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17/04/2019

Fundamentos e Princípios da Psicoterapia


Cognitiva na Infância e adolescência
Ma. Mariana Squefi e Ma. Paula Fortes

TCC
• Os indivíduos respondem ao significado concedido às
situações mais do que aos eventos mesmos (Aaron Beck).

• Objetivo: flexibilizar modos patológicos de processamento da


informação para que possa sentir e agir de forma mais
adaptativa.

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Quando a TCC é usada na Infância e


Adolescência?

Interpretações Padrões
Eventos Pensamentos Comportamentos
cognitivas comportamentais
ambientais
Sentimentos

Interferem no contexto social e


interpessoal

Petersen & Wainer, 2011

TCC na Infância e adolescência

• Uso de brincadeiras e desenhos


• Divertida e criativa
• Multisensorial
• Terapeuta como coach
• Entrar no mundo da criança (interesses)

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Abordagem Terapêutica
Criança/adolescente
Família
Escola

Quem é o terapeuta???

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Compreendendo o problema
Fase avaliativa

• Idenificar os problemas e o funcionamento geral da


criança/adolescente (sintomas) (intensidade, frequência, e
duração)
Problema geral apresentado dividindo-se em: componentes
comportamentais, emocionais, fisiológicos, cognitivos e
interpessoais
• Histórico do desenvolvimento; o contexto cultural;
funcionamento escolar e social
Petersen & Wainer, 2011

Compreendendo o problema

Família (cuidadores):

•O papel da família no desenvolvimento e manutenção das


dificuldades:
- Características dos pais (psicopatologia)
- Modelo
- Crenças e estratégias de comportamentos
(p.ex.,“sempre” ou “nunca”) p.ex. Botão emocional dos pais
- Análise Funcional do Comportamento (Reforço, Punição
ou ExƟnção)

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Compreendendo o problema
Fase avaliativa

•Identificar o papel cognitivo na etiologia das perturbações


emocionais e comportamentais da criança

Como a situação reflete em você?


E em sua família?
O que você pensa sobre o que acontece com você?
Você acha que tem outra maneira de ver essa situação?

Visão do self (“Eu sou…”), do mundo (“O mundo é…”O ambinete é…”) e das
outras pessoas (“As pessoas são…”) (Pearsons, 1995)

Compreendendo o problema
Fase avaliativa

Resposta emocional ou
comportamental desadaptativa

Quais pensamentos
subjacentes aos atuais Internalizantes
problemas da criança?

Quais déficits no
processamento da Externalizantes
informação envolvidos nas
condutas impulsivas?

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Compreendendo o problema
Fase avaliativa
•Objetivos terapêuticos (pais e crianças/adolescentes) (p. ex. c/
crianças: Fadas, Gênio da lâmpada etc.)

1.______________
2.______________
3.______________
1.______________
2.______________
3.______________ (Friedberg & McClure, 2002)

Compreendendo o problema
Fase avaliativa

•Orienta a escolha de estratégias de intervenção que se ajuste às


circuntancias da criança;
•Prevê obstáculos ao tratamento, bem como a avaliação do
progresso
(Beck, 2011; Pearson, 1989)

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Solucionar o problema
Construção da motivação para a mudança

•Empirismo colaborativo (p.ex. criança e o terapeuta atuam


como detetives)
•Relação terapêutica (criança/adolescente e família)

“Você acha que estamos trabalhando bem juntos?


Como é essa tarefa pra você?”

Como vocês se sentiram aqui hoje?


Algo que gostariam de falar sobre o que conversamos?

Solucionar o problema
Construção da motivação para a mudança

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Solucionar o problema
Construção da motivação para a mudança

T - “Quando você age assim,


você ganha respeito eu
entendo, mas acho que esse
comportamento também
têm problemas, né?”

Solucionar o problema
Fase educativa

EVITO/MEDID
PERIGOS RECURSOS AS DE
SEGURANÇA

Percepção da criança ou adolescente

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Solucionar o problema
Intervenções fundamentais

•Manuais específicos para a abordagem de cada patologia

Flexibilidade com
Fidedignidade

Solucionar o problema
Intervenções fundamentais

• RPD
• Descoberta
Intervenções guiada/Questionamento Reestruturação
cognitivas socrático cognitiva
• Treinamento cognitivo
(percepções de ameaças e
frustrações)

• Experimentos comportamentais
• Técnicas de relaxamento
Intervenções Comportamentos
• Role play
comportamentais • Resolução de problemas
mais assertivos
• Agendamento de atividades
• Exposições em hierarquia

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Solucionar o problema
Intervenções fundamentais

Resposta emocional ou
comportamental desadaptativa

Percepção da criança e do Internalizantes


adolescente

Autocontrole e Resolução Externalizantes


de Problemas

Solucionar o problema
• Problemas são hipóteses a serem testadas

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Intervenções cognitivas
Como trabalhar o reconhecimento das emoções?

“Que sentimentos as pessoas têm?”

“Como você sabe o que elas estão


sentindo?”

Intervenções cognitivas
Como trabalhar as Distorções Cognitivas e as Crenças?

• Identificar sinais de alarme


(reações no corpo)

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Intervenções cognitivas
Como trabalhar as Distorções Cognitivas e as Crenças?
•Identificação e monitoramento dos PA
•Reconhecer a relação entre pensamento, emoção e
comportamento (mantêm o transtorno)

Esquema (s)
C. Centrais
C. Intermediárias

Eventos Pensamentos Emoção Comportamentos


ambientais Automáticos
Pedro
Chora
recebe uma “Eu nunca vou
Não faz
tarefa conseguir aprender
exercícios
essa materia “Isto é
muito difícil!

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Esquema (s)
Visão de sí: Sou burro, incapaz
Dos outros: Inteligentes
futuro Desesperança
Do futuro:

Distorção cognitiva:
Previsão do futuro
Catastrofização
PAs: “Eu nunca vou
conseguir aprender essa
materia “Isto é muito
difícil!

Intervenções cognitivas

Como trabalhar as Distorções Cognitivas e as Crenças?

Descoberta guiada/Questionamento socrático:

O que você pensa sobre o que aconteceu com você?


O que faz você acreditar nesse pensamento?
Você acha que existe outra maneira de ver essa situação?
Qualquer um veria da mesma forma?

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Intervenções cognitivas

Como trabalhar as Distorções Cognitivas e as Crenças?


•Crenças (p.ex.máscaras)
•Pensamentos automáticos (p.ex.óculos)

RPD

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Intervenções comportamentais
• Agendamento de atividades prazerosas

Intervenções comportamentais
• Exposição

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Intervenções comportamentais
Técnicas de relaxamento

•Usar a respiração para acalmar


•Dessensibilização sistemática
•O freezer da braveza (palavras que esfriem um pouco)
“Fica tranquilo! Daqui a pouco passa!”

Intervenções comportamentais
Treino de Habilidades Sociais Algumas utilizações:
1.Instrução direta • Fazer amigos
2.Treino gradual • Controlar agressividade
3.Prática no mundo real • Lidar com provocações
• Interação social
• Empatia

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Intervenções comportamentais
• Role play

Intervenções comportamentais
• Resolução de problemas

Solução de Problemas
• QUAL O PROBLEMA?
• O QUE EU PODERIA FAZER?
• O QUE PODERIA ACONTECER?
(CONSEQUÊNCIAS)
• QUAL A MELHOR SOLUÇÃO?
• FAÇA!!!
• RECOMPENSA!! FUNCIONOU BEM?

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Transpor para a vida

•Pesquisa ou experimentos de casa


•Role play de diálogos com pessoas da vida diária
•Envolver os pais (como se adaptarão a uma interação
diferente?)
•Flashcards infantil (“lembretes”): gravar áudio da voz do
paciente ou terapeuta, Cartão ou desenho do funcionamento

Manter a solução

•Prevenção de recaídas
•Encerramento do tratamento/evitar recaídas (ex. “antes e
depois”; “estratégias que aprendi”)

“Tropeço não é queda”

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TCC na Infância e adolescência


Trabalhando com a Escola

•Analisar o funcionamento escolar

Intervenções:
 Psicoeducação do funcionamento criança/adolescentes
 Adaptações em sala de aula
 Manejo das contingências na aula
 Exposições
 Economia de fichas

TCC na Infância e adolescência

O Papel e o envolvimento de outros ambientes

•Médicos: psiquiatras, neurologistas, pediatras


• Fonoaudiólogos, psicopedagogos, neuropsicólogos etc.

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Referências
Barkley, R. A. & Robin, A. (2014). Seu adolescente desafiador. São Paulo: Artmed

Bunge, E. (2012). Terapia cognitiva com crianças e adolescentes. São Paulo: Casa do Psicólogo

Caminha, M.G. & Caminha, R. (2011). Intervenções e treinamento de pais na clínica infantil. Porto Alegre: Sinopsys

Friedberg, R. (2001). Técnicas de terapia cognitiva para crianças e adolescentes. Porto alegre: Artmed

Lopes, R. (2017). Terapia Cognitivo-Comportamental para adolescentes: uma perspectiva transdiagnóstica e desenvolvimental. In C. B. Neufeld
(Orgs.). Porto Alegre: Artmed.

Lopes, R. F. F. (2011). Contribuições da Terapia Cognitiva do esquema de J. Young para a avaliação e treinamento de Pais. In M. G. Caminha & R.
M. Caminha (Orgs.). Intervenções e Treinamento de Pais na Clínica Infantil (pp.121-148). Porto Alegre: Synopsys.

Marinho, M. L. Caballo, V.E. (2003). Comportamento antissocial infantil e seu impacto para a competência social. Psicologia, Saude é Doença,
3(2), 141-147

Petersen, C. S. & Wainer, R. (2011). Terapia Cognitivo-comportamental para crianças e adolescentes. São Paulo: Artmed.

Stallard, P. (2007a). Guia dos terapeutas para os bons pensamentos - bons sentimentos: utilizando a terapia cognitivo-comportamental com
crianças e adolescentes. Porto
Alegre: Artmed.

Stallard, P. (2009). Ansiedade: Terapia Cognitivo- Comportamental para crianças e Jovens. São Paulo: Artmed

Wainer, R. & Rijo, D. (2016). O modelo teórico: esquemas iniciais desadaptativos, estilos de enfrentamento e modos esquemáticos. In Wainer,
R., Paim, K., Erdos, R. & Andriola, R. (Orgs.), Terapia Cognitiva Focada em Esquemas. (1. ed., pp.47-63). Porto Alegre: Artmed.

Obrigada!
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(51) 3332.3249 | (51) 9523.7689


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