3x = − 90x³ d. a · (2a) · (− a) = − 2a³

2 1 4
D US

e. 0,5x · (− 6y) = − 3xy f. a ∙ (− 2b) ∙ − a² = a³b


15
3 5

Exercícios propostos
A E
E

9. Considere a seguinte sequência que representa três números inteiros e consecutivos:


EM L D

(n – 1, n, n + 1)
ST IA

Sobre ela, responda ao que se pede.


a. Que expressão simplificada indica a soma desses três números consecutivos?
SI ER

n – 1 + n + n + 1 = 3n
AT

A expressão é 3n.
M

b. Considerando a expressão obtida no item anterior, podemos afirmar corretamente que a soma
dos inteiros consecutivos 249, 250 e 251 será igual ao triplo de 250? Explique sua resposta.
Sim. De acordo com a sequência dada inicialmente, a soma dos três números inteiros e consecutivos resulta no triplo

do termo central (3n). Com isso, na sequência (249, 250, 251), a soma desses termos será dada pelo triplo do termo

central, ou seja:

3 · 250 = 750

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CAPÍTULO 6
É muito importante que os 10. A simplificação e o estudo de expressões algébricas podem nos fornecer conclusões curiosas, e que
alunos tenham a possibili- podem ser aplicadas no cálculo mental. Como exemplo, faça com atenção o que se pede em cada item.
dade de verificar a existência
de significado em seu apren- a. Considere um número inteiro N qualquer. Escreva uma expressão que equivale à diferença entre
dizado. A Álgebra apresenta o dobro desse número N e o sucessor desse mesmo número N. Atenção à necessidade do uso do
a condição de generalizar sinal de parênteses.
situações que podem ser
aplicadas aos números. O
raciocínio empregado nos
exercícios 9 e 10 apresenta Dobro do número: 2N
esse significado. Sucessor de N: N + 1
Particularmente sobre o A diferença entre esses termos será dada por:

C O
exercício 10, em razão do 2N – (N + 1)
nível de abstração e inter-
pretação, sugerir aos alunos

O V
que o resolvam em duplas
ou trios, em momento ex-

C SI
CAPÍTULO 6

traclasse. Entretanto, caso


julgar mais apropriado para
seu grupo de alunos, discuti-

O U
-lo em aula, de forma cole-
tiva, com participação ativa b. Simplifique a expressão escrita anteriormente e traduza o significado da expressão obtida em

N L
de todos. função do número inteiro N.
110

SI XC
2N – (N + 1) =
= 2N – N – 1 =
EN O E =N–1
D US

O resultado é equivalente ao antecessor do número N.

c. Utilizando a conclusão obtida no item anterior, determine de forma prática, sem cálculos, o valor
A E

da expressão: 2 · 258 – 259.


E
EM L D

O resultado é 257 (o antecessor de 258).

11. O perímetro de um re- 11. Avaliação Nacional


tângulo é obtido adicionan-
Para certo projeto de arquitetura, o comprimento do terreno escolhido para construção deve ter o
ST IA

do-se as medidas de seus


lados. Para a figura dada, dobro da largura, menos 8 unidades, com essas medidas dadas em metros. Sendo x a medida da
temos: largura, temos o seguinte esboço:
SI ER

Perímetro = x + 2x – 8 + x + 2
+ 2x – 8 = 6x – 16
AT

x
M

2x - 8

Informações básicas, como perímetro e área, devem ser obtidas. Nesse caso, considerando x > 4 m,
o perímetro será dado pela expressão
a. 3x − 8
b. 4x − 18
c. 6x − 16
d. 4x + 16
e. 6x + 16

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Módulo 82| Álgebra e cálculo de área e volume

Exercícios de aplicação
1. Dada uma medida x, em centímetros, um funcionário de uma gráfica precisará cortar pedaços retan-
gulares de papel com as seguintes medidas dadas nos esboços:
x
Recorte 3
2
Recorte 1 x
1,5x 3x
Recorte 2

C O
2x

O V
2,5x

C SI

MATEMÁTICA
Determine a expressão simplificada que indica a área da região retangular determinada por cada
modelo.

O U
N L
Arecorte 1 = 2x · x = 2x2

111
SI XC
Arecorte 2 = 2,5x · 1,5x = 3,75x2

x 3x2
Arecorte 3 = · 3x =
2 2
EN O E
3x²
As áreas pedidas dos recortes 1, 2 e 3 são, respectivamente: 2x², 3,75x² e 2 .
D US

2
2. Um projeto de instalação de uma piscina em um jardim
prevê que ela ocupe uma região quadrada, de medida
x de lado, sobrando 2 metros em uma das dimensões e
3 metros na outra dimensão, como mostra a figura com x
A E

medidas dadas em metros.


E
EM L D

Calcule a expressão simplificada que indica a área, em


metros quadrados, de toda essa região.
x 3

Calculando a medida da área de cada uma das quatro partes e, depois, adicionando-a, temos:
ST IA

A = x² + 2x + 3x + 6
A = x² + 5x + 6.
SI ER
AT

A expressão procurada é x² + 5x + 6.
M

3. As medidas do comprimento e da largura de um retângulo são dadas pelas expressões 3x e 5y. Calcule
a expressão que indica a área dessa figura.

A = 3x ∙ 5y
A = 15xy

A expressão procurada é 15xy.

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CAPÍTULO 6
4. De um bloco retangular de concreto com medidas 5x, 3x
e x, será retirado um sólido com formato de um cubo de Vcubo = x3
aresta x. A figura ilustra como deve ficar o sólido no final.
Vbloco = (x) · (5x) · (3x) = 15x3
Que expressão simplificada indica o volume do sólido
representado na figura ao lado? Vsólido = Vbloco − Vcubo

Vsólido = 15x3 − x3 = 14x3

x x

C O
x

O V
5x 3x

C SI
CAPÍTULO 6

O U
N L
O volume do sólido será dado por 14x³.
112

SI XC
EN O E Exercícios propostos
5. A figura mostra as medidas das três dimensões que
um reservatório em forma de bloco retangular deve ter.
5
Elas têm como referência certa variável y. Determine a V = (4y) · (7y) · y
D US

2
expressão simplificada que indique o volume do sólido
representado na figura. V = 70y3
A E

5
y
2
E
EM L D
ST IA

4y
SI ER

7y
AT

O volume do sólido será dado por 70y³.

6. A área do retângulo é ob- 6. Avaliação Nacional


M

tida pelo produto do compri-


mento pela largura: O projeto de um loteamento previa terrenos retangula-
Área = (4x) · (5x) = 20x²
res em que, dada uma medida x, a largura deveria medir
o quádruplo dessa medida, e o comprimento, o quín-
tuplo dessa medida. Esboçando esse terreno, temos a
figura ao lado.
4x
Nesse caso, a área do terreno será dada pela expressão
a. 9x
b. 9x²
c. 18x
d. 20x 5x

e. 20x²

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 112 07/12/19 22:18


Módulos 83 e 84| Igualdade e equação

Exercícios de aplicação
1. Em uma equação, explique de forma clara e objetiva o significado de:
a. incógnita;
Valor desconhecido na equação, geralmente representado por uma letra.

C O
b. conjunto universo;

O V
Conjunto numérico que indica os possíveis valores que podem ser atribuídos à incógnita.

C SI

MATEMÁTICA
O U
c. raiz da equação;

N L
Valor que, substituído na incógnita, torna a igualdade verdadeira.

113
SI XC
d. conjunto solução;
EN O E
Conjunto que indica a raiz da equação.
D US

e. conjunto vazio.
Conjunto que não possui elementos, indicando que não há raiz pertencente ao conjunto universo dado.
A E
E
EM L D

2. Preencha corretamente o quadro que relaciona uma equação e seus membros.

EQUAÇÃO 1O MEMBRO 2O MEMBRO


ST IA

5x + 6 = 3x + 2 5x + 6 3x + 2
SI ER

10 − 2x = 5x 10 − 2x 5x

10x − 3 = 25 10x − 3 25
AT

15 − x = 25 −4x 15 − x 25 − 4x

3. Considerando U = ℤ, verifique se o número –3 é solução da equação a seguir.


M

6 ∙ x + 26 = 8

6 · (−3) + 26 = 8
−18 + 26 = 8
8=8

Uma vez que a igualdade foi verificada para x = –3, esse número é solução da equação.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 113 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
4. Traduza cada sentença para a escrita na forma de uma equação.
a. O triplo de um número inteiro x, mais cinco, é igual a dezessete.
3 ∙ x + 5 = 17

b. O antecessor de um número natural x é igual a quarenta e cinco.


x − 1 = 45

c. O sucessor de um número inteiro x é igual ao dobro desse mesmo número x.


x + 1 = 2x

d. O quádruplo de um número racional y é igual a cento e oito.

C O
4 ∙ y = 108

O V
5. Considerando U = ℕ, dê um exemplo de uma equação que tenha conjunto solução vazio.

C SI
CAPÍTULO 6

Sugestão: 6 − x = 10

O U
A ideia no exercício 6 é ape- 6. Nem toda equação possui apenas uma raiz. Há equações que podem apresentar mais de uma raiz
nas refletir sobre conjunto no conjunto solução, dependendo do conjunto universo dado. Sobre essa ideia, considerando a
universo e conjunto solução,

N L
além de observar a possibi-
equação x² = 9, responda ao que se pede.
114

a. Por estimativa, determine dois números inteiros que sejam raiz dessa equação, ou seja, que tor-

SI XC
lidade de mais de uma raiz
para determinados tipos nam a igualdade verdadeira ao substituir a incógnita x.
de equação. Espera-se que
os alunos trabalhem com a +3 e –3
estimativa. EN O E b. Caso o conjunto universo dessa equação seja U = ℕ, o conjunto solução dessa equação será va-
zio? Explique sua resposta.
Não, pois +3 é um número natural, sendo raiz da equação.

c. Caso a equação fosse dada por x³ = −8 e admitindo U = ℤ, qual será seu conjunto solução? Faça
D US

estimativas para descobrir.


S = {–2}

7. Deve-se observar, em 7. Em qual das equações indicadas a escolha dos números naturais para o conjunto universo teria,
A E

cada equação dada, qual certamente, um conjunto vazio como conjunto solução?
não teria um número natu-
E
EM L D

ral que satisfaça a igualdade. x


a. =2
Por estimativa, na equação 7
9 + x = 5, não há um número b. 8 ∙ x = 48
natural que, adicionado a 9,
resulte em 5. c. 9 + x = 5
ST IA

d. x − 19 = 15
SI ER

e. 12 − x = 5

Exercícios propostos
AT

8. Em cada item, verifique se o número indicado é raiz da respectiva equação.


M

a. Verificar se x = –3 é raiz da equação 30 − 2 · x = 36.

30 – 2 · (–3) = 36
30 + 6 = 36
36 = 36

Sim.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 114 07/12/19 22:18


b. Verificar se y = +7 é raiz da equação 7 · y − 2 = 4 · y + 19.

7 · 7 – 2 = 4 · 7 + 19
49 – 2 = 28 + 19
47 = 47

C O
Sim.

O V
9. Escreva por extenso uma possível leitura para cada equação dada, sendo x um número racional. O exercício 9 tem variações

C SI

MATEMÁTICA
na escrita de cada tradução.
a. 4 ∙ x + 5 = 21 É importante fazer a corre-
A soma do quádruplo de um número racional x com cinco é igual a vinte e um. ção individual. Pequenos er-

O U
ros podem ocorrer, principal-
mente no sentido de gerar

N L
duplo sentido na tradução.
b. 105 − x = 35

115
SI XC
A diferença entre cento e cinco e um número racional x é igual a trinta e cinco.

c. 2 ∙ (x + 1) = 20
EN O E
O dobro do sucessor de um número racional x é igual a vinte.

d. 2x − 3 = x − 1
D US

A diferença entre o dobro de um número racional x e três é igual ao antecessor desse mesmo número racional x.
A E

10. Verificar qual dos números indicados é raiz da seguinte equação: 10. Substituindo cada um dos
valores dados, temos, para
E
EM L D

x = –4:
3∙x−3=2∙x−7
3 · (– 4) – 3 = 2 · (– 4) – 7
– 12 – 3 = – 8 – 7
a. –4 b. –3 c. –2 d. +1 e. +4 – 15 = – 15
ST IA

Portanto, – 4 é raiz da equação.


SI ER

Módulos 85 e 86| Equação do 1º grau com uma incógnita

Exercícios de aplicação
AT

1. No quadro seguinte, faça o que se pede. No exercício 1, reforçar que


uma equação não precisa ser
escrita exatamente na forma
É CLASSIFICADA DE EQUAÇÃO DO 1O GRAU?
M

ax = b para ser classificada


EQUAÇÃO como equação do 1º grau.
Sim Não Basta que possa ser reduzi-
da a essa forma.

7 + 9x = 16 X

x² = 25 X

x + 3 = 2x − 1 X

4x + 9 = x − 1 X

x = 2x + 9 X

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 115 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
Em situações como a mos- 2. Determine o conjunto solução de cada equação, considerando U = ℤ.
trada no exercício 2, con-
firmar se os alunos estão a. x + 19 = 53 b. x + 60 = −25
escrevendo a solução na
forma de conjunto solu-
ção. A forma de resolução x = 53 – 19 x = –25 – 60
indicada nas resoluções é x = 34 x = –85
sugestão. Permitir-lhes que
usem métodos alternativos, S = {34} S = {–85}
desde que não sejam especi-
ficados no enunciado e que
tenham os registros corretos
de forma lógica.

C O
c. x − 23 = −39 d. x − 53 = 107

O V
C SI
CAPÍTULO 6

x = –39 + 23 x = 107 + 53
x = –16 x = 160

O U
S = {–16} S = {160}

N L
116

SI XC
e.
EN O E 5 ∙ x = 65 f. 16 ∙ x = −64

65 –64
x= x=
5 16
x = 13 x = –4
D US

S = {13} S = {–4}
A E
E
EM L D

x x
g. = 12 h. = −11
5 4
ST IA

x = 12 ∙ 5 x = –11 ∙ 4
x = 60 x = –44
SI ER

S = {60} S = {–44}
AT

3. Observando a balança, 3. OBM


vemos que três saquinhos
M

(diferença do número de Na balança a seguir, temos pesa-


saquinhos entre os dois das bolas de chumbo, todas iguais,
pratos) pesam o mesmo que e leves saquinhos de plástico, to-
seis bolinhas (diferença do dos com a mesma quantidade de
número de bolinhas entre
os dois pratos). Logo, cada
bolinhas, iguais às que estão fora a
deles. Quantas bolinhas há em a a
saquinho tem duas bolinhas. a
cada saquinho? a
a. 1 a a
b. 2
c. 3
d. 5
e. 6

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 116 07/12/19 22:18


4. Determine o conjunto solução de cada equação, considerando U = ℤ.
a. 2x + 7 = 11 b. 5x − 45 = −5

2x = 11 − 7 5x = −5 + 45
2x = 4 5x = 40
4 40
x= x=
2 5
x=2 x=8

C O
O V
C SI
S = {2} S = {8}

MATEMÁTICA
O U
c. 3 ∙ (x − 2) = 12 d. 5 ∙ (4 − x) = 75

N L

117
3x − 6 = 12 20 − 5x = 75

SI XC
3x = 12 + 6 −5x = 75 − 20
3x = 18 −5x = 55
18 55
x= EN O E x=
3 −5
x=6 x = −11
D US

S = {6} S = {–11}

e. 5x + 6 = 3x − 18 f. 2 ∙ (x − 1) + 3x = 4x − 1
A E
E
EM L D

5x − 3x = −18 − 6 2x − 2 + 3x = 4x − 1
2x = −24 5x − 2 = 4x − 1
−24 5x − 4x = −1 + 2
x=
2 x=1
ST IA

x = −12
SI ER
AT

S = {–12} S = {1}

g. 5 ∙ (x − 4) + 6 = 2 + x h. 4 ∙ (x − 2) + 14x = 8 ∙ (2x − 3)
M

5x − 20 + 6 = 2 + x 4x − 8 + 14x = 16x − 24
5x − 14 = 2 + x 18x − 8 = 16x − 24
5x − x = 2 + 14 18x − 16x = −24 + 8
4x = 16 2x = −16
16 16
x= x=−
4 2
x=4 x = −8

S = {4} S = {–8}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 117 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
5. Traduza cada situação a seguir para a forma de equação e, depois, determine a sua raiz.
a. O triplo de um número é igual a dezoito.

3 ∙ x = 18
S = {6}

b. Subtraindo dezoito de um número, obtém-se vinte e cinco.

C O
x − 18 = 25

O V
S = {43}

C SI
CAPÍTULO 6

c. Multiplicando 1,4 por certo número, obtém-se 4,2.

O U
N L
1,4 ∙ x = 4,2
118

S = {3}

SI XC
d. O dobro de um número, mais o triplo desse mesmo número, é igual a 30.
EN O E
2 ∙ x + 3 ∙ x = 30
S = {6}
D US

e. A soma de um número com seu antecessor é igual a nove.


A E

x+x−1=9
S = {5}
E
EM L D

f. O sucessor do dobro de um número é sete.


ST IA

2x + 1 = 7
SI ER

S = {3}

6. Resolva as equações a seguir e indique seu conjunto solução. Considere U = ℚ.


AT

a. 2(3x + 2) − (x + 2) = 3x − 2 b. 5x + 3(1 + x) = 4x
M

6x + 4 − x − 2 = 3x − 2 5x + 3 + 3x = 4x
5x + 2 = 3x − 2 8x + 3 = 4x
5x − 3x = − 2 − 2 8x − 4x = − 3
2x = − 4 4x = − 3
x = −2 3
x=−
4

3
S = {– 2} S= −
4

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 118 07/12/19 22:18


c. 5y = 3 · (4y − 2) − 2 · (1 + 5y) d. 4 · (1 − y) − 3 · (2 + 3y) = 5 · (1 − 2y)

5y = 12y − 6 − 2 − 10y 4 − 4y − 6 − 9y = 5 − 10y


5y = 2y − 8 −13y − 2 = 5 − 10y
5y − 2y = − 8 −13y + 10y = 5 + 2
3y = −8 −3y = 7
8 7
y=− y=−
3 3

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
8 7
S= − S= −
3 3

O U
N L

119
SI XC
Exercícios propostos
7. Cada item a seguir apresenta duas equações equivalentes. Identifique o número pelo qual devemos
EN O E No exercício 7, reforçar que
multiplicar, ou adicionar, os membros da primeira equação para obter a segunda. a divisão equivale a uma
multiplicação de inverso, da
mesma forma que uma sub-
a. 5x = 35 e x=7 b. −x = −6 e x=6 tração corresponde a uma
1 adição de oposto.
D US

Multiplicar por 5 . Multiplicar por –1.

c. x − 9 = 10 e x = 19 d. x + 18 = 20 e x=2

Adicionar 9. Adicionar –18.


A E

x
e. =8 e x = 32 f. 7 + x = 13 e x=6
E
EM L D

4
Multiplicar por 4. Adicionar –7.

x
g. 10 = x + 4 e 6=x h. = −6 e x = −18
3
ST IA

Adicionar –4. Multiplicar por 3.


SI ER

8. Resolva as equações a seguir e indique seu conjunto solução. Considere U = ℤ. No exercício 8, observar se
os alunos estão atentos ao
a. 6x − 14 = 16 b 8x − 3 = 3x + 7 conjunto universo, fazendo
com que duas equações
AT

tenham conjunto solução


6x = 16 + 14 8x − 3x = 7 + 3 vazio.
6x = 30 5x = 10
30 10
M

x= x=
6 5
x= 5 x=2

S = {5} S = {2}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 119 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
c. 2(3y − 4) = 5y − 16 d. 3 · (1 − 2y) + 3y =16 − y

6y − 8 = 5y − 16 3 − 6y + 3y = 16 − y
6y − 5y = −16 + 8 3 − 3y = 16 − y
y = −8 −3y + y = 16 − 3
−2y = 13
13
y=−
2

C O
O V
C SI
CAPÍTULO 6

O U
S = {−8} S=Ø

N L
120

SI XC
e. 7y + 3 − 3 · (3y − 4) = 50 f. 9 · (3 − y) + 8 · (−3 + y) = 0

7y + 3 − 9y + 12 = 50 27 − 9y − 24 + 8y = 0
EN O E −2y + 15 = 50
−2y = 50 − 15
−y + 3 = 0
−y = 0 − 3
−2y = 35 −y = −3
35 y=3
y=−
D US

2
A E
E
EM L D

S=Ø S = {3}
ST IA

9. Na primeira balança, te- 9. OBM


SI ER

mos 3 triângulos + 1 círculo =


= 6 quadrados. Figuras com mesma forma representam objetos de mesma massa. Quantos quadrados são necessá-
Na segunda, vemos 2 triân-
rios para que a última balança fique em equilíbrio?
gulos + 4 círculos = 8 quadra-
AT

dos, ou seja, 1 triângulo + 2


círculos = 4 quadrados.
Logo, 4 triângulos + 3 círculos
= (3 triângulos + 1 círculos) +
M

+ (1 triângulo + 2 círculos) =
= 6 quadrados + 4 quadrados =
= 10 quadrados.

?
a. 7
b. 8
c. 9
d. 10
e. 12

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Módulos 87 e 88| Equações com frações

Exercícios de aplicação
1. Observe o início de cálculo de uma equação do 1o grau envolvendo fração e, depois, responda ao Os módulos 87 e 88 têm
que se pede. como um dos principais ob-
jetivos desenvolver a técnica
de cálculo de equação do 1º
grau com fração. Orientar os
2x + 4 = x − x alunos para que tenham cal-
ma e atenção, em razão da
3 4

C O
diversidade de cálculos en-
volvidos, além de observar
sempre o conjunto universo

O V
2x + 4 = x − x indicado em cada exercício.
3 1 4 1

C SI

MATEMÁTICA
O exercício 1 procura pro-
mover uma reflexão sobre
8x + 48 = 3x − 12x um dos cálculos mostrados

O U
no texto teórico, que tra-
12 12 12 12 ta do fato de eliminar os

N L
denominadores, simplifi-

121
cando a equação. Permitir

SI XC
que os alunos tentem pen-
sar individualmente, mas
promovendo, depois, uma
EN O E resolução coletiva, sendo
fundamental a participação
ativa do grupo.

a. O que foi feito da primeira para a segunda linha de cálculo?


D US

Os termos foram escritos na forma fracionária, indicando o denominador 1 quando necessário.


A E

b. O que foi feito na escrita da equação da segunda para a terceira linha? Qual pode ser o motivo
desse procedimento?
E
EM L D

As frações foram reescritas em outras equivalentes com denominador comum (mmc de 3, 1 e 4). Possivelmente, para

que se possam eliminar os denominadores, multiplicando os dois membros por 12.


ST IA
SI ER

c. Continue o cálculo da raiz da equação dada, considerando U = ℚ, e indique seu conjunto solução.
AT

8x 48 3x 12x
12 · + = − · 12
12 12 12 12

8x + 48 = 3x − 12x
M

8x + 48 = −9x
8x + 9x = −48
17x = −48
48
x=−
17

48
S= −
17

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 121 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
2. Determine o conjunto solução de cada equação, sabendo que U = ℕ.

a. x + 2 = 10 b. 8x − 3 = 2x
4 3

x 8x 9 6x
= 10 − 2 − =
4 3 3 3
x 8x − 9 = 6x
=8
4 8x − 6x = 9

C O
x=8·4 2x = 9
x = 32 9
x=

O V
2

C SI
CAPÍTULO 6

O U
N L
122

SI XC
S = {32} S=Ø
EN O E x 8 x x
c. +x= d. −x= −1
3 3 2 5
D US

x 3x 8 5x 10x 2x 10
+ = − = −
3 3 3 10 10 10 10
x + 3x = 8 5x − 10x = 2x − 10
A E

4x = 8 −5x − 2x = −10
E

x=2 −7x = −10


EM L D

10
x=
7
ST IA
SI ER
AT

S = {2} S=Ø
M

3. Sendo U = ℚ, indique qual é o conjunto solução da seguinte equação:

x+3 1−x
=
3 7
3. Resolvendo a equação
proposta, temos:
7 · (x + 3) 3 · (1 − x) 9 1 9
=
21 21 a. S = + c. S = − e. S = −
5 4 5
7x + 21 = 3 − 3x
7x + 3x = 3 − 21
10x = −18 1 1
b. S = − d. S = +
9 2 3
Portanto, S = − .
5

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 122 07/12/19 22:18


4. Considere a seguinte equação e U = ℤ: Alguns alunos podem consi-
derar o exercício concluído
quando se determina a raiz
5+y 1 3 (y − 1) da equação. Em situações
−1 = +
18 6 9 como a apresentada no
exercício 4, fazê-los perce-
ber que é necessário ir além
Quais são os números inteiros ímpares e consecutivos, entre os quais está compreendida a raiz da da determinação da raiz da
equação? equação.

5+y 18 3 6(y − 1)
− = +

C O
18 18 18 18
5 + y − 18 = 3 + 6 (y − 1)

O V
y − 13 = 3 + 6y − 6
y − 6y = −3 + 13

C SI

MATEMÁTICA
−5y = 10
y = −2

O U
N L

123
SI XC
A raiz da equação está compreendida entre –3 e –1 (–3 < –2 < –1).

EN O E
5. Sendo U = ℤ, determine o conjunto solução de cada equação.
x x x x
a. + = 14 b. −6 =
2 5 3 2
D US

5x 2x 140 2x 36 3x
+ = − =
10 10 10 6 6 6
5x + 2x = 140 2x − 36 = 3x
A E

7x = 140 2x − 3x = 36
E

140 −x = 36
EM L D

x=
7 x = −36
x = 20
ST IA

S = {20} S = {−36}
SI ER

x − 3 2x − 1 x x
AT

c. − =1 d. x − − = 19
2 2 5 6
M

x−3 2x − 1 2 30x 6x 5x 570


− = − − =
2 2 2 30 30 30 30
x − 3 − (2x − 1) = 2 30x − 6x − 5x = 570
x − 3 − 2x + 1 = 2 19x = 570
−x −2 = 2 570
x=
−x = 2 + 2 19
x = −4 x = 30

S = {-4} S = {30}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 123 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
Exercícios propostos
Embora o exercício 6 possa 6. Verifique se o número 6 é raiz da equação a seguir.
ser resolvido por meio da
resolução formal da equa-
ção, observar se os alunos y + 3 y 2y + 2
− + =y−4
consideram apenas substi- 3 2 7
tuir a incógnita pelo núme-
ro dado, desenvolvendo as
expressões numéricas para
verificar a igualdade. 6+3 6 2·6+2

C O
− + =6−4
3 2 7
9 6 12 + 2

O V
− + =2
3 2 7

C SI
14
CAPÍTULO 6

3−3+ =2
7
2 = 2...... (verdade)

O U
N L
124

SI XC
Sim, é raiz.

EN O E
7. Determine o conjunto verdade de cada equação para U = ℚ.

2−x x+1 x 1 2x − 1 x
a. + − =0 b. 3x − = +
4 3 2 2 3 2
D US

3 · (2 – x)4 · (x + 1) 6x 0 18x 3 2 · (2x – 1) 3x


+ – = – = +
12 12 12 12 6 6 6 6
6 – 3 x + 4 x + 4 – 6x = 0 18x – 3 = 4x – 2 + 3x
A E

–5x = –10 18x – 4x – 3x = –2 + 3


E
EM L D

x=2 11x = 1
1
x=
11
ST IA

1
S=
SI ER

V = {2}
11

c. 3x − 1 − 2x + 1 = 1 d. 3x − 4 − 1 − 2x = x
AT

5 4 8 3 2
M

4 · (3x – 1) 5 · (2x – 1) 20 3 · (3x – 4) 8 · (1 – 2x) 12x


– = – =
20 20 20 24 24 24
12x – 4 – 10x – 5 = 20 9x – 12 – 8 + 16x = 12x
2x = 20 + 4 + 5 25x – 12x = 12 + 8
29 13x = 20
x=
2 20
x=
13

29 20
V= S=
2 13

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 124 07/12/19 22:18


Módulos 89 e 90| Situações-problema usando equações

Exercícios de aplicação
1. Observe com atenção a seguinte sequência de figuras e, depois, responda ao que se pede. Incentivar os alunos a verifi-
car, em cada problema, a va-
a. Complete o quadro com o número que indica a posição da figura na sequência e o total de qua- lidade da solução encontra-
dradinhos iguais que a forma. da, refazendo o cálculo com
a raiz obtida na resolução da
respectiva equação.

C O
O exercício 1 retoma o estu-
do sobre expressões algébri-
cas e generalização. Uma das

O V
ideias é que os alunos per-
cebam a equivalência entre

C SI

MATEMÁTICA
expressões, ampliando para
a aplicação em equações. No
item d, eles podem escolher

O U
qualquer uma das fórmulas.
Mostrar-lhes que, enquanto

N L
Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 a escrita é dada por duas

125
letras,T e N, temos variáveis,

SI XC
mas que, ao definir um dos
NÚMERO DA FIGURA 1 2 3 4 valores, a outra letra passa
a ser uma incógnita em uma
equação.
TOTAL DE QUADRADINHOS IGUAIS
EN O E 4 6 8 10

b. Sendo N o número que indica a posição da figura nessa sequência, o total T de quadradinhos
pode ser dado pela fórmula T = 2(N + 1)?
D US

Sim, basta substituir os valores de N na fórmula, ou observar a formação das figuras.

c. Outra fórmula equivalente à anterior, com expressões equivalentes no segundo membro, pode
ser dada por T = 2N + 2?
Sim.
A E

d. Sendo T = 288, determine o valor de N, que indicará a posição da respectiva figura nessa sequência.
E
EM L D

288 = 2N + 2
288 - 2 = 2N
ST IA

286 = 2N
286
N=
2
SI ER

N = 143
AT
M

N = 143, isto é, será a 143ª figura.

e. Quantos quadradinhos terá a décima figura?

T = 2 ∙ 10 + 2 = 22

Terá 22 quadradinhos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 125 07/12/19 22:18


CAPÍTULO 6
2. Paulo sabe que tem 28 anos a mais que seu filho Felipe. Além disso, hoje, a soma das idades deles,
em anos, é 62. Qual é a idade de cada um deles?

Idade de Felipe: x
Idade de Paulo: x + 28
x + 28 + x = 62
2x = 62 − 28
2x = 34
x = 17

C O
Idade de Paulo: 17 + 28 = 45

O V
C SI
CAPÍTULO 6

O U
Felipe tem 17 anos e Paulo, 45 anos.

N L
126

SI XC
Aproveitar o exercício 3 para 3. A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre 180°. Nesse sentido, por meio de uma
destacar o fato comentado equação, verifique se é possível que as medidas dos três ângulos internos sejam dadas por números
sobre a soma dos ângulos in-
ternos de um polígono. Em-
consecutivos.
EN O E
bora seja possível resolvê-lo
por estimativa, orientar os
alunos para que sigam os Podemos indicar as medidas consecutivas como: x – 1°, x e x + 1°. Assim, devemos ter:
comandos do enunciado x − 1° + x + x + 1° = 180°
(fazer uso de uma equação).
3x = 180
D US

x = 60
A E
E
EM L D
ST IA

Sendo x = 60°, os outros dois ângulos medidos serão 59° e 61°. Portanto, é possível tal condição.
SI ER

4. A diferença entre o dobro de um número e 27 é igual à soma do triplo desse mesmo número soma-
do com 25. Que número é esse?
AT

Sendo x o número procurado:


2x − 27 = 3x + 25
M

2x − 3x = 25 + 27
− x = 52
x = − 52

O número procurado é –52.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 126 07/12/19 22:18


5. Quais são os quatro números consecutivos cuja soma é 30?

x + (x + 1) + (x + 2) + (x + 3) = 30
4x + 6 = 30
4x = 30 − 6
4x = 24
x=6

C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
Os números procurados são: 6, 7, 8 e 9.

O U
6. Avaliação Nacional

N L
O professor Igor, ao entrar em sala, disse para seus alunos: 6. Do exposto, temos:

127
SI XC
— A soma de cinco com o triplo de certo número x equivale ao antecessor desse mesmo número x. 5 + 3x = x−1
Que número x é esse?
soma de cinco antecessor
Responderá corretamente o aluno que disser que o valor de x é com o triplo de de x
EN O E um número x
a. +3 b. +1 c. –1 d. –2 e. –3
Resolvendo a equação obti-
7. Ao contar o total de galinhas e porcos que tem em seu sítio, Clara acabou contando o número total da, vem:
de pés e de cabeças desses animais, encontrando 150 pés e 45 cabeças. Qual deve ser a quantidade 5 + 3x = x − 1
total de cada animal? 3x − x = − 1 − 5
D US

2x = − 6

Total de cabeças de galinhas: x x=−3

Total de cabeças de porcos: 45 − x Logo, o valor de x é –3.


A E

Para chegar ao número de pés, podemos escrever e resolver a


No exercício 7, comentar
seguinte equação:
que, em princípio, qualquer
E
EM L D

2 · x + 4 · (45 – x) = 150 quantidade pode ser chama-


2x + 180 – 4x = 150 da de x, mas que o valor en-
–2x = 150 – 180 contrado para x na equação
–2x = –30 corresponderá ao respectivo
tipo de animal.
ST IA

2x = 30
x = 15
Total de porcos: 45 – 15 = 30
SI ER

Portanto, são 15 galinhas e 30 porcos.


AT

8. O antecessor de um número é igual à metade do sucessor desse mesmo número. Que número é esse?

x+1
M

x –1 =
2
2x – 2 x+1
=
2 2
2x – 2 = x + 1
2x – x = 1 + 2
x=3

O número é 3.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 127 07/12/19 22:18


Exercícios propostos
9. A medida do maior lado de um retângulo é o triplo da medida do menor, acrescido de 5 cm. Se o
perímetro desse retângulo é de 50 cm, qual será a diferença entre a medida do lado maior e a do
lado menor?

Menor lado: x
Maior lado: 3x + 5
2 · x + 2 · (3x + 5) = 50

C O
2x + 6x + 10 = 50
8x = 50 − 10

O V
8x = 40
x=5

C SI
Menor lado (cm): x = 5
CAPÍTULO 6

Maior lado (cm): 3x + 5 = 3 · 5 + 5 = 20


Diferença = 20 – 5 = 15 cm

O U
A diferença será de 15 cm.

N L
128

SI XC
10. As expressões algébricas no retângulo indicam as medidas
de suas dimensões em metros. Calcule a área dessa figura,
EN O Esabendo que a diferença entre a medida do comprimento
3x
e da largura é de 16 metros.

4x + 7 – 3x =16
4x + 7
D US

x = 16 –7
x=9
Comprimento: 4 · 9 + 7 = 43
Largura: 3 · 9 = 27
A E

Área = 43 · 27 = 1 161
E
EM L D

A área é de 1 161 m².


ST IA

11. Sendo x a massa de cada 11. Avaliação Nacional


uma das maçãs, temos:
2x + 320 = 450 A balança representada a seguir tem, em um de seus pratos, duas maçãs de mesma massa e um
SI ER

2x = 450 − 320 objeto com 320 gramas. No outro prato, temos um único objeto com 450 gramas.
2x = 130
130
x=
AT

2
x = 65
M

A balança está em equilíbrio, logo a massa de cada uma das maçãs corresponde a
a. 60 g b. 65 g c. 70 g d. 75 g e. 80 g

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 128 07/12/19 22:18


Módulos 73 e 74
1. Sendo n um número inteiro, ligue cada sentença à respectiva expressão algébrica.

O sucessor do triplo de um número inteiro n+3

C O
O V
O triplo do sucessor de um número inteiro 3n + 1

C SI

MATEMÁTICA
A soma de um número inteiro com três 3(n + 1)

O U
Módulos 75, 76 e 77

N L

129
2. Classifique cada igualdade dada como uma sentença aberta ou fechada.

SI XC
3x + 7 = 28 Sentença aberta 70 − 30 = 3 ∙ 15 Sentença fechada

Módulos 80 e 81
EN O E
3. Faça as adições algébricas de termos semelhantes na expressão seguinte, escrevendo o resultado
na forma mais simples de uma expressão algébrica.
D US

5x +9 − 3x + 8 − x − 20 x−3
A E

Módulos 83 e 84
4. Considerando apenas os números naturais, a igualdade 3x + 1 = 7 é verdadeira quando x = 2. Nessas
E
EM L D

condições, determine
a. o conjunto universo; U=ℕ c. o conjunto solução; S = {2}

b. a raiz dessa equação;


ST IA

Módulos 85 e 86
SI ER

5. Sendo U = ℚ, determine o conjunto solução da seguinte equação do 1o grau:

3 ∙ (x + 1) = x + 13
AT

3 · (x + 1) = x + 13
3x + 3 = x + 13
M

3x − x = 13 − 3
2x = 10

10
x=
2
x=5

S = {5}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 129 07/12/19 22:18


C O
O V
C SI
CAPÍTULO 6

O U
N L
LINGUAGEM ALGÉBRICA
130

SI XC
EN O E
D US

Igualdade Cálculo algébrico


A E
E
EM L D

Equação do Aplicação em área e


ST IA

Fórmulas
1o grau volume
SI ER
AT

Equação do 1o grau Situações-problema


com frações envolvendo equações
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT_G5.indd 130 07/12/19 22:18


ACERVO BRASILIANA/ITAU CULTURAL
GRUPO

MOVIMENTOS
6

C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
D US
A E

“O fato de ser a música, igualmente, ainda caótica, e à busca


E

de seus elementos primitivos, não nos estranhava; pois, além


EM L D

do violão predileto para o acompanhamento do canto, ne-


nhum outro instrumento é estudado. Quanto ao próprio can-
to, o gosto do paulista já é mais desenvolvido. Fomos levados
uma noite, por um compatrício europeu do extremo Norte, o
ST IA

Sr. Danwart, capitão sueco aqui residente, a um sarau, que nos


deu opinião muito favorável sobre o talento musical das pau-
listas. O seu canto é todo de singeleza e ingenuidade, e, pela
SI ER

extensão da voz não muito forte de alto-soprano, correspon-


de perfeitamente aos idílios poéticos. As modinhas são de
origem portuguesa ou brasileira. Estas últimas distinguem-
-se das primeiras pela naturalidade do texto e da melodia.
AT

São inteiramente ao gosto do público, e revelam, algumas


vezes, verdadeira inspiração lírica dos poetas, na maioria,
anônimos. Amor desprezado, tormentos de ciúme, dores da
M

despedida, são os assuntos da sua musa, e a referência, cheia


de fantasia, à natureza, dá a esses desafogos de alma uma
trama genuína, tranquila, que ao europeu parece tanto mais
adorável e verdadeira, quanto mais ele mesmo se sentir num
enlevo idílico, pela riqueza e o gozo pacífico, proporcionados
pela natureza que o cerca.”

Spix e Martius
Paisagem brasileira com palmeiras das espécies
Astrocaryum iauaru e Leopoldinia pulchra de Carl Friederich
Philipp von Martius, 1823-1831, litografia colorida à mão.
Nascido na Alemanha, Martius chegou ao Brasil durante o
Primeiro Reinado acompanhando a imperatriz Leopoldina,
permanecendo de 1817 a 1820. Botânico, foi responsável
pelo maior levantamento da flora brasileira já realizado.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI INICIAIS_G6.indd 305 11/12/19 09:23


M A PA I N T E R D I S C I P L I N A R

C O
Este mapa mostra a ligação entre os conteúdos
das disciplinas, sendo ponto de partida para

O V
um trabalho interdisciplinar.
LÍNGUA

C SI
PORTUGUESA

O U
Lendas, contos populares,
pontuação, conjunções
CIÊNCIAS

N L
aditivas e opositivas, debate
MATEMÁTICA e produção de textos DA NATUREZA

SI XC
Sistema de equações do
AR CS HI CN Grupos vegetais, plantas
1º grau, inequações do
1º grau e ângulos sem sementes e plantas
EN O E com sementes

CN GE GE LP
D US

EDUCAÇÃO GRUPO HISTÓRIA


A E

FÍSICA
6
Expansão marítima
E
EM L D

espanhola; outras nações


Basquetebol e vôlei que disputam o Atlântico
Movimentos
CN AR LP
ST IA
SI ER
AT

ARTE GEOGRAFIA
Ritmo e percussão Industrialização e
corporal economia
M

CIÊNCIAS
EF CS LP HI
SOCIAIS MA CS
Conflitos

GE AR

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI INICIAIS_G6.indd 306 10/12/19 15:05


MA
C O
O V
C SI
O U
N L
SI XC
EN O E
TE
D US


PÁG.

350 CAPÍTULO 7
Sistema de equações do 1o grau
A E
E
EM L D

374 CAPÍTULO 8
Inequações do 1o grau
ST IA

390 CAPÍTULO 9
SI ER

Voltando aos ângulos

TICA
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 349 07/12/19 22:24


CAPÍTULO

7 SISTEMA DE EQUAÇÕES
DO 1O GRAU

C O
O V
OBJETIVOS DO GRUPO

C SI
MATEMÁTICA

• Conceituar e identificar
equações do 1o grau
com duas incógnitas.

O U
• Efetuar cálculos No início de cada ano escolar, é comum os

N L
elementares envolvendo alunos organizarem o material que será
350

números e variáveis. utilizado, sendo necessário, muitas vezes,

SI XC
• Conceituar sistema de repor alguns itens, como lápis, borracha ou
equações do 1o grau caneta. No estudo do custo de compra de um
com duas equações e conjunto desses itens, podemos encontrar
duas incógnitas.
• Identificar e aplicar
EN O E exemplos simples de equações que envolvem
duas variáveis. Além desse caso, em muitas
os métodos de adição outras situações, temos o envolvimento de
e substituição para a duas variáveis em uma mesma equação e a
resolução de um sistema formação dos chamados sistemas de equação.
D US

de equações. Neste capítulo, você irá conhecer e entender


• Resolver situações- como podem ser formadas essas equações
-problema envolvendo e sistemas, bem como sua resolução.
o uso do sistema de
A E

equações do 1o grau.
E
EM L D

• Conceituar inequações
do 1o grau com uma
incógnita.
• Resolver inequações
ST IA

do 1o grau com uma


incógnita.
• Resolver situações-
SI ER

-problema envolvendo
o uso de inequações do
1o grau.
AT

• Conceituar e identificar
ângulos complementares,
suplementares e opostos
pelo vértice.
M

• Resolver situações-
-problema envolvendo
ângulos.
• Verificar relações entre
os ângulos formados por
retas paralelas cortadas
por uma transversal,
com e sem uso de
softwares de Geometria
dinâmica.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 350 07/12/19 22:25


M
AT

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 351


SI ER
ST IA
EM L D
A E
D US
E
EN O E
SI XC
N L
O U
C SI
O V
C O
DIDECS/ISTOCK

351 MATEMÁTICA

07/12/19 22:25
Iniciar calmamente o estudo de equa- Módulo 91
ções do 1o grau com duas incógnitas.
É uma base importante para o estudo
de sistemas de equações na sequên- EQUAÇÕES DO 1O GRAU COM DUAS INCÓGNITAS
cia do capítulo.
Em certas ocasiões em que
realizamos a compra de al- Minha mãe comprou esses
guns produtos, observamos itens, pagando um total
de 20 reais.
o seu valor total final. Como
exemplo, veja o que Letícia

C O
comprou.
Nesse caso, chamando de

O V
x o preço de cada lápis e de

C SI
CAPÍTULO 7

y o preço de cada borracha,


podemos escrever a seguin-

O U
te equação que traduz a si-

N L
tuação indicada por Letícia:
352

SI XC
4 · x + 2 · y = 20

EN O E Essa equação é chamada de equação do 1o grau com duas incógnitas.


Entretanto, apenas com essas informações, não podemos saber o preço
de cada lápis e de cada borracha, correto? Afinal, veja no quadro algumas
D US

possibilidades de preço que satisfazem os valores de x e y na equação.

x y 4 · x + 2 · y = 20
A E

1 8 4 · 1 + 2 · 8 = 20
E
EM L D

2 6 4 · 2 + 2 · 6 = 20
3 4 4 · 3 + 2 · 4 = 20
ST IA

3,50 3 4 · 3,50 + 2 · 3 = 20
SI ER

Poderíamos continuar o quadro com tantos outros valores.


Os valores atribuídos para x e y na tabela anterior podem ser indica-
dos por meio de um par ordenado na forma (x, y). Assim, para os valores
AT

dados, temos:
(x; y) = (1; 8)
M

(x; y) = (2; 6)
(x; y) = (3; 4)
(x; y) = (3,50; 3)

Podemos dizer que se chama par ordenado pelo fato de apresentar dois
valores (formam um par) e ter uma ordem (primeiro o valor de x e, depois,
de y). Dessa forma,
(50; 80) ≠ (80; 50).

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 352 07/12/19 22:25


Observe, no par (3,50; 3), que o ponto e vírgula (;) ajuda a distinguir os va- Deixar clara, para o aluno, a diferen-
ça entre “é solução” e “é a solução”. A
lores x e y. diferença no uso do artigo “a” é bem
sutil e alguns alunos podem não
De maneira geral, dizemos que equação do 1o grau com duas incóg- percebê-la. Por essa razão, quando se
nitas (x e y) é toda equação que pode ser reduzida à forma ax + by = c, chega a uma possível solução, pode-
-se indicar “é uma solução”. Esse tipo
em que consideraremos, inicialmente, a e b como sendo números racionais de compreensão poderá favorecer o
não nulos. entendimento sobre raízes de outros
tipos de equações estudadas em anos
Nesse tipo de equação, temos: posteriores.
No texto do boxe “Grupo temático”,
a e b são os coeficientes;

C O
comentar rapidamente com os alunos
a relação entre velocidade média, dis-
x e y são as variáveis; tância e tempo. Uma abordagem mais

O V
aprofundada poderá ocorrer no estu-
c é o termo independente. do sobre razão. Neste ponto, a ideia

C SI

MATEMÁTICA
é apenas exemplificar uma equação
Uma equação do 1o grau com duas variáveis (x e y) admite infinitas solu- com duas incógnitas, não sendo ne-
ções que são dadas na forma do par ordenado (x, y). cessário se aprofundar no tema.

O U
Uma vez que esse modelo de equação admite infinitas soluções, dada

N L
uma equação, podemos atribuir um valor aleatório a uma das incógnitas

353
SI XC
para que, calculando-a, possamos chegar ao respectivo valor da outra in-
cógnita. Veja o seguinte exemplo.
Determinar dois pares ordenados que sejam solução da equação.
EN O E
3x + y = 12
D US

Resolução

• Sendo x = 1: • Sendo x = 2:
A E

3 · 1 + y = 12 3 · 2 + y = 12
3 + y = 12 6 + y = 12
E
EM L D

y = 12 − 3 y = 12 − 6
y=9 y=6
ST IA

Logo, os pares (1; 9) e (2; 6) são duas possíveis soluções da equação dada.
SI ER

GRUPO TEMÁTICO
AT

Equações em movimento
No estudo sobre movimento, se multiplicarmos a veloci-
PPRAT/ISTOCK

dade de deslocamento de um corpo pelo tempo de des-


M

locamento, teremos a distância percorrida. Nesse contex-


to, se um trem manteve certa velocidade x constante por
2 horas e, na sequência, outra velocidade y, por 3 horas,
percorrendo uma distância total de 240 km, podemos
escrever a seguinte equação que traduz esse fato:

2 · x + 3 · y = 240

Há, com base apenas nessas informações, uma gran-


de variedade de velocidades para x e y, como mostra-
mos no exemplo do texto.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 353 07/12/19 22:25


Este é um primeiro momento em que Módulo 92

SISTEMA DE EQUAÇÕES – MÉTODO DA SUBSTITUIÇÃO


é apresentado o conceito de sistema
de equações e sua resolução.
É necessário ter paciência e desenvol-
ver o conceito com a participação e a
opinião do grupo em cada etapa da Retomando a ideia mostrada no módulo anterior sobre a compra de lápis e
resolução. No 8o ano, esse estudo é borracha, suponha que outro cliente tenha comprado uma quantidade di-
retomado, promovendo-se aprofun-
damento e ampliação do tema. ferente de lápis e borracha, sendo 3 lápis e 1 borracha, totalizando 13 reais.
Nessa nova situação, teremos a escrita da seguinte equação:

C O
3 · x + y = 13

O V
Lembre-se de que x indica o preço de cada lápis e y, o preço de cada bor-

C SI
racha, ambos em reais. Com isso, considerando a equação dada no módulo
CAPÍTULO 7

anterior, podemos escrever as equações na forma de um sistema de equa-

O U
ções, fazendo uso do sinal de chave “{”. Fica assim:

N L
354

4 · x + 2 · y = 20
� 

SI XC
3 · x + y = 13

EN O E Tendo como base as duas equações, podemos chegar a uma solução. Para
isso, devemos resolver esse sistema de duas equações com duas incógnitas.
Quando resolvemos esse sistema, verificamos se há algum par ordenado
que torna verdadeiras as duas equações simultaneamente. Afinal, para
D US

cada uma, temos infinitas soluções, mas veremos, para esse caso, que há
apenas uma possibilidade que pode satisfazer às duas equações.
Neste momento, resolveremos esse sistema por meio do método da
A E

substituição.
E
EM L D

Como o próprio nome diz, devemos fazer uma substituição. Para isso, iso-
lamos uma das incógnitas em uma das equações e substituímos o valor
(expressão) correspondente na outra equação.
ST IA

Siga os passos.
1o Isolamos uma incógnita (por exemplo, y) em uma das duas equações,
SI ER

(por exemplo, na equação II).

4 · x + 2 · y = 20........(I)
� 
AT

3 · x + y = 13..........(II) ⇒ y = 13 − 3x
M

2o Substituímos o valor (expressão) de y na respectiva incógnita da equação I.

4 · x + 2 · (13 − 3x) = 20

3o Resolvemos agora a equação formada apenas por uma incógnita (x).

4x + 26 − 6x = 20
− 2x = 20 − 26
− 2x = − 6
x=3

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 354 07/12/19 22:25


4o Uma vez determinado o valor de uma das incógnitas (x = 3), substituí- Insistir para que os alunos, além de
fazerem a verificação da solução ob-
mos esse valor em qualquer uma das equações iniciais. Contudo, é mais tida, façam-na nas duas equações,
prático substituir na equação II, que apresenta y isolado. Assim, temos: para terem certeza de que a solução é
comum, tornando a ideia ainda mais
significativa neste início de estudo.
y = 13 − 3 · 3
y = 13 − 9
y=4

C O
Portanto, o par ordenado (3; 4) é a solução do sistema de equações dado.
Indicamos o conjunto solução da seguinte forma: S = {(3; 4)}

O V
De acordo com o problema apresentado, concluímos que cada lápis custa

C SI

MATEMÁTICA
3 reais, e cada borracha, 4 reais.
Assim como em uma equação com uma incógnita, em um sistema, tam-

O U
bém é possível e recomendável fazer a verificação da solução encontrada.

N L
Para isso, devemos substituir os valores de x e y nas duas equações.

355
SI XC
Verificação

Na equação I:
EN O E Na equação II:
4 · 3 + 2 · 4 = 20 3 · 3 + 1 · 4 = 13
12 + 8 = 20 9 + 4 = 13
20 = 20... Verdadeiro! 13 = 13... Verdadeiro!
D US

Acompanhe outro exemplo na resolução do seguinte sistema de equações:

x = 5y x = 5y..................(I)
�  ⇒ � 
A E

− 2x + y = 9 − 2x + y = 9......(II)
E
EM L D

Resolução
Na primeira equação, temos a incógnita x isolada. Assim, fazemos uma
ST IA

substituição de seu valor (expressão) na segunda equação e a resolvemos.


SI ER

− 2 · (5y) + y = 9
− 10y + y = 9
− 9y = 9
AT

y = −1
M

Finalmente, substituímos y = –1 na equação I e a resolvemos:

x = 5y
x = 5 · (−1)
x = −5

Portanto, o par (–5; –1) é a solução do sistema, ou seja:


S = {(–5; –1)}
Fazendo-se a substituição dos valores de x e y nas duas equações, verifi-
ca-se que esse par é, de fato, solução do sistema.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 355 07/12/19 22:25


Antes de apresentar os exemplos Módulo 93

SISTEMA DE EQUAÇÕES – MÉTODO DA ADIÇÃO


mostrados no texto para exemplificar
o método da adição, lembrar aos alu-
nos a possibilidade de adicionar duas
equações. No segundo exemplo, veri-
ficar se eles conseguem desenvolver Outro método usado para a resolução de sistemas é o da adição. Como o
um raciocínio na busca de uma equa-
ção equivalente.
próprio nome sugere, devemos efetuar uma adição, isto é, adicionamos,
membro a membro, uma equação à outra.
Os passos seguintes indicam a resolução de um sistema por meio desse
método, determinando seu conjunto solução. Acompanhe com atenção os

C O
seguintes passos!

O V
4x − y = 5
� 3x + y = 9

C SI
CAPÍTULO 7

O U
Resolução

N L
1o Adicionamos membro a membro cada uma das equações dadas no
356

SI XC
sistema.

EN O E 4x − y = 5
� 3x + y = 9 +
7x + 0 = 14
D US

2o Resolvemos a equação obtida.

7x = 14
A E

x = 14
E
EM L D

7
x=2
ST IA

3o Substituímos, em qualquer equação inicial, o valor encontrado para x.


Substituindo na segunda equação, temos:
SI ER

3·2+y=9
6+y=9
AT

y=9−6
y=3
M

∴ S = {(2; 3)}

Observe com atenção que o método da adição é particularmente útil


quando temos coeficientes opostos para uma mesma incógnita em cada
equação, como ocorre no exemplo anterior em relação à incógnita y.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 356 07/12/19 22:25


Quando não há essa característica, com coeficientes opostos na mesma in-
cógnita, podemos transformar uma das equações (ou as duas) para outra
equivalente. Vejamos este outro exemplo.
3x + 2y = 16
Resolver o sistema: �
4x − y = 3
Siga os passos!
Resolução
1o Não há coeficientes opostos para a mesma incógnita; no entanto, se

C O
multiplicarmos a segunda equação por 2, teremos esta condição.

O V
C SI
3x + 2y = 16 3x + 2y = 16

MATEMÁTICA
� 4x − y = 3 ×2 � 8x − 2y = 6

O U
N L
Ao fazermos esse procedimento, estamos “preparando o sistema”. Agora,

357
SI XC
temos a incógnita y com coeficientes opostos.
2o Efetuamos a adição membro a membro.
EN O E 3x + 2y = 16
� 8x − 2y = 6 +
11x + 0 = 22
D US

3o Resolvemos a equação obtida.


A E

11x = 22
E
EM L D

x = 22
11
x=2
ST IA

4o Substituímos x = 2 em qualquer equação. Na segunda equação, temos:


SI ER

4·2−y=3
AT

8−y=3
−y=3−8
y=5
M

∴ S = {(2; 5)}

Há casos que serão discutidos nos exercícios de aplicação, em que as duas


equações serão transformadas para realizar a adição e, consequentemente,
o cancelamento de uma das incógnitas. Fique atento!

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 357 07/12/19 22:25


Fazer uma leitura compartilhada do Módulos 94 e 95
texto sobre resolução de problemas.
Mostrar aos alunos que a resolução
começa com uma leitura atenta do
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS POR MEIO DE
enunciado e com a organização de
ideias. De acordo com os PCN, “o pro- SISTEMA DE EQUAÇÕES
blema certamente não é um exercício
em que o aluno aplica, de forma quase Nos módulos anteriores, mostramos como exemplo a compra de um con-
mecânica, uma fórmula ou um proces- junto de lápis e caneta que gera um sistema de equações. Há, ainda, uma
so operatório. Só haverá problema
se o aluno for levado a interpretar o infinidade de outras situações que são traduzidas na forma de sistema.
enunciado da questão que lhe é pos-
Para isso, sugerimos o roteiro a seguir.

C O
ta e a estruturar a situação que lhe é
apresentada”.

O V
Disponível em: <https://coc.pear.sn/ • Ler cuidadosamente e com muita atenção o enunciado.
OPb3tau>. p. 41.
• Tentar compreender o significado das palavras e dos símbolos matemáticos.

C SI
CAPÍTULO 7

• Anotar os dados relevantes de forma organizada.

O U
• Caso o problema possa ser resolvido por meio de um sistema de equações, mon-
tar esse sistema.

N L
• Escolher o método mais adequado para sua resolução.
358

SI XC
• Verificar se a solução encontrada – nesse caso, um par ordenado – é solução do
sistema e do problema proposto.
EN O E Veja alguns exemplos.
Situação 1
O quadro seguinte mostra os preços cobrados para ingressos em certa
D US

sessão de cinema.
IMAGE SOURCE/ISTOCK

A E
E
EM L D

Tabela de preços
Ingresso criança (até 12 anos):
R$ 12,00
ST IA

Ingresso adulto (acima de 12 anos):


R$ 24,00
SI ER
AT

Sabe-se que, para determinada sessão, foram vendidos 50 ingressos no


total, entre crianças e adultos. Além disso, foi arrecadada uma quantia to-
M

tal de 840 reais. Nessas condições, quantos ingressos de cada tipo foram
vendidos para essa sessão?
Resolução
Inicialmente, devemos considerar que há duas incógnitas: o total de in-
gressos do tipo “criança” e do tipo “adulto”. Escolhendo uma incógnita para
cada um deles, temos:
Total de ingressos do tipo “criança” = x
Total de ingressos do tipo “adulto” = y

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 358 07/12/19 22:25


O valor total arrecadado com a venda de cada tipo de ingresso é obtido
por meio de uma simples multiplicação em cada caso, considerando os
preços dados.
Valor arrecadado com a venda de ingressos do tipo “criança” = 12 · x
Valor arrecadado com a venda de ingressos do tipo “adulto” = 24 · y
Assim, de acordo com as informações dadas, escrevemos o seguinte sis-
tema:

C O
12x + 24y = 840
� 

O V
x + y = 50

C SI

MATEMÁTICA
Para simplificar o cálculo, podemos dividir os termos da primeira equa-

O U
ção por um divisor comum (como 12). Embora esse passo não seja obriga-

N L
tório, pode diminuir bastante as operações. Depois, podemos multiplicar

359
uma das equações (como a segunda) por –1, aplicando finalmente o méto-

SI XC
do da adição.

EN O E
12x + 24y = 840
÷12
x + 2y = 70 x + 2y = 70
� � ×(−1) � +
x + y = 50 x + y = 50 −x − y = −50
0 + y = 20
D US

Substituindo y = 20 na segunda equação, temos:


A E

x + 20 = 50
E
EM L D

x = 30

Portanto, foram vendidos 30 ingressos do tipo “criança” e 20 do tipo “adulto”.


ST IA

Situação 2
Um arquiteto precisa de um terreno retangular em que a soma das me-
SI ER

didas de comprimento e largura seja de 37 m, e a diferença entre essas


medidas seja de 13 m. Determinar cada uma dessas medidas.
AT

Resolução
Sendo x e y as duas medidas, o sistema seguinte traduz a situação, apli-
cando-se o método da adição em sua resolução.
M

x + y = 37
� +
x − y = 13
2x + 0 = 50
x = 25

Substituindo x = 25 na primeira equação, chega-se em y = 12.


Portanto, o terreno deve ter 25 m de comprimento e 12 m de largura.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 359 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1o GRAU
Módulo 91 | Equações do 1o grau com duas incógnitas

Exercícios de aplicação
Enfatizar a ideia desenvol- 1. Cada item a seguir apresenta uma situação que pode ser traduzida na forma de uma equação do 1o
vida no primeiro exercício, grau com duas variáveis. Leia-as com atenção e escreva essa tradução.
pois serve de base para todo
o estudo sobre equação do a. O triplo de um número x, adicionado ao dobro de um número y, resulta dezesseis.
1o grau com duas variáveis,
3x + 2y = 16
além de possibilitar um

C O
aprendizado mais signifi- b. A diferença entre dois números inteiros, a e b, nessa ordem, é vinte e um.
cativo.

O V
a − b = 21

c. A metade de um número x é igual ao triplo de um número y.

C SI
CAPÍTULO 7

x
= 3y
2

O U
d. A terça parte de um número x é igual à soma de dez com o quádruplo de um número y.
x
= 10 + 4y

N L
3
360

e. O quíntuplo de um número x é igual a cinco unidades a menos que o dobro de um número y.

SI XC
5x = 2y − 5

EN O E2. Dada uma equação do 1o grau com duas incógnitas, x e y, podemos verificar se um par na forma
(x; y) é uma possível solução substituindo os valores de x e y na equação dada e confirmando se a
igualdade se torna verdadeira.
Seguindo essa ideia, verifique qual equação dada nos itens seguintes pode ter como solução o par
(–2; –3).
D US

a. 2x − 3y = 1 b. −x + 4y = −10

2 · (−2) − 3 · (−3) = 1 − (−2) + 4 · (−3) = −10


A E

−4 + 9 = 1 2 − 12 = 10
5 = 1… Falso! −10 = –10... Verdadeiro!
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT

O exercício 3 pode ser resol- 3. OBM


vido de várias formas, sem
necessariamente fazer uso Seis retângulos idênticos são reunidos
M

de equação, como indicado para formar um retângulo maior, con-


na resolução. Entretanto, na forme indicado na figura. Qual é a área
correção, sugerir aos alunos desse retângulo maior?
que façam uso da escrita de
equações, partindo da igual- a. 210 cm² 21 cm
dade proposta: a + b = 21. b. 280 cm²
Com isso, eles poderão
observar mais uma possí- c. 430 cm²
vel aplicação da escrita de d. 504 cm²
equação do 1 o grau com
duas incógnitas, nesse caso, e. 588 cm²
aplicada à Geometria.

3. Com base na figura, vemos que o comprimento a dos retângulos menores é o dobro da sua largura b.
Temos, então, que a + b = 2b + b = 3b = 21, ou seja, b = 7 cm e a = 14 cm.
Portanto, o comprimento do retângulo maior é 4b = 28, e sua área é 588 cm² (21 × 28).

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 360 07/12/19 22:25


4. No texto teórico, mostramos uma situação em que um trem desenvolve duas velocidades diferen-
tes, x e y, em períodos diferentes de tempo, percorrendo 240 km no total. De acordo com a equação
escrita (2 · x + 3 · y = 240), faça o que se pede em cada item.
a. Se x = 45 km/h, qual deveria ser a velocidade y indicada?

2 · 45 + 3 · y = 240
90 + 3 · y = 240
3y = 240 − 90
3y = 150

C O
y = 50

O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
A velocidade y seria de 50 km/h.

N L

361
b. Se y = 30 km/h, qual deveria ser a velocidade x indicada?

SI XC
2 · x + 3 · 30 = 240
EN O E
2x + 90 = 240
2x = 240 − 90
2x = 150
x = 75
D US
A E

A velocidade x seria de 75 km/h.


E
EM L D

5. Em um parque, há vários triciclos e bicicletas. No total, verificou-se que há 78 rodas. De acordo com
essa ideia, escreva uma equação com as variáveis x e y, sendo x o total de bicicletas e y o total de
triciclos, que represente essa situação.
ST IA

2 · x + 3 · y = 78
SI ER

6. A soma de um número x com o dobro de um número y resulta 9. Sobre essa ideia, faça o que se pede.
a. Traduza essa situação para a forma de uma equação.
x+2·y=9
AT

b. Calcule o valor de x para y = –5.


M

x + 2 · (−5) = 9
x − 10 = 9
x = 9 + 10
x = 19

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 361 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
Exercícios propostos
7. Considere o seguinte retângulo com medidas x e y.

C O
O V
C SI
x
CAPÍTULO 7

O U
A respeito dessa figura, responda ao que se pede.

N L
a. O perímetro desse retângulo é de 22 unidades. Escreva uma equação com duas incógnitas que
362

SI XC
relacione o perímetro com as medidas dos lados dessa figura.
2 · x + 2 · y = 22

b. Usando a equação obtida no item anterior, determine a medida y para x = 5 cm.


EN O E
2 · 5 + 2y = 22
10 + 2y = 22
2y = 22 − 10
D US

2y = 12
y=6
A E

Tem-se y = 6 cm.
E
EM L D

8. Neste exercício, há manei- 8. Traduza a escrita de cada equação dada para a linguagem materna, sendo x e y números inteiros.
ras alternativas de escrever
a sentença. Durante a corre- a. 3x + y = 25
ST IA

ção, é importante permitir Sugestão: A soma do triplo de um número inteiro x com um número inteiro y resulta vinte e cinco.
aos alunos que se manifes-
tem, fazendo, também, uma
SI ER

correção individualizada.
São sentenças que podem b. x = 2y − 10
ser escritas de forma incor-
Sugestão: Um número inteiro x é igual à diferença entre o dobro de um número inteiro y e dez.
reta ou com duplo sentido.
No item a, por exemplo,
AT

pode ocorrer a escrita “o tri-


plo de um número inteiro x
adicionado com y”, mas que 9. OBM
pode ser interpretada como
M

3 · (x + y). Fato semelhante Seis cartões com números somente em uma das faces
pode ocorrer no item b. são colocados sobre uma mesa conforme a ilustração.
Os cartões X e Y estão com a face numerada voltada 8 2 4
O exercício 9 retoma um con- para baixo. A média aritmética dos números de todos
ceito importante associado os cartões é 5. A média aritmética dos números do car-
à média aritmética, já de-
tão Y e seus três vizinhos é 3. Qual é o número escrito
senvolvido no ano anterior
desta coleção. Se necessário, no cartão X?
fazer uma breve revisão des-
X 6 Y
a. –4
se conceito em aula.
b. 12
c. 0
d. 15
9. 20 + X + Y = 5 ⇔ X + Y = 10 e 12 + Y = = 3 ⇔ Y = 0. Logo, X = 10.
e. 10 6 4

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 362 07/12/19 22:25


Módulo 92 | Sistema de equações – Método da substituição

Exercícios de aplicação
1. No início de uma aula sobre sistema, um professor lançou o seguinte desafio para seus alunos: No exercício 1, é conveniente
corrigir o item a com os alu-
nos, antes de eles continua-
— Preciso de dois números, x e y, cuja soma seja quinze. rem com os demais itens.
Além disso, o triplo de x é igual ao dobro de y.

C O
Considerando as condições dadas pelo professor, faça o que se pede.
a. Traduza a frase do professor para a escrita de um sistema de duas equações com duas incógnitas.

O V
C SI

MATEMÁTICA
x + y = 15

3x = 2y

O U
N L

363
SI XC
b. Após corrigir o item anterior, faça uso do método da substituição e resolva o sistema, determi-
nando os números x e y.
EN O E
Isolaremos y na equação I, substituindo-o na equação II:
x + y = 15....(I) ⇒ y = 15 − x

D US

3x = 2y .......(II)
3x = 2 · (15 − x)
3x = 30 − 2x
3x + 2x = 30
A E

5x = 30
x=6
E
EM L D

Substituímos x = 6 na equação I, com y isolado:


y = 15 − 6
y=9
ST IA
SI ER
AT

Portanto, os números procurados são 6 e 9.

2. Verifique se o par (3; 1) é solução do sistema � x + y = 4 .


M

2. Neste exercício, a inten-


−x + 2y = 1 ção é mostrar aos alunos
que o sistema não precisa
ser resolvido para se obter
Embora o par seja solução da primeira equação, não é da segunda: tal verificação. Além disso,
eles devem perceber que é
−3 + 2 · 1 = 1
importante fazer a substitui-
−3 + 2 = 1 ção nas duas equações, uma
−1 = 1… Falso! vez que o par, nesse caso,
satisfaz a primeira, mas não
Não é solução do sistema.
a segunda equação.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 363 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
3. Pelo método da substitui- 3. O sistema seguinte foi escrito por um estudante quando estava sendo resolvida uma situação-
ção, isolando y na primeira -problema envolvendo relações entre as medidas x e y das duas dimensões de um retângulo.
equação, obtemos:
y = 12 – x
Substituindo y por 12 – x na x + y = 12

segunda equação, temos: x + 2y = 17
x + 2 · (12 – x) = 17
x + 24 – 2x = 17
Ao resolver esse sistema, deve-se descobrir que a diferença x – y é
–x = –7
a. 2
x=7
b. 3

C O
Como y = 12 – x, temos:
y = 12 – 7 c. 11

O V
y=5 d. 12
e. 13

C SI
Logo: x – y = 7 – 5 = 2.
CAPÍTULO 7

4. Use o método da substituição e determine o conjunto solução de cada sistema de equações.

O U
x+y=4 −2x + y = 9
a. � b. �
2x − 3y = −7 x+y=3

N L
364

SI XC
Isolando y na equação I e substituindo na Isolando y na equação II e substituindo na
equação II, temos: equação I, temos:
2x − 3 · (4 − x) = −7 −2x + (3 − x) = 9
EN O E 2x − 12 + 3x = −7
5x = −7 + 12
−3x = 9 − 3
−3x = 6
5x = 5 x = −2
x=1
D US

Substituímos x = –2 na primeira equação:


Substituímos x = 1 na primeira equação: y = 3 − (−2)
y=4−1 y=3+2
y=3 y=5
A E

∴ S = {(1; 3)} ∴ S = {(−2; 5)}


E
EM L D
ST IA

x = 3y + 2 −3x −4y = −1
c. � d. �
SI ER

4x − 5y = 1 x − y = 12

Substituindo x na equação II, temos: Isolando x na equação II e substituindo na


AT

4 · (3y + 2) −5y = 1 equação I, temos:


12y + 8 − 5y = 1 −3 · (12 + y) −4y = −1
7y = 1 − 8 −36 − 3y − 4y = −1
M

7y = −7 −7y = −1 + 36
y = −1 7y = −35
y = −5
Substituímos y = –1 na primeira equação:
x = 3 · (−1) + 2 Substituímos y = –5 na segunda equação:
x = −3 + 2 x = 12 + (−5)
x = −1 x=7
∴ S = {(–1; –1)} ∴ S = {(7; –5)}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 364 07/12/19 22:25


Exercícios propostos
−x + y = −1
5. Considere o seguinte sistema de equações: � .
5x − 3y = −1
Sobre ele, faça o que se pede.
a. Resolva-o, determinando o par (x; y) que seja solução. Verifique se o par encontrado é solução.

Isolaremos y na equação I, substituindo na equação II:


5x − 3 · (−1 + x) = −1

C O
5x + 3 − 3x = −1

O V
2x = −1 − 3
2x = −4

C SI

MATEMÁTICA
x = −2

O U
Substituímos x = –2 na equação I, com y isolado:
y = −1 + (−2)

N L

365
y = −3

SI XC
∴ S = {(-2; –3)}

EN O E
b. Com base no par encontrado no item anterior, calcule o valor numérico de cada expressão dada.
5x + y x² − y³
D US

5 · (−2) + (−3) = (−2)² − (−3)³ =


= −10 − 3 = = 4 − (−27) =
= −13 = 4 + 27 =
A E

= 31
E
EM L D

x y x y
ST IA

+ +
3 2 y x
SI ER

(−2) + (−3) = (−2) + (−3) =


3 2 (−3) (−2)
= − 4 − 9 = − 13 = 4 + 9 = 13 No exercício 6, destacar que
AT

6 6 6 6 6 6 é possível, também, substi-


tuir cada par ordenado no
sistema, verificando qual é
a solução. Observar se algum
M

aluno desenvolveu o exercí-


cio dessa forma.

6. Avaliação Nacional 6. Pelo método da substituição, isolando y na primeira equação,


obtemos:
O sistema
y=8–x
Substituindo y por 8 – x na segunda equação, temos:
x+y=8
� 3x + 2 · (8 – x) = 19
3x + 2y = 19
3x + 16 – 2x = 19
x=3
tem como conjunto solução Como y = 8 – x, temos:
a. S = {(6; 2)} c. S = {(8; 0)} e. S = {(3; 5)} y=8–3
b. S = {(4; 4)} d. S = {(3; 3)} y=5
Portanto, o conjunto solução é:
S = {(3; 5)}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 365 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
Módulo 93 | Sistema de equações – Método da adição

Exercícios de aplicação
Nos exercícios do módulo 1. Sabe-se que a diferença entre dois números inteiros x e y é 3. Além disso, a soma desses números é
93, em que não há a indica- 15. De acordo com essas informações, faça o que se pede.
ção do método de resolução
que se deve utilizar, orientar a. Escreva um sistema de equações que traduza a situação descrita.
os alunos a aplicar o método
da adição, abordado neste
módulo. x−y=3

C O

x + y = 15
No exercício 1, é conveniente

O V
corrigir o item a com os alu-
nos, antes de eles continua-

C SI
rem os demais itens. b. Após corrigir o item anterior, use o método da adição e resolva o sistema, determinando os nú-
CAPÍTULO 7

meros x e y.

O U
x−y=3

N L
� +
x + y = 15
366

SI XC
2x + 0 = 18
x=9
Substituindo x = 9 na segunda equação, temos:
EN O E 9 + y = 15
y = 15 − 9
y=6
D US

Portanto, os números procurados são 9 e 6.

2. Use o método da adição e determine o conjunto solução de cada sistema a seguir.


A E

3x − y = 3
a. �
x + y = 17
E
EM L D

3x − y = 3
�  +
x + y = 17
ST IA

4x + 0 = 20
x=5
SI ER

Substituindo x = 5 na segunda equação:


y = 17 − 5
y = 12
∴ S = {(5; 12)}
AT

5x − 2y = 9
M

b. � 
6x + 2y = 24

5x − 2y = 9
� +
6x + 2y = 24
11x + 0 = 33
x=3
Substituímos x = 3 na primeira equação:
5 · 3 − 2y = 9
−2y = 9 − 15
y=3
∴ S = {(3; 3)}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 366 07/12/19 22:25


−x + 2y = 16 No exercício 2, itens c e d, os
c. � alunos tendem a determinar
x + 3y = 9
primeiramente o valor de y.
Apesar de ser um raciocínio
−x + 2y = 16 mais simples, devem estar
�  + atentos à incógnita para que
x + 3y = 9 façam as demais substitui-
0 + 5y = 25 ções adequadamente, além
y=5 de indicar de forma correta
os valores no par ordenado.
Substituindo y = 5 na segunda equação:
Para preparar um sistema,
x+3·5=9
geralmente, há mais de uma

C O
x + 15 = 9 possibilidade. No item d des-
x = 9 − 15 = −6 te exercício 2, por exemplo, é
possível multiplicar a segun-

O V
∴ S = {(-6; 5)}
da equação por –1. Verificar
se alguns alunos desenvol-

C SI

MATEMÁTICA
vem a resolução dessa for-
x + y = 11 ma e permitir que compar-
d. �
x + 3y = 13 tilhem esse raciocínio.

O U
N L
× (−1)

367
x + y = 11 −x − y = −11
�  � 

SI XC
+
x + 3y = 13 x + 3y = 13
0 + 2y = 2
y=1
EN O E
Substituímos y = 1 na primeira equação:
x + 1 = 11
x = 11 −1
x = 10
∴ S = {(10; 1)}
D US

4a − b = −7 3. Somando as equações,
3. No sistema � , o par (a, b) é solução.
−3a + b = 5 temos:
A E

Sabe-se que a ≠ b, sendo o maior desses valores numéricos do par 4a − b = −7


� +
−3a + b = 5
a. –3 b. –2 c. –1 d. 1 e. 2
E
EM L D

a + 0 = −2
4. Observe atentamente o seguinte sistema de equações: −3 · (−2) + b = 5
6+b=5
b=5−6
ST IA

3x + 4y = 18
� b = −1
2x − 3y = −5
SI ER

É possível perceber que não se pode aplicar o método da adição diretamente, devendo-se antes
preparar o sistema. Pense em uma forma de prepará-lo de tal forma que se tenha, para uma das
incógnitas, coeficientes opostos. Depois, aplique o método da adição e determine seu conjunto
AT

solução. Na correção, observe a forma como outros colegas pensaram.


O maior valor numérico do
par ordenado é o número –1.
M

Considerando a incógnita y, que já apresenta sinais opostos em seus coeficientes, multiplicamos a primeira
Como sugestão, o exercício
equação por 3 e a segunda, por 4. Dessa forma, conseguimos um múltiplo comum, ou o mmc, entre 4 e 3.
4 pode ser resolvido em du-
×3 plas. Na correção, é impor-
3x + 4y = 18 9x + 12y = 54
�  ×4 �  + tante permitir que os alunos
2x − 3y = −5 8x − 12y = −20
compartilhem o pensamen-
17x + 0 = 34 to. Este é um exercício que
x=2 tende a ser um pouco mais
Substituindo x = 2 na primeira equação, temos: desafiador.
3 · 2 + 4y = 18 Pedir aos alunos que usem
6 + 4y = 18 outros múltiplos comuns
4y = 18 − 6 que não sejam necessaria-
4y = 12 mente o mmc. Mostrar-lhes,
y=3 no entanto, que o uso do
mmc favorece cálculos me-
∴ S = {(2; 3)}
nores e menos trabalhosos.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 367 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
Exercícios propostos
5. Use o método da adição e resolva cada sistema de equações a seguir determinando seu conjunto
solução. Em alguns casos, será necessário preparar o sistema.
3x − 4y = 1 −2x − 3y = −16
a. � b. �
x + 4y = 15 2x + 5y = 18

3x − 4y = 1 −2x − 3y = −16
� + � +

C O
x + 4y = 15 2x + 5y = 18
4x + 0 = 16 0 + 2y = 2

O V
x=4 y=1
Substituindo x = 4 na segunda equação: Substituímos y = 1 na segunda equação:

C SI
CAPÍTULO 7

4y = 15 − 4 2x + 5 · 1 = 18
y = 11 2x + 5 = 18

O U
4
2x = 13
∴ S = ��4; 11 �� x = 13

N L
4 2
368

SI XC
∴ S = �� 13 ;1��
2

EN O E
−x + 2y = 5 x+y=7
c. � d. �
4x + 3y = 13 2x − 3y = −6
D US

×4 ×3
−x + 2y = 5 −4x + 8y = 20 x+y=7 3x + 3y = 21
�  �  + �  �  +
4x + 3y = 13 4x + 3y = 13 2x − 3y = −6 2x − 3y = −6
A E

0 + 11y = 33 5x + 0 = 15
y=3 x=3
E
EM L D

Substituindo y = 3 na primeira equação: Substituímos x = 3 na primeira equação:


−x + 2 · 3 = 5 3+y=7
−x + 6 = 5 y=7−3
x=1 y=4
ST IA

∴ S = {(1; 3)} ∴ S = {(3; 4)}


SI ER
AT

6. Somando as equações, 6. Avaliação Nacional


temos:
M

x−y=5
No sistema
� +
2x + y = 25
x−y=5
3x + 0 = 30 �
2x + y = 25 ,
x = 10
y=5
x + y = 10 + 5 = 15
o valor de x + y é
a. 15
b. 25
c. 35
d. 45
e. 55

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 368 07/12/19 22:25


Módulos 94 e 95 | Resolução de problemas por meio de sistema de equações

Exercícios de aplicação
1. Verônica comprou certa quantidade de blusas e bermudas, somando 5 peças de roupa. O custo total Orientar os alunos a fazer a
dessa compra foi de 145 reais. Sabe-se que cada blusa custou 25 reais, e cada bermuda custou 35 verificação da solução en-
contrada em cada situação-
reais. Nessas condições, determine quantas blusas e bermudas ela comprou. -problema.

Sendo x o total de blusas e y o total de bermudas, temos:

C O
25x + 35y = 145
� 
x+y=5⟶y=5−x

O V
Substituindo y na primeira equação:
25x + 35 · (5 − x) = 145

C SI

MATEMÁTICA
25x + 175 − 35x = 145
−10x = −30

O U
x=3

N L
Substituindo x = 3 na segunda equação:

369
y=5−3=2

SI XC
EN O E
D US

Ela comprou 3 blusas e 2 bermudas.


A E

2. Em uma fábrica, são produzidos triciclos e bicicletas. Em um determinado mês, foram produzidos,
E

ao todo, 100 itens, entre bicicletas e triciclos. Sabe-se que, para essa produção, foram utilizadas
EM L D

225 rodas. De acordo com essas informações, calcule quantos triciclos e quantas bicicletas foram
produzidos.
ST IA

Sendo x o total de bicicletas e y o total de triciclos, temos:


2x + 3y = 225
� 
SI ER

x + y = 100 ⟶ y = 100 − x
Substituindo y na primeira equação:
2x + 3 · (100 − x) = 225
AT

2x + 300 − 3x = 225
−x = −75
x = 75
M

Substituindo x = 75 na segunda equação:


y = 100 − 75 = 25

Foram produzidos 25 triciclos e 75 bicicletas.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 369 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 7
Algumas situações-proble- 3. A soma das idades dos amigos Felipe e Marina é 55 anos, e a diferença de idade entre eles é de 9
ma envolvendo sistemas anos, sendo Felipe mais velho que Marina. Sabendo disso, determine a idade de cada um deles.
podem ser resolvidas de
forma alternativa. No exer-
cício 3, por exemplo, pode-
-se chamar de x a idade da Sendo x a idade de Felipe e y a idade de Marina, temos:
pessoa mais nova e de x + 9 a x + y = 55
idade da pessoa mais velha, � +
x−y=9
indicando depois a soma
2x = 64
dessas expressões igual a 55.
x = 32
Comentar esse fato com os
alunos, para que resolvam Substituindo x = 32 na primeira equação:
esse tipo de situação, nes-

C O
32 + y = 55
te momento, por meio de
sistema, a fim de treinarem y = 23

O V
essa forma de resolução.

C SI
CAPÍTULO 7

O U
Felipe tem 32 anos e Marina, 23 anos.

N L
370

SI XC
O exercício 4, além de indicar 4. Há sistemas que podem apresentar mais de uma equação, ou mais de duas variáveis em uma mes-
uma situação diferenciada ma equação. Como exemplo, considere o seguinte sistema:
em relação ao estudo já rea-
EN O E
lizado anteriormente, é base
para o próximo exercício. Os
2x + 3y + 7z = 10
alunos devem perceber que, �
embora não seja possível de- 6x + y + 9z = 14
finir o valor de cada incógni-
ta, é possível obter equações
D US

equivalentes multiplicando Com base nele e usando o método da adição, encontre uma forma de determinar o valor numérico
ou dividindo os membros da expressão 2x + y + 4z.
por um mesmo número não
nulo. Sugerir-lhes que resol-
vam esse exercício em dupla.
A E

2x + 3y + 7z = 10
� +
6x + y + 9z = 14
E
EM L D

8x + 4y + 16z = 24
Dividindo por 4 os termos da equação obtida, temos:
÷4
8x + 4y + 16z = 24 2x + y + 4z = 6
ST IA
SI ER
AT

O valor numérico da expressão dada é 6.


M

O exercício 5 retoma a ideia 5. OBM


abordada no exercício an-
terior. Numa loja de ferragens, vários produtos são vendidos por peso. Um prego, três parafusos e dois
ganchos pesam 24 g. Dois pregos, cinco parafusos e quatro ganchos pesam 44 g. Juquinha comprou
12 pregos, 32 parafusos e 24 ganchos. Quanto pesou sua compra?
a. 200 g
b. 208 g 5. Sejam p a quantidade de pregos, q a de parafusos e r a de ganchos, então:
c. 256 g p + 3q + 2r = 24

2p + 5q + 4r = 44
d. 272 g
Somando as duas equações, temos 3p + 8q + 6r = 68.
e. 280 g E a compra do Juquinha pesou 12p + 32q + 24r = 4(3p + 8q + 6r) = 4 × 68 g = 272 g

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6. Em certo estacionamento, há carros e motos. No total, são 45 veículos. Considerando que há
180 rodas, incluindo os estepes de todos os carros, qual deverá ser o número de carros e de motos
nesse estacionamento?

Número de carros = x
Número de motos = y
×(−2)
x + y = 45 −2x − 2y = −90
�  �  +
5x + 2y = 180 5x + 2y = 180
3x + 0 = 90

C O
x = 30
30 + y = 45

O V
y = 45 − 30
y = 15

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L
São, nesse estacionamento, 30 carros e 15 motos.

371
SI XC
Exercícios propostos
EN O E
7. Fábio tem um restaurante e compra vários produtos para preparar as refeições. Em certo dia, ele
comprou 12 pacotes de molho de tomate e 18 pacotes de macarrão, pagando pela compra a quantia
total de 81 reais. Sabe-se que não houve descontos nessa compra e que todos os pacotes de molho
D US

têm o mesmo preço, o que ocorre também com os pacotes de macarrão. Se a compra de um pacote
de cada item tiver custo total de 5 reais, qual foi o preço cobrado por cada produto?
A E

Preço do pacote de molho: x


Preço do pacote de macarrão: y
E
EM L D

x+y=5⟶y=5−x
� 
12x + 18y = 81
12x + 18(5 − x) = 81 8. Chamando de x o preço de
cada camisa e de y o preço
ST IA

12x + 90 − 18x = 81
de cada bermuda, podemos
6x = 9 indicar o seguinte sistema:
x = 1,50 2x = 3y
SI ER

� 
y = 5 − 1,50 = 3,50 x − y = 10
Resolvendo-o pelo método
da substituição, isolamos
x na segunda equação e o
AT

substituímos na primeira
equação.
Cada pacote de molho custou R$ 1,50, e cada pacote de macarrão custou R$ 3,50.
2x = 3y
� x − y = 10 → x = 10 + y
M

2(10 + y) = 3y
8. Avaliação Nacional
20 + 2y = 3y
Em certa loja de roupas, o preço de duas camisas equivale ao preço de três bermudas. Além disso, a y = 20
diferença entre o preço de uma camisa e o de uma bermuda é de 10 reais. Se todas as camisas têm Agora, substituímos y = 20
o mesmo preço, o mesmo ocorrendo com as bermudas, o preço total da compra de uma camisa e na equação x = 10 + y:
uma bermuda deve ser de x = 10 + 20 = 30
a. 15 reais. Assim, cada camisa custa 30
reais, e cada bermuda custa
b. 20 reais. 20 reais:
c. 25 reais. x + y = 30 + 20 = 50
d. 30 reais. O preço total de uma camisa
e uma bermuda será de 50
e. 50 reais.
reais.

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Módulo 91
1. Verifique quais equações seguintes podem ter como solução o par (4; 5) e assinale-as com um X.

3x + 4y =30 2x − y =3 −2x + 3y = 7

C O
X X

O V
2. Assinale V para verdadeiro e F para falso, em cada afirmação.

C SI
CAPÍTULO 7

a. V Em uma equação com incógnitas x e y, na forma ax + by = c, seu conjunto solução será dado
na forma (x; y).

O U
b. F O par (2; 3) é a solução da equação x + y = 5.

N L
372

SI XC
c. V O par (2; 3) é uma das soluções da equação x + y = 5.

Módulo 92
EN O E
3. Complete o esquema seguinte que explica a resolução de um sistema de equações usando o méto-
do da substituição.

x+y=5
D US


2x + 3y = 14

No sistema, podemos isolar a incógnita x na primeira equação, obtendo x = 5−y . Depois o subs-
A E

tituímos na segunda equação, obtendo uma equação com a incógnita y. Após


E
EM L D

definir o valor de y, nós o substituímos em qualquer equação do sistema, encontrando uma equação
que, resolvida, determina o valor de x .
ST IA

Módulo 93
4. O sistema seguinte pode ser resolvido por meio do método da adição.
SI ER

3x − 2y = 15

2x + 2y = 10
AT

Se assim for feito, qual equação será obtida na soma?


Será obtida a equação 5x = 25.
M

Módulos 94 e 95
5. A soma de dois números, x e y, é 25, mas a diferença entre o triplo de x e o dobro de y, nessa ordem,
é 15. Escreva um sistema de equações que traduza essa situação.

x + y = 25
� 
3x − 2y = 15

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 372 07/12/19 22:25


C O
O V
DUAS INCÓGNITA S
EQUAÇÃO DO 1 GRAU COM
O

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

373
SI XC
Sistema de duas
EN O E equações do 1o grau
com duas incógnitas
D US
A E

Resolução de sistema Resolução de


E
EM L D

pelo método da sistema pelo método


substituição da adição
ST IA
SI ER

Situações-problema
AT

envolvendo sistema
de equações
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C7_G6.indd 373 07/12/19 22:25


CAPÍTULO

8 INEQUAÇÕES
DO 1O GRAU

C O
Para fazer o almoço, o pai

O V
As inequações estão presentes em precisa comprar uma dúzia de
diversos momentos do nosso cotidiano. ovos e tomates. Até quantos

C SI
MATEMÁTICA

Veja esta cena em uma quitanda onde quilos de tomate ele poderá
frutas e legumes são vendidos por peso pedir, de forma que a compra
e observe a variedade de situações em não seja superior a 20 reais?

O U
que é possível aplicar as inequações.

N L
374

SI XC
EN O E
D US
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

A criança quer assistir seu programa


favorito na TV, que começará em 1h.
Sabendo que o tempo necessário para
voltar para sua casa é de 15 minutos,
quanto tempo, no máximo, ela pode
ficar na quitanda com o pai?

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 374 07/12/19 22:24


C O
O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

375
SI XC
EN O E Uma balança de dois pratos, ou
uma gangorra, pode mostrar um
O atendente, que trabalha por comissão desequilíbrio, indicando uma
além de salário fixo, está juntando dinheiro desigualdade entre duas massas
para uma viagem. Quantas vendas ainda comparadas, quando seus pratos
serão necessárias para que ele receba, no estão desalinhados. Dessa forma,
mínimo, 1.000 reais este mês? é possível saber o mínimo, ou o
D US

máximo, de massa que pode ser


adicionada de modo a ultrapassar,
ou não, um determinado valor.
A E
E
EM L D
ST IA
SI ER
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 375 07/12/19 22:25


No exemplo dado em relação ao re- Módulo 96
servatório para formação de uma
inequação, comentar com os alunos
que será possível determinar, com o DESIGUALDADES
conhecimento adquirido no próximo
módulo, possíveis valores para x; em O estudo que apresentamos sobre equação do 1o grau mostra uma igualdade
contrapartida, pedir-lhes que resolvam
o exercício de forma intuitiva. Eles de-
entre duas sentenças. Como exemplo, considere um tanque de armazenamen-
vem concluir que o valor de x deve ser to de água que tem 2 600 litros de água em seu interior, mas com capacidade
menor que a diferença entre 5 000 e
2 600, ou seja, menor que 2 400. total para 5 000 litros. Para descobrir a quantidade x total de água que ainda
poderá ser colocada nesse recipiente, podemos escrever a seguinte equação:

C O
2 600 + x = 5 000

O V
C SI
JGANSER/ISTOCK

Entretanto, a quantidade de água x a ser colocada pode variar sem que


CAPÍTULO 8

atinja o nível máximo, ou seja, se quisermos saber qual é a quantidade que

O U
pode ser colocada, antes de atingir o limite de 5 000 litros, podemos escre-
ver uma desigualdade:

N L
376

SI XC
2 600 + x < 5 000

EN O E O sinal < (lê-se: menor que) indica uma desigualdade, e a sentença escrita
é uma inequação.
Uma inequação deve apresentar, assim como as equações, letras que re-
presentem valores desconhecidos, ou seja, incógnitas. Outros sinais podem
D US

ser utilizados em uma inequação: > (maior que), ≤ (menor ou igual a) e ≥


Reservatório de água.
(maior ou igual a).
Exemplos
A E

x ≥ 7.....(x é maior ou igual a 7)


E
EM L D

x ≤ 9.....(x é menor ou igual a 9)


y > 14......(y é maior que 14)
y < 25......(y é menor que 25)
ST IA

De maneira geral, se a ≠ b (a diferente de b), devemos ter a < b ou a > b.


SI ER

Como ocorre nas equações, em uma inequação, também temos o 1o e o 2o


membros. No exemplo anterior, destacamos:
AT

2 600 + x < = 5 000


1o membro 2o membro
M

Princípios de equivalência
Os princípios de equivalência aplicados às equações também são válidos
nas desigualdades. Nesse sentido, mostraremos os princípios aditivo e
multiplicativo numa desigualdade. Para o princípio multiplicativo, mos-
traremos que há uma diferença entre equações e inequações.

Princípio aditivo
Veja dois exemplos que ilustram esse princípio, semelhante ao que ocorre
nas equações.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 376 07/12/19 22:25


a. 22 > 8 É importante que os alunos estejam
atentos à explicação sobre a multiplica-
Ao adicionarmos um mesmo número positivo (como 3) aos dois membros ção dos membros de uma desigualda-
de por um número negativo. Se julgar
da desigualdade, obtemos uma nova desigualdade com mesmo sentido necessário, demonstrar os exemplos
que a primeira. numéricos em uma reta numérica.
Mostrar-lhes que, ao escrever o fator
negativo nos dois membros, o sinal já
22 + 3 > 8 + 3 deve ser invertido, para que as expres-
sões (multiplicações) sejam coerentes
25 > 11 com o sinal de desigualdade.

C O
b. 19 < 23
Ao adicionarmos um mesmo número negativo (como –4) aos dois membros

O V
da desigualdade, obtemos uma nova desigualdade com mesmo sentido

C SI

MATEMÁTICA
que a primeira.

O U
19 + (–4) < 23 + (–4)

N L
15 < 19

377
SI XC
De forma geral, temos:
EN O E
Quando adicionamos um mesmo número aos dois membros de uma desigual-
dade, seja ele positivo, negativo ou zero, obtemos uma nova desigualdade de
mesmo sentido que a primeira.
D US

Princípio multiplicativo
Em relação ao princípio multiplicativo, há um detalhe importante a ser
observado, diferentemente do que ocorre nas equações. Acompanhe com
A E

atenção as duas situações a seguir.


E
EM L D

a. 16 > 9
Multiplicando os dois membros da desigualdade por um número positivo,
como 5, obtemos outra desigualdade com mesmo sentido que a primeira.
ST IA

16 · 5 > 9 · 5
SI ER

80 > 45

b. –8 < 3
AT

Multiplicando os dois membros da desigualdade por um número negativo,


como –1, obtemos outra desigualdade com sentido inverso da primeira.
M

Acompanhe.

–8 · (–1) < 3 · (–1)


8 < –3.....(falso!)

Logo, ao multiplicarmos os dois membros por um número negativo, in-


vertemos o sinal de desigualdade:

–8 · (–1) > 3 · (–1)


8 > –3.....(verdadeiro!)

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 377 07/12/19 22:25


De maneira geral, temos:

Quando multiplicamos os dois membros de uma desigualdade por


um mesmo número positivo, obtemos uma nova desigualdade de
mesmo sentido que a primeira.

Quando multiplicamos os dois membros de uma desigualdade por


um mesmo número negativo, obtemos uma nova desigualdade de

C O
sentido inverso.

O V
No princípio multiplicativo, não consideramos multiplicar ambos os

C SI
membros por zero, uma vez que, nesse caso, os dois membros se torna-
CAPÍTULO 8

rão nulos.

O U
Propriedade

N L
378

Em uma desigualdade, verificamos a propriedade transitiva, que pode

SI XC
ser resumida da seguinte forma:
EN O E Se a > b e b > c, logo a > c
ou
Se a < b e b < c, logo a < c
D US

Exemplo numérico

Seja a = 9, b = 8 e c = 7.
A E

a>beb>c⟹a>c
E
EM L D

9>8e8>7⟹9>7

A ideia da propriedade transitiva pode ser aplicada, por exemplo, na


ST IA

comparação da altura de três pessoas com alturas diferentes. Imagine


que Caio, Marina e Igor sejam amigos. O quadro mostra a altura de cada
SI ER

um deles.
NEUSTOCKIMAGES/ISTOCK
AT

PESSOA ALTURA
Caio 178 cm
M

Igor 172 cm
Marina 165 cm

Vê-se que Caio é mais alto


que Igor. Este, por sua vez, é
mais alto que Marina. Logo, po-
de-se concluir que Caio é mais
alto que Marina.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 378 07/12/19 22:25


Módulos 97 e 98 Destacar que a resolução da inequa-
ção do 1o grau é muito semelhante à

RESOLUÇÃO DE INEQUAÇÕES DO 1o GRAU COM resolução de uma equação do 1o grau,


enfatizando que se deve ter atenção

UMA INCÓGNITA quando se multiplicam os membros


por um valor negativo, invertendo o
sinal de desigualdade.
Entre vários tipos de inequação que existem, destacaremos, neste momen-
to, a chamada inequação do 1o grau. Uma inequação é assim classificada
quando puder ser escrita em uma das seguintes formas:

C O
ax > b, ax < b, ax ≥ b ou ax ≤ b

O V
Neste estudo, consideraremos a e b números racionais, sendo a ≠ 0. Nos

C SI

MATEMÁTICA
anos seguintes, os valores atribuídos para a e b poderão ser ampliados

O U
para outros conjuntos numéricos.

N L
Conjunto solução

379
SI XC
Os valores que tornam uma inequação verdadeira chamam-se soluções da
inequação. Logo, resolver uma inequação significa encontrar o seu conjun-
EN O E
to solução para um determinado conjunto universo.
Esse conjunto solução pode ser constituído de apenas um valor (uma úni-
ca raiz), mais de uma raiz ou nenhuma raiz, dependendo sempre do con-
junto universo (U) considerado.
D US

Como exemplo, consideremos a inequação x < 8 para o conjunto universo


dos naturais (U = ℕ).
Para essa inequação e conjunto universo dados, teremos o conjunto solu-
A E

ção formado pelos números naturais menores que 8:


E
EM L D

S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}
ST IA

Representação de conjunto universo e conjunto solução


SI ER

Diferentemente do que mostramos no exemplo anterior, muitas inequa-


ções apresentam um número infinito de soluções. Nesse caso, há maneiras
genéricas de representar o conjunto solução. Observe o exemplo.
AT

a. Determinar o conjunto solução da inequação x ≥ 4 para U = ℤ.


Nesse caso, temos o conjunto formado pelos números inteiros maiores
M

ou iguais a 4:

S = {4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 ,11 ,12, ...}

Podemos indicar esse conjunto da seguinte forma:

S = {x ∈ ℤ | x ≥ 4}

Lemos: “O conjunto solução S é composto por elementos x, pertencentes


ao conjunto dos números inteiros, tal que x é maior ou igual a 4”.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 379 07/12/19 22:25


Antes de apresentar os exemplos de
resolução de inequação no texto teó- Resolvendo inequações
rico, propor aos alunos, como desafio,
que resolvam essas inequações ape- Resolver uma inequação do 1o grau com uma incógnita implica determi-
nas com a indicação teórica sobre a
resolução.
nar, como foi mencionado anteriormente, o conjunto solução que satisfaz a
desigualdade. Para isso, fazemos uso dos princípios multiplicativo e aditi-
vo utilizados na resolução de uma equação do 1o grau. Vale lembrar o cui-
dado que devemos tomar ao multiplicar os dois membros por um número
negativo. Veja alguns exemplos.
a. Considerando o conjunto dos números racionais (ℚ), determinar o con-

C O
junto solução da seguinte inequação:

O V
C SI
5x – 2 > 8
CAPÍTULO 8

O U
Resolução

N L
380

5x − 2 + 2 > 8 + 2

SI XC
5x > 10
5x > 10
EN O E 5 5
x>2

∴ S = � x ∈ ℚ x > 2 �


D US

b. Determinar o conjunto solução da inequação a seguir para U = ℤ.

2(x − 3) ≤ 9 − (1 − 5x)
A E
E
EM L D

2(x − 3) ≤ 9 − (1 − 5x)........ eliminar os parênteses usando a distributiva


ST IA

2x − 6 ≤ 9 − 1 + 5x
2x − 6 ≤ 8 + 5x
SI ER

2x − 5x ≤ 8 + 6
−3x ≤ 14........ inverter o sinal ao multiplicar os membros por –1
AT

3x ≥ −14
x ≥ − 14
3
M

14
∴ S = � x ∈ ℤ x ≥  �
3

Resolução
Repare que a resolução da inequação do 1o grau é muito semelhante à
resolução de uma equação do 1o grau, atentando ao fato de multiplicar os
membros por um valor negativo, invertendo o sinal de desigualdade.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 380 10/12/19 16:59


c. Considerando o conjunto dos números racionais (ℚ), determinar o con-
junto solução da seguinte inequação:

x −1 < x
3 2

Resolução

C O
2x − 6 < 3x
6 6 6

O V
2x − 6 < 3x

C SI

MATEMÁTICA
2x − 3x < 6
−x < 6

O U
x > −6
∴ S = � x ∈ ℚ x > −6 �

N L

381
SI XC
NA PRÁTICA
EN O E
Aplicando as inequações

ADENE SANCHEZ/ISTOCK
As inequações podem ser particularmente úteis quando se deseja
comparar duas situações. Essa análise pode ser necessária para co-
D US

merciantes ou consumidores em geral, entre tantos outros casos.


Como exemplo, veja o quadro a seguir, que mostra dois planos dife-
rentes de telefonia.
A E

Plano A (mensal): 19 reais fixos, com


custo de R$ 0,50 por minuto de ligação.
E
EM L D

Plano B (mensal): 9 reais fixos, com


custo de R$ 0,60 por minuto de ligação.

O plano B tem um custo fixo menor, mas o valor cobrado por minuto de ligação é um pouco maior.
ST IA

Sendo x a quantidade de minutos de ligação utilizados no mês, vamos verificar para que situação
o plano A tem um custo total menor que o plano B.
SI ER

19 + 0,50x < 9 + 0,60x


Custo mensal Custo mensal
AT

do plano A do plano B

Resolvendo a inequação:
M

0,50x − 0,60x < 9 − 19


−0,10x < −10
0,10x > 10
x > 10
0,10
x > 100

Portanto, se o consumidor utilizar mais que 100 minutos de ligação no mês, o plano A terá um custo
total menor que o plano B.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 381 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 8
INEQUAÇÕES DO 1o GRAU
Módulo 96 | Desigualdades

Exercícios de aplicação
1. Em cada item, traduza a sentença para a forma de uma inequação.
a. A soma de um número x com três é menor que sete.
x+3<7

b. A diferença entre um número y e oito é maior que dez.

C O
y − 8 > 10

O V
c. A soma do dobro de um número x com seis é menor ou igual a vinte e oito.

C SI
2x + 6 ≤ 28
CAPÍTULO 8

d. O triplo de um número x é maior ou igual à soma de x com cinco.

O U
3x ≥ x + 5

N L
e. O sucessor de um número y é menor que o dobro do antecessor desse mesmo número y.
382

SI XC
y + 1 < 2 · (y − 1)

2. Complete o quadro seguinte de acordo com o modelo dado na primeira linha.


EN O E INEQUAÇÃO 1o MEMBRO 2o MEMBRO
COMO SE LÊ O SINAL
DE DESIGUALDADE

2x + 6 > x + 1 2x + 6 x +1 É maior que.


D US

5x < 6x + 8 5x 6x + 8 É menor que.


A E

10x + 13 ≥ − 3x + 7 10x + 13 –3x + 7 É maior ou igual a.


E
EM L D

8y + 5(y − 1) ≤ 0 8y + 5 (y – 1) 0 É menor ou igual a.


ST IA

100 + 7a > a + 3 100 + 7a a+3 É maior que.


SI ER

Na correção do exercício 3, 3. Observe as três caixas com a etiqueta da massa que cada uma tem. Com base nessas medidas, sen-
indicar as duas possibilida- do y a maior massa, z a menor massa e w a massa intermediária, indique uma relação entre y, z e w
des de escrita. que exemplifique a propriedade transitiva da desigualdade.
AT
M

Se y > w e w > z, então y > z, ou, se z < w e w < y, então z < y.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 382 07/12/19 22:25


4. Considere a seguinte desigualdade:

–16 < –5

Multiplique os dois membros por –1 e escreva o que ocorre com o sinal de desigualdade.
–16 · (–1) > –5 · (–1)

16 > 5

O sinal de desigualdade ficou invertido.

C O
O V
Exercícios propostos

C SI

MATEMÁTICA
5. Assinale V para verdadeiro e F para falso em cada uma das desigualdades indicadas. No exercício 5, pedir aos

O U
alunos que efetuem as ope-
rações em cada membro.
a. 5 + 8 < 7+ 6.................................. F Em casos como o do item

N L
b, eles podem julgá-lo falso

383
SI XC
b. 3² + 4² < (3 + 4)²......................... V por considerar que sejam
expressões, na verdade,
equivalentes, o que está
c. 1,5 + 2,5 < 4,99 + 0,01.............. V incorreto.

d.
1
2
+2>
3
2
EN O E
+ 1.......................... F

6. Considere a seguinte desigualdade:


D US

–15 > –22

Adicione –7 aos dois membros e escreva o que ocorre com o sentido do sinal de desigualdade.
A E

–15 + (–7) > –22 + (–7)


E
EM L D

–22 > –29

O sentido do sinal mantém-se.


ST IA
SI ER

No exercício 7, podemos
7. Escreva uma sentença que represente cada inequação a seguir, sendo x um número inteiro. encontrar escritas que se-
a. x < 10 jam diferentes, porém equi-
AT

valentes às apresentadas.
Um número inteiro menor que dez. Assim, é importante que os
alunos compartilhem suas
respostas para verificar se
M

estão corretas.

b. 7+ 2x ≥ 15
A soma de sete com o dobro de um número inteiro é maior ou igual a quinze.

c. 3x > x + 1
O triplo de um número inteiro é maior que o sucessor desse mesmo número inteiro.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 383 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 8
Módulos 97 e 98 | Resolução de inequações do 1o grau com uma incógnita

Exercícios de aplicação
1. Considerando U = ℚ, determine o conjunto solução de cada inequação a seguir.
a. 3x − 1 > 8 b. −x + 2 > 7

3x > 8 + 1 −x > 7 − 2
3x > 9 −x > 5

C O
x>3 x < −5
∴ S = {x ∈ ℚ |x > 3} ∴ S = {x ∈ ℚ |x < −5}

O V
C SI
CAPÍTULO 8

O U
N L
384

SI XC
c. 5 − 6x > 16 d. 2(x + 1) > 9

−6x > 16 − 5 2x + 2 > 9


EN O E −6x > 11
6x < −11
2x > 9 − 2
2x > 7
11 7
x<− x>
6 2
11 7
∴ S = �x ∈ ℚ x < � ∴ S = �x ∈ ℚ x > �
D US

6 2
A E
E

e. −x + 2 ≤ 2x + 5 f. 9x − 8 ≥ 7x + 6
EM L D

−x − 2x ≤ 5 − 2 9x − 7x ≥ 6 + 8
−3x ≤ 3 2x ≥ 14
ST IA

3x ≥ −3 x≥7
x ≥ −1 ∴ S = {x ∈ ℚ |x ≥ 7}
SI ER

∴ S = {x ∈ ℚ |x ≥ −1}
AT
M

g. −(3 − x) ≥ 2(x + 5) h. 4 + 2(x − 2) ≤ x

−3 + x ≥ 2x + 10 4 + 2x − 4 ≤ x
x − 2x ≥ 10 + 3 2x − x ≤ 0
−x ≥ 13 x≤0
x ≤ − 13 ∴ S = {x ∈ ℚ |x ≤ 0}
∴ S = {x ∈ ℚ |x ≤ − 13}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 384 07/12/19 22:25


2. As figuras indicam dois triângulos identificados por números e com as respectivas medidas dadas. No exercício 2, há uma men-
ção à condição de existência
de um triângulo. Embora
este assunto não seja explo-
rado neste momento, é uma
x informação dada que pode
ser discutida com os alunos.

8 cm 8 cm 9 cm

x
8 cm

C O
O V
Triângulo 1 Triângulo 2

C SI

MATEMÁTICA
Deseja-se obter medidas inteiras para x, em centímetros, de tal forma que o perímetro do triângulo

O U
1 seja maior que o perímetro do outro triângulo. Além disso, para que o triângulo 2 exista, deve-se
ter x > 4,5. Quais devem ser essas medidas?

N L

385
SI XC
Do exposto, devemos ter:
2x + 9 < 3 · 8
2x + 9 < 24
2x < 24 − 9
2x < 15
EN O E
x < 7,5
Deseja-se obter uma medida inteira para x, em centímetros, que deve ser maior que 4,5 cm (dado no enunciado)
e menor que 7,5 cm. Logo, as medidas possíveis são 5 cm, 6 cm e 7 cm.
D US

As medidas procuradas são 5 cm, 6 cm e 7 cm.


A E

3. Determine o conjunto solução de cada inequação a seguir no conjunto dos números racionais.
E
EM L D

1 x x−3 1 2x
a. x − > +1 b. − ≤ +6
2 3 4 5 3
ST IA

6x 3 2x 6 15x 12 40x 360


− > + − > +
6 6 6 6 60 60 60 60
SI ER

6x − 3 > 2x + 6 15x − 45 − 12 ≤ 40x + 360


6x − 2x > 6 + 3 15x − 57 ≤ 40x + 360
4x > 9 15x − 40x ≤ 360 + 57
9
AT

x> −25x ≤ 417


4
9 25x ≥ −417
∴ S = �x ∈ ℚ x > � 417
4 x≥−
25
M

417
∴ S = �x ∈ ℚ x ≥ − �
25

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 385 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 8
4. Sendo U = ℕ, verifique se a inequação apresenta o conjunto solução vazio.

5x −(x + 3) > 3x + 2(x − 1)

5x − (x + 3) > 3x + 2 (x − 1)
5x − x − 3 > 3x + 2x − 2
4x − 3 > 5x − 2
4x − 5x > −2 + 3

C O
−x > 1
x < −1

O V
C SI
CAPÍTULO 8

O U
N L
386

SI XC
EN O E
Para o conjunto universo dado (naturais), sendo x < –1, o conjunto solução é vazio.
D US

5. Temperatura no refrigera- 5. Avaliação Nacional


dor A (°C): x
Um cientista desenvolveu um estudo sobre temperatura, usando duas máquinas semelhantes a
A E

Temperatura no refrigerador
B (°C): 3x – 8
refrigeradores. Ele chamou as máquinas de A e de B. Durante alguns testes, observou que a tempe-
ratura x na máquina A, em graus Celsius, é sempre maior que a temperatura na máquina B, sendo
E
EM L D

Do que foi exposto, devemos


ter x > 3x – 8. Resolvendo que, na B, a temperatura é sempre o triplo da temperatura x de A, menos 8 graus Celsius. Então,
essa inequação, vem: para emitir um relatório que detalhe melhor os possíveis valores que foram observados nas con-
x − 3x > −8 dições anteriores, ele escreveu uma inequação que traduz essa situação. Resolvendo-a de forma
correta, temos
ST IA

−2x > −8
2x < 8 a. x > 4
x<4 b. x < 4
SI ER

Logo, temos x < 4. c. x < 12


d. x < – 2
AT

e. x > – 2

Exercícios propostos
M

6. Resolvendo a inequação 6. Avaliação Nacional


proposta, vem:
Um economista, desenvolvendo um estudo sobre a variação do preço de uma mercadoria, chegou
−3 · (x − 4) > x
à seguinte inequação: – 3· (x − 4) > x. Se considerarmos, para essa inequação, U = ℚ, devemos obter
−3x + 12 > x
como conjunto solução
−3x − x > −12
a. S = {x ∈ ℚ |x < 3}
−4x > −12
4x < 12 b. S = {x ∈ ℚ |x > 3}
x<3
c. S = {x ∈ ℚ |x < 1}
Portanto, S = {x ∈ ℚ |x < 3}.
d. S = {x ∈ ℚ |x > −1}
e. S = {x ∈ ℚ |x < −3}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 386 07/12/19 22:25


7. Resolva as inequações a seguir e determine seu conjunto solução. Para isso, considere U = ℚ.
a. 5(x − 1) > 6x − 8 b. −2(x + 1) + 8x < 1 − 6x

5(x − 1) > 6x − 8 −2x − 2 + 8x < 1 − 6x


5x − 5 > 6x − 8 6x − 2 < 1 − 6x
5x − 6x > −8 + 5
6x + 6x < 1 + 2
−x > −3
x<3 12x < 3
3 1
∴ S = {x ∈ ℚ |x < 3} x< ⇒x <
12 4

C O
1
∴ S = �x ∈ ℚ x < �
4

O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L
c. 3x −(1 − x) −8 > 4(2x − 2)+ 4 4 (1 − 2x) x
d.

387

SI XC
3 2

3x − 1 + x − 8 > 8x − 8 + 4 8(1 − 2x) 3x



EN O E
4x − 9 > 8x − 4 6 6
8 − 16x ≤ 3x
4x − 8x < −4 + 9
−4x < 5 −16x − 3x ≤ −8
4x > −5 −19x ≤ −8
5
D US

x>− 19x ≥ 8
4
8
5 x≥
∴ S = �x ∈ ℚ x > − � 19
4
8
∴ S = �x ∈ ℚ x ≥ �
19
A E
E
EM L D

8. Certo quadrado tem uma área de 36 cm². Pedro pretende construir outro quadrado com perímetro O exercício 8 apresenta três
menor que o perímetro do quadrado anterior e medida do lado, em centímetros, inteira. Para isso, informações diferentes, mas
ST IA

quais poderão ser as medidas do lado do quadrado construído por Pedro? que se relacionam entre si:
lado, perímetro e área. É um
exercício que requer mais
SI ER

atenção dos alunos quanto


Lado do quadrado dado (cm): 36 = 6 à leitura do enunciado e ao
encadeamento de ideias.
Perímetro do quadrado dado (cm): 4 · 6 = 24
Aproveitar para retomar o
AT

Lado do quadrado construído por Pedro (cm): x conceito de área de qua-


Perímetro do quadrado construído por Pedro (cm): 4x drado e cálculo de raiz qua-
Assim, temos: drada.
M

4x < 24
x<6
Portanto, o quadrado construído por Pedro deverá ter uma medida inteira em centímetros, e positiva, menor que
6 cm, ou seja, 1 cm, 2 cm, 3 cm, 4 cm ou 5 cm.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 387 07/12/19 22:25


Módulo 96
1. Em uma desigualdade, pode-se aplicar o princípio aditivo. Complete os dois exemplos a seguir que
ilustram esse princípio, adicionando 5 no primeiro e –5 no segundo e, depois, complete a frase que
resume esse princípio.

C O
EXEMPLO 1 EXEMPLO 2

O V
20 < 25 20 < 25

C SI
20 + 5 < 25 + 5 20 + −5 < 25 + −5
CAPÍTULO 8

25 < 30 15 < 20

O U
N L
Quando adicionamos um mesmo número aos dois membros de uma desigualdade, seja
388

SI XC
ele positivo, negativo ou zero, obtemos uma nova desigualdade de mesmo sentido

que a primeira.
EN O E
2. Ao aplicarmos o princípio multiplicativo em uma desigualdade, multiplicando ambos os membros
por um fator negativo, que cuidado devemos ter em relação ao sinal de desigualdade?
Devemos inverter o sinal.
D US

3. Dê um exemplo que explica como a propriedade transitiva pode ser aplicada na comparação da
idade de três pessoas.
Sugestão: Pedro tem 10 anos de idade, Letícia, 9 anos e Gabriela, 8 anos. Se Pedro é mais velho que Letícia, e Letícia é mais

velha que Gabriela, então Pedro é mais velho que Gabriela.


A E
E
EM L D

Módulos 97 e 98
4. Na resolução da inequação a seguir há um alerta. Escreva qual atenção deve ser dada a esse ponto
ST IA

do cálculo para prosseguir.


SI ER

3x − 4x > 9
−x > 9.......... (Atenção!)
AT

Ao multiplicar ambos os membros por –1, o sinal de desigualdade deverá ser invertido.

5. Assinale com um X o conjunto numérico descrito pela seguinte sentença:


M

“Qualquer número inteiro menor que três”.

S = {x ∈ ℤ | x ≥ 3} S = {x∈ ℚ | x < 3} S = {x∈ ℤ | x < 3} S = {x∈ ℤ | x ≤ 3}

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 388 07/12/19 22:25


C O
O V
DESIGUALDADES

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

389
SI XC
EN O E Princípios aditivo
e multiplicativo
D US
A E
E

Inequação do 1o grau
EM L D
ST IA
SI ER

Resolução de uma
inequação do 1o grau
AT
M

Situações-problema
envolvendo inequação
do 1o grau

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 389 07/12/19 22:25


CAPÍTULO

9 VOLTANDO
AOS ÂNGULOS

C O
O V
C SI
MATEMÁTICA

O U
N L
390

SI XC
EN O E
As linhas usadas nas mais variadas
D US

formas possibilitam a profissionais


de diversas áreas criar estruturas
diferenciadas. O estudo dessas formas
e de como elas se encaixam passa
A E

pelo estudo elementar sobre ângulos.


As ideias básicas sobre ângulos,
E
EM L D

seja em sua definição, seja em suas


medidas, ganham forma e detalhes,
ampliando o conceito para ângulos
complementares, suplementares,
ST IA

opostos pelo vértice, entre outras.


SI ER
AT
M

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 390 07/12/19 22:25


M
AT

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 391


SI ER
ST IA
EM L D
A E
D US
E
EN O E
SI XC
N L
O U
C SI
O V
C O
ASBE/ISTOCK

391 MATEMÁTICA

07/12/19 22:25
No capítulo 9, retomaremos alguns Módulo 99
conceitos sobre ângulos, desenvolvi-
dos no capítulo 1. Assim, efetuaremos
com frequência operações com ângu- ÂNGULOS COMPLEMENTARES E SUPLEMENTARES
los e seus submúltiplos.
Aproveitar para retomar essa ideia Algumas figuras em nosso cotidiano indicam a formação de padrões,
com os alunos, verificando o que eles como ocorre com os polígonos na imagem da abertura do capítulo; ou-
conseguiram assimilar desse estudo.
Da mesma forma, faremos uso re- tras, nem tanto.
corrente de equações e linguagem
algébrica envolvendo conceitos geo-
métricos.

C O
Acreditamos ser esta uma oportunida-
de para reforçar esse estudo de forma
GRUPO TEMÁTICO

O V
aplicada.
No boxe “Grupo temático”, é possível
Ângulos na arte

C SI
explorar imagens da internet que tra-
CAPÍTULO 9

tam do abstracionismo geométrico, Nem sempre as figuras que vemos

PETEKARICI/ISTOCK
assunto que será abordado no 9o ano, em nossa rotina formam um padrão.

O U
em Arte. Em sites de busca, há uma Alguns artistas, por exemplo, desen-
infinidade de exemplos.
volvem técnicas dentro de um movi-

N L
mento conhecido como abstracionis-
392

mo geométrico que, de maneira geral,

SI XC
representa figuras geométricas com
traços, sem a intenção de criar, neces-
sariamente, um padrão. Ainda nesse
EN O E tipo de arte, é possível encontrar linhas
retas e formação de diversos ângulos,
sendo possível desenvolver estudos
Exemplo de abstracionismo geométrico.
sobre ângulos.
D US

Seja qual for o estudo geométrico, muitas vezes, encontramos a necessidade


de verificar a medida de ângulos, sendo esse fato mais comum em determi-
nadas áreas, como na Arquitetura, na Engenharia e em outras relacionadas.
A E

No capítulo 1, apresentamos um estudo sobre ângulos, principalmente


E
EM L D

sobre suas medidas, incluindo submúltiplos. Agora, retomaremos esse es-


tudo, verificando, neste módulo, o conceito de ângulos complementares e
suplementares.
ST IA

Ângulos complementares
SI ER

Considere os ângulos CÔA e AÔB na figu-


A
ra ao lado com suas respectivas medidas. C
AT

Podemos, por meio de uma simples adi-


ção, verificar que:
med(CÔA) + med(AÔB) = 30° + 60° = 90°
M

30°
O fato de a soma ser 90°, isto é, um
ângulo reto, indica que os ângulos CÔA 60°
e AÔB são complementares. Assim, de
O B
maneira geral, temos:

Dois ângulos são complementares quando a soma de suas medidas é igual a 90°.
Nesse caso, dizemos que um ângulo é o complemento do outro.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 392 10/12/19 17:02


Como exemplo, sendo 57° a medida de um ângulo, seu complementar x
será a diferença entre 90° e 57°. EXPLORE MAIS
x = complementar de 57° = 90° – 57° = 33° Pavimentando com
ângulos

Ângulos suplementares Falando sobre padrões,


engenharia e arquitetura,
podemos encontrar algu-
Agora, observe a figura a seguir, que mostra os ângulos CÔA e AÔB.
mas aplicações do estudo
de ângulos em confec-
ção de mosaicos. Acesse

C O
o link e descubra mais!
A <coc.pear.sn/1sShSXz>.

O V
C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

393
120° 60°

SI XC
C O B

EN O E
Nessa figura, temos:
med(CÔA) + med(AÔB) =
D US

= 120° + 60° = 180°


A soma obtida, de 180°, indica que os ângulos CÔA e AÔB são suplemen-
tares. De maneira geral, temos:
A E
E

Dois ângulos são suplementares quando a soma de suas medidas é igual a 180°.
EM L D

Nesse caso, dizemos que um ângulo é o suplemento do outro.

Quando, além de suplementares, os ângulos são adjacentes, como mos-


ST IA

trado na figura anterior, dizemos que são adjacentes suplementares. Nos


complementares, temos os adjacentes complementares.
SI ER

O estudo algébrico pode ser útil na resolução de situações geométricas


que envolvem o conceito de ângulos complementares e suplementares.
AT

Além disso, pode ser necessário retomar os cálculos com submúltiplos do


grau. Como exemplo, veja a seguinte situação:
Determinar o valor de x na figura a seguir que mostra ângulos suple-
M

mentares.

2x = 180° − (57° 18')


2x = (179° 60') − (57° 18')
2x = 122° 42'

2x x = 122° 42'
57° 18' 2
x = 61° 21'

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Como sugestão, mostrar aos alunos a Módulo 100
relação de congruência existente en-
tre ângulos O.P.V. de maneira concre-
ta. Pedir-lhes que tracem duas retas ÂNGULOS OPOSTOS PELO VÉRTICE
concorrentes, pintando cada um dos
quatro ângulos com uma cor, e, em se- Além dos ângulos complementares e suplementares mostrados no módu-
guida, recortem a folha sobre as duas
retas. Por fim, sobrepondo os ângulos,
lo anterior, há também outra ideia muito importante e, ao mesmo tempo,
que antes eram O.P.V., tem-se a consta- relativamente simples, envolvendo ângulos: são os ângulos opostos pelo
tação de que são figuras coincidentes,
ou seja, congruentes. vértice. Nessa ideia, o conceito de ângulos suplementares também está
Embora não se possa provar, é uma presente. Acompanhe.

C O
maneira de verificar a congruência de
forma concreta. Uma forma simplifi- Considere as retas r e s, concorrentes no ponto O, a seguir.
cada é fazer uma única construção

O V
com apenas uma folha diante do gru- r
po. Há, ainda, a opção de fazer uso de A B

C SI
softwares de Geometria dinâmica,
CAPÍTULO 9

como o GeoGebra, para mostrar aos y


med(AÔD) = x
alunos as variações dos ângulos nesse

O U
tipo de construção e as respectivas re- med(BÔA) = y
lações entre suas medidas. Essas cons- x z
0 med(CÔB) = z

N L
truções podem ser feitas do início, ou
394

pode-se buscar, no site do programa, w med(DÔC) = w

SI XC
atividades já prontas nesse sentido.
D C
s
EN O E É possível percebermos que são formados quatro ângulos: AÔD, BÔA, CÔB
e DÔC, cada qual com sua respectiva medida dada por uma letra.
Nessa figura, temos a formação de dois pares de ângulos chamados de
D US

ângulos opostos pelo vértice (O.P.V.). São eles:


AÔD e CÔB
BÔA e DÔC
A E
E
EM L D

Dizemos que dois ângulos são opostos pelo vértice quando os lados
de um são as respectivas semirretas opostas do outro.
ST IA

Ainda de acordo com os ângulos indicados na figura anterior, temos al-


guns pares de ângulos suplementares:
SI ER

x + y = 180° e y + z = 180°
De acordo com a propriedade transitiva, podemos escrever:
x+y=y+z
AT

Subtraindo y nos dois membros dessa igualdade, chegamos em:


M

x=z

Seguindo um raciocínio semelhante, temos:


y=w

Com isso, conseguimos mostrar que:

Dois ângulos opostos pelo vértice são congruentes,


ou seja, possuem a mesma medida.

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Módulos 101 e 102 São apresentados alguns exemplos
de problemas que sugerem o uso dos

SITUAÇÕES-PROBLEMA ENVOLVENDO ÂNGULOS conceitos estudados anteriormente


sobre ângulos. Antes de ler as situa-
ções do texto teórico com os alunos,
Os conceitos apresentados anteriormente sobre ângulos podem ser apli- propor-lhes essas situações como
desafio, para que possam, em duplas,
cados em diversas situações-problema, seguindo algumas das ideias já tentar resolvê-las.
mostradas. Nessas situações, tenha sempre em mente que resolver um pro-
blema envolve uma leitura atenta, organização dos dados importantes e,
muitas vezes, tradução para uma linguagem algébrica, por meio de equa-

C O
ções ou sistemas de equações. Acompanhe algumas situações.

O V
Situação 1

C SI

MATEMÁTICA
Em um triângulo retângulo, sendo um ângulo reto (90°), os outros dois são
complementares. Afinal, a soma dos três ângulos é sempre 180°. Se dois

O U
ângulos agudos de medidas x e y de um triângulo retângulo têm 38° de

N L
diferença, qual é a medida de cada um deles?

395
SI XC
Resolução
Do exposto, podemos escrever e resolver, pelo método da adição, o se-
guinte sistema: EN O E
x + y = 90°
� +
x − y = 38°
D US

2x = 128°
x = 64°

Substituindo x = 64° na primeira equação:


A E
E
EM L D

64° + y = 90°
y = 26°
ST IA

As medidas são 64° e 26°.


SI ER

Situação 2
Dado um ângulo de medida x, a soma do dobro de seu complemento, com a
AT

metade de seu suplemento, resulta 70°. Determine a medida x.


Resolução
M

Traduzindo na forma de uma equação e resolvendo, temos:

180° − x
2 (90° − x) + = 70°
2
O dobro do A metade do
complemento suplemento
de x de x
360° − 4x + 180° − x = 140° ⇒ 540° − 5x = 140°
2 2 2
5x = 400°
x = 80°

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CAPÍTULO 9
VOLTANDO AOS ÂNGULOS
Módulo 99 | Ângulos complementares e suplementares

Exercícios de aplicação
1. Para cada ângulo indicado no quadro, calcule seu complemento e seu suplemento.

ÂNGULO X COMPLEMENTO DE X SUPLEMENTO DE X

20° 70° 160°

C O
75° 15° 105°

O V
C SI
17° 73° 163°
CAPÍTULO 9

89° 1° 91°

O U
N L
55° 35° 125°
396

SI XC
Observar, no exercício 2, se 2. Seja x a medida de um ângulo agudo qualquer. Escreva uma expressão que indique a medida do
os alunos percebem o fato complemento desse ângulo.
de que x é menor que 90°,
pelo fato de ser agudo.
EN O E 90° – x

3. Seja y a medida de um ângulo qualquer, com y < 180°. Escreva uma expressão que indique a medida
do suplemento desse ângulo.
180° – y
D US

4. Certa latitude norte é dada pela medida 47° 15' 50''. Qual é o complemento dessa medida?
A E

89° 59' 60"


− 47° 15' 50''
E
EM L D

42° 44' 10''


ST IA
SI ER

A medida pedida é de 42° 44' 10''.


AT

5. Um piloto de helicóptero precisa calcular certa coordenada geográfica determinando o suplemento


da longitude 33° 42' 37''. Faça os cálculos necessários e determine esse suplemento.
M

179° 59' 60"


− 33° 42' 37''
146° 17' 23''

A medida pedida é de 146° 17' 23''.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 396 07/12/19 22:25


6. Avaliação Nacional 6. O complemento de um
ângulo x é obtido pela di-
Para um estudo de figuras planas, um estudante deverá realizar alguns cálculos envolvendo um ferença entre 90° e x. Então,
ângulo y, dado pela terça parte do complemento de um ângulo de medida x. O ângulo y pode ser calculando-se a terça parte
obtido por meio da expressão desse complemento, temos:
180° − x 90° − x 90° + x x = 90° − x .
a. 3(180° − x) b. 3(90° − x) c. d. e. 3
3 3 3

7. Determine o valor de x em cada uma das figuras a seguir, de acordo com a informação em cada item.
a. Ângulos adjacentes complementares b. Ângulos adjacentes suplementares

C O
O V
x − 20°

C SI

MATEMÁTICA
3x
3x

O U
5x − 6°

N L

397
SI XC
3x + 5x − 6° = 90° 3x + x − 20° = 180°
8x = 96° 4x = 200°
x = 12°
EN O E x = 50°
D US

Exercícios propostos
8. Determine: No exercício 8, se necessário,
A E

sugerir aos alunos que o re-


a. o complemento do suplemento de 126°; solvam partindo do fim para
E
EM L D

o início do problema.

Suplemento de 126°: 180° – 126° = 54°


Complemento de 54°: 90° – 54° = 36°
ST IA

O ângulo procurado mede 36°.


SI ER

b. o suplemento do complemento de 72°.


AT

Complemento de 72°: 90° – 72° = 18°


Suplemento de 18°: 180° – 18° = 162°
M

O ângulo procurado mede 162°.

9. Avaliação Nacional
Um piloto de avião, estudando a longitude de uma rota que deveria seguir, precisava encontrar o 9. O suplemento de um ângu-
suplemento do ângulo de medida 22° 55’ 43”. Nesse caso, a medida procurada é dada por lo é obtido pela diferença en-
tre 180° e a medida do ângulo
a. 158° 55’ 43” dado. Logo:
b. 157° 44’ 57” 180° 179° 59' 60''
− 22° 55' 43'' ⟹ −
c. 157° 4’ 17” 22° 55' 43''
d. 67° 44’ 57” 157° 4' 17''
Portanto, a medida procurada
e. 67° 4’ 17” é de 157° 4’ 17”.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 397 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 9
Módulo 100 | Ângulos opostos pelo vértice

Exercícios de aplicação
1. De acordo com o que foi indicado na teoria, qual é a
condição que devemos encontrar para que dois ân-
gulos sejam classificados como opostos pelo vértice
(O.P.V.)? Desenhe um exemplo usando régua.
Dois ângulos são opostos pelo vértice quando os lados de um

C O
são as respectivas semirretas opostas do outro.

O V
CAPÍTULO 9

C SI
Em situações como a apre- 2. A figura ao lado representa um esboço feito por um x
sentada no exercício 2, al- arquiteto no início de um projeto. Por ser um esboço,

O U
guns alunos podem tentar
a medida indicada de 35° não é necessariamente real.
398

obter a medida pedida por y 35°

N L
meio de um transferidor. Porém, de acordo com a ideia, calcule qual deve ser a
Orientá-los para que façam medida dos ângulos x, y e w.

SI XC
uso dos conceitos de ângu- w
los O.P. V. e de ângulos suple-
mentares.
Nem sempre as medidas EN O E
mostradas na figura são y = 35°… O.P. V.
reais, podendo tratar-se de
um simples esboço. x = 180°− 35° = 145°… (x e 35° são suplementares.)
w = x = 145°… O.P. V.
D US

3. Fazendo uso de recursos da Álgebra, determine a medida de cada ângulo assinalado como uma
A E

expressão algébrica nas figuras a seguir, em que r e s são duas retas concorrentes.
E

a. b.
EM L D

r r
10x + 5°
ST IA

2x x + 10°
3x − 27° s
SI ER

s
AT

3x − 27° = 2x 10x + 5° + x + 10° = 180


3x − 2x = 27° 11x + 15° = 180
x = 27° 11x = 165°
M

x = 15°

4. Dois ângulos opostos pelo vértice têm medida de 4x e 2x +12°. Qual é a medida de x?

4x = 2x + 12°
2x = 12°
x = 6°

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 398 07/12/19 22:25


Exercícios propostos

5. As retas r e s na figura a seguir são concorrentes, formando os ângulos nelas assinalados. Identifique
os pares de ângulos congruentes e os pares de ângulos adjacentes suplementares.

Ângulos congruentes:

b̂ e â; ĉ e d̂

C O

â Ângulos adjacentes suplementares:

O V
ĉ e â; â e d̂; d̂ e b̂; b̂ e ĉ

C SI

MATEMÁTICA
O U
6. Na figura, temos a formação dos ângulos em destaque no cruzamento das retas t e s. Calcule a O exercício 6 é mais de-

N L
medida z. safiador. Pedir aos alunos

399
que tentem resolvê-lo em

SI XC
duplas, em momento extra-
classe. Além disso, depen-
z t dendo do grupo de alunos,
EN O E comentar que o uso de sis-
tema de equações pode ser
interessante. Esta, aliás, é
3x uma boa oportunidade para
x+y
mostrar uma possível aplica-
s
ção de sistema de equações
D US

na Geometria. Há outras
formas de resolução. Como
x + 7y exemplo, após determinar o
valor de x, pode-se obter z
subtraindo 3x de 180°. Dis-
cutir esse fato com eles.
A E
E
EM L D

÷2
x + y + x + 7y = 180° 2x + 8y = 180° x + 4y = 90°…(I)
�  ⇒ �  � 
3x + x + 7y = 180° 4x + 7y = 180° 4x + 7y = 180° …(II)
Isolando x na equação I e substituindo em II, temos:
4(90° − 4y) + 7y = 180°
ST IA

360° − 16y + 7y = 180°


−9y = −180°
y = 20°
SI ER

Substituindo y = 20° na equação I, vem:


x = 90° − 4 · 20° = 10°
Mas, z = x + 7y = 10°+ 7 · 20° = 150°
AT

A medida procurada é 150°.


M

7. As expressões (3y + 5)° e (5y − 1)° indicam as medidas de dois ângulos opostos pelo vértice. Deter- No exercício 7, verificar se os
mine a medida de cada um desses ângulos. alunos estão atentos ao fato
de que se deseja, ao final, a
medida de cada ângulo, e
não apenas o valor numé-
3y + 5 = 5y − 1 rico de y.
− 2y = −6
y=3
Logo: (3y + 5)° =(3 · 3 + 5)° =14° ou (5y – 1)° =(5 · 3 – 1)° =14°.

Cada ângulo mede 14°.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 399 07/12/19 22:25


CAPÍTULO 9
Módulos 101 e 102 | Situações-problema envolvendo ângulos

Exercícios de aplicação
O exercício 1 explora um dos 1. A figura mostra duas retas paralelas, r e s, cortadas por uma reta t. São formados 8 ângulos em
conceitos comumente estu- destaque, sendo quatro agudos e quatro obtusos.
dados no 8o ano. Entretanto,
considerando o estudo reali- a. Com o auxílio de um transferidor, meça cada um dos ângulos, indicando suas medidas. Verifique,
zado neste capítulo, é possí- por meio desses exemplos, se os ângulos agudos são congruentes entre si, o mesmo ocorrendo
vel observar, de forma intui- com os ângulos obtusos.
tiva e experimental, relações

C O
entre ângulos formados por
retas paralelas cortadas
por uma transversal. Nesse t

O V
estudo, reforçar que a ideia
é levantar hipóteses e refle-

C SI
tir sobre elas por meio de
CAPÍTULO 9

a
exemplos numéricos. Des- b
tacar para os alunos que, no r

O U
próximo ano, eles poderão
comprovar certas relações, d
c

N L
refinando esse estudo.
400

Uma boa opção para realizar

SI XC
os experimentos é construir
tal figura em um soware de
Geometria dinâmica, como
o GeoGebra, destacando o EN O E e
fato de que se está explo- f
rando a figura e algumas de s
suas possíveis característi-
cas, ficando a demonstra- h
g
ção das relações associada
D US

à Álgebra posteriormente.

a = c = e = g =123° e b = d = f = h = 57°.
A E

Sim, tanto os ângulos agudos, quanto os obtusos, são congruentes entre si.
E
EM L D

b. Em cada cruzamento, há pares de ângulos opostos pelo vértice. Esses ângulos são congruentes?
Sim.

c. Imagine que as retas r e s não sejam paralelas. As relações anteriores entre ângulos de diferentes
cruzamentos de reta seriam mantidas? Discuta esse fato com os colegas e o professor. Se neces-
ST IA

sário, faça uma nova construção que represente essa ideia e meça os ângulos formados.
Não.
SI ER

d. Se, na construção inicial, com o par de retas paralelas, um dos ângulos for reto, qual deverá ser a
medida dos demais? Justifique sua resposta.
AT

Resposta esperada: Serão todos retos, uma vez que teremos duas retas paralelas cortadas por uma perpendicular.

e. Ainda em relação à figura inicial, qual deve ser a soma de um ângulo agudo com o ângulo adja-
M

cente obtuso?
Deve ser 180°. Pode-se obter a soma pela observação da figura, ou adicionando as medidas indicadas no item a.

O exercício 2 tem como um 2. Representando a medida desconhecida de um ângulo por meio da letra x, escreva uma expressão
de seus objetivos preparar algébrica que traduza a expressão dada em cada item. Não é necessário simplificar.
os alunos para resolverem
os demais exercícios que a. A diferença entre um ângulo e seu complemento, nessa ordem.
envolvem o uso de recursos x − (90°− x)
da Álgebra. Pode-se, como
alternativa de trabalho, b. O triplo do complemento de um ângulo.
solicitar-lhes, em exercício
extra, que simplifiquem 3 · (90° − x)
as expressões obtidas em
cada item.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 400 07/12/19 22:25


c. A soma do complemento de um ângulo com o triplo de seu suplemento.
(90° – x) + 3 · (180° – x)

d. A metade do suplemento de um ângulo adicionada com a terça parte de seu complemento.


(180° − x) + (90° − x)
2 3
3. Mostre, algebricamente, que a diferença entre o suplemento de um ângulo x e o dobro de seu com-
plemento, nessa ordem, resultam sempre no mesmo ângulo x.

C O
(180° − x) −2 · (90° − x) =
= 180° − x − 180° + 2x =

O V
=x

C SI

MATEMÁTICA
O U
N L

401
4. Avaliação Nacional 4. Do enunciado, temos:

SI XC
(180° − x) > 90° − x
A terça parte do suplemento de um ângulo é maior que o complemento desse ângulo. Logo, a me-
3
dida do referido ângulo pode ser
180° − x > 270° − 3x
a. 17° EN O E 3x − x > 270° − 180°
b. 27° 2x > 90°
c. 30° x > 45°
d. 40° A única alternativa em que
aparece um ângulo maior
D US

e. 47° que 45° é a e.

5. O dobro da medida de um ângulo y é igual ao seu suplemento. Determine qual é esse ângulo y.
A E

2y = 180° − y
E

3y = 180°
EM L D

y = 60°
ST IA
SI ER

A medida do ângulo procurado é 60°.


AT

6. A soma do triplo do complemento de um ângulo x com o dobro do suplemento de x é 255°. Deter-


mine qual é esse ângulo x.
M

3 · (90° − x) + 2 · (180° − x) = 255°


270° − 3x + 360° − 2x = 255°
5x = 375°
x = 75°

A medida do ângulo procurado é 75°.

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 401 07/12/19 22:25


Exercícios propostos
7. Dados dois ângulos, x e y, suplementares, sabe-se que a diferença entre o dobro de x e y é 63°. Qual
é a medida do ângulo y?

Traduzindo na forma de um sistema e resolvendo-o, temos:


x + y = 180°
� +
2x − y = 63°

C O
3x = 243°
x = 81°

O V
Substituindo x = 81° na primeira equação, temos:
81° + y = 180°

C SI
CAPÍTULO 9

y = 99°

O U
N L
402

A medida de y é 99°.

SI XC
Na correção do exercício 8, 8. Faça uso de um exemplo que comprove ser falsa a seguinte afirmação: “o suplemento de um ângulo
procurar generalizar a ideia EN O Eagudo é outro ângulo agudo”.
com base no seguinte racio-
cínio: Exemplo: Sendo 30° o ângulo agudo dado, seu suplemento é 150° (diferença entre 180° e 30°), ou seja, um ângulo obtuso,
Dois ângulos são suple- e não agudo.
mentares se a soma de suas
medidas for 180°. Nesse sen-
D US

tido, caso uma das medidas


seja menor que 90° (agudo),
a outra deverá, obrigatoria- 9. O complemento de um ângulo agudo é sempre outro ângulo agudo? Explique sua resposta.
mente, ser maior que 90° Sim, pois apenas dois ângulos menores que 90° (agudos) podem ter soma igual a 90°, isto é, podem ser complementares.
(obtuso), para que a soma
A E

seja 180°.
E
EM L D

10. Os ângulos apresenta- 10. Avaliação Nacional


dos são suplementares, isto
Em um projeto de Engenharia, um enge-
ST IA

é, a soma é 180°.
Assim:
nheiro traçou duas retas, r e s, concorren- r
tes no ponto O, com medidas de ângulos
SI ER

3x – 20° + x =180°
que devem seguir as condições dadas
4x = 180° + 20°
nas expressões indicadas na figura.
4x = 200°
x = 50°
Com essas condições, a diferença entre
3x − 20°
AT

as medidas de um ângulo obtuso e um


Se x = 50°, então 3x – 20° =
= 3 · 50° – 20° = 130°. ângulo agudo nessa figura deve ser de x
A diferença entre as me- a. 10°
M

didas dos ângulos será de 0 s


b. 50°
80° (130° – 50°).
c. 60°
d. 80°
e. 130°

CO EF 07 INFI 02 2B LV 05 MI DMAT C8 C9_G6.indd 402 07/12/19 22:25


Módulo 99
1. Assinale com um X os pares de medidas de ângulo que sejam complementares.

63° e 37° 35° e 55° 89° e 1° 100° e 80°

C O
X X

O V
2. Complete adequadamente a frase que trata de ângulos suplementares.

C SI

MATEMÁTICA
Dois ângulos são suplementares quando a soma de suas medidas é igual a 180° .

O U
Nesse caso, dizemos que um ângulo é o suplemento do outro.

N L

403
Módulo 100

SI XC
3. A figura seguinte destaca duas retas, r e s, que se cruzam no ponto O. Faça o que se pede.
a. Pinte com uma mesma cor pares de ângu- Resposta do item a: Pintar
los opostos pelo vértice (O.P.V.).
EN O E de verde: x e z; pintar de
r amarelo: y e w.
b. Complete as igualdades com as letras que A B
indicam pares de ângulos congruentes.
y
D US

x = z e y = w x z
0
w

c. Complete cada sentença com a medida D C


A E

correta do ângulo. s
E
EM L D

x + y = 180° y + z = 180°

x + w = 180° z + w = 180°
ST IA

Módulos 101 e 102


4. Indique V para verdadeiro e F para falso, em cada afirmação feita a seguir.
SI ER

a. V O dobro do complemento de um ângulo x é dado por: 2 · (90°− x).

b.
AT

V O triplo do suplemento de um ângulo x é dado por: 3 · (180°− x).


180° − x
c. F A metade do complemento de um ângulo x é dada por: .
2
M

5. Escreva um sistema de equações que traduza a seguinte ideia: “dois ângulos suplementares de
medidas x e y, sendo x > y, têm 50° de diferença”.

x + y = 180°
� 
x − y = 50°

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CAPÍTULO 9

ÂNGULOS

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Ângulos Ângulos Ângulos opostos


complementares suplementares pelo vértice
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Situações-problema
envolvendo ângulos
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PROJ E T O I N T E R D I S C I P L I N A R
GRUPOS 4, 5 E 6 | MOVIMENTOS leiras, onde muitos povos já viviam. Destacar, tam-
bém, quantidade de comunidades indígenas e lín-
guas existentes no período, que, ao longo da história,
Objetivo foram desaparecendo em razão da colonização e este
Orientar os alunos a discutir e a refletir sobre o papel desaparecimento perdura até os dias de hoje. Daí a

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dos movimentos dos povos indígenas do Brasil na necessidade de os movimentos indígenas chamarem
preservação de suas terras, na diversidade de suas atenção para o direito de preservação das suas ter-

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culturas e seus valores e, consequentemente, de sua ras, dos valores e da cultura de seus povos, como for-

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sobrevivência. ma de sobrevivência e exercício de seus direitos.
Áreas trabalhadas Os alunos, em grupo, deverão pesquisar a respei-

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to dos movimentos indígenas, conteúdo facilmente
História, Arte, Língua Portuguesa, Geografia e Ciên-
encontrado na internet e nos principais jornais e re-

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cias Sociais
vistas especializadas brasileiros. Como forma preli-

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Justificativa minar de apresentação, designe um dos grupos para
que trabalhe dados e conteúdo histórico da presença
Refletir sobre a importância dos movimentos dos po-
EN O E dos povos indígenas, da chegada dos europeus e a co-
vos indígenas do Brasil é reconhecer não somente a dí-
lonização, confrontado tais dados com os dias atuais.
vida histórica com esses povos –, primeiros habitantes
Os demais grupos apresentarão questões relativas
do país –, como também compreender a fundamental
aos movimentos indígenas do Brasil.
necessidade de sobrevivência material e cultural de
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suas comunidade. Este é um direito previsto, inclusi-


Conclusão
ve, na Constituição Brasileira, o qual, no entanto, tem
Realizar com os alunos um processo de autoavaliação,
sido ingnorado e desrespeitado pela sociedade e pelo
considerando as seguintes perguntas:
sistema político brasileiro.
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— Em que essa atividade acrescentou naquilo que


Material necessário
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você já sabia?
Computadores como instrumentos de consulta e ma- — Em que as apresentações dos grupos contribuíram
terial impresso, de acordo com a pesquisa realizada. para seu conhecimento sobre o que foi tratado?
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— Como você avalia a participação do seu grupo em


Desenvolvimento relação ao que foi trabalhado?
Iniciar a conversa com os alunos apresentando dados
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históricos da chegada dos europeus às terras brasi-


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