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Transtornos de Ansiedade

De acordo com o DSM 5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de


Transtornos Mentais), “os transtornos de ansiedade incluem transtornos
que compartilham caraterísticas de medo e ansiedade excessivos e
perturbações comportamentais relacionados. Medo é a resposta
emocional a ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a
antecipação de ameaça futura."

Medo: mais frequentemente associado a tensão muscular e vigilância em


preparação para perigo futuro e comportamentos de cautela ou esquiva.
Ansiedade: geralmente relacionado à pensamentos constantes acerca da
situação temida, mas que também é desencadeador de comportamentos.
Obs: às vezes, o nível de medo ou ansiedade podem ser reduzidos por
comportamentos constantes de esquiva.

Os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade


como um tipo particular de resposta ao medo. Não estão limitados aos
transtornos de ansiedade e podem ser vistos em outros transtornos
mentais.

Geralmente, os transtornos de ansiedade são comórbidos entre si, mas


podem ser diferenciados pelo exame detalhado dos tipos de situações que
são temidas ou evitadas, e o motivo pelo qual o paciente teme e evita
também é importante. (Conteúdo dos pensamentos e crenças associados).

Os transtornos de ansiedade se diferenciam do medo e da ansiedade


adaptativos por serem excessivos ou persistirem além do período
apropriado.

Os indivíduos com transtorno de ansiedade superestimam o perigo nas


situações que temem ou evitam.
A maioria ocorrem em mulheres. O diagnóstico só é feito quando os
sintomas não são consequência dos efeitos fisiológicos de medicamentos
ou de outra condição médica ou não são mais explicados por outro
transtorno mental.

É comum que os sintomas já se mostrem presente desde a infância do


indivíduo, mas em alguns casos só aparecem na idade adulta.
FOBIA ESPECÍFICA (DSM5)

Critérios diagnósticos:
A- Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação (ex:
voar, alturas, animais, tomar uma injeção, ver sangue).
Nota: em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso por choro,
ataques de raiva, imobilidade ou comportamento de agarrar-se.
B- O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca uma
resposta imediata de medo ou ansiedade.
C- O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou suportado com
intensa ansiedade sofrimento.
D- O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real
imposto pelo objeto ou situação específica e ao contexto sociocultural.
E- O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente com duração
mínima de 6 meses.
F- O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em
outras áreas importantes da vida do indivíduo.
G- A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outros
transtornos mentais.

ESPECIFICAR SE:
Código baseado no estímulo fóbico:
300.29 (F40.218) Animal (ex: aranhas, insetos, cães).
300.29 (F40.228) Ambiente natural (ex: alturas, tempestades, água).
300.29 (F40.23x) Sangue-injeção-ferimentos (ex: agulhas, procedimentos
médicos invasivos).
300.29 (F40.248) Situacional (ex: aviões, elevadores, locais fechados).
300.29 (F40.298) Outro (ex: situações que podem levar a asfixia ou
vômitos, sons altos, personagens vestidos com fantasias).

É comum que os indivíduos tenham múltiplas fobias específicas.

Resposta fisiológica à situação ou o objeto temidos, varia:

Indivíduos com fobias específicas situacionais, de ambiente natural e de


animais têm probabilidade de apresentar excitabilidade aumentada no
sistema nervoso simpático.
Aqueles com fobia específica a sangue-injeção-ferimentos,
frequentemente demonstram uma resposta de desmaio ou quase desmaio
que é marcada por breve aceleração inicial do ritmo cardíaco e elevação
da pressão arterial seguida pela desaceleração do ritmo cardíaco e queda
na pressão arterial.
Geralmente a fobia específica se desenvolve após um evento traumático
(por ex, ser atacado por um animal ou ficar preso em um elevador), por
observação de outras pessoas que passaram por um evento traumático
(ex, ver alguém se afogar), por um ataque de pânico inesperado na
situação a ser temida (ex, um ataque de pânico inesperado no metrô) ou
por transmissão de informações (ex, ampla cobertura da mídia de um
acidente aéreo).
Entretanto, muitas pessoas não conseguem se lembrar da razão para o
início da fobia. Geralmente se desenvolve no início da infância, com a
maioria dos casos se estabelecendo antes dos 10 anos de idade. A idade
média de início é de 10 anos.

A fobia específica é frequentemente associada a uma variedade de outros


transtornos, especialmente depressão em adultos mais velhos. Os
indivíduos com a doença, apresentam maiores chances de desenvolver
outros transtornos, como transtorno bipolar, transtornos relacionados a
substâncias, transtornos de sintomas somáticos e transtornos da
personalidade (particularmente transtorno da personalidade dependente).

Medo é uma emoção desconfortável sentida pelos seres humanos em


resposta a um perigo real, importante para a sobrevivência da espécie,
pois mobiliza a pessoa e amplia sua capacidade de agir diante das
situações. Aumenta o grau de vigilância e prepara para fuga,
congelamento ou luta, que visam diminuir o grau de desconforto e afastar
o perigo. É uma emoção útil.

Fobias são medos desproporcionais em relação a um objeto considerado


não perigoso, resultando em necessidade incontrolável de evitar esse
estímulo. Se não é possível evitá-lo, o confronto é precedido por
ansiedade antecipatória e com grande sofrimento.

Possui três componentes:


Ansiedade antecipatória: surge diante da possibilidade de encontrar o
estímulo fóbico.
Medo: sintomas físicos quando se está na situação.
Comportamento de esquiva ou fuga: visam cessar o mal-estar.

A pessoa não teme o objeto em si, mas sim o que pode acontecer do
contato com ele.
Ex: medo de dirigir - acidentes
medo de cachorro - ser mordido
medo de lugar fechado - sufocar ou ficar preso

A fobia é sempre acompanhada por sintomas físicos, que são do sistema


nervoso autônomo, musculares, cinestésicos e cardiorrespiratórios.

As fobias mais importantes são:


Fobias de animais
Fobias de sangue e ferimentos
Fobias de doenças
Fobia de crimes
Fobia de espaços
Fobia de guiar automóvel
Fobia de andar de avião
Dismorfobia ou Transtorno Dismórfico corporal
Fobia de alimentos
Fobia de água ou de nadar
Fobia de chuva, vento, tempestades, trovoadas
Claustrofobia
Fobia de alturas

A origem pode se dar de alguma experiência traumática, aprendidas com


membros da família e pode ter um componente genético (ex: sangue e
ferimentos).
São influenciadas por nossas crenças e cognições.

Fobias são os transtornos ansiosos mais comuns, com prevalência de até


16% em indivíduos com mais de 65 anos.

COMO AVALIAR:
Uma das maneiras é realizar uma hierarquia de situações específicas
associadas com uma fobia particular e observar o progresso do paciente
na hierarquia com ou após o tratamento. Cada passo recebe um valor, e
após o tratamento é observado se os valores mudaram.

Automonitoração: usando um diário, a pessoa anota diariamente o grau


de mal-estar, esquiva ou outra medida relevante quando acontecem as
situações de medo. Deve conter: data, horário, situação, o que estava
fazendo, com quem, pensamentos na hora, intensidade do medo e outros
comentários que possam ser importantes.
TRATAMENTO:

Educação sobre as síndromes ansiosas: possibilita o paciente entender


que os sintomas, mesmo sendo desconfortáveis, não trazem
consequências catastróficas que a pessoa imagina.
Bom vínculo terapêutico
Manejo de estresse e relaxamento: maior controle das respostas
fisiológicas, psíquicas e comportamentais.
Manejo de estresse: identificar os sinais que indicam um aumento de sua
ansiedade e utilizar a distração e/ou exercício respiratório para que a
ansiedade não aumente.
Distração: tirar o foco da sua atenção das reações fisiológicas e
sensações corporais e dirigi-las a outras situações.
Exercício respiratório: diminuir a hiperventilação e alcançar uma
respiração mais profunda.
Técnica ACALME-SE: melhorar autocontrole, lidar com pensamentos
automáticos negativos e ajudar a pessoa a realizar a exposição ou a
dessensibilização sistemática.
Meditação e relaxamento: focar a atenção em um estimulo
tranquilizante imaginário.
Respiração diafragmática
Dessensibilização Sistemática:
Hierarquia situacionais
Relaxamento
Imaginação + relaxamento
Exposição: É o procedimento mais eficaz na redução da ansiedade e na
mudança do comportamento fóbico. Pode ser feito ao vivo ou na
imaginação. Ela produz o fenômeno que chamamos de habituação. Deve
ser uma exposição muito frequente e por tempo prolongado.
Fundamental respeitar o tempo de cada paciente.

É importante lembrar que pacientes com fobias específicas precisam


aprender a aumentar seus reforçadores, lidar com pensamentos
automáticos e regras disfuncionais, modificar traços prejudiciais de
personalidade e vários outros recursos que a TCC pode oferecer.
Diferença entre Agorafobia e Fobia Específica:

A fobia específica situacional pode se parecer com a agorafobia (ex: voar,


locais fechados, elevadores).
Fobia específica situacional: quando o indivíduo teme apenas uma das
situações da agorafobia.
Agorafobia: quando o indivíduo teme duas ou mais situações
agorafóbicas.
Ex: indivíduo com medo de avião e elevadores (situações que sobrepõe à
situação agorafóbica do "transporte público") mas não tem medo de
outras situações agorafóbicas, seria diagnosticado com fobia específica,
situacional.
Indivíduo que tem medo de aviões, elevadores e multidões (que se
sobrepõe a duas situações agorafóbicas, "uso de transporte público" e
"ficar em uma fila e estar em uma multidão") seria diagnosticado com
agorafobia.
O critério B da agorafobia também ajuda: "as situações são temidas ou
evitadas devido a pensamentos de que escapar poderia ser difícil ou de
que o auxílio pode não estar disponível no caso de desenvolvimento de
sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou
constrangedores".

TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL (FOBIA SOCIAL) DSM5

Critérios Diagnósticos:
A- Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações
sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras
pessoas. Exemplos incluem interações sociais (manter uma conversa,
encontrar pessoas que não são familiares), ser observado (comendo ou
bebendo) e situações de desempenho diante de outros (proferir palestras).
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvam
seus pares, e não apenas em interações com adultos.
B- O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade
que serão avaliados negativamente (será humilhante ou constrangedor;
provocará rejeição ou ofenderá a outros).
C- As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade.
Nota: em crianças isso pode ser expresso por choro, ataques de raiva,
imobilidade, comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou fracassando
em falar em situações sociais.
D- As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou
ansiedade.
E- O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada
pela situação social e o contexto sociocultural.
F- O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais
de seis meses.
G- O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em
outras áreas importantes da vida do indivíduo.
H- O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos efeitos
fisiológicos de uma substância ou outra condição médica.
I- O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos
sintomas de outro transtorno mental, como transtorno de pânico,
transtorno dismórfico corporal ou transtorno do espectro autista.
J- Se outra condição médica (ex: doença de Parkinson, obesidade,
desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está presente, o medo,
ansiedade ou esquiva é claramente não relacionado ou é excessivo.
Especificar se:
Somente desempenho: se o medo está restrito à fala ou ao desempenhar
em público.

A característica essencial do transtorno de ansiedade social é um medo ou


ansiedades acentuados ou intensos de situações sociais nas quais o
indivíduo pode ser avaliado pelos outros. O indivíduo teme agir ou
aparecer de certa forma ou demonstrar sintomas de ansiedade, tais como
tremer, transpirar, tropeçar nas palavras, que serão avaliados
negativamente pelos demais.
Um indivíduo com medo de tremer as mãos, pode evitar beber, comer,
escrever ou apontar em público e um com medo de transpirar, pode evitar
apertar mãos ou comer alimentos picantes.

As situações sociais quase sempre provocam desconforto, assim, um


indivíduo que apresenta desconforto apenas em algumas situações
sociais, não pode ser diagnosticado com Ansiedade Social.

O início na idade adulta é raro e é mais provável de ocorrer após uma


situação estressante ou após mudanças na vida que exigem novos papéis
sociais (casar-se; receber uma promoção no trabalho). O TAS pode
diminuir depois que um indivíduo com medo de encontros se casa e pode
voltar a aparecer se ele se divorciar.
Parentes de primeiro grau têm uma chance 2 a 6 vezes maior de ter o
transtorno.
Consequências funcionais do Transtorno de Ansiedade Social:

Está relacionado a taxas elevadas de evasão escolar e prejuízos no bem-


estar, no emprego, na produtividade no ambiente de trabalho, no status
socioeconômico e na qualidade de vida. O transtorno também está
associado a ser solteiro, não casado ou divorciado e sem filhos,
particularmente entre homens. Em adultos mais velhos pode haver
prejuízos no papel de cuidador e atividades voluntárias. O transtorno
também impede atividades de lazer. Não estar empregado é um forte
preditor para a persistência de transtorno de ansiedade social.
Pessoas com TAS ficam super confortáveis quando estão sozinhas.

Estudos demonstram que indivíduos socialmente ansiosos percebem as


interações sociais como mais competitivas do que os não-ansiosos e
consideram que os outros o veem como submissos.
Para ilustrar: um paciente que evitava dançar em público conseguiu
melhorar nessa questão quando conceituou dançar como uma
oportunidade para as pessoas se divertirem juntas em vez de uma
competição em que todos julgam e criticam as habilidades de todos os
outros.
Na presença de um público, as pessoas socialmente ansiosas, constroem
uma representação mental de como parecem a essas outras pessoas. Essa
representação mental de si compreende imagens negativas e distorcidas
na qual se é visto da perspectiva de um observador.

A imagem que têm de si é ainda influenciada por sinais internos


(respiração ofegante podem reproduzir imagem de suor escorrendo no
rosto) e sinais externos (alguém que olhe as roupas da pessoa e franza a
testa), podendo fazer com que a mesma se sinta desalinhada.

Os indicadores negativos resultam em sintomas cognitivos,


comportamentais e fisiológicos de ansiedade, gerando um ciclo vicioso.

Indivíduos socialmente ansiosos podem desenvolver comportamentos de


segurança, que são os comportamentos que servem para amenizar a
ansiedade em determinada situação (ex: um homem que tem medo que
sua mão trema enquanto toma café, pode ter o comportamento de segurar
a xícara com muita força, na tentativa de não deixar evidente o tremor).
Porém, esses comportamentos de segurança geram o aumento da
ansiedade e fazem com que o indivíduo conclua que não são capazes de
lidar com as situações sociais sem os comportamentos de segurança.
TRATAMENTO:

O tratamento consiste basicamente em Reestruturação cognitiva e


Exposição.

A exposição: oportunidades de testar as crenças disfuncionais (ex: "eu


vou ficar ansioso demais para terminar a palestra") e gerar formas mais
realistas de entender a si e os outros (ex: "posso terminar a palestra
mesmo estando ansioso.").
A exposição também gera a habituação, ou seja, sendo exposto por
repetidas vezes à situação temida, o paciente acaba tendo uma redução
natural da ansiedade. E permite também que os pacientes pratiquem
habilidades que estão sendo evitadas ha muito tempo (ex: convidar
alguém para sair, ser assertivo) e desenvolver comportamentos coerentes
com seus desejos de vida (ex: bater papo com alguém pode levar à
grandes amizades), o que pode ser importante para o indivíduo.

A Reestruturação cognitiva: aprendem a tratar seus pensamentos e


crenças que geram ansiedade, como hipóteses. E exploram formas mais
úteis e realistas de ver a situação, a si mesmos e aos outros, e então se
tornam mais abertos a enfrentarem situações que geram medo
(exposições). Ajuda a liberar recursos de atenção que podem ser usados
para aumentar o foco na tarefa social em questão, melhorando seu
desempenho. Serve também para que o indivíduo receba o crédito pelos
seus êxitos e enfrentar decepções após as exposições. Ajuda a diminuir a
ruminação em enfrentar situações que geram medo e diminuem sintomas
fisiológicos de ansiedade.

Algumas tarefas:
Pedir ao paciente que filme uma apresentação, por exemplo.
Observar como seus interlocutores estão vestidos, afim de mudar o foco
de atenção.
Usar estratégias paradoxais (como pedir o paciente a agir de forma que
aconteça o que ele teme. Ex: um paciente que tem medo de comer em
público porque teme derramar a comida e ser ridicularizado por isso,
pode ser orientado a derramar algo intencionalmente, para poder
examinar a reação dos outros e desconfirmar o temor de avaliação
negativa das pessoas).
Concentrar atenção na tarefa realizada e não no suposto pensamento dos
outros, melhorando assim o desempenho social e interação verbal.
TRANSTORNO DO PÂNICO (DSM 5)

Critérios diagnósticos
A- Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é
um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um
pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguinte
sintomas:
Nota: o surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado calmo ou de um
estado ansioso.
1- Palpitações, coração acelerado, taquicardia.
2- Sudorese.
3- Tremores ou abalos.
4- Sensações de falta de ar ou sufocamento.
5- Sensações de asfixia.
6- Dor ou desconforto torácico.
7- Náusea ou desconforto abdominal.
8- Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio.
9- Calafrios ou ondas de calor.
10- Parestesias (anestesia ou sensação de formigamento).
11- Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização
(sensação de estar distanciado de si mesmo).
12- Medo de perder o controle ou "enlouquecer".
13- Medo de morrer.
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (ex: dor na nuca,
cefaleia, gritos ou choro incontrolável). Esses sintomas não devem contar
como um dos quatro sintomas exigidos.

B- Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês (ou mais) de uma
ou de ambas as seguintes características:
1- Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico
adicionais ou sobre suas consequências (ex: perder o controle, ter um
ataque cardíaco, "enlouquecer").
2- Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento
relacionada aos ataques (ex: comportamentos que têm por finalidade
evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações
desconhecidas).

C- A perturbação não é consequência dos efeitos psicológicos de uma


substância (ex: droga de abuso, medicamento) ou de outra condição
médica (ex: hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares).

D- A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental


(ex: os ataques de pânico não ocorrem apenas em resposta a situações
sociais temidas, como no transtorno de ansiedade social; em resposta a
objetos ou situações fóbicas circunscritas, como na fobia específica; em
resposta a obesessões, como no transtorno obsessivo-compulsivo; em
resposta à evocação de eventos traumáticos, como no transtorno de
estresse pós-traumático; ou em resposta à separação de figuras de apego,
como no transtorno de ansiedade de separação).

O termo recorrente se refere a mais de um ataque de pânico inesperado. O


termo inesperado se refere a um ataque de pânico para o qual não existe
um indício ou desencadeante óbvio no momento da ocorrência, ou seja, o
ataque parece vir do nada.

As pessoas que têm ataques de pânico infrequentes se parecem com as


pessoas com ataques de pânico mais frequentes em termos de sintomas do
ataque, comorbidade com outros transtornos, história familiar e dados
biológicos. Em termos de gravidade, os indivíduos com transtorno de
pânico podem ter ataques com sintomas completos (quatro ou mais
sintomas) ou com sintomas limitados (menos de quatro sintomas), e o
número e o tipo de sintomas do ataque de pânico frequentemente diferem
de um ataque de pânico para o seguinte. No entanto, é necessário mais de
um ataque de pânico completo inesperado para o diagnóstico de
transtorno do pânico.

O curso habitual, se o transtorno não é tratado, é crônico, mas com


oscilações. Alguns indivíduos podem ter surtos episódicos com anos de
remissão entre eles, e outros podem ter sintomatologia grave contínua.
Apenas uma minoria dos indivíduos tem remissão completa sem recaída
subsequente no espaço de poucos anos. O curso do transtorno de pânico
geralmente é complicado por uma variedade de outros transtornos, em
particular outros transtornos de ansiedade, transtornos depressivos e
transtornos por uso de substâncias.

Fatores de risco:
Temperamentais: Sensibilidade à ansiedade, história de "períodos de
medo" e afetividade negativa.
Ambientais: Relatos de experiências infantis de abuso sexual e físico são
mais comuns no transtorno de pânico do que em alguns outros transtornos
de ansiedade. Fumar é um fator de risco para ataques de pânico e para o
transtorno. A maioria dos indivíduos relata estressores identificáveis nos
meses anteriores ao seu primeiro ataque de pânico (ex: estressores
interpessoais e estressores relacionados ao bem-estar físico, como
experiências negativas com drogas ilícitas ou de prescrição, doença ou
morte na família).
Genéticos e fisiológicos: os modelos atuais dos sistemas neurais para o
transtorno de pânico enfatizam a amígdala e estruturas relacionadas,
assim como em outros transtornos de ansiedade. Existe risco aumentado
para transtorno de pânico entre filhos de pais com transtornos de
ansiedade, depressivo e bipolar. Distúrbios respiratórios, como asma,
estão associados ao transtorno de pânico, em termos de história passada,
comorbidade e história familiar.

Consequências funcionais do Transtorno de Pânico: Está associado a


níveis altos de incapacidade social, profissional e física; custos
econômicos consideráveis; e ao número mais alto de consultas médicas
entre os transtornos de ansiedade, embora os efeitos sejam mais fortes
com a presença de agorafobia. Os indivíduos com transtorno do pânico
podem se ausentar com frequência do trabalho ou escola para visitas ao
médico, o que pode levar ao desemprego ou evasão escolar. Em adultos
mais velhos, o prejuízo pode ser visto nas funções de cuidador ou em
outras atividades voluntárias.

O transtorno de pânico não deve ser diagnosticado se nunca forem


experimentados ataques de pânico com sintomas completos. No caso de
ataques de pânico inesperados apenas com sintomas limitados, um
diagnóstico de outro transtorno de ansiedade especificado ou transtorno
de ansiedade não especificado deve ser considerado.

Os ataques da pânico derivam de interpretações catastróficas erradas de


certas manifestações corporais. A interpretação de perigo iminente
dispararia ou intensificaria as sensações corporais, confirmando, assim, o
"perigo" e gerando mais interpretações catastróficas e ansiedade em uma
espiral crescente e rápida. Como por exemplo, para um indivíduo com
TP, uma leve sensação de falta de ar, que seria ignorada com
tranquilidade por outra pessoa, seria capaz de promover um episódio de
ataque de pânico.

A avaliação negativa que fazem de seus recursos pessoais para lidar com
essa experiência, bem como as crenças que têm a respeito do perigo que
as sensações representam, tornam os indivíduos vulneráveis.
TRATAMENTO:

A TCC irá tratar o núcleo do medo mantido por trás do pânico, diferente
dos psicofármacos.
E é composta por quatro elementos: psicoeducação; técnicas de
enfrentamento da ansiedade; reestruturação cognitiva e exposição.

Psicoeducação: técnicas e estratégias educativas para promover a


compreensão da doença mental. Utilizam-se recursos audiovisuais e
material instrucional.
Importante salientar a importância da ansiedade normal, bem como a
papel do medo na gênese e na manutenção da doença. Explica-se o
modelo cognitivo do pânico.

Técnicas para enfrentamento da ansiedade:


Utilizam-se a respiração diafragmática e relaxamento muscular.

Respiração diafragmática: a respiração de quem está ansioso costuma


ser superficial, rápida, ofegante, alternando tentativas de retenção do ar
com a inspiração de grande volume de ar. Os padrões inadequados de
respiração conduzem à hiperventilação e a sintomas fisiológicos
decorrentes do aumento significativo de oxigenação sanguínea: tontura,
parestesias, sufocação, taquicardia. Essas sensações são muito
semelhantes ao ataque de pânico e podem ser controladas inicialmente
pela respiração adequada, conforme essa técnica.

Orienta-se que a respiração deve partir do diafragma, inspirando pela


narina quantidade suficiente de ar e expirando pela boca. Os movimentos
devem ser pausados para facilitar a desaceleração da respiração,
contando-se até três para cada fase: inspiração, pausa, expiração e pausa
para nova inspiração. Devem-se utilizar os músculos do abdome, sem
movimentar o tórax (empurrar o abdome para fora enquanto inspira e
contraí-lo para dentro enquanto expira). Para aprender essa nova forma de
respirar, recomenda-se praticar várias vezes na ausência de sintomas de
ansiedade, sentado ou deitado para observar a movimentação do abdome
e concentrar-se na contagem dos movimentos.

Relaxamento muscular: é um exercício que envolve a prática de tensão


e relaxamento dos principais grupos musculares do corpo. Inicialmente,
orienta-se ao paciente a postura para prática do exercício. Deve ser
confortável, em uma cadeira ou cama. Para facilitar a concentração,
convém fechar os olhos e focalizar a sensação de tensão, que deve iniciar
nos pés, pernas, quadril, abdome, mãos e braços, ombros, pescoço, boca,
olhos, nariz, testa e cabeça. Manter essa tensão por cinco a dez segundos
e então relaxar todos os músculos ao mesmo tempo. Deixar a tensão ir
embora e ficar assim por 10 a 15 segundo, para obter, progressivamente,
uma discriminação muscular entre contração e relaxamento. Deve-se
induzir a descoberta das sensações de conforto que surgem após o
relaxamento. Orienta-se repetir várias vezes, até que se sinta
completamente relaxado. Procurar relaxar também a mente, pensando em
algo agradável e respirando lentamente. Após 1 ou 2 minutos, pode-se
abrir os olhos e alongar os músculos, movendo-os lentamente. É
importante associar as palavras relaxado e descontraído com a expiração
do paciente, para que no futuro, ele possa usá-la para um relaxamento
rápido.

As duas técnicas podem ser praticadas em sequência ou isoladamente.

Terapia Cognitiva:
O objetivo da TC é fazer a reestruturação do pensamento que conduz à
interpretação catastrófica dos sintomas físicos da ansiedade. Demonstra-
se ao paciente como os pensamentos influenciam as emoções e como
identificar esses pensamentos automáticos. Para isso, utilizam-se as
seguintes técnicas:
Análise de erros de lógica: procura-se mostrar que os pensamentos são
hipóteses, e não fatos. Portanto, o conteúdo desses pensamentos deve ser
questionado. Pode-se usar o questionamento socrático, que faz a procura
de evidências que sustentam ou não a lógica do pensamento. Pergunta-se
por exemplo: "quais as evidências de que este é um pensamento realista?"
ou "o que de pior pode acontecer?". É importante que o terapeuta seja um
"guia", auxiliando o paciente a descobrir novas alternativas de pensar.

Descatastrofização: após análise dos erros de lógica, analisa-se


detalhadamente a possibilidade real de que o pensamento catastrófico
aconteça, perguntando: "e se acontecer?" ou "e daí?". Levar o paciente a
avaliar as consequências, que são manejáveis, suportáveis e limitadas no
tempo.

Reatribuição: como o paciente assume a responsabilidade total sobre os


eventos negativos, ele é exigente consigo e tolerante com os outros.
Portanto, deve ser auxiliado a se tornar mais flexível. Podemos perguntar
"e se fosse com outra pessoa, o que você pensaria dela?".

Generalização: o paciente passa a fazer previsões com base em uma


experiência limitada, isto é, concluiu que, se um evento aconteceu em um
determinado local, certamente acontecerá novamente se estiver em um
outro lugar semelhante. Por exemplo: se ocorreu um ataque de pânico em
um mercado, todos os mercados são "perigosos e devem ser evitados".
Por meio dessa técnica, o paciente pode reavaliar essa "verdade" e ter
uma alternativa realista para pensar.

Terapia Comportamental:
Estudos sugerem que a exposição é responsável pela resposta positiva
apresentada pelo paciente. Portanto, todas as técnicas anteriores são um
preparo para facilitar o enfrentamento das situações temidas e evitadas.

Dessensibilização sistemática: Determina-se uma hierarquia de


situações fóbicas, iniciando com a situação de menor ansiedade e,
gradativamente, aumentando o grau de dificuldade, até chegar na situação
mais temida.

À medida que o paciente enfrenta e se expõe às situações, ocorre o


fenômeno chamado de habituação. Quando isso ocorre, uma situação que
antes era bastante temida, passa a não provocar mais ansiedade.

Os procedimentos da TCC visam reduzir a ansiedade, ensinando os


pacientes a identificar, avaliar, controlar e modificar seus pensamentos
negativos relacionados com o perigo de passar mal e a desenvolver
habilidades de enfrentamento das sensações corporais. A colaboração dos
pacientes com os registros de automonitoramento, com o treinamento da
respiração diafragmática e do relaxamento muscular e com as exposições
é essencial para o sucesso terapêutico. As melhoras são observadas na
comparação das avaliações anteriores e posteriores ao atendimento. O
registro das atividades evitadas também é responsável por diminuir as
respostas de fuga/esquiva e pelo retorno aos hábitos de esportes,
interações sociais e viagens.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA(DSM5):

Critérios diagnósticos:
A- Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva),
ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, com diversos
eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional).
B- O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
C- A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos
seguintes seis sintomas (com pelo menos alguns deles presentes na
maioria dos dias nos últimos seis meses).
Nota: Apenas um item é exigido para crianças.
1- Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
2- Fatigabilidade.
3- Dificuldade em concentrar-se ou sensações de "branco" na mente.
4- Irritabilidade.
5- Tensão muscular.
6- Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou
sono insatisfatório e inquieto).

D- A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento


clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
E- A perturbação não se deve aos efeitos de uma substância (ex: droga de
abuso, medicamento) ou a outra condição médica (ex: hipertireoidismo).
F- A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental
(ex: ansiedade ou preocupação quanto a ter ataques de pânico no
transtorno de pânico e avaliação negativa no transtorno de ansiedade
social).

As características essenciais do transtorno de ansiedade generalizada são


ansiedade e preocupação excessiva (expectativa apreensiva) acerca de
diversos eventos ou atividades.
A intensidade, duração ou frequência da ansiedade e preocupação é
desproporcional à probabilidade real ou ao impacto do evento antecipado.
O indivíduo tem dificuldade de controlar a preocupação e de evitar que
pensamentos preocupantes interfiram na atenção às tarefas em questão.
Em adultos ocorre mais com questões de rotina diária, como
responsabilidades no trabalho, saúde, finanças, saúde dos membros da
família, desgraças com os filhos e questões menores, como realizar as
tarefas domésticas ou se atrasar para um compromisso.

São preocupações disseminadas, intensas e angustiantes, têm maior


duração e frequentemente ocorrem sem precipitantes.

Pode haver tremores, contrações, abalos, dores musculares, nervosismo


ou irritabilidade associados a tensão muscular. Algumas pessoas também
experimentam sintomas somáticos, como sudorese, náusea, diarreia e
resposta de sobressalto. Muito comum de acompanharem o TAG
também: síndrome do intestino irritável e cefaleia.

A prevalência do diagnóstico tem seu pico na meia-idade e declina ao


longo dos últimos anos de vida.
A idade média do início do transtorno é 30 anos. Os sintomas de
ansiedade excessiva podem ocorrer no início da vida, mas manifestam-se
como um temperamento ansioso. É raro ter início antes da adolescência.

Fatores de risco:
Inibição comportamental, afetividade negativa e evitação de danos foram
associadas ao TAG.
Adversidades na infância e superproteção parental.
Um terço do risco de apresentar TAG, é genético.

Consequências:
A preocupação excessiva prejudica a capacidade do indivíduo de fazer as
coisas de forma rápida e eficiente, seja em casa, seja no trabalho. Toma
tempo e energia, pode gerar tensão muscular e sensação de estar com os
nervos à flor da pele. A preocupação excessiva também pode prejudicar a
capacidade dos indivíduos de incentivar o sentimento de segurança em
seus filhos.

Em muitos casos, a ansiedade contribui para que uma pessoa consiga


desempenhar bem uma determinada tarefa, como por exemplo, avaliar
bem as condições do trânsito e dirigir com cautela na chuva. Em outros
momentos, pode se tornar tão intensa e desconfortável que compromete a
qualidade de vida dos indivíduos. Uma maneira útil de avaliar os
sintomas de ansiedade é investigar o foco de suas preocupações e o
prejuízo funcional que acarreta.

O TAG nem sempre é de fácil diagnóstico, devido ao fato de que as


principais características são comuns à maioria das pessoas e é a
intensidade, o prejuízo causado e a duração dos sintomas, que
influenciará no diagnóstico, podendo passar despercebido inclusive por
profissionais da área da saúde.

Estudos demonstram uma alta taxa de comorbidade do TAG com outros


transtornos de humor, sendo rara a sua apresentação em forma simples.

Pesquisas mostram que pessoas com TAG apresentam menor satisfação


com a vida em família, com as atividade diárias e com o bem-estar em
geral.

Evidências sugerem que o herdado é uma predisposição geral à ansiedade


e depressão, e não uma característica genética específica. Isto é, seja qual
for o papel que a biologia possa ter na contribuição do desenvolvimento
do TAG, o processo interno do próprio paciente, as suas experiências e os
meios de lidar com o estado de ansiedade, certamente têm um papel mais
importante em manter, e até mesmo precipitar, o transtorno.

A ansiedade excessiva vem da incapacidade de aceitar as incertezas (o


que é o ponto central do TAG). Pessoas muito ansiosas entendem as
situações ambíguas como ameaçadoras e distorcida.

Crenças sobre a preocupação:


"Preocupando-me ajudo a evitar surpresas desagradáveis", "a
preocupação é um sinal de que uma pessoa é responsável e cuidadosa", "a
preocupação ajuda a encontrar soluções para os problemas". Tais crenças
são reforçadas negativamente pela não ocorrência, na maioria das vezes,
do evento temido.

TRATAMENTO:
Psicoeducação do modelo cognitivo e do transtorno.
Registros de automonitoramento acerca de suas ansiedades.
Aprender a classifica-las em preocupações reais com solução,
preocupações reais sem solução e preocupações sobre situações
hipotéticas.
Técnicas de soluções de problemas (ao longo da terapia). Obs: não usar
em situações que ainda não ocorreram.
Técnica de exposição imaginária (ideal para o indivíduo confrontar a
situação temida internamente).
Análise custo-benefício.
Treino de relaxamento muscular (maior apoio empírico entre as
técnicas para TAG).

Análise de custo-benefício:

Esta técnica também pode ser aplicável para pressupostos e crenças


nucleares. Ajuda o paciente a fazer um levantamento dos custos e dos
benefícios de manter um determinado pensamento ou comportamento.
Pelo balança das vantagens e desvantagens, os pacientes podem revisar
seus pensamentos e comportamentos e atingir uma abordagem mais
balanceada para lidar com seus problemas. Isso estimula sua motivação
para a mudança do pensamento e, consequentemente, do
comportamento.
Soluções de Problemas

Tornar disponível uma variedade de respostas efetivas para lidar com


uma situação problemática, aumentando a possibilidade de o paciente
selecionar a resposta alternativa mais efetiva disponível.
1- Identificar e especificar o problema.
2- Gerar soluções possíveis para lidar com o problema.
3- Avaliar as consequências de cada uma das diferentes soluções
encontradas.
4- Escolher e colocar em prática a solução escolhida para ser testada.
5- Avaliar os resultados obtidos com a solução selecionada.
6- Se necessário, promover modificações e colocá-las em prática
novamente.

A TCC possibilita a reestruturação das crenças positivas e negativas


sobre a preocupação e juntamente com as técnicas comportamentais traz
grandes benefícios aos indivíduos .
Minicurso
Transtornos de Ansiedades
Neisme - Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Saúde Mental

Lílian Bertges

Psicóloga
Pós Graduada em Terapia Cognitivo Comportamental
Pós Graduanda em Neuropsicologia

Clínica Ágape (32)3218-6775


(32)98433-2144
@lilianbertges_
lilianbertgespsi@gmail.com

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